Elbert Hubbard Uma Mensagem a Garcia A Message to Garcia

Luiz Edgar de Carvalho (Org.)

Edição Bilíngüe LumenSana Publicações Eletrônicas Para Ler e Pensar 2010

“Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”. Mário Quintana

Publicado originalmente em 1899 Este é um dos clássicos da literatura de negócio e um dos livros mais vendidos de todos os tempos. Um livro altamente recomendado.

Prefácio
Esta bagatela literária, Uma Mensagem a Garcia, foi escrita numa noite depois do jantar, em apenas uma hora. Foi no dia 22 de fevereiro de 1899, Aniversário de Washington: estávamos preparando a impressão da revista Philistine de março. A coisa saltou quente de meu coração, escrita depois de um dia penoso, quando tinha tentado ensinar a alguns poucos aldeões ociosos a sair de seu estado de indolência e tornar-se hiperativos. A inspiração imediata, entretanto, veio de um pequeno argumento depois do café, quando meu filho Bert sugeriu que Rowan foi o verdadeiro herói da Guerra Cubana. Rowan tinha ido sozinho e feito a coisa – levado a mensagem a Garcia. Aquilo me veio igual a um relâmpago! Sim, o menino tem razão, o herói é o homem que faz seu trabalho – que leva a mensagem a Garcia. Levantei-me da mesa, e escrevi Uma Mensagem a Garcia. Pensei tão pouco a respeito dela que a imprimimos sem título na Revista. A edição saiu, e logo começaram a chegar pedidos para cópias extras da Philistine de Março, uma dúzia, cinqüenta, cem, e quando a Companhia Americana de Notícias (American News Company) pediu mil, perguntei a um de meus auxiliares qual artigo tinha levantado a poeira cósmica. “É a matéria sobre Garcia,” ele disse. No dia seguinte chegou um telegrama de George H. Daniels, da Estrada de Ferro Central de Nova York assim: “Informe preço para cem mil artigos de Rowan em forma de livreto – com o anúncio da Empire State Express no verso – e também o tempo mais rápido possível para a entrega.” Eu respondi dando preço, e informei que poderíamos fornecer os livretos em dois anos. Nossas condições eram pequenas e cem mil livretos pareciam uma empreitada espantosa. O resultado foi que eu dei permissão para Mr. Daniels reimprimir o artigo por sua própria conta. Ele o publicou em forma de livreto com edições de meio milhão. Dois ou três lotes desses meio milhão foram distribuídos por Mr. Daniels, e em conseqüência o artigo foi reimpresso em mais de duzentas revistas e jornais. Ele foi traduzido para muitas línguas conhecidas. No tempo em que Mr. Daniels estava distribuindo Uma Mensagem a Garcia, o Príncipe Hilakoff, Diretor das Estradas de Ferro da Rússia, estava no país. Ele era convidado da Central de Nova York, e fez um passeio pelo país sob a direção pessoal de Mr. Daniels. O Príncipe viu o pequeno livro e ficou interessado nele, mais porque Mr. Daniels o estava distribuindo em grandes quantidades, provavelmente, do que por outra coisa. De qualquer maneira, quando voltou para casa teve o artigo traduzido para o russo, e uma cópia do livreto distribuída para cada empregado da ferrovia na Rússia. Outros países então o pegaram, e da Rússia passou para a Alemanha, França, Espanha, Turquia, Hindustão e China. Durante a guerra entre a Rússia e o Japão, cada soldado russo do front recebeu uma cópia de Uma Mensagem a Garcia. Os japoneses, encontrando os livretos com os prisioneiros russos, concluíram que ele devia ser uma boa coisa, e conseqüentemente o traduziram para o japonês. Por uma ordem do Mikado, uma cópia foi distribuída para cada homem a serviço do Governo Japonês, militar ou civil. Acima de quarenta milhões de cópias de Uma Mensagem a Garcia já foram impressas. Diz-se que esta é a maior circulação jamais alcançada por qualquer outra obra literária durante a vida de um autor, em toda a história – graças a uma série de acontecimentos felizes. Elbert Hubbard – 1º de Dezembro, 1913.

Elbert Green Hubbard nasceu nos Estados Unidos em 1856 e morreu no naufrágio do navio Lusitânia, em 1915. Fundou a Editora Roycroft Press, em Nova York. Publicou, como editor e diretor, as revistas The Philistine (onde incluiu a Mensagem a Garcia) e The Fra.

Uma Mensagem a Garcia
Em todo esse caso cubano, um homem se destaca no horizonte de minha memória como o planeta Marte no seu periélio. Quando irrompeu a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, o que importava a estes era comunicar-se rapidamente com o chefe dos insurretos, Garcia, que se sabia encontrar-se em alguma fortaleza no interior do sertão cubano, mas sem que se pudesse precisar exatamente onde. Era impossível comunicar-se com ele pelo correio ou pelo telégrafo. No entanto, o presidente tinha que tratar de assegurar-se da sua colaboração, e isso o quanto antes. Que fazer? Alguém lembrou ao Presidente: “Há um homem chamado Rowan; e se alguma pessoa é capaz de encontrar Garcia, há de ser Rowan”. Rowan foi trazido à presença do Presidente, que lhe confiou uma carta com a incumbência de entregá-la a Garcia. De como este homem, Rowan, tomou a carta, meteu-a num invólucro impermeável, amarrou-a sobre o peito, e, após quatro dias, saltou de um barco sem coberta, alta noite, nas costas de Cuba; de como se embrenhou no sertão, para, depois de três semanas, surgir do outro lado da ilha, tendo atravessado a pé um país hostil e entregando a carta a Garcia – são coisas que não vêm ao caso narrar aqui pormenorizadamente. O ponto que desejo frisar é este: Mac Kinley deu a Rowan uma carta para ser entregue a Garcia; Rowan pegou da carta e nem sequer perguntou: “Onde é que ele está?” Hosana! Eis aí um homem cujo busto merecia ser fundido em bronze imarcescível e sua estátua colocada em cada escola do país. Não é de sabedoria livresca que a juventude precisa, nem instrução sobre isto ou aquilo. Precisa, sim, de um endurecimento das vértebras, para poder mostrar-se altivo no exercício de um cargo; para atuar com diligência, para dar conta do recado; para, em suma, levar uma mensagem a Garcia. O General Garcia já não é deste mundo, mas há outros Garcias. A nenhum homem que se tenha empenhado em levar avante uma empresa. em que a ajuda de muitos se torne precisa, têm sido poupados momentos de verdadeiro desespero ante a imbecilidade de grande número de homens, ante a inabilidade ou falta de disposição de concentrar a mente numa determinada coisa e fazê-la. Assistência irregular, desatenção tola, indiferença irritante, e trabalho mal feito, parecem ser a regra geral. Nenhum homem pode ser verdadeiramente bem-sucedido, salvo se lançar mão de todos os meios ao seu alcance, quer da força, quer do suborno, para obrigar outros homens a ajudá-lo, a não ser que Deus Onipotente, na sua grande misericórdia, faça um milagre enviando-lhe como auxiliar um anjo de luz. Leitor amigo, tu mesmo podes tirar a prova. Estás sentado no teu escritório, rodeado de meia dúzia de empregados. Pois bem, chama um deles e pede-lhe: “Queira ter a bondade de consultar a enciclopédia e de me fazer uma descrição sucinta da vida de Correggio”.

Dar-se-á o caso de o empregado dizer calmamente: “Sim, Senhor” e executar o que se lhe pediu? Nada disso! Olhar-te-á perplexo e de soslaio para fazer uma ou mais das seguintes perguntas: Quem é ele? Que enciclopédia? Onde é que está a enciclopédia Fui eu acaso contratado para fazer isso? Não quer dizer Bismark? E se Carlos o fizesse? Já morreu? Precisa disso com urgência? Não será melhor que eu traga o livro para que o senhor mesmo procure o que quer? Para que quer saber isso? E aposto dez contra um que, depois de haveres respondido a tais perguntas, e explicado a maneira de procurar os dados pedidos e a razão por que deles precisas, teu empregado irá pedir a um companheiro que o ajude a encontrar Garcia, e depois voltará para te dizer que tal homem não existe. Evidentemente, pode ser que eu perca a aposta; mas, segundo a lei das médias, jogo na certa. Ora, se fores prudente, não te darás ao trabalho de explicar ao teu “ajudante” que Correggio se escreve com “C” e não com “K”, mas limitar-te-ás a dizer meigamente, esboçando o melhor sorriso: “Não faz mal; não se incomode”, e, dito isto, levantar-te-ás e procurarás tu mesmo. E esta incapacidade de atuar independentemente, nesta inépcia moral, esta invalidez da vontade, esta atrofia de disposição de solicitamente se pôr em campo e agir – são as coisas que recuam para um futuro tão remoto o advento do socialismo puro. Se os homens não tomam a iniciativa de agir em seu próprio proveito, que farão quando o resultado do seu esforço redundar em benefício de todos? Por enquanto parece que os homens ainda precisam de ser feitorados. O que mantém muito empregado no seu posto e o faz trabalhar é o medo de, se não o fizer, ser despedido no fim do mês. Anuncia precisar de um taquígrafo, e nove entre dez candidatos à vaga não saberão ortografar nem pontuar – e, o que é mais, pensam que não é preciso sabêlo. Poderá uma pessoa destas escrever uma carta a Garcia? “Vê aquele quarda-livros”, dizia-me o chefe de uma grande fábrica. “Sim, que tem?” “É um excelente guarda-livros. Contudo, se eu mandasse fazer um recado, talvez se desobrigasse da incumbência a contento, mas também podia muito bem ser que no caminho entrasse em duas ou três casas de bebidas, e que, quando chegasse ao seu destino, já não se recordasse da incumbência que lhe fora dada.” Será possível confiar-se a um tal homem um carta para entregá-la a Garcia? Ultimamente temos ouvido muitas expressões sentimentais, externando simpatia para com os pobres que mourejam de sol a sol, para com os infelizes desempregados à cata do trabalho honesto, e tudo isto, quase sempre, entremeado de muita palavra dura para com os homens que estão no poder. Não se diz que o patrão que envelhece antes do tempo, num baldado esforço para induzir eternos desgostosos e descontentes a trabalhar conscienciosamente; nada se diz de sua longa e paciente procura de pessoal, que, no entanto, muitas vezes nada mais faz do que “matar o tempo”, logo que ele volta as costas. Não há empresa que não esteja despedindo pessoal que se mostra incapaz de zelar mais pelos seus interesses, a fim de substituí-lo, por outro mais apto. Este processo de seleção por eliminação está se operando incessantemente, em tempos adversos, com a única diferença que, quando os tempos são maus e o trabalho escasseia, a seleção se faz mais escrupulosamente, pondo-se de fora, para sempre, os incompetentes e os inaproveitáveis. É a lei da sobrevivência do mais apto. Cada patrão, no seu próprio interesse, trata somente de guardar os melhores – aqueles que podem levar uma mensagem a Garcia.

Conheço um homem de aptidões realmente brilhantes, mas sem a fibra precisa para gerir um negócio próprio e que ademais se torna completamente inútil para qualquer outra pessoa, devido à suspeita insana que constantemente abriga de que seu patrão o esteja oprimindo ou tencione oprimi-lo. Sem poder mandar, não tolera que alguém o mande. Se lhe fosse confiada uma mensagem a Garcia, retrucaria provavelmente: “Leve-a você mesmo”. Hoje este homem perambula errante pelas ruas em busca de trabalho, em quase petição de miséria. No entanto, ninguém que o conheça se aventura a dar-lhe trabalho porque é a personificação do descontentamento e do espírito de réplica. Refratário a qualquer conselho ou admoestação, a única coisa capaz de nele produzir algum efeito seria um bom pontapé dado com a ponta de uma bota número 42, sola grossa e bico largo. Sei, não resta dúvida, que um indivíduo moralmente aleijado como este não é menos digno de compaixão que um fisicamente aleijado. Entretanto, nesta demonstração de compaixão, vertamos também uma lágrima pelos homens que se esforçam por levar avante uma grande empresa, cujas horas de trabalho não estão limitadas pelo som do apito e cujos cabelos ficam prematuramente encanecidos na incessante luta em que estão empenhados contra a indiferença desdenhosa, contra a imbecilidade crassa e a ingratidão atroz, justamente daqueles que, sem o seu espírito empreendedor, andariam famintos e sem lar. Dar-se-á o caso de eu ter pintado a situação em cores demasiado carregadas? Pode ser que sim; mas, quando todo mundo se apraz em divagações, quero lançar uma palavra de simpatia ao homem que imprime êxito a um empreendimento, ao homem que, a despeito de uma porção de empecilhos, sabe dirigir e coordenar os esforços de outros, e que, após o triunfo, talvez, verifique que nada ganhou; nada, salvo a sua mera subsistência. Também eu carreguei marmitas e trabalhei como jornaleiro, como também tenho sido patrão. Sei, portanto, que alguma coisa se pode dizer de ambos os lados. Não há excelência na pobreza de per si; farrapos não servem de recomendação. Nem todos os patrões são gananciosos e tiranos, da mesma forma que nem todos os pobres são virtuosos. Todas as minhas simpatias pertencem ao homem que trabalha conscienciosamente, quer o patrão esteja, ou não. E o homem que, ao lhe ser confiada uma carta a Garcia, tranqüilamente toma a missiva, sem fazer perguntas idiotas, e sem a intenção oculta de jogá-la na primeira sarjeta que encontrar, ou praticar qualquer outro feito que não seja entregá-la ao destinatário, este homem nunca fica “encostado”, nem tem que se declarar em greve para forçar um aumento de ordenado. A civilização busca ansiosa, insistentemente, homens nestas condições. Tudo que um tal homem pedir, se lhe há de conceder. Precisa-se dele em cada cidade, em cada vila, em cada lugarejo, em cada escritório, em cada oficina, em cada loja, fábrica ou venda. O grito do mundo inteiro praticamente se resume nisto: Precisa-se, e precisa-se com urgência de um homem capaz de levar uma mensagem a Garcia. Elbert Hubbard – 1913.

“A Message To Garcia” Elbert Hubbard
Originally published in 1899 NOTE: This is one of the classics of business literature and one of top ten selling books of the all time. (We believe it ranks second.) We recommend it.

Foreword
This literary trifle, A Message To Garcia, was written one evening after supper, in a single hour. It was on the 22nd of February, 1899, Washington’s Birthday: we were just going to press with the March Philistine. The thing leaped hot from my heart, written after a trying day, when I had been endeavoring to train some rather delinquent villagers to abjure the comatose state and get radioactive. The immediate suggestion, though, came from a little argument over the teacups, when my boy Bert suggested that Rowan was the real hero of the Cuban War. Rowan had gone alone and done the thing - carried the message to Garcia. It came to me like a flash! Yes, the boy is right, the hero is the man who does his work who carries the message to Garcia. I got up from the table, and wrote A Message To Garcia. I thought so little of it that we ran it in the Magazine without a heading. The edition went out, and soon orders began to come for extra copies of the March Philistine, a dozen, fifty, a hundred, and when the American News Company ordered a thousand, I asked one of my helpers which article it was that stirred up the cosmic dust. “It’s the stuff about Garcia,” he said. The next day a telegram came from George H. Daniels, of the New York Central Railroad thus, “Give price on one hundred thousand Rowan article in pamphlet form Empire State Express advertisement on back - also how soon can ship.” I replied giving price, and stated we could supply the pamphlets in two years. Our facilities were small and a hundred thousand booklets looked like an awful undertaking. The result was that I gave Mr. Daniels permission to reprint the article in his own way. He issued it in booklet form in editions of half a million. Two or three of these halfmillion lots were sent out by Mr. Daniels, and in addition the article was reprinted in over two hundred magazines and newspapers. It has been translated into all written languages. At the time Mr. Daniels was distributing A Message To Garcia, Prince Hilakoff, Director of Russian Railways, was in this country. He was the guest of the New York Central, and made a tour of the country under the personal direction of Mr. Daniels. The Prince saw the little book and was interested in it, more because Mr. Daniels was putting it out in big numbers, probably, than otherwise. In any event, when he got home he had the matter translated into Russian, and a copy of the booklet given to every railroad employee in Russia. Other countries then took it up, and from Russia it passed into Germany, France, Spain, Turkey, Hindustan and China. During the war between Russia and Japan, every Russian soldier who went to the front was given a copy of A Message To Garcia. The

Japanese, finding the booklets in possession of the Russian prisoners, concluded it must be a good thing, and accordingly translated it into Japanese. And on an order of the Mikado, a copy was given to every man in the employ of the Japanese Government, soldier or civilian. Over forty million copies of A Message To Garcia have been printed. This is said to be a larger circulation than any other literary venture has ever attained during the lifetime of an author, in all history - thanks to a series of lucky accidents. Elbert Hubbard - December 1, 1913

A Message To Garcia by Elbert Hubbard
In all this Cuban business there is one man stands out on the horizon of my memory like Mars at perihelion. When war broke out between Spain and the United States it was very necessary to communicate quickly with the leader of the Insurgents. Garcia was somewhere in the mountain vastness of Cuba - no one knew where. No mail nor telegraph message could reach him. The President must secure his cooperation, and quickly. What to do! Some one said to the President, “There’s a fellow by the name of Rowan will find Garcia for you, if anybody can.” Rowan was sent for and given a letter to be delivered to Garcia. How “the fellow by the name of Rowan” took the letter, sealed it up in an oilskin pouch, strapped it over his heart, in four days landed by night off the coast of Cuba from an open boat, disappeared into the jungle, and in three weeks came out on the other side of the Island, having traversed a hostile country on foot, and delivered his letter to Garcia - are things I have no special desire now to tell in detail. The point that I wish to make is this: McKinley gave Rowan a letter to be delivered to Garcia; Rowan took the letter and did not ask, “Where is he at?” By the Eternal! there is a man whose form should be cast in deathless bronze and the statue placed in every college of the land. It is not book-learning young men need, nor instruction about this and that, but a stiffening of the vertebrae which will cause them to be loyal to a trust, to act promptly, concentrate their energies: do the thing - “Carry a message to Garcia!” General Garcia is dead now, but there are other Garcia’s. No man who has endeavored to carry out an enterprise where many hands were needed, but has been wellnigh appalled at times by the imbecility of the average man - the inability or unwillingness to concentrate on a thing and do it. Slipshod assistance, foolish inattention, dowdy indifference, and half-hearted work seem the rule; and no man succeeds, unless by hook or crook or threat he forces or bribes other men to assist him; or mayhap, God in His goodness performs a miracle, and sends him an Angel of Light for an assistant. You, reader, put this matter to a test: You are sitting now in your office - six clerks are within call. Summon any one and make this request: “Please look in the encyclopedia

and make a brief memorandum for me concerning the life of Correggio.” Will the clerk quietly say, “Yes, sir,” and go do the task? On your life, he will not. He will look at you out of a fishy eye and ask one or more of the following questions: Who was he? Which encyclopedia? Where is the encyclopedia? Was I ired for that? Don’t you mean Bismarck? What’s the matter with Charlie doing it? Is he dead? Is there any hurry? Sha’n’t I bring you the book and let you look it up yourself? What do you want to know for? And I will lay you ten to one that after you have answered the questions, and explained how to find the information, and why you want it, the clerk will go off and get one of the other clerks to help him try to find Garcia - and then come back and tell you there is no such man. Of course I may lose my bet, but according to the Law of Average, I will not. Now, if you are wise, you will not bother to explain to your “assistant” that Correggio is indexed under the C’s, not in the K’s, but you will smile very sweetly and say, “Never mind,” and go look it up yourself. And this incapacity for independent action, this moral stupidity, this infirmity of the will, this unwillingness to cheerfully catch hold and lift -these are the things that put pure Socialism so far into the future. If men will not act for themselves, what will they do when the benefit of their effort is for all? A first-mate with knotted club seems necessary; and the dread of getting “the bounce” Saturday night holds many a worker to his place. Advertise for a stenographer, and nine out of ten who apply can neither spell nor punctuate - and do not think it necessary to. Can such a one write a letter to Garcia? ”You see that bookkeeper,” said the foreman to me in a large factory. “Yes, what about him?” “Well he’s a fine accountant, but if I’d send him up town on an errand, he might accomplish the errand all right, and on the other hand, might stop at four saloons on the way, and when he got to Main Street would forget what he had been sent for.” Can such a man be entrusted to carry a message to Garcia? We have recently been hearing much maudlin sympathy expressed for the “downtrodden denizens of the sweat-shop” and the “homeless wanderer searching for honest employment,” and with it all often go many hard words for the men in power. Nothing is said about the employer who grows old before his time in a vain attempt to get frowsy ne’er-do-wells to do intelligent work; and his long, patient striving after “help” that does nothing but loaf when his back is turned. In every store and factory there is a constant weeding-out process going on. The employer is constantly sending away “help” that have shown their incapacity to further the interests of the business, and others are being taken on. No matter how good times are, this sorting continues: only, if times are hard and work is scarce, the sorting is done finer - but out and forever out the incompetent and unworthy go. It is the survival of the fittest. Selfinterest prompts every employer to keep the best - those who can carry a message to Garcia. I know one man of really brilliant parts who has not the ability to manage a business of his own, and yet who is absolutely worthless to any one else, because he carries with him constantly the insane suspicion that his employer is oppressing, or intending to oppress, him. He cannot give orders; and he will not receive them. Should a message be given him to take to Garcia, his answer would probably be, “Take it yourself!”

Tonight this man walks the streets looking for work, the wind whistling through his threadbare coat. No one who knows him dare employ him, for he is a regular firebrand of discontent. He is impervious to reason, and the only thing that can impress him is the toe of a thick-soled Number Nine boot. Of course I know that one so morally deformed is no less to be pitied than a physical cripple; but in our pitying, let us drop a tear, too, for the men who are striving to carry on a great enterprise, whose working hours are not limited by the whistle, and whose hair is fast turning white through the struggle to hold in line dowdy indifference, slipshod imbecility, and the heartless ingratitude which, but for their enterprise, would be both hungry and homeless. Have I put the matter too strongly? Possibly I have; but when all the world has gone a-slumming I wish to speak a word of sympathy for the man who succeeds - the man who, against great odds, has directed the efforts of others, and having succeeded, finds there’s nothing in it: nothing but bare board and clothes. I have carried a dinner pail and worked for day’s wages, and I have also been an employer of labor, and I know there is something to be said on both sides. There is no excellence, per se, in poverty; rags are no recommendation; and all employers are not rapacious and high-handed, any more than all poor men are virtuous. My heart goes out to the man who does his work when the “boss” is away, as well as when he is at home. And the man who, when given a letter for Garcia, quietly takes the missive, without asking any idiotic questions, and with no lurking intention of chucking it into the nearest sewer, or of doing aught else but deliver it, never gets “laid off” nor has to go on a strike for higher wages. Civilization is one long anxious search for just such individuals. Anything such a man asks shall be granted. He is wanted in every city, town and village - in every office, shop, store and factory. The world cries out for such: he is needed and needed badly - the man who can “Carry a Message to Garcia.”

LumenSana - Publicações Eletrônicas PARA LER E PENSAR.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful