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AGO 1997 NBR 7190
Projeto de estruturas de madeira

ABNT-Associação
Brasileira de
Normas Técnicas

Sede:
Rio de Janeiro
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www.abnt.org.br

Origem: Projeto NBR 7190:1996
CB-02 - Comitê Brasileiro de Construção Civil
CE-02:003.10 - Comissão de Estudo de Estruturas de Madeira
NBR 7190 - Design of wooden structures
Descriptors: Wooden structure. Wood. Design
Esta Norma cancela e substitui a MB-26:1940 (NBR 6230)
Copyright © 1997, Esta Norma substitui a NBR 7190:1982
ABNT–Associação Brasileira
de Normas Técnicas Válida a partir de 29.09.1997
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil
Todos os direitos reservados
Palavras-chave: Estrutura de madeira. Madeira. Projeto 107 páginas

Sumário (CE), formadas por representantes dos setores envol-
Prefácio vidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e
Introdução neutros (universidades, laboratórios e outros).
1 Objetivo
2 Referências normativas Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito
3 Generalidades dos CB e ONS, circulam para Votação Nacional entre os
4 Hipóteses básicas de segurança associados da ABNT e demais interessados.
5 Ações
A transição da NBR 7190:1982 para a que agora se apre-
6 Propriedades das madeiras
senta traz profundas alterações nos conceitos relativos
7 Dimensionamento - Estados limites últimos ao projeto de estruturas de madeira.
8 Ligações
9 Estados limites de utilização De uma norma determinista de tensões admissíveis
10 Disposições construtivas passa-se a uma norma probabilista de estados limites. O
ANEXOS projeto de estruturas de madeira passa a seguir os mes-
A Desenho de estruturas de madeira mos caminhos que os trilhados pelo projeto de estruturas
B Determinação das propriedades das madeiras para de concreto e de aço.
projeto de estruturas
C Determinação de resistências das ligações mecânicas As vantagens da nova formulação dos conceitos de se-
das estruturas de madeira gurança são inúmeras e inegáveis. O dimensionamento
D Recomendações sobre a durabilidade das madeiras em regime de ruptura permite a racionalização da segu-
E Valores médios usuais de resistência e rigidez de algu- rança das estruturas.
mas madeiras nativas e de florestamento
F Esclarecimentos sobre a calibração desta Norma Todavia, a absorção dos novos conceitos demandará al-
Índice alfabético gum esforço por parte dos usuários da nova norma.

Tendo em vista este aspecto da transição, procurou-se
Prefácio dar à nova norma uma redação que facilite a sua aplica-
ção.
A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é
o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasi- Nesse mesmo sentido, além do corpo principal, foram
leiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês elaborados seis anexos, sendo os anexos A, B e C norma-
Brasileiros (CB) e dos Organismos de Normalização tivos, e os anexos D, E e F informativos, que cuidam, res-
Setorial (ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo pectivamente, do desenho das estruturas de madeira,

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2 NBR 7190:1997

dos métodos de ensaio para determinação de proprieda- NBR 7188:1982 - Carga móvel em ponte rodoviária
des das madeiras para o projeto de estruturas, dos méto- e passarela de pedestres - Procedimento
dos de ensaio para determinação da resistência de liga-
ções mecânicas das estruturas de madeira, das recomen- NBR 7189:1983 - Cargas móveis para projeto estru-
dações sobre a durabilidade das madeiras, dos valores tural de obras ferroviárias - Procedimento
médios usuais de resistência e rigidez de algumas ma-
deiras nativas e de florestamento, e da calibração dos NBR 7808:1983 - Símbolos gráficos para projeto de
coeficientes de segurança adotados nesta Norma. estruturas - Simbologia

Na calibração dos coeficientes de segurança procurou- NBR 8681:1984 - Ações e segurança nas estrutu-
se fazer com que, para os esforços básicos de solicitações ras - Procedimento
normais, em um primeiro estágio de aplicação, a nova
norma conduza a resultados equivalentes aos que se NBR 8800:1986 - Projeto e execução de estruturas
obtinham com a antiga norma. de aço de edifícios (Método dos estados limites) -
Procedimento
Quando este estágio tiver sido ultrapassado e o meio
técnico nacional puder discutir objetivamente cada um
NBR 10067:1995 - Princípios gerais de represen-
dos valores adotados em função da experiência adquirida
tação em desenho técnico - Procedimento
com emprego da nova norma, será então possível proce-
der-se à otimização das condições de segurança no pro-
Eurocode nº 5:1991 - Design of Timber Structures
jeto de estruturas de madeira.

Introdução 3 Generalidades

Esta Norma foi elaborada a partir do trabalho realizado 3.1 Projeto
por um grupo de pesquisa formado por docentes da Es-
cola Politécnica e da Escola de Engenharia de São As construções a serem executadas total ou parcialmente
Carlos, ambas da Universidade de São Paulo, ao abrigo com madeira devem obedecer a projeto elaborado por
de um Projeto Temático patrocinado pela FAPESP- profissionais legalmente habilitados.
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São
Paulo. O projeto é composto por memorial justificativo, desenhos
e, quando há particularidades do projeto que interfiram
1 Objetivo na construção, por plano de execução, empregam-se os
símbolos gráficos especificados pela NBR 7808.
Esta Norma fixa as condições gerais que devem ser
seguidas no projeto, na execução e no controle das es- Nos desenhos devem constar, de modo bem destacado,
truturas correntes de madeira, tais como pontes, pon- a identificação dos materiais a serem empregados.
tilhões, coberturas, pisos e cimbres. Além das regras desta
Norma, devem ser obedecidas as de outras normas es- 3.2 Memorial justificativo
peciais e as exigências peculiares a cada caso particular.
O memorial justificativo deve conter os seguintes ele-
2 Referências normativas mentos:

As normas relacionadas a seguir contêm disposições a) descrição do arranjo global tridimensional da es-
que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições trutura;
para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor
no momento desta publicação. Como toda norma está b) ações e condições de carregamento admitidas,
sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam incluídos os percursos de cargas móveis;
acordos com base nesta que verifiquem a conveniência
de se usarem as edições mais recentes das normas cita- c) esquemas adotados na análise dos elementos
das a seguir. A ABNT possui a informação das normas estruturais e identificação de suas peças;
em vigor em um dado momento.
d) análise estrutural;
NBR 6118:1980 - Projeto e execução de obras de
concreto armado - Procedimento
e) propriedades dos materiais;
NBR 6120:1980 - Cargas para o cálculo de estruturas
de edificações - Procedimento f) dimensionamento e detalhamento esquemático
das peças estruturais;
NBR 6123:1988 - Forças devidas ao vento em edi-
ficações - Procedimento g) dimensionamento e detalhamento esquemático
das emendas, uniões e ligações.
NBR 6627:1981 - Pregos comuns e arestas de aço
para madeiras - Especificação 3.3 Desenhos

NBR 7187:1987 - Projeto e execução de pontes de Os desenhos devem ser elaborados de acordo com o
concreto armado e protendido - Procedimento anexo A e com a NBR 10067.

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NBR 7190:1997 3

Nos desenhos estruturais devem constar, de modo bem Fk - valor característico das ações
destacado, as classes de resistência das madeiras a se-
rem empregadas. G - ação permanente, módulo de deformação trans-
versal
As peças estruturais devem ter a mesma identificação
nos desenhos e no memorial justificativo. Nos desenhos Gd - valor de cálculo da ação permanente
devem estar claramente indicadas as partes do memo-
rial justificativo onde estão detalhadas as peças Gk - valor característico da ação permanente
estruturais representadas.
Gw - módulo de deformação transversal da madeira
3.4 Plano de execução
I - momento de inércia
Do plano de execução, quando necessária a sua inclusão
no projeto, devem constar, entre outros elementos, as It - momento de inércia à torção
particularidades referentes a:
K - coeficiente de rigidez (N/m)
a) seqüência de execução;

b) juntas de montagem. L - vão, comprimento (em substituição a l para evitar
confusão com o número 1)
3.5 Notações
M - momento (em geral, momento fletor)
A notação adotada nesta Norma, no que se refere a es-
truturas de madeira, é a indicada em 3.5.1 a 3.5.7. Mr - momento resistente

3.5.1 Letras romanas maiúsculas Ms - momento solicitante

São as seguintes: Md - valor de cálculo do momento (Md , Mrd , Msd)

A - área Mk - valor característico do momento (Mk , Mrk , Msk)

Aw - área da seção transversal bruta da peça de Mu - valor último do momento
madeira
Meng - momento fletor de engastamento perfeito
Awc - área da parte comprimida de Aw
N - força normal (Nd , Nk , Nu)
Awt - área da parte tracionada de Aw

A0 - área da parte carregada de um bloco de apoio Q - ação acidental (variável) (Qd , Qk , Qu)

As - área da seção transversal de uma peça metálica R - reação de apoio, resultante de tensões, resistên-
cia
Asv - área da seção transversal de peças metálicas
submetidas a corte Rc - resultante das tensões de compressão

Asv1 - área da seção transversal de um pino metálico Rt - resultante das tensões de tração
submetido a corte (pino, prego, parafuso)
S - solicitação, momento estático de área
Asn - área da seção transversal de uma peça metálica
submetida a tensões normais (tirantes, montantes) T - momento de torção

C - momento de inércia à torção U - umidade

E - módulo de elasticidade, módulo de deformação V - força cortante (Vu , Vd , Vk), volume
longitudinal
W - carga do vento, módulo de resistência à flexão
Es - módulo de deformação longitudinal do aço
3.5.2 Letras romanas minúsculas
Ew - módulo de deformação longitudinal da madeira

Ewp ou Ewo - módulo de deformação longitudinal pa- São as seguintes:
ralela às fibras da madeira
a - distância, flecha
Ewn ou Ew90 - módulo de deformação longitudinal nor-
mal às fibras da madeira b - largura

F - ações (em geral), forças (em geral) bf - largura da mesa das vigas de seção T

Fd - valor de cálculo das ações bw - largura da alma das vigas

coeficiente de modificação εwc .5.coeficiente de segurança. número de elementos εwn (εw90) .coeficiente de variação h .resistência ao cisalhamento na presença exclu- siva de tensões tangenciais normais às fibras γf .resistência à tração paralela às fibras β (beta) .altura.momento fletor por unidade de comprimento ou εwt .ângulo.deformação específica de retração por secagem da madeira t . espessura de elementos delga- dos ζ (zeta) .valor de cálculo da resistência locamento de um ponto fk .coeficiente de ponderação das ações fwe0 .deformação específica da madeira comprimida l .raio de giração k .resistência à tração normal às fibras γ (gama) . coeficiente. componente de deslocamento de um ponto d . razão fwt90 .resistência da madeira paralelamente às fibras 3.deformação específica paralela às fibras s .valor médio da resistência y .resistência de embutimento normal às fibras γs . braço de alavanca fw0 .excentricidade largura.deformação específica da madeira kmod .deformação específica da madeira tracionada largura. valor médio de uma amostra εwtc . comprimento (pode ser substituído por L para εwcc . desvio-padrão de uma amostra εws .deformação normal específica i .carga distribuída permanente (peso específico deira para evitar confusão com γ coeficiente de segurança δ (delta) . componente de des- fd .resistência ao cisalhamento na presença de (pode ser substituído por g). deformação tangencial tensões tangenciais paralelas às fibras específica fwv90 . coeficiente fwt0 .espaçamento u .carga acidental distribuída r .resistência à tração na flexão γW .coeficiente (em geral) εw . tracionada gura.raio.resistência à compressão normal às fibras α (alfa) .coeficiente de ponderação das resistências dos materiais fwe90 .resistência à compressão paralela às fibras São as seguintes: fwc90 .deformação específica por fluência da madeira evitar confusão com o número 1) comprimida m .diâmetro v .3 Letras gregas minúsculas fwc0 .força normal por unidade de comprimento ou lar.coordenada fw . velocidade.coordenada adimensional (z/L) .resistência de embutimento paralelo às fibras γm .espaçamento.carga de vento distribuída.vão.coordenada.valor característico da resistência x .coeficiente de minoração da resistência da ma- g .deformação específica por fluência da madeira n .tempo em geral.coeficiente de minoração da resistência do aço fwtM . peso específico fwv0 .deformação específica normal às fibras q .coordenada fm . componente de deslocamento de um ponto f . índice de rigidez = I/L εwp (εw0) . Cópia não autorizada 4 NBR 7190:1997 c . massa.resistência da madeira z .resistência de um material w .força cortante por unidade de comprimento ou e .perímetro. espessura ε (épsilon) .ângulo.

razão.tensão normal (σd . .equilíbrio t .tempo u .coordenada relativa (x/L) cav .σk.coeficiente.deve ser evitada ext .máximo c .variável i .número 3.superior ef .coeficiente inf .5.admissível ν (nü) .material.viga j .inicial.anel ξ (csi) . fluência mín.limite b . vento.lateral São os seguintes: lim .pino.densidade básica eq .aço.índice de esbeltez = Lo/i São os seguintes: µ (mü) .mínimo d .rotação.valores efetivos.inferior ω (omega) .6 Índices especiais k . média de uma população adm .crítico ρ (ro) .aderência máx.último C . ângulo 3. transversal t .estimado τw .característico São os seguintes: m .excepcional υ (üpsilon) . núcleo vig . σu). momento fletor relativo adimensional.escoamento dos aços θ (theta) . valores existentes s . desvio-padrão de uma população esp .4 Índices gerais lat .concreto.total f . média br . força normal relativa amb .externo ψ (psi) .especificado τ (tau) .madeira.cisalhamento G . .coeficiente de Poisson.massa específica (densidade) eng . τk.de cálculo sup . coeficiente. alma das vigas (y/L) y .tensão tangencial (τd. velocidade angular int .tração.mesa da viga de seção T var .coeficiente de atrito.5.interno 3.deve ser evitada cal .valores decorrentes de ações permanentes .equilíbrio (para umidade) σ (sigma) .calculado π (pi) .efetivo tot . prego ou parafuso ef .cavilha ο (ómicron) .5 Índices formados por abreviações λ (lambda) .emprego matemático apenas cri . retração eq .contraventamento (bracing) p .Cópia não autorizada NBR 7190:1997 5 η (eta) . τu) est .classe de utilização v . coordenada adimensional w . compressão.tensão tangencial na alma da viga exc . torção.ambiente adimensional anel .5.engastamento ρbas .

impacto de veículos ou ações humanas impró- prias. 6. repetição ou duração rança: causam efeitos estruturais que não respeitam as con- dições especificadas para o uso normal da construção. . em ensaios dos materiais Em casos especiais. a) deformações excessivas.4 Aceitação da estrutura Sd ≤ Rd Satisfeitas as condições de projeto e de execução desta onde a solicitação de cálculo Sd e a resistência de cálculo Norma. a um custo razoável de manutenção. usualmente devem ser considerados os esta- dos limites últimos caracterizados por: T . do uso da construção. respectivamente. ser eliminado. que afetem a utilização zação. normal da construção. simultaneamente. ela deve tados limites de utilização caracterizados por: suportar todas as ações e outras influências que po- dem agir durante a construção e durante a sua utili.1 Situações previstas de carregamento 4.2 Estados limites Rk Rd = k mod 4. no todo ou em parte. prejudiquem o funcionamento de equipa- 4. no todo ou em parte. cálculo Rd como uma fração da resistência característica Rk estimada experimentalmente. A aceitação da madeira para execução da estrutura fica pela obediência às condições analíticas de segurança subordinada à conformidade de suas propriedades de expressas por resistência aos valores especificados no projeto.3 Aceitação da madeira para execução da estrutura limites será garantida pelo respeito às condições cons- trutivas especificadas por esta Norma e. a estrutura poderá ser aceita automaticamente Rd são determinadas em função dos valores de cálculo por seu proprietário. desconforto aos usuários ou causem danos à cons- Os danos potenciais devem ser evitados ou reduzidos trução ou ao seu conteúdo. permite-se tomar a resistência de empregados ou da própria estrutura.valores na flexão 4. 4. os danos causados à estrutura não devem ser des- b) vibrações de amplitude excessiva que causem proporcionais às causas que os provocaram.1.7 Simplificação estrutura como corpo rígido.3 Condições de segurança uniões e ligações. explosão. ela deve permanecer ou que são indícios de comprometimento da durabilidade adequada ao uso previsto. pelo emprego de concepção estrutural adequada e de detalhamento eficiente das peças estruturais e de suas 4. a) com probabilidade aceitável. em sistema hipostático. Assim. usualmente devem ser considerados os es- b) com apropriado grau de confiabilidade. os símbolos devem ser empregados com o menor número possível b) ruptura ou deformação plástica excessiva dos de índices. materiais. o índice w para madeira. 4 Hipóteses básicas de segurança d) instabilidade por deformação. como da construção. a decisão a ser tomada será baseada na revisão do projeto e. 4.1. tendo-se em vista o custo da construção. de construção admitido e o prazo de referência da duração esperada.4. No projeto.2 Situações não previstas de carregamento mentos ou instalações ou causem danos aos ma- teriais de acabamento ou às partes não estruturais Na eventual ocorrência de ações excepcionais. admitida a 3. R .3 Estados limites de utilização Toda estrutura deve ser projetada e construída de modo a satisfazer aos seguintes requisitos básicos de segu.2 Estados limites últimos Q .1 Requisitos básicos de segurança e) instabilidade dinâmica (ressonância).2. com os valores de kmod e γw especificados em 6. 4. eventualmente.2. global ou parcial.1 Estados limites de uma estrutura γw Estados a partir dos quais a estrutura apresenta desem.temperatura a) perda de equilíbrio.1. tomática.Cópia não autorizada 6 NBR 7190:1997 M . A segurança da estrutura em relação a possíveis estados 4.5. sendo 4. Estados que por sua ocorrência.valores resistentes (pode ser substituído por r) S . de suas respectivas variáveis básicas de segurança. Quando não houver motivo para dúvidas. Quando não houver a aceitação au.5.2.valores solicitantes (pode ser substituído por s) No projeto. comprometam seu aspecto estético.1.4 e penhos inadequados às finalidades da construção.valores decorrentes de ações variáveis Estados que por sua simples ocorrência determinam a paralisação. freqüentemente pode c) transformação da estrutura.4.

As forças Admite-se que um carregamento normal corresponda à são consideradas como ações diretas e as deformações classe de carregamento de longa duração.1 Tipos de ações Um carregamento é normal quando inclui apenas as ações decorrentes do uso previsto para a construção. .1.1. ações variáveis de natureza ou intensidade especiais. que um carregamento As cargas acidentais são as ações variáveis que atuam especial corresponda à classe de carregamento definida nas construções em função de seu uso (pessoas. especial considerada. durante praticamente toda a vida da cons- ou média duração terão seus valores atuantes reduzidos.2. Das ações variáveis. variação é significativa durante a vida da construção.1. duração igual ao período de referência da estrutura. de acordo com 5.1 Carregamento normal 5.1 Situações a considerar ser combinadas de diferentes maneiras. que ocorrem com valores constantes ou de pequena variação em torno de sua Em um carregamento normal. que um carregamento excepcional corresponda à classe de carregamento de As ações variáveis móveis devem ser consideradas em duração instantânea.1. 5. As ações são as causas que provocam o aparecimento de esforços ou deformações nas estruturas. podendo ter impostas como ações indiretas.2. Cópia não autorizada NBR 7190:1997 7 5 Ações 5. não sendo necessá- na combinação considerada. A classe de carregamento de qualquer combinação de ações é definida pela duração acumulada prevista para Para cada estrutura particular devem ser especificadas a ação variável tomada como a ação variável principal as situações de projeto a considerar. que um carregamento pelos respectivos coeficientes de ponderação das ações.2. pela duração acumulada prevista para a ação variável liário. 5.2 Carregamentos 5. cujos efeitos superam em intensidade os efeitos produ- zidos pelas ações consideradas no carregamento normal. 5. As ações incluídas em cada combinação devem ser consi- deradas com seus valores representativos. tanto em relação a estados limites últimos quanto em relação a estados limites de utilização. são consideradas apenas as excepcionais que podem provocar efeitos catastróficos. situações transitórias e situações excepcionais. estabe.1.1. que têm duração extrema- mente curta e muito baixa probabilidade de ocorrên- cia durante a vida da construção.4.2 Cargas acidentais Admite-se.3. a fim de que a resistência da madeira possa ser consi- derada como correspondente apenas às ações de longa b) ações variáveis. ocorrência de estados limites últimos já durante a cons- trução.1. que ocorrem com valores cuja duração. em todos os tipos de construção. Ele sempre deve ser considerado na verificação da segu- As ações podem ser: rança. deradas as seguintes situações de projeto: situações du- radouras. mobi. mas que devem Um carregamento é especial quando inclui a atuação de ser consideradas no projeto de determinadas estru.4. no projeto das estruturas. turas. suas posições mais desfavoráveis para a segurança. de acordo com 5. etc).2. trução.3 Situações de projeto Um carregamento é especificado pelo conjunto das ações que têm probabilidade não desprezível de atuação simul- tânea. As classes de carregamento rio levar em conta as três possíveis situações de projeto estão especificadas na tabela 1 .4 Carregamento de construção A aplicação de ações variáveis ao longo da estrutura po- de ser feita de acordo com regras simplificadas. Admite-se. as eventuais ações de curta média. a) ações permanentes. 5.1 Definições 5. Em cada tipo de carregamento as ações devem 5. multiplicados Admite-se. Um carregamento é excepcional quando inclui ações dade. podem ser consi- tura. de construção corresponda à classe de carregamento definida pela duração acumulada da situação de risco. vento.2 Carregamento especial c) ações excepcionais. Um carregamento de construção é transitório e deve ser lecidas em normas que consideram determinados tipos definido em cada caso particular em que haja risco de particulares de construção.4 Classes de carregamento 5. 5.4. a fim de serem determinados os efeitos mais desfavoráveis para a estru. veículos.3 Carregamento excepcional As ações permanentes são consideradas em sua totali. parcelas que produzem efeitos desfavoráveis para a se- gurança. Em princípio. de acordo com 5.3 Combinações de ações 5.

quando existem ações variáveis para as quais haja necessidade dessa consideração. podem ser definidos dois valores. para a verificação da segu. definida em 6. pode ser exigida a verificação da 5.4 Situações excepcionais médio Gm. e o valor característico inferior Gk.inf.2 Valores característicos dos pesos próprios As situações transitórias são as que têm duração muito Os valores característicos Gk dos pesos próprios da estru- menor que o período de vida da construção. que deve ser explicitamen- te especificado para o seu projeto.3 Valores característicos de outras ações permanentes segurança em relação a estados limites de utilização. Os valores reduzidos de combinação são determinados a partir dos valores característicos pela expressão ψ0Fk e As situações excepcionais devem ser explicitamente es. Em casos especiais. menor que o valor 5. Os valores característicos Fk das ações variáveis são os As situações duradouras são consideradas no projeto especificados pelas diversas normas brasileiras referen- de todas as estruturas. é considerado apenas nos casos em que a segurança diminui com a redução da ação permanente aplicada.sup. ações excepcionais contempladas não puder ser garan- tida de outra forma.4 Valores representativos das ações As situações duradouras são as que podem ter duração 5. para os estados limites de utilização. ções de longa duração (combinações quase permanen- tes) ou as combinações de média duração (combinações Para as ações variáveis entende-se que Fk seja o valor freqüentes). maior que o valor médio Gm.1 Valores característicos das ações variáveis igual ao período de referência da estrutura. devem ser Nas situações transitórias.4.Classes de carregamento Ação variável principal da combinação Classe de carregamento Duração acumulada Ordem de grandeza da duração acumulada da ação característica Permanente Permanente Vida útil da construção Longa duração Longa duração Mais de seis meses Média duração Média duração Uma semana a seis meses Curta duração Curta duração Menos de uma semana Duração instantânea Duração instantânea Muito curta 5. Elas são consideradas somente na verificação da terístico superior Gk. (combinações especiais).sup.3 Situações transitórias 5. Quando não existir regulamentação específica.3.4. em geral é considerada ape- consideradas as correções incluídas naquela seção. ou a modificação da concep- ção estrutural adotada. . de diferentes naturezas.2.3.3. As situações excepcionais de projeto somente devem como quando a ação permanente tem um efeito estabi- ser consideradas quando a segurança em relação às lizante. Para outras ações permanentes que não o peso próprio considerando combinações de ações de curta duração da estrutura. são empregados nas condições de segurança relativas pecificadas para o projeto das construções particulares a estados limites últimos. Cópia não autorizada 8 NBR 7190:1997 Tabela 1 . O valor característico inferior Gk. nas a verificação relativa a estados limites últimos. característico nominal deverá ser fixado pelo proprietário se apenas as combinações últimas normais de carrega.4 Valores reduzidos de combinação (ψ de proteção da construção. as combina. A madeira é considerada com umidade as estruturas de construções que podem estar sujeitas a U = 12%. Quando o valor do peso específico for determinado a partir da densidade básica. da obra ou por seu representante técnico para isso qualifi- mento e. um valor rança em relação aos estados limites últimos consideram.2 Situações duradouras 5. tes aos diferentes tipos de construção. característico superior. Nas situações duradouras. como o emprego de elementos físicos ψ0Fk) 5.inf segurança em relação a estados limites últimos.4. algum carregamento especial.4. As situações excepcionais têm duração extremamente Em geral. tura são calculados com as dimensões nominais da es- trutura e com o valor médio do peso específico do material As situações transitórias são consideradas apenas para considerado. no projeto é considerado apenas o valor carac- curta. cado. o valor (combinações raras) ou combinações de duração média característico superior Gk. 5.1.

arquivos.6 0. Tabela 2 .Fatores de combinação e de utilização Ações em estruturas correntes ψ0 ψ1 ψ2 .Bibliotecas. como a principal. ou de longa duração. culo.1 Ações usuais Na falta de determinação experimental específica. racterísticos.Pontes de pedestres 0.5.4 elevadas concentrações de pessoas .Pressão dinâmica do vento 0. probabilidade de ocorrência simultânea de duas ações características de naturezas diferentes.7 0.8 0. não deve diferir de a) carga permanente. admite-se 5. ambas com seus f) força centrífuga. mais de 10 do peso próprio inicialmente admitido no cál- b) cargas acidentais verticais. Na avaliação do peso próprio da estrutura. simultânea de ambas.8 0.6 0. 0.4 0.Pontes rodoviárias 0. e os valores quase per. entram com seus valores reduzidos de combinação ψ0Fk.5 Ações nas estruturas de madeira que a madeira esteja na classe 1 de umidade. entrando com seu valor característico Fk.7 0.4.Locais onde há predominância de pesos de equipamentos fixos.6 0.41) 1) Admite-se ψ2 = 0 quando a ação variável principal corresponde a um efeito sísmico.5. 5. O peso próprio real. Por isto.Variações uniformes de temperatura em relação à média anual local 0.4. sendo muito baixa a probabilidade de ocorrência gando-se os valores freqüentes. Cópia não autorizada NBR 7190:1997 9 Os valores ψ0Fk levam em conta que é muito baixa a e) forças longitudinais.2 0 Cargas acidentais dos edifícios ψ0 ψ1 ψ2 . representados pelo impacto vertical.5. ou de média duração.4 0.5 Valores reduzidos de utilização rados como componentes de uma mesma ação variável.5 0.6 Cargas móveis e seus efeitos dinâmicos ψ0 ψ1 ψ2 . manentes. calculados pela expres- são ψ2Fk. .2 Cargas permanentes 5. avaliado depois do di- mensionamento final da estrutura.6 Fatores de combinação e fatores de utilização A carga permanente é constituída pelo peso próprio da estrutura e pelo peso das partes fixas não estruturais. em cada combinação de ações. do peso próprio da madeira. o peso próprio das peças metálicas de união pode ser estimado em 3% d) impacto lateral.21) .21) . as ações variáveis são consideradas com va. devem ser conside- 5.3. 5.3 0. valores característicos. definida em 6. com seus respectivos valores ca- calculados pela expressão ψ1Fk. rentes.2 nem de elevadas concentrações de pessoas . além de outras cadas em 6. e as demais ações variáveis de naturezas diferentes As cargas acidentais verticais e seus efeitos dinâmicos. empre. Na verificação da segurança relativa a estados limites de As cargas acidentais verticais e a ação do vento devem utilização. Nas estruturas pregadas ou parafusadas.5 para as diferentes classes de resistência que possam agir em casos especiais: da madeira.3 . impacto lateral. ser consideradas como ações variáveis de naturezas dife- lores correspondentes às condições de serviço.6 0. ou de 0. c) impacto vertical. uma ação característica variável é considerada g) vento.5 0.4 0.Pontes ferroviárias (ferrovias não especializadas) 0.1.3 0. for- ças longitudinais e força centrífuga. per- No projeto das estruturas correntes de madeira devem mite-se adotar os valores da densidade aparente indi- ser consideradas as ações seguintes.Locais em que não há predominância de pesos de equipamentos fixos. Os valores usuais estão especificados na tabela 2. oficinas e garagens 0.

a força longitudinal será consi- onde L .0 m acima da superfície de rolamento. ma do topo dos trilhos. para se levar em conta a maior re. 5. . nem nos passeios das pontes. apenas o que produzir maiores so- . ou. devendo conside- rar-se. no caso de placas.6 Força longitudinal As cargas acidentais são fixadas pelas NBR 6120. tipo. os valores caracte. licitações.75.1. em pontes para bitola larga centrada. de longa duração. sem im- pacto. pacto. os acréscimos de 6 000% .em pontes ferroviárias.7 Força centrífuga em 5. vertical serão multiplicados por 0. a força longitudinal devida à ace- NBR 7187.1 .5. é o menor de seus maior dos seguintes valores: 5% do carregamento total dois vãos teóricos.4 m aci- citações devido ao impacto vertical. ou por outras normas leração ou à frenação do trem será considerada com o que venham a se estabelecer para casos especiais. a força centrífuga será Nas peças metálicas. sem im- Nas pontes. os acréscimos como especificado pela NBR 7187. de solicitação nas peças de madeira devidos à força lon- gitudinal serão multiplicados por 0.2. A força longitudinal em princípio é uma carga de curta deira. a força centrífuga será considerada atuando no centro de gravidade do cami- De acordo com 5. na verificação da segurança Nas peças metálicas. Nas pontes ferroviárias. os acréscimos de será considerada a totalidade dos esforços devidos à solicitação nas peças de madeira devidas ao impacto força longitudinal. e será tomada com o valor característico convencional ção.1. suposto 2. pela relação em relação a estados limites últimos. ou para a estrutura.2. duração.8% para R ≤ 600 m e 4 800% para R > 600 m. NBR 7188 e NBR 7189. α ϕ = 1 + 40 + L Nas pontes rodoviárias. Esta força longitudinal deve ser aplicada. O peso do veículo é considerado com impacto solicitação nas peças de madeira devidos ao impacto la. no centro de gravidade do trem. em relação a estados limites últimos. será considerada a totalidade dos esforços devidos ao suposto a 1.12% para curvas de raio R ≤ 1 000 m e é equiparado a uma força horizontal normal ao eixo da R linha e atuando no topo do trilho como carga móvel con. rança em relação a estados limites últimos. entre os dois. vertical. O impacto lateral em princípio é uma carga de curta du- ração. R em pontes para bitola métrica (1. por via de tráfego. a força longitudinal é considerada como se fosse Não se considera o impacto vertical nos encontros.3 Cargas acidentais verticais Nas peças metálicas. não se soma o efeito do (1.em pontes rodoviárias com soalho de ma. rísticos das cargas móveis verticais devem ser multipli- cados pelo coeficiente No caso de via múltipla. considerada atuando no centro de gravidade do trem. impacto lateral ao da força centrífuga. Nas pontes ferroviárias em curva.5. conforme estabelece 5. inclusive nos elementos de ligação. da em porcentagem da carga móvel.4 Impacto vertical A força longitudinal será considerada aplicada. e será avalia- impacto vertical.5.6 m acima do topo dos trilhos. para R > 1 000 m. nhão tipo.00 m). é o vão teórico do tramo da derada com o valor característico convencional igual ao ponte em metros e. para se levar em conta o acréscimo de soli. o impacto lateral é considerado como se fosse uma igual a 20% do peso deste veículo.2. acrescida do impacto vertical. 30% do peso do caminhão- α = 50 . Em pontes em curva. para se levar em conta a maior re- de concreto ou asfalto. R teral serão multiplicados por 0. carga de longa duração e na verificação da segurança para raios até 300 m e para valores maiores.5.em pontes rodoviárias com soalho revestido De acordo com 5. α = 20 .75.5. com os seguintes valores característicos conven- 5. α = 12 .5 Impacto lateral cionais: O impacto lateral. a força longitudinal deve ser considerada em apenas uma das linhas. inclusive nos elementos de ligação. inclusive nos elementos de ligação será considerada a totalidade dos esforços devidos ao As cargas acidentais verticais são consideradas como impacto lateral.60 m). suposto 2. a 2. 25% do peso total sobre os eixos motores para o esforço de aceleração. 12 000% . Nas pontes rodoviárias em curva. pilares uma carga de longa duração e na verificação da segu- maciços e fundações. A fim de se levar em conta a maior resistência da madeira para cargas de curta duração. sistência da madeira sob ação de cargas de curta dura- ção. e valor característico convencional igual ao maior dos se- devem ser dispostas nas posições mais desfavoráveis guintes valores: 15% da carga móvel para frenação. sendo: do tabuleiro com carga móvel uniformemente distribuída.75 . 5. para cada via de tráfego. só considerado nas pontes ferroviárias. no caso de vigas. Cópia não autorizada 10 NBR 7190:1997 5. sistência da madeira sob ação de cargas de curta dura.0 m acima da superfície de rolamento.

em princípio é uma carga de curta duração. o vento sobre estes será fixado com o valor característico convencional 5. ações permanentes de pequena variabilidade. será considerada a totalidade dos esforços devidos à força centrífuga. limites últimos. são ponderadas pelo mesmo coeficiente γg. Para uma dada ação permanente. o valor γf = 1. aplicado a 1. c) nas pontes para pedestres.75 .85 m acima do piso.2 Composição dos coeficientes de ponderação das ações Nas peças metálicas.6. o índice do coeficiente γf pode ser alterado para viárias. 5. será fixado com o valor característico Quando se consideram estados limites de utilização. . tindo que algumas de suas partes possam ser majoradas ção. independente da primeira. peso da madeira classificada estruturalmente cujo rada de curta duração e os seus valores são os estabele. γε). salvo indicação em contrário. respectivamente para as ações per- dos trilhos. A ação do vento. aplicado a 0. nas pontes rodoviárias. os nominal de 2 kN/m. para se levar em conta a maior re. γε. aplicado a 2. para as ações diretas variáveis e para os efei- acima do topo dos trilhos. inclusive nos elementos de ligação. agindo com seu valor característico. identificar a ação considerada. expressa em norma 5.75 .2.6. avaliação dos efeitos das ações. devem ser tomados com os valores básicos a seguir indicados: A carga no guarda-corpo é considerada de curta duração.00). nas pontes ferro. γq. na verificação da segurança em relação a estados dos valores representativos. os coefi- cientes γf de ponderação das ações podem ser tomados como o produto de dois outros γf1 e γf3 (o coeficiente de 5. peso específico tenha coeficiente de variação não cidos pelas normas específicas correspondentes.8 kN/m.0.60 m) e a 2. O coeficiente parcial γf1 leva em conta a variabilidade das A ação do vento sobre as edificações deve ser conside. (1. (γG. inclusive nos elementos de ligação.4 m acima do topo γg.Ações permanentes de 1. as solicitações nas peças de madeira devidas à a componente vertical é considerada como uma ação e a ação do vento serão multiplicadas por 0. os acréscimos de solicitação nas peças respectivos coeficientes de ponderação γf.1 Definição De acordo com 5. multiplicando-os pelos limites últimos. superior a 10%.6 Valores de cálculo das ações ração. na verificação da segurança em relação a estados e outras minoradas. seja por deficiência do método de cálculo empre- A ação do vento sobre os veículos e pedestres nas pon. Cópia não autorizada NBR 7190:1997 11 A força centrífuga em princípio é uma carga de curta du.5.2 m acima da su. com valor característico . a) ações permanentes de pequena variabilidade No guarda-corpo das pontes admite-se que possa atuar uma força horizontal distribuída.5. salvo exigência em contrário. γQ.5.9 Carga no guarda-corpo particular. horizontal como outra ação. 5. tes deve ser considerada da seguinte forma: Tendo em vista as diversas ações levadas em conta no a) o esforço do vento sobre o trem. 5. Quando se consideram estados limites últimos. no caso de bitola métrica tos das deformações impostas (ações indiretas). cipal.8 Vento combinação ψ0 faz o papel do terceiro coeficiente. que seria indicado por γf2). gado.10 Carga no guarda-roda Considera-se como de pequena variabilidade o A carga no guarda-roda das pontes rodoviárias é conside.1.4 Estados limites últimos . de madeira devidos à força centrífuga serão multiplicados por 0. no caso de bitola larga (1.2. adotam-se os valores indicados na tabela 3. Os valores de cálculo Fd das ações são obtidos a partir ção. projeto. será considerada a totalidade dos esforços devidos à Os coeficientes de ponderação γg relativos às ações per- ação do vento. manentes que figuram nas combinações últimas de ações. todas as suas parcelas De acordo com 5. resultando os símbolos cional de 3 kN/m.0 m manentes. será fixado com o valor característico conven. 5. expressa em norma especial.6.para o peso próprio da estrutura e para outras nominal de 1 kN/m. coeficientes de ponderação das ações são tomados com perfície de rolamento. não se admi- sistência da madeira sob ação de cargas de curta dura.3 Estados limites de utilização b) o esforço do vento sobre os veículos. apenas na combinação de ações de longa duração em que o vento representa a ação variável prin- Para os materiais sólidos que possam provocar empuxos. ações e o coeficiente γf3 considera os possíveis erros de rada de acordo com a NBR 6123. 5. Nas peças metálicas. para se levar em conta a maior re- sistência da madeira sob ação de cargas de curta dura. seja por problemas cons- trutivos.1.6.

como os permanentes não estruturais e dos equipamentos efeitos de recalques de apoio e de retração dos fixos.k o valor característico da ação variável As ações variáveis que tenham parcelas favoráveis e considerada como ação principal para a combinação desfavoráveis.k + ∑ ψ0j FQj. Em casos especiais devem ser consideradas duas cações em contrário.0 Excepcionais γg = 1. favoráveis e na outra que sejam favoráveis à segurança. em uma vem ser tomados com os valores básicos indicados na delas. devem ser consideradas conjuntamente co. quando o materiais.2 γε = 0 construção Excepcionais γε = 0 γε = 0 5. .2 γg = 0. todos considerados globalmente.9 1) Podem ser usados indiferentemente os símbolos γg ou γG. considerada e ψ0j FQj.k os valores reduzidos de combi- radamente.0 γg = 1. admite-se que as ações permanentes sejam des- tabela 6. m  n  Fd = ∑ γ Gi FGi. Tabela 5 .Ações variáveis 5. Cópia não autorizada 12 NBR 7190:1997 b) ações permanentes de grande variabilidade totalidade dos pesos permanentes.6 .k representa o valor característico das ações permanentes.2 γε = 0 Especiais ou de γε = 1.1 γg = 1. nação das demais ações variáveis.para as ações permanentes indiretas. combinações referentes às ações permanentes.5 Estados limites últimos .9 construção construção Excepcionais γg = 1. .para as ações permanentes de grande variabi- c) ações permanentes indiretas lidade e para as ações constituídas pelo peso pró- prio das estruturas e dos elementos construtivos .7.1 Combinações últimas normais majoram os valores representativos das ações variáveis que produzem efeitos desfavoráveis para a segurança da estrutura. expressa em norma particular.4 γg = 0.0 Normais γg = 1.4. adotam-se os valores indicados na ta- peso próprio da estrutura não supera 75% da bela 5. FQ1. onde FGi.9 Especiais ou de Especiais ou de γg = 1. i=1  j= 2  voráveis não são consideradas nas combinações de ações.k + γ Q FQ1. Tabela 3 .7 Combinações de ações em estados limites últimos Os coeficientes de ponderação γQ das ações variáveis 5.Ações permanentes de grande variabilidade variabilidade Para efeitos1) Para efeitos Combinações Combinações Desfavoráveis Favoráveis Desfavoráveis Favoráveis Normais γg = 1.3 γg = 1. que fisicamente não possam atuar sepa.Ações permanentes indiretas Para efeitos Combinações Desfavoráveis Favoráveis Normais γε = 1. salvo indi.k  As parcelas de ações variáveis que provocam efeitos fa. adotam-se os valores da tabela 4.3 γg = 0.Ações permanentes de pequena Tabela 4 .2 γg = 1. acordo com 5.6. Os coeficientes de ponderação γQ relativos às ações va- riáveis que figuram nas combinações últimas. de. determinados de mo uma ação única.

FQ1.2 Especiais ou de construção γQ = 1.k + ∑ ψ 1j FQj.6.k m n i=1 j=1 Fd. caso em que ψ0j. limites de utilização e aos estados limites últimos. . as demais ações podem ser consideradas com ração.k + ∑ ψ 2j FQj.k representa o valor característico da ação variável considerada como principal para a situação tran.3 Combinações de curta duração sitória. são consideradas quando. onde os coeficientes ψ2 estão dados em 5. 5.4 Combinações de duração instantânea 5.8. Cópia não autorizada NBR 7190:1997 13 Tabela 6 .1 Combinações de longa duração As combinações de duração instantânea consideram a existência de uma ação variável especial FQ.2 Combinações últimas especiais ou de construção respondentes à classe de longa duração. todas as ações variáveis atuam mente definida para esta combinação. a ação variável principal FQ1 atua m n com seu valor característico e as demais ações variáveis Fd = ∑ γ Gi FGi. res- as demais ações variáveis atuam com seus valores cor.ef FQj. salvo quando a ação principal FQ1 tiver um tempo As combinações de curta duração.k  m n i=1  j= 2  Fd.k atuam com seus valores correspondentes à classe de i=1 j=1 média duração. manentes.4.k i=1 j=2 em 5.6 . Estas combi- nações são expressas por m  n  Fd = ∑ γ Gi FGi. for particularmente importante impedir defeitos decor- rentes das deformações da estrutura. Essas combinações são expressas por onde FQ. Na falta de outro com seus valores correspondentes à classe de longa du.4.6. 5.k i=1 j=1 onde os coeficientes ψ2j estão especificados em 5. ψ0j. 5. também ditas combi- de atuação muito pequeno.2 Combinações de média duração 5. conforme 5.4. são determinadas em função das correspon- seu valor correspondente à classe de média duração e dentes combinações de ações. ef FQj.2.4. variáveis são consideradas com valores que efetivamente possam existir concomitantemente com a carga especial- Nestas combinações.ef é igual ao fator ψ0j adotado nas combinações normais.exc + γ Q ∑ ψ 0j. critério.k + γ Q FQ1.8. calcula- das na forma de forças.4 γε = 1.k + FQ. pectivamente.uti = ∑ FGi.7 e 5.8.6 . Estas combinações são expressas por m n Fd.1 Solicitações quando o controle das deformações é particularmente importante. como no caso de existirem materiais frágeis As solicitações atuantes Sd correspondentes aos estados não estruturais ligados à estrutura.7.8.9.k + FQ.8. binários.7. onde os coeficientes ψ1 e ψ2 estão dados em 5.7.exc é o valor da ação transitória excepcional e os m n demais termos representam valores efetivos definidos Fd.uti = ∑ FGi.k i=1 j=2 onde FGi.0 Excepcionais γQ = 1. para a constru- tomado com o correspondente ψ2j dado em 5. Estas combinações são expressas por seus valores de longa duração.k + ∑ ψ 2j FQj. 5.especial que As combinações de longa duração são consideradas no pertence à classe de duração imediata.6 .k + FQ1. As demais ações controle usual das deformações das estruturas. ção.ef pode ser nações raras. utilização 5.3 Combinações últimas excepcionais Nestas combinações.9 Efeitos estruturais atuantes As combinações de média duração são consideradas 5. tensões ou esforços so- Nestas condições. a ação variável principal FQ1 atua com licitantes.especial + ∑ ψ 2j FQj.k + ψ 1 FQ1.k representa o valor característico das ações per.uti = ∑ FGi. incluídas Efeitos da Combinações as cargas acidentais móveis temperatura Normais γQ = 1.uti = ∑ FGi.2 γε = 1.k + ∑ ψ0j.4.Ações variáveis Ações variáveis em geral.8 Combinações de ações em estados limites de onde os coeficientes ψ1 estão dados em 5.0 γε = 0 5.

1 e kmod. do equilíbrio da umidade ficados no anexo B. 6. Ew90 = Ew0 20 6 Propriedades das madeiras 6.12)  E12 = Eu% 1 +  A rigidez dos materiais é medida pelo valor médio do  100  módulo de elasticidade. definidas em 6.12)  meio ambiente sobre a resistência são considerados por f12 = fu% 1 +  meio dos coeficientes de modificação kmod.3 Resistência Os valores especificados nesta Norma para as proprie- A resistência é a aptidão da matéria suportar tensões.2 Condições de referência até atingirem peso constante. das madeiras estabelecidos no anexo E.4 Rigidez  2 (U% . na faixa usual de utilização de 10°C a 60°C. da madeira. admitindo-se que a resistência e a rigidez da madeira sofram apenas pequenas variações para umidades acima O módulo de elasticidade Ew0 na direção paralela às fibras de 20%. 3 75% < Uamb ≤ 85% 18% Uamb > 85% A massa seca é determinada mantendo-se os corpos- 4 durante longos ≥ 25% de-prova em estufa a 103°C até que a massa do corpo- períodos de-prova permaneça constante. As propriedades da madeira são condicionadas por sua As classes de umidade têm por finalidade ajustar as pro- estrutura anatômica. determinado na fase de compor- tamento elástico-linear.1.1. Cópia não autorizada 14 NBR 7190:1997 5. que se constitui na A resistência é determinada convencionalmente pela má. ção das condições ambientais onde permanecerão as pressão. até o apare- cimento de fenômenos particulares de comportamento Na caracterização usual das propriedades de resistência além dos quais há restrição de emprego do material em e de rigidez de um dado lote de material.1 Propriedades a considerar O projeto das estruturas de madeira deve ser feito admi- tindo-se uma das classes de umidade especificadas na 6. . de- vem ser apresentados com os valores corrigidos para a Os efeitos da duração do carregamento e da umidade do umidade padrão de 12%. dades de resistência e de rigidez da madeira são os cor- respondentes à classe 1 de umidade.4. A resistência deve ser corrigida pela expressão Os efeitos da duração do carregamento e da umidade do  3 (U% .  100  cificados em 6. Devem também distinguir-se os valores corres.1 Condição-padrão de referência 6.9.1.5.1. De modo geral estes fenômenos de ensaios realizados com diferentes teores de umidade são os de ruptura ou de deformação específica excessiva.5 Umidade 6.1 Generalidades tabela 7. O volume saturado é determinado em corpos-de-prova submersos em água 6. devendo distinguir-se os valores priedades de resistência e de rigidez da madeira em fun- correspondentes à tração dos correspondentes à com. pondentes às diferentes classes de umidade.1. é medido no ensaio de compressão paralela às fibras e o módulo de elasticidade Ew90 na direção normal às fibras Admite-se como desprezível a influência da temperatura é medido no ensaio de compressão normal às fibras. definida pelo teor de umi- xima tensão que pode ser aplicada a corpos-de-prova dade de equilíbrio da madeira de 12%. ambiente Uamb madeira Ueq 6. condição-padrão de referência.Classes de umidade A caracterização mecânica das madeiras para projeto Umidade relativa Umidade de Classes de de estruturas deve seguir os métodos de ensaio especi. per- mite-se adotar Determinam-se de modo análogo ao estabelecido em 5.1. contidos no intervalo entre 10% e 20%.2. e a rigidez por 6. Estas classes também podem ser utilizadas paralela às fibras dos correspondentes à direção normal para a escolha de métodos de tratamentos preservativos às fibras.1 os efeitos estruturais calculados na forma de defor- 1 mações ou deslocamentos. meio ambiente são considerados por meio dos coeficien- tes de modificação Kmod adiante especificados. classe 1 . Tabela 7 .2 Deformações e deslocamentos Na falta de determinação experimental específica.9. bem como os valores correspondentes à direção estruturas.4.2 espe. os resultados elementos estruturais.2 Densidade 1 ≤ 65% 12% Define-se o termo prático “densidade básica” da madeira 2 65% < Uamb ≤ 75% 15% como sendo a massa específica convencional obtida pelo quociente da massa seca pelo volume saturado. isentos de defeitos do material considerado.

k = 0. na falta da determinação experi- duração total de 3 min a 8 min.1.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 15 6.k = 0. com duração total de 3 min a 8 min.77 cho central e com concordâncias que garantam a ruptura no trecho central.0 ou fv. Para coníferas: fv0.5. com os corpos-de.0). de corpos-de-prova com seção transversal compressão paralela às fibras.3.3. fc0. pelo menos dois ensaios. 6.90) a ser determinada por meio de ensaios padronizados. definidas em 6.0 ou fv. .k/fc0.k/fc0. os métodos de ensaio especificados no anexo B.0 ou fc. 18% e para as resistências a esforços tangenciais um coeficiente de variação de 28% . referidos à condição-pa- da faixa usual de utilização. com trecho central de seção transversal valores característicos das resistências: uniforme de área A e comprimento não menor que 8 A . que este valor seja igual ao da resistência à tração na flexão.3 Classes de serviço a) resistência à compressão paralela às fibras As classes de serviço das estruturas de madeira são deter.k = 1. fe90. Para dicotiledôneas: fv0.90 ou fe. na impossibilidade da realização 6. drão de umidade em ensaios realizados de acordo com o anexo B: 6.0) a ser determinada pelo ensaio de cisalha. com extremidades mais resistentes que o tre.k/fc0.2.2 Caracterização mínima da resistência de espécies pouco conhecidas A influência da temperatura nas propriedades de resis- tência e de rigidez da madeira deve ser considerada ape. que fibras (fwe.0) a ser determinada em ensaios de tração uniforme. de corpos-de-prova de seção quadrada de fe0. determinada de acordo com a) valor médio do módulo de elasticidade na com- 6.90) a serem determinadas por meio devem ser referidos à condição-padrão de umidade de ensaios padronizados.3.12 dera-se como nula a resistência à tração normal às fibras das peças de madeira. A caracterização da rigidez das madeiras deve respeitar mento paralelo às fibras.2 Condições especiais de emprego 6. definidas em 5. ftM.0 c) resistência à compressão normal às fibras (fwc.3 Caracterização simplificada da resistência da madeira serrada a) resistência à compressão paralela às fibras (fwc.25 d) resistência à tração normal às fibras (fwt.25 compressão uniforme.90) a ser determinada em um ensaio de fc90. Para as resistências a es- quadrada de 5 cm de lado e com comprimento de forços normais. b) resistência à tração paralela às fibras (fwt. b) resistência à tração paralela às fibras (fwt.3.0 ou fc.k = 0.m determinado com prova a 12% de umidade.0 ou ft.k/ft0. Permite-se a caracterização simplificada das resistências pressão uniforme.0) e resistência de embutimento normal às ta por meio da determinação dos seguintes valores. e pelas classes de umidade. Para projeto estrutural.0) permite-se admitir.k/fc0. A caracterização completa das propriedades de resistên- cia da madeira para projeto de estruturas. é d) densidade básica e densidade aparente.15 Observação: para efeito de projeto estrutural. feita de acordo com os métodos de ensaio especificados no anexo B.k = 1. determinada pelos seguintes valores.1 Caracterização completa da resistência da madeira serrada c) resistência ao cisalhamento paralelo às fibras (fwv. cies pouco conhecidas deve ser feita por meio da deter- tidas por longos períodos de tempo a temperaturas fora minação dos seguintes valores. (U=12%): g) densidade básica.k = 0.k/fc0.1. (fwc.90 ou ft.2.1.0). minadas pelas classes de carregamento. 6.3 Caracterização das propriedades das madeiras do ensaio de tração uniforme.0 5 cm de lado e com comprimento de 10 cm. com Para as espécies usuais. e a densidade aparente. pressão paralela às fibras: Ec0.4. a caracterização mínima de espé- nas quando as peças estruturais puderem estar subme. f) resistência de embutimento paralelo às fibras A caracterização completa de rigidez das madeiras é fei- (fwe.90 ou fc.4 Caracterização da rigidez da madeira e) resistência ao cisalhamento paralelo às fibras (fwv.0) a ser determinada em ensaios de com.0 ou fe.k = 0. a serem referidos à condição-padrão de umidade (U=12%): 6. permite-se adotar as seguintes relações para os alongados. consi.k/ft0.0 ou ft.2. de corpos-de-prova mental. admite-se um coeficiente de variação de 15 cm. com duração total entre 3 min e da madeira de espécies usuais a partir dos ensaios de 8 min.

Por este ensaio. conforme as exigências definidas em 10. Tabela 9 . coníferas: EM = 0.5 Classes de resistência A caracterização simplificada da rigidez das madeiras pode ser feita apenas na compressão paralela às fibras.2. de acordo com o mé.Classes de resistência das dicotiledôneas Dicotiledôneas (Valores na condição-padrão de referência U = 12%) 1) Classes fc0k fvk Ec0. 20 orientando a escolha do material para elaboração de projetos estruturais.90 Ec0 às fibras: Ec0. determina.3.m .m por meio de ensaio de flexão.Classes de resistência das coníferas Coníferas (Valores na condição-padrão de referência U = 12%) 1) Classes fc0k fvk Ec0.m ρbas.1. Cópia não autorizada 16 NBR 7190:1997 b) valor médio do módulo de elasticidade na com. 6.85 Ec0 Admite-se que sejam iguais os valores médios dos mó- dulos de elasticidade à compressão e à tração paralelas dicotiledôneas: EM = 0. se o módulo aparente de elasticidade na flexão EM.m = Et0.6 .1.1.m ρaparente 3 MPa MPa MPa kg/m kg/m3 C 20 20 4 3 500 400 500 C 25 25 5 8 500 450 550 C 30 30 6 14 500 500 600 1) Como definida em 6.m determinado com tindo as seguintes relações: pelo menos dois ensaios. Na impossibilidade da realização do ensaio de compres- são simples. As classes de resistência das madeiras têm por objetivo admitindo-se a relação Ew90 = 1 Ew0 especificada em o emprego de madeiras com propriedades padronizadas. resistência especificadas nas tabelas 8 e 9 deve ser feito todo especificado no anexo B.4 . . 6. admi- pressão normal às fibras: Ec90. permite-se avaliar o módulo de elasticidade O enquadramento de peças de madeira nas classes de Eco. Tabela 8 .m ρaparente 3 MPa MPa MPa kg/m kg/m3 C 20 20 4 9 500 500 650 C 30 30 5 14 500 650 800 C 40 40 6 19 500 750 950 C 60 60 8 24 500 800 1 000 1) Como definida em 6.2.m ρbas.

não ser atingido em um dado lote de material. Para emprego da madeira laminada colada. O coeficiente parcial de modificação kmod. admitindo para ela as mesmas proprie- dades da madeira das lâminas. e também submetidas a uma clas- sificação mecânica que garanta a homogeneidade da ri- 6. esses materiais de. por meio de méto- considerado. No 6.2 Valores característicos gidez das peças que compõem o lote de madeira a ser empregado.4 Valores representativos caso de madeira de segunda categoria.3 para coníferas médio. .2 000   O valor de cálculo Xd de uma propriedade da madeira é  r  obtido a partir do valor característico Xk. menor que o valor mé. de primeira categoria apenas por meio de método visual dio. é o valor que tem apenas 5% de probabilidade de na forma de peças estruturais maciças de madeira serrada ser ultrapassado em um dado lote de material. que le- va em conta influências não consideradas por γw. 6.3 = 1.3 leva em con- ta se a madeira é de primeira ou segunda categoria.4. que leva em A caracterização das propriedades de madeira compen.2 = 0.3 = 0. se o valor kmod.1 .inf. pela expressão onde t é a espessura das lâminas e r o menor raio de cur- Xk vatura das lâminas que compõem a seção transversal X d = k mod γw resistente.4. devem ser realizados os seguintes ensaios específicos. va- Admite-se que as resistências das madeiras tenham dis- lendo kmod. sempre deve ser tomado com o valor kmod. enten.kmod.8. c)resistência das emendas dentadas e biseladas. admite-se kmod. Os coeficientes de modificação kmod afetam os valores de Para as peças de grande porte. conta a classe de carregamento e o tipo de material empre- b) tração à lâmina de cola.2.2 .3 para madeira laminada colada leva em conta a curvatura da peça. de acordo O coeficiente de modificação kmod é formado pelo produto com esta norma. salvo especificação em contrário.3 = 1. sada e da madeira recomposta para projeto de estruturas é dado pela tabela 11.1.4 Coeficientes de modificação de corpos-de-prova extraídos das peças estruturais fabri- cadas. a fim de se levar em conta o risco da presença de nós de madeira De modo geral.4. e do eventual emprego de madeira de segunda brasileira.1 Valores médios O valor médio Xm de uma propriedade da madeira é de.65. pode ser admitida se todas as peças estruturais forem dentes aos elementos que compõem o lote de material classificadas como isentas de defeitos. é dado pela tabela 10.inf. da onde γw é o coeficiente de minoração das propriedades madeira compensada e da madeira recomposta da madeira e kmod é o coeficiente de modificação. devendo ser escolhido con- forme 5. gado. do visual normalizado. deve ser feita a partir de corpos-de-prova confeccionados com material extraído do lote a ser examinado. permite-se aceitar os cálculo das propriedades da madeira em função da classe resultados fornecidos pelo controle de qualidade do de carregamento da estrutura. O coeficiente parcial de modificação kmod. da classe de umidade ad- produtor. sob sua responsabilidade à luz da legislação mitida. O coeficiente parcial de modificação kmod. admite- vem ser ensaiados por métodos padronizados para veri. 6.6 Caracterização da madeira laminada colada. que leva em a) cisalhamento na lâmina de cola. Além disso. A caracterização das propriedades da madeira laminada colada para projeto de estruturas deve ser feita a partir 6. conta a classe de umidade e o tipo de material empregado. Não se permite classificar as madeiras como O valor característico inferior Xk.3. No caso particular de madeira serrada submersa. A condição de madeira de primeira categoria somente terminado pela média aritmética dos valores correspon. O valor característico superior.3 = 0. é o valor que tem apenas 5% de probabilidade de de classificação. kmod. ficação de sua durabilidade no meio ambiente para o qual se pretende o seu emprego.sup. de-se que o valor característico Xk seja o valor caracterís- tico inferior Xk. não detectáveis pela inspeção visual.3 Valores de cálculo 2  t  kmod.3 = 1. e no caso de primeira categoria .2. kmod. qualidade. com o que se especifica kmod = kmod.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 17 6.4. maior que o valor O coeficiente parcial de modificação kmod.0. de acordo com normas específicas.0 para peça reta e tribuições normais de probabilidades. Xk.3 no anexo B: O coeficiente parcial de modificação kmod.8.

0 (3) e (4) 0. O valor característico da resistência deve ser estimado que esta resistência possa ser calculada pela expressão pela expressão dada em 6.. Para as espécies já investigadas por laboratórios idô- neos.1 Tipos de madeira Classes de Madeira serrada carregamento Madeira Madeira laminada colada recomposta Madeira compensada Permanente 0.. fwm. uma amostra composta por pelo menos seis exemplares. ≤ fn. lotes de madeira das espécies usuais.2.45 Média duração 0.70 0.10 Tabela 11 .8. tem o valor básico γwv = 1.2 para resistências fwm e dos módulos de elasticidade Ec0. de O coeficiente de ponderação para estados limites de uti. decorrentes de tensões de tração paralela às fibras tem o valor básico γwt = 1.3.90 0.. ou seja.4. dos n ≥ 12 corpos-de-prova.f n  x 1. Para a investigação direta da resistência de lotes homo- gêneos de madeira. + f n    3(U% .m. para o projeto.70 fwm.70 do valor médio.12)  -1  fwk =  2 2 .8 Investigação direta da resistência decorrentes de tensões de compressão paralela às fibras tem o valor básico γwc = 1. A determinação da resistência média deve ser feita com 6.0. ainda.9 6.12 = 0.Cópia não autorizada 18 NBR 7190:1997 Tabela 10 . utilização Para a caracterização simplificada prevista em 6.8 0.4.Valores de kmod. Os valores experimentais obtidos devem ser corrigidos O coeficiente de ponderação para estados limites últimos pela expressão dada em 6.5 Coeficientes de ponderação da resistência para correspondente a um coeficiente de variação da resis- estados limites últimos tência de 18%. de cada lote serão ensaia- respondentes a diferentes teores de umidade U% ≤ 20%.6 Coeficiente de ponderação para estados limites de pelo menos dois ensaios. cada lote não deve ter volume supe- O coeficiente de ponderação para estados limites últimos rior a 12 m3. Admite-se.12 correspondente a 12% de umidade.3. para cada uma das resistên- admite-se como valor de referência a resistência média cias a determinar.4.4. cor.7 Estimativa das resistências características dos à compressão paralela às fibras. que tenham apresentado os valores médios das Para a caracterização mínima especificada em 6.1 para o teor de umidade decorrentes de tensões de cisalhamento paralelo às fibras de 12%.4.3. nem a 0.30 Longa duração 0.60 0. . espécies pouco conhecidas.  f1 + f2 + . desprezando-se o valor mais alto se o número de corpos-de-prova for ímpar.80 0.65 Curta duração 0.1.Valores de kmod. pode-se admitir a seguinte onde os resultados devem ser colocados em ordem cres- relação entre as resistências característica e média cente f1 ≤ f2 ≤ .2. O coeficiente de ponderação para estados limites últimos 6..0 1.8 . retirados de modo distribuído do lote.90 Instantânea 1.12 para fwk valor inferior a f1. que serão ensaia- 6. não se tomando fwk.2 Madeira serrada Madeira Classes de umidade Madeira laminada colada recomposta Madeira compensada (1) e (2) 1.10 1. deve-se extrair lização tem o valor básico γw = 1.1 f12 = fU% 1 +   n   100   -1 2   2  Neste caso.

cargas permanentes (G). sofrem chidos por pregos. Fd = Σγ Gi Gik + γ Q 0.7.9 Estimativa da rigidez demais componentes não removíveis da construção.7. de acordo com o estabelecido em 5.1. kmod.5. e pela ação do vento W.2 Esforços resistentes em estados limites últimos diferentes.5.2 . correspondentes em áreas reduzidas.3.6 Fd = Σγ Gi Gik + γ Q Wk + ψ 0Q Qk e as combinações de ações em estados limites últimos estão definidas em 5. Ec0. 7 Dimensionamento .7 .3. o módulo de elasticidade paralelamente às fibras deve ser tomado com o valor efetivo .1 Critérios gerais Nestas situações duradouras devem ser consideradas Os esforços resistentes das peças estruturais de madeira as seguintes ações usuais: em geral devem ser determinados com a hipótese de comportamento elastofrágil do material.8 para a ve- rificação das peças de madeira. de acordo com o estabele- cido em 5.1. quando elas forem cons- e o módulo de elasticidade transversal com o valor efetivo tituídas por cargas móveis. . avaliadas de acordo com os critérios estabelecidos Nas verificações de segurança que dependem da rigidez em 5.5. possa ser considerada com um ângulo de 5.vento (W).1 .ef = kmod.4. Segunda combinação: vento como ação variável principal Nas estruturas aporticadas e em outras estruturas capa.1 Esforços atuantes em estados limites últimos duas cargas acidentais de naturezas diferentes 7.4 a 5. através das espessuras dos elemen. área resistente não supere 10% da área da zona tracio- nada da peça íntegra.3 Combinações últimas nas construções correntes com 7.3. Fd = Σγ Gi Gik + γ Q Qk + ψ 0w Wk Os furos na zona comprimida das seções transversais das peças podem ser ignorados apenas quando preen.5. conforme estabelecido em 8. isto é. kmod. como os pesos próprios diagrama tensão deformação linear até a ruptura tanto dos elementos estruturais e os pesos de todos os na compressão quanto na tração paralela às fibras.3.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 19 6. em lugar das combinações expressas em 5.4 a 5. cargas móveis: dos que admitam o comportamento elastoplástico dos materiais. Primeira combinação: carga vertical e seus efeitos dinâ- A consideração da hiperestaticidade das estruturas so. de 45° até o eixo do elemento resistente.5.1 .5. admitindo-se em geral a hipótese de com.3 .8. normal da construção e de seus eventuais efeitos dinâ- portamento elástico linear dos materiais. podem ser consideradas as seguintes Permite-se admitir que a distribuição das cargas aplicadas duas combinações normais de ações. onde os efeitos dinâmicos.2 Carregamentos das construções correntes com duas dados pelas tabelas 3.m sideradas como cargas de longa duração. são con- Ec0. determinadas conforme em 5. da madeira. não se fazendo qualquer redu- zes de permitir a redistribuição de esforços.2.1 e 5. de naturezas 7. não se fazendo qualquer Os furos na zona tracionada das seções transversais das redução dos esforços decorrentes da ação do vento nes- peças podem ser ignorados. com um .1.2. com as modificações tos construtivos. Para as peças de madeira. micos como ação variável principal mente pode ser feita se as ligações das peças de madeira forem do tipo rígido. micos.1.1. a carregamentos de longa duração.75Wk + ψ 0Q Qk As ações usuais que devem ser consideradas no projeto Para as peças metálicas.5. especificados em 5. Os coeficientes de ponderação γG e γQ são 7.2. inclusive para os elementos de de estruturas de madeira estão indicadas em 5. as reduções especificadas em 5. Gef = Ec0. deve ser feito em função das situações dura- douras de carregamento. juntamente com seus efeitos dinâmicos. ligação: Os coeficientes de ponderação para a determinação dos valores de cálculo das ações estão especificados em 5. 4 e 5 para as ações permanentes cargas acidentais de naturezas diferentes e pela tabela 6 para as ações variáveis.ef/20 .cargas acidentais verticais de uso direto da cons- trução (Q).1 Critérios gerais Na verificação da segurança em relação aos estados li- mites últimos das estruturas das construções correntes Os esforços atuantes nas peças estruturais devem ser submetidas a cargas permanentes G e a ações variáveis calculados de acordo com os princípios da Estática das constituídas pelas cargas verticais Q decorrentes do uso Construções. 7. permite-se ção dos esforços decorrentes dos efeitos dinâmicos das que os esforços solicitantes sejam calculados por méto.2.2.Estados limites últimos 7. O dimensionamento das estruturas das construções em que haja apenas duas cargas acidentais. Os coeficientes de acompanhamento ψ0w e ψ0Q são dados pela tabela 2. nelas se conside- rando sempre as combinações normais de ações. de acordo com 5.5. desde que a redução da sa verificação de segurança.

3.5 Resistência de embutimento cido pela tabela 13. . empregando-se uma das amostragens definidas em 6. permite-se adotar a relação simplificada estabele- cida em 6. Para peças estruturais de madeira serrada de segunda 7.2. calculada em regime elástico.7 entre a resistência característica e a resis- Quando as tensões de tração normal às fibras puderem tência média.3. do distribuído na totalidade da superfície de peças de lecidos na tabela 12. e a carga estiver afastada pelo menos de 7. atuante na borda mais tracionada. medida de ser a extensão da carga. apoio.4. atingir valores significativos. lela às fibras fc0. Essa tabela aplica-se também no ca- so de arruelas. empregando-se uma das amostragens rem forças normais não previstas. Quando a carga atuar na extremidade da peça ou de mo- permite-se a adoção dos critérios simplificados estabe. determinada pela tensão res especificados em 6.4.2. admitindo-se as demais resistências mações da viga não afetem os resultados. da viga ensaiada deve ser feita com oito alturas da seção transversal. o comprimento por meio das relações estabelecidas em 6. As resistências características fwk a adotar devem ser versal que leve à ruptura efetiva da zona tracionada an. medida na direção das fibras. esse coeficiente é forne- 7.3 Tração normal às fibras das classes de resistência definidas em 6.5 e a determi- nação das demais resistências por meio das relações estabelecidas em 6.4 em função da classe de carregamento e da de tração uniforme.8 .2. deverão ser empregados dispositivos que impeçam a ruptura decorrente dessas 7.Cópia não autorizada 20 NBR 7190:1997 Nas peças estruturais submetidas a flexocompressão. quando esta extensão for menor que 15 cm. maior ou igual a 15 cm.4. 1) fwk 7. ficados em 6.3. quando não for possível a realização do ensaio em 6. Para que as defor. a resistência à tração paralela às fi. ensaiando-se corpos-de-prova de seção trans. ponderação γe das resistências da madeira têm seus valo- sistência à tração na flexão. ficado em 6.3. admite-se αn =1.3.4. neos. classe de umidade da madeira.5. Os valores de cálculo da resistência são dados por pressão paralela às fibras. apresentam- se na tabela 12 os valores usuais para estruturas subme- Os esforços resistentes correspondentes à compressão tidas a carregamentos de longa duração.k.1-a).4 Compressão normal às fibras qualidade.k. devendo ser O coeficiente αn indicado na tabela 12 é igual a 1 no caso levada em conta a extensão do carregamento. ou pela re.7 Resistências usuais de cálculo tensões.2.2.3. No ensaio de flexão devem ser tomadas precauções cui- dadosas para eliminar o atrito nos apoios e para que as Permite-se determinar a resistência à compressão para- forças aplicadas não provoquem esmagamento por com. normal às fibras são determinados com a hipótese de comportamento elastoplástico da madeira.2. 1) Deve-se observar que esta definição não é a mesma adotada em outras normas. Permite-se admitir a resistência característica à compres- são paralela às fibras fc0. 7. a partir dos resultados do ensaio especi- pressão normal. tabela 14.2. em particular na NBR 6118. e de madeira laminada colada. tomando-se como extensão de carga seu Os esforços resistentes a solicitação de compressão de diâmetro ou lado.8. paralelamente à direção das fibras. definidas em 6.4. e os coeficientes de bras seja estimada pela prescrição em 6.3. exposto no anexo B.3 . Na ausência de determinação experimental específica. nas quais o coeficiente de modificação kmod não entra diretamente na expressão da resistência de cálculo.0. com a possibilidade de no ensaio atua. pinos embutidos em orifícios da madeira são determina- dos por ensaio específico de embutimento. realizado se. A segurança das peças estruturais de madeira em relação a estados limites últimos não deve depender diretamente Para as espécies já investigadas por laboratórios idô- da resistência à tração normal às fibras do material. O coeficiente αe indicado na tabela 12 é fornecido pela gundo método padronizado.2 Tração paralela às fibras fwd = k mod γw O comportamento elastofrágil da madeira tracionada per. determinadas a partir dos resultados dos ensaios especi- tes da ruptura da zona comprimida. onde o coeficiente de modificação kmod é especificado mite que.5 cm da extremidade da peça.3. com os valores padronizados 7.6 Valores de cálculo os esforços resistentes podem ser calculados com a hipó- tese de comportamento elastoplástico da madeira na com.

0 x 0.8 x 0.33 Diâmetro do pino 2.1 = 0.5 cm Coeficiente αe 1.d fe90.d = fc0.d = 0.9 2.45 γwc = 1.12)  γwv = 1.8) Classes de umidade (1) e (2) kmod = 0.Valores de αe Diâmetro do pino ≤ 0.12 fc0.4 5.5 1.70 3 1.95 1.40 5 1.56 Classes de umidade (3) e (4) kmod = 0.d Dicotiledôneas: fv0.8 = 0.k.5 3.8 fwV.14 1.k.15 10 1.4 fwN.5 1.6 1. αn fe0.d = 0.10 15 1.70 fwN.7 x 0. αe Coníferas: fv0.Valores usuais para carregamentos de longa duração Situações duradouras de projeto para carregamentos de longa duração (kmod.d fc90.07 1.54 fwV.55 4 1. medida αn paralelamente a estas cm 1 2.1 1.41 1.10 fc0.d .8 4.62 0.m.d Tabela 13 .12 = 0.27 1.d .19 1.95 1.52 1.12 = 0.d = fc0.2 cm Coeficiente αe 2.1 3.8 f12 = fU% 1 +   100  ft0.7) Madeira serrada (segunda categoria: kmod.8 = 0.0 ≥ 7.3 = 0.7 x 1.12  3 (U% . Cópia não autorizada NBR 7190:1997 21 Tabela 12 .m.25 fc0.00 Tabela 14 .25 fc0.68 1.d = 0.30 7.d = 0.Valores de αn Extensão da carga normal às fibras.25 1.12 γwt = 1.00 2 1.0 .

σMx.0 condição de segurança é expressa por No caso de peças com fibras inclinadas de ângulos σc90.2 Compressão Nas seções submetidas a momento fletor cujo plano de Nas barras curtas comprimidas axialmente.d e σt2.4 Flexão simples oblíqua 7.d ≤ ftd f0 x f90 onde fcd e ftd são as resistências à compressão e à tração.2. considera-se o vão teórico com o como se fossem de seção uniforme. podem ser consideradas como se fc90. no entanto.9.d 7.d é determinada de acordo com 7. não se considerando. respectivamente. um diâmetro superior a 1. Sendo I o momento de inércia da seção transversal resis- forme 7.1. e o coefi- forme 7.1 podem ser calculados pelas das fibras da madeira em relação ao eixo longitudinal da expressões usuais (ver figura 1).10).10). con. adotando-se a fórmula de Hankinson. igual à seção situada menor dos seguintes valores: a uma distância da extremidade mais delgada igual a 1/3 do comprimento total. fa- zendo-se I Wc = y c1 ftd = ft0.d I Wt = y t2 Para inclinações maiores é preciso considerar a redução de resistência. a segurança fica garantida pela obser- α = 6o (arctg α = 0. expressa por σt2.8. sob ação de solicitações nor- mais ou tangenciais.d e σMy. a condição de segu.d = 0. a outras seções transversais: kM = 1.2.2.d = σtd ≤ ftd Wt onde Wc e Wt são os respectivos módulos de resistência.2. . fwd é a respectiva resistência de cálculo.d fazendo-se kM + ≤ 1 fwd fwd fcd = fc0. permitindo-se ignorar a influência da eventual inclinação que de acordo com 7.9 Resistência a tensões normais inclinadas em relação cimo maior que 10 cm.d + kM ≤ 1 das fibras da madeira em relação ao eixo longitudinal da fwd fwd peça comprimida até um ângulo α = 6o (arctg α = 0.8 Peças de seção circular onde fc90.2.1 Tração Md σ c1. e σc1.2.d ≤ fcd mula de Hankinson.d ≤ fc90.3.Cópia não autorizada 22 NBR 7190:1997 7. tanto em relação às ten- σcd ≤ fcd sões de tração quanto às de compressão: permitindo-se ignorar a influência de eventual inclinação σMx.d onde σMx. adotando a fórmula de Hankinson. respectivamente. aplica-se a fwd a redução definida em 7.3.7 pela ex- pressão As peças de seção circular. adotando-se a fór- σc1. ação contém um eixo central de inércia da seção trans- sões normais em relação às fibras da madeira até o ângulo versal resistente. fα = f0sen α + f90 cos2α 2 definidas em 7. ftd = ftα. às fibras da madeira Nas barras submetidas a momento fletor cujo plano de Permite-se ignorar a influência da inclinação α das ten. considerar a redução de resistência. peça tracionada até o ângulo α = 6o (arctg α = 0.5 vez o diâmetro nessa extremi- dade.d seção retangular: kM = 0. a) distância entre eixos dos apoios.3. 7.10).10). a de segurança é expressa por condição de segurança é expressa pela mais rigorosa das duas condições seguintes.d σMy. calculadas pelas expressões 7. a condição ação não contém um de seus eixos centrais de inércia. fazendo-se então tente em relação ao eixo central de inércia perpendicular ao plano de ação do momento fletor atuante.d são as tensões máximas devidas às componentes de flexão atuantes segundo as direções prin- Para inclinações maiores é preciso considerar a redução cipais. fazendo-se ciente kM de correção pode ser tomado com os valores fcd = fcα. b) o vão livre acrescido da altura da seção transversal da peça no meio do vão.2 e 7. con- ou de compressão conforme a borda verificada.d α > 6o (arctg 0.9. não se considerando acrés- 7. de área equivalente.3. Para inclinações maiores é preciso vância simultânea das seguintes condições.d σMy.3 Solicitações normais bordas mais comprimida e mais tracionada da seção transversal considerada.d são.3.d = Nas barras tracionadas axialmente.25 fc0. de tração de resistência.3 Flexão simples reta As peças de seção circular variável podem ser calculadas Para as peças fletidas.3.2.5 Nas peças submetidas à compressão normal às fibras. as tensões atuantes de cálculo nas 7. Wc rança é expressa por Md σ t2.d αn fossem de seção quadrada.

3. considerando-se uma função quadrática pa- Na falta de determinação experimental específica. aplicadas ao ponto mais solicitado da borda mais comprimida.d + My.d .d e fcα.d σMy.d e ft0.d ft0.d e fc0.d é a resistência de cálculo à tração paralela às fibras e Nas vigas submetidas à flexão com força cortante. tem-se com 7. + kM + ≤ 1 ft0.d gurança é expressa pela mais rigorosa das duas expres.4 Solicitações tangenciais onde σNt. respectivamente. respectivamente.  f  fc0.1.d = 0.3.d σMx.1 Cisalhamento longitudinal em vigas mal atuante em virtude apenas da força normal de tração.d 7.2. admi- ra a influência das tensões devidas à força normal de tem-se.4.4.  c0.7. a con- os demais símbolos têm os significados definidos em dição de segurança em relação às tensões tangenciais é 7.5 Flexotração 2  σNc. expressa por No caso de peças com fibras inclinadas de ângulos τd ≤ fv0.d ft0.3.d ≤ 1 Nas barras submetidas à flexotração.d  c0.3. 7.d devem ser substituídas por ftα.3. fc0.d σMy. + + kM ≤ 1 ft0. de largura b e Além da verificação de estabilidade a ser feita de acordo altura h.d  σ σ   + kM Mx.3.d ft0.10).d é o valor de cálculo da parcela de tensão normal near para a influência das tensões devidas à força nor. a condição de se. compressão: 2 coníferas: fv0.d  sões seguintes aplicadas ao ponto mais solicitado da borda mais tracionada.d finidos em 7.d  σNc.d e ftα.3.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 23 Figura 1 7. considerando-se uma função li.2 . 7.d é o valor de cálculo da parcela de tensão nor.5.d.10).d + kM My.d devem ser substituídas por σNt.d σMx.d dicotiledôneas: fv0.1 e 7. ft0. atuante em virtude apenas da força normal de compres- mal de tração: são.d α = 6o (arctg 0. de acordo com 7.d ft0. a condição de segurança relativa à resistência das seções transversais submetidas à flexocompressão 3 Vd é expressa pela mais rigorosa das duas expressões se.d  c0.d ≤ 1  f  f fc0.2 e 7.d é a resistência de cálculo à compressão paralela às fibras e os demais símbolos têm os significados de- σNt.d. onde τd é a máxima tensão de cisalhamento atuando no ponto mais solicitado da peça.10 fc0. conforme 7. fc0.d fc0. ft0. onde σNc.d  σ σ   + Mx.d fcα. τd = 2 bh guintes. conforme 7.d No caso de peças com fibras inclinadas de ângulos α = 6o (arctg 0.3.6 Flexocompressão Em vigas de seção transversal retangular.d = 0.12 fc0.4.

4 Torção uma extremidade e livre da outra.d pelas expressões da Teoria da Elas- uma força cortante reduzida de valor ticidade.d ≤ fv0. deve-se respeitar Nas vigas de altura h que recebem cargas concentradas.3 Vigas entalhadas 7.75 h (ver figura 2).4.5 Estabilidade 7. a uma distância a ≤ 2 h do eixo do apoio. respeitan. é o do-se sempre o limite absoluto h1/h ≥ 0. go de variações de seção com mísulas de comprimento não menor que três vezes a altura do entalhe. de altura h1. recomenda-se o emprego de parafusos verticais dimensionados à tração axial para L0 λ = a totalidade da força cortante a ser transmitida ou o empre. onde L0 é um comprimento teórico de referência e imín.5. Figura 2 Figura 3 . em virtude obtendo-se o valor das imperfeições geométricas das peças e das excentri- cidades inevitáveis dos carregamentos.2 Cargas concentradas junto aos apoios diretos Quando o equilíbrio do sistema estrutural depender dos esforços de torção (torção de equilíbrio). Recomenda-se evitar a torção de equilíbrio em peças de Para as peças de comprimento efetivo L em que ambas madeira. definida pelo seu índice de esbeltez No caso de se ter h1/h ≤ 0. a condição que produzem tensões de compressão nos planos longi- tudinais. Vred = V 2h 7. raio de giração mínimo de sua seção transversal. nas peças es- 2 bh1  h1  beltas. deve-se multiplicar a tensão de cisalha- devem ser dimensionadas admitindo-se uma excentrici- mento na seção mais fraca. da fluência da madeira. em princípio vidas a entalhes. imín. respeitada a restrição h1 > 0. o cál. adota-se L0 = 2 L. em virtude do risco de ruptura por tração normal as extremidades sejam indeslocáveis por flexão. tude da eventual continuidade estrutural da peça. levando-se ainda em conta os acréscimos destas excentricidades em de- 3 Vd  h  τd =   corrência dos efeitos de segunda ordem e. pelo fator h/h1.75. As exigências impostas ao dimensionamento dependem da esbeltez da peça.5 (ver figura 3). não se considerando qualquer redução em vir- ante.4. Para as peças de comprimento efetivo L engastadas em 7. dade acidental do esforço de compressão. Cópia não autorizada 24 NBR 7190:1997 7. adota- às fibras decorrente do estado múltiplo de tensões atu. se L0 = L. de- solicitadas apenas à compressão simples.d culo das tensões de cisalhamento pode ser feito com calculando-se τT.1 Generalidades As peças que na situação de projeto são admitidas como No caso de variações bruscas de seção transversal.7. τT.4. sob ações das solicitações de cálculo Td deter- minadas de acordo com as regras de combinação expres- a sas em 5.

com ψ1 e ψ2 dados em 5. ea é a excentricidade acidental fc0. dos momentos devidos às cargas permanentes e as cargas variáveis.d fc0.5.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 25 7. sendo A excentricidade acidental devida às imperfeições geo. não se tomando valor menor que h/30. com Para as peças esbeltas.2. das na situação de projeto à flexocompressão com os esforços de cálculo Nd e M1d . ea = L0/300 A excentricidade acidental mínima ea é dada em 7. sendo a excentricidade Considera-se atendida a condição de segurança relativa efetiva de primeira ordem e1.6.4 pela expressão Para as peças medianamente esbeltas. respectivamente.5. que na situação de projeto são admitidas como onde I é o momento de inércia da seção transversal da solicitadas apenas à compressão simples.5.6. do a condição de segurança. e1. dada em 7.d de projeto à flexocompressão com os esforços de cálculo Nd e M1d . definidas pelo índice de esbeltez L 02 λ ≤ 40.1 onde    F . que na situação de projeto são ad- 7.3.ef = e1 + ec = ei + ea + ec dição σNd σMd onde ei é a excentricidade de primeira ordem decorrente + ≤ 1 da situação de projeto. as condi- ções de segurança são as especificadas em 7.d fc0.3.3 Compressão de peças curtas π 2 Ec0.  FE .4.5. Md = Nd . também deve ser verificada a segurança em  FE  relação ao estado limite último de instabilidade.ef    de teoria de validade comprovada experimentalmente. O coeficiente de fluência φ é dado pela tabela 15.4. dispensando-se esta veri- ficação quando o correspondente índice de esbeltez Estas excentricidades são determinadas pelas expres- λ = L0/icorrespondente ≤ 40.9 . se no ponto mais comprimido da seção transversal for respeitada a con.Nd  sendo onde Ngk e Nqk são os valores característicos da força normal devidos às cargas permanentes e variáveis. na situação força normal de compressão de projeto.4. Para as peças curtas. por meio Md = Nd . sões seguintes: Nesta verificação. e Ec0. σMd = valor de cálculo da tensão de compressão devida ao momento fletor Md calculado pela expressão ea = excentricidade acidental mínima. definidas pelo índice de esbeltez os momentos fletores determinados na situação de pro- λ > 80. é decorrente dos valores de cálculo M1d e Nd na situação de projeto.ef é dado em 6. submetidas na situação fc0. submeti- jeto.5. e1.ef I FE = Para as peças curtas. e M1g.5.ef dada por ao estado limite último de instabilidade.4 Compressão de peças medianamente esbeltas como em 7. h a altura da seção transversal referente ao plano de ve- métricas das peças é adotada com pelo menos o valor rificação.5. dispensa-se peça relativo ao plano de flexão em que se está verifican- a consideração de eventuais efeitos de flexão.N + (ψ + ψ )N  E gk 1 2 [ qk ]      FE  ed = e1    com ψ1 + ψ2 ≤ 1  FE .5. e de rigidez máxima da peça.5 Compressão de peças esbeltas mitidas como solicitadas à flexocompressão.d onde eig = Ngd M1d ei = onde M1gd é o valor de cálculo do momento fletor devido Nd apenas às ações permanentes. .2 Excentricidade acidental mínima A excentricidade inicial ei devida à presença do momento M1d será tomada com um valor não inferior a h/30. não se permitindo valor maior que 140.2 e a carga crítica FE é expressa por 7. a verificação pode ser feita 7.d mínima e ec é uma excentricidade suplementar de primei- aplicada isoladamente para os planos de rigidez mínima ra ordem que representa a fluência da madeira. definidas pelo σNd σMd + ≤ 1 índice de esbeltez 40 < λ ≤ 80. consideram-se M1d M1gd + M1qd ei = = Nd Nd σNd = valor de cálculo da tensão de compressão devida à onde M1gd e M1qd são os valores de cálculo. res- e1 = ei + ea pectivamente.6.Nd  tendo FE o valor dado em 7. ed (    φ N + (ψ + ψ )N ec = eig + ea exp ) gk 1 2 [ qk ]    . além das condições de segurança especificadas com em 7.

3.Coeficiente de correção βM Classes de umidade Classes de carregamento h (1) e (2) (3) e (4) βM b Permanente ou 1 6.8 16 59. relação ao estado limite último de instabilidade lat- pedem a rotação dessas seções transversais em tor.  b  7. eral.4 e para o efeitos de segunda ordem decorrentes das deformações coeficiente de correção βE = 4.existe um conjunto de elementos de travamento ao longo do comprimento L da viga.1 Generalidades b βM fc0.1 comprovada experimentalmente.3 1. para γf = 1.6 11 41.8 segurança expressas em 7.6. de σ c1.3 9 34. .ef > b βM fc0.0 .5 7 26.ef .0 2 8.26 π γ f  h   . afastados entre si também se dispensa a verificação da segurança em de uma distância não maior que L1.2 As vigas fletidas.9 Média duração 0. com Ec0. além de respeitarem as condições de 12 44. Cópia não autorizada 26 NBR 7190:1997 Tabela 15 . L1 Ec0. 13 48.Contraventamento L1 Ec0.4 Dispensa-se essa verificação da segurança em relação 17 63.0.ef ≤ 7. que também im. devem ter sua estabili.6 Estabilidade lateral das vigas de seção retangular 10 37. 15 55.8 duração 3 12.1 0. 7. desde que sejam satisfeitas as exigências de no do eixo longitudinal da peça.os apoios de extremidade da viga impedem a rota- Para as peças em que ção de suas seções extremas em torno do eixo longi- tudinal da peça. dispostos com sua maior rigidez em onde o coeficiente planos paralelos entre si.3.3 4 15.0 5 19.0 ao estado limite último de instabilidade lateral quando 18 66.3.3 20 74. βM = 0.63 12 No dimensionamento do contraventamento devem ser  b  consideradas as imperfeições geométricas das peças.d ≤  L1  largura b e altura h medida no plano de atuação do   βM carregamento.6 Estabilidade global .d As estruturas formadas por um sistema principal de ele- mentos estruturais.para as vigas de seção transversal retangular.3.8 2.Coeficiente de fluência φ Tabela 16 .5.0 de longa 0. dispostos com sua maior 3 rigidez em planos ortogonais aos primeiros.7 8 30. das peças fletidas.1 Curta duração 0.5 dade lateral verificada por teoria cuja validade tenha sido 14 52.0 7.d . as excentricidades inevitáveis dos carregamentos e os é dado na tabela 16.7 forem satisfeitas as seguintes condições: 19 70. de modo a  h  2 impedir deslocamentos transversais excessivos do sis-   1 βE  b  tema principal e garantir a estabilidade global do conjunto. devem ser contraventados por outros elementos estruturais.5 6 23.

ef é o valor do módulo de elasticidade paralelo às fibras da madeira da peça principal contraventada. conforme o que adiante se estabelece. com conforme 6.6.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 27 Na falta de determinação específica da influência destes onde: fatores. permite-se admitir que. eles também deverão ter sua estabilida- As forças F1d atuantes em cada um dos nós do contraven- de verificada. Se os elementos de contraventamento forem comprimidos pelas forças F1d. L1 é a distância entre elementos de contraventamento.7 π 5 1. sendo solicitados apenas à tra- do arco correspondente.Valores de αm deve ter pelo menos o valor dado por: m αm π2 Ec0.9.8 αm = 1 + cos (ver tabela 17) ∞ 2 m Figura 4 . de contraventamento. 7. de modo que eles pos- da peça com flechas da ordem de 1/300 do comprimento sam cumprir sua função.mín.4. das em função dos parâmetros mostrados na figura 4 . de intensidade comprimento total L da peça principal.1 Tabela 17 . I2 é o momento de inércia da seção transversal da mentos espaçados entre si da distância L1. na situação de cálculo. convencional. Esta verificação é dispensada quando os tamento podem ser admitidas com o valor mínimo conven- elementos de contraventamento forem efetivamente fixa- cional de Nd/150. articulações fixas em ambas as extremidades. A rigidez Kbr.1 da estrutura de apoio transversal das peças As emendas dos elementos de contraventamento e as de contraventamento deve garantir que a eventual instabi. devem ser peça principal contraventada. para flexão no plano respeitadas as seguintes condições adiante especifica. com direção perpendicular ao plano de resistên.ef I2 Kbr. = 2 αm 2 1 L31 3 1. ção em um de seus lados. cuja estabilidade requeira o contraventamento lateral por ele. suas fixações às peças principais contraventadas devem lidade teórica da barra principal comprimida corresponda ser dimensionadas para resistirem às forças F1d. A rigidez Kbr.1. as (m-1) linhas de contraventamento ao longo do cia dos elementos do sistema principal. correspondente a uma curvatura inicial dos em ambas as extremidades. a um eixo deformado constituído por m semi-ondas de comprimento L1 entre nós indeslocáveis. Para as peças comprimidas pela força de cálculo Nd. em cada nó do contraventamento seja considerada uma m é o número de intervalos de comprimento L1 entre força F1d.5 Sendo 4 1.Parâmetros para verificação da estabilidade lateral .2 Contraventamento de peças comprimidas Ec0.

tábuas diagonais e as peças compostas com alma for- mada por chapa de madeira compensada devem ser dimensionadas à flexão simples ou composta. cuja estabilidade lateral individual requeira contraventamento.1 Generalidades 7. definidas em 8. deve ser considerada uma madeira compensada força transversal ao elemento principal.4 Estabilidade global de elementos estruturais em paralelo As peças compostas por elementos justapostos solida- rizados continuamente podem ser consideradas como se fossem peças maciças. Cópia não autorizada 28 NBR 7190:1997 7. devem resis- tir. os seus das ao cisalhamento como se a viga fosse de seção ma- efeitos devem ser acrescidos aos decorrentes da função ciça. solidarizadas permanentemente por liga- Se a estrutura de contraventamento estiver submetida a ções rígidas por pregos. permite-se considerar a estrutura de contraventamento como composta por um sistema de treliças verticais. onde Nd é o valor de cálculo da resultante das tensões atuantes no banzo comprimido de um ele. I ou caixão. é dado em 7. quando existentes. com intensidade F1d = Nd/150.85 nais. como se ela fosse maciça. no plano horizontal e no plano da cober. 2 teses especificadas em 7.7.7 Peças compostas esteja impedida a rotação. com as restrições adiante esta- Para um sistema estrutural principal. No caso de vigas. e de eventuais comprimido. com gos dos banzos superior e inferior dos elementos do sis. com seção transversal de área igual à soma das áreas das seções dos elementos componentes.mín.2. dispostas perpendicularmente aos ele.2. As peças compostas com alma em treliça formada por mento do sistema principal. I ou caixão.7.3 Contraventamento do banzo comprimido das peças A rigidez destas estruturas de contraventamento deve fletidas ser tal que o seu nó mais deslocável atenda à exigência de rigidez mínima Para o contraventamento do banzo comprimido de treli- ças ou de vigas fletidas.6.1. como se a viga fosse de seção maciça. de enrijecedores perpendiculares ao eixo da viga. dis. das seções transversais de suas duas extremidades.para seções T: αr = 0. onde Ith é o momento de inércia da seção total da peça trutural principal. na situação de cálculo. onde Kbr. formado por uma belecidas. . de ção à estabilidade da alma. a validade desta hipótese exige que 7. conside- As estruturas de contraventamento das extremidades da rando exclusivamente as peças dos banzos tracionado e construção.95 O sistema de treliças verticais é formado por duas diago. . em cada um de seus nós.6.1. Em cada nó pertencente ao banzo comprimido dos ele- 7. sendo tura.6. e por treliças dispostas per- pendicularmente ao plano dos elementos do sistema es. ser dimensionadas como peças maciças. recomenda-se o emprego uma extremidade a outra da construção. As peças compostas por peças serradas formando seção T.3 Peças compostas com alma em treliça ou de chapa de mentos do sistema principal. adotando-se para F1d os K br ≥ n K br.7. série de n elementos estruturais planos em paralelo. 7.mín. ligadas por composta por outros elementos estruturais planos.6. sem redução de suas dimensões. na falta de uma análise tivo dado por estrutural rigorosa. posições intermediárias. 7.3.para seções I ou caixão: αr = 0. pregos postos em planos perpendiculares ao plano dos elemen- tos contraventados. dimensiona- carregamentos externos atuantes na construção.2 Peças compostas de seção T. como mostrado na figura 6. aplicados neste caso à re- sultante Rcd das tensões de compressão atuantes nesse banzo. Na falta de verificação específica da segurança em rela- e por peças longitudinais que liguem continuamente. os nós homólo. a forças cujo valor de cálculo Fd corresponda pelo menos a 2/3 da resultante das n A alma dessas vigas e as suas ligações com os respec- forças F1d existentes no trecho a ser estabilizado pela es. dispostas verticalmente em pelo menos um de cada três vãos definidos pelos elementos do sistema principal. Ief = αr Ith mentos do sistema principal. como mostrado na figura 5. e momento de inércia efe- No caso de estruturas de cobertura. espaçamento máximo de duas vezes a altura total da vi- tema principal. podem de contraventamento. deve ser prevista uma estrutura de contraventamento. ga. tivos banzos devem ser dimensionadas a cisalhamento trutura de contraventamento considerada. em torno de seu eixo longitudi- nal. . solicitadas a flexão simples ou composta.1. colocadas nas extremidades da construção e em posições intermediárias com espaçamentos não supe- riores a 20 m. admitem-se as mesmas hipó. 3 mesmos valores anteriores.

4. suas emendas fenol-formaldeído sob pressão.4 Peças compostas por lâminas de madeira colada As lâminas podem ser dispostas com seus planos médios paralelamente ou perpendicularmente ao plano de atua- As peças de madeira laminada colada devem ser forma. devem estar afastadas entre si de uma distância pelo quado que solidarize permanentemente o sistema. à base de Em lâminas adjacentes.4. menos igual a 25 t ou à altura h da viga.Arranjo horizontal de contraventamento 7.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 29 Figura 5 .Arranjo vertical de contraventamento Figura 6 . . de espessura t.7. das por lâminas com espessuras não superiores a 30 mm de madeira de primeira categoria conforme as exigências de 6. ção das cargas. em processo industrial ade. coladas com adesivo à prova d’água.

devem ter sua segurança esforço de cisalhamento cujo valor convencional de cál- verificada em relação ao estado limite último de instabili. resistirem ao cisalhamento que existiria nos planos de L contato das diferentes peças como se a peça fosse ma.5 são representadas por A estabilidade das peças compostas por elementos justa.25 para chapas laterais de fixação.8.8. A sua fixação aos elementos componentes deve ser feita por ligações rígi.70 fica dividido o comprimento L total da peça. onde I2 7. os elementos componentes deve ser verificada para um ção. como mostrado na figura 7. m = L1 ciça. Seção composta nectores metálicos. Ared = αr Aef desde que o diâmetro de pré-furação d0 seja feito igual ao diâmetro d do parafuso. mesma seção resistente.para dois elementos superpostos: αr = 0.1. Cópia não autorizada 30 NBR 7190:1997 Todas as emendas contidas em um comprimento igual à das com pregos ou parafusos. ligadas por co. podem ser dimensionadas à flexão. αy = 1. ef  como se elas fossem maciças com as restrições impostas em 7.1 Peças solidarizadas continuamente Nessa verificação.85 A1 = b1 h1 .ef . como se elas desde que respeitada as limitações: fossem de seção maciça. culo é dado por dade global. as condições de segurança especifi- cadas em 7. como se fossem peças maciças. d A Iy.para três elementos superpostos: αr = 0. conforme as exigências altura da viga são consideradas como pertencentes à de 8.emendas de topo: αr = 0 I = b 1 h 13 / 1 2 1 7. Nd Md I2 Md  I  postos solidarizados continuamente pode ser verificada + + 1. onde αr tem os seguintes valores Nessa verificação. 9 b1 ≤ L1 ≤ 18 b1 Os espaçadores devem estar igualmente afastados entre a ≤ 3 b1: peças interpostas si ao longo do comprimento L da peça.7. Os conectores metálicos devem ser dimensionados para αy = 2. nas condições adiante estabe- lecidas. afastados entre si de no mí- nimo 4d e das bordas do espaçador de pelo menos 7 d. em estado limite último.d 1 a1 Para as peças compostas por dois ou três elementos de Dispensa-se a verificação da estabilidade local dos tre- seção transversal retangular. ef W2  2a1 A1  Iy.85 m = número de intervalos de comprimento L1 em que . L Vd = A1 fv0.3. permite-se a verificação es- chos de comprimento L1 dos elementos componentes. pecificada por esta Norma conforme 7. suposta uma execução cuidadosa e a existência de parafusos suplementares que solidarizem permanen. Iy = n I2 + 2 A1 a12 reduzindo-se o momento de inércia da seção composta. dois parafusos ajustados dispostos ao longo da direção duzida do eixo longitudinal da peça.7. .ef = βI Iy Ief = αr Ith com I m2 βI = 2 sendo I2 m + α y Iy 2 onde: . Ix = n I1 temente o sistema. A verificação deve ser feita como se a peça fosse maciça de 7. a ≤ 6 b1: peças com chapas laterais .9 admitem-se as seguintes relações: .emendas em cunha com inclinação de 1:10: Seção do elemento componente αr = 0. para as seções mostradas na figura 8. adotando-se: Iy.25 para espaçadores interpostos.n 2  ≤ fc0. solicitadas à flexão simples ou com- A = n A1 posta.2 Peças solidarizadas descontinuamente W2 = b1 / 2 As peças compostas solidarizadas descontinuamente por A segurança dos espaçadores e de suas ligações com espaçadores interpostos ou por chapas laterais de fixa. Permite-se que estas ligações sejam feitas com apenas As lâminas emendadas possuem a seção resistente re.emendas dentadas (finger joints): αr = 0.5. onde Ief é o valor efetivo e Ith o seu valor teórico.8 Estabilidade de peças compostas seção transversal com área A e momentos de inércia Ix e Iy. 7.5 Peças compostas de seção retangular ligadas por conectores metálicos I2 = h1 b13 / 12 As vigas compostas de seção retangular.

Seções compostas por dois ou três elementos iguais .Peças solidarizadas descontinuamente Figura 8 . Cópia não autorizada NBR 7190:1997 31 Figura 7 .

resistência da junta colada deve ser no mínimo igual à licos ou por chapas metálicas com dentes estampados. onde Rd é o valor de cálculo da resistência dos elementos da ligação e Sd o valor de cálculo das solicitações nela Para evitar a ruptura por tração normal às fibras em re.1. com be ≥ h/2.5 Ligação de diferentes peças estruturais As ligações de diferentes peças estruturais podem ser feitas pelos meios usuais das ligações de peças de ma- deira ou pelo emprego de elementos intermediários de aço.pinos metálicos. dem ser feitas por meio dos seguintes elementos: também devem ser consideradas as tensões secundárias devidas às excentricidades existentes entre os eixos me- .conectores. cânicos das peças interligadas e o centro de rotação da união em seu plano de atuação. A Os conectores podem ser constituídos por anéis metá.3 Ligações com cola .d t é a espessura da peça principal. Cópia não autorizada 32 NBR 7190:1997 8 Ligações 8. decorrentes dos esforços atuantes nas peças interligadas. onde o coeficiente αe é dado pela tabela 14 . braçadeiras ou grampos.1. permitindo-se o seu emprego exclusivamente . .1 Rigidez das ligações h é a altura total da seção transversal da peça prin. admi- tem-se as relações aproximadas apresentadas em 7. be é a distância do eixo do pino mais afastado à expressas por borda do lado da solicitação. atuantes. O emprego de cola nas ligações deve obedecer a pres- As cavilhas são pinos de madeira torneados. O dimensionamento dos elementos de ligação deve obe- decer a condições de segurança do tipo Devem ser respeitados os espaçamentos especificados e a pré-furação especificada para evitar o fendilhamento Sd ≤ Rd da madeira em virtude da presença dos elementos de união. formáveis.1. 8. αe fvd é a resistência de cálculo ao cisalhamento paralelo às fibras. Vd ≤ 3 8.2 Resistência de embutimento da madeira A resistência de embutimento da madeira é determinada onde: por meio do ensaio de embutimento padronizado especi- ficado no anexo B. As ligações com dois ou três pinos são consideradas de- cipal. V d é a força cortante fictícia determinada por V1 + V2 = F sen α.2 Ligações excêntricas 8. Somente pode ser colada madeira seca ao ar livre ou em estufa.d . As ligações com cola somente podem ser empregadas Os pinos metálicos podem ser constituídos por pregos em juntas longitudinais da madeira laminada colada.3 Ligações com pinos metálicos α é o ângulo de inclinação da força F em relação às fibras.d = 0. giões de ligações localizadas.cavilhas.1 Generalidades Quando não for possível impedir a presença de binários atuando no plano da união. t peça estrutural ou do elemento de ligação.2.3.1 As ligações mecânicas das peças de madeira po. fe0. be .1. 8. fvd . No cálculo das ligações não é permitido levar em conta o 8. nem de esforços trans- mitidos por estribos.25 fc0.d = fc0. A segurança desses elementos intermediários de aço deve ser verificada de acordo com a NBR 8800. resistência ao cisalhamento longitudinal da madeira. fe90.7. Na falta da determinação experimental específica. 8.1. o estado limite último da ligação pode ser atingido por deficiência de resistência da madeira da 2 .4 Critério de dimensionamento atrito das superfícies em contato. deve-se fazer a seguinte verificação: Em princípio. além das tensões primárias 8. crições técnicas provadamente satisfatórias. ou parafusos. 8.

1 = 0.25 e com espaçamento mínimo de 10 d. parede da peça metálica. sendo n o número efe. do em função do valor do parâmetro Em estruturas provisórias. β II .1. Caso sejam empregados diâmetros d0 maiores. Em uniões pregadas será obrigatoriamente feita a pré- furação da madeira. e fed a re- sistência de cálculo de embutimento. No projeto. Nas ligações parafusadas deve ser d ≤ t/2 e nas ligações pregadas deve ser d ≤ t/5. determinada a partir de fyk com γs=1. correspondente a uma dada 2 seção de corte entre uma peça de madeira e uma peça n0 = 8 + (n . os pinos suplemen. do diâmetro d do pino e de radas rígidas nas condições seguintes. esta penetração pode ser limitada ao valor de t1. é determinada pela Os pregos estruturais devem ser feitos de aço com resis. I . d2 Rvd. a ligação deve ser calculada com o número γs convencional A resistência de um pino.3. com os valores usuais: na peça de madeira mais distante de sua cabeça deve ser de pelo menos 12 d ou igual à espessura dessa peça. nada em função das resistências de embutimento fwed das duas madeiras interligadas. A resistência de um pino. é determi- Nunca serão utilizadas ligações com um único pino. mento fyd do pino metálico.5 mm. estas ligações serão Recomenda-se que os parafusos estruturais tenham diâ- calculadas como se fossem rígidas. uma espessura convencional t. de acordo com o diâmetro de pré-furação adotado. coníferas: d0 = 0. a pré-furação deve ser feita com diâmetro d0 O valor de cálculo Rvd. nos L/100.98 def O valor de cálculo da resistência de um pino metálico onde def é o diâmetro efetivo medido nos pregos a serem correspondente a uma única seção de corte é determina- usados.1 da resistência de um pino.3 Pré-furação das ligações parafusadas metálico. tica de escoamento fyk de pelo menos 240 MPa.2 Pré-furação das ligações pregadas da peça mais delgada.4 Resistência dos pinos β ≤ βlim A resistência total de um pino de ligação é dada pela so- ma das resistências correspondentes às suas diferentes t2 Rvd. dispostos para- lelamente ao esforço a ser transmitido. Nas ligações pregadas.7. a penetração em qualquer uma das peças ligadas não deve ser menor que a espessura 8. menor das duas resistências.625 fyd (com β = βlim ) Nas ligações com mais de oito pinos.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 33 em estruturas isostáticas. . onde t é a espessura convencional da madeira e d o diâ- ρap ≤ 600 kg/m3.85 def Em ligações corridas. Caso contrário. como mostrado na figura 9. e pregos com diâmetro d fyd não maior que 1/6 da espessura da madeira mais delgada βlim = 1. desde que respeitados os diâme- tros de pré-furação especificados em 8. uma referente à ligação do tência característica de escoamento fyk de pelo menos pino com a madeira e a outra à ligação do pino com a 600 MPa. conforme 8.3.1 tivo de pinos. consideradas rígidas. fed sendo fyd a resistência de cálculo ao escoamento do pino 8.1 = 0. t β = ções pregadas sem a pré-furação da madeira. como mostrado na figura 10. onde L é o vão teórico da estrutura considera- da. desde que d0 = def são consideradas rígidas ou deformáveis. que permitam a penetração dos pregos metro do pino.3. tomando-se fyd = sendo γ s = 1.3.40 fed seções de corte. tomada com a menor das espessuras t1 e t2 de penetração do pino em cada um dos As ligações pregadas com quatro ou mais pregos são elementos ligados. corres- não maior que o diâmetro d do parafuso. e devem ter diâmetro mínimo de 3 mm. correspondente a uma dada seção de corte entre duas peças de madeira. acrescido de pondente a uma única seção de corte. βlim tares devem ser considerados com apenas 2/3 de sua fyk resistência individual. dicotiledôneas: d0 = 0. o prego será consi- derado não resistente.Flexão do pino Nas ligações com até oito pinos em linha. Para que as ligações parafusadas sejam considera- das rígidas. desde que d se empreguem madeiras moles de baixa densidade. da resistência de escoa- As ligações com quatro ou mais pinos podem ser conside.2. conforme 7.3. admite-se o emprego de liga. a penetração da ponta do prego diâmetro def do prego. pressões seguintes: a ligação deve ser considerada deformável.8) 3 de aço. com diâmetro d0 não maior que o Em ligações localizadas. a resistência total β > βlim é dada pela soma das resistências de cada um dos pinos.2 .3. de pelo me. é dada pelas ex- 0. dando-se à estrutura metros não menores que 10 mm e resistência caracterís- isostática uma contraflecha compensatória.Embutimento na madeira 8. Permite-se d ≤ t/4 nas ligações As ligações parafusadas com quatro ou mais parafusos pregadas. Neste caso. estabelecendo-se como valor limite sem risco de fendilhamento.

Cópia não autorizada 34 NBR 7190:1997 A determinação da resistência referente à ligação do pino No caso de pinos em corte duplo.Pinos em corte simples Figura 10 . a determinação da resistência correspondente a cada uma das seções de corte. e entre t2/2 com a peça de aço é feita de acordo com os critérios da e t3 na outra. Figura 9 . NBR 8800. como mostrado na fi- com a madeira é feita com os mesmos critérios estabe. gura 11.Ligação entre peça de madeira e peça metálica . aplicam-se os mesmos critérios anteriores para lecidos para a ligação de duas peças de madeira. considerando-se t com o menor A determinação da resistência referente à ligação do pino dos valores entre t1 e t2/2 em uma das seções.

d da cavilha. tomada d2 como a menor das espessuras t1 e t2 de penetração nos Rvd.4 Ligações com cavilhas As cavilhas em corte simples podem ser empregadas apenas em ligações secundárias.4.4.cav (com β = βlim ) elementos interligados.1 = 0. considerada em sua flexão.1 = 0.3. a pré-furação deve ser feita pressão paralela e fc90d. cia à compressão normal da cavilha.d. e da resistência à compressão normal fc90. Para as cavilhas.d da ca. e entre t2/2 e t3 na outra. β> βlim vilha.cav é o valor de cálculo da resistência à com- Nas ligações com cavilhas.cav βlim = fc90d. considerada na segurança relativa a seu esmaga- mento. calculando-se a resistência pelas expressões seguintes: 8. βlim . β pondente a uma dada seção de corte entre duas peças de madeira.Esmagamento da cavilha A resistência total de uma cavilha é dada pela soma das resistências correspondentes às suas diferentes seções β ≤ βlim de corte. os diâmetros de 16 mm.Pinos em corte duplo 8. correspondente a uma única seção de corte.1 Rigidez das ligações t β = Para as ligações com cavilhas admitem-se as mesmas d condições de rigidez especificadas em 8. As cavilhas devem ser torneadas e feitas com madeiras duras da classe C60 ou com madeiras moles de No caso de cavilhas em corte duplo.d. t2 Rvd.cav 8. fc0. corres.4 fc0.d. as madeiras impregnadas devem ter resistências compatíveis com a classe C60.cav é o valor de cálculo da resistên- com diâmetro d0 igual ao diâmetro d da cavilha. 18 mm e 20 mm.2 Pré-furação das ligações com cavilhas onde fc0. aplicam-se os mes- ρap ≤ 600 kg/m3 impregnadas com resinas que aumentem mos critérios para a determinação da resistência cor- sua resistência.cav O valor de cálculo da resistência de uma cavilha. conside- rando-se t com o menor dos valores entre t1 e t2/2 em uma das seções. respondente a cada uma das seções de corte.1. Para emprego em cavilhas. A resistência de cálculo da cavilha Rvd. como mostrado na figura 12 . consideram-se: 8.1 para as liga- ções com pinos metálicos.4 fc90d.3 Resistência de uma cavilha I . é determinada de modo Admite-se o emprego de cavilhas estruturais apenas com análogo ao empregado para os pinos metálicos.4.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 35 Figura 11 .Flexão de cavilha compressão paralela fc0. é determinada em função da resistência à II . do diâmetro d da cavilha e da espessura t.

e fcα. b) do centro do último pino à extremidade de peças tracionadas: 7 d. do lado onde peça de madeira.1 = fv0.1 Ligações com anéis metálicos dentes a uma única seção de corte.5. Os espaçamentos mínimos recomendados são os se- As ligações com anéis são consideradas rígidas.Ligações com cavilhas 8.2 Dimensões padronizadas dos anéis metálicos a) entre o centro de dois pinos situados em uma mes- ma linha paralela à direção das fibras: pregos. medido perpendicularmente às fibras.5. Estes espaçamentos estão representados na figura 14. g) do centro de qualquer pino à borda lateral da peça. dada seção de corte da ligação entre duas peças de ma- deira é determinada em função das resistências ao cisa- d) entre os centros de dois pinos situados em duas lhamento longitudinal fv0. quando o es- forço transmitido for paralelo às fibras: 1.2 = t d fcα. deira correspondente a um anel metálico é dado pelo menor dos valores: e) do centro de qualquer pino à borda lateral da peça. pendicularmente às fibras: 3 d.5. guintes: 8. 8. cavi- Os anéis de 64 mm de diâmetro devem ter espessura da lhas e parafusos afastados 6 d. colo- cados no centro do anel. medido per- O valor de cálculo da resistência ao cisalhamento da ma.4 Ligações com chapas com dentes estampados medido perpendicularmente às fibras.d e Ranel. parafusos 4 d. 8.d das duas madeiras interligadas. na figura 13.1 Espaçamentos em ligações com pinos (pregos com pré-furação. devem ser garantidos pelo respectivo fabricante.5.3 Resistência de um anel metálico c) do centro do último pino à extremidade de peças A resistência de um anel metálico correspondente a uma comprimidas: 4 d.6 Espaçamentos entre elementos de ligação por parafusos de 12 mm e 19 mm. de acordo com a legislação Admite-se o emprego de anéis metálicos estruturais ape.5 d. linhas paralelas à direção das fibras. nas com diâmetros internos d de 64 mm e 102 mm. parafusos e cavilhas) Os anéis devem ser fabricados com aço submetido às prescrições da NBR 8800.Cópia não autorizada 36 NBR 7190:1997 Figura 12 .6. πd2 Ranel. e os anéis de 102 mm de diâmetro devem ter espessura não menor que 5 mm. empregadas em ligações estruturais quando a eficiência da cravação for garantida por seu executor. brasileira.d o valor de cálculo da resistência à compressão inclinada de α.5 Ligações com conectores Os valores da resistência de cálculo que podem ser atri- buídos às chapas com dentes estampados. 8. medido perpendicularmente às fibras. como mostrado atuam tensões de tração normal: 1. . do lado onde As chapas com dentes estampados somente podem ser atuam tensões de compressão normal: 4 d.d 4 f) do centro de qualquer pino à borda lateral da peça. correspon- 8. Os anéis de 64 mm e 102 mm devem ser acompanhados 8. respectivamente.5 d. parede não menor que 4 mm. quando o esforço transmitido for normal às fibras. quando o es- onde t é a profundidade de penetração do anel em cada forço transmitido for normal às fibras. d o seu diâmetro interno.

medido perpendicularmente às fibras.0 d. c) do centro de qualquer anel metálico à extremidade O diâmetro mínimo do parafuso será de 12 mm para anéis da peça. para anéis metálicos com diâmetro interno de 102 mm. guintes: f) do centro de qualquer anel metálico à borda lateral a) entre os centros de anéis metálicos na direção da peça. quan- das fibras: 1.75 d. do lado onde são acarretadas tensões de compressão nor- b) do centro de qualquer anel metálico à extremidade mal: 0. Nas ligações em que forem usados anéis metálicos.6. medido perpendicularmente às fibras.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 37 Figura 13 . quando o esforço transmitido for normal às fibras. . no caso de esforço de compressão paralelo metálicos com 64 mm de diâmetro interno e de 19 mm às fibras: 1. no caso de esforço de tração paralelo às fi- bras: 1.0 d.Ligações com anéis metálicos Figura 14 . Estes espaçamentos estão representados na figura 15. do o esforço transmitido for normal às fibras.Espaçamentos em ligações com pinos 8. do lado onde são acarretadas tensões de tração nor- Os espaçamentos mínimos recomendados são os se- mal: 1. eles devem ser aplicados em ranhuras previamente feitas nas e) do centro de qualquer anel metálico à borda lat- peças de madeira.2 Espaçamentos em ligações com anéis metálicos d) do centro de qualquer anel metálico à borda la- teral: 0. da peça. com ferramentas apropriadas.75 d. eral da peça.5 d.5 d.

calculados com a hipótese de comporta.1 Critérios gerais especial.8. decorren.8.2 Critério de verificação da segurança 9.uti ≤ Slim ções seja particularmente importante.6. são usualmente considerados os estados limites de utili- zação caracterizados por: 9.6 . pode ser exigida a verificação da segurança em fun- rificação.k + ∑ ψ 2j FQj.1 Estados limites a considerar No cálculo de Sd. . cadas em 5.k i=1 j=1 com os coeficientes ψ2 dados em 5. expressas em decorrência de deformações da estrutura. salvo exigência em contrário. expressa em norma 9.1.8.4. a verificação da segurança deve ser feita com as combinações de média onde: ou de curta duração especificadas respectivamente em 5. 9.8. as verificações da segurança normal da construção ou seu aspecto estético. corres- b) danos em materiais não estruturais da construção pondentes às combinações de longa duração.Estados limites de utilização Para estas verificações.Espaçamentos em ligações com anéis metálicos 9 Dimensionamento . ção. que afetam a utilização Nas construções correntes.3 Construções correntes a) deformações excessivas.4 Construções com materiais frágeis não estruturais A verificação da segurança em relação aos estados limi- tes de utilização deve ser feita por condições do tipo Nas construções em que haja materiais frágeis não estru- turais e nas construções em que o controle de deforma- Sd.1.3. 9. Fd. determina o aparecimento do estado limite conside- rado. em função Slim é o valor limite fixado para o efeito estrutural que do rigor da segurança pretendida.uti devem ser levados em conta os coe- ficientes de combinação ψ1 e ψ2 cujos valores são esta- Na verificação da segurança das estruturas de madeira belecidos para os casos usuais pela tabela 2.1 por m n c) vibrações excessivas.uti são os valores desses mesmos efeitos. em relação aos estados limites de utilização são feitas admitindo-se apenas os carregamentos usuais. a critério do proprietário da obra.4 .5 Construções especiais Sd. 9.0.1.1. a critério do proprietário da constru- tes da aplicação das ações estabelecidas para a ve.uti = ∑ FGi.1. Em casos especiais.2 e 5. conforme 5.3. especifi- mento elástico linear da estrutura. Cópia não autorizada 38 NBR 7190:1997 Figura 15 . γf = 1. ção das combinações de duração instantânea. admite-se. em 5.

na verificação da segurança. cimbramentos. incluindo o efeito da fluência. definidas em 6. 9.4. essas operações. conforme 9. e das classes de carregamento.3. nem 1/100 do compri- forme 6.3 conforme o rigor No caso de pontes ferroviárias lastradas. não devem su.3. aos usuários. deve-se admitir uma camada de desgaste balanços correspondentes. tais como formas para concreto A consideração dos efeitos da umidade e da duração do estrutural. Em pontes rodoviárias ou para pedestres. modo a reduzir ao mínimo as incertezas sobre os valores periores a 2 uG . 9. 10 Disposições construtivas As flechas devidas às ações permanentes podem ser parcialmente compensadas por contraflechas u0 dadas 10. estrutura. que devem ser consideradas como parte normal dos trabalhos de conservação. Deve ser verificada a segurança em relação ao estado a menor freqüência natural de vibração dos elementos limite de deformações excessivas que possam afetar a da estrutura do piso não deve ser inferior a 8 Hz. Todas as peças da estrutura devem ser projetadas de modo a oferecer faci- Nas construções em que haja materiais frágeis ligados à lidade de inspeção.9. as deformações li- carregamento é feita considerando-se o módulo de mites devem ser estabelecidas pelo proprietário da cons- elasticidade efetivo E c0. de reduzidas de u0.2 Deformações limites para as construções com adequado. vista o emprego obrigatório de ligações rígidas como de- chas podem ser verificados isoladamente para cada um finidas em 8.9 . ser adotadas disposições construtivas que evitem a mas particulares ou pelo proprietário da construção.8.2.1 Disposições gerais na construção. torres etc. . deverão ser de madeira tratada. como mostrado na figura 16.4. nem o valor absoluto de ser feita em função das classes de umidade que serão 15 mm.5.2 ou 5. sem revesti- perar 1/350 dos vãos. estabe- A flecha efetiva uef. mento dos balanços correspondentes. As flechas devidas apenas com pelo menos 2 cm de espessura.3 . definidas em 6. Neste caso.2. deve-se ter sempre em Nos casos de flexão oblíqua. levando-se em conta a rigidez efetiva definida pelo módulo Ec0. a presença de vibrações excessivas da estrutura. devem ser tomadas precauções tais como: tratamento preservativo 9. Nas estru- verificação da segurança em relação aos estados limites turas sobre as quais o público em geral pode caminhar.3 Deformações limites para construções especiais Em construções especiais. ou por normas especiais referentes às mesmas.1.4.4.1. as combinações de ações a considerar são as especificadas em 5. 15 mm.9 . As flechas totais. devidas às combinações de ações consideradas. devem ser evitadas vibrações que tragam desconforto para as combinações de utilização definidas em 9. Nestes casos.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 39 9.ef da madeira. os pranchões da segurança pretendida.3 Estados limites de vibrações 9. facilidade de escoamento das águas e areja- materiais frágeis não estruturais mento de faces vizinhas e paralelas.ef especificado em 6. Para es- utilização normal da construção ou seu aspecto estético. as flechas devidas às ações permanentes podem ser O sistema estático deve estar claramente definido. considerando-se o módulo de elasticidade con- não pode superar 1/200 dos vãos. mas não se considerando reduções su. admite-se que esta con- dição fique satisfeita se a aplicação do carregamento correspondente à combinação de curta duração. a verificação da segurança em relação rápida que o resto da estrutura devem ser facilmente aos estados limites de deformações procura evitar danos substituíveis. cuja fissuração não possa ser evitada por meio de disposições constru.1. como forros. pisos e divisórias.1.4. Para evitar a deterioração rápida das peças. dispostos transversalmente. tomando-se as precauções para facilitar a esses materiais não estruturais.6 Efeitos da umidade e da duração do carregamento às ações variáveis da combinação considerada não de- vem superar 1/300 dos vãos ou 1/150 do comprimento A determinação das deformações das estruturas deve dos balanços correspondentes. ta finalidade. As peças porventura sujeitas a uma deterioração mais tivas adequadas. resistentes.2 Estados limites de deformações Em construções submetidas a fontes de vibração. duração. conforme 6.2. determinada pela soma das parcelas lecida em 5. Nos sistemas estruturais 3 estaticamente indeterminados. não provocar flecha imediata superior a devidas à carga permanente uG e à carga acidental uQ.3. como os de residências e escritórios. nem 1/175 do comprimento dos mento protetor. dos esforços nas seções críticas. mantidas durante a vida útil da construção.8. determinado trução.1 Deformações limites para as construções correntes No caso particular de pisos sobre os quais as pessoas andem regularmente.8. os limites anteriores de fle. dos planos principais de flexão. de deformações deve ser feita como indicado a seguir. devem A menos que haja restrições especiais impostas por nor. Para as construções correntes. 9.1. as placas compostas por elementos diago- considerando apenas as combinações de ações de longa nais podem ser assimiladas a peças maciças.

3. superfície da madeira. os pregos deverão ser cravados em ângulos aproximada- Nas peças principais múltiplas. ranhuras ou outros defeitos que possam comprome- sais será de 50 cm2 e a espessura mínima de 5 cm. A superfície transversal de cada elemento componente será de 35 cm2 das cabeças dos pregos devem estar niveladas com a e a espessura mínima de 2.2 e 8.2.2.3. a área mínima da seção mente retos em relação às fibras da madeira. correspondente. condições ambientais para aplicação e 10. Nas ligações. teor de umidade dos elementos e outros fatores re- levantes para o uso adequado do adesivo devem ser se- Não será permitido o emprego de peças comprimidas de guidos. A espessura mínima das chapas de aço das ligações se- rá de 9 mm nas pontes e 6 mm em outros casos. definido Nas peças fabricadas com adesivos que necessitem de em 7. A espessura mínima das arruelas de aço será de 9 mm nas pontes de 6 mm em outras estruturas.3 e o diâmetro das dários correspondentes.2 Ligações na madeira laminada colada em caso algum ser inferior a 1/8 do lado. no caso de arruelas A fabricação de elementos estruturais de madeira lami- circulares. não devendo 10.1 Ligações com pinos ou cavilhas Nas peças principais isoladas.1.3 Dimensões mínimas das arruelas cados com a utilização de ferramentas de furar.8 cm . Nas regiões de ligação devem ser evitados lascamentos. esses limites reduzem. carga deve ser evitada pelo tempo necessário. Nas peças tracionadas esse limite é de até que atinjam a resistência completa.4 Ligações 10. ou do diâmetro.Cópia não autorizada 40 NBR 7190:1997 Figura 16 . exceda 40 vezes a dimensão transversal um período de condicionamento após o período de pega. . Na fixação dos parafusos devem ser usadas arruelas com diâmetro ou comprimento do lado de pelo menos Os pinos ou cavilhas devem ser simetricamente dispostos 3 d (d é o diâmetro do parafuso) sob a cabeça e a porca. no parafuso. os elementos resistentes devem ser apli- 10.3. nós.3 Esbeltez máxima cura. Caso is- O diâmetro dos pregos deve respeitar as exigências de to não ocorra. de modo a reduzir ao mínimo As arruelas devem estar em contato total com as peças o risco de se afrouxarem simultaneamente.4 Espessura mínima das chapas de aço ligação colada seja mantida por toda a vida esperada da estrutura. 10.2.2 Dimensões mínimas 10.5 cm. nas posições teóricas dos nós.4. peças secundárias esses limites reduzem-se respectiva- mente a 18 cm2 e 2.1 Dimensões mínimas das seções transversais 10. cavilhas de 8.3. seção retangular cheia ou de peças comprimidas múl- tiplas cujo comprimento teórico de referência L0. sem exceder a resistência à compressão normal da madeira. ranhurar ou fresar.4. A menos que esteja de outra maneira especificada. tudinais de treliças. A pré-furação para pregos e parafusos deve respeitar as se respectivamente a 18 cm2 e 1. em relação ao eixo da peça.2. respectivamente.2 Diâmetros mínimos de pinos e cavilhas Os eixos das barras de treliças devem encontrar-se. Nas peças secundárias múltiplas.2. a área mínima das seções transver.3. o diâmetro dos parafusos de 8. especificações de 8. Os adesivos para fins estruturais devem produzir ligações de resistência e durabilidade tais que a integridade da 10. As recomendações dos fabricantes de adesivos em rela- ção à mistura. na classe de serviço correspondente. como vigas e barras longi. no caso de arruelas quadradas. Nas ter a resistência da ligação.5 cm.5.Verificação das deformações limites 10. A área útil mínima das arruelas deve ser tal nada colada deve ser conduzida em condições de contro- que permita utilizar todo o esforço de tração admissível le industrial. a aplicação de 50 vezes. sem- pre que possível. devem ser considerados os efeitos secun- 8.4. em conse- de madeira. qüência de um possível fendilhamento da madeira.

para as madeiras de primei- tarem perfeitamente. que deve verificar a de rigidez homogênea. sificadas como isentas de defeitos por meio do méto- do visual normalizado.5 Execução b) as peças serão classificadas como de segun- da categoria quando não houver a aplicação simul- 10. devem ser feitos 10. las nas classes de resistência especificadas em 6. para as estruturas. de acordo com a amostragem definida em 6. ra ou de segunda categoria. definida em 6. o ataque.3.5.7 Durabilidade da madeira a máquina e perfeitamente ajustados.3. estas de.5. estabelecidas em 6. /ANEXO A .3. devidamente cação mecânica permite enquadrar as peças em lotes assistidos por um mestre carpinteiro.esp.2 Contraflechas ração.4. As superfícies de sambladuras. ligações de d) para o enquadramento nas classes de resistência juntas e articulações devem ser feitas de modo a se adap.5. bilidade aos líquidos preservativos e que sejam subme- ra categoria apenas por meio de método visual de tidas a tratamentos preservativos adequados e seguros classificação.5. de acordo com a Legislação te às ligações ou que se tenham empenado prejudicial- Brasileira. Todo trabalho de carpintaria deve ser feito por operários c) a utilização de máquinas automáticas de classifi- suficientemente hábeis e experimentados.3.ef ≥ fc0k.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 41 10. Não tural à biodeterioração ou que apresentem boa permea- se permite classificar as madeiras como de primei. fc0k à compressão paralela às fibras do material com os valores especificados nas tabelas 8 e 9. No desenvolvimento do projeto de uma estrutura de ma- vem ser distribuídas parabolicamente ao longo do vão.8. é preciso assegurar uma durabilidade mínima com- patível com sua finalidade e com o investimento a ser 10. devem ser em- classificação mecânica para enquadramento nas pregadas espécies que apresentem boa resistência na- classes de resistência especificadas em 6. a conformidade da resistência característica mente devem ser substituídas. Nas peças em que serão dadas contraflechas.3. Somente é permitido vergar artificialmente madeiras es- quadrejadas ou cortar peças curvas de peças retas de e) a aceitação de um lote de madeira como perten- maior seção quando se demonstrar a possibilidade de cente a uma das classes de resistência especificadas aplicação desse processo sem prejuízo da segurança da estrutura. encaixes. e também submetidas a uma Na execução das estruturas de madeira.5 é feita sob a condição fc0k. deve ser feita pelo me- nos a caracterização simplificada. em 6.3. deira. A madeira é um material orgânico sujeito à biodeterio- 10.5. A classificação das peças de madeira deve respeitar as Os componentes de uma construção de madeira podem seguintes condições: estar expostos a diferentes classes de risco de biodeterio- ração em função dos organismos xilófagos presentes no a) as peças de madeira poderão ser classificadas local e das condições ambientais que possam favorecer como de primeira categoria somente se forem clas.1 Disposições gerais tânea da classificação visual e mecânica. Todas as perfurações e escariações.6 Classificação das peças realizado. A classificação de um lote somente poderá ser feita por As peças que na montagem não se adaptem perfeitamen- fornecedores que garantam. mas não permite enquadrá- perfeita ajustagem de todas as superfícies de ligação. bem como ranhuras e fresamentos para meios de ligações.

0. 1:5. contorno de superfícies cortadas. Para obras correntes. quando estreitas ou pequenas. hachuras. Tabela A. linhas de referência. se não coincidir com a linha traço-ponto .5 mm (HB). A determinação das espessuras das linhas é feita em função da progressão aritmética de razão 0. 0. 1:10. As formas são classificadas como: em: linha cheia a) desenhos de conjunto: desenhos utilizados para linha tracejada representar o arranjo geral da estrutura por meio de plantas.7 mm . c) desenhos de montagem: também denominados b) 0. indicar as operações de construção da estrutura.5 mm) e observações Linha cheia fina Linhas de cota e de chamada. In- cluem um esquema geral do conjunto.2 mm.3 mm. de seções e de cortes. 0. Estes linha traço-ponto desenhos devem ser feitos em escalas adequadas ao tamanho da obra a ser representada. devem ser utilizados para 0.3 mm (H). recomendando-se as esca.7 mm) Linha cheia média Arestas visíveis. em escala Na tabela A. seções traçadas na própria vista (0.5 mm. designações (0. 0. e 0. linha à mão livre calas 1:10. 0. setas. las 1:1. 1:50 e 1:100.7 mm (HB). ele- vações.quando feitos a tinta. de elevações.1 . seções e cortes. para que linha traço-dois pontos não haja dúvidas na identificação das partes. recomenda-se o emprego das es.1 mm.3 mm) e linha de centro Linha tracejada média Arestas invisíveis Linha traço-ponto fina Linhas de centro. Este desenho importantes dos tipos de linhas empregadas em desenhos pode ser complementado com croquis.3 mm. números de cotas. 0.5 mm (F).quando feitos a lápis. diagramas de montagem.7 mm (B). As espessuras são classificadas como: traço grosso. Estes desenhos podem incluir plantas. sura e forma.Cópia não autorizada 42 NBR 7190:1997 Anexo A (normativo) Desenho de estruturas de madeira A. 1:20. a) 0.1 estão representadas as aplicações mais adequada à complexidade do arranjo. 0. Na b) desenhos de detalhe: utilizados para representar maioria dos casos.9 mm (B) .5 mm. eixos Linha à mão livre (média) Linha de pequenas separações e limites de vistas e seções parciais ou interrompidas. mendações da NBR 10067. e 0.1 Generalidades A.2 Tipos de linhas Este anexo apresenta as regras gerais de elaboração de As linhas a serem utilizadas são identificadas pela espes- desenhos de estruturas de madeira baseado nas reco. são suficientes as espessuras se- minúcias necessárias à execução e arranjo de com- guintes: ponentes.Tipos de linhas Tipos de linhas Aplicações mais importantes Linha cheia grossa Contorno de superfícies cortadas (0. de estruturas de madeira. traço Os desenhos das estruturas de madeira são classificados médio e traço fino.

E: DIN 933 símbolos em planta. especi.3. NOTA .anel comum b) para a clareza dos desenhos.O símbolo indica a direção das fibras da madeira.contraventamento horizontal P .6 .1 Símbolos para peças de madeira PfP . e vice-versa.lado anterior São os seguintes: LP .parafuso prisioneiro dos para representarem as peças de madeira em eleva- ção.anel dentado vem ser utilizados de preferência nos desenhos de detalhe.1 .1 a A.chapa grossa a) as indicações quantitativas devem ser feitas uma única vez. C60 .Representação das peças em elevações e seções .chapa fina Ex.parafuso passante Os símbolos para as peças de madeira devem ser defini- PfPr .tarugo das estruturas de madeira estão indicados nas figuras A.: E: NBR 650.cavilha Os símbolos recomendados para representar as ligações Tr .3. M . Devem ser observadas as seguintes recomen. Figura A. Assim.3. em planta. indicados nos PfT .2 e A.O símbolo indica a direção das fibras da madeira.conífera CvV . CPr . AB . PfS .rosca métrica A.3.dicotiledônea CvH .chapa-prego ficações e referências forem indicadas sobre os sím- bolos em elevação não se deve repeti-las sobre os E .corda NOTA .peça @ .3 Símbolos gráficos complementares LA .2 Símbolos para ligações Cav .Cópia não autorizada NBR 7190:1997 43 A. C40. quando as designações. A . estes símbolos de.lado posterior C20.parafuso rosca soberba A.: CF 24 chapa fina fjk + 240 MPa dações: CG .3 Símbolos gráficos Pg .contraventamento vertical Dic .parafuso Tirefond desenhos das figuras A.especificação Ex.prego A. em seções e em cortes.classes de resistência Cv . CF .contraventamento Con .

Detalhes de ligações com pregos e parafusos .Cópia não autorizada 44 NBR 7190:1997 Em elevação Em planta Ligações com pregos Ligações com parafusos “ Tirefond” e de rosca soberba Ligações com parafusos prisioneiros Figura A.2 .

4 .Esquema geral da treliça . Cópia não autorizada NBR 7190:1997 45 Ligações com parafusos passantes Em elevação Em planta Ligações com anéis Ligações com chapas de dentes estampados Figura A.3 .Detalhes de ligações com parafusos e conectores Figura A.

Arranjo básico de uma treliça com detalhes das ligações Figura A.Cópia não autorizada 46 NBR 7190:1997 Figura A.6 .5 .Desenho de conjunto com detalhes das ligações de contraventamento /ANEXO B .

a) caracterização simplificada: seis corpos-de-prova. h) cisalhamento. j) flexão. madeiras. b) caracterização mínima da resistência de espécies k) dureza. Do lote a ser investigado deve-se extrair uma amostra. rada. definidas na seção 6. Para isso não se devem retirar mais de um corpo-de- e) tração paralela às fibras. mas nunca menor que 30 cm (ver figura B. das extremidades das peças de pelo menos cinco vezes a menor dimensão da seção transversal da peça conside- g) tração normal às fibras. 5 b  a ≥ ou 30 cm  Figura B.1). go do lote. O número mínimo de corpos-de-prova deve atender aos objetivos da caracterização: i) fendilhamento. c) estabilidade dimensional. prova de uma mesma peça.Esquema para extração de corpos-de-prova das peças . devendo ser representativa da totalidade des- te.1 Generalidades l) resistência ao impacto na flexão. Cópia não autorizada NBR 7190:1997 47 Anexo B (normativo) Determinação das propriedades das madeiras para projeto de estruturas B. tendo em vista a caracterização completa das n) cisalhamento na lâmina de cola. p) resistência das emendas dentadas e biseladas. m) embutimento. cada lote não deve ter volu- b) densidade. contém o) tração normal à lâmina de cola. nação de propriedades das madeiras para projeto de es- truturas. Além disso. me superior a 12 m3. Este anexo contém os métodos de ensaio para determi. mentos comparativos das resistências entre diferentes espécies: B. Para a investigação direta de lotes de madeira serrada considerados homogêneos. pouco conhecidas: 12 corpos-de-prova. com corpos-de-prova distribuídos aleatoriamente ao lon- d) compressão paralela às fibras. Os corpos-de-prova devem ser isentos de defeitos e retirados de regiões afastadas f) compressão normal às fibras. métodos de ensaios para determinação de outras proprie- dades da madeira que servem exclusivamente como ele.2 Amostragem a) umidade.1 . a caracterização mínima e a caracterização simplificada.

com in- dicação da direção das fibras. prejudicial à determinação da real umidade da Os resultados dos ensaios devem ser apresentados em amostra. de madeira serrada ou beneficiada.1 Objetivo mi é a massa inicial da madeira.5. B.4 Procedimento b) descrição da amostra.5. mi . que representa a umidade média do seca. relatório técnico que deve conter: a) referência a esta norma. até que ocorra uma variação.0 cm e compri- onde os resultados devem ser colocados em ordem cres. fazendo referência às con. ≤ xn.7 do valor médio (xm).0 cm x 3. de 5.ms U(%) = x 100 B. como indicado na cente x1 ≤ x2 ≤ .2 . xima de 103°C ± 2°C. dado por lote. em gramas.5. Determinação das densidades básica e aparente de um ms é a massa da madeira seca.6 Densidade ms onde: B. não se tomando para xwk valor inferior a x1.4. em gramas. com temperatura má- d) valor médio da umidade do lote.  -1 2   2  com dimensões nominais de 2. menor ou igual a 0.5.Corpo-de-prova para determinação da umidade da madeira . desprezando-se o valor mais alto se figura B. exatidão de 0. ao longo das fibras. Esta massa será considerada como Determinação do teor de umidade de lotes considerados a massa seca (ms). em B.3 Amostra Os valores característicos das propriedades da madeira O tamanho da amostra e os critérios de extração dos devem ser estimados pela expressão corpos-de-prova devem ser os mesmos estabelecidos  x1 + x 2 + . o número de corpos-de-prova for ímpar.5% da B.6.. entre duas medidas consecutivas. colocar o corpo- de-prova na câmara de secagem.. e) valores determinados das propriedades da madeira.  n -1  x wk =  2 2 -x n  1. nem a 0. homogêneos. B. Na fabricação dos corpos-de-prova devem ser utilizadas ferramentas afiadas para se evitar a chamada “queima” B. tivos para a preservação da madeira. c) forma e dimensões dos corpos-de-prova.5.2. lote de madeira considerado homogêneo.1 Objetivo última massa medida..4 Relatório de suas faces.5.3 Valores característicos B. Após a determinação da massa inicial. em relatório técnico especificado em B.5 Apresentação dos resultados B.5 Umidade medida a cada 6 h. Determinar a massa inicial (mi) do corpo-de-prova com dições de armazenagem do lote.1  n  O corpo-de-prova deve ter seção transversal retangular. deter- rigidez.0 cm. para ajuste das propriedades mecânicas de resistência e de Conhecida a massa seca (ms) do corpo-de-prova.2 . Dimensões em centímetros Figura B.. O teor de umidade determinado por este método mina-se a umidade à base seca pela expressão definida serve também para orientar a escolha de métodos preven.01 g. + x  em B. mento. Durante a secagem a massa do corpo-de-prova deve ser B.2 . Cópia não autorizada 48 NBR 7190:1997 B. que pode provocar uma perda de água imediata.2 Definições O teor de umidade da madeira corresponde à relação Os resultados obtidos devem ser apresentados na forma entre a massa da água nela contida e a massa da madeira de seu valor médio.

4 Procedimento  L3.7.4. em função das respectivas dimen- onde: sões da madeira saturada (verde) e seca. madeira de um lote considerado homogêneo. sendo dadas por: m12 é a massa da madeira a 12% de umidade. sat  O tamanho da amostra e os critérios de extração dos  L  -L corpos-de-prova devem ser os mesmos estabelecidos εr. sat 1. B.6. A densidade aparente ρap é uma massa específica con. po. sat 1.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 49 B.5 Apresentação dos resultados ms Os resultados das densidades básica e aparente devem ρbas = ser apresentados na forma de valores médios. em  1.sat x L3. Vsat .5% em relação à medida anterior. sat  em B. Se a distância radial entre os anéis de crescimento for maior que 4 mm. com precisão de 0. seca    Determinar a massa seca (ms) do corpo-de-prova.1 Objetivo Vsat é o volume da madeira saturada.0 cm de lado e  L   1. a retração axial. em metros cúbi. sendo dada por: Com o corpo-de-prova saturado. definida pela razão entre a massa e o volume radial. determinar o volume saturado por meio das medidas dos lados da seção trans.7. com direções preferenciais 1. m12. Vsat e V12 .seca x L2.seca. cional definida pela razão entre a massa seca e o vol- ume saturado. considerada como um material ortótro- tos dados em B. sat 3. correspondentes às direções axial. seca  x 100  L3. seca  mento. rando a madeira. o inchamento tangencial.3 =  3. sat  metros cúbicos. mensões do corpo-de-prova nos estados saturado e seco.1 mm. respectivamente.1 =  1. seca  x 100 B. onde: B.  2. O volume saturado é determinado pelas dimensões finais do corpo-de-prova submerso em água até que atinja mas. Devem ser determinadas a retração tangencial.6. dada por As deformações específicas de retração εr e de incha- m12 mento εi são consideradas como índices de estabilidade ρap = dimensional e são determinadas.  L  -L a seção transversal do corpo-de-prova deve ser aumen.3 =  3.7 Estabilidade dimensional da madeira ms é a massa seca da madeira. a massa e o Vsat = L1.0 cm x 3.Vseca ∆V = x 100 versal e do comprimento. A estabilidade dimensional da madeira é caracterizada pelas propriedades de retração e de inchamento conside- A massa seca é determinada pelos mesmos procedimen.6. seca  x 100  L  tada para abranger pelo menos cinco anéis de cresci. radial e tangencial.  L -L  εr.01g. sat 3. volume devem ser medidos em corpos-de-prova com teor Vseca = L1. Tomar Vseca mais de uma medida para levar em consideração as im- perfeições devidas ao inchamento do corpo-de-prova. em quilogramas. 2 e 3. seca  comprimento ao longo das fibras de 5. de umidade de 12%.4.  L -L  εi.sat .6. por meio das propriedades de retração e inchamento.6. seca  x 100  L  V12 é o volume da madeira a 12% de umidade. o incha- de corpos-de-prova com teor de umidade de 12%.3 Amostra  L   2. definidas em B. em rela- Vsat tório técnico especificado em B.0 cm.2 Definições sa constante ou com no máximo uma variação de 0.2 =  2.  L -L  εr.sat x L2. para cada uma das di- V12 reções preferenciais. B. com A variação volumétrica é determinada em função das di- exatidão de 0.1 =  1.2 Definições Conhecidos os valores de ms.5. Determinação do grau de estabilidade dimensional da cos.2. seca  x 100 ção transversal retangular de 2. a retração vencional. sendo dada por B. em quilogramas. εi.seca x L3. seca  x 100 B.2 =  2. determinam- se as densidades básica e aparente pelas expressões A “densidade básica” é uma massa específica conven. .  L -L  εi.2. onde: Na determinação da densidade aparente. sat 2.   Os corpos-de-prova devem ter forma prismática com se. sat 2. sendo mento radial e o inchamento axial.

Determinar as distâncias entre os lados do corpo-de. B. em newtons. o módulo de elasticidade deve ser prova durante os processos de secagem e de reumidifi.2.σ10% Ec0 = ε 50% .2 Definições lado igual à espessura do elemento delgado. até O valor característico da resistência à compressão pa- que a variação dimensional se estabilize em torno da di. reumidificação do corpo-de-prova deve ser reportada no relatório técnico do ensaio. fc0 = A Os corpos de prova devem ser fabricados com o lado onde: maior da seção transversal paralelo à direção radial. devem ser B. ε10%) e ser determinadas com pelo menos três medidas em cada (σ50%.4 Procedimentos A é a área inicial da seção transversal comprimida.7. ε10% e ε50% são as deformações específicas medidas B. cífica.8. com precisão de 0. extraídos aleatoriamente de 12 diferentes atuar em um corpo-de-prova com seção transversal qua.3.5. em relatório técnico especificado em B. fc0 é a resistência à compressão paralela às fibras. Os resultados da variabilidade dimensional da madeira. As distâncias devem tensão x deformação. σ 50% . peças delgadas. B. obtido Para o estudo do inchamento o corpo-de-prova deve estar do trecho linear do diagrama tensão x deformação espe- seco. em megapascals.0 cm de comprimento. megapascals. turação das fibras. Quando o teor de umidade for menor que o ponto de sa. ralela às fibras fc0. como indicado na figura B. um dado lote de peças delgadas. de acordo com B.0 cm de lado e 15. 4 cm3 e 16 cm3. Para isso. sendo dado por: Os procedimentos de secagem do corpo-de-prova devem ser os mesmos previstos em B.3.4.máx. pelos pontos 71 e 85 do diagrama de carregamento cúrio. é a máxima força de compressão aplicada ao corpo-de-prova durante o ensaio. sendo expresso em prova empregado para o estudo da retratibilidade. e comprimento igual a três vezes o lado A resistência à compressão paralela às fibras (fwc.7.2. como indicado na figura B. definida pelos pontos (σ10%. como representado na figura B.0 ou fc0) da seção transversal.02 mm entre duas medidas sucessivas. 50% da resistência à compressão paralela às fibras.3 Amostra drada de 5. A dado em B.2.k deve ser determinado pelo estimador ferença de 0. Para esta finalidade. correspondentes às tensões de σ10% e σ50%. representadas medida de volume do corpo-de-prova submerso em mer. conter umidade acima do ponto de saturação das fibras. determinado pela inclinação da reta secante à curva cação. Cópia não autorizada 50 NBR 7190:1997 B.8 cm. sen- do dada por: O tamanho da amostra e os critérios de extração dos corpos-de-prova devem ser os mesmos estabelecidos Fc0. em B. Para o estudo da retratibilidade o corpo-de-prova deve em metros quadrados. o corpo-de-prova deve ter volume entre (ver figura B. A rigidez da madeira na direção paralela às fibras deve ser determinada por seu módulo de elasticidade. Fc0.7. Para a caracterização da resistência à compressão de mogêneo. Determinação da resistência e da rigidez à compressão paralela às fibras da madeira de um lote considerado ho.máx.8. o corpo-de-prova deve ser colocado em um ambiente saturado. deve-se reumidificar o corpo-de-prova. determinados pelas expressões de B.4.7) . ε50%).7. correspondentes respectivamente a 10% e lado do corpo-de-prova. com temperatura de 20°C ± 5°C.0 cm de lado e compri- mento de 15 cm. me- dida no ensaio.5.01 mm.5 Apresentação dos resultados no corpo-de-prova.2.8. com B.4. Para isso. O tamanho da amostra e os critérios de extração dos corpos-de-prova devem ser os mesmos estabelecidos em B. .3 Amostra analisados e apresentados na forma de valor médio. Normalmente se utiliza o mesmo tipo de corpo-de.ε10% Os corpos-de-prova que apresentarem defeitos de se- cagem devem ser descartados.8 Compressão paralela às fibras Os corpos-de-prova devem ter forma prismática com B. onde: Para o estudo da variabilidade volumétrica da madeira σ10% e σ50% são as tensões de compressão correspon- também pode ser utilizado o procedimento baseado na dentes a 10% e 50% da resistência fc0. permite-se empregar corpos-de-prova com seção transversal quadrada. com pelo menos 1. ensaiando-se pelo menos 12 cor- é dada pela máxima tensão de compressão que pode pos-de-prova.1 Objetivo seção transversal quadrada de 5.

Diagrama tensão x deformação específica para determinação da rigidez à compressão paralela às fibras Dimensões em centímetros Figura B.5 . cas pregadas no corpo-de-prova.Corpo-de-prova para ensaio de compressão paralela às fibras B. de 10 cm entre as duas linhas de pregação (ver figura B. . com precisão de Para a determinação das propriedades de resistência e 0. com distância nominal vem ser feitas com exatidão de 0.Corpo-de-prova e sistema de orientação para determinação das propriedades de retração e inchamento Figura B.1 mm.8. as medidas dos lados do corpo-de-prova de.6).4 Procedimento Para determinação do módulo de elasticidade podem ser utilizados relógios comparadores. Cópia não autorizada NBR 7190:1997 51 Dimensões em centímetros Figura B.3 .001 mm. fixados por meio de duas cantoneiras metáli- de rigidez. Para a determinação do módulo de elasticidade devem ser feitas medidas de deformações em pelo menos duas As medidas das deformações específicas devem ser feitas faces opostas do corpo-de-prova. com extensômetros com exatidão mínima de 50 µm/m.4 .

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52 NBR 7190:1997

Para o ajuste do corpo-de-prova na máquina de ensaio corpo-de-prova alongado com trecho central de seção
deve-se utilizar uma rótula entre o atuador e o corpo-de- transversal uniforme de área A e comprimento não menor
prova. que 8 A , com extremidades mais resistentes que o tre-
cho central e com concordâncias que garantam a ruptura
A resistência deve ser determinada com carrega- no trecho central, sendo dada por:
mento monotônico crescente, com uma taxa em torno de
10 MPa/min. Ft0,máx.
ft0 =
A
Para determinação da rigidez, a resistência da madeira
deve ser estimada (fc0,est) pelo ensaio destrutivo de um onde:
corpo-de-prova selecionado da mesma amostra a ser in-
vestigada. Ft0,máx. é a máxima força de tração aplicada ao corpo-
de-prova durante o ensaio, em newtons;
Conhecida a resistência estimada da amostra fc0,est, o
carregamento deve ser aplicado com dois ciclos de carga A é a área inicial da seção transversal tracionada do
e descarga, de acordo com o procedimento especificado trecho central do corpo-de-prova, em metros quadra-
no diagrama de carregamento da figura B.7. A taxa de dos;
carregamento deve ser de 10 MPa/min.
ft0 é a resistência à tração paralela às fibras, em
Os registros das cargas e das deformações devem ser megapascals.
feitos para cada ponto do diagrama de carregamento
mostrado na figura B.7. O valor característico da resistência à tração paralela às
fibras ft0,k deve ser determinado pelo estimador dado em
Para os ensaios com instrumentação baseada em exten- B.3.
sômetros mecânico fixados no corpo-de-prova, as defor-
mações devem ser registradas para cada ponto do dia- A rigidez da madeira, na direção paralela às fibras, obtida
grama de carregamento mostrado na figura B.7, até 70% pelo ensaio de tração paralela às fibras, é caracterizada
da carga estimada. Em seguida deve-se retirar a instru- pelo módulo de elasticidade determinado pelo trecho li-
mentação e elevar o carregamento até a ruptura do corpo- near do diagrama tensão deformação específica, como
de-prova. indicado na figura B.8.

Para a caracterização mínima de espécies pouco conhe- Para esta finalidade, o módulo de elasticidade deve ser
cidas, devem ser utilizadas duas amostras, sendo uma determinado pela inclinação da reta secante à curva ten-
com corpos-de-prova saturados e outra com corpos-de- são deformação, definida pelos pontos (σ10%; ε10%) e
prova com teor de umidade em equilíbrio com ambiente (σ50%, ε50%) correspondentes respectivamente a 10% e
(seco ao ar). A determinação do teor de umidade deve 50% da resistência a tração paralela às fibras medida no
ser feita por meio dos procedimentos estabelecidos em ensaio, sendo dado por:
B.5.

σ 50% - σ10%
B.8.5 Apresentação dos resultados Et0 =
ε 50% - ε10%
Para a determinação dos módulos de elasticidade devem
ser construídos os diagramas tensão x deformação espe- onde:
cífica para todos os ensaios realizados.
σ10% e σ50% são as tensões de tração correspondentes
Os resultados das propriedades de resistência e de rigidez a 10% e 50% da resistência ft0, representadas pelos
à compressão paralela às fibras devem ser analisados e pontos 71 e 85 do diagrama de carregamento (ver
apresentados, em valores característicos para resistência figura B.7);
e em valor médio para o módulo de elasticidade, acom-
panhados do respectivo teor de umidade. Estes valores ε10% e ε50% são as deformações específicas de tração
devem ser apresentados em relatório técnico especifica- medidas no trecho central do corpo-de-prova alon-
do em B.4. gado, correspondentes às tensões de σ10% e σ50%,
respectivamente.
B.9 Tração paralela às fibras
B.9.3 Amostra
B.9.1 Objetivo
O tamanho da amostra e os critérios de extração dos
Determinação da resistência e a rigidez à tração paralela corpos-de-prova devem ser os mesmos estabelecidos
às fibras da madeira de um lote considerado homogêneo. em B.2.

B.9.2 Definições Para se determinar a resistência e o módulo de elasti-
cidade na tração paralela às fibras, deve ser utilizado um
A resistência à tração paralela às fibras (fwt,0 ou ft0) é dada dos dois tipos de corpos-de-prova indicados na figu-
pela máxima tensão de tração que pode atuar em um ra B.9.

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NBR 7190:1997 53

Figura B.6 - Arranjo de ensaio para compressão paralela às fibras, com instrumentação baseada
em relógios comparadores

Figura B.7 - Diagrama de carregamento para determinação da rigidez da madeira à compressão

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54 NBR 7190:1997

Figura B.8 - Diagrama tensão x deformação específica da tração paralela às fibras
Dimensões em centímetros

Figura B.9 - Corpos-de-prova para ensaios de tração paralela às fibras
B.9.4 Procedimento Para determinação do módulo de elasticidade podem
ser utilizados relógios comparadores, com precisão de
Para a determinação das propriedades de resistência e 0,001mm, como indicado na figura B.10.
rigidez as medidas do comprimento e do diâmetro do tre-
As medidas das deformações específicas devem ser feitas
cho central dos corpos-de-prova devem ser feitas com
com extensômetros com exatidão mínima de 50 µm/m.
exatidão de 0,1 mm.
Para o ajuste do corpo-de-prova na máquina de ensaios
Para determinação do módulo de elasticidade devem mecânicos, deve-se utilizar uma rótula entre o atuador e
ser feitas medidas de deformações em pelo menos duas o corpo-de-prova.
faces opostas do corpo-de-prova e, no caso de corpo-
de-prova com seção circular, em duas posições diame- O carregamento deve ser monotônico crescente, corres-
tralmente opostas. pondente a uma taxa de 10 MPa/min.

Cópia não autorizada NBR 7190:1997 55 Para determinação da rigidez. definida pelos pontos (σ10%. ε50%) correspondentes. do trecho linear do diagrama tensão x deformação espe- cidas. ε 50% .11. acompanhados do correspondentes a 10% e 50% da resistência conven- respectivo teor de umidade.10 Compressão normal às fibras ε10% e ε50% são as deformações específicas medidas na direção normal às fibras correspondentes às ten- B.0 cm de lado e altura. Determinação da resistência e da rigidez à compressão B. respectivamente.5 Apresentação dos resultados 50% da resistência convencional à compressão normal às fibras fc90 .10.Arranjo de ensaio para tração paralela às fibras com corpos-de-prova com seção retangular .k deve ser estimado pelo estimador dado regamento deve ser aplicado com dois ciclos de carga e em B. como indicado na figura B.3. com corpos-de-prova saturados e outra com corpos-de- prova com teor de umidade em equilíbrio com o ambiente. na dire- é o valor convencional determinado pela deformação es. Estes valores devem ser apre. mal às fibras fc90.13. ε10%) e (σ50%. sendo uma cífica. tensão x deformação. Para esta finalidade o módulo de elasticidade deve ser A determinação do teor de umidade deve ser feita por determinado pela inclinação da reta secante à curva meio dos procedimentos estabelecidos em B.9.10.σ10% Ec90 = para todos os ensaios realizados.12. diagrama de carregamento mostrado na figura B. de 10 cm. com seção A resistência à compressão normal às fibras (fwc.ε10% Os resultados das propriedades de resistência e de rigidez onde: à tração paralela às fibras devem ser analisados e apresen- tados em valores característicos para resistência e em valor σ10% e σ50% são as tensões de compressão normal médio para o módulo de elasticidade.7. B.5.12. cional fc90.4. de acordo com o procedimento especificado no diagrama de carregamento da figura B. o car. selecionado da mesma amostra prova prismáticos. O tamanho da amostra e os critérios de extração dos corpos- de-prova devem ser os mesmos estabelecidos em B. como indicado na figura B. ção tangencial. B. a ser investigada.est. obtido Para a caracterização mínima de espécies pouco conhe. mostrado na figura B. A rigidez da madeira na direção normal às fibras deve ser determinada por seu módulo de elasticidade. devem ser utilizadas duas amostras.1 Objetivo sões σ10% e σ50%. representadas pelos pontos 71 e 85 do sentados em relatório técnico especificado em B. descarga.10.10 . a resistência da madeira pecífica residual de 2‰ . sendo dado por: Para a determinação dos módulos de elasticidade devem ser construídos diagramas tensão de formação específica σ 50% .3 Amostra normal às fibras da madeira de um lote considerado ho- mogêneo. obtida deve ser estimada (ft0.2. a 10% e B.2 Definições O corpo-de-prova deve ter forma prismática.90 ou fc90) transversal quadrada de 5. Figura B.est) pelo ensaio destrutivo de um em um ensaio de compressão uniforme em corpos-de- corpo-de-prova gêmeo. O valor característico da resistência à compressão nor- Conhecida a resistência estimada da amostra ft0.

Diagrama tensão x deformação específica para determinação da rigidez da madeira na direção normal às fibras .11 .Diagrama de carregamento para determinação da rigidez da madeira à tração Figura B.12 . Cópia não autorizada 56 NBR 7190:1997 Figura B.

acompanhados do no diagrama de carregamento da figura B.Dimensões do corpo-de-prova para ensaio de compressão normal às fibras B. Para a caracterização mínima de espécies pouco conhe- das devem ser descontadas deformações intrínsecas da cidas.5. Cópia não autorizada NBR 7190:1997 57 Figura B. O carregamento deve ser aplicado de preferência na prova. 70% da carga estimada.est. selecionado da mesma amostra fica para todos os ensaios realizados. Para o ajuste do corpo-de-prova na máquina de ensaio. e com valor mé- e descarga. como indicado na figura B.10.7. rigidez.4. de acordo com o procedimento especificado dio para o módulo de elasticidade.7. sendo uma máquina de ensaio. Estes valores devem ser apre- carregamento deve ser de 10 MPa/min. ser utilizados relógios comparadores. Destas medi. Para os ensaios com instrumentação baseada em extensômetros mecânicos fixados no corpo-de-prova. .13 .14. A determinação do teor de umidade deve com extensômetros com exatidão mínima de 50 µm/m. com exatidão de 0.5 Apresentação dos resultados pondente a uma taxa de 10 MPa/min. deve-se utilizar uma rótula entre o atuador e o corpo-de.10. o à compressão normal às fibras devem ser apresentados carregamento deve ser aplicado com dois ciclos de carga com valor característico para resistência.est) por ensaio destrutivo de um ser construídos diagramas tensão x deformação especí- corpo-de-prova gêmeo.001 mm.13). O carregamento deve ser monotônico crescente corres. a ser investigada. A taxa de respectivo teor de umidade.4 Procedimento Os registros das cargas e das deformações devem ser feitos para cada ponto do diagrama de carregamento Para a determinação das propriedades de resistência e mostrado na figura B. para medidas das deformações totais do cor- po-de-prova.1 mm.7. B. devem ser utilizadas duas amostras. ser feita por meio dos procedimentos estabelecidos em B. Os resultados das propriedades de resistência e de rigidez Conhecida a resistência estimada da amostra fc90. direção tangencial (direção do eixo 3) (ver figura B. Em seguida deve-se retirar a instrumentação e elevar o carregamento até a ruptura do Para determinação do módulo de elasticidade podem corpo-de-prova. com corpos-de-prova saturados e outra com corpos-de- prova com teor de umidade em equilíbrio com o ambiente As medidas das deformações específicas devem ser feitas (seco ao ar). até faces opostas do corpo-de-prova. as medidas dos lados dos corpo-de-prova devem ser feitas com exatidão de 0. a resistência da madeira Para a determinação dos módulos de elasticidade devem deve ser estimada (fc90. as Para determinação do módulo de elasticidade devem deformações devem ser registradas para cada ponto do ser feitas medidas de deformações em pelo menos duas diagrama de carregamento mostrado na figura B. Para determinação da rigidez. sentados em relatório técnico especificado em B.

sendo uma às fibras ft0.11. ser utilizada apenas para estudos comparativos entre di- ferentes espécies de madeira. não devendo ser aplicada O carregamento deve ser aplicado de preferência na dire- na avaliação da segurança das estruturas de madeira. permite-se utilizar o corpo-de-prova mostrado resistentes que o trecho central e com concordâncias na figura B. Para a caracterização mínima de espécies pouco conhe- O valor característico da resistência à tração normal cidas.11. Para um estudo comparativo entre diferentes espécies mento não menor que 2.11. as medidas das faces dos corpos-de-prova devem ser feitas com precisão de 0. sendo dada por: B. deve em B. Para a determinação da resistência à tração normal às fwt. corres- do trecho alongado do corpo-de-prova.Arranjo de ensaio para compressão normal às fibras B. é a máxima força de tração normal aplicada mecânico.15.1 mm.2.2 Definições de seção transversal uniforme de área A e comprimento não menor que 2.5.14 .90 ou ft90) é dada pela máxima tensão de tração que tam a ruptura no trecho central. deve-se utilizar uma rótula entre o atuador e o ao corpo-de-prova.5 A . .máx. quadrados. com extremidades mais resisten- A resistência à tração normal às fibras da madeira tes que o trecho central e com concordâncias que garan- (fwt. deira de um lote considerado homogêneo.3 Amostra B. corpo-de-prova.1 Objetivos O tamanho da amostra e os critérios de extração dos corpos-de-prova devem ser os mesmos estabelecidos Determinar a resistência à tração normal às fibras da ma.máx. onde: Para o ajuste do corpo-de-prova na máquina de ensaio Ft90.90 = A t90 fibras.15. com extremidades mais de madeira. Cópia não autorizada 58 NBR 7190:1997 Dimensões em centímetros Figura B.5 A . A determinação do teor de umidade de- A resistência à tração normal às fibras determinada por ve ser feita por meio dos procedimentos estabelecidos meio do corpo-de-prova indicado na figura B.4 Procedimento Ft90. devem ser utilizadas duas amostras. que garantam a ruptura no trecho central.11.11 Tração normal às fibras B.5 MPa/min. At90 é a área inicial da seção transversal tracionada O carregamento deve ser monotônico crescente. em newtons. em B. prova com teor de umidade em equilíbrio com o ambien- te (seco ao ar). O corpo-de-prova deve ser alongado com trecho central B. pode atuar em um corpo-de-prova alongado com trecho central de seção transversal uniforme de área A e compri. ção tangencial.k deve ser determinado pelo estimador dado com corpos-de-prova saturados e outra com corpos-de- em B. em metros pondente a uma taxa de 2.3.

em metros quadrados.4 Procedimento B.17). fs0 = A s0 Av0 é a área inicial da seção crítica do corpo-de-prova. sendo dada por: B. as medidas dos lados dos corpos-de. em newtons.1 Objetivo valores característicos.19 . acompanhados do respectivo teor de umidade.3 Amostra de-prova. em um plano paralelo às fibras.17.12. B. acompanhados do respectivo teor de umidade. fv0 = A resistência ao fendilhamento paralelo às fibras da ma- A v0 deira (fws.máx. prova. Determinação da resistência ao fendilhamento paralelo mento que pode atuar na seção crítica de um corpo-de. B.k deve ser estimado pelo estimador ao eixo 3) (ver figura B. tal como indicado na figura B. devem ser utilizadas duas amostras.13.2 Definições B.1 mm.2.19.5 Análise de resultados B. cidas.15 está mostrado na figu. em B. às fibras da madeira de um lote considerado homogêneo. em newtons. dor dado em B. O corpo-de-prova deve ser fabricado de preferência com O carregamento deve ser monotônico crescente.2.11.12.4.5 MPa/min. corres. O valor característico da resistência ao fendilhamento ção crítica paralelo à direção radial da madeira (normal paralela às fibras ft0.0 ou fv0) é dada pela máxima tensão de cisalha. paralela às fibras fv0. B.16.máx. resistente ao fendilhamento. dependente da forma e das distâncias entre os lados do corpo-de-prova. ao cisalhamento paralelo está indicado na figura B. onde: O valor característico da resistência ao cisalhamento Fs0.3.0 ou fs0) é dada pela máxima tensão que pode atuar no corpo-de-prova de madeira indicado na figura onde: B.2 Definições Fv0.13. Para o ajuste do corpo-de-prova na máquina de ensaio O corpo-de-prova para o ensaio de fendilhamento para- deve-se utilizar uma rótula entre o atuador e o corpo-de.12. Es. B. da madeira (direção do eixo 2).k deve ser determinado pelo estima. tes valores devem ser apresentados em relatório técnico especificado em B. Esta O corpo-de-prova para o ensaio de cisalhamento deve propriedade deve ser utilizada apenas para estudo com- ter a forma indicada na figura B. às fibras da madeira de um lote considerado homogêneo. o plano da seção crítica perpendicular à direção radial pondente a uma taxa de 2.máx.19.12. As0 é a área crítica da seção transversal do corpo- B. com corpos-de-prova saturados e outra com corpos-de- prova com teor de umidade em equilíbrio com o ambiente. . prova prismático. dada por: Fv0. é a máxima força cisalhante aplicada ao corpo- Fs0. O corpo-de-prova deve ser fabricado com o plano da se. é a máxima força aplicada ao corpo-de-prova. Os resultados obtidos de resistência à tração normal às fibras devem ser apresentados com valores caracterís. em B.1 Objetivo A resistência ao cisalhamento paralelo às fibras da ma- deira (fwv.18.3.máx.4. Estes valores devem ser apresentados em Determinação da resistência ao cisalhamento paralelo relatório técnico especificado em B. sendo uma ra B. corpos-de-prova devem ser os mesmos estabelecidos prova devem ser feitas com exatidão de 0. de-prova. O arranjo de ensaio para a determinação da resistência ticos.13 Fendilhamento B. lelo às fibras deve ter a forma indicada na figura B.3 Amostra Para a determinação da resistência ao cisalhamento O tamanho da amostra e os critérios de extração dos paralelo às fibras.5 Apresentação dos resultados A determinação do teor de umidade deve ser feita por meio dos procedimentos estabelecidos em B. parativo entre espécies de madeira.12.12 Cisalhamento Os resultados da propriedade de resistência ao cisalha- mento paralelo às fibras devem ser apresentados com B. O tamanho da amostra e os critérios de extração dos corpos-de-prova devem ser os mesmos estabelecidos A resistência ao fendilhamento é um valor convencional.5. em metros quadrados. dado em B.13. Cópia não autorizada NBR 7190:1997 59 O arranjo de ensaio para tração normal às fibras com Para a caracterização mínima de espécies pouco conhe- o corpo-de-prova da figura B.

15 .Arranjo de ensaio para tração normal às fibras . Cópia não autorizada 60 NBR 7190:1997 Dimensões em centímetros Figura B.Corpo-de-prova para tração normal às fibras Figura B.16 .

18 .17 .Corpo-de-prova para ensaio de cisalhamento na direção paralela às fibras Dimensões em milímetros Figura B.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 61 Dimensões em centímetros Figura B.Arranjo de ensaio para cisalhamento paralelo às fibras .

k deve ser determinado pelo estimador dado em B.3. sendo uma cúbicos. aplicada ao corpo- de-prova.FM.50% são as cargas correspondentes a 10% B. corres. em newtons. Para esta finalidade o módulo de elasticidade deve ser mento paralelo às fibras devem ser apresentados com determinado pela inclinação da reta secante à curva carga valores característicos.2 Definições e 50% da carga máxima estimada. acompanhados do respectivo teor x deslocamento no meio do vão.5. é o máximo momento aplicado ao corpo-de- O carregamento deve ser monotônico crescente. representadas pelos pontos A resistência da madeira à flexão (fwM ou fM) é um valor 71 e 85 do diagrama de carregamento mostrado na convencional. devem ser utilizadas duas amostras. sendo dado por: B. a 10% e 50% da carga máxima de ensaio estimada por meio de um corpo-de-prova gêmeo. Mmáx. mente.v10% ) 4 bh3 Determinação da resistência e da rigidez da madeira à onde: flexão de um lote considerado homogêneo. fM = We Para o ajuste do corpo-de-prova na máquina de ensaio. cal- culado com a hipótese de a madeira ser um material Para a determinação da resistência ao fendilhamento elástico.1 Objetivo EM0 = (v 50% . em metros cidas. Estes valores devem ser apresentados em (F10%.19 . deve-se utilizar uma rótula entre o atuador e o corpo-de. sendo dado por: paralelo às fibras.50% .14. . dado por bh2/6.13. com corpos-de-prova saturados e outra com corpos-de- prova com teor de umidade em equilíbrio com o ambiente. indicado na figura B.10% ) L3 B. v10%) e (F50%.13. respectiva- relatório técnico especificado em B. as medidas dos lados dos corpos-de- prova devem ser feitas com exatidão de 0. Os resultados da propriedade de resistência ao fendilha.20. pondente a uma taxa de 2. onde: prova.14 Flexão (FM.14.21. em newtons-metro. O valor característico da resistência convencional à flexão A determinação do teor de umidade deve ser feita por fM. versal do corpo-de-prova.Cópia não autorizada 62 NBR 7190:1997 Dimensões em centímetros Figura B.4. definida pelos pontos de umidade.1 mm.Corpo-de-prova para ensaio de fendilhamento B. meio dos procedimentos estabelecidos em B.4 Procedimento em um corpo-de-prova no ensaio de flexão simples.10% e FM.5 MPa/min. prova. Mmáx. v50%) correspondentes. A rigidez da madeira à flexão é caracterizada pelo módulo de elasticidade determinado no trecho linear do diagrama B. dado pela máxima tensão que pode atuar figura B. FM.5 Apresentação dos resultados carga x deslocamento. We é o módulo de resistência elástico da seção trans- Para a caracterização mínima de espécies pouco conhe.

4. de-prova. em centímetros quadrados.23. Para a caracterização mínima de espécies pouco conhe. vão deve ser feita para cada ponto do diagrama de carre- timada FM. prova gêmeo. carregamento deve ser aplicado com dois ciclos de carga e descarga.15. o duz a penetração de uma semi-esfera de aço com área carregamento deve ser monotônico crescente.01 mm.4 Procedimento tados em relatório técnico especificado em B. acompanhados do respec- tivo teor de umidade. Para a determinação dos módulos de elasticidade devem mento. é a máxima força aplicada ao corpo-de-prova necessária à penetração de uma semi-esfera de se- Para a determinação da rigidez. com seção transversal quadrada de 5. bras (fH90). Para a determinação da resistência convencional à flexão. 21 h.15. Cópia não autorizada NBR 7190:1997 63 v10% e v50% são os deslocamentos no meio do vão A medida dos deslocamentos transversais no meio do correspondentes a 10% e 50% da carga máxima es. o corpo-de-prova deve ser vinculado a dois Determinação da dureza da madeira de um lote conside- apoios articulados móveis.2 Definições O carregamento consiste em uma carga concentrada. de 115 cm. aplicada por meio de um cutelo acoplado ao atuador. B. em metros. Em seguida deve- se retirar a instrumentação e elevar o carregamento até a O tamanho da amostra e os critérios de extração dos ruptura do corpo-de-prova.23).14. dada por: taxa de 10 MPa/min. b e h correspondem. Conhecida a resistência estimada da amostra fM.22. o igual a 1 cm2. de acordo com o procedimento especificado Para esta finalidade a dureza da madeira é medida na no diagrama de carregamento da figura B. cional e de rigidez à flexão devem ser apresentados com deira.5. os deslocamentos devem ser registrados para cada ponto do diagrama de carregamento (ver figu- B. com vão livre entre apoios de rado homogêneo pelo método de Janka. sendo uma A seção diametral com corpos-de-prova saturados e outra com corpos-de- prova com teor de umidade em equilíbrio com o ambiente. fH = cidas.5 Apresentação dos resultados Os corpos-de-prova devem ter forma prismática. devem ser utilizadas duas amostras.21. não se admitindo inclinações de fibras maiores valor característico para a resistência e com valor médio que 6° em relação ao comprimento do corpo-de-prova. Fmáx. B. todos os ensaios realizados. sendo o equilíbrio do sistema garantido pelo atrito com o atuador. B. atuante em uma das faces de um corpo-de-prova prismático.0 cm de lado e compri.15 Dureza as medidas dos lados do corpo-de-prova devem ser feitas com exatidão de 0. O corpo-de-prova deve ser fabricado de preferência com Os resultados das propriedades de resistência conven- o plano de flexão perpendicular à direção radial da ma. onde: A determinação do teor de umidade deve ser feita por meio dos procedimentos estabelecidos em B. gamento especificado na figura B. terminada convencionalmente pela tensão que. em newtons.14. Aseção diametral é a área da seção diametral da esfera. a resistência deve ser ção diametral com 1 cm2 de área na profundidade estimada (fM. selecionado da mesma amostra a ser inves- tigada.est. em Para os ensaios com instrumentação fixada ao corpo- metros. na direção paralela às fibras. corpos-de-prova devem ser os mesmos estabelecidos em B. como ser construídos diagramas carga x deslocamento para mostrado na figura B.3 Amostra ra B. respectivamente.est) pelo ensaio destrutivo de um corpo-de- igual ao seu raio. .21. A dureza da madeira (fwH ou fH) proposta por Janka é de- como indicado na figura B. B.1 mm.1 Objetivo No ensaio. até 70% da carga estimada. com transdutores de deslocamentos com exatidão de 0. Fmáx.2. pro- No ensaio para determinação da resistência à flexão. com uma diametral de 1 cm2. à largura e à altura da seção transversal do corpo-de-prova. Estes valores devem ser apresen- B.est. A taxa de direção paralela às fibras (fH0) e na direção normal às fi- carregamento deve ser de 10 MPa/min.14. para o módulo de elasticidade.

21 .Corpo-de-prova para ensaio de flexão .Diagrama de carregamento para determinação da rigidez à flexão Dimensões em centímetros Figura B.20 .Diagrama carga x flecha na flexão Figura B.Cópia não autorizada 64 NBR 7190:1997 Figura B.22 .

16. feitas com exatidão de 0.1 Objetivo O ensaio deve ser feito nas direções paralela e normal Determinação da resistência ao impacto na flexão da às fibras da madeira.23 . B.0 cm. Estes valores devem ser as medidas dos lados dos corpos-de-prova devem ser apresentados em relatório técnico especificado em B. O corpo-de-prova deve ser fabricado com seus lados me- nores perpendiculares às direções preferenciais da ma- deira. madeira de um lote considerado homogêneo.5 Apresentação dos resultados B. devem ser utilizadas duas amostras.25. de 15.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 65 Dimensões em centímetros Figura B.4.Cutelo de aplicação de carga para o ensaio de flexão B. B.3 Amostra O carregamento deve ser monotônico crescente aplicado até que a esfera penetre a uma profundidade igual ao O tamanho da amostra e os critérios de extração dos seu raio.1 mm. acompanhados dos Para a determinação da dureza pelo método de Janka. como indicado na figura B. Para a caracterização mínima de espécies pouco conhe- cidas. corpos-de-prova devem ser os mesmos estabelecidos em B.15. A determinação do teor de umidade deve ser feita por meio dos procedimentos estabelecidos em B.2. .4 Procedimento Os resultados de dureza da madeira devem ser apresen- tados com valores característicos. como indicados na figura B.5.15. sendo uma Os corpos-de-prova devem ter forma prismática de seção com corpos-de-prova saturados e outra com corpos-de- quadrada de 5. B. em um período de pelo menos 1 min. respectivos teores de umidade.24.0 cm e comprimento ao longo das fibras prova com teor de umidade em equilíbrio com o ambiente.15.16 Resistência ao impacto na flexão Para aplicar o carregamento ao corpo-de-prova deve-se utilizar um dispositivo especial entre o atuador e o corpo- de-prova.

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66 NBR 7190:1997

Dimensões em centímetros

Figura B.24 - Corpo-de-prova para ensaio de dureza

Dimensões em milímetros

Figura B.25 - Arranjo de ensaio para dureza Janka

B.16.2 Definições O valor característico da resistência ao impacto à flexão
fbw,k deve ser determinado pelo estimador dado em B.3.
A resistência ao impacto à flexão (fbw) é definida pela ra-
zão entre a energia necessária à fratura do corpo-de- B.16.3 Amostra
prova (W) e a área da seção transversal deste, expressa
em quilojoules por metro quadrado, sendo dada por: O tamanho da amostra e os critérios de extração dos
corpos-de-prova devem ser os mesmos estabelecidos
1 000 W em B.2.
fbw =
bh
Os corpos-de-prova devem ter forma prismática de seção
onde: quadrada de 2 cm de lado e comprimento ao longo das
fibras de 30 cm indicados na figura B.26.
W é a energia necessária para fratura do corpo-de-
prova, em joules;
O corpo-de-prova deve ser fabricado com os lados per-
b e h são as dimensões da seção transversal do cor- pendiculares às direções preferenciais da madeira, não
po-de-prova, na direção radial e tangencial, em milí- se admitindo inclinações das fibras maiores que 6° em
metros. relação ao comprimento do corpo-de-prova.

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Dimensões em centímetros

Figura B.26 - Corpo-de-prova para ensaio de impacto

B.16.4 Procedimento residual de 2‰ e a área de embutimento do pino Ae= td,
determinada no ensaio do corpo-de-prova mostrado na
Para a determinação da resistência ao impacto na flexão, figura B.27.
as medidas dos lados dos corpos-de-prova devem ser
feitas com exatidão de 0,1 mm. Para esta finalidade, as resistências de embutimento nas
direções paralela e normal às fibras, fe0 e fe90 em mega-
pascals, são determinadas a partir do diagrama tensão x
Para o ensaio de impacto à flexão deve-se utilizar um
máquina de pêndulo com capacidade três a cinco vezes deformação específica de embutimento mostrado na figu-
ra B.28. Estas resistências são dadas pelas expressões:
maior que a energia necessária à ruptura do corpo-de-
prova por flexão.
Fe0
O ensaio deve ser feito para impacto nas direções radial fe0 =
td
e tangencial da madeira. Fe90
fe90 =
td
O corpo-de-prova deve ser apoiado sobre dois apoios
cilíndricos de 15 mm de raio, com 24 cm ± 0,1 cm de dis-
tância entre os seus eixos. onde:

Para a caracterização mínima de espécies pouco conhe- Fe0 e Fe90 são as forças aplicadas, respectivamente,
cidas, devem ser utilizadas duas amostras, sendo uma nas direções paralela e normal às fibras, corres-
com corpos-de-prova saturados e outra com corpos-de- pondentes às deformações residuais de ε = 2‰ , em
prova com teor de umidade em equilíbrio com o ambiente. newtons;
A determinação do teor de umidade deve ser feita por
meio dos procedimentos estabelecidos em B.5. t é a espessura do corpo-de-prova, em metros;

B.16.5 Apresentação dos resultados d é o diâmetro do pino, em metros.

Os resultados da propriedade de resistência ao impacto Os valores característicos das resistências de embuti-
na flexão devem ser apresentados com valor caracterís- mento paralelo e normal às fibras fe0,k e fe90,k devem ser
tico, acompanhado do respectivo teor de umidade. Estes determinados pelo estimador dado em B.3.
valores devem ser apresentados em forma de relatório
técnico especificado em B.4. B.17.3 Amostra

B.17 Embutimento O tamanho da amostra e os critérios de extração dos
corpos-de-prova devem ser os mesmos estabelecidos
B.17.1 Objetivo em B.2.

Determinação das resistências de embutimento da ma- O corpo-de-prova para a resistência de embutimento na
deira, nas direções paralela e normal às fibras, na madeira direção paralela às fibras deve ter forma prismática, de
de um lote considerado homogêneo. seção retangular de 8 d de largura e 2 d de espessura
correspondentes a β = t/d = 2, com comprimento ao longo
das fibras de 18 d. Para a resistência de embutimento na
B.17.2 Definições direção normal às fibras, o corpo-de-prova deve ter as
mesmas dimensões anteriores, tomando-se o eixo maior
A resistência de embutimento (fwe ou fe) é definida pela na direção normal às fibras da madeira, como indicado
razão entre a força Fe que causa a deformação específica na figura B.26.

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Figura B.27 - Corpo-de-prova para ensaio de embutimento

Figura B.28 - Diagrama tensão x deformação específica de embutimento

B.17.4 Procedimento 0,01 mm, com uma base de referência de 14 d, devendo
ser corrigidas pela subtração da correspondente
Para a determinação da resistência de embutimento, as deformação total da máquina de ensaio (efeito mola).
medidas dos lados dos corpos-de-prova devem ser feitas Esta correção somente deve ser feita se a deformação
com exatidão de 0,1 mm. da máquina de ensaio for significativa, podendo por isto
alterar o valor da resistência de embutimento em mais
Para a determinação da deformação específica devem
de 5%.
ser feitas medidas do deslocamento relativo entre o pino
e a extremidade do corpo-de-prova, em duas faces opos-
tas do corpo-de-prova. Para as medidas dos deslocamentos relativos podem
ser utilizados relógios comparadores, com exatidão de
As medidas do deslocamento relativo devem ser feitas 0,01 mm, fixados com bases de medida de 14 d, como in-
por transdutores de deslocamentos com precisão de dicado na figura B.28.

o carregamento deve ser aplicado com dois ciclos B. A taxa de carrega- mento deve ser de 10 MPa/min.18 Cisalhamento na lâmina de cola O arranjo de ensaio para a determinação da resistência ao cisalhamento na lâmina de cola está indicado na figu- B. A resistência estimada feθ.18.máx.18. o plano da lâ- mostrado na figura B. B.17. est deve ser dada pela carga O valor característico da resistência ao cisalhamento pa- máxima do ensaio.1 mm.3 Amostra de carga e descarga. em newtons. as medidas dos lados dos corpos-de-prova devem ser feitas com exa- Os ensaios devem ser feitos nas direções paralela e nor.máx. mal às fibras (θ = 0° e 90°).0 é a área inicial da lâmina de cola do corpo-de- resistência (feθ. Es- às fibras da madeira laminada colada (fgv. ter a forma indicada na figura B. em um plano paralelo às fibras. é a máxima força cisalhante aplicada ao corpo.18.19.18.29. sentados em relatórios técnicos especificados em B. na direção paralela às fibras. fgv = Agv. O corpo-de-prova para o ensaio de cisalhamento deve prova. siderado homogêneo. acompanhados dos respec- O carregamento deve ser monotônico crescente. sendo dada por: B. feθ.5 MPa/min. de preferência.30). devem ser utilizadas duas amostras.4 Procedimento com corpos-de-prova saturados e outra com corpos-de- prova com teor de umidade em equilíbrio com o ambiente.2 Definições Os resultados da propriedade de resistência ao cisalha- mento na lâmina de cola. ções paralela e normal às fibras devem ser apresentados com valores característicos. est .4.18. Determinação da resistência ao cisalhamento na lâmina de cola da madeira laminada colada de um lote conside. Para o ajuste do corpo-de-prova na máquina de ensaio deve-se utilizar uma rótula entre o atuador e o corpo-de. prova.29. tidão de 0. B. em metros corpo-de-prova gêmeo. lâmina de cola. B.30. especificado em B. . mina de cola perpendicular à direção radial da madeira (normal ao eixo 2) (ver figura B. sendo uma B. A determinação do teor de umidade deve ser feita por Para a determinação da resistência ao cisalhamento na meio dos procedimentos estabelecidos em B.19 Tração normal à lâmina de cola FV0. de acordo com o procedimento es- pecificado no diagrama da figura B.0) é dada pela tes valores devem ser apresentados em relatório técnico máxima tensão de cisalhamento que pode atuar na lâ. a ser investigada.1 Objetivo ra B. Cópia não autorizada NBR 7190:1997 69 Para o ensaio de embutimento deve ser estimada a Agv.4. às fibras da madeira laminada colada de um lote con- de-prova.3.5 Análise de resultados rado homogêneo.0 B. selecionado da mesma amostra quadrados. corres- tivos teores de umidade. ralela às fibras fgv.5 Apresentação dos resultados Para o ajuste do corpo-de-prova na máquina de ensaio deve-se utilizar uma rótula entre o atuador e o corpo-de- Os resultados das resistências de embutimento nas dire. B. est) por meio do ensaio destrutivo de um prova.31.5. Para a caracterização mínima de espécies pouco conhe- cidas. Conhecida a resistência de embutimento estimada.0. na direção paralela às fibras A resistência ao cisalhamento na lâmina de cola paralelo devem ser apresentados com valores característicos. mina de cola de um corpo-de-prova prismático. Os registros das cargas e das deformações devem ser feitos para cada ponto do diagrama de carregamento O corpo-de-prova deve ter. Estes valores devem ser apre- pondente a uma taxa de 2.k deve ser determinado pelo estimador dado em B. A amostra deve ser representativa da madeira laminada colada.1 Objetivo onde: Determinar a resistência da lâmina de cola à tração normal Fv0.

na direção paralela às fibras .Corpo-de-prova para ensaio de cisalhamento na lâmina de cola. Cópia não autorizada 70 NBR 7190:1997 Figura B.30 .29 .Diagrama de carregamento para ensaio de embutimento Dimensões em centímetros Figura B.

madeira laminada colada. medidas das faces dos corpos-de-prova devem ser feitas com exatidão de 0. deve ser utilizada apenas para estudos com.90) é dada pela máxima tensão colada. não devendo ser aplicada na avaliação da seguran. com extremida. de tração que pode atuar em um corpo-de-prova alongado com trecho central de seção transversal uniforme de área O corpo-de-prova deve ser alongado com trecho central Ag e comprimento não menor que 2. na direção paralela às fibras B.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 71 Dimensões em milímetros Figura B. sendo tentes que o trecho central e com concordâncias que ga- dada por: rantam a ruptura no trecho central.31 .k deve ser determinado pelo pondente a uma taxa de 2.Arranjo de ensaio para cisalhamento na lâmina de cola.32 está ça das estruturas de madeira laminada colada. em metros qua. Para o ajuste do corpo-de-prova na máquina de ensaio drados. estimador dado em B.19.5 A . em newtons.90 = prova mostrado na figura B.90. mecânico deve-se utilizar uma rótula entre o atuador e o corpo-de-prova. O carregamento deve ser aplicado de preferência na di- A resistência da lâmina de cola à tração normal às fibras. corres- tração normal às fibras fgt.4 Procedimento onde: Para a determinação da resistência da lâmina de cola à Ft90. O arranjo de ensaio para determinação da resistência da parativos entre diferentes tipos de madeira laminada co. é a máxima força de tração normal aplicada tração normal às fibras da madeira laminada colada.máx. lâmina de cola à tração normal às fibras da madeira lami- lada. permite-se utilizar o corpo-de- fgt.5 MPa/min.3. Ag90 B.19. nada colada com o corpo-de-prova da figura B. de seção transversal uniforme de área Ag90 e comprimento des mais resistentes que o trecho central e com concor. reção tangencial. não menor que 2.3 Amostra A resistência da lâmina de cola à tração normal da ma.5 A g90 . com extremidades mais resis- dâncias que garantam a ruptura no trecho central.19. A amostra deve ser representativa da madeira laminada deira laminada colada (fgt.33. determinada por meio do corpo-de-prova indicado na fi- gura B. Para um estudo comparativo entre diferentes tipos de Ft90.2 Definições B.máx.1 mm. as ao corpo-de-prova. Ag90 é a área inicial da lâmina de cola tracionada do trecho alongado do corpo-de-prova.32. mostrado na figura B. O valor característico da resistência da lâmina de cola à O carregamento deve ser monotônico crescente.32. .

20. B. Cópia não autorizada 72 NBR 7190:1997 Dimensões em centímetros Figura B. de-prova durante o ensaio. .4.Corpo-de-prova para tração da lâmina de cola normal às fibras da madeira laminada colada Figura B.máx. gado e a área Agt.20.0) é vem ser apresentados com valores característicos. Estes determinada convencionalmente pela razão entre a má- valores devem ser apresentados em relatório técnico xima força de tração aplicada a um corpo-de-prova alon- especificado em B. fgt.0 do trecho da emenda.5 Apresentação dos resultados B.19.0 = A gt.0 B. é a máxima força de tração aplicada ao corpo- colada de um lote considerado homogêneo.1 Objetivo onde: Determinação da resistência das emendas dentadas e biseladas à tração paralela às fibras da madeira laminada Ft0. paralela às fibras da madeira laminada colada (fgt. em newtons.20 Resistência das emendas dentadas e biseladas Ft0.máx.Arranjo de ensaio para tração da lâmina de cola na direção normal às fibras da madeira laminada colada B.2 Definições Os resultados obtidos de resistência da lâmina de cola à A resistência das emendas dentadas e biseladas à tração tração normal às fibras da madeira laminada colada de.33 .32 .

O corpo-de-prova deve ser alongado com trecho central de seção transversal uniforme de área Agt.Corpos-de-prova para ensaios de resistência das emendas dentadas e biseladas à tração paralela às fibras /ANEXO C . metros quadrados. O carregamento deve ser monotônico crescente.0. as medidas do comprimento e do diâ- O valor característico da resistência da emenda dentada metro do trecho central dos corpos-de-prova devem ser e biselada à tração paralela às fibras fgt. em ra B.4 Procedimento ft0 é a resistência à tração paralela às fibras. devem pecificado em B.34. Estes Para se determinar a resistência das emendas denta.20.k deve ser deter.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 73 Agt. minado pelo estimador dado em B.0 é a área inicial da seção transversal tracionada ser utilizados corpos-de-prova do tipo indicado na figu- do trecho central do corpo-de-prova da emenda.0 e comprimento B.20.0 . B. Para a determinação da resistência das emendas den- tadas e biseladas. Dimensões em centímetros Figura B.1 mm. Para o ajuste do corpo-de-prova na máquina de ensaios B. com extremidades mais resis- tentes que o trecho central e com concordâncias que ga. em mega- pascals. valores devem ser apresentados em relatório técnico es- das e biseladas da madeira laminada colada. A amostra deve ser representativa da madeira das emen- das dentadas e biseladas da madeira laminada colada. feitas com exatidão de 0.3 Amostra mecânicos deve-se utilizar uma rótula entre o atuador e o corpo-de-prova. biseladas à tração paralela às fibras devem ser analisa- dos e apresentados em valores característicos. Os resultados das resistências das emendas dentadas e rantam a ruptura no trecho central.5 Apresentação dos resultados não menor que 8 A gt.4. corres- pondente a uma taxa de 10 MPa/min.3.20.34 .

2 Amostragem c) tipos de ligações.1). C. fazendo referência às con- dições de armazenagem. ensaio. Os Determinação das resistências das ligações com pinos corpos-de-prova devem ser isentos de defeitos fabricados ou com cavilhas nas direções paralela e normal às fibras.1 ção.1 Generalidades C. como mostrado na figura C. A força correspondente as-  x1 + x 2 + . se permite a utilização de corpos-de-prova com elemen- tos de ligação provenientes de diferentes fornecedores. cavilhas.1 Objetivo ser extraída aleatoriamente do lote a ser investigado. A madeira deve ser extraí- da de regiões afastadas das extremidades das peças de C. acompanhados de uma tabela com todos os valores individuais das resistências associados a Para a caracterização simplificada da resistência de uma seus respectivos teores de umidade no período de ligação.2.  n n   -1 2   2  A deformação específica da ligação ε é definida pela ra- zão entre o deslocamento relativo ∆u e o comprimento onde os resultados devem ser colocados em ordem da base de medida padronizada (L0) mostrada na figu- crescente x1 ≤ x2 ≤ . de- vendo ser representativa da totalidade do mesmo. + x   n -1  sim determinada é definida como a resistência R da liga- x wk = 2 2 -x  1.. mostrados na figura C. desprezando-se o valor mais ra C. Estão consideradas neste anexo a) referência a esta Norma.5. ser estimado pela expressão A partir desta interseção constrói-se a paralela afastada de 2‰ até sua interseção com o diagrama força x defor- mação específica da ligação..3. nem a 0.4 Relatório Os resultados dos ensaios devem ser apresentados em Este anexo contém os métodos de ensaio para a determi- relatório técnico que deve conter: nação direta de resistências das ligações mecânicas es- pecificadas na seção 8. anéis metálicos e chapas com dentes estampados. as ligações por pinos metálicos.3 Valores característicos (F71.2. ∆u ε = dio (xm).2 e determinados pelos pon- O valor característico da resistência das ligações deve tos 71 e 85 do diagrama de carregamento da figura C. ruptura. Este procedimento está mostrado na figura C.5. cada amostra deve ter pelo menos seis corpos- ções.5 Ligações com pinos e cavilhas A madeira para fabricação dos corpos-de-prova deve C. b) descrição da amostra.7 do valor mé. Para esta finalidade. L0 . ≤ xn. Não específica residual de 2‰. definida pelos valores C. A resistência R de uma ligação é determinada conven- cionalmente pela força aplicada a um corpo-de-prova Os elementos de ligação devem ser isentos de defeitos e padronizado que provoca na ligação uma deformação tomados aleatoriamente do lote a ser investigado.4. a deformação específica residual da ligação é medida a partir da interseção com o eixo das deformações da reta secante. ε85) do diagrama força x deformação espe- cífica. com as respectivas descrições dos modos de de-prova. com indicações das dimensões. Para a caracterização mínima da resistência de uma li- d) valores característicos das resistências das liga- gação.. sendo dada por: alto se o número de corpos-de-prova for ímpar. Cópia não autorizada 74 NBR 7190:1997 Anexo C (normativo) Determinação de resistências das ligações mecânicas das estruturas de madeira C..2 Definições pelo menos cinco vezes a menor dimensão de sua seção transversal. não se to- mando para xwk valor inferior a x1. mas nunca menos de 30 cm (ver figura C. com madeira da mesma peça. cada amostra deve ter pelo menos dois corpos. C. de-prova. ε71) e (F85.

2 .Diagrama força x deformação específica da ligação .Esquema para extração da madeira para corpos-de-prova das ligações Figura C.1 .Cópia não autorizada NBR 7190:1997 75 5b  a ≥ ou 30 cm  Figura C.

Corpos-de-prova para ensaios de ligações mecânicas C. O tamanho da amostra e os critérios de extração da ma- deira dos corpos-de-prova devem ser os mesmos esta- Os corpos-de-prova devem ser fabricados de preferência belecidos em C. Os corpos-de-prova de ligações devem ser fabricados com peças de madeira isentas de defeitos.3 Amostra Para fabricação de um corpo-de-prova.5. com madeiras com umidade entre 10% e 20%. .Diagrama de carregamento a) Resistência na direção paralela às fibras b) Resistência na direção normal às fibras Figura C.3 .2. Os pinos metálicos podem ser pregos ou parafusos. a madeira deve ser extraída de uma mesma peça do lote.4 . Cópia não autorizada 76 NBR 7190:1997 Figura C.

Este procedimento está mostrado os engrenamentos devidos ao atrito entre as peças de no diagrama de carregamentos e descarregamentos madeira. a é o espaçamento entre pinos. apresen. sendo: O teor de umidade da madeira deve ser determinado pe- lo método especificado no anexo B. em milí.4 os corpos-de-prova a serem utili.5. C. Em cada ciclo o carregamento deve paralela e normal às fibras das ligações com quatro pinos ser aumentado de forma a se obter um incremento de metálicos. o carre- gamento deve ser aplicado de acordo com o diagrama Os espaçamentos mínimos entre os eixos devem ser da figura C. As cavilhas devem ser fabricadas com madeiras duras. Como exemplo. sucessivos da figura C. carga limite deve ser ajustada pela reali- zação de um novo ensaio de carregamentos e descarre- .1 mm e. em milí. a metade dos pinos Todos os demais corpos-de-prova da amostra devem ou cavilhas deve ser instalada a partir de uma de suas ser ensaiados de acordo com o carregamento estabe- faces do corpo-de-prova e a outra metade a partir da face lecido no diagrama da figura C. Para os ensaios com instrumentação fixada no corpo- d é o diâmetro do pino. trado na figura C. a carga limite da ligação pelo ensaio de um corpo-de- ção 8. O tempo de carregamento e descarregamento é Na fabricação dos corpos-de-prova devem ser evitados de 30 s para cada ciclo.1 mm. as deformações devem ser registradas para cada ponto do diagrama de carregamento mostrado na n é o número de espaçamentos entre os pinos figura C. medido de eixo a eixo na direção paralela ao esforço. escolhido para uma das situações a ser investigada. deslizamento de 0.5 mm e 16 mm.85 def .5. pela NBR 8800. normal às fibras). gamentos e descarregamentos sucessivos do corpo-de- tam-se na figura C. ou com madeiras moles de ρap ≤ 600 kg/m3 ção do tipo de resistência a ser investigado (paralela ou impregnadas com resinas que aumentem sua resistên. Para isso. Para a determinação da resistência das ligações. gamentos sucessivos de acordo com o diagrama da . onde: A base de medida pode ser determinada por instrumen- def é o diâmetro efetivo medido nos pinos a serem tação fixada diretamente ao corpo-de-prova ou conside- utilizados. em milímetros. houver uma diferença de mais de 20% em relação à carga limite determinada no primeiro ensaio Os comprimentos da base de medida são os seguintes: da amostra. da a instrumentação e elevando o carregamento até a ruptura do corpo-de-prova.3. em seguida. Para a determinação da resistência das ligações. feita com transdutores de deslocamentos com precisão de 0. com precisão de 0. para mais de dois oposta.dicotiledôneas: 0. 18 mm e 20 mm. especificado primento do corpo-de-prova deve ser determinado por L0.direção paralela às fibras: L0 = 2 (7 d) + n (a).98 def.5 kN. de preferência com diâmetros de 10 mm.5. Se. de-prova. Na montagem do corpo-de-prova. as me- didas dos lados dos corpos-de-prova devem ser feitas Os pregos devem ser cravados na madeira com pré. figura C. As cavilhas devem ser torneadas com diâmetros de 16 mm. corpos-de-prova.3. prova. Para isso.5. em bases de medida de L0.3. metros. em B. A determinação do teor de umidade deve pode ser utilizado como base de medida para o cálculo ser feita por meio dos procedimentos estabelecidos da deformação específica da ligação. A medida da deformação do corpo-de-prova deve ser . até que seja alcançada uma deformação específica zados na determinação das resistências nas direções residual total de 5‰.5. em milímetros. rada como o comprimento total do corpo-de-prova L0.4 Procedimento Os pregos devem ser de aço 1011-B e as dimensões de- vem estar de acordo com a NBR 6627.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 77 Os parafusos devem ser de aço estrutural. retirando-se em segui- segundo a direção paralela ao esforço. deve-se inicialmente determinar determinados de acordo com as especificações da se. sendo uma com corpos-de-prova saturados e outra com corpos-de- Para ensaios em máquinas com leituras automáticas de prova com teor de umidade em equilíbrio com o ambiente deslocamentos o comprimento total do corpo-de-prova (seco ao ar). furação feita por broca com diâmetro mínimo de acordo com as especificações desta Norma. Os registros das cargas e das deformações devem ser onde: feitos para cada pico do diagrama de carregamento mos- L0 é o comprimento da base de medida.direção normal às fibras: L0 = (7 d) + (4 d) + n (a).coníferas: 0. prova. reduzido a 0. até 70% da carga limite. cidas devem ser utilizadas duas amostras.01 mm. . Para a caracterização mínima de espécies pouco conhe- metros. o com. cia. da Em ambos os casos. O corpo-de-prova deve ser simétrico e representar o tipo A determinação da carga limite deve ser feita por carre- de ligação a ser investigada. . 12. o valor de L0 deve ser dado em fun- classe C60.

6.7.2 Definições NBR 8800. de 2 mm.6.7.2. montado em força correspondente é definida como a resistência da li.5 . como especi- ficado em C.1 Objetivo Os anéis utilizados nas ligações devem ser de aço gal- Determinação das resistências das ligações com anéis vanizado.4. representados pelos pontos 71 e 85 do diagrama de carregamento da figura C. Os corpos-de-prova devem ser fabricados de preferência C. A zado um parafuso de 12 mm de diâmetro. ser extraída de uma mesma peça do lote. sendo: . o eixo das deformações.6. nhura com profundidade suficiente para o encaixe da não se tomando valor maior que a carga aplicada ao cor.5. executado com folga gação R. com As peças de madeira devem ter superfícies planas e lisas. de vigas de 6 cm x 12 cm e para anéis 102 de vigas de definida pelos pontos (F71. A resistência das ligações com anéis metálicos R é defi.7. sendo: Os resultados dos ensaios devem ser apresentados com valores característicos das resistências referentes à umi. como mostrado no diagrama da figura C. As correções devem ser feitas pela mesma equação dada na seção 6.anel com de = 64 mm: anel 64. Para fabricação de um corpo-de-prova a madeira deve do todos os valores individuais obtidos e os seus respec.6. Este parafuso tem a finalidade apenas de fixar . Para esta finalidade a deformação específica residual da Para ligações com anéis 64 as peças devem ser retiradas ligação é medida a partir da intersecção da reta secante. fechados. A espessura da ranhura deve po-de-prova para uma deformação específica residual ser igual à do anel. considerando em 20% o teor de umidade no ensaio. padronizada.3 Amostra  100  O tamanho da amostra e os critérios de extração da ma- As resistências medidas em corpos-de-prova de madeira deira dos corpos-de-prova devem ser os mesmos esta- saturada devem ser corrigidas para a umidade padrão.12)  R12 = RU% 1 +  C.5 Apresentação dos resultados Os anéis metálicos são classificados em função de seus diâmetros externos de. ça x deformação específica.1 e na figura C. Cópia não autorizada 78 NBR 7190:1997 Figura C. ε71) e (F85. ε85) do diagrama for. 6 cm x 16 cm. belecidos em C. . C. As propriedades de resistência e rigidez devem ser especificadas pela C. mostradas na tabela C. Os resultados das propriedades de resistência e de rigidez Os corpos-de-prova da ligação devem ser fabricados das ligações nas direções paralela e normal às fibras de. vem ser apresentados em relatório técnico. metade da altura do anel. tivos teores de umidade do corpo-de-prova. A altura do anel deve ser igual ou me- da ligação de 2‰.Diagrama de carregamentos e descarregamentos sucessivos para determinação da carga limite das ligações C. Na montagem do corpo-de-prova deve ser feita uma ra- nida pela carga de ruptura por cisalhamento da madeira. com as características geométricas metálicos nas direções paralela e normal às fibras. Este procedimento está mostrado na figura C. com peças de madeira isentas de defeitos. um furo passante no centro do anel.  3 (U% .anel com de = 102 mm: anel 102. dade padrão de 12%.6 Ligações com anéis metálicos com madeiras com umidade entre 10% e 20%. A partir desta interseção constrói- se uma reta paralela afastada de 2‰ até a interseção do No corpo-de-prova fabricado com anéis 64 deve ser utili- diagrama força x deformação específica da ligação. acompanhados de uma tabela relacionan. medida em uma base de referência nor que a espessura do cobrejunta.

Diagrama força x deformação específica da ligação com anéis metálicos Figura C.9 e C. Figura C. montado mas sem causar o engrenamento entre as superfícies.11 e C. o corpo-de-prova com anéis 102 deve ser deve ser apertado o suficiente para o ajuste das peças. executado com buir na resistência da ligação (ver figuras C. fabricado com parafuso de 19 mm de diâmetro.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 79 transversalmente as peças da ligação e não deve contri.10).6 . Da folga de 2 mm (ver figuras C.7 . em um furo passante no centro do anel.12). Este parafuso mesma forma.Diagrama de carregamento para ligações com anéis .

00 .00 de montagem . Cópia não autorizada 80 NBR 7190:1997 Figura C.diâmetro interno 64.00 25.espessura do anel 4.50 Diâmetro do furo para o parafuso 14.1 .00 .50 5.00 102.espessura 4.00 21.8 .Características geométricas dos anéis conectores Dimensões em milímetros Anéis conectores 64 mm 102 mm Dimensões do anel: .25 .50 12.altura do anel 25.00 Dimensões da ranhura: .diâmetro interno 64.00 102.profundidade 12.00 5.Anel metálico Tabela C.00 .

Cópia não autorizada NBR 7190:1997 81 Dimensões em milímetros Figura C.10 .9 .Corpo-de-prova para resistência paralela às fibras com anéis com de = 64 mm Dimensões em milímetros Figura C.Corpo-de-prova para resistência paralela às fibras com anéis de de = 102 mm .

base de medida para direção paralela às fibras: 3 de. o valor de L0 deve ser dado em fun- ção do tipo de resistência a ser investigado (paralela ou Para a determinação da resistência das ligações. resistência da ligação Rest. sendo: máxima de ensaio.Corpo-de-prova para resistência normal às fibras com de = 64 mm Dimensões em milímetros Figura C.base de medida para direção normal às fibras: 2 de. determi- A base de medida pode ser fixada diretamente ao corpo.6. . da figura C. diagrama da figura C.12 . A medida da deformação do corpo-de-prova deve ser feita com transdutores de deslocamentos com precisão A resistência estimada Rest deve ser tomada como a carga de 0. didas dos lados dos corpos-de-prova devem ser feitas com exatidão de 0. .Corpo-de-prova para resistência normal às fibras com de = 102 mm C.4 Procedimento Em ambos os casos. considerando que as ligações com anéis têm comportamento elastofrágil. Para isso. Todos os demais corpos-de-prova da amostra devem ser ensaiados com carregamentos estabelecidos no . as me. em bases de medida de L0.01 mm. Se houver uma diferença de mais de 20% em relação à resistência estimada Rest.11 . normal às fibras). o carre- gamento deve ser aplicado de acordo com o diagrama O teor de umidade da madeira deve ser determinado pe.Cópia não autorizada 82 NBR 7190:1997 Dimensões em milímetros Figura C. Para a determinação da resistência das ligações.1 mm. deve-se inicialmente estimar a lo método especificado no anexo B. a resistência deve ser ajustada pela corpo-de-prova L0. realização de um novo ensaio de resistência. para mais de dois de-prova ou considerada como o comprimento total do corpos-de-prova.7.7. nada no primeiro ensaio da amostra.

ε71) e (F85. As correções devem ser feitas pela Fx mesma equação dada na seção 6. em newtons das ligações. C. com o eixo das deformações.6. Rt. ou por qualquer fenômeno de ruptura da madeira.12)  d) resistência ao escoamento da chapa por unidade R12 = RU% 1 +   100  de espessura. ao ar). C. Este procedimento está se retirar a instrumentação e aumentar o carregamento mostrado na figura C. determinado no ensaio de compres- Fx Os resultados das propriedades de resistência e de rigidez são. A resistência das ligações por chapas metálicas com den.2 Definições y em newtons por metro. na direção de α = 0°. Rt. acompanhados de uma tabela f) resistência ao escoamento da chapa por unidade relacionando todos os valores individuais e seus respec. determinado pelo ensaio de tração. considerando em 20% o teor de umidade no ensaio.90 = L L . uma com corpos-de-prova saturados e outra com corpos-de-prova a) resistência de ancoragem na direção de α = 0° e Fx com teor de umidade em equilíbrio com o ambiente (seco β = 0°. Em seguida deve. representados pelos pontos mostrado na figura C. Cópia não autorizada NBR 7190:1997 83 Para o ensaio na direção normal às fibras o corpo-de. A distância entre os eixos dos apoios po-de-prova.90.0 = L . C. 71 e 85 do diagrama de carregamento da figura C.17 e metálica ou pelo início de arrancamento da chapa metá.15. em newtons por Lx As resistências medidas em corpos-de-prova de madeira metro. de espessura.0 = . de espessura.90 = L . em relatório técnico. para uma deformação específica residual deve ser igual à metade da altura das cobrejuntas.90 = . da ligação de 2‰. conforme o especificado em C. . em newtons por metro. dada por: na direção de α = 0°.5.1 Objetivo Fx de espessura. resistência da ligação R. Rv.0 = Lx . em newtons por y metro. nas direções paralela e normal às fibras. Ra.90 = . saturada devem ser corrigidas para a umidade padrão. Para a determinação das propriedades básicas recomen- tes estampados é definida pelo escoamento da chapa dam-se os arranjos mostrados nas figuras C. em new- Lx tons por metro.13. das devem ser utilizadas duas amostras.4.7. em Determinação das resistências das ligações por chapas newtons por metro. na direção de α = 0°. até a ruptura do corpo-de-prova. as deformações devem ser registradas para seção do diagrama força x deformação específica da cada ponto do diagrama de carregamento mostrado na ligação. R v. Rc. medida em uma base de referência padronizada. R c.  3 (U% . na direção de α = 90°. Ra. Ly por metro. Fy são.16.13. lica. C. formando um ângulo de 90° em relação às fibras ma da figura C.7 Ligações por chapas com dentes estampados g) resistência ao cisalhamento da chapa por unidade C.14. igual ao comprimento da chapa metálica O carregamento deve ser aplicado na peça central da na direção do esforço aplicado.7. prova deve ser apoiado pelas cobrejuntas em dois apoios não se tomando valor maior que a carga aplicada ao cor- articulados móveis. metálicas com dentes estampados. como mostrado no diagra- ligação. As resistências básicas seguintes devem ser determina- das em relação às duas direções preferenciais da chapa Para a caracterização mínima de espécies pouco conheci. em newtons por metro. A força correspondente é definida como a figura C. determinado pelo ensaio de tração. x y Os resultados dos ensaios devem ser apresentados pelos c) resistência ao escoamento da chapa por unidade valores característicos das resistências referentes à umi. A partir desta intersecção Para os ensaios com instrumentação fixada no corpo. ε85) do diagrama for- feitos para cada ponto do diagrama de carregamento ça deformação específica. Os registros das cargas e das deformações devem ser definida pelos pontos (F71. metálica. da madeira das cobrejuntas.0. Fy na direção de α = 90°. como indicadas na figura C.5 Apresentação dos resultados β = 90°.18.3. dade padrão de 12%. LxLy b) resistência de ancoragem na direção de α = 90° e Fy C. e) resistência ao escoamento da chapa por unidade de espessura. h) resistência ao cisalhamento da chapa por unidade Fy de espessura.0 = . na direção de α = 90°. até 70% da carga estimada. devem ser apresentados. determinado no ensaio de compres- tivos teores de umidade. Para esta finalidade a deformação específica residual da ligação é medida a partir da intersecção da reta secante. constrói-se uma reta paralela afastada de 2‰ até a inter- de-prova.

Cópia não autorizada 84 NBR 7190:1997 Figura C.Diagrama de carregamento para ligações por chapas com dentes estampados .14 .13 .Diagrama força x deformação específica da ligação por chapas com dentes estampados Figura C.

16 .Arranjo básico da ligação para determinação das resistências na direção α = 90° e β = 90°. submetidas à tração ou compressão Figura C.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 85 Figura C. submetidas à tração ou compressão .Características da chapa com dentes estampados Figura C.17 .Arranjo básico da ligação para determinação das resistências na direção α = 0° e β = 0°.15 .

valores característicos das resistências referentes à umi- . deve-se inicialmente estimar a deira dos corpos-de-prova devem ser os mesmos estabe.2. Os conectores devem ser selecionados de um lote de Os registros das cargas e das deformações devem ser produção normal.15. de-prova. Para os ensaios com instrumentação fixada no corpo- ticas geométricas dos conectores do tipo chapa com den. Em seguida de- C. Cópia não autorizada 86 NBR 7190:1997 Figura C. cada ponto do diagrama de carregamento mostrado na figura C. devendo ser representativos de máqui.14. devem ser utilizadas duas amostras.3 Amostra Para a determinação da resistência das ligações o carre- gamento deve ser aplicado de acordo com o diagrama O tamanho da amostra e os critérios de extração da ma. minada no primeiro ensaio da amostra. Todos os demais corpos-de-prova da amostra devem ser ensaiados com carregamentos estabelecidos no dia- grama da figura C.14. madeira isenta de defeitos. Para a determinação da resistência das ligações as medi- das dos lados dos corpos-de-prova devem ser feitas com Para a caracterização mínima de espécies pouco conhe- exatidão de 0.14.7. sendo uma com corpos-de-prova saturados e outra com corpos-de- O teor de umidade da madeira deve ser determinado pe.7. até 70% da carga estimada. com madeiras com umidade entre 10% e 20%.18 .14.7. (seco ao ar). as deformações devem ser registradas para tes estampados. com dimensões e formas iguais às das peças estruturais por eles representados. feitos para cada ponto do diagrama de carregamento nas e tempos diferentes de produção. Se houver uma diferença maior Para fabricação de um corpo-de-prova a madeira deve que 20% em relação à resistência estimada Rest deter- ser extraída de uma mesma peça do lote. em bases de medida de L0. A medida da deformação do corpo-de-prova deve ser feita com transdutores de deslocamentos com precisão C. para mais de dois corpos-de-prova.4 Procedimento ve-se retirar a instrumentação e elevar o carregamento até a ruptura do corpo-de-prova. a resistência deve ser ajustada Os corpos-de-prova devem ser fabricados de preferência pela realização de um novo ensaio de resistência.5 Apresentação dos resultados de 0.1 mm.Arranjo básico da ligação para determinação das resistências ao cisalhamento nas direções α = 0° e α = 90° C. Representam-se na figura C. Para isso. O valor de L0 cor- responde ao comprimento da chapa metálica na direção Os resultados dos ensaios devem ser apresentados pelos do esforço aplicado. mostrado na figura C. lecidos em C.15 as principais caracterís. A resistência estimada Rest deve ser tomada como a carga Os corpos-de-prova da ligação devem ser fabricados com máxima de ensaio. esquematizadas na figura C. cidas. prova com teor de umidade em equilíbrio com o ambiente lo método especificado no anexo B.01 mm. da figura C. resistência da ligação Rest.

sendo: ensaio.  3 (U% .12)  Os resultados das propriedades de resistência e de rigidez R12 = RU% 1 +   100  das ligações devem ser apresentados. em relatório técni- co especificado em B. /ANEXO D . considerando em 20% o teor de umidade no mesma equação dada na seção 6. relacionando todos os valores individuais e seus respec- deira saturada devem ser corrigidas para a umidade tivos teores de umidade. As correções devem ser feitas pela padrão.4.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 87 dade padrão de 12%. acompanhados de uma tabela As resistências medidas em corpos-de-prova de ma.

a) situação 1: caracterizada pelas condições em que Tabela D.2.3 estão indicados os principais agentes bio- No projeto de estruturas de madeira devem ser considera.1 .Classes de duração Ação variável principal da combinação Classe de carregamento Ordem de grandeza da duração Duração acumulada acumulada da ação característica Permanente Permanente Vida útil da construção Longa duração Longa duração Mais de seis meses Média duração Média duração Uma semana a seis meses Curta duração Curta duração Menos de uma semana Duração instantânea Duração instantânea Muito curta . umidade relativa do equilíbrio dade 1 a 3.1 Introdução c) situação 3: caracterizada pelas condições em que a madeira não está protegida das intempéries. sujeitas à reumidificação de curta duração conforme Uamb > 85% a tabela D. com dura.1. solo ou com água doce.2.1. 4 durante longos ≥ 25% períodos Tabela D. mas sujeita à reumidificação ocasional. ou Recomenda-se que no projeto de estruturas de madeira está protegida mas sujeita à reumidificação freqüen- seja considerada a durabilidade do material. em função das si- das as seguintes situações de risco de biodeterioração: tuações de risco.1.2. 2 65% < Uamb ≤ 75% 15% péries.Classes de umidade a madeira está inteiramente protegida das intempé- ries e não sujeita à reumidificação. d) situação 4: caracterizada pelas condições em que As classes de umidade da madeira especificadas nesta a madeira está permanentemente em contato com o norma estão apresentadas também na tabela D.1. Classes de Umidade Umidade de ção as madeiras que pertencem às classes de umi. Estão nesta situa. definida pela tabela D. Ueq ção permanente conforme a tabela D. lógicos de deterioração da madeira. D. 1 ≤ 65% 12% b) situação 2: caracterização pelas condições em que a madeira está inteiramente protegida das intem.2 . especificadas pela tabela D. classe de umidade 4. Cópia não autorizada 88 NBR 7190:1997 Anexo D (informativo) Recomendações sobre a durabilidade das madeiras D. em virtude te. Uamb da madeira. Estão nesta situação as madeiras pertencentes às classes 3 75% < Uamb ≤ 85% 18% de umidade 1 a 3 . sujei- tas à reumidificação de longa duração conforme a O risco de deterioração depende do teor de umidade da tabela D. ambiente. especificadas pela tabela D. madeira e da duração do período de umidificação. a madeira está permanentemente em contato com água salgada.2. Estão nesta situação as madeiras pertencentes à dos riscos de deterioração biológica.2 Situações de risco de biodeterioração Na tabela D. As classes de duração dos períodos de umidificação são as mesmas especificadas nesta Norma para as ações e e) situação 5: caracterizada pelas condições em que estão também apresentadas na tabela D.

/ANEXO E . Cópia não autorizada NBR 7190:1997 89 Tabela D.1 Métodos preventivos A preservação da madeira pode ser feita pela aplicação Os preservativos de ação temporária hidrossolúveis são: dos seguintes recursos: .Boro). . . .Cobre .creosoto. U L L - 3 U . . D. Em virtude da grande variabilidade da incidência de agen- . tes biológicos de deterioração da madeira.Agentes biológicos em função das situações de risco de deterioração da madeira Agentes biológicos Situação de Fungos manchadores Fungos apodrecedores Insetos risco e emboloradores Furadores marinhos Basidio Podridão Azulão Besouros Cupins micetos mole 1 .substituição de seiva.U = presente. L L - 2 U .3. .imersão. D.3.CCB (Cromo . . L = pontos localizados.dicotiledôneas: pincelamento.pulverização.2 Tipos de preservativos pela existência de espécies com boa durabilidade natural. Até a elaboração de norma específica a respeito da pre- servação da madeira.pincelamento. .Cobre .aspersão.autoclave. U L L - 4 U U U L L - 5 U U U L L U NOTA . na falta de outras informações.3 . D. tes procedimentos mínimos de preservação: veis por cerca de 80% da madeira tratada no mundo são: .inseticidas.3.banho quente-frio. .pentaclorofenol.3 Preservação mínima recomendada . .Arsênio). situações de risco de biodeterioração .coníferas: impregnação em autoclave. recomenda-se o seguinte. recomenda-se. . bem como D. . os seguin- Os quatro preservativos de ação prolongada responsá.3 Especificação de preservativos em função das .CCA (Cromo .fungicidas.

0 6.1 3.6 3.5 8.1.1 19 426 13 E.7 104.7 11.3 10. Dunnii Eucalyptus dunnii 690 48.0 13 286 18 E.7 18 421 68 E.0 120.8 11. 6) Ec0 é o módulo de elasticidade longitudinal obtido no ensaio de compressão paralela às fibras. Propinqua Eucalyptus propinqua 952 51.2 11. Punctata Eucalyptus punctata 948 78.2 3.2 9.2 Valores médios para U = 12% Neste anexo estão apresentados os valores médios das Ver tabelas E.7 3. Maidene Eucaliptus maidene 924 48.2 3.5 12. 7) n é o número de corpos-de-prova ensaiados.0 5.3 70.1 10.2 133.9 118.4 3.8 10.5 7.3 16 694 12 Branquilho Termilalia spp 803 48.1 3.9 4. 3 Coeficiente de variação para resistências a solicitações tangenciais: δ = 28%.5 10.1 79. Cópia não autorizada 90 NBR 7190:1997 Anexo E (informativo) Valores médios usuais de resistência e rigidez de algumas madeiras nativas e de florestamento E. E.9 10.3 14 431 10 E.1 Introdução E.9 139.6 18 099 53 E.6 8 058 10 Champagne Dipterys odorata 1 090 93. Tabela E.5 3. Alba Eucalyptus alba 705 47.7 147.4 4.0 12.0 58.0 123.4 13 627 33 Catiúba Qualea paraensis 1 221 83.1 .6 4.8 11 105 12 Cedro amargo Cedrella odorata 504 39.6 7.3 16 782 31 E.8 4.7 23 002 12 Cupiúba Goupia glabra 838 54.Valores médios de madeiras dicotiledôneas nativas e de florestamento Nome comum Nome científico ρap (12%)1) fc02) ft03) ft904) fv5) Ec06) 7) (dicotiledôneas) kg/m3 MPa MPa MPa MPa MPa n Angelim araroba Votaireopsis araroba 688 50. Maculata Eucalyptus maculata 931 63.3 69.9 14 098 11 Canafístula Cassia ferruginea 871 52. Cloeziana Eucalyptus cloeziana 822 51.0 12 813 103 E. 2) fc0 é a resistência à compressão paralela às fibras.8 90.1 9 839 21 Cedro doce Cedrella spp 500 31.4 4.6 4.9 9. Microcorys Eucalyptus microcorys 929 54.1 12 876 15 Angelim ferro Hymenolobium spp 1 170 79. .5 69.3.2 e E. Camaldulensis Eucalyptus camaldulensis 899 48.8 86.1 4.5 13 963 21 E. 3) ft0 é a resistência à tração paralela às fibras.8 18 029 15 E. Paniculata Eucalyptus paniculata 1 087 72.5 125.2 6.7 12.5 115.7 15 561 63 E.2 2.5 71.5 2.2 4. propriedades de rigidez e resistência de algumas madei- ras nativas e de florestamento.6 6.9 10.1 8.8 3.0 78.9 6.8 20 827 20 Angelim pedra Hymenolobium petraeum 694 59.8 75. Citriodora Eucalyptus citriodora 999 62.3 83.0 10.4 19 881 29 E.0 84.8 13 481 10 Cafearana Andira spp 677 59. 2 Coeficiente de variação para resistências a solicitações normais: δ = 18%.7 9.6 9.9 3.2 16 224 31 Castelo Gossypiospermum praecox 759 54.6 89.8 99.4 62.3 11.5 13 409 24 E. Grandis Eucalyptus grandis 640 40.8 12 912 39 Angelim pedra verdadeiro Dinizia excelsa 1 170 76.1 4.5 117. 4) ft90 é a resistência à tração normal às fibras. 5) fv é a resistência ao cisalhamento. NOTAS 1 As propriedades de resistência e rigidez apresentadas neste anexo foram determinadas pelos ensaios realizados no Laboratório de Madeiras e de Estruturas de Madeiras (LaMEM) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo.6 9.1 14 613 12 Casca grossa Vochysia spp 801 56.0 5.1 87.1 7.7 4.9 19 360 70 1) ρap(12%) é a massa específica aparente a 12% de umidade.

9 2.0 8. Triantha Eucalyptus triantha 755 53.2 12.9 82.8 3.4 89.5 3.0 9.6 5.9 10. NOTAS 1 Coeficiente de variação para resistências a solicitações normais δ = 18%.3 13 166 86 Garapa Roraima Apuleia leiocarpa 892 78.1 4.7 17 198 29 E. 2 Coeficiente de variação para resistências a solicitações tangenciais δ = 28%.0 96. 4) ft90 é a resistência à tração normal às fibras.9 100.8 9 067 11 Sucupira Diplotropis spp 1 106 95. Saligna Eucalyptus saligna 731 46.9 5.9 11. Urophylla Eucalyptus urophylla 739 46.1 18 011 22 Jatobá Hymenaea spp 1 074 93.2 123.8 3. 3) ft0 é a resistência à tração paralela às fibras.7 90.9 4.8 58.4 115.5 15.2 15.4 3.1 13.2 .5 14 624 11 Guarucaia Peltophorum vogelianum 919 62.6 9.9 3.1 2.5 5.5 3.4 11. Umbra Eucalyptus umbra 889 42.7 115.8 21 724 12 Tatajuba Bagassa guianensis 940 79.0 6.4 14 577 08 E.2 14 933 67 E.7 9.2 14 617 08 E.0 14 185 24 Maçaranduba Manilkara spp 1 143 82.Valores médios de madeiras dicotiledôneas nativas e de florestamento Nome comum Nome científico ρap (12%)1) fc02) ft03) ft904) fv5) Ec06) 7) (dicotiledôneas) kg/m3 MPa MPa MPa MPa MPa n E.0 85.6 14 719 12 Quarubarana Erisma uncinatum 544 37.1 2.3 157.4 108. 5) fv é a resistência ao cisalhamento.5 111.3 9.4 70.5 78. Tereticornis Eucalyptus tereticornis 899 57.9 22 733 12 Mandioqueira Qualea spp 856 71. 2) fc0 é a resistência à compressão paralela às fibras.7 23 607 20 Louro preto Ocotea spp 684 56.6 18 971 16 Oiticica amarela Clarisia racemosa 756 69.5 4.1 8.5 17 212 13 Ipê Tabebuia serratifolia 1 068 76.7 10.9 12.4 14. 7) n é o número de corpos-de-prova ensaiados.2 19 583 10 1) ρap(12%) é a massa específica aparente a 12% de umidade.6 4.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 91 Tabela E.9 138. .4 3.8 95. 6) Ec0 é o módulo de elasticidade longitudinal obtido no ensaio de compressão paralela às fibras.9 18 359 12 Guaiçara Luetzelburgia spp 825 71.

4) ft90 é a resistência à tração normal às fibras.4 11 889 21 Pinus oocarpa Pinus oocarpa shiede 538 43.8 7. caribea 579 35.4 64. elliottii 560 40.3 2.8 9 868 99 Pinus elliottii Pinus elliottii var. 5) fv é a resistência ao cisalhamento.9 2.3 .5 8.1 1. 645 44.6 52.6 7.6 8.5 7. NOTAS 1 Coeficiente de variação para resistências a solicitações normais δ = 18%.4 6.9 93. 3) ft0 é a resistência à tração paralela às fibras.0 2.3 50.6 60.4 82. 7) n é o número de corpos-de-prova ensaiados.8 15 225 15 Pinus caribea Pinus caribea var. Cópia não autorizada 92 NBR 7190:1997 Tabela E.hondurensis 535 42.8 7 110 32 Pinus hondurensis Pinus caribea var.8 3.8 8 431 28 Pinus bahamensis Pinus caribea var.4 66. /ANEXO F .7 13 304 15 1) ρap(12%) é a massa específica aparente a 12% de umidade. 6) Ec0 é o módulo de elasticidade longitudinal obtido no ensaio de compressão paralela às fibras. 2) fc0 é a resistência à compressão paralela às fibras.Valores médios de madeiras coníferas nativas e de florestamento Nome comum Nome científico ρap (12%)1) fc02) ft03) ft904) fv5) Ec06) 7) (coníferas) kg/m3 MPa MPa MPa MPa MPa n Pinho do Paraná Araucaria angustifolia 580 40.2 7.8 2.7 2.0 10 904 71 Pinus taeda Pinus taeda L. 2 Coeficiente de variação para resistências a solicitações tangenciais δ = 28%.bahamensis 537 32.

Do método determinista dos para a futura otimização de seu modelo de segurança. cautelosa- mente.645 δ) de segurança Onde fm é a resistência média e δ é o coeficiente de varia- A NBR 7190:1982 passou por uma profunda reformula. gação consistiu em fazer com que as tensões atuantes decorrentes das ações características sejam iguais às De modo geral. em um primeiro instante.18) = 0. da peça em que atuam as solicitações de cálculo. No caso das madeiras. material imaginado como constituído pelo produto de três outros coeficientes parciais. admite-se que as resistências dos mate- tensões admissíveis anteriormente adotadas. valores majorados e as resistências de cálculo valores todo probabilista de estados limites. fk = fm (1 . γm2 . quando não se conhecem valores Para que a nova versão contribua para o desenvolvimento experimentais efetivos. ao se mudar tão de concreto armado. γm = γm1 .3 Conceitos básicos dos modelos de segurança Para que a mudança possa ser mais facilmente assimilada O modelo de segurança do método probabilista de es- pelo meio técnico nacional. ser facilmente aceita pelo meio técnico nela interessado. F. as re- sistências também têm seus valores iguais às resistências Neste sentido. esta Norma foi calibrada para tados limites consiste em se impor que os estados limites que de início conduza aos mesmos resultados que a últimos somente possam ser atingidos quando. A principal delas é a possibilidade de discriminar e quantificar a influência de cada uma das onde γm1 leva em conta a verdadeira variabilidade da re- variáveis básicas sobre a segurança das estruturas. a resistência de cálculo foi definida radicalmente uma norma de projeto é de boa técnica de pela expressão normalização que. . o ponto básico de li.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 93 Anexo F (informativo) Esclarecimentos sobre a calibração desta Norma F. A nova versão é uma nor.2 Condição para a mudança racional do modelo fk = fm (1 . mentos. admite-se da técnica de projetar estruturas de madeira. a resistência característica fk vale são empregadas juntamente com o outro regulamento. aí então.70 fm Como a avaliação da segurança das estruturas é um te- ma extraordinariamente complexo e. O valor representativo básico adotado é a chamada resistência característica Esta idéia é fruto do esclarecimento das origens dos valo- inferior. a nova norma produza praticamente os mesmos resultados que a ver- fk são antiga. criada tendo em vista as estruturas sujeito a decisões de natureza empírica. A experiência na investigação experimental de materiais A NBR 7190:1982 constituía-se em uma norma determi. na mudança do modelo de segurança do de cálculo. Este trabalho mostra detalhadamente como foi feita esta A nova versão desta Norma traz uma profunda mudança calibração. a favor da segurança. e dos valores característicos das ações estipu- ladas pelas normas que cuidam desse problema e que Desse modo. minorados. poderão ser discutidos e adequados cada um A revisão de uma norma de projeto estrutural que envolva dos parâmetros que compõem a segurança global da a mudança do modelo de segurança a empregar deve estrutura. sendo o coeficiente de minoração das resistências do mente aceitas pelos seus usuários. em função dos resultados da aplicação dessa ser feita com a precaução de que a nova versão possa nova versão do regulamento normalizador. fd = γm Com esta precaução. tal que As vantagens da formulação probabilista de estados limi- tes sobre a formulação determinista de tensões admissí. F. de tensões admissíveis passou-se ao método probabilista de estados limites. ção. γm2 leva em conta impossível de ser feita com o método das tensões admissí. apontando os caminhos que podem ser segui- em seu modelo de segurança. riais tenham distribuições normais.645 x 0. As solicitações de cálculo são usualmente método determinista de tensões admissíveis para o mé. ma probabilista de estados limites. de variação δ dificilmente atinge 15%. estruturais mostra que em lotes homogêneos o coeficiente nista de tensões admissíveis. Em sua forma básica. ção das resistências. na seção versão anterior.1.1. γm3 veis são inúmeras. coisa sistência dentro de lotes homogêneos.1 Introdução Uma vez implantada a nova norma. resultando o valor pessimista de produzir um impacto negativo sobre os profissionais de resistência nela interessados. correspondente ao quantil de 5% da distribuição res das tensões admissíveis adotadas em um dos regula- de resistências. ela não po. as diferenças entre o material da estrutura e o material veis. as alterações de critérios de projeto que a nova norma vai acarretar poderão ser mais facil. por isso mesmo. o valor extremo δ = 18%.

valores foram adotados como tensões admissíveis. Neste caso. meio técnico.3 prescritas pelas normas de projeto. inclusive do concreto e da madeira.2 leva em conta o fato dos re- valores próximos da unidade. das construções. essas normas puderam ser mantidas sem alte- Com esta concepção. sendo distribuições das ações variáveis como valores caracte- rísticos acarretaria um aumento considerável das ações kmod = kmod. Haveria então uma simetria.1 . estrutural. γ m2 . para que as dimensões resultantes dos novos projetos fossem com- onde kmod. quando se consolidou a técnica de projetar estruturas. como na época os ensaios de controle dos materiais das construções ainda eram incipientes. a resistência de cálculo de qual. sultados dos ensaios de corpos-de-prova de controle ne- cessitarem de correção para representar o material da estrutura e kmod. γ m3 A sua gênese vem do início do século XX.95 e kmod.2 . . causas de diminuição da resistência.75. O estudo da gênese deste valor mostra que para o con- creto ele é fruto do produto de outros três coeficientes A adoção dos valores efetivos dos quantis de 95% das parciais de modificação. fk fd = k mod Ao contrário do que hoje possa ser considerado o caminho γm mais natural. k mod. A seguir. dos valores característicos das ações prescritas pelas di- ferentes normas que cuidam dos diversos tipos de cons- De início. o modelo de segurança ainda não está completo. passou-se ao ticas não seriam atingidas por apenas 5% do material e cálculo das máximas tensões atuantes em estruturas de as ações características seriam ultrapassadas por apenas construções consideradas como bem construídas e esses 5% de suas incidências.2 x 0. como os pesos próprios dos métodos de avaliação da resistência das peças estru.1 = 1.85 é um coeficiente de modificação kmod. É importante assinalar que este quantil de 95% das ações permanentes corresponde a uma variabilidade espacial. para o concreto. kmod. atuação ainda plausível durante a vida útil da construção. nos estados limites últimos decor. ração. kmod. a nor- Para completar o esquema básico de segurança do mé- malização do projeto de estruturas foi feita da seguinte todo de estados limites. Foram valores estabelecidos subjetivamente. é preciso entender o significado forma.1 considera a variação da resistência do mate- patíveis com a experiência profissional dos engenheiros rial com o tempo após a realização do ensaio padrão de seria necessário reduzir os coeficientes de segurança à controle de qualidade.2 . tais como os de- feitos localizados e imprecisões das hipóteses de cálculo Apenas as ações permanentes. Nesse instante vale o bom senso. fck σ ccu = 0.95 x 0.3 = 0.85 As investigações realizadas na década de 80 mostraram γc que os valores usuais das ações prescritas pelos dife- rentes regulamentos normalizadores são sensivelmente Este valor de 0. sendo neces- isto é sário conhecer como esses valores das ações foram esta- belecidos à luz do método das tensões admissíveis. Cópia não autorizada 94 NBR 7190:1997 do corpo-de-prova de controle. normal e seus valores característicos correspondentes ao seu quantil de 95%. adota-se o valor último à ções da mesma natureza. menores que os quantis de 95% das respectivas distribui- Esta notação ainda não é empregada para o concreto ções de extremos. kmod. As resistências caracterís. kmod.2. k mod. cargas de projeto como sendo os maiores valores de Ao se organizar o método probabilista de estados limites. kmod. quer material.75 = 0. com esses valores das ações. As cargas prescritas pelas diferentes normas foram consi- resultando então kmod = 1. assim. isto é. e γm3 leva em conta outras Todavia este modelo não sobreviveu.3 considera a diminuição da resistência Esta conduta teria desorganizado as atividades de pro- jetar estruturas e as novas normas seriam rejeitadas pelo em virtude das cargas de longa duração. feitas portanto em locais dife- compressão rentes. pois há fenômenos não considerados por ele. ainda são imaginados com distribuição turais.3 γ m1 .1 . Assim. têm-se os valores Procedeu-se então de modo contrário. pensou-se em atribuir às ações características o quantil de 95% da respectiva distribuição de valores.85 deradas como sendo os valores característicos nominais e. à variabilidade existente entre diferentes constru- rentes da ruptura do concreto.2 = 0. Todavia. Então. os comitês normalizadores estabeleceram as trução. pode ser dada pela expressão geral E o que representam esses valores característicos nomi- nais? fk fd = k mod.

a transição da antiga para a nova simbologia da NBR 7190. do uma combinação dos pesos próprios da construção e método das tensões admissíveis para o método dos es. to. no máximo. NOVO MODELO = σadm. γm2 leva em conta as usuais Em princípio. Nessa situação. das cargas acidentais especificadas pelas diferentes nor- tados limites. σF e τR as corres. devidas às hipóteses imperfeitas adota- onde σmáx. obtidas por usualmente encontrados no material. ou seja. sendo então com 2 cm x 2 cm x 30 cm e a resistência ao cisalhamento τR γm = γm1 . tanto da madeira quanto de seus elementos de ligação. dentro do lote considerado. para a outra. 3) ABNT . Sd = γfSk impondo que as máximas tensões atuantes. fazendo A segurança em relação aos estados limites últimos é σact k. σc = 0. 1) Ao longo do texto será feita. ≤ σ resistência efetiva.10 τ R tipo onde σ c . γm2 . Cópia não autorizada NBR 7190:1997 95 Então. O modelo de segurança adotado pelo Projeto da NBR 7190/96 parte do método probabilista de estados li- Desse modo. mas que cuidam dos diversos tipos de construção. 1) pela análise estrutural. quenos corpos-de-prova prismáticos de 2 cm x 2 cm x 3 cm centímetros. respectivamente. 4) ABNT .Ensaios físicos e mecânicos de madeiras. pode-se esperar que ambos condu- zam a resultados equivalentes. 5) ABNT . MB-26:1940 (NBR 6230). de modo progressivo. as cargas F. e γm3 considera outras reduções da σmáx.NBR 8681:1984. na passagem de uma versão de norma mites. obtidas σ correspondentes . A resistência à tração na flexão σF era medida O coeficiente γm é de fato resultante do produto de outros em ensaios de flexão de corpos-de-prova prismáticos três coeficientes parciais. é preciso considerar que as tensões admis. que são os valores es- Em virtude de particularidades da estrutura anatômica pecificados pelas diversas normas relativas às diferentes do material.4 Modelo de segurança da NBR 7190:1982 Em princípio4). com superfície imposta de fratura. definidas por expressões do τ = 0. 2) ABNT . a NBR 7190:1982 impunha as seguintes condições de segurança: Para os estados limites últimos.5 Modelo de segurança da NBR 7190:1997 que hoje são adotadas como valores característicos nominais.15 σF resistentes são determinados em função das resistências de cálculo dos materiais. isentos de defeitos2).Cálculo e execução de estruturas de madeira. onde fk é a resistência característica do material e γm re- presenta os coeficientes de ponderação dos materiais.20 σ C De modo análogo. em serviço normal. e σC. medidas em corpos de prova de madeira verde. síveis foram estabelecidas supondo que na estrutura. ANTIGO MODELO garantida impondo-se que. poderiam atuar. A resistência à compressão σC devia ser medida em pe. ações5). a ponderação usualmente significa uma majoração. os valores de cálculo das solicitações σ t = 0. O coeficiente γf é o coeficiente parcial de segurança corres- pondente à ponderação para os estados limites últimos. γm3 medida em ensaio de cisalhamento direto. as condições de segurança eram dadas diferenças anatômicas aleatórias existentes entre os ma- por expressões do tipo teriais empregados na fabricação do corpo-de-prova e da própria estrutura. tensão admissível. γm pondentes resistências. não deveriam ultrapassar as tensões admissíveis onde Sk representa as solicitações características. as tensões ad- fk missíveis à compressão. as solicitações atuantes Sd não superem os valores das so- onde σact k é a tensão característica atuante e σadm é a licitações resistentes Rd. para a modificação de uma norma de projeto.NBR 6120:1980.Cargas para o cálculo de estruturas de edificações . em corpos-de- prova quase cúbicos. em serviço normal. NBR 7190:1982.Ações e segurança nas estruturas . admitindo-se que na estrutura atuem as ações características Fk. nas condições de cálculo. Sd ≤ Rd F. de onde γm1 cuida da variabilidade intrínseca do material 5 cm x 5 cm3). as solicitações atuantes de cálculo são determinadas por expressões do tipo O modelo de segurança adotado pela NBR 7190:1982 partia do método determinista de tensões admissíveis. à tração e ao cisalhamento. representava as máximas tensões atuantes das no método de cálculo e aos defeitos localizados na estrutura sob ação das cargas de projeto. fd = k mod das agindo paralelamente às fibras. σt e τ eram. . em relação à resistência teórica ad- mitida no projeto. plorar principalmente a resistência às tensões atuantes paralelamente as fibras da madeira. os arranjos estruturais usuais buscam ex.

consideram-se as seguintes idéias. lada da ação variável principal admitida na combinação pria definição do valor de cálculo fd da resistência. Tabela F. γ m2 .3 cuida de diferenças entre a qualidade da madeira empregada na estrutura e a madeira empre. Para a madeira recomposta.2 .6 Coeficientes de modificação rança γm leva em conta toda a possível aleatoriedade da resistência do material do lote empregado.70 0. γ m3 A caracterização das classes de carregamento (ver tabe- la F. de acordo com a tabela 10 da kmod = kmod. na qual se perde a O método probabilista de estados limites associa as van. tida a orientação das fibras em suas direções preferen- ciais. sendo compensada.1 ou da duração do carregamento. mas que não existirão na estrutura em projeto.00 Instantânea 1. Esta aleato.1991.45 Média duração 0. mais fracas. .1 . EBRAMEM 1995. as quais.1 . Madeira serrada gada nos corpos-de-prova.1 . da mesma forma que faz o Eurocode nº 57). com o tempo.60 0. Observe-se que o coeficiente kmod não deve compensada ser interpretado como um coeficiente de segurança. pois ele apenas corrige as conseqüências de condições exis. a NBR 7190:1997 apresenta a Classe de Ordem de grandeza da duração formulação arregamento acumulada da ação característica Permanente - fwk fwd = k mod γw Longa duração Mais de seis meses com k mod = k mod. o coeficiente de modificação kmod resulta do deira serrada.3 γ m1 . foram adotados valores únicos para a O método probabilista de cálculo estrutural tem por virtude madeira serrada.2 . não é de ações considerada.1). Para o estabelecimento dos valores dos coeficientes de riedade leva à diminuição da resistência de suas porções modificação. k mod. kmod. k mod.1.30 tentes nos ensaios dos materiais. O coeficiente kmod. em princípio.1 é determinado em função de diferentes classes de carregamento.b.85 0. sendo usual. Classes de Madeira laminada carregamento Madeira colada O coeficiente de modificação kmod é um simples coeficiente Madeira recomposta de correção. F. P.2 .2) é definida em 5.Classes de carregamento Para aplicação prática.Design of timber strucutures . e a ma- básica considerar a real aleatoriedade das propriedades deira compensada. 6) FUSCO.3 NBR 7190:1997 (ver tabela F. res.1 . permitindo uma avaliação lores adotados são diferentes e menores que os anterio- mais racional da segurança das estruturas.3 Média duração Uma semana a seis meses Curta duração Menos de uma semana Um método de projeto estrutural de estados limites tem por virtude básica a garantia da segurança das estruturas.1 leva em conta os efeitos das cargas repetidas Tabela F. Permanente 0.2 . madeira laminada e colada.65 Com a formulação adotada. mas deverá. k mod. k mod.2 considera possíveis variações de resistência ao longo do tempo em função Tipos de madeira da umidade e kmod. ser adotada para outros materiais estruturais6). e valores diferentes para madeira recom- posta. Belo Horizonte. valendo. a resistência de cálculo da madeira é de fato determinada pela condição Curta duração 1. e madeira produto de outros três coeficientes parciais. Instantânea Muito curta tendo em vista cada um dos possíveis modos de ruptura de seus elementos componentes.10 fk fd = k mod. Longa duração 0. .Valores de kmod. o coeficiente de segu. Nestes três tipos de madeira é man- que definem a resistência da estrutura. que introduz o coeficiente kmod na pró. podem estar sendo empregadas nos pontos mais solicitados da estrutura.10 1.Condição para a mudança do modelo de segurança nas normas de projeto de estruturas. kmod. os va- tagens destes dois caminhos. tendo valores únicos para ma- Por sua vez.Cópia não autorizada 96 NBR 7190:1997 Quando considerado globalmente. a madeira laminada e colada. kmod.00 1. É oportuno salientar que.4 em função da duração acumu- Esta formulação. orientação preferencial para as fibras da madeira. 7) Eurocode nº 5 . onde kmod.

os lotes homogêneos não devem Além dos valores acima referidos.  100  A NBR 7190:1982 não especificava com rigor as con. Tabela F. seca a 12% de umidade. prego de madeira de segunda qualidade. onde primeira categoria.3 . Cópia não autorizada NBR 7190:1997 97 O coeficiente kmod.1. admite-se que Umidade relativa do Umidade de fwk = fwm .2 = 0.4. como resistência.6. f12 = fU% 1 +  mentados em 40%. ao acaso.3) 0.8 para madeira de segunda categoria e 1. espe- cificada em 6. correspondem à “condição-padrão de referência”. templam o uso de madeira verde de segunda categoria. em O coeficiente parcial de modificação kmod. em função das classes de umidade (ver tabela F.7 Resistências características da madeira Em princípio. em 6.8.3 leva em conta o em- madeira de 12%. preserva o valor kmod.645 sw Classes de ambiente equilíbrio da umidade onde fwm é o valor médio da resistência e sw é o correspon- Uamb madeira dente desvio-padrão. conforme 6. A referência adotada pela NBR 7190:1997 é a madeira f2 0 de primeira categoria.Classes de umidade Deste modo. 3 75% < Uamb ≤ 85% 18% Entende-se que a homogeneidade do lote existe quando as propriedades de seus elementos variam aleatoria- Uamb > 85% mente.9 cias da madeira tenham distribuições normais e que seus valores característicos correspondam ao quantil de 5% sendo das respectivas distribuições. admite-se.2 decorrente das prescrições do goria. no caso de emprego de madeira  3 (U% .2 Com esta formulação. ela discrimina. sem que haja grupos de elementos 4 durante longos ≥ 25% cujas propriedades possam ser consideradas como dife- períodos rentes das de outros grupos. Tabela F.3 é feito igual a 6.2. radas de um lote homogêneo devem conduzir a estima- tá em que o Eurocode nº5 apresenta tabelas de valores tivas estatisticamente equivalentes de seus parâmetros. que as resistên- (3) e (4) 0. a NBR 7190:1982.4.12)  de primeira categoria. isto é. Os valores prescritos para kmod.8 0.0 para a de definidas em 6. 1 ≤ 65% 12% O conceito de resistência característica de um material aplica-se rigorosamente apenas a seus lotes homogê- 2 65% < Uamb ≤ 75% 15% neos.24 f20 primeira categoria. ser apresentados com os valores corrigidos para 12%. os coeficientes de segurança relativos à resistência da ma- Madeira serrada deira tomam valores compatíveis com os adotados para Classes de Madeira laminada Madeira outros materiais estruturais. A diferença es. .0 1. Eurocode nº 5 para as classes 3 e 4 de umidade.2 são praticamente Em particular. os projetos de estruturas de madeira con- umidades U% diferentes do valor acima especificado. em seu item 49. esta Norma também corresponder a mais de 12 m3. Deve-se observar que desta expressão resulta dições para que a madeira pudesse ser considerada de f12 = 1. agora foi feito. que neste caso são o valor médio e o desvio-padrão da tra que os coeficientes podem ser individualizados.1 e kmod. logo A NBR 7190:1997 parte de idéias diferentes. como se mostra neste trabalho.3) é determinado. desaparecendo os apa- umidade colada recomposta rentes exageros que o modelo de segurança da Madeira compensada NBR 7190:1982 sugeria existirem.2 (ver tabela F.65 para madeira submersa. (1) e (2) 1. todas as amostras que possam ser reti- os mesmos adotados pelo Eurocode nº5. que admite a umidade de equilíbrio da O coeficiente de modificação kmod. esses valores poderiam ser au.5.1. com rigor.4.8 f1 2 daí. do produto kmod.4.2.Valores de kmod.1 x kmod.4 .4. Quando as investigações experimentais forem feitas com Em princípio.4. os resultados devem Dentro desta idéia.2.0 F. A partir ≅ 0 . em que condições a madeira pode ser classificada como de primeira cate. que é o valor de kmod. Uma análise desses valores mos. mantendo-se assim praticamente a redução imposta pelo Todas as resistências características consideradas item 63 da NBR 7190:1982 para esta situação. assinalava que as tensões admissíveis por ele prescritas por meio da expressão decorriam do fato de serem referentes à madeira de se- gunda categoria e que. De acordo com 6. dentro do intervalo de 10% a 20%.

determina. 10) Experimentação desenvolvida no Laboratório de Madeiras e Estruturas de Madeira . A. atinge o valor de 18% 9). Como esclarecido em outro trabalho sobre a mudança do modelo de segurança nas normas de projeto de estru- A caracterização completa da resistência da madeira é turas11). P. onde fc0. de cálculo fd. tivas sejam feitas por valores abaixo da verdadeira resis. probabilista de estados limites em relação a um modelo determinista de tensões admissíveis deve ser o respeito No caso de espécies pouco conhecidas.645 x 0. sendo A restrição feita de não se tomar valor inferior a 70% do valor médio decorre do fato de que o valor efetivo do fwc0. exige-se a determi- nação direta de fwk por meio do ensaio de amostras com Tomando como ponto central da calibração os esforços n ≥ 12 exemplares. a estimativa da eventual mistura de elementos de dois lotes diferentes.1.4. ralela. é especificado à condição em 6. fk. não se conside. verde rênteses fornece estimativas centradas.645 δ) = fm (1 .R.2 como deve ser feita a caracterização mínima necessária ao emprego estrutural dessas madeiras. nem menor que 70% do valor médio. tência característica. De acordo com o modelo de estados limites. onde se admite o comportamento elástico linear da estru- tura. 12% 8) FUSCO.70 fm A estimativa direta da resistência característica fwk de um F. a partir da realização apenas de ensaios de com- pressão paralela às fibras. fk = fm (1 .18) = 0. fwd = k mod tiva pessimista de fk. 1977.1 a expressão ante. P. dificilmente apresentado pela figura 7 da MB-26:1940 (NBR 6230). 1978.1.3.3 permite-se a caracterização simplificada da resis. 11) FUSCO. 5 x 5 x 20. A função de estimação definida pela expressão entre pa. São Paulo.20 σC  n   -1 2   2  ou..8 Ponto central da calibração da NBR 7190:1997 lote de madeira deve ser feita por um dos processos apresentados em 6. prote. 9) FREITAS. Belo Horizonte. 2ª categoria = 0. σact.B. Para a compressão paralela às fibras. tência. . estimativas cuja média coincide com a resistência característica efe. de madeira verde. MODELO NOVO rior. EDUSP/McGraw-Hill do Brasil. IPT. e σact (Fd) as tensões atuantes sob as ações 6. γf gendo.k = σ act (Fk ) = apenas a metade menos resistente dos resultados. multiplicando-se por 1. EBRAMEM 1995.m 2 x 2 x 3. de lotes homogêneos de madeira. que leva a admitindo-se que a resistência da madeira não sofra va- riações significativas para umidades acima de 20%.. torna-se o estimador razoavelmente excêntrico. . medida em corpos-de-prova de 2 cm x 2 cm x 3 cm. Para evitar que 50% das estima.MODELO NOVO = σadm. .Cópia não autorizada 98 NBR 7190:1997 Esta expressão foi estabelecida pela generalização de coeficiente de variação δ da resistência à compressão uma simples interpolação linear do clássico diagrama paralela. em racterísticas.m é o valor médio da resistência à compressão pa- tiva do lote examinado. 10).4.1 σc = 0. ≤ fn teses adotadas pela NBR 7190:1982. que para a madeira se expressa por A restrição de não se tomar valor inferior a f1 decorre do fwk fato de que o menor resultado da amostra já é uma estima.k = fk. em 6.Condição para a mudança do modelo de segurança nas normas de projeto de estruturas. deste modo. Publi- cação nº 1198. Neste caso. A partir destes resultados. USP.LAMEM da Escola de Engenharia de São Carlos.3. o critério básico de calibração de um modelo estabelecida em 6..k. σadm. σact (Fd) = fd rando porém para fwk valor menor que o do corpo-de-pro- va menos resistente.MODELO ANTIGO Para as espécies pouco conhecidas..8 recomenda-se empregar a mesma função de estimação acima apresentada.1. 11). e γf o coeficiente de majoração das ações. e que só é empregada quando há γw mistura descontrolada de materiais diferentes. . isto é. f n   -1  fwk =  2 2 .Fundementos estatíticos da segurança das estruturas. São Paulo.3. com a nova simbologia explicitando todas as hipó- com f1 ≤ f2 ≤ .f n  x 1. isenta de defeitos.20 fc0. de compressão paralela às fibras da madeira.8.B. Deve-se observar que a função de estimação emprega σ act (Fd ) σ act.Probabilistic approach in the design of wood structures in Brazil based on the variability of 23 species. sendo σact (Fk) as tensões atuantes sob as ações ca- No caso de lotes de madeira das espécies usuais. têm-se: se a resistência característica pela expressão8) MODELO ANTIGO  f1 + f2 + .

em ambiente úmi- do.d = kmod.k Admitindo que a eventual diferença entre fc0. 2 x 2 x 3 e fc0.1 = 0.c fc0. Como É importante assinalar que a adoção de kmod.2.d = k mod γ w.8 x 0.c = = 1. admite-se que na estrutura haja pontos menos resistentes.70 x 0.3 com os kmod = kmod.15% = 80 MPa Para as espécies conhecidas.3 = 0. que fixava valores básicos de tensão cia da condição seca para a condição saturada.3 γ w.4 referente às combinações de 5 x 5 x 20 cm. a 12% de umidade.k = = 0. embora corri- kmod.56 x γf γ w. resulta sendo 0. m. quando feitas de madeira A título de exemplo.75.20 fc0. 2 x 2 x 3. NBR 7190:1982.4 = 1. 5 x 5 x 20.0 para a segunda categoria e pode-se escrever 1. 12% 0. tem-se fc0.2 = 61.9 Exemplo Por outro lado.k.12)  de onde resulta fc0.2 kmod. reduzindo-a para apenas 25%.m.4 fc0. obtém-se Sob ação de cargas de longa duração.12 = 0. deve-se ter Todavia.80 transformar a resistên.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 99 a resistência característica medida em corpos-de-prova e adotando o valor usual γf = 1.2 fc0.6 MPa γc 1. 2ª categoria da NBR 7190:1982. 5 x 5 x 20.k.m.k fc0. saturada σ act. em lugar admissível para a madeira de segunda categoria e permi- de tia um aumento de 40% para a de primeira categoria. saturada cida pela norma. 5 x 5 x 20.c que é o valor adotado em 6.7 fc0.0 para madeira de primeira categoria e 0. sabe-se que a favor da se- gurança pode ser aceita a relação Transformando esta resistência para a condição-padrão.20 γ w. 5 x 5 x 20.8 para a de segunda categoria inverteu a postura adotada pela devendo o coeficiente kmod.3 igual a 1. m. isentos de defeitos.c = 1.70 x 0. tem-se tem-se 0.8 x 43.3 valores 1. saturada Deste modo. o Jatobá. Os resultados experimentais mostram que em condições fc0.70 e.5. perdendo-se assim uma melhor percepção da verdadeira margem de segurança estabele- fc0.56 x 0.k.4 Igualando este valor à tensão admissível σadm.20 x 1. para estruturas construídas com madeira de segunda 0. A resistência em ensaio rápido destes pontos seria de fwd 0.k = 0.0 MPa Deste modo. para estruturas submetidas a cargas de longa duração. a resistência de tais pontos deve ser admitida 0.c γ f fc0.4. 5 x 5 x 20 seja corrigida pelo coeficiente parcial γw2 em.6 = 19.70 γ w. normais de ações.7 fc0. 15 1 +  = 80 x 1.80 madeira muito empregada na construção de pontes.m  3 (15 .1 kmod. 5 x 5 x 20.7 x 87.c γ f fc0.3 fc0.2 MPa  100  0. k mod.7 fc0. fc0.1 . 5 x 5 x 20. verde com o valor γ w. 12% = fc0.5 MPa .70 fc0.k. resulta a resistência característica fc0.c fc0k.2 .1 kmod.56 x 0.4 fc0. Se esta postura antiga tivesse sido mantida. pelo modelo de segurança adotado pela NBR 7190:1997. 12% gindo o exagero de se dar uma diferença de 40% para o fc0.d = 0.m.c γ f fc0.80 x γ w.25 para a primeira categoria.k = 0. levaria à adoção do valor γw.1 k mod.7 x 0.k 61. pela expressão de 6. saturada categoria.0 = = 43. 5 x 5 x 20. a ado- γ wc ção de kmod.c F.09 = 87.56 x = 0. γc γc butido em γw. kmod. deve-se considerar uma espécie de de segunda categoria.d = k mod.2 = 0.80 x γ w.m.25 x 1.d = 0. saturada de laboratório fc0.d = k mod = k mod.d = k mod γc = 0.4. kmod.3 melhor material.7 fc0.m. kmod.

em 7. Na falta de determinação experimental direta.M representa a resistência à tração paralela no ensaio de flexão (M).30 σc0.0 e De acordo com o método das tensões admissíveis adota. foi desenvolvido um novo prega a compressão normal aplicada no meio de uma vi- corpo-de-prova. o mesmo não ocorre na compressão paralela. esta condição é expressa por ou seja.d 19. a tensão admissível σt devia ser imposta com o fwc0 fwt0 σ wcu = = σ wtu = valor básico γ wc γ wt F. tomando-se apenas 15% do resultado do ensaio e não 20% como era feito na compressão para. mal às fibras. 20% ou seja onde σwt0. É importante assinalar que o ensaio de compressão nor- lela.15 σF De acordo com a NBR 7190:1982.m γ ' σt0. = 0. Para a NBR 7190:1997 foi feita uma investigação direta da relação efetiva entre as resistências à tração e à com. Para isto. 20% = = = 70.adm = 0.4 tração.20 fc0. ga apoiada ao longo de seu comprimento.adm = 0.adm = 0. apresentado no anexo B.15 ft0.8 σmáx. σc90. tem-se que no caso vale σwt0.11 Calibração na compressão normal às fibras σ t = 0.m Embora a madeira tenha um comportamento nitidamente resulta elastofrágil na tração paralela às fibras. como a NBR 7190:1982 adotava onde ft0.3 fwc. = σadm = 0.06 fc0.10 Calibração na tração de madeira podem ser dimensionadas como se fossem feitas de material simétrico pois. saturado compressão.m. m.15 fwt0 σmáx. em estados últimos De acordo com a NBR 7190:1982.0 = 0.adm = 0. que em- pressão paralelas.M por meio de uma expressão de comporta- ou seja mento elástico linear não é correta.2.Cópia não autorizada 100 NBR 7190:1997 A atuação de uma tensão com este valor poderá levar a Os resultados obtidos mostraram que se pode admitir a estrutura à ruptura e.adm = 0. a determi.5 não se podendo porém ignorar a fragilidade da ruptura à σ act.2 fc0. fwc.adm = 0.20 x 70.adm γ ' nação de ft0.20 x fc0. σn = 0. medida paralelamente às mesmas. mal às fibras não figura entre os ensaios normalizados pela MB-26:1940 (NBR 6230). O ensaio normalizado por outros regulamentos.06 σ c γ ' Com a nova simbologia. a máxima tensão atuante nesta Adotando o valor mínimo desta relação e impondo a mes- estrutura deveria estar limitada a ma ordem de grandeza adotada pela NBR 7190:1982 para o aumento da segurança à tração em relação à σmáx.0. Por esta razão.adm γ ' Este erro sistemático contra a segurança foi compensado onde o coeficiente γ ' considera a extensão da carga nor- pela NBR 7190:1982 pelo aumento do coeficiente de se.8. tem-se: onde σF era o limite de resistência da madeira verde na flexão simples. em serviço.20 fc0.24 σ wt0. σc0. só relação poderão atuar cargas que levem à tensão ft0 ≥ 1.3 fc0 fc0. σc90.M Por outro lado. com a nova simbologia σc90. gurança à tração.195 fwc0 isto é fc0.máx.m. = 0.3 MPa  20 .adm 1+ 3    100  que corresponde a resultando γ wt = 1.4 ≅ 1.3 x 1. as peças fletidas F. 12 87.3 = 14 MPa Com estes valores γwc = 1. m.06 x 5 σc0.4 e γwt = 1.12  1. é na verdade . como conseqüência.adm = 0.15 x 1. do pela NBR 7190:1992. na tração paralela às fibras. com clara tendência a ser superestimada a resistência à tração. = = = 14 MPa γf 1.7 é permitido que se admita esta relação entre fwt.adm ≅ σ wc0.

d αe que é equivalente ao valor especificado pela e sendo NBR 7190:1982.18 fc0. com 28%.d o coeficiente de correção αe.45 fc0.12% k mod x (fvk. na NBR 7190:1997 foram adotadas as re- lações: Desse modo.k .adm = 0. resultando No caso de cargas aplicadas em uma das faces de peças fwv0.18) = 0.54 fv0. resultando assim na relação Os ensaios realizados para a calibração desta Norma mostraram que para as coníferas é possível adotar a re- fc90. e para as dicotiledôneas F.25 σ p obtém-se que com a nova simbologia fica fvd. tem-se: σc0. na falta de determinação experimental específica. fwv0.m Em princípio a resistência da madeira ao embutimento de um pino metálico colocado no interior de um orifício O coeficiente de variação de fc0 pode ser adotado. Seguindo os mesmos raciocínios feitos na calibração da pressão paralela. é A ruptura ao cisalhamento paralelo às fibras da madeira mais prudente adotar a relação é de natureza frágil.m (1 .70 fc0.25 fc0.m (1 . dado pela relação τd ≤ fvd.28) = 0.m madeira verde de segunda categoria.20 fc0.645 x 0. de fc90.sat = τ k = γf fe90. com valores iguais aos da fv0.54 fvm. que é quase igual à da NBR 7190:1982.Cópia não autorizada NBR 7190:1997 101 um ensaio de flexão de uma peça do tipo de um dormente Deve-se observar que a NBR 7190:1997 incorporou no ferroviário.12% ) 0. respectivamente: a) embutimento paralelo: fc0.2. Por esta razão o coeficiente de ponde- ração da resistência ao cisalhamento foi tornado igual fc90 = 0.k = fc0. obtêm-se.20 fc0.1. ou seja. esta relação fica onde τR = τRm.16 fc0.25 fc0. que adotava ao cisalhamento era dada por σp = 0. Deste modo.13 Calibração no cisalhamento paralelo às fibras Os resultados obtidos com este novo ensaio mostraram que.m que é da mesma natureza que a recomendação da De acordo com a NBR 7190:1982 a tensão admissível NBR 7190:1982.k fletidas. a favor pode ser assimilada à correspondente resistência à com- da segurança.12% σn = 0.1 τR Com a nova simbologia.adm γf γ f γ wv γ f γ wv .d = 0. γwv = 1.8 Esta relação foi incorporada à nova versão da norma em 7.7.25 fc0 ao da resistência à tração paralela.12% ) k mod x (0. 14.645 x 0. como valor de 18% e o correspondente a pressão aplicada à área diametral do furo.d fv0.adm = 0.1.m tabela de γ' da NBR 7190:1982.d = fc0.25 σe0.m b) embutimento normal: τd τ adm = 0.1 τRm. F.045 σ c = 0. fv0.d αn lação aproximada onde αn é dado na tabela 13.12 Calibração no embutimento fv0.d = γ wv tes de correção designados por γ' na NBR 7190:1982 e indicados por αn na NBR 7190:1997.18 σ c τadm = 0. pois resistência à compressão paralela.1 τRm.d = 0.adm = 0. igualando-se τadm a τact.m fe0.sat = = = σe90.sat é o valor médio da resistência obtida no ensaio de cisalhamento feito com corpos-de-prova de σe0. com os mesmos valores apresentados pela NBR 7190:1982 na tabela IV de seu item 67. a NBR 7190:1997 adotou os mesmos coeficien. não podendo ser aceito para aplicação em valor de fe90.m = 0. necessários O anexo B estipula um novo ensaio para a determinação ao cálculo de força admissível no embutimento normal.m = 0. dado pela tabela um método de estados limites. que é praticamente a mesma adotada para a com.m = 0.k = fv0.

m = 0.20 fc0.2 de onde tem-se fvd γ wc 0.12 fvm.sat ) fc0.16 fc0.12 = 0.d γ wv x k mod fc0.1 x kmod.54 fvm.m . sendo Nestas condições.20 /Índice alfabético .8.m = 0.3 fv0.4 e γwv = 1.10 0.6 x 0.d 0.d 0.k fvm.54 fvd 0.16 γw = ≅ 1. e para as co- níferas com fv0.54 fvm = k mod.sat = γf γw logo Deste modo.1 x 1.12% x kmod.54 x 1.sat fc0.8 resulta Para as dicotiledôneas. resulta 0.20 = 0.8 x 0.d k mod x fv0.k x γ wc e = fc0.d γ wv 0.1 τRm. com γwc = 1. Cópia não autorizada 102 NBR 7190:1997 Por outro lado. sendo fvd 0.3 x (0.096 ≅ 0. sendo fv0.2 x kmo.4 = 0.1 x k mod.70 x 1.8 = 0.sat = τRm.sat = fvm. tem-se kmod = kmod.70 fcm 0.m .4 fc0.

.................... 5.................................................................................................................................................................................................................. 7...........................2 Caracterização simplificada da resistência .........................5 Compressão de peças medianamente esbeltas ..4 ...........................3 Caracterização da madeira laminada colada................................................... 5........................................................... Cópia não autorizada NBR 7190:1997 103 Índice alfabético Aceitação da madeira para a execução da estrutura .................................1 Classes de carregamento ......................1 Combinações de média duração .....................................................2 Compressão de peças curtas ...3..........................................................................................3......................................7..................................2 Combinações últimas nas construções correntes com duas cargas acidentais de naturezas diferentes .........5 Combinações de ações em estados limites de utilização ....................................................................................................7............................................... 5...................... 5.............................................5.........................................1..................... 7....2 Carregamento excepcional ................................... 5........4................................... 7......................................1......2 Carregamentos ......... 6............2 Carregamento de construção ...1.............6................................................................................... Anexo E Coeficientes de modificação ................................................. 6.......................................................1 Ações .............................................................................................................................................................................. 6................................. 7............... 6...4......................................................................................................................1 Carregamentos das construções correntes com duas cargas acidentais de naturezas diferentes ...................................................................5........................................................................5................................3 Ações nas estruturas de madeira .................................. 10.................................................. 4.........................................2 Compressão .............. 6..............................................................................................................................................................................6 Carga no guarda-corpo ........................................................ 5..................................................................................................................................... 5........................ 5............................. da madeira compensada e da madeira recomposta ..............2...............................................................................................3 Classificação das peças .........................3..........................................................6 Classificação visual das peças de madeira ........................................................ 5...............................3 Combinações últimas normais ....................................................... 5... 6..................................2 Cisalhamento longitudinal em vigas .......................................... 5........4 Classes de resistência ...............................8........................................ 7. 5.......5 Classes de serviço ................................................................................................................................8...............................................................8........................ 5....4 Caracterização das propriedades das madeiras ...............................................2 Cargas permanentes ..........................................8...........3........................................................ 6...5.....3........ 5................................................................ 6............................................ 5 Caracterização completa da resistência da madeira ...7..................................... 6............................................................................................... 5.......................................... 6.............................................................3....3 Caracterização mínima da resistência de espécies pouco conhecidas .................................................................4............................................................................................................................................................................................... 7...1...4 Combinações de longa duração .....................................................................3 Combinações últimas especiais ou de construção ............................... 7...3 Compressão de peças esbeltas .......................................................3 Combinações de duração instantânea ..2...1.........3..................................3 Cargas acidentais .....................2...............................................................................................................................................................................................5.... 5..............................................2 Combinações últimas excepcionais ..................................................................2.................................................... 5........5 Ações usuais ......................................2..............................................................................10 Cargas acidentais verticais ........................................................................4..... 5...................6 Coeficientes de ponderação para estados limites últimos ...1 Caracterização da rigidez da madeira ......................................4 Carregamento especial ........................................................3 Combinações de curta duração .......................2 Cargas concentradas junto a apoios diretos ...........................4 Coeficientes de ponderação para estados limites de utilização .....5... 5............................................................................................ 5................... 5...................4...................8 Combinações de ações em estados limites últimos ...............................9 Carga no guarda-roda ........................................ 5.................7 Combinações de ações ...3 Carregamento normal ..........1 Composição dos coeficientes de ponderação das ações .................................................................1...................................... 7................................................................ 5.... 5...................5.... 6.................5......................

........................................1 Espaçamentos ................................................................................................................. 6......................................2 Critérios gerais ....2.............................................................................4 Construções correntes . 9.......................... 10.................... 9.. 10......................... 7 Dimensões mínimas das seções transversais ........................... 7..............................................Estados limites últimos .........................................................1..........................................................................1 Critérios gerais ...............................2 Construções com materiais frágeis não estruturais ..................................................................................................5 Contraflecha .... 10......... 10..............2...........6.............................2....................................6.....................................................................................2..........................................................................................................................................................................2 Espaçamentos em ligações com anéis metálicos .................... Anexo F Esforços atuantes em estados limites últimos .........................4 Estabilidade global ...................................................................... 7........................................................................................5.............................. 8. 7........................................................ 9. 7........................................................6.......5 ..................................1 Critérios gerais ...........................................................2 Disposições construtivas ............................................................2...................................................................................................1 Deformações limites para construções especiais ...............................3 Critério de dimensionamento ....................................................................................................... 7.................................................................................................................................... 9....................................................2 Considerações de referência .....1..................2............................................................................................................... 9...........................................1 Condições especiais de emprego ................................................................ 9.......... 10......................................... Anexo C Determinação de propriedades das madeiras para projeto de estruturas ...2 Espaçamentos em ligações com pinos (pregos com pré-furação..1 Esforços resistentes em estados limites últimos .....................3 Diâmetros mínimos de pinos ou cavilhas ...........4 Critério de verificação da segurança ......2................................................................... 6.............................................................................................................................. 8.......Contraventamento ....5...................................................................3 Esclarecimentos sobre a calibração desta norma ........3 Densidade .................................................................................................1.................................................................... Cópia não autorizada 104 NBR 7190:1997 Compressão normal às fibras ..............................................................2 Deformações limites para as construções correntes ................................................................................................................. 10..........................................................................................................2 Contraventamento de peças comprimidas .........................................................4 Condição-padrão de referência ................................................... 7........................................1...................................................1........ 7.................................................................................2 Dimensionamento ....................................................2...............................................................6.....................................1 Definições .................................................6 Espessura mínima das chapas de aço ..............................................................2................................ 7....... 6..........................................1.............................................................................. 8.............................................2....................... 10...........6.......................................................................... 7............................. 10....................................................................................................... 8... parafusos e cavilhas) .................. 6...........................................................................1................................................................................................... 5................................ 7................ 7.......................................................................................................... Anexo B Diâmetros mínimos das arruelas ................................... 3...... 9..1..........1 Definição .................................................................................................1 Durabilidade da madeira .........................3 Construções especiais ................. 9......................................................................................... 10........................................................................................................................................................ 5.... 10....................................1 Deformações limites para as construções com materiais frágeis não estruturais ............................................................................................4 Estabilidade das peças compostas ...3 Determinação da resistência de ligações mecânicas das estruturas de madeira ....................6 Estabilidade lateral de vigas de seção retangular ...1 Dimensões mínimas ............................................................................................................................... 8..................................................................2 Contraventamento do banzo comprimido das peças fletidas .............................5................................................................................................... 10 Disposições gerais ........................8 Estabilidade global de elementos estruturais em paralelo .............................................. 9.................................................6 Esbeltez máxima .......................6 Estabilidade ............................................. 7.....................................................7 Efeitos da umidade e da duração do carregamento ...............................2 Dimensões padronizadas dos anéis metálicos .......................................6.........2....................2 Desenho de estruturas de madeira ...................................................... Anexo A Desenhos ........................5..........1 Disposições gerais ....................................

........................................6 Índices formados por abreviações .......................................5 Força centrífuga .............................................................................................................. 5.................................................................................................................................................................5 Fatores de combinação e fatores de utilização ...........4..............................................................5................................................................ 3........................................4................................... 5.. 4..... 8................6........................................................................................1 Generalidades ....................................................................3 Ligações excêntricas ................ 7......3..............3............................................................................... 5.................................................. 8.....................................................................................................................5 Ligações com pinos ou cavilhas ........................3 Estados limites de utilização ....................................................................................................................................... 8 ...................................... 5..........5..... 2.....................4............................................................................4....................5 Impacto vertical .................................................................................................1....................................3......................................................... 4 Impacto lateral ....................................................................Ações variáveis ............3 Letras romanas maiúsculas .................................................................................Ações permanentes ..........................6...........................................................................1 Estados limites de utilização .................................................................................... 3..........................5 Estados limites últimos ......................3 Flexocompressão ........... 7..............1 Generalidades ................................1 Ligações na madeira laminada colada ............................2 Ligações ..............Cópia não autorizada NBR 7190:1997 105 Estados limites a considerar ................................................... 8............................5....1 Generalidades ................9 Excentricidade acidental mínima ............. 5..... 7..5 Índices gerais ..2....................5........................................................................................................................................................1 Estados limites de deformações ............................................ 3.............................1..2 Ligações com anéis metálicos .......................................... 7..............................6...................................................1......... 3........................... 3 Generalidades ....................................................5............................. 10...................2 Estados limites de uma estrutura .............................1 Ligações com pinos ......................................................................................1 Letras romanas minúsculas ........................................................................................................................... 7............................................................................................................................................................................... 5....................................................................................................................3 Estados limites de utilização ..2 Estimativa da resistência característica ............................... 8.....1 Ligações com cavilhas .2 Execução .............................................................................................................. 10......................................................................................................................................5.............................................................................................................................2 Ligações mecânicas .................................6 Flexão simples oblíqua ................................................................................................. 10.........................................................................................................................................................................2...................................................................5..4 Investigação direta da resistência ................. 7.....4........ 7.............3...5...................................... 3..........................1 Generalidades ........ 6.........................................................................................1 Hipóteses básicas de segurança ........3 Estados limites últimos ............................................................................................ 6.............4 Índices especiais ............................................................................................ 9................................................................4................................................................................................................................................................................................................................................................................... 3...........................................................................................8 Letras gregas minúsculas ...................4 Ligações com chapas com dentes estampados .............7 Estimativa da rigidez ..............................................................................4 Ligações com cola .................................................................................................. 4..................................................................................................................3 Ligações com conectores .......................................................2 Estados limites ..................................................................................................................................................................4 Estados limites últimos ............6 Flexotração ..............................................................................................................................................7 Força longitudinal .................................................................................. 6............................................................................................................. 8......................................5.....................................................5.................. 8......................................................5.......................................4 Flexão simples reta ............................................................. 8........ 5.............. 4............................................ 8........1................................................... 7........................................................................6. 8......................................................................................................................7. 6............................................................5...........1..................6 Generalidades ............... 9.......... 9 Estados limites de vibrações ...5..2........................................................................................................................................................5......................... 9............................................. 5...........................

..........................................3...8 Peças solidarizadas continuamente .......................................................................7 Rigidez das ligações ......................................................................................................1..................................................................... 7...................................................................................................................................................................2..................................................3........................................ 5.......... 7......................................................................3 Tração paralela às fibras ..............5 Valores característicos das ações variáveis .....................................................................................................................................................................1 Situações transitórias ....................... 5.............................................................................................................................. 8...... 3.......................................................................................... 5........................................................1 Propriedades a considerar .............................................. 3...............................................................................................3....................4 Pré-furação das ligações com cavilhas ................. 6............................... 5........................ 5......................5 Resistência de um anel metálico ...........................................................................................4................1...............................................2 Resistência de embutimento ....................................................................3 Solicitações normais .......................... 4...............................................4 Simplificação ............................................. 7..............................4 Tração ........................................2 Pré-furação das ligações parafusadas .................................................................................................. 5.........................................................1 Resistência a tensões inclinadas em relação às fibras da madeira .......................................................... 8..............................2 Valores característicos ......................................................4 Resistência .........................................................................3.... 5.................... 8.........................................4.......................................................................................................................................... 1 Peças compostas .............................4 Memorial justificativo ............... 7..........................................................1 Situações de projeto ...............................................................................7 Situações a considerar ................ Cópia não autorizada 106 NBR 7190:1997 Ligações ....... 10... 3.................................4 Tipos de ações ......... 7....3 Pré-furação das ligações pregadas ...........................................................3 Resistências usuais de cálculo ............5......................1........................................................... 8...................................................... 6................4.............................................................................5....2... 7............................................3 Situações duradouras ......................................... 6.............................................................................................................................................................................................................................. 4............................................................... 5....................................................................................................1..................2................................................................................................................. 7....................4................................2 Projeto .....................1 Peças solidarizadas descontinuamente ........................................................... 3..............................2 Umidade ...................................7 Peças de seção circular ...........................................4....................................................1..................................3......................................2................................................. 6 Recomendações sobre a durabilidade das madeiras ...............................3.............................................2 Situações previstas de carregamento ........ 7..............2 ..................................................................... 8...................1..................................................................2 Plano de execução .............................................2................................ Anexo D Referências normativas ................................................................................ 8............. 6............................... 8.............................................................4......3.. 7..........................................................................................3 Resistência dos pinos ......1 Tração normal às fibras ..............................2 Situações excepcionais ........................1 Propriedades das madeiras .....................................4 Situações não previstas de carregamento ...................................................3 Solicitações tangenciais ...................................................................... 5........................1 Valores característicos de outras ações permanentes .................9 Resistência de embutimento da madeira ...........4.........3...................................................4................................................................................................................................................................ 4.........................................................................................................................2..................................................................... 3.................................................................................................................................................................................................................5 Objetivo ....................1 Rigidez .1 Rigidez das ligações ..................................................................................................................................8................8...................................................................................................................... 7................................. 8...........................................................................3 Valores característicos dos pesos próprios ................................................................................................................... 2 Requisitos básicos de segurança ...........................2 Notações ......................................... 6...................................................3 Resistência de uma cavilha ............ 7.......................................... 7.....................................................................3............................. 7....................................................................................1 Torção ..................................................................... 8........................................................................................................................................................................

.......6 Valores médios usuais de resistência e rigidez de algumas madeiras nativas e de reflorestamento .............................................................................................................. I ou caixão ligadas por pregos ................................................................... 7......................................................................... Anexo E Valores médios ............................................................................. 5...... 5..............................................4.............................................................................................................................................................................7......7...... 5...........2........3 Valores de cálculo ...............................4 Valores reduzidos de utilização ................................................ 7..4.........4 Vento ...................................5 Valores representativos das ações ............................................... Cópia não autorizada NBR 7190:1997 107 Valores de cálculo das ações ..7................................. 6...................... 7.............................................................4 Valores representativos ....................................................................................................4.........................................4... 5.......................5 Vigas compostas de seção T..................................................4 Vigas entalhadas ............................................2 Vigas compostas por lâminas de madeira colada .......................1 Valores reduzidos de combinação ............................................. 7............ 6.............................................................................. 5..................................................................................................... 7........................................................................8 Vigas compostas com alma em treliça ou chapas de madeira compensada ....6 Valores de cálculo ..................... 6...........5............... 7.4........................................................................3 Vigas compostas de seção retangular ligadas por conectores metálicos .............................................................7...................3 ..................