Jesus: A Outra Face

“Eu

enganei

eles !”

A “boa-nova” que não foi contada!
• Jesus era realmente o Messias prometido pelas Escrituras? • Por que sua doutrina era semelhante a de outros “deuses” e “semi-deuses” pagãos? • A “concepção virginal” é uma realidade bíblica? • Jesus viveu o que pregou? • Os judeus rejeitaram Jesus, ou Jesus rejeitou o judaísmo?

A Genealogia de Jesus – Algumas Questões Vitais.
1) Por que Mateus diz em seu evangelho que o rei Jorão gerou Uzias (cf. Mat. 1:8), quando II Crôn. 22:1 diz que o rei gerou Acazias ? 2) Por que Mateus 1:11 diz que Josias gerou Jeconias, quando na verdade Josias gerou Jeocaz ? (II Rs. 23:30-31). 3) Por que Mateus 1:11 inclui Jeconias na linhagem de Jesus, quando sabemos por Jer. 22:24,28-30 diz claramente que esse rei estava privado de seus direitos, e ninguém de sua linhagem poderia voltar a reinar novamente em Judá ? 4) Por que Mateus diz em 1:13 que Zorobabel gerou um desconhecido “Abiúde” quando esse nome não aparece na lista dos descendentes de Zorobabel que pode ser encontrada em I Crôn. 3:19-20 ? 1) Mateus diz em 1:13 que Zorobabel gerou um desconhecido “Abiúde” quando esse nome não aparece na lista dos descendentes de Zorobabel que pode ser encontrada em I Crôn. 3:19-20 ?

2) 3)

Como Jesus pode ser descendente de

Davi, sendo que sua genealogia desemboca em José, pai adotivo de Jesus ? (Mat. 1:16)

Se a adoção é um processo aceitável

para se incluir alguém numa linhagem como se admite no caso de Jesus, por que então o S’nhor D’us disse que não seria Eliezer o herdeiro de Abraão, e sim um filho legítimo do patriarca ? (Gen. 15:2-4) 4) Por que Mateus diz que Jesus descende de Davi através de Salomão (1:16) quando Lucas diz que foi por meio de Natã, outro filho do grande rei ? (Luc. 3:31) – Salomão e Nata eram irmãos: Como pode Jesus ter descendido de dois irmãos ao mesmo tempo ? 5) Como Jesus poderia ter sido descendente de Judá, ou ter pertencido à tribo de Judá, sendo que a linhagem tribal vinha do lado paterno (Num. 1:18), e José não era pai biológico de Jesus ? 10)Alguns comentaristas cristãos dizem que Maria era da tribo de Judá, e até descendente

de Davi, embora mesmo o novo testamento nada diga a respeito. Como pode ela ter sido descendente de Davi e pertencente à tribo de Judá, sendo que ela era prima de Isabel, que era das “filhas de Aarão” (ou seja, da tribo de Levi) cf. Luc. 1:5 e 36-38 ? 11)Convém observar que a maldição sobre a linhagem de Jeconias é algo tão sério que, mesmo Zorobabel sendo um fiel servo de D’us, chamado “anel de selar”(Ageu 2:23), não foi coroado rei após o retorno do cativeiro babilônico. Zorobabel tinha ancestrais reais (entre eles,o malfadado Jeconias!), mas coube-lhe tão somente o cargo de administrador ou governador do antigo reino de Judá. Ele jamais foi coroado rei ou sequer assentou-se sobre o trono de Davi. Na verdade, jamais houve desde o início do cativeiro babilônico rei legítimo sobre Judá. Por certo, Zorobabel é o “renovo” profetizado em Zac. 6:12-13, pois o capítulo 4:9-10 desse mesmo livro assim o diz. Convém lembrar que na época de Zorobabel, os judeus encontravam-se livres, em sua própria terra, mas mesmo assim, não ousaram coroar um descendente de Jeconias! Como fica então a declaração do suposto “anjo” de que Jesus herdaria o “trono de Davi” sendo ele próprio um descendente de Jeconias ? (Luc. 1:3132) Quebraria D’us a Sua palavra ? Alteraria Ele agora o que saiu de Seus lábios ? (Veja Jer. 22:24,28-30 , Mal. 3:6 e Num. 23:19) A Origem Tribal:

Era Jesus da Tribo de Judá e da Casa Real de Davi ? São vários os textos do “novo testamento” que afirmam que Jesus era da tribo de Judá, um dos doze filhos de Jacó (Israel), cf. Gen. 29:35. Outros textos do “novo testamento” identificamno também como membro da Casa Real de Davi, como por exemplo, Heb. 7:14 e Apoc. 5:5. Aparentemente, nada de errado com isso, até que investiguemos o caso com mais profundidade. Antes de mais nada, deve-se observar que:

1) 2)

A

origem

tribal

vinha

do

lado

paterno, cf. Num. 1:18.

O casamento inter-tribal (entre as

diferentes tribos) era proibido, cf. Num. 36:6-7 e 13. Analisemos agora a possibilidade de que Jesus tenha sido realmente um descendente de Judá e “filho”de Davi. Não se atribui a José a paternidade de Jesus --- isso seria uma “blasfêmia” ou heresia de acordo com a ortodoxia cristã. O “novo testamento” declara que Jesus era filho de José “como se supunha” (Luc. 3:23), isto é, ele era filho de José apenas legalmente falando. O “novo testamento” liga Jesus a José, e este a Judá, como vemos em Mat. 1:2. O que faltaria

explicar aqui é: Como pode Jesus ser descendente consangüíneo de Judá, se ele não tem ligação genética alguma com José ? Logo, se a origem tribal vinha pelo lado do pai, então por mais que se forcem os textos, não se consegue provar que Jesus era descendente direto de Judá e de Davi! Também, sendo o casamento inter-tribal proibido pela lei judaica, então de nada adiantaria se Maria fosse descendente de Judá e de Davi, pois ainda assim, Jesus não passaria de um réles plebeu. ...E, quanto à Maria ? Sabemos pelo relato de Luc. 1:5 que Isabel era das “filhas de Aarão”, isto é, ela descendia do primeiro sumo-sacerdote. Aarão era por sua vez, da tribo de Levi, a tribo dos sacerdotes (Ex. 4:14). Isabel, sendo também dessa tribo, casara-se com um sacerdote da ordem de Abias, chamado Zacarias. Sabemos então por estas informações que os dois eram levitas, e cumpriram o requisito da lei que proibia o casamento inter-tribal. Maria, mãe de Jesus, era prima de Isabel (Luc. 1:36-38) sendo portanto sua parente consangüínea. Não há referência em outras passagens do “novo testamento”que apóie a suposição de que Maria era da tribo de Judá, e muito menos, descendente de Davi. O “novo testamento” deixa claro que ela era levita. Mas, não nasceu Jesus em Belém da Judéia? Isso não faria dele um descendente de Judá? Quando à suposição comumente aceita de que Jesus nasceu em Belém da Judéia (nome

romano do antigo reino da Judéia), veja o capítulo V desse estudo. Perguntamos: Será que o fato de que há inúmeros palestinos nascidos em território israelense faz deles descendentes de Jacó ? É claro que não! Os palestinos são de distante origem filistia e edomita, duas nações extremamente inimigas de Israel, dos descendentes de Jacó. De igual forma, o fato de morar em Jerusalém, ou ter nascido nessa cidade não fez de Ana, filha de Fanuel, uma suposta profetisa do “novo testamento”, membro da tribo de Judá. Ela era, de acordo com Luc. 2:36-37 da tribo de Aser, que fazia parte do antigo reino do norte. Assim Jesus, de igual forma, ainda que tivesse nascido em Belém da Judéia, nem por isso poderia ser chamado de “descendente de Judá”, uma vez que Maria, sua mãe, era provavelmente levita, e José, pelo menos de acordo como “novo testamento” não tinha ligação genética alguma com o fundador do cristianismo. Genealogia de Maria em Lucas 3:23-38 ? Absurdo!! Alguns exegetas cristãos desonestos tentam engenhosamente associar a genealogia fornecida por Lucas à Maria --- o que não passa de um insulto à inteligência e mesmo ao senso comum. O “novo testamento” não declara, nem mesmo implicitamente que ela era da descendência de Davi; Lucas afirma entretanto, que José era da “casa” (família ou descendência) do grande rei; mas, observe bem o verbo no singular!

“Assim, subiu José da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, porque ERA da casa e família de Davi” (Luc. 2:4) Ainda assim, como sabemos, a genealogia dada por Lucas também desemboca em José, e embora possam dizer que José foi colocado ali no lugar de Maria devido ao costume judaico de não se incluir mulheres em genealogias, temos a dizer que isso não é verdade, pelo menos no que diz respeito ao “novo testamento”; é o próprio Mateus que cita Tamar, Raabe, Rute e implicitamente, Bate-Seba, esposa de Urias, em sua lista! Outro ponto que deve ser lembrado aqui é que a tradição cristã sempre identificou um tal Joaquim e uma tal Ana como pais de Maria; esses nomes não aparecem na lista genealógica dada por Lucas!

II – Jesus “Virginal”?

---

Nascido

de

Concepção

Os evangelistas Mateus e Lucas afirmam que Jesus nasceu de uma concepção virginal. Marcos e João nada dizem a respeito. Mateus tenta “provar”que Jesus foi concebido por uma virgem fazendo uso de Isaías 7:14. Para começo de conversa, as diferenças entre a fonte (Is. 7:14) e a citação (Mat. 1:23) são gritantes. Será de grande utilidade analisarmos ambas em seu contexto e idiomas originais:

‫לאונמע ומש תארקו ןב תדלויו הרה המלעה‬ ‫הנה‬
(hinneh, ha almah harah, vê-yolêdet ben vê-kara’t shemô Immanuel) “Eis que a jovem engravidou, e está gerando um filho, e chamará o seu nome Emanuel” Esta é uma tradução literal do original hebraico. Concordam com esta tradução a BMD (Bíblia Mensagem de Deus) parcialmente e a JPB (Jewish Press Bible, em inglês) totalmente. Vejamos agora como citou Mateus esta mesma passagem em seu texto grego: Mateus 1:23 Ίδου ή παρθένος Έν γαστρί έξει καί τέξεται υίόν καί καλέσουσιν τό όνομα άυτου Έμμανουήλ (idou he-parténos em gastri eksei kai teksetai hyion, kai kalesousin to onoma autou Emmanuel) “Eis que a virgem concebeu e dá a luz a um filho e chamarão o seu nome Emanuel” As Diferenças
1.

Isaías 7:14

O que o texto original de Isaías diz ser uma “jovem”, Mateus transforma em “virgem”. (Veja item 6, a seguir) O texto hebraico de Isaías define o sujeito da sentença pelo uso do artigo –‫( ה‬ha-), e o texto grego de Mateus, também, pelo uso do artigo ή (he). Fica claro então, pelo uso do artigo definido em ambos os textos que a pessoa a quem o texto se refere era já conhecida, isto é,

2.

tratava-se de uma pessoa que já vivia nos dias de Isaías. Ao dizer, “a jovem concebeu”, o profeta Isaías estava falando seguramente de alguém que todos ao seu redor já conheciam! Compare: “uma jovem” --- qualquer uma; poderia ser qualquer jovem, inclusive com possibilidade de cumprimento futuro. Mas o texto original não diz, como vimos, “uma jovem”, mas sim: “a jovem” --- Era alguém que todos conheciam, uma jovem em particular, com cumprimento imediato para aquela situação.
3.

Isaías usa o completo, um tempo verbal hebraico normalmente traduzido como passado, ou quando muito, presente; o profeta, ao dizer: hinneh há-almah harah (“eis que a jovem engravidou”) demonstra que a ação do verbo já se cumpriu em seu próprio tempo. Convém notar que aqui Isaías usa uma construção incomum, inclusive empregando o particípio presente yolêdet (“está gerando”), entendido por alguns como um gerúndio simples. Caso o profeta tencionasse algum cumprimento futuro (como quer o cristianismo), ele teria dito:

‫ןב הדילוהו המלעה הרהו‬
(vê-harah há-almah ve-holidah ben) “E a jovem conceberá e dará luz a um filho”

4. A profecia de Isaías 7:14 exige um cumprimento literal, e apenas um cumprimento, pois o uso do artigo pelo profeta impede um “segundo cumprimento”, frustrando assim, os objetivos dos “eruditos” de plantão. Por que a profecia só

pode ter um cumprimento ? A resposta óbvia para esta pergunta é que a mensagem de Is. 7:14 era um “sinal”, não para toda a humanidade (como imaginam os cristãos), mas apenas para o rei Acaz: “Continuou o S’nhor a falar com Acaz dizendo: pede para ti ao S’nhor teu D’us um sinal...Eis que a jovem concebeu e está gerando um filho...” (Is. 7:10-1)

5. O texto hebraico de Isaías diz: “e (ela) chamará o seu nome Emanuel”. Mateus, por conta própria, afirma: “e chamarão o seu nome Emanuel”. Deliberadamente, o embusteiro evangelista adultera a Palavra de D’us na tentativa de servir seus propósitos. Isaías diz que é a jovem mãe que chamaria seu filho de Emanuel; Mateus afirma que as pessoas é quem o chamariam por esse nome. Qual a finalidade ? Era intenção de Mateus convencer o maior número possível de pessoas à sua “fé”; para tanto, buscou fazer de seus conversos em potencial, participantes da “profecia”. Dessa forma eles se convenceriam que fatos relacionados à vida de Jesus já haviam sido profetizados nas Escrituras! Mera fraude “piedosa”!
6.

Como vimos anteriormente na citação do original acima, Isaías usou o termo hebraico ‫( המלע‬almah) em seu texto do cap. 7:14. Ocorre que esta palavra jamais significou “virgem”, como quer o cristianismo, especificamente na

conhecida citação de Mateus 1:23. Veja como uma obra cristã define o vocábulo ‫המלע‬ (almah): ‫ המלע‬f., cs.
‫ :תומלע‬mulher jovem (Dicionário HebraicoPortuguês/Aramaico Português – Sinodal/Vozes, pg. 181)

Como pode-se perceber, o termo almah refere-se não tecnicamente à uma “virgem”, mas sim, à uma “jovem mulher” em idade de se casar, pois o hebraico tem uma palavra especifica para descrever uma virgem: esta palavra é ‫הלותב‬ (betulah)! Por que Isaías usa o termo “jovem” e não “virgem” ? Pelo simples fato de que a mulher que já concebeu, não pode obviamente ser mais chamada de “virgem”! Fosse essa a intenção do profeta, ele não teria usado “almah”, mas sim, “betulah”. Isaías conseguia raciocinar melhor que todo o cristianismo, pois não via lógica numa “virgem” concebendo e sendo mesmo após a concepção ainda tratada como “virgem”! Veja como a BLH (Bíblia na Linguagem de Hoje) traduz a passagem de Isa. 7:14 : “Pois o mesmo Senhor lhes dará um sinal: a jovem que está grávida dará à luz um filho, e porá nele o nome de Emanuel” (Bíblia Sagrada, NTLH-SBB) Entretanto, a mesma versão traduz da seguinte forma Mat. 1:23 :

“A virgem ficará grávida e terá um filho que receberá o nome de Emanuel” É óbvio que os autores dessa versão sabem muito bem que Mateus está citando Isaías 7:14. Entretanto, se compararmos os textos dentro da mesma versão, poderíamos nos surpreender com as diferenças! A mais gritante: “A jovem que está grávida [tempo presente]” (Is. 7:14) passa “num toque de mágica” (e de fraude!) a ser “a virgem que ficará grávida”[tempo futuro]! Vemos aqui toda a desonestidade dos “eruditos”do cristianismo. A prova definitiva de que “almah” não significa “virgem” Salomão disse que há quatro coisas que ele não conhecia: “o caminho da águia no céu, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar, e o caminho do homem com uma virgem” (Prov. 30:19). O que há em comum entre essas quatro declarações do sábio de Israel ? Note: a águia quando voa no céu, não deixa sinal algum – ela passa, e não podemos dizer que ali ela esteve. A cobra quando passa sobre uma pedra (penha) também não deixa sinal algum – é impossível dizer que o réptil passou por ali. De igual forma, o navio quando passa, também não deixa sinal algum – as águas se fecham na seqüência, e nada pode ser evidenciado. E, quanto ao caminho do homem com uma “virgem”? É claro que temos aqui uma metáfora, falando do relacionamento íntimo do homem com uma mulher. Se a tradução desta passagem

da maioria das versões cristãs estiver correta, será que ela faria sentido ? Será que o “caminho do homem com uma virgem” não deixaria “sinal” algum, tal como ocorre com a águia no céu, a cobra na penha e o navio no mar? Sim, há algo de errado com as versões cristãs que traduzem a última palavra desse verso (Prov. 30:19) como “virgem”, pois é evidente que o relacionamento do homem com uma virgem deixa sinais. O fato é que aqui, Salomão não usa a palavra hebraica “betulah”, mas sim, “almah” --- Veja o original:

‫םיתעדי אל עבראו ינממ ואלפנ המה השולש‬ (*)
(Shloshá hemá nif’lu mimeni, vê-arbá lo yedátim) Três coisas me são maravilhosas, e quatro não conheço

‫םימשב רשנ ךרד‬

‫רוצ ילע שחנ ךרד‬

(dêrech nesher ba-shamáyim, dêrech nachash alai tsur) O caminho da águia no céu; o caminho da cobra sobre a penha

‫םי־בלב הינא־ךרד‬

‫המלעב רבג ךרדו‬

(dêrech oniá be-lêv yam, ve-dêrech gêver bealmah) O caminho do navio no meio do mar, e o caminho do homem com uma jovem
(*) Nota: o hebraico é lido da direita para a esquerda.

E agora? Será que o texto faz sentido? Sim, pois a palavra ‫( המלע‬almah) não descreve a condição sexual necessariamente; refere-se isso sim, mais à idade da mulher, por isso deve ser traduzida como “jovem”. Vemos então que as quatro declarações de Salomão agora fazem sentido: tal como a águia no céu, a cobra sobre a penha e o navio no mar, o relacionamento íntimo de um homem com uma “jovem” (e não com uma “virgem”!) também não deixa sinais. É óbvio que aqui Salomão não estava pensando numa “virgem”; caso contrário, ele teria usado a palavra ‫( הלותב‬betulah) e suas palavras não fariam mais sentido! A Explicação da Profecia Já que como vimos, a interpretação cristã de Isaías 7:14 não faz sentido, tratando-se obviamente de uma manipulação, várias perguntas surgem: Quem é a “jovem mulher” a quem o texto se refere? Quem é o “Emanuel”? e, por que o texto diz: “E a jovem engravidou(concebeu)” usando o tempo passado, sendo que esta profecia foi dada por volta de 742 a.E.C.? Bem, respondamos uma pergunta à cada vez. O contexto do capítulo 7 de Isaías fala acerca das pressões internacionais e das ameaças de invasão do reino de Judá, à partir da aliança entre o reino rival de Israel e a Síria (Is. 7:1). D’us concede ao ímpio rei Acaz um sinal que o faria crer na preservação de Judá, embora o rei

conhecesse bem a sua culpa e tentasse se ocultar sob uma capa de piedade, afirmando que não ousaria pedir ao S’nhor um “sinal” (Is. 7:712). Diante da recusa de Acaz, o S’nhor D’us concede o sinal à toda casa de Davi, dizendo: “Portanto, o mesmo S’nhor vos dará um sinal: a jovem concebeu, e está gerando um filho, e ela chamará seu nome Emanuel” . Esta frase pareceria estranha para Acaz, caso ele não soubesse de quem se tratava, pois Isaías disse: “a jovem”, e não “uma jovem” qualquer! Outro detalhe importante é o uso que o profeta faz do tempo passado, quem em hebraico pelo menos, é bem claro nesse texto: “a jovem engravidou”, o que determina uma ação já ocorrida naquele tempo, ainda que recentemente. Por estas razões, as evidências apontam para a jovem rainha Abia, esposa de Acaz, até porque sua gravidez era um sinal para a casa de Davi --- e, obviamente, o filho que ela estava gerando seria futuramente, rei de Judá. Este filho não era outro senão o bom rei Ezequias, que por haver feito o que era reto aos olhos do S’nhor, e por haver restaurado a verdadeira adoração, ter destruído o inimigo assírio, e por ser da casa de Davi se enquadra perfeitamente no título de Emanuel, que significa “D’us Conosco” (v. II Crôn. Caps. 29-30. O rei Acaz e Abia tiveram outros filhos antes de Ezequias (II Crôn. 28:1-3), o que justifica o uso que o profeta fez da palavra “almah”(jovem), e não “betulah”(virgem) em 7:14! Ezequias, “D’us Conosco”

Vejamos agora as características que demonstram claramente que o rei Ezequias é o filho que seria chamado de “Emanuel” (Is. 7:14). Em primeiro lugar, é preciso notar que “Emanuel” não deve ser entendido como nome próprio --- e isso, até mesmo o cristianismo concorda, visto que nem mesmo Jesus recebeu esse nome; os cristãos também entendem que “Emanuel”é um título. A diferença é que esses aplicam-no a Jesus, e os judeus, a Ezequias. Pergunta-se: por que os judeus aplicam a Ezequias esse título? A resposta é simples e baseada nas Escrituras Sagradas. Há diversas características da vida de Ezequias que apontam-no como o “Emanuel”. Vejamos a primeira delas. Quando Senaqueribe, rei da Assíria invadiu Judá, Ezequias demonstrou com palavras proféticas sua confiança no Eterno, D’us de Israel:

‫וניהלא הוהי ונמעו רשב עורז ומע‬
(Imo z’roa bassar, vê-imanu Adonay Eloheinu) “Com ele está o braço da carne, mas conosco, o Eterno nosso D’us” (II Crôn. 32:8) As Escrituras prosseguem, neste mesmo verso afirmando que o povo recobrou ânimo com as palavras de Ezequias. Observe as palavras em destaque azul no texto acima; Elas declaram a quem se aplica o título de “Emanuel”. Outras características que demonstram que Ezequias é o Emanuel podem ser encontradas num outro texto de Isaías, analisado a seguir.

Por que Ezequias (e não Jesus!) cumpriu Is. 9:67? Diz esta passagem: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu...” Observe o tempo verbal em destaque azul na passagem: tempo passado! Isaías proferiu estas palavras no ano 740 a.E.C., e ao usar os verbos no PASSADO, certamente não estava se referindo a Jesus, que nasceria 740 anos no FUTURO! Fica claro que Isaías estava mencionando outra pessoa, uma pessoa que vivia em seus dias! Continua o texto: “O principado está sobre seus ombros...” Jesus NUNCA foi chamado de “príncipe”no sentido temporal. A acusação que o levou à morte não foi a de se fazer “príncipe”, mas sim, “rei” dos judeus (João 19:4/Mar. 15:26). Quando Isaías escreveu esse texto, Ezequias ainda era um menino, e sendo filho do rei Acaz (II Rs. 18:1), era conseqüentemente um “príncipe”. O que Isaías diz: “o principado está sobre seus ombros” é coerente com a história de Ezequias, pois naquela época, sendo ainda menino, era um “príncipe” e não “rei”. Quais outros títulos Ezequias receberia?

“Maravilhoso, Conselheiro, D’us Forte, Príncipe da Paz” Convém notar que os dois primeiros títulos são na verdade apenas um no texto hebraico, a saber, ‫( ץעוי אלפ‬pêle yoetz) ou, “maravilhoso conselheiro”. Por que Ezequias seria “maravilhoso conselheiro”? Porque ele confiou no Eterno, seu D’us, “de maneira que depois dele não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele” (II Rs. 18:5). Segundo as Escrituras, nenhum outro rei dos judeus foi maior do que Ezequias, antes ou mesmo depois dele! Logo, por mais que Jesus fosse “rei dos judeus” ou que tivesse direito ao trono (o que já vimos não ser o caso!) ele teria sido nada mais do que outro rei qualquer, nada mais do que um simples rei, menor do que Ezequias! E Jesus? Será que poderia receber o título de “maravilhoso”? Comparemos as vidas de Ezequias e Jesus, para ver quem merece esse título.

“Maravilhoso”
Ezequias Extirpou a idolatria dos termos de Judá (II Rs. 18:4) Jesus Estimulou entre seus discípulos a idolatria de sua própria pessoa, pois disse: “Ninguém vem ao Pai se não por mim” (João 14:6) e, “quem vê a mim, vê ao Pai” (João 14:9) Ezequias

Confiou plenamente no S’nhor seu D’us (II Rs. 18:5) Jesus Não confiou em D’us, pois por que diria, “Pai, afasta de mim esse cálice” (Mat. 26:39) se veio para morrer? ao morrer, por que teria dito, “Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?” (Mat. 27:46). Isto demonstra fraqueza e falta de confiança em D’us, já que ele cria que esse seria seu destino inevitável. Ezequias Guardou os mandamentos da Lei de Moisés, com total fidelidade (II Rs. 18:6) Jesus Não guardou os mandamentos da Lei de Moisés, pois disse: “A Lei e os Profetas duraram até João” (Luc. 16:16). Lembre-se que o texto referese a João Batista, precursor de Jesus. Logo, ele não poderia ter cumprido algo que durou até ANTES dele! (Para maiores detalhes sobre Jesus e seu comportamento com relação à Lei, veja os caps. deste estudo) Ezequias Não serviu aos reis estrangeiros (II Rs. 18:7) Jesus Jesus serviu os reis estrangeiros, pois disse: “Daí a César o que é de César” (Mat. 22:21) --desta maneira, ele legitimou a ocupação romana da Judéia. Não é esta a obra do verdadeiro Messias, pois este quando vier, libertará os

judeus da opressão dos gentios e congregará os desterrados de Israel (Zac. 12:2-6). Ezequias Feriu os inimigos do S’nhor (II Rs. 18:8) Jesus Não feriu os inimigos do S’nhor, antes, acovardou-se diante deles, dizendo: “O meu reino não é daqui (terreno)” (João 18:36). Na parábola do trigo e do joio, ele diz que o “campo” onde a semente é lançada, é o mundo (Mat. 13:38) e em Mat. 13:41 ele diz que os anjos virão e colherão do seu reino tudo o que causa escândalo. O que entendemos disso? Que diante de seus ilustres iludidos, o arquiembusteiro dizia que seu “reino” era o mundo, onde semeia-se e colhe-se. Entretanto, diante das autoridades e dominadores romanos ele, querendo livrar-se da acusação de insurreição política, disse: “Meu reino não é deste mundo”. Ezequias Reparou o templo do S’nhor (II Crôn. 29:3) Jesus Não reparou o templo do S’nhor --- e isso, por dois motivos: O templo estava em perfeita ordem, funcionando em seu tempo, e não havia abominações de idolatria a serem retiradas. Ele entretanto disse que seus seguidores não mais adorariam em Jerusalém, e conseqüentemente no templo sagrado (João 4:21). Ezequias

Ordenou a reconsagração dos sacerdotes (II Crôn. 29:5). Jesus Não ordenou que os sacerdotes se consagrassem ao serviço divino; antes, iludiu e enganou alguns deles, fazendo-os crer em suas mentiras, desviando-os do D’us Eterno (João 12:42). Ezequias Fez uma aliança de fidelidade com o S’nhor (II Crôn. 29:10). Jesus Ao contrário do que fez Ezequias, a suposta “aliança” que Jesus teria estabelecido não foi baseada na fidelidade ao concerto que D’us havia feito com Israel no Sinai. A chamada “nova aliança” de Jesus buscou eliminar a Aliança Eterna (veja Dan. 7:25).

Conclusão: 1. Como pode Jesus ser o “Maravilhoso” de Is. 9:6-7 se os cristãos aplicam a profecia do “Servo Sofredor”(Is. 53) a ele, e esta profecia diz que o Servo “não tem parecer ou formosura” (Is. 53:2)? 2. Como pode ele ser chamado de “Maravilhoso” se todos os supostos “milagres” e “maravilhas” que Jesus teria operado sempre dependiam do nível de fé das pessoas? 3. Como pode ser ele o “Maravilhoso” sendo que rejeitava a Lei Divina (Torah), pois

violava abertamente os mandamentos nela contidos? Como poderia ser chamado “maravilhoso” sendo que não via as maravilhas que procedem da Lei? (Sal. 119:18 e 129) 4. Como pode ser Jesus chamado de “Maravilhoso” sendo que o único que opera maravilhas é o S’nhor D’us (Sal. 72:18; 136:4)? Jesus violou a Lei Divina e sempre a contestava, dizendo: “Ouvistes o que foi dito aos antigos... eu, porém, vos digo...” . As Escrituras dizem que até mesmo a oração daqueles que se recusam a ouvir a Lei é abominável (Prov. 28:9) --- quanto mais as pretensas “maravilhas” operadas pelos tais. 5. Como pode ser ele chamado de “Maravilhoso” quando todos os “sinais”que fazia tinham o único e confesso objetivo de desviar a atenção do povo simples do D’us Único e Verdadeiro para ele mesmo? Veja: “Crede que o Pai está em mim, crede pelo menos por causa das mesmas obras” (João 14:11) “Jesus operou.. outros sinais miraculosos... estes porém foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo”(João 20:30-31) “Tenho-vos mostrado muitos milagres procedentes de meu Pai. Por qual destes me apedrejais? Responderam os judeus: Não te apedrejamos por milagre algum, mas por

blasfêmia, porque sendo tu mero homem, te fazes D’us a ti mesmo!” (João 10:32-33) O texto de Deut. 13:1-3 nos adverte contra os falsos profetas que viriam operando “sinais” e “milagres”, buscando com isso desviar a atenção do povo para si mesmos ou para outros deuses. Foi exatamente isso que Jesus fez!

“Conselheiro”
Será que poderíamos facilmente dar o título de “Conselheiro” a Jesus? Que espécie de conselhos ele deu? 1. “Não andeis ansiosos pelo dia de amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo” (Mat. 6:34) --- Eis aqui um “conselho” de Jesus sobre a preocupação com o sustento pessoal. Mas, o que diz a Torah? “Do suor do seu rosto comerás o teu pão” (Gen. 3:19) 2. “Há eunucos que se fizeram eunucos pelo reino dos dos céus; quem puder aceitar isso, aceite-o” (Mat. 19:12) --- O que diz a Torah quanto a este “conselho” de Jesus? “Ninguém que tenha se tornado eunuco por acidente ou mutilação entrará na assembléia do S’nhor” (Deut. 23:1) 3. Outro “brilhante conselho” de Jesus: “Granjeai amigos com as riquezas injustiça...” (Luc. 16:9) da

O que dizem as Escrituras? “As riquezas granjeiam muitos amigos...” (Prov. 19:4) “A riqueza nada vale no dia da ira...” (Prov. 11:4) “Ai daquele que ajunta para si bens mal adquiridos para por o seu ninho no alto, a fim de se livrar das garras do mal” (Hab. 2:9). 4. Que outro conselho deu Jesus aos seus ilustres iludidos? “Crede em Deus, crede também em mim” (João 14:1) O que dizem as Escrituras? “Tirai dentre vós os deuses estranhos. Preparai o vosso coração ao S’nhor e servi a Ele só” (I Sam. 7:3) No chamado “novo testamento” temos vários exemplos de pessoas iludidas pelos ‘conselho’ de Jesus que passaram a adora-lo como a um deus, esquecendo-se do mais fundamental mandamento da Lei: aquele que diz respeito à idolatria! (Mat. 2:2/15:2425/João 9:38). E quanto a Ezequias? Que conselhos deu ele ao povo? “Consagrai-vos agora, e consagrai a casa do S’nhor!” (II Crôn. 29:5) “Tirai do santuário a imundícia”(II Crôn. 29:5b) “Não sejais negligentes...” (II Crôn. 29:11)

“Filhos de Israel! Voltai-vos ao S’nhor!” (II Crôn. 30:6) “Não sejais como vossos pais...infiéis ao S’nhor” (II Crôn. 30:7) “Não endureceis vossa cerviz” (II Crôn. 30:8) “Se vos converterdes ao S’nhor, então acharão misericórdia” (II Crôn. 30: 9) “Ezequias dirigiu palavras de encorajamento...” (II Crôn. 30:22)” “Esforçai-vos e tende bom ânimo” (II Crôn. 32:7) “E o povo recobrou ânimo com as palavras de Ezequias, rei de Judá” (II Crôn. 32:8) Fica evidente comparando essas passagens com aquelas que dizem respeito a Jesus que somente o rei Ezequias pode ser o “Conselheiro” de Is. 9:6-7.

Deus Forte
Os cristãos dizem que Jesus é o deus eterno, todo-poderoso (Apoc. 1:8 e 17,18). Se isso é assim, como podem dizer que ele é o deus forte de Is. 9:6-7? Será que a expressão “deus forte” pode ter o mesmo sentido de “deus todo-poderoso”? É claro que não! Quem é simplesmente “forte”, não pode todas as coisas, por isso, não é “todopoderoso”! Eles então devem decidir se Jesus é o “deus forte” de Is. 9:6-7 ou o “deus todo-poderoso” de Apoc. 1:8 e 17,18! Para o judaísmo, ele

não é nem nunca foi nem um, quanto menos o outro! Como pode Jesus ser o “deus forte” sendo que houve coisas que ele não pode fazer e outras que ele desconhecia? Por exemplo: o Ele não pode curar certas pessoas em Nazaré (Mat. 13:58) o Não pode fazer aparecer figos na figueira infrutífera (Mat. 21:18-19). Pelo contrário, tratou de amaldiçoa-la, fazendo-a secar, violando o mandamento que proíbe a destruição de árvores frutíferas (Deut. 20:19-20) o Jesus disse que a enfermidade de Lázaro não acabaria em morte (João 11:4), o que sabemos não ser verdade, pois Lázaro tinha morrido como o próprio Jesus admite mais tarde (João 11:14) o Jesus teve fome (Mat. 4:2), sede (João 19:28) e sentiu cansaço (João 4:6) ---algo impróprio para alguém que era “deus forte”! o Jesus desconhecia as Escrituras, citando-as erroneamente diversas vezes (compare Mat. 12:3-4 com I Sam. 21:1-4 etc.) --- também algo muito impróprio para alguém que é “deus” e autor das Escrituras!!

Uma advertência a todos os sinceros: D’us não sofre das fraquezas humanas !!

cristãos mesmas

O Verdadeiro Sentido da Expressão “Deus Forte” Enganam-se aqueles que pensam que a expressão “deus forte” de Isaías 9:6-7 referese ao D’us Eterno, Único e Verdadeiro. Por que? Simplesmente pelo fato que a palavra “deus” ‫( לא‬èl) ou ‫`( םיהלא‬elohim) em hebraico, pode ser aplicada de diversas formas, diferentemente do português. Etmologicamente, a palavra hebraica èl ou `elohim significa um ser poderoso, ou com autoridade, baseada na raiz semita ‫`( לוא‬ul) significando: ser forte, majestoso ou poderoso. Portanto, estas palavras podem ser aplicadas não apenas ao D’us TodoPoderoso, como também a homens e anjos. Vejamos alguns exemplos:
‫הערפל םיהלא ךיתתנ האר השמ־לא הוהי רמאיו‬ Va-yiomer Há-Shem el Moshê: Reê netatíkha `elohim le-far”o E disse o Eterno a Moisés: Vê tenho te posto como Deus sobre faraó Êxodo 7:1

Podemos ver por esse texto, que Moisés foi chamado de “Deus” pelo próprio S’nhor! Entretanto, convém deixar bem claro: Moisés

não era, nunca foi nem nunca será o D’us Eterno! Ele foi tão somente dotado de autoridade e poder. O que quer que ele dissesse ou fizesse, era como se o próprio D’us Eterno estivesse atuando! Vejamos mais uma passagem:

\yhlal wl hyht htaw…
...ve-atah tihieh lo le-Elohim ...e tu lhe serás por Deus Êxodo 4:16 Em mais essa passagem, Moisés é chamado de “Deus”, dessa vez perante Aarão. Examinemos agora uma passagem dos Salmos:

\yhlam fum whrsjtw...
…vê-techasrehu meat me-Elohim ...um pouco menor do que Deus (“deuses”) o fizeste Salmo 8:5-6 Nesta passagem, vemos os anjos sendo chamados de “deuses”, ou “seres poderosos” --compare este texto com Heb. 2:7 para se certificar disso. Na seqüência, mais um texto dos Salmos:

\ta \yhla ytrma yna...
...ani amarti Elohim atem ...eu disse: vós sois deuses Salmo 82:6

Como vemos pelo contexto (v. 7) desse salmo, os juízes de Israel também são chamados de “deuses” , elohim em hebraico. O primeiro verso desse salmo mostra o Eterno D’us presidindo a assembléia dos “deuses”, juízes instituídos pela autoridade divina, que, embora recebendo esse título de honra, não julgavam com justiça; por isso, morreriam como homens comuns (Veja também Ex. 22:8-9 e 27 – de preferência no hebraico). Concluímos então, que o termo “Deus” como entendido pelas Escrituras, é também empregado com relação a seres dotados de grande autoridade, como Moisés, os anjos e os juízes de Israel. Por esta razão, o profeta usou o termo “Deus” em relação a Ezequias na passagem de Is. 9:6-7. Que outro rei de Judá teve mérito maior de ser assim designado? Lembre-se do que ele fez como “Maravilhoso” e “Conselheiro” se comparado a Jesus ou a qualquer outro homem. E mais: Devemos notar também que o título “Deus Forte” não pode se referir ao D’us Eterno, o Altíssimo --- isto porque Ele é sempre chamado de D’us Todo-Poderoso, e não de Deus Forte! Um “Deus” simplesmente “Forte”, não pode ser classificado como o D’us Todo-Poderoso! (Gen.17:1/Ex.6:3/Jó11:7/13:3/21:15/22:3/22 :17/29:5/31:35/34:10/34:12/35:13/37:23)

Ezequias, rei de Judá, pode ser chamado de “Deus Forte” porque era uma pessoa de autoridade e poder, e que, ao contrário de Jesus, fez realmente a vontade de D’us. Além do mais, o próprio nome de Ezequias no hebraico, testifica que ele era o “Deus Forte” de Is. 9:6-7. Veja: Ezequias = hyqzj (Chiz’kiah) qzj = (chiz’k) – forte, fortalece hy = (yah) – o S’nhor Dessa forma, aprendemos que até mesmo o nome do grande rei Ezequias testifica que ele era o “Deus Forte” de Is. 9:6-7, pois queEzequias significa literalmente, “O S’nhor (D’us) fortalece/é forte”. Cumprindo ainda o papel de uma pessoa com grande autoridade (“Deus Forte”), o bom rei Ezequias também intercedeu várias vezes por seu povo --- por exemplo: quando muitos ainda não estavam preparados para celebrar a Pessach (Páscoa), e quando os assírios ameaçaram o reino de Judá (II Crôn. 30:1820/II Rs. 19:15-19)

Pai da Eternidade
Note que Jesus no “novo testamento” NUNCA é chamado de “PAI”, mas sim de “FILHO”! (Mat. 4:3/14:33/27:43/Mar. 3:11/Luc. 4:3 e 41/João 1:49/At. 9:20) --- Inclusive, na bem conhecida “fórmula batismal” de Mat. 28:1920, cita-se o “Pai, o Filho e o Espírito Santo”.

Nenhum cristão jamais pensou em afirmar que ali, Jesus referia-se a si mesmo quando mencionou o “Pai”. Por que? Pelo simples fato que no mesmo texto aparece o “Filho”, termo que ele mesmo usou inúmeras vezes com relação a si mesmo. Outrossim, convém notar que a palavra “pai” ba (av) em hebraico, também significa “ancestral, fonte ou originador”. Entendemos que Ezequias é o “pai (originador, fonte) da eternidade” de Is. 9:6-7. Mas, eternidade do que ? Vejamos o contexto restante da passagem: “Do incremento deste principado e da paz, não haverá fim...” Isaías 9:7 O que isto quer dizer? A passagem mostra que, à partir do reinado de Ezequias, a linhagem davídica que finalmente traria o Messias seria preservada para sempre ---- por esta razão ele é denominado “pai da eternidade”, o preservador da linhagem da casa de Davi, uma fortaleza de fidelidade ao S’nhor em meio à aberta apostasia de seus contemporâneos. Na seqüência do texto, vemos o “incremento” do principado de Ezequias, isto é, o Messias, reinando sobre o trono de Davi para sempre! E já que foi mencionado em Is. 9:6-7 o “trono de Davi”, cabe lembrar que Jesus não tem direito a ele, uma vez que descende de Jeconias (v. Jer. 22:28-30/Mat. 1:11) – Jesus está

EXCLUÍDO sempre!

da

linhagem

messiânica

para

Príncipe da Paz
Os cristãos de forma geral, gostam de se referir a Jesus como o “Príncipe da Paz”; entretanto, para nós, é fundamental que observemos se o caráter e as atitudes de Jesus promoveram ou poderiam promover a paz. Vejamos o que ele disse e fez. • “Não penseis que vim trazer paz à terra, NÃO VIM TRAZER PAZ, mas a espada!” (Mat. 10:34) • “Vim lançar FOGO na terra!” (Luc. 12:49) • “Quanto àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e MATAI-OS na minha presença!” (Luc. 19:27) • “E orando, não useis de vãs repetições COMO OS GENTIOS” (Mat. 6:7) • “Insensatos e cegos...cheios de rapina...sepulcros caiados” (Mat. 23:19,25,27) Temos aqui, notáveis exemplos de Jesus como “Príncipe da Paz”! Ele disse que não veio para trazer a paz, mas sim, a espada; disse ter vindo para “lançar fogo à terra” e matar os “incrédulos”. De forma idêntica, ele preconceituosamente rotula os gentios como ignorantes e destituídos de quaisquer qualidades (o interessante é que Paulo diz que Jesus veio para “derrubar a parede de

separação” que supostamente existia entre judeus e gentios! (Ef, 2:11-15); por fim, critica asperamente os líderes do judaísmo, fazendo o cristão mediano pensar que todos eles não passavam de uma corja de aproveitadores e falsários da Palavra de D’us. Quanto a esta última acusação de Jesus, veremos logo a seguir quem era verdadeiramente o aproveitador e falsário! Seriam essas atitudes compatíveis com alguém que receberia o título de “Príncipe da Paz”? Usemos do bom senso! Por que Ezequias é o “Príncipe da Paz? Porque ele promoveu a paz entre as tribos de Israel, buscando uni-las no cumprimento dos mandamentos do S’nhor (II Crôn. 30:1-27); nos seus dias, muitas nações foram invadidas e completamente devastadas pelos assírios; o reino de Judá, entretanto, teve paz todos os dias de Ezequias (II Crôn. 32:22-23). Fica evidente então, que o reinado de Ezequias é um bom símbolo do futuro reino messiânico, onde haverá paz abundante e onde finalmente as tribos de Israel estarão unidas para sempre num concerto de paz (Is. 11:1-12/Ez. 37:2128) Conclusão Abrimos esse longo “parêntesis” sobre Is. 9:6-7 porque acreditamos que esta passagem pode esclarecer muito a respeito do Emanuel de Is.

7:14. Pois bem: de posse de todas as informações sobre essa passagem, agora basta que examinemos Isaías 7:15 --- sendo esta porção o chamado “golpe de misericórdia” sobre quaisquer tentativas de colocar Jesus como o “Emanuel”! “Manteiga e mel comerá até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem. Na verdade, antes que este menino (o “Emanuel”) saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra ante cujos reis tremes de medo será desamparada” Muito bem: sabemos que tanto os verso 14 quanto o 15 de Isaías 7 foram dirigidos a Acaz, o ímpio rei de Judá na época (Is. 7:10). A terra ante cujos reis Acaz tremia de medo era a Síria, agora em aliança com o reino rival de Israel (Is. 7:2). Entretanto, a promessa divina é que, antes mesmo que o menino que serviria de sinal para Acaz e toda a casa de Davi (o Emanuel) soubesse distinguir o mal do bem, os inimigos seriam destruídos e desamparados. De fato, Rezim rei da Síria seria mais tarde morto por Senaqueribe (II Reis 16:9), e o reino de Israel acabaria sendo levado para o exílio entre 730-722 aEC (II Reis 17:22-23). Se Jesus então é o “Emanuel” de Is. 7:14, também o é no verso 15! Como então poderia se cumprir o verso 15 em sua vida? Convém notar que o “Emanuel” era um sinal apenas para Acaz e para a casa de Davi e não para todo o povo! O que significaria Jesus para Acaz e para a casa de Davi naquela época? Nada!

Que nações foram desamparadas antes de Jesus conhecer o bem e o mal? Nenhuma! Entretanto, todos esses detalhes se encaixam perfeitamente na vida de Ezequias, o grande “Emanuel” de Is. 7:14-15.

III. Mães Virgens e Filhos SemiDeuses? Endereço Errado!!
Para o judeu praticante, a idéia de uma suposta “mãe-virgem” tendo um filho gerado por um deus é algo repugnante e inaceitável, por vários motivos: • Não há indícios na história sagrada que isso algum dia ocorreria em Israel, entre os judeus. Houve que se perverter o texto das Escrituras para que isso se tornasse possível --- foi o que vimos no estudo anterior. Todavia, o cristianismo não conseguiu perverter o texto original, e sim, apenas suas “versões”; isso valeu muito como uma segurança para os sinceros pesquisadores da verdade. Quem crê num suposto “nascimento virginal” não está encarando as Escrituras nem como a fonte doutrinária judaica e muito menos como a Palavra de D’us! Está encarando as Escrituras na verdade, como uma obra comum, com influências pagãs. Não está de forma alguma levando a sério a mensagem dos profetas, interpretando-a sob a ótica judaica plenamente autorizada pelo S’nhor (veja Sal. 147:19-20),

mas sim, interpreta-a pela perspectiva pagã e helenista do cristianismo. • Não afirmamos com isso que uma “concepção virginal” fosse algo difícil demais para D’us realizar. Cremos em milagres bem maiores do que esse, realizados pelo Eterno em favor de Seu povo, tanto no passado quanto no presente da história de Israel. Simplesmente o que afirmamos aqui é que NÃO existe tal possibilidade no contexto bíblico! • Não há condição alguma da matéria densa suportar a “plenitude da divindade” como afirma o arqui-herege Saulo de Tarso (“apóstolo” Paulo). D’us, segundo crê o judaísmo, é atemporal e aespacial; Ele não é sujeito a tempo ou espaço. Ele criou as dimensões, mas nãopode também estar sujeito à elas. Ele é o Tudo e o Nada ao mesmo tempo: não se pode dividir o Tudo pois é infinito; também não se pode dividir o Nada pois é a negação de todas as concepções, a abstração absoluta --- o nihil. O “nada” de D’us preenche todo o universo, entretanto o Seu “algo” não está em lugar algum. O Eterno não pode compartilhar de nossas percepções sensoriais, pois é Espírito perfeito. É por isso que a idéia cristã da “plenitude” da divindade habitando um corpo físico, material, como o de Jesus é inconcebível e a mais grosseira heresia de acordo com as Escrituras. A despeito das alegações sobre a “natureza divina” de Jesus e sua suposta “filiação sobrenatural”, todos os cristãos admitem que ele tinha um corpo físico, tangível, constituído de matéria orgânica

normal, células, órgãos, etc. Pensar de modo diferente já era considerado heresia no meio cristão desde os dias primitivos, mesmo no tempo dos “apóstolos”, pelo que vemos II João 7. O que seria então desse corpo físico, material, limitado caso TODA a plenitude da divindade nele habitasse? Tal concepção cristã perde o senso do ridículo, pois quando Paulo diz que “nele (em Jesus) habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Col. 2:9), se esquece de que o S’nhor é Aquele “que o céu, e até o céu dos céus” não podem conter (I Rs. 8:27/II Crôn. 2:6). Como poderia então um mero corpo humano, mesmo o mais santificado que fosse, conter “toda” a plenitude da divindade? Diz também o Salmista: “Se subir ao céu, tu estás lá; se fizer minha casa no sheol, tu ali também estás” (Sal. 139:8) --- com isto, vem a pergunta: Existe algum lugar que de D’us esteja vazio? É óbvio que não! D’us preenche todas as coisas, todo o universo, a expansão do ilimitado entre tempo e espaço. D’us não é transgressor de Sua próprias leis! O FINITO não pode conter o INFINITO! Temos aqui além da impossibilidade racional, também a possibilidade teológica uma vez que o D’us Eterno habitando a matéria nunca fez parte da fé de Israel, pois “céu é o Seu trono, e a terra é o estrado de Seus pés” (Is. 66:1). Nota adicional: Outro absurdo na declaração do arqui-herege e arqui-“analfabeto” de Escrituras Paulo de Tarso: ele fala sobre “toda a plenitude” da divindade habitando em Jesus. Mas, o que

significa “plenitude”? ---- TOTALIDADE! Além do absurdo teológico, o absurdo gramatical: Paulo diz “TODA A TOTALIDADE” – será isso possível em qualquer idioma? • O conceito de uma “concepção virginal” não se originou com o cristianismo. Essa idéia absurda já figurava no pensamento pagão a milênios! Os antigos povos idólatras do antigo oriente acreditavam que de tempos em tempos, seus “deuses” se faziam carne e habitavam entre os homens --- soa familiar? O próprio “novo testamento” admite tal idéia como algo comum naquela época; Paulo e Barnabé teriam sido confundidos com Zeus e Hermes (ou, Mercúrio) pelos habitantes da Licaônia; aqueles pagãos pensaram que os dois “deuses” tomaram forma humana (“se fizeram carne”) e vieram visita-los; outra vez, na ilha de Malta, Paulo após ter sido supostamente picado por uma víbora e sobrevivido, foi mais uma vez confundido com um “deus”em forma humana (At. 14:11/28:6). O curioso é notar que nem Paulo nem qualquer outro discípulo de Jesus foram confundidos como “deuses” pelos judeus. Por que? A resposta para essa questão é que isso nunca fez parte do pensamento ou da teologia judaica. Esses “deuses” ou “semi-deuses” pagãos eram sempre associados às deusas-mães, todas elas virgens de acordo com a mitologia. Essas “virgens” eram sempre visitadas pelos “deuses” superiores, e acabavam gerando deles um infante divino. Temos vários exemplos dessas estórias fantasiosas na mitologia grega, mas foi

em Babilônia que o culto às deusas virgens realmente floresceu. Semíramis e Tamuz, por exemplo, eram cultuados em toda a Mesopotâmia desde tempos imemoriais; no Egito, a virgem-mãe era a deusa Ísis, e seu filho, Hórus; na Índia, uma “gopi” (virgem) teria gerado Iezu Krishna; em Canaã, Aserá e seu filho, Baal. Em cada um desses cultos pagãos, a mãe virgem do semi-deus era associada à imagem da lua (o aspecto feminino das detestáveis divindades pagãs), visto ser ela a precursora do sol (símbolo dos filhos supostamente gerados pelas mães-virgens). A lua anunciava a cada noite a chegada de um novo dia, antecedendo o sol; daí a ligação entre o culto aos deuses gerados por virgens e o adoração ao astro-rei. Deve-se a isso o fato de o cristianismo ter adotado desde muito cedo o domingo como dia de descanso em vez do sábado, considerado uma instituição judaica, pelos primitivos pais gregos da Igreja. Em diversas línguas, tanto antigas quanto modernas, a palavra “domingo” tem o sentido de “dia do sol” ---- por exemplo, Latim (clássico): Dies Solis Alemão: Sonntag Inglês: Sunday Japonês: Nichiyobi No Egito, onde o cristianismo cedo deitou suas raízes, o culto aos mitos solares era muito difundido. Foi ali que o helenismo (fusão das culturas grega e orientais) desenvolveu-se ao extremo. No país dos faraós, Ísis e Hórus eram cultuados assim como Áton, o disco-solar. As

próprias Escrituras Sagradas demonstram como o culto ao sol era comum no Egito, e por certo, muito bem organizado com um complexo ritual e um bem treinado exército de sacerdotes. Potífera, sogro de José, era sacerdote de Om (Gen. 41:45). Após a conquista de Alexandre Magno (séc. III aEC), a cidade de Om passou a ser chamada de Heliópolis, a cidade do sol; não se pode ter certeza, mas é bem provável que Om seja uma variante hebraica do nome Amom, um outro mito solar egípcio. No antigo Egito, a dupla divindade mãe-filho, lua-sol também se fazia presente através dessas muitas abominações --- e também foi ali que a idéia de uma concepção virginal de Jesus passou a ganhar cada vez mais aceitação entre os cristãos, facilmente influenciados pela Septuaginta, versão grega das Escrituras, e também por Filo e Aristóbulo, apóstatas de Alexandria (Egito) que se divertiam profanando as Escrituras misturando-as com conceitos estranhos, e interpretando-as em conformidade com a filosofia e mitologia dos gregos. A idéia de Jesus como um “deus” gerado por “concepção virginal” resolveria, segundo a teologia cristã, o problema do pecado “original” herdado de Adão. Segundo o cristianismo, o Messias deveria ser um homem de origem divina, um elo entre “Deus” e os seres humanos, um semi-deus, sem pecado, diferente do restante da raça humana “decaída”. Da necessidade de se ligar o divino ao humano, sem a condição pecaminosa, surgiu a assimilação do mito da “concepção virginal”. Como vemos, isso

não passa de uma grosseira antigas crenças pagãs.

adaptação

de

IV. Jesus Segundo as Fontes Judaicas
Muitas questões surgem após tudo isso que acabamos de verificar. Por exemplo: Se Jesus não nasceu então de forma miraculosa (i.e., por “concepção virginal”) qual então é a história verdadeira sobre sua vida? Por que o cristianismo forjou descaradamente uma “profecia” para fundamentar uma doutrina? Pode-se aceitar tudo o mais que se fala sobre Jesus sendo que sua origem divina está definitivamente descartada? Pode-se crer no que se encontra sobre Jesus nas fontes judaicas, uma vez que o povo judeu obviamente não o aceita como Messias? Se o Jesus dos Evangelhos não é uma pessoa histórica, de onde surgiu toda a estória contada no “novo testamento”? O nome hebraico/aramaico para os cristãos sempre foi “notzrim”. Este nome deriva-se da raiz netzer que significa um broto, ou renovo, um óbvio símbolo messiânico. O fato é que já havia pessoas chamadas de notzrim no meio judeu pelo tempo do Rabi Yehoshua Ben Perachiah (c. 100 a.EC). Embora os cristãos modernos declarem que o cristianismo começou por volta do primeiro século dessa era, é evidente que os primitivos cristãos em Israel se consideravam uma continuação do movimento notzri que já existia a mais de 150 anos. Um dos mais notáveis notzrim foi um homem chamado Yeshu Ben Pandera, também conhecido como Yeshu Há-Notzri. Os

eruditos do Talmud sempre admitiram que a estória de Jesus começou através da história desse Yeshu. O nome hebraico/aramaico para o Jesus dos Evangelhos sempre foi Yeshu (ou sua variante Yeshua), e o equivalente hebraico para “Jesus Nazareno” sempre foi Yeshu Há-Notzri. Yeshu é uma abreviatura de Yeshua, e não de Yehoshua. Na realidade, sabemos muito pouco sobre a vida dessa Yeshu. Todas as obras modernas que mencionam seu nome, usam como referência informações tomadas de antigas fontes judaicas, como a Tosefta e a Baraita, compostas pelo mesmo tempo em que a Mishná (Talmud), mas não contidas nela. Dado ao fato de que a história de Yeshu é bastante danosa ao cristianismo, alguns autores cristãos tentam diminuir seu valor, dizendo tratar-se de “lendas judaicas”. Essa atitude cristã não é, entretanto, de todo nova. Como tais relatos já circulavam no primitivo meio cristão, o próprio Paulo tratou de desprestigia-los, dizendo a outro comparsa: “...repreende-os severamente para que sejam sãos na fé, não dando ouvidos à fábulas judaicas...” (Tito 1:14/I Tim. 1:3-4) Tanto na Tosefta quanto na Baraita, o pai de Jesus é chamado Pandera ou Panteiri. Essas são formas hebraico-aramaicas de um nome grego. Em hebraico, a terceira consoante do nome é escrito com um dálet ou um tet. Como prova de que a história de Yeshu Ben Pandera ou, Yeshu HáNotzri era bem conhecida nos primitivos meios cristãos (como afirmamos acima) citamos o

filósofo Celso, o qual foi bastante famoso por sua crítica mordaz ao cristianismo primitivo, por volta do ano 178 EC. Celso argumentava que ele havia ouvido de um judeu que Maria, a mãe de Jesus tinha se divorciado de seu marido, um carpinteiro, após ter sido provado que ela era uma adúltera. Ela teria perambulado pela Galiléia em vergonha e ignomínia, dando à luz a Jesus em lugar secreto. Seu pai verdadeiro era um soldado romano chamado Panderas. De acordo com o escritor cristão Epifânio (c. 320-403 EC), o apologista cristão Orígenes (c. 185-254 EC) teria dito que “Panteras” (ou “Panter”) era um apelido de Jacó, pai de José, o pai adotivo de Jesus. Tertuliano, outro “pai da Igreja” cita uma obra judaica Toledot Yeshu em 198 EC com o mesmo objetivo. Todavia, esta obra cita diversas vezes Yeshu Ben Pandera, e Tertuliano faz uso dela para defender o cristianismo! Nessa porção da Baraita, Maria (Miriam) já desposada com outro homem, adultera com um guerreiro chamado Pandera, e seu marido leva o caso ao Rabi Shimeon Ben Shetah. Ocorre o divórcio e Maria dá a luz a Yeshu em segredo. Algum tempo depois, Yeshu já crescido, caminhava diante dos Sábios com a cabeça descoberta (um evidente sinal de desrespeito e falta de religiosidade), enquanto eles discutiam o tratado Nezikin. Como reação, os eruditos se perguntavam se tal atitude não era devido ao fato de que ele seria filho de uma niddah (“impura”). Yeshu então entrou na discussão e deu sua própria interpretação da passagem em estudo, afirmando que Moisés não poderia ser o maior dos profetas pelo que pediu

conselhos a Jetro. Isso fez com que os rabinos começassem a investigar ainda mais as suas origens e descobriram então através de Rabi Shimeon Ben Shetah que ele era realmente fruto de adultério, o que fez com que Yeshu tivesse que fugir para a Alta Galiléia. O tempo passou e Yeshu volta secretamente para a Judéia, onde aprende a pronúncia do Inefável Nome de D’us, escreve-o sobre um pergaminho e coze-o sob a pele de sua coxa. Através de seu uso incorreto, passa a ser um conhecido exorcista e curador nas imediações, fazendo alguns discípulos diretos e indiretos. Temos na Baraita Toledot Yeshu, os nomes dos cinco (apenas cinco e não doze!) discípulos originais de Yeshu: Mattai, Todah, Buni, Netzer e Naki. Por esse tempo, Yeshu passa a se considerar o Messias, e também Filho de D’us, e devido à profanação do Nome Sagrado e de suas práticas conectadas à magia hermética, ele é conduzido várias vezes à prisão. Finalmente, ele é capturado em Tiberiades, mas, escapando de seus perseguidores, vai a Jerusalém e com alguns discípulos entra no Templo, onde é desmascarado e preso. Julgado, dá-se algum tempo para que se apresentem testemunhas em seu favor, o que não ocorre, e assim, ele é “pendurado na véspera da Páscoa” (Talmud Sanhedrin, 43b) Além de Yeshu, outro personagem da história judaica também contribuiu para a formação do mito sobre Jesus; seu nome era Ben Stada. Assim como no caso de Yeshu, todas as informações que dispomos sobre Ben Stada vem da Tosefta e das Baraitas. De acordo com essas fontes, algumas pessoas pensavam que esse “milagreiro” e

exorcista teria aprendido artes mágicas no Egito, e outros achavam que ele era demente. Ele era um impostor e foi pego através de testemunhas ocultas, ou infiltradas entre seus seguidores. Acabou sendo apedrejado em Lod (Lida). Na Tosefta, Ben Stada é chamado de Ben Sotera ou Ben Sitera. Sotera é sem sombra de dúvidas uma forma hebraico-aramaica do nome grego Swthroj (soteros), que significa “salvador” (já ouviu algo parecido?). Visto existir pouquíssimas informações sobre Ben-Stada, muitas conjecturas apareceram sobre quem ele realmente era. Sabemos pela Gemara (Talmud) que ele era confundido com Yeshu. Isso provavelmente tem a ver com o fato de que ambos ensinavam doutrinas estranhas e estavam seguramente envolvidos com feitiçarias e práticas mágicas. Essa aparente confusão de nomes e personagens faz até certo sentido se analisarmos o nome Ben Stada e se levarmos em conta que ele também é chamado na tradição judaica de Ben Pandera. O nome “Stada” lembra a expressão aramaica “stat da” que significa, “ela se perdeu” --- assim, Ben Stada poderia significar “o filho daquela que se perdeu”. Por esta razão pensa-se que esta expressão refere-se à mãe de Yeshu, que era uma adúltera. Até certo ponto está certo afirmar então que trata-se de apenas um personagem histórico cujo nome era Yeshu Ben Pandera (Yeshu filho de Pandera) mas que também era conhecido pelo apelido de Ben Stada (Filho da Perdida). Sobre isso, Rabi Ben Azzai escreve: “Encontrei um rolo genealógico em Jerusalém

que dizia: esse tal é filho bastardo de uma adúltera”. A bem da verdade, a idéia de que Maria havia sido uma adúltera nunca saiu do inconsciente coletivo da cristandade. Houve a “fuga” psicológica da criação do caráter virginal e de uma concepção miraculosa daquele que seria adorado como ”filho de deus” --- entretanto, o peso do testemunho judaico e das pessoas que viveram a história era grande na época, e não se pode assim tão facilmente se desvencilhar da verdade. A solução encontrada? Dividir o caráter de Maria em dois: um puro e virginal, para que se pudesse manter a idéia de um “salvador” (lembra do Ben Sotera?) sem pecado; essa seria Maria, a mãe de Jesus; a outra parte, uma prostituta, uma mulher de reputação pra lá de duvidosa --- é aí que entra a mitológica figura de Maria, só que Madalena! A idéia das duas Marias (na verdade, uma!) seguindo a Jesus por toda a parte “caiu como uma luva” no pensamento pagão tal como faziam Demeter e Perséfone, seguindo Dionísio na mitologia grega. Outras estórias sobre o Mito Talmud (tratado Shabbat 104b) – Nessa porção do Talmud, Jesus (ou, Yeshu) é chamado de “mago” que aprendeu suas artes mágicas no Egito. Talmud (tratado Sanhedrin 43 a) – Nessa passagem temos os nomes dos cinco discípulos originais de Jesus (Yeshu): Mattai, Buni, Todah, Naki e Netzer. Talmud (tratado Shabbat 109 a/b) – Encontramos nessa seção, uma declaração sobre a “doutrina” de

Yeshu. Aqui, ele é chamado como “aquele que estraga a comida (Torah)”. Pirkei Avot V. 19 – Nessa parte, Yeshu (Jesus) é comparado a Balaão, o ímpio profeta que seduzia outros a comer dos sacrifícios idólatras.

“Eu engane i eles ”
Resumindo o que aprendemos neste capítulo: 1. O Jesus dos evangelhos é claramente uma personagem fictícia. 2. Sua vida, conforme narrada pelos evangelhos foi na verdade baseada na vida de dois apóstatas judeus que viveram cerca de 100 anos antes da época em que supostamente

3.

4. 5.

6.

7.

Jesus viveu. Seus nomes eram Yeshu Ben Pandera e Ben Stada. Yeshu Ben Pandera era filho de uma adúltera (daí a necessidade de se criar uma espécie de “concepção virginal” para Jesus, pois como seria possível o suposto “salvador da humanidade” ser filho de uma pecadora?). Entretanto, o cristianismo jamais conseguiu se desvencilhar do caráter duvidoso da mãe de Yeshu (“Jesus”). Prova disso é que houve que se dividir o caráter de Miriam (Maria) em duas personagens distintas e completamente diferentes: uma, de aspecto virginal, tal como as deusas-mães dos pagãos (no caso, Maria) e outra, pecaminosa, a prostituta também chamada Maria, mas com o apelido de Madalena. Tanto Yeshu Ben Pandera quanto Ben Stada fugiram para o Egito (temos um reflexo disso nos evangelhos, em Mat. 3:13-16) Ambos ensinavam doutrinas estranhas ao judaísmo e eram abertamente praticantes da magia e feitiçarias (lembra da visita dos magos ao “menino Jesus” em Mat. 2:1-10? Não é mesmo interessante?) Tanto um como o outro foram executados por suas práticas abomináveis --- Yeshu Ben Pandera inclusive foi executado na véspera de Pessach (Páscoa). Já ouviu algo parecido? (João 19:14) Embora os cristãos digam que sua “religião” teve início a dois mil anos, sabemos que um grupo chamado “notzrim” (nazarenos) já existiam a cerca de 150 anos.

V. A Origem Mítica do Culto a Jesus
“E o machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não produzir bons frutos será cortada e lançada no fogo” (Mat. 3:10) O machado “posto à raiz das árvores” é uma clara alusão a Jesus, feita por João Batista. Aparentemente uma comparação simples e ingênua, não fosse a mesma figura usada desde tempos ancestrais a outros “deuses”, e alguns deles com nomes bastante sugestivos como por exemplo ESUS (faz lembrar alguém?). Esse tal Esus era o “deus” das florestas e da vegetação entre os gauleses (antigos habitantes da França) e o mesmo “deus” formava uma trindade com outros dois ídolos. O poeta latino Lucano faz alusão a Esus numa de suas obras, as “Farsálias”; nesse poema, Lucano refere-se ao ídolo como “Esvs Horrensque Autaribus” (Esus de terríveis altares), visto que, segundo se presumia, ele exigia sacrifícios humanos. Esus era comumente representado nos monumentos antigos brandindo um machado contra uma árvore; como podemos ver, as semelhanças entre JESUS e ESUS vão bem mais além do que simplesmente seus nomes. Baal, um “deus” defunto... Esus tinha um outro “deus colega” em Canaã, não de nome semelhante ao seu, mas igualmente suposto protetor das matas, da vegetação e das colheitas: seu nome era BAAL, figura conhecidíssima das Escrituras Sagradas. Seu

nome significa “mestre”, “amo”, “dono” e “senhor”. Seu culto se expandiu desde Canaã (antigo Israel) até a Fenícia. O deus fajuto aparece em vários monumentos cananeus também brandindo um machado contra uma árvore. Diz Martin Metzger: “Na época da seca, Baal é morto por seus antagonistas, Jam e Mot, as personificações míticas do mar e da morte, permanecendo preso no mundo subterrâneo, de modo que toda a vegetação morre. No início da época das chuvas, Baal é libertado do reino da morte com o auxílio de sua irmã e esposa Anate, e ressurge para uma nova vida de modo que toda a vegetação volta a florescer” (História de Israel, pg. 49 – Ed. Sinodal, 1989) Já ouvimos algo semelhante: um “deus” que morre e ressurge (ressuscita) para uma nova vida! É curioso notar que, no hemisfério norte, a primavera começa em abril, por isso a suposta “ressurreição” de Baal era celebrada nesse mês. Não é nesse mesmo mês de abril que celebra-se a “páscoa” cristã que marca a suposta “ressurreição” de Jesus? Mas que “coincidência” interessante... Tamuz, o “deus” cujo símbolo é a cruz Uma outra estória interessante sobre o panteão dos deuses pagãos refere-se a Tamuz. Esse “deus” babilônico teria existido primeiramente sob forma humana (mais um??) na pessoa do filho de

Semíramis, esposa do Nimrod bíblico (Gen. 10:810). É óbvio que as Escrituras nada dizem a respeito: trata-se apenas de crenças supersticiosas e idolátricas dos antigos babilônios. Antiguíssimas tradições mesopotâmicas afirmam que o próprio Nimrod era filho de Semíramis. Conseqüentemente, ela concebera Tamuz do próprio filho. Nimrod seu pai tornara-se extremamente corrupto, praticante de artes mágicas, advinhação e bruxaria. Ele, de acordo com a lenda teria sido o fundador do antigo império babilônico. Semíramis, sua esposa e mãe, passou a ser considerada “deusa” após a morte de Nimrod. A ímpia rainha aproveitou-se da ocasião para declarar seu filho-esposo como o “deus sol”, passando o mesmo a ser conhecido como Bel ou Baal. Mais tarde, o mito foi levado até Canaã, sendo amplamente adotado pelos pagãos cananeus. Em Canaã, Semíramis passou a ser conhecida como Astarte, ou Astarote. Parece evidente que esse culto infame chegou de certa forma a se fixar ainda que ilegitimamente mesmo entre os hebreus (Jz. 6:25-32). Semíramis, segundo diz a lenda, exigia sacrifícios humanos, e embora se declarasse virgem, deu a luz a um filho, a quém chamou Tamuz, afirmando que o espírito de Bel (Baal/Nimrod) era o pai. Tamuz passou a ser considerado uma “reencarnação” de Nimrod. A partir daí, Semíramis passou a ser representada como a lua, recebendo o apelido de Istar ou, Astarte/Astarote, que significa “oculta, escondida” --- uma óbvia menção à sua suposta “virgindade”. A palavra

estrela ou astro lembra o nome dessa abominação babilônica. Em antigos monumentos e estatuária mesopotâmica, Semíramis era representada como uma virgem carregando o “deus-sol” em seus braços. Já viu ou ouviu algo semelhante? O mito Baal/Tamuz foi amplamente divulgado pelo médio oriente à partir do século VIII e VII a.EC, e entre os fenícios, ficou sendo conhecido como Adônis. Por meio dos fenícios, ativos comerciantes e navegadores, o mito chegou à Grécia. Adônis, na mitologia grega, morria e se levantava novamente, para propiciar “salvação” por meio da catarse (expurgo de tudo o que é “mal”). Voltando ao mito original, a lenda babilônica afirma que a morte de Tamuz era celebrada anualmente entre a primavera e o verão (no hemisfério norte), mais precisamente na primeira metade do que hoje seria o mês de junho. Era costume nessa época “chorar a morte de Tamuz” por todo o vasto império. Esses rituais envolviam um culto ao luto e à fertilidade. O grande pranto por Tamuz chegou até mesmo a atrair os judeus apóstatas (Ez. 8:14-15); era costume dos adoradores carregaram a imagem de seu “deus” morto por todas as partes, tal como se faz hoje em dia no feriado cristão de “corpus Christi”, curiosamente no mesmo mês de junho!! Fato ainda mais curioso: A CRUZ já era usada naqueles tempos como símbolo de Tamuz! Veja a citação do livro “The Cross in Ritual, Architecture and Art” (A Cruz nos Rituais, Arquitetura e Arte) :

“É um fato estranho, contudo inquestionável, que nas eras muito anteriores ao nascimento de Cristo, e desde então, em terras intactas ao ensino da Igreja, a cruz tem sido usada como símbolo sagrado...o Baco grego, o Tamuz tírio, o Bel caldeu e o Odin nórdico, todos foram simbolizados pelos seus devotos por um instrumento cruciforme” ( de G.S. Tyack, pág. 1 – Londres, 1900) “An Expository Dictionary of the New Testament” (Dicionário Expositivo do Novo Testamento): “A forma da cruz de duas vigas teve sua origem na antiga Caldéia e foi usada como símbolo do deus Tamuz (tendo a forma do tau místico, a letra inicial do seu nome...Assim se adotou o tau, ou o T, na sua forma mais freqüente, com a peça transversal abaixada um pouco para representar a cruz de Cristo” (W.E. Vine, pg. 256 – Londres 1962) Eruditos cristãos de todas as denominações ficam perplexos ao estudar a origem da cruz do cristianismo; dizemos de “todas” as denominações porque, embora admita - se que apenas a Igreja Católica Romana adore (ou como a cruz “tau” era usada preferem, “venere”) a cruz, sabemos pelas como símbolo de Tamuz epístolas de Paulo que era seu costume, “vangloriar-se na cruz de Cristo” ! Como o símbolo de Tamuz foi adotado pelo Cristianismo

O ponto decisivo da adoção da cruz como símbolo do cristianismo foi dado muito provavelmente ainda nos tempos do Império Romano, por volta de 313 EC, a data da conversão do imperador Constantino ao cristianismo. Como ocorreu essa conversão? Em 306 EC, Constantino sucedeu a seu pai, e por fim, junto com Licínio, tornou-se co-regente do Império Romano. Ele foi seguramente influenciado por sua mãe, e por sua própria crença na proteção dos “deuses”. Antes de partir para uma batalha na região de Roma, Constantino afirmou que tivera um sonho em que uma voz lhe disse para pintar um monograma das iniciais do nome “Cristo” em grego nos escudos de seus soldados. Ele assim fez, e próximo à ponte do rio Milvius em 312 EC, Constantino derrotou as forças do exército de Mexêncio --- segundo ele mesmo, sob a proteção do monograma, composto pelas letras CR, do nome Cristoj (Christos). Pouco depois desse espisódio, Constantino aparecera como cristão; começara então a receber apoio de muitos membros da nova fé em seu governo. Assim, em 313 EC ele proclama o Edito de Milão, decretando o cristianismo como “religião oficial” do Império Romano, fazendo com que dessa forma, milhões de pessoas que numa noite dormiram como pagãs e idólatras, se acordassem no outro dia como novos “cristãos”. Obviamente usamos os termos “pagãs e idólatras” aqui apenas para efeito de contraste, porque como vimos, pouca diferença (se é que alguma) havia entre o paganismo romano e o cristianismo já naquela época.

A marca ao lado é o conhecido “monograma de Constantino”. Esse compõe-se de duas letras gregas , X (chi) e P (rho) sobrepostas. Foi esse emblema que o imperador romano mandou pintar sobre os escudos de seus soldados. De acordo com os cristãos, esse símbolo representa o nome “Cristo” em grego. Entretanto, esse mesmo símbolo já fora usado desde tempos imemoriais em contextos pagãos e idólatras! Na verdade, nesses contextos, o símbolo representava uma CRUZ (veja as hastes da mesma na forma de um “X”) idêntica à usada no culto a TAMUZ, visto que o “tau” (letra T) inicial do nome do ídolo na antiguidade era sempre na forma de um X; posteriormente, ganhou a forma de um T. Hoje em dia, os cristãos dizem que a cruz em forma de X é a “cruz de santo André” supostamente martirizado na Etiópia. Algumas moedas cunhadas no tempo de Herodes, o Grande (falecido no ano 4 aEC) também trazem o mesmo símbolo: se foram cunhadas ANTES do nascimento de Jesus, então como se explicaria a presença de tal emblema, se é realmente exclusividade do cristianismo? Será que Herodes era “cristão”?

Os Dezesseis “Salvadores” Crucificados

Kersey Graves, em seu famoso livro “The Sixteen Crucified Saviors” (Os Dezesseis Salvadores Crucificados), explica como a idéia de um “deus” que morre como “expiação” pelos pecados dos fiéis sempre foi comum à todas as culturas pagãs. Em seu questionamento, ele cita Paulo, o arquiapóstata, dizendo: “Pois nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado” (II Cor. 2:2). Graves diz que essa declaração de Paulo parece ter sido colocada com a nítida intenção de cercear, limitar o pensamento cristão; esse mau exemplo foi seguido de perto pelo cristianismo primitivo e também pela Igreja que o sucedeu. Num mundo totalmente dominado pelas estórias pagãs de deuses e semi-deuses que voluntária e altruisticamente entregavam suas vidas em prol de seus fiéis, era imperativo que Paulo e os demais líderes cristãos limitassem a já curta mentalidade dos fiéis e seguidores, a fim de que pensassem apenas em Jesus como um deus “crucificado”, recebendo-o sem questionamentos como um personagem histórico que agora, reassumia seu caráter supostamente “eterno”. Hoje em dia, todo cristão gosta de pensar em Jesus como um bom e amável “deus” que se entregou em “sacrifício” para “salvar” seus seguidores: “só Jesus!”, dizem eles --- só ele foi capaz disso! Será? Estudiosos do mundo todo discordam. Há milênios atrás, os Persas tinham o mesmo sentimento com relação a Mitra; os antigos astecas do México, até algum tempo antes das missões cristãs espanholas, deleitavam-se em Quetzacoatl, o deus branco e de barba que, de igual forma, sacrificou-

se por eles. Graves argumenta que a Igreja em seu início, tentou inúmeras vezes obliterar as evidências de que outras culturas tinham um credo semelhante ao defendido pelo cristianismo, pelo simples fato de que, agora senhora do mundo e herdeira do Império Romano, a Igreja precisava assegurar sua posição de destaque ; se o cristianismo não tivesse nada de diferente para oferecer, então qual seria a finalidade de sua existência? Assim, teve início uma verdadeira “guerra santa” não só contra tudo o que era diferente, mas também contra tudo que era semelhante ao cristianismo. Para tanto, templos pagãos foram transformados em igrejas, deuses, semi-deuses e heróis mitológicos foram “cristianizados”, ganhando o status de “santos”, personagens que não apenas nunca foram cristãos mas também nem sequer existiram. Todavia, algo não se conseguiu ocultar: o fato de que o sucesso do cristianismo entre os gentios deveu-se, sem dúvida alguma, às semelhanças inegáveis da doutrina cristã com as antigas crenças pagãs. Então, a gruta onde adorava-se Tamuz passou a ser determinado como o local exato do nascimento de Jesus, e isso de acordo com o testemunho de um peso-pesado do cristianismo primitivo: Jerônimo. Algum tempo mais tarde, o grande templo de Diana em Éfeso, vira uma igreja dedicada à Maria, então proclamada como “teótokos” (mãe de deus). Edificam-se diversas igrejas em Roma, entre as quais, uma sobre a colina do Vaticano, outrora um templo dedicado à Cibele (também chamada de Juno). Kersey Graves prova em seu livro que, uma das semelhanças

mais notáveis entre o cristianismo e as outras religiões pagãs é o fato de todas elas terem o seu próprio “deus-crucificado”. De acordo com o autor, esses são os dezesseis “deuses” que teriam sido crucificados ANTES de Jesus: 1. IEZU KRISHNA, crucificado na Índia (1200 aEC) 2. SAKIYA MUNI, crucificado na Índia (600 aEC) 3. TAMUZ, crucificado em Babilônia (ou Suméria) 4. WITTOBA DOS TELLINGONESIC, crucificado em 522 aEC 5. IAO DO NEPAL, crucificado no Nepal em 622 aEC 6. ESUS dos Celtas, crucificado em 834 aEC 7. QUETZALCOATL, crucificado no México em 587 aEC 8. QUIRINUS de Roma, crucificado em 506 aEC 9. AESCHYLLUS PROMETEUS, crucificado em 547 aEC 10.THULLIS do Egito, crucificado em 1170 aEC 11.INDRA do Tibet, crucificado em 725 aEC 12.ALCESTOS DE EURÍPEDES, crucificado em 600 aEC 13.ATYS da Frigia, crucificado em 1170 aEC 14.CRITE da Caldéia, crucificado em 1200 aEC 15.BALI de Orissa, crucificado em 725 aEC 16.MITRA da Pérsia, crucificado em 600 aEC.

O Que Há Em Um Nome?
A pergunta do Shakespeare pode por outra gema mistérios entre o nossa vã filosofia”. dramaturgo inglês William ser parcialmente respondida do pensamento: “há mais céu e a terra do que supõe Muito cedo no cristianismo o

nome “Cristo” passou a ser usado não mais como uma tradução para o grego do termo “mashiach” (messias), mas assumiu a função de “sobrenome divino” para Jesus de Nazaré. A palavra está enraizada no termo criw (chrio), que significa “ungir, untar” (especificamente um cavalo para a batalha). Verificamos que esta palavra foi introduzida em outras nações quando se fez a tradução das Escrituras para o grego (a Septuaginta) cerca do séc. III aEC. Onde quer que no texto hebraico aparecesse a palavra mashiach (ungido), os tradutores verteram-na para christos. Ciro, o rei da Pérsia, foi chamado de “ungido” em Is. 45:1, e no Salmo 105:15, a forma plural é usada com relação aos patriarcas. Nas Escrituras, o termo “mashiach” (ungido) limita-se em seu uso apenas ao rei judeu, aos sacerdotes, aos ancestrais dos israelitas e a Ciro. Já a palavra grega “Christos” vinha sendo usada a milênios entre as escolas de mistérios do oriente, como nome e título de avatares e supostas “encarnações” de divindades --- tudo isso em épocas bem anteriores a que supostamente Jesus teria vivido. A forma do nome “Christos” tem uma semelhança pra lá de suspeita com inúmeras divindades egípcias. Tachut, mais conhecido por Thot tem sua forma latina como “Mercúrio”, e a grega “Hermes”. Thot no Egito, era conhecido como o “deus da magia”, o deus dos magos, e a palavra em si, quando vertida para o hebraico, significa “sob, embaixo”. A mesma raiz hebraica tjt (tachat) significa “em lugar de” e por extensão, “substituto”. Em latim, o termo seria “inferus”,

de onde extraímos o termo português “inferno” (lit., “o lugar que fica embaixo”). Entre os egípcios, Thot era conhecido como “o senhor de maa”. “Maa” ou, “Maat” significa “verdade” (similar ao hebraico tma = emet). MAA KHERU, que significa “palavras verdadeiras”, é a base ao que parece para a forma latina “Mercúrio”. Mercúrio ou Hermes, era conhecido como o deus da fala, da palavra, patrono dos oradores, conforme deixa transparecer mesmo o “novo testamento”: “Chamaram Júpiter a Barnabé, e MERCÚRIO a Paulo, porque este era o que FALAVA” (At. 14:12). A letra ou sinal hieróglifo egípcio KH é geralmente transcrito no grego pela letra c, pronunciada guturalmente como “ch”. O KHERU dos egípcios seria então o CHERU (vertido para o grego) formado pelos sinais CH-R. Estas consoantes formam, como vimos anteriormente, o famoso criptograma grego CR (transliterado “ch-r”) dos primitivos cristãos, que ainda hoje pode ser visto nas catacumbas de Roma, e em muitos outros antigos monumentos cristãos. É crença generalizada que esse monograma (usado também por Constantino) refere-se ao deus dos cristãos, “Cristo”, escrito em grego CRISTOS, e isso, em todos os documentos cristãos. No evangelho de João (cap. 1:1), Jesus é chamado de VERBO, em grego, o “logoj”, significando “a palavra”, uma clara alusão ao Mercúrio latino, deus da palavra, dos oradores e porta-voz dos deuses; ou ao Thot egípcio, deus das profundezas, senhor da magia. Cabe também salientar que nas antigas “escolas de mistério” do oriente, o termo

“christos” era usado mesmo séculos antes do cristianismo como uma referência às diversas encarnações de deuses que desceram a terra para orientar seus seguidores. O mesmo termo já era usado com relação a Zoroastro (“a semente das estrelas” em persa), cujo nome também pode ser interpretado como “filho de(dos) deus(es)”. Eis aí parte da origem do culto a Jesus --- suas fontes não tem nada a ver com as Escrituras; são antes um vívido reflexo e ressurgimento de antigos mitos e cultos de mistérios, todos eles, abomináveis de acordo com a Torah e os profetas (Lev. 19:31/20:6 e 27/Deut. 18:11/Jer. 27:9).

A Origem de “José” como “Pai de Jesus”
Por que as pessoas crêem que a mãe de Jesus chamava-se Maria e seu marido José? Por que os não-cristãos acusam-na de adultério, quando os cristãos a tem como uma “virgem”? Para sabermos a verdade, devemos investigar alguns eventos relacionados a história de Yeshu. Não esperamos com isso reconstituir fidedignamente toda a verdade sobre o mito de Jesus, visto serem muitos detalhes ainda confusos e até de aspectos lendários, mas temos certeza que existem outras opções além daquela de se aceitar cegamente tudo o que diz o “novo testamento”. O nome JOSÉ para o padrasto de Jesus é fácil de se explicar. O movimento notzri (nazarenos) era particularmente popular entre os samaritanos. Enquanto os fariseus aguardavam um Messias descendente de David, os samaritanos aguardavam um Messias que restaurasse o reino

setentrional de Israel. Os samaritanos enfatizavam sua descendência parcial das tribos de Efraim e Manassés, que eram descendentes do José da Torah. Os samaritanos se consideravam “bnei Yosef” isto é, “filhos de José”, e visto terem crido que Jesus era seu Messias, passaram a ver nele o “filho de José”. A população de fala grega, que tinha pouco, se é que algum conhecimento da língua hebraica/aramaica e das verdadeiras tradições judaicas, podem ter facilmente confundido os fatos e crer que verdadeiramente Jesus era filho de um tal “José”. Esta conjectura pode ser facilmente atestada se notarmos que o nome do pai do José dos evangelhos de acordo com Mateus é Jacó, exatamente como o nome do pai do José da Torah! Mais tarde, outros cristãos que entendiam que o Messias deveria ser descendente de David, tentaram ligar José a David --- dessa forma, apareceram na tradição cristã as duas genealogias contraditórias de Jesus como apresentadas em Mateus e Lucas. Quando então surgiu no meio cristão que a idéia de que Maria deveria ser uma “virgem”, o José mítico foi relegado à simples posição de seu marido e padrasto de Jesus.

A Origem Mítica do nome “Maria”
A estória que Maria (Miriam) era uma adúltera não foi obviamente aceita pelos primitivos cristãos. A estória da “concepção virginal” foi certamente inventada para “limpar o nome” de Maria. Entretanto, a estória dessa tal “concepção virginal” não foi criada pelos cristãos.

Nascimentos virginais eram comuns entre as crenças pagãs no mundo oriental, como já anteriormente vimos. Todos os personagens que seguem foram supostamente gerados por virgens: Rômulo e Remo, Perseu, Zoroastro, Mitra, OsírisAion, Agdistis, Átis, Tamuz, Adônis, Koribas e Dionísio. A crença pagã sobre a união de “deuses” com humanas (virgens ou não) era ainda mais comum. Muitos personagens na mitologia pagã eram tidos como fruto dessas uniões. A crença cristã de que Jesus era filho de “Deus” com uma “virgem” era uma típica superstição grecoromana. Filo de Alexandria (c. 30 aEC – 45 EC) já falava sobre a crença predominante entre os pagãos de uniões entre “deuses” e humanas. O falso deus TAMUZ, sobre quem já falamos bastante em capítulos anteriores, era adorado ao norte de Israel como filho da virgem Myrra. O nome Myrra lembra superficialmente o nome Miriam/Maria, e é possível que essa estória mitológica em particular tenha influenciado a doutrina cristã do que qualquer outra. Assim como Jesus, Tamuz era sempre chamado “Adon” (senhor) --- o deus Adônis na mitologia grega era equivalente ao Tamuz sírio. Como veremos mais adiante, as conexões entre Jesus e Tamuz vão bem mais além do que isso.

“O Nazareno” de Nazaré?
Os primitivos cristãos achavam que o Messias deveria nascer em Belém. Esta crença deriva-se de uma má interpretação de Miquéias 5:2, que simplesmente determina que Belém era a cidade

onde a linhagem davídica começara. Por crerem que Jesus era o Messias, os primitivos cristãos automaticamente associaram seu nascimento à cidade de Belém. Mas por que cria-se também que ele vivera em Nazaré? A resposta é bastante simples. Os primitivos cristãos falantes da língua grega não sabiam o que a palavra “nazareno” significava. A forma grega mais primitiva desse nome é Nazwraioj (“nazoraios”), derivado de ayrwxn (“natzoryia”), equivalente aramaico do hebraico yrxwn (“notzri”) ---lembre-se que yrxwnh uwcy ( “Yeshu ha Notzri” ) é o nome original para “Jesus o Nazareno”. Os primitivos cristãos pensavam então que “nazareno” fosse uma referência à aldeia de Nazaré, e assim, passaram a conjecturar que Jesus tivesse vivido nessa cidadezinha da Galiléia. Na verdade, como já havíamos visto anteriormente, o termo refere-se à seita dos notzrim (“renovos”/”rebentos”) que já existia há mais de 150 anos antes do suposto nascimento de Jesus dos evangelhos. Eles simplesmente ignoram o fato de que a cidade de Nazaré é chamada em hebraico trxn (“Natzrat”) e Nazareno é ytrxn (“Natzrati”), nada tendo a ver com o termo notzri, que designava não uma cidade, mas sim, uma facção político-religiosa. Razões para cremos no Nascimento Virginal??? Don Stewart, conhecido pensador cristão em sua obra , “101 Perguntas que as Pessoas mas Fazem sobre Jesus” (págs. 61-62) afirma que existem quatro razões para que se creia no “nascimento

virginal” razões:

de

Jesus.

Analisemos

estas

quatro

1. A primeira dessas razões seria em relação a Jesus como “deus-filho”, a segunda pessoa da “trindade”. Afirma ele que “se Jesus tivesse sido filho biológico de José, ele não poderia ser ‘filho de Deus’. Assim, segundo Stewart, Jesus não passaria de um mero ser humano comum, e não mais ‘filho de Deus’ como afirmam claramente as Escrituras; sua existência então teria tido um princípio, não mais seria eterna. Como diz a Bíblia: ‘no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus’ (João 1:1)”. Refutação: Esta passagem da obra de Don Stewart contém o maior número de erros por centímetro quadrado da história literária universal. Vejamos: a) JESUS NÃO É NENHUM ‘DEUS-FILHO’, até porque foi o próprio S’nhor D’us de Israel que disse: “Vede agora que Eu, Eu o sou, e mais NENHUM deus comigo” (Deut. 32:39 –ARC). Não há referência em nenhuma parte das Escrituras a um suposto “deus-filho”, pois nelas, o Eterno é sempre chamado de “Pai”. Vejamos agora quem é o FILHO DE D’US: Está escrito no livro dos Provérbios, “...qual é o nome do Seu Filho (i.e., de D’us) se é que o sabes?” --- e é o próprio S’nhor que responde essa pergunta: “ISRAEL É MEU FILHO MEU PRIMOGÊNITO” (Ex. 4:21). Disse mais: “...Eu te

disse, Deixa ir o MEU FILHO para que me sirva” (Ex. 4:23). Por intermédio do profeta Jeremias, disse o S’nhor: “Porque Eu sou um PAI PARA ISRAEL” (31:9) e também pelo profeta Oséias: “ISRAEL...do Egito chamei o MEU FILHO” (11:1) Onde estão as referências de que D’us é alguma vez chamado de “Filho” nas Escrituras, ou ainda, referências que afirmam a existência de um “deus-filho”? Os cristãos é que devem apresenta-las!! b) Don Stewart afirma também em sua obra que “as Escrituras claramente declaram que Jesus é o Filho de Deus” --- só se for no “novo testamento” porque, nas VERDADEIRAS Escrituras, já vimos quem é o FILHO DE DEUS: ISRAEL!! Entretanto, se afirmarem que trata-se das “Escrituras” do “novo testamento”, respondemos que dificilmente alguém poderá ter esses escritos profanos como Escritura após estudar os outros tópicos desse trabalho --aqui, analisaremos as contradições, erros e manipulações encontradas nos evangelhos e epístolas da Bíblia cristã. É interessante notar que na mesma proporção que o “novo testamento” declara que Jesus é o “filho de Deus” (ou “deus-filho”), o Alcorão também declara que Mohammed (Maomé) é “o mensageiro de Deus e o selo dos profetas” (Surah 33:40). Crêem os cristãos nesta declaração alcorânica simplesmente porque está escrito no livro que os muçulmanos consideram sagrado? --- Claro que não!! Da mesma forma, os judeus não aceitam as

declarações feitas sobre Jesus no chamado “novo testamento”. Elas precisam estar embasadas nas Escrituras que eles (os cristãos) chamam de “antigo testamento”. Como pode então Don Stewart descaradamente afirmar que as Escrituras “claramente” afirmam que Jesus é o Filho de Deus? --- Já vimos quem o é : ISRAEL, e mais ninguém!! c) Don Stewart cita o texto de João 1:1 na intenção de “provar” a suposta pré-existência de Jesus: “No princípio era o Verbo (gr. “lógos”), e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Isto não passa da mais crassa heresia, pois o conceito do “Logos” (logoj) não é bíblico. O vocábulo grego significa “palavra”, e já era usado entre as escolas místicas do médio oriente há séculos. Foi todavia com Platão (filósofo grego, séc. V aEC) que o vocábulo ganhou a forma que João usa em seu “evangelho” --- a doutrina do “Logos” como um ser eterno. Mesmo entre os judeus helenistas este conceito prevaleceu, influenciando gerações que viviam no Egito, Grécia e Ásia Menor. Foi justamente no Egito (Alexandria) que dois filósofos helenistas, Filo e Aristóbulo, começaram a expandir conceitos bíblicos traduzindo-os em conformidade com a filosofia platônica. Platão segundo esses dois filósofos, era Moisés “falando grego”. Tanto para Filo quanto para Aristóbulo, certas passagens bíblicas só faziam sentido se interpretadas à luz do sistema filosófico platônico e também pela lógica aristotélica; assim, reinterpretaram Provérbios 1-9. Suas

“ampliações” em relação à “sabedoria” (tema dos capítulos iniciais do livro de Provérbios) levaram muitos a fundir o helenismo com o judaísmo --- terreno “fértil” em que o cristianismo se desenvolveu. Nas obras de Filo e Aristóbulo, assim como nos escritos apócrifos e gnósticos, a SABEDORIA é personificada. Ela surge como mestra que atrai e adverte seus discípulos. Finalmente, transforma-se em hipóstase, uma “semi-criatura” que já existia antes da Criação, obtendo através dela suas qualificações (examine, por exemplo, certas passagens apócrifas, tais como Sabedoria de Jesus 1:24/Sabedoria de Salomão 6-9). Essas “qualificações da sabedoria” passaram no meio cristão a ser aplicadas a Jesus (já chamado “Cristo”), criando a lendária e mitológica figura de um semi-deus, pré-existente em hipóstase, e assim, tanto nos escritos de João quanto nos de Paulo, Jesus passou a ser chamado de “Verbo” (Logos) pré-existente e sabedoria de Deus (João 1:1/I Cor. 1:24 e 30/Col. 2:2-3). O “Logos” (ou, o Verbo, a Palavra) era um dos temas preferidos dos gnósticos e docetas, doutrinas helenistas que deixaram profundas marcas no cristianismo primitivo. Outro fato que deve ser notado é que João 1:1 afirma que o “Verbo estava com Deus”. Entretanto, o S’nhor diz: “Vede agora que eu, eu o sou, e NENHUM OUTRO DEUS COMIGO” (Deut. 32:39-ARC). Se não havia NENHUM outro DEUS com o Eterno, como estaria Jesus, o suposto “deus-fiho” COM Ele?

2. A segunda razão para crermos no “nascimento virginal” de acordo com Don Stewart, diz respeito à suposta “natureza sem pecado” de Jesus, visto que segundo ele, “Se Jesus tivesse tido pai humano, teria herdado a natureza pecaminosa, como todos nós”. Conclui Don Stewart: “Se Jesus fosse filho de José, sua natureza sem pecado seria um mito”. Refutação: Esquece-se o sr. Stewart que, por mais que Jesus NÃO fosse filho de José, ainda assim ele era filho de Maria. Será que a “natureza pecaminosa” só pode ser passada ao filho pelo pai? Onde está escrito isso? Se Maria foi concebida da forma convencional, então ela também herdou a mesmíssima natureza “pecaminosa” de todos os humanos normais! De acordo com a doutrina ortodoxa cristã, o pecado de Adão teria passado a todos os seres humanos --- pois como diz o arquiherege: “Pelo que como por um homem entrou o pecado no mundo, assim também a morte passou a todos os homens, porque TODOS pecaram” (Rom. 4:12) e “TODOS estão debaixo de pecado” (Rom. 3:9) . Convém lembrar a essa altura que o “novo testamento” fala que Jesus nasceu de uma “concepção virginal”, mas cala-se completamente sobre uma possível concepção virginal de Maria. Logo, todos os cristãos (exceto católicos romanos) concordam que Maria também tinha pecado, e “natureza pecaminosa”. O que fez então que ela

não passasse tal “natureza” para o filho? Mais uma vez, nada há nem mesmo no “novo testamento” que declare isso. Se algum cristão disser que Maria não teve pecado, está como de costume, indo além do que está escrito!! Caso afirmem que Deus teria preservado Jesus no momento da concepção de herdar a natureza “pecaminosa” de sua mãe, poderemos questionar: (1) Onde está escrito isso? (2) Se isso é assim, porque então Jesus não poderia ter um pai humano? Deus poderia ter igualmente preservado o menino de herdar a natureza pecaminosa de seu pai!! --- Ou não?? Que “deus” é esse do cristianismo? Veja: A simples afirmação de que Jesus não era filho de José NÃO o livra da condição idêntica de todos os seres humanos, pois ainda que tivesse uma natureza “divina” (se fosse isso possível), ele teria recebido de suas mãe todas suas características biológicas, portanto, seria filho de um ser humano comum, absolutamente normal. Foi pensando nessa falha do sistema teológico cristão que a Igreja Católica Romana criou o dogma da Imaculada Conceição de Maria, segundo o qual, a mãe de Jesus teria sido preservada de toda e qualquer contaminação pelo pecado original no momento de sua concepção --- na verdade, isso não passa de uma argumentação fajuta e destituída de sentido, carente de provas, mesmo dentro das páginas do “novo testamento”. Convém notar ainda que, de acordo com os evangelhos, Jesus passou pelos processos normais de qualquer ser humano, isto é, nascimento, crescimento, envelhecimento e morte; tudo isso,

de acordo com a doutrina cristã, é conseqüência direta do pecado. Como explicariam eles então tais processos na vida de Jesus, uma vez que ele nasceu, viveu, chegou aos 33 anos e morreu? Dentro desse mesmo tema, Paulo chama Jesus de “segundo (ou, ultimo) Adão” (I Cor. 15:45). Se isto realmente é assim, por que Deus não operou com Jesus como no princípio, quando não precisou de mulher para criar o homem? Adão, de acordo com o cristianismo, não teve mãe!! Se, como no caso de Jesus, fazia-se necessário que ele nascesse de mulher (Gal. 4:4), então sem dúvida alguma, herdou a mesma condição “decaída e pecaminosa” de todo ser humano --- pelo menos de acordo com a doutrina dos INIMIGOS de Jó e do cristianismo!! (Jó 15:14/Rom. 3:23). 3. A terceira razão para que acreditemos na “concepção virginal” de Jesus diz respeito, segundo Stewart, à doutrina da “salvação”. Stewart afirma que “não haveria salvação se Cristo tivesse pecado” e que “se Jesus fosse um pecador, em qualquer acepção da palavra, não poderia nos dar a salvação”. Refutação: Stewart não diz de que forma a doutrina da “concepção virginal” está associada à salvação. Ao que parece, Stewart fazendo eco à tradicional doutrina cristã, crê que o chamado “pecado original” está associado de alguma forma ao sexo, pelo que deduzimos de sua insistência em deixar claro que, segundo ele, Jesus não tinha pai humano, e que Maria teria concebido

“virginalmente”. No afã de tentar provar seu ponto de vista, os “eruditos” cristãos, assim como Stewart, recusam-se a confessar que Jesus pecou, já que segundo sua teologia, não poderia haver salvação se Jesus fosse um pecador, em qualquer acepção da palavra. Fosse ele um pecador, dizem eles, Jesus não teria “autoridade” para “salvar” a humanidade. A bem da verdade, devemos afirmar que, apesar das várias referências sobre um Jesus “sem pecado” no novo testamento (João 8:46/II Cor. 5:21/Heb. 4:15) um exame criterioso das Escrituras e até mesmo da própria estória contada na Bíblia cristã não deixará dúvidas sobre as atitudes transgressoras de Jesus.

Foi Jesus um Cumpridor ou Transgressor da Lei?
Dizem os evangelhos que Jesus veio “cumprir a Lei” (Mat. 5:17), e que por isso, não tinha pecado (João 8:46). Não é exatamente isso que deduzimos a partir de outras porções do chamado “novo testamento”; é sabido que as Dez Sentenças (chamadas pelos cristãos de “Dez Mandamentos”), constituem o âmago da Lei e do pacto de D’us com Israel. Pelo que vemos através do chamado “sermão da montanha”, Jesus reinterpretou esses mandamentos a seu bel-prazer, ampliando sem autoridade alguma seu alcance, considerando como pecado consumado a intenção (o pensamento) e não a ação em si (Mat. 5:21-22; 2728). A primeira das Dez Sentenças (Dez Mandamentos) diz:

“NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM” (Êxodo 20:3) Jesus certas vezes, confessava existir um só D’us, e que só a Ele devemos prestar culto (Mat. 4:10); e, a esse mesmo D’us, ele chama de “meu Deus” (João 20:17). Entretanto, foi o mesmo Jesus que aceitou ser chamado de Deus (João 20:28-29), acatou a adoração de seus seguidores (Mat. 28:9/João 9:38), fazendo-se a si mesmo de Deus (João 10:33) contrariando o que anteriormente dissera, pois como poderia ser ele “deus” de si mesmo? Diz Hebreus 9:24: “Porque Cristo não entrou num santuário feito por homens, representação do verdadeiro, porém no próprio céu, para agora se apresentar DIANTE DE DEUS a nosso favor” . Preste bem atenção nas palavras em destaque. Através de todo o chamado “novo testamento”, Jesus é declarado “Deus” (João 20:28-29/Tito 2:13). Jesus também disse de si mesmo que “ninguém vem ao Pai” a não ser por meio dele (João 14:6). Isto quer dizer que, de acordo com a doutrina de Jesus, D’us está em segundo plano, sempre ofuscado por sua figura. Ficamos sabendo que, de acordo com o cristianismo, JESUS ESTÁ DIANTE DE D’US (Heb. 9:24), chamando-o igualmente de Deus (Tito 2:13), afirmando que o S ‘nhor está em segundo plano e que Jesus está a Sua frente, DIANTE d’Ele (João 14:6). Mas, o que diz mesmo o primeiro mandamento? “Não terás outros deuses DIANTE de mim” --- não é tudo o que o novo testamento ensina sobre Jesus uma flagrante violação desse importante mandamento?

“NÃO FARÁS PARA TI IMAGEM DE ESCULTURA, NEM SEMELHANÇA ALGUMA DO QUE HÁ ENCIMA NOS CÉUS, NEM EMBAIXO NA TERRA, NEM NAS ÁGUAS DEBAIXO DA TERRA” (Êxodo 20:4) Jesus afirmou que, quem o via, via também o “Pai”(João 14:9), o que, em essência, estimulava a idolatria de sua pessoa em relação aos seus discípulos. Se o “Pai” está acima nos céus e Jesus diz ser Sua expressa imagem , então estava na verdade fazendo de si mesmo uma “imagem” (gr. ikon) do D’us invisível --- isto constitue-se uma violação do segundo mandamento. Paulo, talvez o maior expositor e articulador da suposta “divindade” de Jesus afirmou que ele é “a imagem (eikwn ikon) de D’us (II Cor. 4:4). Em Colossenses, usando a mesma expressão, afirma o arqui-herege: “Ele (Jesus) é a expressa imagem (gr. eikwn – ikon) do D’us invisível” (1:15). Convém lembrar que as imagens ou ídolos usadas até hoje no culto católico são chamados de “ícones” --- o que bem revela a intenção de Paulo ao usar o termo “ikon” em relação a Jesus, uma vez que ele foi o mesmo que disse, “o ídolo nada é no mundo” (Icor. 8:4/10:19). Hebreus 1:3 também refere-se a Jesus como um “ícone” ou “imagem” desta vez usando o termo upostasewj (hipostáseos) significando “expressão ou representação exata” do Ser Divino. Tudo isso é CRASSA IDOLATRIA, repugnante e nojenta --- violação direta do segundo mandamento!!

“NÃO TOMARÁS O NOME DO S’NHOR TEU D’US EM VÃO” (Êxodo 20:7) Ao aceitar adoração (João 20:28-29/Mat. 28:9/João 9:38), Jesus permitiu ser confundido com D’us, profanando Seu santo Nome, transgredindo com isso o terceiro mandamento, pois dessa forma, as pessoas passaram a identificar o Eterno pelo nome de Jesus, mero homem!! Ao confundir D‘us com Jesus, os heresiarcas cristãos introduziram no mundo a profanação do mais sagrado Nome. Mas, não esqueça: tudo isso começou com ele mesmo --uma das acusações que o levou a morte foi justamente a de blasfêmia. Diz o quarto mandamento: “LEMBRA-TE DO DIA DE SÁBADO PARA O SANTIFICAR” (Êxodo 20:8) Jesus também quebrou o quarto mandamento, como o próprio João afirma: “...(Jesus) não somente quebrava o sábado como também dizia que Deus era seu pai, fazendo-se igual a Deus” (João 5:18). É importante salientar que esta passagem é comumente mal interpretada, principalmente por cristãos que observam o sábado. Dizem que tudo aquilo era uma acusação dos judeus, e que Jesus era observante do sábado. Entretanto, objetaríamos a isso lembrando que na segunda parte do verso citado temos: “...dizia que Deus era seu próprio pai, fazendo-se igual a Deus”. Será que isso também era outra acusação dos judeus, ou era uma conclusão do próprio

escritor do evangelho? Que outro apóstolo defende mais a suposta “divindade” de Jesus que João? (Veja João 1:1/1:18/10:33-36/20:28) --- fica claro que temos aqui uma conclusão do próprio apóstolo João, uma reflexão sua, pessoal, sobre o porquê dos líderes judeus buscarem sua condenação. Outrossim, a Lei não autorizava a colheita no dia de sábado, e isso remonta ao próprio Moisés (e mesmo antes dele). Quando o povo hebreu encontrava-se no deserto, o maná caía todos os dias, exceto aos sábados. Era proibido ao povo sequer sair de suas tendas nesse dia sagrado para ir buscar o alimento que vinha do céu. No relato de Êxodo 16:25-30, alguns dentre o povo saíram para apanhar (colher) o maná no dia sagrado, e não o acharam, obviamente. Essas pessoas foram severamente repreendidas pelo S‘nhor. Por essa evidência bíblica, ficou estabelecida pela jurisprudência judaica a proibição da colheita aos sábados. Jesus certamente conhecia essa proibição da mesma lei que dissera ter vindo “cumprir”, e, violando-a, permite que seus discípulos colham espigas no dia sagrado, e nisso foram condenados pelos fariseus (Mat. 12:1-2) Será que o S‘nhor que não muda (Mal. 3:6) e que condenou aquelas pessoas que tentaram colher o maná no sábado abriria agora um precedente para que Jesus pudesse violar o mesmo mandamento e sair impune? É dessa forma que ele veio cumprir a lei, violando-a e dando o exemplo? Diz o quinto mandamento:

“HONRA A TEU PAI E TUA MÃE” (Êxodo 20:12) Jesus não honrou pai e mãe e deixou lições de seu mau exemplo. Em João 2:4, ele GROSSEIRAMENTE refere-se a sua mãe como “mulher”, e insistiu no desprezo aos pais por amor a ele. Na verdade, ele ordenou que o cristão “aborrecesse” pai e mãe. O termo traduzido “aborrecer” na verdade deve ser traduzido como “odiar” pois o verbo usado em Luc. 14:26 é o mesmo usado em Mat. 10:22/24:9. Compare:

Kai esesqe misoumenoi upo pantwn dia to onoma mou
(Kai esesthe misoumenoi hypo panton dia to onomá mou) “E de todos sereis odiados por causa do meu nome” (Mat. 10:22)

Kai esesqe misoumenoi upo pantwn twn eqnwn...
(Kai esesthe misoumenoi hypo panton ton ethnon...) “E sereis odiados por todas as nações...” (Mat. 24:9)

Eij tij ercetai proj me kai ou misei ton patera eautou kai thn mhtera...ou dunatai einai mou maqhthj

(eis tis erchetai prós me kai ou misei ton patéra eautou kai ten metéra...ou dynatai einai mou mathetês) “E se alguém vem após mim e não odeia o próprio pai e a mãe...não pode ser meu discípulo” (Luc. 14:26) As formas verbais misoumenoi e misei derivam-se da raiz misew entendida no grego koinê como “odiar”. As versões portuguesas tentam minimizar o termo, talvez pesado demais para se usar com relação aos pais --- entretanto, como vemos pelos exemplos de Mateus, a palavra quer dizer exatamente isso: JESUS AFIRMA QUE OS PAIS DEVEM SER ODIADOS!! Muitos poderiam dizer que isso não é bem assim e que Jesus não incentivava os outros a deixar pai e mãe e até a odiá-los. Todavia, o testemunho dos discípulos não deixa dúvidas, pois disseram: “nós deixamos TUDO e te seguimos” (Mat. 19:27). A isso, Jesus responde que todos aqueles que tivessem deixado tudo INCLUSIVE PAI E MÃE por amor a ele, receberia cem vezes mais e a vida eterna (Mat. 19:28-29). A Lei ordena a morte de quem amaldiçoasse pai ou mãe (Lev. 20:9). “Amaldiçoar” nesse texto é um vocábulo forte demais para traduzir o verbo hebraico llq (kalal) na forma llqy (yekalel), que significa simplesmente tratar de modo leviano ou, ter por inútil e sem valor. Se a lei conforme registrada em Levítico 20:9 condena todo aquele que trata de modo leviano pai e mãe, desprezando-os, quanto mais não condenaria aquele que ordena o ódio e o abandono dos

mesmos? (leia Prov. “doutrina” de Jesus!

15:20/23:22).

Tal

é

a

Diz o sexto mandamento: “NÃO MATARÁS” (Êxodo 20:13) Jesus afirmou: “Ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás’ – e quem matar estará sujeito a julgamento. Eu porém vos digo que qualquer um que (sem motivo) se encolerizar contra seu irmão, estará sujeito a julgamento, e qualquer que disser ao seu irmão ‘raca’ estará sujeito ao sinédrio. Mas quem disser ‘louco*’ estará sujeito ao fogo do inferno” (Mat. 5:21-22ARA). Entretanto, foi o próprio Jesus que disse: “Vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e maldade. Loucos*! O que fez o exterior não o fez também o interior?” (Luc. 11:39-40, ARC) Jesus transfere o pecado da ação para a intenção, e tudo isso, por conta própria, sem autoridade alguma!! Sabemos pelo contexto de Mat. 5:21-22 que ele está falando sobre o sexto mandamento, “não matarás”. Conseqüentemente se ele transfere a culpa da ação para a intenção, e diz que aquele que chama outro de ‘louco*’ estará sujeito ao ‘fogo do inferno’, qual então teria sido seu destino ao chamar os fariseus, seus irmãos (de pátria e de religião) de ‘loucos’? Na realidade, reinterpretando o sexto mandamento a seu belprazer, o arqui-herege declara que aquele que

assim age, viola o mandamento ‘não matarás’ --não foi exatamente isso o que ele fez?
Nota: Jesus havia declarado que quem chamasse seu irmão de ‘Raka’ (a q r) estaria sujeito ao sinédrio (Mat. 5:22). O termo aramaico Raka é um insulto comum naquele tempo, significando algo como ‘desprezível’ --- Foi dessa forma que Jesus tratava constantemente seus irmãos de raça e religião (Mat. 23:13-27), com desprezo! Curiosamente, quando ele foi preso, foi levado diretamente para o sinédrio!! --lembra do que ele disse em Mat. 5:22? Pois é! A palavra de Jesus serviu para ele mesmo!!

Diz o sétimo mandamento: “NÃO ADULTERARÁS” (Êxodo 20:14) A infidelidade ao D’us único e a Sua Lei sempre foi definida como adultério (Núm. 15:39). Ao ser infiel a D’us, violando o Seu santo Shabbat (dia de sábado) e o restante da Lei, ao tentar usurpar Sua augusta posição de S’nhor do Universo, e ao aceitar passivamente a adoração de seus ignorantes seguidores, Jesus constitui-se num autêntico TRANSGRESSOR do sétimo mandamento, “adulterando” Sua Palavra e Sua Lei. Mais adiante, veremos as muitas vezes que Jesus citou erroneamente as Escrituras, profanando-as. Esse tipo de atitude sempre foi entendida pelos judeus como adultério espiritual. Convém lembrar que foi o próprio Jesus quem

“espiritualizou” a Lei (segundo dizem), transferindo a culpa da ação para a intenção!! Diz o oitavo mandamento: “NÃO FURTARÁS” (Êxodo 20:15) Isto não refere-se apenas ao roubo de objetos em si --- se bem que não trabalhar e viver às custas de outras pessoas (como Jesus fez, cf. Luc. 8:1-3) também possa ser definido como uma espécie de “roubo”. De fato, “roubar” a boa fé das pessoas e induzi-las ao erro também é certamente uma infração evidente do oitavo mandamento --- e isso podemos provar através de II Samuel 15:6. Esse texto diz respeito a pessoas que, com palavras suaves e lisonjas (do tipo: “bem-aventurados sois vós...) enganam os simples e incautos, induzindoos ao erro e à transgressão dos mandamentos. Nesse sentido, Jesus, o arqui-herege, também violou mais esse mandamento, uma vez que pela palavra e pelo (mau) exemplo, seduzia e ainda seduz boa parte da humanidade à rebelião contra as leis divinas. Diz o nono mandamento: “NÃO DIRÁS FALSO TESTEMUNHO CONTRA O TEU PRÓXIMO” (Êxodo 20:16) O falso testemunho que Jesus deu diz respeito aos fariseus. Repetidas vezes, ele os chama de hipócritas (Mat. 23:13/6:2/6:16). A definição mais simples de “hipócrita” é “fingido”, alguém que faz uma regra que ele mesmo não segue, ou abre exceções para si mesmo. Vejamos primeiramente

as atitudes de Jesus --- isso é, se ele mesmo não era hipócrita.C:\Meus documentos\era_jesus_mais_um_hipocrita.htm Diz o décimo mandamento: “NÃO COBIÇARÁS” (Êxodo 20:17) Jesus cobiçou a posição que só cabe ao D’us Eterno, como podemos ver através dos seus vários debates com os fariseus (João 8:53 e 56-58/10:3233). Quando da formulação da teologia cristã (iniciada por Paulo), D’us passou a ocupar sempre o SEGUNDO PLANO, cada vez mais dependente das atitudes de Jesus. Esse homem passou então a ser confundido com o Eterno pelas turbas pagãs entre a gentilidade: nasce-se novamente nele, vive-se nele, morre-se nele --- para Paulo e seus comparsas, ele era o próprio “deus encarnado” , blasfêmia proporcional à ignorância bíblica dos pagãos, que a aceitaram passivamente então, e que ainda continuam aceitando. O cristianismo é o resultado da loucura humana de tentar transformar um homem em Deus. Restaria então ainda alguma dúvida de que ele pecou sim, e que transgrediu o todo da Lei divina? De que forma veio ele então para “cumprir a Lei”? Violando-a completamente? Será que precisaríamos de alguém para que ensinasse o ser humano a quebrar os mandamentos? Que espécie de “salvação” Jesus proporciona aos seus seguidores, sendo que ele mesmo deu um péssimo exemplo? De acordo com o cristianismo, quem cumpre toda a Lei mas tropeça num só ponto é

culpado de todos (Tiago 2:10) – não é exatamente esse o caso de Jesus? Ele mesmo disse:”Não julgueis para que não sejais julgados, pois com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido, hão de vos medir” (Mat. 7:12). Estamos aqui medindo Jesus e julgando-o com o mesmo juízo e a mesma medida que usou contra os fariseus e judeus em geral. Onde estaria agora a pretensa autoridade do fundador do cristianismo para “salvar” a humanidade sendo ele mesmo talvez o maior dos transgressores? Como fica a doutrina da perfeição de Jesus?

VI. Jesus --- Belemita ou Nazareno?

Os evangelhos de Mateus e Lucas são unânimes em afirmar que Jesus nasceu em Belém da Judéia (Mat. 2:1/Luc. 2:1-7). Entretanto, caso lêssemos os dois relatos paralelamente, encontraríamos inúmeras inconsistências. Mateus fala de uma visita de magos (2:1-2). Lucas nada diz a respeito, senão que alguns pastores foram visitar o menino (2:8-20). Segundo Mateus, Jesus teria cerca de dois anos quando foi levado ao Egito (2:16) ao passo que Lucas declara que após o nascimento de Jesus decorreram trinta dias de acordo com a Lei de Moisés (Ex. 22:29/Núm. 18:15-16) para que se efetivasse o ritual prescrito, sendo que já em seguida, teria sido levado para a cidade de Nazaré, na Galiléia; Lucas, portanto, nada menciona sobre uma possível visita de Jesus à terra dos faraós. O mesmo Lucas, contrariando Mateus, nada diz a respeito de uma “matança de inocentes” --- o que na verdade, nunca ocorreu, visto que não há registro disso nas obras de Josefo, ou nas Crônicas de Herodes; na verdade, nenhum historiador antigo a menciona. Mateus afirma que a família de Jesus teria voltado para a Galiléia após a morte de Herodes (2:19-23) quando ele já contava obviamente com mais de dois anos de idade. Lucas, entretanto, afirma que LOGO após o cumprimento das exigências da Lei quanto a purificação (cerca de trinta dias), a família regressou para a Galiléia (Luc. 2:21-24 e 39).

Censo Universal na Época de Augusto: Invencionice Cristã
Lucas fala de um recenseamento universal, supostamente feito em todo o império no tempo

de César Augusto (Luc. 2:1), recenseamento esse que nem Mateus, nem qualquer historiador da antiguidade menciona. Convém notar que os romanos eram criteriosos historiadores e precisos cronologistas, sendo que todos os atos dos imperadores eram cuidadosamente registrados e, certamente, um evento de tal abrangência como um recenseamento universal não passaria despercebido. Na verdade, tal censo não só não ocorreu como era impossível que ocorresse, uma vez consideradas suas dificuldades. Em primeiro lugar, o objetivo principal de todo censo romano era naturalmente taxar os súditos do império; não há praticidade alguma em se realizar um censo pelo local de origem dos recenseados, e não pelo local de residência. Além das dificuldades logísticas de grandes multidões se deslocando de um lado a outro do império, devemos também levar em conta os parcos recursos da esmagadora maioria das pessoas na época. Se mesmo hoje em dia, com as inúmeras facilidades de comunicação e modernos meios de transporte tal censo já seria inviável, quanto mais não seria naquela época e sob aquelas condições! Se a finalidade do censo era cadastrar as pessoas para depois cobrar impostos, o que poderia sobrar de pobres camponeses após longas e dispendiosas viagens até seu local de origem? Certamente os poucos recursos de que poderiam dispor já estariam exauridos nos primeiros dias de viagem! Lembremo-nos que os romanos eram extremamente organizados e e inteligentes: não cairiam no ridículo de fazer um censo dessas dimensões convocando as pessoas por seu lugar de

origem --- e quanto a isso, lembremos mais uma vez: não há quaisquer registros de tal censo absurdo realizado no governo de Augusto. A “invenção” de tal censo tinha um objetivo da parte de Lucas: fazer as pessoas acreditar que Jesus nasceu em Belém de Judá, visto que era popularmente aceito que o Messias nasceria ali.

O Nazareno... de Belém!?
Outro fato que derruba a tese de que Jesus nasceu em Belém da Judéia é que ele jamais foi conhecido como “Jesus, o belemita”, mas sim, “Jesus, o nazareno”, isto é, de Nazaré. Ele tão pouco era conhecido como “Jesus, o judeu”, mas sim como “Jesus, o galileu” (originário da Galiléia, região ao norte da Judéia). Até hoje é um fato notório no oriente médio que os cristãos são chamados pelo epíteto de “nazarenos”, tanto entre judeus quanto entre muçulmanos. Até mesmo Rabi Moisés ben Maimon (Maimônides) refere-se aos cristãos como “nazarenos”, na maioria de suas obras. Isto é um reflexo da verdadeira origem de Jesus: Nazaré da Galiléia, e não Belém da Judéia. Até mesmo o “novo testamento” deixa clara a sua origem: “Outros diziam: Ele é o Cristo; outros porém perguntavam: Porventura virá o Cristo da Galiléia? Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi, e da aldeia de Belém onde Davi nasceu?” (João 7:41-42). Se todos estavam certos de que Jesus era de Belém, por que perguntariam isso? Porque diriam que ele era da Galiléia ? É muito oportuno que esse texto seja

encontrado apenas no evangelho de João, sendo esse o último evangelho, não incluído entre os sinóticos. João nada menciona sobre um “nascimento virginal”, anjos, magos ou pastores e parece “abrir o jogo” quanto à origem galiléia de Jesus; ele escreve independentemente das concepções dos evangelhos sinóticos, e de certa forma, contradiz todos eles. Na verdade, os evangelistas fazem competição entre si para ver quem escreve os maiores absurdos no afã de provar o improvável.

Jesus Falava o Aramaico Como os Galileus
Outro fato que pode ser observado e que comprova a origem nazarena e galiléia de Jesus é a forma como ele pronunciava o aramaico, língua comum daquela época na Palestina. O sotaque característico e os freqüentes erros gramaticais dos galileus demonstram o que o isolamento das tribos do norte causou com o passar do tempo, e isso, desde os dias da divisão do reino unido de Israel, no séc. IX aEC. Os galileus pertenciam originalmente ao reino do norte (Israel) e entre eles estavam também os samaritanos, descendentes do misto de gente que se originou da deportação para a Assíria em 722-721 aEC. Nessa mescla também se encontravam os efraimitas, da tribo de Efraim. Esses últimos, já demonstravam certa dificuldade com o idioma hebraico (v. Juízes 12:6). Após algumas centenas de anos, a mistura de efraimitas e samaritanos, seus costumes paganizados, sua cultura sincretista e também sua maneira de pronunciar a língua aramaica, foram passados adiante aos

galileus. Um claro exemplo disso é que os galileus não pronunciavam o som da vogal breve patach que deve ser emitido em conjunto com uma consoante gutural logo após uma consoante longa. Esse som vocálico é chamado de patach furtivo. Assim, Jesus, embora chamado de Yeshua na Judéia, era conhecido entre os seus por Yeshu. É assim que seu nome aparece grafado no Talmud Bavli (tratado Sanhedrin 43a). Uma evidência de que Jesus não passava de um inculto galileu, e que cometia erros elementares em seu próprio idioma materno pode ser encontrada em Mar. 5:41.No relato onde supostamente Jesus ressuscita a filha de Jairo, Jesus diz: “\wq atylf”(talita cum) de acordo com o próprio texto grego crítico de Nestlé-Aland e as versões BMD e NIV. Esta frase contém um erro gramatical característico do sotaque galileu: o uso do imperativo MASCULINO (nesse caso “cum”) mesmo para o feminino. A forma correta para o feminino é cumi, e assim aparece em diversas versões em português, que já trataram de “corrigir” esse deslize gramatical do “sábio” fundador do cristianismo, seja na intenção de ocultar a origem galiléia de seu mestre, ou na nobre e “piedosa” tentativa de aprimorar a gramática de alguém que veio dos cafundós de uma região onde só viviam pessoas ignorantes e supersticiosas. Pedro, um dos “ilustres iludidos” foi prontamente reconhecido por seu jeito de falar (Mat. 26:73) porque também era galileu da cidade de Betsaida (Luc. 22:59). Mas, por que insistem os evangelhos de Mateus e Lucas num suposto nascimento de Jesus em

Belém da Judéia? Maiores detalhes sobre esta suposição no item VIII deste estudo.

VII. Uma Trupe de Charlatães Visita o “Salvado Mundo”

Antes da saída dos filhos de Israel do Egito, Moisés teve que se confrontar com dois MAGOS egípcios, lacaios da corte do faraó, que serviam aos interesses do maior tirano da época e que imitavam grotescamente os sinais que Moisés fazia (Ex. 7:1011;20-22). Por tratar-se de charlatanismo, o S’nhor instruiu Moisés pela Torah que magos, encantadores, adivinhos e médiuns não deveriam receber crédito algum: “Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito advinhante, nem mágico, nem quem

consulte os mortos, porque todo aquele que faz tais coisas é ABOMINAÇÃO ao S’nhor...” (Deuteronômio 18:10-11) Ainda na mesma Torah, o Eterno declara o que deveria ser feito às pessoas que insistissem em tais práticas: “Quando pois algum homem ou mulher tiver em si um espírito adivinho, ou for encantador, certamente morrerão: com pedras se apedrejarão; o seu sangue é sobre eles” (Levítico 20:27) O profeta Daniel é testemunha da impotência dos magos, pois esses não conseguiram declarar o sonho de Nabucodonosor, nem tão pouco dar sua interpretação (Dan. 2:1-11). Isaías também tem muito a dizer contra magos, feiticeiros e encantadores: “Quando vos disserem: Consultai os espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; --- não recorrerá um povo ao seu D’us? A favor dos vivos interrogar-se-á os mortos?” (Isaías 8:19) “Cansaste-te da multidão de teus conselhos; levantem-se agora os agoureiros dos céus, os que contemplavam os astros, os prognosticadores das luas novas e salvem-te do que há de vir sobre ti. Eis que serão como a pragana, o fogo os queimará; não poderão salvar sua vida do poder da labareda...ninguém te salvará”

(Isaías 47:13-15) Veja agora como o Minidicionário Sacconi da Língua Portuguesa define o termo “mago”: Mago s.m. (o) 1. Mágico. 2. Feiticeiro. 3. Cada um dos três reis magos (Gaspar, Belquior e Baltasar) que do Oriente foram a Belém adorar o Menino Jesus (pg. 435/12a edição/Atual Editora) Mas, que definição interessante! O dicionário oferece três definições para a palavra, as quais obviamente se relacionam: mágico, feiticeiro e os visitantes do “menino Jesus” --- não é interessante? No hebraico e também no grego, a palavra tem o mesmo conceito. Thayer, perito em grego neotestamentário, confirma todos esses sentidos para a palavra e acrescenta ainda ASTRÓLOGOS, isto é, prognosticadores, pessoas que consultavam os astros!! Sim, essa é a classe de pessoas que vieram para visitar Jesus. Todavia, no “novo testamento” os MAGOS passam a ter um tratamento diferente daquele que a Torah ordenava. Agora, eles não aparecem mais como bruxos, encantadores ou astrólogos, não!! Eles são “homens piedosos” que passaram dias sobre o lombo de camelos (provavelmente) na intenção de visitar aquele que para o cristianismo é o “salvador do mundo”. O curioso é que todos os avatares (supostas encarnações de deuses pagãos) assim como Jesus, teriam nascido de mães-virgens e também receberam visitas de bruxos, magos e feiticeiros.

Abominações no Céu

Nos tempos antigos, os MAGOS (provenientes de terras orientais, como Babilônia) tinham segundo se pensava, o poder de conjurar os astros e saber deles o futuro. Sendo assim, esses bruxos antigos buscavam nos vaticínios das estrelas um guia para a vida, comportamento e atitudes. Traçavam “mapas astrais” e monitoravam o movimento dos astros, interpretando seus sinais, predizendo por meio deles, eventos anormais, cataclismas da natureza, diziam a sorte, canalizavam divindades e segundo se cria, controlavam os poderes sobrenaturais. Da mesma forma, os magos que vieram do oriente para visitar Jesus também praticavam tais coisas PROIBIDAS pela Lei de D’us, como vimos acima. Na ver são da Bí bl ia em ing lês cha mada “ King James ”, esses br uxos vis itan tes não são mais cha mados de “ma gos ”, um te r mo que ob via mente inco moda. Os tr adu tor es pr ef erir am a expr essão “wi se men” (home ns sáb ios) sempr e que a r eferênc ia er a àque les inf ames feit iceir os, e isso por um mo tiv o ób vio : no tempo em que a ver são esta va sendo composta (séc . XVII ) viv ia- se uma ver da deir a “caça às br uxas” em toda a Eur opa e Amér icas tend o como seus

autor es tant o ca tó licos quanto pr otestan tes . Si mples mente queim ava- se viv o todo aque le que disco r dasse das idé ias “o fi cia is” r ela tiva s à r elig ião; sendo assim , não se pod ia exter minar os “b r ux os ” do pr esente tendo uma Bíb li a que pr ezasse e exaltasse os va lor es “pi edosos” daque les br ux os do passado: dessa for ma, ac hou- se por bem ocul tar o ver dade ir o sentido da pala vr a. Todavia, na mesma língua inglesa existe o termo “wizard”, que significa explicitamente “mago” ---- e, esta palavra veio diretamente da expressão “wise ard” do inglês arcaico, que significa “homem sábio”. Como vimos, mesmo assim os tradutores não conseguiram se livrar dos incômodos visitantes do deus pagão, pois a expressão que usaram (“wise men”) deu origem mais tarde à palavra “mago” (“wizard”)!! Clique aqui para ver porque D’us abomina tudo isso!!Minhas Webs\abominações_no_céu.htm É natural que a palavra “mago” encerra também o sentido de ASTRÓLOGO, pois essa era a função desses “sacerdotes” em Babilônia: consultar os

astros com a finalidade de verificar os momentos auspiciosos e não auspiciosos nas vidas das pessoas. É curioso notar que há dois mil anos, de acordo com a astrologia, entrávamos na ERA DE PEIXES, precursora da já famosa “era de aquário” em que estaríamos vivendo. A pergunta que poderíamos fazer aqui é: Por que a astrologia determina que justamente há dois mil anos o mundo entrava na Era de Peixes, coincidindo com o nascimento de Jesus? A resposta para essa questão pode ser encontrada ao examinarmos alguns títulos que os cristãos deram a Jesus bem no início da chamada Era Cristã. Um desses títulos era Jesus Cristo, filho de Deus Salvador. Nesse título, encontramos um resumo de tudo o que os cristãos alegam sobre a pessoa de seu “mestre”. Mas, como ficaria tal título na língua grega, comum na época? Vejamos:

ΙΗΣΟΥΣ ΧΡΙΣΤΟΣ ΘΕΟΥ ΥΙΟΣ ΣΟΤΗΡ
Jesus Cristo Filho de Deus Salvador Observe bem as letras maiúsculas que aparecem em azul na frase em grego; elas formam um “anagrama” místico (uma combinação de iniciais, formando outra palavra com sentido secreto). Se ajuntarmos as mesmas iniciais teremos ICQUS, (pronúncia: ichtys), que significa “PEIXE” no grego (daí
O PEIXE FOI O MAIS PRIMITIVO SÍMBOLO USADO PELO CRISTIANISMO

termos hoje em dia a Ictiologia, ciência que trata dos peixes)! Ao contrário do que se possa pensar, isso tudo não é mera coincidência! Não é a toa que aqueles bruxos e astrólogos foram visitar o infante Jesus justamente quando, de acordo com sua falsa ciência, o mundo entrava na ERA DE PEIXES! Convém também lembrar que o PEIXE foi um dos primeiros símbolos do cristianismo (talvez antes mesmo da cruz). Este símbolo (veja desenho acima) pode ser encontrado nas catacumbas de Roma e em diversos outros monumentos cristãos. E não só isso: aparece também estampado em muitas “Bíblias” cristãs que evangélicos que se dizem fundamentalistas até o cerne, carregam orgulhosamente para cima e para baixo! Não é interessante que o peixe estampado nas Bíblias cristãs esteja ligado diretamente com a astrologia e a magia? O que poderiam argumentar em contrário? Que trata-se de um símbolo “bíblico”? Onde está escrito isso? Mas, que ligação estranha é essa? Por que será que OS INIMIGOS DE MOISÉS E DE DANIEL ERAM AMIGOS DE JESUS? (Ex. 7:10-13/Dan. 3:6-12/Mat. 2:1-2) Lembre-se também que certos deuses dos filisteus tinham a forma de peixe, sendo o mais conhecido DAGON --- o próprio sentido do nome hebraico desse “deus” pagão é “peixinho”, embora possa também haver o sentido de “cereal” uma vez que esse “deus” era o protetor das colheitas (Jz. 16:23/I Sam. 5:1-4). Eis aí mais um dos muitos motivos pelo qual devemos REJEITAR O CRISTIANISMO, sua herança pagã e tudo o que ele representa. Vemos pelas Escrituras (conhecidas por “Velho Testamento”) que

jamais houve convivência (ou conivência) pacífica entre D’us e magos, feiticeiros, astrólogos ou bruxos --- ao contrário do “novo testamento”!! Que interesse teriam os inusitados visitantes de Jesus em seu nascimento? Por que trataram-no como uma “divindade”, inclusive adorando-o? Que conhecimento tinham eles das Escrituras, uma vez que não vieram por elas guiados mas sim, pelos astros? Por que a vida de Jesus foi costumeiramente cheia de eventos nos quais ele aparece violando a Lei, tal como seus “mestres” que observavam os céus? Por que há vários exemplos na vida de Jesus de práticas condenáveis, tais como comunicação com demônios, mortos, etc --- práticas essas comuns entre magos, bruxos e feiticeiros? A bem da verdade, os cristãos modernos seguem de perto tais práticas abomináveis, pois confiam nelas como “obras de Deus”, seguindo, consciente ou inconscientemente o mau exemplo daqueles ilustres charlatães! O que estaria fazendo uma trupe de impostores, cujas atividades sempre foram condenadas por D’us, junto àquele que supostamente viera para “salvar o mundo”? Salvar do que, pois pelo que acabamos de ver, ele próprio já estava irremediavelmente condenado!! (veja Is. 47:13-14)

VII. A Dúvida de João Batista: Era Jesus Realmente o Messias?
João, o batizador, era primo de Jesus, conforme deduzimos de Luc. 1:36; enquanto esse batizava no Jordão, o galileu foi ao seu encontro, e João não

perdeu tempo: passou a proclamar Jesus como “o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29, 35-36); afirmou também que Jesus seria aquele que batizaria não com água mas sim, com o “espírito santo e com fogo” (Mat. 3:11). Segundo o próprio testemunho do Batista, ele não tomara conhecimento prévio da obra do primo, mas que, por inspiração, recebeu um “sinal” da parte de Deus, através do qual, ficou sabendo que Jesus seria o Messias (João 1:33). O evangelho de Lucas declara que João era cheio do espírito santo desde o ventre da mãe (1:13-15); Jesus, por sua vez, declara que jamais houve ser humano maior do que João (Mat. 11:11). Ora, tudo isso poderia fazer com que pensássemos que João Batista estaria plenamente seguro de tudo o que falava e de tudo o que testificara de Jesus, porque, afinal de contas, o “espírito santo” não pode se enganar, mentir ou deixar alguém em dúvida sobre questões eternas, não é mesmo? E o evangelho diz que João Batista era cheio desse tal “espírito”.

ERRADO!! João Batista não tinha certeza que Jesus era realmente o Messias, e tão pouco estava ciente de sua “missão” pois quando esteve no cárcere, mandou dois de seus discípulos ir até onde Jesus

João Batista NÃO tinha certeza se Jesus era realmente o Messias.

estava e perguntar-lhe se ele era mesmo aquele que haveria de vir, ou se deveriam esperar por outro (Mat. 11:3) Atitude nada coerente para quem era “cheio do espírito” desde o ventre da mãe... É necessário lembrar que, antes de terem supostamente recebido o tal “espírito santo”, os discípulos pareciam não entender a “missão” de Jesus (João 20:19-22/Luc. 24:44-45). João Batista entretanto, apesar de ser teoricamente cheio desse espírito mesmo antes de seu nascimento, também não entendia!! Como pode ser isso?? Note também que, mesmo estando no cárcere, João já havia ouvido dos “sinais e milagres” que Jesus estaria operando por aquelas regiões, e MESMO ASSIM não deixou de enviar mensageiros até ele (Mat. 11:2-3). É inquestionável então que João não considerava “sinais e milagres” como requisitos do Messias --- se assim fosse, não teria enviado seus discípulos. Será que alguém que realizasse sinais e milagres como um mago e exorcista itinerante poderia ser considerado como o Messias pela doutrina judaica de então ? Temos certeza que não. O fato de João ter posto em dúvida a suposta identidade messiânica de Jesus e de ter enviado mensageiros até ele, reflete mesmo que inconscientemente, a verdadeira concepção judaica do Messias. Pelo que se observa da doutrina do Batista, ele esperava um Messias que agisse, que julgasse o mundo --- dandolhe recompensa e castigo e obviamente, governandoo. Jesus nada disso fez. Pelo contrário, cedia aos governantes estrangeiros, pregava uma revoltante e aviltante submissão aos caprichos de outrem, insistindo numa atitude pateticamente passiva, que

poderia irritar até mesmo Epicuro. Não bastasse isso, passava todo o tempo como um taumaturgo itinerante, com um discurso populista e demagogo, não vivendo nem parte daquilo que pregava. João não podia entender: onde estava o erro? Será que ele teria se enganado? Mas, aquela voz parecia tão real... pois é! Ouvimos aquilo que desejamos ouvir, e o entusiasmo e o fundamentalismo podem vir através da opressão como uma forma de expressão de nossos sentimentos e desejos. Ainda no cárcere, o Batista percebeu que suas declarações sobre Jesus teriam sido exageradas e que poderia estar sendo em grande parte o responsável por mais um grande engano messiânico --- esse não foi de forma alguma o primeiro e nem tão pouco o último na história de Israel. Ao receber os enviados de João, Jesus responde a pergunta que lhes fizeram com algo que o Batista já sabia estar acontecendo, i.e., sinais e milagres (Mat. 11:2-3 e 5). Jesus parece deixar claro através de uma repreensão que João estava se escandalizando dele. Termina assim de forma melancólica a estória do primo de Jesus, que, tardiamente se apercebeu do grande erro que foi ter se iludido com ele, alimentando a esperança messiânica de forma irreal nas pessoas, esperança essa que resultaria mais tarde numa catástrofe. João Batista não teria resistido; se pudesse estar vivo para testemunhar a catástrofe e a ruína de seu povo que ele mesmo ajudou a criar, teria provavelmente se suicidado. O fato do arrependimento do Batista é algo tão inegável que, como se sabe, seus seguidores estabeleceram uma religião diferente, o mandeísmo, a qual mistura elementos judaicos, cristãos e

gnósticos. Os adeptos dessa religião são os descendentes espirituais dos primeiros seguidores de João Batista, e resistem até os dias atuais, contando com um punhado de membros na região fronteiriça entre a Turquia e o Irã. Todavia, a grande maioria dos mandeus (ou, sabeus) foi assimilada por outras populações e religiões, principalmente a islâmica. A sobrevivência desse povo é, todavia, uma testemunha eficaz e viva de que a dúvida de João Batista quanto à identidade messiânica de Jesus foi real, e faz cair por terra a afirmação do “novo testamento” de que ele era “cheio do espírito santo”. O cristão que negar isso, estará negando igualmente a suposta “inspiração” do “novo testamento”, uma vez que a doutrina cristã é clara quanto ao “espírito” que se diz ter inspirado esses escritos gregos. Para os cristãos, foi o mesmo espírito que guiou João Batista em sua pregação! Não é estranho? O “espírito” que teria supostamente inspirado esses escritos não foi convincente o bastante para certificar João quanto à “identidade messiânica” de Jesus!! Estava o Batista sob inspiração do “espírito” no momento em que fez a declaração sobre Jesus ou não? Será que o chamado “espírito santo” foi quem guiou o Batista quando declarou: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” ? Será também que foi o mesmo “espírito” que fez com que ele tivesse dúvidas quanto a Jesus? Muitos afirmam que João Batista agiu assim porque estava numa situação desesperadora, sob pressão, no cárcere. Sua pergunta com relação a Jesus refletia então, segundo dizem, seu estado emocional naquele momento. Contra isso, temos a dizer que

João parecia estar sempre ciente de que sua carreira seria curta --- se é que realmente era inspirado, por certo sabia disso! Ele disse muito tempo antes de ir para a prisão: “Importa que ele cresça e eu diminua” (João 3:30). Que inspiração é essa, que primeiro confirma, e depois lança as pessoas numa dúvida cruel e profunda?
Convém dizer também que não apenas João Batista viveu uma crise de identidade que resultou em dúvidas sobre o que dizia e fazia. Jesus evitava a questão de sua suposta autoridade, e fugia do assunto repetidas vezes, pedindo que nada se falasse sobre ele, ou ainda usando de subterfúgios e enigmas em vez de falar abertamente. Ele disse: “Seja o vosso ‘sim’, sim; e o vosso ‘não’, não. Tudo o que passar disso vem do maligno” (Mat. 5:37). Todavia, ele mesmo jamais assumiu abertamente o que dizia aos discípulos, como vemos, por exemplo, a partir do texto de João 14:6, que diz: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida”; isso ele disse aos seus discípulos que eram pessoas crédulas e iletradas, propensas a acreditar nele, visto que não tinham meios para refuta-lo. Entretanto, quando o mesmo Jesus encontrava-se diante do procurador romano na Judéia, Pôncio Pilatos, um homem indubitavelmente culto e racional, ele não aproveitou a oportunidade para se declarar como “a verdade”. Jesus disse na presença de Pilatos: “Todo aquele que é da verdade, ouve a minha voz” – ao que Pilatos respondeu com uma pergunta: “Que é a verdade?” (João 18:37 b - 38 a). O filósofo Friederich Nietzsche responde: “A verdade já foi posta de cabeça para baixo quando O ADVOGADO DO NADA (Jesus) foi confundido com o representante da verdade” (“O Anticristo” – Rocket E-Books) O galileu perdeu uma ótima oportunidade de se auto-proclamar “a verdade” perante Pilatos. Por que não o fez??

VIII. Cumpriu Jesus Realmente as Profecias?
Insiste o cristianismo em afirmar que Jesus cumpriu as antigas profecias à respeito do Messias. Por ser

esta declaração tão insistentemente usada pelos cristãos vale a pena estudar se realmente Jesus “cumpriu” a palavra dos profetas. O material a seguir, foi adaptado em parte de estudos contidos nos seguintes sites da Web: • www.jewsforjudaism.com • www.outreachjudaism.com • www.mindspring.com/~bab5/BIB/12.htm O Servo Sofredor de Isaías 53 As palavras desse texto de Isaías são freqüentemente usadas para defender uma suposta identidade messiânica de Jesus. Conseguem ver ali, o Servo do S’nhor que sofre, perece e depois é vindicado, intercedendo em favor dos outros. Ignoram porém, que o tema do “Servo do S’nhor” é recorrente no livro de Isaías, isto é, podemos encontrar dentro do próprio livro outras referências sobre ele --- e Isaías com muita segurança declara quem é o Servo; nós não precisamos especular, articular ou manipular as profecias: elas respondem por si mesmas. Sendo assim, vale a pena investigar mais a fundo esta tão famosa profecia. Questões Preliminares Antes de entrarmos num exame cuidadoso do texto de Isaías 53, algumas questões preliminares devem ser consideradas. A primeira delas é a questão do “raciocínio circular”: as pessoas podem por exemplo, ter visto Jesus morrer, mas será que alguém naquela época via sua morte como expiação pelos pecados do povo? Claro que não! Esta foi simplesmente o sentido que o “novo testamento”

deu à sua morte. Dizemos isso porque muitos vêem nas declarações de Isaías 53 uma alusão ao sofrimento e morte de alguém que traria expiação de pecados. Somente se você já aceita o ensino neotestamentário que sua morte teve um “sentido espiritual” é que você pode voltar-se para o livro de Isaías e dizer: Veja! O profeta já havia predito o que eu creio hoje em dia! Isaías 53 não é então prova alguma sobre Jesus ou sua morte; é no máximo, uma “confirmação” fabricada por alguém que já escolheu o cristianismo

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful