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CURSO DE LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA PARA TÉCNICO DO INSS

PROFESSOR: GABRIEL PEREIRA

Aula 06

Prof. Gabriel Pereira


I - Introdução

Olá, pessoal!

Essa é a sexta aula do nosso curso de Legislação Previdenciária para o


INSS, que está contido no Pacote de Teoria e Exercícios para o cargo de
Técnico do INSS. Esta aula 6 é a penúltima que envolve conteúdo ainda
relacionado à parte de custeio do RGPS da seguridade social. A partir da aula
8, entraremos no Plano de Benefícios da Previdência Social.

Sobre a realização do concurso, a previsão do próprio Ministro da


Previdência Social, de lançamento do edital ainda em setembro, não foi
realizada. A publicação da autorização do concurso ainda é esperada para os
próximos dias, sendo que o edital ainda deve demorar algumas semanas para
ser publicado. De qualquer forma, o Presidente do INSS confirmou que o
Instituto trabalha com um cronograma para nomeação dos candidatos
aprovados no mês de março, sendo que as provas devem acontecer em
janeiro.

Fiz uma pequena alteração no conteúdo programado para essa aula. O


tópico 17, "recurso das decisões administrativas", foi adiado para a próxima
aula, quando estudaremos os últimos tópicos relacionados às contribuições
sociais.

Bons estudos!

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AULA 06

Conteúdo: 12) Isenção de contribuições: requisitos, manutenção e perda. 13)


Matrícula da empresa. 14) Prova de inexistência de débito. 15) Crimes contra a
seguridade social.16) Infrações à legislação previdenciária.

12) ISENÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES: REQUISITOS, MANUTENÇÃO E


PERDA

Ao tratar do financiamento da seguridade social, no art. 195 da


Constituição, o legislador previu, em seu § 7°, que "são isentas de contribuição
para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que
atendam às exigências estabelecidas em lei".

Há certa imprecisão na redação do dispositivo, pois não se trata


propriamente de isenção, mas de imunidade, uma vez que o benefício está
previsto na Constituição Federal. As entidades beneficentes de assistência
social já desenvolvem ações que integram a seguridade. Assim, em vez de
contribuírem com dinheiro, contribuem com a prestação de serviços que de
outra forma seriam de responsabilidade do Estado.

Parte da doutrina entende que as exigências para fazer jus a essa


imunidade deveriam ser estabelecidas em lei complementar, já que o art. 146,
II, da CF/1988, determina que cabe à lei complementar regular as limitações
constitucionais ao poder de tributar. Contudo, o STF já reconheceu, por
diversas vezes, que, quando a Constituição se refere a lei de forma genérica,

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ela está fazendo referência à lei ordinária. Esse é o caso do § 7° em análise e


essa posição deve ser adotada nos concursos.

Os requisitos legais para usufruir da "isenção" estavam previstos no


artigo 55 da Lei n° 8.212/1991, que foi revogado pela Lei n° 12.101/2009. De
acordo com esse novo diploma legal, a certificação das entidades beneficentes
de assistência social e a isenção de contribuições para a seguridade social
serão concedidas às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos,
reconhecidas como entidades beneficentes de assistência social com a
finalidade de prestação de serviços nas áreas de assistência social, saúde ou
educação, e que atendam ao disposto nesta Lei. Registre-se que as entidades
beneficentes na área de educação podem também fazer jus à isenção, ainda
que o direito social à educação não esteja no escopo da seguridade social.

Uma condição inicial para usufruir da isenção do § 7° do art. 195, a


entidade tem que obter sua certificação como entidade beneficente de
assistência social. Para tanto, a entidade deve ser constituída como pessoa
jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, e prever em seus atos
constitutivos, em caso de dissolução ou extinção, a destinação do eventual
patrimônio remanescente a entidade sem fins lucrativos congêneres ou a
entidades públicas. Além disso, existem requisitos adicionais para a obtenção
da certificação, de acordo com a área de atuação da entidade beneficente -
saúde, educação ou assistência social. A análise e decisão dos requerimentos
de concessão ou de renovação dos certificados das entidades beneficentes de
assistência social serão apreciadas no âmbito dos seguintes Ministérios: da
Saúde, quanto às entidades da área de saúde; da Educação, quanto às
entidades educacionais; e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome,
quanto às entidades de assistência social.

Para ser considerada beneficente e fazer jus à certificação, a entidade de


saúde deverá: comprovar o cumprimento das metas estabelecidas em
convênio ou instrumento congênere celebrado com o gestor local do SUS;
ofertar a prestação de seus serviços ao SUS no percentual mínimo de 60%,
comprovando, anualmente, na forma regulamentada pelo Ministério da Saúde,
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essa prestação dos serviços, com base nas internações e nos atendimentos
ambulatoriais realizados. Além disso, a entidade deverá também prestar as
informações solicitadas pelo Ministério da Saúde, relacionadas aos serviços e
atendimentos prestados ao SUS.

Já a entidade de educação deverá observar, como requisito adicional


para a obtenção da certificação, as seguintes obrigações: demonstrar
adequação às diretrizes e metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação -
PNE, na forma do art. 214 da Constituição Federal; atender a padrões mínimos
de qualidade, aferidos pelos processos de avaliação conduzidos pelo Ministério
da Educação; e oferecer bolsas de estudo nas seguintes proporções: a) no
mínimo, uma bolsa de estudo integral para cada 9 (nove) alunos pagantes da
educação básica; b) bolsas parciais de 50% (cinquenta por cento), quando
necessário para o alcance do número mínimo exigido.

Já para as entidades de assistência social, a certificação ou sua


renovação será concedida à entidade que presta serviços ou realiza ações
assistenciais, de forma gratuita, continuada e planejada, para os usuários e a
quem deles necessitar, sem qualquer discriminação. Constituem ainda
requisitos para a certificação de uma entidade de assistência social: I - estar
inscrita no respectivo Conselho Municipal de Assistência Social ou no Conselho
de Assistência Social do Distrito Federal, conforme o caso, nos termos do art.
9° da Lei n° 8.742, de 7 de dezembro de 1993; e II - integrar o cadastro
nacional de entidades e organizações de assistência social de que trata o inciso
XI do art. 19 da Lei n° 8.742, de 7 de dezembro de 1993.

A entidade que atue em mais de uma das áreas especificadas deverá


requerer a certificação e sua renovação no Ministério responsável pela área de
atuação preponderante da entidade. Considera-se área de atuação
preponderante aquela definida como atividade econômica principal no Cadastro
Nacional da Pessoa Jurídica do Ministério da Fazenda. Uma vez certificadas, as
entidades beneficentes atuantes nas áreas de saúde, educação e assistência
social farão jus à isenção do pagamento das contribuições para a seguridade
social, desde que atendam, cumulativamente, os seguintes requisitos:
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I - não percebam seus diretores, conselheiros, sócios, instituidores ou


benfeitores, remuneração, vantagens ou benefícios, direta ou indiretamente,
por qualquer forma ou título, em razão das competências, funções ou
atividades que lhes sejam atribuídas pelos respectivos atos constitutivos; II -
aplique suas rendas, seus recursos e eventual superávit integralmente no
território nacional, na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos
institucionais; III - apresente certidão negativa ou certidão positiva com efeito
de negativa de débitos relativos aos tributos administrados pela Secretaria da
Receita Federal do Brasil e certificado de regularidade do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço - FGTS; IV - mantenha escrituração contábil regular que
registre as receitas e despesas, bem como a aplicação em gratuidade de forma
segregada, em consonância com as normas emanadas do Conselho Federal de
Contabilidade; V - não distribua resultados, dividendos, bonificações,
participações ou parcelas do seu patrimônio, sob qualquer forma ou pretexto;
VI - conserve em boa ordem, pelo prazo de 10 (dez) anos, contado da data da
emissão, os documentos que comprovem a origem e a aplicação de seus
recursos e os relativos a atos ou operações realizados que impliquem
modificação da situação patrimonial; VII - cumpra as obrigações acessórias
estabelecidas na legislação tributária; VIII - apresente as demonstrações
contábeis e financeiras devidamente auditadas por auditor independente
legalmente habilitado nos Conselhos Regionais de Contabilidade quando a
receita bruta anual auferida for superior ao limite fixado pela Lei
Complementar n° 123, de 14 de dezembro de 2006.

Cumpridos todos esses requisitos, as entidades beneficentes de


assistência social serão consideradas imunes às contribuições sociais, o que
engloba não as contribuições previdenciárias a cargo do empregador (cota
patronal), mas também as contribuições sobre o faturamento ou a receita e
sobre o lucro: PIS, Cofins e CSLL.

Constatado o descumprimento pela entidade dos requisitos indicados na


anteriormente, a fiscalização da Secretaria da Receita Federal do Brasil lavrará
o auto de infração relativo ao período correspondente, exigindo as

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contribuições que deixaram de ser pagas indevidamente, e relatará os fatos


que demonstram o não atendimento de tais requisitos para o gozo da isenção.

13) MATRÍCULA DA EMPRESA

De forma análoga à inscrição do segurado, a matrícula da empresa tem


por objetivo cadastrá-la na previdência social, a fim de controlar a arrecadação
das contribuições sociais. A matrícula é uma espécie de obrigação acessória
imposta pela legislação, já que toda empresa deve se matricular na
previdência social.

As normas sobre a matrícula da empresa foram ligeiramente alteradas


após a fusão da Secretaria da Receita Previdenciária e da Secretaria da Receita
Federal. Atualmente, o art. 49 da Lei n° 8.212/1991 dispõe que "a matrícula
da empresa será efetuada nos termos e condições estabelecidos pela
Secretaria da Receita Federal do Brasil".

As normas sobre a matrícula da empresa estão previstas na Instrução


Normativa RFB n° 971/2009, que dispõe sobre normas gerais de tributação
previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais destinadas à
Previdência Social e de terceiros. De acordo com seu art. 17, considera-se
matrícula a identificação dos sujeitos passivos perante a Previdência Social,
podendo ser o número do: a) Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) para
empresas e equiparados a ele obrigados; ou b) Cadastro Específico do INSS
(CEI) para equiparados à empresa desobrigados da inscrição no CNPJ, obra de
construção civil, produtor rural contribuinte individual, segurado especial,
consórcio de produtores rurais, titular de cartório, adquirente de produção
rural e empregador doméstico.

Portanto, a matrícula identifica a empresa na previdência social através


de um número, que pode ser o próprio CNPJ ou o CEI, no caso do equiparado

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não obrigado ao CNPJ e das demais pessoas sujeitas a matrícula. Estão


sujeitos à matrícula, além das empresas e equiparados, a obra de construção
civil, o produtor rural contribuinte individual, o segurado especial, o consórcio
de produtores rurais, o titular de cartório, o adquirente de produção rural e o
empregador doméstico.

A Instrução prevê, em seu art. 19, que a matrícula será feita:

I - simultaneamente com a inscrição no CNPJ, para as pessoas jurídicas ou


equiparados a ele obrigados;

II - no CEI, no prazo de 30 (trinta) dias contados do início de suas atividades,


para o equiparado à empresa, quando for o caso, e obra de construção civil,
sendo responsável pela matrícula:

a) o equiparado à empresa isenta de registro no CNPJ;

b) o proprietário do imóvel, o dono da obra ou o incorporador de construção


civil, pessoa física ou pessoa jurídica;

c) a empresa construtora, quando contratada para execução de obra por


empreitada total;

d) a empresa líder, na contratação de obra de construção civil a ser realizada


por consórcio mediante empreitada total de obra de construção civil;

e) o produtor rural contribuinte individual e o segurado especial;

f) o consórcio simplificado de produtores rurais;

g) o titular de cartório, sendo a matrícula emitida no nome do titular, ainda


que a respectiva serventia seja registrada no CNPJ;

h) a pessoa física não-produtor rural que adquire produção rural para venda,
no varejo, a consumidor pessoa física, nos termos do inciso II do § 7° do art.
200 do Regulamento da Previdência Social (RPS) - o feirante.

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Para garantir a matrícula da empresa, a legislação prevê que o


Departamento Nacional de Registro do Comércio, por intermédio das Juntas
Comerciais bem como os Cartórios de Registro Civil de Pessoas Jurídicas
prestarão, obrigatoriamente, à Secretaria da Receita Federal do Brasil todas as
informações referentes aos atos constitutivos e alterações posteriores relativos
a empresas e entidades neles registradas. Dessa maneira, logo depois que a
pessoa jurídica se registrar na Junta Comercial ou no Cartório, a Receita
Federal terá as informações para concretizar a matrícula da empresa.

Por sua vez, o controle da matrícula é mais difícil para aquelas pessoas
que não são obrigadas a se cadastrar no CNPJ. Por isso, a legislação
previdenciária previu que, nessas situações, constitui infração punível com
multa deixar a empresa de se matricular na previdência social, dentro de 30
dias contados da data do início de suas atividades.

O empregador doméstico geralmente recolhe suas contribuições através


do Número de Identificação do Trabalhador (NIT), não possuindo qualquer
matrícula. Somente quando for autuado pela fiscalização ou se optar pelo
recolhimento do FGTS de seu empregado doméstico é que o empregador
doméstico receberá número de matrícula CEI.

14) PROVA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO

Até aqui, já estudamos as várias situações que ensejam o pagamento de


contribuições sociais, os prazos para recolhimento e as consequências da falta
de recolhimento adequado. Nesse contexto, para conferir maior segurança aos
créditos da seguridade social, a legislação previu situações em que os
contribuintes e responsáveis precisam comprovar que não estão em débito
com as contribuições sociais. Essas situações estão relacionadas, geralmente,
com alguma ação de interesse do devedor em potencial. Assim, a exigência de

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comprovação de inexistência de débito funciona como um estímulo à


regularidade fiscal dos contribuintes.

O documento adequado para comprovar a inexistência de débito quanto


às contribuições sociais das empresas, incidentes sobre a remuneração paga
ou creditada aos segurados a seu serviço; dos empregadores domésticos; dos
trabalhadores, incidentes sobre o seu salário de contribuição; das contribuições
instituídas a título de substituição e às contribuições devidas, por lei, a
terceiros, inclusive às inscritas em dívida ativa do INSS, é a Certidão Negativa
de Débito (CND).

A CND é prova eficaz de que não existem débitos em nome do


contribuinte. Todavia, caso haja créditos não vencidos, ou créditos em curso
de cobrança executiva para os quais tenha sido efetivada a penhora regular e
suficiente à sua cobertura, ou créditos cuja exigibilidade esteja suspensa, será
expedida Certidão Positiva de Débito com Efeitos de Negativa (CPD-EN).
Nesses casos, a CPD-EN terá os mesmos efeitos da CND, pois entende-se que
esses tipos de débito não são definitivos.

A CND ou a CPD-EN será emitida pelos órgãos locais competentes da


Secretaria da Receita Federal do Brasil. Nas situações descritas na legislação, a
CND ou CPD-EN será exigida pela autoridade responsável por órgão do poder
público, por órgão de registro público ou por instituição financeira em geral, no
âmbito de suas atividades. Tal documento é exigido, em diferentes situações,
das empresas, do proprietário de obra de construção civil, do incorporador, do
produtor rural pessoa física e do segurado especial e na contratação de
operações de crédito com instituições financeiras.

• Da empresa: a) na licitação, na contratação com o poder


público e no recebimento de benefícios ou incentivo fiscal ou
creditício concedidos por ele; b) na alienação ou oneração, a
qualquer título, de bem imóvel ou direito a ele relativo; c) na
alienação ou oneração, a qualquer título, de bem móvel de valor
superior a R$ 38.110,03 incorporado ao ativo permanente da

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empresa; e d) no registro ou arquivamento, no órgão próprio, de


ato relativo a baixa ou redução de capital de firma individual,
redução de capital social, cisão total ou parcial, transformação ou
extinção de entidade ou sociedade comercial ou civil e
transferência de controle de cotas de sociedades de
responsabilidade limitada, suprida a exigência pela informação de
inexistência de débito a ser prestada pelos órgãos competentes.

• Do proprietário, pessoa física ou jurídica, de obra de


construção civil: quando de sua averbação no Registro de Imóveis,
salvo no caso da construção residencial for unifamiliar, com área
total não superior a 70m 2 , destinada a uso próprio, do tipo
econômico e tiver sido executada sem a utilização de mão de obra
assalariada.

• Do incorporador, na ocasião da inscrição de memorial de


incorporação no Registro de Imóveis.

• Do produtor rural pessoa física e do segurado especial:


quando da constituição de garantia para concessão de crédito rural
e qualquer de suas modalidades, por instituição de créditos pública
ou privada, desde que comercializem a sua produção com o
adquirente domiciliado no exterior ou diretamente no varejo a
consumidor pessoa física, a outro produtor rural pessoa física ou a
outro segurado especial.

• Na contratação de operações de crédito com instituições


financeiras, que envolvam: a) recursos públicos, inclusive os
provenientes de fundos constitucionais e de incentivo ao
desenvolvimento regional; b) recursos do FGTS, do Fundo de
Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação; ou c) recursos captados através de

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Caderneta de Poupança; e na liberação de eventuais parcelas


previstas nesse tipo de contrato.

Independe da apresentação de documento comprobatório de inexistência


de débito: I - a lavratura ou assinatura de instrumento, ato ou contrato que
constitua retificação, ratificação ou efetivação de outro anterior para o qual já
foi feita a prova; II - a constituição de garantia para concessão de crédito
rural, em qualquer de suas modalidades, por instituição de crédito pública ou
privada ao produtor rural pessoa física e ao segurado especial, desde que estes
não comercializem a sua produção com o adquirente domiciliado no exterior
nem diretamente no varejo a consumidor pessoa física, a outro produtor rural
pessoa física ou a outro segurado especial; e III - a averbação de obra de
construção civil, relativa a imóvel cuja construção tenha sido concluída antes
de 22 de novembro de 1966; IV - na alienação ou oneração, a qualquer título,
de bem imóvel ou direito a ele relativo, que envolva empresa que explore
exclusivamente atividade de compra e venda de imóveis, locação,
desmembramento ou loteamento de terrenos, incorporação imobiliária ou
construção de imóveis destinados à venda, desde que o imóvel objeto da
transação esteja contabilmente lançado no ativo circulante e não conste, nem
tenha constado, do ativo permanente da empresa.

O ato para o qual a lei exige a exibição de CND ou de CPD-EM, quando


praticado com violação a esse requisito, acarretará a responsabilidade solidária
dos contratantes e do oficial cartorário que lavrar ou registrar o instrumento,
sem prejuízo da multa e da responsabilização penal e administrativa cabíveis,
sendo o ato nulo para todos os efeitos (Lei n° 8.212/1991, art. 48)

15) CRIMES CONTRA A SEGURIDADE SOCIAL

A Seguridade Social tem uma importância fundamental no espectro de


políticas públicas de nosso país, pois cobre áreas sensíveis para o bem-estar

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da população que mais precisa do amparo do Estado. Mais especificamente, a


Previdência Social desempenha um papel muito importante, uma vez que os
benefícios previdenciários, além de contribuírem para prover a subsistência dos
beneficiários, também ajudam a movimentar a economia de cidades menores
no interior do Brasil. Por tudo isso, é essencial resguardar a Previdência Social
de condutas ilícitas que atentem contra o Regime, tipificando tais condutas
como crimes.

No intuito de coibir as condutas relativas ao descumprimento das normas


que regem as contribuições destinadas ao financiamento da seguridade social,
foram criadas tipificações penais a fim de punir os autores do ilícito tributário-
previdenciário. Os crimes previdenciários estavam disciplinados na própria Lei
n° 8.212/91, mas a Lei n° 9.983/00 acrescentou artigos ao Código Penal,
tipificando os seguintes crimes: 1) Apropriação indébita previdenciária; 2)
Inserção de dados falsos em sistemas de informações; 3) Modificação ou
alteração não autorizada em sistemas de informações; 4) Sonegação de
contribuição previdenciária; 5) Falsificação de documentos em prejuízo da
Previdência Social.

1) Apropriação indébita previdenciária (art. 168-A do Código Penal):


deixar de repassar à Previdência Social as contribuições recolhidas dos
contribuintes, no prazo e na forma legal ou convencional. Nas mesmas penas
incorre quem: deixar de recolher, no prazo legal, contribuição ou outra
importância destinada à Previdência Social que tenha sido descontada do
pagamento efetuado a segurados, a terceiros ou arrecadada do público; ou
deixar de recolher contribuições devidas à Previdência Social que tenham
integrado despesas contábeis ou custos relativos à venda de produtos ou à
prestação de serviços; ou deixar de pagar benefício devido a segurado, quando
as respectivas cotas ou valores já tiverem sido reembolsados à empresa pela
Previdência Social.
Agente: empregador. Pena: Reclusão de 2 a 5 anos e multa.

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2) Inserção de dados falsos em sistemas de informações (art. 313-A


do Código Penal): inserir ou facilitar, o funcionário autorizado a inserção de
dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas
informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de
obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano.
Agente: funcionário público. Pena: Reclusão de 2 a 12 anos e multa.

3) Modificação ou alteração não autorizada em sistemas de


informações (art. 313-B do Código Penal): modificar ou alterar, o
funcionário, sistema de informações ou programa de informática sem
autorização ou solicitação de autoridade competente.
Agente: funcionário público. Pena: Reclusão de 3 meses a 2 anos e multa.

4) Sonegação de contribuição previdenciária (art. 337-A do Código


Penal): suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer
acessório, mediante as seguintes condutas: I - omitir de folha de pagamento
da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação
previdenciária, segurado empregado, empresário, trabalhador avulso ou
trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II -
deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa
as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo
tomador de serviços; III - omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros
auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de
contribuições previdenciárias.
Agente: responsável pelas informações à previdência social. Pena: Reclusão
de 2 a 5 anos e multa.

5) Falsificação de documentos em prejuízo da Previdência Social (§§


3° e 4° do art. 297 do Código Penal): falsificar, no todo ou em parte,
documento público, ou alterar documento público verdadeiro. Inserir ou fazer
inserir: 1) na folha de pagamento ou em documento de informações que seja
destinado a fazer prova perante a previdência social, pessoa que não possua a

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qualidade de segurado obrigatório; 2) na Carteira de Trabalho e Previdência


Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a
previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita;
3) em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com
as obrigações da empresa perante a previdência social, declaração falsa ou
diversa da que deveria ter constado. Omitir nos documentos acima
mencionados, nome de segurado, bem como seus dados pessoais, a
remuneração, a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços.
Agente: responsável pelas informações à previdência social. Pena: Reclusão
de 2 a 6 anos e multa.

Em relação aos cinco delitos citados, deve-se perceber que as situações


tipificadas pelos artigos 313-A e 313-B, inserção de dados falsos em sistemas
de informações e modificação ou alteração não autorizada em sistemas de
informações, não ficam restritas apenas ao campo previdenciário, sendo
aplicados a toda a esfera administrativa governamental. Esses crimes são
praticados por funcionários públicos.

Já os demais delitos são crimes específicos contra a previdência social e


tem, na maioria das vezes, os próprios responsáveis pelo recolhimento das
contribuições como agentes dessas condutas. Vale ressaltar que os crimes de
apropriação indébita previdenciária e de sonegação de contribuição
previdenciária atentam contra as regras de custeio do Regime Geral de
Previdência Social e prejudicam o financiamento da seguridade social.

16) INFRAÇÕES À LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA

De acordo com o art. 113 do CTN, a obrigação acessória é o dever de


fazer ou não fazer algo determinado pela legislação sobre o tributo. Ainda
segundo o CTN, a obrigação acessória, quando descumprida, converte-se em

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obrigação principal quanto ao pagamento da penalidade pecuniária. Isso quer


dizer que o descumprimento das obrigações acessórias enseja a aplicação de
multas. Essas multas são constituídas mediante Auto de Infração lavrado por
Auditor-Fiscal da Receita Federal.

Por infração a qualquer dispositivo do Regulamento da Previdência Social


(RPS), para a qual não haja penalidade expressamente cominada, fica o
responsável sujeito à multa variável entre R$1.524,43 e R$152.441,63, de
acordo com a gravidade da infração, consideradas as circunstâncias
agravantes. Estes valores são atualizados periodicamente e atualmente estão
fixados pela Portaria MPS/MF n° 407, de 14/07/2011.
Resumidamente, as infrações abrangidas são:

I) A partir de R$ 1.524,43, as seguintes:

a) deixar a empresa de preparar folha de pagamento das remunerações pagas,


devidas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com o
previsto na Legislação Previdenciária;
b) deixar a empresa de se matricular, dentro de 30 dias, contados da data do
início de suas atividades, quando não sujeita à inscrição no Cadastro Nacional
da Pessoa Jurídica (CNPJ);
c) deixar a empresa de descontar, da remuneração paga aos segurados a seu
serviço, importância proveniente de dívida ou responsabilidade por eles
contraída, junto à seguridade social, relativa a benefícios pagos
indevidamente;
d) deixar a empresa de matricular obra de construção civil de sua propriedade
ou executada sob sua responsabilidade, no prazo de 30 dias do início das
respectivas atividades;
e) deixar o Titular de Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais de
comunicar ao INSS, até o dia 10 de cada mês, a ocorrência ou a não
ocorrência de óbitos, no mês imediatamente anterior, bem como enviar
informações inexatas;

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f) deixar o dirigente dos órgãos municipais competentes de prestar as


informações concernentes aos alvarás, "habite-se" ou documento equivalente,
relativos à construção civil; e
g) deixar a empresa de efetuar os descontos das contribuições devidas pelos
segurados a seu serviço;
h) deixar a empresa de elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico
abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e de fornecer a este,
quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica deste documento;
i) deixar de inscrever o segurado no RGPS - multa aplicada para cada
segurado que deixa de ser inscrito pela empresa (penalidade regulamentada
no Decreto n° 6.722/08).

II - a partir de R$ 15.244,14, as seguintes:

a) deixar a empresa de lançar mensalmente, em títulos próprios de sua


contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as
contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da
empresa e os totais recolhidos;
b) deixar a empresa de apresentar à previdência social e à Secretaria da
Receita Federal do Brasil os documentos que contenham as informações
cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos mesmos, na forma por eles
estabelecida, ou os esclarecimentos necessários à fiscalização;
c) deixar o servidor, o serventuário da Justiça ou o titular de serventia
extrajudicial de exigir documento comprobatório de inexistência de débito,
quando da contratação com o Poder Público, ou no recebimento de benefício
ou de incentivo fiscal ou creditício;
d) deixar o servidor, o serventuário da Justiça ou o titular de serventia
extrajudicial de exigir documento comprobatório de inexistência de débito,
quando da alienação ou oneração, a qualquer título, de bem imóvel ou direito
relativo a ele;
e) deixar o servidor, o serventuário da Justiça ou o titular de serventia
extrajudicial de exigir a apresentação do documento comprobatório de

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inexistência de débito na alienação ou oneração, a qualquer título, de bem


móvel incorporado ao ativo permanente da empresa, de valor superior a R$
35.269,13;
f) deixar o servidor, o serventuário da Justiça ou o titular de serventia
extrajudicial de exigir documento comprobatório de inexistência de débito
no registro ou arquivamento, no órgão próprio, de ato relativo a baixa ou
redução de capital de firma individual, redução de capital social, cisão total ou
parcial, transformação ou extinção de entidade ou sociedade comercial ou civil
e transferência de controle de cotas de sociedades de responsabilidade
limitada;
g) deixar o servidor, o serventuário da Justiça ou o titular de serventia
extrajudicial de exigir documento comprobatório de inexistência de débito
do proprietário, pessoa física ou jurídica, de obra de construção civil, quando
da averbação de obra no Registro de Imóveis;
h) deixar o servidor, o serventuário da Justiça ou o titular de serventia
extrajudicial de exigir documento comprobatório de inexistência de débito
do incorporador, quando da averbação de obra no Registro de Imóveis,
independentemente do documento apresentado por ocasião da inscrição do
memorial de incorporação;
i) deixar o dirigente da entidade da Administração Pública Direta ou Indireta de
consignar as dotações necessárias ao pagamento das contribuições devidas à
seguridade social, de modo a assegurar a sua regular liquidação dentro do
exercício;
j) deixar a empresa, o servidor de órgão público da Administração Direta e
Indireta, o segurado da previdência social, o serventuário da Justiça ou o
titular de serventia extrajudicial, o síndico ou se representante, o comissário
ou o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial, de exibir os
documentos e livros relacionados com as contribuições previdenciárias ou
apresenta-los, sem atender às formalidades legais exigidas ou contendo
informação diversa da realidade ou, ainda, com omissão de informação
verdadeira;

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l) deixar a entidade promotora do espetáculo desportivo de efetuar o desconto


das contribuições devidas pelas associações desportivas;
m) deixar a empresa ou entidade de reter e recolher a contribuição da
associação desportiva sobre patrocínio, licenciamento de uso de marcas e
símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos; e
n) deixar a empresa de manter laudo técnico atualizado com referência aos
agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho de seus trabalhadores ou
de emitir documento de comprovação de efetiva exposição em desacordo com
o respectivo laudo.

Percebam que as infrações e penalidades previstas têm o intuito de coibir


o descumprimento das obrigações com a previdência, sobretudo das
obrigações de recolher as contribuições previdenciárias, e também de facilitar
a fiscalização por parte do Fisco, que só assim poderá constatar a regularidade
das empresas com o a previdência social.

Circunstâncias agravantes

Existem situações agravantes da infração que concorrerão para a


gradação da multa. Constituem tais agravantes ter o infrator:

I) tentado subornar servidor dos órgãos competentes;


II) agido com dolo, fraude ou má-fé;
III) desacatado, no ato da ação fiscal, o agente da fiscalização;
IV) obstado a ação da fiscalização; ou
V) incorrido em reincidência.

A reincidência, de acordo com o Decreto n° 6.032/07, que alterou alguns


dispositivos do RPS, é caracterizada pela prática de nova infração a dispositivo
da legislação por uma mesma pessoa ou por seu sucessor, dentro de 5 anos da
data em que se tornar irrecorrível administrativamente a decisão condenatória,

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da data do pagamento ou da data em que se configurou a revelia, referentes à


autuação anterior.

Gradação das multas

As multas serão aplicadas da seguinte maneira:

I) na ausência de agravantes, nos valores mínimos;


II) as agravantes I e II elevam a multa em três vezes;
III) as agravantes III e IV elevam a multa em duas vezes;
IV) a agravante V eleva a multa em três vezes a cada reincidência no mesmo
tipo de infração, e em duas vezes em caso de reincidência em infrações
diferentes, observados os valores máximos.

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QUESTÕES

1 - (ESAF / AFPS / 2002 - adaptada) Nos termos da legislação


previdenciária, não é exigida da empresa prova da inexistência de débito no
recebimento de benefícios ou incentivo fiscal ou creditício concedidos pelo
poder público.

2 - (ESAF / AFPS / 2002 - adaptada) Nos termos da legislação


previdenciária, não é exigida da empresa prova da inexistência de débito na
alienação ou oneração, a qualquer título, de bem móvel de pequeno valor
incorporado ao ativo permanente da empresa.

3 - (CESPE / FISCAL INSS / 1998) Nenhuma empresa poderá celebrar


contrato com o poder público sem a apresentação da certidão negativa de
débito, a ser fornecida pelo órgão competente da previdência social, não se
aplicando tal exigência às microempresas e empresas de pequeno porte,
quando tratar de benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.

4 - (CESPE / FISCAL INSS / 1998) A existência de débito junto à


seguridade social inviabilizará a alienação de bem imóvel pertencente à
empresa, salvo se o débito for objeto de parcelamento e o sujeito passivo
esteja adimplente com o pagamento das parcelas.

5 - (CESPE / FISCAL INSS / 1998) Os atos para os quais a lei exige a


exibição da certidão negativa de débito, quando praticados com violação a esse
requisito, acarretarão responsabilidade solidária dos contratantes e do oficial
cartorário que lavrar ou registrar o instrumento, sem prejuízo da multa e da
responsabilização penal e administrativa cabíveis.

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6 - (CESPE/Fiscal INSS/1998) O não lançamento nos títulos contábeis


próprios da empresa dos valores previdenciários descontados dos segurados
tipifica infração de ordem criminal, que acarreta, como consequência, a
inabilitação para licitar e contratar com qualquer órgão ou entidade da
Administração Pública Direta ou Indireta Federal, Estadual, Municipal ou do DF.

07 - (CESPE/Fiscal INSS/1998) Constitui contravenção penal deixar de


incluir na folha de pagamentos da empresa o segurado empregado,
empresário, trabalhador avulso ou autônomo que lhe prestem serviço.

08 - (ESAF/AFRFB/2005 - adaptada) Figura na legislação como obrigação


da empresa - e a autoridade responsável por órgão do poder público ou por
órgão de registro público em geral, no âmbito de suas atividades, exigirá dela,
obrigatoriamente - a apresentação de Certidão Negativa de Débito ou de
Certidão Positiva de Débito com Efeitos de Negativa, na alienação ou oneração,
a qualquer título, de bem imóvel ou direito a ele relativo.

09 - (CESPE/Auditor-Fiscal da Previdência Social/2003) Constitui


obrigação das empresas manter perfil profissiográfico previdenciário,
abrangendo as atividades desenvolvidas pelos segurados e contribuintes
individuais, bem como fornecer a estes, na rescisão do contrato de trabalho ou
ao término da prestação de serviços, cópia autenticada deste documento, sob
pena de multa por descumprimento de obrigação acessória da legislação
previdenciária.

10 - (ESAF/Auditor-Fiscal da Previdência Social/2002 - adaptada)


"Deixar de repassar à Previdência Social as contribuições recolhidas dos
contribuintes, no prazo e forma legal ou convencional" é infração
administrativa contra a Previdência Social.

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GABARITO

1) E 2) C 3) E 4) C 5) C 6) C 7) C 8) C 9) E 10) E

QUESTÕES COMENTADAS

1 - (ESAF / AFPS / 2002 - adaptada) Nos termos da legislação previdenciária, não


é exigida da empresa prova da inexistência de débito no recebimento de benefícios ou
incentivo fiscal ou creditício concedidos pelo poder público.

Errado. Conforme vimos durante a aula, o recebimento de benefícios ou

incentivo fiscal ou creditício concedidos pelo poder público é uma das hipóteses

em que se exige a apresentação da prova de inexistência de débito das

empresas, conforme o art. 257, I, a.

2 - (ESAF / AFPS / 2002 - adaptada) Nos termos da legislação previdenciária, não


é exigida da empresa prova da inexistência de débito na alienação ou oneração, a
qualquer título, de bem móvel de pequeno valor incorporado ao ativo permanente da
empresa.

Certo. A legislação exige prova da inexistência de débito somente na

alienação ou oneração, a qualquer título, de bem móvel de maior valor

incorporado ao ativo permanente da empresa. Seria impraticável tal exigência

para bem móvel de pequeno valor, como um computador, por exemplo. Assim,

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a legislação define um valor mínimo a partir do qual é exigida a prova de

inexistência de débito, que atualmente é de R$ 38.110,03.

3 - (CESPE / FISCAL INSS / 1998) Nenhuma empresa poderá celebrar contrato


com o poder público sem a apresentação da certidão negativa de débito, a ser
fornecida pelo órgão competente da previdência social, não se aplicando tal exigência
às microempresas e empresas de pequeno porte, quando tratar de benefícios ou
incentivos fiscais ou creditícios.

Errado. Realmente as microempresas e empresas de pequeno porte têm

um tratamento mais benéfico quanto a tal exigência, mas não como se afirma

no enunciado. Na verdade, as microempresas e empresas de pequeno porte

podem participar de licitação pública mesmo que tenham débitos

previdenciários. Contudo, caso sejam vencedoras, deverão sim apresentar a

C N D para assinatura do contrato.

4 - (CESPE / FISCAL INSS / 1998) A existência de débito junto à seguridade social


inviabilizará a alienação de bem imóvel pertencente à empresa, salvo se o débito for
objeto de parcelamento e o sujeito passivo esteja adimplente com o pagamento das
parcelas.

Certo. O parcelamento do débito suspende a exigibilidade do crédito

previdenciário, o que é uma das hipóteses de concessão da Certidão Positiva

com Efeitos de Negativa. Portanto, nesse caso a alienação poderá ser

concretizada.

5 - (CESPE / FISCAL INSS / 1998) Os atos para os quais a lei exige a exibição da
certidão negativa de débito, quando praticados com violação a esse requisito,
acarretarão responsabilidade solidária dos contratantes e do oficial cartorário que
lavrar ou registrar o instrumento, sem prejuízo da multa e da responsabilização penal
e administrativa cabíveis.

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Certo. Como vimos durante a aula, a inobservância da exigência da

comprovação da inexistência de débito sujeita os contratantes à

responsabilidade solidária pelos débitos previdenciários, assim como o oficial

cartorário - Lei n° 8.212/91, art. 48.

06 - (CESPE/Fiscal INSS/1998) O não lançamento nos títulos contábeis próprios


da empresa dos valores previdenciários descontados dos segurados tipifica infração de
ordem criminal, que acarreta, como consequência, a inabilitação para licitar e
contratar com qualquer órgão ou entidade da Administração Pública Direta ou Indireta
Federal, Estadual, Municipal ou do DF.

Certo. Essa conduta é tipificada no Código Penal como crime de

sonegação de contribuição previdenciária: "suprimir ou reduzir contribuição

social previdenciária e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: II

- deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da

empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo

empregador ou pelo tomador de serviços".

07 - (CESPE/Fiscal INSS/1998) Constitui contravenção penal deixar de incluir na


folha de pagamentos da empresa o segurado empregado, empresário, trabalhador
avulso ou autônomo que lhe prestem serviço.

Certo. Omitir segurado que lhe presta serviço na folha de pagamentos da


empresa é uma das condutas tipificadas no Código Penal como crime de sonegação
previdenciária: "suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer
acessório, mediante as seguintes condutas: I - omitir de folha de pagamento da
empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária,
segurado empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a
este equiparado que lhe prestem serviços".

08 - (ESAF/AFRFB/2005 - adaptada) Figura na legislação como obrigação da


empresa - e a autoridade responsável por órgão do poder público ou por órgão de
registro público em geral, no âmbito de suas atividades, exigirá dela,

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obrigatoriamente - a apresentação de Certidão Negativa de Débito ou de Certidão


Positiva de Débito com Efeitos de Negativa, na alienação ou oneração, a qualquer
título, de bem imóvel ou direito a ele relativo.

Certo. A Certidão Negativa de Débito e a Certidão Positiva de Débito com

Efeitos de Negativa são os documentos hábeis a comprovar a inexistência de

débito. Como vimos na parte de infrações à legislação previdenciária, constitui

infração "deixar o servidor, o serventuário da Justiça ou o titular de serventia

extrajudicial de exigir documento comprobatório de inexistência de débito,

quando da alienação ou oneração, a qualquer título, de bem imóvel ou direito

relativo a ele".

09 - (CESPE/Auditor-Fiscal da Previdência Social/2003) Constitui obrigação


das empresas manter perfil profissiográfico previdenciário, abrangendo as atividades
desenvolvidas pelos segurados e contribuintes individuais, bem como fornecer a estes,
na rescisão do contrato de trabalho ou ao término da prestação de serviços, cópia
autenticada deste documento, sob pena de multa por descumprimento de obrigação
acessória da legislação previdenciária.

Errado. O enunciado parece certo em face de uma hipótese que vimos na

seção de infrações à legislação previdenciária. Contudo, a empresa não está

obrigada a manter perfil profissiongráfico dos contribuintes individuais que lhe

prestem serviço, o que torna a afirmativa errada. Vejamos aquela hipótese de

infração: "deixar a empresa de elaborar e manter atualizado perfil

profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e de

fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica

deste documento".

10 - (ESAF/Auditor-Fiscal da Previdência Social/2002 - adaptada) "Deixar de


repassar à Previdência Social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e
forma legal ou convencional" é infração administrativa contra a Previdência Social.

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Errado. Como vimos na aula, essa conduta é tipificada como crime de


apropriação indébita previdenciária. Contudo, em que diploma legal está
tipificado este crime? Embora essa seja uma pegadinha, o crime de
apropriação indébita previdenciária está tipificado no artigo 168-A do Código
Penal brasileiro, com a redação dada pela Lei n° 9.983/00.

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