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POESIA E ESCRITA DA HISTÓRIA NA CHINA ANTIGA

André Bueno

As primeiras epopéias conhecidas na história – Gilgamesh [da


Suméria], Ilíada [Grécia] ou Mahabharata [Índia] - foram feitas na
forma de poemas, e serviam como meio de transmitir o conhecimento
e a história das Eras passadas. As palavras eram as mesmas do dia-a-
dia, ou das atas secas de registros administrativos; no entanto, o 1
artifício da rima, da musicalidade, emprestava a poesia um sentido de
“verdade”, pela sua capacidade única de despertar sentimentos e
construir imagens mentais. Foi somente quando o ser humano
começou a questionar seus mitos que a poesia foi substituída por uma
prosa direta, bem escrita, porém sem lume e mais acessível ao vulgo –
era a criação do gênero histórico, capaz de explicar as minúcias do
evento, mas impossível de ser decorado. Qual seria a razão da História
abandonar o artifício estético da poesia – por necessidade de separar-
se, ou por incapacidade de seus primeiros autores em fazer poemas? A
questão, de fato, é que as antigas epopéias cumpriam a função de
narrar o passado, mas caíram na descrença, mitificando-se. A
consistência argumentativa e lógica da prosa tornou-se a língua oficial
do registro histórico, e doravante, a poesia continuou a atuar sobre a
imaginação humana, sendo mesmo capaz de despertar sua
sensibilidade, mas... Continuaria ela possuindo a capacidade de
transmitir uma “verdade”?
Foi Aristóteles que, numa tentativa confusa de defender a poesia,
acabou por enterrá-la como veículo de promoção da história. O seu
famoso (e fatídico) capítulo 9 da Arte Poética sintetiza sua idéia
filosófica sobre a diferença entre ambas:
2
(...) é evidente que não compete ao poeta narrar
exatamente o que aconteceu; mas sim o que poderia ter
acontecido, o possível, segundo a verossimilhança ou a
necessidade. O historiador e o poeta não se distinguem
um do outro, pelo fato de o primeiro escrever em prosa e
o segundo em verso, pois, se a obra de Heródoto fora
composta em verso, nem por isso deixaria de ser obra de
história, figurando ou não o metro nela. Diferem entre si,
porque um escreveu o que aconteceu e o outro o que
poderia ter acontecido. Por tal motivo a poesia é mais
filosófica e de caráter mais elevado que a história,
porque a poesia permanece no universal e a história
estuda apenas o particular.

Percebe-se que os gregos já estavam envolvidos no conflito entre uma


estética da prosa e da poesia, tentando articular “sentidos aos estilos”,
e esta foi uma perda trágica. Aristóteles não conhecia os Haikais, o
exercício pleno do particular, e por isso entendia que a poesia se atinha
ao universal (ou será que ele falava da “beleza universal”?). Do mesmo
modo, a história podia até explicar o particular, mas a sua busca de
conexões fora do objeto sempre estimulou a universalidade.
De qualquer modo, este processo não ocorreu apenas na Europa
Antiga; na China, o mestre Confúcio já escrevia em prosa no Shujing (o
Tratado dos Livros) e no Chunqiu (As Primaveras e Outonos),
preservando a prática historiográfica chinesa de ‘relatar’, e não
declamar, o que fora visto no evento ou dentro da corte. Todavia, ele 3
próprio nunca teorizou sobre esta diferença. Me parece que o caso
chinês funcionou de modo alternativo ao grego: os chineses
continuaram a compreender os gêneros literários como modos de
comunicar um mesmo princípio, apenas de formas diferentes. A
história, portanto, poderia transmitir uma informação tanto pela prosa
quanto pela poesia, e a habilidade em tecer, poeticamente, um liame
com a hipótese proposta tornava o texto tão útil quanto belo.
O que pretendo neste texto, pois, é mostrar a idéia chinesa de
que seria ainda possível fazer história por meios poéticos, e não
somente pela prosa. A história não precisa recorrer à poesia apenas
como uma fonte referencial, de interpretação, ou apêndice do escrito; o
que quero dizer [dentro do ponto de vista chinês antigo, claro] é que há
a possibilidade, real, de substituir a prosa pela poesia na escrita
histórica. Estou ciente, obviamente, de que o Ocidente produziu alguns
autores cujos poemas deram conta, muitas vezes, de transmitir os
sentimentos de uma época. No entanto, se eles podem ser analisados
historicamente depois de seus contextos, os chineses defendiam, de
certo modo, uma escrita atual e poética como um discurso
historicamente válido. É ao que nos ateremos.
Obviamente que esta proposta implica alguns problemas
fundamentais: ela não dispensa a pesquisa nas fontes, nem o uso da
análise crítica, bem como exige uma habilidade única do escritor de 4
versificar o texto, sintetizar as idéias propostas, e principalmente, ser
capaz de evocar ou criar imagens mentais daquilo que ele se propõe a
narrar. Mas acredito ser possível construir uma narrativa histórica, por
meio poético, que seja tão válido em transmitir informações do que o
texto em prosa (que se propõe, muitas vezes, a ser objetiva e direta -
mas sabemos que, na prática, muitos autores constroem um texto
complexo e difícil); além disso, o artifício estético pode ser utilizado em
função, justamente, de aproximar a imaginação do leitor à construção
do panorama que se pretende descrever – isso não tornaria o texto
histórico mais profundo, e não o faria cumprir a sua função de
“reconectar” com o passado? Não será ela o “livro de imagens mentais”
[num termo usado na estética chinesa], tão eficaz em transmitir
concepções históricas quanto a própria prosa?

Na época de Confúcio

Como dissemos, Confúcio já escrevia de modo parecido com a nossa


prosa histórica, mas dedicou um dos seis livros clássicos – o Shijing –
especialmente para a poesia. Confúcio o fez com sentidos diversos; na
época, funcionários do governo ficavam ouvindo as canções populares
e as declamações de poemas em festas ou ocasiões sociais para extrair 5
delas o que o povo pensava. Era o que os chineses chamaram
tradicionalmente de “censura”, mas tinham objetivo duplo: tanto servia
para reprimir como para compreender os anseios políticos da
população. Confúcio aproveitou esta experiência e selecionou um
grupo de poemas que ele julgava serem fundamentais, tanto para
entender a sua época, quanto para proporcionar uma análise filosófica
da condição humana.
Por esta razão, quem se debruça sobre o Shijing vai encontrar
reclamações sobre funcionários da corte, mulheres fiéis, moças
desejosas, ritos fúnebres, a rotina camponesa, etc. Enfim, o mestre
separou 305 poemas que ele julgava mais do que adequados para
reformar a alma humana e dar-lhe um sentido histórico da vida. Não
nos deixemos enganar; embora tenha redigido (ou recolhido) os livros
de história, Confúcio deixava claro o papel da poesia na formação do
indivíduo, tal como aparece no Lunyu (Diálogos):

2.2 O Mestre disse: "Os trezentos Poemas resumem-se


numa única frase: 'Não penses no mal'".

[Um caso de busca de sentido, por trás da análise


poética, fica claro neste trecho]:

3.8 Zixia perguntou: "O que significam estes versos:


‘Oh, as covinhas do sorriso dela!
Ah, o preto e branco de seus lindos olhos! 6
É sobre a seda puramente branca que as cores
brilham’"?
O Mestre disse: "A pintura se inicia na seda puramente
branca".
Zixia disse: "O ritual é algo que vem posteriormente?"
O Mestre disse: "Ah, realmente abriste meus olhos! É
apenas com um homem como tu que se podem discutir
os Poemas".

A poesia seria, igualmente, o primeiro motivador da busca da


sabedoria e do conhecimento. Os modelos apresentados pelos poemas
seriam os motivos da busca de sentido para as imagens mentais
criadas não indivíduo pela leitura: ‘O Mestre disse: "Inspira-te nos
Poemas; firma teu comportamento com o ritual; encontra tua
satisfação na música"’ [8.8].
Do mesmo modo, aquele que se atém a forma poética – e não a
busca do sentido – não compreende nem a poesia e nem os
argumentos nela propostas:

13.5 O Mestre disse: "Considera um homem que sabe


recitar os trezentos Poemas; dás a ele um posto oficial,
mas ele não está à altura da tarefa; tu o mandas para o
exterior numa missão diplomática, mas ele é incapaz de
uma simples réplica. De que serve sua vasta
aprendizagem?" 7

A poesia, além de veículo estético, proporcionaria conhecimento sério,


real, e não apenas serviria ao deleite; mas porque a literatura histórica
não pode igualmente proporcionar prazer? Neste ponto, a poesia
cumpriria devidamente bem esta função:

17.9 O Mestre disse: "Meus pequenos, por que não


estudais os Poemas? Os Poemas podem vos fornecer
estímulo e observação, capacidade de comunhão e um
veículo para aliviar a dor. Em casa, eles vos permitem
servir ao vosso pai e fora de casa servir ao vosso senhor.
Neles também aprendereis os nomes de muitos
pássaros, animais plantas e árvores".
O próprio Confúcio insistia que seu filho estudasse os poemas, a
primeira porta para o conhecimento da vida:

17.10 O Mestre disse a seu filho: "Estudaste a primeira e


a segunda partes dos Poemas? Quem entra na vida sem
ter estudado a primeira e a segunda partes dos Poemas
fica paralisado, como que diante de uma parede".

Tais considerações mostram que Confúcio estava inclinado a aceitar


que o gênero poético era absolutamente tão verdadeiro quanto à
prosa. Ao lermos o Shujing ou o Chunqiu, vemos que suas estruturas
8
cumprem uma função: o Shujing seria a coletânea de uma série de
discursos, ditos espontaneamente, bem como Chunqiu é uma crônica
concisa e direta de datas, que precisou ser, inclusive, comentada e
explicada por autores posteriores. Ao olharmos para o passado chinês,
o Shijing nos traça um panorama extenso e acessível da vida cotidiana
chinesa, cumprindo uma função histórica de maneira notável e bela.

Mas, depois de Confúcio...?

As poesias encerram as prosas de Sima Qian, o grande historiador de


Han – como se em tão poucas palavras pudessem resumir tudo que foi
escrito antes! Mas, não é exatamente isso que ela propõe? O
historiador ocidental, de relance, crerá ver na poesia um apêndice, uma
nota de rodapé do corpo do texto; um chinês se encantará com a prosa,
mas fixará em sua mente o poema ao fim, que em tudo resume o texto.
Mesmo Luji ou Liuxie, os dois primeiros analistas da literatura
chinesa, vão escrever seus textos em forma poética, ou encerrar suas
prosas com poemas. A combinação de ambas dá o balanço exato da
ausência de habilidade em fazer grandes poesias, mas do talento em
narrar histórias. Os pensadores chineses, desde a antiguidade,
compreenderam a poesia como um exercício útil para a mente, e um
eficiente recurso de escrita. Por esta razão, a dicotomia “prosa – 9
poesia” não se repete na China; o ato de escrever depende,
simplesmente, do talento, e até onde ele alcança.
Na época Tang, os grandes pensadores foram filósofos-
prosadores-poetas. Hanyu, Liu Zongyuan, Baijuyi, Dufu, Libai, todos
eles, embora sejam chamados de “poetas” ou “prosadores”, foram na
verdade ativos intelectuais cuja produção serviu de estofo para os
debates acadêmicos, tanto quanto para a apreciação da beleza natural.
Baijuyi resume aqui a sua visão sobre a poesia, que nos transmite a
concepção que pretendemos defender: a poesia é um meio de vincular
propósitos, idéias, e por esta razão se transforma num instrumento
sensível e profundo de transmissão da cultura:
O wen do céu é composto pro três luzes: a do sol, da lua e
das estrelas; o wen da terra é composto por cinco
elementos: metal, madeira, água, fogo e terra; o wen
humano pelos seis livros de Confúcio: o livro da poesia,
dos documentos, das mutações, dos ritos, música e os
Anais das primaveras e dos outonos. Entre estes, o livro
da poesia é o primeiro, porque a poesia é o meio mais
eficaz para mover corações. O sábio mexe com os
corações dos homens e o mundo está em paz. Para
mexer com o coração dos homens não há nada que
preceda a emoção, não há nada que não comece com as
palavras, nada que não acorde com a música, nem nada
mais profundo do que o sentido. O que chamamos poesia
tem como raiz a emoção, seus brotos são as palavras, a
música são suas flores e seu significado o fruto. (Baijuyi, 10
772-846 d.C.).

Aqui, o ideograma “Wen” 文 representa “cultura”, “conhecimento”.


Baijuyi propõe a poesia como um modo de filosofar, de recordar a
história, e de atuar sobre as mentes. Não há dúvida dos efeitos
estéticos que ela pode provocar. No entanto, como qualquer outro
atividade – ou arte – que implica em conhecimento, os autores podem
reter-se na superficialidade ou, tentarem de fato buscar um sentido. Eis
aí a razão da banalização da poesia, bem como da incompreensão da
história. Se situadas num plano da escrita rebuscada, elas
transformam-se num amontoado de palavras que nada significam.
Liuzhiji, o escritor do Shitong [o primeiro manual de escrita da história,
da mesma época Tang], já afirmava:

Na narração dos eventos, uma pessoa hábil em somar


palavras desnecessárias, ou liberal com a descrição dos
acontecimentos, só faz perder tempo com coisas
irrelevantes. Mas se alguém busca extrair o essencial, ele
sintetizará tudo numa frase ou sentença.

Este é mesmo ponto de vista defendido por Yenyu, séculos depois,


sobre a poesia. Yen deixa bem clara a contradição entre talento e
propósito; não basta querer fazer a arte, mas ela implica no estudo e no 11
exercício. Sem ambas, até mesmo a prosa se arrisca a ser um texto
pobre; mas, na poesia, isso fica mais evidente:

A poesia implica em um talento especial que nada tem a


ver com os livros; contém um significado a parte que
nada tem a ver com os princípios da razão. E, mesmo
assim, a menos que o poeta tenha lido muito e
investigado os princípios detalhadamente, nunca
chegará ao limite. O melhor é o que se chama “não tocar
no sendero da razão nem cair na armadilha das
palavras”. A poesia canta a emoção e a natureza de cada
um. Os poetas da época Tang partiam somente de
sentimentos inspirados [...]. Assim alcançavam a
realização da poesia, consistente como uma aparência
luminosa e diáfana que não pode se decompor; é como o
som do ar, a cor numa imagem, a lua na água, ou uma
imagem em um espelho; tem um número limitado de
palavras, mas seu significado é ilimitado.
Quanto aos poetas de hoje, vem como estranhas
interpretações e conceitos de ofício; assim, tomam a
verborragia por poesia, um talento comum e a erudição
por poesia, incluindo as discussões banais. Não que a
poesia não exija técnica e habilidade, mas não é a poesia
dos antigos, porque lhe falta “a música que um homem
canta e três lhe fazem coro”. Além disso, suas obras
fazem alusões demais, mas não estão atentas aos estados
de ânimo; cada palavra que usam deve ter uma fonte,
cada rima, uma precedente. Quando as lemos, do
princípio ao fim, não sabemos o que elas pretendem. As
piores entre elas chegam, inclusive, ao grunhido e ao 12
grito, o que é ir um pouco longe demais contra o
princípio da magnanimidade. De fato, estão abusando da
linguagem, confundindo-a com poesia. Quando se chega
a este ponto, se pode dizer que a poesia é um desastre.
Yenyu (1180-1235 d.C.)

Novamente, um longo período passa, mas a apreciação e a metodologia


para a realização da arte poética se dão, continuamente, com um
propósito de despertar:

A escrita da poesia se baseia na experiência interior


emotiva e na cena exterior do mundo: nenhum dos dois
por si só completa a poesia, nem está em conflito um
com o outro. Quando subimos às alturas e deixamos
vagar o pensamento, nos comunicamos com o espírito
dos antigos, nossos pensamentos chegam a todos os
lugares e sentimos dor ou felicidade. Estes processos se
estimulam um ao outro de modo casual, conjurando
formas onde não existem traços, evocando ecos no
silêncio. A emoção pode diferir diante do mesmo cenário
exterior, e sua descrição resultará mais ou menos difícil.
Há duas questões essenciais na poesia, e nada é mais
importante do que elas: o que se observa no exterior
deve ser sempre o mesmo, mas os sentimentos que
surgem no interior podem ser distintos. Temos que nos
esforçar para equiparar o que vêm de dentro com o que
está fora, o que sai da mente com o que a penetra. O
aspecto do mundo exterior é o afrodisíaco da poesia, e a
emoção, o seu embrião. Quando ambos se unem para 13
fazer surgir à poesia, se chega a resumir as dez mil
formas em umas poucas palavras, e a poesia tem uma
força vital (Qi) primordial que é indivisível e que atinge
o limite. Xie Chen (1495-1575)

A poesia resulta, portanto, de uma associação fértil entre as imagens


externas – o documento, a fonte, a imagem – e a capacidade criativa de
articulá-las em um discurso coerente. A poesia, porém, possui a
musicalidade necessária para atrair e despertar – algo que a prosa,
muitas vezes, não tem.
Um fim

Quando Einstein publicou pela primeira vez a sua Teoria da


relatividade, em um artigo de poucas fórmulas e muitas palavras,
alguns físicos o taxaram de “poeta”. Longe de compreender as imagens
que sua proposta evocava, seus críticos não estavam considerando-a
como “científica”. Esta distinção fatal – que o texto científico exige uma
pobreza emotiva ou uma franqueza gramatical – são elementos
redundantes de um discurso estabelecido, mas não necessariamente
verdadeiro. Como se pode crer que se deve abandonar a beleza em prol 14
da razão? Possuir uma bela forma e um sentido definido não se
excluem, na produção de um bom texto, senão por conta do
preconceito. Luxun (1881 - 1936), escritor famoso e crítico ferrenho da
literatura tradicional chinesa admitia, por exemplo, o quão era
indispensável a junção da vitalidade rítmica interna e externa na
construção do texto - fator decisivo para fechar este nosso conjunto de
nossas observações:

Melhor é aquele que reflete, pois está em condições de


contribuir com sua força vital [no ato de escrever], mas
ainda assim peca por estar cheio de ilusões utópicas.
Portanto, melhor ainda do que ele é o observador -
aquele que, com seus olhos, está lendo um livro vivo, que
é este mundo. Depois deste ponto, ele começa a fazer a
verdadeira e mais bela literatura.

Se a China pode existir, compreendendo a mente poética como algo tão


real e verdadeiro quanto a história se propõe a ser – e se, ao longo de
milênios, eles conseguiram preservar estas concepções – então talvez
não seja impossível aceitar a poesia como denúncia, como reflexão e
como história. Basta, somente, que ela deixe de ser apenas boa poesia
feita por poetas para ser, de fato, ciência e saber expressos pelos meios
poéticos.
15
Referências
[As citações utilizadas são do Lunyu e da coletânea de Feng, 1986]
Confúcio. Analectos. São Paulo: Martins Fontes, 2000. [trad. Simon
Leys]
Feng Tianyu. La inteligência a los ojos de los pensadores chinos.
Shanghai: ELC, 1986.
Hard, G. Worlds of bamboo and bronze. Columbia: Columbia University
Press, 1999.
Racionero, L. Textos de estética taoísta. Madrid: Allianza, 2002.
Schaberg, D. A patterned Past: Form and Thought in Early Chinese
Historiography. Harvard: Harvard University Press, 2005.