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Atlas Netter

,de Fisiolo ia
Humana

John T. Hansen
Bruce M, Koeppen

,.,

SEÇAO DE ENDOCRINOLOGIA
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FISIOLOGIA ENDÓCRINA Copyright (c) by Foxit Software Company, 2004
For Evaluation Only.

Visão Geral da Ação Hormonal 2 Medula Adrenal 18

Regulação da Secreção Hormonal 3 Pâncreas Endócrino 19

Hipotálamo e Hipófise 4 Secreção de Insulina 20

Hipófise Anterior 5 Ações da Insulina 21

Hipófise Posterior: Ocitocina 6 Ações do Glucagon 22

Hipófise Posterior: ADH 7 Glândula Paratireóide 23

Hormônio do Crescimento 8 Formação das Gônadas
e dos Duetos Genitais 24
Glândula Tireóide: Estrutura 9
Desenvolvimento da Genitália
Glândula Tireóide: Função 10 Externa 25

Glândula Tireóide: Ação Hormonal .. 11 Puberdade 26

Glândula Adrenal: Estrutura 12 Testículos 27

Glândula Adrenal: Histologia 13 O Ciclo Menstrual 28

Hormônios Adrenocorticais 14 Regulação Hormonal
Cortisol 15 do Ciclo Menstrual 29

Androgênios Adrenais 16 Prolactina 30
Aldosterona 17

1
,
FISIOLOGIA ENDOCRINA Visão Geral da Ação Hormonal

Hormônios esteróides Hormônios Hormônios
Hormônios tireóideos do crescimento peptídicos
Vitamina D e catecolamínicos

'O I

.. , .
•• t'
••• , I ••

Regulação das vias metabólicas,
do crescimento celular, ete.
Autócrina Parácrino Endócrino Neurócrino

Célula Célula Célula
do tipo 1 do tipo 1 do tipo 1

t
Hormônio
Corrente Corrente
~ sangüínea sangüínea
Célula Célula Célula Célula
do tipo 1 do tipo 2 do tipo 2 do tipo 2

~ ~ ~ ~
Efeito Efeito Efeito Efeito

J. Perkins
MS,MFA

©~,~N

FIGURA 1 VISÃO GERAL DA AçÃo HORMONAl

Os hormônios estão envolvidos no processo de sinalização efeito do hormônio na célula pode ser o resultado de vias meta-
célula a célula. Os hormônios interagem com suas células-alvo bólicas alteradas (isto é, alterações na atividade enzimática ou
por meio de interações específicas hormônio-receptor. O recep- concentrações de enzimas) ou de alterações na estrutura e no
tor pode estar na membrana plasmática ou no interior da célula crescimento da célula. O painel inferior ilustra as diferentes for-
(citoplasmática ou nuclear). A interação hormônio-receptor pode mas de comunicação célula a célula.
gerar segundos mensageiros ou regular a expressão gênica. O

2
"
Regulação da Secreção Hormonal FISIOLOGIA ENDOCRINA

Retroalimentação Negativa Retroalimentação Positiva

Hipotálamo Hipotálamo

~~~~~


:8
,
I

,

I
I
II
Hipófise ,

Hipófise
anterior I anterior
,~
~~


••






{ •



I
I II
I
81 •
I
I•


II
I•
I
,I•

í
II ~
• Ovário
'V
\

i
l~j~
_\~TestícuIOS:
Estradiol
II ••
j (f)j! •
Testosterona .J. ••
i
I
..!

~I
Tecido-alvo
(por exemplo, músculo)
Tecido-alvo
(por exemplo,
mamas,
endométrio uterino)

c;yãd~
_1'f.1>.

©~·~N

FIGURA 2 REGUlAÇÃO POR RETROAlIMENTAÇÃO

A secreção hormonal é regulada por mecanismos de retroalimentação negativa (por exemplo, a testosterona) e por mecanismos de
retroalimentação positiva (por exemplo, na fase folicular do ciclo menstrual).

3
;
:
I
FISIOLOGIA ENOOCRINA •• __ _ _ ~
Hipotálamo ~_
e Hipófise

Área hipotalâmica

Trato hipotálamo-hipofisário

Quiasma áptico
Corpo mamilar

Haste mediana
neural Parte tuberal

1 Haste infundibular
Eminência
arte intermédia

Processo /

infundibular ;-
Tecido
conjuntivo
(trabéculas)

-------y---------'
----v---- ....
Lobo posterior Lobo anterior

FIGURA 3 ESTRUTURA DO HIPOTÁLAMO E DA HIPÓFISE

A neuro-hipáfise (hipófise posterior) é formada por uma evagina- nios para a hipófise posterior e para a região da eminência
ção do diencéfalo do cérebro. A adeno-hipófise (hipófise ante- mediana. Essesaxônios liberam hormônios no sangue sistêmico
rior) é derivada da bolsa de Rathke (tecido ectodérmico, na oro- (hipófise posterior) ou no sistema porta hipofisário (consulte a
faringe). O lobo intermédio não é bem desenvolvido, nos Figura 4), na região da eminência mediana.
humanos. Células neuroendócrinas no hipotálamo enviam axô-

4
, ,
Hlpófise Anterior FISIOLOGIA ENDOCRINA

Influências emocionais e
exteroceptivas~ por meio
dos nervos aferentes

Núcleo
supra-óptico
Sítio hipotético
paraa estimulação

,..;--.:-_-------- \~~
'~~O-T
!
.. SH.... .
,,-,.;:.:::.:::.:::.:::.::::
111'
IIII
IIII hipotalâmica Neurossecreções hipotalâmicas liberadas no plexo
1,11
primário da circulação porta hipofisária, após serem
I
111'
L ~ transportadas ao longo das fibras nervosas
r'l =========
II •••.
--------
11'1
1,'1
IIII As veias porta hipofisárias levam as
1,11 ~ neurossecreções para a adeno-hipófise
1,11 .g
1,11 ro
1,11 -s
IIII âf
IIII •...
11'1 ,~
IIII 2! Células secretoras específicas,
IIII <<1>
na adeno-hipófise, são influenciadas
I,II~
1111,S: pelas neurossecreções hipotalâmicas
IIII I
IIII V">

IIII ~
IIII c:
IIII ~s
1111 ~
IIII ro
IIII ~
IIII <1>

1111 's-
IIII ~
IIII c
IIII (l)
IIII 2! IGFs
IIII o
IIIIU
IIII
IIII Glândula
IIII '''d e
IIII tlreol
IIII
IIII
IIII
IIII
IIII Tecido adiposo
IIII
IIII
\,\'---
,~==== Osso, músculo,
outros órgãos
Hormônios Testosterona Estrogênio Progesterona (crescimento)
tireóideos

FIGURA 4 VISÃO GERAL DA FUNÇÃO DA HIPÓFISE ANTERIOR

As células neuroendócrinas do hipotálamo liberam hormônios, seguida, vão agir sobre as glândulas endócrinas, Os hormônios,
no sistema porta hipotálamo-hipofisário, que estimulam, ou ini- secretados pelas glândulas endócrinas, produzem um meca-
bem, as células secretoras da hipófise anterior. Sob o controle nismo de retroalimentação com as células da hipófise anterior e
desses hormônios hipotalâmicos de liberação e de inibição, as do hipotálamo, para regular a secreção dos hormônios tróficos e
células da hipófise anterior liberam hormônios tróficos, que, em dos hormônios de liberação,

5
, ~
i FISIOLOGIA ENDOCRINA Hipófise Posterior: Ocitocina

y EstÍmu~ospsicogê,nicos
j /
o núcl~o 'paraventricular,
no hjp0t~la:mo (local de produção
da ocit~Qina)

A ocitocina
é captada pelos
capilares do lobo
posterior

A prolactina estimula
a produção de leite
na mama endocrina-
mente preparada

A ocitocina promove
a ejeção de leite
Impulsos aferentes,
originados nos mamilos
~

A ocitocina causa
a contração uterina

Impulsos aferentes causados
pela dilatação cervical ou pela
estimulação vaginal
~

FIGURA 5 FUNÇÃO DA HIPÓFISE POSTERIOR (OCITOCINA)

A ocitocina é liberada, pela hipófise posterior, em resposta à mentação, a estimulação do mamilo, pelo bebê que suga, pro-
estimulação vaginal e pela amamentação. Em resposta à estimu- voca a liberação de ocitocina, que atua, então, sobre as células
lação vaginal, como a que ocorre durante o ato sexual, a ocito- mioepiteliais, que circundam os alvéolos e duetos da glândula
cina é liberada, produzindo contração uterina. Isso pode facilitar mamária, provocando a ejeção do leite. As vias nervosas, ativa-
o transporte do esperma pelo útero e pelas tubas uterinas. A oci- das durante a amamentação, também estimulam a secreção de
tocina também facilita o parto, por aumentar as contrações ute- prolactina.
ri nas, durante o trabalho de parto. Durante 9 período de ama-

6
,
Hipófise Posterior: ADH FISIOLOGIA ENDOCRINA

Estimulam a secreção de ADH Inibem a secreção de ADH
Aumento da osmolalidade dos líquidos corporais Diminuição da osmolalidade dos líquidos corporais
Redução do volume sangüíneo Aumento do volume sangüíneo

Queda da pressão arterial Aumento da pressão arterial

Angiotensina 11 Peptídeo natriurético atrial
Dor Etanol
Estresse

Náuseas e vômitos

As células, nos núcleos paraventricular
e supra·óptico, recebem estímulos dos
osmorreceptores (monitoram as variações
da osmolalidade dos liquidas corporais),
dos barorreceptores periféricos (monitoram
as variações do volume e da pressão sangüíneos)
e dos centros nervosos superiores

Perda hídrica e eletrolítica,
o hormônio antidiurético pelo intestino (vômitos,

desce por fibras nervosas, diarréia), pelas cavidades
sendo captado pelos (ascite, efusões) ou externas

capilares da neuro- (sudorese, hemorragia)
hipófise

Noventa por cento da água filtrada
Hormônio Aproximadamente,
é reabsorvida pelo túbulo
180 litros de líquido
antidiurêtico (ADH), proximal e pela alça de Henle,
são filtrados, a partir
ou vasopressina devido à reabsorção dos sais,
do plasma sangüíneo,
deixando 15 a 20 litros,
pelos glomérulos,
o hormônio antidiucético a cada dia
a cada 24 horas
faz com que o túbulo
convoluto distal fique
permeável à água,
permitindo, assim, que ela
seja reabsorvida, junto com
o sal, que é ativamente
reabsorvido

o hormônio antidiurético

faz com que o túbulo coletor
fique permeável à água,
permitindo sua reabsorção,
devido á elevada osmolalidade I "•
:00"
da medula renal
:0
o o ramo ascendente da alça
São reabsorvidos 14 a 16 litros, de Henle é impermeável
a cada dia, sob a influência do à água, mas reabsorve

hormônio antidiurético, resultando ativamente os sais, criando

em 1 a 2 litros de urina, a cada dia a elevada osmolalidade
da medula renal

FIGURA 6 FUNÇÃO DA HIPÓFISE POSTERIOR (AD;H)

o hormônio antidiurético (ADH), ou vasopressina, participa da Quando os níveis de ADH estão elevados, apenas um pequeno
regulação do balanço hídrico. As alterações da osmolalidade volume de urina concentrada é excretado. Quando os níveis de
dos líquidos corporais e do volume e da pressão do sangue são ADH estão diminuídos, um grande volume de urina diluída é
os reguladores fisiológicos primários da secreção de ADH. excretado.

7
,
11 FISIOLOGIA ENDOCRINA Hormônio do Crescimento

Amino-
ácidos

~ /'
Hipotálamo
+--<3-•...
_-,
-\--------- GI:~~e,

/

GH

~omatomedina .• Somatomedina
(IGF) (IGF)

(\1-1
\'
1 1-1
\\\' \ \
"
"'-"---'

},
(:?, t'--.~,:I -.--,-
Aumento da massa
Aumento do Aumento do tamanho dos órgãos Adiposidade diminuída corporal magra
crescimento linear

J. Perkins
MS, MFA

©~,~

FIGURA 7 HORMÔNIO DO CRESCIMENTO

o principal efeito fisiológico do hormônio do crescimento é o subseqüente das somatomedinas, como O fator de crescimento
de estimular o crescimento e o desenvolvimento das crianças e semelhante à insulina (/nsulin-like Growth Factor [IGF]), Abrevia-
dos adolescentes, Também participa, de modo importante, na ções: AGL, ácidos graxos livres; GHRH, hormônio de liberação
regulação global do metabolismo, O hormônio do crescimento do hormônio do crescimento,
exerce muitos de seus efeitos por meio da geração e da ação

8
Glândula Tireóide: Estrutura FISIOLOGIA ENDÓCRINA

Osso hióide

Nervo laríngeo superior

Membrana tireo-hióidea

Cartilagem tireóide

Veia jugular interna Lobo
piramidal
Lobo Glândula
Cartilagem cricóide esquerdo tireóide
Lobo direito
Veia tireóidea média
Istmo

Veias tireóideas inferiores Linfonodo

Artéria tireóidea inferior Nervo frênico

Nervo vago

Canal torácico

Nervos laríngeos
recorrentes (inferiores)

Arco aórtico

Nervo vago (esquerdo)

FIGURA 8 ESTRUTURA DA GLÂNDULA TIREÓIDE

A glândula tireóide é uma glândula endócrina, sem canal excre- direção craniana, como nesta figura. A glândula fica anterior à
tor, pesando cerca de 20 gramas, que consiste de um lobo direito traquéia e imediatamente inferior à cartilagem cricóide. Como
e de um lobo esquerdo, unidos pelo istmo. Em cerca de 15% da acontece com todas as glândulas endócrinas, a tireóide tem ricas
população, existe um pequeno lobo piramidal, estendendo-se na vascularização e drenagem venosa.

9
, ,
,I
II FISIOLOGIA ENDOCRINA Glândula líreóide: Função

\
!
f

lúmen do folículo , • t •• f

tireóideo

Peroxidase

1-

Seqüestro
do iodo

Membrana
apical
i::::::
J. Perkins
MS, MFA

©';~N
FIGURA 9 FUNÇÃO DA GLÂNDULA TIREÓIDE

A glândula tireóide é composta por folículos, formados por célu- (TSH), ocorre endocitose da tireoglobulina, com T) e T4 sendo
las epiteliais. Essascélulas epiteliais foliculares sintetizam, arma- liberadas para o sangue (o TSH também estimula a síntese de T),
zenam e secretam a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T)). A glân- T4e de tireoglobulina). A maior parte (90%) do hormônio secre-
dula tireóide capta ativamente o iodo, combina moléculas de tado está na forma de T4, que atua como um pré-hormônio,
tirosina (MIT = monoiodotirosina; DIT = diiodo tirosina), as une, visto que a T4 é convertida em T), que é a forma mais ativa, nos
para formar T4 e T), e as armazena, presas à tireoglobulina, nos tecidos periféricos.
folículos tireóideos. Na presença do hormônio tireo-estimulante

10
~
Glândula Tireóide: Ação Hormonal FISIOLOGIA ENDOCRINA

I
"

t mitocôndrias
t enzimas respiratórias
t Na+-K+-ATPase
t outras enzimas
t
!
consumo de 02
t metabolismo

Efeitos globais sobre o corpo

Osso Sistema nervoso central t cO2 t Débito cardíaco t Uréia
t Ventilação t Função renal

1
J. Perkins
MS, MFA
©IIDN
~~ ":T",'
= ~

FIGURA 10 . AçÃo HORMONAl DA GLÂNDULA TIREÓIDE

A tiroxina (T4) é convertida em triiodotironina (T3), nos tecidos- estão associados a aumento do funcionamento do coração, dos
alvo, O T3 se fixa a receptor nuclear, resultando na transcrição de pulmões e dos rins. O T3 também é importante para o cresci-
inúmeras proteínas e enzimas celulares. O efeito final é um mento e o desenvolvimento normais.
aumento do metabolismo e do consumo de O2, Essesefeitos

11
11:
I, FISIOLOGIA ENDÓCRINA Glândula Adrenal: Estrutura

Veia cava inferior Artérias frênicas inferiores

Esôfago

Veia frênica inferior esquerda
Artérias supra-renais
superiores esquerdas
Arérias supra-renais
superiores esquerdas

Veia supra-renal direita

Glândula supra-renal
Tronco celíaco
direita

Artéria supra-renal
média direita

Artéria supra-renal
inferior direita

Artéria supra-renal inferior
esquerda
Veia supra-renal esquerda

Artéria e veia renais esquerdas

Artéria mesentérica superior
Aorta abdominal

Artéria e veia renais direitas Veia cava inferior

FIGURA 11 ESTRUTURA DA GLÂNDULA ADRENAL

As glândulas adrenais (supra-renais) são um par de glândulas diafragma sobrejacente. Cada glândula normalmente pesa cerca
endócrinas, sem canal excretor, situadas, retroperitonealmente, de 7 a 8 gramas, sendo muito vascularizada e consistindo do
acima do pólo superior de cada um, imediatamente abaixo do córtex externo e da medula interna (consulte a Figura 12).

12
, Glândula Adrenal: Histologia FISIOLOGIA ENDÓCRINA

Zona glomerulosa --

Zona fasciculada --

Plexo capsular

Capilares corticais

Arteríola medular

Capilares medulares

Veia central

Veias musculares Estereograma esquemático da
circulação intrínseca da supra-renal

FIGURA 12 HISTOLOGIA DA GLÂNDULA ADRENAL

A glândula adrenal consiste do córtex e da medula, com essas tro da glândula adrenal, produzindo adrenalina e noradrenalina.
duas regiões sendo ricamente vascularizadas, por plexo vascular As células da medula são, na verdade, os elementos pós-gan-
de orientação radial. O córtex adrenal produz mais de duas glionares da divisão simpática do sistema nervoso autônomo,
dúzias de hormônios esteróides, sendo estruturalmente dividida mas, como células endócrinas, elas liberam adrenalina e nora-
em três regiões, histologicamente distintas: a zona glomerulosa drenalina na corrente sangüínea, em vez de na fenda sináptica.
externa, produtora de mineralocorticóides (principalmente, A adrenalina representa cerca de 70 a 80% das secreções medu-
aldosterona), a zona fascicular média, produtora de glicocorti- lares. Como representado no painel inferior, o sangue drena do
cóides (em especiat cortisol, corticosterona e cortisona), e a córtex para a medula. Essadisposição vascular assegura que a
zona reticular interna, produtora de androgênios. Como mos- medula receba grandes quantidades de cortisol, o que estimula a
trado nesta figura, a estimulação pelo ACTH altera, de forma sig- enzima que converte a noradrenalina em adrenalina (isto é,
nificativa, a manutenção e o funcionamento das duas camadas fen iI-etanolam ina-N-meti Itransferase).
mais internas do córtex adrenal. A medula adrenal ocupa o cen-
13
Ciclo sono/vigília ~nsildadT Estre~se(por exemplo, infecção, trauma, cirurgia)
Hipotálamo \

! I (~\(' \~ '"
CRH "'~.

\\ .
li.,.'.! \ Hipófise \

) <~~Tj ACTH CH20H
I
C=O

!
Colesterol ---OH
Cortisoi

CYP77A7
Ll5-pregnenolona
o
3f3-H50Y ~YP77

7
Progesterona 17a-OH-pregnenolona

11-desoxicorticosterona CYP 7*
7 17a-OH-progesterona

J. Perkins CYP77B/CYP27AY ~-H502 ~YP27A2
MS, MFA Corticosterona Deidroepiandrosterona 11-desoxicortisol

7YP
CORTlSOl

77 B2 SUlfotra7Sfera. se (DHEA) '\.. '\ CYP77B7
ALDOSTERONA DHEA-SUlFATO ANDROSTENEDIONA • TESTOSTERONA • ESTRADlOl

(DHEA-S) O O OH OH

O
O HSO{'

.I0HN
©lmN Io.CRAIC-,ACl
I
:•......• '::

FIGURA 13 HORMÔNIOS ADRENOCORTICAIS

o córtex adrenal sintetiza e secreta hormônios glicocorticóides que é secretado pela hipófise anterior, em resposta ao hormônio
(por exemplo, cortisol), hormônios mineralocorticóides (por liberador de corticotropina. O ACTH também estimula a produ-
exemplo, aldosterona) e androgênios (por exemplo, DHEA, ção dos androgênios adrenais. O ACTH não é o regulador pri-
androstenediona). Pequenas quantidades circulantes de testoste- mário da secreção de aldosterona (consulte a Figura 15). Abre-
rona e de estradiol são derivadas do córtex adrenal, mas as viações: CYP7 7A 7, c1ivagem da cadeia lateral; 3f3-HSD 2,
gônadas são suas fontes primárias. Todos os hormônios esterói- 3~-hidróxi-esteróide desidrogenase; CYP2 7 A2, 21-hidrolase;
des adrenais são derivados do colesterol. A secreção de cortisol CYP7 787, 11~-hidrolase; CYP7 782, aldosterona-sintetase;
está sob o controle do hormônio adenocorticotrófico (ACTH), CYP77, 17a-hidrolase; CTP77*, 17,20-liase.

14
,
Cortisol FISIOLOGIA ENDOCRINA

Circulação
Fígado

• Aminoácidos, .
acão catabólicao
(~ntianabólica) (gliconeogênesel

Atrofia ~ Cortisol inibe a captação
muscular Produção -'
de glicose, estimulada pela
aumOentada Deposição insulina, pelas células
de glicose de gordura musculares e adiposas
\ Reabsorção (centrípeta)
da matriz
1 óssea

Reabsorção
de cálcio

Inicialmente,
aumento da
liberação de
anticorpos
Lise",-
dos
linfonodos é\ ,. Eventualmente
"~'woo - produção
't..~".- - - - - - -diminuída
- -'- - - - - ~
de anticorpos

Redução do Proliferação diminuída
tecido conjuntivo de fibroblastos

Linfócitos

I
)
Neutrófilos
Ação antialérgoica

FIGURA 14 AÇÕES DO CORTlSOl

o cortisol tem muitas ações, diretas e indiretas. Ele causa atrofia pode apresentar ações mineralocorticóides, causando retenção
muscular, deposição de gordura, hiperglicemia, resistência à de Na+ e aumento da excreção de K+e de H+ pelos rins. O corti-
insulina, osteoporose, supressão da resposta imune (antiinflama- sol também é necessário para a produção normal de adrenalina
tória) e produção diminuída de tecido conjuntivo, que pode pela medula adrenal (consulte a Figura 17).
levar à cicatrização deficiente dos ferimentos. Em altos níveis,

15
I ,I: FISIOLOG IA ENDÓCRI NA Androgênios Adrenais
~,',
Aumento
da massa Circulação
Músculo muscular

Aminoácidos,-II(-------
(ação
anabólica)

Fígado

DeposiçãO
de matriz óssea

Deposição
de cálcio

~~
~:'
~-

r- ''r'' V-'
'!" ,
~ ~~.'~'~;i ~~- J-
Recessão da linha
glândulas
Hipertrofia
capilar.
sebáceas
(acne) das
_
-

V ~
~r~;:~~' ;'~..: A
Pelos . _--
.k\' /
/

Pequena
'".' faciais
~Pêlos / ~ \"/ //
contribuição /
para o efeito gonádico axilares /
sobre o /
desenvolvimento /
//
do falo, Aumento ,/
na puberdade
da laringe

Pêlos
pubianos

""CHN A.CRAIC I••..AO
~ ,':;
©IIQN

FIGURA 15 AÇÕES DOS ANDROGÊNIOS ADRENAIS

Os androgênios adrenais, deidroepiandrosterona (DHEA) e contribuem para o desenvolvimento da genitália externa e de
androstenediona, não têm efeitos significativos no sexo mascu- outras características sexuais secundárias - o processo conhe-
lino, em que predominam as ações da testosterona. No sexo cido como adrenarca (consulte a Figura 25). Os efeitos gerais
feminino, as glândulas adrenais são a fonte principal dos andro- dos androgênios são anabólicos, levando a uma maior massa
gênios circulantes, Essesandrogênios adrenais são os responsá- muscular e maior formação de osso. Eles também causam hiper-
veis pelo crescimento dos pêlos pubianos e axilares. Nos dois trofia das glândulas sebáceas, a recessão da linha capilar e o
sexos, os androgênios adrenais têm participação importante na crescimento dos pêlos faciais.
puberdade. No início da puberdade, os androgênios adrenais

16
!'
Volume sangüíneo Fatores renais Hipercalemia Fatores cardíacos
./
/

<Il

:ioE ); ,- Perda

';:;
<Il
. . de sangue
<-U

Renina

t
Angiotensina II Peptídeo natriurético
______________________ ~O atrial

E"imo"ç'o ~ 'oibiç'o
X-~
---:' \
-,I

Sangue circulante

Glândula
A aldosterona
sudorípara
retém sódio e água
Glândula
salivar

Aumenta a secreção
Intestino -----
dos íons potássio
e hidrogênio

Aumento A aldosterona tende
do líquido a aumentar o volume
extracelular sangüíneo
e do sódio

A aldosterona tem papel
coadjuvante na elevação
da pressão arterial

FIGURA 16 AÇÕES DA ALDOSTERONA

o mineralocorticóide aldosterona tem participação importante aumentar os volumes do LEC e do sangue. O rim é o órgão mais
na regulação dos volumes do líquido extracelular (LEC) e do importante nessa resposta. Quando os volumes do LEC e do san-
sangue, e na manutenção do balanço do K+. Quando os volu- gue ficam aumentados (por exemplo, insuficiência cardíaca con-
m~s do LEC e do sangue ficam reduzidos (por exemplo, após gestiva), o peptídeo natriurético atrial é secretado, atuando sobre
hemorragia ou diarréia), a renina é liberada pelo rim, o que, por o córtex adrenal, para inibir a secreção de aldosterona. Aumento
sua vez, aumenta os níveis de angiotensina 11.A angiotensina II da [K+], no LEC (hipercalemia), também estimula a secreção de
é um potente estimulador da secreção de aldosterona pela glân- aldosterona pelo córtex adrenal. A aldosterona atua primaria-
dula adrenal. A aldosterona atua sobre vários órgãos, provo- mente no rim, para estimular a excreção de K+. Por fim, a aldos-
cando retenção de Na+ e de água, resposta que serve para terona aumenta a excreção renal de H+.

17
, ,
.I
I ;':'" FISIOLOGIA ENDOCRINA Medula Adrenal
I! I'

CHrCH-COOH

Q
OH
~H2
Tirosina


Córtex
adrenal ~:-CH2-NH ÁH2-CH2-NH2
'" I CH3 OH
OH ~ "" I OH~
Conversão Dopamina
OH estimulada OH •
pelo cortisoi I

Adrenalina ~ ~-CH2-N~2
lOH~:
. OH
Cortiso I Noradrenalina

Excreção
urinária
de metabólitos

FIGURA 17 FUNÇÕES DA MEDULA ADRENAL

A medula adrenal produz adrenalina e noradrenalina. As célu- sangue, em vez de na fenda sináptica. A adrenalina representa
las, da medula, na verdade, são os elementos pós-sinápticos da cerca de 70 a 80% das secreções medulares. São mostrados a
divisão simpática do sistema nervoso autônomo, mas, como amplitude relativa e os efeitos da adrenalina e da noradrenalina.
células endócrinas, ela liberam adrenalina e noradrenalina no

18
Veia cava inferior
Aorta
Tronco celíaco
Veia porta
Qucto biliar comum
Omento menor
(borda livre)
--",

Principal ducto pancreático
(Wirsung)
Ducto pancreático acessório
(Santorini)

Corte com pequena amplificação IIhota pancreática: A (= células a),
do pâncreas (1. ácinos; 2. ilhota; B (= células ~) e D (células 8);
3. septo interlobular; 4. ducto interlobular) 1. retículo, 2. ácinos

FIGURA 18 ESTRUTURA DO PÂNCREAS ENDÓCRINO

o pâncreas é, ao mesmo tempo, glândula exócrina e endócrina. zador de combustível (consulte a Figura 21). A insulina é um
Suas enzimas digestivas são secretadas para o duodeno, por hormônio de armazenamento de combustível (consulte a Figura
meio do sistema dos ductos pancreáticos, e cerca de 99% de 20). A somatostatina tem diversas ações, no trato GI; nas ilhotas,
suas células tem função exócrina. A parte endócrina do pân- ela atua, sobre as células a e ~, para suprimir as secreções de
creas é representada pelos grupos das células insulares (de Lan- glucagon e de insulina. Um quarto tipo celular, a célula F (não é
gerhans) (micrografia no canto inferior esquerdo), que são popu- mostrada), secreta o polipeptídeo pancreático, cuja ação primá-
lações de células heterogêneas, responsáveis pela elaboração e ria é a de inibir a secreção das enzimas e de HCO)-, pelo com-
pela secreção do glucagon (células a), de insulina (células ~) e ponente exócrino do pâncreas.
de somatostatina (células 8). O glucagon é um hormônio mobili-

19
Glicose
ca2+O
Transportador
GLUT 2 '-----

O Colecistoclnina V
,.., Somatostatina Glucagon
GLP-l
\ Acetilcolina \ Adrenilato-ciclase

J. Perkins
MS, MFA
©lmN
~'.
',,,",'::

FIGURA 19 SECREÇÃO DE INSULINA

o fator mais importante que regula a secreção de insulina é a lular desencadeia a exocitose dos grânulos secretores, contendo
concentração de glicose no sangue. Quando a concentração insulina. Outros fatores potencializam esse efeito da glicose
sangüínea de glicose aumenta, a secreção de insulina é estimu- sobre a secreção de insulina. Hormônios e candidatos a hormô-
lada. A glicose entra na célula, onde seu metabolismo aumenta nios, liberados pelas células neuroendócrinas do intestino,
os níveis intracelulares de ATP. Os níveis aumentados de ATP durante a digestão, facilitam a secreção de insulina. Esseshor-
fecham um canal de K+ dependente do ATP na membrana plas- mônios e os candidatos a hormônios incluem a colescistocinina,
mática, e, por conseguinte, despolarizam o potencial de mem- o peptídeo semelhante ao glucagon (GLP-l) e o glucagon. A
brana (Vm)' Essa despolarização do potencial de membrana abre acetilcolina (dos eferentes vagais) também estimula a secreção
canais de Ca2+ dependentes da voltagem, resultando em - de' insulina, enquanto a somatostatina, pelas células insulares 6,
aumento do [Ca2+] intracelular. Esse aumento do [Ca2+] intrace- inibe essa secreção.

20
-, Glicose

••


'\
,
••
II

Cetoácidos

Insulina

Estimula

Inibe
....... ..- Clf~_/'1.:;>.

©',~N

FIGURA 20 AÇÕES DA INSULINA

A insulina é um hormônio armazenador de combustível. Os exemplo, no jejum). A insulina estimula a captação da glicose
principais combustíveis usados pelas células são a glicose, os pelas células, onde é armazenada sob a forma de glicogênio
ácidos graxas, e os cetoácidos (derivados durante o metabolismo (especialmente, no fígado e no músculo esquelético). Também
dos ácidos graxos). Algumas células utilizam preferencialmente estimula a síntese da gordura e inibe a lipólise, armazenando,
glicose, como seu combustível (por exemplo, os neurônios), assim, os ácidos graxos, como triglicerídeos (o metabolismo dos
enquanto outras células, também de modo preferencial, usam os ácidos graxos a cetoácidos também é inibido). Por fim, a insu-
ácidos graxos (por exemplo, músculos esqueléticos). Os cetoáci- lina estimula a captação de aminoácidos pelas células e seu
dos podem ser utilizados por muitas células, quando a glicose e armazenamento como proteínas. O efeito final é o de diminuir
os ácidos graxas não estão imediatamente disponíveis (por os níveis sangüíneos de glicose e de cetoácidos.

21
; I,:
: ~ !
FISIOLOGIA ENDÓCRINA Ações do Glucagon

Glucagon

Glicose

Cetoácidos

Tecido
adiposo J

C/'j~
©m~N

FIGURA 21 AÇÕES DO GLUCAGON

o glucagon é um hormônio para a mobilização de combustível. dos graxos pelo fígado produz cetoácidos. Os aminoácidos são
Atua no fígado, para degradar o glicogênio, e estimula a glico- liberados pelos músculos, em resposta aos glucagons, sendo
neogênese hepática a partir dos aminoácidos. O efeito dessas convertidos em glicose pelo fígado por meio da gliconeogênese.
ações é o de aumentar a concentração sangüínea de glicose. O O efeito final dos glucagons é o de que os níveis de glicose, de
glucagon também atua sobre o tecido adiposo, para estimular a ácidos graxos e de cetoácidos, no sangue, ficam aumentados.
lipólise e a liberação de ácidos graxos. O metabolismo dos áci-

22
Sol

Luz ultravioleta O
U. paratireóideo (PTH)
('} Hormônio
Glândulas paratireóides

Pele

Soro e líquido
extracelular
o
""lJ'>

c

1,25(OH)2D
Ca2+
Pi

PTH

o PTH aumenta a
produção de 1,25
(OH12 D, promove a o PTH promove a reabsorção
reabsorção de Ca2+ osteociástica do osso
Rim e inibe a reabsorção de Pi (Ca2+, Pi e matriz)
1,25(OHbD
é necessário
para a mine-
ralização do
osso

FIGURA 22 HORMÔNIO PARATIREÓIDEO

As glândulas paratiróides secretam o hormônio paratireóideo P; sangüíneo também estimula essa conversão). Os níveis
(PTH) em resposta à diminuição do [Ca2+] ionizado no sangue. aumentados de 1,25-(OH),-vitamina D, por sua vez, estimulam a
O PTH atua sobre o osso, causando reabsorção e liberação de absorção intestinal de Ca2+. O efeito final dessas ações é o de o
Ca2+. A reabsorçãorenal de Ca2+ também é estimulada pelo PTH aumentar o [Ca2+] ionizado do sangue. O PTH também
PTH. O PTH altera o metabolismo da vitamina D, um esterol provoca a liberação de fosfato (P;) pelo osso, aumentando sua
produzido na pele e absorvido da dieta. Ele passa, por conver- absorção pelo trato GI. Contudo, grande parte desse P; é excre-
sões metabólicas, no fígado e nos rins. O PTH atua sobre os tada na urina, visto que o PTH também diminui a reabsorção
rins, para estimular a conversão da 25(OH)-vitamina D para a renal de Pó.Assim, o [P;1 sangüíneo não é alterado de forma sig-
forma ativa do hormônio, 1,25-(OH)2-vitamina D (o aumento do n ificativa.

23
· ,i' !' , FISIOLOGIA ENDÓCRINA Formação das Gônadas e dos Duetos Genitais
.'

Indiferenciada

Gônadas

Mesonefros
(corpo de Wolff)
Duetos mesonéfricos
(wolffianos) A testosterona dos testículos fetais
age localmente nos duetos wolffianos,
Ducros müllerianos
fazendo com que eles persistam e se
Bexiga diferenciem do fator inibitório mülleriano,
(afastada) também secretado pelos testículos fetais,
causando degeneração dos duetos müllerianos
Seio urogenital

Feminino Masculino
~;,-",
f6, '\\,
"
, Testículo

lt--
"

I.:
r

Dueto mülleriano
em degeneração
,I Persistência do
/' dueto de Wollf
,/ (canal deferente)

Tuba de Falópio
Dueto de Gartner
Epooforo t Canal deferente
Vesícula seminal
Apêndice
vesiculoso Utrículo prostático
Epooforo Glândula prostática
O vano,
' . / Glândula

Útero
Ligamento
redondo ---
II •
' t..........----
bulbo-uretral

r ..........----Canal
deferente
,Apêndice
Vagina superior
Resíduo do _
--t---f
\. Apêndice testicular
dueto de Wolff
Uretra
,~)
1'\,
I ~dO
~,
K
- .:a1'r -
epidídimo
Epidídimo
Vasos deferentes
Vagina inferior

Dueto de Skene
Glândula de Bartholin
f ~ Testículo
Gubernáculo

FIGURA 23 FORMAÇÃO DAS GÔNADAS E DOS DUCTOS GENITAIS

Com base na expressão de produtos gênicos específicos, sob o no canal deferente, nos ductos ejaculatórios e nas vesículas semi-
controle dos cromossomas sexuais (cromossomas X e V), as gôna- nais. Os duetos paramesonéfricos (müllerianos) degeneram em
das e o sistema de ductos ainda indiferenciados, do embrião resposta ao hormônio secretado pelos testículos fetais, a substân-
humano, desenvolvem-se segundo as linhagens masculina ou cia inibidora do sistema mülleriano. Na ausência de testosterona,
feminina (a participação exata desses produtos gênicos [genes SRY as gônadas do feto feminino normal (complemento cromossômico
e DAX-l ainda está sendo investigada). Em presença da expres-
J 46 XX) se diferenciam no par de ovários, e o sistema de duetos
são do gene SRY (complemento cromossômico 46XY), o testículo paramesonéfricos (mostrado em azul, nos painéis da esquerda)
fetal se desenvolve e produz testosterona, que atua localmente persiste, enquanto os duetos mesonéfricos degeneram. Os ductos
sobre o sistema mesonéfrico (wolffiano) (mostrado em vermelho), paramesonéfricos originam as tubas uterinas (de Falópio), o útero,
que persiste e se desenvolve nos dúctulos eferentes, no epidídimo, na linha média e a parte superior da vagina.

24
Indiferenciada

Área da glande _
Marca epitelial ~
Prega uretral
Testosterona
Fenda uretrai ~
Suporte lateral
(dilatação lábio-escrotal
Tubérculo anal

-
I Depressão anal
~=
Diidrotestosterona
'"-cod"""

I

Feminino Masculino
Glande
Glande
Marca epitelial
Marca epitelial
Corpo do pênis
Corpo do Fenda uretral
clitóris
Pregas uretrais,
Pregas uretrais fundindo-se
Fenda urogenital Rafe peno-
escrotal
Dilatação
lábio-escrotal
:_ •...".
~ ~ubérculo anal
-Anus
Tubérculo anal
Ânus

t
Corpo do clitóris
Prepúcio
Prepúcio
Corpo do pênis
Glande do clitóris

Rafe do pênis

Lábio menor
Escroto
Lábio maior ----

Vagina Rafe perineal

Rafe perineal Tecidos peri-
Tecidos perianais, anais, incluindo
incluindo o esfíncte~ o esfíncter
1 externo externo
Ânus
Ânus

FIGURA 24 DIFERENCIAÇÃO DA GENITÁlIA EXTERNA

Durante o desenvolvimento embrionário inicial, a genitália externo masculino progride. Na ausência dos androgênios testi-
externa é indiferenciada, consistindo de dilatações teciduais, culares, a genitália indiferenciada se desenvolve na do sexo
compreendendo o tubérculo genital e as pregas uretrais e anais. feminino normal. O esquema de cores, nesta figura, mostra as
Sob a influência da diidrotestosterona, o tubérculo genital se estruturas homólogas da genitália externa entre os dois sexos.
alonga, para formar o falo (glande), e o desenvolvimento genital

25
Centros
cerebrais
superiorescerebrais ~
Centros
"ativam" a
f:I!II!!II!I
superiores
"ativam" a Começo da
• adeno-hipófise
recessão da
adeno-
linha dos cabelos
hipófise
Aparece acne

Aparece acne Prolactina Prolactina Aparecem os
pêlos faciais

Aumento das gona- ACTH Desenvolvimento
dotropinas hipofisárias da musculatura
FSH
Aumento da
LH Aumento
dos laringe (voz
Aumento dos
Córtices Córtices mais grave)
androgênios androgênios
adrenais adrenais
adrenais adrenais
r;;;:.-
~-,rçJ
Aumento da
'~ti?
Aumento da
Aparecimento
dos pêlos axilares

Pode ocorrer
zona reticular zona reticular
aumento das
mamas

Aparecimento
dos pêlos pubianos

Aumento do
pênis, da
próstata e das
vesículas
seminais

o LH atua sobre as células tecais, para O LH atua sobre as células inters-
Aceleração da
estimular a produção de androgênios, e ticiais de Leydig, para estimular a
fusão epifisária
sobre as células da granulosa, para esti- produção de testosterona. O FSH,
mular a produção de progesterona. O junto com a testosterona, atua so-
Aceleração
FSH atua sobre as células da granulosa bre as células de Sertoli, para esti-
da fusão
para estimular a produção de estrogê- mular a espermatogênese
epifisária
nios a partir dos androgênios

FIGURA 25 PUBERDADE

Um a dois anos, antes da puberdade, os níveis dos androgênios terona. O FSH, junto com a testosterona, atua sobre as células
adrenais aumentam (adrenarca). Essesandrogênios adrenais são de Sertoli do testículo, importantes para a sustentação e o
responsáveis, nos dois sexos, pelo desenvolvimento inicial dos desenvolvimento dos espermatozóides. No sexo feminino, o LH
pêlos pubianos e axilares, e pelo aumento do crescimento. Na atua sobre as células da teca e da granulosa do ovário. Em res-
puberdade, o hipotálamo aumenta a freqüência e a quantidade posta ao LH, as células tecais produzem androgênios, que são
de hormônio liberador de gonadotropinas (GnRH) liberada. Por então convertidos em estrogênios pelas células da granulosa. O
sua vez, o GnRH estimula a liberação do hormônio luteinizante LH atua sobre as células da granulosa para estimular a produção
(LH) e do hormônio folículo-estimulante (FSH) pela hipófise de progesterona. O FSH atua sobre as células da granulosa para
anterior. No sexo masculino, o LH atua sobre as células intersti- estimular a produção de estrogênios a partir dos androgênios.
ciais de Leydig do testículo, para estimular a produção de testos-

26
\
• __ ".h .•..~ \
Hipotálamo
~

..., ....
GnRH í\ \, \
. \
~

;; Hipófise

LH FSH

FSH
LH Inibina

~:=::-==--====_._--
(, ..
.-----
---------

Célula de
Leydig

Célula de
Sertoli

Testosterona

Proteína fixadora de Espermatogênese
androgênios

1 J. Perkins
MS, MFA

©~~N

FIGURA 26 CONTROLE DA FUNÇÃO TESTICULAR

Os testículos estão sob o controle do hormônio luteinizante (LH) produção da proteína fixadora de androgênios, que, por sua vez,
e do hormônio folículo-estimulante (FSH); sua secreção, pela concentra a testosterona nos túbulos seminíferos, sustentando e
hipófise anterior, é controlada pelo hormônio liberador de gona- promovendo a espermatogênese. A testosterona exerce uma
dotropinas (GnRH), do hipotálamo. O LH atua sobre as células retroalimentação negativa, inibitória, sobre a liberação de LH,
intersticiais de Leydig, para estimular sua produção de testoste- enquanto a inibina, produzida pelas células de Sertoli, exerce
rona. O FSH atua sobre as células de Sertoli, para estimular sua retroalimentação inibitória sobre a secreção de FSH.

27
I , ,

p:t! FISIOLOGIA ENDOCRINA o Ciclo Menstrual

Fase FOLlCUlAR OVUlATÓRIA ~-==--=
Ciclo
ovariano

Folículos em desenvolvimento Folículo
maduro

Ciclo
uterino

O
<liQ, Z
•••'~
<I>

<I>
<o<o
<I>
E
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O
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20
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10-...
{I'J

i
S~O2001l
....J
40
O
....J
....J

10:
200j
40j
20j
Dias
14
DiasInibina
lH
4
Estradiol
Progesterona
FSH
28

0J\ ,, , ,
~ - .......
-"

FIGURA 27 () CICLO MENSTRUAL

o ciclo menstrual é dividido em três fases: folicular, ovulatória e Após a ovulação, as células foliculares se transformam no corpo
lútea. A fase folicular começa durante a menstruação, com pro- lúteo (amarelo), que produz grandes quantidades de progeste-
liferação das células da granulosa em um folículo selecionado. rona e de estradiol. Durante essa fase lútea, as células da granu-
Isso está associado a níveis crescentes de estradiol e, em menor losa também produzem inibina. Em conjunto, a progesterona, o
grau, de progestinas, que exercem retroalimentação sobre o estradiol e a inibina exercem retroalimentação sobre a hipófise,
hipotálamo e a hipófise, para estimular (isto é, uma retroalimen- para suprimir a secreção de LH e de FSH (consulte a Figura 28).
tação positiva) um surto de secreção do GnRH, seguido por Na ausência de fertilização do ovo liberado, o corpo lúteo
picos de secreção dos hormônios iutenizante (LH) e folículo- regride e começa a menstruação.
estimulante (FSH), que, em seguida, induzem a ovulação (con-
sulte a Figura 8.28).

28
FASES FOUCULAR
Hipotálamo
+ GnRH E OVULATÓRIA ·1

+ +

Célula
da teca

\
\ FASE
Hipotálamo "
GnRH LÚTEA

Célula
da teca

J. Perkins
Progestinas Estrogênios MS,MFA

©'~N

FIGURA 28 REGULAÇÃO HORMONAL DO CICLO MENSTRUAL

Painel superior: durante a fase folicular, as células da granulosa, secreção de GnRH, seguido por picos de secreção de Lh e de
em um folículo selecionado, proliferam e produzem estradiol, FSH, que, então, induzem a ovulação. Painel inferior: após a
em resposta ao hormônio folículo-estimulante (FSH). Ao mesmo ovulação, as células foliculares remanescentes se transformam
tempo, o hormônio luteinizante (LH) estimula as células tecais a no corpo lúteo, em resposta ao LH, produzindo grandes quanti-
produzir androgênios. Os androgênios, produzidos pelas células dades de progesterona e de estradiol. Durante essa fase lútea, as
tecais, se difundem para as células da granulosa, onde são con- células da granulosa também produzem inibi na. Em conjunto, a
vertidos em estradiol. Isso leva a um grande aumento da produ- progesterona, o estradiol e a inibina exercem retroalimentação
ção de estradiol. Os níveis crescentes de estradiol, e, em menor sobre a hipófise, para suprimir a secreção de LH e de FSH. Na
grau, de progestinas (por exemplo, progesterona), exercem ausência de fertilização do ovo liberado, o corpo lúteo regride e
retroalimentação sobre o hipotálamo e sobre a hipófise, para começa a menstruação.
estimular (isto é, uma retroalimentação positiva) um surto de

29
':'j:
.!,I
FISIOLOGIA ENDÓCRINA Prolactina

Retroalimentação de alça curta Outros fatores moduladores

Horas
rTTlTl
V\NVV
Prolactina

Prolactina Dopamina
, (PIF)

\)~!'
~, ) I
-"";l( Inibição
retroalimentação
pela
TRH
Proiactina
,.....
J do PIF
Estrogênio
O fator inibidor da prolactina (PIF), a dopamina, modula a secreção de prolactina. Os níveis elevados de
prolactina aumentam a secreção de PIF,causando inibição, por retroalimentação, da secreção de prolactina
(inibição por retroalimentação de alça curta). O estrogênio e o TRH estimulam a secreção de prolactina

lactação

~'""t Prolactina

(~ Ocitocina I
Estrogênio
.........•.

• •
~ogesteronaCorticóides adrenais
Na gravidez, os níveis aumentados de A redução abrupta do estrogênio e da
A prolactina, junto com o GH , o estrogê- prolactina, de estrogênio e de proges- progesterona, em presença de prolac-
nio, a progesterona e os corticóides adre- terona aumentam o desenvolvimento tina, resulta em produção de leite. A
nais, é necessária para o desenvolvimen- alvéolo-Iobular. Níveis muito elevados ocitocina estimula a liberação de leite
to mamário de estrogênio inibem a lactação

Variações dos níveis de prolactina, em função da idade e da condição fisiológica
Pré-menarca Idade
Feto Gravidez Pós-parto Menopausa
reprodutiva
-'t
"-::'''',

-r

Prolactina
(ng/ml) 200 /'
Início do
..
180
160 trabalho /
de parto Amamen- •
140
120
100
J

Fase de
\ tando I
I ,,
I
Puberdade expulsão
80 (ã noite)

- ---
60 Sem
I amamentar
40
20
I \ I

FIGURA 29 PROlACTINA

A participação da prolactina, no desenvolvimento mamário, na porque sua secreção está sob o controle inibitório pela dopa-
gravidez e na lactação, é resumida nesta figura. Embora a pro- mina (PIF). Abreviação: GH, hormônio do crescimento.
lactina esteja sob duplo controle pelo hipotálamo, ela é única,

30