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Testes de avaliação sumativa

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Teste de Avaliação Sumativa de Língua Portuguesa n.º 1

Escola 7.º ano de escolaridade


Nome: N.º: Turma:
Data: - - Classificação:
Professor: Encarregado de Educação:
Observações: Duração da prova: 90 minutos

Grupo I (50 pontos)

Lê atentamente os textos apresentados.

Texto A

Impressão digital
pode ser de Leonardo da Vinci
Por Alexandra Prado Coelho

Peritos convencidos de que retrato de jovem do


século XIX é da autoria do mestre do Renascimento
É um pormenor tão invisível que poderia ter passado desperce-
bido para sempre. Uma impressão digital no canto superior
5 esquerdo do quadro “Jovem em Perfil com Vestido Renascentis-
ta” parece indicar que a obra, até aqui identificada como “Escola
A jovem será Bianca Sforza? alemã, início do século XIX”, pode ser de Leonardo da Vinci, reve-
lou a publicação especializada britânica Antiques Trade Gazette.
De repente, o quadro, que em 1998 foi levado a leilão pela Christie’s em Nova Iorque, e vendido
10 por 19 mil dólares (cerca de 13 mil euros), tornou-se o centro das atenções e os peritos admitem
que o seu valor dispare para mais de cem milhões de euros se a recente atribuição for aceite pela
comunidade e mercado da arte antiga.
A descoberta foi feita por Peter Paul Biro, especialista forense de arte baseado em Montreal, que ob-
servou imagens da pintura captadas por uma câmara multiespetral da empresa Lumière Technology.
15 Este tipo de análise de enorme sofisticação, explica o Times Online, revela cada camada de cor e
permite identificar as misturas de pigmentos de cada píxel sem ser preciso retirar amostras. A técni-
ca, acrescenta o Guardian, capta frequências de luz às quais o olho humano não é sensível.
Foi assim que Biro deparou com a impressão digital, que corresponderá à ponta do dedo indi-
cador ou do médio, e que é “altamente comparável” a outra encontrada no quadro de S. Jeróni-
20 mo que se encontra no Vaticano. Este S. Jerónimo é considerado um quadro do início da carreira
de Leonardo, um período em que o pintor ainda não teria ajudantes, o que leva a crer que a
impressão digital nele gravada seja do mestre. (…)
fotocopiável

in Público (online), de 14 de outubro de 2009, consultado em 20-10-2009

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(Para)Textos • 7.° ano TESTES DE AVALIAÇÃO SUMATIVA

Texto B

Jim Davis, Garfield, O Guardião do Frigorífico, trad. de Jorge Lima, Devir, 2005

Atenta no texto A.
1. O título do texto enuncia uma certeza ou uma hipótese? Justifica a tua resposta. (5 pontos)

2. Relê o parágrafo destacado a negrito.


2.1. Identifica as questões a que dá resposta e transcreve as respostas. (5 pontos)

3. Segundo Peter Paul Biro, a datação e a autoria do quadro sofrem alterações devido
à descoberta de um novo pormenor. Refere-o. (4 pontos)

3.1. Que fator explica a subida do preço do quadro para tão elevadas quantias? (5 pontos)

4. A descoberta realizada pelo especialista forense não teria sido possível há cem anos.
4.1. Justifica a afirmação e comprova-a com transcrições textuais. (5 pontos)

5. Que raciocínio conduziu Peter Paul Biro à conclusão de que o quadro seria uma
produção do mestre da Vinci? (4 pontos)

6. Classifica o tipo de texto apresentado e refere duas características próprias deste tipo. (4 pontos)

Atenta no texto B.
1. Refere a quem se dirige o olhar de Garfield na primeira vinheta. (4 pontos)
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2. Garfield, ao proferir “Eis aqui o protótipo do cão vulgar”, anuncia que vai enumerar
fotocopiável

as características da raça canina.


2.1. Que características aponta nas vinhetas seguintes? (5 pontos)

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Caderno do Professor (Para)Textos • 7.° ano

2.2. O que pretende Garfield demonstrar com a sua atitude nas duas últimas vinhetas? (5 pontos)

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3. O texto B é uma prancha de banda desenhada.
3.1. Indica duas características deste tipo de texto. (4 pontos)

Grupo II (20 pontos)

1. As expressões que se seguem foram retiradas do texto A. Tendo em conta o


contexto, explica o seu sentido por palavras tuas: (2 × 2 pontos)

a) “baseado em Montreal” (l. 13);


b) “misturas de pigmentos” (l. 16).

2. Atenta na frase retirada do texto: “deparou com a impressão digital” (l. 18).
2.1. Indica a classe de palavras a que pertencem os vocábulos da frase transcrita. (2 pontos)

3. Transcreve os dois nomes presentes na primeira vinheta do texto B. (2 pontos)

3.1. Indica a subclasse a que pertencem. (3 pontos)

3.2. Coloca o segundo nome no grau aumentativo. (1 ponto)

4. Atenta na frase da segunda vinheta: “Está dotado de um olhar ausente...”.


4.1. Classifica o adjetivo sublinhado quanto ao grau. (2 pontos)

4.1.1. Reformula a frase de forma a que o adjetivo surja no grau: (3 × 2 pontos)

a) comparativo de igualdade;
b) superlativo relativo de superioridade;
c) superlativo absoluto analítico.

Grupo III (30 pontos)

Escolhe apenas UM dos seguintes temas propostos.

Tema A
A descoberta de uma obra de arte suscita, muitas vezes, opiniões contrárias relativamente à
sua autoria e autenticidade. Imagina que és um conhecedor de arte e que não concordas com o
especialista Peter Paul Biro, isto é, defendes que o quadro referido não é da autoria de Leonardo
da Vinci.
Redige uma carta formal ao diretor da revista Antiques Trade Gazette, na qual apresentes as
tuas credenciais e exponhas o teu ponto de vista bem fundamentado. Deves:
– respeitar a estrutura de uma carta formal;
– utilizar linguagem adequada;
– selecionar as fórmulas de tratamento adequadas.

Tema B
Coloca-te no papel de Odie, o cão de Garfield, e imagina o que terias a dizer sobre ele.
fotocopiável

Num texto narrativo com introdução, desenvolvimento e conclusão, ilustra a opinião de Odie
através da narração de pequenas peripécias.

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Soluções dos testes de avaliação sumativa

Teste de avaliação sumativa n.º 1 Tema A


Resposta possível:
Grupo I Ex.mo Senhor Diretor da Antiques Trade Gazette,
Texto A: O meu nome é Artur Torcato de Almeida e sou Especialista
Forense de Artes Plásticas.
1. O título enuncia uma hipótese, pois a forma verbal
Desde 1998 que trabalho no Museu Nacional de Arte
aponta para uma possibilidade (“pode ser”).
Escondida e Desconhecida como Analista Superior de Impres-
2.1. Responde às perguntas quem? (“Peritos”) e o quê? sões Digitais e o meu trabalho tem recebido vários prémios.
(estão “convencidos de que retrato de jovem do século XIX é Tomei a liberdade de escrever esta carta a Vossa Excelên-
da autoria do mestre do Renascimento”). cia, pois tive conhecimento da descoberta de uma impressão
3. O pormenor é a impressão digital no canto superior digital que, alegadamente, pertence ao mestre Leonardo Da
esquerdo do quadro. Vinci, num quadro que se considerava ter sido pintado no
3.1. Confirmando-se a autoria de Leonardo da Vinci, esse século XIX.
quadro multiplicaria o seu valor de mercado devido à fama e Tendo todo o respeito pelo trabalho do Dr. Peter Paul Biro,
genialidade que rodeiam o nome do autor italiano. gostaria de manifestar o meu desacordo em relação à con-
clusão a que ele chegou. Há cerca de cinco anos desenvolvi
4.1. Tal descoberta não teria sido possível há cem anos
um equipamento revolucionário que utilizo no trabalho de
atrás, pois a tecnologia que a possibilitou (“Este tipo de aná-
avaliação dos quadros – um macroidentificador digital com
lise de enorme sofisticação”) não tinha sido inventada.
regressão temporal. Este superaparelho permite identificar
5. Peter Paul Biro comparou a impressão digital encontrada todas as impressões digitais deixadas nos quadros e conse-
no quadro em questão com outra impressão digital de um gue indicar com certeza a que século pertence. É um equipa-
quadro de S. Jerónimo datado do início da carreira de Leo- mento que nunca errou.
nardo da Vinci (uma altura em que ele ainda não teria aju- Foi exatamente com este aparelho que analisei a impres-
dantes) e achou-as semelhantes; por isso, considerou-a uma são digital encontrada no quadro de S. Jerónimo e concluí
impressão digital do próprio mestre. que não pertence a Leonardo Da Vinci. Assim sendo, a
6. Este texto é uma notícia, pois revela atualidade, objetivi- impressão digital encontrada no quadro “Jovem em Perfil
dade, imparcialidade… com Vestido Renascentista” também não deverá pertencer
Texto B: ao Mestre.
Tenho todo o gosto em mostrar como funciona este equi-
1. O olhar de Garfield dirige-se ao leitor. pamento revolucionário para comprovar a minha tese e
2.1. Garfield diz que o cão é dotado de um olhar ausente, aguardo uma resposta da parte de Vossa Excelência.
de uma língua enorme, babosa e repugnante e de um sortido Agradeço a atenção dispensada e despeço-me respeitosa-
completo de pulgas. mente.
2.2. Garfield quer demonstrar que a raça canina é despro- Artur Torcato de Almeida
vida de inteligência, pois, para além de o cão não entender
as suas insinuações, precipita-se no encalço da bola atirada Tema B
sem reparar no desnível do terreno. Resposta possível:
3.1. Algumas características da banda desenhada são a lin- O meu nome é Odie e conheço o Garfield há mais de cinco
guagem mista (verbal e icónica), a utilização de vinhetas, anos. Eu já morava cá em casa quando os meus donos deci-
balões de pensamento, signos cinéticos… diram adotar um gato. No início, achei que seria boa ideia,
pois iria ter um companheiro com quem partilhar as aventu-
Grupo II ras que vivia naquela casa. Mas a verdade foi bem diferente.
1. a) Com local de trabalho em Montreal. b) Combinações Garfield era um gato ainda bebé quando os meus donos o
de substâncias corantes. trouxeram. Era muito amoroso e fofo. O pelo dele era muito
amarelo e macio e ele parecia um novelo de lã. Nos primei-
2.1. “deparou”: verbo; “com”: preposição; “a”: determi-
ros dias tinha tanto medo, que dormia comigo na minha
nante artigo definido; “impressão”: nome; “digital”: adjetivo.
cama, com a cabeça encostada à minha barriga. Pensava
3. “protótipo” e “cão”. que eu era o pai dele! Eu gostava muito dele e achava
3.1. São nomes comuns contáveis. mesmo que ele seria o cachorrinho que nunca tive.
3.2. O aumentativo é “canzarrão”. Com o passar do tempo, Garfield foi crescendo e, com
muita pena minha, tornou-se num gato arrogante e mal-
4.1. O adjetivo encontra-se no grau normal.
vado. Ele acha que é muito inteligente e está sempre a ten-
4.1.1. a) Está dotado de um olhar tão ausente como o teu. tar mostrar que eu sou muito estúpido. No início, isso abor-
b) Está dotado do olhar mais ausente possível. c) Está recia-me bastante e eu tentava mostrar-lhe que estava
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dotado de um olhar muito ausente. errado. Uma vez, apostou comigo que eu não conseguia
fazer as palavras cruzadas em cinco minutos e outra que eu
Grupo III não era capaz de o vencer no xadrez... De todas as vezes que
Consultar a grelha de avaliação da escrita, na página 39. fui desafiado, venci. Mas ele nunca ficava contente. Além

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Caderno do Professor (Para)Textos • 7.° ano

disso, os nossos donos ficavam com pena dele e davam-lhe A. F.: Sim, senhor.
mais atenção e mimos. J.: Diga-me, então: como é que foi escolhido?
A partir de certa altura, desisti. Percebi que não valia a A. F.: Ora bem... Todos os anos a comissão de festas apre-

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pena lutar contra ele: Garfield continuava a achar que eu era senta o nome de cinco homens que considera importantes
burro, mesmo quando o vencia. Então passei a fazer exata- para a vila. Depois, é o povo que escolhe aquele de quem
mente o contrário – agora, faço questão de mostrar que sou mais gosta.
muito, muito estúpido. Assim, aquele comedor de lasanha J.: Muito bem. Em que consiste a preparação de uma festa
preguiçoso não me aborrece tanto como dantes. Como os deste género?
meus donos acham que eu sou mais fraco, ficam furiosos A. F.: Isto é uma coisa que dá muito trabalho, sabe? Pri-
quando ele me trata mal. E, como recompensa, dão-me mais meiro, é preciso falar com o tesoureiro da comissão para se
mimos, mais guloseimas e mais atenção. Digam lá, quem é o saber quanto dinheiro é que se pode gastar. Depois, é pre-
burro? ciso contratar o fogueteiro e a banda de música. Também
falamos com as pessoas para saber quem quer participar na
procissão e quem quer dar dinheiro para comprar flores para
Teste de avaliação sumativa n.º 2 os andores. Tudo isto tem de ser feito com muitos meses de
antecedência.
Grupo I
J.: E é fácil levar as pessoas a participarem nas festas?
1. O fogueteiro fez-se anunciar largando um foguete. A. F.: Sim, nunca temos problemas.
2. As pessoas da vila sentiram expectativa, entusiasmo e J.: Sr. Fagote, é verdade que o que deu mais trabalho foi a
euforia: “− O fogueteiro! Chegou o fogueteiro!” (l. 4); “Por contratação do fogueteiro?
toda a vila passou um longo frémito de entusiasmo” (l. 5); “O A. F.: Nem me fale nisso. É um fogueteiro muito bom e o
rapazio levantou-se em algazarra, e correu ao encontro do juiz da festa da vila vizinha ofereceu-lhe muito dinheiro. Tive
fogueteiro, a admirá-lo, a oferecer-se.” (ll. 6-7). de abrir os cordões à bolsa para o conseguir. Mas vai valer a
3.1. O juiz da festa estava feliz porque o fogueteiro que ele pena, vai ver.
contratara para a festa tinha finalmente chegado. J.: Para terminar, diga-me, Sr. Fagote, o que é que o
senhor espera da festa deste ano?
3.2. “atravessou quase a correr a vila” (l.12); “punha-se a
A. F.: Vai ser uma festança. Não é para me gabar, mas o
girar de volta com o braço” (ll. 16-17).
fogueteiro e a banda vão deixar todos de boca aberta. Acho
3.3. O juiz da festa disse uma mentira inofensiva, para con- que vai ser a melhor festa dos últimos anos.
ferir ainda mais importância à vinda do fogueteiro e, talvez, J.: Espero que corra tudo bem.
para sublinhar o seu papel. A. F.: Obrigado.
4.1. O abade não deu grande importância ao facto, como J.: Até uma próxima oportunidade.
António Fagote estaria à espera, e riu-se, dizendo a este que
cumprimentasse o fogueteiro em seu nome. Tema B
5. O juiz da festa acolheu o fogueteiro com fraternidade e Resposta possível:
entusiasmo. No domingo da festa da Senhora das Dores, a vila acordou
6. O narrador confidencia-nos que o juiz António Fagote soalheira e em regozijo. O sol entrava pelas janelas semia-
chorou. bertas e os pássaros voavam de flor em flor, parecendo que
também eles sentiam o frenesim que iria marcar aquele dia.
6.1. O narrador é presente/participante e subjetivo (cf. ll. 50-51). Lentamente, a população da vila abria os seus braços e as
suas casas àquele dia tão esperado. As janelas escancaradas
Grupo II
exibiam as mais belas colchas e mantas das famílias do
1. a) rebentou; b) alegres. lugar, um sinal de alegria, de respeito e também de abun-
2. A vila foi atravessada pelo juiz da festa. dância que todos queriam partilhar. Lá dentro, todos se pre-
3. a) “todos” – quantificador universal; b) “duas” – quanti- paravam para a festa tão aguardada durante o ano todo: os
ficador numeral. homens vestiam os seus melhores fatos e preparavam-se
para servir de forma honrada a padroeira da festa ao carre-
4. “O Fagote” – grupo nominal; “cuidou morrer de con-
gar o seu andor durante a procissão, as mulheres colocavam
tente” – grupo verbal; “de contente” – grupo preposicional.
o seu vestido mais elegante e preparavam o seu véu para
5. 1. c); 2. a); 3. d), 4. b). darem graças à santa antes da procissão, as crianças corriam
pela casa ansiosas por se lambuzarem com o algodão doce e
Grupo III rapazes e raparigas desejavam, secretamente, arranjar
Consultar a grelha de avaliação da escrita, na página 35. namoro naquele dia.
Tema A Ao final da manhã, os sinos chamaram os habitantes da
Resposta possível: vila para o adro da capela. A procissão foi majestosa e toda
Jornalista: Boa tarde, Sr. António Fagote, e muito obri- a população se emocionou com os andores ricamente enfei-
gado por conceder esta entrevista ao Jornal Regional. tados e com as crianças com as suas vestes de anjos. O povo
António Fagote: Ora essa, eu é que agradeço. da vila soube que ela tinha terminado, quando o fogueteiro
J.: O senhor é o juiz da festa em honra da Senhora das lançou nos céus uma girândola que deixou todos espanta-
Dores este ano, não é? dos. Depois de terminada, todos regressaram às suas casas

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