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Academia Integrada de Defesa Social


Campus de Ensino Metropolitano II

CURSO DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS BM

DISCIPLINA: GESTÃO ADMINISTRATIVA PÚBLICA

INTRODUÇÃO À DISCIPLINA

A administração está inserida na ciência social aplicada, tronando-se responsável pela organização,
planejamento, direcionamento e controle dos recursos (humanos, financeiros, materiais, entre outros) de uma organização.
Segundo Theo Haimann, a administração é um processo de desenvolver tarefas através da determinação de
políticas gerais com a finalidade de estabelecer projetos que visem um fim desejado.
De acordo com Chiavenato (1999), A Administração, etmologicamente falando é oriunda do Latim onde ad
denota direção/tendência para, e minister significa subordinação/obediência. Com o desenvolvimento da pós-modernidade,
administrar se revela como o ato de “criar condições ideais de solidariedade para que as pessoas possam se ajudar
mutuamente e gerar valor e riqueza de modo eficiente e eficaz”.
Já que estudaremos sobre a gestão no poder público, se faz necessário o entendimento dessa relação às
vezes confusa na sociedade que é o público e o privado. De forma bem categórica Coelho define e distingue essa relação
público e privado:

"Tudo o que a coletividade chamada povo convencionar, em determinado momento de


sua história, ser de interesse ou de propriedade comum, integrará a esfera pública,
ficando todo o restante adstrito à esfera privada" (COELHO, 2009).

Sendo assim gestão pública Segundo Pereira, Teixeira e Carvalho (2012), é um processo em que um
indivíduo procura meios para induzir pessoas, dentro de um processo cooperativo, a realizar tarefas que se efetivem em
benefício da sociedade, realizando reciprocidade de satisfação pessoal e coletiva.

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GESTÃO DE LOGÍSTICA
Inicialmente devemos apontar as diferenças básicas que determinam a forma como logística é prestada pela
administração privada e pela administração pública, demonstrando seus objetivos e diferenças na consecução das missões
desempenhadas.

A administração privada possui como premissas, objetivos corporativos com foco no lucro e na busca pelo domínio
de mercado. Os objetivos sociais são considerados secundários. Seus recursos são eminentemente oriundos da iniciativa
privada. Sua conduta é balizada pela legalidade genérica definida no artigo 5º, II da Constituição da República de 19883,
ou seja, “são lícitos os atos que a lei não proibir”.

Em contraponto, a administração pública possui objetivos corporativos com foco no atendimento ao cidadão, cujos
serviços prestados não visam à persecução de lucro, salvo àqueles prestados por algumas Empresas Públicas e
Sociedades de Economia Mista.

Todos os recursos que administra são públicos, e deve cumprir as premissas constitucionais e legais, sendo
balizado pela reserva legal absoluta definido no artigo 37 CF/88, ou seja, deve executar tudo aquilo que a norma
determinar. Para tanto, a administração pública, para prover suas missões por meio da sua cadeia logística deve atender o
que preconiza o REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO, que é composto pelo Princípio da supremacia do interesse
público sobre o privado e pelo Princípio da indisponibilidade do interesse público.

O primeiro princípio decorre do fato de que a administração pública deva gerir os bens coletivos, em razão da
distributividade e interesse da sociedade como um todo, devendo o Estado possuir prerrogativas (vantagens e privilégios)
sobre o particular, como observamos nos contratos administrativos (cláusulas exorbitantes a exemplo dos aditivos e
supressões, rescisões, penalidades), bem como os atributos dos atos administrativos (legitimidade, imperatividade, auto-
executoriedade), os atos de autotutela (anulação e revogação), o princípio da continuidade dos serviços públicos, dentre
outros.

O segundo princípio do regime jurídico administrativo reside no fato da administração não ser proprietária da coisa
pública, e por isso sofre restrições para atuação, a exemplo da obrigatoriedade de admissão de pessoal por meio de
concurso público; as contratações para compras, serviços e obras exclusivamente através de processos de licitação
pública; a inafastabilidade do cumprimento da finalidade pública pelos atos praticados; o cumprimento da ampla publicidade
e transparência dos atos públicos.

Tais princípios estão implicitamente contidos na constituição federal, observados em diversos dispositivos
normativos que convergem para tal conduta. Outrossim, a carta magna brasileira também contempla outros princípios que
obrigam a conduta do administrador público, conforme disciplina o artigo 37.

São denominados de Princípios Constitucionais Administrativos.

O princípio da legalidade confere ao agente público atuar nos limites da lei. É a denominada reserva legal
absoluta. Ao tratar da coisa pública não se aplica a autonomia das vontades, na maioria dos atos praticados pelo Estado.

O princípio da impessoalidade exige uma ação impessoal do agente, que atua em nome do Estado e não em
nome próprio, nunca atuar em benefício próprio, bem como devendo dispensar a todo o tratamento isonômico.

O principio da moralidade se refere à conduta de probidade administrativa dos agentes públicos, cujos atos
devem atender sempre à lei. É denominado de moralidade qualificada, baseada na boa fé administrativa.

O principio da publicidade impõe a ação transparente aos atos públicos, conferindo validade aos atos lícitos e
legais, bem como eficácia e moralidade através da publicação nos meios oficiais (diário oficial, jornais, internet).

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O principio da eficiência exige critérios técnicos e profissionais da atuação estatal, que assegurem o melhor
resultado possível. Não basta prestar o serviço público, deve atuar com os recursos disponíveis, seja material, pessoal ou
financeiro, com a máxima celeridade e perfeita execução, de forma satisfatória e completa, traduzindo-se pela eficácia, e
que promova uma efetiva mudança de comportamento ou prestação de serviço, atendendo concretamente os anseios da
sociedade.

AÇÕES PRECÍPUAS DA ADMINISTRAÇÃO. GESTÃO POR RESULTADOS.

A administração não é um fim em si mesmo. Deve inafastavelmente sempre buscar os resultados efetivos no
cumprimento de suas responsabilidades e atribuições legais. Para tanto, a gestão pública deve ser pautado nas premissas
de liderança, método e processo, de sorte a alcançar os resultados estipulados.

Para tanto, a administração deve implementar ações precípuas para obtenção dos resultados, dentre eles a
racionalização (técnica para utilização otimizada dos recursos objetivando diminuir o desperdício); simplificação (técnica
dirigida para eliminar o desnecessário, através de etapas de fluxo ou rotina) e a padronização (técnica que visa reduzir a
variação dos métodos, processos e critérios aplicados, utilizando a reiteração documentada).

Todo esse conjunto de providencias exige do administrador público uma série de atributos, sem os quais o
sucesso será improvável. Dentre esses atributos destacamos:

 Saber planejar.
 Saber lidar e liderar pessoas (comunicação eficiente, negociar, conduzir mudanças, obter cooperação,
decidir e solucionar conflitos).
 Ter visão sistêmica e global da estrutura organizacional.
 Ser proativo, ousado e criativo.
 Ser organizado.
 Saber controlar e fiscalizar.
 Saber utilizar os princípios, técnicas e ferramentas administrativas.
 Gerir com responsabilidade e profissionalismo.

ATRIBUIÇÕES E RESPONSABILIDADES DOS AUXILIARES PELA GESTÃO DE LOGÍSTICA NOS ÓRGÃOS


OPERATIVOS DE DEFESA SOCIAL.

Os Subtenentes e Sargentos desempenham importante e fundamental trabalho na gestão de logística das


corporações militares estaduais, no auxílio direto aos Oficiais chefes de serviços administrativos, como fiscal administrativo,
almoxarife, tesoureiro, encarregado de patrimônio, fiscal de contrato, dentre outros.

Os graduados e outras Praças das seções administrativas da OME são auxiliares diretos dos respectivos chefes
de seção, competindo-lhes:

 Executar os trabalhos de escrituração nos serviços de tesouraria, almoxarifado, rancho, serviços gerais,
segurança predial e outros que lhes forem confiados, mantendo os permanentemente em ordem.
 No serviço da tesouraria, a execução dos trabalhos de contabilidade, escrituração e arquivo que lhes forem
distribuídos;
 No serviço do almoxarifado, a execução dos trabalhos de escrituração, na guarda, na organização e na
conservação dos bens armazenados e dos trabalhos de recebimento e distribuição do material.

A responsabilidade dos agentes da administração decorre do princípio da prevalência total do interesse público ou
coletivo sobre o particular, além da previsão constitucional elencada no art. 37, § 6º da CF/88.

Todo servidor, militar ou civil, investido em função, cargo ou encargo, que vier a causar prejuízos ao patrimônio
público, às pessoas físicas e/ou jurídicas ou ao serviço, terá sua responsabilidade administrativa, civil e/ou criminal,
vinculadas às omissões ou atos ilegais em que incorrer ou praticar.
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A responsabilidade será civil quando ocorrer prejuízos para o Estado ou para pessoa física ou jurídica. A
responsabilidade civil não isenta o responsável da sanção administrativa e/ou criminal relativa ao evento.

A responsabilidade civil imputada ao agente ou auxiliar culpado acarretará o ressarcimento dos danos ou prejuízos
causados ao Estado ou a terceiros, com as cominações legais, em decorrência da respectiva ação regressiva promovida
pelo Estado.

Os débitos resultantes de responsabilidade civil não se anulam pela absolvição administrativa ou criminal do
agente, exceto quando, em última instância, a ação civil correspondente for julgada improcedente.

O ressarcimento dos danos sob responsabilidade do agente público (civil ou militar) se dará de for administrativa
ou judicial.

Os auxiliares dos agentes da administração respondem perante os respectivos chefes diretos.

A responsabilidade que resultar de perda, dano ou extravio de recursos, valores ou outros bens entregues aos
auxiliares do agente, será a este imputada, exceto se ficar comprovada a culpa de seu chefe ou de outrem.

O Estado responderá pelos danos que os agentes da administração causar a terceiro, cabendo-lhe ação
regressiva contra os responsáveis, nos casos de culpa ou dolo.

A responsabilidade do estado é objetiva, estando presente o nexo de causalidade e o dano. A responsabilidade do


agente público é subjetiva, devendo estar presente à culpa, o dano e o nexo de causalidade.

A comprovação de ausência ou exclusão de nexo causal, dano ou culpa isenta a responsabilidade civil, quanto
esta for objetiva e subjetiva.

A força maior, o causo fortuito, culpa da vítima e a culpa de terceiro são elementos de exclusão do nexo causal.

Nos casos de roubo, furto, extorsão, incêndio ou dano material, a isenção de responsabilidade fica dependente da
ausência de culpa do agente da administração.

Nenhuma ordem emanada de autoridade superior ou responsável que venha implicar em prejuízo para o Estado,
ou contrariem a legislação vigente, deve ser cumprida, sob pela de responsabilização solidária do agente executor, salvo
as decorrentes de atos lícitos previstas na lei (art. 5º, inc. XXV CRFB/88, art. 188 Código civil, lei de licitações).

Ordens decorrentes de atos ilícitos nunca podem ser cumpridas, devendo ser comunicadas para adoção das
medidas cabíveis e necessárias a sua apuração.

A ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DOS ÓRGÃOS DE LOGÍSTICA DO CBMPE.

A gestão de Logística no CBMPE engloba a participação de diversos setores da Corporação, notadamente a


Diretoria de Logística por ser o principal responsável pelas atividades de gestão da cadeia de suprimentos, englobando o
planejamento e execução das compras e licitações, controle de patrimônio, contratos administrativos, frota e
comunicações, além da gestão da manutenção e almoxarifado central. No entanto, para o pleno funcionamento do sistema
logístico participam diretamente: Diretoria de Finanças, Assessoria Jurídica, Centro de Controle Institucional, Comissões de
Licitação e o Centro de Engenharia e Arquitetura e Obras.

DIRETORIA DE LOGÍSTICA:

A Diretoria de Logística (Dlog) como órgão de direção setorial é responsável pelo planejamento, aquisição, coordenação,
fiscalização e controle das necessidades de suprimento de material e serviços comuns.

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A Diretoria de Logística incumbe-se (Art. 17 da LOB):

I - do planejamento, da normatização, da fiscalização e do controle das atividades relativas à gestão da aquisição e da


contratação para fornecimento de bens e prestação de serviços;

II – da gestão da frota de viaturas e embarcações;

III – da gestão do patrimônio e do material bélico da Corporação;

IV - das atividades de manutenção de materiais e equipamentos;

V – das atividades específicas de planejamento e gestão na área de serviços de engenharia, arquitetura e obras as obras,
incluindo as atividades de manutenção de material, equipamentos e das instalações.

A Dlog desenvolve as seguintes missões na gestão de logística da Corporação:

 Responsável pela elaboração da política de logística da Corporação, em razão do Orçamento estipulado, além de
verificar a conveniência e legalidade das despesas requeridas.
 Propõe normas no âmbito logístico do CBMPE.
 Controle da frota de viaturas e embarcações da Corporação, além do consumo de combustíveis e dos condutores.
 Gerenciamento de contratos de serviços contínuos e centralizados, incluindo as despesas com fornecimento e
serviços de: água e esgotos, energia elétrica, comunicações (telefonia fixa e móvel, internet banda larga),
transporte de tropa, gêneros alimentícios e alimentações preparadas, lavanderia, locação de imóveis e veículos,
dentre outros.
 Controle e gestão do patrimônio da Corporação, incluído os bens móveis, imóveis, armamento e munição.
 Processamento dos certames das despesas centralizadas através das Comissões de Licitação.

São órgãos de apoio logísticos, subordinados à DLog:

Centro de Manutenção (CMan)

Centro de Intendência (CInt)

Centro de Engenharia, Arquitetura e Obras (CEAO).

O CMan é responsável pela execução da manutenção de viaturas, embarcações, equipamentos operacionais e


administrativos.
O CInt é responsável pela execução dos processos de aquisição de bens e serviços comuns. Para tanto,
desenvolve as seguintes missões precípuas:

 Elaboração dos Termos de Referência;


 Elaboração de Termos de Especificação Técnica;
 Cotações de preços;
 Cadastramento de materiais e itens de materiais e serviços;
 Gestão do EFISCO no tocante ao cadastramento de materiais e itens de materiais, serviços e itens de serviço,
além da Solicitação de Aquisição (SA).
 Recebimento provisório e definitivo de materiais adquiridos e doados;
 Gerenciamento de Atas de Registro de Preços;
 Análise de amostras de materiais licitados;
 Controle do Almoxarifado Central (Centro de Distribuição), utilizando o Sistema SIGEPE/AES.
 Armazenamento e manutenção de armamento e munição.

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O CEAO é responsável pelas atividades específicas de execução das obras e serviços de engenharia e
arquitetura na Corporação.

DIRETORIA DE FINANÇAS:
Encarregada do planejamento, da normatização, da execução, do controle e da execução orçamentária e
financeira no âmbito da Corporação.

COMISSÕES DE LICITAÇÃO:

O CBMPE possuir as seguintes Comissões Permanentes de Licitação, tendo por Ordenador de Despesa o
Comandante Geral:

1) Central de Pregoeiros (CP/DLOG), encarregada dos processos relativos às compras e serviços comuns em
geral da Corporação.
2) Comissão Permanente de Licitação do Centro de Manutenção (CPL/CMAN), encarregada eminentemente dos
processos relativos à contratação de fornecimento de bens e prestação de serviços relacionados com as atividades de
manutenção de viaturas, embarcações, equipamentos operacionais e administrativos.
3) Comissão Permanente de Licitação do Centro de Assistência Social (CPL/CAS), encarregada eminentemente
dos processos relativos à contratação de fornecimento de bens e prestação de serviços relacionados com as atividades de
Assistência Social do efetivo da Corporação.
4) Comissão Permanente de Licitação do Centro de Ensino e Instrução (CPL/CEI), encarregada eminentemente
dos processos relativos à contratação de fornecimento de bens e prestação de serviços relacionados com as atividades de
ensino e instrução do efetivo da Corporação.
5) Comissão Permanente de Obras e Serviços de Engenharia (CPL/OBRAS), encarregada eminentemente dos
processos relativos as obras e serviços de engenharia da Corporação.
As Unidades Administrativas que recebem repasses financeiros (REFIN) executam as despesas no limite de
Dispensa de Licitações, através das Divisões Administrativas, devendo cumprir toda a regulamentação, formalidade e
atribuições inerentes aos processos licitatórios.

CENTRO DE CONTROLADORIA INSTITUCIONAL - CCI

É um órgão de apoio do Subcomandante Geral, assessorando nos assuntos pertinentes à atos de gestão do CBMPE,
efetuando: orientação, acompanhamento e avaliação dos processos administrativos específicos desempenhados pelas
OME, assegurando a regularidade e o fiel cumprimento dos princípios e normas estabelecidos pela Administração Pública.
Propõe, quando for o caso, retificações, revogações, anulações, medidas de modernização de serviços e todos os demais
atos de competência normativa.

Acompanha e fiscaliza também, todos os atos administrativos relacionados com a gestão de pessoal, financeira,
de instrução e ensino e operacional.

ASSESSORIA JURÍDICA:

A Assessoria Jurídica (AJ) é o órgão que presta assessoramento jurídico ao Comando Geral, nos pareceres
jurídicos e desempenho das atividades jurídicas previstas em legislação vigente, relativos às atividades da Corporação.

Encarregado do exame e aprovação de minutas dos editais de licitação, contratos, acordos convênios ou ajustes,
elaborados pelas respectivas Comissões, nos termos do parágrafo único do artigo 38 da Lei Federal nº 8.666/93; emissão
de pareceres (encaminhamentos) e despachos nos processos de dispensa e inexigibilidade de licitação ou quando
solicitado pelo Presidente da Comissão Centra (CP/DLog), em matéria referente às licitações e contratos administrativos.

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Encarregada também do assessoramento do Comandante Geral nos pareceres (encaminhamentos) jurídicos em geral,
relativos às atividades da Corporação.

ADMINISTRAÇÃO DE ALMOXARIFADOS.

Recebido definitivamente o bem, seja de consumo ou permanente, deverá ser incorporado ao patrimônio da
organização, seja para a manutenção das atividades diárias (materiais de consumo), seja para agregar valor de capital
(materiais permanentes).
Material de Consumo é todo aquele que, em razão de seu uso corrente, perde normalmente sua identidade física
e/ou tem sua utilização limitada há dois anos.
Material Permanente é todo aquele que, em razão de seu uso corrente, não perde a sua identidade física, e/ou
tem uma durabilidade superior a dois anos, devendo ser tombado.
Para a gestão dos bens adquiridos pela organização, a logística de almoxarifados é primordial, englobando as
funções de Estoque, Armazenagem e Distribuição.

ESTOQUE E ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS.

Estoques são os elementos que constituem o suporte de qualquer organização, considerando-se que, em geral,
quando uma demanda ocorre, nem sempre é possível o fornecimento imediato do item desejado. São quaisquer
quantidades de bens físicos que sejam conservados, de forma improdutiva, por algum intervalo de tempo. Mesmo em
instituições em que podemos aplicar o conceito de just-in-time haverá sempre a necessidade de que um pulmão alimente
as demandas no menor tempo possível. Daí a necessidade da existência dos estoques. Em toda organização que busca a
eficiência na prestação dos serviços de sua missão, almejando cumprir os objetivos, as estratégias e as metas, no
horizonte temporal preconizado o papel da gestão de estoques é altamente relevante, porque a qualidade dos serviços
prestados e sua confiabilidade dependem, diretamente, dos materiais, que devem estar sempre disponíveis.

São funções do Estoque:

Garantir o abastecimento de materiais à organização, neutralizando os efeitos de:


 Demora ou atraso no fornecimento dos materiais.
 Sazonalidade no fornecimento de suprimentos.
 Riscos de dificuldade no fornecimento.

Proporcionar economias de escala:


 Através da compra ou produção em lotes econômicos.
 Pela flexibilidade do processo produtivo.
 Pela rapidez e eficiência no atendimento as necessidades.

Os estoques são classificados em:

 Estoque de produção – matérias-primas, componentes, embalagens, etc.


 Estoque MRO – manutenção, reparo e operação.
 Estoque de produtos acabados – produção.
 Estoque de suporte administrativo – material de escritório, de informática, etc.

Os estoques determinam as seguintes vantagens:


 Melhoram o nível de serviço.
 Permitem produção e compra econômicas.
 Agem como proteção contra aumentos de preços.
 Protegem a organização de incertezas na demanda e no fornecimento.
 Servem como segurança contra eventualidades e fatalidades.
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Todavia, apresentam as seguintes desvantagens:

 Capital permanece inativo.


 Os estoques podem se deteriorar e/ou se tornarem obsoletos.
 Manter estoques envolvem diversos custos, como: aluguel do armazém, gastos com a manutenção e controle
(mão-de-obra, energia, materiais auxiliares etc.).

Funções da Gestão de Estoques.


Visa responder questionamentos e apresentar soluções para:
 Qual o saldo disponível (em quantidade e valor) dos diversos itens de estoque?
 Qual o consumo dos diversos itens de estoques?
 Qual o prazo de ressuprimento?

Atualmente é utilizado o Sistema Integrado de Gestão Pública do Governo de Pernambuco (SIGEPE), no módulo
de Administração de Estoques e Suprimento (AES).

Locais de Armazenagem.

A instalação e organização do almoxarifado subordinam-se a três fatores: entrada em estoque, armazenagem,


permanência e saída. A entrada em estoque só deverá ocorrer após o exame e recebimento definitivo do bem de consumo
ou permanente, processado através da conferência da documentação, da quantidade do material e qualidade do material.
As operações de armazenagem ocorrem, em geral, em instalações específicas, que recebem diversas
denominações, como armazém, depósito, almoxarifado, galpão e outras.
Almoxarifado é o setor responsável pela guarda, armazenamento, controle e distribuição de bens permanentes e
de consumo, utilizados diariamente nas atividades administrativas e operacionais da organização, provenientes dos órgãos
de suprimento ou adquiridos com recursos financeiros da própria Organização Militar.
Aprovisionamento é tipo de almoxarifado especial, destinado à guarda, armazenamento, controle e distribuição
ao armazenamento de gêneros alimentícios, provenientes das compras por licitações centralizadas, em nível da Diretoria
de Apoio Logístico ou adquiridos com recursos financeiros destacados para a Organização Militar.
Depósito é tipo de almoxarifado destinado à guarda de materiais em grande quantidade ou de baixa saída, tais
como material obsoleto, material de construção, sucatas e materiais aguardando a alienação (leilão).
Centro de Distribuição é o Setor responsável pelo recebimento de bens permanentes e bens de consumo,
provenientes das compras por licitações centralizadas, a nível da Diretoria de Apoio Logístico, e distribuídos para atender a
cadeia de suprimento da Corporação. É o principal componente da armazenagem, uma vez que foram atribuídas maiores e
mais nobres responsabilidades inerentes aos modernos conceitos logísticos, em relação aos antigos almoxarifados.
No Centro de Distribuição são agrupadas diversas atividades do processo logístico, dentre as quais os
almoxarifados também executam algumas delas, dependendo da sua responsabilidade. As mais comuns são:
 Recebimento, exame e conferência.
 Armazenagem.
 Manuseio e a distribuição de material.
 Controle de estoque.
 Segurança.
 Distribuição e Transporte.
 Os almoxarifados, e principalmente os centros de distribuição, devem possuir a seguinte infraestrutura básica:
 Área de administração.
 Área de entrada e recebimento dos materiais.
 Área de expedição.
 Área de armazenagem.
 Área fechada.
 Área de circulação.
 Área para expansão.

Cuidados e precauções na armazenagem de materiais.


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- Arrumação dos materiais nas prateleiras: Objetiva evitar deformações; arrumação dos itens pesados nas partes
inferiores e os leves nas superiores; os itens de maior saída próximos a área de expedição. Os produtos perigosos
(inflamáveis, corrosivos) em área isolada, protegida e sinalizada; os produtos líquidos afastados de papeis e tecidos.
- Arrumação dos materiais no solo: Uso de Pallets ou Estrados; evitar o deterioramento, facilitar a remoção e transporte.
- Controle de temperatura e umidade: Ventilação natural ou artificial; controle raios solares e da umidade.
- Remanejamento periódico: Evitar deformação, decantação de líquidos, proporcionar ventilação.
- Controle de pragas, insetos e roedores: Evitar deteriorização e transmissão de doenças.
- Iluminação: Natural ou artificial; favorece a organização, controle e segurança na área de armazenagem.
- Segurança: Controle de acesso, sistema de monitoramento por detecção de movimento, alarmes, câmaras de filmagem,
sistema preventivo contra incêndio e pânico.
- Tipo de Embalagem: O tipo de embalagem influencia o modo de armazenamento de materiais. Quando acondicionados
em caixas de tamanho pequenas e médias, podem ser guardados nas prateleiras das estantes metálicas. Quando
estiverem em caixas de madeira, poderão ser empilhadas uma sobre as outras, verificando o limite máximo permitido.

Controle de estoques.

A Administração de estoques depende de um eficiente sistema de controle administrativo, cujo objetivo é fornecer
respostas a algumas perguntas básicas, tais como:

 Qual o saldo disponível (em quantidade e valor) dos diversos itens de estoque?
 Qual o montante de entrada, saída e devolução de cada item?
 Qual o consumo dos diversos itens de estoques?

Vale ressaltar que cumpre ao administrador de materiais ou a um técnico especializado, saber quais as fichas que
melhor se adaptam à organização, que indicam os melhores controles necessários a que se auxiliem no levantamento geral
dos materiais estocados. Esse controle é efetuado através de sistemas informatizados e planilhas ou fichas físicas. O
controle através de planilhas ou fichas utiliza o método das Fichas de Estoque, que consiste na técnica de “Duplo
Controle” é um sistema de controle de materiais simples e seguro, pois possibilita a conferência rápida dos saldos em
estoque, sem haver necessidade de pesar, medir os saldos existentes, permitindo, por outro lado, localizar imediatamente
qualquer erro, esquecimento, inversões de lançamentos efetuados, etc.

Este sistema apóia-se na movimentação de duas fichas:

 Ficha de Prateleira ou Estoque Físico.


 Ficha de Controle Geral.

A Ficha de Prateleira é o documento informativo em tempo real, do quantitativo físico do material estocado na
prateleira. Destina-se a controlar o material no próprio local em que está estocado. O seu uso evita estar contando,
pesando, medindo ou calculando os materiais cada vez que desejamos nos certificar de sua real existência física. A ficha
permanece junto ao material, quer esteja nas prateleiras ou em outros locais. A mesma será movimentada cada vez que o
material é retirado ou, de forma inversa, quando registramos novas entradas. Portanto, a Ficha de Prateleira se limita a
registrar os movimentos de “entradas e saídas”, bem como exibir automaticamente o saldo existente. Essa ficha de estoque
físico registra todas as entradas e saídas, é sem dúvida alguma, um poderoso auxiliar para o pessoal que trabalha com os
estoques, em caso de dúvida sobre um fornecimento ou entrada de um material.

Apesar de sua denominação “Ficha de Prateleira”, ela deverá ser utilizada em todos os locais, onde existem
materiais estocados que sejam recebidos ou fornecidos parceladamente. A Ficha de Controle Geral é a planilha escrita ou
digitada contendo relação quantitativa de suprimentos que estão estocados fisicamente no Centro de Distribuição ou
Almoxarifado da OME. Consolida todas as informações das Fichas de Prateleiras (que são individuais para cada item de
material). É uma espécie de arquivo ou backup das informações contidas no sistema AES, ou seja, um arquivo virtual, não
palpável. É utilizada nos casos de indisponibilidade do sistema AES. Deve ser continuamente atualizada para manter
correlação com o sistema informatizado.

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A FICHA CONTROLADORA deve conter as seguintes informações:

 Identificação do item (nome, código, especificação, unidade de medida).


 Controle do item (estoque – máximo, mínimo, demanda de consumo mensal).
 Entradas do material no estoque (quantidades, preço unitário).
 Saídas de material do estoque (em quantidades, preço unitário).
 Saldo em estoque (quantidade disponível).
 Valor do saldo em estoque (custo unitário, custo unitário médio).
 Rotação do estoque (soma das entradas, somo das saídas e porcentagem das entradas sobre as saídas).

Aprovisionamento.

Tipo de almoxarifado que se encarrega pelo recebimento, armazenamento e distribuição dos gêneros alimentícios,
além do gerenciamento do sistema de rancho e cozinha da instituição. O armazenamento de cosmetíveis líquidos
apresentados de latas ou frascos de vidro será sempre preferível escolher áreas de temperatura baixa, porém não
alcançando o ponto de congelação, bem arejada e com a mínima exposição aos raios do sol.Os gêneros alimentícios
sólidos, como farinha, pastas alimentícias etc, não sujeitos a congelação devem estocar-se em áreas sem calefação ou, em
último caso, em áreas o menos quente possível.
Os locais destinados ao armazenamento de comestíveis não poderão ter goteiras que permitam a passagem
d’água e, conseqüentemente, da unidade. Os gêneros alimentícios jamais devem estar em contato com os muros e as
paredes, quer sejam divisórias ou não. Os gêneros alimentícios deverão ser colocados em recintos fechados, fora do
alcance dos insetos ou roedores. As instruções do fabricante e os prazos de validade sempre devem ser observados e
controlados.

Os técnicos em conservação de alimentos recomendam a existência das seguintes zonas de estocagem:


 Área seca comum: espaços onde o controle da temperatura se mantém pela ventilação e circulação de ar. Serve
para armazenar enlatados, cereais, frios e demais gêneros que não necessitam resfriamento para sua
conservação.
 Área de calefação: onde se pode aplicar calor, para evitar o esfriamento ou a congelação. Utilizados nas regiões
onde o frio é intenso.
 Área de esfriamento – onde se pode manter a temperatura entre 0º e 10º C. Para manter as frutas e verduras mais
sensíveis, prolongando sua via útil. Serve também para descongelar as carnes e peixes nas 24 horas após o
congelamento, tornando a resfriada e própria para a manipulação.
 Área de refrigeração (congelamento) – espaço com temperatura corrente abaixo de Oº (gelo). Para congelar
carnes e peixes, e demais gêneros que necessitarem.

Precauções com o armazenamento de cosmetíveis.

Na área de armazenagem de cosmetíveis deverão ser adotadas as seguintes precauções:


 Não poderão ter goteiras ou unidade.
 Não podem estar em contato com os muros e paredes, inclusive divisórias.
 Deverão ser colocados em recintos fechados, fora do alcance dos insetos ou roedores.
 As instruções do fabricante e os prazos de validade sempre devem ser observados e controlados.

As causas de deteriorização de gêneros alimentícios podem ser atribuídas a um ou vários dos seguintes fatores:
 Biológico: causa mais comum; provocada pela ação de bactérias, mofos e ferimentos; alimentos tornam-se
impróprios ao consumo humano.
 Reações Químicas: ocorrem no interior dos tecidos, com colapso das estruturas de suas células devido à
presença de microorganismo.
 Contaminação: provocada pelos insetos ou roedores.
 Temperaturas: inadequadas ou mudanças bruscas porem acelerar as determinações.
 Odores Estranhos: alguns gêneros absorvem odores, o que os torna impróprios ao consumo humano.
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 Danos Físicos: a movimentação e manipulação pouco cuidadosas, principalmente de frutas frescas ou legumes
causam importantes e freqüentes determinações.
A forma de proteção ou minimização de perda de gêneros alimentícios em razão do ataque de insetos, consiste
um se manter uma vigilância contínua e adotar medidas rápidas. Os insetos poderão perfeitamente se ocultar nas frinchas
dos assoalhos ou nas paredes de local de estocagem ou então nos equipamentos de transporte e movimentação.
Inspeções superficiais raramente revelará a presença de insetos porque se escondem em lugares escondem em
lugares escuros, fechados ou são microscópios. A contaminação, às vezes, se manifesta por teias de aranha, gorgulhos,
larvas, pequenos furos nos invólucros ou sacos. O melhor meio para exterminar insetos é a Fulminação.

INVENTÁRIO FÍSICO.

Constituem o procedimento efetuado por uma comissão designada especialmente para efetuar a contagem física
dos itens de materiais armazenados.

O inventário tem por objetivo:


 Apurar as discrepâncias em valor, entre o estoque físico e o estoque contábil.
 Apurar as discrepâncias entre registros (fichas de controle de estoque e fichas de prateleiras).
 Efetuar os ajustes e acertos necessários nos dados contábeis e gerenciais.
 Identificar as possíveis falhas de rotina ou de sistema, corrigindo-as.
 Identificar produtos obsoletos, vencidos ou avariados.
 Apuração do valor contábil total dos itens de materiais em estoque, para efeito de balanços ou balancetes.

Os inventários podem ser do tipo:


 Inventário Analítico - registro contábil por valor do material.
 Inventário Sintético - registro quantitativo do saldo do material.
 Inventário Analítico/Sintético - Registro contábil por valor e quantitativo do saldo do material.

As origens das divergências de estoque decorrem entre outras causas de:


 Pessoal mal treinado.
 Procedimentos mal planejados.
 Sistema de registro de transações deficiente.
 Desvio e Furto.
 Perdas.

Distribuição ou fornecimento de materiais.


A distribuição é a função responsável pela disponibilização dos itens de material necessários às operações de uma
organização, sendo necessária outra função logística, o transporte. Trata-se de uma atividade crucial na cadeia de
suprimentos porque envolve custos de transporte, diretamente proporcionais ao nível de capilaridade da rede. Por exemplo,
se um Almoxarifado ou Centro de Distribuição supre muitos outros órgãos de uma determinada região, o custo de
distribuição envolvido está associado à quantidade e à freqüência de veículos e pessoas empregados para tal.
Como regra geral devem ser distribuídos os materiais que deram entrada há mais tempo no almoxarifado, ou aqueles
que cujos lotes têm o prazo de validade a vencer. Em nenhuma hipótese poderá ser distribuído materiais danificados,
deteriorados ou com validade vencida. A distribuição de itens de materiais armazenados no Centro de Distribuição ou
almoxarifados é procedida pela Guia de Remessa, que é o documento que acompanha o material remetido à OME, em
condições de uso imediato, no qual constam suas principais características. Após a emissão da Guia de Remessa e
entrega do material, o processo é finalizado com a publicação em boletim da Nota de Suprimento, que é o documento
oficial expedido pelo órgão de suprimento de materiais ou Diretoria de Apoio Logístico, com objetivo de registrar os bens de
consumo ou permanentes distribuídos, informando os principais dados para efeito de cadastro e inclusão no sistema
informatizado de controle de estoque (AES), consistindo na especificação sucinta do bens, sua unidade metrológica, o
quantitativo fornecido, o número do código do EFISCO, o valor unitário e total, a OME suprida.

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GESTÃO DE PATRIMÔNIO.

Patrimônio Público é o conjunto de bens, direitos e obrigações suscetíveis de apreciação econômica obtidos
através de compra, doação ou outra forma de aquisição devidamente identificado e registrado. Os procedimentos inerentes
a gestão do patrimônio público se constitui no conjunto de ações que mantém o controle sobre os Bens Patrimoniais
próprios e de terceiros no âmbito da administração pública estadual.
O Sistema de Administração Patrimonial atuar nos seguintes campos:
 No tombamento de bens móveis permanentes adquiridos, sob qualquer forma pela Corporação.
 Na inclusão dos bens tombados ao patrimônio do Estado, passando a constituir carga da Corporação.
 No controle físico dos bens patrimoniais próprios e de terceiros sob a responsabilidade do Estado, processado
pelo Inventário Patrimonial, objetivando a confirmação e atualização.
 Na responsabilização do usuário pela guarda e conservação dos bens próprios e de terceiros em seu poder a
partir do menor nível hierárquico.
 Na geração de cálculos e subsídios à contabilidade e custos.
 Na movimentação dos bens móveis patrimoniados no âmbito da Corporação e, quando autorizados, para outras
instituições públicas ou privadas.
 Na exclusão dos bens móveis patrimoniados, quando considerados inservíveis, ou quando movimentados da
carga da Corporação.

CLASSIFICAÇÃO DOS BENS PATRIMONIAIS.

Quanto ao tipo os bens patrimoniais podem ser classificados em:


-Bens móveis: são todo mobiliário e equipamentos que compõe o acervo patrimonial da Corporação. São
também chamados de bens inventariáveis ou imobilizado do ativo permanente.
-Bens Imóveis: são os imóveis em geral, tais como as terras, edificações, obras em andamento, benfeitoria e
instalações incorporadas, etc., quando adquiridos por compra ou doação, através de escritura pública devidamente
transcrita no Registro de Imóveis, pelo seu valor total.
-De consumo: é todo aquele que, em razão de seu uso corrente, perde normalmente sua identidade física e/ou
tem sua utilização limitada há dois anos.
-Permanentes: é todo aquele que, em razão de seu uso corrente, não perde a sua identidade física, e/ou tem uma
durabilidade superior a dois anos, devendo ser tombado.

Quanto à situação patrimonial, um bem é classificado como:


-Servível: Quando estiver em perfeitas condições e em uso normal.
-Ocioso: Quando, embora em perfeitas condições de uso, não estiver sendo aproveitado.
-Recuperável: Quando sua recuperação for possível e o orçamento para a devida recuperação for inferior a 50%
(cinqüenta por cento) de seu valor de mercado.
-Antieconômico: Quando sua manutenção for onerosa, cuja recuperação orçar mais do que 50% (cinqüenta por
cento) de seu valor de mercado, ou seu rendimento precário, em virtude de uso prolongado, desgaste prematuro ou
obsolescência.
-Inservível: é aquele que não mais puder ser utilizado para o fim a que se destina devido à perda de suas
características, ou não for possível sua manutenção corretiva (irrecuperável), ou se tornar antieconômico.

INCORPORAÇÃO, TOMBAMENTO E REGISTRO DE BENS AO PATRIMÔNIO PÚBLICO.

Incorporação é o ato de inclusão em carga dos bens patrimoniais adquiridos formalmente pela Corporação, que
poderá decorrer de:
Compra: Aquisição remunerada de material com utilização de recursos orçamentários.
Doação ou Cessão: Bens recebidos voluntariamente pela Corporação, com transferência gratuita de posse e
direito de uso, por entidades públicas ou privadas, seja pessoa física ou jurídica.
Comodato: Recebidos por empréstimo gratuito, formalizado por meio de contrato ou convênio, para ser restituído
após determinado prazo.
Produção interna: são aqueles bens confeccionados, produzidos no próprio órgão.

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A INCORPORAÇÃO ao patrimônio deverá ser efetivada somente após o recebimento físico dos bens e à vista da
documentação correspondente, cumpridas as etapas do Recebimento Definitivo do bem, através de comissão específica.
Portanto, a incorporação apenas estará concluída quando o bem existe fisicamente e contabilmente, sendo que na falta de
um desses fatores não estará concretizada a incorporação.
Os bens imóveis deverão, após cumprirem os procedimentos de exame e aceitação para serem recebidos
definitivamente, deverão possuir Escritura Pública Registrada no Cartório de Imóveis competente.
O TOMBAMENTO é o procedimento administrativo, que consiste em identificar cada material permanente com um
número único de registro patrimonial, denominado Número de Tombamento (NT), Número de Patrimônio (NP) ou Registro
Geral de Patrimônio (RGP).
O número de patrimônio é posto mediante gravação, fixação de plaqueta, etiqueta ou qualquer outro método
adequado às características físicas do bem e, será definitivo e imutável, durante sua existência.
A afixação da plaqueta deverá ocorrer preferencialmente logo após o processo de tombamento, sendo executada
pelo responsável do controle patrimonial na unidade detentora do bem.
Quando ocorrer o extravio de um bem patrimonial, independente da apuração através do processo administrativo,
o bem adquirido para reposição receberá nova numeração. O antigo bem avariado será descarregado.

GESTORES PATRIMONIAIS.
Na administração de bens patrimoniais do Estado de Pernambuco, foram definidos os seguintes gestores
responsáveis pelo controle, fiscalização, uso, guarda e conservação dos bens patrimoniais:

- Gerência de Patrimônio do Estado: Órgãos da Secretaria de Administração responsável pelo controle geral do
patrimônio Estadual.
- Gestor Setorial de Patrimônio: Diretoria de Logística ou Apoio Logístico responsável pelo controle geral do patrimônio
carga da Corporação.
- Detentor da Carga: Comandante ou titular da OME responsável pelo controle e fiscalização de todo o patrimônio carda
da Unidade.
- Encarregado de Patrimônio: Militar ou servidor formalmente designado pelo Detentor da Carga para auxiliá-lo na
fiscalização, controle e demais assuntos correlatos sobre a carga patrimonial da OME. Geralmente é designado o
Almoxarife da OME para tal encargo.
- Usuário da Carga: Pessoa responsável pelo uso, guarda e conservação da carga patrimonial de determinado local
específico na OME, respondendo pelas irregularidades ocorridas. Deve firmar o Termo de Responsabilidade de Usuário
(TRU) conforme modelo em anexo.
Termo de Responsabilidade de Usuário é o documento do qual identifica o material relacionado existente em
um órgão ou seção, e define o responsável (usuário) pelo uso guarda e conservação do bem patrimonial. Para sua
aplicação devem ser observados os seguintes aspectos:
- O Termo de Responsabilidade deve ser conferido pelo usuário da carga, e fiscalizado pelo Detentor da Carga.
- Em caso de mudança de chefia, o substituto, após a conferência física dos bens, deverá assinar o Termo de
Responsabilidade, assumindo plena responsabilidade sobre os mesmos.

MOVIMENTAÇÃO DE BENS.

Os bens patrimoniais podem movimentados, atendendo as necessidades apresentadas, e cumprido as alterações


de registro no SIGEPE/ABP:
- No âmbito da Corporação, por determinação do órgão de apoio logístico, através de processo de remanejamento,
visando atender necessidade logística da Corporação.
- No âmbito da OME, por determinação do Detentor de Carga.
- Entre OME da Corporação desde que seja aprovado pelos respectivos titulares, através do preenchimento do Termo de
Movimentação de Bens (TMB), conforme modelo em anexo, e homologado pelo órgão logístico.
- Entre órgãos da Administração Estadual, por autorização da Gerência de Patrimônio da Secretaria de Administração.

INVENTÁRIO PATRIMONIAL.
Procedimento administrativo que consiste na contagem física dos bens patrimoniais da OME, como também, a
identificação do usuário responsável. Possui como objetivos:

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 Confirmar a existência física e localização dos bens cadastrados.
 Fornecer subsídios para a avaliação e controle gerenciais de materiais permanentes.
 Sanar irregularidades relativas à identificação e controle de bens patrimoniais.
 Confirmar a responsabilidade dos usuários pelos bens sob sua guarda.
 Manter atualizados os controles e registros do patrimônio.
 Verificar se o bem está ocioso ou se apresenta qualquer avaria que o inutilize.
 Verificar a integridade e afixação da plaqueta de tombamento.

Os inventários podem ser do tipo:


- Inventário Analítico - registro contábil pelo valor de cada bem patrimonial.
- Inventário Sintético - registro quantitativo dos bens patrimoniais localizados na OME.
- Inventário Analítico/Sintético - Registro contábil pelo valor e quantitativo dos bens patrimoniais localizados na
OME.

Os inventários devem ser elaborados:


- Anualmente para comprovar a exatidão dos registros de controle patrimonial, de todo o patrimônio da OME,
demonstrando o acervo de cada Detentor de Carga, as variações patrimoniais ocorridas no exercício. O inventário anual
será realizado por uma comissão de inventário, designada pelo Detentor de Carga, composta de no mínimo 03 (três)
membros, que estabelecerá prazo para conclusão, devendo remeter, quando concluso, à Diretoria de Apoio Logístico.
- Pela Mudança de Detentor da Carga, em razão de transferência pela troca de comando, direção ou chefia,
cabendo a quem assumir a nova função averiguar a posição patrimonial da OME.
- Pela extinção ou transformação de uma OME.

Durante a realização de qualquer tipo de inventário, fica vedada toda e qualquer movimentação física de bens,
localizados nos endereços individuais abrangidos pelos trabalhos, exceto mediante autorização especifica do Detentor de
Carga. A comissão de inventário deve apresentar ao Detentor de Carga, um relatório circunstanciando de todas as
irregularidades encontradas e demais aspectos observados nos trabalhos.

O relatório conclusivo do processo deverá conter, entre outras se julgadas necessárias, as seguintes informações:
 Descrição e número patrimonial dos bens inventariados.
 Indicação das alterações quanto aos bens não localizados.
 A Indicação de bens danificados, ociosos ou inservíveis.
 Indicação dos Usuários de Carga responsáveis extravio dos bens.

BAIXA PATRIMONIAL.

O procedimento de baixa patrimonial, também denominada de descarga, consiste na retirada de bem do acervo
patrimonial do Estado, procedida por comissão específica, com a alteração do registro no SIGEPE/ABP (Administração
de Bens Patrimoniais), e movimentação do bem descarregado para o Depósito de Bens Inservíveis (DBI).

As baixas dos bens patrimoniais decorrem de:


- Parecer de Inservibilidade: quando o bem for considerado inservível, através de parecer de comissão, por ser
considerado ocioso, irrecuperável ou antieconômico.
- Baixa por Movimentação: Quando da exclusão do bem do acervo patrimonial da Corporação, devido processo
de movimentação para outro órgão da Administração Pública Estadual.
- Baixa por Extravio Dar-se-á quando da ocorrência de furto, roubo, perda ou sinistro (acidente, incêndio ou
catástrofe, dentre outros), devidamente comprovada por processo investigatório, administrativo ou penal, competente. A
baixa de bens patrimoniais decorrente de indicação de Inservibilidade será conduzida por comissão formalmente
designada, composta no mínimo de 03 (três) membros, e deverá elaborar o Termo de Avaliação e Descarga, constando
os seguintes dados:
 Descrição do bem e número de tombamento.
 Valor estimativo no período de descarga.
 Laudo técnico de servibilidade ou Inservibilidade.
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 Parecer favorável, ou não, à baixa do bem.

Concluído o processo, a Comissão o remeterá ao Detentor da Carga para efetivação da baixa patrimonial e
encaminhamento ao órgão de apoio logístico, objetivando:
- Publicação em boletim.
- Informação a Secretaria de Administração, objetivando a adoção de uma das medidas de destinação para o bem
descarregado. Para fins de atualização de cadastro no sistema de patrimônio, o Detentor da Carga deve encaminhar o
Termo de Avaliação e Descarga ao órgão de controle logístico, anexando os seguintes documentos:
- Portaria de nomeação da Comissão, para avaliação e descarga do material inservível.
- Documentos que auxiliaram na avaliação do bem (Cotações de preços, laudos técnicos de profissionais
habilitados, etc).
- Demais documentos, que comprovem os gastos anteriores com o material (Notas fiscais, empenhos, fichas do
bem, etc).
Só após a atualização no cadastro no sistema, pelo órgão de controle logístico e publicação em Boletim, o bem
será considerado descarregado. O material descarregado será transferido para local especifico dentro da OME,
denominado de Depósito de Bens Inservíveis (DBI), e continuará sob a guarda e responsabilidade da OME, até que seja
recolhido ao depósito da Secretaria de Administração do Estado.

DESTINAÇÃO DE BENS INSERVÍVEIS.

Os bens inservíveis poderão ter as seguintes destinações:


- Redistribuição
- Descarte
- Alienação por Permuta, Doação ou Leilão.

A Redistribuição ocorre pelo aproveitamento de bens patrimoniais ociosos ou inservíveis, de forma a suprir as
necessidades de outro órgão da Administração Pública, que manifeste interesse pelo bem.
O Descarte consistirá na destruição total ou parcial dos bens inservíveis que ofereçam risco de dano ecológico,
ameacem à integridade das pessoas ou que se demonstrem inaproveitáveis, em razão de sua inviabilidade de
redistribuição ou alienação.
A alienação por permuta ocorrerá quando o Estado de Pernambuco e outra pessoa, física ou jurídica, receberem
e transferirem, simultaneamente, bem do patrimônio de um para o do outro, apenas sendo admitida quando se tratar da
troca de bens móveis inservíveis por bem novo. Como exemplo, temos o projeto da CELPE que possibilita a troca de
aparelhos condicionadores de ar antigos e antieconômicos, por aparelhos novos.
A alienação por doação ocorrerá quando o Estado de Pernambuco, por liberalidade e em caráter definitivo,
transferir com ou sem encargo, bens inservíveis do seu patrimônio para o de terceiro, condicionada à aceitação pelo
donatário. A alienação por doação de bem inservível se processará de acordo com o estabelecido na Portaria SAD nº
2.406, de 28 de setembro de 2007, publicada no DOE nº 186 de 29 de setembro de 2007, permitida exclusivamente para
fins e uso de interesse social.

A alienação por doação de bens será justificada pela autoridade competente, observados os seguintes critérios
quanto à destinação do material:
- OCIOSO E RECUPERÁVEL, para órgãos ou entidades públicas da esfera federal, estadual ou municipal,
integrantes de qualquer Poder, mediante registro da solicitação.
- ANTIECONÔMICO E IRRECUPERÁVEL, para órgãos ou entidades públicas referidas anteriormente e para as
instituições filantrópicas. A doação dos bens ocioso, recuperável, antieconômico e irrecuperável será feita, para os órgãos
ou entidades públicas da esfera estadual através do termo de Movimentação de Bens – MB e, registro obrigatório na
Gerência de Patrimônio das respectivas entrada e saída.

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GESTÃO FINANCEIRA
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA PÚBLICA

Conceito
Em sentido formal, a Administração Pública, é o conjunto de órgãos instituídos para consecução dos objetivos do
Governo; em sentido material, é o conjunto das funções necessárias aos serviços públicos em geral; em acepção
operacional, é o desempenho perene e sistemático, legal e técnico, dos serviços do próprio Estado ou por ele assumidos
em benefício da coletividade. Numa visão global, a Administração Pública é, pois, todo o aparelhamento do Estado
preordenado à realização de seus serviços, visando à satisfação das necessidades coletivas (MEIRELLES).

Objeto

O objeto de qualquer contabilidade é o PATRIMÔNIO. O da Contabilidade Pública é o PATRIMÔNIO PÚBLICO,


exceto os bens de domínio público, como: praças, estradas, ruas, etc., considerados no Código Civil como bens de uso
comum do povo. A gerência financeira do setor público possui funções e tarefas de características semelhantes às do
setor privado, dentre estas se destacam:

 A salvaguarda dos recursos, por meio de competentes controles financeiros;

 Propicia relatório e análise dos resultados das atividades e operações financeiras;

 Promove a garantia do fluxo de caixa para o financiamento das atividades e operações planejadas;

 Administração dos sistemas de transações financeiras, de maneira a controlar as atividades e operações


planejadas;

 Análise e avaliação financeira das decisões gerenciais, antes e depois de sua aplicação.

Planejamento

Planejar de forma elementar e notória é conduzir os acontecimentos e não ser conduzidos por eles. Na visão de
Ackoff1, “Planejamento é a definição de um futuro desejado e de meios eficazes para alcançá-lo”. Com planejamento a
organização tem seus rumos orientados, possuindo estratégias para atingir os objetivos pré-definidos, que viabilizarão as
ações de forma integradas e coordenadas, necessárias às conclusões dos resultados almejados.
Toda instituição pública necessita de meios logísticos para alcançar suas atribuições organizacionais, de modo a
atender a finalidade pública, como foco no interesse social, dentro da reserva legal. Os meios logísticos perpassam por
todas as áreas em que a instituição demanda atividades, incluído de forma geral, a necessidade de aquisição de diversos
itens de materiais, serviços e obras. Portanto, é elementar que os órgãos de direção e execução logístico, possuam plano
detalhado das necessidades que deverão ocorrer ao longo do exercício financeiro, de sorte a não permitir a interrupção no
fornecimento de bens e serviços, necessários à consecução das metas da Corporação.
As necessidades de gastos ocorrido com as atividades da instituição são denominadas despesas públicas, que
deverão estar devidamente previstas nas leis orçamentárias, como pressuposto para sua efetivação, ou seja, Plano
Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA). O PPA Define as prioridades de
governo pelo período de 04 (quatro) anos, contendo o planejamento programático de minimização das diferenças
sociais existentes, almejado pela efetivação da política de desenvolvimento para objetiva gerar o equilíbrio regional. A LDO
estabelece as premissas para construção da LOA, devendo manter estrita consonância como PPA, e objetiva
eminentemente compatibilizar o orçamento anual com o planejamento em médio prazo revisto no PPA.
A LOA deve ser elaborada e aprovada em estrita consonância e compatibilidade com o PPA e a LDO, conforme
preconizado no artigo 5º da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), devendo prevê todas as despesas que o ente estatal
executará no exercício financeiro. Conhecendo tais premissas, o plano logístico anual para ser bem executado, deve
estabelecer utilizando as modernas técnicas de previsão, as despesas que devem ser efetuadas para que a Corporação

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desempenhe com eficiência suas missões constitucionais. Como exemplo, dentre tantas outras, deve incluir as despesas
com:

- Aquisições: materiais de expediente, limpeza, informática, copa, cozinha, uniformes, materiais operacionais,
armamento, munições, gêneros alimentícios, Equipamento de Proteção Individual, viaturas, embarcações, rádio
comunicação, mobiliário, materiais de construção, eletroeletrônicos, combustível, passagem aérea e rodoviária, etc.
- Serviços: manutenção de viaturas e embarcações, manutenção de materiais operacionais e administrativos,
fornecimento de refeições preparadas, locação de máquinas e veículos, manutenção de edificações, etc.
- Obras: construção e reforma de prédios.

PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO E FINANCEIRO.

A instituição de posse de seu planejamento logístico, que contemple todas as demandas de compras de materiais,
serviços e obras, deverá no momento oportuno, adotar as providências para que este conjunto de despesas, denominado
DESPESAS PÚBLICAS, seja analisado, aprovado e inserido nas leis orçamentárias, permitindo sua execução no momento
apropriado. Portanto, a despesa orçamentária é o gasto efetuado pela administração na execução da gestão
administrativa e investimento do órgão, devendo ser autorizadas na LOA.

O artigo 12 da Lei nº 4.320/643 (Código Financeiro) classifica a despesa orçamentária com a seguinte estrutura
básica:
 Categorias Econômicas (3 e 4).
 Grupo de Despesas (1, 2, 3 e 4).
 Modalidade de Aplicação (90 – Direta).
 Elemento de Despesa (30, 39, 51, 52).

As DESPESAS CORRENTES, incluídas na categoria econômica “3” são despesas eminentemente de custeio, ou
seja, necessárias a manutenção do órgão. As principais despesas desta natureza são enquadradas no GRUPO 3 - Outras
Despesas Correntes.

As DESPESAS DE CAPITAL (4), incluídas na categoria econômica “4” são despesas voltadas aos
investimentos, ou seja, destinadas ao incremento patrimonial da instituição, também denominadas despesas de capital
As principais despesas desta natureza são enquadradas no GRUPO 4 – Investimento.

Modalidade de Aplicação é a forma da realização ou modalidade de aplicação dos recursos a ela consignados, ou
seja, se a despesa vai ser realizada diretamente pela Unidade Orçamentária de cuja programação faz parte, ou
indiretamente, mediante transferência da ação a outro organismo ou entidade integrante ou não do Orçamento. A
APLICAÇÃO DIRETA é a forma de execução pela unidade orçamentária, dos créditos a ela alocados ou oriundos de
descentralização de outras entidades integrantes ou não dos Orçamentos Fiscal ou da Seguridade Social, no âmbito da
mesma esfera de governo.

ELEMENTO DE DESPESA tem por finalidade identificar os objetos de gasto, tais como vencimentos e vantagens
fixas, juros, diárias, material de consumo, serviços de terceiros prestados sob qualquer forma, subvenções sociais, obras e
instalações, equipamentos e material permanente, auxílios, amortização e outros que a administração pública utiliza para a
consecução de seus fins, conforme códigos definidos neste Manual.
Caso não esteja consignada no orçamento, a despesa pública não poderá ser executada. Nas situações em que
durante o exercício financeiro ocorrer hipóteses de despesas superiores ao limite estabelecido, o poder executivo pleiteia
ao poder legislativo aprovação de crédito adicional. Poderá, no entanto, haver os decretos de contingenciamento, onde o
Poder Executivo estabelece limites menores para os gastos autorizados pelo legislativo.

PREVISÃO DAS NECESSIDADES DE MATERIAIS E SERVIÇOS.

Pode decorrer das necessidades normais, atreladas ao exercício das atividades meio e fim das missões
institucionais, ou decorrer de situações anormais surgidas no cumprimento dessas atividades.

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Na primeira situação, a Administração deve possuir adequada estrutura e planejamento para consecução das
medidas ordinárias para manutenção de suas atividades, sem que haja solução de continuidade. No segundo caso,
independente das situações fortuitas, decorrentes da imprevisibilidade, a Administração deve manter as condições
suficientes de manutenção preventiva e corretiva das falhas, de forma a evitar a descontinuidade da prestação dos serviços
públicos.

Portanto, a previsibilidade das necessidades de compras e serviços deve ocorrer com vistas as demandas
normais e extraordinárias, todavia, sempre com a precisão e celeridade adequadas.

REQUISIÇÃO (PEDIDO).

Diante da previsão de necessidades de compras ou serviços, a requisição deve atender uma série de requisitos
para poder ser autorizada. Quando se tratar de compras ou serviços comuns, nos termos do art. 2º da Lei nº
12.986/2006, a requisição deverá manter a compatibilidade com a finalidade institucional, cujo objeto será processado por
Pregão (eletrônico ou presencial), possuindo obrigatoriamente:

 Termo de referência, nos termos do § 1º do art. 13 do Decreto nº 32.539/08 e § 1º do art. 12 do Decreto nº


32.541/08.
 Termo de Especificação Técnica do objeto requerido, compondo diretamente o Termo de referência, ou como seu
anexo.
 Planilha de custos estimados e cotações de preços.
 Solicitação de Aquisição obtida no E-FISCO.

TERMO DE REFERÊNCIA;

O termo de referência é o documento que deverá conter elementos capazes de propiciar a avaliação do
custo pela Administração, diante de orçamento detalhado, considerando os preços praticados no mercado, a
definição dos métodos, a estratégia de suprimento e o prazo de execução do contrato
O termo de referência deverá conter a especificação do objeto, de forma clara, concisa e objetiva, o prazo de
execução, prazo e forma de pagamento, as sanções aplicáveis, as obrigações do contratado e do contratante e demais
elementos essenciais à execução do contrato.
A especificação completa do bem a ser adquirido ou serviço a ser contratado, dever ser formulada sem
indicação de marca ou inclusão de características ou especificações exclusivas (sem similaridade), de forma a
direcionar o objeto a determinada marca ou o serviço a uma empresa específica, conforme disciplina o art. 7º, § 5º e Art.
15, § 7º, Inc. I da Lei nº. 8.666/938.
No caso de aquisições de bens e serviços comuns, os itens a serem contratados deverão estar
obrigatoriamente acompanhados dos códigos de classificação do E-FISCO, obtidos no site
http://efisco.sefaz.pe.gov.br/sfi_com_sca/PRMontarMenuAcesso. No caso de aquisições de bens comuns, deve existir a
definição das unidades e quantidades a serem adquiridas em função do consumo e utilização prováveis, conforme
preconiza o art. 15, § 7º, Inc. II da Lei nº. 8.666/93.

Para as requisições de contratação de obras e serviços de engenharia, para requisição deverão ser observados
os seguintes requisitos, nos termos do art. 7º, § 2º da Lei nº 8.666/93:

 Projeto básico aprovado pela autoridade competente, indicando as condições de contratação e execução,
viabilidade e requisitos técnicos, e Plantas e especificações técnicas.
 Orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os seus custos unitários. Deve ser
observado, tanto no termo de referência quanto no projeto básico, as seguintes premissas:
 Definição do local e do prazo de entrega do bem a ser adquirido ou do prazo para conclusão da obra ou serviço a
ser executado, ou ainda do cronograma de execução ou de entrega de cada item licitado no caso de fornecimento
de bens com entrega parcelada (Art. 40, Inc. II da Lei nº. 8.666/93).
 Registro do prazo de pagamento das despesas advindas do objeto a ser licitado, observados o disposto no Art. 5º,
§ 3º e Art. 40, Inc. XIV, alínea “a” da Lei 8.666/93.

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 Definição do prazo de garantia ou de validade, quando for o caso, de acordo com a natureza do objeto, além das
condições de assistência técnica, fiscalização contratual e sansões administrativas.
 Outras informações julgadas pertinentes, devendo ainda ser observado o disposto na Portaria SAD N° 316, de 04
de março de 2008, ou outra que venha substituí-la.

A especificação técnica correta do objeto pretendido (material, serviço ou obra) é de fundamental importância
para uma contratação eficiente, uma vez que estará diretamente relacionada a qualidade requerida. Especificação técnica
é a descrição minuciosa do bem ou serviço e possibilita melhor entendimento entre o consumidor e o fornecedor quando ao
tipo de material a ser requisitado, identificando-o e distinguindo-o de seus similares. Deve-se especificar o formato,
tamanho, peso, medidas, material em que é fabricado.

Quanto mais detalhada a especificação, mais informação sobre o item e menos dúvidas se terá a respeito de sua
composição e características. Não significar direcionar as características para determinada marca, o que é vedado pela
norma vigente.

A especificação facilita as compras do item, pois permite ao fornecedor uma idéia precisa do material a ser
adquirido. Facilita a inspeção e o exame do material no ato de recebimento. Na administração pública, a correta
especificação do objeto a ser contratado é fator determinante para a eficiência dos serviços ofertados à população, e deve
preencher os as seguintes regras básicas:

 Atender ao princípio constitucional9 da isonomia (igualdade de condições a todos os licitantes), no sentido de não
possibilitar o direcionamento das especificações para determinado produto.
 Deve ser completa, objetiva, sem indicar marca ou referência do produto, salvo nos casos que for tecnicamente
necessário (peças originais de reposição, durante o período de garantia).
 Deve conter ao indicativo da funcionalidade do bem ou serviço, não podendo restringir por características inócuas
ou que não interfiram no padrão de qualidade.
 Deve ser exigido os laudos de conformidade com normas de qualidade e/ou construção, tais como: INMETRO,
Certificado de Aprovação (CA) do Ministério do Trabalho e Emprego, CE, ISI, NFPA, OSHO, IMCI, dentre outros.
 A denominação deverá prender-se ao material especificamente e não a sua forma ou embalagem, apresentação
ou uso.

Após devidamente especificado, o item de material, serviço ou obra deve ser CODIFICADO e CADASTRADO, ou
seja, por meio de caracteres, e visa traduzir suas principais características, facilitando sua classificação ou identificação.

Segundo VIANA (2000), “é a representação por meio de um conjunto de símbolos alfanuméricos ou simplesmente
numéricos que traduzem as características dos materiais, de maneira racional, metódica e clara”.

Os principais objetivos da codificação consistem em possibilitar:

 Rápida visualização das características gerais dos materiais.


 Simplificação da requisição do material quando permite que seja feita apenas pelo código.
 Utilização de sistemas automatizados de controle que:

• Facilitam a comunicação interna dentro da organização.


• Evitam a duplicidade de itens no estoque.
• Facilitam a padronização de materiais.
• Facilitam o controle contábil.
• Permite o pleno controle de estoque, de compras em andamento e de recebimento.

Nos órgãos da administração executiva do Estado de Pernambuco, o sistema de codificação decimal é o utilizado
para cadastramento de materiais, serviços e obras, contendo peculiaridades específicas.

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A codificação de produtos e serviços, precede a licitação e o empenhamento, é efetuado por meio do Sistema E-
FISCO, através da Gestão de Banco de Preços (GBP).

No GBP os itens a serem cadastrados se dividem em:

• GRUPO = nível máximo de classificação de materiais e serviços.


• CLASSE = segundo nível de classificação.
• MATERIAL/SERVIÇO = Descrição genérica.
• ITEM DE MATERIAL/SERVIÇO = Descrição detalhada.

Exemplo:
Grupo ---> 35 - Maquinas e Equipamentos para Serviços Gerais
Classe ---> 3520 - Equipamentos para Acondicionar e Embalar
Material ---> 3999 - 3 - Maquina para Embalagem
Item de Material ---> 27597 - 2 - Confeccionada em chapa de aço com pintura Epoxi, utilizada para
Embalagem de alimentos, 110/220 volts com seletor de voltagem, pesando 6kg, peso c/ embalagem 6,5 Kg, cubagem de
0,03m cúbicos, dimensão 300mm x 150mm.

DO PROCESSAMENTO DA REQUISIÇÃO E AUTORIZAÇÃO DE DESPESA.

Efetuada a requisição e encaminhada a autoridade, em geral o Ordenador de Despesa, que através o órgão de
direção logístico efetuará o processamento prévio a autorização de despesa. Tal processamento consiste em verificar os
requisitos de legalidade, necessidade, conveniência e disponibilidade orçamentária e financeira. A deliberação final deve
ser precedida pela verificação da existência do material em estoque no almoxarifado principal da Corporação, ou se há
possibilidade de remanejamento de alguma Unidade Administrativa que possua em quantidade excessiva. Superada tal
fase a autoridade competente deverá se o processamento dará por Repasse Financeiro através de Nota de Provisão de
Crédito Orçamentário (NPCO) para uma Unidade Administrativa, ou será processada centralizadamente por uma Comissão
de Licitação. Ordenador de Despesa ao definir o processamento da verba por licitação normal, atendida alguma das suas
modalidades, de acordo com o tipo de objeto, deverá também definir se o processo licitatório será normal ou por Sistema
de Registro de Preços, nos termos do art. 15 da Lei nº 8.666/93.

SISTEMA DE REGISTRO DE PREÇOS é um tipo especial de licitação, que se processa através das modalidades
de concorrência pública, pregão eletrônico ou pregão presencial, e que visa registrar os preços mais vantajosos para
Administração Pública, e que atendam as especificações e condições de fornecimento de bens ou execução de serviços
previamente estabelecidas no edital (baseado em um termo de referência), destinado à uma futura e eventual contratação
pela Administração, quando assim ela necessitar, dentro do prazo de até um ano, ficando os preços fixos e irreajustáveis, a
contar da assinatura da ATA DE REGISTRO DE PREÇOS.

No caso de processamento normal, deverá a AUTORIZAÇÃO DE DESPESA possuir o enquadramento


orçamentário e declaração do Ordenador de Despesa como preceitua o art. 16 da Lei de Responsabilidade Fiscal. As
hipóteses de Dispensas de Licitação previstas nos Incisos I e II do Artigo 24 da Lei Federal nº. 8.666/93, e suas alterações,
poderão ser formalizadas pelas diversas OMEs da Polícia Militar, através de seus respectivos Setores de Fiscalização
Administrativa.

Os órgãos e unidades que integram a Corporação, e não possuam Comissões Permanentes de Licitação, devem
encaminhar suas requisições de bens e serviços para a SUBCHEFIA DO ESTADO MAIOR GERAL, observando sempre a
necessidade de compilar os objetos idênticos e de mesma natureza para instauração de um único procedimento licitatório,
com conseqüente ganho de economia de escala. No caso das unidades requisitantes serem integrantes do Sistema de
Saúde da Corporação, suas requisições deverão ser encaminhadas diretamente à CHEFIA DO CENTRO DE APOIO A
SISTEMA DE SAÚDE, que tomará as providências legais no sentido de atender o pleiteado.

LICITAÇÃO.
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Licitar é um comando constitucional, previsto no art. 37, inc. XXI, que preconiza, ressalvados os casos
especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação
pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de
pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de
qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. No Brasil, a Lei nº 8.666/93
estipula as regras gerais sobre licitações e contratos no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, dos
poderes executivo, legislativo e judiciário. A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da
isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração e será processada e julgada em estrita
conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da
probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos.
São modalidades de licitação prevista na lei de licitação, convite, tomada de preços; concorrência, concurso e leilão. São
aplicados de acordo com o tipo e o valor do objeto a ser pretendido contratar.

A lei 10.520/2002 criou uma nova modalidade de licitação, o Pregão, que pode ocorrer na forma eletrônica ou
presencial. Este tipo de modalidade, que é utilizado para licitar pretensões contratuais cujo objeto sejam bens e serviços
comuns, independente do valor, trouxe celeridade, transparência, economia e eficiência aos procedimentos licitatórios.

No Estado de Pernambuco o pregão é regido, além das previsões da lei nº 10.520/2002, nos termos da Lei n°
12.986, de 17 de março de 2006, e regulamentado pelos Decretos n° 32.539/2008 (pregão eletrônico) e Decreto nº
32.541/2008 (pregão presencial). Quando se tratar de Sistema de Registro de Preços, observar-se-á o disposto nos
Decreto n° 34.314, de 27 de novembro de 2009.

Os casos de dispensa ou inexigibilidade de licitação, são regulados nos termos dos art. 24 e 25 da Lei n°
8.666/93. Adjudicado o objeto em favor do licitante vencedor do certame e homologado o respectivo processo licitatório, ou
mesmo ratificado a dispensa ou inexigibilidade de licitação, será requisitado a emissão da Nota de Empenho, que nos
termos do artigo 58 da Lei nº 4.320/64, é “o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de
pagamento pendente ou não de implemento de condição”.

A contratação do credor para adimplir o objeto licitado ocorrerá apenas pela expedição da Nota de Empenho ou
através de Contrato Administrativo, conforme requisitos legais.

Em ambos, o contratado deverá adimplir o objeto licitado, conforme condições e obrigações inicialmente
estabelecidas no edital da licitação, que continuará vigido, em razão do princípio da vinculação ao instrumento
convocatório. O instrumento de contrato é obrigatório nos casos de concorrência e de tomada de preços, bem como nas
dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam compreendidos nos limites destas duas modalidades de licitação, e
facultativo nos demais em que a Administração puder substituí-lo por outros instrumentos hábeis, tais como carta-contrato,
nota de empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de execução de serviço. É dispensável o "termo de
contrato", a critério da Administração e independentemente de seu valor, nos casos de compra com entrega imediata e
integral dos bens adquiridos, dos quais não resultem obrigações futuras, inclusive assistência técnica.

DA EXECUÇÃO CONTRATUAL.

De posse da Nota de Empenho e/ou Contrato Administrativo, a Corporação deverá proceder a sua execução,
utilizando o Fiscal do Contrato, que foi designado desde a aprovação do Termo de Referência ou Projeto Básico. Compete
ao Fiscal do Contrato, de posse da documentação hábil (contrato administrativo, nota de empenho, proposta comercial da
empresa e instrumento convocatório da licitação, termo de referência, termo de especificações técnicas), o
acompanhamento e fiscalização da execução do objeto contratado, devendo adotar, dentre outras medidas:

 Manter permanente contato com a empresa contratada, inteirando-se da execução do objeto, auxiliando no que
couber, para o fiel cumprimento das prescrições contratuais.
 Analisar e emitir parecer quanto às solicitações para prorrogação do prazo de execução dos contratos.

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 Registrar todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato, determinando o que for necessário à
regularização das faltas ou defeitos observados, onde as decisões e providências que ultrapassarem a sua
competência, solicitando aos escalões competentes, em tempo hábil, a adoção das medidas convenientes;
 Emitir parecer sobre a solicitação formal de aditamento contratual pela empresa contratada, com a finalidade de
prorrogação de prazo, acréscimos ou supressões financeiras.
 Solicitar a instauração de procedimento administrativo quando do descumprimento de cláusulas do contrato, em
especial o inadimplemento contratual, parcial ou total, de entrega, execução ou prazo.
 Auxiliar, no que couber, a Comissão de Exame e Recebimento.
 Nos contratos de prestação de serviços ou obras, deverá certificar a nota Fiscal-Fatura e remeter para o órgão
competente pelo pagamento.
 Nos contratos de serviço continuado, comunicar formalmente o término da vigência do contrato, sugerindo ou não,
a renovação ou nova contratação, sempre em tempo hábil, nos termos do regulamento específico, ratificado pela
vantajosidade ou não da prorrogação.
 Elaborar e remeter a autoridade competente, Relatório de Fiscalização Contratual.

PROCESSO DE EXAME E ACEITAÇÃO DO OBJETO.

Concluída a execução do contrato, com a entrega do bem ou finalização do serviço ou obra, deverá ser procedida
a análise quantitativa e qualitativa do objeto, verificando sua conformidade com os termos do Instrumento Contratual ou
mesmo com o instrumento convocatório da licitação. Conforme art. 73 da Lei de Licitações, executado o contrato, em se
tratando de obras e serviços, o objeto será recebido Provisoriamente, pelo responsável por seu acompanhamento e
fiscalização, mediante termo circunstanciado, assinado pelas partes em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita do
contratado. Será recebido Definitivamente, por servidor ou comissão designada pela autoridade competente, mediante
termo circunstanciado, assinado pelas partes, após o decurso do prazo de observação, ou vistoria que comprove a
adequação do objeto aos termos contratuais. Da mesma forma, conforme previsão da lei especial de licitações, em se
tratando de compras ou de locação de equipamentos, o objeto será recebido Provisoriamente, para efeito de posterior
verificação da conformidade do material com a especificação, e Definitivamente, após a verificação da qualidade e
quantidade do material e conseqüente aceitação.

O recebimento provisório ou definitivo não exclui a responsabilidade civil pela solidez e segurança da obra ou do
serviço, nem ético-profissional pela perfeita execução do contrato, dentro dos limites estabelecidos pela lei ou pelo
contrato. Conforme art. 74 da Lei de Licitações, poderá ser dispensado o recebimento provisório nos casos de gêneros
perecíveis e alimentação preparada, serviços profissionais, obras e serviços contratadas no casos de dispensa de licitação
por valor inferior ao limite de licitação, desde que não se componham de aparelhos, equipamentos e instalações sujeitos à
verificação de funcionamento e produtividade.
Recebimento é o ato pelo qual o material licitado é entregue no local previamente designado, não implicando,
necessariamente, em aceitação, transfere apenas a responsabilidade pela guarda e conservação do material, do
fornecedor à Unidade recebedora. A prova do recebimento é constituída pela assinatura da autoridade competente, no
documento fiscal e, serve apenas como ressalva ao fornecedor, para os efeitos de comprovação da data de entrega.
A Aceitação é o ato pelo qual o servidor competente declara na Nota Fiscal ou em outro documento hábil, haver
recebido o bem que foi adquirido, tornando-se neste caso, responsável pela quantidade e perfeita identificação do mesmo,
de acordo com as especificações estabelecidas na Nota de Empenho, contrato de aquisição ou outros instrumentos.
A Comissão de exame e aceitação devem ser compostas por no mínimo 03 (três) agentes públicos (militares
e/ou civis), devendo ser considerado a especialização e capacitação profissional dos membros da Comissão, relativa ao
tipo de compra, serviço ou obra. Conforme a especificidade do material, serviço ou obra examinada, caso seja
comprovadamente necessário, a Comissão de Exame e Recebimento poderá convidar empresas ou técnicos, habilitados
para colaborar com todo o processo de exame.

Compete a Comissão de Exame e Aceitação, dentre outras atribuições:

 Efetuar a análise quantitativa e qualitativa do objeto, verificando sua conformidade com as especificações
previstas no contrato ou instrumento convocatório da licitação. A analise poderá ser apenas física, por

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comparação de amostras ou padrões pré-estabelecidos, laudos ou certificações de entidades técnicas, ou através
de análise laboratorial.
 Em caso de conformidade com as especificações exigidas, a Comissão deverá atestar o recebimento definitivo
favorável, firmando o respectivo Termo de Exame e Aceitação, remetendo-o ao escalão competente.
 Certificar a nota fiscal-fatura, a cargo do Presidente da Comissão.
 Encaminhar os objetos examinados ao responsável pelo armazenamento.
 Em caso de inadimplemento contratual, a Comissão deverá em princípio expedir Termo de Exigência, devendo
solicitar as correções necessárias, em prazo determinado.

Persistindo as inconformidades a Comissão deverá rejeitar o objeto analisado, firmando Termo específico, que
possibilitará a instauração do procedimento administrativo próprio para apurar as responsabilidades.

PROCESSO DE PAGAMENTO.

O órgão responsável pelo pagamento das despesas, ao receber as notas fiscais devidamente certificadas,
procedem a Liquidação da Despesa, que consiste na verificação da legalidade e regularidade do contrato, ou seja, se o
objeto da despesa foi realmente prestado à administração, observando o valor exato e o credor deste recurso público,
conforme assevera os parágrafos 1º e 2º do artigo 63 da Lei nº 4.320/64 abaixo indicado:

Art. 63. A liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e
documentos comprobatórios do respectivo crédito.

 § 1° Essa verificação tem por fim apurar:


I - a origem e o objeto do que se deve pagar;
II - a importância exata a pagar;
III - a quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação.

 § 2º A liquidação da despesa por fornecimentos feitos ou serviços prestados terá por base:
I - o contrato, ajuste ou acordo respectivo;
II - a nota de empenho;
III - os comprovantes da entrega de material ou da prestação efetiva do serviço.

Em seguida ocorrerá a Previsão de Desembolso (PD), o efetivo pagamento com a emissão da Ordem Bancária
(OB), e expedição da Relação Externa bancária (RE). Assim como nos processos licitatórios, bem como nas dispensas e
inexigibilidade de licitação, o processo de liquidação da despesa deve, obrigatoriamente, verificar a regularidade fiscal do
contratado, em especial quanto:

 Regularidade com a fazenda Pública (Nacional, Estadual ou Municipal) - Art. 193, Lei 5.172/66 do CTN.
 Regularidade com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) - Art. 195, § 3º da CRFB/88.
 Regularidade com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) - Art. 2º da Lei nº 9.012/95.
 Verificação de Impedimento ou Suspensão de licitar ou contratar com órgãos da administração pública
(http://www.redecompras.pe.gov.br/) ou GBP/EFISCO.
 Declaração de Não Impregabilidade de Menor – Art.27 V da Lei nº 8.666/93 c/c Art. 7º XXXIII CF/88.
 Regularidade perante a Justiça do Trabalho – Inc. V do art. 29 da Lei 8.666/93, c/c artigos 2º e 3º da Lei nº
12.440/2011 (a partir de 05 de janeiro de 2012).

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GESTÃO DE PESSOAS

CHEFIA E LIDERANÇA

Um grupo, sem alguém que o conduza torna-se fonte de anarquia, de desunião e dificilmente chegará a qualquer
lugar ou concluirá com êxito qualquer trabalho. Sem um chefe, o grupo é um corpo sem cabeça, que independente da boa
vontade de cada integrante, cujo esforço, inclusive poderá ser oposto ao de outrem, queima esforços desnecessariamente,
esforços que poderiam ser empregados proveitosamente em benefício do conjunto, bastando que alguém do grupo
adotasse a iniciativa de coordenar o empenho comum na direção desejada. É evidente que, quanto maior o desafio no
grupo, quanto mais específico for, maiores serão as exigências para os componentes do grupo e, portanto maiores e
melhores qualificações serão requeridas do seu chefe.

Quando abordamos a figura do chefe, como sendo aquele que deve interpretar, defender e realizar uma tarefa, à
frente de um grupo, devemos entender sobre a “autoridade” daquele que é o portador do direito de exercer um papel
proeminente na condução do seu grupo.

Contudo, se o exercício coloca em destaque, tal honra é acompanhada pelo ônus da responsabilidade, o que
exige da autoridade um nível de compreensão quanto aos seus direitos e deveres.

O exercício da chefia é uma prerrogativa de um cargo, muitas vezes independe da capacidade de seu detentor,
visto que o direito de comandar é um mandato recebido legalmente. Porém, é claro que um chefe não cumprirá bem o seu
papel, a não ser que desenvolva em si próprio, as qualidades que o tornará um indivíduo digno do seu título; que o tornará
um líder.

Em resumo, chefiar “é simplesmente, fazer um grupo funcionar para que sejam atingidos determinados objetivos.
Enquanto, que liderar, é mais do que isso é, a habilidade de exercer influência e ser influenciado pelo grupo, através de um
processo de relações interpessoais adequadas para a consecução de um ou mais objetivos comuns a todos os
participantes”. Liderar é engajar-se em um ato que inicia uma estrutura nas interações como parte do processo de
solucionar um problema mútuo.

Poder e Autoridade segundo Max Weber:

PODER: “É a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a
pessoa preferisse não o fazer”.

AUTORIDADE: “É a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua
influência pessoal”.

CONCEITOS DE LIDERANÇA:

A palavra líder veio do antigo germânico lad, “caminho”. Um ladan, ou “líder”, era “aquele que mostrava o caminho”.

Era o guia, que conduzia caminhantes de um povoado a outro. Sua principal responsabilidade, durante a caminhada, era
“cuidar de todos e de cada um”.

_ Liderança é o processo pelo qual se motiva e ajuda a trabalhar os outros, com entusiasmo para atingir seus objetivos. “É
o fator humano que ajuda um grupo a identificar o caminho a seguir, motivando-o para alcançar suas metas”. (DAVIS e
NETSON, 1991);

_ A Liderança Militar é a arte de influir nos soldados para que cumpram missões designadas às suas unidades (Military
Review, 1993);

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_ A Liderança em todos os níveis é a base do treinamento realista e agressivo, na qual resulta numa equipe com alto grau
de disposição que estimula os soldados a trabalharem sob circunstâncias difíceis e de perigo para vencer os adversários.
(King, 1993);

_ Liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos
identificados como sendo para o bem comum. (James Hunter, 2004).

ESTILOS DE LIDERANÇA:

Líderes Ressonantes

O líder ressonante é empático e expressa esse sentimento ao grupo. Esse tipo de ressonância reforça a sincronia
da equipe fazendo com que as pessoas sintam-se compreendidas (valorizadas) e compromissadas com suas atividades
profissionais compartilhando ideias, aprendendo uns com os outros, tomando decisões de maneira colaborativa.

Exemplos de líderes ressonantes:

 Visionário
 Conselheiro
 Agregador
 Empreendedor
 Democrático
 Carismático
 Servidor

Líderes Dissonantes

O líder dissonante não só é desprovido de empatia, como não transmite confiança nos atos e nas palavras que
professa, visa benefício próprio e não coletivo. Pode parecer eficaz em curto prazo, mas suas atitudes desmentem seu
aparente sucesso. Esse líder ressoa exclusivamente o lado negativo do aspecto emocional, estimulando o lado negativo do
conflito e, mais cedo ou mais tarde acaba por contagiar e exaurir as pessoas, gerando conflitos ingerenciáveis.

Um exemplo de líderes dissonantes são os chefes com os quais todos têm horror de trabalhar e resistem em trocar
ideias ou “despachar” o expediente.

Exemplos de líderes dissonantes:

 Agressivo
 Despótico
 Autocrático
 Arrogante

O líder deve preocupar-se com aquilo que faz e o que diz,


pois terá forte impacto sobre seus subordinados.

FUNÇÕES DA LIDERANÇA

"A função básica dos líderes consiste em imprimir em seus liderados um sentimento positivo. Isso acontece
quando o líder cria ressonância - um reservatório de positividade que liberta o melhor que há em cada um. Em sua
essência, pois, a missão básica da liderança é de cunho emocional". Daniel Goleman

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O poder da Inteligência Emocional é a experiência de liderar com sensibilidade e eficácia. Ao longo da história e
em diferentes culturas, o líder de qualquer agrupamento humano sempre foi aquele a quem os demais recorrem em busca
de conforto e clareza diante de incertezas, do perigo ou na realização de algum trabalho.

Na organização moderna, essa tarefa emocional continua sendo a principal das muitas funções da liderança; a
competência relativa à inteligência emocional, ou seja, como os líderes lidam consigo próprio e com seus relacionamentos.
Em consequência, uma das tarefas do líder na organização é canalizar as emoções do grupo numa direção positiva e fiel
aos objetivos comuns de seus membros e retirar os nevoeiros produzidos pelas emoções tóxicas ocasionando ruídos na
comunicação e desequilíbrio nas relações interpessoais.

Se as pessoas forem impelidas para o lado do entusiasmo, o desempenho aumentará. Se forem incitadas ao
rancor e à ansiedade extremada, perderão o rumo do desempenho produtivo.

A capacidade do líder de administrar conflitos e direcionar os sentimentos de modo a ajudar o grupo a cumprir
suas metas depende de seu nível de equilíbrio emocional.

"Os grandes líderes nos mobilizam. Inflamam nossa paixão e inspiram o melhor dentro de nós. Quando tentamos
explicar a causa de tamanha eficácia, pensamos em estratégia, visão ou ideias poderosas. Na realidade, porém eles atuam
em um nível mais fundamental: os grandes líderes agem por meio das emoções".

O líder tem a grande responsabilidade de motivar e estimular a equipe. Para isso, ele deve ter consciência da
importância de uma comunicação eficaz, deve desenvolver sua capacidade de lidar com as adversidades, saber
argumentar e ter boa estratégia de
negociar.

QUALIDADES DE LIDERANÇA

1. Entusiasmo – Você consegue pensar em algum líder que não tenha entusiasmo? É difícil, não?

2. Integridade – Essa é a qualidade que faz com que as pessoas acreditem em você. E confiança é essencial em todos os
relacionamentos humanos, sejam profissionais ou pessoais. Integridade significa tanto inteireza pessoal quanto à adesão a
valores externos
a você, principalmente bondade e sinceridade.

3. Imparcialidade – Líderes eficientes tratam indivíduos diferentemente, porém, de forma igualitária. Eles não têm
favoritos. São imparciais ao darem recompensas ou penalidades pelo rendimento.

4. Firmeza – Muitas vezes os líderes são pessoas exigentes, sendo incômodo tê-los por
perto pelo fato de seus padrões serem muito elevados. Eles são obstinados e persistentes. Líderes querem ser
respeitados, mas não necessariamente populares.

5. Zelo – A insensibilidade não leva a bons líderes. A liderança envolve o coração, assim como a mente. Gostar do que
você faz e importar-se com as pessoas é igualmente
essencial.

6. Confiança – É essencial. As pessoas sentem a sua presença, e, portanto, o desenvolvimento de autoconfiança é


sempre anterior ao exercício da liderança. Mas não
se permita que a autoconfiança seja excessiva, atitude que é o primeiro passo para o caminho da arrogância.

7. Humildade – Uma qualidade própria dos grandes líderes. O oposto da humildade é a arrogância. Os sinais de um bom
líder são o desejo de ouvir as pessoas e a ausência de egocentrismo.

Podemos citar ainda entre ouras tantas qualidades o Comprometimento, Altruísmo, Abnegação, Bom ouvinte,
Iniciativa, Ambição, Empatia, Maturidade, Sociabilidade, Bom senso, Conhecimento
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OBS: Fundamentalmente o líder precisa gostar de PESSOAS.
CONCEITO DE CHEFIA:

É aquele que tem a tarefa de fazer funcionar o pessoal, ou de tomar deliberações e incorporá-los em ordens e
instruções gerais específicas. Chefiar e assumir a responsabilidade pelo resultado final da atividade de várias pessoas que
operam em conjunto.

TIPOS DE CHEFIA

· Democrática ou persuasiva.

É aquela cuja autoridade emana do seu exemplo, da sua habilidade, da sua capacidade e se alicerça no elevado
padrão de disciplina e eficiência, que exige de si e de seus subordinados.

· Autoritária

É predominantemente despótica. É aquele que insiste na obediência cega com completa subordinação à sua
vontade; qualquer crítica ou indagação lhe parecerá insolente e perigosa. Busca uma obediência imposta por não ter
capacidade de discuti-la.

· Liberal ou laissez-faire:

É aquele que se limita a fazer o que o grupo pretende. Em geral é uma pessoa muita insegura, que tem receio de
assumir responsabilidades; não dá instrução nenhuma, cada um de seus subordinados faz o que quer, a confusão é
completa.

· Carismática:

É o dom natural de liderar. O grupo funciona submisso às suas ideias.

· Paternalista:

É o protetor, mas não é inspirador como o democrático. O grupo não desenvolve a livre iniciativa.

CHEFIA MILITAR:

“É a arte de influenciar e conduzir homens a um determinado objetivo obtendo sua obediência, confiança, respeito
e leal cooperação”.

A chefia militar é em essência, o próprio exercício do comando.

O objetivo é fazer da Corporação uma organização capaz de cumprir fielmente qualquer missão e em condições
de agir convenientemente, mesmo na ausência de ordens.

“Comando é a autoridade que o militar exerce legalmente sobre seus subordinados, em virtude do posto,
graduação ou função”.

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LIDERANÇA E COMUNICAÇÃO

Comunicação é a capacidade de transmitir e expressar ideias, feedback, pensamentos, imagens, emoções e


informações de modo a gerar no outro um motivo para a ação. Em geral, as pessoas dão maior importância à transmissão
de ideias porque é através dela que informamos, ensinamos e pensamos. No entanto, a base para um bom relacionamento
interpessoal está em saber comunicar emoções e sentimentos.

Cada vez mais a busca da excelência nas comunicações é um desafio para quem pretende atingir um alto nível de
profissionalismo. Em um mundo competitivo, onde um bom marketing pessoal pode ser a senha para o sucesso, há
necessidade da competência técnica, aliada às competências comportamentais e emocionais, que incluem relações
interpessoais mais enriquecedoras e sustentáveis.

A COMUNICAÇÃO EFICAZ FORTALECE O RELACIONAMENTO INTERPESSOAL E PORTANTO, FACILITA A


ATUAÇÃO DO LÍDER

Para uma boa comunicação interpessoal, é necessário compreender alguns componentes críticos que distinguem
claramente os bons dos maus comunicadores.

São eles:

1- AUTO-IMAGEM OU AUTOCONCEITO

Um dos componentes mais importantes que afeta a comunicação entre as pessoas é a sua autoimagem, ou seja,
a imagem que tem de si mesma e das situações que vivenciam. Cada um tem um conceito de si mesmo: quem é, o que
faz, o que representa, o que valoriza e no que acredita. E tem valores que através dos quais ele percebe, ouve, avalia e
compreende todas as coisas.

A autoimagem é o seu filtro individual frente ao mundo que o cerca; e consequentemente afeta a maneira como este se
comunica com os outros.

2- SABER OUVIR

O ato de ouvir, naturalmente é algo muito mais complicado do que se pensa. O ouvinte eficaz não só escuta as
palavras em si, como também seus significados subjacentes. Ele é capaz de ouvir nas entrelinhas, ou seja, aquilo que não
é dito por palavras, aquilo que se expressa silenciosamente. Ele interage com o interlocutor no sentido de desenvolver os
significados e chegar à compreensão.

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Escutar, sabendo ouvir, é uma aptidão que mantém as relações interpessoais mais próximas.

3- CLAREZA DE EXPRESSÃO

Ouvir de forma eficaz é uma habilidade necessária e negligenciada na comunicação, porém muitas pessoas
consideram igualmente difícil dizer aquilo que querem, pensam ou sentem.

Frequentemente as pessoas presumem simplesmente que o outro compreende a sua mensagem, mesmo que
sejam descuidadas ou confusas em sua fala. Esta suposição é uma das maiores barreiras para a comunicação.

4- CAPACIDADE PARA LIDAR COM SENTIMENTOS DE CONTRARIEDADE

Normalmente as pessoas não têm capacidade para lidar com sentimentos de contrariedade, ocasionando grandes
curtos-circuitos na comunicação. Evitam confrontos por temerem os conflitos nas relações interpessoais. Expor as
emoções mesmo negativas não significa destruir relações.

5- TRANSPARÊNCIA

A capacidade de falar francamente a respeito de si mesmo é necessária à comunicação eficaz. Uma pessoa não
pode ter boa comunicação com outra sem buscar a transparência nas comunicações. Este processo é recíproco.

O comunicador eficaz é aquele que consegue criar um clima de confiança em que a abertura recíproca pode
florescer. Confiança gera confiança.

Se numa equipe de trabalho os sentimentos dos membros são claros e positivos (se existir simpatia, empatia e
respeito mútuo, por exemplo), os relacionamentos tendem a ser produtivo, gerando participação, cooperação e
envolvimento.

No entanto, se os sentimentos forem negativos (se existir antipatia, rejeição, medo, insegurança, por exemplo) os
relacionamentos tendem a ser improdutivos, gerando afastamento, rivalidade e agressão física e/ou verbal.

Utilize as técnicas:

· CCFF – Compreensão, correção, flexibilidade e franqueza;


· BBB – Bom humor, bom senso e boa vontade.

ZIG-ZAG DA COMUNICAÇÃO = RUÍDOS NA COMUNICAÇÃO

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TIPOS DE COMUNICAÇÃO

A LINGUAGEM DO CORPO

_ Até 90% do conteúdo de uma mensagem é transmitido através do corpo.


_ Rugas na testa – atenção.
_ Olhos permitem contato ou controle.
_ Nariz – Superioridade ou Submissão.
_ Canto da boca
- Levantado – Satisfação
- Horizontal – Indiferença
- Baixo – Insatisfação
_ Quanto mais próximo e mais aberto, mais chances de persuadir.

SABER OUVIR

A comunicação, em geral, consiste:

_ 45% Saber ouvir


_ 16% ler
_ 30% em falar
_ 9% em escrever

Outras questões importantes:

_ Saber perguntar
_ Saber persuadir

COMUNICAÇÃO VERBAL - Oral ou Escrita (através de palavras escritas ou faladas)

COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL - Expressão corporal e facial (através dos gestos e das atitudes, ou mesmo através do
silêncio).

A expressão corporal demonstra nitidamente as experiências vividas pelas pessoas, sejam pelo comportamento,
gestos, posturas ou pelas alterações fisiológicas (suor, tremor, etc).

A eficiência da comunicação passa pela coerência e harmonia entre o que está sendo dito e o gestual.

COMUNICAÇÃO EM EQUIPE - Nós somos do tamanho da comunicação que conseguimos estabelecer no meio em que
atuamos. Ter a coragem para se comunicar é estar disponível ao contato social.

O sucesso do funcionamento de uma equipe ou um grupo está diretamente ligado com a eficácia da comunicação
entre seus membros. Não basta falar bem, utilizando corretamente as regras gramaticais. Há necessidade de muito mais! É
preciso mobilizar nossos recursos internos e externos para facilitar a arte do diálogo, que não é um simples despejar de
palavras, é ir ao encontro, é abster-se de julgamentos precipitados, dando chances para a troca democrática de ideias,
propiciando um clima de confiança e bem estar, utilizando a empatia na busca do processo de sinergia.

Ter consciência dessa imagem social faz parte da ação corajosa de quem busca uma comunicação plena.

Feedback
Em nossas relações interpessoais, estamos comunicando aos outros, constantemente, como seus
comportamentos e suas ideias nos afetam.

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Essa comunicação se dá através da nossa expressão verbal e não verbal, assim como recebemos dos outros as
mesmas informações.
Feedback consiste em ver-se com os olhos dos outros. Mesmo que não tenhamos intenção explicita de dar
feedback, não podemos evitar que pessoas, principalmente as mais sensíveis, leiam na nossa comunicação não verbal a
impressão que elas nos causam.
Para torna-se realmente um processo útil, o feedback precisa ser, tanto quanto possível:
 Descritivo em vez de avaliativo: Quando não há julgamento, e existe apenas o relato de um evento, reduz-se a
necessidade de reagir defensivamente; assim, o individuo pode ouvir e sentir-se à vontade para utilizar aquele dado como
julgar conveniente.
 Testemunho, sem julgamento: O feedback deve evitar o teor de censura, reprovação ou avaliação negativa
personalizada. Em: “Você tem mania de escrever rebuscadamente”, tem-se um feedback avaliativo personalizado. Já em:
“Esta parte do documento está rebuscada; é preciso tornar a linguagem mais direta”, tem-se um feedback avaliativo neutro,
isto é, não personalizado.
 Específico em vez de geral: Quando se diz a alguém que ele é “dominador” isso tem menos significado do que
indicar o seu comportamento numa determinada ocasião: “... nesta reunião, você fez o que costuma fazer em outras vezes;
você não ouviu a opinião dos demais e fomos forçados a aceitar sua decisão para não receber suas críticas exaltadas”.
 Objetivo: Essa condição refere-se à clareza da mensagem e à utilização de exemplos, reduzindo rodeios e
evasivas. Colocações como “talvez seja o caso de você deixar este relatório para que Fulano dê uma olhada, ele é cobra
neste assunto”, deixam muito a desejar. Bem diferentes são abordagens como: “Este seu relatório precisa ser melhorado
nas partes X, Y e Z; você pode e deve fazer uma boa revisão”.
 Compatível com as necessidades (motivações) tanto do comunicador como do receptor: O feedback pode
ser altamente destrutivo quando satisfaz somente às necessidades do comunicador, sem levar em conta as necessidades
do receptor.
 Dirigido: Para comportamento que o receptor pode modificar, pois, caso contrário, a frustração é incrementada
quando o receptor reconhece falhas naquilo que não tem condições de mudar.
 Solicitado em vez de imposto: Será mais útil quando o receptor tiver formulado perguntas ás quais os que
observam podem responder.
 Oportuno: Em geral, o feedback é mais útil o mais próximo possível do comportamento em questão, dependendo,
naturalmente, da prontidão da pessoa para ouvi-lo, do clima emocional percebido no momento.
 Esclarecido para assegurar comunicação precisa: Deve-se fazer com que o receptor repita o feedback
recebido para ver se corresponde ao que o comunicador quis dizer.
 Aplicável: O feedback deve ser utilizável pelo receptor, ou seja, dirigido para comportamentos que ele
realisticamente possa modificar mediante reconhecimento do ponto falho e esforço individual no sentido de corrigir o
“desvio”.
 Direto: O feedback deve ser oferecido pessoal e diretamente, principalmente quando a sua natureza for negativa,
de reprovação ou descontentamento. O feedback negativo pode ter o mais positivo dos efeitos, desde que transmitido
apropriadamente.
Fonte: MOSCOVICI, Felá. Desenvolvimento interpessoal. Rio de janeiro: José Olympio, 2005. (síntese)

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Dimensões Ética e Psicológica do Feedback
Há duas dimensões de avaliação do feedback:
 Dimensão ética (preocupado com o fato)
 ALTA – Avaliações que se baseiam na constatação de fatos observados (Busca-se a essência do que
efetivamente ocorreu)
 BAIXA – Avaliações são feitas tendo como base a interpretação emocional dos fatos, deixando-se levar pelos
sentimentos envolvidos na situação.
 Dimensão psicológica (preocupada com a pessoa)
 ALTA – Preocupação real em relação ao avaliado.
 BAIXA – A avaliação é fria e distante e com interesses emocionais envolvidos, podendo distorcer ou
superestimar o dado observado em função de interesse.
O cruzamento dessas dimensões pode resultar em quatro tipos de comportamentos avaliados:

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Descrição dos Estilos

MOTIVAÇÃO HUMANA

CONCEITOS:

A importância da motivação e a compreensão do seu papel no comportamento humano podem ser estudadas
através das diversas teorias e abordagens que se desenvolveram durante anos de estudos psicológicos.

Em resumo, a motivação orienta e direciona o comportamento, é a força que atua por trás de nossas
necessidades básicas - fome, sede e sexo, por exemplo. E também é a força que vai atuar por trás das nossas outras
necessidades, as psicossociais.

No início do século XX, por influência da teoria evolucionista de Charles Darwin, tornou-se comum classificar todos
os tipos de comportamentos como instintivos. Desta forma, os estudiosos no assunto perceberam que esta teoria não
explicava o comportamento humano, pelo contrário, os rotulava apenas.

A Teoria dos Instintos nos revela que para se qualificar como instinto, um comportamento complexo deve ter um
padrão fixo numa espécie e não ser adquirido. Essa definição poderia ser coerente para algumas espécies, mas não a
espécie humana.
O comportamento humano apresenta, na verdade, poucas características inatas porque a maioria das reações
comportamentais do homem tem origem nos anseios psicológicos e, além disso, é adquirida durante sua vida. Logo,

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compreendeu-se que a Teoria dos Instintos não pode explicar os motivos humanos que levam o homem a se comportar em
seu meio ambiente.

Uma vez derrubada essa teoria para explicar a motivação, outra teoria se fortalece e vem substituí-la – A Teoria
da Redução dos Impulsos. Ela procura explicar a ideia de que a necessidade fisiológica cria um estado psicológico que
impulsiona o organismo a reduzir a necessidade. É a busca da homeostase, ou seja, o equilíbrio do organismo.

Por exemplo: Comendo ou bebendo saciaremos a fome ou a sede. Não somos apenas impulsionados a reduzir
nossas necessidades internas, mas também a reagir aos incentivos externos que nos atraem ou repelem - estímulos
positivos e negativos.

Por exemplo: Quando se sente sede, esta necessidade fisiológica interior nos leva a procurar algo para beber,
mas reagimos aos incentivos externos quando escolhemos, por exemplo, um refrigerante gostoso ou um suco, no lugar da
água. Então, um impulso pode nos levar a reduzir nossas necessidades internas, energizando e orientando nosso
comportamento. Também os incentivos externos funcionam como estímulos positivos ou negativos para este
comportamento.

No entanto, a teoria dos impulsos nos diz que alguns comportamentos motivados, em vez de reduzirem uma
necessidade fisiológica ou atenuarem a tensão, aumentam a excitação. Com o excesso de estimulação, acabamos nos
sentindo estressados e procuramos uma maneira de diminuir a excitação.

Por exemplo: O BM faz o curso de aperfeiçoamento de Sargento para atender as necessidades e incentivos externos, com
isso busca caminhos que através de estímulos o direciona ao crescimento na sua carreira – pelo dinheiro, pela segurança,
pela autoestima, pela realização pessoal e tantos outros motivos que possam estar presentes.

A HIERARQUI DAS NECESSIDADES DE ABRAHAM MASLOW PIRÂMIDE

Segundo Abraham Maslow, dentro de todo ser humano existe uma hierarquia de necessidades (veja pirâmide
acima). As primeiras três são necessidades da carência, porque devem ser satisfeitas para que os indivíduos se sintam
saudáveis e seguros. As duas últimas são as necessidades do crescimento porque estão relacionadas ao desenvolvimento
e à realização do potencial de cada pessoa. À medida que cada uma dessas necessidades é substancialmente satisfeita, a
necessidade imediatamente superior se torna dominante.

· Necessidades fisiológicas – Estão relacionadas às necessidades básicas.

Fome, sede, abrigo, sexo e outras necessidades de sobrevivência.

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· Necessidade de segurança – Está relacionada também a aquisição de bens materiais; pode haver uma necessidade de
auto expressar-se através dos bens. Segurança, estabilidade e proteção contra danos físicos e emocionais.

· Necessidade de pertencimento/afiliação – Necessidades que as pessoas têm de unirem-se uns aos outros e identificar-
se com um grupo determinado. Os vínculos sociais e a cooperação em grupos também possibilitam o aumento do índice de
sobrevivência no mundo. Interação social, afeição, companheirismo e amizade.

· Necessidade de aceitação social – Muito do nosso comportamento social visa a aumentar nossa afiliação, nossa
aceitação e inclusão social. Para conquistar amizades e estimas, controlamos nosso comportamento, na esperança de criar
as impressões certas. auto respeito, amor próprio, autonomia, realização, status, reconhecimento e consideração.

· Necessidade de poder – Necessidade de dirigir outras pessoas. Está relacionada com o desejo de aquisição, realização
e conquistas para a auto realização. Crescimento e auto-satisfação.

ASPECTOS FISIOLÓGICOS, PSICOLÓGICOS E DE REALIZAÇÃO NA MOTIVAÇÃO:

Aspectos fisiológicos:

A fome, no homem, por exemplo, vemos refletida a interação da fisiologia (do organismo) e da aprendizagem. No
entanto, há mais do que isso na fome, pois há pessoas que reagem mais as sugestões externas de comida, enquanto
outras sofrem de distúrbios alimentares (anorexia, bulimia).

O homem quando está sobre privação alimentar sofre efeitos significativos demonstrando-se apático e alienado. A
fome excessiva durante a infância pode lesionar e dificultar o amadurecimento do sistema nervoso, causando danos
irreparáveis; assim como durante o período embrionário fatalmente dificultará a formação saudável do sistema nervoso
central.

As mudanças na química do organismo também afetam a fome, a sede, o sexo e as preferências de gosto. As
emoções são capazes de alterar a fisiologia do corpo.
Por exemplo: As pessoas ansiosas não perdem a sensação de fome depois das refeições. Normalmente precisam
de alimentos doces ou ricos em carboidratos, para aumentar o nível de serotonina, um neurotransmissor que tem efeitos
calmantes.

As pessoas extremamente ansiosas normalmente sofrem de ejaculação precoce. O sexo tem um motivo de base
fisiológica, mas é mais afetado pela aprendizagem e pelos valores pessoais.

Na maioria dos mamíferos, a natureza sincroniza o sexo com a fertilidade de maneira impecável. A fêmea se torna
sexualmente receptiva "no cio" quando a produção do hormônio feminino estrogênio atinge o auge na ovulação. Os
hormônios não controlam da mesma maneira o comportamento sexual humano, que respondem muito mais por estímulos e
incentivos externos.

Aspectos psicológicos:

A ansiedade de comer estimula o estado fisiológico - química do corpo – que é atraído pelas reações adquiridas
por incentivos externos. Os incentivos externos, as preferências também são determinadas pela cultura.

Por exemplo: Os Hindus não tocam em carne de vaca, mesmo que passem fome.

As emoções, entre elas, a raiva, o amor, a insegurança, o medo, a vergonha e especialmente a autoestima, são
um dos grandes motivos psicológicos que afetam o comportamento humano.

O homem posto sobre privação alimentar sofre de super excitação com relação à comida; uma vez obcecado,
conversa, sonha, lê e guarda tudo a respeito. Enquanto isso vai perdendo o interesse por outras atividades sociais. A
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psicologia da motivação sexual procura descrever e explicar os comportamentos sexualmente motivados e tratar os
distúrbios sexuais.
A biologia nos informa que "os hormônios sexuais tem dois efeitos: controlam o desenvolvimento das
características sexuais masculinas e femininas e (especialmente em animais não humanos) ativam o comportamento
sexual". Logo, a interação entre hormônios (testosterona e estrogênio) e os estímulos psicológicos para a motivação sexual
são indispensáveis para o comportamento sexual humano.

Por exemplo: O homem não é atraído pelos estímulos fisiológicos da mulher, o cio; mas sim, pelos incentivos
externos, o jeito do corpo, o rosto, o charme, etc.

Aspectos de realização:

Com as necessidades básicas atendidas, os seres humanos também sentem se motivados, em graus variados, a
demonstrar competência e a alcançar objetivos, como foi demonstrado acima. Há motivos que parecem não satisfazer
qualquer necessidade física. Por exemplo: Quanto mais dinheiro tem, mais quer ganhar. Quanto mais realizamos, mais
queremos realizar. As pessoas com forte necessidade de realização são mais persistentes. Em contraste, que não
apresentam essa necessidade, não persistem nos seus objetivos. Pessoas que foram motivadas quando crianças na
maioria das vezes
tiveram pais que estimulavam sua independência desde cedo, com elogios e recompensas por seus sucessos. Com isso
aprendem a associar realização com emoções positivas e a própria competência e esforço.

MOTIVAÇÃO INTRÍNSECA E EXTRÍNSECA:

Em qualquer situação da vida do homem, haverá sempre dois tipos de motivação para a realização de uma tarefa:
A Motivação Intrínseca e a Motivação Extrínseca.

A motivação intrínseca é o desejo de ser eficiente e de desempenhar um comportamento por si mesmo. As


pessoas com motivação intrínseca encaram o trabalho ou a diversão com prazer e interesse. A motivação intrínseca
estimula a realização.

Como despertar a motivação intrínseca?

Evitando sufocar o senso de autodeterminação das pessoas com recompensas extrínsecas de forma exagerada.
Recompensas exageradas prejudicam o interesse intrínseco.

A motivação extrínseca é procurar recompensas externas e evitar punições. Um líder estará sempre preocupado
em comandar atendendo a realização do trabalho e a satisfação das pessoas de maneira tal que aumente a motivação.

Os líderes eficientes cultivam a motivação intrínseca, prestam atenção às motivações das pessoas, fixam objetivos
e escolhem um estilo de liderança apropriada para cada grupo. As recompensas extrínsecas podem ser utilizadas para
determinar os comportamentos, como ex: Para controlar – "Se fizer isso, ganhará aquilo...”. "Caso quebre esse galho pra
mim, lhe facilitarei em...”.

Para informar ou reforçar – "Foi sensacional... parabéns”. "Você é realmente muito bom no que faz”.

TIPOS DE MOTIVAÇÃO

Consciente: É a motivação que você sabe e entende que está lhe impulsionando para agir.

Inconsciente: Você não sabe, não compreende o que o leva a agir.

Em longo prazo: caracteriza-se pela persistência em realizar objetivos que estão no futuro mais distante, longe de serem
alcançados; uma das dificuldades é vencer as resistências iniciais e dispor de energia para alcançá-los.
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Em curto prazo: caracteriza-se pela intenção em vencer os empecilhos que frequentemente surgem no caminho. Esse
comportamento ajuda a estar periodicamente motivado. A pessoa administra melhor sua tarefa e encontra energia
suficiente para "derrubar os muros". Cada etapa vencida traz a experiência e o sentimento de vitória, consequentemente
reforça a motivação em longo prazo, deixando os objetivos cada vez mais próximos - o que antes era percebido como
distante e até inalcançável.

Por exemplo: O método utilizado pelos Anônimos (AA, NA, etc.).

Fatores que favorecem ao trabalho de equipe:

· Cooperação
· Organização
· Comprometimento
· Planejamento
· Incentivo
· Respeito
· Disponibilidade
· Conhecimento
· Poder de negociação
· Compreender as limitações - as próprias e do outro.
· Entre outros
Fatores que desfavorecem ao trabalho de equipe:

Além da ausência de todos os fatores desfavoráveis


· Os conflitos não gerenciados
· Falta de tempo
· Falta de interesse o
· Objetivos não comuns a todos.

TRABALHANDO EM EQUIPE

Para melhorar o desempenho e aumentar a produtividade da equipe é importante:

· Levantar fatores: técnico, político, psicológico, sociológico, jurídico, financeiro/econômico;


· Definir claramente papéis, perfis, metas e normas;
· Ressaltar os conhecimentos - "informação é poder";
· Verificar se o objetivo geral onde a equipe está inserida é compatível com os objetivos individuais;
· Fazer com que haja interdependência e sintonia com os indivíduos;
· Obter o comprometimento das pessoas - lidere pelo exemplo;
· Evitar votação para resolver um problema, para não ter perdedores e ganhadores;
· Reconheça um bom desempenho, estimulando e motivando;
· Compartilhar as responsabilidades;
· Realizar periodicamente avaliações:
· Analisar a situação de forma geral.

As seis palavras mais importantes de um líder:

“Admito que o erro foi meu”

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As cinco palavras mais importantes:
“Você fez um bom trabalho”
As quatro palavras mais importantes:
“Qual a sua opinião?”
As três palavras mais importantes:
“Faça por favor”
As duas palavras mais importantes:
“Muito obrigado”
A palavra MENOS importante:
“Eu”
A palavra MAIS importante:
“Nós”

QUALIDADES ESSÊNCIAIS PARA A FUNÇÃO DE CMT

O comandante que nos momentos mais difíceis conserva toda a calma e não se desorienta com facilidade,
controlará seus comandados e todos os acontecimentos que envolvam a sua equipe em quaisquer circunstâncias.

Aquele que comanda precisa possuir faculdades coordenadoras para melhor poder avaliar os poderes relativos.
Saber jogar com esses elementos nos lugares próprios e distinguir as ocasiões oportunas para organizar, disciplinar e
mostrar a eficiência do trabalho conjunto. Propicia a forma e a unidade de comando.
Um comandante deve ser maleável, isto é, possuir poder de adaptação às circunstâncias e ás pessoas. Deve
saber mudar o processo, conforme os indivíduos com quem tratar ou com as circunstâncias com que se deparar.

Vale sintetizar o que de mais importante deverá um comandante guardar como norma de procedimento em
relação à sua equipe de trabalho. Quase sempre os fracassos de um comando advêm, não da capacidade técnica da
apreciação e solução dos problemas ocorrentes, mas dos efeitos da inter-relações pessoais. Por isso, recomenda-se
observar os seguintes princípios que são fundamentais:

1. O comandante é elemento público e, como tal, deve agir;


2. As boas qualidades, quando exageradas, tornam-se más;
3. A vaidade do mando acarreta dissabores;
4. As relações de trabalho devem ser impessoais;
5. Hostilizar os possíveis concorrentes ao cargo é prova de fraqueza;
6. O prestígio deve provir das qualidades pessoais do chefe e nunca da força legal de sua função;
7. O receio evidente de perder o cargo, desmoraliza o comando;
8. É prejudicial a preocupação exclusiva pelo trabalho, como o é o alheamento dele;
9. O comandante que diz á sua equipe ser o único capaz de levá-la ao cumprimento dos deveres, é inábil;
10. Diminuir o comando anterior, desprestigia o comando atual. Aos comandados é que cabe fazer a comparação;
11. É desmoralizante mostrar que a ação de Comando se faz sentir por medo, por influência de terceiros ou para agradar
superiores;
12. É prova de fraqueza invocar autoridade superior como justificativa de atos determinados o elo próprio comandante;
13. Os comandados não gostam de comandante despótico, mas desprezam o comandante frouxo;
14. Todos os atos devem estar em condições de receber justificativas, mas procurar justificar erros, racionalizando as
determinações, é caminhar para o desprestígio;
15. O comandante deve falar pouco e agir muito;
16. Os subordinados devem ser tratados com cordialidade, mas sempre sem intimidades excessivas;
17. A ironia e o sarcasmo diminuem o subordinado e dispões a rebelião;
18. Praticar a autoanálise e recorrer a amigos para reconhecer os próprios defeitos, conduz o comandante ao
aperfeiçoamento;
19. O comandante precisa manter seus conhecimentos gerais e técnicos;
20. Estar bem informado pela imprensa citadina e ler bons livros sobre as técnicas que desenvolvem sua equipe , auxiliam
o comandante a tomada de decisões e no desenvolvimento de sua missão;
21. As tentações sexuais são perigosas dentro da equipe de trabalho. O comandante deve acautelar-se contra elas;
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22. Demonstrar interesse nas questões pessoais do subordinado é útil, mas o exagero pode prejudicar;
23. Conservar a compostura em qualquer situação é prova de força. O comandante deve agir sempre como se estivesse
num palco, representado sob as vistas de um público exigente;
24. É importante escutar as reações das equipes de trabalho, a fim de corrigir senões e manter a harmonia e eficiência da
sua equipe; E
25. O CMT deve dar o exemplo de integridade, competência profissional e coragem aos seus subordinados, passando a
eles mensagem de SERVIR SEMPRE E NÃO SE SERVIR DA INSTITUIÇÃO..

PROCEDIMENTOS DE UM VERDADEIRO CHEFE E LÍDER

1. A sua autoridade é proporcional ao tamanho do seu conhecimento;


2. Comprometa-se em valorizar a qualidade e tente melhorar sempre;
3. Certifique-se de estar desenvolvendo a equipe na meta de buscar qualidade:
4. Esteja sempre aberto a aprender lições importantes;
5. Faça sempre cursos de capacitação, a fim de aprimorar suas habilidades.
6. Ao treinar outra pessoa, procure aprender também;
7. Seja um exemplo para a equipe. Treine a si mesmo;
8. Use projetos em equipe para aprender mais sobre outras áreas;
9. Faça amizade com pessoas de outras seções e tente entender como elas trabalham;
10. Avalie com calma a melhor maneira de se comportar em cada situação;
11. Liste os deveres básicos de um chefe, e de um líder, e verifique se você os cumpre;
12. Sempre olhe para além dos detalhes o líder deve ter uma visão geral;
13. Caso resista a mudanças, tente descobrir o porquê;
14. Trabalhe sempre seus pontos fortes, a fim de melhorá-los;
15. Ponha todas as suas ambições no papel isso o ajuda a concretizá-las;
16. Identifique o que você está fazendo para atingir seus objetivos;
17. Lembre-se: não existe ponto fraco, que não possa ser melhorado;
18. De um tempo para impor seu estilo no novo cargo, mas não espere demais;
19. Ouça sempre o ponto de vista de sua equipe. Mas não esqueça! A decisão final é de sua inteira responsabilidade;
20. Ao recrutar colaboradores, avalie o potencial de cada um deles;
21. Diante de alguma resistência, tente entender a razão;
22. Procure orientar os mais jovens. Eles precisam de muita atenção e observação;
23. Lembre-se: suas instruções devem ser claras e concisas;
24. Incentive todos a ir até você, caso algo dê errado;
25. Aja rápido ao notar qualquer problema;
26. Deixe claro que está aberto a boas e más notícias;
27. Use as crises como oportunidade para aprimorar pessoas;
28. Ao delegar, você fortalece o moral e estimula a confiança;
29. Mesmo fazendo melhor, não faça tudo sozinho;
30. Consulte seus comandados e a comunidade a ser protegida antes de fixar metas altas;
31. Se o tempo anda escasso, veja se você está de fato delegando tarefas;
32. Informalmente, verifique o progresso das tarefas delegadas, ou seja, delegue, mas fiscalize;
33. Certifique-se de que todos sabem o que deve ser informado a você;
34. Seja franco com sua equipe e você receberá de volta respostas honestas;
35. Procure obter relatos precisos da opinião da equipe;
36. Nunca confie na unanimidade de retornos positivos;
37. Prepare-se para ver sua mensagem interpretada equivocadamente;
38. Encoraje a equipe a buscar objetivos ambiciosos, mas realistas;
39. Lembre-se de que cada membro da equipe pensa de modo diferente;
40. Tratar todos igualmente, evita ressentimentos;
41. Tente serenar as emoções antes de resolver problemas;
42. Se as decisões podem ser rápidas, tome-as de uma vez;
43. Se pedir opinião de um colega, procure usa-la;
44. Tente fazer do impossível, um objeto a ser conquistado;
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45. Esteja preparado para contratempos e tenha projetos alternativos;
46. Se o fracasso for inevitável, minimize as perdas;
47. Verifique se a equipe compartilha das mesmas metas;
48. Incentive a competição de todos e não a de individualidade;
49. Se você herdou uma equipe, procure conversar com cada pessoa individualmente, pergunte sobre as tarefas que
desenvolveram, troque impressões e verifique se eles comungam dos seus ideais. Caso afirmativo mantenha cada
membro, caso contrário, troque-o;
50. Deixe que equipe e colaboradores provem de quanto são capazes;
51. Não esconda que você recompensa que merece, mas evite favoritismos;
52. Reserve tempo para reuniões e, dentro do possível, evite desmarca-las;
53. Faça discussões informais, para melhorar a relação com a equipe;
54. Nunca se esconda atrás da porta fechada de sua sala;
55. Use as reuniões para agilizar as decisões, e não para atrasá-las;
56. Tempo é importante. Faça a reunião durar o tempo necessário apenas à solução da pauta. Não o perca com conversas
fúteis e desnecessárias;
57. Seja simples para poder encontrar soluções fáceis;
58. Faça dos problemas oportunidades para a equipe aprender; 59. Considere uma questão sobre todos os ângulos;
60. Olhe o lado positivo de toda situação negativa. É na crise, que se cresce;
61. Cheque se está ciente de todos os fatos antes de agir;
62. Mostre à equipe que você está confiante na eficácia dela;
63. Nunca diga não sem refletir antes, com cuidado;
64. Demonstre publicamente sua lealdade à equipe;
65. Se tem que criticar alguém, faça-o em particular;
66. Nunca tente obter resultados pela intimidação dos colaboradores;
67. Seja moderado ao disciplinar mas não hesite, quando for o caso;
68. Motive a equipe o tempo todo, sem que ela perceba;
69. Compartilhe a responsabilidade por erros e fracassos. Analise-os para evitar que se repitam;
70. Ponha suas ambições no papel e revise-as periodicamente;
71. Se sua meta parece inatingível, intensifique os esforços;
72. Seja claro, breve e objetivo, quanto à missão e às perspectivas;
73. Mostre às pessoas que gerar ideias, é um trabalho dividido por todos;
74. Tente implantar as sugestões, desde que elas sejam viáveis;
75. Certifique-se de que as ideias serão vistas com respeito, e não com desdém;
76. Certifique-se de que sua mensagem chegue a toda a equipe;
77. Encoraje a equipe a participar do processo de tomada de decisão;
78. Não desvie dos resultados que deseja atingir;
79. Incentive as pessoas a buscar esclarecimentos, caso elas estejam inseguras quanto a seus objetivos;
80. Envolva a equipe completamente na conquista da meta mais ambiciosa;
81. faça a equipe saber exatamente o que você espera dela;
82. Elogios servem para desenvolver a equipe use-os com sabedoria;
83. Seja ético ao julgar suas atitudes na busca por resultado; e
84. Seja justo, sabendo premiar e punir.

QUALIDADES E VIRTUDES PARA SE TORNAR UM VERDADEIRO CHEFE E LÍDER, OU SEJA, UM COMANDANTE

_ Conhecimento técnico-profissional;
_ Entusiasmo;
_ Assiduidade;
_ Integridade;
_ Zelo;
_ Pontualidade;
_ Comprometimento com o serviço;
_ Organização;
_ Dinamismo;
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_ Criatividade;
_ Disposição;
_ Capacidade de ouvir (humildade);
_ Vontade de aprender;
_ Firmeza;
_ Sinceridade;
_ Honestidade;
_ Espírito de equipe;
_ Senso de justiça (punir e premiar)
_ Boa apresentação;
_ Capacidade de falar;
_ Confiança em si mesmo; e
_ Coragem.

RESPEITABILIDADE É IGUAL A:

CONHECIMENTO TÉCNICO-PROFISSIONAL = HONESTIDADE + CORAGEM

Obs.: A coragem tem muito a ver com a competência profissional. O saber fazer.

A ARTE DA LIDERANÇA

Há alguns anos atrás, a PSICOLOGIA E A ADMINISTRAÇÃO admitiam de que um LÍDER já nascia feito,
predestinado a LIDERAR. Hoje isto está desmistificado e qualquer pessoa pode tornar-se um líder em seu campo de
atuação, só bastando querer.

AS QUALIDADES DE UM LÍDER

1. ESPÉRITO DE INICIATIVA Deve prevalecer sempre, para quem quiser se tornar um grande líder. Diante de um
problema que surja, tome logo a iniciativa de resolvê-lo, sabendo de antemão que nunca agradará a todos. Jesus Cristo o
maior líder da humanidade , desagradou também;

2. CONHECIMENTO Juntamente com o espírito de iniciativa, constituem a maior fonte de PODER e quem tem o PODER
lidera multidões. E o conhecimento nada é mais do que o saber fazer a competência profissional;

3. CAPACIDADE DE UNIR PESSOAS O líder é sempre uma pessoa que procura a união das pessoas, em prol de um
objetivo e nunca a desunião;

4. EXTROVERTIDO Um líder nunca poderá ser tímido, introspectivo. Se você tem timidez, procure minimizá-la;

5. SABER EXOLICAR Só assim os seus comandados poderão entender aonde você quer chegar;

6. BUSCAR O COMPROMETIMENTO Convença que a participação de todos é indispensável para o sucesso da missão,
da tarefa;

7. AJA COM RAPIDEZ A inércia é sempre tão desastrosa quanto à ação imprópria;

8. MANTENHA-SE FIRME Acreditar em sua própria visão, irá assegurar que seus seguidores permaneçam inabaláveis na
busca de seus objetivos;

9. CORAGEM FÍSICA E MORAL Um líder nunca deve demonstrar medo;


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10. ENTUSIASMO Você consegue pensar em algum líder que não tenha entusiasmo? É difícil não?

11. INTEGRIDADE Essa é a qualidade que faz com que as pessoas acreditem em você;

12. IMPARCIALIDADE Líderes eficientes tratam indivíduos diferentemente, porém, de forma igualitária. Eles não tem
favoritos. São imparciais ao darem recompensas ou penalidades pelo rendimento;

13. FIRMEZA Muitas vezes os líderes são pessoas exigentes, sendo incômodo tê-los por perto, pelo fato de seus padrões
serem muito elevados. Eles são obstinados e persistentes. Líderes querem ser respeitados, mas não são necessariamente
populares;

14. ZELO A insensibilidade não leva a bons líderes. A liderança envolve o coração, assim como a mente. Gostar do que
você faz e importar-se com as pessoas é igualmente essencial;

15. AUTO CONFIANÇA O desenvolvimento da autoconfiança é sempre anterior ao exercício da liderança. A autoconfiança
é o SABER FAZER.

16. HUMILDADE Os sinais de um bom líder são os desejos de ouvir as pessoas e a ausência do EGOCENTRISMO;

17. ACREDITAR PROFUNDAMENTE NAQUILO QUE FAZ Certamente você terá outros seguidores;

18. USAR DE SENSATEZ NUMA CRISE Os mais capazes diante dos riscos começarão a crescer;

19. PROCERAR QUE TODOS TRABALHEM EM EQUIPE Mostrar que cada um é peça fundamental no sucesso da
coletividade;

20. REPARTIR TAREFAS DE MANEIRA COERRENTE Essa é uma maneira de se fazer justiça, e o líder é antes de tudo
um justo;

21. SONHADOR Líder que não sonha não é líder. Napoleão Bonaparte, um dos maiores líderes da Humanidade era um
visionário, um sonhador. Uma das características do seu intelecto era uma combinação de IDEALISMO E REALISMO, que
o fez suplantar vários obstáculos;
22. ABOMINAÇÃO À VINGANÇA Não perde tempo com aqueles que não concordam com suas ideias ou a elas fazem
oposição sistemática. Despindo-se da vingança, o líder colherá cooperação e lealdade;

23. ORGANIZAÇÃO DO SEU TEMPO Uma vez perguntaram a Rui Barbosa, o que faria para ter a cultura que possuía.
Respondeu o grande homem: “Nunca o sol me encontra na cama”. Uma forma de organizar o tempo acontece pela
organização da vida através de uma agenda;

24. OUSADIA Um líder tem que ser antes de tudo, ousado, para atingir os seus objetivos e de seus líderes; e

25. O LÍDER NUNCA DESISTE Veja a trajetória de Abraham Lincoln, o maior estadista e presidente que os norte-
americanos tiveram ata hoje;

26. HONESTIDADE, INTELIGÊNCIA, VISÃO DO FUTURO E COMPETÊNCIA (Saber fazer) Isso gera confiança e você
terá muitos seguidores.

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BIBIOGRAFIA GESTÃO DE LOGÍSTICA:

PERNAMBUCO. Decreto nº 32.539, de 24 de outubro de 2008. Dispõe sobre a modalidade de licitação, denominada
pregão, na forma eletrônica, para aquisição de bens e serviços comuns no âmbito do Poder Executivo Estadual, e dá
outras providências. Diário Oficial [do] Estado de Pernambuco, Poder Executivo, Recife, PE, 25 out. 2009.

PERNAMBUCO. Decreto nº 32.541, de 24 de outubro de 2008. Dispõe sobre a realização de licitação na modalidade
Pregão Presencial, para aquisição de bens e serviços comuns no âmbito do Poder Executivo Estadual, e dá outras
providências. Diário Oficial [do] Estado de Pernambuco, Poder Executivo, Recife, PE, 25 out. 2009.

PERNAMBUCO. Decreto nº 34.314, de 27 de novembro de 2009. Regulamenta, no âmbito da administração direta e


indireta do Estado de Pernambuco, o Sistema de Registro de Preços, previsto no artigo 15 da Lei Federal nº 8.666, de 21
de junho de 1993, e alterações. Diário Oficial [do] Estado de Pernambuco, Poder Executivo, Recife, PE, 28 nov. 2009.

PERNAMBUCO. Lei nº 12.986, de 17 de março de 2006. Dispõe sobre as aquisições de bens e


serviços comuns, na modalidade pregão, e dá outras providências. Diário Oficial [do] Estado de
Pernambuco, Poder Executivo, Recife, PE, 18 mar. 2006.

MEDAUAR, Odete. O Direito Administrativo Moderno. 11. ed. res. e atual. São Paulo:
Revista dos Tribunais, 2007.

VIANA, João José. Administração de Materiais – Um Enfoque Prático. São Paulo, Editora Atlas, 2000.
Logística Militar : Berço da Logística Empresarial. Disponível em http://www.guialog.com.br/Y626.htm. Acesso em
25Ago09.

BIBIOGRAFIA GESTÃO DE FINANÇAS:

-KHAIR, A. A. Gestão Fiscal responsável. Guia de Orientação para as Prefeituras. Conselho Regional de Contabilidade
do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Rs: 2001;
-LEI FED. nº 4.320 - Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para Elaboração e Controle dos Orçamentos e Balanços
da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal;

-GIAVANNINI, D. A. O profissional da contabilidade e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Jornal do Conselho Regional de


Contabilidade de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG, p.18, out/nov.2001;

-Manual da Despesa –Editado pela Secretaria da Fazenda-PE;

-VASCONCELOS FILHO, Bartolomeu Moraes. Recife: Escola Fazendária, 2002. Apostila distribuída para o Curso de
Extensão em Gestão Econômico - Financeira;

BIBLIOGRAFIA GESTÃO DE PESSOAS


- MEGGINSON, Leon C, Mosley, Donald C, Júnior, Paul H Pietri. Administração conceitos e aplicações. Tradução por Maria
Izabel Hoop. 4ª Edição São Paulo, Harbra, 1998, Cap 12 e 13, Tradução de Management - Concepts and Applications,
fourth editor. ISBN 85 - 294 - 0064 - x;

- CAMPOS, Wagner Estelita, 1910 - 1979. Chefia sua Técnica, seus problemas 13ª edição Rio de Janeiro, Ed da fundação
- Getúlio Vargas, 1986 xxxvi 380 p;

- Apostila do Curso Gestão Estratégica com pessoas na Administração Pública - CEFOSPE - JB Silva - 2013.

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