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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS

FACULADE DE HISTÓRIA

DISCIPLINA: HISTÓRIA DO TEMPO PRESENTE

DISCENTE:

LEDIANE ARAUJO PIRES

Análise crítica dos textos “É possível e necessário ensinar
história do tempo presente nas escolas?” de Gonzalo de
Amézola.

BELÉM/PA

ABRIL/2018

no final dos . Tendo nas figuras de Alfredo Pucciarelli. Uma vez que segundo ele. se isso é necessário. Para o autor a historia do tempo presente é um campo novo e em rápida ascensão. No que diz respeito a disciplina História o autor diz que tiveram como base historiadores conhecidos. E o primeiro obstáculo apresentado pelo autor é o fato de a história do tempo presente não passar de um projeto sem resultados abundantes. tendo esta como ideia central a alteração dos conteúdos que tinham um vinculo mais racional e uma nova interpretação dada ao conteúdo. O autor diz que a ideia de que a História é a ciência do passado foi implantada no século 19 pelos positivistas. dando ênfase na historia contemporânea para assim estimular nos jovens por meio desse ensino uma melhor noção do mundo e para que este seja capaz de promover cidadania. Onde se abriu espaço para o ensino de processos históricos no lugar do ensino patriótico. Portanto a historia do tempo presente trata-se do escrito de qualquer época pelos seus contemporâneos. Tucídes.É POSSÍVEL E NECESSÁRIO ENSINAR HISTÓRIA DO TEMPO PRESENTE NAS ESCOLAS?”(Gonzalo de Amézola). pois segundo o autor historiadores como Heródotos. Então para o autor a implementação da história do tempo presente ao currículo escolar não é tarefa fácil. também. depois de apresentar-se em vários países foi a vez da Argentina. tendo como intenção acabar com um currículo que não teve alterações a pelo menos cem anos. pois não se trata somente de questões ministeriais. logo. em que para o estudo do presente se tem a sociologia entre outras disciplinas. logo a historia do tempo presente é o estudo dos antecedentes imediatos do presente. Waldo Ansaldi e José Villarroel seus representantes. o presente. Gonzalo de Amézola inicia seu texto referindo-se a questão da lei federal de educação sancionada em 1993 na Argentina. Tito Lívio ou Julio Cesar narram fatos vividos por eles. após os franceses começarem a falar sobre ela nos anos de 1970. pois estes desenvolveram a chamada “Sociologia histórica”. A partir daí questões foram levantadas e uma delas que o autor cita é: saber se será possível ensinar na escola a história mais recente e. para o autor trata-se de uma categoria histórica e não de um período. Daí o surgimento da História do tempo presente. logo se teve a criação do Instituto de História do Tempo Presente. ou seja.

O que acaba por contribuir segundo o autor com a banalização do passado e leva a uma mera retórica bem-pensante. Além do mais. mas ainda esbarra-se em uma outra questão que segundo o autor seria a falta de preparo de professores na utilização desses novos materiais em sala de forma proveitosa e independente. o que nos faltou foi um espaço de reflexão não-especializada. consiste em entender que os temas não estão na escola e que. para Eco a escola perdeu uma oportunidade educativa única. Ou seja. o que não quer dizer que tem que ser estudado exclusivamente historia contemporânea. nela é imprescindível discuti-los. ou seja. então o primeiro passo segundo ele. segundo o autor a necessidade de se adotar o tempo presente no ensino. no qual Eco diz que: As dezenas de excelentes livros de história produzidos nos últimos cinqüenta anos são materiais para uma quantidade pequena de pessoas. não para milhões. e tratarem de um passado recente. trata-se apenas de uma exaltação épica do glorioso passado nacional. lançando mão nem tanto do ultimo capitulo dos manuais de história. à qual talvez a escola pudesse ter se dedicado. E para o autor o presente se abre como um leque para se entender o mundo da atualidade e assim elaborarmos uma visão do passado. a história escolar que faz parte da reforma no ensino da Argentina. Então o autor destaca que o abismo existente entre professores e alunos no que diz respeito à defasagem de gerações é uma barreira de difícil superação. pois ha diferentes formas pelas quais os acontecimentos nos envolvem.anos de 1990 houve um interesse pela década de 1970. e assim o autor levanta a questão das bibliografias. Gonzalo de Amézola usa Umberto Eco para alerta que o autor expõe o choque entre democracia e totalitarismo. mas de uma educação cívica mais intensa. REFERENCIA BIBLIOGRAFICA . onde de um lado se tem a reflexão cientifica e do outro o espetáculo. Apesar dos manuais escolares terem se modificado a partir de 1993. pois segundo ele em um tempo curto surgiu de forma considerável produções sobre os anos de 1970. esbarra nas dificuldades de abordá-la. diz respeito a uma história em que a política se faz ausente. E uma das grandes batalhas travadas na Argentina no que tange a mudança no ensino da história é justamente inserir a história contemporânea e a história recente. uma vez que as controvérsias assumiram um tom conservador. Portanto.

141-157. É possível e necessário ensinar história do tempo presente nas escolas? Algumas reflexões sobre o caso Argentino.AMÉZOLA. Gonzalo de. Idem. pp. .