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24/06/2018 O Direito

....... PENTTÁGONO...... Constitucionalismo, é: doutrina que defende a necessidade de uma constituição para reger a vida de um paí
também o regime político no qual o poder executivo é limitado por uma constituição.

Direito 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

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Ata Notarial
AUDIÊNCIA DE INST
AV2 de Penal IV
DIREITO PROCESSUAL PENAL 2 Click aqui ver a prova de av2 Avaliando de Penal IV
Avaliandos de Civil 0
SEMANA 1 - PRINCIPIOS DO PROCESSO PENAL Avaliandos de Proce
Casamento
QUESTÃO SUBJETIVA Na tentativa de identificar a autoria de vários arrombamentos em residências agrupadas em região Caso 14 de P. Simula
de veraneio, a polícia detém um suspeito, que perambulava pelas redondezas. Após alguns solavancos e tortura físico Casos concretos par
psicológica, o suspeito, de apelido Alfredinho, acabou por admitir a autoria de alguns dos crimes, inclusive de um roubo Processo Civil 02
praticado mediante sevícia consubstanciada em beliscões e cusparadas na cara da pessoa moradora. CP
Além de admitir a autoria, Alfredinho delatou um comparsa, ao cunhado Chumbinho, que foi logo localizado e indiciado no Crimes
inquérito policial instaurado. A vítima do roubo, na delegacia, reconheceu os meliantes, notadamente Chumbinho como crimes de desobediê
aquele que mais a agrediu, apesar de ter ele mudado o corte de cabelo e raspado um ralo cavanhaque. Deflagrada a ação penal, Delação premiada e
o advogado dos imputados impetrou habeas corpus, com o propósito de trancar a persecução criminal, ao argumento de Leniência
ilicitude da prova de autoria. Direito Civil 03 (Exerc
Solucione a questão, fundamentadamente, com referência necessária aos princípios constitucionais pertinentes. EMENDÁTIO E MUT
HABEAS CORPUS
Resposta: A CF/88 no art. 5º, LXI – “ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e homicídio qualiifiicad
fundamentada de autoridade judiciaria competente”. Desta forma, aduzimos que a prisão de Alfredinho e seu Juizados Especiais
comparsa não deveria ter acontecido, pois os mesmos não se encontram em nenhuma das modalidades de flagrante Juízo de Admiissiblid
delito, não existe contra eles nenhum mandado de prisão preventiva ou temporária. Portanto, o habeas corpus é a Modadidades de Lici
medida cabível a ser adotado pela defesa, com vistas aos seguintes princípios: Novas leis cobradas
Novas leis cobradas
- no 1º momento será mencionado o Principio da Dignidade da Pessoa Humana, pois Alfredinho sofreu tortura físico- Prevaricação
psicológica e este principio consagrado no nosso ordenamento veda qualquer tipo de tortura; Prevaricção art. 319
Princípio da congruê
- no 2º momento será arguido o Princípio da Inexigibilidade de autoincriminação, visto que Alfredinho foi forçado
Princípio da Fungiibli
pelos policiais a confessar tal crime e este principio assegura que ninguém pode ser compelido a produzir provas
Procedimento do Trib
contra si mesmo;
Processo Civil 01 (Q

- no 3° e ultimo momento o Principio da Inadmissibilidade das Provas Obtidas por Meios Ilícitos, ou seja, a tortura Processo Penal 01 (q

sofrida por Alfredinho resultou na confissão de um crime e na delação de seu comparsa, configurando-se prova ilícita Simulado Processo p
e derivada da ilícita (teoria dos frutos da arvore envenenada) – De acordo com o art. 157, CPP garante a vedação de
tais provas, devendo ser desentranhadas dos autos. Blog em construção

QUESTÃO OBJETIVA

(OAB FGV 2010.2) Em uma briga de bar, Joaquim feriu Pedro com uma faca, causando lhe sérias lesões no ombro direito. O
promotor de justiça ofereceu denúncia contra Joaquim, imputando-lhe a prática do crime de lesão corporal grave contra Pedro,
e arrolou duas testemunhas que presenciaram o fato. A defesa, por sua vez, arrolou outras duas testemunhas que também
presenciaram o fato. Na audiência de instrução, as testemunhas de defesa afirmaram que Pedro tinha apontado uma arma de Tenha paciência
fogo para Joaquim, que, por sua vez, agrediu Pedro com a faca apenas para desarmá-lo. Já as testemunhas de acusação
disseram que não viram nenhuma arma de fogo em poder de Pedro. Nas alegações orais, o Ministério Público pediu a Postagem em destaque
condenação do réu, sustentando que a legítima defesa não havia ficado provada. A Defesa pediu a absolvição do réu, alegando
que o mesmo agira em legítima defesa. No momento de prolatar a sentença, o juiz constatou que remanescia fundada dúvida
sobre se Joaquim agrediu Pedro em situação de legítima defesa. Considerando tal narrativa, assinale a afirmativa correta. O que é Preclusão: Pre
na perda do direito de s
num processo civil , prin
Letra:c) devido ao fato ...

Resposta: O ônus de provar a situação de legítima defesa era da defesa. No caso, como o juiz ficou em dúvida
sobre a ocorrência de legítima defesa, deve absolver o réu.
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SEMANA 2 - TESTEMUNHAS
Penttágono
QUESTÃO SUBJETIVA
Descrição
O Padre José Roberto ouviu, em confissão, Maria admitir que mantém por conta própria estabelecimento onde ocorre
exploração sexual, com intuito de lucro. No local, admitiu Maria ao Vigário que garotas de programa atendem clientes para Seguidores
satisfazer seus diversos desejos sexuais mediante o pagamento de entrada no valor de R$100,00 no estabelecimento, e o valor

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24/06/2018 O Direito
de R$500,00 para a atendente. Maria, efetivamente, responde a processo crime onde lhe foi imputada a conduta descrita no Seguidores (12)
art. 229 do CP. O Ministério Público arrolou o Padre José Roberto como testemunha da acusação e pretende ouvi-lo na
AIJ, já que trata-se de testemunha com alto grau de idoneidade. Pergunta-se: Pode o magistrado obrigar o Padre a depor em
juízo, sob pena de cometer o crime do art. 342 do CP? A prova produzida em juízo nesse caso seria considerada válida?

Respostas:

a) NÃO, pois o padre exerce ministério, atividade esta religiosa, desta forma, o magistrado não poderá obrigar o padre a
Seguir
depor em juízo, por força do art. 207, CPP, que determina que as pessoas em razão da função, ministério, oficio ou
profissão estão proibidas de depor.

b) Não, pois se trataria de uma prova ilegítima.

QUESTÃO OBJETIVA

(Ministério Público BA/2010)

À luz do Código de Processo Penal, deve-se afirmar que:

A.
A prova testemunhal não pode suprir a falta do exame de corpo de delito, ainda que tenham
desaparecidos os vestígios do crime.

B. A confissão será indivisível e retratável, sem prejuízo do livre convencimento do Juiz de Direito,
fundado no exame das provas em conjunto.

C. O ofendido não deve ser comunicado da sentença e respectivos acórdãos que a mantenham ou
modifiquem.

D. As pessoas proibidas de depor em razão da profissão, poderão fazê-lo se, desobrigadas pela parte
interessada, quiserem dar o seu testemunho; neste caso, porém, não deverão prestar compromisso. Google+ Followers

Charlie Bezerra
E. Todas as afirmativas estão incorretas.
Adicionar aos cír

SEMANA 3 - EMENDATIO LIBELLI & MUTATIO LIBELLI


6 me adicionaram a
círculos
QUESTÃO SUBJETIVA
Descrição
O MP ofereceu denúncia contra Caio por, em tese, o mesmo ter subtraído o aparelho de telefone celular de Maria, na Av. Rio Tradutor
Branco, na altura do nº 23, pugnando pela condenação do acusado nas penas do art. 155, inciso II do CP (furto qualificado
pela destreza). No entanto, ao longo da instrução probatória, nas declarações prestadas pela vítima e pelo depoimento de uma Selecione o idioma
testemunha arrolada pela acusação, constatou-se que Caio teria, na ocasião dos fatos, dado um forte tapa no rosto da vítima no Powered by Trad
momento em que arrebatou o aparelho celular. Assim sendo, diante das provas colhidas na instrução probatória, o magistrado
prolatou sentença condenatória contra Caio, fixando a pena de 4 anos e 6 meses, a ser cumprida em regime semi-aberto,
Total de visualizações d
diante da primariedade e da ausência de antecedentes criminais do acusado, como incurso no art. 157 do CP. Pergunta-se:
Agiu corretamente o magistrado? Indique na resposta todos os fundamentos cabíveis ao caso.
4 3 3 0 7
Resposta:
Marcadores
Não agiu corretamente o magistrado, visto que o MP ofereceu denúncia contra caio com fulcro no art. 155, II CP
Ata Notarial
(furto qualificado pela destreza), e tendo o juiz o condenado no art. 157, CP (roubo), por ter sido constatado na
AUDIÊNCIA DE INST
instrução probatória que caio deu um forte tapa no rosto da vitima no momento em que arrebatou o celular, desta
AV2 de Penal IV
forma, não pode o juiz condenar o réu por crime diverso do narrado na inicial acusatória, ou seja, diante da
Avaliando de Penal IV
incongruência entre os fatos narrados na denuncia e os colhidos na instrução probatória, a decisão correta a ser
tomada pelo magistrado é MUTATIO LIBELLI – aditamento da denúncia pelo órgão ministerial no prazo de 5 (cinco Avaliandos de Civil 0
dias), e, depois haverá a manifestação do defensor também no prazo de 5 (cinco dias) para que, querendo, requeira Avaliandos de Proce
novas provas. Casamento
Caso 14 de P. Simula
QUESTÃO OBJETIVA Casos concretos par
Processo Civil 02
(Magistratura/PR-2008) Quanto aos atos jurisdicionais penais, assinale a alternativa correta: CP
Crimes
a) As decisões interlocutórias simples servem para solucionar questão controvertida e que diz respeito ao modus crimes de desobediê
procedendi, sem contudo trancar a relação processual; as interlocutórias mistas, por sua vez, apresentam um plus em Delação premiada e
relação àquelas: elas trancam a relação processual sem julgar o meritum causae. Leniência
Direito Civil 03 (Exerc
EMENDÁTIO E MUT
2- A foi denunciado pela prática de furto, tendo a denúncia narrado que ele abordou a vítima e, após deferir-lhe um empurrão, HABEAS CORPUS
subtraiu para si a bolsa que ela carregava. Nesse caso: homicídio qualiifiicad
Juizados Especiais
C) O juiz poderá dar aos fatos classificação jurídica diversa, condenando o réu pela praticado do roubo; Juízo de Admiissiblid
Modadidades de Lici
SEMANA 4 - CITAÇÃO Novas leis cobradas
Novas leis cobradas
QUESTÃO SUBJETIVA Prevaricação
Descrição Prevaricção art. 319
Princípio da congruê

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24/06/2018 O Direito
Huguinho, Zezinho e Luizinho praticaram um roubo na Agência do Banco do Brasil, no centro do Rio de Janeiro. Os três Princípio da Fungiibli
comparsas, ao se evadirem do local, seguiram em direções diferentes. Luizinho foi alcançado pela polícia e preso em flagrante Procedimento do Trib
e encontrasse preso no Complexo de Bangu, na cidade do Rio. Os outros dois conseguiram escapar. Huguinho, para não ser Processo Civil 01 (Q
encontrado vive se ocultando e Zezinho encontra-se em local incerto e não sabido. Ao receber a denúncia, o juiz da 10ª vara Processo Penal 01 (q
Criminal da Comarca do Rio de Janeiro, determinou, diante da situação descrita, que fosse realizada a citação por edital, de Simulado Processo p
acordo com o art. 363, § 1º, CPP dos três acusados. Foi correta a decisão do magistrado? Justifique sua resposta.
Arquivos
Resposta;
Junho (3)
NÃO foi correta a decisão do magistrado, pois de acordo com a situação narrada no caso concreto os três réus serão Março (1)
citados de formas diferentes. - Fevereiro (2)
Janeiro (2)
- 1º Luizinho se encontra preso e neste caso será citado pessoalmente (art. 360, CPP), com a comunicação da audiência Dezembro (3)
ao diretor do presidio, para que o mesmo providencie a presença do acusado e o oficial de justiça entregue a chamada Outubro (4)
contra fé. Setembro (4)
Agosto (12)
- 2º Huguinho para não ser encontrado vive se ocultando, e neste caso será feita a citação por hora certa, ou seja,
Julho (4)
verificando o oficial de justiça que o acusado está se ocultando, deve certificar a ocorrência e proceder com a citação
Junho (13)
por hora certa.
Maio (19)
Abril (1)
- 3º Zezinho que se encontra em local incerto e não sabido, será feita a citação por edital, caso o acusado não
compareça e nem constitua advogado, ficarão suspenso o processo e prazo prescricional.
Formulário de contato
QUESTÃO OBJETIVA
Nome

Com relação ao tema CITAÇÕES, assinale a alternativa incorreta:


E-mail *
b) Estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, a citação far-se-á por carta ou qualquer meio hábil de
comunicação;
Mensagem *
SEMANA 5 - ORDEM DAS TESTEMUNHAS

QUESTÃO SUBJETIVA

Marcílio responde a processo crime com o incurso nas penas do art. 213 do CP pois, em tese, teria constrangido Lucilha,
mediante emprego de arma de fogo, a manter com ele relações sexuais. O Juiz designou Audiência de Instrução e Julgamento
Enviar
onde ouviu primeiramente Gumercindo, testemunha arrolada pela defesa, uma vez que as testemunhas arroladas pelo MP
ainda não tinham chegado ao Fórum. Posteriormente, o Magistrado ouviu as demais testemunhas da acusação e da defesa e,
por fim, interrogou Marcilio. Pergunta- se: Você, Defensor Público, arguiria qual tese defensiva em favor do seu assistido
Marcílio?

Respostas.; De acordo com o art. 400, CPP a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação precede à das
testemunhas arroladas pela defesa, interrogando-se, por ultimo, o acusado. Deve ser respeitada essa ordem, visto que,
desta forma, o réu terá contato com todo manancial probatório produzido em audiência, tendo maiores elementos para
exercer sua autodefesa. Como no caso concreto houve a inversão da ordem na oitiva, haverá nulidade relativa,
devendo haver demonstração de prejuízo e alegação imediata pela parte.

QUESTÃO OBJETIVA

(OAB-FGV) Em processo sujeito ao rito ordinário, ao apresentar resposta escrita, o advogado requer a absolvição sumária de
seu cliente e não propõe provas. O juiz, rejeitando o requerimento de absolvição sumária, designa audiência de instrução e
julgamento, destinada à inquirição das testemunhas arroladas pelo Ministério Público e ao interrogatório do réu. Ao final da
audiência, o advogado requer a oitiva de duas testemunhas de defesa e que o juiz designe nova data para que sejam inquiridas.
Considerando tal narrativa, assinale a afirmativa correta.

(C) O juiz só deve deferir a oitiva de testemunhas de defesa arroladas posteriormente ao momento da apresentação da
resposta escrita se ficar demonstrado que a necessidade da oitiva se originou de circunstâncias ou fatos apurados na
instrução.

SEMANA 6 - CITAÇÃO LEI 9.099/95

QUESTÃO SUBJETIVA

Simprônio, motorista de um Uber, dirigia seu veículo pela pista de esquerda (pista de ultrapassagem), sendo certo que a sua
frente estava o carro de Felizberto, septuagenário, que dirigia a aproximadamente 50 Km/h, o que impedia, na ocasião,
Semprônio de fazer a ultrapassagem. Quando Felizberto parou o seu carro em um sinal de trânsito, Semprônio desceu de seu
Uber e começou a desferir chutes e socos na lataria do carro do idoso. Uma viatura da PM que passava pelo local autuou
Semprônio e o conduziu a sede policial onde foi lavrado termo circunstanciado, uma vez que a Autoridade Policial entendeu
que ocorrera crime do art. 163, do CP. Semprônio não aceitou a proposta de transação penal oferecida pelo MP, sendo certo
que o mesmo diante da recusa, ofereceu denúncia em face do mesmo. Ocorre que Semprônio ocultou-se para não ser citado e,
diante disso, o Magistrado orientou o oficial de justiça a proceder à citação por hora certa, na forma do art. 362 do CPP.
Pergunta-se: Agiu corretamente o Magistrado no caso em conformidade com o procedimento sumaríssimo?

Respostas: NÃO agiu corretamente o magistrado, pois Segundo o art. 66 da Lei 9099/95, é incabível a citação por hora
certa no JeCrim, pois deverá ser sempre pessoal e sempre que possível no próprio Juizado ou por mandado. Caso o
acusado não seja encontrado para ser citado, as peças existentes deverão ser encaminhadas ao Juízo comum que
adotará as providências cabíveis.

QUESTÃO OBJETIVA

Sobre o procedimento dos Juizados Especiais Criminais, considere as seguintes assertivas:

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24/06/2018 O Direito
I. A transação penal poderá ser ofertada em relação aos delitos cuja pena máxima não seja superior a 2 (dois) anos, e a
suspensão do processo nos delitos cuja pena mínima for igual ou inferior a 1 (um) ano.
II. Segundo entendimento sumulado do Supremo Tribunal Federal, admite-se a suspensão condicional do processo por crime
continuado, se a soma da pena mínima da infração mais grave com o aumento mínimo de um sexto for superior a um ano.
III. Embora se aplique o procedimento previsto na Lei no 9.099/95 aos crimes previstos no Estatuto do Idoso nas hipóteses em
que a pena máxima privativa de liberdade não ultrapasse a 4 (quatro) anos, a transação penal e a suspensão do processo não
lhes são aplicáveis.
Quais estão corretas?
d) I e III;
lo
SEMANA 7 - PERICIA DE PROVAS
escrição
Juninho Boca, jovem de classe média da zona sul do Rio de Janeiro, está respondendo a processo criminal como incurso nas
penas do art. 33 da lei 11.343/06, pois, em tese, seria o responsável pela distribuição de cocaína em um conhecido bar em
Copacabana. Realizada a AIJ, na forma do art. 56 do mesmo diploma legal, em sede de alegações finais a defesa pugnou pela
nulidade do feito, uma vez que o perito que havia subscrito o laudo definitivo de constatação da substância entorpecente
também havia funcionado na elaboração do laudo prévio. Pergunta-se: Assiste razão a defesa de Juninho Boca?

Resposta: Conforme o Art.50, §2º da lei 11.343/06, não assiste razão à defesa, pois o perito que subscrever o laudo
prévio não ficará impedido de participar da elaboração do laudo definitivo. Porém, a única ressalva guarda guarida
quanto ao laudo definitivo que deverá ser elaborado por dois peritos oficiais, sob pena de nulidade.

Exercício Suplementar

1-Sobre os crimes da Lei de Drogas (Lei 11.343/06), assinale a opção INCORRETA:

C) É vedada a transação penal para aquele que oferece droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu
relacionamento para juntos consumirem.

2- Matheus foi denunciado pela prática dos crimes de tráfico de drogas (Art. 33, caput, da Lei nº 11.343/2006) e associação
para o tráfico (Art. 35, caput da Lei nº 11.343/2006), em concurso material. Quando da realização da audiência de instrução e
julgamento, o advogado de defesa pleiteou que o réu fosse interrogado após a oitiva das testemunhas de acusação e de defesa,
como determina o Código de Processo Penal (Art. 400 do CPP, com redação dada pela Lei nº 11.719/2008), o que seria mais
benéfico à defesa. O juiz singular indeferiu a inversão do interrogatório, sob a alegação de que a norma aplicável à espécie
seria a Lei nº 11.343/2006, a qual prevê, em seu Art. 57, que o réu deverá ser ouvido no início da instrução. Nesse caso,

b) o juiz agiu corretamente, eis que o interrogatório, em razão do princípio da especialidade, deve ser o primeiro
ato da instrução nas ações penais instauradas para a persecução dos crimes previstos na Lei de Drogas.
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SEMANA 8 - DESCLASSIFICAÇÃO DE CRIME
Descrição
(OAB) Caio, professor do curso de segurança no trânsito, motorista extremamente qualificado, guiava seu automóvel tendo
Madalena, sua namorada, no banco do carona. Durante o trajeto, o casal começa a discutir asperamente, o que faz com que
Caio empreenda altíssima velocidade ao automóvel. Muito assustada, Madalena pede insistentemente para Caio reduzir a
marcha do veículo, pois àquela velocidade não seria possível controlar o automóvel. Caio, entretanto, respondeu aos pedidos
dizendo ser perito em direção e refutando qualquer possibilidade de perder o controle do carro. Todavia, o automóvel atinge
um buraco e, em razão da velocidade empreendida, acaba se desgovernando, vindo a atropelar três pessoas que estavam na
calçada, vitimando-as fatalmente. Realizada perícia de local, que constatou o excesso de velocidade, e ouvidos Caio e
Madalena, que relataram à autoridade policial o diálogo travado entre o casal, Caio foi denunciado pelo Ministério Público
pela prática do crime de homicídio na modalidade de dolo eventual, três vezes em concurso formal. Realizada Audiência de
Instrução e Julgamento e colhida a prova, o Ministério Público pugnou pela pronúncia de Caio, nos exatos termos da inicial.
Na qualidade de advogado de Caio, chamado aos debater orais, responda aos itens a seguir, empregando os argumentos
jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso:

a) Qual (is) argumento (s) poderia (m) ser deduzidos em favor de seu
constituinte?

Em 1º lugar arguiria os conceitos de:

Resposta.;

Dolo eventual - “a vontade do agente dirigida a um resultado determinado, porém vislumbrando a possibilidade de ocorrência
de um segundo resultado, não desejado, mas admitido, unido ao primeiro”.
Culpa consciente - “quando o agente prevê que sua conduta pode levar a um certo resultado lesivo, embora acredite,
firmemente, que tal evento não se realizará, confiando na sua atuação (vontade) para impedir o resultado”

Ou seja, com as definições de dolo eventual e culpa consciente, fica claro que CAIO prevê o resultado lesivo de sua conduta,
porém acredita que este não acontecerá, devido a sua experiência como perito em automóveis. Configurando desta forma,
culpa consciente e não dolo eventual como pugnado pela acusação. Sendo assim, a defesa requer a incompetência do juízo, já
que o crime não foi na modalidade dolosa, mas sim culposa.

b) Qual pedido deveria ser realizado?

Resposta; pedido de desclassificação da infração de homicídio doloso para culposo e declinação do processo para o juízo
competente (art. 419, CPP).

c) Caso Caio fosse pronunciado, qual recurso poderia ser interposto e a quem a peça de interposição deveria ser
dirigida?

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24/06/2018 O Direito
Resposta.; o recurso correto a ser interposto é o recurso em sentido estrito (RESE) art. 581, IV, CPP. A peça de interposição
deveria ser dirigida ao juiz da vara do júri, prolator da decisão impugnada (juízo “a quo”).

(OAB) Assinale a alternativa CORRETA à luz da doutrina referente ao Tribunal do Júri.

c) A natureza jurídica da pronúncia (em que o magistrado se convence da existência material do fato criminoso e de
indícios suficientes de autoria) é de decisão interlocutória mista não terminativa;

Título----------------------------------
SEMANA 9 - TRIBUNAL DO JURI
Descrição
Antônio foi submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri e condenado. Após o julgamento, descobriu-se que integrou o
Conselho de Sentença o jurado Marcelo, que havia participado do julgamento de Pedro, corréu no mesmo processo,
condenado por crime de roubo conexo ao delito pelo qual Antônio foi condenado.

Pergunta-se: Qual a defesa que poderá ser apresentada pelo Defensor de Antônio em eventual recurso interposto?
Justifique a sua resposta:

Resposta.; De acordo com o art. 449, I, CPP, o jurado Marcelo está impedido de participar do conselho de sentença do
julgamento de Antônio, pois o mesmo já havia participado do julgamento de Pedro, corréu no mesmo processo pelo qual
Antônio foi condenado, ou seja, Antônio funcionou como jurado em julgamento anterior do mesmo processo. Desta forma, a
defesa pode arguir nulidade de julgamento, com base na Sumula 206 do STF.

(Magistratura/RS/2009) Acerca de processo e julgamento dos crimes dolosos contra a vida, assinale a assertiva
CORRETA:

B) Poderá haver recusa ao serviço do Júri, fundada em convicção religiosa, filosófica ou política;

SEMANA 10- PRAZO RECURSAL

Ministério Público – PR / 2008) Tício foi condenado à pena privativa de liberdade de 06 (se is) an os de reclusão
por violação ao artigo 157, parágrafo 2, incisos I e II do Código Penal. Da sentença condenatória, Tício foi intim
ado em 09/05/2008 (sexta-feira), oportunidade em que manifestou o interesse de n ão recorrer da decisão
condenatória. O advogado d e T ício, defensor devidamente constituído, fora intimado da decis ão condenatória em
08/05/2008 (qui nta-feira). No dia 16/05/2008, o advogado de Tício interpô s recurso de apelação. O recurso é tem pestivo
ou não? Justifique a sua resposta.
O prazo para interposição dos recursos é prazo processual desconta o dia do inicio computando-se o dia do final. Apesar de
haver divergência predomina o entendimento de que o advogado po de interpor recurso contra vontade do réu, no caso
concreto o prazo deverá ser com putadoa partir do di a 9, dia da ultima intimação o prazo deveria começar no dia 10, por
ser sábado o seu inicio se dará no dia 12 segunda-feira. O recurso de apelação d eve ser interposto no pra zo de 5 dias
conforme art. 593 cpp sendo assim a interposição no dia 16 configura -se tem pestiva.

Exercício Suplementar - Quantos aos recursos em geral, dispõe o Código de Processo Penal, dentre outras hipóteses,
que
Objetiva Letra c) salvo a hipótese de m á-fé, a parte não será prejudicada pela i nterposição de um
recurso por outro e se o juiz, desde logo, reconhecer a impropriedade do recurso interposto pela parte, m
andará processá -lo de acordo com o rito do recurso cabí vel RESPOST A LETRA C art.5 79 CPP.

SEMANA 11 - INTERPOSIÇÃO DE RECURSO – RESE

OAB) Pedro, alm ejando a morte de José, contra ele efetua disparo de arm a de fogo, acertando - o n a re gião toráx
ica. José vem a falecer, entretanto, n ão em razão do disparo recebido, m as porque, com intenção suic ida, hav ia
ingerido dose letal de v eneno m omentos ant es de sof rer a a gressão, o que f oi comprov ado durante instrução
processual. Ainda assim, Pedro foi pronunciado nos term os do previsto no artigo 121, caput, do C ódigo Penal. Na
condição de A dvogado de Pedro:

I. indique o recurso cabível; R= O recurso cabível é o recurso em sentido estrito art. 581 IV CPP
II. O prazo de interposição; R= O prazo é de 5 dias conforme art. 586 Cpp.
III. a argumentação visando à melhoria da situação jurídica do defendido. R= Ocorreu quebra no nexo de
casualidade porque a causa eficaz da morte consiste em causa pré existente absolutamente independente.
Indique, ainda, para to das as respostas, o s respectivos dispositivos legais.

Exercício Suplementar -

(Magistrat ura PR – 201 0) Caberá recurso, no sentido estrito, da decisão , despacho ou sentença:

II. Que julgar procedentes as exceções, salvo a de suspeição;

Dadas as assertivas acima, escolha a alternativa CORRETA:

b) Apenas a assertiva II está correta; art. 581 III

Aula 12 - INTERPOSIÇÃO DE RECURSO – RESE

Em 11/1/2008, Celso foi preso em flagrante pela prática do crime previsto no artigo 213, CP. Regularmente
processado, foi condenado a um a pena de 6 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado. Somente a
defesa recorreu da decisão e, logo após a interposição do recurso, Celso fugiu da prisão. Considerando essa situação
hipotética, mencione

https://area51dodireito.blogspot.com/p/direitoprocessual-penal-2-semana1.html 5/9
24/06/2018 O Direito
a) qual foi o recurso interposto pela defesa (mencionar também dispositivo legal pertine nte).
A questao narra um a hipotese de sentença condenatória, portanto o recurso interposto foi o recurso de
apelação, com fundamento no art. 59 3, I do CPP.

b) qual a possibilidade de conhecimento e julgamento do recurs o interposto em face da fuga de Celso. Atualmente não
há que s e f alar em não conhecimento do recurso pela f uga do réu porque esta não m ais é considerada
causa de deserção, porque o art. 595 do cppp foi revogado.

Exercício Suplementar -

Magistratura DF /2007) Técio, submetido a julgamento pelo Tribunal do Júr i de Brasília, foi condenado, por
incursão no artigo 121, § 2º, II, do Có digo Penal (homicídio qualificado por motivo fútil), à pena privativa de
liberdade mínima, vale dizer, de 12 (do ze) anos de reclusão. Com fundamento no artigo 593, III, " d", do Código
de Processo Penal, interpôs rec urso de apelação para um a das Turmas Criminais do Tribunal d e Justiça do Distrito
Federal, limitando-se a sustentar que a decisão dos jurados , no que concerne ao motivo fútil, foi
manifestamente contrária à prova dos autos. A posição prevalente é a de que, reconhecendo q ue, efetivam ente, a
decisão dos jurados é manifestamente contrária à prova dos autos, que não am para o motivo fútil, a Turma Criminal:

LETRA - a) deve dar provimento ao recurso para anular o julgamento, deter minando a subm issão
de Técio a novo julgamento pelo Tribunal do Júri. E dess e novo julgamento, em que poderá Técio
ser novam ente condenado pelo Tribunal do Júri por hom icídio qualificado p or motivo fútil, não se
admitirá, pelo mesm o motivo, segu nda apelação;

Aula13 -

INTERPOSIÇÃO DE RECURSO – EMBARGO DE DECLARAÇÃO

Herculino foi condenado a 20 anos de reclusão pela prática de latrocínio. Na sentença condenatória, o
juiz demonstra clara contradição entre as razões de sua
fundamentação com sua decisão, principalmente ao acolher os depoimentos favoráveis das testemunhas de
defesa bem como ao considerar boa a tese de desclassificação apresentada em alegações finais orais sob o
argumento de violação de princípio constitucional (prova obtida por meio ilícito). Sabendo que a decisão
foi prolatada em AIJ (audiência de instrução e julgamento) no dia 16 de junho, pergunta-se:

a) Qual o instrumento cabível, no caso em tela, para obter o esclarecimento da contradição?

Resposta: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, para afastar a contradição, previsão legal (art. 382
CPP)

b) Qual o último dia para interposição do instrumento citado na questão anterior?


Resposta: Exclui o dia do começo, o prazo é de 2 dias úteis , só dia 20 de junho, pois domingo
não é dia útil

c) Levando em consideração que a decisão dos embargos se deu no dia 16 de ju-nho (quinta-feira), qual
a data máxima para a interposição do recurso cabível contra a sentença condenatória?

Resposta: OS EFEITOS DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO SERÁ INTERRUPTIVO ,


aplicando por analogia o art. 538 do CPC, sendo assim, o prazo do recurso de apelação ser á
utilizado por completo de 5 dias após a intimação da decisão que julgou os embargos de
declaração ( OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO JECRIM, O PRAZO É DE 5 DIAS, E
OS EFEITOS SÃO SUSPENSIVOS) - razão pela qual é mais seguro interpor o RECURSO DE
APELAÇAO NO PRAZO DE CINCO DIAS.

Exercício Suplementar -

(Juiz – TO/Cespe) Com relação aos embargos infringentes, assinale a opção CORRETA:

d) O relator e o revisor de tais embargos não podem ter participado do primeiro julgamento do réu.

Aula 14- (REFORTIO IN PEJUS)

Aristóteles foi condenado à pena de 9 a nos de reclusão pela prática do crime de estupro (artig o 2 13, caput , CP).
Após o trânsito em julgado da sentença condenatória, Aristóteles, através de se u advogado, ajuíza pedido de
revisão criminal da sentença que lhe fora desfavorável, sustentando vício processual insanável consistente na
ausência da intimação de seu en tão patrono para a apresentação de resposta preliminar obrigatória (art. 396, CPP).
O Tribunal d e Justiça competente acolhe o p leito de revisão criminal, anulando o referido processo. Nesta
hipótese, pergunta-se: Seria juridicamente possível que, após a anulação, por meio de revisão criminal, do primeiro
julg amento de Aristóteles, seja proferida, em um segundo julgamento pelo juízo de primeiro grau, sentença
condenatória com imposição de sanção penal mais gravosa do que aqu ela que lhe fora anteriormente imposta?
Justifique a sua resposta:
A vedação constante no § único do art. 626 do CPP , diz respeito ta nto a refortio in pe jus c omo t ambém a
refortio in pejus indireta, de s orte qu e, se depois de d eclarada nu la a sentenç a em sede de revisão crim
inal, por algum vicio insanável, e vedado que juiz prolate nova decisão com pena exasperada tendo em v ista
que seria incabív el revisão criminal p ro societate.

QUESTÃO OBJETIVA 1

(CESPE) Assinale a opção correta em relação ao instituto da revisão criminal.

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c)Aplicando- se o princípio da fungibilidade entre o habeas corpus e a revisão criminal, é possível


desconstituir decisão transitada em julgado por meio de habeas corpus, se
verificada a existência de flagrante ilegalidade;

Aula 15-

REMÉDIO CONSTITUCIONAL - HC

Caio, na qualidade de diretor financeiro de um a conhecida em presa de fornecimento de material de informática, se


apropriou das contribuições previdenciárias devidas dos em pregados da em presa e por esta descontadas, utilizando o
dinheiro para financiar um automóvel de luxo. A partir de comunicação feita por Adolfo, em pregado d a referida
empres a, tal fato chegou ao conhecimento da Polícia Feder al, dando ensejo à instauração de inquérito para apurar
o cr ime previsto no artigo 168 -A do Código Penal. Ao final do inquérito policial, os f atos ficaram comprovados,
também pela confissão de Caio em sede policial. Nessa ocasião, ele afirmou estar arrependido e apresento u
comprovante de pagam ento das contribuições previdenciárias devidas ao INSS, pagamento realizado após a
instauraçã o da investigação. Assim , o delegado encaminhou os autos ao Ministério Público Federal, que d
enunciou Caio pelo crime previsto no artigo 168-A do Código Penal, tendo a inicial acusatória sido recebida pelo
juiz da vara federa l da localidade. Após analisar a resposta à acusação apresentada ao advogado de Caio, o aludido
magistrado entendeu não ser o caso de absolvição sumária, tendo designado audiência de instrução e julgamento.
Com base nos fatos narrados no enunciado, responda aos itens a seguir, em pregando os argumentos jurídicos
apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso.

A) Qual é o meio de impugnação cabível à decisão do Magistrado que não o absolvera


sumariamente?

RESPOSTA :Caberia (HC) habeas cor pus, uma vez que não ha previsão de recurso contra a decisão que não
absolverá sumariamente o acusado , sendo cabível açã o mandamental , conforme es tabelece o art. 647 e
seguintes do CPP.

B) A quem a impugnação deve ser endereçada?


RESPOSTA: O Habeas Corpus deverá entrar no TRF da respectiva região em que o processo está
tramitando.

C) Qual fundamento deve ser utilizado?


RESPOSTA :Extinção da punibilidade pelo pagamento do débito, quanto a o delito previsto no art. 168 A. CP,
e, após, restando apenas acusação pertinente a sonegação de tributo de natureza esta dual, incompetência
absoluta, em razão da matéria. A sum. vinculante n º 24 do STF, estabelece que a discussão do paga mento d
o tributo na esfera administrativa impede a propositura da ação penal.

QUESTÃO OBJET IVA 1

(MP-PR) Sobre habeas corpus, analise as assertivas abaixo e responda

I. O habeas corpus destina- se apenas a proteger a liberdade de locomoção, o direito de ir e vir, não se presta à
tutela de outros direitos .

II. Não cabe habeas corpus para trancamento de inquérito policial, pois não se trata de direito de locomoção
.
III. O habeas corpus requer prova pré -const ituída, pois não admite dilação probatória. Assim, fundamentada na
inocência do paciente a ordem de habeas corpus somente pode ser concedida quando a a legada inocência estiver
comprovada de plano e cabalmente .

IV. O habeas corpus pode ser impetrado por qualquer pessoa, ainda que sem capacidade postulatória, ou pelo
próprio Ministério Público.

Resosta: Apenas I, III e IV estão


corretas;

AULA 16 - EMENDATIO LIBELLI E MUTATIO LIBELLI

Tício e Caio foram acusados de receberem vultosa quantia em dinheiro através de


emissão de duplicatas sem causa debendi, causando prejuízo a terceiros, tendo o Ministério Público
capitulado a infração no artigo 172 do Código Penal (crime de duplicata simulada). Na sentença, o juiz
concordou com a narrativa fática, condenando os acusados nas penas do artigo 171, caput do Código Penal
(crime de estelionato). Com base nisto, responda:

A) hipótese retratada é de Emendatio Libelli ou Mutatio Libelli ? Justifique a sua resposta;

De acordo com a emendatio libelli, o juiz, quando da sentença, verificando que a tipificação não corresponde
aos fatos narrados na petição inicial, poderá de ofício apontar sua correta definição jurídica .

Na “emendatio libelli” os fatos provados são exatamente os fatos narrados. Assim, dispõe o CPP sobre a matéria:
Art. 383. O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa , poderá atribuir -lhe
definição jurídica diversa, ainda que, em consequência, tenha de aplicar pena mais grave.

B) A situação apresentada no enunciado poderia ocorrer em grau de 2ª instância? Fundamente a sua resposta:

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- Emendatio libelli em grau de recurso: É possível que o tribunal, no julgamento de um recurso contra a
sentença, faça emendatio libelli, desde que não ocorra reformatio in pejus (STJ HC 879 84 / SC).

QUESTÃO 2

No que consiste o Princípio da Congruência ou da Correlação? Fundamente a sua resposta:


A) O PRINCÍPIO DA CONGRUÊNCIA TRATA DE UMA PROIBIÇÃO AO MAGISTRADO.

Não poderá o juiz conceder nada a mais ( ultra petita) ou diferente do que foi pedido (extra petita). Assim,
como não poderá fundamentar-se em causa de pedir diferente da narrada pelo autor; caso não seja observado
esse princípio a sentença será considerada nula.

Existem EXCEÇÕES, previstas em Lei, ao princípio da congruência.

1) Pedidos implícitos: o magistrado poderá conceder o que não foi demando pelo
autor.

2) Fungibilidade: o magistrado poderá conceder tutela diferente da requerida nas ações possessórias e cautelares.

3) Demandas cujo objetivo é uma obrigação de fazer ou não fazer: o magistrado poderá conceder tutela
diversa.

4) O Supremo Tribunal Federal também admite o afastamento do princípio da congruência ao declarar


inconstitucionalidade de uma norma, em atenção a pedido for- mulado pelo autor, todavia, utilizando -se de
fundamentos diferentes daqueles que foram suscitados.

QUESTÃO OBJETIVA 3

Em uma colisão de veículos, uma das vítimas sofre lesões corporais. Ela é l evada a um hospital particular, onde f
ica internada por alguns dias . Quando sai d o hospital, as lesões j á estão imperceptíveis e a ví tima não com
parece ao Instituto M édico Legal para fazer o ex ame de corpo de delito. O Ministério Público oferece a denúncia
instruída com os ex ames f eitos no hospital em que a vítima f oi atendida e arrola o médico responsável como
testemunha. Assinale a resposta que descreve o procedimento correto:

b) O juiz deve receber a denúncia pois a falta do exame de corpo de delito pode ser suprida por
outras provas, notadamente a prova testemunhal, no caso de desaparecimento dos vestígios;

QUESTÃO OBJETIVA 4

Ticio está residindo na França mas em endereço desconhecido. Nesse caso, a sua citação far-se-á por:

b) Carta Rogatória;

QUESTÃO OBJETIVA 5

Determinado delegado de polícia obtém autorização judicial para proceder a interceptação telefônica em inquérito
instaurado para apurar tráfico de entorpecentes. No curso da interceptação, a polícia consegue provas de que
Semprônio, parte integrante da quadrilha, matou um desafeto. O advogado de defesa de Semprônio alega
judicialmente que a prova do homicídio seria uma prova ilícita pois a realização da interceptação teria sido
autorizada somente para apurar suposto crime de tráfico, delimitando assim o alcance da diligência. Com base nisto,
responda: A alegação da defesa é procedente? Fundamente a sua resposta:

Há duas correntes doutrinarias para questão.

1ª corrente: a interceptação telefônica só é válida como prova do novo crime ou criminoso descoberto fortuitamente,
desde que seja conexo com o crime para o qual foi autorizada a interceptação telefônica. Assim, se não houver a
conexão, a interceptação só serve como “ noticia criminis” para iniciar uma n ova investigação em relação a esse
novo crime ou criminoso. Esta corrente prevalece na doutrina brasileira.

2ª corrente: a interceptação telefônica só é válida como prova do crime ou criminoso descoberto fortuitamente,
mesmo se não houver conexão com o crime para o qual foi solicitada a interceptação telefônica, mas desde que
relacionada com o fato criminoso objeto da investigação.

Esta corrente vem prevalecendo na jurisprudência, pois o Estado não pode se manter inerte diante da notícia de
um crime ( STJ, RHC 34.280; STJ HC 33.462 e STF AI no AR 71.706). Diante das duas correntes, cabe salientar
que a 2ª encaixa na proposta da defesa, portanto é ilícita para atuar no feito, porém ser instaurado IP para
apuração do ilícito descoberto.
Desenvolvimento

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