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Capítulo 21

Cargas Elétricas
21.2 Cargas Elétricas
21.3 Condutores e Isolantes

Condutores são materiais nos quais as cargas elétricas se movem com facilidade, como os metais, o
corpo humano e a água de torneira.

Não condutores, também conhecidos como isolantes, são materiais nos quais as cargas não se
movem, como a borracha, os plásticos, o vidro e a água destilada.

Semicondutores são materiais que possuem propriedades elétricas intermediárias entre as dos
condutores e as dos não condutores, como o silício e o germânio.

Supercondutores são condutores perfeitos, materiais nos quais as cargas se movem sem encontrar
resistência.

As propriedades elétricas dos materiais são determinadas pela estrutura atômica.

Os átomos são formados por três tipos de partículas: os prótons, que possuem carga elétrica positiva,
os elétrons, que possuem carga elétrica negativa, e os nêutrons, que não possuem carga elétrica. Os
prótons e nêutrons ocupam a região central do átomo, conhecida como núcleo.

Quando os átomos de um material condutor como o cobre se unem para formar um sólido, alguns
elétrons mais afastados do núcleo (que estão, portanto, submetidos a uma força de atração menor) se
tornam livres para vagar pelo material, deixando para trás átomos positivamente carregados (íons
positivos). Esses elétrons móveis recebem o nome de elétrons de condução.

Os materiais não condutores não possuem elétrons de condução.


21.3 Condutores e Isolantes

Dois pedaços de uma pastilha de gaultéria se afastando um do


outro. Os elétrons que saltam da superfície negativa do pedaço
Uma barra de cobre neutra é isolada eletricamente da A para a superfície positiva do pedaço B colidem com
terra ao ser suspensa por um fio de material não condutor. moléculas de nitrogênio (N2) do ar.
Uma barra de plástico eletricamente carregada atrai a
extremidade da barra de cobre que estiver mais próxima.
Isso acontece porque os elétrons de condução da barra de
cobre são repelidos para a extremidade mais afastada da
barra pela carga negativa da barra de plástico, deixando a
extremidade mais próxima com uma carga total positiva.
Como está mais próxima, a carga positiva é atraída pela
carga negativa da barra de plástico com mais força que a
carga negativa que se acumulou na outra extremidade é
repelida, o que produz uma rotação da barra de cobre.
21.4 Lei de Coulomb

Corrente elétrica é a taxa de variação com o tempo,


dq/dt, da carga que passa por um ponto ou região do
espaço:

onde i é a corrente elétrica (em ampères) e dq (em


coulombs) é a quantidade de carga que passa por um
ponto ou uma região do espaço no intervalo de tempo
dt (em segundos).

Assim,
21.4 Lei de Coulomb

Em um sistema de n partículas carregadas, as partículas interagem


independentemente aos pares, e a força que age sobre uma das partículas, a
partícula 1, por exemplo, é dada pela soma vetorial

onde, por exemplo, é a força que age sobre a partícula 1 devido à


presença da partícula 4.

Aos teoremas das cascas, que se revelaram úteis no estudo da gravitação,


correspondem teoremas análogos na eletrostática:
Exemplo: Força Total Exercida por Várias Partículas

Figura 21-8 (a) Duas partículas de


cargas q1 e q2 são mantidas fixas no
eixo x.
(b) Diagrama de corpo livre da
partícula 1, mostrando a força
eletrostática exercida pela partícula 2.
Exemplo: Força Total Exercida por Várias Partículas (continuação)

Figura 21-8 (c) Inclusão da


partícula 3. (d) Diagrama de
corpo livre da partícula 1.
Exemplo: Força Exercida por Várias Partículas (continuação)

Figura 21-8 (e) Inclusão da partícula


4. (f ) Diagrama de corpo livre da
partícula 1.
Exemplo: Equilíbrio de Duas Forças

O equilíbrio no ponto x = 2L é instável. Quando o


próton é deslocado para a esquerda em relação ao
ponto R, F1 e F2 aumentam, mas F2 aumenta mais
(porque q2 está mais próxima que q1), e a força
resultante faz com que o próton continue a se
mover para a esquerda até se chocar com a carga
q. Quando o próton é deslocado para a direita em
relação ao ponto R, F1 e F2 diminuem, mas F2
diminui mais, e a força resultante faz com que o
próton continue a se mover indefinidamente para
a direita. Se o equilíbrio fosse estável, o próton
voltaria à posição inicial depois de ser deslocado
ligeiramente para a esquerda ou para a direita.
Exemplo: Distribuição de Cargas (1) Como as esferas são iguais, devem terminar
com cargas iguais (mesmo sinal e mesmo valor
absoluto). (2) A soma inicial das cargas (incluindo
o sinal) deve ser igual à soma final das cargas.
Raciocínio Quando as esferas são ligadas por um
fio, os elétrons de condução (negativos) da esfera
B, que se repelem mutuamente, podem se afastar
uns dos outros movendo-se, através do fio, para a
esfera A positivamente carregada, como mostra a
Fig. 21-10b.

Com isso, a esfera B perde cargas negativas e fica


positivamente carregada, enquanto a esfera A ganha
cargas negativas e fica menos positivamente
carregada. A transferência de carga cessa quando a
carga da esfera B aumenta para Q/2 e a carga da
esfera A diminui para Q/2, o que acontece quando
uma carga −Q/2 passa de B para A.

As esferas, agora positivamente carregadas, passam


a se repelir com uma força dada por

Figura 21-10 Duas pequenas esferas condutoras, A


e B. (a) No início, a esfera A está carregada
positivamente. (b) Uma carga negativa é transferida
de B para A através de um fio condutor. (c) As duas
esferas ficam carregadas positivamente.
Exemplo: Distribuição de Cargas (continuação)

Raciocínio Quando ligamos um objeto


carregado à terra (que é um imenso condutor),
neutralizamos o objeto.

Se a esfera A estivesse negativamente


carregada, a repulsão mútua entre os elétrons
em excesso faria com que esses elétrons
migrassem da esfera para a terra. Como a
esfera A está positivamente carregada,
elétrons com uma carga total de −Q/2 migram
da terra para a esfera (Fig. 21-10d), deixando
a esfera com carga 0 (Fig. 21-10e). Assim, a
nova força eletrostática entre as esferas é
Figura 21-10 (d) Uma carga negativa é zero.
transferida para a esfera A através de um fio
condutor ligado à terra. (e) A esfera A fica neutra.
21.5 A Carga é Quantizada
21.5 A Carga é Quantizada
Exemplo: Repulsão Entre as Partículas de um Núcleo Atômico
21.6 A Carga é Conservada
Quando friccionamos um bastão de vidro com um pedaço de seda, o bastão fica positivamente
carregado. As medidas mostram que uma carga negativa de mesmo valor absoluto se acumula na
seda. Isso sugere que o processo não cria cargas, mas apenas transfere cargas de um corpo para
outro, rompendo no processo a neutralidade de carga dos dois corpos.

Essa hipótese de conservação da carga elétrica foi comprovada exaustivamente, tanto para
objetos macroscópicos como para átomos, núcleos e partículas elementares.

Exemplo 1: O decaimento radioativo de núcleos atômicos, no qual um núcleo se transforma


em um núcleo diferente.

Um núcleo de urânio 238 (238U) se transforma em um núcleo de tório 234 (234Th) emitindo uma
partícula alfa, que é um núcleo de hélio (4He); a carga total é +92e antes e depois do
decaimento.

Exemplo 2: Um elétron e (cuja carga é –e) e sua antipartícula, o pósitron (cuja carga é +e),
sofrem um processo de aniquilação e se transformam em dois raios gama (ondas
eletromagnéticas de alta energia); a carga total é zero antes e depois da aniquilação.

Exemplo 3: Um raio gama se transforma em um elétron e um pósitron; a carga total é zero antes
e depois da transformação.