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Compra de Títulos Públicos

Como o investidor pode comprar títulos da Dívida Pública


a. Pessoa Física:

Os investidores pessoa física dispõem de três possibilidades para aquisição de títulos


da Dívida Pública:

i. Tesouro Direto: O Programa Tesouro Direto permite que pessoas físicas comprem títulos
públicos pela internet com valores a partir de R$ 100,00. Por esse instrumento o investidor
tem total autonomia sobre a carteira de títulos que deseja adquirir, de modo que ele pode
alocar seus recursos nos títulos que mais se ajustem a seu perfil de risco e a suas
necessidades de fluxo de caixa e rendimento.
Para aplicar no Programa, o investidor precisa apenas se cadastrar junto a uma instituição
financeira de sua preferência, que seria o agente de custódia¹. Após o procedimento de
cadastro, a instituição financeira fornecerá uma senha de acesso para o investidor, com a
qual ele poderá acessar o ambiente de compras do Tesouro Direto.
O Tesouro Nacional garante liquidez semanal aos títulos adquiridos via Tesouro Direto, na
medida em que todas as quartas-feiras a instituição promove a recompra dos títulos dos
investidores que desejam vender esses ativos, com base nos preços de mercado. Para saber
mais informações a respeito acesso o Tesouro Direto.
ii. Através de Instituições Financeiras: nesse caso, o investidor precisa se cadastrar junto a
um banco comercial ou de investimento ou a uma corretora ou distribuidora de títulos e
valores mobiliários regularmente habilitados no sistema eletrônico disponibilizado pelo
Banco Central e solicitar a aquisição dos títulos. Geralmente, essa forma de aplicação só
está disponível para pessoas com muitos recursos à disposição para investir.
iii. Fundos de Investimento e de previdência privada: aqui o investidor participa
comprando cotas de fundos que apliquem seus recursos, ou parte deles, em títulos públicos
federais. Esse tipo de aplicação é acessível para investidores de várias faixas de renda, mas
estes não têm completa autonomia nas decisões sobre alocação de seus recursos, uma vez
que a administração das carteiras fica a cargo dos gestores dos fundos.

b. Pessoa Jurídica:

i. Pessoa Jurídica Financeira: As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a


funcionar pelo Banco Central do Brasil, que sejam titulares de conta de custódia no
Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) e de conta Reservas Bancárias ou
Conta de Liquidação no Sistema de Transferência de Reservas (STR), ambos
administrados pelo Banco Central, podem adquirir títulos públicos federais no mercado
primário, participando diretamente das ofertas públicas. No mercado secundário, podem
adquirir títulos mediante negociação direta com outra instituição financeira, que, de igual
forma, seja participante dos referidos Sistemas.
ii. Pessoa Jurídica Não Financeira: Empresas, Entidades Fechadas de Previdência
Complementar ("Fundos de Pensão"), Sociedades Seguradoras, Operadoras de Planos de
Saúde e demais instituições não classificadas no item anterior somente podem adquirir
títulos públicos federais, no mercado primário e no mercado secundário, por meio de uma
instituição financeira ou instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil,
desde que atendidos os requisitos acima.