You are on page 1of 16

Inscreva-se já!

07
http://enem.fdr.com.br radas da Fundação Demócrito Rocha
.
e Ensino a Distância são marcas regist
Universidade Aberta do Nordeste não autorizada é Crime.
dução deste fascículo. Cópia
É proibida a duplicação ou repro

culo
fascí

Ciências da Natureza
e suas Tecnologias
Eudásio Batista
Felipe Custódio
João Bosco Ribeiro
Rogério Mendes
Ulisses Castro

Ciências Humanas
e suas Tecnologias
Franzé Oliveira
Juliete Castro
Wagner Castro

Universidade Aberta do Nordeste | Colégio 7 de Setembro


113
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Competência de área IV: Compreender interações entre organismos e ambiente, em particular


aquelas relacionadas à saúde humana, relacionando conhecimentos científicos, aspectos cul-
turais e características individuais.

O
s seres vivos estão distribuídos sobre a Ela se chama Vitoriosa e é clone de um clone,
superfície da Terra obedecendo a asso- um conceito difícil de entender e mais complica-
ciações particulares. Quando falamos em do ainda de pôr em prática. Vitoriosa é uma cópia
meio ambiente, estamos fazendo referência às re- da vaca simental Vitória, o primeiro clone do Bra-
lações existentes entre os organismos e o meio fí- sil e de toda a América Latina, nascida em 2001.
sico em que vivem. O ambiente pode ser alterado A bezerra Vitoriosa foi gerada a partir de DNA
pelas diversas espécies presentes em determinada extraído de uma célula da orelha de Vitória.
área. Como a humanidade também faz parte des- Ela é uma criação da equipe do cientista Ro-
se contexto, atuamos sobre o ambiente e sofremos dolfo Rumpf, da Embrapa Recursos Genéticos e
as consequências em decorrência de suas mudan- Biotecnologia, em Brasília (DF). O mesmo grupo
ças. Conhecer o meio e suas características deve trouxe ao mundo a própria Vitória. Eles criaram
proporcionar ao homem uma melhor relação com também Lenda, clone de uma vaca valiosa morta,
o ambiente. Nossos ancestrais não sabiam explicar nascida em setembro passado, e Vitória Segunda.
diversos fenômenos da Natureza. A falta de conhe- Esta última foi de fato o primeiro clone de um clo-
cimento levava-os a considerar os fenômenos como ne brasileiro, e morreu 36 horas após nascer, em
magia e forças espirituais. O ser humano aprendeu maio de 2003, em função de problemas no parto.
a reunir esses conhecimentos para a sua vida prá- O novo clone é fruto de tecnologia mais so-
tica, como conservar o fogo e domesticar animais. fisticada.
Esse conhecimento científico tem proporcionado Na verdade, Vitoriosa é fruto de uma tecno-
uma melhoria da qualidade de vida das populações logia muito mais complexa do que a usada em
em geral. Por outro lado, ele tem criado outros va- Vitória. Esta é uma cópia de um embrião e a clo-
lores baseados em razões mais técnicas e comerciais nagem de embriões é muito mais simples do que
do que humanas. a de mamíferos adultos, cuja era foi iniciada pelo
nascimento da ovelha Dolly em 1996.
des H-05
Desenvolvendo Habilida Vitoriosa não só é clone de um animal adulto
transmis- como de um outro clone. Para se clonar um mamí-
Reconhecer mecanismos de fero é preciso “limpar” a memória genética de uma
licando
são da vida, prevendo ou exp célula e fazê-la se comportar como se fosse um em-
ticas dos
a manifestação de caracterís brião, um processo que inclui manipulações quími-
seres vivos. cas complexas e não completamente compreendidas.
Clonar um clone é ainda mais complicado
porque a genética desses animais ainda está lon-
Texto de relação ge de ser bem entendida. Além disso, clones têm
Nasceu no Brasil bezerra clonada de um clone. a justificada fama de saúde frágil.
Uma bezerrinha dourada e branca com apenas Os animais estão no Campo Experimental
duas semanas de vida representa a mais recente Sucupira, em Brasília, o mesmo lugar onde vive
Vitória, que, por sua vez, caminha para se tornar
prova de avanços do Brasil em biotecnologia.

Expediente
Presidente: Luciana Dummar Coordenação de Design Gráfico: Deglaucy Jorge Teixeira
Coordenação da Universidade Aberta do Nordeste: Sérgio Falcão Projeto Gráfico e Capas: Mikael Baima, Suzana Paz, Welton Travassos
Coordenação do Curso: Sílvio Mota Editoração Eletrônica: Mikael Baima, Welton Travassos
Coordenação Editorial: Eloísa Vidal, Ricardo Moura Ilustrações: Suzana Paz
Coordenação Acadêmico-Administrativa: Ana Paula Costa Salmin Revisão: Wilson Pereira da Silva
o primeiro clone brasileiro a dar à luz. A vaca Texto de relação
está no início de uma gestação obtida por inse- Como é que a pele regula a temperatura do
minação artificial, com sêmen de touro simental. corpo?
Rumpf diz que produzir Vitoriosa não foi nada “A temperatura do corpo é regulada por meio
fácil. Após perder Vitória Segunda, os pesquisado- da pele sob o comando de um ‘centro regulador
res da Embrapa voltaram ao laboratório para novas da temperatura’ que existe numa zona do cére-
tentativas. Coletaram células da orelha de Vitória bro chamada hipotálamo. Quando este centro
para obter o DNA necessário à clonagem. Conse- está sujeito a temperaturas elevadas, ordena a
guiram produzir 35 embriões, implantados em 17
dilatação dos vasos sanguíneos existentes em
vacas. O resultado foram duas gestações, mas só a
toda a pele, causando sudação e libertação de
que gerou Vitoriosa foi até o fim. (Disponível em : http://
www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=16466. Acesso: 10/05/2010). calor por evaporação do suor e irradiação. Se
a temperatura desce, o centro termo regulador
Questão 1 - (Enem 2004) ordena a constrição dos vasos, o que reduz as
A identificação da estrutura do DNA foi fundamen- perdas de calor.”
tal para compreender seu papel na continuidade da
Quais são os fatores que podem alterar a cons-
vida. Na década de 1950, um estudo pioneiro de-
terminou a proporção das bases nitrogenadas que tituição normal da pele?
compõem moléculas de DNA de várias espécies. “Além do processo normal de envelheci-
mento, que causa alterações características da
estrutura da pele, a pele pode ser afetada pela
exposição excessiva aos raios solares, pelo uso
de substâncias irritantes, pelo contato exagerado
com água e sabonete ou géis de banho agressi-
A comparação das proporções permitiu concluir que
ocorre emparelhamento entre as bases nitrogenadas e
vos, pela temperatura elevada da água do banho
que elas formam: ou permanência em ambientes quentes e secos.”
a) pares de mesmo tipo em todas as espécies, eviden- Quais são as alterações da pele associadas ao
ciando a universalidade da estrutura do DNA. envelhecimento?
b) pares diferentes de acordo com a espécie conside- “Com o envelhecimento, a pele torna-se mais
rada, o que garante a diversidade da vida. fina e seca devido à diminuição da camada de
c) pares diferentes em diferentes células de uma es- gordura nela existente, diminuem os vasos san-
pécie, como resultado da diferenciação celular. guíneos e a capacidade de produção de suor (o
d) pares específicos apenas nos gametas, pois essas célu-
que reduz o seu papel na regulação da tempera-
las são responsáveis pela perpetuação das espécies.
tura do corpo, tornando os idosos mais sensíveis
e) pares específicos somente nas bactérias, pois esses
ao frio e ao calor), e o seu aspecto altera-se com a
organismos são formados por uma única célula.
Solução comentada: O código genético é classificado formação de rugas por perda da elasticidade e pelo
como universal, já que a composição das moléculas de aparecimento de manchas pigmentadas nas zonas
DNA e RNA em todos os seres vivos tem os mesmos expostas ao sol. A fragilidade da pele e dos vasos
tipos de bases nitrogenadas, variando, apenas, a sequ- sanguíneos aumenta o risco de feridas e derrames,
ência dessas bases, o que determinada a variabilidade e o fato de se tornar mais seca faz com que seja fre-
genética entre as espécies. quente a comichão e a descamação da pele.”
Resposta: A Autora das respostas: Ana Ferrão
(Disponível em: http://medicoassistente.com/saude-geral/higiene-da-
des H-14
Desenvolvendo Habilida pele. Acesso: 11/05/2010. Adaptado).

ômenos e
Identificar padrões em fen Questão 2 - (Enem 2007)
smos, como
processos vitais dos organi A pele humana é sensível à radiação solar, e essa sen-
interno,
manutenção do equilíbrio sibilidade depende das características da pele. Os
am biente,
defesa, relações com o filtros solares são produtos que podem ser aplicados
sobre a pele para protegê-la da radiação solar. A efi-
sexualidade entre outros.

Universidade Aberta do Nordeste | Colégio 7 de Setembro


115
cácia dos filtros solares é definida pelo fator de pro- manas, e que talvez abra caminho para uma tec-
teção solar (FPS), que indica quantas vezes o tempo nologia capaz de separar células doentes de um
de exposição ao sol, sem o risco de vermelhidão, pode tecido saudável. O sistema funciona em um pro-
ser aumentado com o uso do protetor solar. A tabela
cesso chamado interferência de RNA (RNAi), no
seguinte reúne informações encontradas em rótulos
de filtros solares. qual pequenas moléculas de RNA impedem que
um gene produza proteína.
O objetivo é fazer com que o DNA injetado
em células humanas seja capaz de diagnosticar
uma célula cancerosa ou doente tomando como
base a composição molecular da célula. Ao de-
tectar a doença, o DNA poderia sintetizar a dose
precisa de tratamento. Essa tecnologia, no entan-
to, ainda está muito distante. Por enquanto, os
pesquisadores estão testando maneiras diferen-
As informações acima permitem afirmar que: tes de transformar DNA em computadores ver-
a) as pessoas de pele muito sensível, ao usarem filtro sáteis capazes de detectar certas combinações de
solar, estarão isentas do risco de queimaduras. moléculas e responder produzindo outras.
b) o uso de filtro solar é recomendado para todos os “O desafio principal é como criar um ‘compu-
tipos de pele exposta à radiação solar.
tador molecular’ capaz de tomar decisões,” afir-
c) as pessoas de pele sensível devem expor-se 6 mi-
ma o bioengenheiro Yaakov Benenson, da Har-
nutos ao sol antes de aplicarem o filtro solar.
d) pessoas de pele amarela, usando ou não filtro so-
vard University. “Cientistas já criaram poderosos
lar, devem expor-se ao sol por menos tempo que computadores de DNA em tubos de ensaio que
pessoas de pele morena. podem brincar de jogo da velha ou realizar tare-
e) o período recomendado para que pessoas de pele fas básicas de lógica, mas fazer com que eles fun-
negra se exponham ao sol é de 2 a 6 horas diárias. cionassem em células humanas é complicado”.
Solução comentada: A exposição direta aos raios sola- Os ensaios realizados até o momento consegui-
res pode desencadear uma série de alterações no orga- ram bloquear a expressão completa de um gene
nismo: queimaduras e câncer de pele são exemplos dis- usando uma molécula específica de RNA chama-
so. Portanto, para todas as pessoas, o uso de filtro solar
da siRNA, por interferência de RNA. RNAi é algo
é importante na proteção diária contra a radiação solar.
que as células fazem naturalmente. Produzem mo-
Resposta: B
léculas curtas de RNA interferente (siRNA), que
des H-15 reconhecem e impedem a atividade de sequências
Desenvolvendo Habilida
de DNA correspondentes em genes. (Disponível em:
entos
Interpretar modelos e experim
http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/-computador-de_dna_fun-
ciona_em_celulas_humanas.html. Acesso: 11/05/2010).
processos
para explicar fenômenos ou
nível de orga-
biológicos em qualquer Questão 3 - (Simulado Enem 2009 MEC/Inep)
icos.
nização dos sistemas biológ A nanotecnologia está ligada à manipulação da maté-
ria em escala nanométrica, ou seja, uma escala tão pe-
quena quanto a de um bilionésimo do metro. Quando
aplicada às ciências da vida, recebe o nome de nano-
Texto de relação
biotecnologia. No fantástico mundo da nanobiotec-
“Computador” de DNA funciona em células nologia, será possível a invenção de dispositivos ul-
humanas trapequenos que, usando conhecimentos da biologia
Um computador biológico simples poderá e da engenharia, permitirão examinar, manipular ou
realizar diagnósticos complexos de câncer e ou- imitar os sistemas biológicos.
LACAVA, Z.; MORAIS, P. Nanobiotecnologia e saúde. Com Ciência.
tras doenças de dentro das próprias células. Reportagens. Nanociência & Nanotecnologia. Disponível em: <http://
Pesquisadores criaram um novo tipo de com- www.comciencia.br/reportagens/nanotecnologia/nano15.htm>. Aces-
putador de DNA que funciona em células hu- so em: 4 maio 2009.

116
Como exemplo da utilização dessa tecnologia na Me- um gene das algas, o psbO, e por isso desen-
dicina, pode-se citar a utilização de nanopartículas volveu a capacidade de fazer fotossíntese. É o
magnéticas (nanoimãs) em terapias contra o câncer. primeiro animal a se alimentar apenas de luz e
Considerando-se que o campo magnético não age di-
CO2, como as plantas. “Ele consegue produzir
retamente sobre os tecidos, o uso dessa tecnologia em
sua própria energia, sem comer nada”, conta o
relação às terapias convencionais é:
a) de eficácia duvidosa, já que não é possível mani-
biólogo Sidney Pierce, da Universidade da Flóri-
pular nanopartículas para serem usadas na medi- da. Essa estranha capacidade é a mais nova pro-
cina com a tecnologia atual. eza do Elysia, cujas habilidades evolutivas têm
b) vantajoso, uma vez que o campo magnético gerado chamado a atenção da comunidade científica.
por essas partículas apresenta propriedades tera- Antes de se transformarem em híbridos de
pêuticas associadas ao desaparecimento do câncer. animal com vegetal, os moluscos dessa espécie
c) desvantajoso, devido à radioatividade gerada pela costumavam engolir algas e usar os cloroplastos
movimentação de partículas magnéticas, o que, (pedaços de célula que contêm clorofila) delas
em organismos vivos, poderia causar o apareci- para fazer fotossíntese. Os pesquisadores ainda
mento de tumores. não sabem como o molusco conseguiu se trans-
d) desvantajoso, porque o magnetismo está associa-
formar em planta, mas tudo indica se tratar de
do ao aparecimento de alguns tipos de câncer no
um caso clássico de seleção natural.
organismo feminino como, por exemplo, o câncer
de mama e o de colo de útero. Um indivíduo da população da espécie teria
e) vantajoso, pois se os nanoimãs forem ligados a sofrido a mutação, levado vantagem (por conse-
drogas quimioterápicas, permitem que estas se- guir se alimentar de luz) e transferido a habilida-
jam fixadas diretamente em um tumor por meio de aos descendentes. Pura Teoria da Evolução.
de um campo magnético externo, diminuindo-se a Darwin continua irretocável. Mas a árvore da
chance de que áreas saudáveis sejam afetadas. vida, e suas divisões entre gêneros e espécies,
Solução comentada: O avanço biotecnológico tem pode precisar de um pequeno adendo.(Disponível
permitido à medicina utilizar diversos instrumentos em: http://super.abril.com.br/mundo-animal/criatura-fusao-animal-
para diagnosticar e tratar doenças. O uso de nanopar- vegetal-543145.shtml-. Acesso: 11/05/2010).
tículas em terapias contra o câncer é um exemplo de
como existem muitas possibilidades nessa área. Questão 4 - (Enem 2005)
Resposta: E As cobras estão entre os animais peçonhentos que
mais causam acidentes no Brasil, principalmente na
des H-16 área rural. As cascavéis (Crotalus), apesar de extre-
Desenvolvendo Habilida mamente venenosas, são cobras que, em relação a
lução na
Compreender o papel da evo
outras espécies, causam poucos acidentes a humanos.
sos bioló- Isso se deve ao ruído de seu “chocalho”, que faz com
produção de padrões, proces que suas vítimas percebam sua presença e as evitem.
onômica
gicos ou na organização tax Esses animais só atacam os seres humanos para sua
dos seres vivos. defesa e se alimentam de pequenos roedores e aves.
Apesar disso, elas têm sido caçadas continuamente,
por serem facilmente detectadas.
Ultimamente os cientistas observaram que essas co-
Texto de relação bras têm ficado mais silenciosas, o que passa a ser um
Criatura é fusão de animal e vegetal problema, pois, se as pessoas não as percebem, au-
Um molusco esquisito e feio, que vive no li- mentam os riscos de acidentes.
toral oeste dos EUA, pode redefinir tudo o que A explicação darwinista para o fato de a cascavel estar
se sabe sobre a divisão entre animais e vegetais. ficando mais silenciosa é que:
Isso porque esse animal, cujo nome científico é a) a necessidade de não ser descoberta e morta mu-
dou seu comportamento.
Elysia chlorotica, não é bem um animal, é um hí-
b) as alterações no seu código genético surgiram
brido de bicho com planta.
para aperfeiçoá-la.
Cientistas de três universidades americanas c) as mutações sucessivas foram acontecendo para
descobriram que o Elysia conseguiu incorporar que ela pudesse adaptar-se.

Universidade Aberta do Nordeste | Colégio 7 de Setembro


117
d) as variedades mais silenciosas foram selecionadas b) fossilização de uma samambaia, crescimento de
positivamente. uma árvore, germinação de uma semente.
e) as variedades sofreram mutações para se adapta- c) crescimento de uma árvore, germinação de uma
rem à presença de seres humanos. semente, fossilização de uma samambaia.
d) fossilização de uma samambaia, germinação de
Solução comentada: A evolução pode atuar selecio- uma semente, crescimento de uma árvore.
nando indivíduos com características marcantes, em e) germinação de uma semente, fossilização de uma
decorrência de sua grande exposição no meio. As samambaia, crescimento de uma árvore.
cascavéis, por exemplo, mais “barulhentas” são mais __________________________________________
facilmente identificadas e eliminadas pelas pessoas.
Q3. Área - 4 / Habilidade 14 (Enem 2007)
Resposta: D
Todas as reações químicas de um ser vivo seguem um
programa operado por uma central de informações. A
Aprenda fazendo meta desse programa é a autorreplicação de todos os
componentes do sistema, incluindo-se a duplicação
do próprio programa ou mais precisamente do mate-
Q1. Área - 4 / Habilidade 14 (Enem 2005) rial no qual o programa está inscrito. Cada reprodu-
O desenvolvimento da maior parte das espécies de in- ção pode estar associada a pequenas modificações do
setos passa por vários estágios até chegar à fase adul- programa.
ta, quando finalmente estão aptos à reprodução. Esse M. O. Murphy e l. O’neill (Orgs.). O que é vida? 50 anos depois — es-
desenvolvimento é um jogo complexo de hormônios. peculações sobre o futuro da biologia. São Paulo: UNESP. 1997 (com
adaptações).
A ecdisona promove as mudas (ecdíases), mas o hor-
São indispensáveis à execução do “programa” men-
mônio juvenil impede que o inseto perca suas carac-
cionado acima processos relacionados ao metabolis-
terísticas de larva. Com o tempo, a quantidade desse
mo, autorreplicação e mutação, que podem ser exem-
hormônio diminui e o inseto chega à fase adulta.
plificados, respectivamente, por:
Cientistas descobriram que algumas árvores produ-
a) fotossíntese, respiração e alterações na sequência
zem um composto químico muito semelhante ao hor-
mônio juvenil dos insetos. de bases nitrogenadas do código genético.
A vantagem de uma árvore que produz uma subs- b) duplicação do RNA, pareamento de bases nitroge-
tância que funcione como hormônio juvenil é que a nadas e digestão de constituintes dos alimentos.
larva do inseto, ao se alimentar da planta, ingere esse c) excreção de compostos nitrogenados, respiração
hormônio e: celular e digestão de constituintes dos alimentos.
a) vive sem se reproduzir, pois nunca chega à fase d) respiração celular, duplicação do DNA e altera-
adulta. ções na sequência de bases nitrogenadas do códi-
go genético.
e) fotossíntese, duplicação do DNA e excreção de
compostos nitrogenados.
__________________________________________
Q4. Área – 4 / Habilidade 13 (Enem 2006)
Em certas localidades ao longo do rio Amazonas, são
encontradas populações de determinada espécie de
b) vive menos tempo, pois seu ciclo de vida encurta.
lagarto que se reproduzem por partenogênese. Essas
c) vive mais tempo, pois ocorrem poucas mudas.
populações são constituídas, exclusivamente, por fê-
d) morre, pois chega muito rápido à fase adulta.
meas que procriam sem machos, gerando apenas fê-
e) morre, pois não sofrerá mais mudas.
meas. Isso se deve a mutações que ocorrem ao acaso
__________________________________________ nas populações bissexuais. Avalie as afirmações se-
Q2. Área – 4 / Habilidade 14 (Enem 2007) guintes, relativas a esse processo de reprodução.
Fenômenos biológicos podem ocorrer em diferentes I.Na partenogênese, as fêmeas dão origem apenas a
escalas de tempo. Assinale a opção que ordena exem- fêmeas, enquanto, nas populações bissexuadas, cerca
plos de fenômenos biológicos, do mais lento para o de 50% dos filhotes são fêmeas.
mais rápido: II.Se uma população bissexuada se mistura com uma que
a) germinação de uma semente, crescimento de uma se reproduz por partenogênese, esta última desaparece.
árvore, fossilização de uma samambaia. III.Na partenogênese, um número x de fêmeas é ca-

118
paz de produzir o dobro do número de descendentes pela doença, o que dificulta o transporte de nu-
de uma população bissexuada de x indivíduos, uma trientes e provoca a morte delas.
vez que, nesta, só a fêmea põe ovos. d) elimina os vírus causadores da doença, pois não
É correto o que se afirma: conseguem obter as proteínas que seriam produ-
a) apenas em I. zidas pelas bactérias que parasitam.
b) apenas em II. e) interrompe a produção de proteína das bactérias
c) apenas em I e III. causadoras da doença, o que impede sua multipli-
d) apenas em II e III. cação pelo bloqueio de funções vitais.
e) em I, II e III. __________________________________________
__________________________________________
Q7. Área – 4 / Habilidade 15 (Simulado MEC/Enem
Q5. Área - 4 / Habilidade 13 (Enem 2007) 2009)
Considere a situação em que foram realizados dois ex-
perimentos, designados de experimentos A e B, com
dois tipos celulares, denominados células 1 e 2. No ex-
perimento A, as células 1 e 2 foram colocadas em uma
solução aquosa contendo cloreto de sódio (NaCl) e gli-
cose (C6H12O6),com baixa concentração de oxigênio.
No experimento B, foi fornecida às células 1 e 2 a mes-
ma solução, porém com alta concentração de oxigênio,
semelhante à atmosférica. Ao final do experimento, me-
diu-se a concentração de glicose na solução extracelular
em cada uma das quatro situações. Este experimento
está representado no quadro abaixo. Foi observado no
experimento A que a concentração de glicose na solução
que banhava as células 1 era maior que a da solução con-
tendo as células 2, e esta era menor que a concentração
inicial. No experimento B, foi observado que a concen-
Fernando Gonsales. Vá Pentear Macacos! São Paulo: Devir, 2004. tração de glicose na solução das células 1 era igual a das
São características do tipo de reprodução representa- células 2, e esta era idêntica à observada no experimento
do na tirinha: A, para as células 2, ao final do experimento.
a) simplicidade, permuta de material gênico e varia-
bilidade genética.
b) rapidez, simplicidade e semelhança genética.
c) variabilidade genética, mutação e evolução lenta.
d) gametogênese, troca de material gênico e comple-
xidade.
e) clonagem, gemulação e partenogênese. Pela interpretação do experimento descrito, pode-se
__________________________________________ observar que o metabolismo das células estudadas
está relacionado às condições empregadas no experi-
Q6. Área – 4 / Habilidade 15 (Enem 2003) mento, visto que as:
Na embalagem de um antibiótico, encontra-se uma a) células 1 realizam metabolismo aeróbio.
bula que, entre outras informações, explica a ação do b) células 1 são incapazes de consumir glicose.
remédio do seguinte modo: c) células 2 consomem mais oxigênio que as células 1.
O medicamento atua por inibição da síntese proteica d) células 2 têm maior demanda de energia que as cé-
bacteriana.
lulas 1.
Essa afirmação permite concluir que o antibiótico:
e) células 1 e 2 obtiveram energia a partir de substra-
a) impede a fotossíntese realizada pelas bactérias
tos diferentes.
causadoras da doença e, assim, elas não se alimen-
__________________________________________
tam e morrem.
b) altera as informações genéticas das bactérias cau- Q8. Área – 4 / Habilidade 16 (Enem 2004)
sadoras da doença, o que impede manutenção e O que têm em comum Noel Rosa, Castro Alves,
reprodução desses organismos. Franz Kafka, Álvares de Azevedo, José de Alencar e
c) dissolve as membranas das bactérias responsáveis Frédéric Chopin?

Universidade Aberta do Nordeste | Colégio 7 de Setembro


119
Todos eles morreram de tuberculose, doença que, ao b) sobrevivência de indivíduos portadores de deter-
longo dos séculos, fez mais de 100 milhões de víti- minadas características genéticas em ambientes
mas. Aparentemente controlada durante algumas específicos.
décadas, a tuberculose voltou a matar. O principal c) aparecimento, por geração espontânea, de novos
obstáculo para seu controle é o aumento do número indivíduos adaptados ao ambiente.
de linhagens de bactérias resistentes aos antibióticos d) aquisição de características genéticas transmitidas
usados para combatê-la. Esse aumento do número de aos descendentes em resposta a mudanças am-
linhagens resistentes se deve a: bientais.
a) modificações no metabolismo das bactérias, para e) recombinação de genes presentes em cromosso-
neutralizar o efeito dos antibióticos e incorporá- mos do mesmo tipo durante a fase da esporulação.
los à sua nutrição.
__________________________________________
b) mutações selecionadas pelos antibióticos, que eli-
minam as bactérias sensíveis a eles, mas permitem Q10. Área – 4 / Habilidade 16 (Enem 2009)
que as resistentes se multipliquem. Os anfíbios são animais que apresentam dependên-
c) mutações causadas pelos antibióticos, para que as cia de um ambiente úmido ou aquático. Nos anfíbios,
bactérias se adaptem e transmitam essa adaptação a pele é de fundamental importância para a maioria
a seus descendentes. das atividades vitais; apresenta glândulas de muco
d) modificações fisiológicas nas bactérias, para torná- para conservar-se úmida, favorecendo as trocas gaso-
sas e, também, pode apresentar glândulas de veneno
las cada vez mais fortes e mais agressivas no de-
contra microrganismos e predadores.
senvolvimento da doença.
Segundo a Teoria Evolutiva de Darwin, essas caracte-
e) modificações na sensibilidade das bactérias, ocor-
rísticas dos anfíbios representam a:
ridas depois de passarem um longo tempo sem
a) lei do uso e desuso.
contato com antibióticos.
b) atrofia do pulmão devido ao uso contínuo da pele.
__________________________________________ c) transmissão de caracteres adquiridos aos descen-
Q9. Área – 4 / Habilidade 16 (Enem 2007) dentes.
As mudanças evolutivas dos organismos resultam de d) futura extinção desses organismos, pois estão mal
alguns processos comuns à maioria dos seres vivos. adaptados.
É um processo evolutivo comum a plantas e animais e) seleção de adaptações em função do meio ambien-
vertebrados: te em que vivem.
a) movimento de indivíduos ou de material genético
entre populações, o que reduz a diversidade de
genes e cromossomos.

120
ologias
Ciências Humanas e suas tecn

Competência de área IV: Entender as transformações técnicas e tecnológicas e seu impac-


to nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social.

A
s mudanças na vida social e no traba- Texto de referência
lho são produto do desenvolvimento A alienação do trabalho
do conhecimento científico-tecnológico É de Karl Marx a asserção de que todo novo
da Terceira Revolução Industrial e da expansão estado da divisão do trabalho determina as re-
do capitalismo em um espaço cada vez mais lações dos indivíduos entre si com referência a
globalizado e integrado. A Revolução Industrial material, instrumento e produto do trabalho. O
consistiu em um conjunto de mudanças tecnoló- modo de produção ou estágio industrial é mar-
gicas com profundo impacto no processo produ- cado por um modo de cooperação ou estágio so-
tivo em níveis econômico, político, social e cul- cial, sendo ele mesmo uma força produtiva. Mas
tural. Iniciada na Grã- Bretanha em meados do só se passou a haver efetiva divisão quando se
século XVIII, expandiu-se pelo mundo a partir
instalou uma separação entre trabalho manual e
do século XIX. Ela significou a substituição da
intelectual. Enquanto execução e reflexão anda-
ferramenta pela máquina e a divisão do traba-
ram juntas nesse processo, o indivíduo pôde, de
lho, contribuindo para consolidar o capitalismo
algum modo, realizar-se em sua ocupação.
como modo de produção dominante. Já a Revo-
lução Técnico-científica privilegiou a informati- É só com o trabalho industrial, no modo de
zação do meio científico para garantir o enrique- produção especificamente capitalista, que se dá
cimento da tecnologia, e, em seguida, passou à de fato a divisão entre trabalho manual e intelec-
informatização de outros meios. tual. No modo de produção especificamente ca-
Percebe-se que os avanços nos setores de te- pitalista (trabalho industrial), o processo de tra-
lecomunicações geram um grande progresso e balho é desmontado pelo capital que o remonta
um enorme fluxo de informações, que passam à sua própria lógica. A alienação é, então, total.
a ser processadas e difundidas numa velocida- Na indústria, a divisão entre trabalho ma-
de cada vez maior. Por conseguinte, observa-se nual e intelectual se configura na relação entre
o avanço das tecnologias da informação e um trabalhadores técnico-científicos, cuja função é
espaço globalizado que cresce constantemen- organizar o processo de trabalho e os operários
te. A princípio, isso beneficia apenas certa ca- que o executam.
mada da sociedade, mas vem se tornando um (Disponível em: http://educacao.uol.com.br/sociologia/ult4264u5.

espaço público, que ainda pode se tornar um jhtm. Acesso em: 29/04/2010. Adaptado).
espaço voltado para os exercícios da cidada-
Questão 1 – Enem 2001 (adaptada)
nia e democracia, principalmente quando a “... Um operário desenrola o arame, o outro o endi-
maioria da população tiver acesso a essas tec- reita, um terceiro o corta, um quarto o afia nas pontas
nologias e atuar sobre elas de forma crítica. para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer a
des H-16 cabeça do alfinete, requerem-se três ou quatro opera-
Desenvolvendo Habilida ções diferentes ...”
SMITH, Adam. A Riqueza das Nações. Investigação sobre a sua Natu-
o papel das
Identificar registros sobre reza e suas Causas. Vol. I. São Paulo: Nova Cultural, 1985.
anização
técnicas e tecnologias na org
ial.
do trabalho e/ou da vida soc

Universidade Aberta do Nordeste | Colégio 7 de Setembro


121
Conforme alguns estudos demonstram, para
a cidade ser considerada “global” é fundamental
levarmos em conta suas atividades financeiras,
administrativas, científicas e, no campo da infor-
mação, o que vincula tais centros urbanos à sua
influência regional, nacional ou mundial.
Assim, uma cidade global deve apresentar:
A respeito do texto e do quadrinho, é possível inferir I. Sedes de grandes companhias, como conglo-
que: merados e multinacionais;
a) O texto refere-se à produção informatizada, e o II. Bolsa de valores que possua influência na eco-
quadrinho, à produção artesanal. nomia mundial;
b) O quadrinho representa a revolução técnico – cien- III. Grau sofisticado de serviços urbanos;
tífica do modo de produção capitalista. IV. Setor de telecomunicações amplo e tecnologi-
c) O texto descreve a grande divisão social do trabalho camente avançado;
no modo de produção artesanal. V. Centros universitários e de pesquisa de alta
d) Ambos representam a divisão moderna do trabalho
tecnologia;
industrial, com associação de operários e sindica-
VI. Diversidade e qualidade das redes internas
tos organizados.
e) Ambos contêm a ideia de que o produto da ativi-
de transporte (vias expressas, rodovias e trans-
dade industrial não depende do conhecimento de porte público);
todo o processo por parte do operário. VII. Portos e aeroportos modernos que liguem a
Solução comentada: A tirinha do Jornal do Brasil cidade a qualquer ponto do globo.
(Disponível em: http://educacao.uol.com.br/geografia/cidade-
mostra a alienação do trabalhador dentro do processo
global-megacidade.jhtm Acesso em: 30/04/2010. Adaptado).
produtivo industrial ao se manter alheio ao resultado
final do seu trabalho. Essa condição de alienação do Questão 2 – Enem 2009
operário é uma consequência da intensa divisão do Além dos inúmeros eletrodomésticos e bens eletrô-
trabalho dentro das fábricas, fato estudado, exausti- nicos, o automóvel produzido pela indústria fordista
vamente, pelo filósofo alemão Karl Marx. promoveu, a partir dos anos 50, mudanças significa-
Resposta: E tivas no modo de vida dos consumidores e também
na habitação e nas cidades. Com a massificação do
des H-17
Desenvolvendo Habilida consumo dos bens modernos, dos eletroeletrônicos
e também do automóvel, mudaram radicalmente o
mo
Analisar fatores que explica modo de vida, os valores, a cultura e o conjunto do
ias no pro-
impacto das novas tecnolog ambiente construído. Da ocupação do solo urbano até
produção.
cesso de territorialização da o interior da moradia, a transformação foi profunda.
MARICATO, E. Urbanismo na periferia do mundo globalizado: me-
trópoles brasileiras. (Disponível em: http://www.scielo.br. Acesso em:
12/08/2009. Adaptado).
Uma das consequências das inovações tecnológicas das
Texto de referência últimas décadas, que determinaram diferentes formas
Cidade global de uso e ocupação do espaço geográfico, é a instituição
O termo “cidade global” é usado quando fa- das chamadas cidades globais, que se caracterizam por:
zemos uma análise qualitativa da cidade, refe- a) possuírem o mesmo nível de influência no cenário
rindo-nos ao seu grau de influência sobre outros mundial.
centros urbanos, em diferentes partes do glo- b) fortalecerem os laços de cidadania e solidariedade
entre os membros das diversas comunidades.
bo. Uma cidade global, portanto, caracteriza-se
c) constituírem um passo importante para a diminui-
como uma metrópole, porém sua área de influ-
ção das desigualdades sociais causadas pela pola-
ência não é apenas uma região ou um país, mas rização social e pela segregação urbana.
parte considerável de nosso planeta. É por isso d) terem sido diretamente impactadas pelo processo
que as cidades globais também são denomina- de internacionalização da economia, desencadea-
das “metrópoles mundiais”. do a partir do final dos anos 1970.

122
e) terem sua origem diretamente relacionada ao pro- Texto de referência II
cesso de colonização ocidental do século XIX. O fenômeno da globalização no âmbito eco-
Solução comentada: O texto aborda as transformações nômico tem sido marcado principalmente pela
impostas pelas novas tecnologias no processo de territo- intensificação das trocas comerciais e dos fluxos
rialização da produção, em especial no espaço urbano. A
financeiros, pela multiplicação dos esforços de
instituição das cidades globais é a materialização dessas
inovações tecnológicas na expansão do capitalismo glo- liberalização comercial e de integração econô-
bal, principalmente a partir da década de 1970. mica, pela mundialização dos mercados e pela
Resposta: D segmentação e internacionalização da produção.
A transformação dos métodos de produção,
des H-18
Desenvolvendo Habilida da concepção dos mercados e das relações eco-
nômicas internacionais, fruto da globalização,
sos de
Analisar diferentes proces criou assim oportunidades únicas para o desen-
riquezas
produção ou circulação de volvimento e o bem-estar dos nossos povos, que
ciais.
e suas implicações socioespa têm vindo a ser utilizadas para atingir maiores
níveis de crescimento.
Texto de referência I Neste contexto, os nossos países têm con-
O processo de industrialização do Brasil re- duzido programas de desregulação econômica,
monta aos últimos decênios do século XIX. O privatização e liberalização do comércio inter-
seu ponto de partida situa-se por volta da déca- nacional, os quais lhes permitiram se beneficiar
da de 1880, motivado essencialmente pela crise e das oportunidades que a globalização oferece.
abolição do trabalho escravo. Formou-se, com o A integração regional é um instrumento fun-
trabalho livre assalariado, um mercado passivo damental para que um número cada vez maior
que era preciso abastecer. de países possa melhorar a sua inserção em um
A “luta pela industrialização” situa-se no perío- mundo globalizado. (Disponível em: http://www.oei.es/viii-
do da Primeira Guerra, quando as potências capita- cupula.htm#desafios Acesso em: 29/04/2010. Adaptado).
listas, momentaneamente, sustaram o fornecimento
Questão 3 – Enem 2000
de manufaturas, deixando um espaço vazio que deu Os textos abaixo relacionam-se a momentos distintos
origem ao processo de “substituição das importa- da nossa história:
ções”. Em 1929, sobreveio a grave crise do sistema “A integração regional é um instrumento fundamen-
capitalista. Nesta fase a industrialização ganhou cor- tal para que um número cada vez maior de países
po e se firmou. Em primeiro lugar, pela falência do possa melhorar a sua inserção em um mundo globa-
federalismo da República Velha e pela implantação lizado, já que eleva a sua competitividade, aumenta
de um Estado fortemente centralizado, culminando as trocas comerciais, permite o aumento da produtivi-
dade, cria condições para um maior crescimento eco-
na instituição da ditadura de Vargas (Estado Novo).
nômico e favorece o aprofundamento dos processos
Em virtude disso, formou-se um mercado ver- democráticos. A integração regional e a globalização
dadeiramente nacional para a indústria, em razão surgem assim como processos complementares e van-
da quebra de barreiras entre as distintas unidades tajosos.”
da federação, que facilitou a livre circulação de Declaração de Porto, VIII Cimeira Ibero-Americana,
mercadorias, levando à fusão dos mercados isola- Porto, Portugal, 17 e 18 de outubro de 1998
dos e locais. Além do mais, a construção de por- “Um considerável número de mercadorias passou a
ser produzido no Brasil, substituindo o que não era
tos, ferrovias e rodovias, nesse período, integrou
possível ou era muito caro importar. Foi assim que a
fisicamente as regiões dispersas. crise econômica mundial e o encarecimento das im-
É preciso acentuar que a industrialização, as- portações levaram o governo Vargas a criar as bases
sim empreendida, não se difundiu igualmente para o crescimento industrial brasileiro.”
por todo o Brasil. Ao contrário, concentrou-se POMAR, Wladimir. Era Vargas – a modernização conservadora

em São Paulo, que se tornou o estado mais in- As políticas econômicas mencionadas nos textos nos
permite afirmar que são:
dustrializado. (Disponível em: http://www.culturabrasil.org/
desenvolvimentismo.htm Acesso em: 01/05/2010).

Universidade Aberta do Nordeste | Colégio 7 de Setembro


123
a) opostas, pois, no primeiro texto, o centro das pre- ção de alterar as arcaicas relações de trabalho
ocupações são as exportações e, no segundo, as que predominam no setor sucroalcooleiro. As
importações. práticas impostas por eles, em muitos casos, ain-
b) semelhantes, uma vez que ambos demonstram da são escravagistas. (Disponível em: http://www.direitos.
uma tendência protecionista. org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2795&Itemid
c) diferentes, porque, no primeiro texto, a questão =2. Acesso em: 30/04/2010).
central é a integração regional e, no segundo, à
Questão 4 – Enem 2007
política de substituição de importações.
Álcool, crescimento e pobreza
d) semelhantes, porque consideram a integração re-
gional necessária ao desenvolvimento econômico.
e) opostas, pois, no primeiro texto, a globalização im-
pede o aprofundamento democrático e, no segun-
do, a globalização é geradora da crise econômica.
Solução comentada: O primeiro texto trata de um tema
recente, a “globalização econômica”, mencionando o
processo de integração regional como pano de fundo
para o desenvolvimento econômico interno dos países.
Já o segundo texto aborda a política industrial adotada
na Era Vargas, destacando que a substituição de impor-
tações favoreceu o desenvolvimento industrial, partindo
de uma política protecionista do mercado interno.
Resposta: C O lavrador de Ribeirão Preto recebe em média R$ 2,50
por tonelada de cana cortada. Nos anos 80, esse traba-
des H-19
Desenvolvendo Habilida
lhador cortava cinco toneladas de cana por dia. A me-
canização da colheita o obrigou a ser mais produtivo.
es técni-
Reconhecer as transformaçõ O corta-cana derruba agora oito toneladas por dia. O
terminam
cas e tecnológicas que de
trabalhador deve cortar a cana rente ao chão, encurva-
apropria- do. Usa roupas mal-ajambradas, quentes, que lhe co-
as várias formas de uso e brem o corpo, para que não seja lanhado pelas folhas
ano.
ção dos espaços rural e urb da planta. O excesso de trabalho causa a birola: ton-
tura, desmaio, cãibra, convulsão. A fim de aguentar
Texto de referência dores e cansaço, esse trabalhador toma drogas e so-
A morte por trás do etanol luções de glicose, quando não, toma farinha mesmo.
Recordes de produtividade e busca de ener- Tem aumentado o número de mortes por exaustão
gia “limpa” são a face moderna da produção de nos canaviais. O setor da cana produz hoje cerca de
3,5% do PIB. Exporta US$ 8 bilhões. Gera toda a ener-
cana-de-açúcar. Mas isso é sustentado por um
gia elétrica que consome e ainda vende excedentes.
regime de semiescravidão a que ainda são sub- A indústria de São Paulo contrata cientistas e enge-
metidos os trabalhadores. nheiros para desenvolver máquinas e equipamentos
Quase 120 anos depois da abolição da escravi- mais eficientes para as usinas de álcool. As pesquisas,
dão, os cortadores de cana ainda vivem o cativei- privada e pública, na área agrícola (cana, laranja, eu-
ro da terra, sob o tacão de um “chicote invisível”. calipto etc.) desenvolvem a bioquímica e a genética
A cana literalmente mói a carne de um milhão no País. Fonte: Folha de S. Paulo, 11/3/2007 (com adaptações).
de miseráveis trabalhadores rurais. Quem entra Confrontando-se as informações do texto com as da
charge acima, conclui-se que:
nos canaviais brasileiros tem a impressão de es-
a) a charge contradiz o texto ao mostrar que o Brasil
tar fazendo uma viagem no tempo, retornando
possui tecnologia avançada no setor agrícola.
ao século XVII. Homens e mulheres são comer- b) a charge e o texto abordam, a respeito da cana-de-
cializados como gado, trabalham jornadas de até açúcar brasileira, duas realidades distintas e sem
12 horas, muitos passam fome, e outros chegam a relação entre si.
tombar, mortos de pura exaustão. c) o texto e a charge consideram a agricultura brasi-
Hábeis em implementar modernizações tec- leira avançada, do ponto de vista tecnológico e da
nológicas, os usineiros não demonstram inten- proteção do meio ambiente.

124
a técnica e os instrumentos. Os revoltosos e os
d) a charge mostra o cotidiano do trabalhador, e o tex- destruidores de máquinas se manifestavam em
to defende o fim da mecanização da produção da várias regiões, como maneira criteriosa de lutar,
cana-de-açúcar no setor sucroalcooleiro. desencadeada não contra a mecanização em ge-
e) o texto mostra disparidades na agricultura brasilei- ral, mas em direção a determinadas máquinas em
ra, na qual convivem alta tecnologia e condições particular. Contudo, apesar de toda a resistên-
precárias de trabalho, que a charge ironiza. cia e das vitórias alcançadas pelos quebradores
de máquinas, já por volta de 1820, “os avanços
Resposta comentada: Analisando o texto e o comen-
tecnológicos” adicionais mudaram a geração de
tário dos trabalhadores na figura, notamos que há
uma contradição entre a alta tecnologia utilizada na operários, acostumada à disciplina e à precisão
indústria da cana-de-açúcar com seu elevado lucro e da fábrica. (Disponível em: http://artigos.netsaber.com.br/resu-
as precárias condições de trabalho oferecidas ao ho- mo_artigo_16552/artigo_sobre_o_nascimento_das_f%C3%81bricas
mem do campo brasileiro. Acesso em: 30/04/2010. Adaptado).
Resposta: E
Questão 5 – Enem 2009 (anulada)
des H-20 A prosperidade induzida pela emergência das máqui-
Desenvolvendo Habilida nas de tear escondia uma acentuada perda de prestí-
oráveis ou gio. Foi nessa idade de ouro que os artesãos, ou os
Selecionar argumentos fav tecelões temporários, passaram a ser denominados,
s impostas
contrários às modificaçõe de modo genérico, tecelões de teares manuais. Exceto
vida social
pelas novas tecnologias, à em alguns ramos especializados, os velhos artesãos
e ao mundo do trabalho. foram colocados lado a lado com novos imigrantes,
enquanto pequenos fazendeiros-tecelões abandona-
ram suas pequenas propriedades para se concentrar
Texto de referência na atividade de tecer. Reduzidos à completa depen-
O nascimento das fábricas dência dos teares mecanizados ou dos fornecedores
Na realidade, as máquinas só foram desen- de matéria-prima, os tecelões ficaram expostos a su-
volvidas e introduzidas depois que os tecelões cessivas reduções dos rendimentos.
THOMPSON, E. P. The making of the english working class. Harmon-
já haviam sido concentrados nas fábricas; os te-
dsworth: Penguin Books, 1979 (adaptado).
celões, os ceramistas não estavam acostumados Com a mudança tecnológica ocorrida durante a Revolu-
com esse novo tipo de disciplina; segundo um ção Industrial, a forma de trabalhar alterou-se porque:
historiador inglês, os ceramistas haviam goza- a) a invenção do tear propiciou o surgimento de novas
do de uma independência durante muito tempo relações sociais.
para aceitar amavelmente as regras, procuravam b) os tecelões mais hábeis prevaleceram sobre os inex-
implantar a pontualidade, a presença constante, perientes.
as horas prefixadas, as escrupulosas regras de c) os novos teares exigiam treinamento especializado
cuidado e de limpeza a diminuição dos desper- para serem operados.
dícios e a proibição de bebidas alcoólicas (...) O d) os artesãos, no período anterior, combinavam a te-
desenvolvimento foi crucial no que se refere ao celagem com o cultivo de subsistência.
estabelecimento do sistema fabril contribuindo e) os trabalhadores não especializados se apropriaram
para a efetivação de uma disciplinarização geral dos lugares dos antigos artesãos nas fábricas.
na força de trabalho; ocorrendo um impacto de Solução comentada: O advento da industrialização
poderosas forças, atrativas ou repulsivas (...). provocou profundas mudanças na organização socio-
econômica europeia e mundial. Aos poucos, ocorreu a
O processo descrito acima esclarece a depen-
separação entre produtor e meios de produção, entre
dência que o trabalhador do capitalismo em re-
trabalho e capital.
lação ao desenvolvimento das técnicas de pro-
Resposta: A
dução; mostrando, ainda, como o trabalho, sob
o capital, perde todo o atrativo e faz do operário
mero apêndice da técnica. O homem torna-se o
principal elemento da força produtiva e é o prin-
cipal responsável pela ligação entre a natureza,

Universidade Aberta do Nordeste | Colégio 7 de Setembro


125
Aprenda Fazendo Q3. Área – 4/ Habilidade 18 (Enem 2003)
Leia o texto I, de Josué de Castro, publicado em 1947:
O Brasil, como país subdesenvolvido, em fase de
Q1. Área – 4/ Habilidade 16 (Enem 1998) acelerado processo de industrialização, não conse-
Um dos fenômenos mais discutidos e polêmicos da guiu ainda se libertar da fome. Os baixos índices de
atualidade é a “Globalização”, a qual impacta de for- produtividade agrícola se constituíram como fatores
ma negativa: de base no condicionamento de um abastecimento
a) na mão-de-obra desqualificada, desacelerando o alimentar insuficiente e inadequado às necessidades
fluxo migratório. alimentares do nosso povo.
b) nos países subdesenvolvidos, aumentando o cresci- Adaptado: Josué de Castro. Geografia da Fome
mento populacional. Leia o texto II sobre a fome no Brasil, publicado em 2001:
c) no desenvolvimento econômico dos países indus- Uma das evidências contidas no mapa da fome con-
trializados desenvolvidos. siste na constatação de que o problema alimentar no
d) nos países subdesenvolvidos, provocando o fenô- Brasil não reside na disponibilidade e produção in-
meno da “exclusão social”. terna de grãos e dos produtos tradicionalmente con-
e) na mão-de-obra qualificada, proporcionando o sumidos no País, mas antes no descompasso entre o
crescimento de ofertas de emprego e fazendo os poder aquisitivo de ampla parcela da população e o
salários caírem vertiginosamente. custo de aquisição de uma quantidade de alimentos
__________________________________________ compatível com as necessidades do trabalhador e de
sua família.
Q2. Área – 4/ Habilidade 17 (Enem 1999) http://www.mct.gov.br
Um dos maiores problemas da atualidade é o aumen- Comparando os textos I e II, podemos concluir que a
to desenfreado do desemprego. O texto abaixo desta- persistência da fome no Brasil resulta principalmente:
ca esta situação:
a) da renda insuficiente dos trabalhadores.
O desemprego é hoje um fenômeno que atinge e preo-
b) de uma rede de transporte insuficiente.
cupa o mundo todo. (...) A onda de desemprego recente
c) da carência de terras produtivas.
não é conjuntural, ou seja, provocada por crises locali-
d) do processo de industrialização.
zadas e temporárias. Está associada a mudanças estrutu-
rais na economia, daí o nome de desemprego estrutural. e) da pequena produção de grãos.
O desemprego manifesta-se hoje na maioria das eco- __________________________________________
nomias, incluindo a dos países ricos. A OIT estima Q4. Área – 4 / Habilidade 19 (Enem 2009)
em 1 bilhão – um terço da força de trabalho mundial Até o século XVII, as paisagens rurais eram marcadas
– o número de desempregados em todo o mundo em por atividades rudimentares e de baixa produtivida-
1998. Desse total, 150 milhões encontram-se aberta- de. A partir da Revolução Industrial, porém, sobre-
mente desempregados e entre 750 e 900 milhões estão tudo com o advento da revolução tecnológica, houve
subempregados. um desenvolvimento contínuo do setor agropecuário.
[CD-ROM] Almanaque Abril 1999. São Paulo: Abril. São, portanto, observadas consequências econômicas,
Pode-se compreender o desemprego estrutural em ter- sociais e ambientais inter-relacionadas no período
mos da internacionalização da economia associada: posterior à Revolução Industrial, as quais incluem:
a) a uma economia desaquecida que provoca ondas a) a erradicação da fome no mundo.
gigantescas de desemprego, gerando revoltas e b) o aumento das áreas rurais e a diminuição das áre-
crises institucionais. as urbanas.
b) ao setor de serviços que se expande, provocando c) a maior demanda por recursos naturais, entre os
ondas de desemprego no setor industrial, atraindo quais os recursos energéticos.
essa mão-de-obra para este novo setor. d) a menor necessidade de utilização de adubos e cor-
c) ao setor industrial que passa a produzir menos, retivos na agricultura.
buscando enxugar custos, provocando, com isso, e) o contínuo aumento da oferta de emprego no setor
demissões em larga escala. primário da economia, em face da mecanização.
d) a novas formas de gerenciamento de produção e __________________________________________
novas tecnologias que são inseridas no processo
produtivo, eliminando empregos que não voltam. Q5. Área – 4 / Habilidade 20 (Enem 2007)
e) ao emprego informal, que cresce, já que uma parce- Após a Independência, integramo-nos como exporta-
la da população não tem condições de regularizar dores de produtos primários à divisão internacional do
o seu comércio. trabalho, estruturada ao redor da Grã-Bretanha. O Bra-

126
sil especializou-se na produção, com braço escravo im- Q7. Área – 4/ Habilidade 17 (Enem 2002)
portado da África, de plantas tropicais para a Europa e “A idade da pedra chegou ao fim, não porque faltas-
a América do Norte. Isso atrasou o desenvolvimento sem pedras; a era do petróleo chegará igualmente ao
de nossa economia por, pelo menos, oitenta anos. Éra- fim, mas não por falta de petróleo.”
mos um país essencialmente agrícola e tecnicamente Xeque Yamani, Ex-ministro do Petróleo da Arábia Saudita. O Estado
de S. Paulo, 20/08/2001.
atrasado por depender de produtores cativos. Não se
poderia confiar a trabalhadores forçados outros instru- Considerando as características que envolvem a uti-
mentos de produção que os mais toscos e baratos. lização das matérias-primas citadas no texto em dife-
O atraso econômico forçou o Brasil a se voltar para rentes contextos histórico-geográficos, é correto afir-
fora. Era do exterior que vinham os bens de consumo mar que, de acordo com o autor, a exemplo do que
que fundamentavam um padrão de vida “civilizado”, aconteceu na Idade da Pedra, o fim da era do Petróleo
marca que distinguia as classes cultas e “naturalmen- estaria relacionado:
te” dominantes do povaréu primitivo e miserável. (...) a) à redução e esgotamento das reservas de petróleo.
E de fora vinham também os capitais que permitiam b) ao desenvolvimento tecnológico e à utilização de
iniciar a construção de uma infraestrutura de serviços novas fontes de energia.
urbanos, de energia, transportes e comunicações. c) ao desenvolvimento dos transportes e consequente
Paul Singer. Evolução da economia e vinculação internacional. In: I. aumento do consumo de energia.
Sachs; J. Willheim; P. S. Pinheiro (Orgs.). Brasil: um século de transfor- d) ao excesso de produção e consequente desvaloriza-
mações. São Paulo: Cia. das Letras, 2001, p. 80.
ção do barril de petróleo.
Levando-se em consideração as afirmações acima, rela-
e) à diminuição das ações humanas sobre o meio ambiente.
tivas à estrutura econômica do Brasil por ocasião da in-
dependência política (1822), é correto afirmar que o País: __________________________________________
a) se industrializou rapidamente devido ao desenvol- Q8. Área – 4/ Habilidade 18 (Enem 2001)
vimento alcançado no período colonial. Dados do Censo Brasileiro 2000 mostram que, na úl-
b) extinguiu a produção colonial baseada na escravi- tima década, o número de favelas tem crescido con-
dão e fundamentou a produção no trabalho livre. sideravelmente, com significativa alteração na sua
c) se tornou dependente da economia europeia por re- distribuição pelas regiões do país.
alizar tardiamente sua industrialização em relação Considerando a dinâmica migratória do período, po-
a outros países. de-se afirmar que esse processo está relacionado:
d) se tornou dependente do capital estrangeiro, que a) ao declínio acentuado da industrialização no Su-
foi introduzido no País sem trazer ganhos para a deste, que deslocou grandes parcelas da popula-
infraestrutura de serviços urbanos. ção urbana para outras regiões do país.
e) teve sua industrialização estimulada pela Grã-Bretanha, b) à ampliação do número de zonas francas de comér-
que investiu capitais em vários setores produtivos. cio em grandes metrópoles, o que atraiu a popula-
ção rural para essas áreas.
__________________________________________
c) ao deslocamento das correntes migratórias rurais
Q6. Área – 4/ Habilidade 16 (Enem 2005) para os cinturões verdes criados em torno dos cen-
tros urbanos.
d) à instalação, na região Nordeste, de inúmeras em-
presas de alta tecnologia, atraindo de volta a po-
pulação que migrara para o Sudeste.
e) à mudança no destino das correntes migratórias,
que passaram a buscar as cidades de médio e
grande portes, além de São Paulo e Rio de Janeiro.
A situação abordada na tira torna explícita a contradi-
__________________________________________
ção entre a(as):
Q9. Área – 4 / Habilidade 19 (Enem 2009)
a) relações pessoais e o avanço tecnológico.
Apesar do aumento da produção no campo e da integra-
b) inteligência empresarial e a ignorância dos cidadãos.
ção entre a indústria e a agricultura, parte da população
c) inclusão digital e a modernização das empresas.
da América do Sul ainda sofre com a subalimentação, o
d) economia neoliberal e a reduzida atuação do Estado.
que gera conflitos pela posse de terra que podem ser ve-
e) revolução informática e a exclusão digital. rificados em várias áreas e que frequentemente chegam
a provocar mortes.
Um dos fatores que explica a subalimentação na
América do Sul é:

Universidade Aberta do Nordeste | Colégio 7 de Setembro


127
a) a baixa inserção de sua agricultura no comércio A produção nessas condições indicaria um processo
mundial. de globalização que:
b) a quantidade insuficiente de mão-de-obra para o a) fortalece os Estados Nacionais e diminui as dispa-
trabalho agrícola. ridades econômicas entre eles pela aproximação
c) a presença de estruturas agrárias arcaicas formadas entre um centro rico e uma periferia pobre.
por latifúndios improdutivos. b) garante a soberania dos Estados Nacionais por
d) a situação conflituosa vivida no campo, que impe- meio da identificação da origem de produção dos
de o crescimento da produção agrícola. bens e mercadorias.
e) os sistemas de cultivo mecanizado voltados para o c) fortalece igualmente os Estados Nacionais por meio
abastecimento do mercado interno. da circulação de bens e capitais e do intercâmbio
__________________________________________ de tecnologia.
d) compensa as disparidades econômicas pela socia-
Q10. Área – 4 / Habilidade 20 (Enem 2004)
lização de novas tecnologias e pela circulação glo-
Um certo carro esporte é desenhado na Califórnia, fi-
balizada da mão-de-obra.
nanciado por Tóquio, o protótipo criado em Worthing
e) reafirma as diferenças entre um centro rico e uma
(Inglaterra) e a montagem é feita nos EUA e México,
periferia pobre, tanto dentro como fora das fron-
com componentes eletrônicos inventados em Nova
Jérsei (EUA), fabricados no Japão. (...). Já a indústria de teiras dos Estados Nacionais.
confecção norte-americana, quando inscreve em seus
produtos ‘made in USA’, esquece de mencionar que
eles foram produzidos no México, Caribe ou Filipinas. E B B A E B C D B A
Renato Ortiz, Mundialização e Cultura.
O texto ilustra como em certos países produz-se tan- Q10 Q9 Q8 Q7 Q6 Q5 Q4 Q3 Q2 Q1

to um carro esporte caro e sofisticado, quanto roupas Ciências da Natureza e suas Tecnologias – Gabarito
que nem sequer levam uma etiqueta identificando o
país produtor. De fato, tais roupas costumam ser fei- E C E B A C C A D D
tas em fábricas - chamadas “maquiladoras” - situadas Q10 Q9 Q8 Q7 Q6 Q5 Q4 Q3 Q2 Q1
em zonas francas, onde os trabalhadores nem sempre Ciências Humanas e suas Tecnologias - Gabarito
têm direitos trabalhistas garantidos.

Acompanhe O POVO no Enem:

Pelo rádio:
Rádioaulas veiculadas todos os sábados (das 10 às 11h) e segundas (das 16 às 17h) na rádio O
POVO/CBN 1010 AM .
Pela TV: Pelo twitter:
O programa O POVO no Enem estreia neste do- www.twitter.com/opovonoenem2010
mingo 30/05, às 16h, na TV O POVO, (48 - canal
aberto, 23 - NET, 11 - TV SHOW).

Atenção!! Inscreva-se já e tenha acesso a outros materiais sobre o Enem no


http://enem.fdr.com.br

Patrocínio Parceria Apoio Realização Promoção