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ALBERTO CUPANI (UFSC)

JOSÉ ORTEGA Y GASSET

Originado em um curso proferido em 1933, o livro publicado pelo filósofo
espanhol em 1939 com o título Meditación de la Técnica representa, não apenas um
escrito pioneiro na filosofia da tecnologia, mas uma fonte permanente de reflexão sobre
o assunto. Redigida no brilhante estilo que o caracterizou enquanto escritor, a
“Meditação” se apóia, como não podia ser de outro modo, nas teses fundamentais da
filosofia de Ortega, em particular seu “racio-vitalismo”, a convicção de que a razão, sem
prejuízo da sua objetividade, responde às necessidades vitais. Trata-se, de resto, de um
ensaio, e breve, um esboço de tratamento deste tema “enorme”, segundo o próprio autor.
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O homem, argumenta Ortega, é um ser de necessidades que lhe são impostas
pela sua constituição biológica. Mas as necessidades objetivas (como alimentar-se, ou
defender-se) são funções de uma necessidade originária: a necessidade de viver. E isso
ocorre de um modo peculiar: o homem vive porque quer (haja vista que, em
determinadas circunstâncias, alguns preferem morrer a continuar vivendo). A sua
necessidade de viver é, pois, subjetiva: é uma “necessidade criada por um ato de
liberdade”.

E pelo visto, o empenho [de viver] é tão grande que quando o homem não pode
satisfazer as necessidades inerentes à sua vida, porque a natureza em torno não lhe
fornece os meios imprescindíveis, o homem não se resigna. Se, por falta de um
incêndio ou de uma caverna, não pode exercer a atividade de aquecer-se, ou por
falta de frutos, raízes, animais, a [atividade] de alimentar-se, o homem põe em
movimento uma segunda linha de atividades: ele faz fogo, faz um prédio, faz
agricultura ou caça (1965:17). 1

A natureza significa aqui a circun-stância, aquilo que rodeia o homem. O ser
humano produz o que não estava na natureza, absoluta ou relativamente. Note-se que
quando o produz alguma coisa, o homem “suspende o repertório primitivo de fazeres”
com que procurava satisfazer suas necessidades, substituindo-o por um segundo
repertório. Isso implica que o homem, à diferença do animal, pode “desprender-se
transitoriamente das suas urgências vitais”, e que a vida humana não se reduz às
necessidades orgânicas acrescidas de um sistema de atos que as satisfazem. 2 O homem
não é tampouco a sua circunstância: “está tão só mergulhado nela e pode, em alguns
momentos, sair dela e pôr-se dentro de si, recolher-se, ensimesmar-se” para projetar atos
que não lhe são ditados nem pelo instinto nem pela circunstância (1963:20). O comum a
esses atos é a invenção de um procedimento que nos permite obter o que não há na
natureza, mas que precisamos.

De onde resulta que esses atos modificam ou reformam a natureza ou
circunstância, conseguindo que nela haja o que não há – seja que não há aqui e
agora quando é necessário, seja que não há em absoluto -. Pois bem: esses são os
atos técnicos, específicos do homem. O conjunto deles é a técnica, que podemos

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Estamos utilizando a edição de 1965 da Meditación, publicada por Espasa-Calpe S.A.
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Por isso, para Ortega a vida humana não se explica pelos instintos. A própria idéia de instinto lhe parece
“obscura” e, em todo caso, os instintos humanos são fracos, “quase apagados” (1965:14).

Mas o homem não produz apenas o que corresponde a elas. comunicar-nos à distância. Esta expressão é equívoca e valeria também para o repertório biológico dos atos animais. e é quase o mais freqüente na história. tanto quanto possível. o perfil do bem-estar se transformou inúmeras vezes. Isso porque (interpreta Ortega) o homem não quer apenas viver. Conste. o homem cria para si possibilidades novas de vida: navegar. “suprime” as necessidades (anulando-as enquanto “carência. continua explicando Ortega. A técnica. como recurso para fundamentar suas idéias. a criação de uma circunstância nova. eram imposições da natureza ao homem. a técnica. Por isso. negação. pois. e vai querer sempre o mesmo. Estas últimas. para satisfazer as necessidades objetivas básicas. Daí se deduz que as necessidades propriamente humanas são também ilimitadamente variáveis. reduz o esforço humano... A técnica é a reforma da natureza. mas viver bem. Ela é um “esforço para poupar esforço”. viver bem é algo “ilimitadamente variável”. Assim. O homem responde impondo. tudo isso acontece. uma reforma num sentido tal que as necessidades fiquem. então: a técnica não é o que o homem faz para satisfazer suas necessidades. (1965:21-22. a técnica a reação enérgica contra a natureza ou circunstância que conduz a criar entre esta [última] e o homem uma nova natureza posta sobre aquela: uma sobrenatureza. reduz o acaso e reduz o esforço humano. Por sua vez – e aqui tocamos numa das teses ontológicas do nosso autor – 3 Uma das características do estilo orteguiano é a sua complacência com a expressividade dos termos quotidianos. haja vista que até o (basicamente) necessário “para estar”. Contrariando a idéia habitual de progresso (geralmente associada ou estimulada pelos supostos avanços tecnológicos). Outras vezes – que conste -. como vimos. “a necessidade das necessidades”. voar. é inútil para Ortega ver na técnica uma entidade independente ou de direção única. defende Ortega. “o homem é um animal para o qual apenas o supérfluo é necessário” e “a técnica é a produção do supérfluo: hoje e na época paleolítica” (1965:27). . Ele produz também o supérfluo: baste lembrar a embriaguez e as diversas drogas consumidas desde antigamente. a língua portuguesa consegue acompanhar quase sempre as potencialidades dos termos espanhóis. Ora. em princípio. Ortega afirma que: Ela supõe que o homem quis. observa Ortega. Longe de ser uma adaptação do sujeito ao meio. problema e angústia”). como já foi mencionado. Mas a verdade é completamente o contrário: a idéia da vida. o precisa o homem para o supérfluo. Felizmente. dessa natureza que nos faz necessitados e carentes. É. bem como os instrumentos musicais e as diversas formas de jogo. grifado nosso). Mediante a técnica. quer. o inventor e a invenção eram perseguidos como se se tratasse de um crime (1965:30). quando lhes prestamos atenção (como aqui com “bem-estar”). Ora. mas encerram ao mesmo tempo possibilidades e dificuldades. Ao mesmo tempo. que os anseios vitais foram sempre idênticos e que a única variação ao longo dos tempos consistiu no avanço progressivo em direção ao logro daquele desideratum. anuladas por deixar de ser um problema a sua satisfação. porque as circunstâncias nem facilitam nem dificultam de forma absoluta a existência humana. por sua vez. perdido. O homem aspira ao “bem-estar”. uma mudança à natureza. 2 definir como a reforma que o homem impõe à natureza em vista da satisfação das suas necessidades. por ocasiões tão radicalmente que os denominados progressos técnicos eram abandonados e seu rasto. é uma adaptação do meio ao sujeito. 3 Esta é.

E segundo esse critério. esforçar-se para que haja ou que ainda não há: ou seja. pensamento. 6 Essa periodização se limita implicitamente à civilização ocidental. Ortega propõe uma periodização da evolução da técnica que constitui o aspecto mais divulgado da Meditação. em soma. O homem (já se trate do indivíduo.) e porque não o sabe. “mas uma pretensão de ser”. por puro acaso. Para o homem. viver é. teoria e ciência. Ortega considera errado tomar como critério a invenção de uma ou outra técnica ou tipo de técnicas.4 O anterior pode ser formulado também assim: a vida é. As técnicas são relativamente simples e escassas.Por essa razão. como tantos séculos acreditaram.. propõe distinguir três “enormes estádios”: a técnica do acaso. cada povo. Compreende-se que uma tal cultura se concentre na invenção de técnicas para controlar o corpo e conduzir ao êxtase. Estas últimas denominações correspondem ao sistema de facilidades e dificuldades com que o “homem-programático” se defronta (1965:43). [viver] é produção. cada indivíduo modula de diverso modo a pretensão geral humana”. que orienta o fazer técnico: “os desejos referentes a coisas se movem sempre dentro do perfil do homem que desejamos ser”. o gentleman. aproveitando para isso o que há. 3 o homem não é uma coisa. havendo como máximo uma divisão entre tarefas masculinas e femininas. ele mesmo. (. Existe no ser humano um desejo ainda mais original.).. De modo que o homem se encontra. o mundo se apresenta ao homem como matéria primeira e possível máquina. bem como aos povos “primitivos” da atualidade (1965:72 ss. (. deve auto-fabricar-se.. não algo já feito ou dado. Em todo caso. seu inventar não é um prévio e deliberado buscar soluções. acrescenta Ortega.. a atitude técnica. e apenas porque estas últimas o exigem (portanto. Nesta etapa. ela é produção. desde logo e antes de qualquer outra coisa. . 5 Por sua vez. Não. a técnica do artesão e a técnica do técnico. uma situação que dá um resultado novo e útil. teoria. . “cada época.) No manejo constante e não deliberado das coisas circundantes se produz de pronto. o homem ignora que a técnica não é algo natural. o bom republicano. Por conseguinte. 5 Daí também. contemplação. Ele acredita que o essencial reside na concepção que diversas épocas tiveram da relação do homem com a técnica como possibilidade sua.. 4 Resultando assim formas tão diversas de humanidade como o santo. mas a condição para que o homem possa ser si mesmo. fabricação. (1965:46). e conforme a mudança dos projetos humanos. que a técnica chegue à sua maturidade quando o mundo começa a ser concebido sistematicamente como uma grande máquina (em torno de 1600). na situação do técnico. para o homem.6 Para marcar estádios nessa evolução. antes de mais nada. Todos os membros da comunidade as dominam. não é um fim em si mesmo. Com isto quero dizer que a vida não é fundamentalmente. (ibid.). nem inventará o automóvel. mas percebe-se que Ortega supõe estar reconstruindo uma evolução válida para todas as culturas humanas.. pré-técnico. argumenta Ortega (1965:54). a atividade técnica foi mudando ao longo da história. de um povo ou de uma época) é um programa de vida em uma determinada circunstância ou “mundo” ou “natureza”. Sobre tudo. embora básica. O primeiro estádio corresponde aos primórdios da humanidade. o ser humano ainda não sabe que pode inventar. ele condiciona o tipo de técnica que a mesma produz: uma cultura orientada ao ascetismo não desenvolverá procedimentos para produzir alimentos requintados ou em quantidade. Quando se trata de um perfil desejado por toda uma cultura. depois e não antes) ela é pensamento. mas um constante problema. O homem deve literalmente fazer a sua vida.

fica pasmo.). roçando por diversão ou prurido um pau com outro brota o fogo.. não se sabe a si mesmo como inventor dos seus inventos. “Ainda não sabe que existe técnica. O artesão vai inspirado pela norma de se encaixar nessa tradição como tal: ele está voltado para o passado e não aberto a possíveis novidades. A invenção lhe aparece como uma dimensão a mais da natureza – o poder que esta tem de proporcionar-lhe. “O artesão é. que era algo para bater. o da técnica do artesão. melhoras que se apresentam com o caráter.) (1965:74). as gerais e naturais de todo homem”.. segundo Ortega. em virtude de um deslocamento contínuo e por isso mesmo imperceptível. porque sente como se a natureza de improviso tivesse feito penetrar nele um dos seus mistérios. mas pensa que se trata de algo possuído “como um dote fixo. O pau. não existe ainda neste período consciência da técnica como dimensão humana em geral. aparece como algo novo.. . Com outras palavras. mas já sabe que existem técnicos-homens que possuem um repertório peculiar de atividades que não são. O primitivo. Neste período. Ele não se sente homo faber (. Certamente. e quando se dão crises técnicas. (1965:78). como o que produz fogo. Segue o uso estabelecido.. certos poderes-. O artesão tem de aprender em uma longa aprendizagem – é a época dos mestres e aprendizes – técnicas que já estão elaboradas e vêm de uma insondável tradição. o “repertório de atos técnicos” aumenta enormemente. para se apoiar. simplesmente. o técnico e o operário”. mas ainda não produz máquinas. Produzem-se. não de inovações substantivas. as atividades técnicas (devido à sua proliferação.. sem ampliação substantiva possível. no entanto. Então. como não provêm dele suas mãos e suas pernas. 7 Este teria sido. o homem vive ainda na base do que ele considera natural. O segundo estádio. que impossibilita que todos dominem todas as técnicas) começam a ser percebidas como aptidões e ocupações de certos homens: os artesãos. portanto. Roma e a Idade Média (1965:76 ss. dado de uma vez para sempre”. neste segundo estádio evolutivo o artesão é ao mesmo tempo quem inventa e planifica e quem executa a tarefa. 7 Uma técnica (ou “arte”) é adquirida mediante aprendizagem dentro de uma tradição que evolui muito lentamente. ela a ele e não ao invés. assim temos de imaginá-lo. sem consciência da invenção. corresponde à Grécia clássica. mas antes como variações de estilo nas destrezas. A produção de utensílios não lhe parece provir dele. retrocede a uma vida mais primitiva. 4 Por exemplo. Este homem. No entanto. o sentido da tekne grega (1965:78). Por fim. superando os limites biológicos deste último. modificações. o primitivo tem uma súbita visão de um novo nexo entre as coisas. melhoras. a par e indivisivelmente. vale dizer no aspecto a rigor não-técnico da sua tarefa. modificações. Por tudo isso. porém sem que a súbita perda ou estagnação das principais técnicas implicasse na perda da sobrevivência humana (como o demonstram diversos exemplos históricos). Note-se que isso não implica que o ser humano perceba a técnica como tal. Mas o artesão se percebe a si mesmo apenas como o executor. artefatos que transcendam a mera suplementação do corpo humano e que em certo modo se desprendam do homem.. isto é. Outra observação importante é que nesta etapa o homem produz instrumentos. o ser humano se dá conta de que essa habilidade que alguns dos seus congêneres têm não é algo animal.

encosta-se à pirâmide terra em forma de pirâmide. Com elas. não natural. que corresponde ao século XX (1965: 80 ss. vivente. nasce da técnica”.). em uma situação radicalmente distinta da que alguma vez experimentou. Para elevar as pedras. nos surpreendemos em inquietação porque em nossa última sinceridade não nos atrevemos a assegurar que essa extravagância – a viagem aos astros. a similitude entre meios e fins nas soluções de problemas técnicos) teria perdurado. Mas a idéia que hoje temos da técnica – reavive agora cada um de vocês essa idéia que tem – nos coloca na situação tragicômica – vale dizer. o operário e o técnico se separam. da técnica enquanto tal”. Para explicar esta nova atitude. cômica. e que consistisse em um procedimento único: “para subir a peça [de pedra] ao alto. fixas. Para ele. a atitude técnica consistia em buscar e encontrar médios adequados a um determinado fim proposto. E esta técnica consiste na análise racional que permite uma nova experiência das coisas.8 Agora o homem compreende a técnica como algo genérico. “Uma fábrica é hoje um artefato independente auxiliado em alguns momentos por uns poucos homens. sem que a solução encontrada servisse necessariamente para outros fins. Antes. e como peculiaridade sua. os arquitetos da época apelaram para um meio parecido com o objeto na ser construído. imutáveis que integram sua porção natural ou animal. por exemplo – seja impossível de realizar. em resumo. O essencial no novo técnico é a consciência de que pode inventar. nem um certo tipo dado e limitado de homem – o artesão -. portanto. 9 Lembre-se a data deste livro (1939) para apreciar o valor desse exemplo. O homem adquire a consciência suficientemente clara de que possui uma certa capacidade por completo distinta das rígidas. . o “método intelectual que opera na criação técnica”. manobra (operações todas que aludem ao uso das mãos) para se converter em fabricação. Essa situação (vale dizer. Vê que a técnica não é um acaso. Ortega exemplifica esta asserção reportando-se à técnica com que (presumivelmente) foi construída a pirâmide de Keops. por primeira vez. 5 A terceira etapa na evolução tecnológica é a da “técnica do técnico”. a técnica deixa de ser manipulação. comenta Ortega. aparelho que age por si mesmo. “expressão pura. Nesta etapa. com base mais larga e menos declive sobre o qual se arrasta os blocos até a cima”. até o advento dessa técnica particular que foi a ciência moderna. de forma sistemática e generalizável.9 Este período é já o do império das máquinas. A máquina. que a técnica não é esta técnica nem aquela determinadas e. 8 Ortega não faz referência ao começo desta etapa. a ciência física. Porque até ela. do que era incapaz de fazer. antitética. Esta nova consciência da técnica como tal coloca o homem. presente na criação técnica como sua condição de possibilidade. mas também trágica – de que. como no estádio primitivo. vai relegando o homem a um papel secundário. por conseguinte a técnica incubada durante a idade moderna e desenvolvida desde o século XIX. em certo modo. embora fique claro da sua exposição que se trata da técnica resultante do desenvolvimento científico. da sua fraqueza e da sua limitação. cujo papel resulta modestíssimo”. segundo nosso autor. experimentou uma radical transformação nos últimos séculos. e o técnico vira o engenheiro. Ortega se detém no tecnicismo. mas precisamente uma fonte de atividades humanas em princípio ilimitadas. havia predominado na idéia que o homem tinha da sua vida a consciência de tudo quanto não podia fazer. Isso porque a mente do técnico está como prisioneira da finalidade proposta. (1965:81). “a maravilha máxima da mente humana. Esse método. quando nos ocorre a coisa mais extravagante.

ao aparecer por um lado como capacidade em princípio ilimitada. para uso exclusivo dos alunos do Curso de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina. decidido a viver da fé na técnica e só nela. Madrid: Espasa-Calpe. Vale dizer. Por estar cheia de possibilidades.. 1939) Meditación de la Técnica. ameaça o sentido da vida humana. Meditação da Técnica. 6 O novo tecnicismo. essa técnica autoconsciente e ilimitada não deixa de ter seu lado sombrio. por conseguinte. é muito mais difícil recuperá-la. o que dá à técnica moderna independência e plena confiança em si mesma.(1965:90) Essa é – comenta Ortega – a “união de raiz” do novo tecnicismo e a ciência. Texto de autoria de Alberto Cupani. Não vai simplesmente da imagem do resultado que se quer obter à busca de meios que o consigam. procede exatamente como vai proceder a nuova scienza. O analisa. não ser nada determinado. Rio de Janeiro: Livro Ibero- Americano. a técnica é mera forma oca – como a lógica mais formalista -. Precisamente por representar a possibilidade de tudo alcançar. (Existe trad. em caso de perda histórica. 1963). são os mais vazios.) a técnica. com efeito. REFERÊNCIAS: Ortega y Gasset.” (1965:81). no processo da sua gênese. J. a vida se torne vazia.. ela tem mais pressuposições e condições que as que tinham as técnicas mais antigas. é incapaz de determinar o conteúdo da vida. os mais intensamente técnicos que já houve na história humana. Por outra parte. Por conseguinte. . para o port. decompõe o resultado total – que é o único primeiramente desejado – nos resultados parciais de que surge. Por isso. (. Não. Porque ser técnico e apenas técnico é poder ser tudo e. estes anos em que vivemos. Isso não significa que a técnica seja mais firme ou garantida: ao fundamentar-se na ciência. 1965 (orig. [O novo tecnicismo] se detém ante o propósito e opera sobre ele. faz que para o homem.