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NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Noções De Organização Administrativa

Administração Pública: 3 Pontos Que Ajudarão Você Entender Como Funciona

Os temas relacionados à Administração Pública têm se tornado cada dia mais populares entre os
brasileiros. A crise fiscal e o déficit das contas públicas têm suscitado debates em torno do custo da
máquina pública e seu papel para a sociedade.

Você já deve ter ouvido falar algo a respeito na mídia. Muitas vezes, a Administração Pública é
apresentada de modo um pouco confuso e impreciso, o que leva a conceitos equivocados sobre sua
organização. E você, sabe como funciona a Administração Pública no Brasil? Neste artigo,
apresentaremos três tópicos que devem ajudar a compreender essa estrutura de uma vez por todas!

1) O Que É Administração Direta?

A administração pública direta é composta de órgãos que estão diretamente ligados ao chefe
do Poder Executivo – no caso do Governo Federal, ao Presidente da República. Assim, temos como
exemplos os ministérios, suas secretarias, coordenadorias e departamentos. Esses órgãos não
possuem personalidade jurídica própria, o que significa que não eles não têm um número de CNPJ
(cadastro nacional de pessoas jurídicas).

Um exemplo prático é o Ministério da Fazenda, que é o órgão responsável pela política econômica
do país. Dentro de sua estrutura existem diversos órgãos subordinados. Por exemplo, a Secretaria
da Receita Federal, que cuida da arrecadação dos tributos federais, e a Secretaria do Tesouro
Nacional, responsável pela contabilidade do governo e pela conta única do Tesouro.

A administração direta recebe recursos financeiros dessa conta única e todas suas despesas
administrativas e seus investimentos são mantidos com o repasse de dinheiro público proveniente
de tributos recolhidos pela União.

Normalmente, esses órgãos atuam em políticas públicas de caráter essencialmente de Estado,


como: Defesa Nacional, Relações Exteriores, Saúde, Previdência, Educação e diversas outras áreas.

Os servidores públicos lotados na Administração direta são selecionados por meio de concurso
público e possuem vínculo estatutário junto ao Estado, o que significa que não são contratados
sob as regras da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), e sim de acordo com estatuto próprio.
Eles ocupam cargos públicos criados por lei.

2) O Que É Administração Indireta?

A administração pública indireta, por sua vez, é composta por entidades que, por meio
de descentralização de competências do governo, foram criadas para desempenhar papéis nos
mais variados setores da sociedade e prestar serviços à população. Essas entidades
possuem personalidade jurídica própria (CNPJ), e, muitas vezes, recursos próprios, provenientes
de atividades que geram receitas.

O primeiro exemplo são as autarquias. Elas são criadas por meio de lei e prestam serviços à
população de forma descentralizada, nas mais diferentes áreas. Um exemplo de autarquia é
o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), hoje vinculado ao Ministério do Desenvolvimento
Social e Agrário. O INSS atende aos aposentados e pensionistas cobertos pela previdência social e é
responsável pelo pagamento de benefícios a milhões de cidadãos.

Existem também, as fundações, como por exemplo, a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), que
tem por finalidade desenvolver atividades no campo da saúde, da educação e do desenvolvimento
científico e tecnológico.

Nas autarquias e fundações, em regra, os cargos públicos são ocupados por servidores
estatutários, assim como na Administração direta, ressalvadas algumas exceções. Esses servidores
também deverão se submeter a concurso público, como previsto na Constituição Federal.

Ainda na administração indireta, temos as empresas públicas e sociedades de economia mista,


que só podem ser criadas após autorização em lei.

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Essas entidades serão assunto do próximo tópico.

3) Estatais: Qual A Diferença Entre Empresa Pública E Sociedade De Economia


Mista?

Você já deve ouvido falar muito sobre as chamadas “estatais”. O noticiário anda cheio de manchetes
sobre algumas delas. Infelizmente, muitas das notícias tratam de graves esquemas de fraudes contra
o patrimônio das estatais brasileiras. É importante, portanto, compreender o que são as tão
comentadas empresas estatais, como funcionam e qual o seu papel na economia e para a sociedade.

Empresa pública é a pessoa jurídica de direito privado cujas ações pertencem 100% ao
Estado (existem nas esferas federal, estadual e municipal). Essas empresas atuam em atividades
econômicas e são criadas somente após autorização do legislativo por meio de lei.

Há diversos exemplos de empresas públicas nos mais variados segmentos: empresas de


saneamento e água, os Correios, a Caixa Econômica Federal, EMBRAPA, CONAB, etc.

As empresas públicas, em face de suas atividades, muitas vezes obtêm receitas próprias
provenientes dos serviços prestados aos cidadãos. Em alguns casos, podem gerar lucro, como é o
caso da Caixa. Este lucro pode ser reinvestido em melhor infraestrutura e serviços. Outras, por outro
lado, são chamadas estatais dependentes,que necessitam de aportes de recursos públicos para
custear seu funcionamento.

Já as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado cujas ações
pertencem tanto ao poder público, quanto a outras pessoas, empresas e fundos de
investimento no Brasil e no exterior. Geralmente, essas ações são negociadas em bolsa de
valores e esses acionistas têm direito a voto e participação nos lucros da estatal. Apesar da
participação de sócios privados, o controle majoritário é do Estado.

Elas também são criadas após autorização do Poder Legislativo por meio de lei e atuam em vários
setores da economia. Temos como exemplo na esfera federal, o Banco do Brasil e a Petrobras. Em
regra, possuem receita própria e capacidade financeira para manter seus custos sem aportes do
Tesouro.

Organização Administrativa Da União; Administração Direta E Indireta

Também chamada de Administração Pública Centralizada, existe em todos os níveis das Esferas do
Governo, Federal, Estadual, Distrital e Municipal, e em seus poderes, Executivo, Legislativo e
Judiciário. É em si, a própria Administração Pública.

Na Administração Pública Direta como o próprio nome diz, a atividade administrativa é exercida pelo
próprio governo que “atua diretamente por meio dos seus Órgãos, isto é, das unidades que são
simples repartições interiores de sua pessoa e que por isto dele não se distinguem”. Celso Antônio
Bandeira de Mello (2004:130)

Estes órgãos são despersonalizados, ou seja, não possuem personalidade jurídica própria,
portanto, não são capazes de contrair direitos e obrigações por si próprios. Os Órgãos não
passam de simples repartições internas de retribuições, e necessitam de um representante legal
(agente público) para constituir a vontade de cada um deles. Trata-se da desconcentração do poder
na Administração Pública. Onde há desconcentração administrativa vai haver hierarquia, entre
aquele Órgão que está desconcentrando e aquele que recebe a atribuição (exemplo: Delegacias
Regionais da Polícia Federal, Varas Judiciais, Comissão de Constituição e Justiça).

Os Órgãos atuam nos quadros vinculados a cada uma das Esferas de Governo. A exemplo temos os
Ministérios, Órgãos federais ligados à União; as Secretarias Estaduais, Órgãos estaduais ligados ao
estado membro; e as Secretarias Municipais, Órgãos municipais ligados à esfera municipal de poder.

Na Administração Pública Direta o Estado é ao mesmo tempo o titular e o executor do serviço


público.

Administração Pública Indireta

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Apenas com a Administração Pública Direta, o Estado não seria capaz de administrar todo o território
nacional, tanto pela sua extensão quanto pela complexidade e volume das relações sociais existentes
entre o administrado (particular) e o Governo. Por isso, houve-se por bem outorgar poderes para
outras estruturas (Entidades).

A Administração Pública Indireta ou Descentralizada é a atuação estatal de forma indireta na


prestação dos serviços públicos que se dá por meio de outras pessoas jurídicas, distintas da própria e
ntidade política. Estas estruturas recebem poderes de gerir áreas da Administração Pública por meio
de outorga.

A outorga ocorre quando o Estado cria uma entidade (pessoa jurídica) e a ela transfere, por lei,
determinado serviço público ou de utilidade pública.

Nesta descentralização de poderes não há vinculo hierárquico entre a Administração Central e as


Entidades que recebem a titularidade e a execução destes poderes, portanto, as entidades não são
subordinadas ao Estado. O que existe na relação entre ambas é um poder chamado
de Controle com atribuições de fiscalização.

O Controle é “o poder que a Administração Central tem de influir sobre a pessoa descentralizada”.
Assim, enquanto os poderes do hierarca são presumidos, os do controlador só existem quando
previstos em lei e se manifestam apenas em relação aos atos nela indicados”. Celso Antônio
Bandeira de Mello (2004:141)

Estas Entidades são personalizadas, portanto, possuem vontade e capacidade deexercer direitos
e contrair obrigações por si próprios.

São elas: Autarquias, Empresas Públicas, Sociedades de Economia Mista e Fundações


Públicas.

a) Autarquia

É a Entidade integrante da Administração Pública Indireta, criada pelo próprio governo, através de
uma Lei Específica (lei ordinária que trata de um tema pré-determinado) para exercer uma função
típica, exclusiva do Estado. Independem de registro e são organizadas por Decreto. Tem o seu fim
específico (especialidade) voltado para a coletividade.

Por exemplo, na área da saúde, temos o INSS, na área da educação, as Autarquias Educacionais
como a UFMG, na área de proteção ambiental, o IBAMA, etc. Podem ser federais, estaduais ou
municipais.

Para Celso Antônio Bandeira de Mello (2004:147) as Autarquias são “pessoas jurídicas deDireito
Público de capacidade exclusivamente administrativa”. Deve-se dizer, porém que a Autarquia não
tem autonomia política, ou seja, não tem poderes para inovar o ordenamento jurídico (fazer leis)

Nas Autarquias é possível ser adotado dois regimes jurídicos de pessoal, oestatutário, em que o
servidor público ocupa um cargo público, regido por um por estatuto, ou oceletista, em que o
empregado público ocupa emprego público regido pelas Lei Trabalhistas (CLT).

Seu patrimônio é próprio, ou seja, pertencente à própria Entidade e não ao ente político que a criou,
trata-se de um patrimônio distinto do governo, com um fim específico, determinado em lei.

b) Empresas Públicas

São empresas com personalidade jurídica de Direito Privado, integrantes da Administração Pública
Indireta que exercem funções atípicas. As normas que incidem nestas entidades são em sua
maioria de direito privado, provenientes do Código Civil.

São autorizadas por Lei Específica a funcionar como prestadoras de serviços públicos, ou
exploradoras de atividade econômica. Além desta autorização é necessário o registro dos seus
estatutos sociais no cartório público competente (Cartório Civil de Registro de Pessoas
Jurídicas).

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As Prestadoras de Serviço Público exercem atividades essenciais (serviços de postagem e aéreos –


Correios e INFRAERO) para a coletividade. AsExploradoras de AtividadeEconômicas fornecem
serviços não essenciais (serviços bancários – Caixa Econômica Federal).

Seu capital social é integralizado exclusivamente com recursos públicos, podendo, estes recursos
serem provenientes de entes políticos distintos. Por exemplo: é possível uma única Empresa Pública
ser formada por recursos federais, estaduais e municipais.

Podem ser instituídas sobre qualquer forma societária permitida em lei (Sociedade Anônima – S/A,
Limitada etc). Só admite o regime jurídico de pessoal na forma celetista e seus contratos deverão ser
precedidos de licitação, porém, este procedimento poderá ser mais simplificado (licitação especial).

Seu patrimônio é próprio, ou seja, pertencente à própria Entidade e não ao ente político que a criou,
trata-se de um patrimônio distinto do governo.

c) Sociedade de Economia Mista

São empresas com personalidade jurídica de Direito Privado, integrantes da Administração


Pública Indireta que exercem função atípica. As normas que incidem nestas entidades são em sua
maioria de direito privado. Seucapital social é constituído por recursos públicos e privados,
sendo a maior parte das ações destas empresas, de propriedade do Estado (pelo menos 51% das
ações com poder de voto). Assim, o governo sempre mantém o controle destes entes.

Estas Entidades terão necessariamente a forma societária de S.A. (Sociedade Anônima), para que
seja possível a integralização do seu capital social com dinheiro privado.

Assim como as Empresas Públicas, estas entidades são autorizadas por Lei Específica a funcionar
como prestadoras de serviços públicos (COPASA, CEMIG, BHTRANS), ou exploradoras de
atividade econômica (Banco do Brasil). Além desta autorização é necessário o registro do seu
estatuto social no cartório público competente (Cartório Civil de Registro de Pessoas Jurídicas).

Só admitem o regime jurídico de pessoal na forma celetista.

Seu patrimônio é próprio, ou seja, pertencente à própria Entidade e não ao ente político que a criou,
trata-se de um patrimônio distinto do governo.

d) Fundações Públicas

As Fundações Públicas são Entidades integrantes da Administração Pública Indireta, formadas por
um patrimônio personalizado, destacado por um fundador (no caso da Fundação Pública, vinculado
a uma das esferas de governo) para uma finalidade específica. Não podem ter como fim o lucro, mas,
nada impede que, pelos trabalhos desenvolvidos o lucro aconteça. Neste caso, esta receita não
poderá ser repartida entre seus dirigentes, devendo, ser aplicada na função específica para qual a
entidade fora criada, ou seja, no âmbito interno da própria Fundação.

Quem destacou o patrimônio para a constituição da Fundação define o regime a ser seguido. Se foi
um particular, temos uma Fundação Privada, se foi ente público, teremos uma Fundação Pública.

As Fundações Privadas são regulamentadas pelo Código Civil, ou seja, pelas leis de direito privado,
e não tem em seu patrimônio recursos públicos, portanto, não compõe a Administração Pública
Indireta, razão pela qual, não serão objeto deste estudo. A exemplo temos a Fundação Roberto
Marinho e a Fundação Airton Senna.

As Fundações Públicas compõem a Administração Pública Indireta, e quanto a sua natureza jurídica,
temos muita divergência doutrinária. Hoje, a posição majoritária, reconhecida inclusive pelo
STF (Supremo Tribunal Federal), é de que as duas são possíveis, tanto a Fundação Pública com
personalidade jurídica de Direito Privado quanto a Fundação Pública com personalidade
jurídica de Direito Público.

As Fundações Públicas de Direito Público admitem os dois regimes jurídicos de pessoal,


o estatutário e o celetista, já, as Fundações Públicas de Direito Privado admitem somente o
regime jurídico celetista.

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Em suma, o Estado poderá criar Fundações regidas pelo Direito Público ou autorizarpor lei
Fundações regidas peloDireito Privado; devendo, em ambos os casos, ser editada uma
Lei Complementar para definir suas áreas de sua atuação. (Art. 37, XIX, CF).

As Fundações Públicas exercem funções atípicas.

Agências Reguladoras E Executivas

Agências Reguladoras

Sua função é regular a prestação de serviços públicos e organizar e fiscalizar esses serviços a serem
prestados por concessionárias ou permissionárias, com o objetivo garantir o direito do usuário ao
serviço público de qualidade.

Não há muitas diferenças em relação à tradicional autarquia, a não ser uma maior autonomia
financeira e administrativa, além de seus diretores serem eleitos para mandato por tempo
determinado.

Essas entidades têm as seguintes finalidades básicas:

a) fiscalizar serviços públicos (ANEEL, ANTT, ANAC, ANTAC);

b) fomentar e fiscalizar determinadas atividades privadas (ANCINE);

c) regulamentar, controlar e fiscalizar atividades econômicas (ANP);

d) exercer atividades típicas de estado (ANVS, ANVISA e ANS).

Agências Executivas

As agências executivas e reguladoras fazem parte da administração pública indireta, são pessoas
jurídicas de direito público interno e consideradas como autarquias especiais.

Sua principal função é o controle de pessoas privadas incumbidas da prestação de serviços públicos,
sob o regime de concessão ou permissão.

Agências executivas são pessoas jurídicas de direito público que podem celebrar contrato de gestão
com objetivo de reduzir custos, otimizar e aperfeiçoar a prestação de serviços públicos.

Organização administrativa: administração direta e indireta; centralizada e descentralizada;


autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista.

Organização Administrativa

Administração Pública – conjunto de pessoas jurídicas, órgãos públicos e agentes públicos que
realizam a atividade administrativa, consistente em serviços públicos, fomento, polícia administrativa
e intervenção.

Descentralização: serviços transferidos pela Administração Direta a outras entidades. Distribuição


externa de competência. Ex: particulares ou Adm. Indireta.

Desconcentração: especialização interna da pessoa jurídica. Ex: a União cria órgãos e divide a
competência (presidência, prefeitura, sec. da fazenda, procuradoria da fazenda.)

Administração Pública Direta:

Composto pelos próprios entes federativos, pessoas jurídicas políticas (União, Estados, Distrito
Federal e Municípios) e pelos órgãos públicos subordinados (ex: presidência da república,
ministérios, secretarias, etc). Os órgãos não tem personalidade jurídica. Alguns gozam de capacidade
processual ativa (Ex: MP)

São dotados de competência para realização de atividades administrativas de forma centralizada ou


desconcentrada (P. Autotutela).

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Administração Pública Indireta:

Entidades dotadas de personalidade jurídica própria, com capacidade organizacional e patrimônio


próprio, q atuam em nome próprio, sem subordinação ou hierarquia em relação aos entes públicos
federados.

Exercem as atividades administrativas sob regime de vinculação. As atividades são repassadas a


essas entidades por razões de descentralização.

Entes da Administração Indireta:

▪ Personalidade Jurídica – todos tem. Tem patrimonio, receita, autonomia jurídica.

▪ Criação / Extinção – lei específica cria Autarquias e autoriza a criação de Fundações Públicas, Emp.
Pública, Soc. Economia Mista. Só há necessidade de registro quando a lei apenas autoriza a criação.

▪ Finalidade Pública – definida pela lei.

▪ Controle – exercidos pelos entes da Administração Direta (controle finalístico)

▪ Dirigentes – são nomeados e exonerados livremente pelos dirigentes da Adm. Direta.

Autarquias

▪ Pessoa jurídica de direito público;

▪ Exercício de atividade tipicamente estatal;

▪ O regime jurídico aplicado ao Estado se aplica as Autarquias;

▪ Criadas por lei específica de iniciativa do chefe do Poder Executivo;

▪ Organização por meio de decretos ou estatuto;

▪ Patrimônio da autarquia é bem público (inalienável, impenhorável, imprescritível)

▪ Contratação de Pessoal por meio de concurso ou contratação temporária (urgência);

▪ Atos e contratos – podem ter caráter privado, como locação de bens por ex.

▪ Responsabilidade civil objetiva;

▪ Possuem privilégios processuais outorgados à Fazenda Pública;

Autarquias Especias:

1. Autarquias de Controle: conselho de classe, lei 9649 (ADIn 1717). Possuem Poder de Polícia,
parafiscalidade, salvo a OAB.

2. Autarquias de Regime Especial:

Universidades públicas – podem escolher seus dirigentes e possuem autonomia pedagógica


(liberdade de atuação), regulatória e gerencial;

Agências Reguladoras – criadas para prestar fiscalização e regulação de serviços prestados por
particulares. Ex: ANATEL, ANEEL, ATT, ANAC.

3. Agência Executiva: – autarquia ou fundação que recebeu a qualificação (contrato de


gestão). Plano de reestruturação X contrato de gestão (mais recursos e mais autonomia). Tentam ser
mais eficientes (art. 37, par. 8º, CF). Passam a ser vinculadas a um determinado Ministério.

Fundações Públicas E Privadas

Públicas:

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▪ Criada pelo Poder Público mediante personificação de um patrimônio público com finalidade de
praticar atividades assistenciais SEM qualquer finalidade lucrativa (ex: FUNAI);

▪ Personalidade jurídica de direito público ou privado (depende da lei);

▪ Se for de direito público, segue mesmas prerrogativas, privilégios e deveres das Autarquias.

▪ Se for de regime privado, segue o mesmo regime aplicado as empresas estatais;

Privadas:

▪ Entidades constituídas de parcelas do patrimônio de um particular, com finalidade de atingir


objetivos pessoais.

▪ Adquirem personalidade jurídica a partir do registro dos seus estatutos sociais no órgão
competente.

▪ MP realiza a fiscalização.

Empresas Estatais: Empresas Públicas / Sociedade De Economia Mista

Empresas Públicas

▪ Pessoa jurídica de direito privado;

▪ Criada mediante autorização legislativa;

▪ Qualquer forma jurídica e tipo societário;

▪ Capital 100% público;

▪ Exploração de atividade econômica ou prestação de serviços públicos;

▪ Contratação por concurso e regime celetista;

▪ Não gozam de privilégios fiscais ou processuais;

▪ Dotados de autonomia administrativa, financeira e patrimônio próprio;

▪ Não tem vinculo de hierarquia ou subordinação com a Administração Direta, o q não impede o
controle por ela.

▪ Criação por lei específica, só que a lei apenas autoriza sua criação, q será oficializada mediante
registro.

▪ Não se sujeita a falência (lei 11.10/2005);

▪ Ex: Caixa Econômica Federal / Correios (tem regime de Fazenda Pública – exceção
Jurisprudencial)

▪ Deslocamento de competência para a Justiça Federal (art. 109, CF);

Sociedade De Economia Mista

▪ Pessoa jurídica de direito privado;

▪ Criada mediante autorização legislativa;

▪ Tipo societário – S/A.

▪ Capital parcialmente público / privado (desde q a maioria pertença ao Poder Público);

▪ Exploração de atividade econômica ou prestação de serviços;

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▪ Mesmos requisitos das Empresas Públicas, salvo:

▪ Sempre S/A;

▪ Capital social público/privado desde que a maioria das ações com direito a voto seja Pública;

▪ Foro processual na Justiça Estadual (S. 566, STF);

▪ Não se sujeita à falência (lei 11.101/2005);

TERCEIRO SETOR OU ENTIDADES PARAESTATAIS

▪ Pessoas jurídica de direito privado;

▪ Sem finalidade lucrativa;

▪ Exerce atividades privadas de interesse público (não exclusivas de Estado);

▪ Não fazem parte de Administração Pública;

As principais entidades são:

Organizações Sociais –

▪ Associação ou fundação privada sem fins lucrativos, q celebra com o Poder Público contrato de
gestão;

▪ Absorve determinada atividade do Estado;

▪ Deve haver representantes do Poder Público no órgão de representação;

▪ No caso de desqualificação os bens serão revertidos ao Poder Público;

Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) –

▪ Qualificação jurídica dada a pessoa jurídica de direito privado;

▪ Sem fins lucrativos;

▪ Instituídos por particulares para desempenho de serviços sociais não exclusivos de Estado;

▪ Recebem incentivos e fiscalização do Poder Público;

▪ Possuem Termo de Parceria como Poder Público;

▪ Algumas não se qualificam como OSCIP (ver);

▪ No caso de desqualificação os bens serão revertidos a outra OSCIP;

Empresas Estatais Ou Governamentais: Empresas Públicas E Sociedades De Economia Mista

Empresa Pública

Empresas públicas são pessoas jurídicas de direito privado, criadas por autorização legislativa, com
totalidade de capital público e forma organizacional livre.

Exemplos: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, Empresa de Correios


e Telégrafos – ECT, Caixa Econômica Federal – CEF, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
– Embrapa e Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – Infraero.

Pessoa jurídica de direito privado

Criada por autorização legislativa (a lei apenas autoriza a instituição da empresa pública por meio

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de um decreto e depois os atos constitutivos precisam ser registrados em cartório – só com o registro
dos atos constitutivos é que nasce a personalidade jurídica da empresa pública)

Todo capital é público (nas empresas públicas não existe dinheiro privado integrando o capital
social)

Forma organizacional livre (o art. 5º do Decreto-Lei n. 200/67 determina que a estrutura


organizacional das empresas públicas pode adotar qualquer forma admitida pelo Direito Empresarial,
tais como: sociedade anônima, limitada e comandita)

Sociedade De Economia Mista

Sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado, criadas


mediante autorização legislativa, com maioria de capital público e organizadas obrigatoriamente
como sociedades anônimas, que exploram atividades econômicas, mas podem também prestar
serviços públicos.

Exemplos: Petrobras, Banco do Brasil, Telebrás, Eletrobrás e Furnas.

o Criação autorizada por lei (a personalidade jurídica surge com o registro dos atos constitutivos em
cartório, assim como ocorre com as empresas públicas, não sendo criadas diretamente pela lei)

o a maioria do capital é público (na composição do capital votante, pelo menos 50% +1 das ações
com direito a voto devem pertencer ao Estado[2]; assim, é obrigatória a presença de capital votante
privado, mas de forma minoritária, sob pena de a entidade converter-se em empresa pública)

o Forma de sociedade anônima (por expressa determinação legal, as sociedades de economia


devem ter obrigatoriamente a estrutura de S.A.)

O Senado E A Câmara Dos Deputados: Entenda O Bicameralismo

É de fácil verificação o fato de o poder legislativo federal brasileiro ser composto por duas casas: a
Câmara dos Deputados e o Senado Federal, que formam juntos o Congresso Nacional, e são
responsáveis pela elaboração de leis e suas deliberações e a fiscalização da administração pública.
Mas por que é o Congresso dividido em dois? Qual a diferença entre Senador e Deputado Federal?
Por que há menos senadores do que deputados? Por que o mandato do senador é de oito anos?
Este texto tem por objetivo responder a essas perguntas de forma simples, porém concisamente, e
versar com uma profundidade maior o real significado do bicameralismo – isto é, a composição dual
do congresso nacional – e o porquê de sua adoção no sistema político brasileiro.

Um Pouquinho De História Faz Mal A Ninguém.

O primeiro exemplar do que viria a ser o moderno bicameralismo surgiu na Inglaterra, no séc. XIII,
com o surgimento do Parlamento Inglês, este composto pela House of Lords (Câmara dos Lordes),
constituído pela nobreza e clero, e a House of Commons (Câmara dos Comuns), que era popular –
quer dizer, não nobre. Em ciências políticas, a primeira é referida como câmara alta, e a segunda,
por eliminação, câmara baixa. No início a câmara alta tinha um vasto poder, e a câmara baixa era
bem menos importante que sua contraparte bem-nascida. Porém com o passar dos séculos e todo o
processo histórico (Iluminismo, fim do Antigo Regime, Revolução Industrial e por aí vai), a câmara
baixa foi ganhando destaque até se tornar o centro do parlamento inglês, embora só no século XX
que os Lordes perderam muito de seu poder legislativo.

Do outro lado do Atlântico, no final do séc. XVIII, o recém-fundado Estados Unidos da América criou
um sistema bicameral, inspirado inicialmente no modelo inglês, e que seria copiado no resto do
mundo nos séculos seguintes: Uma câmara alta chamada Senado, representando os estados
daquela federação, e uma câmara baixa chamada Câmara dos Representantes, representando o
povo diretamente.

Mas o que isso tem a ver com o Brasil? Muito, porque nosso primeiro legislativo federal, criado em
1824 com a primeira constituição, era bastante inspirado no modelo inglês Lordes/Comuns, porém
foram escolhidos nomes mais “americanizados” : tínhamos um Senado, representando as províncias
(o que hoje seriam os estados atuais) composto por membros vitalícios nomeados pelo imperador, e

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uma Câmara dos Deputados, eleitos por eleições com mandatos de 4 anos. Com a proclamação da
república, o modelo a servir de inspiração passou a ser o republicano norte-americano. Portanto,
precisamos entender este modelo para, posteriormente, analisarmos o bicameralismo brasileiro.

O Modelo Norte-Americano.

Os legisladores do jovem Estados Unidos tinham a difícil tarefa de criar um novo sistema legislativo
que correspondessem às suas aspirações. Eles desejavam um sistema que mantivesse a
estabilidade do Estado recém-criado e que deveria equilibrar os desejos mais radicais do povo e os
desejos mais conservadores da classe política dos estados. A solução encontrada foi tomar
emprestado o modelo parlamentar inglês, com uma câmara alta mais conservadora, e uma câmara
baixa mais popular, porém era necessário adaptá-lo à realidade republicana federalista norte-
americana. O resultado foi o sistema parlamentar que existe lá até hoje: Um Congresso Nacional
formado pela Câmara dos Representantes (deputados), eleitos diretamente pelo povo a cada 4
ANOS, com renovação TOTAL dos seus membros; um Senado, composto por 2 senadores de cada
estado da federação, com mandato de 6 ANOS, com renovação PARCIAL de 1/3 de seus membros a
cada 2 anos e eleitos pelas assembleias legislativas de seus respectivos estados (só a partir de 1913
passaram a ser eleitos por voto direto). A ambos os cargos era possível a reeleição.

Essas diferenças estruturais evidenciavam a intenção de o Senador ser o “freio” da Câmara dos
Representantes, pois sendo esta totalmente renovada a cada 4 anos e eleita por voto direto, era
muito suscetível às paixões populares, às mudanças bruscas de opinião pública. Já o Senado era
evidentemente mais restritivo, com sua eleição indireta e renovação parcial de 1/3, o que garantia a
esta casa um tom notavelmente conservador. Outra diferença a apontar é a idade mínima para se
candidatar a estes cargos: os senadores tinham que ter no mínimo 30 anos de idade, enquanto para
os deputados o limite era 25. James Madison, quarto presidente dos EUA, justificou isto alegando que
“as responsabilidade de um senador” pedem por “maior experiência e estabilidade de caráter”.
Resumidamente, o Senado fazia o trabalho de contrapeso ao poder da maioria, representado pelos
deputados.

Sistema Simétrico E Incongruente

As análises políticas modernas do bicameralismo se baseiam nos conceitos de simetria e


incongruência, que são características necessárias ao sistema bicameral, e quanto mais simétrico e
incongruente este sistema for, mais forte é o bicameralismo. Logo estes conceitos são utilizados
como fatores de mérito para comparar sistemas bicamerais pelo mundo. Explicarei cada um a seguir,
a fim de dar o aprofundamento maior prometido para o entendimento do significado do
bicameralismo.

Quando o corpo legislativo é bicameral, cada casa tem, além de suas funções comuns de legislar e
deliberar, suas funções e prerrogativas próprias, e chamamos a balança dessas prerrogativas de
simetria. Se a balança pende pra uma das casas, o sistema tem baixa simetria, e se ambas as casas
têm poderes de se anularem mutuamente, o sistema tem alta simetria. O parlamento inglês é pouco
simétrico, pois a Câmara dos Lordes pouco pode fazer frente às decisões da Câmara dos Comuns.
Já o parlamento brasileiro é altamente simétrico, com Senado e Câmara com poderes equilibrados.
Discutiremos as características brasileiras mais à frente.

Para que um sistema bicameral tenha uma boa funcionalidade, é necessário que ambas tenham
diferentes graus de representação política, já que duas câmaras idênticas com poderes simétricos
não fariam, em principio, muito sentido. A estas particularidades de cada casa chamamos
incongruência, e segundo o que dizem cientistas políticos favoráveis, ela enriquece o sistema
bicameral por permitir que visões diferentes sejam debatidas. A incongruência é conseguida com
características diferentes entre as duas casas, por exemplo: tempo de mandato, numero de cadeiras,
idade mínima, razão de renovação (total ou parcial), sistema eleitoral (proporcional ou majoritário) etc.
Espera-se que, com o aumento de incongruência entre as casas, se consiga fomentar a pluralidade
legislativa, e mais incentivos existirão para a contribuição particular de cada casa na conformação
das decisões políticas. Foi exatamente isso que os primeiros legisladores dos Estados Unidos
buscaram com as diferenças entre Senado e Câmara.

Enfim, O Brasil

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Podemos dizer que o Brasil tem todas as qualidades para que um sistema bicameral existisse por
aqui. Temos um vasto território, que consequentemente gerou o federalismo como forma
administrativa e a heterogeneidade social entre várias regiões. Soma-se a isso também a força
histórica de elites políticas regionais. Logo, um sistema com duas casas, onde uma represente a
população em geral e a outra represente os vários estados e suas peculiaridades, parece ter surgido
naturalmente. Como foi dito anteriormente, esta foi a estratégia utilizada já na época da monarquia, e
foi levada adiante, porém modificada, pela república – o que nos dá quase dois séculos de
bicameralismo. Atualmente, nosso Senado é composto por 3 senadores de cada estado e mais o
Distrito Federal, e nossa Câmara dos Deputados por parlamentares eleitos proporcionalmente a
população dos estados, sendo 8 o número mínimo e 70 o número máximo por estado.

O bicameralismo brasileiro apresenta acentuadas características de simetria e de incongruência. No


quesito simetria, pode-se evidenciá-lo citando-se os processos de tramitação de leis no congresso,
que numa forma simplificada funciona assim: Uma das casas propõe e vota o projeto de lei, e o
aprovando será enviada à outra casa para revisão. A casa revisora pode aprová-la (e desta forma a
lei passa ao Executivo para sanção/veto), rejeitá-la (e a lei é arquivada) ou pode emendar o projeto.
No último caso, a casa iniciadora do projeto deverá aprovar a emenda, total ou parcialmente, ou
rejeitar a emenda, e assim a lei passa ao Executivo com o texto original. A esta ultima prerrogativa
chamamos de “imposição de vontade da primeira casa”. Como este processo é válido tanto para o
Senado quanto à Câmara, a simetria neste caso está garantida. Em votações conjuntas, que é o caso
de veto presidencial, é necessária a aprovação das duas casas, sendo que a Câmara vota primeiro.

O Senado e a Câmara dos Deputados possuem algumas prerrogativas próprias interessantes. Por
exemplo, só o Senado possui o poder de aprovar as nomeações de cargos feitas pelo Presidente da
República, de controlar a dívida dos estados, de autorizar operações externas de natureza financeira
e de julgar processos de impeachment dos altos cargos da república, inclusive o Presidente. Já só a
Câmara pode iniciar o processo de impeachment (o Senado só o julga) e é a casa de origem de
projetos de lei de origem do executivo (medidas provisórias e/ou projetos de lei). Desta forma
podemos notar que o Senado tem maior poder de natureza específica, porém a Câmara tem maior
poder deliberativo, já que leis do executivo começam a ser votadas na Câmara e por isso goza da
“imposição de vontade da primeira casa”.

No Brasil, os deputados federais são eleitos para mandatos de 4 anos, com renovação total da
Câmara neste período. O sistema de eleição é proporcional*, onde o voto é contabilizado para os
partidos, e com suas listas abertas*, preenchem as cadeiras adquiridas, que são no total 513
atualmente. A idade mínima é de 21 anos. Já os Senadores são eleitos para mandatos de 8 anos,
com renovação de 1/3 ou 2/3 da casa ordenadamente. O sistema de eleição é majoritário*, ganhando
o candidato mais votado em seu estado de candidatura, ou os dois mais votados dependendo da
eleição. A idade mínima é de 35 anos, 16 a mais do que a mínima para um deputado. Sendo 3
senadores pra estado mais o Distrito Federal, o total de senadores é 27 x 3 = 81.

Sob a ótica da incongruência, as duas casas representam, sem dúvida, segmentos políticos
diferentes. A Câmara costuma ser mais popular, mais sensível ao clamor público e mais propensa a
mudanças, enquanto o Senado representa mais as velhas elites políticas, evidenciando o caráter
mais conservador deste, que concorda com a visão do Senado como lar dos experientes, moderados
e patrióticos – qualidades que, teoricamente, os tornam mais aptos à estabilidade e menos propensos
a ações impetuosas do que os membros da câmara baixa.

E Se O Brasil Fosse Unicameralista?

Em tese, países com sistemas parlamentares únicos sofrem mudanças políticas mais rapidamente,
pois não há outra casa como contraponto ou uma força conservadora para gerar discussões que
atrasariam mudanças bruscas. O Brasil atualmente sofre muito com a lerdeza do legislativo, como é o
exemplo de propostas de reformas política e tributária que há anos estão pulando entre uma casa e
outra por falta de um consenso. O unicameralismo certamente aceleraria tais discussões e isso seria
um ponto positivo. Porém, pode-se argumentar que o unicameralismo traria perda de influência de
estados menos expressivos na federação, onde os problemas sociais e econômicos são mais graves.
Seria difícil representar todas essas diferentes regiões numa única assembleia, e diferenças regionais
no Brasil são tão enormes quanto seu território.

O Importante É O Debate

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Os defensores do sistema bicameral argumentam que a tramitação bicameral tende a produzir


decisões com a melhor qualidade. Isto porque sendo as duas casas distintas e autônomas de
representação, elas tendem a defender interesses diversos e muitas vezes contraditórios entre si. É
neste ponto que o debate ocorre, e é construído sobre concessões e acordos que os agentes
parlamentares são capazes de realizar.

O simples fato da existência de uma segunda casa faz com que os projetos sejam feitos com ciência
de possíveis embates com a casa revisora, o que já conduz a um debate antes mesmo da proposta
ser oficializada. Os Parlamentares da câmara de origem buscam captar, por antecipação, as
preferências e opiniões dos revisores, de modo a reduzir as possibilidades de veto, obstrução ou
mesmo polêmica na etapa de revisão. Com isso o bicameralismo cria condições mais favoráveis à
realização de deliberações mais bem informadas e em tese menos sujeitas a equívocos.

GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS


Gabinete Civil da Governadoria
Superintendência de Legislação.

LEI Nº 14.911, DE 11 DE AGOSTO DE 2004.

Estabelece normas para a realização de concurso público.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE GOIÁS, nos termos do art. 23. § 7o, da Constituição
Estadual, decreta e eu promulgo a seguinte Lei:

Art. 1o As provas de concursos públicos estaduais, além das matérias específicas de cada carreira,
deverão conter questões atinentes à realidade étnica, social, histórica, geográfica, cultural, política e
econômica do Estado de Goiás.

Art. 2o O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 (noventa) dias a contar de sua
publicação.

Art. 3o Esta lei entra em vigor na data de sua publicação

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE GOIÁS, em Goiânia, 11 de agosto de 2004

História Da Política No Brasil

Em poucos lugares do mundo houve tantas mudanças significativas em pouco tempo como no Brasil.

Certamente, o Brasil é um dos países mais revolucionários do mundo. Em menos de três décadas
instalou mudanças radicais que foram da ditadura até a plena democracia, viveu a abertura
comercial regulada pelo mercado neoliberal até a atual intervenção com a mão forte do Estado de um
governo social democrata e elevou o padrão de vida de milhões de brasileiros pobres. Por outro lado,
manteve velhas estruturas inalteradas e, assim como no processo de Independência, o povo se
manteve como expectador das principais mudanças que lhe diz respeito.

Foi assim no processo político de 1822, na instalação do regime republicano de 1889,


na Revolução de 1930, de democratização de 1945 e, novamente, em 1985. Esse padrão inclui
uma significativa mudança na estrutura de governo sem que ocorresse a ascensão de uma nova
classe social ao poder. Pelo contrário, as novas forças emergentes compõem com os interesses dos
velhos grupos que antes exerciam direta ou indiretamente o comando nacional.

Para o cientista político André Singer, “a sociedade brasileira foi marcada por um conservadorismo
em que nunca houve rupturas. Nossa Independência foi a continuidade da família real; fomos o último
país que aboliu a escravidão no mundo; a Proclamação da República foi inteira de cima para baixo; e
a Revolução de 30 foi uma ruptura feita por cima”.

Na história mais recente, nos últimos 30 anos, tivemos milagre econômico, nova Constituição de
1988, volta da democracia, hiperinflação, neoliberalismo, planos de estabilização da moeda, abertura
comercial, privatizações de estatais, programas sociais, queda histórica dos juros, populismo,
ascensão da classe média, entre outras coisas.

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Nem todas essas mudanças foram boas para o país, porém refletem, em partes, o desejo de
mudança. A começar pela campanha das “Diretas Já”, um dos movimentos de maior participação
popular da história do Brasil que propunha eleições diretas para o cargo de presidente da República.
Mesmo com a emenda Dante de Oliveira não tendo sido aprovada, o movimento teve força
suficiente para ser combustível de abertura definitiva para a democracia.

Em 1989, foi então criada a nova Constituição da República, o documento é um marco para
a redemocratização do Brasil. Após o fim do Regime Militar, em todos os segmentos da sociedade,
era unânime a necessidade de uma nova Carta que garantisse os direitos civis e políticos, pois a
anterior havia sido promulgada em 1967, em plena Ditadura Militar, além de ter sido modificada
várias vezes com emendas arbitrarias pelos atos adicionais dos militares. Todavia, essa mesma
Constituição tratou de anistiar presos políticos e apagar os rastros da ditadura militar deixando
impunes os algozes milhares de brasileiros engajados e militantes como Rubens Paiva, Wladimir
Herzog, entre outros.

No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves como novo
presidente da República. Era o fim da ditadura. No entanto, Tancredo fica doente antes de assumir e
acaba falecendo, assumindo o vice-presidente José Sarney, que há 50 anos mantém seu curral
eleitoral no Maranhão aos moldes do coronelismo e do cabresto político, e que hoje faz parte de um
grupo de velhos do PMDB, que fazem parte da base de apoio do governo responsável pela
governabilidade, mas que pouco se importam com a opinião pública.

Planos Furados

José Sarney assume a Presidência do Brasil com uma economia falida, utilizou dos seus planos
econômicos, que nada funcionaram, levando os brasileiros praticamente à bancarrota. Por pelo
menos duas décadas de história recente, o Brasil foi forçado a enxergar a política econômica como
um conjunto de medidas de impacto destinadas a tirar o país de crises imediatas — os planos
econômicos. Foi assim na sucessão de pacotes anti-inflação dos anos 80, nos choques de juros que
reagiram às grandes convulsões internacionais na década de 90 e até no segundo turno da eleição
presidencial de 2002, quando a cotação do dólar chegou a atingir 4 reais.

Ministros – como Zélia Cardoso – dedicaram noites de sono a planos tão alucinados quanto inúteis,
como o Plano Cruzado, Plano Bresser, Plano Verão, Plano Collor e Sarney, que levaram o Brasil
da euforia à decepção, do congelamento de preços à redução de salários e austeridade fiscal.

Transformações, Continuidades E Desafios

E por fim, tivemos finalmente, depois de mais de 25 anos de ditadura insustentável, brigas de
movimentos populares, como em 1978 com as grandes greves em que a sociedade foi movimentada
por baixo, eleições diretas. Em 1989, os brasileiros voltam a eleger seus presidentes da República.
Conduzido pelos meios de comunicação, o povo escolhe o homem jovem, bonito e arrojado,
causador de marajás que iria modernizar a economia: homem “errado”. Disputaram o pleito os
candidatos Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva em uma campanha marcada pela
imoralidade e falta de ética.

Aquele que deveria modernizar a economia foi responsável por abrir o país ao neoliberalismo, que
significou para muitos analistas a derrota da classe trabalhadora. Em 1990, Collor confiscou a
poupança e a conta-corrente dos brasileiros. Mas o estopim para a insatisfação popular foi a
denúncia de Pedro Collor de Melo – irmão do presidente – de cumplicidade com seu tesoureiro de
campanha, Paulo César Farias, acusado de cometer crimes como enriquecimento ilícito, evasão de
divisas e tráfico de influência. Foram às ruas multidões de jovens e estudantes que, em agosto e
setembro de 1992, pintaram o rosto de verde e amarelo e organizaram passeatas
pelo impeachment do então presidente, movimento que foi dado o nome de Caras-Pintadas. Hoje,
25 anos depois, uma nova geração de jovens do Brasil, que chega à maioridade política, e em um
contexto em que o Estado se descola das classes, as pessoas saem em manifestações por todo o
país reivindicando melhores condições dos serviços públicos.

Anos depois, Lula, Collor e Sarney se encontram como aliados de governo. Em 1993, os primeiros
movimentos do então ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, o sociólogo Fernando
Henrique Cardoso, preparava o Plano Real, a última troca de moedas da história brasileira e a
cartada final contra o dragão da inflação — colocada em prática oficialmente em 1994.

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Maioridade Do Real

Capítulo ainda recente da história econômica do Brasil, o Real chega aos 23 anos como uma moeda
forte e valorizada. Em 1993, o Brasil registrou uma taxa de inflação de 2500%, no ano seguinte o
plano derrubou o índice para 22% e, a partir daí, as taxas se mantiveram em um dígito.

O Plano Real pode ser considerado um caso de sucesso em termos de condução da política
econômica. O início do processo de recuperação da credibilidade da moeda brasileira se deu em 1º
de julho de 1994, após um longo período de inflação elevada e de incapacidade de previsão para a
realização de investimento, consumo e poupança.

Diferentemente dos planos econômicos anteriores, que não conseguiram reverter o processo
inflacionário no país, o Plano Real possibilitou essa mudança, tornando-se um marco não só
econômico, mas político, social e histórico para a sociedade brasileira.

Antes do Plano Real, os brasileiros vivenciaram diversas tentativas de estabilização da moeda e


redução da inflação, com planos econômicos, congelamentos de preços e confiscos. Com seu
advento, foi possível cessar um processo inflacionário crônico, respeitando a propriedade privada, os
contratos firmados e os direitos de toda a sociedade.

Tradição De Entrega

O Brasil tem a fama e um bom desempenho no futebol, mas de vez em quando “entrega o ouro”. Na
questão econômica, a história é parecida, o processo de privatização no Brasil começou no início da
década de 1990, quando ocorreu a venda do controle de mais de 100 empresas e concessionárias de
serviços públicos como a Embraer, a Companhia Vale do Rio Doce, o sistema Telebrás, parte
da Petrobras, entre outras.

Plataforma de extração de petróleo da Petrobrás | Foto: Divulgação Petrobras

Por outro lado, foi importante porque diminuiu a participação do Estado na economia e tornou os
serviços mais eficientes e baratos. Também serviu para recuperar empresas que caminhavam para a
falência, a mais emblemática delas é a da telefonia. Quando as empresas privadas de telefonia
entraram no mercado, em 1998, encontraram apenas 22 milhões de telefones em operação no país.
Hoje o acesso entrou no caminho da universalização com mais de 250 milhões de aparelhos em
funcionamento — entre telefones fixos e celulares.

Uma Nova Realidade

“O Brasil vai bem, mas o povo vai mal”, a frase com que o general Médici definiu o milagre
econômico brasileiro foi pronunciada quando o PIB chegava a crescer 14% ao ano em meio ao
aumento da desigualdade e pobreza extrema.

Hoje, fica-se tentado a dizer que o povo vai melhor, enquanto o Brasil vai mal. Os índices sociais são
favoráveis a ponto de garantir elevado apoio eleitoral para a atual presidente Dilma, apesar da
mediocridade da economia. Em 2012, o desemprego ficou em 5,8%, segundo o IBGE, ou seja,
vivemos praticamente pleno emprego e, de acordo com o Instituto Data Popular, a renda familiar da
classe média no Brasil na última década teve aumento real de 70%, chegando a R$ 2.560,00.

O que sucede é que são justamente os que se definem pela prioridade de redistribuir e transferir
renda. Haveria relação de causa e efeito entre redistribuição e queda do crescimento? Seria
incompatível manter pleno emprego e inflação baixa, melhoras salariais e avanços em
competitividade? Certamente, alguns economistas diriam que sim. O panorama atual se caracteriza
por inflação em alta, crescimento em baixa, deterioração da posição fiscal e das contas externas e
competitividade precária.

Entretanto, na avaliação do economista José Carlos Quintas Mariano, “o crescimento da renda


ocorreu, a meu ver, de forma regionalizada, tendo ocorrido principalmente em Estados do norte e
nordeste, onde os níveis de renda eram e continuam a ser baixíssimos”.

Para José Carlos, somente a agregação de renda não será suficiente para manter durante muito
tempo programas hoje caracterizados como “assistencialistas/populistas” patrocinados pelo governo.

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“O ideal seria substituí-los gradualmente, propiciando aos assistidos Educação, capacitação


profissional assistida e contínua, facilidades de acesso ao trabalho, crédito facilitado, assistência
médica, permitindo-lhes poder se sustentar dignamente”, analisa o economista.

Caminhos Que Ainda Temos Que Seguir

Os antigos e o atual governo erram pelos motivos usuais: incompetência, idiossincrasias e caprichos
de dirigentes, excessiva indulgência com fisiologismo político e corrupção. Desculpá-los com nobres
motivações sociais e ideológicas equivale a afirmar que o preço do combate à desigualdade e à
pobreza passa pelo desgoverno e pelo desperdício, o mensalão seria um bom exemplo disso: após a
condenação em instância máxima dos acusados, o Brasil ainda clama por justiça.

Também é louvável que os atuais planos sociais tiveram significativas mudanças na estrutura social.
Durante os dez anos de governo do Partido dos Trabalhadores (PT), mais de 6 milhões de novos
domicílios passaram a compor a nova classe média, que já soma 40 milhões de pessoas, segundo o
IBGE. Em 2012, o Programa Bolsa Família teve um total de investimentos feito pelo governo federal
de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Entretanto, segundo o professor da Unicamp Armando Boito Jr., “a grande massa de brasileiros foi
integrada ao consumo a partir de 2002 pelo Lula, mas essa massa, que tem capacidade de definir
eleições, foi constituída como força eleitoral por Fernando Collor de Mello em 1989, com o discurso
de que representava os descamisados, em uma política neoliberal, atacando as empresas estatais”.

Lula teve o mérito de neutralizar o grande capital financeiro internacional, o que foi chamado de
continuísmo dos projetos de FHC. Para o economista José Carlos, o governo Lula “surfou” na onda
das medidas tomadas pelo tucano “como também adotou para si e seu governo [mesmo depois da
publicação e os posteriores efeitos causados no mercado financeiro pela célebre “Carta (do PT) ao
povo brasileiro” de 2002] todos os melhores fundamentos de política econômica até então
praticados”.

Aos moldes paternalistas de Getúlio Vargas, o petista também foi generoso com o capital financeiro e
grandes instituições que nunca lucraram tanto à custa de financiamento público. Soma-se ainda que
o Brasil se beneficiou pelo aumento dos preços das commodities que, de acordo com o cientista
político André Singer, “capitalizou muito o país dando uma folga econômica, permitindo combater a
pobreza extrema, provocando uma certa distribuição de renda sem precisar confrontar com o capital”.

O esforço para depreciar o câmbio, redução histórica da taxa de juros, medidas protecionistas para a
indústria de transformação, ou seja, uma política econômica que beneficia o capital produtivo ao
passo que também dialoga com as massas e classes populares que deram sustentação ao governo
petista como a recuperação do salário mínimo que, nos últimos dez anos, teve crescimento real de
70%, ou programas como Bolsa Família, Luz para Todos, entre outros.

Essa breve história contemporânea do Brasil foi pautada pela manutenção de um sistema que tentou
dialogar com a classe trabalhadora, mas também é sintomática que a grande burguesia interna se
tornou hegemônica. Diante desse cenário, analistas não observam no horizonte político grandes
alterações eleitorais econômicas e sociais.

Política e Poder, é quase um truísmo dizer, são indissociáveis. Por outro lado, tanto a Política –
campo de expressão por excelência do Poder nos seus âmbitos mais tradicionais – como o Poder em
seu sentido mais amplo (o que inclui toda uma diversidade de setores da vida social e das atividades
humanas nas quais tal noção se aplica de maneira imperiosa) são igualmente indissociáveis da
História. A Política, em sentido mais restrito, e o Poder, em sentido mais amplo, são construídos,
percebidos, exercidos, apropriados, imaginados e discursados de modos diferenciados ao longo da
História. Nada mais natural que, diante do incessante fluxo da História no que tange às múltiplas
perspectivas sobre o Poder que vão surgindo e se desenvolvendo, também tenha se afirmado no seio
da historiografia um campo mais específicos de estudos, também em permanente transformação: a
História Política.
.
É precisamente no âmbito deste campo mais específico de estudos historiográficos que, nas décadas
recentes, tanto no Brasil como nos círculos historiográficos internacionais, tem crescido o interesse
em se rediscutir o Poder, a Política e a própria História Política com relação aos seus paradigmas,
questões conceituais e procedimentos metodológicos. O interesse facilmente se explica. Se a partir

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da terceira década do século XX se impuseram como campos preferenciais vitoriosos na


historiografia ocidental alguns modos de pensar e realizar a História que pareciam relegar para
segundo plano a História Política – na verdade uma velha História Política que fora tão típica do
século XIX – já nas décadas recentes a historiografia ocidental se viu partilhada por uma diversidade
muito maior de modalidades e abordagens históricas, algumas novas, outras renovadas.
.
Em um mundo contemporâneo no qual tem se tornado cada vez mais clara a multiplicidade de
poderes de todos os tipos que envolvem a vida social e individual, da coerção ou planificação
governamental mais direta às sutis formas de propaganda subliminares, a História Política viu-se
sensivelmente renovada neste novo rearranjo de modalidades históricas. Trata-se, contudo, muito
mais de um desenvolvimento lógico e estrutural da Historiografia e de sua inserção no contexto da
história recente, conforme veremos oportunamente, do que de uma simples moda historiográfica que
retorna para compensar seus anos de relativo eclipse.

Vejamos, antes de mais nada, como se situa a História Política no quadro das inúmeras modalidades
em que hoje se encontra partilhado o Campo da História. Dentro do vasto campo de modalidades da
História que hoje abrigam os enfoques e fazeres historiográficos – e que vão de categorias mais
recentes como a Micro-História e a História do Imaginário até categorias já tradicionais como a
História Econômica e a História Demográfica – existem algumas modalidades que se definem a partir
de uma peculiaridade bem interessante. Elas são atravessadas por uma palavra apenas, que parece
iluminar de maneira especial cada um dos seus diversos caminhos internos. Entre outras possíveis,
podemos lembrar as noções de “Cultura”, “População”, “Poder”, a partir das quais teremos
modalidades historiográficas muito específicas como a História Cultural, a História Demográfica, a
História Política. Dentre essas modalidades historiográficas que são iluminadas em seu espectro de
possibilidades internas por uma noção fundamental, a História Política ocupa um lugar bastante
especial por razões que já discutiremos. Por trás da História Política – de qualquer história política,
das antigas às novas possibilidades – está uma palavra apenas, ou um aspecto, que ocupa o papel
de centro de gravidade de todos os fazeres e abordagens históricas que se abrigam sobre esta
categoria. A palavra “poder” rege os caminhos internos da História Política da mesma maneira que a
palavra “cultura” rege os caminhos internos da História Cultural, ou que a palavra “imagem” erige-se
como horizonte fundamental para a História do Imaginário. “Poder”, como “cultura”, é entretanto uma
palavra complexa, polissêmica, que se abre como campo de disputas para múltiplos sentidos e como
objeto para multidiversificadas apropriações. Temos aqui palavras que são verdadeiros espelhos de
muitas faces, que se transfiguram conforme os seus usos ou as intenções que as animam, que se
transformam, que se comprimem ou se alargam ao longo da sua história léxica. A palavra “poder” é
como uma armadura que se tem oferecido para muitas batalhas historiográficas, verdadeira arena
que estimula confrontos internos dos quais podem emergir vencedores, neste ou naquele momento,
alguns sentidos mais específicos ou mais abrangentes.
.
Deveremos indicar, em primeiro lugar, a expansão de sentidos a que se permite o conceito de
“Poder” na passagem de uma história política mais tradicional, como a que se fazia no século XIX,
para as novas possibilidades que surgem com a historiografia do século XX, culminando com um
novo âmbito que, nas últimas décadas do século XX, já passa a ser referido em termos de uma “nova
história política”. “Poder”, de acordo com estas expansões de sentido, não seria apenas aquele que,
na ótica dos historiadores e pensadores políticos do século XIX, emanava sempre do Estado ou das
grandes Instituições – ou que a estes podia se confrontar através de revoluções capazes de
destronar um rei e impor uma nova ordem igualmente centralizada – e nem seria apenas aquele
poder que de resto mostrava-se exercido fundamentalmente pelos personagens que ocupavam lugar
de destaque nos quadros governamentais, institucionais e militares da várias nações-estados.
“Poder” – de acordo com uma nova ótica que foi se impondo gradualmente – é aquilo que exercemos
também na nossa vida cotidiana, uns sobre os outros, como membros de uma família, de uma
vizinhança ou de uma comunidade falante. “Poder” é o que exercemos através das palavras ou
imagens, através dos modos de comportamento, dos preconceitos.

O “Poder” apresenta-se a todo instante neste imenso teatro social no qual todos ocupamos
simultaneamente a função de atores e de espectadores – daí que se possa falar hoje em um “teatro
do poder” quando examinamos a política nas várias épocas históricas. Poder, no decurso de uma
série de novas lutas políticas e sociais que redefiniu radicalmente a sociedade em que vivemos, é
aquilo os homens aprenderam a reconhecer nas mulheres, que as maiorias aprenderam a reconhecer
nas minorias, que o mundo da ordem aprendeu a reconhecer na marginalidade, que os adultos que

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aprenderam a reconhecer nos mais jovens. Essa compreensão mais abrangente da noção de “poder”
redefine, obviamente, os sentidos para o que se deve entender por História Política.
Redefinida desta maneira, os objetos da História Política são todos aqueles que se mostram
atravessados pela noção de “poder” em todas as direções e sentidos, e não mais exclusivamente de
uma perspectiva da centralidade estatal ou da imposição dos grupos dominantes de uma sociedade.
Neste sentido, teremos de um lado aqueles antigos enfoques da História Política tradicional que,
apesar de terem sido rejeitados pela historiografia mais moderna de a partir dos anos 1930 (Escola
dos Annales e novos marxismos), com as últimas décadas do século XX começaram a retornar
dotados de um novo sentido. A Guerra, a Diplomacia, as Instituições, ou até mesmo a trajetória
política dos indivíduos que ocuparam lugares privilegiados na organização do poder – tudo isto
começa a retornar a partir do final do último século com um novo interesse.
.
De outro lado, além destes objetos já tradicionais que se referem às relações entre as grandes
unidades políticas e aos modos de organização destas macro-unidades políticas que são os Estados
e as Instituições, adquirem especial destaque, por exemplo, as relações políticas entre grupos sociais
de diversos tipos. A rigor, as ‘ideologias’ e os movimentos sociais e políticos (por exemplo, as
Revoluções) sempre constituíram pontos de especial interesse por parte da nova historiografia que se
inicia com o século XX, mesmo porque estes eram campos de interesses muito caros à nova História
Social que estava então se formando. Mas por outro lado, tal como já ressaltamos, hoje despertam
um interesse análogo as relações interindividuais (micropoderes, relações de poder no interior da
família, relacionamentos intergrupais), bem como o campo das representações políticas, dos
símbolos, dos mitos políticos, do teatro do poder, ou do discurso

A Economia De Goiás

Localizado na região Centro-Oeste, na qual a atividade agropecuária tem grande destaque, Goiás
apresenta extensas áreas de pastagens e lavouras. Quase metade do território goiano é formada por
latifúndios rurais, ou seja, propriedades com mais de mil hectares.

Em 2008, a contribuição de Goiás para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foi de 2,5% e, no
âmbito regional, sua participação foi de 27,6%. A composição do PIB goiano é a seguinte:

Agropecuária: 11%
Indústria: 27%
Serviços: 62%

A agropecuária goiana tem grande importância no cenário econômico nacional, uma vez que sua
produção de carnes e grãos impulsiona a exportação estadual.

Goiás é um dos maiores produtores de tomate, milho e soja do Brasil. Responsável por 33% da
produção nacional de sorgo, Goiás é o principal produtor desse grão no país. Outros cultivos
importantes são: algodão, cana-de-açúcar, café, arroz, feijão, trigo e alho.

A pecuária, por sua vez, está em constante expansão. O estado possui, atualmente, o terceiro maior
rebanho bovino do país. O aspecto negativo com relação à agropecuária é que ela é a principal
atividade responsável pela destruição do bioma Cerrado, visto que desencadeia constantes
desmatamentos e degradação do solo.

Goiás também possui reservas minerais. Entre essas, destacam-se os municípios de Minaçu
(extração de amianto), Niquelândia e Barro Alto (níquel), além de Catalão (fosfato).

A indústria goiana é responsável por 27% do PIB regional, esse setor da economia vem se
diversificando constantemente. A cidade de Goiânia, capital do estado, abriga boa parte dos
complexos industriais. Outras cidades que se destacam são: Aparecida de Goiânia, Anápolis,
Catalão, Rio Verde e Itumbiara.

O Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA) possui o maior polo farmoquímico da América Latina,
abrigando também, indústrias alimentícias, automobilísticas, têxteis, além de possuir o único porto
seco brasileiro.

O turismo é outra atividade de fundamental importância para a economia goiana. As cidades de


Caldas Novas e Rio Quente, principais estâncias hidrotermais do país, atraem milhares de visitantes.

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O turismo histórico é cultuado na Cidade de Goiás (Goiás Velho), Corumbá e Pirenópolis. Na região
da Chapada dos Veadeiros e do Rio Araguaia, o turismo ecológico é proporcionado.

A economia do estado de Goiás tem como principais atividades a agricultura, a pecuária e a


indústria. O Produto Interno Bruto – PIB (R$ 65.210 milhões em 2007) do estado corresponde a 2,45
% da riqueza gerada em todo o país nesse período. O PIB per capita de Goiás foi de R$ 11.547,68
em 2007. (AMARAL; NASCIMENTO, 2010).

A produção agrícola de Goiás é das mais expressivas do país. O estado é o maior produtor sorgo do
Brasil, além de estar entre os maiores produtores nacionais de milho, tomate e soja. Além disso, são
produzidos no estado: arroz, feijão, algodão, trigo, cana-de-açúcar, alho, mandioca, cítricos e
girassol.

O rebanho bovino do estado está entre os maiores do Brasil. A pecuária de corte é mais desenvolvida
do que a pecuária leiteira. No entanto, a atividade é a principal responsável pelo desmatamento e
destruição do cerrado, destruindo esse ecossistema e provocando erosões. As criações de suínos e
de aves também são significativas no estado.

O setor industrial está em expansão. A variedade de indústrias no estado é grande, com destaque
para as indústrias de transformação, alimentícias, têxteis, metalúrgicas, madeireira, mobiliaria,
automobilísticas, de mineração e farmacêutica. Em Goiás, especificamente no Distrito Agroindustrial
de Anápolis (DAIA), está situado o maior pólo farmoquímico da América Latina. O estado é um dos
maiores produtores de medicamentos genéricos do Brasil. Produz ainda açúcar e álcool em
quantidades significativas. Goiás é o único estado brasileiro que possui um porto seco.

O extrativismo, tanto mineral como vegetal contribuem com a economia do estado. Goiás possui
reserva de vários minerais, sendo os de maior destaque, o calcário, o amianto, o fosfato e o níquel.
Existem ainda jazidas de ardósia, cobre, rutilo, argila, manguanes, estanho, talco, dolomita e cromita.
Ouro, pedras preciosas (esmeraldas), pedras semipreciosas e cristais-de-rocha também são
encontradas. Os vegetais extraídos são: madeira (mogno), pequi, babaçu e casca de angico.

O turismo contribui de forma significativa com a econômia do estado. As estâncias hidrotermais nas
cidades de Rio Quente e Caldas Novas atraem muitos turistas. O ecoturismo nas praias do Rio
Araguaia e na Chapada dos Viadeiros é bastante procurado. Além disso, as cidades de Pirenópolis,
Corumbá e na Cidade de Goiás, o turismo histórico atrai os turistas.

Goiás PUBLICIDADE O Estado de Goiás tem 246 municípios com população de 5.620.000
habitantes, a economia é baseada no agronegócio, mais tem pólos industriais nas cidades de
Anápolis, Catalão, Rio Verde e Goiânia. Teve como capital Vila Boa (1739), atual cidade de Goiás e
Goiânia é capital do estado desde 1933.

Os portugueses só chegaram à região do estado de Goiás após quase um século do descobrimento


do Brasil. As primeiras ocupações deveram-se a expedições de aventureiros bandeirantes
provenientes de São Paulo, destacando-se Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhangüera, que seguia
em busca de ouro, tendo encontrado as primeiras jazidas no final do século XVII. Conta a lenda que
diante da negativa dos índios de informar-lhe sobre o lugar de onde retiravam as peças de ouro com
que se adornavam, Bartolomeu Bueno da Silva despejou aguardente num prato e a queimou, dizendo
aos indígenas que o mesmo faria com a água de todos os rios e nascentes da região, caso não lhe
fossem mostradas as minas. Apavorados, os índios o levaram imediatamente às jazidas, chamando-o
Anhangüera, que significa feiticeiro no idioma nativo.

Em 1726, foi fundado, pelo próprio Bartolomeu Bueno, o primeiro vilarejo da região, denominado
Arraial da Barra. Desde então, os povoados passaram a se multiplicar e a exploração do ouro atingiu
seu auge na segunda metade do século XVIII. A colonização de Goiás deveu-se também à migração
de pecuaristas que partiram de São Paulo no século XVI, em busca de melhores terras para o gado.
Em 1744, a região onde hoje se encontra o estado de Goiás, antes pertencente ao estado de São
Paulo, foi separado e elevado à categoria de província. A partir de 1860, a lavoura e a pecuária
tornaram-se as atividades principais da região, ao mesmo tempo em que a atividade de mineração do
ouro entrou em decadência devido ao esgotamento das minas. A navegação a vapor e a abertura de
estradas, no final do século XIX, possibilitaram o escoamento dos produtos cultivados no estado,
permitindo o desenvolvimento da região. No século XX, a construção da nova capital, Goiânia, deu

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grande impulso à economia do Estado, que deu sinais de novo surto de desenvolvimento com a
criação de Brasília, a nova capital do Brasil, em 1960.

Em 1988, o norte do estado foi desmembrado, dando origem ao estado do Tocantins. Fonte:
mochileiro.tur.br Goiás A História de Goiás Os Bandeirantes As Entradas (expedições de caráter
oficial e militar) foram organizadas primeiro com o objetivo de conhecer a terra e submeter os índios,
e depois para procurar riquezas minerais. As Bandeiras (de iniciativa particular) foram um movimento
basicamente paulista, iniciado no século XVII e direcionavam suas atividades para a busca de ouro e
para a caça de mão-de-obra indígena. No percurso pelo interior, quando os mantimentos começavam
a diminuir, os bandeirantes paravam e montavam um acampamento. Ali faziam plantações para repor
as provisões. Esses acampamentos davam origem a pequenos arraiais, que depois se tornavam
municípios. As Entradas e Bandeiras contribuíram, de forma decisiva, para a expansão territorial
brasileira e ocupação do interior do país. Por outro lado, elas foram responsáveis pelo apresamento e
assassinato de milhares de índios. As Bandeiras Descobridoras e o Povoamento de Goiás De São
Paulo saiam as bandeiras que, buscando índios, cada vez mais escassos, chegavam com freqüência
até ao extremo norte de Goiás, região do Estreito (hoje norte do Tocantins).

A primeira bandeira, que partindo de São Paulo, possivelmente chegou até os sertões de Goiás no
leste do Tocantins, foi a de Antônio Macedo e Domingos Luís Grau (1590-1593). Depois seguiram-se
a de Domingos Rodrigues (1596-1600), que desceu até a confluência do Tocantins com o Araguaia; a
de Afonso Sardinha (1598-?); a de Belchior Carneiro (1607-1609), que passou ainda mais para o
norte; a de Martins Rodrigues (1608-1613); a de André Fernandes (1613-1615); a de Pedroso de
Alvarenga (1615-1618); a de Francisco Lopes Buenavides (1665-1666); a de Luís Castanho de
Almeida e a expedição familiar de Antônio Paes (1671); a de Sebastião Paes de Barros (1673). Outro
tipo de expedições eram “as descidas” dos jesuítas do Pará. Os jesuítas tinham criado na Amazônia
um sistema bem estruturado de “aldeias” de aculturação indígena. Buscando índios para estas
aldeias, os jesuítas organizaram diversas expedições fluviais, que subindo o Tocantins chegaram a
Goiás. Mas nem bandeirantes nem jesuítas vinham para fixar-se em Goiás. O descobridor de Goiás
foi Anhangüera. Isto não significa que ele fosse o primeiro a chegar a Goiás, mas sim que ele foi o
primeiro em vir a Goiás com intenção de se fixar aqui (1690-1718).

A primeira região ocupada foi a região do rio Vermelho. Fundou-se o arraial de Sant’Ana, que depois
seria chamado Vila Boa, e mais tarde, Cidade de Goiás, normalmente, onde havia ouro e água
emergia-se um pequeno povoado. A população de Goiás A primeira informação sobre a população de
Goiás são os dados da capitação de 1736, havia mais de 10.000 escravos adultos. O total da
população? Menos de 20.000, pois os escravos deviam constituir mais da metade da população.
Entre 1750 e 1804, parece que a decadência da mineração se traduziu numa diminuição da
população. Não se importavam mais escravos para suprir as mortes, bastantes brancos e livres
emigravam para outros territórios. O censo de 1804 deu 50.000 habitantes para Goiás. Uma
diminuição de quase 20%. No censo de 1940, só quatro cidades passavam dos 7 mil habitantes:
Goiânia, 15 mil, Anápolis, 9.500, Goiás, 8 mil e Ipameri, 7 mil.

A sociedade mestiça Ao mesmo tempo que diminuía o número de escravos, aumentava, como é
lógico, o número de pretos livres ou “forros”. Na capitação de 1745, os negros “forros”, que pagaram
capitação, foram 120, e o número de escravos chegava quase a 11.000. No recenseamento de 1804,
os negros livres eram em número de 7.936, 28% do total de pretos. Maior era, ainda, a progressão
dos mulatos. A ausência de mulheres brancas nas minas foi a determinante de uma mestiçagem, em
grande escala, entre branco e preto, até então desconhecida no Brasil. Depois de algum tempo, havia
mulatos em todos os níveis da sociedade: no exército, no sacerdócio, entre os grandes proprietários.
Mas nem o negro livre, nem o mulato eram socialmente bem aceitos.

Escravos, negros e mulatos apareciam muitas vezes equipados nas expressões correntes e mesmo
nos documentos oficiais, como formando a ralé da sociedade. Classes Dirigentes Os brancos foram
sempre uma minoria, mas com a decadência da mineração, esta minoria foi-se tornando cada vez
mais exígua. Ao acentuar-se a decadência, muitas famílias brancas migraram para outras regiões.
Em 1804, os brancos constituíam pouco menos de 14% da população. Os dias de apogeu da
mineração foram breves. Então, ser rico, “mineiro poderoso” era possuir 250 escravos ou mais. Não
faltaram mineiros que em Goiás possuíam este número de escravos. Com a decadência, tornaram-se
raros os que tinham 12 escravos. Mesmo entre os brancos a pobreza era geral, mas ser branco
continuava sendo uma honra e um privilégio, contam os historiadores.

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Os índios Ao tempo da descoberta, eram numerosas as tribos de índios em Goiás, cobrindo todo o
seu território. Podemos citar entre as mais importantes: Caiapó, Xavante, Goiá, Crixá, Araés, Xerente,
Carajá, Acroa… Durante a época da mineração as relações entre índios e mineiros foram
exclusivamente guerreiras e de mútuo extermínio. Os Governadores Desde os primeiros dias da
colônia, até a chegada da Corte ao Rio de Janeiro, não há, provavelmente, queixa mais unânime que
a levantada contra a prepotência dos governadores. Neste período, gozavam de um poder
praticamente ilimitado. Entretanto, longe de ser ilimitado, estava submetido a toda classe de
limitações. Não nomeavam nem escolhiam seus colaboradores, nem podiam destitui-los; não podiam
criar novos ofícios nem prescindir dos existentes; deviam prestar contas e esperar aprovação até dos
menores gastos. Todas essas dificuldades levavam alguns governadores a agirem por conta própria.
Entretanto, em quase sua totalidade, os governadores de Goiás podem ser tidos como homens
eminentes, assim foram Conde dos Arcos (1749-54), D. José de Almeida Vasconcelos (1772-78),
Francisco de Assis Mascarenhas (1804-8), Francisco Delgado (1808-19). A independência do Brasil e
seus reflexos em Goiás Após a volta de D. João VI para Portugal, o Brasil viveu um período de
profunda crise política, pois suas conquistas econômicas e administrativas estavam sendo
ameaçadas pelas Cortes Portuguesas.

Em Goiás a população rural permaneceu alheia a essas crises. Mas, elementos ligados à
administração, ao exército, ao clero e a algumas famílias ricas e poderosas, insatisfeitos com a
administração, fizeram germinar no rincão goiano o reflexo das crises nacionais. A atuação dos
capitães generais, às vezes prepotentes e arbitrários, fez nascer na capitania ogerisa pelos
administradores. Os empregados públicos eram os mais descontentes: a receita não saldava as
despesas e os seus vencimentos estavam sempre em atraso.

Encontravam-se também entre estes elementos, o clero. Constituição das Juntas Governativas O
governador Sampaio, que inicialmente se colocou contra a idéia de criação de uma junta Governativa,
foi obrigado pelas pressões de grupos políticos locais a ordenar à Câmara a eleição de uma junta
Governativa, em cumprimento ao decreto de 18 de abril de 1820. Sampaio trabalhou para ser eleito
presidente da junta, o que de fato conseguiu: grupos políticos locais, insatisfeitos com a sua
administração, conseguiram sua renúncia e culminando com sua retirada da Província. Elegeu-se
nova junta Governativa. Seus integrantes: Álvaro José Xavier – Presidente, José Rodrigues Jardim e
os membros, Joaquim Alves de Oliveira, João José do Couto Guimarães e Raimundo Nonato
Hyacinto, Pe. Luiz Gonzaga de Camargo Fleury e Inácio Soares de Bulhões. A Proclamação da
Independência Processada a Independência do Brasil – 1822, esta não trouxe transformações, quer
sociais, quer econômicas para Goiás. O primeiro Presidente de Goiás, nomeado por D. Pedro I, foi o
Dr. Caetano Maria Lopes Gama, que assumiu o cargo em setembro de 1824. O segundo Presidente
foi o português Miguel Lino de Moraes (1827-1831). Com a abdicação de D. Pedro I, rebentou em
Goiás um movimento de caráter nitidamente nacionalista.

Os líderes deste movimento foram o Bispo cego, D. Fernando Ferreira, Pe. Luís Bartolomeu Márquez
e Coronel Felipe Antônio Cardoso. Recebendo adesão e apoio das tropas, o movimento de 13 de
agosto de 1831 alcançou seu objetivo, que era depor todos os portugueses que ocupavam cargos
públicos em Goiás. A conseqüência deste movimento de rebeldia foi a nomeação de três goianos
para a presidência de Goiás: José Rodrigues Jardim, (1831-1837), Pe. Luiz Gonzaga de Camargo
Fleury (1837-1839) e José de Assis Mascarenhas (1839-1845). Em Goiás os presidentes exerciam
grande influência na vida política.

Eram eles de livre escolha do poder central, sem vínculos familiais à terra, descontentando os
políticos locais. Nas últimas décadas do século XIX, grupos locais manifestaram-se contra a
administração e responsabilizaram os Presidentes “Estrangeiros” pelo grande atraso de Goiás e
passaram a lutar pelo nascimento de uma consciência política. Após esta tomada de consciência,
verificou-se relativa mudança no panorama político de Goiás. Representantes próprios foram
enviados à Câmara Alta: André Augusto de Pádua Fleury, José Leopoldo de Bulhões Jasmim,
Cônego Inácio Xavier da Silva e outros. A conseqüência de tais movimentos foi a fortificação de
grupos políticos locais, lançando as bases das futuras oligarquias goianas. A vida política de Goiás na
última década do Império foi muito agitada, em decorrência das crises nacionais e dos choques de
interesses dos grupos locais. Panorama Cultural Pode-se afirmar que a educação em Goiás no
século XIX foi inexistente.

A cultura era própria do clero e inexpressiva. Praticamente não existiam escolas, considerando o
número de seus habitantes: 50.574. O ensino secundário passou a dar os seus primeiros passos com

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a criação do Liceu de Goiás em 1846. No entanto, este estabelecimento não atendia aos jovens do
interior da Província. Aqueles de maiores posses iam para Minas concluir seus estudos, os outros,
grande maioria, ficaram como tinham nascidos, analfabetos, quando muito aprendiam as primeiras
letras. São Paulo era a cidade eleita para os estudos superiores, uma vez que o curso jurídico era, na
maioria das vezes, o preferido.

Em 1882, foi criada a primeira Escola Normal de Goiás. Fonte: www.craol.com.br Goiás Geografia,
economia, história de Goias A caça ao índio, a busca de riquezas minerais e a catequese foram, no
final do século XVI, responsáveis pela penetração do centro-oeste brasileiro, por meio de duas
correntes humanas de certa forma antagônicas: os bandeirantes, vindos do sul, ambicionavam
escravos, ouro e pedras preciosas; os jesuítas, vindos do norte, procuravam conquistar os índios para
a fé católica e defendê-los da sanha dos desbravadores. A história de Goiás repete essas linhas de
força originais, como se observa pelo permanente desejo de crescimento econômico e modernização,
a par da profunda religiosidade de seu povo. Principal estado da região Centro-Oeste, com uma
superfície de 340.165,9km2, Goiás limita-se ao norte com o estado de Tocantins; a leste com a Bahia
e Minas Gerais; ao sul com Mato Grosso do Sul e Minas Gerais; e a oeste com Mato Grosso. A
capital é Goiânia.

Em seu território encontra-se encravado o Distrito Federal. Geologia e relevo A maior parte do
território goiano se caracteriza pelo relevo suave das chapadas e chapadões, entre 300 e 900m de
altitude. Consiste de grandes superfícies aplainadas, talhadas em rochas cristalinas e sedimentares.
Cinco unidades compõem o quadro morfológico goiano: (1) o alto planalto cristalino; (2) o planalto
cristalino do rio Araguaia-Tocantins; (3) o planalto sedimentar do São Francisco; (4) o planalto
sedimentar do Paraná; e (5) a planície aluvial do médio Araguaia. O alto planalto cristalino situa-se na
porção leste de Goiás. Com mais de mil metros de altitude em alguns pontos, forma o divisor de
águas entre as bacias do Paranaíba e do Tocantins.

É a mais elevada unidade de relevo de toda a região Centro-Oeste. O planalto cristalino do Araguaia-
Tocantins ocupa o norte do estado. Tem altitudes mais reduzidas, em geral de 300 a 600m. O
planalto sedimentar do São Francisco, representada pela serra Geral de Goiás (no passado dito
“Espigão Mestre”), vasto chapadão arenítico, caracteriza a região nordeste do estado, na região
limítrofe com a Bahia. O planalto sedimentar do Paraná, extremo sudoeste do estado, é constituído
por camadas sedimentares e basálticas ligeiramente inclinadas, de que resulta um relevo de grandes
planuras escalonadas. A planície aluvial do médio Araguaia, na região limítrofe de Goiás e Mato
Grosso, tem o caráter de ampla planície de inundação, sujeita a deposição periódica de aluviões.
Clima Dois tipos climáticos caracterizam o estado de Goiás: o tropical, com verões chuvosos e
invernos secos; e o tropical de altitude. O primeiro domina a maior parte do estado. As temperaturas
médias anuais variam entre 23o C, ao norte, e 20o C, ao sul. Os totais pluviométricos oscilam entre
1.800mm, a oeste, e 1.500mm, a leste, com forte contraste entre os meses de inverno, secos, e os de
verão, chuvosos. O clima tropical de altitude aparece apenas na região do alto planalto cristalino
(área de Anápolis, Goiânia e Distrito Federal), onde, por efeito da maior altitude, se registram
temperaturas em geral mais baixas, embora o regime pluvial conserve a mesma oposição entre as
estações chuvosa de verão e seca de inverno. Hidrografia A rede hidrográfica divide-se em duas
bacias: uma delas é formada pelos rios que drenam para o rio Paraná; a outra, pelos que escoam
para o Tocantins ou para seu afluente, o Araguaia.

O divisor de águas entre as duas bacias passa pelo centro do estado e o atravessa de leste a oeste.
O limite oriental de Goiás segue o divisor de águas entre as bacias dos rios Tocantins e São
Francisco e o divisor de águas entre as bacias do Tocantins e do Paranaíba. Todos os rios
apresentam regime tropical, com cheias no semestre de verão, estação chuvosa. Flora e fauna A
maior parte do território de Goiás é recoberta por vegetação característica do cerrado. As matas,
embora pouco desenvolvidas espacialmente, têm grande importância econômica para o estado, de
vez que constituem as áreas preferidas para a agricultura, em virtude da maior fertilidade do solo, em
comparação com os solos do cerrado. A principal mancha florestal do estado se encontra no centro-
norte, na região chamada do Mato Grosso de Goiás, situada a oeste de Anápolis e Goiânia. Essa
área florestal é de grande relevância econômica porque apresenta solos férteis, derivados de rochas
efusivas. Entre as espécies vegetais predominantes estão o jatobá, a palmeira guariroba, que fornece
um palmito amargo muito apreciado no estado, o óleo vermelho, ou copaíba, o jacarandá e a canela.
Outras manchas florestais ocorrem nos vales dos rios Paranaíba, ao sul; Tocantins, a leste; e
Araguaia, a oeste. Boa parte dessas matas, especialmente no vale do rio Araguaia, assume uma
forma de transição entre o cerrado e a floresta denominada cerradão.

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Ocorrem aí espécies arbóreas freqüentes na área do Mato Grosso de Goiás e outras, como o angico,
a aroeira e a sucupira-vermelha. Nas áreas dominadas pelo cerrado ocorrem as espécies típicas:
lixeira, lobeira, pau-terra, pequi, pau-de-colher-de-vaqueiro, pau-de-santo, barbatimão, quineira-
branca e mangabeira. A fauna de Goiás tem diversas espécies ameaçadas de extinção, quer pela
ação predatória dos caçadores, quer pelas queimadas e pelo envenenamento do solo com
agrotóxicos. Estão entre elas o lobo-guará, o cachorro-do-mato-vinagre, o tamanduá-bandeira, o
veado-campeiro, o tatu-canastra, a ariranha e o cervo.

Outras espécies são a paca, a anta, o tatu-peludo, o tatu-galinha, o tamanduá-mirim, a lontra, o


cachorro-do-mato, a raposa-do-campo, a capivara, a onça, a suçuarana, a onça-pintada, o bugio, a
jaguatirica e diversos tipos de serpentes, como a sucuri e a jibóia. Também entre as aves há espécies
em extinção, como o tucano-rei, o urubu-rei e a arara-canindé. Há ainda várias espécies de tucanos e
araras, além de perdizes, emas, codornas, patos-selvagens, pombas-de-bando, pombas-trocazes,
jaós, mutuns e siriemas. População A região Centro-Oeste caracteriza-se pela baixa concentração
demográfica. No entanto, a partir da implantação de Brasília e da descoberta dos cerrados como
nova fronteira econômica, em etapas diferentes, dirigiram-se para Goiás grandes fluxos de migrantes,
sobretudo das cidades muito populosas ou das regiões mais pobres do país, em busca de ocupação
ou de novas opções de vida. A ocupação de mão-de-obra na montagem da infra-estrutura do estado
— rodovias e hidrelétricas — e na instalação de novas indústrias permitiu que essa ocupação se
desse de maneira mais organizada, sem formar os bolsões de miséria e de populações marginais
típicos das grandes capitais brasileiras.

Com o desmembramento que deu origem ao estado de Tocantins, em 1988, a população de Goiás
reduziu-se, mas manteve suas taxas de crescimento e de densidade demográfica. Verifica-se maior
concentração populacional na região central do estado, a oeste do Distrito Federal. A palavra Goiás,
originada do tupi, que designa a noção de “pessoas iguais, da mesma raça, parentes”, bem se aplica
à solidariedade e ao espírito comunitário do povo goiano, comprovados pelas obras sociais
abundantes em praticamente todas as cidades do estado, destinadas a socorrer a população carente.
Economia Agricultura e pecuária.

O setor agropecuário tem sido tradicionalmente a base da economia goiana. Nas três últimas
décadas do século XX, Goiás foi uma das regiões de fronteira agrícola mais expressivas do país. Em
muitas culturas, como soja, milho, arroz, feijão, tornou-se, naquele período, um dos maiores
produtores do país. A principal área agrícola e pastoril do estado é a região do Mato Grosso de
Goiás, onde se pratica uma agricultura diversificada, com arroz, milho, soja, feijão, algodão e
mandioca. Apesar de possuir o segundo rebanho do país, Goiás observa uma tradição de baixa
produtividade, tanto em nível de fertilidade quanto de idade de abate dos animais, idade de primeira
parição e produção leiteira. A bovinocultura de corte representa um segmento de importância
fundamental para a economia do estado, tanto como fonte de divisas, pelos excedentes exportáveis,
quanto pelo expressivo contingente de mão-de-obra ocupado nessa atividade. Nos pastos plantados
em antigos terrenos florestais (invernadas) engordam-se bovinos, criados nas áreas de cerrado, e
mantém-se um rebanho de gado leiteiro.

O vale do Paranaíba é a segunda região econômica de Goiás e maior produtora de arroz e abacaxi.
Cultivam-se também milho, soja, feijão e mandioca. É grande o rebanho de leite e corte. A soja é o
principal produto agrícola do estado Introduzida em 1980, a cultura foi aperfeiçoada pela obtenção de
sementes adaptadas ao cerrado e aplicação de calcário e outros elementos para combater a acidez
do solo. Com o lançamento de novas variedades de grãos mais resistentes à armazenagem e às
pragas, registrou-se forte aumento de produtividade. A cultura do milho é geralmente associada à
criação de suínos e ao plantio de feijão. A cana-de-açúcar e a mandioca têm caráter de lavouras de
subsistência e servem ao fabrico de farinha, aguardente e rapadura. O extrativismo vegetal inclui
babaçu, casca de angico, pequi e exploração de madeira, principalmente mogno. Energia e
mineração A produção e distribuição de energia elétrica no estado está a cargo das Centrais Elétricas
de Goiás (Celg). As principais usinas hidrelétricas do estado são Cachoeira Dourada, São Domingos,
ambas da Celg, Serra da Mesa e Corumbá I, ambas de Furnas. Parte da energia produzida por
Furnas supere o Distrito Federal e a região Sudeste.

No subsolo de todo o estado existem importantes jazidas de calcário, já medidas e em condições de


abastecer todos os municípios goianos, seja qual for o ritmo de crescimento do mercado de corretivos
do solo. Há ainda jazidas consideráveis de ardósia, amianto, níquel, cobre, pirocloro, rutilo e argila,
além de quantidades menores de manganês, dolomita, estanho, talco e cromita. Encontram-se ainda

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ouro, cristal-de-rocha, pedras preciosas (esmeraldas) e pedras semipreciosas. O estado possui


excelente infra-estrutura para extração de minerais não ferrosos, principalmente ouro, gemas, fosfato
e calcário, além de minérios estratégicos, como titânio e terras raras. Indústria Para tirar partido de
sua vocação agrícola e de seus recursos minerais, a indústria goiana concentrou suas atividades
inicialmente em bens de consumo não duráveis e, a partir da década de 1970, nos bens
intermediários e na indústria extrativa. Em meados da década de 1990, o desenvolvimento industrial
goiano era ainda incipiente, vulnerável aos constantes impactos negativos da conjuntura econômica
nacional. Tal fragilidade reduzia significativamente o dinamismo do setor secundário, incapaz de
beneficiar-se devidamente das vantagens proporcionadas pela agropecuária e pelas imensas
reservas minerais.

Observava-se, porém, uma tendência à diversificação, principalmente em setores da siderurgia.


Aumentaram consideravelmente os setores da indústria extrativa e da produção de minerais não-
metálicos, bens de capital e bens de consumo duráveis. Um dos principais ramos industriais do
estado, que, no entanto, não acompanhou a tendência ascendente dos outros setores nas três
últimas décadas do século XX, foi o da produção de alimentos — fabricação de laticínios,
beneficiamento de produtos agrícolas e abate de animais — concentrado nas cidades de Goiânia,
Anápolis e Itumbiara. Setores novos dinamizaram-se nesse mesmo período, como as indústrias
metalúrgica, química, têxtil, de bebidas, de vestuário, de madeira, editorial e gráfica. Um elemento
coadjuvante de grande importância ao crescimento econômico foi a implantação dos distritos
industriais, nos municípios de Anápolis, Itumbiara, Catalão, São Simão, Aparecida de Goiânia,
Mineiros, Luziânia, Ipameri, Goianira, Posse, Porangatu, Iporá e Santo Antônio do Descoberto.

Transporte e comunicações Na década de 1970, em consonância com as diretrizes federais, o estado


de Goiás iniciou a implantação dos primeiros corredores de exportação, conceito que definiu rotas de
transporte destinadas a ligar as áreas produtivas a algum porto, com prioridade para os excedentes
agrícolas. Posteriormente, essas diretrizes foram aplicadas ao abastecimento, visando a articular os
sistemas de armazenagem e escoamento de uma determinada área geográfica, de forma a adequar
os fluxos das fontes de produção até os centros de consumo ou terminais de embarque, com destino
ao mercado externo ou a outras regiões do país. No estado de Goiás estabeleceu-se uma rede
rodoviária capaz de dar sustentação ao transporte das regiões produtoras de grãos e minerais para
os pontos de captação de cargas ferroviárias de Goiânia, Anápolis, Brasília, Pires do Rio e Catalão.
Tal como ocorreu no restante do país, o transporte ferroviário e fluvial em Goiás foi relegado a
segundo plano, devido à opção pelo transporte rodoviário. Na área de influência do corredor de
exportação goiano, os principais troncos utilizados para atingir os pontos de transbordo ferroviário,
sobretudo para a soja e o farelo, são: a BR-153, principal eixo de escoamento do norte de Goiás e de
Tocantins, interligado ao ponto de transbordo rodo-ferroviário de Anápolis; a GO-060, que liga
Aragarças a Goiânia, numa distância de 388km; a BR-020, que liga o nordeste de Goiás à região
oeste da Bahia e a Brasília, onde está instalado outro ponto de transbordo; a BR-060, que liga Santa
Rita do Araguaia/Rio Verde a Goiânia; a BR-452, que liga Rio Verde a Itumbiara, importante centro
produtor e beneficiador de grãos, e segue até Uberlândia MG, onde está instalada uma rede de
armazenagem de grande capacidade; e a BR-364-365, que liga Jataí a Uberlândia e atravessa a
cidade de São Simão, outra opção para o escoamento da produção do sudoeste goiano.

Os jornais de maior circulação são O Popular, a Tribuna de Goiás, o Diário Oficial do Estado e o
Diário do Município, em Goiânia. Em Anápolis, circulam A Imprensa e Tribuna de Anápolis; na antiga
capital, Goiás, circula o Cidade de Goiás. Há várias emissoras de rádio em AM e FM. A principal
emissora de televisão é a TV Anhangüera, pertencente à Organização Jaime Câmara. História Quase
um século após o descobrimento do Brasil, os colonizadores portugueses trilharam pela primeira vez
as terras de Goiás. Ficaram famosas, entre outras, as expedições de Domingos Rodrigues (1596),
Belchior Dias Carneiro (1607), Antônio Pedroso de Alvarenga (1615) e Manuel Campos Bicudo
(1673), além da mais famosa, a de Bartolomeu Bueno da Silva, com seu filho de igual nome, então
com apenas 12 anos de idade.

Bueno encontrou em pleno sertão a bandeira de Manuel Campos Bicudo, que conduzia presos índios
da nação dos araés, cuja área parecera ao bandeirante extraordinariamente rica em minas de ouro.
De acordo com as indicações de Bicudo, para ali seguiu Bartolomeu Bueno, que aprisionou os
silvícolas restantes e colheu muitas pepitas de ouro. Parece datar dessa época o episódio segundo o
qual Bueno pedira aos índios que lhe mostrassem o lugar de onde retiravam o ouro empregado em
seus adornos. Diante da negativa, o bandeirante despejou aguardente num recipiente e queimou-a,

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dizendo aos selvagens que o mesmo faria com a água de todos os rios e nascentes, matando-os de
sede, se não lhe fosse mostrada a mina.

Apavorados, os índios levaram-no à jazida e passaram a chamá-lo de Anhangüera, que significa


“diabo velho”, nome com que Bueno e seu filho passaram à história. Depois disso, graças ao sucesso
da expedição do Anhangüera e de novas iniciativas dos reis portugueses para a descoberta das
riquezas do subsolo brasileiro, foram muitas as bandeiras que cortaram, em todas as direções, as
paragens goianas, algumas delas provenientes do Maranhão. O objetivo das bandeiras era
unicamente o descobrimento e a cata do ouro e outros metais preciosos, pois na época um breve
papal condenara a escravização do índio, talvez por influência das inúmeras expedições religiosas
que penetraram o solo goiano, a começar pela do frei Cristóvão de Lisboa, que fundou uma missão
religiosa na área do Tocantins (1625).

As entradas e bandeiras culminaram com a expedição de Bartolomeu Bueno da Silva, o segundo


Anhangüera, que em 1720, juntamente com seus cunhados João Leite Ortiz e Domingos Rodrigues
do Prado, requereu a João V licença para penetrar os altos sertões e avançar pelos centros da
América, em busca de minas de ouro, prata e pedras preciosas. Pedia em troca a munificência real
das passagens dos rios que encontrassem. No ano seguinte, o capitão-general de São Paulo, D.
Rodrigo César de Meneses, mandou chamar Bueno e estabeleceu com ele o ajuste de uma bandeira
para localização e exploração da mina de ouro descoberta por seu pai. Em pouco tempo, Bueno
arregimentou uma poderosa bandeira, que partiu de São Paulo em 3 de setembro de 1722, tomou o
rumo do rio Grande e caminhou, sem encontrar tropeços, até o rio Paranaíba. Feita a travessia,
desviou-se para o nordeste, pelo espigão do rio São Marcos, e foi atingir a lagoa Mestre d´Armas,
poucos quilômetros acima do local onde hoje se ergue Brasília. Em seguida, rompeu o divisor das
águas, foi ter às margens do rio Maranhão, ponto onde se cindiu a bandeira: parte dos seus
integrantes desceu pelo grande rio, enquanto Bartolomeu Bueno e seus seguidores caminharam para
o sudoeste, à procura da região dos goiases.

Em 21 de outubro de 1723, após mais de três anos nos chapadões, serras e matas, quando o
governo paulista já cogitava de mandar uma expedição em seu socorro, Bueno regressou e foi exibir
a D. Rodrigo amostras de ouro de várias minas descobertas. Febre do ouro A notícia da façanha do
Anhangüera levou milhares de brasileiros a enveredarem sertão adentro. Imediatamente, o capitão-
general de São Paulo comunicou o fato a D. João V, que respondeu com carta régia de 29 de abril de
1726, na qual deferia todos os pedidos formulados pelos descobridores. Como decorrência, D.
Rodrigo César de Meneses passou a Bueno e a seu cunhado João Leite Ortiz a carta de sesmaria de
2 de julho de 1726, dando-lhes o direito das passagens de vários rios existentes no itinerário feito,
bem como seis léguas de terras de testada à margem dos mesmos rios. Munido de tais privilégios,
Bueno retornou em seguida a Goiás e parou num sítio próximo à serra Dourada, onde encontrou
diversas minas e fundou o primeiro povoado em terras goianas, com o nome de Barra, hoje
Buenolândia. Achadas depois, a pouca distância, minas mais copiosas, para lá se transportaram os
moradores de Barra e fundaram, em 26 de julho de 1727, o arraial de Sant´Ana, que mais tarde
(1739) tomaria o nome de Vila Boa, corruptela de Vila Bueno, núcleo da cidade de Goiás, sede do
governo da capitania. Em 1728 Bartolomeu Bueno assumiu as funções de superintendente-geral das
minas de Goiás, cabendo-lhe a administração da justiça civil, criminal e militar.

Ficava assim constituída a primeira organização político-administrativa das terras até então habitadas
pelos selvagens. À medida que se iam descobrindo outras regiões auríferas, novos povoados se
erguiam: Meia Ponte (hoje Pirenópolis), Ouro Fino, Santa Rita de Anta, Santa Cruz, Crixás, São José,
Água Quente e Traíras. No final de 1733, em virtude de intrigas políticas entre o governo de São
Paulo e o reino, Bueno foi destituído de suas funções e substituído por Gregório Dias da Silva. A
chegada do novo superintendente a Goiás coincidiu com o descobrimento de importantes jazidas,
mas a implantação do imposto por capitação em vez dos antigos quintos deu motivo a graves motins
e revoltas, sobretudo nas minas do Norte.

Domínio paulista Durante meio século (1730-1782) houve um só caminho para Goiás, o das
bandeiras paulistas. Estabeleceu-se, em 1736, comunicação regular de Vila Boa com o litoral sul,
através de Paracatu e São João del Rei, em Minas Gerais, até o Rio de Janeiro. A exploração das
minas foi entregue aos paulistas, que dominaram a região e se estabeleceram no alto do Tocantins,
predominando no médio Tocantins os contingentes humanos oriundos do norte. A interrupção da
navegação acarretou o truncamento das relações entre o centro e o norte e a decadência de grande
parte das povoações surgidas na zona dos afluentes do Tocantins. A sociedade que se estruturou

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nas minas caracterizou-se pelo relaxamento dos costumes e pela violência. Fugitivos por dívidas ou
por passado criminal ali se refugiaram. Eram raros os casamentos, e predominavam, ao longo do
período colonial, as ligações livres.

O grande número de escravos, calculado entre 13.000 e 14.000 no ano de 1736, e a falta de
mulheres brancas, conduziram à natural miscigenação com as negras. Assim, no final do século
XVIII, os brancos representavam a minoria no contexto populacional (7.200 num total de cinqüenta
mil habitantes), enquanto os mulatos constituíam 31% e os escravos, 41%. A população mameluca
era inexpressiva, em conseqüência das restrições legais ao amancebamento entre brancos e
indígenas, e porque o ódio e ressentimento gerados pela resistência do nativo à escravização
impediram a miscigenação.

Capitania de Goiás. Só em 9 de maio de 1748, D. João V desmembrou do governo de São Paulo o


território goiano e instituiu a capitania, para a qual nomeou, como governador, D. Marcos de Noronha,
ex-governador de Pernambuco e futuro conde dos Arcos. Por esse tempo já se esgotavam as jazidas
de ouro, que, se antes era encontrado quase à superfície, agora recuava para o subsolo e para as
correntes fluviais, tornando-se de captação difícil. Decaía, dessa forma, a atividade mineira, que
durante vinte anos dera lucros fabulosos à coroa portuguesa. Com o objetivo de disciplinar a
mineração e evitar o esgotamento das jazidas, D. Marcos instituiu novo sistema de arrecadação,
restringiu as despesas e construiu as casas de fundição das vilas de Goiás e São Félix. Em 1754
sucedeu-lhe na administração José Xavier Botelho Távora, conde de São Miguel, e em seguida João
Manuel de Melo, que governou de 1759 até 1770 e deu os primeiros passos para a franquia da
navegação dos rios Araguaia e Tocantins, como meio de ligar ao resto do Brasil a capitania de Goiás.
Em 1772 assumiu o governo José de Almeida Vasconcelos Soveral e Carvalho, barão de
Mossâmedes e visconde da Lapa, o primeiro a se preocupar menos com o problema da mineração e
atentar mais para a administração da capitania.

Estimulou a transferência de trabalhadores para as atividades agrícolas, a catequese dos índios e a


instrução pública, e edificou no Araguaia o presídio São Pedro do Sul. Sua linha administrativa foi
seguida por Luís da Cunha Meneses, que lhe sucedeu em 1778, em cujo governo foi aberta a
navegação daquele grande rio da bacia Amazônica.

LOCALIZAÇÃO: Goiás, estado brasileiro, fica no leste da região Centro-Oeste O nome do estado
origina-se da denominação da tribo indígena guaiás, que por corruptela se tornou Goiás. Vem do
termo tupi gwa ya que quer dizer indivíduo igual, gente semelhante, da mesma raça. DIVISAS: Norte
= Tocantins; Sudeste = Minas Gerais e Mato Grosso do Sul; Leste = Bahia e Minas Gerais; Oeste =
Mato Grosso; Sudoeste = Mato Grosso do Sul ÁREA (km²): 341.289,5 RELEVO: planalto, chapadas e
serras na maior parte, depressão ao norte Goiás integra o planalto Central, sendo constituído por
terras planas cuja altitude varia entre 200 e 800 metros RIOS PRINCIPAIS: Paranaíba, Aporé,
Araguaia, São Marcos, Corumbá, Claro, Paranã, Maranhão VEGETAÇÃO: cerrado com faixas de
floresta tropical Salvo pequena área onde domina a floresta tropical, conhecida como Mato Grosso de
Goiás, a maior parte do território do estado de Goiás apresenta o tipo de vegetação escassa do
cerrado, com árvores e arbustos de galhos tortuosos, cascas grossas, folhas cobertas por pêlos e
raízes muito profundas CLIMA: tropical MUNICÍPIOS (número): 242 (1996) CIDADES MAIS
POPULOSAS: Goiânia, Anápolis, Luziânia, Aparecida de Goiânia HORA LOCAL (em relação a
Brasília): a mesma HABITANTE: goiano POPULAÇÃO: 5.003.228 (2000) DENSIDADE: 14,65
habitantes p/ km2 ANALFABETISMO: 10,08% (2000) MORTALIDADE INFANTIL: 25,8 por mil
CAPITAL: Goiânia, fundada em: 24/10/1933

HABITANTE DA CAPITAL: goianiense A composição da economia do estado de Goiás baseia-se na


produção agrícola e na pecuária, no comércio e nas indústrias de mineração, alimentícia, de
confecção, mobiliário, metalúrgica e madeireira. Na agricultura destaca-se a produção de arroz, café,
algodão herbáceo, feijão, milho, soja, sorgo, trigo, cana-de-açúcar e tomate. A criação pecuária inclui
18,6 milhões de bovinos, 1,9 milhão de suínos, 49,5 mil bubalinos, além de eqüinos, asininos, ovinos
e aves. O estado de Goiás produz também água mineral, amianto, calcário, fosfato, níquel, ouro,
esmeralda, cianita, manganês, nióbio e vermiculita. A história de Goiás tem como ponto de partida o
final do século XVII, com a descoberta das suas primeiras minas de ouro, e início do século XVIII.
Esta época, iniciada com a chegada dos bandeirantes, vindos de São Paulo em 1727, foi marcada
pela colonização de algumas regiões. O Contato com os índios nativos e o negros foi fator decisivo
na formação da cultura do Estado, deixando como legado principal cidades históricas como Corumbá,

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Pirenópolis e Goiás, antiga Vila Boa e posteriormente capital de Goiás. O início dos povoados
coincide com o Ciclo de Ouro, minério amplamente explorado nessa época.

Eles prosperaram e hoje são cidades que apresentam, por meio de seu patrimônio, a história de
Goiás. As Bandeiras Goiás era conhecido e percorrido pelas bandeiras já no primeiro século da
colonização do Brasil. Mas seu povoamento só ocorreu em virtude do descobrimento das minas de
ouro (século XIII). Esta povoação, como todo povoamento aurífero, foi irregular e instável. As
primeiras bandeiras eram de caráter oficial e destinadas a explorar o interior em busca de riquezas
minerais, e outras empresas comerciais de particulares organizadas para captura de índios.
Costumava-se dizer que o Bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, foi o descobridor
de Goiás. Mas isso não significa que ele foi o primeiro a chegar no estado, e sim, o primeiro a ter
intenção de se fixar aqui. A bandeira saiu de São Paulo em 3 de julho de 1722.

O caminho já não era tão difícil como nos primeiros tempos. No dia 25 de outubro de 1425, após três
anos, os bandeirantes voltaram triunfantes a São Paulo, divulgando que haviam descoberto cinco
córregos auríferos, minas tão ricas como as de Cuiabá, com ótimo clima e fácil comunicação.
Povoamento de Goiás Poucos meses após a volta da Bandeira, organizou-se em São Paulo uma
nova expedição para explorar os veios auríferos. Bartolomeu, agora superintendente das minas, e
João Leite da Silva Ortiz, como guarda-mor. A primeira região ocupada foi a do Rio Vermelho.
Fundou-se lá o arraial de Sant’ana, que depois seria chamado de Vila Boa, e mais tarde de Cidade de
Goiás. Esta foi durante 200 anos a capital do território. Nas proximidades de Sant’ana, surgiram
numerosos arraiais às margens dos córregos e rios, como centros de garimpo: Barras, Ferreiro, Anta,
Ouro Fino, Santa Rita, etc. Ao divulgar-se a riqueza das minas recém – descobertas, surgiram gente
de toda parte do país. Época do Ouro em Goiás A época de Ouro em Goiás foi intensa e breve. Após
50 anos, verificou-se a decadência rápida e completa da mineração. Por outro lado, só se explorou o
ouro de aluvião, isto é, das margens dos rios, e a técnica empregada era rudimentar. A sociedade
Goiana da Época de Ouro Goiás pertenceu até 1749 à capitania de São Paulo.

A partir desta data, tornou-se capitania independente. No aspecto social a distinção fundamental foi
entre livres e escravos, sendo estes em menor número do que aqueles no início da colonização das
minas. A população, contudo, continuou composta por negros e mulatos na sua maioria. Transição da
Sociedade Mineradora para Sociedade Pastoril Ao se evidenciar a decadência do ouro, várias
medidas administrativas foram tomadas por parte de governo, sem alcançar no entanto resultado
satisfatório. A economia do ouro, sinônimo de lucro fácil, não encontrou, de imediato, um produto que
a substituísse em nível de vantagem econômica.

A decadência do ouro afetou a sociedade goiana, sobretudo na forma de ruralização e regresso a


uma economia de subsistência. A independência de Goiás Assim como no Brasil, o processo de
independência de Goiás se deu gradativamente. A formação de juntas administrativas, que
representam um dos primeiro passos nesse sentido, deram oportunidade às disputas pelo poder
entre os grupos locais. Especialmente sensível em Goiás, reação do Norte que, se julgando
injustiçado pela falta de assistência governamental, proclamou sua separação do Sul. Goiás e a
Mudança de Capital A partir de 1940, Goiás cresce rapidamente: a construção de Goiânia, o
desbravamento do Mato Grosso goiano, a campanha nacional de “marcha para o oeste”, que culmina
na década de 50 com a construção de Brasília, imprimem um ritmo acelerado ao progresso de Goiás.
A população se multiplicava; as vias de comunicação promovem a integração de todo país e dentro
do mesmo Estado; assiste-se a uma impressionante explosão urbana, com o desenvolvimento
concomitante de todos os tipos de serviços (a educação especialmente). Na década de 80, o estado
apresenta um processo dinâmico de desenvolvimento. grande exportador de produção agropecuária,
Goiás vem se destacando pelo rápido processo de industrialização. Hoje, ele está totalmente inserido
no processo de globalização da economia mundial, aprofundando e diversificando, a cada dia, suas
relações comerciais com os grandes centros comerciais. Fonte: História de Goiás. Luís Palacin. Maria
Augusta de Sant’ana Moraes. 5ª edição.

Editora UFG/1989. Em 1748 foi criada a capitania de Goiás, desmembrada da de São Paulo, que, em
1824, tornou-se província. Ao mesmo tempo em que as minas começavam a se esgotar, a lavoura e
a pecuária se transformaram nas principais atividades econômicas, a partir de 1860. A colonização de
Goiás deveu-se também à migração de pecuaristas que partiram de São Paulo no século XVI, em
busca de melhores terras para o gado. Dessa origem ainda hoje deriva a vocação do estado para a
produção pecuária. A abertura de estradas e a navegação, no século 19, facilitaram o escoamento
dos produtos, enquanto a construção das novas capitais — Goiânia (1935) e Brasília (1956) —

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favoreceu a economia. Em 1988, o norte de Goiás foi desmembrado, formando o Estado de


Tocantins. Existem atualmente quatro áreas indígenas no estado de Goiás, três das quais já se
encontram demarcadas pela Fundação Nacional do Índio – FUNAI, órgão do governo federal
responsável pela questão indígena no país. A população indígena do estado não ultrapassa 120
habitantes e ocupa área de 39.781 hectares, abrangendo os municípios de Aruanã, Cavalcante,
Minaçu, Colinas do Sul, Nova América e Rubiataba. Referências IBGE Governo do Estado de Goiás
República Federativa do Brasil

Goiás Turismo em Goiás Com uma moderna infra-estrutura de apoio ao turismo e pessoal treinado
para receber os visitantes, o Estado de Goiás conta com ampla rede de hotéis, restaurantes,
pousadas tradicionais e áreas de camping, distribuída pelas principais regiões turísticas. As opções
contemplam desde os que gostam de aventura até os que querem apenas contemplar a natureza
com conforto e comodidade. Goiânia – Capital do Estado Com cerca de 30% de sua área coberta
pelo verde, Goiânia, a capital do Estado de Goiás, possui bosques, ruas arborizadas e parques
ecológicos que garantem a qualidade de vida de seus habitantes. Entre eles está o Bosque dos
Buritis, Parque Vaca Brava e Parque Flamboyant, entre outros.

Em Goiânia as opções de lazer e turismo estão por toda parte. Cinemas, restaurantes, shoppings,
boates, e bares bem localizados, com o requinte das grandes metrópoles do país. No Bosque dos
Buritis fica o Monumento à Paz Mundial, obra do artista plástico goiano Siron Franco. Nele, terra de
mais de 50 países está misturada em uma ampulheta de sete metros de altura, à base de concreto e
vidro. Outras obras de Franco, bem como de outros artistas brasileiros, estão expostas no Museu de
Arte de Goiânia, construído dentro do bosque.

Em Goiânia também fica o Jardim Botânico Chico Mendes, onde o canto dos pássaros, o lago e a
reserva biológica com árvores frutíferas, orquídeas e bromélias são atrações. Caminho da Biosfera
Goiás possui duas reservas da Biosfera, por reconhecimento da Unesco. O Parque Nacional das
Emas, em Chapadão do Céu, Região Sudoeste, na fronteira com o Mato Grosso do Sul. A outra está
no Nordeste do Estado e compreende 26 municípios. A região compreende a Chapada dos Veadeiros
(Parque Nacional), o Parque Estadual de Terra Ronca e o Parque Municipal de Itiquira, no município
de Formosa. O Salto do Itiquira, com 168 m de queda livre, é um dos mais belos do Brasil.

O complexo de Terra Ronca e Mambaí formam um dos maiores sítios espeleológicos da América do
Sul. São mais de cem grutas, mundialmente conhecidas. Há, também, sítios arqueológicos e a
comunidade dos Calunga, negros remanescentes de quilombos. É nessa região que estão os locais
mais apropriados aos esportes radicais, como rapel, trekking, voo livre, canoagem, parapente,
balonismo, exploração de cavernas, escaladas, rafting, cross country e outros. Caminho do Ouro
Cidades como a antiga Vila Boa (cidade de Goiás), Pirenópolis, Corumbá, Jaraguá e tantas outras
guardam um patrimônio histórico e cultural de rara beleza.

A cidade de Goiás é reconhecida como Patrimônio da Humanidade, por reconhecimento da Unesco.


Capital do Estado até a década de 1930, a cidade apresenta um rico patrimônio arquitetônico, do
período colonial, restaurado e bem conservado. Desde 1999, realiza anualmente o Festival
Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica). Acontece também, um festival anual de teatro.
Pirenópolis também pode ser visitada o ano todo, conhecida por suas belezas naturais e arquitetura
colonial, está a pouco mais de 100km de Goiânia. Repleta de visitantes nos finais de semana a
cidade dispõe de muitos hotéis, pousadas e restaurantes. Todas as cidades do Caminho do Ouro são
de fácil acesso, por rodovias asfaltadas. Em todas elas o turismo histórico e o ecoturismo se juntam.
Percorrer esses caminhos é uma verdadeira volta ao passado, pelo cenário, pela culinária e pelas
paisagens do Cerrado. É o caso do Parque Estadual dos Pireneus e o de Serra Dourada.

Caminho das Águas Nesse roteiro estão as águas quentes de Caldas Novas e Rio Quente. Um resort
e um grande número de hotéis e pousadas de excelente qualidade aproveitam esse fenômeno
natural, com água corrente ou retirada de poços. A temperatura da água varia de 30 a 57 graus
centígrados, o ano inteiro. As cidades de Caldas Novas e Rio Quente constituem um fenômeno do
turismo nacional, com mais de quinze mil leitos oferecidos. É o terceiro parque hoteleiro e o maior
complexo hidrotermal do País. Mais ao Sul do Estado, uma série de barragens de usinas
hidroelétricas criaram espelhos d’água para esportes náuticos e lazer. Destaca-se Cachoeira
Dourada, distante 288km de Goiânia. Com o privilégio de possuir clubes termais de água salgada,
uma raridade nacional, o município tem atraído milhares de turistas de todo o país. As águas quentes
e salgadas de Cachoeira Dourada, provenientes das camadas profundas do subsolo, quando afloram

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à superfície, trazem em dissolução sais minerais (sulfato de sódio, bicarbonato, alcalina, cloreto, flúor,
gases) que possuem diversas propriedades terapêuticas. Outras belezas naturais são Lagoa Santa,
com suas águas medicinais, e o Lago Azul de São Simão, Três Ranchos Distante 288 km de Goiânia
a cidade conta com potencial turístico incomparável. Três Ranchos conta com uma diversificada área
de lazer, onde os turistas se divertem com a prática do jet-ski, lanchas e barcos de pesca. São Miguel
do Araguaia Distante 483km de Goiânia o município está localizado no noroeste do Estado.

O Rio Araguaia divide Goiás e o Estado do Mato Grosso com aproximadamente 80okm de extensão.
Nesse percurso a natureza proporciona aos turistas dezenas e mais dezenas de praias, com as mais
diversas variedades de aves e peixes. O distrito de Luiz Alves, um balneário construído às margens
do Rio Araguaia, distante 45km da sede do município, conta com uma excelente infra-estrutura, conta
com bares, lanchonetes, pousadas e hotéis.

O local é o portal de entrada para a maior ilha fluvial do mundo: Ilha do Bananal. Trindade
Considerada a capital católica do Estado, Trindade teve a sua origem por volta de 1840, denominada
de Barro Preto. Segundo historiadores, naquela época, foi encontrada em uma olaria de propriedade
de Constantino Xavier Maria, uma pequena imagem de barro, em formato de medalha, representando
a Virgem Maria e a Santíssima Trindade. A medalha foi colocada em uma pequena capela. Em 1886,
Constantino mandou construir uma nova capela, utilizando esmolas oferecidas à Santíssima
Trindade. Anos depois, pediu ao escultor Veiga Valle, da cidade de Pirenópolis, que esculpisse a
imagem da Santa na medalha. Com a fé crescente do povo e o número cada vez maior de romeiros
que vinham de todos os lugares para uma festividade de fé, foi necessário construir o grande
Santuário do Divino Pai Eterno no alto da montanha.

O local pode ser visto por todas as pessoas que se aproximam da cidade.

Goiás Turismo em Goiás Turismo ecológico Cachoeira, em Pirenópolis, Goiás. No turismo ecológico
destaca-se as áreas de cerrado, as inúmeras cachoeiras e grutas existentes no estado, como
também formações rochosas. As regiões do cerrado são regiões ricas em biodiversidade e por isso
criaram dois parques para proteger este bioma o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e o
Parque Nacional das Emas. Sendo o Ipê-amarelo símbolo do estado. Por ser uma região da antiga
Goiás possui inúmeras grutas e cachoeiras, que predominam em todo o Norte Goiano, sendo que a
cidade de São Domingos possui mais de 1000 grutas e cavernas, algumas ainda inexploradas. As
cidades de Formosa, Corumbá de Goiás, Alto Paraíso e Pirenópolis. Vale do Rio Preto, Parque
Nacional da Chapada dos Veadeiros Em Cachoeira Dourada, ocorre um fenômeno estranho um lago
com águas quentes e salgadas.

Cristalina que possui extração de cristal de rocha Em época de verão os goianos vão sempre ao Rio
Araguaia que chega a receber cerca de 150.000 turistas na temporada sendo acidade com maior
número deles é Aruanã As águas termais encantam os turistas principalmente de Goiânia região
Sudeste e de Brasília que vão para Caldas Novas / Rio Quente hoje consideradas uma das cidades
turísticas mais visitadas do Brasil por abrigar grandes hotéis de classe superior e o maior park
hidrotermal do mundo, pessoas do todo Brasil vão para região das aguas termais para fugir do stress,
e curtir as água quentes, como por exemplo o maior rio de aguas termais do mundo situado na cidade
de Rio Quente à 27 Km de Caldas Novas. A pratica de mergulho que ocorre nos lagos, sendo Lago
de Serra da Mesa, em Niquelândia; o Lago das Brisas, em Buriti Alegre, a Lagoa Santa no município
de mesmo nome, o Lago Azul em Três Ranchos. As formações rochosas predominam em Ivolândia
onde a pessoa encontra com a Cidade de Pedra e na cidade de Paraúna conta com formações
rochosas. Em Vila Propício com grutas que possuem estalaquitites em formação. Na cidade de
Hidrolândia, próxima a Goiânia há a maior concentração de jabuticabeiras, que atrai até turistas de
outros países, sendo os mais presentes os americanos e canadenses.

Goiás Símbolos A Bandeira Um dos símbolos oficiais do Estado de Goiás, a bandeira foi instituída
pela Lei n.o. 650 de 30 de julho de 1919 e criada pelo distinto e ilustre goiano Joaquim Bonifácio de
Siqueira. A bandeira é composta por oito listras horizontais alternadas nas cores verde e amarelo,
onde o verde representa as matas e o amarelo as riquezas, assim como na bandeira nacional. No
canto superior esquerdo contém um retângulo azul com cinco estrelas brancas que simbolizam o
Cruzeiro do Sul. O Cruzeiro do Sul, a bela constelação que deu ao Brasil seus primitivos nomes –
Vera Cruz e Santa cruz – não podia deixar de figurar no pavilhão goiano, pois em nossas lindas
noites vêmo-lo cintilante e fulgente, esplendor no céu de azul anil. É assim que ele se ostenta
orgulhoso no quadrilongo azul, símbolo da beleza de nosso céu.

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O Brasão Considerado o coração do Brasil, o brasão do Estado de Goiás tem o mesmo formato e
significância. A paisagem superior do escudo representa o território onde hoje se localiza a capital
federal – Brasília, e os bovinos a principal produção do estado. Assim como os animais, os ramos de
café e fumo, e as hastes de arroz e cana-de-açúcar que aparecem no escudo, representam as
importantes produções do Estado de Goiás.

O Campo amarelo com o losango vermelho, representam toda a riqueza mineral de Goiás. Ao lado,
no canto azul do escudo, vê-se o cometa Biella que representa o Rio Araguaia no ponto de seu curso
em que, abrindo os dois braços, forma a Ilha do Bananal. Já os anéis de cor amarela que circundam
o coração em sentido vertical e outros da mesma cor com um intermediário escuro no sentido
horizontal representam as principais bacias do estado (Tocantins-Araguaia) e os doze principais rios
do estado que correm para o sul (São Marcos, Veríssimo, Corumbá, Meia Ponte, dos Bois, Claro,
Verdinho, Corrente, Aporé, Sucuri, Verde e Pardo). Na parte inferior do escudo, o prato onde partem
as labaredas, significa a descoberta de Goiás, onde Bartolomeu Bueno, ateando fogo em aguardente
conteve, segundo a lenda, a ”sanha guerreira” do gentio Goiá.

Goiás Hino de Goiás Santuário da Serra Dourada Natureza dormindo no cio Anhangüera, malícia e
magia, Bota fogo nas águas do rio. Vermelho, de ouro assustado, Foge o índio na sua canoa.
Anhangüera bateia o tempo: Levanta, arraial Vila Boa! Estribilho: Terra Querida Fruto da vida,
Recanto da Paz. Cantemos aos céus, Regência de Deus, Louvor, louvor a Goiás! (repetem-se os três
últimos versos) A cortina se abre nos olhos, Outro tempo agora nos traz. É Goiânia, sonho e
esperança, É Brasília pulsando em Goiás! O cerrado, os campos e as matas, A indústria, gado,
cereais.

Nossos jovens tecendo o futuro, Poesia maior de Goiás! Terra Querida Fruto da vida, Recanto da
Paz. Cantemos aos céus, Regência de Deus, Louvor, louvor a Goiás! (repetem-se os três últimos
versos) A colheita nas mãos operárias, Benze a terra, minérios e mais: O Araguaia dentro dos olhos,
eu me perco de amor por Goiás! Terra Querida Fruto da vida, Recanto da Paz. Cantemos aos céus,
Regência de Deus, Louvor, louvor a Goiás! (repetem-se os três últimos versos) Fonte:
letras.terra.com.br Goiás Dados sobre o Estado de Goiás De acordo com dados do IBGE referentes
ao ano de 2010, Goiás tem cerca de 6 milhões de habitantes, em seus 246 municípios, Na
agropecuária, Goiás tem a 8ª maior participação no total do VA (Valor Adicionado) nacional, com
5,6%, sendo destaque na produção agrícola de algodão (3ª colocação), cana de açúcar, milho, soja e
produção de grãos (4ª colocação). O Estado continua sendo o maior produtor nacional de sorgo.

Na pecuária, Goiás está bem posicionado em diversas atividades: 4º lugar em rebanho e abate de
bovino, 5º no rebanho e abate de suínos, 6º em rebanho avícola e 4º na produção de leite. No setor
industrial, Goiás é o 10º estado com maior participação no total do VA nacional, com 2,4% na
indústria em geral, 11º na indústria extrativa mineral (0,8% de participação), 9º na indústria de
transformação (2,1% de participação) e 8º na construção civil (participação de 3,2%).

Em 2009, o Estado foi o único com crescimento positivo (0,22%) na produção física industrial,
segundo dados da Pesquisa Industrial Anual, do IBGE. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de
Cimento, Goiás é o 8º no consumo de cimento e conforme a UNICA – União da Agroindústria
Canavieira de São Paulo, o 6º maior produtor de açúcar e o 4º maior produtor de álcool. Na balança
comercial, Goiás apresentou em 2009 aumento maior nas importações do que nas exportações.
Goiás está na 11ª posição entre os estados exportadores, subindo 2 posições de 2000/2009 e
variando 563,46%, em termos nominais. Nas importações, o Estado ocupa a 10ª posição, subindo 4
colocações de 2000/2009 e variando 662,16%, em termos nominais.

Com este crescimento maior nas importações, o Estado caiu da 8ª para 9ª posição de 2000 para
2009 no saldo da balança comercial. Goiás tem a 8ª maior participação no VA do setor de produção e
distribuição de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, com 4,2% de participação. O
Estado possui a 5ª maior capacidade instalada de energia no país, ou seja, 9.702.269 kw, segundo
dados da Aneel, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Bahia. Apesar de ser o estado
com o 9º maior PIB no país, os indicadores sociais estão aquém dos indicadores de alguns estados
mais pobres. No índice de analfabetismo, Goiás ocupa a 11ª posição com referência ao
analfabetismo de pessoas com mais de 10 anos e a 12ª com referência às pessoas com mais de 15
anos, atrás de estados como o Amapá, Roraima, Espírito Santo e Amazonas, que possuem um PIB
menor. Em relação à média de anos de estudo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, o Estado
também se mantém na 11ª posição.

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Embora tenha subido duas posições no índice de Gini de 2000 para o ano de 2009, Goiás está
apenas na 13ª colocação no ranking nacional, atrás, por exemplo, do Amazonas, Amapá, Mato
Grosso, Rondônia, Pará, Mato Grosso do Sul e Roraima, estados menos ricos. Com relação à taxa de
mortalidade infantil, Goiás caiu uma posição de 2000 para 2009 e está na 9ª colocação. A esperança
de vida ao nascer e o índice de desenvolvimento humano também mantêm o Estado na 9ª posição
nacionalmente. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008 (POF/IBGE), a população
goiana está comendo menos arroz e feijão – a mistura típica nacional, balanceada e rica em
nutrientes – e consumindo mais carne, refrigerantes, cerveja, pães e alimentos industrializados, com
altos teores de sal, gordura e açúcar. Goiás, conforme o estudo, é o 4º estado do país em que a
população consome mais cereais, entre os quais arroz e milho, atrás apenas do Piauí, Maranhão e
Tocantins. Apesar disso, a quantidade anual de arroz servido nos domicílios a cada um dos goianos
caiu de 41,1 quilos, em 2002, para 25,6, em 2008.

Já o quantitativo de carnes consumido individualmente pela população goiana passou, no mesmo


período, de 21,9 quilos para 24,5 quilos. Os doces e confeitarias avançaram de 1,6 quilo para 2
quilos. Todos esses números demonstram que o Goiás possui resultados positivos em diversos
aspectos econômicos mas ainda precisa evoluir bastante nos aspectos sociais e, apesar de já haver
investimentos no setor, são necessárias políticas públicas ainda mais eficientes para o melhor
saneamento da área. Através destes itens analisados e de diversos outros que estarão relacionados
nas tabelas, o usuário pode constatar quais as áreas em que Goiás apresentou crescimento ou não
no cenário nacional. Referências Superintendência de Estatística, Pesquisa e Informação-Sepin
Goiás, um Estado cidadão O governo de Goiás ampliou o conceito de cidadania ao estabelecer um
desafio: permitir a incorporação de novos direitos aos já existentes e integrar um número cada vez
maior de indivíduos ao gozo dos direitos reconhecidos.

Para chegar a esse nível de entendimento e de prática política, o governo goiano reconhece que
cidadania não é dada, ela é construída e conquistada a partir da capacidade de organização,
participação e intervenção social. Assim, Goiás investe na democratização da informação, na
desburocratização dos serviços públicos e no acesso a bens de consumo através de uma rede de
proteção social gestada para atender às famílias carentes em todos os pontos do Estado. Alicerce
das principais ações do governo de Goiás, a cidadania é uma bandeira que se alia à forma de gestão
moderna e eficiente dos recursos públicos, calçada no planejamento e em ações firmes e voltadas ao
desenvolvimento regional. Uma economia em franco crescimento A economia goiana mantém índice
de crescimento acima da média nacional.

Os resultados são fruto de um trabalho planejado e que contempla a vinda de grandes parques
industriais. Segundo o IBGE, Goiás se posiciona como o Estado que mais expandiu sua produção
industrial. Essa expansão não acontece por acaso. Não é fruto de mera coincidência. Tem como base
a implantação de uma cultura e de ações que privilegiam o crescimento econômico como base da
melhoria de qualidade de vida dos cidadãos goianos. Goiás deixou, nos últimos anos, de ser um
Estado produtor de matéria-prima e assumiu uma postura de independência econômica e financeira,
passando a agregar valores ao que é produzido. A vinda de grandes empresas, como a Perdigão, é o
atestado de que o Estado está no caminho certo no seu processo de industrialização e de geração de
novas fontes que assegurem crescimento. Fonte: www.goias.go.gov.br Goiás A cozinha típica de
Goiânia recebe forte influência da cozinha mineira e baiana. Frutos típicos do Cerrado são bastante
utilizados na culinária goiana. A culinária local guarda influências coloniais. O café da manhã
reproduz o cenário do período colonial português. Mais recentemente, em algumas comunidades
foram introduzidos produtos com castanhas típicas do cerrado brasileiro como os pães a base de
baru, jatobá. Frutas típicas como o caju, mangaba, genipapo, manga e jaca são utilizadas para
confecção de doces e sucos.

O estado de Goiás está localizado na região centro-oeste do Brasil. É o estado mais populoso dessa
região. Seus limites são os seguintes: Tocantins (Norte); Minas Gerais (Sul e Leste); Mato Grosso
(Oeste); Bahia (Nordeste); Mato Grosso do Sul (Sudoeste) e o Distrito Federal. A extensão territorial
de Goiás é de 340.086,698 Km², divididos em 246 municípios. A capital do estado é Goiânia, segunda
cidade mais populosa da região centro-oeste.

Localizado no Planalto Central brasileiro, o estado de Goiás tem um relevo bastante variado, com
planaltos, chapadas, vales e depressões. Nas regiões sul e leste do estado são encontradas as
maiores altitudes, com destaque para a Chapada dos Veadeiros. O pico do Pouso Alto é o ponto mais

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elevado do estado, com 1784 metros de altitude. No oeste do estado estão concentradas as altitudes
mais baixas.

A vegetação predominante no estado de Goiás é o Cerrado, cujas principais características são os


grandes arbustos e as árvores esparsas, de galhos retorcidos e raízes profundas. Na região sul do
estado são encontradas pequenas faixas de mata Atlântica, principalmente nas margens dos rios e
nas serras. Na divisa com o estado do Mato Grosso, a oeste, existe uma pequena área de floresta
tropical. No subsolo do Cerrado existe água em abundancia. A fauna do estado é muito rica. São
encontradas onças, guarás, tatus, cervos, macacos, tamanduás, pacas, capivaras, antas (nas
margens de rios) e emas, seriemas, sendo essas últimas, espécies típicas do Cerrado. Várias dessas
espécies estão ameaçadas de extinção, devido ao desmatamento, as queimadas, ao uso de
agrotóxico e da caça predatória na região.

O clima do estado é tropical semi-úmido, com temperatura média anual de 23°C. Na estação das
chuvas, de outubro a abril, as temperaturas são altas, principalmente nas regiões oeste e norte. Entre
setembro e abril, as temperaturas podem chegar a até 39°C. A estação da seca dura de maio a
setembro. Entre os meses de maio e julho, as temperaturas podem chegar perto dos 4°C,
dependendo da região do estado.

Os rios que cortam o estado pertencem a três bacias hidrográficas: Bacia do São Francisco, Bacia do
Tocantins e Bacia do Rio Paraná. Os principais rios do estado são: Aporé, Paranaíba, Araguaia,
Corumbá, Maranhão, São Marcos, Paranã e Claro.

Goiás é uma das unidades federativas que integram a região Centro-Oeste. Sua extensão territorial é
de 340.103,467 quilômetros quadrados, correspondendo a 4% do território nacional. Conforme
contagem populacional realizada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
sua população totaliza 6.003.788 habitantes, distribuídos em 246 municípios, sendo o estado mais
populoso do Centro-Oeste. O crescimento demográfico é de 1,8% ao ano e a densidade demográfica
é de 17,6 habitantes por quilômetro quadrado.

O povoamento do estado de Goiás intensificou-se em decorrência de uma série de políticas públicas


para a ocupação e desenvolvimento econômico da porção oeste do território brasileiro, a chamada
Marcha para o Oeste. Houve a expansão da fronteira agrícola e maiores investimentos em
infraestrutura no estado, além da construção da nova capital, Goiânia, e da capital Federal, Brasília.
Fatos estes que desencadearam grandes fluxos migratórios para Goiás.

Como resultado dessa política de incentivo à ocupação do oeste brasileiro, a população de Goiás
teve um aumento significativo, principalmente após o ano de 1950. Neste, segundo dados do IBGE,
havia 1.010.880 habitantes no estado, população essa que atingiu, conforme dados do mesmo
instituto, 6.003.788 habitantes em 2010.

Além do crescimento demográfico da população goiana, sendo que pessoas de vários locais do país
foram grandes responsáveis por tal ocorrência. Segundo dados do IBGE, aproximadamente 25% da
população de Goiás é composta por imigrantes, vindos principalmente, dos estados de Minas Gerais,
São Paulo, Maranhão, Bahia, Piauí, como também do Distrito Federal.

A composição étnica da população goiana é a seguinte:

Pardos: 50,9%. Brancos: 43,6%. Negros: 5,3%


Indígenas: 0,2%. Goiânia, a capital de Goiás, é a cidade mais populosa do estado, sua extensão
territorial é de aproximadamente 733 quilômetros quadrados, e possui 1.302.001 habitantes. Outras
cidades populosas do estado são: Aparecida de Goiânia (455.657), Anápolis (334.613), Rio Verde
(176.424), Luziânia (174.531), Águas Lindas de Goiás (159.378), Valparaíso de Goiás (132.982),
Trindade (104.488), Formosa (100.085), Itumbiara (92.883).

A expectativa de vida da população goiana é de 72 anos;


A taxa de mortalidade infantil é de 18,3 óbitos a cada mil nascidos vivos.
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) estadual é de 0,800, ocupando o 9° lugar no ranking
nacional e o analfabetismo atinge 8,6% da população.
No que se refere à rede de esgoto, a mesma alcança menos da metade das habitações.

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A população de Goiás é composta por 6.003.788 habitantes, conforme dados do Censo


Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse
contingente populacional, o maior do Centro-Oeste e o décimo segundo do país, corresponde a
aproximadamente 3,15% da população atual do Brasil.

A densidade demográfica, também conhecida como população relativa, é de 17,6 habitantes por
quilômetro quadrado, portanto, o estado possui vazios demográficos. A taxa de crescimento
demográfico é de 1,8% ao ano, impulsionada pelo crescimento vegetativo e pelo intenso fluxo
migratório com destino ao estado.

De acordo com dados do IBGE, cerca de 25% da população de Goiás é formada por imigrantes, ou
seja, pessoas oriundas de outros estados. Esse fluxo migratório é resultado de algumas políticas
públicas para ocupação da porção oeste do território brasileiro, fato que se intensificou a partir da
década de 1950.

A construção de Goiânia, capital de Goiás, e de Brasília, capital Federal, atraiu pessoas de diferentes
partes do país, em especial de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Maranhão e Piauí. A
expansão da fronteira agrícola e o desenvolvimento econômico registrado em Goiás também
contribuíram para esse processo.

Seguindo uma tendência nacional, a população urbana é maioria em Goiás (90%). Goiânia é a cidade
mais populosa, com 1.302.001 habitantes. Existem outros 245 municípios, sendo que os mais
populosos são: Aparecida de Goiânia (455.657), Anápolis (334.613), Rio Verde (176.424), Luziânia
(174.531) e Águas Lindas de Goiás (159.378).

Goiás será primeiro estado a ter organizações sociais na educação básica

A partir deste ano, Goiás começará a transferir a administração de escolas estaduais que passarão a
ser geridas por organizações sociais (OS). O modelo já é aplicado no sistema de saúde do estado. A
implementação em escolas é, segundo o próprio governo, inédita no Brasil. A questão, no entanto,
gera polêmica. Um grupo de professores e alunos é contra o modelo de gestão e pede mais diálogo.
Já o governo acredita que o setor privado poderá trazer mais eficiência ao sistema de ensino. No
estado, 27 escolas estão ocupadas por estudantes em protesto contra as OS.

Durante os três dias que esteve em Goiás, de 18 a 20 de janeiro, a reportagem da Agência


Brasil visitou ocupações, conversou com pais e com estudantes. Poucos, até mesmo dentro das
ocupações, sabiam explicar o modelo. A professora Ana Cláudia Siqueira descobriu, no ato da
matrícula da filha no Colégio Estadual Antensina Santana, em Anápolis, que a escola está na lista
para começar a ser administrada por OS ainda neste ano. Ela foi informada por estudantes que
ocupavam o colégio.

O professor da Universidade Federal de Goiás Tadeu Arrais cobra mais diálogo do governo antes da
implantação das organizações sociais nas escolas Valter Campanato/Agência Brasil

“Não estamos tratando de uma mudança em uma escola, estamos falando em uma mudaça em um
sistema, em uma filosofia, isso não pode ser feito sem diálogo”, diz o professor associado do Instituto
de Estudos Socioambientais da Universidade Federal de Goiás (UFG) Tadeu Arrais.

Ele apoia a luta dos estudantes e defende que a universidade tem um papel central nessa discussão,
uma vez que é uma das responsáveis pela formação docente. Professores como Arrais têm visitado
as ocupações e conversado com estudantes. O Facebook é um dos principais meios de divulgação
de informações, tanto dos estudantes quanto de artigos e denúncias de apoiadores.

Modelo Goiano

As OS são entidades privadas, sem fins lucrativos. Estão previstas na Lei 9.637/1998 e foram
reconhecidas no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou uma Ação Direta que
Inconstitucionalidade (Adin) que questionava a legalidade da atuação das OS.

No modelo goiano, os repasses públicos passam a ser feitos às entidades que são responsáveis pela
manutenção das escolas e por garantir melhores desempenhos dos estudantes nas avaliações feitas
pelo estado. Elas também ficarão responsáveis pela contratação de professores e funcionários.

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A secretária de Educação, Raquel Teixeira, fala sobre a ocupação de alunos nas escolas do
estado Valter Campanato/Agência Brasil

“Vai ser uma parceria que vai tirar dos ombros dos diretores e dos professores a tarefa que hoje
demanda tanto tempo deles, que é correr atrás de descarga do vaso sanitário que estragou, da
infiltração da parece que vai estragar o computador, do vento que levou o teto. Nós queremos criar
condições para que o clima escolar seja voltado para o processo de aprendizagem”, diz a secretária
de Educação de Goiás, Raquel Teixeira. “Continua o mecanismo de eleição direta para diretor e o
conselho escolar continua com autonomia. O conselho tem representantes de pais de alunos e da
comunidade escolar. O currículo é o mesmo e quem define é a Seduce [Secretaria de Estado de
Educação, Cultura e Esporte]”.

Segundo Raquel, os gastos com educação vão diminuir com a implantação do novo modelo. O edital
de chamamento das OS prevê um gasto mínimo de R$ 250 e máximo de R$ 350 por estudante.
Atualmente são gastos R$ 388,90. “Um conjunto de fatores leva a [adoção do modelo de gestão por]
OS, entre elas, dificuldades de ordem orçamentária e financeira e rigidez de ordem burocrática e
administrativa. Hoje, a burocracia instaurada no Poder Público, por conta da Lei de Licitações [Lei
8.666/93], é grande problema porque compromete atuação ágil e eficiente que se espera”, diz o
procurador do estado de Goiás Rafael Arruda. Ele atua na Casa Civil acompanhando a
implementação dos programas de parceria.

Dúvidas No Edital

A Seduce divulgou, no próprio site, no dia 6 de janeiro, o edital de chamada das entidades, que foi
publicado no Diário Oficial do estado no dia 30 de dezembro de 2015. A abertura de envelopes será
feita no dia 15 de fevereiro. O projeto-piloto começará por 23 unidades da Subsecretaria Regional de
Anápolis. A intenção é que haja pelo menos mais duas convocações ainda este ano para ampliar o
modelo para 200 escolas. A capital, Goiânia, deverá ser incluída na terceira chamada, segundo a
secretária de Educação, Raquel Teixeira.

Para o professor Tadeu Arrais, o edital abre brechas para a desvalorização dos professores. Falta
ainda transparência e mais esclarecimentos no texto sobre a atuação das OS. “Se lermos o edital,
vamos perceber que a permanência ou não de uma OS em uma escola dependerá do desempenho
escolar. Como ela não vai interferir no processo pedagógico? É no mínimo estranho”, diz.

O edital estabelece que ano a ano os alunos deverão apresentar melhores resultados nas avaliações
do estado. As OS terão que garantir ainda que mais alunos sejam aprovados e que menos
estudantes abandonem os estudos.

Ainda de acordo com o edital, as OS podem firmar convênios para ter outras fontes de recursos para
investir nas escolas. “Tem uma lista aqui com convênios, mas essa lista não está clara. Qual é o
resultado de reembolso de despesas, por exemplo? De que modo eu faço esse convênio? Não está
claro. Dizem que o modelo é novo e que vai sendo adequado e construído. É o ‘vou trocar o pneu
com o carro andando’, mas com educação não se faz isso”, diz o professor.

Procurador da Casa Civil do estado de Goiás Rafael Arruda explica que as regras para
funcionamento das organizações sociais nas escolas ainda serão regulamentadasValter
Campanato/Agência Brasil

Segundo o procurador Rafael Arruda, algumas regras ainda serão regulamentadas. De acordo com
ele, pelo edital, uma OS pode usar o espaço da escola para publicidade. Perguntado se uma
propaganda da Coca-Cola poderia, por exemplo, ser fixada no muro da escola, ele disse que ainda
"tem dúvidas", mas que isso ainda será objeto de regulamentação.

Outra forma de obtenção de recursos, exemplificada pelo procurador, é a locação do espaço para
eventos corporativos fora do horário de funcionamento da escola. A questão pode abrir, no entanto,
brecha para que a entidade cobre da própria comunidade o uso do espaço, na avaliação de Arrais. “O
edital não fala disso especificamente, mas como a gestão e o espaço serão da OS, imagino que
poderá ser utilizado com esse propósito. Difícil pensar em controle”.

Diálogo

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Arrais, assim como os estudantes nas ocupações, defende que o edital seja suspenso e melhor
debatido com a comunidade. A Seduce diz que não há possibilidade de retroceder no tema, mas que
está agendando reuniões com os diretores, professores e estudantes do estado.

Uma das advogadas do movimento das ocupações, Clarissa Machado, da Associação Brasileira dos
Advogados do Povo (Abrapo), critica a falta de diálogo do governo com a comunidade escolar.
"Temos os primeiros registros de diálogo no dia 21 de dezembro, sendo que as ocupações
começaram no dia 9”, diz.

Perguntado pela Agência Brasil, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, não se posicionou em
relação à adoção do modelo, mas ressaltou que é preciso dialogar com a comunidade antes de
qualquer mudança na educação.

“Temos que ter certa prudência na implantação e na mudança de regime nas escolas públicas.
Tivemos recentemente em São Paulo uma tentativa que gerou um posicionamento muito grande”,
disse o ministro. “Qualquer mndança estruturante precisa de muito diálogo, muita negociação. O MEC
respeita as redes estaduais e municipais, mas é muito importante [o diálogo].”

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