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Conheça as 12 regras universais e atemporais que abordam as táticas de investimento

utilizadas pelos banqueiros suíços após a Segunda Guerra Mundial.

O livro foi escrito por Max Gunther (1926-1998) e aborda as táticas de investimento utilizadas pelos banqueiros suíços após a
Segunda Guerra Mundial; me recordo de ter ficado impressionada com a simplicidade, objetividade e veracidade dos
princípios ali listados.

Vamos às regras:

1. Preocupação não é doença, mas sinal de saúde. Se você não está preocupado, não está arriscando o bastante.

Claro que depende do seu perfil de risco, né? Mas esqueça essa história de lucro alto com risco baixo. Para obter retornos
agressivos, devemos correr riscos agressivos. Não tem jeito! Você só precisa escolher qual risco quer correr — o que te deixa
menos desconfortável.

2. Realize o lucro sempre cedo demais.

Segundo os autores, lucro no bolso é melhor que lucro voando. Ganhou o que imaginava ganhar, coloque no bolso, e vá
procurar outra oportunidade. Não se apaixone pela posição.

3. Quando o barco começar a afundar, não reze. Abandone-o.

Esse é o mandamento mais difícil de o sujeito seguir. Depois de uma perda, os pequenos investidores mantêm a posição,
tentando recuperar o dinheiro com a mesma ação que gerou o prejuízo, em vez de recuperar o montante com a melhor ação
do momento. É preciso sangue-frio e cabeça no lugar. Perdeu? Zere e parta para outra.

4. O comportamento do ser humano não é previsível. Desconfie de quem afirmar que conhece uma nesga que seja do futuro.

Esse axioma é bem falado por aqui. O mercado é aleatório, e embora ele tenda a seguir alguns padrões, eventos imprevisíveis
podem quebrar correlações e mudar o curso das coisas — e eles acontecem o tempo todo. Esqueça ganhos ou previsões
garantidas. Não temos como prever nada.

5. Até começar a parecer ordem, o caos não é perigoso.

Esta máxima sugere que você não confie em análise gráfica, correlações, história e causalidade. O perigo aqui não é o caos,
mas você acreditar que há ordem onde não há.

6. Evite lançar raízes. Elas tolhem seus movimentos.

Não se apaixone ou odeie suas posições. Não se apegue a nada emocional. São investimentos, que podem dar certo ou não.
Seja racional.
7. Só se pode confiar num palpite que possa ser explicado.

Cuidado ao confiar 100% na sua intuição, pois ela pode ser confundida com esperança.

8. É improvável que entre os desígnios de Deus para o Universo se inclua o de fazer você ficar rico.

Esse é demais! Não se apegue a nada sobrenatural no que diz respeito aos seus investimentos. A sua decisão deve ser
racional.

9. Otimismo significa esperar o melhor, mas confiança significa saber como se lidará com o pior. Jamais faça uma jogada por
otimismo apenas.

Embora sempre torçamos para nossas operações darem certo, temos que entender e saber lidar com o fato de que elas
podem dar errado também. Ao escolher um investimento você deve levar em conta os dois cenários possíveis.

10. Fuja da opinião da maioria. Provavelmente está errada.

As operações da moda atraem os atrasados, que pagam preços altos para entrar na onda “perfeita”. Prefira entrar antes da
manada, e mantenha a conduta de pagar barato por algo que você acha (ou tem certeza) que tem espaço para se valorizar no
futuro.

11. Se não deu certo da primeira vez, esqueça.

Trade bom é trade ganhador. Não deu certo? Procure outra operação.

12. Planejamentos a longo prazo geram a perigosa crença de que o futuro está sob controle. É importante jamais levar muito
a sério os seus planos a longo prazo, nem os de quem quer que seja.

Preocupe-se (muito) mais com suas metas e operações de hoje, em vez de ficar elucubrando sobre o amanhã. O futuro é
incerto, e muito provavelmente seus planos mudarão completamente.

Podemos ver por esses axiomas que o controle mental é uma ferramenta poderosa para torná-lo um bom investidor.

Os operadores de pregão são preparados diariamente para encarar os investimentos com uma disciplina militar, com
completa ausência de emoção.

Você, pequeno investidor, deve fazer o mesmo