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Computadores SEGUNDA-FEIRA 17 JANEIRO 2005 DIRECTOR JOSE MANUEL FERNANDES EDITOR RUI JORGE CRUZ Apple processa
Computadores
SEGUNDA-FEIRA 17 JANEIRO 2005
DIRECTOR
JOSE MANUEL FERNANDES
EDITOR
RUI JORGE CRUZ
Apple processa
três blogues
Acesso à Net
através do 3G
Uma sociedade
da comunicação
Programa Orçam
para a construção
Justas e guerras
nos jogos
O recurso aos tribunais para
acabar com a antecipação
de anúncios de novidades
As propostas dos três
operadores móveis
portugueses para os dados
A intervenção de Cees
Hamelink nas conferências
da APDSI neste ano
Uma solução desenvolvida
pela Sage que cobre todas
as facetas de uma obra
De ‘Mortal Kombat’ e
‘Kingdom Under Fire’a
‘Guilty Gear X2’e‘Blowout’
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JOBS APRESENTOU NOVO MAC MINI POR MENOS DE 500 DÓLARES, NO MACWORLD

‘Nós damos o computador, vocês dão tudo o resto’

M AC MINI é o nome do novo

computador que a Apple

Computer apresentou

oficialmente ao mundo na

passada semana, na cidade

californiana de San Francisco, na edição de Inverno da MacWorld (conforme o PÚBLICO noticiou na passada quinta- feira). E dizemos “oficialmente” porque, para desespero dos responsáveis de “marketing” da Apple, já umas semanas antes um blogue do Massachusetts havia antecipado a divulgação do Mac Mini, das

suas características técnicas e do seu preço

— o que levou esses mesmos responsáveis

a

desencadear um processo judicial contra

o

autor do blogue em causa, o ThinkSecret

(ver notícia na pág. 5 de Computadores). Mas o incidente não retirou, apa- rentemente, brilho à habitual “mise en scène” com que Steve Jobs, o presidente

e “chief executive officer” (CEO) da Apple,

costuma aproveitar o grande evento dos utilizadores dos Macintosh e dos outros

produtos com que a Apple tem vindo

a diversificar o seu leque de inovações

— cada vez mais na convergência da informática com a electrónica de consumo

do que naquele que foi o terreno que a tornou famosa nos anos 80. Mas, seja pelo “design” seja pela surpreendente inova- ção, e sobretudo desde que o seu co-fun- dador Steve Jobs regressou, a Apple tem repetidamente marcado a agenda destes tempos de convergência Desta vez as “estrelas” foram não só

o novo computador Mac Mini, que, nos

BEN MARGOT/AP
BEN MARGOT/AP

EUA, vai ter um preço recomendado de

teclado nem rato nem monitor — “Nós

Numa palavra, um conjunto modesto de especificações técnicas, mesmo à luz do que são hoje os Macintosh ou os próprios

leitora de DVD e gravadora de CD — que, por mais 100 euros, poderá ser substitu- ída por leitor-gravador de DVD… Nos EUA, o Mac Mini estará nas

499 dólares (o equivalente a cerca de 375 euros antes de impostos do tipo IVA), e que se chama assim devido às suas redu- zidas dimensões: 16,5 cm

fornecemos o computador, vocês fornecem tudo o resto”, diria Steve Jobs — e que

o

preço referido de 499 dólares é para a configuração menos “arti-

iMac.

Mas quem estiver disposto a pagar

lojas a partir do próximo sábado 22 de

16,5 cm x 5 centímetros de espessura, pesando

x

RUI

JORGE

CRUZ

lhada”: um processador G4 à frequência de 1,25

mais, dispõe de algumas opções: assim, por mais 100 dólares, o Mac Mini poderá trazer um processador de 1,42 GHz e um disco rígido com o dobro da capacidade (80

Janeiro, conforme anunciou Steve Jobs, que o classificou como “o mais importante Mac” fabricado pela Apple — o que alguns analistas interpretaram como mais uma tentativa da empresa de Jobs de trazer os Macintosh para um terreno onde

que alguns analistas interpretaram como mais uma tentativa da empresa de Jobs de trazer os Macintosh
 

apenas 1300 gramas, menos que a maio- ria dos computadores portáteis existentes

GHz, 256 MB de memória DDR à frequên- cia de 333 MHz, um disco rígido de 40 GB

no

mercado. É claro que esta “caixinha” não traz

e

um controlador gráfico Radeon 9200, da

GB). Em ambos os casos o novo computa- dor da Apple trará uma unidade óptica

ATI, com 32 MB de memória dedicada.

7c1bf3e5-024b-435b-bb28-84bbcd8a7552

nunca conseguiu radicar- se de forma duradoura: a do mercado de grande volume. Os preços entretanto anun- ciados para a Europa — onde deverá aparecer nos primeiros dias de Fevereiro, de acordo com o maior distribuidor da Apple em Portugal — é que já não são tão atraentes para um computador que vem sem teclado, rato e monitor. Com efeito, em Portugal, e apesar do câmbio altamente favorá- vel do euro face ao dólar, o Mac Mini na sua versão mais modesta custará cerca de 420 euros (quase 500 euros se se contabilizar o IVA de 19 por cento) e o modelo de 1,42 GHz um pouco mais de 503 euros (quase 600 euros com IVA). Temos, assim, na Europa um agravamento considerável nestes preços, dificilmente imputável àquilo que os fabricantes de computadores costumam chamar os “custos de localização” — “software”, manuais e teclado na língua de cada um dos países euro- peus —, os quais costumam ser quantificados na ordem dos 15 a 17 por cento. Ora, neste caso, porque não o Mac Mini não trará teclado, um dos principais respon- sáveis por esses “custos de localização”, ainda menos se compreende uma tão grande diferença de preços entre os EUA e a Europa. Mas as novidades desta MacWorld não se limitaram ao Mac Mini. Steve Jobs também fez questão de apresentar um novo iPod (na imagem nesta página), o hiperconhe-

cido e popular leitor portátil de música digital da Apple. Assim, o iPod Shuffle virá em duas versões: uma com 512 MB de memória Flash (a

83 euros mais IVA em Portu-

gal) e outra com 1 gigabyte de memória Flash disponível para gravar as músicas mais ao gosto do utilizador (e que orçará em 125 euros mais IVA). O iPod Shuffle de 512 MB permitirá gravar nada menos de 120 canções ou trechos musicais, equivalente a seis

horas de audição, o que poderá ser efectuado ligando a uma porta USB de um computador — incluindo uma que já seja da versão 2.0 da norma USB, que proporciona uma veloci- dade de transferência cerca de

40 vezes superior à da versão

1.1 do USB.

cerca de 40 vezes superior à da versão 1.1 do USB. ● JEFF CHIU/AP c o
JEFF CHIU/AP
JEFF CHIU/AP

computadores

.2

OPERADORAS SUBSIDIAM PLACAS PARA FOMENTAR TRÁFEGO DE DADOS

Dados móveis mais acessíveis no 3G

J Á PERTO DO final do ano

de 2004, as operadoras

portuguesas de telecomu-

nicações móveis iniciaram

portuguesas de telecomu- nicações móveis iniciaram 3G. A campanha da operadora do grupo Sonaecom estava pen-

3G. A campanha da operadora

do grupo Sonaecom estava pen- sada para terminar em final de

Dezembro de 2004 mas acabou por ser prolongada

até final de Janeiro de 2005.

Acompanhadas com descontos e pacotes promocio- nais no tráfego de dados — o prin- cipal custo de uso de uma solução de comunicação para o PC em 3G —, estas ofertas sobressaem como um valor acrescentado para os utilizadores que têm necessidade de se manter em ligação de dados fora do escritório. A combinação

entre as tecnologias GPRS e UMTS garante a possibilidade de

campanhas de promoção

das suas soluções e serviços de dados sobre 3G, tentando assim fomentar o seu uso pois os dados

são, no curto e médio prazo, con- siderados os de maior potencial de receita na terceira geração. Tal como inicialmente no GSM,

a subsidiação dos equipamentos

com

fidelização

instrumento

“marketing” que poderá dar um impulso significa- tivo ao crescimento do tráfego.

Com preços meramente sim- bólicos — 1 euro na TMN e na Vodafone, e 50 cêntimos na Opti- mus —, as placas de 3G das três operadoras são acompanhadas de contratos de fidelização de dois anos mas as promoções terminam

já no final deste mês de Janeiro.

São, porém, de aproveitar para quem necessita das vantagens que esta mobilidade garante, já

contratos

é

de

um

de

FÁTIMA

Casa

/

CAÇADOR

dos

Bits

é de um de FÁTIMA Casa / CAÇADOR dos Bits OPTIMUS Produto: PC Connection 3G Redes:

OPTIMUS

Produto: PC Connection 3G Redes: GPRS e 3G Compatibilidade: Sistemas operativos Windows 2000 e XP Positivo: Fácil de instalar e usar, e pouco intrusivo nos hábitos do utilizador Negativo: Na aplicação, o botão para desligar a comunicação é pouco intuitivo

TMN

Produto: Acesso 3G GlobeTrotter Fusion Redes: GPRS, 3G e Wi-Fi Compatibilidade: Sistemas operativos Windows 98SE/ME/ 2000 e XP Positivo: Conjugação de 3G e GPRS com Wi-Fi, alargando o acesso a todas as tecnologias de dados sem fios Negativo: Dificuldade de configuração para acesso em redes protegidas

VODAFONE

Produto: Mobile Connect Card Redes: GPRS e 3G Compatibilidade: sistemas operativos Windows 2000 e XP Positivo: Aplicação de gestão integrada muito intuitiva Negativo: Integração com o Outlook não é das mais fáceis

Integração com o Outlook não é das mais fáceis que, sem desembolsar algumas centenas de euros,

que, sem desembolsar algumas centenas de euros, se pode uti- lizar o equipamento, pagando depois os planos de preços defini- dos para o tráfego — que teriam de ser pagos de qualquer forma. O primeiro passo na dispo- nibilização das novas placas de ligação de dados 3G foi dado pela Vodafone, com o lançamento, em Fevereiro de 2004, do Mobile Connect Card, o primeiro serviço de dados de terceira geração em Portugal. Assente numa placa que junta a comunicação em GPRS e 3G, o Vodafone Mobile custava na altura 587,4 euros (mais IVA) mas viu o seu preço

sucessivamente reduzido até chegar ao 1 euro. A TMN — que lançou discre- tamente em Maio a sua placa de dados GPRS/3G — viria a acres- centar em Dezembro um novo modelo que conjuga também o acesso Wi-Fi com a tecnologia de comunicação de redes móveis. Ainda no início de Dezembro, esta operadora comunicou igualmente

a promoção de compra dos dois

modelos de placas a 1 euro, com fidelização de 24 meses, uma campanha com prazo marcado até final de Janeiro de 2005. Ainda mais subtil foi a actu- ação da Optimus, que, apesar de ter um preço 50 por cento abaixo da concorrência (de apenas 50 cêntimos) não divulga a promo- ção da sua placa PC Connection

aceder à Internet e ao E-mail em quase todo o território de Portu-

gal

área significativa do país coberta

SMS. O mesmo acontece com

“software” da TMN, que se propõe t a m b é m gerir as ligações

rede

t e l e f ó n i c a , apresentando de forma clara a contabilização do tráfego realizado e dos

a

é

o
o

à

Continental, existindo já uma

com serviço 3G, sobretudo ao nível das principais cidades. Da mesma forma, a junção na placa da TMN

da

em coexistência pacífica com o acesso às redes

tecnologia Wi-Fi,

de 3G e de

GPRS,

u m

ideia que

pode ser

útil

possua ainda com- putador portátil com esta

funcionalidade. Note-se, porém,

que os equipamentos mais recen-

das gama média e alta trazem

acederem também a redes de Wi-Fi.

Com esta placa, o utilizador pode decidir em que momento

usa

a rede com maior largura de

embutida a possibilidade de

tes

débitos máximos e míni- mos obtidos.

Existe, na placa da TMN, uma distinção pouco clara entre uso com rede GPRS e UMTS, que poderá baralhar os utilizadores, sobretudo quando esperam uma ligação que deverá poder chegar a 384 Kbps e se

a quem não

que deverá poder chegar a 384 Kbps e se a quem não banda ou de menor

banda ou de menor custo para

determinada ligação. Sempre que

o Wi-Fi estiver disponível, pode

optar por esta tecnologia, que assegura débitos mais eleva- dos; nas muitas zonas onde ainda não existem pontos de acesso ao Wi-Fi, terá acesso às redes de GPRS ou de 3G. Nos testes realizados por Computadores com esta placa, foi

detectada, porém, a dificuldade de

veloci-

deparam com

dades na ordem dos 60

configuração para acesso a redes Wi-Fi codificadas — embora, nas redes abertas, o acesso tenha sido mais fácil. De resto, facilidade é mesmo

Kbps (velocidades que, em qual- quer dos casos, dificilmente são atingidas) . A Optimus apresenta uma

a palavra que define

a instalação e o uso

a palavra que define a instalação e o uso de todas as placas e do “software”

de todas as placas

e do “software” de

gestão da ligação.

De forma rápida,

qualquer leigo pode

as placas em compu-

as redes GPRS e

UMTS simplificada

tadores com sistema

operativo Windows,

aplicação mais minima-

lista que a da TMN e a

Vodafone, que pode ser

“arrumada” num canto

do ecrã sem atrapa-

lhar muito o utilizador.

colocar a funcionar

Todas as configurações estão presentes, assim

como as funcionalida-

des, mas num espaço

sendo também a

mais condensado. Note-se ainda que o

mudança entre

botão para desligar a

chamada de dados não

é muito intuitivo (uma

na

placa da Voda-

seta para a direita e não

fone e da Optimus

— mas, por vezes,

mais complexa na

da TMN, já que

o habitual quadrado

que corresponde ao

botão de “stop” nestas

aplicações), o que pode

a chamada de

dados é interrom- pida, tendo muitas vezes efeitos desastrosos em “downloads” que estejam a decorrer. As aplicações de gestão da Vodafone e da TMN são bastante completas em termos de parame-

trização por parte do utilizador.

levar um utilizador mais distraído a manter a ligação aberta — e o taxímetro a contar — sem disso se aperceber. Depois da subsidiação dos equipamentos para o acesso móvel de dados com maior lar- gura de banda, falta agora a von-

tade dos operadores de reduzirem

A aplicação do Mobile Connect

Card, da Vodafone, funciona

quase como uma consola a partir

da qual a maioria das funcionali-

dades pode ser realizada — como

o acesso à Internet, ao correio

electrónico e a recepção e envio de

os custos do tráfego, que ainda são elevados — sobretudo quando comparados com outros produtos

com velocidades de comunicação mais elevados e limites de tráfego

mais amplos para “downloads” na rede fixa.

SEGUNDA-FEIRA.17.JANEIRO.2005

CEES HAMELINK, DE AMESTERDÃO, ABRE CONFERÊNCIAS DA APDSI Criar uma sociedade da comunicação A S

CEES HAMELINK, DE AMESTERDÃO, ABRE CONFERÊNCIAS DA APDSI

Criar uma sociedade da comunicação

A S TECNOLOGIAS de informação e comunicação trouxeram algu- mas mudanças mas talvez não sejam protagonistas de uma revolução. Mais do que de

informação — que hoje existe em maior quantidade do que a que podemos gerir

—, o importante é criar uma sociedade da comunicação. Foram estas algumas das

ideias apresentadas por Cees Hamelink, professor da Universidade de Amester- dão, numa conferência organizada na passada quinta-feira, em Lisboa, pela Associação para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI). Professor de Comunicação Interna- cional na Universidade de Amesterdão, pela qual é doutorado, Cees Hamelink tem vindo a publicar diversas obras sobre tecnologia, comu-

nicação e direitos huma-

nos — a última das quais tem por título “Direitos Humanos para Comunicadores”. Com 65 anos, é

director da “Gazette”, uma revista inter- nacional de estudos sobre comunicação,

e é também presidente honorário da

Associação Internacional de Pesquisa de Média e Comunicação. Foi a Hamelink que coube inaugurar o ciclo de conferên- cias organizado pela APDSI, que deverá prolongar-se até Maio. Numa intervenção intitulada “Towards the Information Society:

whatever happened to communication?” (“Rumo à Sociedade da Informação: o que aconteceu à comunicação?”), Cees Hame- link adoptou um tom irónico e recorreu ao

humor para contestar a própria noção de sociedade da informação. Referiu, a título

de exemplo, uma conferência sobre o tema

organizado pelas Nações Unidas, em que

as opiniões sobre o assunto eram de tal

forma diversas que Hamelink concluiu que “ninguém sabia, ao certo, de que se tratava”. Para além disso, temas aparen- temente inócuos, como a Internet, podem ser “muito sensíveis” quando se trata de associar as perspectivas de diversos países: “As opiniões dividem-se”. Tendo em conta que, em muitos casos, a “sociedade da informação” é apenas um “slogan”, Hamelink considera que é muito difícil descrever a presente sociedade com apenas um conceito. “Por que não usar ‘conhecimento’ ou qualquer outra pala-

vra?”, interrogou-se, para depois subli- nhar que “é realmente difícil falar de uma

sociedade usando uma única forma”.

O termo “revolução” — que tantas

vezes tem sido associado às tecnologias de informação e comunicação — também deverá ser, segundo Hamelink, usado com moderação: “Devemos ter mais cui- dado com as palavras escolhidas, uma vez que as revoluções não acontecem assim, tão fácil e rapidamente, sendo a continui- dade um factor fundamental da história do homem”. Para além das diferentes opiniões existentes, o professor da Universidade de Amesterdão alerta para o facto de o uso das novas tecnologias não se encon- trar distribuído de forma equitativa, ao que se junta diversas outras questões relacionadas com a liberdade de expres-

são e comunicação e os mais elementa- res direitos humanos.

“São menos de 10 por cento as pessoas que, no

mundo, vivem em regimes democráticos”, salientou. Já em entrevista publicada em Maio de 2002, Cees Hamelink referira a Computadores que “as tecnologias têm

um preço e a maior parte da população é muito pobre, vive com menos de um dólar por dia e não pode comprar um computa- dor pessoal”.

Ao questionar se é realmente melhor

ter acesso a quantidades cada vez maiores de informação, Cees Hamelink defendeu que as atitudes das pessoas não mudam só porque existe informação. “As pessoas não deixam de ultrapassar, nas estradas, os limites de velocidade só porque sabem quais são; nem deixam de fumar por sabe- rem que isso provoca cancro no pulmão.” Para além disso, “temos mais informação

do que aquela que podemos gerir”. Mais do que informação, defende este

professor da Universidade de Amesterdão que o que é realmente necessário é comu- nicação, a qual permitiria “resolver boa parte dos conflitos no mundo”. Contudo,

o processo de comunicação é mais difícil,

“pois implica ouvir, questionar, mudar…

e ter tempo para tudo isso”.

Ao defender a protecção de espaços públicos onde a conversa tenha lugar, Hamelink fez a apologia do diálogo em vez do debate — “que implica um ven-

cedor” — e da partilha em alternativa

à competição incutida pelos sistemas de

ensino. “Reparem que temos hoje ‘talk shows’, o que implica falar, e não ‘listen

shows’, o que implicaria ouvir!”

ISABEL

GORJÃO

SANTOS

o que implicaria ouvir!” ● ISABEL GORJÃO SANTOS SEGUNDA-FEIRA.17.JANEIRO.2005 c o m p u t a

SEGUNDA-FEIRA.17.JANEIRO.2005

computadores

.3

tecpédia

HENRIQUE

CARREIRO

tecpédia HENRIQUE CARREIRO   Aura Communications O s fios brancos dos auscultadores do iPod tornaram-se num
tecpédia HENRIQUE CARREIRO   Aura Communications O s fios brancos dos auscultadores do iPod tornaram-se num
 

Aura

Communications

O s fios brancos dos auscultadores do iPod tornaram-se num símbolo da modernidade tecnológica urbana em 2005, mas o mero facto de exis- tirem mostram que ainda há cami-

nhos a desbravar na área “wireless”.

Os leitores de MP3 portáteis tornaram-se ubíquos e, provavelmente, foram das prendas mais desejadas do Natal que agora terminou. Mas, apesar de toda a sua elegante simplicidade, os fios para os auscultadores põem em evidência que as tecnologias “wireless” — como o Bluetooth ou o Wi-Fi — ainda não são capazes

de

rivalizar com o cobre quando se trata de transmitir

áudio de qualidade em dispositivos onde o tempo de

vida da bateria e um baixo custo de produção consti- tuem dos principais items do caderno de encargos.

As

tecnologias Bluetooth, em especial, não foram par-

ticularmente concebidas para transmissão de áudio

de

elevada qualidade e, uma vez que usam a gama de

frequências dos 2,4 GHz, são muito vulneráveis a inter- ferências das redes Wi-Fi e de telemóveis domésticos. No último Consumer Electronics Show (CES), contudo,

Creative Labs apresentou uns auscultadores sem fios que podem mesmo ser usados em ambientes onde

a

utilizadores de vários dispositivos semelhantes (um

dos cenários piores para a utilização de Bluetooth). Qual o segredo destes novos aparelhos?

O

segredo é uma tecnologia de uma empresa de

que a Creative é um dos accionistas e denominada

Aura Communications. Embora com dez anos de investigação e desenvolvimento, a Aura é quase desconhecida do grande público. Assumindo-se como criadora de circuitos integrados (como o

seu LibertyLink LL888), sem fábricas nem meios de produção, a Aura tem vindo a desenvolver uma abordagem de transmissão por indução magnética

em vez da radiofrequência, como é o caso de

tecnologias como o Wi-Fi. Neste caso, entre o leitor

de MP3 e o respectivo auscultador estabelece-se uma ligação baseada em campos magnéticos. Por via dessa ligação, os dados já descomprimidos são

transmitidos a débitos que possibilitam uma quali- dade de áudio próxima da alta fidelidade (acima de 300 Kbps) e muito pouco sujeitos a interferências. Ao contrário das radiofrequências — que tendem a ter espaços de propagação relativamente grandes —,

a

interacção magnética não vai além de dois metros

na

solução da Aura. O que é suficiente para o áudio

privado mas muito pouco vulnerável a interferências de terceiros. Para além disso, no espaço em que a indução está estabelecida, a largura de banda está inteiramente disponível apenas para a comunicação

entre o leitor e o auscultador, o que tem óbvias vanta- gens em termos de largura de banda e de qualidade

de

áudio.

A

Creative apresentou a utilização da tecnologia

da Aura no Zen Micro como um produto adicional

— mas parece estar claro que, se os testes corre-

rem bem, será muito provável que esta tecnologia venha a ser integrada de origem nos leitores por-

táteis. Ao contrário das restantes tecnologias sem fios, esta necessita apenas de pilhas AA conven- cionais, aguentando (na versão da Creative para

o

CES) cerca de 30 horas de uso. Como o produto

ainda não está à venda, este valor só será validado quando o Zen Micro Wireless estiver disponível no mercado. Ainda assim, se as promessas e os resultados das primeiras análises se confirmar,

a

Aura terá nas suas mãos um fabuloso sucesso,

enquanto o mundo da alta fidelidade a partir de aparelhos portáteis sem fios terá finalmente a sua hora de arranque.

 

Tecpédia é uma enciclopédia em construção sobre a era digital

computadores

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VENDAS DA CISCO EM PORTUGAL PRENUNCIAM RETOMA DAS TI

As redes como plataformas

dos

maiores fabricantes mun-

diais de equipamentos e produtos para redes, pretende afirmar-se cada

vez mais como fornecedor de soluções não só para as redes — de dados mas igualmente as integradas para voz e dados — mas também para o arma- zenamento de informação. O motor desta evolução são, por um lado, as tecnologias e a sua convergência com as telecomunicações mas também, por outro, os desafios e as necessi- dades impostas pelo uso crescente das tecnologias de informação nas empresas e nas organizações em geral para os seus processos de negó- cio à escala global. E uma dessas necessidades, para além da permanente avalia- ção do impacto que as tecnologias têm no desempenho e na eficiência das empresas, é a da segurança dos dados e da operação em si das infra- estruturas dos respectivos sistemas de informação. Daí que a Cisco tenha investido no desenvolvimento da sua solução Security Information Mana- gement Solution (SIMS), no quadro do seu esforço anual de 3 mil milhões de dólares em investigação e desen- volvimento (I&D). Graças ao SIMS — que estabe- lece para cada parte da rede, cada computador e cada servidor, um padrão de funcionamento normal —, os gestores da infra-estrutura detec- tam mais rapidamente anomalias no comportamento das redes causadas por “vermes” ou vírus, identificam

os computadores por estes afectados (isolando-os até que tudo esteja regu- larizado) e, sempre que necessário por estarem em risco as

funcionalidades críticas

para a organização, procedem desde logo à atribuição dos recursos disponíveis às tarefas mais urgentes ou indispensáveis. Por outro lado, o SIMS permite aos administradores combater as sobrecargas das suas redes atra- vés da detecção dos falsos alarmes positivos, correlacionar dados de segurança oriundos de soluções

de fornecedores distintos a fim de mais eficientemente determinarem

quando se trata de efectivas ameaças

e não de desvios aleatórios aos com-

portamentos-padrão de cada um dos elementos da rede. Assim, quando se verificam ver- dadeiros ataques às redes, os respec-

tivos gestores dispõem de uma visão centralizada e global das suas redes e podem isolar esses ataques e circuns- crever os danos por eles causados. Num prazo mais alargado, o SIMS põe ainda à sua disposição ferramen- tas para a detecção de mudanças nor- mais nos padrões de funcionamento nos elementos das redes através da identificação precoce de tendências no modo como os utilizadores usam as infra-estruturas de informação ou os dados nelas residentes passam a ser solicitados. O SIMS, articulado com outros produtos e soluções da Cisco, permite

a esta empresa adoptar uma aborda-

gem de autodefesa das redes, passo

A

CISCO

SYSTEMS,

um

gem de autodefesa das redes, passo A C ISCO S YSTEMS , um considerado essencial para

considerado essencial para que, no futuro, essas mesmas redes não sejam vistas nem funcionem apenas como elemento (embora fulcral) das infra-estruturas de informação mas como verdadeiras plataformas dos sistemas de informação.

A atenção dada à segurança das redes, juntamente com os seus inves- timentos em áreas como a da telefo- nia sobre IP — também conhecida por voz sobre IP (ou VoIP) — e as comunicações sem fios têm permitido à Cisco fazer crescer o seu volume de vendas e cotar-se hoje como um fornecedor de primeira linha nestas frentes tecnológicas. Segundo Carlos Brazão, direc- tor-geral da Cisco Portugal, reve- lou num encontro com a imprensa na passada semana,

dia-

riamente (e a nível mundial) uma média de 8 mil telefones para redes IP, o que lhe permitiu, em poucos anos, alcançar uma terceira ou quarta posição mundial entre os fornecedores de equipamento telefónico a clientes empresariais — quando, antes, não

a

Cisco

vende

dispunha de oferta para a convencional telefonia comutada. Outro aspecto das mudanças operadas na Cisco nestes últi- mos anos registou- se no capítulo das aquisições de outras empresas — antes um pilar estratégico do seu crescimento e da captação de novas bases de clientes. Não foi em vão que a Cisco se tornou num exem- plo paradigmático do sucesso na reali- zação e “digestão” de empresas adquiridas, contando por largas dezenas as efectuadas na segunda metade dos anos 90. Mas a estratégia alterou-se — em parte, forçada pelos reajus- tamentos do sector das tecnologias de informação após o “crash” das empresas da Internet e a reces- são económica que se lhe seguiu na maior parte das economias de maior peso — e, em particular no ano de 2004, a Cisco procedeu a uma inflexão nesta sua área de actuação. As empresas adquiridas no ano transacto foram apenas 12, o investimento total não ultrapassou os mil milhões de dólares (tendo a mais cara, a P-Cube, custado 200 milhões de dólares) e os alvos foram exclusivamente companhias detentoras de tecnologias comple- mentares ou necessárias ao desen- volvimento do portfólio de produtos e serviços da Cisco. E como parte delas resultaram de “start-ups” ou da fusão de “start-ups” (algumas financiadas pela própria Cisco numa fase inicial), o quadro de aquisições realizadas em 2004 constitui como que um complemento ao esforço de investimento em inves- tigação e desenvolvimento (I&D) de 3 mil milhões de dólares.

RUI

JORGE

CRUZ

As operadores de telecomunicações como maior motor do crescimento

Impedida pelos regulamentos bolsistas

impossível uns meses antes. Segundo Carlos Brazão, este desenvolvimento do negócio foi sobretudo conseguido

de divulgar montantes quanto ao negócio a nível de país ou regional,

o

director-geral da Cisco Portugal

através de um “ecossistema de parceiros”, com destaque para um forte impulso na procura de soluções de telefonia sobre IP por parte das empresas nacionais — e nem exclusivamente das de maior dimensão,

pois este tipo de tecnologias começam

revelou, no entanto, que a subsidiária portuguesa conseguira, no ano fiscal de 2004 (iniciado em Agosto de 2003 e findo em Julho último) um crescimento de 25 por cento face ao período homólogo anterior — isto apesar do ambiente económico e

atrair também as pequenas e médias empresas, que já não se limitam a comprar produtos de encaminhamento

a

de investimento adverso registado nos dois últimos anos. Mais: nos dois

últimos trimestres deste ano fiscal, o crescimento das vendas cifrou-se nos

e

de comutação para as suas redes

(mais conhecidos como de “routing” e

40

por cento.

de “switching”).

E,

a confirmar que — pelo menos no

De qualquer modo, inevitavelmente,

segmentos das soluções de redes — o mercado nacional parece dar mostras de reanimação, o volume de negócio da

Cisco no trimestre de Agosto a Outubro de 2004 exibiu um crescimento de

o

grosso das vendas da Cisco

Portugal tem sido realizado para as infra-estruturas dos operadores de telecomunicações e das grandes empresas e da administração

71

por cento, algo que pareceria

pública. R.J.C.

SEGUNDA-FEIRA.17.JANEIRO.2005

BEN MARGOT/AP

A DIFICULDADE EM SABER QUEM É (OU NÃO) JORNALISTA NA BLOGOSFERA

Apple processou três blogues por divulgação antecipada de produtos

APPLE APRESENTOU uma queixa

judicial contra um blogue comercial que antecipara algu- mas das novidades da empresa cuja apresentação estava pre-

vista para a edição da MacWorld realizada

na semana passada em San Francisco, na Califórnia (ver artigo de abertura desta edição) e que é o maior evento de apre- sentação de produtos da empresa. O seu

objectivo era identificar a fonte original das informações e evitar futuras fugas de informação convencional. Esta é o terceira processo judicial desencadeado pela Apple nos últimos meses relacionado com propriedade intelectual, depois das acusações a dois ex-funcionários da empresa que ale- gadamente teriam distribuído versões preliminares do “Tiger” — a próxima actu- alização do sistema operativo MacOS — e

a blogues que as divulgaram com o nome

de código “Asteroid”. “O ADN da Apple é a inovação e a protecção dos nossos segredos comerciais é crucial para o nosso sucesso”,

explicou a empresa.

A Apple acusou o blogue ThinkSecret

de apropriação indevida de segredos comerciais ao antecipar-se ao lançamento oficial do Mac Mini (que, sem ecrã, teclado ou rato custará 499 dólares nos EUA), dos novos iPod e do novo “software” iWork —assim arruinando o efeito de surpresa previsto para o anúncio a efectuar pelo presidente da empresa, Steve Jobs, na MacWorld. A informação do blogue reve-

lar-se-ia correcta e não era a primeira vez que o fazia: no ano passado, revelara ante- cipadamente o lançamento do iMac G5 e do iPod Photo.

O ThinkSecret já fora avisado pelo

menos quatro vezes pela Apple para deixar de divulgar informação confiden- cial. O seu autor é Nicholas Ciarelli, de 19 anos, estudante na Universidade de Harvard (no estado do Massachusetts, no Nordeste dos EUA), que há seis anos gere também o sítio da sua empresa The dePlume Organization na Web e, ao que parece, tem algum retorno financeiro graças à publicidade “on-line”. A Apple alega que Ciarelli pede ilegalmente informação aos seus funcionários, que assim violam os acordos de confidencia- lidade que assinaram ao entrarem na empresa.

A acção da Apple poderá servir de

exemplo para desincentivar outros sítios na Web que disponibilizam este tipo de informação considerada danosa, até porque, pela lei da Califórnia — onde a Apple tem a sua sede — tanto o infractor

como quem contribua ou facilite a infrac- ção podem ser sujeitos a julgamento. Onde esta iniciativa irá desembocar é ainda pouco claro, até porque está mar- cado para 3 de Maio próximo um encontro conciliatório entre as partes. Cotada em bolsa, a Apple está obrigada

a certas normas na divulgação dos seus

A

produtos, a qual pode gerar movimentos bolsistas e atrair as atenções dos seus accionistas ou das entidades reguladoras, que podem penalizar a empresa. Por outro lado, a divulgação deste tipo de informa- ção pode ser usada pelas empresas concor- rentes para acelerar o desenvolvimento de produtos concorrenciais. A acção judicial da Apple foi por alguns considerada um “passo estratégico mas arriscado, concebido para captar a atenção mediática” sobre o MacWorld

para captar a atenção mediática” sobre o MacWorld — como foi o caso da revista “Wired”.

— como foi o caso da revista “Wired”. A

empresa poderia ter esperado até o evento ter encerrado (na passada sexta-feira) para formalizar as queixas; mas preferiu fazê-lo antes a fim de ampliar o efeito dos rumores, considera Albert Muniz, professor de “marketing” na Universi- dade DePaul, que não acredita que as fugas de informação tenham partido da própria empresa. “Eles estão

realmente preocupados com as fugas mas estão a tentar obter mais publicidade” graças a elas. Se os rumores “chegam aos média e se eles escrevem como notícia um compu-

tador a 500 dólares, é muita publicidade gratuita”, refere Gary Fine, sociólogo da Universidade Northwestern e especialista em rumores e lendas urbanas. O facto é tanto mais curioso quanto a decisão da empresa surgiu na semana anterior,

durante o Consumer Electronic Show (CES), em Las Vegas — na abertura do qual Bill Gates se referiu aos planos da Microsoft para os médias domésticos, uma área onde pretende concorrer precisa- mente com a Apple. Ambos os comentadores contactados pela “Wired” consideram que se trata de uma decisão arriscada, porque nenhuma empresa deveria “antago-

niza os seus maiores fãs”.

Gary Fine considera mesmo que não se trata de informação secreta mas, sim, de uma divulgação antecipada. O ThinkSecret e outros dois blogues, o AppleInsider e o PowerPage, já em Dezembro haviam sido interpelados judicialmente pela Apple para revelar as fontes das suas informações torna- das públicas em Novembro sobre uma versão do MacOS com o nome de código

PEDRO

FONSECA

“Asteroid” — um programa adicional alegadamente destinado a permitir a ligação de instrumentos musicais aos Macintosh. “Prefiro pensar que divulgar os pro- blemas [da Apple e dos seus produtos] tão rápido quanto possível lhes poupou muito mais [dinheiro] no longo prazo ao manterem satisfeitos os seus preciosos clientes”, defende-se o autor do Power- Page. “O principal problema actual da

Apple é a quota de mercado e não pode permitir-se perder os seus clientes fiéis”. No entanto, “um processo judicial com pouca ou nenhuma possibilidade de sucesso pode ser usado para arruinar um pequeno sítio na Web e acabar por silenciá-lo”. A Electronic Frontier Foundation (EFF) já declarou que vai defender os “direitos dos repórteres” do AppleInsi- der e do PowerPage, apesar de se tratar de sítios comerciais. Em comunicado,

a EFF declara que representa esses

“editores para proteger o seu direito

de manterem confidenciais as identida-

des das pessoas que lhes forneceram a informação” e argumenta que “o anoni-

mato das fontes dos ‘bloggers’ é prote- gida pelas mesmas leis que protegem

as fontes que fornecem informação aos

jornalistas”. “Eles mantêm um sítio noticioso e de informação na Web, no qual obtêm informação e depois escrevem as notí- cias sobre produtos actuais ou futuros, e os vários rumores e especulação que os envolve”, referiu Opsahl ao “News- day”. “Os ‘bloggers’ estão a tornar-se mais e mais uma fonte importante de notícias”, explicou o advogado da EFF ao diário norte-americano “New York Times”. “Muitas das informações con- fidenciais são primeiro publicadas nos blogues antes de serem objecto de aten- ção pelos médias tradicionais”.

Os ‘bloggers’ e a protecção das fontes

 

A

acção judicial da Apple contra alguns

Judith Miller, do “New York Times”, e Matthew Cooper, da revista “Time”, que se recusam a divulgar quem lhes forneceu informações sobre um agente da Central Intelligence Agency (CIA) em 2003. O caso de Miller é

Em Portugal, a Lei de Imprensa reconhece,

 

“bloggers” gerou alguma discussão sobre se

a

par de algumas regras e requisitos, “o

estes são ou não jornalistas e se devem (ou não) estar protegidos pelas mesmas leis que regem o jornalismo.

direito de fundação de jornais e quaisquer outras publicações, independentemente de autorização administrativa, caução ou habilitação prévias” e “o direito de livre

 

A

melhor abordagem actual será caso a

ainda mais delicado, dado que ela nunca publicou uma linha sobre o assunto. David Sentelle, um dos juízes encarregados do caso, salientou que, com estas questões e num momento em que qualquer pessoa pode criar um blogue,“não há linhas claras para definir quem pode gozar das protecções devidas aos jornalistas”. A questão prévia reside em saber quem é que se pode intitular jornalista e se isso só pode verificar-se com algum tipo de credenciação — como sucede em Portugal, onde só pode exercer a actividade jornalística quem detiver um título profissional emitido pela Comissão da Carteira. “A principal questão agora consiste em

caso.“É uma questão levantada por cada

 

‘blogger’, incluindo os muitos jornalistas que escrevem em blogues cumulativamente com os seus papéis tradicionais nos média”, afirma Jonathan Ezor, director do Institute for Business, Law and Technology no Touro Law Center. “Os ‘bloggers’ dão notícias tal como o fazem os jornalistas”, explica o advogado da Electronic Frontier Foundation (EFF), Kurt Opsahl.“Eles devem poder assegurar confidencialidade por forma a manter a livre circulação de informação. Sem essa

protecção legal, as fontes passarão a recusar-

impressão e circulação de publicações, sem que alguém a isso se possa opor por quaisquer meios não previstos na lei.”

Miller e Cooper poderão alegar que “quem tenha um modem e um computador é um ‘jornalista’” — mas “nenhum tribunal aceitará facilmente esse tipo de privilégio alargado”, lembrou Jane Kirtley, professora de lei e ética jornalística na Universidade do Minnesota, ao “New York Sun” em Dezembro. O advogado dos jornalistas, Floyd Abrams, salienta o lado potencialmente perigoso da questão:“Se qualquer um puder requerer o privilégio, ninguém acabará por tê-lo”. Abrams considera que um “blogger”“que comunica e tenta fazê-lo com milhares de pessoas não merece menos do que um jornalista que pode comunicar com uma audiência mais reduzida num jornal local”. Por isso,“deverá haver protecção desde que

se

a falar com os repórteres, reduzindo o

saber quem é que é jornalista”, refere Wanda Cash, presidente da Texas Press Association, lembrando também a questão de “quem

poder da imprensa livre, que é a base de uma sociedade livre”.

A

acção judicial da Apple surge num

decide” quem é jornalista. Nos EUA, invoca-se a Primeira Emenda à Constituição sobre a liberdade de expressão para defender este

momento particularmente sensível, em que

vários jornalistas nos EUA (e não só) estão

a

ser levados a tribunal para revelarem as

direito generalizado — nomeadamente aos “bloggers” — e a ilegalidade de um sistema de credenciação, pois a entidade emissora (sobretudo se estiver ligada às autoridades) poderá decidir quem pode ou não ser

a

informação seja obtida com o propósito de

suas fontes e quando os juízes demonstram

divulgação generalizada ao público, de forma semelhante ao que os ‘jornalistas’ fazem”. Mas, salienta, os autores de blogues que apenas fazem comentários pessoais não deveriam ter esses privilégios. P.F.

algumas dificuldades em conceder privilégios a quem trabalha para um meio de comunicação social tradicional.

O

caso mais relevante nos EUA envolve

jornalista.

 

SEGUNDA-FEIRA.17.JANEIRO.2005

 

computadores

.5

virose Microsoft divulga mais falhas Dia 17 W97M/Akuma, W97M/Cobra.a1, W97M/ Alamat, W97M/Yous, VBS/Mantie.ow, W97M/
virose
Microsoft divulga mais falhas
Dia 17
W97M/Akuma, W97M/Cobra.a1, W97M/
Alamat, W97M/Yous, VBS/Mantie.ow, W97M/
Serpent, WM/Eraser.A:Tw, Acid.A (intended),
W97M/Jackal.A, W32/Mypics.worm.25600
A
Microsoft publicou na semana passada mais tês boletins de
segurança — incluídos no já habitual ciclo mensal de “patches” de
segurança — visando dois deles falhas classificadas como “críticas” e o
outro uma falha definida como “importante”.
As falhas críticas podem ser exploradas através de sítios da Web,
“worms” de distribuição em massa por correio electrónico e “bots”,
A segunda falha pode ser explorada da mesma maneira mas tendo
como efeito tornar o sistema operativo instável e sem resposta, tendo
que
ser reiniciado. Estas falhas afectam os Windows 98, ME, NT, 2000,
XP
e Server 2003.
O
último
boletim
refere- se a uma falha “importante” existente
Dia 18
WM/Eraser.A:Tw, VBS/SWVK.ow.gen, W97M/
Yous, W97M/Chameleon.a, W97M/Alamat,
W97M/Trugbar.a, W97M/Akuma, W97M/
na
maneira como os
Indexing Services lidam com
Cobra.a1
permitindo a intrusos assumir o controlo dos computadores atacados,
instalar programas, ver, alterar e apagar dados, ou ainda criar contas
de utilizador com plenos previlégios.
Segundo alguns analistas, a falha que mais se destaca é uma que
afecta o controlo ActiveX do HTML Help — surgida em Outubro e
para a qual, desde então, já foram criados e experimentados
vários códigos que a exploram. Um desses códigos ficou
conhecido como o “cavalo de Tróia” Phel, surgido
nos finais de Dezembro.
Esta falha encontra-se no modo como o
Internet Explorer e o Windows lidam
com os ficheiros de ajuda invocados
a
validação de
Dia 19
W97M/Cobra.a1, W97M/Nebo, W97M/Alamat,
Tribute.A;B, W95/Firkin.worm, W97M/Yous,
WM/Eraser.A:Tw, W97M/Assilem.H
a
partir das páginas da Web, e
Dia 20
JS/Gigger.a@MM, WM/Eraser.A:Tw, Gurre.A,
AOS.A, X97M/Hopper.r, W97M/Mck.e, W97M/
Yous, VBS/Count, W97M/Erab, W97M/Bablas.aj,
VBS/Baracu.A@mm, VBS/Loveletter.ar, WM/
MDMA.C;D;H, W32/Urick@MM, W97M/Alamat,
X97M/Anis, VBS/Gaggle@MM, VBS/Zync,
afecta o Windows Server 2003,
“queries”. Um intruso pode
explorar esta falha construindo
um “query” mal-intencionado que
pudesse vir a permitir a execução
remota de código num sistema
atacado, podendo levar à perda de
controlo do
computador
pelo
utilizador e
a uma situação de DoS. Esta última
falha afecta os Windows
2000, XP (mas não o SP2) e
Server 2003.
W97M/Cobra.a1
os
Windows 98, ME, 2000 e XP
(incluindo o Service Pack 2).O
‘Worms’ de princípio de ano
Windows NT 4.0 também é
A última semana viu surgir um
“worm” que joga “Tetris” com os
utilizadores, ao som de música, enquanto
tenta propagar-se às unidades de disco e a
outros dispositivos partilhados e disponíveis
Dia 21
W97M/Cobra.a1, W97M/Opey.bg, W97M/
Alamat, WM/MDMA.C;D;H, W97M/Yous
afectado
Dia 22
W97M/Yous, WM/MDMA.C;D;H, W97M/Alamat,
VBS/Alphae, W97M/Cobra.a1
se
o Internet
Explorer 6.0 SP1 estiver
instalado.
Um dos boletins é relativo a duas falhas
relativas à maneira como os formatos de cursor, cursores animados e
ícones são manipulados. A primeira é uma falha do tipo de código de
execução remota, enquanto a segunda já é do tipo“denial-of-service”
(DoS). A primeira pode ser explorada através da criação de um cursor
ou de um ficheiro de ícone que possa permitir a execução remota de
código se um utilizador visitar um sítio da Web ou abrir uma mensagem
especialmente preparados para o efeito.
numa rede que use o Microsoft Windows. O
“worm”, a que foi dado o nome de Cellery.A,
aproveita-se de redes configuradas com
baixos níveis de segurança, sendo um bom exemplo de
aplicação da “engenharia social” para levar os utilizadores a infectar os
computadores inadvertidamente.
Outro “worm” surgido agora, e a utilizar outra forma de “engenharia
social”, é o Wurmark.D, que apresenta um cartão a desejar um
Dia 23
W97M/Cobra.a1, W97M/Azrael, W97M/
Alamat, TRASHER.D, WM/MDMA.C;D;H, WM/
NOMVIR.A;B, VBS/San@M, VBS/Valentin@MM,
W97M/Bablas.aj, WM/Niknat.A, W97M/
Melissa.o@mm, WM/ANGUS.A, WM/ANGUS.A
Ano
Novo Feliz (em inglês) com as letras desenhadas com figuras
humanas nuas, e que contém um ficheiro anexo com “screensaver”
que
infecta o computador. ● JOSÉ DOUTIL
OS VÍRUS DA SEMANA
 

.com

 

Creative vendeu dois milhões de leitores de MP3

Packeteer adquire Mentat

internacional, não só pela aposta no valor da OutSystems, a nível mundial, mas também pela oportunidade de ter elementos de topo a trabalhar em conjunto com os nossos recursos internos”, afirmou Paulo Rosado, CEO da OutSystems. A MIT Sloan School of Management, com sede em Cambridge-Masschusetts (EUA) é uma das mais prestigiadas escolas de gestão mundiais, realizando projectos de investigação e dando formação nesta área a alunos de mais de 60 países.

Alcatel e Tecnidata no VoIP

A

Packeteer, empresa que desenvolve soluções de gestão de

A

Creative, fabricante de produtos de lazer digital para computado-

tráfego para redes Wide Area Network (WAN), distribuída pela Afina Portugal, adquiriu a Mentat, de Los Angeles, Califórnia (EUA). A Mentat é uma empresa líder em tecnologias de ace- leração de protocolo e “proxies” transparentes que fornece soluções de rede de elevado desempenho para ligações de rede com elevado tempo de espera e de satélite. Segundo os termos do acordo, a Packeteer irá pagar cerca de 16,5 milhões de dólares para adquirir todas as acções em circulação da Mentat. Para além disso, a Packeteer irá pagar ainda cerca de 3,5 milhões de dólares em prémios de fidelização aos funcio- nários da Mentat, em numerário, sendo a maior parte paga ao longo dos próximos dois anos. A Mentat irá funcionar como uma unidade de negócio da Packeteer, que deverá reportar a Mike Schumacher, vice-presidente da Packeteer para a área de Engenharia. “Esta aquisição representa um passo importante para uma melhor definição da nossa visão de sistema de rede para dispositivos Fast WAN e proporciona uma tecnologia sig- nificativa para obtermos capacidades de aceleração adicionais que nos permitam desenvolver uma melhor estratégia para as redes empresariais”, afirmou Dave Côté, presidente e adminis- trador executivo da Packeteer.

res pessoais e a Internet, anunciou, na semana passada, que as fortes vendas de leitores de ficheiros de áudio em formato MP3 (como os MuVo) e a procura também significativa dos leitores Zen Micro,base- ados numa nova tecnologia (ver Tecpédia,na pág.4) traduziram-se na efectiva comercialização de mais de 2 milhões de leitores no segundo trimestre do ano fiscal de 2005 (findo a 31 de Dezembro). Face ao grande volume de vendas de leitores de MP3,a Creative reviu em alta

a

sua estimativa de crescimento das receitas do trimestre em 45 por

A Alcatel estabeleceu uma parceria com a Tecnidata a fim de inten- sificar a aposta da empresa na área das soluções de voz e dados. Trata-se de um acordo estabelecido através da Enterprise Solutions Division (ESD), da Alcatel, que pretende juntar as suas soluções VoIP — voz sobre IP (Internet Protocol) — aos conhecimentos da Tecnidata na transmissão de dados.Rui Silva,gestor de canal da ESD da Alcatel, considera que “esta é uma parceria que trará vantagens para as duas empresas, já que alia as capacidades e as competên- cias de cada uma para disponibilizar soluções empresariais de qua- lidade de voz e dados”. Segundo João Couras, director comercial da Tecnidata,“trata-se de uma parceria com um fabricante que vem do ‘mundo da voz’, área em que a Tecnidata possui muito pouca tradição”. Por outro lado,“a Tecnidata vem do ‘mundo dos dados’ e a convergência destes dois mundos nas soluções de voz sobre IP vem potenciar as oportunidades de negócio”. A ESD da Alcatel assegura, desta forma, a distribuição das suas soluções empresariais de voz sobre IP através da Tecnidata.

cento face ao mesmo período do ano transacto — esperando agora alcançar vendas superiores a 360 milhões de dólares,bastante acima dos 250 milhões de dólares alcançados no mesmo trimestre fiscal do ano anterior.“O anúncio de vendas de 2 milhões de leitores MP3 no trimestre será uma surpresa para muitos dos que subestimaram a nossa capacidade de ‘marketing’e não acreditaram que poderíamos ter um concorrente tão forte do iPod, da Apple”, disse Sim Wong Hoo, presidente e“chief executive officer”(CEO) da Creative.

SAP cresceu 10 por cento

A

SAP acaba de anunciar que, após uma revisão preliminar dos

 

resultados do quarto trimestre de 2004, espera que as receitas relativas a “software” venham a aumentar 8 por cento, para 1003 milhões de euros, face ao quarto trimestre de 2003 (932 milhões de euros). Prevê-se ainda que a maior subida (26 por cento) nas receitas provenientes de “software” venha a ter lugar na América quando comparadas com as do período homólogo, atingindo-se, assim, os 318 milhões de euros no quarto trimestre de 2004. Nos EUA,prevê-se que o crescimento seja de 19 por cento e na região da Europa, Médio Oriente e África (EMEA) que se atinja os 579 milhões de euros, um pequeno aumento face aos 578 milhões do ano tran- sacto . Para a totalidade do ano de 2004, estima-se um aumento de 10 por cento nas receitas de “software”, ou seja, de 2361 milhões de euros face aos 2148 milhões verificados em 2003. Quanto ao total de receitas, espera-se que seja de 7514 milhões, o que representará um aumento de 7 por cento quando comparado com os 7024 milhões alcançados no ano anterior.

OutSystems coopera com o MIT

A

OutSystems vai cooperar com o Massachusetts Institute of

 

Technology (MIT) no âmbito da MIT Sloan School of Management. Esta cooperação resulta do facto de a OutSystems ter sido esco- lhida para um projecto de investigação pela MIT Sloan School of Management para o mercado norte-americano de tecnologias de informação. Durante quatro meses, uma equipa de quatro elementos do MIT elaborou um estudo para compreender a dinâ- mica da empresa e a sua tecnologia. O objectivo deste estudo foi identificar em que medida a tecnologia da OutSystems pode ser usada pelas empresas para aumentar a sua flexibilidade no uso de sistemas de informação.“Este projecto vem reforçar a nossa aposta

na cooperação entre a empresa e as universidades. Sentimo-nos honrados por termos sido seleccionados como um caso de estudo

… e pessoas

Nelson Bravo, de 34 anos, até há pouco director de “marketing” e para o canal de distribuição da Lexmark Portugal, foi promovido a director regional de vendas e operações para a divisão de impres- soras de jacto de tinta, estando já a exercer funções na Lexmark França, sede europeia da empresa norte-americana. Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade Técnica de Lisboa, Nelson Bravo passará, assim, a coordenar a área de impressão de jacto de tinta da Lexmark em onze países europeus, entre os quais Portugal.

computadores

.6

SEGUNDA-FEIRA.17.JANEIRO.2005

SAGE DESENVOLVE E INVESTE EM SOLUÇÕES VERTICAIS

Aplicação Orçam para o sector da construção

A SAGE PORTUGAL, empresa

do grupo Sage que desen-

volve e comercializa “software” de gestão, está

desen- volve e comercializa “software” de gestão, está No módulo-base são definidas as configurações mais

No módulo-base são definidas as configurações mais elementares, o que permite a manutenção de várias

tabelas, centros de custo, moedas, actividades e taxas de IVA. O acesso

pode também ser configurado de forma a permitir apenas a certos uti- lizadores a leitura

dos dados e a res-

pectiva impressão.

soluções

verticais, a começar pela área da construção civil e obras públicas, passando a disponibilizar o Orçam, um programa composto por vários módulos e dirigido às necessidades

específicas do sector da construção. Os aspectos administrativos

e financeiros associados a uma

empresa de construção civil foram contemplados nesta solução, que,

na sua versão mais sofisticada, é

composta por oito módulos: um mais

básico e outros específicos para con- trolo de obras, cálculos de preços, elaboração de orçamentos, autos, facturação, exportação e segurança.

“É muito importante disponibi-

lizar soluções específicas para cada

sector de actividade”, considera Jorge Santos Carneiro, “chief exe-

cutive officer” (CEO) da Sage Por- tugal, para quem a verticalização

é a melhor forma de disponibilizar

uma oferta diferenciada. “As neces-

sidades específicas do segmento de construção civil representam ver- dadeiros desafios

para o sector do

‘software’, aos quais

a Sage pretende responder com esta

nova solução”, adiantou ainda Jorge Santos Carneiro.

a

investir

em

ISABEL

GORJÃO

SANTOS

A elaboração e manutenção dos

vários orçamentos é possibilitada pelo módulo de preços, bem como

elaborar os mapas necessários à par-

ticipação em concursos públicos e, no módulo de controlo de obras, calcular

os seus custos reais. Neste último, há

diversos submódulos para verificar

as contas correntes dos fornecedores,

dos clientes ou dos subempreiteiros

— permitindo, assim, gerir todos os

custos directos ou indirectos de cada obra. Através do módulo de factura- ção, podem ser emitidos os documen-

tos relativos aos trabalhos realizados

e, com o módulo de segurança, pode

limitar-se o acesso à informação con-

siderada fundamental, como é o caso

da orçamentação.

O grupo Sage apresentou, entre-

tanto, os seus resultados relativos ao

ano fiscal de 2004, tendo registado um crescimento na ordem dos 29 por cento. O volume de negócios foi na ordem dos 1013,8 milhões de euros, um aumento significativo face aos 785 milhões registados no ano anterior. Também os lucros antes de impostos aumentaram 20 por cento, para 267 milhões de euros, e os resultados operacionais aumentaram 21 por cento, para 327 milhões de euros. Os responsáveis da empresa adiantam que se verificou, na segunda metade de 2004, um

crescimento significativo, registado em todas as regiões em que o grupo está presente. No último ano, o grupo Sage pro- cedeu também a diversas aquisições

 

A

nova aplicação destina-se

a

criação de tabelas e o cálculo dos

como a da Softline, do grupo SP,

sobretudo às empresas de pequena

valores totais de cada operação.

e

da Accpac —, o que intensificou

e

média dimensão do sector, desde

O

módulo de orçamentos, um dos

a

sua presença em países como a

as

que efectuam as terraplanagens

principais da operação, permite

África do Sul, a Espanha e o Canadá

às

de carpintaria, serralharia ou ins-

definir de forma rigorosa os orça-

e

na região do Sudeste asiático. Tais

talações eléctricas, por exemplo, bem como a gabinetes de projecto e fisca- lização ou às câmaras municipais.

mentos com base numa estrutura pré-definida de preços. Com o módulo de autos pode-se

aquisições representaram ainda a conquista de cerca de 269 mil novos clientes.

I ENCONTRO DE AUTORAS DE TEATRO MARCARÁ CRIAÇÃO DE UM FÓRUM NA WEB

Dramaturgas recorrem à Net para divulgar obras e encontrar apoios

E

ESCOLA

DE

MULHERES, uma

companhia teatral, vai criar um fórum na Inter- net para divulgar obras de autoras de teatro e ajudar

as dramaturgas a encontrar apoios

para os seus trabalhos — declarou

na passada sexta-feira à Lusa a dra-

as autoras e mantê-las informadas do

que se vai fazendo no estrangeiro na área do teatro.

“O fórum pretende divulgar novas

obras junto de companhias de teatro e

orientar as dramaturgas para encon- trarem apoios com vista à edição

e tradução do seu trabalho”, disse

da cerimónia de abertura do evento, tendo os concorrentes que escrever uma peça cujo tempo de leitura não

ultrapasse os 15 minutos — o qual será avaliado por um júri composto por Alice Vieira, Ana Támen e Jaime Salazar Sampaio.

A classificação, que será conhe-

maturga Isabel Medina. A iniciativa

ainda Lusa Isabel Medina, revelando

cida no dia 23, incluirá um primeiro

insere-se na realização do I Encontro

também que, em 2006, deverá reali-

prémio, no valor de 750 euros, e um

de

Autoras de Teatro, que irá decor-

zar-se novo encontro, “mas de cariz

segundo, de 500 euros, atribuídos

rer

entre os próximos dias 21 e 23

ibérico e com a presença de autores

pela Fundação Calouste Gulbenkian,

com o objectivo de dar visibilidade às dramaturgas portuguesas. Embora seja reconhecido que “o olhar das mulheres” cria “empatia com o público feminino”, “até há pouco tempo, as mulheres que se dedicavam à escrita de texto dramá- tico eram, que se soubesse, em muito menor número do que os homens”, explicou Isabel Medina. Por isso, a Escola de Mulheres decidiu ainda

— em parceria com a Associação

Portuguesa de Argumentistas e Dra- maturgos e a Federação Europeia de Autores Teatrais — criar o referido fórum para promover o contacto entre

e autoras”. Outro fórum — este nas

livrarias da Fnac do Centro Comer- cial Colombo, em Lisboa, e de Santa Catarina, no Porto — deverá ser aberto brevemente para que qualquer

pessoa que o deseje possa manter-se

a par das comunicações e intervir e

debater em tempo real.

O I Encontro Nacional de Auto-

ras de Teatro vai organizar também um concurso de “Teatro Urgente”,

no qual Isabel Medina deposita as melhores expectativas porque “a

dramaturgia é um dos géneros onde

a escrita sob pressão melhor resulta”. Este realizar-se-á no dia 21, antes

bem como uma menção honrosa que dará ao concorrente uma colecção de livros de teatro oferecida pela Sociedade Portuguesa de Autores. As peças distinguidas no concurso serão

objecto de leituras encenadas durante

o encontro, a par dos debates e con-

cursos, que apresentará ainda um

Salão do Livro de Teatro, com obras teatrais, editadas ou inéditas, escri- tas por mulheres. As obras expostas destinam-se à venda e a consulta livre, e, para animar a iniciativa, várias autoras estarão presentes

para discutir informalmente os textos

com os leitores.

SEGUNDA-FEIRA.17.JANEIRO.2005

agenda

ASPDAC 2005 – ACM/IEEE Asia and South Pacific Design Automation Conference Data: 18-02-2005 a 21-02-2005 Local: Xangai, China URL: www.aspdac2005.com

FPGA 2005 – 13th ACM/SIGDA International Sysposium on Field-Programmable Gate Arrays Data: 20-02-2005 a 22-02-2005 Local: Monterey, Califórnia, EUA URL: isfpga.cs.caltech.edu

ARC 2005 - International Workshop on Applied Configurable Computing

Data: 22-02-2005 Local: Algarve

E-mail: jmcardo@ualg.pt

URL: w3.ualg.pt/~jmcardo/arc2005

IADIS International Conference on Applied Computing 2005 Data: 22-02-2005 a 25-02-2005

Local: Algarve E-mail: ac2005@iadis.org URL: www.iadis.org/ac2005

DATE – Design, Automation and Test in Europe

The only european event for electronic system design & test Data: 7-03-2005 a 11-03-2005 Local: Munique, Alemanha Contacto: Secretariat E-mail: sue.menzies@ec.u-net.com URL: www.date.conference.com

CeBIT 2005 – FEIRA DE Tecnologias de Informação, Telecomunicações, Software & Serviços Data: 10-03-2005 A 16-03-2005 Local: Hannover, Alemanha URL: www.cebit.de

ASYNC 2005 – 11th IEEE International Symposium on Asynchronous Circuits and Systems Data: 13-03-2005 a 16-03-2005 Local: Nova Iorque, EUA URL: vlsi.cornell.edu/async2005/

ARCS 2005 – 18th International Conference on Architecture of Computing Systems “System Aspects in Organic and Pervasive Computing” Data: 14-03-2005 a 17-03-2005

Local: Innsbruck, Áustria

URL: www.teco.edu/arcs05/

DRS Workshop - Dynamically Reconfigurable Systems

Data: 17-03-2005

Local: Innsbruck, Áustria URL: configware.org/DRS_Workshop_ARCS_2005.pdf

isQED 2005 – 6th International Symposium on Quality Electronic Design “Design for Quality in the Era of Uncertainty” Data: 21-03-2005 a 23-03-2005 Local: San Jose, Califórnia, EUA URL: www.isqed.org/isqed.htm

BIBLIOTECAS DIGITAIS: UMA REVISÃO DE TECNOLOGIA 2º Ciclo de Seminários em Estudos de Informação e Bibliotecas Digitais e Gestão de Sistemas de Informação Local: Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), Lisboa “What Canadian are Acessing on Public Library Internet Terminals: A Transaction Log Analysis” Data: 25-03-2005 URL: www.dct.iscte.pt/mestrados/comum/seminarios/

seminarios.2004.htm

SLIP 2005 – System Level Interconnect Prediction

Data: 2-04-2005 a 3-04-2005 Local: São Francisco, Califórnia, EUA Contacto: Igor Markov E-mail: imarkov@umich.edu URL: www.sliponline.org

ISPD 2005 – ACM International Symposium on Physical Design Data: 3-04-2005 a 6-04-2005 Local: São Francisco, Califórnia, EUA URL: www.ispd.cc

RAW 2005 – The 12th Reconfigurable Architectures Workshop “Run-Time Reconfiguration & Adaptative Computing:

Architectures, Algorythms, Technologies” Data: 4-04-2005 a 5-04-2005 Local: Denver, Colorado, EUA Contacto: Serge Vernalde E-mail: vernalde@imec.be URL: www.ece.lsu.edu/vaidy/raw05/

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SEGUNDA-FEIRA.17.JANEIRO.2005

SHAREWARE

SHAREWARE

PINNACLE LIQUID EDITION

A alta definição chega aos PC domésticos

J Á SE ANALISOU, nesta secção

do Computadores dedicada

várias

aplicações que permitem

vídeos

ao

a

“shareware”,

edição

de

domésticos (vulgo: montagem) com o auxílio do computador. O proliferar das câmaras de filmar digitais e a progressiva melhoria das “performances” dos sistemas informáticos, permite que qualquer pessoa possa produzir um vídeo com a qualidade e as funcionalidades anteriormente

só acessíveis aos profissionais. Mas se o vídeo digital é algo que

já faz parte do quotidiano, surge

agora uma nova onda (ou moda, se preferirem), que é o vídeo de alta definição. Prometida ainda durante a década de 90, a alta definição foi um conceito apadrinhado pela Comunidade Europeia mas que poucos frutos deu.Se exceptuarmos

criação gráfica em as funções que estão acessíveis aos produtoras e canais de televisão, lançou
criação gráfica em
as
funções que estão acessíveis aos
produtoras e canais
de televisão, lançou
a versão 6 do seu
Pinnacle Liquid
Edition — que,
profissionais: ajustamento da cor
e
da luminosidade das imagens
por
menos de 400
euros, permite a
qualquer pessoa
produzir e gravar
material vídeo
de forma a evitar discrepâncias
de cor e luz na passagem entre
planos, som “surround”, centenas
de efeitos especiais a 2D e 3D, e
muito mais. Terminada a edição,
em alta definição.
chega a hora de passar o resultado
final para uma cassete de vídeo ou
mesmo para um CD-ROM (ou um
DVD), no novo formato Windows
O
Liquid Edition
Player Media Vídeo HD, de forma

qualidade de um vídeo normal

face a um vídeo de alta definição,

é o resultado da experiência da

empresa no mercado profissional,

a poder ser apresentado a toda a

família num próximo encontro.

os eventos desportivos ou os grandes concertos, a produção

é

similar à melhoria da qualidade

aplicada ao desenvolvimento de

O

programa está disponível

de

uma fotografia tirada com uma

um produto destinado ao comum consumidor e ao utilizador

em regime de “trialware” (http:

de televisão ou de vídeo de alta definição é quase nula. Mas, nos últimos dois anos,

câmara digital de 640x480 pixels

//www.pinnaclesys.com/) — em que o utilizador pode copiar da

e

outra tirada a 2 megapixels: as grandes diferenças

semiprofissional.

Para produzir um filme

Internet — ou nos CD-ROM

vários acontecimentos

 

notam-se quando se

doméstico em alta definição, o processo é similar ao tradicional

que acompanham as revistas da especialidade, uma versão de

— o proliferar dos ecrãs de plasma e a consequente redução de preço, a melhoria das tecnologias de compressão de ví-

 

visualiza os vídeos

num

ecrã de grandes dimensões.

processo de edição digital de vídeo:

teste e usá-la livremente durante

 

Para acompanhar esta nova

gravar as imagens na câmara (um dos modelos já referidos), ligar a

30

dias. Findo esse prazo, o

euforia à volta da alta definição,

utilizador deverá comprar a

deo e a disponibilização das tec- nologias a custos mais acessíveis

a JVC e a Sony lançaram

recentemente modelos de câmaras

câmara ao PC através da porta FireWire e copiar para o disco as

versão comercial, que custa quase

400 euros. Esta versão pode ser

fizeram reavivar este conceito

de

filmar destinadas ao mercado

imagens e “tales” pretendidos.

adquirida na maioria das lojas de

e

cada vez mais a alta definição

doméstico capazes de gravar o

Depois é só seleccionar as imagens

material informático disponível

surge como uma tecnologia de

tradicional vídeo digital (DV) mas

que quer usar, por exemplo 5

em duas versões: só “software”

futuro, disponível já hoje.

também o vídeo de alta definição,

minutos de imagens gravadas

ou com placa digital ou analógica

 

A

própria Microsoft, atenta à

usando um novo formato deno-

numa festa, arrasta-as para a

para auxiliar a digitalização de

evolução dos mercados, incorporou

minado HDV. Este formato re-

linha de edição e realizar algumas

vídeo a partir de fontes analógicas,

tecnologia de alta definição no

corre a tecnologia de compressão

afinações. Este processo é tão

como os leitores de VHS.

seu popular Windows Media Player

MPEG-2 e permite guardar vídeo

simples como pegar nos diferentes

O

Liquid Edition 6 é uma

no

que acompanha os sistemas

com melhor qualidade usando

ficheiros (sons, músicas, vídeos e

excelente ferramenta de edição

operativos da empresa. Hoje, é

a

mesma largura de banda que

fotos) e arrastá-los para a linha

de

vídeo, que oferece a vantagem

possível visualizar filmes com

o vídeo tradicional. Mas, se o

de edição. Depois com o auxílio

de

ser

uma das poucas disponíveis

uma qualidade superior a partir

equipamento já estava disponível

do rato, o utilizador pode acertar

no mercado que permitem a

de um PC bem “artilhado” e com um monitor de TFT de razoáveis dimensões. Para quem não está

alguns meses, a verdade é que o

comum dos mortais não conseguia copiar estas imagens de melhor

a

os diferentes planos, definir o tempo de cada plano e adicionar uma música, de forma a tornar o

edição de vídeo de alta definição, capturado nas novas câmaras para uso doméstico que recorrem

familiarizado com este conceito de

qualidade para o seu computador

filme mais apelativo — tudo numa

a

esta nova tecnologia HDV. Não

vídeo de alta definição, diga-se que

e

fazer a tradicional edição de

questão de minutos. O resultado

se pode dizer que o programa

esta tecnologia permite que cada imagem tenha um maior número

vídeo, como antes se fazia com o vídeo digital.

final pode depois ser visto no novo ecrã de plasma lá de casa (ligando

seja para todas as bolsas mas os entusiastas das novas tecnologias

de pontos (pixels) na mesma área de exibição, ou seja, permite ao espectador visualizar as imagens com uma melhor definição e nitidez. De uma forma simples, pode-se dizer que a melhoria de

Para resolver esse problema,

a empresa norte-americana

Pinnacle, conhecida nos meios

de produção profissional de

televisão por produzir e instalar muitos sistemas de edição e

a ele a saída do PC) ou no monitor

do computador. Como estamos a falar de um

programa já maduro e destinado

a uma utilização semiprofissional,

vamos aqui encontrar quase todas

e todos aqueles que já adquiriam

os novos modelos de câmaras de alta definição da JVC ou da Sony vão, finalmente, poder usar

todas as funcionalidades dos seus equipamentos.

FICHA

FICHA Editor Rui Jorge Cruz Redactores, colaboradores e cronistas Ana Gerschenfeld, Ana Machado, André Ruivo, António

Editor

Rui Jorge Cruz

Redactores, colaboradores

e cronistas

Ana Gerschenfeld, Ana Machado,

André Ruivo, António Granado,

Casa dos Bits, Fernando Santos,

Helena Viegas, Henrique Carreiro,

Henrique Saias, Isabel Gorjão

Santos, João Cruz, José Antunes,

José Doutil, Luís Félix, Miguel

Crespo, Nuno Bernardo, Nuno

Vieira, Paulo Almeida, Pedro

Fonseca (pedrof@journalist.com),

Rita Cruz, Rita Hasse Ferreira

Secretariado

Paula Dias

Paginação

Ana Carvalho, Ivone Ralha,

Hugo Pinto, Jorge Guimarães

Projecto Gráfico & Designer

Luis Carlos Amaro/

Gráficos à Lapa

Computadores

é publicado às segundas-feiras

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SEGUNDA-FEIRA.1.MARÇO.2004
SEGUNDA-FEIRA.1.MARÇO.2004

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JOGOS

JOGOS
JOGOS ‘MORTAL KOMBAT: DECEPTION’, ‘KINGDOM UNDER FIRE’, ‘GUILT Y GEAR X2 RELOAD’ E ‘BLOWOUT ’
JOGOS ‘MORTAL KOMBAT: DECEPTION’, ‘KINGDOM UNDER FIRE’, ‘GUILT Y GEAR X2 RELOAD’ E ‘BLOWOUT ’
JOGOS ‘MORTAL KOMBAT: DECEPTION’, ‘KINGDOM UNDER FIRE’, ‘GUILT Y GEAR X2 RELOAD’ E ‘BLOWOUT ’
JOGOS ‘MORTAL KOMBAT: DECEPTION’, ‘KINGDOM UNDER FIRE’, ‘GUILT Y GEAR X2 RELOAD’ E ‘BLOWOUT ’

‘MORTAL KOMBAT: DECEPTION’, ‘KINGDOM UNDER FIRE’, ‘GUILT Y GEAR X2 RELOAD’ E ‘BLOWOUT ’

Pancadaria à moda antiga

J Á FORAM REIS nas salas de máquinas, já fizeram muitos jogadores com bolhas nas mãos destruírem comandos de consolas — mas, nos últimos tempos, têm

vida. Ora tudo isto é servido por gráficos muito bons, uma interface fácil de usar e ambientes muito envolventes, tudo num ritmo intenso, sem quebras. O resultado

é um jogo capaz de agradar a gregos e

O grafismo é excelente, com animações muito variadas e impressionantes, os

efeitos visuais (sangue, muito sangue…) são assombrosos e há pormenores que

fazem a diferença — como o facto de

perdido lugar nas preferências. Por isso, é bom ver que velhos e simples conceitos podem ser actuais, e que jogos de combate à antiga, com personagens a defrontarem- se em arenas, são ainda grandes fontes de diversão… e de dores musculares. Mas, sinal dos tempos em que tudo se cruza e mistura, o combate

a troianos — apesar de os personagens

serem visíveis nos personagens (na cara, por exemplo) os resultados dos golpes certeiros dos adversários. Com estilos muito variados de combate, personagens bem conhecidas, prontas

serem cruzados. Longe desta surpresa, vem o

renascer da Fénix, ou seja, aquela que é possivelmente a mais mediática saga de combate puro e duro: “Mortal Kombat”.

a

entrar na arena, grande variedade de

O

novo episódio, “Deception”, deve ser o jogo que mais nega o

golpes e combos, e um nível crescente de dificuldade, “Mortal Kombat: Deception”

misturado com

acção

e

MIGUEL

CRESPO

título, pois

de

decepção

é

uma excelente forma de descarregar

um pouco de estratégia pode funcionar muito bem. É o caso de “Kingdom Under Fire The Crusaders”, um exclusivo da Xbox que surpreende pela positiva. Ambientado numa era pseudomedieval, o jogo é atraente não só por cada uma das suas facetas mas pelo conjunto harmonioso. Começa por parecer um jogo de estratégia em tempo real mas rapidamente revela que a componente de acção também é importante e que esta assenta muito no desempenho em combate. No papel de líder de um dos quatro exércitos — com vários tipos de soldados —, há que montar estratégias para cumprir as missões e, quando em combate, meter a mão na massa (sem padeira de Aljubarrota), sacar da espada e fazer pela

 

não tem nada. Antes pelo

adrenalina — sem esquecer que há vários modos, incluindo um xadrez sanguinário e

até um “puzzle” jogável através de golpes. Mas se gostam mesmo de usar força bruta, criar combos infindáveis para levar

contrário: o medo de encontrar o “velho” “Mortal Kombat” com uma embalagem em que a única novidade seria a palavra “novo” dissipa-se rapidamente.

É

difícil comparar jogos tão separados

o

adversário ao tapete e querem mais um

no

tempo; mas este é capaz de ser um

jogo com um excelente aspecto, então “Guilty Gear X2 Reload” é outra escolha certa. Ao bom estilo clássico japonês, o jogo tem uma história a envolver o ambiente

dos melhores, se não o melhor, “Mortal Kombat” de sempre.

Passe-se então à explicação do porquê

de

tantos elogios. Para começar, este não

em que se defrontam duas dezenas de

um jogo para meninos, tanto no sentido

figurado como literal: há violência, crueldade e sangue para dar e vender. Mas quem não se deixe impressionar estará preparado para enfrentar um dos jogos mais frenéticos, ricos e variados de que há memória — no que toca a jogos de combate, claro.

é

personagens (mais uns quantos bónus…). Ora estes personagens são mutantes (humano-animal), o que lhes confere características únicas e alarga e muito a variedade de jogo. Uma grande vantagem de “Guilty Gear”

o sistema de controlos muito simples, que permitem que um estreante tenha

é

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logo hipótese de vencer. Mas também se necessita de uma aprendizagem apurada

para atingir os níveis mais elevados (usar meia dúzia de dedos em simultâneo será indispensável), tendo por um isso uma evolução obrigatória e interessante. Com vários modos diferentes e inúmeras variações, “Guilty Gear” permite muitas horas de jogo. Por outro lado, um sistema que não se limita à

costumeira barra de energia incentiva estratégias de combate ofensivas e opções tácticas que vão muito além do metralhar

dos botões. Em suma, um jogo de combate

a sério para jogadores a sério.

Há muito tempo (ou talvez nem tanto) que não surgia um jogo tão divertido como “Blowout”. Mas não pensem que

a diversão se deve à qualidade: não, a

diversão é mesmo por causa dos níveis de

riso descontrolado provocados por este jogo inacreditável. Aliás, contado dificilmente alguém acredita, pois parece impossível que se façam jogos assim. A história é tão “original” que nem nos lembra “Aliens”

a cada segundo… O aspecto visual é tão

rebuscado como o dos piores momentos da PlayStation original, num “excepcional” “scroll lateral” por uma infinidade de níveis “nada” parecidos entre si… Alguém se esforçou por fazer este jogo e alguém

resolveu editá-lo, mas mais valia terem ficado quietos!

JOGOS

JOGOS
JOGOS Título “Mortal Kombat: 8 /10   Deception” Estilo Combate Plataforma PS2, Xbox
JOGOS Título “Mortal Kombat: 8 /10   Deception” Estilo Combate Plataforma PS2, Xbox
JOGOS Título “Mortal Kombat: 8 /10   Deception” Estilo Combate Plataforma PS2, Xbox
JOGOS Título “Mortal Kombat: 8 /10   Deception” Estilo Combate Plataforma PS2, Xbox

Título

“Mortal Kombat:

8/10

 

Deception”

Estilo

Combate

Plataforma

PS2, Xbox

Produtor

Midway

Distribuidor Ecofilmes

 

Edição

Dezembro 2004

Título

“Kingdom Under

8/10

 

Fire””

Estilo

Estratégia-acção

Plataforma

Xbox

Produtor

Phantagram

Distribuidor Infocapital

 

Edição

Novembro 2004

Título

“Guilty Gear X2

7/10

 

Reload”

Estilo

Combate

Plataforma

Xbox

Produtor

Zoo

Distribuidor Infocapital

 

Edição

Dezembro 2004

Título

“Blowout”

3/10

Estilo

Acção

Plataforma

Xbox

Produtor

Zoo

Distribuidor Infocapital

 

Edição

Dezembro 2004

Infocapital   Edição Dezembro 2004 SEGUNDA-FEIRA.17.JANEIRO.2005 dica Manter a activação

SEGUNDA-FEIRA.17.JANEIRO.2005

dica Manter a activação quando se reinstala o Windows XP O Windows XP inclui uma
dica
Manter a activação quando
se reinstala o Windows XP
O Windows XP inclui uma funcionalidade que, na
prática e por vezes, pode tornar-se desagradável.
Trata-se da Activação do produto, que a
Microsoft desenvolveu para ajudar a garantir
que cada cópia do Windows XP seja instalada
em conformidade com o Contrato de Licença
do Utilizador Final (geralmente referido como
EULA, a sigla das iniciais em inglês) e que não é
instalada num número de computadores superior
ao número — um, em geral — permitido por
aquele contrato.
Durante a instalação do Windows XP, o
assistente de configuração pede ao utilizador
para introduzir uma chave numérica (única do
produto) que é a base para a identificação da
respectiva cópia do sistema operativo, criada
quando aquele é instalado. Ao mesmo tempo,
também é criado — mas apenas para fins de
activação do produto — um identificador (ID) não
exclusivo de “hardware” a partir das informações
gerais incluídas nos componentes do sistema.
O identificador de “hardware” é utilizado,
juntamente com o ID do produto para criar um ID
exclusivo de cada instalação.
O aspecto pouco prático desta função é que, de
cada vez que o utilizador tiver que reinstalar o
sistema operativo, seja por que razão for, terá
que fazer uma nova reactivação do produto.
E se isto parece razoável quando se muda de
equipamento — seja o próprio computador, seja
simplesmente o disco —, já não o será quando se
tem que reformatar o disco.
Neste último caso, em que não se está a fazer
alterações de “hardware”, é possível fazer uma
cópia de segurança dos ficheiros do estado da
activação antes de formatar o disco, de modo
a depois restaurá-los após a reinstalação do
sistema operativo.
Para fazer o “backup” dos ficheiros, através
do Explorador do Windows, abre-se a pasta
System32 dentro da pasta do sistema —
geralmente com o nome de Windows — e copia-
se os ficheiros Wpa.dbl e Wpa.bak (como se
pode ver na imagem) para um suporte externo,
como seja uma disquete, uma memória “flash”
USB ou um CD.
Quando se faz a nova instalação do sistema
operativo, não se manda fazer a activação. Finda
a instalação, o computador é reiniciado. Neste
processo, carrega-se na tecla F8 para aceder às
opções avançadas de arranque e escolhe-se a
opção Safe Mode.
Aberto o Windows, volta-se ao Explorador do
Windows e à pasta System32, procurando-se
de novo os mesmos ficheiros. Se eles existirem,
atribui-se um nome diferente — por exemplo,
Wpadbl.new e Wpabak.new.
A seguir, copia-se os ficheiros originais para a
mesma pasta. Por fim, volta-se a reiniciar o sistema,
não devendo voltar a ser pedido para efectuar a
activação. ● JOSÉ DOUTIL

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