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UFCG / CCT / DEPARTAMENTO DE FÍSICA

Campina Grande-PB, 17 de Novembro de 2004

Disciplina: Física Experimental II Turma: 02

☺ RELATÓRIO DA 16° EXPERIÊNCIA – 3° ESTÁGIO

CAMPO MAGNÉTICO DE UMA ESPIRA CIRCULAR

PARTE – I: Determinação da área efetiva NS de


uma bobina(Prova) utilizando um solenóide o qual
tem um campo que pode ser considerado
uniforme no seu interior

PARTE – II: Determinação da tensão induzida em


uma bobina de prova em um ponto sobre o eixo
de uma espira circular
PARTE I

1. INTRODUÇÃO

1.1 OBJETIVO

O objetivo desta experiência é verificar a Lei de Biot-Savart no


campo de uma espira circular pelo princípio da indução (Lei de
Faraday).

1.2 MATERIAL UTILIZADO

 Fonte de tensão alternada (Varivolt)


 Amperímeto
 Multímetro
 Tábua com espira e bobina exploradora
 Solenóide
 Reostato

1.3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Antes de iniciar o experimento, anotaram-se os valores dos


parâmetros do solenóide (n° de espiras) e da bobina
exploradora (n° de voltas e o raio).

Montou-se o circuito da figura abaixo:

Colocou-se a bobina exploradora dentro do solenóide em seu


eixo, usando o tubo de vidro para que o eixo da bobina
mantivesse paralelo ao eixo do solenóide.
Por fim, variou-se a corrente no circuito do solenóide a
intervalos de 0,2A, medindo-se a tensão induzida (Erms) na
bobina quando a corrente variava de 0,2A a 0,2A.
Repetiram-se por três vezes as medidas de Erms para obter um
valor médio confiável.
Anotaram-se os dados na Tabela – I.

1.4 TABELAS

TABELA – I: Valores das Tensões Induzidas (Erms) em


Função da Corrente Eficaz (Irms)

V1 V2 V3 Vmédio
I (A)
(mV) (mV) (mV) (mV)
0,2 32 26 26 28
0,4 40 36 36 37
0,6 60 55 57 57
0,8 77 74 76 76
1,0 95 95 92 94
1,2 115 113 112 113
1,4 131 131 131 131
1,6 152 150 151 151
1,8 171 171 170 171
2,0 190 190 188 189

TABELA – II: Valores dos Parâmetros da Bobina


Exploradora e do Solenóide

N° de Espira = 22,8
Solenóide
esp/cm
N° de espira = 500 esp
Raio = 0,74 cm
S = πr² = 1,72 cm²
Bobina Exploradora
NS (teórico) = 860
esp.cm²

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 GRÁFICO DE ERMS EM FUNÇÃO DE IRMS


( Gráfico no final deste relatório)

2.2 CÁLCULO DA INCLINAÇÃO DA CURVA, ÁREA EFETIVA “NS” DA


BOBINA EXPERIMENTAL E TEÓRICA.

- Pontos do gráfico

P1 (04A; 37.10ˉ³V) P2 (2A; 189.10ˉ³V)

- Inclinação da curva
D = (189 – 37).10ˉ³ / (2 - 0,4) = 0,095 V/A

- Área efetiva “NS” experimental da bobina

NS (exp) = D / Wμo.n = 0,095 / 2π.60.4 π.10ˉ .2280

NS (Exp.) = 0,088 esp. m²

- Área efetiva “NS” teórica da bobina

NS (teo) = 500. π. (7,4.10ˉ³)²


NS (teo) = 0,086 esp. m²

2.3 DESVIO PERCENTUAL DA ÁREA EFETIVA DA BOBINA

NS NS Desvio
(experimenta (teórico) (%)
l)
NS 0,088 0,086 2,33
(esp.m²)

3. CONCLUSÃO

Na determinação da área efetiva “NS”, obtivemos valores


satisfatórios, pois o valor de NS (exp) foi próximo do valor de NS
(teo), assim ocasionando um pequeno desvio de 2,33%.
Este pequeno erro pode ter sido ocasionado pela má leitura o
amperímetro, erro na leitura do gráfico, etc.
PARTE – II

1. INTRODUÇÃO

1.1 OBJETIVO

O objetivo desse experimento é verificar a lei de Biot-Savart no


campo de uma espira circular, através do princípio de indução
(Lei de Faraday). Vamos calcular a área efetiva da bobina
exploradora

1.2 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Antes de iniciar o experimento, anotaram-se os valores dos


parâmetros da espira circular e da bobina exploradora (n° de
voltas e o raio).

Montou-se o circuito da figura abaixo:


Usou-se a espira circular e colocou-se a bobina exploradora em
seu eixo.
Estabeleceu-se uma corrente de 2ª no circuito da espira circular
e mediu-se a tensão induzida (Erms) na bobina exploradora em
função da distância x te seu centro.
Variou-se a distância x a intervalos de 1 cm até chegar a uma
distância de x = 15cm.
Repetiram-se por três vezes as medidas de Erms para cada
posição, para obter um valor médio confiável.

1.3 TABELAS

TABELA I : Valores das Tensões Induzidas (Erms) em


Função da Distância X

X V1(m V2 V3 Vmédio
(cm) V) (mV) (mV) (mV)
0 10 10 10 10
1 10 10 10 10
2 9 9 9 9
3 8 8 8 8
4 7 7 7 7
5 6 6 6 6
6 5 5 5 5
7 4 4 4 4
8 3 3 3 3
9 2 2 2 2
10 2 2 2 2
11 1 1 1 1
12 1 1 1 1
13 1 1 1 1
14 1 1 1 1
15 1 1 1 1
TABELA – II: Valores dos Parâmetros da Espira Circular e
da Bobina Exploradora

N° de Raio Área Área


Espiras Efetiva
“NS”
Espira 20 7,5 cm 176,71 3534,2
Circular espiras cm² esp.cm²
Bobina 500 0,74 cm 1,72 cm² 860
Explorad espiras esp.cm²
ora

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 GRÁFICO DA TENSÃO INDUZIDA (ERMS) EM FUNÇÃO DA


DISTÂNCIA X
(Gráfico no final deste relatório)

2.2 CÁLCULO DO ERMS TEÓRICO PARA X =7cm, COMPARADO COM


O VALOR MEDIDO EXPERIMENTALMENTE E O ERRO PERCENTUAL.

Podemos observar que o valor da corrente induzida é maior no


centro da espira de acordo com a fórmula:

Erms = NSWMμoR²Irms
2(R² + x²)

Calculamos o valor teórico de Erms para x = 7cm e


comparamos com o valor obtido experimentalmente.

- Cálculo do valor teórico de Erms:

Para x = 7cm, substituindo na equação acima, temos:

Erms = 0,086.2π.60.500.4π.10ˉ .(7,4.10ˉ³).2 = 3,2mV


2 [ (7,4.10ˉ³)² + (0,07)²] ³
Erms (teo) = 3,2mV

- Valor experimental de Erms:

De acordo com a tabela I temos:

Para x =7cm Erms (exp) = 4mV


Temos que ao analisar o gráfico, o campo na região inferior a
espira diminui com a distância.

- Desvio Percentual

Teórico ( x = Exp ( x = Desvio


7cm ) 7cm) (%)
Erms 3,2m 4m 25
(V)

3. CONCLUSÃO

Observou-se que ao medir a tensão induzida Erms, obteve-se


um erro alto em relação a tensão Erms experimental, mas pode
ser considerado um erro aceitável, visto que, este erro pode ter
sido causado pela má leitura do voltímetro, erro na leitura do
gráfico e pelas condições ruims dos demais equipamentos e
fios.