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Um ano de governo Nyusi

Manta de
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Retalhos so
um
de

Ilec Vilanculo
io

Págs. 2, 3, 5, 14 e 15

Lourenço do Rosário e o baleamento do SG da Renamo


ár

Há forças que não estão


Di

interessadas na paz
2 Savana 22-01-2016
TEMA DA SEMANA

Onde está o martelo?


É tradição nesta casa fazermos uma avaliação própria do desempenho do governo. Nesta terça-feira, 19, o Executivo de Filipe Ny Nyusi
completou o seu primeiro ano após a entrada em funções. Metemos mão à obra e analisámos ministro a ministro. Esta é uma avalia avaliação
que tem em conta o desempenho de cada um dos 23 membros do Conselho de Ministros (CM). Ao procedermos à avaliação – incluindo
o desempenho do presidente Filipe Nyusi - tomamos em conta o empenho pessoal de cada um dos membros do CM para a concretização

o
dos objectivos que o respectivo cargo exige, num governo com muitas incertezas e com alguns ministros a lançarem sinais contrad
contraditórios.
Entre a opinião pública, há ainda legítimas dúvidas se Filipe Nyusi e o seu Executivo estarão à altura de usar todas as armas d
disponíveis
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Presidente da República: no Parlamento. ções dos doadores, baixa de pre-
Filipe J. Nyusi Apesar do apelo à austeridade con- ços nas commodities e dólar alto
O presidente Nyusi, que por tinuaram as visitas às províncias e fizeram o metical dar um tram-
imperativos constitucionais distritos, fontes de chorudas ajudas bolhão. Em Novembro o dólar
também é o chefe do governo, de custo para funcionários públicos, chegou a ser transaccionado a
começou o seu mandato de for- territórios que tinham sido visitados 60 meticais, apesar de ter desci-
ma auspiciosa, depois de um menos de um ano antes no âmbito do actualmente para os 50, não

ció
longo e penoso período em que eleitor
da campanha eleitoral. obstante a banca comercial ten-
o país parou literalmente, entre Sem qualquer abertura à Renamo e a tar aparentar que está nos 45, a
as eleições de Outubro e a in- Afonso Dhlakama, o diálogo políti- nova meta consensualizada com
vestidura em Janeiro. co entrou em colapso a meio do ano. o FMI. Os BRIC (Brasil, Rús-
O seu discurso inaugural re- Dois atentados contra Dhlakama sia, Índia, África do Sul e Chi-
cebeu elogios transversais. em Setembro mataram em definiti- na) mostraram que não estavam
Prenunciava-se uma nova era vo o potencial de confiança para um à altura de travar o trambolhão.
política para o país. futuro diálogo político. Nyusi nunca A agricultura continua sem des-
Nyusi elegeu a paz e a inclusão se pronunciou sobre os atentados, o colar e o grande mercado abas-

so
como algumas das suas princi- Parlamento nunca estabeleceu uma tecedor de Moçambique conti-
pais bandeiras. comissão de inquérito sobre os aten- nua a ser a África do Sul.
Dois encontros sem agenda tados à vida do líder da oposição, ac- Na frente diplomática nada de
com Afonso Dhlakama levan- novo.
ções que se julga terem sido perpe-
Politicamente foi praticamente
taram enormes expectativas tradas por forças especiais do regime
séquito de vice-ministros que foram algumas das figuras ligadas à mais extinto o grupo de choque dos
populares. Mas a Comissão Po- trajando à civil.
depois nomeados. odiada entidade da anterior presi- G40, foram substituídos os pri-
lítica da Frelimo encarregou-se A visita a Angola e os equívocos em
Os governadores foram nomeados dência, o grupo de propagandistas meiros secretários da Frelimo
de destruir por completo essas torno das simpatias pelo modelo
apressadamente, aparentemente tristemente conhecido por G-40. nas províncias, embora ninguém
expectativas. angolano foram uma “gaffe” monu- garanta que os novos são leais
um
Na governação e nos que foram com medo que se corresse a tenta- Como se acreditava na boa vontade mental complementar ao processo ao novo presidente. Há espe-
apontados para a governação ção de apontar alguém que não fosse presidencial, no seu animus, a reu- de paz, pois ficou no ar que sectores rança de que Nyusi ganhe mais
começou a primeira desilusão. da Frelimo. O governo, salvo algu- nião do Comité Central (CC) de 29 próximos de Nyusi gostariam de um poderes no CC de Fevereiro,
Os nomeados não correspon- mas excepções tinha todo o cartão de Março de 2015, mesmo sem estar epílogo análogo a Savimbi em An- nomeadamente com novo secre-
diam às linhas enunciadas pelo vermelho. Alguém veio explicar que na agenda, apeou Guebuza do cargo gola. tariado e uma Comissão Política
discurso inaugural. Na manta tinha sido mal percebida a noção de presidente da Frelimo, dado que A economia também não ajudou mexida.
de retalhos de que foi composto presidencial de inclusão, de que no era visto como obstáculo às mudan- Nyusi. É certo que os erros vêm de Ao fim de um ano de mandato,
o governo, havia muito de gue- seu coração cabiam todos os mo- ças de Nyusi. trás, mas o máximo que Nyusi con- nunca estiveram tão baixos os
buzismo, sobretudo elementos çambicanos, que as boas ideias não Porém, as ideias de descentraliza- seguiu dizer é que encontrou os co- níveis de popularidade do actual
que nem sequer demonstraram têm cor partidária. ção propostas pela Renamo – e que fres vazios. Sem liquidez decorrente presidente e as expectativas de
grandes competências. O go- Em matéria de competência, o seu apar
aparentemente causaram a morte ao da não produção na economia real, futuro são parcas. Na vox populi,
verno era demasiado grande gabinete de assessores ficou muito jurista Gilles Cistac – foram limi- decréscimo do investimento externo, até a ignomínia de um mandato
de

e ainda hoje não se percebe o aquém das expectativas, incluindo narmente chumbadas pela Frelimo decréscimo e boicote das contribui- deixado a meio já foi aventada.

Primeiro-Ministro, Carlos icultura. Como PM,


nistério da Agricultura. dezenas de incompetentes que são de eleições partidárias antigas) e as África Sub-Sahariana. Mas mesmo
Agostinho do Rosário (PM) quando recebeu queixas da calami- lá colocados por indicação partidá- receitas baixam. O Orçamento rec- assim, acredita-se que a factura do
Surpreendentemente, Carlos Agosti- tosa gestão em algumas empresas ria, impor eficiência, meritocracia e tificativo só foi possível com a pres- pagamento dos combustíveis poderia
nho do Rosário é uma das agradáveis públicas agiu rapidamente. Empresa boas práticas de gestão. Mas estas são são do FMI e o acenar da bóia dos ter sido melhor gerida, assim como
caras do Governo de Filipe Nyusi. ambicana de Seguros (EMO-
Moçambicana questões que ultrapassam largamente USD282 milhões para equilibrar as os desembolsos para retornar o IVA
SE), Instituto Nacional de Segurança o PM. Um percurso a continuar a se- contas públicas e o honrar dos com- às empresas. Aliás o FMI vem dizer
Social (INSS), Telecomunicações de guir com atenção. promissos internacionais. no seu último relatório que o IVA
io

Moçambique (TDM), mCel, Linhas O Banco de Moçambique actuou, é um factor de desigualdade acres-
Aéreas de Moçambique (LAM), Ad- Ministro da Economia e mas actuou tarde. Todos sabiam centado ao velho estribilho – nunca
ministração Nacional de Estradas Finanças: Adriano Maleiane do sobreaquecimento do metical e atingido – do alargamento da base
(ANE), Rádio Moçambique (RM), Quando se pensava que Manuel das más contas que vinham de trás. tributária.
Televisão de Moçambique (TVM) Chang renovaria a pasta das Finan- Maleiane, sem ter grandes culpas no Maleiane é suposto melhorar as rela-
e Agência de Informação de Mo- ças, é Adriano Maleiane, o então pre- cartório, terminou o primeiro ano de ções com os doadores, mas os facto-
ár

çambique (AIM) foram algumas das sidente do Banco Estatal de Investi- mandato com a inflacção acumulada res de instabilidade política e social
instituições que conheceram a inter- mentos que foi o escolhido. em dois dígitos (10,55%) e prova- (Renamo e raptos) ultrapassam a sua
A Ematum, a empresa pesquei- velmente o crescimento abaixo dos capacidade de actuação e condicio-
venção do PM. Na maior parte dos
ra financiada com um eurobond 6%, o que não é mau no contexto da nam a própria acção dos doadores.
casos, nomeadamente, na comunica-
de USD850 milhões foi fatal para Quando precisava de mais apoio
ção social estatal, continua o doentio
Chang, mas foi também essa uma directo ao Orçamento, os doadores
servilismo governamental, enquanto
das expectativas na nomeação de
Di

nas unidades económicas em “es- voltam às fórmulas de cooperação


Maleiane. Conseguir a renegociação
tado de coma” é preciso muito mais bilateral.
de um pagamento apertado a sete
que uma simples visita do PM. Te- Com tantas adversidades pela fren-
anos e a juros bem acima da média,
mos também de esperar para ver se a te, apesar da competência e do trato
quando se trata de governos. Um ano
indicação da antiga vice-ministra da fácil, muitos há que acham que, pro-
depois, Maleiane ainda não anunciou
Terra, Ambiente e Desenvolvimento vavelmente Maleiane não é propria-
Inicialmente escolhido como figura qualquer nova situação para um dos
Rural, Ana Senda Coani, para PCA mente o homem mais talhado para
de segundo plano, tem tido um de- pesos-pesados da dívida externa de
do Instituto de Gestão das Participa- encontrar soluções criativas no mar
sempenho notável, nomeadamente, Moçambique, colocada ao longo do
ções do Estado (IGEPE), é ou não de dificuldades por que o país passa.
nos embates no Parlamento, onde ano no limiar da sustentabilidade.
uma escolha acertada, dada a “bagun- Apesar de tudo isto se saber, Maleia-
há uma oposição mais bem prepa- ça” que anda nas contas das estatais Ministro do Interior: Jaime
ne aceitou estoicamente o desafio.
rada e mais estudiosa dos “dossiers” a participadas e as reticências sobre Basílio Monteiro
O resto é sabido. A economia não
governamentais. Rosário vinha de as competências técnicas da ex-vice. É das caras mais visíveis da confron-
tem ajudado o ministro da área e das
uma longa e cinzenta “travessia do Mas esta é uma vez mais uma ques- Finanças Públicas. tação com a Renamo. Basílio Mon-
deserto” no exterior, depois de alguns tão de endemia, cortar com os “sacos Mexeu na direcção da colecta dos teiro, um homem da Zambézia, por
processos mal resolvidos em torno de azuis” ao partido Frelimo, afastar impostos (aparentemente um proble- força das suas funções, foi encostado
propriedade relacionada com o mi- dos Conselhos de Administração as ma de feitios e um ajuste de contas à ala radical do regime, que defende a
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TEMA DA SEMANA

via armada para “acabar com a Rena- Ministro dos Negócios engolir em seco e fazer uma série Anadarko), distribuição de DUAT, nistro Lambo se notabilizou em
mo de Afonso Dhlakama”. Estrangeiros e Cooperação: de mexidas de duvidosa eficácia nas intervenção sobre o ambiente são inaugurações de casas para comba-
Num ano em frente do ministério Oldemiro Baloi embaixadas do exterior. Conhecido alguns projectos de grande impacto tentes de grande deficiência, naqui-
que superintende ramos da seguran- Transitou “à última da hora” do rei- como “soft” na sua relação com a desenvolvidos por Correia. Na car- lo que pode ter sido o culminar do
ça pública, como a PRM e a Unidade nado de Armando Guebuza para o comunidade diplomática, sobretudo teira (ou no computador) está ainda trabalho do seu antecessor, Mateus
de Intervenção Rápida (UIR), Basí- de Filipe Nyusi, mas continua igual a quando teve de limar algumas inép- o projecto “estrela”, mais um ambi- Kida. Mais uma má receita para um
lio Monteiro nunca escondeu a sua si mesmo. Nestes 12 meses, Oldemi- cias e arrogâncias da dupla Cuere- cioso objectivo de Correia visando problema com barbas. O assunto
obcecação pela via armada como a ro Baloi teve a dura missão de “apa- neia/Chang, Baloi tem agora passado o desenvolvimento rural integrado. dos combatentes – e vemos os seus
gar fogo” sobre o País.

o
solução para a tensão político-militar mensagens duras à comunidade di- Correia, eventualmente, em Feverei- reflexos na Guiné-Bissau – exige
Logo no início, o ministro dos Negó- plomática, nomeadamente sugestões uma abordagem muito mais dinâmi-
cios Estrangeiros e Cooperação teve de simpatias para com a Renamo, ca e muita tecnologia para cadastro,
de gerir o “dossier Gilles Cistac”, o depois do escândalo dos dois aten- cruzamento de dados e pagamentos
constitucionalista barbaramente as-

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tados contra o líder da oposição em on-line. Não se sabe mesmo da des-
sassinado a 03 de Março de 2015, Moçambique. Em ocasiões distintas treza do ministro em manejar um
numa zona nobre de Maputo. teve também de mostrar o “cartão computador.
Dias depois do acto macabro que amarelo” aos representantes do Ca-
tirou a vida do académico que for- nadá e Alemanha, mas não comenta Ministro da Agricultura e
mou gerações de juristas e deu seu os violentos ataques que a imprensa Segurança Alimentar: José
conhecimento ao serviço do Estado fiel ao regime tem sistematicamente Pacheco
moçambicano, Baloi reuniu com o disferido contra diplomatas dos Es- Dirige um ministério com poderes
corpo diplomático acreditado em tados Unidos, Inglaterra, Portugal e reduzidos. Perdeu a terra e as flores-
Maputo para transmitir garantias do Itália. tas para o ministério de Celso Cor-

ció
seu Governo em tudo fazer para o es- reia. Contudo, o discurso de produ-
clarecimento da morte que chocou o Ministra na Presidência para os ção de alimentos não passa de letra
País e o mundo. Assuntos da Casa Civil: Adelaide morta. O país continua fortemente
Não tardou que o “bombeiro” viajasse Amurane dependente da vizinha África do Sul
para França, a terra natal do profes- Pouco ou nada há a dizer sobre esta no abastecimento dos mercados na-
sor catedrático, onde, dentre vários ministra e ministério, que claramente cionais. Havia muita expectativa de
que o País vive há longos três anos. assuntos, reuniu com Laurent Fabius, poderia ser uma direcção, tal como mudança no sector agrário, uma vez
ro deste ano poderá dar um salto para
Contrariando o espírito tolerante do ministro dos Negócios Estrangeiros afirmámos há um ano. Sobrevivente que cabia a este ministro materializar
a Comissão Política do seu partido.
seu Comandante em Chefe, Filipe e Desenvolvimento Internacional da administração Guebuza, Amura- as promessas da campanha eleitoral
Nyusi, o antigo subordinado do po- francês, encontro durante o qual ne, também sobrevivente dos equi- de promover uma agricultura meca-

so
Ministro dos Combatentes:
lémico Comandante Geral da PRM, terá sido abordado o homicídio do líbrios étnicos-regionais nas insti- nizada. Pouco foi feito! O também
Eusébio Lambo
Jorge Khalau, chegou a “declarar docente de Direito Constitucional tuições governamentais de topo, um técnico agrícola de formação não
É dos mais velhos ministros da equi-
guerra” contra a Renamo, naquilo que que, na base da lei, sempre desafiou conceito introduzido pela Frelimo, é conseguiu imprimir uma dinâmica
pa de Filipe Nyusi. Antigo Com-
chamou de perseguição aos ninhos necessária para alavancar a agricul-
batente, Eusébio Lambo Gondiwa
de instabilidade que, segundo ele, tura. Parece ainda não ter compre-
herdou um ministério rotulado como
deviam, a todo o custo e com todos endido a filosofia que o Presidente
inoperante por alguns daqueles que
os meios, ser desmantelados o mais pretende para a agricultura.
um dia pegaram em armas contra o
rápido possível. No princípio do ano de 2015, a zona
colonialismo
colonialismo, soberania e pela demo-
Entretanto, dias depois, o presidente norte foi uma das mais assoladas
cracia.
Filipe Nyusi veio a apelar à “ponde-
um
Entretanto, o ministro chegou ao pelas cheias, o que deitou abaixo
ração”, naquilo que foi interpretado a maior parte da produção. O pro-
ministério com a lição estudada, por
em meios habilitados como uma grama de distribuição das sementes
isso elegeu logo no início a regula-
ordem para o fim do desarmamento não foi abrangente para relançar a
rização das pensões dos combatentes
compulsivo da Renamo, em nome da campanha agrária nestes pontos. O
como a sua principal batalha. Nisso,
concórdia e da tolerância. discurso oficial continua indicando
e no âmbito do périplo que fez pelo
Mas controverso para consigo mes- a agricultura como a principal base
País, Eusébio Lambo anunciou a
mo, esta semana, Basílio Monteiro, económica do país, mas os níveis de
criação de brigadas mistas para tra-
que falava a jornalistas no âmbito produção continuam preocupantes.
balhar em todas as províncias, numa
da sua visita à região centro do País, O álibi do seu tempo no Centro de
acção extensiva aos distritos, com ob-
inverteu as letras, afirmando catego- Conferências Joaquim Chissano e
jectivo de reverificar e requalificar os
ricamente que a Renamo não repre-
casos malparados relativos à fixação
senta qualquer ameaça à estabilidade
de

de pensões dos veteranos e desmobi-


do País, um discurso típico de um a Frelimo. a burocrata-em-chefe da Presidência lizados de guerra.
ministro que ainda procura um rumo. Quando parecia ter “apagado o fogo”, da República, um cargo com muito Garantiu que a meta era finalizar
Do ponto de vista operacional, a o chefe da diplomacia moçambicana pouca visibilidade. Coordena o tra-
pouc o registo e a fixação de pensões até
maior fatia da “intervenção silen- foi chamado a “debelar” a onda de balho da equipa civil de apoio ao finais de 2015, mas a promessa não
ciosa” contra a Renamo tem estado xenofobia que,, em Abril, voltou a sa- Presidente da República, um traba-
nas suas mãos através dos núcleos cudir a terra dos “cunhados”. lho que nem sempre é fácil, dadas as
das forças especiais – UIR e GOE – Para além da diplomacia com as pressões externas para uma audiência
embora tacticamente se questione se autoridades sul-africanas, Oldemi- com o Chefe de Estado. A ministra é
estas unidades foram de facto prepa- ro Baloi anunciou a criação de uma fraca, os assessores, para não ficarem
radas para confrontos de mata contra
io

equipa multidisciplinar para apoiar a rir-se da ministra, são tão fracos


forças de guerrilha. o regresso ao País dos cidadãos mo- quanto ela e já somam entre si com
A sua promessa de esclarecer rapida- çambicanos, ora na África do Sul. várias “gaffes” cometidas pelo Chefe
mente o assassinato do constitucio- Dialogou com a ministra dos Negó- de Estado. Inicialmente concebido
nalista Gilles Cistac foi como uma cios Estrangeiros da África do sul, como um grupo de trabalho que po-
letra escrita sobre a areia que o vento Maite Nkoana Mashabana, e mos- deria de algum modo acompanhar a
ár

tratou de apagá-la. As redes mafiosas trou preocupação, exigindo maior actividade governamental, o grupo
dentro do seu ministério ligadas a se- celeridade no tratamento do assunto
assunto. está a anos luz de tal objectivo. Mais
questros, um negócio que se tornou os anti-corpos que ganhou por essas
Contudo, dentro da sua própria uma área a sugerir uma profunda re-
altamente lucrativo em Moçambique, funções não justificam que o sector
casa, visto como um ninho de víbo- flexão.
continuam activas. Mas nem tudo continue a não ser a vanguarda que é
ras, Baloi resistiu aparentemente a
são tragédias. Monteiro conseguiu anunciada desde 1975.
uma operação coordenada a partir Ministro da Terra, Ambiente e
influenciar reformas no seu ministé- da China para o fazer cair. “Maca-
Di

Desenvolvimento Rural: Celso


rio, que levaram o Presidente Nyusi co velho” que é, Baloi, uma aposta Correia Ministro da Justiça, Assuntos
a efectuar uma “revolução” na PRM, de Nyusi para o auxiliar na política Muito foi dito sobre este minis- Constitucionais e Religiosos:
passou disso mesmo, porquanto as Abdurremane Lino de Almeida
com uma “vassourada” que levou qua- externa dada a sua vasta experiência, tro, que claramente se transformou lamúrias e os gritos daqueles que a É um ministro que vem confirman-
dros da luta armada e provenientes do vai conseguindo resistir a outras vá- numa das estrelas da governação Fi-
exército do partido único à reserva. história oficial diz que sacrificaram do que foi um claro erro de casting
rias tentativas de muitos detractores lipe Nyusi. Faz parte do núcleo duro
Um total de 93 oficiais superiores
iores que as suas vidas para responder ao cha- de Filipe Nyusi. Uma das gaffes mais
dentr
dentro da sua própria casa, que gos- em torno do Presidente, mas é alvo
foram varridos. Contudo, Monteiro mamento da pátria continuam a su- frescas do ministro foi ter empurrado
tavam de ver diplomatas de carreira de críticas dentro e fora do governo
e Nyusi continuam hesitantes em gerir uma nova dinâmica e filosofia o Presidente a decidir indultar e co-
nomeados embaixadores. Contudo, pela forma arrojada e pujante com
substituir Jorge Khalau. Por enquan- que ataca os assuntos que cabem ao do ministério. mutar penas de mil presos, uma me-
apesar de ter um capital de simpatia
to deram-lhe uma sombra: o general seu ministério. Celso Correia vai, A reinserção social dos combatentes, dida que criou um mal-estar no seio
e segurança dentro e fora do governo
José Weng San, então comandante da pelos anos que leva no posto, Baloi é lentamente, mostrando visibilidade, no âmbito do Fundo da Paz, foi para de várias instituições do sector judi-
Polícia de Fronteira, que ocupa agora também criticado pelo “sangue novo” propostas e projectos que nunca fo- seus camaradas da Frelimo. Agora ciário. Até os serviços prisionais não
o cargo de vice-Comandante Ge- que Nyusi trouxe para o executivo, ram antes ensaiados pelos anteriores lidera uma campanha de propagan- foram consultados pelo ministro. Re-
ral da Polícia. Mas não deixa de ser que gostaria de ver mais sofisticação governos. Reformas no sector flores- da para atrair os “forças residuais da conhece-se que o PR tomou a deci-
facto que Khalau é agora uma figura no que o Presidente define como “di- tal, pressão sobre os caçadores furti- Renamo”, acenando com o fundo da são dentro dos termos da Constitui-
muito mais apagada na hierarquia da plomacia económica”. Como sempre vos, intervenção no reassentamento Paz. ção, mas dentro do sector entende-se
polícia. que muda um presidente, teve de em Palma (atingidos pelo projecto da Foi, de resto, um ano em que o mi- que a decisão presidencial devia ter
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TEMA DA SEMANA
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TEMA DA SEMANA

sido antecedida por uma auscultação assumido as suas reais responsabili- façanhas que protagonizou durante que já foi apresentada ao PM, Carlos à Transmarítima, e à Emodraga en-
muito mais abrangente e através do dades tendo em conta o papel do seu a guerra contra o colonialismo por- Agostinho do Rosário, aquando da tre outras. Mesmo os CFM, o maior
Conselho de Ministros aprovar-se pelouro na coordenação, planificação tuguês, um dos delfins de Samora sua visita àquela instituição em No- cobrador de rendas do Estado, têm
um decreto que adeque a referida lei à e a execução das políticas estratégicas Machel, não conseguiu ainda tornar vembro do ano passado. Mas a culpa de ter um papel mais definido, pois
realidade actual, o que não aconteceu. nas áreas do mar, águas interiores e o exército nacional um verdadeiro não é do ministro, é importante que não se percebe onde entra como
Outro desastre do ministro foi, apa- pescas. O ministro mais parece a Ci- exército republicano e longe dos fo- o Estado olhe para a reconstrução accionista e onde é concessionário,
rentemente sem planificação, a in- dália Chaúque das Pescas. cos de instabilidade. Vamos ver como pós-cheias como prioridade. provocando inúmeros conflitos de
trodução de pagamento via banco de Sente dificuldades em lidar com o M’tumuke fará a integração dos ditos Sobre a habitação e a inoperância dos interesse, alimentando um naipe de

o
serviços de registo e notariado, uma intricado dossier EMATUM (ha- homens da Renamo que a imprensa decisores são por demais conhecidas. ineptos pagos a preços de ouro e
medida que se revelou impopular e bitualmente nas mãos do PM e do do regime anuncia diariamente que São desafios para o ministro que se com muito pouco trabalho visto. A
apanhou os utentes desprevenidos. estreou há um ano num alto cargo questão dos registos dos cartões SIM
Pensada para combater casos de des- público. Agora que são conhecidos (sobretudo uma preocupação securi-

log
vios de fundos e corrupção e aumen- os relatórios sobre o desempenho tária) e a regulação do mercado dos
tar os níveis de cobrança de impostos, económico de 2015, em todos é re- telecomunicações também continu-
foi depois visto que a ideia foi pre- ferido o impacto das cheias de Janei- am por resolver. Mesquita, enquanto
parada em cima de joelho e consta- ro. Mas o impacto ficou a dever-se à titular de um cargo público vindo do
tou-se haver ainda necessidade de enervante inoperacionalidade gover- sector empresarial, movimenta-se
continuar a divulgar e a disseminar a namental em não encontrar soluções
nas mesmas áreas movediças de Cel-
informação. mais rápidas para o restabelecimento
so Correia, precisando de ter bússola
A medida foi adiada sob alegação de da ponte em Mocuba e as 10 torres
em punho para não incorrer em la-
que visa preparar o utente para me- de condução de energia que tomba-
tentes conflitos de interesse. Por isso
lhor se familiarizar com os mecanis- ram sensivelmente no mesmo local.
se espera que Mesquita saiba resolver

ció
mos de funcionamento do sistema de O país “deu-se ao luxo” de isolar três
a contento o dossier do corredor de
pagamento via banco, mas o ministro províncias do resto de Moçambique,
Macuse e ter a coragem de reabrir o
ficou mal na fotografia e, no minis- sem sequer ter sido accionada a ca-
tério, é descrito como incompetente. botagem. dossier da navegabilidade do Zam-
Muito se esperava de Abdurremane beze que afastou, irreparavelmente,
para dar continuidade às reformas Ministro dos Transportes e a Rio Tinto da exploração do carvão
introduzidas pela anterior dirigente Comunicações: Carlos Mesquita em Tete e dar um passo em frente
na promoção do acesso aos órgãos de O engenheiro ferro-portuário, Car- na liberalização dos céus de Mo-
justiça e direitos humanos. Levar a ministro Maleiane), que actualmente se entregaram e querem fazer parte los Mesquita, ainda está longe de çambique. Embora o assunto esteja
bom porto o processo para aprovação navega em águas turvas e viu a res- das Forças Armadas. resolver uma das maiores dores de na justiça, Mesquita enfrenta mais

so
do novo Código do Processo Penal pectiva directora, Cristina Matavele, Nas mãos dele está também o rea- cabeça nas zonas urbanas e peri- dois “dossiers” herdados: a potencial
pelo parlamento, um documento que afastada. petrechamento técnico e bélico das -urbanas: os transportes públicos. indemnização ao consórcio india-
introduz as medidas alternativas à Um ano depois de tomar posse, Forças Armadas, o que tem vindo a Nas principais cidades, sobretudo, no na linha de Sena e o projecto do
prisão, continua sendo um dos gran- Agostinho Mondlane, um ministro acontecer mais ou menos silencio- Maputo e Matola, as populações metropolitano de superfície em Ma-
com nítidos problemas de comuni- samente. Para o bem ou para o mal, (patrões de Nyusi) continuam a ser puto. Apesar da falta de sono que os
cação, ainda não conseguiu garantir M’tumuke continuará a ser um dos transportadas tipo gado em plena assuntos lhe devem dar, é mais uma
a revitalização e industrialização do ministros charneira da administração cidade de cimento, embora o proble- das boas apostas de Nyusi.
sector pesqueiro e clarificar a ques- Nyusi, cuja evolução ou preponde- ma tenha a ver com opções de fundo
tão da gestão das águas interiores. rância dependem do factor paz que o que o Governo (e não o ministro) Cidália Chaúque, ministra do
um
Nomeou a 5 de Janeiro deste ano PR prossegue (…) obstinadamente. tem de tomar. Contudo, este proble- Género, Criança e Acção Social
21 quadros superiores para cargos ma não lhe tira o mérito de ser um Como diria o polémico músico do
de Direcção, Chefia e Confiança, Ministro das Obras Públicas, dos ministros que mais se destacou bastião da Frelimo (Gaza), Refila
uma estrutura pesada para um Mi- Habitação e Recursos Hídricos, no primeiro ano da administração Boy, dá a sensação de que a ministra
nistério que poderia, de um ponto Carlos Martinho Bonete Filipe Nyusi. Desmontou a rede ma- do Género, Criança e Acção Social
de vista de redução de custos, estar Tomou posse e logo se dirigiu a Mo- fiosa e corrupta que estava instalada foi apanhada de surpresa para aquele
sedeado noutro ministério, como no cuba (Zambézia), onde o rio Licungo no Instituto Nacional de Transportes cargo, um sector que bem poderia ser
passado, quando fez parte da Agri- deitou abaixo uma ponte, cortando a Terrestres (INATTER). Mas conti- aglutinado num ministério mais am-
ligação
ção por terra com o Norte do país. plo para assuntos sociais e culturais.
cultura. Vários investimentos foram nuam problemas com a questão da
Em 12 meses, a antiga governa-
feitos no sector da aquacultura, mas Todavia, pouco ou nada foi feito nas migração digital, um assunto bicudo
dora de Nampula (onde também
os resultados continuam pouco ani- estradas moçambicanas desde que que herdou da actual administração e ninguém deu por ela) parece não
madores. Os armadores da kapenta, a época chuvosa 2014/2015 danifi- com ramificações até à antiga família ter ainda encontrado o eixo central
cou as pontes sobre os rios Ligonha,
de

outra grande fonte de divisas, vivem presidencial. A cabotagem ainda é do que deve fazer em frente de um
no desesperoo por causa da falta de Mutuasse, Namilate, Nivo, Serrena e
Mutuasse uma miragem, que claramente podia ministério onde lhe aguardam inú-
incentivos e apoio governamental. O Mudora, na Estrada N Nacional nº 1. resolver o problema de constantes meros desafios num extenso País
des desafios. ministroo é um autêntico flop
flop!! Mon- A ponte sobre o rio Licungo, que cortes na EN1, idêntico ao que acon- em que as desigualdades de género
Recentemente, o ministro veio so- dlane está também mal acompanha- deixou Moçambique cortado pelo teceu na ponte sobre o rio Licungo imperam; as crianças continuam a
licitar fundos do cofre dos registos do pelo seu vice.. De barcos e pescas centro entre 12 de Janeiro e 17 de
centr em Janeiro 2015. Mas poucos falam ver seus direitos sistematicamente
e notariado para financiar viagem a deve apenas ter a ideia de dar uma Fevereiro de 2015, apenas recebeu dos preços proibitivos e das taxas e violados; e a maioria esmagadora da
pessoas estranhas ao ministério para vista de olhos ao cais Manarte e à obras de reabilitação de emergência, taxinhas que são aplicadas nos por- população continua entregue à sua
a tradicional peregrinação dos mu- Praia Nova na Beira. O antigo pri- alegadamente por falta de fundos. O tos (de onde se beneficia o próprio própria sorte.
meiroo secretário de Sofala deve ser o ministério de Bonete é um dos pilares partido Frelimo e os seus principais O que se viu de Cidália Chaúque
çulmanos à Meca, na Arábia Saudita.
mais anedótico doutor Honoris Cau- da governação Nyusi, mas continua rendeiros) e da bandalheira securitá- Oliveira, no primeiro ano de gover-
io

O Ministro não é bem visto pelas or-


sa que o país conhece, título entregue a falhar na reconstrução das infra- ria exposta no escândalo do incêndio nação, foram visitas para dentro e
ganizações de defesa dos direitos das fora do País e declarações de ocasião
minorias sexuais, que o acusam de por uma instituição que nem compe- -estruturas destruídas pelas chuvas do Língamo (onde o sector mafio-
de 2015, numa altura em que as in- à imprensa.
fomentar discriminação, por não ter tências tinha para tal. so dos “chapas” minimizava os seus
Talvez em 2016 a ministra encontre
dado nenhum passo rumo à respec- tempéries regressaram e o Licungo custos com combustíveis). É preciso
o norte, num ministério cuja fron-
Ministro da Defesa: Atanásio está a um metro do ponto crítico. A estar vigilante nas empresas públicas
tiva legalização. Se deveria procurar teira entre o que faz e as atribuições
ár

M’tumuke Administração Nacional de Estradas sob tutela do ministério que, ape- do Gabinete da Primeira-dama tam-
apoio no seu vice,, pior emenda que
É um dos elementos do “núcleo duro” (ANE), tutelada pelo Ministério das sar do seu grande potencial, estão bém é tanto quanto ténue, sugerindo
um soneto. Está claro que aquele não
do novo PR, visto em certos sectores Obras Públicas e Habitação, debate- quase falidas. Aqui nos referimos conflitos de interesse. Um dos nomes
fez carreira ferroviária pela via da
como apologista de uma solução an- -se também com a falta de fundos às Linhas Aéreas de Moçambique, de primeira linha para uma potencial
competência técnica, mas sobretu-
golana para acabar com a Renamo e para a construção, reabilitação e ma- à Moçambique Celular, à empresa vassourada.
do por via do escovismo partidário.
o seu líder Afonso Dhlakama. (NR: nutenção de estradas, preocupação Telecomunicações de Moçambique,
Depois da inépcia pela Zambézia a
no fecho desta edição, o Secretário
Di

recompensa foi o complicado mi-


Geral da Renamo, Manuel Bissopo,
nistério da Justiça. Os titulares do
era baleado na Beira, uma operação
ministério são ambos candidatos à
vista como tendo objectivo de em-
vassourada. purrar a Renamo para a confrontação
armada e se colocar em prática a so-
Ministro do Mar, Águas lução angolana).
Interiores e Pescas: Agostinho Porém, de princípio, M’tumuke não
Salvador Mondlane era visto como um belicista, opinião
Habituado à cadeira de vice-minis- que, no entanto, foi mudando com
tro onde ficou, nos ministérios das a escalada dos cercos militares con-
Obras Públicas e Habitação e da tra a Renamo, com destaque para os
Defesa Nacional, durante 10 anos, dois ataques infligidos à comitiva de
no mandato de Armando Guebuza, Afonso Dhlakama, a 12 e 25 de Se-
Agostinho Mondlane que, desde Ja- tembro em Manica.
neiro de 2015, assume a pasta do re- No primeiro ano do seu reinado,
cém criado ministério do Mar, Águas M’tumuke, um oficial general muito Continua nas centrais
Interiores e Pescas, parece não ter respeitado entre os seus pares pelas
6 Savana 22-01-2016
TEMA DA SEMANA

Os cercos da polícia à Renamo

Protecção ou demonstração de força?


Por Armando Nhantumbo

o
D
epois do mediático cerco de víncias será respondida a fogo pelas partido da oposição vem conseguindo
29 de Dezembro de 2015, a FDS. nos últimos tempos na capital do País.
Polícia da República de Mo- Aliás, no último fim-de-semana, o “Há má interpretação dos nossos
çambique (PRM) voltou a ministro do Interior, Basílio Mon- trabalhos, mas não queremos tocar

log
mobilizar, nesta segunda-feira, um teiro, disse em Tete que o Governo muito no nosso adversário, mas esse
forte contingente que, novamente, estava atento a quaisquer ameaças de é trabalho do nosso adversário. Como
cercou a delegação da Renamo ao ní- perturbação da ordem e tranquilidade sabe, a nível da cidade de Maputo, a
vel da capital do País. públicas e, caso venham, terão a devi- Renamo tem vindo a trabalhar e nos
da resposta. últimos anos há uma adesão massiva e
O que era para ser mais um dia de “Queremos assegurar que qualquer isso pode incomodar os outros parti-
trabalho político acabou por ser uma ameaça,
ça, por mais mesquinha que pa- dos”, reagiu Arlindo Bila, duvidando
segunda-feira de agitação na sede da reça, vai ter a melhor resposta da nos- tratar-se de uma orientação jurídico-
delegação política da Renamo, em sa parte. Nós não queremos violência, -policial, mas sim uma tendência de
Maputo. mas queremos
emos manter o ambiente de bloqueio das suas actividades políti-

ció
A partir daquele dia, o maior partido estabilidade e de sossego”, advertiu o cas.
da oposição tinha agendado contactos ministro citado pela Rádio Moçam- Por outro lado, o delegado lamentou
Uma das viaturas de repressão nas proximidades da Delegação da Renamo bique.
interpessoais com populares dos bair- a presença da polícia na delegação
vimentação na delegação da Renamo, que vai governar as seis províncias Basílio Monteiro reagia assim às de-
ros Mafalala, Urbanização, Maxaque- da Renamo, por sinal um edifício no
uma operação classificada pelo porta- onde reivindica vitória nas eleições de clarações de Afonso Dhlakama que,
ne ABC e D e Polana Caniço A e B, qual encontravam-se, num dos com-
-voz da polícia em Maputo, Orlando 15 de Janeiro de 2014. desmentindo supostas deserdeserções de
no distrito municipal de KaMaxaque- partimentos residenciais, familiares,
Mudumane, como sendo normal. Falando há dias na província de So- guerrilheiros do seu partido que ale-
ne, no âmbito do que a “perdiz” chama colegas, amigos e vizinhos a renderem
Disse, o sempre zeloso porta-voz da fala, via teleconferência, Dhlakama gadamente se entregam ao governo,
de actividades rotineiras de mobiliza- o último adeus a um ente querido seu
Polícia, que é obrigação da sua corpo- disse que nem a Constituição da Re- disse que pelo contrário, mais jovens
ção nas bases. que acabara de perder a vida.

so
ração garantir a protecção de cidadãos pública de Moçambique, o grande procuravam ingressar nas fileiras do
Ofícios da Renamo aos quais o SA- e objectos de interesse económico e trunfo que Frelimo usa para barrar as Nisso, Arlindo Bila até falou de
VANA teve acesso comprovam que seu partido para treinamento militar confusão policial. “Por coincidência,
social, sendo a delegação da Renamo, suas pretensões, nem as Nações Uni- na província Sofala.
a realização da referida jornada de segundo ele, um desses interesses. das (NU) irão parar, desta vez, a sua estamos num edifício onde há um
mobilização das bases, e não marcha, O ministro disse que o Governo es-
Mas a versão da polícia não conven- governação. cerimonial fúnebre. Pode se ter con-
foi comunicada ao governo e à Polícia tava atento a essas informações e que
ce, tendo em conta o desproporcional Garante Dhlakama que não irá recor- fundido o movimento fúnebre com a
daquela divisão administrativa, a 05 está a examinar a sua veracidade para
contingente e equipamento que mo- rer à força para a implantação da sua concentração de membros da Rena-
de Janeiro, mas até a manhã daquela se tomarem medidas, de acordo com a
bilizou para o local. administração, mas avisa que caso en- mo”, disse, classificando a operação
situação concreta.
segunda-feira não havia qualquer res- Coincidentemente, os sucessivos contree resistência armada do governo policial como um acto de intimidação
Segundo Basílio Monteiro, o governo
posta, 13 dias depois. cercos contra a Renamo acontecem da Frelimo poderá também optar pela ao qual o partido não irá ceder.
está a fazer de tudo para que não volte
A única resposta que a Renamo teve
um
numa altura em que o partido de via da violência, naquilo que chama a instabilidade político-militar, pois, Disse Bila que o seu partido não se
foi a presença, logo pelas primeiras Afonso Dhlakama voltou a endurecer de direito à defesa da vida. fará de rogado, mas sim continuará
não há espaço para a violência.
horas daquele dia 18, de um forte cor- a ameaça de governar seis províncias Provavelmente neste enredo polí- a desenvolver os seus trabalhos polí-
dão de segurança nas proximidades da do centro e norte de Moçambique, já tico, e não de protecção como quis ticos até porque Moçambique é um
“O nosso sucesso incomoda o
sua delegação. em Março próximo. fazer entender o porta-voz Orlan- Estado de Direito Democrático.
adversário”
Carros de assalto, transportando vá- Depois de renovar, em finais do ano do Mudumane, pode se enquadrar a Na mesma ocasião, o delegado infor-
- Delegado político da Renamo em
rios ramos das Forças de Defesa e passado, a promessa de “correr” a Fre- demonstração de força por parte da Maputo mou que os 17 membros da Renamo
Segurança (FDS), como o Grupo de limo em Sofala, Manica, Zambézia, polícia. Para o delegado político da Renamo, que haviam sido detidos na rusga po-
Operações Especiais (GOE), a Polí- Tete, Nampula, Niassa e por tabela São investidas que, para alguns círcu- em Maputo, Arlindo Bila, dois cercos licial de 29 de Dezembro foram soltos
cia de Protecção (PP), a Unidade de em Cabo Delgado, do, Afonso Dhlaka- los de opinião, podem ser um aviso à em menos de 30 dias só podem ser ao início da noite do mesmo dia e que,
Intervenção Rápida (UIR), incluindo ma, o presidente do partido, voltou, navegação para a Renamo, em como o reflexo de um incómodo à Freli- no cerco da última segunda-feira, não
a força canina, vigiavam qualquer mo- este ano,, a jurar “alma da minha mãe” qualquer tentativa de assalto às pro- mo, devido ao sucesso político que o houve detenções.
de

Nyusi começará a mostrar liderança


– perspectiva Africa Confidential

D
epois de no primeiro ano do e o conflito e a crise económica nou- aposta numa solução pacífica para a publicação. O país, continua a análise, depende
seu mandato ter denotado tra direcção”,
ecção”, refere a análise do AC. as desavenças com a Renamo, ou- “Ele quer que as decisões mais im- fortemente da ajuda externa e vai re-
io

fragilidades, o Presidente Nyusi, prossegue o texto, prometeu tros membros do Governo ameaça- portantes sejam tomadas pelo seu ceber dos parceiros internacionais um
moçambicano, Filipe Nyusi, desenvolvimento e estabilidade, mas vam desarmar o movimento à força Governo, apesar de ter de recorrer a quarto dos 4.92 biliões de dólares do
pode começar a dar sinais de lideran- enfrenta obstáculos constantes, não e a polícia invadiu a casa do líder da conselhos de quadros veteranos do Orçamento do Estado do ano já em
ça este ano, mas essa empreitada irá apenas do líder errático e agressivo da oposição, desarmando e detendo, por partido, como Joaquim Chissano”, re- curso.
enfrentar a resistência de quadros da Renamo, Afonso Dhlakama, mas de algumas horas, a sua guarda. alça a análise. Para o AC, o empréstimo de 286 mi-
ár

Frelimo próximos do seu antecessor dentro da própr


própria Frelimo. “Tudo isto alimentou especulações lhões de dólares que Moçambique
Armando Guebuza como também de “Apesar de, finalmente, a Frelimo, po- de que decisões militares importantes Maldita economia contraiu junto do FMI poderá de-
figuras influentes da sua etnia, os ma- der unir-se em torno de Filipe Nyusi, eram tomadas sem total conhecimen- A publicação refere que evitar o des- volver algum equilíbrio às contas do
condes, incluindo do histórico “ho- ele deve agora impor a sua liderança. to de Filipe Nyusi e as forças de segu- controlo da crise económica estará Estado, mas os cortes orçamentais, o
mem do primeiro tiro”, Alberto Chi- Ele tem demonstrado habilidade para rança estavam fora do seu controlo. O também no topo da agenda do execu- pesado encolhimento dos fluxos ex-
pande, analisa o Africa Confidential delegar poder, mas o seu Governo Presidente foi obrigado, seis semanas tivo de Filipe Nyusi, um objectivo que ternos, redução de subsídios e outras
(AC), uma publicação sobre assuntos tem emitido sinais contraditórios. após o início da campanha de desar- passa por ele assegurar a manutenção medidas de austeridade irão dominar
Di

africanos, editada em Londres. Isso revela fraqueza, especialmente mamento da Renamo, a ordenar o fim da paz. o quadro económico de 2016.
em relação à Renamo, cujo líder já da operação, lembrando que as Forças O AC considera que as previsões de Ainda no plano económico, a aná-
Os macondes, observa o AC, acham declarou que em Março vai tomar o de Defesa e Segurança deviam estar um PIB de 7% para este ano podem lise destaca que as autoridades mo-
que Filipe Nyusi tem para com eles poder”, destaca o documento. conscientes de que não precisam de vir a revelar-se excessivamente opti- çambicanas não têm outra escolha,
uma dívida de gratidão por ter as- outras ordens”, frisa o documento. mistas, assinalando, com essa obser- se não seguirem o conselho do FMI
cendido à Presidência da República, Quem manda? Na opinião do AC, que cita algumas vação, as suas dúvidas em relação ao de introduzir reformas fiscais, face à
considerando que o posto é um pré- Enquanto o Presidente da República, fontes em Moçambique, Filipe Nyusi alcance dessa meta. redução das receitas de exportação e
mio que a Frelimo e o país pagam continua a análise do AC, enfatiza o não terá o controlo da Frelimo en- A análise cita um estudo do Standard da dependência em relação ao apoio
pelo papel que este grupo étnico teve seu compromisso com a manutenção quanto não conseguir mudar a Co- Bank que antecipa para 2016 um externo.
na luta pela independência do país da da paz e aposta no diálogo, prosse- missão Política, o órgão que governa crescimento económico de 5,5% e a NR: Por lamentável erro de citação,
dominação colonial portuguesa. guem escaramuças entre as forças o partido e que foi montado a dedo projecção do FMI de 6,5%. atribuímos, na última edição, o arti-
“Se o Presidente Filipe Nyusi pensou governamentais e o braço armado da por Armando Guebuza. Por outro lado, prossegue o AC, as go intitulado “Risco de guerra civil em
que 2015 seria o seu ano mais duro, Renamo. As ausências frequentes de Filipe exportações vão sofrer uma queda de Moçambique é elevado”, publicado na
2016 pode provar que ele estava erra- Para o AC, em Outubro, os sinais de Nyusi das sessões da Comissão Po- um bilião de dólares e foram sujeitas a página 5, ao África Confidencial. Na
do. Moçambique continua numa en- falta de sintonia no partido no po- lítica, assinala o AC, sinalizam uma uma revisão em baixa para 3,6 biliões verdade a avaliação foi feita pela áfri-
cruzilhada, com a paz e, talvez, a pros- der foram mais vincados. Enquanto tentativa de transferir o centro do po- de dólares contra os iniciais 4,6 bili- camonitor intelligence (997), uma pu-
peridade, caminhando numa direcção, o chefe de Estado ia fazendo eco da der do partido para o Estado, destaca ões de dólares. blicação editada em Lisboa.
Savana 22-01-2016 7
TEMA DA SEMANA

Carros de luxo para a direcção do Aparelho de Estado

Compras faraónicas em tempos de crise


-Governo gasta 250 milhões de meticais na compra de viaturas de alta cilindrada

o
...Enquanto isso, milhares de pessoas continuam a ser transportadas em carrinhas de caixa aberta em plena cidade

U
m aviso público divulgado
nesta terça-feira refere que

log
está iminente uma signifi-
cativa compra de carros de
luxo e de alta cilindrada adquiridos
pelos fundos Estado, uma opera-
ção que vai em contramão com o
discurso de contenção de custos
recorrente nos nossos governantes.
As compras constam de um anún-
cio de adjudicação público nº06/

ció
DNPE/DA/15.

Não está claro para quem são des-


tinadas as viaturas, mas uma fonte
governamental garantiu ao SAVA-
NA que os carros são para os depu- Range Rover Sport - 9.8 milhões de meticais
tados da Assembleia da República.
Sim ou não, a verdade é que a com- ção de uma viatura a todo o terreno para a Somotor, que vai fornecer 19
pra está a indignar a opinião públi- de marca Toyota Prado Auto, seis viaturas, Toyota de Moçambique

so
ca, que vê na aquisição um insulto milhões de metic
meticais na compra de com um total de 15 viaturas; Tata
à inteligência do contribuinte. Nas um automóv
automóvel de marca Valkswa- Moçambique, anteriormente ligada
redes sociais é lembrado o discurso gem Touareg, 5.6 milhões de me- ao ex-timoneiro, que vai fornecer
inaugural de Filipe Nyusi. ticais na aquisição de um Toyota 12 viaturas; a Motocare que irá dis-
“O povo é meu patrão. O meu com- Prado e 4.6 milhões de meticais na ponibilizar 10, Técnica Industrial
promisso é servir o povo moçambi- compra de um automóvel de marca com sete, Intercar (seis), Mozam-
cano como meu único e exclusivo Toyota Fortune. bique Holding (seis) e a Entrepos-
patrão. Iremos construir o bem- As 95 viaturas de luxo que o exe- to Comercial (cinco), de onde se
-estar do nosso povo e um futuro cutivo tenciona adquirir para os inclui um luxuoso Mercedes Benz
um
risonho para as nossas crianças. seus altos responsáveis provirão de C180 que vai custar ao Estado mais
Pretendo criar um governo com di- vários agentes com maior enfoque 5.7 milhões de meticais.
mensão adequada para as necessi-
tado moçambicano 95 viaturas.
dades de contenção e de eficácia. O
A lista da luxuosa frota de veículos
governo que irei criar e dirigir será
automóveis a serem adquiridas in-
um governo prático e pragmático.
clui um Range Rover Sport, que vai
Um governo com uma estrutura o
custar ao erário público cerca de 10
mais simples possível, funcional e
milhões de meticais. Este carro faz
focada na resolução de problemas
as protoco-
parte da lista de viaturas
concretos do cidadão, na base da
lares de campo. O valor serve para
de

justiça e equidade social. Será um


a aquisição de pelo menos quatro
governo orientado por objectivos
autocarros de 40 a 65 lugares cada,
de redução de custos e no combate
para uma cidade, como a capital do
ao despesismo”.
país, que continua a ver os seus ci-
Um ano depois desse marcante dis-
dadãos a serem transportados como
curso, que animou um povo cansa-
gado.
do do guebuzismo, a realidade prá-
Jeep Grand Cherokee 3.0, Land
tica mostra um cenário totalmente Rover Discovery SDV6 HSE, Jeep
contrário ao que Nyusi se compro- Grand Cherokee 3.6 e um Nissan
meteu a fazer. Nesta terça-feira, a
io

Patrol 5.6 LE num valor de oito


Direcção Nacional de Património milhões de meticais cada, o que
de Estado, do Ministério da Eco- totaliza 24 milhões de meticais, são
nomia e Finanças, anunciou que o outras das grandes máquinas que
Estado vai gastar mais de 250 mi- constam da lista de viaturas proto-
lhões de meticais na aquisição de
ár

colares de campo
campo.
viaturas de luxo. Os contribuintes vão ainda investir
No total serão adquiridas pelo Es- 6.3 milhões de meticais na aquisi- Jeep Grand Cherokee 3.0 - 8.1 milhões de meticais
Di

Land Rover, Discovery SDV6 HSE - 7.9 milhões de meticais Nissan, Patrol 5.6 LE + Auto - 7.7 milhões de meticais
8 Savana 22-01-2016
TEMA
SOCIEDADE
DA SEMANA

Para a estabilidade macro-económica

FMI diz que é essencial entendimento entre


Frelimo e Renamo

o
O
Fundo Monetário Inter- de orçamental, ao investimento em
nacional (FMI) defende EMATUM afectou as infra-estruturas e ao crescimento

log
serem essenciais negocia- Reservas Internacionais inclusivo. A médio prazo, deverão
ções pacíficas entre a Fre- Líquidas ser intensificados os esforços para
limo, partido no poder, e a Rena- As RIL, destaca a V avaliação, tam- desenvolver um quadro sólido de
mo, principal partido da oposição, bém foram negativamente afec- gestão dos recursos naturais”, sa-
sobre a crise política no país para a tadas pela canalização de dólares lienta o documento
documento.
preservação da estabilidade macro- paraa a cobertura de importações de O ano passado, prossegue o relató-
-económica e confiança dos inves- combustíveis. rio, foi caracterizado por um forte
tidores. “As reservas internacionais líquidas crescimento e inflação baixa, embo-
do Banco de Moçambique conti- ra ligeiramente abaixo das médias

ció
O posicionamento do FMI em nuaram a diminuir. Numa tentativa históricas.
relação ao impacto do diferendo de estabilizar o mercado cambial, o O crescimento desacelerou para
Banco de Moçambique inter interveio 6,3% na primeira metade do ano,
que opõe o Governo da Frelimo e
fortemente no final de 2014 e iní- devido às cheias observadas no
o principal partido da oposição em
cio de 2015, o que provocou uma início de 2015 e registou-se um
Moçambique consta do relatório
queda de USD 700 milhões nas abrandamento no sector extractivo,
da V avaliação realizada a Moçam-
RIL”, indica o relatório. como resultado da baixa dos preços
bique pela organização, ao abrigo
O texto do FMI realça que não internacionais das matérias-primas
do Instrumento de Apoio à Política e atraso na aprovação do orçamen-
obstante o crescimento do PIB nos

so
(PSI). to de 2015.
“A falta de uma solução permanen- últimos anos ter sido de 7% em
O país aguarda mais um aperto de mão entre Dhlakama e Nyusi para desanuviar a “Apesar da considerável deprecia-
te entre a Frelimo, partido no po- média, o rendimento “per capita”
tensão político-militar ção do metical frente ao dólar, a
der, e a Renamo, principal partido do país, que atingiu 624 dólares inflação nos últimos 12 meses foi
tou em confrontos violentos com a caram o ano passado e poderão
marcaram
da oposição, é um factor de risco em dólar, em 2014, e o Índice de de 2,4% em Setembro, reflexo de
polícia, destaca o relatório do FMI. assinalar o que acaba de iniciar. Desenvolvimento Humano (178º
para a economia de Moçambique e uma depreciação mais moderada
um elemento negativo para o am- Entre uma rara opinião sobre a si- No documento, a assombrosa entre 187 países), permanecem frente ao rand sul-africano, baixos
biente de negócios no país”, consi- tuação política em Moçambique, o EMATUM é citada como uma baixos, tendo em conta que o país preços dos alimentos e estabilidade
dera o documento. FMI entra depois no território que das causas da queda das Reservas ocupa o 178º lugar numa lista de dos preços administrados, nomea-
Apesar do risco de retorno à guerra é a sua vocação, o campo económi- Internacionais Líquidas (RIL), que 187 nações.
um
damente combustíveis, transportes
civil ser baixo, a tentativa do Go- co, e é indisfarçável a preocupação se quedaram em 2,1 mil milhões de “É preciso continuar a implementar públicos e serviços públicos”, des-
verno de desarmar a Renamo resul- com alguns acontecimentos que dólares
es em Outubro. políticas de apoio à sustentabilida- taca-se no documento.
de
io
ár
Di
Savana 22-01-2016 9
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Pela sua bravura para com a independência de Moçambique

Combatentes rendem-se a Almeida Santos


E
ntrevistados pelo SAVA- natal, na sequência da revolução maradas que foram detidos pela vogado e defendeu-me como se uma certa confiança da parte dos
NA, a propósito da mor- dos cravos, a 25 de Abril de 1974, PIDE (Polícia Internacional e de fosse da Frelimo”, avança.

o
nacionalistas e ele desempenhou
te, esta segunda-feira, em Almeida Santos, tanto como so- Defesa do Estado) aqui em Ma- O autor de “Memórias da Luta um papel muito importante por-
Portugal, do presidente cialista assim como ministro, não puto, na altura Lourenço Mar- Clandestina” confessa estar cons- que servia de resguardo. Quando
honorário e membro fundador do parou de trabalhar para a desco- ques” destaca. ternado pela morte de Almeida houvesse aflição sabia-se que se

log
Partido Socialista (PS), o portu- lonização de todas as colónias, Descreve o malogrado como um Santos, que, na sua óptica, deixa podia ter com ele para pedir um
guês António Almeida Santos, incluindo Moçambique. grande amigo de Moçambique, como grande legado o facto de ser conselho ou uma defesa” aponta,
89 anos, combatentes da Luta de “Por isso, nós consideramos a País do qual nunca se esqueceu um homem que nunca se sentiu classificando-o como uma figura
Libertação Nacional enaltecem o perda do doutor Almeida San- mesmo depois de regressar a Por- satisfeito com a maneira como o
que continua incontornável na
papel daquela figura histórica na tos como uma perda também tugal. Como legado, Matsinha moçambicano ano era tratado e logo
luta anti-colonial de Moçambi-
luta anti-colonial em Moçambi- para Moçambique”, diz o ex- aponta a contribuição do ex-pre- apoiou os moçambicanos na luta
que.
que
que. -estadista moçambicano, frisan- sidente da Assembleia da Repú- pela libertação nacional.
Defende que o seu legado será
Def
do que Almeida Santos foi um blica portuguesa na mobilização, “Naquele momento dizer que
útil para as gerações vindouras
grande amigo de Moçambique e sobretudo de brancos, moçambi- era da Frelimo não era fácil, você
“Foi uma perda também entender o percurso histórico da

ció
para Moçambique” dos moçambicanos. Aproveitou canos e não moçambicanos, para era conotado como inimigo e ele luta anti-colonial do País.
- Armando Guebuza transmitir sentimentos de pesar à a importância da independência atreveu-se” conta. Os restos mortais foram a
Armando Guebuza começa por família enlutada. em Moçambique. enterrar esta quarta-feira
descrever Almeida Santos como Morreu em casa, em Oeiras, pou-
“Foi defensor dos moçam-
um indivíduo que ficou encanta- “Nunca se esqueceu de “Ele atreveu-se” bicanos presos” co antes da meia-noite. Sentiu-se
do por Moçambique quando visi- Moçambique” - Matias Mboa - Moisés Massinga mal após o jantar e foi ainda as-
tou a “Pérola do Índico” nos seus - Mariano Matsinha Para o antigo combatente da Luta Por seu turno, Moisés Rafael sistido na sua residência. Santos
tempos de estudante da Universi- Quem também vê na figura de de Libertação Nacional, na clan- Massinga recorda o histórico do já tinha sido submetido por duas

so
dade de Coimbra. Almeida Santos um grande ho- vezes a cirurgias cardiovasculares.
destinidade, Matias Mboa, que PS como um homem que dava
“Concluiu o curso e veio fixar-se mem é o veterano da Luta de O antigo advogado, que nasceu
disse ter sido melhor conhecido segurança, ou seja, a quem os mo-
em Seia e se formou em Coimbra
completaria 90 anos no próximo
dia 15 de Fevereiro.
Terminado o curso, Almeida
Santos rumou a Moçambique e
estabeleceu-se na então Louren-
ço Marques, actual Maputo, onde
um
se envolveu em actividades polí-
ticas e de apoio a nacionalistas,
fazendo oposição a Salazar.
Aqui viveu durante duas décadas,
regressando a Portugal em 1974,
a convite do então Presidente da
República António Spínola. O
envolvimento na política levou-
-o a ser um dos protagonistas
no Portugal pós-25 de Abril de
1974, como ministro de várias
de

cá e amou Moçambique como Libertação Nacional, Mariano por António Almeida Santos na çambicanos podiam se socorrer pastas, desde o I Governo Provi-
quase o seu País. E aí desenvolveu Matsinha, para quem foi com cadeia, o antigo integrante do de- em caso de aflição com as perse- sório.
actividades que são muito impor- muita pena que recebeu a notícia signado Grupo dos Democratas guições da PIDE. Mais tarde foi conselheiro de Es-
tantes, que foi defender presos sobree a morte do político portu- de Moçambique foi mais do que Recorda que, aquando das prisões tado, presidente da Assembleia
da República e presidente do PS,
políticos moçambicanos”, lembra guês. um grande homem. políticas dos nacionalistas mo-
tendo sido um dos mais próximos
com nostalgia o antigo presidente “Foi um indivíduo que conheci çambicanos por cerca de 1974 a
colaboradores de Mário Soares.
moçambicano. durante
ante todo o processo das ne- “Ele soube que os ex-presos po- 75, Almeida Santos, juntamente Foi autor de dezenas de livros, ti-
Guebuza, um antigo combatente gociações até à independência de líticos iam ser julgados e não com outros democratas, tomou a nha várias condecorações, desig-
independentista, recua na his- Moçambique.
ambique. Aliás, antes disso, tinham meios de arranjar advo- defesa dos presos. nadamente as portuguesas Grã-
io

tória para recordar que, mesmo ele também desempenhou um gados, ele ofereceu-se. Eu digo “Era uma das pessoas que per- -Cruz da Ordem da Liberdade e
depois de regressar à sua terra papel na defesa dos nossos ca- francamente que ele foi meu ad- tencia a um grupo em que havia da Ordem Militar de Cristo.

Necrologia -Necrologia-Necrologia-Necrologia-Necrologia-Necrologia Necrologia-Necrologia-Necrologia-Necrologia-Necrologia-Necrologia


ár

ANTÓNIO ALMEIDA SANTOS ALBERTINA FERNANDO SIMÕES


Fernando Baltazar de Lima e familia co- O Conselho de Administração da
Di

municam o falecimento do seu parente, mediacoop SA, a Direcção Editorial


ANTÓNIO ALMEIDA SANTOS em do jornal SAVANA, do mediaFAX e
Oeiras, Portugal a 18 de Janeiro corren- da radio savanaFM100.2, jornalistas
te, tendo o seu funeral sido realizado e restantes trabalhadores, lamentam
esta quarta-feira. Almeida Santos exer- com profunda mágoa o falecimen-
ceu advogacia durante mais de duas to de ALBERTINA FERNANDO
décadas na então cidade de Lourenço SIMÕES, sogra de Fernando B. de
Marques, sendo um destacado opositor Lima, PCA desta empresa, ocorrido
do colonialismo e da ditadura em Por- no dia 16/01/2016 em Maputo. Neste
tugal. A Margarida Areias e restante fa- momento de dor e pesar, apresentam
mília apresentamos as nossas sentidas à família enlutada as mais sentidas
condolências condolências.
Savana 22-01-2016 11
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12 Savana 22-01-2016
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Que futuro para a mediação em Moçambique?


Por André Thomashausen*

N
o tradicional encontro do e da formulação das divergências e tornam irrealista o abandono das ar- um juízo que possa repor a normali- dependência ou subverter a autorida-
Fim do Ano, o Presidente das congruências entre as partes. Os mas enquanto ainda não existir com- dade dos relacionamentos. de de que necessita. É essa autorida-
Nyusi, reunido com diplo- últimos protocolos de 1992, “Das promisso firme e credível sobre o que Uma vez que uma ou ambas as par- de moral que é fundamental porque

o
matas, afirmou que os me- Garantias” e “Do Cessar-Fogo” são os combatentes vão receber em troca tes começam a duvidar dos motivos o mediador terá sempre de explicar
diadores no conflito entre o Governo os únicos que foram redigidos direc- das suas armas e o profissionalismo dos mediado- realidades a cada uma das partes que
e a Renamo, “devido à importância tamente em Roma, à pressa e sem a A conduta do processo de mediação, res, chumba a mediação. O media- naturalmente não agradam nem se-
que pretendem ganhar neste proces- minha intervenção, na qualidade de seja entre marido e mulher ou entre dor deve possuir da força intelectual rão facilmente ouvidas.

log
so, por vezes, não transmitem fiel- redactor dos anteriores protocolos. empresas que se degladiam numa paraa sempre ouvir e entender bem as O que importa é que a rejeição dos
mente as mensagens emitidas pelas Criaram esses dois últimos proto- “guerra económica” entre elas, ou partes e resistir à tentação de tentar mediadores não contribuía a uma
partes”. É uma acusação de falta de colos da autoria da Santo Egídio as partidos políticos cada um convenci- manipulá-las com promessas que não nova escalação do conflito.
integridade da parte dos mediadores. ambiguidades fatais que ainda hoje, do que detém maior apoio da popula- poderáá cumprir. Além desse perfil de
Tinha sido precedida por uma outra 25 anos passados, estão a impedir o ção e “legitimidade”, sempre requer a idoneidade, necessita de uma base *Professor Catedrático de Direito Inter-
acusação da parte da Renamo, ainda desenvolvimento nacional na norma- maior integridade pessoal e profissio- económica de compensação para os nacional Comparado na University of
mais grave, de que o bispo anglicano lidade, que todos tanto desejam, mas nal de quem se presta a desenvolver seus esforços que não venha a criar South Africa (Unisa)
Sengulane teria “rezado pela morte não conseguem implementar.
de Afonso Dhlakama” (ver o bole- Uma mediação não é uma conversa
tim oficial da Renamo “A Perdiz”,

ció
entre amigos, nem uma negociata de
nr. 158) e que os mediadores teriam comerciantes, e também nunca resul-
conspirado com a PRM/FIR na or- ta dum benéfico gesto de boa vontade
ganização da emboscada de Afonso de algum presidente ou ex-presidente
Dhlakama na Beira no dia 9 de Ou- duma outra nação. A mediação deve
tubro 2015. sempre começar com uma fase de
identificação dos desacordos, o que
Acabou assim uma longa tentativa no caso do processo de Roma foi a
de mediação, iniciada em Fevereiro elaboração dos “12 Pontos” de 17 de
de 2014, na altura com o objectivo Julho de 1989, por parte do governo

so
de ultrapassar o impasse político na e em resposta, os “16 Pontos” de 14 de
Assembleia da República em torno Agosto de 1989, da Renamo.
da lei e do processo administrativo Os desacordos devem, uma vez
eleitoral. Produziu o “Memorando
identificados, ser submetidos a um
de Entendimento” de 24 de Agosto
processo de análise, verificação fac-
2014 (depois vertido para a Decla-
tual e decomposição. É um processo
ração de 5 de Setembro de 2015)
rigoroso que tem de ter consciência
que pretendia criar um cessar-fogo
das leis dos conflitos entre os seres
e a desmobilização dos combatentes
humanos, seja qual for a natureza ou
armados da Renamo, sobre observa-
um
a dimensão do conflito. Podem resu-
ção internacional, como base para a
mir-se estas “leis dos conflitos” em 8
realização das eleições nacionais em
princípios determinantes:
Outubro de 2014.
1. Maturidade do Conflito
O memorando de 24 de Agosto 2014
Deve constatar-se uma falta de
nunca conhecido oficialmente em
entusiasmo no apoio ao esforço
toda a sua extensão, talvez por vergo-
bélico
nha das partes. Deve ser o texto de
um acordo mais ambíguo, incomple-
2. Impasse
to e em partes até analfabeto, alguma
Deve haver realização que não é
vez escrito no mundo de expressão
Portuguesa. Como era de esperar, o possível na realidade pôr termo
acordo de 24 de Agosto se prestou ao ao conflito por acção unilateral
de

agravamento da matéria conflituosa de uma das partes


entre as partes, aos novos mal-enten-
didos e às acusações mútuas de vio- 3. Compreensão das Causas do
lações de compromissos, na realidade Conflito
nunca assumidos. A desmobilização Deve haver incerteza e reflexão so-
dos grupos armados nunca aconteceu bre as verdadeiras causas do con-
e os contingentes armados de am- flito, indo além das acusações de
bas partes continuaram e continuam conduta imoral ou ilegítima da
a sonhar, cada uma da sua maneira, outraa parte
duma vitória final e militar, que em
io

1992 lhes tinha sido negada no Acor- 4. Aceitação da Existência do


do de Roma. Conflito
A recusa da Renamo de aceitar os Enquanto prevalece a insistência
resultados das Eleições Nacionais em negar a existência e a dimen-
de 15 de Outubro 2014 justificou a são do conflito, não há disposição
continuação do processo de uma me- para encontrar uma solução para
ár

diação puramente nacional e carente o conflito


de apoios especialistas da matéria.
Afundou-se na sua limitação de ama- 5. Corrida à Aclamação Moral e
dor porque na realidade da vida, nada Exter
Externa
se constrói unicamente com as boas par devem estar ansiosas de
As partes
vontades e as orações. obter reconhecimento moral da
sua conduta, e “aplauso” externo,
Di

A mediação é uma ciência social e


tem as suas regras e vicissitudes, tal que pode ser regional / interna-
com se tratasse de compor um con- cional
certo para uma orquestra. Quem
nunca negociou e redigiu com su- 6. Descontaminação do Discurso
cesso contratos que integram algu- Político
mas centenas de páginas, nem leis Dever haver vontade para desistir
ou mesmo um código de leis, não se da propaganda de guerra e da
deveria oferecer para conduzir uma diabolização do “inimigo”
mediação. Acabará na desgraça, tal
como o jovem filho que decide des- 7. A Gestão Interina do Conflito
montar o relógio suíço do pai só para São estes os primeiros actos toma-
descobrir que nunca mais conseguirá dos em conjunto, para controlar
recompô-lo. o conflito e conter o seu alastra-
A mediação de Roma nunca teria mento
produzido nada, se não tivesse havido
redacção competente e um processo 8. Adiamento do Cessar-fogo
cauteloso de análise, de ponderação Dúvidas sobre a sinceridade do outro
Savana 22-01-2016 13
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14 Savana 22-01-2016 Savana 22-01-2016 15
NO CENTRO DO FURACÃO

Ministra da Administração Guebuza e herdeira de um perfil de traz-lhe as críticas de ser pouco fle- que é preciso ter empresas capazes Governo, tem sido um bom auxiliar. tor político. complicados, sobretudo, dos que Realizou a 3.ª edição do “Descubra daria a resolver alguns gritantes atro-
Estatal e Função Pública: “bulldozer” deixado pela sua ante- Ministro da Educação e xível nas negociações com as carbo- de prover serviços com princípios de Visto como “um dos bombeiros da pensam que o Estado tem de carre- Moçambique”, Feira Internacional pelos à legislação desportiva e outros
Carmelita Rita Namashulua cessora, Helena Taipo, Vitória Dio- Desenvolvimento Humano: Jorge níferas, mas sobretudo com a Anar- racionalidade e cumpram os requisi- greve dos médicos”, é respeitado no Ministro da Indústria e gar às costas o patrocínio dos artistas. do Turismo e a mesa redonda dos instrumentos legais desta área, en-
Repetente nas lides governativas, de- go perseguiu também uma agenda Ferrão darko e a ENI, onde atrasos cruciais tos ambientais. Aqui também terá de sector de saúde, dado o seu trato fácil Comércio: Max Tonela Este é mais um ministério que bem Ministros do Turismo da SADC tretanto, em alguns casos foi o con-
pois de ter ficado com o “portfólio” de repressão contra os abusos labo- É o chamado ministro das carteiras. em acordos de fundo dão o início da ter “luz verde” mais de cima para pôr com o pessoal médico. É um dos mais jovens ministros e poderia estar aglutinado com outro que, associada à participação na trário. É o caso do debate em relação
rais, chegando a tocar em interesses Luís Jorge Manuel Teodósio An- exploração do gás na Bacia do Ro- cobro aos vários lobbies que despon- próximo do círculo confidente do sector, como aconteceu no passado. Conferência de Investimento do Tu- à possível recandidatura de Feizal
vistos como associados às elites do tónio Ferrão foi um dos ministros vuma apenas em 2020. Os seus de- taram na era Guebuza, precisamente Presidente e para o qual se vatici- O Ministério da Cultura está fun- rismo, e no projecto “East 3 Route”, Sidat a mais um mandato na Fede-
partido no poder, nomeadamente na que mais se destacou no primeiro fensores dizem que mais vale “bater em torno da electrificação dos distri- Ministro da Ciência e navam grandes voos. Max Tonela
Tecnologia, Ensino Superior dido ao Turismo, um casamento que aumentam as expectativas em rela- ração Moçambicana de Futebol, em
madeira, ao atacar as atrocidades que ano da administração Nyusi e pro- o pé” que ir para um mau acordo. De tos e das novas fontes alternativas de chegou ao ministério com um dos parece estar a dar certo. Silva Dun- ção ao futuro do país na vertente de 2015, em que o Ministro do pelouro
H7pFQLFR3URÀVVLRQDO-RUJH
normalmente acontecem na activi- curou imprimir uma nova dinâmica, qualquer forma, o dossier da bacia produção de energia. Nhambiu desafios de revitalizar o sector indus- duro reafirmou o compromisso do turismo. Foram aprovados e finan- disse a um semanário da praça que
dade laboral madeireira. num ministério eleito como pilar do Rovuma é de algum modo parti- Quanto a nós, é importante que se Desconhecem-se acções de vulto do trial, transformar os produtos primá- governo em criar incentivos para a ciados 60 pequenos projectos cultu- não ia aceitar que se violasse a legis-
Também exerceu pressão sobre o da governação do novo Presidente. lhado pelo presidente Nyusi, o novo aposte em fontes de energias alter- ministro da Ciência e Tecnologia, rios e adicionar valor. Começou pelo participação activa dos criadores e rais, avaliados em cinco milhões de lação para acomodar interesses par-
“maná” que é o Instituto Nacional de Fez do projecto de colocar carteiras homem forte da ENH, Omar Mithá nativas, tais como o gás que é uma sector do açúcar. Depois de um en- produtores culturais no processo de meticais. ticulares.
Segurança Social (INSS), travando em todas as escolas a sua bandeira. e ainda com alguns “inputs” de Celso promessa para o futuro e o carvão contro com os produtores havido na desenvolvimento económico e social Foram ainda aprovados 89 projec- Porém, em menos de uma semana,
tropelias que se instalaram naquela Reuniu antigos titulares da pasta da Correia. mineral, para responder à demanda fábrica de Xinavane, há pouco mais do país. tos, avaliados em cerca de USD146 desmentiu-se, comportamento que
instituição como num verdadeiro Educação para discutir e diagnos- Uma das grandes críticas feitas ao dos moçambicanos e das indústrias. de 100 quilómetros a norte da ci- Neste primeiro ano de governação, milhões, o que permitiu a criação de não dignifica quem se preze pelo
paraíso. Perseguiu igualmente o pa- ticar os males que apoquentam o ministro é a não mexida nos pre- Couto parece também partilhar a dade de Maputo, concordou-se pela o sector cultural foi caracterizado mais de mil novos empregos, geran- cumprimento das normas. Embora a
tronato caloteiro, que por regra não sector e procurar soluções. Activo, ços dos combustíveis numa altura mesma opinião. Na área dos hidro- fixação
ção do preço de referência do pelas visitas às instituições ligadas do receitas e estimulando as activi- vontade de Sidat não se tenha con-
encaminha as prestações à previdên- simples, bom no verbo e na retóri- em que o barril de petróleo desceu carbonetos reinam incertezas com açúcar, uma medida aplaudida pelo ao pelouro. Na visita ao monumento dades dos pequenos produtores lo- cretizado, a verdade é que Nkutumu-
cia social. ca, Jorge Ferrão elegeu a melhoria para os 26 dólares. O último reajus- os preços de gás e petróleo a caí- sector e que, segundo estatísticas de Mbuzini, o Ministro da Cultura cais. No que toca a infra-estruturas
Algumas correntes estão alarmadas te dos preços de combustíveis em rem nos mercados internacionais, o la deixou uma nódoa cair sobre um
das condições de trabalho e sala- ministeriais, salvou 35 mil empregos e Turismo explicou que o governo económicas, Dunduro anunciou a
com a aura de “justiceira laboral” riais, a distribuição do livro escolar Moçambique foi em 2011, quando que não anima novos investimentos. directos e 150 mil indirectos. A for- pano branco e ainda novo.
pretende criar facilidades para apro- entrada em funcionamento, no pre-
da Administração Estatal durante
os 10 anos de mandato de Arman-
que pretende transmitir e alertam e a formação de docentes como os o barril andava entre 100 e 120 dó-
lares norte-americanos. Estranha-
-se o silêncio do sector em relação
Do sector dos recursos minerais que
contribui com três por cento no PIB
nacional, espera-se que, com o ar-
go malização do novo diálogo público-
-privado, que foi elevado ao nível do
Primeiro-Ministro e a homologação
ximar, aos moçambicanos, a nossa
história.
sente ano, de 23 novos estabeleci-
mentos hoteleiros, com capacidade
Nestes 12 meses de liderança, a
dupla Nkutumula e Ana Flávia de
Azinheira priorizou o reconheci-
do Guebuza, Carmelita Namashulua Além da visita ao bairro de Mafa- para 984 camas, construídos, além
a este assunto. Aqui haverá também ranque de diversos projectos, venha do memorando de entendimento mento do terreno, visitando todas
teve a sua reputação chamuscada no lala, Silva Dunduro efectuou visitas do apetrecho de três unidades ho-
mão do ministério de Economia a duplicar o seu desempenho, facto para o cumprimento da matriz de à Fundação Fernando Leite-Couto, as instituições sob sua tutela, assim
primeiro ano do mandato de Filipe teleiras no âmbito do projecto “Ka-
Nyusi por pronunciamentos vistos
como tentativas de tutela excessiva
e Finanças e do próprio Banco de
Moçambique, entidade que assume
a responsabilidade do pagamento
que depende da estabilização dos
preços das commodities a nível in-
ternacional, que estão a registar um
lo prioridades de reformas resultantes
de diálogo com o sector privado são
outros dos ganhos de Max Tonela no
Centro Cultural Franco-Moçambi-
cano, Instituto Nacional de Audio-
visual e Cinema (INAC), Biblioteca
pulana”, nos distritos de Guijá, em
Gaza; Mueda, em Cabo Delgado; e
Funhalouro, em Inhambane. O tu-
como outras organizações ligadas ao
desporto, porém, das visitas feitas,
esqueceu-se do Parque dos Con-
sobre o poder autárquico, nomea- das gordas facturas dos combustíveis abrandamento sem precedentes. seu primeiro ano como ministro de tinuadores, que Nkutumula só foi
Nacional e ao Centro Cultural Bra- rismo tem sido um dos sectores que
damente nas polémicas demolições
e embargos de obras consideradas
ilegais.
que rondam os quase mil milhões
de dólares, anualmente (baixou em
2015). Ainda temos problemas no
Ministra da Saúde: Nazira
Abdula
ó
Ensino Superior e Técnico Profis-
i
sional no primeiro ano. Mas foi dos
Indústria e Comércio. O país precisa
de tornar a sua economia competi-
tiva num contexto de mercado livre
sil-Moçambique.
Foi crítico quando abordado sobre
o “assalto” dos angolanos que domi-
mais sofre com a tensão político-
-militar que assola o país. O sector
bem merecia uma personalidade
“conhecê-lo” aquando da visita re-
lâmpago do Presidente da República
àquele recinto desportivo. Aliás, foi
Para muitos, o visível incómodo que acesso à energia e o país requere po- Lutou para credibilizar um dos sec- que mais apareceu na imprensa. Jor- cada vez mais agressivo. Este esfor- graças a essa visita que o titular desta
sentiu com as acções de alguns go-
vernos municipais deveu-se mais à
necessidade de proteger “interesses
líticas corajosas para ultrapassar o
problema. Moçambique é o segundo
tores alvo da voracidade dos lobistas
no Sistema Nacional de Saúde: o
c
nais, televisões, rádios entre outros
meios de Comunicação, sempre cita-
ram Jorge Penicela Nhambiu a viajar
ço passa pelo aumento de produção
interna e com qualidade. Continu-
nam espectáculos musicais em Mo-
çambique e pagos a preço de ouro.
Disse que o Governo está a preparar
com mais ideias e com a capacidade
de formar uma equipa ambiciosa ca-
paz de colocar o fenómeno cultural
pasta encontrou manobras para fazer
mexidas no 11 da equipa do MJD,
maior produtor da região da África negócio de medicamentos. Discre- amos a dar trambolhões no “doing uma proposta de lei que visa a regu-
pelo País, ora a proferir palestras, ora e o Turismo no pedestal que devem afastando o Director-geral do Fun-
de camaradas” e eleitoralismo parti- Austral, depois da África do Sul, e ta, cordata e simpática, a médica business”, o influente indicador do lamentação do consumo da música ter em Moçambique. do de Promoção Desportiva, Inácio
dário do que propriamente defender a quarta nação com menos acesso pediatra desmontou do negócio de fazendo inaugurações de empr empreen- Banco Mundial que internacional- estrangeira no país. Tarefa que se jul-
a lei.
Continuou a ser vista como o “ter-
ror dos administradores”, como já para o risco de essa conduta poder principais desafios que devem ser
à electricidade pelos cidadãos. Algo
deve mudar. O país produz ener-
medicamentos - com altos contratos
no ministério
io entregues
egues pelo seu an-
tecessor - um dos mais agressivos lo- de ensino super
so
dimentos ou testemunhando ceri-
mónias de graduação em instituições
superior e técnico-profis-
ga bastante difícil pela sensibilidade
do assunto. Dunduro argumenta que Ministro da Juventude e
Desportos: Alberto Nkutumula
Bernardo, que encobria a vergonha.
Entre as realizações, destaque vai
para o estabelecimento do Regime
gia, mas depende de terceiros para a medida tem como principal objec-
era encarada no tempo de Guebuza, difundir a imagem de um país avesso superados com vista a conferir maior sional. Este parece ser o ministério das Jurídico para a criação das Socieda-
o consumo interno. Pedro Couto, tivo a valorização da arte moçam-
sendo acusada de demagogia des- à mão-obra-estrangeira e hostil ao dinamismo ao sector. Actualmente A título de exemplo, inaugurou o viagens e das visitas. Os seus dois des Anónimas Desportivas, um fac-
tido como um homem de alto sen- bicana fazendo com que as rádios e
investimento estrangeiro. Este, aliás, existem 13 mil escolas e um univer- Centr
Centro Multimédia Comunitário de tor fundamental para a capitalização
carada por provocar a queda de di-
rigentes distritais defenestrados por
populares nas presidenciais abertas.
é um dos erros de Diogo. Não con-
seguir descolar a sua imagem da de
m
so de 120 mil professores, a maioria
dos quais possui o nível académico
u tido moralista, não teve argumentos
suficientes para esclarecer os depu-
tados da Assembleia da República
Lugela, no distrito de igual nome, na
província da Zambézia. Participou
televisões passem a transmitir mais
conteúdo nacional. Só que a valori-
zação cultural não pode ser feita de
titulares passam a vida a visitar in-
fra-estruturas desportivas sem re-
sultados aparentes. Mais parece que
dos clubes. Embora não tenha sido
um diploma da sua iniciativa (vinha
É também apodada de nutrir uma Taipo, tantas vezes vista como chefe básico, sendo que 30% não possui dos reais problemas que estão por na inauguração da nova oficina me- foram nomeados para impressionar desde o elenco cessante), o mesmo
patrocínios, como parece acreditar o
intolerância visceral pela oposição, sindical e com comunicados roçando formação psico-pedagógica. É neste detrás das restrições da energia no cânica do Instituto Superior Dom o eleitorado jovem que é maioritário tem mérito, porque conseguiu con-
ministro.
instigando a exclusão liminar de a xenofobia e a contratação de mão- quadro que Ferrão tem estado a tra- país, numa altura em que as taxas Bosco (ISDB). no país. Outro ministério a ser com- cluir o processo dentro do prazo (180
Ao longo deste ano, o sector reali-
não-membros da Frelimo que ou- -de-obra estrangeira continua a en- balhar. As reprovações em massa no registavam um ligeiro agravamen- primido num ministério das áreas dias) e o regulamento está em fase de
zou actividades que permitiram a
sem candidatar-se ao financiamento
do Fundo de Desenvolvimento Dis-
trital.
cher os bolsos a esquemas paralelos
e a escritórios de advogados, quando
já existe legislação para fazer a sim-
e
mês de Dezembro, nos exames das
10ª e 12ª classes, chocaram a socie-
dade, mas parecem não ter incomo-
to (embora ele não seja o gestor da
eléctrica). Ou seja, pagar mais por
um mau serviço. Viu gorado o lobby
Inaugurou o Laboratório de Televi-
são da Escola Superior de Jornalis-
mo. Visitou o Instituto Industrial e
exposição do potencial turístico e
cultural pelo mundo, levando a que
sociais e culturais.
Aquando da sua nomeação ao car-
go, o titular da pasta da Juventude
publicação. Aliás, o Regime Jurídico
para a criação das SAD’s servirá de
primeiro e maior teste para a avalia-
muitos turistas visitem o país e a que
Porém, e sobretudo por mão de
Nyusi, foram parados os “ataques
plificação, nomeadamente a questão
das quotas e o precedente criado
com a bacia do Rovuma.
d
dado o ministro. O controlo cerrado
nos exames destapou a podridão que
reinava no sistema, caraterizado por
com a África do sul para a venda de
energia, por esta estar a investir for-
de Computação “Armando Emílio
Guebuza” (IICAEG) no distrito de
Boane, província de Maputo, com
homens de negócios se interessem
em investir em Moçambique. O país
e Desportos, Alberto Nkutumula,
jurista de profissão e vice-ministro
ção das capacidades desta dupla em
mudar a face do nosso desporto.
selvagens” a sedes e líderes de oposi- temente nas fontes térmicas. fez-se representar na Expo Mila- da Justiça no mandato cessante, era Por sua vez, Ana Flávia de Azinheira,
ção nos distritos, acções que também Não se conhece qualquer pronuncia- auxiliares de memóriaia (vulgo cábu- Em Agosto passado,
passado o Governo objectivo de se inteirar do pulsar das tido como um ilustre “desconhe- médica veterinária de profissão, pro-
no e na Bienal de Veneza na Itália
diminuíram substancialmente por mento da ministra sobre a necessida- las) e suborno aos professores. O reactivou a Unidade Técnica de actividades naquela unidade técnica mente dá a conhecer o ambiente de cido” na arena desportiva, embora vou que para ser um bom gestor des-
e foi igualmente eleito membro do
parte dos todo poderosos primeiros de de se rever a Lei do Trabalho, com resultado foram chumbos em massa. Implementação
Implementa de Projectos Hi- de ensino aberta em 2005. negócios no país. No último relató- com alguma experiência política e portivo não basta ter sido um bom
conselho executivo da Organização
muitas lacunas regulamentares e so- Doa a quem doer, é importante co- droeléctricos para acelerar a concre- Dirigiu a cerimónia de abertura do rio, Moçambique ficou na 133ª posi- de gestão. Era também visto como
secretários da Frelimo nos distritos.
bretudo completamente ultrapassa-
ir o
meçar de algum lado para se corrigir tização de projectos de investimento bistas – Silvestre Bila - que se gaba de “Maputo Internet Fórum”. ção, o que representa uma queda em
Mundial do Turismo para o Período
o “militante da juventude” que tinha
praticante de qualquer modalidade,
Como contra-peso foram preenchi- 2015/ 2019, o que em grande medi- mas é preciso ter noções de gestão
dos os lugares de administradores da politicamente embora dê votos um problema que minava o Sistema na área de produção e transporte de ter investido muitos milhões de dó- Jorge Nhambiu foi, na verdade, um cinco lugares em relação ao relatório bom acesso às redes sociais e tinha
da irá contribuir para influenciar na desportiva. Como gestora ainda tem
lares na eleição do actual presidente.
das cidades e autarquias, com a pri-
meira função de ofuscar as adminis-
trações autárquicas da oposição. Em
ao partido Frelimo que, cinicamente,
gosta de ser visto como defensor dos
trabalhadores.

Nacional de Educação (SNE). Em-
bora pareça que perdeu algum gás a
meio do ano, Ferrão, bom de ima-
energia eléctrica e considera de vital
importância a linha de transporte
Tete/Maputo. Couto defende tam-
Nazira Abdula, a primeira mulher
Ministra da Saúde de Moçambique,
ministro de discursos atrás de dis-
cursos, que chegou a anunciar a po-
lémica decisão de que os docentes
anterior. Na região da SADC, Mo-
çambique encontra-se na 9ª posição
num universo de 15 países analisa-
tomada de decisões sobre as políticas
mais abrangentes de desenvolvimen-
to a nível global.
estômago para participar em encon-
tros e festas de críticos da Frelimo.
Como jurista, acreditava-se que aju-
uma longa estrada por percorrer e
não no cargo em que foi colocada.
teve coragem e reduziu os contratos É a mais mediática do elenco, mas
última análise, mais um despesismo Com justeza ou não, Diogo goza da gem, continua a dar indicações que bém uma reestruturação do sector das instituições de ensino superior dos, abaixo da média regional, e mu-
do “senhor medicamentos”, depois devido às constantes visitas às fede-
numa administração que tenta mos- conotação de arrogante, silenciando é o homem indicado para o desafio energético e, para tal, argumenta passariam, a partir de 2016, a estar dando de posição com o Lesotho. O
trar (sem conseguir) que quer fazer
contenção de custos. O vice da mi-
vozes discordantes dentro do seu
próprio ministério, o que terá intoxi-
cado as relações na cadeia hierárqui-
D
de fazer da Educação o laboratório
de criação do Capital Humano que
de um no objection presidencial e
apoiada pelo sector securitário.
Depois da fase inicial muito populis-
proibidos de leccionar em mais de
um estabelecimento de Ensino Su-
perior, no quadro de medidas que o
relatório mostra que Moçambique
não fez nenhuma reforma. É preciso
rações, associações e clubes; aber-
tura de seminários e campeonatos
nacionais. O primeiro ano dela fica
nistra é o “carrasco” da oposição em transforme o mais comum moçam- coragem para mudar o actual estado
ca da instituição. ta e muito à imagem dos banhos de governo estava a adoptar visando ga- das coisas ao nível da regulação e da marcado pelo “vexame” que passou
Gaza, onde era o primeiro secretário bicano no cidadão do século XXI.
O carácter transversal das áreas multidão de inspiração guebuzista, rantir a qualidade. desburocratização dos negócios em no Grupo Desportivo de Maputo,
da Frelimo e cujo trabalho e compe-
como o Emprego e a Segurança Ministro dos Recursos Minerais Nazira tem vindo a emendar a mão, Neste ano precisará de reajustar a Moçambique. Perdeu Omar Mithá quando ouviu de Michel Grispos
tências ainda ninguém viu.
Social tornam a sua actuação nesses e Energia: Pedro Couto concentrando-se na tomada de deci- sua agenda e trazer soluções aos vá- para a ENH, mas está bem acompa- (presidente demissionário) que os
Espera-se que a reunião de Nacala
pelouros numa quase inexistência. O O ministro chegou ao lugar como sões e no melhoramento de relações rios problemas que ainda emperram nhado pelo director nacional de in- clubes prestam contas aos associados
para administradores produza alte-
rações de fundo na sua maneira de Ministério de Trabalho, Emprego o “guardião do cofre”, mais con- com os doadores internacionais, pois no seu pelouro, como o alargamento dústria, Mateus Abelardo Matusse. e não ao governo.
actuar, dada a sua função essencial- e Segurança Social é uma das áreas cretamente controlar corrupção e é aqui de onde vêm grandes contri- do acesso à tecnologia e a melhoria Um ministro a quem se reconhece Se a ideia era colocar dois jovens
mente de correias de transmissão eleitas por Filipe Nyusi como um negócios menos claros para certas buições para o sector. da qualidade de ensino no superior potencial, mas que ainda mostrou e mostrar que eram capazes de to-
partidárias na anterior administra- dos pilares do seu governo, espe- famílias da Frelimo, nomeadamente Vinda de uma influente família mu- e no técnico profissional por serem muito pouco. mar conta de um ministério, a ideia
ção. cialmente na componente emprego. a família Guebuza. Esses mesmos çulmana de Nampula, Nazira ainda áreas vitais para o desenvolvimento falhou por completo. É mais um
Ministra de Emprego, Trabalho É preciso mais sintonia entre a mi- sectores continuam activos em pres- tem muito trabalho para moralizar do País. A ter algum mérito no pri- Ministro da Cultura e Turismo: problema a adicionar às disfuncio-
e Segurança Social: Vitória Dias nistra e o seu vice, o jovem Osvaldo sões para que nada seja conhecido de os profissionais de saúde e devolver o meiro ano de governação só pode ser Silva Dunduro nalidades de várias federações, do
Diogo Petersburgo, outro “flop”, um jovem negócios menos claros no ministério tratamento humano nos nossos hos- de corta-fitas, ou a velha máxima de Silva Dunduro tem conseguido dar Conselho Nacional da Juventude e
Também detentora de um quase que chegou ao posto graças à “mili- onde esteve antes, o das Finanças. pitais. O vice, Mouzinho Saíde, que que um bom professor universitário um ar da sua graça, num ministério da própria OJM (a juventude Freli-
“pleno” no mandato de Armando tância” na campanha eleitoral. A fama de incorruptível e mau feitio se tem saído bem como Porta-voz do não é necessariamente um bom ges- cheio de sensibilidades e “lobbies” mo obcecada pelo carreirismo).
16 Savana 22-01-2016
INTERNACIONAL
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SOCIEDADE
18 Savana 22-01-2016
OPINIÃO

EDITORIAL Cartoon

Das palavras que


não comemos

o

O governo que irei criar e dirigir será um governo prá-

log
tico e pragmático. Um governo com uma estrutura o
mais simples possível, funcional e focado na resolução
de problemas concretos do dia-a-dia do cidadão, na
base da justiça e equidade social. Será um Governo orientado
por objectivos de redução de custos e no combate ao despe-
sismo. A nossa origem é a de gente simples e trabalhadora.
Sabemos, por isso, o valor da contenção de despesas e na apli-
cação responsável das nossas contas públicas”.

ció
As palavras são de Filipe Nyusi no discurso de tomada de
posse a 15 de Janeiro de 2015.
E não é fácil esquecer estas e outras palavras de esperança
dirigidas ao povo moçambicano.
Passado um ano, parece ter o vento levado as palavras.
Austeridade, só a que foi imposta pelo FMI no Orçamen-
to de 2016 por troca de um empréstimo condicionado de
USD282 milhões.

Um Ano Sem Nyusi


so
Pelo caminho continuam os helicópteros do antigamente, os
séquitos presidenciais às províncias sem distinção entre parti-
do e Estado. Para não se falar das reluzentes 4x4 que nenhum
dirigente dispensa, para as compras da casa e as visitas à quin- Por Fredson Guilengue
ta de lazer ao fim de semana.

P
No país nono a contar da cauda, no fim do ano, como a in- assa um ano desde que no dia rais complexos de natureza política, Governo. No entanto, os raptos con-
flacção deu água pela barba a vários ministros ei-los partindo 15 de Janeiro de 2015 Filipe social e económica. A RENAMO tinuam a aguardar pelas necessárias
para outras paragens, nas Caraíbas, no Texas, no exótico Fiji. Jacinto Nyusi tomou posse e o seu líder, Afonso Dhlakama, re- e urgentes transformações que exi-
como o terceiro Presiden-
um
O Banco de Moçambique, que não produz nada, apela à pro- cusaram pronta e firmemente os re- gem mão dura do Presidente Nyusi
te eleito por sufrágio universal em sultados das eleições gerais que cul- ao nível da hierarquia da polícia, por
dução, num esforço desesperado, tentando mostrar que está a
Moçambique, desde a instituição do minaram com a eleição do próprio forma a possibilitar um verdadeiro
fazer algo pelos desastrosos números da economia durante o multipartidarismo pela constituição Presidente Nyusi e do seu partido combate a este fenómeno altamente
ano de 2015. de 1990. No entanto, são ainda mar- FRELIMO. Enquanto se esperava vergonhoso para o País e com conse-
O instituto das calamidades, habituado às formulas do anti- ginais as transformações prometidas avanços firmes rumo ao desanuvia- quências graves para o tão almejado
gamente, alterna os alertas de cheias com seca. As calamida- por Nyusi de tal forma que o contex- mento do contexto resultante das desenvolvimento sócio-económico.
des estão à porta, mas não é certo que, como no passado, os to político, social e económico que últimas eleições, Nyusi parece não Num contexto económico desafia-
apelos se traduzam em milhares de toneladas de comida para atravessa actualmente
Moçambique atrav possuir a fórmula de estabilidade dor como o actual, com implicações
as populações afectadas. Como sempre, alguém espera que revela-se uma perfeita extensão do política nacional. O Presidente con- directas no dia-a-dia do cidadão, ao
as notícias não sejam tão catastróficas e a água vai continuar contexto anterior. Isto é, passa exa- tinua refém de um discurso apelativo contrário do silêncio que impera,
a jorrar nas torneiras domésticas e nos fontanários públicos, tamente um ano sem as prometidas ao diálogo para a Paz, até então inca- impõe-se uma liderança activamente
de

transformações de Nyusi. paz de se transformar em iniciativas engajada tanto na busca de soluções


mesmo que se sugira que eventualmente se deva poupar água
concretas, com resultados no calar viáveis como também no esclareci-
na lavagem de carros. No âmbito sócio-económico, res- efectivo das armas e dos discursos mento das massas sobre o verdadeiro
O país está com mais dificuldades do que em 2014, mas pou- postas efectivas e eficazes por parte belicístas tanto da RENAMO as-
cos parecem acreditar que isso seja verdade, mesmo que as estado da nação. Tal como defendia
do governo ainda estão por vir. Para sim como da FRELIMO. A Paz e o
o Presidente Samora, há necessidade
festas de fim do ano tenham sido claramente mais contidas responder a derrapagem do metical, diálogo esvaziam-se, cada vez mais,
de explicar ao Povo mesmo quando
e as trocas de cabazes entre ministérios, empresas e outras o Governo introduziu medidas me- perante uma evidente falta de res-
se está errado. Perícia idêntica exige-
instituições tenham conhecido um decréscimo notório. ramente paliativas com resultados postas por parte do Governo do dia.
-se ao Presidente Nyusi. O mais
O país precisa de mensagens claras que está na hora de aper- a curto-prazo. É tão verdadeiro o Moçambique segue em verdadeiro
importante de tudo, falta ao País
tar o cinto, mas os exemplos que nos vêm de cima parecem argumento de que a derrapagem da “estado de guerra”, não oficialmen-
um verdadeiro rumo. A esperança
io

contrariar essa realidade. Como


mo o fenómeno inverso quando nossa moeda também é resultado te declarada, embora com relatos de
de um contexto internacional eco- de dias melhores, baseada em actos
confrontos militares e de refugiados.
nos dizem que crescemos todos os anos 7% e ninguém, ou concretos vindos do mais alto nível
nomicamente difícil associado ao No campo social, a anterior governa-
quase ninguém consegue ter uma boa refeição com esses nú- fortalecimento do dólar americano ção já tinha deixado um legado por da liderança do País.
meros. (e a queda dos preços das commo- si só bastante desafiador. A pobreza Todavia, nem tudo está perdido.
Como se à última da hora o “El Nino” desistisse de nós, a dities no mercado internacional), provou ter aumentado e os números Nyusi ainda tem a expectativa po-
ár

China voltasse à grande produção, o carvão e o gás dispa- como também, tem mérito o argu- contrariavam os discursos do regi- pular do seu lado. Porém, urge pôr
rassem em alta. Como fez o banco central que esperou até mento segundo o qual ao mais Alto me do dia, muitas vezes pregados à em marcha, enquanto há tempo, as
ao último minuto por boas notícias e mais uma mais-valia Magistrado da Nação tem faltado martelada. Os raptos (e a crimina- necessárias transformações ao nível
estratégia e retórica suficientemente lidade no geral), com cumplicidade do estado e do governo que resultem
transviada dos negócios milionários do gás e petróleo.
susceptível de esclarecer ao Povo, seu “comprovada” de agentes do pró- no alargamento da sua capacidade
Um ano depois, mesmo com várias colunas do deve e ha-
patrão, a relação causa-efeito entre a prio Estado, afectos essencialmente de imprimir manobras com impacto
ver preenchidas, para o bem e o menos bom, há certamente
Di

crise internacional e a crise domés- a Polícia de Investigação Criminal na paz e no bem-estar dos cidadãos,
muito de palavras que os cépticos e os cínicos não acreditam. pois só assim, daqui há um ano, o
tica. tinham-se tornado numa prática co-
Sobretudo quando aqueles que devem dar o exemplo fazem É verdade que Nyusi herdou um País mum, sem resposta eficaz, a todos os país poderá, eventualmente, celebrar
que nãoo ouvem. que já atravessava desafios estrutu- níveis da hierarquia do Estado e do “dois anos com Nyusi”.

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Savana 22-01-2016 19
OPINIÃO

RELATIVIZANDO
Por Ericino de Salema

Almeida Santos, o activista de causas nobres!

o
A
alguns dias de completar vogados que se mostravam aversos Direito Democrático português, gos. No seu regresso, essas incur- Rogério Jauana beneficiou, ele
90 anos de idade, morreu à colonização, por entenderem que sobretudo se se considerar que o fa- sões hão-de ter-lhe custado alguns próprio, do patrocínio de Almeida
na noite desta segunda- a autodeterminação, a independên- lecido foi, sobretudo de 1974 (ano ‘puxões de orelhas’. Santos e dos seus colegas do Grupo
-feira, 18 de Janeiro, na cia e a liberdade eram valores su- da assinatura do Acordo de Lusaka, Já formado, Almeida Santos vem e dos Democratas de Moçambique,

log
sua residência, em Oeiras, Portu- premos da humanidade. Além de acto de que ele tomou parte, por ambique em
se estabelece em Moçambique nomeadamente em 1964, quando
gal, António de Almeida Santos, moçambicanos como Rui Baltazar, propositura de Samora Machel) a 1953, onde contou com o apoio foram, em grupo, aprisionados na
político e advogado português que, faziam parte do Grupo de Demo- 2002 (ano em que cessou as fun- dos advogados Soares de Melo, BO, na Machava, por apoiarem a
durante 21 anos (de 1953 a 1974), cratas de Moçambique causídicos ções de presidente da Assembleia Santa Rita e Amâncio de Alpoím Frelimo. Pela competência e entre-
viveu e trabalhou em Moçambique, como Soares de Melo, Santa Rita e da República daquele país ibérico, para abrir o seu escritório, no pri- ga dos causídicos democratas, dessa
onde se destacou por via do apoio Amâncio de Alpoím. ao cabo de sete anos) um dos mais meiroo andar do Prédio Fonte Azul, vez foram absolvidos pelo Tribunal
jurídico-cívico que prestava a inú- Muitos, sobretudo em Portugal, destacados construtores e recons- na capital do país. Os escritórios Territorial Militar, que julgava pro-
meros nacionalistas moçambica- que se pronunciaram nos últimos trutores do Estado português. dos causídicos que o receberam e cessos políticos, mas a PIDE recor-
nos que caíam nas teias da PIDE dias a propósito de Almeida San- Para lhe prestarmos uma singela o apoiaram se situavam no mesmo reu da sentença, por via da instân-

ció
(Polícia Internacional de Defesa do tos, em jeito de tributo, coincidem homenagem, que julgamos a me- ício e andar. Era ali onde todos
edifício cia de recurso em Portugal, por os
Estado), de entre os quais se desta- no facto de o finado ter sido um recer, de forma cristalina, conversá- se fundiam no Grupo dos Demo- acusados constituírem “um sério
cam Rogério Daniel Jauana, Matias grande estadista e legislador, de mos esta quarta-feira com Rogério cratas de Moçambique. atentado à segurança do Estado”.
Zefanias Mboa, José Gomes Neto tal sorte que lhe cabe, muito bem, Daniel Jauana, nacionalista mo- De princípio, diz-nos Rogério Dois dias antes de perder a vida,
Júnior, José Romeu dos Santos como foi bastas vezes frisado, o çambicano, um dos poucos compa- Jauana, Almeida Santos trabalha- Almeida Santos fez a sua última
Monteiro, Armando Pedro Moia- epíteto de um dos arquitectos, se- triotas que conheceu e privou com va sozinho, sobretudo no apoio aos intervenção pública, discursando
ne, Tomé Magaia, Abner Sansão não o mais destacado, do Estado de Almeida Santos antes mesmo deste carenciados e aos politicamente num dos actos de campanha de
Muthemba, Júlio Sigaúque, Rui Direito Democrático português, do se estabelecer na antiga Lourenço perseguidos. Pediu ao antigo juiz Maria de Belém, candidata às elei-
Nogar, José Craveirinha e Malan- Portugal pós-24 de Abril. Nisso, a Marques, hoje Maputo. jubilado, o primeiro edil da Ma- ções presidenciais do próximo do-

so
gatana Valente Nguenha. sua ligação com Moçambique, país Ainda finalista de Direito, conta tola (Rogério Jauana), para que o mingo em Portugal. Disse, na oca-
com o qual manteve ligação até aos Rogério Jauana, que desde 2007 é apoiasse quando despegasse
despegasse, as 17. sião, que estava a organizar os seus
Almeida Santos, que pela sua luta seus últimos dias, é de referência juiz jubilado, que Almeida Santos Jauana trabalhava com Amâncio textos sobre Moçambique, cuja
pela justiça e pela descolonização incontornável. veio, entre 1949 e 1950, a Maputo, Alpoím, tio do também recente- publicação foi proibida por An-
até viu recusada, por duas vezes, a Tendo presente o facto de Almeida como parte da tuna académica da mente falecido arquitecto Pancho tónio de Oliveira Salazar. “O livro
sua candidatura a deputado da As- Santos se ter destacado como acti- Universidade de Coimbra, de que Guedes (um dos obreiros intelectu- se chamará Textos Proibidos sobre
sembleia Nacional lusa pela Opo- vista de direitos cívicos e políticos era estudante.. Nessa ocasião, ele e ais de Maputo), como escriturário. Moçambique”, avançou aquele po-
sição Democrática, providenciava no nosso país, durante os 21 anos os seus visitaram
am o Centro Asso- Ciente do seu direito ao repouso e lítico e legislador, com destacável
o seu apoio aos alvos da PIDE por em que por cá viveu, julgamos nós ciativo dos Negros da Província Ul- da existência de um amigo que se contribuição, de entre outros, nas
um
via do Grupo de Democratas de que não seria por demais inferir, a tramarina de Moçambique (Centro achava cansado de trabalhar para reformas constitucionais de 1982 e
Moçambique, que era, basicamen- partir disso, que Moçambique é, em Ntsindza), tendo ali estabelecido um lojista, Rogério Jauana diz a 1988, em Portugal.
te, constituído por juristas e/ou ad- grande medida, berço do Estado de vários contactos e feito alguns ami- Almeida Santos que tinha um co- Pelo incomensurável apoio que
nhecido muito competente e orga- prestou à causa moçambicana e
nizado, que poderia com ele cola- a inúmeros filhos do nosso país,
borar. Esse amigo era [o falecido] achamos nós que Almeida Matos
Fechemos os ouvidos aos falsos profetas Filipe Tembe Júnior (Filipana), pai
de Carlos Tembe, antigo presidente
é digno da mais distinta homena-
gem do Estado moçambicano. Até
do Conselho Municipal da Cidade à altura em que redigíamos este
Por Maria de Lourdes Torcato da Matola, já perecido. Almeida texto, desconhecíamos, no mínimo,
Santos concordou; quando foi do algum reconhecimento público do


A minha vida dava um ro- Não me chamem pessimista. Toda resolver questões nacionais.
‘25 de Abril’, providenciou o seu nosso Estado aos préstimos cívi-
de

mance” – é um desabafo co- a gente, os que dirigem o barco e Contar com as nossas próprias for-
apoio aos filhos de Filipana (Carlos cos daquele, em difíceis momentos.
mum em conversas de mu- os passageiros prestes a naufragar, ças
Tembe incluso), para que pudessem Com Almeida Santos, o nosso país
lheres. Penso muitas vezes já viram que isto vai mal e é preciso E depois, estimado Chefe, sente-se
continuar com os seus estudos por se fez berço do Estado Democráti-
que eu própria gostava de escrever começar a trabalhar, a fazer o que à frente do Governo e dê ordens:
Portugal. co de Direito em Portugal!
a minha história – ou estória – mas é preciso para inverter a situação. trabalhar, vão pôr em prática o
vão trabalhar
sei que me falta o talento. Sor- Vejamos a questão política, que se primeiro grande princípio da nossa
te vossa: seria apenas mais um de traduz como a relação entre os que independência: contar com as nos-
muitos que, espremidos depois de podem decidir e os que só esperam sas próprias forças. Não podemos
ler, não trazem nada de útil a quem por ordens
dens ou instruções. continuar a gastar o que não temos,
perdeu tempo a lê-lo. Diz-se, ou pelo menos é o que le- a pensar no ovo que a galinha ain-
io

mos, que o Chefe tem boas ideias, da não pôs. Essa é uma ordem para
Prefiro falar do real – o que se mas não o deixam fazer. E por dar aos seus subordinados mais
Email: carlosserra_maputo@yahoo.com
vê, ouve e sente - do país, da so- isso, ele vai dirigir uma reunião de próximos, porque o povo, esse que Portal: http://oficinadesociologia.blogspot.com
ciedade, da minha comunidade alto nível do seu partido para pôr tem a cultura e tradição com que
460
mais próxima…Ou será melhor os pontos nos iis. É preciso paci- deu origem a esta nação, não preci-
Sobre o poder do
ár

começar pelo mundo onde tudo é ência e esperança. Ele quer a paz, sa desse conselho. É o que sempre
igual ao que eu vejo à minha volta? o país unido e reconciliado, para fez. Não tem a mania das grande-
Basta abrir a TV ou ler os jornais podermos todos começar a traba- zas de quem nasceu no meio de
importantes que se fazemem em pa-
ragens longínquas, paradigmas da
civilização do seculo XXI, para
lhar ao mesmo ritmo e no mesmo
sentido. Mas será? Porque ele, que
pode falar em nome de nós todos,
riqueza que nunca produziu nem
sabe produzir.
Neste mundo de turbulências nun-
Presidente Nyusi
Di

ver que estamos todos neste mes- e sobretudo para nós todos, nunca ca imaginadas, em que tudo está a

M
essianismo político pressão cruzada da história do
mo barco que é o planeta. Claro, nos disse isso
isso. Nem o seu contrário. mudar a começar pelos pilares da é a crença na capa- país, da história da Frelimo, da
moçambicanos, não somos nem lá E que ordens é que ele vai dar? Vai civilização que queremos imitar no cidade considerada história do Estado e da sua his-
perto, parte dos que estão ao leme: dizer aos que acreditam na guerra que tem de pior porque não a es- excepcional de certas tória individual.
somos apenas os que mais depressa que violência não é solução antes tudámos nem percebemos, só so- pessoas para resolver problemas O seu poder é refém dessa his-
vamos pela borda fora. pelo contrário? Ou vai dizer: se brevive quem for sensato e voltar à sociais de forma individual e tória quádrupla, do grupo políti-
Vejamos as chuvas torrenciais, a querem guerra, façam-na bem feita sabedoria simples e básica do povo. imediata. co hegemónico da Frelimo e da
perda de vidas e dos frutos do nos- e ganhem. Ou vai dizer, acabemos A seguir, já é possível reerguer as O Presidente Filipe Nyusi é alvo legitimidade que o povo lhe der.
so labor, as casas e as culturas… já com isto, não queremos o país ruinas, reinventando outra civiliza- dessa crença. Como um dia escreveu Karl
Temos disso no norte de Moçam- metido numa guerra civil, imedia- ção. No nosso caso, mais modesto, Mas pode o Presidente fazer a Marx: “Os homens fazem a sua
bique. Mas ao sul temos a seca, os ta ou adiada, como tantas por este reconquistar o nosso bom nome e sua própria história nas con- própria história, mas não a fa-
animais mortos de sede e fome en- continente. Vamos ter a coragem o país que a estupidez deitou abai- dições por si escolhidas? Sim e zem arbitrariamente, nas condi-
quanto aos donos resta esperar por de, i) assumir que cometemos er- xo quando a obra estava a meio. E não. Sim, face ao enorme con- ções por eles escolhidas, mas nas
“ajuda alimentar”. É aqui, como no ros, ii) voltar à legalidade e discutir diga-se em abono da verdade: tive- junto de poderes que a Cons- condições directamente dadas e
resto do mundo. o que há a discutir na Assembleia mos muitas ajudas de fora, dos fal- tituição lhe dá. Não, devido à herdadas do passado.”
Pôr ordem no caos da República, o lugar próprio para sos profetas e dos “amigos da onça”.
20 Savana 22-01-2016
OPINIÃO

A TALHE DE FOICE
Por
P Machado da Graça
Minha homenagem
aos jovens invisíveis

o
Por Mantchiyani Samora Machel

E
stamos no início do ano, altura em que nossa economia. Essa mão não é aquela que nós

Legal ou ilegal? normalmente fazemos alguma reflexão conhecemos do Adam Smith. É a mão invisível

log
sobre a nossa vida e o nosso futuro. Eu dos jovens marginalizados na hora da verdade.
gostaria de dedicar este meu artigo aos Poucas vezes nos lembramos do esforço e sacri-
jovens invisíveis. fício feito por esses jovens que mantêm a nos-

O
estendal de forças policiais forças governamentais, acusados
sa frágil economia em movimento, mas a quem
nas ruas de Maputo, com de serem apoiantes da Renamo em
Existe uma estória não contada, uma estória de poucas vezes se dá voz. Os verdadeiros heróis da
blindados armados de me- Tete.
sacrifícios, conquistas e patriotismo. Não falo das nossa pátria trabalham em condições precárias,
tralhadoras, cães polícias e E volto a perguntar: se a Renamo
retóricas de 75. Esta estória acontece e é vivida recebem um salário simbólico e esforçam-se em
inúmeros membros da FIR, arma- é um partido legal qual é o crime
hoje em pleno 2016. Esta é a estória dos heróis manter o mínimo de condições para que o siste-
dos até aos dentes, sempre que a de alguém apoiar esse partido? De
que são esquecidos no dia-a-dia, por causa do ma funcione.

ció
Renamo anuncia alguma actividade acordo com os números das últimas
barulho dos poucos super visíveis que contam São aqueles que, isolados de tudo e de todos, não
política, e as declarações de mo- eleições, no centro e norte do país
e recontam as suas vitórias como que em repre- deixam de dar aulas, muitas vezes o seu primeiro
çambicanos refugiados no Malawi, a Renamo é apoiada pela maioria
sentação de todos os Mocambicanos. Os super emprego, em condições deploráveis … jovens en-
emprego
segundo os quais fogem das forças da população. Será que o Governo
visíveis são fácil de identificar, são os jovens in- fermeiras que deixam as suas famílias para trazer
governamentais que incendeiam as vai deitar fogo às casas de toda essa
termediários; os nossos jet-set , os yes-man, etc; ao mundo mais uma geração de moçambicanos
suas casas e celeiros, acusando-os de gente?
não é preciso gastar mais espaço para os promo- …jovens engenheiros que deixam os filhos pe-
ser apoiantes da Renamo, levantam Quer num caso quer no outro me
ver. quenos para estarem à frente de vários projectos
questões sérias na nossa vida polí- parece que a actuação das autori-
Numa altura em que estamos preocupados com a de desenvolvimento por este país fora, jovens
tica. dades é totalmente ilegal. Mas já
deterioração da moral e da ética na nossa socie- que no período das festas todos os anos estão em

so
Para começar há que saber se a Re- vamos estando habituados a que
dade, os mais criticados são os jovens. Aparecem prontidão devido às cheias, para que outros mo-
namo é um partido legal ou ilegal as leis do país são de cumprimento
até artigos irónicos que criticam o estilo de vida çambicanos sejam resgatados e não sofram. São
em Moçambique. E a resposta a obrigatório quando isso interessa ao
do jovem nos meios urbanos, em particular na tantos os exemplos. São esses jovens a quem a
esta questão levanta uma série de Governo/Frelimo mas são deitadas
cidade de Maputo. Parece que estes estão pre- nossa OJM se devia dedicar e dar atenção para
outras. para o lixo quando atrapalham os
ocupados apenas com a “curtição”, os fins-de- que não se ignore o sufoco e os gritos de des-
Vamos partir do princípio que a res- camaradas.
-semana, a boa vida e uma forma de estar de contentamento dos jovens professores quando
posta é que a Renamo é um partido Mas pode ser que, sem eu dar por
ostentação que muitas vezes aflora o ridículo e queremos um ensino de qualidade. O sufoco e o
legal. isso, a Renamo tenha sido ilegali-
a má educação. Para quem critica e para quem trabalho abnegado dos jovens médicos que lutam
Nesse caso tem o direito de exercer zada. E aí já se compreenderiam as
é criticado fica sempre no ar a impressão de ser a favor de um sistema de saúde funcional. Talvez
um
a sua actividade política sem entra- atitudes agressivas das autoridades.
uma opinião velada de racismo, mas não neces- assim os meus camaradas da OJM, em vez de
ves, desde que o faça sem alterar a Só que, assim como eu não dei pela
sariamente devido à cor da pele. Sem pretender fazer um balanço vitorioso porque se conquistou
ordem pública e a segurança dos tal ilegalização, aparentemente os
passar a mão pela cabeça de ninguém, não nos um determinado número de municípios e por-
cidadãos. próprios dirigentes da Renamo
devemos esquecer que em grande parte esta é que as eleições gerais foram ganhas (com o pleno
Ora, os dirigentes desse partido também não deram e continuam
praticamente a primeira geração de moçambi- engajamento de muitos visíveis), teriam motivos
têm informado, por escrito, as au- convencidos de que são um partido
canos que conseguem obter esses “privilégios”. para festejar porque os jovens têm referências,
toridades das actividades que pre- com actividade legal.
Com o tempo, ganharão o refinamento dos “fi- têm uma organização que se preocupa com eles,
tendem realizar em Maputo com E, já agora, se a Renamo foi ile-
lhos dos verdadeiros ricos dos países ricos”. Os que tudo faz para que as suas condições sejam
indicação dos locais e das datas. E galizada, qual foi a entidade que a
seus netos e bisnetos serão os primeiros a criticá- melhoradas e assim os jovens saberão - quando a
apresentam-se desarmados e apenas ilegalizou?
ou? Em que data? Com base
distanciar-se…
-los e a distanciar-se altura assim o exigir - manifestar o seu contenta-
prontos a dialogar com os cidadãos em que legislação? Decisão publica-
A ostentação dos anéis, Mercedes, fatos italia- mento com o rumo que o país toma. Para 2016 e
falando-lhes do seu programa po- da em que númeroo do Boletim da
de

nos com rótulos de fora, dos que não estudam, para os anos que se seguem desejo que o esforço
lítico e convidando-os a aderirem. República?
e abrem as portas com o nome da família para dos invisíveis seja reconhecido. Que se pinte uma
Actividade perfeitamente normal Penso que seria bom que toda esta
ganhar concursos, parece ser a marca que está a nova imagem do jovem moçambicano. Desejo
num partido político que pretende questão fosse esclarecida para evi-
dar… Sim talvez sejam essas as aspirações dos um 2016 feliz e próspero para os jovens traba-
ser conhecido do eleitorado. tarmos sair à rua todos os dias e
visíveis. Mas esses não somos nós. Também exis- lhadores de todo Moçambique. Obrigado por
Por outro lado, os moçambicanos darmos com ela ocupada por um
te uma mão invisível que é a espinha dorsal da estrarem a edificar com dignidade a nossa pátria.
refugiados no Malawi parecem es- autêntico exército
cito em pé de guerra.
tar a ver os seus bens destruídos por Então, em que ficamos?
io

Por Luís Guevane


SACO AZUL

Ameaças
ár

E
m rodapé vinha “ministro do In- Frelimo ou o MDM, individualmente, cons- çados. Os visados também se sentem amea- mandar o seu có-có-ri-cô. Maçarocas,
terior diz que Renamo não é ame- tituem uma ameaça mas, para outros, pode çados. Podemos fazer tudo isso de forma re- perdizes e galos estão em alta em Moçam-
aça” e, logo a seguir, também em não ser. Os políticos não precisam de fazer corrente provavelmente no intuito de termos bique. Alguns dos membros confundem
rodapé, chamava o telespectador estudos para aferir sobre esse problema. Com o controlo sobre aquilo que nos ameaça para função partidária com estatal. Bem, é o ví-
Di

para a notícia referente ao cerco feito base na sua percepção e no intuito de incutir termos a sensação de que já nada nos ameaça. cio de origem. Perdizes e galos quando se
pela polícia à sede da Renamo. Tudo isto aos outros cidadãos aquilo que é o seu dese- Não relaxamos e nem deixamos que a demo- cruzam só pensam na maçaroca. Esta re-
a acontecer a partir da capital do País. jo avançam com generalizações do tipo “é o cracia dê mostras de estar viva. Confiamos na siste ao vento e às aves numa altura em que
Tudo isto a desafiar o significado ou o princípio do fim do partido A”, “o partido B força e não na inteligência. Aliás, o problema a “mão externa” já passou de moda. Mas,
ra ameaça.
sentido da palavra não é nenhuma ameaça”, “os do partido C são de fundo não é se a Renamo é ou não uma agora, a “mão externa” parece estar mais
fracos porque não têm armas para impor as ameaça; a questão de fundo está no tipo de forte e pesada com a bênção dos recursos.
suas ideias”, “os jovens estão a ser aldrabados democracia que parece que só formalmente Uma bênção que não podemos deixar que
Como estamos num País altamente bi- pelos partidos A, B ou C”. E, o objectivo é existe ou que só lhe é dada a possibilidade de se transforme em maldição.
polarizado ou, se quisermos, bipartidari- que estas ideias, estes pensamentos, estes ró- pulsar em função dos desejos de quem julga
zado, em que o ministro do Interior tem tulos, se encaixem nos lugares mais férteis da controlá-la. Cá entre nós: nenhum partido é uma amea-
o dever/obrigação de defender todos os mente do cidadão. O partido B já anda a brincar aos recruta- ça ao desenvolvimento de Moçambique. Já é
moçambicanos independentemente da Ora bem, quando estamos recorrentemente mentos e os do A não se sentem ameaçados. tempo de os jogos de proibições caírem fora do
orientação ou convicção política, então, o a cercar, a obstruir, a tentar denegrir o nosso Repudiar não significa mostrar-se ameaçado. dinamismo político moçambicano. De facto,
sentido de “ameaça” (que existe ou não) suposto adversário político, a frequência com Os do C como sabem como começa o jogo meus caros, a “democracia é difícil”. Já é um
tende a desaguar para o campo de per- que tudo isso ocorre pode traduzir o nosso que os do A e B já nos habituaram, então, grande favor quando ela tem a oportunidade
cepção individual. Para uns, a Renamo, a sentido de insegurança; sentimo-nos amea- preferem esperar pela manhã seguinte para de se (re)equilibrar na corda bamba.
Savana 22-01-2016 21
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22 Savana 22-01-2016
DESPORTO

“Desentendimentos atrasaram o Voleibol”


-Defende Osvaldo Machava, treinador da Aliança de Maputo

Por Abílio Maolela

o
O
treinador da equipa sénior para nos inscrever na prova e também melhor da região austral de África.
feminina de voleibol da não tínhamos equipamentos aprová- “Para o voleibol de praia precisamos
Aliança de Maputo, Osval- veis para a competição, assim como da praia, areia, rede e uma bola. En-
do Machava, considera que alojamento e alimentação, pelo que tão, se duas pessoas começam a tocar

log
as fricções havidas entre a Federação o nosso orçamento rondava nos 60 a a bola e ter acompanhamento e visão,
Moçambicana de Voleibol (FMV) 70 mil meticais. Tive de tirar o meu as coisas são fáceis e podemos encon-
e a Associação de Voleibol da Cida- dinheiro para podermos jogar, já que trar duas pessoas (em 40) capazes de
de de Maputo (AVCM), a maior do sou o único que trabalho, uma vez representar o país, diferentemente do
país, atrasaram a prática desta moda- que a maior parte dos membros são voleibol de salão que requer muito
lidade. Em entrevista ao SAVANA, estudantes”, revela. investimento”, diz.
por ocasião da realização, semana Além do financiamento, a com- Devido a estas razões, Osvaldo Ma-
finda, dos campeonatos nacionais ponente infra-estrutura também chava considera que, apesar de haver
de voleibol de salão, ganhos pela sua persegue esta modalidade. Osvaldo políticas para o desenvolver o despor-

ció
equipa, em seniores femininos e pela Machava revela que o nosso país não to no país, o voleibol “não é valoriza-
Autoridade Tributária de Nampula, dispõe de condições adequadas para do, porque até hoje não temos campo
em masculino, Machava conta que, movimentar o voleibol de salão
salão. destinado ao voleibol”.
há três anos, a modalidade vivia um “A quadra onde jogamos conta; o “É triste que equipas como Aliança
cenário de incertezas, onde não ha- formato do pavilhão também; assim e outras equipas campeãs da cidade
via segurança na movimentação das como a qualidade do material. De to- tenham dificuldade de iluminar um
provas. dos pavilhões existentes no país, ape- campo ou mesmo ter um chão ade-
“O Voleibol não está melhor, mas está num processo de recuperação porque, se
nas o de Maxaquene é que tem estru- quado. Devia haver um acompanha-
“O Voleibol não está melhor, mas está há três anos não tivéssemos tremido, já estaríamos mais longe”, Osvaldo Machava tura para o voleibol, mas não tem piso mento das equipas que melhor se
num processo de recuperação porque, ideal. Aliás, no nosso país não temos colocam na frente da modalidade”,

so
se há três anos não tivéssemos tremi- financiamento como o maior proble- equipas das províncias, por serem as um piso ideal para o voleibol porque defende.
do, já estaríamos mais longe. As dinâ- ma da modalidade e considera que, que representam a mesma, acabam é caro. Portanto, o voleibol de salão Por isso, para este técnico, o futuro
micas entre a Federação e a AVCM na Cidade de Maputo, apenas três tendo melhor patrocínio que as equi- precisa de muito investimento, por do voleibol está definido: “será uma
criaram um cenário de incerteza, se equipas é que sabem quem vai pagar pas de Maputo”, constata. isso poucas equipas sobressaem nesta modalidade com características já de-
jogávamos ou não. Por isso, não hou- as suas despesas. À título ilustrativo, Machava afirma modalidade”, sublinha. finidas, do primeiro ao quarto lugar,
ve segurança na movimentação da “A Mcel; Académica, patrocinada que,, a duas semanas do início do Este facto, segundo a nossa fonte, porque a maior parte dos atletas estão
prova. Agora estamos a recuperar a pela Universidade Eduardo Mon- campeonato nacional, não sabiam se é que justifica a disparidade entre o a envelhecer. Só teremos duas equi-
nossa identidade. Quando Maputo dlane; a USTM (Universidade São iam ou não participar na competição, voleibol de salão e o da praia, no pla- pas na cidade de Maputo e Nampula
treme, o país também treme, porque Tomás de Moçambique) e a UP mas graças a alguns conhecidos que no internacional. O voleibol de praia poderá estar em decadência, porque
um
Maputo é que movimenta maior par- (Universidade Pedagógica). Ao nível acreditaram no grupo, tiveram a aju- ocupou o segundo lugar, nos Jogos a maior parte dos atletas são prove-
te das equipas”, considera. nacional, é a Autoridade Tributária da que necessitavam. Africanos de 2015, no Congo, en- nientes de Maputo e, provavelmente,
O jovem técnico aponta a falta de e a UP, todas de Nampula. Aliás, as “Precisávamos de 32 mil meticais quanto o voleibol de salão é o terceiro poderão regressar”.
de

CTA-CONFEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES ECONÓMICAS DE MOÇAMBIQUE


CONVITE
NEGOCIAÇÃO DE SALÁRIO MÍNIMO PARA O ANO 2016

A CTA, representante do Sector Privado, está envolvida no Micro Bancos, Micro Seguradoras e outras entidades de in-
io

processo de negociação dos salários mínimos de 2016. Nes- WHUPHGLDomRÀQDQFHLUD 


te contexto, são convidadas todas Empresas, Associações
e Federações Económicas interessadas em participar neste Para efeitos de inscrição poderá fazê-lo através do endere-
processo, uma vez que toda resolução que deste processo ço electrónico (fornecendo nomes dos representantes, da
ár

resultar será vinculativa a nível nacional através de um De-


Empresa & Associação/Federação pertencente e os respec-
FUHWRHVSHFtÀFR tivos contactos móvel e de email do representante) mfer-
rao@cta.org.mz / info@cta.org.mz, fornecendo nomes dos
Os sectores e subsectores económicos a considerar neste UHSUHVHQWDQWHVHRVUHVSHFWLYRVFRQWDFWRVHHVSHFLÀFDUDDF-
Di

processo, são os seguintes: tividade económica que desenvolve, até ao próximo dia 22
1- Agricultura, Pecuária, Caça e Silvicultura;
Sector 1- de Janeiro de 2016.
Sector 2-- Pescas;
Sector 3-- Indústria de Extracção Mineira (Grandes Empre- Agradecemos desde já a sua participação.
sas, Areeiros & Pedreiras e Salinas);
Sector 4- Indústria Transformadora (Indústria Transforma- Por Um Melhor Ambiente de Negócios!
GRUDQRVHXWRGRH,QG~VWULD3DQLÀFDGRUD  CTA-CONFEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES ECONÓ-
Sector 5- Produção Distribuição de Electricidade, Gás e MICAS DE MOÇAMBIQUE
Água (Grandes Empresas e Pequenas Empresas); $9(1,'$3$75,&(/8080%$Ӯ
Sector 6- Construção; MAPUTO, MOÇAMBIQUE
Sector 7- Actividades dos Serviços não Financeiros; Tel: 21 321002 - Fax: 21 321001 E-mail: info@cta.org.mz
Sector 8- Actividades Financeiras (Bancos, Seguradoras,
Savana 22-01-2016 23
24 Savana 22-01-2016
CULTURA

Moda, música e heróis desfilam 78

O
estilista Louiggi Júnior vai realizar, mostrar que podemos sair daquele padrão de Por Luís Carlos Patraquim
no dia 2 de Fevereiro corrente, um realização de desfile de moda. É preciso criar
jantar- desfile de moda no Campu outros condimentos para cativar o público.
Di Mare, no recinto do Clube Ma- Se repararmos, os desfiles de moda são só

o
rítimo, em Maputo, alusivo ao dia dos heróis acompanhados por pessoas ligadas à moda. É
moçambicanos que se comemora a 3 de Feve- preciso trazer os outros públicos. Por isso jun-
reiro. “É difícil ver programas de moda a não tamos vários condimentos de forma a cativar
ser aqueles que são realizados por empresas aquele público que normalmente não partici-

log
grandes. Este é para mostrar como os estilis- pa em eventos de moda”, esclarece.
tas nacionais podem realizar programas para
exibir os seus trabalhos. Neste programa te-
remos moda, música e projecção de imagem.
A moda no país mudou bastante e exige outra
criatividade por parte dos fazedores de moda.
“Repara que actualmente a capulana é tra-
No Princípio era o Verbo
O
As imagens que vão aparecer neste evento são balhada de outra forma. Em tempos víamos senhor professor fez um gesto de Diferir - As magnas questões, algumas
os depoimentos de alguns heróis nacionais a capulana a ser trabalhada com os mesmos vitorioso hoye e disse, “meninos delas referidas aqui, estão a ser diferidas e
que irão dar os seus depoimentos”, explica padrões. Entretanto, hoje este tecido está a ser à sala!” A voz galvanizou a mu- ainda à espera de surgirem. Talvez por ca-
Louiggi. usado de uma forma cheia de criatividade. Isso fanagem que cabriolava pelo re- pricho ou por ser a estação seca a começar,
mostra que os estilistas perceberam que esta creio e lá seguiram expectantes. fala-se de Março. Apesar de não ser con-
A música será um dos condimentos do evento peça tem muita validade como condimen- - Parece que são verbos, alguém sussurrou. veniente recorrer à mitologia greco-latina,

ció
de moda como forma de inovação. “O evento to nas vestes dos moçambicanos. Assistimos E eram. Todos em “ir”. Março remete para Marte, deus da guerra.
inicia com música apresentada por uma can- que já não só a mulher é a única a usufruir Há campos de Marte em muitas cidades
tora a solo que será acompanhada por outros desta peça. Os homens também procuram ter Proferir -Depois do lauto chopechope, e não só. Em Paris, por exemplo, onde se
artistas que tocarão vários instrumentos. De- as roupas com um toque de capulana. Antes sempre com um piri piri verde na mesa, ergue a Torre Eiffel.
pois inicia o desfile de moda, sendo que algu- para ver o homem com uma peça de capulana como se fosse um amuleto, proferiu um Conjectura-se em torno de diversos tipos
mas modelos entrarão acompanhadas de um tinha de ser numa vestimenta para ocasiões patriótico discurso que muito comoveu a de aparições dos temas: em forma de em-
músico”, salienta o estilista. especiais como casamento. Mas o que vemos família sentada no vasto salão com pregas boscada, num reservado de restaurante de
A criação deste evento vem para incentivar os actualmente é que a capulana já faz parte da no tecto e pragas lá fora. luxo, em imagens na televisão, em forma
vários artistas a criarem eventos privados nesta vestuário quotidiano dos homens e para qual- Conferir - Nada conferia com a realidade de pomba ou de mocho, em motivos ca-

so
data. “Não me recordo de alguma vez ter visto quer ocasião”, finaliza. A.S logo a seguir ao portão mas ele falara da balísticos nas divisas em falta.
um programa de moda no mês de Fevereiro. pátria com tão perladas palavras que dois Deferir - Há observadores que clamam
Temos esta data que é um feriado por isso te- ngingiritanes, acoitados e distraídos num para que haja deferimento. O verbo e o
mos de aproveitar para enaltecer de alguma ramo alto do jardim frondoso, resolveram modo vêm causando espanto. O que é de
forma a nossa cultura. Com a moda juntamos suicidar-se e servir de motivo para o psi- espantar num país que já não se espanta
a heroicidade de muitos moçambicanos que kelekedane. Um segurança, que assistira com quase nada.Há quem peça deferi-
sacrificaram as suas vidas para libertar o país. ao infausto, ou sublime acontecimento – mento à paz, à chamada redistribuição da
Eu sou estilista e neste evento vou apresentar conforme o ponto de vista -, entrou espa- riqueza – estafado slogan que a aplicar-
algumas roupas que representam a liberdade, vorido no salão e deu a notícia. Os con- -se poria em causa os programas contra a
um
a mudança em relação ao traje”, frisa. vivas passaram das lágrimas comovidas pobreza e absoluta, o que é de recusar pois
Os estilistas têm muita dificuldade de apre- do discurso acabado a um largo sorriso; levaria ao desemprego de muita gente
sentar os seus trabalhos em grandes eventos. levantaram-se e bateram palmas. A altís- mas não se compreende porque tal levaria
“Normalmente os estilistas têm realizado os sima personalidade saudou a seu modo a que ainda houvesse mais pobreza e uma
seus trabalhos para os clientes que frequen- pedindo um pratinho de malaguetas ver- absoluta necessidade de estar contra o que
tam os seus ateliês, Mas é preciso que saiam des que chegou fresco e comeu-as todas. é óptimo para a sustentação do programa,
dos seus locais de trabalho e apresentem o que Continua com a boca a arder. enfim… Até o fôlego destas considera-
criam em outros locais para que a sociedade Aferir - Tal gesto foi motivo de repor- ções terá de ser diferido… pois…
possa disfrutar dos seus trabalhos”, exorta. tagem nos jornais e repetido nos órgãos Inferir - … pelo que se infere estar a viver-
Trabalhar com moda exige que o estilista sin- próprios do aplauso, vulgo, instituições do -se uma dialéctica muito interessante… E
ta o retorno por parte da sociedade. “Há esti- Estado. Um apóstolo da desgraça, sempre que saudades da palavra…
listas que fazem um trabalho excelente, mas é provocador, classificou a substantiva de- Auferir
de

preciso mostrar esse trabalho. Eventos desta mocracia do país como muito apimenta- - … tão produtora de sentidos e proces-
natureza são para mostrar o trabalho dos esti- da. E repetiu em inglês e sibilinamente: sos históricos que reverteu para quem dela
listas. Com este programa pretendo apresen- spicy. Tal suscitou diversas ambiguidades. soube auferir as melhores mais valias do
tar os meus trabalhos e de outros estilistas que Ficou decidido que os órgãos competen- seu sentido…
se quiserem juntar aos futuros programas. O tes para a inquirição da verdade iriam afe-
objectivo é que cada evento seja diferente um rir as intencionalidades da adjectivação, Ferir - … e nada disso fere quem melhor
do outro”, disse. quase ápodo, sendo esta última hipótese tem sabido utilizar este singelo conjunto
O desfile pretende revolucionar a forma como considerada inadmissível. Ainda não se de verbos da terceira conjugação… porque
a moda é apresentada nos círculos de Maputo. 2MDQWDUGHVÀOHVHUYHSDUDKRPHQDJHDURVKHUyLV chegou a nenhuma decisão transitada em no princípio era o verbo e a gramática não
QDFLRQDLV julgado. é bem para todos.
io

“O que foi projectado para este desfile é para

Estamos a trabalhar
ár

O
músico Chico António realizou re- acarinhados naquele país pela forma como do ano passado. Como os
centemente uma série de concertos executam os instrumentos e pela sonoridade nossos ritmos fluíram, de-
na vizinha África do Sul. “Estive na que apresentam. Temos outro timbre aqui na cidimos levar avante o pro-
África do sul a convite de um mú- zona austral que faz com que sejamos reco- jecto. Tivemos o suporte de
Di

sico sul-africano chamando Kunene. Somos nhecidos”, disse o músico. uma empresa sul-africana e
amigos há bastante tempo e surgiu a opor- O intercâmbio com o músico sul-africano do Café Gil Vicente”, enal-
tunidade de ele endereçar esse convite para mostra que continuamos a trabalhar e a evo- tece.
realizar alguns concertos em alguns pontos luir no nosso trabalho. “O Mudala Kunene é O músico pretende come-
deste país. Levei a banda que sempre tem uma das referências da música sul-africana e morar os 25 anos do seu tema
tocado comigo e foi uma oportunidade para levar a minha banda para fazer intercâmbio intitulado “Baila Maria” com
trocarmos experiências com os artistas sul- com ele é uma forma de reconhecimento da um concerto. “Gostaria de
-africanos”, explica Chico António. nossa amizade e do nosso trabalho. É tam- realizar o concerto no dia
bém uma mais-valia que isso traz para todos 13 de Maio que calha com a
A música moçambicana é bastante aprecia- os músicos que estiveram presentes nos even- data do meu aniversário. Será
da naquele país pela riqueza rítmica. “Há tos porque na música aprendemos sempre. uma comemoração dupla. Da
bastante tempo que os sul-africanos têm E quando nos encontramos com músicos de &KLFR$QWyQLRSUHWHQGHUHDOL]DUXPFRQFHUWRSDUDFRPHPRUDURV música que ganhou o prémio
um carinho especial pela música moçambi- outros lugares procuramos tirar outros con- DQRVGRWHPD´%DLOD0DULDµ descobertas do Canal France
cana e quando sabem que nos encontramos dimentos que nos vão servir no desempenho apresentado em festivais na Europa e América. “Este pro- Internacional com mais um
por lá procuram assistir os nossos concertos. das nossas actividades”, frisa. jecto surgiu dos ensaios que tive no estúdio do Matchume ano de vida. Será uma festa
Sabemos que os artistas moçambicanos são O músico pretende que este projecto seja Zango, integrante dos Timbila Muzimba em Novembro em grande”, finaliza. A.S
Dobra por aqui
JANEIRO
SUPLEMENTO HUMORÍSTICO DO SAVANA Nº 1150 ‡ DE JANEIRO'(

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2 Savana 22-01-2016 Savana 22-01-2016 3
SUPLEMENTO
Savana 22-01-2016 27
OPINIÃO

Abdul Sulemane (Texto)


Ilec Vilanculo (Fotos)

o
log
Oiça o que digo
P
ara que a interacção interpessoal seja progressiva, é preciso que as partes sai-
bam dar tempo um ao outro de exprimir a sua opinião, ideia e parecer sobre
determinado assunto. Sem essa condição, o diálogo não terá pernas para an-
dar como se diz na gíria popular. É preciso saber escutar o outro, independen-
temente da ideia do outro ser diferente da nossa.

ció
Mas há pessoas que gostam de monopolizar as conversas, achando que o que dizem
ou pensam são verdades absolutas. Quando são contrariadas, pensam logo que a
outra é inimiga por não concordar com o que defende. Muitas vezes criam-se inimi-
zades com situações dessas.
Essas pessoas não cogitam que as outras têm direito de pensar e analisar as coisas da
sua forma. Mesmo que sejam formas diferentes e até erradas. Temos de aceitar que
todos temos capacidades diferentes de analisar as variadas situações que encaramos.
E existem aqueles que não têm capacidade nenhuma de analisar. Deixam-se levar
por aquilo que os outros dizem. Talvez porque reconhecem que as suas capacidades

so
de analisar as situações são ínfimas ou inexistentes. Por isso existem os pensadores
que nos ajudam a descortinar melhor os assuntos e existe o senso comum e o bom
senso.
Isso faz-me recordar uma conversa que acompanhei entre um professor universitário
e seu assistente. O professor dizia para o seu assistente: “aqui no nosso país existem
poucos pensadores e esses pensadores têm de pensar pelos milhões de moçambica-
nos. Por isso somos bem pagos, porque pensamos pelos outros”.
A pessoa pode ser ignorante perante um determinado assunto. É aí que tendo em
conta essa situação procura aprender dos outros o que desconhece. O chato é saber
um
que não possui nenhum conhecimento e não procura reverter essa posição. Os de-
tentores de conhecimento normalmente cultivam a humildade. A capacidade de ser
humilde faz com que o ser humano tenha mais possibilidades de aprender o que des-
conhece, aprofundar mais os seus conhecimentos, dando-lhe outro prisma de análise.
Não quer dizer que quem escuta desconhece as coisas. Escutar é uma das virtudes
que todos devíamos cultivar, pois aprendemos muita coisa quando temos essa virtu-
de. Não é por acaso que vemos a Directora de Informação da STV, Olívia Massango,
que escuta atentamente o que diz o homem do teatro Gungu, Gilberto Mendes.
Quem também escuta com atenção o que diz o Ministro da Economia e Finanças,
Adriano Maleiane, é o Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário.
São muitos que desfrutam da virtude de escutar os outros. Nesta outra imagem en-
contramos o Presidente do Parlamento Juvenil, Salomão Muchanga, a privar com a
de

Presidente da Liga dos Direitos Humanos, Alice Mabote.


Apesar de terem convicções partidárias diferentes não impede que o Presidente do
Município de Quelimane, Manuel de Araújo, do MDM, aperte a mão ao polémico
deputado da Renamo, António Muchanga.
Mesmo sabendo que, na sessão extraordinária do Comité Central do partido Fre-
limo, um dos propósitos do Presidente da Frelimo e chefe de Estado, Filipe Nyusi,
é promover mudanças, isso não impede que o Governador do Banco de Moçambi-
que, Ernesto Gove, lance algumas dicas a uma das possíveis vítimas da vassourada.
Refiro-me ao Secretário-geral do Partido
artido Frelimo, Eliseu Machava.
io
ár
Di
À HORA DO FECHO
www.savana.co.mz EF+BOFJSPEFt"/099***t/o 1150
se
Diz-
IMAGEM DA SEMANA Diz-
s e. . .

t    " CPTT EP GSFMJNJTUÍP FTDBOEBMJ[PVTF DPN PT SFTVMUBEPT


dos exames do ensino secundário io em algumas escolas se-
DVOEÈSJBTEBQSPWÓODJB"EJSJHFOUFOÍPDPNQSFFOEFDPNP

o
num universo onde a média geral de aprovações não vai para
além de 50%, duas ou três escolas da província tenham con-
TFHVJEP SFTVMUBEPT OB PSEFN EPT  0V TFKB  UPEPT PT
alunos submetidos aos exames passaram de classe. Porém,

log
a governadora esqueceu-se de questionar a ida às urnas de
quase 100% numa média geral de 30% pelo país e que todos
os eleitores votaram na maçaroca e no candidato abelha.

IBWJBTJEPQSFWJTUP BTSFDFJUBTEPTJNQPTUPT FTUF


t5BMDPNPIBWJBTJEPQSFWJTUP BTSFDFJUBTEPTJNQPTUPT FTUF
ano, não atingiram as metas, uma das obsessões do antigo
MÓEFSEPTFDUPS/BIPSBEPCBMBOÎP RVFOÍPGPJGFJUPQFMB
nova chefe das colectas, tudo foi atirado à fogueira. Cheias,
apagões, desvalorização do metical. Uma pergunta imperti-

ció
OFOUFTFSÈRVFUFSÈQFTBEPUBNCÏNPGBDUPS3PTÈSJP'FS
OFOUFTFSÈRVFUFSÈQFTBEPUBNCÏNPGBDUPS3PTÈSJP'FS-
nandes?

Na imagem, o guarda-costas de Manuel Bissopo, Secretário Geral t$PNPDSVEFBEØMBSFTÏDBEBWF[NBJTJNQFSJPTPRVF


da Renamo, foi crivado de balas dentro do carro e morreu no local. os nossos responsáveis do sector nos venham explicar que
DPOUBTBOEBNBGB[FSQBSBOÍPCBJYBSPTQSFÎPT0OEFFTUÈ
a tal transparência que Maleiane jurou aos doadores e ao
'.*0VBJOEBTFFTUÈBQBHBSBPTDPNJTTJPOJTUBTRVFOPT
Lourenço do Rosário e o baleamento do SG da Renamo andavam a vvender futuros a preços bem mais altos?

Há forças que não estão


so
t$BVTPVBMHVNBFTUVQFGBDÎÍPBiJOBVHVSBÎÍPEBGÈCSJDBEPT
sonhos irrealizáveis” do antigo presidente Guebuza. Será
que as formigas-obreiras que tanto zelo mostram no grupo
G vão fazer a sua migração, uma espécie de simulação da

interessadas na paz migração digital, esta ao que parece com problemas de mola
BQBSUJSEPTBMJBEPTOBUVSBJTEP0SJFOUF

t&DPNPIÈFOUSFPTOPTTPTBNJHPTRVFNDPOUFPEJOIFJSP
Por Raul Senda*
um
de verdade, um dos mais sólidos parceiros nórdicos está de
malas aviadas para outras paragens e disposto a fechar por cá

O
reitor da Universidade A que isso pudesse acontecer”, subli- – dispararam insistentemente contra
a sua embaixada. Pelo menos por uns tempos…
Politécnica, Lourenço do nhou. a porta esquerda, no banco de passa-
Rosário, mostrou-se apre- 0 BDBEÏNJDP OÍP UFN EÞWJEBT RVF geiro onde devia estar Manuel Bisso-
ensivo e preocupado com este episódio “vem deitar abaixo todo po, que havia decidido, no entanto, ir t    /P .BMBXJ  BT OPUÓDJBT TÍP QSFPDVQBOUFT /ÍP Ï BQFOBT
o baleamento do Secretário-geral este processo, porque as posições vão a conduzir – o que sugere que os ati- seca. São refugiados que chegam de Moçambique, vítimas
(SG) do maior partido da oposição, se radicalizar ainda mais”. radores não conheciam a sua vítima. EFVNBHVFSSBTJMFODJPTB%PPVUSPMBEP POEFOÍPIÈ3.
Manuel Bissopo, considerando que Lourenço do Rosário acrescentou " MÓEFS EB #BODBEB QBSMBNFOUBS  nem TVM, dizem que o exército governamental os está a
o atentado pode vir a agudizar uma que este tipo de actos mostra que pro- *WPOF 4PBSFT  DMBTTJmDPV P JODJEFOUF perseguir queimando-lhes as casas. Porque simpatizam com
situação que já era tensa. vavelmente há forças que não estão de “terrorismo de Estado” praticado a Renamo …
interessadas na pacificação do país e QFMP (PWFSOP "QØT P CBMFBNFOUP 
Bissopo foi baleado no princípio da que a paz venha
enha definitivamente. Manuel Bissopo foi levado para uma t/ÍPTFTBCFTFQPSEJTUSBDÎÍP PVQPSNBOJQVMBÎÍP OBTÞM-
de

tarde de quarta-feira na cidade da clínica privada na cidade da Beira. timas semanas têm aparecido várias notícias dando conta
Beira, província de Sofala, por desco- Renamo acusa Governo " 1PMÓDJB OB #FJSB HBSBOUJV FTUBS B do orçamento da ponte para a Catembe a pouco mais de
nhecidos, que cravaram a sua viatura 0T BUJSBEPSFT BUJOHJSBN DPN UJSPT “desdobrar-se” para esclarecer o suce- 64% NJMIÜFT 0SB  P QSFÎP SFBM Ï NBJT EP EPCSP 0V
com uma rajada de sete balas de uma Manuel Bissopo no interior de uma EJEP0CTFSWBEPSFTRVFBDPNQBOIBN TFSÈRVFTFUFOUBDPOGVOEJSBPQJOJÍPQÞCMJDBDPNPQSFÎP
Kalashnikov, que atingiram mortal- WJBUVSB  VN /JTTBO  )BSECPBSE  QPS de perto o diferendo Governo/Rena- arrematado inicialmente por uma empreiteira tuga, no tem-
mente o seu guarda-costas e outros si conduzida na altura na rua Correia mo argumentam que, com ataques
po das vacas gordas do Sócrates?
dois ocupantes saíram com ferimen- de Brito, no bairro da Ponta-Gea, no desta natureza e constantes cercos
tos ligeiros. centroo da cidade da Beira, quando às sedes partidárias da perdiz, alguns
Lourenço do Rosário, um dos media- regressava da delegação provincial do t2VFNFTUÈNFUJEPFNTVDFTTJWBTDSJTFTÏPQBÓTEF"NÓMDBS
sectores belicistas do regime preten-
dores do diálogo político entre o Go- partido onde tinha dado uma confe- EFN RVF "GPOTP %IMBLBNB QFSDB B $BCSBM0UFBUSPEFJOTUBCJMJEBEFDPOUJOVBBMFNCSBSPTGBO-
io

verno e a Renamo, no entanto, des- rência de imprensa e seguia para diri- cabeça e parta para uma confrontação UBTNBTEPQBTTBEP PRVFNVEPVTÍPPTQSPUBHPOJTUBT%FTUB
cartado pela perdiz, é da opinião que gir um comício num bairro da cidade. armada directa e daí se colocar em vez não são os militares empunhando armas, mas sim os po-
este ataque pode vir agudizar uma si- Próximo de um dos semáforos, a sua prática a solução angolana. líticos ostentando fatos e gravatas. Lá se faz, lá se paga! Mas
tuação que já por si era tensa, mas que viatura foi bloqueada por uma outra, "WJTPEPNJOJTUSPEP*OUFSJPS uma coisa é certa, milagres é o que não haverá. Terá de haver
ainda havia alguns sinais de esperan- Toyota Corrola, de onde um grupo de 04(EB3FOBNPÏCBMFBEPQPVDPT maturidade política, no lugar das intrigas que só retardam o
ça, visto que no meio das ameaças, as atiradores, ainda desconhecidos, abriu EJBT EFQPJT EP NJOJTUSP EP *OUFSJPS  QSPHSFTTPEPQBÓTUBNCÏNDPOIFDJEPQPSOBSDPUSÈmDP/P
ár

partes abriam espaços para o diálogo. fogo, disparando defronte, destruindo Jaime Basílio Monteiro, ter lança- entretanto, quem tem razão é o MC Roger…
i"P MPOHP EPT ÞMUJNPT NFTFT UFNPT o para-brisas, e à queima roupa na la- do um aviso à “perdiz” dizendo que
verificado uma série de rupturas com teral esquerda, no banco de passagei- autoridades não vão tolerar actos de Em voz baixa
a radicalização das posições do líder ro onde Manuel Bissopo devia estar desestabilização no país. t&ORVBOUPPQBÓTBOEBFNiDIBNBTwFPEJTDVSTPQPMÓUJDPÏ
da Renamo,, dizendo que em Março a viajar. Basílio Monteiro revelou que as auto-
de contenção e modéstia, os ministros do novo timoneiro
vai governar à força. Contudo, em 0HVBSEBDPTUBTEP4( 'FMJY$BN-
0HVBSEBDPTUBTEP4( 'FMJY$BN ridades estão na posse de informações
vão passando as suas férias a grande e à francesa. Um dos
Di

certos intervalos ele deixa espaço de pira, que seguia no banco esquerdo de que a Renamo está a recrutar, na
BCFSUVSB QBSB P EJÈMPHP /P ÉNCJUP morreu no local, tendo outros que se- província de Sofala, homens para as
governantes dos chamados sectores prioritários anda pelas
desse espírito de abertura até propôs guiam na viatura sofrido ferimentos suas fileiras e que a PRM estava a re- UFSSBTEPUJP4BN UFSSBTEPT$PXCPZT
PVUSPOBT#BIBNBT
outros actores para mediar o diálogo. ligeiros. forçar as medidas de seguranças em FPVUSBOBTJMIBT'JKJ/ÍPGBÎBNPRVFFVGBÎP GBÎBNPRVF
Por outro lado, o chefe de Estado 0T BUJSBEPSFT  RVF TF GB[JBN USBOT
USBOT- todo o país. eu digo. Viva a modéstia e abaixo os invejosos....
também está empenhado nisso e nós portar em duas viaturas – os tiros saí-
todos estávamos muito optimistas ram da viatura que bloqueou defronte *Com André Catueira
Savana 22-01-2016 1
EVENTOS

EVENTOS
0DSXWRGH-DQHLURGH‡$12;;,,,‡1o 1150

o
Standard Bank ataca Cariacó

log
ció
so
um
de

O
Standard Bank inaugurou, que os agentes económicos, espe- Governador do Banco Central. constantemente servir melhor a to- facturados internamente e apresen-
na última segunda-feira, cialmente as Micro, o, Pequenas e Intervindo igualmente na ocasião, dos os nossos parceiros de negócio, tados com melhor qualidade nos
uma agência bancária em Médias Empresas passam a con- o Presidente do Conselho de Ad- com a gama de serviços e produtos supermercados ou nas empresas
Cariacó, no município de tar com mais uma opção para a ministração do Standard Bank, To- de banca universal, sem distinção que são o destino desses produtos.
Pemba, província de Cabo Delga- promoção dos seus investimentos, maz Salomão, disse que a agência de segmento”, frisou Tomaz Salo- Queremos que a qualidade dos
do, norte de Moçambique. essenciais para a alavancagem da de Cariacó é um espaço concebido mão. produtos e serviços apresentados
io

economia nacional, especialmente para que, de forma confortável e pelos nossos empresários sejam de
Por sua vez, a Governadora da pro-
na província de Cabo Delgado
Delgado. personalizada, os empresários e fa- nível internacional, por isso vemos
O acto foi testemunhado por figu- víncia de Cabo Delgado, Celmira
“Os investimentos devem ser no Standard Bank um parceiro
ras de proa da província e do país, mílias de Pemba e de outros pontos da Silva, expressou a intenção do
orientados também para o sector para um diálogo profícuo junto do
com destaque para o Governador de Cabo Delgado possam encon- Governo em contribuir para a re-
produtivo, de forma a incrementar- sector privado, por um lado, e junto
do Banco de Moçambique, Ernesto trar todas as soluções financeiras estruturação e reforço do sector
mos os níveis de exportação e redu- do Governo para lograrmos os ob-
ár

Gove, a Governadora da província zir as importações, pois só com de- que procuram para seguirem em privado local, no que respeita à for- jectos que nos propusemos a atin-
de Cabo Delgado,, Celmira da Sil- terminação de todos e de cada um frente. mação, financiamento e sobretudo gir”, realçou Celmira da Silva.
va, e membros da Comissão Execu- poderemos, gradualmente, reduzir “Esta nova infra-estrutura, que à provisão de serviços de melhor Com a abertura da agência de Ca-
tiva do banco. o défice da nossa balança comercial constitui a resposta ao apelo dos qualidade. riacó, o Standard Bank passa a con-
Na sua intervenção, Ernesto Gove, e, assim, garantirmos um desen- empresários locais, é também, par- “Queremos que a nossa província tar com duas unidades bancárias
que presidiu à cerimónia, referiu volvimento sustentável”, indicou o te dos esforços que fazemos para passe a dispor de produtos manu- em Pemba.
Di
2 Savana 22-01-2016
EVENTOS

Vodacom lança “Jackpot Milionário” Vem aí a 9ª Edição

A
empresa de telefonia que tem o seu número de telemó- prémios ao fazerem o que já têm
móvel, Vodacom, lançou
nesta segunda-feira, o
vel 84 completamente registado e
no caso de clientes pós-pagos com
o hábito de fazer com os seus te-
lemóveis como: o uso de serviços
do Festival Marrabenta
“Jackpot Milionário”, um pagamentos de facturas em dia. de Internet, de crédito, entre ou-

A
cidade e província de de vários segmentos da socie-

o
concurso de selecção automática Uma nota da Vodacom indica ain- tros. “A partir de agora, e até ao
Maputo serão palcos, dade (singulares e instituições)
destinado aos seus clientes dos da que nos concursos diários po- dia 21 de Março, os nossos clientes
pelo nono ano con- sobre a capitalização do poder
serviços pré-pago, híbrido e pós- dem participar apenas os clientes estarão habilitados a receber até
secutivo, do Festival da Marrabenta na mobilização
-pago através do qual vai oferecer dos serviços pré-pagos e híbrido 850 mil meticais por semana sem Marrabenta. O arranque do popular, bem como, na promo-

log
diversos prémios todos os dias. e, para isso, os interessados devem terem de fazer nada de extraordi- festival de música está marca- ção da cidadania.
fazer compras de serviços móveis nário para isso. Com este concurso do para o dia 02 de Fevereiro, Do naipe de artistas convida-
Semanalmente, serão sorteados (como Internet, Crédito Jackpot, queremos apenas retribuir-lhes de na Estação Central dos Ca- dos para este ano, o Festival
cinco clientes, que irão ganhar Super Jackpot, SMS Jackpot, Meu forma divertida o facto de sermos minhos de Ferro de Moçam- Marrabenta apresenta como
500 mil meticais, 250 mil meticais Número 1, Ofertas Diárias de Ro- hoje a marca líder de mercado e a bique, a partir das 13:00horas, convidado especial: Jimmy
e 100 mil meticais em dinheiro e aming ou Serviços Blackberry) e preferida dos moçambicanos no seguido do tradicional Com- Dludlu, um astro de jazz para
muitos outros prémios em telemó- por cada 10 MT gastos ganham sector das telecomunicações. Nada boio Marrabenta com partida homenagear o malogrado mú-
veis, recargas e internet. Também uma entrada para o sorteio “Jack- nos deixa mais orgulhosos do que às 14:00 horas rumo à vila de sico Nanando ao lado de mú-
haverá sorteio diário ao qual os pot Milionário”. saber que deixamos os nossos racuene, 30 quilómetros a
Marracuene, sicos da “velha Guarda”e “Nova

ció
sorteados se habilitarão a ganhar De acordo com Henry Njoroge, clientes satisfeitos com os nossos norte da capital moçambicana. Geração, o regresso do projecto
prémios em bónus de crédito. Este Director Executivo da área Co- serviços e produtos e este concurso O Festival Marrabenta coin- Mabulo, que num passado re-
concurso será transmitido em for- mercial da Vodacom, o Jackpot foi uma forma que encontramos cide com mais um aniversário cente introduziu na Marraben-
mato de programa televisivo com o Milionário da Vodacom foi criado de os mimar e de lhes agradecer de Gwaza Muthini, uma ceri- ta uma abordagem diferente.
nome jackpot milionário da Voda- para que os clientes possam ter a pela confiança que nos têm depo- mónia que evoca a resistência O Festival Marrabenta vai re-
anticolonial que resultou na ceber de volta aos palcos; Os
com. São elegíveis os participantes oportunidade de receber grandes sitado”. (Elisa Comé)
célebre batalha de Marracuene Mozpipa, Orquestra Djambo,
em 1895, que colocou frente- Dilon Djindji, Stewart Suku-
-a-frente os guerreiros do
-a-f ma e Banda Nkuvu, Gabriel

so
Império de Gaza e o exército Chiau, Alberto Mutcheka, Xi-
colonial português. diminguana, Conjunto os Gal-
O evento vai proporcionar, du- tones entre outros convidados.
rante dois dias (02 e 03 de Fe- Juntam-se ainda os jovens da
vereiro), um encontro com os Team Sabawana e República
mais diversos nomes da música do Panza, representando a nova
popular nacional e estabelecer vaga da música popular nacio-
contacto entre diferentes audi- nal. Os dois dias completos de
ências. performances musicais ao vivo
Celebrando nove anos de exis- são complementados por uma
um
tência, a direcção do Festival gama de actividades culturais e
Marrabenta entende que tem de cariz social.
estado a contribuir para a pre- O Festival de Marrabenta foi
servação deste género musical, concebido em 2008, com o
um ritmo presente em diver- objectivo de contribuir na pre-
sos momentos da história de servação e promoção da cultura
Moçambique. Aliás, o evento moçambicana. (E.C)
tem despertado a consciência
de

Matrículas
ículas para 2016
A Escola Comunitária Luís Cabral- ECLC informa aos alu-
nos, pais, encarregados de educação e ao público em geral,
io

que ainda tem vagas para matricular alunos das 6ª, 7ª, 8ª,
meticais. Podendo obter
9ª, 10ª, 11ª e 12ª classes por 350,00 meticais
mais informações na secretaria daquela escola sita na sede
ár

Cabral, entrada a partir da Junta ou Maqui-


do bairro Luís Cabral,
nague ou pelo telefone: 847700298, 82 6864465 e 871232355.
Di

CABINE DUPLA

VENDE-SE
itação mínima de
Pela licitação
490.000,00 Mt. vende-se car-
rinha Ford Ranger DC, 2.5,
diesel, com cinco anos de
serviço.

Os interessados deverão con-


tactar o telefone 84-810-7460
Savana 22-01-2016 3
EVENTOS

Lichinga inicia celebrações dos 20 anos do BCI


O
BCI inaugurou, no sába- demonstrando bem a importância tisfação que o BCI tem estado a
do passado, 16 de Janeiro, que o BCI atribui a esta Província. responder com determinação e
mais um Centro Integra- “Efectivamente, é voz corrente ou- responsabilidade ao actual desafio
do de Negócios (CIN), um vir dizer-se que Niassa, por se situar da inclusão financeira expandindo

o
conceito inovador na banca mo- muito distante dos grandes centros o negócio bancário pela nossa pro-
çambicana, que agrega, no mesmo de decisão, é uma província esque- víncia.”
edifício, uma Agência Universal e cida. No BCI essa voz não encontra Por fim, o Governador do Niassa,
um Centro BCI Exclusivo. Com a eco. A província do Niassa e a sua Arlindo Chilundo, deu os parabéns

log
inauguração deste Centro integra- capital, Lichinga, são cada vez mais ao BCI pelo seu vigésimo aniver-
do de Negócios, eleva-se para sete daqui”, enfatizou Sousa. sário, completado no último do-
o número de unidades de negócio Por sua vez, o Presidente do Muni- mingo, dia 17 de Janeiro, e realçou:
do BCI naquele ponto do país. cípio de Lichinga, Saíde Amido, re- “o acto que hoje testemunhamos é
feriu: “há que enaltecer o BCI que indubitavelmente a expressão mais
A cerimónia inaugural contou com em tempo recorde construiu este marcante de um plano de negócios
a participação do Governador da edifício de raiz, estendendo, deste meticulosa e cuidadosamente dese-
Província do Niassa, do Adminis- modo,, os seus serviços bancários, o nhado, visando contribuir para que,
trador da Cidade de Lichinga, do que irá reduzir o afluxo de utentes também nesta parcela do país, haja

ció
Presidente do Município de Li- que se deslocam a outras agências, um desenvolvimento sócio-econó-
chinga, do representante do Gover- principalmente no final de cada mico sustentável, e inclusivo, atra-
nador do Banco de Moçambique, buídas: Um Centro Integrado de ras previstas para Maúa e Mavago, mês.” vés da expansão de mais serviços
líderes comunitários e religiosos, Negócios em Lichinga, que hoje o que representará um significativo Já o representante do Banco de financeiros na periferia.
empresários locais e população em inauguramos, com uma Agência crescimento, revelador do nosso Moçambique e Director da Filial Chilundo terminou dizendo que se
geral. Universal e um Centro BCI Ex- compromisso em estarmos cada vez de Lichinga, Luís Poio, congratu- sentia muito orgulhoso pelo facto
Iniciando a sua intervenção, o PCE clusivo; e uma 2ª Agência Univer- mais próximos dos nossos Clientes lou-se com a abertura de mais uma de o BCI ter escolhido a província
do BCI, Paulo Sousa, reforçou o sal em Lichinga; assim como em e em liderar o esforço de bancariza- unidade de negócio na província, do Niassa para o arranque das ce-
comprometimento do BCI com a Cuamba, Marrupa, Mecanhelas e ção na Província, incluindo as zo- medida “consistente com uma sé- lebrações do vigésimo aniversário.

so
província do Niassa. “Nos últimos Metangula.” Prosseguiu afirmando nas rurais, o que nos distingue dos rie de iniciativas que o BCI tem Refira-se que, com a inauguração
três anos, a rede comercial do BCI que este ano “a Província do Niassa nossos concorrentes.” vindo a tomar, visando fortalecer do CIN de Lichinga, o BCI pas-
triplicou na província do Niassa, irá continuar a ser privilegiada no Lichinga, a capital da maior pro- a sua presença junto dos cidadãos sou a contar com 193 unidades de
hoje marcamos uma forte presença esforço de expansão da Rede Co- víncia do País, inaugura assim o ano com resultados que merecem todo negócio, a maior rede comercial de
com sete Unidades, assim distri- mercial do BCI, com novas abertu- das celebrações do 20º aniversário, o nosso apreço. Notámos com sa- Moçambique. (E.C)

Guebuza lança website


um
Moçambique volta
Por Argunaldo Nhampossa
a partilhar emoções
N
o dia em que celebrava o
seu 73o aniversário, o an-
tigo presidente da Repú-
blica, Armando Guebuza,
presenteou-se com o lançamento
da sua página de internet.
com a Coca-Cola
de

A
Trata-se de um website que narra Coca-Cola assinala A propósito deste lançamen-
o seu percurso de vida, desde a fase o novo ano com a to, a marca brindou algumas
de instrutor de crianças no centro segunda edição da das figuras públicas mais pro-
Naita Ussene

dominical da Igreja Presbiteriana, campanha Parti- eminentes da nossa socieda-


passando pela integração na Freli- lha uma Coca-Cola, e com de e também alguns dos seus
mo e sem deixar de lado os 10 anos ela um novo repto, “Partilha maiores fãs, com uma lata
do seu mandato como Chefe de um Feeling”. Ao contrário personalizada de acordo com
Estado. do ano passado, em que os
dominação estrangeira. que os moçambicanos pretendem e o seu perfil ou profissão.
Esta quarta-feira em pleno dia do consumidores podiam ter
Dentre os momentos, destaca a re- manifestou abertura para nos espa- “O feedback tem sido mui-
io

seu aniversário, perante amigos, nas suas latas vários nomes


sistência contra a ocupação estran- ços de interacção promover deba- to positivo e até agora to-
familiares, camaradas e antigos próprios, e partilhá-los com
geira, a luta de libertação nacional tes que se circunscrevem somente dos estão a adorar e a aderir
assessores, Guebuza procedeu ao quem mais gostassem, desta
e a consequente fundação do Es- as matérias em inseridas na página. a este desafio de partilha de
lançamento da sua página de inter- vez, os consumidores vão po-
tado moçambicano, a luta contra a Mais ainda destacou que, tal como um feeling. Mais uma vez a
net que, de acordo com mesmo, se der demonstrar os seus sen-
pobreza e afirmação de Moçambi- a sua geração ousou lutar contra a Coca-Cola vai propagar boas
ár

focaliza nos mais de 10 anos do seu timentos a quem desejarem


que no contexto internacional. dominação estrageira, ousou acre- emoções por Moçambique
mandato como mais alto magistra- através de uma Coca-Cola
do da nação e nos eventos em que Segundo Guebuza, com a abertu- ditar que era possível fundar um (Amo-te; Alma-Gémea; És e esta será, certamente, mais
esteve envolvido nos cerca de 50 ra de espaço para que sejam cria- Estado e uma nação unida e ousou Cool; Abraça-me; Querida; uma campanha de sucesso”,
anos da história do país. O website dos gabinetes de trabalho para os acreditar que era possível erradicar Minha Dama; Vamos Dan- referiu Cátia de Sousa, Brand
apresenta os momentos marcantes chefes de Estado, após cessarem as manifestações mais degradantes çar; Bradas, Banga). Manager da Coca-Cola.
de Guebuza, desde fase de instru- funções, pretende-se que eles se da pobreza, espera que as novas e
Di

tor na escola dominical da Igreja constituam em elementos basilares futuras gerações se inspirem na
Presbiteriana, como combatente para o prestígio do país. sua página para acreditar e lutar
na clandestinidade, a sua integra- como o fazem hoje para que Mo-
ção na Frelimo, as frentes de luta “O acto de reunir, organizar, clas- çambique seja um país próspero,
de libertação, os cargos exercidos sificar, arquivar e disponibilizar unido, cada vez mais prestigiado
quer a nível partidário bem como informação relevante sobre o per- e que haja consciência plena que
membro do governo. Ainda na curso e respectivo mandato cons- cada fase de desenvolvimento de
juventude é revelada a sua paixão tituem elementos essenciais para Moçambique está dialecticamente
pela poesia. preservar a história e o conheci- ligada a anterior.
Com esta iniciativa, diz Guebuza, mento sobre épocas específicas da Por seu turno, o presidente da Re-
pretende contribuir para estimu- nossa caminhada”, disse. pública, Filipe Nyusi, louvou a ini-
lar a reflexão sobre o seu percurso Precisou que espera que a página ciativa de Guebuza e disse que se
histórico e do país, que represen- que pode ser acessada através do trata de uma acção que visa trans-
ta o combate pela recuperação da endereço: www.armandoemilio- formar os seus feitos numa autên-
dignidade de um povo que lhe foi guebuza.mz seja um espaço de re- tica biblioteca física ao serviço do
negado durante cinco séculos pela flexão ligando o passado e o futuro povo.
4 Savana 22-01-2016
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EVENTOS

o
FACULDADE DE AGRONOMIA E ENGENHARIA FLORESTAL

CANDIDATURAS PARA O MESTRADO ANO ACADÉMICO DE 2016 / 2017

log
Estão abertas as candidaturas para os cursos de Mes- PROPINAS
trado da Faculdade de Agronomia e Engenharia Flo-
restal (FAEF) nas seguintes áreas: Inscrição: 7.000,00 (Sete mil meticais) para os dois
anos.

ció
DESENVOLVIMENTO RURAL Propinas: 9.500,00 (Nove mil e quinhentos meticais)
por mês.
EXTENSAO AGRARIA
REQUISITOS DE ADMISSÃO
PRODUÇÃO VEGETAL
/LFHQFLDWXUDHP$JURQRPLD(QJ)ORUHVWDORXiUH-
‡ /LFHQFLDWXUDHP$JURQRPLD(QJ)ORUHVWDORXiUH
DVDÀQV

so
PROTECÇÃO VEGETAL
‡ &XUULFXOXPYLWDH
GESTÃO DE SOLOS E ÁGUA ‡ 'LVSRQLELOLGDGHÀQDQFHLUD
‡ 5DPRGH*HVWmRGHÉJXD ‡ &DUWDGHDXWRUL]DomRSDUDHVWXGDUSDUDHVWXGDQWHV
‡ 5DPRGH*HVWmRGH6RORV trabalhadores.
‡ 2FDQGLGDWRGHYHSRVVXLUDQRWDGHFRQFOXVmRGR
JUDXGH/LFHQFLDWXUDLJXDORXVXSHULRUDYDORUHV
JUDXGH/LFHQFLDWXUDLJXDORX
um
MANEIO E CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSI-
DADE ou não inferior a 12 valores desde que apresente
FRPSURYDGDH[SHULHQFLDSURÀVVLRQDOGHDQRV
ECONOMIA AGRÁRIA ‡ 1~PHURGHYDJDV SRUFXUVR 
‡ 5DPRGH$QiOLVHGH3ROtWLFDVH'HVHQYROYLPHQWR
Agrário PROCEDIMENTOS PARA CANDIDATURA
‡ 5DPRGH0HUFDGRV$JUiULRV
‡ 5DPRGH(FRQRPLDGH5HFXUVRV1DWXUDLV Do procedimento de candidatura deve constar:
de

‡ 5DPRGH$JUR1HJyFLRV ‡ )LFKDGH&DQGLGDWXUD SRGHVHUREWLGDQDVHFUHWD-


ria de Mestrado da FAEF)
TECNOLOGIA E UTILIZAÇÃO DE MADEIRA ‡ &DUWDHQGHUHoDGDDR'LUHFWRUGR&XUVRLQGLFDQGRR
ramo e a motivação.
MESTRADO EM CIÊNCIA FLORESTAIS ‡ &HUWLÀFDGRGHKDELOLWDo}HVHGLSORPDGH/LFHQFLD-
‡ 6LOYLFXOWXUD tura;
‡ (FRQRPLDH0DQHLR)ORUHVWDO ‡ &HUWLÀFDGRGDVFDGHLUDVIHLWDV
io

‡ 8PDFDUWDGHUHFRPHQGDomRDFDGpPLFD
REGIME DE LECCIONAMENTO
Os processos de candidatura, devidamente instruí-
ár

O leccionamento das aulas obedece o calendário aca- dos, devem dar entrada até 30 de Janeiro de 2016, no
démico da UEM. As aulas decorrem entre as 15 e as seguinte endereço:
19 horas a partir de Fevereiro de 2016. Dependendo
GDV HVSHFLÀFLGDGHV GH FDGD FXUVR DV DXODV SRGHUmR Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal
Di

decorrer no período de manhã. No último trimestre Campus Universitário. Maputo.


do primeiro ano, os estudantes realizam trabalhos de Tel: 21 – 492177/09 Fax: 21 – 492176
campo inserido na disciplina de Simulação de Projec- ([WHQVmR
tos.
Os resultados das candidaturas serão divulgados até
ORGANIZAÇÃO DOS CURSOS GH)HYHUHLURGH
Mais informações poderão ser obtidas na Secretaria
A duração dos cursos é de dois anos. O primeiro ano do Curso durante as horas normais de expediente ou
destina-se à componente lectiva e o segundo ano é ainda através do email: (dir.faef@gmail.com).
dedicado à elaboração individual do trabalho de cul-
minação do curso.