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ANÁLISE DE VIABILIDADE DA IMPLEMENTAÇÃO DE UMA LAVANDERIA, NO

MUNICÍPIO DE RIO PARANAÍBA, MINAS GERAIS.

Trabalho apresentado ao Curso de Administração


da Universidade Federal de Viçosa Campus Rio
Paranaíba, como requisito de avaliação na
disciplina ADE 300 – Administração Financeira.

RIO PARANAÍBA – MINAS GERAIS


2018
1- INTRODUÇÃO

As cobranças que se tem das empresas atualmente mostram-se diferente ao comparar as


exigências das empresas do início das revoluções industriais, que era marcada por produção
em massa e muita das vezes baixa qualidade nos seus produtos.
Desde o primórdio da revolução industrial aconteceram grandes mudanças até chegar
revolução industrial do século XXI, que ainda passa por transformações. Olhando para o
contexto atual a economia mundial teve uma grande reviravolta, tornando-se altamente
competitiva, tendo grandes maquinários em ritmos acelerados e grande capacidade de
produção, capazes de substituir o trabalho humano.
As mudanças atuais são marcadas pela alta tecnologia desenvolvida, comunicação e
acessibilidade às informações entre os mercados competitivos, impactando assim, na
economia, e aumentando a necessidade de as empresas tomarem posicionamentos diferentes,
não como eram no início de dois séculos atrás, mas buscando formas adequadas de produção
e de gestão da administração para que possam estar inseridas na globalização e acompanhar
suas mudanças.
Assim, nos dias de hoje as empresas devem cumprir com as normas de qualidade e também de
produtividade mundial, o que reflete que as mudanças organizacionais tiveram efeitos através
das revoluções como afirma Porter (1999). Olhando para o Brasil no contexto econômico
atual, percebe-se a grande turbulência no cenário que tem como uma das variáveis de impacto
a grande massa de desemprego, situação essa que refletem que as empresas enfrentam cenário
de dificuldade econômica, sendo pressionada então a despedir muitos funcionários.
Mas em meio a este cenário de instabilidades e dificuldades as micros e pequenas empresas
movimentam a maior parte de negócios que existem no Brasil (SEBRAE-SP, 2018) e os
indivíduos que visualizam oportunidades no mercado, os empreendedores aproveitam o
cenário para investir em novos negócios.
O setor de prestação de serviço participa também da onda de expansão econômica, tendo
grande crescimento mesmo em cenários de instabilidade, assumindo assim destaque no
crescimento global (SEBRAE-PR, 2012).
A implementação de uma lavanderia tem alta relevância no cenário global, dado ao
crescimento do setor de prestação de serviço e também a necessidade da população, sendo que
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a profissão informal de lavador de roupas quase já não existe mais, e as áreas de lavanderia
nos domicílios estão cada vez menores, o que provoca a procura pelo serviço de uma
lavanderia (SEBRAE-PR, 2012). Sendo assim, cabe ressaltar que a implementação desse
serviço é relevante.
Nesse contexto, a viabilidade da implementação de uma lavanderia como proposta de
pesquisa escolheu a cidade de Rio Paranaíba/MG. A escolha deste município é dada pelo fato
de a cidade não possuir uma lavanderia e ter uma Universidade Federal, em que possibilita a
vinda de estudantes e servidores de outras regiões, na qual infere-se que através deste cenário
haverá demanda para o serviço de lavanderia.
Para tomar decisões bem consolidadas na abertura deste negócio, tem-se grande necessidade
de analisar e verificar a viabilidade de abertura de uma lavanderia para que através destes
resultados os interessados possam ter informações claras do mercado e se posicionar
estrategicamente de maneira que possa sobreviver nas mudanças do cenário global. Assim,
através da análise de viabilidade da implementação de uma lavanderia, é possível chegar-se a
resultados financeiros que assegurem investimentos e consequentemente a continuidade no
negócio.
Neste trabalho será abordado a análise de viabilidade econômico e financeiro de um projeto
para a abertura de uma lavanderia. Para o problema a ser pesquisado objetiva-se responder
através deste trabalho: É viável a abertura de um negócio de lavanderia na cidade de Rio
Paranaíba/MG? Assim será feito análise de dados utilizando cálculos através da Taxa Interna
de Retorno conhecido pela sigla (TIR), também o Valor Presente Líquido (VPL) e o Período
de Payback (PP).
Por fim, serão levantadas informações que mostrem a possível viabilidade ou não do projeto,
o que possibilitará a análise dos resultados obtidos e discutir acerca deles.

2 – OBJETIVOS
2.1 - OBJETIVOS GERAIS
Analisar a viabilidade econômica e financeira na implantação de uma lavanderia no município
de Rio Paranaíba – MG.

2.2 - OBJETIVOS ESPECÍFICOS


 Identificar o interesse do público alvo na implantação do negócio,
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 Verificar quais fatores influenciam na viabilidade econômica e financeira do negócio,


por meio do fluxo de caixa indireto.
 Avaliar por meio do fluxo de caixa descontado do projeto se este é viável ou não de
forma econômica e financeiramente.

3 - REFENCIAL TEÓRICO
3.1 - MICRO E PEQUENAS EMPRESAS (MPE's)

As empresas de pequeno porte, hoje são amparadas pela Lei Geral da Micro e Pequena
empresa aprovada em 2006 (Planalto, 2006), que foi sancionada pela Lei Complementar n.
123/2006, que busca dar tratamento diferenciado e favorecido para as empresas. Elas são de
grande importância no país, desempenhando também grande papel na economia mundial.
Essas empresas se diferenciam das demais (grande porte), devido ao seu modelo de negócio
que se constrói de uma ideia empreendedora. A lei ainda enfatiza sobre a classificação,
considerando o faturamento bruto ao ano, o setor de atuação e a quantidade de funcionários.
Para se enquadrar em microempresas, o seu faturamento não deve ultrapassar R$360 mil/ano;
considerando uma indústria não deverá exceder a 19 funcionário, e no setor de serviços e
comercio até 9 funcionários. Já para as pequenas empresas, seu faturamento deverá ser entre
R$360 mil/ano e R$4,8 milhões/ano; no caso de uma indústria, poderá ter de 20 a 99
funcionários, e se for do setor de serviços e comércio poderá ter de 10 a 49 funcionários
(SEBRAE, 2018).
Segundo Leone (1991) a classificação dos pequenos negócios em micro ou pequena empresa
baseia-se em seu porte, com critérios quantitativos de cunho econômico-financeiro, onde é
possível citar o número de funcionários; bem como critérios qualitativos, ligados à estrutura
interna da organização e seu estilo de gestão próprio.
É notório ressaltar que dentre 6,4 milhões de negócios existentes no país, 99% são MPE’s,
sendo elas responsáveis por 52% das ocupações com registro dentro do setor privado
(SEBRAE-SP, 2018).
Dessa forma, pesquisas realizadas pelo SEBRAE (2014), afirmam que MPE’s nascem
mediante momentos de crises ocasionadas pelo desemprego ou diante do cenário promissor
do mercado. Sendo assim, Kassai (1997) contribui ao afirmar que essas empresas são
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geradoras de emprego e oportunidades, e é ainda capaz de realizar sonhos dos


empreendedores, representando uma paixão.

3.2 - MORTALIDADE E SOBREVIVÊNCIA DAS EMPRESAS

As MPE’s, embora possuam grande importância no cenário brasileiro, também apresentam


alta taxa de falência, podendo ser causadas por diversos fatores, tanto interno quanto externos
(MACHADO; ESPINHA, 2010). Para o SEBRAE (2016), algumas das causas de mortalidade
das empresas são: falta de planejamento; não negocia prazos com os fornecedores; não obtém
empréstimos nos bancos; falta de cursos sobre gestão de negócios; falta de investimento para
capacitar a mão de obra; não aperfeiçoa produtos; não se atualiza; não acompanha despesas e
receitas com rigor; produtos sem diferencial e endividamento.
Para Zouain et al (2011), outros fatores como a falta de capital de giro, problemas com
finanças, elevada carga de tributos e recessão econômica do país influenciam diretamente no
desempenho das atividades financeiras e operacionais da empresa, que quando elevados, a
colocam em risco. Nesse contexto, Grapeggia et al (2011) afirma que esses fatores quase
sempre são apontados como principal causa da insolvência e falência das empresas.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2017) onde foi
realizado um estudo, apontou que após cinco anos no mercado, menos de 40% das empresas
permanecem em atividade. De 694,5 mil empresas que iniciaram em 2009, apenas 275 mil
sobreviveram até 2014. Foi possível observar ainda uma relação com o porte da empresa,
onde as de menor porte apresentam menores taxas de sobrevivência.
Ao falar de sobrevivência Grapeggia et al (2011) reitera que a percepção de
empreendedorismo individual é sempre relevante para o sucesso do negócio. A sobrevivência
dessas empresas é crucial para a economia do país, por serem responsáveis por grande parte
da empregabilidade. As micro e pequenas empresas são as que mais possuem dificuldade
quanto a sobreviver, por possuir algumas limitações, dentre elas de capital. Para uma empresa
alcançar sucesso, um melhor ambiente econômico, uma boa gestão financeira, eficácia e
eficiência nos processos corroboram diretamente para a sobrevivência do negócio (SEBRAE,
2007).

3.3 - VIABILIDADE ECONÔMICA E FINANCEIRA


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Com o avanço da competitividade entre as empresas para atender as exigências dos


consumidores, as organizações vêm buscando formas de ganhar maior mercado, através de
investimentos que podem ser aplicados ao negócio ou a um novo empreendimento (ZAGO,
WEISE; HORNBURG, 2009). Nesse caso, enfrentar o dilema entre escolher investir ou não
no negócio não é uma tarefa fácil, pois é necessário compreender o risco e o retorno associado
a toda decisão empreendedora, sendo necessário um estudo da viabilidade e análise
econômico-financeira.
Para Silva e Dacorso (2014) ao se pensar um novo empreendimento, deve-se também pensar
as incertezas, os riscos e possíveis perdas associadas ao projeto. Nesse caso, o empreendedor
deve saber aplicar o mecanismo de viabilidade para identificar os fatores de riscos associados
ao negócio, sendo assim imprescindível para minimizar possíveis perdas e maximizar os
resultados.
Segundo Martins et al. (2005), as decisões de investimento são cruciais para a consolidação
ou abertura de um negócio, pois quando aplicadas erroneamente causam danos a
sobrevivência da empresa, dessa forma, utilizar cálculos de viabilidade, possibilita ao gestor
enxergar possíveis ganhos e perdas frente as decisões de curto e longo prazo, através de
previsões de cálculos e projeções futuras.
Segundo Zago, Weise e Hornburg (2009) a viabilidade da organização pode ser identificada
através de indicadores que avaliam a situação econômico-financeira do negócio, ou seja, a
análise busca identificar os ganhos estimados em dado investimento. Sendo assim, a análise
do negócio na ótica econômico e financeira permite, mediante técnicas, um diagnóstico da
organização, compara resultados, possibilita projeções e auxilia no planejamento estratégico
(GITMAN, 2004).
O principal demonstrativo utilizado para a realização da análise de viabilidade de um
empreendimento se dá através das contas do Balanço Patrimonial, Demonstração dos
Resultados do Exercício (DRE) e pelo Fluxo de Caixa, bem como, pelo prazo de Payback, a
Taxa Interna de Retorno (TIR) e o Valor Presente Líquido (VPL), sendo projetados por um
tempo mínimo de três anos, sendo o mais comum em cinco anos (SVIECH, MANTOVAN,
2013).
A avaliação financeira de um negócio consiste em avaliar a fluidez do caixa, ou seja, seu
fluxo gerado pelo investimento em determinados período, pois essa avaliação representa um
diagnóstico de gerenciamento do investimento aplicado, sendo que possibilita o controle das
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receitas e despesas, com relação a determinado período, dessa forma, muitas organizações,
após projetarem seus fluxos de caixa, devem por intermédio de uma análise avalia-lo como
aceitável ou não (GITMAN, 2004). Sendo assim, para se avaliar a situação do orçamento de
capital, pode ser fazer uso do período de Payback.
O Payback segundo Guimaraes e Martins (2012), é um indicador que indica o ciclo de tempo
necessário que a empresa terá que esperar para recuperar o investimento aplicado.
Para Lemes-Junior, Rigo e Cherobim (2010) deve-se aplicar o Payback como medida de
comparação, levando em consideração a geração de caixa da empresa e tempo necessário para
que o investimento retorne em forma de rendimento.
Um outro indicador segundo Brito (2000), é a taxa Interna de Retorno (TIR), ou seja, o
melhor indicador que equipara o valor atual ou presente dos fluxos que compõem a aplicação
(investimento) inicial, ou seja, serve para analisar alternativas de perdas e retorno com relação
ao valor investido no negócio. Nesse caso, Lemes-Junior, Rigo e Cherobim (2010) descreve
que o procedimento da TIR é encontrar a taxa de retorno que iguale ao valor esperado de
caixa líquido ou estimado, ao valor aplicado ao negócio ou o desembolso de caixa. Dessa
forma, a “lógica da TIR é a de que se o projeto está oferecendo um retorno igual ao superior
ao custo de capital da empresa, ele estará gerando caixa suficiente para pagar os juros e para
remunerar os acionistas de acordo com suas exigências” (LEMES-JUNIOR, RIGO E
CHEROBIM, 2010, p. 179).
Uma outra forma de análise é por meio do Valor Presente Líquido (VPL), “que leva
explicitamente em conta o valor do dinheiro no tempo, é considerado uma técnica sofisticada
de orçamento de capital. Todas as técnicas descontam, de uma maneira de outra, os fluxos de
caixa da empresa a uma taxa estipulada”. Nesse caso, sendo considerado um método moderno
de análise financeira (GITMAN, 2004).
Para Assaf Neto (1992) quando se utiliza o VPL na análise econômico-financeira, pode-se
obter informações relevantes sobre a diferença positiva entre receitas e custos atualizados,
levando em consideração uma determinada taxa.
Portando, quando uma empresa decide realizar um investimento, é fundamental que se faça
uma análise de viabilidade econômico-financeira antes de investir levando em consideração o
Fluxo de Caixa, o Payback, TIR e o VPL, utilizando desses indicadores para se obter os riscos
e possíveis perdas ou rendimentos associados ao projeto.
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4 - METODOLOGIA DA PESQUISA

Lakatos e Marconi (2003) salientam a importância da descrição da metodologia em uma


pesquisa científica. Os processos metodológicos respondem Como? Com quê? Onde?
Quanto? foram mensurados os objetos de estudo; ou seja, a metodologia, em suma, está
relacionada a descrição desses métodos científicos usados para resolução do problema de
pesquisa, demonstrando os caminhos percorridos para a elaboração de um determinado
trabalho.
Para o melhor entendimento acerca da metodologia utilizada e sobre a classificação da
pesquisa, faz-se necessário a divisão da mesma em quatro tópicos:

4.1 - TIPO DE PESQUISA

A vários tipos de pesquisas que são descritas segundo a sua natureza; "exploratória, descritiva
ou explicativa; bem como seu procedimento técnico (delineamento) utilizado" (GIL, 2002, p.
162).
Para a investigação sobre a viabilidade da implantação de uma lavanderia na cidade de Rio
Paranaíba-MG, foram utilizados os tipos de pesquisa exploratória e descritiva. As pesquisas
exploratórias são comumente usadas quando não se tem nenhum conhecimento prévio acerca
do objeto de estudo, onde o tema foi pouco explorado, sendo difícil a formulação de hipóteses
para o problema de pesquisa. Esse tipo de pesquisa é responsável por proporcionar ao
pesquisador uma visão geral acerca do objeto (PRADANOV, FREITAS, 2013).
Como não existia quase nenhum conhecimento acerca das questões ligadas à abertura de uma
empresa, foram levantados dados acerca do cenário temporal sobre as micro e pequenas
empresas no país, além disso, foi sistematizado informações para que se possa fazer uma boa
análise sobre a viabilidade econômico e financeiro na abertura de determinada empresa.
As pesquisas descritivas têm como principal objetivo primordial a descrição das
características de determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento
de relações entre variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser classificados
sob esse título e uma das suas características mais significativas está na utilização de
técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como questionário e a observação
sistemática (GIL, 2002, p. 42).

Dessa forma, utilizou-se da pesquisa descritiva no projeto por intermédio da aplicação de um


questionário estruturado como sendo um dos principais métodos de coleta de dados.
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4.2 - POPULAÇÃO E AMOSTRA

O campo de estudo escolhido para o cálculo da amostra foi a cidade de Rio Paranaíba-MG,
não apresentando outras especificações na escolha de variáveis de estudo como sexo, religião,
renda, idade, entre outros.
Para informações referentes ao tamanho da população, consultou-se o IBGE, obtendo o
número populacional de 11.885 habitantes segundo o censo de 2010. Decidiu se não optar
pela estimação de 2017, pois, não obtivemos valores para retirar os dados referentes à
crianças e adolescentes que não contribuem diretamente para o projeto. A partir disso, fez se a
análise da pirâmide etária da cidade, subtraindo o valor populacional pela quantidade de
homens e mulheres, de 0 a 15 anos, que a cidade apresenta. Com isso, a população final
obtida foi 9.283 habitantes maiores de 15 anos.
Para o cálculo da amostra utilizou-se a fórmula para população finita (abaixo de 100.000 hab.)
dada a seguir; onde Z² é o nível de confiança escolhido; “p” a probabilidade de sucesso do
evento, “q” probabilidade de insucesso; “N” o tamanho da população; e “e²” o erro máximo
permitido.

Os valores escolhidos foram de 95% de confiabilidade; com erro máximo permitido de 5%,
visando diminuir o tamanho da amostra; e 50% de chances para sucesso e insucesso.
Feito o cálculo, verificou-se que o tamanho da amostra foi direcionado para 369 indivíduos.
Porém, devido ao desinteresse observado quanto ao questionário, poucos se dispuseram a
responder, nesse caso, a quantidade ideal não foi alcançada, obtendo apenas a resposta de 150
habitantes de Rio Paranaíba (40,65% da amostra ideal).

4.3 - COLETA DE DADOS

Foi realizado em Rio Paranaíba, entre 10/05/2018 a 28/05/2018 uma pesquisa quantitativa por
intermédio de um questionário, via Google Forms, online e estruturado, com perguntas claras
e objetivas visando explorar e entender as necessidades e o perfil do consumidor/morador da
referida cidade.
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4.4 - MÉTODOS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTOS


4.4.1 - TAXA INTERNA DE RETORNO

Segundo Lemes, Rigo e Cherobim (2010, p. 179), a “Taxa Interna de Retorno é a taxa que
iguala o fluxo de caixa operacional ao valor a ser investido no projeto”. Quanto maior a TIR,
melhor será o projeto. A forma para calcular a TIR é a seguinte:

A lógica da TIR é a de que se o projeto está oferecendo um retorno igual ou superior


ao custo de capital da empresa, ele estará gerando caixa suficiente para pagar os
juros e para remunerar os acionistas de acordo com suas exigências. Se a TIR do
projeto for maior que o custo de capital, significa que a empresa estará aumentando
sua riqueza ao aceitá-lo (LEMES; RIGO; CHEROBIM, 2010, p. 179).

4.4.2 VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL)

O Valor Presente Líquido é um grande auxiliador na tomada de decisão em relação à


investimentos. Dessa forma, Lemes, Rigo e Cherobim (2010, p. 176) afirma que: “Valor
presente líquido é o valor presente do fluxo de caixa operacional do projeto, descontado ao
custo de capital da empresa”. A fórmula para calcular está abaixo:

Lemes, Rigo e Szabo (2010) explica em sua obra cada parte da fórmula. Começando pelo FC
que representa o fluxo líquido de caixa; o K é o custo de capital e por fim o N que é a vida útil
do projeto.

4.4.3 - PERÍODO DE PAYBACK

A mensuração do período de Payback é um grande aliado dos gestores de uma organização no


momento de escolha de projetos. Gitman (2004, p. 339) define de forma bastante objetiva
como o “tempo necessário para que a empresa recupere seu investimento inicial em um
projeto, calculado com suas entradas de caixa”.
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A empresa precisa determinar um limite de tempo considerado para obter o retorno do


investimento, caso o payback for menor que esse período máximo aceitável, o projeto será
aceito. Caso contrário o projeto será rejeitado.

4.4.4 - FLUXO DE CAIXA PROJETADO

O Fluxo de Caixa Projetado é instrumento que os gestores utilizam nas empresas para
antecipar possíveis situações de falhas ou riscos, e impedir que ocorram de fato. Sendo assim,
utiliza dados passados para projetar cenários futuros sobre as finanças do negócio
(FRIEDRICH, BRONDANI, 2005). Desse modo, visa conhecer suas entradas e saídas de
dinheiro com maior aperfeiçoamento, conservando-a de entrar em crise.
O Fluxo de Caixa Projetado, possibilita o controle das finanças da empresa, tornando-o mais
fácil e prático. Portanto, o gestor financeiro deverá tomar suas decisões importantes baseando-
se em números e não em "achismo".
É importante ressaltar que o gestor pode antecipar uma estimativa para saber se a empresa vai
precisar de financiamento, ou se sobrara recursos nos caixas para aplicar em outros setores da
organização. De modo que, o Fluxo de Caixa Projetado possibilita ao administrador um
profundo conhecimento a respeito de seu caixa, como receita, lucros e despesas.

5 - RESULTADOS E DISCUSSÕES
5.1 - CLEAN – LAVANDERIA

A empresa atuará setor terciário, na prestação de serviços no ramo de limpeza, especializado


em vestuários e outros tecidos, buscando atender as necessidades dos clientes, por meio da
qualidade dos serviços, com funcionários capacitados em lavanderia.
O empreendimento será localizado no centro da cidade, pois há grande concentração de
pessoas e comércios. Serão oferecidos preços adequados a quantidade de peças, com valores
acessíveis.
Missão: Gerar satisfação aos clientes quanto aos serviços prestados, buscando uma relação de
confiança e fidelização, proporcionando qualidade, excelência com preço justo.
Visão: Ser empresa referência na prestação de seus serviços, no ramo de lavanderia.
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Valores: Ética, Responsabilidade, Integridade, Qualidade, Fidelidade e Preservação do meio


ambiente.

5.2 - PLANO FINANCEIRO E PROJEÇÕES

O plano financeiro diz respeito ao mecanismo quantitativo da organização, que aufere a


viabilidade econômica da empresa, bem como sua saúde, rentabilidade e potencial de geração
de lucro. Embora retenha-se especialmente aos números, o âmbito financeiro organizacional,
fornece informações imprescindíveis para tomada de decisão dos gestores. Neste universo há
algumas ferramentas que apresentam objetivamente a circulação de dinheiro no negócio como
os demonstrativos de: balanço patrimonial (BP), demonstração dos resultados (DRE),
demonstrativo do fluxo de caixa (DFC). Ainda nesta perspectiva há o computo de custos que
se referem às variáveis e fixos.
Custos fixos são aqueles que invariavelmente serão cobrados linearmente, seja ele mensal,
quinquenal, anual e etc., independente dos fenômenos o custo permanecerá inalterável, por
exemplo: aluguel (BARRETO, 1993). Abre-se parênteses para caso haja uma expansão da
infraestrutura, possivelmente os custos se elevarão com o aumento de consumo de energia,
água, salários entre outros.
Os custos variáveis se dirigem as despesas contraídas para o funcionamento regular do
negócio, estando suscetível a demanda e a oferta do mercado (BARRETO, 1993). Nesse caso,
um aumento na demanda gera maior contração de matérias primas, despesas administrativas e
financeiras. Sendo assim, os custos variáveis influenciam significativamente na tomada de
decisão, assim como é o ponto crítico para o êxito do negócio.

5.2.1- CUSTOS DIRETOS

*O preço estimado está em reais/ciclo.


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Considerou-se que ao longo do período de 5 (cinco) anos a empresa obteve um crescimento


de 8 (oito) clientes ao ano, além disso, seu custo variável por ciclo de lavagem cresceu de 5%
ao ano.

5.2.2 - FLUXO DE CAIXA

6 - ANÁLISE ECONÔMICA E FINANCEIRA

Para a análise econômica e financeira, considerou se uma Taxa Mínima de Atratividade


(TMA) de 15%, e um Período de Payback desejado de 1 ano e meio.

6.1- PERÍODO DE PAYBACK

Se o Período de Payback for menor que o período aceitável de recuperação, o investimento é


viável. O Cálculo do período de Payback do projeto é dado a seguir. O valor do investimento
inicial é $47.128,89.

Período (em anos) Entradas Fluxo de Caixa Acumulado


1 47.148,41 19,52
2 53.261,56 53.281,08
3 58.916,08 112.197,16
4 64.311,22 176.508,38
5 86.030,58 262.538,96
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Com relação a tabela acima, nota-se que a empresa recuperará 100% do seu investimento,
praticamente, quando a empresa completar seu primeiro ano de existência. Tendo ao decorrer
de todos os anos, um Fluxo de Caixa Acumulado positivo. Sendo assim, o Período de
Payback foi de, aproximadamente, 1 ano. Período esse menor que o esperado para a
recuperação do investimento, que foi de 1 ano e 6 meses.

6.2- PERÍODO DE PAYBACK DESCONTADO

O Período de Payback Descontado tem como sua principal característica, considerar o


dinheiro ao longo do tempo, assim, todas as entradas ocorridas no Fluxo de Caixa são levadas
para o momento 0. Sendo assim, o Payback Descontado é considerado um instrumento mais
confiável economicamente do que o Payback comum. Segue a tabela abaixo sobre o Período
de Payback Descontado. O valor do investimento inicial é $47.128,89.

Período (em anos) Entradas Fluxo de Caixa Acumulado


1 40.998,62 -6.130,27
2 40.273,39 34.143,12
3 38.738,28 72.881,40
4 36.770,15 109.651,55
5 42.772,40 152.423,95

Nota-se que, quando analisado o tempo de recuperação do investimento sobre a ótica do


Período de Payback Descontado, o período aumenta, que no caso, foi de 1 ano e 55 dias.
Considerando um ano como 365 dias. Superando assim, as expectativas de recuperação do
investimento, que eram de 1 ano e 6 meses, ou 1 ano e 180 dias.

6.3 - VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL)

O Valor Presente Líquido dos 5 anos analisados, no final do período foi de $ 152.423,95, o
que foi bastante positivo, além de atender uma TMA de 15% e demonstrando um retorno
financeiro ao longo dos 5 anos.
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6.4- TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)

Feito o cálculo da TIR obteve-se um expressivo crescimento lucrativo de 108,09%, muito


maior que a TMA imposta, de 15%.
A partir das análises do Ponto de Payback (normal e descontado), VPL e TIR, chega-se à
conclusão que todas atenderam às expectativas impostas para que o projeto se tornasse algo
exequível.

REFERÊNCIAS

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19

Anexos

Investimento inicial

Itens Links e Locais


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Solicitação de CNPJ Soma Contabilidade, Rio Paranaíba
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Certificado digital PF Sistem Comp, Rio Paranaíba
Certificado digital PJ Sistem Comp, Rio Paranaíba
Serviço - Junta comercial Junta Comercial, Patos de Minas
22

Investimento inicial detalhado

Tabela de depreciação
23