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A CONFIGURAÇÃO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL NOS ESPAÇOS

SÓCIO OCUPACIONAIS

SOBRENOME, Nome do Autor1
(o autor é você, aluno)

RESUMO
No processo de constituição do exercício profissional do assistente social, no limiar do capitalismo, o
Serviço Social surge como agente de trabalho especializado no auxílio das demandas sociais. O
trabalho aborda a respeito da proporção política da atuação do assistente social no Brasil com foco
nos espaços sócio ocupacionais. O Serviço Social é um ramo do trabalho no capitalismo e faz parte
de processos de trabalho. Constantemente o Serviço Social sofre mudanças relacionadas direta ou
indiretamente com a direção da realidade, o que determina o aparecimento de espaços ocupacionais
novos e também de novas habilidades profissionais. O presente resumo expandido foi elaborado
através de uma pesquisa bibliográfica.

PALAVRAS-CHAVE: Assistente Social. Capitalismo. Demandas.

INTRODUÇÃO

A função do assistente social tem sido um assunto relevante na discussão da
profissão e constantemente ganha lugar em estudos de inúmeros autores. O
presente resumo expandido tem como objetivo debater o trabalho do assistente
social e os espaços sócios ocupacionais, com foco em sua configuração.
A atuação do assistente social visa promover a ação dos incluídos no
empenho pela estruturação de uma sociedade alicerçada em bases que não a
exploração de classe e dominação, mas sim, em busca da ampliação de direitos e
da universalização.
Esta esfera encontra-se expressa na Lei Orgânica da Assistência Social
(LOAS) e no Código de Ética do/a Assistente Social de 1993. A profissão do
Assistente Social passou por profundas transformações em consequência das
renovações no Código de Ética Profissional desta categoria. Em 1993, a Lei 8.662

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Colocar as refereê ncias do aluno (nome do aluno, perííodo do curso, nome do polo de apoio, nome do
tutor)
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revogou aspectos vistos como ultrapassados nos Códigos de Ética anteriores,
resultando em revisões fundamentais nos respectivos códigos, possibilitando assim
o desenvolvimento do ideal de ética profissional.
As mudanças advindas da nova incorporação da Lei 8.662/93 agrupa de
maneira definitiva a consciência destes profissionais, ativando neste campo
profissional uma nova postura acerca da profissão frente à sociedade, usuários e
gestão pública, os quais incorporavam uma gestão enraizada no tradicionalismo
político.
Ressalta-se que, o serviço social no Brasil passa por transformações
relacionadas de maneira indireta ou direta com o sentido da realidade, definida pelas
alterações profundas geradas pelo sistema capitalista, através das transformações
da sociabilidade das classes, os dois permeando a ação do Estado.

METODOLOGIA
“Metodologia é o conjunto de procedimentos adotados para se chegar a
determinado fim” (GIL, 2017, p. 26).
Para Marconi e Lakatos (2010, p.157), “o objetivo torna explicito o problema,
aumentando os conhecimentos sobre determinado assunto”.
Segundo Cervo e Bervian (2003, p. 63) pesquisa “é a atividade voltada para a
solução de problemas teóricos ou práticos com o emprego de processos científicos.
A pesquisa parte, pois de uma dúvida ou problema e com o uso do método cientifico,
busca uma resposta ou solução”.
Para a construção do presente projeto, utilizou-se para a coleta de dados às
fontes teóricas de cunhos diversos, constituindo-se como uma pesquisa
bibliográfica.
A pesquisa bibliográfica, para Gil (2017) é desenvolvida com base em material
já elaborado, constituído principalmente de livros, artigos científicos e periódicos. A
pesquisa aqui apresentada tomou como base, diversos referenciais a se mencionar,
livros, teses para mestrado, artigos e publicações periódicas científicas.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Espaços ocupacionais e aptidões profissionais aparecem no campo da
assistência social e coexistem com os habituais, mostrando relevantes
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transformações no mercado de trabalho, nos aspectos da atuação do assistente
social e suas demandas (MOTA, 2014). Ainda segundo a autora, os espaços
tradicionais também sofrem adversidades e modificações do alcance do seu público,
das demandas, do teor da atuação dos profissionais e dos tipos de intervenção
(MOTA, 2014).
As demandas encaminhadas ao serviço social são em sua maioria de cunho
individual, precisando de intervenção dos próprios usuários e dos assistentes sociais
para que seu caráter coletivo seja assimilado e esclarecido, este caráter é
essencialmente compreendido na dificuldade de demandas que ocorrem na
realidade social, agente da atuação profissional, enquanto manifestação
universalidade social (VASCONCELOS).
Iamamoto (2009) destaca que, as mudanças verificadas nas esferas privadas
e estatal afetam as condições de trabalho do assistente social, ela ainda enfatiza
que, os espaços ocupacionais representam as relações e condições de trabalho
presentes no Brasil nessa época de alterações profundas da base técnica da
produção tecnológica, e, demais novidades, inclusive organizacionais, que ampliam
a eficiência e força do trabalho.
Na década de 90, o conjunto processo de trabalho foi disseminado no campo
do serviço social, sendo adotado como princípio das Diretrizes Curriculares da
Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS). A partir
dessa época, inúmeros estudiosos descrevem o exercício profissional com base nos
fundamentos de Marx. Contudo, não há consenso em relação a tais reflexões,
principalmente a contar dos anos 2000 (LESSA, 2007 apud AZEVEDO e FELIPPE,
2017).
Para Iamamato e Carvalho (2009) o serviço social é considerado uma espécie
de ofício especializado, que se manifesta para suprir as necessidades que surgem
da divergência entre as classes sociais. Sua atuação é composta por um conjunto
de métodos, que, não sendo de modo direto produtivo, são vitais ou simplificadores
do movimento do capital.
Desta feita, a questão social se mostra como propósito das políticas sociais,
forma pela qual o Estado consegue intermediar as desordens econômico-sociais,
contudo, no sentido de responder, satisfatoriamente, às circunstâncias de evolução
capitalista, de esfera técnica, social ou econômica.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

A ação profissional do assistente social só é entendida com base na realidade
em que está presente. Entender o Serviço Social, particularmente no Brasil, implica,
além da assimilação do desenvolvimento do capital na forma de produção e
reprodução capitalista, compreender as definições da burguesia brasileira,
especialmente, em época de capitalismo monopolista.
O assistente social tem a ação de seu trabalho voltada para a intervenção em
diversas questões sociais, procurando reduzi-las, lembrando que novas demandas
surgem diariamente, e para atendê-las adequadamente o profissional deve continuar
se qualificando.
Através da intervenção nas questões sociais que os pacientes possam vir a
vivenciar, o Assistente Social desenvolve seu trabalho, movimentando e viabilizando
recursos que garantam a qualidade de vida, direitos e a humanização do
atendimento para a eficiência nos serviços prestados.
A profissão do Assistente Social passou por profundas transformações em
consequência das renovações no Código de Ética Profissional desta categoria. Em
1993, a Lei 8.662 revogou aspectos vistos como ultrapassados nos Códigos de Ética
anteriores, resultando em revisões fundamentais nos respectivos códigos,
possibilitando assim o desenvolvimento do ideal de ética profissional.
As mudanças advindas da nova incorporação da Lei 8.662/93 agrupa de
maneira definitiva a consciência destes profissionais, ativando neste campo
profissional uma nova postura acerca da profissão frente à sociedade, usuários e
gestão pública, os quais incorporavam uma gestão enraizada no tradicionalismo
político.
Pode-se dizer, também, neste contexto, que a assistência social é uma
profissão de caráter interventivo, que se utiliza do instrumental científico
multidisciplinar das Ciências Humanas e Sociais para análise e intervenção em
situações da realidade social em que estão presentes os reflexos das questões
sociais.

4. REFERÊNCIAS
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AZEVEDO, Isabela Sarmet de. FELIPPE, Jonis Manhães Sales. Serviço social,
processo de trabalho e espaços sócio ocupacionais. Disponível em:
http://www.joinpp.ufma.br/jornadas/joinpp2017/pdfs/eixo2/servicosocialprocessodetra
balhoeespacosocioocupacional.pdf. Acesso em: 01 ago. 2018.

CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia científica. São Paulo:
Prentice Hall, 2003.

GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 6ª ed. Editora Atlas.
2017.

IAMAMOTO, M. V. Os espaços sócio ocupacionais do assistente social. Serviço
Social e Direitos Sociais e competências profissionais. In: CFESS/ABEPSS/CEAD-
UnB. Brasília: CEAD/UnB, 2009.

______. CARVALHO, R. Relações sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma
interpretação histórico-sociológica. São Paulo: Cortez/Celats, 2009.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de
metodologia científica. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2010.

MOTA, Ana Elizabete. Espaços ocupacionais e dimensões políticas da prática
do assistente social. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/sssoc/n120/06.pdf.
Acesso em: 01 ago. 2018.

VASCONCELOS, Ana Maria. O trabalho do Assistente Social e o projeto
hegemônico no debate profissional.