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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

TEMÁRIO: POLÍTICAS PÚBLICAS TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA


CÓDIGO: 59908 CÓDIGO: 58637

2029: ANO EM QUE O CÂNCER SERÁ A A ABORDAGEM AXILAR MINIMIZADA


PRIMEIRA CAUSA DE MORTE NO BRASIL PELA TÉCNICA DO LINFONODO
Autores: Hellen Matarazzo; Tiago Cepas Lobo; Nina SENTINELA LEVARIA A PERDA DE
Victoria Menezes de Melo; Sandra Regina Loggetto; FATORES PROGNÓSTICOS NO CÂNCER
Fábio Fedozzi; Merula Emmanoel Anargyrou Steagall; DE MAMA?
Instituição: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINFOMA E Autores: Rogério Agenor de Araújo; Felipe Andrés
LEUCEMIA Cordero da Luz; Camila Piqui Nascimento; Clarissa Lôbo
Introdução: Desde que o Ministério da Saúde implan- Portugal da Cunha; Eduarda da Costa Marinho; Patrícia
tou o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), Ferreira Ribeiro Delfino; Thais Rezende Mendes; Rafael
Mathias Antonioli; Marcelo José Barbosa Silva;
os estudos epidemiológicos apontam as Doenças do
Aparelho Circulatório (DAC) como a principal causa de Instituição: CENTRO ONCOLOGICO DO TRIANGULO
morte no Brasil. No entanto, os óbitos por neoplasias Introdução: Vários fatores indicam maior risco para
vêm crescendo, com taxa de mortalidade específica metástase no câncer de mama, como: tamanho do
saltando de 94,5 em 2000 para 99,6/100.000 hab. em tumor (T), comprometimento dos linfonodos axilares
2014, enquanto para as DAC, no mesmo período, houve (N), e subtipos imunohistoquímicos. Objetivo: Esse
queda de 209,7 para 167,8/100.000 hab. Esses dados estudo propõe analisar o T e sua progressão para N
sugerem que, a médio e longo prazo, o câncer poderá e o risco de metástase à distância em pacientes com
ser a primeira causa de morte no país. Objetivo: Alertar esta neoplasia tratadas em no Setor de Oncologia de
os gestores para o câncer como principal causa de mor- um hospital público de Minas Gerais. Método: Estu-
te no Brasil e necessidade de prevenção. Método: Para do do tipo observacional, retrospectivo analisou 1530
projetar a mortalidade até 2029 utilizou-se um Modelo prontuários de pacientes portadoras de neoplasia na
de Suavização Exponencial, considerando que os dados mama, no período de 1981-2015. Foi utilizado o mé-
podem apresentar uma tendência e/ou sazonalidade. todo de χ2. Resultados: Das pacientes T1, 18,4% são
Foi usada a taxa de mortalidade padronizada pela po- N+ (16,04% N1; 1,87% N2; 0,53% N3); das T2, 47,04%
pulação mundial, com base na série histórica de óbitos são N+ (32,58% N1; 10,10% N2; 4,36% N3); das T3,
do SIM entre 2000 e 2014, e a projeção populacional 67,37% são N+ (43,64% N1; 19,07% N2; 4,66% N3); e
do IBGE. A análise e processamento dos dados utilizou das T4, 80,41% são N+ (45,88% N1; 26,29% N2; 8,25%
o aplicativo de Business Intelligence Tableau Software N3). Nas pacientes analisadas exclusivamente pelo T1
v9.3. Resultados: Considerando a mortalidade entre o risco de metástase é 75,45% menor (OR de 0,2455;
mulheres, a de câncer de mama aumentará drastica- p<0,0001); nas T2 o risco é 12,56% menor (OR de
mente nas Regiões Norte (N), Nordeste (NE) e Centro-O- 0,8744; p=0,3197); nas T3 o risco é 225% maior (OR de
este (CO); a de câncer de colo do útero aumentará cerca 2,255; p<0,0001); e nas com T4 o risco é 303% maior
de 50% no N; e para câncer de pulmão será a primeira (OR de 3,034; p<0,0001). Quando analisado exclusiva-
causa de morte por câncer no Sul (S) e a segunda no NE, mente quanto ao N foi observado que pacientes N0 o
CO e Sudeste (SE). Já no S e SE, a mortalidade por câncer risco de metástase à distância é 79,56% menor (OR de
de mama permanecerá estável em relação a 2014; e a 0,2044; p<0,0001); nas N1 o risco é 190% maior (OR de
de colo do útero diminuirá no S e SE, permanecendo 1,908; p<0,0001); as N2 o risco é 431% maior (OR de
estável no NE e CO. Analisando a mortalidade entre ho- 4,314; p<0,0001); e nas N3 o risco é 204% maior (OR de
mens, o câncer de próstata será a primeira causa de 2,044; p=0,0148). Ao analisar o impacto da positivida-
morte por câncer no N, NE e CO, permanecendo estável de dos N em relação ao T como fator de risco para me-
no S e SE; óbitos por câncer de pulmão aumentarão no tástases, observamos que pacientes com qualquer T,
N e NE, caindo no S e SE; no N teremos mais mortes por mas com N+, apresentaram um risco para metástases
câncer de estômago e queda no S e SE. Para ambos os à distância de 460% a mais (OR de 4,605; p<0,0001) em
sexos, a mortalidade por câncer de cólon, reto e ânus relação às com qualquer T mas com N negativo. Con-
crescerá em todas as regiões brasileiras, exceto no S clusão: Demonstra-se que a situação patológica da
para os homens. Conclusão: A taxa de mortalidade axila é um fator muito forte de risco para metástases
deve ser estudada de forma coletiva para dimensionar que o T. Na minimização da cirurgia na mama, e agora
a magnitude do câncer como problema de saúde pú- na axila com o linfonodo sentinela (LS), a intensidade
blica. Este estudo reforça a necessidade de fortalecer do tratamento adjuvante, atualmente, é baseado no T,
os programas de prevenção do câncer, especialmente se a axila é negativa ou positiva, e na imunohistoquí-
no N, NE e CO, sem abandonar o S e SE. Conforme esta mica. Portanto, a equipe atuante na pesquisa do LS
estimativa, se não houverem medidas para a real pre- deve estar bem treinada na exploração deste linfono-
venção e controle do câncer, a partir de 2029 teremos do, pois o peso prognóstico de único exemplar axilar,
mais brasileiros morrendo de câncer do que DAC. e talvez de mais 2 para-sentinelas, é imenso. Esse fator
prognóstico não será mais dividido, como antigamen-
Contato: TIAGO CEPAS LOBO - tiago@abrale.org.br

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te, dentre os 12 ou mais linfonodos dissecados na axi- mulheres acertaram as respostas, sendo essas, respec-
la clinicamente negativa. tivamente, mito e verdade. Na última pergunta, 100%
afirmaram ser mito. Conclusão: A auto-análise se faz
Contato: ROGERIO AGENOR DE ARAUJO
de fundamental importância para que a mulher tenha
rogeriodearaujo@gmail.com
consciência e autonomia sobre seu próprio corpo na
verificação da saúde de suas mamas, além de ser um
meio de prevenção e detecção precoce de possíveis tu-
TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA mores mamários, o que proporciona maiores chances
CÓDIGO: 59977 de cura e sobrevida da mulher.
Contato: MARCIA CARSOSO PIMENTEL
A IMPORTÂNCIA DA AUTO-ANÁLISE macynha@hotmail.com
COMO DIAGNÓSTICO PRECOCE NA
PREVENÇÃO DA NEOPLASIA MAMÁRIA
Autores: Márcia Cardoso Pimentel; Bianca Pimentel
TEMÁRIO: CUIDADOS PALIATIVOS
Silva; Daniely Maués Beliqui; Lucas Ferreira de Oliveira;
Wilson Mateus Gomes da Costa Alves; Renilson Moraes CÓDIGO: 59630
Ferreira; Thiago Gonçalves Gibson Alves; Tiago Alencar
de Lima; Erik Artur Cortinhas Alves; Clebson Pantoja A INFLUÊNCIA DA CAPACIDADE
Pimentel; FUNCIONAL NA QUALIDADE DE VIDA
Instituição: CENTRO DE TRATAMENTO ONCOLÓGICO DE MULHERES COM CÂNCER DE MAMA
Introdução: A neoplasia mamária encontra-se como o Autores: Weruska Alcoforado Costa; Ana Katherine
mais prevalente dos cânceres em mulheres no Brasil, Gonçalves;
onde cerca de 57.960 novos casos foram estimados em Instituição: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ONOFRE LOPES
2016, tornando-se um importante problema de saúde
Introdução: o processo da quantificação da função fí-
pública. Neste contexto, a falta de conhecimento sobre
sica está se tornando um componente importante na
medidas de prevenção e diagnóstico precoce, como a
verificação da qualidade de vida relacionada à saúde,
auto-análise, por parte das mulheres leva ao rastrea-
considerando que o câncer de mama pode estar asso-
mento tardio da neoplasia o que por sua vez diminui as
ciado com a diminuição da capacidade física interferin-
chances de tratamento e sobrevida. Assim, a realização
do na funcionalidade para a realização das atividades
desse método torna-se essencial como um diagnósti-
de vida diárias pelas pacientes, principalmente, para
co precoce das neoplasias mamárias, aumentando a
aquelas que apresentam metástases. Objetivo: Avaliar
chance de cura. Objetivo: Avaliar a receptividade de
a influência da capacidade funcional na qualidade de
mulheres quanto à informação sobre a importância da
vida (QV) das mulheres com câncer de mama. Método:
auto-análise como diagnóstico precoce da neoplasia
estudo transversal com 400 mulheres com câncer de
mamária, bem como do método correto a ser realizado.
mama. Foram divididos em três grupo: sem metástase
Método: Trata-se de um estudo descritivo quali-quan-
(MTX) (118), MTX locorregional (160) e à distância (122),
titativo realizado em um hospital da rede particular da
realizado em uma instituição de referência em Natal/
cidade de Belém, no ano de 2017 onde participaram 13
RN, no período julho de 2014 a abril de 2015. Os ins-
mulheres entre a faixa etária de 19 a 65 anos. Foi re-
trumentos utilizados para correlacionar as variáveis
alizada a distribuição de folders explicativos, demons-
estudadas foram: European Organization for Research
tração do método correto da realização do autoexame
and treatment for Cancer Quality of Life Questionnai-
e uma gincana de mitos e verdades, contendo cinco
re Core 30 (EORTC QLQ-C30), European Organization
perguntas como: (1) “Homens podem ter câncer de
for Research and treatment for Cancer -Breast Cancer
mama?” (verdade); (2) “Dor nas mamas sempre é sinal
(EORTC BR23) e Karnofsky Performance Scale (KPS). Re-
de câncer?” (mito); (3) “Todo nódulo na mama é cân-
sultados: 115 (28,8%) tinham entre 51 a 60 anos, 204
cer?” (mito); (4) “A alimentação influencia no risco de ter
(51%) eram casadas, 157 (39,3%) estavam em licen-
câncer de mama?” (verdade); (5) “O tamanho dos seios
ça médica e 396 (99%) em tratamento. Pacientes com
influência no risco de ter câncer de mama?” (verdade).
MTX à distância apresentaram menor KPS 75 (DP=12,5)
Resultados: Inicialmente, observou-se que as mulheres
(p<0,001); para esse mesmo grupo, a média da Escala
não se demonstraram muito interessadas em receber
Funcional foi de 57 (DP=19) (p<0,001), a da Escala de
as informações expostas, mas após a demonstração
Sintomas foi 37 (DP=20) (p<0,001) e a Escala de Saúde
do autoexame, estas passaram a interessar-se sobre a
Global foi 51,3. Por meio da Correlação de Spearman,
temática e, a partir disso, perguntas, relatos e dúvidas
foi verificado a relação acentuada entre a capacidade
do público foram realizadas, tal como “todo caroço se
funcional e a QV, todavia, para as com MTX à distân-
espalha e gera câncer?”.Quanto à gincana, na pergunta
cia o coeficiente de Spearman foi mais acentuado 70%
(1) 92,3% responderam verdade e 7,7% responderam
(p<0,001). Conclusão: Este estudo demonstra a consis-
mito. Na pergunta (2) 76,9% responderam mito e 23,1%
tência e a possível força da relação entre a diminuição
responderam verdade. Já na pergunta (3 e 4) 100% das

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da capacidade funcional das mulheres com câncer de as diretrizes brasileiras de hipertensão para proposta
mama devido aos efeitos adversos da própria doença, de atendimento individualizado; 5) reações relaciona-
principalmente, na doença avançada quanto nos efei- das à infusão e reações alérgicas (6,44%), análise crítica
tos desencadeados pelas modalidades de tratamento das condutas propostas que antecedem ao tratamento
refletindo no comprometimento da QV. Desse modo, visualizando a adequação e diminuição das intercorrên-
o KPS é uma variável importante na avaliação da qua- cias encontradas. Conclusão: Foi possível a partir da
lidade de vida relacionada à saúde. No entanto, se faz análise apresentada a elaboração de ações aplicáveis
necessário novas pesquisas principalmente de estudos na prática de tratamento oncológico em regime ambu-
prospectivos para avaliar essa influência e buscar um latorial. A ação dentro da equipe de trabalho levou a
melhor entendimento dessa relação. um reconhecimento da capacidade de interpretação
das rotinas propostas e a importância do seu acom-
Contato: WERUSKA ALCOFORADO COSTA
panhamento de forma a corroborar com o sucesso do
wealcoforado@gmail.com
tratamento dos pacientes. O registro das informações,
que levou a um conhecimento do perfil das principais
intercorrências encontradas no ambulatório, propor-
TEMÁRIO: ENFERMAGEM cionou uma melhor adequação dos processos e novas
CÓDIGO: 59462 propostas de melhorias para visando o melhor atendi-
mento aos pacientes.
A PARTICIPAÇÃO DA EQUIPE DE Contato: PATRICIA MARTINS PASSOS
ENFERMAGEM NA IDENTIFICAÇÃO patriciapassos@grupocoi.com.br
E ELABORAÇÃO DE PLANO DE AÇÃO
PARA AS PRINCIPAIS INTERCORRÊNCIAS
IDENTIFICADAS EM UMA INSTITUIÇÃO
TEMÁRIO: CUIDADOS PALIATIVOS
PRIVADA DE ONCOLOGIA
CÓDIGO: 59633
Autores: Patricia Martins Passos; Flávia Cristina de
Souza Ramos; Flávia Pessoa da Silva Torrecillas; Marcos
Coelho Simões Travassos Soares;
A RELAÇÃO DA ESPIRITUALIDADE COM
A QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES
Instituição: AMÉRICAS CENTRO DE ONCOLOGIA
INTEGRADO COM CÂNCER DE MAMA
Autores: Weruska Alcoforado Costa; Ana Katherine
Introdução: A atuação da equipe de enfermagem tem Gonçalves;
um papel fundamental na investigação e possibilita ins-
Instituição: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ONOFRE LOPES
titucionalizar as ações aplicáveis na mitigação dos even-
tos. O acompanhamento dos eventos deve ser feito de Introdução: a espiritualidade é uma estratégia de en-
forma a garantir que as ações tomadas tenham refle- frentamento utilizada por pacientes com câncer de
xo na segurança do paciente e sucesso do tratamento. mama seja no diagnóstico inicial, durante o início da
O conhecimento das rotinas e domínio das instruções quimioterapia, após a descontinuação de um tratamen-
operacionais possibilita o acompanhamento das inter- to antineoplásico e principalmente nos cuidados palia-
corrências e sucesso nas ações de melhoria. Objetivo: tivos. Objetivo: avaliar a influência da espiritualidade
Avaliar as principais intercorrências em um serviço am- na qualidade de vida (QV) das pacientes com câncer de
bulatorial de Quimioterapia em uma instituição privada mama. Método: estudo transversal com 400 mulheres
no estado do RJ e descrever suas tratativas. Método: com câncer de mama, realizado em uma instituição
Avaliação quantitativa dos dados gerados a partir do de referência em Natal/RN. Três grupos foram identi-
sistema informatizado de gestão hospitalar no período ficados: sem metástase (MTX) (118), MTX locorregional
entre dezembro 2016 e abril 2017 junto com a análi- (160) e à distância (122). Os instrumentos utilizados
se de prontuários médicos e de notificações geradas. para correlacionar as variáveis estudadas foram: EOR-
Resultados: Foram analisadas 2.078 intercorrências TC QLQ-C30 e EORTC BR23 para avaliar a QV e a Escala
em 24.345 atendimentos onde foram propostas para de Perspectiva Espiritual (PPS). Resultados: 115(28,8%)
cada um dos principais eventos as seguintes tratativas: tinham entre 51 a 60 anos, 204(51%) eram casadas,
1) ardência no trajeto e distúrbios vasculares (21,7%), 157(39,3%) estavam em licença médica, 219 (54,8%)
protocolo de inserção de PICC e mudança da diluição tinham ensino fundamental, 254(63,3%) eram cató-
dos principais medicamentos relacionados; 2) hiper- licas, 348(87%) tinham carcinoma ductal infiltrante e
glicemia (11,6%), elaboração de escala de acordo com 396(99%) em tratamento. Observado para o grupo sem
o resultado da glicemia; 3) náusea (8,85%), revisão do MTX que na Escala de Sintomas 47 (39.80%) das mulhe-
plano de administração de medicamentos em conjunto res (média= 20.20, DP=15.10, p=0.042) se consideravam
com a farmácia para adequação dos antieméticos com com alta espiritualidade e na Escala de Saúde Global,
os guidelines internacionais; 4) hipertensão (6,11%), 47(39.8%) das pacientes sem MTX também apresen-
análise junto com a equipe médica dos eventos encon- tavam um alto grau de espiritualidade (média=68.8,
trados versus estado clínico do paciente, cruzando com DP=21.0, p=0.022). Foi percebido uma associação do

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EORTC BR23 com os níveis de espiritualidade para as of 350 BC patients, 80 were selected. From the 80 pa-
mulheres com câncer de mama. No item da escala da tients, 52 (65,0%) proceeded to the interview as well as
Função sexual, as pacientes com MTX locorregional their first-degree relative. Twenty-eight (35%) patients
56(35.00%) (média=22.60, DP=25.10, p=0.017) apresen- we could not contact or refused to join the study. After
tavam baixo nível de espiritualidade, todavia, as com studying the 52 cases, 10 families (19,2%) were found
MTX à distância, 56(25.90%) (média=30.00, DP=28.00, to have probable familial cancer syndromes: 5 cases of
p=0.020) mostraram-se com alta espiritualidade. Em re- HBOC, 3 of HNCC, 1 of PJ and 1 of CS. We identified 68
lação ao item da escala de sintomas do braço, no grupo relatives with history of cancer. Considering clinicopa-
sem MTX 47(39.80%) (média=13.20, DP=19.00, p=0.012) thological characteristics of BC, the group with probable
tinham alta espiritualidade. Quanto a escala de sinto- familial cancer syndrome presented significantly more
mas da mama, destaca-se as mulheres com MTX locor- BC’s relapse than the other patients: 70%(p<0.019). All
regional 56(35.00%) (média=25.40, DP=19.30, p= 0.037) the relapses were systemic and one patient of the pro-
com baixa espiritualidade. Conclusão: em nossos re- bable syndrome group died during the research period.
sultados as pacientes com maior grau de espirituali- Conclusion: There are still few studies examining detail
dade apresentavam maior score nos resultados para o pedigree information to access the probability of fami-
impacto da QV, não diferenciando as pacientes que não lial cancer syndromes. Prediction of disease risk based
tinham MTX para as que apresentavam. Sendo a espiri- on comprehensive family history information, have no
tualidade vista como promotora de aspectos positivos, extra cost and can improve polices of counseling servi-
ela é vista como um possível preditor de uma melhor ces, screening programs and cancer surveillance. Our
QV e qualidade de morte. study identified 10 probable families and 68 subjects af-
fected by different types of cancers by just interviewing
Contato: WERUSKA ALCOFORADO COSTA
patients. Molecular analysis is needed to confirm the
wealcoforado@gmail.com
probable familial syndromes accessed and to determi-
ne a specific strategy to the affected families.
Contato: DANIELE LUZIA DOS REIS SCHNEIDER
TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA daniele_schneider@hotmail.com
CÓDIGO: 59975

A SCREENING STUDY OF FAMILIAL


CANCER SYNDROMES ASSOCIATED TUMORES UROLÓGICOS - PRÓSTATA
WITH BREAST CANCER CÓDIGO: 60502

Autores: Adriana Vial Roehe; Andrea Pires Souto Damin;


Alessandra Chiele Barros; Daniele Luzia dos Reis ABIRATERONA NA VIDA REAL: ANALISE
Schneider; RETROSPECTIVA DE 43 PACIENTES
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS DA Autores: Denise Machado; Paula Caleffi Bagatini; Bruno
SAÚDE DE PORTO ALEGRE  Rafael Ramos; Rodrigo Kraft Rovere;
Introduction: Breast cancer (BC) is the most prevalent Instituição: HOSPITAL SANTA CATARINA
cancer among women in developed countries. Inheri- Introdução: O cancer de próstata mudou radicalmente
ted BC is connected with germ line mutations that lead de tratamento nos últimos anos, sendo um dos tumo-
to association with rare cancer syndromes. The pedi- res que mais se beneficiou de novos tratamentos. Um
gree research, using adequate research instruments, dos principais hoje e a abiraterona. No cenário públi-
can help to access the risk of disease. Objective: The co do Brasil, e de difícil acesso na maioria dos centros.
aim of this study was to screen subjects with probab- Objetivo: analisar retrospectivamente 43 pacientes
le familial cancer syndromes by interviews of pedigree consecutivos de dois centros, avaliando dados de segu-
research. Methods: 350 consecutive women diagnosed rança e eficácia, bem como relação entre score Gleason
with BC in a public reference hospital in Porto Alegre e queda de PSA, tanto antes como pos quimioterapia.
were selected to join the study. Were excluded pa- Ainda são analisadas variáveis demográficas dos pa-
tients that don´t fit in at least one of the National Com- cientes e rapidez de obtenção da medicação no siste-
prehensive Cancer Network (NCCN) directives or that ma publico de saúde e correlação com efetividade da
refused to join the study. Detailed pedigree information terapia, trazendo pela primeira vez essa analise para
was obtained through the application of history family uma população e realidade brasileira. Método: foram
research instrument validated by the National Cancer analisados de maneira retrospectiva 43 pacientes com
Institute of Brazil (INCA) in a patient with BC and in one neoplasia de próstata metastatica resistentes a castra-
first-degree relative. Based on this, we constructed he- ção em cenários pre e pos quimioterapia com docetaxel
redograms to identify the probability of having a he- Resultados: a abiraterona foi bem tolerada e não hou-
reditary syndrome associated with BC. This study was ve para efeitos alem dos esperados na população. As
approved and by the proper Research Ethic Committee quedas de PSA e beneficio clinico foram superiores no
(protocol n. 1.128.105). Results: From the database cenário pre quimioterapia, demonstrando que o prin-

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cipal papel da abiraterona nessa população foi antes enfermeiro. As demandas caracterizadas como assis-
do docetaxel. Tabelas completas serão apresentadas tenciais foram mais incidentes, 138 (57,0%), caracteri-
na apresentação oral. Conclusão: A abiraterona e bem zadas por relatos de efeitos colaterais de tratamentos
tolerada e tem papel destacado no combate ao cancer (quimioterapia antineoplásica, preponderantemente),
de próstata. Essa analise em uma população brasilei- dúvidas quanto tomada de medicamentos, incertezas
ra (a maior que ha, que sea do nosso conhecimento) quanto a cuidados. As demandas classificadas como
mostra eficácia e tolerabilidade condizente com a vista administrativas, 104 (42,9%), relacionavam-se a perdas
nos estudos randomizados, reforçando a importância ou não agendamento de consultas, exames e ou proce-
da incorporação de novas tecnologias no SUS dimentos; não obtenção de medicamentos; internações
em outras instituições. Conclusão: as demandas dos
Contato: RODRIGO KRAFT ROVERE
pacientes foram clínicas, principalmente, e administra-
rodrigorovere@hotmail.com
tivas. A frequência dos aconselhamentos por ligação
telefônica foi maior, mas também ocorreu pelos recur-
sos de escrita digital. O número de atendimentos que
TEMÁRIO: ENFERMAGEM resultou em orientação para a busca de atendimento
CÓDIGO: 60564 em pronto-socorro evoca a importância deste recurso
para a segurança do paciente.
ACONSELHAMENTO Contato: KELLY YUMI NISHIMURA
TELEFÔNICO REALIZADO POR kelly.umi@hotmail.com
ENFERMEIROCARACTERIZAÇÃO DE
DEMANDAS DE PACIENTES COM
CÂNCER E SEUS CUIDADORES
TEMÁRIO: POLÍTICAS PÚBLICAS
Autores: Patrícia Reis Costa; Kelly Yumi Nishimura;
CÓDIGO: 59746
Guilherme Gasparini Camargo; Jean Marcos Singh
Manoel; Nathallia Caroline dos Santos; Alessandra
Esquivel Sales; Edvane Birelo Lopes De Domenico; ACTIVITY-BASED COSTING E TIME-
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO DRIVEN ACTIVITY-BASED COSTING
NA AVALIAÇÃO DOS CUSTOS EM
Introdução: o aconselhamento aplicado às ações de PREVENÇÃO, DIAGNÓSTICO E
enfermagem baseia-se nos princípios da escuta e ver-
TRATAMENTO DO CÂNCER: UMA
balização sensíveis e busca, por meio da relação dia-
lógica entre o profissional e o usuário, desvendar si-
REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA.
tuações que necessitam de orientação para a tomada Autores: Katsuki Arima Tiscoski; Rafael José Vargas
de decisão, habilidades para o autogerenciamento, Alves; Ana Paula Beck da Silva Etges; Giácomo
Balbinotto Neto;
melhoria da qualidade de vida e segurança do pacien-
te em tratamento ambulatorial. Objetivo: identificar Instituição: IRMANDADE DA SANTA CASA DE
MISERICÓRDIA DE PORTO ALEGRE
as demandas de usuários do aconselhamento telefôni-
co, pacientes, familiares/cuidadores, no período entre Introdução: Os avanços no diagnóstico e tratamento
consultas ambulatoriais. Método: descritivo, retros- do câncer resultaram em um aumento significativo cus-
pectivo, de natureza quantitativa. Os dados foram ob- tos para sociedade. A identificação dos custos diretos
tidos de março a abril de 2017, por meio de registro e indiretos de uma nova tecnologia e conseguir men-
preenchido por enfermeiros, residentes do Programa surá-los com uma alta acurácia é um fator importan-
de Residência Multiprofissional em Oncologia de uma te para determinar a robustez da análise econômica,
instituição hospitalar geral, vinculado a uma universi- principalmente no cenário oncológico. Os métodos de
dade federal do município de São Paulo. Os residentes custeio Activity-Based Costing (ABC) e Time-Driven Acti-
enfermeiros foram treinados para realização da ativi- vity-Based Costing (TDABC) conseguem relacionar com
dade e utilizaram 1 telefone móvel de uso exclusivo. Os acurácia a relação entre custo e atividade, ou seja, am-
atendimentos foram realizados por meio de ligações, bos fornecem uma estimativa de custo real. Objetivo:
aplicativo de mensagens instantâneas e mensagens de Descrever o panorama e a evolução das análises eco-
texto SMS. Os dados foram anotados, após encerrada nômicas que utilizaram a metodologia Activity-Based
a ligação telefônica. Para a análise foi empregada esta- Costing (ABC) ou Time-Driven Activity-Based Costing
tística descritiva. Resultados: Total de 242 solicitações (TDABC) para mensuração dos custos, no cenário onco-
de aconselhamento, correspondente a 4,0/dia/60 dias. lógico. Método: Foram incluídos os estudos que utiliza-
Destes, 142 (58,6%) por meio de ligações, 86 (35,5%) ram o método ABC e/ou TDABC para estimar os custos
por dialógos em aplicativo de mensagens instantâneas relacionados ao câncer em estudos de prevenção, diag-
e 14 (5,7%) pelos dois meios de comunicação, paralela- nóstico e tratamento. A busca por artigos publicados na
mente. Do total de chamadas, 48 pacientes (19,8%) fo- integra foi realizada nas bases: Medline, Lilacs, ScieLO e
ram encaminhados ao serviço de pronto-atendimento, Embase. Foram utilizados os seguintes descritores em
em decorrência da situação de risco identificada pelo inglês e seus correspondentes em português: “cancer”,

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“Activity-Based Costing” e “Time-Driven Activity-Based quisa descritiva, qualitativa, que propõe analisar os re-
Costing”. Não houve nenhuma restrição quanto ao ano sultados de atividades desenvolvidas em uma proposta
de publicação, mas somente foram aceitos artigos em interdisciplinar, realizada de março de 2016 a maio de
português e/ou em inglês. Resultados: Um total de 2017, por residentes das áreas de Enfermagem, Farmá-
420 estudos foram avaliados. Apenas 26 estudos pre- cia, Nutrição e Psicologia. O intuito foi proporcionar a
enchiam os critérios de elegibilidade. As publicações interação entre os serviços, potencializando o cuidado
tiveram inicio nos anos 2000, mas o maior número de integral ao paciente oncológico. As atividades desen-
publicações se verificou no ano de 2016 (n=9). Em rela- volvidas foram: observação dos territórios de atuação,
ção ao pais de origem dos estudos, Estados Unidos e mapeamento das fragilidades e potencialidades das
Bélgica são os que tem o maior número de publicações equipes de saúde, desenvolvimento de apoio matricial,
(cinco cada um).O principal enfoque das publicações foi trocas interdisciplinares e promoção da interlocução
o tratamento do câncer (n=19), seguido de avaliações entre dez unidades da rede de Atenção Primária e Ser-
de programas de rastreamento (prevenção) e diagnós- viço de Referência em Oncologia. Resultados: Para as
tico com 4 e 3 publicações respectivamente. Entre os equipes de saúde envolvidas, as atividades possibilita-
tratamentos, destaca-se a Radioterapia e suas diferen- ram investir na aproximação entre diferentes instâncias
tes modalidades foi fator em estudo mais frequente do cuidado, buscando sanar as dificuldades frente ao
observado. Em 57,6% dos estudos, a fonte de dados cuidado do paciente oncológico, além de aprimorar es-
clínicos foi extraída de estudos retrospectivos. Mais de tratégias para a sua busca ativa. Aos pacientes, as ativi-
50% dos estudos não especificaram o tipo de análise dades resultaram na prevenção de agravos e promoção
econômica. A perspectiva do hospital foi a mais preva- da saúde, incentivando a co-responsabilização deste e
lente entre os estudos (46,1%). Conclusão: O uso de de seus familiares no processo de cuidado, aproximan-
avaliações econômicas utilizando os métodos ABC e o do os sujeitos da Atenção Primária de saúde em que
TDABC, no cenário oncológico, é promissor. Todavia, há estão adscritos e possibilitando novos espaços de aco-
uma tendência na literatura de estudos com o uso da lhimento para resolução das demandas apresentadas.
metodologia do TDABC serem mais usados no futuro. Conclusão: As intervenções realizadas pelas residentes
possibilitaram novas estratégias de cuidado aos pacien-
Contato: RAFAEL JOSÉ VARGAS ALVES
tes pois incentivaram o trabalho em rede, resultando
vargasrja@gmail.com
em um cuidado compartilhado e na qualificação do
atendimento prestado. Tais atividades enriquecem a
formação, permitindo tecer novos territórios de saúde
TEMÁRIO: POLÍTICAS PÚBLICAS e novas possibilidades de intervenção.
CÓDIGO: 59785 Contato: MICHELE BEATRIZ KONZEN
michelekonzen22@gmail.com
AÇÕES INTERDISCIPLINARES NO
CUIDADO INTEGRAL AO PACIENTE
ONCOLÓGICO: APROXIMAÇÃO ENTRE
OS DIFERENTES NÍVEIS DE ATENÇÃO TEMÁRIO: TUMORES TGI SUPERIOR
CÓDIGO: 60155
Autores: Michele Beatriz Konzen; Ana Júlia Arend;
Denise Fabiane Polonio; Marina Luize Back; Karin
Freitag; Mariana Portela de Assis; Nathália Grave; Bianca ALTA PREVALÊNCIA DE MUTAÇÕES
Coletti Schauren; Giseli Vieceli Farinhas; GERMINATIVAS NO GENE TSC2
Instituição: HOSPITAL BRUNO BORN EM PACIENTES COM NEOPLASIAS
NEUROENDÓCRINAS (NNE)
Introdução: Em 2012, o Ministério da Saúde (MS) insti-
tuiu o tratamento do paciente com câncer no Sistema
GASTROENTEROPANCREÁTICAS (GEP)
Único de Saúde e implementou a Política Nacional para
SEM TRAÇOS DE ESCLEROSE TUBEROSA
a Prevenção e Controle do Câncer, que objetiva reduzir Autores: Paula Fontes Asprino; Rudinei Diogo Marques
a mortalidade, as incapacidades funcionais, a incidência Linck; Jonatas Cesar; Rachel Riechelmann; Frederico
do câncer e contribuir para a melhoria da qualidade de Perego Costa; Paulo Marcelo Gehm Hoff; Pedro
Alexandre Favoretto Galante; Anamarian Aranha
vida dos usuários. Com base na política, o Ministério da
Camargo; Jorge Sabbaga;
Educação e Cultura e o MS criaram programas de resi-
Instituição: HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS
dência multiprofissional de atenção ao paciente onco-
lógico, proporcionando a inserção de profissionais nos Introdução: Neoplasias neuroendócrinas (NNE) são
serviços de saúde para atuar nesta especialidade. Ob- predominantemente consideradas doenças espo-
jetivo: Analisar as ações de intervenção realizadas du- rádicas, no entanto, entre 5-20% dos casos ocorrem
rante um Programa de Residência Multiprofissional em no contexto de síndromes genéticas. Objetivo: Neste
Saúde: Atenção ao Paciente Oncológico, nos serviços de trabalho examinamos pacientes não-sindrômicos que
Atenção Primária e Serviço de Referência de um muni- apresentavam NNE gastroenteropancreáticas (GEP)
cípio do interior do Rio Grande do Sul. Método: Pes- em busca de mutações germinativas em genes previa-

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mente associados a síndromes que predispõe a NNE. ciente iniciou tratamento com osimertinibe e as duas
Método: Noventa e três pacientes com qualquer grau mutações tornaram-se indetectáveis no plasma 14 dias
de NNE GEP e sem diagnóstico clínico ou molecular após o início da medicação. Os exames de imagem re-
de qualquer síndrome ou histórico familiar de câncer alizados um mês após o início do osimertinibe exibiam
foram incluídos neste estudo. O DNA de leucócitos resposta parcial, em concordância com os resultados
obtidos a partir de sangue periférico foi usado para do cDNA. Ambas as mutações permaneceram indetec-
seqüenciar toda a região codificante dos genes MEN1, táveis no plasma por 4 meses. A partir de 08/2016 hou-
RET, VHL, NF1, TSC1 e TSC2. O impacto funcional das ve aumento progressivo das duas mutações no cDNA,
variantes “missense” foi analisado por preditores de porém paciente ainda mantinha resposta parcial radio-
impacto funcional (SIFT e Polyphen2). Mutações va- lógica. Em 10/2016, 7 meses após o início do osimertini-
lidadas por sequenciamento Sanger, com impacto be, evoluiu com PD clínica e radiológica. O desenvolvi-
funcional previsto como deletério e com frequência mento da resistência ao osimertinib foi acompanhado
alélica populacional (MAF) menor que 0,05% (segundo do aparecimento de uma pequena população celular
o banco de dados populacional “ExAC”) foram consi- portadora da mutação EGFR C797S e o aparecimento
deradas para as análises subsequentes. Resultados: de uma subpopulação mais numerosa portando cópias
Foram encontrados 8 (8,6%) pacientes portadores de amplificadas do EGFR-exon19del. Discussão: Biópsia
mutações “missense” no gene TSC2 e 1 (1,1%) em RET, líquida seriada oferece a possibilidade de monitorar
todas preditas como deletérias. O enriquecimento de as alterações dinâmicas de mutações “drivers” com
mutações deletérias foi avaliado por duas aborda- alta sensibilidade e especificidade e permite identificar
gens estatísticas independentes e confirmado no gene precocemente mutações de resistência terciária antes
TSC2. Conclusão: Como conclusão, descrevemos uma mesmo da PD clínica e radiológica. A amplificação do
alta prevalência de mutações germinativas “missense” EGFR é bem descrita nos pacientes com resistência ao
deletérias em pacientes com NNE GEP. Estes pacien- uso de erlotinibe, porém, neste caso, esta alteração foi
tes são clinicamente indistinguíveis dos demais, sem identificada como o principal mecanismo de resistência
quaisquer sinais ou sintomas de esclerose tuberosa. ao osimertinibe. Conclusão: A realização de biópsias li-
quidas seriadas é factível, permite acompanhar respos-
Contato: PAULA FONTES ASPRINO
ta ao tratamento e avaliar de maneira dinâmica a evo-
pasprino@mochsl.org.br
lução molecular da doença, permitindo neste caso não
somente a identificação da emergência de subpopula-
ção celular como um mecanismo de resistência previa-
TEMÁRIO: PULMÃO mente descrito (EGFR C797S), como a identificação da
CÓDIGO: 59737 amplificação de EGFR-exon19del como um mecanismo
de resistência ao osimertinib que não havia sido previa-
AMPLIFICAÇÃO DE EGFR COMO mente descrito.
NOVO MECANISMO DE RESISTÊNCIA Contato: BRUNA MIGLIAVACCA ZUCCHETTI
IDENTIFICADO EM BIÓPSIAS LÍQUIDAS brunazucchetti@icloud.com
SERIADAS DURANTE O USO DE
OSIMERTINIBE EM CARCINOMA DE
PULMÃO NÃO PEQUENAS CÉLULAS
(CPNPC) - RELATO DE UM CASO. TEMÁRIO: TUMORES GINECOLÓGICOS
Autores: Bruna Migliavacca Zucchetti; Franciele Knebel; CÓDIGO: 60244
Fabiana Bettoni; Andrea Kazumi Shimada; Manuel Cruz;
João Vitor Alessi; Marcelo V. Negrao; Luiz Fernando Reis;
Artur Katz; Anamaria Camargo;
ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE
CARBOPLATINA E PACLITAXEL DOSE
Instituição: HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS
DENSA VERSUS REGIMES NÃO DOSE
Apresentação: Paciente com diagnóstico de carcinoma DENSA, NO TRATAMENTO DE PRIMEIRA
de pulmão não pequenas células metastático. Biópsia LINHA DO CÂNCER EPITELIAL DE
tecidual mostrou presença de mutação ativadora do OVÁRIO ESTÁGIO AVANÇADO
EGFR Del19. Em 05/2015 iniciou tratamento com erlo-
Autores: Carlos Eduardo Stecca; Marcella Marinelli
tinibe com resposta clínica e radiológica significativa
Salvadori; Deborah Porto Cotrim; Augusto Obuti
por 6 meses. Em 11/2015 apresentou nova progressão
Saito; Jefferson Rios Pimenta; Audrey Cabral Ferreira
de doença (PD) e o erlotinibe foi descontinuado. Em de Oliveira; Ana Caroline Fonseca Alves; Larissa
02/2016 foi realizada biópsia hepática que revelou a Martins Machado; Pedro Henrique Ferraro da Silveira;
presença de mutação T790M por Next-Generation Se- Alexandre Andre Balieiro Anastacio da Costa;
quencing. Nesta época a paciente foi incluída em proto- Instituição: A.C. CAMARGO CANCER CENTER
colo de pesquisa institucional para pesquisa seriada de
DNA tumoral circulante no plasma (cDNA). Inicialmente Introdução: Aproximadamente 75% das pacientes com
foram encontradas a mutação ativadora (EGFR del19) câncer de ovário são diagnosticadas com doença avan-
e a mutação de resistência (T790M). Em 03/2016 pa- çada (estágio IIB a IV). Nesses casos o tratamento após

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citorredução é quimioterapia baseada em platina, po- DE ACONSELHAMENTO GENÉTICO NO


dendo ser realizados o regime convencional com car- BRASIL
boplatina e paclitaxel a cada 3 semanas, o regime em
Autores: Lucas Amadeus Porpino Sales; Jéssica Dayanna
dose densa, a adição do bevacizumab às duas drogas
Landivar Coutinho; Ana Rafaela de Souza Timóteo;
e a quimioterapia intra-peritoneal. Apesar do uso da Tirzah Braz Petta Lajus; Patrícia Cristina Pascoto de
quimioterapia, o prognóstico das pacientes com do- Moura;
ença avançada é ruim, especialmente para pacientes Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE
com estádio IIIC e IV. Objetivo: Comparar os desfechos DO NORTE
entre o tratamento com carboplatina e paclitaxel nos
regimes em e dose densa e não dose densa na primeira Introdução: A avaliação da prevalência dos tipos de
linha, em pacientes com câncer epitelial de ovário. Mé- terapia cirúrgica adotada no câncer de mama pode
todo: análise de coorte retrospectiva de pacientes com permitir uma análise indireta de determinantes clínicos
câncer epitelial de ovário estágio avançado (IIB a IV) tra- e histopatológicos envolvidos em sua apresentação.
tadas no hospital AC Camargo entre novembro de 2011 Objetivo: O trabalho pretende fazer uma análise da
e novembro de 2016. Resultados: Foram incluidas 138 terapia cirúrgica empregada em pacientes com câncer
pacientes na análise, das quais 23 foram tratadas com de mama familial-hereditário e comparar a prevalência
esquema em dose densa e 115 com regime não dose dos procedimentos empregados com a de uma amos-
densa. A população do primeiro grupo era composta tra equivalente de pacientes com a forma esporádica
de pacientes mais jovens (p=0,016) e com melhor per- da doença. Método: Foi feito um estudo prospectivo
formance (p=0,006), sem diferença significativa nas de- e longitudinal com pacientes acompanhados pelo am-
mais caracteristicas. A maioria das pacientes recebeu bulatório de aconselhamento genético da Liga contra o
citorredução primaria e a doença residual foi <1cm em Câncer entre 2010 e 2015. Posteriormente, realizou-se
90,9% e 79,6% respectivamente (p=0,214). Com tempo uma análise retrospectiva dos procedimentos cirúrgi-
de seguimento de 36,5 meses, levando em conta todos cos realizados nos quatro primeiros meses de 2010 em
os pacientes da coorte, a sobrevida global estimada em população com a forma esporádica da doença na mes-
3 anos foi de 74%, com sobrevida mediana de 79 me- ma instituição. Os dados foram obtidos por meio de
ses. Quando comparados os grupos, a sobrevida global prontuário médico. O trabalho foi aprovado pela CEP
estimada no grupo que recebeu dose densa foi signifi- sob o número 44217315.6.00000.5293. Resultados: Fo-
cativamente melhor (não alcançada versus 79 meses, ram incluídos 163 pacientes de alto risco para câncer
p=0,037), já a Sobrevida livre de progressão apresentou de mama familial- hereditário, dos quais 160 eram do
apenas ganho numérico, com diferença não significati- sexo feminino (98,16%), com uma média de idade 41,77
va (18 versus 14,3 meses, p=0,484). Conclusão: Nessa anos. Nessa população, 27 pessoas (16,54%) são porta-
análise retrospectiva, demonstramos benefício signifi- doras de mutações germinativas em genes supressores
cativo em sobrevida global a favor do grupo submetido de tumor associados ao câncer de mama, sendo o gene
à quimioterapia em dose densa. Este benefício deve ser BRCA1 o mais frequentemente mutado (44,44%). O pro-
interpretado com cautela, uma vez que os grupos não cedimento cirúrgico mais adotado foi a mastectomia
eram equilibrados, com diferenças em idade e perfor- radical unilateral (33,33%). Apenas uma paciente porta-
mance, ainda que estas variáveis não tenham produ- dora de mutação em BRCA1 foi submetida a mastecto-
zido impacto significativo na sobrevida. Assim, apesar mia radical profilática. Foi encontrada uma correlação
dos dados inicias sugerirem benefício, aguardamos positiva entre a presença de mutação germinativa e a
amadurecimento dos dados para conclusão definitiva prática do esvaziamento axilar e entre radioterapia e a
do impacto desta estratégia terapêutica. não reconstrução mamária (p<0,05). Na população com
câncer de mama esporádico, foi possível avaliar um
Contato: CARLOS EDUARDO STECCA total de 158 pacientes submetidos a procedimentos ci-
carlosstecca@gmail.com rúrgicos terapêuticos, sendo o mais prevalente as qua-
drantectomias sem esvaziamento (46,20%). Conclusão:
Na população estudada o câncer de mama familial-he-
reditário esteve mais correlacionado com procedimen-
TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA
tos cirúrgicos radicais para terapia
CÓDIGO: 60455
Contato: LUCAS AMADEUS PORPINO SALES
ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE lucas.amadeusporpino@gmail.com
TERAPIA CIRÚRGICA ADOTADA EM
PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA
ESPORÁDICO E CÂNCER DE MAMA
FAMILIAL HEREDITÁRIO EM ESTUDO

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TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA Contato: ANGELA DASENBROCK


CÓDIGO: 60600 angeladbrock@yahoo.com.br

ANÁLISE DA CARDIOTOXICIDADE EM
PACIENTES EM USO DE TRASTUZUMAB
TEMÁRIO: TUMORES UROLÓGICOS - PRÓSTATA
Autores: Angela Dasenbrock; Elisa Daniele Gaio;
CÓDIGO: 60324
Tabatha Nakakogue; Fernanda Janones Manfredinho;
Mariana Suemy Kiara; Ana Claudia Buiar; Nils Gunnar
Skare; Larissa Maria Macedo; Aline Mitie Yonekura; ANÁLISE DA EXPRESSÃO DO RECEPTOR
Janaina Marques; DO TIPO TOLL 9 (TLR9) EM PACIENTES
Instituição: HOSPITAL ERASTO GAERTNER IDOSOS COM CÂNCER DE PRÓSTATA
Introdução: O anticorpo monoclonal Trastuzumab é
RECÉM-DIAGNOSTICADO
utilizado no tratamento paliativo e no cenário neoad- Autores: Jurema Telles de Oliveira Lima; Leticia Telles
juvante/adjuvante de pacientes com câncer de mama Sales; Marina Santaliz de Godoy; Gabriela Delgado
com superexpressão do HER2. Seu pontecial efeito de- Soriano; Evandro Bezerra Cintra Junior; Kleber das
Neves Jatahy; Clara Cinthia Resende Lira; Leuridan
letério na função cardíaca é conhecido e apesar de ser
Cavalcante Torres;
considerado potencialmente reversível, pode ocasionar
Instituição: INSTITUTO DE MEDICINA INTEGRAL
insuficiência cardíaca grave. A incidência na literatura é
PROFESSOR FERNANDO FIGUEIRA
de 7,5% (IC 95%; 4,2-13,1%) para diminuição da FE e de
1,9% (IC 95% 1,0-3,8%) para IC sintomática. Objetivo: Introdução: Os receptores do tipo toll têm sido rela-
Análise da incidência de cardiotoxicidade em pacientes cionados aos processos de carcinogênese e imunosse-
em uso de Trastuzumab no ano de 2016 em um cen- nescência. Essa relação parece ser um campo promis-
tro oncológico. Método: Avaliação dos critérios clínicos sor para melhor entendimento do papel da imunidade
para insuficiência cardíaca e resultados de ecocardio- inata nos pacientes oncológicos e idosos. Objetivo:
gramas nas pacientes em uso de Trastuzumab no ano O objetivo deste estudo, foi comparar a expressão de
de 2016 em nossa instituição. Resultados: Foram ana- TLR9 entre pacientes idosos com câncer de prósta-
lisadas 69 pacientes em uso de Trastuzumab no ano ta e pacientes idosos sem história pessoal ou familiar
de 2016, destas 41 pacientes (59, 42%) neoadjuvância/ de câncer (grupo controle), definindo se há diferenças
adjuvância e 28 (40,57%) no contexto metástico. Das significativas que possam ser explicadas pelo processo
pacientes em neoadjuvância/adjuvância média de ci- carcinogênese. Método: Entre 2015 e 2016, um estu-
clos foi de 12 ciclos – das 41 pacientes analisadas 18 do de coorte prospectiva incluindo 88 pacientes idosos
terminaram tratamento, 6 terminaram neoadjuvância e (≥60 anos), sendo 69 com câncer de próstata recém-
as demais estão em adjuvancia – deste grupo 5 pacien- -diagnosticado e 19 sem história pessoal ou familiar de
tes apresentaram cardiotoxicidade, 12,2% com queda câncer, coletou e analisou variáveis clínicas e sociode-
de fração de ejeção e 7,3% com IC sintomática – sendo mográficas e realizou análise do sangue periférico em
3 sintomáticas e com necessidade de interrupção da estudo exploratório translacional. Determinação da
adjuvância e sem recuperação de FE para retorno do expressão de TLR9 foi feita através de citometria de
Herceptin – todas utilizaram doxorrubicina 360mg/m² fluxo com anticorpos monoclonais anti-TLR9. Análise
na neoadjuvância, nenhuma com HAS ou DM, e 2 as- estatística foi realizada com GraphPad Prism 7. Resul-
sintomáticas com queda de FE – uma delas já retornou tados: 69 pacientes com mais de sessenta anos com
Herceptin sem intercorrências. No grupo metástatico 5 câncer de próstata recém diagnosticado e 19 pacientes
pacientes apresentaram cardiotoxicidade, 21,4% queda geriátricos do sexo masculino e sem histórico familiar
de fração de ejeção e 3,6% com IC sintomática – sendo ou pessoal de câncer foram incluídos. Comparando o
somente uma sintomática sem comorbidades e havia valor percentual de expressão de TLR9 no soro san-
realizado doxorrubicina 360mg/m² em 2013; as demais guíneo entre os dois grupos, encontrou-se diferença
encontravam-se assintomáticas, tendo todas realizado estatística significativa (p<0,0001), com o grupo oncoló-
entre 300 e 360mg/m² de doxorrubicina previamente, gico apresentando média de expressão de 30,74%, en-
somente uma paciente hipertensa e obesa – todas as quanto o grupo controle apresentou média de 9,63%.
5 pacientes retomaram trastuzumab sem intercorrên- Conclusão: Há diferença significativa entre a expressão
cias. Conclusão: a avaliação adequadas desta pacien- de TLR9 em pacientes idosos com câncer de próstata
tes e a suspensão da droga deve ser instituída para recém-diagnosticado e o grupo controle.
uma possível recuperação funcional. Método: para de-
Contato: JUREMA TELLES DE OLIVEIRA LIMA
tecção precoce desta disfunção cardíaca causada pelo
jurematelles@me.com
transtuzumab ainda é estuda para auxiliar na prática
clínica. E reconhecer os fatores de riscos alerta para o
seguimento periódico das pacientes.

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 9


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TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA res avançados. Esses dados sugerem que o evento in-
CÓDIGO: 59405 depende do subtipo molecular, mas sua ocorrência é
mais precoce nas pacientes com câncer triplo negativo,
ANÁLISE DA FREQUÊNCIA DE RECIDIVA diferentemente do Luminal A, onde o fenômeno é mais
E DO TEMPO LIVRE DE PROGRESSÃO tardio.
CONFORME O ESTADIO NOS SUBTIPOS Contato: THAIS REZENDE MENDES
MOLECULARES EM PACIENTES COM thaismendesufu@gmail.com
CÂNCER DE MAMA
Autores: Thais Rezende Mendes; Felipe Andrés Cordero
da Luz; Camila Piqui Nascimento; Eduarda da Costa
Marinho; Clarissa Lôbo Portugal da Cunha; Patrícia TEMÁRIO: PULMÃO
Ferreira Ribeiro Delfino; Rafael Mathias Antonioli; CÓDIGO: 59554
Marcelo José Barbosa Silva; Rogério Agenor de Araújo;
Instituição: HOSPITAL DO CÂNCER EM UBERLÂNDIA ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA
Introdução: A neoplasia mamária é dividida em di- DE PACIENTES COM CÂNCER DE
versos subtipos moleculares. A abordagem detalhada PULMÃO METASTÁTICO DE ACORDO
desses subtipos é importante na definição do plano de COM A PRESENÇA DE MUTAÇÕES
tratamento e no prognóstico. Objetivo: Verificar a asso- MOLECULARES E RESPOSTA À TERAPIA
ciação entre o subtipo molecular e a progressão do cân- Autores: João Gabriel Silva Lemes; Catherine Labbé;
cer de mama, segundo estadiamentos. Método: Estudo Yvonne Leung; Erin Stewart; Catherine Brown; Devalben
observacional e retrospectivo de pacientes com câncer Patel; Frances Shepherd; Hiten Naik; Doris Howell;
de mama, tratadas no setor de oncologia de um Hospi- Geoffrey Liu;
tal Público de Minas Gerais no período de 1981 a 2015. Instituição: PRINCESS MARGARET CANCER CENTRE
Do total de 1.763 prontuários, 786 foram excluídos de-
Introdução: Na era da terapia alvo oncológica, a análi-
vido a dados faltantes. Resultados: Foram incluídas na
se do valor clínico e farmacoeconômico do uso de no-
pesquisa 977 participantes com média de idade de 55
vas terapias é possível através do uso de scores para
(26-92) anos. Verificou-se que 71,4% (n=698) dos tumo-
avaliação da qualidade de vida dos pacientes. Objetivo:
res estavam em estágio inicial (I e II) e 28,6% (n=279) em
Determinar a qualidade de vida proporcionada por di-
intermediário (III); sendo que 16,88% (n=165) das neo-
ferentes formas de tratamento farmacológico do cân-
plasias recidivaram. Dentre as mulheres com tumores
cer de pulmão metastático. Método: Através de um
iniciais, 8,74% (n=16) dos Luminal A (RE e/ou RP+, HER2-
estudo de coorte, 475 pacientes com câncer de pulmão
e Ki-67 <14%), 11,64% (n=22) dos Luminal B (RE e/ou
metastático em diversos estágios da doença, atendidos
RP+, HER2- e Ki-67≥14%), 11,18% (n=17) dos HER2 híbri-
no Princess Margaret Cancer Centre (Toronto,CA), tive-
do (RE e/ou RP+/HER2+), 14,71% (n=10) dos HER2 puro
ram sua qualidade de vida (QV) avaliada pelo questio-
(RE-/RP-/HER2+) e 11,43% (n=12) dos Triplo Negativo
nário EQ5D-3L, em um total de 1571 avaliações (valor
(RE-/RP-/HER2-; TN), apresentaram recidiva. Quanto
máximo de QV: "1"). Efeitos colaterais dos tratamentos
às pacientes com estadiamento intermediário, 37,21%
utilizados foram avaliados pelo questionário PRO-CT-
(n=16) dos tumores Luminal A, 32,14% (n=27) dos Lumi-
CAE. Os pacientes foram divididos em quatro grupos de
nal B, 35,82% (n=24) dos HER2 híbrido, 22,2% (n=8) dos
acordo com o tipo de câncer de pulmão e presença de
HER2 puro e 26,53% (n=13) dos Triplo Negativo recidiva-
mutações driver: 1. Pacientes EGFR+ (n=183) 2. Pacien-
ram. Apesar das diferenças nas frequências, não houve
tes ALK+ (n=38) 3. Pacientes com câncer de pulmão pe-
diferença (p>0,05) nas contingências em nenhum dos
quenas células EGFR- e ALK - (CPPC) (n=30) 4. Pacientes
estadiamentos. Ao analisar o tempo até progressão, in-
com câncer de pulmão não pequenas células EGFR- e
dependente do estadiamento, verificou-se: 44,2 meses
ALK - (CPNPC) (n=224). Resultados: Comparando pa-
(6,5-146,4) para a progressão do grupo Luminal A; de
cientes estáveis na terapia mais apropriada, a QV média
38,77 meses (2,3-168) para o Luminal B; 36,87 meses
dos grupos em uso de inibidores de tirosina quinase
(6,67-158,9) para o HER2 híbrido; 23,83 meses (6,1-92,5)
(ITQ), EGFR + e ALK+, respectivamente de 0.81 e 0.82,
para o HER2 puro; e 17,87 meses (5,33-88,4) para o TN.
foi superior à dos grupos que utilizaram quimioterapia
As pacientes com tumor TN tiveram uma mediana livre
convencional (CPPC e CPNPC), respectivamente 0.72
de recidiva 26,33 meses menor em comparação às pa-
(p=0.06) e 0.78 (p=0.04). Quando comparada a QV entre
cientes com câncer Luminal A (p=0,0141), 20,9 meses
os diversos estágios da doença dentro do mesmo gru-
menor que Luminal B (p=0,0191) e 19 meses menor
po, observou-se que a estabilidade no tratamento mais
que HER2 híbrido (p=0,0239). Conclusão: Evidencia-se
apropriado resultou em uma QV maior (p<0.01) do que
que o tumor Triplo Negativo, sem uma possível terapia
na situação de doença progressiva sem estabilidade no
alvo específica, apresenta pior prognóstico. No entan-
tratamento mais apropriado (QV: EGFR+ 0.7; ALK+ 0.69;
to, não houve diferença na contingência de recidiva por
CPNPC 0.66; CPPC 0.52). Avaliando os efeitos colaterais
subtipos, mas ocorre mais frequentemente em cânce-
do tratamento, observou-se relação inversa entre os

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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

sintomas “severidade da fadiga” e “redução do apetite” mioterápico apresentaram maior sobrevida (303 dias)
e a QV em pacientes do grupo EGFR+ (p<0.01). Além dis- quando comparado aos que não receberam (50 dias; p
so, uma significativa relação inversa entre o número to- < 0,0001). O resultado da análise de sobrevida demons-
tal de sintomas com intensidade clinicamente relevante trou que na população estudada, os que apresentaram
e a QV dos pacientes foi observada nos grupos EGFR+ o NLR < 4, possuiam uma elevada sobrevida (381 dias)
(p=0.01) e CPNPC (p=0.055). Conclusão: A qualidade quando comparado aos pacientes que apresentaram
de vida de pacientes com câncer de pulmão metastá- NLR ≥4, (199 dias, p = 0,0121). Não houve diferença sig-
tico é maior naqueles que carregam mutações "driver" nificativa no tempo de sobrevida nas variáveis idade,
e estão em uso de terapia alvo de modo estável. Isto gênero, história de tabagismo, procedência, presença
é parcialmente explicado pela diferença na toxicidade ou ausência de comorbidades e sítios de metástases.
do tratamento de acordo com a intensidade dos efei- Conclusão: Concluímos que a relação neutrófilos/linfó-
tos colaterais. Estas diferenças devem ser levadas em citos no adenocarcinoma de pulmão pode ser um bom
consideração na análise farmacoeconômica do uso da fator prognóstico para estimar a evolução clínica dos
terapia alvo. pacientes e a sobrevida global.
Contato: JOÃO GABRIEL SILVA LEMES Contato: JOSÉ FERNANDO DO PRADO MOURA
joaogslemes@gmail.com jfpmoura@hotmail.com

TEMÁRIO: PULMÃO TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA


CÓDIGO: 59971 CÓDIGO: 60592

ANÁLISE DA RELAÇÃO NEUTRÓFILOS ANÁLISE DAS CARACTERÍSTICAS


E LINFÓCITOS NO ADENOCARCINOMA CLÍNICAS E PATOLÓGICAS DOS
AVANÇADO DE PULMÃO TUMORES DE MAMA ASSOCIADOS A
Autores: José Fernando do Prado Moura; Rebeka MUTAÇÕES GERMINATIVAS NOS GENES
Bezerra Nogueira; BRCA1 E BRCA2 ATENDIDAS EM UM
Instituição: REAL HOSPITAL DE BENEFICÊNCIA CENTRO DE REFERÊNCIA
PORTUGUESA Autores: Mayra Calil Jorge; Maria Nirvana da Cruz
Objetivo: Analisar a relação dos neutrófilos e linfócitos Formiga; Alexandre André Balieiro Anastácio da Costa;
circulantes nos pacientes com adenocarcinoma avança- Ana Milena Gómez Camacho; Mariana Lopes Zanatta;
do de pulmão e associar a sobrevida global Método: Instituição: UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO
foi realizado um estudo analítico, tipo transversal e re- DE MESQUITA FILHO
trospectivo. A população foi composta por 68 pacientes
Introdução: a Síndrome de Câncer de Mama e Ovário
com diagnóstico de adenocarcinoma de pulmão avan-
Hereditário (SMOH), relacionada a mutações patogêni-
çado (estadio IIIB e IV), atendidos no período de 2008
cas nos genes BRCA1 e BRCA2, cursam com o aumen-
a 2013 no Serviço de Oncologia de Adultos do IMIP e
to do risco de câncer de mama. Objetivo: analisar as
com óbito confirmado. A relação neutrófilo/linfócito
características clínicas e patológicas dos tumores de
(NLR) foi calculada a partir da análise dos hemogramas
mama associados a mutações germinativas nos genes
colhidos antes do início do primeiro tratamento qui-
BRCA1 e BRCA2. Método: estudo observacional de co-
mioterápico, cujos resultados estavam disponíveis nos
orte retrospectivo, em que foram avaliadas pacientes
prontuários. Foi realizado o teste não paramétrico de
com história pessoal de câncer de mama, com critérios
Mann-Whitney e analise de sobrevida global foi atra-
clínicos para SMOH, tendo realizado pesquisa de mu-
vés do teste de Gehan-Breslow-Wilcoxon. Foi adotado
tações germinativas nos genes BRCA1 e BRCA2, aten-
o nível de significância estatística de p<0.05. Resulta-
didas no Departamento de Oncogenética do A.C. Ca-
dos: Verificou-se que houve diferença estatisticamente
margo Cancer Center (ACCCC), de 2010 a 2015. Foram
significativa entre a mediana dos valores do índice de
incluídas pacientes com anatomopatológico do ACCCC
NRL entre os grupos PS 0-1 e PS 3-4, e entre o PS 2 e
e em acompanhamento na oncologia. Foram excluídas
o PS 3-4 (p = 0,0171). A mediana de sobrevida para os
variante de significado indeterminado (VUS). De um
pacientes com adenocarcinoma de pulmão foi de 204,5
total de 664 pacientes submetidas ao teste genético,
dias. Ao verificar o tempo de sobrevida global, obser-
foram incluídas 276 no estudo. Dessas, 81 pacientes
vou-se que houve diferença estatisticamente significati-
apresentaram mutação patogênica nos genes BRCA
va entre os grupos PS 0-1 vs. PS 2; PS 0-1 vs. PS 3-4. Em
1 ou BRCA2 (29,3%). Foram coletados dados de todas
relação ao estadiamento, os pacientes em estadio IIIB
as pacientes com mutação e de 81 pacientes do grupo
apresentaram uma elevada sobrevida global (794 dias),
sem mutação de forma aleatória (grupo controle), para
quando comparados aos pacientes em estadio IV (p =
obter proporção 1: 1. Resultados: a principal indicação
0,0026). Os pacientes que receberam tratamento qui-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 11


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

para pesquisa da mutação foi idade menor que 45 anos cientes com CG localmente avançado irressecável ou
(35% das pacientes), seguida de história familiar (33%), metastático histologicamente diagnosticados. Obtive-
tumor de mama triplo negativo (TN) abaixo dos 60 anos mos amostras de cada paciente antes da quimioterapia
(15%) e dois tumores primários de mama (10%). Das 81 e a cada três meses subsequentemente até a progres-
pacientes com mutação, 50 tiveram mutação no BRCA são da doença ou morte. Foram quantificados cfDNA
1, 30 no BRCA 2 e uma paciente em ambos os genes. utilizando GeneQuantCalculator RNA/DNA - Amer-
Todas foram submetidas a aconselhamento genético shamPharmaciaBiotech (Biochrom) Ltd, EUA. Foram
pré e pós teste. Entre as pacientes com BRCA 1 muta- utilizados os critérios RECIST 1.1 para analisar a respos-
do, 65% fizeram salpingooforectomia (SOB) redutora de ta radiológica ao tratamento. Resultados: Foram ava-
risco e 49% fizeram adenomastectomia contra-lateral; liados dez controles normais pareados por idade para
entre as portadoras de mutação BRCA2, as taxas foram os níveis cfDNA e nestes encontrou-se níveis significa-
75% e 42% respectivamente. No grupo das pacientes tivamente mais baixos de cfDNA do que nos pacientes
com mutação, foram observados tumores de maior com CG antes da quimioterapia (p = 0,00024). Foi es-
grau, maior número de TN, menor expressão de recep- colhido arbitrariamente o percentil 90% dos níveis de
tor de progesterona entre os luminais, maior necrose e distribuição cfDNA dos controles saudáveis pareados
maior intensidade no infiltrado inflamatório, com dife- por idade como o valor de corte para estabelecer um
rença significativa (p<0,05). Discussão: nossos achados valor negativo ou positivo para cada amostra de cfDNA.
foram concordantes com os dados da literatura quan- Não foi encontrada qualquer correlação entre a expres-
to às características anatomo-patológicas dos tumores são de cfDNA e sobrevida global (SG), sobrevida livre de
de mama associados a mutação nos genes BRCA1/2. progressão (SLP) e respostas radiológicas ao RECIST. No
Interessantemente, foi observado maior grau de infil- entanto, observou-se que os pacientes que se converte-
trado inflamatório e necrose nos tumores associados a ram o cfDNA com valor positivo antes da quimioterapia
SMOH. O conhecimento nesta área é importante para para um valor negativo após três meses tenderam a ter
melhor entendimento da biologia dos tumores, prog- umaSLP maior (p = 0,09) em comparação com aqueles
nóstico e resposta a terapias, além do aconselhamento que persistiram com valores positivos. Conclusão: Os
genético familiar. valores de cfDNA em câncer gástrico localmente avan-
çado ou metastático não parecem ter valor prognóstico.
Contato: MAYRA CALIL JORGE
mayracjorge@gmail.com Contato: SAVIA RAQUEL COSTA NORMANDO
savianormando@hotmail.com

TEMÁRIO: PESQUISA CLÍNICA


CÓDIGO: 60417 TEMÁRIO: SARCOMAS
CÓDIGO: 59404
ANÁLISE DE DNA LIVRE CIRCULANTE
EM PACIENTES COM CÂNCER GÁSTRICO ANÁLISE DE EFICÁCIA E SEGURANÇA
AVANÇADO DURANTE QUIMIOTERAPIA DE OLARATUMABE E DOXORRUBICINA
SISTÊMICA VS. DOXORRUBICINA EM PACIENTES
Autores: Sávia Raquel Costa Normando; Felipe José COM LEIOMIOSSARCOMA UTERINO:
Silva Melo Cruz; Fernando Luiz Affonso Fonseca; Waldec AVALIAÇÃO RESTROSPECTIVA DO
Jorge David Filho; Auro del Giglio; ESTUDO FASE 1B/2 JGDG.
Instituição: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA Autores: Brian A Van Tine; Robert Ilaria Jr.; Robin L
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ Jones; Patrick Peterson; Ashwin Shahir;
Introdução: Cânceres gástricos localmente avançado Instituição: FAMEMA
irressecáveis e metastáticos são condições incuráveis Objetivo: Olaratumabe (olara), um anticorpo mono-
para os quais a quimioterapia sistêmica é a principal clonal humano recombinante IgG1 que se liga especi-
terapia estabelecida. O desenvolvimento de biomarca- ficamente inibindo a ativação do PDGFRα, demonstrou
dores úteis para predizer o prognóstico e monitorar a aumentar a sobrevida global mediana (mSG) em com-
resposta à quimioterapia faz-se necessário a fim de me- binação com doxorrubicina (dox), comparado com do-
lhorar o controle terapêutico desses pacientes. Desen- xorrubicina em monoterapia no estudo de fase 1b/2.
volvemos um estudo piloto para analisar o potencial de Considerando que o leiomiosarcoma (LMS) foi o sub-
DNA livre circulante total plasmático (cfDNA) como um tipo mais comum de Sarcoma de Partes Moles (SPM)
possível biomarcador na monitorização de pacientes nesse estudo, avaliamos a segurança e eficácia de ola-
com câncer gástrico(CG) localmente avançado irresse- ra +dox nessa subpopulação de LMS uterino. Método:
cável ou metastático. Método: Foram incluídos 30 pa- revisão retrospectiva foi realizada na porção de Fase 2

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 12


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

do estudo para identificar pacientes com LMS uterino. possível desenvolvimento de um protocolo institucional
Método de Kaplan-Meier e Cox foram utilizados para de conduta de administração de medicamento oral em
SG e sobrevida livre de progressão (PFS). A segurança pediatria após êmese. Método: Através do Serviço de
foi avaliada utilizando CTCAE 4.0. Resultados: quinze Atendimento ao Consumidor, foi questionado aos labo-
pacientes com LMS uterino (olara+dox N=8, dox N=7) ratórios produtores dos medicamentos antineoplásicos
foram identificados na população com intenção de e adjuvantes orais padronizados para a pediatria em
tratamento. mSG foi 25,0 meses (95% CI: 4,9, não es- um hospital no sul do Brasil qual seria a conduta quan-
timado [n/e]) e 11,4 (3,6, n/e) meses para olara+dox e do o paciente apresenta vômito logo após a ingestão
dox (HR [95% CI] 0,61 [0,175-2,144]), respectivamente. dos medicamentos. Também foram analisadas as bulas
PFS mediana foi de 2,7 (95% CI: 1,1-11,0) e 3,6 (1.0, n/e) dos medicamentos e estudos internacionais. Resulta-
meses para olara+dox e dox (HR [95% CI] 0,93 [0,245- dos: A pesquisa foi realizada para 10 medicamentos.
3,541]), respectivamente. Eventos adversos (AE) grau ≥ Dos 10 laboratórios questionados, 4 responderam que
3 observados em 2 ou mais pacientes com LMS uterino a ingestão de uma nova dose deve ser feita conforme
ou não uterino tratados com olara+dox foram: anemia, critério médico; 2 orientaram que não seja administra-
neutropenia, trombocitopenia ee fadiga. Neutropenia da uma segunda dose após o vômito pelo paciente e 4
febril grau≥3 ocorreu em 3 pacientes com LMS uterino não responderam ao questionamento. Com relação às
e 1 paciente com LMS não uterino. Conclusão: Embora bulas, 8 não continham informações sobre conduta em
o pequeno tamanho da coorte tenha limitado conclu- caso de vômito, 1 recomendava não administrar nova
sões definitivas, o aumento clinicamente significativo dose e 1 indicava procurar um profissional da saúde.
da mSG e o perfil de segurança na população com LMS Conclusão: Conforme informações dos laboratórios, a
uterino tratada com olara+dox versus dox monotera- re-administração do medicamento oral após o vômito é
pia é consistente com aquele relatado na população uma decisão médica. Considerando os aspectos farma-
global de SPM. Esse é um encore abstract apresentado cocinéticos e farmacodinâmicos dos medicamentos e
no congresso da Sociedade de Oncologia Ginecológica com base em levantamentos internacionais, a adminis-
(SGO) 2017 tração de nova dose deve ser feita caso o medicamento
ou seus fragmentos sejam visíveis no produto do vômi-
Contato: CLAUDIA MORATO GUIMARÃES
to e caso este ocorra em até 15 minutos após a degluti-
claudia.morato@gmail.com
ção; se o intervalo for maior do que 60 minutos, não se
deve repetir a administração. Os estudos determinam,
ainda, que cada caso deve ser avaliado individualmente
TEMÁRIO: FARMÁCIA de acordo com o índice terapêutico, o risco da sub ou
CÓDIGO: 60252 sobredose, o tipo e tempo de ação do medicamento e a
duração do tratamento.
ANÁLISE DE INFORMAÇÕES SOBRE Contato: ISABELLE WATANABE DANIEL
CONDUTA DE ADMINISTRAÇÃO DE watanabeisabelle@gmail.com
MEDICAMENTOS ANTINEOPLÁSICOS
E ADJUVANTES ORAIS EM PEDIATRIA
APÓS ÊMESE
TEMÁRIO: TUMORES GINECOLÓGICOS
Autores: Isabelle Watanabe Daniel; Anabel de Oliveira;
CÓDIGO: 59501
Gabriela Schacker; Marcela Bechara Carneiro;
Instituição: HOSPITAL ERASTO GAERTNER
ANÁLISE DE QUALIDADE DE VIDA APÓS
Introdução: O vômito é um reflexo resultante do estí- TRATAMENTO COM QUIMIOTERAPIA
mulo do sistema nervoso cujo intuito é livrar o organis- NEOADJUVANTE SEGUIDA DE
mo de substâncias tóxicas ou irritantes. Além de afetar QUIMIORRADIOTERAPIA DEFINITIVA
o estado nutricional, a qualidade de vida e a adesão a VERSUS QUIMIORRADIOTERAPIA EM
terapias farmacológicas, a êmese pode apresentar rele- CARCINOMA DA CÉRVICE UTERINA
vância clínica quando ocorre após a administração oral
LOCALMENTE AVANÇADO
de medicamentos, visto que gera dúvidas quanto a sua
absorção e efetividade. A questão torna-se mais com- Autores: Fernanda Nunes de Arruda; Renata Rodrigues
da Cunha Colombo Bonadio; Samantha Cabral Severino
plexa na população pediátrica, que geralmente apre-
da Costa; Maria Del Pilar Estevez Diz;
senta êmese e dificuldades na deglutição de formas far-
Instituição: INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO
macêuticas orais. Contudo, protocolos e informações
PAULO
norteadores nesse assunto são escassos e, muitas ve-
zes, de confiabilidade questionável. Objetivo: Levantar Introdução: Qualidade de vida (QoL) de pacientes com
e analisar informações fornecidas por indústrias farma- carcinoma da cérvice uterina localmente avançado
cêuticas e protocolos nacionais e internacionais, para (CCLA) tem sido preocupação importante, associada ao

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 13


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

desenvolvimento de novas estratégias de tratamento. Autores: Elise Nara Sanfelice; Sergio Lunardon Padilha;
O tratamento com quimioterapia neoadjuvante (QT- Jose Zanis Neto; Bruno Grillo; Karina Costa Maia Vianna;
neo) seguida de quimiorradioterapia definitiva (QRT) Vinicius Milani Budel; Almir Antonio Urbanetz;
versus a QRT para CCLA está em análise em estudo Instituição: CIONC
prospectivo. Objetivo: Avaliar e QoL e a vida sexual de
Introdução: DTGs compreendem um grupo de doen-
pacientes com CCLA. Método: Estudo prospectivo, ran-
ças raras. Curitiba possui um hospital do SUS como cen-
domizado, fase II, randomizou pacientes com CCLA, IIB-
tro de referência para encaminhamento e tratamento
-IVA, para QTneo com cisplatina e gencitabina, 3 ciclos,
de Molas. Os casos de Neoplasias Trofoblásticas Ges-
seguida de QRT com cisplatina semanal (grupo 1, expe-
tacionais são encaminhados ao ambulatório de onco-
rimental), ou para QRT com cisplatina semanal (grupo
logia clínica, sendo que o tratamento de escolha nas
2, tratamento padrão). Neste estudo, analisamos a QoL
pacientes de baixo risco é esquema com metotrexate
das pacientes antes do tratamento e em 3, 6, 9 e 12
intramuscular e ácido folínico via oral, no qual apenas
meses com a escala do Estado Global de Saúde da Or-
o D1 do ciclo é aplicado no hospital e os demais dias
ganização Europeia para a Investigação e o Tratamento
são realizados de forma domiciliar. Objetivo: O obje-
do Câncer (EORTC), QLQ-C30, e o módulo do câncer cer-
tivo principal deste trabalho foi determinar a Sobrevi-
vical, QLQ-CX24. Consideramos significantes variações
da Global das pacientes com diagnóstico de Neoplasia
maiores que 10% em relação ao basal. Resultados: 102
Trofoblástica Gestacional atendidas em um hospital do
pacientes foram incluídas na análise, 80 com seguimen-
SUS, no período de Janeiro de 1998 a Janeiro de 2014.
to ≥ 12 meses. Não foram encontradas diferenças de
Os objetivos secundários foram: avaliar a taxa de pa-
qualidade de vida global (QLQ-C30) entre os dois braços
cientes com doença persistente após evacuação molar,
do estudo. Para o módulo QLQ-CX24, o grupo 2 apre-
taxas de resposta aos tratamentos quimioterápicos
sentou piores resultados em relação à preocupação
instituídos e fatores de risco para resistência à quimio-
sexual em 9 meses (p=0.0328) e 12 meses (p=0.0416)
terapia de primeira linha nesta amostra de pacientes.
e à imagem corporal em 12 meses (p=0.0429). Já em
Método: Trata-se de um estudo retrospectivo observa-
relação à comparação dos diferentes momentos com
cional com avaliação de prontuário clínico em amostra
o escore basal para cada grupo, o grupo 1 apresentou
intencional não probabilística. Foram coletados dados
melhora na escala de funcionalidade em 3 (p=0.0001),
de características demográficas, clínicas e laboratoriais.
6 (p=0.0051) e 9 meses (p=0.0259) e da escala de sinto-
A curva de sobrevida global foi determinada pelo mé-
matologia em todos os momentos (p=0.0012, p=0.0227,
todo de Kaplan-Meier. Análises de subgrupos foram
p=0.0236, p=0.006 em 3, 6, 9 e 12 meses). Já o grupo 2
realizadas pelos testes de Chi Quadrado, teste exato
apresentou melhora dos escores de saúde global em 3
de Fisher, t de Student e Mann Withney. Resultados:
(p=0.0008), 6 (p=0.0427) e 9 meses (p=0.0237), da escala
374 pacientes foram identificadas com diagnóstico de
de funcionalidade em 3 meses (p=0.0475) e da escala
Mola Hidatiforme e, destas, 79 pacientes receberam
de sintomatologia em 3 (p=0.006) e 6 meses (p=0.0061).
tratamento quimioterápico por apresentarem doença
Houve piora de sintomas relacionados a neuropatia pe-
persistente após curetagem evacuadora. A taxa de per-
riférica em 9 meses no grupo 1 (p=0.0296), porém sem
sistência foi de 21%. 71 pacientes foram classificadas
diferença em 12 meses. Conclusão: O tratamento com
como de Baixo Risco (89,9%) e 8 pacientes como de Alto
QRT está associado a melhora dos escores de quali-
Risco (10,1%). A taxa de resposta ao tratamento de pri-
dade de vida relacionados à doença, sem prejuízo no
meira linha foi de 70,8%. Um total de 21 pacientes rece-
grupo experimental (QTneo). O tratamento padrão está
beu tratamento de segunda linha, sendo que 12 destas
associado à maior preocupação com atividade sexual
pacientes receberam apenas dactinomicina isolada. A
e imagem corporal. A maior taxa de neuropatia peri-
taxa de resposta aos esquemas de segunda linha foi de
férica relatada no grupo experimental foi revertida em
85,7% para todos os esquemas e 75% para dactinomici-
12 meses. Aguardamos os resultados das análises de
na isolada. Apenas 3 pacientes receberam terceira linha
sobrevida para conclusões adicionais.
de tratamento, com 100% de taxa de resposta ao es-
Contato: RENATA RODRIGUES DA CUNHA COLOMBO quema EMA-Co. Ocorreu apenas um óbito no período,
BONADIO - re_rc_colombo@hotmail.com sendo que a sobrevida global foi de 98,7%. Conclusão:
Este estudo demonstrou curva de sobrevida e taxas de
respostas satisfatórias, mostrando que o esquema de
tratamento com metotrexato domiciliar é factível e que
TEMÁRIO: TUMORES GINECOLÓGICOS o uso da dactinomicina em segunda-linha de tratamen-
CÓDIGO: 59870 to é uma boa opção.
Contato: ELISE NARA SANFELICE
ANÁLISE DE SOBREVIDA E TAXAS elisesanf@gmail.com
DE RESPOSTA À QUIMIOTERAPIA
EM PACIENTES COM NEOPLASIA
TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL EM UM
SERVIÇO DO SUS

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 14


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

TEMÁRIO: TUMORES GINECOLÓGICOS completa foram fatores prognósticos independentes.


CÓDIGO: 60221
Contato: NATÁLIA FERREIRA VAZ
natyvaz_phi@hotmail.com
ANÁLISE DE SOBREVIDA EM PACIENTES
COM CÂNCER DE COLO DO ÚTERO
COM METÁSTASES EXCLUSIVAS PARA
LINFONODOS PARA-AÓRTICOS TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA
Autores: Karla Fabiane Siebra de Oliveira Maia; Natália CÓDIGO: 58612
Ferreira Vaz; Maria Del Pilar Estevez Diz; Vanessa da
Costa Miranda; ANÁLISE DOS FATORES DE RISCO
Instituição: HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS MODIFICÁVEIS PARA O CÂNCER DE
Introdução: Nos cânceres de colo do útero avançados, MAMA EM FAMILIARES DE MULHERES
os linfonodos para-aórticos estão associados a um mau COM ESSA NEOPLASIA
prognóstico. O papel da radioterapia estendida (RT) Autores: Patrícia Ferreira Ribeiro Delfino; Eduarda
para o campo LN para-aórticos é uma questão de de- da Costa Marinho; Camila Piqui Nascimento; Clarissa
bate e nós analisamos os resultados da quimiorradio- Lôbo Portugal da Cunha; Felipe Andrés Cordero da
terapia (QRT) com radioterapia estendida LN para-aórti- Luz; Rafael Mathias Antonioli; Thais Rezende Mendes;
Marcelo José Barbosa Silva; Rogério Agenor de Araújo;
cos seguida de braquiterapia (BT). Método: um estudo
retrospectivo e unicêntrico. Foram analisados registros Instituição: HOSPITAL DO CÂNCER EM UBERLÂNDIA
médicos de todas as pacientes com câncer de colo do Introdução: O câncer de mama é uma doença multi-
útero com metástases exclusivas para LN para-aórti- fatorial ainda considerada um grave problema de saú-
cos tratadas no ICESP entre maio de 2008 e junho de de pública. Em se tratando de prevenção da doença,
2015. Todas as pacientes foram estadiados com TC e/ especial interesse recai sobre os fatores de risco mo-
ou RM e classificadas por RECIST. A análise de intenção dificáveis, como: excesso de peso após a menopausa,
de tratamento foi realizada. A sobrevida foi analisada sedentarismo, alimentação inadequada, utilização de
através das curvas Kaplan-Meier e do teste log-rank. A terapias hormonais, tabagismo e consumo diário de
análise de regressão Cox univariada foi realizada para bebidas alcoólicas. Objetivo: Conhecer os hábitos de
identificar fatores associados com a melhor sobrevi- vida de risco, em relação ao câncer de mama, de fami-
da. P (bi-caudado) <0,05 foi considerado significativo. liares de mulheres com essa neoplasia em tratamento
A análise de dados foi realizada pelo Electronic Statis- em um Hospital Público de Minas Gerais. Método: Es-
tical Package for Social Science para Windows, versão tudo observacional, em que foram incluídas 524 fami-
17.0. Resultados: Do total de 38 pacientes avaliadas, a liares de primeiro e segundo graus de mulheres com
maioria apresentava de 24 - 64 anos (76,3%, intervalo câncer de mama em tratamento antineoplásico. As par-
32-96), 84% eram ECOG 0-1, 44,7% tem menos que 3 ticipantes responderam a um questionário semiestru-
filhos, 26,3% fumantes. Em relação à histologia, 92,1% turado, elaborado pelos próprios pesquisadores, para
eram carcinoma de células escamosas e 7,9% de ade- investigação dos fatores de risco potencialmente mo-
nocarcinomas, 63,2% G2. Quanto às características do dificáveis para o desenvolvimento da doença. Resulta-
tumor, a maioria das lesões primárias estava entre 4-8 dos: A idade mediana das participantes foi de 45 (18-
cm (34,2%) e LN para-aórticos até 3 cm (55,2%). 89,5% 80) anos. Verificou-se que 24,42% (n=128) delas eram
foram tratados com QRT com cisplatina (40 mg/m2/w) sobrepeso e 21% (n=110) eram obesas. Vale ressaltar
ou carboplatina (AUC2/w). 2,6% foram tratados com o alto percentual de excesso de peso entre as mulhe-
RT exclusiva. Todas as pacientes receberam 45-54 Gy res pós-menopausadas (48,35%; n=103). Em relação à
de RT (pelve, LN pélvicos, paramétrio e extensão para frequência do uso de bebida alcoólica, 4,2% (n=22) das
LN para-aórticos) e BT de alta dose em quatro aplica- familiares a consomem ou consumiam mais do que 3x/
ções de 7,5 Gy. A média de sobrevida global foi de 14,3 semana. O tabagismo foi ou é prática atual de 25,19%
meses (IC 95%: 10,38 - 18,21). A sobrevida livre de pro- (n=132) delas. Outro dado preocupante, é em relação
gressão foi de 8,3 m (IC 95%: 0,1 - 19,3). A análise uni- ao sedentarismo, uma vez que 62,21% (n=326) das mu-
variada e multivariada mostrou que a SG está relacio- lheres referiram não praticar atividade física. A maioria
nado à resposta ao tratamento (p =.0001), confirmando da população em estudo fez ou faz uso regular de an-
melhor SG para aqueles que atingiram os critérios de ticoncepcional oral (77,5%; n=406) e, das 213 mulheres
cura, sem evidência de doença ou resposta parcial, e menopausadas, 26,30% (n=56) fizeram ou fazem uso de
SG também foi melhor para pacientes com ECOG 0-1 terapia de reposição hormonal. Ademais, em relação
(p =.0001). Não houve diferença na SG entre as outras à alimentação, observou-se o consumo excessivo (≥ 4
variáveis analisadas. Conclusão: Em pts com câncer de vezes/semana) de carne vermelha por 55,53% (n=291)
colo do útero com metástase exclusiva LN para-aórticos das mulheres e de alimentos gordurosos por 27,86%
submetidas à QRT seguida por BT, o campo estendido (n=146). O baixo consumo (≤ 3 vezes/semana) de horta-
de RT para LN para-aórticos é viável. ECOG e resposta liças foi citado por 24,80% das mulheres e de frutas por

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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

36,45% (n=191) delas. Conclusão: Esse estudo concluiu mesmas medidas de segurança ocupacional das drogas
que as familiares de mulheres com câncer de mama citotóxicas. O desconhecimento de riscos no uso em
apresentam hábitos de vida que aumentam o risco pacientes com IH ou IR gera monitoramentos que tal-
para o desenvolvimento da doença, e que, a minimiza- vez não fossem necessários, além da dúvida na neces-
ção desses fatores por meio de estratégias educativas sidade ou não de ajuste de dose. Essa análise aponta
é importante para melhora da qualidade de vida e pre- a necessidade da IF realizar os estudos que não foram
venção de doenças crônicas não transmissíveis como a conduzidos até o registro, para oferecer informações
neoplasia mamária. mais completas sobre seus produtos. Mostra também
a necessidade de um rigor por parte da ANVISA no que
Contato: PATRÍCIA FERREIRA RIBEIRO DELFINO
tange à qualidade das informações. Não basta constar
patricia.feribeiro@gmail.com
que “não foram realizados estudos”, certas informações
deveriam ser obrigatórias para práticas mais seguras.
Contato: RAQUEL FEHR
TEMÁRIO: FARMÁCIA raquelfehr@hotmail.com
CÓDIGO: 60456

ANÁLISE QUANTITATIVA E
QUALITATIVA DAS BULAS DOS TEMÁRIO: FARMÁCIA
ANTICORPOS MONOCLONAIS CÓDIGO: 60504

Autores: Raquel Fehr; Annemeri Livinalli; Antonio Felipe


Silva Carvalho; ANÁLISE QUANTITATIVA E
Instituição: LIBBS PATROCINADOR QUALITATIVA DAS BULAS DOS
QUIMIOTERÁPICOS DA CLASSE DOS
Introdução: Em 2009 a ANVISA publicou resolução TAXANOS
(RDC nº 47) que estabelece regras para elaboração de
Autores: Raquel Fehr; Annemeri Livinalli; Natalia Aranha
bulas com alto padrão de qualidade e com informa-
Silva;
ções fundamentadas cientificamente. Objetivo: analisar
Instituição: LIBBS PATROCINADOR
quantitativamente e qualitativamente as bulas dos an-
ticorpos monoclonais (MABs) utilizados no tratamento Introdução: De acordo com a RDC nº 47 da Anvisa a
do câncer para verificar a concordância em relação à bula é um tipo de texto desenvolvido com informações
RDC nº 47. Método: Consultando website da ANVI- direcionadas aos profissionais da saúde e aos pacien-
SA verificou-se os MABs registrados até junho/2016. tes. Taxanos é um grupo farmacológico que contempla
No bulário eletrônico da agência obteve-se as bulas drogas quimioterápicas utilizadas no tratamento adju-
e procedeu-se à análise utilizando check list. Análise vante de cânceres em mama, pulmão e próstata, entre
quantitativa considerou a presença ou não das partes outros, e incluem: paclitaxel, docetaxel e cabazitaxel.
preconizadas na resolução. Análise qualitativa veri- São bloqueadores da divisão celular por inibir a mitose
ficou a utilidade da informação fornecida, na prática e microtúbulos. Objetivo: Analisar quantitativamente
farmacêutica. Resultados: Foram analisadas 14 bulas. e qualitativamente as bulas dos taxanos para verificar
O medicamento com registro mais antigo é de 1998 a concordância em relação à RDC nº 47. Método: Fo-
(Rituximabe) e o mais novo, 2016 (Nivolumabe). Todas ram analisadas as bulas dos medicamentos referência
foram atualizadas num período de 2 a 14 meses (2016 a (Ref), genéricos (Gen) e similares (Simi). As bulas foram
2017). Na parte I (identificação do medicamento) 100% obtidas do bulário eletrônico da Anvisa. A partir de um
estavam em conformidade. Na parte das informações questionário elaborado com base na RDC nº 47 proce-
técnicas aos profissionais, com 10 tópicos, o mesmo deu-se às análises. Análise quantitativa considerou a
não foi observado. Contra-indicações, advertências e presença ou não das partes preconizadas na resolução.
precauções, interações medicamentosas, e superdo- Análise qualitativa verificou a clareza da informação
se, não constava a informação, ou geravam dúvidas na fornecida em relação à prática farmacêutica. Resulta-
prática, como exemplo, ausência de estudos avaliando dos: Foram analisadas 11 bulas (3 medicamentos Ref, 6
o uso em lactantes (57,1%), sem estudos de carcinoge- Gen e 2 Simi). As informações sobre a identificação dos
nicidade (100%), de mutagenicidade (85,7%), de intera- medicamentos estavam 100% em conformidade com
ções medicamentosas (50%), sem estudos em pacien- a legislação. Já algumas informações técnicas estavam
tes com insuficiência renal (IR) (57,1%) ou hepática (IH) ausentes, incompletas ou não tinha estudo a respeito.
(71,4%), sem descrição de sintomas se houver superdo- Isso foi observado nos itens: uso em populações espe-
se (71,4%).DISCUSSÃO/Conclusão: Apesar da indústria ciais (81% das bulas), uso em lactantes (72%), terato-
farmacêutica (IF) fornecer bulas com todos os campos genicidade (72%), carcinogenicidade (100%), interação
exigidos na resolução, a ausência de informações que medicamentosa (100%), incompatibilidade (63%), ajuste
atenda às necessidades da prática profissional foram de dose (18%), superdosagem (36%), presença de con-
observadas. A falta de estudos de carcinogenicidade e servante (ausente em 100% das bulas). Conclusão: A
mutagenicidade obriga aos farmacêuticos a adotar as indústria farmacêutica cumpre com a maioria dos ítens

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 16


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

obrigatórios, porém informações importantes para as to Oncológico do Estado do Pará. A análise genética foi
práticas farmacêuticas não constavam em algumas bu- feita por um painel de 61 marcadores de informativos
las ou não eram claras e objetivas. Em alguns casos a de ancestralidade em duas reações de PCR multiplex.
ausência de estudos em tópicos importantes como a As proporções individuais da ancestralidade genômica
carcinogenicidade e teratogenicidade, prejudica deci- foi estimada no software Structure e as análises estatís-
sões relacionadas à biossegurança. Há necessidade de ticas no programa SPSS 23.0. Resultados: Observamos
um melhor entendimento por parte da indústria farma- que entre os pacientes investigados 8% desenvolveram
cêutica sobre as informações no uso dos medicamen- algum tipo de toxicidade. Em relação às médias de an-
tos para se empenharem no fornecimento destas. cestralidade obtivemos os seguintes dados: europeus
(paciente sem toxicidade - 47%; pacientes com toxici-
Contato: RAQUEL FEHR
dade – 37%), africanos (paciente sem toxicidade – 24%;
raquelfehr@hotmail.com
pacientes com toxicidade – 18%) e ameríndios (paciente
sem toxicidade – 29%; pacientes com toxicidade – 45%).
Foram encontradas diferenças estatisticamente signifi-
TEMÁRIO: HEMATOLOGIA cativa para a ancestralidade ameríndia nos grupos com
CÓDIGO: 60291 e sem toxicidade (p= 0,04). Conclusão: Concluimos que
a elevada contribuição ameríndia é um fator importante
ANCESTRALIDADE AMERÍNDIA associado com o desenvolvimento à toxicidade a terapia
com o mesilato de imatinibe.
ASSOCIADA À TOXICIDADE DE
PACIENTES COM LEUCEMIA MIELOIDE Contato: KARLA BEATRIZ CARDIAS CEREJA PANTOJA
CRÔNICA TRATADOS COM MESILATO karlacereja.ufpa@gmail.com
DE IMATINIBE NA REGIÃO NORTE DO
BRASIL
Autores: Karla Beatriz Cardias Cereja Pantoja; Tereza TEMÁRIO: PULMÃO
Cristina de Brito Azevedo; Darlen Cardoso de Carvalho;
CÓDIGO: 60290
Marianne Rodrigues Fernandes; Roberta Borges
Andrade; Amanda Cohen de Nazaré Lima de Castro;
Juliana Carla Gomes Rodrigues; Natasha Monte da Silva; APROVAÇÃO E INCORPORAÇÃO DE
Luciana Pereira Colares Leitão; Ney Pereira Carneiro NOVOS MEDICAMENTOS PARA O
dos Santos; TRATAMENTO DO CÂNCER DE PULMÃO
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ NO BRASIL: COMPARAÇÃO COM
Introdução: O mesilato de Imatinibe é um fármaco OUTRAS AGÊNCIAS REGULATÓRIAS
alvo específico que melhorou a sobrevida e o bem-estar Autores: Guilherme Sartori; Ana Caroline Zimmer
dos pacientes com Leucemia mieloide crônica (LMC) e Gelatti; Gustavo Werutsky; Maria Helena Sostruznik;
é utilizado como tratamento de primeira linha da LMC. Valéria Sgnaolin; Vitor Maineri Pinto; Maicon Joel
Cimarosti; André Poisl Fay; Carlos Henrique Escosteguy
A principal característica dessa leucemia é a presença
Barrios;
do cromossomo filadelfia, que consiste na translocação
cromossômica entre os cromossomos 9 e 22 [t(9;22) Instituição: HOSPITAL CÂNCER MÃE DE DEUS; CENTRO
DE PESQUISA ONCOLOGIA HOSPITAL SÃO LUCAS
(q34; q11)], e resulta na formação da proteína BCR-ABL
com atividade enzimática tirosina-quinase constitutiva e Introdução: O câncer de pulmão é a principal causa de
desregulada. Aproximadamente 25% dos pacientes que morte relacionada ao câncer no Brasil. Devido à morta-
utilizam o mesilato de imatinibe têm resistência ao me- lidade, a incorporação de novas drogas à prática clini-
dicamento, seja por toxicidade ou por falha na resposta. ca é de extrema relevância. Objetivo: O objetivo desta
Ainda que os eventos de toxicidade grave ao mesilato análise é comparar as datas de registro dos últimos me-
de imatinibe sejam raros, há casos em que é necessá- dicamentos aprovados para o tratamento do câncer de
ria a interrupção do tratamento por esta causa. Sabe-se pulmão entre as agências regulatórias dos Estados Uni-
que a ancestralidade é um fator que influencia a respos- dos (Food & Drug Administration - FDA), União Européia
ta ao tratamento em alguns esquemas quimioterápicos (European Medicines Agency - EMA) e Brasil (Agência
e já é utilizado como critério para a dosagem correta. Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA), assim como a
Denota-se então a importância do estudo da ancestra- data em que esses medicamentos passaram a ser dis-
lidade, principalmente em populações miscigenadas ponibilizados no Sistema Único de Saúde (SUS). Méto-
como a da região norte do Brasil, que compõem a amos- do: Os dados foram coletados através das informações
tra desse estudo. Objetivo: O objetivo deste estudo foi de domínio público disponibilizadas pelas agências,
analisar a ancestralidade genômica como um potencial dos valores de repasse da Autorização de Procedimen-
fator de risco a toxicidades à terapia com mesilato de tos de Alta Complexidade, de pareceres da Comissão
imatinibe. Método: A amostra foi formada por 105 pa- Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS e da
cientes com LMC e tratados com mesilato de Imatinibe precificação pela Câmara de Regulação do Mercado de
atendidos em um hospital de referência em tratamen- Medicamentos. Foram analisados os prazos de aprova-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 17


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

ção e os desfechos primários dos estudos pivotais de ção da proteína BCR-ABL com atividade enzimática ti-
docetaxel, pemetrexede, bevacizumabe, erlotinibe, ge- rosina-quinase desregulada. O tratamento de primeira
fitinibe, afatinibe, nivolumabe, pembrolizumabe e cri- linha para LMC é feita com o uso do mesilato de imatini-
zotinibe. Resultados: O FDA foi pioneiro na aprovação be, um inibidor de tirosina-quinase. Ainda que este seja
de todas as drogas avaliadas, na maioria delas a data um fármaco alvo específico, a literatura relata a falha
de aprovação antecedeu a publicação do ensaio clinico da resposta de cerca de 25% dos pacientes durante o
pivotal. A mediana de tempo para aprovação pelo EMA, tratamento da LMC, o que pode estar associado à va-
em comparação com o FDA, foi de 7 meses (0 até 71 riabilidade genética individual. Os genes da família ABC
meses) e o prazo mediano pela ANVISA foi de 32 meses codificam proteínas transportadoras que medeiam o
(12 até 86 meses). Ao comparar a mediana de tempo transporte de substâncias, incluindo medicamentos,
para aprovação levando em consideração o desfecho nas células. Polimorfismos genéticos que alteram a fun-
primário, percebe-se que o menor intervalo ocorreu cionalidade das proteínas codificadas por esses genes
quando o desfecho era taxa de resposta (31 meses), em têm sido relacionadas à resistência de vários fármacos
comparação com sobrevida global (SG) (50 meses) e li- utilizados na prática clínica, incluindo o mesilato de ima-
vre de progressão (32 meses). Dos medicamentos anali- tinibe. Desta forma, investigar polimorfismos nestes ge-
sados, apenas docetaxel, erlotinibe e gefitinibe são dis- nes pode auxiliar o esclarecimento da falta de resposta
ponibilizados no SUS. Erlotinibe e gefitinibe passaram a ao fármaco estudado. Logo, o objetivo deste estudo foi
ser disponibilizados no SUS em 2013. Tendo por base analisar os polimorfismos rs9524885 (C>T), rs4148551
a aprovação pelo FDA, o prazo transcorrido até incor- (T>C) e rs3742106 (A>C) no gene ABCC4 como possí-
poração no SUS foi de 99 meses para erlotinibe e 126 vel marcador de resposta ao mesilato de Imatinibe. A
meses para gefitinibe. Conclusão: Essa análise permite população de estudo foi constituída de 105 pacientes
verificar atrasos significativos na aprovação desses me- com LMC tratados com mesilato de imatinibe em um
dicamentos no Brasil, assim como na sua incorporação hospital de referência em Oncologia do Estado do Pará.
no SUS, acarretando em aumento na mortalidade por A genotipagem do polimorfismo foi realizada por PCR
câncer de pulmão. A droga ter sido aprovada com des- em tempo real, utilizando o aparelho QuantStudio™
fechos mais robustos, como SG, não resultou em me- 12K Flex Real-Time PCR System (Applied Biosystems®,
nor tempo de aprovação. São necessárias modificações Foster City, Califórnia, EUA). Foi utilizado um painel de
nas políticas de análise de novos medicamentos para 61 Marcadores Informativos de Ancestralidade como
uma maior celeridade no processo de aprovação. método de controle genômico. As análises estatísticas
foram realizadas no programa SPSS 23.0. Os resultados
Contato: ANA CAROLINE ZIMMER GELATTI
apontaram que cerca de 7% dos pacientes não respon-
anagelatti@yahoo.com.br
deram ao tratamento e foi encontrada uma significân-
cia estatística para o polimorfismo rs9524885 (genótipo
TT) (p=0,046; OR= 6,833; IC= 1,033-45,186), assim os
TEMÁRIO: HEMATOLOGIA pacientes que apresentam esse genótipo possuem 6
CÓDIGO: 60265 vezes mais chances de não responder ao tratamento
da LMC. Em conclusão, nossos dados mostraram que
ASSOCIAÇÃO DE POLIMORFISMOS o polimorfismo rs9524885 no gene ABCC4 é significan-
temente importante para resposta dos pacientes com
NO GENE ABCC4 COM A RESPOSTA
LMC tratados com mesilato de imatinibe na região Nor-
AO TRATAMENTO COM MESILATO te do Brasil e pode ser usado como provável marcador
DE IMATINIBE EM PACIENTE COM preditivo de resposta.
LEUCEMIA MIELOIDE CRÔNICA NA
REGIÃO NORTE DO BRASIL Contato: KARLA BEATRIZ CARDIAS CEREJA PANTOJA
karlacereja.ufpa@gmail.com
Autores: Karla Beatriz Cardias Cereja Pantoja; Tereza
Cristina de Brito Azevedo; Darlen Cardoso de Carvalho;
Marianne Rodrigues Fernandes; Natasha Monte da
Silva; Juliana Carla Gome Rodrigues; Luciana Pereira
Colares Leitão; Roberta Borges Andrade; Amanda de TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS)
Nazaré Cohen Lima de Castro; Ney Pereira Carneiro dos CÓDIGO: 60004
Santos;
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ ASSOCIAÇÃO DE UM POLIMORFISMO
NO GENE ABCC4 COM A RESISTÊNCIA
Introdução: A Leucemia Mielóide Crônica (LMC) é a proli-
AO TRATAMENTO QUIMIOTERAPIA A
feração excessiva das células de linhagem granulocítica
do sistema hematopoiético e tem como principal ca-
BASE DE FLUOROPIRIMIDINAS
racterística a presença do cromossomo Filadélfia, que Autores: Marianne Rodrigues Fernandes; Juliana Carla
consiste na translocação cromossômica recíproca dos Gomes Rodrigues; Darlen Cardoso de Carvalho; Karla
Beatriz Cardias Cereja Pantoja; Amanda Cohen Castro;
cromossomos 9 e 22 [t(9;22) (q34; q11)], leva à forma-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 18


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

Luciana Pereira Colares Leitão; Williams Fernandes TEMÁRIO: TUMORES DE CABEÇA E PESCOÇO
Barra; Antonio Andre Conde Modesto; Sidney Emanuel CÓDIGO: 59767
Batista dos Santos; Ney Pereira Carneiro dos Santos;
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ ASSOCIAÇÃO ENTRE AS
Introdução: O esquema terapêutico com base em flu- CARACTERÍSTICAS CLÍNICO-
oropirimidinas tem sido a conduta quimioterápica mais PATOLÓGICAS DO CARCINOMA
utilizada em todo o mundo em vários tipos de tumores PAPILÍFERO DA TIREÓIDE E A MUTAÇÃO
sólidos, incluindo câncer gástrico e colorretal. Poucos BRAF V600E
estudos na literatura especializada relataram a influên- Autores: Clebson Pantoja Pimentel; Bianca Pimentel
cia de marcadores farmacogenômicos em populações Silva; Edivaldo Herculano Correa de Oliveira;
miscigenadas como a população brasileira. Objetivo: Instituição: UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ
Investigar a variabilidade farmacogenômica de diferen-
tes biomarcadores em farmacogenes envolvidos na via Introdução: O Carcinoma Papilífero da Tireóide (PTC)
de metabolismo das fluoropirimidinas em pacientes é um tumor epitelial maligno, responsável por cerca de
com câncer gástrico ou câncer colorretal, subestrutura- 80% dos casos de câncer de tireoide, sendo três vezes
dos de acordo com a resposta ao tratamento. Método: mais comum em mulheres que em homens. Clinica-
Foram incluídos 216 pacientes com câncer colorretal mente o tumor apresenta-se como um nódulo tireoi-
ou gástrico que receberam tratamento quimioterá- diano palpável, nem sempre notado pelo próprio pa-
pico a base de fluoropirimidinas. Foram investigados ciente, sendo geralmente diagnosticado por acaso ou
32 SNPs em 16 farmacogenes (ABCB1, ABCC2; ABCC4; em exames de rotina. Em cerca de 60% dos casos, o
ABCG2, CYP2A6, DPYD, FPGS, ITGB5, MTHFR, SLC22A7, tumor é restrito à glândula, 38% apresentam metás-
SLC29A1, TP53, UMPS, GGH, RRM1, TYMP) utilizando a tases em linfonodos regionais, e 1 a 2% mostram me-
tecnologia TaqMan OpenArray Genotyping, no QuantS- tástases à distância. No contexto do PTC, o gene BRAF
tudio™ 12K Flex Real-Time PCR System. Resultados: (v-raf Murine Sarcoma Viral Oncogene Homolog) tem
A maioria dos pacientes envolvidos neste estudo pos- se destacado uma vez que, representa o principal gene
suíam estadiamento tumoral avançado: III (42,6%) e IV associado a esse tipo de tumor, sendo a mutação BRAF
(39,8%). Todos os pacientes receberam 5-FU, isolada- V600E a principal alteração encontrada. Objetivo: As-
mente (7.4%) ou em associação com outros fármacos, sociar a mutação BRAF V600E com diferentes achados
sendo o esquema de tratamento mais frequente: 5-FU clínico-patológicos dos pacientes com tumores papilífe-
combinado a leucovorin (41,2%), seguido por FOLFOX ros da tireoide. Método: Para identificação da mutação
(40,3%) e FOLFIRI (11,1%). Para as análises, os pacien- foram utilizadas como ferramentas a Reação em Cadeia
tes foram classificados quanto à presença de resposta da Polimerase (PCR), seguida da técnica de sequencia-
radiológica, clínica ou total (clínica e radiológica), neste mento automático direto. Os dados clinico-patológicos
caso a mais frequente entre os pacientes foi resposta foram tabulados por um cirurgião experiente de cabeça
clínica (32,4%). O subestruturamento populacional não e pescoço. Os dados consistiram de: rouquidão, metás-
foi influente nos resultados de associação para os po- tase linfonodal, disfagia, dispneia e hormônios T4 livre
limorfismos farmacogenéticos com o uso de fluoropi- e TSH. A análise estatística foi realizada pelo o software
rimidinas. Na análise de regressão logística utilizando SPSS versão 21. Os dados contínuos foram expressos
como covariáveis de risco: idade, gênero, estadiamento em média e desvio padrão e os dados categóricos fo-
tumoral, ancestralidade européia, administração qui- ram expressos em porcentagem. O teste t de Student
mioterápica por bolus, radioterapia, tipo de tratamen- foi utilizado para avaliar as variáveis contínuas e os
to e tipo de tumor, foi encontrado um polimorfismo testes exato de Fisher e Qui-quadrado foram usados
(rs148551) no gene ABCC4 com associação significativa para analisar as variáveis categóricas. Foi considerado
de risco para a resposta ao tratamento com fluoropiri- p<0,05 como significativo em todas as análises. Resul-
midinas. O modelo dominante de investigação no gene tados: Houve uma associação significativa entre a mu-
ABCC4 apresentou associação significativa com um tação BRAF V600E e rouquidão (p= 0.0001), assim como
efeito de resistência ao tratamento quimioterápico em entre a mutação BRAF V600E e metástase linfonodal (p=
torno de 70% (p=0,0056; OR 0,28). Conclusão: O poli- 0.0164, enquanto nenhuma correlação significativa foi
morfismo (rs148551) no gene ABCC4 demonstrou ser encontrada com disfagia, dispneia e os hormônios T4
um importante biomarcador preditivo de resposta à livre e TSH. Conclusão: Há associação entre mutação
quimioterapia com uso de fluoropirimidinas. BRAF V600E e os achados de rouquidão e metástase
linfonodal em paciente com carcinoma papilífero da
Contato: MARIANNE RODRIGUES FERNANDES tireoide.
fernandesmr@yahoo.com.br
Contato: BIANCA PIMENTEL SILVA
biancapimentel6@hotmail.com

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 19


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

TEMÁRIO: ONCOLOGIA PEDIÁTRICA TEMÁRIO: PESQUISA CLÍNICA


CÓDIGO: 60028 CÓDIGO: 59955

ASSOCIAÇÃO ENTRE POLIMORFISMOS ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA


NOS GENES DE TRANSPORTADORES NO CONTROLE DOS SINTOMAS
ABC E TOXICIDADE NA TERAPIA DA DE NEUROPATIA PERIFÉRICA
LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA INDUZIDA POR QUIMIOTERAPIA
INFANTIL. ANTI-NEOPLÁSICA (NPIQ): USO DA
Autores: Darlen Cardoso de Carvalho; Alayde Vieira ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA
Wanderley; André Mauricio Ribeiro dos Santos; Luciana TRANSCUTÂNEA (TENS).
Pereira Colares Leitão; João Augusto Nunes de Carvalho Autores: Tania Tonezzer; Leonardo Affonso Massabki
Junior; Tatiane Piedade de Souza; André Salim Khayat; Caffaro; Almir José Sarri; Raquel Aparecida Casarotto;
Paulo Pimentel de Assumpção; Sidney Emanuel Batista
dos Santos; Ney Pereira Carneiro dos Santos; Instituição: UNIVERSIDADE UNIVERSIDADE DE SÃO
PAULO
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Introdução: A neuropatia periférica induzida por qui-
Introdução: A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é o
mioterapia (NPIQ) está entre os efeitos colaterais mais
câncer infantil mais comum em todo o mundo. Os fár-
comuns decorrentes da quimioterapia antineoplásica e
macos 6-mercaptopurina (6-MP) e metotrexato (MTX)
uma das principais causas da redução da dose ou in-
são medicamento-chave para o sucesso do tratamen-
terrupção do tratamento. Os sintomas mais prevalen-
to de crianças com LLA e são amplamente adminis-
tes são a dor e a parestesia, acarretando desconfortos
trados durante a fase de consolidação e manutenção
crónicos e perda de habilidades funcionais, interferindo
da doença. Os transportadores de cassete de ligação
negativamente na qualidade de vida dos pacientes. Es-
a ATP (ABC) desempenham um papel importante no
tudos recentes têm avaliado o uso da Estimulação Elé-
transporte de fármacos através das membranas. Po-
trica Nervosa Transcutânea Objetivo: Investigou-se os
limorfismos nesses transportadores podem conferir
efeitos da Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea
resistência e toxicidade a muitos fármacos anticance-
(TENS) nos sintomas de dor, parestesia e nas atividades
rígenos, incluindo os utilizados no tratamento da LLA,
de vida diária da NPIQ em indivíduos com diagnóstico
como o MTX. Objetivo: Investigar a associação de po-
de câncer de mama e colorretal, submetidos ao trata-
limorfismos dos genes de transportadores ABC (ABC-
mento de quimioterapia. contendo em seu protocolo
C1-rs28364006, ABCC2-rs717620 e ABCC3-rs9895420)
as drogas paclitaxel e oxaliplatina Método: Trata-se de
com toxicidades grau 3-4 na a terapia de consolidação e
um ensaio clínico duplo-cego, controlado, randomizado
manutenção da LLA em pacientes pediátricos da região
e multicêntrico, com abordagem quantitativa. Os su-
Norte do Brasil. Método: Os 121 pacientes LL-B inclu-
jeitos da pesquisa utilizaram o dispositivo terapêutico
ídos no estudo foram tratados utilizando o protocolo
TENS com modulação de frequência entre 7 e 75 Hz na
BFM-2002. A genotipagem dos polimorfismos foi rea-
região distal dos membros, no local de maior descon-
lizada por TaqMan OpenArray Genotyping, no equipa-
forto, com intervenções diárias de 60 minutos, durante
mento QuantStudio™ 12K Flex Real-Time PCR System.
três ciclos de quimioterapia (45 dias). Os participantes
A classificação das toxicidades foi realizada de acordo
foram divididos em dois grupos: grupo TENS ativa (GTA)
com o NCI Common Toxicity Criteria v.4.0. As análises
e grupo TENS placebo (GTP). A avaliação dos efeitos da
estatísticas foram realizadas no pacote R v.3.4.0. Foi
TENS foi medida através dos seguintes instrumentos: a
considerado como significante um p valor ≤ 0,05. Re-
Escala Visual Analógica (EVA) para avaliar os sintomas
sultado: Dos polimorfismos investigados apenas o po-
de dor e parestesia e Questionário de Neurotoxicidade
limorfismo rs28364006 do gene ABCC1 foi associado
Induzida por Anti-neoplásicos (QNIA) para avaliação dos
a toxicidade grave na terapia de manutenção da LLA.
sintomas da NPIQ. Resultados: Finalizaram a pesquisa
O genótipo homozigoto mutante (GG) foi relaciona-
24 pacientes. Não se observou uma diferença signifi-
do um aumento de 2,4 vezes no risco de desenvolver
cativa entre os 2 grupos no que se refere ao desfecho
hepatotoxicidade grau 3-4 na terapia da doença (OR=
primário de redução dos sintomas de dor (p = 0.666),
2,42; IC95%= 1,54-3,79; P=0,0032). Conclusão: Os re-
parestesia (p = 0,673) e impacto da TENS na frequência
sultados sugerem que o polimorfismo rs28364006 do
dos sintomas (p = 0,5906) e atividades de vida diária (p =
gene ABCC1 influencia o desenvolvimento de hepatoto-
0,8565). Conclusão: Os resultados do estudo sugerem
xicidade grave na terapia de manutenção em pacientes
que o uso da TENS com modulação de frequência não
pediátricos com LLA da região Norte do Brasil.
foi eficaz na redução dos sintomas de neuropatia pe-
Contato: DARLEN CARDOSO DE CARVALHO riférica induzida por quimioterapia (NPIQ). Entretanto
darlen.c.carvalho@gmail.com não houve o agravamento dos sintomas no ciclos de
quimioterapia subsequentes com a aplicação da TENS.
Contato: TANIA TONEZZER
ttonezzer@uol.com.br

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 20


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

TEMÁRIO: ENFERMAGEM das ligações recebidas referente a reações esperada


CÓDIGO: 59371 pós infusão demonstrando a efetividade das orienta-
ções realizadas pela equipe de enfermagem durante
AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DAS a primeira consulta realizada no início do tratamento
ORIENTAÇÕES DE ENFERMAGEM antineoplásico.
EVIDENCIADA PELA ANÁLISE DE Contato: IRIA COELHO COSTA
INDICADORES DE REORIENTAÇÃO iriacoelho@gmail.com
EM TERAPIA ANTINEOPLÁSICA DO
PROGRAMA DISK ENFERMEIRO
NO CENTRO DE QUIMIOTERAPIA
AMBULATORIAL UNIMED CAMPINAS. TEMÁRIO: TUMORES UROLÓGICOS - NÃO PRÓSTATA
CÓDIGO: 59818
Autores: Iria Coelho Costa; Silvia Maria Barbosa de Sá;
Marcelo Tomé de Lima;
Instituição: UNIMED CAMPINAS
AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DE
TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO
Introdução: A consulta de enfermagem tem sua ori- EM SEGUNDA LINHA E FATORES
gem na pós – consulta realizada pela enfermeira aos PROGNÓSTICOS NESTE CENÁRIO,
clientes atendidos em programas de saúde governa-
EM PACIENTES COM CARCINOMA
mentais, e sua implantação ocorreu ao longo do desen-
UROTELIAL METASTÁTICO, TRATADOS
volvimento histórico da Enfermagem, culminando com
a resolução n.º 159/92 do COFEN (Conselho Federal
NO AC CAMARGO CÂNCER CENTER
de Enfermagem) que dita ás normas e requisitos para ENTRE 2010 E 2016.
operacionalização da consulta de enfermagem. O en- Autores: Tatiana Vieira Costa; Aldo L. A. Dettino;
fermeiro tem como responsabilidade e dever, de acor- Instituição: CENTRO PAULISTA DE ONCOLOGIA
do com o artigo 17 do código de ética de enfermagem:
Introdução: O tratamento(tt) do Carcinoma Urotelial(-
“Prestar adequadas informações a pessoa, família, e
CU) após a primeira linha(1st) de quimioterapia(ch) é
coletividade a respeito dos direitos, riscos, benefícios e
desafiador. Não há droga aprovada pelo FDA para se-
intercorrências acerca da Assistência de Enfermagem”.
gunda linha, além de Atezolizumab. Vinflunina (Vin) é
Objetivo: Avaliar a efetividade das orientações realiza-
aprovada em alguns países neste cenário, com mode-
das no momento da consulta de enfermagem. Méto-
rado benefício. A combinação (combo) de ch tem alta
do: O levantamento de dados foi realizado durante o
taxa de resposta (RR) e para alguns pacientes (pts) que
período de janeiro de 2016, a junho de 2017, os dados
usaram tratamento baseado em platina (plat) em 1st,
foram coletados através da análise do conteúdo des-
combo pode ser opção. Objetivo: comparar monoch
crito nos registros de terapia antineoplásica realizados
vs combo ch, regimes baseados em plat vs não-plat e
no momento das ligações recebidas pelo programa
avaliar fatores prognósticos (fp) em 2a linha (2nd) tt.
Disk Enfermeiro, os documentos são preenchidos na
Em adição, avaliar se reexposição a platina (RE) pode
ocasião do recebimento das ligações realizadas pelos
ser benéfico. Método: Revisamos 41 prontuários de pts
próprios pacientes na busca por reorientações. Resul-
que receberam 2ndch de 2010 a 2016, no A. C. Camar-
tados: Durante o período de janeiro de 2016 a junho
go Cancer Center. Resultados: N=41 pts - 34 homens;
de 2016 foram registradas 1.211 ligações de reorienta-
idade mediana 65 anos (34-90); ECOG < 2: 29; primá-
ção de alta aos pacientes em tratamento antineoplási-
rio de bexiga: 34; tabagistas: 25; metastático quando
co, destas ligações 586 foram relacionadas a reações
músculo invasivo: 32 [16 linfonodos somente, 4 visceral
esperadas pós infusão, 208 foram relacionadas a dor,
somente; ambos: 12. Ch perioperatória: 12, Cirurgia:
198 relacionadas a queixa de náusea, 98 ligações foram
22. Mediana de 3 cicls em 2nd Ch e 10 esquemas dife-
sobre retirada de dúvidas sobre o tratamento e 121
rentes de ch [paclitaxel(P)+carboplatin (Carbo) = 12, P =
ligações foram sobre dúvidas gerais. Após análise dos
9, Vin = 8, MVA = 3, gemcitabina+Carbo = 3, gem+cis =
dados foi verificado que o maior número de ligações
2]. Monoch: 20 pts (49%); combo: 21 (51%), enquanto
recebidas pós alta era referente a falta de orientações
17 pts receberam tt baseado em plat (Cis = 2, Carbo =
específicas para cada evento adverso esperado confor-
15). OS em 2ndch tt foi 3.5 meses (m) e PFS foi 2 m.
me protocolo de tratamento.Após a implantação do
OS e PFS foi 5.4 x 2.3 m (p=0.04) e 2.4 x 1.5 m (p=0.08)
novo modelo de consulta de Enfermagem verificou-se a
- favorecendo combos. Comparando esquemas basea-
diminuição das ligações recebidas referente a reações
dos em plat com não-plat, OS foi 5.9 x 2.3 (p = 0.02) e
esperada pós infusão, avaliando o período de agosto
PF2.6 x 1.5 m (p=0.07). Quando comparamos RE a plat
de 2016 a fevereiro de 2017, houve uma diminuição de
vs esquemas não baseados em plat, OS foi 4.1 vs 2.6 m
40% no volume das ligações relacionadas a queixa ava-
- particularmente se PFI (intervalo livre de progressão
liada. Conclusão: Após a implantação do novo modelo
desde a última exposição a plat) acima de 3 m (4.1 vs
de consulta de Enfermagem verificou-se a diminuição
2.2 m). Comparando Vin com outras ch, OS foi 2.6 m x

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 21


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

3.6 m (p=0.4) e PFS foi 1.6 x 2.2 m (p =0.6). ECOG, hemo- com terapia anti-estrogênica e que tenham apresen-
globina e metástase hepática foram confirmados como tado falha terapêutica. Método: Foram selecionadas
pior fp. Número de fp conferiram diferentes O1 fator pacientes com câncer de mama metastático RE positi-
(n=13): 9 m; 2 (n=17): 2.8 m, 3 (n =9): 2.2 m (p=0.02); e vo que progrediram após tratamento com inibidor de
PF4.6 m x 1.6 m x 1.2 m. (p=0.03). Conclusão: dados aromatase. A detecção de mutações em ESR-1 (L536R,
sugerem benefício para tt com combo para CU em tt Y537C/N/S, D538G) foi realizada através da metodolo-
2nd, e benefício do uso de plat quando possível, mes- gia de PCR digital a partir de uma amostra de 6ml de
mo em RE, especialmente se PFI > 3 m (ao invés de 12m plasma. Resultados: Foram incluídas até o momento
da maioria dos guidelines). Não houve diferença sig- 15 pacientes e dessas 60% apresentaram pelo menos
nificativa em OS entre pts que receberam Vin e quem uma mutação em ESR-1 no ctDNA. As alterações D538G
não recebeu. A presença dos fp impactou em ambos e Y537N foram as mais frequentemente detectadas
OS and PFS independentemente. Polich pode mostrar nessas pacientes. O maior intervalo entre a interrup-
resultados melhores, pelo menos enquanto os estudos ção do tratamento com inibidor de aromatase e a de-
em imunoterapia estão em andamento. tecção de mutações de ESR-1 no ctDNA foi de 2 anos e
4 meses corroborando com os dados da literatura que
Contato: TATIANA VIEIRA COSTA
mostram que mutações em ESR-1 permanecem detec-
taticosta2@hotmail.com
táveis no DNA circulante por meses ou até anos após a
interrupção da terapia anti-estrogênica. Conclusão: Foi
possível determinar a presença de mutações em ESR-1
TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA no ctDNA de 60% das pacientes com câncer de mama
CÓDIGO: 60030 metastático RE positivo que progrediram na vigência de
terapia anti-estrogênica, mesmo após longos períodos
AVALIAÇÃO DA FREQUÊNCIA DE de interrupção do tratamento.
MUTAÇÕES EM ESR-1 NO DNA Contato: FABIANA BETTONI
CIRCULANTE DE PACIENTES COM fbettoni@mochsl.org.br
CÂNCER DE MAMA METASTÁTICO RE
POSITIVO RESISTENTES A TERAPIA
HORMONAL.
TEMÁRIO: ONCOLOGIA PEDIÁTRICA
Autores: Fabiana Bettoni; Franciele H Knebel; Rudinei CÓDIGO: 59923
DM Linck; Andrea K Shimada; João Victor Alessi; Bruna
M Zucchetti; Max S Mano; Artur Katz; Paulo MG Hoff;
Anamaria A Camargo; AVALIAÇÃO DA MORTALIDADE
Instituição: HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS
INFANTOJUVENIL POR LEUCEMIA NO
BRASIL
Introdução: Aproximadamente 70% dos tumores de
Autores: Hanna Franco Gomes; Pedro Gabriel de Souza
mama expressam o receptor de estrógeno α (RE). A Menezes;
grande maioria desses tumores respondem bem a tera-
Instituição: CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIRG
pia com drogas capazes de inibir a produção de estró-
geno (inibidores de aromatase) ou atuar diretamente Introdução: A leucemia é considerada o tipo de câncer
no receptor (moduladores ou bloqueadores). No entan- infantojuvenil mais comum na maioria das populações.
to, pacientes com doença metastática que respondem Representa cerca de 30% de todos os tumores que
inicialmente a terapia anti-estrogênica invariavelmente ocorrem abaixo dos quinze anos e 20% dos que ocor-
progridem e desenvolvem doença hormônio indepen- rem abaixo dos vinte anos. Segundo estudos do Institu-
dente. Mutações ativadoras no gene ESR-1, que codifica to Nacional do Câncer (INCA), apresenta uma sobrevida
o RE, foram descritas em tumores avançados de mama de 60% aproximadamente. Objetivo: Avaliar os índices
RE positivos resistentes a terapia anti-estrogênica, em de mortalidade por leucemia em crianças e adolescen-
especial ao tratamento com inibidores de aromatase. tes (0-19 anos), no Brasil, entre 2009 e 2013. Método:
Estas mutações estão localizadas no domínio de ligação Foi realizado um estudo retrospectivo dos casos de óbi-
ao ligante resultando em uma ativação constitutiva do to por leucemia, em todas as regiões do Brasil, entre os
receptor. Estudos recentes descreveram a presença de anos de 2009 e 2013. Foram analisados dados de mor-
mutações em ESR-1 também no DNA tumoral circulante talidade do Ministério da Saúde e do INCA. Resultados:
(ctDNA) de pacientes com câncer de mama metastático, A taxa de mortalidade média ajustada por idade para o
reafirmando a relação causal entre a presença de mu- Brasil foi de 14,94 por milhão de crianças e adolescen-
tações em ESR-1 e a resistência adquirida a terapia com tes, no período analisado. Essa taxa foi mais expressi-
inibidores de aromatase. Objetivo: Determinar a fre- va no sexo masculino (17,13 óbitos por milhão) quan-
quência de mutações em ESR-1 no ctDNA de pacientes do comparado ao feminino (12,67). A faixa etária com
com câncer de mama metastático RE positivo tratadas maior índice de mortalidade foi a de 1-4 anos, com taxa
de 16,09. Entre as regiões do país, as que apresentaram

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 22


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

maiores taxas foram a Região Norte (18 por milhão) e a dos últimos 3 meses e adequadas funções renal, hema-
Região Centro-Oeste (16 por milhão), e as menores, Re- tológica e hepática. Pacientes com doença em sistema
giões Nordeste e Sudeste (14 por milhão). Conclusão: nervoso central não controlada foram excluídos. A FEA
Neste estudo foi observado um maior risco de morte foi utilizada via oral na dose de 1500mg/dia por 21 dias,
por leucemia para crianças do sexo masculino, com seguida de 1000mg/dia continuamente em ciclos de 28
idade entre um e quatro anos, além de residentes nas dias. Resultados: Entre Julho de 2016 e Fevereiro de
Regiões Norte e Centro-Oeste do país. Demonstrou-se 2017 foram incluídos e tratados 21 pacientes, com ida-
também, que a leucemia ainda é a neoplasia que mais de mediana de 56 anos (28-69), em sua maioria de sexo
mata crianças e adolescentes no Brasil, enfatizando a masculino (66,7%), metastáticos ao diagnóstico (66,7%)
necessidade de maiores pesquisas e investimentos na e com PS-ECOG 0 (52,4%) e que receberam em média
área de oncologia pediátrica. 3,19 linhas prévias de tratamento. Os pacientes foram
tratados em média por 1,76 meses, sendo observada
Contato: HANNA FRANCO GOMES
doença estável em 8 (38%) pacientes e PD em 13 (62%)
hannafg.hf@gmail.com
pacientes na primeira avaliação de resposta. A SLP me-
diana foi de 1 mês (IC 95% 0,36; 1,64) e a SG mediana
de 7 meses (IC 95% 5,39; 8,61). Não houve toxicidade
TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS) significativa, sendo observada elevação de transamina-
CÓDIGO: 60017 se grau 3 em um paciente. Conclusão: Nas doses estu-
dadas, embora bem tolerada, a FEA não demonstrou
AVALIAÇÃO DA SEGURANÇA E EFICÁCIA sinais mínimos de eficácia em pacientes com CCRm.
DA FOSFOETANOLAMINA SINTÉTICA EM Contato: MILENA PEREZ MAK
PACIENTES COM CÂNCER COLORRETAL smilenamak@yahoo.com.br
AVANÇADO
Autores: Milena Perez Mak; Thomas Giollo Rivelli; Luiz
Antonio Senna Leite; Giovanni Mendonça Bariani;
Leonardo Gomes da Fonseca; Anezka Rubin de Celis TEMÁRIO: TUMORES UROLÓGICOS - PRÓSTATA
Ferrari; Rachel Simoes Pimenta Riechelamnn; Jorge CÓDIGO: 60488
Sabbaga; Paulo Marcelo Gehm Hoff;
Instituição: INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO AVALIAÇÃO DE PREDITORES CLÍNICOS
PAULO E PATOLÓGICOS DE RESPOSTA
Introdução: A fosfoetanolamina (FEA) é uma amina
A ACETATO ABIRATERONA (AA)
primária e que possui papel central na biossíntese dos EM PACIENTES COM CÂNCER DE
fosfolípides de membrana celular. Estudos pré-clínicos PRÓSTATA METASTÁTICO RESISTENTE À
sugeriram potencial antitumoral da FEA a partir da ob- CASTRAÇÃO (MCPRC)
servação dos efeitos citotóxicos em células tumorais Autores: Pedro Henrique Ferraro da Silveira; Marcelo
com os análogos sintéticos de lisofosfatidilcolina, uma Petrocchi Corassa; José Augusto Rinck Junior; Luiza
nova categoria de medicamentos coletivamente cha- Damian Ribeiro Barbosa; Audrey Cabral Ferreira de
mados de alquilfosfolípides antineoplásicos que apre- Oliveira; Thiago Bueno de Oliveira; Maria Nirvana da
sentam como alvo as membranas celulares. Dado que Cruz Formiga;
esta substância vinha sendo utilizada com tratamento Instituição: A.C. CAMARGO CANCER CENTER
alternativo por pacientes oncológicos e sem relatos co- Introdução: O bloqueio androgênico (BA) constitui a
nhecidos de toxicidades, este estudo de fase II foi con- principal abordagem terapêutica no câncer de prósta-
duzido. Objetivo: Estudo de fase II de múltiplas coortes ta metastático (mCPRC). Porém, o controle da doença
segundo o método de Simon de 2 fases, com objetivo é transitório, ocorrendo invariavelmente a progressão
primário de determinar a taxa de resposta radiológica para o estágio de resistência à castração, situação clí-
por RECIST versão 1.1 em 8 semanas da FEA em mono- nica caracterizada por progressão tumoral, a despeito
terapia. Os objetivos secundários foram toxicidades re- de níveis séricos baixos de testosterona. A Abiraterona
lacionadas ao tratamento, sobrevida global (SG), sobre- (AA) é uma das opções terapêuticas no mCPRC, aumen-
vida livre de progressão (SLP). Método: Considerando tando a SG. Objetivo: Avaliar a associação da respos-
um erro alfa de 5% e beta de 10% seriam necessárias 2 ta ao uso de AA com fatores clínicos e patológicos no
de 21 respostas na primeira fase para prosseguir a se- mCPRC. Método: Estudo retrospectivo, observacional,
gunda fase. Foram incluídos pacientes com tumores só- unicêntrico, a partir de prontuários de pacientes porta-
lidos avançados em múltiplas coortes. Descrevemos a dores de mCPRC, que usaram AA entre 2012-2016. Fo-
seguir a coorte de pacientes com câncer colorretal me- ram avaliados dados anátomo-patológicos dos tumo-
tastáticos (CCRm), refratários ao menos a 5-fluoruracil, res, assim como variáveis clínico-laboratoriais: ECOG,
oxaliplatina e irinotecano, com performance status (PS- PSA inicial(PSAi), resposta ao BA inicial, PSA doubling-ti-
-ECOG) 0 ou 1, com progressão de doença (PD) dentro me(PSA-DT), fosfatase alcalina sérica. A variável tempo

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 23


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

para progressão(TPP) foi calculada como tempo entre submetidos a tratamento oncológico no Brasil. Mate-
início do AA e a primeira progressão tumoral. Análise rial e Método: Pacientes com NCP foram solicitados a
estatística correlacionando TPP e variáveis clínicas, foi completar dois questionários: EORTC QLQ-30 e EORTC
realizada mediante o método de Kaplan-Meier. Resul- HN-43, antes de iniciar o tratamento protocolar de sua
tados: Foram incluídos 141 pacientes em uso de AA. A instituição e, posteriormente, a cada três meses, duran-
mediana de idade ao diagnóstico foi de 64 anos(46-83), te seu seguimento clínico. Os escores de QV de foram
69% eram não-metastáticos inicialmente e 80% apre- avaliados no tempo 3, 6 e 9 e 12 meses após o primei-
sentava ECOG 0-1. Do total de pacientes 55% apresen- ro questionário. A comparação se deu pelo método do
tava Gleason ≥ 8, 77% apresentaram resposta ao BA teste “t de student” foi considerada estatisticamente
inicial >12 meses e 44% tinha PSA-DT pré uso de AA < significativa se p<0,05. Foram incluídos 485 pacientes
3 meses. O PSAi mediano foi de 20ng/dL e 6% dos tu- de 13 instituições espalhadas pelo país, sendo 81,6%
mores expressava marcadores neuroendócrinos (MN). do sexo masculino, com os seguintes estadiamentos:
Quanto ao momento de uso de AA, 58,2% usaram pré 7,7% estádio I, 9,0% estádio II, 19,9% estádio III, 50,9%
quimioterapia e a mediana de PSA pré AA foi de 35 ng/ estádio IVa e 12,6% estádio IVb. Quanto ao sítio, 37,1%
mL, com tempo médio máximo para declínio de PSA de tinham tumor da cavidade oral, 25,6% da orofaringe e
9,5 semanas, sendo que 44% experimentaram queda 23,3% da laringe. Foram abordados inicialmente com
de PSA > 50% e 18% tiveram PSA-DT durante uso de cirurgia 33,4% dos doentes e 66,6%, foram tratados
AA < 3 meses. Fosfatase alcalina (FA) sérica estava al- com RT associada ou não à quimioterapia radiosensi-
terada em 24% dos pacientes. O TPP mediano com AA bilizante, composta principalmente de cisplatina. O se-
foi de 8 meses (2-54 meses). Na análise de eficácia ao guimento médio foi de 7,3 meses. Resultados: A média
tratamento, a presença de MN, resposta ao BA inicial, do score de QV pré-tratamento e aos 3, 6 e 9 meses e 12
PSA-DT pré AA, ECOG, uso de AA pré-Docetaxel, FA alta, meses foram: 64,5 (± 22,6) – 61,2 (± 23,3) – 67,7 (± 21,0)
PSA-DT durante AA e Declinio do PSA >50%, demons- – 72.9 (± 19,3) e 69.6 (±18,8), respectivamente. O escore
traram significância estatística como fatores associados médio pré-tratamento dos pacientes com estádio I/II foi
a maior resposta a AA. Conclusão: No mCPRC não há maior do que o dos pacientes com estádios III/Iva/IVb
biomarcadores de resposta às novas drogas e a sequ- (69,0 vs. 63,7; p=0,04), entretanto, esta diferença não se
ência de tratamento ainda é um grande desafio. Nossos manteve aos 6 meses (75,0 vs. 66,0; p=0,29). Não foram
dados mostram associação de alguns fatores clínicos e observadas diferenças significativas quando compara-
patológicos com resposta a AA, podendo ser avaliados dos pacientes com tumores originados em orofaringe,
em outros estudos como possíveis ferramentas na de- cavidade oral ou laringe, mesmo quando considerados
cisão terapêutica do mCPRC. somente aqueles com lesões localmente avançadas (es-
tádio IVa e IVb) (p>0,05). Conclusão: Observou-se, nes-
Contato: PEDRO HENRIQUE FERRARO DA SILVEIRA
te grupo de enfermos, um maior comprometimento da
phferraro@hotmail.com
qualidade de vida naqueles com neoplasias localmente
avançadas antes de iniciado o tratamento. Esta diferen-
ça, provavelmente devido ao pequeno seguimento, não
TEMÁRIO: TUMORES DE CABEÇA E PESCOÇO se manteve ao longo do tempo. Tratam-se, no entanto,
CÓDIGO: 60374 de resultados preliminares, dado o curto acompanha-
mento a que foram, até o momento, submetidos os
AVALIAÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA pacientes.
EM PACIENTES COM NEOPLASIAS DE Contato: MARCOS ANTONIO DOS SANTOS
CABEÇA E PESCOÇO SUBMETIDOS marcosrxt@gmail.com
A DIFERENTES MODALIDADES DE
TRATAMENTO ONCOLÓGICO NO
BRASIL.
TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS)
Autores: Marcos Santos; Luis Felipe Oliveira e Silva; CÓDIGO: 59431
Ricardo Vilela; Hugo Kohler; Aline Lauda; Luis Kowalski;
Christian Domenge;
AVALIAÇÃO DE SEGMENTAÇÃO
Instituição: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA
INDIVIDUALIZADA DA IMAGEM
Introdução: O tratamento das neoplasias de cabeça e TUMORAL DE 18F-FDG PET/
pescoço (NCP) pode afetar uma variedade de funções CT NA RESPOSTA À TERAPIA DE
fisiológicas, com grande potencial de provocar compro- QUIMIOIRRADIAÇÃO NEOADJUVANTE
metimento considerável de qualidade de vida (QV) dos EM PACIENTES COM CÂNCER DE RETO
pacientes. Objetivo: deste estudo, prospectivo e mul-
Autores: Theara Cendi Fagundes; Arnoldo Mafra; Ana
ti-institucional, foi avaliar a QV em pacientes com NCP
Carolina Guimarães de Castro; Rodrigo Gomes Silva;

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 24


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

Luciana Costa Silva; Priscilla Teixeira Aguiar; Josiane TEMÁRIO: TUMORES GINECOLÓGICOS
Andrade Narciso Silva; Eduardo Paulino Júnior; Alexei CÓDIGO: 60283
Manso Machado; Marcelo Mamede;
Instituição: HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE AVALIAÇÃO DO RISCO DE PROGRESSÃO
FEDERAL DE MINAS GERAIS DE LESÕES CERVICAIS ASSOCIADO AO
Introdução: O câncer colorretal é uma doença de re- DIAGNÓSTICO CITOLÓGICO
levância representando o terceiro câncer mais inciden- Autores: Aniúsca Vieira dos Santos; Giovana Tavares dos
te no Brasil e no mundo e quarto câncer mais letal no Santos; Maiquidieli Dal Berto; Taiana Haag; Rosicler Luzia
mundo. O tratamento padrão para o câncer de reto Brackmann; João Carlos Prolla; Claudia Giuliano Bica;
(CR) localmente avançado compreende quimiorradia- Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS DA
ção neoadjuvante seguida de cirurgia radical. Tomogra- SAÚDE DE PORTO ALEGRE
fia de emissão de positron (PET) com fluordeoxiglicose
Introdução: O câncer do colo do útero é uma das ne-
(FDG) marcada com Fluor-18 (18F-FDG) tem sido usada
oplasias mais incidentes na população feminina mun-
para avaliar resposta à terapia em diferentes tipos de
dial, sendo que no Brasil é a terceira neoplasia mais
câncer Em câncer de reto trabalhos previamente pu-
incidente e de elevada taxa de óbitos por câncer entre
blicados têm mostrado um uso promissor de 18F-FDG
as mulheres. Entre as principais políticas públicas re-
PET/CT como ferramenta para diferenciar responde-
lacionadas a esta doença, destacam-se os programas
dores de não respondedores. 18F-FDG PET/CT é um
de rastreamento baseados em citologia. Estes exames
exame capaz de fornecer informações metabólicas
contribuem para o diagnóstico precoce e o tratamen-
de células cancerígenas viáveis através da informação
to adequado das anormalidades cervicais, bem como
metabólica de retenção de radiotraçador, todavia não
para o aumento das chances de cura da paciente. Além
há consenso em como quantificar esta análise. Inde-
disso, permitem a atualização de indicadores relacio-
pendentemente do uso extensivo da captação tumoral
nados às taxas das lesões cervicais, de progressão da
mais intensa do 18F-FDG (conhecida como SUVmax)
doença, e da eficácia dos programas de saúde. Obje-
como representativo do consumo glicolítico do tumor
tivo: Analisar o risco de progressão de lesões cervicais
nas imagens de PET, há uma tendência para aplicar
conforme o diagnóstico citológico inicial. Método: Es-
volume metabólico. Objetivo: Avaliar um método não
tudo de coorte, realizado em um serviço de saúde de
invasivo de segmentação tumoral utilizando a 18 F-F-
referência em oncologia da região Sul do Brasil. Foram
DG PET para predizer a resposta à quimiorradioterapia
analisados laudos de esfregaços cervicais primários no
neoadjuvante em pacientes com câncer de reto. Méto-
âmbito de programas de rastreio e rastreio oportunista,
do: A amostra consistiu de pacientes com câncer retal
do sistema de saúde público e privado. A partir do exa-
em estádios II e III submetidos ao exame de 18F-FDG
me citológico inicial, avaliamos os registros de exames
PET/CT antes e 8 semanas após quimioirradiação. Foi
anatomopatológicos e citológicos posteriores. O desfe-
aplicada uma metodologia de segmentação tumoral in-
cho progressão das lesões cervicais foi definido como
dividualizada para gerar volumes tumorais (SUV 2SD).
um segundo diagnóstico anormal, porém de lesão cer-
A resposta terapêutica foi avaliada nos espécimes res-
vical com maior grau de displasia, durante o período
secados utilizando as recomendações do protocolo de
de follow-up (entre janeiro de 2010 e julho de 2017).
Dworak. Variáveis foram geradas e comparadas com os
As análises estatísticas foram realizadas no programa
resultados histopatológicos. Resultados: 17 pacientes
estatístico SPSS Versão 23.0. Resultados e Conclusão:
foram incluídos e analisados. Foram observadas dife-
foram incluídas 3.693 mulheres com diagnóstico cito-
renças significativas entre os respondedores (Dworak
lógico cervical anormal, sendo que 1.996 (54%) apre-
3 e 4) e não respondedores para SUV max-2 (p <0,01),
sentavam registro de exames de follow-up. Em relação
SUV 2SD-2 (p <0,05), SUV 40%-2 (p <0,05), SUV 50%-2 (p
à evolução das lesões, foram 252 casos com desfecho
<0,05) e SUV 60%-2 (p < 0,05). As análises ROC mostra-
progressão. As mulheres com Atipia em epitélio glan-
ram áreas significativas sob a curva (p <0,01) para a me-
dular (AGC) apresentaram a progressão das lesões no
todologia proposta, com sensibilidade e especificidade
menor período de tempo (49 meses). Em contraste, as
variando de 60 a 83% e 73% a 82%, respectivamente.
mulheres com diagnóstico citológico inicial de Atipia em
Conclusão: O presente estudo confirmou o poder pre-
epitélio escamoso (ASC) apresentaram a progressão
ditivo das variáveis utilizando metodologia não invasiva
das lesões no maior período de tempo (62,4 meses).
individualizada para segmentação tumoral baseada em
Na análise de hazard ratio, o risco de progressão das
imagens 18 F-FDG PET/CT para avaliação de resposta à
anormalidades cervicais foi 2,1 vezes maior para mu-
terapia neoadjuvante em pacientes com câncer de reto.
lheres com diagnóstico de AGC, em comparação com as
Contato: THEARA CENDI FAGUNDES mulheres com diagnóstico citológico de ASC (95%IC 1,3
cendithe@gmail.com - 3,4 e p<0,01). Esta associação identificada entre a cito-
logia inicial de AGC e o elevado risco para desfecho de
progressão, reflete a importância de estudos adicionais

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 25


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

que avaliem fatores de risco relacionados à evolução de a incorporação de agentes biológicos nos preços atual-
anormalidades em epitélio glandular cervical. mente tabelados ao arsenal terapêutico disponível hoje
pelo SUS não pode ser considerada custo-efetiva para
Contato: ANIÚSCA VIEIRA DOS SANTOS
o tratamento do CCRm. A utilização da sequência FOL-
any_v_s@yahoo.com.br
FOX-FOLFIRI, com infusor domiciliar para quimioterapia
pode ser a estratégia mais custo-efetiva hoje, dentro da
realidade do SUS.
TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS) Contato: ANDRÉ SASSE
CÓDIGO: 60549 andre.sasse@sonhe.med.br

AVALIAÇÃO FARMACOECONÔMICA
DE DIFERENTES SEQUÊNCIAS DE
QUIMIOTERAPIA PARA PACIENTES COM TEMÁRIO: PESQUISA CLÍNICA
CÂNCER COLORRETAL METASTÁTICO CÓDIGO: 60304

NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)


AVALIAÇÃO GERIATRICA AMPLA (AGA):
Autores: Andre Deeke Sasse; Adriana Camargo de
Carvalho;
SOBREVIDA E FATORES PROGNÓSTICOS
Instituição: GRUPO SONHE
PARA EVENTOS ADVERSOS PRECOCES
EM COORTE PACIENTES ONCOLÓGICOS.
Introdução: O arsenal terapêutico contra o câncer
Autores: Jurema Telles de Oliveira Lima; Maria Julia
colorretal metastático (CCRm) evoluiu muito ao longo Gonçalves de Mello; Anke Bergmann; Mirella Bezerra
dos últimos anos. Diferentes combinações envolvendo Rebello; Raíssa Almeida Viana; Marianna Urquiza Sève
quimioterapias citotóxicas, assim como agentes bioló- de Abreu e Lima; Diogo Sales; Gabrielle Sena; Leticia
gicos, usados isolados ou em associação, melhoraram Telles Sales; Luiz Claudio Santos Thuler;
significativamente o prognóstico dos pacientes. Entre- Instituição: INSTITUTO DE MEDICINA INTEGRAL
tanto, a sequência ideal destes agentes terapêuticos, PROFESSOR FERNANDO FIGUEIRA 
bem como seu impacto econômico na saúde pública
Antecedentes: Certos componentes da avaliação ge-
brasileira ainda não estão bem estabelecidos. Objeti-
riátrica ampla (AGA) se correlacionam com o risco de
vo: Avaliar a custo-efetividade de diferentes sequências
morte precoce em pacientes idosos oncológicos (PIO).
de tratamentos utilizadas atualmente no manejo de pa-
No entanto, a sua complexidade e o tempo necessário
cientes com CCRm, sob a perspectiva do SUS. Método:
para a sua administração estimularam a busca de ferra-
Um modelo de Markov foi criado para comparar custos
mentas mais simples que possam prever os principais
e impactos de 14 diferentes estratégias para o trata-
resultados para a tomada de decisões clínicas. Objeti-
mento do CCRm irressecável. Dados de eficácia foram
vo: O objetivo deste estudo foi desenvolver um sistema
extraídos de ensaios clínicos randomizados projetando
de pontuação prognóstica para estratificar a PIO em
resultados para toda a vida dos pacientes. Os custos
grupos de maior risco para óbito precoce. Método: es-
associados foram obtidos a partir de tabelas e preços
tudo de coorte prospectivo no qual Uma AGA basal foi
regulamentadas pelo Ministério da Saúde do Brasil. Re-
realizado antes do início do tratamento (ABVD, índice
sultados: A incorporação de novas drogas melhorou a
de Comorbididade de Charlson, GDS15, IPAQ, MMSE,
expectativa de vida média dos pacientes, saindo de 10,2
MNA, MNA-SF, PS, PPS, Polifamarcia, TUG). Durante o
meses para aqueles submetidos a fluorouracil e Leuco-
seguimento de seis meses, foram coletados dados so-
vorin seguido de irinotecano e alcançando 21,8 meses
bre tratamento, intervenções direcionadas e morte pre-
nos pacientes submetidos a duas linhas de tratamen-
coce. Foram utilizados modelos multivariados de riscos
to subsequentes, com associação de bevacizumabe ou
proporcionais de Cox para a seleção de fatores prog-
cetuximabe em 1ª linha de acordo com o status RAS.
nósticos. A sobrevivência global foi estimada usando o
No entanto, os custos globais incrementados foram
método de Kaplan-Meier, e as curvas de sobrevivência
expressivamente significativos, saindo de R$ 17.655 na
foram comparadas usando o teste Log rank para variá-
estratégia menos efetiva, para cerca de R$ 271.531 na
veis categóricas. O estudo foi aprovado pelo comitê de
estratégia mais efetiva. Todas as sequências que incor-
ética da instituição. Resultados: De 2015 a 2016, 608
poraram terapias biológicas encontram-se acima do
pacientes idosos oncológicos, idade média 71,9 (SD ±
limiar de custo-efetividade, atualmente equivalente a
7,4, intervalo 60-96), 50,7% do sexo masculino, foram
R$ 86.628. Os custos diretos relacionados à aquisição
matriculados. 100 (16,4%) ECP morreram em menos de
dos anticorpos foi o elemento que exerceu maior influ-
seis meses de seguimento. Em nosso modelo multiva-
ência sobre os resultados. Uma possível implantação
riável, controlado por idade, local de câncer e estágio
do dispositivo de infusão domiciliar tornaria o trata-
de câncer, os fatores de risco significativos restantes
mento com FOLFOX seguido de FOLFIRI uma estraté-
foram desnutrição / não-nutrição determinados pelo
gia custo-efetiva. Conclusão: Do ponto de vista do SUS,
MNA (HR 3,29, CI95% 1,81-5,99, p <0,001), Karnofsky
qualquer nova sequência estratégica que compreenda

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 26


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

performance Status de desempenho - KPS <50 % (HR culante por biópsia líquida (Guardant 360) de 20/10/16
2,44, CI95% 1,57-3,81, p <0,001) e Índice de Comorbi- até 11/04/17. Resultados: No total, a análise por NGS
dade de Charlson - CCI> 2 (HR 1,66, CI95% 1,09-2,52, no tumor foi realizada em 143 PTs, sendo encontra-
p = 0,018). Um escore clínico foi construído usando o das mutações em 98 (68%). Encontrado 59 PTs (41%)
número de instrumentos alterados CGA. O risco de com mutações “driver” para os quais havia terapia-alvo
morte precoce foi se três: HR 13,00, CI95% 5,70-29,60, p disponível assim distribuídas: EGFR: 49; MET: 2; BRAF:
<0,001, se dois: HR 5,65, CI95% 2,61-12,22, p <0,001 ou 3; ROS1: 2; inserção do éxon 20 HER2: 2. Dos 49 PTs
se um: HR 2,74, CI95% 1,28-5,84, P = 0,009. Conclusão: com EGFR mutado, foi testada e detectada a presença
um modelo prognóstico prático usando três instrumen- de mutação de resistência T790M em 14 PTs. Avaliação
tos da AGA foram identificados como fatores preditores por biópsia líquida foi realizada em 21 PTs, sendo de-
independentes de morte precoce pode prever o risco tectadas mutações “driver” em 7 (33%) assim distribu-
em ECP, independentemente da idade, local do tumor ídas: MET: 1; ROS1: 1, inserção éxon 20 HER2: 1, EGFR
e estágio de câncer. O desenvolvimento de um sistema éxons 19 a 21: 1; EGFR T790M: 4. Em 1 dos casos com
prático de pontuação de risco, incorporando poucos mutação T790M detectado por biópsia liquida, a muta-
fatores prognósticos clínicos, pode ajudar a estratificar ção não havia sido detectada pelo NGS em amostra te-
pacientes em grupos de risco e a planejar um atendi- cidual. Em 4 PTs a mesma mutação foi detectada, tanto
mento personalizado no espécime tecidual como na biópsia líquida (1 com
inserção éxon 20 do HER2; 3 com T790M). Conclusão:
Contato: JUREMA TELLES DE OLIVEIRA LIMA
O estudo do perfil molecular de tumores de pulmão,
jurematelles@me.com
seja realizado em amostra tumoral tecidual, seja atra-
vés de biópsia líquida, possibilita identificar mutações
para as quais já temos terapia-alvo disponível, benefi-
TEMÁRIO: PULMÃO ciando os PTs com tratamentos mais específicos e com
CÓDIGO: 59731 menor toxicidade em uma doença para qual, até muito
recentemente, haviam poucas opções de tratamento.
AVALIAÇÃO MOLECULAR EM Contato: BRUNA MIGLIAVACCA ZUCCHETTI
PACIENTES COM CÂNCER DE PULMÃO brunazucchetti@icloud.com
METASTÁTICO POR NEXT-GENERATION
SEQUENCING E BIÓPSIA LÍQUIDA NO
HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS
TEMÁRIO: NUTRIÇÃO
Autores: Bruna Migliavacca Zucchetti; Andrea Kazumi
CÓDIGO: 59762
Shimada; João Vitor Alessi; Manuel Cruz; Renata Coudry;
Artur Katz;
BAIXA INGESTÃO DE PROTEÍNA
Instituição: HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS
AUMENTA O RISCO DE SARCOPENIA
Introdução: O tratamento do câncer de pulmão não E MORTALIDADE EM PACIENTES COM
pequenas células (CPNPC) metastático mudou drastica- CÂNCER DO TRATO GASTROINTESTINAL
mente nos últimos anos devido a introdução de exames
Autores: Renata Costa Fernandes; Daniella de Brito
que permitem analisar o perfil molecular dos tumores
Trindade; Débora Estevão de Sousa; Emanoelly Pires
e identificar a presença de mutações “driver” passíveis Franco; Millena Nazaré de Carli; Ana Paula Perillo
de tratamento com o emprego de inibidores de tirosi- Ferreira Carvalho; Gustavo Duarte Pimentel;
no-quinase específicos. Outra inovação que a medicina Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
translacional trouxe para a área clínica foi a possiblida-
de de realizarmos pesquisa de DNA tumoral circulante Introdução: A relação entre câncer e estado nutricional
para o diagnóstico destas mutações, permitindo a ob- é de extrema importância visto que há relatos de alta
tenção de amostra de DNA tumoral sem a necessidade frequência de desnutrição nesta população. Uma de
de realizarmos exames invasivos. Objetivo: A proposta suas complicações é a sarcopenia, caracterizada pela
deste trabalho é analisar os casos de pacientes (PTs) diminuição da massa muscular associada à redução da
que tiveram amostras teciduais avaliadas por next-ge- força muscular e fadiga. A piora do estado nutricional
neration sequencing (NGS) cujos exames foram realiza- de pacientes com câncer do trato gastrointestinal é re-
dos em nossa instituição e/ou nos quais foi realizada lacionada à malignidade, toxicidade ao tratamento e
biópsia líquida, mostrando o impacto destas informa- alterações metabólicas como favorecimento do estado
ções na escolha do tratamento e no desfecho clínico. inflamatório, aumento da proteólise muscular e modi-
Método: Coletados dados do prontuário médico dos ficações no metabolismo de nutrientes, o que gera au-
PTs avaliados pelo nosso grupo com diagnóstico com mento da morbidade e mortalidade. Objetivo: Avaliar
CPNPC metastático que realizaram NGS de amostra te- associação entre ingestão proteica, composição corpo-
cidual de 18/06/15 até 01/02/17 e pesquisa de DNA cir- ral e presença de sarcopenia com risco de mortalida-
de. Método: Estudo transversal observacional retros-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 27


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

pectivo (fevereiro 2016 a junho 2017). Os dados foram prospectivo envolvendo pacientes com câncer de pul-
obtidos por análise de prontuários de pacientes com mão tratados em uma instituição privada, que compre-
diagnóstico de câncer do trato gastrointestinal. Para ende 6 unidades no estado do Rio de Janeiro. Pacientes
determinar o risco de mortalidade, utilizou-se o ques- elegíveis tinham idade de 18 anos ou mais e tinham
tionário PANDORA. Coletou-se informações referentes diagnóstico confirmado entre julho de 2012 e fevereiro
a ingestão proteica pelo recordatório 24 horas e dados de 2017. Para esta análise, apenas pacientes com CPC-
antropométricos (percentual de gordura, força de pre- NP com componente invasivo foram incluídos. Pacien-
ensão manual da mão dominante e índice de massa cor- tes ou familiares foram contatados por telephone para
poral (IMC)). Resultados: Foram avaliados 48 pacientes, garantir que toda informação fosse coletada. A qualida-
sendo 25 homens e 23 mulheres, com idade média de de dos dados foi assegurada através de monitoria e o
62,6 ±11,4 anos. A ingestão média de proteína diária foi estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa.
de 58,4 ±33,24g, representando 1,13 ±0,66 g/kg/dia. O Resultados: Seissentos e vinte e oito pacientes foram
IMC médio foi de 21,12 ±4,43kg/m² e o percentual de incluídos, dos quais 545 pacientes preencheram todos
gordura corporal foi de 30,26 ±6,9%. A força média de os critérios, com predomínio de histologia não escamo-
preensão manual foi de 23,78 ±9,7kg. Foi observada sa (76,5%). A idade mediana foi de 68 anos (variação
correlação negativa entre a quantidade de proteína di- 21-93) e a maioria era do sexo masculino (54,3%). A
ária total ingerida e o questionário PANDORA (R=-0,48, maioria era tabagista (28,3%) ou ex-tabagista (49,7%),
p=0,0005), assim como quantidade de proteína diária diagnosticada em estadios avançados (estadio III em
por quilogramas de peso (R=-0,34, p=0,016). Também 20,7% e IV em 57,2%). O tratamento tinha intuito curati-
houve correlação negativa entre o IMC e o questionário vo em 38,9% dos casos e incluiu cirurgia em 29,4%. Qui-
PANDORA (R=-0,50, p=0,0002) e o percentual de gordu- mioterapia paliativa foi utilizada em 64,5%, enquanto
ra corporal (R=-0,46, p=0,0008). Em relação à força de quimioterapia adjuvante e neoadjuvante foram usadas
preensão da mão dominante, a correlação encontrada em 10,2% e 5,4%, respectivamente. Radioterapia foi uti-
também foi negativa (R=-0,33, p=0,019). No modelo de lizada em 49,3% dos casos. Testes moleculares foram
análise de regressão logística ajustado por idade e sexo, realizados em 49,3%, principalmente em histologia não
observou-se chance 8,53 maior de desenvolver sarcope- escamosa (92,8%) e em estadios avançados (estadios
nia nos pacientes que consumiam menos que 0,8g de III/IV em 74,8%). A sobrevida global mediana foi de 25,3
proteína por quilograma por dia (p<0,05). Não houve di- meses (IC 95% 22,0-28,6). Os fatores correlacionados à
ferença para o modelo sem ajuste ou ajustado somente sobrevida foram estadio tumoral, performance status,
pela idade. Conclusão: Pacientes oncológicos que apre- grau tumoral, sexo e perda ponderal (p<0,01 em todos).
sentam redução na ingestão proteica apresentam maior Entre os pacientes com doença metastática ou recor-
risco de desenvolver pré-sarcopenia e sarcopenia. rente, a sobrevida foi maior naqueles com testagem
molecular (p<0,001). Conclusão: Pelo nosso conheci-
Contato: RENATA COSTA FERNANDES
mento, este é o estudo prospectivo com maior número
renata_cfernandes@hotmail.com
de casos de CPCNP na saúde suplementar brasileira.
Os desfechos encontrados se assemelham aos de paí-
ses desenvolvidos, sugerindo que dados internacionais
TEMÁRIO: PULMÃO possam ser reprodutíveis localmente. Este banco de
CÓDIGO: 59616 dados serve de base para guiar a alocação de recursos
no future próximo.
CARACTERÍSTICAS E DESFECHOS DE Contato: LUIZ HENRIQUE ARAUJO
PACIENTES COM CÂNCER DE PULMÃO luizaraujo@institutocoi.org
NÃO PEQUENAS CÉLULAS TRATADOS
NA SAÚDE SUPLEMENTAR
Autores: Clarissa Seródio Baldotto; Mayara Batista;
TEMÁRIO: TUMORES DE CABEÇA E PESCOÇO
Flávio Lemos; Mônica Padoan; Natália Carvalho; Perla
Andrade; Mauro Zukin; Nelson Teich; Luiz Henrique CÓDIGO: 59803
Araujo;
Instituição: INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER - INCA CARCINOMA ADENOIDE CÍSTICO DE
GLÂNDULA LACRIMAL: SÉRIE DE CASOS
Introdução: O sistema de saúde brasileiro é dividido EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE
em instituições públicas e privadas, que diferem subs-
REFERÊNCIA – UNIFESP/EPM
tancialmente no nível de acesso ao diagnóstico e trata-
mento. Neste trabalho, apresentamos o primeiro relato Autores: Andrea Morais Borges; Francine Maria
Agostinho Luiz; Camila Brambilla de Souza; Mayndra
de um estudo de mundo real em pacientes com câncer
Mychelle Landgraf; Michelle Samora de Almeida; Daiane
de pulmão de células não pequenas (CPCNP) tratados
Pereira Guimarães;
na saúde suplementar. Método: Trata-se de um estudo
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 28


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

Introdução: As lesões da glândula lacrimal correspon- BETHESDA NA CLASSIFICAÇÃO DOS


dem a cerca de 9% de todas as lesões orbitais. Neopla- NÓDULOS TIREOIDIANOS
sias epiteliais de glândulas lacrimais representam 22% a
Autores: Ricardo Torres da Silveira Ugino; Victor
45% das lesões nessa glândula, das quais 27,4% são do
Hugo Granella; Thayse Graciella Batisti Lozovoy; Cleo
tipo carcinoma adenóide cístico (CAC). Este raro câncer Otaviano Mesa Júnior; Teresa Cristina Santos Cavalcanti;
tem grande potencial metastático, com alta morbimor- Gisah Amaral de Carvalho;
talidade. Para tumores menores e localizados, a cirurgia Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
de preservação das órbitas seguida de terapia com pró-
tons pode ser utilizada. Apresentação: Em uma revisão Em outubro de 2007, a realização do “The National Can-
de casos atendidos no setor de oncologia clínica nos úl- cer Institute Thyroid Fine-Needle Aspiration State of the
timos 17 anos foram encontrados três pacientes com Science Conference”, em Bethesda-MD, direcionou à for-
diagnóstico de CAC de glândula lacrimal, corresponden- mação do “The Bethesda System for Reporting Thyroid
do a 13% de todos os CAC acompanhados. Caso1: ASS, Cytopathology (TBSRTC), sistema que padroniza os lau-
58 anos, sexo masculino, diagnóstico em Junho/2006, dos citológicos na análise de nódulos tireoidianos. O
EC III (T3N0M0). Submetido inicialmente a exérese da TBSRTC não só descreve lesões tireoidianas benignas e
gl. lacrimal. Após 2 anos, apresentou recorrência local, malignas em amostras de Punção Aspirativa por Agulha
recebendo quimioterapia de indução com carboplatina Fina (PAAF), mas também as frequentemente classifica-
e paclitaxel, seguido de radioterapia, permanecendo das como "indeterminadas para malignidade", conhe-
com DE. Depois de 15 meses, nova recorrência local e à cidas como pertencentes à ‘zona cinzenta‘. Esta última
distancia (SNC). Foi submetido à exanteração do globo é subdividida nas seguintes categorias diagnósticas:
ocular e evoluiu com metástases pulmonares 33 me- Atipia de significado indeterminado/Lesão folicular com
ses após. Recebeu 4 linhas de quimioterapia paliativa: significado indeterminado (AUS/FLUS; III); Neoplasia fo-
cisplatina e vinorelbine; gencitabina; doxorrubicina li- licular/Suspeito para Neoplasia folicular (FN/SFN; IV) e
possomal; e mitoxantrona. Sobrevida global foi de 111 Suspeito para Malignidade (SM; V). Para cada categoria
meses. Caso2: BSM, 62 anos, sexo masculino, diagnós- diagnóstica, há correspondente risco de malignidade
tico em Agosto/2009, EC IVb (T4bN0M0). Inicialmente assim como respectiva conduta terapêutica, funda-
recebeu tratamento com radioquimioterapia definitiva mentada em revisão bibliográfica. O estudo visa avaliar
(cisplatina semanal), devido irressecabilidade da lesão. a influência do TBSRTC em pacientes incluídos nas ca-
Após 11 meses, desenvolveu metástase pulmonar e em tegorias III, IV e V, analisando a conduta estabelecida,
SNC, com perda de performance e óbito. Sobrevida glo- incidência cirúrgica e taxa de tratamentos equivocados
bal de 12 meses. Caso 3: ASC, 38 anos, sexo masculino, a partir dessa classificação, comparada à utilização do
diagnóstico em Janeiro/2017, EC IVa (T4aN0M0). Devido sistema não padronizado antigo. O estudo apresenta
idade, performance clínica e intenção de preservação cunho retrospectivo, transversal e observacional. Dados
de orgão, foi proposto quimioterapia de indução com foram coletados de prontuários médicos de pacientes
cisplatina, doxorrubicina e paclitaxel. Evoluiu com boa submetidos à PAAF no período de 2002 a 2007 com re-
tolerância e resposta clínica parcial após dois ciclos. sultado citológico indeterminado e de prontuários de
Até o momento desta análise, encontrava-se vivo com pacientes que realizaram PAAF entre 2010 e 2015 com
doença e sobrevida de 4 meses. Discussão: Segundo resultado citológico das categorias III, IV e V do TBSRTC.
a literatura, as taxas de sobrevivência em 5 anos são Subsequentemente, os dois grupos foram comparados
menores que 50% e em 15 anos até 15%. Sabe-se que considerando conduta estabelecida, incidência cirúrgica
o comportamento clínico e evolutivo do CAC de gl la- e taxa de malignidade. Dos 135 casos do grupo pré-Be-
crimal é diferente daqueles em outros sítios. Dentre thesda, 126 (93,3%) tiveram indicação cirúrgica. Já dos
os carcinomas de gl lacrimais, a histologia CAC é a que 94 casos do grupo Bethesda 65 (69,1%) tiveram indica-
apresenta maior numero de mutações. Terapias dire- ção cirúrgica. Esta diferença se mostrou estatisticamen-
cionadas para mutações em oncogenes como KRAS, te significativa (p<0,001). Em relação aos pacientes que
NRAS, MET, podem ser promissoras e merecem mais fizeram cirurgia, não houve diferença significativa entre
estudos. os grupos em relação à taxa de malignidade no resul-
tado histopatológico - 42 (46,7%) grupo pré-Bethesda
Contato: ANDREA MORAIS BORGES versus 26 (52%) grupo Bethesda, (p>0,05). O TBSRTC de-
andrea.moraisb@gmail.com monstrou ser uma boa ferramenta para o manejo de
nódulos tireoidianos, reduzindo a taxa de cirurgias, mas
com a necessidade de maior precisão na detecção de
nódulos malignos, oferecendo maior segurança para o
TEMÁRIO: TUMORES DE CABEÇA E PESCOÇO
manejo clínico do paciente.
CÓDIGO: 59739
Contato: RICARDO TORRES DA SILVEIRA UGINO
COMPARAÇÃO DA AVALIAÇÃO E ricardougino@gmail.com
CONDUTA TERAPÊTICA ANTES E
APÓS IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 29


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

TEMÁRIO: PULMÃO TEMÁRIO: TUMORES TGI SUPERIOR


CÓDIGO: 60436 CÓDIGO: 60123

COMPARAÇÃO DA QUALIDADE DA COMPARAÇÃO EM MODELO DE


ASSISTÊNCIA DOS PACIENTES COM “PROPENSITY SCORE” ENTRE
CÂNCER DE PULMÃO NÃO-PEQUENAS QUIMIORRADIOTERAPIA E
CÉLULAS TRATADOS NA PRATICA QUIMIOTERAPIA NO TRATAMENTO
CLÍNICA E NA PESQUISA CLÍNICA ADJUVANTE DO CÂNCER GÁSTRICO
Autores: Paulo Ricardo Santos Nunes Filho; Mahira de LOCALIZADO
Oliveira Lopes da Rosa; Maria Helena Sostruznik; Carlos Autores: Daniel da Motta Girardi; Mariana Arroxelas
Henrique Escosteguy Barrios; André Poisl Fay; Ana Galvão de Lima; Marcelo Vailati Negrão; Gabriel
Caroline Zimmer Gelatti; Gustavo Werutsky; Clemente de Brito Pereira; Rossana Verónica Mendoza
Instituição: CENTRO DE PESQUISA EM ONCOLOGIA DO López; Fernanda Cunha Capareli; Jorge Sabbaga; Paulo
HOSPITAL SÃO LUCAS Marcelo Gehm Hoff;
Instituição: INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO
Introdução: Estudos avaliando se pacientes com cân-
PAULO; UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
cer tratados em ensaios clínicos tem melhor desfecho
comparado aos tratados na prática clínica são contro- Introdução: Uma das vertentes do tratamento cura-
versos. Existe uma percepção de médicos e pacientes tivo do câncer gástrico localizado (CGL) baseia-se na
que participantes de ensaios clínicos tem melhor as- ressecção cirúrgica seguida de tratamento adjuvante.
sistência e benefícios do tratamento. Entretanto, dife- Tanto quimiorradioterapia (QRT) quanto quimioterapia
renças na qualidade do atendimento prestado entre (QT) adjuvantes demonstraram benefício em sobrevida
a prática e pesquisa são pouco descritos na literatura. quando comparados a observação. No entanto, poucos
Objetivo: Comparar a qualidade da assistência presta- são os dados que permitem comparar essas duas es-
da aos pacientes com câncer de pulmão não-pequenas tratégias. Objetivo: Comparar o perfil de toxicidade e
células na prática clínica comparado aos participantes eficácia da QRT e QT no tratamento adjuvante do CGL.
de ensaios clínicos. Método: Estudo retrospectivo, que Método: Este estudo retrospectivo incluiu pacientes
incluiu pacientes com câncer de pulmão não-pequenas (pcts) com CGL tratados consecutivamente no Instituto
células, metastático, que realizaram tratamento de pri- do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) de 2012-2015.
meira linha no Hospital São Lucas PUCRS de Porto Ale- O grupo 1 foi tratado com QRT adjuvante baseado no
gre (RS) entre janeiro de 2014 e maio de 2017. Pacien- esquema do INT-0116 e o grupo 2 com QT baseada em
tes tratados em ensaios clínicos no centro de pesquisa platina e fluoropirimidina. O tratamento foi escolhido à
(CPO) foram pareados (para performance status, idade, discrição do médico assistente e as toxicidades foram
etc) com aqueles tratados na pratica clínica (ambula- avaliadas a cada ciclo. Avaliou-se ainda o padrão de re-
tório SUS). Para análise estatística foram utilizados os corrência (local, sistêmica ou ambos) em cada grupo.
testes U de Mann-Whitney, exato de Fisher e log-rank. A sobrevida global (SG) foi estimada pelo método de
Resultados: 95 pacientes foram incluídos (80 prove- Kaplan Meier e uma análise com pareamento utilizan-
nientes da clínica e 15 da pesquisa). As características do covariáveis relevantes para a escolha do tratamento,
basais foram semelhante entre os dois grupos. A ida- em um modelo de “propensity score” (“PS”), foi realizada
de média foi 63 anos e adenocarcinoma foi a histologia no intuito de minimizar vieses de seleção. Resultados:
mais comum (71%); 65% dos pacientes tinham PS<2, Foram avaliados 309 pcts, 227 no grupo 1 e 82 no grupo
61,3% tinham alguma co-morbidade e 85% eram ta- 2. As toxicidades grau 3/4 mais frequentes nos grupos
bagistas ativos ou ex-tabagistas. Observou-se diferen- 1 e 2 foram, respectivamente: náusea/vômito (9,25 vs.
ça significativa entre clínica e pesquisa no número de 4,9%), astenia (9,3 vs. 2,4%), mucosite (4,4% vs. 1,2%),
consultas/mês (mediana de 1,3 vs 2 respectivamente, neutropenia (37,8% vs. 20,9%), neutropenia febril (3,9%
P = 0,012) e de tomografias/mês (0,33 vs 0,5, P = 0,01). vs. 0%), anemia (4,3% vs. 6,1%), trombocitopenia (2,6%
A proporção de pacientes que consultaram mais de 2 vs. 4,9%), neuropatia (0% vs. 2,4%) e síndrome mão-pé
vezes/mês também diferiu entre os dois grupos (24,4% (0,4% vs. 2,4%). Houve duas ocorrências de toxicidades
vs 53,3%; P = 0,032) favorecendo o pesquisa. Não detec- grau 5 no grupo 1. Reduções de dose foram mais fre-
tou-se diferença significativa entre os grupos quanto ao quentes no grupo 2 (11% vs. 52,4%) e a taxa de inter-
número de hospitalizações, proporção de interrupção rupção do tratamento foi similar em ambos os grupos
por eventos adversos e tempo para início do tratamen- (35,7% vs. 35,4%), tendo sido toxicidade a causa mais
to. Conclusão: Nosso estudo demonstrou diferenças comum da descontinuação. Após seguimento mediano
na qualidade assistencial entre pacientes atendidos na de 23,5 meses (grupo 1) e 20,6 meses (grupo 2), não se
prática clínica e pesquisa clínica, embora seja um estu- observou diferença nos padrões de recorrência, sendo
do pequeno e observacional. a maioria sistêmica (76,9% vs. 69,7%; P = 0,662), nem
em SG (67,1% vs. 71,9% em 3 anos), mesmo após pare-
Contato: MARIA HELENA SOSTRUZNIK
amento utilizando “PS” (hazard ratio [HR] 0,80; IC 95%
sandra.assis@flytour.com.br
0,44-1,45; P = 0,47). Conclusão: No tratamento adjuvan-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 30


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

te no CGL, a QT parece ser igualmente eficaz e menos será a tendência de novos casos de CE.
tóxica que a QRT e pode ser considerada uma opção
Contato: LUIZ ANTÔNIO RODRIGUES DOS SANTOS
razoável em centros com acesso limitado a radioterapia.
rodrigues.luizs@gmail.com
Contato: MARIANA ARROXELAS GALVÃO DE LIMA
mariarroxelas@gmail.com

TEMÁRIO: PULMÃO
CÓDIGO: 60446
TEMÁRIO: TUMORES TGI SUPERIOR
CÓDIGO: 59924 CUSTO-EFETIVIDADE DO
PEMBROLIZUMABE COMO PRIMEIRA
CORRELAÇÃO ENTRE IDH E A LINHA TERAPEUICA PARA CANCER DE
INCIDÊNCIA DE CÂNCER DE ESTÔMAGO PULMAO NAO PEQUENAS CÉLULAS
NO ESTADO DE PERNAMBUCO ENTRE AVANÇADO
2004 E 2015 Autores: Carmelia Maria Noia Barreto; Mina P.
Autores: Luiz Antônio Rodrigues dos Santos; Alexandre Georgieva; Pedro Nazareth Aguiar Jr; Joao Paulo da
Cesar Vieira de Sales; Silveira Nogueira Lima; Benjamin Haaland; Gilberto de
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO Lima Lopes Jr;
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Introdução: O câncer de estômago (CE) é o segundo
mais prevalente na região Nordeste do Brasil. Estimou- Introdução: A imunoterapia tem mudado as perspecti-
-se 20.520 novos casos de CE para o ano de 2016 no vas terapeuticas em tumores sólidos, inclusive no pul-
Brasil. Muitas neoplasias estão relacionadas com o índi- mão, aumentando futuras perspectivas de resposta ao
ce de desenvolvimento econômico da população, onde tratamento e de controle de doença. Objetivo: Avaliar
o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) revela-se a relação custo-efetividade do pembrolizumabe versus
como um bom instrumento para avaliar esse indicador quimioterapia baseada em platina como primeira linha
nas populações. Objetivo: Determinar a relação entre de tratamento do câncer de pulmão não pequenas
o IDH e a incidência do CE no Estado de Pernambuco. células (CPNPC) avançado. Metodologia Foi realizada
Materiais e Método: O estudo foi desenvolvido com uma análise baseada no modelo bayseano de Markov,
dados secundários provenientes de bases de dados. com avaliação de sobrevida estendida para 5 anos. Es-
Avaliou-se a incidência de CE entre o período de 2004 timativas de custo foram baseadas nos valores tanto
a 2015, correlacionando-o com o IDH. A série histórica do Reino Unido, representando a Europa, quanto dos
de novos casos de CE foi consultada no Departamento Estados Unidos, representando a América, para o cal-
de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) culo do ICER (Incremental Cost-Effectiveness Ratio) ou
para todas as cidades do estado de Pernambuco. O custo incremental para cada Ano de Vida Ganho Ajus-
IDH das cidades e o cálculo da população foram base- tado pela Qualidade (QALY). Resultados: O tratamento
ados nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e com pembrolizumabe proporcionou um QALY de 0,65
Estatística (IBGE) para o mesmo período. A incidência [IC95% 0,50-0,91], comparado com 0,19 [IC95% 0,16-
de CE foi calculada para 10.000 habitantes (hab). As ci- 0,22] proporcionado pela quimioterapia baseada em
dades foram agrupadas de acordo com o IDH alto (A), platina. Na perspeciva americana, o ICERs variou de
médio (M) e baixo (B). Comparou-se, através do teste t $173.000 [IC95% $163.000-$183.000] e $201.000 [IC95%
(a 5% de probabilidade), a incidência de CE em cada um $182.000–$232.000] de acordo com o ajuste para as
dos três grupos do IDH. Resultados: Dos 185 municí- terapias de fim de vida (EoL) ou sem esse ajuste, res-
pios do estado de Pernambuco, 177 (96,2%) apresen- pectivamente. Já na perspeciva do Sistema Nacional Bri-
taram novos casos de CE para o período estudado. A tanico, esses valores foram $154.000 [IC95% $144.000
incidência média de CE para as 178 cidades estudadas - $166.000] e $193.000 [IC95% $165.000 - $248.000),
foi de 3.42 casos/10.000hab. Quando as cidades foram respectivamente. Conclusão: Apesar da análise não ter
agrupadas de acordo com o IDH e aplicado o teste t, sido realizada com dados brasileiros, sabemos que o
obteve-se p<0.05, porém sem diferenças entre as mé- custo do Pembrolizumabe no Brasil é cerca de 90% do
dias de incidência (A=3.11 casos/10.000hab; M=3.33 custo nos Estados Unidos. Portanto, com os custos atu-
casos/10.00hab; B=3.94 casos/10.000hab). Verificou- ais, o pembrolizumabe pode não ser considerado cus-
-se uma correlação linear negativa entre a incidência to-efetivo. Análises de casos individualizados e estudos
de CE e o IDH das cidades, definida pela equação: y=- de impacto econômico podem favorecer o acesso à es-
-4.475x+6.3481, com R² = 0.8351, onde Y representa a sas novas terapias para os pacientes que apresentarão
incidência para 10.000hab e X o IDH da cidade. Conclu- o maior benefício.
são: No estado de Pernambuco, o IDH está diretamente Contato: CAMELIA MARIA NOIA BARRETO
relacionado com casos novos de câncer de estômago.
carmeliabarreto@gmail.com
Quanto menor o IDH da cidade pernambucana maior

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 31


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

TEMÁRIO: TUMORES UROLÓGICOS - NÃO PRÓSTATA EAs mais comuns foram fadiga, síndrome mão-pé, náu-
CÓDIGO: 60288 seas e diarreia. Não houve mortes relacionadas ao tra-
tamento. Conclusão: Dados de vida real sugerem que
DADOS DA VIDA REAL DA EFICÁCIA o uso de sunitinibe ou pazopanibe no tratamento do
E SEGURANÇA DE SUNITINIBE E CRCC metastático é seguro e eficaz na população bra-
PAZOPANIBE EM PRIMEIRA LINHA sileira. Ambas as drogas foram bem toleradas, porém
NO CARCINOMA RENAL DE CÉLULAS o pazopanibe apresentou melhor perfil de toxicidade
CLARAS METASTÁTICO: EXPERIÊNCIA DE nessa população.
CENTRO ÚNICO NO BRASIL Contato: MIRELLA NARDO
Autores: Mirella Nardo; Manoel Carlos Leonardi de mirellanardo@hotmail.com
Azevedo Souza; Pedro Henrique Isaacsson Velho;
Renata Rodrigues da Cunha Colombo Bonadio;
Guilherme Nader Marta; Romualdo Barroso Sousa;
Marcela Coelho Mesquita; Bruno Melo Fernandes; TEMÁRIO: MELANOMAS
Diogo Assed Bastos; Carlos Dzik; CÓDIGO: 60655
Instituição: INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO
PAULO DESCRIÇÃO DA FREQUÊNCIA DE
Introdução: O tratamento sistêmico de pacientes com MUTAÇÕES DO BRAF, NRAS E KIT
carcinoma renal de células claras (CRCC) metastático EM PACIENTES COM MELANOMA
evoluiu a partir da incorporação de drogas-alvo anti- AVANÇADO ATRAVÉS DE TÉCNICAS DE
-angiogênicas. Entre os inibidores de tirosina-quinase, SEQUENCIAMENTO (NEXT GENERATION
pazopanibe e sunitinibe são opções em primeira linha. SEQUENCING)
Comparações de eficácia em estudos prévios sugerem
Autores: Rodrigo R. Munhoz; Sibele Inácio Meireles;
resultados semelhantes das duas drogas. Objetivo: Bernardo Garicochea; Olavo Feher; Carlos Augusto dos
Avaliar eficácia e segurança de sunitinibe e pazopani- Anjos; Marina Sahade; Veridiana Pires de Camargo;
be em pacientes (pts) com CRCC metastático tratados Carlos Dzik; Paulo Marcelo Hoff; Renata de Almeida
em centro oncológico público no Brasil. Método:s: Pts Coudry;
com CRCC metastático tratados com sunitinibe ou pa- Instituição: HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS
zopanibe em 1ª linha, entre fevereiro de 2009 e março
Introdução: Aproximadamente 40-50% dos pacientes
de 2017, foram analisados retrospectivamente. Foram
com melanoma (Mel) apresentam mutações do gene
avaliadas características clínico-demográficas e des-
BRAF, relacionadas à sensibilidade a inibidores do BRAF
fechos, incluindo toxicidades e sobrevida global (SG).
e inibidores do MEK; ademais, em uma proporção não
Resultados: Um total de 229 pts foram tratados com
desprezível dos casos, outras alterações moleculares
sunitibe (109) ou pazopanibe (120) em 1ª linha. Kar-
que podem servir de alvo para terapias dirigidas podem
nofsky Performance Status (KPS) de pelo menos 80 ao
ser identificadas, incluindo mutações do KIT e NRAS.
início do tratamento foi observado em 60,2% dos pts
Todavia, o conhecimento acerca da frequência dessas
e 73,3% haviam sido submetidos a nefrectomia. Os sí-
mutações na população brasileira é limitado, e técni-
tios de metástases mais comuns foram pulmão (75,5%),
cas amplamente utilizadas como RT-PCR não permitem
linfonodos (62%) e ossos (39,3%). A SG mediana foi de
identificar alguns desses potenciais alvos. Objetivo:
14,4 meses (IC 95% 11,6 – 17,1) na população geral. As
Descrever a frequência mutações do BRAF, NRAS e KIT
medianas foram de 14,7 meses no grupo sunitinibe (IC
em pacientes com Mel avançado através de técnica de
95% 11,5 - 17,8) e 14 meses (IC 95% 9,1 - 18,8) no grupo
sequenciamento. Método: Avaliou-se uma coorte re-
pazopanibe, sem diferença estatística (p 0.909). Quan-
trospectiva de paciente com Mel avançado cujo tumor
do os pts foram estratificados de acordo com o modelo
foi submetido a caracterização molecular entre 2015 e
prognóstico do International Metastatic Renal-Cell Car-
2017, a partir do isolamento de DNA de células tumo-
cinoma Database Consortium, a SG mediana foi 34,2
rais e determinação do status mutacional de regiões
meses (IC 95% 19 – 49,3) no grupo de risco favorável
específicas para os genes BRAF, GNAQ, KIT e NRAS uti-
(33 pts), 16,6 meses (IC 95% 12,8 – 20,3) no grupo de
lizando a metodologia de Next Generation Sequencing
risco intermediário (127 pts) e 8,6 meses (IC 95% 5,9 –
(NGS) e o kit TruSight™Tumor (illumina®). Resultados:
11,3) no grupo de risco desfavorável (68 pts) (p<0.0001).
Foram analisadas amostras de 28 pacientes submeti-
Redução de dose e descontinuação do tratamento de-
das a caracterização molecular por NGS centralizada no
vido a toxicidades foram mais comuns com sunitinibe
Hospital Sírio Libanês. Os sítios primários foram classi-
(63,3% e 28,4%, respectivamente) que com pazopanibe
ficados como de origem cutânea, mucosa ou ocular em
(14,1% e 18,3%, respectivamente). Eventos adversos
18 (64%), 5 (18%) e 2 (7%) dos casos; três(11%) paciente
(EAs) iguais ou superiores a grau 3 foram reportados
foram classificados como de primário oculto. Vinte pa-
com maior frequência com sunitinibe em comparação
cientes eram do sexo masculino e a idade variou de 40
ao pazopanibe (32,8% vs 24,2%, respectivamente). Os
a 88 anos. Mutações do gene BRAF foram identificadas

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 32


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

em 15 casos (54%), incluindo 9 casos de mutação V600E tinal tumor in 2 pts, and in the metastases in 2 pts. Sar-
e 6 casos de V600K. Mutações do KIT ou NRAS ocorre- coma was the dominant histology: rhabdomyosarcoma
ram em 3(11%) e 3(11%), e mais comumente em Mel de was identified in 3 tumors; leiomyosarcoma was obser-
mucosa ou acral. Um caso adicional de Mel uveal apre- ved in 1 tumor; angiosarcoma in 1 tumor; anaplastic
sentou mutação GNAQ. Em 6 casos (21%) não foi iden- carcinoma in 1 tumor and adenocarcinoma in 1 pt. In
tificada nenhuma das mutações investigadas, incluindo addition to the diagnostic orchiectomy, other surgeries
um paciente com resultados inconclusivos. Conclu- were done in all pts. One pt with metastasis showing
são: Mutações dos genes BRAF, NRAS e KIT ocorreram predominantly rhabdomyosarcoma was treated with
com elevada frequência na coorte analisada. Além de adapted chemotherapy (VAC protocol), resulting in di-
maior sensibilidade para mutações do gene BRAF além sease control. With a median follow up of 83 months
do V600E, o uso dirigido de técnicas de NGS permite a (range 11-106), four pts are alive, while 2 pts have died.
identificação de outras alterações moleculares poten- Conclusions: Teratoma with malignant transformation
cialmente relevantes para a escolha do plano terapêu- (TMT) arises in 3-6% of patients with GCTs. Several non-
tico. Frente às peculiaridades étnicas, ambientais e di- -germ cell histologies may occur in association with the
versidade, faz-se necessário um esforço contínuo para germ cell tumor. The identification of somatic malignant
uma melhor caracterização genômica do Mel em nossa transformation is important in many respects: TMT may
população. be associated with a poor prognosis; surgical resection
is the treatment of choice; chemotherapy targeted to
Contato: RODRIGO RAMELLA MUNHOZ
the specific type of somatic neoplasm may be helpful.
munhozrs@gmail.com
Contato: PAMELA CARVALHO MUNIZ
pamelacm@live.com

TEMÁRIO: TUMORES UROLÓGICOS - NÃO PRÓSTATA


CÓDIGO: 59801
TEMÁRIO: CUIDADOS PALIATIVOS
DIFFERENTIATED SOMATIC CÓDIGO: 59822
MALIGNANCIES IN GERM-CELL TUMORS
(GCT) - CLINICOPATHOLOGICAL DOR NA VIGÊNCIA DE QUIMIOTERAPIA:
APPRAISAL AND LITERATURE REVIEW. SINTOMA POUCO VALORIZADO
Autores: Pamela Carvalho Muniz; Nathalia Viana e Silva; Autores: Gilson Delgado; Luis Antonio Pires; Luciana
Carla Maria Silva Baeta; Daiane Pereira Guimarães; Buttros de Paula; Danielli Brussi de Carvalho; Bruno de
Michelle Samora de Almeida; Christian Ribas; Arruda Abdo; Marilia Akemi Uzuele Takahashi; Maria
Clara Ayres Bernardes; Ana Carolina Chagas Negrão de
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Almeida Barros; Bárbara Lívia Corrêa Serafim; Victoria
Background: Germ cell tumors (GCTs) are rare disea- Cosentino Ribeiro;
ses, but represent the most common solid tumors in Instituição: PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA
young men. Uncommonly, non-germ-cell malignant
Introdução: A dor é considerada o quinto sinal de vida.
tumors may arise in primary or metastatic GCTs, most
E pacientes oncológicos sofrem de dor, que varia de
likely derived from teratomas, the so-called teratoma
acordo com a sua localização, grau de evolução e, es-
with malignant transformation (TMT). Here we review
pecialmente, o tipo de tratamento. Um ponto de gran-
our clinical experience with this entity. Methods: The
de importância e, pouco conhecimento, é essa relação
records of patients (pts) with GCT and a non-germ-cell
da dor com a vigência da quimioterapia antineoplásica
component treated between 1997 and 2017 at our Hos-
(QT). Objetivo: Avaliar a presença ou ausência de dor
pital were retrospectively reviewed. Histology, disease
em pacientes oncológicos na vigência de QT; e avaliar
extent, treatment and outcomes were assessed. Re-
se há identificação, valorização e controle adequado.
sults: In a series of 76 consecutive male pts with GCTs
Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva, trans-
treated during a 20-y period, 6 patients were diagnosed
versal e quantitativa realizada com 100 pacientes re-
as having TMT. The median age was 27.5 years-old (ran-
cebendo quimioterapia no serviço de oncologia de um
ge 17- 34). The primary GCT histology was pure mature
hospital de referência de Sorocaba/SP. Utilizou-se um
teratoma in 3pts, pure immature teratoma in 1 pt, and
questionário para caracterização da dor (localização, in-
embryonal carcinoma in 2 pt. Three pts had stage II,
tensidade, comparação e duração; medidas analgésicas
and 3 pts had stage III. All pts received first-line chemo-
utilizadas); assim como dados sobre a doença (localiza-
therapy (4 pts treated with PEB; 1 pt treated with VIP;
ção, estadiamento e tipo de QT). Foram apresentados
1 pt treated with Epi + Ifo). The malignant transforma-
resultados em variáveis categóricas e dados numéricos
tion was documented in the pre-chemotherapy surgical
relativos. Resultados: Observou-se maior frequência
specimen in 2 pts, and after the first-line treatment in
de pacientes do sexo feminino (76%), com idade entre
4 pts. The somatic malignancy was detected within the
de 40-60 anos. Prevalecendo o câncer de mama (56%),
primary testicular tumor in 2pts, in the primary medias-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 33


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

seguido pelo de trato gastro-intestinal (22%). O trata- significante. Constatou-se que no GC 20% dos partici-
mento adjuvante ocorreu em 70% dos pacientes. Entre pantes apresentaram o escore indicativo de ansieda-
os participantes, 36% referiram dor mesmo com uso de de e nenhum paciente apresentava escore indicativo
analgésicos, e, destes, 52% referiram que a dor piorou para depressão na primeira medida. No GE, 30% dos
durante a infusão da QT. Em geral, as mulheres apre- pacientes apresentavam-se ansiosos na primeira medi-
sentaram mais dor do que os homens (42% vs 15%), na da e 10% deprimidos. Ambos, GC e GE, apresentaram
maioria de forte intensidade (50% vs 7%). Das mulhe- resultados decrescentes no transcorrer do tratamento.
res com dor, apenas 16% estavam em uso de opiódes Ao correlacionar FACT-H&N e HADS, no GC, em todas
fortes sob orientação médica. As causas da dor duran- as medidas o escore total esteve inversamente associa-
te a QT não puderam ser correlacionadas. Conclusão: do aos sintomas de AD, ou seja, quanto maior o escore
Mais de um terço dos pacientes oncológicos estudados de AD, pior a QVRS. No GE, resultado semelhante foi
apresentaram queixa de dor mal controlada durante encontrado para as medidas nos tempo 90 e 180 dias.
a infusão da QT, mostrando que esta queixa tem sido Na analise de variância por grupos, constatou-se que
subavaliada ou desvalorizada nas consultas médica de no GC houve um efeito temporal estatístico significa-
controle. tivo para piora do bem-estar social/familiar (p=0,02) e
das preocupações adicionais (p=0,01). No GE houve um
Contato: LUCIANA BUTTROS DE PAULA -
efeito temporal estatístico significativo para redução da
ubuttros@gmail.com
prevalência de ansiedade (p=0,001) e para melhora do
bem-estar emocional (p=0,01). Conclusão: a estratégia
educativa, multimidiática e baseada nos princípios do
TEMÁRIO: ENFERMAGEM autogerenciamento, favoreceu os pacientes do GE para
CÓDIGO: 60338 uma melhor resposta adaptativa a doença. (Pesquisa
integrante do Processo FAPESP: 2015/09139-7)
EDUCAÇÃO AO PACIENTE COM Contato: EDVANE BIRELO LOPES DE DOMENICO
CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO domenico.edvane@unifesp.br
APOIADA EM MULTIMÍDIA E NO
AUTOGERENCIAMENTO: ESTUDO
EXPERIMENTAL
TEMÁRIO: TUMORES UROLÓGICOS - PRÓSTATA
Autores: Flávia Tatiana Pedrolo Hortense; Cristiane
CÓDIGO: 60414
Decat Bergerot; Edvane Birelo Lopes De Domenico;
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
EFEITO DO POLIMORFISMO ALA16VAL-
Introdução: O câncer de cabeça e pescoço pode re- SOD2 NO DESEQUILÍBRIO DO CÂNCER
sultar em deficiências funcionais e estéticas e as ações DE PRÓSTATA - ANALISE IN VITRO E IN
educativas são importantes no processo de adaptação VIVO
e geração de habilidades para o autogerenciamento.
Autores: Maiquidieli Dal Berto; Giovana Tavares
Objetivo: avaliar comparativamente um programa dos Santos; Aniúsca Vieira dos Santos; Taiana Haag;
educativo multimidiático, baseado nos princípios do Fernanda Barbisan; Verônica Azzolin; Ivana Beatrice
autogerenciamento (GE), com um programa educativo Mânica da Cruz; Claudia Giuliano Bica;
convencional (GC), pelas aferições da qualidade de vida, Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS DA
ansiedade e depressão. Método: estudo experimental, SAÚDE DE PORTO ALEGRE
randomizado e controlado, com seguimento de 12 me-
Introdução: Segundo o Instituto Nacional do Câncer
ses, de outubro/2015 a abril/2017. Local: ambulatório
foram estimados para o Brasil, em 2017, 61.200 casos
de Otorrinolaringologia de um hospital geral da cida-
novos de câncer de próstata, e seu desenvolvimento e
de de São Paulo. Desenho do GE: programa educativo
sua agressividade têm sido associados com o aumento
apoiado em material impresso e vídeo, submetidos
dos níveis de espécies reativas de oxigênio. O combate
previamente a avaliação de conteúdo. Instrumentos
a estas espécies envolve o sistema antioxidante enzi-
utilizados Functional Assessment Cancer Therapy Head
mático mitocondrial composto pela Superóxido Dismu-
and Neck (FACT-H&N) e Escala Hospitalar de Ansieda-
tase (SOD2) e Glutationa Peroxidase (GPx). Nos seres
de e Depressão (HADS). Análises estatísticas: Exato de
humanos há um polimorfismo denominado Ala16Val-
Fisher, correlação de Pearson e de Spearman e análise
-SOD2, que consiste de três possíveis genótipos: AA
de variância para medidas repetidas. Resultados: dos
(associado a uma elevada atividade da enzima SOD2,
20 pacientes selecionados, dez compuseram o Grupo
com maior produção de peróxido de hidrogênio- H202)
Controle (GC) e dez o Grupo Experimento (GE). Houve
VV (menor atividade da SOD2 com aumento dos níveis
diferença significativa no escore total do FACT-H&N
do Superóxido – O2•-) e AV (equilíbrio entre ambos).
(0,0012), considerando a interação grupos e tempos.
Estudos demonstraram que indivíduos portadores do
Na análise da HADS, não houve diferença estatística
genótipo AA possuem mais risco de desenvolver câncer

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 34


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

de próstata. Entretanto, o impacto do polimorfismo da (n=41). Todos os participantes foram avaliados antes e
SOD2 na agressividade tumoral do câncer de próstata após a intervenção por meio de formulário com dados
ainda não foi avaliado. Objetivo: Avaliar a associação sociodemográficos e clínicos,Escala numérica de dor,Es-
do polimorfismo Ala16Val-SOD2 e a agressividade do cala de capacidade funcional de Karnofsky, Pictograma
Câncer de Próstata através de dois protocolos, in vivo de Fadiga,Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão
e in vitro combinado. Método: A etapa in vivo consis- e Escala de Qualidade de Vida (EORTC-30).O grupo ex-
tiu de um estudo de caso controle, onde foram anali- perimental recebeu a IME uma vez por semana (6 ses-
sados 305 indivíduos, sendo 249 controles e 56 casos, sões com estratégias educativas sobre o manejo de
oriundos de um hospital de referência de Porto Alegre/ sintomas, técnicas de resolução de problemas e técni-
RS. Todos os pacientes eram caucasianos, com 50 anos cas de relaxamento) e uma pasta contendo CD e diário
de idade. Os critérios de inclusão foram pacientes com de sintomas.O grupo controle recebeu uma pasta com
diagnóstico patológico de adenocarcinoma de próstata. o diário de sintomas e o cuidado usual (consultas de
A classificação para o estadiamento TNM foi baseada enfermagem, orientações de rotina, acesso ao progra-
nos critérios American Joint Committee e o grau pelo ma Alô Enfermeiro, para tirar dúvidas ao longo do tra-
escore de Gleason. Amostras de sangue foram coleta- tamento). As enfermeiras que aplicaram a intervenção
das, buscando analisar o polimorfismo pela técnica de foram treinadas e seguiram o manual da intervenção. O
reação em cadeia da polimerase (PCR). A etapa in vitro estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa
foi realizada para investigar o impacto do desequilíbrio e seguiu todos os preceitos éticos para pesquisa com
da SOD2 sobre a proliferação celular. Células da linha- seres humanos. Para análise dos dados utilizou-se um
gem de câncer de próstata foram expostas a um gra- modelo de efeitos mistos para comparação dos des-
diente de concentração de paraquat e de porfirina a fim fechos entre os grupos. Resultados: Os participantes
de criar uma semelhança observada nos genótipos VV eram mulheres (54,5%),com idade média de 55 anos,10
e AA da SOD2. Resultados: Portadores do genótipo VV anos de escolaridade média e boa capacidade funcio-
apresentaram uma maior pontuação de Gleason, mos- nal. No início do estudo os grupos não apresentaram
trando-se mais agressivo, comparados ao genótipo AA. diferença significativa quanto ao sexo, idade, escolari-
Na análise in vitro somente a porfirina (AA) foi capaz de dade, renda, tipo de câncer e tipo de tratamento. Após
diminuir a proliferação e inibir significativamente o ciclo a intervenção o grupo experimental apresentou redu-
celular na fase S. Conclusão: Os resultados descritos ção significativa da perda de apetite (p=0,001) e tendên-
sugerem que a alteração do estado redox pode ser ex- cia de redução da insônia (p=0,056). Não se observou,
plorada terapeuticamente no tratamento do Câncer de no entanto, superioridade do grupo experimental em
Próstata, merecendo ser investigado em estudos pré- relação ao grupo controle para dor, fadiga, ansiedade,
-clínicos e clínicos. depressão e náuseas/vômito. A qualidade de vida geral
melhorou no grupo experimental, mas não houve dife-
Contato: MAIQUIDIELI DAL BERTO
rença significativa entre os grupos para este desfecho.
maiquidieli@live.com
Conclusão: A Intervenção Multimodal de Enfermagem
melhorou o apetite e reduziu a insônia de pacientes
com câncer. Enfermeiros devem testar e aprimorar in-
TEMÁRIO: ENFERMAGEM tervenções de enfermagem para minimizar sintomas
CÓDIGO: 59652 em pacientes com câncer.
Contato: DENISE BORGES REGO MINARI
EFEITOS DE UMA INTERVENÇÃO denise_br_6@hotmail.com
MULTIMODAL DE ENFERMAGEM NO
MANEJO DE SINTOMAS DE PACIENTES
COM CÂNCER
TEMÁRIO: PULMÃO
Autores: Marina de Góes Salvetti; Suzana Cristina
CÓDIGO: 59853
Teixeira Donato; Caroline Silva Pereira; Isadora Cardoso
Salles; Denise Borges Rego Minari;
Instituição: HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS
EPITHELIAL THYMIC NEOPLASMS –
CLINICAL FEATURES AND OUTCOMES
Objetivo: Avaliar os efeitos de uma Intervenção Mul- OF PATIENTS TREATED AT THE
timodal de Enfermagem (IME) no manejo de sintomas ONCOLOGY SERVICE OF THE FEDERAL
e qualidade de vida de pacientes com câncer. Método:
UNIVERSITY OF SÃO PAULO
Ensaio clínico randomizado, desenvolvido em um hos-
pital público de referência para o tratamento do cân- Autores: Mayndra Mychelle Landgraf; Vinicius Agibert
de Souza; Lais Cristhine Santos Souza; Hakaru
cer,no período de setembro de 2015 a dezembro de
Tadokoro; Daiane Pereira Guimarães; Michelle Samora
2016. A amostra incluiu 87 pacientes com câncer em de Almeida; Christian Ribas;
tratamento com quimioterapia ou radioterapia, distri-
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
buídos em grupo experimental (n=46) e grupo controle

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 35


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

Introduction: Tumors of the thymus comprise less alta dose. O benefício dessa estratégia ainda é duvido-
than 1% of all adult cancers, and only limited epidemio- so em idosos. Método: Foram incluídos retrospectiva-
logic data are available about them. Objective: To re- mente pacientes com 70 anos de idade ou mais porta-
port our experience with epithelial thymic neoplasms dores de CECPLA a e com doença irressecável, tratados
in the last 9 years. Methods: Clinical data from patients com radioterapia (RT) definitiva associada ou não à qui-
with thymic neoplasms seen at our Hospital between mioterapia, com objetivo primário de avaliar a sobrevi-
2008 and 2017 were retrospectively collected. Results: da global (SG) nessa população. Aplicamos o Índice de
Twenty one patients were treated during this period. Charlston modificado para câncer de cabeça e pescoço
Thirteen (62%) were female and 8 (38%) were male. (ICC-HN) para avaliar comorbidades. A SG foi analisada
Median age at diagnosis was 49 years (range, 26 to 87). através do método de Kaplan-Meier. Fatores relaciona-
Fifteen (71%) patients were diagnosed with thymoma; dos a prognóstico foram comparados através de teste
WHO histologic subtypes were: type A, 1 pt; AB, 3pts; de log-rank e regressão de Cox. Resultados: Incluímos
B1, 4 pts; B2, 3 pts, B3, 3pts; 1 case was not classified. 113 pacientes, com idade mediana de 76 anos (70-92).
Six (28%) patients had thymic carcinoma. Myasthenia Os sítios primários de doença mais prevalentes foram
gravis was present in 6 (28%) of thymoma patients. cavidade oral e orofaringe (34% e 28%). A maioria dos
There wasn’t any case of pure red cell aplasia. Masaoka pacientes eram estádio IVA/B (84%), tinham ECOG-PS<2
stage distribution was: I, 3 pts; II, 4 pts; III, 7 pts; IV, 7 (67%) e um ICC-HN de 0 (59%). Sessenta e um pacien-
pts. The most common metastatic sites were pleura, tes (54%) receberam RT exclusiva, enquanto 25% foram
peritoneum and lymph nodes. Thirteen (62%) patients submetidos à quimioterapia neoadjuvante (nQT) e 21%
underwent thymic resection. Twelve (57%) patients re- à QRT. Durante neoadjuvância, 5 pacientes interrompe-
ceived radiotherapy. Twelve (57%) patients received ram tratamento (3 por toxicidades e 2 por progressão
chemotherapy. CAP (cyclophosphamide, doxorubicin, de doença). RT com fracionamento convencional foi re-
CDDP) was the main chemotherapy used for thymo- alizada em 75% dos pacientes, enquanto 25% recebe-
mas. CAP and the regimen of paclitaxel plus carboplatin ram esquemas de hipofracionamento. A necessidade
were equally used for thymic carcinomas. Progression de sondagem para alimentação ocorreu em 39% dos
from first-line chemotherapy was observed in 7 (33%) pacientes, enquanto 14% necessitou alguma interna-
patients in a median of 12 months (range, 1-20). Median ção até o 30 dia do início do tratamento radioterápico.
follow-up was 45 months (range, 1 to 104). At the time Das 21 interrupções durante a RT, 10 foram por toxici-
of the analysis, 14 (67%) patients were alive, 3 (14%) was dade limitante e 5 pacientes morreram. Com seguimen-
lost to follow-up, and 4 (19%) had died. Conclusion: A to mediano de 11,2 meses, a mediana de SG foi de 17,9
high proportion of advanced stage disease at diagnosis meses (9,2-26,7). Idade maior que 75 anos e esquemas
was observed, with possible influences on reduced re- de RT hipofracionada foram associados a piores desfe-
sectability and survival, despite multimodal treatment chos de sobrevida (p=0,027 e 0,002). Após ajuste para
offered to most patients. ECOG-PS e quimioterapia concomitante, esses fatores
perderam associação estatisticamente significativa com
Contato: MAYNDRA MYCHELLE LANDGRAF
sobrevida. Conclusão: Paciente idosos portadores de
mayndra22@hotmail.com
CECPLA apresentam SG curta e toxicidades importan-
tes relacionadas ao tratamento. A inclusão de quimio-
terapia no tratamento definitivo desses pacientes não
TEMÁRIO: TUMORES DE CABEÇA E PESCOÇO demonstrou benefício em sobrevida na nossa amostra.
CÓDIGO: 60382 É necessária uma seleção apropriada e criteriosa na es-
colha do melhor tratamento definitivo destes pacientes.
ESTRATÉGIAS DE TRATAMENTO Contato: MAURICIO FERNANDES
DEFINITIVO EM PACIENTES IDOSOS mauriciofernandes.mf@gmail.com
PORTADORES DE CÂNCER DE CABEÇA E
PESCOÇO LOCALMENTE AVANÇADO
Autores: Gabriel Clemente de Brito Pereira; Mauricio
TEMÁRIO: PULMÃO
Fernandes; Luana Guimarães de Sousa; Bruno Melo
Fernandes; Gustavo Nader Marta; Gilberto de Castro CÓDIGO: 59931
Junior; Milena Perez Mak;
Instituição: INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO ESTUDO DE MUNDO REAL DE
PAULO OSIMERTINIBE EM CÂNCER DE PULMÃO
NÃO PEQUENAS CÉLULAS RECORRENTE
Introdução: A incidência de câncer em população ido-
sa está em crescimento. O tratamento padrão para
OU METASTÁTICO T790M-POSITIVO: A
carcinoma epidermóide (CEC) de cabeça e pescoço lo-
EXPERIÊNCIA BRASILEIRA
calmente avançado (CECPLA), quando irressecável, é a Autores: Luiz Henrique Araujo; Pedro Rafael Martins de
quimiorradioterapia (QRT) baseada em cisplatina em Marchi; Marcos André Portella; Ana Caroline Zimmer

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 36


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

Gelatti; Clarissa Maria de Cerqueira Mathias; Marcelo TEMÁRIO: POLÍTICAS PÚBLICAS


Graziano Custodio; Gisele Caccia; Gilberto Castro Jr.; CÓDIGO: 60645
Instituição: INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER – INCA
ESTUDO SOBRE ATENDIMENTOS
Introdução: Osimertinibe é o novo tratamento padrão
no câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC)
DE URGÊNCIA CAUSADOS POR
com progressão após um inibidor de tirosina cinase
NEOPLASIAS EM 2016 NO BRASIL.
(TKI) contra EGFR e que apresenta a mutação T790M. Autores: Bianca Alves de Miranda; Camylla Santos
Com base nos resultados do estudo AURA3, que le- de Souza; Yngrid Souza Luz; Marina de Paulo Sousa
varam à aprovação desta terapia mundialmente, nós Fontenele Nunes; Patrícia Fraga Paiva; Isabela Corrêa
Cavalcanti Sá; Alessandra Jung Straub; Caroline
conduzimos o estudo ASTRIS. Método: Trata-se de um
Freiesleben Cruz; Lara Ferreira Ventura; João David de
estudo de fase IV, internacional, multicêntrico, aberto,
Souza Neto;
com objetivo de verificar a eficácia e segurança de osi-
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
mertinibe na dose de 80 mg/dia, por via oral. Os pa-
cientes elegíveis apresentavam diagnóstico de CPNPC Introdução: Estima-se que, em 2005, ocorreram 35
T790M-positivo, em progressão após terapia prévia com milhões de mortes por doenças crônicas no mundo,
EGFR-TKI, performance status de 0-2 e função orgânica sendo 21,7% por neoplasias, as quais triplicaram em
adequada. Foram excluídos pacientes com doença sin- 2016. A alta prevalência de neoplasias é considerada
tomática em sistema nervoso central (SNC), história de uma consequência de uma transição epidemiológica de
pneumonite e prolongamento do intervalo QT. Nesta perfil crônico-degenerativo, de forma que outras mor-
análise interina, apresentamos os dados epidemiológi- bidades podem estar associadas e implicar mais com-
cos e o perfil molecular dos primeiros 40 paciente inclu- plicações, levando a intervenções e procedimentos de
ídos. Resultados: Quarenta pacientes foram incluídos urgência. Objetivo: Analisar os índices de neoplasias
entre agosto de 2015 e março de 2017. A idade media- em 2016 observados em atendimentos de urgência no
na foi de 63,5 anos (36-89) e a maioria dos pacientes era Brasil. Método: Estudo descritivo, com dados obtidos
do sexo feminino (65%). Trinta e quatro pacientes (85%) pelo DATASUS, em que foram analisadas as variáveis
foram diagnosticados com estadios IIIB/IV e apenas 3 sexo, faixa etária, cor e raça, internações, óbitos e taxa
(7,5%) apresentavam PS de 2. Vinte pacientes (50%) ha- de mortalidade em pacientes com neoplasias aten-
viam sido tratados previamente com gefitinibe, vinte e didos em caráter de urgência no Brasil durante 2016.
quatro (60%) com erlotinibe e 1 (2,5%) com afatinibe. Resultados: Em 2016, o número de pacientes com
Dezessete pacientes tiveram avaliação de doença em neoplasias que receberam atendimento de urgência
SNC, sendo 13 (76,5%) por ressonância e 4 (23,5%) por no Brasil foi em torno de 350 mil, com 162.283 casos
tomografia. Destes 17 pacientes, 10 (58,8%) apresen- só no Sudeste, sendo a neoplasia maligna de mama a
tavam alguma lesão. As deleções do exon 19 foram a que deteve maior número de internações. O Sul apare-
mutação primária de EGFR mais frequente, presentes ce como a 2ª região com mais casos (89.023), sendo a
em 25 casos (62,5%), seguidas da mutação L858R no neoplasia maligna de cólon a mais prevalente (8.386).
exon 21 em 13 casos (32,5%). A pesquisa de T790M foi Dentre todas as neoplasias listadas no CID-10, as outras
realizada no plasma (“biópsia líquida”) em 22 pacientes neoplasias tiveram o maior número de casos (36.034),
(55%) e no tumor em 18 (45%). As amostras tumorais seguida da neoplasia maligna de cólon (25.855) e leuce-
foram obtidas do tumor primário em 8 casos (47%) e mia (24.282). O sexo feminino apresentou o maior nú-
de metástases em 9 (53%). O tempo de seguimento mero de internações (182.700), com 80.758 internações
mediano do estudo foi de apenas 1,5 meses, portanto apenas no Sudeste. Brancos possuem 155.723 casos de
ainda precoce para avaliação da eficácia ou segurança. internações enquanto que os indígenas apenas 142, de-
Conclusão: O perfil epidemiológico e molecular dos pa- monstrando, assim, uma diferença significativa. Foram
cientes incluídos em centros brasileiros se assemelha internados mais pacientes entre 60-69 anos (79.319),
ao dos centros internacionais. Assim como vem sendo seguido dos entre 50-59 anos (73.235), sendo ambas
observado na literatura, parece haver uma predileção as faixas etárias mais prevalentes no Sudeste (39.873 e
do T790M em casos com deleção do exon 19. O estudo 35.278). 1.468 casos foram de pacientes ≥1 ano. Houve
também revela o papel da biópsia líquida na detecção da 51.631 óbitos no total, com 25.709 óbitos no Sudeste.
mutação T790M em detrimento da re-biópsia tumoral. A neoplasia que se mostrou mais letal foi a maligna
no trato respiratório (5.126 óbitos), onde 2.484 deles
Contato: LUIZ HENRIQUE ARAUJO
pertenciam ao Sudeste. A neoplasia de mama foi o 2º
luizaraujo@institutocoi.org
caso que apresentou o maior número de óbitos (4.120),
dos quais 2.221 eram do Sudeste. Conclusão: As ne-
oplasias malignas são afecções ainda frequentemente
atendidas nas emergências brasileiras, cursando com
elevada morbimortalidade. Portanto, o conhecimento

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 37


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

dos dados supracitados é importante para conscienti- aos pacientes em tratamento. LATS2, tanto na análise
zar o profissional emergencista a buscar sempre estar de fase da doença quanto na resistência/sensibilidade
preparado para um eventual atendimento de urgência ao imatinibe, apresentou superexpressão em relação
de pacientes oncológicos. ao grupo controle (mediana FC x Ctrl: 417.8 x 16.8; FA x
Ctrl: 358.4 x 16.6; R x Ctrl: 395.9 x 16.56; S x Ctrl: 173.7
Contato: CAMYLLA SANTOS DE SOUZA
x 110.8 URE). Não houve correlação estatística entre a
camylladesouza@outlook.com
expressão dos genes da via Hippo e o Índice de Sokal. O
estudo traz novas perspectivas no tratamento, de ma-
neira a relacionar vias de sinalização celular e regulado-
TEMÁRIO: HEMATOLOGIA res de ciclo celular na LMC, visando o desenvolvimento
CÓDIGO: 59532 de novos marcadores e/ou fármacos seletivos.
Contato: ANA PAULA ZAMBUZI CARDOSO MARSOLA
EXPRESSÃO GÊNICA DE LATS1/2 anafarma_usp@yahoo.com.br
E AURORA QUINASENOVAS
PERSPECTIVAS TERAPÊUTICAS DA
LEUCEMIA MIELÓIDE CRÔNICA
TEMÁRIO: FARMÁCIA
Autores: Ana Paula Zambuzi Cardoso Marsola; Belinda
CÓDIGO: 60161
Pinto Simões; Leonardo Palma; Sandra Mara Burin;
Maria Gabriela Berzoti Coelho; Lorena Lobo de
Figueiredo Pontes; Fabiola Attié de Castro; FATORES ASSOCIADOS À ADESÃO AO
Instituição: FACULDADE DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS TRATAMENTO COM TAMOXIFENO EM
DE RIBEIRÃO PRETO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA DE
Introdução: A leucemia mielóide crônica (LMC) é uma
UMA INSTITUIÇÃO ONCOLÓGICA DA
neoplasia mieloproliferativa resultante da expansão
REGIÃO SUL DO BRASIL
clonal da célula-tronco hematopoiética BCR-ABL+ e está Autores: Marcelo Tsuyoshi Yamane; Evelyn Castillo Lima
associada ao oncogene BCR-ABL1 que codifica a prote- Vendramini; Solane Picolotto; Crislayne Bontorin; Thais
ína Bcr-Abl com atividade de tirosina-quinase com po- Abreu de Almeida; Jose Claudio Casali da Rocha; Jeanine
Marie Nardin;
tencial mitogênico e resistência a apoptose das células
leucêmicas. O tratamento da LMC é realizado pelos ini- Instituição: LIGA PARANAENSE DE COMBATE AO
CANCER
bidores de tirosina quinase (TKI) que induzem remissão
citogenética. O estudo avaliou a expressão dos genes Introdução: O câncer de mama, excluindo o câncer
da via Hippo: LATS1, LATS2, YAP, TAZ e genes Aurora A de pele não melanoma, é o mais prevalente entre as
e B no sangue periférico de 63 pacientes adultos, com mulheres no mundo, representando 28% dos casos.
média de idade de 44 anos, 87,3% da raça branca e Dentre os tratamentos, a terapia endócrina oral com
57,1% do sexo masculino, nas fases crônica, acelerada tamoxifeno melhora o prognóstico das pacientes, com
e blástica da LMC, sensíveis ou resistentes ao imatinibe tumores hormonais positivos, em cerca de 70%. A du-
e em indivíduos sadios, além da correlação ao Índice ração do tratamento pode chegar a mais de 10 anos,
prognóstico de Sokal através de prontuário médico. Os tornando a adesão desafiadora. A sua má adesão, que
pacientes foram oriundos do HCFMRP-USP.57,1% dos pode chegar a 70%, é preocupante porque se relaciona
pacientes utilizavam imatinibe e os demais dasatinibe a menores taxas de sobrevida. Objetivo: Determinar a
ou nilotinibe. As células mononucleares dos pacientes relação entre adesão ao tratamento com tamoxifeno,
foram separadas pelo método Ficoll-Hypaque®, a ex- com etnia, estadiamento ao diagnóstico, nível de esco-
tração de RNA pelo método Trizol® e síntese de cDNA laridade e idade das pacientes com câncer de mama de
por meio do kit High Capacity cDNA reverse transcrip- uma instituição oncológica da região sul do Brasil. Mé-
tion®. A quantificação gênica foi obtida por PCR-real todo: Foi realizado estudo prospectivo para determinar
time com sondas TaqMan. A análise estatística foi re- a adesão ao tratamento com tamoxifeno. Esta foi ava-
alizada por meio do software GraphPad Prism 5.0. Os liada em 146 pacientes pelo método Morisky (MMAS-4)
resultados obtidos sugerem atuação da cascata de si- aos 3, 6 e 12 meses de terapia, assim como pela taxa de
nalização da via Hippo na LMC. LATS1 mostrou-se mais posse da medicação (MPR). Os dados de adesão foram
expressa na fase crônica da LMC (FC x Ctrl: 417.8 x 16.8) relacionados com etnia, estadiamento ao diagnóstico,
e no grupo resistente ao imatinibe (R x Ctrl: 261.8.7 x nível de escolaridade e idade das pacientes, determina-
99.7), assim como AUKB maior expressão nos pacientes dos por questionário estruturado. Resultados: Confor-
em fase avançada (FA x Ctrl: 28.4 x 11.6 URE). Já AURKA me MMAS-4, 62%, 68% e 71% das pacientes apresenta-
maior expressão em ambas as fases e resistência/sen- ram alta adesão (3, 6 e 12 meses respectivamente), e ¼
sibilidade ao imatinibe (mediana FC x Ctrl: 40.4 x 13.2; delas apresentaram adesão imprópria nos 3 momentos
FA x Ctrl: 59.3 x 13; R x Ctrl: 65.9 x 13.1; S x Ctrl: 40.3 x avaliados. Consistência foi observada entre os 3 e 6 me-
12.9 URE). O gene TAZ não apresentou superexpressão ses (p=0,046) e redução na adesão foi verificada de 6
nos grupos estudados o que indica bom prognóstico para 12 meses. Apesar de 5% dos pacientes serem con-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 38


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

siderados não-aderentes por MPR, não foi observada Jan/10 até Jun/17, N=270 pts com diagnóstico de câncer
relação com MMAS-4. Nenhuma correlação entre ade- de pâncreas foram avaliados e N=9 pts foram incluídos
são e estadio clinico foi verificado. Quando avaliado a (3,3%), sendo N=4 com TB (44%) e N=5 com TI (56%). A
etnia, aos 3 meses de tratamento foi observado melhor idade mediana foi 63 anos (57-80 anos) e N=6 pts (66%)
perfil de adesão entre brancos quando comparado com eram homens. A maioria dos pts tinha EC III N=7 (78%),
demais grupos (p=0,024), porém para 6 e 12 meses de e N=6 (67%) tinham localização na cabeça pancreática.
tratamento não houve diferença nesse perfil. Quanto à O tamanho mediano da lesão primária foi de 5cm (2,7-
escolaridade, aos 12 meses de tratamento, é observa- 5,3cm). Todos os pts tinham KPS inicial ≥90%. O tempo
do um pior perfil de adesão em pacientes com melhor mediano seguimento foi de 12,4 meses (2,33-46,2). Pts
de escolaridade quando comparado com os demais receberam uma mediana de 6 ciclos (5-19) de QT neo-
(p=0,043). Conclusão: Diferente do que a literatura adjuvante. N=6 (66%) pts necessitaram de redução ou
pesquisada mostra, a adesão foi pior em pacientes com atraso de dose da QTNeo durante o tratamento. N=3
mais escolaridade, e as pacientes brancas, obtiveram (33%) pts apresentaram alguma toxicidade clínica ≥G3 e
melhor perfil de adesão. Um dado preocupante é que N=1 (11%) apresentou toxicidade hematológica ≥G3. Ao
¼ das pacientes apresentaram adesão imprópria, colo- tempo da análise, N=8 pts tinham avaliação de resposta
cando em risco um desfecho clínico abaixo do deseja- objetiva. A tx. de resposta parcial foi de 50% (N=4), a de
do. A análise identificou características das pacientes, doença estável foi de 25% (N=2) e a de progressão foi
associadas a vulnerabilidade durante o tratamento e de 25% (N=2). Dentre os N=4 pts que tiveram resposta
pode ajudar a melhorar a adesão, a qualidade dos cui- parcial, N=2 pts apresentaram também downstaging ra-
dados e a sobrevida das pacientes. diológico e eram pts com diagnóstico inicial de TB. Con-
clusão: Dados sugerem que a QTNeo com FOLFIRINOX
Contato: JEANINE MARIE NARDIN
foi eficaz e segura para pts com TB ou TI do pâncreas.
jemarie@terra.com.br
Entretanto, chama a atenção a baixa tx. de downstaging
tumoral para tumores ressecáveis. Dados do presente
estudo suportam a condução de um estudo prospec-
TEMÁRIO: TUMORES TGI SUPERIOR tivo e randomizado para confirmação dos resultados.
CÓDIGO: 59429 Contato: BRUNO MENDONCA PROTASIO DA SILVA
bruno_protasio@yahoo.com.br
FOLFIRINOX NEOADJUVANTE PARA
CÂNCER DE PÂNCREAS BORDERLINE
OU IRRESSECÁVEL EM SALVADOR-
BA, BRASIL: ANÁLISE DE EFICÁCIA E TEMÁRIO: MELANOMAS

SEGURANÇA. CÓDIGO: 60448

Autores: Bruno Mendonça Protásio; Mirela Souto;


Eldsamira Mascarenhas; Clarissa Mathias; Eduardo
FREQUÊNCIA DA MUTAÇÃO DO GENE
Moraes; BRAF EM PACIENTES COM MELANOMA
Instituição: NÚCLEO DE ONCOLOGIA DA BAHIA AVANÇADO EM UM SERVIÇO
ONCOLÓGICO BRASILEIRO
Introdução: Baseado no estudo PRODIGE/ACCORD,
Autores: Bruna Mayara Rocha Garcia; Aline Da Rocha
o regime FOLFIRINOX (5-Floururacil, leucovorin, oxali-
Lino; Tamise da Silva Baptista; Lucilda Cerqueira Lima;
platina e irinotecano) se tornou padrão para pacientes Rita Ferrúa de Oliveira Dias; Tadeu Ferreira de Paiva
(pts) com câncer de pâncreas metastático e abriu uma Junior; Lizana Arend Henrique;
nova perspectiva de tratamento para pts com tumores Instituição: CEPON
borderlines (TB) e irressecáveis não-metastáticos (TI).
Objetivo: O objetivo do presente estudo é avaliar a Fundamentos: Inibidores do BRAF prolongam sobrevi-
eficácia e segurança do regime de quimioterapia neo- da global e constituem uma das principais ferramentas
adjuvante (QTNeo) com FOLFIRINOX em pts com TB ou de tratamento de pacientes com melanoma maligno
TI tratados na comunidade. Método: Estudo de coorte avançado (MMA) portadores da mutação V600 do gene
retrospectivo, uni-institucional, que incluiu todos os pts BRAF. Baseado em dados de uma série australiana,
consecutivos com TB ou TI do pâncreas tratados com acredita-se que 50% dos pacientes com MMA possuam
pelo menos 1 ciclo de QTNeo com FOLFIRINOX. Des- mutação do BRAF. No entanto, não possuímos dados
fecho primário foi tx. de resposta objetiva. Desfechos da frequência da mutação BRAF na população brasilei-
secundários foram taxa de conversão para doença res- ra com melanoma. Objetivo: Avaliar a frequência da
secável (tx. de downstaging tumoral) e toxicidades gra- mutação V600 do gene BRAF em pacientes com MMA
ves relacionadas ao tratamento. Avaliação de resposta em um serviço de referência oncológica brasileiro e
objetiva foi feita pelo RECIST 1.1, a de ressecabilidade estratificá-los por faixa etária ao diagnóstico, sexo e
foi feita segundo a classificação da Society of Abdomi- localização da mutação encontrada. Método: Estudo
nal Radiology/American Pancreatic Association e a de retrospectivo, elaborado a partir da revisão dos pron-
toxicidades foi feita pelo CTCAE 4.3. Resultados: De tuários dos pacientes com MMA investigados para mu-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 39


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

tação do gene BRAF no período de dezembro de 2012 entre os anos de 2001 e 2011. A amostra foi de conve-
a dezembro de 2016. A pesquisa da mutação foi rea- niência, não probabilística, incluindo todos os pacientes
lizada por 2 laboratórios de referência, que usaram o com diagnóstico de melanoma no período. O total de
teste PCR em tempo real Cobas do Laboratório Roche. 523 casos de melanoma cutâneo primário ou metas-
Resultados: Dentre os 160 pacientes da amostra, 130 tático foi avaliado. Resultado: Dos 523 pacientes com
foram elegíveis para análise. Destes, 64 (49%) possuíam melanoma avaliados neste estudo, 12 (2,3%) tiveram
mutação do BRAF, resultado semelhante aos dados in- diagnóstico de doença metastática sem tumor primá-
ternacionais. A prevalência da mutação foi dividida de rio detectável. O principal sítio de metástases foi o lin-
acordo com as faixas etárias, como segue: entre 20-29 fonodo (50%) - linfonodos inguinais (25%), axilar (16%)
anos, 80% dos pacientes tinham BRAF mutado; de 30- e periaórticos (8,3%). Metástases pulmonares foram
39, 58%; entre 40-49 havia 43%; de 50-59, 59%; entre encontradas em três pacientes (25%). Metástases para
60-69, 52%; e acima de 70 anos, apenas 8,3% dos pa- fígado, osso e pele foram observadas em um caso para
cientes tinham a mutação do gene BRAF. Este resultado cada sítio (8,3%). Desses 12 pacientes com melanoma
confirma o dado de quanto mais jovem, maior chance metastático com sítio primário desconhecido, quatro
de ser portador da mutação do BRAF, contudo, não foi (33,3%) evoluíram para óbito em seis meses, quatro
a totalidade de nossos pacientes (apenas 80%) entre evoluíram para óbito em um ano, dois perderam o se-
20 e 29 anos (4 pacientes) que possuíam a mutação. guimento e dois foram tratados e não apresentam reci-
A média de idade dos pacientes ao diagnóstico foi de divas até o momento. Dos pacientes com óbito precoce,
51,4 anos. Não foi observado padrão de diferença de três tinham sido estadiados como estádio IV e um como
mutação entre os sexos e faixa etária. A totalidade dos estádio III. Conclusão: A evolução clínica dos pacientes
pacientes (100%) com mutação do BRAF apresentavam metastáticos com melanoma de sítio primário desco-
o genótipo V600E. Conclusão: A frequência de mutação nhecido é melhor em relação aos pacientes metastá-
do gene BRAF na população brasileira encontrada em ticos com lesão primária conhecida, quando os dois
nosso estudo foi de 49%, compatível com os resultados grupos estão no mesmo estádio. Dessa forma, o fator
encontrados, da mesma forma, a maior proporção da mais determinante do curso clínico e do prognóstico é
mutação em pacientes diagnosticados com melanoma a localização das metástases. A maioria dos pacientes
ainda muito jovens. que apresenta doença sistêmica ao diagnóstico perde
a chance de cura, como muitos pacientes com cutâneo
Contato: BRUNA MAYARA ROCHA GARCIA
primário fino e doença regional ao diagnóstico
brumgarcia@gmail.com
Contato: GUSTAVO DE OLIVEIRA BRETAS
golbretas@gmail.com

TEMÁRIO: MELANOMAS
CÓDIGO: 60184
TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA
HÁ DIFERENÇA DE SOBREVIDA GLOBAL CÓDIGO: 58660
ENTRE OS PACIENTES COM MELANOMA
PRIMÁRIO CONHECIDO COMPARADO HÁ DIFERENÇA NOS SÍTIOS DAS
AOS PACIENTES COM MELANOMA METÁSTASES DO CÂNCER DE
PRIMÁRIO DESCONHECIDO? ANÁLISE MAMA CONFORME OS SUBTIPOS
DE 523 CASOS. MOLECULARES?
Autores: Gustavo de Oliveira Bretas; Alberto Julius Alves Autores: Patrícia Ferreira Ribeiro Delfino; Camila Piqui
Wainstein; Ana Paula Drummond-Lage; Flávia Vasques Nascimento; Clarissa Lôbo Portugal da Cunha; Eduarda
Bittencourt; Milhem Jameledien Morais Kansaon; da Costa Marinho; Felipe Andrés Cordero da Luz;
Fernando Augusto de Vasconcellos Santos; Marcelo José Barbosa Silva; Rafael Mathias Antonioli;
Thais Rezende Mendes - Mendes; Rogério Agenor de
Instituição: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS
Araújo;
SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Instituição: HOSPITAL DO CÂNCER EM UBERLÂNDIA
Introdução: O melanoma é essencialmente cutâneo.
Em alguns pacientes, não é possível determinar a loca- Introdução: A neoplasia mamária é uma doença ex-
lização do tumor primário. A incidência de melanoma tremamente complexa pela diversidade morfológica,
com sítio primário desconhecido varia de 2 a 15%. Ob- biológica e clínica. Tumores da mama histológica e cli-
jetivo: Determinar se há diferença de sobrevida global nicamente semelhantes podem apresentar diferentes
entre os pacientes com melanoma primário conhecido prognósticos e respostas terapêuticas. Objetivo: Inves-
comparado aos pacientes com melanoma primário tigar a associação entre fenótipos moleculares dos tu-
desconhecido. Método: Foi realizada análise retros- mores de mama e a progressão loco-regional e à distân-
pectiva de pacientes com diagnóstico histopatológico cia. Método: Estudo observacional e retrospectivo que
de melanoma, sob os cuidados de uma mesma equipe analisou 1763 prontuários de pacientes com câncer de
em uma única instituição localizada em Belo Horizonte, mama, tratadas de 1981 a 2015, num hospital público

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 40


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

de Minas Gerais. Os tumores de mama foram classifi- moma ou carcinoma tímico do Hospital de Clínicas da
cados conforme cinco fenótipos moleculares (Luminal Universidade Estadual de Campinas. Método: foram
A, Luminal B, HER2 híbrido: RE e/ou RP-positivo/HER- coletados dados de 32 pacientes com diagnóstico de
2-positivo, HER2 puro: RE/RP-negativo/HER2-positivo timoma ou carcinoma tímico atendidos de 01/01/2000
e Triplo Negativo). Os sítios metastáticos foram agru- à 21/10/2016.Os pacientes foram tratados com ressec-
pados em oito categorias, conforme prevalência: pul- ção cirúrgica do tumor, sempre que possível (critério
mão, ossos, fígado, cérebro, linfonodos, loco regional, do cirurgião). Quimioterapia neoadjuvante com adria-
mama contralateral e outros. Do total de prontuários, micina,ciclofosfamida, vincristina e cisplatina (ADOC) ou
486 apresentaram progressão da doença, e apenas 282 cisplatina e etoposideo, foi indicada para pacientes que
continham informações sobre o sítio da metástase. Re- eram considerados com doença local irresecável. A so-
sultados: Foram incluídas no estudo 282 mulheres com brevida global foi calculada usando método de Kaplan-
neoplasia mamária e idade mediana de 53 (89-26) anos. -Meier. Resultados: os pacientes eram em sua grande
Tratando-se dos fenótipos moleculares 15,95% (n=45) maioria da raça branca, sendo 50% do sexo masculino e
dos tumores eram Luminal A; 31,21% (n=88) Luminal B; 50% do sexo feminino. O timoma tipo B1 foi a histologia
24,82% (n=70) HER2 híbrido; 10,64% (n=30) HER2 puro e mais prevalente (28,1%) seguida do subtipo AB (21,9%).
17,38% (n=49) Triplo Negativo. Ao analisar a associação Quanto à classificação de Massaoka, o estádio II foi o
entre os fenótipos moleculares e metástase cerebral, mais comum, correspondendo a 62,5% dos casos. Vinte
verificou-se que o subtipo Luminal A apresentou 96% e oito pacientes (87,5%) foram submetidos à ressecção
menos chances de progredir em comparação aos fenó- cirúrgica do tumor. Em 42,9% dos pacientes operados a
tipos HER2 híbrido (OR: 0,04; p=0,0015; IC: 0,002-0,809) cirurgia realizada foi RO. Sete pacientes receberam qui-
e o Triplo Negativo (OR: 0,04; p=0,0028; IC: 0,002-0,831). mioterapia neoadjuvante, sendo 6 deles com esquema
Em relação a outras metástases não foram observadas ADOC e 1 com esquema baseado em cisplatina e eto-
associações entre os fenótipos moleculares, a saber: posideo. A tolerância ao esquema ADOC foi aceitável.
pulmão (p=0,386), ossos (p=0,183), fígado (p=0,350), O seguimento mediano foi de 42 meses e a sobrevida
linfonodo (p=0,092), loco regional (p=0,958), mama con- global mediana foi de 35 meses. Conclusão: a cirurgia
tralateral (p=0,401) e outros sítios (p=0,381). Conclu- permanece como pedra fundamental do tratamento.
são: As metástases cerebrais são mais frequentes nos Se optado por terapia neoadjuvante, o esquema ADOC
tumores HER2 puro e Triplo Negativo em comparação pode ser considerado devido tolerância clínica aceitável
ao Luminal A, com significância estatística. No entan- e excelente taxa de resposta.
to em todos os outros sítios de metástases não houve
Contato: MARIANA LOPES ZANATTA
diferença entre os Luminais, HER2 ou Triplo Negativo.
marianazanatta@msn.com
Contato: PATRÍCIA FERREIRA RIBEIRO DELFINO
patricia.feribeiro@gmail.com

TEMÁRIO: TUMORES TGI SUPERIOR


CÓDIGO: 59794
TEMÁRIO: PULMÃO
CÓDIGO: 59897 INCORPORAÇÃO DE TAXANO EM
QUIMIOTERAPIA PERI-OPERATÓRIA EM
IMPACTO DA QUIMIOTERAPIA PACIENTES COM CÂNCER ESÔFAGO-
NEOADJUVANTE NO TRATAMENTO DE GÁSTRICO LOCALMENTE AVANÇADO
PACIENTES COM TIMOMA: UM ESTUDO Autores: Audrey Cabral Ferreira de Oliveira; Ana
RETROSPECTIVO Caroline Fonseca Alves; Felipe José Fernandez Coimbra;
Autores: Mariana Lopes Zanatta; Ligia Traldi Macedo; Wilson Luiz da Costa Junior; Celso Abdon Lopes de
Rafael Ricardo da Silva Miranda Zapata; Vitor Teixeira Mello; Tiago Cordeiro Felismino;
Liutti; Mayra Calil Jorge; Gustavo Vasili Lucas; Carmen Instituição: A.C. CAMARGO CANCER CENTER
Silvia Passos Lima;
Introdução: Quimioterapia peri-operatória é consi-
Instituição: UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
derada modalidade padrão de tratamento de pacien-
Introdução: os timomas são tumores torácicos hete- tes com adenocarcinoma esôfago-gástrico localmente
rogêneos e raros, que correspondem a 20% das mas- avançado. Na ASCO 2017, foi apresentado estudo que
sas mediastinais e apresentam incidência anual de 1,3 demonstrou superioridade de esquema com incorpo-
– 3,2 casos por 1.000.000 habitantes. Histologicamente ração de taxano (FLOT4) quando comparado com es-
são dividos em A, AB, B1, B2, B3 e carcinoma tímico, quema padrão (ECF/ECX). Objetivo: Avaliar dados de
levando em conta o predomínio celular (células epite- eficácia e aderência de população real tratado com
liais ou linfócitos). Já a classificação de Massaoka leva incorporação de taxano. Método: Análise retrospec-
em consideração o acometimento da cápsula e invasão tiva de pacientes tratados em uma única instituição,
de estruturas vizinhas. Objetivo: avaliar os aspectos através de análise de prontuários. Incluímos pacientes
clinicopatológicos e a sobrevida de pacientes com ti- que tinham diagnóstico de adenocarcinoma de transi-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 41


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

ção esôfago-gástrica (TEG) ou estômago e foram sub- tenção quanto na consolidação. Vários são os polimor-
metidos à quimioterapia peri-operatória com esque- fismos envolvidos no metabolismo e toxicidade de pa-
ma contendo taxano. Foram excluídos pacientes com cientes tratados com esses fármacos. Nesse contexto,
histologias não adenocarcinoma ou com evidência de o gene ITPA e o gene AMPD1 possuem polimorfismos
doença metastática. Resultados: Entre 2007 e 2012, fo- que estão envolvidos com o aumento do risco de rea-
ram identificados 26 pacientes tratados com o regime ções adversas graves em pacientes tratados com MTX
contendo taxano. O follow-up mediano foi de 77.6 me- e 6-MP, como neutropenia e toxicidades gastrointes-
ses. O regime utilizado foi DCF (Docetaxel + Cisplatina tinais. Dados que correlacionam esses polimorfismos
+ 5-Fluorouracil). Mediana de idade foi 54 anos. 65.4% com a população miscigenada do Norte do Brasil são
dos pacientes eram do sexo masculino. Primário gás- escassos, dificultando assim ensaios clínicos específicos
trico: 17 (65.4%) / TEG: 9 (34.6%). Estadiamento clínico: para essa população. Objetivo: O presente trabalho
cT3: 17 (65.4%) / cN+: 19 (73.1%). Subtipo de Lauren: avaliou a associação dos polimorfismos rs1127354 e
Intestinal: 12 (46.2%) / Difuso: 12 (46.2%). Desta amos- rs17602729 dos genes ITPA e AMDP1, respectivamen-
tra, 23 pacientes (88.5%) foram submetidos à cirurgia. te, com a toxidade grave durante a terapia de conso-
A taxa de resposta patológica completa foi 7.7%. Em re- lidação e manutenção da LLA infantil em pacientes da
lação à aderência, 20 (76.9%) fizeram toda neoadjuvân- Região Norte do Brasil. Método: Foram analisados 121
cia planejada; 19 (73%) iniciaram adjuvância; 10 (38.4%) pacientes diagnosticados para LLA-B, em dois hospitais
concluíram todo tratamento planejado. A sobrevida li- públicos de referência no tratamento de câncer infan-
vre de evento em 3 anos foi 45.5%. A sobrevida global til (Hospital Ophir Loyola, e Hospital Oncológico Infantil
em 3 anos foi 58.8%. Conclusão: Esta análise retros- Octavio Lobo, Belém, Brasil). O tratamento dos pacien-
pectiva de pacientes tratados fora de protocolo clínico tes foi realizado de acordo com protocolo BFM-2002
demonstra resultados compatíveis aos alcançados em (Berlim-Frankfurt Münster). As toxicidades foram classi-
ambiente controlado de trial randomizado. A SG em 3 ficadas de acordo com NCI Common ToxicityCriteria v.
anos e a SLE em 3 anos 58.8% e 45.5% (o estudo FLOT- 4.0. O DNA genômico foi extraído do sangue periférico
4 AIO – ASCO 2017 teve SG3a de 57% e SLP3a=46%). A dos pacientes na remissão, utilizando o Kit comercial
aderência ao tratamento foi similar, com 38.4% da nos- Biopur Kit. A genotipagem dos polimorfismos foi rea-
sa amostra tendo concluído todo o tratamento planeja- lizada utilizando a tecnologia TaqManOpenArrayGeno-
do (FLOT4 AIO 37%). typing, QuantStudio™ 12K Flex Real-Time PCR System.
As análises estatísticas foram realizadas com o pacote
Contato: AUDREY CABRAL FERREIRA DE OLIVEIRA
R v.3.4.0. O teste de Qui-quadrado ou Fisher foi utiliza-
audreycabral@gmail.com
do para as análises. Um p valor ≤ 0,05 foi considerado
como significante. Resultados: Somente o polimorfis-
mo rs1127354 do gene ITPA1 foi associado significa-
TEMÁRIO: ONCOLOGIA PEDIÁTRICA tivamente com Neutropenia grave durante a fase de
CÓDIGO: 60156 consolidação (P=0,02; OR=1,25; IC95%=1,04 – 1,5) e
manutenção (P=0,0; OR=1,71; IC95%=1,13-2,58). Con-
INFLUÊNCIA DE POLIMORFISMOS DOS clusão: Os resultados obtidos neste trabalho sugerem
que o polimorfismo rs1127354 do gene ITPA1 é um im-
GENES ITPA E AMPD1 NA TOXICIDADE
portante marcador para prever a toxicidade na terapia
AO TRATAMENTO DE LEUCEMIA da LLA infantil.
LINFOBLÁSTICA AGUDA INFANTIL
EM UMA POPULAÇÃO DO NORTE DO Contato: LUCIANA PEREIRA COLARES LEITÃO
BRASIL colaresluciana@gmail.com

Autores: Luciana Pereira Colares Leitão; Darlen Cardoso


de Carvalho; Alayde Vieira Wanderley; André Maurício
Ribeiro dos Santos; Amanda de Nazaré Cohen Lima de
TEMÁRIO: MELANOMAS
Castro; Tatiane Piedade de Souza; André Salim Khayat;
Paulo Pimentel de Assumpção; Juliana Carla Gomes CÓDIGO: 60027
Rodrigues; Ney Pereira Carneiro dos Santos;
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INFLUÊNCIA DE POLIMORFISMOS
NO GENE PDCD1, REGULADOR
Introdução: A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) teve
DA ATIVIDADE LINFOCITÁRIA, NA
nas últimas décadas um grande avanço no prognóstico,
SUSCEPTIBILIDADE E PROGNÓSTICO DO
atingindo uma taxa de cura de quase 90%. Apesar dos
avanços significativos alcançados no tratamento pediá-
MELANOMA CUTÂNEO
trico da LLA os efeitos adversos das drogas continuam Autores: Gabriela Vilas Bôas Gomez; José Augusto Rinck-
a ser um problema desafiador. O Metotrexato (MTX) e Junior; Dennis Henrique Leandro da Silva; Ronei Luciano
Mamoni; Gustavo Jacob Lourenço; Aparecida Machado
a 6 – Mercaptopurina (6-MP) são os principais fármacos
de Moraes; Carmen Silvia Passos Lima;
utilizados para o tratamento, tanto na fase de manu-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 42


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

Instituição: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS NO GENE SLCO1B1 NA TOXICIDADE


Objetivo: O objetivo do estudo é avaliar se os polimor- DA TERAPIA DE CONSOLIDAÇÃO
fismos de base única (SNPs) PD1.1 (c.-606G>A), PD1 EM PACIENTES PEDIÁTRICOS COM
(c.627+252C>T), PD1.5 (c.804C>T) e PD1.9 (c.644C>T) no LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA DA
gene PDCD1 influenciam o risco, aspectos clinicopatoló- REGIÃO NORTE DO BRASIL.
gicos e sobrevida de pacientes com melanoma cutâneo Autores: Darlen Cardoso de Carvalho; Alayde Vieira
(MC). Método: Avaliamos 250 pacientes com MC e 250 Wanderley; Marianne Rodrigues Fernandes; Amanda de
controles. A diferença estatística entre grupos foi calcu- Nazaré Cohen Lima de Castro; Luciana Pereira Colares
lada pelo teste de Fisher/chi-quadrado. As expressões Leitão; Tatiane Piedade de Souza; André Salim Khayat;
do gene PDCD1 em leucócitos e da proteína PD1 em lin- Paulo Pimentel de Assumpção; Sidney Emanuel Batista
fócitos T foram avaliadas pelos testes de Kruskal-Wallis dos Santos; Ney Pereira Carneiro dos Santos;
e Mann-Whitney. A sobrevida livre de recidiva (SLR) e a Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
sobrevida global (SG) foram calculadas usando Kaplan-
Introdução: O metotrexato (MTX) é um dos principais
-Meier e análises de Cox. Resultados: Indivíduos com o
componentes da quimioterapia da Leucemia Linfoblás-
genótipo PD1 CC isolado e associado ao PD1.5 CC esti-
tica Aguda (LLA) sendo administrado principalmente
veram sob riscos 2,20 (95% CI: 1,00-4,82, P= 0,04) e 2,51
durante a fase de consolidação da terapia da doença.
(95% CI: 1,04-6,03, P= 0,03) vezes maiores de apresentar
A toxicidade decorrente da quimioterapia com MTX é
MC do que os demais, respectivamente. Indivíduos por-
um dos principais problemas relacionados ao trata-
tadores do alelo C do PD1 estiveram sob risco 2,15 (95%
mento da LLA. Nesse contexto, o gene SLCO1B1 é um
CI: 1,04-4,44, P= 0,03) vezes maior de desenvolver o MC
importante transportador de substratos, incluindo
quando comparado aos portadores do alelo variante T.
MTX, portanto, polimorfismos nesse gene podem ser
Portadores do genótipo PD1 CC, PD1.9 CC, PD1.1 GG
funcionalmente prejudiciais, associados com a capaci-
+ PD1.9 CC e PD1 CC + PD1.5 CC foram mais comum
dade de transporte reduzida do MTX. Vários estudos
em pacientes com fototipo I ou II comparado com pa-
vêm associando polimorfismos no gene SLCO1B com
cientes com fototipo III ou IV (61,7% vs. 38,3%, P= 0,002;
toxicidade ao MTX no tratamento da LLA infantil. No
96,2% vs. 3,8%, P= 0,006; 61,4% vs. 38,6% P= 0,006; 63,6
entanto, a relação entre esses polimorfismos e a toxi-
vs. 36,4%, P= 0,006, respectivamente). Além disso, indi-
cidade da quimioterapia com MTX em pacientes da po-
víduos com genótipos PD1 CC e PD1 CC + PD1.5 CC e
pulação da região Norte do Brasil permanece obscura.
fototipo I ou II tiveram riscos 5,89 (95% CI: 1,58-21,84)
Objetivo: Buscamos investigar a correlação de três po-
e 6,71 (95% CI: 1,66-26,97) maiores de desenvolver MC
limorfismos do gene SLCO1B1 (rs2306283, rs4149015
do que os outros. O genótipo PD1.5 TT foi associado
e rs4149056) com a toxicidade grave durante a terapia
com aumento da expressão do gene PDCD1 (P= 0,03).
de consolidação da LLA infantil em pacientes da região
Os genótipos PD1.5 CT ou TT e alelo T aumentaram a
Norte do Brasil. Método: Incluímos no estudo 121 pa-
expressão da proteína PD1 em linfócitos CD4+ (P= 0,01;
cientes diagnosticados para LLA-B entre os anos de
P= 0,006; respectivamente). Em 60 meses de seguimen-
2006 e 2016 em dois hospitais públicos referência no
to, a SLR foi menor em pacientes com genótipo PD1.1
tratamento de câncer infantil (Hospital Ophir Loyola, e
AA (33,3% vs 72,5%, P= 0,02). Pacientes com PD1.1 AA
Hospital Oncológico Infantil Octavio Lobo). O tratamen-
e PD1.5 CC tiveram 4,39 e 2,38 vezes mais chance de
to dos pacientes foi realizado de acordo com protocolo
apresentar recidiva e evolução para óbito na análise
BFM-2002. As toxicidades foram classificadas de acordo
uni e multivariada de Cox (P= 0,04; P= 0,02) respectiva-
com o NCI Common Toxicity Criteria v.4.0. O DNA genô-
mente. Conclusão: Esses dados inéditos indicam que
mico foi extraído do sangue periférico dos pacientes,
SNPs na via de regulação dos linfócitos T alteram o ris-
utilizando o Kit comercial Biopur Kit. A genotipagem
co, aspectos clinicopatológicos e o prognostico do MC. É
dos polimorfismos foi realizada utilizando a tecnolo-
possível que em futuro próximo possamos utilizar estes
gia TaqMan OpenArray Genotyping, no equipamento
genótipos para selecionar pacientes que possam obter
QuantStudio™ 12K Flex Real-Time PCR System. Todas as
máximo benefício com o tratamento imunoterápico an-
análises estatísticas foram realizadas com o pacote R
ti-PD1. Agencia financiadora: FAPESP
v.3.4.0. O teste de Qui-quadrado ou Fisher foi utiliza-
Contato: GABRIELA VILAS BÔAS GOMEZ do para as análises. Um p valor ≤ 0,05 foi considerado
gabivbg@gmail.com como significante. Resultados: Os três polimorfismos
do gene SLCO1B1 foram investigados para 10 diferen-
tes toxicidades específicas na terapia da LLA. O poli-
morfismo rs4149015 não foi associado a nenhuma das
TEMÁRIO: ONCOLOGIA PEDIÁTRICA toxicidades investigadas. O polimorfismo rs2306283
CÓDIGO: 60015 foi significativamente associado à neutropenia (p=0,03;
OR=0,88), IVAS (p=0,04; OR=1,16) e convulsões (p=0,04;
INFLUÊNCIA DE POLIMORFISMOS OR=1,11). O polimorfismo rs414956 foi associado à

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 43


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

pneumonia (p=0,02; OR=1,09). Conclusão: Sugerimos análises uni e multivariada de Cox, respectivamente.
que os polimorfismos rs2306283 e rs414956 do gene Conclusão: Nossos resultados sugerem, pela primeira
SLCO1B1 podem ser importantes para prever toxicida- vez, que os polimorfismos CASP9 c.-1339A>G e CASP3
de grave na terapia de consolidação da LLA infantil. c.-1191A>G constituem importantes fatores herdados
na susceptibilidade e prognóstico do CCECP. Apoio fi-
Contato: DARLEN CARDOSO DE CARVALHO
nanceiro: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado
darlen.c.carvalho@gmail.com
de São Paulo (FAPESP), na forma de bolsa de mestrado
(processo no 2012/12538-2) e auxílio pesquisa (proces-
so no 2012/01807-2).
TEMÁRIO: TUMORES DE CABEÇA E PESCOÇO Contato: LEISA LOPES AGUIAR
CÓDIGO: 59704 leisaaguiar@yahoo.com.br

INFLUÊNCIA DE POLIMORFISMOS NOS


GENES CASP9 E CASP3, RELACIONADOS
A APOPTOSE, NA SUSCEPTIBILIDADE TEMÁRIO: MELANOMAS
E PROGNÓSTICO DE PACIENTES COM CÓDIGO: 60415

CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS


CABEÇA E PESCOÇO INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO
CREB1 C.303+373G>A, ENVOLVIDO
Autores: Leisa Lopes Aguiar; Ericka Francislaine Dias
Costa; Guilherme Augusto da Silva Nogueira; Tathiane
COM A MELANOGÊNESE, COM O RISCO
Regine Penna Lima; Vitor Teixeira Liutti; Frederico Leal; E A AGRESSIVIDADE DO MELANOMA
Vivian Castro Antunes Santos; José Augusto Rinck-Junior; CUTÂNEO
Gustavo Jacob Lourenço; Carmen Silvia Passos Lima; Autores: Janet Keller Silva; Cristiane de Oliveira; Benilton
Instituição: FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS, de Sá Carvalho; Caroline Torricelli; Gabriela Vilas Bôas
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS Gomez; Wesley Lima de Oliveira; José Augusto Rinck-
Junior; Manoela Marques Ortega; Carmen Silvia Passos
Introdução: A caspase 9 (CASP9) e a caspase 3 (CASP3)
Lima; Gustavo Jacob Lourenço;
são proteínas que atuam na via intrínseca da apoptose.
Instituição: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
Polimorfismos em genes que codificam essas proteínas
podem resultar no desenvolvimento e na progressão do Introdução: Recentemente, identificamos 12.882 no-
carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço vos polimorfismos gênicos de base única (SNPs) asso-
(CCECP). Objetivo: Avaliar os papéis dos polimorfismos ciados ao risco de melanoma cutâneo (MC), por meio
CASP9 c.-1339A>G (rs4645978) e CASP3 c.-1191A>G da genotipagem em larga escala com microarranjos
(rs12108497) na susceptibilidade e no prognóstico do de DNA. Um deles, o CREB1 c.303+373G>A, associado
CCECP. Materiais e Método: Foram avaliados 350 pa- com a melanogênese e localizado na região regulatória
cientes consecutivos com CCECP atendidos no Hospital do processamento do RNA mensageiro (RNAm) (meca-
de Clínicas da UNICAMP, tratados de acordo com o pro- nismo de splicing), foi considerado de maior interesse
tocolo institucional. Também foram avaliados 350 con- entre eles. Por meio de análises in silico, observamos
troles, doadores de sangue do HEMOCENTRO da UNI- que o referido SNP pode proporcionar a alteração de
CAMP, pareados aos pacientes por sexo e cor da pele. O ligação dos fatores SF1 e hnRNPA1, envolvidos com o
DNA genômico dos pacientes e controles foi analisado splicing. No entanto, são desconhecidos os papéis dos
pela reação em cadeia da polimerase seguida por di- distintos alelos do referido SNP no risco e prognóstico
gestão enzimática. A regressão logística múltipla foi uti- do MC. Objetivo: Verificar a influência dos distintos ge-
lizada para obter a razão das chances, considerando o nótipos do SNP CREB1 c.303+373G>A no risco de ocor-
intervalo de confiança de 95%. Os tempos de sobrevida rência e no prognóstico do MC; nos aspectos clínicos e
livre de evento e de sobrevida global foram obtidos por do tumor; e nas expressões do CREB1, SF1 e HNRNPA1.
curvas de Kaplan-Meier, e as diferenças foram analisa- Materiais e Método: Foram avaliados 262 pacientes e
das pelo teste de log-rank. O fator prognóstico de cada 279 controles. A identificação dos genótipos do CREB1
variável foi avaliado por meio das análises uni e multi- foi realizada pela análise do DNA de todos os indivídu-
variada de Cox. Resultados: A frequência do genótipo os por meio da PCR em tempo real. A expressão dos
CASP3 c.-1191AG ou GG foi maior em pacientes com genes CREB1, SF1 e HNRNPA1 foi avaliada pela análise
CCECP do que em controles (63,4% versus 53,4%, P= do RNA total de 56 controles por meio da PCR quan-
0,01). Indivíduos portadores deste genótipo estiveram titativa. A significância estatística das diferenças entre
sob risco de 2,15 vezes maior de desenvolver a doença. os grupos foi calculada por meio dos testes de Fisher,
Também foi observado que pacientes com os genóti- qui-quadrado, regressão logística, teste t e ANOVA. Os
pos CASP9 c.-1339GG e CASP9 c.-1339GG mais CASP3 tempos de sobrevida livre de progressão (SLP) e so-
c.-1191GG tiveram 1,46 mais chance de progressão brevida global (SG) foram estimados pelas curvas de
ou recidiva e 2,66 mais chances de evoluir a óbito em Kaplan-Meier e analisados pelos testes de log-rank e de

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 44


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

Cox. Resultados: A frequência dos genótipos CREB1 GA tados: As amostras de pacientes (P= 0,88) e controles
ou AA foi mais comum em pacientes do que em con- (P= 0,61) estiveram em EHW. Frequência similar dos
troles (71,7% vs. 61,3% P=0,01). Indivíduos portadores genótipos GC ou CC foi observada em pacientes com
dos referidos genótipos estiveram sob risco cerca de CCR e controles (50,3% vs 50,7%; P= 0,88). Pacientes
duas vezes maior de desenvolver o MC do que os ou- com os genótipos GC ou CC apresentaram menor ex-
tros. Os genótipos do referido SNP não influenciaram pressão do miR146a (média dos níveis de expressão de
a SLP (P=0,23) e a SG (P=0,71) dos nossos pacientes. A 0,49 unidades arbitrárias (UAs) vs 1,44 UAs, P= 0,008).
frequência do genótipo CREB1 AA foi maior em pacien- A mediana de seguimento dos pacientes foi de 21 me-
tes com tumores espessos (28,2% vs. 18,5%, P=0,04) e ses (variação: 0,1-65,0). Aos 24 meses, os pacientes com
profundos (26,2% vs. 13,3%, P=0,02). Indivíduos com tumores localizados no colón ou retossigmóide (66,0%
os genótipos CREB1 GA ou AA apresentaram maior ex- vs 80,2%; P= 0,02) e em estágio avançado (IV) (51,7% vs
pressão do HNRNPA1 (1,18 vs. 1,00; P=0,03). Os níveis 76,8%; P< 0,001) apresentaram pior SG quando compa-
de mRNA do CREB1 (P=0,34) e do SF1 (P=0,35) foram si- rados aos outros. Também, aos 24 meses, a SG foi pior
milares em indivíduos com os distintos genótipos. Con- em pacientes com maior expressão do miR146a (54,5%
clusão: Nossos resultados sugerem que o SNP CREB1 vs. 88,9%; P= 0,01). Após a análise univariada de Cox, o
c.303+373G>A constitui um importante fator herdado resultado permaneceu significativo (risco relativo (RR):
para o risco e agressividade do MC, possivelmente de- 5,52; P= 0,03). Considerando apenas os pacientes com
vido a alteração da ligação de fatores de splicing. Apoio estágio avançado, a SG, em 24 meses, foi menor naque-
financeiro: FAPESP e CNPq. les com o genótipo miR146a n.60GG (30,0% vs. 62,0%;
P= 0,04) do que os outros. Esse resultado permaneceu
Contato: JANET KELLER SILVA
significativo na análise univariada de Cox (RR: 2,39; P=
janetkeller15@gmail.com
0,05). Conclusão: Os resultados sugerem que o referi-
do polimorfimo não influencia o risco do CCR em nos-
sos pacientes. Entretanto, o genótipo miR146a n.60GG
TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS) e a maior expressão do miR-146a atuam como fatores
CÓDIGO: 60106 de pior prognóstico para pacientes com CCR. Apoio fi-
nanceiro: FAPESP
INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO Contato: JÉSSICA SILVA DOS SANTOS
MIR146A N.60G>C NA SOBREVIDA santosjssica97@yahoo.com
GLOBAL DE PACIENTES COM CÂNCER
COLORRETAL
Autores: Jéssica Silva dos Santos; Gabriella Lucato
TEMÁRIO: NUTRIÇÃO
Zunta; Carlos Augusto Real Martinez; Marcelo Lima
Ribeiro; Gustavo Jacob Lourenço; Manoela Marques CÓDIGO: 57742
Ortega;
Instituição: UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO INGESTA DE ÁCIDO GLUTÂMICO
NA DIETA E O RISCO DE CÂNCER
Introdução: O papel do polimorfismo de base única COLORRETAL: THE ROTTERDAM STUDY
(SNP) miR146a n.60G>C na suscetibilidade e sobrevida
Autores: Gilson Gabriel Viana Veloso; Oscar H. Franco;
global (SG) de pacientes com CCR é controverso. Obje-
Rikje Ruiter; Catherina E. de Keyser; Albert Hofman;
tivo: Avaliar a influência do SNP miR146a n.60G>C no
Bruno C. Stricker; Jessica C. Kiefte-de Jong;
risco do CCR, nas características do tumor, na expres-
Instituição: HOSPITAL SANTA CASA DE MISERICÓRDIA
são do miR146a e na SG. Pacientes e Método: Os genó-
DE BELO HORIZONTE
tipos do SNP miR146a n.60G>C foram identificados em
DNA tumoral de 167 pacientes atendidos nos hospitais Introdução: Estudos com animais tem demonstrado
da USF e da UNICAMP e em leucócitos de 276 contro- que a suplementação com glutamina pode diminuir a
les por meio da RT-PCR. O teste de equilíbrio de Hardy- ocorrência de carcinogênese no cólon. Entretanto, até o
-Weinberg (EHW) verificou a distribuição dos genótipos momento, não foram estudadas quaisquer relações en-
nos grupos. As diferenças entre os grupos foram ava- tre a glutamina (ou seus precursores) e o câncer color-
liadas por meio dos testes de Fisher ou qui-quadrado retal (CCR) em humanos. Objetivo: O objetivo primário
e regressão logística. O RNA das células do tumor de deste estudo foi avaliar se a ingesta de ácido glutâmico
29 pacientes foi analisado pela qPCR para avaliar a ex- na dieta estava associada com o risco de CCR em adul-
pressão do miR146a. A SG foi calculada pelo intervalo tos. Um objetivo secundário foi avaliar se a associação
de tempo entre a data do diagnóstico e a data do óbito poderia ser modificada de acordo com o índice de mas-
ou último segmento. Os tempos de SG foram estima- sa corporal (IMC). Método: O estudo foi parte do Rot-
dos pelas curvas de Kaplan-Meier e as diferenças entre terdam Study, que inclui uma coorte prospectiva com
elas foram analisadas pelo teste de log-rank. O fator dados de 1990 em diante; consiste em 5362 participan-
prognóstico foi avaliado pela regressão de Cox. Resul- tes com idade ≥ 55 anos e que estavam livres de CCR ao

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 45


POSTER

I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

início da coleta de dados. A ingestão de ácido glutâmi- ções foi realizada PCR seguida da técnica de sequen-
co foi calculada como porcentagem do consumo total ciamento automático direto. Resultados: Com base na
de proteína a partir de um questionário validado sobre análise do sequenciamento automático direto de DNA
frequência alimentar, aplicado ao início da coleta de do gene BRAF foi encontrada uma única a mutação no
dados. Casos incidentes de CCR foram diagnosticados gene pesquisado. Trata-se da mutaçãoV600E, a qual foi
por análise anatomopatológica. Resultados: Durante estava presente em 21 pacientes (39,6%). Todos os 21
o follow-up, 242 participantes foram diagnosticados pacientes, constituídos por 5 homens e 16 mulheres,
com CCR. O consumo de ácido glutâmico na dieta (no apresentaram a mutação BRAFV600E em heterozigo-
baseline) foi significantemente associado a um menor se.A mutação V600E altera o resíduo de valina por um
risco de desenvolvimento de CCR (hazard ratio [HR] resíduo de ácido glutâmico e está localizada no éxon
por cada porcento aumentado de ácido glutâmico de 15 do gene BRAF na posição 1799, resultando em uma
origem proteica, 0.78; intervalo de confiança 95% [CI], transversão de timina pela adenina (T>A), o que leva a
0.62-0.99). Após estratificação de acordo com o IMC, a carcinogênese da tireóide, além de estar associada a
redução de risco para CCR por ácido glutâmico foi de um pior prognóstico. Conclusão: O resultado a inves-
42% em participantes com IMC < 25kg/m2 (HR por cada tigação aponta para uma alta frequência da mutação
porcento aumentado de ácido glutâmico de origem pro- BRAFV600E (39,6% pacientes com PTC) na região Ama-
teica, 0.58; CI 95% 0.40-0.85), enquanto que para parti- zônica, o que pode ajudar a explicar, ao menos parcial-
cipantes com IMC > 25kg/m2, nenhuma associação foi mente, a prevalência do PTC na população estudada.
encontrada (HR por cada porcento aumentado de ácido
Contato: BIANCA PIMENTEL SILVA
glutâmico de origem proteica, 0.97 (CI 95% 0.73-1.31).
biancapimentel6@hotmail.com
Conclusão: Nossos dados sugerem que o consumo de
ácido glutâmico na dieta está associado ao menor risco
de CCR, mas essa associação pode estar presente ape-
nas em pessoas sem sinais de sobrepeso ou obesidade. TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS)
Contato: GILSON GABRIEL VIANA VELOSO CÓDIGO: 60370
ggabrielvveloso@yahoo.com.br
INVESTIGAÇÃO DE GENES
METABOLIZADORES DE XENOBIÓTICOS
NA SUSCEPTIBILIDADE AO CÂNCER
TEMÁRIO: TUMORES DE CABEÇA E PESCOÇO GÁSTRICO OU COLORRETAL
CÓDIGO: 59710
Autores: Amanda de Nazaré Cohen Lima de Castro;
Darlen Cardoso de Carvalho; Marianne Rodrigues
INVESTIGAÇÃO DA FREQUÊNCIA Fernandes; Luciana Pereira Colares Leitão; Juliana Carla
DE MUTAÇÃO NO GENE BRAF EM Gomes Rodrigues; Antonio Andre Conde Modesto; Karla
PACIENTES COM CARCINOMA Beatriz Cardias Cereja Pantoja; Sidney Emanuel Batista
PAPILÍFERO DA TIREÓIDE NA REGIÃO dos Santos; Ney Pereira Carneiro dos Santos;
AMAZÔNICA Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Autores: Clebson Pantoja Pimentel; Bianca Pimentel Introdução: A neoplasia gástrica (CG) e a colorretal
Silva; Edivaldo Herculano Correa de Oliveira; (CCR) estão entre as principais causas de morte por
Instituição: UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ câncer em todo mundo. No Norte do Brasil, a incidência
destes tipos neoplásicos é elevada em relação à média
Introdução: O carcinoma papilífero (PTC) é definido
nacional. A interação entre a exposição a certos agen-
como um tumor epitelial maligno com diferenciação
tes ambientais e a susceptibilidade genética tem um
para células foliculares;sendo o mais comum tipo de
importante papel no desenvolvimento do CG ou CCR.
câncer da tireóide, representando 80% de todos os
Genes responsáveis pela regulação metabólica de susb-
casos. Este tipo de tumor afeta indivíduo de qualquer
tâncias carcinógenas podem ser inseridos na classe dos
idade, com maior frequência entre 30 a 40 anos. As mu-
moduladores de risco. Diversos polimorfismos de mo-
tações no geneBRAF são de grande relevância para a
dificação de uma única base (SNPs) nesses genes apre-
explicação do surgimento de PTC, visto que, este gene
sentam a capacidade de alterar o perfil de metaboliza-
está envolvido na regulação da divisão e diferenciação
ção gerado pela enzima que codificam, seja diminuindo
celular, além de contribuir na oncogênese das células
a eficiência de metabolização ou interrompendo este
da tireoide. Objetivo: O presente trabalho teve como
processo, levando a tumorigênese gástrica e colorretal.
objetivo investigar a frequência dealterações no gene
Os dados referentes a estas investigações são escassos
BRAF em PTC em uma população de diferentes cidades
para algumas populações, como é o caso da população
da Amazônia brasileira. Método: Foram avaliadas 53
da região Norte do Brasil. Objetivo: Investigar o papel
pacientes (41 do sexo feminino e 12 do sexo masculino)
de três polimorfismos nos genes MTHFR (rs1801133),
com PTC oriundos de diferentes cidades da Amazônia.
RRM1 (rs12806698) e TP53 (rs1042522) com a suscep-
O DNA genômico foi extraído utilizando o PureLink®
tibilidade às neoplasias colorretal ou gástrica, em uma
Genomic DNA Mini Kit. Para a investigação de muta-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 46


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

população miscigenada da região Norte do Brasil. Mé- Octavio Lobo, Belém-PA). O tratamento dos pacientes
todo: Foram incluídos no estudo: 356 indivíduos, sen- foi realizado de acordo com o protocolo BFM-2002. As
do 95 pacientes de câncer gástrico e 121 pacientes de toxicidades foram classificadas de acordo com o NCI
câncer colorretal, compondo o grupo caso e ainda 140 Common Toxicity Criteria v.4.0. O DNA genômico foi
indivíduos sem câncer para o grupo controle. Para a extraído do sangue periférico dos pacientes utilizando
genotipagem dos polimorfismos, utilizou-se a platafor- o Kit comercial Biopur Kit. A genotipagem do polimor-
ma QuantStudio12K Flex Real time PCR System. Foi re- fismo foi realizada utilizando a tecnologia TaqMan Ope-
alizada uma análise de regressão logística multivariada nArray Genotyping, no equipamento QuantStudio™ 12K
e utilizados como fatores de confusão: idade, sexo e Flex Real-Time PCR System. Todas as análises estatísti-
ancestralidade genômica. Resultados: Foi encontrada cas foram realizadas com o pacote R v.3.4.0. O teste de
uma associação de risco de 30% entre o polimorfismo Qui-quadrado ou Fisher foi utilizado para as análises.
(rs12806698) do gene RRM1 para o desenvolvimento Um p valor ≤ 0,05 foi considerado como significante.
de CG ou CCR, em portadores do genótipo selvagem Resultados: O polimorfismo do gene MTHFD1 foi in-
CC (p= 0,00003; OR=3,603). Semelhantemente, para o vestigado para 10 diferentes toxicidades específicas du-
polimorfismo rs1042522 do gene TP53, foi observada rante o tratamento da LLA. O polimorfismo rs2236225
uma associação de risco para o desenvolvimento de CG foi significativamente associado à neutropenia (p=0,01;
ou CCR na população investigada (p= 0,013; OR= 2,097). OR=0,87; IC95%=0,79-0,96) na fase de consolidação da
Conclusão: Polimorfismos nos genes TP53 (rs1042522) terapia. Conclusão: Sugerimos que o polimorfismo
e RRM1 (rs12806698) demonstraram ser importantes rs2236225 do gene MTHFD1 pode ser um potencial bio-
na desregulação do biometabolismo xenobiótico rela- marcador preditivo de toxicidade grave na terapia de
cionado a progressão tumoral gástrica e colorretal. consolidação da LLA infantil na amostra investigada.
Contato: AMANDA DE NAZARÉ COHEN LIMA DE Contato: MAYARA QUARESMA NASCIMENTO
CASTRO - acohencastro@gmail.com mayaquaresma@gmail.com

TEMÁRIO: ONCOLOGIA PEDIÁTRICA TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS)
CÓDIGO: 60129 CÓDIGO: 60362

INVESTIGAÇÃO DE POLIMORFISMO INVESTIGAÇÃO DE POLIMORFISMOS DE


NO GENE MTHFD1 NA TERAPIA NUCLEOTÍDEO ÚNICO NO GENE DPYD
COM METOTREXATO EM PACIENTES E A SUSCEPTIBILIDADE AO CÂNCER
PEDIÁTRICOS COM LEUCEMIA GÁSTRICO OU COLORRETAL
LINFOBLÁSTICA AGUDA Autores: AMANDA DE NAZARÉ COHEN LIMA DE CASTRO;
Autores: Mayara Quaresma Nascimento; Darlen Marianne Rodrigues Fernandes; Darlen Cardoso de
Cardoso de Carvalho; Alayde Vieira Wanderley; Antônio Carvalho; Luciana Pereira Colares Leitão; Juliana Carla
André Conde Modesto; Juliana Carla Gomes Rodrigues; Gomes Rodrigues; Antonio Andre Conde Modesto; Karla
Karla Beatriz Cardias Cereja Pantoja; Roberta Borges Beatriz Cardias Cereja Pantoja; Sidney Emanuel Batista
Andrade; André Salim Khayat; Paulo Pimentel de dos Santos; Ney Pereira Carneiro dos Santos;
Assumpção; Ney Pereira Carneiro dos Santos; Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Introdução: O câncer gástrico (CG) e colorretal (CCR)
Introdução: A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) são responsáveis por grande morbidade e mortalidade
na infância é o tipo mais comum consolidado de cân- no mundo. A etiologia para essas neoplasias é multifa-
cer infantil no mundo. O metotrexato (MTX) é um dos torial, atribuída a eventos genéticos e ambientais. Varia-
principais medicamentos utilizados na terapêutica da ções nos processos de ativação e detoxificação de xeno-
doença. Age inibindo o metabolismo do ácido fólico, bióticos desempenham papel crucial na tumorigênese.
adenosina e síntese de purinas e pirimidinas. Polimor- A ocorrência de polimorfismos genéticos em enzimas
fismos em genes associados à via do folato, como o metabolizadoras pode explicar a variabilidade na res-
metilenotetrahidrofolato desidrogenase 1 (MTHFD1) posta individual à exposição a alguns compostos com
são potenciais moduladores de resposta e toxicidade relação à susceptibilidade ao CG ou CCR. O gene DPYD
na terapêutica do MTX. Objetivo: Investigar o polimor- regula o metabolismo inicial da via de catabolismo das
fismo rs 2236225 no gene MTHFD com a toxicidade bases de pirimidina. Adicionalmente desempenha fun-
grave durante a terapia de consolidação da LLA infantil ções ligadas à metabolização de xenobióticos, sendo
em pacientes da região Norte do Brasil. Método: Foram por isso um gene candidato do câncer. Polimorfismos
incluídos no estudo 121 pacientes diagnosticados com no DPYD podem ajudar a esclarecer a progressão tu-
LLA-B entre os anos de 2006 e 2016 em dois hospitais moral gástrica e colorretal, gerando uma nova expec-
públicos referência no tratamento de câncer infantil tativa com relação ao avanço de estudos relacionados
(Hospital Ophir Loyola, e Hospital Oncológico Infantil ao diagnóstico oncológico preditivo. Objetivo: Inves-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 47


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

tigar o papel de quatro polimorfismos no gene DPYD que modificam a capacidade de metabolização destes
(rs3918290, rs55886062, rs67376798 e rs1801265) com xenobióticos têm sido estudados e relacionados com a
a susceptibilidade ao câncer colorretal ou gástrico em susceptibilidade a carcinogênese gástrica e colorretal,
uma população miscigenada da região Norte do Bra- demonstrando a importância desse tipo de investiga-
sil. Método: Foram incluidos no estudo: 356 pacientes, ção. Os genes DPYD, CYP2A6 e SLC22A7 são candidatos
sendo 95 diagnosticados com câncer gástrico e 121 ao câncer por serem genes moduladores de risco liga-
com câncer colorretal, compondo o grupo caso e ainda dos à metabolização xenobiótica. Polimorfismos nestes
140 indivíduos sem cancer para o grupo controle. Para genes podem ajudar a esclarecer a progressão do CG
a genotipagem dos polimorfismos, utilizou-se a plata- ou CCR, gerando uma nova expectativa com relação ao
forma QuantStudio12K Flex Real time PCR System. Foi avanço de estudos relacionados ao diagnóstico prediti-
realizada uma análise de regressão logística multivaria- vo. Objetivo: Investigar o papel de cinco polimorfismos
da e utilizados como fatores de confusão: idade, sexo e nos genes: DPYD (rs17116806 e rs17376848), CYP2A6
ancestralidade genômica. Resultados: Três das varian- (rs8192726) e SLC22A7 (rs4149178) com a suscepti-
tes investigadas apresentaram um aumento de risco bilidade às neoplasias colorretal ou gástrica em uma
para o desenvolvimento das neoplasias investigadas. população miscigenada da região Norte do Brasil. Mé-
Portadores do genótipo selvagem CC do polimorfismo todo: Foram incluídos no estudo: 356 indivíduos, sen-
rs3918290 apresentam um aumento de 70% na chan- do 95 pacientes de câncer gástrico e 121 pacientes de
ce de desenvolverem CG ou CCR quando comparados câncer colorretal, compondo o grupo caso e ainda 140
com os demais genótipos (p= 0,000024; OR= 7,378). Foi indivíduos sem cancer para o grupo controle. Para a ge-
observado ainda que os polimorfismos rs55886062 (p= notipagem dos polimorfismos, utilizou-se a plataforma
0,022; OR= 3,405) e rs67376798 (p= 0,017; OR= 2,118) QuantStudio12K Flex Real time PCR System. Foi realiza-
apresentaram um fator de risco maior para a carcino- da uma análise de regressão logística multivariada e uti-
gênese gástrica ou colorretal na população investigada. lizados como fatores de confusão: idade, sexo e ances-
Conclusão: Os resultados sugerem que polimorfismos tralidade genômica. Resultados: Apenas os resultados
genéticos do gene DPYD podem ser importantes modu- para o gene DPYD apresentaram relevância estatística.
ladores de risco para susceptibilidade ao CG ou CCR em Foi observado que indivíduos com genótipo selvagem
indivíduos de uma população da região Norte do Brasil. AA do polimorfismo (rs17376848) apresentaram um
risco 3 vezes maior de desenvolvimento de CG ou CCR
Contato: AMANDA DE NAZARÉ COHEN LIMA DE
em relação aos demais genótipos (p= 0,001; OR= 3,007).
CASTRO - acohencastro@gmail.com
O polimorfismo (rs17116806) demonstrou associação
com a diminuição em cerca de 70% das chances de
desenvolver os tumores estudados (p= 0,000005; OR=
TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS) 0,223). Conclusão: Os resultados sugerem que os po-
CÓDIGO: 60026 limorfismos (rs17376848 e rs17116806) do gene DPYD
podem ser importantes moduladores de risco para
INVESTIGAÇÃO DE POLIMORFISMOS susceptibilidade ao CG ou CCR,em indivíduos de uma
população da região Norte do Brasil.
EM GENES MODULADORES DE RISCO
NA SUSCEPTIBILIDADE AO CÂNCER Contato: AMANDA DE NAZARÉ COHEN LIMA DE
GÁSTRICO OU COLORRETAL CASTRO - acohencastro@gmail.com
Autores: Amanda de Nazare Cohen Lima de Castro;
Marianne Rodrigues Fernandes; Darlen Cardoso de
Carvalho; Luciana Pereira Colares Leitão; Juliana Carla
Gomes Rodrigues; Karla Beatriz Cardias Cereja Pantoja; TEMÁRIO: MELANOMAS
Ney Pereira Carneiro dos Santos; CÓDIGO: 59914
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
IPILIMUMABE NO TRATAMENTO DE
Introdução: O câncer gástrico (CG) e colorretal (CCR) SEGUNDA LINHA DE PACIENTES COM
estão entre as principais causas de morte por câncer
MELANOMA AVANÇADO: REVISÃO
no mundo. No Norte do Brasil, a incidência de ambas as
neoplasias é elevada em relação à média nacional. Es-
SISTEMÁTICA, CUSTO-EFETIVIDADE E
tudos tem demonstrado que muitos xenobióticos que
IMPACTO ORÇAMENTÁRIO
desempenham papel importante no acometimento de Autores: Vinícius Corrêa da Conceição; Adriana
doenças podem ser ativados ou inativados por enzimas Camargo de Carvalho; Frederico Leal; Andre Deeke
polimórficas e dependendo do tipo de reação mediada Sasse; Vivian Castro Antunes de Vasconcelos; David
Pinheiro Cunha;
por esta enzima, esses polimorfismos podem modular o
risco de desenvolvimento de câncer. Os polimorfismos Instituição: GRUPO SONHE

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 48


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

Introdução: A introdução da imunoterapia e de tera- Autores: Thacid Kaderah Costa Medeiros; Ana Claudia
pias alvo tem mudado o prognóstico de pacientes com de Almeida Ribeiro; Andressa Barros Diogo de Souza;
melanoma metastático, tanto em primeira linha quanto Jackeline Luiz dos Santos; Fillipe Pereira Moreira;
em pacientes que falharam ao tratamento quimiote- Instituição: INSTUTITO NACIONAL DE CÂNCER - INCA
rápico. No entanto, na saúde pública brasileira, a qui-
Introdução: O câncer de mama é o mais comum em
mioterapia exclusiva baseada em Dacarbazina ainda se
mulheres no mundo, correspondente a 28% dos casos
mantém como tratamento padrão. De forma inovadora,
novos por ano. Entre os quimioterápicos utilizados no
a avaliação de novas tecnologias foi definida como prio-
tratamento desse câncer o Trastuzumabe surgiu como
ritária pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, e
uma das opções terapêuticas, um anticorpo mono-
uma proposta de incorporação do Ipilimumabe junto ao
clonal com ação no fator de crescimento epidérmico
Comitê Nacional de Incorporação de Tecnologia de Saú-
humano tipo 2, expresso em 20-30% dos carcinomas
de (CONITEC) foi realizada. Objetivo: Avaliar a eficácia e
mamários invasivos. Em 2012 o medicamento foi incor-
segurança do Ipilimumabe no tratamento de pacientes
porado ao SUS para tratamento adjuvante e neoadju-
com melanoma avançado, após falha de quimioterapia;
vante, porém apesar de, inicialmente ter sido utilizado
realizar análise de custo-efetividade e avaliar o impacto
para o tratamento da doença metastática, ainda não foi
orçamentário referente à sua incorporação no Sistema
incorporado ao SUS para o tratamento deste estadia-
Único de Saúde (SUS). Método: Foi realizada uma revi-
mento. O Ministério da Saúde (MS) fornece o medica-
são sistemática da literatura para avaliar o impacto do
mento para os UNACONs e CACONs na apresentação
uso de Ipilimumabe em 2a linha para pacientes com
de 150 mg, com estabilidade de 48 horas após recons-
melanoma metastático. Análise de custo-efetividade foi
tituição. Para outros pacientes, a unidade compra o
desenvolvida através de modelo de Markov na perspec-
medicamento na apresentação de 440 mg, com estabi-
tiva do SUS para apresentar a razão de custo-efetivida-
lidade de 21 dias após reconstituição. Objetivo: Avaliar
de incremental (RCEI) por ano de vida salvo. Avaliação
as perdas resultantes do processo de manipulação do
de impacto orçamentário foi calculada através de dados
Trastuzumabe e a estratégia para minimizá-las. Méto-
epidemiológicos e de custo dos tratamentos disponí-
do: Foram registradas estimativas das sobras diárias do
veis no Brasil. Resultados: Em comparação ao suporte
Trastuzumabe descartadas e aproveitadas na unidade
clínico exclusivo, o uso de ipilimumabe em monotera-
durante o segundo semestre de 2016 em planilha do
pia, por 4 ciclos, é eficaz, e tem impacto clinicamente
Microsoft Excel®. O valor foi estimado dividindo-se a
significativo em sobrevida global nos pacientes com
concentração do fármaco pelo preço médio do valor de
melanoma metastático. A toxicidade pode ser severa,
compra obtido através do Sistema HOSPUB. No intuito
mas é manejável. No modelo econômico, pacientes em
de minimizar as perdas, foi adotada uma estratégia de
suporte exclusivo obtiveram expectativa de vida de 0,9
combinação das apresentações do medicamento, onde
anos,enquanto aqueles tratados com ipilimumabe ti-
para os pacientes atendidos com medicamento forne-
veram estimativa de 1,63 anos de vida (incremento de
cido pelo MS, utilizou-se os frascos de 150 mg até que
0,71 anos). O custo incremental para a incorporação do
seja atingida a quantidade múltipla de 150 mais próxi-
ipilimumabe foi de R$ 145 mil, com RCEI de R$ 205 mil
ma da dose prescrita e então completou-se com a apre-
por ano de vida ganho. O impacto orçamentário anual
sentação de 440 mg, cujo fabricante é o mesmo, porém
foi estimado em R$ 50 milhões Conclusões O uso de ipi-
com estabilidade superior. Resultados: Os gastos to-
limumabe em 2ª linha é eficaz e aumenta a sobrevida
tais com esse medicamento representam 56% do in-
de pacientes com melanoma metastático. No entanto,
vestimento em quimioterápicos na unidade. As sobras
sua incorporação no SUS com os preços atuais não seria
do medicamento no semestre, resultantes do processo
uma estratégia custo-efetiva. Uma redução de 58,5% no
de manipulação, corresponderam a 19642 mg, equiva-
preço do ipilimumabe seria necessária para tornar a es-
lentes a R$290.738,74. O percentual de aproveitamen-
tratégia custo-efetiva no Brasil.
to das sobras foi de 91,5%, resultando em um descarte
Contato: VINÍCIUS CORRÊA DA CONCEIÇÃO de 1674 mg de Trastuzumabe e uma perda financeira
vinicius.conceicao@sonhe.med.br de R$24.778,37. Conclusão: A utilização de protocolos
contendo o Trastuzumabe traz um custo alto para a
unidade e sua perda deve ser evitada visando econo-
mia e atendimento de um maior número de pacientes.
TEMÁRIO: FARMÁCIA A estratégia adotada auxiliou na minimização das per-
CÓDIGO: 60514 das geradas pelas sobras da apresentação de 150 mg,
com estabilidade menor, e na diminuição das perdas
MENSURAÇÃO DAS PERDAS DE totais com o medicamento.
TRASTUZUMABE EM UMA UNACON Contato: THACID KADERAH COSTA MEDEIROS
DO RIO DE JANEIRO E AVALIAÇÃO DA thacid@gmail.com
ADOÇÃO DE ESTRATÉGIA VISANDO
MINIMIZAÇÃO DOS CUSTOS

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 49


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

TEMÁRIO: PULMÃO multimodal, sendo este um tratamento eficiente. Estu-


CÓDIGO: 60041 dos prospectivos são necessários para avaliar a melhor
sequência de tratamento.
METÁSTASE EM SISTEMA NERVOSO
Contato: GUILHERME HARADA
CENTRAL DE ADENOCARCINOMA guiarada@hotmail.com
DE PULMÃO EM PACIENTES CUJOS
TUMORES ALBERGAM MUTAÇÃO
ATIVADORA DO EGFR: Resultados:
DE TRATAMENTO MULTIMODAL, TEMÁRIO: PULMÃO
INCLUINDO EGFR-TKIS CÓDIGO: 60040

Autores: Guilherme Harada; Guilherme Nader Marta;


Renata Rodrigues da Cunha Colombo Bonadio; Tiago METÁSTASES CEREBRAIS DE
Kenji Takahashi; Denyei Nakazato; Rafael Caparica ADENOCARCINOMA DE PULMÃO
Bitton; Teresa Yae Takagaki; Gilberto de Castro Junior; ALBERGANDO MUTAÇÕES ATIVADORAS
Instituição: INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO DO GENE EGFR: APRESENTAÇÃO
PAULO CLÍNICA E PERFIL DE MUTAÇÕES
Introdução: Adenocarcinoma de pulmão com muta- Autores: Renata Rodrigues da Cunha Colombo Bonadio;
ções ativadoras do EGFR (AP-EGFR-MT) possuem uma Guilherme Harada; Guilherme Nader Marta; Milena
maior probabilidade de diagnóstico de metástases ce- Mak; Renata Eiras Martins; Teresa Yae; Gilberto de
rebrais devido ao aumento de sobrevida com o uso de Castro Junior;
terapias-alvo. Até o momento não está clara qual a me- Instituição: INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO
lhor sequência de tratamento para estes pacientes, que PAULO
inclui radioterapia e/ou cirurgia, e inibidores de tirosi- Introdução: Metástases cerebrais em pacientes (pts)
na-quinase anti-EGFR (EGFR-TKI). Objetivo: O objetivo com adenocarcinoma de pulmão albergando mutações
deste estudo é caracterizar a eficiência do tratamento ativadoras do gene EGFR (EGFR-MT) ocorrem frequen-
multimodal em pacientes com AP-EGFR-MT e metásta- temente em algum momento da história natural des-
se em sistema nervoso central (SNC). Método: Foi re- ses pts. Objetivo: Caracterizar a apresentação clínica
alizada análise retrospectiva de pacientes com AP-EG- e o perfil de mutações do adenocarcinoma de pulmão
FR-MT e metástase em SNC, submetidos a tratamento EGFR-MT metastático para cérebro a fim de adequada-
com EGFR-TKIs, radioterapia, radiocirurgia, quimiotera- mente planejar intervenções terapêuticas nesta popu-
pia intratecal (QT-IT) e/ou metastasectomia cerebral no lação. Método: Foi realizada análise retrospectiva uni-
período entre 2009 e 2017. Todos os pacientes apre- -institucional dos pts consecutivamente diagnosticados
sentavam diagnóstico de metástase em SNC antes do com adenocarcinoma de pulmão EGFR-MT e metásta-
uso do TKI. Dados clínicos, resultados de exames de ses cerebrais em algum momento da sua evolução clí-
imagem e de patologia molecular foram extraídos dos nica, entre 2009 e 2017. Todos os pts receberam em
prontuários eletrônicos. O diagnóstico de mutação ati- algum momento algum inibidor de tirosina quinase
vadora foi realizado através de sequenciamento direto (TKI) do EGFR (erlotinibe ou gefitinibe). Dados clínicos,
(Sanger) de material fixado em formalina e embebido resultados de exames de imagem e de patologia mo-
em parafina. O método de Kaplan-Meier foi utilizado lecular foram extraídos dos prontuários eletrônicos. O
para estimativas de sobrevida. Resultados: 35 pacien- diagnóstico de mutação ativadora foi realizado através
tes foram incluídos, com idade mediana de 63 anos (in- de sequenciamento direto (Sanger) de material fixado
tervalo 35-90), 74,2% do sexo feminino, 45,7% tabagis- em formalina e embebido em parafina. Resultados:
tas ou ex-tabagistas, 74,2% com ECOG-PS de 0-2. Todos 40 pts foram incluídos na análise, com idade mediana
os pacientes utilizaram EGFR-TKI, sendo que 26 rece- de 62 a (intervalo: 35-90), maioria do sexo feminino (29
beram radioterapia, 11 foram operados, 2 realizaram pts; 72,5%) e de raça branca (34 pts; 85%). 18/40 pts
radiocirurgia, 1 realizou QT-IT e 4 não receberam trata- (45%) eram tabagistas ou ex-tabagistas, sendo que 6
mento adicional além do TKI. A mediana de utilização pts (33,3%) apresentavam carga tabágica superior a 30
do TKI foi 7,6 meses. A mediana de sobrevida livre de anos.maço. Metástase cerebral antes do início do uso
progressão (SLP) foi 8,2 meses e sobrevida global (SG) de EGFR-TKI estava presente em 34 pts (85%), sendo
11,9 meses. Entre as principais mutações do EGFR en- que nesse momento o ECOG-PS era 1 ou 2 em 28 pts
contradas, 25 pacientes apresentaram deleção do éxon (70%). Comprometimento leptomeníngeo concomitan-
19, sendo neste grupo a mediana de SLP 8,2 meses e SG te ocorreu em 4 pacientes (10%). Todos os pts apre-
11,9 meses, 9 pacientes apresentaram mutação L858R sentavam metástatases extra-cranianas, sendo que os
no éxon 21 com mediana de SLP 10,8 meses e SG 13,8 principais sítios foram pulmão (26 pts; 65%), linfonodos
meses. Conclusão: Pacientes com AP-EGFR-MT e me- (24 pts; 60%) e ossos (23 pts; 57,5%). As mutações ati-
tástase em SNC quando tratados com EGFR-TKI podem vadoras de EGFR mais frequentes foram as deleções no
apresentar SG de até 1 ano, especialmente no contexto éxon 19 (67,5%), seguidas pela mutação L858R no éxon

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 50


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

21 (22,5%). Além destas, foi ainda identificada mutação critério de inclusão para risco infusional. Entretanto, os
G719A em heterozigose no éxon 18 em um caso. Con- outros 2 não foram classificado de forma correta. Con-
clusão: Os dados sugerem que o adenocarcinoma de siderações Finais: A identificação correta de RRI foi feita
pulmão EGFR-MT metastático para cérebro não apre- em >96% dos pacientes, o que aponta um resultado po-
senta particularidades clínicas ou de perfil de mutações sitivo e demonstra a importância da atuação da equipe
em EGFR que permitam diferenciar este grupo. Pare- de enfermagem e farmácia na identificação e sinaliza-
ce-nos essencial a avaliação por imagem de sistema ção dos pacientes com risco infusional, garantindo uma
nervoso central através de ressonância magnética em adequada prescrição de preparo antialérgico, minimi-
todos estes pacientes. zando a ocorrência e gravidade das possíveis reações
infusionais. Podemos considerar eficaz a aplicação do
Contato: RENATA RODRIGUES DA CUNHA COLOMBO
protocolo clínico de RRI em pacientes submetidos a qui-
BONADIO - re_rc_colombo@hotmail.com
mioterápicos com alto potencial de risco.
Contato: VIVIANE ARCE BASTOS
vbastos@clinionco.com.br
TEMÁRIO: ENFERMAGEM
CÓDIGO: 60127

MONITORAMENTO DE REAÇÕES TEMÁRIO: SARCOMAS


INFUSIONAIS DECORRENTE DE TERAPIA CÓDIGO: 60366
ANTINEOPLÁSICA EM UMA CLÍNICA DE
ONCOLOGIA MORTALIDADE DOS SARCOMAS
Autores: Viviane Arce Bastos; Sandra Rodrigues; Greice
DE PARTES MOLES EM CRIANÇAS E
Verza; Daniéli Neves; Andre Brunetto; ADOLESCENTES NO BRASIL ENTRE 2009-
Instituição: CLÍNICA DE ONCOLOGIA DE PORTO ALEGRE 2013: UMA ANÁLISE POR FAIXA ETÁRIA
E SEXO
Introdução: Agentes quimioterápicos possuem po-
Autores: Pedro Gabriel de Souza Menezes; Hanna
tencial de desencadear Reações Infusionais (RI). Estas
Franco Gomes;
reações são muitas vezes referidas como reações de
Instituição: CENTRO UNIVERSITÁRIO DE GURUPI
hipersensibilidade ou reações alérgicas. A maioria das
RI ocorrem durante a primeira ou segunda aplicação, Introdução: Os sarcomas são um tipo raro de câncer,
mas podem ocorrer de um a dois dias após o término correspondendo a cerca de 1% de todos os tumores.
destas. A exposição repetida a determinados agentes Sarcomas de partes moles representam 5% de todos
também aumentam as chances de RI e pré-medicações os canceres na faixa etária dos 15 aos 29 anos. O sar-
podem auxiliar na prevenção e/ou redução da severi- coma de Kaposi é o mais comum com o aumento da
dade destas. Objetivo: Identificar e monitorar pacien- idade, porém é raro antes dos 15 anos, sua incidência
tes com Risco de Reação Infusional (RRI) submetidos teve grande aumento com a epidemia do HIV. O rabdo-
às drogas com maior risco através da aplicação de um miossarcoma é comum nos primeiros anos de vida e
Protocolo Clínico de Risco Infusional. Método: Os pa- se torna mais raro na adolescência. Objetivo: Analisar
cientes com RRI identificados pela equipe assistencial, a mortalidade dos sarcomas de partes moles, segundo
são destacados na agenda de quimioterapia, estes pa- faixa etária e sexo em crianças e adolescentes no Brasil
cientes entram para o protocolo de RRI e durante seu entre 2009-2013. Método: Foram analisados dados de
atendimento o risco é registrado em prontuário. Ao tér- mortalidade do Ministério da Saúde e do Instituto Na-
mino de cada mês são emitidos relatórios que contabili- cional do Câncer (INCA) por idade e sexo, em crianças
zam quantos pacientes apresentavam risco, bem como e adolescentes de todas regiões do Brasil. Resultados:
quantos destes desenvolveram reação. Os dados são Os índices de mortalidade por 1 milhão de crianças e
analisados, mensalmente, pelo grupo de gerenciamen- adolescentes segundo faixa etária e sexo entre 2009-
to de risco para verificar se as ações propostas pelo 2013 evidenciaram: na faixa etária de 0 anos a taxa de
protocolo clínico estão adequadas e se ocorreu alguma mortalidade foi de 1,12, sendo 1,37 no sexo masculino e
reação que não estava identificada como risco. Resul- 0,85 no sexo feminino; Entre 1-4 anos foi de 1,84 sendo
tados: De fevereiro de 2016 a maio de 2017 foram re- 1,83 homens e 1,86 mulheres; Entre 5-9 anos foi de 0,95
alizados 6145 procedimentos infusionais em quimiote- sendo 0,97 para homens e 0,93 para mulheres; Entre
rapia e 376 pacientes foram classificados como tendo 10-14 anos foi de 1,32 sendo 1,32 para homens e 1,34
risco infusional. Ocorreram 51 RI neste período. Des- para mulheres; E entre 15-19 anos foi de 2,44 sendo
tas RI, 42 foram identificadas como RRI e 9 não foram 3,09 para homens e 1,78 para mulheres por 1.000.000
previamente identificadas. Analisando as causas da de crianças e adolescentes. Conclusão: O risco de mor-
não identificação dos pacientes, podemos afirmar que te apresentou picos etários entre 1-4 anos e entre 15-
7 pacientes que apresentaram RI, de fato, não tinham 19 anos. A maior taxa de mortalidade foi observada na

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 51


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

região Sul do país (dois por milhão), e a menor taxa na causas para tal achado não possam ser identificadas
região Norte (um por milhão). Esses dados podem ser através do presente estudo, a carência de tratamentos
explicados devido a um menor índice de diagnóstico e eficazes para a doença avançada e retardo no diagnós-
notificação da doença na região Norte. tico precoce e tratamento definitivo devem ser investi-
gados como potenciais justificativas.
Contato: PEDRO GABRIEL DE SOUZA MENEZES
pg-menezes@hotmail.com Contato: GUILHERME NADER MARTA
guilherme.marta@usp.br

TEMÁRIO: MELANOMAS
CÓDIGO: 60263 TEMÁRIO: PULMÃO
CÓDIGO: 59910
MORTALIDADE POR MELANOMA NO
ESTADO DE SÃO PAULO ENTRE 1996 E MUTAÇÕES DE EGFR EM PACIENTES
2015 COM CÂNCER DE PULMÃO NÃO
Autores: Guilherme Nader Marta; Rodrigo Ramella PEQUENAS CÉLULAS AVANÇADO:
Munhoz; Monica La Porte Teixeira; Bernadette Cunha FREQUÊNCIA DE TESTAGEM E PERFIL
Waldvogel; Veridiana Pires de Camargo; Diego Toloi; EPIDEMIOLÓGICO DE UMA INSTITUIÇÃO
Olavo Feher; Paulo M. Hoff; Jose Antonio Sanches Junior; PÚBLICA DE REFERÊNCIA EM SANTA
Instituição: INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO CATARINA
PAULO
Autores: Carolina da Silva Miranda Emerich; Silvia
Introdução: O melanoma (MM) é um problema emer- Euridice Beal; Thais Caroline Menegasso Flores; Carolina
gente, com aumento em sua incidência em diferentes Dutra; Márcio Debiasi; Facundo Zaffaroni Caorsi;
regiões do mundo. Apesar da maior incidência, a mor- Instituição: CENTRO DE PESQUISAS ONCOLÓGICAS
talidade por melanoma se mostrou estável ou com
Introdução: O câncer de pulmão não pequenas células
tendência a queda nas últimas décadas, sobretudo em
(CPNPC) corresponde por volta de 85% das neoplasias
países desenvolvidos. Todavia, dados de mortalidade
primárias pulmonares. A maioria dos pacientes apre-
para diferentes realidades brasileiras são desconheci-
sentam doença avançada no momento do diagnóstico.
dos. Objetivo: Descrever a frequência do relato de me-
As mutações do gene do receptor do fator de cresci-
lanoma (MM) como causa básica de morte no Estado
mento epidérmico (EGFR) determinam a sensibilidade
de São Paulo, sua evolução temporal e sua relação com
aos inibidores de tirosino-quinase (TKI), que revolucio-
variáveis demográficas. Método: Foi conduzida uma
naram o tratamento e o prognóstico do CPNPC avan-
análise retrospectiva com base em dados de registro
çado. Há poucos dados sobre mutação de EGFR na
de todos os óbitos ocorridos no Estado de São Paulo
população brasileira. Objetivo: Este estudo pretende
entre 1996 e 2015, nos quais o MM constava como cau-
demonstrar a frequência de testagem, prevalência e
sa básica de morte. Os dados foram obtidos no Sistema
perfil epidemiológico das mutações de EGFR em uma
de Estatísticas Vitais da Fundação Seade, consolidados
instituição pública catarinense. Método: Estudo retros-
a partir das informações das declarações de óbitos
pectivo observacional que incluiu pacientes com CPNPC
desse período, permitindo o cálculo da taxa de morta-
não-escamosos em estágio avançado entre janeiro de
lidade por MM. A população foi classificada por faixas
2011 a dezembro de 2016 do CEPON (Centro de Pes-
etárias, sexo, e cor da pele, conforme informações do
quisas Oncológicas). Os prontuários foram revisados e
Sistema de Projeções Populacionais do Seade. Resul-
as informações relacionadas ao perfil epidemiológico e
tados: Entre os anos 1996 e 2015, foram registrados
a testagem de EGFR foram coletadas. Resultados: 345
7670 óbitos por MM no Estado de São Paulo, sendo a
pacientes foram analisados. Desses, 74% (255/345) fo-
ocorrência entre os homens (n=4341) maior do que en-
ram testados para mutações no gene EGFR. Ao longo
tre as mulheres (n=3329). Houve aumento na taxa de
dos anos houve aumento progressivo da solicitação
mortalidade por MM no período estudado, partindo de
dos testes: 22% dos pacientes foram testados em 2011,
0,91 óbitos/100.000 habitantes/ano em 1996, até 1,19
60% em 2012, 72% em 2013, 85% em 2014, alcançando
óbitos/100.000 habitantes/ano em 2015. Esse aumen-
100% dos pacientes em 2015 e 2016. Mutações do gene
to foi observado para ambos os sexos e a mortalidade
EGFR foram encontradas em 18% (46/255). As altera-
masculina superou sempre a feminina. A mortalidade
ções genéticas foram mais prevalentes em mulheres
foi crescente com a idade e atingiu o máximo na popu-
(30% vs. 9,6%; p<0,001) e em não-tabagistas (49% vs.
lação com 60 anos ou mais, e se concentrou em indi-
9,5%; p < 0,001), porém não foi encontrado diferença
víduos de pele branca. Conclusão: A mortalidade por
significativa em relação a idade menor que 50 anos
MM demonstrou uma tendência crescente nas últimas
(27% vs. 17%; p=0,159). A idade média dos pacientes
duas décadas no Estado de São Paulo, contrariando o
com mutação foi 59 anos (DP 11,82) com predominân-
observado em outras regiões do mundo. Ainda que as
cia do sexo feminino (74% vs. 26%). A alteração gené-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 52


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

tica mais frequente encontrada foi a deleção éxon 19 de São Paulo. Resultados: No nosso serviço entre os
(50%), seguido pela mutação L858R no éxon 21 (36%). anos de 2014 e 2017 foram diagnosticados 4 casos de
Entre os 46 pacientes com mutação EGFR detectada, neurofibrosarcoma. Todos do sexo feminino entre 19
32 receberam TKI em primeira ou segunda linha. Con- e 55 anos, com doença localizada. Duas pacientes pos-
clusão: Os achados evidenciam que atualmente temos suíam diagnóstico prévio de neurofibromatose. Três
uma boa taxa de pesquisa de mutação de EGFR em pa- pacientes foram submetidas a ressecção completa da
cientes com CPNPC, devido ao maior acesso ao teste, lesão sem necessidade de terapia complementar, com
a educação médica a subespecialização dos oncologis- diagnóstico de neurofibrosarcoma de baixo grau. Ape-
tas dedicados a oncologia torácica e a disponibilidade nas uma paciente, após ressecção completa de lesão
do TKI no CEPON. A prevalência da mutação EGFR foi com neurofibrosarcoma de alto grau, foi submetida à
pouco menor que a encontrada em outros estudos com radioterapia adjuvante. Esta última evolui com recidiva
pacientes brasileiros (em torno de 20%), que pode es- em outro sítio tratada com ressecção cirúrgica sem ne-
tar relacionado à imigração européia do sul do país. O cessidade de terapia adjuvante. Atualmente, todos se
perfil epidemiológico encontrado é semelhante ao da li- encontram em seguimento sem evidência de doença.
teratura médica, evidenciando prevalência de mutação Conclusão: Este levantamento de casos nos permitiu
em mulheres e não tabagistas. comprovar a raridade desta patologia, visto que, em
um hospital terciário, só foram tratados 4 casos em um
Contato: CAROLINA DA SILVA MIRANDA EMERICH
período de três anos. Apenas em um dos casos foi ne-
carol2185@hotmail.com
cessário tratamento complementar à cirurgia com ra-
dioterapia ratificando que a necessidade de adjuvância
ocorre apenas em alguns casos selecionados e refor-
TEMÁRIO: SARCOMAS çando que a modalidade cirúrgica para a remoção com-
CÓDIGO: 60515 pleta do tumor é a abordagem preferencial.
Contato: ISABELLA FERREIRA DE ALBUQUERQUE
NEUROFIBROSARCOMA: EXPERIÊNCIA isafalbuquerque@hotmail.com
DE UM HOSPITAL TERCIÁRIO
Autores: Isabella Ferreira de Albuquerque; Mayara
Ramos Travassos; Lilian Arruda do Rêgo Barros; Luana
C.F.F Silva; Marineide Prudencio de Carvalho; TEMÁRIO: PESQUISA CLÍNICA
Instituição: SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO CÓDIGO: 60002
PAULO
O USO DA FERRAMENTA DE
Introdução: O neurofibrosarcoma, também conhecido
RASTREAMENTO GERIATRICO G-8 E
como schwannoma maligno, é um tumor primário da
bainha neural, que usualmente, surge dos nervos pe-
VES-13 NA PRÁTICA DO ONCOLOGISTA
riféricos. A associação de schwannomas com a doença
CLÍNICO: ESTUDO DE COORTE
de Von Recklinghausen (Neurofibromatose – NF-1) é co- Autores: Jefferson Correia de Souza; Carolina Matias;
nhecida, ocorrendo em 4% dos pacientes sugerindo um Jose Fernando do Prado Moura;
pior prognóstico. Estes tumores originam-se de nervos Instituição: UNIDADE DE CIRURGIA E ONCOLOGIA
periféricos, craniais ou espinhais, podendo ocorrer em Introdução: Há uma necessidade de identificar o indi-
qualquer sítio anatômico. É raro, com uma frequência víduo mais vulnerável e que se beneficie da terapia qui-
na população geral de 0,001%, e representa até 10% mioterápica, com menor chance de toxicidade e mor-
dos sarcomas, equivalendo a 1% de todas as neopla- te, através da avaliação geriátrica ampla. No entanto,
sias malignas. Sem predileção por sexo ou idade, a faixa essas avaliações são dispendiosas e demandam muito
etária predominante é de 30 a 50 anos. A sintomatolo- tempo e acabam não entrando na rotina oncológica.
gia depende do seu tamanho e localização. Em relação Objetivo: O objetivo do estudo foi analisar a frequ-
ao tratamento, esses tumores devem ser ressecados ência de pacientes idosos vulneráveis, em tratamento
radicalmente, com base na localização, tamanho e tipo, oncológico, detectados através de duas ferramentas de
com terapia adjuvante em casos específicos. Sua recor- rastreamento G8 e VES-13 e seus desfechos de toxicida-
rência local situa-se entre 40% e 65%, e a recorrência de, ajuste e suspensão de dose, internamento e óbito.
à distância entre 40% e 68%, sendo os sarcomas com Método: Estudo de coorte prospectivo com 52 pacien-
maior taxa de recorrência. Objetivo: Avaliar necessida- tes. Participaram do estudo pacientes acima de 60 anos
de de terapia adjuvante nos casos de neurofibrosarco- com diagnóstico confirmado de câncer com indicação
mas, principalmente nos tipos de baixo grau. Método: de iniciar tratamento quimioterápico. Os pacientes fo-
Foram analisados prontuários de 4 casos diagnostica- ram submetidos aos questionários de rastreamento
dos e tratados com neurofibrosarcoma, entre os anos geriátrica G-8 e VES-13 antes do tratamento e acompa-
de 2014 a 2017, no serviço de Oncologia da Santa Casa nhados quanto a toxicidade, suspensão, ajuste de dose,

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 53


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

adiamento, internamento e óbito. Na ferramenta G-8, pausa com idade ≥ 55 anos. Informações dietéticas fo-
o escore ≤ 14 indicava risco geriátrico; no VES-13, o es- ram coletadas no baseline a partir de um questionário
core ≥3 considerava o paciente vulnerável. Resultado: validado de frequência alimentar. A regressão de Cox
A média de idade foi de 69 anos (60-85 anos). A ferra- foi usada para estimar o risco de câncer de mama em
menta geriátrica G-8 identificou 36 pacientes (69,2%) Hazard Ratio (HR) com intervalo de confiança de 95%
com risco geriátrico e a ferramenta VES-13, 17 pacien- (CI). Resultados: Durante o follow-up, 199 mulheres
tes (32,6%) vulneráveis. Dos nove pacientes que foram foram diagnosticadas com câncer de mama. Nenhuma
a óbito, todos tinham risco geriátrico pelo questionário associação consistente entre a adesão para o DHDI, a
G-8, com significância estatística quando comparado dieta do Mediterrâneo e as recomendações do WCRF/
aos pacientes sem risco pela mesma escala (p=0,0432). AICR foi encontrada (HR: 1.03; 95% CI: 0.86 – 1.23, HR:
Dos 36 pacientes de risco geriátrico, 21 apresentaram 0.90; 95% CI: 0.74 – 1.10, HR: 0.98; 95% CI: 0.79 – 1.22,
graus de toxicidade 3 e 4 (p=0,0367). Suspensão e respectivamente, por unidade de aumento no score de
ajuste do tratamento não tiveram associação estatísti- adesão). Os resultados não se mostraram diferentes
ca pela escala G-8 com escore ≤14 (p=0,0776 e 0,2979 em relação aos níveis de atividade física ou consumo
respectivamente). Dos 17 pacientes que internaram de álcool (P-interaction > 0.10). Conclusão: Este estudo
durante o tratamento, 12 foram identificados como não apoia uma associação protetora em relação à ade-
vulneráveis pelo questionário VES-13 (p=0,0067). Não são ao DHDI, à dieta do Mediterrâneo ou às recomen-
houve relação entre óbito e vulnerabilidade pela esca- dações do WCRF/AICR e o risco de câncer de mama.
la VES-13 (p=0,1327). Foi analisado, também, se havia
Contato: GILSON GABRIEL VIANA VELOSO
concordância entre as escalas (G8 e VES13) e não hou-
ggabrielvveloso@yahoo.com.br
ve concordância entre as duas ferramentas com índice
kappa geral de 0,286. Conclusão: A escala G8 mostrou-
-se associada de forma significativa com óbito, graus de
toxicidade 3 e 4 enquanto a escala VES-13 esteve asso- TEMÁRIO: ONCOLOGIA PEDIÁTRICA
ciado com internamento. Apesar disso, não houve con- CÓDIGO: 60036
cordância entre as duas ferramentas. Portanto, maiores
estudos prospectivos são necessários para otimizar e PAPEL DE POLIMORFISMOS DO GENE
selecionar idosos antes do tratamento oncológico.
ATIC NO RISCO DE DESENVOLVER
Contato: JEFFERSON CORREIA DE SOUZA NEUROTOXICIDADE EM PACIENTES
jeffersoncscs@hotmail.com PEDIÁTRICOS COM LEUCEMIA
LINFOBLÁSTICA AGUDA TRATADOS
COM METOTREXATO.
TEMÁRIO: NUTRIÇÃO Autores: Darlen Cardoso de Carvalho; Alayde Vieira
Wanderley; Marianne Rodrigues Fernandes; André
CÓDIGO: 57743
Mauricio Ribeiro dos Santos; Amanda de Nazaré Cohen
Lima de Castro; João Augusto Nunes de Carvalho Junior;
PADRÕES DIETÉTICOS E O RISCO DE André Salim Khayat; Paulo Pimentel de Assumpção;
CÂNCER DE MAMA EM MULHERES NA Sidney Emanuel Batista dos Santos; Ney Pereira
PÓS-MENOPAUSA – THE ROTTERDAM Carneiro dos Santos;
STUDY Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Autores: Gilson Gabriel Viana Veloso; Oscar H. Franco; Introdução: O metotrexato (MTX) é um dos principais
Rikje Ruiter; Catherina E. de Keyser; Alberto Hofman; medicamentos utilizados na terapia de consolidação da
Bruno C. Stricker; Jessica C. Kiefte-de Jong;
Leucemia Linfoblástica Aguda na infância (LLA) e atua
Instituição: HOSPITAL SANTA CASA DE MISERICÓRDIA inibindo as vias do folato, adenosina e síntese de pu-
DE BELO HORIZONTE rinas e pirimidinas. A terapia com MTX pode induzir
Introdução: Sobrepeso e estilo de vida têm sido asso- neurotoxicidades graves, como neuropatia, convulsões
ciados a um maior risco de câncer de mama. Entretan- e cefaleia. Polimorfismos em genes associados a via do
to, a associação entre padrões dietéticos específicos e o folato, como do gene ATIC, podem modular a respos-
risco de câncer de mama permanece incerta. Objetivo: ta neurológica em pacientes tratados com MTX. Ob-
Avaliar a adesão de participantes aos seguintes padrões jetivo: avaliar o papel de dois polimorfismos no gene
de dieta e o risco de câncer de mama em mulheres na ATIC (rs2372536 e rs4673993) no desenvolvimento de
pós-menopausa: I) Dutch Healthy Diet Index (DHDI), II) neurotoxicidade grave (grau 3-4) em pacientes pediá-
Dieta do Mediterrâneo e III) adesão às recomendações tricos com LLA-B tratados com MTX na fase de consoli-
dietéticas do World Cancer Research Fund (WCRF) e do dação da terapia da doença. Método: Amostras de 121
American Institute of Cancer Resarch (AICR). Método: pacientes foram incluídos na pesquisa, todos tratados
Este estudo foi parte do Rotterdam Study, uma coorte com o protocolo BFM-2002 em dois hospitais de refe-
prospectiva com dados de 1990 em diante. A população rência no tratamento oncológico infantil. Os polimor-
do estudo consistiu em 3209 mulheres na pós-meno- fismos do gene ATIC foram genotipados por TaqMan

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 54


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

OpenArray Genotyping, utilizando o equipamento 5%. Resultados: Foram avaliados 604 pacientes, idade
QuantStudio™ 12K Flex Real-Time PCR System. O pa- média 60,3 anos (±13,4), e estadiamento tumoral I-III,
cote estatístico R v.3.4.0 foi utilizado para as análises sendo 91 (15,1%) estágio I, 244 (40,4%) estágio II e 269
e um P valor ≤ 0,05 foi considerado como significante. (44,5%) estágio III. A perda de peso ao diagnóstico igual
Resultado: O polimorfismo rs2372536 do gene ATIC foi ou superior a 5% foi identificada em 58,1% da amostra
associado a neuropatia (P=0,02; OR=0,91 IC95%=0,85- e foi associada à maior expressão inicial de Antígeno
098) assim como o polimorfismo rs4673993 (P=0,02; Carcinoembrionário (CEA) (p=0,001), realização de ci-
OR=0,92; IC95%=0.86-0.99). Além disso, o polimorfismo rurgia de emergência (p=0,028), margens cirúrgicas
rs4673993 também foi associado a cefaleia (P=0,05; comprometidas (p=0,036), invasão vascular (p=0,015),
OR=1,09; IC95%=1-1,18). Conclusão: Nosso estudo su- tumor T4 (p=0,026), realização de quimioterapia adju-
gere que as variantes do gene ATIC aqui investigadas vante (p=0,049) e toxicidade (p=0,09). A perda de peso
podem influenciar a neurotoxicidade em pacientes pe- igual ou superior a 5% foi associada a menor sobrevi-
diátricos com LLA e, portanto, ajudar a identificar pacien- da livre de progressão (p<0,01) e maior risco de morte
tes que não se beneficiarão do tratamento com MTX. (p<0,01), quando comparados aos pacientes com perda
ponderal inferior a 5%. Conclusão: A perda de peso ao
Contato: DARLEN CARDOSO DE CARVALHO
diagnóstico, além de ser um fator de risco para pacien-
darlen.c.carvalho@gmail.com
tes com CCR, é também um preditor da presença de tu-
mores biologicamente mais agressivos e de maior mor-
talidade. Assim, deve ser considerada como relevante
TEMÁRIO: CUIDADOS PALIATIVOS fator prognóstico na prática clínica.
CÓDIGO: 60163 Contato: JOSÉ BARRETO CAMPELLO CARVALHEIRA
carvalheirajbc@uol.com.br
PERDA DE PESO DETERMINA
SOBREVIDA EM PACIENTES
COM CÂNCER COLORRETAL
NÃO METASTÁTICO E ESTÁ TEMÁRIO: MELANOMAS

CORRELACIONADA A CARACTERÍSTICAS CÓDIGO: 60677

BIOLÓGICAS TUMORAIS MAIS


PERFIL DAS INTERNAÇÕES POR
AGRESSIVAS
NEOPLASIAS MALIGNAS DA PELE NO
Autores: Marina Nogueira Silveira; Lorena Pires da
Cunha; Maria Carolina Santos Mendes; Lígia Traldi
TERRITÓRIO BRASILEIRO
Macedo; Felipe Osório Costa; José Barreto Campello Autores: Gabriela Oliveira Barbosa; Thainá Gonçalves
Carvalheira; Tolentino Figueiredo; Maíra de Castro Fernandes;
Instituição: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS Venandra Ribeiro e Andrade; Fernando Brandão
Alcântara Santos; Fernanda Ranielle Alves de Oliveira
Introdução: A perda de peso nos pacientes oncológi- Barbosa; Maria Martinez Kruschewsky; Bruna de Jesus
cos está associada a menor efetividade do tratamen- Queiroz; Thais Martinelli Torres Habibe;
to e piores desfechos clínicos. Além da perda de peso, Instituição: ESCOLA BAHIANA DE MEDICINA E SAÚDE
características do tumor se relacionam ao prognóstico PÚBLICA
e são usadas para guiar a indicação do tratamento ad- Introdução: A neoplasia maligna da pele apresenta
juvante do câncer colorretal (CCR). Apesar da perda de crescente incidência, nos últimos anos, sendo conside-
peso ter sido associada a pior prognóstico no CCR, não rado o câncer mais comum mundialmente. Subdivide-
é clara sua influência em pacientes não metastáticos, -se em não melanoma e melanomas, porém ambos têm
assim como ainda não foi estudada sua associação com como principal fator de risco para seu desenvolvimento
características tumorais. Objetivo: Avaliar associação a exposição à radiação ultravioleta solar com prevalên-
entre perda de peso nos pacientes com CCR estadia- cia a partir da quinta década de vida e no sexo mascu-
mento I a III com sobrevida global, sobrevida livre de lino. Apesar da elevada incidência apresenta altos índi-
doença e com características tumorais de alto risco de ces de cura se diagnosticado precocemente. Objetivo:
recidiva. Método: Estudo retrospectivo com pacientes Caracterizar o perfil epidemiológico das internações
adultos com CCR estágio I-III atendidos em Hospital dos pacientes com neoplasia maligna da pele no Brasil.
Universitário de Campinas/SP (2000-2015). Após apro- Método: Trata-se de um estudo descritivo e analítico,
vação pelo comitê de ética em pesquisa com humanos de caráter retrospectivo, baseado em dados secundá-
(n° 1254778), foram avaliados prontuários médicos dos rios do Departamento de Informática do SUS (Datasus).
pacientes e as variáveis de interesse registradas por Entre 2010 e 2016 foram contabilizados o número de
meio da ferramenta eletrônica – RedCap. Foram realiza- total de internamentos por neoplasia maligna da pele
das análises descritivas, testes Qui-Quadrado ou Teste no país, analisando a prevalência entre regiões litorâ-
Exato de Fisher, Regressão de Cox, curvas de Kaplan- neas e não litorâneas assim como as variáveis sexo,
-Meier e teste de Log-rank com auxílio do software STA- raça/cor, faixa etária, regime de atendimento e óbitos.
TA (versão 12.0), considerando nível de significância de

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 55


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

Resultados: Observa-se desde 2010 um aumento pro- 466. Resultados: 198 onco (116 M e 82 F) de todas as
gressivo das internações por câncer de pele no país, cinco regiões foram incluídos (106 SE, 51 NE, 16 CO,,
com destaque para 2016. O aumento nesse período foi 17 Sul e 8 N). Destes, 134 são membros da SBOC (68%)
de 6,6%, sendo a região Sudeste a maior responsável, e 168 (85%) já foram para algum congresso - região e
representando 42,9% do total. Além disso, regiões não idade iguais para ambos. A maioria dos sócios já este-
litorâneas são as menos acometidas, sendo o Norte to- ve em algum congressoda SBOC: 126/134 (94%). Um
talizando 1,9% das vítimas. Em relação ao sexo, há um quarto dos que participaram não se interessou em ser
leve predomínio no masculino (51,7%) e mais de 50% membro da entidade (42/168). Quanto ao engajamento
das vítimas são brancas entre 60 a 79 anos (46,4%). Os virtual, 40 responderam não ter nenhuma MS pessoal
óbitos também se elevaram neste período, contudo re- (MSp). 158/198 entrevistados disseram ter alguma MSp
presentam menos que 3% do total. Conclusão: Verifi- e apenas 69/143 que tem Facebook, 7/39 Twitter e 7/56
cou-se que o perfil das internações por câncer de pele Linkedin seguem as páginas da SBOC. 60% dos sócios e
no brasil apresentou elevação com o passar dos anos, 61% dos participantes de congresso não seguem nada
assim como os óbitos, porém estes são mínimos tendo dela. Entre os que a seguem de alguma forma, 82% <
em vista a elevada probabilidade de cura se diagnóstico 40 anos e os do N, NE e CO, nesta ordem, são os mais
em fase inicial. O aumento dessas internações sugere engajados. Só 51 oncologistas (25%) preenchem a tría-
ser reflexo do envelhecimento populacional favorecen- de: é membro, já foi a um congresso e segue as MS da
do com que a população fique mais exposta aos fatores SBOC. Quanto à interação com pacientes, dos que tem
de riscos, assim como uma maior efetividade dos méto- MSp, 108 disseram aceitar pacientes em suas páginas
dos diagnósticos e busca dos indivíduos por ajuda mé- pessoais. Facebook (105) e Instagram (20) lideram. 50
dica. Contudo é de suma importância intensificação de responderam não aceitar pacientes em suas MSp. Ain-
medidas em saúde pública para prevenção desta pato- da são poucos os onco com alguma página de caráter
logia por ser o câncer de maior prevalência. O principal profissional (MSpro): 25 (14 em Facebook e 10 em site).
perfil epidemiológico das vítimas, corroborando com a Por fim, apenas 8 onco não usam o Whatsapp com seus
literatura, foi idoso do sexo masculino, brancos, prin- pacientes. Conclusão: Apesar de muito conectado, os
cipalmente das regiões litorâneas do país, então esses onco ainda são pouco engajados nas MS da SBOC. Fica
indivíduos merecem investimento da sociedade para o desafio para a Sociedade se adequar a esta moderna
que as internações e complicações da neoplasia sejam e poderosa forma virtual de interação e construção de
minimizadas. conteúdo, pois ela não dá sinais de desgate. O estudo
confirma que o Whatsapp é uma quase inescapável fer-
Contato: THAINÁ GONÇALVES TOLENTINO DE
ramenta de comunicação do onco com seus pacientes.
FIGUEIREDO - thainatolentino@hotmail.com
Contato: MARCOS ANDRE DE SA B. COSTA
mandre.med@gmail.com

TEMÁRIO: POLÍTICAS PÚBLICAS


CÓDIGO: 60647
TEMÁRIO: TUMORES DE CABEÇA E PESCOÇO
PERFIL DE USO DE MÍDIAS SOCIAS (MS) CÓDIGO: 59800
ENTRE ONCOLOGISTAS BRASILEIROS
Autores: Marcos André Costa; Gilberto Lopes; Marcus PERFIL DOS PACIENTES COM
Paulo Amarante; CARCINOMA ADENOIDE CÍSTICO
Instituição: HOSPITAL ALEMÃO OSWALDO CRUZ TRATADOS NO SETOR DE ONCOLOGIA
CLÍNICA DE UM SERVIÇO PÚBLICO DE
Introdução: As mídias sociais (MS) - Facebook, Twitter,
REFERÊNCIA (UNIVERSIDADE FEDERAL
Linkedin e Whatsapp, etc - revolucionaram a comunica-
ção e já representam uma moderna e poderosa forma
DE SÃO PAULO/EPM)
virtual de interação interpessoal e de construção de Autores: Andrea Morais Borges; Francine Maria
conteúdo. 103 milhões de pessoas no Brasil usam MS Agostinho Luiz; Camila Brambilla de Souza; Gislaine
Fernandes Silva; Pamela Carvalho Muniz; Fernando Silva
e é, amplamente, desconhecido como os quase 1,5 mil
Picon; Michelle Samora de Almeida; Hakaru Tadokoru;
oncologistas brasileiros (onco) tem se relacionado com
Christian Ribas; Daiane Pereira Guimaraes;
elas. Objetivo: Analisar os perfis de uso de MS dos onco
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
e o seu grau de engajamento na SBOC. Particular ênfa-
se será dada ao relacionamento deles com os pacientes Introdução: Carcinoma adenoide cístico (CAC) é uma
via MS e de possíveis constrangimentos nesta intera- neoplasia rara, mais frequentemente encontrada em
ção. Método: Estudo prospectivo e consultivo, baseado tumores malignos de glândulas salivares (10%), de cres-
em questionário com 14 perguntas e feito por e-mail, cimento lento, infiltrativo, podendo gerar metástases
telefone, whatsapp ou presencialmente. A análise esta- à distância e recorrência tardia. Objetivo: Analisar o
tística foi feita por cálculos absoluto e percentual. Con- perfil e evolução dos pacientes com CAC da instituição.
fidencialidade de todos é protegida nos termos da CNS Método: Avaliação retrospectiva de arquivos médicos

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 56


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

da instituição, buscando pelo diagnóstico histopatoló- Introdução: Os centros de pesquisa clínica brasileiros
gico de CAC, dos últimos 16 anos, acompanhados no estão geralmente localizados em regiões metropolita-
setor de oncologia. Resultados: Foram identificados nas e a divulgação dos estudos em andamento é pe-
23 pacientes (pct) com CAC acompanhados no servi- quena. A participação em protocolos com imunoterapia
ço de oncologia clinica no período de 2001 a 2017. A são uma oportunidade para muitos pacientes com cân-
mediana de idade ao diagnóstico foi 49 anos (21 a 79 cer. Existem poucos dados na literatura sobre o perfil
anos). Doze pacientes (52%) eram do sexo masculino. dos pacientes participantes de protocolos de pesquisa
Os sítios acometidos foram: 8 (35%) em gl. parótida, 7 no Brasil. Objetivo: Descrever o perfil dos pacientes
(30%) em gl. salivar menor, 3 (13%) em gl. lacrimal, 2 incluídos em protocolos de pesquisa clínica com imu-
(9%) em gl. submandibular, 1 (4%) em gl. sublingual, 1 noterapia e avaliar o impacto da distância da cidade
(4%) em traquéia e 1 (4%) em próstata. Os estágios mais de origem no recrutamento. Método: Estudo observa-
prevalentes foram III (23%) e IV (54%), sendo 5 com me- cional, retrospectivo, que coletou dados de pacientes
tástase à distância no diagnóstico. Dos 23 pct, 16 (69%) incluídos em protocolos clínicos de imunoterapia no
foram submetidos à ressecção do tumor primário e, Centro de Pesquisa em Oncologia (CPO) no Hospital
destes, 10 (62%) receberam radioterapia adjuvante por São Lucas (HSL) da PUCRS no período de 2014 - 2017.
comprometimento de margens cirúrgicas e/ou invasão Pacientes screening failure foram excluídos. Os dados
perineural. Dois (9%) receberam tratamento definitivo foram coletados dos prontuários dos pacientes. Resul-
com radioquimioterapia. Três (13%) receberam qui- tados: Um total de 103 pacientes foi incluído. A idade
mioterapia de indução, com esquemas diversos. Treze mediana foi 58 anos. A maioria 67% (N=69) dos pacien-
(56%) desenvolveram metástases, distribuídas em: pul- tes foi encaminhada para protocolos de neoplasia de
mão (10), fígado (3), SNC (2) e osso (1). O tempo médio pulmão 35,9% (N=37) ou melanoma 31,1% (N=32). Os
para o desenvolvimento da primeira metástase foi de demais foram tumores em trato genitourinario 21,3%
32 meses (0 a 132m). Quimioterapia paliativa foi ofere- (N=2), outros 8,8% (N=9) e trato gastrointestinal 2,9%
cida para 7 (30%) pct, sendo que, 5 receberam mais de (N=2). A maioria foi incluída em protocolos de primei-
uma linha de terapia sistêmica. Os esquemas quimiote- ra linha metastática ou adjuvante (67%), seguido de
rápicos utilizados na primeira linha incluíram: cisplati- segunda linha (29,1%) e terceira ou mais linhas (3,9%).
na, doxorrubina e paclitaxel; carboplatina e paclitaxel; Quanto ao tipo de plano de saúde, a maior parte dos
cisplatina e vinorelbine; carboplatina e bleomicina. A pacientes encaminhados tinha convênio (57,3% convê-
taxa de controle da doença atingida pela quimioterapia nio vs 42,7% sistema único de saúde; p-valor: 0,168). A
paliativa foi de 42% (3 dos 7 pct), com doença estável. O proporção de pacientes da própria instituição, HSL da
seguimento clínico variou de 1 a 194 meses, com taxa PUCRS, encaminhados para participação nos estudos
de sobrevida global média de 58 meses, e mediana de foi inferior comparado a outras instituições (39,8% vs
41 meses. Conclusão: O CAC tem comportamento in- 60,2%; p-valor: 0,03). A mediana da distância entre a
dolente e a ressecção cirúrgica permanece como prin- cidade de origem e o centro de pesquisa em Porto Ale-
cipal tratamento. Quando se apresenta em estágios gre foi de 41 quilômetros, sendo maior para pacientes
mais avançados, diversos esquemas de quimioterapia encaminhados por convênio (66km vs 24km, p-valor
demonstraram baixas taxas de respostas. O melhor en- 0,048) e outras instituições (99km vs 18,5km; p-valor
tendimento da biologia molecular destes tumores pode 0,005). Conclusão: Este é o primeiro estudo a descre-
revelar novos alvos terapêuticos. ver o perfil dos pacientes participantes de protocolos
de imunoterapia no Brasil. Surpreendentemente houve
Contato: ANDREA MORAIS BORGES
uma maior prevalência de pacientes encaminhados de
andrea.moraisb@gmail.com
outras instituições e a distância do centro foi considerá-
vel. Protocolos de pesquisa são uma opção interessante
para muitos pacientes brasileiros e é necessário empe-
TEMÁRIO: PESQUISA CLÍNICA nho para maior divulgação dos estudos em andamento.
CÓDIGO: 60501 Contato: ANA CAROLINE ZIMMER GELATTI
anagelatti@yahoo.com.br
PERFIL DOS PACIENTES PARTICIPANTES
EM CLINICAL TRIALS COM
IMUNOTERAPIA EM UM CENTRO DE
PESQUISA CLÍNICA DO BRASIL. TEMÁRIO: TUMORES TGI SUPERIOR
CÓDIGO: 60025
Autores: Mahira Lopes Rosa; Paulo Ricardo Santos
Nunes Filho; Ana Caroline Zimmer Gelatti; Maria Helena
Sostruznik; Gustavo Werutsky; Andre Poisl Fay; Carlos PERFIS MUTACIONAIS DISTINTOS
Henrique Escosteguy Barrios; DISTINGUEM OS DOIS TIPOS
Instituição: HOSPITAL CÂNCER MÃE DE DEUS; CENTRO HISTOLÓGICOS DE TUMORES DE
DE PESQUISA ONCOLOGIA HOSPITAL SÃO LUCAS AMPOLA DE VATER.

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 57


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

Autores: Fabiana Bettoni; Pedro Exman; Raphael SS TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS)
Medeiros; Thiago LA Miller; Cibele Masotti; Pedro AF CÓDIGO: 60020
Galante; Anamaria A Camargo; Jorge Sabbaga;
Instituição: HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS POLIMORFISMOS NO GENE DPYD
Introdução: O adenocarcinoma de ampola de Vater ASSOCIADOS À TOXICIDADE EM
(AAV) é um tumor raro que corresponde a menos de PACIENTES COM CÂNCER GÁSTRICO
1% de todas as neoplasias do trato gastrointestinal. A OU COLORRETAL TRATADOS COM
ampola de Vater apresenta dois tipos de epitélio que FLUOROPIRIMIDINAS NO NORTE DO
dão origem a diferentes subtipos histológicos tumorais: BRASIL
intestinal(IT) e pancreatobiliar(PB). O subtipo intestinal Autores: Juliana Carla Gomes Rodrigues; Marianne
apresenta uma morfologia idêntica ao tecido colônico Rodrigues Fernandes; Darlen Cardoso de Carvalho;
enquanto que a morfologia do subtipo pancreatobiliar Luciana Pereira Colares Leitão; Amanda Cohen Castro;
é similar ao adenocarcinoma ductal pancreático. Embo- Karla Beatriz Cardias Cereja Pantoja; Antônio André
ra a análise por imunohistoquímica seja utilizada para Conde Modesto; Danielle Feio da Costa; Sidney Emanuel
diferenciar os subtipos histológicos, ainda não está cla- Batista dos Santos; Ney Pereira Carneiro dos Santos;
ro se os mesmos apresentam diferentes perfis mole- Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
culares que podem influenciar o prognóstico e guiar a Introdução: O câncer colorretal e o câncer gástrico são
conduta terapêutica. Objetivo: Caracterizar molecular- as principais neoplasias malignas do trato gastrointesti-
mente os diferentes tipos histológicos de AAV, através nal. Os fármacos amplamente utilizados no mundo em
do sequenciamento de um painel de genes frequente- diferentes esquemas terapêuticos no combate a esses
mente alterados em tumores humanos. Método: Foi dois tipos tumorais são à base de fluoropirimidinas, re-
realizada uma análise retrospectiva dos pacientes diag- presentados pelo 5-Fluorouracil (5-FU) e seus derivados
nosticados com AAV entre o período de 2011 e 2013 orais. Apesar do uso na prática clínica, tratamentos à
admitidos em nossa instituição. Dezesseis pacientes, base de 5-FU ainda são considerados desafiadores em
8 de cada subtipo histológico, foram selecionados e o função da grande variabilidade observada nas taxas de
DNA tumoral foi avaliado através do sequenciamento eficácia e toxicidade apresentadas pelos pacientes. O
de um painel de 160 genes. Resultados: Os dados clí- gene DPYD já é amplamente utilizado em prática clínica
nico-patológicos dos pacientes demonstraram que a por agências regulamentadoras de fármacos America-
presença de metástase no diagnóstico foi observada na e Europeia como exame preditivo de resposta ao
apenas nos pacientes com tumores PB (62,5%) e o tem- tratamento com fluoropirimidinas, uma vez que ele de-
po de sobrevida foi maior nos pacientes com tumores sempenha papel chave na via de metabolismo do 5-FU.
IT (12,6 vs 37,9 meses). A partir da análise molecular foi Objetivo: Avaliar a manifestação de toxicidade em pa-
possível identificar 50 mutações somáticas, dentre não- cientes com câncer gástrico ou colorretal, submetidos
-sinônimas e do tipo stop-gain, presentes em um total ao tratamento com fluoropirimidinas, e sua associa-
de 36 genes (22,5%). Com exceção de dois casos em ção com nove biomarcadores moleculares presentes
que não foi detectada a presença de mutações, o nú- no gene DPYD (rs55886062, rs17376848, rs67376798,
mero de mutações por tumor variou entre 1 e 10 com rs4970722, rs3918290, rs1760217, rs1801159,
uma média de 3,6 mutações por paciente. No subtipo rs17116806, rs1801265). Método: Foram avaliados 142
IT foram identificados 20 genes mutados (12,5%) com pacientes em relação aos nove polimorfismos geno-
um total de 27 diferentes mutações enquanto que no tipados por ensaios Taqman em Open array, utilizan-
subtipo PB identificamos 19 genes mutados (11,8%) do o aparelho QuantStudio™ 12K Flex Real-Time PCR
totalizando 23 diferentes mutações. O gene TP53 foi o System. As análises estatísticas foram realizadas pelo
mais frequentemente mutado nos pacientes com uma software SPSS v.14.0. Resultados: Foi encontrada uma
frequência maior nos tumores PB(50%). Mutações nos associação significativa entre o marcador rs1801159 e
genes KRAS(37,5%) e APC(25%) foram observadas so- a presença de diarreia (p=0,038, OR=7,529), bem como
mente nos tumores PB enquanto que mutações em entre o polimorfismo rs3918290 e a presença de toxici-
BRAF(25%) foram detectadas somente nos tumores IT. dades graus 3 e 4 (p=0,036, OR=5,520). O biomarcador
Conclusão: Os subtipos histológicos, PB e IT, demons- rs17116806 apresentou significância estatística com a
traram perfis mutacionais distintos com alterações ge- presença de mucosite (p=0,009, OR=3,608). As variantes
néticas que podem ser consideradas alvo para novas rs1801159 e rs4970722 apresentaram associação sig-
terapias. nificativamente estatística para o desenvolvimento de
Contato: FABIANA BETTONI neuropatia (p=0,015, OR=0,196 e p=0,025, OR=4,599).
fbettoni@mochsl.org.br Adicionalmente, os polimorfismos rs17376848,
rs4970722 e rs1801265 foram estatisticamente signifi-
cantes para o desenvolvimento de reações hematoló-
gicas nos pacientes investigados (p=0,043, OR=1,212;

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 58


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

p=0,025, OR=3,934 e p=0,016, OR=3,793). Conclusão: apresentaram teste de PD-L1 e EGFR positivos. 66,7%
Este estudo reafirma o papel dos polimorfismos inves- dos pacientes EGFR positivos também apresentaram
tigados no gene DPYD como biomarcadores preditores PD-L1+, porém não foi encontrada associação estatís-
de toxicidade em pacientes oncológicos tratados com tica. Quanto a histologia, 34% dos adenocarcinomas e
fluoropirimidinas. 12% de carcinoma epidermóide expressaram PD-L1.
Não houve associação quanto a expressão de PD-L1 e
Contato: JULIANA CARLA GOMES RODRIGUES
hisologia, gênero ou mutação de EGFR ou ALK. Conclu-
julianacgrodrigues@gmail.com
são: Este foi o primeiro estudo que avaliou a expressão
de PD-L1 num Centro de Pesquisa Clínica no Brasil e
sugere uma proporção de positividade similar ao da li-
TEMÁRIO: PESQUISA CLÍNICA teratura. Parte dos pacientes com expressão de PD-L1
CÓDIGO: 60471 apresentam outras alterações moleculares passíveis de
tratamento alvo.
PREVALÊNCIA DA EXPRESSÃO DE PD-L1 Contato: ANA CAROLINE ZIMMER GELATTI
EM PACIENTES CÂNCER DE PULMÃO ANAGELATTI@YAHOO.COM.BR
METASTÁTICO: EXPERIÊNCIA DE UM
CENTRO DE PESQUISA CLÍNICA NO
BRASIL
TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA
Autores: Ana Caroline Zimmer Gelatti; Amanda da
CÓDIGO: 58618
Rocha; Fernanda Bohns Pruski Ramos; Silvana Zanettin;
Gustavo Werutsky; Carlos Henrique Escosteghy Barrios;
QUAL A TOLERÂNCIA COM A MARGEM
Instituição: HOSPITAL CÂNCER MÃE DE DEUS; CENTRO
DE PESQUISA ONCOLOGIA HOSPITAL SÃO LUCAS CIRÚRGICA COMPROMETIDA PELA
NEOPLASIA DE MAMA?
Introdução: A imunoterapia revolucionou o tratamen-
Autores: Rogério Agenor de Araújo; Patrícia Ferreira
to do câncer de pulmão não pequenas células. A iden-
Ribeiro Delfino; Camila Piqui Nascimento; Clarissa Lôbo
tificação da expressão de PD-L1 nestes tumores é pré- Portugal da Cunha; Eduarda da Costa Marinho; Felipe
-requisito para tratamento com alguns imunoterápicos Andrés Cordero da Luz; Rafael Mathias Antonioli; Thaís
e em outros casos sua positividade tem valor preditivo. Rezende Mendes; Marcelo José Barbosa Silva;
Aproximadamente 45% dos pacientes com câncer de Instituição: CENTRO ONCOLOGICO DO TRIANGULO
pulmão expressam PD-L1 na célula tumoral. Entretan-
to, não dispomos de dados sobre a expressão de PD-L1 Introdução: Apesar do intenso progresso do trata-
em pacientes brasileiros, nem mesmo da correlação da mento sistêmico e com a revolução de planejamento
expressão com outras alterações moleculares. Objeti- radioterápico para câncer de mama, se houver falha
vo: Descrever a proporção de expressão de PD-L1 em na intervenção cirúrgica - como o comprometimento
pacientes com câncer de pulmão triados em protocolos da margem; há possibilidade de piora do prognóstico.
de pesquisa clínica com imunoterapia. Método: Estudo Objetivo: Esse estudo propõe analisar se a margem
retrospectivo que incluiu pacientes com diagnóstico de cirúrgica comprometida por neoplasia mamária está
câncer de pulmão avançado/metastático triados para associada a fatores clínicos e prognósticos em pacien-
tratamento em protocolo de pesquisa clínica com imu- tes tratadas, conforme prática clínica, no Setor de On-
noterapia no Centro de Pesquisa em Oncologia do Hos- cologia de um Hospital Público de Minas Gerais. Méto-
pital São Lucas da PUC/RS, no período de 2015 a 2017. do: Estudo do tipo observacional e retrospectivo que
Dados clínicos e do status de PD-L1 foram coletados analisou 1763 prontuários de pacientes com câncer de
do prontuário médico dos pacientes. Para análise dos mama, tratadas no Setor de Oncologia de um Hospital
dados foi utilizado SAS versão 9.4, e os testes estatís- Público de Minas Gerais, no período entre 1981 a 2015.
ticos foram qui-quadrado de Pearson e teste exato de Foram excluídos prontuários com estadiamento pato-
Fisher. Resultados: Um total de 99 pacientes foram in- lógico 0 e IV. O tipo de cirurgia e a margem cirúrgica
cluídos, destes 62,6% (62/99) eram masculinos e 82,8% foram analisados por meio do laudo anatomopatológi-
(77/93) apresentavam histórico de tagabismo. Do total co. Resultados: Participaram do estudo 1205 pacientes
de pacientes, 67,7% apresentaram histologia do tipo com câncer de mama, submetidas a abordagem cirúr-
adenocarcinoma, 21,2% carcinoma escamoso, e 11,1% gica seguido de tratamento adjuvante ou após a neo-
pequenas células. Na população analisada, 46% (23/50) adjuvância, com idade mediana de 55 [23-92] anos. Fo-
apresentaram PD-L1 positivo, 10% (6/60) mutação de ram encontrados 152 laudos anatomopatológicos com
EGFR (Cobas) e 3,6% (2/55) dos pacientes apresentaram margem cirúrgica comprometida, sendo 26% (n=26)
translocação de ALK (IHQ). Destes 45% (45/99) foram no estágio patológico I, 51% (n=51) no estágio II e 23%
randomizados e 53,3% (24) foram alocados para o bra- (n=23) no estágio III. Aquelas com margem livre de do-
ço de imunoterapia. De 39 pacientes avaliáveis, 5,1% ença eram 31,88% (n=227) em estágio I, 50% em estágio
II (n=356) e 18% (n=129) em estágio III. Mulheres com

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 59


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

margem cirúrgica positiva têm 2,46 vezes mais chan- as curvas do estudo pelo Dr. Mark Kris (JAMA 2014). Os
ces de apresentarem recidiva loco regional (OR= 2,46; custos do tratamento TKI foram baseados na referência
IC= 1,42-3,71), mesmo com radioterapia e tratamen- nacional e foram comparados com o montante reem-
to sistêmico. Houve também 2,35 vezes mais chances bolsado pelo Sistema Único de Saúde para quimiotera-
de recidiva à distância (OR= 2,35; IC= 1,56-3,52), além pia. Resultados: O número de casos elegíveis para TKI
de chance 2,1 vezes (OR= 2,19; IC=1,31-3,64) maior de EGFR no Sistema Único de Saúde é de cerca de 2.224
óbito em comparação às pacientes sem comprometi- por ano. Desde a aprovação do gefitinib, o número es-
mento da margem. Verificou-se que 47,8% (n=762) das timado de vidas perdidas devido à indisponibilidade
cirurgias foram conservadoras e não houve associação de TKIs EGFR foi de 2.061. O potencial ganho de anos
entre o tipo de cirurgia, conservadora ou radical, com a de vida perdido no período foi de 2.668 por ano. Se-
margem cirúrgica (p=0,16), com a recidiva loco regional ria necessário cerca de 150 milhões de dólares adicio-
(p=0,12) ou com metástase à distância (p=0,78). Conclu- nais para implementar os TKIs. Considerando apenas
são: A abordagem cirúrgica do câncer de mama, radical os custos de aquisição de medicamentos, o custo por
ou conservadora, não está associada a recidivas local ganho anual de vida é de cerca de 585 dólares. Embo-
ou à distância, mas o comprometimento da margem ci- ra nossa análise não considere a qualidade de vida, o
rúrgica está associado a piora na sobrevida, sendo um custo de um ganho anual é inferior a três vezes o PIB
marcador de mau prognóstico. Não é, portanto, aceitá- per capita (cerca de 35.000 dólares). Conclusão: A falta
vel realizar tratamento adjuvante antes da ampliação de acesso aos TKIs do EGFR custa mais de 2.000 brasi-
da margem comprometida, mesmo com as dificuldades leiros vivem nos últimos seis anos extrapolando dados
na prática diária de um serviço público. retrospectivos dos EUA. Em nosso estudo, o tratamento
é custo-efetivo e tem o potencial de salvar mais de 2.000
Contato: ROGERIO AGENOR DE ARAUJO
anos de vida anualmente.
rogeriodearaujo@gmail.com
Contato: PEDRO NAZARETH AGUIAR JUNIOR
pnajpg@hotmail.com

TEMÁRIO: POLÍTICAS PÚBLICAS


CÓDIGO: 57408
TEMÁRIO: TUMORES GINECOLÓGICOS
QUANTAS VIDAS PERDEMOS NO BRASIL CÓDIGO: 59478
DEVIDO À AUSÊNCIA DE TKI ANTI-EGFR
NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE? QUIMIOTERAPIA ADJUVANTE COM
Autores: Pedro Aguiar Jr; Felipe Roitberg; Hakaru CARBOPLATINA E PACLITAXEL SEGUIDA
Tadokoro; Ramon de Mello; Gilberto Lopes; Auro del DE RADIOTERAPIA EM CARCINOMA
Giglio; DE ENDOMÉTRIO DE ALTO RISCO –
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO IMPACTO DO GRAU HISTOLÓGICO
Introdução: O câncer de pulmão é o quarto câncer mais Autores: Renata Rodrigues da Cunha Colombo Bonadio;
comum no Brasil, com 28.220 novos casos em 2017. É a Renata Gondim Meira Velame Azevedo; Guilherme
Harada; Vanessa Costa Miranda; Patricia Alves de
principal causa de mortes relacionadas ao câncer, com
Oliveira Ferreira; Daniela de Freitas; Elias Abdo Filho;
23.393 mortes devido ao câncer de pulmão no Brasil Flavia Gabrielli; Maria Del Pilar Estevez Diz; Samantha
em 2013. Na década de 2000, uma melhor compreen- Cabral Severino da Costa;
são das vias moleculares levou Para o desenvolvimento
Instituição: INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO
de tratamentos específicos. A introdução de inibidores PAULO
da tirosina quinase do EGFR (TKI) levou a melhorias sig-
nificativas na taxa de resposta e na sobrevivência sem Introdução: Dentre os pacientes com carcinoma de en-
progressão para os pacientes com mutações activado- dométrio localizado de alto risco, os estádios localmen-
ras. No entanto, este tratamento não está disponível no te avançados parecem se beneficiar do tratamento ad-
Sistema de Saúde Pública Brasileiro com base nos seus juvante com quimioterapia e radioterapia sequencial.
custos acrescidos da ausência de ganho global de So- No entanto, em vista do melhor prognóstico de pacien-
brevivência. Objetivo: relacionar o orçamento econo- tes com menor grau histológico, o papel do tratamento
mizado com os anos de vida potencialmente perdidos. adjuvante para o carcinoma endometrióide grau histo-
Métodos: Estimamos o número de casos elegíveis para lógico 1 e 2 não é claro. Objetivo: Avaliar a sobrevida
o tratamento utilizando dados epidemiológicos do Ins- livre de doença (SLD) e a sobrevida global (SG) do carci-
tituto Nacional do Câncer (INCA) mais a base de dados noma endometrióide estádio III-IVA grau 1-2 (grupo 1)
nacional sobre a freqüência de mutações no gene EGFR em comparação com carcinoma endométrioide grau
desde julho de 2010 (aprovação do gefitinib no Brasil). 3 e histologias não endométrioides (grupo 2) tratados
Baseamos as diferenças de sobrevivência entre os pa- com quimioterapia e radioterapia sequencial adjuvan-
cientes tratados com EGFR TKIs e quimioterapia usando tes. Método: Foi realizada análise retrospectiva de

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 60


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

pacientes com carcinoma de endométrio de alto risco pts com tumores sólidos avançados, ECOG-PS 3-4 que
(histologia endometrióide estádios III-IVA e histologias iniciaram QTp independentemente de terem ou não
não endometrióides estádios I-IVA) tratadas entre 2010 realizado tratamento oncológico sistêmico prévio ou
e 2017. O tratamento consistia em carboplatina (AUC ECOG-PS ≥ 2 que iniciaram QTp de 2ª ou mais linhas
5) e paclitaxel (175mg/mg2) adjuvante, a cada 3 sema- durante hospitalização. Pts com tumores sabidamente
nas, por 6 ciclos, seguido de radioterapia (radioterapia quimiossensíveis (germinativos, ovário, pequenas célu-
externa conformacional pélvica ou pélvica e paraórtica, las de pulmão) foram excluídos. Dados demográficos,
45-54Gy, e braquiterapia vaginal, 20Gy em 4 frações). clínicos e laboratoriais foram coletados dos prontuá-
Dados demográficos, clínico-patológicos e desfechos fo- rios. O desfecho primário foi a taxa de sobrevida em
ram revisados através de prontuários médicos. Método 30 dias a partir do início da QTp. Desfechos secundá-
de Kaplan Meier foi utilizado para análises de sobrevida rios foram taxa de sobrevida mediana, sobrevida em 60
e teste de log-rank para diferença entre as sobrevidas. dias e identificação de fatores prognósticos relaciona-
Resultados: 146 pacientes consecutivas foram avalia- dos à mortalidade. Resultados: De janeiro de 2015 a
das. 73 (50%) apresentavam histologia endometrióide setembro de 2017, 228 pts foram incluídos. A idade me-
e, destas, 55 (36,3%) apresentavam grau histológico 1 diana foi de 56 anos, 58% eram do sexo feminino e 66%
ou 2. O seguimento mediano foi de 29,5 meses. A SLP receberam QTp em 1ª linha. Quanto à funcionalidade,
estimada em 3 anos foi de 93,67% (IC 95% 81,5-97,9%) 50 pts (21,9%) apresentavam ECOG-PS 2, 152 (66,7%)
no grupo 1 e 68,5% (IC 95% 55,5-78,4%) no grupo 2 (HR ECOG-PS 3 e 26 (11,4%) ECOG-PS 4. Os sítios primários
4,98, IC 95% 1,49-16,67, p=0,0017). A SG estimada em 3 mais frequentes foram trato gastrointestinal (49.6%) e
anos foi de 92,67% (IC 95% 78,9-97,7%) e 81,3% (IC 95% mama (18,4%). Num seguimento mediano de 49 dias,
67,3-89,7%) (HR 2,38, IC 95% 0,65-8,67, p=0,19), respec- 224 pts (98,2%) faleceram, sendo 73 (32%) na mesma
tivamente. Houve diferença estatisticamente significan- internação em que iniciaram a QTp. A sobrevida me-
te entre as curvas de SLP (p=0,034), porém sem diferen- diana foi de 38,5 dias e a taxa de sobrevida em 30 dias
ça entre as curvas de SG (p=0,11). Conclusão: Apesar de e 60 dias após início da QTp foram de 55,7% e 38,5%,
adjuvância com quimioterapia e radioterapia sequencial respectivamente. Na análise multivariada, ECOG-PS 3/4
ser efetiva no carcinoma de endométrio de alto risco, (OR 2,45; p=0.015), anemia (OR 0,41; p=0,034), hipercal-
este é um grupo heterogêneo, constituído por popula- cemia (2,71; p=0,41) ou bilirrubina total elevada (5,14;
ções com riscos diversos. Os resultados mostraram que p<0,001) no dia da internação foram fatores preditivos
o carcinoma endometrióide localmente avançado grau de mortalidade aos 30 dias. Quanto à terapia de supor-
1 e 2 tratado com este esquema apresenta excelentes te instituída, 68 (30%) necessitaram de terapia intensiva
desfechos. Estudos prospectivos são necessários para e 103 (45%) receberam transfusões sanguíneas. Dentre
avaliar o real benefício da terapia adjuvante neste sub- os 224 pts que foram a óbito, apenas 2 faleceram em
grupo de melhor prognóstico. casa e 27 (13%) em hospice. Conclusão: Nesta coorte
retrospectiva, pts com câncer avançado e baixo perfo-
Contato: RENATA RODRIGUES DA CUNHA COLOMBO
mance não obtiveram benefício em termos de sobrevi-
BONADIO - re_rc_colombo@hotmail.com
da com a administração de QTp e muitos foram subme-
tidos a terapias de suporte fúteis. Ainda que a decisão
de não oferecer terapias oncológicas neste cenário seja
TEMÁRIO: CUIDADOS PALIATIVOS complexa, sugerimos que QTp não deve ser indicada de
CÓDIGO: 60256 rotina para estes pts.
Contato: VITOR FIORIN DE VASCONCELLOS
QUIMIOTERAPIA PALIATIVA BENEFICIA vitor.vasconcellos@gmail.com
PACIENTES COM CÂNCER AVANÇADO E
BAIXO PERFORMANCE?
Autores: Vitor Fiorin de Vasconcellos; Renata Rodrigues
TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS)
da Cunha Colombo Bonadio; Guilherme Avanço;
Marcelo Vailati Negrão; Paulo M. Hoff; Rachel P. CÓDIGO: 60357
Riechelmann;
Instituição: INSTITUTO DE CANCER DO ESTADO DE SÃO REFRATARIEDADE A REGIME DE
PAULO PRIMEIRA LINHA CONTENDO
Introdução: A indicação de quimioterapia paliativa
OXALIPLATINA NO TRATAMENTO DO
(QTp) em pacientes (pts) com câncer avançado e bai-
CÂNCER COLORRETAL METASTÁTICO.
xo performance status (ECOG-PS) é controversa e pode ANÁLISE RETROSPECTIVA
ser deletéria. Objetivo: Identificar a frequência e fato- UNICÊNTRICA.
res prognósticos relacionados à mortalidade precoce Autores: Larissa Martins Machado; Tiago Cordeiro
pós QTp em pts oncológicos hospitalizados com baixa Felismino; Diogo de Brito Sales; Ingrid Hariman Fonseca
expectativa de vida. Método: Análise retrospectiva de da Cunha; Ana Caroline Fonseca Alves; Carlos Eduardo

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 61


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

Stecca; Jefferson Rios Pimenta; Audrey Cabral Ferreira TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA
de Oliveira; Virginia Altoé Sessa; Celso Abdon Lopes de CÓDIGO: 59427
Mello;
Instituição: A.C. CAMARGO CANCER CENTER RELAÇÃO DA IMUNO-HISTOQUÍMICA
Introdução: No tratamento do Câncer Colorretal (CCR) COM O Método: DE RASTREIO DO
metastático,os esquemas FOLFOX ou FOLFIRI mostra- CÂNCER DE MAMA EM MULHERES DO
ram-se equivalentes no tratamento de primeira linha OESTE CATARINENSE
(PL).A taxa de progressão de doença durante a PL é Autores: André Moreno; Marcelo Moreno; Kimberly
pequena, em torno de 15%. O emprego dos agentes Masiero Cola; Larissa Heberle;
biológicos podem aumentar a taxa de resposta (TR). Na Instituição: UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO
segunda linha (SL), a taxa de progressão é maior, em DE CHAPECÓ
torno de 50%. Tendo em vista os novos conhecimentos
Introdução: O câncer de mama está entre os tipos de
da biologia do CCR, decidimos avaliar características clí-
câncer que mais acomete as mulheres no Brasil. Após
nicas e patológicas dos pacientes com refratariedade à
o conhecimento e a possibilidade de classificação em
regime de PL com Oxaliplatina, como também enten-
subtipos, de acordo com características imuno-genéti-
der o comportamento nas linhas subsequentes. Obje-
cas, foi possível verificar que os subtipos de câncer de
tivo: O objetivo deste trabalho foi avaliar a sobrevida
mama com maior atividade biológica seriam os luminais
global (SG) dos pacientes que progrediram em menos
B, HER2+ e triplo-negativo e que o de menor atividade
de 6 meses ou na primeira avaliação de resposta ao
biológica seria o classificado como luminal A. De acordo
tratamento de PL com oxaliplatina. Objetivo Secun-
com essa classificação, é planejado o tratamento. Ob-
dário: Avaliar a SG e SLP dos pacientes que receberam
jetivo: Verificar a relação do perfil imuno-histoquími-
segunda linha; correlacionar tanto a SG e SLP da PL e
co de neoplasias malignas de mama com o método de
SL com fatores clínicos e patológicos. Método: Estudo
rastreio/diagnóstico em mulheres residentes no oeste
restrospectivo, unicêntrico de pacientes da instituição
catarinense. Método: Estudo observacional, descritivo
AC Camargo Cancer Center, São Paulo - SP. Foram ava-
do tipo transversal, no qual foram incluídas mulheres
liados pacientes com diagnóstico de câncer colorretal
com diagnóstico de câncer de mama tratadas em um
metastático tratados com regime baseado em Oxalipla-
centro de referência em diagnóstico e tratamento on-
tina na PL, associado ou não a anticorpos monoclonais;
cológico no município de Chapecó-SC. As pacientes de-
progressão de doença menos de 6 meses ou na pri-
veriam ter o diagnóstico de câncer de mama, rastreado
meira avaliação. Os fatores clínicos e patológicos ana-
através do autoexame ou pela mamografia, e possuir
lisados: idade, gênero, uso ou não de anticorpos mo-
estudo imuno-histoquímico em que se tenham sido
noclonais associado à quimioterapia, CEA, lateralidade,
avaliados receptor de estrógeno, receptor de proges-
status KRAS, instalibidade microssatélite, localização e
terona, marcador HER2 e índice Ki-67 (em %). Resulta-
números de sítios de metástases. Resultados: Foram
dos: Foram analisados dados de 209 pacientes. O perfil
avaliados 53 pacientes no período de 2011-2014. A SLP
imuno-histoquímico luminal A foi o mais observado en-
3.4 meses e SG 12.3 meses, já a SLP mediana na PL 3,41
tre as pacientes que realizaram a detecção do câncer
meses e SLP mediana na SL 4,6 meses. Não houve dife-
de mama através da mamografia (62,6%). No subgrupo
rença na SLP com uso ou não de anticorpo associado
que detectou o câncer através do autoexame, os perfis
à quimioterapia (3,61 x 2,79 meses) respectivamente,
com maior atividade biológica predominaram (64,3%)
HR: 0.55 (CI: 0.30 – 1.01; p=0.056). A taxa de resposta na
(p = 0,002). Houve correlação entre a invasão linfono-
PL foi de 5,7% e na SL,de 11,3%. Houve maior empre-
dal e o método de rastreio, no qual 78,6% dos cânce-
go de anticorpo em PL 21 (39,6%) versus SL 36 (67,9%).
res detectados pelo autoexame tinham expansão para
Não houve correlação entre a SG e SLP com as variáveis
linfonodos, enquanto a mamografia teve um índice de
clínicas e patológicas analisadas. Conclusão: Não foi
invasão de 45,7% (p = 0,002). Conclusão: Neoplasias
possível identificar nesta amostra pequena caracterís-
malignas de mama com maior atividade biológica fo-
tica clínica e patológica que se correlacione com "refra-
ram mais frequentemente detectadas pelo autoexame,
tariedade" à oxaliplatina. Mesmo sendo refratário com
enquanto que neoplasias com crescimento lento foram
progressão de doença menor que 6 meses na PL a SG
diagnosticadas predominantemente pela mamografia.
foi de 12 meses. A segunda linha talvez possa resgatar
alguns pacientes, com maior uso de anticorpos mono- Contato: KIMBERLY MASIERO COLA
clonais com FOLFIRI, já que menos da metade utilizou kimberly.cola@unochapeco.edu.br
em primeira linha.
Contato: LARISSA MARTINS MACHADO
lamachadom@yahoo.com.br

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 62


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

TEMÁRIO: TUMORES DE CABEÇA E PESCOÇO TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS)
CÓDIGO: 60587 CÓDIGO: 60081

RELAÇÃO DE CROMO E ARSÊNIO RELAÇÃO ENTRE SÍNDROME


COM O ESTADIAMENTO TUMORAL METABÓLICA E CÂNCER COLORRETAL
EM PACIENTES COM CARCINOMA Autores: Izabela Sinara Silva Alves; Daniel Lima da
EPIDERMÓIDE DE CAVIDADE ORAL. Rocha; Melina Morais Lannes; Henrique Cappelin Zago;
Autores: Arícia Leone Evangelista Monteiro de Assis; Caíque Shin It Polarini Matsue; Laura Oliveira Carvalho;
Anderson Barros Archanjo; Suzanny Oliveira Mendes; Renata Esteves Cassiano; Karen Feldenheimer; Mayara
Leonardo Oliveira Trivilin; Rafael P. Souza; Fábio Romero Canal; Bruno Nascimento Rosa Hercos;
Daumas Nunes; Eloiza Helena Tajara da Silva; Christiano Instituição: UNIÃO DAS FACULDADES DOS GRANDES
Jorge Gomes Pinheiro; Adriana Madeira Álvares da Silva; LAGOS
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO Introdução: A Síndrome Metabólica (SM) é um transtor-
SANTO no complexo representado por um conjunto de fatores
Objetivo: Relacionar a influência dos elementos traços de risco cardiovascular usualmente relacionados à de-
arsênio e cromo, presentes em amostras de carcinoma posição central de gordura e à resistência à insulina. É
epidermoide de cavidade oral de pacientes tabagistas, importante destacar a associação da SM com a doença
ex-tabagistas e não tabagistas, com o estadiamento cardiovascular. Os critérios que compõe essa síndrome
tumoral. Método: Amostras de tecido tumoral para- são aumento da circunferência abdominal (homens >
finado foram obtidas no Instituto do Câncer Arnaldo 102 cm, mulheres > 88 cm), triglicerídeos ≥ 150 mg/dL,
Vieira de Carvalho (SP), das quais 30 eram de pacientes HDL colesterol (homens < 40 mg/dL, mulheres < 50 mg/
tabagistas, 20 de ex-tabagistas e 7 de não tabagistas, dL), pressão arterial ≥ 130 mmHg ou ≥ 85 mmHg e gli-
totalizando 57 amostras. Destas confeccionou-se tissue cemia de jejum ≥ 110 mg/dL. São necessários 3 ou mais
microarray e cada spot media 0,45 mm de espessura componentes para o diagnóstico. O Câncer colorretal
e 1,5 mm de diâmetro. As amostras foram submetidas (CCR) é o terceiro câncer mais comum e tem sido estu-
à análise dos elementos traços, arsênio e cromo, pela dado sua relação com a síndrome metabólica. Objeti-
técnica de micro-XRF, no Laboratório Nacional de Luz vo: Avaliar a relação entre síndrome metabólica e CCR
Síncroton – LNLS – (Campinas-SP). Para cada amostra, em homens e mulheres pré e pós-menopausa. Méto-
foram obtidas nove medidas, que ao final resultaram do: Coorte retrospectiva composta por pacientes com
em uma média por amostra. Utilizou-se o teste G - Inde- diagnóstico de CCR em acompanhados pelo serviço do
pendência para relacionar a presença do elemento com Hospital Estadual de Bauru entre 2006-2016. Os dados
o estadiamento tumoral. Resultados: Verificou-se que clínicos foram coletados de prontuários. Na análise de
o elemento essencial Cr sofre influência do hábito taba- dados foram utilizadas estatísticas descritivas e teste do
gista para sua presença (p-valor de 0,0065), bem como qui-quadrado. Foram significativos os resultados com
o elemento potencialmente tóxico As (p-valor = 0,0322). p≤0,05. Resultados: Foram analisados os dados de 893
Em relação ao estadiamento tumoral foi verificado que pacientes diagnosticados com CCR, dos quais 40,53%
o cromo não apresenta correlação positiva com o es- eram homens e 48,87% mulheres, destas 82,76% eram
tadiamento dos tumores, sendo o p-valor de 0.8622 pós-menopausadas. Foi observado aumento de síndro-
para pacientes não fumantes, 0.9999 para fumantes me metabólica em pacientes do sexo masculino e em
no passado e 0.6995 para fumantes. No entanto, existe mulheres na pós-menopausa, relação esta que não foi
uma relação positiva quanto a presença do elemento evidenciada em mulheres jovens (p<0.05). Não foi en-
arsênio com o estadiamento nos tumores de pacientes contrado aumento da mortalidade nos pacientes com
que fumaram no passado (p-valor de 0.0334), já para síndrome metabólica, (p<0,03), porém sabe-se que es-
pacientes não fumantes o valor foi de 0.5866 e para pa- ses pacientes apresentam maior morbidade. Uma limi-
cientes fumantes o valor foi de 0.5263. Em pacientes tação do estudo foi analisar os componentes da síndro-
fumantes no passado o elemento As esta presente em me apenas no momento da admissão do paciente, não
11 pacientes com estadio 5, o que caracteriza tumores acompanhando as mudanças dos seus valores ao longo
mais agressivos.Conclusão: Existe uma correlação po- do tempo. Conclusão: diretrizes mais recentes para o
sitiva entre a presença do elemento As e o estadiamen- rastreamento do CCR são amplamente recomendadas
to tumoral de pacientes com carcinoma epidermóide com base na idade, mas as populações em risco, incluin-
de cavidade oral. Agradecimento à FAPES e ao LNLS. do a síndrome metabólica, podem exigir triagem preco-
ce. Dessa forma, o reconhecimento dessa como fator de
Contato: ARICIA LEONE EVANGELISTA MONTEIRO DE risco nos alerta para uma possível análise dos benefícios
ASSIS - aricialeone@hotmail.com potenciais de recomendações alternativas de triagem.
Contato: KARENN KAROLINNE SILVA ELIAS
karenneliasmedicina@gmail.com

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 63


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS) identificados estão em linha com a literatura interna-
CÓDIGO: 57437 cional, e a ancestralidade genética foi associada com
algumas características clinico-patológicas, no entanto,
REPRESENTAÇÃO DE DADOS sem influência no prognóstico dos pacientes.
EPIDEMIOLÓGICOS - CLÍNICO - Contato: RONILSON OLIVEIRA DURÃES
PATOLÓGICOS E TERAPÊUTICOS E SUA roniduraes@bol.com.br
CORRELAÇÃO COM A ANCESTRALIDADE
GENÉTICA EM PACIENTES COM CÂNCER
COLORRETAL DO HOSPITAL DE CÂNCER
DE BARRETOS TEMÁRIO: MELANOMAS
CÓDIGO: 60431
Autores: Ronilson Oliveira Durães; Gustavo Noriz
Berardinelli; Denise Peixoto Guimarães; Cristovam
Scapulatempo Neto; Marco Antônio Oliveira; Rui Manuel RESPONDEDORES EXCEPCIONAIS
Vieira Reis; NO MELANOMA METASTÁTICO:
Instituição: FUNDAÇÃO PIO XII - JALES CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
Introdução: O câncer colorretal (CCR) é a terceira ne-
DE PACIENTES TRATADOS COM
oplasia mais frequente na população mundial. No Bra- IPILIMUMAB.
sil, esta neoplasia ocupa o terceiro lugar em incidência, Autores: Fernanda Bronzon Damian; Pablo Moura
mas vem aumentando nos últimos anos, devido a múl- Barrios; Paula Girelli; Gabriel Carvalho Heemann;
tiplos fatores, tais como o estilo de vida e envelheci- Matheus Dorigatti Soldatelli; Sergio Jobim Azevedo;
Carlos Henrique Escosteguy Barrios;
mento populacional. O estadiamento é o principal fator
prognóstico. A estrutura étnica da população vem ga- Instituição: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO
nhando relevo como mais um potencial fator de prog- RIO GRANDE DO SUL
nóstico, e isso se torna mais premente na população Introdução: A imunoterapia tem revolucionado o tra-
Brasileira, devido à sua grande miscigenação. Objetivo: tamento de pacientes (pts) diagnosticados com me-
Caracterizar os aspectos epidemiológicos-clínico-pato- lanoma metastático. O inibidor de CTLA4 ipilimumab,
lógicos e terapêuticos de uma série de mais de 1000 uma imunoglobulina humana, demonstrou vantagens
pacientes com CCR atendidos no Hospital de Câncer significativas em SLP e SG em estudos iniciais. Embora
de Barretos, identificar os principais fatores prognós- respostas aconteçam numa proporção limitada de pts,
ticos e determinar a sua ancestralidade genética, cor- àqueles que respondem apresentam uma sobrevida
relacionando a estrutura étnica dos pacientes com os muito prolongada. Evidencias preliminares sugerem
restantes dados epidemiológicos e clínico-patológicos. que existem poucas recorrências após o terceiro ano
Método: Estudo de coorte retrospectiva de 1013 pa- de acompanhamento. Objetivo: descrever as carac-
cientes de conveniência de pacientes portadores de terísticas clínicas de uma amostra de 13 pts diagnos-
câncer CCR, admitidos para tratamento e seguimento ticados com melanoma metastático tratados com ipili-
entre 2000-2014,sendo realizada uma caracterização mumab e que permanecem vivos mais de 4 anos após
epidemiológica-clínica-patológica e terapêutica corre- o tratamento. Método: um total de 41 pts com mela-
lacionando com supostos fatores prognósticos como a noma metastático receberam ipilimumab nos anos de
localização do tumor primário divididos em cólon direi- 2007 e 2011/2012. Deste grupo, 13/41 (31,7%) perma-
to e esquerdo e ancestralidade genética. Resultados: necem vivos com um acompanhamento mediano de
Houve predominância do sexo masculino,faixa etária 69 (56m-124m) meses. Esta análise retrospectiva pre-
entre 50 e 75 anos e EC II, o lado esquerdo/reto se des- tende caracterizar este grupo de pts. Resultados: dos
tacou com 75% dos casos. Não foi observada diferen- 13 pts revisados, 7 eram homens, idade mediana de 53
ças na sobrevida câncer específica entre a localização anos, todos caucasianos. O sítio primário mais comum
dos tumores primários.Os tumores no lado esquerdo foi dorso (6/12pts) e 1/13 apresentava doença metas-
foram associadas ao sexo masculino, idade inferior a 50 tática no momento do diagnóstico. De 7 pts com infor-
anos, tumores de baixo grau, tumores T1 e T2, ausên- mações, 5 apresentavam LN comprometidos. Apenas 2
cia de tumores sincrônicos. Os principais fatores prog- pts realizaram tratamento adjuvante com Interferon e
nósticos foram o estadiamento, cirurgia de urgência, 9 tinham recebido quimioterapia para doença metas-
invasão angiolinfática, e localização no cólon esquerdo. tática. Entre 9 pts com dados disponíveis a mediana de
Com relação à ancestralidades, foi observado que pro- espessura do primário era 4.35mm, 8 deles eram Clark
porção mais frequente foi a europeia (74%). As distintas IV e 6 apresentavam ulceração. Sinais de regressão fo-
proporções de ancestralidade genética não se associa- ram identificados em 5/10 pts. A mediana de número
ram com a sobrevida dos pacientes. Conclusão: Foi de mitoses foi 7,5 mitoses/mm2. Níveis de LDH encon-
uma das mais completas caracterizações em pacientes travam-se elevados na maior parte dos casos (10/12).
brasileiros com CCR correlacionada com o perfil de an- De 12 casos com informações, 10 receberam 4 ciclos de
cestralidade. A ancestralidade africana foi associada a tratamento, 2 receberam 11 ciclos e 1 recebeu mais de
pacientes jovens. Os principais fatores de prognóstico 20 ciclos de tratamento. Ipilimumab foi bem tolerado

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 64


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

com 3 pts desenvolvendo hipotireoidismo e 3 com quei- tamento com denosumabe por 9 ciclos com beneficio
xas de astenia. De 10 pts com informações disponíveis, clinico e estabilidade radiológica, mantida até o mo-
2 apresentaram resposta completa, 5 resposta parcial mento, s/ tto há 26 meses. Caso 3 CRR, 30a, masculino,
e 3 permaneceram com doença estável como melhor em maio/15 diagnóstico de TGC em coluna vertebral ir-
resposta. Conclusão: respondedores excepcionais re- ressecável. Inicio de denosumabe em jul/15, em uso até
presentam um grupo de pts com respostas diferencia- o momento, com estabilidade de doença e melhora da
das à terapia. No melanoma metastático tratado com dor. Caso 4: JJM, feminino, 30 anos, diagnosticada com
ipilimumab com acompanhamento mediano superior TGC em radio direito em abril/11. Realizou 8 cirurgias
aos 4 anos a perspectiva que muitos destes pts este- para ressecções locais. Entretanto, apresentou recidiva
jam curados deve ser considerada. Estas características pulmonar e em ulna direita. Paciente recebeu denosu-
clinicas podem servir de base comparativa com outros mabe por 1 ano com RP, porém suspendeu a droga por
grupos de pts sem resposta ao tratamento e comple- toxicidade. Após 18 meses de seguimento, apresentou
mentar a caracterização mais completa do ponto de PD tratada novamente com denosumabe com resposta
vista molecular que deverá ser realizada. clinica e radiológica mantida por 1 ano (ainda em uso).
Caso 5: ASO, 38 anos com TCG em coluna torácica sub-
Contato: PABLO MOURA BARRIOS
metida a ressecção parcial, embolização e zometa. Evo-
pablo.mbarrios@gmail.com
luiu com PD quando iniciado denosumabe em 03/13
com melhora dor e estabilidade desde então (ainda em
uso). Embora sem tratamento padrão definido, o uso
TEMÁRIO: SARCOMAS de denosumabe baseado em racional biológico descri-
CÓDIGO: 60270 to demonstrou resultados favoráveis e prolongados no
tratamento dos 4 pcts relatados, mesmo após suspen-
RESPOSTA SUSTENTADA COM são da medicação.
DENOSUMABE EM TUMORES DE Contato: LUANA GUIMARAES DE SOUSA
CÉLULAS GIGANTES LOCALMENTE luanag.s@hotmail.com
AVANÇADO
Autores: Luana Guimarães de Sousa; Julia De Stefani
Cassiano; Diego de Araújo Toloi; Rodrigo Ramella
Munhoz; Veridiana Pires de Camargo; Jamile Almeida TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA
Silva; Olavo Feher; CÓDIGO: 60538

Instituição: INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO


PAULO; FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE RISCO DE RECORRÊNCIA DO ONCOTYPE
DE SÃO PAULO DX EM POPULAÇÃO DE CÂNCER DE
O tumor de células gigantes (TGC) é uma patologia be-
MAMA - DADOS COMPARADOS COM A
nigna rara (3-5% dos tumores ósseos1), que ocorre em LITERATURA.
adultos jovens. Apesar de benigno o TCG é localmente Autores: Denis Sakamoto Shimba; Ana Claudia
agressivo e responsável por quadros álgicos incapaci- Machado; Victor Piana de Andrade; Cynthia Aparecida
tantes e, raramente, por disseminação hematogênica. Bueno de Toledo Osório; Andréa Paiva Gadêlha
Guimarães; Marcelo Calil Machado Netto; Vladmir
A cirurgia é o principal tratamento, entretanto, as taxas
Cláudio Cordeiro de Lima; Solange Moraes Sanches;
de recorrência são altas. Recentemente, informações
sobre a biologia tumoral e os fatores relacionados à Instituição: A.C. CAMARGO CANCER CENTER
diferenciação osteoclástica (RANK, RANKL, OPG, M-CSF) Introdução: Há uma real preocupação com o supertra-
trouxeram novas perspectivas para o tto de TCG avan- tamento com quimioterapia em pacientes com câncer
çados, sendo a principal delas o desonumabe, anticor- de mama RH+, considerando a toxicidade e risco advin-
po monoclonal anti-RANKL. Entretanto, informações dos desta terapia. Muitas pacientes têm excelente evo-
sobre a duração do tratamento (tto) e manejo da dro- lução e poderiam ser tratadas com hormonioterapia
ga no cenário em que é atingida estabilidade clínica e exclusiva. O Oncotype DX (ODX) prediz o risco de recor-
radiológica, são escassas. Relatamos 5 casos tratados rência do tumor, validado e incorporado a muitas di-
com denosumabe na dose de 120mg a cada 28 dias e retrizes de tratamento. Sendo seu acesso limitado por
que apresentaram estabilidade de doença e beneficio questões logísticas e econômicas, não tem um amplo
clinico mantido por tempo prolongado (>1a). Caso 1: emprego em nossa realidade. Na nossa prática clínica,
NSS, 48a, feminina, com TGC em quadril irressecável, o ODX é solicitado nos casos que a indicação de quimio-
submetida a 5 sessões de embolização intratumoral e terapia suscita dúvida, e pode não refletir exatamente
zometa. Após PD, em maio/15, utilizou desonumabe achados dos ODX sistemáticos (Albanell, 2016). Obje-
por 1 ano. Apresentou controle álgico e estabilidade tivo: Avaliação dos resultados do ODX em população
radiológica, resultados mantidos até o momento (há selecionada pela dúvida terapêutica (intuito de evitar
24m sem tto). Caso 2: VAP, 29a, feminino, diagnóstico supertratamento) comparados aos dados da literatura.
de TGC em quadril irresecável, em maio/14. Fez o tra- Método: Estudo retrospectivo, com avaliação do ODX

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 65


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

em pacientes com câncer de mama RH+ HER2- EC I-II, foram analisados utilizando os modelo multivariado
no período de 01/2010 a 01/2017 e coleta de dados clí- de riscos proporcionais de Cox. A sobrevivência global
nicos e anatomopatológicos, analisados descritivamen- foi estimada usando o método de Kaplan-Meier e as
te e comparados com os dados da literatura. Análise curvas de sobrevivência foram comparadas usando o
estatística com o software Statistical Package for Social teste Log rank. Resultados: A coorte consistiu em 608
Science (SPSS), versão 22.0.0.0 Resultados: No período pacientes idosos seguidos por 180 dias. A idade média
estudado, 83 pacientes realizaram ODX. A idade média foi de 71,9 anos (intervalo: 60-96) e 50,2% dos partici-
foi de 57,2 anos (27-79 anos), média de tamanho tumo- pantes estavam em risco de desnutrição, conforme
ral de 1,5cm, 83% menores que 2cm, 66,3% de grau his- medido pelo MNA®-SF. Durante o seguimento, 35,5%
tológico II e 9,6% de grau III. Quanto ao risco de recor- dos participantes foram hospitalizados,29,4% tiveram
rência, 65,1% eram ODX de baixo risco, 30,1% de risco infecções associadas à saúde e 16,4% morreram.Após
intermediário e 4,8% de alto risco. Conclusão: ODX par- o ajuste para idade, local e estágio de câncer,o modelo
ticipa da decisão terapêutica em câncer de mama inicial Cox de regressão multivariada mostrou que estar des-
RH+. Porém, pelos obstáculos de acesso ao exame po- nutrido era um preditor independente de infecção(Ra-
dem ser solicitados apenas em casos duvidosos. ODX zão de risco ajustada [aHR] = 1.88, IC 95% 1.32-2.67, p
foi solicitado principalmente para tumores menores de <0.001) hospitalização (R = 1,5, IC 95%: 1,10-2,06, p =
2 cm e de grau histológico intermediário, evidenciando 0,012) e morte (aHR = 3,12, IC 95%: 1,74-5,78, p <0,001).
a preocupação da equipe com o supertratamento des- Conclusão: O risco nutricional na admissão foi identifi-
tas pacientes. A distribuição das classificações de risco cado como um preditor independente de risco de mor-
de recidiva determinado pelo ODX foi semelhante a re- te prematura, infecção e necessidade de hospitalização
tratada na literatura em população européia, apesar do em pacientes idosos com câncer. O uso de MNA®-SF
viés de solicitação. Métodos alternativos que possam deve ser incorporado na avaliação geriátrica regular de
estimar risco de recorrência nessas pacientes através pacientes idosos com câncer
de informações anatomopatológicas convencionais são
Contato: JUREMA TELLES DE OLIVEIRA LIMA
desejáveis nos cenários em que a realização do ODX
jurematelles@me.com
seja impeditivo.
Contato: DENIS SAKAMOTO SHIMBA
dshimba@hotmail.com
TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA
CÓDIGO: 60589

TEMÁRIO: NUTRIÇÃO SÍNDROME DE LI- FRAUMENI EM


CÓDIGO: 60369 PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA
EM INSTITUIÇÃO NO SUL DO BRASIL:
RISCO NUTRICIONAL COMO ESTUDO PROSPECTIVO
PREDITOR DE EVENTOS ADVERSOS Autores: Ana Luísa Bettega; Gabriela Romaniello; Angela
GRAVES PRECOCES EM UMA COORTE Dasenbrock; Elisa Gaio; Jeanine Marie Nardin; José
PROSPECTIVA DE PACIENTES IDOSOS Cláudio Casali da Rocha; Thais Abreu de Almeida;
ONCOLÓGICOS Instituição: HOSPITAL ERASTO GAERTNER
Autores: Jurema Telles de Oliveira lima; Zilda Rego Introdução: A síndrome de Li-Fraumeni (SLF) ocorre
Cavalcanti; Leticia Telles Sales; Mirella Rebello Bezerra;
devido à mutação do gene TP53, resultando em um
Luiz José de Barros Batista; Renata Travassos; Nahami
Cruz de Lucena; Anke Bergmann; Maria Julia Gonçalves alto risco de desenvolvimento de um amplo espectro
de Mello; Luiz Claudio Santos Thuler; de neoplasias em idade precoce. Destas, a neoplasia de
mama é a mais comumente diagnosticada. As regiões
Instituição: INSTITUTO DE MEDICINA INTEGRAL
PROFESSOR FERNANDO FIGUEIRA  sul e sudeste do Brasil possuem uma prevalência ele-
vada de SLF, atingindo taxas de 1: 300 indivíduos em
Objetivo: Determinar se o risco nutricional identificado contraste com as taxas de 1: 5000, observada no resto
pelo Mini Nutritional Assessment Short-Form(MNA®- do mundo. Objetivo: Analisar características epidemio-
-SF) é um preditor independente para eventos adver- lógicas e clínicas de pacientes com câncer de mama e
sos graves precoces(infecção, hospitalização e morte portadoras de SLF atendidas no serviço entre 2014 e
precoce).PACIENTES E Método: Foi realizado um es- 2017. Método: Estudo prospectivo, observacional, lon-
tudo prospectivo de coorte de pacientes idosos (≥ 60 gitudinal e analítico. Pacientes diagnosticadas desde
anos) com diagnóstico recente de câncer admitido em 2014 com câncer de mama foram acompanhadas cli-
uma unidade de oncologia ambulatorial. As variáveis nicamente e responderam um questionário sobre his-
sociodemográficas e clínicas e MNA®-SF foram coleta- tórico familiar de câncer. Foi realizada análise estatísti-
dos no início do estudo. Os resultados foram infecção ca descritiva dos dados. Resultados: Foram incluídas
associada à saúde, hospitalização e morte. Os dados 366 pacientes. Dentre elas, 279 (76,2%) apresentavam

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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

câncer de mama pré-menopausal antes dos 46 anos. de 2012 provenientes de 20 centros distribuídos em
Dentre elas, 43 (15,4%) possuíam pelo menos um pa- seis estados brasileiros, representando três regiões:
rente de primeiro ou segundo grau com histórico de Sul, Sudeste e Nordeste. Desfechos de sobrevida glo-
tumor do espectro da síndrome de Li-Fraumeni antes bal (SG) foram descritos pelo método de Kaplan-Meier
dos 56 anos. Nenhuma paciente apresentava múltiplos e fatores prognósticos avaliados pelo modelo de Cox
tumores. Nenhuma paciente foi diagnosticada com multivariado. Resultados: Entre as 690 pacientes inclu-
carcinoma adrenocortical ou tumor do plexo coroide. ídas, 145 (21%) foram diagnosticadas com metástase
Assim, 43 (11,7%) possuíam critérios diagnósticos de cerebral durante o seguimento da doença. As pacien-
Chompret para a síndrome de Li-Fraumeni e nenhu- tes que desenvolveram metástase cerebral ao longo
ma (0%) possuía critérios diagnósticos de Síndrome de do seguimento eram mais jovens, sendo mais comum
Li-Fraumeni clássica. A média de idade entre essas 43 o diagnóstico de câncer de mama antes dos 40 anos
pacientes foi de 55,5 anos. O tipo histológico do tumor nesse grupo (22,1% vs. 15,0% p=0,03), tinham mais tu-
encontrado na biópsia das pacientes com critérios de mores triplo negativos (28% vs.18.5%, p = 0,03), porém
Chompret para a síndrome de Li-Fraumeni foi avaliado o mesmo não foi observado em relação aos tumores
em 41 (95,3%) pacientes. Foi encontrado um (2,4%) caso HER2-positivos (28.3% vs. 20.6% p =0.11). Em geral, o
de carcinoma ductal in situ, um (2,4%) de carcinoma in- intervalo livre de metástase cerebral (ILMC), mensura-
filtrante mucinoso (coloide), um (2,4%) de carcinoma do a partir do diagnóstico de doença metastática, foi 14
infiltrante tubular, dois (4,8) de carcinoma infiltrante meses. Entretanto, o ILMC foi menor em pacientes com
lobular, 32 (78%) de carcinoma infiltrante ductal e qua- tumores HER2-positivos (18 vs. 12 meses, p=0,011) e
tro (12,9%) de outros tipos histológicos. Foi realizada triplo negativo (18 vs. 12 meses, p<0,001), ambos com-
imunoistoquímica na amostra da biópsia de 35 (81,3%) parados com tumores luminais. A sobrevida global (SG)
pacientes. Foi encontrado subtipo molecular luminal A mediana a partir do desenvolvimento de metástase ce-
em nove (25,7%) das amostras, luminal B em 19 (54,2%), rebral foi 10 meses. Na analise multivariada, tumores
luminal B HER2+ em nove (25,7%) e triplo negatvo em triplo-negativos foram associados a um pior prognós-
três (8,5%). Conclusão: A SLF possui alta prevalência no tico (HR 1,82; IC95% 1,02-3,24 – p = 0,03), tendo sido
sul do país e esteve associada à maior agressividade do observada uma tendência a pior SG nos tumores HER-
tumor de mama. 2-positivos (HR 2,21; IC95% 0,91-5,33 – p = 0.08). Con-
clusão: Os resultados deste estudo, são similares aos
Contato: THAIS ABREU DE ALMEIDA
dados da literatura internacional quanto a incidência e
thaisaalmeida@gmail.com
ao mau prognóstico associados ao desenvolvimento de
metástase cerebral em pacientes com câncer de mama.
Ratifica-se, então, a importância desta condição como
TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA problema de saúde pública no Brasil, sendo importan-
CÓDIGO: 59873 te, portanto, buscarmos oferecer a estas pacientes as
melhores opções em termos de tratamento sistêmico,
SOBREVIDA E FATORES PROGNÓSTICOS radioterápico e neurocirúrgico.
EM PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA Contato: Márcio Debiasi - marcio.debiasi@pucrs.br
COM METÁSTASES CEREBRAIS NO
BRASIL: UMA SUB-ANÁLISE DO ESTUDO
LACOG-0312
TEMÁRIO: MELANOMAS
Autores: Caroline Albuquerque; Marcio Debiasi; Gustavo
CÓDIGO: 60521
Werutsky; Deise Uema; Eduardo Cronenberger; Vladmir
C Cordeiro de Lima; Rosane O de Sant‘ana; José Bines;
Facundo Zaffaroni; Carlos H Barrios; TAXA DE RESPOSTA (TR) ELEVADA COM
Instituição: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO QUIMIOTERAPIA EM PACIENTES COM
RIO GRANDE DO SUL MELANOMA METASTÁTICO (MM) APÓS
TRATAMENTO PRÉVIO COM INIBIDORES
Introdução: A incidência de metástases cerebrais entre
mulheres com câncer de mama metastático varia de 10
DE CHECKPOINT IMUNOLÓGICO (ICI)
a 30% conforme subtipo tumoral. A presença de metás- Autores: Pedro Henrique Ferraro da Silveira; Audrey
tase cerebral é um fator de mau prognóstico, porém a Cabral Ferreira de Oliveira; Rafael Vanin de Moraes;
Luiza Damian Ribeiro Barbosa; José Augusto Rinck
experiência da prática clínica em pacientes brasileiras é
Junior; Daniel Vilarim Araujo; Monique Celeste
pouco descrita na literatura. Objetivo: Descrever as ca-
Tavares; Marcelo Petrocchi Corassa; Mílton José de
racterísticas, desfechos de sobrevida e fatores prognós- Barros e Silva;
ticos de pacientes com câncer de mama e metástase
Instituição: A.C. CAMARGO CANCER CENTER
cerebral no Brasil. Métodos: LACOG-0312 é um estudo
de coorte retrospectivo que incluiu pacientes diagnos- Introdução: ICI e terapia-alvo (TA), para os casos com
ticadas com câncer de mama metastático ou localmen- mutação no BRAF, são o padrão atual no tratamento no
te avançado/recorrente não ressecável durante o ano MM. Historicamente, estudos de quimioterapia (QT) em

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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

primeira linha de tratamento estão associados a baixas eficácia e toxicidade de esquemas de quimioterapia (QT)
TR e Sobrevida livre de progressão (SLP), não demons- em pts portadores de câncer esofágico metastático ao
trando ganho de sobrevida global. Atualmente, QT é re- diagnóstico. Método: Coorte retrospectiva de pacien-
servada para os casos refratários à ICI e TA. Objetivo: tes (pts) atendidos na instituição de 2008 a 2016. Exclu-
Avaliar a TR da QT em pacientes com MM, após falha a ímos os pts com outro tumor primário e com neoplasia
Ipilimumabe e Nivolumabe. Método: estudo retrospec- da transição esôfago gástrica. Pts foram agrupados de
tivo, observacional e unicêntrico. Os esquemas quimio- acordo com a QT recebida: A – platina e taxano; B – pla-
terápicos utilizados após falha ao Ipilimumabe e Nivo- tina e irinotecano; C – platina e fluoropirimidina; D –
lumabe foram Darcarbazina e Paclitaxel associado ou sem uso de platinas. Considerou-se doença controlada
não a Carboplatina. Resultados: Entre outubro/2014 a se houvesse resposta completa, parcial ou estabilidade
maio/2016, identificamos 53 pacientes com diagnóstico por pelo menos 2 meses. Toxicidade foi avaliada pelo
de melanoma metastático refratários à ipilimumabe e CTCAEv4.0. Resultados: Dos 1789 pts com câncer de
nivolumabe. Destes, 14 pacientes receberam QT após esôfago atendidos, incluímos 397 pts (82,6% homens)
falha de Nivolumabe como último tratamento, sendo com doença metastática à apresentação. A idade me-
que 35%, 35% e 30% dos pacientes receberam QT como diana foi de 60 anos (25-95) e índice de massa corpórea
terceira, quarta ou quinta ou mais linhas de tratamen- mediano de 19,2. O carcinoma espinocelular (CEC) foi
to, respectivamente. A TR objetiva foi de 35% (resposta a histologia mais frequente (78,8%). Apenas 43,8% dos
parcial [RP]: 21% e resposta completa [RC]: 14%) e a taxa pts apresentavam ECOG 0 ou 1 ao diagnóstico, enquan-
de controle de doença (TCD) foi de 71% (Doença está- to que 10,6% estavam em ECOG 4. Na amostra total,
vel [DE]: 36%). A sobrevida livre de progressão mediana a sobrevida global mediana (SGm) após o diagnóstico
(SLPm) foi de 3,6 meses (0,5-21meses), sendo superior inicial foi de 7m (IC95% 6,15 a 7,85). QT foi aplicada em
no grupo que respondeu a QT - 5,7 meses (4,33-21m). 285 pts (com ECOG mediano de 1) atingindo SGm 9,0m
Dos 35% que responderam a QT, 60% tinham apresen- (IC95% 8,0 a 9,9), enquanto, 112 pts (com ECOG media-
tado PD como melhor resposta à terapia prévia com ni- no 3) não realizaram QT. A SGm obtida nesse grupo foi
volumabe. (RP20% DE20% RC 0%) Dentre os pacientes de 3m (IC95% 2,3 a 3,7, p<0,0001). O esquema mais usa-
que apresentaram resposta completa a QT (2/14), um do foi B (55,5%), seguido de A (34,9%), D (5%) e C (4,6%).
apresentou PD e o outro RP como melhor resposta a Em 39,4% dos pts não se avaliou a resposta. Controle
nivolumabe prévio. Conclusão: Nesta análise, pacien- de doença com os esquemas A, B, C, e D foi de respecti-
tes tratados com QT após falha prévia a ipilimumabe vamente 39,2%, 30,1%, 53% e 14,3%. Pts que receberam
e nivolumabe, apresentaram TR de 35%, valor superior o esquema C tiveram SGm de 17m (IC95% 13,1 a 20,8,
ao relatado na literatura para pacientes submetidos a p=0,034). Não foi observada diferenças na SGm obtida
QT sem tratamento prévio com imunoterapia (TR: 20%). com os esquemas A, B e D (9m). Toxicidades graus 3 e
Novos estudos devem ser realizados, a fim de melhor 4 (G3/4) ocorreram em 42% dos pts, sendo em 24,3%
correlacionar a TR à QT, em pacientes tratados previa- hematológica G3/G4 (29,7% no B, 19,4% no A, 7,7% no C
mente com imunoterapia. e 14,3% no D) e 8,5% gastro-intestinal (12,2% no B, 5,1%
no A, zero no C e D). Em 17,4 % dos pts houve necessi-
Contato: PEDRO HENRIQUE FERRARO DA SILVEIRA
dade de internação por infecção (18,8% no A, 15,4% no
phferraro@hotmail.com
B, 7,7% no C e 14,3% no D). Conclusão: Os regimes A
e B obtiveram controle de doença e SGm semelhantes
com perfil de toxicidade maior no braço com irinoteca-
TEMÁRIO: TUMORES TGI SUPERIOR no. O regime com fluoropirimidina e platina, apesar de
CÓDIGO: 60216 pouco usado, apresentou melhor perfil de toxicidade
com SGm e controle de doença superiores.
TOXICIDADE E EFICÁCIA DE Contato: CAROLINA RIBEIRO VICTOR
QUIMIOTERAPIA EM PACIENTES COM karolribeirovictor@gmail.com
NEOPLASIA DE ESÔFAGO METASTÁTICA
TRATADOS NA COMUNIDADE.
Autores: Carolina Ribeiro Victor; Fernanda Kaori Fujiki;
TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS)
Danielle Brandes Zakon; Guilherme Harada; Tiago
Biachi de Castria; CÓDIGO: 60272

Instituição: INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO


PAULO TOXICIDADES RELACIONADAS
AO TRATAMENTO BASEADO EM
Introdução: Apesar das conhecidas diferenças epide- CISPLATINA EM PACIENTES COM
miológicas e moleculares entre câncer de esôfago e
CARCINOMA EPIDERMÓIDE (CEC) DE
estômago, são poucos os estudos que separam essas
duas entidades na forma metastática. Objetivo: Avaliar
CANAL ANAL LOCALIZADO
Autores: Andrea Clemente Baptista Silva; Maria

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 68


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

Fernanda Batistuzzo Vicentini; Damara Hosana Rossini; TEMÁRIO: TUMORES UROLÓGICOS - NÃO PRÓSTATA
Camila Motta Venchiarutti Moniz; Felipe Ribeiro CÓDIGO: 59695
Ferreira; Karina Gondim Moutinho da Conceição
Vasconcelos; Rachel Pimenta Riechelmann; Paulo TRANSPLANTE AUTÓLOGO DE
Marcelo Gehm Hoff;
MEDULA ÓSSEA COMO TRATAMENTO
Instituição: INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO
DE RESGATE PARA PACIENTES
PAULO
PORTADORES DE TUMORES
Introdução: O tratamento padrão para CEC de canal GERMINATIVOS REFRATÁRIOS OU
anal localizado é a associação de radioterapia com qui- RECIDIVADOS – EXPERIÊNCIA DE UM
mioterapia (QRT), tradicionalmente combinando mito- CENTRO TERCIÁRIO.
micina (MMC) e 5-fluoruracil (5-FU). Atualmente, com
Autores: Fernanda Carneiro Ronchi; Daniel Vilarim
a disponibilidade limitada de MMC, muitos pacientes
Araújo; Ana Cláudia Machado Urvanegia; Marcela
são tratados com a combinação de cisplatina (CDDP)
Bonalumi dos Santos; Virgínia Altoé Sessa; Larissa
e 5-FU. Objetivo: comparar as toxicidades entre esses Von Grapp; Audrey Cabral Ferreira de Oliveira; Flávia
dois regimes em uma população não previamente se- Amaral Duarte; Pedro Henrique Ferraro da Silveira; José
lecionada, incluindo pacientes HIV-positivos e grande Augusto Rinck Jr;
porcentagem de estadio III. Método: Foi realizado es- Instituição: A.C. CAMARGO CANCER CENTER
tudo retrospectivo e unicêntrico, sendo analisados os
prontuários de 104 pacientes com CEC de canal anal Introdução: O câncer de testículo é a neoplasia ma-
T2-4/N0-3/M0 candidatos ao tratamento com QRT en- ligna mais comum entre homens de idade entre 20-30
tre Jan/2011 até Dez/2016. As características dos pa- anos.1Atualmente é considerado o tumor sólido com
cientes e as toxicidades relacionadas ao tratamento maior taxa de cura, com sobrevida em 5 anos acima de
foram comparadas entre: CDDP (60 mg/m2 D1 e D29) 95%.3Entretanto, apenas 25% dos pacientes portado-
e MMC (15mg/m2 D1), ambos associados a 5-FU infu- res de doença metastática expostos a quimioterapia
sional (1000mg/m2 D1-4 e D29-32) e radioterapia (45- de resgate experimentam respostas completas e dura-
59Gy). Resultados: Foram tratados 75 pacientes com douras9. Neste cenário, a quimioterapia em altas-do-
MMC e 29 com CDDP. O grupo CDDP apresentou mais ses com suporte de transplante autólogo de medula
pacientes com HIV positivo (24% vs. 12%) e com esta- óssea (TAUMO) tem apresentado resultados promisso-
dio IIIB (55% vs. 40%). Toxicidades G3/4 foram obser- res. Objetivo: Avaliar a evolução dos pacientes porta-
vadas em 93% dos pacientes que receberam CDDP e dores de tumor de testículo submetidos a TAUMO em
em 91% dos pacientes que receberam MMC (teste de um centro oncológico terciário, por meio de análise de
fisher p=1). As toxicidades G3/4 mais comuns foram lin- sobrevida global (SG) e sobrevida livre de progressão
fopenia (72.4% CDDP vs. 82.4% MMC; p=0.28) e radio- (SLP). Como objetivo secundário avaliar a taxa de res-
dermite (55% CDDP vs. 60% MMC; p=0.66). O grupo que posta ao TAUMO, perfil de toxicidade relacionado ao
recebeu CDDP apresentou uma morte relacionada ao tratamento, e avaliar fatores prognósticos/preditivos.
tratamento associada a radiodermite G5. Entre pacien- Materiais e Método: Trata-se de um estudo retrospec-
tes HIV positivos, anemia G3/4 foi mais comum entre tivo, observacional e unicêntrico. Foram incluídos todos
pacientes que receberam CDDP (43% vs. 11%; p=0.26) os casos de câncer de testículo que foram em algum
e radiodermite G3/4 foi mais comum nos pacientes tra- momento do seu tratamento submetidos à quimiote-
tados com MMC (14% vs. 56%; p=0.11). Não houve dife- rapia em altas doses em nossa instituição, de outubro
rença estatisticamente significativa entre a maioria das de 2001, quando foi realizado o primeiro TAUMO para
toxicidades relacionadas ao tratamento. Conclusões O este fim até abril de 2016. A SLP e SG foram calculadas
tratamento de pacientes com CEC de canal anal locali- a partir da data da primeira infusão de células-tronco
zado com QRT baseado em CDDP foi bem tolerado. A hematopoiéticas por meio das curvas de probabilida-
incidência de toxicidades G3/4 foi semelhante aos pa- des estimadas de Kaplan-Meier. Resultados: Foram
cientes tratados com MMC. Os pacientes HIV positivos incluídos 36 pacientes que se enquadraram nos crité-
apresentaram tendência maior a apresentar anemia rios de inclusão/exclusão. Em 12 meses, 38.9% dos pa-
com CDDP e radiodermite com MMC, mas sem diferen- cientes estavam livres de progressao, e 52.8% estavam
ça estatisticamente significativa. vivos, com um seguimento mediano de 9.6 meses. As
SG e SLP medianas foram de 10.4 e 8.9 meses respec-
Contato: MARIA FERNANDA BATISTUZZO VICENTINI tivamente. A taxa de resposta foi 58.3%. Em relação à
mfvicentini@hotmail.com toxicidade, 83% dos pacientes experimentaram algum
evento grau 3, e 25% grau 4. As toxicidades mais fre-
quentes (de qualquer grau) foram: neutropenia febril
(69%), diarréia (50%) e mucosite (50%). Houve 3 mor-
tes decorrentes do tratamento (8% do total). Devido ao
numero reduzido de pacientes, não foram identificados

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 69


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

fatores prognósticos, e não foi possível validar os gru- veram-se estáveis com 10,2 g/dl (9,3-12,8 g/dl), assim
pos de risco propostos por Beyer J e Einhorn LH. Con- como os linfócitos com 950 mm3 (410-1400/mm3), a
clusão: Os dados de literatura foram reproduzidos em albumina com 3,2 g/dl (2,1-4,1 g/dl) e a PCR com 59,4
população não selecionada, com dados de toxicidade ng/dl (2-140 ng/dl). As queixas de fraqueza e mal-estar
e mortalidade semelhantes. A quimioterapia em alta- melhoraram de forma significativa. Conclusão: O uso
-dose é uma opção de tratamento para pacientes com de Spirulina sp representa uma alternativa no suporte
tumor de células germinativas metastáticos, mas de to- paliativo em pacientes com doença oncológica avança-
xicidade não desprezível. da em tratamento quimioterápico.
Contato: FERNANDA CARNEIRO RONCHI Contato: SILVIA GRAZIANI
fernanda_carneiro15@hotmail.com srgraziani@gmail.com

TEMÁRIO: CUIDADOS PALIATIVOS TEMÁRIO: PULMÃO


CÓDIGO: 60154 CÓDIGO: 60021

TRATAMENTO DE SUPORTE CLÍNICO TURNAROUND TIME (TT): UM


COM SPIRULINA ASSOCIADA À PROBLEMA NO MANEJO DO CÂNCER
QUIMIOTERAPIA PALIATIVA EM DE PULMÃO NÃO-PEQUENAS CÉLULAS
PACIENTES COM DOENÇA ONCOLÓGICA (CPNPC)?
AVANÇADA Autores: Iuri Amorim de Santana; Vinícius Gomes de
Autores: Silvia Regina Graziani; Carolina Graziani Vital; França Almeida; Thamine Lessa; Aknar Calabrich;
Hezio Jadir Fernandes Junior; Fauzia de Fátima Naime; Instituição: CLÍNICA AMO
Brigitte Marie Van Eyll; Ariane Renata Eyzaguirre
Velasquez; Fabiano Garcia Vanderlinde; Francisco Introdução: A terapia antineoplásica guiada por bio-
Miguel Corrêa; Dominique Silva; Rafael Sanches marcador tem se mostrado a modalidade mais eficaz
Ferreira; de tratamento em diversos cenários. Já foi demonstra-
Instituição: INSTITUTO DO CÂNCER DR. ARNALDO do que os pacientes com CPNPC portadores de alvos te-
VIEIRA DE CARVALHO rapêuticos que receberam terapia dirigida parecem ter
uma sobrevida maior do que aqueles que não recebe-
Introdução: Atualmente, o uso de fitoterápicos como
ram. Entretanto o tempo decorrido entre a solicitação
apoio ao tratamento oncológico tem-se mostrado uma
dos testes para identificação dos biomarcadores pode
prática usual no controle dos sintomas relacionados à
ser demasiado longo levando a um atraso no início do
quimioterapia. A Spirulina sp é uma alga de água doce
tratamento. Objetivo: Mensurar o tempo decorrido
conhecida na América do Sul e na Ásia como suple-
entre a solicitação dos testes de avaliação molecular e
mento alimentar devido as suas características nutriti-
seu resultado e sua implicação na conduta terapêuti-
vas. Objetivo: O estudo avaliou se o uso da Spirulina
ca. Método: Análise retrospectiva dos prontuários de
sp altera a resposta ao tratamento em pacientes com
pacientes portadores de CPNPC matriculados em ser-
doença avançada recebendo esquema quimioterápico
viço privado na cidade de Salvador-BA submetidos a
paliativo. Método: Foram incluídos 117 pacientes, com
genotipagem do EGFR e pesquisa de rearranjo do ALK
estádio clínico IV (doença avançada e metastática), com
no período entre abril de 2015 e maio de 2017. Análise
idade média de 63 anos (40 a 88 anos), portadores dos
descritiva da mediana de tempo em dias corridos das
seguintes tumores sólidos: mama, pulmão, trato gas-
seguintes variáveis: (1) Tempo para o resultado do teste
trointestinal, próstata, melanoma maligno, orofaringe,
(TT), (2) Tempo para início de qualquer tratamento(TQT)
ginecológico, sarcoma, pâncreas e rim. A Spirulina sp foi
e (3) tempo para início de terapia alvo-dirigida (TAlvo).
administrada na dose de 380 mg, duas vezes ao dia, an-
Resultados: Foram analisados 46 pacientes. Todos fo-
tes das refeições e de forma contínua, por 20 semanas.
ram submetidos a genotipagem do EGFR e 19,5% foram
Foram avaliados os parâmetros laboratoriais de hemo-
testados para rearranjos de ALK. O TT foi de 9 (1-32)
grama, albumina, Proteína C Reativa (PCR), o ganho de
dias para o EGFR, para o ALK foi 68,5 (31-319) dias. O
peso e a prega do músculo do polegar antes do início
TQT foi de 6,5 (0-50) dias e o TAlvo foi de 33 (14-133)
do tratamento e a cada 3 semanas. Resultados: Avalia-
dias. Treze porcento dos pacientes iniciaram tratamen-
mos 116 pacientes, sendo que uma paciente foi exclu-
to com quimioterapia citotóxica e mudaram para tera-
ída do protocolo devido à intolerância gastrointestinal
pia alvo após resultado do teste num intervalo de 41
à Spirulina sp. O ganho mediano de peso foi de 600 gr
(26-127) dias. Conclusão: O tempo para o resultado do
(-1 kg/+ 1.6 kg), sendo que 60% dos pacientes permane-
EGFR foi satisfatório, entretanto quando adicionamos
ceram com o peso estável. A prega do músculo polegar
um segundo biomarcador o tempo torna-se excessiva-
manteve-se estável durante o período de avaliação em
mente longo. Não houve atraso para o início da terapia
20 pacientes (17%). Os níveis de hemoglobina manti-
sistêmica mas uma porcentagem não desprezível aca-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 70


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bou mudando o tratamento após reclassificação mole- estável por RECIST (em ambos os grupos), mas 40%
cular. A baixa porcentagem de pacientes testados para grupo A e 34% grupo apresentaram cavitação das le-
ALK foi devido à dificuldade de acesso ao teste antes sões. No grupo B a presença de escavação associou-se
da aprovação do crizotinibe no país. Com o aumento a sobrevida prolongada. (9,86 meses vs. 5,13 meses). A
do número dos biomarcadores, a adequada classifica- sobrevida global mediana no grupo A foi de 8,15 con-
ção molecular dos pacientes com CPNPC sem atraso tra 5,5 meses no grupo B. No grupo A, as toxicidades
do início do tratamento tem se tornado um desafio da graus 2 e 3 foram de 90% e 20%, respectivamente. No
prática clínica. A realização dos testes de forma sequen- grupo B, as toxicidades grau 2 e 3 foram de 80% e 13%,
cial pode trazer atrasos que comprometam de forma respectivamente. Fadiga, reação mão-pé-pele, elevação
crítica a tomada de decisão para início do tratamento. A de enzimas hepáticas e hipertensão arterial foram os
combinação dos testes em painéis pode reduzir o TT e eventos adversos mais comuns relacionados a regora-
propiciar a melhor terapia já na primeira linha. fenibe. Conclusão: Nesta série retrospectiva, a sobre-
vida mediana do grupo bevacizumabe foi semelhante
Contato: IURI AMORIM DE SANTANA
aos dados do estudo CORRECT. No grupo aflibercepte,
iurisantana@gmail.com
a sobrevida mediana foi numericamente maior. Porém,
este dado deve ser explorado em estudos futuros, pois
esta diferença pode ser atribuída a viés de seleção. O
TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS) perfil de toxicidade foi semelhante ao da literatura, ex-
CÓDIGO: 60112 ceto pelo fato dos pts não apresentarem diarreia, que
foi um efeito adverso comum no estudo CORRECT.
USO DE REGORAFENIBE EM PTS COM Contato: RODRIGO NOGUEIRA FOGACE
CÂNCER COLORRETAL METASTÁTICO rodrigofogace@gmail.com
(CCRM) PREVIAMENTE TRATADOS COM
BEVACIZUMABE OU AFLIBERCEPT:
EXPERIÊNCIA CLÍNICA UNI-
TEMÁRIO: PESQUISA CLÍNICA
INSTITUCIONAL
CÓDIGO: 60430
Autores: Rodrigo Nogueira Fogace; Luiz Antonio de
Senna Leite; Daniela Ribeiro Nebuloni Nagy; Giovanni
Mendonça Bariani; Fernanda Cunha Capareli;
USO DE TERAPIAS-ALVO BASEADAS
Paulo Marcelo Gehm Hoff; Rachel Simões Pimenta EM ALTERAÇÕES GENÔMICAS
Riechelmann; Thomás Giollo Rivelli; CLINICAMENTE RELEVANTES
Instituição: FACULDADE DE MEDICINA DA IDENTIFICADAS EM TUMORES
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO; INSTITUTO DO CÂNCER SÓLIDOS AVANÇADOS SUBMETIDOS A
DO ESTADO DE SÃO PAULO SEQUENCIAMENTO GENÉTICO DE NOVA
Introdução: A associação com terapias alvo como be- GERAÇÃO: IMPACTO NO DESFECHO
vacizumabe (1ª e 2ª linhas) e aflibercepte (2ª linha) trou- CLÍNICO
xe ganho em sobrevida global (SG) para pacientes (pts) Autores: Valéria Sgnaolin; Pablo M Barrios; Carolina G
com câncer colorretal metastático CCRm. Mais recente- S Cauduro; Pedro C Crivelaro; Caroline Albuquerque;
mente o regorafenibe, outro anti-angiogênico, também Guilherme P Sartori; Marcio Debiasi; Gabriel Prolla;
demonstrou ganho em SG em pts politratados. Objeti- Carlos H Barrios; André P Fay;
vo: Avaliar os resultados de pts tratados com regora- Instituição: ESCOLA DE MEDICINA DA PONTIFÍCIA
fenibe e a relação deste com o tipo de antiangiogênico UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
prévio, divididos em dois grupos: (A) aflibercepte e (B) Introdução: Alterações genômicas em pacientes com
bevacizumabe. Metodos Estudo retrospectivo de pts tumores sólidos avançados podem sugerir terapias-al-
com CCRm tratados com regorafenibe em programa de vo ou orientar a inclusão de pacientes em estudos clíni-
acesso expandido. Resultados: Foram incluídos 25 pts, cos. O impacto das alterações genômicas clinicamente
15 receberam bevacizumabe (grupo B) e 10 aflibercepte relevantes (AGCR) na mudança de decisões clínicas e
(grupo A). A mediana de idade para o grupo A foi de no desfecho clínico de pacientes com câncer é pouco
56,2 anos e 53,3 no grupo B. A maioria dos pts apresen- conhecido. Objetivo: Relatar experiência institucional
tava adenocarcinoma de colon e todos apresentavam com o uso de terapias-alvo baseadas em AGCR iden-
ECOG 0/1. No grupo A, 30% dos pts eram RAS selvagem, tificadas em sequenciamento genético de nova gera-
sendo 40% no grupo B. No grupo aflibercepte, o regora- ção. Método: Setenta pacientes com tumores sólidos
fenibe foi realizado entre 2ª e 4ª linhas de tratamento, avançados foram submetidos à avaliação genômica uti-
e no grupo bevacizumabe, entre 3ª e 7ª linha. Cerca de lizando a plataforma Foundation Medicine (Foundation
70% dos pts grupo A receberam linhas adicionais após One®). As características clínico-patológicas, alterações
progressão ao regorafenibe vs 40% no grupo B. A maio- genômicas e os desfechos clínicos foram coletados re-
ria dos pts apresentou como melhor resposta doença

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trospectivamente utilizando planilhas padronizadas ções privadas do Rio de Janeiro submetidos ao 68Ga-
para todos os pacientes. As melhores respostas às -PSMA-PET-TC devido ao aumento progressivo do PSA.
terapias-alvo foram avaliadas de acordo com RECIST, O impacto clínico do exame foi determinado através da
versão 1.1. Resultados: Vinte e seis dos 70 pacientes descrição, pelo médico assistente, do uso do resultado
(38%) eram do sexo feminino e a idade média foi de do 68Ga-PSMA-PET-TC na mudança da estratégia tera-
58 anos (variando entre 28 e 89 anos). AGCR foram en- pêutica. As modalidades terapêuticas foram classifica-
contradas em 68% dos pacientes (mediana de 1,9 AGCR das como: tratamentos locais (radioterapia de resgate
/ paciente). TP53 (43%), CDKN2A/B (23%), KRAS (22%) no leito prostático [RT] linfadenectomia de resgate [LR])
e PIK3CA (8%) foram as mutações mais frequentes. A e tratamentos sistêmicos (terapia de deprivação an-
identificação de AGCR orientou o uso de terapia alvo, drogênica [HT], quimioterapia [QT], abiraterona [abi]).
fora de estudos clínicos, em 9 casos (13%). As patolo- Resultados: Ao todo 32 pacientes foram identificados.
gias tratadas incluíram adenocarcinoma de pulmão Trinta (93%) submetidos a prostatectomia radical e 2
(EGFR e ALK); colangiocarcinoma (amplificação de HER2 (7%) a radioterapia exclusiva como tratamento primá-
e BRAF), adenocarcinoma de cólon (BRAF); rabdomios- rio. Dezessete (55%) nunca receberam nenhum trata-
sarcoma (NF1); carcinoma seroso de ovário (PIK3CA), mento com radioterapia previamente. Em toda popu-
neoplasia germinativa primária de mediastino (PTEN) e lação, o Gleason score, nível de PSA e tempo de dobra
carcinoma urotelial (ERBB2). Respostas parciais foram de PSA médios eram 8, 4,2 ng/ml e 4,4 meses. 68Ga-PS-
observadas somente em pacientes com adenocarci- MA-PET-TC foi positivo em 23/32 (72%) pacientes, sendo
noma de pulmão (2 pacientes), onde sabidamente as em 15/23 (65%) com detecção de lesão única. No total,
mutações são preditivas de resposta. Doença estável o 68Ga-PSMA-PET-TC foi responsável pela mudança da
com duração prolongada foi observada em um pacien- estratégia terapêutica em 16/32 (50%) dos casos. Em
te com adenocarcinoma de cólon. Conclusão: Um nú- apenas 4/32 (12%) pacientes as modificações incluíram
mero pequeno de pacientes apresentou benefício clí- exclusivamente um tratamento sistêmico (1 evitou HT,
nico com o uso de terapias-alvo identificadas por teste 1 acrescentou HT e 2 acrescentaram QT/abi). Nos 12/32
molecular. Respostas ocorreram fundamentalmente (37%) casos restantes a mudanças terapêuticas inclu-
em AGCR sabidamente preditivas de resposta. Estudos íram algum tratamento local; 7 acrescentaram (6 LR e
prospectivos são necessários para definir o papel das 1 RT) e 5 evitaram (5 RT) terapias locais. Conclusão:
AGCR na escolha da estratégia terapêutica em pacien- Metade dos pacientes com recidiva bioquímica subme-
tes com doença avançada. tidos ao 68Ga-PSMA-PET-TC tiveram sua estratégia te-
rapêutica alterada pelo resultado do exame. A grande
Contato: MÁRCIO DEBIASI
maioria das modificações incluíam a incorporação ou
marcio.debiasi@pucrs.br
a exclusão de tratamentos locais de resgate. Embora o
uso do 68Ga-PSMA-PET-TC ainda não esteja bem defini-
do, esse método diagnóstico vem sendo utilizado como
TEMÁRIO: TUMORES UROLÓGICOS - PRÓSTATA uma ferramenta para guiar o tratamento da recidiva
CÓDIGO: 59771 bioquímica do câncer de próstata.
Contato: PEDRO MASSON DOMINGUES
USO DO 68GA-PSMA-PET-TC E SEU pedromasson@grupocoi.com.br
IMPACTO CLÍNICO NO TRATAMENTO
DO CÂNCER DE PRÓSTATA COM
RECIDIVA BIOQUÍMICA
TEMÁRIO: TUMORES UROLÓGICOS - PRÓSTATA
Autores: Pedro Masson Domingues; Thais Abreu;
CÓDIGO: 60067
Mariana Bruno Siqueira; Gisele Marinho; Diogo
Rodrigues; Humberto cottas; Daniel Herchenhorn; Fabio
Peixoto; USO PRECOCE DE DOCETAXEL EM
Instituição: CENTRO DE ONCOLOGIA INTEGRADA PACIENTES COM CÂNCER DE PRÓSTATA
DE ALTO RISCO
Introdução: O 68Ga-PSMA-PET-TC tem demonstrado
Autores: Izabela Sinara Silva Alves; Ana Carolina Ferreira
altas taxas de detecção de lesões suspeitas na recidiva
Borges; Karenn Karolinne Silva Elias; Karen Yohanna
bioquímica do câncer de próstata. Mesmo em pacien-
Nascimento da Silva; Nayara Mendonça Chaves; Paula
tes com baixos níveis de PSA (<1 ng/ml), o 68Ga-PSMA- Satie Sakashita; Vanessa Rosseti Madaro; Thais Vidal
-PET-TC é capaz de identificar possíveis sítios de recaída Bertocco; Nadia Aguiar Fernandes; Bruno Nascimento
em cerca de 80% dos casos, tornando-o uma possível Rosa Hercos;
ferramenta para guiar tratamentos de resgate nesse Instituição: UNIÃO DAS FACULDADES DOS GRANDES
cenário. Esse estudo visa descrever o impacto clínico LAGOS
do uso do 68Ga-PSMA-PET-TC no manejo do câncer de
Introdução: A quimioterapia sempre foi considerada
próstata recaído após tratamento local. Método: Foi
uma modalidade de tratamento inativa para o câncer
realizada análise retrospectiva de 32 pacientes com
de próstata refratário a hormônio. Mais recentemente
câncer de próstata localizado tratados em três institui-

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o uso de Docetaxel demonstrou aumento da sobrevi- p63 para adenocarcinoma e por outro lado, uma maior
da global, apesar de ainda modesto. Objetivo: Avaliar especificidade do p40 em carcinoma escamoso. Objeti-
o uso precoce de Docetaxel em pacientes com câncer vo: O objetivo primário foi validar o marcador de IH p40
de próstata com características de alto risco. Méto- na análise e diferenciação de adenocarcinoma e carci-
do: Coorte retrospectiva composta por pacientes com noma escamoso de pulmão, em relação ao p63; e como
diagnóstico de câncer de próstata acompanhados pelo objetivos secundários: avaliar a incidência de CPNPC
serviço do Hospital Estadual de Bauru entre 2006-2016. em nossa Instituição; comparar os resultados de anato-
Os dados clínicos foram coletados de prontuários. Na mopatológicos (APs) e IHs, e avaliar custos financeiros
análise de dados foram utilizadas estatísticas descri- relacionados a estes marcadores. Método: Trata -se
tivas e teste do qui-quadrado. Foram significativos os de um estudo de acurácia, observacional, transversal e
resultados com p≤0,05. Resultados: foram analisados retrospectivo. Este trabalho compilou e analisou os re-
os dados de 1825 pacientes, dos quais 32% possuíam sultados dos APs e IHs provenientes em sua maioria da
características de alto risco ao diagnóstico (PSA > 20 ng/ nossa Instituição, de CPNPC, no período de junho/2015
ml, Gleason 8-10 e/ou estágio clínico T3a), destes ape- a junho/2016. Necessariamente todos os laudos conti-
nas 3,23% foram tratados com Docetaxel. Nos pacien- nham o anticorpo p40 e p63. Resultados: A amostra
tes em que foi ofertado o quimioterápico precocemente correspondeu a 34 casos, destes, 17 (50%): Adenocar-
(0.54%) houve um aumento de sobrevida global (SG) > 6 cinoma; 12 (35,2%): Carcinoma Escamoso, e 5 (14,7%)
meses (p<0.003), entretanto nos que fizeram uso ape- outros subtipos e carcinoma indiferenciado. Na análise
nas no cenário de refratariedade da hormonioterapia do p40, observou-se em relação ao p63, no que tange
não houve alteração na SG. Conclusão: Durante os dez Carcinoma Escamoso, respectivamente: sensibilidade
anos de acompanhamento um percentual muito peque- de 100% x 100%; especificidade de 93% x 70%; valor
no de pacientes fizeram uso de Docetaxel, sendo menor preditivo positivo (VPP) 91% x 70% e valor preditivo ne-
ainda o número daqueles que foram submetidos ao tra- gativo (VPN) de 100% x 100%. Na comparação entre os
tamento em uma fase precoce. Apesar de um pequeno resultados de AP e IH observou-se 4 casos de discor-
percentual ter realizado QT aqueles que a fizeram tive- dância num total de 30. No que tange o âmbito finan-
ram um aumento significativo na SG. Assim, o uso do ceiro desses marcadores, observou-se que p63 além
Docetaxel em pacientes com câncer de próstata de alto de ser mais caro unitariamente, a diluição considerada
risco pode representar um tratamento promissor. ótima do p40 rendia o dobro que p63 (1: 100 x 1: 50).
Conclusão: p40 tem maior especificidade e VPP para
Contato: KARENN KAROLINNE SILVA ELIAS
Carcinoma Escamoso do que p63, associado ao fato de
karenneliasmedicina@gmail.com
ter menor custo financeiro, sendo promissora sua in-
corporação na rotina de IHs do nosso Serviço.
Contato: TAMISE DA SILVA BAPTISTA
TEMÁRIO: PULMÃO tamise_baptista@hotmail.com
CÓDIGO: 59839

UTILIZAÇÃO DO P40 EM ANÁLISE


IMUNOHISTOQUÍMICA DE NEOPLASIA TEMÁRIO: POLÍTICAS PÚBLICAS
DE PULMÃO NÃO PEQUENAS CÉLULAS CÓDIGO: 59826
EM HOSPITAL DE REFERÊNCIA
ONCOLÓGICA DE SANTA CATARINA VALOR EM ONCOLOGIA NO BRASIL:
NOVAS PERSPECTIVAS E LIMITAÇÕES
Autores: Tamise da Silva Baptista; Bruna Mayara Rocha
Garcia; Aiuka José de Almeida; ATUAIS PARA ACESSO A TRATAMENTOS
Instituição: CENTRO DE PESQUISAS ONCOLÓGICAS ONCOLÓGICOS NO SUS
Autores: Tabatha Nakakogue; João Soares Nunes;
Introdução: Câncer de Pulmão é uma das neoplasias Fernanda Janones Manfredinho; Elisa Daniele Gaio;
com maior prevalência e letalidade nos dias de hoje. Angela Dasenbrock; Ana Claudia Buiar; Mariana Suemy
Sua incidência está diretamente relacionada ao tabagis- Kiara; Anne Caroline Becker; Thais Abreu de Almeida;
mo, embora não seja o único fator de risco. A doença Nils Gunnar Skare;
pode ser classificada em carcinoma de pulmão peque- Instituição: HOSPITAL ERASTO GAERTNER
nas células (CPPC) ou carcinoma de pulmão não peque-
Introdução: avanços na prevenção, diagnóstico e tra-
nas células (CPNPC) – aqui incluído adenocarcinoma e
tamento do câncer tem contribuído para melhores
carcinoma escamoso - estratificação essa de suma im-
desfechos oncológicos. No entanto, sabe-se que novas
portância para o tratamento. Em muitas das vezes, para
tecnologias tem custos proporcionalmente altos para
diferenciação entre adenocarcinoma e carcinoma esca-
pacientes e sistemas de saúde. No contexto nacional, a
moso a imuno-histoquímica (IH) torna-se fundamental.
admissão de novos medicamentos pelo Sistema Único
Os principais marcadores de IH que diferenciam estes
de Saúde (SUS) são atribuições do Ministério da Saúde
subtipos são: p40, p63, TTF-1 e napsina. Sabe-se atu-
assessorado pela Comissão Nacional de Incorporação
almente da evidência de resultados falsos positivos de

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de Tecnologias no SUS – CONITEC. Objetivo: aferir as TEMÁRIO: PULMÃO


incorporações das novas tecnologias no SUS aprova- CÓDIGO: 59888
das pela CONITEC referentes à oncologia em tentativa
de estabelecer um padrão/e ou valor de benefício clí- VALOR PROGNÓSTICO DO SUBTIPO
nico no qual se baseiam as decisões de incorporação. HISTOLÓGICO CARCINOMA DE CÉLULAS
Método: estudo retrospectivo que utiliza a plataforma GRANDES EM PACIENTES COM CÂNCER
pública da CONITEC com análise das deliberações no DE PULMÃO
período compreendido entre 2012 e 2016. Resultados:
Autores: Arthur Gomes da Silva Netto; Jefferson Luiz
foram analisados 27 pareceres da área da Oncologia Gross; Clóvis Pinto; Riad Naim Younes;
fornecidos pela CONITEC de Maio/2012 a Janeiro/2016,
Instituição: HOSPITAL DAS CLINICAS DA UNIVERSIDADE
sendo 74% deles submetidos à consulta pública – o res-
FEDERAL DO PARANÁ
tante aprovado em análise simplificada. No que tange
o grau de evidência dos estudos analisados, 59% eram Introdução: O câncer de pulmão de células não peque-
evidência A e 26% evidência B. Das análises amparadas nas (CPCNP) é uma doença muito grave pela sua eleva-
em evidências A, 75% foram incorporadas no SUS en- da incidência e alta taxa de mortalidade. Atualmente é
quanto aquelas de evidência B, apenas 43%. Todas as o câncer que mais mata no mundo. A compreensão de
avaliações simplificadas foram incorporadas. O princi- variáveis anatomopatológicas e moleculares como fato-
pal demandante de pareceres é a própria Secretaria de res prognósticos somente foi percebida recentemente,
Saúde (48%), seguida pela indústria farmacêutica. Nas de modo que ainda temos muito a esclarecer no câncer
deliberações finais, as justificativas das tecnologias não de pulmão quanto a prognóstico e histologia. Foi ava-
incorporadas se valem de análise de desfechos (ausên- liada a série histórica de pacientes com carcinoma de
cia de ganho em sobrevida global; aumento marginal pulmão de células não pequenas tratados no Hospital
em sobrevida livre de progressão; incidência de eventos AC Camargo, com especial atenção para o carcinoma
adversos e descontinuação de tratamento), limitações de células grandes e comparado o valor prognóstico
metodológicas e avaliação de alto impacto orçamentá- desta histologia com as outras representantes do gru-
rio bem como plano de alocação de recursos em outras po CPCNP. Método: foram avaliados 1445 prontuários
vertentes do tratamento oncológico como em métodos e selecionados 1120 com histologia de CPCNP. Foram
preventivos. Conclusão: a CONITEC é um avanço no colhidas informações demográficas, características clí-
processo de padronização das incorporação das novas nicas, terapêuticas e dados de anatomia patológica. As
tecnologias no SUS, no entanto há limitações nas aná- análises de variáveis foram feitas pelos testes do Qui-
lises, deliberações e fluxo de aprovações. Parece ainda -quadrado e exato de Fisher e as comparações das cur-
ser necessário avaliar os melhores estudos de interven- vas de sobrevida pelo método de Kaplan-Meier usando
ções terapêuticas em oncologia a fim de graduar a mag- o log rank teste. Resultados: foi observado maior fre-
nitude do benefício oferecido para que com esse con- quência do CPCNP em homens, tabagistas e com me-
junto de análises objetivas se consiga determinar quais diana de idade ao diagnóstico de 64,8 anos. O subtipo
drogas deveriam ser incorporadas imediatamente aos histológico mais comumente observado foi o adenocar-
sistemas de saúde para garantir racionalidade no uso cinoma, sobretudo entre as mulheres e em indivíduos
de recursos e auxiliar os oncologistas na prática clínica. não fumantes. O carcinoma epidermóide teve mais
forte relação com o tabagismo. O subtipo histológico
Contato: TABATHA NAKAKOGUE
carcinoma de células grandes apresentou relação com
tnakakogue@gmail.com
pior evolução quando comparado aos outros subtipos
somados. Conclusão: o achado de valor prognóstico
negativo do carcinoma de células grandes, mesmo sem
análise multivariada, corrobora achado publicado pelo
grupo do Surveillance Epidemiology and End Results
em 2011.
Contato: ARTHUR GOMES DA SILVA NETTO
arthurgsnetto@gmail.com

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 74


APRESENTAÇÃO ORAL

I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA está associada com a redução da proliferação em li-


CÓDIGO: 60122 nhagens celulares estrogênio negativas.
Contato: VICENTE RODRIGUES MARCZYK
A DESIODASE TIPO 3 ESTÁ
vicentemarczyk@hotmail.com
HIPEREXPRESSA NO CÂNCER DE MAMA
Autores: Vicente Rodrigues Marczyk; Iuri Martin
Goemann; Daniel Costi Simões; Marcia Silveira
Graudenz; Ana Luiza Maia; TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS)
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE CÓDIGO: 60527
DO SUL
Introdução: Os hormônios tireoideanos (HT) regulam ANÁLISE DO BENEFÍCIO DO
o balanço entre proliferação e diferenciação celular. A PANITUMUMABE OU CETUXIMABE
biodisponibilidade intracelular de T3 é controlada de COMBINADOS AO IRINOTECANO NA
maneira tecido-específica pelas enzimas desiodases, TERCEIRA LINHA DE TRATAMENTO
sendo a desiodase tipo 3 (D3) responsável pela inati- EM CÂNCERES COLORRETAIS
vação dos HT. A D3, uma proteína fetal, está reativa- METASTÁTICOS (CCRM)
da em diversas neoplasias humanas e foi associada
Autores: Maria Ignez Braghiroli; Maria Fernanda
ao comportamento tumoral. A expressão de D3 nas Vicentini; Maria Elizabeth Zambrano Mendoza; Juliana
neoplasias de mama é desconhecida e poderia con- Góes Martins; Karla Souza; Leonardo Fonseca; Jorge
tribuir para a progressão tumoral. Objetivo: Avaliar Sabbaga; Paulo Hoff;
a expressão de D3 em amostras de câncer de mama Instituição: INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO
e avaliar sua relação com o subtipo tumoral e com o PAULO
estadiamento TNM. Avaliar o efeito do silenciamento
Introdução: Os anticorpos anti-EGFR já têm papel es-
da D3 in vitro. Método: Amostras de pacientes subme-
tabelecido no tratamento de câncer colorretal metas-
tidas a mastectomia foram analisadas por imunohis-
tático. Dados da literatura apontam que a resistência
toquímica (IHQ) com anticorpo específico para D3 e
tumoral ao irinotecano pode ser revertida com a adição
quantificada pelo H-score avaliado por patologista
de cetuximabe ao tratamento. Objetivo: Esse estudo
experiente e cegado quanto ao subtipo molecular e
tem por objetivo avaliar a atividade dos anticorpos an-
quanto ao estadiamento prognóstico. Estudos in vitro
ti-EGFR combinados ao irinotecano na terceira linha,
foram conduzidos com duas linhagens de carcinomas
nos pacientes com câncer colorretal metastático. Mé-
de mama: MCF7 (ER+) e MDA-MB-231(ER-). Foram ava-
todo: Estudo unicêntrico, retrospectivo em que anali-
liados os efeitos do silenciamento gênico da D3 sobre
samos dados de prontuários de pacientes com câncer
apoptose, proliferação e ciclo celular. Resultados: Fo-
colorretal metastático tratados com irinotecano que
ram selecionadas para IHQ 47 amostras de câncer de
receberam ao menos uma dose de anticorpo anti-EG-
mama. A idade média ao diagnóstico foi de 61 ± 12
FR na progressão de doença. O desfecho primário foi
anos e o tamanho tumoral de 31 ± 26 mm. Os per-
sobrevida global e desfecho secundário foi avaliação da
centuais de pacientes nos estágios I,II, III e IV foram
resposta baseados na localização do tumor primário.
de 36,9%, 17,5%, 34,8% e 10,8%. Quanto aos subtipos
Resultados: Um total de 393 pacientes com CCRm fo-
moleculares Luminal A, Luminal B, HER2 e Triplo Ne-
ram identificados entre julho de 2008 e julho de 2015. A
gativo os percentuais foram de 23,4%, 29,8%,10,7%
idade média ao diagnóstico foi de 57 anos (18-84), 57%
e 34%. Como controle, foram selecionados 10 casos
do sexo masculino. Desses, 320 pacientes progrediram
benignos (5 fibroadenomas e 5 de mama normal).
ao irinotecano e eram Kras selvagem, 158 receberam a
Todas as amostras analisadas até o momento (n=24)
combinação com cetuximabe (I+C) e 162 receberam iri-
apresentaram expressão de D3. A expressão foi fra-
notecano com panitumumabe (I+P). A sobrevida global
ca/moderada nas 4 amostras de neoplasia benigna
mediana foi de 9,63 meses sendo 8,97 meses para pa-
já analisadas. Os valores de H-score para os estágio
cientes que receberam cetuximabe e 10,74 meses com
I/II versus estágios III/IV não foram significativamente
panitumumabe (p=,73). Com relação a localização do
diferentes (142 versus 101; p=0.1). Os valores de H-s-
primário, a SG foi de 6,34 meses para tumores do lado
core estratificados por subtipo molecular também não
direito e 10,74 meses para tumores do lado esquerdo
diferiram significativamente. In vitro, foi observada
(p=,022). A taxa sobrevida global em 3 anos foi de 5,6%
para a linhagem MDA-MB-231 uma redução de 35% na
para pacientes que receberam cetuximabe e 3,2% para
proliferação após 48 horas (p=0,004) e de 15% após
aqueles que receberam panitumumabe. Conclusões
144 horas (p=0,009) do silenciamento de D3 com siR-
Mesmo considerando os vieses de um estudo retros-
NA. Esse efeito não foi observado na linhagem MCF-7.
pectivo, nossos achados vão de acordo com a literatura
Conclusão: A desiodase tipo 3 está altamente expres-
e mostram um pior prognóstico para tumores de lado
sa no câncer de mama. Todos os subtipos moleculares
direito. Contudo, nossa análise sugere também o be-
de câncer de mama expressam D3. A inibição de D3
nefício do uso de anticorpo anti-EGFR na terceira linha

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 75


APRESENTAÇÃO ORAL

I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

independe do lado do primário. O panitumumabe, as- não foi influente nos resultados de associação para
sim como cetuximabe, também parece reverter a re- os polimorfismos farmacogenéticos com o uso de flu-
sistência tumoral ao irinotecano. Ambos os anticorpos oropirimidinas. Entre os biomarcadores investigados,
estudados resultaram em benefícios similares quando o polimorfismo rs4451422 no gene FPGS apresentou
combinados a quimioterapia. resultados significativos associado a um efeito de pro-
teção à ocorrência de toxicidade geral e toxicidades
Contato: JULIANA GÓES MARTINS
combinadas (p=0,0052; OR 0,32/p=0,0004; OR 0,22). O
julianagmartins@hotmail.com
polimorfismo rs760370 no gene SLC29A1 demonstrou-
-se significativo na associação com as toxicidades seve-
ras de grau 3 e 4 (p=0,0033; OR 4,73). Conclusão: Dois
TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS) polimorfismos presentes nos genes FPGS(rs4451422)
CÓDIGO: 59998 e SLC29A1(rs760370) demonstraram ser importantes
biomarcadores preditivos para a medicina de precisão
ASSOCIAÇÃO DE POLIMORFISMOS na terapia com uso de fluoropirimidinas.
NOS GENES FPGS E SLC29A1 COM Contato: MARIANNE RODRIGUES FERNANDES
TOXICIDADE AO TRATAMENTO fernandesmr@yahoo.com.br
QUIMIOTERÁPICO COM
FLUOROPIRIMIDINAS
Autores: Marianne Rodrigues Fernandes; Juliana
TEMÁRIO: TUMORES DE CABEÇA E PESCOÇO
Carla Gomes Rodrigues; Darlen Cardoso de Carvalho;
CÓDIGO: 60118
Amanda Cohen Castro; Karla Beatriz Cardias Cereja
Pantoja; Luciana Pereira Colares Leitão; Danielle Feio da
Costa; Antonio Andre Conde Modesto; Sidney Emanuel ASSOCIAÇÃO DO POLIMORFISMO
Batista dos Santos; Ney Pereira Carneiro dos Santos; ERP29 C.*293A>G, LOCALIZADO EM
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ UM SÍTIO DE LIGAÇÃO DE MICRORNAS,
Introdução: O esquema terapêutico com base em flu-
COM O RISCO E O PROGNÓSTICO DO
oropirimidinas tem sido a conduta quimioterápica mais CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS
utilizada em todo o mundo em vários tipos de tumores DE OROFARINGE
sólidos, incluindo câncer gástrico e colorretal. Poucos Autores: Juliana Carron; Ericka Francislaine Dias Costa;
estudos na literatura especializada relataram a influên- Leisa Lopes-Aguiar; Benilton de Sá Carvalho; José
cia de marcadores farmacogenômicos em populações Augusto Rinck-Junior; Ana Paula Dalla Costa; Manoela
miscigenadas como a população brasileira. Objetivo: Marques Ortega; Carmen Silvia Passos Lima; Gustavo
Jacob Lourenço;
Investigar a variabilidade farmacogenômica de dife-
rentes biomarcadores em farmacogenes envolvidos na Instituição: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
via de metabolismo das fluoropirimidinas em pacien- Introdução: Em análise prévia, por meio da genotipa-
tes com câncer gástrico ou câncer colorretal, subes- gem em larga escala, identificamos mais de seis mil po-
truturados de acordo com a toxicidade ao tratamento limorfismos de base única (SNPs) associados ao risco
Método: Foram incluídos 216 pacientes com câncer do carcinoma de células escamosas (CCE) de base de
colorretal ou gástrico que receberam tratamento qui- língua (BL). O SNP ERP29 c.*293A>G, relacionado com
mioterápico à base de fluoropirimidinas. Foram investi- a supressão de tumores, foi considerado de maior in-
gados 32 polimorfismos genéticos em 16 farmacogenes teresse. Por meio de análises in silico observamos que
(ABCB1, ABCC2; ABCC4; ABCG2, CYP2A6, DPYD, FPGS, o referido SNP influencia a eficiência de ligação do mi-
ITGB5, MTHFR, SLC22A7, SLC29A1, TP53, UMPS, GGH, croRNA (miR) 4421 na região 3’-não traduzida (UTR) do
RRM1, TYMP) envolvidos na via de metabolismo das ERP29 e, assim, influencia a expressão do gene. Entre-
fluoropirimidinas A genotipagem dos polimorfismos tanto, o papel do referido SNP no risco e no prognósti-
foi realizada por discriminição alélica utilizando a tec- co do CCE de orofaringe (CCEOF) ainda é desconhecido.
nologia TaqMan OpenArray Genotyping, com um painel Objetivo: Verificar a influência dos distintos genótipos
de ensaios customizados, no equipamento QuantStu- do SNP ERP29 c.*293A>G no risco e no prognóstico do
dio™ 12K Flex Real-Time PCR System. Resultados: Os CCEOF; na expressão e interação do ERP29 e do miR-
resultados demonstraram que 77,3% dos pacientes 4421. Materiais e Método: O DNA de 250 pacientes de
apresentaram algum tipo de toxicidade relacionada ao CCEOF e 250 controles foi analisado pela RT-PCR. As ex-
tratamento com fluoropirimidinas e destes, 22% apre- pressões do ERP29 e do miR-4421 foram avaliadas por
sentaram toxicidades severas classificadas em grau 3 e meio da qPCR utilizando o RNA total de 58 controles. O
4. Dos pacientes investigados no estudo, 23 faleceram ensaio da luciferase foi realizado para avaliar o papel
durante o tratamento, onde três casos foram associa- do miR-4421 na inibição do ERP29 em linhagem celular
dos à toxicidade quimioterápica. A diarréia foi o evento de faringe (FaDu). As diferenças entre os grupos foram
de toxicidade mais frequente relatado no estudo com calculadas por meio dos testes de Fisher, qui-quadra-
129 casos (59,7%). O subestruturamento populacional do, regressão logística e Mann-Whitney. Os tempos de

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 76


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sobrevida livre de progressão (SLP) e sobrevida global com MC e 280 controles. O DNA foi analisado pela RT-
(SG) foram estimados pelas curvas de Kaplan-Meier e -PCR para a identificação dos genótipos do MITF. O RNA
analisados pelo testes de log-rank e Cox. Resultados: de 73 controles foi analisado pela qPCR para avaliar a
O genótipo variante ERP29 GG foi mais frequente em expressão dos genes. A significância estatística das di-
pacientes do que em controles (6,4% vs. 3,6%; P=0,002). ferenças entre os grupos foi calculada pelos testes de
Indivíduos com genótipo GG estiveram sob risco cerca Fisher, qui-quadrado, regressão logística, teste t e ANO-
de nove vezes maior de ocorrência do CCEOF do que os VA. Os tempos de sobrevida livre de progressão (SLP)
outros. Aos 36 meses, pacientes com o genótipo ERP29 e sobrevida global (SG) foram estimados pelas curvas
GG apresentaram pior SLP quando comparados aos de Kaplan-Meier e analisados pelos testes de log-rank
outros (0,0% vs. 39,1%; P=0,01). Indivíduos com o genó- e Cox. Resultados: A frequência do genótipo MITF AA
tipo GG apresentaram menor expressão do ERP29 (1,10 foi maior em pacientes do que em controles (26,7% vs.
vs. 1,44 unidades arbitrárias (UAs), P=0,05) e maior ex- 21,1%; P=0,03). Indivíduos com o referido genótipo esti-
pressão do miR-4421 (0,73 vs. 0,42 UAs, P=0,05). Obser- veram sob risco cerca de duas vezes maior de desenvol-
vamos que o miR-4421 apresentou maior eficiência de ver o MC do que os outros. A frequência dos genótipos
ligação na região 3’-UTR do ERP29 codificado pelo alelo MITF GA ou AA foi mais comum em pacientes com fo-
variante “G” quando comparado ao alelo selvagem “A”, totipos cutâneo I-III (90,8% vs. 80,9%, P=0,04), incapazes
com consequente diminuição da expressão do ERP29 de bronzear-se (86,2% vs. 72,3%; P=0,02) e com tumo-
(0,90 vs. 1,02 UAs; P=0,004). Conclusão: Nossos resul- res com crescimento vertical (83,7% vs. 67,5%, P=0,04).
tados apresentam evidência preliminar de que o SNP Aos 60 meses, a SLP (53,4% vs. 71,6%; P=0,005; Cox:
ERP29 c.*293A>G constitui um importante fator her- HR: 1,84; P=0,006) e a SG (76,2% vs. 82,4%; P=0,02; Cox:
dado para o risco e o prognóstico do CCEOF, possivel- HR: 1,79; P=0,03) foram menores em pacientes com
mente devido a alteração da expressão do gene ERP29. o genótipo AA. Indivíduos com os genótipos MITF GG
Apoio financeiro: FAPESP e CAPES. ou GA apresentaram maior expressão de HNRNAPA1
(1,24 vs. 1,04; P=0,05) do que os outros. As expressões
Contato: JULIANA CARRON
do MITF (P=0,31) e do SF1 (P=0,47) foram similares em
j180811@g.unicamp.br
indivíduos com os distintos genótipos Conclusão: Nos-
sos resultados sugerem que o SNP MITF c.938-325G>A
constitui um importante fator herdado para o risco e
TEMÁRIO: MELANOMAS prognóstico de MC, possivelmente devido a alteração
CÓDIGO: 60200 da expressão do fator de splicing hnRNP A1. Apoio fi-
nanceiro: FAPESP, CNPq e CAPES.
ASSOCIAÇÃO DO POLIMORFISMO Contato: CAROLINE TORRICELLI
MITF C.938-325G>A, RELACIONADO caroltorricelli@gmail.com
COM A MELANOGÊNESE, COM O RISCO
E O PROGNÓSTICO DE MELANOMA
CUTÂNEO
TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA
Autores: Caroline Torricelli; Cristiane de Oliveira;
CÓDIGO: 60152
Benilton de Sá Carvalho; Janet Keller Silva; Gabriela Vilas
Bôas Gomez; Wesley Lima de Oliveira; José Augusto
Rinck-Junior; Manoela Marques Ortega; Carmen Silvia ASSOCIAÇÃO ENTRE OS NIVEIS
Passos Lima; Gustavo Jacob Lourenço; PLÁSMATICOS DO TAMOXIFENO E SEUS
Instituição: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS METABÓLITOS COM O GENÓTIPO DAS
ENZIMAS CYP2D6, CYP2C9 E CYP2C19
Introdução: Anteriormente, identificamos mais de 12
mil polimorfismos gênicos de base única (SNPs) asso-
E A ADESÃO AO TRATAMENTO EM
ciados ao risco do melanoma cutâneo (MC), por meio da
PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA
genotipagem em larga escala. Os SNPs localizados em Autores: Jeanine Marie Nardin; Evelyn Castillo Lima
regiões regulatórias do mecanismo de splicing de genes Vendramini; Solane Picolotto; Jenifer Kogin Primon;
associados com a melanogênese, incluindo o SNP MITF Thais Abreu de Almeida; Werner Schroth; Hiltrud
Brauch; Roberto Pecoits Filho; Jose Claudio Casali da
c.938-325G>A, foram considerados de maior interesse
Rocha;
entre eles. Por meio de análises in silico, observamos
Instituição: LIGA PARANAENSE DE COMBATE AO
que o referido SNP pode alterar a ligação dos fatores de
CANCER
splicing SF1 e hnRNPA1. No entanto, são desconhecidos
os papéis dos distintos genótipos do referido SNP no Introdução: A terapia endócrina em pacientes com
risco e prognóstico do MC. Objetivo: Verificar se os di- câncer de mama positivas para receptores hormonais
ferentes genótipos do SNP MITF c.938-325G>A influen- reduz as taxas de recorrência e mortalidade, sendo o
ciam o risco e o prognóstico do MC; os aspectos clínico- tamoxifeno (TAM) uma das principais opções para mu-
-patológicos, e as expressões do MITF, SF1 e HNRNPA1. lheres em pré e pós menopausa. Contudo, a má ade-
Materiais e Método: Foram avaliados 262 pacientes são ao tratamento e os polimorfismos dos genes das

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 77


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

enzimas CYP2D6, CYP2C9 e CYP2C19, metabolizadoras Camargo; Max Sena Mano; Maria Del Pilar Estevez Diz;
do TAM, podem estar relacionados à piores desfechos Diogo Assed Bastos; Gilberto de Castro Junior; Paulo
clínicos. Objetivo: Relacionar os níveis séricos do tamo- Marcelo Gehm Hoff;
xifeno e seus metabólitos com a adesão ao tratamen- Instituição: INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO
to, bem como com os polimorfismos dos genes CYPs PAULO
relacionados à metabolização do mesmo. Método: Foi Introdução: A fosfoetanolamina (FEA) possui papel
realizado estudo prospectivo em 198 pacientes com central na biossíntese dos fosfolípides de membrana
câncer de mama em uso de TAM para determinar os celular. Estudos pré-clínicos sugeriram potencial anti-
níveis séricos do mesmo e de seus metabólitos ativos, tumoral da FEA em diversos modelos, incluindo mela-
4-OH-tamoxifeno (4-OH-TAM) e endoxifeno, por LC-MS, noma e câncer de mama. Baseado no seu amplo uso
determinados aos 3 e 6 meses de tratamento. A ade- como tratamento (tto) alternativo por pacientes (pcts)
são ao tratamento foi determinada pelo método Mo- oncológicos com relatos informais de potenciais bene-
risky (MMAS-4) aos 3 e 6 meses. Os genótipos dos genes fícios e sem aparente toxicidades reportadas, conduziu-
CYP2D6, CYP2C9 e CYP2C19 foram determinados por -se este estudo para avaliar a segurança e eficácia da
MALDI-TOF/MS. As concentrações plasmáticas foram FEA. Objetivo: Estudo de fase II em múltiplas coortes
relacionadas com a adesão e a genotipagem. Resulta- segundo o método de Simon de 2 fases, com objetivo
dos: As medianas dos níveis de TAM, aos 3 e 6 meses primário de determinar a taxa de resposta radiológi-
foram 356,9nM e 243,4nM, respectivamente. Quando ca por RECIST versão 1.1, ou critérios específicos para
comparadas as concentrações plasmáticas no estado câncer de próstata, da FEA em monoterapia. Os objeti-
estacionário todas as dosagens de TAM e de seus me- vos secundários foram toxicidades relacionadas ao tto,
tabólitos estavam inferiores aos 6 meses, embora sem sobrevida global (SG) e sobrevida livre de progressão
significância. Aos 3 meses de tratamento todas as pa- (SLP). Método: Duas de 21 respostas na primeira fase
cientes analisadas atingiram as concentrações de TAM seriam necessárias para prosseguir a segunda fase em
clinicamente significantes (>140nM). O mesmo não cada uma das coortes (alfa 5% e beta 10%). Incluíram-se
é observado aos 6 meses de tratamento. Conforme pcts com tumores sólidos avançados, não passíveis de
MMAS-4, 62% e 68% das pacientes apresentaram alta tratamento curativo, em múltiplas coortes: carcinoma
adesão (3 e 6 meses), e ¼ delas apresentaram adesão epidermoide (CEC) de cabeça e pescoço, pulmão, color-
imprópria nos 2 momentos avaliados. Uma redução na retal, mama, CEC de colo uterino, próstata, melanoma,
adesão foi verifica de 3 para 6 meses (p=0,046). Há uma pâncreas, estômago e carcinoma hepatocelular. Todos
associação moderada entre score de atividade enzimá- os pcts apresentavam performance status (PS-ECOG) 0
tico calculado a partir do genótipo da CYP2D6 (>40% de ou 1, com progressão de doença (PD) dentro dos últi-
metabolizadores extensivos) e os níveis de endoxifeno mos 3 meses e adequadas funções orgânicas. Pcts com
(26,5 nM e 18,4nM), aos 3 e 6 meses respectivamente. doença em sistema nervoso central não controlada fo-
O aumento de endoxifeno alelo-CYP2D6 dose depen- ram excluídos. A FEA foi utilizada via oral na dose de
dente foi observado com o número crescente de alelos 1500mg/dia por 21 dias, seguida de 1000mg/dia conti-
funcionais. Observou-se uma forte relação de atividade nuamente em ciclos de 28 dias. Resultados: De Julho
aumentada da CYP2C19 com maiores taxas de forma- de 2016 a Março de 2017 foram incluídos e tratados 73
ção de 4-OH-TAM. Não foi encontrada associação signi- pcts. Após a inclusão dos primeiros 10 pcts, uma análise
ficativa entre os genótipos de CYP2C9 e os metabólitos interina de segurança descartou toxicidades limitantes
do tamoxifeno. Conclusão: a adesão ao tratamento a continuidade do estudo. Na população geral, a idade
apresenta maior associação aos níveis plasmáticos de mediana foi de 57 anos (28-83), com a maioria metas-
TAM e seus metabólitos do que a o genótipo das suas tático ao diagnóstico (56,2%) e com PS-ECOG 1 (61,1%).
enzimas de metabolização. Destes, 21 apresentavam CCR, 14 melanoma e 12 cân-
Contato: JEANINE MARIE NARDIN cer de mama. O tempo médio de tto foi 1,64 meses,
jemarie@terra.com.br com melhor resposta: resposta parcial em 1 (1,5%) pct
(melanoma), doença estável em 19 (28,8%) pcts e PD
em 46 (69,7%) pcts. A SLP mediana foi de 1 mês (IC 95%
0,76-1,24) e a SG mediana de 7 meses (IC 95% 5,66-
TEMÁRIO: PESQUISA CLÍNICA 8,34). Eventos adversos atribuídos a FEA foram em sua
CÓDIGO: 60008 maioria graus 1 e 2. Conclusão: Nesta análise interina
de segurança e eficácia observou-se escassez de eficá-
AVALIAÇÃO DA SEGURANÇA E EFICÁCIA cia da droga nas doses estudadas, sendo o estudo in-
DA FOSFOETANOLAMINA SINTÉTICA terrompido.
EM PACIENTES COM TUMORES SÓLIDOS Contato: MILENA PEREZ MAK
AVANÇADOS smilenamak@yahoo.com.br
Autores: Milena Perez Mak; Rudinei Diogo Marques
Linck; Rodrigo Ramella Munhoz; Veridiana Pires de

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 78


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA TEMÁRIO: TUMORES TGI INFERIOR (COLON / RETO / ÂNUS)
CÓDIGO: 60114 CÓDIGO: 60599

AVALIAÇÃO DE SUBPOPULAÇÕES DE CÂNCER COLO-RETAL EM PACIENTES


CÉLULAS T E SUA RELAÇÃO COM A MAIS JOVENANÁLISE DE INCIDÊNCIA,
RESPOSTA PATOLÓGICA COMPLETA CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E
EM PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA DESFECHOS
SUBMETIDAS À QUIMIOTERAPIA Autores: Maria Fernanda Batistuzzo Vicentini; Fernanda
NEOADJUVANTE. Kaori Fujiki; Andrea Clemente Baptista Silva; Maria
Autores: José Fernando do Prado Moura; Vladmir Elizabeth Zambrano Mendoza; Maria Ignez Braghiroli;
Cláudio Cordeiro de Lima; Leuridan Cavalcante Torres; Leonardo Gomes da Fonseca; Paulo Marcelo G. Hoff;

Instituição: REAL HOSPITAL DE BENEFICÊNCIA Instituição: INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO


PORTUGUESA PAULO

Introdução: O câncer de mama é o mais incidente e o Introdução: Estudos recentes sugerem um aumento
segundo mais letal entre as mulheres. O papel do sis- na incidência de câncer colo-retal (CCR) em pacientes
tema imune no desenvolvimento e prognóstico do pa- jovens. Informações sobre o comportamento clínico e
ciente com câncer tem sido recentemente foco intenso características patológicas desses pacientes ainda são
de pesquisa. É sabido que os linfócitos T contribuem pouco encontradas na literatura. Objetivo: analisar
na imunovigilância tumoral com papel anti-tumoral e dados clínicos e de sobrevida na população jovem com
prótumoral e dados pré-clínicos e clínicos indicam que CCR da nossa instituição. Método: Revisamos retros-
o sistema imune influenciam prognóstico e resposta pectivamente os prontuários de 5.806 pacientes diag-
à quimioterapia, no entanto, a relevância clínica não nosticados com CCR entre janeiro de 2011 e novembro
está estabelecida no câncer de mama e seus subtipos. de 2016 no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e
Nós hipotetizamos que no câncer de mama localmen- identificamos 781 pacientes com idade igual ou abaixo
te avançado (CMLA) há uma resposta imunológica di- de 50 anos. O método de Kaplan-Meier foi usado para
ferente em relação aos controles saudáveis (CS) e aos estimar a sobrevida global (SG) e a análise uni/multiva-
subtipos específicos e que essa resposta imune pode riada foi realizada para identificar fatores associados
ser preditiva de resposta completa (RC) à quimioterapia com SG. Resultados: Houve aumento absoluto de CCR
neoadjuvante (QTneo). Objetivo: A proposta do nosso em pacientes abaixo de 50 anos de 1,88% a 2,23% anu-
estudo foi caracterizar o perfil das subpopulações de almente (2011-2012: 11,6%; 2013-2014: 13,5%; 2015-
células T em pacientes com câncer de mama localmen- 2016: 15,7%) com aumento relativo de 35,3% entre
te avançado submetidos à QTneo. Método: Estudo 2011 e 2016. A idade mediana dos pacientes ao diag-
longitudinal, prospectivo em mulheres com câncer de nóstico foi de 42 anos (17-49), 57,4% eram mulheres e
mama localmente avançado (n=80) e controles saudá- 20,9% referiram história familiar (HF) de CCR. Análise
veis (CS) (n=25). Os percentuais dos linfócitos (T) e suas imunohistoquímica de deficiência em enzimas de repa-
populações TCD4+ e TCD8+ foram caracterizados por ro (MMR) foi feita em 466 pacientes e 78 (16,7%) tinham
citometria de fluxo (multiplex) no sangue periférico de deficiência em MMR. Tumores à esquerda foram mais
pacientes antes do início do tratamento com QTneo. A frequentes (cólon esquerdo 8,2%, sigmóide 33,7% e
resposta patológica foi considerada como completa na reto 31,5%), enquanto a incidência de tumores à direi-
ausência de neoplasia invasiva na peça pós-operató- ta foi 19,4%. Quase todos pacientes eram sintomáticos
ria. analisados no GraphPad Prism, v6.0. Resultados: ao diagnóstico (93,9%) sendo dor abdominal (39,6%) e
as pacientes com RC tiveram menos linfócitos TCD4+ sangramento retal (28,7%) os sintomas mais comuns.
(p<0,0001) e mais linfócitos TCD8+ (p=0,0088) que as Deficiência em MMR foi associada com melhor SG
pacientes sem RC. O Subgrupo com RC foi representa- (p=0,029). A distribuição por estágios foi: 2,6% I, 25,8%
do pelos subtipos Triplo Negativo e Rico em HER2. Con- II, 34,1% III e 37,5% IV. A SG mediana do estágio IV foi
clusão: Há uma resposta imune de subpopulações de 25 meses (IC 95% 20,7-29,3) e não alcançada para I-III
linfócitos T que é variável entre os subtipos de câncer (p<0,001). HF de CCR (p=0,021) e quimioterapia adju-
de mama e que pode ser preditiva de reposta patológi- vante (p<0,001) foram fatores independentemente as-
ca completa. Nossos dados mostram que além do sub- sociados com melhor SG em pacientes estágio IV. Para
tipo do câncer de mama, o estado imune pode apresen- os estágios I-III, KRAS selvagem (p=0,003), HF de CCR
tar um valor preditivo de resposta patológica completa. (p=0.024) e ausência de invasão angiolinfática (p<0,001)
foram associados com melhor SG. Conclusões Em nos-
Contato: JOSÉ FERNANDO DO PRADO MOURA sa experiência, a incidência de CCR em pacientes mais
jfpmoura@hotmail.com jovens está aumentando. Esses pacientes foram mais
frequentemente diagnosticados com doença metastáti-
ca, tumores de cólon esquerdo/reto e sintomas iniciais.
Esses achados reforçam a importância emergente do

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 79


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

assunto e a necessidade de discutir estratégias para o TEMÁRIO: TUMORES DE MAMA


diagnóstico precoce que englobem essa população. CÓDIGO: 59625

Contato: FERNANDA KAORI FUJIKI


EXPERIÊNCIA COM CRIOTERAPIA DE
FEKAFU@GMAIL.COM
COURO CABELUDO PARA PREVENÇÃO
DA ALOPECIA INDUZIDA PELA
QUIMIOTERAPIA COM MÁQUINA DE
TEMÁRIO: POLÍTICAS PÚBLICAS RESFRIAMENTO EM CLÍNICAS PRIVADAS
CÓDIGO: 57398 NO BRASIL
Autores: Giselle de Barros Silva; Sérgio Daniel Simon;
DIFERENÇAS NO TRATAMENTO Bruno Lemos Ferrari; Gildete Sales Lessa; Marcelo
SISTÊMICO DO CÂNCER NO BRASIL: Ramos Tejo Salgado; Marcos Rogerio Ceccato; Mario
MEU SUS É DIFERENTE DO TEU SUS Alberto Dantas Loures da Costa; Alexei Peter dos
Santos; Raphael Brandao Moreira;
Autores: Vanessa de Araújo Silva; Tiago Farina Matos;
Luciana Holtz de Camargo Barros; Rafael Aliosha Kaliks; Instituição: CENTRO PAULISTA DE ONCOLOGIA
Instituição: HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN Introdução: A alopecia induzida pela quimioterapia
(AIQ) é um dos efeitos mais angustiantes para mulhe-
Introdução: Diferenças no tratamento cirúrgico, radio-
res em tratamento do câncer de mama. A crioterapia de
terápico e sistêmico podem levar a diferenças significa-
couro cabeludo tem se mostrado eficaz para prevenção
tivas no resultado do tratamento oncológico. Acredita-
da AIQ. Objetivo: Avaliação retrospectiva da eficácia da
mos que existem diferenças significativas no tratamento
crioterapia de couro cabeludo na prevenção da AIQ em
sistêmico oferecido a pacientes com um mesmo tipo de
pacientes com câncer de mama e os motivos de desis-
câncer tratados no sistema único de saúde (SUS) no
tência do procedimento Método: Foram analisados da-
Brasil. Objetivo: Identificar diferenças no tratamento
dos clínicos de pacientes com câncer de mama localiza-
sistêmico dos quatro tipos mais incidentes de câncer
do ou não submetidas à quimioterapia com crioterapia
tratados no SUS e comparar os tratamentos oferecidos
de couro cabeludo com máquina de resfriamento no
com as Diretrizes Terapêuticas (DTs) estabelecidas pelo
período de Julho de 2015 a Março de 2017 em clínicas
Ministério da Saúde (MS), assim como comparar estes
privadas. O resfriamento se iniciou 30 minutos antes
tratamentos com o padrão de tratamento praticado na
da infusão da droga alopeciante, manteve-se durante
saúde suplementar (SS). Resultados: Dos 52 centros
toda a infusão do quimioterápico e se estendeu por 90
que responderam à solicitação, 18 não contam com
minutos após o término da infusão. O grau de alopecia
protocolos institucionais de tratamento para nenhum
foi avaliado pela enfermagem ao final de todo o tra-
dos 4 tipos de câncer. Obtivemos protocolos de trata-
tamento quimioterápico segundo a escala CTCAE v4.0
mento para câncer de pulmão (29 centros), mama (33
em grau zero (sem alopecia), 1 (perda < 50% cabelos)
centros), colorretal (31 centros) e próstata (33 centros).
ou 2 (perda > 50% cabelos), e com fotografias digitais.
Grandes diferenças foram identificadas na comparação
Definiu-se sucesso na preservação dos cabelos quando
entre o tratamento praticado por centros de tratamen-
houve alopecia G0 ou G1 ao final do tratamento, e in-
to de câncer no sistema público em todo o território
sucesso na alopecia G2 ou na desistência da crioterapia
nacional e mesmo entre os tratamentos praticados nos
por alopecia. Resultados: Foram incluídas no estudo
centros de uma mesma cidade. Alguns centros ofere-
330 mulheres, sendo 283 com câncer de mama locali-
cem tratamentos acima, igual ou abaixo o padrão das
zado. A taxa global de sucesso com a crioterapia foi de
DTs. Alguns centros oferecem tratamentos equivalen-
63,5%. 188 pacientes (57,0%) fizeram toda a quimiotera-
tes ao padrão da SS, embora a maioria utilize tratamen-
pia com crioterapia de couro cabeludo (G0=27; G1=138;
tos abaixo do padrão nesta comparação. Observamos
G2=23), 72 pacientes (21,8%) desistiram da crioterapia
heterogeneidade nos tratamentos oferecidos em todas
por alopecia G1 ou G2, 51 pacientes (15,4%) desistiram
as regiões do país. Conclusão: Confirmamos que exis-
da crioterapia por queixas não relacionadas à alopecia
tem grandes diferenças no padrão de tratamento sistê-
e 19 pacientes (5,8%) tiveram o tratamento interrompi-
mico oferecido a pacientes no SUS para os 4 tipos mais
do por questões externas, como progressão da doença.
incidentes de câncer entre centros de tratamento do
Além da alopecia, cefaleia e sensação de frio foram mo-
SUS. Além disso, documentamos que os tratamentos
tivos comuns de desistência da crioterapia. Esquemas
oferecidos podem ser de um padrão abaixo daquele
com taxanos sem antraciclinas apresentaram maiores
preconizado pelo MS nas DTs, e abaixo daquele prati-
taxas de sucesso (docetaxel=81,5%, paclitaxel=79,2%).
cado na SS.
Com docetaxel e ciclofosfamida a taxa de sucesso foi de
Contato: VANESSA DE ARAÚJO SILVA 71,9%, enquanto que com doxorrubicina e ciclofosfami-
vdearajosilva@yahoo.com da seguidos por taxanos, a taxa foi de 50%. Conclusão:
A crioterapia de couro cabeludo se mostrou eficaz na

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 80


APRESENTAÇÃO ORAL

I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

preservação de cabelos durante a quimioterapia com R$5767, P = 0,011), com custo maior estimado no CPO.
diversos regimes para câncer de mama, com taxa glo- Os 15 pacientes atendidos no CPO geraram uma eco-
bal de sucesso de 63,5%. Melhora da expectativa do nomia de R$87.886,63 para o SUS, 17,3% do gasto total
paciente quanto à alopecia e o manejo da dor podem se todos os pacientes fosse atendidos pelo sistema pú-
aumentar a adesão à crioterapia. blico. Caso os pacientes atendidos no ambulatório SUS
realizassem o mesmo número de consultas e exames
Contato: GISELLE DE BARROS SILVA
que os do CPC, seriam gastos R$40.686,96 a mais, um
giselle_barros@yahoo.com.br
aumento de 9,7% na despesa pública. Conclusão: De
nosso conhecimento, este é o primeiro estudo brasilei-
ro a demonstrar o valor gerado de economia ao SUS
TEMÁRIO: PULMÃO num centro de pesquisa. Considerando o impacto, caso
CÓDIGO: 60555 replicado a vários centros de pesquisa no Brasil e os
recursos limitados do SUS, a pesquisa clínica deve ser
IMPACTO DA PESQUISA CLÍNICA NA considerado uma prioridade nacional.
REDUÇÃO DE CUSTOS DA ASSISTÊNCIA Contato: MARIA HELENA SOSTRUZNIK
PÚBLICA EM CÂNCER DE PULMÃO NÃO- sandra.assis@flytour.com.br
PEQUENAS CÉLULAS METASTÁTICO NO
BRASIL
Autores: Paulo Ricardo Santos Nunes Filho; Mahira de
TEMÁRIO: PULMÃO
Oliveira Lopes da Rosa; Maria Helena Sostruznik; Carlos
CÓDIGO: 60091
Henrique Escosteguy Barrios; André Poisl Fay; Ana
Caroline Zimmer Gelatti; Gustavo Werutsky;
Instituição: CENTRO DE PESQUISA EM ONCOLOGIA DO
PROFILE OF BRAZILIAN PATIENTS
HOSPITAL SÃO LUCAS RECRUITMENT IN A REAL-WORLD TRIAL
OF OSIMERTINIB FOR ADVANCED EGFR
Introdução: O alto custo do tratamento oncológico é
T790M MUTATION NON-SMALL CELL
desafio para a economia dos países em desenvolvimen-
to, especialmente no sistema único de saúde brasileiro.
LUNG CANCER (NSCLC) PATIENTS
A participação dos pacientes na pesquisa clínica pode Autores: Clarissa Baldotto; Helano Carioca Freitas;
ser uma das estratégias para redução de gastos com Fabio Franke; Giuliano Santos Borges; Marcelo Graziano
Custódio; Gisele Caccia; Cristiane Sansevero; Aknar
tratamento oncológico, ao mesmo tempo que recebem
Calabrich;
terapias de ponta. Objetivo: Estimar a economia gera-
da pelo atendimento de pacientes em centro de pes- Instituição: ASTRA ZENECA
quisa em oncologia (CPO) nos gastos do tratamento Introduction: Osimertinib 80mg once-daily provided
oncológico do Sistema Único de Saúde (SUS). Método: significantly better progression free survival and res-
Estudo retrospectivo que incluiu pacientes com câncer ponse rate (RR) for NSCLC patients with EGFR T790M
de pulmão não-pequenas células metastático que re- resistance mutation, after failure of previous EGFR TKI
ceberam tratamento de 1ª linha entre janeiro de 2014 exposure, compared to chemotherapy (CT). It has been
e maio de 2017 provenientes do ambulatório SUS ou available since 2015 in US and 2016 in Europe, but
através de protocolos de pesquisa do CPO no Hospital not until 2017 in Brazil. Here we report the inclusion
São Lucas da PUCRS. Dados clínicos e procedimentos profile of a Brazilian patient cohort from a real-world
(e.x. número de consultas e tomografias computado- study. Methods: ASTRIS(NCT02474355) is a phase IV,
rizadas) foram obtidos através de prontuário médico multinational, open label clinical trial of osimertinib for
dos pacientes. O valor de cada consulta, tomografia advanced or metastatic T790M mutation NSCLC who
(tórax/abdômen/pelve) e quimioterapia utilizado foi received prior EGFR-TKI and had a PS0-2. Patients with
obtido da tabela SUS disponibilizada pelo Ministério da central nervous system symptomatic disease, history
Saúde. Para análise estatística, foi utilizado o teste U of pneumonitis or prolongation of the QT interval were
de Mann-Whitney para amostras independentes para excluded. Globally 14 countries were involved and spe-
comparação entre ambulatório SUS e CPC. Resultados: cifically in Brazil 14 sites enrolled patients. Data presen-
Um total de 95 pacientes foram incluídos no estudo, ted here refer to the interim analysis of first brazilian
80 (84,2%) SUS e 15 (15,8%) CPO. A idade média foi 63 patients included, when drug was still not approved
anos, 71% tinham adenocarcinoma, 65% PS 0-1. Duran- out of a clinical trial. Results: From August 2015 until
te o tratamento, o custo mediano com consultas por March 2017, a total of 40 patients were included with
paciente foi R$52 no ambulatório versus estimado de a median age of 63.5 years (36-89), 65% female, 75%
R$115 no CPO (P = 0,002) e com tomografias foi R$413 e white, only 7.5% with PS2 and a median follow up of 1.5
R$1241, respectivamente (P = 0,01). Além disso, o custo months. Most patients were initially diagnosed as stage
mediano do tratamento de 1ª linha por paciente foi sig- IIIB/IV (85%). Molecular testing was performed more of-
nificativamente diferente entre os grupos (R$4876 vs. ten in plasma (55%) than in tissue (45%), coming from

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 81


APRESENTAÇÃO ORAL

I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

metastatic site in 52.9% of cases. Roche cobas™ EGFR realizada uma revisão sistemática da literatura para
assay was the preferred test (73%), mostly performed avaliar o impacto do uso de Sunitinibe e Pazopanibe em
by local or central trial referenced laboratories (67.5%). 1a linha para pacientes com câncer renal metastático.
Median duration between molecular assessment and Análise de custo-efetividade foi desenvolvida através de
inclusion was 0.9 month (0-7), with no significant diffe- modelo de Markov na perspectiva do SUS para apre-
rence between samples type. Median duration between sentar a razão de custo-efetividade incremental (RCEI)
diagnosis and enrollment was 28.2 months (8-116). Ele- por ano de vida salvo. Avaliação de impacto orçamentá-
ven patients had been previously exposed to 1st line CT rio foi calculada através de dados epidemiológicos e de
(52.4%), 23.8% to 2nd line and 19% to 3rdline CT. So far custo dos tratamentos disponíveis no Brasil. Resulta-
7 patients (17.5%) experienced at least 1 adverse event, dos: Em comparação ao uso de interferon, o uso de Su-
only 5% leading to dose modification or discontinua- nitinibe ou Pazopanibe foi considerado equivalente, e
tion. Response evaluation was available in 10 patients proporciona aumento de sobrevida global, sobrevida li-
with 70%RR and 90% DCR. Conclusion: Controlled cli- vre de progressão e taxa de resposta em pacientes com
nical trial data may differ from real-world data, espe- câncer renal metastático. No modelo econômico, pa-
cially concerning patient selection. In this trial we report cientes em uso de Interferon obtiveram expectativa de
data from a cohort of Brazilian patients with restricted vida de 2,3 anos. Pacientes tratados com Sunitinibe ou
access to osimertinib and molecular testing. Compared Pazopanibe obtiveram estimativa de 2,84 anos de vida
to clinical trial data these patients received more prior (incremento de 0,45 anos). Com preços de lista oficial, o
anticancer regimens with a longer median time from custo incremental para a incorporação foi de R$ 129 mil
first diagnosis to inclusion. This initial report suggests para Pazopanibe e R$ 211 mil para Sunitinibe, com RCEI
similar clinical activity and toxicity profile. de R$ 58 mil e R$ 95 mil por ano de vida ganho, respec-
tivamente. Conclusão: O uso de inibidores de tirosina
Contato: GISELE CRISTINA VIDAL CACCIA
cinase anti-VEGF em 1ª linha é eficaz e aumenta a so-
marcelo.custodio@astrazeneca.com
brevida de pacientes com câncer renal metastático. No
entanto, sua incorporação no SUS com os preços atuais
não seria uma estratégia custo-efetiva. Uma redução
TEMÁRIO: TUMORES UROLÓGICOS - NÃO PRÓSTATA significativa no preço das drogas seria necessária para
CÓDIGO: 60572 tornar a incorporação custo-efetiva no Brasil.
Contato: ANDRÉ SASSE
SUNITINIBE OU PAZOPANIBE PARA andre.sasse@sonhe.med.br
O TRATAMENTO DE PACIENTES
PORTADORES DE CARCINOMA
DE RIM DE CÉLULAS CLARAS
METASTÁTICO: REVISÃO SISTEMÁTICA, TEMÁRIO: TUMORES TGI SUPERIOR
CÓDIGO: 60062
CUSTO-EFETIVIDADE E IMPACTO
ORÇAMENTÁRIO
VOLUME DE METÁSTASE HEPÁTICA E
Autores: Andre Deeke Sasse; Vivian Castro Antunes de COMORBIDADES CARDIOVASCULARES
Vasconcelos; Adriana Camargo de Carvalho;
ESTÃO ASSOCIADOS COM CARDIOPATIA
Instituição: GRUPO SONHE
CARCINÓIDE.
Introdução: A introdução de terapias alvo mudou o Autores: Marcella Coelho Mesquita; Carolina Alves Costa
prognóstico de pacientes com câncer renal metastático, Silva; Carolina Carvalho Silva; João Evangelista Bezerra
a partir de uma época de tratamentos com Interferon e Neto; Tulio Eduardo Flesch Pfiffer; João Glasberg;
Interleucina, que apresentavam alta toxicidade e baixa Paulo Marcelo Gehm Hoff; Rachel Simões Pimenta
eficácia. No entanto, na saúde pública brasileira o uso Riechelmann;
de Interferon ainda se mantém como tratamento pa- Instituição: HOSPITAL SAÚDE DA MULHER
drão. De forma inovadora, uma avaliação de tecnologias
Introdução: Síndrome carcinóide (SC) ocorre em qua-
foi definida como prioritária pela Sociedade Brasileira
se 30% dos tumores neuroendócrinos (TNE), conse-
de Oncologia Clínica, e uma proposta de incorporação
quente a produção hormonal principalmente de se-
do Ipilimumabe junto ao Comitê Nacional de Incorpo-
rotonina. Uma das mais temidas complicações da SC
ração de Tecnologia de Saúde (CONITEC) foi realizada.
é a cardiopatia carcinóide (CC) que se caracteriza por
Objetivo: Avaliar a eficácia e segurança de Sunitinibe
fibrose de valvas cardíacas direitas, com consequente
e Pazopanibe no tratamento de pacientes com câncer
insufuciência cardíaca direita. Os fatores desencadean-
renal avançado, em primeira linha de tratamento, reali-
tes e relacionados com progressão de CHD são pouco
zar análise de custo-efetividade e avaliação de impacto
compreendidos. Objetivo: Investigar fatores prognós-
orçamentário referentes à incorporação destas tecno-
ticos relacionados com CHD. Método: Estudo retros-
logias no Sistema Único de Saúde (SUS). Método: Foi
pectivo de pacientes (pts) com TNE avançado e SC e/

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 82


APRESENTAÇÃO ORAL

I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica

ou elevação de 5HIAA em urina de 24 horas que reali-


zaram ecocardiografia para pesquisa de CC. CC foi de-
finida como evidência ecocardiográfica de regurgitação
aórtica ou tricúspide moderada a severa. Resultados:
Foram incluídos 42 pacientes de 2009 a 2017: idade
mediana de 54,4 anos (19 – 85), 24 do sexo feminino,
69% com TNE de midgut. A frequência de CC foi 38% (16
pts), a qual não foi associada com idade (p=0,79), sexo
(p=0,38), metastáses ósseas (p=0,66), flushing (p=0,14)
ou presença de diarréia (p=0,53). A mediana do nível de
5HIAA na urina de 24h no diagnóstico de CC foi numeri-
camente maior em pts com CHD, mas sem significância
estatística (p=0,20). CC foi significativamente associada
com maior volume (>50% do parênquima) de metastá-
ses hepáticas [OR 13,86 (2,57 – 74,68); p=0,002]. Tem-
po dos sintomas de SC até o diagnóstico foi borderline
para significância (p=0,08). Quando CC foi considerada
a partir de regurgitação valvar leve, sua frequência foi
de 45% (19 pts) e foi observada associação de CC com
a presença de comorbidades cardiovasculares [OR 6,58
(1,09; 39,78); p=0,040]. Conclusão: CC foi frequente en-
tre pacientes com SC tratados no setor público. Nosso
trabalho mostrou que alto volume de metastáses hepá-
ticas e, possivelmente, tempo maior dos sintomas até
o diagnóstico de TNE foram associados com CC. Resul-
tados: sugerem que atraso no diagnóstico afeta negati-
vamente tais pts, aumentando o risco de complicações
cardiovasculares. A presença de comorbidades cardio-
vasculares surge como potencial fator de predisposição
para CHD.
Contato: MARCELLA COELHO MESQUITA
cellamesquita@yahoo.com.b

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 83


APRESENTAÇÃO ORAL E POSTER

I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

TEMÁRIO: ONCOGINECOLOGIA TEMÁRIO: TRATO GASTROINTESTINAL ALTO


CÓDIGO: 59692 CÓDIGO: 59413

AVALIAÇÃO DA ACURÁCIA AVALIAÇÃO DA INFECÇÃO PELO VÍRUS


DIAGNÓSTICA DA BIÓPSIA DE DE EPSTEIN-BARR, INSTABILIDADE
CONGELAÇÃO EM DIFERENTES SÍTIOS DE MICROSSATÉLITE E EXPRESSÃO
ANATÔMICOS DE PD-L1 NOS ADENOCARCINOMAS
Autores: Rafael Palmeira Santana; Nivaldo Sobral de GÁSTRICOS: ASPECTOS CLÍNICO-
Morais; Yves Renan de Santana Samary; Artur Licio PATOLÓGICOS E PROGNÓSTICOS
Rocha Bezerra; Daniela Takano; Autores: Marina Alessandra Pereira; Marcus Fernando
Instituição: FACULDADE PERNAMBUCANA DE SAÚDE Kodama Pertille Ramos; Sheila Friedrich Faraj; Osmar
Kenji Yagi; Andre Roncon Dias; Bruno Zilberstein; Ivan
Introdução: O processo de inversão da pirâmide etária
Cecconello; Evandro Sobroza de Mello; Ulysses Ribeiro
trouxe diversas consequências a saúde pública brasilei- Junior;
ra, dentre elas o aumento da incidência de neoplasias
Instituição: FACULDADE DE MEDICINA DA USP –
na população. As neoplasias malignas são considera-
INSTITUTO DO CÂNCER
das uma das principais causas de mortalidade na popu-
lação idosa e a biópsia de congelação é um importante Introdução: Baseado em estudos de perfil de expres-
método nas patologias cirúrgicas oncológicas pois for- são gênica, o câncer gástrico (CG) foi categorizado re-
nece informações intraoperatórias, como presença de centemente em subtipos moleculares, os quais incluem
malignidade, estadiamento e margens em órgãos e te- tumores Epstein-Barr (EBV)-positivo e microssatélite
cidos. Esta técnica precisa ter boa acurácia pois permi- instável (MSI). A definição destes, além de fornecer
te planejamento e condução terapêutica do paciente. maiores informações prognósticas, permite a identifi-
Objetivo: Avaliar a acurácia da biópsia de congelação cação de vias moleculares envolvidas na progressão tu-
em múltiplos órgãos e analisar possíveis fatores que moral e potenciais alvos terapêuticos. Nesse contexto,
podem interferir nessa acurácia. Método: Foi realizado a identificação de biomarcadores como o PD-L1 pode
um estudo retrospectivo em um período de seis anos auxiliar na estratificação dos pacientes e adoção de te-
(entre janeiro de 2011 e março de 2016) em um hos- rapia personalizada. Objetivo: Avaliar a presença do
pital de ensino da cidade do Recife. Os resultados das EBV, MSI e expressão de PD-L1 no CG e suas relações
biópsias de congelação foram comparados com os lau- com características clínicopatológicas e prognósticas.
dos da parafina e classificados como concordantes ou Método: Foram avaliados retrospectivamente 287 pa-
discordantes. Os casos discordantes foram revistos por cientes com CG submetidos à gastrectomia com linfade-
patologista e subdivididos em falso positivos e falso ne- nectomia através da construção de tissue microarray.
gativos. Possíveis causas para a discordância dos exa- A expressão das proteínas de reparo do DNA (MLH1,
mes foram analisadas. Resultados: Foram analisadas MSH2, MSH6, PMS2) e de PD-L1 foram avaliadas por
1226 peças cirúrgicas, das quais 1181 (96, 33%) foram imuno-histoquímica. O EBV foi detectado por hibridiza-
concordantes e 45 (3,67%) discordantes. O sítio anatô- ção in situ. Resultados: A presença de infecção por EBV
mico no qual mais se realizou biópsias de congelação e MSI foi identificada em 10,5% e 27% dos pacientes,
foi o ovário (335 casos / 27, 3%) com acurácia de 94,6%. respectivamente. A maioria dos CG com MSI apresenta-
Após reavaliação dos discordantes, 4 casos foram re- ram perda simultânea da expressão de MLH1 e PMS-2
classificados como concordantes e 2 foram avaliados (60%). A positividade para EBV foi mais frequente em
como amostras insuficientes. Avaliando os 39 casos dis- homens (p=0,032), tumores proximais (<0,001), Lauren
cordantes, 6 (15, 4%) foram falsos positivos e 33 (84,6%) indeterminado/intestinal (p<0,001), pouco diferencia-
foram falsos negativos. A estrutura que mais apresen- do (p=0,043) e com acentuado infiltrado inflamatório
tou resultado falso positivo foi o linfonodo sentinela (p<0,001). Os CG MSI foram associados à idade mais
mamário (3/50%), enquanto que o ovário foi o órgão avançada (p=0,002), localização distal (p=0,004), baixa
com mais resultados falso negativos com 17 amostras incidência de metástase linfonodal (LNM) (p=0,024), in-
que apresentaram 51,51% de todos os casos negativos. filtração linfática (p=0,039) e estádio menos avançado
As possíveis causas para a discordância foram tama- (p=0,020). A expressão do PD-L1 foi vista em 8, 8% dos
nho da amostra, limitação do método, complexidade casos, com predomínio nas células tumorais (PD-L1TU)
do diagnóstico e presença de micrometástases. Con- (6, 3%). CG PD-L1TU(+) foram associados ao tipo inde-
clusão: A biópsia de congelação é um método que pos- terminado de Lauren (p<0,001), pouco diferenciados
sui uma alta acurácia e pode ajudar no planejamento (p=0,015) e a presença de acentuado infiltrado infla-
terapêutico intraoperatório dos pacientes com câncer. matório (p=0,010). A expressão de PD-L1 foi associa-
A acurácia de 96, 3% encontrada neste estudo é seme- da à infeção por EBV (p<0,001). Entre os CG PD-L1(+),
lhante à literatura especializada. 50% eram EBV(+) e 27% MSI. Na análise de sobrevida,
CG com MSI foram associados a melhor sobrevida li-
Contato: RAFAEL PALMEIRA SANTANA –
vre de doença (SLD) (p=0,011). Enquanto pior SLD foi
rafaelpalmeira89@gmail.com
observada nos casos com LNM PD-L1TU(+) comparado
aos PD-L1TU(-) (p=0,049). Conclusão: A MSI foi signifi-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 84


APRESENTAÇÃO ORAL E POSTER

I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

cantemente associada a melhor SLD, confirmando sua Com um tempo de seguimento mediano de 42 meses, a
utilização como marcador prognóstico no CG. Tumores sobrevida global (SG) mediana não foi alcançada e a so-
EBV(+) foram associados à expressão de PD-L1, suge- brevida livre de doença (SLD) mediana foi de 18 meses.
rindo que a identificação de subgrupos pode auxiliar na SG e SLD em 5 anos foram respectivamente 76.9% e
indicação à terapia direcionada. 28.3%. Não houve diferença de sobrevida a longo prazo
entre os tumores de cólon direito e esquerdo nesta sé-
Contato: MARCUS FERNANDO KODAMA PERTILLE
rie (5 anos D x E – SG: 72.9% x 77.7, p=0.992/ SLD: 34.4%
RAMOS – marcuskodama@hotmail.com
x 28.5%, p=0.327), mesmo quando ajustamos para o
intervalo livre de doença e valor do CEA. Conclusão: A
lateralidade de origem dos adenocarcinomas colônicos
TEMÁRIO: TUMORES HEPATOBILIOPANCREÁTICOS não parece influenciar a sobrevida a longo prazo dos
CÓDIGO: 60852 pacientes com metástases hepáticas exclusivas resse-
cadas.
CÓLON DIREITO X ESQUERDO: ANÁLISE Contato: MARCIO CARMONA MARQUES –
DE UMA COORTE RETROSPECTIVA dr.marciocarmona@gmail.com
DE PACIENTES COM METÁSTASE
HEPÁTICAS RESSECADAS
Autores: Márcio Carmona Marques; Heber Salvador
TEMÁRIO: ONCOLOGIA CUTÂNEA
de Castro Ribeiro; Wílson Luiz da Costa Jr; Alessandro
Landskron Diniz; André Luiz de Godoy; Igor Correia de CÓDIGO: 60392
Farias; Antonio Moris Cury Filho; Felipe José Fernández
Coimbra; DRENAGEM MÚLTIPLA LINFONODAL
Instituição: HOSPITAL ALEMÃO OSWALDO CRUZ EM PACIENTES COM MELANOMA:
IMPLICAÇÕES PROGNÓSTICAS
Introdução: Trabalhos recentes tem sugerido que a
lateralidade de origem dos adenocarcinomas de cólon Autores: Eduardo Doria Filho; Paulo Miranda Brandão;
Mariana de Petaccia Macedo; Clóvis Antônio Lopes
metastáticos é um fator preditor independente de so-
Pinto; Ivan Dunshee de Abranches Oliveira Santos Filho;
brevida a longo prazo, porém nenhum trabalho até o
Eduardo Bertolli; João Pedreira Duprat Neto;
momento avaliou o impacto deste fator num grupo de
Instituição: A.C. CAMARGO CANCER CENTER
pacientes com metástases hepáticas ressecadas. Obje-
tivo: Comparar as características clínico-patológicas e Introdução: Estima-se que a presença de drenagem
a sobrevida a longo prazo dos paciente com metástase múltipla linfonodal (DML) na pesquisa do linfonodo
hepáticas colo-retais (MHCR) de acordo com a latera- sentinela (LNS) ocorra em 20% dos pacientes com me-
lidade do tumor primário. Método: Esta é um análise lanoma cutâneo. O seu impacto como fator prognóstico
retrospectiva dos pacientes com MHCR operados entre é ainda um tema controverso na literatura. Objetivo:
1998 e 2012 em uma única instituição. Foram incluídos Avaliar o impacto da DML como fator prognóstico. Mé-
pacientes em que foi possível a caracterização da ori- todo: Análise retrospectiva de pacientes com melano-
gem do tumor primário. Pacientes com tumores de reto ma submetidos à pesquisa de LNS entre o período de
foram excluídos. Caracterizamos como tumores de có- 2000 a 2015. DML foi definida como drenagem para
lon direito aqueles localizados até o transverso médio, mais de uma base linfonodal a partir dos achados da
tendo em vista a origem embriológica comum, e, por linfocintilografia pré-operatória. Resultados: Foram
sua vez, cólon esquerdo, aqueles localizados da flexura identificados 220 casos (18%) de DML. Em relação a
esplênica até o sigmoide. Resultados: No período do positividade do LNS, não houve associação entre DML
estudo, 151 pacientes preencheram os critérios de in- e pacientes com base de drenagem linfonodal única
clusão, sendo 27 com tumores de cólon direito e 124 (DLU) (p 0,336). Também não houve diferença de recidi-
com tumores de cólon esquerdo. Não houve diferença va linfonodal entre os grupos estudados (p 0,619). Ana-
estatisticamente significante em relação ao sexo, ida- lisando-se o subgrupo de pacientes com LNS positivo,
de, classificação ASA, metástases linfonodais no tumor evidenciou-se associação entre DLU e recidiva linfono-
primário, número de nódulos hepáticos, diâmetro do dal (p < 0,001 OR 1,31 CI 0,038 – 0,451), não ocorrendo o
maior tumor hepático, distribuição das lesões (unilobar mesmo no grupo DML (p 0,307). Conclusão: A DML não
x bilobar), ressecabilidade ao diagnóstico, presença de demonstrou ser um fator prognóstico para positividade
doença extra-hepática, exposição à quimioterapia pré- de LNS. Não houve relação com recidiva linfonodal em
-operatória e margem de ressecção assim como sítio comparação com o grupo DLU, ainda que possa haver
de recorrência pós-hepatectomia. Entretanto, no grupo diferença no subgrupo de pacientes com LNS +.
de pacientes com tumores de cólon esquerdo, houve
Contato: EDUARDO DORIA PINTO RODRIGUES DA
mais pacientes com tumores sincrônicos (67.7% x 6.2%,
COSTA FILHO – eduardo.doriafilho@gmail.com
p=0.026) e a média do valor do CEA foi maior (221,6 x
23,7 ng/mL, p=0.001), além de uma proporção menor
de paciente K-Ras mutados (18.9% x 70.0%, p=0.004).

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 85


APRESENTAÇÃO ORAL E POSTER

I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

TEMÁRIO: TRATO GASTROINTESTINAL ALTO entre 2000 e 2015. Resultados: No período analisado,
CÓDIGO: 60773 do total de 1223 pacientes submetidos à BLS, 64 (5, 2%)
tiveram linfonodos sentinela de intervalo. 48 (77, 4%) es-
EPIGENETIC REGULATION OF CANCER tavam localizados na cadeia poplítea, 5 (7, 8%) na mama
SELF-RENEWAL DIFFERS BETWEEN e tórax, 4 (6, 4%) na cadeia epitroclear ou planos mus-
PANCREATIC AND THYROID TUMORS culares profundos do braço e os demais 4 em outras
localizações. Independente das características patoló-
Autores: Ramon Andrade De Mello; Ines Faleiro; Aryeh
Price; Vânia Palma Roberto; Uri Tabori; Joana Dias gicas da lesão primária, melanoma dos membros (OR
Apolónio; Pedro Castelo-Branco; 10,61 [4,22 – 26, 63], p < 0,0001) e o subtipo acral (OR
Instituição: INSTITUTO DE ONCOLOGIA E HOSPITAL 3,49 [1,85 – 6, 57], p < 0,0001) foram mais associados
JORGE VALENTE, SALVADOR, BRASIL; UNIVERSIDADE DO a linfonodos sentinela de intervalo. Dos 64 pacientes,
ALGARVE, PORTUGAL 14 (21,9%) tiveram positividade na BLS, sendo 5 desses
com linfonodos de intervalo positivos (4 poplíteos e 1
Background: A defining feature of cancer cells is repli-
no tronco). Na linfadenectomia complementar, apenas
cative immortality attained by telomere maintenance.
2 casos tiveram positividade de linfonodo não sentine-
Telomerase reactivation in cancer is intimately related
la, ambos em cadeias maiores. 2 casos foram subme-
with expression of the telomerase reverse transcriptase
tidos a linfadenectomia poplítea e inguinal, sem novos
(TERT) gene, which also serves as a prognostic factor.
linfonodos positivos. Dos 3 casos que se submeteram
Aim: We investigate the methylation of a specific region
apenas a linfadenectomia do sítio de intervalo, um de-
in the TERT promoter, termed TERT Hypermethylated
senvolveu recorrência nodal tardia, porém na cadeia
Oncologic Region (THOR). Materials & Methods: We
linfonodal maior. Pacientes com drenagem de intervalo
assessed the methylation status of THOR using The
desenvolveram recorrência mais precoce (18 x 31,4 me-
Cancer Genome Atlas (TCGA) data on cohorts of pan-
ses; p 0,001), assim como apresentaram mortalidade
creatic adenocarcinoma (n=194 patients) and thyroid
relacionada a melanoma mais cedo (31,6 x 40 meses;
carcinoma (n=571 patients). Results: THOR was signifi-
p 0,039). Conclusão: A drenagem para linfonodo sen-
cantly hypermethylated in malignant cancer when com-
tinela de intervalo foi relacionada com recorrência e
pared to benign adjacent tissue in pancreatic cancer
mortalidade mais precoce associado ao melanoma no
(p<0.0001), but not in thyroid cancer. In pancreatic can-
nosso estudo.
cer, THOR hypermethylation could also distinguish nor-
mal tissue from early stage I disease and is associated Contato: PAULO HENRIQUE DOMINGUES MIRANDA
with worse prognosis. Conclusion: These preliminary BRANDÃO – mirandaphd@hotmail.com
findings indicate that THOR can discriminate aggressi-
ve tumors from non-aggressive ones, and support the
diagnostic and prognostic value of THOR in pancreatic
cancer. TEMÁRIO: TUMORES HEPATOBILIOPANCREÁTICOS
CÓDIGO: 61668
Contato: RAMON ANDRADE BEZERRA DE MELLO –
ramondemello@gmail.com METÁSTASES HEPÁTICAS DE CÂNCER
COLORETAL COMO FONTE DE
REMETÁSTASES – A IMPORTÂNCIA
TEMÁRIO: ONCOLOGIA CUTÂNEA PROGNÓSTICA DOS GRUPAMENTOS
CÓDIGO: 60238 POUCO DIFERENCIADOS,
BROTAMENTOS TUMORAIS E OUTROS
LINFONODO SENTINELA DE FATORES ANATOMOPATOLÓGICOS
INTERVALO: FATOR PREDITIVO EM Autores: Gilton Marques Fonseca; Evandro Sobroza de
MELANOMA? Mello; Sheila Friedrich Faraj; Jaime Arthur Pirola Kruger;
Fabricio Ferreira Coelho; Vagner Birk Jeismann; Ivan
Autores: Paulo Henrique D Miranda Brandão; Eduardo
Cecconello; Paulo Herman;
Doria Filho; Mariana de Petaccia Macedo; Clovis Antonio
Lopes Pinto; Ivan Dunshee de Abranches Oliveira Instituição: HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE
Santos Filho; Eduardo Bertolli; João Pedreira Duprat MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Neto; Introdução: Ressecção hepática é o melhor tratamento
Instituição: A.C. CAMARGO CANCER CENTER para metástases hepáticas de câncer colorretal (MHC-
Introdução: Em pacientes que se submetem à biópsia CR), com recidiva de 60-70%. Os brotamentos tumorais
de linfonodo sentinela (BLS) podemos encontrar linfo- (BT) e grupamentos pouco diferenciados (GPD), são
nodos de intervalo e drenagem para cadeias menores. fatores prognósticos para o câncer colorretal, mas sua
No entanto, a importância clínica desses achados ainda presença e importância nas MHCCR ainda não foram
é incerta. Objetivo: Avaliar desfechos clínicos em pa- estudadas. Objetivo: Avaliar a presença dos BT e GPD
cientes com achados de linfonodos sentinela de inter- nas MHCCR, determinar sua importância prognóstica
valo. Método: Análise retrospectiva de pacientes sub- e relação com outros fatores patológicos. Método: Fo-
metidos à BLS em uma instituição do sudeste do Brasil ram retrospectivamente avaliados 229 pacientes sub-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 86


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metidos a ressecção de MHCCR com intuito curativo, de analisada uma série de 195 pacientes tratadas entre Ja-
janeiro/2000 a junho/2014. Nos espécimes cirúrgicos neiro de 2013 e Abril de 2017, que foram submetidas a
das MHCCR ressecadas foi realizada análise anatomo- pesquisa do LNS com injeção cervical do marcador azul
patológica em lâminas coradas em hematoxilina e eo- patente (n=184) ou indocianina verde (n=11). Oitenta
sina (HE), para avaliação dos BT, GPD, infiltrado infla- e seis pacientes (44,1%) eram de alto risco e 109 (55,
matório peritumoral, presença de pseudocápsula e tipo 9%) de baixo risco. Resultados: A idade mediana foi
de borda; e por imuno-histoquímica, por anticorpos 60,2 anos. 45 (23,1%) das pacientes foram submetidas
anti AE1/AE (BT e GPD), anti-D2-40 (invasão linfática) a laparotomias e 150 (76, 9%) a cirurgias minimamen-
e anti-CD34 (invasão venosa portal). Foram analisadas te invasivas. 62 (31,8%) casos tiveram linfadenectomia
variáveis clínicas e prognóstico. Resultados: O segui- pélvica, 65 (33,3%) pélvica e retroperitoneal e 68 (34,9%)
mento médio após a hepatectomia foi de 43 meses. A somente pesquisa do LNS. Em 85, 6% dos casos hou-
sobrevida global (SG) e livre de doença (SLD) em 1,3 e ve detecção do LNS e a detecção bilateral foi em 60%
5 anos foram de, respectivamente, 94%, 66% e 45% e dos casos. A mediana de LNS detectados foi 2 (1-8) por
53%, 31% e 29%. Os BT estiveram presentes em 61% paciente. Nos casos de baixo risco, somente 2 casos
dos pacientes na avaliação pelo AE1/AE3 e em 48, 9% (1,8%) tiveram LNS positivos e ambos por micrometás-
pelo HE, enquanto os GPD estiveram presentes em 57% tase diagnosticada após imuno-histoquímica (IHC). No
dos casos por AE1/AE3 e em 49% pelo HE. Na análise grupo de alto risco, 22 (25.6%) tiveram LNS comprome-
univariada, BT e GPD grau 3 (>9 GPD) por AE1/AE3 e tidos, sendo 5 (5, 8%) células isoladas tumorais (ITC), 7
HE mostraram significância prognóstica. Na análise (8, 1%) micrometastasis e 10 (11,6%) macrometástases
múltipla, fatores independentes para sobrevida global – 9/22 (40,9%) das metástases no LNS foram diagnosti-
foram: presença de GPD grau 3 (pelo HE), presença de cadas apenas após IHC. Houveram 2 casos de falso ne-
pseudocápsula, invasão venosa portal e presença de >3 gativo (linfonodo não sentinela positivo ipsilateral). Das
nódulos. Fatores independentes para SLD foram: GPD 164 pacientes com histologia endometrióide, 17 (11,3%)
grau 3 (HE), quimioterapia prévia, presença de >3 nó- tiveram LNS comprometido e em 8 (47, 1%) casos a me-
dulos, infiltrado inflamatório peritumoral ausente/leve, tástase foi encontrada apenas após IHC. A sensibilidade
invasão venosa portal e borda infiltrativa. BT e GPD global encontrada foi de 92,3%, VPN de 98.6%, falso ne-
não estiveram associados à recidiva hepática. BT foram gativo de 7.6% (2/26) e valor preditivo de falso negativo
associados: aos GPD, MHCCR sincrônicas, tumores até de 1.2% (2/171). Conclusões: A pesquisa do LNS é uma
5 cm, ausência de pseudocápsula, borda infiltrativa e técnica segura e acurada no estadiamento do câncer
presença de invasão venosa portal. GPD foram associa- do endométrio e aumenta a taxa global de detecção de
dos: aos BT, infiltrado inflamatório peritumoral ausen- metástases linfonodais em 5, 6% após IHC.
te/leve, ausência de pseudocápsula e borda infiltrativa.
Contato: GLAUCO BAIOCCHI NETO – glbaiocchi@
Conclusão: BT e GPD são frequentes nas MHCCR e, na
yahoo.com.br
análise univariada, são fatores prognósticos na SG e
SLD e associados à recidiva extra-hepática. A presença
de GPD grau 3 (HE) é fator prognóstico independente
na SG e SLD, sugerindo que este é um mecanismo de TEMÁRIO: TRATO GASTROINTESTINAL ALTO
disseminação tumoral na MHCCR. CÓDIGO: 60014
Contato: GILTON MARQUES FONSECA – MEDGILTON@
YAHOO.COM.BR RELAÇÃO NEUTRÓFILOS/LINFÓCITOS
COMO FATOR PROGNÓSTICO
EM PACIENTES SUBMETIDOS À
GASTRECTOMIA POR CÂNCER GÁSTRICO
TEMÁRIO: ONCOGINECOLOGIA
Autores: Daniel José Szor; André Roncon Dias; Marcus
CÓDIGO: 60877
Fernando Kodama Pertille Ramos; Marina Pereira;
Osmar Kenji Yagi; Bruno Zilberstein; Ulysses Ribeiro
PESQUISA DO LINFONODO SENTINELA Junior; Ivan Cecconello;
NO ESTADIAMENTO DO CÂNCER DO Instituição: HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE
ENDOMETRIO DE SÃO PAULO
Autores: Glauco Baiocchi; Henrique Mantoan; Lillian Introdução: O câncer gástrico é uma das neoplasias só-
Yuri Kumagai; Levon Badiglian-Filho; Alexandre Andre
lidas mais frequentes com prognóstico estimado após a
Balieiro Anastacio da Costa; Ademir Narciso de Oliveira
ressecção cirúrgica mediante análise histopatológica da
Menezes; Louise De Brot; Carlos Chaves Faloppa;
peça anatômica. Há espaço para melhora na acurácia
Instituição: A.C. CAMARGO CANCER CENTER
do estadiamento clínico e exames como os marcadores
Objetivo: Determinar a taxa de detecção, sensibilidade séricos ganham importância. A inflamação é reconheci-
e valor preditivo negativo (VPN) da pesquisa do linfono- da como participante no desenvolvimento das neopla-
do sentinela (LNS) no câncer do endométrio de baixo sias e sua mensuração por meio das células inflamató-
risco e alto risco (endometrióide grau 3, seroso, células rias circulantes pode demonstrar o status inflamatório
claras, carcinossarcoma, invasão miometrial profunda sistêmico e indiretamente refletir a gravidade e o prog-
ou presença de invasão angiolinfática). Método: Foi nóstico de uma neoplasia. A mensuração da inflamação

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 87


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sistêmica, através da relação neutrófilo:linfócito (NLR) TEMÁRIO: ONCOGINECOLOGIA


ganha importância e sentido. Sua associação com exa- CÓDIGO: 60880
mes de estadiamento clássicos aumentaria a acurácia
diagnóstica, otimizando o tratamento. Diversos traba- TAMANHO DA METÁSTASE DO
lhos na literatura, inclusive com meta-análises, compro- LINFONODO SENTINELA E RISCO
vam a associação de valores elevados da relação NLR DE METÁSTASE PARA LINFONODO
com pior prognóstico em pacientes com diferentes ti- NÃO SENTINELA NO CÂNCER DO
pos de neoplasias sólidas (ex. pulmão, cólon, pâncreas, ENDOMÉTRIO
estômago). Poucos estudos foram publicados relacio-
Autores: Glauco Baiocchi; Henrique Mantoan; Lillian Yuri
nando NLR com prognóstico em pacientes submetidos
Kumagai; Levon Badiglian-Filho; Louise De Brot; Carlos
à ressecção curativa. Objetivo: Avaliar se valores ele- Chaves Faloppa; Alexandre Andre Balieiro Anastacio da
vados de NLR se relacionam com maior mortalidade Costa;
após gastrectomia curativa. Método: Foram estudados
Instituição: A.C. CAMARGO CANCER CENTER
retrospectivamente 454 pacientes com diagnóstico de
adenocarcinoma gástrico comprovado por análise his- Objetivo: Avaliar o tamanho da metástase do linfo-
tológica submetidos à gastrectomia com linfadenecto- nodo sentinela (LNS) e o risco de metástase para linfo-
mia com intuíto curativo entre os anos de 2009 a 2016. nodo não sentinela (N-LNS) no câncer do endométrio.
O cálculo da relação neutrófilos:linfócitos foi realizado Método: Foram avaliadas 195 pacientes submetidas a
com valores obtidos no momento do diagnóstico, sem pesquisa do linfonodo sentinela no período de Janeiro
nenhum tipo de intervenção terapêutica. Resultados: de 2013 a Abril de 2017. Foi realizada injeção cervical
Foram avaliados 454 pacientes (267 sexo masculino), do marcador azul patente (n=184) ou indocianina verde
com média de idde de 62,8 anos (22-94 anos). O valores (n=11). Oitenta e seis pacientes (44,1%) pacientes eram
médio de NLR foi de 2,67 (0,27-34). O seguimento mé- de alto risco (endometrióide grau 3, seroso, células
dio foi de 29, 3 meses (1-92 meses). A mediana calcula- claras, carcinossarcoma, invasão miometrial profunda
da foi de 1,9. Utilizando-se esse valor como cutoff, 264 ou presença de invasão angiolinfática). Resultados: 62
(58, 14%) pacientes apresentaram valores acima com (31,8%) casos foram submetidas a linfadenectomia pél-
sobrevida livre de doença (SLD) e sobrevida global (SG) vica, 65 (33,3%) pélvica e retroperitoneal e 68 (34,9%)
média de 25, 9 meses e 28, 3 meses, respectivamen- somente pesquisa do LNS. Houve detecção do LNS em
te. Nos 190 (41,85%) pacientes com NLR < 1,9, a SLD e 85, 6% dos casos e a bilateral em 60%. A mediana de
SG foram 28, 1 meses e 30,7 meses, respectivamente. LNS detectados foi 2 (1-8) por paciente. Nos casos de
Conclusão: As relações podem ser obtidas de forma baixo risco, somente 2 casos (1,8%) tiveram LNS posi-
não invasiva, rápida e com baixo custo. demonstrando tivos e ambos por micrometástase diagnosticada após
intima relação com o prognóstico do paciente. Valores imuno-histoquímica (IHC). No grupo de alto risco, 22
altos indicam menor sobrevida global e sobrevida livre (25.6%) tiveram LNS comprometidos, sendo 5 (5, 8%)
de doença. células isoladas tumorais (ITC), 7 (8, 1%) micrometas-
tasis e 10 (11,6%) macrometastasis. 9/22 (40,9%) das
Contato: DANIEL JOSÉ SZOR – danszor@gmail.com
metástases do LNS foram diagnosticadas apenas após
IHC. A mediana de LNS positivos foi 1,5 (1-8). Seis (25%)
casos tiveram N-LNS positivo, com mediana de 7 N-LNS
positivos (3-23). Considerando o tamanho da metástase
do LNS, foi encontrada metástase para N-LNS no caso
de ITC em nenhum caso (0/5), 11% (1/9) no caso de mi-
crometástase e em 50% (5/10) nas macrometástases.
Conclusões: O tamanho da metástase para o LNS rela-
cionou-se com o risco de metástase para o N-LNS. Ne-
nhum caso com ITC apresentou metástase para N-LNS.
Contato: GLAUCO BAIOCCHI NETO – glbaiocchi@
yahoo.com.br

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 88


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TEMÁRIO: OUTROS E MISCELÂNIA A EXENTERAÇÃO PÉLVICA PARA


CÓDIGO: 59487
TUMORES DE RETO É SEGURA PARA
PACIENTES PALIATIVOS ?
A DEPRESSÃO EM PACIENTES
Autores: Tiago Santoro bezerra; Samuel Aguiar Junior;
ONCOLÓGICOS ademar lopes; paulo Roberto stevanato; Ranyel
Autores: Isabela Coelho Guimarães; Bruna Teixeira matheus Spencer spencer;
Marques; Luiza Oliveira Batista; Paulo Eduardo Martin Instituição: A.C. CAMARGO CANCER CENTER
Pedroso; Eleonora de Salles e Silva; Bernardo Gabriel
Corrêa Alba; Introdução: A incidência do câncer colorretal perma-
Instituição: ESCOLA DE MEDICINA SOUZA MARQUES nece alta, com uma estimativa de 30.140 casos novos
casos por ano e responsável por 13.344 mortes anu-
Introdução: A depressão é a condição psiquiátrica mais
almente. Dos pacientes que são submetidos à cirurgia
recorrente entre pacientes com câncer. Seu diagnóstico
radical por câncer retal, cerca de 33% vão apresentar
em pacientes com câncer é dificultado por fatores como
recidiva locorregional e desses, cerca de 50% vão apre-
a limitação de tempo para investigar as condições psi-
sentar recidiva local exclusiva A muito pouco na litera-
cológicas dos pacientes, a tendência dos profissionais
tura em relação a taxas de complicação e mortalidade
de saúde em subestimar os sintomas como condições
em se tratando de pacientes metastáticos e ou com
geradas pelo próprio câncer, a tendência de pacientes
indicação paliativa, sendo geralmente critérios de ex-
acometidos a não buscar tratamento devido à própria
clusão. A cirurgia paliativa tem sua indicação para ten-
condição psiquiátrica e o aumento de custo que as te-
tar melhorar a qualidade de vida do paciente visto que
rapias psiquiátricas demandam. Pacientes com depres-
muitas vezes recidiva pélvica e seus sintomas (infecção,
são tendem a não aderir aos tratamentos contra o cân-
fistula, dor e sangramento) são de difícil manejo clinico.
cer, o que resulta em uma pior qualidade de vida e um
Objetivo: comparar a morbimortalidade dos pacientes
prognóstico pior, com aumento do tempo de hospitali-
com indicação curativa com aqueles de indicação pa-
zação e aumento da mortalidade. Objetivo: Evidenciar
liativa de paciente submetidos a exenteração pélvica
a importância da observação dos fatores de risco para
como modalidade terapêutica. Método: É um estudo
o desenvolvimento de depressão em pacientes oncoló-
observacional longitudinal retrospectivo tipo corte em
gicos, visando rastrear essa alteração psiquiátrica pre-
pacientes submetidos à exenteração pélvica como tra-
cocemente. Método: Este estudo constitui uma revisão
tamento de carcinoma de reto localmente avançado
de literatura. Os artigos foram selecionados através de
ou recidivado em uma única instituição no período de
busca nos bancos de dados Scielo e Ebsco, a partir da
2000 a junho de 2013 Resultados: foram identificados
fonte Medline, e de periódicos da revista JCO. A pesqui-
104 pacientes submetidos a exenteração pélvica sen-
sa dos artigos aconteceu entre janeiro e julho de 2016.
do em 82%(86) das cirurgias a intenção foi curativa e
Resultados: Apesar do aumento do número de estu-
em 18%(17) em caráter paliativo, Pacientes cujo intuído
dos, ainda não chegaram a conclusões quanto à melhor
paliativo exclusivo apresentaram um percentual maior
forma de tratamento da depressão nesses pacientes,
de complicações graves (45% vs 53%), porém essa dife-
sendo necessária uma extensa investigação clínica indi-
rença não foi estatística, não sendo um fator preditivo
vidualizada para encontrar a opção mais adequada às
de complicação grave nesse estudo (que foram – qui-
necessidades de cada paciente. Conclui-se que a obser-
mioterapia prévia ASA 3/4 e hemotranfusão) . E como
vação desses pacientes oncológicos e a escolha do me-
era de se esperar esses pacientes apresentaram uma
lhor método para rastrear essa condição psiquiátrica
sobrevida reservada de 10,625 meses contra 48.553 da
precocemente é muito importante, considerando que
série apresentando um risco relativo de 3.3654 (interva-
as psicoterapias têm mostrado melhora na qualidade
lo de confiança 1,459 7,763) com p de 0,0026. Conclu-
de vida, aumento da sobrevida e redução dos sintomas
são: Apesar do prognostico reservado desses pacientes
da depressão nos pacientes. Conclusão: A depressão
como se trata de uma cirurgia para alivio de sintomas
em pacientes oncológicos implica na menor adesão aos
ela pode ser realizada com taxas de complicações simi-
tratamentos antineoplásicos, resultando em um pior
lares aos pacientes curativos.
prognóstico. Assim, o rastreamento precoce dessa con-
dição psiquiátrica, seguido de um tratamento adequa- Contato: TIAGO SANTORO BEZERRA - tiagosantoro@
do, é de suma importância para esses pacientes. me.com

Contato: WIVIAN LOPES DO ESPIRITO SANTO – lopes.


wivian@gmail.com
TEMÁRIO: OUTROS E MISCELÂNIA
CÓDIGO: 62002

TEMÁRIO: TUMORES COLORETAIS E CANAL ANAL


A EXPERIÊNCIA DO CIRURGIÃO
CÓDIGO: 61755
E A FREQUENCIA SEMANAL DE

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 89


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IMPLANTAÇÃO DE CTI TÊM IMPACTO


NAS COMPLICAÇÕES PER E PÓS
OPERATÓRIAS TEMÁRIO: ONCOGINECOLOGIA
Autores: Gustavo Henrique Machado; Guilherme CÓDIGO: 61736
Cordellini da Silva; Flávia Coelho Faust; Fernando
Espírito Santo Cruz; Nathalia Kolb; Audrey Tieko A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO
Tsunoda; MOLECULAR ATRAVÉS DA PESQUISA
Instituição: HOSPITAL ERASTO GAERTNER; INSTITUTO DE VARIANTES PATOGÊNICAS
DE ONCOLOGIA DO PARANÁ; UNIVERSIDADE POSITIVO;
HOSPITAL MARCELINO CHAMPAGNAT
GERMINATIVAS NOS GENES BRCA1 E
BRCA2 EM PACIENTES COM CÂNCER
Introdução: Pacientes que necessitam de quimiote- DE OVÁRIO ATENDIDAS NO SUS DE
rapia endovenosa prolongada podem necessitar fazer
PERNAMBUCO
uso de Cateter Totalmente Implantável (CTI). Contudo,
a implantação e manutenção estão sujeitas a complica- Autores: Vandré Cabral Gomes Carneiro; Thales Paulo
Batista; Manoel Rodrigues de Andrade Neto; Carla
ções. O intervalo entre a implantação e o primeiro uso
Rameri de Azevedo; Candice Amorim de Araujo Lima
é controverso na literatura, sendo este intervalo inver- Santos; Jurema telles de Oliveira lima;
samente relacionado ao número de complicações. Ob-
Instituição: HCP / IMIP / NEOH
jetivo: . Investigar os desafios encontrados pelos cirur-
giões na colocação de CTI e as complicações derivadas Introdução: O câncer de ovário do tipo epitelial não
desse procedimento, caracterizar o perfil dos cirurgiões mucinoso, especialmente o seroso de alto grau, apre-
que realizam o procedimento, indicar as dificuldades senta uma associação importante com a hereditarieda-
para a sua realização e descrever as complicações. de, com dados na literatura que sugerem um padrão
Método: s. Estudo quantitativo transversal, em centro hereditário em trono de 8 a 15% em diversas popula-
único, realizado pela aplicação de um instrumento de ções estudadas. O seu reconhecimento é importante
coleta de dados incluindo dados do cirurgião, as indi- devido a necessidade de exames de rastreamentos
cações para a cirurgia, a técnica empregada, possíveis para neoplasias malignas de forma diferenciada com
dificuldades, complicações per e pós-operatórias até início em idades mais precoces e periodicidades mais
30 dias e o intervalo de tempo entre implantação do rigorosas do que na população em geral, assim como,
cateter e início do uso. Resultados:. Amostra compos- cirurgias redutoras de riscos, não somente para a pa-
ta por 59 questionários, por 17 cirurgiões oncológicos, ciente com o diagnostico do câncer hereditário, mais
majoritariamente homens (64%) e tempo médio de também para as parentes de alto risco não afetadas.
formação de 7 anos (70%). 53% realizam a implanta- Medidas que podem refletir em ganho de sobrevida,
ção de CTI duas ou mais vezes por semana. O proce- com diagnóstico precoce de neoplasias de mama, e
dimento foi qualificado como fácil em 66% das vezes. principalmente, diminuição da incidência do câncer de
Em 27,1% dos procedimentos houve dificuldade, sendo ovário nesse subgrupo populacional de alto risco para
as principais: dificuldade de punção e de progressão da desenvolvimento de neoplasias malignas. Objetivo:
guia. Tempo cirúrgico variou de 30-45min. A técnica de Avaliar a presença de mutações germinativas deleté-
punção fechada foi realizada em 98,3%, do lado direito rias nos genes BRCA1 e BRCA2 através do sequencia-
(84,7%), em veia jugular interna (59,3%), com extremi- mento de nova geração (NGS) em pacientes com diag-
dade em veia cava superior (72,8%), e controle radioló- nóstico de carcinoma seroso de alto de grau de ovário
gico peroperatório em 91,5%. O número de tentativas não resistentes à platina. Casuística e método: Foram
de punção foi menor que dois em 69,4%. O tempo en- analisadas 19 pacientes com diagnóstico histológico de
tre a implantação e o primeiro uso foi menor que 20 carcinoma seroso de alto grau de ovário, independen-
dias (84,7) e sem complicações (96,6%) no uso. Houve te da idade ao diagnóstico ou do histórico neoplásico
complicações imediatas em 13,5% e tardias em 22%. familiar, submetidas a testes genéticos com sequencia-
As principais causas imediatas foram: náuseas (25%), mento por NGS nos genes BRCA1 e BRCA2. Todas as pa-
pneumotórax(25%) ou lesão arterial(25%); e as tardias cientes foram submetidas a aconselhamento genético
foram infecciosas (61,5%). Profissionais que tiveram pré teste e atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS)
mais complicações pós operatórias têm de 2 até 7 anos em Pernambuco. Não foram incluídos nas análises téc-
de formação (6 em total de 11), sendo que mais da me- nicas métodos para avaliação de variação de numero
tade (54%) faz apenas uma aplicação por semana. Con- de cópias para diagnóstico de rearranjos. Resultados:
clusão:. Complicações imediatas e tardias na colocação 4 mutações patogênicas em BRCA1 e uma em BRCA2
de CTI correspondem a 13% e 22%, respectivamente, foram diagnosticadas em 5 das 19 pacientes avaliadas,
nesta série inicial. A experiência (tempo de formação) e o que representa 26,3% de pacientes com diagnóstico
o número de procedimentos semanais influenciam na molecular de síndrome com predisposição hereditária
taxa de complicações. ao câncer de mama e ovário. Conclusão: Nesta casuís-
tica de pacientes com diagnóstico de câncer de ovário
Contato: AUDREY TIEKO TSUNODA - atsunoda@gmail.
seroso de alto grau não resistentes à platina atendidas
com
no SUS em Pernambuco, a freqüência de síndrome com

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 90


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predisposição ao câncer de mama e ovário é muito alta, usando o modelo inverso da variância e efeito aleatório
o que pode justificar a implantação da avaliação mole- genérico, e significância estatística será definida como
cular de rotina em todas as pacientes com esse diag- p<0,05. Resultados: Até o momento foram seleciona-
nóstico atendidas no Sistema Único de Saúde no estado dos na base de dados um total de onze artigos, inclu-
ídos estudos observacionais e revisão sistemática com
Contato: VANDRÉ CABRAL GOMES CARNEIRO -
e sem metanálise, demonstrando que GPS e mGPS são
vandrecarneiro@yahoo.com.br
marcadores prognósticos independentes quando rela-
cionados à sobrevida global dos pacientes com câncer.
Contato: HIGINO FELIPE FIGUEIREDO - higinofelipe@
TEMÁRIO: OUTROS E MISCELÂNIA icloud.com
CÓDIGO: 61783

A IMPORTÂNCIA DA RESPOSTA
INFLAMATÓRIA SISTÊMICA BASEADA TEMÁRIO: ONCOGINECOLOGIA
NO GLASGOW PROGNOSTIC SCORE CÓDIGO: 61857
EM PACIENTES COM CÂNCER: UMA
REVISÃO SISTEMÁTICA ACURÁCIA DO ESTADIAMENTO
CLÍNICO DA FIGO NAS PACIENTES COM
Autores: HIGINO FELIPE FIGUEIREDO; GERSON
SUGUIYAMA NAKAJIMA; LUCIANA BOTINELLY CÂNCER DE COLO UTERINO COM EC
MENDONÇA FUJIMOTO; MANOEL JESUS PINHEIRO IB1-IIA1 SUBMETIDAS A TRATAMENTO
COELHO JUNIOR; CIRÚRGICO
Instituição: FUNDAÇAO CECON Autores: Cátia de França Bezerra; George Alexandre
Lira; Poliana Mota Xavier; Letícia De Medeiros Jales;
Introdução: O câncer é uma patologia em ascensão e o
Karynne Maria Oliveira da Trindade Medeiros; Maria
diagnóstico e tratamento precoce se tornam extrema-
Luíza Gurgel;
mente necessários para a garantia de cura. Associado
Instituição: LIGA NORTE RIOGRANDENSE CONTRA O
a isso, a utilização de escores prognósticos quanto à
CÂNCER
recidiva e sobrevida global e livre de doença se tornam
necessárias para suporte ao tratamento dos pacientes Introdução: O câncer de colo uterino é o quarto cân-
com neoplasia. A resposta inflamatória sistêmica é uma cer ginecológico mais comum diagnosticado em todo
característica do câncer e existe frequentemente uma o mundo, acometendo principalmente mulheres de
relação complexa tumor-hospedeiro. Escores baseados países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Pro-
na avaliação da resposta inflamatória sistêmica foram vavelmente por esse motivo a FIGO, ainda, preconiza
criados para serem indicadores pré-intervenção úteis que o estadiamento desse tipo de câncer seja clínico.
no prognóstico. Dentre os escores tem-se o Glasgow No entanto, a precisão do estadiamento é crucial, uma
Prognostic Score (GPS), incluindo a sua versão modi- vez que determina a terapia bem como o prognóstico.
ficada (mGPS); proporção de linfócitos por plaquetas; Porém as limitações do estadiamento clínico da FIGO
proporção de neutrófilos por linfócitos; e índice nutri- são muitas. E este parece ser mais preciso para os está-
cional de prognóstico. O GPS é composto da proteína gios mais iniciais e para os mais avançados, porém isto
C reativa (PCR) e albumina, que reflete uma resposta não é observado nas fases que dependem em grande
inflamatória sistêmica em curso (PCR) e um declínio parte na avaliação do tamanho do tumor ou dissemi-
progressivo nutricional (albumina) em pacientes com nação local. Objetivo: O objetivo principal do presente
câncer avançado. Objetivo: Este estudo visa realizar estudo é avaliar a acurácia do estadiamento clínico da
uma revisão sistemática da literatura sobre o efeito FIGO em nossa instituição. Secundariamente pretende-
prognóstico do Glasgow Prognostic Score (GPS) nos mos avaliar a sobrevida global (SG) associado a algu-
pacientes portadores de neoplasia. Método: A revisão mas variáveis, que sabidamente são fatores determi-
sistemática será conduzida conforme a metodologia nantes de prognóstico. Analisamos retrospectivamente
Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and 294 pacientes portadoras de câncer de colo uterino
Meta-Analyses (PRISMA). Serão avaliados estudos ob- em estágios clínico IB1-IIA1 estadiadas clinicamente
servacionais e revisões sistemáticas de língua inglesa pelas diretrizes da FIGO pelos cirurgiões oncologistas
presentes na base de dados PUBMED/Medline e EMBA- da LNRCC e submetidas à histerectomia total ampliada
SE, com os descritores em língua inglesa como: cancer e linfadenectomia no período de 2003 a 2013. A idade
AND Glasgow Prognostic Score (GPS) AND systemic in- média foi de 49 anos e o tipo histológico predominan-
flammation, no período de janeiro de 2005 a julho de te o CEC (72,5%). Em nosso serviço evidenciamos uma
2016 de forma eletrônica nas bases de dados citadas. acurácia do estadiamento clínico de 41,9%, mais baixa
Dados extraídos combinados em uma meta-análise que a encontrada na literatura, além de uma taxa de
usando RevMan 5.2 software de análise. As estimati- 56,1% de sub-estadiamento da gravidade da doença. A
vas de Hazard-Ratios (HR) serão pesados e combinados acurácia para a avaliação parametrial e vaginal foram

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de 81,6% e 85,4% respectivamente. Em um seguimento multivariada demonstrou que pessoas com faixa etá-
médio de 38 meses, encontramos uma SG de 85,9%. A ria menor de 65 anos, a presença de linfonodos palpá-
SG considerando o tamanho tumoral (pT), foi de 100% veis na região inguinal no momento do diagnóstico e a
para os tumores < 2 cm, de 93,8% para os tumores en- presença de invasão perineural identificada na análise
tre 2-4 cm e de 76,4% para os > 4 cm, com significância histopatológica da lesão cirúrgica são fatores associa-
estatística (p=0,006). Já se considerarmos linfonodos dos independentes para uma maior agressividade da
metastáticos a SG de 91,6% para ausência de metás- doença. Conclusão: Os resultados apontam para a ne-
tase linfonodal contra 74,5% quando houve linfonodo cessidade de uma maior intensificação de políticas de
positivo, com significância estatística (p=0,005). Assim, saúde do homem, sobretudo na população mais jovem,
podemos observar analisando os dados dos estudos principal alvo de manifestações clínicas mais agressivas
encontrados na literatura, bem como o nosso, que a do câncer de pênis.
acurácia para predizer a real extensão da lesão é muito
Contato: KELLY MONTEIRO DOS SANTOS -
baixa e na grande maioria das séries essa avaliação tem
kellymonteiro.ufpe@gmail.com
uma concordância com os achados patológicos abaixo
de 50%, isto é, mais da metade das pacientes avaliadas
clinicamente terá seu estádio clinico errado, conduzin-
do a um planejamento de tratamento inadequado com TEMÁRIO: TUMORES COLORETAIS E CANAL ANAL
pior morbidade e qualidade de vida. CÓDIGO: 61320
Contato: CÁTIA DE FRANÇA BEZERRA - Catiadefranca@
hotmail.com ANÁLISE DA EXPRESSÃO DO PPARG
EM TUMORES COLORRETAIS E SUA
ASSOCIAÇÃO COM O ESTADIAMENTO E
A EVOLUÇÃO CLÍNICA
TEMÁRIO: NUMACO / ENFERMAGEM
Autores: Andre Luiz Prezotto Villa; Marley Ribeiro
CÓDIGO: 60591
Feitosa; Daniela Pretti da Cunha Tirapelli; Jose Joaquim
Ribeiro da Rocha; Omar Feres;
AGRESSIVIDADE TUMORAL EM Instituição: SANTA CASA DE RIBEIRÃO PRETO
PACIENTES COM CARCINOMA
ESCAMOCELULAR DE PÊNIS E FATORES Introdução: O câncer colorretal é um dos mais frequen-
ASSOCIADOS tes no mundo ocidental. Novas medidas de prevenção,
diagnóstico precoce e tratamento vêm melhorando
Autores: Kelly Monteiro dos Santos; Felipe Dubourcq
o prognóstico para os pacientes, com novos achados
de Barros; Thaís Maria Ribeiro Lima; Elisandra da Silva
biológicos inferindo relação com a evolução da doen-
Neres; Carolline de Araújo Mariz;
ça. A PPARG é um receptor nuclear abundantemente
Instituição: HOSPITAL DE CÂNCER DE PERNAMBUCO
expresso em células epiteliais do cólon, e variações na
Introdução: O câncer de pênis tem uma maior preva- sua expressão podem ser relacionadas à evolução clíni-
lência em países com baixo padrão socioeconômico ca do câncer colorretal. Objetivo: Avaliar a expressão
e está associado à alta morbidade decorrente de seu gênica do PPARG em tumores colorretais e relacionar
tratamento e da própria doença. No Brasil, os casos este dado com variáveis clínicas dos pacientes, como:
são menos frequentes em adultos abaixo de 30 anos idade, tipo histológico, CEA, estadiamento e a evolução
e tem incidência aumentada a partir da sexta década clínica. Casuística e método: Analisamos a expressão
de vida, porém o carcinoma peniano tem-se mostra- gênica do PPARG em 50 amostras de tumores colorre-
do mais grave e agressivo em pacientes mais jovens, tais através da RT-PCR, e 20 amostras de tecido normal
configurando-se uma problemática a ser investigada. adjacente como controle. Os resultados destas quan-
Objetivo: Verificar a prevalência e fatores associados tificações foram correlacionados com as informações
ao estágio mais agressivo dos casos de carcinoma esca- clínicas dos prontuários dos respectivos pacientes. Re-
mocelular de pênis em Pernambuco. Método: Trata-se sultados: Houve menor expressão do PPARG no tecido
de um estudo de corte transversal e retrospectivo com tumoral em comparação ao tecido controle. Dentre os
pacientes diagnosticados com câncer de pênis entre ja- tumores, os pacientes com idade acima de 60 anos, tipo
neiro de 2011 e dezembro de 2015 em Pernambuco. histológico com diferenciação mucinosa, estadiamento
Realizou-se análise de regressão logística bivariada e mais avançado ao diagnóstico e os pacientes que evo-
multivariada e a magnitude das associações foi expres- luíram com recidiva da doença ou óbito apresentavam
sa pelo Odds ratio (OR) como uma estimativa do risco maior expressão do PPARG. Discussão: Analisando os
relativo com intervalo de confiança de 95%. Esta pes- tecidos tumorais, pode-se inferir uma tendência a pior
quisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa prognóstico nos pacientes com expressão mais elevada
com CAAE 61329616.0.0000.5205. Resultados: Cento e de PPARG. Esses achados, correlacionados aos demais
dezesseis casos de carcinoma escamocelular de pênis estudos já publicados na literatura, apontam uma ten-
foram analisados e a prevalência de agressividade tu- dência desfavorável na evolução da doença. Estudos
moral foi de 21.5%. O modelo final de análise logística futuros com um maior número de pacientes e várias

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instituições podem inferir uma importância prognósti- negativos não houve imunorreatividade para PDL-1,
ca e até terapêutica para a PPARG. já a expressão de PD-1 foi evidenciada em 73,1% dos
linfócitos B e 71,6% dos linfócitos T. Conclui-se que a
Contato: ANDRE LUIZ PREZOTTO VILLA - Avilla@
expressão de PDL-1 está restrita aos linfonodos positi-
hotmail.com
vos, enquanto o PD-1 está expresso na maioria das cé-
lulas imunológicas de linfonodos positivos e negativos.
Dessa forma, os linfonodos livres de tumor podem re-
TEMÁRIO: TRATO GASTROINTESTINAL ALTO presentar uma fonte adequada para seleção de células
CÓDIGO: 61815 imunológicas na imunoterapia adotiva, por não esta-
rem expostos à capacidade tumoral de inibir a resposta
ANÁLISE DA EXPRESSÃO do sistema imunológico.
IMUNOFENOTÍPICA DE PD1 E PDL1 Contato: PAULA BARAÚNA DE ASSUMPÇÃO -
EM LINFONODOS REGIONAIS DE paulabassumpcao@gmail.com
PACIENTES COM ADENOCARCINOMA
GÁSTRICO
Autores: Paula Baraúna de Assumpção; Erika Thaiane
TEMÁRIO: TUMORES HEPATOBILIOPANCREÁTICOS
Couto Canelas; Aline Maia Pereira Cruz Ramos;
CÓDIGO: 60069
Ana Karyssa Mendes Anaissi; Geraldo Ishak; Samia
Demachki; Paulo Pimentel de Assumpção;
Instituição: CESUPA
ANÁLISE DAS HEPATECTOMIAS POR
METÁSTASES NÃO COLORRETAIS
Introdução: O tratamento cirúrgico do câncer gástrico REALIZADAS ENTRE 2005 E 2015
constitui o padrão ouro, incluindo a gastrectomia e lin-
Autores: Phillipe Geraldo Teixeira de Abreu Reis; Flavio
fadenectomia do tipo D2, e a imunoterapia surge como
Daniel Saavedra Tomasich; Massakazu Kato; Carlos Arai;
alternativa terapêutica potencial. A Imunoterapia Ado- Gabriella Eduarda Jacomel; Laila Schneider; Mariana
tiva objetiva realizar cultivo in vitro de células específi- Escani Guerra; Nathan Harmuch Kohl;
cas, com posterior infusão autóloga para potencializar Instituição: HOSPITAL ERASTO GAERTNER
a resposta imune antitumoral. Entretanto, as células
tumorais possuem características específicas que as Objetivo: Apresentar os dados coletados referentes
permitem evadir ao sistema imunológico e bloque- aos pacientes submetidos a hepatectomia por metás-
ar resposta antitumoral efetiva. Recentemente foram tases de câncer nao colorretal entre 2005 e 2015. Estu-
identificados ligantes celulares capazes de suprimir a dar as características epidemiológicas tentando definir
resposta celular efetora e contribuir para a carcinogê- quais os fatores de risco para a doença assim como
nese, os “immune checkpoints”. O PD-1 é uma proteína para o resultado do seu tratamento. Método: Os da-
expressa em células de defesa, e o PDL-1 um ligante dos foram coletados diretamente do prontuário médi-
expresso em células neoplásicas. A ligação de PDL-1 ao co junto ao Serviço de Arquivo Médico. A ficha utilizada
PD-1 induz uma regulação imunológica inibitória em é baseada no formato padrão do Instituto Nacional do
Linfócitos T e B ativos, impedindo uma resposta imune Câncer. As freqüências absolutas e relativas foram ge-
adaptativa direcionada aos antígenos tumorais. Surge radas a partir do sistema SISRHC e tabuladas através
então a possibilidade de otimizar a seleção das células do Sistema EpiInfo, versão 7.1. A taxa de sobrevida foi
a serem empregadas na imunoterapia ativa, por meio calculada pelo método de Kaplan-Meier. Resultados:
da exclusão daquelas expostas ao micro ambiente tu- Foram realizadas 33 hepatectomias, sendo 57,6% de
moral, situação na qual poderiam ser menos efetivas. mulheres. 41,3% dos pacientes apresentaram historico
Objetivo: u-se avaliar a expressão de PD-1 e PDL-1 em de tabagismo e 22,2% de etilismo. 20,8% dos pacientes
linfonodos regionais, positivos e negativos, de pacien- apresentaram historico familiar de cancer. 88,8% dos
tes submetidos à linfadenectomia por adenocarcinoma pacientes apresentaram PS 1 e 2. A localizacao do tu-
gástrico e avaliar a potencial utilização de linfonodos mor primario foi muito variavel entre os casos (mama,
negativos para imunoterapia adotiva no câncer gástri- ovario, GIST, estomago, etc). Em 87,9% dos pacientes
co. Para a análise de expressão de PDL-1 e PD-1 foram a hepatectomia foi realizada em menos de 3 segmen-
utilizados amostras de tecido emblocado em parafina tos de Couinaud, sendo em 63,6% metastases unicas.
de pacientes com adenocarcinoma gástrico, opera- Somente 2 pacientes realizaram quimioterapia pre-
dos no período de 2008 a 2016 em Belém-PA. Foram -hepatectomia. Em 6,1% dos pacientes, foi realizada
constituídos blocos de TMA e a expressão proteica foi re-hepatectomia. Em 6,1% dos pacientes foi realizada
detectada por imunohistoquímica automatizada. Nos hepatectomia nao regrada para metastasectomia. Em
linfonodos positivos foi identificada imunoexpressão 9% dos casos ocorreram complicacoes transoperato-
de PDL-1 em 2 (6%) de 30 casos examinados. Em rela- rias graves com sangramento e lesao vascular. 15,1%
ção à expressão de PD-1, houve imunopositividade em dos pacientes apresentaram algum tipo de complica-
linfócitos B (60%) e linfócitos T (70%). Nos linfonodos cao pos-operatoria graus 2 e 3 de Clavien-Dindo, sendo

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que 67% necessitaram reoperacao. 39% dos pacientes vien-Dindo, sendo que 45% necessitaram reoperação.
atingiram remissao em 6 meses, sendo que 27,7% apre- 24,6% dos pacientes atingiram remissão em 6 meses,
sentaram progressao da doenca. 60,6% dos pacientes sendo que 62,5% apresentaram progressão da doença.
estavam vivos apos 5 anos. Conclusão: Hepatectomias A sobrevida global em 5 anos foi de 64%. Conclusão:
por metastases de cancer nao colorretal apresentam Hepatectomias por metástases de câncer colorretal
alto indice de complicacao cirurgica devido a complexi- apresentam alto índice de complicação cirúrgica devido
dade do procedimento, entretanto possibilitam atingir à complexidade do procedimento, entretanto possibili-
remissao de doenca metastatica avancada em pacien- tam atingir remissão de doença metastática avançada
tes antes considerados incuraveis. Um pequeno nume- em pacientes antes considerados incuráveis.
ro de pacientes evoluiu com progressao da doenca.
Contato: PHILLIPE ABREU REIS - phillipeareis@gmail.
Contato: PHILLIPE ABREU REIS - phillipeareis@gmail. com
com

TEMÁRIO: TRATO GASTROINTESTINAL ALTO


TEMÁRIO: TUMORES COLORETAIS E CANAL ANAL CÓDIGO: 60176
CÓDIGO: 60063
ANÁLISE DE 100 ESOFAGECTOMIAS
ANÁLISE DAS HEPATECTOMIAS REALIZADAS ENTRE 2010 E 2015
REALIZADAS POR METÁSTASES Autores: Phillipe Geraldo Teixeira de Abreu Reis; Flavio
COLORRETAIS EM 5 ANOS Daniel Saavedra Tomasich; Fernando Mauro; Thatiane
Autores: Phillipe Geraldo Teixeira de Abreu Reis; Flavio Litenski; Daniela Thais Lorenzi; Gerardo Valladares;
Daniel Saavedra Tomasich; Luiz Antonio Negrão; Evelise Giovanni Targa; Ewerson Luiz Cavalcanti e Silva;
Martins; Thatiane Litenski; Daniela Thais Lorenzi; Tayron Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Bassani; Andres Estremadoiro Vargas;
Objetivo: Apresentar dados referentes aos pacientes
Instituição: HOSPITAL ERASTO GAERTNER
submetidos a cirurgia esofágica entre 2010 e 2015.
Objetivo: Apresentar dados coletados referentes aos Estudar as características epidemiológicas tentando
pacientes submetidos a hepatectomia por metástases definir fatores de risco para a doença e para resultado
de câncer colorretal entre 2005 e 2015. Estudar as ca- do tratamento. Método: Os dados foram coletados do
racterísticas epidemiológicas tentando os fatores de prontuário médico junto ao Serviço de Arquivo Médico.
risco para a doença e para o resultado do tratamento. A ficha utilizada é baseada no padrão do Instituto Na-
Método: Os dados foram coletados do prontuário mé- cional do Câncer. As frequências absolutas e relativas
dico junto ao Serviço de Arquivo Médico. A ficha utiliza- foram geradas a partir do sistema SISRHC e tabuladas
da é baseada no formato padrão do Instituto Nacional através do Sistema EpiInfo, versão 7.1. A taxa de sobre-
do Câncer. As frequências absolutas e relativas foram vida foi calculada pelo método de Kaplan-Meier. Resul-
geradas a partir do sistema SISRHC e tabuladas através tados: Foram realizadas 100 esofagectomias, sendo
do Sistema EpiInfo, versão 7.1. A taxa de sobrevida foi 68 cirurgias de Ivor-Lewis e 8 a Pinotti. 70% foram do
calculada pelo método de Kaplan-Meier. Resultados: sexo masculino, e 91% brancos. Somente 12,3% dos
Foram realizadas 61 hepatectomias, sendo 57,4% de pacientes não apresentavam disfagia pré-operatória.
mulheres. 45,2% dos pacientes apresentaram histórico 83,8% apresentaram histórico de tabagismo e 51,7%
de tabagismo e 15,3% de etilismo. 19,5% apresenta- de etilismo. 43,5% apresentaram histórico de câncer,
ram histórico familiar de câncer colorretal. 95,5% dos sendo 38% digestivos. Apenas 12.7% apresentaram
pacientes apresentaram PS 1 e 2, e 84,6% risco pulmo- histórico de Esôfago de Barret, sem nenhum caso de
nar grau 1 e 2. 96,6%. O tipo histológico mais frequen- cirurgia anti-refluxo prévia. 11% apresentavam históri-
te foi o adenocarcinoma em 96,6% dos casos. 29,5% co pessoal de câncer, sendo 36,3% destes de cabeça e
dos pacientes apresentavam metastases sincrônicas. pescoço. 19,3% foram submetidos a jejunostomia para
75,4% dos pacientes apresentavam tumores de reto via alimentar antes do tratamento definitivo. Somente
e sigmoide. Em 77% dos pacientes a hepatectomia foi 24,1% dos pacientes não apresentavam estenose eso-
realizada em menos de 3 segmentos de Couinaud, sen- fágica. O tipo histológico mais frequente foi o Carcino-
do em 58,6% metástases únicas. Somente 19,7% reali- ma escamo celular (79%). 67% apresentavam tumores
zaram quimioterapia pre-hepatectomia. Em 14,8% dos distais. 24% receberam quimioterapia pré-operatória,
pacientes, foi realizada re-hepatectomia. Em 27,9% dos e 16% adjuvante. A ressecção foi R0 em 82% e R1 em
pacientes foi realizada hepatectomia não regrada para 12%. 4% apresentaram complicações intra-operatórias,
metastasectomia. Em 11,4% dos casos ocorreram com- sem sangramentos. Em 100% foi realizada jejunosto-
plicações transoperatórias graves com sangramento e mia para via alimentar pós-operatória. 50% apresenta-
lesão vascular. 18% dos pacientes apresentaram algum ram algum tipo de complicação pós-operatória graus 2
tipo de complicação pós-operatória graus 2 e 3 de Cla- e 3 de Clavien-Dindo e 60% necessitaram reoperação.

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Em 81% foi necessária drenagem torácica. 59% atingi- Conclusões: Houve forte associação com tabagismo,
ram remissão em 6 meses e 29% apresentaram pro- principalmente entre homens. A sobrevida em 5 anos
gressão da doença. 51% estavam vivos após 5 anos. é muito pequena, com poucos pacientes candidatos a
Conclusão: Cirurgias esofágicas apresentam alto índice tratamento cirúrgico.
de morbidade pós-operatória devido a necessidade de
Contato: GABRIELA ROMANIELLO - gabriela.
abordagem de múltiplos compartimentos. A maioria
romaniello@outlook.com
apresentou sintomas digestivos ao diagnostico, e forte
associação com tabagismo.
Contato: GABRIELA ROMANIELLO - gabriela.
romaniello@outlook.com TEMÁRIO: ONCOLOGIA CUTÂNEA
CÓDIGO: 59879

ANÁLISE DO CONHECIMENTO SOBRE


TEMÁRIO: OUTROS E MISCELÂNIA O RISCO DE EXPOSIÇÃO SOLAR E
CÓDIGO: 60110 NEOPLASIAS CUTÂNEAS: UM ESTUDO
COMUNITÁRIO, EVOLTUTIVO E
ANÁLISE DE 864 CASOS POR TUMORES COMPARATIVO, NO PERÍODO ENTRE
DE PULMÃO EM 5 ANOS 2014 E 2016, EM UMA CIDADE DO
Autores: Phillipe Geraldo Teixeira de Abreu Reis; INTERIOR DO RIO GRANDE DO SUL
Flavio Daniel Saavedra Tomasich; Giovanni Targa;
Autores: Gustavo Szczecinski Puchalski; Ana Paula
Laila Schneider; Larissa Raso Hammes; Murilo Luz;
Gouvêa; Natália Dalmazo Zambrano; Betina Maria
Massakazu Kato; Ana Luísa Bettega;
Giordani; Leonardo de Souza Prallon Sampaio; Giovana
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Parron Paim; Carolina Silveira da Silva; Maria Gertrudes
Objetivo: Apresentar os dados coletados pelo Registro Fernandes Pereira Neugebauer;
Hospitalar de Câncer do Hospital no período de 2010 a Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
2014 referentes aos pacientes portadores de tumores Introdução: Desde 2011, anualmente, é realizada a
bronco-pulmonares admitidos e tratados na institui- “Campanha de Prevenção Primária e Secundária contra
ção. Estudar as características epidemiológicas tentan- o Câncer de Pele” nas cidades de Morro Redondo (MR) e
do definir os fatores de risco para a doença e para o Arroio do Padre (AP), interior do RS, pela Liga Acadêmi-
resultado do seu tratamento. Método: Os dados foram ca de Oncologia (LAO). No projeto são avaliadas lesões
coletados do prontuário médico junto ao Serviço de Ar- de pele da população, além de se fazer uma conscienti-
quivo Médico. A ficha utilizada é baseada no formato zação sobre o uso do protetor solar e os riscos da expo-
padrão do Instituto Nacional do Câncer. As frequências sição ao sol. Objetivo: O objetivo do estudo é analisar o
absolutas e relativas foram geradas a partir do sistema conhecimento da população da cidade de MR, estimada
SISRHC e tabuladas através do Sistema EpiInfo, versão em 6584 habitantes segundo o IBGE para 2016, sobre
7.1. A taxa de sobrevida foi calculada pelo método de exposição solar como fator de risco para o câncer de
Kaplan-Meier. Resultados: Foram admitidos 864 casos pele e comparar a mudança de percepção e conheci-
de tumores primários de pulmão no período de 2010 mento dessa população no período entre 2014 e 2016.
a 2014. Sendo a distribuição por sexo 54% homens e MÉTODO: Foi realizado um estudo comunitário através
46% mulheres. A procedência foi 70,7% de Curitiba e da coleta de dados por meio de questionários aplicados
região metropolitana. A distribuição por idade mostrou pela LAO, anualmente, entre 2014 e 2016, na população
prevalência acima dos 50 anos, com predominância en- atendida nas campanhas realizadas na cidade de MR,
tre 65-70 anos nos homens. O tipo histológico mais fre- RS. Resultados: As variáveis questionadas nas campa-
quente foi o carcinoma escamocelular com 42,4% dos nhas de MR de 2014 a 2016 foram: “Você acha que o
casos, seguido pelo adenocarcinoma com 36,5%. 58,6% sol causa queimadura de pele?”; “Você acha que o sol
apresentavam história familiar de câncer. 55,4% dos causa envelhecimento precoce?”; “Você acha que o sol
homens apresentaram história de alcoolismo, e 17,6% causa câncer de pele?”. No ano de 2014, foram 62 en-
das mulheres. 90,6% dos homens apresentaram histó- trevistados, desses 61 (98,38%) responderam que o sol
ria de tabagismo, 77,8% das mulheres. O estadiamento, causa queimadura, 58 (93,54%) que causa envelheci-
baseado no TNM (UICC), apresentou predominância de mento precoce e 55 (88,70%) que causa câncer de pele.
casos avançados 87,9%. Quanto ao tipo de tratamento, Em 2015, foram 60 entrevistados, com a seguinte opi-
3,6% dos pacientes foram submetidos à cirurgia, 29,4% nião: 59 (98,33%) que causa queimadura, 53 (88,33%)
a quimioterapia isolada e 8,7% a radioterapia isolada que causa envelhecimento precoce e 56 (93,33%) que
e tratamento combinado em 58,3%. Ao término desta causa câncer de pele. Em 2016, o número de entrevis-
primeira fase do tratamento 73,8% dos pacientes esta- tados foi 82, desses 79 (96,34%) acreditam que causa
vam vivos. A sobrevida global em 5 anos foi 17,1%, com queimadura, 79 (96,34%) que causa envelhecimento
alto índice de óbito entre 12 e 24 meses do diagnostico.

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precoce e 81 (98,78%) que causa câncer de pele. Con- De acordo com estadiamento TNM (UICC), 41,9% das
clusão: O conhecimento da população sobre os fatores mulheres e 44,8% dos homens apresentaram estadios
de risco com a exposição solar se mantém muito próxi- iniciais. Quanto ao tipo de tratamento realizado, cirur-
mo na comparação anual entre 2014 e 2016. Em todos gia (20,6%) e quimioterapia (17,6%) prevaleceram sobre
os anos, um percentual maior que 88% dos entrevista- a radioterapia (1%), sendo 60,9% dos casos submetidos
dos consideraram a exposição solar como fator de ris- a tratamento combinado. Ao término da primeira fase
co para cada uma das variáveis. A queimadura de pele, do tratamento, apenas 9,7% foram a óbito. A sobrevida
causada pelo sol, é o desfecho que a população mais global em 5 anos foi de 49,5% entre todos os estadios e
tinha conhecimento. Em 2014,88,70% da população sexos, variando de 11,6% no EC IV e 72,2% no EC I. Con-
acreditava que o sol causa câncer de pele e, em 2016, clusões: Mais da metade dos pacientes apresentam es-
98,78% dos entrevistados tinham a compreensão dessa tádios clínicos avançados. Por isso, houve alto número
relação. O conhecimento da população estudada, acer- de tratamento adjuvantes e combinados empregados
ca do risco provocado pela exposição solar, melhorou nesta amostra.
no período. A percepção das pessoas sobre fatores de
Contato: ANA LUÍSA BETTEGA - Bettega.ana@gmail.
risco são de suma importância na prevenção de neopla-
com
sias e as campanhas, como as da LAO, desempenham
uma relevante função social nesse contexto.
Contato: GUSTAVO SZCZECINSKI PUCHALSKI -
gutopuc@hotmail.com TEMÁRIO: ONCOLOGIA CUTÂNEA
CÓDIGO: 59617

ANÁLISE DOS PACIENTES


TEMÁRIO: TUMORES COLORETAIS E CANAL ANAL DIAGNOSTICADOS COM MELANOMA
CÓDIGO: 60078 CUTÂNEO PRIMÁRIO EM 6 ANOS DE
UM CENTRO ONCOLÓGICO DO SUL DO
ANÁLISE DOS CASOS OPERADOS DE BRASIL
CÂNCER DE CÓLON E RETO ENTRE 2010
Autores: Tariane Friedrich Foiato; Bruno Rafael Kunz
E 2014 Bereza; Juliano Camargo Rebolho; Marcos Flavio
Autores: Phillipe Geraldo Teixeira de Abreu Reis; Flavio Montenegro; Leandro Carvalho Ribeiro; Marina Riedi;
Daniel Saavedra Tomasich; Vinicius Preti; Ana Luísa Larissa Volski; Vitor Arce Cathcart Ferreira; Raimundo
Bettega; Regina Goolkate; Fernanda Straub; Caroline Dal Romilton Leal do Rosário; Tauana Karoline Friedrich
Bosco; Gabriel Bernardo de Assis Galhardo; Foiato;
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Instituição: HOSPITAL ERASTO GAERTNER

Objetivo: Apresentar dados do Registro Hospitalar de Introdução: O melanoma é uma das patologias com
Câncer do Hospital em 2010 e 2014 referentes aos pa- maior aumento na incidência mundial, nas últimas
cientes portadores de câncer de colón e reto. Estudar décadas. É uma neoplasia cutânea com potencial de
as características epidemiológicas tentando definir os letalidade alta e predomina em adultos brancos. O
fatores de risco para a doença e para o resultado do tratamento do melanoma cutâneo é essencialmente ci-
tratamento. Método: Os dados foram coletados do rúrgico e a busca do linfonodo sentinela pode modificar
prontuário médico junto ao Serviço de Arquivo Médico. a radicalidade do tratamento. Objetivo: Analisar o per-
A ficha utilizada é baseada no padrão do Instituto Na- fil epidemiológico dos pacientes com melanoma cutâ-
cional do Câncer. As frequências absolutas e relativas neo primário, características histopatológicas e compa-
foram geradas a partir do sistema SISRHC e tabuladas rar com dados da literatura. Método: Trata-se de um
através do Sistema EpiInfo, versão 7.1. A taxa de sobre- estudo de série de casos, retrospectivo, observacional,
vida foi calculada pelo método de Kaplan-Meier. Resul- unicêntrico, de pacientes com melanoma cutâneo pri-
tados: Foram admitidos 1316 casos de câncer de color- mário, submetidos a tratamento cirúrgico entre janeiro
retal no período de 2010 a 2014, sendo 46,5% feminino de 2008 e dezembro de 2013. Os parâmetros incluem:
e 53,5% masculino. A maioria ocorreu acima de 45 Idade, sexo, estadio clínico, data da cirurgia, localização
anos, predominando entre 60 e 64 anos. O tipo histoló- do tumor, subtipo histológico, estado das margens, ín-
gico mais freqüente foi o adenocarcinoma (92,9%). 71% dice Breslow, índice mitótico, presença de ulceração e
eram provenientes da capital e região metropolitana. metástase na admissão. Resultados: Foram incluídos
60,7% dos homens e 61,2% das mulheres possuíam his- 321 pacientes portadores de melanoma cutâneo que
tórico familiar de câncer, 55,5% dos homens possuíam foram atendidos num centro de referência oncológica
histórico de alcoolismo, porém somente 13,6% das mu- do sul do Brasil. A população foi de 58,9% do sexo fe-
lheres. 58,3% dos homens e 40,2% das mulheres apre- minino e 41,1% do sexo masculino com idade média de
sentavam histórico de tabagismo. 17,1% ocorreram no 52,8±16,3 anos. Quanto ao estadio clínico (EC), encon-
colón, 48,8% no reto e 9,1% na junção reto-sigmoidea. travam-se 51,1% no estadio inicial, 24,3% no EC II (A, B

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 96


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e C), 21,2% EC III e 3,4% com metástases a distância. A Contato: MARIANA DE CASTRO - mari_castro1006@
localização do melanoma mais frequente foi em tronco yahoo.com.br
e o subtipo histológico padrão extensivo superficial. Os
melanomas intermediários e espessos foram os mais
frequentes. Conclusão: O diagnóstico e tratamento no
estadio inicial proporciona menor morbidade, maior TEMÁRIO: ONCOGINECOLOGIA
sobrevida dos pacientes. Entender o comportamento CÓDIGO: 62020
biológico do tumor, conhecer a epidemiologia local nor-
teiam estratégias de saúde. ANÁLISE QUANTITATIVA DA
COBERTURA PELO PAPANICOLAU NA
Contato: TARIANE FRIEDRICH FOIATO MANETTI -
tarianefoiato@msn.com
POPULAÇÃO-ALVO, NO ESTADO DA
BAHIA, NO PERÍODO DE 2008 A 2012
Autores: Géssica de Souza Sampaio; Icaro Pereira Silva;
Manuela Novaes de Andrade;
TEMÁRIO: ONCOGINECOLOGIA Instituição: UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
CÓDIGO: 61753
Introdução: O câncer do colo do útero (CCU) represen-
ta a terceira neoplasia mais incidente no mundo. En-
ANÁLISE IMUNOHISTOQUÍMICA
tre as mulheres brasileiras é o segundo tumor maligno
DO P16INK4A, KI-67 E HLA-G EM mais frequente e corresponde a quarta causa de mor-
NEOPLASIAS INTRAEPITELIAIS talidade por câncer. O CCU está fortemente associado
CERVICAIS E NO CÂNCER DE COLO a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), fatores
UTERINO genéticos e epidemiológicos. O diagnóstico é feito atra-
Autores: Fabio Roberto Fin; Marcelo de Paula Loureiro; vés do exame Papanicolau e sua detecção, através do
Thais Andrade Costa Casagrande; Marciano Anghinoni; rastreamento em fases iniciais pode aumentar signifi-
Teresa Cristina Santos Cavalcanti; Mariana de Castro; cativamente as chances de cura. No Brasil, o rastrea-
Priscila Nunes Silva Morosini; Nayara Vilas Novas mento populacional é recomendado prioritariamente
Greselle; para mulheres de 25 a 64 anos, com periodicidade de
Instituição: HOSPITAL SÃO VICENTE três anos, após dois exames consecutivos normais, no
Introdução: O perfil imunohistoquímico nas neopla- intervalo de um ano. Segundo a Organização Mundial
sias intraepiteliais cervicais pode contribuir para um de Saúde (OMS), para se obter um impacto significativo
melhor entendimento e estratificacão de risco de mu- na mortalidade por CCU a cobertura de rastreamento
lheres no processo carcinogênico do câncer de colo do deve atingir 80% ou mais da população-alvo. Méto-
útero. Objetivo: O objetivo deste estudo é analisar a do: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo
expressão de três biomarcadores, p16INK4a, Ki-67 e e retrospectivo, com abordagem quantitativa, em que
HLA-G nas lesões de colo de útero com displasia de bai- se utilizou dados secundários referentes ao estado da
xo e alto grau, nos pacientes com carcinoma invasor, e Bahia, obtidos da base de dados do Sistema SISCOLO,
nas mulheres com colo de útero sem lesão. Método: do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), dis-
Estudo retrospectivo com 70 mulheres, divididas em 4 poníveis no endereço eletrônico do DATASUS e no IBGE.
grupos: I: 10 mulheres sem lesão de colo uterino; II: 15 Os dados foram prioritariamente analisados na faixa
com displasia de baixo grau; III: 22 com displasia de alto etária alvo do programa de rastreamento de cada ano,
grau; IV: 23 com carcinoma invasor. Estas biópsias fo- no período de 2008 a 2012. A cobertura pelo exame foi
ram avaliadas através de estudos imunohistoquímicos, avaliada através da razão entre exames citopatológicos
por meio da expressão da proteína p16INK4a,, HLA-G realizados nas populações-alvo de cada período e o
e o Ki 67. Resultados: Em relação a positividade do quantitativo de indivíduos da população-alvo de cada
p16INK4a, 21/22 (95,5%) das pacientes com displasia de período. Resultados: O estado da Bahia não conseguiu
alto grau e 21/23 (91,3%) com carcinoma de colo uterino alcançar em nenhum dos anos analisados a meta reco-
tinham o p16INK4a positivo 2+, e encontrado somente mendada pela OMS. Em relação ao crescimento anu-
4/15 (26,7%) das pacientes com displasia de baixo grau al que deve ser de no mínimo 15%, apenas no ano de
(p<0,001). Para o marcador Ki-67, a positividade foi es- 2000 houve um crescimento de 25% maior do que o re-
tatisticamente significativa para os grupos III e IV (13/22 comendado. Comparando a Bahia com outros estados
e 15/23 respectivamente) quando comparados com o do Nordeste foi possível verificar que alguns deles em
grupo I e II (0/10 e 4/15 respectivamente). Em relação determinados anos conseguiram ultrapassar a meta,
ao marcador HLA-G não houve expressão nas amostras enquanto que a Bahia não alcançou em nenhum ano e
estudadas. Conclusão: Os marcadores imunohistoquí- ficou entre os estados com piores indicadores. A morta-
micos p16INK4a e Ki-67 quando presentes em biópsias lidade no estado é alta, sobretudo em mulheres na fai-
de colo uterino estão relacionados com maior probabi- xa etária de 50 – 59 anos, solteiras e sem escolaridade.
lidade de desenvolvimento de neoplasia maligna. Conclusão: O rastreamento pelo Papanicolau é capaz

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de reduzir significativamente as taxas de mortalidade seu papel no tratamento de metástase em trânsito em


quando alcança uma cobertura adequada. A cobertura pacientes sem evidência de doença à distância. A maior
pelo exame no estado da Bahia não é suficiente para parte dos pacientes apresentam baixo grau de toxici-
prevenir o CCU e reduzir a alta taxa de mortalidade des- dade com boas taxas de resposta local. complicações
te câncer, sendo este portanto um estado com muitas maiores, tal como amputação do membro, não são co-
mulheres acometidas por este agravo. muns.
Contato: GÉSSICA DE SOUZA SAMPAIO - gessica. Contato: GUSTAVO FERREIRA ARARUNA -
ssampaio@hotmail.com gustavoararuna@hotmail.com

TEMÁRIO: ONCOLOGIA CUTÂNEA TEMÁRIO: NUMACO / ENFERMAGEM


CÓDIGO: 61855 CÓDIGO: 59696

ANÁLISE RETROSPECTIVA DE 16 ANOS APOIO MATRICIAL: FORTALECENDO


DE PERFUSÃO ISOLADA DE MEMBRO EM ESTRATÉGIAS DE SAÚDE DA FAMÍLIA
UMA ÚNICA INSTITUIÇÃO PARA O CUIDADO DO PACIENTE
Autores: Gustavo Ferreira Araruna; Vinicius de Borba ONCOLÓGICO
Marmenthal; Rafael Cavalcante de Figueiredo Silveira; Autores: Marina Manfroi; Denise Fabiane Polonio; Karin
Eduardo Bertolli; André Sapata Molina; João Pedreira Freitag; Nathália Grave; Welton Everson Lüdtke; Andréia
Duprat Neto; Ivete Feil; Kelly Mara Black; Adriana Ulsenheimer;
Instituição: A.C. CAMARGO CANCER CENTER Instituição: HOSPITAL BRUNO BORN; UNIVERSIDADE DO
VALE DO TAQUARI
Introdução: A perfusão isolada de membros é um tra-
tamento bem estabelecido. Esta indicado no tratamen- Introdução: O aumento da incidência de câncer tem
to de lesões metastáticas em trânsito de tumores como impactado os cuidados na rede de atenção básica,
melanoma ou sarcomas, numa tentativa de controle demandando da equipe que assiste o sujeito doente,
de doença sem a necessidade de cirurgia mutilante a necessidade de articular ações que viabilizem o cui-
como no caso de amputações. OBJETIVO: Avaliar taxa dado integral, de forma a promover resolutividade às
de resposta, grau de complicações e necessidade de demandas advindas do tratamento. O Apoio Matricial
outro tipo de tratamento em pacientes submetidos a (AM) é uma metodologia para a gestão do trabalho em
perfusão isolada de membros em uma unica institui- saúde, que possibilita suporte para as equipes proble-
ção. MÉTODO: Foi realizada uma análise retrospectiva matizarem suas práticas. Os matriciadores têm o papel
do banco de dados do núcleo de câncer de pele do AC de formar uma rede de serviços não burocratizada, va-
Camargo Câncer Center dos anos de 2000 a 2016. Re- lorizando o acolhimento e o vínculo entre o profissional
sultados: Foram avaliados 115 pacientes submetidos à cuidador e o sujeito assistido. Objetivo: Descrever o
perfusão isolada de membros. a idade médias dos pa- desenvolvimento de um projeto de AM para o cuidado
cientes no primeiro diagnóstico foi de 56 anos. destes, do paciente oncológico, realizado com duas equipes de
53% eram mulheres e 44% eram homens. 80% haviam Estratégia de Saúde da Família (ESF) de um município
recebido diagnóstico de melanoma, 6,1% carcinoma do interior do Rio Grande do Sul. Método: A proposta
espinocelular ou carcinoma basocelular, 9,6% eram para elaboração do matriciamento surgiu a partir da
sarcomas. Os membros inferiores estavam envolvidos demanda identificada por gestores da rede de aten-
em 83,5% dos casos, enquanto os membros superiores ção primária (AP), com intuito de contribuir para uma
eram o sítio de lesões em 12,2%. Metástases em trân- melhor qualidade da assistência prestada ao paciente
sito foi o motivo da perfusão em 68,7% dos pacientes. oncológico. O projeto foi desenvolvido por quatro pro-
Na grande maioria dos casos o quimioterápico utilizado fissionais do Programa de Residência Multiprofissional
foi o melphalan. Em alguns casos actinomicina d ou TNF em Saúde: Atenção ao Paciente Oncológico, das áreas
alfa foram associados ao melphalan. As características de Enfermagem, Nutrição, Psicologia e Farmácia. As
dos pacientes, assim como dos tumores estão resumi- intervenções da equipe matriciadora iniciaram no mês
das na tabela. O grau de toxicidade também foi avalia- março de 2017, através de visitas quinzenais à unidade.
do, sendo que 72% dos pacientes foram classificados Inicialmente observou-se o funcionamento dos ESFs,
como wieberdink 1 e 2 durante a evolução pós opera- realizou-se escuta dos profissionais e mapeou-se as
tória. metade dos paciente obtiveram resposta parcial dificuldades em relação ao atendimento do paciente
ou completa, em comparação com 16% dos casos que oncológico. A partir disso, criou-se um projeto de ações
não apresentaram resposta ou houve progressão de matriciais destinado a trabalhar as fragilidades da equi-
doença. Conclusão: Os resultados mostram que ape- pe neste cuidado. Resultados: As ações oportunizaram
sar de novas modalidades terapêuticas estarem sendo problematizar as dificuldades das equipes em relação
implantadas, a perfusão isolada de membros mantém à Política de Atenção ao Paciente Oncológico, consequ-

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ências do tratamento, aspectos psicossociais, questões com a capacidade ao exercício. Aqueles que realizaram
alimentares e medicações, fluxo do paciente na rede quimioterapia prévia tiverem menor desempenho no
de atenção à saúde e conhecimento do funcionamen- TC6m e na PEmax. Conclusão: . Na população estuda-
to do serviço especializado em Oncologia. Além da im- da, foram encontrados indivíduos que apresentaram
plementação de um instrumento de acompanhamento fraqueza muscular respiratória e redução não capaci-
do paciente oncológico na rede de atenção primária. dade funcional. Assim, como o volume de doença e a
Conclusão: Por se tratar de uma ferramenta recente quimioterapia prévia tiveram impacto direto nas condi-
no campo da saúde, o apoio matricial encontra-se em ções físicas desses indivíduos. As pressões respiratórias
processo de construção nos serviços de AP. No proje- foram associadas à capacidade de exercício.
to, essa ferramenta mostrou-se efetiva para mapear as
Contato: CAMILA DE OLIVEIRA DE CARVALHO LIMA -
dificuldades dos profissionais e saná-las de forma inte-
coclima@hotmail.com
gral e resolutiva, possibilitando o fortalecimento e au-
tonomia da equipe para acolher as demandas advindas
do paciente oncológico.
Contato: MARINA MANFROI - mmanfroi@universo. TEMÁRIO: ONCOLOGIA CUTÂNEA
univates.br CÓDIGO: 59951

AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO SOLAR E


DA FOTOPROTEÇÃO DA POPULAÇÃO
TEMÁRIO: NUMACO / FISIOTERAPIA PARTICIPANTE DA CAMPANHA DE
CÓDIGO: 60533 PREVENÇÃO PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA
DO CÂNCER DE PELE EM ARROIO DO
ASSOCIAÇÃO ENTRE O VOLUME DE PADRE E MORRO REDONDO/RS NO
DOENÇA ABDOMINAL E A CAPACIDADE ANO DE 2016
RESPIRATÓRIA E FUNCIONAL EM
Autores: Carolina Silveira da Silva; Maria Gertrudes
PORTADORES DE CARCINOMATOSE Fernandes Pereira Neugebauer; Ana Paula Govêa;
PERITONEAL Giovana Parron Paim; Betina Maria Giordani; Kélen
Autores: Camila de Oliveira de Carvalho Lima; Vinícius Klein Heffel; Gabriel Neumann Kuhn; Leonardo de
Grando Gava; Marli Maria Knorst; Danilo Cortozi Berton; Souza Prallon Sampaio;
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
DO SUL
Introdução: O câncer de pele (CAP) é o tipo de câncer
Introdução: A carcinomatose peritoneal (CP) é uma do- mais prevalente no mundo, não sendo diferente no
ença que causa grande morbidade. O tratamento mul- Brasil e no estado do Rio Grande do Sul. Seus subtipos
timodal, associando a cirurgia citorredutora (CCR) e qui- mais frequentemente encontrados são os carcinomas
mioterapia hipertérmica intraperitoneal (HIPEC), tem basocelular e espinocelular. Sua alta prevalência está
elevado consideravelmente a sobrevida desses pacien- ligada a fatores de risco bem estabelecidos, como a cor
tes. OBJETIVO. Objetivo: O objetivo desse estudo foi é da pele - classificada através dos fototipos de Fitzpa-
caracterizar a função respiratória de em pacientes com trick - e fotoexposição. Consequentemente, indivíduos
CP potencialmente candidatos a CCR e HIPEC e sua re- cujas profissões exigem maior exposição solar também
lação com o volume de doença e capacidade funcional. apresentam maior risco de desenvolver CAP através
MÉTODOS. Em um estudo transversal, 36 portadores dos anos. Objetivo: Avaliar o período de maior expo-
de CP encaminhados para abordagem de tratamento sição solar, bem como o uso ou não de protetor solar
multimodal em um centro de cuidados terciários entre nas áreas expostas ao sol,tendo por fim analisar a in-
maio de 2013 e junho de 2015. Foram avaliadas as pres- cidência de lesões pré malignas ou malignas. Método:
sões respiratórias máximas, a capacidade funcional Estudo analítico transversal realizado por meio da apli-
pelo teste de caminhada de seis minutos (TC6m), capa- cação de 110 questionários aos participantes da cam-
cidade pulmonar através da espirometria, o volume de panha de prevenção primária e secundaria do câncer
doença pelo índice de carcinomatose peritoneal (PCI), a de pele de 2016 nos municípios de Arroio do Padre (AP)
presença de ascite e o performance status. Resultados: e Morro Redondo (MR) - RS. Resultados: A população
Os pacientes apresentaram valores de espirometria e de MR e AR participante é predominantemente de cor
força muscular respiratória dentro da normalidade. O clara, conforme a classificação de Fitzpatrick, nas quais
PCI associou-se a ascite e função respiratória. 19% dos 102 pessoas (92,7%) se classificaram como pertencen-
indivíduos apresentaram redução da pressão inspirató- te aos subtipos I, II ou III da classificação citada. Além
ria máxima (PImax), 11% pressão inspiratória máxima da predisposição genética relacionada a cor da pele, a
(PImax) e 32% distância percorrida no TC6m. A PImax população dessas cidades são majoritariamente traba-
se correlacionou com o perfomance status e a PEmax lhadores rurais, sendo assim, apresentam exposição

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excessiva ao sol: 87 pessoas (79%) afirmam se expor ao entrevistados, 59 (98,33%) desses consideravam que o
sol pelo menos 5 dias na semana. Em relação a foto- sol causava queimadura de pele, 54 (90%) que causava
proteção, 71 dos entrevistados (64,6%) usam protetor envelhecimento precoce e 54 (90%) que causava câncer
solar e foram identificadas lesões pré malignas ou ma- de pele. Em 2015, foram 47 entrevistados, e 42 (89,36%)
lignas em 54 pessoas (49%). Conclusão: Dessa forma, acreditavam que o sol causava queimadura, 40 (85,10%)
conclui-se que a alta incidência de lesões pré malignas envelhecimento precoce e 41(87,23%) câncer de pele. Já
ou malignas na população avaliada é resultante da cor em 2016, entre os 28 entrevistados, todos (100%) acre-
de pele clara e da alta exposição ao sol. Embora os da- ditavam que causava queimadura, 26 (92,85%) enve-
dos evidenciem o uso de protetor solar na maioria dos lhecimento precoce e 26 (92,85%) câncer de pele. Con-
entrevistados, ainda não é o suficiente para considerar clusão: O conhecimento da população atendida sobre
uma população protegida dos danos solares, provavel- os riscos da exposição solar foram muito próximas no
mente pelo início recente da proteção. período analisado. Entretanto, houve aumento percen-
tual para mais de 90% de acertos em 2016 nas três va-
Contato: CAROLINA SILVEIRA DA SILVA -
riáveis, sendo a queimadura de pele causada pelo sol o
carolinasilveira.s@hotmail.com
desfecho que a população do estudo mais tinha conhe-
cimento. O envelhecimento precoce e o câncer de pele
tiveram números muito parecidos. Apesar das altas
TEMÁRIO: ONCOLOGIA CUTÂNEA taxas de resposta positiva, em 2014,10% responderam
CÓDIGO: 59851 que o câncer de pele não tem relação com a exposição
solar, em 2015, 12,76%, e em 2016, 7,14%. Dessa forma,
AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE é possível concluir que iniciativas semelhantes são im-
portantes para agregar conhecimento e prevenção ao
OS RISCOS DA EXPOSIÇÃO SOLAR
câncer de pele, e, houve êxito nas Campanhas em AP
DA POPULAÇÃO DE UMA CIDADE DO no que diz respeito à conscientização sobre os riscos da
INTERIOR GAÚCHO, NO PERÍODO DE exposição solar.
2014 A 2016, EM CAMPANHAS CONTRA
O CÂNCER DE PELE, REALIZADAS POR Contato: ANA PAULA GOUVÊA - anapaulagouvea22@
gmail.com
UMA LIGA ACADÊMICA DE ONCOLOGIA
Autores: Ana Paula Gouvêa; Gustavo Szczecinski
Puchalski; Maria Gertrudes Fernandes Pereira
Neugebauer; Giovana Parron Paim; Kélen Klein Heffel;
TEMÁRIO: TUMORES RAROS - GIST E TNE
Gabriel Neumann Kuhn; Betina Maria Giordani; Natália
CÓDIGO: 61943
Dalmazo Zambrano;
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
AVALIAÇÃO E TRATAMENTO DOS
Introdução: Desde 2011, anualmente, a Liga Acadêmi- TUMORES NEUROENDÓCRINOS DE
ca de Oncologia (LAO) realiza a “Campanha de Preven- ESTÔMAGO
ção Primária e Secundária Contra o Câncer de Pele” na
Autores: Cibele Barbosa; Raquel Maues; Marcela Santos;
cidades de Arroio do Padre (AP), interior do Rio Grande Mariana Pires; Igor Pacheco; Maria Aparecida Ferreira;
do Sul. No projeto são avaliadas lesões de pele e são Eduardo Linhares; Rafael Albagli;
encaminhadas para o devido tratamento, e é realiza-
Instituição: INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER - INCA
da a conscientização sobre o uso do protetor solar e
os riscos da exposição ao sol. Objetivo: O objetivo do Introdução: Os tumores neuroendócrinos do estôma-
estudo é analisar o conhecimento dos atendidos nas go (TNEg) constituem um espectro de tumores raros,
Campanhas da LAO no período de 2014 a 2016 da ci- que se desenvolvem a partir de células enterocroma-
dade de AP (RS), que possui população estimada pelo fins. Representam menos de 1 % dos tumores de estô-
IBGE de 2.895 pessoas em 2016, sobre exposição solar mago e podem ser divididos em três tipos distintos, de
como fator de risco para o câncer de pele, e, compa- acordo com o contexto em que se desenvolvem. A des-
rar se houve mudança de percepção e conhecimento peito da existência de guidelines internacionais para as
de tal fator de risco no período. MÉTODO: Foi realizado orientações de condutas no diagnóstico e tratamento
um estudo comunitário através da coleta de dados por desta patologia, ainda observa-se uma grande hetero-
meio de questionários aplicados pela LAO nos anos de geneidade na condução dos casos; possivelmente por
2014 a 2016 nas populações atendidas nas Campanhas se tratar de uma doença rara. OBJETIVO: Descrever o
em AP (RS). Resultados: As variáveis questionadas nas manejo dos tumores neuroendócrinos de estômago no
Campanhas de AP de 2014 a 2016 foram: “Você acha Instituto Nacional de Câncer (INCA). Material e Méto-
que o sol causa queimadura de pele?”; “Você acha que do: O estudo é descritivo, realizado com base em uma
o sol causa envelhecimento precoce?”; “Você acha que coorte retrospectiva, no período de janeiro de 1999 a
o sol causa câncer de pele?”. No ano de 2014, foram 60 janeiro de 2017. A análise foi realizada com ficha de da-
dos organizada pelos pesquisadores e com a utilização

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do programa SPSS v13.0. O projeto obteve apreciação e do sexo feminino além de que 47,8% possuem idade
aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Institui- menor que 50 anos e 52,2% com idade maior ou igual
ção. Resultados: Foram identificados 85 casos de TNEg a 50 anos. Do total, apenas 41,7% souberam definir a
que fizeram tratamento e acompanhamento no INCA. localização do CA colorretal, no entanto, apesar do pou-
Neste grupo, 46 pacientes (54,1%) eram do sexo femi- co conhecimento sobre o assunto, somente 5,21% não
nino; 17 casos foram tratados com cirurgia (20%), 68 conseguiram definir os fatores de risco que estão asso-
(80%) foram conduzidos com ressecções endoscópicas. ciados ao desenvolvimento de tal neoplasia. A grande
Foram registrados 5 óbitos (5,9%). A mediana de segui- maioria, 86% nunca obteve informações médicas, con-
mento foi de 41,2 meses (mínimo 0,07; máximo 150,4). cordando com os 96,52% que sentem que necessitam
Conclusão: A associação de anamnese detalhada, com de mais informações. Em relação aos sinais e sintomas
endoscopia digestiva alta e histopatológico apresentam relacionados a tal neoplasia 16,52% apresentam san-
papel central para diagnóstico e classificação dos TNEg. gue nas fezes, outros 15,65% afirmam que o hábito in-
Os tumores tipo I apresentam excelente prognóstico e testinal sofreu mudanças recentemente, 20% queixam
baixo potencial metastático, estando este último dire- de dor abdominal e 20,9% relatam anemia. Apenas 4
tamente relacionado com tamanho de lesão inferior a dos entrevistados foram diagnosticados com pólipo
1,0cm. Neste contexto, o seguimento endoscópico anu- intestinal. Conclusão: O CA colorretal é uma neoplasia
al é adequado para ressecção de tumores e identifica- passível de se ter um programa de rastreio pois existem
ção de lesões de maior risco. Não houve tumores tipo métodos disponíveis para rastreamento e a detecção
II na amostra estudada. Os tumores tipo III apresentam precoce associada ao tratamento reduz morbimorta-
comportamento mais agressivo, indicando a necessida- lidade. O desconhecimento da população quanto aos
de de tratamento semelhante ao proposto para Adeno- fatores de risco como sedentarismo, ingesta de gordu-
carcinoma. ra/industrializados e tabagismo e a necessidade que
os usuários mostraram de obterem mais informações
Contato: CIBELE DE AQUINO BARBOSA - cibele.
sobre a doença apontam como a prevenção primária é
aquino@gmail.com
deficiente havendo imprescindibilidade de se introdu-
zir campanhas educativas sobre a neoplasia e medidas
de prevenção. Os pacientes com sinais e sintomas su-
TEMÁRIO: TUMORES COLORETAIS E CANAL ANAL gestivos da neoplasia, associado a fatores de risco rele-
CÓDIGO: 60094 vantes foram direcionados a atendimento médico para
melhor avaliação e rastreio.
CA COLORRETAL: ANÁLISE DA Contato: RAFAELA PRATA RASSI - rafaelaprata29@
INFORMAÇÃO POPULACIONAL yahoo.com.br
VISANDO IMPLEMENTAÇÃO DE
POLÍTICAS DE PREVENÇÃO E RASTREIO
Autores: Rafaela Prata Rassi; Amanda Karolyne Batista
TEMÁRIO: OUTROS E MISCELÂNIA
Ferreira; Guilherme Henrique de Oliveira Silva; Luiz
Carlos Furtado de Almeida Junior; Guilherme Angotti CÓDIGO: 59997
Freire Carrara; Lara Borges Cecílio; Pamella Bertoldi
Soares; Isabella Martins Monteiro; CANCEROLOGIA CIRÚRGICA: CURVA
Instituição: UNIVERSIDADE DE UBERABA DE APRENDIZAGEM E PARADIGMAS DE
FORMAÇÃO
Introdução: O CA colorretal é a segunda neoplasia
mais frequente no mundo. No Brasil, ocupa terceiro Autores: Isaac Braullio Maia Delfino de Oliveira;
Thiago Costa Pires; Renata Melo Campos; Igor
lugar em prevalência em homens e segundo em mu-
Valdeir Gomes de Souza; Maria Luiz Alcoforado
lheres. Os sintomas mais frequentes são alteração do
Gondim Gurgel; Andersom Neves da Cruz; George
hábito intestinal, perda ponderal, dor abdominal, he- Alexandre Lira;
matoquezia e anemia. A mortalidade é potencialmente
Instituição: LIGA NORTE RIO GRANDENSE CONTRA O
evitável se diagnóstico precoce. Objetivo: Conhecer a CÂNCER
percepção dos usuários sobre o CA colorretal para ava-
liar a necessidade de adoção de políticas públicas de Introdução: A Cancerologia Cirúrgica (CC) é um impor-
rastreamento e prevenção em nosso serviço. Método: tante pilar do tratamento multimodal oncológico. Dos
Estudo transversal, realizado no Mário Palmério Hospi- pacientes diagnosticados com câncer até 80% serão
tal Universitário de Uberaba/MG, através da entrevis- submetidos a alguma intervenção cirúrgica no decor-
ta de 115 usuários do nosso serviço de saúde. Dados rer do tratamento. Diversos aspectos colaboram para
coletados no período de Março a Maio/2017, por meio o êxito cirúrgico, entre eles o desempenho hospitalar é
de questionário QSA, atividade do projeto de extensão um dos poucos mutáveis (equipes cirúrgicas e interdis-
da Liga de Oncologia aprovada pelo Comitê de Ética ciplinares experientes, volume cirúrgico e disponibilida-
da Universidade de Uberaba. Resultados: Do total de de de recursos). Comparando mastectomias realizadas
entrevistados, 42,6% são do sexo masculino e 57,4% por Billroth em uma série de 170 casos com recidiva em

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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

82% e Halsted (empregou princípios da CC) série de 50 cas epidemiológicas e os fatores de risco para a doença
casos e recorrência de apenas 6%, evidenciou-se o fator assim como o resultado do tratamento. Método: Os
prognóstico que o cirurgião executa, demonstrando a dados foram coletados do prontuário médico. A ficha
necessidade de estudos sobre a sua formação acadê- utilizada é baseada no padrão do Instituto Nacional do
mica, que possibilitem compreender a melhor eficiên- Câncer. As freqüências absolutas e relativas foram ge-
cia do resultado cirúrgico. MÉTODO: Estudo observacio- radas a partir do sistema SISRHC e tabuladas através
nal, descritivo e retrospectivo, avaliados nove tipos de do Sistema EpiInfo, versão 7.1. A taxa de sobrevida foi
cirurgias realizadas entre março de 2014 e fevereiro de calculada pelo método de Kaplan-Meier. Resultados:
2017 executadas por um médico residente (MR) na CC Foram realizadas 394 prostatectomias, 45,5 apresenta-
em uma instituição do Brasil. O volume de procedimen- ram historico de tabagismo, 22,1% dos pacientes apre-
tos cirúrgicos foi comparado às curvas de aprendizado sentaram historico familiar de cancer. 76% apresen-
(CA) estabelecidas na literatura, contribuindo assim tavam toque retal alterado ao diagnóstico. O subtipo
para a discussão acerca da redução das disparidades histologico mais comum foi o adenocarcinoma acinar
na formação do MR a nível mundial. RESULTADO: Em em 96,2%. O score de gleason mais comum na biopsia
cirurgias de gastrectomias com linfadenectomia D2 (MR pre-operatoria foi de 6 (3+3) em 58,4% e em seguida o
35, CA 23), prostatectomia radical (MR 30, CA 20), houve de 7 (3+4) com 18,3%. Já no exame anatomopatológico
equivalência quantitativa dos procedimentos realiza- da peça cirurgica, o adenocarcinoma acinar represen-
dos com as CA. Para retossigmoidectomia laparotômica tou 98,7% dos casos, sendo que apenas 13% apresen-
(MR 29), histerectomia radical tipo Wertheim-Meigs (MR tavam proloferação acinar atípica e 13,6% invasão da
27) e mastectomia radical (MR 28) não há CA estabe- vesícula seminal. Em cintilografia pre-operatória, 92,8%
lecida, mas houve equivalência na análise comparativa dos pacientes não apresentavam metástases. 39,3%
com cirurgiões de alto volume. Em esofagectomia total foram estadiados como II B e 29,4% como III. A prosta-
com (MR 4) e gastroduodenopancreatectomia (MR 4) o tectomia aberta foi realizada em 92,6% dos pacientes
MR apresenta distância das curvas estabelecidas, que e a por video em 7,1%. Somente em 5,8% dos casos foi
muitas vezes somente é atingida após anos de experi- realizada vigilância ativa antes do tratamento. Em 6,8%
ência na área. Já em segmentectomias pulmonares (MR dos casos ocorreram complicacoes transoperatorias
7) não foram encontrados dados para análise compa- graves com sangramento e infecção. 17,8% tiveram a
rativa, especialmente em cirurgias abertas. Conclusão: margem cirúrgica comprometida. 25,1% dos pacientes
Existem poucos estudos acerca da formação do CO, apresentaram algum tipo de complicacao pos-operato-
e os dados apontam para ensinos muito distintos em ria graus 2 e 3 de Clavien-Dindo. 37,6% deles cursaram
todo o mundo. Esta análise demostra que uma institui- com impotência funcional após o tratamento, 61% com
ção brasileira de oncologia oferece volume cirúrgico e incontinência urinária, 7,9% com estenose vesico-urete-
condições técnicas para o ensino adequado em CC, po- ral, 10,3% com retenção urinária aguda. 17,1% tiveram
dendo de forma direta interferir no prognóstico dos pa- infecção urinária no pós operatório. 96,1% dos pacien-
cientes, superando e estabelecendo novos paradigmas tes necessitaram de sonda vesico-ureteral no pós-ope-
para a formação do CO. ratório. 77,7% dos pacientes atingiram remissao em
6 meses, sendo que 13,3% apresentaram progressao
Contato: ISAAC BRAULLIO MAIA DELFINO DE OLIVEIRA
da doenca. 97,5% dos pacientes estavam vivos apos 5
- isaacbmdoliveira@gmail.com
anos. Conclusões: A maioria dos pacientes já apresen-
ta sintomas ao diagnóstico. A cirurgia é o tipo de tra-
tamento mais realizado, porém cursa frequentemente
TEMÁRIO: OUTROS E MISCELÂNIA com intercorrências como incontinência urinária e im-
CÓDIGO: 60187 potência funcional.
Contato: GABRIELA ROMANIELLO - gabriela.
CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS romaniello@outlook.com
E ANÁLISE DAS PROSTATECTOMIAS
REALIZADAS ENTRE 2010 E 2015
Autores: Phillipe Geraldo Teixeira de Abreu Reis; Flavio
TEMÁRIO: ONCOLOGIA CUTÂNEA
Daniel Saavedra Tomasich; Gabriela Romaniello; Deisy
Dalke; Adrielle de Lima Munhoz; Andres Estremadoiro CÓDIGO: 57778
Vargas; Ewerson Luiz Cavalcanti e Silva; Carla Simone da
Silva; CARCINOMA BASOCELULAR DA FACE,
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ MARGENS COMPROMETIDAS E RISCO
Introdução: O cancer de próstata representa uma das
DE RECIDIVA
neoplasias mais comuns, seu tratamento vem sendo Autores: Oly Campos Corleta; Luis Fernando Moreira;
atualizado a cada dia. OBJETIVO: Apresentar os dados Víctor Sánchez Zago; Thais Vicentine Xavier; Sofia
Zahler; Gabriela Stahl; Geraldo Machado Filho; Marcelo
coletados referentes aos pacientes submetidos a pros-
Castro Marçal Pessoa;
tatectomia entre 2010 e 2015. Estudar as característi-
Instituição: UNIVERSIDA DE PASSO FUNDO

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 102


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

Introdução: Apesar de outras modalidades de trata- Autores: Samuel Aguiar Jr; Bianca E C Fava; Ranyell M S S
mento, a excisão cirúrgica com margens livres histologi- Batista; Tiago Santoro Bezerra; Paulo Roberto Stevanato
camente comprovadas permite controle local absoluto Filho; Renata Mayumi Takahashi;
e tem sido amplamente considerada como a principal Instituição: A.C. CAMARGO CANCER CENTER
escolha para o carcinoma basocelular (CBC), sendo a
Introdução: Introduçao: Um número significativo de
excisão completa, se o risco de recorrência e invasão
pacientes com neoplasias malignas avançadas evolui
local forem o objetivo primordial. Objetivo: investigar
com alguma complicação gastrointestinal diretamente
as características histológicas e o papel do cirurgião en-
relacionada à doença, principalmente em neoplasias
volvido na recorrência de CBC facial quanto às margens
gastrointestinais e ginecológicas. A paliação na maioria
de segurança. Pacientes e métodos: Análise multivaria-
das vezes exige uma intervenção cirúrgica de urgência.
da foi realizada em 285 casos de CBCs consecutivos re-
A morbidade e a mortalidade nessas cirurgias pode
feridos ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA),
chegar a taxa de50%e20-40%, respectivamente. Obje-
Serviços de Cirurgia Geral ou Plástica, entre 1º de Janei-
tivo: determinar o perfil clínico e resultados de cirur-
ro e 31 de dezembro de 2013 e seguidos a cada 6 meses
gias abdominais paliativas de urgência em pacientes
até 30 de novembro de 2016; média (SD) de 14,7 (11,7)
com neoplasia maligna avançada. Método: trata-se de
meses. Todos os dados foram analisados em áreas de
estudo observacional tipo coorte retrospectiva. Foram
alto ou baixo-risco, lesão primária ou recorrente e gru-
levantados dados do prontuário dos pacientes, pelo
pos de excisão completa ou incompleta. Resultados:
período de um ano operados com indicação de urgên-
Houve 145 (51%) homens e 140 (49%) mulheres; idade
cia (obstrução, perfuração, dor, infecção, sangramento,
mediana (intervalo) de 67 anos (29 a 85). Cirurgião geral
outros), com evidência de doença avançada (metástase,
ou plástico operaram 218 (77%) ou 67 (23%) casos de
independente do sítio). Os desfechos principais foram
CBCs, respectivamente. A maioria dos CBCs faciais era
óbito em 30 dias e alta hospitalar em 30 dias. Resulta-
de área de alto risco (n = 188; 66%); primária (n = 246;
dos: no período de janeiro de 2016 a janeiro de 2017
86,3%) principalmente subtipos nodular (195; 68%) ou
identificamos 66 pacientes, 36 mulheres e 30 homens
infiltrativo (n = 57; 20%), com tamanho médio (DP; va-
(55% e 45% respectivamente). sítio primário (37% reto,
riação) de 10,6 (8,2; 3-120) mm. Recidiva ocorreu em 19
23% colon D, 40% restante), sítio metastático (27% fíga-
(7%) casos em uma média (DP) de 18,7 (7,9) meses; 14
do, 26% peritoneo, 53% outros), indicação (80% devido
(5,7%) e 5 (13%), respectivamente para CBCs primários
obstrução), maioria dos ECOG 1,2,3 (36%,33%, 21%, res-
e recorrentes , sendo 33,9% para ressecções incomple-
pectivamente), ASA II e III ( 50% e 45%, respectivamente)
tas e apenas 3% para lesões completamente resseca-
, comorbidades 1 ou 2 ( 38% e 33%), linhas de trata-
das. Um risco significativamente aumentado para reci-
mento prévio (55% virgem de tratamento), sem cirur-
diva foi observado para lesões maior que 10mm [OR =
gias prévias, 56%, diagnóstico nutricional, desnutridos
0,19; 95% CI (0,05 - 0,67); p = 0,01] e para lateral [OR =
com 58%, e 79% sem suporte nutricional adicional, ci-
7.10; 95% CI (2,70-18.66); p = 0,0001] profundo [OR =
rurgias realizadas (56% sem cirurgias prévias, 30% com
4,92; 95% CI (1,59-15,19); p = 0,005] ou qualquer [OR
uma cirurgia previa, restante mais de uma cirurgia pre-
= 6,75; 95% CI (2,57-17,73); p = 0,0001] margem com-
via), pós-operatório em UTI, 45% passando mais de 3
prometida (n = 56; 20%). Lesões recorrentes tendem
dias, complicações pós-operatórias (Clavien-Dindo 3,4,5
a recidivar novamente [OR = 2,58; 95% CI (0.87 - 7,67);
totalizando 29%). No desfecho final obtivemos 3% de
NS]. Lesões maiores e margens comprometidas foram
óbito em 30 dias e alta em 30 dias de 71%. Conclusão:
independentes fatores de risco significativamente asso-
apesar da taxa de complicações elevada, a mortalidade
ciado a recorrência tanto na análise bivariada quanto
foi baixa, considerando a população estudada, e a boa
na multivariada. Não foram observadas diferenças em
taxa de 71% de alta em 30 dias refletem bons resulta-
relação a áreas de alto e baixo-risco, tempo de recidiva
dos nas indicações de cirurgia abdominais paliativas de
ou especialidade do cirurgião. Conclusão: O controle
urgência.
de margem cirúrgica é ainda crucial para recidiva, ape-
sar de áreas de alto ou baixo-risco e da especialidade Contato: SAMUEL AGUIAR JR - samuel.aguiar.jr@gmail.
do cirurgião para CBCs da face. com

Contato: VÍCTOR SÁNCHEZ ZAGO - victorsaza@gmail.


com
TEMÁRIO: TUMORES COLORETAIS E CANAL ANAL
CÓDIGO: 61724

TEMÁRIO: TUMORES COLORETAIS E CANAL ANAL


CIRURGIAS COLORRETAIS ROBÓTICAS:
CÓDIGO: 61804
A EXPERIÊNCIA DO INCA
CIRURGIAS ABDOMINAIS DE URGÊNCIA Autores: Jensen Milfont Fong; Eduardo Rodrigues Zarco
da Câmara; Marcus Vinicius Motta Valadão da Silva;
COM INTENÇÃO PALIATIVA: AVALIAÇÃO Eduardo Linhares Riello de Melo; José Paulo de Jesus;
DE INDICAÇÕES E RESULTADOS

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 103


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

Camilla Bandeira Soares; Pedro Paulo Cavalcanti de NEUROLÓGICAS PÓS-OPERATÓRIAS DO


Albuquerque; Rafael de Oliveira Albagli; CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO
Instituição: INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER - INCA
Autores: Caroline Vaz da Cunha; Erik Freitas Fortes
Introdução: A introdução da Cirurgia Robótica tornou Bustamante; Elaine Cardoso de Oliveira Souza;
possível a aplicação de uma nova modalidade de cirur- Instituição: HOSPITAL DE CÂNCER DE MATO GROSSO
gia minimamente invasiva ao tratamento dos tumores
Introdução: Disfunções musculoesqueléticas e neuro-
colorretais. A Cirurgia Robótica contribui com ergono-
lógicas pós-operatórias do câncer de cabeça e pesco-
mia, estabilidade da câmera, do instrumental facilitan-
ço RESUMO Introdução: Tumores de cabeça e pescoço
do a exploração em condições árduas. É possível a re-
correspondem ao quinto tipo de câncer mais comum
alização de manobras delicadas e precisas em pontos
no mundo, levando a altas taxas de mortalidade. Os
cruciais da cirurgia como a liberação colônica, dissec-
procedimentos cirúrgicos relacionados ao tratamen-
ções vasculares, linfadenectomia. Possibilita também
to desse tipo de câncer são altamente invasivos e po-
anastomoses manuais intracorpóreas em um espaço
dem estar relacionados a diversas disfunções muscu-
anatômico restrito, alcançando resultados cirúrgicos
loesqueléticas, neurológicas e respiratórias. Objetivo:
otimizados. Objetivo: Relatar a experiência uni-institu-
Apontar as principais disfunções musculoesqueléticas e
cional das cirurgias colorretais robóticas realizadas em
neurológicas em pacientes submetidos à cirurgia onco-
um centro de referência em cirurgia oncológica. Mate-
lógica de cabeça e pescoço. Método: Estudo de coorte
riais e Método: Foi realizado um estudo de Coorte Re-
retrospectivo descritivo que avaliou pacientes submeti-
trospectivo com base no banco de dados prospectivo
dos a tratamento oncológico com intervenção cirúrgica
de pacientes da instituição submetidos à cirurgia robó-
em um hospital oncológico terciário. Foram avaliados
tica para o tratamento de câncer colorretal no período
os arquivos médicos dos pacientes submetidos à cirur-
de julho de 2012 a abril de 2017. Resultados: Foram
gia oncológica de cabeça e pescoço no ano de 2016. Os
operados 119 pacientes, 62 do sexo masculino e 57 do
dados analisados foram: idade, sexo, história clínica,
sexo feminino. A idade média dos pacientes foi de 61
localização do tumor, tipo de procedimento cirúrgico e
anos. A respeito do tipo de cirurgia, 77 pacientes foram
disfunções musculoesqueléticas e neurológicas encon-
submetidos a ressecção anterior do reto com anasto-
tradas. Resultados: Foram avaliados ao todo422 regis-
mose primária, 18 ressecção abdomino-perineal do
tros médicos de pacientes que foram submetidos ao
reto, 10 sigmoidectomia, 6 ressecção anterior do reto
tratamento cirúrgico de tumores de cabeça e pescoço
à Hartmann, 5 hemicolectomia, 1 exanteração pélvica
entre janeiro e dezembro de 2016. As localizações dos
posterior, 1 exanteração pelvica total e 1 proctocolec-
tumores mais frequentemente relacionadas às disfun-
tomia total com bolsa ileal. A mediana de internação
ções foram tireóide (36,8%), palato mole (26,3%), man-
hospitalar foi de 6 dias . Em relação às complicações,
díbula (15,7%), laringe (10,5%), maxilar (5,2%) e paróti-
68 pacientes (35%), apresentaram alguma complicação,
da (5,2%).Observou-se que 16 pacientes apresentaram
sendo as principais, fístula anastomótica (22%) e íleo
algum tipo de disfunção musculoesquelética e 3 apre-
metabólico (19%). Dezenove por cento dos pacientes ti-
sentaram disfunção neurológica. Dentre as principais
veram complicações estágio III segundo a classificação
alterações musculoesqueléticas estão o trismo (26,3%),
de Clavien- Dindo e 3% tiveram complicações estágio IV.
dor escapular (15,7%), fibrose(10,5%), atrofia do mus-
Nove pacientes tiveram a cirurgia convertida para via
cúlo trapézio (5,26%), limitação dos movimentos do
laparoscópica, 20 necessitaram de reoperação e 6 evo-
membro superior (5,26%) e edema facial (5,26%). A dis-
luiram com óbito relacionado às complicações. Con-
função neurológica encontrada foi a paresia do nervo
clusão: Os achados do estudo são condizentes com a
facial em 15,7% dos casos estudados. Conclusão: As in-
literatura vigente em análises semelhantes de cirurgia
tervenções cirúrgicas realizadas no tratamento oncoló-
robótica em outros centros de cancerologia cirúrgica.
gico de cabeça e pescoço podem apresentar complica-
Estudos comparativos com outras modalidades técni-
ções e disfunções musculoesqueléticas e neurológicas
cas podem corroborar tais resultados, bem como um
devido ao tamanho do tumor, tipo de técnica cirúrgica
estudo multicêntrico e randomizado pode analisar a
adotada, prolongado tempo com uso de espaçadores
verdadeira eficiência da cirurgia robótica nas neopla-
cirúrgicos, adaptação do tecido após a cirurgia, entre
sias colorretais.
outros fatores. Isso evidencia a importância do traba-
Contato: JENSEN MILFONT FONG - jensenmf@gmail. lho multidisciplinar, onde o profissional fisioterapeuta
com poderia contribuir minimizando o desconforto, preve-
nindo maiores complicações e proporcionando retorno
das funções acometidas.

TEMÁRIO: NUMACO / FISIOTERAPIA Contato: CAROLINE VAZ DA CUNHA - fisio.carol@


CÓDIGO: 60439 hcancer.com.br

DISFUNÇÕES MÚSCULOESQUELÉTICAS E

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 104


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

TEMÁRIO: ONCOLOGIA CUTÂNEA diagnóstico, ser multidisciplinar e persistir até o desfe-


CÓDIGO: 61885 cho final da doença.
Contato: FERNANDA CARCOSO PARREIRAS -
DOR EM PACIENTE COM MELANOMA
nandaufmg127@gmail.com
AVANÇADO: ESTUDO RETROSPECTIVO
SOBRE A VISÃO DE FAMILIARES E
CUIDADORES SOBRE OS SINTOMAS QUE
ANTECEDEM O ÓBITO TEMÁRIO: TUMORES HEPATOBILIOPANCREÁTICOS
Autores: Fernanda Cardoso Parreiras; Luiza Ohasi de CÓDIGO: 61916
Figueiredo; Bruno Aquino Marcelino; Alberto Julius Alves
Wainstein; DUODENOPANCREATECTOMIA
Instituição: HOSPITAL ALBERTO CAVALCANTI / FHEMIG CEFÁLICA LAPAROSCOPIA VS
Introdução: A maioria dos pacientes com câncer so-
LAPAROTÔMICA PARA TRATAMENTO
frem dor em algum momento durante sua experiência. DOS TUMORES PERIAMPULARES:
Cerca de 75 a 90% de todos os pacientes com câncer ESTUDO DA MARGEM CIRÚRGICA
avançado apresentam dor e 50% descrevem sua dor Autores: Barbara Braga Mascarenhas; Fernando
como moderada a grave (National Pain Foundation, Augusto de Vasconcellos Santos; Luiz Gonzaga Torres
2009). Sabe-se que a dor em pacientes com câncer é Junior; Rodrigo Conçalves Cata-Preta; Ramom Ribeiro
complexa e multifatorial, chamada de “Dor Total”, pois Lelis de Souza; Gabriel Ramirez Moreira;
abrange aspectos fisiopatológicos diversos além de Instituição: ISTITUTO DOS SERVIDORES DO ESTADO DE
associar-se a toda dimensão do sofrimento. No mela- MINAS GERAIS
noma observa-se com bastante evidência essa caracte- Introdução: A duodenopancreatectomia cefálica (DPC)
rística, pois é uma neoplasia com elevada mortalidade é procedimento cirúrgico de alta complexidade e o tra-
e acometimento de órgãos diversos, especialmente a tamento com maior possibilidade de cura nos pacientes
pele, interferindo diretamente com a autoimagem do com tumores periampulares. Publicações de estudos
paciente, além de relacionar-se diretamente aos diver- observacionais mostraram que a duodenopancreatec-
sos procedimentos cirúrgicos e tratamentos invasivos. tomia cefálica laparoscópica (DPCL) reduz a morbida-
Embora muitas diretrizes estejam disponíveis para mé- de pós-operatória, mas pouco se sabe sobre seus re-
dicos e pacientes, a dor oncológica continua a ser “mal” sultados oncológicos a curto e longo prazo. Objetivo:
tratada. Objetivo: estabelecer a prevalência da dor en- Avaliar a segurança oncológica da DPCL no tratamento
tre os pacientes com melanoma avançado nos períodos do tumor periampular em relação a presença ou não
que antecedem ao óbito e apresentar a visão dos fami- de comprometimento das margens de ressecção ci-
liares e cuidadores em relação ao sintoma e impacto rúrgica. Método: Estudo transversal, retrospectivo,
na qualidade de vida dos pacientes. Método: Trata-se dos pacientes submetidos a duodenopancreatectomia
de um estudo transversal e retrospectivo que ultiliza cefálica associada a gastrectomia distal com linfade-
dados secundários (revisão de prontuários médicos) e nectomia locorregional realizados por laparoscópica
entrevista com os cuidadores. Foram analisados regis- vs laparotômica, comparando o acometimento ou não
tros clínicos de pacientes com melanoma de um centro das margens de ressecção cirúrgica. O desfecho primá-
de referência para o tratamento do câncer, durante o rio foi avaliado pela presença ou não de acometimento
ano de 2015 e 2016 e 32 pacientes foram efetivamente das margens de ressecção cirúrgica. Resultados: Após
incluídos no estudo. Resultados: Segundo os cuidado- seleção, foram identificados 20 paciente submetidos a
res, metade dos indivíduos sentia dor no mês anterior DPC, sendo 10 (50%) por via laparoscópica e 10 (50%)
à morte, enquanto 34,38% não apresentavam esse sin- por via laparotômica. No estudo anatomopatológico da
toma a qualquer momento. Além disso, o local mais peça foi identificado o comprometimento da margem
comum de dor foi nos membros inferiores (21,88%) e cirúrgica em dois casos do grupo A (10%). No grupo B
43,75% dos indivíduos procuraram atendimento espe- não houve acometimento das margens em nenhum
cializado na dor. A dor (40,63%) foi o sintoma que mais dos casos estudados. Lesões maiores que 3,0 cm foram
incomodou os pacientes de acordo com os familiares, encontradas em 60% dos tumores ressecados por via
seguido pelo não exercício de suas atividades de tra- laparoscópica e 40%, nos casos de via laparotômica.
balho (18,75%) e depressão (12,50%). Conclusão: A dor Discussão: No presente estudo, nenhum dos pacien-
foi um sintoma prevalente, acometendo metade dos in- tes submetidos a cirurgia por laparotomia apresentou
divíduos, este dado corrobora com o encontrado na li- comprometimento das margens de ressecção pelo tu-
teratura e está associada a diversos fatores etiológicos, mor, enquanto que, no grupo submetido a laparosco-
como quimioterapia, linfadenectomia, procedimentos pia, dois pacientes tiveram margens acometidas, com
cirúrgicos e metástase, impactando na qualidade de ressecção R1. Esse resultado pode ser atribuído ao fato
vida desse paciente. Julgamos necessário maior cui- de que no grupo A, os pacientes apresentavam lesões
dado, investimento e tratamento da dor nos pacientes maiores que os pacientes do grupo B, sendo uma lesão
com melanoma e tal abordagem deve se iniciar desde o descrita como exibindo que 6 cm. Importante ressaltar

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 105


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

que a resseção completa da lesão (R0) é apenas um dos TEMÁRIO: TRATO GASTROINTESTINAL ALTO
fatores prognósticos na sobrevida a longo prazo, sendo CÓDIGO: 61900
o acometimento linfonodal outro dado relevante, prin-
cipalmente nos pacientes submetidos com resseção ESTUDO COMPARATIVO DOS
completa. Conclusão: Em conclusão, a DPCL parece RESULTADOS DO TRATAMENTO
ser procedimento seguro em pacientes selecionados. CIRÚRGICO RADICAL DO CARCINOMA
Faltam estudos comparando resultados oncológicos a GÁSTRICO EM PACIENTES COM IDADE
curto e longo prazo. IGUAL OU INFERIOR A 65 ANOS ( 65
Contato: BARBARA BRAGA MASCARENHAS - ANOS)
bratzmascarenhas@gmail.com Autores: Fernando Augusto de Vasconcellos Santos;
Paulo de Tarso Vaz de Oliveira; Thiago Fabrício Pereira
de Almeida; Paula Segato Vaz de Oliveira; Alberto Julius
Alves Wainstein ;
TEMÁRIO: TRATO GASTROINTESTINAL ALTO Instituição: INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS
CÓDIGO: 61978 SERVIDORES MILITARES DE MINAS GERAIS
Introdução: O carcinoma gástrico (CG) é afecção fre-
ESOFAGECTOMIA DE RESGATE quente em todo o mundo, tendo uma incidência aproxi-
– EXPERIÊNCIA EM SERVIÇO mada de um milhão de novos casos por ano de acordo
ONCOLÓGICO DE REFERÊNCIA com a última estimativa mundial publicada pela GLO-
Autores: Daniel Fernandes; Flavio Duarte Sabino; BOCAN. Vários fatores de risco são descritos, sendo a
Carlos Eduardo Pinto; Victor Hugo Ribeiro Vieira; população mais afetada os homens, idosos e de baixa
Eduardo Rodrigues Zarco da Câmara; Alberto Teles classe social. O procedimento cirúrgico gastrectomia
Lopes; Rafael Albagli; radical é a única modalidade terapêutica capaz de curar
Instituição: INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER - INCA o CG e sua aplicação deve ser discutida independente
Introdução: A ressecção cirúrgica é considerada o pa- da idade. Assim, devido a alta incidência observada do
drão-ouro no tratamento do câncer esofágico com taxa CG em nosso meio, pelo envelhecimento populacional
global de cura de 15–40%. A quimiorradioterapia radi- e a morbimortalidade do tratamento cirúrgico em ido-
cal exclusiva é utilizada em pacientes com carcinoma sos, propôs-se a realização desse estudo com a finali-
esofágico localmente avançado ou sem condições cli- dade de comparar as taxas de morbidade e mortalida-
nicas para esofagectomia, com sobrevida em 5 anos de de operatória hospitalar e da radicalidade oncológica
até 30%. Entretanto o controle locorregional é pobre, dos procedimentos cirúrgicos realizados em pacientes
com taxa de recorrência de 40–60%, podendo haver com menos de 65 anos idade (grupo A) comparativa-
benefício no resgate cirúrgico destes pacientes. Este es- mente com os pacientes com mais de 65 anos de idade
tudo tem por objetivo reportar a experiência do nosso (grupo B). A pesquisa incluiu 76 pacientes submetidos
serviço com os pacientes submetidos à esofagectomia a ressecção gástrica com confirmação histológica de
de resgate. Foram analisados retrospectivamente 27 CG, sendo 30 pacientes no grupo A e 46 pacientes no
pacientes com câncer de esôfago, submetidos à eso- grupo B. A prevalência maior foi de homens e idosos.
fagectomia de resgate após quimiorradioterapia radi- Com o aumento da idade observou-se um aumento
cal exclusiva na Seção de Cirurgia Abdômino-Pélvica na escala da classificação da American Society of Ana-
entre janeiro de 1990 e dezembro de 2015. A técnica esthesiologists, tumores de maiores dimensões e au-
transtorácica foi realizada em 17 pacientes (80,9%). O mento na prevalência do tipo histológico intestinal de
número médio de linfonodos ressecados foi 11,2 (0-38 Lauren. Foram realizadas 46 gastrectomias totais e 30
linfonodos), sendo positivos para neoplasia em 7 pa- gastrectomias subtotais, com uma tendência maior a se
cientes (25%). A maioria dos pacientes (95,0%) apresen- realizar gastrectomia subtotal em pacientes idosos. No
tou cirurgia R0. A média de tempo operatório foi 371 pós-operatório, 22 pacientes (28%) apresentaram al-
minutos (240-670 minutos). A mediana de tempo de guma intercorrência. A intercorrência respiratória foi a
internação foi 15,5 dias (8–42 dias). A morbidade cirúr- principal complicação clínica pós-operatória acontecen-
gica foi 66,6%. A mortalidade operatória foi de 5,0% (1 do apenas em pacientes do grupo B sendo que, em sua
caso). A esofagectomia de resgate é tecnicamente factí- maioria, apresentou escore da ASA III ou mais. Oito pa-
vel, sendo a melhor opção de tratamento para o câncer cientes (10,5%) evoluíram para óbito não apresentando
esofágico com recidiva locorregional, ressecável, após diferença significativa entre os grupos etários compa-
radioquimioterapia radical exclusiva, com aceitáveis ta- rados. Dentre os pacientes que evoluíram a óbito, eles
xas de morbimortalidade. apresentavam ao menos um fator de risco significativo
associado à mortalidade após abordagem cirúrgica no
Contato: DANIEL DE SOUZA FERNANDES - câncer gástrico. Concluiu-se que a condição clínica pré-
danielsfernandes@gmail.com via do paciente foi o principal parâmetro que contribuiu
com as taxas de morbidade e mortalidade e que, a con-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 106


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

tra-indicação ou a radicalidade da cirurgia nos pacien- relação a 10 meses IC (7,46 - 12,69) nos pacientes com
tes com CA não deve ser baseada apenas na idade. LaP negativo (p = 0,089). Na linha de base, o preditor
independente de melhor SLP foi a quimioterapia com
Contato: THIAGO FABRICIO PERIEIRA DE ALMEIDA -
esquema FOLFOX (p = 0,006). O estudo demonstrou o
almeidatfp@gmail.com
uso do esquema FOLFOX como fator preditor de me-
lhor prognóstico e uma tendência a piora de sobrevida
livre de progressão nos pacientes com citopatológico
TEMÁRIO: TRATO GASTROINTESTINAL ALTO positivo, mesmo quando submetidos a negativação do
CÓDIGO: 59678 lavado peritoneal por quimioterapia neoadjuvante e
tratamento cirúrgico curativo.
EXPERIÊNCIA DO CENTRO DE Contato: ÍCARO DE AZEVEDO ALEXANDRE -
ONCOLOGIA DO HOSPITAL DA icaroazevedo10@hotmail.com
CIDADE DE PASSO FUNDO - RS COM
LAPAROSCOPIA E LAVADO PERITONEAL
NO ESTADIAMENTO DO CÂNCER
TEMÁRIO: TUMORES COLORETAIS E CANAL ANAL
GÁSTRICO
CÓDIGO: 61655
Autores: Ícaro de Azevedo Alexandre; Letícia Signori
Kohl; Julia Pastorello; Jorge Roberto Marcante Carlotto;
Carolina Barreto Mozzini; Nicole Taiana Henn; Isabella
EXPERIÊNCIA INSTITUCIONAL DE
Kern Arendt; Leonardo Werner Rasche; CIRURGIA ROBÓTICA NO CÂNCER DE
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL CÓLON
Autores: Camilla Bandeira Soares; Marcus Vinicius Motta
Introdução: O câncer gástrico (CG) é a quinta causa em Valadão da Silva; Eduardo Linhares Riello de Mello;
incidência e terceira de morte por câncer no mundo. O José Paulo de Jesus; Rafael Oliveira Albagli; Raquel de
estadiamento preciso e realizado com equipe multidis- Maria Maués Sacramento; Eduardo Rodrigues Zarco da
ciplinar é fundamental na seleção da estratégia adequa- Câmara; Ronald Enrique Delgado Bocanegra;
da de tratamento. A presença de citologia (CP) positiva Instituição: INSTITUTO NACIONAL DO CANCER
no lavado peritoneal (LaP) é um fator de pior prognósti-
co e preditor independente de alto risco de recorrência. Introdução: Desde a introdução de técnicas robotiza-
Estudo retrospectivo de janeiro de 2014 a abril de 2017, das, a prática cirúrgica foi modificada e a cirurgia color-
incluindo pacientes com diagnóstico de CG não metas- retal robótica está em ascensão. Embora o uso de robô
táticos e estadiados com laparoscopia (LP). A rotina do em cirurgia colorretal tenha sido mais estudado para o
serviço determina que sempre que o paciente com CP câncer de reto, alguns autores sugerem que a cirurgia
positivo, apresenta resposta por imagem e negativa o robótica proporciona vantagens ao realizar alguns tem-
exame CP após a quimioterapia, seja levado a trata- pos cirúrgicos na ressecção dos demais segmentos colô-
mento cirúrgico curativo padrão. Objetivo: O objetivo nicos. Com uma plataforma de câmera estável e instru-
foi de relatar a experiência do centro com o LP no esta- mentos articulados não sujeitos a tremores humanos,
diamento do CG, fatores relacionados a pior prognós- a liberação do ângulo esplênico, bem como a dissecção
tico, sobrevida livre da doença (SLD) nos subgrupos de do pedículo vascular, a linfadenectomia e anastomoses
pacientes com LaP positivo e negativo, além de análise manuais intracorpóreas assistidas por robôs podem ser
de sobrevida global (SG) com dados ainda imaturos. facilmente realizadas pelo cirurgião, com resultados clí-
Essa análise representa os dados preliminares do estu- nicos intraoperatórios, perioperatórios e funcionais fa-
do, o recrutamento e seguimento se mantém em aber- voráveis. Objetivo: Relatar a experiência inicial de uma
to com padronização dos métodos de estadiamento e instituição pública de referência no tratamento de cân-
tratamento do câncer gástrico realizado na instituição. cer no Rio de Janeiro, na abordagem cirúrgica robótica
Um total de 25 pacientes, na sua maioria homens 18 de pacientes com câncer de cólon. Materiais e método:
(72%) com média de idade de 60 anos, com ECOG entre Foi realizado um estudo do tipo coorte retrospectiva,
0 e 2, apresentado como principal sintoma dor epigás- com base na análise do banco de dados prospectivo
trica e perda de peso 9 (36%), doença na maioria em dos pacientes submetidos à cirurgia para tratamento
corpo do estômago 12 (48%), predomínio de histologia de câncer de cólon por via robótica, entre o período
adenocarcinoma pouco coesivo com células em anel de de julho de 2012 a abril de 2017. Resultados: Foram
sinete 16 (64%), estadiamento clínico inicial IIb 8 (32%) operados 49 pacientes, 20 do sexo masculino e 29 do
e quimioterapia neoadjuvante mais utilizada FOLFOX sexo feminino. A idade média dos pacientes foi de 62
21 (84%). No estadiamento 8 (32%) tinham LaP positi- anos, com idade mínima de 18 anos e máxima de 84.
vo, o tempo médio de SLD para todos os pacientes foi Apenas dois pacientes encontravam-se com mais de 80
de 6,76 meses. O tempo médio de SLD nos pacientes anos. Em relação às cirurgias realizadas, 41 pacientes
com LaP positivo foi de 6,8 meses IC (4,27 - 9,43) em foram submetidos à sigmoidectomia com anastomose
primária, 01 sigmoidectomia a Hartmann, 01 hemico-

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lectomia esquerda a Hartmann, 01 transversectomia, expressão de TS foi positiva em 92,3% dos CG. TS-al-
04 hemicolectomias direitas e 01 colectomia total com to, TS-baixo e TS-negativo foram observados em 71,3%,
bolsa ileal. O tempo médio de internação hospitalar foi 46% e 22,7% dos pacientes, respectivamente. As ca-
de 8 dias – a mediana foi de 6 dias e a moda de 5 dias. racterísticas clínicopatológicas associadas ao TS-alto
A taxa de complicações foi de 24% (12 pacientes), sen- foram: idade mais avançada (p=0.007), tumores pouco
do a principal o íleo adinâmico, seguida de deiscência diferenciados (p=0,001), tipo histológico difuso/misto
de anastomose e infecção de ferida operatória. Apenas de Lauren (p<0,001) e ausência de invasão perineural.
um paciente teve a cirurgia convertida para via laparos- Entre os 285 pacientes, 46,7% CG estadio II/III recebe-
cópica. Sete necessitaram de reoperação e 1 evoluiu a ram QT com 5-FU. Com relação à sobrevida, o TS-alto
óbito. Conclusão: Embora os resultados a curto prazo e foi associado a pior sobrevida livre de doença (SLD) no
a adequação oncológica da ressecção robótica do cólon CG estádio III (p=0,009). Não foram observadas diferen-
tenham sido observados como aceitáveis, os resultados ças significativas na SLD para o grupo estádio II, nem
a longo prazo permanecem desconhecidos. Sendo as- para sobrevida global em ambos os grupos estádio II e
sim, é necessário um ensaio clínico multicêntrico e ran- III. Na análise de sobrevida dos tumores estádio III ajus-
domizado para validar essa abordagem. tada para sexo, grau de diferenciação, tipo histológico
e invasão perineural, o TS-alto foi associado a menor
Contato: CAMILLA BANDEIRA SOARES - camillabs7@
SLD em homens (p=0,009), tumores pouco diferencia-
hotmail.com
dos (p=0,014), tipo difuso/misto de Lauren (p=0,005) e a
presença de invasão perineural (p=0,010). Conclusão:
O aumento da expressão de TS foi associado à pior SLD
TEMÁRIO: TRATO GASTROINTESTINAL ALTO em pacientes com CG estádio III tratados com QT ad-
CÓDIGO: 59412 juvante com 5-FU. Homens, tumores pouco diferencia-
dos, tipo difuso/misto e com invasão perineural consti-
EXPRESSÃO DE TIMIDILATO SINTETASE tuíram características associadas a menor SLD em CG
com TS-alto.
E PROGNÓSTICO EM PACIENTES COM
CÂNCER GÁSTRICO SUBMETIDOS À Contato: MARCUS FERNANDO KODAMA PERTILLE
GASTRECTOMIA COM QUIMIOTERAPIA RAMOS - marcuskodama@hotmail.com
ADJUVANTE COM 5-FLUOROURACIL
Autores: Marcus Fernando Kodama Pertille Ramos;
Marina Alessandra Pereira; Sheila Friedrich Faraj; Andre
TEMÁRIO: TRATO GASTROINTESTINAL ALTO
Roncon Dias; Osmar Kenji Yagi; Bruno Zilbestein; Ivan
Cecconello; Evandro Sobroza de Mello; CÓDIGO: 61921

Instituição: FACULDADE DE MEDICINA DA


UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - INSTITUTO DO CÂNCER GASTRECTOMIA LAPAROSCÓPICA
COMPARADA À ABERTA NO
Introdução: A quimioterapia (QT) adjuvante basea- TRATAMENTO DO CARCINOMA
da no uso 5-fluorouracil (5-FU) tem sido amplamente
GÁSTRICO: ESTUDO RETROSPECTIVO,
utilizada em pacientes com câncer gástrico (CG) para
prevenir recidiva após ressecção curativa. O 5-FU atua
ANATOMOPATOLÓGICO, DA
através da inibição da timidilato-sintase (TS), uma en-
SEGURANÇA ONCOLÓGICA DO
zima que atua na produção de timidina para a sínte- PROCEDIMENTO
se de DNA. Estudos demonstram que altos níveis de Autores: Rodrigo Gonçalves Cata-Preta; Fernando
TS correlacionam-se com a resistência ao tratamento Augusto de Vasconcellos Santos; Luiz Gonzaga Torres
com fluoropirimidinas, sugerindo seu potencial uso Junior; Alberto Julius Alves Wainstein; Barbara Braga
como fator preditivo para eficácia da QT adjuvante. No Mascarenhas;
entanto, o significado prognóstico da expressão de TS Instituição: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS
no CG permanece pouco esclarecido. Objetivo: avaliar SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS
a expressão da TS no CG e determinar seu valor prog- Introdução: A gastrectomia laparoscópica é proce-
nóstico em pacientes submetidos à QT adjuvante com dimento de escolha em centros de referência para
5-FU. Método: Foram avaliados retrospectivamente o tratamento do câncer gástrico precoce. Apesar da
285 pacientes submetidos à gastrectomia com linfade- comprovada redução em morbidade, ainda é foco de
nectomia D2 com intuito curativo. A expressão de TS estudos o impacto da técnica sobre os desfechos onco-
foi determinada por imuno-histoquímica em tecido tu- lógicos, principalmente na abordagem de tumores mais
moral através da construção de tissue microarray. A TS avançados. Objetivo: Avaliar a segurança oncológica
foi avaliada conforme a intensidade e porcentagem de da gastrectomia total e subtotal, com linfadenectomia
células marcadas através de um sistema de score. Os D2, entre pacientes acometidos por carcinoma gástri-
pacientes foram distribuídos em três grupos de acordo co submetidos à ressecção laparoscópica comparado
com o TS-score: negativo, baixo e alto. Resultados: A

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à abordagem aberta convencional. Método: Estudo gia. Método: Relato das vivências obtidas nos grupos
comparativo, retrospectivo, anatomopatológico, envol- de: Orientações, Apoio e Reconstruir. Foram desen-
vendo pacientes acometidos por carcinoma gástrico volvidos três encontros de cada grupo, tendo duração
submetidos à gastrectomia radical por laparoscopia média de 1 hora e 30 minutos. Utilizaram-se metodo-
ou por laparotomia no período de 2011 a 2016. Foram logias com os objetivos de esclarecer dúvidas, reforçar
analisados: sexo, idade, classificação do estado físico orientações sobre o tratamento proposto, trabalhar
pré-operatório (ASA) dos pacientes, localização, tama- questões relacionadas aos sentimentos despertados a
nho, profundidade e classificação histológica do tumor partir do diagnóstico do câncer, contribuir para a ela-
(Laurén), extensão da gastrectomia (total ou parcial), boração do processo de adoecimento, priorizando o
margens cirúrgicas, número de linfonodos ressecados enfoque interdisciplinar. Resultados: A partir dessas
e estadiamento oncológico. Resultados: Foram realiza- vivências, foi possível identificar as potencialidades que
das 20 gastrectomias laparoscópicas e 67 gastrectomias o trabalho realizado em grupos proporciona aos parti-
abertas com linfadenectomia padrão para tratamento cipantes. Em relação aos pacientes e familiares, possi-
do carcinoma de estômago. Os grupos apresentaram bilita a compreensão do processo de saúde-doença e
perfis semelhantes quanto à caracterização por sexo, nas diferentes significações do adoecimento. Para os
idade, classificação ASA, localização do tumor, extensão profissionais, oportuniza-se a experiência da discussão
da gastrectomia e classificação histológica de Laurén. de suas práticas a partir dos temas trabalhados nos en-
Entre os pacientes submetidos ao procedimento lapa- contros, permitindo trocas interdisciplinares. Conclu-
roscópico, foram evidenciados menor tamanho médio são: As experiências de vida, o contexto sociocultural e
do tumor ressecado, menor extensão da invasão trans- a personalidade de cada sujeito interfere diretamente
mural gástrica e estadiamentos oncológicos menos no processo saúde-doença. Frente a isso, faz-se neces-
avançados. O número médio de linfonodos ressecados sário alternativas que visem ações complementares
por paciente e o percentual de pacientes com margens ao tratamento convencional, fortalecendo espaços de
cirúrgicas comprometidas foram semelhantes entre os acolhimento, escuta, discussão e disseminação de co-
grupos. Conclusão: Apesar das limitações do tamanho nhecimento. Nesta perspectiva, a terapêutica grupal
amostral deste estudo, observa-se que a gastrectomia proporciona a vinculação da equipe de saúde e pacien-
laparoscópica proporciona adequada segurança onco- te/familiar, tornando-se um dispositivo que auxilia no
lógica quanto ao número de linfonodos ressecados e às cuidado integral e na adesão ao tratamento proposto.
margens cirúrgicas obtidas.
Contato: ANDREIA IVETE FEIL - brdeia@universo.
Contato: RODRIGO GONCALVES CATA PRETA - univates.br
catapretabh@yahoo.com.br

TEMÁRIO: ONCOGINECOLOGIA
TEMÁRIO: NUMACO / ENFERMAGEM CÓDIGO: 60879
CÓDIGO: 59698
IMPACTO DA PESQUISA DO
GRUPOS DE APOIO EM ONCOLOGIA: LINFONODO SENTINELA NO CÂNCER
DISPOSITIVOS QUE AUXILIAM PARA UM DO ENDOMETRIO DE ALTO RISCO
CUIDADO INTEGRAL Autores: Glauco Baiocchi; Henrique Mantoan; Lillian
Autores: Andreia Ivete Feil; Marina Manfroi; Laís Regina Yuri Kumagai; Levon Badiglian-Filho; Louise De Brot;
de Carvalho Schwarz; Kelly Mara Black; Janaína Chiogna Alexandre Andre Balieiro Anastacio; Carlos Chaves
Padilha; Paula Michele Lohmann; Cristiane Pivatto; Faloppa;
Instituição: HOSPITAL BRUNO BORN; UNIVERSIDADE DO Instituição: A.C. CAMARGO CANCER CENTER
VALE DO TAQUARI
Objetivo: Determinar o impacto da pesquisa do lin-
Introdução: As intervenções em grupo no contexto da fonodo sentinela (PLS) no estadiamento do câncer do
oncologia auxiliam o paciente e sua família a compre- endométrio de alto risco (endometrióide grau 3, sero-
enderem a doença e seus tratamentos, contribuem na so, células claras, carcinossarcoma, invasão miometrial
construção de estratégias de enfrentamento e possi- profunda ou presença de invasão angiolinfática). Méto-
bilitam a expressão e a elaboração desta experiência, do: Foram analisados 602 pacientes com câncer de en-
oportunizando momentos de troca de saberes e de dométrio no período de Junho de 2007 a Fevereiro de
vivências entre pacientes e/ou familiares e equipe de 2017, sendo 243 incluídos no estudo. Foram compara-
saúde. Objetivo: Relatar a experiência vivenciada por das 82 pacientes submetidas a PLS com injeção do mar-
profissionais das áreas de enfermagem e psicologia, cador no colo do útero com 161 pacientes submetidas a
integrantes de um Programa de Residência Multipro- linfadenectomia pélvica ± retroperitoneal (LND) sem re-
fissional em Saúde, através da estratégia de grupos alizar PLS. Pacientes portadoras de metástase anexial,
como dispositivos de cuidado no contexto da oncolo- peritoneal ou suspeita de comprometimento linfonodal

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foram excluídas. Resultados: O grupo PLS teve maior metástases extra-hepáticas e ressecções incompletas
número de cirurgias minimamente invasivas (70,7% vs foram excluídos da análise. Transfusão sanguínea foi
3,1%; p<0.001) e maior presença de invasão angiolin- categorizada como intra-operatória ou peri-operatória
fática (42,7% vs. 15,5%; p<0.001). Não houve diferença (que incluiu as intra-operatórias e as pós-operatórias) e
entre os grupos no que se refere a idade, tipo histoló- analisadas separadamente. Pacientes foram classifica-
gico e invasão miometrial profunda. A taxa de detecção dos como baixo risco (0–2) ou alto risco (3–5) de recor-
do linfonodo sentinela (LNS) foi de 86,6% e bilateral em rência de acordo com um escore previamente publicado
61% dos casos. Em 8/21 (38%) casos, o LNS positivo foi (escore de Fong). Resultados: Cento e setenta e cinco
detectado apenas após imuno-histoquímica. A sensibi- pacientes preencheram os critérios de inclusão. Qua-
lidade por paciente do LNS foi 90%, valor preditivo ne- renta pacientes receberam transfusão peri-operatória
gativo 95,7% e valor preditivo de falso negativo 4.3%. O e, dentre eles, 23 foram intra-operatória. A mediana de
grupo PLS teve maior taxa de linfonodos pélvicos com- unidades de concentrado de hemácias transfundida foi
prometidos quando comparado ao grupo LND (25,6% 2 (1–10). Houveram 5 óbitos pós-operatórios que foram
vs. 14,3%, p=0.03). Porém, não houve diferença signifi- excluídos da análise de sobrevida. Com um tempo me-
cativa em relação ao comprometimento de linfonodos diano de seguimento de 40 meses, a sobrevida global
retroperitoneais (13,5% vs. 5,6%, p=0.12). No grupo (SG) mediana da população do estudo não foi alcança-
LND, 5 (3,5%) dos casos apresentaram linfonodos re- da e a sobrevida livre de doença (SLD) foi de 24 meses.
troperitoneais comprometidos com linfonodos pélvicos Não observou-se relação entre transfusão sanguínea
negativos (metástase isolada). No grupo PLS 1 (1,9%) (tanto intra quanto peri-operatória) e sobrevida quan-
apresentou metástase isolada retroperitoneal, porém do analisamos toda a população. Porém, a transfusão
essa paciente não teve SLN detectado. Conclusões: No sanguínea intra-operatória, mas não a peri-operatória,
câncer do endométrio de alto risco, a pesquisa do LNS teve impacto tanto na SLD (5 anos: 0 x 25.5%, p=0.026/
identifica um maior número de metástases em linfono- HR=2.9, p=0.027, IC95% =1.1–7.7) quanto na SG (5 anos:
dos pélvicos e aumenta a taxa de linfonodos compro- 0 x 72.4%, p=0.004/ HR=6.6, p=0.008, IC95%=1.6–26.6)
metidos em 9,8% após a imuno-histoquímica. Não foi nos pacientes classificados como alto risco, tanto pelo
encontrado metástase linfonodal retroperitoneal isola- teste de log-rank quanto no modelo de regressão lo-
da nos casos em que houve detecção do SLN. gística múltipla de Cox. Conclusão: A transfusão san-
guínea intra-operatória pode ter um impacto negativo
Contato: GLAUCO BAIOCCHI NETO - glbaiocchi@
na sobrevida a longo prazo dos pacientes com MHCR
yahoo.com.br
ressecadas que tenham um alto risco de recorrência de
acordo com o escore de Fong.
Contato: MARCIO CARMONA MARQUES -
TEMÁRIO: TUMORES HEPATOBILIOPANCREÁTICOS dr.marciocarmona@gmail.com
CÓDIGO: 57446

IMPACTO DA TRANSFUSÃO SANGUÍNEA


INTRA-OPERATÓRIA NA SOBREVIDA TEMÁRIO: TRATO GASTROINTESTINAL ALTO
DOS PACIENTES COM METÁSTASES CÓDIGO: 61913
HEPÁTICAS DE CÂNCER COLORRETAL
RESSECADOS INFLUENCIA DA LINFADENECTOMIA
NA MORTALIDADE E SOBREVIDA
Autores: Márcio Carmona Marques; Heber Salvador
de Castro Ribeiro; Wílson Luiz da Costa Jr; Alessandro NO TRATAMENTO CIRÚRGICO DO
Landskron Diniz; André Luiz de Godoy; Igor Correia de ADENOCARCINOAM GASTRICO EM
Farias; Antonio Moris Cury Filho; Felipe José Fernández UMA INSTITUIÇÃO DE REFERÊNCIA DO
Coimbra; ESPÍRITO SANTO
Instituição: HOSPITAL ALEMÃO OSWALDO CRUZ Autores: Meire Cardoso da Mota Bastos; Carlos
Introdução: A transfusão sanguínea é um fator predi- Alexandre Meneghelli; Pedro Lorencini Belloti; Ana
tor de recorrência e sobrevida nos pacientes com car- Luiza Miranda Cardona Machado; Luiz Fernando
Mazzini Gomes; Luiz Augusto de Castro Fagundes Filho;
cinoma hepato-celular ressecados mas seu impacto
Leonardo Orletti; Caio Duarte Neto;
na evolução dos pacientes com metástases hepáticas
Instituição: HOSPITAL SANTA RITA DE CASSIA
colorretais (MHCR) operados ainda é incerto. Objetivo:
Determinar a relação da transfusão sanguínea e sobre- Introdução: O câncer gástrico tem como um de seus
vida a longo prazo em pacientes com MHCR resseca- preditores prognóstico e de tratamento adjuvante o
dos extratificando-os de acordo com o risco de recidiva. número de linfonodos ressecados e acometidos. Ob-
Método: Este estudo é uma análise retrospectiva dos jetivo: Avaliara influência dos diversos tipos de lin-
pacientes com MHCR operados entre 1998 e 2012. Pa- fadenectomia na morbimortalidade do tratamento
cientes com doença hepática inicialmente irressecável, cirúrgico do adenocarcinoma gástrico. Método: Estu-

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do retrospectivo com pacientes portadores de adeno- tados: Foram analisadas 62 mulheres onde as com-
carcinoma gástrico submetidos a gastrectomia total plicações tratadas com linfotaping no pós-operatório
ou subtotal com linfadenectomia D1,D2 ou extendida foram edema (91,9%), fibrose (43,5%), seroma (19,4%),
com intenção curativa, na Afecc-Hospital Santa Rita de prótese alta (14,5%), hematoma (12,9%) e aderência
Cássia no período de 2008 a 2015. Foram excluidos os cicatricial (9,1%). O número de atendimentos fisiotera-
pacientes submetidos à cirurgia de urgência e os sub- pêuticos foi em média 5,4 (DP 4,1). Quando compara-
metidos à linfadenectomia D0. Resultados: Popula- das as complicações com o número de atendimentos,
ção total de 336 pacientes.Dos pacientes submetidos observou-se que o seroma (p=0,016) e a aderência cica-
à linfadenectomia D1(21,4%), média de idade foi 72,8 tricial (p=0,017) mostraram diferença estatisticamente
anos, taxa de hemotransfusão intra-operatória de 11%, significativa, ou seja, antes de 10 atendimentos estas
taxa de complicação pós-operatória de 25% e óbito complicações foram melhor resolvidas que as demais,
pós-operatório de 13,8%. Dos pacientes submetidos sendo que nestas pacientes o seroma não necessitou
à linfadenectomia D2(54,8%), média de idade de 63,9 de punção. O uso de linfotaping foi complementar ao
anos, taxa de hemotransfusão intra-operatória 7%, taxa tratamento convencional através de drenagem linfá-
de complicação pós-operatória de 14% e taxa de óbito tica manual e terapia manual para fibrose e cicatriz.
pós-operatório de 3,2%.Daqueles submetidos à linfade- Conclusão: a técnica do linfotaping auxiliou no trata-
nectomia extendida(23,8%), média de idade de 60 anos, mento de complicações pós-operatórias de cirurgias
taxa de complicação pós-operatória de 13% e taxa de oncoplásticas, reduzindo o número de atendimentos
óbito pós-operatório de 6%. Conclusão: A radicalidade fisioterapêuticos, principalmente no tratamento de se-
da linfadenectomia no tratamento do adenocarcinoma roma e aderência cicatricial. Este estudo é o primeiro a
gástrico deve ser estimulada afim de adequar o estadi- demonstrar o uso de linfotaping nas complicações rela-
mento patológico, interferir na melhor modalidade de cionadas às reconstruções mamárias.
tratamento complementar e melhorar o desfecho prog-
Contato: LARISSA LOUISE CAMPANHOLI - larissalcm@
nóstico nos pacientes com câncer gástrico avançado.
yahoo.com.br
Contato: MEIRE CARDOSO DA MOTA BASTOS -
meirebastos_fmc@hotmail.com

TEMÁRIO: TRATO GASTROINTESTINAL ALTO


CÓDIGO: 61934
TEMÁRIO: NUMACO / FISIOTERAPIA
CÓDIGO: 59479 MARCADORES INFLAMATÓRIOS NO
CÂNCER GÁSTRICO: DESFECHOS PÓS
LINFOTAPING NO TRATAMENTO DAS GASTRECTOMIAS
COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS Autores: Carlos Alexandre meneghelli; Meire Cardoso
DE RECONSTRUÇÕES MAMÁRIAS da Mota Bastos; Pedro Lorencini Belloti; Ana Luiza
ONCOPLÁSTICAS Miranda Cardona Machado; Luiz Fernando Mazzini
Gomes; Luiz Augusto de Castro Fagundes Filho;
Autores: Larissa Louise Campanholi; Maria Luiza
Leonardo Orletti; Caio Duarte Neto;
Barszcz; Mirella Dias; Jaqueline Munaretto Timm
Baiocchi; Anke Bergmann; Instituição: HOSPITAL SANTA RITA DE CASSIA
Instituição: INSTITUTO SUL PARANAENSE DE Introdução: Pesquisas recentes e estudos moleculares
ONCOLOGIA em cobaias mostram forte relação entre câncer e infla-
Introdução: Linfotaping é uma técnica que vem sendo mação. A avaliação dos índices inflamatórios em pa-
amplamente utilizada na prática clínica, onde aplica-se cientes podem ser utilizados para dimensionar o risco
uma bandagem elástica sobre a pele, responsável por dos pacientes graves. Tem sido utilizada a dosagem de
aumentar o espaço entre ela e o músculo, promoven- proteínas de fase aguda e diferentes relações para clas-
do melhora do fluxo sanguíneo e linfático. Objetivo: sificação de pacientes em diferentes grupos de risco. A
analisar o uso de linfotaping no tratamento de compli- relação PCR/Albumina é uma delas. Objetivo: Avaliar
cações no pós-operatório de cirurgias oncoplásticas e a associação entre inflamação e morbimortalidade em
verificar quais complicações podem ser resolvidas mais pacientes submetidos a gastrectomia por câncer gástri-
precocemente. Método: foram analisados prontuários co. Método: Trata-se de um estudo retrospectivo com
de pacientes que realizaram reconstruções mamárias pacientes portadores de adenocarcinoma gástrico, sub-
com prótese de silicone, implante expansor (Becker), metidos a gastrectomia subtotal ou total em uma insti-
rotação do músculo grande dorsal, quadrantectomia tuição de referência de Vitória-ES no período de 2008
oncoplástica e/ou simetrização, operadas entre 2013 e a 2015. Foram excluídos os pacientes submetidos a
2016. Excluíram-se as pacientes nas quais não foi rea- cirurgia de urgência. Os pacientes foram estratificados
lizada a aplicação do linfotaping ou que abandonaram conforme os valores obtidos a partir da relação entre
o tratamento sem obter alta fisioterapêutica. Resul- de proteína C reativa e albumina pré-operatórios e re-

Braz J Oncol. 2017; 13(Supl): 1-402 111


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I SEMANA BRASILEIRA DE ONCOLOGIA - XIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

lacionando ao desfecho pós operatório. Resultados: A óbitos por tumores ósseos primários apresentaram
população foi de 117 pacientes. Estratificados em 4 gru- contribuição mais importante para a mortalidade por
pos de acordo com risco de complicação: G1(sem risco); câncer (média de 7,35%). Conclusão: É possível concluir
G2(baixo risco); G3(médio risco); G4(alto risco). Após a que houve tendência crescente das taxas de mortalida-
estratificação 47% dos pacientes foram classificados de no período estudado, porém o padrão etário de aco-
como de alto risco e destes 20% apresentaram compli- metimento não sofreu alteração significativa. O câncer
cações no pós operatórios. A taxa de óbito pós opera- ósseo primário foi responsável por uma proporção sig-
tório foi de 2,5% e esses pacientes foram classificados nificativa dos óbitos por câncer em menores de 20 anos
nos grupos de maior risco (G3 e G4). Conclusão: A re- entre 2000 e 2014. Pelo que temos conhecimento este
lação PCR/Albumina faz-se método simples e de baixo é o primeiro estudo de base populacional no Brasil a
custo de inferir indiretamente o risco de complicações contemplar mortalidade por tumores ósseos malignos
pós-operatórias e tem valor prognóstico nos pacientes primários.
oncológicos, independente do estádio clínico.
Contato: CARLA VIEIRA STRAUCH - carlastrauch@
Contato: CARLOS ALEXANDRE MENEGHELLI - gmail.com
carlosalexandremeneghelli@hotmail.com

TEMÁRIO: TRATO GASTROINTESTINAL ALTO


TEMÁRIO: SARCOMAS / TUMORES ÓSSEOS CÓDIGO: 58093
CÓDIGO: 60280
O PAPEL DO ESTADIAMENTO
MORTALIDADE POR CÂNCER ÓSSEO LAPAROSCÓPICO NO TRATAMENTO
PRIMÁRIO NO BRASIL DE 2000 A 2014: LOCAL DO CÂNCER GÁSTRICO
PERFIL DEMOGRÁFICO E TENDÊNCIA AVANÇADO
TEMPORAL Autores: José Francisco Ferreira Lima; Antonio Felipe
Autores: Carla Strauch; David Sadigursky; Fernanda Santa Maria; Marcus Valadão; Antonio Carlos Ribeiro
Campos; Ian Públio; Emerson Prisco; Letícia Brito; Garrido Iglesias; Wallace Hostalacio Avelar Martins;
Instituição: FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
Introdução: Tumores ósseos malignos primários são
neoplasias raras. Acometem mais o sexo masculino e Introdução: O câncer Gástrico (CG) é a quarta Neo-
a mortalidade tem maior impacto na faixa etária mais plasia maligna mais comum sendo causa de mais de
jovem. Até o momento não se tem fatores de risco 10% das mortes por câncer no mundo1. Apresenta alta
modificáveis nem formas de prevenção conhecidos. incidência e comportamento biológico agressivo. Dis-
Diagnóstico e tratamento precoces permanecem como seminação peritoneal é a principal via de metástase5.
melhor fator prognóstico. No que concerne o câncer Objetivo: Determinar a contribuição da VLP na identifi-
ósseo primário, conhecer o perfil demográfico é de fun- cação da doença peritoneal não detectada por estudos
damental importância para identificação de casos sus- pré-operatórios de imagem e na prevenção de laparo-
peitos e encaminhamento adequado para serviços de tomia desnecessária nos casos de doença inoperável.
referência. Objetivo: Conhecer o perfil demográfico e Método: Estudo prospectivo de coorte envolvendo 32
tendência temporal da mortalidade por esta patologia pacientes com adenocarcinoma gástrico submetidos
no Brasil no período de 2000 a 2014. Método: Os dados à cirurgia no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle
utilizados foram de base populacional obtidos no INCA, (HUGG) entre maio/2011 e março/2013. Comparou-se
DATASUS e IBGE. Foi analisada a incidência, a morta- o impacto da VLP no estadiamento do CG em 2 grupos:
lidade (para 100.000 habitantes), e a contribuição dos A) pacientes com tumores não-Borrmann tipo 4, abaixo
óbitos por tumores ósseos para a mortalidade por cân- de 8 cm e sem evidência de linfadenomegalia no exame
cer, estratificados por sexo e faixa etária. Resultados: de imagem; B) pacientes com tumores de Borrmann
Os resultados encontrados demonstram maior incidên- tipo 4 ou >8 cm ou com evidência de Linfadenomegalia
cia no sexo masculino (54,23%) e nas duas primeiras em exames de imagem. Critérios de Inclusão: Indivídu-
décadas de vida (31,15%). A mortalidade apresentou os com idades entre 18 e 90 anos com Adenocarcinoma
tendência crescente em ambos os sexos, sendo maior primário de estômago, sem evidência de metástases;
em homens. A análise de tendência temporal por faixa exame pré-operatório de imagem, com ausência de
etária não encontrou relação importante com o tempo. tratamento oncológico para CG. Foi assinado Termo
Os indivíduos com idade mais avançada apresentaram de Consentimento Livre e Esclarecido. Critérios de Ex-
maiores taxas de mortalidade com média de 3,78 ca- clusão: indivíduos com risco cirúrgico proibitivo e com
sos, enquanto os outros grupos etários não alcançaram Escala de Karnofsky<30%. Procedimentos cirúrgicos
1 caso. Porém, foi na faixa etária mais jovem que os realizados sob anestesia geral. Laparoscopia através
da inserção de 3 trocartes: primeiro (10 mm) imediata-

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mente acima do umbigo, incisão a partir da qual dióxido linfedema, tema de maior interesse do grupo sob estu-
de carbono foi insuflado para criar pneumoperitônio (8 do. Método: Consistiu na aplicação de um questioná-
a 12 mmHg), segundo (10 mm) sobre a linha média em rio para as mulheres em reabilitação pós-mastectomia
posição subxifóide e terceiro (5mm) aberto em área do envolvidas no estudo. Participaram da oficina 25 mu-
flanco D. Resultados: Idade média no grupo de estudo lheres com faixa etária entre 35 e 70 anos. A OEP se
foi de 63,2 anos (Faixa de 40 a 88 anos). A maioria dos deu em 5 etapas: 1) Apresentação da OEP; 2) Divisão
tumores foi classificada como tipo Borrmann 3. Gastrec- das mulheres em pequenos grupos para construção
tomia Subtotal responsável por 65,3% das ressecções de cartaz com situações que podem favorecer o início
gástricas; Gastrectomia Total responsável por 34,7%. ou agravamento do linfedema; 3) Teorização do tema
A Linfadenectomia estendida (D2) foi o procedimento com o uso de materiais educativos visando favorecer
mais comum (73,9%). Impacto da VLP na Alteração da a compreensão dos conceitos utilizados; 4) Relato das
Estratégia Terapêutica: dos 7 pacientes (22,6%) em que mulheres quanto às dificuldades que encontram na
a VLP revelou doença peritoneal foi possível prevenir sua realidade quanto à prevenção do linfedema; 5)
a laparotomia em 5 (16,1%). DISCUSSÃO e Conclusão: Avaliação das mulheres sobre a OEP e o conhecimen-
Tumores indiferenciados em 77,4% dos pacientes. Esta- to construído sobre o linfedema. As informações fo-
diamento clínico: 87% dos pacientes T3 ou T4. Sensibili- ram coletadas, organizadas e categorizadas, buscando
dade, especificidade e exatidão do método foram 84%, identificar as respostas mais recorrentes. Resultados:
100% e 94%, respectivamente. Destaca-se a colocação Os resultados mostraram que a OEP foi estratégia de
de trocartes através de 3 punções permitindo acesso grande valia na opinião das mulheres quanto a favo-
aos 4 quadrantes abdominais. recer a aquisição de novos conhecimentos, facilitar a
compreensão sobre o linfedema e a valorizar a atuação
Contato: JOSÉ FRANCISCO FERREIRA LIMA SIMÃO DE
delas na OEP. Os materiais educativos utilizados foram
SOUSA - josedemolay@hotmail.com
incluídos na rotina do setor de fisioterapia visando po-
tencializar a capacidade de aprendizado e retenção das
informações pertinentes ao linfedema. Através da OEP
TEMÁRIO: NUMACO / FISIOTERAPIA pretende-se fortalecer a autonomia dessas mulheres,
CÓDIGO: 59605 a relação e ação com o próprio corpo motivando ações
mais amplas em relação ao seu autocuidado.
OFICINA EDUCATIVA Contato: CLARICE SILVA DE SANTANA -
PROBLEMATIZADORA COMO santanaclaricefisio@gmail.com
ESTRATÉGIA DE EDUCAÇÃO EM
SAÚDE NA REABILITAÇÃO APÓS A
MASTECTOMIA
TEMÁRIO: TUMORES HEPATOBILIOPANCREÁTICOS
Autores: Clarice Silva de Santana; Claudia Teresa Vieira
CÓDIGO: 60084
de Souza;
Instituição: PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DE
PANCREATECTOMIAS: ANÁLISE DOS
BIOCIÊNCIAS E SAÚDE/IOC/FIOCRUZ
CASOS OPERADOS ENTRE 2010 E 2015
Introdução: A mastectomia é uma cirurgia agressi- Autores: Phillipe Geraldo Teixeira de Abreu Reis; Flavio
va e mutiladora e traz consequências traumatizantes Daniel Saavedra Tomasich; Gerardo Valladares; Carlos
na qualidade de vida da mulher. A reabilitação após a Arai; Gabriella Eduarda Jacomel; Luiz Antonio Negrão;
mastectomia pode se tornar dificultosa quando a mu- Fernando Mauro; Carla Simone da Silva;
lher não compreende seu processo de doença e as se- Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
quelas/limitações advindas desta cirurgia. Orientações
podem facilitar à adaptação da mulher a sua nova con- Objetivo: Apresentar dados referentes aos pacientes
dição e a torna participante na sua recuperação cirúrgi- submetidos a cirurgia pancreática entre 2010 e 2015.
ca. A educação em saúde é uma prática que favorece o Estudar características epidemiológicas tentando defi-
processo de promoção da saúde e a articulação de cui- nir fatores de risco para a doença e resultado do trata-
dado e pedagogia problematizadora, traz um diálogo mento. Método: Os dados foram coletados do prontu-
horizontalizado entre profissionais de saúde e usuárias, ário médico junto ao Serviço de Arquivo Médico. A ficha
contribuindo para o desenvolvimento de um cuidado utilizada é baseada no padrão do Instituto Nacional do
empoderador. Visando a quebra da tradicional relação Câncer. As frequências absolutas e relativas foram ge-
vertical que existe nas ações de educação em saúde, radas a partir do sistema SISRHC e tabuladas através
descreveremos a operacionalização das Oficinas Edu- do Sistema EpiInfo, versão 7.1. A taxa de sobrevida foi
cativas Problematizadoras (OEP), técnica apresentada calculada pelo método de Kaplan-Meier. Resultados:
neste trabalho. Objetivo: Facilitar a compreensão de Foram realizadas 98 cirurgias pancreáticas, sendo 43
mulheres que vivenciaram o câncer de mama sobre o cirurgias de Whipple, 10 pancreatectomias corpo-cau-
dais, e 43 derivações bilio-digestivas. 50% dos pacien-

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tes foram do sexo masculino. 55% dos pacientes apre- prontuários. Em relação as lesões desenvolvidas, LP re-
sentaram histórico de tabagismo e 25,6% de etilismo. presentou 25,9% (44), LF 21,2% (36) e DAÍ 22,4% (38).
Somente 1 paciente apresentava história familiar de Quanto ao estado civil, 57,1% eram casados, 26,8% sol-
neoplasia peri-ampular. Apenas 22,8% dos pacientes teiros, 10% viúvo e 6% divorciados. O acesso ao trata-
haviam registro de ecografia pré-operatória, entretanto mento se dava por meio de convênio (77,1%), sistema
todos realizaram TC ou RNM. 93,8% dos pacientes não único de saúde (22,4%) e particular: (0,6%). Conclusão:
realizaram CPRE antes da cirurgia. 8,6% dos pacientes O perfil do paciente oncológico que desenvolve as le-
realizaram laparoscopia estadiadora pré-operatória. sões avaliadas possui predominância no sexo masculi-
13,2% dos pacientes já apresentavam metástases pré- no, idade acima de 60 anos, haviam realizado tratamen-
-operatória. 56% dos pacientes apresentavam tumores to oncológico cirúrgico, radioterápico e principalmente
de cabeça do pâncreas, 10,9% peri-ampulares e 9,8% de quimioterápico, como comorbidade mais encontrada
corpo e cauda. O tipo histológico mais frequente foi o está o Diabetes Mellitus, hipertensão arterial sistêmica,
adenocarcinoma (54,5%). Somente 2 pacientes recebe- doenças pulmonar obstrutiva crônica e o tabagismo, os
ram quimioterapia pré-operatória e 24,2% foram para casos de obesidades representam a minoria na amos-
adjuvância. Somente 4,2% dos pacientes tiveram com- tra, assim também como etilismo. O tipo de acesso ao
plicações intra-operatórias. Em 26,1% dos pacientes fo- sistema de saúde não impactou na risco de desenvolvi-
ram realizadas ressecções multiorgânicas, e 11% neces- mento de lesão e o tipo de câncer mais prevalente foi
sitaram de drogas vasoativas no pós-operatório. 30% colorretal, hematológico, cabeça e pescoço e câncer de
dos pacientes receberam hemotransfusão. De todas as próstata. Após o desenvolvimento das lesões cerca de
cirurgias, 37% tiveram complicação pós-operatória grau 78% dos pacientes caracterizados no estudo foram a
2 ou 3 de Clavien-Dindo e 48% necessitaram reopera- óbito no período inferior a 2 anos.
ção. 20% dos pacientes atingiram remissão em 6 me-
Contato: DOUGLAS PEREIRA DA SILVA - douglas.
ses, 19,5% apresentaram progressão da doença. 74,6%
pereira@accamargo.org.br
dos pacientes foram a óbito em menos de 5 anos. Con-
clusão: Pancreatectomias apresentam dificuldade téc-
nica e anatômica considerável, além de serem indica-
das para neoplasia de alta agressividade. Os desfechos TEMÁRIO: ONCOGINECOLOGIA
cirúrgicos apresentam altos índices de complicações. CÓDIGO: 61680
Contato: ANA LUÍSA BETTEGA - Bettega.ana@gmail.
com PESQUISA DE LINFONODO SENTINELA
PARA CÂNCER DE COLO E ENDOMÉTRIO
INICIAL: AVALIAÇÃO DA COMBINAÇÃO
DE LINFOCINTILOGRAFIA PRÉ
TEMÁRIO: NUMACO / ENFERMAGEM
OPERATÓRIA E DETECÇÃO CIRÚRGICA
CÓDIGO: 61843
COM CORANTE
PERFIL DO PACIENTE ONCOLÓGICO Autores: Carla Simone da Silva; Mariana Maranho Chyla;
Renan Santos Alves; Reitan Ribeiro; José Clemente
QUE DESENVOLVEU LESÃO DE PELE Linhares; Audrey Tieko Tsunoda;
DURANTE A INTERNAÇÃO Instituição: HOSPITAL ERASTO GAERTNER
Autores: Douglas Pereira da Silva; Maria das Graças da
Silva Matsubara; Introdução: A pesquisa de linfonodo sentinela (LNS)
tem o potencial de evitar linfadenectomia desnecessá-
Instituição: A.C. CAMARGO CANCER CENTER
ria em até 90% dos casos de câncer inicial de colo ute-
Introdução: As lesões de pele passaram a integrar os rino e endométrio. A detecção deve ser bilateral para
processos de acreditação das instituições de saúde na- que o método seja confiável. Há uma curva de apren-
cionais e internacionais, dessa forma sua discussão tem dizado, que pode ser o limitante para a implementação
se tornado crescente dentro das organizações hospita- da pesquisa do LNS neste contexto. Objetivo: Avaliar
lares. Dentre as lesões de pele passiveis de prevenção a implementação de dois métodos combinados para
estão: Lesão por Pressão (LP), Dermatite Associado à pesquisa de LNS no câncer precoce de endométrio e
Incontinência (DAI) e Lesão por Fricção (LF). Objetivo: cérvice uterino. Método: Estudo prospectivo, fase II,
Caracterizar o perfil do paciente oncológico que desen- para avaliar detecção de metástase linfonodal combi-
volve lesão (LP, LF e DAI) durante a internação. Mate- nando a injeção cervical de corante azul patente e de
rial e Método: Trata-se de um estudo retrospectivo, radioisótopo Tecnécio-99. Resultado: No período de 7
observacional, descritivo, transversal com abordagem meses, 15 pacientes com média de 48 anos, foram in-
quantitativa, realizado em um hospital oncológico. A cluídas no estudo. Dez pacientes foram elegíveis mas
realização desta pesquisa aprovado pelo Comitê de não participaram por não aceitarem entrar na pesquisa
Ética em Pesquisa da Fundação Antônio Prudente sob ou por não fazerem o exame (não compareceram à clí-
o número: 2355/17. Resultados: Foram avaliados 170

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nica de diagnóstico por imagem). Câncer de colo de úte- objetivos deste estudo são: observar a prevalência de
ro abrangeu 60%, e de endométrio 40% dos casos. Em CCR em um hospital universitário, analisar dados dos
relação a detecção de radiofármaco na linfocintilografia pacientes acometidos e realizar uma breve revisão da li-
em região pélvica, 8 pacientes concentraram à esquer- teratura acerca de CCR. Método: Trata-se de um estudo
da (E) e 8 à direita (D), sendo que em 3 pacientes, foram retrospectivo, observacional e descritivo, de pacientes
detectados em ambos os lados. A região ilíaca foi a mais submetidos à nefrectomias no período de 1º de Janeiro
prevalente. Uma paciente não concentrou o radiofár- de 2011 a 31 Dezembro de 2016. Inicialmente, realizou-
maco. Todas as pacientes apresentaram linfonodos co- -se um levantamento de dados do Serviço de Anatomia
rados em pelve. Em 13 pacientes foi observado LNS à D Patológica para a seleção de todos os pacientes sub-
e em 12, à E. O local mais comum de LNS corado foi a metidos à nefrectomia radical e parcial, analisando-se:
região obturatória bilateralmente. Houve concordância idade, sexo, lateralidade, classificação histopatológica
de detecção por ambos os métodos em 53% no lado e classificação Furhmann. Resultados: Foram realiza-
D da pelve e em 60% do lado E. Dos linfonodos envia- das 209 nefrectomias ao total, sendo 63 diagnosticadas
dos a congelação, 4 % apresentaram micrometastase como CCR, ou seja, prevalência de 30,14% de CCR sub-
(1/25) . Em três casos, a linfocintilografia apresentou metidos à nefrectomia. Entre eles: 39 são do tipo CC, 16
concentração de radiofármaco em locais não detecta- do tipo papilífero, 3 cromófobos, 2 de ductos coletores
dos por azul patente. Além disso, em cadeia ilíaca ex- e 3 não-classificados. Em relação ao sexo, a prevalência
terna E, duas pacientes se beneficiaram da detecção foi de 24 mulheres, e 39 homens. Em relação à laterali-
de LNS pelo gamma probe convencional. Conclusão: dade, 37 estão à direita e 25 à esquerda, sendo um lau-
A combinação de linfocintilografia a pesquisa LNS com do em que a lateralidade foi ignorada. A média de idade
corante aumenta em 30 % a detecção bilateral de LNS encontrada foi: 59,20 anos. Sendo que em homens, a
para câncer de colo e corpo uterino inicial, na etapa de média de idade é 60,41 anos e em mulheres é 57,25
implementação desta série prospectiva anos. Em relação à classificação Furhman, 7 pacientes
foram alocados no estágio 1,31 no estágio 2,13 no es-
Contato: CARLA SIMONE DA SILVA - carlasimonesilva@
tágio 3 e 1 no estágio 4, sendo que 11 não foram classi-
yahoo.com.br
ficados segundo este estadiamento. Conclusão: Neste
estudo evidenciou-se que, a maior prevalência de CCR
ocorre no sexo masculino, com idade média de 59,20
TEMÁRIO: URO – 0NCOLOGIA anos, compatível com a literatura utilizada.
CÓDIGO: 61774 Contato: ALINE COLTRO - coltroaline@gmail.com

PREVALÊNCIA DE CARCINOMA DE
CÉLULAS RENAIS EM PACIENTES
SUBMETIDOS A NEFRECTOMIAS NO TEMÁRIO: TRATO GASTROINTESTINAL ALTO
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ANTÔNIO CÓDIGO: 61805

PEDRO NO PERÍODO DE 2011 A 2016


PREVALÊNCIA DE CÂNCER GÁSTRICO
Autores: Daniel Carvalho Ribeiro; Aline Coltro; Alison
Mangolin; Ronielly Pereira Bozzi; André Borges de
NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Freitas Dupim; Mari Hattori Ballantyne Wyper; Heleno ANTÔNIO PEDRO
Augusto Moreira da Silva; José Scheinkman; Autores: Alison Mangolin; Marcelo Sá de Araujo;
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE Aline Coltro; Davi Beraldo Porciuncula; Camila de
Albuquerque Marques; Mateus Mendes Oroski; Danilo
Introdução: O carcinoma de células renais(CCR) repre- Alves Araújo; Clara Alvim Moreira;
senta 2% a 3% de todos os tumores malignos em adul- Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
tos, sendo o mais letal dos cânceres urológicos. Essa ne-
oplasia é mais incidente no idosos, entre 50-70 anos de Introdução: Atualmente, o câncer gástrico (CG) possui
idade e predomina no sexo masculino(2:1 em relação alta prevalência, sendo o quarto tumor maligno mais
ao sexo feminino). Podem se apresentar na forma es- frequente entre os homens e sexto entre as mulheres.
porádica ou hereditária, sendo esta a menos frequente. A estimativa, segundo o INCA, é de 12.920 casos novos
A classificação para os CCR, baseada em aspectos his- de câncer de estômago em homens e 7.600 em mulhe-
tológicos é importante para determinar o prognóstico res no ano de 2016. O tipo histológico mais prevalente é
e a terapêutica. As variantes histológicas mais comuns o adenocarcinoma localizado no terço distal do estôma-
são: células claras(CC), papilífero(cromófilos) e cromó- go, sendo o subtipo intestinal o mais frequente. Objeti-
fobo. Outros subtipos incluem: carcinomas dos ductos vo: Analisar todos os pacientes diagnosticados com CG
coletores (de Bellini), cístico-sólido e não-classificáveis. em um hospital universitário de Niterói no período de
Os sinais e sintomas são inespecíficos nas fases iniciais, 2013 a 2016. Método: Estudo retrospectivo, analisando
sendo mais comumente um achado incidental em exa- os prontuários de pacientes diagnosticados com CG no
mes de rotina e outros procedimentos. Objetivo: Os período do estudo. Foram examinados 15 prontuários,

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obtendo as seguintes variáveis: sexo, idade, classifica- Introdução:– O papel da quimioterapia intraperitoneal
ção endoscópica, diagnostico histopatológico, invasão hipertérmica (HIPEC) no tratamento do câncer gástrico
neural e angiolinfática, topografia do tumor, realização se baseia em estudos orientais que recomendam sua
de biópsia endoscópica e gastrectomia. A classificação realização em pacientes com fatores prognósticos fa-
endoscópica utilizada foi a de Borrmann, e as classifi- voráveis, mas séries ocidentais instituicionais são raras.
cações histopatológicas foram: Lauren, OMS 2010 e Objetivo: O objetivo deste estudo é descrever os desfe-
Viena. Resultados: A média de idade encontrada foi de chos de curto e longo prazo de pacientes tratados com
68 anos, com predomínio masculino (53,33%). Quanto a cirurgia com intuito curativo e HIPEC em um único cen-
localização, a maior prevalência foi o antro com 7 casos tro oncológico. MÉTODOS – Este é um estudo retros-
(36,84%), seguido pelo piloro e corpo com 4 casos cada pectivo com pacientes com adenocarcinoma gástrico
um (21,05% cada) e fundo e cárdia com 2 casos cada que tiveram HIPEC como parte de seu tratamento entre
um (10,52% cada). Todos os pacientes foram submeti- julho de 2007 e outubro de 2016. No total de 43 pacien-
dos a endoscopia digestiva alta e 10 (66,67%) realiza- tes, 27 apresentavam tumores estadiados como cT3-T4
ram gastrectomia. Segundo a classificação endoscópica N+ e receberam quimioterapia pré-operatória seguida
de Borrmann, 7 (46,70%) são do tipo III, 4 (26,70%) são de ressecção e HIPEC profilática. Os outros 15 tinham
do tipo IV, 1 (6,70%) é do tipo II e 3 (20%) não possuem diagnóstico prévio de doença peritoneal exclusiva e fo-
classificação. Em 3 pacientes (20%) foram encontrados ram tratados com cirurgia citorredutora, se PCI até 12,
invasão da junção gastresofágica. Em relação a inva- e HIPEC. Resultados: Pacientes do sexo masculino fo-
são angiolinfática, 4 casos (26,67%) foram positivos, 8 ram ligeira maioria, a mediana de idade foi de 52 anos
(53,33%) negativos e 3 (20%) não foram classificados, (30-71 anos) e 88% dos indivíduos foram classificados
enquanto a invasão neural, 6 (40%) foram positivos, 6 como ASA 1 ou 2. A ressecção incluiu uma gastrectomia
(40%) negativos e 3 (20%) não foram classificados. O total em 76% dos casos e todos receberam linfadenec-
diagnóstico histológico mais prevalente foi o Adenocar- tomia D2. Uma ressecção ampliada foi necessária em
cinoma Gástrico tipo Intestinal de Lauren com 6 casos 11 casos. Transfusão sanguínea foi realizada em 26%
(40%), seguido do tipo Difuso de Lauren com 3 (20%), dos indivíduos. Tempo cirúrgico mediano foi de 600 mi-
Carcinoma Neuroendócrino com 2 (13,33%) e os restan- nutos e o de internação de 12 dias. Complicações f