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Universidade Metodista de Angola

Faculdade de Engenharia
Departamento de Construção Civil

Curso de Construção Civil


Disciplina: Geologia em Engenharia
Ano: 3to

Professor: Dr. Silva Pereira Ginga (PhD)


Ano lectivo: 2017
Plano de Temas
Tema I: Introdução ao Estudo das Propriedades Fisico-
Mecanicas dos Maciços e suas Relações com a Geologia

Tema II: Classificações Geologico-Geotécnica de Maciços


Rochosos

Tema III: Prospecção Geológica e Geotécnica dos Maciços

Tema IV: Ensaios “ in Situ” de Caracterização Mecánica e


hidrogeológica de Rochas e Maciços Rochosos

Tema V: Cartografia Geotécnica


Aplicações da Geologia e da Cartografia Geotécnica a Obras
de Engenharia

Tema VI: Acidentes Geológicos

Tema VII: Estructuras Geológicas e Ambientes


TEMA III: Prospecção Geológica e
Geotécnica dos maciços

III.1- Introdução

•Conceitos fundamentais

•Principais Fases ou Etapas de Prospecção


Prospecção Geológica e Geotécnica dos maciços
A prospecção geológica/ geotécnica,
• Entende-se como o conjunto de operações que visam a
determinação da natureza e características do terreno
(maciço), nomeadamente através dos ensaios “in situ’’ e de
laboratório para todo o tipo de construção.

• A análise dos resultados obtidos nos trabalhos de


prospecção permitem fazer um zonamento do maciço
rochoso e definir os parâmetros geotécnicos a adoptar.
Principais Fases ou Etapas de um Projecto de
prospecção Geológica e Geotécnica
1. Estudos Prévios (ou de Viabilidade)

2. Anteprojecto (Projecto Base)

3. Projecto (Projecto de Execução)

4. Construção

5. Funcionamento

Estas fases se desenvolvem cronologicamente diferenciadas,


e permitem programar os trabalhos numa sequencia cuja
intensidade e detalhe na obtenção de dados deve ser
crescente e complementaria com a fase anterior
Estudo Geológicos - Geotécnicos nas Fases
dos Projectos
Principais Fases ou Etapas de um Projecto de
prospecção Geológica e Geotécnica
1. Estudos Prévios (ou de Viabilidade)

• Tem como objectivo o conhecimento geológico – geotécnico


geral da zona ou maciço onde se vai realizar o projecto.

• A partir destes estudos se planifica as investigações in situ e se


avaliam os factores geológicos, incluindo os riscos que possam
condicionar a viabilidade do projecto

• Consistem numa sequencia de actividades:


– Revisão da informação
– Foto – interpretação
– Reconhecimento prévio de campo
Estudos Prévios

 Revisão da informação “Recolha bibliográfica”

• Inicialmente se deve realizar a análise da informação existente


relativamente à região em estudo, nomeadamente no que se refere
a elementos de natureza topográfica, geológica (local e regional),
sismológica, hidrogeológica, tectónica e geotécnica, assim como a
interpretação geológica da fotografia aérea da região e do
reconhecimento geológico da superfície do terreno.

• O estudo dessa informação permite com frequência fazer a análise


da história geológica da zona e a previsão da sua evolução
geomorfológica, em consequência das obras que se pretende
construir.

• Em certos casos, a análise dos elementos disponíveis poderá


permitir minimizar ou dispensar a realização de alguns tipos de
trabalhos complementares
Estudos Prévios
 Foto – interpretação

• É um dos métodos de trabalho mais utilizados nesta fase e


constitui uma ferramenta fundamental em cartografia geológica,
reconhecimentos litológicos, estudos geomorfológicos, etc.

• Permite reconhecer superfícies muito extensas, podendo analisar


facilmente no solo as características da zona do projecto e suas
áreas limítrofes.

• O seu carácter extensivo possibilita apreciar factores regionais de


possíveis interesse no projecto. É uma técnica muito rápida e
económica

• Em regra, recorre-se às fotografias já existentes, dado que a


realização de voos especiais torna muito cara a informação que
as fotografias virão a dar. Para grandes obras, contudo, justifica-
se recorrer a voos especiais que permitem a obtenção de fotos
em regra a escalas mais convenientes (1:8.000, 1:5.000 e mesmo
menores) e em condições de melhor visibilidade.
Estudos Prévios
 Foto – interpretação:
Classificação das Fotografias Aéreas
• Se classificam segundo a inclinação do eixo óptico da objectiva no
momento da tomada de vistas em duas grandes categorias:
fotografias verticais e oblíquas.

• Podem, ainda, ser coloridas, a preto e branco, a infravermelhos

• As fotografias verticais são as mais utilizadas em estudos


geológicos por reproduzirem fielmente o terreno, permitindo a
leitura de pormenores planimétricos; nomeadamente a medida de
dimensões e distâncias e alturas.

• A foto-interpretação de fotografias com recurso a meios


ópticos que permitam obter uma imagem tridimensional
designa-se por estereoscopia.
Estudos Prévios
Par estéreo: chama-se a qualquer conjunto de duas fotografias,
parcialmente sobrepostas, que permitam a visão estereoscópica.

• As fotografias aéreas verticais permitem, com o auxílio dessa


técnica, uma boa apreciação do relevo e um melhor conhecimento
dos pormenores planimétricos
Estudos Prévios
 Foto – interpretação:
Tipos de Fotografias Aéreas
 Fotografia a cor: representa uma visão mais real da superfície
do terreno, são muito úteis na identificação de materiais e
detalhes estruturais (zonas de falhas, antigos escorregamentos,
áreas de subsidência ou fissuras )

 Fotografia em preto e branco: ao ter maior poder de penetração


que as de cor, ressaltam os diferentes tipos de vegetação,
definindo claramente as zonas com agua e humidade. São muito
úteis para a identificação de características geológico -
estruturais, analise da rede de drenagem e dados
geomorfologicos.

 Fotografias infravermelhos: produzem tonalidades deformadas


que facilitam a identificação da vegetação (aparece em vermelho),
zonas de agua e de humidade e rede de drenagem. São muito
úteis para a identificação de zonas de deslizamentos e erosão
Estudos Prévios
Estudos Prévios
 Foto – interpretação:

• Do estudo cuidadoso destas fotografias aéreas que, em zonas de


carência de mapas topográficos de pormenor, constituem um
excelente meio de orientação, sobretudo em zonas pouco
povoadas

Importância geotécnica:
- a distribuição dos vários tipos de rocha, solos e vegetação;
- aspectos estruturais dos maciços, tais como orientação de estratos,
da xistosidade e de outros tipos de lineações tipos;
- aspectos geomorfológicos com relevo para zonas de antigos
escorregamentos e de erosão:
- características de drenagem da zona, em regra em
correspondência com os aspectos estruturais dos maciços mais
importantes;
- características de humidade dos terrenos.
Estudos Prévios
 Reconhecimento prévio de campo

• É uma das tarefas mais importantes na fase de estudos prévios

• Deve realizar-se depois da revisão da informação e a foto


interpretação , das que se obterá uma síntese geológica e uma
topografia básica, informação esta que permite afrontar os
reconhecimentos geológico - geotécnicos a partir dos mapas
existentes

• O reconhecimento de campo deve abranger sempre maior área


do que a directamente interessada pela obra, de modo a permitir
uma ideia correcta das características geológicas regionais.
Estudos Prévios
 Reconhecimento prévio de campo
• Em muitas situações, o primeiro reconhecimento de superfície
permite já tomar decisões importantes, por exemplo, no que se
refere às orientações mais adequadas para as obras em função da
estrutura geológica das formações. Além disso, só após um
reconhecimento adequado que permita definir contactos,
alinhamentos tectónicos, tipo de terrenos, etc., é possível preparar
um programa de trabalhos de prospecção ajustado aos problemas
a estudar

• A finalidade do reconhecimento é, em grande parte dos casos, a


elaboração de cartografia litológica e estrutural preliminar, numa
escala adequada ao tipo, dimensão das obras e fase de estudo.
De um modo geral, em problemas de Geotecnia, nunca se utiliza
escala inferior a 1:25.000 no estudo prévio, sendo frequente o uso
de cartografia a escalas 1:1 000 e 1:500, ou até maior, na fase de
anteprojecto detalhado.
Estudos Prévios
 Reconhecimento prévio de campo

Tipos de reconhecimentos a realizar no campo


• Dados geológicos
• Descrição geotécnica dos solos
• Descrição geotécnica dos maciços rochosos
• Dados hidrogeológicos
• Instabilidade do terreno
• Acesso e situação de investigações
• Observação de patologias em estruturas
Estudos Prévios
 Reconhecimento (Geológico) prévio de campo

 Dados geológicos
 Tipos de materiais, litologia e composição, contactos
litológicos, estratificação e estruturas sedimentares

 Estrutura geológica e contactos tectónicos, grau de facturação,


descontinuidades sistemáticas (diaclasa, estratificação), zonas
de falhas, gretas, actividade tectónica e neotectónica.

 Formações superficiais, zonas de alteração e grau de


meteorização

 Morfologia, condições geomorfológicas, processos e evolução


morfológica do terreno
Estudos Prévios
 Reconhecimento prévio de campo
 Descrição geotécnica dos solos
Deve seguir a seguinte sistemática:
 A composição do solo se estuda mediante o sistema unificado de
classificação dos solos diferenciando os solos segundo o tamanho de
grão

 A cor correspondente ao observado no terreno, e pode indicar


propriedades importantes; ex:
 cor amarelo - vermelho indica meteorização intensa e a
existência de óxidos de ferro
 A cor marrom -verde escuro e preto indica presença de matéria
orgânica

 A estrutura de um solo se define como


 homogéneo quando se trata de características semelhantes;
 Estratificada quando aparecem diferentes níveis de solo
 Acamadada se se nota níveis de solos residuais
 Laminada quando os níveis de solo tem uma espessura menor de
3 mm

Ex. argila algo arenosa fina, cinzenta clara, de compressibilidade baixa, firme e homogénea.
Estudos Prévios
 Reconhecimento prévio de campo
 Descrição geotécnica dos maciços rochosos
Consta de três âmbitos:
 Caracterização da matriz rochosa

 Descrição das descontinuidades

 Caracterização das propriedades do maciço rochoso mediante a


seguinte sistemática:
 Descrição das características gerais do afloramento
 Divisão em zonas e descrição geral de cada zona
 Descrição detalhada de cada zona: matriz rochosa e
descontinuidade
 Descrição dos parâmetros do maciço rochoso
 Caracterização global e classificação geomecánica do maciço
rochoso (pag 239)
Estudos Prévios
 Reconhecimento prévio de campo

 Dados hidrogeológicos
 Situação do nível ou níveis freáticos, inspecção de poços,
fontes e nascentes

 Localização de aquíferos, materiais permeáveis e


impermeáveis, zonas de encharcamentos etc.

 Localização de zonas de recarga e drenagem

No que se refere à hidrogeologia, nem sempre é fácil obter informações com interesse antes de se proceder
à realização de trabalhos de prospecção. Contudo, em zonas povoadas é, em regra, possível fazer uma
análise muito satisfatória das características hidrogeológicas das formações superficiais presentes a partir do
cadastro cuidado de poços e de outras captações existentes, em função da época do ano em que são
realizadas as observações, de níveis aquíferos, caudais, artesianismo, etc. Atendendo às necessidades cada
vez maiores de água de boa qualidade, em consequência do desenvolvimento demográfico das regiões, a
caracterização hidrogeológica do maciço prende-se com a necessidade de não contaminar as águas
subterrâneas pela execução da obra.
Estudos Prévios
 Reconhecimento prévio de campo

 Instabilidade do terreno
• Indícios ou sinais de deslizamentos ou desprendimentos
• Áreas de erosão intensa
• Zonas afectadas por subsidências, colapso e cavidades

 Acesso e situação de investigações


• Localização de caminhos e vias de acesso para situar as
investigações in situ, especialmente sondagem

• Disponibilidade de agua, electricidade e autorizações

• Selecção de possíveis posicionamentos para sondagem,


calicatas e estações geomecánicas
Estudos Prévios
 Reconhecimento prévio de campo
 Observação de patologias em estruturas
• Inspecção de edifícios , pontes, túneis, murros e outras
estruturas que se encontram no entorno da zona e que
apresenta algum tipo de corroído estrutural

• Deve-se dedicar uma atenção na aparição de gretas/fisuras e


outros signos de distorção como inclinação em paredes, muros
etc.

• Outro aspecto de relevo na consideração da estabilidade de obras


de engenharia é o da caracterização da actividade sísmica, A
influência da sismicidade é traduzida por um coeficiente de
sismicidade, α, que afectará os parâmetros de aceleração obtidos
para cada uma das acções sísmicas consideradas, tipo I (sismo
interplacas) ou tipo II (sismo intraplaca) visando a definição dos
sismos de projecto, a que se sobreporão ainda os efeitos locais do
terreno
Estudos Prévios
 Reconhecimento prévio de campo

Zona sísmica α (coeficiente de sismicidade)


• A 1 Valores do coeficiente de sismicidade, α Regulamento
de Segurança a Acções para Estruturas de Edifícios e
• B 0,7 Pontes (RSAEEP, 1983) - Portugal
• C 0,5
• D 0,3 (zona de menor risco)

Conclusão
A informação obtida nesta fase, deve servir de base para
redactar os seguintes tipos de informes:
• Informe geológico - geotécnico para estudos prévios e de
viabilidade
• Informa sobre possíveis problemas e condicionantes
geológicos - geotécnicos da zona de estudo
• Proposta de investigação in situ
Estudos Prévios
Conclusão
• Apesar de, nesta fase, em regra, não se recorrer a trabalhos de
prospecção (por vezes utilizam-se técnicas expeditas como
prospecção geofísica, trados, poços e ensaios de penetração) é
indispensável que o reconhecimento seja orientado pela
necessidade de obter resposta para os problemas geotécnicos que,
com maior probabilidade, irão ser levantados pela construção do
empreendimento.
Principais Fases ou Etapas de um Projecto de
prospecção Geológica e Geotécnica
2. Anteprojecto
• Esta fase pode considerar-se como a de uma campanha
preliminar de prospecção, que inicia-se com a aplicação dos
métodos mais expeditos (nomeadamente métodos de
prospecção geofísica, valas e trincheiras, trados) aos quais de
forma progressiva se seguirão outros métodos de prospecção e
ensaio (sondagens mecânicas, galerias, ensaios in situ, ensaios
de laboratório), com vista a possibilitar um primeiro zonamento
geotécnico dos maciços interessados.

• A fase de Anteprojecto termina com a escolha definitiva da


respectiva solução e o seu pré - dimensionamento, restando
para a fase de projecto a pormenorização do dimensionamento
de todos os elementos ou órgãos do empreendimento
Principais Fases ou Etapas de um Projecto de
prospecção Geológica e Geotécnica
Anteprojecto
Prospecção geotécnica:
• Se define como o conjunto de operações que visam determinar a
natureza e características do terreno (maciço), sua disposição e
estruturas com interesse para a obra que se pretende edificar

Exemplo:
o Determinação da extensão, profundidade e espessura das camadas do
subsolo até à profundidade desejada.
o Descrição do material de cada camada, compacidade ou consistência,
cor e outras características perceptíveis.
o Determinação da profundidade do nível freático
o Determinação da profundidade a que se encontra a rocha mãe (bedrock)
e sua classificação e grau de alteração.
o Obtenção das propriedades físicas, mecânicas e hidráulicas dos maciços
e dos respectivos parâmetros (resistência, deformabilidade,
permeabilidade, …)
Anteprojecto
Prospecção geotécnica:
• A campanha de trabalhos é definida visando a recolha do máximo
de informação possível para que, seguidamente com base nessa
nova informação disponível, seja elaborado um zonamento
geotécnico preliminar para o maciço e sejam definidos quais os
parâmetros mais relevantes para a classificação geomecânica de
cada zona e para as análises de estabilidade a realizar

• O programa de prospecção geotécnica preliminar, por razões de


eficiência e economia, deve iniciar por uma prospecção geofísica
à qual se seguirá a campanha de prospecção mecânica e ensaios
in situ, e finalmente, sucedem-lhes os ensaios de laboratório
adequados à natureza das formações e ao tipo de estruturas em
referência
Anteprojecto

Classificação dos Métodos de Prospecção Geotécnica

• Directos: permitem a observação directa do subsolo ou através


de amostras colectadas ao longo de uma perfuração ou a
medição directa de propriedades in situ (métodos mecânicos:
escavações, sondagens e ensaios de campo)

• Indirectas: as propriedades geotécnicas do solo ou maciço, são


estimadas indirectamente pela observação a distancia ou pela
medida de outras grandezas (métodos geofísicos)
Anteprojecto
 prospecção geofísica:

• É o conjunto de técnicas que investigam o interior da terra a partir


de variações detectadas em parâmetros físicos significativos e de
da sua correlação com as características geológicas

• São complementarias aos ensaios in situ, e outras tecnicas de


investigação indirecta.

• O uso criterioso destes métodos permite reduzir a necessidade de


prospecção mecânica e, desta forma, diminuir os custos inerentes
à fase de estudos geotécnicos, obtendo-se no entanto o máximo
de informação acerca das formações interessadas.

• No entanto, deve-se ter em atenção que os resultados obtidos não


são absolutos e devem ser comparados e validados com dados de
superfície e/ou de métodos directos de investigação.
Anteprojecto
 Prospecção geofísica:
Classificação dos métodos Geofísicos
• Se dividem sugundo o parâmetro físico investigado:
o Gravimétrico – densidade

o Magnético – susceptibilidade magnética

o Eléctrico – resistividade

o Electromagnético – condutividade eléctrica e permeabilidade


magnética

o Sísmicos – velocidade de propagação de ondas sísmicas

o Radioactivos – níveis de radiação natural ou induzida


Anteprojecto

 Prospecção geofísica: Métodos Geofísicos

• Podem diferenciar-se quanto a sua utilização em superfície


(geofísica de superfície) ou no interior de sondagens (geofísica no
interior de sondagens)

!!!! Trabalho independente !!!!


• Caracterização dos diferentes métodos geofísicos
• Sua Aplicação na geologia de engenharia (vantagens e
desvantagens)
• Alguns exemplos de sua aplicação
Anteprojecto
 Prospecção mecânica (métodos directos)

• Designa-se de prospecção mecânica pelo facto de, na sua


execução, serem utilizados meios mecânicos.

• Estes trabalhos realizam-se devido à necessidade de penetrar nos


maciços para confirmar determinadas características em função do
tipode problema em causa

• A escolha do método a utilizar depende, essencialmente do tipo de


formação geológica, da fase de estudo em que se insere, da
espessura dos terrenos de cobertura e do tipo de ensaios in situ
que se pretendem realizar no maciço.
• A prospecção mecânica pode incluir poços, trincheiras e/ou
galerias de inspecção, e sondagens que podem ser a rotação,
helicoidal/trado, percussão e mista.
Métodos mecânicos
Sondagens geotécnicas:
• Se caracterizam pelo seu pequeno diâmetro e pela ligeireza,
versatilidade e fácil movimentação das máquinas

• Podem alcançar profundidades de uns 150 m, a partir da qual os


equipamentos são mais pesados.

 Sondagem a rotação carotada


• É o método mais utilizado e importante no reconhecimento
geotécnico

• Pode perfurar qualquer tipo de rocha ou solo até profundidades


elevadas e com distintas inclinações.
Métodos mecânicos
 Sondagem a rotação carotada

• É um método de investigação que consiste no uso de um conjunto


moto-mecanizado, projectado para a obtenção de amostras
contínuas e integrais de materiais rochosos, através da acção
perfurante dada basicamente por forças de penetração e rotação,
que conjugadas, actuam com poder cortante.

• A ferramenta de corte é a coroa (tungsténio ou diamante) que se


encontra enroscada nas varas que permitem a amostragem do
carote ou testemunho.

• Os custos de perfuração com coroas de diamantes aumentam, de


tal forma que é necessário realizar um analises muito cuidadoso
para estar seguro que de que a informação básica para
determinado projecto não se pode obter utilizando outros métodos
mais baratos.
Métodos mecânicos
 Sondagem a rotação carotada
• Tem a grande vantagem com respeito aos demais métodos, ao
permitir a identificação de fracturas, discontinuidades, planos de
estratificação etc., a traveis das amostras recuperadas

• Actualmente existe uma grande variedade de equipamentos,


sendo habitual que as sondas vaiam montadas sobre unidades
auto - própulsadas (camiões, tractores etc.) com o fim de reduzir
os tempos de deslocação até a área de trabalho.
Principais Componentes da sondagem rotativa
Sonda rotativa, motor, guincho, cabeçote de perfuração, bomba d’água, hastes,
barriletes, coroas e tubos de revestimento.

Sonda rotativa → manual, mecânica ou hidráulica

Manual: o avanço é feito manualmente através de um volante associado a uma


cremalheira.

Mecânica: o avanço é conseguido através de um sistema de parafusos diferenciais


concêntricos com um parafuso sem - fim

Hidráulica: a pressão sobre as hastes é proporcionada por cilindros hidráulicos de


duplo efeito, usado para grandes profundidades

Motor → as sondas são accionadas com motores a diesel, gasolina ou eléctrico;

Guincho → tambor onde é enrolado cabo de aço, dotado de embraiagem e freio.


usado no manejo das hastes e revestimento e na remoção dos testemunhos;

Cabeçote de perfuração → faz girar a coluna de perfuração e exerce pressão


sobre a ferramenta de corte.
Principais Componentes da sondagem rotativa

Hastes (varas):
Tubos ocos sem costuras e de
comprimentos variáveis (1,5 a 6 m),
ligados entre si.

Transmitem movimentos de
rotação e penetração à ferramenta
de corte para o avanço da
sondagem, e conduzem água para
refrigeração e limpeza do furo.
Principais Componentes da sondagem rotativa
Barriletes: Tubos ocos destinados a receber o testemunho de sondagem e
são presos à primeira haste ao penetrar no solo .
Principais tipos
de Barriletes:
Barrilete simples
Constituído por um único tubo,
e a passagem do fluído de
circulação se dá entre a parede
interna do barrilete e o
testemunho.

O testemunho fica sujeito a


acção abrasiva do fluído de
circulação.

Se recomenda quando não se


exige alta recuperação

Uso: rochas brandas de


excelente qualidade
Principais Componentes da sondagem rotativa
Barrilete duplo livre

É constituído por dois tubos


existindo um sistema de
rolamentos entre as partes da
cabeça do barrihete onde os
tubos são rosqueados.

Desta forma, enquanto o tubo


externo gira com a coluna de
perfuração, o tubo interno
permanece estacionário ou
gira lentamente.

O testemunho fica protegido


do atrito com a parede do
barrilete e o contacto do
testemunho com o fluído de
circulação se dá entre a
extremidade do tubo interno e
a face da coroa
Se recomenda quando se
exige alta recuperação
Principais Componentes da sondagem rotativa

Barrilete duplo-giratório
 Barrilete de alta recuperação que possui um prolongador do tubo interno,
designado caixa de mola. A extremidade do prolongador fica bem
próxima da face da coroa, reduzindo consideravelmente o contacto do
testemunho com o fluído de circulação;

•Barrilete triplo
 Barrilete de alta recuperação que possui um terceiro tubo, interno ao
tubo interior, destinado a armazenar e proteger o testemunho;

 Se emprega geralmente em perfurações não superior a 100 m de


profundidade
Principais Componentes da sondagem rotativa

Barrilete de tubo interno retrátil


Barrilete de alta recuperação com
dispositivos especiais que
permitem a retirada do tubo interno
portador do testemunho (Carotier)
por dentro da coluna de
perfuração, sem a necessidade de
removê-la. Também conhecido por
sistema “wire-line”.
Principais Componentes da sondagem rotativa
Sistema “wire-line”

Este dispositivo diminui consideravelmente o tempo de manobras, obtendo maiores


rendimentos, uma vez que neste sistema o amostrador (Carotier) é içado pelo interior
das varas de furação sem que estas tenham de ser retiradas
Principais Componentes da sondagem rotativa
Coroa:

 Está composta por corpo da coroa, uma matriz de


aço, saídas de água, e diamantes ou vídia
(carboneto de tungstênio)

– corpo da coroa → elemento de ligação da coroa com


os elementos superiores;
– matriz → elemento de fixação dos diamantes;
– saídas d’água → espaços deixados na coroa para
saída da água de refrigeração;
– diamantes (industriais) → cravados ou impregnados
na coroa.

A escolha do tipo de coroa está em função das formações geológicas – dureza e


abrasão da rocha

Para rochas brandas usam-se coroas de vídia (pastilhas de carboneto de


tungstênio impregnadas na matriz, é mais barata)
Principais Componentes da sondagem rotativa
Coroas: ferramentas de corte de uma sondagem (alto custo), composta de matriz de
aço que é o elemento de fixação dos diamantes à ferramenta.

matriz de aço

saídas de água

corpo da coroa
Outros Acessórios
Principais Componentes da sondagem rotativa

Sistema de circulação de água:


usado para assegurar a refrigeração da coroa, a expulsão de
fragmentos, a diminuição da fricção da coluna contra paredes e a
conservação de uma pressão hidrostática que contribua para manter
firmes as paredes do furo. Para formações permeáveis utiliza-se a
mistura de água com bentonita

Neste método a água é o fluido de perfuração mais usado, embora o are


é usado em algumas ocasiões com êxito.
Principais Componentes da sondagem rotativa
Outros Acessórios

braçadeira Revestimentos:
Compostos de tubos de aço
com paredes finas, mas de
elevada resistência mecânica.

São indispensáveis quando


as paredes do furo tendem a Alçador de revestimento
desabar (1 a 3 m).
Principais Componentes da sondagem rotativa
Normas de dimensões e
nomenclaturas
Padrão Padrão Testemu -
padronizar as dimensões e Furo
nomenclaturas de equipamentos de Métrico DCDMA nho
sondagens, com o objectivo de
promover uma linguagem comum e - EW 37,71 21,46
acessível a todos e permitir a
permutabilidade de peças
provenientes de diversos fabricantes
- AW 48,00 30,10
Existem dois sistemas que
normalizam mundialmente - BW 59,94 42,04
dimensões e nomenclaturas para
sondagens rotativas:
- NW 75,64 54,73
 Padrão D.C.D.M.A. ou americano, que
adopta a combinação de duas ou
mais letras para designar diâmetros 86 mm - 86,02 72,00
e modelos dos equipamentos;

 O padrão europeu, também - HW 99,23 76,20


conhecido por sistema métrico ou
Crailius, que expressa o diâmetro do
furo em mm e uma ou mais letras
para designar o modelo do Furo de pequeno diâmetro (EW);
equipamento
Diâmetro maior (86 mm ou HW).
Pag 319
Normas de dimensões e nomenclaturas
Elementos Principais de um Perfurador

Revestimento
Haste de perfuração

Barrilete

Coroa de diamante
Caixas de testemunho da sondagem
(amostras)
Métodos mecânicos
 Sondagem Helicoidal/Trado
• Seu uso se limita a solo ou rochas relativamente brandas, não
sendo operativos para rochas duras
• Entre as suas vantagens está o baixo custo e facilidade na
locomoção e a rápida instalação dos equipamentos

• Não permite precisões inferiores a ± 0,50m na localização dos


diferentes níveis atravessados.

• O tipo de amostra que se obtêm é alterada, embora que em


determinados tipos de sonda é possível obter amostras inalteradas
Sondagem Helicoidal (Trados)
Sonda helicoidal → manual e mecânica
Manual:
• Podem ser de tipo cavadeira, torcido, helicoidal, concha
• se usa para pequenas profundidades (2-4 m) e diâmetros (1-2 polegadas)

Mecânica (motores a gasolina):


• se usa para profundidades de até 40 m e diâmetros de 3,4,6 e 8 polegadas
• Normalmente se empregam na sondagem de reconhecimento, e podem
atravessar solos compactos e mais duros

Equipamentos
• Motor → as sondas são accionadas com motores a gasolina

• Hastes → de ferro ou aço roscaveis com comprimentos até 3 m

• Cruzeta → para aplicação do torque e broca


• Barrenas : são do tipo oco e normal
• As barrenas ocas permite obter amostras inalteradas e estão formadas por um
tubo central de maior diâmetro que nas normais
Tipos de trados manuais

Sondagem manual para investigação de solos de baixa e média resistência

Pode se atingir até profundidades de 6 m, dependendo do nível de


compactação e consistência dos solos
Trados Mecanizados

Pode se atingir até 15 m, dependendo da compacidade e consistência dos solos


Trados Mecanizados

Trado mecânico sobre esteiras


Podem atingir profundidades de até 30 m
São mais produtivos
Métodos mecânicos
 Sondagem a Percussão
• É uma sondagem de simples reconhecimento
• Se utiliza tanto em solos granulares como coesivos, para a
obtenção de amostras de solo, como dos índices de sua
resistência à penetração. podendo atravessar solos de
consistência firme a muito firme
• A perfuração se realiza a traveis do golpeamento do fundo do furo
com peças de aço cortante de 120 kg que cai desde uma altura
de 1 m.
• Se devem contar sistematicamente os golpes necessários para a
penetração de cada tramo de 20 cm, o que permite conhecer a
compactação do solo/rocha atravessada
• Pode alcançar profundidades de até 30 ou 50 m, depednendo do
tipo de maciço, embora mais frequente entre 15 a 20 m.
• As tubagens usadas que podem ter diâmetros exteriores de 91,
128, 178 e 230 mm, actuam como entivação durante a extracção
da amostra mediante conchas e trépanos
Sondagem a Percussão

O solo é desagregado pela


percussão do trépano suspenso
num cabo ou ligado à
extremidade das varas.

O solo desagregado é retirado


pelo bombeamento de água no
furo sob pressão

Avanço de 55cm

Trépanos: a) - recto; b) - bisel;


c) - cruz.
Ensaio de penetração padronizado - SPT
• O ensaio de penetração padronizado, também denominado
Standard Penetration Test (SPT), é um ensaio executado
durante uma sondagem a percussão, com o propósito de
se obter índices de resistência à penetração do solo.

• O ensaio de penetração devera ser executado a cada


metro, a partir de 1 m de profundidade da sondagem
Sondagem a Percussão

Suspensão do bombeamento
e substituição do trépano pelo
barrilete de amostragem (45cm)

Coloca-se o conjunto no fundo


do furo e deixa-se cair um peso
de 65kg a uma altura de 75cm
sobre esse conjunto

É registrado o número de
golpes para que o barrilete
penetre 15cm. São realizadas
três contagens desprezando a
primeira (total de 30cm).
Métodos mecânicos
 Perfurações especiais (mistas-Rotopercussão)

• Na perfuração se usa trépano, martelo de fundo ou rotopercussão,


a trituração com triconos

• Não se obtêm testemunha se não material pulverizado

• As sondagens à rotopercussão são normalmente utilizadas para


detecção de vazios e cavidades
Métodos mecânicos
 Numero e Profundidade das Sondagens
Depende de vários factores:
• Depende principalmente do cumprimento ou extensão do maciço
a estudar

• Do objectivo e alcance das investigações

• Dos tipos litológicos presentes, da estrutura geológica do maciço


e da espessura de recubrimento (cobertura)

• Com carácter orientativo, as sondagens devem alcançar o nível


do substrato mais profundo que poderia ver-se afectado por
qualquer acção da estrutura sobre o terreno(cargas, filtrações,
deformações, etc.)
Métodos mecânicos
 Poços
• Permitem o acesso directo à formação para realização de
ensaios in situ, observação das variações litológicas, estruturas e
descontuidades, assim como a colheita de amostras intactas
e/ou remexidas

• Utilizam-se para pequenas profundidades (2 dezenas de metros)


e em solos ou rochas brandas

• Indicados para reconhecimento de solos, determinação do firme


e pesquisa de superfícies de escorregamento
• Utilizados em barragens
• Abertos manualmente com enxadas ou picaretas e/ou martelos
pneumáticos ou recorrendo a explosivos

• Podem ser elípticos (1,80x0,80m), quadrados ou rectangulares


Métodos mecânicos
 Galerias
• Permitem o acesso ao maciço, a observação directa e a realização
de ensaios in situ
• Podem ser inclinadas e mudar de direcção

• São úteis para o estudo de taludes ou obras de fundação de


barragens e túneis, tendo a vantagem de poderem ser
incorporadas na obra

• Podem necessitar de entivação

• Podem ser abertas com ferramentas pneumáticas ou com recurso


a explosivos

• As dimensões mais frequentes são 1,80x1,20 m (altura x largura),


com profundidades até poucas dezenas de metros
Métodos mecânicos
 Valas e Trincheiras

• Permitem o acesso ao maciço, a observação directa e a realização


de ensaios in situ

• São de menores profundidades que os poços, e permitem uma


secção continua horizontal.

• Só são exequíveis para pequenas profundidades (< 2m;) e em


solos ou rochas brandas.

• Abertura manual, com abre - valas ou “Bulldozers”


Amostras Geotécnicas
• As amostras geotécnicas se tomam tanto em sondagens como em
outros tipos de escavações, com o fim de obter-se testemunhas
representativos das características e propriedades do
terreno/maciço, para efectuar ensaios de laboratórios.

Tipos de Amostras
o Amostras inalteradas

o Testemunhos parafinados

o Amostras alteradas

o Amostras de água
Amostras Geotécnicas
 Amostras inalteradas
• São as que não sofrem alterações na sua estrutura, nem no seu
conteúdo em humidade

• Em sondagens se extraem mediante amostradores adequados, e em


calicatas e outros tipos de escavações mediante o talhado da amostra
em bloco ou o içado de tubos por pressão ou golpeio

• A obtenção de este tipo de amostra é necessária para ensaios de


resistência, deformabilidade, permeabilidade e a fabrica de solos.

 Amostras alteradas
• São as que sofrem modificações na sua estrutura e no seu conteúdo de
humidade, mas conservam a sua composição mineralógica
• Se obtém habitualmente em calicatas e escavações
• Permitem a realização de ensaios de laboratórios em solos de
identificação, compactação, etc.
Amostras Geotécnicas

 Testemunhos parafinados

• São testemunhos de rochas procedentes de sondagens que se


recobrem com parafina imediatamente depôs da sua
extracção afim de não alterar as suas condições naturais

• Estas amostras são aptas para realizar qualquer tipo de ensaio de


laboratório
Amostras Geotécnicas
 Amostra de água
• Se obtêm dos distintos níveis aquíferos detectados durante a perfuração,
com o fim de realizar análises químicos

• Os análises de laboratório mais característicos são o pH e o conteúdo de


sais e elementos contaminantes

• As amostras não devem ser tomadas imediatamente depois de finalizar a


perfuração, deixando primeiro desaparecer os resíduos devidos a
execução da sondagem, tanto partículas sólidas em suspensão como
restos de água de injecção ou dos lodos usados na perfuração.

• A água se recolhe em garrafas plásticas limpas, lavando-as com a


mesma água antes de serem enchidas

• Cada amostra deve levar indicada a data e os dados de identificação da


sondagem e a profundidade
Testagem Geotécnica
• Consiste na descrição geólogo – geotécnica dos testemunhos e
amostras obtidas nas sondagens assim como dos dados da
perfuração.
• Esta tarefa de ser feita por um especialista em engenharia
geológica, que controle o processo de perfuração e estude
detalhadamente os testemunhos obtidos nas sondagens

Na descrição do processo de perfuração deve constar os seguintes


dados:
o Básicos: projecto, nome e numero de referencia, localização,
número da sondagem, coordenadas, inclinação e orientação, data,
contratante, supervisor e sondador

o Método de Perfuração: máquina, tipo de perfurador, diâmetro,


características úteis da perfuração, tipos de lodos (caso se haja
usados), tipo de circulação (directa ou inversa), e outras
características técnicas
Testagem Geotécnica
o Progresso da perfuração: manobras, metros de avance,
velocidade de avance, resistência ao avance, perdidas e filtrações
de fluidos, instabilidade das paredes, avarias, níveis freáticos,
números de golpes para içar o amostrador, ensaios realizados.

Testagem Geólogo - Geotécnica


o Consiste no registo e descrição dos testemunhos obtidos da
perfuração em sondagens mecânicas.
o Os testemunhos devem colocar-se e conservar-se em caixas de
madeira ou cartão parafinado, etiquetado, indicando-se as cotas
nas que se produzem mudanças litológicas ou apareçam alguma
estrutura de importância (falhas, fractura, vazio, etc.)
o Os espaços vazios correspondentes as amostras extraídas,
devem acotar-se e indicar-se as suas características (amostra
alterada, testemunha parafinado, SPT, etc. pag. 325)
Testagem Geotécnica
o Descrição sistemática: natureza e composição de visu, litologia,
tamanho do grão, cor, textura, grau de meteorização, consistência
e resistência a penetração com penetrómetro de bolso (em solo,
etc.)
o Em materiais rochosos: descrição de descontinuidades (tipo
espaçado, rugosidade, recheios) percentagem de recuperação do
testemunho.
o Índice RQD e Índice N30, que representa o número de fractura
em cada 30 cm de testemunho

o Fotografias das caixas, realizadas de forma que sejam claramente


identificáveis, as tabletas separadores com as cotas, cores,
textura, fracturas de testemunhos, assim como o número de caixa
e profundidades perfuradas

o Profundidade do nível freático e o tipo das amostras recolhidas


Pag 326 e 328
• Meter ficha de sondagem
Anteprojecto

 Ensaios
Ensaios in situ
• Nesta fase se destacam alguns ensaios in situ usualmente
realizados na fase de prospecção mecânica aproveitando os
trabalhos de furação (sondagens): ensaios de permeabilidade e de
deformabilidade, que contribuem para se obter o zonamento
geotécnico preliminar do maciço.

• Os ensaios de determinação do estado de tensão virgem do


maciço, sempre que necessários, apenas se incluem na fase de
anteprojecto detalhado
Seminário
• Desenho e planificação das Investigações “Ensaios in
situ” durante os estudos geológicos geotécnicos
a) Ensaios de resistência
b) Ensaios de permeabilidade
c) Ensaios de deformabilidade
d) Ensaios para determinação de tensões naturais
e) Ensaios de deslizamento

1. Objectivos
2. Importância
3. Métodos usados para cada tipo de ensaio
4. Aplicação (donde, como se realizam, equipamentos,
esquemas, etc. )
5. Resultados
Anteprojecto
 Ensaios de Laboratório
• Os ensaios laboratoriais fornecem informações básicas sobre as
propriedades físicas e mecânicas da rocha intacta e ajudam a
classificá-la, permitindo que seja comparada com outros tipos de
rocha.

• Embora os ensaios laboratoriais possam fornecer dados que


podem ser usados para projectos em maciços rochosos, o mais
prudente é obter esses dados através de ensaios in situ.

• Sobre as amostras colhidas a partir das sondagens mecânicas à


rotação carotadas, realizam-se ensaios em laboratório com a
finalidade de serem avaliadas as características mecânicas da
rocha ou solo constituinte do maciço, bem como avaliar a sua
escavabilidade.
• Pag. 24 articulo zonzmento (Principais anlaises de laboratorio)..tarefe pesquisar as
normas utilizadas em Angola
Anteprojecto Detalhado
 Zonamento geotécnico
• O zonamento geotécnico é uma etapa fundamental dos estudos
geotécnicos e visa definir volumes de terreno com idênticas
características geotécnicas, que respondam de modo semelhante a
solicitações impostas, a curto e longo prazo.

• Na elaboração de um zonamento geotécnico, deve atender-se por


um lado, à selecção e hierarquização dos parâmetros a utilizar; e,
por outro, à distribuição e cálculo dos valores característicos de
cada zona definida
• De um modo geral o zonamento, ainda que possa ser baseado em
apenas um parâmetro, deverá contemplar diversos, que podem ou
não estar relacionados entre si. Estes parâmetros devem (op. cit.):
• a) ser simples, representativos e facilmente verificáveis durante a
construção;
• b) representar o grau de complexidade do maciço;
• c) permitir uma descrição quantitativa das propriedades e acções
ocorrentes no maciço
Anteprojecto Detalhado
• As classificações geomecânicas (Quadro 2-5) constituem, actualmente, uma ferramenta
essencial no âmbito daquele procedimento, uma vez que permitem, de uma forma rápida e
relativamente económica e como o seu nome indica, derivar os principais parâmetros
geotécnicos que comandam o comportamento geomecânico dos maciços e, algumas
delas, estimar os sustimentos a aplicar em túneis (Vallejo, 2002, adaptado).

• Saliente-se que a sua aplicação é particularmente indicada na obtenção do zonamento


geotécnico preliminar do maciço, sendo que posteriormente não dispensam o uso de
métodos numéricos de cálculo, mas já no âmbito da fase de anteprojecto detalhado.

• O Quadro 2-5 inclui uma breve síntese daquelas classificações que são utilizadas com
mais frequência para obter a caracterização geomecânica de maciços rochosos; contudo,
considera-se que o pormenorizar da respectiva descrição extravasa os objectivos
pretendidos para esta dissertação, podendo ser consultado nas fontes ali citadas.

• Acresce que o índice GSI pode ser obtido a partir do índice RMR (se RMR > 25) ou de uma
• Simplificação do índice Q (se RMR < 25), conforme detalhado em Hoek (2006).

• Quadro 2-5, Pag 26 (articulo)


Fase de Projecto

• A fase de Projecto compreendem a pormenorização do


zonamento geotécnico iniciado na fase anterior, nomeadamente
à custa de mais informação de natureza quantitativa que permita
a fixação dos parâmetros de cálculo necessários às análises de
estabilidade das estruturas, sobretudo à custa da realização de
ensaios in situ, e a caracterização de zonas não anteriormente
contempladas por trabalhos de prospecção mas que, em face da
evolução das soluções de projecto, passaram a interessar o
empreendimento.