You are on page 1of 35

Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet

Aula 15

Administração Financeira e Orçamentária e Direito Financeiro p/ TCM-RJ - Técnico de


Controle Externo

Professores: Sérgio Mendes, Vinícius Nascimento

WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

Aula 15 – Orçamento Público na Lei Orgânica do


Município do Rio de Janeiro.
APRESENTAÇÃO DO TEMA
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO DO TEMA ........................................................................ 1
ORÇAMENTO PÚBLICO NA LEI ORGÂNICA DO RIO DE JANEIRO..................... 2
MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES – DIVERSAS BANCAS .........26
LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA ......................................31
GABARITO ............................................................................................ 34

Olá amigos! Como é bom estar aqui!

Um final de tarde, um velho servidor público aposentado falou ao seu neto


sobre o combate que acontece dentro das pessoas que querem ser servidores
públicos:

“Quando pensamos em fazer um concurso, há uma batalha entre dois


combatentes que vivem dentro de todos nós.
Um traz preguiça, desânimo, inferioridade, incapacidade, pena de si mesmo,
desistência, tristeza, desespero e inveja dos aprovados.
O outro traz vontade, ânimo, autoestima, capacidade, persistência, alegria,
esperança e admiração dos aprovados”.

O neto pensou nessa batalha e perguntou ao avô: “Qual combatente vence?”


O velho servidor respondeu: “Aquele que você alimenta!”

(Prof. Sérgio Mendes, com base na fábula dos dois lobos).

Estudaremos nesta aula os temas atinentes à Constituição e à Legislação do


município do Rio de Janeiro. Simultaneamente, estaremos estudando mais
uma vez as Finanças Públicas na CF/1988, por meio da comparação entre a
Constituição e a Lei Orgânica.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

ORÇAMENTO PÚBLICO NA LEI ORGÂNICA DO RIO DE JANEIRO

Já estudamos os dispositivos da Constituição Federal e abaixo citarei os


dispositivos da Lei Orgânica do Rio de Janeiro (LO/RJ) que na maioria das
vezes apenas se adaptam à Carta Magna.

Não vale a pena eu explicar tudo o que o Prof. Sérgio Mendes já explicou não é
mesmo? Então o que eu vou fazer é um comparativo entre as regras
constitucionais e da lei orgânica, sendo que muitas vezes a LO/RJ apenas
adapta uma regra constitucional à realidade municipal, facilitando nosso
estudo.

Não se preocupe que quando for importante eu comentarei, bem como quando
o assunto ainda não tiver sido abordado no curso.

Em relação às questões, vamos focar nas diferenças entre a CF/88 e a LOM/RJ,


pode ser?

Os dispositivos da LO/RJ vão do art. 254 ao art. 260 - “Capítulo III - Dos
Orçamentos”.

- Constituição Federal de 1988

- Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro

- Meus Comentários

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

Capítulo III - Dos Orçamentos

Art. 254 - São leis de iniciativa do Poder Executivo as que estabelecerão:


I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - o orçamento anual.

Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:


I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.

§ 1º - A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma


regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública
municipal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as
relativas aos programas de duração continuada.

§ 1º - A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma


regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal
para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos
programas de duração continuada.

§ 2º - A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e


prioridades da administração pública municipal, incluindo as despesas de
capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei
orçamentária e disporá sobre as alterações na legislação tributária.

§ 2º - A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e


prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital
para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei
orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e
estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de
fomento.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

- Observe que não está prevista a política de aplicação das agências


financeiras oficiais de fomento na LO/RJ. Muito CUIDADO!

§ 3º - A LO não possui tópico semelhante.

§ 4º - Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos


nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e
apreciados pelo Congresso Nacional.

§ 3º - A lei orçamentária anual compreenderá:


1 - o orçamento fiscal referente aos Poderes Municipais, seus fundos, órgãos
e entidades da administração direta, indireta e fundacional;

§ 5º - A lei orçamentária anual compreenderá:


I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e
entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e
mantidas pelo Poder Público;

II - o orçamento de investimentos das empresas em que o Município,


direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a
voto;

II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta


ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;

3 - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e


órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os
fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e


órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os
fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.

§ 4º - O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo


regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções,
anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira e tributária.

§ 6º - O projeto de lei orçamentária será acompanhado de


demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas,
decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza
financeira, tributária e creditícia.

§ 4º - O plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos


anuais integram um processo contínuo de planejamento e deverão estabelecer
as metas dos programas municipais por regiões, segundo critério populacional,
utilizando indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais, de
infraestrutura urbana, de moradia e de oferta de serviços públicos, visando a
implementar a função social da Cidade garantida nas diretrizes do plano
diretor, conforme disposto no Capítulo V, do Título VI, desta Lei Orgânica.

- Não possui tópico correspondente

- Aqui a LO nos dá uma ideia clara de Orçamento Programa. Ela


determina que os três instrumentos de planejamento (PPA, LDO e LOA)
deverão estabelecer metas dos programas municipais visando a
implementação da função social da Cidade que são: o direito da população à
moradia, transporte público, saneamento básico, água potável, serviços de
limpeza urbana, drenagem das vias de circulação, energia elétrica, gás
canalizado, abastecimento, iluminação pública, saúde, educação, cultura,
creche, lazer, contenção de encostas, segurança e preservação, proteção e
recuperação do patrimônio ambiental e cultural e ainda a conservação do
patrimônio ambiental, arquitetônico e cultural do Município.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

§ 6º - Os orçamentos previstos no § 3º, compatibilizados com o plano


plurianual, terão entre suas funções a de reduzir desigualdades entre as
diversas áreas e subáreas de planejamento do território do Município.

§ 7º - Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo,


compatibilizados com o plano plurianual, terão entre suas funções a de reduzir
desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional.

- Aqui merece atenção: Enquanto que na CF/88 apenas os orçamentos


fiscal e de investimento das estatais têm como função a redução das
desigualdades inter-regionais, a LO/RJ determina que TODOS OS
ORÇAMENTOS TENHAM A FUNÇÃO DE REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES
ENTRES AS DIVERSAS ÁREAS E SUBÁREAS DE PLANEJAMENTO DO
TERRITÓRIO DO MUNICÍPIO.

§ 8º - A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à


previsão da receita e à fixação da despesa, nos termos da lei.

§ 8º - A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à


previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a
autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de
operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.

- Percebeu? Aqui temos o princípio da exclusividade. Só que na LOM/RJ

não temos exceções!!! Então fique atento!

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

§ 8º - Nos orçamentos anuais serão discriminados separadamente os


percentuais e as verbas destinadas a cada secretaria, fundação, autarquia,
companhia ou empresa, salvo nos casos em que estiverem subordinadas ou
vinculadas a uma secretaria.

§ 9º - Na mensagem relativa ao projeto de lei orçamentária anual o Poder


Executivo indicará:
I - as prioridades dos órgãos da administração direta e indireta e suas
respectivas metas, incluindo a despesa de capital para o exercício
subsequente;
II - as alterações a serem efetuadas na legislação tributária.

- Não possui tópico correspondente

Antes de prosseguirmos, temos que comparar as datas das sessões e dos


períodos legislativos:

Art. 59 - A Câmara Municipal reunir-se-á, anualmente, de 15 de fevereiro


a 30 de junho e de 1º de agosto a 15 de dezembro

Art. 57. O Congresso Nacional reunir-se-á, anua


lmente, na Capital Federal, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a
22 de dezembro

O quadro a seguir facilita a compreensão:

LEGISLATURA

Legislatura 4 anos. Divide-se em 4 sessões legislativas anuais.

Sessão Anual, de 02 Fev a 22 Dez.


Legislativa
(Divide-se em 2
períodos) Anual, de 15.º Fev a 15 Dez.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 7 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

1.º período: 02 Fev a 17 Jul.


2.º período: 1.º Ago a 22 Dez.
Período
Legislativo
1.º período: 15º Fev a 30 Jun.
2.º período: 1.º Ago a 15 Dez.

Art. 258 Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes


orçamentárias e do orçamento anual serão enviados pelo Prefeito à Câmara
Municipal, nos termos da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º, da
Constituição da República.
Parágrafo único - Até a entrada em vigor da lei complementar mencionada no
caput, serão obedecidas as seguintes regras:

I - o projeto de plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício


financeiro do mandato executivo subsequente, será encaminhado até
quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro
e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa;

Art. 35, § 2.º, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias


(ADCT):
Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9.º, I
e II, serão obedecidas as seguintes normas:
I – o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício
financeiro do mandato presidencial subsequente, será encaminhado até quatro
meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido para
sanção até o encerramento da sessão legislativa;

II - o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até


oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e
devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da
sessão legislativa; e

II – o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até


oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido
para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa;

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

III - o projeto de lei orçamentária será encaminhado até TRÊS MESES


antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção
até o encerramento da sessão legislativa.

III – o projeto de lei orçamentária da União será encaminhado até


quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para
sanção até o encerramento da sessão legislativa.

Vamos analisar o quadro abaixo e entender as diferenças?

CF/1988 LO/RJ
Envio Devolução Envio Devolução
PPA 31/08 22/12 31/08 15/12
LDO 15/04 17/07 15/04 30/06
LOA 31/08 22/12 30/09 15/12

Art. 255 - Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes


orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados
pela Câmara Municipal, garantida a participação popular na sua
elaboração e no processo da sua discussão.
§ 1º - Para fins do disposto neste artigo, são considerados órgãos de
participação popular:
I - os diferentes conselhos municipais de caráter consultivo ou deliberativo;
II - as entidades legais de representação da sociedade civil;
III - as diferentes representações dos servidores junto à administração
municipal.
§ 2º - A participação das entidades legais de representação da sociedade civil
a que se refere o parágrafo anterior poderá ser feita através de reuniões
convocadas pelo Poder Público.
§ 3º - Caberá à Câmara Municipal organizar debates públicos entre as
secretarias municipais e a sociedade civil, para discussão dos projetos referidos
neste artigo, durante o seu processamento legislativo.

- Não possui tópico correspondente.

- A LO/RJ deixa bem explícito aqui a adoção do orçamento participativo


quando garante a participação popular, através de conselhos municipais e
representação de servidores, no processo de elaboração e discussão dos
instrumentos de planejamento orçamentário municipal.
Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 9 de 34
WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

§ 4º - Caberá à comissão permanente da Câmara Municipal a que se


referem os arts. 90 e 97:
I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre
as contas apresentadas anualmente pelo Prefeito;

II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas municipais, locais e


setoriais previstos nesta Lei Orgânica e exercer o acompanhamento e a
fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões,
criadas de acordo com o art. 64.

§ 5º - As emendas serão apresentadas na Comissão, que sobre elas emitirá


parecer, e apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário.

§ 6º - As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o


modifiquem somente podem ser aprovadas caso:
I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes
orçamentárias;
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de
anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre:
a) dotação para pessoal e seus encargos;
b) serviço da dívida; ou
III - sejam relacionadas:
a) com a correção de erros ou omissões; ou
b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes


orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados
pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento
comum.
(...)
§ 3º - As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o
modifiquem somente podem ser aprovadas caso:
I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes
orçamentárias;
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de
anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;
b) serviço da dívida;
c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito
Federal; ou
III - sejam relacionadas:
a) com a correção de erros ou omissões; ou
b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

§ 7º - As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não


poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual.

§ 4º - As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não


poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual.

- Não há tópico correspondente

§ 5º - O Presidente da República poderá enviar mensagem ao


Congresso Nacional para propor modificação nos projetos a que se refere este
artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja
alteração é proposta.

No Poder Legislativo Federal, os projetos dos instrumentos de

planejamento e dos créditos adicionais transitam por uma comissão mista


permanente composta por senadores e deputados, denominada de Comissão
Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Nos demais entes é uma
comissão permanente comum, pois possuem apenas uma casa legislativa,
composta por deputados nos estados e vereadores nos municípios.

- Não há tópico correspondente

§ 7º - Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não


contrariar o disposto nesta seção, as demais normas relativas ao processo
legislativo.

- Não há tópico correspondente

§ 8º - Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do


projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes
poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou
suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

O art. 256 da LO/RJ (equivalente ao art. 167 da CF/1988) estabelece diversas


vedações em matéria orçamentária. São artigos que visam proteger a
sociedade e direcionam para a gestão responsável dos recursos públicos.
Evitam que a administração orçamentária fique à mercê de interesses
exclusivamente de governos.

Art. 256 São vedados:


I - o início de programa ou projeto não incluídos na lei orçamentária anual;

Art. 167. São vedados:


I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;

Coerente com o princípio da universalidade, tal inciso veda iniciativas de

despesas que não estejam previstas na LOA. As iniciativas dos gestores


públicos de natureza orçamentária não podem ficar de fora da LOA. Caso seja
necessária a realização de uma despesa sem previsão orçamentária, a
alternativa é recorrer à abertura de créditos adicionais especiais.

II - a realização de despesas ou assunção de obrigações diretas que


excedam os créditos orçamentários ou adicionais;

II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que


excedam os créditos orçamentários ou adicionais;

Se não são permitidas iniciativas de despesas não previstas na LOA,

também há limites para aquelas previstas. O teto para a realização de


despesas, ainda que se trate apenas de assunção de obrigações diretas, está
restrito ao valor do crédito previsto na LOA ou ao crédito adicional já
aprovado. Caso seja necessário exceder o teto orçamentário, deve se recorrer
à abertura de créditos adicionais suplementares.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

III - a realização de operações de crédito que excedam o montante de


despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos
suplementares ou especiais, com finalidade precisa, aprovados pela maioria
absoluta da Câmara Municipal;

III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das


despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos
suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder
Legislativo por maioria absoluta;

Essa norma, conhecida como “regra de ouro”, objetiva dificultar a

contratação de empréstimos para financiar gastos correntes, evitando que o


ente público tome emprestado de terceiros para pagar despesas de pessoal,
juros ou custeio.
No que se refere às receitas, não são todas as receitas de capital que entram
na apuração da regra de ouro, são apenas as operações de crédito. Por outro
lado, no que tange às despesas, são todas as despesas de capital: “(...)
realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas
de capital (...)”.

IX - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa,


ressalvada a destinação de recursos para manutenção e
desenvolvimento do ensino, como determinado pelo art. 212 da
Constituição da República, e a prestação de garantia às operações de
crédito por antecipação de receita previstas no art. 165, § 8º, da
Constituição da República;

IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa,


ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se
referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços
públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para
realização de atividades da administração tributária, como determinado,
respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de
garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art.
165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo;

É o princípio orçamentário da não vinculação de receitas, o qual

dispõe que nenhuma receita de impostos poderá ser reservada ou

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

comprometida para atender a certos e determinados gastos, salvo as ressalvas


constitucionais. Foi estudado em “Princípios Orçamentários”.
Observe que como exceções na LO/RJ temos somente a garantia da

ARO e recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino!

IV - a abertura de crédito suplementar ou especial sem a prévia


autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes;

V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia


autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes;

Tal inciso versa exclusivamente sobre os créditos adicionais

suplementares e especiais. A abertura dessas duas espécies está sujeita à


prévia autorização legislativa. CUIDADO, pois a CF/88 admite como exceção
ao princípio da exclusividade a autorização de abertura de créditos adicionais,
enquanto que a LO/RJ não aceita.

V - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de


uma categoria de programa para outra, ou de um órgão para outro, sem
prévia autorização ou previsão na lei orçamentária;

VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de


uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem
prévia autorização legislativa;

É o princípio orçamentário da proibição do estorno, o qual

determina que o administrador público não pode transpor, remanejar ou


transferir recursos sem autorização legislativa. No âmbito federal há uma
exceção, a qual veremos no § 5º. Foi estudado em “Princípios
Orçamentários”.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 14 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

VI - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;

VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;

É o princípio orçamentário da quantificação dos créditos orçamentários, o

qual veda a concessão ou a utilização de créditos ilimitados. Foi estudado em


“Princípios Orçamentários”.

VII - a utilização, sem autorização legislativa específica, dos recursos do


orçamento fiscal e da seguridade social, para suprir necessidade ou cobrir
déficit de empresas, fundações e fundos;

VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos


orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir
déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive dos mencionados no art.
165, § 5º;

É vedada a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos

dos orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir


déficit de empresas, fundações e fundos.
Só é permitido que recursos públicos oriundos dos orçamentos fiscal e da
seguridade social sejam utilizados para suprir déficits particulares se houver
autorização legislativa. A LOA deve ter como finalidade o interesse público.
O orçamento das estatais não se sujeita a tal regra, pois, ao serem autorizados
os investimentos das próprias empresas estatais não dependentes que o
compõe, seus recursos não poderiam ser repassados a terceiros.

VIII - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia


autorização legislativa;

IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia


autorização legislativa.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 15 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

De acordo com o inciso VIII, é vedada a instituição de fundos de

qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa. Complementam o tema


a Lei 4.320/1964 e o Decreto 93.872/1986, ao tratarem dos fundos especiais.

Constitui fundo especial o produto de receitas especificadas que por lei se


vinculam à realização de determinados objetivos ou serviços, facultada a
adoção de normas peculiares de aplicação. No entanto, essa lei não pode ser a
LOA ou as leis de créditos adicionais, pois estas não têm o condão de instituir
fundos, de acordo com o princípio da exclusividade.

Constitui fundo especial de natureza contábil ou financeira a modalidade de


gestão de parcela de recursos do Tesouro Nacional, vinculados por lei à
realização de determinados objetivos de política econômica, social ou
administrativa do Governo:
_ Fundos especiais de natureza contábil: são os constituídos por
disponibilidades financeiras evidenciadas em registros contábeis, destinados a
atender a saques a serem efetuados diretamente contra o caixa do Tesouro
Nacional.
_ Fundos especiais de natureza financeira: são os constituídos
mediante movimentação de recursos de caixa do Tesouro Nacional para
depósitos em estabelecimentos oficiais de crédito, segundo cronograma
aprovado, destinados a atender aos saques previstos em programação
específica.

A aplicação das receitas orçamentárias vinculadas a fundos especiais far-se-á


através de dotação consignada na Lei de Orçamento ou em créditos adicionais.
É vedado levar a crédito de qualquer fundo recursos orçamentários que não lhe
forem especificamente destinados em orçamento ou em crédito adicional.

A aplicação de recursos através de fundos especiais constará de programação


e será especificada em orçamento próprio, aprovado antes do início do
exercício financeiro a que se referir. Somente poderá ser contemplado na
programação financeira setorial o fundo especial devidamente cadastrado pela
Secretaria do Tesouro Nacional, mediante encaminhamento da respectiva
Secretaria de Controle Interno, ou órgão de atribuições equivalentes.
Salvo expressa disposição de lei em contrário, aplicam-se à execução
orçamentária de fundo especial as mesmas normas gerais que regem a
execução orçamentária da União.

Não será permitida a utilização de recursos vinculados a fundo especial para


despesas que não se identifiquem diretamente com a realização de seus
objetivos ou serviços determinados. A contabilização dos fundos especiais
geridos na área da Administração direta será feita pelo órgão de contabilidade
do Sistema de Controle Interno, onde ficarão arquivados os respectivos
documentos para fins de acompanhamento e fiscalização. Quando a gestão do
Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 34
WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

fundo for atribuída a estabelecimento oficial de crédito, a este caberá sua


contabilização e a remessa dos respectivos balanços acompanhados de
demonstrações financeiras à Secretaria de Controle Interno, ou órgão de
atribuições equivalentes, para fins da supervisão ministerial.

O saldo positivo do fundo especial apurado em balanço será transferido para o


exercício seguinte, a crédito do mesmo fundo, salvo determinação em
contrário da lei que o instituiu.

É vedada a constituição de fundo especial, ou sua manutenção, com recursos


originários de dotações orçamentárias da União, em empresas públicas,
sociedades de economia mista e fundações, salvo quando se tratar de
estabelecimento oficial de crédito.

A lei que instituir fundo especial poderá determinar normas peculiares de


controle, prestação e tomada de contas, sem, de qualquer modo, elidir a
competência específica do Tribunal de Contas ou órgão equivalente.

O fundo especial inativo por mais de dois exercícios financeiros será extinto.

Não há tópico semelhante.

X - a transferência voluntária de recursos e a concessão de


empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e
Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com
pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios.

Tal dispositivo veda a entrega voluntária de recursos a outro ente da


Federação para o pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e
pensionista.

Não há tópico semelhante.

XI - a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de


que trata o art. 195, I, a, e II, para a realização de despesas distintas do
pagamento de benefícios do regime geral de previdência social de que trata o
art. 201.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

Tal inciso veda a realização de despesas distintas do pagamento de

benefícios do regime geral de previdência social com recursos provenientes das


contribuições sociais a seguir: do empregador, da empresa e da entidade a ela
equiparada na forma da lei, incidentes sobre a folha de salários e demais
rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física
que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; e do trabalhador e
dos demais segurados da previdência social.
A finalidade desse inciso é preservar as contribuições previdenciárias,
obrigando-as a serem utilizadas apenas para honrar os benefícios. A
previdência social deverá ser organizada sob a forma de regime geral, de
caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que
preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. Essa vedação visa exatamente
permitir tal equilíbrio.

X - a paralisação de programas ou projetos já iniciados, nas áreas de


educação, saúde e habitação, havendo recursos orçamentários específicos ou
possibilidade de suplementação dos mesmos, quando se tenham esgotado.

- não há tópico correspondente.

- O legislador se preocupou em garantir a execução de programas ou


projetos iniciados nas áreas de educação, saúde e habitação enquanto houver
recursos para essas despesas. Essa regra busca “blindar” essas despesas
contra uma decisão política do governo.

§ 1º - Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício


financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual ou sem
lei que o autorize, sob pena de responsabilidade.

§ 1º - Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício


financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem
lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade.

Tal parágrafo exige que os investimentos que ultrapassem o exercício

financeiro só podem ser iniciados se estiverem previamente incluídos no PPA

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 18 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

ou, pelo menos, que haja uma lei que autorize a sua inclusão. Em caso de
descumprimento, sujeita o gestor público a crime de responsabilidade.

§ 2º - Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício


financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for
promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que,
reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do
exercício financeiro subsequente.

§ 2º - Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício


financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for
promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que,
reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do
exercício financeiro subsequente.

Trata-se de disposição constitucional direcionada aos créditos adicionais

especiais e extraordinários, que autoriza a reabertura dessas espécies no


exercício seguinte, pelos seus saldos, caso o ato de autorização seja
promulgado nos últimos quatro meses do exercício. Tal prerrogativa não
alcança os créditos adicionais suplementares. Tal parágrafo foi estudado
também em “Créditos Adicionais”.

§ 3º - A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para


atender às despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de
comoção interna ou calamidade pública.

§ 3º - A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para


atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra,
comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto no art. 62.

Novamente uma disposição constitucional direcionada aos créditos

adicionais, só que alcançando apenas os extraordinários. É o conceito de


crédito extraordinário, estudado também em “Créditos Adicionais”.

Não há tópico semelhante.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 19 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

§ 4.º É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos


impostos a que se referem os arts. 155 e 156, e dos recursos de que tratam os
arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e II, para a prestação de garantia ou
contragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta.

Trata-se de mais uma exceção ao princípio orçamentário da não afetação

de receitas, direcionada aos entes subnacionais, complementando o inciso IV


do art. 167. Tal parágrafo dispõe que é permitida a vinculação para a
prestação de garantia ou contragarantia à União e para pagamento de débitos
para com esta de receitas próprias geradas por diversos impostos previstos na
Constituição Federal, oriundos das competências estadual e municipal e de
repartições tributárias que devem ser entregues aos estados e ao Distrito
Federal.

Não há tópico semelhante.

§ 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de


uma categoria de programação para outra poderão ser admitidos, no âmbito
das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o objetivo de viabilizar os
resultados de projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder
Executivo, sem necessidade da prévia autorização legislativa prevista no inciso
VI deste artigo.

Vimos no inciso VI que o princípio orçamentário da proibição do


estorno determina que o administrador público não pode transpor, remanejar
ou transferir recursos sem autorização legislativa. Entretanto, no âmbito
federal, este paragrafo quinto (acrescido pela Emenda Constitucional nº 85,
de 26 de fevereiro de 2015) apresenta uma exceção: ato do Poder Executivo,
sem necessidade da prévia autorização legislativa, poderá transpor,
remanejar ou transferir recursos de uma categoria de programação no âmbito
das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o objetivo de viabilizar
os resultados de projetos restritos a essas funções.

Art. 257 - Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias,


compreendidos os créditos suplementares e especiais destinados à Câmara
Municipal e ao Tribunal de Contas, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada
mês.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 20 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

- Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias,


compreendidos os créditos suplementares e especiais, destinados aos órgãos
dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria
Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em duodécimos, na
forma da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º.

- Regra sobre os duodécimos. A LO/RJ determina que os duodécimos


deverão ser repassados até o dia 20 de cada mês

Art. 259 - O Poder Executivo encaminhará ao Poder Legislativo,


juntamente com a mensagem do orçamento anual, todas as informações
sobre:
I - a situação do endividamento do Município, detalhada para cada empréstimo
existente, acompanhada das totalizações pertinentes;
II - o plano anual de trabalho elaborado pelo Poder Executivo, detalhando os
diversos planos anuais de trabalho dos órgãos da administração direta,
indireta, fundacional e de empresas públicas nas quais o Poder Público detenha
a maioria do capital social;
III - o quadro de pessoal da administração direta, indireta, fundacional e de
empresas públicas nas quais o Poder Público detenha a maioria do capital
social.

- Não há tópico correspondente

Art. 260 - A despesa com pessoal ativo e inativo do Município não poderá
exceder os limites estabelecidos na legislação aplicável.

Parágrafo único - A concessão de qualquer vantagem ou aumento de


remuneração, a criação de cargos ou alteração de estrutura de carreiras e a
admissão de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da
administração direta, indireta e fundacional, só poderão ser feitas:

I - se houver prévia dotação orçamentária sufi ciente para atender às


projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes;

II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias,


ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

- Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites
estabelecidos em lei complementar.

§ 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a


criação de cargos, empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras,
bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos
órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações
instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão ser feitas:

I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções


de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes;

II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias,


ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista.

1) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo - SUFRAMA – 2014


Adaptada) A condição necessária e suficiente para a abertura de
créditos suplementares e especiais é a existência de recursos
disponíveis para fazerem face à despesa.

É vedada a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia


autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes.
Assim, é condição necessária para a abertura de créditos suplementares e
especiais a existência de recursos disponíveis para fazerem face à despesa.
Entretanto, não é suficiente, pois também é necessária prévia autorização
legislativa.
Resposta: Errada

2) (CESPE – Analista Administrativo – Contábeis - ANTT – 2013


Adaptada) A LOA contém o programa de trabalho do governo, sendo
vedado o início de programas ou projetos não incluídos nessa lei.

É vedado o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária


anual (art. 256, I, da LOM/RJ).
Resposta: Certa

3) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativa – TRT/10 - 2013


Adaptada) Admite-se iniciar programa considerado de grande
importância nacional não incluído na LOA antes mesmo da alteração na
lei que determine sua inclusão.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 22 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

É vedado o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária


anual (art. 256, I, da LOM/RJ).
Resposta: Errada

4) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – CNJ - 2013


Adaptada) No caso de comoção intestina, o presidente da República
poderá abrir créditos suplementares e especiais, mediante autorização
legislativa. No entanto, é vedada a transposição, o remanejamento ou
a transferência de recursos de uma categoria de programação para
outra ou de um órgão para outro.

A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma


categoria de programa para outra, ou de um órgão para outro, sem prévia
autorização ou previsão na lei orçamentária. (art. 256, V, da LOM/RJ).
Entretanto, no caso de comoção intestina, o presidente da República poderá
abrir créditos extraordinários, dando imediato conhecimento deles ao Poder
Legislativo.
Resposta: Errada

5) (CESPE – Consultor de Orçamentos – Câmara dos Deputados – 2014


Adaptada) Por meio da abertura de crédito extraordinário, em situação
emergencial, é permitida a transferência voluntária de recursos e a
concessão de empréstimos pelo governo federal e pelas suas
instituições financeiras para o pagamento de despesas com pessoal
ativo, inativo e pensionista, dos estados, do Distrito Federal (DF) e dos
municípios.

É vedada a transferência voluntária de recursos e a concessão de


empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e
Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com
pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios (art. 167, X, da CF/1988).
Não há exceções.
Resposta: Errada

6) (CESPE – AUFC – TCU – 2009 Adaptada) O Prefeito pode, mediante


decreto, ainda que sem autorização legislativa, utilizar recursos do
orçamento fiscal para suprir necessidade de empresa pública
municipal.

É vedada a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos


orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir
déficit de empresas, fundações e fundos (art. 256, VII da LOM/RJ). Logo, o
Prefeito não pode dispor sobre o tema mediante decreto, sem autorização
legislativa.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

Resposta: Errada

7) (CESPE - Agente Técnico de Inteligência – Administração – ABIN -


2010) Não é permitida a transferência, entre entes da Federação, de
recursos destinados ao pagamento de despesas com pessoal ativo,
inativo ou pensionista, salvo nos casos em que essa transferência
tenha sido prevista em normas constitucionais ou legais.

É vedada a transferência voluntária de recursos e a concessão de


empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e
Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com
pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios (art. 167, X, da CF/1988).

Não há restrição se a transferência for obrigatória, ou seja, com previsão legal


ou constitucional.
Resposta: Certa

8) (CESPE - Procurador - PGE/AL - 2009 Adaptada) As vedações


constitucionais em matéria orçamentária não incluem a concessão de
créditos ilimitados.

É vedada a concessão ou utilização de créditos ilimitados. É o princípio da


quantificação dos créditos orçamentários.
Resposta: Errada

9) (CESPE - Oficial Técnico de Inteligência – Ciências Contábeis – ABIN


- 2010 Adaptada) A Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro
permite que a seguridade social seja financiada pelo orçamento fiscal.
Mas só com autorização legislativa específica o orçamento fiscal pode
cobrir déficit de empresas estatais.

Na primeira parte, é correto afirmar que a LOM/RJ não veda que a seguridade
social seja financiada pelo orçamento fiscal. As receitas do próprio orçamento
da seguridade são insuficientes. Daí expressões como "rombo da previdência".
O rombo é financiado pelo orçamento fiscal.

Na segunda parte, é vedada a utilização, sem autorização legislativa


específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir
necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos (art. 256, VII,
da LOM/RJ). Logo, é correto afirmar que é permitido com autorização
legislativa.

Resposta: Certa

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

10) (CESPE – AUFC – TCU – 2011) Nem mesmo a lei ordinária poderá
autorizar a utilização dos recursos arrecadados por meio das
contribuições sociais do empregador incidentes sobre a folha de
salários, bem como do trabalhador e demais segurados da previdência
social, para um fim diverso do pagamento de benefícios da
previdência, ainda que o país esteja em estado de guerra.

Segundo o CESPE, o item foi anulado devido à redação do item ter prejudicado
seu julgamento objetivo.

Entretanto, a questão está correta. É vedada a utilização dos recursos


provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, a, e II, para a
realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral
de previdência social de que trata o art. 201 (art. 167, XI).

Tal inciso veda a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios


do regime geral de previdência social com recursos provenientes das
contribuições sociais a seguir: do empregador, da empresa e da entidade a ela
equiparada na forma da lei, incidentes sobre a folha de salários e demais
rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física
que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; e do trabalhador e
dos demais segurados da previdência social.

Resposta: Certa (anulada pela Banca)

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES –


DIVERSAS BANCAS

Tendo em vista a peculiaridade da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro,


e que não temos muitas questões específicas sobre ela, teremos questões
inéditas, além de outras bancas adaptadas!

11) (VUNESP - Contador - TJ/SP – 2008 Adaptada) Prevê a Lei


Orgânica do Município do Rio de Janeiro, que leis de iniciativa do Poder
Executivo estabelecerão, com observância dos preceitos
correspondentes da Constituição Federal,
(A) os orçamentos anuais, as diretrizes orçamentárias e o plano
plurianual.
(B) os orçamentos anuais, as diretrizes orçamentárias e o plano
trianual.
(C) os orçamentos anuais, as diretrizes orçamentárias e o plano
bianual.
(D) os orçamentos semestrais, as diretrizes orçamentárias e o plano
plurianual.
(E) os orçamentos semestrais, as diretrizes orçamentárias e o plano
anual.

Na Lei Orgânica do Rio de Janeiro:

Art. 254 - São leis de iniciativa do Poder Executivo as que estabelecerão:


I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - o orçamento anual.

Resposta: Letra A

12) (VUNESP – Procurador – Prefeitura de Alumínio – 2011 Adaptada)


Assinale a alternativa correta, tendo como base a Lei Orgânica do
Município do Rio de Janeiro.
(A) O início de programas ou projetos não incluídos na lei
orçamentária anual e a realização de despesas ou a assunção de
obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou
adicionais poderão ocorrer se estiverem de acordo com o previsto no
plano plurianual.
(B) A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites
estabelecidos em lei complementar. Para alcançar tal limite, no
entanto, não é permitida a redução das despesas com cargos em
comissão e funções de confiança.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

(C) O orçamento anual não compreende o orçamento da seguridade


social, as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta
ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos
pelo Poder Público.
(D) A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à
previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na
proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e
contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de
receita, nos termos da lei.
(E) É vedada a paralisação de programas ou projetos já iniciados, nas
áreas de educação, saúde e habitação, havendo recursos
orçamentários específicos ou possibilidade de suplementação dos
mesmos, quando se tenham esgotado.

Questão que engloba diversos assuntos vistos durante o curso.

a) Errada. Item sobre Vedações em Matéria Orçamentária. É vedado o início


de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual. Também é
vedada a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que
excedam os créditos orçamentários ou adicionais.

b) Errada. Item sobre LDO e despesas com pessoal. A despesa com pessoal
ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não
poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar. Para o
cumprimento dos limites a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
adotarão a seguinte providência, entre outras: redução em pelo menos vinte
por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança.

c) Errada. Item sobre LOA. O orçamento anual compreende, entre outros, o


orçamento da seguridade social, as entidades e órgãos a ela vinculados, da
administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e
mantidos pelo Poder Público.

d) Errada. Item sobre Princípios Orçamentários. A lei orçamentária anual não


conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. A
LOM/RJ não contém as exceções que são apresentadas na CF/88.

e) Certo. Essa regra é bem interessante, pois busca assegurar a continuidade


da execução de programas e projetos em áreas importantes para a sociedade.
Está prevista no art. 256, X da LOM/RJ.

Resposta: Letra E

13) (VUNESP - Procurador – Câmara Municipal de São Paulo – 2007)


Segundo a disciplina constitucional, no tocante à matéria
orçamentária, é permitida a

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 27 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

(A) inicialização de programa e projetos não incluídos na lei


orçamentária anual, desde que constem da lei do plano plurianual.
(B) realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que
excedam os créditos orçamentários ou adicionais.
(C) realização de operações de crédito que excedam o montante das
despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos
suplementares ou especiais com finalidade precisa, ainda que
aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.
(D) vinculação de receita proveniente de impostos em razão da
repartição do produto da arrecadação, conforme estabelecida
constitucionalmente, à saúde e ao ensino.
(E) concessão ou utilização de créditos ilimitados.

a) Errada. É vedada a inicialização de programa e projetos não incluídos na lei


orçamentária anual.

b) Errada. É vedada a realização de despesas ou a assunção de obrigações


diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais.

c) Errada. É vedada a realização de operações de crédito que excedam o


montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante
créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, desde que
aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.

d) Correta. O princípio da não vinculação de receitas dispõe que nenhuma


receita de impostos poderá ser reservada ou comprometida para atender a
certos e determinados gastos, salvo as ressalvas constitucionais. Entre as
exceções, é permitida a vinculação de receita proveniente de impostos em
razão da repartição do produto da arrecadação, conforme estabelecida
constitucionalmente, à saúde e ao ensino.

e) Errada. É vedada a concessão ou utilização de créditos ilimitados.

Resposta: Letra D

14) (INÉDITA) De acordo com a Lei Orgânica do Município do Rio de


Janeiro, o projeto de lei orçamentária e do Plano Plurianual serão
encaminhados até três meses antes do encerramento do exercício
financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão
legislativa.

De acordo com o art. 258, I da LOM/RJ “o projeto de plano plurianual, para


vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato executivo
subsequente, será encaminhado até quatro meses antes do
encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido para sanção
até o encerramento da sessão legislativa”. Já o prazo para envio da LOA é

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

de até três meses antes do fim do exercício financeiro. CUIDADO PARA NÃO
CONFUNDIR COM OS PRAZOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.

Gabarito: Errado.

15) (INÉDITA) É garantida, na Lei Orgânica do Município do Rio de


Janeiro, a participação popular no processo de planejamento e
orçamento do município.

É o que está previsto no art. 255 da LOM/RJ:

Art. 255 - Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes


orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados
pela Câmara Municipal, garantida a participação popular na sua
elaboração e no processo da sua discussão.
§ 1º - Para fins do disposto neste artigo, são considerados órgãos de
participação popular:
I - os diferentes conselhos municipais de caráter consultivo ou deliberativo;
II - as entidades legais de representação da sociedade civil;
III - as diferentes representações dos servidores junto à administração
municipal.
§ 2º - A participação das entidades legais de representação da sociedade civil
a que se refere o parágrafo anterior poderá ser feita através de reuniões
convocadas pelo Poder Público.
§ 3º - Caberá à Câmara Municipal organizar debates públicos entre as
secretarias municipais e a sociedade civil, para discussão dos projetos referidos
neste artigo, durante o seu processamento legislativo.

Gabarito: Certo.

16) (INÉDITA) É vedada a vinculação de receita de impostos a órgão,


fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação
dos impostos, a destinação de recursos para as ações e serviços
públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e
para realização de atividades da administração tributária e a prestação
de garantias às operações de crédito por antecipação de receita.

Esse é o princípio da não vinculação ou não afetação.

Na lei LOM/RJ, a única exceção a esse princípio é a ARO (Antecipação de


Receita Orçamentária) e recursos para manutenção e desenvolvimento do
ensino!!

Gabarito: Errado

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 29 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

17) (INÉDITA) A LOM/RJ admite, como exceção ao princípio da


exclusividade, a abertura de créditos suplementares e a ARO.

Olhe só o artº 254, § 8º da LOM/RJ:

§ 8º - A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da


receita e à fixação da despesa, nos termos da lei.

Reforço mais uma vez: cuidado com as diferenças entre a LOM e a CF/88!!
A LOM não prevê exceções ao princípio da exclusividade, somente a CF/88!

Gabarito: Errado

18) (INÉDITA) Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou


rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas
correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante
créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica
autorização legislativa.

É o que eu chamo de buraco no orçamento!! Está expresso na CF/88, porém


na LOM/RJ não consta essa previsão!

Gabarito: Certo

E assim terminamos nossa aula 15.

Na próxima aula teremos nosso simulado com questões comentadas da IBFC.

Forte abraço!

Vinícius Nascimento

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 30 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

1) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo - SUFRAMA – 2014 Adaptada) A


condição necessária e suficiente para a abertura de créditos suplementares e
especiais é a existência de recursos disponíveis para fazerem face à despesa.

2) (CESPE – Analista Administrativo – Contábeis - ANTT – 2013 Adaptada) A


LOA contém o programa de trabalho do governo, sendo vedado o início de
programas ou projetos não incluídos nessa lei.

3) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativa – TRT/10 - 2013 Adaptada)


Admite-se iniciar programa considerado de grande importância nacional não
incluído na LOA antes mesmo da alteração na lei que determine sua inclusão.

4) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – CNJ - 2013 Adaptada) No


caso de comoção intestina, o presidente da República poderá abrir créditos
suplementares e especiais, mediante autorização legislativa. No entanto, é
vedada a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de
uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro.

5) (CESPE – Consultor de Orçamentos – Câmara dos Deputados – 2014


Adaptada) Por meio da abertura de crédito extraordinário, em situação
emergencial, é permitida a transferência voluntária de recursos e a concessão
de empréstimos pelo governo federal e pelas suas instituições financeiras para
o pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos
estados, do Distrito Federal (DF) e dos municípios.

6) (CESPE – AUFC – TCU – 2009 Adaptada) O Prefeito pode, mediante decreto,


ainda que sem autorização legislativa, utilizar recursos do orçamento fiscal
para suprir necessidade de empresa pública municipal.

7) (CESPE - Agente Técnico de Inteligência – Administração – ABIN - 2010)


Não é permitida a transferência, entre entes da Federação, de recursos
destinados ao pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo ou
pensionista, salvo nos casos em que essa transferência tenha sido prevista em
normas constitucionais ou legais.

8) (CESPE - Procurador - PGE/AL - 2009 Adaptada) As vedações


constitucionais em matéria orçamentária não incluem a concessão de créditos
ilimitados.

9) (CESPE - Oficial Técnico de Inteligência – Ciências Contábeis – ABIN - 2010


Adaptada) A Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro permite que a
seguridade social seja financiada pelo orçamento fiscal. Mas só com
autorização legislativa específica o orçamento fiscal pode cobrir déficit de
empresas estatais.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 31 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

10) (CESPE – AUFC – TCU – 2011) Nem mesmo a lei ordinária poderá autorizar
a utilização dos recursos arrecadados por meio das contribuições sociais do
empregador incidentes sobre a folha de salários, bem como do trabalhador e
demais segurados da previdência social, para um fim diverso do pagamento de
benefícios da previdência, ainda que o país esteja em estado de guerra.

11) (VUNESP - Contador - TJ/SP – 2008 Adaptada) Prevê a Lei Orgânica do


Município do Rio de Janeiro, que leis de iniciativa do Poder Executivo
estabelecerão, com observância dos preceitos correspondentes da Constituição
Federal,
(A) os orçamentos anuais, as diretrizes orçamentárias e o plano plurianual.
(B) os orçamentos anuais, as diretrizes orçamentárias e o plano trianual.
(C) os orçamentos anuais, as diretrizes orçamentárias e o plano bianual.
(D) os orçamentos semestrais, as diretrizes orçamentárias e o plano
plurianual.
(E) os orçamentos semestrais, as diretrizes orçamentárias e o plano anual.

12) (VUNESP – Procurador – Prefeitura de Alumínio – 2011 Adaptada) Assinale


a alternativa correta, tendo como base a Lei Orgânica do Município do Rio de
Janeiro.
(A) O início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual e
a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os
créditos orçamentários ou adicionais poderão ocorrer se estiverem de acordo
com o previsto no plano plurianual.
(B) A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei
complementar. Para alcançar tal limite, no entanto, não é permitida a redução
das despesas com cargos em comissão e funções de confiança.
(C) O orçamento anual não compreende o orçamento da seguridade social, as
entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem
como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.
(D) A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da
receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização
para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de
crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.
(E) É vedada a paralisação de programas ou projetos já iniciados, nas áreas de
educação, saúde e habitação, havendo recursos orçamentários específicos ou
possibilidade de suplementação dos mesmos, quando se tenham esgotado.

13) (VUNESP - Procurador – Câmara Municipal de São Paulo – 2007) Segundo


a disciplina constitucional, no tocante à matéria orçamentária, é permitida a
(A) inicialização de programa e projetos não incluídos na lei orçamentária
anual, desde que constem da lei do plano plurianual.
(B) realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam
os créditos orçamentários ou adicionais.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 32 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

(C) realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas


de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou
especiais com finalidade precisa, ainda que aprovados pelo Poder Legislativo
por maioria absoluta.
(D) vinculação de receita proveniente de impostos em razão da repartição do
produto da arrecadação, conforme estabelecida constitucionalmente, à saúde e
ao ensino.
(E) concessão ou utilização de créditos ilimitados.

14) (INÉDITA) De acordo com a Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro, o


projeto de lei orçamentária e do Plano Plurianual serão encaminhados até três
meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção
até o encerramento da sessão legislativa.

15) (INÉDITA) É garantida, na Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro, a


participação popular no processo de planejamento e orçamento do município.

16) (INÉDITA) É vedada a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou


despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos, a
destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para
manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da
administração tributária e a prestação de garantias às operações de crédito por
antecipação de receita.

17) (INÉDITA) A LOM/RJ admite, como exceção ao princípio da exclusividade,


a abertura de créditos suplementares e a ARO.

18) (INÉDITA) Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição


do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes
poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou
suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 33 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG
Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet
AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Vinícius Nascimento Aula 15

GABARITO

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
E C E E E E C E C C
11 12 13 14 15 16 17 18
A E D E C E E C

Prof. Vinícius Nascimento www.estrategiaconcursos.com.br 34 de 34


WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG