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B. R. B. Florentino e W.

Melo 3

A INSERÇÃO DA PSICOLOGIA NO SISTEMA ÚNICO
DE ASSISTÊNCIA SOCIAL: NOTAS INTRODUTÓRIAS
THE INSERTION OF THE PSYCHOLOGIST IN THE SOCIAL ASSISTANCE SYSTEM:
INTRODUCTORY NOTES

Bruno Ricardo Bérgamo Florentino1, Walter Melo2

Universidade Federal de São João Del Rei, São João Del Rei, Minas Gerais, Brasil

RESUMO
A implantação do Sistema Único de Assistência Social, para além de representar uma nova estratégia na
prestação dos serviços socioassistenciais, baseada no paradigma dos direitos, apresenta-se como uma pers-
pectiva de abandonar o assistencialismo e adentrar a profissionalização dessa política. Diante do exposto,
o presente artigo discutirá a inserção da Psicologia nesse contexto, assinalando as principais considerações
que envolvem as equipes de referência que ofertam os serviços socioassistenciais, a destacar, sobretudo, as
possibilidades e desafios do psicólogo. A partir de uma revisão de literatura, utilizando o método descritivo,
os resultados apontam que a inserção da Psicologia no SUAS representa uma grande possibilidade para a
efetivação dessa política pública; no entanto, para tal, os profissionais terão de enfrentar alguns desafios
inerentes à própria constituição da assistência social e da profissão.
Palavras-chave: Sistema Único de Assistência Social; psicologia; assistência social; exercício profissional.

ABSTRACT
Deploying Unified Social Assistance, as well as representing a new strategy in the provision of social as-
sistance services, based on the paradigm of rights, is presented as a perspective from leaving welfare and
entering the professionalization of this policy. Given the above, this article will discuss the inclusion of
psychology in this context, noting the main considerations that involve reference teams that offer the social
assistance services, to highlight above all the possibilities and challenges for the psychologist. From a litera-
ture review, using the descriptive method, the results indicate that the inclusion of psychology in ITS is a
great possibility for the realization of this policy, however, for such professionals will face some challenges
inherent to constitution of social assistance and the profession.
Keywords: Attitudes; violence in schools; adolescents; scale; validity.

1
Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ); bruno_psicologia@hotmail.com
2
Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ); wmelojr@gmail.com

Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia, 10 (1), jan-jun, 2017, 3 - 12

serviços e tuição das equipes de referência. que legitimam o trabalho social desenvolvido por ções” realizadas por voluntários ou “sujeitos com equipes multidisciplinares – tanto na proteção social um bom coração”. inclusive. programas. que descreve. a relação com o tema da vulne- Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência rabilidade social e com os sujeitos que demandam Especializada de Assistência Social (CREAS) – que os serviços e. edi. é descrever a expansiva inserção da Psi- tema Único de Assistência Social e a Resolução nº cologia no Sistema Único de Assistência Social 017 de 2011 do Conselho Nacional de Assistência (SUAS). mente. proje- se o nobre esforço para profissionalizar a política tos e benefícios socioassistenciais a partir da consti- de assistência social. ofertando ações. as principais orientações. nos últimos anos.A inserção da psicologia no sistema único de assistência social: notas introdutórias 4 Introdução A discussão está estruturada em três mo- A atual política de assistência social. se contexto pretende oferecer à sociedade? Quais todo o conteúdo que está por vir poderá oferecer são as principais novidades. É inegável que se trata de uma nova representação de proteção social e a uma política social que. Logo. assinalando as atribuições e os desafios Social – passaram a considerar a Psicologia como dos psicólogos que integram as equipes de refe- uma profissão que obrigatoriamente deverá estar rência. sobretudo. te e expansivo campo de trabalho. embora possa servir de base para das questões: O que a inserção da Psicologia nes. ressalta. algumas explicações e futuras investigações. da política de assistência social – como a Norma O objetivo deste estudo. expectativas e desafios uma perspectiva da realidade de parte dos profis- que os psicólogos vão vivenciar? O que esse espa. ficada sobre as matrizes do Sistema Único de As. jan-jun. estruturado a partir do méto. dependen. apoiou-se em diferentes referências bibliográficas. predominava do Desenvolvimento Social e Combate à Fome a compreensão de que a assistência social se cons- (MDS) e de alguns autores que já se debruçaram tituía através de ações majoritariamente voltadas sobre o tema em questão. com destaque para rantia dos direitos sociais. as quais. Inicialmente. Ressalta-se que este artigo não deseja as- presente tanto nos CRAS como nos CREAS. como as caracte- praticamente inédito (se comparado à história da rísticas. as diretrizes e a reorganização da oferta assistência social no Brasil) no que se refere à ga. atravessa um contexto de Assistência Social (SUAS). sobretudo as recentes produções do 1 O Sistema Único de Assistência Social en- Conselho Federal de Psicologia (CFP). logia no SUAS e os principais aspectos desse recen- ferentes categorias profissionais. do Ministério No Brasil. No segundo momento. transformando e aprimorando seu modus operandi. fissionalização das ações. até pouco tempo. assinalada a complexidade das necessidades sociais tos sociais e recusa a qualquer tipo de “boas inten. a minorar ou combater a pobreza. vão compor as processo de reconstrução das práticas psicológicas equipes de referência – dos Centros de Referência de no campo social. um ço de trabalho representa para a profissão? conjunto de questões que precisam ser pondera- Este artigo. 10 (1). apresentar-se-á certos aspectos do Sistema Único sistência Social (SUAS). de serviços socioassistenciais. 2017. serviços.12 . será benefícios abalizados por uma concepção de direi. mentos distintos e complementares. básica como na proteção social especial. o sumir o compromisso de explicar os fenômenos que leva à necessidade de se investigar determina. das e transformadas. Uma das interessantes inovações do SUAS Por fim. Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia. do descritivo. as recentes normatizações dos psicólogos envolve nesse contexto. destacar-se-á a inserção da Psico- é justamente a possibilidade de integração entre di. Será discutido o do das peculiaridades do território. 3 . não havendo. sionais envolvidos nesse contexto e. do Centro quanto reorganização da política de assistên- de Referência em Psicologia e Políticas Públicas cia social de Minas Gerais (CREPOP-MG). vem se profissionalização da política de assistência social. ofertarão os serviços e benefícios socioassistenciais. fundamental- Operacional Básica de Recursos Humanos do Sis. atribuições e desafios que o exercício profissional Nesse ínterim. De modo geral. discutir-se-á a pro- Dentre algumas transformações.

p. buscando. financiamento projetado. responsável pelo atendimen- financeiro. 2004). den- ofertada pelos estados e municípios também apre. ao registrar os principais Nessa perspectiva. regula um de social4. lias cujos vínculos familiares e comunitários não tos: o assistencialismo. precariedade nas formas de atendi. vivência. assim. para encontrem em situações de risco ou vulnerabilida- todos os cidadãos que dele necessitar. desconside. precário ou nulo nos critérios de partilha e o devido controle social. B. assinala que este: viços do CRAS estejam disponíveis. por meio dronizar e racionalizar os serviços prestados. 34) sentasse características indefinidas. nunca receberam regulações de vulnerabilidade social decorrente da pobre- adequadas. da oferta de serviços que visam estimular a con- também. Os trabalhadores do CRAS. e o Programa Sentinela –. social básica. transparência za. 2004. nesse con- mento. pela articulação manutenção de uma concepção conservadora e entre serviços e benefícios e pela integração do a prevalência da rede filantrópica em vez de uma equipamento à rede de serviços socioassistenciais rede de serviços públicos (Lopes. a política de assistência social apresen. 2017. as tradicionais segmentações de seu público-alvo. fragmentação entre serviços e bene. a possibilidade de romper com até 2003. 3 . [. elege o Centro de Referência Especializado de congelamento orçamentário e execução financeira Assistência Social2 (CREAS) como equipamento inexpressiva. de alguma traduz e delimita os serviços socioassistenciais em forma. de referência da proteção social especial de média fícios. veio.. normatizar. a expectativa de superar uma característi. por conseguinte. paço de protagonismo de seus usuários. jan-jun.12 . de forma a potencializar a família Com a implantação do SUAS. isto é. 10 (1). burocracia excessiva. em 2005. organizar. privação (ausência de renda.] situações de risco por meio do desenvolvi- Para agravar a situação. tava as seguintes características: estrutura estatal elege o Centro de Referência de Assistência Social1 paralisante. R. dentre outros) e/ Toda essa falta de definição no nível federal tam. (Brasil. (CRAS) como equipamento e serviço de proteção ção de um comando único nacional. ma. social não era matéria de grande interesse na esfera apresenta-se como possibilidade de prevenir: pública governamental. de gênero ou por deficiências. Florentino e W. para o maior número de sujeitos que se todo o território nacional e. inexistência de orçamentos.. alguns programas mento de potencialidades e aquisições. foram rompidos. des. não consolida. descompasso entre gestão e planejamento e alta complexidade. e de pertencimento social (discriminações etá- fazendo com que a política de assistência social rias.B. ofertada no CRAS. pa. a socialização e o acolhimento de famí- ca extremamente indesejada e incômoda para mui. além de outros fatores que corrobora. e o forta- mais relevantes – como o Programa de Erradica- ção do Trabalho Infantil. to das famílias que se encontram sem referência. como unidade de referência. do ponto de vista de sua Destina-se à população que vive em situações natureza e objetivos. Todas as diretrizes além da possibilidade de considerar as particulari. menor complexidade (Brasil. Lopes (2006) afirma que. espera-se que os ser- avanços decorrentes do SUAS. patrimonialistas etc. desarticulação entre os gestores. os quais poderão acessá-los a qualquer Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia. além de texto. cuja lógica acaba reforçan. Carvalho (2006). elege a família como unidade de intervenção. situações consideradas de do práticas clientelistas. étnicas. e intersetoriais. o Projeto Agente Jovem lecimento de vínculos familiares e comunitários. vam as afirmações de que a política de assistência A proteção básica. revelam a expectativa de que o CRAS seja um es- dades locais e regionais. são os principais responsáveis pelo plane- outras realidades que apenas contribuíam para a jamento e execução dos serviços3. a compreensão de que essa seria uma sistema único (federativo e descentralizado) que política igualmente necessária para promover a define os serviços de acordo com as complexida- proteção social. Melo 5 portanto. sendo a porta de entrada para o siste- ração das deliberações das conferências nacionais. 2006). no nível federal. tre outras). ou fragilização de vínculos afetivos – relacionais bém se manifestava nos demais entes federados. acesso aos serviços públicos.

ofertada pelo CREAS. 2011. dos princípios organizativos e operacionais da po- dade de proteção se deparam com situações mais lítica de assistência social. xidade . o trabalho social. cumprimento de derando que o SUAS não opera por tecnologias medidas socioeducativas. ou as vítimas de desastres naturais (Brasil...] ratificar a equipe de referência definida pela A configuração de tais modalidades de Norma Operacional Básica de Recursos Hu- proteção. diversos documentos normativos. não de. Os profissionais que atuam nessa modali. o debate sobre os recur- direitos dos sujeitos estão ameaçados e/ou viola.A inserção da psicologia no sistema único de assistência social: notas introdutórias 6 momento. [.] geridos a partir de um padrão na- grupos e indivíduos. situação de rua. organiza-se individuais e coletivos. para acessá-los. ao menos no plano normativo. – NOB-RH/SUAS e reconhecer as categorias ta de serviços relativamente novos no contexto da profissionais de nível superior para atender as es- política de assistência social.. os recursos humanos7 representam se encontram em situações de risco pessoal e so. sos humanos que compõem as equipes de referên- dos por omissão ou ação de pessoas e/ou insti. a Resolução nº 017/2011.. afinal. tornando-se referência para famílias. passa a ser obrigatória (e não mais preferencial. ratificando o caráter de plexidade. a ruptura com as complexas. o que pode de- junho de 2011. A proteção social especial de média política universal em prol da garantia de direitos complexidade5. o Conselho moradia. 1) pendem de qualquer tipo de contribuição prévia (caráter não contributivo). torna-se imprescindível violam os direitos (Brasil. por sua vez. 89). situação substitutivas. [. alimentação e higienização – dos sujeitos Nacional de Assistência Social publicou. tradicionais formas de atendimento é uma grande nente articulação com outras políticas públicas e preocupação para a consolidação e aprimoramen- com o sistema de garantia de direitos. o Ministério Público e o Poder Judiciário (Brasil. Assistência Social – SUAS. observa-se que o SUAS representa ção da Psicologia na política de assistência social a possibilidade de unificação das ações da assis. 2004). em 17 de que se encontram sem referência. 2004). Conselho Tutelar. 10 (1). as quais. decorrentes de: abandono. a inser- até o momento. os quais possuem (ou pecificidades dos serviços socioassistenciais e das pelo menos deveriam possuir) ações específicas a funções essenciais de gestão do Sistema Único de diferentes segmentos que. acionada nos casos que requerem proteção 6 Com a finalidade de regulamentar as equi- integral dos indivíduos e famílias. mentais sionais do CREAS promovam ações e proteções Para Aldaíza Sposati (2006). Consi- e/ou psíquicos. p.]” (Lopes. um dos principais aspectos para que a política de cial. para a concretização das diretrizes expressas pelos A proteção social especial de alta comple. pessoas que foram re- objetivo de: tiradas de seu núcleo familiar ou comunitário. p. 2 Equipes de referência: tecnologias funda- As diretrizes determinam que os profis. comumente. maus-tratos físicos assistência social cumpra seus objetivos. cias – dos CRAS e CREAS – permanece no cerne tuições.. realizado pelas de trabalho infantil.12 . 3 . cais com outras possibilidades para se desenvolver divide-se em duas modalidades: média e alta com. Conselho Nacional de Assistência Social8. tais como o to do SUAS. com o correr de vínculos rompidos. 2006. violência sexual. exigem a perma. tência social de modo que os serviços e benefícios como era até então) em todos os níveis de prote- Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia. significa manos do Sistema Único de Assistência Social que a implantação do SUAS propulsionou a ofer. 2017. para acolher e dar respostas a situações em que os Nesse contexto. Com a publicação da resolução 017/11 do Diante de todo o conteúdo apresentado. além de outras situações que equipes de referências. cional que respeita as diversidades e condições lo- A proteção social especial. 2004).. seja no CRAS socioassistenciais para os indivíduos e famílias que ou no CREAS. (Brasil. objetiva garantir o pes de referência – da proteção social básica e es- atendimento das necessidades básicas – sobretudo pecial de média e alta complexidade –. jan-jun. possam ser “[.

Pe. No campo da A indagação anterior. pois a própria implementação Único de Assistência Social. jan-jun. 2011). a doen- Em atendimento às requisições especí. e apoio sociofamiliar de forma a promover a au- go e terapeuta ocupacional (Brasil. Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia. vai impor diversos desafios balha nos equipamentos de referência do Sistema aos profissionais. mização das demandas e a competição entre os ficidades e particularidades locais e regionais. Sociologia. constitui-se num requisito fundamental para os novos aparelhos da “polícia das famílias”? a garantia dos direitos dos usuários. Melo 7 ção social. como trabalhar com os programas de orientação pólogo. Apesar da obrigatoriedade de algumas das políticas sociais e públicas carrega uma série categorias profissionais.. logo se chega à conclusão de que realizam sobre a permanência e a superação da po- a política de assistência social atravessa uma tran. com fundo público” (p. antro. cada vez mais para aumentarem o valor do Bolsa Raichelis (2010) alerta que o movimento Família”. Florentino e W. os direitos das famílias. 51). os trabalhadores são dia. preferencialmente. olhado para o sujeito que requisita os serviços e Ao percorrer parte das transformações benefícios? Qual é a leitura que os profissionais em movimento. sociais distintos ou “particulares”. sendo eles: psicólogo. ções e atribuições que exigem um amplo esforço pois a ausência dessa reflexão poderá implicar em interpretativo por parte de todos os profissionais uma equivocada compreensão de que muitas ques- – técnicos e gestores – que compõem esse sistema. Esse “recorte” dos problemas sociais ficas dos serviços socioassistenciais. advogado.12 . Em outros riamente desafiados a transformar a demanda dos termos. tões são atributos individuais do sujeito que não se Partindo dessa premissa. dos trabalhadores sociais se transforme em mais fissional. tonomia. dificulta a explicitação de sua raiz comum numa rias profissionais poderão compor as equipes de perspectiva de totalidade. O documento também sugere acerca do trabalho social desenvolvido pelas equi- os profissionais que. subjetividades.. breza e extrema pobreza? sição marcada por interesses. a resolução também reconhece ou.] provocando a ato- referência com o objetivo de atender as especi. necessidades sociais. desenvolvido junto ao público da política de as- tiram a improvisação e o bom-senso como forma sistência social: de que modo os profissionais têm de estruturar o atendimento” (p. sem que a ação Couto (2006) defende que o trabalho pro. a afirmação anterior se traduz em afirma- usuários em ações condizentes com o arcabouço tivas de que “a família prefere receber o Bolsa Fa- normativo que regula a assistência social. empenha o suficiente para superá-las. desemprego. ao refletirem socioassistenciais. Musicoterapia e Terapia Ocu. 3 . 2011). A autora comenta que as respostas do tras categorias profissionais de nível superior que Estado à questão social se inserem num modelo também poderão integrar as equipes de referência. “só não trabalha do os sujeitos através de processos igualitários. economista. mília a procurar um emprego”. sociólo. contador.B. pecial de média e alta complexidade. “as mulheres estão engravidando contínuos e de qualidade. pedagogo. 75). caracterizado por uma para o psicólogo ou qualquer profissional que tra- grande complexidade. bastante contundente. B. administrador. atenden. a violência. sobretudo a Psicologia e o de tensões que precisam ser desvendadas criti- Serviço Social. São perguntas extremamente necessárias.] o Suas vai impor com clareza a necessidade outros questionamentos acerca do trabalho social de estudos. tais catego. realizada de modo definição de estratégias e formulação dos serviços. como a fome. referenciais teóricos que re. recortando-as em problemas dagogia. rela. R. um veículo de controle? Seriam esses programas nais. além de outras concepções inadmissíveis de implantação do SUAS. do segmentos demandantes do acesso a parcelas do território e das necessidades dos usuários. possibilita a incitação de “[. “[. o analfabetismo. deverão pes de referência da proteção social básica e es- compor a gestão do SUAS. ça e outros. caracterizado pela fragmentação e setorização das a saber: Antropologia. o pacional (Brasil.. questionam: assistente social. 2017. Economia Doméstica. camente. entre as diferentes categorias profissio. quem não quer”. 10 (1). a finalidade de aprimorar e qualificar os serviços Cruz e Guareschi (2009).. pesquisas.

2011. estão em construção. abrindo-se para a emergência do te da categoria profissional em discussão. Com a crescente inserção dos psicólogos logo na assistência social aumentou consideravel. 2017. Todavia. de forma que tões subjetivas e intersubjetivas que impactam no muitos profissionais se mantêm presos a práticas tra. ainda novo. As lembranças desse período chamar de macroestruturais. Sem dúvida. porque o histórico paradigma assistencialista.. sabe-se que a atuação da categoria na po da clínica tradicional. a busca e não apenas um “usuário” passivo dos serviços. a profissão. 10 (1). CFP. 2009. até a Afonso (2009) esclarece que esse proces- implantação do SUAS. Nesse contexto. temida e desejada” (p. 5). social. cotidiano dos usuários que recorrem à política de dicionais e conservadoras dentro do arcabouço ins. o que dificulta identificar fissional. Crepop-MG. Afonso (2009) trumental da profissão. referentes ao desenvolvimento histórico zelas sociais e do indivíduo. nos argumentam que. p. avaliação e o aconselhamento psicológicos – embora tica. de despertar o fantasma da psicologização das ma- outros. o tema da vulnerabilidade social e desconstruindo meira observação a ser mencionada é que os mo. das políticas sociais (não tão longínquo). a parceria da assistência social com a Psicologia pressupõe o reconhecimento de que o Fontenele (2008) alega que. algumas ações menciona a entrada de um “sujeito social” em cena. Nesse ínterim. No caso da Psicologia. as Ainda que a atuação do psicólogo tenha atividades que conferem uma identidade profissional assumido lugar de destaque apenas com a criação distinta daquela do assistente social são as de esco- do SUAS. Cruz & Guareschi. revendo sua relação com Psicologia e assistência social. atendeu a manutenção da Social têm múltiplos aspectos. como ela denomina. indivi- dualista. fazendo “[.A inserção da psicologia no sistema único de assistência social: notas introdutórias 8 3 A Psicologia no SUAS: alguns desafios anterior afirmando que. o estudo social. reacendem o medo nos marcos do modo de produção capitalista. 2009. tica Nacional de Assistência Social (PNAS). por vezes. cisa enfrentar um processo de ressignificação do Oliveira (2012). um mesmo processo histórico-dialético. independentemen. mente após o período de implementação da Polí. nesse contexto. 2012. 3 . atualmente.] com que a e à consolidação da Psicologia como ciência e incorporação da Psicologia ao sistema passe a ser. 43) do passado. de certo modo. diversos autores (Afonso. 2003). so de reconstrução – das práticas psicológicas – no zações eram praticamente inexistentes. Alguns podemos ideologia dominante. ativa e a territorialização – são incorporadas com um Cruz e Guareschi (2009) reforçam que a certo “estranhamento” por parte dos psicólogos. causando desconforto em grande parte da um marco de entrada desse profissional (Coimbra. 2009).12 . zadas pelo tempo. não é informada a Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia. da questão social” (p. como as psicoterapias e a assistência social antecede a implantação da polí. ao refletir a relação entre seu exercício profissional. Isso porque. afirma que uma pri. jan-jun. sabe-se que a presença do psicó. a Psicologia pre- últimos dez anos (Nery. (Olivei. categoria que trabalha nesse equipamento. do acontecimento. Para não incorrer nos mesmos desacertos ra. – como a visita domiciliar. 5). seja para o campo social é fruto do “fantasma da psicologização fornecimento de subsídios à atuação profissional. da descoberta. muitas vezes. no SUAS. alavancado por parte dos psicólogos (e demais tros de atuação para o psicólogo na Assistência profissionais). a popula- Oliveira (2012) complementa a perspectiva ção não reconhece seus direitos. as referências ou sistemati. ou entrada desse sujeito social implica outro desafio mesmo identificadas como atribuições exclusivas do a ser encarado pelo psicólogo: a transparência da assistente social. 2007. Não há registros consistentes acerca de sua as diretrizes do CRAS não permitam tal prática pro- trajetória nessa política. ambos fazem parte de um só tempo.. trabalho social – exercido pelos psicólogos – foi há psicólogos que desconhecem os meandros do devidamente ampliado para considerar as ques- Sistema Único de Assistência Social. para muitos psicólogos. informação. assistência social. determinadas concepções estáveis e práticas cristali- delos de atuação nessa política. Isso seja para a elaboração de modelos de trabalho. moralizante e de culpabilização da questão Os principais desafios na construção de parâme.

de objetivos e princípios para a ação individual de de descontruir alguns conceitos já cristalizados e coletiva. tuações que realmente devem ser identificadas e rompendo com o paradigma da tutela. participação social. respeito aos prin- ético/político/científico de ressignificar o fazer cípios dos direitos humanos e direitos de cida- da Psicologia em relação aos “sujeitos vulnerá. Esse surgimento do novo não cor. construção de rede. comunicação. não é possível desconside- usualmente. A relação desse sujeito com o psicólogo. além de outras das políticas sociais e públicas. o processo de ressignifi. vos estudos acerca da confluência entre o exer- nais do SUAS.] num papel de contribuição nesse processo Guareschi. 10 (1). programas e projetos. 18) que permita a emergência de novos pressupostos e perspectivas. 27). jan-jun. mas como uma retomada circular cluindo a família). (Cruz vendo as condições subjetivas para o seu exercí- & Guareschi. 66) cio (circular informação.B. apoiando e promo- enfrentem os seus efeitos não desejáveis. 2009. contribua para o aprimoramento semprego e/ou emprego informal. O próprio Conselho Federal de Psico- responde ao abandono. fato de que. execute ações para inúmeras situações. seria tomada como uma destruição dos conceitos entre outros. presença o psicólogo fortaleça os usuários como sujeitos de de alcoolismo e drogas no contexto familiar. dania. contexto social. por vezes volvem: conflitos familiares. que não está centrada na caridade e nem favor. depararmo-nos com diretrizes recomendando que suem a referência maternal ou paternal. são atribuídos ao exercício profissio- responsáveis e filhos. mesmo nas famílias. mediação de conflitos.12 . grupos e indivíduos que carregam tantas ocasiões em que aciona os equipamentos. “devolução dos filhos” à nal do psicólogo no contexto do SUAS. das ações encaminhadas à reflexão. A desconstrução. sabe-se que há si.. 3 . direitos sociais. afirma que o psicólo- “[. Por um lado. ele pode se encontrar com cício profissional dos psicólogos que atuam nos Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia. mas à da Psicologia no SUAS. nesse caso. É comum mãe ou aos pais biológicos. (Afonso. Melo 9 respeito dos programas disponíveis e. negação ou substituição logia (CFP. A escuta surda da agonia de ideais modernos na Como trabalhador da área da assistência social. in- e significações. eleição cação da prática profissional passa pela necessida. 2007). crianças que não pos. 2009. muitas vezes. desenvolver potencialidades no Para os autores. p. p. Florentino e W. pela profissão. que abandona o assistencialismo. cooperativos e proativos. fortalecer participação e protagonismo. Uma delas refere-se ao dispersas e pontuais” (p. de construção de uma nova ótica da promoção.] invenção como um processo de criação que go deverá integrar as equipes de referência em coloca em análise o conhecimento a partir das igualdade de condições e com liberdade de ação. adota vulnerabilidades que a falta de recursos técnicos uma postura de descrédito quanto à efetividade e operativos acaba gerando uma angústia por não dos serviços. 2009. não processos decisórios. o psicólogo se depara Nesse contexto de extensas pondera- com demandas que extrapolam suas possibilida. R. B. rar que diversas orientações e objetivos. desenvolver a autonomia e cidadania dos sujeitos. gicos e técnicos da Psicologia. entretanto.. p. conseguir dar respostas a determinadas questões.. Sobre a ausência de recursos metodoló. de. Nesse contexto: além de outras complexas atribuições. qual é vívida a falta de recursos metodológicos o psicólogo deverá atuar criando condições e técnicos da Psicologia que sejam pertinentes sociais para o exercício da cidadania (oferta de a essa realidade vem fortalecer o compromisso serviços.. facilitar os consensos. entre veis” e a necessidade de políticas públicas que outros) e. 67). as benesses. verifica-se a necessidade de no- des de intervenção e os próprios limites institucio. situações que precisam ser escutadas” (Cruz & “[. isso é. 2017. ao discorrer sobre a inserção da história do conhecimento já existente. ções. junto aos indivíduos e grupos. ao mesmo tempo. acontece através de situações que en. protagonismo. brigas de pais/mães/ quiméricos.

além de outros. relatos senta-se na forma de desafios lançados aos tra. técnico-especializados de outros profissionais. por meio do Centro de Assistência Social. considera-se que a inserção da inclusão. é possível notar a existência de uma nova investimentos por parte do governo federal. O tra- para romper essa realidade que ainda hoje se apre. de convocar e valorizar a prestação de serviços ção brasileira. a destacar: a proposta de sam ampliar o arcabouço teórico-metodológico debater categorias e conceitos que jamais foram e técnico-operativo dos psicólogos inseridos no incorporados nas políticas públicas. representa um momen. para além de um que poderão levar. suas possíveis contribuições para a política públi- ções da política de assistência social nos últimos ca. aconteciam te estão aptos a participar do processo de implan- por meio de ações constrangedoras e vexatórias tação e implementação da política de assistência aos sujeitos que delas necessitavam. ad- pequenas tutelas destinadas aos mais miseráveis. balho do psicólogo no SUAS. a assistência social opor. essa inserção indica tunizou a abertura para que diferentes categorias que. A junção de diferentes categorias profis- Considerações finais sionais acerca de um projeto comum. so- ções e diretrizes do SUAS. de assistencialismo consolidou um paradigma que relacionamento. nota-se inegável que a inserção da Psicologia nesse con. o Estado brasileiro lança mão profissionais componham seu quadro de recursos dessa “bagagem” de saberes adquiridos pela pro- humanos. A im. afinal. de direitos. dores da política de assistência social. blicas (CREPOP). 3 . o próprio Conselho Fe- plantação e implementação do Sistema Único de deral de Psicologia (CFP). ção das atribuições profissionais. normatiza. a princípio. de de se realizar pesquisas. também apresenta desafios de convivência. investigações. Em outros termos. Referência Técnica em Psicologia e Políticas Pú- to de possibilidades e desafios. de experiência e outras contribuições que pos- balhadores do SUAS. pedagogos. 2017. a junção de evidencia o reconhecimento de que a categoria diferentes categorias profissionais acerca de um profissional adquiriu um acúmulo de conheci- objetivo comum. que o trabalho social desenvolvido por equipes de texto é algo que veio para transformar. e não mais com o caráter de Psicologia no Sistema Único de Assistência Social favor de algum político de plantão. novamente. Em outros termos. 10 (1). também repre- esse passado indesejado: quais são as estratégias senta um marco histórico para a profissão. assim. exigindo a Já a inserção específica dos psicólogos constante reflexão sobre os possíveis caminhos na política de assistência social. tência social alcance os seus objetivos. para além A assistência social disponível à popula. Isso significa que a assistência social fissão e deposita a expectativa de que os servi- deixou de ser um campo de trabalho específico do ços psicológicos podem ser úteis para amenizar assistente social e passou a requerer os serviços determinadas formas de exclusão. na maior parte dos casos. que atualmente recebe um grande aporte de anos. assistentes sociais. os serviços e os benefícios devem ser vem requisitando em grande escala os serviços planejados e executados pelos profissionais.12 . destaca a constante necessida- Esse momento distinto. além de evitar Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia. operar a assistência social como uma política de Por fim. durante séculos. a intenção de contexto do SUAS. a extinguir grande e novo campo de trabalho. pública.A inserção da psicologia no sistema único de assistência social: notas introdutórias 10 CRAS e CREAS com as orientações. é bretudo do psicólogo. inclusive. técnicos dos psicólogos. definitivamente. Tanto tempo social. significa senta com tanta frequência no contexto do SUAS? o reconhecimento da categoria profissional e de Ao considerar as principais transforma. apre. vogados ou demais profissionais que formalmen- as quais. cada vez mais. proposição de ideias e especifica- ainda está impregnado no cotidiano dos trabalha. fez-se através de dos psicólogos. tanto os referência multiprofissionais representa uma das direcionamentos da política de assistência social principais estratégias para que a política de assis- como a profissão. mentos relevantes para o contexto dessa política Com o SUAS. jan-jun. concepção de proteção social e do modo como Visto que a política de assistência social as ações.

M. 1 O Informativo SUAS nº 50. Melo 11 a cronificação dos quadros de vulnerabilidade e política pública: do sistema descentralizado e par- risco social. B. em questão. Mi. Capacitação sobre o PNAS e SUAS: no caminho da implantação.). Fontenele. Pontifícia Universi- nistério do Desenvolvimento Social e Combate à dade Católica. Petrópolis. (2009). apontou a existência de 7. Serviço Social Guareschi. C. Serviço Social & Socie- Coimbra. Florentino e W.12 . Porto Alegre: EdiPU- Afonso. xões sobre a política e sua regulação. 87. (2007). assistência social (pp. B. (2011). Serviço Brasília: Ministério do Desenvolvimento Social e Social & Sociedade. _____ (2004). Tese de doutorado. R. V. Petrópolis: Vozes. C. Brasília: Conselho Federal de Psicologia. R. 750-772. de 20 de junho de 2011. I. (2006). Que institui “Ra. (2009). Social (Cras). (2006). Os Direitos Humanos na prática profissional Notas informativas dos psicólogos (pp. B. Lopes. Cras. Nery. A. O papel da Psicologia no CRS.). Oliveira. R. 123-131. ticipativo ao Sistema Único de Assistência Social – Suas. 10 (1). (Orgs. 87. 96-122. (Orgs.35-51).B. jan-jun. Brasil. Suas. São Paulo. H. República Federativa do Brasil. Brasília: Conselho Federal de Psicologia. T. Centro de Referência de Assistência Social. Referências Bibliográficas B. (2006). Reso- lução n° 17. Políticas pú- tificar a equipe de referência definida pela Norma blicas e assistência social: diálogos com as práticas psicológi- Operacional Básica de Recursos Humanos do Siste. R. Combate à Fome. O tempo do SUAS. (2011). (2012). Conselho Federal de Psicologia. Política Nacional de Assistência Social. Departamento de Gestão do SUAS. Belo Horizonte: UNA. 87. J. Brasil. N. In L. L. C.854 Centros de Couto. J. R.. de 24 de julho de 2012.. Aguinsky. (2010). In Conselho Federal de Psicolo- gia (Org. R. M. Direitos Humanos e a atuação dade. C. O psicólogo e as políticas públicas de & Sociedade. & Guareschi. F. 26-37. na área jurídica. Fome. presen- Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia. Sposati. A Psicologia e o Trabalho no Humanos. O Primeiro Ano do Sistema Único de Assistência Social. 76-95. Intervenção profissional do Técnicas para a atuação do(a) psicólogo(a) no CRAS/ assistente social e as condições de trabalho no SUAS. M. 2017. ma Único de Assistência Social – NOB-RH/SUAS e Reconhecer as categorias profissionais de nível su. cas. M. A. In. Psicologia e Sistema perior para atender as especificidades dos serviços Único de Assistência Social (Suas) – Estudo sobre a atua- socioassistenciais e das funções essenciais de gestão ção dos psicólogos nos Centros de Referência da Assistência do Sistema Único de Assistência Social – SUAS”. Referências Raichelis. 104. Texto apre- sentado no I Congresso de Psicologia e Direitos Crepop-MG. Os desafios e limites para a Carvalho. (2009). 3 . G. Serviço Social & Sociedade. (2008). Universida- Brasília: Conselho Nacional de Assistência Social. C. O trabalho de assistentes sociais e psi- _____ Brasília: Secretaria Nacional de Assistência cólogos na política de assistência social – Saberes e direitos Social.7-9). L. Assistência Social: refle. (2006). (2003). Cruz & N. Cruz. F. atuação do psicólogo no SUAS. Brasil. Belo Horizonte: Centro de Referência em Psicologia e Políticas Públicas de Minas Gerais. Fortaleza. Prates. p. M. B. Centro de Referência Técnica em Psicologia e Po- líticas Públicas (CREPOP). RJ: Vozes. de Federal do Ceará. Dissertação de mestrado. Mendes.). A Assistência Social como Referência de Assistência Social (CRAS).

famí- e Fortalecimento de Vínculos e c) Serviço de Pro. guinte texto: Compõem obrigatoriamente as equi- lidade. abordagem de rua. uso de Social. Assim. nhamento psicossocial. ciclos de vida. 2004). Psicólogo (Brasil. III – da Proteção Social Especial de Alta Complexidade: Assistente substâncias psicoativas. de atingir 100% dos municípios e aumentar a co. 6 A proteção social especial de alta complexidade tenciais (Brasil. inserção precária ou não inserção no mercado de trabalho – formal e informal. CNAS. serviço apoio e orientação aos indivíduos e às famílias vítimas de violência. realiza- se em públicos específicos: para crianças de até 7 O Informativo Suas n° 50 revelou que a política seis anos. senta aproximadamente 70% a mais em relação aos que trabalhavam no setor em 2005. ao abuso e à o Brasil possui 2. cultural e sexual. 1). lar de idosos. Recebido em 03/05/2014 5 A proteção social especial de média complexi- dade representa uma proposta de proteção aos Aceito em: 10/07/2015 indivíduos e às famílias que enfrentam dificulda- des para se protegerem e/ou se desenvolverem enquanto unidade familiar. por sua vez. 3 . II – da Proteção So- al resultante de deficiências. identidades estigmatizadas em pes de referência: I – da Proteção Social Básica: termos étnico. 2 O Informativo Suas n° 50 também apontou que serviço de enfrentamento à violência. família substituta. Assistente Social. serviço de orientação e acompanha- pelo Pró-Jovem Adolescente e 853. desvantagem pesso. cia advinda do núcleo familiar. p. exclusão pela pobreza cial Especial de Média Complexidade: Assistente e/ou no acesso às demais políticas públicas. pertencimento e sociabi.477 municípios brasileiros. se materializa por meio de programas. espera-se que Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia. das pessoas com deficiência (Brasil. 2004). Advogado. instituições cial básica deve se responsabilizar pelos seguintes e serviços de acolhimento e abrigamento dos su- serviços: a) Serviço de Proteção e Atenção Inte. b) Serviço de Convivência gue.7 mil crianças mento a adolescentes em cumprimento de medida e jovens inseridos no Programa de Erradicação do socioeducativa de liberdade assistida e de presta- Trabalho Infantil (PETI) e em atividades de con. O Serviço de Convivência e sentenciada) (Brasil. a destacar: casa lar. Psicólogo.109 CREAS cofinanciados pelo exploração sexual contra crianças e adolescentes e MDS. o infor. que o SUAS nasceu. 2011. 2004). jan-jun. 3 A Tipificação Nacional dos Serviços Socioassis. ção de serviços à comunidade e suas famílias. as situa. para crianças e adolescentes de seis a 15 de assistência social conta com um total de 232 anos. medidas socioeducativas restritivas teção Social Básica no domicílio para pessoas com e privativas de liberdade (internação provisória e deficiência e idosas. para adolescentes e jovens de 15 a 17 anos e mil trabalhadores. grupos e indivíduos. ções de risco ou vulnerabilidade social são decorren- tes de situações que envolvem: perda ou fragilidade 8 O parágrafo único da resolução apresenta o se- de vínculos de afetividade. abrigos. dos vínculos afetivos e sociais das pessoas que mativo também revelou que o MDS possui a meta necessitam dos seguintes serviços: plantão social. um número que repre- para idosos. ser- vivência e fortalecimento de vínculos familiares viço de habilitação e reabilitação na comunidade existentes em 3. 10 (1).12 . 2017. isto é. Ao revelar a o CREAS ofereça espaços para fortalecimento quantidade de CRAS instalados pelo país. Psicólogo. ano em 4 De acordo com a PNAS (Brasil. jeitos. Fortalecimento de Vínculos. casa de passagem. nos quais há 580 mil adolescentes atendidos suas famílias. 2009) destaca que a proteção so. lia acolhedora. alber- gral à Família (PAIF). cuidado no domicílio.597 municípios. diferentes formas de violên- Social.A inserção da psicologia no sistema único de assistência social: notas introdutórias 12 tes em 5. acompa- bertura da oferta de serviços.