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1.

DESPACHO ADUANEIRO - EXPORTAÇÃO

Despacho de exportação é o procedimento mediante o qual é verificada
a exatidão dos dados declarados pelo exportador em relação à mercadoria, aos
documentos apresentados e à legislação específica, com vistas a seu
desembaraço aduaneiro e a sua saída para o exterior. (Art. 580
do Regulamento Aduaneiro), ou seja, toda mercadoria destinada ao exterior,
inclusive a reexportada, está sujeita a despacho de exportação, com as
exceções estabelecidas na legislação específica.
Em geral, o despacho de exportação será processado por meio de
Declaração de Exportação (DDE), registrada no Sistema Integrado de
Comércio Exterior (Siscomex), tendo a si vinculados um ou mais Registros de
Exportação (RE). Existem também despachos que podem ser processados por
meio da Declaração Simplificada de Exportação (DSE), prescindindo de RE, e,
ainda, despachos sem registro no Siscomex previstos em normas específicas.

1.2 Registros de Exportação (RE)

O registro da declaração para despacho de exportação é o primeiro passo
para o início do despacho da mercadoria para o exterior, é o próprio exportador
que identifica o comprador, o preço, qual a via de transporte que será utilizada,
quais são as mercadorias, todos os dados citados, neste registro é
apresentado de forma detalhada como a transação será realizada.
O RE pode ser alterado em qualquer momento antes de se iniciar o
procedimento do despacho aduaneiro (registro da DE). Entretanto, qualquer
alteração submeterá o RE a nova análise, a qual poderá implicar em novas
anuências. Se a mercadoria for sensível, isto é, estiver dentro do conjunto
daquelas que o governo entende dever controlar, o RE será manualmente
aprovado (ou não) por um servidor da Secretaria de Comércio Exterior,
eventualmente também por outro anuente. Se a mercadoria não for sensível,
sua aprovação será automática.
1.3 Declaração de Exportação (DDE)

A elaboração da Declaração de Exportação (DE) inicia o despacho
aduaneiro de exportação. Nesse momento, a DE recebe uma numeração
automática, única, nacional e sequencial, reiniciada a cada ano pelo Siscomex.
Como já foi citado a Declaração de Exportação, poderá conter um ou
mais Registros de Exportação (RE), desde que estes se refiram,
cumulativamente: ao mesmo exportador, a mercadorias negociadas na mesma
moeda e na mesma condição de venda e às mesmas unidades da RFB de
despacho e de embarque.
É com esse registro que a fiscalização aduaneira verificará a exatidão das
informações prestadas pelo exportador com relação a natureza comercial,
fiscal, tributária e administrativa, quanto aos documentos apresentados, à
carga e à legislação especifica. Caso tudo esteja de acordo com os
procedimentos legais exigidos, a mercadoria será desembaraçada e a saída
para o exterior será autorizada.

1.4 Declaração Simplificada de Exportação (DSE)

Este tipo de declaração é destinado às operações de menor valor - até
US$ 10 mil -, com procedimentos simplificados perante o Siscomex, é o
documento alternativo ao DDE. Este documento eletrônico emitido pelo
exportador ou seu representante em terminal possui validade para utilização de
até 15 dias.Todas as exportações, feitas por DSE, podem ser pagas por meio
de cartão de crédito internacional ou por meio de Boleto de Compra e Venda
de Moeda Estrangeira.
A DSE é uma operação que apresenta uma configuração de poucos
procedimentos e de fácil formulação, alavancando os negócios de exportação
das pequenas e médias empresas.
A DSE possui algumas vantagens, ela permite o fechamento de câmbio
simplificado, possibilita a diminuição do número de documentos apresentados
em relação ao número exigido quando a exportação ultrapassa o valor limite;
elimina a necessidade de contratação de despachante aduaneiro, possibilita a
utilização da Internet e reduz custos e agiliza procedimentos operacionais.
2 OUTRAS FORMAS DE DECLARAÇÃO DE EXPORTAÇÃO

2.1 Exporta Fácil

É um processo para facilitar o acesso de empresas de pequeno, médio e
grande porte ao mercado externo, os correios oferecem o exporta fácil, que é
um serviço de remessa internacional que envia mercadorias até o limite de US$
50 mil. É preciso o preenchimento de um único documento, que pode ser feito
até pela Internet, o exportador tem que entregar os documentos obrigatórios,
como a nota fiscal e a fatura e os correios cuidam de todo o transporte e do
despacho de exportação.

2.2 Consumo de Bordo

É considerada exportação para os efeitos fiscais previstos na legislação
vigente, o fornecimento de combustíveis, lubrificantes e demais mercadorias
destinadas a uso e consumo de bordo, em embarcações ou aeronaves,
exclusivamente de tráfego internacional, de bandeira brasileira ou estrangeira,
Inclui o fornecimento de mercadorias para consumo e uso a bordo, qualquer
que seja a finalidade do produto. Deve destinar-se ao consumo da tripulação
ou dos passageiros, ao uso ou consumo da própria embarcação ou aeronave,
bem como a sua conservação ou manutenção.

Esses tipos de mercadorias podem ser processados como exportação,
com emissão dos REs e da DDE, com preenchimento mais simples do que os
outros, e a vantagem é que pode ser formalizado após a entrega.

2.3 Venda Direta a Turistas

A exportação direta realiza a venda de um produto ou serviço de forma
direta com o cliente, neste caso ao turista, podendo ser artefatos, jóias, com
pagamentos m moeda estrangeira. Neste caso a empresa tem até o último dia
da quinzena a aquela que foi efetuada a compra para proceder ao despacho,
tendo como base as notas fiscais. Neste tipo de exportação o produto já saiu
do país, provavelmente na bagagem o cliente.
2.4 RTS: Objetos Postais e Encomendas Expressas

O Regime de Tributação Simplificada (RTS) poderá ser utilizado no
despacho aduaneiro de importação de bens integrantes de remessa postal ou
de encomenda aérea internacional no valor de até US$ 3.000,00 ou o
equivalente em outra moeda, destinada a pessoa física ou jurídica, mediante o
pagamento do Imposto de Importação calculado com a aplicação da alíquota
de 60% (sessenta por cento), independentemente da classificação tarifária dos
bens que compõem a remessa ou encomenda. (Receita Federal)
Já na exportação objetos enviados pelos correios ou por empresa de
remessa expressa não são tributados, embora não possam ser beneficiados
por isenções de IPI e ICMS.

3 ETAPAS DO DESPACHO DE EXPORTAÇÃO

1- Confirmação da presença da carga

Esta etapa é a confirmação da presença da carga pelo depositário,
em recinto alfandegado, ou pelo exportador, em local não alfandegado.

2- Recepção dos documentos

Logo após a informação da presença da carga, ocorrerá a
recepção dos documentos do despacho, que consiste na entrega, pelo
exportador, dos documentos instrutivos do despacho e registro de tal fato
no Sistema, pela Aduana.

3- Parametrização

Registrada no Sistema, a recepção dos documentos instrutivos do
despacho, a próxima etapa será a parametrização que a seleção, pelo
Siscomex, dos despachos de exportação para um dos seguintes canais
de conferência aduaneira: verde, laranja ou vermelho.
- Canal verde: são dispensados o exame documental e a verificação da
mercadoria. O desembaraço é feito automaticamente pelo Siscomex;
- Canal laranja: é realizado apenas o exame documental, dispensando-se
a verificação da mercadoria;
- Canal vermelho: o despacho é submetido tanto ao exame documental
quanto à verificação da mercadoria.

4- Distribuição

Após a parametrização, os despachos de exportação selecionados
para os canais laranja e vermelho serão distribuídos para os Auditores
Fiscais da Receita Federal (AFRF), para análise.

5- Desembaraço

O AFRF fará o exame documental do despacho, caso o mesmo
tenha sido selecionado para o canal laranja, conferindo se os dados
constantes na DDE ou DSE coincidem e se harmonizam com as
informações da documentação instrutiva do despacho.
Caso o despacho tenha sido selecionado para o canal vermelho, o
AFRF efetuará o exame documental e a verificação da mercadoria.

6- Registro dos dados de embarque

O transportador registrará os dados de embarque imediatamente
depois de realizado o embarque da mercadoria para o exterior, com base
nos documentos por ele emitidos.

7- Averbação de embarque

A averbação é a última etapa do despacho de exportação e
consiste na confirmação, pela fiscalização aduaneira, do embarque da
mercadoria.A averbação será feita, no Sistema, após a confirmação do
efetivo embarque da mercadoria e do registro dos dados pertinentes pelo
transportador.
Registrados os dados de embarque, se os dados informados pelo
transportador coincidirem com os registrados no desembaraço da DDE
ou DSE, haverá averbação automática do embarque pelo Sistema. Caso
contrário, a Alfândega irá analisar a documentação apresentada,
confrontando-a com os dados relativos ao desembaraço e ao embarque,
efetuando-se a chamada averbação manual, com ou sem divergência.

8- Emissão do comprovante de exportação

Com a averbação no Sistema, será fornecido ao exportador,
quando solicitado, o documento comprobatório da exportação, emitido
pelo Siscomex, na Unidade de despacho da mercadoria.

BIBLIOGRAFIA

Apostila sobre Comércio Exterior, Parte 3 – Professor Jeferson dos Santos
Disponível em: <http://www.atlantaaduaneira.com.br/exportacao/etapas.html>.
Acesso em 10/05/2018
Disponível em: <http://www.aprendendoaexportar.gov.br/index.php/despacho-
aduaneiro>. Acesso em 12/05/2018