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AULAS PRÁTICAS

INTRODUÇÃO AO LABORATÓRIO

A – Material do estudante:

Os estudantes deverão trazer para as aulas práticas:

1. Avental – proteção pessoal, NÃO será permitido ao aluno fazer a prática sem avental;
2. Apostila com os trabalhos práticos – cada aluno deve ter o seu guia, que serve como fonte de
orientação e consulta sem o qual é impossível realizar as práticas;
3. Luvas – devem ser usadas, obrigatoriamente, ao se manipular material biológico.

B – Objetivos gerais do curso prático de Bioquímica:

Ao final do curso os estudantes deverão ser capazes de:

1. Reconhecer e manipular equipamentos utilizados no laboratório de Bioquímica;


2. Manipular material biológico;
3. Conhecer as propriedades químicas das substâncias que compõem os organismos vivos;
4. Interpretar resultados experimentais.

C – Normas a serem seguidas no laboratório de bioquímica:

1. Não é permitido fumar ou comer no laboratório de bioquímica;


2. O aluno deve trabalhar sempre protegido por avental fechado;
3. Os estudantes deverão ocupar a mesma bancada no laboratório;
4. Cada grupo é responsável pela manutenção de ordem e conservação da sua bancada;
5. Cada bancada do laboratório será equipada com o material necessário à execução das práticas;
6. Qualquer dúvida sobre a prática deve ser esclarecida com a equipe;
7. Todos os trabalhos práticos devem ser executados com atenção e rigor técnico;
8. Antes de iniciar a prática, faça uma leitura geral do trabalho a ser executado;
9. Verificar se o material a ser utilizado está devidamente limpo;
10. Não usar a boca para pipetar soluções;
11. No caso de inutilização de algum material, o professor deverá ser informado;
12. Não operar substâncias inflamáveis (álcool, éter etc.) nas proximidades de uma chama;
13. Os reagentes corrosivos, como ácidos e bases fortes, não devem ser pipetados;
14. Após o uso de gás ou água, tomar o cuidado de fechar as torneiras;
15. Ao lançar nas pias os produtos das reações, fazê-lo simultaneamente com descarga de água;
16. Não lançar nas pias, papéis ou substâncias sólidas;
17. Terminado o trabalho prático, o estudante deverá proceder à limpeza do material e da bancada;
18. A limpeza da vidraria deverá ser feita imediatamente após o uso;
19. Deve ser removido qualquer tipo de marcação de tubos de vidro;
20. O material deve secar sobre papel toalha, os tubos devem ficar emborcados no suporte;
21. Após a prática, o relatório deve ser respondido e entregue ao professor (um por grupo).

D – Cuidados com os reagentes:

1. Cada bancada terá os reagentes necessários para a execução da prática;


2. As rolhas dos frascos de reagentes não devem ser trocadas;
3. Não se devem introduzir pipetas nas soluções padrões. Deve-se transferir um pouco da solução
para um béquer limpo antes de se pipetar;
4. Não voltar o excesso das soluções padrões retiradas para o frasco original.
AP1 – AULA PRÁTICA I – TÉCNICAS DE LABORATÓRIO

A - Objetivos específicos:
Ao final desta prática, o estudante deverá ser capaz de:
1. Identificar os materiais utilizados no laboratório de bioquímica;
2. Ler as graduações de pipetas, buretas e provetas;
3. Usar pipeta, proveta, béquer, balão volumétrico para fazer medidas e preparar soluções;
4. Utilizar corretamente o bico de gás;
5. Lavar e guardar adequadamente o material utilizado.

B – Materiais e suas características:


1. Balões volumétricos – vidro comum ou pirex, com diversas capacidades. Marca um volume
exato que não tem variação em temperaturas de 20ºC -+8. Utilizados para o preparo de soluções.
2. Buretas – vidro comum ou pirex, de diversas capacidades. Utilizadas em titulações e para
medidas precisas de volume. Deve-se fazer ambiente antes de utilizá-la.
3. Pipetas – vidro comum, pirex ou plástico.
Volumétricas – mede volumes exatos;
Graduadas – mede volumes fracionados;
Micropipetas – mede volumes abaixo de 1,0 ml;
OBS: Utilize sempre uma pipeta que tenha a capacidade de medir o volume mais próximo ao
desejado.
4. Provetas – vidro comum ou pirex com diversas capacidades. Utiliza-se para medir volumes com
precisão até 0,5%;
5. Béqueres – geralmente vidro pirex, com diversas capacidades. Não são destinados a medir
volumes;
6. Erlenmeyers – vidro pirex, com diversas capacidades. Destinados principalmente à titulações;
7. Tubos de ensaio – vidro pirex ou comum. Utilizados para reações;
8. Vidros de relógio – utilizados principalmente para cobrir recipientes e colocar papel de tomassol
destinado a medir o pH de soluções;
9. Bastões de vidro – utilizados para agitar e transferir soluções;
10. Bicos de gás – possuem uma entrada para gás e ar ajustáveis, que permitem regular o tamanho e
a qualidade da chama. Usar sempre a parte superior da chama para aquecer os tubos;
11. Funis – usados para filtrações ou transferência de líquidos para recipientes de boca estreita;
12. Garrafas lavadoras ou pizetas – Utilizadas para completar volume de solução e para lavagem;
13. Garras ou pinças – de metal ou madeira. Utilizadas principalmente para prender tubos de
ensaio.

C – Emprego de pipetas e outros acessórios:


 Treinar a prática de pipetar usando água.
 Tomar o cuidado de não deixar entrar líquido no pipetador.
 Observar leitura do menisco ao nível do olho (soluções incolores – menisco inferior,
soluções coloridas – menisco superior);
 Não soprar a pipeta no fim do escoamento;
 Manter a pipeta sempre na posição vertical durante o uso;
 Fazer as medidas discriminadas abaixo, indicando o material utilizado para cada
medida:

0,7 ml 15,00 ml
1,00 ml 20,00 ml
1,25 ml 35,00 ml
2,30 ,ml 50,00 ml
5,00 ml 80,00 ml
8,20 ml 100,00 ml
10,00 ml
AP2 – AULA PRÁTICA II – PREPARO DE SOLUÇÕES E DILUIÇÕES

A – Preparo de solução (p/v):

 Solução 10% (p/v):


 Pesar 10,0 g de NaCl (corado);
 Transferir o NaCl para um béquer contendo aproximadamente 20 ml de água destilada;
 Agitar a solução para dissolver o sal;
 Transferir a solução para o balão volumétrico com o auxílio do funil e do bastão de
vidro;
 Lavar o béquer com 10 ml de água até retirar todo o sal e repetir o item anterior;
 Adicionar água ao balão e completar cuidadosamente o volume;
 Inverter o balão várias vezes para homogeneizar a solução;
 Transferir a solução para o vidro rotulado: solução estoque (SE).

B – Preparo de solução (v/v):

 Solução 10% (v/v):


 Medir 10 ml da solução corada para um balão volumétrico;
 Adicionar água destilada até próximo da marcação de volume do balão;
 Completar cuidadosamente o volume com água destilada até a marca com o auxílio da
pizeta;
 Homogeneizar a solução invertendo o balão várias vezes.

C – Diluições sucessivas:

 Diluições 1:10 :
 Tomar 10 ml da solução estoque (SE) e transferir para o tubo 1;
 Colocar 9 ml de água destilada nos tubos 2, 3 e 4;
 Transferir 1 ml do tubo 1 para o tubo 2, homogeneizar;
 Transferir 1 ml do tubo 2 para o tubo 3, homogeneizar;
 Transferir 1 ml do tubo 3 para o tubo 4, homogeneizar.

Responda:

1. Qual volume do béquer e do balão volumétrico que você utilizou em A?

2. Quanto NaCl você pesaria para preparar 10 ml de uma solução 11% (p/v)?

3. Como você prepararia 10 ml de uma solução de HCl 13% (v/v)? Como você prepararia 10 ml de
uma solução de NaOH 5% (p/v)?

4. Calcule as concentrações das soluções obtidas e preencha o quadro (Parte C – diluições


sucessivas):

TUBOS DILUIÇÃO CONCENTRAÇÃO (g/ml)


1 (SE) -
2 1:10
3 1:100
4 1:1000

5. Você precisa preparar 10 ml de uma droga na concentração de 8mg/ml e você dispõe de um


estoque 24g/l. Como você faria esta preparação?
AP3 – AULA PRÁTICA III – pH e SOLUÇÃO TAMPÃO

1 –Concentração de H+ e pH:

 A partir do HCl 0,1N, preparar HCl 0,01N, 0,001N e 0,0001N. Estas soluções devem
ser preparadas fazendo-se diluições seriadas de 1:10;
 Adicionar a cada tubo 1 gota do reativo de Topfer e misturar sem inversão. Observar a
cor formada em cada tubo e conservá-los para comparação;
 Adicionar em um tubo 9 ml de ácido acético 0,1N + 1 gota do reativo de Topfer e
misturar sem inversão. Observar a cor formada e comparar com a cor dos tubos de HCl. Anotar o
resultado.

2 –Demonstração do efeito tampão:

 Construção de uma escala de pH: Tomar 8 tubos de ensaio e colocar em cada um deles
1,0 ml de cada solução tampão (pH 3,0 a 10,0) + 9 ml de água destilada;
 Adicionar a cada tubo 5 gotas de indicador universal. Misturar sem inversão. Observar
as cores formadas a comparar com as cores indicadas na tabela abaixo. Conservar esta escala de
pH.

Coloração do indicador universal em vários pH


pH Cor
<3 Vermelho
4 Vermelho-laranja
5 Laranja
6 Amarelo
7 Verde-amarelo
8 Verde-azulado
9 Azul
10 Violeta
> 10 Púrpura

 Pegar outros tubos de ensaio e numerá-los de 1 a 4:


 Tubos 1 e 3: colocar 10 ml de água destilada;
 Tubos 2 e 4: colocar 9,0 ml de água destilada e 1,0 ml de tampão pH 7;

 Adicionar a cada tubo 5 gotas de indicador universal. Misturar sem inversão.

 Adicionar 2 gotas de NaOH 0,1N nos tubos 1 e 2. Misturar sem inversão. Observar se
ocorreu mudança no pH, comparando com a escala de pH. Anotar o resultado;

 Com auxílio de um canudinho, com cuidado, soprar ar dentro das soluções dos tubos 1
e 2 até que não se verifique mudança da coloração. Determinar a mudança de pH comparando
com a escala. Anotar quanto tampo você levou para mudar o pH da solução do tubo 1 e do tubo
2;

 Adicionar 2 gotas de HCl 0,1N nos tubos 3 e 4. Misturar sem inversão. Observar se
ocorreu mudança no pH, comparando com a escala de pH. Anotar o resultado;

 Continuar adição de HCl 0,1N no tubo 4, gota a gota. Determinar quantas gotas de
ácido devem ser acrescentadas até que se obtenha a mesma cor do tubo 3;

Interpretações: Determinação de pH – A determinação do pH pode ser colorimétrica (através de


indicadores líquidos ou fitas indicadoras de pH) ou eletrométrica (através de potenciômetros). Indicadores
são ácidos ou bases orgânicas fracas cuja forma dissociada apresenta uma forma diferente da forma não
dissociada. A mudança de cor na solução de indicadores de pH depende do aumento ou do decréscimo do
seu grau de dissociação. O aumento da concentração de H + na solução determina recuo na ionização do
indicador predominando a cor da molécula não dissociada. Ao contrário, a diminuição de H +, eleva o grau
de dissociação, predominando a cor da molécula não dissociada do indicador. Existem as zonas de
transição de cor, onde tanto os íons como as moléculas não dissociadas se encontram em quantidades
variáveis. A faixa de indicação de cada indicador é dada pelo seu pK. Ex: Fenolfetaleína (pK = 9,7) Faixa
de 8,3 (incolor) a 10,0 (vermelho);
Reação: Indicador Indicador + H+
(vermelho) (amarelo)
Nos potenciômetros, a quantidade de íons H+ pode ser determinada medindo-se a diferença de potencial
entre uma solução contendo uma quantidade conhecida de H+ e a sensação desconhecida através de um
eletrodo.

Tampões – São sistemas aquosos que tendem a resistir a alterações do seu pH quando pequenas
quantidades de base ou ácido são adicionados. Este sistema consiste geralmente em uma mistura de um
ácido fraco com sua base conjugada. Todo sistema tampão tem uma capacidade limitada de manter o pH
(zona de tamponamento). Os tampões biológicos mais importantes são o tampão fosfato e o tampão
bicarbonato.

Fosfato: H2PO4 H+ = HPO4-2 pKa = 6,82

Bicarbonato: H2CO3 H+ =+ HCO3- pKa = 6,35

Responda:

1. Calcular o pH aproximado das diferentes soluções de HCl, supondo que o ácido esteja
completamente dissociado. pH = - log[H+]

2. Qual o pH do ácido acético 0,1N (comparando com a escala de pH de HCl)? Porque existe
diferença entre o pH do ácido acético 0,1N e do HCl 0,1N?

3. Houve variação detectável de pH detectável quando foi adicionado NaOH aos tubos 1 e 2?
Justifique.

4. Por que ao soprar o ar nas soluções ocorre mudança de pH? Por que precisamos soprar mais
tempo o tubo 2 para alternarmos o pH da solução?

5. Por que precisamos de mais gotas de HCl para acidificar a solução do tubo 4? Por que adição de
excesso de HCl modifica o pH da solução tampão do tubo 4?

6. O ácido acético tem valor de pk= 4,76 e a glicina tem pK = 9,78. Qual destas duas substâncias
poderia ser utilizada para preparar um tampão de pH 5,0 no laboratório.
7. AP4 – AULA PRÁTICA IV – REAÇÕES GERAIS DOS AMINOÁCIDOS E PROTEÍNAS

1 – Reação com ácido nitroso (HNO2):

 Colocar em um tubo de ensaio: 1 ml de NaNO2 e 2 a 3 gotas de CH3COOH


concentrado e agitar;
 Adicionar 1 ml do hidrolisado de proteínas, misturar e verificar o desprendimento de
gás;

Interpretação: A reação com HNO2 é dada pelas aminas primárias, o HNO2 é formado pela reação do
NaNO2 com CH3COOH. A quantidade de nitrogênio desprendida é o dobro da contida nos aminoácidos.

2 - Reação com formaldeído:

 Tomar 2 tubos A e B;
 No tubo A adicionar: 2 ml e formol a 20% e 2 gotas de vermelho de metila (caso a cor
não fique amarela adicionar gotas de NaCO3 a 1% até que fique amarelo);
 No tubo B adicionar 2 ml de hidrolisado de proteínas e 2 gotas de vermelho de metila
(caso a cor não fique amarela adicionar gotas de NaCO3 a 1% até que fique amarelo);
 Junte o conteúdo dos dois tubos.

Interpretação: O vermelho de metila é um indicador de pH em meio básico e fica amarelo; em meio


ácido, fica vermelho. A reação do formaldeído com os aminoácidos libera prótons acidificando o meio.

3 - Reação de Biureto:

3.1. Preparação de biureto:


 Colocar em um tubo de ensaio limpo e seco fragmentos de cristais de uréia. Aquecer até
a fusão. Prolongar o aquecimento até a formação de uma massa sólida;
 Deixar esfriar e dissolver o resíduo em 5 ml de água quente (aquecida no tubo de
ensaio);

3.2. Reação de biureto:


 Adicionar 1 ml de NaOH2N no tubo obtido no item 3.1;
 Adicionar solução de CuSO4 a 5% gota até o máximo da coloração;

Interpretação: Aquecendo os cristais de uréia ocorre a fusão dos mesmos. O aquecimento prolongado
leva à formação de um composto chamado BIURETO que contém uma ligação peptídica. A ligação
peptídica em meio alcalino reage com os íons Cu+2 formando um complexo de dor violeta. /esta reação é
positiva para todas as substâncias que possuem 2 ou mais ligações peptídicas como polipeptídeos e
proteínas.

4 – Reaçãos particulares para alguns aminoácidos:

4.1. Reação Xantoproteica:

 Tomar 1 tubo;
 Adicionar 1 ml de hidrolisado de proteína e 1 ml de HNO3 concentrado. Misturar e
aquecer até fervura com cuidado. Deixar esfriar e observar a formação de coloração amarela
clara;
 Adicionar 2 ml de NaOH 10N no tubo. Observar a mudança de coloração de amarelo
claro para amarelo mais escuro.

Interpretação: A coloração amarela é devida à reação dos aminoácidos aromáticos com o HNO 3
(nitração), que é intensificada em meio básico.
4.1. Reação de Folin:

 Tomar 1 tubo;
 Adicionar 1 ml de hidrolisado de proteína e completar para 5 ml com água destilada;
 Adicionar 1 ml de NaOH 2N e 2 a 3 gotas de reagente de fenol. Observar a
aparecimento de cor azul.

Interpretação: O grupo fenólico da tirosina é responsável pela reação positiva. Todos os peptídeos e
proteínas que contêm este aminoácido dão reação positiva. Esta reação é utilizada como método de
dosagem de proteínas.

Responda:

1. Quais os aminoácidos dão reação xantoproteíca positiva?


2. Você acha que o método de Folin é um método bastante sensível para quantificar proteínas?
Justifique sua resposta.
3. Se você fizer o teste da reação xantoproteíca em uma amostra e o resultado for negativo, você
pode afirmar que nesta amostra não existe proteína? Justifique.
AP5 – AULA PRÁTICA V – IDENTIFICAÇÃO DE CARBOIDRATOS

ATENÇÃO: Para todos os testes que você vai fazer, escolha na tabela abaixo um controle positivo
(açúcar que dá positivo para reação) e um controle negativo (açúcar que dá negativo para a reação)
para fazer em paralelo com o seu açúcar desconhecido. À medida que você for fazendo as reações,
vá completando o quadro abaixo para açúcar desconhecido.

Açúcares Iodo Molish Benedict Seliwanoff


Lactose (gal-gli  14) - + + -
Glicose - + + -
Maltose (gli-gli  14) - + + -
Glicerose (triose) - - + -
Frutose - + + +
Sacarose (gli-gli  12) - + - +
Amido (gli-gli  14) (gli-gli  16) + + - -
Desconhecido

1. Teste de Iodo:

Colocar em tubos de ensaio: 1,0 ml dos açúcares controles positivo fé negativo e do desconhecido e
adicionar gotas de solução de iodo (lugol). Agitar. Observar a formação da coloração azul;
Aquecer os tubos positivos (azul) diretamente na chama e observar o que ocorre. Resfriar o tubo em água
corrente, com agitação e observar o que ocorre.

Interpretação: O teste do iodo é positivo apenas para o amido. O amido tem uma estrutura enovelada
que envolve o iodo formando um complexo de cor azul que se desfaz com o aquecimento.

2. Teste de Molish:

Colocar em tubos de ensaio. 1 ml dos açúcares controles positivo e negativo e do desconhecido + 3 gotas
de solução alcoólica de -naftol a 1%. Agitar;
Adicionar 1 ml de H2SO4 concentrado pelas paredes do tubo bem lentamente de modo que os dois
líquidos não se misturem. A reação é positiva quando ocorre a formação de um anel roxo no limite de
separação entre os dois líquidos.

3. Teste de Benedict:

Colocar em tubos de ensaio: 0,5 ml dos açúcares controles positivo e negativo e do desconhecido + 1 ml
do reativo de Benedict;
Ferver diretamente na chama, deixar esfriar espontaneamente. Anotar a cor e o preenchido que se forma.

Interpretação: O teste de Benedict é positivo para açúcares redutores. Os açúcares redutores são aqueles
que têm o grupo aldeído ou cetona livres ou potencialmente livres para reduzir. As propriedades redutoras
desses açúcares podem ser comprovadas pela sua capacidade de reduzir íons metálicos, especialmente de
cobre ou prata, em solução alcalina. Quando o Cu +2 do reagente de Benedict é reduzido, o Cu+ resultante é
menos solúvel e precipita-se sob forma a forma de Cu 2O, em sólido alaranjado ou vermelho. O açúcar
redutor por sua vez é oxidado, quebrado e polimerizado na solução alcalina de Benedict.

4. Teste de Seliwanoff:

Colocar em tubos de ensaio: 0,5 ml dos açúcares controles positivo e negativo e do desconhecido + 1,0 ml
do reativo de Selliwanoff. Agitar;
Colocar os tubos em banho Maria em ebulição durante 10 minutos, observando o tubo durante este
tempo. O aparecimento da cor vermelha indica teste positivo.

Interpretação: O teste de Seliwanoff é positivo para cetoses. É um teste utilizado para separar cetoses de
aldoses.

Responda: Qual é o seu açúcar desconhecido? Que características ele tem?


AP6 – AULA PRÁTICA VI – PESQUISA QUALITATIVA DOS CONSTITUINTES ORGÂNICOS
E INORGÂNICOS DA SALIVA

1 – pH da saliva:

 Coletar a saliva em um vidro de relógio;


 Verificar o pH da saliva com um papel indicador universal.

Interpretação: A saliva humana tem um pH com um valor médio de 6,8, podendo variar de acordo com
os processos fisiológicos ou patológicos (alimentação, estomatites, afecções dentárias etc.)

2. Pesquisa de mucina:

 Coletar 1 ml de saliva em um tubo de ensaio;


 Adiconar 5 gotas do reativo de Millon. Agitar e observar a formação de precipitado
branco;
 Aquecer diretamente na chama e observar o surgimento da coloração vermelha.

Interpretação: Quando o reagente de Millon é aquecido junto com a proteína ocorre a mercuriação do
núcleo fenólico do aminoácido tirosina dando coloração vermelha. A mucina é uma glicoproteína (contém
ácido diálico), detectada pelo reagente de Millon, responsável pela viscosidade da saliva. Além da
mucina, albumina, globulinas, amilase, uréia, ácido úrico, colesterol e fosfolipídeos são encontrados na
saliva.

3. Pesquisa de matéria inorgânica

 Coletar +/- 10 ml de saliva em um Becker;


 Acidificar com +/- 10 gotas de ácido acético diluído. Agitar;
 Aquecer até ebulição, agitando com bastão de vidro;
 Filtrar através de um pedaço de algodão, para remover a proteína precipitada;
 Dividir o filtrado em dois tubos de ensaio e executar as seguintes pesquisas;
 Tubo 1 –Pesquisa de cloretos:
 Acidificar com 2 gotas de ácido nítrico (HNO3) concentrado;
 Adicionar +/- 4 gotas de Nitrato de prata (AgNO3) a 5%. Agitar.
 Acidificar com 2 gotas de ácido nítrico (HNO3) concentrado e observar a formação de
precipitado branco.
 Tubo 2 – Pesquisa de cálcio:
 Adicionar gotas do reativo de Sulkowitch. /agitar. Observar turvação ou formação de
precipitado branco

Interpretação: Os cloretos são evidenciados pela formação de precipitado branco de AgCl e o cálcio pelo
precipitado branco de oxalato de cálcio

4. Atividade da amilase salivar:


 Numerar tubos de ensaio (um para cada aluno);
 Adicionar 5 gotas de solução de iodo bem diluído nos tubos;
 Colocar 1 ml de solução de amido a 1%;
 Adicionar saliva e agitar;
 Se após 3 minutos, o tubo permanecer com coloração azul, adicionar mais saliva e
agitar.
 Observar as colorações obtidas nos tubos. Esta coloração varia de acordo com a fase de
hidrólise do amido. Quando a hidrólise estiver completa a cor azul irá desaparecer.

Interpretação: A amilase salivar hidrolisa as ligações alfa 1,4 do amido formando como produtos
intermediários dextrinas e como produtos finais maltose e glicose. As cores obtidas nos tubos contendo
iodo são devidas aos diversos produtos da hidrólise parcial.
Amido + iodo Azul
Amido solúvel Roxo
Dextrinas elevadas + iodo Violeta
Eritrodextrinas + iodo Vermelho
Aerodextrinas + iodo Incolor
Maltose + iodo Teste negativo

Responda:

1. Citar os constituintes que você identificou na saliva.

2. Qual a finalidade do aquecimento da saliva com o ácido acético na experiência 4?

3. Citar 3 funções da saliva.


AP7 – AULA PRÁTICA VII – PESQUISA QUALITATIVA DOS CONSTITUINTES QUÍMICOS
DO DENTE

1. Preparação dos dentes:

 Conseguir em uma clínica odontológica 2 dentes (“íntegros”) e recém-extraídos.


Remover todo o tecido mole aderente bem como qualquer depósito de cálculo. Lavá-los bem
com água corrente e água destilada.

2. Pesquisa de carbonatos:

 Colocar o dente em um tubo ensaio contendo 10 ml de solução de ácido clorídrico a


4%;
 Observar a formação de bolhas gasosas.

Interpretação: O aparecimento de bolhas gasosas se deve à decomposição dos carbonatos (especialmente


CaCO3) na presença do ácido, liberando CO2.

OBS.: Deixar o dente em contato com o ácido até a próxima aula (mínimo de 48 horas), quando toda a
parte mineral se dissolverá, permanecendo como resíduo a matriz protéica dentária.

3. Preparação do dente:

 Separar para outro tubo de ensaio, por decantação, o líquido sobrenadante obtido da
solução ácida (extrato ácido);
 Lavar os resíduos dentários 2 vezes com 10 ml de água destilada, desprezando, por
decantação, os 3 líquidos de lavagem para obtenção do estroma dentário;
 Realizar no estroma dentário e no extrato ácido, as provas que se seguem.

4. Pesquisa de proteínas:
 Transferir um dente descalcificado para um tubo de ensaio e adicionar 2 ml de água
destilada;
 Adicionar 5 gotas do reativo de Milton;
 Aquecer gradualmente (brandamente) na chama e observar o surgimento da coloração
vermelha.

Interpretação: Quando o reagente de Milton é aquecido junto com a proteína ocorre a mercuração do
núcleo fenólico do aminoácido tirosina dando coloração vermelha.

5. Prova de Colágeno:

 Transferir o outro dente (arcabouço dentário) para outro tubo de ensaio e adicionar 10
ml de água destilada;
 Deixar o tubo mergulhado em banho-maria fervente durante 30 a 40 minutos;
 Transferir o tubo para um copo contendo água gelada.

Interpretação: Observar a formação de uma massa gelatinosa, devido à extração do colágeno pela água
quente e a gelatinização pelo resfriamento.

6. Pesquisa de cálcio:

 Colocar 1 ml do extrato ácido em um tubo de ensaio;


 Adicionar 5 gotas de solução diluída de verde de bromocresol. Agitar;
 Adicionar 5 gotas de oxalato de amônio a 4%. Agitar;
 Acrescentar algumas gotas de solução de acetato de sódio a 20%;
 Agitar até o líquido adquirir coloração verde azulada (pH 5,0).
Interpretação: Observar a formação de um precipitado branco de oxalato de cálcio.

7. Pesquisa de fosfato:

 Colocar 1 ml do extrato ácido em um tubo de ensaio;


 Adicionar 3 ml de reativo de molibdico e aquecer brandamente por 3 minutos, sem
ebulição e esperar esfriar.

Interpretação: Observar a formação de um precipitado amarelo de fosfo-molibdato de amônio.

8. Pesquisa de ferro:

 Colocar 3 ml do extrato ácido em um tubo de ensaio;


 Adicionar 5 gotas de tiocianato de potássio a 10%.

Interpretação: Observar o eventual aparecimento de coloração vermelha devida, principalmente, a restos


de sangue na câmara pulpar do dente.
EXERCÍCIOS
ÁCIDOS NUCLEICOS

1. Após a análise e o sequenciamento do DNA do bacteriófago M13 obtiveram-se os seguintes resultados:


A= 20%, G= 35%, C= 15% e U=30%. Baseando-se nestes resultados, qual o tipo de material genético
deste vírus, DNA e RNA? De fita simples ou dupla?

2. Suponha que você queira marcar radioativamente o DNA, mas não o RNA, em bactérias que estão
crescendo e se dividindo. Que molécula marcada com radiação você adicionaria ao meio de cultura?
Justifique.

3. Qual o número de nucleotídeos do RNAm da enzima ribonuclease (proteína com 124 aminoácidos)?
Por que o número de nucleotídeos do gene da ribonuclease pode ser maior do que o número de
nucleotídeos do seu RNAm? Faça a fita complementar (anti-senso) e a transcrição do fragmento de DNA
da que tem a seguinte seqüência de nucleotídeos:5’-AATTCGGCTTACGGATCTCGAATGCAAAG-3’

4. Baseando-se no gráfico abaixo, responda às perguntas que se seguem:

a) Sabendo-se que Tm é a temperatura média necessária para romper as duas cadeias complementares de
um DNA, qual o DNA tem maior Tm, o da E. coli ou o do esperma de salmão? Justifique.
b) Dos DNA’s apresentados no gráfico, qual o que desnatura primeiro com o aumento da temperatura?
Justifique.

5. Uma determinada seqüência de um mRNA codifica apenas uma seqüência de aminoácidos de uma
proteína. A partir da seqüência de aminoáciods da proteína citocromo podemos predizer a seqüência de
nucleotídeos do mRNA que codifica esta proteína? Justifique.

6. Suponha que um aminoácido é especificado pelos 5 códons descritos abaixo. Qual deles prevaleceria
em algas que sobrevivem próximas a correntes vulcânicas? GUU, GCC, GCA, GUG, GUA. Justifique.
AMINOÁCIDOS E PROTEÍNAS

1. Fez-se a curva de titulação de um aminoácido e obteve-se a seguinte curva:

O aminoácido apresenta quantos Pks? É um aminoácido básico, ácido ou neutro? Este aminoácido tem
força tamponante no pH 6,4? Justifique.

2. O enxofre é parte vital das proteínas do corpo. Qual a importância do enxofre nas proteínas? Citar 1
aminoácido que contém enxofre importante na estrutura das proteínas.

3. Histonas são proteínas presentes nos núcleos das células eucariotas. Elas estão firmemente ligadas ao
DNA que possui muitos grupos fosfato (negativos). O ponto isoelétrico das histonas é muito alto, perto de
10,8. Quais os aminoácidos devem estar presentes em grandes quantidades nas histonas? De que forma
estes aminoácidos contribuem para a ligação entre as histonas e o DNA?

4. Um polipeptídeo sintético formado de lisinas (Lis) tem uma forma aleatória em pH= 7,0, entretanto,
quando colocada em pH= 10,0 ele transforma-se em -hélice. Explique esta mudança conformacional
dependente do pH.

5. A proteína do feijão apresenta baixos teores dos aminoácidos Cis e Met. Os cereais (milho e arroz) por
sua vez apresentam quantidades limitadas dos aminoácidos Lis e Trp. O que aconteceria se um indivíduo
se alimentasse somente de feijão? Os povos do terceiro mundo sobrevivem bem com uma dieta
combinada de feijão com milho assim como de arroz com feijão. Por que?

OBS: Use a tabela de pKs (da apostila) para responder os exercícios a seguir.
6. A pepsina do suco gástrico (pH – 1,1) é uma proteína que tem ponto isoelétrico igual a 1,5. Quais os
grupos funcionais devem estar presentes em número relativamente grande para dar a esta proteína um
ponto isoelétrico tão baixo? Quais os aminoácidos podem fornecer estes grupos?

7. Um método de separar peptídeos se baseia nas suas solubilidades diferenciais. A solubilidade dos
peptídeos depende da polaridade dos grupos R neles presentes, particularmente do número de grupos
ionizáveis. Quanto maior o número de grupos ionizáveis, mais solúvel é o peptídeo. Qual o polipeptídeo
dos pares apresentados abaixo é mais solúvel:

a) (Gli) 20 ou (Glu)20;
b) (Lis-ala)3 ou (phe-Met)3;
c) (Ala-Ser-Gli)5 ou (Asn-Ser-His) 3
d) (Glu-Asp) 5 ou (Glu-Asp-Ser)2

8. Quando colocados num campo elétrico, aminoácidos e peptídeos migrarão para o anodo (pólo +) ou
para o catodo (pólo -), dependendo da carga que ele apresente num determinado pH. Determine o sentido
de migração (anodo ou catodo) dos aminoácidos e peptídeos abaixo:

a) Glu (pH 7,0)


b) Glu (pH 10,0)
c) Asp-His (pH 1,0)
d) Asp-His (pH 10,0)
e) Asp-Lis-ala-Glu (pH 3,0)
9. Uma gota de uma mistura contendo Gli, Ala, Lis, Arg e His foi aplicada no centro de uma tira de papel.
O papel foi umedecido em tampão de pH = 6,0 e foi aplicada corrente elétrica nas pontas das fitas. Quais
os aminoácidos movem para o anodo? Quais movem para o catodo? Quais permanecem no ponto de
aplicação?

10. O aminoácido glicina é freqüentemente utilizado como o principal reagente de tampões em


experimentos bioquímicos. Seus grupos ionizáveis têm valor de pK igual a 9,6 e 2,6. Qual o valor
corresponde ao grupo amino e carbixina de glicina? A glicina tem força tamponante no pH do sangue
(7,4)? Justifique. Desenhe a curva de titulação da glicina.

ENZIMAS

1. O sabor adocicado do milho recém-colhido é devido ao alto nível de glicose nos grãos. O milho,
armazenado vários dias após a colheita, não é tão mais doce porque cerca de 50% da glicose é convertida
em amido. Para preservar o sabor doce do milho fresco, as espigas descascadas são mergulhadas em água
fervente por alguns minutos, em seguida resfriadas com água fria e, depois, congeladas para manter o
sabor doce. Qual é a base Bioquímica deste procedimento?

2. A qualidade nutricional da soja é prejudicada pela presença de certos compostos químicos, que
interferem na utilização de suas proteínas pelo organismo. Estes compostos são chamados de fatores
antinutricionais e a planta usa para os mesmos para se defender de animais predadores. O mais importante
destes fatores é um inibidor de tripisina, enzima secretada pelo pâncreas que quebra as ligações peptídicas
durante a digestão das proteínas. Após a fervura da soja ocorre a redução ou eliminação dos efeitos dos
fatores antinutricionais. Perguntas: O que são inibidores? Qual a importância de se ferver a soja antes de
consumi-la?

3. Algumas serpentes peçonhentas apresentam em seu veneno uma proteína, a quistrina (estrutura
semelhante a do fibrogênio), que é capaz de impedir a formação de coágulos sanguíneos. A quistrina
injetada junto com a droga TPA (ativador do plasminogênio tecidual) dissolve os coágulos em vítimas de
infarto. De acordo com a análise do gráfico abaixo, responda: Que tipo de inibição a quistrina induz na
formação de coágulos? Por quê?

4. O padrão característico dos gatos siameses é resultado da ação de uma enzima envolvida na síntese de
pigmentos escuros existentes nos pêlos. O pigmento escuro aparece apenas nas partes frias do animal!
Explique porque este fenômeno ocorre em função da temperatura. Esquematize um gráfico da atividade
desta enzima em função da temperatura.
5. A peroxidase é uma enzima largamente distribuída no reino vegetal, é responsável por alterações
indesejáveis da qualidade dos alimentos. A atividade da peroxidase de cenouras durante o armazenamento
é mais pronunciada do que em outras peroxidases estudadas. Estudos mostram que a atividade enzimática
da peroxidase da cenoura está entre o pH 6,0 a 6,4. Faça um gráfico da Vr x pH para a peroxidase.
Explique porque valores de pH interferem na atividade enzimática.

6. Um exemplo de controle irreversível das atividades enzimáticas é:


OBS: identifique cada tipo de inibição das alternativas.
a) Fosforilação pelas proteínas das quinases;
b) Ligação do substrato no sítio regulador;
c) Ligação do inibidor no sítio do substrato;
d) Conversão proteolítica das enzimas digestivas.

7. A constante de Michaelis (Km) é:


a) Inalterada pela presença de um inibidor competitivo;
b) A concentração de substrato onde se obtém a Vmax;
c) A concentração de enzima onde se obtém metade da velocidade máxima;
d) Baixa quando a afinidade da enzima pelo substrato é alta.

8. A captoprila, um inibidor competitivo da enzima conversora da angiotensina, pode ser utilizada como
agente terapêutico na hipertensão. Os inibidores competitivos alteram:
a) A velocidade máxima da reação;
b) A afinidade da enzima pelo substrato;
c) Tanto a velocidade máxima da reação a afinidade da enzima pelo substrato;

9. Quando soluções de enzimas são aquecidas ocorre uma progressiva perda de atividade catalítica com o
tempo. Uma solução de hexoquinase incubada a 45ºC perde 50% de sua atividade em 12 minutos.
Entretanto, quando a enzima é incubada a mesma temperatura na presença de grandes quantidades de
glicose (seu substrato), ela perde apenas 12% de sua atividade no mesmo período de tempo. Por que a
enzima perde sua atividade quando incubada a 45ºC? Por que a perda de atividade é diminuída na
presença de excesso de glicose?

LIPÍDEOS E MEMBRANAS

1. As superfícies de plantas nativas suculentas das regiões áridas geralmente são cobertas por uma capa de
cera. Como isto ajuda a planta a sobreviver?

2. Algumas gorduras usadas na cozinha, como, por exemplo, a manteiga líquida, se estragam rapidamente
após exposição ao ar à temperatura ambiente, enquanto outras como a amanteiga sólida permanecem
inalteradas. Por que?

3. Coloque V ou F nas afirmativas abaixo, corrigindo as incorretas:


( ) Os triglicerídeos são os principais constituintes das membranas celulares;
( ) As ceras são lipídeos anfipáticos que têm como principal função a proteção;
( ) O colesterol não faz parte da porção lipídica das membranas celulares;
( ) A vitamina E (antioxidante) pode aumentar o nível de rancificação das gorduras estritamente
saturadas;
( ) Íons como o Ca+2 e o Na+ passam livremente pelas membranas celulares através de transporte
passivo;
( ) O ácido oléico (C189) tem maior ponto de fusão e maior solubilidade do que o ácido palmítico
(C16);
( ) O ácido linolênico (C189,12,15) apresenta índice de iodo menor do que o ácido palmitoleico
(C169);
( ) Os ácidos graxos saturados predominam nas gorduras de origem vegetal;
( ) O colesterol é precursor dos hormônios estereóides;
( ) Os fosfolipídeos são lipídeos hidrofóbicos localizados no interior das membranas plasmáticas;
( ) As membranas são constituídas exclusivamente de lipídeos;
( ) As glicoproteínas de membrana têm um papel importante no reconhecimento celular.
4. O que diferencia os indivíduos dos tipos sanguíneos A, B, AB e O?

5. Indique a (s) afirmativa (s) verdadeira (s) sobre as membranas:


a) Os fosfolipídeos são compostos anfipáticos;
b) Em comparação com os ácidos graxos insaturados, os ácidos graxos saturados possuem menores
pontos de ebulição e são mais líquidos;
c) O colesterol está presente em todas as membranas celulares;
d) Atuam como barreiras para gases como o CO2 e O2;
e) A difusão facilitada é um processo de transporte passivo;
f) Os transportadores são proteínas transmembranas.

6. Em alguns animais, os lipídeos estocados sob a pele desempenham um duplo papel. Focas, leões
marinhos, pingüins e outros animais árticos de sangue quente são amplamente “acolchoados” com
lipídeos. De qual tipo de lipídeo estamos falando? Como é a sua estrutura? Citar as suas funções nestes
animais.

CARBOIDRATOS

1. Ao se retirar a porção carboidrato da superfície de parasitos como o T. cruzi e a Leishmania, estes


deixam de ser reconhecidos pelo sistema imune do hospedeiro. Por que isto ocorre?

2. A celulose obtida das fibras das sementes de algodão é resistente, fibrosa e completamente insolúvel
em água. Diferentemente, o glicogênio, obtido de músculos, se dispersa rapidamente em água quente
formando uma solução turva. Embora estes dois tipos de polissacarídeos tenham propriedades físicas
bastante diferentes, eles são compostos de moléculas de D-glicose polimerizada através de ligações 1  4
e tem pesos moleculares semelhantes. Quais as características estruturais provocam estas propriedades tão
diferentes? Quais as vantagens biológicas de suas respectivas propriedades físicas?

3. O processo de digestão dos carboidratos começa na boca, pela ação da amilase, e termina no intestino,
pela ação das enzimas malatase, lactase e sacarase. Quais os monossacarídeos são produzidos pela ação
destas enzimas sobre os seus respectivos substratos?

BIOENERGÉTICA

1. A fosforilação da glicose por fosfato inorgânico oorre de acordo com a seguinte reação:
Glicose + P  Glicose-6P + H2O G0, = + 3,3 Kcal/mol
Esta reação ocorre espontanemente na célula? Justifique. Qual a estratégia pode ser utilizada pela célula
para favorecer a fosforização da glicose?

2. A síntese do AcetilCoA é realizada por um processo dependente da ATP:


Acetato + Côa + ATP  AcetilCoA + AMP + PPi
Os valores de Go de hidrólise do Acetil-CoA em Acetato e CoA e do ATP em AMP e PPi são
respectivamente: - 7,5 e – 14,3 Kcal/mol. Calcule o valor de Go, para a síntese do Acetil-Coa dependente
da hidrólise do ATP.

3. Qual a importância da existência de fosfocreatina (composto fosfatado de alta energia - G0 = -10,3
Kcal/mol) no músculo e em outros tecidos excitáveis como o cérebro e os nervos?
4. Observe o quadro abaixo e responda as seguintes questões:

Energia livre de hidrólise de alguns compostos fosforilados


Compostos G0, (Kcal/mol)
Fosfoenolpiruvato - 14,8
Carbamil-fosfato - 12,3
Acilfosfato - 10,3
Fosfocreatina - 10,3
Pirofosfato - 8,3
ATP - 7,3
Glicose – 1P - 5,0
Glicose – 6P - 3,3
Glicose – 3P - 2,2

a) Qual a direção ( ) de cada uma das seguintes reações, quando os reagentes estiverem em
quantidades equimolares?
ATP + creatina Fosfocreatina + ADP
ATP + glicerol Glicerol-3P+ ADP
ATP + piruvato Fosfoendipruvato + ADP
ATP + glicose Glicose-6P + ADP
ATP + carbamil Carbamil-P+ ADP

b) Quais os compostos da tabela acima são considerados de super alta energia, de alta energia e de baixa
energia?

METABOLISMO DE CARBOIDRATOS

1. Explique porque o ATP pode ser substrato e ao mesmo tempo inibidor da fosfofrutoquinase.

2. Por que a glicose é fosforilada quando entra na célula?

3. Defina o que é fosforilação em nível do substrato.

4. Os músculos esqueléticos brancos têm baixa concentração de mioglobina, mitocôndrias e glicogênio.


Como estes músculos obtêm ATP para a realização da contração muscular? Por que a velocidade de
contração destes músculos é mais rápida e eles têm resistência mais baixa do que os músculos vermelhos?
Suponha que os músculos brancos sejam desprovidos da enzima lactato desidrogenase (cataliza a reação
piruvato lactato) eles seriam capazes de desenvolver atividade física intensa, ou seja, gerar ATP em alta
velocidade através da glicose? Explique.

5. Qual a importância do perfeito funcionamento do fígado para a manutenção da glicemia? Os músculos


contribuem efetivamente para a manutenção da glicemia? Justifique.

6. Durante uma situação de lutar ou correr, a liberação de adrenalina promove a glicogenólise no fígado e
músculos esqueléticos. Quais são os produtos finais da degradação de glicogênio nos músculos
esqueléticos. Quais são os produtos finais da degradação de glicogênio nos músculos e no fígado? Qual é
a vantagem para o organismo de se ter estas vias específicas de degradação do glicogênio nesta situação?

7. É possível obter glicose a partir do piruvato se o ciclo do ácido cítrico e a fosforilação oxidativa
estiverem totalmente inibidos?

8. Qual a importância do oxaloacetato, um intermediário do ciclo cítrico, na gliconeogênese?

9. Em que locais da célula ocorrem a glicólise, o ciclo do ácido cítrico e a cadeia respiratória? Qual a
importância da compartimentalização destes processos?

10. Faça um balanço da metabolização da glicose em anaerobiose nas células (número de ATP e de
NADH), citando os pontos onde ocorre a formação destes produtos.
11. Quais os pontos da transformação de glicose a piruvato e de piruvato a glicose são irreversíveis? Qual
a importância desta irreversibilidade?

12. Quando se faz dosagem de glicose no sangue, este é recolhido em frascos contendo fluoreto (inibidor
enzimático). Por que isto é feito?

13. As concentrações de lactato no sistema sanguíneo antes, imediatamente após e 3 horas depois de uma
corrida de 400 metros são, respectivamente, 50, 200 e 60 mg/dl. O que provoca a rápida elevação na
concentração de lactato durante a corrida? O que provoca o declínio do lactato depois do término da
corrida? Por que o declínio ocorre mais lentamente do que a elevação?

14. Baseando-se nos seus conhecimentos em relação à regulação do metabolismo da glicose, assinale F
(falso) e V (verdadeiro) nas afirmativas abaixo, corrigindo as que forem falsas:

( ) A fosfoglicoisomerase, que catalisa a transformação de gli-6P em frutose 6-P é a principal enzima


reguladora da glicose.
( ) A insulina é um hormônio hiperglicemiante que aumenta a captação de glicose pelas células ativando
a glicogenólise.

CICLO DO ÁCIDO CÍTRICO E CADEIA RESPIRATÓRIA

1. Citar a importância biológica do ciclo de Krebs. Calcule o rendimento energético do ciclo de Krebs
(considere a entrada das coenzimas reduzidas na cadeia respiratória). Durante o ciclo ocorre fosforilação
em nível de substrato? Se ocorre, em que etapa?

2. Por que o transporte de elétrons e a fosforilação oxidativa são considerados processos acoplados?

3. Em que locais da célula ocorrem o ciclo do ácido cítrico e a cadeia respiratória?

4. A rotenona inibe FMNH2  CoQ e a antimicina A inibe CoQ  citocromos. Qual destas substâncias
constitui um veneno mais potente? Justifique. Quais as principais funções do Ciclo do Ácido Cítrico?

5. Uma paciente que toma uma dose sub-letal do agente desacoplador 2,3-dinitrofenol apresenta um
quadro clínico de sudorese, respiração ofegante e febre. Explique bioquimicamente a sintomatologia deste
paciente. Houve uma época que o desacoplador 2,4-dinitrofenol era prescrito como uma droga para
provocar o emagrecimento. Como, em princípio, este desacoplador age no emagrecimento: Depois que o
uso destes agentes provocou algumas mortes, eles não mais foram empregados terapeuticamente. Por que
a ingestão de desacopladores pode levar à morte?

6. Quantas moléculas de NADH2 e FADH2 são produzidas na oxidação de uma molécula de glicose a CO 2
e H2O via ciclo de Krebs? Quantos ATPs são formados a partir da oxidação destas moléculas na cadeia
respiratória?

METABOLISMO DE LIPIDEOS E PROTEÍNAS

1. À medida que o inverno se aproxima, os ursos polares se alimentam 20h/dia e consomem até 20.000
Kcal, principalmente carboidratos, em resposta às alterações sazonais na secreção hormonal (período da
engorda). Qual a importância da oxidação dos lipídeos durante o período de hibernação?

2. Complete o quadro abaixo:

Diferença entre a via biossintética e oxidativa dos ácidos graxos


Biossíntese Oxidação
Localização intracelular
Doador ou aceptor de elétrons
Forma em que as unidades de
carbono participam
Enzimas reguladoras
Hormônio ativador
3. Durante uma situação de “lutar ou correr”, a liberação de adrenalina promove a lipólise ou a lipogênese
no fígado e músculos esqueléticos?

4. Associe as colunas

A. LDL ( ) Transporta principalmente triglicerídeos endógenos do fígado para os


tecidos periféricos
B. Quilomicron (Q) ( ) Hormônio que ativa a lipogênese e a síntese proteica
C. HDL ( ) Intermediário do ciclo de Krebs envolvido no transporte da mitocôndria
para o citosol durante a lipogênese
D. Carnitina ( ) Essencial para que ocorra a degradação dos ácidos graxos na mitocôndria
E. VLDL ( ) Formado durante o jejum à partir do aumento da -oxidação no fígado
F. Acetil CoA ( ) Seu aumento está relacionado ao aumento de risco de doença arterial
coronária
G. Colesterol ( ) Lipídeo importante na formação das membranas celulares e precursor dos
hormônios esteróides
H. Citrato ( ) Transporta colesterol dos tecidos periféricos para o fígado via LDL
I. Glucagen ( ) Formado da junção dos lipídeos da dieta com apolipoproteínas
J. Corpos cetônicos ( ) Ativa a lípase hormônio sensível aumentando a oxidação de ácidos graxos
nos adipócitos
K. Insulina ( ) Produto da -oxidação e precursor e da lipogênese

5. Drogas como a Tolbutamida e Gliburida podem inibir a enzima Carnitina-transferase. Por que esta
deficiência resulta em dor muscular, fadiga e mioglobinúria após os exercícios extenuantes?

6. Por que os pacientes com Diabetes Mellitus insulino-dependentes, não tratados, apresentam um quadro
de ceto-acidose?

7. Como o grupo –amino dos aminoácidos é transportado no sangue e excretado nos mamíferos?

8. Por que a amônia é tóxica para as células dos mamíferos?

INTEGRAÇÃO DO METABOLISMO

1. Descreva as vias metabólicas do fígado e cérebro de um indivíduo submetido a jejum de 24 horas para
realização de uma intervenção cirúrgica. Qual o hormônio é liberado nesta situação?

2. Descreva as vias metabólicas ativas no músculo e tecido adiposo de um atleta durante a realização de
uma corrida de 100m e durante uma caminhada de 2 horas com ritmo moderado.

3. Descreva as vias metabólicas ativas no fígado e cérebro de um indivíduo submetido durante uma
semana a uma dieta rica em proteínas com ausência total de carboidratos e lipídeos.

GENES, EXPRESSÃO GÊNICA & BIOLOGIA MOLECULAR


1. Quais as vantagens e desvantagens da manutenção da integridade assim como da ocorrência de
mudanças na seqüência do DNA.
2. Defina o que é replicação e o que é transcrição.

3. Defina o que é uma mutação.

4. Um fragmento de um exon de uma fita senso de DNA possui a seguinte seqüência:


5´ A-A-A-A-C-C-G-G-G-G-G-C-A-C-T 3´
Suponha que uma mutação tenha ocorrido na fita senso descrita acima. Qual será o impacto das mutações
descritas abaixo no processo de transcrição (utilize a tabela do RNAm ). Qual seria a mais prejudicial?
Por que?
1. 5´ A-A-A-A-C-C-G-G-G-G-G-C-A-C-G 3´
2. 5´ A-A-A-A-C-T-G-G-G-G-C-A-C-T 3´
3. 5´ A-G-A-A-C-C-G-G-G-G-G-C-A-C-T 3´

5. O que são, onde atuam (onde se ligam) e qual é a função dos fatores de transcrição?

6. Qual é o papel dos poros nucleares e das proteínas associadas a estes durante o processo de transcrição.

7. Defina o que é genoma e o que é um gene.

8. Explique brevemente a ação de 3 pontos de controle na expressão gênica.