You are on page 1of 5

INTRODUÇÃO:

O objetivo deste trabalho é relatar o resultado das pesquisas efetuadas sobre a Corda de 81
nós e apresentar algumas conclusões. Utilizei como fontes de pesquisa para este trabalho,
artigos, livros, internet, genética médica e minha percepção.

A corda está presente há milênios em rituais de magia de diferentes culturas. A magia dos nós
na corda pode unir ou desunir, proteger contra espíritos maléficos, ou controlar as forças da
natureza. Na cultura Nórdica, por exemplo, os nós nas cordas são usados de modo ritual para
controlar a força dos ventos.

Tradicionalmente, na maçonaria, os operativos empregavam cordas com nós amarrados a


distâncias iguais para efetuar medições no canteiro de obras e esquadrejar grandes ângulos.
Isso lhes permitia traçar os planos de construção das obras que realizavam por encomenda dos
poderosos e, principalmente, da Igreja Católica. O método é utilizado até os dias atuais por
mestres de obra, quando precisam achar o esquadro da fundação de uma obra.

A corda simboliza ligação, vínculo, união, sobretudo quando possui um ou mais nós,
significando uma ligação com as forças ocultas do universo. Já quando é representada
estendida, sem nós, a corda simboliza ascensão, o ato de subir, de elevar-se.

Num sentido mais esotérico, a corda pode significar uma conexão entre a consciência humana
e a essência do espírito, ou seja, uma ligação sagrada entre a matéria e o espírito, indicando
que toda ação está atada a uma reação, e que cada pessoa está amarrada às suas escolhas.

A CORDA DE 81 NÓS

A corda de 81 nós é um dos símbolos mais importantes da ordem maçônica, porém existem
diversas divergências e concordâncias quanto ao seu entendimento e sua presença nos
Templos.

Segundo Rizzardo da Camino, tal ornamento está presente em todos os Templos maçônicos,
mas nos estudos de José Castellani, “não é ornamento presente em todos os ritos”, já para
Júlio Cezar Pires, a Corda “poderá ser natural ou esculpida nas paredes, mas os nós deverão
ser equidistantes e, sempre em número de oitenta e um”, buscando preservar seu simbolismo.
A disposição da corda de 81 no R.E.A.A deve circundar todo o Templo, no alto das paredes,
junto ao teto e acima das colunas zodiacais. O nó central deve ficar sobre o Trono, acima do
Delta, na parede oriental. A partir deste ponto, a corda deve estender-se pelas paredes do
Norte e do Sul, com quarenta nós de cada lado. Os extremos da Corda terminam em ambos os
lados da porta ocidental, em duas borlas, representando a Justiça (ou Equidade) e a Prudência
(ou Moderação).

Os 81 nós da corda devem estar equidistantes, e representam a perfeição, simbolizada em


muitas civilizações pelo número 3, já que 81 é a raiz quadrada de 9, que por sua vez, é a raiz
quadrada de 3 (número fatorial).

Cito como exemplo:

– 3 eram os filhos de Noé (Sem, Cam e Jafé) – Gênesis, 6,10;

– 3 eram os homens que apareceram a Abraão – Gênesis, 18,2;

– 3 os dias de jejum dos judeus desterrados – Ester, 4, 16;

– 3 as negações de Pedro – Mateus, 26, 34;

– 3 as virtudes teologais (Fé, Esperança e Amor) – I Coríntios, 13, 13.

O número 40 (quarenta nós de cada lado da corda, abstraindo-se o nó central) é número


simbólico de penitência e expectativa. Por exemplo:

– 40 foram os dias do dilúvio – Gênesis, 7, 12;

– 40 foram os dias de Moisés no monte Sinai – Êxodo, 34,28;

– 40 dias durou o jejum de Jesus – Mateus, 4, 2;

– 40 dias Jesus esteve na Terra após sua ressurreição (Atos, 1, 3);

O 1 (Nó Central) é a unidade indivisível, símbolo de Deus, princípio e fundamento do Universo.


Consoante Castellani “esotericamente, ela simboliza a união fraternal e espiritual entre todos
os maçons do mundo; representa, também, a comunhão de ideais e de objetivos da
Maçonaria, que, evidentemente, devem ser os mesmos, em qualquer parte do planeta” .

Castellani também escreve que a “abertura da Corda, na porta de entrada do Templo, mostra
que a Maçonaria é dinâmica e progressista, estando, portanto, sempre aberta às novas ideias,
que possam contribuir para a evolução do homem e para o progresso racional da
humanidade”.
Já para Camino, a Corda tem a finalidade de “absorver as vibrações negativas que possam ser
formadas dentro do Templo; absorvidas, são transformadas em energia positiva e devolvidas
aos maçons que se encontram no recinto” .

Segundo D`ella Junior os nós podem representar também todos os maçons unidos, mas que
nem por isso perdem sua individualidade ou personalidade, que são perfeitamente
identificáveis como “Laços de Amor”, e em contrapartida, inversamente os nós poderiam ser
entendidos como os símbolos das dificuldades que a vida apresenta.

O mesmo autor também cita, uma interpretação onde o número 8 representa o sinal de
infinito colocado na posição horizontal, com a mesma forma de um nó de corda, ao lado do
número 1, significando a existência de algo além do infinito, ou seja, deus infinito mais os
homens (∞ + 1).

Neste estudo, seguindo a minha intuição, meu conhecimento científico e meu coração,
pesquisei as seguintes informações e obtive como resultado várias coincidências:

– O DNA tem a geometria de dupla hélice, congruentes com o mesmo eixo, que diferem por
uma translação ao seu longo, que pode estar ou não a meio caminho (analogia a corda com os
nós).

– James D. Watson e Francis Crick, publicaram a estrutura do DNA em 1953. A soma de


1+9+5+3 = 18. Utilizando da Analogia supracitada, podemos também considerar a inversão do
número pela duplicidade da fita, ou seja, 81.

– Subtraindo 8 – 1= 7 (aonde 1 é deus, e 8 os homens) o número 7 é a razão, ou somando 8+1=


9 (onde 1 é deus, e 8 os homens), o número 9 é a união. Também já citado no trabalho, temos
que 81 e fatorial de 3*3*3*3, onde o 3 é o divino e a inversão de 81 para 18 tem o sentido de
desconexão.

Na genética medica o cromossoma 8 tem como gene principal a Encefalina, co-responsável


pela Endorfina, hormônio do prazer cerebral (analogia ao cérebro humano).

– O Cromossoma 1 como gene principal TNNT2 – Troponina Cardíaca, impulsionadora das


contrações (analogia ao coração).

– O Cromossoma 7 é responsável a Eritropoetina, ou seja, a formação de sangue (analogia ao


sistema circulatório).

– O Cromossoma 9 é responsável pelos grupos sanguíneos (analogia ao sangue).

– O cromossoma 3 é responsável pela formação de proteínas cerebrais para a formação de


sinapses (analogia as sinapses cerebrais).

– A desconexão do cromossoma 18, causa Porfiria, ou seja, problemas na formação de


glóbulos sanguíneos no organismo (analogia ao sangue).
CONCLUSÃO:

A corda é composta por múltiplos fios que isolados são frágeis, mas quando agrupados na
corda são muito resistentes, confirmando o conhecido popular “ A união faz a força”, não
permitindo que os maçons se esqueçam que enquanto unidos, são fortes, e sempre poderão
lutar contra todos os vícios, iniquidades e injustiças.

Na minha percepção como maçom, também entendo a corda de 81 nós como um organismo
vivo. A disposição da corda e seus 81 nós me lembram sinapses, aonde os impulsos surgem
pela corda e os neurônios como os nós. Essa analogia me remete a importância dos estudos
realizados no Templo e o aprendizado de todos os irmãos presentes.

Também fiz outras analogias sobre a corda e seus 81 nós, aonde o nó central é o coração e a
corda com os outros nós são o sistema circulatório (sangue). Não existe nada mais pulsante do
que o amor de G.A.D.U a todos os seus filhos.

Seguindo o mesmo racional, fiz a última analogia, onde visualizei na corda de 81 nós, os
cromossomas de um DNA humano. Esse é o estado da arte na natureza, devido a sua
perfeição, porém, quando alterado ou invertido (18), pode trazer uma grande mutação em
suas cadeias de união, rompendo laços sanguíneos nos irmãos. Isso me fez refletir sobre a
união dos maçons e seu juramento no ritual de iniciação.

Considero também que todos os maçons são irmãos de sangue, impulsionados por um coração
generoso, cerebral e inteligente, tendo na sua origem mais pura e simples, sua divindade na
simbologia da corda de 81 nós, ou seja, um organismo vivo representado no infinito universo
maçônico.

Concluo e afirmo que aprendi com este estudo “Não existe coincidências”, ou seja, neste
estudo, eu consegui visualizar algo novo e lindo, reforçando um dos principais pilares de
fortaleza da maçonaria que é o conhecimento universal e o saber essencial que todo obreiro
procura. O nó é um laço que se firma em si mesmo e assim deve ser o maçom: livre e de bons
costumes, e a corda, me remete ao nosso caminho, firme e segura, como deve ser o nosso
caminhar sempre em direção ao oriente.
BIBLIOGRAFIA