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UFU - DESIGN

ESTÉTICA
Prof. UILSON JUNIOR
ANÁLISE FILOSÓFICA

Ana Beatriz – 11211 DIT 002


Ana Flávia – 1111 DIT 002
Fiama kauari – 11111 DIT 010
Letícia Garcez – 11111 DIT 015
Nathyelle Xavier – 11111 DIT 020
Introdução

A criação estética não é criada através da sensibilidade conforme


Platão, pois para ele a beleza não se relaciona com o objeto particular, o belo
não é acessível através da percepção sensível , o belo é assim percebido pelo
olho da alma em sua parte racional já para Aristóteles o belo se manifesta no
plano da estética, da sensação, sem a necessidade na postulação de um
mundo inteligível, das ideias e sim aguçando os sentidos.
O juízo estético que provoca o deslocamento da ênfase do objeto de
beleza para o sujeito que a percebe, se relacionando com a sensação, uma
forma sensível de visão do mundo.
Kant afirma que o conceito de estética se relaciona com a sensação,
com a forma sensível de visão do mundo, assim como o gosto que é algo
subjetivo que modifica o estado do sujeito, gerando sensações que se
relacionam com o tempo e o espaço possibilitando a experiência dos
fenômenos.
Através da percepção do corpo, (com o uso dos cinco sentidos) e a
relação que este tem com o espaço, buscou-se formular um conceito, este que
não seja retratado literalmente no espaço concebido e sim percebido, o
conceito traduzido através da percepção, pelo meio da sensibilidade.
Conforme Kant todo conhecimento começa através de uma
experiência, um conceito só pode ser formulado através da percepção, assim
como todo pensamento é gerado em torno de um conceito, o entendimento é a
faculdade de produzir conceitos e que por meio da sensibilidade intuímos os
objetos e de acordo com as percepções dos sentidos os representamos no
espaço e no tempo.
Um espaço sensível capaz de transmitir seu conceito, sua intenção
através da percepção, assim como o Kant define o conceito de estética.
Conforme Deleuze o objeto estético deve ultrapassar a referência, é
através da diferença que há a mobilização de forças. Se há repetição há uma
fixação e isso não é criação, contrapondo assim com a perspectiva filosófica de
Platão.
O que provoca, é o que problematiza, leva o sujeito a esquizofrenia, à
colocar o motor do pensamento a trabalhar ponto levantado por Deleuze que
se presencia em alguns trabalhos analisados a seguir.

Análise sob perspectiva estética filosófica

Com objetivo de explorar a criatividade no domínio espacial, nós alunas


do 1º ano do curso de Design de Interiores na disciplina de Ateliê Introdutório
fomos encarregadas de conceber um espaço sem ênfase às questões
funcionais, já que não teríamos um embasamento a priori que abrangesse tais
requisitos formais; desta maneira o propósito maior foi explorar de uma forma
subjetiva as questões inerentes a nossa profissão, sendo assim, cada projeto
sugerido deveria tirar proveito de forma máxima dos cinco sentidos do usuário
daquele ambiente, utilizando de elementos estruturadores do espaço como luz,
cores, texturas, entre outros para conseguir idealizar as propostas sugeridas.
A capacidade perceptiva dos alunos seria explorada conscientemente, a partir
do momento que eles percebessem as sensações adquiridas naquela
determinada situação evidenciada. Por fim, o exercício prático avaliou a nossa
capacidade de compreender o espaço, propor algo que afetasse nossos
sentidos e de se expressar com o uso de linguagem gráfico- espacial e
tridimensional.
A partir disso são propostos cinco trabalhos, sendo o primeiro deles
uma proposta que se fundamenta na deformação espacial, onde o usuário
configura o espaço de seu modo, desta maneira é oferecido malhas
tencionadas de diferentes cores, que podem ser fixadas por ganchos
localizados em diversas alturas e maneiras, em outra circunstância esta malha
poderá receber material pesado causando sua conformação distinta, (Figura 1e
2) portanto o objetivo é alcançado quando formula-se composições distintas de
pessoas para pessoas, ou seja, a proposta do ambiente é que possibilite o
usuário a interagir com o seu espaço, adaptando-o, modificando-o, recriando-o.
O ambiente é polivalente e sugestivo de modo a permitir o livre exercício da
imaginação.
Figura 1: Vista Frontal do Stand

Figura 2: Vista Lateral do Stand


Sob a perspectiva filosófica da estética contemporânea, mas
especificamente tratado por Deleuze é possível perceber neste trabalho, que o
ato de o usuário formular composições distintas, interagindo com o espaço,
adaptando-o, modificando-o, recriando-o de sua maneira, vem a ser um ato
criativo, na medida em que este mobiliza forças ao pensar e criar algo novo,
neste momento o objeto estético formulado deixa de ser somente um objeto
estético de deleite para tornar-se uma necessidade de criação de algo original,
que reflete sua percepção particular no espaço, sendo assim a composição
estética ultrapassa as referências anteriores obtidas por outros usuários. Toda
esta problematização alcançada antecipa o constante devir presente na
proposta, que possui uma fluição artistica que não se encerra, de tempo a
tempo há um novo usuário que consequentemente provoca um novo arranjo.
Se tratando das condicionantes que envolvem a definição do belo e os
seus efeitos morais consequentes, esta análise da primeira proposta projetual
sugerida, perpassa pela perspectiva filósofica estética da Antiguidade,
representada por Platão e Aristóteles e prosegue com juizo critico de Kant;
sendo assim o ponto de vista platônico vem a ser um suporte para ancorar este
julgamento, a saber, este mesmo propos uma solução para o problema da
beleza particular percebida pelos sentidos numa multiplicidade, para Platão o
belo não é acessível através da percepção sensível, ou seja, a criação estética
não é criada através da sensibilidade, ela é oriunda de uma intuição intelectual,
e esta só é percebida pelo olho da alma em sua parte racional, desta maneira o
usuário deste espaço não contemplaria a idéia que só é alcançada no mundo
inteligível; Se em Platão o belo relacionava com a visão do olho da alma, agora
em Aristóteles o belo se manifesta no plano da estética, da sensação, sendo
nestes termos exercícios da natureza racional do homem, sem a necessidade
da postulação de um mundo inteligivel das ideias e consequentemente do
demiurgo. Neste caso a composição artistica formulada no espaço proposto
poderá afetar e causar a racionalização do usuário, resulatando no efeito
catartico. Enquanto que Kant afirma que o conhecimento propriamente dito só
se efetiva quando por um lado, as intuições da sensibilidade se ajustam aos
conceitos de pensamento e quando estes por outro nos remetem á experiência
sensível, previamente condicionada pelo espaço e pelo tempo. Desta maneira,
o usuário terá um juízo estético que não necessita de conceitos, ele se coloca
na satisfação da contemplação, ele busca se manter na esfera sensível. A
saber, esses juízos que tem por conteúdo a experiência sensível, não nos dão
a conhecer realidades suprassensíveis absolutas, como são aquelas de que se
ocupa a metafísica, ciências ilusórias, cujo objeto, as primeiras causas e os
primeiros príncipios, é inascessível ao nosso espírito.
A segunda proposta consiste em uma instalação que possui em seu
percurso corredores estreitos com pé direito alto, pintados nas cores vermelho
e preto aludindo ao interior do corpo humano, tendo como função causar
sensações de opressão e repulsa em seus visitantes. O percurso inicia-se em
um espaço circular com vedações de cor vermelha, aludindo à boca, ao sair
desse circulo o visitante entra em um longo corredor que ora se distende e ora
se contrai, remetendo aos movimentos peristálticos do esôfago. Nos perímetros
de contração, o pé direito de uma das paredes laterais foi rebaixado na altura
do olhar permitindo que o visitante visualize no exterior um grande ventilador
que ora expele o ar e ora aspira-o, representando o pulmão e também alguns
tubos vermelhos que aludem às artérias do coração. Este longo corredor
estende-se até o mezanino terminando em um espaço circular que remete ao
estômago onde estão dispostos elementos, quadrados, triangulares e em
espiral de diferentes dimensões que representam os alimentos ingeridos. Após
a visitação desse espaço o observador dirige-se às escadas entrando em outro
corredor com vedações na cor preta. Descendo as escadas o visitante se
depara com uma sequência de curvas sinuosas que representam o intestino
delgado. Para finalizar o percurso o visitante caminha por um corredor com
curvas em ângulo reto que alude ao intestino grosso e reto, onde ao final
encontra a porta de saída.
Perspectiva Mezanino Perspectivas corredores
A representação do interior corpo humano presente nesse trabalho
pode ser fundamentada nas teorias defendidas por Kant. Através de seus
estudos podemos entender que não se faz possível o conhecimento da
essência do corpo humano em si e a representação contemplada torna-se
apenas um objeto criado pelas nossas faculdades mentais que nos propicia
uma afecção de sentimentos, onde o que vemos são apenas aparências
subjetivas geradas em nosso intelecto que nos permite apreender a
experiência. Através desse conceito podemos afirmar que não é possível ao
indivíduo conhecer o que o afeta; ele apenas sabe que é afetado quando é
capaz de criar uma imagem.
Por mais que o objetivo da instalação seja provocar sensações de
opressão e repulsa, as afecções criadas pelo ambiente, também denominadas
fenômenos podem variar de pessoa para pessoa de acordo com o sentimento
de prazer ou desprazer que são singulares e subjetivos e irão exprimir os juízos
de gosto intrínsecos a cada indivíduo.
A sensibilidade que atinge o indivíduo que contempla a instalação
proporcionando a ele a experiência, opera a partir das formas puras do sentir,
sendo elas o tempo e o espaço, gerando as intuições e percepções. Essas
intuições sem um conceito criado pelo intelecto são vagas, mas a união do
fenômeno intuitivo com as categorias do intelecto torna a instalação um objeto
para o indivíduo que o contempla.
A partir do intuito do trabalho de idealizar e projetar uma instalação, em
um espaço pré-determinado pelos professores, que explorasse os sentidos e
sensações das pessoas que passassem por aquele local, o conceito do terceiro
trabalho foi explorar as sensações de desconforto, repulsa e caos utilizando-se
dos sentidos tato e visão.
A estratégia usada para transpor o conceito para o espaço foi a
utilização de materiais que conseguissem causar todas as sensações
pretendidas. Um dos materiais escolhidos foi o barbante para remeter fios de
cabelo, o outro foi o gesso utilizado nos encontros do chão com a parede e da
parede com o teto, para criar o efeito de fundo infinito.
As paredes e o chão são pintados de brancos para reforçar a ideia de
caos. O transeunte tem a possibilidade de interagir com o espaço, tocando nas
formas geradas pelos barbantes e também se utilizando delas para sentar.
(Figuras 3, 4 e 5)

Figura 3: Layout Térreo Figura 4: Layout Mezanino

Figura 5: Perspectiva
Tomando partido da teoria de Aristóteles, este trabalho, que realizou o
projeto de uma instalação, pode ser considerado como objeto estético, pois
segundo este filósofo o objeto estético é aquilo que aguça os sentidos, no caso
deste trabalho, os sentidos que foram explorados são o tato e a visão.
Além dos sentidos, sentimentos também são liberados das pessoas
que transitam pela obra através da catarse (Kátharsis), do momento catártico, a
partir da semelhança entre a imitação – instalação - e o objeto imitado.
Deixando claro que o trabalho não é uma mera imitação, e sim uma criação
que pretende causar no espectador semelhantes sentidos, sensações e
sentimentos.
O conceito da outra instalação gera um contraponto com a descrita
anteriormente, o ambiente criado tem como intuito transmitir a sensação de
conforto e aconchego para os usuários. Um espaço agradável possibilitado
através dos materiais que o compunham. As paredes e o chão foram
revestidos em espuma, transformando o ambiente todo em um espaço
agradável para relaxar. Nichos foram abertos no chão, com intuído que os
usuários pudessem se sentar confortavelmente para uma boa conversa, capaz
de descontrair e fazer com que estes esqueçam seus problemas. Assim como
braços de espuma que surgem em uma das paredes, recriado a sensação do
abraço, capaz de acalmar e confortar quem o utiliza. A iluminação a meia-luz
contribui para ampliar a sensação de bem-estar.

Figura 6 - LAYOUT TÉRREO Figura 7 - LAYOUT MEZANINO


Figura 8 – PERSPECTIVA

De acordo com o juízo estético Platão evidencia que o Belo não é


atingido por meio de uma cadeia de raciocínios, mas pelo desfreio, “não
consciente” inspiração que nos remete a realidade extraterrestre e
extrassensível da Idéa de Belo.
Assim como esta instalação que busca passar o conceito de conforto,
sem que tenha algo descritivo e informativo que o mesmo tente passar tal
sensação, atraves de subterfugios, (material espuma), gera este sentimento no
usuário, esta não era para ser percebida com a visão do olho, mais com a
sensação do toque.
Esta percepção subjetiva visa à modificação do estado do sujeito,
sendo esta particular e por meio da sensibilidade que intuimos os objetos, de
acordo com as percepções dos sentidos, os representamos no espaço e no
tempo, estruturamos as percepções em matéria prima do conhecimento e que
dão origem e possibilitam a experiência sensível conforme Kant.
O espaço e o tempo são para Kant, formas de sentir que estruturam as
percepções ou intuições, máteria prima do conhecimento e que dão origem a
experiência visual, a função do entendimento é sintetizar em conceitos as
intuições da sensibilidade.
O juízo da percepção é próprio do humano que corrige as relações
percebidas, torna o conceito como ato, experiência experimentando distintas
ações diz Deleuze.
A quinta proposta consiste em um ambiente totalmente revestido com
espelhos com a intenção de criar um espaço mais alegre, a fim de abrir
ambientes funcionais, com linhas limpas e iluminadas. A ideia é tornar o
espaço mais brilhante. Pode se dizer que é a construção e a deformação do
espaço. Os espelhos juntos com a fonte de iluminação presente entre os
blocos de espelho tendem a criar uma superfície reflexiva gerando diversas
condições entre os pontos do salão. Desta forma, luzes por trás das paredes
espelhadas passam a criar efeitos através de fissuras presentes na instalação,
sofisticando o ambiente. No espaço há a presença de objetos espalhados que
possuem uma sofisticação e transparência. Os vidros conseguem atuar de
diferentes maneiras na decoração, eles são capazes de ilustrar e modernizar o
ambiente. Essas estruturas são charmosas e desempenham com muito
sucesso funções como suporte, deixando os espaços com aspectos mais leves
e organizados. Além de serem objetos versáteis, seguros e acima de tudo
resistentes que adquirem uma personalidade própria.

Figura 9 – CORTE

Com base nos pensamentos de Aristóteles, onde a filosofia vem da


discordância em relação à teoria do conhecimento proposta por Platão, que
afirmava ser necessário ao filósofo ater-se ao estudo do mundo das ideias
(mudo inteligível). Para Aristóteles, a “alma” não está separada do “corpo, mas
é um componente dele. Colocando de outra forma o conhecimento sendo
percebido pelos sentidos e, então, elaborado pela razão. Ou seja existe uma
interação entre os sentidos e a razão.
Aristóteles caracteriza o processo de conhecimento de forma mais
linear e cumulativa do que Platão, desde as impressões sensíveis até o
pensamento abstrato. Ele diz que, por natureza , todos os homens desejam o
conhecimento, prova disso é o valor que damos aos sentidos, acima de tudo à
visão, porque de todos eles é o que mais nos ajuda a conhecer as coisas nos
revelando muitas diferenças. Depois vem a experiência, seguida da inteligência
e a mudança (transformação.).
Para Aristóteles, o dualismo platônico entre mundo sensível e mundo
das ideias era um artifício dispensável para responder à pergunta sobre o
conhecimento verdadeiro. Nossos pensamentos não surgem do contato de
nossa alma com o mundo das ideias, mas da experiência sensível. "Nada está
no intelecto sem antes ter passado pelos sentidos", dizia o filósofo.
Isso significa que não posso ter ideia de algo sem ter observado
diretamente ou por meio de uma pesquisa científica. Sem isso, as ideias são
apenas palavras vazias de significado. Igualmente vazio ficaria nosso intelecto
se não fosse preenchido pelas informações que os sentidos nos trazem.
Mas nossa razão não é apenas receptora de informações. Aliás, o que
nos distingue como seres racionais é a capacidade de conhecer. E conhecer
está ligado à capacidade de entender o que a coisa é, e no que ela tem de
essencial.

Conclusão

A partir disso, é possível analisar o trabalho acima e até mesmo os


demais onde foi estabelecido um conceito e cada aluno com uma percepção
diferente elaborou um projeto através dos sentidos. Se analisarmos de acordo
com Platão ele diria que essa percepção de realidade esta em pensarmos com
a razão, diferente de Aristóteles que afirma o contrário em que o grau máximo
de realidade está em percebermos ou sentirmos com os sentidos.
Além disso, Platão dizia que as ideias eram inatas, já para Aristóteles
inata era a razão, todos nos nascemos com a razão, que nos dá a capacidade
de ordenar e classificar todas as coisas do mundo conforme percebemos pelos
sentidos.
De acordo com Aristóteles, as coisas apresentam diversos modos de
ser. Cada coisa há uma peculiaridade, podendo ser caracterizado por diversas
categorias, para melhor compreensão ele definiu dez categorias, ou seja, dez
formas de se caracterizar a substância (o sujeito individual): substância,
quantidade, qualidade, relação, tempo, lugar, situação, ação, paixão e
possessão.
Dessa forma, o mundo seria composto de substâncias distintas, mas
que são caracterizadas por categorias comuns a outras substâncias. Segundo
ele, uma substância não é apenas certa quantidade de matéria; ela também
apresenta uma forma. A matéria é um suporte passivo que precisa de uma
forma para tornar-se uma coisa; já a forma é algo que pode ser percebido pela
razão a partir da observação. A substância de cada trabalho, por exemplo
espelhos só é percebida como tal porque conhecemos a forma espelho.
Diferente de Platão que afirma que a verdadeira realidade encontra-se
no mundo das ideias, lugar da essência imutável de todas as coisas. Onde
todos os seres são cópias e se aperfeiçoam a medida que se aproximam do
modelo ideal. Assim, mesmo existindo inúmeros tipos de pessoas, a ideia de
humanidade é una e imutável.
Assim sendo, cada projeto evidencia o pensamento de Aristóteles em
que a transformação é muito importante, como o trabalho foi proposto no
primeiro período de faculdade nos não tínhamos base e/ou conhecimentos
suficientes para executar. Para melhor compreender o filósofo, ele elaborou as
noções de ato e potência, onde o ato seria o estado atual do ser, enquanto a
potência seria aquilo em que o ser se transforma (“devir”), sem que deixe de
ser o mesmo.
Neste caso, nos alunas seriamos o ato enquanto leigas de
conhecimento, no primeiro ano de faculdade, mas potência no final do curso.
Isso se deve as transformações e aos movimentos e não ocorrem por acaso,
ou seja, a natureza essencial de cada ser humano se realiza aos poucos, em
direção ao pleno desenvolvimento daquilo que devemos ser. Tanto para Platão
como para Aristóteles, a plenitude humana coincide com o aperfeiçoamento da
razão.