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Disciplina

Psicologia da Educação II

Coordenador da Disciplina

Profª. Ms. Elidihara Trigueiro Guimarães

7ª Edição
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados desta edição ao Instituto UFC Virtual. Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida,
transmitida e gravada por qualquer meio eletrônico, por fotocópia e outros, sem a prévia autorização, por escrito, dos autores.

Créditos desta disciplina

Realização

Autor

Profa. Ms. Elidihara Trigueiro Guimarães


Colaborador

Prof. Ms. Roncalli Silva Maranhão


Prof. Esp. Giovanni Bevilaqua
Sumário
Aula 01: Iniciando a caminhada pela Psicologia Educacional.............................................................. 01
Tópico 01: Bem vindo ao universo da Psicologia da Educação ............................................................ 01
Tópico 02: Conceitos em Psicologia Geral ............................................................................................ 03
Tópico 03: Fundamentos da Psicologia do Desenvolvimento ............................................................... 05
Tópico 04: Psicologia da Aprendizagem e da Educação ....................................................................... 08
Tópico 05: Psicologia Aplicada à Educação: Uma compreensão inicial ............................................... 11

Aula 02: Psicologia da Educação: Caminhos para uma análise diagnóstica ....................................... 15
Tópico 01: Valor da psicologia Escolar ................................................................................................. 15
Tópico 02: A Educação e a Psicologia a serviço da Aprendizagem ...................................................... 16
Tópico 03: Construindo um diagnóstico psicopedagógico .................................................................... 18
Tópico 04: Exercitando identificar e descrever situações problemas .................................................... 25

Aula 03: Apresentando recursos e ferramentas psicopedagógicas....................................................... 28


Tópico 01: Conhecendo o valor dos Recursos Psicopedagógicos ......................................................... 28
Tópico 02: Compreendendo melhor a função da vivência grupal ......................................................... 30
Tópico 03: A Aplicabilidade das vivências na relação professor e aluno .............................................. 33

Aula 04: Intervindo e gerenciando no espaço escolar............................................................................ 37


Tópico 01: Conceituando Intervenção e possibilidades de uma prática Psicopedagógica .................... 37
Tópico 02: Possibilidades de Intervenção .............................................................................................. 39
Tópico 03: Exercitando a Intervenção Psicopedagógica........................................................................ 42
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II
AULA 01: INICIANDO A CAMINHADA PELA PSICOLOGIA EDUCACIONAL

TÓPICO 01: BEM VINDO AO UNIVERSO DA PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

PALAVRA DA PROFESSORA DA DISCIPLINA DE PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II

VERSÃO TEXTUAL

Olá a todos

Bem vindos à modalidade virtual de aprendizagem.

Sou Elidihara, professora da Universidade Federal do Ceará e


coordenadora de assistência comunitária da Pro Reitoria de Assuntos
estudantis.

Estou como conteudista e coordenadora da disciplina de Psicologia da


Educação II.

Essa disciplina visa trabalhar a visão do professor através dos


conceitos da Psicologia aplicada ao ensino e a aprendizagem. Nela
teremos a condição de diagnosticar situações problemas no contexto
escolar através de técnicas e dinâmicas grupais e formas de
intervenção da realidade.

Discutiremos através de estudos de caso, chat´s e demais ferramentas


de aprendizagem a dinâmica de ensino a luz as teorias
psicopedagógicas e apresentaremos os sete saberes segundo Edgar
Morin e os quatro pilares aplicados à educação segundo Jacques
Delois.

Sabemos que o ensino semipresencial é uma modalidade moderna e


atuante, mas muito nova para a nossa realidade. Dessa forma, faz-se
necessário que todos nós nos empenhemos na caminhada para esse
aprendizado.

Tenhamos sempre a motivação e a dedicação persistente como linhas


de frente em nossos pensamentos, sentimentos, atitudes e ações.

Forte abraço e até lá.

Olá pessoal!!!!

Estamos percorrendo o universo da Psicologia da Educação.

Trabalharemos com um grande portfólio que se desdobrará nas 04


(quatro) aulas, e ao final de cada uma delas teremos o enunciado de uma
parte desse portfólio terminando por montarmos uma condução básica de
ações para a prática de professorado à luz da Psicologia Educacional.

Nessa primeira aula viajaremos pelos aspectos psíquicos de Freud e


Jung, as teorias de Piaget e Vigotsky, as teorias avançadas de Ausubel e

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Charpak e Omnès e passearemos pelas correntes filosóficas e
epistemológicas da Psicologia.

Introduziremos a correlação da Psicologia do desenvolvimento e da


Aprendizagem com a Psicologia Escolar e teremos o exercício de conexão:
Fórum/Chat/Portfólio sintonizado, experimentando uma forma de maior
fixação da aula em vigor.

Esperamos contar com você nessa jornada de maior


autoconhecimento, afirmação vocacional e despertar para uma atuação
docente que prima pelas necessidades reais do alunado.

Boa viagem e aproveitem !!!!

Ely Trigueiro

Coordenação da disciplina

FONTES DAS IMAGENS


1. http://www.denso-wave.com/en/

Responsável: Profa. Ms. Elidihara Trigueiro Guimarães


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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II
AULA 01: INICIANDO A CAMINHADA PELA PSICOLOGIA EDUCACIONAL

TÓPICO 02: CONCEITOS EM PSICOLOGIA GERAL

O nosso universo psíquico é formado por três níveis cerebrais:

CÓRTEX
No primeiro temos a sede dos nossos instintos, reflexos, ações motoras
e esqueléticas e a função da coluna vertebral refletindo nosso nível de
equilíbrio e nossa capacidade de sustentação óssea.

SISTEMA LÍMBICO
Figura 1: Tríplice Cérebro 1
No segundo temos o centro das nossas emoções, a nossa tonalidade
afetiva e nossos estados de ânimo e interferências parcimônicas.

NEO CÓRTEX
No terceiro temos a propriedade de pensamentos, ideias lógicas,
abstrações, criatividade e percepções mais intuitivas.
Figura 2 : Instâncias Psíquicas
Com esse conhecimento linkamos com a propriedade dos mecanismos
psíquicos que segundo Sigmund Freud são: O ID que é a sede do Prazer, o
EGO que é a sede da Realidade e o SUPEREGO que é a sede da Censura.
Todos permeando essa trilogia cerebral respectivamente CÓRTEX, LÍMBICO
E NEO CÓRTEX.

Dessa correlação tem-se também que os impulsos, os afetos, as ideias e


as percepções atuam sob a égide de um mecanismo cerebral azeitado e
temperado pelas vontades e desejos humanos, bem como pelas atitudes e
comportamentos e vivências adquiridos ao longo da vida.

Cada individualidade apresenta um tipo psicológico associado à


personalidade ( (essência humana)) que é formada pelo caráter ( (modelado
ao longo da vida e possível de ser modificado)) e pelo temperamento
((herança no que tange ao estilo de lidar com as circunstâncias,
pressões,reações e realidade)) e à história de vida ((visão de mundo e
experiências)) aos quais vão formar a singularidade do ser.

A partir daí vemos a presença de outra gama de modeladores do


comportamento e de existência. O mecanismo das FUNÇÕES PSÍQUICAS. Ou
seja, cada indivíduo atrela seus comportamentos a dois tipos de perspectivas:
a de perceber e a de julgar a realidade.

Assim, temos duas formas, segundo Carl Gustav Jung de ver o contexto
de vida:

Pela percepção sensorial ( (através dos cinco sentidos)) e/ou pela


percepção extra - sensorial ( (através da supra razão que nos exercita a
capacidade mais veloz de captar a realidade)) chamados respectivamente de
funções SENSAÇÃO E INTUIÇÃO.

E temos duas formas também segundo esse cientista em Psicologia, de


avaliar a realidade.

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Figura 3 :Variáveis de Jung Pelo JULGAMENTO PARCIAL e /ou AFETIVO (carregado de sentimentos
e preferências)e/ou pelo JULGAMENTO RACIONAL e/ou impessoal (baseado
na lógica e análise dos fatos) chamados respectivamente de funções
EMOÇÃO E RAZÃO.

Com essa premissa percebemos que toda a nossa estrutura interna /


mental está inter-relacionada senão vejamos:

Participam ativamente o tempo todo a nossa MEMÓRIA (sensor


mnemônico) que pode ser SELETIVA e/ou RETENTIVA, atuando a CURTO e
em LONGO prazo.

Temos a nossa MOTIVAÇÃO nos imprimindo a VOLIÇÃO (vontade) e o


impulso a autorrealização.

Dispomos da ATENÇÃO (sensor de interesse e atração) que pode ser


CONCENTRADA e/ou DIFUSA, atuando de forma específica de acordo com a
zona de preferência e /ou condicionamento.

E desse elenco de variáveis percebemos o quanto nossa vida também


sofre interferências de nossas próprias escolhas, de nossas heranças
genéticas, de nossa criação familiar e de nossas crenças e valores.

OLHANDO DE PERTO
Faz-se mister ressaltar que esse percurso nos coloca, enquanto
professores, com a responsabilidade de compreender a natureza humana,
suas especificidades e diferenças individuais e buscar intervir
positivamente no crescimento do alunado partindo da assertiva de que
esse conhecimento gera a garantia de uma melhor e maior qualidade de
aprendizado e revela as possibilidades de identificação de possíveis
disfunções de comportamento que possam bloquear um rendimento
escolar satisfatório e gerenciar formas de melhoria para o sucesso e
efetividade de nossa missão: dESPERTAR A VONTADE DE APRENDER A
APRENDER.

FONTES DAS IMAGENS


1. http://www.denso-wave.com/en/

Responsável: Profa. Ms. Elidihara Trigueiro Guimarães


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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II
AULA 01: INICIANDO A CAMINHADA PELA PSICOLOGIA EDUCACIONAL

TÓPICO 03: FUNDAMENTOS DA PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO

Nesse tópico podemos associar estágios de desenvolvimento aos


níveis de aprendizagem humana e suas repercussões no processo
educacional.

Senão vejamos:

Todo ser humano passa por estágios de desenvolvimento desde a fase


intra-uterina até o final de sua maturidade biológica e psicológica.

Decorrente dessa evolução o homem constrói sua personalidade,


postura de vida, crenças e conhecimentos e filosofia de vida.

O ensino aprendizagem vai determinando as formas de conquista de


percepção e compreensão da realidade e como professores temos a
responsabilidade de sermos tradutores desse percurso cognitivo em nossos
alunos.

Em cada etapa de desenvolvimento humano temos necessidades


específicas e uma progressiva construção de nossas estruturas mentais e
psicomotoras, que pedem a consolidação de processos endógenos e exógenos
a serem superados.

É dever de nós professores conhecê-los e compreender o nosso papel


nesse contexto.

SENSÓRIO MOTOR
PRÉ OPERATÓRIO
OPERAÇÕES CONCRETAS
OPERAÇÕES FORMAIS

SENSÓRIO MOTOR

Fonte [1]
Do 0 aos 2 anos vivemos segundo Piaget ao período sensório motor:
Caracterizado pelas necessidades básicas de sobrevivência e de
desenvolvimento dos reflexos e nomeação das necessidades.

PRÉ OPERATÓRIO

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Fonte [2]
Dos 2 anos aos 7 anos vivemos o estágio pré operatório: Caracterizado
pelo exercício da curiosidade, do egocentrismo, do acreditar que o mundo
existe na medida em que ele vê e reconhece.

OPERAÇÕES CONCRETAS

Fonte [3]
Dos 7 aos 11 anos temos o período das operações concretas: Caracteriza-
se pelo exercício operações lógicas, de identificar peso, quantidade e fazer
pequenas contas matemáticas com o uso da visualização real.

OPERAÇÕES FORMAIS

Fonte [4]
Dos 11 anos aos 15 anos desenvolvemos o estágio das operações formais:
Caracterizado pelo exercício da abstração, da análise independente da
visualização concreta e permite a capacidade de idealizar, hipotetizar e
inferir.

Percebe-se que também precisamos estar atentos enquanto professores


que inúmeros alunos não desenvolvem satisfatoriamente essas etapas,
fazendo com que sua condição de aprendizado fique comprometida e
dificulte o seu avanço cognitivo.

Assim, precisamos nos conscientizar de que ser professor passa pelo


estudo da realidade de desenvolvimento do sujeito, pela compreensão de
suas condições individuais e pela sua percepção e análise dos fatores de
desenvolvimento humanos: MOTOR, AFETIVO, SOCIAL E COGNITIVO.

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LEITURA COMPLEMENTAR
Para sua maior amplitude de visão leia ao texto aqui colocado: O
envolvimento da criança na aprendizagem: Construindo o direito de
participação. (Visite a aula online para realizar download deste arquivo.)

Após a leitura enriqueça seu conhecimento com a sessão Aprofundando


e os Box de YouTube ao final dessa aula.

FONTES DAS IMAGENS


1. http://4.bp.blogspot.com/-ymPYvLL_8I0/TeLZYAEjZsI/AAAAAAAAA
HI/dnADMIcIJ8U/s200/est%25C3%25A1dio+sens%25C3%25B3rio-
motor.jpg
2. http://3.bp.blogspot.com/-0IrWpFET25Q/T8qbqzvkieI/AAAAAAAAAK
g/QuQ5NusZ1nc/s1600/01cavalinho_de_pau.jpg
3. http://files.psicoposts.webnode.com/200000012-
7f843807e2/img01.jpg
4. http://2.bp.blogspot.com/-kj7tCmw0S_c/UHsF6UtohSI/AAAAAAAAE
FU/QGGA7IbTz5c/s1600/imagesCAEO7VLH.jpg
5. http://www.denso-wave.com/en/

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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II
AULA 01: INICIANDO A CAMINHADA PELA PSICOLOGIA EDUCACIONAL

TÓPICO 04: PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM E DA EDUCAÇÃO

Percebe-se através dessa aula que a Psicologia da Aprendizagem vem


fundamentar a atuação do professor e respaldar sua prática profissional
dando-lhe condições para identificar em que estágio cognitivo o seu aluno se
encontra e permite-lhe intervir positivamente para o seu caminhar evolutivo.

E nesse aspecto tivemos a grande contribuição de PIAGET (1970)


quando nos coloca que conhecer é interpretar a realidade através de modelos
assimilação e acomodação, o que nos impede de ter uma leitura total da
experiência nos indicando também das diversas possibilidades de
compreensão do aluno sobre um dado exercício e que temos que ter o
Piaget [1]
cuidado de não exigir deste um grau de entendimento menor e/ou maior ao
que lhe é possível.

Com Piaget vimos também que a ação mental cognitiva é fortalecida


pelas interações dos indivíduos com os inúmeros objetos de conhecimento
permitindo continuamente novos níveis de descobertas, inovação, apreensão
e absorção de dados, informes e aprendizagem com o intuito orgânico de
levar-nos a uma espécie de adaptação. Dessa forma, como professores temos
que compreender essa dinâmica e acionar frequentemente formas de
estimulação e potencialização das habilidades no alunado e permitir-lhe
evoluir a cada dia.

OLHANDO DE PERTO
A sala de aula (física e/ou virtual/ar livre), a interação com pares e
professores, material didático são espaços institucionais nesse momento
de legitimação, estando docente e discente em uma sintonia real de
interesses e necessidades convergentes: O APRENDER. É uma espécie de
caminho para uma construção do aprendizado de forma DIALÓGICA:
aluno e professor interagindo com os diversos elementos do
conhecimento.

Com esse fluxo tem-se novos conhecimentos servindo de âncora para


outros conhecimentos. Um novo transcendendo e não excluindo o adquirido.

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AUSUBEL
Segundo AUSUBEL, nossos subsunçores
(âncoras de significância) nos permitem
constantemente obter maior facilidade de
construção de conhecimento a partir dessas diversas
experiências acumuladas. Contudo, cabe a nós
professores obter formas de identificação do estado
Ausubel [2] cognitivo ao qual se encontra nossos alunos e
direcionar as estratégias didáticas capazes de incluí-
los no nível de raciocínio compatível com sua idade,
série, potencial, capacidades, limites e necessidades.

VYGOTSKY
Não podemos esquecer a contribuição de
VYGOTSKY quando apresenta uma noção de que o
desenvolvimento se dá primeiramente no nível externo
ao sujeito, posteriormente vindo a ser internalizado
pelo mesmo.

Vygotsky [3]

PARADA OBRIGATÓRIA
Não podemos esquecer que embora tenhamos esses teóricos como
pressuposto importante para o desenvolvimento das teorias da
aprendizagem precisou-se de uma visão ampla, mais complexa da
educação e do desenvolvimento humano, percebendo os paradigmas da
complexidade em superação aos paradigmas mecanicistas.

Abaixo vemos de forma sucinta, um quadro comparativo das TEORIAS


DE APRENDIZAGEM X COMPLEXIDADE já que esta irá nos fornecer maior
sustentação teórica e a reportaremos com maior frequência.

TEORIAS DA APRENDIZAGEM

Mecânicas Orgânicas Complexa

Sistema de ensino Sistema de ensino Na natureza o caos é a


fechado, modelagem aberto admite regra e a ordem a
predeterminada de interferências nos exceção. Os sistemas
conteúdos e programas e evoluem quando se
programas. conteúdo. encontram distantes do
Previsibilidade e Imprevisibilidade equilíbrio.
controle.

Partem do Reconhecem a Princípio da


pressuposto que uma interferência de sensibilidade às
vez bem definido o variáveis condições iniciais.
programa e o independentes no Pequenas causas
conteúdo, não há processo de ensino- podem provocar
como não obter êxito. aprendizagem. grandes efeitos.
Princípio da incerteza.

Os programas e As diferenças existem Os sistemas orgânicos


conteúdos não levam e são essenciais para se adaptam e evoluem
em consideração as a elaboração e continuamente.
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diferenças individuais reformulação de
e culturais dentre programas e
outras. conteúdos.

Só se aprende o que O ensino- Autopoiese. A


se ensina. aprendizagem é um capacidade de
processo construído. autogerar-se é vivida
nos sistemas orgânicos.

Os modelos de ensino Os modelos são Auto-organização.


são acabados e passíveis de mudança Momentos críticos são
inquestionáveis. e transformação. decisivos para evolução
adaptação espontâneos.

O processo de ensino O conhecimento não Princípio


se baseia na se transmite. Ele é hologramático. Todo
reprodução de gerado. conhecimento
conteúdos. construído traz a marca
de toda uma bagagem
vivida e aprendida.

A ênfase está no Há a valorização do Lógica fuzzy. A


resultado processo de aprendizagem é um
supostamente construção do processo que flui e não
"correto", não se conhecimento e das há fronteiras rígidas
levando em etapas da entre etapas.
consideração a forma aprendizagem.
de construção do
pensamento.

O método de ensino Todo programa de Fractais. Os padrões da


não levam em ensino-apredizagem natureza estão
consideração os é construído pela presentes em tudo.
padrões de análise dos perfis,
manifestação da padrões e
natureza humana. características de
personalidade dos
indivíduos.

Fonte: Construído por Guimarães, Elidihara T e Maranhão, Roncalli S, 2008

FONTES DAS IMAGENS


1. http://faculty.frostburg.edu/mbradley/psyography/piaget.jpg
2. http://unilumendidactica.files.wordpress.com/2009/03/ausubel1.jpg
3. http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/7/7e/Lev_Vygotsky.j
pg/190px-Lev_Vygotsky.jpg
4. http://www.denso-wave.com/en/

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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II
AULA 01: INICIANDO A CAMINHADA PELA PSICOLOGIA EDUCACIONAL

TÓPICO 05: PSICOLOGIA APLICADA À EDUCAÇÃO: UMA COMPREENSÃO INICIAL

a consciência da complexidade faz-nos compreender que não


poderemos nunca escapar à incerteza e que não poderemos nunca ter um
saber total. ‘A totalidade é a não verdade.

Edgar Morin

VERSÃO TEXTUAL

Quando falamos de Psicologia Aplicada à Educação, estamos nos


reportando à Psicologia Escolar ou Psicologia Educacional.

Nessa matéria veremos a importância da conduta do professor em


potencializar em sala de aula as habilidades, aptidões e vocações do alunado
levando em consideração as diferenças individuais, a ambiência
social /familiar e a experiência de vida.

OLHANDO DE PERTO
Como professores precisamos trabalhar nossa performance enquanto
guia, orientador e facilitador de caminhos no desenvolvimento pessoal e
profissional de nossos alunos.

Como alunos precisamos trabalharmo-nos de forma contínua,


buscando entender nossas limitações e potencialidades, bem como nos
permitir avançar no conhecimento, na nossa formação pessoal, valores,
objetivos e projeção de futuro.

Assim, nessa disciplina vamos nos exercitar tanto como alunos como
professores aliando a coerência no dito e no vivido; tendo o cuidado de
perceber os conteúdos com seriedade e aplicá-los na própria atuação
profissional; reportando-se a exemplos cotidianos e checando o que se
confirma e o que se apresenta controverso, buscando entender e visualizar
soluções práticas para a ação docente.

OBSERVAÇÃO
Precisamos ter como meta a compreensão de que >ser professor é
sentir as necessidades do aluno, é perceber suas carências de
informações, seu nível cognitivo e encontrar formas criativas e reflexivas
de levá-lo à auto descoberta.

Ser um professor psicologicamente falando é dar condições para que o


outro aprenda a aprender. Fazendo-o praticar, ter dúvidas, refletir, buscando
respostas e adquirindo o hábito de buscar, pesquisar, descobrir, indagar e
investigar.

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Ser professor é ser exemplo. É servir. É propiciar maneiras didáticas,
claras e coerentes de aprendizado. É provocar no aluno a vontade de não
apenas memorizar e ou acumular informações. Mas principalmente de
compreender e ultrapassar os próprios limites do conhecer.

Sobre a Psicologia da Educação...

OBJETO DE ESTUDO
A Psicologia da Educação tem como objeto de estudo as condições
psicosócio cognitivas do aluno e do professor em contexto.

MISSÃO
Tem como MISSÃO propiciar meios para que professores e alunos
dialoguem e construam um espaço de construção do conhecimento,
levando em conta a individualidade do ser e o meio circundante.

TAREFA BÁSICA
Sua TAREFA BÁSICA é levar os envolvidos à reflexão e a apropriação
de sua história, tendo a consciência de suas escolhas e de suas
responsabilidades.

INSTRUMENTO METODOLÓGICO
Seu INSTRUMENTO METODOLÓGICO é a interpretação da realidade
dos sujeitos e das circunstâncias que operam nesse contexto avaliando
possibilidades que colaborem para que professores, alunos, escola e família
obtenham maior sincronicidade de interação e troca.

Através das leituras, discussões e exercícios dinâmicos poderemos


conquistar um maior avanço de conhecimentos, posturas e atitudes proativas
e assertivas, capazes de potencializar e humanizar a prática educacional.

NOVIDADE
Teremos um fórum para discussão e uma sala de chat livre para
debates, tiragem de dúvidas e para reunião virtual de grupos e um espaço
Notas de aula com informações complementares da coordenação da
disciplina sobre os diversos aspectos trabalhados em cada aula.

MULTIMÍDIA
YOUTUBE:

1 - Entrevista Carl Gustav Jung (Psicologia Analítica) [1]

2 - Menteinovadora - Aprendizagem Significativa [2]

3 - Aprender brincando [3]

4 - Desenvolvimento Humano [4]

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LEITURA COMPLEMENTAR

Vamos ler artigos (veja a lista abaixo) que nos aprofunde na inter-
relação de Psicologia Geral e a Psicologia aplicada à Educação. Para isso,
de acordo com esses títulos, você poderá acessá-los aqui e em material de
apoio.

APROFUNDANDO (Visite a aula online para realizar download deste


arquivo.)

APROFUNDANDO_01 (Visite a aula online para realizar download


deste arquivo.)

APROFUNDANDO_02 (Visite a aula online para realizar download


deste arquivo.)

APROFUNDANDO_03 (Visite a aula online para realizar download


deste arquivo.)

APROFUNDANDO_04 (Visite a aula online para realizar download


deste arquivo.)

APROFUNDANDO_05 (Visite a aula online para realizar download


deste arquivo.)

A FORMAÇÃO DOS FORMADORES (Visite a aula online para


realizar download deste arquivo.)

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL (Visite a aula online para realizar


download deste arquivo.)

GESTÃO ESTRATÉGICA NAS ESCOLAS (Visite a aula online para


realizar download deste arquivo.)

FÓRUM
1ª PARTE: CORRELAÇÃO PSICOLOGIA APRENDIZAGEM E
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

Considerando suas expectativas sobre esta disciplina, faça correlações


utilizando informações de cada tópico dessa aula. Reflita sobre sua prática
e busque participar todos os dias do fórum discutindo com base em sua
vivência. Vamos fazer dessa aula um exercício de interatividade eficiente e
eficaz.

CHAT
Em um de nossos encontros presenciais vocês assistiram a um filme
dirigido. Na data e horário marcados com seu tutor, participe do chat
previsto e à luz do roteiro disponibilizado em material de apoio (e já
orientado presencialmente) discuta com seu grupo sobre os aspectos mais

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relevantes do filme. Clique em Portfólio do professor e acesse ao roteiro de
estudo e de participação no chat. Leia, discuta com seu grupo e respondam
ao rol de perguntas, o que virá a facilitar o seu aproveitamento.

REFERÊNCIAS
COLL, César (1997) - PIAGET, O CONSTRUTIVISMO E A EDUCAÇÃO
ESCOLAR: ONDE ESTÁ O FIO CONDUTOR? In: Substractum Artes
Médicas: TEMAS FUNDAMENTAIS EM PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO, v.
1, n. 1, pp. 145-164.

FERREIRO, Emília - PSICOGÊNESE E EDUCAÇÃO. IN


CONSTRUINDO A ALFABETIZAÇÃO, Coletânea AMAE Educando, 2ª
ed., Belo Horizonte, 1991.

LERNER, Delia (1995) - O ENSINO E O APRENDIZADO ESCOLAR -


argumentos contra uma falsa oposição. In: PIAGET E VYGOTSKY:
NOVAS CONTRIBUIÇÕES PARA O DEBATE. Editora Ática: São Paulo.

MORIN, Edgar (1990) - INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO COMPLEXO.


Instituto Piaget: Lisboa.

PIAGET, J. (1976) - EQUILIBRAÇÃO DAS ESTRUTURAS COGNITIVAS.


Trad. Marion M.S. Penna. Rio de Janeiro, Zahar.

PIAGET, J. (1983) - A EPISTEMOLOGIA GENÉTICA. São Paulo, Abril


Cultural, Coleção Os Pensadores, 2a Ed ,1970

FONTES DAS IMAGENS


1. http://br.youtube.com/watch?v=fKed6sp3mD4
2. http://br.youtube.com/watch?v=Ngwmr4e0sDc
3. http://br.youtube.com/watch?v=0wNHLs5aqbc&feature=related
4. http://br.youtube.com/watch?v=K0BIVJsCW20&feature=related
5. http://www.denso-wave.com/en/

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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II
AULA 02: PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO: CAMINHOS PARA UMA ANÁLISE DIAGNÓSTICA

TÓPICO 01: VALOR DA PSICOLOGIA ESCOLAR

Quando nos reportamos a PSICOLOGIA lembramos-nos de mente,


cérebro, comportamento, pensamento, pessoas. E quando reportamos à
EDUCAÇÃO nos lembramos de aprendizagem, desenvolvimento, evolução,
ensino, treinamento, mudanças.

Assim, apresentarmos a PSICOLOGIA da EDUCAÇÃO é ressaltarmos


processo de autoconhecimento que leva à possibilidade da autonomia e a
aprendizagem permanente, utilizando o ensino como fonte de aprendizagem
e o comportamento como fonte de superação contínua a nos levar a um
eterno devir.

Como? Através do uso coerente, analisado e adequado de formas


diagnósticas das atitudes comportamentais dos alunos, utilizando
ferramentas e técnicas psicopedagógicas que potencializem seus talentos,
que mobilizem sua capacidade cognitiva e lhe favoreçam o crescimento social
e afetivo.

Com a PSICOLOGIA EDUCACIONAL promovemos a possibilidade de


uma maior atuação entre: diretores, professores, alunos e comunidade com
vistas a uma maior integração e congruência de atitudes e ações. Podemos
atuar como profissionais mais sintonizados com as necessidades de nossos
alunos e podemos estabelecer vínculos mais legítimos com nossos pares,
colaboradores, superiores e discentes.

Com a PSICOLOGIA EDUCACIONAL podemos facilitar a aproximação da


própria escola/instituição/organização com o universo psico-sócio e
cognitivo de seus funcionários, professores e alunos tornando a realidade
escolar uma possibilidade real de mudança de paradigmas, de redefinições
de posturas e modelos e de uma maior valorização do ser humano e das
diferenças individuais.

PARADA OBRIGATÓRIA
Enfim a PSICOLOGIA ESCOLAR É: “o ramo da psicologia que estuda
o processo de ensino/aprendizagem em diversas vertentes: os
mecanismos de aprendizagem nas crianças e adultos... (,e a ) eficiência e
eficácia das táticas e estratégias educacionais; bem como o estudo do
funcionamento da própria instituição escolar enquanto organização...”
WIKIPÉDIA

FONTES DAS IMAGENS


1. http://www.denso-wave.com/en/

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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II
AULA 02: PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO: CAMINHOS PARA UMA ANÁLISE DIAGNÓSTICA

TÓPICO 02: A EDUCAÇÃO E A PSICOLOGIA A SERVIÇO DA APRENDIZAGEM

Uma das principais características que possibilitam um docente


moderno e antenado com as necessidades do seu alunado é ser
empreendedor, intuitivo, flexível a mudanças, aberto às novas demandas dos
alunos, atualizado quanto ao que acontece no mundo a sua volta e age com o
espírito filosófico, questionando e conhecendo a amplitude da realidade
escolar.
Segundo o pesquisador francês JACQUES DELOIS (1998) em seu livro:
Educação um tesouro a descobrir, fruto de uma reunião na UNESCO, a
educação contemporânea deve obedecer aos seguintes pilares:

Para MORIN(2000) a Educação para o futuro deve ter como foco sete
saberes necessários:

SETE SABERES NECESSÁRIOS


1- AS CEGUEIRAS DO CONHECIMENTO

O ser humano deve perceber a realidade com a cautela em proclamar


verdades pautadas em suas percepções.

2- PRICÍPIO DO CONHECIMENTO PERTINENTE

O conhecimento é complexo e interdisciplinar.

3- ENSINAR A CONDIÇÃO HUMANA

O ser humano precisa aprender a ser humano.

4- ENSINA A IDENTIDADE TERRENA

As pessoas precisam se ver fazendo parte de uma macro realidade e


suas consequentes atitudes e ações.

5- ENFRENTAR AS INCENTEZAS

A realidade é dinâmica e dialeticamente caótica.

6- ENSINAR A COMPREENSÃO

O princípio da sincronicidade, inter-relação e complementaridade nos


possibilita enxergar a realidade.

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7- A ÉTICA DO GÊNERO HUMANO

Os valores morais e universais fazem parte de nossa vida e de nossa


sobrevivência na terra.
*** TEREMOS UM MAIOR APROFUNDAMENTO DESSES PRESSUPOSTOS NAS AULAS 3 E 4

E para os diversos autores no campo educacional, cabe ao professor


perceber as MUDANÇAS PARADIGMÁTICAS para melhor atuar como
profissional conectado às mudanças de valores, de percepções, de objetivos e
de posturas que estão a ocorrer no universo escolar.

VISÃO TRADICIONAL NOVO PARADIGMA

VALORES E PERCEPÇÕES VALORES E PERCEPÇÕES


Visão mecanicista e fragmentada Visão sistêmica do conhecimento
do conhecimento

ENSINO EDUCAÇÃO
Ação, gerenciada pelo instrutor, Enfatiza o aprender a conhecer, o
de transmitir informações aprender a ser, o aprender a conviver

INSTRUTOR EDUCADOR
Foco do processo de ensino É estimulado de um ambiente plural,
multidimensional

ALUNO APRENDIZ
Elemento passivo no processo de Centro de referencia da ação
ensino/td educacional, agente e autor do
processo de aprendizagem

SALA DE AULA AMBIENTE DE APRENDIZAGEM


Espaço físico destinado ao Não está delimitado pelo espaço
ensino físico, mas pela concepção de
aprendizagem.

Todas essas contribuições teóricas refletem as diversas lacunas


existentes no campo da gestão educacional, desde a sua concepção do que é
EDUCAÇÃO, passando pela funcionalidade prática da PSICOLOGIA atrelada
a uma maior potencialização da atuação docente.

Precisa haver um olhar mais amplo, mais comprometido, mais crítico e


mais transformador por parte do docente, profissional esse que deve ter a
MISSÃO, a VOCAÇÃO e a DIREÇÃO voltados essencialmente para o ato de
SALVAR VIDAS.

FONTES DAS IMAGENS


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Responsável: Profa. Ms. Elidihara Trigueiro Guimarães


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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II
AULA 02: PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO: CAMINHOS PARA UMA ANÁLISE DIAGNÓSTICA

TÓPICO 03: CONSTRUINDO UM DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO

Para falarmos sobre diagnóstico, precisamos primeiramente definir as


linhas filosóficas ((campo de análise e reflexão)) ao qual devem dirigir a
atuação docente.

TEORIA
A TEORIA norteia o caminhar do professor.

MÉTODO
O MÉTODO é o conjunto de procedimentos que possibilitarão o
docente desenvolver seu trabalho à luz de uma teoria.

TÉCNICA
A TÉCNICA é um dos elementos metodológicos em que o professor
exercita o seu método.

AÇÃO
A AÇÃO deverá ser uma resultante da operacionalização dos passos
anteriores.

De posse desses PRESSUPOSTOS, o professor deverá construir um


INSTRUMENTO de INVESTIGAÇÃO:

Pode ser observação, entrevista, questionário, dinâmica, jogo, estudo


de caso ou simulações da realidade.

Contudo, o docente deverá:

OBSERVAR a realidade à luz de uma TEORIA DA APRENDIZAGEM,

INDAGAR com base em um ROTEIRO de FATOS já percebidos,

Usar DINÂMICAS de acordo com o PERFIL da turma,

Utilizar JOGOS, respeitando as DIFERENÇAS INDIVIDUAIS,

Aplicar ESTUDOS de CASO baseado em FATOS REAIS,

Realizar SIMULAÇÕES da realidade utilizando teatro contextualizado,


fantoches, LABORATÓRIOS VIVENCIAIS.

Para facilitar sua caminhada nessa direção científica, vamos abordar os


seguintes pontos:

As QUATRO CORRENTES PEDAGÓGICAS e suas intersecções com a


PSICOLOGIA:

Segundo Bonfim (1998) apresentam-se assim, clique nas abas abaixo:

PEDAGOGIA TRADICIONAL

18
PEDAGOGIA NOVA
PEDAGOGIA TECNICISTA
PEDAGOGIA LIBERTADORA

MOMENTO HISTÓRICO

Metade século XIX, Primeira República (1889-1930).

OBJETIVO PRINCIPAL

Moldar comportamentos e conhecimentos.

CARACTERE BÁSICO

Preponderância do agente externo.

BASE

Prática educativa persistiu no tempo, quadro referencial para outros.

INDICADORES DE FORMALIZAÇÃO

Reformas Republicanas: Rui Barbosa (1882) e Benjamin Constant


(1890).

TEORIA CIENTÍFICA

Positivismo/Empirismo.

TÉCNICAS

Preparação, comparação, assimilação e generalização.

ENFOQUE EDUCATIVO

Indutivo

VISÃO DE MUNDO

Conhecimento sistematizado, acumulado, externo ao indivíduo (verdade


universal) enciclopédia estática, pronta, acabada e transmissível.

VISÃO DE HOMEM

Ideal, abstrato, tabula rasa, iguais em natureza e racionalidade,


imutável, moldável.

DESAFIO

Conduzir o aluno à verdade universal.

ENSINO APREDIZAGEM

Quantidade aprendida em termos de: atividade sensorial, memorização,


compreensão, raciocínio abstrato, ação escrita e oral.

CONHECIMENTO

Aquisição de conteúdo cultural transmitido de fora que vão conformar a


personalidade do aluno. Acúmulo de informação.

RELAÇÃO PROFESSOR /ALUNO

Verticalização

AVALIAÇÃO

Certificar a exatidão de informações reproduzidas através de provas,


exercícios, testes.

METODOLOGIA

19
Exposição e demonstração feita pelo professor de forma verbal com
exercícios repetitivos e disciplinarmente.

FRASE BÁSICA

“Ensinar é transmitir conhecimentos que modelem a mente e a vontade


do aluno”.

MOMENTO HISTÓRICO

Industrialização, Nascimento da ciência, final do século XIX, avanço das


forças produtivas.

OBJETIVO PRINCIPAL

Identificar necessidade e interesse do indivíduo para que possam ser


desenvolvidas.

CARACTERE BÁSICO

Centramento nas diferenças individuais.

BASE

Eixo pedagógico voltado para o sentimento.

INDICADORES DE FORMALIZAÇÃO

Decroly e Montessori, Piaget, Rogers, Biopsicologização.

TEORIA CIENTÍFICA

Biologia, Funcionalista, Cognitivista, Humanista.

TÉCNICAS

Liberdade e autonomia do aluno, jogos, trabalho lúdico, iniciativa,


trabalhos manuais.

ENFOQUE EDUCATIVO

Esforço Individual com estímulos contínuos.

VISÃO DE MUNDO

Tendência liberal renovada, a realidade é um fenômeno subjetivo


percebido e experimentado pelo homem.

VISÃO DE HOMEM

Dotado de poderes individuais, único e essencialmente diferente,


inacabado e mutável.

DESAFIO

A pessoa em pleno funcionamento.

ENSINO APRENDIZAGEM

O ensino está centrado na pessoa. A direção tem o sentido de levar a


pessoa à própria experiência estruturando-se.

CONHECIMENTO

Abstrato e construído a partir da experiência. É a experiência pessoal.

RELAÇÃO PROFESSOR/ ALUNO

Pedagogia não diretiva, clima de relacionamento autêntico.

AVALIAÇÃO

20
Feedback contínuo, auto engrandecimento, auto avaliação, construído
pelo professor e aluno.

METODOLOGIA

Cada educador desenvolve um estilo próprio. Aluno com autonomia


para pesquisa e crítica.

FRASE BÁSICA

“O professor não ensina, apenas cria condições para que o aluno


aprenda”.

MOMENTO HISTÓRICO

Metade século XIX, Primeira República (1889-1930).

OBJETIVO PRINCIPAL

Preparar recursos humanos eficazmente, treinando-os para metas


estabelecidas.

CARACTERE BÁSICO

Dimensão técnica privilegiada, concepção racional dos meios.

BASE

Eixo na racionalidade, produtividade, controle, objetivação operacional.

INDICADORES DE FORMALIZAÇÃO

Bandura, Mager, Briggs, Bloom.

TEORIA CIENTÍFICA

Behaviorismo, Cibernética, Teoria Sistêmica, Informática,


Funcionalismo, Engenharia Comportamental.

TÉCNICAS

Especificação, avaliação, organização, controle planejado, mensuração


de resultados.

ENFOQUE EDUCATIVO

Objetivação do trabalho de forma racionalizada.

VISÃO DE MUNDO

O mundo já é construído. O homem basta descobri-la e aplicá-la.

VISÃO DE HOMEM

O primado é o objeto e não o homem.

DESAFIO

O planejamento antecipa o que se pretende atingir.

ENSINO APRENDIZAGEM

Aprender é modificar o comportamento.

CONHECIMENTO

A experiência é planejada e os objetivos norteiam os resultados.

RELAÇÃO PROFESSOR /ALUNO

Princípio da Administração por Objetivos.

21
AVALIAÇÃO

Testes, exames e objetivos a serem analisados, pré-testes.

METODOLOGIA

Desempenho planejado, recursos práticos e procedimentos de ensino.

FRASE BÁSICA

“O homem é a conseqüência das influências e das forças existentes no


meio ambiente”.

MOMENTO HISTÓRICO

Golpe de 64, Movimentos Populares, Reformulação Católica

OBJETIVO PRINCIPAL

Compreender a realidade de forma crítica e transformadora

CARACTERE BÁSICO

Andragogia no treinamento.

BASE

Processo de participação ativa nas discussões e ações práticas.

INDICADORES DE FORMALIZAÇÃO

Paulo Freire, Teologia da Libertação.

TEORIA CIENTÍFICA

Humanismo, Fenomenologia, Existencialismo, Neomarxismo.

TÉNCNICAS

Diálogo, relatos de experiência, debates, andralúdico, dramatização do


cotidiano problematizando-o, pesquisa participante.

ENFOQUE EDUCATIVO

Do pensar ingênuo para o pensar crítico.

VISÃO DE MUNDO

Elaborada pelo homem na medida que toma consciência e transforma a


realidade.

VISÃO DE HOMEM

Sujeito do processo.

DESAFIO

Transformação do processo mental do aluno.

ENSINO APRENDIZAGEM

Princípio da Horizontalidade.

CONHECIMENTO

Unidade dialética subjetividade-objetividade.

RELAÇÃO PROFESSOR/ALUNO

Não há professor e sim um coordenador que facilita a dinâmica do


grupo.

AVALIAÇÃO

22
Auto avaliação e avaliação mútua recíproca.

METODOLOGIA

Exposição dialogada, debates, dinâmicas de grupo.

FRASE BÁSICA

“O homem é sujeito pela reflexão sobre seu ambiente concreto.”

A partir dessa análise passamos para o tipo de enfoque a trabalhar.

ENFOQUE DOS CONTEÚDOS


ENFOQUE DEDUTIVO

O conceito é apresentado, explica-se ponto a ponto, exemplifica-se e


há a generalização. É um movimento do geral para o particular.

ENFOQUE INDUTIVO

A partir de um exemplo dado e/ ou vivenciado, as ideias vão sendo


afloradas, expostas e explicadas até chegar aos conceitos. É um movimento
do particular para o geral.

ENFOQUE REFLEXIVO / CRIADOR

De uma situação problema o grupo vai sendo orientado a detectar as


questões chaves e decisões utilizando-se

Passa-se depois se passa para o tipo de habilidades de pensamento

HABILIDADES DE PENSAMENTO
ARGUMENTAÇÃO

Relacionar ideias e comprovar os fatos.

CLASSIFICAÇÃO

Organizar fatos, dados e ideias por critérios e metas.

COMPARAÇÃO

É definir diferenças e semelhanças. Do simples ao complexo.

INTERPRETAÇÃO

A partir de observações, faz-se inferências e generalizações sobre a


realidade

CRÍTICA

É posicionar-se sobre determinados fatores intrínsecos à realidade. Há


nessa tipologia a utilização de todas as habilidades de pensamento.

OBSERVAÇÃO E DESCRIÇÃO

Utilizar a atenção seletiva para organizar dados e informações de


forma intencional, direcionada ou não e com o uso de percepções e visão de
mundo.

ANÁLISE

Decomposição dos dados para compreensão do todo.

ORDENAÇÃO

23
Organização lógica e temporal de dados e informações para a tomada
de decisões.

DISCERNIMENTOO

Uso do raciocínio supra lógico para a análise e intervenção da


realidade combinando seletividade e informações prévias, visando uma
tomada de decisão.

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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II
AULA 02: PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO: CAMINHOS PARA UMA ANÁLISE DIAGNÓSTICA

TÓPICO 04: EXERCITANDO IDENTIFICAR E DESCREVER SITUAÇÕES PROBLEMAS

Completando o ciclo de análise temos as principais TEORIAS DA


APRENDIZAGEM fundamentando a prática docente.

EPISTEMOLOGIA GENÉTICA DE PIAGET

Percepção do nível de estrutura cognitiva desenvolvida através do


manejo em resolução de problemas.

TEORIA SÓCIO-CULTURAL DE VIGOTSKY

Perceber o grau de evolução interacional entre professores, alunos,


pares e comunidade, observando o ZDP.

APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS/ INSTRUÇÃO ANCORADA (BRANSFORD)

Utilizando-se a ferramenta Estudo de caso ou simulação de problemas


exercita-se no aluno a capacidade de observação e de aprendizagem
baseada nas âncoras do conhecimento apreendido e vivido.

TEORIA DA FLEXIBILIDADE COGNITIVA (SPIRO, FELTOVITCH, COULSON)

Percepção do grau de habilidades e capacidades interativas no


desenvolvimento das representações de conteúdo e cognição.

APRENDIZADO SITUADO (LAVE)

Percepção do espaço contextual e cultura dos grupos envolvidos para


melhor análise e diagnóstico das situações problemas.

TEORIA DA INCLUSÃO (AUSUBEL)

A partir do conhecido, assimilado e compreendido o aluno cria


âncoras que favorecerão seu maior aprendizado.

TEORIA SÓCIO-CULTURAL DE VIGOTSKY

Perceber o grau de evolução interacional entre professores, alunos,


pares e comunidade, observando o ZDP.

APRENDIZADO EXPERIMENTAL (ROGERS)

Percepção compartilhada de professores e alunos. Uso da empatia e do


melhor aproveitamento de potencialidades.

INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS (GARDNER)

Com o mapeamento de inteligências múltiplas do alunado, poder-se-á


detectar graus de interesse, aproveitamento e redirecionamento de ações
pedagógicas .

Fonte Ampliação e adaptação do quadro: Introdução às teorias da aprendizagem.

FÓRUM
APRENDENDO A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO

Estudando e analisando o Estudo de Caso (Visite a aula online para


realizar download deste arquivo.) (acesse o portfólio do professor), reflita
e poste suas percepções quanto as melhores alternativas de diagnóstico

25
para esse evento específico, faça suas colocações com base nas teorias
vistas nessa aula e nas anteriormente vistas em Psicologia do
Desenvolvimento e da Aprendizagem.

ATIVIDADE DE PORTFÓLIO
CONSTRUINDO UM DIAGNÓSTICO PARTE I

Apresentem um perfil diagnóstico dos principais problemas


identificados no Estudo de Caso em questão. Analisem e pormenorizem as
principais causas e consequências da postura do professor e dos alunos e
apontem qual melhor condução deverá ser tomada. Disponha a atividade
no portfólio criado para seu grupo.

AJUDA
Acesse o portfólio do professor aqui (Visite a aula online para realizar
download deste arquivo.), para um roteiro de análise para facilitar o seu
melhor aproveitamento do Estudo de caso.

LEITURA COMPLEMENTAR
Para aprofundar seus conhecimentos leia os textos abaixo:

Ensino, aprendizagem e inovação tecnológica (Visite a aula online para


realizar download deste arquivo.)

Formação docente e legislação (Visite a aula online para realizar download


deste arquivo.)

Jogos e simulações educacionais (Visite a aula online para realizar


download deste arquivo.)

Jogo empresarial e educacional (Visite a aula online para realizar


download deste arquivo.)

Jogos educativos no ensino aprendizagem (Visite a aula online para


realizar download deste arquivo.)

Psicodrama educacional (Visite a aula online para realizar download deste


arquivo.)

REFERÊNCIAS
BONFIM, David. PEDAGOGIA DO TREINAMENTO.R.J:
Qualitmark,1998

DEMO, Pedro. PROFESSOR DO FUTURO E RECONSTRUÇÃO DO


CONHECIMENTO, R.J: Vozes,,2004

26
DELORS, Jacques (Org). EDUCAÇÃO UM TESOURO A DESCOBRIR.
São Paulo: Cortez, 1998

FREIRE, Paulo. PEDAGOGIA DA AUTONOMIA. 22ed. São Paulo: Paz e


Terra,2002

MORIN, Edgar. OS SETE SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DO


FUTURO. 2ed. São Paulo: Cortez, 2000

FONTES DAS IMAGENS


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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II
AULA 03: APRESENTANDO RECURSOS E FERRAMENTAS PSICOPEDAGÓGICAS

TÓPICO 01: CONHECENDO O VALOR DOS RECURSOS PSICOPEDAGÓGICOS

Como em qualquer processo profissional, precisamos ter as chamadas


ferramentas ou kit de trabalho. Essas ferramentas são utilizadas em
decorrência do objetivo, método, estilo e foco de atuação de cada
profissional. No caso, da docência, devemos ter o cuidado de utilizar recursos
compatíveis com o nosso referencial teórico, sem perder de vista as
diferenças individuais, culturais e psicossociais.

AJUDA
Como vimos na aula 2, precisamos definir e discernir qual pedagogia
de trabalho vamos atuar e com que técnicas vamos agir. Abaixo
conheceremos os grandes blocos de atuação correlacionando método
pedagógico e ferramental de ação psico educacional.

Pressuposto Teoria da
Método Ferramenta Funcionalidade
Filosófico Aprendizagem

Positivismo Ativismo Pedagogia Exposição teórica Ação normativa


Tradicional

Behaviorismo Cognitivismo Pedagogia Exposição Ação


Tecnicista Dialogada, condicionadora
Dinâmicas

Fenomenologia Construtivismo Pedagogias Nova e Jogos, Dinâmicas e Ação reflexiva,


Transformadora Técnicas associativa e
participativa

Marxismo Interacionismo Pedagogia Jogos, Dinâmicas e Ação reflexiva e


ampliado Social Transformadora Técnicas associativa

Quadro 1: Correlação Referencial Teórico e Recursos Psicopedagógicos


Fonte: Guimarães, Elidihara Trigueiro. Conhecendo as Vivências Grupais,
Apostila de Treinamento, 1998.
Pelo quadro acima exposto, percebe-se uma evolução ao longo do tempo
das formas pedagógicas e interativas na relação
professor/aluno/escola/sociedade.

Para reforçar essa assertiva, vamos ver as bases epistemológicas


interligadas com as teorias de aprendizagem.

Base Epistemológica Teorias da Aprendizagem

Racionalismo de Weber Empirismo

Fenomenologia Existencialista de Marcuse Construtivismo

Materialismo Histórico de Marx Interacionismo Social

Marxismo Ampliado de Gramsci Teorias Avançadas

Antropologia e complexidade de Morin Ensino Figurativo

Podemos a partir daí ver a correlação das correntes pedagógicas com os


princípios filosóficos, uma vez que esses pressupostos fundamentam a

28
construção, validação, intervenção e recomendação dos instrumentos
metodológicos da docência, a saber:

Fonte: Guimarães, Elidihara Trigueiro Guimarães. Adaptação 2008.


Com as orientações seguintes vamos conhecer no tópico II mais detalhes
sobre as ferramentas de ação psicopedagógica.

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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II
AULA 03: APRESENTANDO RECURSOS E FERRAMENTAS PSICOPEDAGÓGICAS

TÓPICO 02: COMPREENDENDO MELHOR A FUNÇÃO DA VIVÊNCIA GRUPAL

PARADA OBRIGATÓRIA
Bem... Mas afinal o que são ferramentas psicopedagógicas?

São atividades vivenciais que colaboram para o entendimento,


captação, compreensão e assimilação do aprendizado humano. São
ferramentas de cunho pedagógico e psico educacional visando a maior
sustentação e solidificação do conhecimento adquirido, bem como
favorece a potencializarão de habilidades, diagnóstico de situações
problemas e processos de intervenção da realidade.

Logo abaixo vamos perceber melhor essas tipologias:

FORMATAÇÃO VIVÊNCIAS GRUPAIS

Tipologia Dinâmica Jogos Técnica

Simular a realidade Estimular e /ou


Potencializar habilidades e através de regras e relaxar o grupo nas
Objetivo
competências medidas estabelecidas atividades de
previamente trabalho

Exercitar a
Reflexão e análise da Trabalhar conflitos e
Caractere Básico participação dos
realidade valores
grupos

Grupos pouco se
Autoconhecimento, Viver e refletir diferenças
conhecem, trabalhar
elucidação de causas e individuais, senso de auto
Indicações inibição e
comprensão de variáves crítica e de crítica no
dificuldade de
interpessoais coletivo
interação.

Para atividades de
Grupos iniciantes que têm
tomada de decisões
Despreparo do professor em problemas de relação
e /ou que requeiram
Contra-Indicações não saber identificar o tipo interpessoais e que não
profundidade de
de vivência adequada. estão dispostos a se
resposta e
trabalhar.
conhecimento.

Estimulação,
interação,
Motivação, Comunicação,
Descontração,
Variáveis Percepção, Afetividade, Negociação, Conflitos,
Atenção, Interesse,
comportamentais Raciocínio, Aprendizagem, Percepção, Comunicação
Concentração,
Relações sociais
Percepção,
Complemetaridade.

De 20 (vinte) minutos a 01 De 01 (uma) até 02 (duas) Até 15 (quinze)


Tempo utilizado
(uma)hora. horas. minutos.

Estímulos escritos, visuais, Cartelas, material de


Material a ser Símbolos, fábulas,
sonoros, artefatos, jogos, fichas, papeletas,
utilizado vitalizadores.
símbolos. regras, formulários.

Cantigas, repentes,
Estudo de caso, Resolução músicas, frases de
de problemas, debates, efeito e
Atividades discussões,simulações de Jogos e brinquedos movimentação do
realidade, teatro, grupi, ações
contextualização. relaxantes, ações de
manejo com grupão.

Ludicidade e mediação de Ludicidade e


Principio Norteador Ludicidade e senso crítico
valores Convivialidade

Postura do Observação e
Observação Atenção contínua
Professor complementaridade

Compartilhada com
Discutida e construido os Discutida com parâmetro
Avaliação todos de forma mais
parâmetros com /no grupo pré-estabelecidos
sucinta.

30
Fonte: Guimarães , Elidihara Trigueiro. CONHECENDO AS VIVÊNCIAS GRUPAIS, Apostila de
Treinamento, 2008.
Percebe-se através desse quadro expositor, que cada vivência tem sua
finalidade e meta básica e para ser usada pede conhecimento e habilidade
técnica que reforça no nosso trabalho a importância de atentarmos para os
objetivos específicos de cada tipologia e suas peculiaridades e possibilidades
de diagnóstico e/ou intervenção.

Fazendo uma associação com o nosso raciocínio inicial temos:

CORRELAÇÃO: PEDAGOGIAS E VIVÊNCIAS GRUPAIS /GRAU DE


UTILIZAÇÃO

Pedagogia

Vivências Tradicional Técnica Nova Transformadora

Moderadamente
Jogos Não utilizado Pouco utilizado Utilizado
utilizado

Dinâmicas Não utilizado Utilizado com moderaçao Bem utilizado Muito utilizado

Utilizado com
Técnicas Utilizado Muito utilizado Bem utilizado
direcionamento

Fonte: Guimarães , Elidihara Trigueiro. CONHECENDO AS VIVÊNCIAS GRUPAIS, Apostila de


Treinamento, 2008.
Pelo exposto temos a compreensão de que cada ação docente necessita
de um norte metodológico para atuar de maneira responsável e coerente com
o seu tronco teórico.

OLHANDO DE PERTO
Vale lembrar que cada montagem pedagógica pede uma percepção
psicológica básica e uma visão integrada dos 04 (quatro) fatores de
desenvolvimento humano e sua interseção com as funções psíquicas de
Jung.

Figura 2: Inter-relacionando os fatores


Fonte: Guimarães , Elidihara Trigueiro. CONHECENDO AS VIVÊNCIAS GRUPAIS, Apostila de
Treinamento, 2008.
Correlação: Desenvolvimento Humano e Integração Psíquica

Funcão Psíquica Fatores

Sensação Motor

Cognitivo Razão

Sócio - Afetivo Emoção

31
Integrado Intuição

Fonte: Guimarães , Elidihara Trigueiro. CONHECENDO AS VIVÊNCIAS GRUPAIS, Apostila de


Treinamento, 2008.

PARADA OBRIGATÓRIA
Reflita sobre a inter-relação dos fatores humanos e as funções
psíquicas e perceba como elas estão embutidas nas atividades e vivências
escolares.

Para e preste atenção.

Ah!! Aproveite e comece a ler os arquivos acadêmicos que


preparamos para vocês

LEITURA COMPLEMENTAR
Jogos (Visite a aula online para realizar download deste arquivo.)

Jogos e simulação (Visite a aula online para realizar download deste


arquivo.)

Simulações e jogos (Visite a aula online para realizar download deste


arquivo.)

Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologia (Visite a aula online


para realizar download deste arquivo.)

Psicodrama (Visite a aula online para realizar download deste arquivo.)

A educação de jovens e adultos (Visite a aula online para realizar


download deste arquivo.)

Os princípios andragógicos no contexto do processo (Visite a aula online


para realizar download deste arquivo.)

FONTES DAS IMAGENS


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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II
AULA 03: APRESENTANDO RECURSOS E FERRAMENTAS PSICOPEDAGÓGICAS

TÓPICO 03: A APLICABILIDADE DAS VIVÊNCIAS NA RELAÇÃO PROFESSOR E ALUNO

Para compreendermos melhor a aplicabilidade desse ferramental na


dinâmica docente e discente, vejamos algumas interseções importantes.

FUNCIONALIDADE DAS VIVÊNCIAS NA RELAÇÃO PROFESSOR E ALUNO

Tipologia Dinâmica Jogo Técnica

Situações que
exijam exercitar a
Situações que descontração, a
exijam o interação,
Situações que
exercício da o estímulo a um
exijam análise,
tomada de novo
Situação reflexão, estudo
decisões conhecimento, o
problema. e checagem de
respeitando despertar para
conhecimentos e
regras, uma aula,
aprendizagem.
limites e recuperação de
valores. informações,
relaxamento,
animação.

Papel do
Facilitador. Mediador. Animador.
Professor.

Ação sobre o
Orientação. Condução. Estimulação.
aluno.

Problemas
mais Cooperação e
Diferenças Convivência e
apropriados Senso de
Individuais. socialização.
de serem Maturidade.
trabalhados.

Fonte: Guimarães , Elidihara Trigueiro. CONHECENDO AS VIVÊNCIAS GRUPAIS, Apostila de


Treinamento, 2008.
Contudo, embora com todas essas orientações psicopedagógicas, faz-se
necessário uma postura e atitude por parte do professor que o mobilize à
uma condução responsável, comprometida e coerente. Para isso, necessita-se
de alguns pontos a compreender:

33
CONDUÇÃO PSICOPEDAGÓGICA
*IDENTIFICAÇÃO: Saber identificar os problemas e as situações problemas
bem como os potenciais dos alunos a serem utilizados para a resolução
dessas limitações.

*COMPROMISSO: Posicionar-se dentro de sua responsabilidade, buscando


conduzir o processo com firmeza, competência e atitude.

*RECIPROCIDADE E DOAÇÃO: Agir com empatia, flexibilidade, tolerância


e discernimento, colocando-se no lugar do aluno e atentando para os sinais
de retorno e reciprocidade.

*FEEDBACK E ATUALIZAÇÃO: Buscar continuamente fornecer devolutiva


para os alunos de suas percepções como orientador que norteia as ações e
oferece caminhos.

CONSEQUENTES VARIÁVEIS
E em termos de consequentes variáveis resultantes dessas utilizações
metodológicas tem-se

Na relação professor e aluno:

*GRAUS DE CONTATO INTERPESSOAL: interação, relacionamento,


vinculação

*FORMAS DE DINAMIZAÇÃO EM SALA DE AULA: práticas de vivências


grupais

*NÍVEIS DE POTENCIALIZAÇÃO COGNITIVA: Exercícios, Desafios e


Atividades de estímulo ao pensamento

ASPECTOS GERENCIAIS
E no que se refere aos aspectos gerenciais adquiridos pelo docente
dessas práticas tem-se como resultante:

Para a identidade profissional:

*FORMAÇÃO E MATURIDADE PARA O TRABALHO: Habilidade Humana

*CONSCIENTIZAÇÃO DA DIMENSÃO DA ATUAÇÃO: Habilidade Conceitual

*INSTRUMENTALIZAÇÃO BÁSICA: Habilidade Técnica

Vale ressaltar que muitas atividades utilizadas passam pelo crivo de uma
análise do docente quanto a aplicabilidade e identificação dos melhores
caminhos técnicos a seguir.

Senão vejamos:

34
Figura 3: Circuito de Vivências e Atividades na Escola Inter-relacionadas
Fonte: Guimarães , Elidihara Trigueiro. CONHECENDO AS VIVÊNCIAS GRUPAIS, Apostila de
Treinamento, 2008.

FÓRUM
IDENTIFICANDO MÉTODOS E TÉCNICAS DE INTERVENÇÃO
A partir de sua leitura e aprofundamento nas técnicas e ferramentas
psicopedagógicas, apresente sua percepção quanto as mais indicadas para
o ESTUDO DE CASO (VISTO NA AULA 2) em questão.

ATIVIDADE DE PORTFÓLIO
APLICANDO TÉCNICAS E FERRAMENTAS PSICOPEDAGÓGICAS-
PARTE II

Elenquem um rol de ferramentas e técnicas de cunho


psicopedagógicos para serem utilizados na resolução do Caso em questão.
Especifiquem a utilidade e momento da aplicação e a sequência de passos
a seguir. Justifiquem suas escolhas e poste no portfólio do grupo. Bom
trabalho!

REFERÊNCIAS
ARAÚJO, V. C. O JOGO NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO
PSICOMOTORA. São Paulo: Ed. Cortez, 1992. 106p.

BATTAIOLA, André L. JOGOS POR COMPUTADOR: histórico,


relevância tecnológica e
mercadológica, tendências e técnicas de implementação In: Anais. XIX
Jornada de
Atualização em Informática. Curitiba: julho de 2000.

DELORS, Jacques. EDUCAÇÃO: UM TESOURO A DESCOBRIR. São


Paulo: Cortez, 1998.

FARIA, A. R. O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA E DO


ADOLESCENTE SEGUNDO PIAGET. Ed. Ática, 3º edição, 1995.

FREIRE, Paulo. PEDAGOGIA DA AUTONOMIA: saberes necessários


para a prática
educativa. São paulo: Paz e Terra, 1996.

35
FRIEDMANN, A. BRINCAR: CRESCER E APRENDER: O RESGATE DO
JOGO INFANTIL. São Paulo: Ed. Moderna, 1996.

GARDNER, Howard. ESTRUTURAS DA MENTE; A TEORIA DAS


INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.

Guimarães, Elidihara Trigueiro:CONHECENDO AS VIVÊNCIAS


GRUPAIS, UFC, 2008

LÉVY, Pierre. AS TECNOLOGIAS DA INTELIGÊNCIA; O FUTURO DO


PENSAMENTO NA ERA DA
INFORMÁTICA. Rio de Janeiro: Ed 34, 1993.

LIPMAN, Matthew. O PENSAR NA EDUCAÇÃO. Petrópolis: Vozes,


1992.

LYON, Harold C. APRENDER O SENTIR-SENTIR PARA APRENDER.


São Paulo: Martins Fontes,1977.

MORAN, José Manuel. MUDANÇAS NA COMUNICAÇÃO PESSOAL. São


Paulo: Paulinas, 1998.

FONTES DAS IMAGENS


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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II
AULA 04: INTERVINDO E GERENCIANDO NO ESPAÇO ESCOLAR

TÓPICO 01: CONCEITUANDO INTERVENÇÃO E POSSIBILIDADES DE UMA PRÁTICA PSICOPEDAGÓGICA

A intervenção Psicopedagógica veio introduzir


uma contribuição mais rica no enfoque pedagógico. O
processo de aprendizagem da criança é compreendido
como um processo pluricausal, abrangente,
implicando componentes de vários eixos de
estruturação: afetivos, cognitivos, motores, sociais,
econômicos, políticos etc. A causa do processo de
aprendizagem, bem como das dificuldades de
aprendizagem, deixa de ser localizada somente no
aluno e no professor e passa a ser vista como um
processo maior com inúmeras variáveis que precisam
ser apreendidas com bastante cuidado pelo professor
e psicopedagogo.

Leny Magalhães Mrech.

De acordo com vários autores e pelo enfoque dos grandes teóricos em


Educação o processo de aprendizagem se efetiva quando existe uma total
compreensão das inúmeras esferas de desenvolvimento com que o ser
humano abriga em sua contínua busca pelo conhecimento.

Seja motor, emocional, cognitivo, biológico e social e devemos como


facilitadores respeitar esse universo de nossos discentes possibilitando-os
a mergulhar no autoconhecimento e a descobrir a realidade complexa que
o circunda e no qual eles fazem parte.

Dessa forma, a intervenção psicopedagógica como a etapa posterior a


análise e a identificação de recursos técnicos, apresenta-se como decisiva
para a efetivação do ciclo de resolução de problemas e/ou impeditivos para
o processo de aprendizagem humano .

Faz-se importante registrar que nessa aula vamos perceber que


intervir é conhecer a realidade (diagnosticar), perceber como decifrá-la
(instrumental) e imprimir uma ação pedagógica condizente com a
necessidade percebida.

Através dessa aula também compreenderemos que até chegarmos a


intervenção propriamente dita precisaremos conhecer, refletir, observar,
ponderar, verificar e compartilhar com todos os envolvidos nas diversas
nuances da realidade em questão.

Esperamos que nessa caminhada vocês compreendam que ser


professor é ter além da vocação e da missão, precisa ter a devoção como
um exercício contínuo da humildade, verdade e compartilhamento de

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experiências buscando integrar teoria/técnica/contexto/sujeito nessa
profissão chamada amor pelo saber.

Ely Trigueiro

Coordenação da disciplina

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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II
AULA 04: INTERVINDO E GERENCIANDO NO ESPAÇO ESCOLAR

TÓPICO 02: POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO

Para WEISS (2000), a PRÁTICA PSICOPEDAGÓGICA deve considerar o


sujeito como um ser global, composto pelos aspectos orgânico, cognitivo,
afetivo, social e pedagógico.

Para esta, o processo de aprendizagem consiste em uma dinâmica


interação do aluno com o meio circundante. E a dificuldade em aprender
estaria no mau funcionamento dos fatores gerais de desenvolvimento, bem
como as possíveis inadequações entre eles.

Pela tabela abaixo perceba a contribuição de Weiss na intervenção


psicopedagógica relacionando os fatores de desenvolvimento e suas
manifestações quando das dificuldades de aprendizagem:

ENFOQUE ORGÂNICO
FOCO: Construção bilógica do sujeito.
DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM: Relacionada ao corpo.

ENFOQUE COGNITIVO
FOCO: Construção bilógica do sujeito.
DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM: Relacionada ao corpo.

ENFOQUE AFETIVO
FOCO: Afetividade do sujeito e sua relação com o aprender,com o desejo
de aprender.
DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM: relacionado com a dificuldade do
individuo em estabelecer um vínculo positivo com a aprendizagem.

ENFOQUE SOCIAL
FOCO: Relação do sujeito com a família, com a sociedade seu contexto
social e cultural.
DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM: relacionado a privação cultural do
aluno em relação ao contexto escolar.

ENFOQUE PEDAGÓGICO
FOCO: Forma como a escola organiza o seu trabalho.
DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM: relacionada a má definição de
métodos, técnicas de ensino, formas de avaliação.

PARADA OBRIGATÓRIA
Vale salientar que a reflexão docente vem como pré-requisito para a
aplicação dessa prática psicopedagógica. Assim, vamos perceber melhor
essa assertiva em outro quadro abaixo.

Reflexões como educador

NAS CAUSAS
Reflexão docente sobre as causas do fracasso escolar não para assumir
culpas, mas para se responsabilizar buscando alternativas e
possibilidades para decidir e dar resoluções aos problemas detectados,
verificando os fatores de aprendizagem que estão comprometidos e em

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que estágio se encontra, qual teoria melhor traduz e conduz essa análise e
intervenção.

NA ESTRUTURA CURRICULAR
Reflexão docente sobre a matriz curricular em termos de contexto,
compatibilidade com os níveis cognitivos das turmas e a partir do
desenvolvimento completo do aluno.

NA LINGUAGEM DE ENSINO
Reflexão docente sobre a importância de uma linguagem acessível ao
alunado, buscando minimizar conflitos, equilibrar a comunicação
professor e alunos, minimizando possíveis conflitos no processo ensino
aprendizagem.

NO ENFOQUE
Reflexão docente na adaptação e escolha dos enfoques psicopedagógicos
para melhor leitura e ação sobre os processos de desenvolvimento
humano. A visão da interdisciplinaridade se faz imprescindível para
enriquecermos o olhar e a ação humanística na educação, buscando
suporte nas diversas áreas do conhecimento e interpretando a
aprendizagem em todos os contextos: escolar, familiar; e nas esferas
afetiva, cognitiva e biológica.

NA APRENDIZAGEM
Reflexão docente na dimensão e visão psicopedagógica, em que somos
investigadores dos processos de aprendizagem dos nossos alunos,
buscando evitar os problemas dessa esfera que leve-nos a um fracasso
escolar.

NO COMPARTILHAR
Reflexão docente sobre a superação da visão ingênua da realidade onde o
aluno é responsabilizado totalmente por seu processo de aprendizagem.
Cabe a nós educadores intervirmos nesse processo identificando causas,
compartilhando necessidades, refletindo em conjunto com todos os
envolvidos e intervindo psicopedagogicamente .

NA DIMENSÃO EDUCACIONAL
Reflexão docente sobre os problemas de aprendizagem que resultam do
reflexo das situações concretas presentes nas instituições de educação.
Faz-se mister que todos os atores estejam envolvidos e comprometidos
realizando pesquisas, estruturando projetos e práticas interventivas
capazes de minimizar as discrepâncias no ensino em geral.

Quadro 2: Baseado e adaptado da obra de Weiss,2000

PARADA OBRIGATÓRIA
Olhar interventivo:

Como docentes, precisamos desejar que nossos alunos busquem


acertar sempre, mas desenvolvendo um olhar sobre a importância do erro
na aprendizagem.

O erro é um sinalizador de como o aluno está pensando e


compreendendo o que lê foi ensinado.

Verificando com mais atenção, zelo e cuidado os erros dos nossos


discentes podemos elaborar práticas de trabalho compatíveis com as
necessidades de nossos alunos.

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OLHANDO DE PERTO
IMPORTANTE!

A ALTERNÂNCIA DE PAPÉIS:
“psicopedagogia utiliza os TERMOS “ensinantes e aprendentes”
para denominar o PAR EDUCATIVO que comumente
conhecemos por professor e aluno. Mas quem é ensinante e
quem é aprendente? A nossa primeira tendência é imaginar
que o ensinante é o professor e o aprendente é o aluno, não é
mesmo? Mas para a psicopedagogia esses papéis se alternam o
tempo inteiro, afinal, quem nunca aprendeu com um aluno?
Qual o aluno que nunca ensinou nada ao professor? No
processo ensino-aprendizagem visto pela psicopedagogia
também aprendemos sobre nós, sobre a nossa forma de
ensinar. O outro nos serve de espelho.”
VANESSA SILVA FERREIRA

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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II
AULA 04: INTERVINDO E GERENCIANDO NO ESPAÇO ESCOLAR

TÓPICO 03: EXERCITANDO A INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

Todos os seres humanos são capazes de aprender, mas é necessário


que adaptemos a nossa forma de ensinar.

Vygotsky (1993)

Agora vamos procurar exercitar, através de um dos exemplos do Estudo


de caso de nossa disciplina.

Não esqueçamos que a intervenção psicopedagógica leva-nos a uma


análise sobre cada um dos PROBLEMAS DIAGNOSTICADOS e a forma de
intervir mais adequada com a utilização dos recursos normalmente
disponíveis e ao alcance da realidade escolar em questão.

EXEMPLO
POR EXEMPLO, o caso de atitudes de INDISCIPLINA apresentado
nesse ESTUDO DE CASO podemos observar através do quadro a seguir a
visualização de algumas das POSSIBILIDADES IDENTIFICADAS e que
poderão ser enriquecidas pela pesquisa no material de apoio e pelos
debates nos fóruns de nossa disciplina.

Situação
Intervenção Recursos
Problema

1 - Falta de 1a - Fazer seminários que A -


motivação para o enfatizem a importância Disponibilização de
educação e da educação e da textos para
apredizagem aprendizagem para a vida discussão e debates
daqueles adolescentes. nos seminários.
2 - Atividades de
sala pouco 1b a 6 a - Cada professor B - Um orientador
interessantes que poderia dedicar 15 educacional ou
não geram minutos do tempo de suas psicopedagogo.
satisfação nos aulas para dialogar com os
alunos. alunos no sentido de C - Slides, painéis e
conquistar a confiança materiais que
3 - Problemas de deles e trazer maior pudessem trabalhar
desenvolvimento: a aproximação. Assim, a criatividade dos
maioria dos alunos poderia saber as reais alunos nas
do grupo estudado causas daquele tipo de dinâmicas e tornar
se encontra no comportamento. as aulas mais
estágio pré- interessantes.
operatório. 2a - Diversificar a
metodologia das aulas D - Transponte
5 - Ambiente tornando-as mais para visitas a
desfavorável a interessantes. algumas área
apredizagem interessante da
desrepeito às 3a e 5a - Dar atenção cidade ou
diferenças personalizada e não tratar organização que
individuais. a todos indistintamente. pudessem reforça a
importância da
6 - Relacionamento 4a - Um professor, por cidadania e da

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aluno x professor exemplo o Mateus, urbanidade para a
problemático. voluntariamente poderia vida futura
tentar se aproximar de daqueles alunos.
7 - Indisciplina casa um dos alunos
generalizada. problemáticos e tentar
levantar o moral deles,
nem que para isso tivesse
que contar com a ajudar de
uma orientador(a)
educacional.

6b - Os professores que
ignoravam o problema
passariam a se posionar de
maneira não agressiva. O
Prof. Rogério poderia
adotar uma atitude mais
aberta e não ameaçadora e
também se aproximar
mais dos alunos
"quebrando o gelo".

7- Seria estabelecido um
horário, uma vez por
semana, para a aplicação
de vivências grupais que
pudessem resgatas alguns
valores como o respeito a
cooperação.

Quadro 3: Integrando Diagnose / Intervenção / Recursos


Fonte: Adaptação das teorias e práticas psicopedagógicas

OLHANDO DE PERTO
Vale lembrar que para cada possibilidade de intervenção pedagógica
existe um embasamento teórico concomitante o qual deve ser o resultado
de uma escolha consciente por parte do professor gerando uma atuação
responsável, consequente e psicopedagógica.

AÇÃO
– Organizar grupos para trabalho em equipes.

COMO?
–Integrando alunos que têm mais facilidade de aprender com alunos que
têm dificuldade de aprender.

PORQUE
– As crianças e os adolescentes “usam a mesma linguagem” e funcionam
como professores uns dos outros.

FÓRUM
APRESENTANDO SOLUÇÕES E CAMINHOS E FAZENDO UMA
AUTOAVALIAÇÃO.

A partir de sua leitura e aprofundamento nas FORMAS DE


INTERVENÇÃO, dos textos abaixo e em MATERIAL DE APOIO apresente

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sua percepção quanto as mais INDICADAS para o ESTUDO DE CASO
(VISTO NA AULA 2) em questão.

Após essa primeira postagem, faça uma retrospectiva de sua trajetória


na disciplina e poste novamente sua autoavaliação.

A Intervenção Psicopedagógica num Grupo de Graduandos (Visite a


aula online para realizar download deste arquivo.)

A Importância do Psicopedagogo Dentro da Instituição Escolar (Visite


a aula online para realizar download deste arquivo.)

Depressão Infantil Estratégias De Intervenção Psicopedagógicas


(Visite a aula online para realizar download deste arquivo.)

Intervenção Psicopedagógica Institucional (Visite a aula online para


realizar download deste arquivo.)

Intervenção Psicopedagógica Na Prática Docente (Visite a aula online


para realizar download deste arquivo.)

O Psicodrama na Intervenção Psicopedagógica (Visite a aula online


para realizar download deste arquivo.)

O uso de brinquedos e jogos na intervenção Psicopedagógica de


crianças com necessidades especiais (Visite a aula online para realizar
download deste arquivo.) .

ATIVIDADE DE PORTFÓLIO
INTERVINDO E GERENCIANDO PROBLEMAS - PARTE III

Construam um perfil sistematizado com as principais formas de


intervenção, bem como o fluxo passo a passo das suas medidas de
gerenciamento e condução da turma em análise.

REFERÊNCIAS
BOSSA, Nádia. A PSICOPEDAGOGIA NO BRASIL: contribuições a
partir da prática. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1994.

CARDOSO, Beatriz & TEBEROSKY, Ana. REFLEXÕES SOBRE O


ENSINO DA LEITURA E DA ESCRITA.Campinas, São Paulo: Editora da
Unicamp, 1989.

CASTORINA, J. A. PSICOLOGIA GENÉTICA. ASPECTOS


METODOLÓGICOS E IMPLICAÇÕES PEDAGÓGICAS. Porto Alegre:
Artes médicas, 1988.

DELORS, Jacques. EDUCAÇÃO: UM TESOURO A DESCOBRIR. São


Paulo: Cortez, 1998.

FERREIROS, Emília e TEBEROSKY, Ana. PSICOGÊNESE DA LÍNGUA


ESCRITA. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.

44
GUIMARÃES, Elidihara Trigueiro: CONHECENDO AS VIVÊNCIAS
GRUPAIS, UFC, 2008

WEISS, M. L. REFLEXÕES SOBRE O DIAGNÓSTICO


PSICOPEDAGÓGICO. IN: BOSSA, N.A. PSICOPEDAGOGIA NO
BRASIL. Porto Alegre: Artmed, 2000.

SILVA, Vanessa Ferreira.PROBLEMA DE APRENDIZAGEM:


POSSÍVEIS INTERVENÇÕES PSICOPEDAGÓGICAS, artigo pdf,Curso
de Pós-graduação em Psicopedagogia, MG.

FONTES DAS IMAGENS


1. http://www.denso-wave.com/en/

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