You are on page 1of 163

Direito Tributário Prof.

Claudio Borba

1
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

2
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

3
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

CRÉDITO TRIBUTÁRIO
CONSTITUIÇÃO DO
CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Arts. 139 a 146, CTN
ISENÇÃO

FATO OBRIGAÇÃO CRÉDITO


GERADOR TRIBUTÁRIA TRIBUTÁRIO

LANÇAMENTO

4
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

ETAPAS DO LANÇAMENTO - Art. 142, CTN

Art. 142 – Compete privativamente à autoridade


administrativa constituir o crédito tributário pelo
lançamento, assim entendido o procedimento
administrativo tendente a verificar a ocorrência do
fato gerador da obrigação correspondente,
determinar a matéria tributável, calcular o
montante do tributo devido, identificar o sujeito
passivo e, sendo caso, propor a aplicação da
penalidade cabível.

Parágrafo único. A atividade administrativa de


lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de
responsabilidade funcional.
5
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

ETAPAS DO LANÇAMENTO - Art. 142, CTN

Atividade
LANÇAMENTO vinculada e
obrigatória
1 3 5

VERIFICAR A CALCULAR O PROPOR A


OCORRÊNCIA MONTANTE APLICAÇÃO
DO FATO 2 4 DE
DO TRIBUTO
GERADOR DEVIDO PENALIDADE
\

DETERMINAR A IDENTIFICAR O
MATÉRIA SUJEITO
TRIBUTÁVEL PASSIVO

6
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
“O auto de infração constitui um documento que
declara a existência de uma dívida e, como é criado
por uma autoridade fiscal competente para tal
função, gera uma situação jurídica a que se
subordina o contribuinte. Este, por sua vez, possui o
direito de questionar o procedimento administrativo,
mas incumbe-lhe, por conseqüência óbvia, o ônus de
demonstrar a prova de suas assertivas.”
(1ª T., unânime, REsp nº 465.399/MG, Rel. Min. José
Delgado, março/2003).

7
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STF
“Com a lavratura do auto de infração, consuma-se o
lançamento fiscal, o qual, ainda que provisório,
impede a decadência.”
(1ª Turma, RE nº 90.926, Rel. Min. Thompson Flores,
maio/l980).

8
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

CARACTERÍSTICAS DO LANÇAMENTO
Art. 139, CTN

Art. 139. O crédito tributário decorre da


obrigação tributária principal e tem a mesma
natureza desta.

9
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

DOUTRINA
“A obrigação principal é a de pagar o tributo ou pena
pecuniária, em princípio. O crédito tributário converte
essa obrigação ilíquida em líquida e certa, exigível na
data ou no prazo da lei, inclusive por execução
expedita.”
(Baleeiro, Aliomar. Direito Tributário brasileiro. 10ª.
ed. rev. e atualizada por Flávio Bauer Novelli. Rio de
Janeiro: Forense, 1992, p. 497).

10
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

CARACTERÍSTICAS DO LANÇAMENTO
Art. 140, CTN

Art. 140. As circunstâncias que modificam o


crédito tributário, sua extensão ou seus
efeitos, ou as garantias ou os privilégios a ele
atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade
não afetam a obrigação tributária que lhe deu
origem.

11
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

DOUTRINA
“Se há vício formal no lançamento, resta
invalidada a constituição do crédito. Mas isso
não afeta a obrigação tributária, de forma que
novo lançamento poderá ser efetuado, desde
que antes de expirado o prazo decadencial.”

(Paulsen, Leandro. Direito Tributário –


Constituição e Código Tributário à luz da
doutrina e da jurisprudência. 6. ed. Porto
Alegre: Livraria do Advogado, 2004. p. 963).

12
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

CARACTERÍSTICAS DO LANÇAMENTO
Arts. 141, CTN

Art. 141. O crédito tributário regularmente


constituído somente se modifica ou extingue,
ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída,
nos casos previstos nesta Lei, fora dos quais
não podem ser dispensadas, sob pena de
responsabilidade funcional na forma da lei, a
sua efetivação ou as respectivas garantias.

13
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE SUSPENSÃO, EXTINÇÃO E


EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Arts. 151 a 182, CTN
SUSPENSÃO
Arts. 151 a
155, CTN

EXTINÇÃO
FATO OBRIGAÇÃO CRÉDITO
Arts. 156 a
GERADOR TRIBUTÁRIA TRIBUTÁRIO
174, CTN

EXCLUSÃO
LANÇAMENTO
Arts. 175 a
182, CTN

14
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STF
Extinção de crédito tributário criação de nova
modalidade (dação em pagamento) por lei estadual:
Alteração do entendimento firmado na ADInMC 1917-
DF, 18.12.98, Marco Aurélio, DJ 19.09.2003:
conseqüente ausência de plausibilidade da alegação
de ofensa ao art. 146, III, b, da Constituição Federal,
que reserva à lei complementar o estabelecimento de
normas gerais reguladoras dos modos de extinção e
suspensão da exigibilidade de crédito tributário.
(ADI-MC 2405/RS - Rel.: Min. Carlos Brito -
Julgamento: 06/11/2002 Órgão Julgador: Tribunal
Pleno).

15
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STF
“O art. 146, III, b, da Constituição da República prevê
reserva normativa para a veiculação de normas gerais
em matéria de crédito tributário, cabendo à lei
complementar federal – o CTN – e não à lei distrital,
estabelecer hipóteses de extinção de crédito
tributário.”
(ADI 1917/DF - Ação direta de inconstitucionalidade -
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI -
Julgamento: 26/04/2007 - Órgão Julgador: Tribunal
Pleno).
16
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

CARACTERÍSTICAS DO LANÇAMENTO
Art. 143, CTN

Art. 143. Salvo disposição de lei em contrário,


quando o valor tributário esteja expresso em
moeda estrangeira, no lançamento far-se-á
sua conversão em moeda nacional ao câmbio
do dia da ocorrência do fato gerador da
obrigação.

17
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“O ICMS, na importação de mercadorias do exterior,
pode ser exigido por ocasião do desembaraço
aduaneiro.
Assim sendo, a diferença cambial é referente ao
período compreendido entre a data do registro da
declaração de importação e o dia da entrada da
mercadoria no território nacional.”

(REsp nº 104.673/SP – Recurso Especial nº


1996/0052.545-5 – Rel. Ministro Garcia Vieira – DJ
24/08/1998, p. 9).

18
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

LEGISLAÇÃ0 APLICÁVEL AO LANÇAMENTO


REGRA GERAL
Art. 144, “caput”, CTN
Art. 144. O lançamento reporta-se à data da
ocorrência do fato gerador da obrigação e
rege-se pela lei então vigente, ainda que
posteriormente modificada ou revogada.

19
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

LEGISLAÇÃ0 APLICÁVEL AO LANÇAMENTO


REGRA GERAL
Art. 144, “caput”, CTN
Como regra
aplica-se ao
lançamento a
FATO GERADOR LANÇAMENTO legislação A

Legislação A Legislação B
ALÍQUOTA ALÍQUOTA
10% 5%

20
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

LEGISLAÇÃ0 APLICÁVEL AO LANÇAMENTO


EXCEÇÕES
Art. 144, § 1º, CTN

Art. 144.......
§ 1º Aplica-se ao lançamento a legislação que,
posteriormente à ocorrência do fato gerador da
obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração
ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de
investigação das autoridades administrativas, ou
outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios,
exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir
responsabilidade tributária a terceiros.

21
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

EXCEÇÕES
Art. 144, §§ 1º e 2º, CTN
Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente
à ocorrência do fato gerador da obrigação:

1.tenha instituído novos critérios de apuração ou


processos de fiscalização;

2.tenha ampliado os poderes de investigação das


autoridades administrativas;

3.tenha outorgado ao crédito maiores garantias ou


privilégios, exceto para o efeito de atribuir
responsabilidade tributária a terceiros;
22
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
“A regra basilar em tema de Direito intertemporal é
expressa na máxima tempus regit actum. Assim, o fato
gerador, com os seus consectários, rege-se pela lei
vigente à época de sua ocorrência.
Ocorrido o fato gerador do tributo anteriormente à
vigência da lei que retira a sua natureza sancionatória,
viável a aplicação retroativa, porquanto, in casu, se
trata de obrigação gerada por infração (art. 106 do
CTN).”
(REsp nº 750.588/PR – Recurso Especial nº
2005/0080.477-3 – Rel. Ministro Luiz Fux – DJ
13/02/2006, p. 704).
23
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
“Segundo a disposição do art. 144 do Código Tributário
Nacional, o lançamento do crédito tributário reporta-se à
data do fato gerador da obrigação, regendo-se pela lei
então vigente, ainda que posteriormente modificada ou
revogada.
Todavia, o montante do tributo devido não permanece
imutável, pois sobre ele incidem juros e correção monetária
até a data da efetiva quitação, estes regulados pelas leis
específicas surgidas no período em que o devedor
permaneceu em mora.”

(REsp nº 464.881/RS – Recurso Especial


nº 2002/0116.914-7 – Rel. Ministro João Otávio de Noronha
– DJ 13/03/2006, p. 252).
24
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
"É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de
que, à vista do disposto no art. 144, § 1º, do CTN, o
Fisco pode utilizar dados relativos à CPMF para
constituir créditos de outras exações, inclusive a fatos
geradores anteriores, sem que isso caracterize ofensa
ao princípio da irretroatividade da lei tributária, uma
vez que a LC 105/2001 e a Lei 10.174/01 não
instituem nem majoram tributos, representando
apenas instrumentos legais para agilização e
aperfeiçoamento dos procedimentos fiscais.”
(AgRg nº Ag 966001 / SP - Agravo regimental no
agravo de instrumento 2007/0234842-0 - Ministra
Eliana Calmon - 22/04/2008).

25
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“- Doutrina e jurisprudência, sob a égide da
CF/88, proclamavam ser o sigilo bancário
corolário do princípio constitucional da
privacidade (inciso XXXVI do art. 5º), com a
possibilidade de quebra por autorização judicial,
como previsto em lei (art. 38 da Lei no 4.595/96).
- Mudança de orientação, com o advento da LC nº
105/2001, que determinou a possibilidade de
quebra do sigilo pela autoridade fiscal,
independentemente de autorização do juiz.
(Continua)

26
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
“...
- Afasta-se a tese do direito adquirido para,
encarando a vedação antecedente como mera
garantia, e não princípio, aplicar-se a regra do
art. 144, § 1º, do CTN que pugna pela
retroatividade da norma procedimental.
(REsp nº 691.601/SC – Recurso Especial
no 2004/0137.940-0 – Rel.(a) Min. Eliana
Calmon – DJ 21/11/2005, p. 190.)

27
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

LEGISLAÇÃ0 APLICÁVEL AO LANÇAMENTO


EXCEÇÕES
Art. 144, § 2º, CTN

Art. 144.......
§ 2º O disposto neste artigo não se aplica aos impostos
lançados por períodos certos de tempo, desde que a
respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato
gerador se considera ocorrido.

28
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES QUE MODIFICAM O LANÇAMENTO


Art. 145, CTN

Art. 145. O lançamento regularmente


notificado ao sujeito passivo só pode ser
alterado em virtude de:
I - impugnação do sujeito passivo;
II - recurso de ofício;
III - iniciativa de ofício da autoridade
administrativa, nos casos previstos no artigo
149.

29
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

Impugnação do
Sujeito Passivo

Primeira Instância

Decisão desfavorável Decisão favorável


ao sujeito passivo ao sujeito passivo

O própio
Fisco toma a Recurso de ofício Modificação
iniciativa de do
modificar o Segunda Instância lançamento
lançamento,
nas
Decisão desfavorável Decisão favorável
hipóteses do
ao sujeito passivo ao sujeito passivo
art. 149, CTN
Modificação
do lançamento
30
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES QUE MODIFICAM O LANÇAMENTO


Art. 145, CTN

IMPUGNAÇÃO Ocorrem na
DO SUJEITO prática quando o
PASSIVO E erro é prejudicial
HIPÓTESES RECURSO DE ao sujeito
QUE OFÍCIO passivo
MODIFICAM O
LANÇAMENTO
Ocorre na prática
INICIATIVA DE quando o erro é
OFÍCIO prejudicial à
Fazenda Pública

31
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
“O comando estatuído no art. 145 do CTN assevera
que a regra para os efeitos da obrigação tributaria é a
da regular notificação do contribuinte.
É, portanto, imprescindível a notificação regular ao
contribuinte do imposto devido.”

(REsp nº 666.743/PR – Recurso Especial nº


2004/0068.815-9 – Rel. Ministro José Delgado – DJ
16/11/2004, p. 215).

32
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
Impedido está o Fisco de exercer a cobrança de um
crédito que teve o seu próprio lançamento
desconstituído parcialmente. Há necessidade de se
promover outro lançamento, posto haver
comprometimento da constituição do crédito
tributário. Infringência ao art. 145, I, do CTN não-
configurada.”
(REsp nº 706.776/PR – Recurso Especial nº
2004/0168.200-5 – Rel. Ministro José Delgado – DJ
13/06/2005, p. 197.)
33
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

LANÇAMENTO
MODIFICAÇÃO DO CRITÉRIO JURÍDICO
Art. 146, CTN

Art. 146. A modificação introduzida, de ofício


ou em conseqüência de decisão administrativa
ou judicial, nos critérios jurídicos adotados
pela autoridade administrativa no exercício do
lançamento somente pode ser efetivada, em
relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a
fato gerador ocorrido posteriormente à sua
introdução.
34
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“Aceitando o Fisco a classificação feita pelo
importador no momento do desembaraço
alfandegário ao produto importado, a alteração
posterior constitui-se em mudança de critério jurídico
vedado pelo CTN. Ratio essendi da Súmula nº
227/TRF, no sentido de que „a mudança de critério
jurídico adotado pelo fisco não autoriza a revisão do
lançamento‟. Incabível o lançamento suplementar
motivado por erro de direito. Recurso improvido.”
(1ª T., unânime, Rel. Min. Luiz Fux, REsp nº
4I2.904/SC, maio/2002.)
35
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
“IPTU. Atualização na base de cálculo. O lançamento
pode ser alterado de ofício. A correção de erro não
implica mudança de critério.”

(REsp nº 7.383/SP – Recurso Especial nº


1991/0000710-2 – Rel. Ministro Garcia Vieira – DJ
16/03/1992, p. 3.076.)

36
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

MODALIDADES DE LANÇAMENTO
LANÇAMENTO DIRETO
Art. 149, CTN

DE OFÍCIO
OU
“EX OFFÍCIO”
37
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

LANÇAMENTO DIRETO - Art. 149, CTN

Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício


pela autoridade administrativa nos seguintes casos:
I - quando a lei assim o determine;
II - quando a declaração não seja prestada, por quem
de direito, no prazo e na forma da legislação tributária;
III - quando a pessoa legalmente obrigada, embora
tenha prestado declaração nos termos do inciso
anterior, deixe de atender, no prazo e na forma da
legislação tributária, a pedido de esclarecimento
formulado pela autoridade administrativa, recuse-se a
prestá-lo ou não o preste satisfatoriamente, a juízo
daquela autoridade;
IV - quando se comprove falsidade, erro ou omissão
quanto a qualquer elemento definido na legislação
tributária como sendo de declaração obrigatória;
38
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

LANÇAMENTO DIRETO - Art. 149, CTN

Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela


autoridade administrativa nos seguintes casos:
................................................
V - quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte
da pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade a
que se refere o artigo seguinte;
VI - quando se comprove ação ou omissão do sujeito
passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à
aplicação de penalidade pecuniária;
VII - quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro
em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação;
VIII - quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não
provado por ocasião do lançamento anterior;
IX - quando se comprove que, no lançamento anterior,
ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o
efetuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou
formalidade especial.
39
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“Em havendo na declaração do contribuinte erro de
direito não detectado pelo Fisco, que a aceita
integralmente, a mudança de entendimento constitui-
se em alteração de critério vedada pelo CTN.
Só a falsidade, o erro ou a omissão são capazes de
provocar a revisão do lançamento com a conseqüente
autuação do contribuinte.”

(2ª T., unânime, REsp nº 171.119/SP, Rel. Min. Eliana


Calmon, agosto/2001.)

40
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

“Falta justa causa para a ação penal pela prática do crime


tipificado na L. 8137/90, enquanto não haja decisão
definitiva do processo administrativo de lançamento.
Admitida por lei a extinção da punibilidade do crime pela
satisfação do tributo devido, antes do recebimento da
denúncia (Lei nº 9249/95, art. 34).
No entanto, enquanto dure, por iniciativa do contribuinte,
o processo administrativo suspende o curso da prescrição
da ação penal por crime contra a ordem tributária que
dependa do lançamento definitivo.”
(STF, HC nº 81.61/DF – Distrito Federal – Habeas corpus –
Rel. Min. Sepúlveda Pertence – Julgamento: 10/12/2003).
41
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

LANÇAMENTO DIRETO
Art. 149, parágrafo único, CTN

Art. 149.....
Parágrafo único. A revisão do lançamento só pode
ser iniciada enquanto não extinto o direito da
Fazenda Pública.

42
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

LANÇAMENTO DIRETO
Art. 149, parágrafo único, CTN

OCORRE A OCORRE A
DECADÊNCIA PRESCRIÇÃO
EM CINCO EM CINCO
ANOS ANOS

FATO OBRIGAÇÃO CRÉDITO


GERADOR TRIBUTÁRIA TRIBUTÁRIO

LANÇAMENTO
43
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

LANÇAMENTO DIRETO
Art. 149, parágrafo único, CTN
MARCO INICIAL DO DECADÊNCIA
PRAZO EM
DECADENCIAL CINCO ANOS

SE FOR FEITO O LANÇAMENTO, COMEÇA A CONTAGEM DO


PRAZO PRESCRICIONAL DE CINCO ANOS, CONTINUANDO,
NO ENTANTO, A CONTAGEM DO PRAZO DECADENCIAL
PARA EFEITO DE CORREÇÃO DO LANÇAMENTO
EFETUADO.

44
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
“Tributário. Recurso Ordinário em Mandado de Segurança.
Revisão de lançamento do IPTU.
A revisão do lançamento decorreu de erro de fato, qual
seja, a área cadastral do imóvel era inferior à sua área real.
Em hipóteses tais, o art. 145, III, c/c o art. 149, VIII, do
CTN, autorizam a revisão. No entanto, conforme se extrai
do art. 173, I, do mesmo código, somente podem ser
revistos lançamentos cujo direito de constituição do
crédito tributário não esteja decaído. Assim, os efeitos da
revisão atingirão apenas os lançamentos ocorridos no
qüinqüênio anterior.” (RMS nº 11.271/RJ – Recurso
Ordinário em Mandado de Segurança – 1999/0096186-2 –
Rel. Ministro Francisco Falcão – DJ 27/09/2004, p. 204.)

45
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

MODALIDADES DE LANÇAMENTO
LANÇAMENTO POR DECLARAÇÃO
Arts. 147 e 148, CTN

MISTO
46
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

MODALIDADES DE LANÇAMENTO
LANÇAMENTO POR DECLARAÇÃO
Arts. 147 e 148, CTN
Art. 147. O lançamento é efetuado com base na
declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando
um ou outro, na forma da legislação tributária, presta
à autoridade administrativa informações sobre
matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação.
§ 1º A retificação da declaração por iniciativa do
próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir
tributo, só é admissível mediante comprovação do erro
em que se funde, e antes de notificado o lançamento.
§ 2º Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo
seu exame serão retificados de ofício pela autoridade
administrativa a que competir a revisão daquela.

47
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
“Declaração equivocada de rendimentos auferidos pelo
aluguel de veículos.
Não prospera a alegação da recorrente de que a autora
pretende a retificação da declaração do imposto de
renda após a notificação do lançamento, o que estaria
a malferir o disposto no art. 147, § 1º, do CTN. O
mencionado dispositivo legal não tem relação com o
caso vertente, pois a autora não está buscando a
retificação da declaração, mas sim a restituição do que
pagou indevidamente.”
(STJ, 2ª T., unânime, Rel. Ministro Franc Netto, REsp nº
388.746/RS, setembro/ 2003).
48
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
“A ausência de supressão dos três dígitos quando da
transformação de cruzeiros em cruzeiros reais, que
ocasionou uma diferença a maior no montante do ITR
devido, não se trata de erro a ser retificado para
reduzir ou excluir o tributo, mas apenas erro material
relativo à grafia dos valores, passíveis de correção
pelo próprio Fisco nos termos do art. 147, § 2º, do
CTN.”
(AgRg no REsp nº 552.930/SE, Agravo Regimental no
Recurso Especial nº 2003/0114337-4 – Rel. Ministro
José Delgado – DJ 01/12/2003, p. 283.)

49
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
“Em havendo considerável mudança no imóvel, deve o
seu proprietário ou detentor prestar informações ao
Fisco para efeito de cadastramento.
Obrigação do contribuinte que se identifica como
obrigação acessória (arts. 113, § 2º, e 147 do CTN).”

(REsp nº 302.672/SP – Recurso Especial


no 2001/0012805-0 – Rel. Ministra Eliana Calmon –
DJ 02/09/2002, p. 160.)

50
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

MODALIDADES DE LANÇAMENTO
LANÇAMENTO POR DECLARAÇÃO
Arts. 147 e 148, CTN

Art. 148. Quando o cálculo do tributo tenha por base,


ou tem em consideração, o valor ou o preço de bens,
direitos, serviços ou atos jurídicos, a autoridade
lançadora, mediante processo regular, arbitrará aquele
valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não
mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos
prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito
passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado,
ressalvada, em caso de contestação, avaliação
contraditória, administrativa ou judicial.
51
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça
consolidou-se no sentido da ilegalidade de cobrança do
ICMS com base em regime de pauta fiscal.
O art. 148 do CTN somente pode ser invocado para a
determinação da base de cálculo do tributo quando, certa a
ocorrência do fato imponível, o valor ou preço de bens,
direitos, serviços ou atos jurídicos registrados pelo
contribuinte não mereçam fé, ficando a Fazenda Pública,
nesse caso, autorizada a proceder ao arbitramento
mediante processo administrativo-fiscal regular,
assegurados o contraditório e a ampla defesa‟
(RMS nº 19.026/MT – Recurso Ordinário em Mandado de
Segurança nº 2004/0064778-2 – Rel. Ministro João Otávio
de Noronha – DJ 06/03/2006, p. 265.)
52
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
“Consoante iterativos precedentes da Primeira Seção
do STJ, é legal a fixação da base de cálculo do ICMS
por estimativa nas operações de venda de bebidas
pelo regime de substituição tributária.”

(RMS nº 19.533/MT – Recurso Ordinário em Mandado


de Segurança nº 2005/0003661-9 – Rel. Ministro
João Otávio de Noronha – DJ 06/03/2006, p. 266.)

53
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

MODALIDADES DE LANÇAMENTO
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO
Art. 150, CTN

AUTO
LANÇAMENTO
54
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

MODALIDADES DE LANÇAMENTO
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO
Art. 150, CTN
Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre
quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito
passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio
exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato
em que a referida autoridade, tomando conhecimento da
atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente
a homologa.
..................................................

§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de


cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador;
expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha
pronunciado, considera-se homologado o lançamento e
definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a
ocorrência de dolo, fraude ou simulação.
55
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
“Em se tratando de tributo lançado por homologação,
ocorrendo a declaração do contribuinte e na falta de
pagamento da exação no vencimento, fica elidida a
necessidade da constituição formal do débito pelo
Fisco quanto aos valores declarados.
A declaração do contribuinte „constitui‟ o crédito
tributário relativo ao montante informado e torna
dispensável o lançamento, sendo legítima a recusa na
expedição de certidão negativa de débito.”
(REsp nº 780.167/RS – Recurso Especial
nº 2005/0150117-0 – Rel. Ministro Castro Meira – DJ
07/11/2005, p. 249.)
56
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“Na hipótese em que o recolhimento dos tributos
sujeitos a lançamento por homologação ocorre em
desconformidade com a legislação aplicável e, por
conseguinte, procede-se ao lançamento de ofício (CTN,
art. 149), o prazo decadencial de 5 (cinco) anos, nos
termos do art. 173, I, do CTN, tem início no primeiro
dia do exercício seguinte àquele em que esse
lançamento (de ofício) poderia haver sido realizado.”
(REsp no 448.416/SP – Recurso Especial
no 2002/0089352-9 – Rel. Ministro João Otávio de
Noronha – DJ 12/06/2006, p. 462.)
57
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

“Se não houve pagamento antecipado pelo contribuinte,


não há o que homologar nem se pode falar em lançamento
por homologação. Surge a figura do lançamento direto
substitutivo, previsto no art. 149, V, do CTN, cujo prazo
decadencial rege-se pela regra geral do art. 173, I, do CTN.
Com o encerramento do prazo para homologação (art. 150,
§ 4º, do CTN), inicia-se a contagem do prazo previsto no art.
173, I do CTN. Inexistindo pagamento antecipado, conclui-
se ter o Fisco o prazo de 10 anos, após a ocorrência do fato
gerador, para constituir o crédito tributário.”
(STJ - REsp nº 614.833/PR – Recurso Especial nº
2003/0223909-9 – Rel. Ministro Castro Meira – DJ
30/03/2006, p. 195.)

58
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

MODALIDADES DE LANÇAMENTO
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO
Art. 150, CTN
Art. 150. ...........................
§ 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos
termos deste artigo extingue o crédito, sob condição
resolutória da ulterior homologação ao lançamento.
§ 2º Não influem sobre a obrigação tributária
quaisquer atos anteriores à homologação, praticados
pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à
extinção total ou parcial do crédito.
§ 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior
serão, porém, considerados na apuração do saldo
porventura devido e, sendo o caso, na imposição de
penalidade, ou sua graduação.
59
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
A jurisprudência assentada no STJ considera inexistir
denúncia espontânea quando o pagamento se referir a
tributo constante de prévia Declaração de Débitos e
Créditos Tributários Federais – DCTF ou de Guia de
Informação e Apuração do ICMS – GIA, ou de outra
declaração dessa natureza, prevista em lei.
Considera-se que, nessas hipóteses, a declaração
formaliza a existência (= constitui) do crédito
tributário, e, constituído o crédito tributário, o seu
recolhimento a destempo, ainda que pelo valor
integral, não enseja o benefício do art. 138 do CTN”
(AgRg nº EREsp nº 332.322/SC, 1ª Seção, Min. Teori
Zavascki, DJ 21/11/2005.)
60
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STF
Súmula Vinculante 8
São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do
Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei
nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência
de crédito tributário.

(DJe nº 112/2008, p. 1, em 20/6/2008. DO de


20/6/2008, p. 1.).

61
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE SUSPENSÃO, EXTINÇÃO E EXCLUSÃO


DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Arts. 151 a 182, CTN
SUSPENSÃO
Arts. 151 a
155, CTN

EXTINÇÃO
FATO OBRIGAÇÃO CRÉDITO
Arts. 156 a
GERADOR TRIBUTÁRIA TRIBUTÁRIO
174, CTN

EXCLUSÃO
LANÇAMENTO
Arts. 175 a
182, CTN

62
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO - Art. 151, CTN
Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito
tributário: MO DE RE CO CO PA
I - moratória;
II - o depósito do seu montante integral;
III - as reclamações e os recursos, nos termos das
leis reguladoras do processo tributário
administrativo;
IV - a concessão de medida liminar em mandado de
segurança;
V – a concessão de medida liminar ou de tutela
antecipada, em outras espécies de ação judicial;
VI – o parcelamento.
63
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


Art. 151, CTN

Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito


tributário:

Parágrafo único. O disposto neste artigo não


dispensa o cumprimento das obrigações acessórias
dependentes da obrigação principal cujo crédito seja
suspenso, ou dela conseqüentes.

64
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“O depósito judicial em matéria tributária deve ser feito
em moeda corrente nacional, porque supõe conversão
em renda da Fazenda Pública se a ação do contribuinte
for malsucedida. A substituição do dinheiro por títulos
da dívida pública, fora das hipóteses excepcionais em
que estes são admitidos como meio de quitação de
tributos, implica modalidade de pagamento vedada pelo
CTN (art. 162, I).”
(RMS nº 4.948/SP – Recurso Ordinário em Mandado de
Segurança nº 1994/0032.597-5 – Ministro Ari
Pargendler – DJ 02/10/1995, p. 32.343; RSTJ vol. 76, p.
115.)

65
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“A lei instituidora de tributo que o contribuinte
considere inexigível constitui ameaça suficiente para a
impetração de mandado de segurança preventivo, na
medida em que deve ser obrigatoriamente aplicada
pela autoridade fazendária (CTN, art. 142, parágrafo
único).”

(2ª T., REsp nº 91.538/PE, Rel. Min. Ari Pargendler,


DJU 04/05/1998, p. 135).

66
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“O montante integral do crédito tributário, a que se
refere o art. 151, II, do Código Tributário Nacional, é
aquele exigido pela Fazenda Pública, e não aquele
reconhecido pelo sujeito passivo da obrigação
tributária.”

(2ª T., REsp nº 69.648/SP, Rel. Min. Ari Pargendler,


agosto/1997.)

67
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STF
“É inconstitucional toda exigência de depósito ou
arrolamento prévios de dinheiro ou bens, para
admissibilidade de recurso administrativo.”

(AI-AgR 431017 / RJ - Rio De Janeiro - Ag.Reg. no


Agravo de Instrumento – Rel.: Min. Cezar Peluso -
Julgamento: 26/06/2007 - Órgão Julgador: Segunda
Turma - DJ 17-08-2007 PP-78).

68
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
O depósito somente suspende a exigibilidade do
crédito tributário se for integral e em dinheiro.
(Súmula nº 112)

69
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
É indevida a exigência de depósito referente a verbas
de sucumbência da execução e de custas processuais,
haja vista tais valores não restarem previstos na CDA
que instruiu a ação executiva.
(REsp nº 687.862/RJ.)

70
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
“Na hipótese de extinção do feito sem julgamento do
mérito, terá que ser providenciada a conversão em
renda da União do montante depositado em juízo.”

(EREsp nº 227.835-SP, DJ de 05/12/2005, e EREsp


no 279.352/SP, DJ 22/05/2006).

71
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
“O ajuizamento de ação cautelar de caução não se
enquadra entre as hipóteses de suspensão da
exigibilidade do crédito tributário, não sendo possível,
com isso, a expedição de certidão positiva de débito
com efeitos de negativa.”

(AgRg no REsp nº 825.040/SC – Agravo Regimental no


Recurso Especial nº 2006/0046.484-0 – Rel. Ministro
Francisco Falcão – DJ 19/06/2006, p. 128.)

72
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“A existência de ação anulatória de débito fiscal não
inibe a Fazenda de ajuizar ação de cobrança, nem se
pode tolerar a sua propositura, se já houver execução
proposta, cujo caminho de defesa é a oposição de
embargos.
Em qualquer situação, não se admite paralisar a ação
de execução, mesmo na pendência de ação ordinária
conexa, se não houver depósito do valor integral da
dívida em cobrança.”
(REsp nº 451.014/RS – Recurso Especial
nº 2002/0095.034-3 – Rel.(a) Ministra Eliana Calmon –
DJ 17/12/2004, p. 479.)

73
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“A concessão da segurança requerida suspende a
exigibilidade do crédito tributário, mas não tem o
condão de impedir a formação do título executivo pelo
lançamento, paralisando apenas a execução do crédito
controvertido.”

(REsp nº 75.075/RJ.)

74
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“Suspensa a exigibilidade do débito fiscal,
notadamente pelo depósito de seu montante integral,
em ação anulatória de débito fiscal, deve ser extinta a
execução fiscal ajuizada posteriormente; se a ação
executória fiscal foi proposta antes da anulatória,
aquela resta suspensa até o final desta última actio.”

(REsp nº 789.920/MA – Recurso Especial nº


2005/0173622-7 – Rel. Ministro Francisco Falcão – DJ
06/03/2006, p. 237.)
75
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“A Eg. Terceira Seção firmou o entendimento no
sentido de que o parcelamento deferido anteriormente
ao recebimento da denúncia, em sede de crimes contra
a ordem tributária, é causa extintiva da punibilidade
dos agentes, nos termos do disposto no art. 34 da Lei
no 9.249/95.”

(AgRg nº Ag no 407.861/DF – Agravo Regimental no


Agravo de Instrumento nº 2001/0106.034-5 – Rel.(a)
Ministra Laurita Vaz – DJ 07/06/2004, p. 263.)
76
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“A sentença que nega a segurança é de caráter
declaratório negativo, cujo efeito, como é cediço,
retroage à data da impetração. (...)
Cassada a liminar ou cessada sua eficácia, voltam as
coisas ao status quo ante. Assim sendo, o direito do
Poder Público fica restabelecido in totum para a
execução do ato e de seus consectários, desde a data
da liminar com juros de mora e atualização monetária.”
(REsp nº 132.616/RS – Recurso Especial nº
1997/0034.870-9 – Rel. Ministro Franciulli Netto – DJ
26/03/2001, p. 411; JBCC vol. 189, p. 473; RTFP vol.
42, p. 303.)
77
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STF
“Tratando-se dos delitos contra a ordem tributária,
tipificados no art. 1º da Lei nº 8.137/90, a instauração da
concernente persecução penal depende da existência de
decisão definitiva, proferida em sede de procedimento
administrativo.
Enquanto não se constituir, definitivamente, o crédito
tributário, não se terá por caracterizado, no plano da
tipicidade penal, o crime contra a ordem tributária, e sequer
é lícito cogitar-se da fluência da prescrição penal, que
somente se iniciará com a consumação do delito (CP, art.
111, I).
(HC nº 84.262/DF – Distrito Federal – Habeas Corpus – Rel.:
Min. Celso de Mello – Órgão julgador: Segunda Turma –
Publicação: DJ 29/04/2005, p. 00045.)
78
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


TIPOS DE MORATÓRIA
Art. 152, I e II, CTN
Art. 152. A moratória somente pode ser concedida:
I - em caráter geral:
a) pela pessoa jurídica de direito público competente
para instituir o tributo a que se refira;
b) pela União, quanto a tributos de competência dos
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios,
quando simultaneamente concedida quanto aos
tributos de competência federal e às obrigações de
direito privado;
II - em caráter individual, por despacho da
autoridade administrativa, desde que autorizada por
lei nas condições do inciso anterior.
79
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


TIPOS DE MORATÓRIA
Art. 152, I e II, CTN

A lei que a concede Sua concessão


traz requisitos que
EM depende da lei
CARÁTER terão que ser e de despacho
INDIVIDUAL cumpridos pelo da autoridade.
sujeito passivo
CONCESSÃO
DE
MORATÓRIA
A lei que a concede
não traz requisitos Sua concessão
EM
que terão que ser só depende da
CARÁTER
GERAL cumpridos pelo lei.
sujeito passivo

80
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


CARACTERÍSTICAS DA MORATÓRIA
Art. 152 e parágrafo único, CTN

Por lei da própria pessoa jurídica à qual


a Constituição Federal atribui a
competência para instituir o respectivo
A
MORATÓRIA
tributo.
PODE SER
CONCEDIDA Por lei federal, quanto à tributos dos
estados, DF ou municípios desde que
conceda simultaneamente para todos
os créditos da União, quer sejam
tributários ou não.
Cuidado que é vedado à União conceder isenção de
tributos dos E, DF ou M
Art. 151, III, CF
81
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


CIRCUNSCRIÇÃO DA MORATÓRIA
Art. 152, parágrafo único, CTN

Art. 152, Parágrafo único. A lei concessiva de


moratória pode circunscrever expressamente
a sua aplicabilidade à determinada região do
território da pessoa jurídica de direito
público que a expedir, ou a determinada
classe ou categoria de sujeitos passivos.

82
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
CIRCUNSCRIÇÃO DA MORATÓRIA
Art. 152 e parágrafo único, CTN

Circunscrita a determinada região


do território da pessoa jurídica que
A a conceder;
MORATÓRIA
PODE SER
CONCEDIDA
Circunscrita a determinada classe
ou categoria de sujeitos passivos da
obrigação.

83
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


CARACTERÍSTICAS DA MORATÓRIA
Arts. 153 e 154, CTN
Art. 153. A lei que conceda moratória em caráter geral ou
autorize sua concessão em caráter individual especificará,
sem prejuízo de outros requisitos:
I - o prazo de duração do favor;
II - as condições da concessão do favor em caráter
individual;
III - sendo caso:
a) os tributos a que se aplica;
b) o número de prestações e seus vencimentos, dentro do
prazo a que se refere o inciso I, podendo atribuir a fixação
de uns e de outros à autoridade administrativa, para cada
caso de concessão em caráter individual;
c) as garantias que devem ser fornecidas pelo beneficiado
no caso de concessão em caráter individual.
84
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
CARACTERÍSTICAS DA MORATÓRIA
Arts. 153 e 154, CTN

Art. 154. Salvo disposição de lei em contrário, a


moratória somente abrange os créditos
definitivamente constituídos à data da lei ou do
despacho que a conceder, ou cujo lançamento já
tenha sido iniciado àquela data por ato regularmente
notificado ao sujeito passivo.

Parágrafo único. A moratória não aproveita aos casos


de dolo, fraude ou simulação do sujeito passivo ou
do terceiro em benefício daquele.
85
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


REVOGAÇÃO DA MORATÓRIA
Art. 155 e parágrafo único, CTN

Art. 155. A concessão da moratória em caráter


individual não gera direito adquirido e será revogada
de ofício, sempre que se apure que o beneficiado não
satisfazia ou deixou de satisfazer as condições ou não
cumprira ou deixou de cumprir os requisitos para a
concessão do favor, cobrando-se o crédito acrescido de
juros de mora:
I - com imposição da penalidade cabível, nos casos de
dolo ou simulação do beneficiado, ou de terceiro em
benefício daquele;
II - sem imposição de penalidade, nos demais casos.
86
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
REVOGAÇÃO DA MORATÓRIA
Art. 155 e parágrafo único, CTN

Art. 155, Parágrafo único. No caso do inciso I deste


artigo, o tempo decorrido entre a concessão da
moratória e sua revogação não se computa para efeito
da prescrição do direito à cobrança do crédito; no caso
do inciso II deste artigo, a revogação só pode ocorrer
antes de prescrito o referido direito.

87
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

REVOGAÇÃO DA MORATÓRIA
Art. 155 e parágrafo único, CTN
Concessão de Revogação Prazo final
moratória da da
individual moratória moratória
Pres-
crição

1 2 3 4 5
Nos casos de dolo ou
simulação este período não
conta para efeito de
prescrição.

88
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


REVOGAÇÃO DA MORATÓRIA
Art. 155 e parágrafo único, CTN
A revogação Cobra-se o
Sem só pode tributo
ocorrência ocorrer antes acrescido
de dolo ou de prescrito o apenas de
simulação referido juros de
REVOGAÇÃO
DA direito. mora.
MORATÓRIA
EM CARÁTER Período entre Cobra-se o
INDIVIDUAL
Com a concessão e tributo
ocorrência revogação acrescido
de dolo ou não conta de juros de
simulação para efeito de mora e
prescrição. penalidade.
89
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“O benefício concedido sob condição resolutiva pode
ser cassado, acaso verificada a ausência de
preenchimento das condições exigidas à data de sua
própria concessão.
O desfazimento do ato administrativo que reconhece
o direito ao benefício não é a revogação, pois o ato
não é discricionário, não decorre de simples
conveniência da Administração. É anulamento ou
cancelamento. É imprópria a terminologia do
Código.”
(REsp nº 437.560/RJ – Recurso Especial nº
2002/0060.960-7 – Rel. Ministro Luiz Fux – DJ
09/12/2003, p. 216.)
90
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

ABRANGÊNCIA DO ART. 155, CTN

O ART. 155 DO CTN APLICA-SE


AOS CASOS DE:

MORATÓRIA REMISSÃO ISENÇÃO


Art. 172, Art. 179,
Art. 155, § 2°,
Parágrafo
CTN único CTN

PARCELA- ANISTIA
MENTO Art. 182,
Art. 155 A, Parágrafo
§ 2°, CTN único, CTN
91
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

OUTRAS HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DO CRÉDITO

DEPÓSITO OU DECISÃO DO
RECLAMAÇÃO OU RECURSO PROCESSO

SUSPENSÃO

MANDADO DE MEDIDA JULGAMENTO


SEGURANÇA OU LIMINAR OU DO
OUTRAS AÇÕES TUTELA MÉRITO
JUDICIAIS ANTECIPADA

SUSPENSÃO
92
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

OUTRAS HIPÓTESES DE
SUSPENSÃO DO CRÉDITO
PARCELAMENTO
Art. 155-A e §§ 1o e 2o, CTN

Art. 155-A. O parcelamento será concedido na forma e


condição estabelecidas em lei específica.
1o Salvo disposição de lei em contrário, o
parcelamento do crédito tributário não exclui a
incidência de juros e multas.
2o Aplicam-se, subsidiariamente, ao parcelamento as
disposições desta Lei, relativas à moratória.

93
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

OUTRAS HIPÓTESES DE
SUSPENSÃO DO CRÉDITO
PARCELAMENTO
Art. 155-A, §§ 3o e 4o, CTN
Art. 155-A....
§ 3º. Lei específica disporá sobre as condições de
parcelamento dos créditos tributários do devedor em
recuperação judicial.
§ 4º. A inexistência da lei específica a que se refere o § 3º
deste artigo importa na aplicação das leis gerais de
parcelamento do ente da Federação ao devedor em
recuperação judicial, não podendo, neste caso, ser o prazo
de parcelamento inferior ao concedido pela lei federal
específica.
94
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“A jurisprudência uniformizou entendimento no sentido
de que, nos casos em que há parcelamento do débito
tributário, ou a sua quitação total, mas com atraso, não
deve ser aplicado o benefício da denúncia espontânea
da infração, visto que o cumprimento da obrigação foi
desmembrado, e esta só será quitada quando satisfeito
integralmente o crédito.”
(AgRg no Ag 956845 / SP - Agravo Regimental no
Agravo de Instrumento 2007/0201134-4 - Ministro
José Delgado – 1ª Turma – Julgamento: 25/03/2008)

95
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

OUTRAS HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DO CRÉDITO


PARCELAMENTO PARA RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Art. 155-A e §§ 3o e 4o, CTN

Art. 155-A. ......


3o Lei específica disporá sobre as condições de
parcelamento dos créditos tributários do devedor
em recuperação judicial.
4o A inexistência da lei específica a que se refere
o 3o deste artigo importa na aplicação das leis
gerais de parcelamento do ente da Federação ao
devedor em recuperação judicial, não podendo,
neste caso, ser o prazo de parcelamento inferior ao
concedido pela lei federal específica.
96
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


Art. 156, CTN
Art. 156. Extinguem o crédito tributário:
I - o pagamento;
II - a compensação;
III - a transação;
IV - remissão;
V - a prescrição e a decadência;
VI - a conversão de depósito em renda;
VII - o pagamento antecipado e a homologação
do lançamento nos termos do disposto no artigo
150 e seus §§ 1º e 4º;

97
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


Art. 156, CTN
Art. 156. Extinguem o crédito tributário:
........................
VIII - a consignação em pagamento, nos termos do
disposto no § 2º do artigo 164;
IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida
a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa
ser objeto de ação anulatória;
X - a decisão judicial passada em julgado.
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e
condições estabelecidas em lei.
Parágrafo único. A lei disporá quanto aos efeitos da
extinção total ou parcial do crédito sobre a ulterior
verificação da irregularidade da sua constituição,
observado o disposto nos artigos 144 e 149.
98
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

SÚMULAS DO STF
Súmula nº 70
“É inadmissível a interdição de estabelecimento como
meio coercitivo para cobrança de tributo”.

Súmula nº 323
“É inadmissível a apreensão de mercadorias como meio
coercitivo para pagamento de tributos”.

Súmula nº 547
“Não é lícito à autoridade proibir que o contribuinte em
débito adquira estampilhas, despache mercadorias nas
alfândegas e exerça suas atividades profissionais”.

99
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

“A expedição de certificado de registro e licenciamento de


veículo, embora condicionada à quitação de tributos
incidentes sobre a propriedade de veículo automotor, não é
dotada de qualquer eficácia liberatória de obrigação fiscal.
A quitação de tributos se promove via Documento de
Arrecadação Fiscal, com recibo emitido pela instituição
financeira credenciada ao recebimento dos valores
recolhidos a esse título, não se prestando a esse mister
certificado lavrado por terceiro estranho à relação tributária,
mesmo que órgão público, vinculado ao Estado credor.”
(STJ - REsp nº 688.649/RS – Recurso Especial nº
2004/0131.892-6 – Rel. Ministro José Delgado – DJ
11/04/2005, p. 201.)

100
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

Código Civil
Art. 410. Quando se estipular a cláusula penal para o
caso de total inadimplemento da obrigação, esta
converter-se-á em alternativa a benefício do credor.

101
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

PAGAMENTO
Art. 157, CTN
Art. 157. A imposição de penalidade não ilide o
pagamento integral do crédito tributário.

Isto não pode


ocorrer em
uma relação
Ou você
cumpre a
obrigacional
obrigação ou tributária.
paga uma
penalidade
para poder
eximir-se.

CREDOR DEVEDOR
PRIVADO 102
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
PAGAMENTO
Art. 158, CTN

Art. 158. O pagamento de um crédito não importa


em presunção de pagamento:

I - quando parcial, das prestações em que se


decomponha;

II - quando total, de outros créditos referentes ao


mesmo ou a outros tributos.

103
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

DEVEDOR DEVEDOR
PAGOU A 10º PAGOU A 10º
PRESTAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE
UMA UMA
OBRIGAÇÃO OBRIGAÇÃO
PRIVADA TRIBUTÁRIA

CREDOR TEM O
QUE PROVAR DEVEDOR TEM
QUE O QUE PROVAR
DEVEDOR QUE PAGOU
NÃO PAGOU AS
AS PRESTAÇÕES
PRESTAÇÕES ANTERIORES
ANTERIORES
104
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

Código Civil
Art. 322. Quando o pagamento for em quotas
periódicas, a quitação da última estabelece, até prova
em contrário, a presunção de estarem solvidas as
anteriores.

105
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
A jurisprudência uniformizou entendimento no sentido de
que, nos casos em que há parcelamento do débito tributário,
ou a sua quitação total, mas com atraso, não deve ser
aplicado o benefício da denúncia espontânea da infração,
visto que o cumprimento da obrigação foi desmembrado, e
esta só será quitada quando satisfeito integralmente o
crédito. O parcelamento, pois, não é pagamento, e a este
não substitui, mesmo porque não há a presunção de que,
pagas algumas parcelas, as demais igualmente serão
adimplidas, nos termos do art. 158, I, do CTN.
(AgRg nº Ag 956845 / SP - Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento 2007/0201134-4) - Ministro José Delgado – 1ª
Turma – Julgamento: 25/03/2008)

106
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


PAGAMENTO
Arts. 159, 160 e 161, § 1°, CTN

o pagamento é efetuado na
repartição competente do domicílio
do sujeito passivo.

QUANDO A o tempo do pagamento, o


LEI OU vencimento do crédito ocorre 30
LEGISLAÇÃO (trinta) dias depois da data em que
NÃO FIXAR: se considera o sujeito passivo
notificado do lançamento

os juros de mora são calculados à


taxa de 1% (um por cento) ao mês.

107
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


PAGAMENTO
Art. 159, CTN

Art. 159. Quando a legislação tributária não dispuser a


respeito, o pagamento é efetuado na repartição
competente do domicílio do sujeito passivo.

108
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“Uma vez facultado o recolhimento do tributo na
Capital, e nela sendo feriado na data do vencimento,
inexistia razão para impedir que a contribuinte
recolhesse o tributo no dia subseqüente, desde que o
fizesse na Capital.
Não se configura ofensa ao art. 159 do Código
Tributário Nacional, dispositivo que foi devidamente
aplicado pela Corte de origem, em vista da exceção
contida na primeira parte do preceito.”
(REsp nº 85.481/SP – Recurso Especial
nº 1996/0001.416-7 – Rel. Min. Castro Meira – DJ
20/09/2004, p. 216.)

109
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“Quando a legislação tributária não dispuser a respeito,
o pagamento é efetuado na repartição competente do
domícilio do sujeito passivo (CTN, art. 159);
Se o credito tributário estiver sendo cobrado
judicialmente, o pagamento deve se dar perante o juiz
da causa.”

(REsp nº 14.317/RS – Recurso Especial nº


1991/0018.203-6 – Rel. Ministro Ari Pargendler – DJ
26/02/1996, p. 3.981.)

110
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


PAGAMENTO
Art. 160, CTN

Art. 160. Quando a legislação tributária não fixar o


tempo do pagamento, o vencimento do crédito ocorre
trinta dias depois da data em que se considera o
sujeito passivo notificado do lançamento.

Parágrafo único. A legislação tributária pode conceder


desconto pela antecipação do pagamento, nas
condições que estabeleça.

111
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
“É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de
que a definição de prazo para recolhimento do tributo
pode ser delegada pela lei ao regulamento, porquanto
não se inclui entre as matérias sujeitas à reserva legal
pelo art. 97 do CTN.”

(STJ, 2ª T., REs nº 84.554/SP, Rel. Min. Antônio de


Pádua Ribeiro, maio/1997.)

112
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
“A fixação do prazo de pagamento de tributos está
afeta à legislação tributária (CTN, art. 160), expressão
que abrange os decretos e as normas regulamentares
(CTN, art. 96 c/c o art. 100).”

(STJ, 2ª T., REsp. nº 34.709/SP, Rel. Min. Ari


Pargendler, outubro/96.)

113
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STF
“Conflita com a Constituição Federal, em face da
liberdade de comércio, da livre concorrência e do
princípio da não-cumulatividade, a imposição de regime
de recolhimento de tributo que implique obrigação de
satisfazer diariamente o valor correspondente ao
imposto sobre circulação de mercadorias e serviços.”

(RE nº 195.621/GO, Rel. Min. Marco Aurélio.)

114
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


PAGAMENTO APÓS O VENCIMENTO
Art. 161, CTN

Art. 161. O crédito não integralmente pago no


vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual
for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da
imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de
quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou
em lei tributária.
§ 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros
de mora são calculados à taxa de um por cento ao
mês.
§ 2º O disposto neste artigo não se aplica na
pendência de consulta formulada pelo devedor
dentro do prazo legal para pagamento do crédito
115
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“Em matéria de juros, não se aplica a legislação mais
benéfica ao contribuinte porque não estão em
discussão as hipóteses do art. 112 do CTN.
Somente quando há índice oficial específico, ou é
afastada por inconstitucionalidade da lei que o fixou, é
que se aplica o índice comum, previsto no art. 161, § 1º,
do CTN.”

(REsp nº 294.740/SC – Recurso Especial


nº 2000/0137.854-6 – Ministra Eliana Calmon – DJ
06/05/2002, p. 273.)
116
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


PAGAMENTO ANTECIPADO OU APÓS O VENCIMENTO
Arts. 97, V, 160, parágrafo único e 161, §§ 1° e
2°, CTN
LEGISLA-
LEI
ÇÃO .
.

Desconto pela VENCIMENTO


Incidência de
DO CRÉDITO
antecipação de TRIBUTÁRIO juros de mora,
pagamento. penalidades e
medidas de
Art. 160, garantia.
parágrafo Vencimento
Arts. 97, V e
único, CTN previsto na
161, CTN
LEGISLAÇÃO
Art. 160, CTN

117
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


FORMAS DE EFETUAR O PAGAMENTO
Art. 162 e parágrafos, CTN

Art. 162. O pagamento é efetuado:


I - em moeda corrente, cheque ou vale postal;
II - nos casos previstos em lei, em estampilha,
em papel selado, ou por processo mecânico.

118
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO
CRÉDITO TRIBUTÁRIO
FORMAS DE EFETUAR O PAGAMENTO
Art. 162 e parágrafos, CTN

O pagamento pode ser efetuado:

Em moeda Vale Papel


corrente postal selado

Cheque Estampilha Processo


mecânico

119
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


PAGAMENTO ATRAVÉS DE CHEQUE OU VALE
POSTAL
Art. 162 e parágrafos, CTN

Art. 162. O pagamento é efetuado:


.......................................
§ 1º A legislação tributária pode determinar as
garantias exigidas para o pagamento por cheque ou
vale postal, desde que não o torne impossível ou mais
oneroso que o pagamento em moeda corrente.
§ 2º O crédito pago por cheque somente se considera
extinto com o resgate deste pelo sacado.
120
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


PAGAMENTO ATRAVÉS DE ESTAMPILHA
Art. 162 e parágrafos, CTN
Art. 162. O pagamento é efetuado:
.......................................

§ 3º O crédito pagável em estampilha considera-se


extinto com a inutilização regular daquela, ressalvado o
disposto no artigo 150.
§ 4º A perda ou destruição da estampilha, ou o erro no
pagamento por esta modalidade, não dão direito a
restituição, salvo nos casos expressamente previstos
na legislação tributária, ou naquelas em que o erro seja
imputável à autoridade administrativa.
§ 5º O pagamento em papel selado ou por processo
mecânico equipara-se ao pagamento em estampilha.
121
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


FORMAS DE EFETUAR O PAGAMENTO
Art. 162 e parágrafos, CTN

A autoridade pode exigir garantias


para o pagamento por cheque ou vale
postal, desde que não o torne
Pagamento impossível ou mais oneroso que o
através de pagamento em moeda corrente.
cheque ou
vale postal O crédito pago por cheque somente se
considera extinto com o resgate deste
pelo sacado ou seja, a sua
compensação pelo sistema bancário.

122
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


FORMAS DE EFETUAR O PAGAMENTO
Art. 162 e parágrafos, CTN
Considera-se extinto com a inutilização
regular daquela (colagem da estampilha
nos produtos), ressalvado o disposto no
Pagamento art. 150 do CTN, que são os casos de
através de lançamento por homologação.
estampilha
(selo) A perda ou destruição da estampilha, ou o
erro no pagamento não dão direito à
restituição, salvo nos casos expres-
samente previstos na legislação tributária,
ou naqueles em que o erro seja imputável
à autoridade administrativa.
123
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
“O CTN explicita, em seu art. 156, as modalidades de
extinção do crédito tributário, sendo a primeira delas o
pagamento. Mais adiante, o art. 162, I, determina que o
pagamento deve ser efetuado em moeda corrente, cheque
ou vale postal. Não há qualquer referência de se efetuar a
quitação com TDPs.
Não tendo a devedora obedecido a ordem prevista no art.
11 da Lei nº 6.830/80, visto que em primeiro lugar está o
dinheiro, e não os títulos da dívida pública, é lícito ao
credor e ao julgador a não-aceitação da nomeação à
penhora desses títulos, pois a execução é feita no
interesse do exeqüente, e não do executado.” (STJ - AgRg
nº Ag no 583.498/RS – Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento nº 2004/0014.907-9 – Ministro José Delgado
– DJ 02/05/2005, p. 164.)
124
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
IMPUTAÇÃO DE PAGAMENTO PELA AUTORIDADE
Art. 163, CTN
Art. 163. Existindo simultaneamente dois ou mais
débitos vencidos do mesmo sujeito passivo para
com a mesma pessoa jurídica de direito público,
relativos ao mesmo ou a diferentes tributos ou
provenientes de penalidade pecuniária ou juros de
mora, a autoridade administrativa competente para
receber o pagamento determinará a respectiva
imputação, obedecidas as seguintes regras, na
ordem em que enumeradas:

125
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
IMPUTAÇÃO DE PAGAMENTO PELA AUTORIDADE
Art. 163, CTN

I - em primeiro lugar, aos débitos por obrigação


própria, e em segundo lugar aos decorrentes de
responsabilidade tributária;
II - primeiramente, às contribuições de melhoria,
depois às taxas e por fim aos impostos;
III - na ordem crescente dos prazos de prescrição;
IV - na ordem decrescente dos montantes.

126
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
IMPUTAÇÃO DE PAGAMENTO PELA AUTORIDADE
Art. 352, CÓDIGO CIVIL

Lei 10.406/02 – Código Civil


Art. 352. A pessoa obrigada por dois ou mais débitos da
mesma natureza, a um só credor, tem o direito de
indicar a qual deles oferece pagamento, se todos forem
líquidos e vencidos.

127
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

IMPUTAÇÃO DE PAGAMENTO PELA AUTORIDADE


Art. 163, CTN
Não é em qualquer situação que a autoridade
deve imputar a ordem de pagamento dos
créditos, só ocorrendo este fato nos seguintes
casos:

F alência
A rrolamento
C oncordata
I nventário
L iquidação judicial ou voluntária
R ecuperação judicial
128
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

1° 2°
C ontribuições de
melhoria
T axas
ICMS-1 ICMS-2
+ I mpostos
ICMS-1

VALOR DE R$ 300 PRESCRIÇÃO 30/05

VALOR DE R$ 220 PRESCRIÇÃO 20/04

PRESCRIÇÃO 10/03
VALOR DE R$ 70

4° 3°
129
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


IMPUTAÇÃO DE PAGAMENTO PELA AUTORIDADE
Art. 163, CTN

TRIBUTO PRESCRIÇÃO VALOR(R$)

ICMS 30/03 1.000 5°

TAXA 1 30/05 650 3°


CONTRIBUIÇÃO
DE MELHORIA
20/04 190 1°
ICMS
30/03 200 6°
responsabilidade
TAXA 2 30/04 480 2°

IPVA 30/03 1300 4°


130
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“A imputação de pagamento consagra o princípio da
autonomia das dívidas tributárias, ao estabelecer uma
escala de preferência.
Para estabelecer a preferência, cabe ao credor (a
Fazenda Pública) comprovar a existência de débitos
preferenciais capazes de desfazer a indicação do
devedor.”

(REsp nº 462.996/SP – Recurso Especial


nº 2002/0116.978-0 – Ministra Eliana Calmon – DJ
17/05/2004, p. 177.)
131
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
IMPUTAÇÃO DE PAGAMENTO PELA AUTORIDADE
Art. 187, parágrafo único, CTN

Art. 187, Parágrafo único. O concurso de preferência


somente se verifica entre pessoas jurídicas de direito
público, na seguinte ordem:

I - União;

II - Estados, Distrito Federal e Territórios, conjuntamente


e pró rata;

III - Municípios, conjuntamente e pró rata.

132
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


IMPUTAÇÃO DE PAGAMENTO PELA AUTORIDADE
Art. 187, parágrafo único, CTN

VALOR DISPONIVEL
CREDOR
(R$) R$ 6.000,00
UNIÃO 2.000,00 2.000,00
ESTADO 7.000,00 70% 2.800,00
R$ 4.000,00
DF 3.000,00 30% 1.200,00
MUNICÍPIO 4.000,00 NADA

133
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


IMPUTAÇÃO DE PAGAMENTO PELA AUTORIDADE

Art. 186

2° 3°
Art. 187
Par. Art. 163

único

134
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

PAGAMENTO INDEVIDO
Art. 165, CTN
Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente
de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo,
seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o
disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos:
I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido
ou maior que o devido em face da legislação tributária
aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do
fato gerador efetivamente ocorrido;
II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação
da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou
na elaboração ou conferência de qualquer documento
relativo ao pagamento;
III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão
condenatória.
135
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

SÚMULA 162 DO STJ

“Na repetição de indébito tributário, a correção


monetária incide a partir do pagamento indevido”.

136
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“O locatário, por não deter a condição de contribuinte,
não possui legitimidade ativa para postular a
declaração de inexistência da relação jurídica tributária,
bem como a repetição de indébito referente ao IPTU e à
TCLLP.
É cediço na Corte que o locatário é parte ilegítima para
impugnar o lançamento do IPTU, porquanto não se
enquadra na sujeição passiva como contribuinte nem
como responsável tributário.”
(REsp nº 721.862/RJ – Recurso Especial
nº 2005/0017.201-6 – Rel. Ministro Luiz Fux – DJ
18/05/2006, p. 189.)
137
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“O adquirente sub-roga-se nos direitos e obrigações
relativos ao imóvel quando, no ato translatício, foram-lhe
passados todos os direitos e ações relacionados ao bem
adquirido.
Entretanto, não sendo repassado ao adquirente, no referido
ato, todos os direitos e ações relacionados ao bem adquirido,
não há como conferir-lhe o direito à repetição das quantias
indevidamente recolhidas a título de IPTU.
O IPTU, por se tratar de tributo direto, não comporta
repercussão tributária. (...).”
(REsp nº 778.162/SP – Recurso Especial nº 2005/0144.894-
1 – Rel. Ministro João Otávio de Noronha – DJ 19/04/2006,
p. 127.)

138
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

CÓDIGO CIVIL

Art. 882. Não se pode repetir o que se pagou para


solver dívida prescrita, ou cumprir obrigação
judicialmente inexigível.

139
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


PRAZOS PARA PLEITEAR A RESTITUIÇÃO
Arts. 168 e 169, CTN
Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-
se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos,
contados:
I - nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da
data da extinção do crédito tributário;
II - na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em
que se tornar definitiva a decisão administrativa ou
passar em julgado a decisão judicial que tenha
reformado, anulado, revogado ou rescindido a
decisão condenatória.
140
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


CONTAGEM DO PRAZO PARA PLEITEAR A RESTITUIÇÃO
Art. 168, CTN
No caso de erros
Da data da
de fato ou
extinção do
O direito de direito.
crédito
extingue-se tributário.
com o Art. 168, I, CTN
decurso do
prazo de 5
(cinco) Da data em que
No caso de se tornar
anos, modificação de definitiva a
contados:
decisão decisão
condenatória. administrativa
Art. 168, II, CTN ou judicial.
141
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

INÍCIO DA CONTAGEM DO PRAZO PARA PLEITEAR A


RESTITUIÇÃO
Art. 168, CTN

Art. 168,
I, CTN

142
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

INÍCIO DA CONTAGEM DO PRAZO PARA PLEITEAR A


RESTITUIÇÃO
Art. 168, CTN
Art. 168,
II, CTN

143
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

LEI COMPLEMENTAR 118/05

Art. 3º Para efeito de interpretação do inciso I do art.


168 do Código Tributário Nacional a extinção do crédito
tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a
lançamento por homologação, no momento do
pagamento antecipado de que trata o § 1º do art. 150
da referida lei.
Art. 4º Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias
após sua publicação, observado, quanto ao art. 3º, o
disposto no art. 106, inciso I do Código Tributário
Nacional.
144
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“Na hipótese de tributos sujeitos à homologação, quando a
demanda for proposta depois da entrada em vigor da Lei
Complementar 118/05 (09/06/2005), afasta-se a regra
prescricional denominada "cinco mais cinco". Aplica-se,
portanto, o preceito contido no art. 3º da aludida Lei
Complementar; isto é, prescrição qüinqüenal para parcelas
do indébito tributário.”

(AgRg no REsp 1014383/RS - Agravo Regimental no Recurso


Especial 2007/0293925-2
Min. Humberto Martins – 2ª Turma - 23/09/2008)
145
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“A distribuidora de bebidas, ao adquirir o produto
industrializado da fabricante para posterior revenda ao
consumidor final, suporta o encargo financeiro do IPI,
cujo valor vem, inclusive, destacado na nota fiscal da
operação. A fabricante, portanto, ostenta a condição
de contribuinte de direito e a distribuidora, a de
contribuinte de fato. Nessa condição, a distribuidora
tem legitimidade para questionar judicialmente a
composição da base de cálculo do tributo (para ver
dela abatidos os descontos incondicionais), bem como
para pleitear a repetição dos valores pagos
indevidamente a tal título.”
(REsp nº 817.323/CE – Recurso Especial nº
2006/0026047-7 – Ministro Teori Albino Zavascki).
146
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“Em se tratando de ação de repetição de indébito de
tributo lançado de ofício, aplica-se o art. 168 c/c art.
165 do CTN, de forma que o direito de pleitear a
restituição de tributo pago indevidamente extingue-se
com o decurso do prazo de cinco anos contados do
pagamento indevido.
A interrupção da prescrição, in casu, regula-se pelo art.
219, § 1º, do CPC, ou seja, ocorre com a propositura da
ação.”
(REsp nº 693.178/PR – Recurso Especial nº
2004/0141.440-1 – Rel.(a) Ministra Eliana Calmon – DJ
19/12/2005, p. 347.)

147
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

Art. 219. A citação válida torna prevento o juízo, induz


litispendência e faz litigiosa a coisa; e, ainda quando
ordenada por juiz incompetente, constitui em mora o
devedor e interrompe a prescrição.
§ 1º. A interrupção da prescrição retroagirá à data da
propositura da ação.

148
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
A prescrição para o ajuizamento de demanda
repetitória se perfaz no lapso de cinco anos,
contados da extinção do crédito tributário,
relativamente a tributos sujeitos a lançamento de
ofício, tais como o IPTU e a TCLLP, a despeito da
data da declaração de inconstitucionalidade da lei
tributária, em controle direto ou difuso, que não
enseja a reabertura do prazo prescricional.”

(REsp nº 721.862/RJ – Recurso Especial


nº 2005/0017.201-6 – Rel. Ministro Luiz Fux – DJ
18/05/2006, p. 189.)

149
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


PRAZOS PARA PLEITEAR A RESTITUIÇÃO
Art. 169, CTN

É o único prazo de dois anos em todo o CTN e


também o único que, uma vez interrompido,
recomeça por metade.

Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da


decisão administrativa que denegar a restituição.
Parágrafo único. O prazo de prescrição é
interrompido pelo início da ação judicial,
recomeçando o seu curso, por metade, a partir da
data da intimação validamente feita ao representante
judicial da Fazenda Pública interessada.

150
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


PRAZOS PARA PLEITEAR A RESTITUIÇÃO
Art. 169, CTN

Prescrição
intercorrent
1º ano 2º ano e

Mais 1 ano

151
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
“Quer no sistema do Código Tributário Nacional (art. 169)
quanto no do Código de Processo Civil (art. 3º), a ação de
repetição pressupõe decisão administrativa denegatória do
pedido de restituição do indébito.
Excepcionam-se desse regime os casos em que a devolução
é pleiteada a conta de inconstitucionalidade da norma
tributaria (matéria que a administração não pode conhecer,
porque o controle da constitucionalidade no nosso
ordenamento jurídico e exclusivamente judicial), bem assim
os casos em que a resistência da Fazenda Pública é notória
(caracterizando desde logo o interesse de agir).”
(STJ - REsp nº 35.278/RJ – Recurso Especial
nº 1993/0014.122-8 – Rel. Min. Peçanha Martins – DJ
18/03/1996, p. 7.554.)

152
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STF
“A norma do art. 168 do Código Tributário Nacional,
reveladora do prazo prescricional de cinco anos, é aplicável
em se verificando o ingresso imediato no Judiciário.
Tratando-se de situação concreta em que adentrada a via
administrativa, não se logrando êxito, o prazo é de dois
anos, tendo como termo inicial a ciência da decisão que haja
implicado o indeferimento do pleito de restituição.”
(ACO-embargos à execução-AgR no 408/SP – São Paulo –
Ag.Reg. nos Embargos à Execução na Ação Cível Originária –
Rel.: Min. Marco Aurélio – Julgamento: 29/05/2003 – Órgão
julgador: Tribunal Pleno – Publicação: DJ 27/06/2003, p.
00030).

153
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


PAGAMENTO INDEVIDO DE IMPOSTOS INDIRETOS
Art. 166, CTN
São os
Art. 166. A restituição de impostos
tributos que comportem, por indiretos.
sua natureza, transferência do
respectivo encargo financeiro
somente será feita a quem
prove haver assumido o
referido encargo, ou, no caso
de tê-lo transferido a terceiro,
estar por este expressamente
autorizado a recebê-la.

154
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

NOTA FISCAL

PRODUTO R$ 1.000,00
IPI R$ 100,00
Não foi
TOTAL R$ 1.100,00 repassado
ao cliente.

NOTA FISCAL
IPI devido
R$ 100,00 PRODUTO R$ 1.000,00
IPI R$ 180,00
IPI pago Cliente tem
R$ 180,00 TOTAL R$ 1.180,00
que
autorizar.
155
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“À repetição de tarifas não se aplica o dispositivo do
CTN - art. 166 - que estabelece a necessidade de
comprovação da não repercussão do encargo financeiro
ou a autorização de terceiro para que o contribuinte se
veja autorizado a receber os tributos indiretos pagos
indevidamente.”
(REsp 759893 / PR - Recurso Especial - 2005/0097102-
0 - Ministro Teori Albino Zavascki - Primeira Turma –
Julgamento: 16/09/2008)

156
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
A base de cálculo do ISS, em regra, é o preço do serviço, nos
termos do art. 7º da LC 116/2003, hipótese em que a exação
assume a característica de tributo indireto, permitindo o
repasse do encargo financeiro ao tomador do serviço. Nesse
caso, a restituição sujeita-se à regra prevista no art. 166 do
CTN.
Assim, impõe-se a comprovação da não-ocorrência de
repasse do imposto devido em cada operação ou, caso o
encargo tenha sido transferido, a expressa autorização do
contribuinte de fato (tomador do serviço).
(AgRg no Ag 977768 / SC - Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento 2007/0268996-8 - Ministra Denise Arruda -
Primeira Turma – Julgamento: 02/09/2008)

157
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
“Embora o ICMS seja tributo indireto, quando se trata
de aproveitamento de créditos, afasta-se a aplicação do
art. 166 do CTN, não se exigindo a prova negativa da
repercussão.
Contudo, em se tratando de devolução (restituição ou
compensação), o contribuinte deve provar que assumiu
o ônus ou está devidamente autorizado por quem o fez
a pleitear o indébito.”
(REsp nº 721.622/SP – Recurso Especial
nº 2005/0017.025-9 – Rel. (a) Ministra Eliana Calmon –
DJ 03/10/2005, p. 216.)

158
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

SÚMULA 546 DO STF

“Cabe a restituição do tributo pago indevidamente,


quando reconhecido por decisão que o contribuinte de
jure não recuperou do contribuinte de facto o quantum
respectivo”.

159
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA

STJ
“A Egrégia Primeira Seção desta Corte firmou
entendimento no sentido de que os tributos que, por
sua natureza, comportem transferência do respectivo
encargo financeiro, são somente aqueles em relação
aos quais a própria lei estabeleça dita transferência.”

(1ª T., EDREsp nº 416.333/PR, Rel. Min. Luiz Fux,


novembro/2002.)

160
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


PAGAMENTO INDEVIDO
Art. 167, CTN

Art. 167. A restituição total ou parcial do tributo dá


lugar à restituição, na mesma proporção, dos juros de
mora e das penalidades pecuniárias, salvo as
referentes a infrações de caráter formal não
prejudicadas pela causa da restituição.

Parágrafo único. A restituição vence juros não


capitalizáveis, a partir do trânsito em julgado da
decisão definitiva que a determinar.

161
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

SÚMULA 188 DO STJ

“Os juros moratórios, na repetição do indébito


tributário, são devidos a partir do transito em
julgado da sentença”.

162
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier
Direito Tributário Prof. Claudio Borba

JURISPRUDÊNCIA
STJ
“É de bom alvitre ponderar que a declaração de
inconstitucionalidade da lei instituidora de um tributo
afasta a natureza tributária da prestação pecuniária e,
conseqüentemente, a aplicação do § único do art. 167
do CTN e da Súmula 188 desta egrégia Corte à
compensação/restituição dos indébitos pelo
contribuinte, que devem sofrer a incidência dos juros
moratórios a partir do pagamento indevido.”
(AgRg no REsp nº 653.690/RJ – Agravo Regimental no
Recurso Especial noº 2004/0054.002-1 – Ministro
Franciulli Netto – DJ 11/04/2005, p. 264.)
163
Parte integrante da obra Direito Tributário, de Claudio Borba, Editora Campus/Elsevier