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MEDIDAS ELÉTRICAS

TEORIA DOS ERROS

Prof: Esp. Mikaella Pricila Alves Dias


mikaellap@fasa.edu.br

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Erros de medição

 Quando realizamos uma medida precisamos


estabelecer a confiança que o valor encontrado para
a medida.

 Medir é um ato de comparar e esta comparação


envolve erros de instrumentos, do operador, do
processo de medida e etc..

 Erros são inerentes a todo o tipo de medidas e


podem ser minimizados, porém nunca eliminados.

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Erros de medição

 De acordo com a causa, ou origem, dos erros


cometidos nas medidas podem ser classificados em:
 Erros grosseiros
 Erros sistemáticos
 Erros aleatórios, etc.

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Erros Grosseiros
 Ocorrem por falhas de leitura do instrumento pelo
operador ou sistema de aquisição.

 São fáceis de serem detectados

 Ex: a troca da posição dos algarismos aos escrever a


leitura, resultado ou o erro de paralaxe.

 Solução: repetir os ensaios pelo mesmo operador, ou


por outros operadores.

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Erro de Paralaxe
 É um erro que ocorre pela observação errada na
escala de graduação causada por um desvio
óptico causado pelo ângulo de visão do
observador.

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Erros Sistemáticos

 Devem-se a deficiências do instrumento ou do método


empregado e às condições sob as quais a medida é
realizada.

 Costuma-se dividi-los em duas categorias:


• Intrumentais
• Acidentais

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Erro Sistemático Instrumental
 A construção e aferição de um instrumento de medida
nunca é perfeito. Basta mencionar como exemplo o
consumo de energia dos aparelhos e as variações das
características físicas ou elétricas dos elementos que
constituem o circuito.

Ex: Escalas mal graduadas, oxidação de contatos,


desgaste de peças e descalibração.

Solução: Utilizar instrumentos de boa qualidade e fazer a


manutenção e calibração adequadas.

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Erro Sistemático Ambiental
Referem-se às condições do ambiente externo ao
aparelho.

Ex: Temperatura, umidade, pressão, campos elétricos


e/ou magnéticos.

Solução: trabalhar em ambientes climatizados e


providenciar a blindagem dos aparelhos em relação a
campos eletromagnéticos.

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Erro Aleatório (Acidental)
 Devem-se a fatores imponderáveis (incertezas). A
mesma pessoa, realizando os mesmos ensaios com os
mesmos elementos construtivos de um circuito elétrico,
não consegue obter, cada vez, o mesmo resultado.

Ex: ocorrência de transitórios em uma rede elétrica e


ruídos elétricos provenientes de sinais espúrios.

Solução: como não podem ser previstos, sua limitação


é impossível.

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Erros Absoluto e Relativo
 A palavra “erro” designa a diferença algébrica entre o valor
medido Vm de uma grandeza e o seu valor verdadeiro, ou aceito
como verdadeiro, Ve , ou seja:

Onde o valor ∆V é chamado de “erro absoluto”.


V  Vm  Ve
Quando o valor Vm encontrado na medida é maior que o valor
verdadeiro Ve , dizemos que o erro cometido é “por excesso”.

Quando Vm é menor que Ve , dizemos que o erro cometido é “por


falta”.

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pode-se dizer que o valor verdadeiro situa-se entre:

Vm - ∆V ≤ Ve ≤ Vm + ∆V

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Erros Absoluto e Relativo
O ‘erro relativo’ é definido como a relação entre o erro
absoluto e o valor verdadeiro da grandeza medida

Para efeito de cálculo do erro relativo, pode-se na


maioria dos casos , considerar Ve = Vm .Tendo-se em
conta que estes valores são muito aproximadamente
iguais entre si. O erro relativo percentual tem a forma:

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Teoria dos erros
Tratamento de erros em medidas elétricas: com o intuito
de minimizar os erros usa-se método estatístico:
1- Média Aritmética:

Xi - valores medidos
n - número de medidas
r – resíduo – é a relação entre a média e cada uma das medidas: (erro
absoluto aparente)

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Erro Padrão ou Desvio Padrão:
 O erro padrão encontrado a partir de uma série de
leituras e fornece uma estimativa da amplitude do
erro presente nestas medidas e consequentemente
sua precisão. A determinação precisa do erro padrão
implica em um grande número de leituras.

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Exemplo:
 Ex: calcular a média e o desvio padrão das medidas
abaixo:
R1= 2Ω - R2= 4Ω - R3= 9Ω
X = (2 + 4 + 9)/3 = 5Ω
∑r² = ∑ (5-2)² + (5-4)² + (5-9)² = 26

ρ= ∑r²/n-1 = 26/2 = 3,61

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Erro Limite:

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EXATIDÃO, PRECISÃO E RESOLUÇÃO

 Em qualquer instrumento de medição é importante


conhecer os três parâmetros – Exatidão, Precisão e
Resolução.

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EXATIDÃO
 Exatidão: Definição ABNT – “ característica de um
instrumento de medição que exprime o afastamento
entre a medida nele efetuada e o valor de referência
aceito como verdadeiro. O valor da exatidão de um
instrumento de medição ou de um acessório é
definido pelos limites do erro intrínseco e pelos limites
da variação na indicação”. É capacidade de um
instrumento para dar resposta próxima ao valor
verdadeiro do mensurado.

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EXATIDÃO
 Exemplo:
1- valor padrão resistência: 1,000Ω
2- instrumento “a” mede: 1,010Ω
3- instrumento “b” mede: 1,100Ω
O instrumento “a” é mais exato que o “b”.

 Classe de Exatidão: é uma classificação de


instrumentos de medida para designar a sua
exatidão. O número que a designa chama-se “índice
de classe ”.

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EXATIDÃO: Íindice de classe
Classificação dos instrumentos conforme o índice de
classe.
Índice de classes Limite de erro
0,05 0,05%
0,1 0,1%
0,2 0,2%
0,5 0,5%
1,0 1,0%
1,5 1,5%
2,5 2,5%
5,0 5,0%
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Exemplo:
 Um instrumento da classe 0,5 poderá ter no máximo
erro de 0,5%. Para um instrumento cujo valor de fim
de escala seja de 100V e quando o mesmo estiver
marcando 50V, o erro poderá permanecer na fixa de
49,5 a 50,5V.

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Cálculo para faixa de exatidão

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Exemplo
 Exemplo cálculo erro absoluto: um voltímetro de fundo de
escala de 150V, com classe de exatidão 1,5, determinar o erro
absoluto no valor de70V.

E= G x e / 100
E= 150 x 1,5 /100 = 2,25V

- Isto significa que o instrumento estará dentro da sua faixa de


exatidão se indicar valores na faixa e 67,75 e 72,25V.
- Nos instrumentos de medição, a classe de exatidão pelo seu
índice é indicada na parte inferior da escala.

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Exemplo

E= G x e / 100
E= 300 x 1,5 /100 = 4,5V
A leitura será de 120+/-4,5V

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PRECISÃO ( Repetibilidade ):
 É a capacidade de um instrumento fornecer
indicações muito próximas, quando se mede o
mesmo elemento, sob condições rigorosamente
similares. Ex: uma balança que registra sempre o
mesmo peso de 900gf de um objeto, a balança é tida
como precisa.

 A precisão poderá ser controlada pela calibração, que


consiste a comparação com um valor preciso e
conhecido.

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Exatidão versus Precisão

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Exatidão versus Precisão
1- um instrumento pode ser preciso porém não ser
exato.
Ex: resultados reprodutivos, porém incorretos. Mesmo
peso em várias medidas, porém fora do valor real.

2- um instrumento pode ser exato porém não ser


preciso.
Ex: grande variação entre as medidas, porém exatas.

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RESOLUÇÃO
 Está relacionada com o menor intervalo mensurável
pelo instrumento. Por ex: medir tensão de 440V com
um instrumento de 600V e outro de 1.000V. O
instrumento de 600V tem uma resolução maior, logo
a leitura será mais confiável ( exata ).

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Representação de valores
 Valores expressos em partes por milhão: para valores
percentuais muito pequenos é costume representá-los em
partes por milhão “ppM” – por ex:

1) 0,0005% corresponde a 5ppM


0,0005 -------- 100
x --------- 1.000.000
x = 5ppM
2) Dureza da água 300ppM:
300 -------- 1.000.000
x --------- 100
x = 0,03%
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