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Não são apenas as crianças que podem se divertir com as histórias clássicas da literatura

infantil. O Sempre Família preparou uma lista com nove obras que vão fazer seus filhos e você
se divertirem. Tem mais alguma para indicar? Envie para a gente!

Alice no País das Maravilhas – Lewis Carroll

Publicada pela primeira vez em 1865, a história das aventuras de Alice já renderam diversas
adaptações para o cinema e o teatro. Quase todo mundo conhece o enredo básico do conto: a
menina Alice cai numa toca de coelho e acaba num mundo povoado por estranhos e absurdos
personagens. Mas que tal experimentar a narrativa original e descobrir o país das maravilhas
pelas páginas de Lewis Carrol?

esse clássico acompanha as peripécias do personagem título e seus amigos. Mas não pense que a data deixa a história ultrapassada.As Aventuras de Tom Sawyer – Mark Twain Escrito pelo norte-americano Mark Twain (1835-1910). As confusões dos personagens continuam bastante divertidas. em pleno século 19. Contos de Grimm – Wilhelm e Jacob Grimm . todos moradores de uma pequena cidade nas margens do Rio Mississippi.

. os irmãos também colheram contos da tradição oral.Com certeza você e seus filhos já conhece algumas das histórias maravilhosas compiladas pelos irmãos alemães. os dois tinham acesso a manuscritos de todo o tipo e começaram a compilar e depurar os textos. Contos de Perrault – Charles Perrault O francês Perrault pode ser considerado com um dos criadores do gênero que hoje de entende como “contos de fadas”. Entre os seus contos mais conhecidos estão Chapeuzinho Vermelho. como Rapunzel. João e Maria ou João e o Pé de Feijão. Além das fontes impressas. Trabalhando em uma biblioteca. entrevistando parentes e conhecidos em busca das histórias que hoje embalam nossas fantasias. e por isso é chamado de pai da literatura infantil. Nascido em 1628. A Bela Adormecida e o Gato de Botas. ele deu tratamento literário às histórias folclóricas e da tradição oral. Muitos dos contos de Perrault acabaram sendo usados pelos irmãos Grimm em suas publicações. adaptando-os para o seu público-alvo.

Histórias Maravilhosas de Andersen – Hans Christian Andersen . As historietas são sempre breves e terminam com um pequeno ensinamento moral.Fábulas – Monteiro Lobato O brasileiro Monteiro Lobato apresenta uma série de fábulas. Pode render bons momentos em família e fazer os pequenos refletirem. muitas das quais de autoria de fabulistas famosos como Esopo e La Fontaine.

E não se iluda pensando que é só mais uma história para crianças. . O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint-Exupéry Um piloto perdido no Saara é acordado por um menino de cabelos dourados que lhe pede para desenhar um carneiro. Sim. esse é o começo de um livro que já encantou milhões de pessoas e continua a encantar. Cada um dos contos merece uma leitura atenta e rende muita reflexão para as crianças e seus pais.Coletânea com nove contos do dinamarquês que criou histórias universais como “O Patinho Feio”. A história foi traduzida para mais de 200 línguas e é reconhecida como um clássico da literatura. “A pequena vendedora de fósforos” e “Polegarzinha”. Os adultos também têm muito aprender com a leitura.

Um coisa que poucos sabem é que o autor.Peter Pan – James Barrie O personagem aparece pela primeira vez em 1902. A história de Peter Pan acabou publicada em livro solo em 1906 e em 1911 uma nova versão – ampliada e chamada de Peter Pan e Wendy – foi publicada. encenada a partir de 1904. doou todos os direitos autorais de Peter Pan para o Great Ormond Street Hospital. . num livro chamado O Pequeno Pássaro Branco. um hospital londrino para crianças. Esse livro foi adaptado para uma peça de teatro. James Barrie.

Ruth Rocha. São para sempre. É um bom livro para ler com os pequenos e depois conversar com eles sobre as atitudes e pensamentos dos personagens. Andersen não morrem jamais. Irmãos Grimm. Ana Maria Machado. Muitos livros. é um clássico universal e atemporal. mesmo de qualidade mediana. mais.Reinações de Narizinho – Monteiro Lobato Publicado em 1931. H. *** 28 livros que são diamantes para o cérebro de crianças e adolescentes 13/12/2014 09h54 Por Euler de França Belém Edição 2058 Bons livros para crianças e adolescentes — a chamada literatura infanto-juvenil — são eternos e. As obras de Monteiro Lobato. local das aventuras da personagem-título. “Meninos da Rua Paulo”. Lygia Bojunga. o livro apresenta aos leitores o mundo do Sítio do Pica-pau Amarelo. se tornaram clássicos. de Ferenc Mólnar. para ficar num exemplo. Impossível não se encantar com esse clássico nacional e seus personagens queridos e ao mesmo tempo polêmicos. C. . podem ser lidos por adultos com igual prazer. Alexandre Dumas.

precisa e acessível (Martins Fontes. criador de Asterix. Para os interessados pela língua francesa. de Sempé-Goscinny Com ilustrações de Jean-Jacques Sempé. A biblioteca. que viveu em Buenos Aires durante a infância e parte da juventude. de Slade Morrison e Toni Morrison Nobel de Literatura. ilustração de Shadra Strickland) “O Pequeno Nicolau”. narra em primeira pessoa as aventuras do menino Nicolau. o livrinho aparentemente despretensioso escrito pelo francês René Goscinny. da cultura. do prazer e não da obrigação de ler. (Globinho. de Júlio Verne . o livro nada tem de chato. Louise sai de casa em busca de um refúgio quase secreto: a biblioteca. a americana Toni Morrison é uma escritora notável. Louise?”. do aprendizado. Louise?” é uma celebração da leitura. Sobretudo. 32 páginas. O livrinho “O Que Me Diz. Ah. Mesmo num dia chuvoso. Contando suas experiências na escola. “20 mil léguas submarinas”. espécie de porta aberta para todas as coisas do mundo.“O que me diz. 136 páginas). vale a pena ler o livro no original. em casa com os pais e com os amigos. transforma os seres humanos e. tradução de José Rubens Siqueira. com seus vários livros. daí. Nicolau diverte e ao mesmo tempo apresenta uma narrativa de como uma criança percebe o mundo ao seu redor. o mundo. A prosa da obra é fluente.

e pela Companhia das Letras/Penguin. (Zahar. de Frances Rodgson Burnett. foram anunciadas em seus livros. Juntos. até a chegada de uma menina esperta que injeta vida em seu ser e o retira do quarto. do mundo. Júlio (Jules) Verne é uma espécie de Nostradamus da literatura e. cummings . descobrem um jardim secreto e uma história. mesmo. A edição contém o texto integral e 30 ilustrações originais. da ciência. da Publifolha) “4 Contos”. de Frances Rodgson Burnett O romance “O Jardim Secreto”. (Há duas traduções de qualidade pela Editora 34. mais morto do que vivo. o professor Aronnax e Ned Land vivem a bordo do submarino Náutilus. Um dos criadores da ficção científica. não pode mas é devassada. por assim dizer. de Sônia Moreira. que. a sua e a dos leitores. sobretudo é uma celebração da amizade entre dois seres e a descoberta. é sobre o encontro entre uma menina e um menino. Sem o didatismo de alguns autores. de e. 472 páginas. Há uma bela edição. pois morreu em 1905. de Marcos Maffei. como o belo jardim. Invenções às quais não teve acesso. Prisioneiro do capitão Nemo. privilegiando a imaginação. Verne mostra a riqueza do mundo marinho. tradução de André Telles) “O Jardim Secreto”. e. em pop art. O garoto vive numa cama.

segundo a editora. Lúdico e inteligente. ao incorporar vozes diversas. Não estranhe: é assim mesmo — e. “Um convite para nos colocarmos no lugar do outro. o Nobel da literatura infanto-juvenil. meio solitária. (Zahar. O livro convida o leitor para pensar sobre a diversidade do mundo. que se declara apaixonada por um passarinho. cummings. Um passeio. tradução de Clarice Duque-Estrada) “Huckleberry Finn”. amor. 48 páginas. o bardo mostra que tem a imaginação adequada. (Cosac Naify. Quem aprecia Tolkien não se espantará com o elfo criado pelo vate americano. sobre a interpretação dos fatos. feito num parque. traduzido no Brasil por Augusto de Campos. a amizade e as coisas estranhas em meio ao familiar”. e. Resulta que um passeio pode ser muitos passeios. É como o poeta assinava seus livros. com minúsculas. é relatado por quatro vozes diferentes. com suas nuances. Todos conhecem cummings como um poeta extraordinário. Eu e Você. Atente-se para as ilustrações. de Anthony Browne Anthony Browne ganhou o prêmio Hans Christian Andersen. ilustrações de Eloar Guazzelli) “Vozes no Parque”. Há duas meninas. 32 páginas. tradução de Cláudio Alves Marcondes. No seu único livro para crianças. Os contos versam sobre nascimento. de Mark Twain . para ampliarmos nosso horizonte e para pensarmos sobre algumas questões como o isolamento. Imagine um elefante que tem carinho por uma borboleta e uma casa.

seu aliado. com uma pitada a mais de humor. A leitura em inglês talvez seja mais proveitosa) “As aventuras de Robin Hood”. tradução de Jorge Bastos) “Os Meninos da Rua Paulo”. As histórias estabelecidas por Alexandre Dumas são as mais bem cuidadas e são ambientadas nos séculos 12 e 13. preciso e enxuto. e o frei Tuck. O menino amadurece durante suas peripécias. às vezes. Robin Hood e seus aliados. Fica-se com a impressão. O criminoso que rouba dos ricos para doar aos pobres é admirador do rei Ricardo e batalha para que volte ao trono. Pense em Mark Twain como o Monteiro Lobato dos Estados Unidos. de Ferenc Molnár . É o mais importante livro da literatura juvenil (ou infanto-juvenil) dos Estados Unidos. Há outra edição. Nas matas de Sherwood e Barnsdale. paixão de Robin Hood. inteligente e até malandrinho. (L&PM. Suas histórias divertidas sempre levam o leitor a sorrir. tradução de Rosaura Eichenberg. lutam contra o xerife de Nottingham e os soldados do rei usurpador. O menino Huck Finn é esperto. sob o reinado de Ricardo Coração de Leão. como João Pequeno. Há também a bela Lady Marian. 320 páginas. É quase um romance de formação. de Alexandre Dumas Robin Hood é um clássico da literatura universal (poucas pessoas não sabem quem é). de que Huck Finn é um menino-adulto ou um adulto-menino. (Zahar. inclusive adaptado para o cinema. 472 páginas.

num mundo feito de racionalismo consumista e sempre apressado. mas a história. é bonita. Brigas de meninos. é o exímio tradutor desta obra-prima. 96 páginas) . Nas mãos de Ferenc Molnár resultaram num romance delicioso. integral. O romance de capa e espada se tornou universal. Paulo Rónai. (Agir. Porthos. poderiam render uma reportagem de jornal. encanta os espectadores. húngaro que veio para o Brasil fugindo do nazismo. Vale ler a tradução. na pena do maior poeta brasileiro vivo. sobretudo no Brasil. mais madura e precisa. O livro. Os quatro heróis permanecem encantando os leitores. de Alexandre Dumas Uma das graças do livro do escritor francês Alexandre Dumas é saber que os três mosqueteiros são. escrito com graça e grande compreensão do universo dos garotos. nas ruas de Budapeste. Crianças e adolescentes (se não tiverem absorvido a ranzinzice dos adultos) podem lê-lo com proveito. Não só. de Ferreira Gullar. (Cosac Naify. tradução de André Telles e Rodrigo Lacerda) “O Pequeno Príncipe”. A editora disponibiliza duas edições — uma mais barata e outra mais sofisticada. contém mais de 100 ilustrações originais. com suas frases (dizem que moralistas). ficou mais adulto. A versão brasileira. quatro — Athos. 70 páginas) “Os três mosqueteiros”. no século 19. 688 páginas. na verdade. Ele escreveu o prefácio e o poeta e tradutor Nelson Ascher é autor do posfácio e das notas. A história. Aramis e D’Artagnan. O húngaro Ferenc Molnár escreveu um dos mais belos livros juvenis (que todo adulto lê com prazer). levada ao cinema. As mensagens podem soar piegas. (Zahar. Saint-Exupéry Há um preconceito intelectual contra este belo livro.

(Globo Livros. não é romance para crianças e adolescentes. de Monteiro Lobato O Brasil está cada vez mais urbano. (Globinho. o menino é forçado a lidar com as obrigações. com um garoto que inventa coisas para se divertir. Com uma linguagem sensível e poética. necessidades e dilemas que vêm junto com o animalzinho quando ele é domesticado. De fato. “Além de todo encantamento e alegria de ter um bichinho. tirar uma criança das teclas de computadores e smartphones não é fácil. Hoje. “Grande Sertão: Veredas”/graphic novel. 72 páginas) “O Menino e o Tuim”. mais interessante do que nunca. O belo “Caçadas de Pedrinho”. de Rachel de Queiroz . de Guimarães Rosa “Grande Sertão: Veredas. adolescentes e mesmo adultos sabem cada vez menos sobre assuntos que tenham a ver com o campo. Rubem Braga capta toda a emoção de uma amizade pura e sincera e outras experiências transformadoras da infância”. Porém. não é. de Rodrigo Rosa. dirão. O livro mostra a relação de uma criança com um passarinho. até. O roteiro é de Eloar Guazzelli e a arte. (Galerinha Record.“Grande Sertão: Veredas”/graphic novel. pode ser lido por jovens atentos. até. Monteiro Lobato. portanto. facilitado. O único problema é o preço: 199. às vezes pecando por certo didatismo. O livro de Guimarães Rosa é uma das obras realmente imperdíveis da literatura brasileira. de Rubem Braga O cronista Rubem Braga prova que sabe escrever para crianças com a história “O Menino e o Tuim”. com espaço cada vez menor para a área rural. de Monteiro Lobato. provavelmente ainda consegue encantar as crianças e.90 reais) “Caçadas de Pedrinho”. com sua rica imaginação. Crianças. os adolescentes. de tão bem adaptado e. sintetiza a editora. 180 páginas. Porque põe seus leitores em contato com a natureza. 24 páginas) “Andira”. se torna.

(Salamandra. Ela escreve com uma clareza impressionante e não subestima seus leitores. na ausência dos parentes. eternas. Como muitas andorinhas. e como não sabe voar. deixam-na para trás. Em “Marcelo. Andira é uma andorinha-criança. muito. O escritor era um homem sisudo. São garotos espertos e ativos. 64 páginas. A história de Emília. é criada por morcegos. Pequena. de Ruth Rocha Ruth Rocha conhece como poucos o que se passa pela cabeça das crianças e adolescentes. Nas livrarias podem ser encontradas as belas e precisas adaptações que Ruth Rocha fez para a “Ilíada” e a “Odisseia”. se lerem as adaptações. Marmelo e Martelo”. não menosprezava a capacidade de entendimento de crianças e adolescentes. Andira é uma criança? Não. as demais andorinhas. um filhote. de Monteiro Lobato Talvez seja possível dizer que Monteiro Lobato inventou a literatura infantil e infanto-juvenil no Brasil. Andira nasceu numa igreja e. ilustrações de Cláudio Martins) “Marcelo. ilustrações de Mariana Massarani) “A História de Emília”. é uma de suas principais criações Mexe com a percepção criadora das . Estes se tornam seus mestres. a escritora explora a vida de meninos que moram na cidade. (José Olympio. uma boneca falante. mas tinha uma capacidade de imaginação imensa e. diria Carlos Drummond de Andrade. quer dizer. Crianças ganham. Marmelo e Martelo”. Suas histórias não perdem vitalidade e permanecem modernas. que se preparam para migrar no inverno. e “Tom Sawyer”. ou. Marcelo é um criador de palavras novas. principalmente. 64 páginas. de Mark Twain. de Homero”. Por isso seus livros são tão lidos e adorados.

A garota. ao contrário. no caso. Menos seco que a prosa tradicional de Graciliano Ramos. 48 páginas) . de Ferreira Gullar Ao criar colagens. Mas uma coisa é certa: José Mauro de Vasconcelos sabe comover crianças. anota a editora. 192 páginas) “O estribo de prata”. um misto de caçador e vaqueiro. É tão moleca. de Graciliano Ramos “Vidas Secas” é. um de cada cor. até primário. esperta e divertida quanto qualquer criança. um romance adulto. “cria um rinoceronte. com sua irreverência. Toda a história é contada por Gullar através de poemas leves e divertidos. (Melhoramentos. 24 páginas. “O Estribo de Prata” é. era muita alegria inventar todo aquele novo e fantástico universo. de José Mauro de Vasconcelos O romance “Meu Pé de Laranja Lima” não deixa de ser piegas e. agrada tanto meninas quanto meninos. o poeta Ferreira Gullar decidiu escrever “A Menina Cláudia e o Rinoceronte”. A exploração do sentimentalismo ganharia se incluísse. um pouco mais de emoção. (Globinho. (José Olympio. Trata-se de um causo contado por Alexandre. Simples. 32 páginas) “Meu Pé de Laranja Lima”. por assim dizer. Mas a história de Fabiano e da cachorra Baleia pode ser lida com proveito por jovens perceptivos. O curioso é que a personagem. uma verdadeira obra de arte visual com texto sensível e envolvente”. (Galerinha Record. um livro mesmo para garotos. o humor. em alguns momentos. o riso (o mundo infantil raramente é tão lamentoso). de modo mais incisivo. Ela toma gosto e logo faz vários outros. Um livro lindo.crianças. significa uns 20%. ilustrações de Simone Matias) “A Menina Cláudia e o Rinoceronte”. brincando com papel picado. pelo menos as do meu tempo de menino (entre as décadas de 1960 e 1970). Há. direto e muito bem escrito. claro. Até que sua própria criação a surpreende obrigando a menina a embarcar numa incrível jornada e tanto pelos recortes de papel. A história do menino e do Portuga tem um quê de Mark Twain? Um quê.

134 páginas) “Histórias da Velha Totônia”. A linguagem coloquial. Acima de tudo. “História Meio ao Contrário?” e “Bisa Bia Bisa Bel”. a de ser garoto e a de se tornar escritora”.“Raul da Ferrugem Azul”. uma menina esconde na sua bolsa “três grandes vontades”: “a de crescer. no qual vive com a família. A escritora conta a história com graça e sempre levando em consideração que o leitor é inteligente e perspicaz. conclui que tem ferrugem azul. oralizada. Ana Maria Machado é autora de livros de alta qualidade. 64 páginas. é uma grande escritora. intercambiando o mundo real. e seu próprio mundo. criança tem vontade ou sua vontade é a dos adultos? A garota relata como é seu cotidiano. divertido e delicioso. (Casa Lygia Bojunga. “Menino de Engenho”. às vezes subestimado. torna o livro extremamente acessível. como “Raul da Ferrugem Azul”. ilustrações de Rosana Faria) “A Bolsa Amarela”. 120 páginas) “17 É Tov!”. Raul aparece com manchas azuis em todo o corpo. Afinal. “Quisera que todos eles (os meninos) me ouvissem com a ansiedade e o prazer com que eu escutava a velha Totônia do meu engenho”. de Ana Maria Machado Ganhadora do Prêmio Hans Christian Andersen. no terreno da imaginação. de José Lins do Rego José Lins do Rego tem livros magníficos sobre a infância. usando xampu. de Tatiana Belinky . O escritor paraibano escreve muito bem sobre meninos. disse o autor paraibano. é um belíssimo romance. álcool e detergente. Em conflito com a família e consigo mesma. de Lygia Bojunga Lygia Bojunga é uma escritora de livros infanto-juvenis? Consagrou-se assim. (Salamandra. (José Olympio. Depois de se lavar.

“Luz em Agosto”. O menino Maurice convida a garota Dulcie para saírem em busca da Árvore dos Desejos. “Absalão. de James Joyce O autor de “Ulysses”. tradução de Leonardo Fróes. o faz muito bem. Que o leitor não se assuste: a história é simples. (Cosac Naify. Traduziu para o português Gógol e Tchekhov. a autora narra casos que marcaram sua vida e sua experiência em um novo país”. “Os Gatos de Copenhague”. ilustrações de Eloar Guazzelli) “Os Gatos de Copenhague”. Tatiana Belinky nasceu na Rússia e veio cedo para o Brasil. uma carta para seu neto Stephen Joyce. ilustrações de Maria Eugênia) “A Árvore dos Desejos”. de Júlio Cortázar . O autor de “Ulysses” envia. ao lado de outras crianças. ao contrário dos chamados livrões. “Em ‘17 É Tov!’ ela descreve os primeiros 17 anos em São Paulo. O Nobel de Literatura manipula bem o entrelaçamento entre o real e o fantástico. por meio de crônicas divertidas e bem-humoradas. James Joyce. melhor. escritas com leveza. escrevendo para crianças? Sim e. 24 páginas. de William Faulkner O escritor americano William Faulkner é mais conhecido por seus romances mais complexos. da Dinamarca. 56 páginas. Absalão” e “Enquanto Agonizo”. Eles vão para a floresta. 88 páginas. Suas memórias. (Cia das Letrinhas. Desde a chegada no bairro paulistano de Higienópolis até o casamento de seu irmão com uma prima. “A Árvore dos Desejos”. como “O Som e a Fúria”. sempre com mestria. ilustrações de Michaella Pivetti) “Discurso do urso”. (Iluminuras. Ao mesmo tempo. com qualificada tradução de Dirce Waltrick do Amarante. é escrito numa prosa mais simples e acessível. são divertidas e atentas. escreveu belos livros no campo infanto- juvenil — com a percepção de que a criança e o adolescente são inteligentes e dispensam didatismos excessivos. sem as firulas experimentais dos outros textos do escritor irlandês. na qual conta a história de que não há gatos em Copenhague. é divertido.

volta à natureza. (Galerinha Record. como pouco dado a firulas experimentais. aos poucos. O escritor argentino Julio Cortázar é mais conhecido por “O Jogo da Amarelinha”. de Jack London Jack London é um escritor brilhante. O conto poético “O Discurso do Urso”. Um lobo do Yukon. ao mesmo tempo. Pode ser lida. readquire. Neste vai e vem ele ouve conversa e explora” o “cotidiano” das pessoas — “e suas qualidade e imperfeições — com curiosidade. “Caninos Brancos” é um de seus mais belos romances. mas nada substitui a leveza contagiante do texto do escritor americano (há pelo menos duas traduções de qualidade. romance para adultos. em larga medida. densa e. simples. e Rosaura Eichenberg fez a da L&PM. vistos através dos olhos de um ursinho que vive passeando pelos canos dos prédios. por crianças. A história foi adaptada para o cinema. pela formação e ampliação do número de leitores. com igual prazer. 28 páginas. O autor de “O Chamado Selvagem” é responsável. ressalta a editora. aprisionado. tradução de Léo Cunha) “Caninos Brancos”. Sônia Moreira é responsável pela da Companha das Letras/Penguin. Sua prosa é de qualidade. é utilizado como puxador de trenó e como cão de rinha. com 296 páginas. às vezes é sugerido como do segundo time. sua “dignidade” e. seu primeiro texto infantil. As relações homem-natureza são mostradas com rara felicidade por Jack London. deslumbre e audácia”. por assim dizer. porém. com 232 páginas) Uma lista para adultos . Resgatado por um homem “não-selvagem”. versa “sobre a vida e os seres humanos. adolescentes e adultos.