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Circuitos Eletrônicos (Teoria 1

)

Introdução
Essa Teoria I vai abrir um novo mundo em seus conhecimentos ⎯ o mundo da
Eletrônica.
Ela lhe ensinará o que são circuitos eletrônicos e explicará os significados de
corrente elétrica, tensão elétrica e resistência elétrica. Você também irá
conhecendo, aos poucos, os tipos mais importantes de componentes usados na
montagem de circuitos eletrônicos. Após o entendimento dessa parte teórica, veja
a parte prática relativa a esse assunto.

Vamos estudar:
Circuito de uma lanterna de mão
Corrente elétrica
Tensão elétrica
O sentido convencional da corrente elétrica
Resistência elétrica
A lei de Ohm

Circuito de uma lanterna de mão
⌦ Você alguma vez já desmontou complemente uma lanterna de mão para
analisar como ela funciona?
Veja na ilustração abaixo como são dispostas as várias partes de uma típica
lanterna de mão:

Estrutura de uma lanterna elétrica
⌦ Por que o projetista escolheu essa particular combinação de materiais?

As partes metálicas da lanterna são postas para conduzir a corrente elétrica
quando a lanterna é posta para funcionar e, além disso, foram escolhidas para
resistirem aos esforços físicos aos quais são submetidas.
A mola metálica, por exemplo, não só permite caminho elétrico para a corrente
como também mantém no lugar, sob pressão, as pilhas em seu interior. As partes
metálicas do interruptor têm que garantir bom contato elétrico e não ficarem
danificadas pelo uso contínuo.

Uma lanterna também tem partes feitas com material não condutor de corrente
elétrica, tais como plásticos e borrachas. A cobertura de plástico dessa lanterna é
um isolante elétrico. Sua forma é importante para que se tenha um manuseio
cômodo. Sua cor a tornará mais ou menos atraente aos olhos do usuário.

Como você verá, os circuitos elétricos conterão sempre partes que conduzem e
partes que não conduzem correntes elétricas. O segredo todo, nos circuitos
elétricos, é delimitar um caminho pré planejado para a corrente.
A lâmpada incandescente e o refletor compõem o sistema óptica da lanterna. A
posição da lâmpada dentro do refletor deve ser tal que permita a obtenção de um
feixe estreito de luz.
Uma lanterna é um produto elétrico simples, mas muita gente já perdeu noites de
sono em seus projetos para que você tenha um dispositivo que trabalhe bem.

⌦ Você pode pensar em alguma outra coisa que o projetista deva levar em
consideração na produção em massa de lanternas?
Um modo "mais científico" para descrever uma lanterna implica no uso de um
diagrama de circuito. Nele, as partes relevantes da lanterna serão
representadas através de símbolos:

Diagrama de circuito de uma lanterna elétrica
Nesse circuito foram representadas simbolicamente, duas células voltaicas
(pilhas) ⎯ formando uma bateria ⎯ , um interruptor e uma lâmpada
incandescente. As linhas no diagrama representam condutores metálicos (fios)
que conectam as partes entre si formando o circuito completo.

Um circuito elétrico é necessariamente um percurso fechado. Na lanterna, o
fechamento do interruptor completa o circuito, permitindo a passagem da corrente
elétrica.
Lanternas às vezes falham! Isso acontece quando as partes metálicas do
interruptor ou da lâmpada não entram efetivamente em contato (devido à sujeiras
ou ferrugens), quando a lâmpada "queima" (interrupção em seu filamento) ou
quando as pilhas "pifam" (esgotam suas energias químicas armazenadas,
popularmente, ficam 'descarregadas'). Em qualquer um desses casos, o circuito
estará incompleto.

Corrente elétrica

Uma corrente elétrica é um fluxo ordenado de partículas carregadas (partículas
dotadas de carga elétrica). Em um fio de cobre, a corrente elétrica é formada por
minúsculas partículas dotadas de carga elétrica negativa, denominadas elétrons -
- eles são os portadores da carga elétrica.

No fio de cobre (ou de qualquer outro metal) os elétrons naturalmente lá
existentes vagueiam desordenadamente (têm sentidos de movimentos aleatórios)
até que, por alguma ordem externa, alguns deles passam a caminhar
ordenadamente (todos no mesmo sentido) constituindo a corrente elétrica. A
intensidade dessa corrente elétrica vai depender de quantos desses portadores,
em movimento bem organizado passam, por segundo, por um região desse fio.

A corrente elétrica, num circuito, é representada pela letra I e sua intensidade
poderá ser expressa em ampères (símbolo A), em miliampères (símbolo mA)
ou outros submúltiplos tal qual o microampères (símbolo m A).

Um ampère (1 A) é uma intensidade de corrente elétrica que indica um fluxo de
6,2x1018 elétrons por segundo em qualquer seção do fio. Esses 6,2x1018 elétrons
transportam uma carga elétrica total cujo valor é de um coulomb (1 C).
'coulomb'(símbolo C) é a unidade com que se medem as quantidades de cargas
elétricas.
Se indicarmos a quantidade de carga elétrica que passa pela seção de um fio por
Q (medida em coulombs) e o intervalo de tempo que ela leva para passar por
essa seção por ∆t (medido em segundos), a intensidade de corrente elétrica I
(medida em ampères) será calculada por:

I = Q : ∆t
Conversões:
1 A = 1 000 mA = 1 000 000 µA ⇒ 1 A = 103 mA = 106 µA

1 mA = 1/1 000 A = 1 000 µA ⇒ 1 mA = 10-3 A = 103 µA

1 µA = 1/1 000 000 A = 1/1000 mA ⇒ 1 µA = 10-6 A = 10-3 mA
Entendeu mesmo? ....
⌦ O que uma "corrente elétrica" significa para você?
⌦ Que unidade é usada para medir essas correntes? Quais os submúltiplos
dela?
⌦ Através de que materiais a corrente pode fluir facilmente?
⌦ Cite alguns materiais que atrapalham ou mesmo impedem o fluxo de
corrente elétrica através deles.
⌦ O que é um circuito elétrico?

Tensão elétrica
⌦ No circuito da lanterna, o que provoca a circulação da corrente?

ela converte energia química (que está armazenada nas substâncias químicas que estão dentro dela) em energia elétrica.d. Duas células conectadas uma em seguida à outra. Algum tempo depois. já com mais uso. é o que caracteriza a tensão elétrica nos terminais da pilha. significa dizer que: cada 1. Vamos explicar isso um pouco mais: o que uma pilha realmente faz. a corrente elétrica circulante é intensa e a lâmpada brilha vivamente. é "descarregada". quando em funcionamento. e transferida para cada coulomb de carga elétrica que é movimentado dentro dela.5 J de energia elétrica para cada 1.5 V etc. .5 V de tensão entre seus terminais (pólos). em série. Do mesmo modo. causa da corrente elétrica. Essa grandeza é indicada pela letra U e é medida na unidade volt (símbolo V). a intensidade de corrente no circuito diminui e a lâmpada brilha mais fracamente. Esse algo. a energia química da bateria diminui de 12 J e. por Q a quantidade de carga elétrica que a atravessa e por E a quantidade de energia que ela fornece para essa carga.p.) que surge entre os terminais da pilha (pólo positivo e pólo negativo). lembra-se. falar que a tensão elétrica entre os terminais de uma bateria (associação conveniente de células voltaicas) é de 12 V. a tensão fornecida por elas é total. Nota: J é o símbolo de joule. Quanto de energia química é convertida em energia elétrica. quando as pilhas estão novas. com o uso contínuo ela irá "pifar". Três pilhas em série proverão cerca de 4. a tensão fornecida por elas diminui.). Assim. Eventualmente não acenderá mais. leva consigo 12 J de energia elétrica.0 C de carga elétrica que passa por dentro dela e sai pelo pólo positivo. é a tensão elétrica ou diferença de potencial (d. Claro. é uma conversão de energia. Se indicarmos por U a tensão nos terminais da pilha (ou bateria etc. O termo popular para isso. a unidade oficial de energia.É algo produzido pelas células voltaicas (as pilhas).5 V significa dizer que ela fornece 1.0 V. ficar sem energia. as pilhas "pifaram"! Cada célula voltaica provê cerca de 1. falar que a tensão U entre os terminais de uma pilha é de 1. (pólo positivo de uma encostado no pólo negativo da outra)proverão cerca de 3.0 C de carga que a atravessa. teremos: U=E:Q Em nosso circuito da lanterna.

quanto maior a tensão maior será o seu brilho. Observe essas associações: Células associadas em série. Nota: Há um código de cores nas pérolas das pequenas lâmpadas incandescentes. paralelo e mista. A "pérola" é aquela bolinha de vidro dentro da lâmpada que sustenta os fios que vão ao filamento. Esses arranjos (ou associações) podem ser em série. Por outro lado. ⌦ Você já reparou nisso? De que cor é a pérola da lâmpada em sua lanterna de duas pilhas (3 V)? Como já salientamos. uma bateria consiste no arranjo conveniente de duas ou mais células voltaicas. em paralelo ou mista (combinações adequadas de séries e paralelos). mas isso não afeta o tempo de vida útil das células. se as células (iguais) forem . usando uma mesma lâmpada adequada. Símbolo da pilha e pilhas conectadas em série. ⌦ Qual desses arranjos acima faria a lâmpada acender com maior brilho? Lâmpadas incandescentes são projetadas para funcionarem com uma certa tensão particular (e alguma tolerância) mas. no sentido exato. Conectando-se as células em série aumentamos a tensão elétrica total disponível. ou uma grande intensidade por pouco tempo. Uma célula individual pode prover uma pequena intensidade de corrente por muito tempo.

permitam-se. as "bataterias". Setas colocadas nos diagramas sempre indicam esse sentido convencional.. de certo modo. 'como fazer pilhas com batatas' e colocar relógio digital em funcionamento usando as 'baterias de batatas' ou.5 V. Isso indica que ela está capacitada a manter um corrente de intensidade 7A durante 1 h. você deve ficar atento que esse só seria o sentido correto se o fluxo ordenado (corrente) fosse constituído por partículas com carga positiva. . Isso traduz. 7Ah ⎯ . ou 1A durante 7h etc. Uma lâmpada de lanterna percorrida por corrente de intensidade 300 mA (usando pilhas tipo C.5A durante 2h. enquanto o outro é negativo. Isto significa que. a tensão não fica afetada. ou manter de uma corrente de intensidade 3. Nessa mesma Sala você encontrará o experimento sobre. em particular discute-se a eletrólise. ⌦ O que é tensão elétrica ou diferença de potencial? ⌦ O que é uma bateria? ⌦ Em que unidade(s) mede(m)-se a 'capacidade de armazenamento' de uma célula? O sentido convencional da corrente elétrica Um terminal (pólo) de uma célula (pilha) ou bateria é positivo. continua os mesmos 1. especificamente da Eletroquímica.conectadas em paralelo. Exemplificamos: Uma bateria selada para "no-break" trás as indicações ⎯ 12V. a química desenvolve esse assunto a partir da pilha de Daniel onde. Em um fio de cobre. o sentido do fluxo de elétron é oposto ao escolhido como "sentido da corrente convencional". Sala da Química - Foguete .Eletrólise. Entendeu mesmo? .. O linguajar popular chama isso de "capacidade de armazenamento" e é indicado em ampères-hora (A-h). os portadores de carga elétrica são os elétrons. o quanto de energia química está armazenada na pilha e quanto de energia elétrica pode ser utilizada até ela "pifar". alcalinas)deveria funcionar por cerca de 20 horas antes das pilhas esgotarem-se. Elétrons são negativamente-carregados e então devem fluir do negativo para o positivo. Fazendo experiências com pilhas: pilhas são assuntos da Química. Didaticamente. Porém.. A eletrólise você pode encontrar em nossas Salas de Exposições. realmente. mas o tempo de vida da bateria é dobrado. Esse sentido de percurso (do + para o -) é denominado sentido convencional da corrente elétrica. É conveniente pensar em corrente elétrica como algo fluindo do pólo positivo para o pólo negativo.

que é mantida por um gerador que provê tensão elétrica constantemente variável. a corrente é formada por fluxos ordenados de elétrons (todos num mesmo sentido) e por "buracos" (todos em sentido oposto ao dos elétrons) que se comportam como portadores de carga positiva. A propriedade elétrica dessas partes. Parte do circuito da lanterna limita o fluxo de cargas. Por isso ela é denominada corrente contínua ou CC. não interessa saber que tipo de portador (com carga positiva ou com carga negativa)está participando da corrente elétrica. no eletromagnetismo por exemplo. de forma que fluxo da corrente se dará sempre no mesmo sentido. umas dificultando o fluxo de cargas e outras não. Em alguns segundos o interior da bateria começará a ferver! Em uma lanterna não acontece isso. Nela. oferecendo uma baixa resistência à .. esse conhecimento é indispensável para que possa ser previsto com precisão o efeito da corrente elétrica. A polaridade nos terminais desse tipo de gerador é tal que a corrente inverte seu sentido de percurso 60 vezes a cada segundo de funcionamento. os portadores de carga elétrica invertem seu sentido de percurso. iremos conseguir uma corrente elétrica de enorme intensidade durante um curto intervalo de tempo. em contraste com a corrente elétrica domiciliar. mantendo a intensidade da corrente com valores adequados. de considerável espessura. Quando o comportamento de um circuito eletrônico está sendo analisado. num incessante vai-vem. as lâminas do interruptor e as conexões da lâmpada são feitas de metal apropriado. Algumas outras partes não afetam substancialmente esse fluxo. os ânions (íons negativos) e os cátions (íons positivos). Em alguns casos. de modo geral. caracterizam uma grandeza denominada resistência elétrica.. Entendeu mesmo? . Isso dá lugar a uma corrente alternada ou AC.. Uma pilha provê uma tensão elétrica com polaridade fixa (o pólo positivo nunca ficará negativo e vice-versa). em transistores. ⌦ O que é "sentido convencional da corrente elétrica"? ⌦ O comportamento dos circuitos eletrônicos pode ser sempre analisado com precisão ao assumirmos para a corrente esse sentido convencional? Resistência elétrica Se interligarmos diretamente o pólo positivo de uma bateria automotiva com seu pólo negativo mediante um grosso fio de cobre. A mola. Como exemplo.A corrente elétrica nos mais variados sistemas elétricos e eletrônicos envolve freqüentemente três espécies de portadores de cargas elétricas: os elétrons (-).

. o filamento da lâmpada é feito com outro material (tungstênio) e de pequena espessura.. Nota: Conceituar 'resistência elétrica' em termos de 'dificuldade' ou 'oposição' á passagem da corrente elétrica é apenas uma técnica macroscópica e simplista para contornar a conceituação microscópica dos efeitos observados quando portadores de carga elétrica interagem com a matéria. No ar.3A = 10Ω Os valores de resistências elétricas que participam de circuitos eletrônicos podem variar desde alguns ohms. provê uma tensão elétrica U = 3 V. é que o resultado da 'operação' U/I (duas grandezas de fácil medição) é justamente a medida do número de choques por unidade de volume (uma contagem de difícil realização prática). Por outro lado. As partículas constituintes da corrente elétrica (portadores) chocam-se (interação de campos) com as partículas do próprio condutor.corrente elétrica. Os componentes eletrônicos projetados com o propósito de oferecerem resistência elétrica de valores particulares são chamados de resistores. A grande façanha da lei de Ohm. e mais adiante verá o porque: R = U : I = 3V : 0. em série. Entendeu mesmo? . O número de choques por unidade de volume é o conceito fiel e microscópico para a grandeza "resistência elétrica'. nos terminais de uma lâmpada incandescente. mantendo uma corrente elétrica de intensidade I = 300 mA = 0. Para impedir isso. o qual passa a emitir luz visível. qual a resistência elétrica R desse filamento? Isso é calculado assim. esse filamento se oxidaria de imediato (combustão) e seria volatilizado. ⌦ Se uma bateria feita com duas pilhas tamanho C. ⌦ Que partes da lanterna limita o fluxo da corrente? ⌦ Que unidade é usadas para a medida da resistência elétrica de um condutor? Quais seus múltiplos? ⌦ Que símbolos gráficos são usados habitualmente para representar: a) diferença de potencial (tensão)? . ou seja. todo ar é retirado de dentro do bulbo da lâmpada e substituído por um outro gás não oxidante. oferecendo uma alta resistência à corrente elétrica.3 A. quanto de dificuldade eles impõem à passagem da corrente elétrica. conforme pode ser demonstrado. passar pelos milhares de ohms (quiloohms) e chegar aos megaohms. é medida em ohms (símbolo W ). A resistência elétrica (R)dos condutores.. O fluxo de cargas através desse trecho de grande resistência (o filamento) causa um grande aquecimento que o leva ao brilho-branco.

(4) Usando-se sempre o mesmo fio. R diminui quando a espessura do fio aumenta. a intensidade da corrente se altera quando se substitui um material condutor por outro. Dessas observações. R aumenta quando o comprimento do fio aumenta. a intensidade da corrente aumenta quando se aumenta a tensão aplicada. R depende do material de que é feito o fio. b) intensidade de corrente elétrica? c) resistência elétrica de um condutor? A lei de Ohm A relação entre a intensidade da corrente elétrica (I). Ohm conclui que.c). Com eles. a tensão elétrica (U) e a resistência elétrica (R) foi descoberta por Georg Simon Ohm.I e I=U:R . Ele fez seus próprios fios resistores. quando a tensão sobre eles e a temperatura são mantidos constantes. (2) A intensidade da corrente elétrica aumenta conforme se aumenta a espessura do fio. sem alterar seu comprimento. foram as seguintes: (1) A intensidade da corrente elétrica diminui quando se aumenta o comprimento do fio. (3) Com comprimento e espessura constantes. Em símbolos: U : I = constante = R Reorganizando a lei de Ohm podemos obter duas expressões adicionais: U = R. conseguiu mostrar que a intensidade da corrente depende de seus comprimentos e de suas espessuras. Essa constante é exatamente o valor da resistência elétrica do fio em questão. se a temperatura for mantida constante. mantido à temperatura constante.b.feitas sob tensão e temperatura constantes. Suas observações (a. a relação Tensão elétrica : corrente elétrica ou U : I mantinha-se constante para qualquer fio particular. sem alterar sua espessura.

). ⌦ Calcule a resistência elétrica do filamento de uma pequena lâmpada sabendo-se que. a intensidade de corrente através dele deve Ü . Se a resistência desse fio. diminuir....V' indica uma diferença de potenciais elétricos (d.(tensão) aplicada sobre um fio é aumentada... Entendeu mesmo? .(tensão) aplicada entre os extremos de um fio é mantida constante. devido a uma causa qualquer.d. será perfeitamente válido escrever V .. ⌦ Se a d..Escrita dessa última forma.) aplicada e inversamente proporcional à sua resistência elétrica. (aumentar / diminuir / permanecer a mesma). evite escrever a lei de Ohm sob a forma V = R.p.d. a intensidade de corrente que circula por um material é diretamente proporcional à tensão elétrica (d..p.. Nota: Por motivos que será oportunamente explicado (potencial elétrico)... uma vez que você aprenda a usá-las corretamente.. sob tensão de 4...I....5 V (três pilhas conectadas em série).. (aumenta / diminui / não se altera)... ... a intensidade de corrente através dele é de 150 mA..V'= R. verá que constituem chaves para resolução de delicados problemas sobre circuitos elétricos.p... onde V ..I. ⌦ Uma d. Essas equações simples são fundamentais para a Eletrônica e.... sob temperatura constante.. a intensidade de corrente através dele Ü .p. Sob esse prisma.d..d. a lei de Ohm estabelece que... sem alterar sua resistência elétrica então....

mais especificamente. Vamos estudar: Placa para protótipos Prática com circuitos . O que se usa. via de regra.Circuitos eletrônicos (Protótipos de Circuitos) Introdução Assim como nos demais campos do conhecimento humano. placa de contatos para protótipos (protoboard). antes de sua montagem definitiva em placas de circuitos impressos. S2 e S3 forem fechados todos ao mesmo tempo? Por que essa ação deve ser evitada? Práticas da Teoria 1 . Tais protótipos constituem uma fase de ensaio. também na Eletrônica. é uma matriz de contatos. Nesse trabalho prático que acompanha a Teoria I .Circuitos Eletrônicos . devemos associar Teoria à Prática.⌦ No circuito acima. Sua compreensão se desenvolverá bem mais rapidamente se você começar cedo a manipular e utilizar os diversos componentes eletrônicos.você aprenderá a técnica da montagem de circuitos a partir de protótipos. que interruptor(es) deve(m) ser fechado(s) para: a) acender só a lâmpada L1? b) acender só a lâmpada L2? c) acender as lâmpadas L1 e L2? ⌦ O que acontecerá com as lâmpadas L1 e L2 se os interruptores S1. coordenação e análise de um projeto.

a qual incumbe-se das conexões básicas. sem o uso de soldas. o que permite observar esses arranjos com detalhes. conjuntos metálicos fazem interligações entre os componentes. interligações mediante fios (jumpers) podem ser espetados nos orifícios dessa placa. os quais são organizados em colunas e canais. um circuito impresso provisório. No interior da placa. De cada lado da placa. . há duas colunas completas. cada um com 5 orifícios. Não só os terminais dos componentes. como também. Os terminais dos componentes são introduzidos nos orifícios da placa. como se ilustra abaixo. na prática. Há um espaço livre no meio da placa e de cada lado desse espaço há vários grupos de canais horizontais (pequenas fileiras).Placa para protótipos A ilustração a seguir mostra uma placa para protótipos: Placas para protótipos são usadas para as montagens de circuitos temporários. Alguns modelos de tais placas têm a base facilmente removíveis. ao longo de seu comprimento. É.

Breve você estará apto a montar uma dessas fontes de alimentação (e não vai mais precisar comprar pilhas ou baterias!) Prática com circuitos Construa o circuito ilustrado a seguir: . A conexão do 0 V (negativo da fonte) deve ser feita com fio preto utilizando o primeiro orifício da coluna da esquerda. ao primeiro orifício da coluna da direita.. você precisa conectar uma fonte de alimentação. tais fontes serão pilhas ou baterias. Em nossas primeiras práticas. Uma fonte de alimentação que forneça 6 VCC ou 9 VCC de tensão elétrica entre seus terminais é satisfatória para os circuitos que você irá testar nessa fase experimental. O terminal positivo da fonte deve ser ligado com fio vermelho. No laboratório da escola você poderá usar como fonte de tensão um eliminador de pilhas de tensão ajustável.⌦ Que conexões são necessárias para se montar um circuito? Primeiro.

está ligada diretamente na fonte de alimentação e deverá acender com brilho normal.A lâmpada. Modifique a montagem conforme essa nova ilustração: . confira o seguinte: a) observe se a fonte de alimentação está ligada (se for do tipo eliminador de pilhas) ou se as ligações aos terminais estão bem feitas (porta-pilhas ou bateria). Cheque o filamento da lâmpada para ver se não está rompido. a corrente não circulará e a lâmpada não irá acender. Se isso não acontecer. A menos que haja um percurso contínuo. adequada para suportar os 9 VCC. b) verifique se o circuito está completo (fios da lâmpada bem inserido e lâmpada devidamente rosqueada em seu soquete). Os fios que vem da lâmpada devem ser inseridos exatamente nas colunas mostradas. Essa montagem ilustra exatamente o circuito da lanterna.

Agora você estará usando fios para fazer as conexões entre as colunas (. Repare que os canais (blocos com 5 orifícios) são independentes entre si. de modo a enxergar o circuito completo. Tais conexões são os "jumpers".e +) para os canais intermediários na região média da placa. observe-a: . Nessa figura. passe sua caneta para mostrar as ligações por baixo da matriz de contatos. Aqui está uma montagem que não vai funcionar.

O circuito está incompleto.A idéia era montar duas lâmpadas ligadas em série e alimentar a associação com os 9 V da fonte de alimentação. na prática. como ele deve ficar: . isso não foi feito. nessa ilustração abaixo. Mas. Há uma certa distância entre o que se pensa e o que se faz! ⌦ Você é capaz de mostrar os erros cometidos? Construa esse circuito adequadamente. Mostre.

como se ilustra: . o que você nota com relação ao brilho das lâmpadas? ⌦ Como você explica esse comportamento? ⌦ Comparada com o circuito da lanterna (uma lâmpada ligada diretamente na fonte). menor ou a mesma? ⌦ Desenrosque uma das lâmpadas de seu soquete.⌦ Uma vez que seu circuito está pronto para funcionar. O que acontece à outra lâmpada? Por quê? Agora construa um circuito diferente. Dessa vez as lâmpadas são interligadas em paralelo. a intensidade de corrente nesse atual circuito é maior.

Lembre-se: nas ligações em paralelo há caminhos alternativos para a corrente elétrica. ⌦ Em relação aos circuitos anteriores. Montando o circuito corretamente.Confira suas conexões cuidadosamente. que você pode dizer quanto à intensidade de corrente em cada lâmpada? ⌦ Em relação aos circuitos anteriores a intensidade de corrente através da fonte aumentou ou diminuiu? ⌦ Desenroscando uma das lâmpadas. o que acontece com a outra? Explique o fato. monte esse circuito. E. todas as lâmpadas devem acender. . para encerrar. É uma associação mista (série e paralelo). como está o brilho de cada lâmpada? ⌦ Em relação aos circuitos anteriores.

⌦ Que lâmpada(s) apresenta(m) brilho normal? ⌦ Que lâmpadas apresentam mesmo brilho? ⌦ Que acontece quando desenroscamos cada lâmpada individualmente? ⌦ Que acontece com a intensidade de corrente através da fonte? Faça vários ensaios com esse circuito e procure interpretar suas observações em termos de resistência global do circuito e intensidades de correntes que circulam em cada lâmpada. .

como exemplo. é o resistor associado em série com um LED. em detalhes. Após esse capítulo você estará apto para calcular um valor ôhmico satisfatório para tal resistor. num outro capítulo. Tópicos Para que servem os resistores? Resistores de valores fixos Código de cores Ainda sobre o código de cores Padrões E12 e E24 Limitador de corrente Resistores em Série e em Paralelo Potência em resistores Para que servem os resistores? Na prática. . Uma aplicação típica disso. como se ilustra: Nesse circuito. permitindo apenas uma intensidade suficiente para que ele possa acender. Os LEDs serão discutidos. os resistores limitam a intensidade de corrente elétrica através de determinados componentes. Teoria 2 . o resistor limita a corrente que passa através do LED. Sem esse resistor a intensidade de corrente através do LED iria danificá-lo permanentemente.Resistores Esse capítulo irá descrever os resistores de valores fixos e comentar algumas de suas aplicações mais importantes nos circuitos eletrônicos.

assim como podem ser usados para controlar o "ganho de tensão" em amplificadores. No caso dos LDRs. ⌦ Você pode citar outros exemplos de transdutores de cada tipo? Em outros circuitos. relés. mudanças da intensidade da luz que incide em suas superfícies resultam numa alteração nos valores ôhmicos de suas resistências. kΩ ou MΩ ) para uma particular aplicação. a tensão recolhida sobre esse divisor de tensão será um "sinal de tensão" que reflete as mudanças de iluminação sobre o LDR. O "retângulo" com terminais é uma representação simbólica para os resistores de valores fixos tanto na Europa como no Reino Unido. é necessariamente energia elétrica. A maioria dos circuitos requerem a presença de resistores para seus corretos funcionamento.. Como se verá (Teoria III). seja em Ω . Que é um transdutor? . interruptores e Resistores Dependentes da Luz ou LDRs. Transdutores são componentes eletrônicos que efetuam conversão de energia de uma modalidade para outra onde. Dê três funções que os resistores podem desempenhar num circuito. são exemplos de transdutores de saída. Microfones.) opta-se pelo "retângulo". "buzzers" e também os LEDs. Resistores especiais também são usados como transdutores em circuitos sensores. a representação em "linha quebrada" (zig-zag) é usada nas Américas e Japão. um transdutor de entrada é freqüentemente associado a um resistor para fazer um circuito denominado divisor de tensão. é preciso saber alguns detalhes sobre diferentes tipos de resistores e como fazer uma boa escolha dos resistores disponíveis (valores adequados.. 1. Apesar disso. em geral. são exemplos de transdutores de entrada. Nos livros de Física publicados no Brasil. Nesse caso. talvez por simplicidade do desenho. Resistores também são usados em associações com capacitores no intuito de alterar sua "constante de tempo" (ajuste do tempo de carga ou descarga). nas ilustrações eletrônicas brasileiras (de revistas etc. usam-se do "zig-zag" (linha quebrada). Entendeu mesmo . 2. os resistores podem ser usados para dirigir frações da corrente elétrica para partes particulares do circuito. Assim sendo. Alto-falantes. lâmpadas de filamento. uma delas.

3. Dê exemplos de transdutores de entrada e de saída.

Resistores de valores fixos
A ilustração mostra detalhes construtivos de um resistor de filme de carbono
(carvão):

Durante a construção, uma película fina de carbono (filme) é depositada sobre
um pequeno tubo de cerâmica. O filme resistivo é enrolado em hélice por fora do
tubinho ⎯ tudo com máquina automática ⎯ até que a resistência entre os dois
extremos fique tão próxima quanto possível do valor que se deseja. São
acrescentados terminais (um em forma de tampa e outro em forma de fio) em
cada extremo e, a seguir, o resistor é recoberto com uma camada isolante. A
etapa final é pintar (tudo automaticamente) faixas coloridas transversais para
indicar o valor da resistência.
Resistores de filme de carbono (popularmente, resistores de carvão) são baratos,
facilmente disponíveis e podem ser obtidos com valores de (+ ou -) 10% ou 5%
dos valores neles marcados (ditos valores nominais).
Resistores de filme de metal ou de óxido de metal são feitos de maneira similar
aos de carbono, mas apresentam maior acuidade em seus valores (podem ser
obtidos com tolerâncias de (+ ou-) 2% ou 1% do valor nominal).
Há algumas diferenças nos desempenhos de cada um desses tipos de resistores,
mas nada tão marcante que afete o uso deles em circuitos simples.
Resistores de fio, são feitos enrolando fios finos, de ligas especiais, sobre uma
barra cerâmica. Eles podem ser confeccionados com extrema precisão ao ponto
de serem recomendados para circuitos e reparos de multitestes, osciloscópios e
outros aparelhos de medição. Alguns desses tipos de resistores permitem

passagem de corrente muito intensa sem que ocorra aquecimento excessivo e,
como tais, podem ser usados em fontes de alimentação e circuitos de corrente
bem intensas.

Código de cores
⌦ Como os valores ôhmicos dos resistores podem ser reconhecidos pelas cores
das faixas em suas superfícies?
Simples, cada cor e sua posição no corpo do resistor representa um número, de
acordo com o seguinte esquema, COR ⎯ NÚMERO :
PRETO MARROM VERMELHO LARANJA AMARELO VERDE AZUL VIOLETA CINZA BRANCO

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

A PRIMEIRA FAIXA em um resistor é interpretada como o PRIMEIRO DÍGITO do
valor ôhmico da resistência do resistor. Para o resistor mostrado abaixo, a
primeira faixa é amarela, assim o primeiro dígito é 4:

A SEGUNDA FAIXA dá o SEGUNDO DÍGITO. Essa é uma faixa violeta, então o
segundo dígito é 7. A TERCEIRA FAIXA é chamada de MULTIPLICADOR e não
é interpretada do mesmo modo. O número associado à cor do multiplicador nos
informa quantos "zeros" devem ser colocados após os dígitos que já temos. Aqui,
uma faixa vermelha nos diz que devemos acrescentar 2 zeros. O valor ôhmico
desse resistor é então 4 7 00 ohms, quer dizer, 4 700Ω ou 4,7 kΩ .
Verifique novamente, nosso exemplo, para confirmar que você entendeu
realmente o código de cores dados pelas três primeiras faixas coloridas no corpo
do resistor.
A QUARTA FAIXA (se existir), um pouco mais afastada das outras três, é a faixa
de tolerância. Ela nos informa a precisão do valor real da resistência em relação
ao valor lido pelo código de cores. Isso é expresso em termos de porcentagem. A
maioria dos resistores obtidos nas lojas apresentam uma faixa de cor prata,
indicando que o valor real da resistência está dentro da tolerância dos 10% do
valor nominal. A codificação em cores, para a tolerância é a seguinte:
COR MARROM VERMELHO OURO PRATA

TOLERÂNCIA + ou – 1% + ou – 2% + ou – 5% + ou – 10%

Nosso resistor apresenta uma quarta faixa de cor OURO. Isso significa que o
valor nominal que encontramos 4 700Ω tem uma tolerância de 5% para mais ou
para menos. Ora, 5% de 4 700Ω são 235Ω então, o valor real de nosso resistor
pode ser qualquer um dentro da seguinte faixa de valores: 4 700Ω - 235Ω = 4
465Ω e 4 700Ω + 235Ω = 4 935Ω .
A ausência da quarta faixa indica uma tolerância de 20%.
Quando você for ler em voz alta um valor ôhmico de resistor (a pedido de seu
professor), procure a faixa de tolerância, normalmente prata e segure o resistor
com essa faixa mantida do lado direito. Valores de resistências podem ser lidos
rapidamente e com precisão, isso não é difícil, mas requer prática!

Entendeu mesmo ...

1. Cite três diferentes tipos de resistores.
2. Qual o valor ôhmico do resistor cujas faixas coloridas são:
(A) marrom, preto, vermelho?
(B) cinza, vermelho, marrom?
(C) laranja, branco, verde?
3. Dê o código de cores para os seguintes valores de resistência:
(A) 1,8 kΩ (B) 270 Ω (C) 56 kΩ
4. Obtenha os valores máximos e mínimos de resistências dos resistores
marcados com as seguintes faixas:
(A) vermelho, vermelho, preto ----- ouro
(B) amarelo, violeta, amarelo ----- prata

Ainda sobre o código de cores
O código de cores como explicado acima permite interpretar valores acima de
100 ohms. Com devido cuidado, ele pode se estendido para valores menores.
⌦ Como serão as cores para um resistor de valor nominal 12 ohms?

Será: marrom, vermelho e preto.

A cor preta (0) para a faixa do multiplicador indica que nenhum zero (0 zeros)
deve ser acrescentado aos dois dígitos já obtidos.
⌦ Qual será o código de cores para 47 ohms?

A resposta é: amarelo, violeta e preto.
Usando esse método, para indicar valores entre 10 ohms e 100 ohms, significa
que todos os valores de resistor requerem o mesmo número de faixas.
Para resistores com valores ôhmicos nominais entre 1 ohm e 10 ohms, a cor do
multiplicador é mudada para OURO. Por exemplo, as cores marrom, preto e
ouro indicam um resistor de resistência 1 ohm (valor nominal).

Outro exemplo, as cores vermelho, vermelho e ouro indicam uma resistência de
2,2 ohms.

Resistores de filme de metal, fabricados com 1% ou 2% de tolerância, usam
freqüentemente um código com, 4 faixas coloridas para os dígitos e 1 faixa para a
tolerância, num total de 5 faixas.

Assim, um resistor de 1kΩ , 1% terá as seguintes faixas:
marrom, preto, preto, marrom marrom
1 0 0 1zero 1%
Já, um resistor de 56kΩ , 2% terá as seguintes faixas:
verde, azul, preto, vermelho vermelho
5 6 0 2zeros 2%
É provável que você utilize resistores de valores pequenos assim como resistores
de filme de metal em algumas ocasiões, por isso é útil saber esses detalhes. A
maioria dos circuitos eletrônicos, porém, será montada com resistores de carvão
(filme de carbono) e, portanto, o mais usado será o código de três cores +
tolerância. Esse você tem que dominar, com certeza!

Entendeu mesmo ...
1. Dê os valores ôhmicos nominais dos resistores que apresentam as seguintes
faixas de cores:
(A) laranja, laranja, preto
(B) cinza, vermelho, ouro
(C) laranja, laranja, preto, vermelho
2. Como fica o código de cores para um resistor de 10 kW nominais,
(A) usando o três sistema de cores?
(B) usando o sistema de quatro cores?

Padrões E12 e E24
Se você já tem alguma experiência na montagem de circuitos, terá notado que os
resistores têm comumente valores como 2,2 (Ω , kΩ ou MΩ), 3,3 (Ω , kΩ ou MΩ)
ou 4,7 (Ω , kΩ ou MΩ) e não encontra no mercado valores igualmente espaçados
tais como 2, 3, 4, 5 etc.
Os fabricantes não produzem resistores com esses valores ôhmicos nominais.
⌦ Por que será?
A resposta, pelo menos em parte tem algo a ver com a precisão expressas pelas
porcentagens. Na tabela abaixo indicamos os valores encontrados nos
denominados padrões E12 e E24, um para aqueles com tolerância de 10% e
outro para a tolerância de 5%:

Os resistores são fabricados com resistências nominais de valores múltiplos
desses vistos nas tabelas, por exemplo, 1,2Ω – 12Ω – 120Ω – 1200Ω – etc.

Considere os valores adjacentes 100Ω e 120Ω do padrão E12; 100 é múltiplo de
10 e 120 é múltiplo de 12. Ora, como esse padrão é para tolerância de 10%,
teremos: 10% de 100Ω = 10Ω e 10% de 120Ω = 12Ω. Assim sendo, os resistores
marcados como 100Ω poderão ter qualquer valor entre ⎯ 90Ω e 110Ω ⎯ e os
marcados como 120Ω poderão ter qualquer valor entre ⎯ 108Ω e 132Ω ⎯ .
Essas duas faixas de alcances se sobrepõem, mas só ligeiramente; só 2Ω , entre
108Ω e 110Ω .
Nominal = 100Ω
90 ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ 110
Nominal = 120Ω
108 ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ 132
Vamos repetir o raciocínio para valores do extremo da tabela, digamos 680Ω e
820Ω . O marcado como 680Ω poderá ter resistência real de até 680Ω + 68Ω =
748Ω , enquanto que aquele marcado como 820Ω poderá ter resistência tão
baixa quanto 820Ω - 82Ω = 738Ω .

Novamente há superposição porém, de valor bastante pequeno, só 10Ω !
Os padrões E12 e E24 são projetados para cobrir todos os valores de resistência,
com o mínimo de sobreposição entre eles.
Isso significa que, quando você substituir um resistor danificado por outro com um
valor nominal mais alto, sua resistência real, quase certamente, também terá
valor maior. Do ponto de vista prático, tudo isso serviu para mostrar a você que
os resistores de filme de carbono são disponíveis em múltiplos dos valores
indicados nos padrões E12 e E24.

Entendeu mesmo ...

⌦ Que valor do padrão E12 está mais próximo a 5 030Ω ?

Limitador de corrente
Agora você já está pronto para calcular o valor ôhmico do resistor que deve ser
conectado em série com um LED. É um resistor limitador de corrente. Observe
a ilustração:

Um LED típico requer uma corrente de
intensidade de 10 mA e proporciona
uma "queda de tensão" de 2V enquanto
está aceso.
Nossa fonte de tensão fornece 9V.
Qual deve ser a tensão entre os
terminais de R1?

A resposta é 9V – 2V = 7V. Lembre-se que a soma das tensões sobre
componentes em série deve ser igual à tensão da fonte de alimentação.
Agora, com relação a R1, temos duas informações: a intensidade de corrente que
passa por ele (10mA) e a tensão que ele suporta (7V).
Para calcular sua resistência usamos a fórmula:

R1 = U ÷ I
Substituindo-se U e I por seus valores temos:

R1 = 7V ÷ 0,01A = 700Ω

Cuidado com as unidades!
A fórmula deve ser aplicada com as grandezas resistência, tensão e intensidade
de corrente elétrica medidas nas unidades fundamentais que são,
respectivamente, ohm (Ω ), volt (V) e ampère (A). No caso, os 10 mA devem ser
convertidos para 0,01A, antes de se fazer a substituição.

⌦ O valor obtido, mediante cálculo, para R1 foi de 700Ω . Qual o valor mais
próximo que deve ser selecionado entre os indicados nos padrões E12 e E24?

Resistores de 680Ω , 750Ω e 820Ω são os mais prováveis. 680Ω é a escolha
óbvia. Isso acarretará uma corrente ligeiramente maior que os 10 mA através do
LED (e do próprio resistor R1!) mas, a maioria dos LEDs não serão danificados
pois podem suportar até cerca de 20 mA.

No circuito por acender um LED.. 1. onde temos dois resistores R1 e R2 conectados em série.⌦ Que cores terão as faixas desse resistor de 680Ω ? Entendeu mesmo . Qual deve ser o valor de R1? Se a fonte for substituída por outra de 9V. b) a soma das tensões sobre todos os componentes deve ser igual à tensão total aplicada.. c) a resistência total da associação é igual à soma das resistências dos componentes individuais. Comentemos isso tendo em vista o circuito ilustrado a seguir. qual o novo valor de R1? Resolução: Resistores em Série e em Paralelo Em um circuito série constatam-se as seguintes propriedades: a) todos os componentes são percorridos por corrente de mesma intensidade. sob tensão total de 6V: . a fonte de alimentação fornece 6 V.

I = 1 000Ω x 0.003A = 3V A tensão elétrica sobre o resistor R2 deve ser também de 3V. nesse exemplo) é de 3V.p. Em um circuito paralelo constatam-se as seguintes propriedades: a) todos os componentes suportam a mesma tensão elétrica. b) a tensão sobre cada resistor (de valores iguais. A próxima ilustração nos mostra dois resistores conectados em paralelo e alimentados por uma bateria de 6V: .d.003A = 3 mA A tensão elétrica (d. c) a resistência total da associação é calculada pelo quociente entre o produto das resistências individuais e a soma delas (CUIDADO: isso vale só para 2 resistores em paralelo!). A soma dessas duas tensões é igual à tensão mantida pela bateria. dada pela expressão: Rtotal = R1 + R2 Nesse circuito. b) a soma das intensidades de corrente nos componentes individuais deve ser igual à intensidade de corrente total. a) em todos os pontos do circuito (inclusive dentro da bateria de 6V) a intensidade de corrente é de 3 mA. uma vez que a soma delas deve dar os 6V da fonte de alimentação. c) a resistência total da associação vale 2kW .) sobre o resistor R1 será obtida por: U1 = R1. a intensidade de corrente foi obtida pela fórmula: I = Utotal / Rtotal Substituindo: I = 6V / 2 000Ω = 0.

012 A = 12 mA Rtotal 500Ω 3. Cada um deles está ligado diretamente na fonte de alimentação. Cálculo da corrente no resistor R1: Utotal 6V I1 = ⎯ ⎯ = ⎯ ⎯ ⎯ = 0. sempre passando a maior intensidade pelo caminho que oferece a menor resistência. c) a resistência total é dado pelo produto dividido pela soma das resistências: R1 x R2 Rtotal = ⎯ ⎯ ⎯ R1 + R2 Observe que circuitos em paralelos provêm caminhos alternativos para a circulação da corrente elétrica. veja cálculo abaixo) divide-se em duas parcelas iguais (6mA) porque os resistores têm resistências iguais. a) ambos os resistores R1 e R2 funcionam sob a mesma tensão (6V). Para o cálculo da resistência total de 4 resistores (iguais ou não) em paralelo teremos: 1/Rtotal = 1/R1 + 1/R2 + 1/R3 + 1/R4 . ela é mais geral. NOTA Uma fórmula alternativa para o cálculo da resistência total para dois resistores é: 1/Rtotal = 1/R1 + 1/R2 . pois pode ser estendida a mais de dois resistores. Se as resistências do paralelo tiverem o mesmo valor a corrente total divide-se em partes iguais. Apesar de aritmeticamente ser mais trabalhosa para cálculos mentais. Cálculo da resistência total: R1 x R2 1000Ω x 1000Ω Rtotal = ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ = ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ = 500Ω R1 + R2 1000Ω + 1000Ω 2. Vejamos os cálculos do circuito acima: 1. b) a corrente total (12 mA.006 A = 6 mA R1 1000Ω Para R2 teremos resultado idêntico. Cálculo da corrente total: Utotal 6V Itotal = ⎯ ⎯ ⎯ = ⎯ ⎯ ⎯ = 0.

Comecemos pelos resistores em paralelo.Vejamos agora um circuito mais complexo. U2 ou 3 = R2 ou 3 x I2 ou 3 = 1000Ω x 0. b) Cálculo da corrente total: Itotal = Ucomum / Rtotal = 6V / 1500Ω = 0. a associação terá resistência de 500Ω . 2. contendo partes em série e parte em paralelo: a) Cálculo da resistência total: 1.002A = 2V . a resistência total de dois resistores iguais em paralelo vale metade da de um deles.tensão sobre R1 (4V) = tensão no paralelo (2V).004A = 4V d) Tensão sobre R2 e R3: Pode ser obtida por dois caminhos: 1. 2. Como cada um tem resistência de 1kΩ . Como vimos no exemplo anterior. a resistência total será 1000Ω + 500Ω = 1500Ω . Tensão total (6V) .I = 1000Ω x 0. passa através de R1 e subdivide-se em duas parcelas iguais (porque os resistores do paralelo são iguais) que passam por R2 e R3. Esses 500Ω estarão em série com os 1000Ω da resistência R1 logo. c) Tensão sobre R1: U1 = R1.004A = 4mA Essa corrente é a que passa pelo interior da bateria.

e D? Potência nos resistores Quando corrente elétrica circula através de resistores.. e nos condutores. C. qual 2. especificamente. 1. Essa energia térmica produzida. é transferida para fora do corpo do resistor sob a forma de calor. esses sempre se aquecem. Embora não tão evidente como na lâmpada e em alguns resistores de fonte de alimentação. Essa quantidade aquece o filamento até que ele adquira a cor branca e passa a ser transferida para o ambiente sob a forma de calor e luz. A maior ou menor quantidade de energia elétrica convertida em térmica num componente depende . Neles ocorre conversão de energia elétrica em energia térmica.Confira cuidadosamente todos os cálculos e fórmulas envolvidas. em geral. convertendo energia elétrica em energia térmica e posteriormente em calor (parcela inútil e indesejável) e luz (parcela útil). Entendeu mesmo . via de regra. via corrente elétrica. qual (A) a resistência total no circuito? (A) a resistência total no circuito? (B) a intensidade de corrente que (B) as intensidades de corrente que passam passa pelo ponto A? pelos pontos B. Nele a energia elétrica proveniente das pilhas. esse aquecimento devido à passagem de corrente elétrica ocorre com todos os componentes eletrônicos. sem exceção. Isso torna-se óbvio se examinarmos o que acontece no filamento da lâmpada da lanterna. A lâmpada é um transdutor de saída. No circuito ilustrado. Uma compreensão clara disso tudo ajudará enormemente. No circuito ilustrado.. Seu filamento comporta-se como um resistor de resistência elevada (em confronto com as demais partes condutoras do circuito). é convertida em energia térmica.

a potência elétrica nos informa quanto de energia elétrica. Em particular.I2.apenas de dois fatores: a resistência ôhmica do componente e a intensidade de corrente elétrica que o atravessa. I = (R. a cada segundo. Energia convertida Potência = ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ Tempo para a conversão As unidades oficiais para as grandezas da expressão acima são: Potência em watt (W). Em termos de grandezas elétricas a expressão da potência pode ser posta sob a forma: Potência elétrica = tensão x intensidade de corrente Ou P=U. "indesejável". Esses dois fatores são fundamentais para se conhecer a rapidez com que a energia elétrica converte-se em térmica. é conhecida pela denominação de potência. e eis uma dica: na expressão P = U. Energia em joule (J) e Tempo em segundo (s). A potência de um dispositivo qualquer nos informa "quanto de energia" foi convertida de uma modalidade para outra. Desse modo. essa potência passa a ser denominada potência dissipada no resistor. I2 Lembre-se disso: para calcular a potência dissipada por resistores podemos usar das expressões P = U. deixe o U quieto e substitua o I por U/R..).I Ö Usando da definição de tensão e intensidade de corrente elétrica você conseguiria chegar a esse resultado? Isso é importante para que você perceba que essa 'formula' não foi tirada de uma 'cartola mágica'! Dentro da Eletrônica. A rapidez de conversão de energia. a cada "unidade de tempo" de funcionamento. a mais "vagabunda". I = R . "inútil" etc. foi convertida em outra modalidade de energia.I. em qualquer campo ligado à Ciência.i ou P = R. podemos escrever: P = U . Vamos checar o entendimento disso: . na Eletrônica. Ö Você poderia deduzir uma terceira expressão para o cálculo da potência dissipada em resistor? Tente.I). para os resistores.. onde a energia elétrica é convertida exclusivamente em energia térmica (a mais degradadas das modalidade de energia .

5A. prevendo-se as possíveis intensidades de corrente que o atravessarão. têm potência máxima de 0.a) Uma máquina converte 1000 joules de energia térmica em energia elétrica a cada 2 segundos. da superfície do corpo do resistor. Um resistor de tamanho pequeno (área pequena) não poderá dissipar (perder energia térmica para o ambiente sob a forma de calor) calor com rapidez adequada. ou seja. pelo seu tamanho. Ora. de 200 mA. quando percorrido por corrente muito intensa. tais resistores. Quanto maior for a área dessa superfície mais favorável será essa transferência. Qual sua potência? b) Um resistor submetido à tensão de 10V é atravessado por corrente elétrica de intensidade 0.5W. Em média. essa transferência irá depender. .5 joules a cada segundo. A ilustração abaixo mostra resistores de tamanhos diferentes: O resistor de carvão mais comum nos circuitos de aprendizagem são os de 0. Qual sua resistência? Que potência ele dissipa? c) Um resistor de resistência 100 ohms é percorrido por corrente d. A cada finalidade. Ele irá se aquecer em demasia o que o levará à destruição total.5W.c. podem dissipar calor à razão de 0. entre outros fatores. Quanto maior o tamanho físico de um resistor maior será a potência que pode dissipar (sem usar outros artifícios). Que tensão elétrica ele suporta? Que potência ele dissipa? É importante e indispensável que a energia térmica produzida num resistor seja transferida para o meio ambiente sob a forma de calor. deve-se adotar um resistor de tamanho adequado (potência adequada) para seu correto funcionamento.

Entendeu mesmo . mesmo porque nem caberiam nas caixas que alojam o circuito) devem usar outros recursos que permitam uma maior dissipação para os seus tamanhos.Resistores Usando o multímetro O Laboratório que acompanha a Teoria II .. de modo que o LED conectado em série seja percorrido por corrente de 10 mA? Práticas da Teoria 2 . como localizar e corrigir falhas. é coloca-los no interior de uma cápsula de alumínio dotada de aletas.. introduz a utilização do multímetro como ferramenta indispensável para realizar medidas nos circuitos. entendendo melhor como funcionam. mais poderá testar circuitos. Temos uma ilustração dessa técnica na figura acima.. Outro. Que valor de potência é recomendada para um resistor limitador de corrente de 680W .. para o resistor de 25W. Quanto mais habilitado você estiver com esse aparelho de medição.Alguns tipos de resistores (cujo tamanho físico não pode exceder umas dadas dimensões .Resistores. 1.. Tópicos O que fazem os medidores? Multímetros digitais Multímetros analógicos Práticas com medidas O que fazem os medidores? . Um dos recursos é manter uma ventilação forçada mediante ventiladores. Isso determina uma superfície efetiva bem maior.

"interrompido" para poder intercalar o amperímetro em série. Na ilustração acima. Não há cunho científico onde não houver medida. os amperômetros medem intensidades de corrente.Um medidor é um instrumento de medição. Toda a corrente que passa pelo componente ou no trecho em questão deve passar também através do medidor. Antes de entrarmos em detalhes no manuseio dos multímetros.] Um 'multímetro' ou multiteste incorpora todas essas funções de medidores e possivelmente outras mais. voltímetro etc. num só equipamento. Cometendo erros de nomenclatura.). mas dão-se por satisfeitos com amperímetro. odômetro. O resultado de uma medição é uma medida. no trecho dedicado á nomenclatura. Em Eletrônica. voltímetro e ohmímetro. os voltômetros medem a diferença de potencial (tensão) entre dois pontos e os ohmômetros medem as resistências elétricas dos condutores. 1) A ilustração abaixo mostra um circuito em duas situações. tal circuito deve ser "aberto". amperômetro. voltômetro etc. tais aparelhos são mais conhecidos por: amperímetro. indica: aparelhos de medida direta são grafados com terminação em "ímetro" (tal como o paquímetro) e os de medida indireta são grafados com terminação "ômetro" (tais como o cronômetro. não importa se o . [Nota: O Sistema Internacional de Unidades. "cortado". é importante para você ter uma idéia clara de como os medidores são conectados ao circuito sob inspeção. porém já consagrados pelo uso. A antes e B depois de se ligar um amperímetro: Para se medir a intensidade de corrente que circula por um dado componente ou num trecho de circuito. Os técnicos em eletricidade e eletrônica não 'falam' cronímetro ou odímetro.

para a medida de uma diferença de potencial (tensão) entre dois pontos (os terminais do resistor R2. para a leitura seja confiável é necessário que a resistência própria do medidor seja a mais baixa possível. o voltímetro é conectado em paralelo. intensidade de corrente (com amperímetro) ou tensão elétrica (com voltímetro)? . Em outras palavras. entre R1 e R2 ou entre R2 e a fonte de tensão. o circuito não precisa ser interrompido. Um bom amperímetro deve ter resistência interna praticamente nula! 2) A ilustração a seguir mostra um circuito em duas situações. Um bom voltímetro tem resistência interna praticamente infinita! Que medição você acha que é mais útil para o experimentador. Assim. Para que a inclusão do voltímetro não altere substancialmente o valor da resistência do trecho sob medição é preciso que a resistência própria (interna) do medidor seja a mais alta possível. A antes e C depois de se ligar um voltímetro: Observe que. na ilustração). a intensidade de corrente através do voltímetro deve ser mínima. A introdução do amperímetro no circuito implica na introdução de uma nova resistência (a resistência interna do próprio aparelho)que afeta a resistência total e conseqüentemente a intensidade de corrente.amperímetro é inserido na posição indicada.

o ôhmímetro não. Ela é uma medição fácil pois incorpora a vantagem de não necessitar nenhuma interrupção no circuito original. Esses dois usam a fonte de alimentação do circuito para suas leituras. A fonte de tensão interna do ohmímetro faz circular uma pequena intensidade de corrente pelo componente em teste e avalia a queda de tensão sobre ele. como leitura. Nesse tipo de medição. 3) A ilustração abaixo mostra um circuito em duas situações. a medida de tensão é muito mais prática e muito mais freqüente. provavelmente não as usará. basta soltar um deles. Na prática não é necessário dessoldar seus dois terminais. Além disso. as pontas de prova do voltímetro são simplesmente encostadas nos pontos entre os quais quer se saber o valor de tensão. A maioria dos ohmímetro têm.Ambas são úteis porém. em função dessa tensão o medidor fornece. Até mesmo os modelos mais baratos podem incluir características que você. o componente cuja resistência está sob medição deve ser retirado do circuito. em seu interior. a resistência do componente. Ele não trabalha da mesma maneira que voltímetro e amperímetro. A antes e D depois de se ligar um ôhmímetro: O ôhmímetro não deve ser usado com o circuito conectado à fonte de alimentação. . Na ilustração. Multímetros digitais Multímetros digitais são projetados por engenheiros eletrônicos e produzidos em massa. iniciante. ele tem sua própria fonte de tensão. o resistor R2 foi retirado para uma perfeita medição do valor de sua resistência. um fusível para protegê-lo contra "abusos" e falhas do operador.

. uma exibição numérica normalmente através das propriedades dos mostradores de cristais líquidos. 20V é a tensão máxima que pode ser medida. um típico. A ilustração a seguir mostra dois modelos de multímetro digitais. O da esquerda. como saída. automaticamente seleciona um alcance adequado. não é necessário selecionar nenhum alcance. Comentemos o primeiro modelo.Tais medidores dão. apenas a função. tem suas funções e alcances selecionadas mediante uma chave (ligada a um grande botão no meio do aparelho). Para os circuitos experimentais com os quais trabalharemos essa é a seleção indicada para medidas de tensões. Ele. mais sofisticado. Mediante o acionamento do botão central. Se esse botão foi dirigido para o setor V= e aponta para a faixa dos 20V (como na ilustração) então. O da direita. que pode assumir diversas posições. Em algumas situações poderemos utilizar o alcance 2V ou ainda 200 mV. você tem que escolher aquela que convém para a adequada medição.

obviamente. Ele escolhe qual o alcance mais indicado e apresenta no mostrador a leitura (digital) acompanhada da unidade de medida. ou seja. Multímetros analógicos Nos medidores analógicos uma agulha movimenta-se diante de uma escala gravada no mostrador. por ser mais sensível (normalmente com escalas até 50 m A). O aparelho é mais delicado que os digitais e. Comentemos o segundo modelo. baterias e fontes de alimentação) estão no setor indicado com V=. Usado como voltímetro. Cada tipo de medidor tem suas vantagens e desvantagens. de manuseio mais simples.As faixas de tensões para fontes de polaridade fixa (pilhas. em caso de queda. É um multiteste (multímetro) denominado multímetro auto ajustável. . um medidor digital é normalmente melhor porque sua resistência interna é muito mais alta (1 MΩ ou 10 MΩ ) que aquela dos analógicos (200 kW ) numa faixa semelhante. é mais fácil seguir o lento movimento da agulha em determinadas leituras de tensão que as trocas numéricas de um digital. Nossos projetos iniciais trabalharão com esse tipo de alimentação. Muito cuidado ao ligar o medidor na rede elétrica domiciliar. primeiro por ter resistência interna bem menor e em segundo. que grandeza quer medir (tensão. corrente. Multímetros analógicos com alcances chaveados (selecionados por botão central) são mais baratos que os digitais porém. Leituras de tensões alternadas (AC) devem ser feitas com o máximo de cuidado e o botão central deve ser levado para o setor V~. de leituras mais difíceis para os novatos lerem com precisão. Por outro lado. especialmente nas escalas de resistências.mA e o fio preto que termina com um jacaré deve ser inserido no terminal marcado com COM (COMUM). um medidor analógico passa à frente do digital. Ω . o restante o aparelho faz por conta própria. Mediante o botão central você se limita a escolher uma função. decibéis etc.). Ele é mais caro que o medidor comum mas. é mais provável que se danifiquem. O fio vermelho que termina em ponta deve ser conectado ao terminal marcado com V. Multímetros digitais mais caros podem igualar ou mesmo superar esse desempenho. Cuidado especial deve ser tomado para as ligações das pontas de prova no multiteste. Usado como amperímetro. resistência.

A tensão total é compartilhada (dividida) entre os quatro resistores e.p) entre os pontos [A e B] e [A e C]. Medidas de tensão: Construa o circuito mostrado abaixo usando a matriz de contatos e quatro resistores de 10 kΩ . Nota: O próximo capítulo (Teoria III) dará detalhes dos divisores de tensão. . Modifique o circuito. a menos da tolerância.d. Práticas com medidas 1.A maioria dos multímetros modernos é digital. Que você observa com relação a esses resultados? Os quatro resistores estão associados em série e fazem um arranjo conhecido como divisor de tensão. meça a tensão fornecida pela fonte de alimentação e a seguir as tensões (d. os tipos analógicos tradicionais são destinados a ficar obsoletos. substituindo um ou mais resistores de 10 kW por outros de 1 kW ou 100 kW . cada resistor recebe parcelas iguais (pois têm valores nominais iguais). Refaça as leituras de tensão. Usando o multímetro digital como voltímetro.

constituindo também um divisor de tensão. A resistência imposta pelo LDR é afetada pela luz que incide sobre sua face sensível. Na escuridão essa resistência é bem alta. Conecte as pontas de prova de tensão sobre o resistor de 10 kΩ .Os resultados são os esperados? A ilustração a seguir mostra um circuito sensor de luz construído de modo semelhante: O circuito usa um LDR (resistor dependente da luz) e um resistor de 10 kΩ em série. 1 MΩ ou mais. como se ilustra. A tensão lida aumenta ou diminui? . Sob iluminação (quando então a energia luminosa aumenta o número de portadores de carga disponível para o fluxo de corrente) a resistência diminui sensivelmente. podendo mesmo chegar abaixo dos 100 Ω . cubra com a mão a superfície sensível do LDR. A seguir.

Para fazer o multímetro funcionar como um ohmímetro. você precisará selecionar uma faixa de resistência. O chaveamento para o alcance 200 kΩ é satisfatório. A quantos MΩ corresponde os 2000 kΩ ? . como se ilustra acima. por exemplo. Se a leitura chegar ao valor máximo e estacionar com a progressiva cobertura do LDR.2. isso significa que o alcance do medidor precisa ser modificado para um alcance mais elevado. 2000 kΩ . Medidas de resistência Remova o LDR do circuito e meça sua resistência. Agora você poderá observar as alterações de resistência conforme muda o nível de iluminação no LDR.

separadamente. Entendeu mesmo? .. Dê três funções que os resistores podem desempenhar num circuito. Que é um transdutor? 3. Não esqueça de escrever as unidades corretamente. a intensidade de corrente esperada em cada caso usando da Lei de Ohm. Qual a intensidade de corrente? Leve o "jumper" para as posições C e D. B 1. Medidas de intensidades de correntes: A ilustração abaixo mostra um arranjo efetuado com resistores de 100 W sobre uma matriz de contatos.3. Dê exemplos de transdutores de entrada e de saída. Faça uma nova leitura de intensidade de corrente levando o "jumper" que está ligado em A para uma nova posição B. Calcule. O circuito foi previamente interrompido e o amperímetro inserido. Entendeu mesmo? . Vamos usá-lo para efetuar medidas de intensidade de corrente: Observe que a corrente tem que circular pelo amperímetro assim como pelo circuito.. Qual o valor ôhmico do resistor cujas faixas coloridas são: .. 2. sucessivamente e anote as novas leituras. Cite três diferentes tipos de resistores.. 2. A 1.

. No circuito ilustrado. (A) usando o três sistema de cores? (B) usando o sistema de quatro cores? Entendeu mesmo? . marrom? (C) laranja. preto. Dê o código de cores para os seguintes valores de resistência: (A) 1. violeta. No circuito ilustrado. laranja.prata Entendeu mesmo? . e D? . C. Qual deve ser o valor de R1? Se a fonte for substituída por outra de 9V. a fonte de alimentação fornece 6 V..8 kΩ (B) 270 Ω (C) 56 kΩ 4. E 1. amarelo ----. qual o novo valor de R1? Entendeu mesmo? .(A) marrom. qual (A) a resistência total no circuito? (B) a intensidade de corrente que passa pelo ponto A? 2... qual (A) a resistência total no circuito? (B) as intensidades de corrente que passam pelos pontos B. Que valor do padrão E12 está mais próximo a 5 030Ω ? Entendeu mesmo? . vermelho? (B) cinza. No circuito por acender um LED. Como fica o código de cores para um resistor de 10 kΩ nominais. ouro (C) laranja. preto ----. vermelho 2. verde? 3. preto (B) cinza.. preto. Obtenha os valores máximos e mínimos de resistências dos resistores marcados com as seguintes faixas: (A) vermelho. C 1.ouro (B) amarelo. D 1. vermelho. vermelho. vermelho... laranja. Dê os valores ôhmicos nominais dos resistores que apresentam as seguintes faixas de cores: (A) laranja. branco.. F 1.

(a) Como limitador de intensidade de corrente em determinados componentes.. de modo que o LED conectado em série seja percorrido por corrente de 10 mA? RESPOSTAS . No transdutor eletrônico.. lâmpada.. cinza. (c) como modificador da constante de tempo quando associado em série com um capacitor. valores de resistor: (A) 33 (B) 8. filme de metal (óxidos). códigos de cor: . cigarra.. marrom (C) verde. B 1. alto-falantes. C 1. código de cores: (A) marrom. 3. ouro = ±5% è máximo: 220Ω +11Ω =231Ω mínimo: 220Ω -11Ω =209Ω prata = 10%è máximo: mínimo: RESPOSTAS . Valores dos resistores: (A) 1000Ω ou 1 kΩ (B) 820Ω (C) 3 900 000Ω ou 3. Filme de carbono (carvão). laranja 4. vermelho (B) vermelho. microfone. G 1. Um componente que muda uma forma de energia em outro. ou 33 2. RESPOSTAS . De entrada: LDR. 2.. Que valor de potência é recomendada para um resistor limitador de corrente de 680Ω . interruptor.Entendeu mesmo? .. violeta. fio enrolado (nicromo). A 1. 2...9 MΩ . 3. azul. termistor (sensor de temperatura) De saída: LED. uma das formas de energia deve ser elétrica. (b) como um transdutor (como parte de um subcircuito de sensor).2 (C) 33 000.

G 1. Na E24 escala. A tensão pelos 680Ω é: 6.. RESPOSTAS . laranja. E12 valores de 4.7 e 56 estão disponíveis: 4.. preto.25W ou 0.1 estão mais próximos.7 estão mais próximos. preto. laranja de código de cor. resistor em série: (A) 3 (B) 2 mA 2. F 1. A tensão por R1 é agora 6-4=2 V O E12 valor mais próximo é 390. A potência é: 0. Os resistor conectados em paralelo têm valores diferentes e por isso as correntes que fluem por eles serão diferentes... marrom. RESPOSTAS .068W. Tópicos O divisor de tensão Sensores de temperatura Ponte de Wheatstone Sensores de som Sinais de interruptores Conclusão .5W Divisor de tensão (Teoria 3) Nessa Teoria III você descobrirá como funcionam os circuitos divisores de tensão e saberá porque eles são importantes nos circuitos eletrônicos em geral. D 1. E 1.01A.. 5..8V.(A) marrom. resistor em paralelo: (A) 0. preto. tal como 0. vermelho. 10 mA=0. (B) marrom.67 (B) B=9 mA. RESPOSTAS . Qualquer resistor acima dessa faixa pode ser usado. RESPOSTAS . D=3 mA. C=6 mA... branco.

Acompanhe atentamente o capítulo e deixe a explicação aparecer naturalmente. um LDR. mas não tenha pressa. e seu símbolo nos circuitos de eletrônica. O circuito básico de um divisor de tensão. Um sensor de luz usa um LDR como parte de um divisor de tensão. provoca uma liberação de portadores de carga elétrica além do normal. no LDR. nesse material. A energia luminosa inerente ao feixe de luz que atinge essa trilha. é uma trilha ondulada feita de sulfeto de cádmio. Essa quantidade extra de portadores faz com que a resistência do elemento diminua drasticamente conforme o nível de iluminação aumenta. A parte sensível à luz. por vezes também denominado "divisor de potenciais elétricos" é o ilustrado a seguir: . A ilustração acima mostra um resistor dependente da luz.O divisor de tensão Você vai ficar sabendo o que é isso.

O que acontecerá se um dos resistores do divisor de tensão for substituído por um LDR? No circuito acima. o Rde cima é um resistor de 10 kΩ e o Rde baixo foi substituído por um LDR. Usaída. freqüentemente proveniente da fonte de alimentação. foram conectados dois resistores em séries. A tensão de saída. É recomendável a memorização (e "traquejo") dessa expressão visto o grande número de aplicações desse simples divisor de tensão. . Suponha que o LDR adquirido tenha resistência de 500Ω (0. é recolhida sobre o Rde baixo e a expressão que permite seu cálculo é a indicada sob a figura.5 kΩ) sob luz brilhante e 200 kΩ na sombra (esses valores são bem razoáveis).Como você pode ver. sendo a associação alimentada pela tensão Uentrada.

a Usaída . um divisor de tensão. sob iluminação e à sombra? Façamos alguns cálculos: a) Quando o LDR estiver sob iluminação intensa a Usaída .57 volts Rde baixo + Rde cima 200 + 10 Em outras palavras. A menos que você invente um outro processo para isso! Nesse divisor de tensão.Quais as tensões de saída. aplicando a fórmula. esse circuito "sensor de luz" entrega na saída uma tensão BAIXA quando o LDR está intensamente iluminado e uma tensão ALTA quando o LDR está na sombra.5 Usaída = ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ x Uentrada = ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ x 9 = 0. será de: Rde baixo 200 Usaída = ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ x Uentrada = ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ x 9 = 8.43 volts Rde baixo + Rde cima 0. Talvez isso não lhe pareça terrivelmente excitante mas. aplicando a fórmula. será de: Rde baixo 0. praticamente todos os circuitos sensores que você possa imaginar utiliza. fique sabendo que. substituímos o Rde cima pelo LDR.5 + 10 b) Quando o LDR estiver à sombra. O resistor de 10 kΩ passou para baixo e a tensão de saída está sendo recolhida entre seus terminais. de algum modo. O circuito do divisor de tensão dá uma tensão de saída que se altera com a iluminação. Que tal pensar num circuito "sensor de escuro"? Ele poderia ser utilizado para controlar a iluminação de um ambiente ao escurecer ¾ acendendo as luzes¾ e apagá-las ao raiar do dia. Que efeito terá essa inversão sobre a Usaída? .

. note o ".to".A ação do circuito fica invertida. ou seja. Na sua simbologia. Substitua os valores adequadamente na fórmula do divisor de tensão para se convencer de que isso é verdadeiro. Eles são denominados termístores de coeficiente negativo de temperatura e indicados como NTC. Sensores de temperatura Um resistor sensível à temperatura é chamado de termístor. Usaída torna-se ALTA quando o LDR está sob iluminação e BAIXA quando mantido à sombra. Há vários tipos diferentes: Na maioria dos tipos comuns de termístores a resistência diminui à medida que a temperatura aumenta.

os PTC.Um termístor NTC típico é feito de material semicondutor à base de um óxido metálico. A Usaída será recolhida no Rde baixo. queremos um circuito que entregue na saída uma ALTA tensão sob baixas temperaturas. Como você faria um circuito sensor para detectar temperaturas abaixo dos 4oC e com isso advertir os motoristas da possibilidade de gelo sobre a pista? Dessa vez. Como poderíamos fazer um circuito sensor para atuar como alarme de incêndio? Vejamos. os semicondutores exibem a propriedade de resistência elétrica a meio caminho entre os bons condutores e os bons isolantes. vamos precisar de circuito divisor de tensão. Acompanhe: Veja que esse circuito satisfaz plenamente o propósito para o detetor de incêndio. fabricam-se também os termístores com coeficiente positivo de temperatura. Veja o esquema básico: . Para tanto. Para tanto devemos preparar um divisor de tensão. Embora não seja de uso freqüente. mais portadores de carga tornam-se disponíveis e. como opção pretendemos um circuito que forneça uma ALTA tensão quando elevações de temperaturas forem detectadas. usando um termístor NTC na posição Rde baixo e recolher a Usaída sobre ele. São confeccionados com outros materiais e exibem um aumento de resistência com a temperatura. com um termístor NTC na posição Rde cima. Com a elevação da temperatura. Lembre-se. conseqüentemente a resistência elétrica diminui. Vejamos outro desafio: Em países de clima bem frio é comum a formação de gelo sobre as estradas.

Esta última aplicação levanta uma pergunta importante: Como saberemos que valor a Usaída vai assumir quando a temperatura chegar aos 4°C? Para responder a essa pergunta. você precisa calcular (ou saber de antemão) a resistência do termístor a 4°C. cada um com seu próprio padrão característico de alteração da resistência em função da temperatura. Os fabricantes publicam gráficos que mostram as curvas características desses termístores. São fabricados muitos tipos de termístores. .

cada intervalo indica 10000 ohms. Entre 1000Ω e 10000Ω . apesar de aparentar "larguras diferentes". No eixo dos "x" (abscissas) são postos os valores de temperatura em escala linear (divisões e intervalos igualmente espaçados). Esse procedimento tem por finalidade comprimir o gráfico verticalmente de forma a facilitar a visualização dos valores de resistência com os aumentos de temperatura. cada intervalo horizontal corresponde a 100 ohms. Como você pode observar esse particular termístor tem uma resistência ao redor dos 70 kΩ à 0 oC e aproximadamente 1 kΩ à 100 oC. Os fabricantes normalmente catalogam seus termístores indicando suas resistências aos 25 oC ⎯ esse que ilustramos apresenta resistência de 20 kΩ à 25 oC ⎯ . Note que. Em posse desses dois dados RT0 (resistência de referência) e o fator-β . Dos 10000Ω aos 100000Ω . entre 100Ω e 1000Ω . Se você quiser avançar um pouco mais no assunto eis outra informação: usualmente os fabricantes acrescentam em seus catálogos outra informação a respeito do termístor.A ilustração que segue mostra a curva característica de um particular termístor: No eixo dos "y" (ordenadas) são postos os valores de resistência em escala logarítmica. é possível calcular um valor aproximado da resistência RT do termístor para qualquer particular temperatura usando da seguinte expressão: . é o seu beta ou o fator-β . Marque esse ponto no gráfico para mostrar que você entendeu mesmo o jeitão da coisa. cada intervalo horizontal corresponde a 1000 ohms.

(1/T0))]. com passos de 5 graus célsius). Com RT0 = 20 kΩ e b = 4200. {β [(1/T) . específico desse termístor. β é o fator-beta. a resistência a 4oC. por cálculo obtemos o valor 58. Dica: Existem programas que montam e traçam gráficos. O Excel é um deles. Você não precisa se preocupar em aplicar essa expressão no momento. mostra um valor algo menor que 60 kΩ . O programa incumbe-se de calcular e traçar a curva característica do termístor em questão. e temperaturas de 0 a 10oC (passo de 1oC) eis a curva característica desse termístor: Do gráfico. T0 = 25oC + 273. elevado à potência [β ((1/T) .(1/T0)]} RT = RT0 x e onde RT é a resistência calculada na temperatura absoluta kelvin (T = toC + 273). Você entra com a fórmula (essa que mostramos acima) e os valores de temperatura numa dada faixa (digamos entre 0 e 100. .2 kΩ . e é a base dos logaritmos naturais. nessa expressão. Quando a temperatura de referência é 25oC. mas é bom saber que as informações colhidas nos catálogos são suficientes para você predizer o bom desempenho do termístor em seu projeto. RT0 é a resistência de referência a T0 em kelvin.

Nos projetos automotivos. selecionando-se um valor para Rde cima perto de 58. fará o divisor de tensão usado como "alarme de gelo" ficar o mais sensível possível aos 4oC. baseado na temperatura da água de refrigeração.IMPORTANTE: A maior alteração em Usaída. Termístores são utilizados nos lugares "mais estranhos" que você possa imaginar. Esse é o circuito: . por exemplo. Isso significa que. Ponte de Wheatstone Charles Wheatstone era um cientista talentoso e versátil. * etc. na qual.2 kΩ . Esse detalhe é importante uma vez que grandes alterações em Usaída facilitam o projeto do sensor de gelo tornando-o mais confiável para detectar temperatura abaixo dos 4oC. * controle do motor do ventilador. Dispositivos usados como sensores variam consideravelmente em resistência e você poderá sempre usar dessa regra em seus divisores de tensão para torna-lo tão sensível quanto possível no ponto crítico escolhido. * ar condicionado e controle automático de temperatura. Ele inventou a concertina. experimentou com a fotografia estereoscópica. Então. O valor mais próximo desse valor ideal nos padrões E12/E24 é o 56 kΩ . nível do óleo etc. Ele não reivindicou ter inventado o circuito que mais tarde veio a receber o seu nome. no divisor de tensão. é obtida quando Rde cima e Rde baixo têm mesmo valor ôhmico. * indicador de temperatura do óleo. em relação à temperatura externa. inventou o estereoscópio e teve uma participação importante no desenvolvimento das comunicações com o telégrafo da época. mas foi certamente um dos primeiros a explorar o circuito para fazer medidas de resistências. * sensores para freezers. monitora-se a quantidade de ar na mistura ar/combustível. citamos: * injeção eletrônica de combustível. vamos ver como é uma ponte de Wheatstone. para a concentração ideal.

Reorganizando: RA x RB RX = ⎯ ⎯ ⎯ ⎯ RC Em outras palavras. Quando esses valores tornarem-se iguais. cada um deles medindo a temperatura do fluxo de ar que se movimenta sob a diferença de pressão ocasionadas pela alteração da altitude. Atualmente. que detecta mudanças na pressão do ar devido às mudanças súbitas de altitude. O variômetro. Vamos ajustar RC até que a Usaída sobre ele fique igual à Usaída do divisor que contém RX. a ponte de Wheatstone não é mais corriqueiramente usada para a medida de resistência. Ambos os tipos de medidores darão uma leitura ZERO quando o equilíbrio for alcançado. é um sensor que usa dos recursos dessa ponte. é fácil calcular RX. Quando o equilíbrio for obtido.É óbvio que o circuito consiste de dois divisores de tensão. RA e RB são fixos e RC é ajustado a uma escala corrediça de tal modo que o valor de RX é lido diretamente nessa escala móvel. muito usado em planadores. RB e RC. a razão RX/RA será igual à razão RB/RC. . O circuito desses variômetros apresentam dois termístores NTC. conectando- se um voltímetro ou um amperímetro aos terminais de saída. por exemplo. a ponte será dita "em equilíbrio". Nos instrumentos baseados na ponte de Wheatstone. Suponha que RX seja um valor desconhecido de resistência. RA e RB são resistores de resistências fixas e conhecidas. O "ponto de equilíbrio" (atuando-se sobre RC) pode ser visualizado. mas sim para artificiosos circuitos sensores. conhecendo-se RA.

Quando o instrumento é inicialmente aferido.O variômetro alerta o piloto para uma corrente térmica ascendente e. A propósito. . ele pode ganhar altura e voar durante um tempo maior. o resistor prefixado é ajustado para uma tensão de saída ZERO. os circuitos com ponte de Wheatstone são supostos prematuramente difíceis de entender. Isso não deve acontecer com você. com isso. A vantagem da ponte de Wheatstone é que só diferenças de temperatura entre os dois sensores colocarão a ponte fora de equilíbrio.

muito devido às aulas de Física. torna-se fácil entender a ação do circuito. microfone.Via de regra. Pode ser identificado pelo nome CerMet. uma vez que você sabe disso. esse circuito é normalmente desenhado sob a forma de um losângulo.5 volts. Portanto. Essa mistura é utilizada na parte sensível ao som. Sensores de som Talvez você conheça um sensor de som com outro nome. deve permanecer sob uma determinada tensão elétrica. um divisor de tensão faz-se necessário. que tal. Sob esse formato fica menos óbvio o circuito básico de dois divisores de tensão mas. a fonte de alimentação fornece 9 volts. Para que essa parte funcione adequadamente. cerca de 1. No circuito que apresentamos ao lado do microfone. A ilustração a seguir mostra um tipo de microfone que mistura cerâmica com metal. .

Para isolar essas pequenas variações. Sinais de interruptores Quando um interruptor é usado para prover uma entrada em um determinado circuito. É esse sinal de tensão que ativa o circuito propriamente dito. capacitivo. eletreto etc. . Serão estudados oportunamente.6 V sobre o microfone. As ondas sonoras que ele recebe geram pequenas variações de tensão. usamos um capacitor. seu pressionamento normalmente gera um sinal de tensão. dos 1.7 kΩ e o de 1 kΩ constituem um divisor de tensão que provê uma saída de 1.O resistor de 4. normalmente na faixa dos 10 a 20 mV.6V que permanece fixo. Os capacitores serão tratados em aulas futuras. dinâmico. Com certeza você conhece outros tipos de microfones. cristal.

. Os botões miniaturas trabalham adequadamente e freqüentemente estão inseridos em uma matriz de contatos. exceto quando o botão é pressionado. são perfeitos para proverem entradas de sinais lógicos. mais isso é outra história. um valor de 10 kW é o recomendado. você precisa de um divisor de tensão. Esses circuitos divisores de tensão. Pressionando esse botão. Ao pressionar o botão essa tensão alta é utilizada para por em ação o circuito restante.. No circuito da direita a tensão de saída é sempre ALTA (a própria tensão da fonte. enquanto que uma ALTA tensão é denominada "lógica 1" ou simplesmente "1". As ilustrações a seguir mostram dois caminhos possíveis: A tensão de saída no circuito da esquerda é sempre BAIXA. exceto quando o botão é pressionado.Do que você precisa para fazer o interruptor gerar um sinal de tensão? Resposta perfeita ..] Que tipos de interruptores você usaria nesses circuitos? Há uma grande variedade de interruptores de botão (pressão). uma BAIXA tensão é denominada "lógica 0" ou simplesmente "0". Nos circuitos que processam sinais lógicos. isso mesmo. Para o resistor dos circuitos. Em suma. quando o botão é pressionado o primeiro circuito fornece uma Usaída ALTA e o segundo uma Usaída BAIXA. com interruptores de botão.. no caso). [Há um probleminha de "reboot" .. a tensão de saída cai a ZERO.

Ao ser apertado. saída. Isso torna inevitável que tais circuitos incluam divisores de tensão como parte integrante de suas estruturas. sob a denominação de sinais. via de regra estão sob a forma de tensões variáveis. aos pares e internamente. Há permanente transferência de informações entre subcircuitos. Conclusão Circuitos eletrônicos são construídos a partir de subcircuitos com finalidades específicas. processamento. o botão tem externamente quatro pequenos terminais que são unidos. Divisores de tensão não são apenas pequenos detalhes num circuito geral.Como você observa. Uma vez que você os entenda e saiba como procura-los você os encontrará em todos os circuitos. por tiras de metal. Essas informações. O botão leva um anel metálico. Cada um deles deve operar em termos de entrada. fechando o circuito. . eles são fundamentais para a compreensão do circuito eletrônico como um todo. o anel toca as tiras.

como se ilustra.Divisores de Tensão. uma com o LDR "em cima" e outra com o LDR "em baixo". cuja finalidade será fornecer uma tensão de saída (Usaída) que muda com a iluminação. O LDR deverá fazer parte de um circuito divisor de tensão. você aprenderá como usar um resistor dependente da luz (LDR) como sensor de luz. A seguir. Praticando com os sensores Nessa parte experimental da Teoria III . vamos investigar o comportamento desses dois circuitos. Relembremos a fórmula para calcular a Usaída no circuito divisor de tensão: . Tópicos Circuitos possíveis Medindo resistências Circuito sensor de luz Circuito sensor algo diferente Conclusões Circuitos possíveis Há somente duas possibilidades para construir o circuito divisor de tensão. Uma das etapas desse estudo vai lhe ensinar como descobrir um valor adequado para o resistor fixo que participará do divisor de tensão nesses circuitos.

Ela poderá nos auxiliar a prever coisas importante. O que acontecerá com a Usaída se Rbaixo for se tornando cada vez menor? .⇒ Observe bem essa expressão.

Medindo resistências
Como fazer isso?
Comece ajustando seu multímetro
para uma escala de resistência.
Como se vê na ilustração, o fundo de
escala - faixa da escala escolhida -
do ohmímetro foi a de 200 kΩ . Isso
significa que o medidor medirá
resistências desde zero até um
máximo de 200 kΩ . Com essa faixa
de valores você poderá ver como a
resistência de um LDR muda com a
iluminação.
Outras faixas de resistências poderão
ser usadas, todas, porem,
trabalharão de modo semelhante. Se
você selecionar a escala 20 kΩ , a
maior resistência que poderá ser
medida será de 20 kΩ . Todavia,
como muda a posição do ponto que
indica a fração decimal no mostrador,
as medidas nessa faixa nos fornecerá
mais precisão que na faixa de 200 kΩ
.
Se nada tiver ligado ao medidor, sua
tela (mostrador de cristal líquido)

mostrará algo assim:

Isso significa que a resistência
elétrica colocada entre as pontas de
prova do medidor é muito grande
Usando um multímetro como um
para ser indicada nessa faixa
ôhmímetro
selecionada.

⇒ Lembre-se disso: quando o medidor não está conectado a nada, a resistência
elétrica entre as pontas de prova é extremamente grande ("infinita") e isso é
indicado com esse " 1 . " ,como leitura, em todas as faixas de resistência que
você selecionar.

Insira a ponta de prova preta no terminal marcado com COM (comum, negativo,
terra etc) e a ponta de prova vermelha no terminal marcado com V Ω mA.

O que se observa na tela quando você encosta uma ponta de prova com a outra?
A leitura na tela do medidor deve mudar para:

Se o medidor indicar "restos" como ' 1 . ', a provável explicação é que o fusível
interno desse aparelho deve ter "pifado". O fusível interno protege o medidor de
descuidos ou manuseio incorretos nas ligações. Isso pode ocorrer com
freqüência se não for tomado o devido cuidado ao utilizá-lo como amperímetro ou
como ohmímetro. Se tal erro aparecer, substitua o fusível interno (normalmente
de 200 mA, tipo fusão-rápida) ou use outro aparelho.
Se você umedecer seus dedos e segurar as pontas de provas firmemente, em
cada mão, poderá medir a resistência de sua pele. Para tanto, deverá passar o
seletor de escalas para 2000 kΩ (ou seja, 2 MΩ ), para uma leitura cômoda.
Agora, meça a resistência elétrica de seu LDR, como indicamos abaixo:

Anote abaixo o valor da resistência que você obteve com o LDR exposto às luzes
do laboratório:

• ____________________________________________________
Não é necessário que o foco de luz incida diretamente na face sensível do LDR.
Se a leitura se altera quando se faz sombra sobre o medidor, que valor de
resistência você acha que o LDR está apresentando?
Anote uma estimativa média razoável:

• ____________________________________________________
Agora cubra totalmente o LDR com sua mão, de forma que ele fique no escuro. A
resistência do LDR aumentará.
Anote o valor dessa nova resistência elétrica:

• ____________________________________________________
Se a leitura começar a "flutuar", procure tirar uma média dos valores indicados.
Anote esse valor médio:

• ____________________________________________________
Tente cobrir a face sensível do LDR de um modo prático que torne fácil repetir as
situações. Com essa montagem você poderá comparar os valores ôhmicos do
LDR na "luz" e na "escuridão" no circuito básico do sensor no divisor de tensão.
Com isso você poderá verificar "no ato", qual os melhores valores do resistor fixo
que deve ser usado nesse circuito sensor de luz.
Se o LDR é colocado na completa escuridão, sua resistência elétrica aumentará
assumindo o valor de 1 MΩ ou mais. Isso não é necessário para o que
passaremos a fazer; teremos bons resultados práticos apenas sombreando o
LDR.

Circuito sensor de luz
Faça a montagem abaixo indicada para construir um circuito de teste para seu
sensor de luz:

Para começar, use um resistor de 100 kΩ como resistor de teste. Faça medidas
da Usaída primeiro com o LDR na luz e depois com o LDR na sombra. Anote seus
resultados na tabela abaixo:
Resistor fixo Usaída sob luz Usaída na sombra Diferença/Tensões

100 Ω . . .

1 kΩ . . .

10 kΩ . . .

100 kΩ . . .

1 MΩ . . .

Na coluna final da tabela anote a diferença entre a tensão de saída com LDR no
escuro e a tensão de saída com o LDR sob a luz (Uescuro - Uclaro). Esse dado vai
lhe indicar como a tensão muda ao passar de uma situação (escuro) para outra

É de se esperar que o resistor de teste que dê o melhor resultado no seu circuito de sensor de luz tenha um valor aproximado que seja média desses extremos.(claro). Você perceberá que alguns resistores. no teste. fornecerão leituras da Usaída muito diferentes. Esse será o resultado chave para você decidir qual o melhor valor para o resistor fixo a ser usado no divisor de tensão do circuito sensor de luz. na luz e na sombra. FATO MARCANTE: O divisor de tensão torna-se mais sensível quando Rcima e Rbaixo têm valores iguais. Usaída é ALTA ou BAIXA. o divisor de tensão é mais sensível quando a resistência do resistor fixo é igual à resistência do LDR. . Com esse circuito. De fato. Repita o procedimento para cada valor do resistor fixo usado como resistor teste. na luz? • ____________________________________________________ Que resistor de teste fornece a maior alteração da Usaída entre as situações claro e escuro? • ____________________________________________________ Que resistor você usaria para fazer o seu sensor de luz ficar o mais sensível possível às alterações da iluminação? • ____________________________________________________ Observe na última coluna de sua tabela qual o maior e o menor valor encontrado.

. 1 kΩ . sob luz? • ____________________________________________________ Que resistor de teste fornece a maior diferença de tensão entre luz e sombra? • ____________________________________________________ Que resistor de teste você usaria para construir o mais sensível sensor de luz. . . 10 kΩ . Resistor fixo Usaída sob luz Usaída na sombra Diferença/Tensões 100 Ω . Com esse circuito. . . Repita todo o procedimento para esse novo divisor de tensão e anote na tabela os valores de Usaída sob luz e à sombra. com esse circuito? • ____________________________________________________ .Um sensor algo diferente Monte novamente o protótipo de seu circuito sensor mas. . . . . . a Usaída é ALTA ou BAIXA. desta vez. coloque o LDR no lugar do Rbaixo no divisor de tensão. 1 MΩ . 100 kΩ .

⇒ O melhor valor para esse resistor fixo. Você pode decidir como o seu circuito sensor irá trabalhar. aquele que fornece a maior alteração na Usaída. . uma vez que ele fornece uma leitura ALTA para a Usaída quando o LDR está na escuridão. FATO MARCANTE: A ação do divisor de tensão fica invertida quando o LDR é colocado no lugar do Rbaixo em vez do Rcima. basta optar pela colocação do LDR no lugar do Rbaixo ou do Rcima. Conclusões ⇒ O valor do resistor fixo usado no circuito divisor de tensão afeta a sensibilidade do circuito. é tal que: Rbaixo = Rcima.Devemos aceitar que seria mais lógico chamar esse circuito de "sensor de escuro".

05 — foto-oscilador. excitador de nervos. 06 — sirene. 03 — provador de continuidade. Micro-Laboratório de Eletrônica (Projetos Didáticos) Nota: A parte de aplicações do µLAB está em fase final de construção (estou trabalhando nas ilustrações. 08 — altas-tensões. simulação de sirene de fábrica. primários e secundários de transformadores. fotômetros etc. fusíveis. I). 10 — micro-amplificador (várias impedâncias). funcionamento do LDR. bobinas. O projeto do µ-Lab (placa-mãe) permite a montagem (sem soldas) de circuitos com as seguintes funções (entre outras): 01 — oscilador de áudio: experimentações com freqüências de áudio.. antecipo meus agradecimentos . presença etc. 07— foto-alarme. 04— provador dinâmico de transistor (PNP e NPN). Placa-Mãe O µ-Lab pode ser montado sobre uma base de madeira (150 x 100 x 6) mm com 4 pés de borrachas. Ieds.. ligação de relés. . retiradas do Manual de Feira de Ciências . de produção bastante simples. Aqui apresentaremos duas dezenas deles. Quem quiser participar do projeto.Vol. sinalizador a fluorescente. necessitam de algum projeto que permita desenvolver rapidamente suas experimentações. teste de filamento de lâmpadas. resistores. 02 — metrônomo. 09 — provador de capacitores: cálculo aproximado de capacitâncias etc. os cursos técnicos de eletrônica. Entre muitos projetos que cumprem essa finalidade (alguns vendidos em forma de 'kits') propomos esse µ-Lab. telegrafia etc. enviando sugestões para as aplicações. efeitos de realimentação. dispositivo de chamada. alarme luminoso de passagem. e de todos! Introdução O experimentador iniciante. o aluno de eletrônica. o expositor de feiras de ciências e os hobbistas científicos em geral que dedicam periodicamente algum de seu tempo em experimentações eletrônicas. excitação de TRIACs etc. como se ilustra: Base de madeira para o µ-Lab. uso do flyback etc. diodos etc. sinalizador a néon. efeitos sonoros etc. permite à montagem de uma centena de outros projetos (rápido e sem solda!). cuja placa-mãe.

1 potenciômetro linear de 1M5 Ω ou 2M2 Ω. placa-mãe. CI. canivete etc. 18 — simulação de metralhadora. face dos componentes. 1 botão para potenciômetro. Pode-se conseguir tais componentes em oficinas de conserto de rádio e TV. 1 capacitor eletrolítico de 100 µF x 16V. 19 — som de mugido de boi. face cobreada. para válvulas termiônicas tem o aspecto abaixo representado (à esquerda). 17 — termômetro eletrônico. buzina automotiva etc. Use . 17 conectores pequenos tipo Sindall (1 barra de 12 e 1 barra de 5). 1/4 W. pequeno. diversos: fios coloridos para ligações. placa-mãe. Material Placa-Mãe Esquema geral do µ-Lab. Detalhes da montagem 01 — Os soquetes de 7 pinos. 2 soquetes para válvula de 7 pinos. 13 — sirene de potência (duplo-oscilador). parafuso para madeira. 2 bornes (preto e vermelho) fêmeas. 1 suporte em L para o potenciômetro. CI. 1 resistor de 1K5. 15 — teste de capacitores de 1 nF a 1 000 pF. 11 — seguidor de sinais de RF e áudio. 12 — luz de emergência. solda. Para seu uso em placa de circuito impresso. 16 — alarme de direção. 14 — amplificador para foto transistor (2N3055). carregador de baterias. 1 trimpot 47 kΩ. você deve retirar a lapela metálica que o envolve a cerâmica e o tubo metálico central. captação de modulação de lâmpadas incandescentes e fluorescentes.

Abaixo. Face superior do µ-Lab. Com tais soquetes poderemos usar (encaixando adequadamente) transistores BC. Após essa “depenação” ficam somente a base cerâmica e os 7 terminais que devem ser encaixados nos orifícios do C. 04 — Corte pedaços de fios rígidos no 16 (fio de instalações domiciliares com a capa de plástico parcialmente retirada. Componentes no C. à direita.um canivete e alicate de corte para tal finalidade. à esquerda. temos a perspectiva e a vista de topo de uma dessas barras. Corte parte desses terminais após soldagem na placa do C. eis alguns moldes: . a montagem dos soquetes e barras Sindal. TIP e TIC. BD. BF. na ilustração à direita.I.I. Os conectores Sindal são fornecidos em forma de 'barras'. Eis. Soquete de 7 pinos Barra Sindal 02 — A base de madeira terá furação (26 furos.I. da placa-mãe (talvez tenha que usar urna broca fina para alargar um pouco tais orifícios) . por cima da placa: 03 — O potenciômetro de 1M5 ou 2M2 é fixado mediante uma cantoneira de alumínio em L. veja ilustração a seguir) e dobre em forma de U para fazer vários e repetidos modelos de “jumps” (ligações diretas). com broca de 2mm). com a disposição mostrada abaixo.

5 V. recomendamos obter dois porta-pilhas (para pilhas pequenas. (10) com (12). (7) com (8). desaperte os parafusos. (5) com (6). de 0 a 15 V). 4. ao (+) da placa e ao (1) da barra conectora. LDR. relés etc. BD 136. 3. BD 135. Garras jacarés permitirão selecionar as tensões necessárias (1. BC 558. Para tal finalidade recomendamos a montagem da fonte de alimentação ajustável que publicamos nessa Sala 15.). use fio amarelo para ligar o terminal (3) da placa ao conector no (3).5 V. poliéster). 2 nF etc. 100 nF.0 V. suprida pela rede elétrica domiciliar. 22 Ω. (1) com (11) (esse é bom que seja encapado!) etc.. 47 nF. 06— Para alimentar a placa-mãe do µ-Lab necessitamos de tensões de 3 a 12 VDC. 15 kV etc).0 V etc. 05 — Como componentes acessórios. eis seu esquema: Esquema da fonte de alimentação ajustável (2 A. capacitores (22 nF. potenciômetro e alimentação (— e +) aos conectores Sindall: (12 pedaços de fio) da placa CI aos terminais da barra de conectores. terá que utilizar pilhas associadas em série. Esses “jumps’ servirão para interligar. por exemplo. encaixe as extremidades do jump e aperte os parafusos. Use fio vermelho para ligar o borne vermelho. conforme requer cada montagem específica. alto falante 8 Ω. médias ou grandes) com lugar para 4 pilhas cada. TIP 31 etc). Modelos para os 'jumps'. recomendamos que se tenha disponível o seguinte material básico: transistores (BC 548. 10 kΩ. que participam das várias possíveis montagens. leds. Se pretender uma outra fonte de alimentação bastante simples e prática. Use também fio amarelo para ligar o terminal ‘jumps” interligando (por trás da . Para colocar os 'jumps' nos terminais do conector Sindall. resistores (68 Ω.). 07 — Use de cabinhos no 22 coloridos para interligar (passando por baixo da base de madeira) os terminais da placa do circuito impresso (C. Se não pretende usar de fonte de alimentação ajustável. 1 nF. Para tanto. 6.I.

como sugerimos a seguir: Chapeado do µ-Lab. O capacitor pode ser colocado por baixo.barra) (1) com (1). (9) com(9). Esses terminais repetidos servem para possibilitar a ligação de vários componentes no mesmo número (caso contrário os fios não caberiam em um só furo). Faça dois furos na base de madeira. para o iniciante. 08— Devido ao reduzido número de componentes na placa de circuito impresso (2 soquetes. os soquetes completos (sem tirar as abas e tubo central) fixando-os com parafusos. na base. . A seguir. (11) com (11) e (12) com (12). sem placa de C. 1 resistor e 1 capacitor eletrolítico). por cima. talvez fique mais simples ainda. 1 trimpot. fixar diretamente esses componentes na base da madeira e na barra de condutores. diretamente.I. soldado aos bornes (+) e (—). alguns detalhes de nossa montagem: Aspecto parcial do µ-Lab. O resistor é aparafusado nos pinos 4 e 5. Os terminais do trimpot podem ser soldados a pedacinhos de fio de cobre no 16 e esses aparafusados diretamente na barra de conectores (3 e 4). em perspectiva. de modo a encaixar.

12 — jump 1. menor será a freqüência.11 —10 a 60 Ω ou LED NPN — BC 548 (equivalente) PNP — BC 558 Trimpot — ajuste p/ 20k O capacitor de poliéster de 10 a 100 nF (entre 4 e 9) e o resistor de 1K5 (interno. entre 4 e 5) formam um elo de realimentação que permite a oscilação. c) colocar um segundo elo de realimentação conectando um capacitor de 100 a 220 nF (poliéster) entre 8 e 9.11 — jump ou LED 4. 8 Ω NPN — BC 548 PNP — BC 558 O circuito permite estudos sobre compasso musical.8 — jump 10. eletrolítico 9.6 — jump 7. Aplicação µ-LAB (02): — Metrônomo Ligações Esquema 1.12 —AF-8 Ω 4.Aplicações do Projeto µ-Lab Aplicação µ-LAB (01):— Oscilador de áudio Ligações Esquema 1.9 — 47 µF x 12V. Experimentações: a) troque o capacitor do elo de realimentação e anote os efeitos. anotar efeitos. b) interligar 1 e 11 (jump) e acrescentar um resistor de 120 Ω entre 9 e 12.8 —jump 10.6 —jump 7.2 —jump 5.2 — jump 5. d) um manipulador telegráfico (ou um botão de campainha) colocado entre 1 e 2 simula um telégrafo. b) trocar AF por relé de 6 ou 12V (colocar resistor 10K em paralelo) . anote efeitos.12 —AF. Esse elo e o ajuste no potenciômetro afetam a freqüência de oscilação. pulsos de temporização e efeitos de moto e barco. Quanto maior C (capacitância do capacitor).9 —10 a 100 nF 1. Experimentações: a) trocar o capacitor de 47 µF x 12V por outro de 100 µF x 12 V e verificar o efeito.12 —jump 9.

12 — AF. poliéster NPN — BC 548 PNP— BC 558 O circuito permite testar continuidade de filamentos de lâmpadas.12— AF.8 — jump 10.8 — jump 10. BD e TIP.2— pontas de prova 9. diodos etc. LEDs. ser injetado numa porta (gate) de TRIAC em AC. . Os soquetes especiais colocados no µ-Lab permitem testar transistores NPN (soquete N) e PNP (soquete P). resistores.6 — jump. em experimentos a seguir. primários e secundários de transformadores. ajustando os terminais até ouvir o som do oscilador.12 — jump 1. fusíveis. 8 Ω 4.6 — jump 7. Podem ser provados tipos BC.poliéster 9.c) o sinal no pino 9 poderá. 8 Ω 1. Aplicação µ-LAB (04): — Provador de transistores (tipo) Ligações Esquema 1. O soquete e as letras anotadas junto aos pinos (coloque etiquetas) permitem reconhecimento do tipo e a ordem dos terminais. O soquete desconhecido irá substituir um dos dois.9 — 22 nF.9 — 47 nF .12 — jump 4. 7. bobinas. comandando uma lâmpada.2 — jump 5. PNP— BC 558 etc. Inicialmente coloque em N um BC 548 e em P um BC 558 reconhecidamente bons e ajuste a freqüência no potenciômetro.11 —jump ou LED NPN — BC 548 etc. Aplicação µ-LAB (03) : — Provador de continuidade Ligações Esquema 5.

poliéster 9.12 — jump 1.12 — jump 9. poliéster 5. Faça um gráfico confrontando essas variações.11 — Jump 5. O som irá diminuindo até reduzir-se a zero.8 — jump 10. 8 Ω NPN — BC 548 PNP — BC 558 Ligue o circuito em 6 VCC. Experimentações: a) Coloque num ambiente sem outras fontes luminosas. Encoste a ponta de .Aplicação µ-LAB (05): — Foto-Oscilador Ligações Esquema 1.12 —100 a 470 µFx12V 4. c) Coloque um resistor de 33 k entre (1) e (2) e transfira o LDR para (3) e (12). d) Coloque um LED entre (1) e (11) e retome as experiências anteriores.9 — 10 a 220 nF. uma lâmpada de 60 W iluminando o LDR.12 — AF.8 Ω Alimente inicialmente com 6VCC. Altere a intensidade de iluminação mudando a distância lâmpada — LDR. Encoste a ponta de prova (fio flexível) em (2) e ajuste o potenciômetro para som agudo (ajuste trimpot para 10k) e desencoste a ponha de prova. O circuito mostra bem o funcionamento do LDR e pode também ser utilizado como fotômetro. Aplicação µ-LAB (06): — Sirene de fábrica (simulação) Ligações Esquema 1 — fio flexível 2. Cada outra intensidade de iluminação sobre o LDR permitirá a obtenção de sons de freqüências crescentes. b) Transfira o LDR para os terminais (1) e (3) e anote resultados.11 — jump 10.6 — jump 7. Um voltímetro AC .2 — LDR 4. faça sombra sobre o LDR e ajuste o potenciômetro para o som mais grave. anote resultados.6 — jump 7.9 — 22 nF.8 — jump 1.12 — AF.6 a 10V ligado em paralelo com AF permite uma leitura quantitativa.

2 — jump 3. (12) para (3) e (12): ligue e desligue (1) com (2). b) Experimente trocar AF por relé e elo de realimentação para 47 µF x 12 V.11 — jump ou LED 10.12 — LDR 5. Associe capacitores em paralelo para obter os valores indicados ou adquira valores próximos. 10 posições). Ajuste inicial: 1) Faça sombra sobre o LDR e ajuste o potenciômetro para som agudo. 3) Iluminando o LDR o som cessa. Experimentações: a) Transfira o capacitor (100 a 470 µF) de (2).12 — jump 9. talvez convenha construir uma “década” de capacitores.12 — AF.prova e o som aumentará progressivamente. a) Experimente alterar elo de realimentação (10 nF a 10 µF).6 — jump 7. Aplicação µ-LAB (07): . b) Para injetar o “som” num amplificador use artifício abaixo: Adaptação p/ amplificador Década de capacitores Nota sugestiva: Como em várias experiências você deve substituir capacitores (poliéster) de valores diferentes. usando uma chave seletora 1 x 10 (1 pólo.8 — jump 1. O circuito ilustra dispositivo de chamada e efeitos sonoros.9 — 10 nF a 10 µF A interrupção da luz sobre o LDR dispara o alarme. 2) Ajuste o trimpot se necessário. à direita. seu circuito. b) . Eis acima.Foto-alarme Ligações Esquema 1. 8 Ω 4.

11 — jump 5. experimentalmente. Eis o modo de ligar esse transformador (e seus anexos) ao multivibrador acima esquematizado: Em C.2 — jump 1. capacitores de 1 a 2. — ajuste para 100 k Trimpot — ajuste para 4k7 Para excitador de nervos. ou 9 + 9 ou 12 + 12V.6 — jump 7. troque o BC 558 por um TIP 32 (use adequadamente o soquete). .2 µF x 12V proporcionam piscadas rápidas. Substitua C por capacitores de poliéster de 2 pF a2 nF. o transformador pode ser substituído por um flyback.B um transformador de alimentação de 110-0-220V por 6 + 6.Aplicação µ-LAB (08): — Excitador de nervos (altas-tensões) Ligações Esquema 1.12 — A. use em A. sinalizador à néon.9 — C (texto) 9.8 — jump 10. para 100 a 500 mA.12 — jump 4. sinalizador à fluorescente. B (texto) NPN — BC 548 PNP — BC 558 (TIP 32) Pot. usando como primário 15 espiras de fio de cobre esmaltado #22 enroladas na perna interior do núcleo do flyback. Como experiência em alta tensão. Para aumentar a intensidade de corrente. capacitores de 10 a 47 µF x 12V proporcionam piscadas lentas. A tensão de alimentação do multivibrador deve ser experimentada entre 6 e 12 VDC.

11 — jump 7.8 — jump 1.12 — AF.9 — Cx NPN — BC 548 PNP — BC 558 Coloque em Cx um capacitor de 22nF. 8 Ω NPN — BC 548 PNP — BC 558 A.2 — jump 5. O capacitor de 100 µF x 16V serve para desacoplar o amplificador da fonte e.Aplicação -LAB (09): — Provador de capacitores Ligações Esquema 1. no potenciômetro. .12 — jump 4.12 — jump 1. C e D = entradas do sinal de áudio em relação a (12 .11 — LED 9.8 — jump 10.6 — 100 nf. poliéster 9.12 — AF. evitar instabilidades. Aplicação µ-LAB (10): — µ-amplificador Ligações Esquema 1. o som que mais lhe agradar. 1/8 W 5.8a 10. B.terra). com isso. poliéster e ajuste.6 — jump 7.6 — 10 MΩ. Coloque outro capacitor em Cx. Se o som tomar-se mais agudo então Cx < 22 nF (bom) Se o som tornar-se mais grave então Cx > 22 nF (bom) O potenciômetro pode ser calibrado para repetir o som inicial e assim determinar Cx.

para uma Feira de Ciências.8 — jump 10. b) Experimente: (1).2 — contato flexível 2.9 — 470 nF a 1 µF.11 —100 Ω. (9).9 — 4 µFx 16V 4. explicando o funcionamento. lembre-se que tudo isso são sugestões e não trabalhos prontos! . e) Experimente colocar o trimpot na posição 0 Ω.6 — jump 7.6 — jump 10.12 — AF.2 — jump 5. Aplicação µ-LAB (12): — Simulação de Mugido de Boi Ligações Esquema 1.3 — 15k. (12) — AF em série com pot. 8Ω 1. poliéster 5. Toque o fio flexível em (2) e ajuste o trimpot e o capacitor (4 — 9) para a simulação do mugido.5 — 220k (desligar trimpot) 3. 100 Ω. Coloque um TIP 32 no soquete (cuidado com a ordem dos terminais). d) Experimente abrir (1) e (2) e colocar resistor de 5 a 10 MΩ entre (1) e (6). c) Experimente colocar 220 Ω entre (7) e (8). Desenvolver todo o tema. (11) — jump.11 — jump Experimentações: Desligue o fio do potenciômetro do conector (3).pot 3.12 — jump 9. Ligue e desligue o fio flexível nesse teste até chegar ao som adequado. Desligue os fios do trimpot de 47 k.12 — jump 7. de 100 Ω. 1/8W 3.5 —>ajustar trimpot para sinais fracos PNP — BC 558 ou BD 136 Experimentações: a) Experimente inverter as posições do AF e pot. 8 Ω 1. substituindo-o por outro de 220 k entre (3) e (5).12 — Woofer.8 — jump PNP — TIP 32 NPN — BC 548 9.Aplicação µ-LAB (11): — Seguidor de sinais (RF e áudio) Ligações Esquema 1.12— 1 nf 3 —> 100 nF (áudio) 3 —> 1N60 (diodo) (RF) 3.

principalmente para lugares onde a falta de energia elétrica da rede local é uma constante. 500 mA ou (110 x 6 + 6) V. alimentada pela bateria. Atenção para os jumpers do circuito. c) Coloque um dissipador no TIP 32 (alumínio 5 x 5cm). 500 mA. b) Ajuste o potenciômetro até que. No lugar do TIP 32 pode ser adaptado um 2N3055 (com bom dissipador) e com isso levar a corrente total até próximo aos 5 A (72 W no total de lâmpadas). um lenho “modulando” outro rápido. . 12V x 1 A 1 bateria de 12V (pode ser do tipo p/ nobreak) a) Ajuste trimpot para 22 k. O oscilador lento usa dois NPN num circuito multivibrador. desligando o transformador da rede (simulando falta de energia) a lâmpada deve acender. Esse projeto é um ótimo tema para Feira de Ciências. ajuste-a para 300mA ou menos. A lâmpada indicada pode ser substituída por outras de menor potência (em paralelo) e distribuídas pelas dependências da casa. com tudo ligado. Aplicação µ-LAB (14): — Sirene de potência (duplo oscilador) A sirene em questão.Aplicação µ-LAB (13): — Luz de emergência e carregador de bateria Material Periférico Esquema 1 transformador (110 x 12) V. d) Com tensão na rede a bateria carrega-se lentamente através do resistor de 100 Ω x 5W. O valor desse resistor determina (e limita) a corrente de carga. 2 diodos retificadores 1N4007 ou equivalentes 1 capacitor eletrolítico 47 µF x 16V 1 resistor fio. tem seu funcionamento apoiado em um duplo oscilador. a lâmpada fique apagada. capaz de um “berreiro” respeitável. 100 Ω x 5W 1 lâmpada de carro.

12 — jump 1.9 — 220 nF (poliéster) 9. Oscilador lento Ligações Esquema 1.2 — jump pot.12— resistor (120 Ω) 3.9 — 470nF (poliéster) 9.8 — jump 10.11 — jump PNP — BD 138 (com dissipador) NPN — BC 548 4. 8 Ω Oscilador rápido 7.4 — experimente jump .12 — AF.6 — jump 7. — ajustar p/ 100k trimpot — ajustar p/ 0 Ω A — entrada do sinal do oscilador lento 5.

Atenção à colocação dos dois transistores NPN nos dois soquetes.8 —100k.Aplicação µ-LAB (15): — Amplificador para foto-transistor (ou 2N3055 sem capa protetora) Ligações Esquema 1. — ajuste para 01) trimpot — ajuste para 10k 3.11 — AF.12 — foto-transistor (ou 2N3055 sem capa) 1.8 Ω A sensibilidade do circuito permite “escutar" a modulação tanto da lâmpada incandescente como fluorescente que ilumina o foto-transistor. . 1/8W 1.12— jump 9.8 — jump 1.12 — 100k 5.12 — jump 1.8 — 100 nF (poliéster) 5.6 — jump 10.7— 33k.2— jump pot.9 — 47 nF (poliéster) 7.12 — 47 R 4. — ajustar p/ 0 Ω trimpot — ajustar p/ 47k 3. Cx com fuga — LED acende e oscila um pouco. Aplicação µ-LAB (16): — Teste de capacitores (II) Ligações Esquema 1.12 — jump 9. 1/8W 1.6 —2M2. Cx de valor alto — LED acende inicialmente com brilho máximo e depois diminui até apagar. NPN — BC 548 10.11 — LED Avaliação: Cx em curto — LED acende com brilho máximo e permanece.6 — 220 nF (poliéster) NPN. 1/8W 7. mas não apaga. Cx de valor baixo — LED dá uma piscada rápida e apaga. O transistor da etapa de potência pode ser substituído (para maior intensidade de saída) por um BD ou um TIP (desde que NPN).2 — capacitor em teste pot.

6 — jump trimpot — ajustar para 10k Pot.12 — jump 7.9 —1 a 10 µFx16V 10.2 — jump L — lâmpada fluorescente (20 a 40W) .Aplicação µ-LAB (17): — Pisca-fluorescente Ligações Esquema 1. — ajustar para 100k 1.8 — jump 5.12 — secundário (6 + 6) do transformador de força de (110+110) V x (6 + 6) V 4.11 — jump PNP — TIP 32 (com dissipador) 9.

essa fonte apresenta: a) Bloco ou etapa do transformador. biologia etc. . experimentações em salas de aula e para exposições em Feiras de Ciências. desses três terminais recolhemos diretamente as tensões alternadas de 6 e 12 volts. de freqüência 60Hz. apresenta proteção contra eventuais curtos-circuitos quando manuseada por pessoas inexperientes (ou curiosas). Além disso. amperímetros térmicos. O transformador apresenta "center- tape" no secundário. Ela fornece tensões alternadas fixas (6VAC e 12 VAC) e continuas na faixa de 0 a 12VCC. sob corrente de intensidade até 2A. própria para: laboratórios científicos (física. com secundários para 2A.). que reduz a tensão da rede (110/220VAC) para (6 + 6) VAC. química. Montagens Fonte de Alimentação AC/DC Descrição Essa é uma fonte de alimentação bastante especial. Usaremos dessas tensões para a alimentação de lâmpadas de colimadores da óptica. for necessária. pequemos motores de indução. Circuito Conforme pode-se observar no diagrama de blocos da ilustração a seguir. experiências com correntes induzidas e muitos outros experimentos onde a alternância.

incumbe-se de minimizar as flutuações na tensão contínua obtida. d) O bloco seguinte ocupa-se da regulagem eletrônica da tensão de saída. uma ponte retificadora com 4 diodos de silício. . Esquema geral Na ilustração a seguir temos o circuito esquemático da fonte em questão. Essas pontes podem ser adquiridas nas casas do ramo.b) O segundo bloco efetua a retificação da corrente. constando de um capacitor eletrolítico de grande capacitância (adotamos um de 2000 µ F x 25 V). c) O bloco da filtragem. como um componente único. um diodo zener para referência de tensão (12 V x 400 mW) e um potenciômetro de carvão (1k ou 2k2).Chave interruptora acoplada ao potenciômetro. no transformador e demais componentes sujeitos a sobrecargas.porta-fusível e fusível para 1A. BY127 etc. no qual se efetua o ajuste da tensão de saída. Quando a ddp na saída cai a zero (devido a um indesejável curto-circuito). Usamos. dotado de 4 terminais. para a leitura do valor atual da tensão. F . mantendo-a no nível desejado. Lista de componentes CH . para tal finalidade. evitando assim danos à ponte retificadora. 1N4007. símbolos de componentes e circuitos em geral. Na Sala de Eletrônica de nossa Feira de Ciências teremos oportunidade de comentar sobre os diagramas de blocos. Constitui-se de um transistor de potência (2N3055). essa etapa é acionada reduzindo drasticamente a corrente que circula pelo transistor de potência. Um voltímetro de ferro móvel (mais barato) ou um de bobina móvel é ligado aos terminais de saída da fonte. e) O bloco de proteção contra curtos-circuitos emprega um transistor PNP de uso geral (BC558) e dois diodos (BAX17 ou BAX18). tais corno 1N4004.

voltímetro para 12 ou 15 VCC. 2N3055. 1N4007 ou equivalentes. R3 . Diversos . 1k ou 2k2. o potenciômetro (que incorpora a chave interruptora CH) e o LED indicador de "em funcionamento".capacitor eletrolítico.potenciômetro com chave.transistor PNP. Montagem Na parte frontal da caixa utilizada para alojar a fonte (ilustração ao lado) instalam-se : o voltímetro.bornes. B2 . permite colocar o transistor e os dois diodos da etapa de proteção a curtos. 100 Ω x 1/8 W. C1 .diodos.transistor de potência. placa de alumínio para dissipador. R4. . D2. R2 . Cantoneiras de alumínio permitem fixar essa placa (que age como dissipador de calor) na caixa. LED . vermelho (+) e preto (-).5 ou 2mm. BAX17 ou BAX18. TR2 . D6 . caixa para alojar a fonte.zener para 12 V x 400 mW.resistores. 1200 Ω x 1/8 W. D5. Uma estratégica ponte de terminais com dois pontos isolados e um terra.cabo de alimentação.7 µ F x 16 V.resistor. B1. D1. parafusos. fixada m mesmo parafuso que fixa o transistor na placa.amperímetro para 2A. ponte de terminais.resistor. TR1 . BC558 ou equivalente. Z . 470 Ω x 1/8 W. R1 . com dissipador. R5 . secundário para (6 + 6)V. 1500 Ω x 1/8 W. 2000 µ F x 25 V. A etapa reguladora contém o transistor de potência 2N3055 montado e aparafusado sobre uma placa dê alumínio (ilustração a seguir) de (10 x 5) cm e espessura 1. V . 2A. A . D4 .capacitor eletrolítico.resistor. conectores "sindall". D3.diodos de silício.LED vermelho. T .transformador com primário para 110V e 220V. P . C2 . solda etc. os bornes de saída (AC/DC). 4.

Sua instalação elétrica é fácil. Inverta os fios dos extremos. 2) Tome cuidado na ligação do potenciômetro. dos diodos de proteção. instale-o também na parte frontal da caixa (painel). vermelho (+) e preto (-) são as cores tradicionais. do diodo zener e dos capacitores eletrolíticos. o que não é correto. Cuidados 1) Observe bem a polaridade dos diodos de retificação.. basta intercala-lo entre o coletor do 2N3055 e o borne negativo de saída. a fonte fornecerá tensão total logo que é ligada. podem ser montados utilizando-se de conectores 'sindall' ou ponte de terminais. 3) Use bornes de cores diferentes para a saída retificada e controlada. Com isso terá total controla para ajustar tensões e correntes. diodos retificadores. Nota final Se você dispõe de amperímetro de fundo de escala 2A. Durante nossas sugestões nos referiremos a ela corno fonte de tensão ajustável.Transformador. . capacitor eletrolítico etc. Uma fonte de alimentação encontra uso em uma enormidade de situações. se houver inversão.

a inclusão de um voltômetro 0 -. simples e que permite obtenção de tensões desde 1.30 VCC em paralelo com os terminais de saída dessa fonte. Recomenda-se.5 até 30 VCC. Fonte 1. Material e Esquema O esquema elétrico abaixo ilustra bem os componentes dessa fonte. para fins didáticos. . A ponte retificadora admite equivalente para 3 ou 4 A e pode. Há um ajuste grosso e um ajuste fino para essa tensão de saída.5 a 30 VCC. ajustável Objetivo Construir uma fonte de alimentação linear. prática. inclusive ser substituída por 4 diodos 1N4007.

três deles são suficientes para as demonstrações (2.C (resistência em ohms pela capacitância em farad). A resistência pode ser alterada entre os valores 0 ohm e 5. Quando o capacitor se carrega (até cerca de 80V) a lâmpada néon pisca (a tensão de ionização das pequenas lâmpadas de néon é de cerca de 80V). Circuito RC: oscilador de relaxação usando resistor. são facilmente substituídos. Resumo teórico Uma tensão de 90VDC (provenientes de duas baterias de 45V em série ou de uma fonte de tensão de estado sólido) é aplicada ao circuito série RC (resistência-capacitância). feiras de ciências e exposições. A lâmpada néon (NE2) está ligada em paralelo com o capacitor. 0. . O capacitor carrega-se novamente através do resistor.047 e 0. A lâmpada fica piscando. capacitor e lâmpada néon Essas montagens efetuadas sob a forma de 'pranchetas verticais' são as mais recomendadas para apresentações em salas de aula. Uma prancheta como a ilustrada terá vários usos nos projetos de eletrônica. O período dos flashes da néon (período das oscilações de relaxação) T é dado pelo produto R. Circuitos de Relaxação 1.5 megaohms (atuando-se sobre o potenciômetro) e os capacitores podem ser trocados.01 microfarads). Na prancheta. eliminando quase toda a carga do capacitor. e o ciclo se repete. dotados de convenientes soquetes. o circuito é mostrado com largas tiras coloridas auto- colantes e os componentes.

Para valores 0 < f < 60 Hz os alto- falantes comuns podem não oferecer resposta alguma. ajustáveis aos valores dos componentes citados anteriormente. Circuito RC: oscilador de relaxação. Nesse experimento acrescentou-se um amplificador de áudio e um alto-falante para captar as oscilações de áudio- freqüências. saída em áudio Análogo ao experimento anterior. com osciloscópio Análogo aos dois anteriores. Nesse experimento usou-se de um osciloscópio para observar as formas de ondas. expressa por f = 1/T. devido à persistência retiniana. simultaneamente. . O sinal de áudio produzido e injetado no amplificador vertical do aparelho (no horizontal coloca-se a varredura conveniente). são amplificadas e tornam-se audíveis através do alto-falante. a lâmpada dará a impressão de ficar permanentemente acessa. Nota: Se f é maior que 10. A freqüência do tom de áudio é. Mediante o uso de um amplificador de áudio. Circuito RC: oscilador de relaxação.2. 3. Tais oscilações. em cada experimento. parte do sinal pode ser desviado para acionar. onde T é o período dos flashes da néon. um alto-falante.

2. Elas dão margem a excelentes experimentos de eletrônica para as Feiras de Ciências. Células fotovoltaicas convertem diretamente energia luminosa (proveniente de lâmpadas incandescentes ou do Sol) em energia elétrica. Células Solares 1. de ferro-selênio etc. pondo em destaque as várias conversões de energia (luminosa à elétrica à mecânica). Células solares Alguns tipos de células solares comerciais. . Diversos tipos de células solares (células de silício.) estão disponíveis no mercado eletrônico. Iluminadas pelo Sol ou pela luz de uma boa lanterna poderá acionar vários dispositivos. Pode-se usar de amperômetros ou voltômetros para a constatação direta da conversão. Aplicações das células solares Algumas demonstrações interessantes podem ser feitas a partir de células solares.

em outras modalidades de energia. posteriormente. . encontradas sob vários formatos e tamanhos permitem várias demonstrações de conversão de energia luminosa em energia elétrica e. Nota: Diversas fontes luminosas podem ser usadas para a conversão: lâmpadas de arco de carvão (o arco voltaico produz luz muito intensa). Para uma platéia extensa o helicóptero é o mais indicado.As células solares de silício. de faróis de automóveis (12V) ou mesmo uma lanterna de 3 ou 4 pilhas. Luzes intensas propiciam melhores efeitos por ficarem mais afastadas das células.

Quando a chave de faca (interruptor 2 x 1) é fechada. com o circuito desligado é de 19 ohms. Resistividade e Resistência Elétrica 1. . Isso afetou a resistividade do material de que ele é constituído e. cronômetro. Resistividade Desobedecendo a lei de Ohm? Vejamos isso usando um reostato de 30 ohms. no ambiente. quando uma lei é enunciada "apenas em parte". afetou o valor da resistência. A lei de Ohm não foi obedecida aqui? Cuidado. são termos conceitualmente errados. O amperômetro acusa com isso uma queda na intensidade de corrente mas. Nota: Evite falar 'voltímetro' e 'amperímetro'. paquímetro). a lei de Ohm enuncia que o valor da resistência é independente do valor da tensão e da intensidade de corrente. os problemas começam a aparecer. Tal não ocorreu nesse experimento. voltômetro). A lei de Ohm diz que: "sob temperatura constante. Guarde isso: (a) todos os aparelhos de medida direta têm suas denominações terminas em ímetro (por exemplo. uma corrente intensa circula pelo aquecedor levando-o ao rubro (irradiando luz e calor). o voltômetro não acusa qualquer variação. um aquecedor (fio de níquel- cromo enrolado em hélice num suporte de porcelana). Basicamente. voltômetro e amperômetro. a resistência de um condutor é independente da tensão e da corrente". Se resfriarmos o elemento aquecedor (retirando dele todo o calor produzido pela conversão da energia elétrica em térmica). A resistência do aquecedor. conseqüentemente. o valor da resistência voltará ao valor anterior (ambiente). a temperatura do elemento resistivo variou. (b) todos os aparelhos de medida indireta têm suas denominações terminadas em ômetro (por exemplo.

Conforme a temperatura aumenta (pelo aumento da corrente) a relação U/I aumenta (a resistividade do tungstênio aumenta com a temperatura). Variação da resistência com a temperatura Essa demonstração é similar à anterior. . As lâmpadas. substituem o elemento aquecedor.2. a resistência inicial da lâmpada de filamento de tungstênio é baixa. Quando a chave é fechada. lá. Observam-se as variações de resistência com a temperatura tanto no filamento de carvão(lâmpada tipo Edson) como no de tungstênio (lâmpada atual comum). É um bom experimento tanto para sala de aula como para Feira de Ciências. aqui. Com a lâmpada de filamento de carvão o comportamento é oposto. a resistência inicial (fria) é alta e diminui com o aquecimento (a resistividade do carvão diminui com a temperatura --.isso acontece também com os eletrólitos).

em certos casos. É o que apresentaremos nesse trabalho.C. Montagem (a) .) Objetivo Para exposições em Feiras de Ciências e para 'hobbistas' em geral. de 3 a 15V Ponte de terminais (ou barra Sindall).) C1 . o uso de pilhas ou baterias para garantir o funcionamento de pequenos motores CC pode tornar-se inconveniente (e caro!). BY127 etc. Material D1 . uma fonte bem mais simples pode resolver o problema. Fonte econômica (para pequenos motores C. 35 a 50V) R1 .fusível de 1A (e porta-fusível) Lâmpada de 40W (e seu soquete) Motor elétrico CC de 50 a 400mA. cordão de força etc. Uma fonte de alimentação ajustável é a boa solução. 1 W) F1 .capacitor eletrolítico (470 µF.diodo retificador de silício (1N4004. entretanto.resistor de carvão (470 Ω.Circuito esquemático .

Para inverter a rotação do motor C. o brilho da lâmpada é menor (indicando que não há energia absorvida) que quando houver uma carga ligado ao eixo (tentar segurar com a mão. a corrente máxima permitida na carga (motor).090 A = 90 mA). Você poderá observar (e chamar atenção para o fato. cuidado especial deve ser dado às polaridades de D1 e C1. pode ser feita ao redor de uma ponte de terminais (4 terminais isolados) ou de um barra de 4 seções de terminais tipo Sindall (que dispensa as soldas). A lâmpada incandescente utilizada determinará. podemos estimar 100 mA para cada 10 W de potência (faça os cálculos: i = P/U ==> i = 10W/110V = 0. 'sem fazer força'. por exemplo). o capacitor poderá 'explodir'! Cuidados A devida cautela no manuseio desse circuito prevenirá 'choques' perigosos por ocasião de algum toque acidental. após a devida proteção (F1). O aumento do brilho da lâmpada indicará maior consumo de energia elétrica devido ao 'trabalho extra' que o motor estará realizando. a qual. função de sua potência. que usa uma lâmpada incandescente comum como limitadora da intensidade de corrente. cada 10W correspondem a cerca de 50 mA (verifique isso: i = P/U = 10W/220V = 0. Na inversão de um deles. Não esqueça que o motor não está isolado da . A montagem. ou seja. Para a rede domiciliar de 110V. devido ao reduzido número de componentes (e pontos de solda). sem qualquer 'carga' acoplada ao eixo (as pás de uma ventoinha. quando o motor gira rapidamente.C.C. basta inverter a ordem dos fios que vão a seus terminais.'Chapeado' Breve descrição Essa é uma interessante fonte de alimentação sem transformador. retificação (D1) e filtragem (C1) permite o funcionamento de pequenos motores C. numa Feira) que. Na montagem. Para a rede de 220V.045 A = 45 mA).(b) . por exemplo).

para a lâmpada. mantenha a montagem afastada de 'dedos curiosos'. um dos dois fios que vão ao motor está ligado direto na rede! Por isso.rede elétrica domiciliar. . Para as rede de 110V ou de 220V recomenda-se. em ambiente de Feira. uma potência máxima de 60W. evite os toques furtivos dos visitantes.

um permitindo passagem da corrente num só sentido e o outro armazenando energia potencial elétrica. Montagem (a) . 'prontinho' para ser copiado e usado .2µF x 150V ou mais) fios. só funcionará quando a corrente elétrica que percorre seu enrolamento primário sofrer alterações em função do tempo. ou seja. Observará que um transformador tem funcionamento 'dinâmico'. em outras palavras. solda.transformador redutor de tensão (usado às avessas!) B1 . esse não é um trabalho completo. visualmente observado. não funcionará com corrente contínua e constante. constatará a ação de um diodo retificador e a função básica do capacitor.pilha ou baterias (1. lima etc. o capacitor e a néon) Objetivo Aos iniciantes da eletrônica propomos esse trabalho experimental que permitirá os primeiros contatos com componentes eletrônicos e suas funções. mediante uma simples lampadinha néon. Tudo isso. acende ao redor das duas plaquetas internas ou apenas ao redor de uma delas? Acende e apaga rapidamente ou permanece acesa por breve intervalo de tempo? Vale verificar e. você também deverá participar! Material D1 . Acende ou não acende?.capacitor de poliéster (1µF a 2. Verificando como funciona (O transformador. como sempre..Circuito esquemático .lâmpada néon comum T1 . 3.5V.0V e porta-pilhas) R1 . Algo nela deverá variar! Por outro lado. 1/8W) C1 .resistor de carvão (1M a 2M2.diodo de silício (1N4004 ou equivalentes) NE-1 . o diodo..

o transformador funciona. temos apenas 5 pontos de solda. na faixa dos 1µF a 2. Do mesmo modo se comportará o resistor de lastro (1M a 2M2). Haverá uma série rápida de liga/desliga. observe que a lâmpada só acenderá nos instantes de ligar e desligar. Em fim.aprimore esses liga/desliga usando uma lima. deve apresentar tensão de trabalho de 150v ou mais. (b). para 12V ou mesmo 15V. Ao se desencostar o fio do topo da pilha. Uma técnica para a troca rápida desses capacitores (para os diversos ensaios) pode ser pensada. . No instante de ligar a corrente no 'primário' passa rapidamente de zero ao seu valor máximo e como houve 'variação'. ou seja.2µF. Esse transformador será utilizado às avessas. não haverá mais 'variações'. o transformador não funciona. a corrente no 'primário' cai rapidamente do valor máximo para zero. Permanecendo a ligação a corrente se estabiliza em seu valor máximo. novamente'variou'.(b) . o outro não. a lâmpada acende e logo apaga. ela não permanecerá acesa com o fio encostado na pilha.'Chapeado' Breve descrição Nessa montagem experimental dispensou-se o uso da ponte de terminais. Para utilizar a montagem orientamos: (a). para (6+6)V. O capacitor de poliéster. a lâmpada não acende. esse é quem providenciará o liga/desliga. Encoste a lima no topo da pilha e esfregue o fio de ligação nas ranhuras da lima. a lâmpada acende e logo apaga. o transformador funcionará durante maior intervalo de tempo. o transformador funciona. quanto maior a sua resistência elétrica maior será o tempo de acendimento da lâmpada néon de dois terminais paralelos. quando maior a capacitância maior será o tempo que a lâmpada permanecerá acesa. qualquer transformador 'obtido' de uma fonte de alimentação para baixa tensão servirá. o enrolamento de baixa tensão será utilizado como primário (e vai ser ligado à pilha ou bateria) e o enrolamento de alta tensão (ex-220V!) será utilizado como secundário (e vai ser ligado à carga (D1. Um dos fios que vão à fonte de alimentação (pilha ou bateria) poderá estar definitivamente soldado. O transformador original tem primário para 110 e 220V e secundários que podem ser.ligue o fio do transformador no topo da pilha.C1 e R1+NE-1).

(c). ouvirá um breve ruído no transformador e depois de algumas raspadas. Essas são linhas gerais de procedimento. .Nas primeiras raspadas. Recorra ao seu professor para ampliar seus conceitos na eletrônica. quando o capacitor atingir os 80V. além do que não fará a lâmpada ficar acesa: a indução que ocorre no transformador é um processo 'dinâmico'. a técnica da lima para ligar e desligar. esfregue o fio do liga/desliga na lima e observe novamente como é o brilho da lâmpada. como já salientamos. Aventure-se nesse campo! Cuidados Não deixe o fio do transformador ligado na pilha por muito tempo. (d). Comece tudo de novo. isso determinará o 'esgotamento' da pilha. usando dessa vez. num único liga/desliga quanto tempo a lâmpada permanece acesa. Há um brilho avermelhado em volta de ambos? Ou de apenas um? Coloque o diodo em curto-circuito (basta para isso dobrar seus terminais e encostar um no outro). Alguma leitura deverá ser feita sobre o tema e/ou consulta a seu professor(a). observe os eletrodos (plaquetas) internos da lâmpada. Anule a ação do capacitor (solte um de seus terminais) e refaça o experimento.nesses acende/apaga. a lâmpada acenderá (e assim ficará até acabar a 'carga' do capacitor).Perceba.

00 (isso mesmo. Atue sobre R1 para ajustar a máxima corrente que circula pelo transistor- Darlington. Nota: Na 'arte' do misticismo esse equipamento acoplado a uma simples máquina fotográfica recebe o nome de "Máquina Kirlian" e o preço dela.000. sairá por R$ 200.1 Cuidado! Esse equipamento induz altas tensões perigosas se não for usado adequadamente e com cautela. Feita por você. . cinco mil dólares!). Dai para a frente. é cerca de $5. Para usar tal gerador de alta tensão para acionar um 'globo de plasma' (ou mesmo uma lâmpada incandescente. basta entrar no Google e na linha de busca digitar "Máquina Kirlian". Recomenda-se a ajuda de um técnico em eletrônica para orientar detalhes do projeto. São apresentadas duas versões. em substituição ao globo) essa corrente deve ter intensidade ao redor dos 2 A.. Se quiser verificar a validade do preço acima. Bobinas de Tesla Eletrônicas (Estado sólido) Objetivo Montagem de bobinas de Tesla utilizando-se de componentes eletrônicos. em uma ou duas horas de serviço. veiculado na www.00 (incluindo a máquina fotográfica). acredite se quiser! Montagem . Exige a presença de um adulto.

direto ao terminal de alta tensão do flyback. . dotadas de 'poderes' místicos como produtor de 'auras' e coisas que tais. O BDX87B deve ser instalado sobre um bom dissipador de calor. com 'center-tap' (2 + 2 espiras). Montagem . certos 'seguidores' das pseudo-ciências rotulam tal equipamento como 'máquina de Kirlian' e. como tal.2 Enrolamentos sobre a perna livre do flyback: Primário .4 espiras de fio de cobre esmaltado 22. Realimentação .o enrolamento original do flyback. Tais deslumbramentos fogem ao escopo científico. colocar um disco metálico espesso (3 a 5 mm) com bordo arredondado.10 espiras de fio de cobre esmaltado 18 (ou com isolação de seda). Um outro diodo rápido pode ser usado em substituição ao BYV95C. Secundário . sem o globo de plasma. Para experimentos. Esse equipamento (montagem -2-) é o usado pelo autor em seus experimentos que requerem altas tensões em altas freqüências. Como destacamos na NOTA inicial.Escolha um flyback com núcleo de bom diâmetro. Para acionar motores eletrostáticos deve-se adicionar um retificador de alta tensão (para TV) e um capacitor de dielétrico de vidro ligado ao terminal de alta tensão do flyback (veja Sala de correntes alternadas). dotado de 'center-tap' (5 + 5 espiras). Nota: o enrolamento de realimentação é feito sobre o enrolamento do primário.

.Para acionar motores eletrostáticos e outros experimentos de eletrostática use o diodo retificador de alta tensão e o capacitor de vidro no terminal de alta tensão.

3 m de cabo coaxial fino. alto ou médio ganho. C3 — Capacitor eletrolítico de 4.7 µF x 12 V.8 kΩ x ¼ W CH — Chave interruptora simples F — fone de cristal (alta impedância) ou fone dinâmico de 2 kΩ. C1 e C4 — Capacitores de . cola. prego. R1 — Resistor de 1 ΜΩ x ¼ W R2 — Resistor de 10 kΩ x ¼ W R3 — Resistor de 470 kΩ x ¼ W R4 — Resistor de 6. cerca de 650 m de fio de cobre esmaltado número 24 ou 26. . estudo da propagação de ondas desses comprimentos de ondas. silício. confronto entre sons e ondas eletromagnéticas com freqüência em torno de 10 000 Hz.022 µF. um plugue miniatura macho. C2 — Capacitor eletrolítico de 10 µF x 12 V (cuidado com a polaridade). Receptor de muito baixa freqüência Função eletrônica Investigar sinais que se propagam por ondas eletromagnéticas com freqüências na faixa de 5 a 15 kHz. etc. 4 carretéis de plástico de 10 cm de largura (grátis em lojas de armarinho). captação de sinais provenientes de distúrbios atmosféricos distantes. cerâmico ou poliéster. um conector Sindall com 2 seções. uma base de (40x40x3)cm. Ela consome cerca de 3. verniz.70m de sarrafo de (4x3)cm. Por que podemos modular ondas eletromagnéticas e não sons audíveis de mesma freqüência? Material AQ — Antena de quadro conforme esquema. TR1 e TR2 — Transistores BC548 ou equivalente NPN.

Circuito esquemático Montagem Trata-se de um circuito sintonizado (L-C) para uma faixa de freqüências bem baixas (podendo até captar o sinal de 60 Hz da própria instalação elétrica residencial). incumbem-se da detecção e amplificação. médio ou alto ganho. A saída de áudio é em alta impedância. altamente direcional. Uma etapa casadora de impedância para uso de alto-falante pode ser pensada (esse palavreado todo significa: coloque um transformador de primário 5k e secundário 8 ohms no lugar de F do esquema . daí recomendarmos como transdutor de saída um fone de cristal (“egoísta”). NPN de uso geral. A etapa sintonizada é constituída por uma bobina de quadro (que funciona também como antena). numa montagem em série. Dois transistores de silício. de etapas detetora e amplificadoras de áudio-freqüência.

leituras (um osciloscópio vem bem a calhar) etc. Ruhmkorff ou Van de Graaff faiscando vai começar a se impressionar com a sensibilidade do aparelho aos sinais desses raios em miniatura. A fonte de alimentação pode ser para 6 V ou 7. dada a freqüência de trabalho. . b) a aproximação de uma tempestade (a mais de 100 km) pode ser detectada pelas descargas elétricas atmosféricas que se produzem.um transformador de saída de áudio para rádio valvulados antigos). o fone de cristal e ligue a chave interruptora. pois a alta sensibilidade do receptor vai permitir captar um ronco devido ao campo eletromagnético alternado (60 Hz) da fiação elétrica de sua casa. Se você tiver por perto um gerador Tesla. duas seções. A montagem. por não ser crítica.elétrico do aparelho --. anotações. Os terminais do enrolamento cerrado (espiras juntas) dessa bobina vão a um conector Sindall (ilustração abaixo). pode tratar de colocar pelo menos a antena do lado de fora. Daqui para frente tudo é pesquisa. Até os sons serão distintos. fixo no mastro de madeira. Algumas observações (incompletas) podem lhe interessar: a) estalos e explosões podem ser captados ao nascer e ao pôr-do-Sol (oriente a antena).5V ou 9 VCC. devido sua alta direcionalidade. pode ser feita em ponte de terminais ou numa barra de conectores Sindall (ilustração abaixo). Use conectores universais (macho e fêmea) para ligar a antena e o fone no receptor. para o receptor. Movendo a antena pode-se atenuar esse ronco (mas não todo). dados. Se isso for feito dentro de sua casa (o que me parece uma hipótese bastante razoável). permitindo várias opções para associações em série de pilhas ou mesmo uma bateria (quadradinha) de 9 V. daí sai um cabo coaxial fino dotado de plugue miniatura. Detalhes Aplicações Conecte a antena.

Assim. Sempre é bom lembrar que quanto mais alta e em área desimpedida for colocada a antena. por favor. um primeiro lugar para testes é colocá-la sobre o telhado. . não invente e não interprete alguns sinais estranhos como coisas místicas do além (em outras palavras. sem propósito para a Ciência. A ciência trabalha com fatos reproduzíveis e testáveis (critério de falseabilidade) por todos. boa sorte! E. d) explosões nucleares (programadas. melhor será a recepção de determinados sinais. não entre nessa de 'ufologia'). não há a palavra da autoridade e não obedece ao senso comum. munida de artifício adequado para girá-la. Você deve ter uma prova do que faz! É um bom trabalho de pesquisa. para que se saiba o horário) também não escapam desse pequeno receptor. Essas coisas do além não são científicas e. como tal. será interessante acoplar a saída desse receptor a um gravador para fazer levantamentos estatísticos dos horários de maior captação e para arquivo das intensidades e tipos de sinais. Para efeito de pesquisa. c) explosões solares (variações nas manchas solares) podem ser captadas.

5%. o som estridente. entretanto. experimentando cada etapa num verdadeiro espírito científico. Material TR1 e TR4 — BC558 ou equivalentes. 250V. pois em seu lugar poderíamos acender uma lâmpada (ou apagá-la). eletrolítico. R4 — 3. 5%. R5 — 15kΩ. e sim mostrar a função eletrônica básica nas diversas etapas. Esse alarde final. é um mundo novo de pecinhas. Cl e C2 — 0. TR2 e TR3 — BC548 ou equivalentes. Fte — alto falante pequeno. pequeno. 5%. multivibrador e amplificador) Objetivo O projeto a seguir não constitui excepcional novidade para os 'macanudos' em eletrônica. abrir a válvula eletromagnética de uma torneira etc. o que menos interessa. A intenção desse projeto numa Feira de Ciências é despertar alunos e espectadores para essa realidade eletrônica que nos cerca. placa para CI. acionar um motor elétrico. R6 e R9 — 5. em cada uma delas o . 1/4W. R10 — 100kΩ. 5%. R1 — 10 kΩ (ver texto). 1/4W.039µF. 5%. 1/4W. CHI . R3 — 12kΩ. sensor. poliéster metalizado. R12 — 2. C3 — 1µF. 250V. acender o fogão. C4 — 0. a finalidade básica do projeto não é nenhuma dessas. 1/4W.3kΩ. O aluno pode desenvolver excelente trabalho sobre o tema. Montagem O projeto em questão foi dividido em 3 partes didáticas e. Para o aluno e o espectador médio.LDR (Com indicação sonora. Fotosensor . 40V. é realmente. 1/4W. 5%. levantando uma pequena ponta do véu do mistério. 5%. desenvolvendo-o passo a passo. 1/4W. 1/4W. R11 —220 Ω. porta-pilhas. 5%.interruptor simples. diferenciando-se assim da mera função de montar o dispositivo.2kΩ. redondo. 8ohms. poliéster metalizado. fios entrelaçados e esquemas intrincados. TR5 — BD135 ou equivalentes. incidir luz sobre o fotosensor resistivo e escutar o som emitido. 1/4W. R2 — LDR. R7e R8 —56kΩ. desligar o TV.1µF. solda etc.6kΩ.

o circuito esquemático do sensor de luz. em tamanho natural. á direita. O multiteste deve estar ajustado para medir tensões (usado como voltímetro).Líght Dependent Resistor). vista pela face não cobreada. no centro. a disposição dos componentes na plaqueta. ele permanece em corte (não conduz). acoplá-las num projeto único. b — obstrua a entrada de luz no LDR. Notamos nesse fotosensor que. ajuste também R3 e R4. Se necessário. vista pela face cobreada e. na escala de 10 ou 12 VCC. o multivibrador e o amplificador de potência. R2 e R3) de tal modo que. visualizando seu funcionamento: a — alimente a etapa com 6 VCC. a pequena plaqueta do circuito impresso para o fotosensor. na ausência de luz no LDR. etc. com a polaridade correta. á esquerda. o transistor TR1 (BC558) apresenta uma polarização de base projetada (e ajustada através de R1. c — ligue um multiteste entre o coletor de TR1 (C) e o negativo da fonte de alimentação. Nas figuras a seguir mostramos. Cada uma dessas partes pode ser desenvolvida separadamente e ao final. aproximadamente. As pontas de prova (com garras jacarés) podem ser presas aos terminais de R5. ajustes. zero volts. onde R2 é o LDR (de preferência montado no fundo de um tubo opaco). Essas partes são: o sensor de luz (LDR . d — ajuste o trim-pot ou potenciômetro R1 de modo que a tensão em R5 seja. Eis como verificar o bom funcionamento dessa etapa. .aluno pode (e deve) efetuar medições. alterações.

a plaqueta do circuito impresso para essa etapa e. radinho. em R1. a tensão em R5 deve ir para (aproximadamente) 6 VCC. até então. o esquema (e o funcionamento) de um dispositivo que liga ou desliga um outro ao comando da luz. Se você pretende manter um ajuste de sensibilidade para várias intensidades de luz. ao centro. ou um relê sensível para 6 V (mais dois procedimentos aconselháveis). apresentando em C quase todo potencial elétrico da fonte. Vejamos a etapa do multivibrador. Uma vez ajustado R1 (R3 e R4). à direita. Se você retirar o resistor R5 e substitui-lo por uma lampadinha de 6 V (um experimento aconselhável). campainha CC etc) no lugar de R5. Basta colocar esse outro componente (lâmpada. passa a conduzir. . a disposição dos componentes na face não cobreada da plaqueta. á esquerda. desde que sejam respeitadas a tensão e a corrente máxima permitida por TR1 (que pode ser outro p-n-p de maior potência que o BC558). tornando negativa a base de TR1 e esse. Veja a ilustração dessas substituições: Eis. a resistência do LDR (R2) diminui sensivelmente (por quê?). ela deve acender ao incidir luz no LDR. Nas figuras a seguir temos. deixe. um potenciômetro miniatura de 47kΩ. o circuito esquemático do multivibrador.e — com luz incidindo no LDR. por ser do tipo PNP. No lugar da lampadinha pode ser colocado um LED (diodo emissor de luz) em série com um resistor de 330 ohms. Ao ser atingido pela luz. ele pode ser substituído por resistores fixos de mesmo valor ôhmico. definitivamente.

As pilhas do rádio servem para alimentar diretamente o fotosensor e este comanda o funcionamento do rádio. o sinal de TR2 vai para TR3 e o do TR3 vai para o TR2. Para os valores indicados a freqüência gerada produzirá (no alto-falante da próxima etapa) um som muito estridente. sou um deles!). R7. Desse modo.O multivibrador usa dois transistores. cuja forma de onda é praticamente retangular. o multivibrador só entra em funcionamento quando luz incidir no LDR. pode ser recolhido do coletor de qualquer desses dois transistores pelo capacitor de acoplamento de áudio C3 (eletrolítico). Eis alguns detalhes: . A rapidez dessa alternância abrupta (e que determina a sua freqüência de funcionamento) depende dos valores dos resistores (R6. Você pode substituir essa etapa (e a próxima) simplesmente ligando seu radinho de 4 pilhas no lugar do multivibrador. na chamada ligação cruzada e emissor comum. Observe que a alimentação desse multivibrador não vem diretamente da fonte de 6 VCC e sim recolhida do coletor de TR1 da etapa anterior.. R8 e R9) e dos capacitores (C1 e C2). Desse modo.. na presença de luz. permitindo a oscilação do sistema (bloqueia um — conduz o outro e vice-versa). convém alterar esses valores para não ferir os ouvidos dos espectadores que visitam a Feira. Cada transistor tem seu resistor de carga (R6 e R9) e seu resistor de polarização de base (R7 e R8) interligados em cruz. Muitos espectadores ficam irritados com tais sons agudos (. pelos capacitores de acoplamento C1 e C2. Esse sinal gerado.

a base de TR5 (BD135) fica positiva. uma ilustração da plaqueta do circuito impresso e nela. para encerrar. basta puxar 3 fios do radinho [+. (1) e -]. proveniente de C3. o sinal recolhido por C3 é retangular e de pequena amplitude. Voltando ao multivibrador. Esse sinal é levado para o amplificador de áudio. temos o esquema do pequeno amplificador para o projeto. Esse pulso no alto-falante é ligeiramente filtrado pelo capacitor C4. Nas figuras a seguir. Vejamos. produzindo forte pulso no alto-falante. Quando TR4 está saturado (conduz). O fio (—) vem da primeira mola do porta-pilhas. para efeito de experiências e apresentação em Feira de Ciências. a disposição dos componentes. Para tanto. a plaqueta única e a disposição dos componentes nas ilustrações a seguir: . ele conduz (por ser do tipo n-p-n). devido ao sinal retangular negativo em sua base. juntar as 3 etapas numa só plaqueta.Atente para as ligações. eis o circuito completo. a etapa amplificadora. Porém. para os interessados. basta intercalar um pedacinho de papel entre o terminal positivo da última pilha do porta-pilhas e o terminal do porta-pilhas. Não trás muito interesse. intercalando de cada lado do papel os fios (+) e (1). O transistor TR4 (BC558) trabalha em condições de comutação (conduz/não conduz).

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vamos montar um dispositivo ‘temporizador’. fundamenta-se na “carga lenta” de um capacitor eletrolítico. liquidificador. baseado na montagem básica ilustrada: Como aplicação dessa teoria. estudando o capacitor e sua carga (gráfico. em série com um resistor. 1W 1 resistor 12K. 1/8W 1 resistor 10K.). 1/4W 1 resistor 100 Ω. Material 4 transistores NPN — BC548 1 resistor 15K. 1/8W 1 resistor 100K. leis etc). duplo contato 1 “push-botton” Montagem . Temporizador (TV e outros aparelhos) Objetivo Estudo da carga do capacitor e sua aplicação em temporizadores. O dispositivo em questão. 1/8W 3 diodos retificadores 1N4002 2 capacitores eletrolíticos 1000 µF x 25V 1 LED vermelho 1potenciômetro de 6M6 ou 2 potenciômetros 3M3 (ligados em série) (*) 1 transformador 110VAC x 12VAC (300 mA) 1 relé 12V. um equipamento que ao cabo de um determinado intervalo de tempo desligue (ou ligue) um outro aparelho (TV. ou seja. ventilador etc. rádio. 1/8W 1 resistor 2K2. Você deve desenvolver esse tema. de montagem bastante simples. estufa.

Apertando-se o botão P o dispositivo liga o aparelho sobre controle (TV. lâmpada etc. . rádio.) e após determinado tempo (selecionado pelo potenciômetro de 6M6) o aparelho desliga automaticamente.

Os dois próximos projetos irão se utilizar desse equipamento. tubo opaco etc. LDR pequeno. Eis os preparativos para desenvolver projetos relativos á intensidade luminosa: Material Fonte de alimentação de 5 a 9 VCC. O LDR e as leis da intensidade luminosa (Equipamento básico) Objetivo O LDR é um resistor cuja resistência varia com a intensidade da luz incidente (fotoresistor). utilizaremos esse equipamento para estudar: Distribuição da energia luminosa no espectro visível e Distribuição da intensidade luminosa de uma lâmpada incandescente. miliamperímetro 0 ⎯ 200 mA. Montagem Nos experimentos. potenciômetro de 220k. . Uma montagem eletrônica simples (e recomendável) permite a obtenção de um sensor de luz útil em várias experimentações. 1/8W. transistor NPN . a seguir.BC548. resistor 330 ohms.

percorrerá (encostado na tela) as várias cores da decomposição e indicará (leituras no miliamperômetro) a correspondente intensidade luminosa. posteriormente.LDR e leis fotométricas] para analisar a distribuição da energia luminosa nas várias faixas de freqüência do espectro visível. fonte de luz colimada. Distribuição da energia luminosa 1 (No espectro visível) Objetivo Aplicar o equipamento do projeto anterior [18. Material Equipamento do projeto anterior (18). . O LDR. Inicialmente a luz proveniente de uma fonte colimada é decomposta mediante o uso de um prisma óptico. ligado ao equipamento em destaque. utilizadas para a análise do fenômeno em questão. Montagem As leituras colhidas no miliamperômetro são levadas a uma tabela e. prisma óptico e tela de projeção.

disco de 'duratex' com borda graduada em graus. tubo opaco para acomodar o LDR sobre a borda do disco. O LDR. 'dimmer' para controlar a potência elétrica entregue á lâmpada (ver projeto do 'dimmer' na Sala 03). A luz proveniente da lâmpada incandescente. ilumina todo o disco.LDR e leis fotométricas] para analisar a distribuição da energia luminosa irradiada por uma lâmpada incandescente. . utilizadas para a construção do gráfico relativo ao fenômeno em questão. posteriormente. ligado ao equipamento em destaque. Montagem As leituras colhidas no miliamperômetro são levadas a uma tabela e. Material Equipamento do projeto (18) dessa Sala. lâmpada incandescente e seu soquete. percorrerá toda a periferia do disco e indicará (leituras no miliamperômetro) a correspondente intensidade luminosa. Distribuição da energia luminosa 2 (Com lâmpada incandescente) Objetivo Aplicar o equipamento do projeto anterior [18. montada de modo que o seu filamento coincida com o centro do disco graduado.

Efeito fotoemissivo (Da placa de zinco) Objetivo Mostrar a descarga de um eletrômetro ligado a uma placa de zinco. bastão de isopor e folha de plástico (ou pequena máquina eletrostática). . sob ação da luz proveniente de uma lâmpada de vapor de mercúrio. Por contato com o bastão. eletrize o disco de zinco (e o eletrômetro). Material Fonte colimada contendo lâmpada de vapor de mercúrio. Montagem Atritando o bastão de isopor com a folha de plástico ele se eletriza negativamente. Ilumine o disco de zinco com a luz proveniente da lâmpada de mercúrio e observe a rápida perda de carga do eletrômetro. eletrômetro de Braun.

centelhador e antena. O dispositivo é cópia dos primeiros transmissores de faíscas utilizados para a comunicação mediante ondas eletromagnéticas. Material Bobina de Rumkorff ou equipamento equivalente. pois. o funcionamento dele interfere seriamente com a recepção de programas normais de rádio. . Montagem Nota: O uso indevido do transmissor de faísca é proibido por lei. bobina de fio de cobre grosso (80 espiras de fio de cobre esmaltado 16 em forma de PVC de 10 cm de diâmetro). Transmissor de faísca (Modelo didático) Objetivo Utilizar da bobina de Rumkorff ou outro dispositivo produtor de altas tensões e altas freqüências para a irradiação de ondas eletromagnéticas amortecidas.

5mm de diâmetro (24 AWG). Para Feira de Ciências é o modelo ideal para explicar os vários estágios de um equipamento de transmissão. eis um modelo simples. Xtal — Cristal para freqüência na faixa de 40 ou 80m. para transmissão na faixa dos 80 ou 40 metros.001 µF. . 25V eletrolítico. Em sua casa. 1 mH. ± 1. transistorizado. dotando o equipamento de um sistema irradiante (antena) adequado para este QRP. capacitor variável. Material Semicondutores TRI — BF254 ou equivalente : TR2 — BD135 ou equivalente : D1. 200mA (mínimo)]. os regulamentos oficiais etc. de um bom bate-papo via rádio-freqüência.4mm (1”) de diâmetro. 1/2W. XRF1.0%. Dois desses transmissores e dois pequenos rádios transistorizados. poliéster metalizado.R. essas transmissões demonstrativas são permitidas.01 µF. época em que se montava o transmissor. na Feira. no capricho. 1/2W. 250V. “styroflex”. R5 —27kΩ. R3 —1kΩ. Desde que haja um operador credenciado. Bobinas L1 — Em 80m: 47 espiras de fio de cobre esmaltado com 0. C10 — 2200 µF. salvo menção contrária) R1. 250V. R6 — 100Ω. Diversos T1 — Transformador de alimentação [primário. C4 e C6 — 0. C3. 18V—0— 18V.B. Em 40m: 56 espiras unidas de cobre esmaltado.4mm de diâmetro (26 AWG). C2 — 270pF. Capacitores C1 — 6OpF. Resistores (1/4W. C7e C8 — 365pF. as freqüências permitidas. espiras unidas. secundário.8kΩ. XRF2 — Reator de filtro. Para quem se inicia na R. “styroflex”. D2 — 1N4004 ou equivalente. lhe permitirá contatos com todos os outros radioamadores. R4. 50mA. sobre forma com 25. tensão da rede local. C5 e C9 — 0. "Pequeno" transmissor para rádio-amadorismo (Equipamento introdutório) Objetivo Na eletrônica. desde a usinagem do “chassi” até a antena. que sintonizem ondas curtas. com 0. poliéster metalizado. R2 — 1. do qual o autor participou ativamente por longo tempo. sobre forma com 16 mm de diâmetro. um ramo excitante é o do radioamadorismo. permitirá que o expectador participe.

á direita. a seguir. . apresenta uma sugestão para uma pequena carga não- irradiante que pode ser usada para ajustar (pelo brilho máximo de LP) o tanque de saída do transmissor. A figura acima. são sugestões práticas para a montagem em pontes de terminais (um circuito impresso. pode ser elaborado pelo aluno- expositor). As figuras. sua fonte de alimentação. à esquerda. sem dúvida.Montagem Na figura acima temos o diagrama esquemático do transmissor e na figura abaixo.

Alguns comentários: .

Reajuste C7. O transistor em questão (núcleo desse estágio) é o NPN — BD135 que admite equivalentes. Sua função é aumentar a amplitude do sinal recebido do estágio oscilador. ou. ligue primeiro a carga não-irradiante à saída do transmissor. simplificando o projeto e ao mesmo tempo reduzindo a possibilidade de TVI (irradiação espúria causando interferência nos televisores vizinhos).F. altere o estágio para inclusão de um varicap estável. Agindo sobre C8. um transformador de áudio para rádio valvulado (primário 5000 a 10 000 ohms. cuja primeira vantagem é sua saída (via C9) ser praticamente isenta de harmônicos. dando um efeito de “acumular mais RF na antena” — daí a denominação “carregar”. Isso dispensa a presença de um circuito sintonizado acoplando esse estágio ao seguinte. NPN para RF. conduziu o tanque a uma reatância mínima á freqüência de entrada. Para se obter freqüência variável. se necessário. aumentando com isso a intensidade de corrente coletor-emissor do BD135. em linguagem física. ambos capacitores variáveis de 365 (ou 410) pF. (c) O tanque final. responsável pela sintonia do estágio final na freqüência do oscilador (cristal) e pelo acoplamento com a a antena é do tipo Pi (nome dado em virtude de sua configuração. Procure. permitindo boa sintonia com o sistema irradiante. é do tipo Pierce. via C7 e “carga de antena” via C8. tipo TIP. deixando assim. Esse variável equilibra o tanque com a antena. em C7. 0 transistor nesse estágio é o BC254 (original).. saída de áudio para as válvulas . mantendo a freqüência fundamental. permite bom casamento com o oscilador local e com o tanque final. o ponto em que ela começa a brilhar. Para transmissão em AM basta colocar entre a alimentação do coletor do BD135 (ponto X do esquema) e o XRF. (b) O segundo estágio. C9 transfere o sinal de RF do oscilador para o amplificador (C9 =1 nF. entretanto ser substituído por equivalentes mais modernos. o “variável de antena’. lembrando a letra grega de mesmo nome). que tem freqüência de 3575. secundário 4 ou 8 ohms). (e) Para transmissão em CW basta inserir um manipulador na linha de alimentação do transmissor. (d) O ajuste do equipamento restringe-se à sintonia do tanque final. o oscilador. O mantenedor das oscilações nesse estágio é um cristal com valor de freqüência á sua escolha. constituindo assim um V.(a) O primeiro estágio do projeto.611 kHz.O. podendo. o que você fez foi o seguinte: procurou a condição de ressonância. amplificador de potência em classe C. permitindo assim sua irradiação via antena. você vai “carregar” seu transmissor (numa linguagem típica de PY). C5 transfere o sinal amplificado desse estágio para o tanque final (C5 = C9). como por exemplo. Para treinar. o mais facilmente encontrado é um cristal para TV a cores. poliéster metalizado para 250 V). Ligando-se a fonte é bem provável que LP não acenda. o “sinal” passar livremente.

. Ele é usado invertido. 5000 ohms no coletor e os 8 ohms na saída de um amplificador de áudio. 6V6 etc.6AQ5.

faz-se necessário o emprego de uma fonte de tensão de referência.. Entretanto. No entanto. Objetivo Equipamentos eletrônicos capazes de fornecer potenciais constantes pré- selecionados são muito comuns nos laboratórios de eletroquímica e são genericamente denominados potenciostatos. capaz de fornecer qualquer valor entre 0 V e 5. o operador pode aplicar uma tensão ..C. empregamos um registrador X-Y (PAR modelo RE0074) que apresenta uma chave seletora para cada eixo coordenado. tipicamente 500 ohms. Esse valor é muitas vezes importante para a determinação de certos parâmetros eletroquímicos. permitindo o livre ajuste do tamanho do voltamograma através de um potenciômetro. de modo que se possa registrar o voltamograma com um número de mV/cm conhecido. Assim. e a mudança de escala não é factível. Funciona com bateria comum de 9 V. especialmente as que envolvem calibração de equipamentos. fazendo uso de um terceiro eletrodo (auxiliar) através do qual o instrumento aplica uma tensão de magnitude tal que garanta a estabilidade do potencial do eletrodo de trabalho. Achamos de interesse projetar e construir uma fonte de referência de tensão portátil que seria empregada para permitir a determinação da escala (número de mV/cm). Sua baixa resistência de saída. selecionar o ganho do amplificador interno. Um exemplo de construção de um potenciostato/galvanostato (fonte de corrente constante). urna vez que nesse caso o registro ultrapassa os limites do papel. como o fator de multiplicação entre as diversas posições é de uma ordem de grandeza. Apesar de o registrador oferecer uma opção de ganho variável. Esses aparelhos são projetados para manterem um determinado potencial constante entre um eletrodo de trabalho e um eletrodo de referência. Fonte de referência C. após o registro do voltamograma. em algumas aplicações. Nos experimentos de voltametria cíclica. tais como conversores analógico-digitais.0 Vcc. sempre que o registrador fosse utilizado nestas circunstâncias. registradores X-Y etc. para fins de eletrossíntese orgânica. permitindo ajuste preciso da tensão de saída e alta estabilidade da mesma. (Ajustável de alta precisão) Apresentação Descrevemos a montagem de uma fonte de referência de tensão de alta precisão. garante excelente estabilidade e imunidade a ruídos. foi por nós publicado há alguns anos.Y. perde-se nessa modalidade o valor da escala utilizada. Um exemplo de aplicação é como referência para registradores X . muitas vezes o registro se apresenta com tamanho menor que o desejado. possibilitando através de suas 5 posições.

ilustra um esboço de um voltamograma genérico acompanhado do registro dos segmentos correspondentes a uma tensão de 200 mV aplicada nos eixos X e Y. A conversão para corrente (eixo Y) pode ser calculada através da lei de Ohm (i = U/R). tanto nos terminais de entrada do amplificador X como Y. registrando no canto do papel dois segmentos ortogonais que permitirão facilmente determinar as escalas dos eixos coordenados.precisamente conhecida. . A Figura. a seguir. sabendo-se o valor da resistência interna do gerador de onda triangular.

Convém ressaltar que. segundo a equação: Vsaída = 1. Trata-se de um regulador ajustável da 3 terminais capaz de fornecer em sua saída tensões entre 1.Circuito esquemático completo da fonte de referência Descrição do circuito eletrônico Empregamos como regulador de tensão o circuito integrado LM317A (Q1) da National Semicondutor. A calibração foi feita com o cursor do potenciômetro (R3) no fim da décima volta e ajustando (R4) de modo a obter 1.02 voltas. medida com o auxilio de um multímetro digital Beckman modelo 3050.5 A e estabilidade melhor que 0.2 e 37 V com uma corrente da ordem de 1.0V ou mais.25(1 + R1/R2) + Iaj. A tensão de saída pode ser pré-fixada pelos valores dos resistores (R1) e (R2).R1 pode ser considerada desprezível (6.R1 onde Iaj é igual a 100 microampères e a parcela Iaj.8 mV) nesta aplicação. por nós selecionados fornecem uma tensão de saída igual a 1. aplicada a um divisor resistivo formado por um ‘trimpot’ de precisão (R4) e um potenciômetro (R3) de 10 voltas. alimentando o circuito com uma bateria comercial de 9 V. projetamos um circuito simples que indica através de um único diodo emissor de luz (LED) bicolor (representado por D2 e D3) as seguintes situações representadas na tabela abaixo. é possível. em cujo eixo foi fixado um ‘dial’ dotado de trava com menor divisão de escala correspondente a 0.56 V.3 %.000 V como tensão de saída. Os valores de R1 e R2. Indicação visual do estado da bateria . obter tensões estabilizadas de até 5. mediante adequada escolha dos valores de (R1) e (R2). A fim de poder monitorar o estado da bateria de 9 V.

e a cor vermelha permanecerá apagada. R6 ⎯ 10k R7. conectada em série com o terminal positivo da bateria.8 Convém substituir a bateria LED não acende < 3.1 V Z2 ⎯ diodo zener 3. Devido à queda de aproximadamente 0. as tensões de comutação aumentam para 6. (volts) Significado Verde > 6. no circuito esquemático acima. Q3 ⎯ BC558 D1 ⎯ 1N4001 D2/D3 ⎯ LED bicolor Z1 ⎯ diodo zener 6.8 e 6.7 V sobre o diodo base-emissor de cada transistor. não haverá tensão suficiente no anodo de (Z2). 1 %) R1 ⎯ 68 R2 ⎯ 270 R3 ⎯ 500: trimpot.1 V (Z1) e 3.8 Bom estado Vermelha Entre 3. 15 voltas R4 ⎯ 500: potenciômetro 10 voltas R5. Cor acesa Ubat.1 V (Z2) foram conectados em série com as bases dos transistores (Q2) e (Q3).8 e 3. Material Resistores (Ω. para levar (Q3) à saturação. A função do diodo (D1) é impedir que as duas cores acendam simultaneamente sempre que a bateria apresentar uma tensão maior que 6. quando (Q2) estiver conduzindo e a cor verde estiver acesa. R8 ⎯ 470 Semicondutores Q1 ⎯ LM 317A Q2. 1/3 W.8 V Assim.8 V. Como interruptor geral utilizamos urna chave de pressão (CH1).8 Não usar o aparelho nesta condição Conforme ilustrado. normalmente aberta. responsáveis pelo acendimento do LED bicolor (D2) e (D3). respectivamente.1 V Capacitores (tântalo) C1 ⎯ 10 µF/16V C2 ⎯ 1 µF/16V Diversos CH1 ⎯ interruptor de pressão normalmente aberto B1 ⎯ bateria de 9 V . diodos zener de 6.

Montagem O aparelho foi montado sobre uma placa de circuito impresso padrão e alojado num gabinete plástico de (7 x 8. No painel frontal foram fixados o potenciômetro de 10 voltas com o ‘dial’ de precisão.700 8.099 2.001V com relação ao valor selecionado no ‘dial’ conforme ilustrado na tabela abaixo. Diversas aferições feitas nos últimos dois anos demonstraram que não há necessidade de calibrações freqüentes. o interruptor de pressão e o LED bicolor.00 e incrementando uma volta de cada vez até totalizar 10.199 3.00 voltas.00 0.000 V. Esse desvio reflete a precisão do aparelho.00 0.000 1.002 V.00 0.00 0.800 9.00 0.000 V e 1.02 voltas) corresponde a 0.00 0.901 10.00 0. Tensões de saída versus número de voltas do ‘dial’ No de voltas Tensão de saída (V) 0.00 1. uma vez que a menor divisão do ‘dial’ (0.300 4.5 x 5) cm. Os resultados dos testes de aferição indicaram que as tensões de saída apresentaram um desvio máximo de ± 0.001 A estabilidade térmica da tensão de saída foi verificada entre 4 oC e 50 oC e foi de ± 0.entre 0.001 V. Aferição do aparelho Foram medidas com um multímetro digital Beckman modelo 3050 as tensões de saída para 11 posições diferentes no ‘dial’.400 5.500 6. a saída foi feita via dois conectores do tipo ‘banana’. No painel lateral. .00 0. começando com 0.00 0.600 7.00 0.

06 A. fisicamente. nossas vidas foram acentuadamente afetadas por novos tipos de dispositivos elétricos que usam componentes eletrônicos. A vela mágica que descrevemos neste trabalho elementar. que é medida em ohms (Ω). no item Resistores). poderá impressionar seus colegas e expectadores quando você acender uma lâmpada usando um simples fósforo e apagá-la através de um sopro. além de lhe adicionar úteis conhecimentos teóricos e práticos. resistor dependente da luz . tubo de papelão.LDR (veja ilustração no item LDR ). Material Para a montagem de sua vela você precisará de: dois resistores (veja ilustração abaixo. um bujão plástico com alça uma bateria de 6 V (veja nota) e cerca de 1m de fio #22 encapado com plástico (cabinho 22). um transistor AC 108 ou equivalente mais moderno (veja ilustração abaixo no item Transistores). Resistor Todo sucesso da eletrônica reside no fato de poder controlar o fluxo de corrente elétrica nas várias partes de um circuito. Você poderá encontrar tudo isso em qualquer loja de conserto de equipamento eletrônico de sua localidade. os sensores etc. com um fio em cada extremidade. como o nome desse componente sugere. Resistor.nível básico) Introdução Nos últimos sessenta anos. Um resistor. Vela 'mágica' (Uso do LDR . Dispositivos eletrônicos simples são bastante fáceis de se fazer e proporcionam substancial diversão no seu uso. tais como os transistores. permite o controle da corrente oferecendo maior ou menor dificuldade ao seu fluxo num dado circuito. uma lâmpada (e seu soquete) para 6V/0. . As faixas coloridas sobre seu corpo formam um código que permite saber qual o valor de sua resistência. lembra um pequeno cilindro.

Os dois resistores utilizados na vela mágica têm a finalidade de definir quantidades diferentes de corrente em partes diferentes do circuito. a . Na vela mágica um transistor é usado como chave eletrônica para ligar/desligar a corrente na lâmpada em duas situações distintas. peça ajuda a um adulto para soldar as conexões. Essa marca é para identificar o terminal do emissor. Na luz. Usando um transistor Transistores desempenham funções importante em muitos dispositivos eletrônicos. tome bastante cuidado para não aquecer demais o transistor. no circuito que contém o transistor indicado. Resistor dependente da luz.LDR) Nem todos os resistores têm resistências fixas. Resistor dependente da luz (Light Dependent Resistor . Transistores é facilmente danificado. Esse transistor AC 108. é bastante antigo é pode ser substituído por equivalente mais moderno como o BC 548. assim. deve ser tratado com cuidado. o uso do alicate de bico é de grande ajuda nessas soldas delicadas. Alternativamente. O modo mais fácil para conectar um transistor ao circuito (sem usar de soldas) é usar um fino tubo plástico. o coletor e a base. um LDR tem uma resistência muito alta e assim impede (limita) a corrente de fluir em um trecho de circuito. porém. No transistor indicado procure uma etiqueta pequena ou uma mancha de tinta próximo a uma das pernas.deve-se ligar essa perna do emissor ao terminal negativo da bateria. Nesse caso. NPN de germânio. ou LDR. É vital usar uma lâmpada que acenda com corrente de baixa intensidade (0.tipo NPN -. Na escuridão. varia sua resistência elétrica de acordo com a quantia de luz que incide sobre ele. caso contrário o transistor aquecerá demais e se danificará permanentemente. á direita (nas loja de eletrônica eles são conhecidos como 'espagetti').06 A). como é o caso do indicado nesse trabalho --. Tome cuidado para não romper estas pernas e tenha certeza que você as identificará corretamente. Um transistor tem três terminais. NPN de uso geral. Eles são muitas vezes usados como interruptores eletricamente- controlados (chaves eletrônicas). Nesses tipos de transistores. ou pernas. como mostramos acima. conhecidas como o emissor.

Enfie dois fios pela alça cortada e conecte-os ao LDR (que ficará no topo da alça). como mostramos na ilustração abaixo (você deve pedir a ajuda de um adulto para essa fase). use fios com capa plástica coloridas e com os extremos desencapados e lixados (as conexões podem ser feitas pela técnica do 'espagetti' ou através de solda). Não é preciso usar solda nesse ensaio com o LDR. mova sua mão que cobre o LDR.resistência é muito mais baixa e isso permite o fluxo de boa intensidade no trecho de circuito em questão. Faça as conexões ao LDR usando fio encapado com plástico (cabinho #22). Posicione o LDR dentro do topo da alça e use massa de modelar para fixá-lo em seu devido lugar. Ligue a chave (interruptor) e cubra o LDR com sua mão ou um pano escuro. não tem nada!). Recorte o recipiente. Retire a capa e raspe as extremidades do fio. alguns pedaços de papelão plano e uma garrafa plástica grande. Ele se utiliza de símbolos para mostrar os componentes que você precisa e a posição deles no circuito. Este tipo de figura é chamado de circuito esquemático. vazia. A lâmpada acende? Agora. á direita. . algo como um bujão plástico usado armazenar óleos ou outros líquidos. Observe o circuito mostrado acima. lentamente. você precisará de um tubo de papelão. obviamente. O que acontece? Construindo a vela 'mágica' Para fazer a 'caixa' dentro da qual você colocará os componentes para sua vela (a lâmpada simula o pavio da vela) mágica (que de mágica.

A lâmpada deverá acender e assim permanecer mesmo que se apague o palito de fósforo. Nesse caso. O modo como a vela 'mágica' funciona é bastante simples. Monte o soquete da lâmpada e lâmpada no topo do tubo de papelão (como mostrado) e fixe o tubo no recipiente mediante fitas adesivas ou massa de modelar. o transistor está 'desligado') e a lâmpada não acende. á direita. Ao acender o fósforo.Observe todos os componentes e siga cuidadosamente o circuito esquemático ilustrado abaixo. Segure um palito de fósforo aceso entre a lâmpada e o LDR. mas as cores ajudam evitar possíveis confusões. isso faz com que a corrente principal (que também passa pela lâmpada) circule do coletor para o emissor. Isto impede a corrente principal (mais intensa) de fluir entre o coletor e o emissor (quer dizer. recomenda-se a obtenção de um porta-pilhas e quatro pilhas pequenas para lanterna. e a lâmpada acende. Quando nenhuma luz incide no LDR. . sua resistência diminui abruptamente e uma pequena intensidade de corrente começa a fluir pela perna base do transistor. Nota . elas se associam em série e teremos os 6 V necessários. Ao serem colocadas corretamente no porta pilhas. luz penetra no orifício da alça e alcança o LDR.Uma bateria de 6 V (comum em vários tipos de lanternas) pode ficar muito grande para ser acomodada dentro de seu recipiente plástico (bujão cortado). sua resistência é alta e nenhum fluxo de corrente circulará pela perna base do transistor. Os fios não têm de ser coloridos como ilustramos. Tape o LDR com o polegar (impedindo a luz da lâmpada de chegar nele) e a lâmpada deverá apagar. Agora teste o circuito em um quarto escurecido (caso contrário o LDR sempre estará em estado de boa condução).

'distraidamente' cubra o LDR com o polegar!) Dificuldades? Uma das possíveis dificuldades poderá ser a obtenção dessa lâmpada de 0. Quando você estiver satisfeito com o funcionamento do dispositivo. o LED deverá estar bem 'apontado' para o LDR. uma lâmpada comum de lanterna tem potência entre 2 e 5 W. O sistema se auto-realimenta! E assim permanece até que você cubra o LDR com seu polegar. poderá fechar a caixa com os pedaços de papelão e assim ocultar (temporariamente) o circuito dos curiosos.A lâmpada permanece acesa quando o fósforo é removido porque a luz da lâmpada passa a iluminar o LDR e. com isso. TIP122 ou algum FET como o IRF540. A técnica para 'deslumbrar' a turma é acender a lâmpada com o fósforo e apagar com um sopro (enquanto sopra. TIP121. . Outra sugestão é trocar a 'tal lâmpada difícil' por um LED de alto brilho em série com um resistor de 330 ohms. IRFZ44. permitindo a corrente de base.36 W (essa lâmpada foi tirada do farol de um carrinho de brinquedo). o que lhe confere uma potência de 0.06 A em 6 V. Não é uma lâmpada fácil de ser encontrada. Para o uso de uma lâmpada comum de lanterna para 6 V (4 pilhas em série) pode-se experimentar trocar o transistor BC por um TIP120.

dissipadores. fornecendo a tensão nominal de 120 VAC. assim como T1. 1 Watt .Diodo de silício Q1. R4 180 Ohm. Circuito esquemático Material Componentes Descrições C1. D2 HEP 154 . Transformadores e transistores mais 'parrudos' fornecerão maior potência. acampamentos e ranchos e querem desfrutar das comodidades da televisão. uma bateria de automóvel.. tomada de saída etc. uma tensão alternada como a da rede domiciliar de sua casa. do ventilador etc. Ele funciona a partir de uma fonte de 12 VDC. R2 10 Ohm. determinam a potência elétrica disponível desse inversor. esse inversor deverá resolver os problemas.Capacitor de tântalo R1. da lâmpada fluorescente. do liquidificador. Inversor multiuso Apresentação Para quem aprecia as delícias dos camping. 5 Watt . Q2 2N3055 NPN .001 a 1 kW).Transistor (ver Notas) T1 12 +12V. (ver Notas) Miscelânea fios.Resistor D1. Dependendo dessas escolhas para Q1. A potência elétrica desse inversor (uma característica elétrica de suma importância) irá depender dos transistores usados para Q1 e Q2 (veja esquema a seguir) e do transformador a ser usado em T1. C2 68 µf. como dissemos.Q1 e Q2.Resistor R3. . Notas 1. Q2 e T1 o inversor poderá ter potência de 1 a 1 000 W (de 0. 25 V . do estéreo. Transformador com C.T. Se Q1 = Q2 = 2N3055 e com T1 para 15 A. ou seja. esse inversor terá potência de cerca de 300 watts.

5. convém colocar fusíveis protetores em sua saída adequados a cada fim que se destina. pois pode ainda estar 'carregado'!) leve. . Procure o transformador de maior potência.Uma vez que esse inversor fornece os 120 VAC. 3. para uma casa de enrolamentos de transformadores e motores.. solicitando altas correntes da bateria (para conseguir as altas potências do inversor) seu tempo útil de operação diminui . Eletrolíticos comuns se aquecerão demasiadamente e uma explosão será iminente. 6. deixar uma argola para fora (terminal central) e enrolar mais 12 espiras]. de valores 68 µf x 25V.Não se esqueça que. tal transformador. Uma loja de conserto de TV ou de utilitários eletrodomésticos devem ter na sucata tais transformadores que foram substituídos. Após remover com todo cuidado o capacitor que o acompanha (cuidado. a seguir. Tais transformadores são projetados para cerca de 1kW e são excelentes. não admitem substituições. cuidado ao usar a bateria do próprio carro! 4.. Tais intensidades de corrente devem ser compatíveis com os transistores escolhidos para Q1 e Q2. Combine com o técnico que o atender para que remova o velho secundário de 2 000 V (com cuidado para não danificar o enrolamento primário) e o substitua por um enrolamento de 24 espiras com terminal central [enrolar 12 espiras.Substituições indevidas poderão impedir o correto funcionamento desse inversor. Da espessura do fio utilizado dependerá quanto de intensidade de corrente você poderá usar.O caminho recomendável para adquirir um bom T1 é reaproveitar um velho transformador para microondas. Lembre-se que os 2N3055 suportam no máximo 15 A cada.2.Você deve usar capacitores de tântalo para C1 e C2. Esses capacitores da lista.

18 845.08 5.2 22 0.0 0.63 78 4 5.053 3.9 3.6 18.2 0.014 41 0.150 1. Tabela de fios (cobre.3606 0.44 106.82 85.8 16 1.665 10.011 42 0.10 1338.14 130.23 669.1426 0.73 2.63 23.3 0.1007 0.0 0.057 35 0.8 0.1270 0.0 0.252 190 0 8.7 0.61 32.0 0.65 10.4 2.028 5312.15 188 0.5 0.5 13 1.15 31 0.36 74 2.044 3400.23 29 0.26 46.26 16.1798 0.089 1700. esmaltado) Número Diâmetro Secção Número de espiras kg por Resistência Corrente AWG (mm) (mm2) por cm km (ohms/km) máxima (A) 0000 11.80 60 5 4.2 0.48 0.0 0.5733 0.41 375 1.70 30 8 3.450 1.0025 156.82 9.4 5.16 20.0 0.34 3.0 0.8 3.09 33 0.007 44 0.070 2152.31 7.89 51.0 0.8118 0.10 25.3 4.69 1.045 36 0.03 24 9 2.0032 138.035 4250.27 38 7 3.41 12.3 0.58 25 0.0127 69.0503 0.040 39.189 21.6 4.26 16.0 0.86 107.4 0.49 7.0 0.348 42.9116 0.7 0.9 2.52 11.0201 56.91 170.3211 0.0254 56.0 1.0050 111.20 18.252 53.57 265.73 24 0.4 0.7 17 1.588 5.0799 0.7 10.50 96 3 5.17 6.051 35.018 8500.0 1.46 26 0.5 0.13 22.2 7.8 1.0 0.317 150 1 7.5 19 0.55 94 1.0 0.7230 0.0711 0.3 0.2019 0.628 2.0 20 0.4 14.17 32.064 32.072 34 0.6 0.4 0.0 0.30 118 1.40 85.0 2.0 0.4 0.46 1.11 32 0.6 0.9 0.0 0.226 67.56 19 10 2.8 0.15 2.8 3.13 9.0020 169.0 0.2 0.005 .2 18 1.14 1069.032 44.07 12 12 2.0040 126.45 333.0159 62.3 6.31 29.6438 0.115 13.8 0.64 41.6 12.3 0.36 425.5 8.63 295 1.37 27 0.72 212.5106 0.1601 0.3 20.0 15 1.022 39 0.4 9.158 319 000 10.5 14 1.3 0.4049 0.04 8.79 26.621 16.022 6800.43 0.2546 0.6 0.33 14.0 0.056 2696.23 15 11 2.2 11.2 5.65 6.028 38 0.2859 0.5 0.4547 0.63 58.01 48 6 4.305 4.0063 97.92 23 0.2268 0.5 0.017 40 0.67 237 1.0 0.0100 78.544 33.024 0.18 30 0.1 4.828 2.40 120 2 6.827 26.29 56.6 21 0.1131 0.0897 0.0564 0.28 531.0633 0.0079 82.036 37 0.291 1.77 149 1.29 28 0.08 28.906 6.197 240 00 9.264 8.009 43 0.

000. Para transformar em picofarad.000. ou seja. Alguns fabricantes fazem capacitores com formatos e valores impressos como os apresentados abaixo. é o primeiro da fila. Observemos o exemplo abaixo: O valor do capacitor. é de 100000 pF ou 100 nF ou 0. No capacitor "A". Multiplicando-se 3.3nF. Note nos capacitores seguintes. Código de capacitores Capacitores Alguns capacitores apresentam uma codificação que é um tanto estranha.000. envolvidos com um círculo azul.000.0033 µF (microfarad = 10-6 F).000. que será igual a 0. No exemplo."B".3 F.000. O nosso exemplo.000. Quando aparece no capacitor uma letra "n" minúscula. que se lê 104.3 por 10-9 = ( 0. devemos pegar 0.000.1µF.000. impressos em nanofarad (nF) = 10-9F. é de 3300 pF (picofarad = 10-12 F) ou 3. mesmo para os técnicos experientes. teremos 0. Esta letra refere-se a tolerância do capacitor.3F e dividir por 10-9 = ( 0.001 ). devemos acrescentar mais 4 zeros após os dois primeiros algarismos.001 ).003. A letra "J" significa que este capacitor pode variar . O valor do capacitor.000. como um dos tipos apresentados ao lado por exemplo: 3n3.3nF ou 3n3F. resultando 3300pF.003. o aparecimento de uma letra maiúscula ao lado dos números. Para voltarmos ao valor em nF. apenas para economizar uma vírgula e evitar erro de interpretação de seu valor. e muito difícil de compreender para o técnico novato.3 nF (nanofarad = 10-9 F) ou 0. mostra capacitores que tem os seus valores.001 ). pegamos 0. devemos dividir por 10-6 = ( 0.003.0033µF. Capacitores usando letras em seus valores O desenho ao lado.000. o "n" minúsculo é colocado ao meio dos números. o quanto que o capacitor pode variar de seu valor em uma temperatura padrão de 25° C. significa que este capacitor é de 3.3F e dividimos por 10-12. o resultado é 3. de 3300pF. Para se transformar este valor em microfarad.

com alta estabilidade de capacitância e perdas mínimas. O "TC" é normalmente expresso em % ou ppm/°C ( partes por milhão / °C ).1pF C ±0. Segue na tabela abaixo.0pF ±1% G ±2% H ±3% J ±5% K ±10% M ±20% S -50% -20% Z +80% -20% ou +100% -20% P +100% -0% Agora. Os capacitores ao lado são de coeficiente de temperatura linear e definido. filtros. sendo recomendados para aplicação em circuitos ressonantes. Código Coeficiente de temperatura NPO -0± 30ppm/°C N075 -75± 30ppm/°C N150 -150± 30ppm/°C N220 -220± 60ppm/°C . um pouco sobre coeficiente de temperatura "TC". compensação de temperatura e acoplamento e filtragem em circuitos de RF. Até 10pF Código Acima de 10pF B ±0.5pF F ±1. Na tabela abaixo estão mais alguns coeficientes de temperatura e as tolerâncias que são muito utilizadas por diversos fabricantes de capacitores. que define a variação da capacitância dentro de uma determinada faixa de temperatura. Observe o desenho abaixo. a letra "K" = ±10% ou "M" = ±20%. os códigos de tolerâncias de capacitância.até ±5% de seu valor.25pF D ±0. É usado uma seqüência de letras ou letras e números para representar os coeficientes.

N330 -330± 60ppm/°C N470 -470± 60ppm/°C N750 -750± 120ppm/°C N1500 -1500± 250ppm/°C N2200 -2200± 500ppm/°C N3300 -3300± 500ppm/°C N4700 -4700± 1000ppm/°C N5250 -5250± 1000ppm/°C P100 +100± 30ppm/°C Outra forma de representar coeficientes de temperatura é mostrado abaixo.0% Y -30°C 4 +65°C B ±1.3% E ±4. Para um capacitor Z5U. que não ultrapassa -56%. Os coeficientes são também representados com seqüências de letras e números como por exemplo: X7R. Temperatura Temperatura Variação Máxima Mínima Máxima de Capacitância X -55°C 2 +45°C A ±1. Y5F e Z5U. a faixa de operação é de +10°C que significa "Temperatura Mínima" e +85°C que significa "Temperatura Máxima" e uma variação de "Máxima de capacitância". acoplamentos e supressão de interferências em baixas tensões.2% 7 +125°C D ±3. +22% V -82%. dentro desses limites de temperatura. Veja as três tabelas abaixo para compreender este exemplo e entender outros coeficientes. +22% U -56%.5% Z +10°C 5 +85°C 6 +105°C C ±2. +22% Capacitores de Cerâmica Multicamada .5% P ±10% R ±15% S ±22% T -33%. +22%.7% F ±7. É usada em capacitores que se caracterizam pela alta capacitância por unidade de volume (dimensões reduzidas) devido a alta constante dielétrica sendo recomendados para aplicação em desacoplamentos.

laranja. equivalendo a 3.3 nF. 250V LARANJA 3 3 000 .Capacitores de Poliéster Metalizado usando código de cores A tabela abaixo. No capacitor "A". A cor branca. - VERMELHO 2 2 00 . é referente a ±10% de tolerância. 630V VIOLETA 7 7 . 400V VERDE 5 5 00000 . correspondem a 33000. . ± 10% - . - BRANCO 9 9 . - CINZA 8 8 . as 3 primeiras cores são. mostra como interpretar o código de cores dos capacitores abaixo. que é de 250 volts. E o vermelho. ± 20% - MARROM 1 1 0 . logo adiante. . representa a tensão nominal. 1ª Algarismo 2ª Algarismo 3ª N° de zeros 4ª Tolerância 5ª Tensão PRETO 0 0 . . laranja e laranja. - AMARELO 4 4 0000 . - AZUL 6 6 .

fonte de alimentação etc. diodos etc. melhorando assim a sua sensibilidade. Transmissor-Receptor com infravermelho Esquemas Comentários A seção transmissora deste Tx/Rx infravermelho é notadamente simples mas funciona bem.). circuito impresso. Como sempre. com nosso receptor. tornariam esse texto muito longo (código de cores de resistores. ao ajustar o devido ponto de operação para o transistor. O relé colocado na saída do receptor poderá comandar 'cargas' compatíveis com seus contatos. está entre 2 e 4 m dependendo do transformador de áudio usado e do ajuste do potenciômetro de 100k. código para capacitores. A seção receptora usa um foto-transistor para infra-vermelho (BP103B3 ou equivalente) e um emissor infra-vermelho adicional (LD271). recomendamos aos alunos do ensino médio e iniciantes de eletrônica. cujas descrições. . que consultem um técnico em eletrônica local para explicar aqueles 'pequenos' detalhes. equivalentes dos transistores. sem qualquer lente focalizadora. O transformador de áudio é um pequeno transformador de saída recuperado de um antigo rádio transistorizado. A fonte de alimentação de 12 V deve ser bem regulada para evitar auto- oscilações. Com outros tipos de receptores pode alcançar até cerca de 15m. O potenciômetro de 100k também afetará a sensibilidade. Os pulsos provenientes do LED infra-vermelhos têm freqüência de 160 Hz e seu alcance. mas com um alinhamento perfeito entre Tx e Rx.. este é colocado perto do foto-transistor para proporcionar uma luz de polarização.

produzem ondas de rádio. portanto. numa lima comum. como trabalhos escolares e em Feiras de Ciências. nosso transmissor: uma bobina enrolada num bastão de ferrite. é tão simples que poucos sabem que pode ser conseguida com apenas três componentes improvisados. O transmissor é extremamente simples. Experimentalmente. ela serve para transmitir sinais em código (Morse. ondas eletromagnéticas de altas freqüências que se propagam pelo espaço. por sua vez. atravessam obstáculos como tábuas e paredes. Comentários Interrupções muito rápidas de corrente elétrica podem gerar oscilações de cargas elétricas num circuito as quais. Os projetos iniciais produzirão trens de ondas amortecidas que serão recebidos em rádios AM comuns. e como receptor pode ser usado qualquer rádio portátil. Seus sinais se espalham numa ampla faixa de freqüências. Transmissor/Receptor Mínimo Objetivo Esse é um projeto didático onde pretendemos. Estuda-se a sintonia e a ressonância elétrica. transistorizado. Podemos produzir tais “vibrações” de uma maneira muito simples. Os sinais produzidos por esse transmissor elementar 1. a partir de material bem simples. Transmissor Elementar 1 A produção de sinais de rádio (ondas eletromagnéticas). Sua operação como transmissor para longo alcance é proibida. que se propagam pelo espaço e levam informações. e podem ser captados num rádio portátil. produzindo assim um “ruído radioelétrico”. por exemplo) para um amigo que está num ambiente adjacente. ou seja. Depois da análise das descargas oscilantes no circuito L-C. pois interfere em muitos tipos de aparelhos de comunicação. Essa possibilidade pode ser explorada em demonstrações. Ele incorpora uma série de experimentos escolares. estudar a produção. como dissemos. evoluímos para um projeto sintonizado para transmissão e recepção. esfregando um fio ligado a uma pilha. este circuito não gera um sinal de freqüência fixa. temos uma bobina enrolada num bastão de ferrite. uma pilha comum e uma lima. mas como montagem de uso prático. ou seja. . Como “carga” indutiva para reforçar as oscilações. o aluno pode demonstrar os efeitos citados. através da parede. AM. Na realidade. Eis. produzir os sinais desejados. transmissão e recepção de ondas eletromagnéticas.

onde transmissor e receptor se encontram à curta distância. Raspe a ponta solta do fio X na lima. em qualquer ponto da faixa. para demonstrações com alcances pequenos. de um aparelho indicado apenas para demonstrações em sala de aula e Feiras de Ciências. o aspecto físico geral da montagem: Detalhes A bobina é enrolada num bastão de ferrite (que pode ser aproveitado de qualquer rádio transistorizado fora de uso) que tanto pode ser cilíndrico como chato. pois os sinais não irão além de alguns metros. nem mesmo isso será necessário. solda etc.1 pilha grande . Nosso projeto trata-se. Os fios de conexão à pilha são soldados diretamente nos seus terminais. fora de estação.1 lima . fio esmaltado. Montagem Nas ilustrações abaixo. Com este procedimento evitamos que ocorram interferências em rádios e televisores estejam ligados pelas proximidades. foram aparelhos iguais a este. Se forem usados fios esmaltados.Terminal antena/terra. eles devem ser raspados no ponto de soldagem. Material .No entanto. evidentemente. Procedimento A operação do transmissor é bastante simples: Ligue nas proximidades (1 a 2 metros do transmissor) um rádio AM. à esquerda temos o diagrama completo desse transmissor elementar 1 e à direita. fios. Esta bobina leva um enrolamento (L1) formado por aproximadamente 40 voltas de fio comum ou esmaltado de qualquer espessura (qualquer fio de cobre esmaltado desde #22 até #32) e outro enrolamento (L2) com 5 voltas do mesmo fio. Deve ser transmitido um sinal que será captado como um ruído no rádio.Bobina . os primeiros a serem usados por Marconi e outros pesquisadores que acabaram por inventar o rádio. . Em nosso circuito. usaremos como antena um simples pedaço de fio de uns 50 cm de comprimento e.ver texto .

. A ligação à terra pode ser feita em qualquer objeto de metal de maior porte. não o ligue à antenas externas ou longas. um traço. a antena será um pedaço de fio comum de aproximadamente 50 cm a 1 metro.ver texto . a qual. não deixe o fio encostado na lima. eles ainda serão captados. Nesta codificação uma “raspada” de curta duração significa um ponto e uma raspada mais longa. há uma estreita faixa de freqüência irradiada. a pilha irá gastar-se rapidamente pelo excesso de corrente.Fio de cobre esmaltado #22.1 lâmpada néon NE-2 . pois se o rádio estiver do outro lado de uma parede. tubos de papelão. Conforme explicamos. O indicador de sinal detetado e recebido será uma pequena lâmpada néon. este transmissor não emite sinais de freqüência fixa. só será recebida no receptor com o devido ajuste do seu próprio capacitor variável. tanto um quanto o outro são sintonizáveis. no transmissor. Material . A codificação dos sinais pode ser feita em Morse. mas sim um ruído.2 capacitores variáveis de 410 pf . mais indicado para salas de aula. fio comum. Desta forma. temos efetivamente um transmissor e um receptor.Bobina . Fora de uso. há um circuito oscilante L-C em cada um deles.1 pilha grande e porta pilhas .O aluno observará que estes sinais podem atravessar obstáculos.2 bases de madeira. solda etc. ou seja. .1 roda dentada e lâmina flexível . Agora. Pontos e traços são combinados e formam letras e números. Para uma operação com um alcance um pouco maior. pois além de não haver emissão. Transmissor/Receptor Elementar 2 Nesse projeto. tipo NE-2. Para uma dada 'abertura' do capacitor variável.

A lima usada no experimento 1 foi substituída por uma roda dentada metálica munida de uma manivela. Eis. Na verdade. não são tão fáceis de serem obtidos. dois capacitores variáveis iguais de rádios antigos irão funcionar bem. típicos para rádios valvulados (obtido em oficina de conserto de rádios e TV).Esquema . num pedaço de tubo de papelão (obtido em lojas de armarinho. para enrolar tecido) de diâmetro 10 cm. cujos dentes raspam numa lâmina flexível (usei lâmina de bronze fosforoso). mas podem ser substituídos por capacitores variáveis de duas seções. Os tamanhos 'grandes' dos componentes foram selecionados de propósito para permitirem um bom visual para todos os alunos da sala de aula. com 80 espiras juntas de fio de cobre esmaltado #22. abaixo.circuito elétrico Montagem Comentários As bobinas L1 e L2 foram enroladas. algumas fotos de minha montagem: Fotos/ilustrações . Os capacitores variáveis de 410 pF. 1 seção.

Comece conectando o terminal (jacaré) da bateria na lâmina flexível (esse é na verdade um interruptor improvisado do circuito --.obviamente pode ser . .Procedimento Operar o equipamento é bastante simples.

Gire a manivela e ajuste o variável do receptor até que a lâmpada néon acenda.substituído por um interruptor tradicional). . .uma variante do rádio 'galena'. fazendo parte de um sistema antena/terra. ao transmissor associaremos um sistema oscilador para substituir a manivela (ou lima). o receptor irá transformar-se. Mais adiante. acusando o recebimento das ondas emitidas pelo transmissor. . .Coloque o receptor próximo do transmissor (veja última foto). Ao transmissor será inicialmente incorporado uma segunda bobina que será ligada a um sistema antena/terra.Dê uma abertura média no capacitor variável do transmissor. Uma segunda bobina também será incorporada ao receptor. Nota: Esse trabalho terá seguimento. A seguir. substituindo-se a lâmpada néon por um diodo de germânio e um fone de ouvido --.

Em especial. podem disparar pela simples ameaça ou aproximação de chuva.uma vez ligado. No entanto. durante anos de trabalho. ao mesmo tempo. principalmente porque passam a ser bem conhecidos dos intrusos. O aparelho que propomos trabalha com baixa tensão nos sensores. caixa para montagem. o que o torna seguro em relação à presença de crianças e animais e. ligado. Em suma. mesmo que o intruso descubra no que tocou e procure re-armar o sistema para interromper o barulho. faz com que ele seja seguro. cigarras ou buzina. ou seja. além de muito caros. Como funciona Um simples relé é o coração do alarme. os alarmes que usam integrados CMOS ou circuitos muito sensíveis não são recomendados para esta aplicação pois. Por outro lado. A polícia sempre destaca os cuidados mínimos que devem ser tomados. A negligência pode levar a perdas de bens adquiridos. permanece ligado -. justamente por serem sensíveis às descargas elétricas. O sistema de trava faz com que o alarme se mantenha travado. Material K1 — MC2RC1 ou equivalente — micro-relé de 6V com dois contatos (Metaltex) B1 — 4 pilhas pequenas F1 — 1A — fusível S1 — interruptor simples Diversos: fios. suporte de 4 pilhas etc. pode ser a solução.e na possibilidade de serem usados sensores lineares (fios desencapados) de grande comprimento. Outro fator de destaque para o projeto está na existência de 'trava' -. eficiente e atenda às exigências da maioria das pessoas. sistemas sofisticados de alarme ou segurança. formada por 4 ou 6 pilhas comuns. Um sistema que seja só seu. Recomendação básica: é essencial dispor de um eficiente sistema de alarme. Os poucos componentes usados neste alarme tornam-no muito barato. é o que descrevemos neste trabalho. com sacrifício. cabo de alimentação. e nos alertam. evita que o corte de energia (pelo desligamento da chave geral) o desarme. Os sensores . não comercial. e o fato de ser um circuito não comercial o torna mais eficiente para o que se pretende. O uso de sensores lineares longos permite que grandes extensões de muros ou cercas sejam protegidas. que acabam por desativá-los. não existem perigos de choques e a sensibilidade ao disparo é grande. o fato de termos um projeto feito por quem já tem experiência com a eletrônica. Este relé está ligado aos sensores e a uma fonte de alimentação. nem sempre apresentam resultados satisfatórios. sobre invasões de lares. sem perigo de instabilidades de funcionamento ou disparos acidentais. Proteja seu patrimônio Os jornais diariamente nos informam.

sirene etc. Outra possibilidade consiste no uso de sensores de alarmes comerciais para portas e janelas. acionando o alarme externo. A carga externa pode ser uma sirene. de tal forma que ele realimenta a própria bobina do relé. como por exemplo uma buzina de moto ou bicicleta alimentada por pilhas grandes. ou mesmo abrindo uma porta ou janela. O resultado é a atração dos contatos. o relé se manterá ligado. Isso quer dizer que. quer seja tocando num fio que rodeie um muro (no caso de uma proteção doméstica). Em quaisquer dos casos. ligada na rede de 110 ou 220V. é o que se ilustra na figura 3 (apenas 1 pilha está ilustrada). como por exemplo pêndulos que estejam montados próximos a argolas (veja figura 6) ou então um fio longo desencapado que passe por uma seqüência de argolas. quer seja balançando o objeto em que está o pêndulo (caso de sua instalação num carro). A aproximação do imã do interruptor de lâminas faz com que estas encostem uma na outra. fechando o circuito. ativando então a carga externa (buzina. ou outro aparelho que faça barulho. mesmo que o impulso de corrente que provocou o disparo seja cortado. faz com que uma breve corrente circule pela bobina do relé. o que quer dizer que a tensão da rede de 110 ou 220V não passa para o circuito dos sensores. formados por interruptores de lâminas (reed switch). conforme mostra a figura 1.) e o sistema de trava.podem ser de diversos tipos. conforme mostra a figura 2. que se fecham. Observe que os contatos do relé são isolados da bobina. . O sistema de trava consiste no aproveitamento de um dos contatos do relé. a ação do intruso. o que dá segurança para o sistema. Podemos também montar um circuito de baixa tensão para o aviso.

devemos fazer a alimentação com 6 pilhas ou uma bateria 'quadradinha' de 9V. ou seja. de modo que sua resistência não influa no acionamento. em que o sensor é do tipo "argola com peso". Para a alimentação da bobina também ocorre o mesmo. a resistência total dos fios pode significar uma perda de tensão. o que dificulta o acionamento do relé. sua durabilidade será de muitos meses. mas. para compensar os efeitos desta resistência. Neste caso. Na figura 5 temos o aspecto real da montagem para o caso de proteção de um muro onde os sensores são do tipo "argola envolvendo fio". No entanto. terão boa durabilidade. pois a corrente é intensa. se um grande terreno for cercado. como as pilhas só fornecem energia no momento do disparo. Use 4 pilhas se os fios sensores forem curtos. como elas só fornecem energia no momento do disparo. mas a alimentação deve ser feita com 4 ou 6 pilhas.As pilhas devem ser das grandes. . O relé usado tem bobina para 6V (tipo MC2RC1 ou equivalente). Montagem Na figura 4 temos o diagrama geral. mesmo quando o aparelho ficar permanentemente ligado.

. A argola e o peso podem ter sua montagem tanto horizontal (à esquerda) como vertical (à direita). dependendo do tipo de balanço a ser detectado. Este circuito é mostrado na figura 7. sugerimos um circuito para aumentar a sensibilidade. em que o relé é ativado por um transistor.Pormenores do sensor de "argola com peso" são mostrados na figura 6. Para os adeptos da eletrônica em um grau um pouquinho maior.

Recomendamos este circuito para o caso de instalação ao ar livre e de grande extensão. desligando-o e ligando-o novamente. Como salientamos. ainda assim o acionamento ocorrerá sem problemas. Todos os fios marcados com xx são interligados ao circuito. verifique a atuação. ativando os sensores. Para o caso do circuito que não usa o transistor.Este circuito reduz a corrente de acionamento a tal ponto que mesmo no caso de haver acúmulo de sujeira ou a formação de uma película de óxido nos fios dos sensores. é conveniente que o fio sensor seja lixado periodicamente nos pontos em que deve fazer contato com as argolas. Instalação A prova de funcionamento é simples: basta encostar um fio (x) no outro (x) da saída do sensor que o relé deve travar e assim permanecer. Feita a instalação. o relé usado é o MC2RC 1 (Metaltex). observando-se que diversos sensores de proteção podem ser ligados em paralelo para maior proteção de um patrimônio. Uma cigarra ou sirene industrial forte tem esta ordem de potência e faz muito barulho. Para desligar o alarme e re-armar devemos atuar sobre S1 (interruptor geral). O fusível de proteção para o caso de alarme alimentado pela rede é muito importante. Na figura 8 temos um exemplo de instalação. mas equivalentes de 6V com dois contatos reversíveis também funcionarão (uma sugestão é reaproveitar relés retirados de pisca-pisca de automóveis que foram trocados). Não use cigarras ou sirenes que precisem de corrente maior que 2A (200W na rede de 110V ou 400W na rede de 220V). .

para usar o alarme. lembrando que. não há consumo de energia. . basta ligá-lo atuando sobre S1. na condição de espera.Com todos os sensores funcionando bem.

portadora. aceleração etc. portanto. Escrevam-me apresentando suas sugestões/comentários. em Feira de Ciências.Recepção Rádio Galena Iniciação aos fenômenos ondulatórios [Recomendado para 8a série] Introdução É rara a apresentação. Você deverá ser capaz de mostrar que: . Espero contar com a ajuda dos professores para a complementação desse trabalho. O período (T) desse movimento é o intervalo de tempo necessário para que o ponto execute exatamente uma volta completa. O aluno ou grupo responsável pelo trabalho. FM. de rádios-galena (ou outros receptores de ondas eletromagnéticas) não é nada rara. de um trabalho e/ou experimento sobre a produção de ondas eletromagnéticas. O movimento circular e uniforme é. e isso é muito bom! O que não é bom é que tais apresentações. as demais características cinemáticas. ele repete não só a posição.período -. modulação. no geral. como.freqüência Movimento periódico é aquele em que. Transmissão . aceleração etc. o ponto material retorna a uma mesma posição (após dar 1 volta). por sua vez. A freqüência é o número de vezes que um mesmo estado se repete na unidade de tempo. via de regra.) se repete. O período é o intervalo de tempo mínimo que separa dois desses estados iguais. Parte A . velocidade. detecção e coisas do gênero. como também. AM.Conceitos Básicos Movimento periódico -. Isto significa que. um movimento periódico. de tempos em tempos iguais. Como o movimento é uniforme (velocidade constante). A freqüência (f) é o número de voltas que o ponto material executa na unidade de tempo. tentemos um 'visualização' disso. o ponto executa uma volta completa gastando sempre o mesmo tempo em cada volta. velocidade. um mesmo estado cinemático (posição. Examinemos um ponto material descrevendo uma trajetória circular. A apresentação. em movimento uniforme. de tempos em tempos sucessivos e iguais. A finalidade desse trabalho é tentar minimizar essa falha. Difícil? Bem. são feitas sem o respaldo de qualquer base teórica mínima para o entendimento do tema. não sabe o que é transmissão.

ora noutro (de B para A). Poderá ser um campo elétrico. . uma tensão elétrica.).. Um exemplo importante disso está na corrente alternada que é uma corrente oscilatória típica. O número de oscilações realizadas na unidade de tempo é a freqüência do pêndulo. com a mesma velocidade e a mesma aceleração. t1. ora noutro. a freqüência de 1000 Hz significa 1000 oscilações por segundo ou 1000 cps. Vamos tentar ilustrar abaixo a corrente elétrica no trecho AB do circuito em instantes sucessivos to. Recebe o nome particular de hertz (símbolo. quando falamos em “algo” oscilatório. o seu movimento é periódico. Uma unidade de freqüência muito utilizada é a oscilação por segundo (osc. . enfim. ou cps. ora num.Oscilação Movimento oscilatório é um movimento periódico que se realiza em dois sentidos opostos. t2. Hz). pois. um campo magnético./seg. É o caso do movimento pendular.p. inverta regularmente seu sentido de variação. de tempos em tempos iguais. alguma coisa que além de apresentar uma periodicidade. Por exemplo. Falamos ainda em ciclo por segundo e abreviamos assim: c. ora num sentido (por exemplo de A para B). O pêndulo descreve a trajetória AB.s. o pêndulo assume uma mesma posição. . Na verdade. Além disto. esse algo não é necessariamente o movimento de alguma coisa material. t12.. O período do pêndulo é o intervalo de tempo necessário para realizar uma oscilação completa.

tornando-se máxima em t6. O que acontece em t12 é a primeira repetição do que acontece em to. isto é. tornando-se máxima em t12. passa a fluir em sentido contrário. decresce em t7 e t8. verifica-se então. portanto. assim sucessivamente. ao período da corrente elétrica em questão. tornando-se nula em t3. a segunda repetição do que acontece em to e. inicialmente com intensidade crescente. muda novamente de sentido. Nos instantes t1 e t2 essa corrente diminui de intensidade (mas mantém o sentido de A para B). e a seguir.No instante to. a seguir. algumas das questões que deveremos esclarecer aqui. anula-se em t9. O gráfico abaixo "intensidade de corrente elétrica versus tempo" é uma maneira cômoda de se observar essas variações descritas acima: Noções sobre ondas e sua propagação O que venha a ser uma onda e quais são as particularidades ligadas à sua existência? Eis. esse intervalo separa duas repetições sucessivas. O intervalo de tempo to |----| t12 equivale. . a corrente flui de A para B e a sua intensidade é máxima. Aumenta em t10 e t11. de B para A. De fato. Assim. em t24. aumenta de intensidade nos instantes t4 e t5. tudo o que ocorreu entre to e t12 vai se repetir entre t12 e t24 .

Esta deformação propaga-se ao longo da corda. É claro que uma sucessão de pulsos poderá ser produzida na extremidade da corda. apenas. ainda. Neste exemplo. oscila. à esquerda). aquela que se forma ao longo de uma corda. . repetindo o movimento da fonte. por exemplo. observe o tipo de movimento realizado pelo ponto P e compare-o com o movimento da onda. O que acabamos de mostrar é apenas um exemplo de onda. estabelece-se ao longo da corda uma onda em propagação. de baixo para cima (A para B) e a seguir de cima para baixo (B para A) (ilustração acima. A onda não arrasta consigo o ponto material P. o ponto P na sucessão da ilustração ao lado. como nos mostra a figura: A deformação inicial é produzida por um rápido deslocamento. dizemos. Esta extremidade é a fonte de ondas. que um pulso de onda propaga-se ao longo da corda (ilustração acima. neste caso. mas não transporta matéria. à direita). Veja. o ponto P oscila na direção vertical. Agora. Qualquer ponto da corda atingido pela onda repete o movimento realizado pela extremidade onde teve início a propagação. À medida que a onda se desloca para a direita. enquanto o ponto P. bastante simples. da extremidade da corda. O que queremos enfatizar é que a onda transporta energia através do meio de propagação. no caso presente. na direção horizontal. que se estabelece um "trem" de ondas. da mesma forma que o fez a fonte (extremidade da esquerda).Vejamos o que acontece quando uma das extremidades de uma corda é convenientemente deformada. A onda se movimenta ao longo da corda. Dizemos. ela consta basicamente de energia que se transmite de ponto para ponto. neste caso. poderemos observar uma classe de propriedades e de grandezas comuns a todas as ondas.

Período. ela apenas oscila verticalmente enquanto a onda se propaga. verifica-se claramente que matéria (o corpo material barco) está sendo transportado ao longo da superfície do lago. qualquer ponto da corda repete. No movimento do barco. de energia. seja submetida a um movimento oscilatório. Uma corrente de água (como a de um rio) não é. uma das características básicas do movimento ondulatório é o fato de que. portanto. obteremos uma onda periódica. a oscilação executada pela fonte. nele. nela. Na onda.Para tornar a coisa mais compreensível façamos uma comparação. funcionando como fonte. Com isso. e isto não pode acontecer numa propagação ondulatória. as partículas de água (matéria) estão sendo deslocadas ao longo da corrente. admitamos que a extremidade. não há transporte de matéria através da superfície. freqüência e comprimento de onda Retomando o exemplo da onda na corda. Como vimos. no decorrer do tempo. Imaginemos um barco navegando sobre um lago e uma onda propagando-se na superfície líquida. O período da onda é o intervalo de tempo que um ponto do meio (no . um movimento ondulatório. Assim. contudo. que a rolha (flutuando no lago) não acompanha o deslocamento da onda. A extremidade livre executa um movimento em torno da posição A. à qual poderemos associar as grandezas período. ocorre fundamentalmente uma propagação de energia. freqüência e comprimento de onda. Tanto isto é verdade. mas sim.

Tendo em vista a definição. no intervalo de tempo compreendido entre os instantes t e (t + T). . Dizemos que os pontos P e Q estão em fase. no instante t + T. Não é difícil verificar que o comprimento de onda representa a distância entre dois pontos sucessivos que se encontram. exatamente da mesma maneira. onde f = freqüência.caso. Habitualmente representamos o comprimento de onda pela letra grega λ (lâmbda).T . o número de oscilações executadas na unidade de tempo. por exemplo. o ponto P é atingido por uma onda periódica. a configuração da onda na corda. ao longo da onda. acontecerá em P. Os pontos P e Q. a velocidade de propagação de onda. separados por um λ. Enquanto esta onda se propaga. teremos ainda: λ = v/f . Daí definirmos o comprimento de onda como sendo a distância entre dois pontos sucessivos. estão em idênticas condições. num período. a corda). Sendo v. o ponto P vai descrevendo um movimento oscilatório. O comprimento de onda é o espaço que a onda percorre num período. que estão em fase. ou seja. em idênticas condições. A freqüência será. da onda. atingido pela onda. Tudo o que acontece em Q. poderemos escrever: λ = v. e T o seu período. a onda terá percorrido uma distância d mostrada na figura acima. para a direita. Nesse intervalo de tempo. o ponto P estará completando exatamente uma oscilação. Como T = 1/f . Veja. De acordo com a própria definição de período. essa distância d será o comprimento de onda d = λ. No instante t. necessita para executar uma oscilação completa. então.

Enfatizemos que em toda onda existe basicamente uma transmissão de energia através de um meio. as ondas de TV e as ondas de rádio. As ondas são caracterizadas pelos valores das suas freqüências. como toda onda mecânica. Orientando a trajetória de O para A (como mostra a figura). o valor algébrico do espaço OP(s). É a classe de ondas eletromagnéticas. em torno da posição de equilíbrio O. O exemplo típico de onda mecânica é o som. na ordem decrescente das freqüências. praticamente tudo o que aprendemos em relação a ela. Numa onda a amplitude tem significado semelhante.Elongação e amplitude Imaginemos um movimento oscilatório executado por um ponto material P. as ultra- . as radiações X. a amplitude representa o valor máximo da elongação. A amplitude (a) é o valor absoluto das elongações correspondentes aos extremos A e B. Em outras palavras. ele não se propaga no vácuo. ele exige um meio material para se propagar. Assim. as ultra violetas. aquela que se estabelece ao longo da corda. Há uma outra classe de ondas. existe uma classe de ondas em que a energia envolvida é uma energia mecânica. as radiações X. Sendo P a posição genérica assumida no instante t. as micro- ondas. |sB| = valor absoluto da elongação de B e a = amplitude. poderá ser estendido para qualquer outro tipo de onda. por definição. Tipos de ondas Até aqui vimos um tipo de onda. A esta classe pertencem as chamadas ondas mecânicas. as posições situadas no segmento OA terão elongações positivas e as posições situadas no segmento OB. a elongação (nesse instante ou nessa posição) é. Mas. em que a energia envolvida é de natureza eletromagnética e a sua propagação não exige um meio material. as ondas eletromagnéticas de freqüências mais elevadas são as radiações gama. Podemos escrever: a = |sA| = |sB| . muito simples. as infra-vermelhas. Assim. seguem-lhes. Pertencem à classe das ondas eletromagnéticas: as radiações gama. terão elongações negativas. facilmente observável. onde: |sA| = valor absoluto da elongação de A.

violetas, as ondas visíveis (luz), as infra vermelhas, as micro-ondas, as ondas de
TV e as ondas de radiodifusão.
Um fato realmente importante é que, todas as ondas eletromagnéticas, quaisquer
que sejam as suas freqüências, apresentam, no meio vácuo, sempre a mesma
velocidade de propagação; é ela c = 300.000 km/s.

Lembrando que o comprimento de onda é λ = c/f, poderemos concluir que o
comprimento de onda é inversamente proporcional à freqüência. Assim, uma
onda de radiodifusão de freqüência 30 000 hertz (30 kHz) possui comprimento de
onda duas vezes menor que a de 15 000 hertz (15 kHz).

Parte B - Produção e Recepção de Ondas Eletromagnéticas

Como produzir uma onda eletromagnética?
Quando uma carga elétrica é acelerada ou desacelerada, ocorre a emissão de
uma onda eletromagnética. Este é um fato teoricamente previsto e
experimentalmente confirmado. E claro, há situações de exceção, como as do
elétron intra-atômico.
Na prática, uma das maneiras mais simples de verificar esta emissão
eletromagnética, consiste em montar um experimento como o ilustrado abaixo.

O circuito formado por uma pilha, um condutor AB e uma chave K, é colocado a
alguns metros de um pequeno rádio ligado e sintonizado numa estação qualquer.
Ligando e desligando a chave K, e repetindo este processo continuamente,
pode-se ouvir um sinal correspondente no rádio. Na prática, a chave K pode ser
substituída por uma lima; um dos fios é preso na lima e o outro raspado contra
ela).
Como pode o “liga-desliga” da chave K (ou o raspar do fio na lima) produzir um
ruído no receptor de ondas de rádio colocado à distância?
A explicação não é muito complicada, pelo menos, num nível superficial de

entendimento. De fato, o liga - desliga provocará variações rápidas de corrente
elétrica no condutor AB; as cargas serão, ali, aceleradas e desaceleradas.
Haverá a produção de pulsos eletromagnéticos (trem de ondas), que atingindo a
antena do receptor ligado, provocarão, neste, aqueles ruídos característicos.

Talvez possamos ir um pouco além na explicação aqui apresentada.
Já sabemos que uma corrente elétrica “gera” em torno de si um campo
magnético. Com a chave K desligada, não há corrente em AB, e como tal, não
há campo magnético. ‘Ligando a chave, aparecerá uma corrente elétrica no
condutor AB; em torno deste condutor aparecerá um campo magnético, e
portanto, uma região capaz de gerar energia de natureza magnética. Desligando
a chave, a seguir, o campo magnético em torno do condutor “desaparecerá”.
Este campo, que não se encontra mais em torno do condutor, poderá, abandonar
o condutor e propagar-se através do meio. É possível, assim, compreender que,
ao desligar a chave K, um pulso magnético tenha origem no condutor AB.
Na verdade estamos simplificando bastante, as coisas não se passam
exatamente dessa maneira; tanto é que o pulso gerado não é magnético puro,
mas, eletromagnético, apresentando não só o campo magnético mas também,
um componente elétrico (gerado pela variação do campo magnético). Entretanto,
para uma primeira etapa de entendimento, achamos que a explicação
apresentada é bastante útil, não chegando a comprometer o rigor da questão,
sobretudo devido ao alerta de que as coisas são, na realidade, mais complexas.

Grosso modo, poderemos afirmar o seguinte: a variação da corrente em AB
produz um pulso eletromagnético que se propaga com a velocidade de 300 000
quilômetros por segundo, o qual, atingindo a antena do rádio portátil, provoca um
processo inverso, ou seja, o pulso eletromagnético gera, na antena, uma
corrente elétrica cuja variação é idêntica àquela ocorrida no condutor AB. Desta
forma, tudo passa como se aquela corrente variável tivesse sido transferida
'diretamente' do condutor AB para a antena do rádio. É preciso salientar que,
nesta transferência há uma séria diminuição da intensidade do pulso mas, o
modo como a corrente varia, é fielmente transferida de AB para o receptor.

Dizemos que o sistema, ao qual pertence o condutor AB, é um transmissor,
enquanto que o rádio, como sabemos, é um receptor. O condutor AB é a antena
do transmissor.
Procure então, perceber, que as coisas que acontecem junto à antena do
receptor não são basicamente diferentes daquilo que ocorre ao nível da antena
do transmissor.
Repetindo o que já dissemos antes, na antena do transmissor, uma corrente
elétrica varia e gera uma onda eletromagnética; esta atinge a antena do receptor,
e ai, induz uma corrente elétrica que varia exatamente como na antena do
transmissor. A diferença (no transmissor e no receptor) está portanto, na ordem
em que as coisas acontecem.

No transmissor temos, corrente elétrica ==> onda eletromagnética, enquanto
que no receptor temos, onda eletromagnética ==> corrente elétrica. Não é de
se estranhar, portanto, que os circuitos básicos do transmissor e do receptor
sejam muito semelhantes entre si.

O transmissor e o receptor
Não vamos explicar aqui, como funcionam detalhadamente o transmissor e o
receptor. Queremos apenas enfatizar alguns fatos importantes que neles
acontecem. Tomemos, para exemplificar, o caso da transmissão/recepção
radiofônica. Para tanto, examine o diagrama extremamente simplificado que
damos a seguir.

No microfone, as vibrações sonoras são convertidas em vibrações de corrente
elétrica. As vibrações da corrente elétrica, agora na antena do transmissor,
geram as ondas eletromagnéticas que se propagam através do meio (ar, no
caso) com a velocidade de 300 000 km/s. Na antena do receptor, a onda
eletromagnética captada origina vibrações da corrente elétrica, qualitativamente
idênticas àquelas que deram origem à onda, na antena transmissora. No alto
falante, uma das partes do receptor, essas vibrações da corrente elétrica são
convertidas em vibrações sonoras, qualitativamente idênticas àquelas recebidas
pelo microfone.
Nota: Microfone e alto falante são transdutores; o primeiro converte energia
sonora em energia elétrica e o segundo faz exatamente o inverso.
Assim, a palavra ALÔ dita no microfone do transmissor, poderá ser reproduzida
no alto falante do receptor, após ter envolvido uma série de energias de
naturezas diferentes.

Veja, no diagrama abaixo, a palavra ALÔ passando por várias formas diferentes,
ao ser transportada do microfone ao alto falante.

Parte C - O transmissor

Noções sobre o mecanismo de transmissão - AM e FM
Na realidade, o transmissor é construído de tal maneira que ele emita uma onda
eletromagnética de determinada freqüência e de determinada amplitude
(característica associada à potência do transmissor). Para cada transmissor
existe uma freqüência característica . Esta onda eletromagnética característica
de cada transmissor, por si só, não transmite mensagem nenhuma para ser
captada no receptor. Ela é apenas a portadora da mensagem, a qual deverá ser
de alguma forma “calcada” (“escrita”) sobre ela. É por isto denominada de onda
portadora. Note bem, a freqüência da onda portadora é a freqüência
característica do transmissor. Por exemplo, a freqüência característica da rádio
Jovem Pan - SP é de 620 kHz (quilohertz) --- espero que não tenham mudado
isso mas, se mudaram, ainda serve de exemplo. Isto significa que a onda

portadora da rádio Jovem Pan tem a freqüência de 620 kHz (no registro de uma rádio essa informação é primordial). introduzimos uma informação no microfone (com CH-fechada). Veja. Procure entender. a rádio Jovem Pan. o que dissemos. Assim. examinando com atenção as figuras abaixo. varia exatamente como varia a onda que representa . aproximadamente. Essa onda portadora da rádio Jovem Pan tem comprimento de onda de. assim modificada.justamente contida nessa modificação. encontra-se sobreposta à onda portadora. 620 kHz. estará transportando a mensagem. ela caracteriza o transmissor que a emite. Esta informação (um som) convertida em onda eletromagnética. O transmissor emite apenas a sua onda portadora. Na primeira figura não está sendo transmitida mensagem nenhuma (CH-aberta). Para transmitir alguma mensagem. como a amplitude da onda portadora. num dado receptor. A onda portadora. 484 m (veja cálculo no quadro acima).Na segunda figura. a onda portadora não transmite informação nenhuma. ou seja. Como já dissemos. de amplitude e freqüência constante. para receber. antes constante. deveremos sintonizar esse receptor na freqüência característica dessa emissora. a onda eletromagnética correspondente a essa mensagem deverá ser sobreposta à onda portadora.

Modulação é o processo de fazer variar alguma característica da onda portadora.). Em suma. A esta altura. que a transmissão é feita em freqüência modulada (F. a variação da amplitude traduz a mensagem superposta. Dizemos. exatamente segundo a mensagem que se pretende transmitir. poderá ser feita para tornar mais fácil o entendimento básico a respeito da modulação.M. Por isso dizemos que a onda está modulada em freqüência.). denomina-se onda modulada. Na primeira figura. não há mensagem nenhuma. e o transmissor emite apenas a sua onda portadora de freqüência e amplitude constantes. embora um tanto superficial. ou então. de modo que ela possa transportar uma mensagem. Outras vezes. mas a sua freqüência. não a sua amplitude.). faz-se variar a freqüência. o som captado pelo microfone é convertido em variação de corrente elétrica. prefere-se introduzir a mensagem na freqüência da onda portadora. o que dissemos. temos a transmissão de informações em amplitude modulada (A. que a onda está MODULADA EM AMPLITUDE. . uma onda portadora alterada de tal maneira que passe a conduzir uma mensagem.M. Exemplo do índio: Uma comparação. neste caso. Então. Procure entender. modificando. Na segunda figura. antes constante. Em outras palavras. Neste caso. A variação da freqüência da onda portadora contém a mensagem captada pelo microfone.M. Esta variação vai interferir na onda portadora. parece não haver mais dificuldades em definir modulação. Dizemos que a transmissão é feita em freqüência modulada (F.a informação a ser transmitida. nas figuras abaixo.

Uma fumaça “contínua”. previamente conhecido. segundo um certo código. . haverá condições para que isto esteja sendo feito. do outro lado. periodicamente. a fumaça poderá estar transmitindo alguma mensagem. pelo menos. contínuo. poderá indicar. um fluxo. não contém mensagem nenhuma. Esta fumaça contínua é comparável à onda portadora do rádio transmissor. Agora. querendo dizer alguma coisa. pelos índios. no máximo. que existe algum índio. para resolver os seus problemas de comunicação. Mas. como é fácil compreender. interrompendo o fluxo de fumaça. Não poderá contudo transmitir mensagem nenhuma. de fumaça.A fumaça de uma fogueira era utilizada.

Parte D . da onda portadora.A fumaça 'fragmentada' contendo informações é comparável à onda modulada da rádio transmissão. gera uma corrente elétrica. a onda modulada.O receptor Noções sobre a recepção da onda eletromagnética Captando a onda modulada. Vamos ilustrar isso tudo. Na antena do receptor. . devemos isolar uma corrente que traduza apenas o modo de variação da amplitude e não de toda a onda modulada. Nestas condições. Sendo a modulação em amplitude. a mensagem estará contida no modo de variação da amplitude. cuja intensidade varia da mesma forma que a onda. o receptor deverá basicamente retirar a mensagem. desde que haja sintonização.

aproveitando-se apenas a outra metade. Esta corrente oscilante tende a circular entre a bobina e o capacitor. Deixando passar a corrente num só sentido. ou seja. como se vê em (3). a mensagem é convertida em energia sonora: a variação da corrente elétrica. onde gera uma corrente elétrica (2) que oscila da mesma maneira que a onda recebida. Em (1) a onda modulada proveniente da 'estação transmissora' atinge a antena. por isso. o diodo consegue eliminar uma metade da corrente oscilante modulada. Observe que no fone de cristal está entrando metade da onda modulada em amplitude. Para eliminar uma das metades da corrente oscilante. traduzindo a mensagem.Na figura temos o circuito mais simples possível de um receptor radiofônico. O cristal do fone não reage bem às altas freqüências típicas das ondas eletromagnéticas e. utilizamos um elemento de circuito chamado diodo. No fone. bloqueando-a no sentido inverso -. Este deixa passar a corrente elétrica num só sentido.é um elemento retificador de corrente. ali tem alta freqüência (característica do transmissor) e baixa freqüência (mensagem). deveremos eliminar essa parcela . Para transformar em onda sonora (5) o modo de variação de amplitude dessa corrente oscilante. a que circula somente num determinado sentido. é convertida em vibrações mecânicas audíveis. deveremos aproveitar apenas uma metade da corrente elétrica (4).

a energia necessária para produzir o som no fone? Não é difícil perceber que essa energia vem da própria onda eletromagnética captada pelo receptor.de alta freqüência (normalmente isso é feito através de um capacitor de filtro ligado em paralelo com o fone--.aguarde!). como o receptor. pilhas e baterias). O processo inverso é também verdadeiro. e que. Com o capacitor carregado. A corrente torna a diminuir e o capacitor a carregar-se. Neste receptor não usamos nenhuma fonte de energia elétrica (pilha. para cada par bobina-capacitor existe uma determinada freqüência característica. entre o capacitor e a bobina estabelece-se uma corrente variável. Haverá um momento em que a carga será nula no capacitor e a corrente máxima na bobina. é muito pequena essa energia. baterias etc. os primeiros receptores de rádio eram deste tipo. enquanto a carga no capacitor se anula. toda a energia encontra-se no campo elétrico que se estabelece no interior do capacitor. constituído pela bobina e pelo capacitor. a corrente começará a diminuir. e a chave K desligada. então. Haverá um instante em que a eletrização no capacitor atinge um máximo e a corrente na bobina torna-se nula. e como conseqüência. retificar a onda. Indiretamente ela é fornecida.). fazendo o papel do diodo eles usavam um minério chamado galena. A seguir. à medida que a corrente elétrica. uma onda eletromagnética atingindo . e portanto o campo magnético. mas. uma corrente elétrica passará a fluir através da bobina. Assim sucessivamente. aumenta na bobina. que tem ora. O circuito oscilante Infelizmente. Ligando a chave K. pelo transmissor. outro. a corrente começará a fluir em sentido oposto ao anterior. O campo elétrico diminui no capacitor. compreende-se que um circuito oscilante possa emitir onda eletromagnética. tanto o transmissor. aparecerá um campo magnético. não podemos detalhar o funcionamento do chamado circuito oscilante. Ao ser captada. enquanto que o capacitor passará a eletrizar-se (carregar-se) com sinal oposto: o que era positivo torna-se negativo e o que era negativo torna-se positivo. Nesse momento toda a energia estará no campo magnético da bobina. De onde vem. A seguir. sem a necessidade de um reforço fornecido pelos 'amplificadores' (que contém geradores de energia elétrica. O receptor que acabamos de mostrar. possui um circuito oscilante. tais como. nesse novo sentido. um sentido. ou seja. então. E isto porque. é comumente chamado de rádio galena. Como tal. ela pode ser suficiente para fazer vibrar a membrana do fone. extremamente simples. nessa primeira etapa de compreensão. Ora. Mas saiba que. Esse cristal de galena é normalmente substituído por um diodo de germânio que cumpre exatamente a mesma função do galena. Daí a denominação rádio galena. torna-se máxima. ora. Dizemos que o circuito é percorrido por uma corrente oscilante. corrente oscilante apresenta carga elétrica em aceleração e em desaceleração.

uma corrente elétrica oscilante. . É isto o que acontece no circuito oscilante de um receptor.um circuito oscilante. Nas figuras abaixo procuramos mostrar o circuito oscilante em diferentes momentos. descritos acima. poderá produzir (induzir) neste.

.

ou a sua bobina (normalmente através de um cursor que altera o número de espiras). usando um capacitor variável. em (b).No receptor. variando o número de espiras da bobina com o auxílio do cursor C e. dentro desta primeira etapa (rudimentos) de compreensão. em (a). . Em nossa Parte Experimental usaremos dessas duas técnicas. para sintonizar as diferentes freqüências (as diferentes estações). em forma de diagramas. da transmissão e recepção de uma mensagem. ou então. E isto porque. sintonizamos as diferentes freqüências. Descrição sucinta: (1) A onda modulada em amplitude (AM) atingindo a antena de um receptor. Ainda. o seu capacitor (normalmente usando um capacitor variável). deveremos variar. damos a seguir um exemplo. Na figura acima. para cada par bobina-capacitor existe uma determinada freqüência característica.

(4) No fone. tanto na transmissão como na recepção. a bobina produz faíscas de alta tensão que. pode parecer estranhos aos alunos/leitores. Nada melhor para fixar este aprendizado do que realizar algumas experiências simples com ondas de rádio. Como conseqüência. Ali a energia elétrica é convertida em energia térmica e sonora. Parte Experimental Nas partes anteriores vimos de modo bastante simples de que modo podem ser produzidas as ondas eletromagnéticas e sua propagação pelo espaço. Seu primário tem poucas espiras. cujo aspecto é mostrado a seguir.(2) A corrente elétrica induzida no circuito oscila da mesma forma que a onda modulada. na realidade. servindo inclusive de base para Trabalhos Escolares e Feira de Ciências. produzindo uma onda sonora idêntica àquela captada pelo microfone do transmissor. Iniciamos com dois projetos bastante elementares de transmissores. produz ondas de rádio. Introdução Antes de existirem transistores ou válvulas. em (a) e seu circuito esquemático. Um deles era a bobina de centelha ou Bobina de Rumkorff. as ondas de rádio eram produzidas por técnicas que. passa para o fone apenas uma metade da corrente oscilante pulsando de acordo com a mensagem. mas seu secundário consta de milhares de voltas de fio. dotado de um vibrador acionado pelo magnetismo do próprio núcleo. produzindo assim tensões muito altas. num transformador de alta tensão. a corrente variando segundo (3) faz vibrar a membrana. de núcleo aberto. aplicadas a um circuito ressonante e de antena. isso que estamos descrevendo é exatamente a bobina de ignição automotiva (no caso. Note que o modo de variação da amplitude traduz a mensagem transmitida. em (b): Esta bobina consiste. Quando ligada a uma bateria. à primeira vista. A menos do vibrador. . o vibrador é substituído pelo platinado do veículo). (3) O diodo deixa passar apenas a corrente elétrica que tem um determinado sentido.

mas nada impede que tenhamos uma configuração semelhante em nosso laboratório para algumas experiências. o advento das válvulas e depois dos transistores. pois são ondas contínuas (Continuous Waves -. mas podem propagar-se a distâncias enormes.É claro que essas ondas não levavam informação alguma. com o desenvolvimento de novas técnicas. Hertz e outros pesquisadores da era do rádio utilizaram este tipo de configuração para experiências de transmissão de ondas de rádio. o que significa que não deve ser aplicado em qualquer tipo de comunicação a longa distância. É claro que. Interrompendo em intervalos regulares estas ondas. Abaixo segue o circuito esquemático: . pode-se estabelecer uma comunicação codificada através do código Morse.CW). a bobina de centelha para a produção de sinais de rádio se tornou peça de museu. Projeto 1 Transmissor de faíscas O projeto que apresentamos é puramente experimental/didático. de modo que seu alcance não ultrapassa alguns metros. e sua freqüência não é bem controlada. Marconi.

Para experimentações a 'técnica da lima' (substituir o interruptor por um fio esfregando numa lima) funciona muito bem. Projeto 2 Microtransmissor transistorizado Uma versão moderna. Este problema é que impede que o transmissor tenha aplicações diferentes das experimentais. atestando seu funcionamento. ligue nas proximidades do transmissor um rádio de AM sintonizado em freqüência livre. Para colocar em funcionamento. de modo a se enviar mensagens em código telegráfico (Morse). conforme a esquematização a seguir: . pois interferiria em outras emissões. de freqüência estável. Aperte o manipulador e ajuste o vibrador para que ele entre em funcionamento (vibração) produzindo uma pequena centelha entre seus contatos. produzindo assim a oscilação que se propaga pelo espaço na forma de ondas eletromagnéticas. O manipulador nada mais é do que um interruptor (botão de campainha) que permite ligar e desligar a corrente no circuito. um forte zumbido deve ser ouvido no rádio colocado nas proximidades. A bobina L1 consiste de 100 voltas de fio comum (cabinho 22) num bastão de ferrite. Esta corrente excita a bobina e o capacitor que formam o circuito “ressonante”.O “centelhador” é na realidade um vibrador que rapidamente interrompe e estabelece a corrente que circula pelo circuito. e o capacitor variável é do tipo comum (1 secção) aproveitado de algum velho rádio. Nota: Observe que o sinal “se espalha” por boa parte da faixa de ondas médias. Neste ponto. Ajuste CV para a melhor recepção. pode ser montada com apenas um transistor.

descrita acima CV .10k. com tomada na 40a espira.0 cm de diâmetro.capacitor cerâmico C2 .2 ou 4 pilhas pequenas Diversos: fios. base de montagem etc. sintonizado num ponto livre da faixa de ondas médias.capacitor cerâmico R1 . A bobina L1 consiste de 80 voltas de fio.3V ou 6V . Lista de material Q1 . 1/8W .A montagem.resistor (marrom. O transistor pode ser o BC548 ou qualquer equivalente de uso geral. suporte de pilhas.Manipulador ou interruptor de pressão B1 .22 nF . Para ajustar o transmissor. enroladas num bastão de ferrite de 10 a 15 cm de comprimento. O variável pode ser aproveitado de um rádio transistorizado fora de uso. basta apertar o manipulador e ajustar CV para que seu sinal seja captado num radinho nas proximidades. que opera emitindo onda continua (CW).descrito acima C1 .BC548 ou equivalente . em ponte de terminais. 1. bastão de ferrite. São basicamente os seguintes: . comum ou esmaltado (#22 ou #24).100 nF . Projeto 3 Como construir um rádio "galena" Os elementos necessários para a montagem de um rádio galena (seguindo o circuito da figura anterior) são simples e fáceis de serem encontrados nas lojas especializadas. preto. é a ilustrada abaixo.transistor de uso geral L1 . laranja) S1 . ponte de terminais.

ao ler a especificação. Serve o tipo OA-90 ou equivalente (1N34 etc. basta dizer. para enrolar a bobina. Esse tubo de material bom isolante elétrico tem comprimento de 10 a 12 cm e diâmetro entre 2. pode estar certo de que. Obtido de antigos rádios à pilha (os atuais fones de 8 ohms não servem!).0 cm. Fio de cobre esmaltado para o enrolamento da bobina. o homem da loja. nenhuma loja poderá nos fornecer o material adequado. o que está sendo pedido. . que é possível substituí-lo pelo tubo de papelão no qual vem enrolando o papel higiênico. É claro. ou mesmo. a montagem de um rádio galena pode ser resumida nos itens abaixo. Um diodo de germânio para RF. Um capacitor fixo. Damos estas especificações. necessitamos das especificações técnicas de cada um destes elementos.1. junto com a lista dos materiais. Uns 20 metros de cabinho # 22 devem ser suficientes. 2. saberá. pois do contrário. Em linhas gerais. 6.) 5. de papelão duro. Para se ter uma idéia grosseira desse tubo.5 e 3. acima. Um fone de ouvido (cristal). Um tubo de PVC. 3. Fios longos para serem usados como antena e como “Fio-terra’’. disco ou cerâmico. 4. com exatidão. mas. Vamos precisar de 20 metros de fio # 24 (lojas de enrolamentos e consertos de motores). É possível que você não entenda exatamente o que elas significam. Seu valor é algo como 78 pF (leia 78 picofarad).

Deixar 15 cm livre em cada extremidade e lixar essas extremidades para retirar o esmalte protetor (detalhe acima à esquerda).Eletrônica sob o título: Transmissor/Receptor Elementar 2. clique aqui. 2. .1. no tubo. Para se transferir para lá. Seu professor ou um amigo técnico em eletrônica poderá auxilia-lo nessa etapa. Enrolar o fio esmaltado #24. os diferentes elementos deverão ser ligados como mostra a figura acima. Eis uma montagem caseira: Projeto 4 Transmissor e Receptor Mínimos Esse projeto já se encontra descrito na Sala 15 . A seguir. para obter uma bobina com núcleo de ar.

o enrolamento L1 comportará 40 espiras juntas e L2 com 120 espiras juntas. também poderá ser realizada enterrando-se uma vareta revestida de cobre (obtida em casas especializadas de material elétrico) em local bem umedecido. uma simples antena e uma boa tomada de terra asseguram seu rendimento.2 mm. A bobina de sintonia pode ser feita com um tubo de PVC de 3. Para receber ondas longas. Para sintonizar as rádios de ondas médias (tradicional OM). O capacitor variável (CV) poderá estar compreendido entre 400 pF e 500 pF. O diodo (D1) é do tipo de germânio e poderá ser um OA79. 2000 ohms ou mais. mas atende perfeitamente nossos motivos didáticos.0 cm de diâmetro. . com tomada na 45a espira a contar da extremidade de terra. A tomada de terra pode ser a torneira do cavalete do 'relógio da água' que faz parte da canalização urbana. A antena pode ter um comprimento de 20 a 30 m. 1N34 etc. pelo fato do diodo de germânio substituir o cristal de galena) não necessita de fonte de alimentação própria para seu funcionamento.versão 2 Como se sabe. com tomada na 80a contadas a partir da extremidade que vai ligada em terra. L1 terá 80 espiras e L2 terá 220 espiras. A seletividade desse receptor não é muito alta. ela poderá ser do tipo L ou T. OA85. L1 e L2 são enrolados no mesmo sentido e o espaçamento entre os dois enrolamentos deve ser de 3 mm. O capacitor (C1) que vai em paralelo com os fones de ouvido (filtro para a rádio-freqüência) é de 1500 pF. cerâmico. um rádio galena (também denominado 'receptor de germânio'. Os fones de ouvido devem ser de alta impedância. Ambos os enrolamentos usam fio de cobre esmaltado de diâmetro 0. podendo-se usar tanto o tipo de dielétrico de ar como o de mica.Projeto 5 Galena . dependendo de quão afastado você está da emissora de 'broadcasting'.

9. O transformador de áudio T1. 7. O boneco articulado é suspenso por duas molas (veja detalhe na figura abaixo) e parte do bastão de ferro fica dentro da bobina. Aplicação de um SCR. Montagem didática para o ensino da Eletrônica. é um transformador de saída de um rádio valvulado à base de uma 6AQ5. conforme a posição da chave CH. No caso da bobina. O circuito tem por base um SCR.0 . que aciona uma bobina (que é aproveitada de um transformador) ou uma lâmpada incandescente.0 ou 12 VAC. Na falta de um desses transformadores poderá ser experimentado um transformador abaixador de tensão de 110/220 VAC para 6. . usado ao 'contrário'. o campo magnético criado atrai o bastão de ferro ou ferrite que movimenta o boneco de papelão (usei um bonequinho de plástico) preso por duas molas. com o enrolamento de baixa tensão recebendo o sinal de áudio do equipamento de som. Module/Móbile 'Module' a luz ou ponha o boneco prá dançar Objetivo Modular a intensidade luminosa de uma lâmpada incandescente ou visualizar o movimento de um boneco em concordância com o ritmo da música ou som. aqui funcionará como acoplador de impedâncias. Circuito esquemático Você liga este aparelho na saída de seu equipamento de som (que pode ser um simples radinho portátil) e uma lâmpada começa a variar seu brilho ou (dependendo da posição da chave CH) um boneco passa a dançar segundo o ritmo da música.5. Praticamente qualquer transformador de áudio de equipamento valvulado servirá. tem 'primário' de 8 ohms (entrada de áudio) e 'secundário' de 5000 ohms.

O bastão de ferro ou ferrite deve ter uns 5cm de comprimento. de onde tiramos L1. de 110 ou 220 VAC. usamos apenas o enrolamento de 110 ou 220 VAC. que pode ser de 1/2 W comum. O transformador foi desmontado dispensando-se o núcleo de ferro silício e o secundário de baixa tensão. é um transformador de força com primário de 110V ou 220V com secundário de 6. R(*). 9 ou 12V x 200 a 500 mA. e o transformador. ou seja. o enrolamento de fio fino. deve ser selecionado de acordo com a potência de seu aparelho de som. conforme a intensidade do som. O ajuste de sensibilidade e ponto de funcionamento é feito em P1. . Veja que os fios usados em L1 são o marrom/preto (110V) ou preto/vermelho (220V). conforme tabela: Potência do amplificador valor do R* 0 a 5 watts 10 ohms 5 a 25 watts 47 ohms 25 a 50 watts 100 ohms acima de 50 watts 220 ohms A ligação dos fios A e B é feita na saída para os alto-falantes do aparelho de som.

resistor (marrom. vermelho) F1 .2n2 . cabo de alimentação etc.1 A .1N4002 .chave 1 pólo duas posições.resistor (vermelho. boneco.fusível Diversos: ponte de terminais. vermelho. C1 .10k x 1/8W . ferrite. solda. lâmpada incandescente até 100 W. laranja) R2 . soquete para L2. CH .MCR1O6 ou TIC1O6 para 110 ou 220V D1 .capacitor cerâmico R1 .diodo de silício P1 .Circuito chapeado Material SCR .potenciômetro L1 .Ver texto. transformador para L1. preto. Fotos da montagem didática feita pelo autor: .2k2 x 1/8W . fios.10k .

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formato e tipos de objetos. tais como. O efeito pode causar irritação e mesmo certas injúrias em uma pessoa de fracas condições físicas. Tais efeitos dependem de muitos parâmetros. por conseguinte. nomenclatura dos transistores etc. código de resistores. ainda assim deve ser tratado com precaução. Esquema geral do Emissor de Íons . também. pessoas. todo cuidado e prevenções contra choques devem ser tomados. eletrizar os objetos que se encontrar à distâncias . operadores isolados do solo mediante sapatos com sola de borracha. Para a montagem recomendamos. a essa adaptação chamaremos de "disparador de íons". o mesmo esquema adaptado para o uso de pilhas em série ou baterias. Recomenda-se a presença de professor e/ou adulto habilitado em tais equipamentos. há pequenos detalhes de montagem que pode tornarem-se embaraçosos para o iniciante. apesar de tratar-se de um circuito bastante simples. a consulta a um técnico em eletrônica pois. Para constatar esse efeito é necessário produzir altos potenciais elétricos (em relação à Terra) e. podem acumular carga elétrica suficiente para receber um bom choque quando tocar um objeto aterrado. entre os quais incluímos umidade. o que é coisa do dia-a-dia para o técnico pode parecer muito complicado para o aluno (marcas de diodos. Embora o equipamento possa também ser operado com bateria. montagem de transistor com pasta térmica. polaridades de capacitores. Na parte final desse trabalho há 11 experimentos para serem realizados em sala de aula. Emissor/Disparador de íons (Projeto e experimentos com gerador de muito alta tensão) Introdução Esse projeto evidencia o fenômeno de partículas carregadas e certas propriedades. com fonte de alimentação através da rede domiciliar.). Projetos Iniciemos a fase de montagem apresentando o esquema geral do projeto "Emissor de íons". proximidade etc. A seguir. Tenha discrição ao usa-lo pois. eletroscópios etc.

3 watt R2. 1/4 watt . em paralelo para obter 55 ohms R3.3 ohm.5 3 1 k.Esquema geral do Disparador de Íons Material para o Emissor/Disparador de Íons Componente Quantidade Descrição R1 1 0.5. 1 watt.6 8 220 ohms.

3A T2 1 Flyback. 1A/100 V . Para o Disparador de íons. tubo 40 para esgoto C5-10 6 0. NPN. tampão para fechar o tubo de PVC.001 µF/15kV . cordão de força. de TV Além dos componentes básicos indicados nessa lista. Q2.6 6 1N4002.2.eletrolítico D1. tipo BC Q2. ainda. 2N3055. Si.5. botão para o potenciômetro. o interruptor S2.5 e R4. potenciômetro com chave liga/desliga C1 1 4700 . usaremos apenas parte do material apresentado acima. fio de cobre esmaltado #22. Q1.6800 µF/25V . maçaneta metálica. dessa lista devem ser dispensados todos os componentes que integram a fonte de alimentação. uso geral.eletrolítico C4 1 1000 µF/25V . R4/S1 1 5 k.eletrolítico C2. TV BP ou de monitor Tubo PVC 1 8" x 3. acessórios para instalar na placa os transistores de potência. C1.3. R2. acrescentamos: caixa metálica para acomodar os componentes.diodos para alta tensão.4 3 Transistores. acrescentar. solda etc. 1A/100V diodo ou zener de 4. C3 e Z1.cerâmico CR1-6 6 20 kV .4.5".diodos Z1 3 1N4002. R1. dispensar T1.3 2 100 µF/25V . parafusos e porcas. Tal fonte de alimentação deverá ser substituída por 4 a 8 pilhas AA e os correspondentes porta pilhas. D1. assim. Algumas sugestões para montagens do Emissor de íons a) Enrolamentos dos primários de T2 . potência TO3 T1 1 Transformador de 110V ou 220V/12V.2. fio de cobre esmaltado #18.3. filtragem e regulador de tensão.4 (D5 e D6 permanecem). ou seja.3.3.7V Q1 1 Transistor NPN.

b) Componentes na placa principal c) Placa dos multiplicadores de tensão .

d) Conexões dos transistores de potência .

e) Visão geral (tipo 'raio-X') da montagem do Emissor de Íons .

f) Aspecto final do Emissor de Íons .

Algumas sugestões para montagens do Disparador de íons a) configuração básica b) vista tipo 'raios-X' do disparador .

c) visão 'explodida' .

Fogo de San' Telmo 2) Flashes na lâmpada fluorescente .Experimentos com o Emissor de íons 1) Efeito Corona .

3) Carregando com íons 4) Motor iônico .

porém inverta todos os diodos dos estágios multiplicadores de tensão de um deles. com eventual perda de performance do sistema.5) Descarga em faísca . As esferas. na ilustração). como se ilustra abaixo. em série. para produzir uma saída negativa (direita. podem ser substituídas por algum utensílio de cozinha 'arredondado' (10 cm de diâmetro).Teste de isolantes 6) Descarga entre duas unidades emissoras . como sempre. As unidades podem operar alimentadas via rede domiciliar (emissor) ou mediante uso de pilhas alcalinas.Gerador de relâmpagos: Construa duas unidades emissoras. .

9) Carga remota entre esferas . O condutor isolado e carregado pelos íons ejetados do disparador descarrega-se sob a forma de faíscas sobre o condutor aterrado. Trata-se de condutores 'arredondados' colocados sobre suportes isolantes (jarros de vidro). . um dos condutores é aterrado.demonstrando a transmissão de energia via íons ejetados.demonstrando a diferença das faíscas por pontas e por superfícies esféricas.Experimentos com o Disparador de íons 7) Carga remota - 8) Descarga sob faíscas .

10) Carregando uma pessoa 11) Simples detetor de íons .