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CAPÍTULO VIII

CAPÍTULO

VIII

ARBORIZAÇÃO URBANA

ARBORIZAÇÃO

URBANA

ARBORIZAÇÃO URBANA

2

QUANTO VALE

QUANTO

VALE UMA

UMA ÁRVORE

ÁRVORE URBANA?

URBANA?

VALORES (ANUAIS) ESTIMADOS PELA ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE ENGENHEIROS FLORESTAIS

BENEFÍCIOS

VALORES (US$)

Economia de arrefecimento ou aquecimento

73,00

Controle de erosão e escoamento superficial

75,00

 

75,00

Proteção à vida silvestre Controle da poluição atmosférica

50,00

TOTAL

273,00

  • 8.1. 8.1. INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO

O ambiente urbano apresenta tanto um conjunto de elementos naturais (ar, solo e subsolo, águas superficiais e subterrâneas, áreas verdes) quanto outro conjunto predominante de elementos construídos, refletindo os processos de interação social e econômica do homem. Neste contexto, à procura de se melhorar a qualidade de vida nas cidades, a vegetação assume papel de destaque pelas funções que desempenha. Assim, a arborização urbana constitui-se em um importante agente de depuração do meio e de minimização das condições adversas do clima, agravadas por cobertura, revestimento e impermeabilização do solo, decorrentes das construções, das obras viárias e de outras relacionadas com a pavimentação. Um outro aspecto que merece consideração em relação à arborização urbana ao longo de vias e logradouros públicos e sua utilização como elemento de infra-estrutura:

diferente dos demais elementos é o único a ter forma orgânica e necessitar do meio natural para o seu desenvolvimento (ZMITROWICZ; DE ANGELIS NETO, 1997). Esta particularidade confere à vegetação algumas características que são indicadoras do seu bom ou mau uso, considerando-se a função a que se destina e o local de implantação.

Estimativas indicam que o Brasil conta hoje com mais de 75% de sua população residindo nas zonas urbanas, enquanto na década de 50 este percentual não atingia 50%. Grande parte das cidades, entretanto, tem surgido pela simples razão de que o povo precisou morar no local e, assim, não contam com planos de desenvolvimento pré-estabelecidos capazes de garantir os requisitos de salubridade e modernidade que devem apresentar. Características do meio urbano como a impermeabilização do solo e construções, utilização maciça de materiais como concreto, vidro, ferro, asfalto e cerâmica, redução drástica da cobertura vegetal e poluições atmosférica, hídrica, visual e sonora tornam o padrão do ambiente urbano muito inferior àquele necessário às adequadas condições de vida humana. A vegetação, porém, através de suas funções ecológicas, econômicas, estéticas e sociais, pode desempenhar importante papel na melhoria de vida das populações urbanas. Para tal, num espaço avidamente disputado com finalidades tão diversas como habitação, infra-estrutura, circulação, serviços e produção, é necessário um profundo e adequado processo de planejamento que, obrigatoriamente, tenha bases técnicas científicas. Entretanto, devido à falta generalizada de planejamento das cidades, um dos muitos problemas para a efetivação de adequado paisagismo urbano é a dificuldade de compatibilização deste com as estruturas de melhorias básicas como pavimentação, eletrificação, saneamento, entre outros. Tornar a paisagem urbana não só mais bela, mas, criar condições de vida satisfatória ao ser humano na urbe, é pressuposto

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primeiro que deve nortear todo e qualquer projeto de paisagismo urbano em suas faces mais diversas: arborização urbana, parques, praças.

A arborização de cidades é uma prática relativamente nova no Brasil: pouco mais de 100 anos. Desde então vem sendo realizada sem planejamento, devido à grande carência de contribuições técnicas e literatura especializada. Trazer uma espécie de mata para as condições adversas da malha urbana, por si só, já é uma decisão polêmica. Porém, tudo deve ser feito para a melhoria da qualidade de vida nas grandes aglomerações humanas, justificando, portanto, o plantio de árvores em ruas e avenidas. Por outro lado, o Homem necessita do gás, do telefone, do esgoto, da água, da energia elétrica, etc., que são instalados nas vias e passeios públicos. Urge, portanto, compatibilizar a arborização urbana com os equipamentos utilizados pelas empresas prestadoras de serviços. Esta compatibilização é possível desde que utilizemos espécies vegetais adequadas nos locais adequados. Com isso, estaremos preservando árvores e equipamentos públicos. O uso inadequado das espécies arbóreas acarreta vários prejuízos, além dos riscos de acidentes à população beneficiada, pois exige que os órgãos prestadores de serviços realizem podas periódicas, cortes drásticos e até mesmo a eliminação da vegetação existente.

  • 8.2. 8.2. IMPORTÂNCIA

IMPORTÂNCIA DADA ARBORIZAÇÃO

ARBORIZAÇÃO

URBANA

URBANA

A arborização é da mais alta importância para a qualidade da vida humana. Ela age simultaneamente sobre o lado físico e mental do Homem, absorvendo ruídos, atenuando o calor do sol; no plano psicológico, atenua o sentimento de opressão do Homem com relação às grandes edificações; constitui-se em eficaz filtro das partículas sólidas em suspensão no ar, contribui para a formação e o aprimoramento do senso estético, entre tantos outros benefícios.

  • ¸ Interceptação da Luz Solar – Segundo Heisler (1974), árvores de copa rala interceptam de 60 a 80% da radiação direta incidente, enquanto árvores de copa densa e espessa interceptam até 98% da radiação direta.

  • ¸ Contribuição para o Conforto Acústico - Somente densas barreiras vegetais conseguem determinar uma redução apreciável nos níveis sonoros. As medições realizadas indicam a necessidade de barreiras densas de coníferas, com 100 metros de espessura, para a obtenção de índices de atenuação de ruídos na ordem de 8-20 dB (SZOKOLAY, 1980).

  • ¸ Efeitos Sobre a Umidade do Ar - Um índice de cobertura vegetal na faixa de 30% seria o recomendável para proporcionar um adequado balanço térmico em áreas urbanas, sendo que áreas com um índice de arborização inferior a 5% determinam características semelhantes às de um deserto (OKE, 1973). Uma

árvore

isolada

pode

transpirar

400

litros

d'água

por

dia, desde que suprida

suficientemente

de

água

no

solo

(KOSLOWSKI,

1970).

À

medida

que

a

evaporação se desenvolve, a umidade do ar se eleva, e desde que umidade suficiente esteja presente no solo, as árvores constituem eficientes bombas hidráulicas, absorvendo a umidade do solo e liberando-a na atmosfera (PITT et al., 1988).

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¸ Capacidade de Filtração/Retenção de Materiais Particulados em Suspensão na Atmosfera - Os parques podem reter
¸
Capacidade de Filtração/Retenção de Materiais Particulados em Suspensão na
Atmosfera - Os parques podem reter até 85% das partículas, enquanto que ruas
bem arborizadas podem reter até 70% das poeiras em suspensão (BERNATZKY,
1980). Uma barreira com 30 metros de espessura, colocada entre uma área
industrial e uma residencial promove uma interceptação total de poeiras e uma
redução significativa na concentração de poluentes gasosos. Uma única linha de
árvores pode reduzir em 25% a concentração de materiais particulados (WOOD,
1979)).
¸
Ação sobre
a
Saúde
do
Homem
-
Experimento
feito
na
Floresta
de
Fontainnebleau (França) quantificou a presença de 50 germes/m³ de ar, contra
4.000.000 germes/m³ de ar em uma grande loja parisiense (LAPOIX, 1979).
Os benefícios – a seguir apresentando de forma sucinta - que a vegetação pode
trazer
ao
ser humano nas cidades são encontrados
em vários outros autores
(MARCUS
e
DETWYLER,
1972;
GEISER,
et
al., 1975; FELLENBERG, 1980;
DOUGLAS, 1983; DI FIDIO, 1985; CAVALHEIRO, 1991):
¸
estabilização de determinadas superfícies (
afixar o solo;
)
as
raízes das plantas ajudam
¸
obstáculo contra o vento;
¸
proteção da qualidade da água, pois impede que substâncias poluentes
escorram para os rios (
...
);
¸
filtra o ar (
...
)
equilibra o índice de umidade do ar (
...
)
diminui a poeira;
¸
reduz o barulho;
¸
propicia a interação entre as atividades humanas e o meio ambiente;
¸
protege as nascentes e os mananciais;
¸
cria abrigo à fauna;
¸
é um componente da organização e composição de espaços no desenvolvimento
das atividades humana;
¸
é um elemento de valorização visual, ornamental;
¸
acompanhamento viário, aumentando a segurança das calçadas;
¸
a psicologia indica que para a saúde psíquica do homem é necessário um
suficiente contato com a natureza;
¸
função recreativa;
¸
caracterizam e sinalizam espaços.
De acordo com Mascaró, 1994; Puppi, 1981, a vegetação urbana constitui-se em
poderoso agente de depuração do meio e de minimização das condições adversas
do clima, agravadas pela cobertura, revestimento e impermeabilização do solo,
decorrentes das construções, das obras viárias e de outras relacionadas com a
pavimentação. Interferem no efeito saneador:
¸
a ação da fotossíntese, que assimila o dióxido de carbono da atmosfera, com a
liberação do oxigênio;
¸
a ação retentora de poeira e outros elementos em suspensão no ar, através das
superfícies das folhas;
¸
a redução da velocidade dos ventos e da propagação de odores e correntes
aéreas contaminadas;
¸
o retardamento do escoamento superficial e a absorção das águas de superfície
pelo solo;
¸
a exalação do vapor d’água pela evapo-transpiração e a conseqüente ação
refrigerante para o solo e para as camadas da atmosfera sobrejacentes;

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  • ¸ a absorção do calor solar nas horas e estações de maior insolamento;

  • ¸ a atenuação dos ruídos das vias públicas, das atividades industriais e de outros focos de poluição sonora;

  • ¸ sombreamento;

  • ¸ alimentação.

Lombardo (1990), organiza as contribuições da vegetação para melhoria do ambiente urbano em quatro grupos: composição atmosférica, equilíbrio solo-clima- vegetação, níveis de ruído e estético, conforme explicitado na tabela 1.

Tabela 1 - CONTRIBUIÇÕES DA VEGETAÇÃO PARA MELHORIA DO AMBIENTE URBANO.

 
  • ¸ ação purificadora por fixação de poeiras e materiais residuais

COMPOSIÇÃO

ATMOSFÉRICA

  • ¸ ação purificadora por depuração bacteriana e de outros microorganismos

    • ¸ ação purificadora por reciclagem de gases através de mecanismos fotossintéticos

¸

ação purificadora por fixação de gases tóxicos

 
  • ¸ luminosidade e temperatura: a vegetação ao filtrar a radiação solar suaviza as temperaturas extremas

EQUILÍBRIO SOLO-

  • ¸ umidade e temperatura: a vegetação contribui para conservar a umidade dos solos, atenuando sua temperatura

CLIMA-VEGETAÇÃO

 

¸

redução na velocidade dos ventos

  • ¸ mantém as propriedades do solo: permeabilidade e fertilidade

 

¸

abrigo à fauna existente

 

¸

influencia no balanço hídrico

NÍVEIS DE RUÍDO

  • ¸ amortecimento dos ruídos de fundo sonoro contínuo e descontínuo de caráter estridente, ocorrente nas grandes cidades

 
  • ¸ quebra da monotonia da paisagem das cidades, causada pelos grandes complexos de edificações

ESTÉTICO

  • ¸ valorização visual e ornamental do espaço urbano

  • ¸ caracterização e sinalização de espaços, constituindo- se em um elemento de interação entre as atividades

 

humanas e o meio ambiente

Fonte: Lombardo (1990).

  • 8.3. 8.3. PLANEJAMENTO

PLANEJAMENTO

Segundo Grey e Deneke (1978), entende-se por arborização como sendo o “( conjunto de terras públicas e privadas com vegetação predominantemente arbórea

...

)

que uma cidade apresenta”. O capítulo em tela aborda com mais detalhe um tipo específico de arborização urbana, a chamada arborização de acompanhamento viário ou verde de acompanhamento viário, definido por Cavalheiro (1991) como

sendo as árvores dispostas “(

...

)

em calçadas ou canteiros centrais, rotatórias e

trevos de conversão de vias públicas”.

ARBORIZAÇÃO URBANA

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A arborização urbana está amparada, em seus aspectos mais gerais, por legislação específica junto às Constituições Federal e Estaduais, além do Código Florestal Brasileiro. De forma particular as chamadas “Constituições Municipais” ou Lei Orgânica dos municípios devem contemplar a questão, através de Planos Diretores de Desenvolvimento Integrados (PDDI), Códigos de Arborização Urbana, entre outros. Como instrumento normativo, coercitivo e punitivo, a importância da legislação é inequívoca, sendo de competência do poder público municipal a promoção e execução de ações que objetivem a preservação, recuperação e ampliação da arborização urbana de acompanhamento viário.

É importante entender e discutir o conceito de implantação de arborização. Não é só plantar uma árvore em qualquer espaço de terra. Este conceito é bastante amplo e envolve, entre outras, educação ambiental, conscientização comunitária, estratégias, legislação, aspectos político-administrativos e planejamento (projeto). Passa pelas técnicas agronômicas e florestais utilizadas para a introdução, consolidação, desenvolvimento e manutenção da arborização no meio urbano. A implantação não finaliza com a execução do projeto, ou seja, com o plantio das árvores. Por tratar-se da introdução de seres vivos, é um processo que tem uma duração indeterminada, por envolver a vida inteira de cada planta, chamada de cultivo.

Ao se elaborar o plano de arborização deve-se responder a quatro questionamentos:

ONDE O QUE COMO QUANDO

Æ

PLANTAR?

ARBORIZAÇÃO URBANA

7

ARBORIZAÇÃO URBANA 7 Figura 1 – ESQUEMA DE IMPLANTAÇÃO DA ARBORIZAÇÃO VIÁRIA Fonte: CPFL (2004).

Figura 1 – ESQUEMA DE IMPLANTAÇÃO DA ARBORIZAÇÃO VIÁRIA

Fonte: CPFL (2004).

Figura

2

ARBORIZAÇÃO URBANA 7 Figura 1 – ESQUEMA DE IMPLANTAÇÃO DA ARBORIZAÇÃO VIÁRIA Fonte: CPFL (2004).

LOCAIS

ADEQUADOS PARA O PLANTIO
ADEQUADOS
PARA
O
PLANTIO

DAS

ACOMPANHAMENTO VIÁRIO

ÁRVORES

Fonte: CPFL (2004).

DE

ARBORIZAÇÃO URBANA

8

O planejamento da arborização de uma cidade deve considerar os aspectos culturais e históricos da população local, suas necessidades e anseios aliados a uma análise das atividades desenvolvidas (indústria, comércio, habitação), da infra estrutura (rede elétrica, de água, esgoto, etc.), além do espaço físico disponível e vegetação local. Todas as informações obtidas a partir desse levantamento serão analisadas e resultarão no plano geral que irá determinar os locais a serem arborizados, os espaçamentos a serem obedecidos e os tipos de árvores a serem plantados. A árvore deverá satisfazer tanto aos interesses do morador da residência

em frente à qual ela se localiza, quanto aos interesses da comunidade como um

todo.

A

ação de

se plantar uma árvore deve ser precedida de uma preparação,

seguindo um roteiro adequado e determinado. A solução precisa ser estudada e aplicada para cada cidade isoladamente, aumentando a complexidade na proporção em que as cidades se desenvolvam.

  • 8.3.1. 8.3.1. Etapas

Etapas dodo planejamento

planejamento

O processo de planejamento, para efeito de estudo, é dividido em etapas (atividades, fases, operações), que vão proporcionar a elaboração de uma proposta lógica, para solucionar a questão, objeto do mesmo. Essas etapas serão em maior número, se o objetivo do planejamento for muito complexo.

De maneira geral, o planejamento da arborização urbana pode ser subdividido nas seguintes etapas:

 

¸

conhecimento do objetivo; por exemplo: se arborização de um bairro novo ou

 

replanejamento da arborização do centro de uma cidade;

 

¸

estudos preliminares e levantamentos bibliográficos sobre a área a ser arborizada;

¸

diagnóstico (equacionamento do problema); prognóstico (conjunturas sobre o local, os impactos conseqüentes);

¸

verificação da existência de mudas de espécies vegetais;

¸

projeto executivo de arborização;

¸

implantação/execução do projeto executivo;

¸

avaliação e replanejamento.

8.3.2. Diagnóstico

8.3.2.

Diagnóstico dada área

área aa ser

ser

 

arborizada

arborizada

É

a

parte

técnica imprescindível para o planejamento. Para

se

chegar

a

um

diagnóstico é necessário um conhecimento detalhado da área. Inicia-se por um

inventário

da

arborização

existente

e

complementa-se

com

coleta

de

dados

climáticos e informações do local a ser trabalhado.

8.3.2.1. Inventário da arborização existente

Os inventários são de domínio técnico e vem sendo utilizados em várias cidades brasileiras, fazendo-se uso de diferentes metodologias – por amostragem, por censo, etc. Os inventários podem identificar, qualificar e quantificar as espécies existentes na arborização, por isso denominamos qualitativos e quantitativos. Por esse instrumento pode-se conhecer além das espécies arbóreas existentes, a altura,

ARBORIZAÇÃO URBANA

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o diâmetro da copa, a altura da primeira bifurcação, o DAP (diâmetro na altura do peito), as condições fitossanitárias das árvores, até avaliar as mais adaptáveis e resistentes ao local, as notáveis, de valor histórico ou paisagístico, etc., bem com a freqüência de ocorrência de cada espécie e a quantidade total de árvores. As árvores inventariadas deverão ser locadas em planta baixa da área, para maior e melhor visualização do espaço disponível para novos plantios ou quando necessário, para indicação ou substituições. Quanto mais completo for o inventário, maior será o conhecimento da área.

  • 8.3.3. 8.3.3. Planejamento/Projeto

Planejamento/Projeto

Nesta etapa elabora-se, desenvolve-se o plano geral da arborização, chamado Plano Diretor, que define as linhas mestras e as diretrizes da arborização como um todo. Se for para uma cidade, deve incluir o Código de Arborização, as normas e os decretos. Para por em prática o Plano Diretor de Arborização é necessário elaborar projetos de arborização para as diversas ruas, bairros ou região.

O Projeto de Arborização pode ser entendido como sendo o Projeto Executivo, por conter:

  • ¸ as espécies vegetais a serem plantadas;

  • ¸ a localização, os espaçamentos, os alinhamentos e os afastamentos (distâncias) mínimos das covas;

  • ¸ o tipo e altura da muda;

  • ¸ o tamanho da cova e as quantidades de calcário e adubos orgânicos e químicos indicados;

  • ¸ os elementos de proteção da muda e do canteiro;

  • ¸ se necessários, as podas de formação e a época de plantio.

O Projeto de Arborização deve ser composto pelos seguintes documentos:

  • ¸ planta baixa do local com a proposta geral para a arborização;

  • ¸ os detalhes necessários para a melhor compreensão do projeto, em escala maior, como espaçamentos, alinhamentos, etc;

  • ¸ memorial descritivo

(ou

redação

técnica)

contendo

as explicações

necessárias

para

a

melhor

compreensão

do

projeto

e

sua

execução,

contendo ainda as técnicas de plantio e, se necessário, cortes e perspectivas do local.

8.3.3.2. Características botânicas das plantas

São as características intrínsecas, morfológicas e fenológicas, próprias de cada

espécie vegetal. As importantes para a escolha das árvores urbanas viárias são:

  • ¸ porte (altura e diâmetro da copa): baixo, média, alto, muito alto;

  • ¸ sistema radicular: pivotante (profundo), tabular (superficial);

  • ¸ tronco (caule, fuste ou estipe): diâmetro, textura;

  • ¸ copa: arquitetura, forma, diâmetro;

  • ¸ folhagem: forma, tamanho, textura, cor, caducidade, densidade;

  • ¸ florescimento: época e persistência, tamanho, forma, cor;

  • ¸ frutificação: época e persistência, tamanho, forma;

ARBORIZAÇÃO URBANA

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¸

presença de espinhos, odores, perfumes, princípios alérgicos ou tóxicos em qualquer parte da planta; e,

¸

tempo de crescimento e longevidade.

 
 

8.3.3.3. Escolha das espécies

 

São recomendadas espécies de pequeno porte (tabela 2) para o plantio em calçadas sob rede elétrica. Nas calçadas sem postes de rede elétrica, recomenda-se o uso de

espécies

de

médio

porte

(tabela

3).

Espécies

de

grande

porte

não

são

recomendadas para arborização viária, pois causam problemas ao pavimento das calçadas, à rede elétrica e ao sistema de esgoto, além de fundações de muros e

paredes.

 

Além do porte das espécies, deve-se observar:

 

¸

espécies resistentes a pragas e doenças, visando evitar o uso de produto

fitossanitários, prejudiciais e desaconselháveis em logradouros públicos;

 

¸

a

árvore

planta

sob

a

rede

não deve

ser

do

tipo

que produza frutos

comestíveis ao homem (salvo em casos especiais);

¸

o sistema radicular deve ser pivotante e não superficial, que prejudica as calçadas e fundações de prédios e muros;

¸

o lenho deve ser resistente a ventos fortes para evitar queda de ramos nas vias públicas, nas instalações elétricas, etc;

¸

a copa deve ter tamanho e forma adequados para evitar danos às construções, veículos, rede elétrica, etc;

¸

as árvores não devem possuir princípios tóxicos que provoquem reações alérgicas;

¸

deve ser dada preferência para espécies nativas, contribuindo para sua preservação.

ARBORIZAÇÃO URBANA

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Tabela 2 – ÁRVORES DE PEQUENO PORTE INDICADAS PARA ARBORIZAÇÃO DE ACOMPANHAMENTO VIÁRIO.

ARBORIZAÇÃO URBANA 11 Tabela 2 – ÁRVORES DE PEQUENO PORTE INDICADAS PARA ARBORIZAÇÃO DE ACOMPANHAMENTO

Fonte: CPFL (2004).

ARBORIZAÇÃO URBANA

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Tabela 3 – ÁRVORES DE MÉDIO PORTE INDICADAS PARA ARBORIZAÇÃO DE ACOMPANHAMENTO VIÁRIO.

ARBORIZAÇÃO URBANA 12 Tabela 3 – ÁRVORES DE MÉDIO PORTE INDICADAS PARA ARBORIZAÇÃO DE ACOMPANHAMENTO

Fonte: CPFL (2004).

ARBORIZAÇÃO URBANA

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8.3.3.4. Quantidade de espécies e quantidade de indivíduos por espécie para composição florística da arborização

Cada espécie vegetal deve entrar na composição florística proposta até o limite máximo de 15% da quantidade total (GREY & DENEKE, 1978). Quanto menor for essa percentagem, melhor será essa composição, pois, maior será o número de espécies, maior a diversificação delas e melhor será a biodiversidade da área. Entendemos que mais importante que o estabelecimento de um índice é a diversidade das espécies plantadas.

Considerando o aspecto fitossanitário das árvores, quanto maior a quantidade de espécies, menor será o risco de perda parcial ou até total da arborização, pelo ataque de pragas e doenças. Se levarmos em consideração o aspecto estético, uma composição florística mais homogênea é mais monótona, do que uma com grande diversidade de espécies vegetais. Haverá períodos mais limitados de florescimento, com poucas cores ou formas de flores. E, por fim, considerando o ecossistema local, as composições muito homogêneas tornam a presença da avifauna quase inexistente, desequilibrada pela pobreza de espécies, acarretando outros desequilíbrios ecológicos.

  • 8.3.4. 8.3.4. Fatores

Fatores físicos

físicos

8.3.4.5. Largura das ruas, calçadas e recuo das edificações

LARGURA DAS

LARGURA

RECUO DAS

DIÂMETRO

RUAS

DAS CALÇADAS

EDIFICAÇÕES

DA COPA

 

menos de 3,0

sem recuo

Arboretas

7,0 METROS OU

metros

4,0 metros

médio (1)

MAIS

mais de 3,0 metros

sem recuo

Médio

4,0 metros

grande (2)

(1) – entre 4,0 e 6,0 metros (2) – maior de 6,0 metros

Canteiro central menor 1,5 metros

Palmeiras ou espécies colunares

Canteiro central maior 1,5 metros

Espécies de porte médio a grande

ARBORIZAÇÃO URBANA

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8.3.4.6. Arborização versus infra-estruturas urbana

Tabela 4 – INFRA-ESTRUTURAS URBANAS QUE “CONCORREM” COM A ARBORIZAÇÃO DE ACOMPANHAMENTO VIÁRIO.

   

FIAÇÃO

BAIXA TENSÃO

ELÉTRICA

ALTA TENSÃO

AÉREA

 

TELEFONIA

INFRA

CABOS

INTERNET

ESTRUTURAS

TV CABO

URBANA

 

REDE DE ESGOTO

SUBTERRÂNEA

GALERIAS PLUVIAIS

REDE DE ÁGUA

 

REDE DE TELEFONIA

NA SUPERFÍCIE

POSTEAMENTO, LIXEIRAS, GUARDA-BICICLETA, PLACAS DE SINALIZAÇÃO, PROTETORES DE ÁRVORES ...

Fonte: Organizado pelo autor (2004).

  • 8.4. 8.4. PLANTIO

PLANTIO

Geralmente submetidas a intenso estresse ao longo de suas vidas, as árvores de acompanhamento viário requerem atenção especial por ocasião de seu plantio, sobretudo se atentarmos para o fato de que, nem sempre, sua manutenção será a mais adequada. A época mais indicada para seu plantio é o início do período das chuvas; o que não significa, porém, que não se possa proceder ao plantio em outras épocas, desde que, em havendo déficit hídrico, proceda-se a irrigações. Observar sempre as distâncias que devem ser respeitadas entre árvores, entre árvores e postes, entre árvores e entradas de garagens e, entre árvores e esquinas.

ARBORIZAÇÃO URBANA

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ARBORIZAÇÃO URBANA 15 Figura 3 – ILUSTRAÇÃO DE COMO PROCEDER AO PLANTIO DE MUDA DE

Figura 3 – ILUSTRAÇÃO DE COMO PROCEDER AO PLANTIO DE MUDA DE ESPÉCIE ARBÓREA

Fonte: CPFL (2004).

ARBORIZAÇÃO URBANA

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ARBORIZAÇÃO URBANA 16 Figura 4 – DESENHO ESQUEMÁTICO DE COMO PLANTAR MUDA DE ESPÉCIE ARBÓREA,

Figura 4 – DESENHO ESQUEMÁTICO DE COMO PLANTAR MUDA DE ESPÉCIE ARBÓREA, COM DETALHE DE “MURETA” DE CONTENÇÃO PARA IMPEDIR AFLORAMENTO DO SISTEMA RADICULAR.

Fonte: CPFL (2004).

  • 8.5. 8.5. MANEJO

MANEJO

A fiscalização e controle das árvores urbanas são amparados efetivamente pela Lei Federal 4771/65, que institui o Código Florestal Brasileiro, que em seu artigo 2º determina: “Todas as florestas e demais formas de vegetação natural situadas em encostas, topos de morros, nascentes e margens de arroios, riachos, rios e nas áreas metropolitanas definidas em lei são consideradas de preservação permanente.” Os diplomas legais mais específicos que regulam as atividades de arborização urbana tem origem nos municípios. Apresentam dispositivos que definem questões que vão desde a preservação da vegetação original até a determinação de reposição em conseqüência de supressões julgadas necessárias. Em geral as leis, decretos e normas municipais estabelecem a responsabilidade exclusiva dos municípios nos trabalhos em logradouros público. A legislação em algumas cidades determina ingerência pública inclusive em áreas particulares. Um dos exemplos é Curitiba/PR onde é estabelecida a necessidade de obtenção de licença para remoção de árvores com DAP igual ou superior a 0,15 m.

ARBORIZAÇÃO URBANA

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A estrutura urbana cresce em dimensões e complexidade. São muitos os serviços que devem coexistir para um bom atendimento à população. A arborização em cidades, da mesma forma que a distribuição de energia elétrica, a telefonia, o

abastecimento d’água, a presença do sistema de esgoto, a limpeza urbana, etc., é um serviço urbano e, como tal, deve ser tratado e considerado. Só dessa forma poderão ser contornados os conflitos da mesma com as redes aéreas, redes subterrâneas, redes de esgoto, galerias de água pluvial, fachadas de prédios,

muros, postes,

luminárias,

semáforos,

placas

de

trânsito, pavimentações de

calçadas, pavimentações de pistas de rolamento, veículos, pedestres, etc.

  • 8.5.1. 8.5.1. Trabalhos

Trabalhos técnicos

técnicos nana condução

condução dada

arborização urbana

arborização

urbana

Os trabalhos técnicos mais importantes na condução da arborização urbana: poda, adubação, dendrocirurgia, transplante e remoção.

8.5.1.1. Poda

A poda é tão importante para manter as árvores saudáveis quanto as regas e adubações. Devido à falta de podas no período de crescimento, muitas árvores tornam- se incômodas, quando não perigosas. Ao contrário do que muitos pensam, os galhos não sobem à medida que a árvore cresce. Esta se desenvolve verticalmente a partir do topo e a copa aumenta devido ao aparecimento de novos galhos. Poda é conceituada como sendo o ato de cortar, aparar, desbastar as plantas; é uma operação cultural em árvores ornamentais, visando corrigir o seu desenvolvimento.

ARBORIZAÇÃO URBANA 17 A estrutura urbana cresce em dimensões e complexidade. São muitos os serviços

Figura 5 – REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DE UMA ÁRVORE COM SUA ESTRUTURA DE RAMOS

Fonte: CPFL (2004).

ARBORIZAÇÃO URBANA

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Existe uma série de denominações para diferentes formas de se efetuar o corte de galhos. Muitos diferem apenas no termo em si, como por exemplo, poda de formação, condução ou conformação, mas processam o corte de forma similar. Restringiremos o estudo a quatro tipos de podas: de formação, de adequação ou para manter o porte, de limpeza e de regeneração.

(a)

Poda

de

formação

É

o

processo de se conduzir a essência desde a

semeadura, a fim de obter uma árvore com equilíbrio e forma adequada ao local de

seu plantio definitivo.

  • (b) Poda de conformação ou contenção – Visa manter a copa da árvore sob

controle. Consiste no desponte das extremidades dos ramos e eliminação dos que reclinam. É também conhecida como poda ornamental.

  • (c) Poda de rebaixamento – Visa reduzir-se o comprimento das ramificações das

árvores adultas. É também conhecida como poda drástica. Para ser tecnicamente correta, deve se limitar a um terço do volume da copa da árvore.

  • (d) Poda de limpeza - É uma poda limitada à supressão das partes mortas, indesejáveis, doentes, atrofiadas e mal formada, além dos ramos quebrados pelo vento.

(e)

Poda longa, média e

curta – São três as intensidades com que se devem

executar as podas, de modo a deixar bem posicionadas num ângulo aberto, para fora e para cima, 5 ou mais gemas (na poda longa); 3 a 5 gemas (na poda média); e, 1 a 2 gemas (na poda curta).

  • (f) Poda programada - É a poda executada sistematicamente, nos ramos das

árvores que oferecem risco potencial, visando manter livre a fiação elétrica; conhecida também como poda preventiva.

executada em ramos de árvores

  • (g) Poda para restabelecimento – É a poda

visando livrar a fiação elétrica em situações críticas (temporais, ventanias, curto- circuito, etc.); também conhecida como poda de emergência.

  • (h) Poda (parcial) em “V” – Visa eliminar os ramos que estão prejudicando a fiação elétrica primária e/ou secundária. (Obs: a figura 6 ilustra a poda em “V” idealizada

com afastamento para rede primária; na prática, poda-se neste raio de 2,0 m apenas os ramos que apontam em direção a rede).

ARBORIZAÇÃO URBANA 18 Existe uma série de denominações para diferentes formas de se efetuar o

Figura 6 – PODA (PARCIAL) EM “V”

Fonte: CPFL (2004).

ARBORIZAÇÃO URBANA

19

  • (i) Poda (parcial) em furo – Visa eliminar os ramos que estão prejudicando a

fiação elétrica secundária e/ou primária. Esta poda, desde que bem executada não provocará o desequilíbrio da árvore. Obs: Normalmente quando a poda é executada em “V”, posteriormente a árvore se recompõe fechando a copa por sobre a fiação criando uma área de sombreamento não mais havendo brotações significativas, de modo a tomar a forma de um”furo” ou túnel. Somente em copas muito densas será possível executar de início, a pode em “furo”.

ARBORIZAÇÃO URBANA 19 (i) Poda (parcial) em furo – Visa eliminar os ramos que estão

Figura 7 – PODA (PARCIAL) EM “FURO”

Fonte: CPFL (2004).

8.5.1.2. Metodologia de poda

O corte dos ramos na operação de poda deve ser feito com muito cuidado para não prejudicar a árvore em demasia. Deve-se ter cuidado para evitar que os ramos não rachem ou a casca seja arrancada, pois podem surgir grandes ferimentos, e de difícil cura. Pelo grande peso, os ramos quando cortados racham, levando às vezes muita casca, caso não se tomem cuidados indispensáveis. Existem muitas maneiras de se cortar os ramos grossos. O processo mais fácil e sem inconvenientes, é fazer cortes provisórios, sendo um na parte superior e outro na parte inferior próximos um do outro, para depois cortar definitivamente o toco que ficou. Devem ser feitos cortes lisos, rentes à base do ramo, sem deixar tocos, pois estes dão origem aos troncos ocos.

Antes de mostrar em detalhes, os vários passos da poda, convém diferenciar a poda parcial; (comumente sob responsabilidade da concessionária de serviços elétricos) da poda completa, responsabilidade da prefeitura municipal.

As figuras 8 e 9 indicam as situações antes e após a poda de ramos, a fim de ilustrar as diferenças entre os resultados da poda parcial e da poda completa.

ARBORIZAÇÃO URBANA

20

ARBORIZAÇÃO URBANA 20 Figura 8 – PODA PARCIAL E COMPLETA Fonte: CPFL (2004). Figura 9

Figura 8 – PODA PARCIAL E COMPLETA

Fonte: CPFL (2004).

ARBORIZAÇÃO URBANA 20 Figura 8 – PODA PARCIAL E COMPLETA Fonte: CPFL (2004). Figura 9

Figura 9 – EXEMPLO ESQUEMÁTICO DE ÁRVORE ANTES E APÓS DOIS TIPOS DE PODA: PARCIAL E COMPLETA

Fonte: CPFL (2004).

ARBORIZAÇÃO URBANA

21

Pequenos ramos – No caso de pequenos ramos, é suficiente um corte apenas, de baixo para cima, conforme figura abaixo.

ARBORIZAÇÃO URBANA 21 Pequenos ramos – No caso de pequenos ramos, é suficiente um corte

Figura 10 – CORTE DE RAMOS PEQUENOS

Fonte: CPFL (2004).

Grandes ramos – O procedimento para remover os grandes ramos é mostrado na figura 7. O 1º corte é feito por baixo do mesmo, como na figura, a aproximadamente 50 cm de seu ponto de derivação. O 2º corte será feito a 5 cm distante e além do 1º, de cima para baixo. Os 3º e 4º cortes serão feitos rente ao ramo de onde deriva, isto é, o 3º de baixo para cima e o 4º de cima para baixo, de modo a se encontrarem (figura 11).

ARBORIZAÇÃO URBANA 21 Pequenos ramos – No caso de pequenos ramos, é suficiente um corte

Figura 11 – PODA DE RAMOS DE DIÂMETRO MAIOR

Fonte: CPFL (2004).

Ramos verticais – Se o ramo a ser podado for vertical, serão necessários 3 cortes: os dois primeiros do lado do tombamento do ramo, em forma de cunha, sem atingir a linha de eixo do ramo, conforme a figura 8. O 3º corte do lado oposto, de cima para baixo na direção do 2º e até encontra-lo (figura 12).

ARBORIZAÇÃO URBANA

22

ARBORIZAÇÃO URBANA 22 Figura 12 – PODA DE RAMOS VERTICAIS Fonte: CPFL (2004). Ramos altos

Figura 12 – PODA DE RAMOS VERTICAIS

Fonte: CPFL (2004).

Ramos altos – Ramos altos podem causar danos para as redes elétricas ou a outras propriedades durante as podas sem uso de cordas. A figura abaixo, que se aplica somente para rede desenergizada, mostra a maneira de podar um ramo alto que certamente causaria, ao cair, problemas à rede elétrica. Antes de corta-lo, o mesmo é suportado por duas cordas, uma próxima ao corte e a outra próxima às pontas. As corças são passadas por sobre ramos ou forquilhas mais altos e amarrados no tronco da árvore. Uma terceira corda trabalha como guia, não permitindo a aproximação do ramo podado aos condutores ou construção (figura 13).

ARBORIZAÇÃO URBANA 22 Figura 12 – PODA DE RAMOS VERTICAIS Fonte: CPFL (2004). Ramos altos

Figura 13 – PODA DE RAMOS ALTOS

Fonte: CPFL (2004).

8.5.1.3. Época de podar

Se as feridas causadas pela operação de poda não forem extensas, não há diferença em fazer-se a poda no inverno ou primavera. As árvores que exsudam líquidos após a

ARBORIZAÇÃO URBANA

23

poda na primavera e perdem muita seiva, deverão ser podadas noutra época quando o movimento desta seiva é menor. O verão é freqüentemente a época mais apropriada para fazer a poda de limpeza, pois os ramos doentes, mortos, fracos ou mal nutridos são mais visíveis nesta época. Por outro lado, os ramos cruzados que ofendem a estética, serão eliminados com maior facilidade no inverno, quando se trata de árvores

decíduas.

A

poda

de

regeneração,

sempre

que

necessária,

deve

ser feita,

preferencialmente, no final do inverno. As árvores perenefólias, sempre que possível,

devem ser

podadas

no

início do

verão, assim os galhos remanescentes podem

preencher as falhas deixadas pelo corte de ramos e galhos. Isto é válido para podas leves.

8.5.1.4. Tratamento dos ferimentos

A poda produz ferimentos dos mais diversos nas árvores. Aos poucos, e naturalmente, a casca vai reagindo e fechando as feridas. Forma-se inicialmente um colo que cicatriza, deixando apenas vestígios. Os ferimentos pequenos cicatrizam-se rapidamente, se a superfície for lisa. Os maiores necessitam de proteção contra pragas

e

patógenos que entrariam pelos ferimentos, causando freqüentemente o

apodrecimento do lenho. O ideal é passar um fungicida comum, como a calda

bordalesa ou sulfo-cálcica, e após cobrir a ferida com substância protetora. Tais substâncias protetoras podem ser: parafina, pintura a óleo, cera de enxertar, mastique (resina de aroeira). As substâncias corrosivas, como alcatrão ou piche, não devem ser usadas, pois corroem e matam os tecidos.

8.5.1.5. Adubações em árvores

Para crescer e atingir grandes proporções, as árvores precisam encontrar condições favoráveis. A maioria delas, contudo, não é muito exigente e se adapta em solos não preparados. Mas, em tais circunstâncias, nem sempre podem se desenvolver plenamente. As árvores, como é sabido, retiram seus alimentos básicos dos recursos naturais do solo. A dificuldade de compatibilizar o local disponível com solo de boa qualidade torna necessário que contenham os elementos químicos necessários. O cuidado com a alimentação das árvores deve ser iniciado no momento do plantio ou do transplante. Mais tarde, porém, as reservas de nutrientes se esgotam e a árvore precisa ser novamente alimentada. Há três maneiras de se aplicar o adubo em árvores já estabelecidas: fazer furos ao redor da copa e preenchê-los com adubo seco; injetar nutrientes no solo; borrifar adubo líquido nas folhas.

8.5.1.6. Dendrocirurgia

do

caule

É o tratamento realizado em áreas lesionadas

1

ou

dos

ramos que

apresentam uma necrose em expansão. Tem como objetivo principal conter o processo de necrose dos tecidos, através da limpeza das áreas afetadas e do uso

de fungicidas e substâncias impermeabilizantes, para proteger as cavidades que se

originam das lesões. Este tratamento deve ser aplicado em casos muito especiais como: árvore considerada monumento histórico; árvore adulta de crescimento lento; espécies raras nativas ou exóticas. Caso contrário, o replantio torna-se mais prático e econômico, já que estes tratamentos irão depender de muitos fatores que poderão

1 Disponível na Internet: http://www.floresta.ufpr.br/~paisagem/dicas/dendrocirurgia.htm.

ARBORIZAÇÃO URBANA

24

desfavorecer o sucesso de sua aplicação, tornando incerta a aceitação da árvore aos tratamentos.

A prática deste tratamento requer pessoas habilitadas especialmente em práticas fitossanitárias para o emprego adequado de certos produtos químicos no combate de fungos apodrecedores, cupins, formigas e outros organismos aproveitadores de pequenas lesões presentes nas árvores. Além disto, deve conhecer a capacidade de regeneração das espécies, idade da árvore, vitalidade ou vigor da espécie e grau de resistência da espécie aos ataques de fungos e insetos.

O diagnóstico em uma árvore que, potencialmente, venha a necessitar de dendrocirurgia, pode ser feito da seguinte forma:

  • ¸ observar se há galhos mortos,

ou

ponteiros

secos,

pode

ser um sinal do

ataque de brocas, cupins ou parasitas, como a erva-de-passarinho;

  • ¸ examinar

cuidadosamente

o

tronco

principal,

tentando

detectar orifícios;

muitas vezes diminutos estes orifícios podem apresentar um pequeno rastro de serragem ou terra, denunciando brocas e cupins;

  • ¸ verificar a possível existência de lesões superficiais de origem mecânica não

cicatrizadas - podas mal feitas, mutilações, etc;

  • ¸ examinar a possível existência de cavidades, tentando encontrar porções

ocas

sob

a

casca,

ou

por

trás

de

grandes ferimentos; esta região costuma

apresentar madeira já bastante apodrecida, com sinais de colonização por insetos;

  • ¸ verificar cuidadosamente, sobretudo o colo da árvore; as cavidades

localizadas nessa região tendem a ser fatais se não cuidadas a tempo;

¸

tentar

detectar

a

presença

de

parasitas,

como

erva-de-passarinho,

por

exemplo; mas lembre-se que samambaias, orquídeas e bromélias, entre outras

plantas superiores, não são parasitas e sim epífitas, buscam apenas apoio;

  • ¸ observar se há desfolhamento ou amarelecimento de porções da copa.

Sugestões dede tratamentos

Sugestões

tratamentos

Para ferimentos superficiais - Recortar a casca numa forma ovalada e eliminar os tecidos já comprometidos. A seguir esterilizar com calda bordalesa e aplicar um cicatrizante ao longo de toda a extensão da ferida. Existe um produto chamado “Mastique Dr. Moura Brasil”. Esses curativos devem ser refeitos periodicamente, até que se verifique a cicatrização com formação de calos.

Para ferimentos em grandes cavidades - Fazer inicialmente uma raspagem, com remoção de todo o tecido apodrecido, até que seja encontrado tecido sadio. Em seguida desinfetar com pasta bordalesa, que é semelhante à calda, porém, mais concentrada. Depois, a cavidade deve ser preenchida com argamassa, feita com cimento colante. Deve-se observar que o limite da obturação não deve exceder o limite interno da casca, para permitir o fechamento (foto 1). E finalmente aplicar “Mastique Dr. Moura Brasil”, nas bordas da casca ferida, para auxiliar a cicatrização.

Para casos graves

-

Quando

uma

árvore perde

uma parte

do

tronco, seja

exteriormente

ou,

na

forma de

uma

grande cavidade, o que compromete sua

sustentação. Nestes casos, é necessária a introdução de um núcleo mais rígido e apoio de sustentação. Isso pode ser feito com a criação de escoras de concreto

armado,

mediante

a

instalação

prévia

de

formas.

Outro

modo

de

se

tratar

o

ARBORIZAÇÃO URBANA

25

problema é a introdução de ferragens entrelaçadas no interior das cavidades. Às

vezes, forma-se sapatos ou fundações no solo, preenchidas com cimento, se o colo

da planta estiver completamente oco (foto 1).

ARBORIZAÇÃO URBANA 25 problema é a introdução de ferragens entrelaçadas no interior das cavidades. Às

Foto 1 – DENDROCIRURGIA EM PAU-FERRO

Fonte: http://www.floresta.ufpr.br/~paisagem/dicas/dendrocirurgia.htm

8.5.1.7. Transplante

A impossibilidade de permanência de uma árvore no seu local de origem, nem sempre deve significar a sua eliminação. Com freqüência nos deparamos com situações em que a construção de um prédio, a abertura de uma via pública e até mesmo a instalação de redes subterrâneas, esgotadas todas as possibilidades de escolha do local, conflitam com a existência de uma árvore. O transplante deve ser uma alternativa

ARBORIZAÇÃO URBANA

26

estudada para a conciliação das obras necessárias com a preservação dos espécimes existentes no local.

8.5.1.8. Remoção

A remoção é a última alternativa para uma árvore no meio urbano e deve ser determinada em função de questões de segurança, danos crescentes e irreversíveis ao patrimônio, estado fitossanitário irrecuperável ou morte do vegetal.

  • 8.5.2. 8.5.2. Condições

Condições estressantes

estressantes para

para asas

árvores dede acompanhamento

árvores

acompanhamento viário

viário

  • ¸ Falta de espaço para o crescimento das raízes, determinado por alicerces, dutos, etc.

  • ¸ Solos urbanos são, via de regra, excessivamente compactados, o que impede a existência de poros, portanto falta ar e água e não se estabelece capilaridade.

  • ¸ Há extensas superfícies impermeabilizadas, o que impede aeração e infiltração d’água.

  • ¸ A vida de microorganismo de solo é prejudicial, há pouca disponibilidade de nutrientes e o pH do solo é mais elevado que em ambientes naturais.

  • ¸ Por falta de coordenação como Planejamento Urbano, existência desordenada de fiação, posteação, canalização, etc.

  • ¸ Há uma série de danos provocados por veículos, através de derrame de óleo, gasolina, emissões gasosas, atritos e colisões.

  • ¸ Influência nociva das emissões sólidas e líquidas do ambiente urbano.

  • ¸ Há excessiva reflexão de energia pelas casas e pavimentos.

  • ¸ Há diminuição da vitalização do vegetal devido a escavações, acidentes automobilísticos, vazamentos de canalizações e criminosas anelações.

  • 8.6. 8.6. DESVANTAGENS

DESVANTAGENS CAUSADAS

CAUSADAS POR

POR UMA

UMA MÁMÁ

UTILIZAÇÃO DODO ESPAÇO

UTILIZAÇÃO

ESPAÇO FÍSICO

PÚBLICAS

PÚBLICAS

FÍSICO DAS

DAS VIAS

VIAS

  • ¸ Interferência do sistema elétrico com a arborização e vice-versa.

  • ¸ Críticas constantes da população em geral, trazendo desgastes à imagem dos órgãos públicos envolvidos.

  • ¸ Podas draconianas na vegetação existente.

  • ¸ Interrupção nos serviços públicos de água, energia elétrica, telefônico, ...

  • ¸ Redução no grau de iluminação pública.

  • ¸ Entupimento de calhas e canalizações.

  • ¸ Redução no sombreamento dos passeios.

  • ¸ Prejuízos à estética urbana.

  • ¸ Riscos de acidentes aos transeuntes.

  • ¸ Plantio de espécies inadequadas por terceiros.

ARBORIZAÇÃO URBANA

27

  • 8.7. 8.7. ARBORIZAÇÃO

ARBORIZAÇÃO DEDE MARINGÁ

MARINGÁ

No ano de 1988 Maringá apresentava 63 mil árvores plantadas em seu perímetro urbano, distribuídas entre 75 diferentes espécies; a estimativa atual (2004) é que esse número seja da ordem de 80 mil.

Tabela 5 – DEZ ESPÉCIES ARBÓREAS DE ACOMPANHAMENTO VIÁRIO MAIS PLANTADAS NA CIDADE DE MARINGÁ/PR.

ESPÉCIE

N. º DE ÁRVORES

%

Sibipiruna

31.300

49,8

Tipuana

  • 6.700 10,6

 

Jacarandá

  • 5.900 9,4

 

Ipê-roxo

  • 5.000 8,0

 

Flamboyant

  • 2.600 4,0

 

Ligustro

  • 2.100 3,4

 

Grevílea

  • 1.700 2,7

 

Pata-de-vaca

  • 1.110 1,7

 

Alecrim

  • 760 1,2

 

Ipê-amarelo

  • 670 1,0

 

Fonte: Milano (1988).

Tabela 6 – PROBLEMAS ENCONTRADOS NA ARBORIZAÇÃO ACOMPANHAMENTO VIÁRIO NA CIDADE DE MARINGÁ/PR.

DE

PROBLEMA DIAGNOSTICADO

% DAS ÁRVORES

 

28,8

Poda inadequada Danos por vandalismo e acidentes

24,8

Problemas fitossanitários

6,7

 

3,2

Tutoramento inadequado Atividade da construção civil

2,2

Fonte: Milano (1988).

  • 8.7.1. 8.7.1. Normas

Normas para

para plantio

Maringá

Maringá

plantio dede árvores

22

árvores emem

A seguir apresenta-se as normas da Prefeitura Municipal de Maringá para execução dos projetos de arborização urbana.

  • ¸ As árvores ficarão afastadas no mínimo um metro de acessos à veículos, e serão plantadas apenas após a colocação de meio-fio, sarjeta, nivelamento de passeio e pista.

  • ¸ As árvores deverão ter, depois de plantadas, altura mínima dos primeiros galhos (altura de bifurcação) de 1.80 metros.

  • ¸ As árvores deverão ter o tronco reto, sadio, e apresentar brotações novas visivelmente sadias.

  • ¸ O tutoramento é indispensável, e deverá ser feito com tutor de boa qualidade.

2 Disponível em: http://www.maringa.pr.gov.br/conteudo/04/04/13,0632,40921,27.html?dest=seuma.

ARBORIZAÇÃO URBANA

28

  • ¸ As árvores devem ser plantadas a uma distância média de 0,80 m. do meio- fio, o mais próximo possível ao alinhamento da iluminação pública.

  • ¸ A área livre de pavimentação deixada no passeio ao redor de cada muda deverá ser de no mínimo 2,00 m 2 .

  • ¸ A distância das árvores até postes de luz e até esquinas será de no mínimo 4,00 m.

  • ¸ Quando o acesso a veículos não estiver definido, locar a árvore, sempre que possível, próxima ao meio da data (lote), procurando deixar ao menos uma das laterais com largura mínima de 3,50 m livre de arborização, poste e boca- de-lobo.

  • ¸ Os projetos de arborização deverão quantificar e qualificar as espécies utilizadas, locando-as na planta em escala conveniente.

  • ¸ A freqüência máxima de árvores por espécie não deverá ultrapassar 30%, salvo impossibilidade devido a condições específicas da estrutura urbana.

  • ¸ Os seguintes elementos deverão constar em escala conveniente na planta do projeto de arborização:

    • Ü croquis de localização do loteamento;

    • Ü árvores existentes;

    • Ü postes;

    • Ü acesso a veículos;

    • Ü bocas-de-lobo;

    • Ü orientação magnética.

  • ¸ O projeto de arborização deverá ter legenda com os seguintes itens:

    • Ü nome dos logradouros;

    • Ü largura dos passeios e canteiros centrais;

    • Ü vias comerciais, residenciais e mistas;

    • Ü nome comum e científico de cada espécie utilizada;

  • Ü

    número total de

    árvores de cada espécie

    com as respectivas

    porcentagens em relação ao número total de árvores utilizadas.

    • ¸ As árvores do mesmo lado da via pública deverão ser da mesma espécie (grupo homogêneo), podendo ou não diferir da espécie a ser plantada do outro lado; dar preferência por espécies de pequeno e médio porte nas faces com menor exposição aos raios solares, e por espécies de médio e grande porte nas faces com maior exposição aos raios solares.

    • ¸ As espécies de canteiro central não deverão ser iguais às espécies da calçada lateral no mesmo trecho de avenida.

    • ¸ Plantar, de preferência, uma árvore por data (lote), desde que siga os espaçamentos e demais normas recomendados.

    • ¸ O espaçamento entre as árvores deverá ser de:

      • Ü espécies de pequeno porte = mínimo 6,00 m - máximo 12,00 m;

      • Ü espécies de médio porte = mínimo 10,00 m - máximo 18,00 m;

      • Ü espécies de grande porte = mínimo 12,00 m - máximo 24,00 m.

  • ¸ O projeto de arborização deverá obedecer às limitações e critérios técnicos para o uso de árvores utilizadas em arborização urbana.

  • ARBORIZAÇÃO URBANA

    29

    Tabela 7 – LIMITAÇÕES E CRITÉRIOS TÉCNICOS PARA O USO DE ÁRVORES UTILIZADAS EM ARBORIZAÇÃO URBANA NA CIDADE DE MARINGÁ/PR.

     

    NOME

    NOME CIENTÍFICO

    OBSERVAÇÕES

    PORTE

    COMUM

     

    Manacá-da-

       

    Pequeno

    serra

    Tibouchina mutabilis

    Plantar preferencialmente em

    Pequeno

    Ipê-amarelo

    Tabebuia chrysotricha

    locais com limitação de

    Pequeno

    Resedá

    Lagerstroemia indica

    espaço físico (passeio

    Pequeno

    Hibisco

    Hibiscus sp

    estreito, vias comerciais) e/ou pouco ensolarados

    Pequeno

    Murta

    Blepharocalyx salicifolius

    Médio

    Pata-de-vaca

       

    Médio

    Quaresmeira

    Bauhinia variegata Tibouchina sp

     

    Médio

    Manduirana

    Senna macranthera

     

    Grande

    Cássia

       

    Grande

    Sibipiruna

    Cassia leptophylla Caesalpinea peltophoroides

    Uso não permitido no momento devido à grande freqüência

    Grande

    Flamboyant

    Delonix regia

    Somente para canteiros

    Grande

    Tamareira

    Phoenix dactylifera

    centrais largos Somente para canteiros centrais

    Grande

    Grevílea

    Grevillea robusta

    Somente para canteiros centrais

     

    Palmeira-

     

    Somente para canteiros

    Grande

    imperial

    Roystonea oleracea

    centrais

     

    Palmeira-

     

    Somente para canteiros

    Grande

    cariota

    Caryota urens

    centrais

     

    Palmeira-

     

    Somente para canteiros

    Grande

    seaforte

    Archontophoenix sp

    centrais

    Grande

    Ficus

    Ficus spp

    Somente para canteiros centrais largos

    Grande

    Alecrim

       

    Grande

    Ipê-branco

    Holocalyx balansae Tabebuia roseo-alba

     

    Grande

    Ipê-roxo

    Tabebuia avellanedae

     
     

    Jacarandá-

     

    Não plantar sob rede de

    Grande

    mimoso

    Jacaranda mimosaefolia

    Grande

    Canelinha

    Nectandra

    energia elétrica Não plantar sob rede de energia elétrica

     

    Canela-

    megapotamica

     

    Grande

    sassafrás

    Ocotea odorifera

     

    Aroeira-

       

    Grande

    vermelha

    Schinus terebenthifolius

    Grande

    Imbuia

    Ocotea porosa

     

    Grande

    Pau-brasil

       

    Grande

    Ipê-amarelo

    Caesalpinea echinata Tabebuia alba

     

    Grande

    Oiti

    Licania tomentosa

     

    Fonte: Prefeitura Municipal de Maringá (2004)

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    30

    • 8.8. 8.8. OSOS INSTRUMENTOS

    INSTRUMENTOS URBANÍSTICOS

    URBANÍSTICOS EE AA

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    ARBORIZAÇÃO

    URBANA 33

    • 8.8.1. 8.8.1. Introdução

    Introdução

    O crescimento rápido e desordenado das cidades brasileiras nas últimas décadas, reflexo do êxodo rural e das altas taxas de natalidade até então percebidas, tornou o ambiente urbano impróprio para uma vida saudável e equilibrada. Diversos indicadores de qualidade ambiental apontam para a deterioração cada vez maior destas áreas (BERNSTEIN, 1994). Como intuito de se reverter esse quadro, e seguindo padrões de alguns países desenvolvidos, tem crescido a inserção e a participação de temas ambientais em leis e instrumentos urbanísticos, visando um desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida em áreas urbanas. Assim, passa-se à descrição de alguns destes instrumentos urbanísticos que podem ser utilizados com estes objetivos com vistas à arborização urbana.

    • 8.8.2. 8.8.2. AA arborização

    arborização ee aa estruturação

    estruturação

    urbana

    urbana

    Vários são os motivos da demanda do vegetal como elemento integrante do organismo urbano, justificando-se assim as modalidades diversas que assume e que permitem diferenciá-lo em jardins e parques públicos, praças e largos ornamentais ou recreativos, verde protetor de um monumento ou obra de arte, verde vinculado arquitetônica ou funcionalmente a edifícios de uso público, plantação em vias e logradouros públicos, campos de diversões e de desportos, parques e jardins privados, entre outros. O verde urbano está relacionado entre os elementos básicos da moderna estruturação das cidades. Os seus benefícios se fazem sentir de diversas maneiras, prevalecendo os que concernem à higiene, ao saneamento e à estética. Há que se considerar, ainda, seu projeto, implantação e manutenção, relacionando-se estas atividades com os instrumentos urbanísticos e as formas de utilização da arborização urbana (DE ANGELIS NETO; DE ANGELIS, 1999a).

    • 8.8.3. 8.8.3. OsOs instrumentos

    instrumentos urbanísticos

    urbanísticos

    municipais ee aa arborização

    municipais

    arborização urbana

    urbana

    De acordo com Silva (1995), diversos instrumentos urbanísticos podem ser utilizados para o disciplinamento do verde urbano, dependendo do enfoque que se queira dar a eles. Dentre os instrumentos urbanísticos disponíveis, pode-se citar: Lei orgânica, Lei do plano diretor, Lei de parcelamento do solo urbano, Lei de uso e ocupação do solo urbano, Código de obras e Código de posturas, entre outros.

    8.8.3.1. Plano Diretor

    Instituído por lei municipal, é um instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana. Pode ser também um dos instrumentos da política municipal de meio ambiente, uma vez que o desenvolvimento local deve ser compatível com a proteção ambiental e com o bem-estar dos habitantes. Em matéria ambiental e de

    3 DE ANGELIS NETO, G; DE ANGELIS, B.L.D. (1999a).

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    31

    planejamento, deve condicionar o processo de desenvolvimento, através de diretrizes básicas para a formulação de planos, programas, projetos e obras. Dentre suas aplicações, destacam-se:

    • ¸ orientar o manejo da arborização urbana e atividades afins, direcionadas à exploração turística, paisagística, cultural e ambiental;

    • ¸ conhecer a realidade na qual o município está inserido, para prever mecanismos de adequação às espécies exóticas e/ou importadas;

    • ¸ adequar os investimentos públicos aos objetivos do desenvolvimento urbano, quanto ao plano de manejo da arborização urbana;

    • ¸ prever a expansão e adequação ao adensamento populacional, no que se refere aos projetos de implantação e manutenção da arborização urbana;

    • ¸ prever a implantação de um plano municipal de arborização urbana, respeitadas as peculiaridades locais e, em especial, as características fisiográficas da região;

    • ¸ orientar a utilização racional da arborização urbana de forma sustentada, compatível com a preservação do meio ambiente, especialmente quanto à proteção e conservação do solo e da água.

    8.8.3.2. Lei de uso e ocupação do solo

    Regulamenta a utilização do solo em todo o território municipal, e é de competência exclusiva do município, por tratar de matéria de interesse local. É específico para cada município e obrigatório para o controle do uso, da densidade populacional, da localização, finalidade, dimensão e do volume das construções, a fim de atender a função social da propriedade e da cidade. É também conhecida como lei de zoneamento (CEPAM, 1991).

    Pode ser utilizado como um instrumento de proteção ao meio ambiente urbano. As liberdades individuais, quando em sociedade, devem ser limitadas ao interesse público, da mesma forma que deve haver restrições ao uso dos recursos naturais (solo, água, ar, flora, fauna) em prol do desenvolvimento urbano. Dentre suas aplicações destacam-se:

    • ¸ controlar a relação entre a densidade demográfica e o tipo de ocupação do terreno (residencial, comercial, misto, industrial) com o tipo de arborização, considerando as características das espécies vegetais utilizadas;

    • ¸ prever mecanismos de adequação entre o tipo de arborização utilizada e as características sócio-econômicas da área de implantação;

    • ¸ definir critérios paisagísticos para evitar a poluição visual e outras formas de impactos, como as incompatibilidades entre os sistemas de infra-estrutura (ao nível aéreo, do solo e subterrâneo) com a arborização urbana;

    • ¸ controlar a ocupação e o desmatamento do solo para evitar a erosão e o assoreamento de rios, muito freqüentes em áreas com alta declividade, com a introdução de espécies que possuem sistema radicular adequado;

    • ¸ prever um sistema de incentivos destinado a pessoas físicas ou jurídicas que conservar não só a arborização urbana, mas também outras formas do verde urbano, desde o projeto até a manutenção;

    • ¸ prever mecanismos que propiciem a participação da população para legitimar a implantação e as alterações no plano municipal de arborização urbana;

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    32

    • ¸ compatibilizar a previsão de recuos (laterais e frontais) ou de áreas non aedificandi, em propriedades edificáveis, para a garantia de espaços livres para ventilação e, principalmente, arborização.

    8.8.3.3. Lei de parcelamento do solo urbano

    É um instrumento urbanístico capaz de ordenar a divisão do solo para fins urbanos, definindo o tamanho dos lotes e percentual de áreas públicas. O parcelamento do solo urbano é disciplinado pela Lei federal 6766/79, conhecida como Lei Lehmann. A lei municipal pode estabelecer legislação complementar relativa ao parcelamento do solo para fins urbanos, para adequá-la às necessidades locais, sem, contudo, afrontar o previsto naquela Lei federal. Assim, tem-se:

    • ¸ fixar normas para a rede viária e tamanho dos lotes consoante aos tipos de arborização utilizadas na região, compatibilizando sua função com a prevenção de processos do meio físico;

    • ¸ determinar o percentual de áreas públicas, aí incluídas as áreas verdes e a arborização, a serem consideradas nos parcelamentos. A preservação de praças e áreas verdes assegura a sadia qualidade de vida, que decorre de um direito constitucional de toda a coletividade;

    • ¸ assegurar o uso das áreas verdes dos loteamentos ao interesse público;

    • ¸ fixar normas visando a manutenção da vegetação ciliar ao longo dos cursos d'água;

    • ¸ fixar normas técnicas para as movimentações de terra, associadas ao arruamento e aos taludes com relação ao projeto, implantação e manutenção da vegetação e arborização protetoras.

    8.8.3.4. Código de posturas

    Instrumento urbanístico que visa regularizar a utilização dos espaços públicos ou de uso coletivo. Trata-se, sobretudo, de fixar regras para o homem que vive em sociedade (CEPAM, 1991).

    Com o intuito de instrumentalizar a política de preservação do meio ambiente urbano via arborização, sugere-se que o código de posturas discipline alguns destes comportamentos, dentre os quais tem-se:

    • ¸ estabelecer sanções administrativas

    (multas,

    recuperação

    do

    bem

    degradado) para os que destruírem as árvores em logradouros públicos - vias, praças e parques;

    • ¸ proibir a colocação de fios, cabos, anúncios e cartazes em árvores de logradouros e vias públicas;

    • ¸ estimular e contribuir para o plantio de árvores em logradouros públicos ou áreas privadas;

    • ¸ implantar, com a ajuda da população, o código municipal de arborização urbana, e educar a população para a conservação da arborização e áreas verdes urbanas.

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    33

    • 8.9. 8.9. IMPACTOS

    IMPACTOS AMBIENTAIS

    AMBIENTAIS CAUSADOS

    CAUSADOS

    PELA ARBORIZAÇÃO

    PELA

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    URBANA 44

    • 8.9.1. 8.9.1. Introdução

    Introdução

    A Resolução 001/86 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) considera impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam a saúde, a segurança e o bem-estar da população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; a qualidade dos recursos ambientais (SÃO PAULO, 1992).

    Da definição anterior, fica implícita que as transformações havidas por atividades antrópicas não necessitam ocorrer apenas em ambientes naturais; num ambiente urbano, a vida humana e as complexas formas de agregação social e econômica são, por excelência, o objeto básico de um estudo ambiental, cabendo explicitar os aspectos ambientais circundantes ao homem.

    O ambiente urbano apresenta tanto um conjunto de elementos naturais (ar,

    solo/subsolo, águas superficiais/subterrâneas, áreas verdes) quanto outro conjunto predominante de elementos construídos, refletindo os processos de interação social e econômica do homem. Neste contexto, à procura de uma melhor qualidade de vida

    nas

    cidades,

    a

    vegetação

    assume

    papel

    de

    destaque pelas funções que

    desempenha. A compatibilização entre as vantagens da arborização urbana e os

    impactos decorrentes da mesma depende, em grande parte, dos conhecimentos técnicos de planejamento urbano e da correta técnica de manejo vegetal.

    A arborização deve ser feita, sempre que possível, para amenizar os aspectos negativos do entorno urbano, transformando os locais insalubres e desagradáveis em hospitaleiros e aconchegantes aos usuários. No ambiente urbano, as plantas encontram-se submetidas a situações de estresse e poluição adversas a seu crescimento e vida. Porém, com alguns cuidados tomados, desde a escolha adequada para o plantio e manutenção, se conseguirá cumprir com as funções que lhes são cabidas (MASCARÓ, 1994).

    A maioria das plantas precisa da luz para crescer corretamente; entretanto, algumas espécies se desenvolvem muito bem em áreas sombreadas e podem ser utilizadas

    com

    êxito

    em zonas densamente construídas, onde a disponibilidade de luz é

    limitada,

    mas

    não

    totalmente

    inexistente.

    Nos

    espaços

    urbanos

    onde

    existem

    problemas com os ventos dominantes ou o efeito de canal produzido pelos edifícios altos, a solução pode ser utilizar-se uma barreira de árvores resistentes à ação do vento, para fornecer o abrigo às pessoas e às espécies vegetais menos adequadas a essas condições climáticas. Há que se considerar, porém, se o local apresenta condições desfavoráveis de solo, microclima, poluição do ar ou configuração urbana problemática.

    A princípio, a arborização ao longo de vias de tráfego de veículos automotores e pedestres tem por função melhorar a qualidade de vida no seu entorno e na cidade

    4 DE ANGELIS NETO, G; DE ANGELIS, B. L. D. (1999b).

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    34

    como um todo. Todavia, existem situações em que, devido a problemas de planejamento, implantação, acompanhamento e monitoramento da arborização urbana, ocorrem impactos negativos, que suplantam as vantagens oferecidas pela arborização urbana.

    Para o estudo destes impactos, será utilizada a metodologia apresentada em DE ANGELIS NETO (1999b), e que se caracteriza pela divisão do estudo de impactos em três subgrupos: avaliação, mitigação e monitoramento dos impactos, que serão descritos a seguir.

    • 8.9.2. 8.9.2. Avaliação

    Avaliação dos

    dos impactos

    impactos ambientais

    ambientais

    8.9.2.1. Escolha inadequada das espécies

    Porte - As espécies vegetais utilizadas na arborização urbana devem possuir porte compatível com a largura dos passeios, com a localização das redes aéreas de infra-estrutura urbana e com as características do tráfego da via urbana onde está inserida. Assim, tem-se:

    • ¸ impactos decorrentes dos conflitos provocados entre as copas das árvores e as redes aéreas de infra-estrutura urbana, como as de energia elétrica, telefonia e TV a cabo;

    • ¸ impactos decorrentes dos conflitos provocados pelo trânsito de veículos automotores, como ônibus e caminhões, e as copas das árvores (galhos mais baixos);

    • ¸ impacto decorrente dos conflitos provocados entre a copa das árvores e a fachada das edificações, principalmente nos andares inferiores (letreiros, placas, luminosos, sacadas e varandas, rufos, calhas e marquises, entre outros);

    • ¸ impactos decorrentes dos conflitos provocados pelos ventos dominantes (e temporais) e a copa das árvores, acarretando quedas das redes aéreas de infra-estrutura urbana e queda de árvores, produzindo danos materiais e perda de vidas humanas.

    Plástica - As espécies arbóreas selecionadas deverão se inserir suavemente no contexto urbano, de acordo com técnicas paisagísticas adequadas. Neste sentido, tem-se:

    • ¸ impactos decorrentes dos conflitos existentes entre a escolha da espécie arbórea e monumentos/edificações a serem destacados;

    • ¸ impactos decorrentes da falta de harmonia entre o logradouro ou via pública e as espécies arbóreas, gerando poluição e desconforto visuais.

    Sistema radicular – Zmitrowicz e De Angelis Neto (1997) destacam a necessidade de compatibilização entre a arborização e as redes de infra-estrutura urbana subterrânea e ao nível do solo, de onde vem:

    • ¸ impactos decorrentes de interferências entre o sistema radicular das espécies arbóreas e redes subterrâneas como as de gás, água potável, águas pluviais e esgotos, acarretando o vazamento dos fluidos transportados e conseqüente contaminação do meio, além do surgimento de deseconomias e riscos de explosões;

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    35

    • ¸ impacto decorrente de interferências entre o sistema radicular e as vias de tráfego, seja de veículos automotores ou de pedestres, pela destruição de pavimentos e conseqüente perda de qualidade em suas funções;

    • ¸ impactos decorrentes da implantação de espécies arbóreas em locais que apresentem incompatibilidades com o sistema radicular das mesmas, como solos rasos, de má qualidade ou impróprios ao plantio.

    Parte aérea - Destaque especial deverá ser dado à periodicidade de floração, frutificação e abcisão foliar das espécies selecionadas para a arborização urbana. Caso contrário, tem-se:

    • ¸ impactos decorrentes do entupimento de bocas-de-lobo e galerias de águas pluviais, provocando inundações em épocas de elevada precipitação pluviométrica;

    • ¸ impactos decorrentes da queda de frutos sobre veículos, edificações e pessoas, causando desconfortos, sujeiras e danos materiais;

    • ¸ impactos decorrentes do uso de árvores frutíferas que sirvam de alimento para os seres humanos, causando depredação e conseqüente morte da espécie arbórea.

    8.9.2.2. Manutenção

    Tutoramento - Com a finalidade de prover às espécies arbóreas um crescimento

    harmonioso e vertical, sua ausência acarreta o surgimento de árvores tortas e com aspectos paisagísticos e funcionais desagradáveis, de onde vem:

    • ¸ impactos decorrentes da queda de espécies arbóreas mal desenvolvidas e conduzidas,

    acarretando

    perdas

    materiais

    e

    de

    vidas

    humanas,

    principalmente durante os temporais e ventos fortes;

    • ¸ impactos decorrentes do aspecto visual desagradável de árvores tortas e/ou desalinhadas.

    Poda - Muitas vezes decorrente da localização inadequada de espécies arbóreas

    sob as redes aéreas de infra-estrutura urbana, a poda poderá constituir-se em geradora de impactos negativos, a saber:

    • ¸ impactos decorrentes da execução de podas radicais em árvores, devido à presença das redes aéreas de infra-estrutura urbana, causando a descaracterização completa da espécie arbórea;

    • ¸ impactos decorrentes da execução inadequada das podas, seja por mão-de- obra não especializada ou equipamentos inadequados, causando perda de equilíbrio na espécie arbórea e conseqüente queda com o passar do tempo.

    Reposição - Considera-se sob este aspecto, a troca de árvores que colocam em risco vidas humanas e/ou perdas materiais, de onde vem:

    • ¸ impactos decorrentes da ausência na reposição de árvores defeituosas, velhas ou doentes, e a conseqüente queda das mesmas;

    • ¸ impactos decorrentes do aspecto visual desagradável ocasionado pelos vazios deixados ao longo da via, pela falta de reposição de exemplares

    suprimidos. Tratamento - Consiste em se fazer manutenção preventiva da saúde das árvores, e

    também corretiva, quando os exemplares já apresentarem sintomas de patologias. Tem-se:

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    36

    • ¸ impactos decorrentes da perda de exemplares por doenças, pela ausência de tratamento preventivo ou corretivo;

    • ¸ impactos decorrentes da utilização de tratamentos impróprios e/ou incorretos que ocasionem a morte de exemplares;

    • ¸ impactos decorrentes da disseminação de doenças entre diversos exemplares, pela ausência de tratamento sistêmico e programado.

    8.9.2.3. Falta de cadastro atualizado

    A falta de um cadastro geral e atualizado das espécies arbóreas existentes ao longo das vias e logradouros públicos acabam ocasionando uma série de impactos, que podem ser assim resumidos:

    ¸

    impactos

    decorrentes

    da

    utilização

    de

    número

    reduzido

    de

    diferentes

    espécies arbóreas pela ausência de dados atualizados da distribuição espacial e do número proporcional de cada espécie nas vias e logradouros públicos sobre o total, em que o ataque de pragas ou doenças dizimaria grande número de exemplares;

    • ¸ impactos decorrentes da ausência de um controle centralizado sobre o número de espécies e exemplares plantados, para acompanhamento de desenvolvimento dos exemplares e planejamento da troca/reposição dos mesmos, quando necessário.

    • 8.9.3. 8.9.3. Mitig

    Mitigação

    ação dos

    dos impactos

    impactos ambientais

    ambientais

    Pretende-se apontar aqui, de forma genérica, os procedimentos gerais mais

    recomendados para se evitar ou minorar a intensidade e extensão dos impactos

    arrolados

    no

    item anterior. As medidas mitigadoras serão apresentadas

    conjuntamente para esse grupo de impactos, uma vez que uma delas poderá servir para mitigar mais de um impacto. Assim, vem:

    8.9.3.1. Medidas mitigadoras

    • ¸ escolher espécies climato e edafologicamente ambientadas ao meio urbano onde irão se inserir;

    • ¸ escolher espécies que se adeqüem: aos gabaritos dos passeios e vias de tráfego de veículos automotores, aos recuos e fachadas das edificações e às redes de infra-estrutura urbana em seus diversos níveis;

    • ¸ desenvolver projetos paisagísticos dentro da correta técnica e que levem em consideração o desenho das cidades, os tipos de espécies arbóreas e o conjunto por eles formados;

    • ¸ tomar cuidados especiais no tocante à parte aérea e ao sistema radicular, de maneira a evitar-se impactos entre as partes vegetais e o meio urbano;

    • ¸ desenvolver planos e medidas de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento das espécies arbóreas, para que venham a desempenhar corretamente as funções especificadas no projeto paisagístico;

    • ¸ utilizar mão-de-obra treinada e especializada no manejo da arborização

    urbana,

    ou

    seja,

    treinar

    equipes

    para

    o

    plantio,

    acompanhamento

    do

    crescimento,

    poda

    e

    tratamentos

    preventivo/corretivo,

    dentro

    da

    correta

    técnica;

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    37

    • ¸ evitar a disseminação de pragas e doenças através de medidas fitossanitárias entre exemplares de mesma espécie ou espécies diferentes, para mitigar a perda de grande número de exemplares;

    • ¸ manter um cadastro sempre atualizado com os dados completos de todas as árvores, entre os quais destacam-se: idade, características plásticas, características de crescimento, histórico fitossanitário, número de exemplares de cada espécie, distribuição espacial das espécies na malha urbana e porcentagem de cada espécie no total das árvores plantadas, entre outros.

      • 8.9.4. 8.9.4. Monitoramento

    Monitoramento dos

    dos impactos

    impactos

    ambientais

    ambientais

    Uma vez que não seja possível evitar a ocorrência dos impactos, há que se levar em consideração uma série de medidas de monitoramento dos mesmos, entre os quais destaca-se na seqüência.

    8.9.4.1. Medidas de monitoramento

    • ¸ Acompanhamento da adaptação das espécies escolhidas no ambiente urbano, desde seu padrão de crescimento e desenvolvimento até a composição cênica final.

    • ¸ Acompanhamento das interferências entre as espécies arbóreas e as redes de infra-estrutura urbana, para se evitar repetições de erros e conseqüentes impactos.

    • ¸ Monitoramento do manejo das espécies arbóreas, desde seu plantio até a idade adulta, passando pelo tutoramento e poda, dentro da correta técnica e utilizando-se mão-de-obra treinada e especializada.

    • ¸ Monitoramento da saúde das árvores sob os aspectos fitossanitário, climato e edafológico.

    • ¸ Monitoramento do cadastro geral das espécies arbóreas implantadas ao longo das vias e logradouros públicos.

    Embora a arborização de vias e logradouros públicos sirva, via de regra, para melhorar a qualidade de vida no ambiente urbano, percebeu-se que a utilização de

    técnicas incorretas

    de

    manejo,

    de

    escolha das espécies e

    de projeto podem

    acarretar o surgimento de uma série de impactos. Com a utilização de medidas simples de gestão, de vontade política e de correta técnica, estes impactos poderiam ser reduzidos e até evitados.

    Sugere-se a existência de um corpo técnico especializado (engenheiro florestal, engenheiro agrônomo, biólogo, arquiteto, engenheiro civil, geógrafo e pessoal de informática, entre outros) para as funções de gerência e transferência de conhecimentos específicos aos menos instruídos, que serão responsáveis diretos pelo manejo das espécies arbóreas (mão-de-obra braçal).

    A manutenção de uma equipe de profissionais afinados com a arborização e suas interferências no meio urbano, dentro da administração municipal, poderia ajudar muito a mitigação e monitoramento dos impactos ambientais causados pela arborização de vias e logradouros públicos.

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    38

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    ARBORIZAÇÃO URBANA

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    SÃO

    PAULO.

    Secretaria

    de

    Estado

    do

    Meio

    Ambiente.

    Coordenadoria

    de

    Planejamento

    Ambiental.

    Estudo

    de

    Impacto

    Ambiental/EIA;

    Relatório

    de

    Impacto Ambiental/RIMA: manual de orientação. São Paulo: Secretaria do Meio

    Ambiente/ Coordenadoria de Planejamento Ambiental, 1992. (Série Manuais). SILVA, J. A. Direito urbanístico brasileiro. 2ª ed., São Paulo: Malheiros Editores

    LTDA, 1995. ZMITROWICZ, W.; DE ANGELIS NETO, G. Infra-estrutura urbana. São Paulo:

    EDUSP, 1997. (Texto Técnico da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Departamento de Engenharia de Construção Civil, TT/PCC/17)

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    40

    ANEXO I

    PLANO DIRETOR

    PLANO

    DIRETOR DEDE ARBORIZAÇÃO

    ARBORIZAÇÃO

    URBANA DEDE PORTO

    URBANA

    PORTO ALEGRE/RS

    ALEGRE/RS

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    41

    O Plano Diretor de Arborização (PDAU) de Porto Alegre/RS, ora apresentado, foi elaborado no ano de 2000 por um grupo multidisciplinar coordenado por Maria do Carmo Conceição Sanchotene.

    MANUAL DEDE DADOS

    MANUAL

    DADOS DAS

    DAS ÁRVORES

    ÁRVORES

    DADA ESPÉCIE

    ESPÉCIE VEGETAL

    VEGETAL

    IDENTIFICAÇÃO

    • 01 - Número da árvore a ser inventariada

      • - Número da quadra

      • - Lado da rua A (par), B (impar) e C (canteiro central)

      • - Distância da esquina

  • 02 - Número respectivo de cada inventariante

  • 03

    -

    Área

    e sub-área

    a

    serem inventariadas de acordo com o

    projeto

    mapeamento do

    • 04 - Número do código de logradouros (código adotado em toda a Prefeitura)

    • 05 - Número do imóvel em frente à árvore inventariada (se situada em divisa, colocar

    o número anterior e posterior):

    a - Construção

    b - Terreno baldio

    c

    - Praça

    d

    - Parque

    • 06 - Número atribuído ao imóvel interpolado ( no caso de terreno desocupado)

    • 07 – Zona:

    a - Zona Norte b - zona Leste

    • c - Zona Sul

    • d – Zona Oeste

    e - Zona Central

    DADOS DA ÁRVORE

    • 08 - Classificação taxonômica

    • 09 - Destina-se ao plantio:

    a - Regular, quando efetuado pela PMPA 5 b - Irregular, quando efetuado por particulares

    MEDIÇÕES

    Anotar dados levantados a campo, tendo como base o eixo da árvore

    10

    - É

    a medida

    tomada

    entre

    o

    eixo

    da

    árvore

    e

    a

    face interna do meio-fio da

    calçada da rua transversal

    • 11 - É a medida tomada entre o eixo da árvore e a face interna do meio-fio

    • 12 - É a medida tomada entre o eixo da árvore e a face externa do muro ou limite de

    praça

    • 13 - É a medida tomada entre o eixo da árvore e a face externa da construção

    5 Prefeitura Municipal de Porto Alegre.

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    42

    • 14 - É a medida tomada entre o eixo da árvore que está sendo analisada e o eixo da

    árvore anterior

    • 15 - É a medida tomada entre o eixo da árvore que está sendo analisada e o eixo da

    árvore posterior

    • 16 - É a medida tomada entre o eixo da última árvore da quadra e a face interna do

    meio-fio da calçada da próxima esquina

    • 17 - É a área sem pavimentação existente em torno do canteiro

    • 18 - Altura - É a medida tomada do nível do solo na região do colo até a parte mais

    elevada da copa, onde se tem os seguintes códigos:

    a - até 2,0 m

    b

    - 2,1 à 4,0 m

    c

    - 4,1 à 6,0 m

    d

    - 6,1 à 8,0 m

    e - 8,1 à 10,0 m f - 10,1 à 12,0 m

    g - 12,1 à 14,0 m h - maiores de 14,0 m

    • 19 - CC - Circunferência do caule - medida a menos de 1,30 m do solo

    • 20 - CAP - Circunferência do tronco tomado à 1,30 m do solo

     
    • 21 - Diâmetro de projeção da copa. É a média das medidas obtidas pela

    - DPC

    projeção ortogonal da copa, na alinhamento

    direção do

    meio

    fio

    e na perpendicular deste

    • 22 - APR - Altura da primeira ramificação. Altura medida do colo até a parte inferior

    do ramo mais próximo do solo

    FENOLOGIA

     

    Codificação das cores:

     
    • 23 - Flores a - ausente

    b - inicial

    01 - amarela 02 - branca

    05 - cor-de-rosa 06 - cor-de-laranja

    c

    - plena

    03 - lilás

    07 - roxa

    d

    - final

    04 - vermelha

    08 - amarelo parda

    • 24 - Frutos

    Codificação das cores:

    a - ausente b - muitos

    01 – amarelo 02 - roxo

    05 - branco 06 - vermelho

    c

    - poucos

    03 - castanho

    07 - verde

    d

    - raros

    04 - preto

    e - maduros f - imaturos

    • 25 - Folhas:

    a - sem folhas

    b - com poucas folhas

    c

    - com muitas folhas

    SISTEMA RADICULAR

     
    • 26 - Afloramento:

    a - sem afloramento b - com afloramento restrito à área livre

    c

    - afetando a calçada

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    43

    e - afetando o prédio f - afetando a pista de rolamento g - deslocando a pedra do meio-fio h - atingindo rede subterrânea de forma evidenciada

    CONDIÇÃO FÍSICO-SANITÁRIA

    • 27 - Vitalidade:

    a - o vegetal se encontra sem vitalidade b - o vegetal se encontra com vitalidade

    • 28 - Injúrias mecânicas:

    a - sem injúrias mecânicas b - injúrias mecânicas com boa recuperação

    c

    - injúrias mecânicas com má recuperação

    d

    - injúrias mecânicas sem sinais de recuperação

    • 29 - Podas anteriores:

    a - sem podas anteriores b - com boa recuperação

    c

    - com má recuperação

    d

    - sem sinais de recuperação

    • 30 - Inclinação do fuste:

    a - sem inclinação b - interferindo no trânsito de pedestres

    c

    - interferindo no trânsito de veículos

    d

    - sem interferência

    • 31 - Interferência da copa:

    a - interferindo no trânsito de pedestres b - interferindo no trânsito de veículos

    c

    - sem interferência

    • 32 - Infestação:

    a - ausente b - por erva-de-passarinho b1 - tipo cipó (Tripodanthus sp)

     

    b2 - folha miúda (Phoradendro martianum) b3 - folha larga com nervura (Phoradendro martianum crassifolium) b4 - folha média (Phoradendro ulofillum)

    c

    - por cochonilha

    d

    - por broca e - por outros

    • 33 - Infecção:

     

    a - ausente b - por oídio

    c

    - por outros

    • 34 - Relação saprofítica:

    a - ausente b - com Ficus sp

    c

    - com Coussapoa microcarpa

    d

    - com outros

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    44

    • c - Tillandsia usneoides

    • d - Tillandsia sp

    e – Orquídeas

    f - Rhipsalis g - outros h - Musgos

    • i - Outras Pteridófitas

    • 36 - Líquens:

    a - ausente b - com manchas disseminadas

    c

    - com manchas localizadas

    • 37 – Necrose:

     

    a - ausente

    b - no colo

    c

    - no fuste

    d

    - nos ramos

    • 38 - Dendrocirurgia:

    a - ausente

    b - no colo

    c

    - no fuste

    d

    - nos ramos

    PLANEJAMENTO

    • 39 – Compatibilização - porte da espécie e espaço disponível:

     

    a - compatível

    b - medianamente compatível, requerendo poda leve, porém sistemática, para controle do tamanho e forma da copa

    - pouco compatível, requerendo poda pesada e sistemática para controle de tamanho e formato da copa

    c

     

    NECESSIDADE DE MANEJO

    • 40 - Remoção:

    a - não necessária

    b - com reposição

    c

    - sem reposição

    d

    - transplante

    e - urgente (risco iminente de queda)

     
    • 41 – Retutoramento:

    a - não necessário b - necessário

    • 42 - Ampliação da área livre:

    a - não necessária b - necessária

    • 43 - Poda(s) recomendada(s):

    a - não necessária

    b - poda de limpeza

    c

    - poda de levantamento de copa

    d

    - poda de equilíbrio

    e - poda da afastamento da rede elétrica

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    45

    f - poda de afastamento de semáforo g - poda de afastamento de placas de trânsito h - poda de afastamento de prédios

    • i - poda de afastamento de luminária j - poda de desbrote

    • 44 - Dendrocirurgia:

    a - não necessária b - necessária

    • 45 - Controle de erva-de-passarinho:

    a - não necessária

    b - poda de ramo infestado

    • c - remoção do parasita (sem poda do ramo)

    • 46 - Recomendações extras - algum tipo de dado importante para o referente projeto

    FATORES FÍSICOS

    FATORES

    FÍSICOS

    PASSEIO PÚBLICO

    01- Pavimentação:

    a - ausente

    b - cimento alisado

    • c - basalto irregular

    • d - basalto serrado (regular)

    e - laje de grés

    f - pedra portuguesa g - lajota renner h - saibro

    • i - ladrilho hidráulico

    j - outro 02- Gabarito do passeio: distância entre o alinhamento e o meio-fio 03- Recuo: distância entre o alinhamento e a construção 04- Gabarito do logradouro: distância de meio-fio a meio-fio (a primeira medida é sempre da via mais próxima ao lado que está sendo analisado, por exemplo quando existir canteiro central) 05- Compatibilidade - o passeio público e a pista de rolamento permitem a implantação de arborização:

    a - sim b - não

    SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO

    • 06 - Semáforo principal: distância do eixo da árvore à projeção do semáforo:

    a - ausente b - não encoberto

    • c - encoberto

    • 07 - Semáforo auxiliar: distância do eixo da árvore à projeção do semáforo:

    a - ausente b - não encoberto

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    46

    c

    - encoberto

    • 08 - Semáforo pedestre: distância do eixo da árvore à projeção do semáforo:

     

    a - ausente

    b - não encoberto

    c

    - encoberto

    • 09 - Rede de semáforo: distância do eixo da árvore à projeção da rede:

     

    a - ausente b - não interfere

    c

    - interfere

    • 10 - Ponto de ônibus: se o ponto do ônibus interfere no desenvolvimento do vegetal

    e a distância do eixo da árvore ao ponto de ônibus:

    a - ausente b - poste com placa

    c

    - abrigo

    d

    - não interfere

    e - interfere

    • 11 - Placa com braço: distância do eixo da árvore ao centro da placa:

     

    a - ausente b - não encoberta

    c

    - encoberta

    • 12 - Poste com placa: distância do eixo da árvore à face do poste:

     

    a - ausente b - não encoberta

    c

    - encoberta

    • 13 - Placa 2x1: distância do eixo da árvore ao eixo central da placa:

     

    a - ausente

    b - em braço

    c

    - em poste

    d

    - não encoberta e - encoberta

    • 14 - Placa proibindo o trânsito de veículos pesados: distância do eixo da árvore ao

     

    eixo central da placa:

    a - ausente

    b - em braço

    c

    - em poste

    d

    - não encoberta

    e - encoberta

    • 15 - Outras placas: distância do eixo da árvore ao centro de projeção da placa:

     

    a - ausente b - em braço

    c

    - em poste de energia

    d

    - em cano galvanizado

    e - não encoberta f - encoberta g - ponto de táxi com placa h - ponto de táxi com abrigo

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    47

    REDES SUBTERRÂNEAS: ÁGUA

    • 16 - Localização de rede: distância do eixo da árvore à rede (vide informação em

    planta DMAE 6 ) - adotar a medida em que a rede está mais próxima das árvores:

    a - ausente b - calçada

    c - pista de rolamento d - sem registro em planta 17 - Diâmetro da rede:
    c
    - pista de rolamento
    d
    - sem registro em planta
    17
    - Diâmetro da rede: (vide informação em planta do DMAE)
    18
    - Profundidade: (vide informação em plantas do DMAE) - média - 0,90 m
    19
    - Material da rede: (vide informações em planta do DMAE)
    a - FD ferro dúctil
    b - FF ferro fundido
    c
    - FC ou CA fibrocimento
    d
    - PVC
    e - FG ferro galvanizado
    f - PEAD
    g - Poly plaster
    h - Vinilfer
    i
    - aço
    20
    - Distância do eixo da árvore ao hidrante:
    a - não existente
    b - existente
    REDES SUBTERRÂNEAS: ESGOTO
    21
    - Localização de
    rede
    - Distância
    do
    eixo
    da
    árvore à
    rede cloacal:
    (vide
    informações em plantas do DMAE):
    a - ausente
    b - calçada
    c
    - pista de rolamento
    d
    - sem registro em planta
    22
    - Diâmetro da rede: (vide informações em planta do DMAE)
    23
    - Profundidade: tomar o trecho entre dois PVS e considerando o PV de menor
    profundidade subtrair deste o diâmetro da rede (vide informações em planta do
    DMAE)
    24
    - Material de rede: (vide informações em plantas do DMAE):
    a - manilha de grés
    b - PVC rígido com ponta, bolsa e anel para junta elástica
    c
    - cimento amianto
    d
    - FF ferro fundido
    e - concreto
    REDES SUBTERRÂNEAS: GALERIA PLUVIAL
    25
    -
    Localização
    da
    rede:
    Distância
    do
    eixo
    da
    árvore
    à
    rede
    pluvial (vide
    informações em planta do DEP):
    a - ausente
    b – calçada
    c
    - pista de rolamento

    6 Departamento Municipal de Água e Esgoto.

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    48

     

    d

    - sem registro em planta

    26

    - Diâmetro de rede (vide informações em plantas do DEP):

    200

    mm

     

    250

    mm

    300

    mm

    400

    mm

    450

    mm

    500

    mm

    600

    mm

    700

    mm

    800

    mm

    900

    mm

    1000

    mm

    1200

    mm

    27

    - Profundidade: tomar o trecho entre dois PV e considerando o PV de menor

    profundidade subtrair o diâmetro da rede (vide informações em plantas do DEP)

    28

    - Distância do eixo da árvore aos poços de visita:

     

    PVA - PV anterior PVP - PV posterior

    a - ausente b - interfere

     

    c

    - não interfere

    29

    - Distância do eixo da árvore às caixas coletoras (boca-de-lobo):

     

    CCA

    - CC anterior

    a - ausente

     

    CCP - CC posterior

    b - interfere

     

    c

    - não interfere

     

    REDES SUBTERRÂNEAS: REDE ELÉTRICA

    30

    - Localização da rede:

     

    a - ausente

    b - calçada

    c

    - pista de rolamento

    d

    - sem registro em planta

    31

    - Rede:

     

    a - em duto b - em tubulação

     

    32

    - Profundidade: (vide informação CEEE) - média 0,60 m

    33

    - Material da rede:

     
     

    a - PVC

     

    b - cimento-amianto

     

    34

    - Distância do eixo da árvore à caixa de inspeção. Esta distância deve ser tomada

    do eixo da árvore a periferia da tampa da caixa de inspeção:

     

    CIA – Anterior CIP – Posterior

    a - ausente b - interfere

     

    c

    - não interfere

     

    REDES SUBTERRÂNEAS: REDE TELEFÔNICA

    35

    - Localização da rede: distância do eixo da árvore à rede (vide informações em

    planta CRT):

     
     

    a - ausente b - calçada

     

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    49

    c

    - pista de rolamento

    d

    - sem registro em planta

    • 36 - Rede:

     

    a - em duto (calçada) b - em tubulação (pista de rolamento)

    • 37 - Profundidade (vide informações em planta CRT):

     

    0,40 m em calçadas 0,60 m em pistas de rolamento

    • 38 - Material dos dutos (vide informações em planta CRT):

     

    a - PVC b - FG ferro galvanizado

    c

    - manilha de grés

    d

    - cimento-amianto

    • 39 - Material de canalização (tubulação) - (vide informações em planta CRT):

     

    a - encapsulado de areia (sem trânsito de veículos) b - concreto magro (av. secundária - pequeno porte)

    c

    - concreto armado (av. principal - grande porte)

    • 40 - Distância do eixo da árvore à caixa de inspeção. Esta distância deve ser tomada

    do eixo da árvore à periferia da tampa da caixa de inspeção:

     

    CIA – anterior CIP – posterior

    a - ausente b - interfere c - não interfere

    REDES AÉREAS: REDE ELÉTRICA

    • 41 - Primária - alta tensão (AT):

     
     

    a - ausente b - mesma calçada

    c

    - calçada oposta

    d

    - interfere

    e - não interfere

    f - canteiro central

    • 42 - Secundária - baixa tensão (BT):

     
     

    a - ausente b - mesma calçada

    c

    - calçada oposta

    d

    - interfere

    e - não interfere

    f - canteiro central

    • 43 - Ramal de serviço:

     
     

    a - ausente

    b - não interfere

    c

    - interfere

    d

    - rede convencional

    e - cabo multiplexado

    • 44 - Transformador:

     
     

    a - ausente b - mesma calçada

    c

    - calçada oposta

    d

    - interfere

    e - não interfere

    ARBORIZAÇÃO URBANA

    50

    f - canteiro central

    • 45 - Distância do eixo da árvore à projeção da rede:

    a - mesma calçada b - calçada oposta

    c

    - canteiro central

    • 46 - Poste: distância do eixo da árvore aos postes:

     

    PA - poste anterior PP - poste posterior

    a - ausente b - não interfere c - interfere

    REDES AÉREAS: REDE TELEFÔNICA

    • 47 - Altura da fiação:

     
     

    a - ausente

    b - 4 m

    c

    - 5 m

    d

    - 6 m

    • 48 - Rede: distância do eixo da árvore à projeção da rede:

     

    a - ausente

    b - mesma calçada

    c

    - calçada oposta

    d

    - interfere

    e - não interfere

    • 49 - Ramal de serviço:

     
     

    a - ausente b - não interfere

    c

    - interfere

    REDES AÉREAS: ILUMINAÇÃO PÚBLICA

    • 50 – Luminárias Distância do eixo da árvore à projeção da luminária:

     

    a - ausente b - na mesma calçada da árvore

    c

    - na calçada oposta à árvore

    d

    - no canteiro central

    e - não encoberta f - encoberta g - posteação CEEE (8 m) h - posteação DIP (12 a 15 m)