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culo
fascí

Matemática e suas
Tecnologias
r Targino
Carlos Davyson Xavie
Co rre ia
Eraldo Gonçalves
Sílvio Mota

Linguagens, Códigos
e suas Tecnologias
Ana Barros Jucá
Cláudio Neves

Universidade Aberta do Nordeste | Colégio 7 de Setembro


129
ias
Matemáticas e suas Tecnolog

Competência de área IV: Construir noções de variação de grandezas para a compreen-


são da realidade e a solução de problemas do cotidiano.

E
m matemática, tudo o que pode ser me- debates atuais sobre o gerenciamento dos recur-
dido ou quantificado de alguma maneira sos hídricos do planeta, chegou-se à conclusão
representa uma grandeza. Para exempli- de que, sem irrigação, não seremos capazes de
ficar, analisaremos o caso de uma pessoa que produzir toda a alimentação que a população
toma banho usando o chuveiro elétrico. mundial crescente demanda.
O que podemos quantificar nessa situação? Atualmente, a irrigação é utilizada em 17%
Podemos medir o tempo em que a torneira das áreas aráveis do planeta, sendo responsável
ficou aberta, o volume de água utilizado, o gasto por 40% da produção mundial de alimentos.
com energia elétrica e com água. Assim, o tem- Aproximadamente 70% das águas retiradas do
po, o volume, o gasto com energia e com água sistema global de rios, lagos e mananciais sub-
representam grandezas dessa situação. É impor- terrâneos são utilizadas na irrigação, e os outros
tante observar que há uma relação de dependên- 30% são aplicados em outros usos, tais como in-
cia entre elas, pois a variação de uma provoca a dustrial, urbano, geração de energia, recreação,
variação de outra. etc. Estimativas indicam que, até o ano 2025, a
Portanto, para solucionar problemas do coti- irrigação deverá ter um incremento médio de
diano envolvendo grandezas, é necessário com- 20% para atender a crescente demanda da po-
preender como se dá essa variação. pulação. Assumindo que o padrão de alimenta-
ção irá melhorar em vários países, cogita-se que
des H-15
Desenvolvendo Habilida haverá um aumento de 40% na quantidade de
pendência grãos que a população mundial necessitará.
Identificar a relação de de
Milton Judensnaider
entre grandeza. Engenheiro agrônomo, é pós-graduando em Tecnologias Ambientais
pela FATEC-SP. (Acesso em 15/05/2010. Adaptado).
Texto de referência
Água: produção sustentável de alimentos e Questão 1
Com base na leitura do texto, é possível concluir que:
proteção à biodiversidade
a) o consumo de água na irrigação é diretamente pro-
Toda a vida no nosso planeta depende, dire-
porcional à quantidade de grãos produzidos, pois,
ta ou indiretamente, da água. Especificamente para o aumento de 40% na produção de grãos
na Agricultura, ela é fator primordial para uma implica em 20% a mais no consumo de água na
boa colheita, ou seja, propicia melhor qualidade irrigação.
e produtividade, desde que disponibilizada na b) A população mundial, a demanda por alimentos e
medida certa para cada tipo de cultura. a quantidade de água na irrigação crescem con-
No final do século passado e início deste, juntamente, porém essas grandezas não são dire-
“descobriu-se” que a água é finita e que está tamente proporcionais.
com sua oferta e qualidade comprometidas. Nos c) a produção de alimentos é diretamente proporcio-

Expediente
Presidente: Luciana Dummar Coordenação de Design Gráfico: Deglaucy Jorge Teixeira
Coordenação da Universidade Aberta do Nordeste: Sérgio Falcão Projeto Gráfico e Capas: Mikael Baima, Suzana Paz, Welton Travassos
Coordenação do Curso: Sílvio Mota Editoração Eletrônica: Mikael Baima, Welton Travassos
Coordenação Editorial: Eloísa Vidal, Ricardo Moura Ilustrações: Suzana Paz
Coordenação Acadêmico-Administrativa: Ana Paula Costa Salmin Revisão: Wilson Pereira da Silva
nal ao crescimento populacional, mas não à neces- camisetas. Todos são remunerados por produti-
sidade de água na irrigação. vidade e, a cada três dias de trabalho, ganham
d) o problema da utilização da água na agricultura a redução de um dia na pena”, explica Cláudio
não possui solução, visto que, à medida que a po- Schwaderer, gestor da unidade Goiás da Hering.
pulação cresce, a demanda por alimentos também
Uma psicóloga do próprio presídio faz a sele-
cresce, o que implica em uma maior demanda de
ção e acompanhamento dos presos. São levados
água na irrigação.
e) e) A crescente necessidade de uma maior produção
em conta quesitos como tempo de pena e situa-
de alimentos é a única responsável pelo problema ção familiar. “Cada apenado recebe por produ-
da água na irrigação. ção. O valor da remuneração chega a um salário
Solução Comentada: A tendência é que a população mínimo”, conta Cláudio. Segundo o gestor, o
mundial continuará crescendo, com isso a necessidade grupo embala 60 mil peças por dia, alcançando
de produzir alimentos também deverá crescer, o que a marca de um milhão de camisetas no fim do
implica numa maior utilização de água na agricultura. mês. “Nossa expectativa é aumentar o núme-
O ponto crucial a ser observado é que, apesar dessas
ro de beneficiados em até 20% ainda este ano”.
grandezas crescerem conjuntamente, influindo dire-
tamente uma na outra, esse crescimento não é dire-
“Dois ex-detentos que participaram do projeto
tamente proporcional, pois, de acordo com o texto, a dentro da prisão hoje trabalham em empresas
irrigação terá um incremento médio de 20%, enquan- terceirizadas da Hering”, lembra.
to a necessidade de alimentos aumentará em 40%; se Já a Itaipu Binacional assinou um convênio
fossem diretamente proporcionais teriam o mesmo de cooperação com o CNJ no dia 05 de abril, em
crescimento percentual. Foz do Iguaçu, marcando o lançamento, no Pa-
Resposta: B raná, do Programa Começar de Novo.
des H-16 Juliana Falcão (MBPress).
Desenvolvendo Habilida (http://vilamulher.terra.com.br/. Acesso em 16/05/2010.Adaptado)
a envol-
Resolver situação-problem Questão 2
grand ezas, dire-
vendo a variação de Um detento que ainda tem 15 anos de pena a cum-
pro porcionais.
ta ou inversamente prir foi selecionado para participar do projeto, pre-
tendendo utilizar esta oportunidade para reduzir
Texto de referência o máximo de sua pena. Sabe-se que anualmente o
Trabalho e capacitação profissional para pre- detento consegue trabalhar em média 9 meses, des-
sos e ex-detentos contados os finais de semana. É possível concluir
Colocar um ponto final no preconceito e di- que o detento conseguirá uma redução máxima de:
minuir a reincidência de presos. Essas são al- a) 5 anos b) 3 anos e 9 meses
c) 3 anos e 3 meses d) 3 anos
gumas das metas estabelecidas pelo Programa
e) 2 anos e 6 meses
Começar de Novo, coordenado pelo Conselho
Solução Comentada: Para cada três dias trabalhados,
Nacional de Justiça (CNJ). o detento reduz um dia de sua pena. Podemos então
Implantada no final de 2008, a iniciativa é entender, de forma geral, que o tempo reduzido da
composta por diversas ações. Uma delas é sensi- pena equivale a 1/3 do trabalhado. Imaginemos agora
bilizar órgãos públicos e a sociedade civil sobre que no período de um ano, pode-se trabalhar durante
a importância de se oferecer trabalho e cursos de nove meses e, como consequência, reduzir três meses
capacitação profissional para presos e egressos de sua pena. Portanto, a cada ano na prisão é possí-
vel reduzir a pena em três meses, e, em quatro anos
do sistema carcerário.
consegue-se a redução de um ano de pena.
Algumas organizações renomadas já deram o Muita atenção com a pergunta a seguir:
seu sim. A Hering, por exemplo, deve abrir suas Dizer que a cada quatro anos se consegue a redução
portas para empregar alguns ex-detentos e cum- de um ano da pena significa que o detento reduzirá
pridores de penas alternativas. E as vagas podem sua pena em 1/4?
abranger também as empresas de serviços tercei- A resposta é não, apesar de muitos entenderem que sim.
rizados. “Eles etiquetam, dobram e embalam as Para compreendê-la, imagine que um prisioneiro tenha
cinco anos a cumprir de pena e começa a trabalhar para

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obter o benefício. Perceba que pelo que foi explicado, recursos naturais, pois, quanto menor o consu-
após quatro anos de trabalho esse prisioneiro obteria um mo de energia, menor será a necessidade de no-
ano de redução e, como sua pena era de cinco anos, ele vas usinas para produzi-la.
estaria livre; ou seja, a redução foi de um ano em cinco
Produto essencial em nossas vidas, a lâmpada
anos, que ele teria de cumprir, portanto, 1/5 da pena e
não 1/4 como fora imaginado. No caso do detento que está de tal forma incorporada em nosso dia a dia, que
tem 15 anos a cumprir, conseguirá reduzir, no máximo, muitas vezes só sentimos falta quando elas queimam.
(http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/incand.asp.
sua pena em 1/5 de 15 anos, ou seja, três anos. Acesso em 18/05/2010. Adaptado).
Resposta: D
Questão 3
des H-17
Desenvolvendo Habilida Em um supermercado, Eraldo, que tem conhecimen-
to das informações contidas nesse texto e é ciente de
vendo a
Analisar informações envol que em sua cidade 1kWh de energia custa R$0,50, faz
o recurso
variação de grandezas com algumas contas para definir se compra uma lâmpada
entação.
para a construção de argum incandescente de 100W, que custa R$2,00, ou uma flu-
orescente de 24W, que custa R$13,40.
Após seus cálculos, Eraldo deve definir-se pela lâmpada:
Texto de referência a) incandescente, pois, apesar de consumir mais, é
Incandescentes x Fluorescentes mais barata.
Em tempo de dificuldades econômicas, as b) fluorescente, porque, apesar de mais cara, após 300
famílias repensam seus orçamentos domésticos, horas de funcionamento, a diferença de preço será
sendo bastante comum a racionalização do uso compensada.
da energia elétrica, através de uma menor utili- c) fluorescente, pois o benefício que traz à natureza se
sobrepõe ao fato de custar mais caro, e não com-
zação de equipamentos elétricos e de um maior
pensar financeiramente, mesmo se utilizada du-
controle no uso de lâmpadas. Este maior contro-
rante toda sua vida útil.
le passa pela escolha mais adequada da potência d) incandescente, pois, após 1000 horas de funciona-
e do número de lâmpadas para iluminar cada mento, ainda não terá conseguido compensar a
ambiente, bem como na observância de maiores diferença entre os preços.
cuidados no sentido de evitar-se o hábito de dei- e) fluorescente, já que, após 3000 horas de funcionamen-
xar lâmpadas acesas desnecessariamente. to conseguirá compensar a diferença de preço inicial.
Em resumo, uma lâmpada de 100W ilumina Solução comentada: Para solucionarmos este proble-
mais do que uma de 60W, mas consome mais ener- ma, observamos e comparamos o consumo e custo de
gia e, portanto, gasta-se mais dinheiro com a conta energia das duas lâmpadas por hora. Vejamos:
de luz. Já uma lâmpada fluorescente de 24W é capaz Lâmpada Incandescente
100W = 0,1kWh x R$0,50 = R$0,05 /hora
de iluminar tão bem quanto a lâmpada incandescen-
Lâmpada Fluorescente
te de 100W. Em uma hora, uma lâmpada de 100W 24W = 0,024kWh x R$0,50 = R$0,012 /hora
consome uma quantidade de energia equivalente a Conseguimos ver que, em 1 hora de funcionamento, a
100Wh, ou 0,1kWh. Isto leva à necessidade de seleção lâmpada fluorescente economiza R$0,038. Como a di-
de potência de lâmpada que permita luminosidade ferença de custo inicial das lâmpadas é R$11,40 (13,40
mais adequada ao conforto ambiental requerido. – 2,00) e a economia por hora é R$0,038, é possível
Quando comparadas às incandescentes, as descobrir em quantas horas de uso a lâmpada fluores-
cente compensa a diferença dividindo estes valores:
lâmpadas fluorescentes compactas possuem,
11,40 : 0,038 = 300 horas, ou seja, após 300 horas de
como características principais, a vida útil maior uso, a diferença já estaria compensada.
(7500horas x 1000horas) e o consumo menor de Resposta: B
energia elétrica. Em contrapartida, são comercia-
des H-18
lizadas por um preço mais elevado. Portanto, sua Desenvolvendo Habilida
utilização só é justificada se as características rela-
enção na
cionadas à economia forem atendidas. Avaliar propostas de interv
iação de
A utilização dessas lâmpadas representa ain- realidade envolvendo var
da uma redução significativa da exploração dos grandezas.

132
Texto de referência Aprenda Fazendo
IMC (BMI em inglês) é a sigla para Índice de Mas-
sa Corporal. O IMC é um cálculo que leva em consi- Q1. Área-4 / Habilidade15 (Enem 1998)
deração o peso corporal e a altura da pessoa, . As bicicletas possuem uma corrente que liga uma co-
roa dentada dianteira, movimentada pelos pedais, a
O resultado ajuda a saber se a pessoa tem um
uma coroa localizada no eixo da roda traseira, como
peso baixo, normal ou se está acima do peso. mostra a figura.
Os especialistas na matéria relacionam a O número de voltas dadas pela roda traseira a cada
obesidade com o risco elevado de sofrer várias pedalada depende do tamanho relativo destas coroas.
doenças entre elas doenças do coração; porém, Em que opção abaixo a roda traseira dá o maior núme-
outros fatores também devem ser analisados, ro de voltas por pedalada?
como por exemplo: ingestão de bebidas alcoó-
licas, colesterol, tabagismo, etc. O IMC permi-
te aos médicos fazer uma avaliação preliminar
das condições físicas e do risco de uma pessoa
a) b)
desenvolver certas doenças, conforme mostra a
tabela abaixo:
IMC CLASSIFICAÇÃO RISCO DE DOENÇA

I ≤ 18,5 Magreza Elevado

18,5 < I ≤ 25 Normalidade Baixo


c) d)
25 < I ≤ 30 Sobrepeso Elevado

30 < I ≤ 40 Obesidade Muito elevado

I > 40 Obesidade grave Muitíssimo elevado

Questão 4
Maria mede 1,50m. Ela pesava 45kg em março de 2009. e)
Ao verificar seu peso no início de março de 2010, Ma- __________________________________________
ria percebeu que havia engordado 18kg. De acordo
com as informações da tabela, para que Maria tenha Q2. Área-4 / Habilidade 15
um risco de doença considerado baixo, é necessário Na tabela abaixo estão as distâncias, em metros, que
emagrecer: um carro percorre até parar, desde o momento em que
a) entre 6kg e 7kg. b) entre 8kg e 9kg. o motorista aplica os freios (distância de freagem), e
suas respectivas velocidades, em Km/h.
c) entre 10kg e 11kg. d) entre 12kg e 13kg.
e) entre 14kg e 15kg. Velocidade(km/h) 32 64 96 128
Solução comentada: Maria hoje está com 45 +18 = Distância de freagem 8 32 72 128
63kg e seu IMC é , estando com so-
brepeso e com risco elevado de desenvolver doença. Supondo que a regularidade dos valores sejam man-
Para diminuir esse risco, ela deverá reduzir seu IMC tidas, podemos afirmar que:
para no máximo I=25. a) a velocidade é proporcional à distância de freagem.
Não sendo possívelaumentar sua altura, ela deverá b) a distância de freagem é proporcional à velocidade
reduzir seu peso, neste caso: c) a distância de freagem é proporcional ao quadrado
da velocidade.
d) a velocidade é proporcional ao quadrado da distân-
cia de freagem.
Então Maria deve reduzir seu peso de 63 para 56,25, e) a distância de freagem é proporcional ao cubo da
portanto, 6,75kg velocidade.
Resposta: A Texto de referência para as questões 03 e 04
No quadro abaixo estão as contas de luz e água
de uma mesma residência. Além do valor a pagar,
cada conta mostra como calculá-lo, em função do

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consumo de água (em m³) e de eletricidade (em Q6. Área-4 / Habilidade 17 (Enem 2009)
kwh). Observe que, na conta de luz, o valor a A resolução das câmeras digitais modernas é dada em
pagar é igual ao consumo multiplicado por um megapixels, unidade de medida que representa um
milhão de pontos. As informações sobre cada desses
certo fator. Já na conta de água, existe uma tarifa
pontos são armazenadas, em geral, em 3 bytes. Porém,
mínima e diferentes faixas de tarifação. para evitar que as imagens ocupem muito espaço,
elas são submetidas a algoritmos de compressão, que
Companhia de Eletricidade reduzem em até 95% a quantidade de bytes necessá-
Fornecimento Valor R$ rios para armazena-las. Considere 1Kb = 1.000 bytes,
401kWh x 0,13276 53,23
1Mb = 1.000Kb, 1Gb = 1.000Mb. Utilizando uma câ-
mera de 2.0 megapixels cujo algoritmo de compressão
Companhia de Saneamento
é de 95%, João fotografou 150 imagens para seu traba-
Tarifa de água / m3 lho escolar. Se ele deseja armazená-las de modo que
o espaço restante no dispositivo seja o menor espaço
Consumo Tarifa Consumo ValorR$
possível, ele deve utilizar:
até 10 5,50 Tarifamín. 5,50
a) um CD de 700Mb.
11 a 20 0,85 7 5,95
b) um pendrive de 1Gb.
21 a 30 2,13 c) um HD externo de 16Gb.
31 a 50 2,13 d) um memory stick de 16Mb.
acima 50 2,36 e) um cartão memória de 64Mb.
Total 11,45 __________________________________________
__________________________________________ Q7. Área-4 Habilidade 17
Q3. Área-4 / Habilidade 16 (Enem 1998) CHOCOLATE QUENTE CREMOSO
Suponha que, no próximo mês, dobre o consumo de Tempo de preparo : 15 minutos
energia elétrica dessa residência. O novo valor da Rendimento : 30 porções
conta será de: Ingredientes :
a) R$55,20. b) R$106,46. c) R$802,00. 1 litro de leite
d) R$100,00. e) R$22,90. 210g de chocolate em pó
150g de amido de milho
__________________________________________
1 lata de leite condensado
Q4. Área-4 / Habilidade 16 (Enem 1998) 30g de canela em pó.
Suponha agora que dobre o consumo d’água. O novo http://receitas.maisvoce.globo.com
valor da conta será de:
a) R$22,90. b) R$106,46. c) R$43,82. Bruna adorou essa receita e resolveu fazer chocolate
d) R$17,40. e) R$22,52. quente. Entretanto ao separar os ingredientes, percebeu
__________________________________________ que havia disponível para preparar a bebida 800 ml de
leite, 140g de chocolate em pó, 90g de amido, 1 lata de lei-
Q5. Área-4 / Habilidade 16 (Enem 2009) te condensado e 25g de canela em pó. Mesmo assim, ela
Uma escola lançou uma campanha para seus alunos resolveu fazer a receita de forma proporcional. Portanto,
arrecadarem, durante 30 dias, alimentos não perecíveis
o número de porções que Bruna conseguiu fazer foi:
para doar a uma comunidade carente da região. Vinte
a) 24 porções. b) 20 porções.
alunos aceitaram a tarefa e nos primeiros 10 dias traba-
c) 18 porções. d) 30 porções.
lharam 3 horas diárias, arrecadando 12kg de alimentos
e) 25 porções.
por dia. Animados com os resultados, 30 novos alunos
somaram-se ao grupo, e passaram a trabalhar 4 horas __________________________________________
por dia nos dias seguintes até o término da campanha. Q8. Área-4 / Habilidade 16
Admitindo-se que o ritmo de coleta tenha se mantido Uma confecção recebeu uma encomenda de 1200 pe-
constante, a quantidade de alimentos arrecadados ao ças iguais com um prazo de entrega de 6 dias. Os 10
final do prazo estipulado seria de: funcionários da empresa são capazes de dar conta
a) 920kg. b) 800kg c) 720kg dessa produção se trabalharem 8 horas por dia. Po-
d) 600kg e) 570kg rém, passados 3 dias, 2 funcionários adoeceram e não
foram trabalhar nos outros 3 dias. Para que a enco-

134
menda seja entregue no prazo os funcionários restan- d) aumentar a jornada de trabalho para 9 horas diárias.
tes devem ter, nos 3 dias finais, uma jornada diária de: e) reduzir em R$ 400,00 o valor do aluguel diário de
a) 9 horas. uma máquina.
b) 9 horas e meia. __________________________________________
c) 10 horas.
Q10. Área-4 / Habilidade 18 (Enem 2009)
d) 10 horas e meia.
Segundo as regras da Fórmula 1, o peso mínimo do
e) 11 horas.
carro, de tanque vazio, com o piloto, é de 605kg, e a
__________________________________________ gasolina deve ter densidade entre 725 e 780 gramas
Q9. Área-4 / Habilidade 18 (Enem 2009) por litro. Entre os circuitos nos quais ocorrem com-
Uma cooperativa de colheita propôs a um fazendeiro petições dessa categoria, o mais longo é Spa-Francor-
um contrato de trabalho nos seguintes termos: a cope- champs, na Bélgica, cujo traçado tem 7km de exten-
rativa forneceria 12 trabalhadores e 4 máquinas, em são. O consumo médio de um carro da Fórmula 1 é
um regime de trabalho de 6 horas diárias, capazes de de 75 litros para cada 100 km. Suponha que um piloto
colher 20 hectares de milho por dia, ao custo de R$ de uma equipe específica, que utiliza um tipo de ga-
10,00 por trabalhador por dia de trabalho, e R$ 1.000,00 solina com densidade de 750g/L, esteja no circuito de
pelo aluguel diário de cada máquina. O fazendeiro Spa-Francorchamps, parado no box para reabasteci-
argumentou que fecharia contrato se a cooperativa mento. Caso ele pretenda dar mais 16 voltas, ao ser
colhesse 180 hectares de milho em 6 dias, com gasto liberado para retornar à pista, seu carro deverá pesar,
inferior a R$ 25.000,00. Para atender às exigências do no mínimo:
fazendeiro e supondo que o ritmo dos trabalhadores a) 617 kg.
e das máquinas seja constante, a cooperativa deveria: b) 668 kg.
a) manter sua proposta. c) 680 kg.
b) oferecer 4 máquinas a mais. d) 689 kg.
c) oferecer 6 trabalhadores a mais. e) 717 kg.

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135
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Competência de área VI: Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferen-


tes linguagens como meios de organização cognitiva da realidade pela constitui-
ção de significados, expressão, comunicação e informação.

E
ssa área trata do modo como a lingua- Cada vez mais cheia
gem, em suas mais diversas acepções De frutos, de flores, de folhas.
e utilizações, organiza o real e constrói [...]
O vento varria os sonhos
significados. Lembremos que, ao tratarmos da
E varria as amizades...
linguagem, falamos de situações de comunica- O vento varria as mulheres...
ção, e não de conceitos abstratos. De fato, como E a minha vida ficava
veremos na análise das questões propostas, a Cada vez mais cheia
prova do Enem valoriza o aspecto utilitário des- De afetos e de mulheres.
ses conceitos, trazendo questões que envolvem O vento varria os meses
situações concretas. E varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
Isso nos leva diretamente para os gêneros e
E a minha vida ficava
tipos textuais, bem como às variações linguísti- Cada vez mais cheia
cas que os caracterizam. Devemos, portanto, en- De tudo.
tender cada situação de comunicação através de BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Ja-
suas características, objetivos e elementos. Per- neiro: José Aguilar, 1967.
ceba que a própria descrição da área faz distin-
ção entre significados, expressão, comunicação e Na estruturação do texto, destaca-se:
informação. a) a construção de oposições semânticas.
b) a apresentação de ideias de forma objetiva.
Veja, por exemplo, que, numa notícia ou num
c) o emprego recorrente de figuras de linguagem,
artigo, valoriza-se a informação. Por outro lado,
como o eufemismo.
num poema estamos diante da força da expres- d) a repetição de sons e de construções sintáticas se-
são, não se tratando da mera eficiência da co- melhantes.
municação, mas da forma específica como seus e) a inversão da ordem sintática das palavras.
elementos nos chegam – seja através da musica- Solução comentada: A habilidade 18 trata da identifi-
lidade, das relações simbólicas, etc. cação de elementos constitutivos de diferentes gêne-
ros e tipos. O primeiro passo, portanto, é a caracteri-
des H-18
Desenvolvendo Habilida zação do gênero. No caso, trata-se de um poema – e
como tal deve ser lido.
e concor-
Identificar os elementos qu A poesia, como se sabe, funda-se na plurissignificação
ssão tem áti ca e
rem para a progre e, logo, no caráter conotativo de sua linguagem. Ve-
e estrutura ção de
para a organização jamos o que diz sobre a poesia Octavio Paz, um dos
s gên ero s e tipos. maiores poetas do século XX:
textos de diferente
“A escritura alcança nesse texto sua máxima conden-
sação e sua extrema dispersão (...) cada conjunto de
Questão 01 - (Enem 2009) frases, sem perder sua relação com o todo, cria para si
CANÇÃO DO VENTO E DA MINHA VIDA um domínio próprio nesta ou naquela parte da página;
O vento varria as folhas, e esses espaços distintos fundem-se às vezes numa só
O vento varria os frutos, superfície sobre a qual brilham duas ou três palavras”.
O vento varria as flores... Perceba que Paz caracteriza o poema como o lugar
E a minha vida ficava da “máxima condensação” da linguagem e também

136
como um “domínio próprio”. Ou seja, diante do texto
des H-19
poético devemos ter uma atenção constante aos recur- Desenvolvendo Habilida
sos de estilo e a cada elemento constitutivo, porque
gem pre-
eles se combinam de modo surpreendente e próprio, Analisar a função da lingua
situações
estabelecendo novas relações de sentido. dominante nos textos em
.
O poema em questão, Canção do vento e da minha específicas de interlocução
vida, de Manuel Bandeira, se organiza a partir da re-
petição rítmica e imagética inaugurada pelos primei- Questão 2
ros versos (O vento varria as folhas, / O vento varria Sentimental
os frutos, / O vento varria as flores...) – e que irá fun-
cionar como estribilho ou refrão. 1 Ponho-me a escrever teu nome com
De fato, o vento parece, a princípio, trazer um sentido letras de macarrão.
denotativo, uma vez que folhas, frutos e flores são ob- No prato, a sopa esfria, cheia de escamas
jetos que podem, efetivamente, ser varridos. Todavia, 4 e debruçados na mesa todos contemplam
a partir do quarto e do quinto versos (Cada vez mais esse romântico trabalho.
cheia / De frutos, de flores, de folhas.), essa perspec-
tiva se inverte, pois os objetos, em vez de desaparece- Desgraçadamente falta uma letra,
rem, como seria de se esperar, enchem a vida. 7 uma letra somente
Os versos seguintes expandem essa surpresa, pois para acabar teu nome!
fazem uso de objetos que, de fato, já não poderiam
ser varridos (sonhos, amizades, mulheres), indican- —Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!
do o sentido metafórico (simbólico) da imagem. A
metáfora, por sinal, é ainda ampliada nas repetições 10 Eu estava sonhando...
seguintes, pois o vento continua a varrer (levar) me- E há em todas as consciências este cartaz amarelo:
ses, sorrisos, tudo. O último vocábulo (tudo) encerra “Neste pais é proibido sonhar.”
ANDRADE, C. D. Seleta em Prosa e Verso. Rio de Janeiro: Record,
a enumeração de elementos e se repete no verso final. 1995.
Como dissemos, estamos diante de um discurso me-
tafórico e, portanto, simbólico. Logo, o vento não é de Com base na leitura do poema, a respeito do uso e da
fato o vento, mas uma força capaz de levar tudo da predominância das funções da linguagem no texto de
vida do eu lírico, e, paradoxalmente, preenchê-la com Drummond, pode-se afirmar que:
os mesmos elementos que arrebata. a) por meio dos versos “Ponho-me a escrever teu
Então, o que leva tudo da vida e, simultaneamente, a
nome” (v.1) e “esse romântico trabalho” (v.5), o
torna cada vez mais cheia de tudo? Trata-se do tempo,
poeta faz referências ao seu próprio ofício: o gesto
que, quanto mais nos leva aquilo que amamos, mais
de escrever poemas líricos.
nos amplia a memória de tudo.
b) a linguagem essencialmente poética que constitui
É importante que você lembre que, principalmente
no caso da poesia, a análise do texto deve preceder a os versos “No prato, a sopa esfria, cheia de esca-
análise das alternativas da questão. Sim, porque esse mas e debruçados na mesa todos contemplam”
procedimento impedirá que você vá e volte ao poema (v.3 e 4) confere ao poema uma atmosfera irreal
e tente adequar o texto ao que dizem os itens. e impede o leitor de reconhecer no texto dados
O que dissemos já é suficiente para apontar alternati- constitutivos de uma cena realista.
va D como correta, uma vez que ela trata exatamente c) na primeira estrofe, o poeta constrói uma lingua-
da repetição de elementos no refrão. gem centrada na amada, receptora da mensagem,
Vejamos os outros itens. A alternativa A fala em opo- mas, na segunda, ele deixa de se dirigir a ela e pas-
sições semânticas, mas os elementos que comparecem sa a exprimir o que sente.
nas repetições (flores, folhas, mulheres, etc.) não consti- d) em “Eu estava sonhando...” (v.10), o poeta demons-
tuem antíteses (oposições). A alternativa B alude à for- tra que está mais preocupado em responder à per-
ma objetiva das ideias, e elas aparecem de modo sub- gunta feita anteriormente e, assim, dar continui-
jetivo (conotativo). A alternativa C começa certa, pois dade ao diálogo com seus interlocutores do que
fala em figuras de linguagem, mas aponta o eufemismo em expressar algo sobre si mesmo.
(atenuação de ideia desagradável), e não a metáfora – e e) no verso “Neste pais é proibido sonhar.” (v.12), o po-
está, portanto, incorreta. O item E fala de inversão sin- eta abandona a linguagem poética para fazer uso
tática (hipérbato), o que não ocorre no texto. da função referencial, informando sobre o conteú-
Resposta: D do do “cartaz amarelo” (v.11) presente no local.

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137
Solução comentada: A habilidade trata do reconhe- mativo, ou seja, o contexto em que se dá o fato.
cimento das funções da linguagem. E as funções da Ocorre, por exemplo, na notícia, nos verbetes de
linguagem estão diretamente relacionadas a cada um enciclopédia, etc.
dos elementos da comunicação. São eles: Agora perceba o modo como a questão está constru-
1) Emissor – aquele que fala ou escreve, o que pro- ída. A referência às funções da linguagem aparece
duz a mensagem. no comando. Porém, nas alternativas, o que lemos é
2) Receptor – aquele a quem se dirige a mensagem. a caracterização de passagens textuais. É necessário,
3) Mensagem – o conteúdo mesmo da comunicação. portanto, ter maior atenção aos itens, pois não se tra-
4) Canal ou contato – o meio através do qual a men- ta de meramente saber reconhecer a função, mas de
sagem é transmitida. Ex: som, letras, etc. reconhecê-la em uso, ou seja, no próprio poema.
5) Código – o sistema compartilhado de sinais atra- Analisemos, portanto, as alternativas.
vés do qual a mensagem é transmitida. Ex: a lín-
gua portuguesa. A- CERTA. A função metalinguística está corretamen-
6) Contexto ou referente – as circunstâncias em que te apontada. O poeta volta-se sobre a própria com-
se dá a comunicação. posição do texto poético.
Importante: Emissor e receptor são genericamente tra- B- ERRADA. Há uma alusão à linguagem poética, o
tados como interlocutores, uma vez que, no processo que seria correto para o conjunto do texto, mas
de comunicação, os papéis se invertem e se sobrepõem. a passagem transcrita, quando considerada de
Quando falamos ou escrevemos, colocamos em desta- modo isolado, é claramente prosaica.
que um ou mais desses elementos. E a cada elemento C- ERRADA. Na segunda estrofe, o possessivo “teu”
destacado corresponde um função (ou intenção) da dirige-se à amada.
linguagem. Temos, portanto, seis funções. São elas: D- ERRADA. O poeta continua expressando suas opi-
1) Função emotiva ou expressiva – quando se quer niões e sentimentos, ainda que se refira às demais
destacar as opiniões ou sentimentos do emissor. A pessoas presentes.
mais usual das marcas textuais que caracterizam a E. ERRADA. A alternativa mais perigosa. Perceba,
função emotiva é a primeira pessoa. porém, que o cartaz a que o poeta faz alusão está
2) Função conativa ou apelativa – quando se destaca “nas consciências”. O vocábulo “cartaz” não é em-
o receptor, tentando convencê-lo, persuadi-lo etc. pregado em seu sentido denotativo, o que impede
Normalmente, a função conativa vem associada o predomínio da função referencial.
ao uso do modo imperativo. Resposta: A
3) Função poética – ocorre quando o texto, ou seja, a
des H-20
mensagem é a finalidade última do próprio texto. Desenvolvendo Habilida
Trata-se da função de linguagem de mais difícil v
do patrimô-
caracterização, pois envereda pela interminável Reconhecer a importância
vação da
polêmica sobre o que é e o que não é poético. To- nio linguístico para a preser
ional.
davia, em linhas gerais, surge quando temos a lin- memória e da identidade nac
guagem fortemente figurada, bem como calcada
no ritmo e na musicalidade. Questão 3
4) Função fática – ocorre quando se testa o canal. Quer evitar pesadelos? Então não durma de barriga
Podemos verificá-la, por exemplo, nas saudações para cima. Este é o conselho de quem garante ter sido
(Oi, tudo bem? etc.) e nas situações de comuni- atacado pela Pisadeira. A meliante costuma agir em
cação em que não pode haver sobreposição entre São Paulo e Minas Gerais. Suas vítimas preferidas
emissor e receptor (como na aviação, em que se são aquelas que comeram demais antes de dormir.
usa “câmbio” para encerrar o discurso). Desce do telhado, seu esconderijo usual - e pisa com
5) Função metalinguística – dá-se quando o código se muita força no peito e na barriga do incauto adorme-
volta sobre si mesmo. É o caso, por exemplo, de um cido, provocando os pesadelos. Há controvérsias so-
dicionário ou de uma gramática, em que a língua bre sua aparência. De acordo com alguns, é uma mu-
portuguesa é usada para explicar seu próprio senti- lher bem gorda. Já o escritor Cornélio Pires forneceu
do ou funcionamento. Ou ainda quando um poema a seguinte descrição da malfeitora: “Essa é ua muié
tem por assunto o próprio poema, a poesia, etc. muito magra, que tem os dedos cumprido e seco cum
6) Função referencial ou informativa – é aquela em cada unhão! Tem as perna curta, cabelo desgadeiado,
que o texto procura caracterizar o aspecto infor- quexo revirado pra riba e nari magro munto arcado;

138
sobranceia cerrado e zoio aceso...” Aprenda fazendo
Pelo sim, pelo não, caro amigo....barriga para baixo e
bons sonhos. Q1. Área 6 / Habilidade 18 (Enem 2009)
Almanaque de Cultura Popular. Ano 10, out. 2008. nº Páris, filho do rei de Tróia, raptou Helena, mulher de
114 (adaptado). um rei grego. Isso provocou um sangrento conflito de
Considerando que as variedades linguísticas existen- dez anos, entre os séculos XIII e XII a. C. Foi o primei-
tes no Brasil constituem patrimônio cultural, a descri- ro choque entre o ocidente e o oriente. Mas os gregos
ção da personagem lendária, Pisadeira, nas palavras conseguiram enganar os troianos. Deixaram à porta
do escritor Cornélio Pires: de seus muros fortificados um imenso cavalo de ma-
a) mostra hábitos linguísticos atribuídos à persona- deira. Os troianos, felizes com o presente, puseram-
gem lendária. no para dentro. À noite, os soldados gregos, que esta-
b) ironiza vocabulário usado no registro escrito de vam escondidos no cavalo, saíram e abriram as portas
descrição de personagens. da fortaleza para a invasão. Dai surgiu a expressão
c) associa a aparência desagradável da personagem ao “presente de grego”.
desprestígio da cultura brasileira. DUARTE, Marcelo. O guia dos curiosos. São Paulo:
d) sugere crítica ao tema da superstição como inte- Companhia das Letras, 1995.
grante da cultura de comunidades interioranas. Em “puseram-no”, a forma pronominal “no” refere-se:
e) valoriza a memória e as identidades nacionais pelo a) ao termo “rei grego”.
registro escrito de variedades linguísticas pouco b) ao antecedente “gregos”.
prestigiadas. c) ao antecedente distante “choques”.
Solução comentada: A língua de um povo é, talvez, d) à expressão “muros fortificados”.
seu maior patrimônio. Um patrimônio imaterial – e) aos termos “presente” e “cavalo de madeira”.
conceito hoje consagrado – uma vez que impalpável, __________________________________________
imensurável, mas nem por isso menos perceptível. E,
Q2. Área 6 / Habilidade 19 (Enem 2009)
quando dizemos “língua”, não nos referimos exclu-
CANÇÃO DO VENTO E DA MINHA VIDA
sivamente à norma culta, ou seja, à língua padrão,
O vento varria as folhas,
consagrada pelo seu uso nos meios letrados. Referi-
O vento varria os frutos,
mo-nos também às inumeráveis variações do idioma
O vento varria as flores...
e, por conseguinte, ao saber cultural produzido pelos
E a minha vida ficava
mais diversos grupos sociais e étnicos.
Cada vez mais cheia
O texto da questão traz uma personagem do folclore, que
De frutos, de flores, de folhas.
se confunde com os pesadelos que supostamente provoca.
[...]
Perceba (lembre-se de sempre ficar atento às legendas!)
O vento varria os sonhos
que a passagem foi extraída do Almanaque de Cultura
E varria as amizades...
Popular. Esperamos, portanto, um texto informativo,
O vento varria as mulheres...
em que a Pisadeira seja tratada de modo referencial e,
E a minha vida ficava
até certo ponto, anedótico. E é o que, a princípio, ocorre.
Cada vez mais cheia
Todavia o autor do texto transcreve outra descrição, a do
De afetos e de mulheres.
escritor Cornélio Pires, que dá um novo sabor ao tema.
O vento varria os meses
Nas palavras de Cornélio, a personagem é apresentada
E varria os teus sorrisos...
inserida, através da variante linguística, em seu universo
O vento varria tudo!
original. Lendo-as, podemos quase ouvir as palavras pro-
E a minha vida ficava
feridas pelos mais velhos para as crianças. O “unhão” da
Cada vez mais cheia
“muié” empresta às dores que causa, ao pisar a barriga
De tudo.
dos adormecidos, um caráter muito mais vivo. O registro
BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Ja-
da variedade linguística originária recupera o ambiente
neiro: José Aguilar, 1967.
cultural gerador da lenda e, desse modo, sua força.
Predomina no texto a função da linguagem:
Analisando as opções, percebemos clara-
mente que a alternativa E é a verdadeira. As outras a) fática, porque o autor procura testar o canal de co-
alternativas evocam, implícita ou explicitamente, um municação.
valor negativo (desprestígio, crítica, ironia). b) metalinguística, porque há explicação do significa-
Resposta: E
do das expressões.
c) conativa, uma vez que o leitor é provocado a parti-
cipar de uma ação.

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139
d) referencial, já que são apresentadas informações rico haja sempre um toque de funda melancolia, e na
sobre acontecimentos e fatos reais. sua poesia haja sempre certo toque de morbidez, até
e) poética, pois chama-se a atenção para a elaboração no erotismo. Tradutor de autores como Marcel Proust
especial e artística da estrutura do texto. e William Shakespeare, esse nosso Manuel traduziu
__________________________________________ mesmo foi a nostalgia do paraíso cotidiano mal idea-
lizado por nós, brasileiros, órfãos de um país imagi-
Q3. Área 6 / Habilidade 20 (Enem 2009) nário, nossa Cocanha perdida, Pasárgada. Descrever
Cuitelinho seu retrato em palavras é uma tarefa impossível, de-
Cheguei na bera do porto pois que ele mesmo já o fez tão bem em versos.
Onde as onda se espaia. Revista Língua Portuguesa, n° 40, fev. 20.
As garça dá meia volta,
Senta na bera da praia. A coesão do texto é construída principalmente a par-
E o cuitelinho não gosta tir do (a):
Que o botão da rosa caia. a) repetição de palavras e expressões que entrelaçam
as informações apresentadas no texto.
Quando eu vim da minha terra,
b) substituição de palavras por sinônimos como “lú-
Despedi da parentaia.
gubre” e “morbidez”, “melancolia” e “nostalgia”.
Eu entrei em Mato Grosso,
c) emprego de pronomes pessoais, possessivos e de-
Dei em terras paraguaia.
Lá tinha revolução, monstrativos: “sua”, “seu”, “esse”, “nosso”, “ele”.
Enfrentei fortes bataia. d) emprego de diversas conjunções subordinativas que
articulam as orações e períodos que compõem o texto.
A tua saudade corta e) emprego de expressões que indicam sequência,
Como o aço de navaia. __________________________________________
O coração fica aflito,
Q5. Área 6 / Habilidade 19 (Enem 2009)
Bate uma e outra faia.
Em uma famosa discussão entre profissionais das ciên-
E os oio se enche d’água
cias biológicas, em 1959, C. P. Snow lançou uma frase de-
Que até a vista se atrapaia.
finitiva: “Não sei como era a vida antes do clorofórmio”.
Folclore recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio
De modo parecido, hoje podemos dizer que não sabemos
Xandó. BORTONI. RICARDO, S. M. Educação em
como era a vida antes do computador. Hoje não é mais
língua materna. São Paulo: Parábola, 2004.
possível visualizar um biólogo em atividade com ape-
Transmitida por gerações, a canção Cuitelinho ma-
nas um microscópio diante de si; todos trabalham com
nifesta aspectos culturais de um povo, nos quais se
o auxílio de computadores. Lembramo-nos, obviamente,
inclui sua forma de falar, além de registrar um mo-
como era a vida sem computador pessoal. Mas não sabe-
mento histórico. Depreende-se disso que a importân-
mos como ela seria se ele não tivesse sido inventado.
cia em preservar a produção cultural de uma nação
PIZA, D. Como era a vida antes do computador? Oce-
consiste no fato de que produções como a canção Cui-
anAir em Revista, n° 1, 2007 (adaptado).
telinho evidenciam a:
Nesse texto, a função da linguagem predominante é:
a) recriação da realidade brasileira de forma ficcional.
a) emotiva, porque o texto é escrito em primeira pes-
b) criação neológica na língua portuguesa.
soa do plural.
c) formação da identidade nacional por meio da tra-
b) referencial, porque o texto trata das ciências bioló-
dição oral.
gicas, em que elementos como o clorofórmio e o
d) incorreção da língua portuguesa que é falada por
computador impulsionaram o fazer científico.
pessoas do interior do Brasil.
c) metalinguística, porque há uma analogia entre dois
e) padronização de palavras que variam regionalmen-
mundos distintos: o das ciências biológicas e o da
te, mas possuem mesmo significado.
tecnologia.
__________________________________________ d) poética, porque o autor do texto tenta convencer
Q4. Área 6 / Habilidade 18 (Enem 2009) seu leitor de que o clorofórmio é tão importante
Manuel Bandeira para as ciências médicas quanto o computador
Filho de engenheiro, Manuel Bandeira foi obrigado para as exatas.
a abandonar os estudos de arquitetura por causa da e) apelativa, porque, mesmo sem ser uma propaganda,
tuberculose. Mas a iminência da morte não marcou o redator está tentando convencer o leitor de que é
de forma lúgubre sua obra, embora em seu humor lí- impossível trabalhar sem computador, atualmente.

140
Q6. Área 6 / Habilidade 19 (Colégio 7 de Setembro) getais, quantidades excessivas desse gás prejudicam
a saúde das plantas e têm efeitos incalculáveis na
agricultura de vários países.
O Estado de S.Paulo, 20 set. 1992, p.32.

O texto acima possui elementos coesivos que promo-


vem sua manutenção temática. A partir dessa
perspectiva, conclui-se que:
a) a palavra “mas”, contradiz a afirmação inicial do texto.
b) a palavra “embora”, introduz uma explicação que
não encontra complemento no restante do texto.
c) as expressões: “consequências calamitosas”, e “efei-
tos incalculáveis”, reforçam a ideia que perpassa o
texto sobre o perigo do efeito estufa.
d) o uso da palavra “cientistas”, é desnecessário para
dar credibilidade ao texto, uma vez que se fala em
“estudo” no título do texto.
e) a palavra “gás”, refere-se a “combustíveis fósseis” e
“queimadas”, reforça a ideia de catástrofe.
__________________________________________
Q8. Área 6 / Habilidade 20 (Enem 2009)
Nestes últimos anos, a situação mudou bastante e o
Brasil, normalizado, já não nos parece tão mítico, no
bem e no mal. Houve um mútuo reconhecimento en-
tre os dois países de expressão portuguesa de um lado
e do outro do Atlântico: o Brasil descobriu Portugal e
Portugal, em um retorno das caravelas, voltou a des-
cobrir o Brasil e a ser, por seu lado, colonizado por
expressões linguísticas, as telenovelas, os romances, a
poesia, a comida e as formas de tratamento brasileiros.
O mesmo, embora em nível superficial, dele excluído
o plano da língua, aconteceu com a Europa, que, de-
pois da diáspora dos anos 70, depois da inserção na
cultura da bossanova e da música popular brasileira,
No anúncio acima, predominam as seguintes funções da problemática ecológica centrada na Amazônia, ou
da linguagem: da problemática social emergente do fenômeno dos
a) Metalinguística e conativa. meninos de rua, e até do álibi ocultista dos romances
b) Conativa e expressiva. de Paulo Coelho, continua todos os dias a descobrir,
c) Referencial e conativa. no bem e no mal, o novo Brasil. Se, no fim do sécu-
d) Expressiva e fática. lo XIX, Sílvio Romero definia a literatura brasileira
e) Metalinguística e expressiva. como manifestação de um país mestiço, será fácil para
__________________________________________ nós defini-la como expressão de um país polifônico:
em que já não é determinante o eixo Rio-São Paulo,
Q7. Área 6 / Habilidade 18 (Matriz de referência mas que, em cada região, desenvolve originalmente a
2009) sua unitária e particular tradição cultural. É esse, para
Aumento do efeito estufa ameaça plantas, diz estudo. nós, no início do século XXI, o novo estilo brasileiro.
O aumento de dióxido de carbono na atmosfera, re- STEGAGNO-PICCHIO, L. História da literatura bra-
sultante do uso de combustíveis fósseis e das quei- sileira. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004 (adaptado).
madas, pode ter consequências calamitosas para o cli- No texto, a autora mostra como o Brasil, ao longo de
ma mundial, mas também pode afetar diretamente o sua história, foi, aos poucos, construindo uma iden-
crescimento das plantas. Cientistas da Universidade tidade cultural e literária relativamente autônoma
de Basel, na Suíça, mostraram que, embora o dióxido frente à identidade europeia, em geral, e à portugue-
de carbono seja essencial para o crescimento dos ve- sa em particular. Sua análise pressupõe, de modo es-

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141
pecial, o papel do patrimônio literário e linguístico, A linguagem do fragmento acima foi empregada pelo
que favoreceu o surgimento daquilo que ela chama autor com o objetivo principal de:
de “estilo brasileiro”. Diante desse pressuposto, e le- a) transmitir informações, fazer referência a aconteci-
vando em consideração o texto e as diferentes etapas mentos observados no mundo exterior.
de consolidação da cultura brasileira, constata-se que: b) envolver, persuadir o interlocutor, nesse caso, o lei-
a) o Brasil redescobriu a cultura portuguesa no século tor, em um forte apelo à sua sensibilidade.
XIX, o que o fez assimilar novos gêneros artísticos e c) realçar os sentimentos do eu lírico, suas sensações,
culturais, assim como usos originais do idioma, con- reflexões e opiniões frente ao mundo real.
forme ilustra o caso do escritor Machado de Assis. d) destacar o processo de construção de seu poema, ao
b) a Europa reconheceu a importância da língua por- falar sobre o papel da própria linguagem e do poeta.
tuguesa no mundo, a partir da projeção que e) manter eficiente o contato comunicativo entre o emis-
poetas brasileiros ganharam naqueles países, a partir sor da mensagem, de um lado, e o receptor, de outro.
do século XX. __________________________________________
c) ocorre, no início do século XXI, promovido pela
solidificação da cultura nacional, maior reconheci- Q10. Área 6 / Habilidade 18 (Enem 2009)
mento do Brasil por ele mesmo, tanto nos aspectos Do pedacinho de papel ao livro impresso vai uma lon-
ga distância. Mas o que o escritor quer, mesmo, é isso:
positivos quanto nos negativos.
ver o seu texto em letra de forma. A gaveta é ótima para
d) o Brasil continua sendo, como no século XIX, uma
aplacar a fúria criativa; ela faz amadurecer o texto da
nação culturalmente mestiça, embora a expressão
mesma forma que a adega faz amadurecer o vinho. Em
dominante seja aquela produzida no eixo Rio-São
certos casos, a cesta de papel é melhor ainda.
Paulo, em especial aquela ligada às telenovelas. O período de maturação na gaveta é necessário, mas
e) o novo estilo cultural brasileiro se caracteriza por uma não deve se prolongar muito. ‘Textos guardados acabam
união bastante significativa entre as diversas matri- cheirando mal’, disse Silvia Plath, (...) que, com esta fra-
zes culturais advindas das várias regiões do país, se, deu testemunho das dúvidas que atormentam o es-
como se pode comprovar na obra de Paulo Coelho. critor: publicar ou não publicar? guardar ou jogar fora?
__________________________________________ Moacyr Scliar. O escritor e seus desafios.
Nesse texto, o escritor Moacyr Scliar usa imagens
Q9. Área 6 / Habilidade 19
para refletir sobre uma etapa da criação literária. A
Canção amiga
ideia de que o processo de maturação do texto nem
Eu preparo uma canção,
sempre é o que garante bons resultados está sugerida
em que minha mãe se reconheça
na seguinte frase:
todas as mães se reconheçam
a) “A gaveta é ótima para aplacar a fúria criativa.”
e que fale como dois olhos.
[...] b) “Em certos casos, a cesta de papel é melhor ainda.”
Aprendi novas palavras c) “O período de maturação na gaveta é necessário, (...).”
E tornei outras mais belas. d) “Mas o que o escritor quer, mesmo, é isso: ver o seu
texto em letra de forma.”
Eu preparo uma canção e) “ela (a gaveta) faz amadurecer o texto da mesma
que faça acordar os homens forma que a adega faz amadurecer o vinho.”
e adormecer as crianças.
ANDRADE, C. D. Novos poemas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948
(fragmento).

142
Conteúdo Extra! noite, desenho e pintura com o arquiteto Domeni-
co Rossi no Liceu de Artes e Ofícios. Começa ain-
Carlos Drummond de Andrade - Biografia da a trabalhar nos escritórios da Estrada de Ferro
Nascido e criado na cidade mineira de Itabi- Sorocabana, da qual seu pai era funcionário.
ra, Carlos Drummond de Andrade levaria por No final do ano de 1904, o autor fica sabendo
toda a sua vida, como um de seus mais recorren- que está tuberculoso, abandona suas atividades
tes temas, a saudade da infância. Precisou deixar e volta para o Rio de Janeiro. Em busca de me-
para trás sua cidade natal ao partir para estudar lhores climas para sua saúde, passa temporadas
em Friburgo e Belo Horizonte. em diversas cidades: Campanha, Teresópolis,
Formou-se em Farmácia, atendendo a insis- Maranguape, Uruquê, Quixeramobim. Em 1910
tência da família em graduar-se. Trabalha em entra em um concurso de poesia da Academia
Belo Horizonte como redator em jornais locais Brasileira de Letras, que não confere o prêmio.
até mudar-se para o Rio de Janeiro, em 1934, Lê Charles de Guérin e toma conhecimento das
para atuar como chefe de gabinete de Gustavo rimas toantes que empregaria em Carnaval.
Capanema, então nomeado novo Ministro da Sob a influência de Apollinaire, Charles Cros e
Educação e Saúde Pública. Mac-Fionna Leod, escreve seus primeiros versos
Em 1930, seu livro “Alguma Poesia” foi o livres,em 1912.
marco da segunda fase do Modernismo brasilei- Em 1916 falece sua mãe, Francelina. No ano
ro. O autor demonstrava grande amadurecimen- seguinte publica seu primeiro livro: A cinza das
to e reafirmava sua distância dos tradicionalistas horas, numa edição de 200 exemplares custeada
com o uso da linguagem coloquial, que já come- pelo autor. João Ribeiro escreve um artigo elo-
çava a ser aceita pelos leitores. gioso sobre o livro. Por causa de um hiato num
Drummond também falava sobre temas como verso do poeta mineiro Mário Mendes Campos,
o desajustamento do indivíduo, ou as preocupa- Manuel Bandeira desenvolve com o crítico Ma-
ções sócio-políticas da época, como em “A Rosa chado Sobrinho uma polêmica nas páginas do
do Povo” (1945). Apesar de serem temas fortes, Correio de Minas, de Juiz de Fora.
ele conseguia encontrar leveza para manter sua O pai de Bandeira, Manuel Carneiro, falece
escrita com humor e uma sóbria ironia. em 1920. O poeta se muda da Rua do Triunfo,
Produzindo até o fim da vida, Carlos Drum- em Paula Matos, para a Rua Curvelo, 53 (hoje
mond de Andrade deixou uma vasta obra. Dias de Barros), tornando-se vizinho de Ribeiro
Quando faleceu, em agosto de 1987, já havia Couto. Numa reunião na casa de Ronald de Car-
destacado seu nome na literatura mundial. Com valho, em Copacabana, no ano de 1921, conhe-
seus mais de 80 anos, considerava-se um “sobre- ce Mário de Andrade. Estavam presentes, entre
vivente”, como destaca no poema “Declaração outros, Oswald de Andrade, Sérgio Buarque de
de juízo”. Holanda e Osvaldo Orico.
Fonte: carlosdrummonddeandrade.com.br Inicia então, em 1922, a se corresponder com
Mário de Andrade. Bandeira não participa da
Manuel Bandeira - Biografia Semana de Arte Moderna, realizada em feverei-
Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho ro em são Paulo, no Teatro Municipal. Em 1924
nasceu no Recife no dia 19 de abril de 1886, na publica, às suas expensas, Poesias, que reúne A
Rua da Ventura, atual Joaquim Nabuco, filho de Cinza das Horas, Carnaval e um novo livro, O
Manuel Carneiro de Souza Bandeira e Franceli- Ritmo Dissoluto.
na Ribeiro de Souza Bandeira. Em 1890 a família Recebe o prêmio da Sociedade Filipe de Oli-
se transfere para o Rio de Janeiro e a seguir para veira por conjunto de obra, em 1937, e publica
Santos - SP e, novamente, para o Rio de Janeiro. Poesias Escolhidas e Antologia dos Poetas Brasi-
Em 1903 a família se muda para São Paulo onde leiros da Fase Romântica. Em 1940 é eleito para
Bandeira se matricula na Escola Politécnica, pre- a Academia Brasileira de Letras, na vaga de Luís
tendendo tornar-se arquiteto. Estuda também, à Guimarães Filho. No ano de 1954 publica Itine-

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143
rário de Pasárgada e De Poetas e de Poesia. Faz B D C C E A C B C A
conferência no Teatro Municipal do Rio de Janei-
Q10 Q9 Q8 Q7 Q6 Q5 Q4 Q3 Q2 Q1
ro sobre Mário de Andrade. Publica 50 Poemas
Matemática – Gabarito
Escolhidos pelo Autor, em 1955. Traduz Maria
Stuart, de Schiler, encenado no Rio de Janeiro
e em São Paulo. Em junho, inicia colaboração B D C C A B C C E E

como cronista no Jornal do Brasil, do Rio de Ja- Q10 Q9 Q8 Q7 Q6 Q5 Q4 Q3 Q2 Q1


neiro, e na Folha da Manhã, de São Paulo. Linguagens e Códigos - Gabarito
Comemora 80 anos, em 1966, recebendo mui-
tas homenagens. A Editora José Olympio realiza
em sua sede uma festa de que participam mais de
mil pessoas e lança os volumes Estrela da Vida In-
teira (poesias completas e traduções de poesia) e
Andorinha Andorinha (seleção de textos em pro-
sa, organizada por Carlos Drummond de Andra-
de). Compra uma casa em Teresópolis, a única de
sua propriedade ao longo de toda sua vida.
Com problemas de saúde, Manuel Bandeira
deixa seu apartamento da Avenida Beira-Mar e se
transfere para o apartamento da Rua Aires Salda-
nha, em Copacabana, de Maria de Lourdes Heitor
de Souza, sua companheira dos últimos anos. No
dia 13 de outubro de 1968, às 12 horas e 50 minu-
tos, morre , no Hospital Samaritano, em Botafogo,
sendo sepultado no Mausoléu da Academia Brasi-
leira de Letras, no Cemitério São João Batista.
Fonte: http://www.releituras.com/mbandeira_bio.asp

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