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Manual de redação do BB

Índice

Apresentação

pg 2

Redação empresarial Linguagem

pg 3

Parágrafos

pg

3

Numerais

pg 3

Porcentagem

pg

4

Datas

pg 4

Horas

pg

4

Siglas

pg 4

Pontuação

pg

5

Pronomes de tratamento

pg 5

Vocativo

pg

6

Endereçamento

pg 8

Fecho

pg

9

Redação para veículos informativos internos Linha editorial

pg 10

A construção do texto

pg

11

Estrutura do texto jornalístico

pg 13

Títulos

pg

14

Como identificar uma notícia

pg 14

Entrevistas

pg

15

Marcas

pg 16

Siglas, abreviaturas, numerais, datas e horas

pg

16

pg 16

Horário O que não fazer

Novo acordo ortográfico

pg

16

Trema

pg

18

Acentuação

pg

18

Hífen

pg 19

2

Apresentação Este manual busca facilitar o trabalho dos colegas que constantemente preparam textos administrativos, tanto para o âmbito interno como para o externo ao Banco.

Busca facilitar também o trabalho dos colegas que redigem para veículos informativos de comunicação interna: nas unidades estratégicas, para a Agência de Notícias Nacional; nas superintendências para a Agência de Notícias Regional; e nas demais unidades para o Quadro Mural (preparado pelas equipes Ecoa).

É importante ter em mente o código de ética do BB, que prevê a “valorização do processo de comunicação interna de maneira a disseminar as informações relevantes ligadas ao negócio e às decisões corporativas. Os funcionários devem preservar o sigilo e a segurança das informações”.

Bom trabalho!

“Atrasos têm conseqüências funestas” Shakespeare

“Um relato honesto se desenrola melhor se o fazem sem rodeios”

Shakespeare

“A verdadeira eloqüência consiste em dizer tudo o que é preciso e em dizer apenas o que é preciso” La Rochefoucauld

Manual de redação do Banco do Brasil – 6ª edição

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Redação empresarial

Linguagem Deve ser simples, direta e objetiva, que vá direto ao assunto, evitando-se linguagem restrita a determinados grupos, tais como jargões técnicos e palavras ou expressões estrangeiras. Se o uso for inevitável, deve-se destacar os termos estrangeiros, colocando-os em itálico ou “entre aspas”.

Parágrafos Cada parágrafo deve conter apenas uma idéia principal. As informações mais importantes devem estar nos primeiros parágrafos. Devem ser curtos e conter frases na voz ativa e na ordem direta, ou seja, sem intercalações excessivas, sem apostos e sem orações explicativas. Deve-se evitar a presença constante de verbos auxiliares, de adjetivos e advérbios.

Numerais Escreva por extenso os numerais de zero a dez, cem e mil.

A partir de 11, devem ser escritos em algarismos.

No início das frases, os numerais devem sempre ser escritos por extenso (Ex:

Duzentos funcionários pediram aposentadoria. Vinte e dois funcionários foram promovidos).

Nas listas de números, use somente algarismos.

Para mil, milhão, bilhão, prefira a forma mista (Ex: 35 mil títulos, 3 milhões de cartões).

Use algarismos para escrever datas, horas, idades, valores em dinheiro, porcentagem, pesos e medidas (Ex: 9 de junho, 7 anos, R$ 6 mil, 142%, 5%).

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Porcentagem Existem duas grafias (porcentagem e percentagem, porcentual e percentual).

Se houver mais de um número na frase, coloca-se o sinal em todos eles (Ex: A alíquota do imposto passará de 12% para 15% ao ano).

Datas O dia em algarismos e o mês por extenso, sem que o algarismo indicativo do dia seja precedido de zero (Ex: 2 de maio de 1991).

Horas Por extenso (9 horas, 15 horas, das 18 às 24 horas).

Com abreviaturas (8h, 7h30, 5h25).

Sempre precedidas de artigo (à 1 hora, à 1h, às 8 horas, das 16 às 21 horas).

Siglas Restringir o uso de siglas. Optar pelas palavras por extenso.

Na primeira citação de uma sigla, explique seu significado e coloque-a entre parênteses após o nome.

São escritas com letras maiúsculas as siglas que tiverem até três letras e as siglas com quatro letras ou mais, quando se pronuncia separadamente cada uma de suas letras (Ex: GDP, PLR, CDC, CPR, LIC, BC, BNDES, CCBB, CNBB).

Quando formadas com quatro letras ou mais e forem constituídas de sílabas, são escritas apenas com a inicial maiúscula (Ex: Pronaf, Pasep, Proex, Petrobras).

Não utilize pontos intermediários ou pontos finais nas siglas (Ex: BNDES).

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Pontuação

Ponto

É usado em abreviaturas (etc., Ltda., Dr.), exceto nas que fazem parte do

sistema legal de medidas (h, min, m).

Se o ponto final coincide com o ponto de abreviatura, coloca-se apenas um ponto (Ex: Esta é a solicitação que faço a V. Exa.).

O ponto final indica o término de uma frase ou oração.

Ponto-e-vírgula

É um sinal intermediário entre o ponto e a vírgula.

Separa partes de um período em que já existe vírgula.

Separa partes de um período em que existem enumerações, principalmente após dois-pontos.

Dois-pontos Nas citações (Ex: O cliente gostou do produto: "É o melhor produto que há no mercado".).

Nas enumerações eles podem vir seguidos de maiúsculas ou minúsculas, conforme o caso.

Pronomes de tratamento Na redação oficial, os pronomes de tratamento que se referem à segunda pessoa seguem a esta concordância:

a) verbo fica na terceira pessoa (ex: "Vossa Senhoria nomeará o substituto"); b) os pronomes possessivos são sempre da terceira pessoa (ex: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto”); e

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c) os adjetivos devem coincidir com o sexo da pessoa a que se referem (ex.: "Vossa Excelência está atarefado – se for homem "Vossa Excelência está atarefada" – se for mulher).

Vocativo

Nos expedientes externos

O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos chefes de poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo.

a) Excelentíssimo Senhor Presidente da República;

b) Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional; e

c) Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.

O

autoridades, inclusive as que recebem o tratamento de Vossa Excelência, é

exceto os cargos que seguem

Senhor,

descritos.

a ser empregado nas comunicações dirigidas às demais

vocativo

seguido

do

cargo

respectivo,

a) Senhor Senador;

b) Senhor Ministro;

c) Senhor Governador; e

d) Senhor Secretário.

Vossa Excelência Poder executivo

a) Presidente da República;

b) Vice-presidente da República;

c) Ministros de Estado;

d) Secretário-geral da Presidência da República, Consultor-geral da República;

e) Chefe do Estado-maior das Forças Armadas;

f) Chefe do Gabinete Militar da Presidência da República;

g) Chefe do Gabinete Pessoal do Presidente da República;

h) Secretários da Presidência da República;

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i) Procurador-geral da República;

j) Governadores e Vice-governadores de Estado e do Distrito Federal;

k) Chefes de Estado-maior das Três Armas;

l) Oficiais-generais das Forças Armadas;

m)

Ministérios; e

n) Secretário de Estado dos Governos Estaduais e Prefeitos Municipais.

Embaixadores,

Secretário

Executivo

e

Secretário

Nacional

de

Poder legislativo

a) Presidente, Vice-presidente e Membros da Câmara dos Deputados e

do Senado Federal;

b) Presidente e Membros do Tribunal de Contas da União; e

c) Presidente e Membros dos Tribunais de Contas Estaduais, Presidentes e Membros das Assembléias Legislativas Estaduais e Presidentes das Câmaras Municipais.

Poder judiciário

a) Presidente e Membros do Supremo Tribunal Federal;

b) Presidente e Membros Tribunal de Justiça;

c) Presidente e Membros Tribunal Militar;

d) Presidente e Membros Tribunal Superior Eleitoral;

e) Presidente e Membros Tribunal Superior do Trabalho;

f) Presidente e Membros Tribunais de Justiça;

g) Presidente e Membros Tribunais Regionais Federais;

h) Presidente e Membros Tribunais Regionais Eleitorais;

i) Presidente e Membros Tribunais Regionais do Trabalho;

j) Juízes e Desembargadores; e

k) Auditores da Justiça Militar e auditores da Justiça Federal.

Vossa Magnificência Reitores, vice-reitores e pró-reitores de universidades. O pronome deve ser escrito sempre por extenso. O vocativo correspondente é Magnífico Reitor. Abreviatura: V.Maga.

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Religiosos Formas a seguir descritas:

a)

Vossa Eminência: Cardeais;

 

b)

Vossa Excelência Reverendíssima: Arcebispos e Bispos;

 

c)

Vossa

Reverendíssima:

Monsenhores,

Cônegos

e

superiores

religiosos; e

d) Vossa Reverência: Sacerdotes, clérigos e demais religiosos.

Abreviaturas

a) Vossa Eminência: V.Ema.;

b) Vossa Excelência Reverendíssima: Exa.Revma.;

c) Vossa Excelência: V.Exa.;

d) Vossas Excelências: V.Exas.;

e) Excelentíssimo: Exmo.; e

f) Excelentíssima: Exma.

Endereçamento No envelope, o endereçamento

às autoridades

tratadas por Vossa Excelência – para as quais fica abolido o uso do superlativo Digníssimo – deve obedecer à forma dos exemplos a seguir:

das

comunicações

dirigidas

Excelentíssimo Senhor

(Nome

Completo)

Ministro da Fazenda

(Cargo)

Rua

(Endereço)

CEP - Cidade - UF

(Cidade)

Excelentíssimo Senhor

(Nome

Completo)

Juiz de Direito da 10ª Vara Cível (Cargo) Rua (Endereço) CEP - Cidade - UF (Cidade)

Cardeais Eminentíssimo Senhor Dom (nome completo) Cardeal de

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Bispos e Arcebispos

Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor

Dom (nome completo)

Sacerdotes, clérigos e religiosos em geral

Reverendíssimo Senhor

Cargo + nome completo

Demais autoridades e para particulares. Fica abolido o uso do superlativo

Ilustríssimo. No envelope das comunicações a ela dirigidas, o endereçamento deve obedecer à forma do exemplo a seguir:

Senhor

(Nome

completo)

Rua

(Endereço

completo)

CEP - Cidade - UF

(Cidade-Estado)

Fecho

Tem a finalidade de arrematar o texto ou saudar o destinatário, com poucas

palavras. Ex: Atenciosamente (para cartas e ofícios, para autoridades de mesma

hierarquia ou inferior; Respeitosamente, para autoridades superiores.

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Redação para veículos informativos internos

Linha editorial

Agência de Notícias Contempla todo texto que contenha um fato e que desperte interesse pela leitura nas diversas unidades do Banco do Brasil.

Adota-se o padrão de redação jornalística: 1º - escreve-se o fato, 2º - informações importantes, 3º - informações complementares.

Têm prioridade os textos que despertem interesse e atenção da rede de agências

do Banco do Brasil.

Mensagem para funcionários ou em Mensagem para administradores

É todo texto que contenha orientação.

Revista bb.com.você

A revista bb.com.você veicula textos informativos sobre a instituição, sobre

negócios e sobre comportamento, sempre tendo como ponto de vista principal o funcionário do Banco do Brasil.

A revista permite uma maior descontração em seus textos, pois em seu público-

alvo estão os familiares de funcionários.

A revista não pode publicar assuntos ou conteúdos sigilosos, sob risco de

vazamento de informações confidenciais, uma vez que é encaminhada para a

residência dos funcionários.

Boletim Executivo Entrevistas com executivos do BB sobre assuntos e conteúdos estratégicos. Este público deve ser, sempre, privilegiado nas ações de comunicação.

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Seu público-alvo é constituído exclusivamente por gestores de unidades do Banco do Brasil.

A construção do texto São privilegiados os textos que demonstrem maior utilidade (que possam atingir maior número de pessoas), ineditismo e apelo (curiosidade que possa despertar no público).

As matérias devem fugir da impessoalidade e da frieza dos relatórios e das normas técnicas. Devem veicular impressões, opiniões e observações dos protagonistas dos fatos, que contribuem para aumentar a credibilidade da informação e melhorar a comunicação. Deve ser evitado o texto meramente de promoção pessoal ou auto-referencial.

Em matérias de estímulo à participação dos funcionários em campanhas e programas, deve-se evitar o uso de exortações, chavões e apelos, assim como congratulações. Os textos devem apontar a abordagem técnica, com base nos fatos apresentados.

Antes de iniciar o texto, avalie se a divulgação da matéria é importante para o Banco, para a agência, para o funcionário ou se atende apenas ao interesse de uma área especificamente.

Ao redigir, tenha em mente o público leitor, suas características culturais e interesses. Lembre-se de que o mesmo assunto poderá ter abordagens distintas em razão do destinatário e tal adequação é essencial para a eficácia da mensagem.

Escreva com simplicidade. Não obrigue o leitor a fazer exercícios mentais ou recorrer ao dicionário para entender a mensagem.

Faça referência a dados históricos e literários quando necessários para enriquecer o texto e não apenas para mostrar conhecimento.

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Evite prolixidade, ambigüidade, detalhes inúteis ou óbvios, reforçadores de hierarquia, palavras rebuscadas, registros de cortesia, felicitações e parabenizações.

Evite o uso exagerado de verbos na voz passiva e de termos coloquiais.

Evite adjetivar. Limite-se aos adjetivos que definam o fato. O excesso indica subjetividade do redator e desvirtuação da informação, acarretando perda de credibilidade dos veículos.

Cuidado com as rimas, principalmente em "ão" (que são mais perceptíveis, pelo som forte).

Evite expressões como: por outro lado, nada obstante, enquanto isso, ao mesmo tempo, entretanto e portanto. Costumam ser desnecessárias e constituem vício de linguagem.

Empregue letras maiúsculas e minúsculas. Restrinja a utilização de maiúsculas aos casos previstos na norma ortográfica ou neste capítulo.

Não empregue hífen em cargos comissionados, nomes de produtos e serviços do Banco, suas subsidiárias e coligadas.

Não escreva o nome Banco do Brasil seguido de S/A, pois essa forma é restrita a exigências legais.

Escreva com inicial maiúscula as palavras utilizadas em lugar de Banco do Brasil, como Empresa, Organização e Banco.

Empregue a letra maiúscula apenas na primeira letra da primeira palavra e nos casos previstos nas normas ortográficas e nas convenções gramaticais deste capítulo.

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Utilize preferencialmente o tempo presente, exceto quando o texto se referir a fatos distantes no passado ou no futuro.

Redija os textos em modo justificado (alinhados à direita e à esquerda), sem recuo de parágrafo e com espaço de uma linha entre parágrafos.

Use ordem direta: sujeito, verbo e complementos.

Estrutura do texto jornalístico No jargão jornalístico, o primeiro parágrafo é o lead (Saiba mais recorrendo ao Glossário: LIC#600.4.500.264). O lead deve ter duas ou três frases que transmitam ao leitor um resumo completo do fato, com respostas às seis perguntas básicas: o quê, quem, quando, onde, como e por quê. Incremente, nos parágrafos seguintes, com informação sobre como fazer, tornando a notícia útil e relevante para os colegas de agências.

As notícias, de modo geral, são publicadas quando respeitados critérios, segundo os quais motivam o público por se relacionarem ou se referirem a:

Proximidade

Impacto

Conflito

Conseqüências

Humor

Raridade

Progresso

Importância

Rivalidade

Utilidade

Oportunidade

Expectativa

Originalidade

Inovação

Repercussão

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Ao elaborar o texto, garanta a existência do lead, que facilita e agiliza a leitura e observe o seguinte:

a) Disponha as informações em ordem decrescente de importância (princípio da pirâmide invertida). Assim, se for preciso cortar as últimas linhas, o texto não será prejudicado;

b) Use frases curtas e evite intercalações excessivas;

c) Encadeie os parágrafos de maneira harmoniosa;

d) Os parágrafos devem ter em média cinco linhas e no máximo oito; e

e) Resuma suas idéias em no máximo três parágrafos;

Títulos Use títulos com verbo forte (verbo forte é aquele que demonstra ação). Chame a atenção do leitor para o assunto. Se for utilizar um título chamativo, faça com ele contenha o assunto abordado no texto. Seja honesto com o nosso leitor.

O título deve ser jornalístico, ou seja, uma síntese precisa da informação mais importante do texto, contida no lead, preferencialmente com um verbo. Não use pontuação.

Evite a reprodução literal das palavras iniciais do texto.

Sempre use um verbo no título, de preferência na voz ativa.

Use preferencialmente o tempo presente, exceto quando o texto se referir a fatos distantes do passado ou no futuro.

Como identificar uma notícia Um dos pontos que mais exigem o empenho dos comunicadores é a identificação de fatos que podem ser considerados notícias. Uma definição simples de notícia é aquilo que tem interesse para os leitores. O interesse é a palavra-chave nos critérios da informação jornalística.

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Os acontecimentos despertam interesse quando:

- Agregam novos conhecimentos;

- São úteis;

- São atuais;

- Têm proximidade com o público destinatário; e

- Suas conseqüências têm valor para a vida das pessoas.

Os assuntos preferenciais para a notícia são:

- Lançamento de projetos, iniciativas ou produtos;

- Conquistas negociais – desde que sejam relevantes e de interesse amplo;

- Consultas recebidas – costumam revelar pontos problemáticos a serem tratados ou sugerir novas frentes a serem exploradas;

- Dificuldades encontradas pelos funcionários – podem demandar reforço nas orientações; e

- Erros detectados e que mereçam correção.

Em resumo Virtudes de um bom texto – originalidade, simplicidade, objetividade, referência a dados históricos e literários (para enriquecer, nunca para simplesmente mostrar conhecimento), adaptação à cultura da organização e do leitor, respeito pela inteligência do leitor.

Defeitos de um texto ruim – pedantismo, verborragia, ambigüidade, inexatidão, exagero, subjetividade, lugar-comum, repetição, redundância, contradição, detalhes inúteis ou óbvios, humor grosseiro (como trocadilhos), advertências, nariz de cera (abertura de texto que se perde em divagações e comentários genéricos).

Entrevistas Antes de fazer uma entrevista, elabore um roteiro e levante o máximo de informações sobre o tema e o entrevistado.

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Durante a entrevista faça perguntas curtas e diretas. É aconselhável anotar e gravar, para garantir a reprodução fiel das informações. Ao redigir, selecione os momentos mais importantes. O texto deve ser uma transcrição fiel, mas nem sempre completa da entrevista.

Mantenha

literalmente.

entre

aspas

as

declarações

do

entrevistado,

quando

transcritas

Corrija eventuais erros de concordância e substitua termos coloquiais. Lembre-se de que, ao falar, a pessoa está sujeita a erros que não cometeria na linguagem escrita. Nas adequações, cuide para não mudar o estilo da linguagem do entrevistado, pois entrevistas (fabricadas) soam falsas e sem credibilidade.

As entrevistas podem ser “corridas” (em texto discursivo, sempre mencionando a fonte) ou em forma de “pingue–pongue” (com perguntas e respostas).

Marcas Os nomes dos produtos do Banco, de suas subsidiárias e coligadas possuem regras de utilização. Essas regras estão descritas no LIC#600.3.

Siglas, abreviaturas, numerais, datas e horas Utilize as mesmas referências para a redação empresarial (página 3 deste manual).

Horário Informação atrasada não tem leitura. E ainda prejudica a credibilidade do veículo.

Informação adiantada só tem apelo se for relevante.

O que não fazer Retrancas

O uso

(exemplo: “DRS – Ação negocial na Baixada Fluminense”). Seu uso

o título da obrigatoriedade de um verbo

de retranca não livra

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irrestrito empobrece a matéria e, conseqüentemente, a ação de comunicação. Na dúvida, não utilize. Excesso de informações O funcionário lida com um excesso de informações em seu dia-a-dia. Não contribua para esse excesso de informações. Quanto mais coisas para ler e fazer, maior dispersão terá o sujeito. Quanto mais serviço o sujeito tem a fazer, menos tempo tem para ler.

Se há duas ou três matérias sobre um mesmo assunto, o ideal é juntá-las (no Sisbb, separando os diferentes assuntos por “intertítulos”). Para a Intranet, pode-se publicar diversas matérias e relacioná-las numa “matéria- mãe”.

Vícios de linguagem Escreva tendo em mente que o Banco do Brasil lida com diversas realidades de formação de colegas e servidores. Aqueles que lêem os informativos como Agência de Notícias e Quadro Mural, por exemplo, são colegas com diferentes níveis de escolaridade, tais como funcinoários, copeiros(as), adolescentes trabalhadores, estagiários(as), contínuos etc. Assim, por ser tão complicado lidar com a ampla variedade de conhecimentos, utiliza-se o padrão jornalístico de texto. Neste padrão, evita-se o uso de jargões técnicos (economês, jargões da área de finanças, jargões da área de direito, jargões da informática etc.).

Evite também o uso de neologismos. O entendimento do seu texto fica menos claro utilizando-se este recurso (exemplos: impostar, obstaculizar, licar etc.).

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Novo acordo ortográfico

O novo acordo ortográfico faz 21 alterações na língua portuguesa. Entretanto, as mudanças que efetivamente alteram as normas brasileiras são quatro: 1. a inclusão oficial no alfabeto das letras k, w e y; 2. desaparecimento do trema; 3. alterações na acentuação; e 4. alterações no uso do hífen.

Trema O trema (¨) deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados. (Ex:

Sagui, frequentemente, linguiça, tranquilidade; Müller; Mülleriano).

Acentuação Muda a utilização do acento agudo. Ele não será mais utilizado em palavras com ditongos abertos em ‘ei’ e ‘oi’ na penúltima sílaba. (Ex: ideia, jiboia, assembleia, heroica). PS: Nas palavras em que a última sílaba é tônica, como herói, papéis e troféu, será mantido o acento.

Não será utilizado acento no ‘i’ e no ‘u’ fortes depois de ditongos em palavras paroxítonas, como Bocaiuva, feiura e baiuca. Porém, se o ‘i’ e o ‘u’ estiverem na última sílaba, o acento permanece (Tuiuiú, Piauí).

Desaparece o acento agudo no ‘u’ forte nos grupos gue, gui, que, qui: averigue, apazigue, argui e enxague.

Foi eliminado o acento diferencial. A partir de agora grafa-se “para” (do verbo “parar”), da mesma forma que a preposição “para”. (Ex: pela/péla; polo/pólo, pára/ para, côa/côa, pêra/pera). A exceção: fica mantido o acento diferencial em pôr/por e em pôde/pode.

O acento circunflexo também sofreu alterações. Não será mais usado nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbo ver, ler, dar e crer. (Ex: veem, leem, deem, creem).

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Também não será mais utilizado em palavras terminadas com o hiato `oo`. (Ex:

voo, enjoo, perdoo, abençoo)

Hífen Há novas regras para o hífen. Não será utilizado quando a primeira palavra terminar em vogal e a segunda começar com uma vogal diferente (Ex:

aeroespacial, autoestrada). Não será mais usado quando o segundo elemento começar com ‘r’ ou ‘s’. (Ex: contrarregra, antissemita, antirreligioso). Será mantido o hífen quando os prefixos terminarem em "R", ou seja, "Super", "Hiper" e "Inter". Confira no quadro abaixo:

Prefixos

Usa hífen

Não usa hífen

Agro, ante, anti, arqui, auto, contra, extra, infra, intra, macro, mega, micro, maxi, mini, semi, sobre, supra, tele, ultra

Quando a palavra seguinte começa com h ou com vogal igual à última do prefixo:

auto-hipnose, auto-observação

Em todos os demais casos:

autorretrato, autossustentável, autoanálise, antivírus, autoatendimento

Hiper, inter, super

Quando a palavra seguinte começa com h ou com r:

Em todos os demais casos:

hiperinflação, supersônico

super-homem, inter-regional

Sub

Quando a palavra seguinte começa com b, h ou r: sub- base, sub-reino, sub-humano

Em todos os demais casos:

subsecretário, subeditor

Vice

Sempre: Vice-rei, Vice- presidente

Nunca

Pan, circum

Quando a palavra seguinte começa com h, m, n ou vogais: pan-americano, circum- hospitalar

Em todos os demais casos:

pansexual, circuncisão

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Recomendações

Quanto menor o texto, melhor Lembre-se de que o leitor utilizará uma tela para acessar o conteúdo, o que é bem diferente do papel. Portanto, facilite a vida do sujeito e não desperdice o tempo dele. Use de toda a sua concisão e capacidade de síntese para escrever o maior número de informações (relevantes) no menor espaço possível.

Se precisar de mais espaço, crie novos artigos ou páginas e coloque as informações adicionais em “intertítulos” (pequeno título no interior da matéria, para identificar um novo sub-assunto). Faça “links” entre o conteúdo principal e os secundários (na Agência de Notícias da Intranet). Procure escrever parágrafos de cinco linhas, e use intertítulos a cada três/quatro parágrafos.

Aprimore o contexto relacionando matérias e criando links Narrativas no ambiente web (Internet e Intranet) permitem que o usuário vá atrás de informação mais aprofundada (desde que ela esteja acessível e à mão). Logo, é prudente que você permita ao leitor estar mais próximo possível das conexões (matérias secundárias e “links”) que o ajudarão a ter uma idéia maior sobre o contexto daquela informação. Lembre-se que navegar é diferente de aprofundar- se. A primeira pressupõe um passeio pela superfície, enquanto a segunda trabalha com o mergulho atrás da informação mais qualificada.

A Intranet tem vários recursos. Aprenda a usá-los Tem um vídeo da TVBB que complementa as informações do texto? Há uma foto no publicador que “casa” com a história? Aprenda a incluí-los. As páginas que trazem fotos e vídeos são mais interessantes de se ler e facilitam a vida do usuário em diversos aspectos.

Sempre que possível, faça listas. Há as ordenadas e não-ordenadas. São sempre muito úteis. Utilize negrito para grifar palavras importantes.

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Sempre cite suas fontes entre aspas Um dos grandes problemas do ambiente Web é que ele dá a impressão de que a informação não tem dono. Mas tem. Se você produziu uma nota baseada numa notícia de um site, cite qual foi o site de onde a informação se originou. Não há pecado nisso. Ao contrário. O errado é não citar. Esse comportamento induz o leitor a acreditar que foi você quem entrevistou o presidente ou o diretor.

*** Bibliografia Novo Manual de Redação – Folha de São Paulo – São Paulo, 1992 Cartilhoca – Banco do Brasil – Brasília, 1996 Técnicas de codificação em jornalismo – Ed. Ática, 2006 Site Online Journalism Review – University of Southern California, 2007 “A Dozen Online Writing Tips” – Jonathan Dube (CyberJournalist.net), 2008 Folha de São Paulo Online, 2008 Portal g1.globo.com, 2008

Coordenação e Edição Diretoria de Marketing e Comunicação SBS Ed. Sede III, 19º andar Brasília/DF Tels.: 61 3310-3542/3556/1189 Fax: 61 3310- 2440 CEP: 70089-900

Circulação interna 6ª edição, ampliada e revisada, dezembro de 2008 5ª edição, corrigida, novembro de 2008 4ª edição, ampliada e revisada, junho de 2008 3ª edição, revisada, junho de 2006 2ª edição: Brasília, março de 2000 1ª edição: junho de 1999

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