You are on page 1of 111

Gestão de Transporte

Professora: Caroline Reis


CAROLINE.RALCANTARA@GMAIL.COM
81- 992964599
Ementa
1-Relembrando atividades na logística;
2- A importância de um sistema de transporte
3- Modais de transporte;
4- Explorando a multimodalidade;
1. Introdução à logística

Afinal qual o grande conceito


da logística, atualmente?
1. Introdução à logística
2. Áreas na logística
- A logística deve ser vista através de duas grandes ações, que são denominadas de primárias
e de apoio.

Primária: são as atividades fundamentais para os objetivos logísticos de custo e nível de


serviço que o mercado deseja, contribuem com a maior parcela do custo. São atividade
primárias:
a) Transporte;
b) A manutenção dos estoques;
c) O processamento de pedidos;

Atividades de apoio: são adicionais, que dão suporte ao desempenho das atividades
primárias.
a) Armazenagem; b) Manuseio de materiais
c) Embalagem d) Suprimento
e) Planejamento f) Sistema de informação
2. Áreas na logística
TRANSPORTE:

- É uma das atividades logísticas mais importantes – absorve em média 2/3 dos custos
logísticos;

- Transporte é conjunto de meios que viabilizam o deslocamento físico de pessoas,


informações e bens, de um ponto para outro;

- Um sistema de transportes é a integração de trabalho, facilidades e recursos que compõem a


capacidade de movimentação de cargas e pessoas num espaço econômico;

- Tem como principais funções a movimentação e a armazenagem temporária de produtos;

- Basicamente temos cinco modais de transporte, são eles: o ferroviário, o rodoviário, o


hidroviário, o dutoviário e o aéreo.
3. A importância de um sistema de transporte
- Um sistema de transporte eficiente e barato, contribui para intensificar a competitividade
no mercado, e reduzir custos em geral;

- Com um sistema ineficiente a extensão do mercado fica limitado

- Com um sistema de transporte precariamente desenvolvido, a extensão do mercado fica


limitada, próximo ao ponto de produção.
3. A importância de um sistema de transporte
- Um sistema de transporte barato e de qualidade incentiva a concorrência e disponibiliza a
produção para um mercado maior;

- Transporte eficiente, contribui para:

a) Economias de escala: produzir mais para garantir o escoamento.


Exemplo: Gás Natural nos EUA e desvinculação de industrias por
exemplo próximas do seu insumo;

b) Maior competição: produtos produzidos em vários locais podem


competir entre si;

c) Preços reduzidos: além do aumento da competição, o custo do


transporte, também compõe o valor agregado do produto.
3. A importância de um sistema de transporte
- O usuário de transportes tem muitos serviços à sua disposição, girando em torno de cinco
modais:
1- Hidroviário;
2- Rodoviário;
3- Ferroviário;
4- Aeroviário;
5- Dutoviário;

- Esse modais podem ser utilizados em combinação ou únicos;


- Para escolher a melhor opção de modal é necessário verificar algumas características
básicas:
a) Preço
b) Tempo médio de viagem
c) Variabilidade do tempo de trânsito;
d) Perdas e danos
3. A importância de um sistema de transporte
- Preço (Custo)= Custo do transporte + taxas de acessórios (terminais de serviços
executados;

- Tempo em trânsito= Tempo médio percorrido entre a origem e o destino (cuidado, destino
= cliente final);

- Variabilidade de tempo= *Refere-se às diferenças encontradas entre os carregamentos;

* Todas as entregas tem o mesmo ponto de origem e destino,


porém não tem a mesma duração; Isso varia devido: causas climáticas, congestionamento de
tráfego, número de paradas, diferenças de tempos para consolidar carga, desempenho do
transportados .....
3. A importância de um sistema de transporte

- Danos e perdas = Transportadores variam em sua capacidade em proteger a carga de


perdas ou danos. Por isso, perdas e danos devem ser fatores que influenciam na seleção de
um transportador.
4. Modais de Transporte
Aéreo
Vantagens:
•Agilidade no transporte
•Trafega a grandes distâncias e em rotas exclusivas
•Seguro de transporte é muito baixo
•Próximo aos grandes centros urbanos

Desvantagens:
•Limite de volume e peso
•Valor de frete elevado em relação aos
demais modais

Vídeo Cargas aéreas


4. Modais de Transporte
Marítimo

Vantagens:
Trafega a grandes distâncias
Comporta grandes volumes
Valor de frete relativamente baixo

Desvantagens:
Podem ocorrer alguns atrasos
Tempo de trânsito longo
Depende de vias apropriadas

Vídeo Porto de Cingapura


4. Modais de Transporte
4. Modais de Transporte
4. Modais de Transporte
Rodoviário
Vantagens:
anuseamento mais simples (cargas menores)
Grande competitividade em distâncias curtas/médias
Elevado grau de adaptação
Baixo investimento para o operador
Rápido e eficaz
Custos mais baixos de embalagem
Grande cobertura geográfica
Desvantagens:
Aumento do preço com a distância
Espaço limitado
Sujeito às condições atmosféricas
Sujeito ao trânsito
Sujeito à regulamentação (circulação, horários)
4. Modais de Transporte

Ferroviário

Vantagens:
Menor custo de transporte para grandes distâncias;
Sem problemas de congestionamentos; Vídeo Transporte Ferroviário
Adequado para produto de baixo valor agregado;
Adequado para grande volumes

Desvantagens:
Não possui flexibilidade de percurso;
Necessidade maior de transbordo;
Elevada dependência de outros transportes;
Elevado custo de manuseio e manutenção
4. Modais de Transporte
4. Modais de Transporte
4. Modais de Transporte

Dutoviário

Vantagens:
Longa vida útil
Pouca manutenção
Baixa mão-de-obra
Rápido
Funciona ponto a ponto para líquidos ou gases (gás natural, químicos e
outros)

Desvantagens:
Não se adapta a muitos tipos de produtos
Investimento inicial elevado
4. Modais de Transporte
Comparativo entre as Modalidades de Transporte no Brasil
4. Modais de Transporte
Comparativo entre as Modalidades de Transporte no Brasil
4. Modais de Transporte
4. Modais de Transporte Questões para discussão
A Maçã Verde Produtos Agrícolas Ltda. está estudando os custos de distribuição de seus produtos. Existem
três possibilidades para o transporte das maçãs produzidas desde a fazenda até o seu comprador na cidade
de Sidnei na Austrália. A tabela a seguir mostra os custos dos diferentes tipos de transporte, o número de
dias para a entrega por tipo de transporte e o custo de manutenção do estoque em trânsito por dia
(principalmente refrigeração).
Tipo de Transporte Aéreo Marítimo Rodoviário
Custo do frete por tonelada R$ 100,00 R$ 20,00 R$ 50,00
Tempo de entrega 3 dias 40 dias 20 dias
Custo da manutenção do estoque em trânsito, por R$ 10,00 R$ 2,50 R$ 3,00
tonelada, por dia.

Colocando-se em ordem crescente de custos totais para transporte de 1 tonelada, os diversos tipos de
transporte, justifique a escolha da alternativa correta:
a) Rodoviário, Marítimo e Aéreo.
b) Rodoviário, Aéreo e Marítimo.
c) Aéreo, Marítimo e Rodoviário.
d) Marítimo, Rodoviário e Aéreo.
e) Marítimo, Aéreo e Rodoviário.
4. Modais de Transporte
MULTIMODALIDADE

O transporte multimodalidade é a articulação entre vários modos de transporte, de forma a


tornar mais rápidas e eficazes as operações de transbordo;

- É aquele em que serão necessários mais de um tipo de veículo para conduzir a mercadoria
até ao seu destino;

- Utiliza diversos modos de transporte, tais como: containers, carretas, semtrailers ;


- A multimodalidade é utilizada para:
1- Redução do custo total;
2- Redução do tempo do trânsito em longos percursos;
3- Redução do impacto ambiental;
4- Redução do congestionamento nas rodovias;
5- Melhora no nível de serviço
4. Modais de Transporte
SINCROMODALIDADE

- O processo de sincromodalidade consiste em, além de integrar os diversos modais, em


organizar para que a mudança de um para outro aconteça de maneira sincronizada, com o
objetivo de elevar a eficiência;

- O conceito de sincromodalidade diz respeito à modalidade em tempo, à multimodalidade


sincronizada, ou seja, de maneira que o transporte seja mais efetivo;

- Este conceito está em desenvolvimento em larga escala pela União Européia


4. Modais de Transporte
4. Modais de Transporte
5. Sistemas de Transporte
- As atividades do sistema de distribuição são compostas de quatro etapas importantes:

*Estoque de produto acabado: local onde é armazenado os produtos;

* Embalagem de proteção: são embalagens especiais para proteger o


produto;
* Depósito de distribuição: são utilizados para armazenar os produtos
em locais muito distantes da origem e próximos dos clientes;

* Transporte: envolve diversos métodos de movimentar o produto para


fora da empresa.
5. Sistemas de Transporte

- A escolha do sistema de transporte ideal deve considerar:


* disponibilidade de vias;
* características dos produto;
* volume que serão movimentados;
* frequência das entregas;
*distância total percorrida;
*custo total;
* segurança do sistema
ESTUDO DE CASO

ESTUDO DE CASO: Distribuição e


Otimização de um conglomerado
Farmacêutico XZMO
Fichas de leitura
1- Por que o transporte é considerado tão importante para a economia de um país? Por
que ele é tão importante para a empresa individual?
2- Identifique o tipo de produto característico movidos por cada modal de transporte?
3- Quais os elementos fundamentais para definir um sistema de transporte para uma
empresa/ indústria?
4- O que é transporte intermodal?
5- Que modal/ modais você considera mais adequado para a exportação de animais
vivos para a Europa ? Por que?
6- Você deve transportar celulose de Manaus/ AM para São Paulo (porto de Santos).
Pesquise no mapa a melhor rota e o melhor modal para a entrega dessa mercadoria;
7- O que deve ser levado em conta para a escolha do modal de transporte e porque?
8- Faça um comparativo entre multimodalidade e sincromodalidade e por que a
sincromodalidade ainda é uma realidade distante para as empresas brasileiras?
6- Ciclo do pedido
- O produto oferecido por qualquer empresa pode ser naturalmente descrito
pelas características de preço, qualidade e serviço;

- O desempenho oferecidos pelos fornecedores para atender as


expectativas do cliente é chamado de nível de serviço;

- Nível de Serviço Logístico: É o resultado líquido de todos os esforços logísticos dentro da


organização.
- Em resumo é promover a disponibilidade do produto e serviço, incluindo a frequência e a
confiabilidade da entrega, níveis de estoque e tempo consumido no ciclo de pedidos.
6- Ciclo do pedido
Nível de Serviço Logístico pode ser também considerado como:
• Tempo decorrido entre o recebimento de um pedido no depósito e o despacho;
• Lote mínimo de compra ou qualquer limitação no sortimento de itens de uma ordem recebida
pelo fornecedor.
• Porcentagem de itens em falta no depósito do fornecedor
• Proporção dos pedidos de clientes preenchidos com exatidão.
• Porcentagem de clientes atendidos dentro de um intervalo de tempo;
• Proporção de bens que chegam ao cliente em condições adequadas para a venda.
• Tempo entre a colocação de um pedido pelo cliente e a entrega dos bens solicitados.
• Facilidade e flexibilidade com que o cliente pode gerar um pedido.
6- Ciclo do pedido
- Compradores selecionam fornecedores baseados numa combinação de características
para satisfazer suas vontades;

- Muitos desses elementos tangíveis de nível de sérviço podem ser identificados se


acompanharmos as ordens de compra através de um sistema de distribuição;

- O tempo transcorrido entre a colocação de pedido pelo cliente até sua entrega é
chamado de tempo do ciclo do pedido;

- TCP: é o tempo entre a colocação do pedido pelo cliente até sua entrega;

-
6- Ciclo do pedido
6- Ciclo do pedido
6- Ciclo do pedido

Qual a importância na Gestão do transporte para o


cumprimento do ciclo do pedido e atendimento do nível de
serviço?
6- Ciclo do pedido

Discussão em sala: Reportagem Revista Mundo logística: Só


entregar não basta.
Com o objetivo de rever custos e tentar reduzir despesas, muitas empresas procuram especialistas em logística
ou em armazenagem para terceirizar as operações. Especialmente em tempos de crise econômica.
O que não imaginam é que podem ter um ganho de produtividade, que resultará em forte redução de custos. A
explicação está no fato de que muitas empresas cresceram sem profissionalizar a área de armazenagem e
logística. Têm estruturas próprias, para gerir o que não é o produto foco, estruturas antigas, distantes, com
pouco ou nenhum investimento em tecnologia, gerando perdas, problemas de inventário e muitos outros
gargalos que tornam a operação onerosa e pouco eficiente.
Ao recorrerem a um operador logístico, indústrias de vários segmentos se surpreendem com as facilidades que
podem passar a contar. Desde centros de distribuição bem localizados, reduzindo a necessidade de estoques,
serviços de seleção e entrega de peças e itens para assistência técnica. Todos estes serviços, implicam
redução das perdas por falta de controle de inventário. Podemos dizer que nos últimos anos, em virtude do
surgimento do e-commerce com taxas de crescimento anual impressionantes, a logística passou a ser “menina
dos olhos” da indústria.
Começou a ser vista como estratégica para o desenvolvimento dos negócios. No entanto, ainda convivemos
com modelos antigos e passíveis de muitas melhorias em curto espaço de tempo, com impacto expressivo nos
resultados dos negócios. Ao entregar, por exemplo, a distribuição de produtos a um operador logístico, o cliente
ganha agilidade nas entregas, flexibilidade para ampliar ou reduzir a área de armazenagem de acordo com a
demanda, ganha eficiência e tira de sua própria estrutura uma série de custos fixos com pessoal e aluguel de
espaço. Nos modelos de negócio bem-sucedidos o custo tem que ser proporcional aos resultados. Pago mais
se estou vendendo mais, pago menos se tenho menor movimentação. Só assim é possível gerir de maneira
sustentável. Entregar a logística nas mãos de um especialista é o caminho para focar no core business. Não
importa o tamanho da empresa, mas sim a mente aberta e em sintonia como que há de mais eficiente na hora
de fazer o produto chegar ao cliente final.
Por Raquel Teixeira, empresa Yusen Logistics
7- Posicionamento logístico
- Diversas empresas buscam a integração das operações de produção e logística, para
minimizar custos e aumentar o nível de serviço, o que chamamos de posicionamento
logístico;

Refere-se ao conjunto de decisões ao longo do tempo que irão apoiar a


execução e a operacionalização de uma política de atendimento ao cliente

- Diversos motivadores levam a essa busca crescente, geram pressões para:

1- Reduzir níveis de estoque;


2- Agilizar o atendimento ao cliente – prazos e disponibilidade
3- Customizar em massa, oferecer para grandes disponibilidades de clientes;

- Um estratégia de posicionamento logístico é composta de cinco categorias de decisão, que


devem estar articuladas entre si, são elas:
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:

1- Coordenação do Fluxo de Produto: Puxado ou empurrado?

2- Política de Produção: produzir baseado na previsão de vendas ou produzir contra-


pedido?

3- Alocação de estoques: centralizados ou desencentralizados?

4- Política de Transportes: modais mais lentos e baratos ou rápidos e caros?

5- Dimensionamento da Rede: quantas instalações a empresa terá? Qual a


localização? Quais produtos serão atendidos por cada instalação?

-
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:

1- Coordenação do Fluxo de Produto

- É a decisão da empresa de ter o fluxo puxado pelos clientes ou empurrado pelo


fornecedor

- Puxado: é disparado pelo consumidor final ou pelo elo mais próximo da cadeia final
(CLIENTE FINAL);
- Empurrado: acionado pelo fornecedor

- É a decisão mais importante pois afetará todas as demais estratégias de produção e


distribuição do produto;
- Depende de algumas variáveis: visibilidade de demanda e tempo de resposta
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:

Visibilidade de demanda: é capacidade da empresa de obter informações em tempo real


sobre a demanda efetiva, diferente de ver a previsão
Pode não se concretizar e apresentar grandes
- Permite que os fluxos de produtos sejam distorções em relação a demanda efetiva.
puxados com base nas informações de
tempo real capturadas pela tecnologia de
informação.

Tempo de resposta: em quanto tempo (partindo da demanda do cliente) a empresa tem a


capacidade de atender / abastecer o cliente
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:
1- Coordenação do Fluxo de Produto

- Em uma empresa você pode optar pelos dois tipos de fluxo o empurrado ou o puxado;

Empurrado Puxado
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:

1- Coordenação do Fluxo de Produto

- No momento de tomar a decisão sobre a coordenação do fluxo você poderá levar em


conta:

1- Se a visibilidade de demanda é nenhuma e o tempo de resposta é longo? EMPURRADO

2- Se a visibilidade de demanda é total e o tempo de resposta é curto? PUXADO

3- Se a visibilidade da demanda é total e o tempo de resposta é curto, ou a visibilidade da


demanda é nenhuma e o tempo de resposta é curto? HIBRIDOS
7- Posicionamento logístico
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:

1- Coordenação do Fluxo de Produto: Puxado ou empurrado?

2- Política de Produção: produzir baseado na previsão de vendas ou produzir contra-


pedido?

3- Alocação de estoques: centralizados ou desencentralizados?

4- Política de Transportes: modais mais lentos e baratos ou rápidos e caros?

5- Dimensionamento da Rede: quantas instalações a empresa terá? Qual a


localização? Quais produtos serão atendidos por cada instalação?

-
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:

2- Política de Produção

- Pode ser influenciada pelo grau de contato entre operação e cliente, volume de produção
e duração do ciclo de vida e tempo de entrega exigido pelo cliente;

- Pode ser classificada como: produzir contra pedido ou por estoque;

- Por estoque: consistem em comprar e transformar insumos acabados no presente


momento e em antecipação à demanda futura (produzir baseado na previsão);
- Muitas vezes não se tem a visibilidade da demanda.
- Exigência de curto tempo de entrega pelo cliente.
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:

2- Política de Produção

Contra pedido: postergar compra e produção de acordo com o pedido;


- Possibilidade e desejo de personalizar um produto;
- Para considerar a produção contra pedido você deve considerar:

Tempo de entrega do produto para o cliente final


Tempo de entrega da matéria prima + crítica / ou com maior prazo de entrega
Custo do produto vendido: quanto custo do produto propensão contra pedido
Variação de Venda: maior variabilidade de venda contribui para a postergação do fluxo
do produto na produção;
Obsolescência: é a perecibilidade, quanto maior a obsolcência e perecibilidade maior a
propensão para produzir contra pedido, evitando perdas no estoque
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:

1- Coordenação do Fluxo de Produto: Puxado ou empurrado?

2- Política de Produção: produzir baseado na previsão de vendas ou produzir


contra-pedido?

3- Alocação de estoques: centralizados ou desencentralizados?

4- Política de Transportes: modais mais lentos e baratos ou rápidos e caros?

5- Dimensionamento da Rede: quantas instalações a empresa terá? Qual a


localização? Quais produtos serão atendidos por cada instalação?

-
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:

3- Alocação de Estoques

- Decisão de centralizar ou não os estoques?

- Centralizar significa postergar ao máximo o transporte dos produtos, só sendo


movimentado quando o cliente final colocar o pedido;

- Descentralizar significa antecipar seu transporte/ movimentação por outras instalações


intermediárias com base em previsões futuras;
- Representa maior movimentações entre as instalações intermediárias com base na
previsão de venda.
- Está associado a coordenação de fluxo empurrado e a política de produção de
estoques.
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:

3- Alocação de Estoques

- Basicamente são quatro os fatores que determinam um maios ou menor grau de


centralização:

1- características do produto
2- características da demanda
3 – nível de exigência do mercado
4- grau de economias com o transporte

Densidade de custo: R$ custo do produto vendido/peso ou volume (quanto maior a densidade


dos custos , maior a tendência de centralizar os estoques . Quanto menor essa densidade, maior a
necessidade de minimizar custos de distribuição de modo a assegurar competitividade
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:

3- Alocação de Estoques

- Quanto maior for o valor agregado, maior será a centralização dos estoques numa única
instalação para reduzir a duplicidade de custos associados à manutenção de estoques de
segurança em diversas localidades;

- Quanto maior for o grau de obsolescência, maior será a a centralização dos estoques a fim
de reduzir os riscos de encalhe (não recuperação dos custos variáveis de produção e
movimentação de materiais;

- Quanto maior for a margem de contribuição (diferença entre o preço e o custo variável de
um produto), maior será a propensão para a descentralização a fim de minimizar o risco de
perder vendas por não haver disponibilidade imediata de produto em estoque.
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:

1- Coordenação do Fluxo de Produto: Puxado ou empurrado?

2- Política de Produção: produzir baseado na previsão de vendas ou produzir


contra-pedido?

3- Alocação de estoques: centralizados ou desencentralizados?

4- Política de Transportes: modais mais lentos e baratos ou rápidos e caros?

5- Dimensionamento da Rede: quantas instalações a empresa terá? Qual a


localização? Quais produtos serão atendidos por cada instalação?

-
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:

4- Politica de Transporte

- Verifica se a empresa deve usar um único meio de transporte ou transporte intermodais;

- Basicamente são dois os critérios adotados por um embarcador na escolha do modal de


transporte: preço/custo e desempenho;

- A dimensão desempenho é medida através do tempo médio de entrega, de sua


variabilidade e do nível médio de perdas e danos que ocorrem no transporte.
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:

1- Coordenação do Fluxo de Produto: Puxado ou empurrado?

2- Política de Produção: produzir baseado na previsão de vendas ou produzir


contra-pedido?

3- Alocação de estoques: centralizados ou desencentralizados?

4- Política de Transportes: modais mais lentos e baratos ou rápidos e caros?

5- Dimensionamento da Rede: quantas instalações a empresa terá? Qual a


localização? Quais produtos serão atendidos por cada instalação?

-
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:

5- Dimensionamento da rede de instalações

- A decisão a respeito do dimensionamento da rede de instalações está fortemente


associada às mesmas características que influenciam a alocação dos estoques;

- Entretanto, deve ser feitas algumas considerações com relação ao impacto do aumento
da quantidade de instalações sobre diferentes componentes do sistema logístico:

a) nível de serviço
b) gastos com transporte
c) custos de oportunidade
d) gastos com armazenagem;
7- Posicionamento logístico
ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO LOGÍSTICO:

A adequação do posicionamento logístico às expectativa do cliente, consiste em saber


oferecer aquilo que lhe é demandado, nos prazos e locais corretos;

Não existe modelo único a ser seguido dentro de uma empresa, os modelos podem ser
combinados ou podem ser híbridos (ou seja) sofrer algumas alterações.

Existem algumas combinações de modelos adotadas em geral por algumas empresas.


ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO
EMPURRADA (Contra Estoque) PUXADA (Contra pedido)
* Formação de estoque a partir de previsão de * Redução dos níveis de estoques de MP, semi acabados
vendas; e PA;
* Redução dos níveis de estoque devido a sua Não há economias de escalas;
centralização;
CENTRALIZADA

* Maiores custos de distribuíção; * Sob encomenda;


ESTRTÉGIAS DE DISTRIBUÍÇÃO

* Grandes lotes de produção ou lote *Pequenos lotes ou lotes unitários


econônomica;
* Economia de escala mais nas produção *PA de alto valor agragado;
Exemplos: Industrias de processos contínuos *Elevada variação de demanda;
Exemplos: Estaleiros, computadores, imóveis de alto
valor
*Baseaa em previsões de vendas; *Objetivo de garantir prazos de entregas reduzidos;
DESCENTRALIZADA

*Envio aos CDS antes da colocação dos * Baixo nº de SKUS;


pedidos;
*Produção de grandes lotes; *Baixo estoque de segurança;
*Geram economias de escalas; *Envio de produtos semi-acabados para finalização;
Exemplos: produtos de baixo custo agregado e * Aumenta a complexidade com custos de distribuíção;
alto giro Exemplo: móveis sob medida, computadores
ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO
EMPURRADA (Contra Estoque) PUXADA (Contra pedido)
* Formação de estoque a partir de previsão de * Redução dos níveis de estoques de MP, semi acabados
vendas; e PA;
* Redução dos níveis de estoque devido a sua Não há economias de escalas;
centralização;
CENTRALIZADA

* Maiores custos de distribuíção; * Sob encomenda;


ESTRTÉGIAS DE DISTRIBUÍÇÃO

* Grandes lotes de produção ou lote *Pequenos lotes ou lotes unitários


econônomica;
* Economia de escala mais nas produção *PA de alto valor agragado;
Exemplos: Industrias de processos contínuos *Elevada variação de demanda;
Exemplos: Estaleiros, computadores, imóveis de alto
valor
*Baseaa em previsões de vendas; *Objetivo de garantir prazos de entregas reduzidos;
DESCENTRALIZADA

*Envio aos CDS antes da colocação dos * Baixo nº de SKUS;


pedidos;
*Produção de grandes lotes; *Baixo estoque de segurança;
*Geram economias de escalas; *Envio de produtos semi-acabados para finalização;
Exemplos: produtos de baixo custo agregado e * Aumenta a complexidade com custos de distribuíção;
alto giro Exemplo: móveis sob medida, computadores
ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO
EMPURRADA (Contra Estoque) PUXADA (Contra pedido)
* Formação de estoque a partir de previsão de * Redução dos níveis de estoques de MP, semi acabados
vendas; e PA;
* Redução dos níveis de estoque devido a sua Não há economias de escalas;
centralização;
CENTRALIZADA

* Maiores custos de distribuíção; * Sob encomenda;


ESTRTÉGIAS DE DISTRIBUÍÇÃO

* Grandes lotes de produção ou lote *Pequenos lotes ou lotes unitários


econônomica;
* Economia de escala mais nas produção *PA de alto valor agragado;
Exemplos: Industrias de processos contínuos *Elevada variação de demanda;
Exemplos: Estaleiros, computadores, imóveis de alto
valor
*Baseaa em previsões de vendas; *Objetivo de garantir prazos de entregas reduzidos;
DESCENTRALIZADA

*Envio aos CDS antes da colocação dos * Baixo nº de SKUS;


pedidos;
*Produção de grandes lotes; *Baixo estoque de segurança;
*Geram economias de escalas; *Envio de produtos semi-acabados para finalização;
Exemplos: produtos de baixo custo agregado e * Aumenta a complexidade com custos de distribuíção;
alto giro Exemplo: móveis sob medida, computadores
ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO
EMPURRADA (Contra Estoque) PUXADA (Contra pedido)
* Formação de estoque a partir de previsão de * Redução dos níveis de estoques de MP, semi acabados
vendas; e PA;
* Redução dos níveis de estoque devido a sua Não há economias de escalas;
centralização;
CENTRALIZADA

* Maiores custos de distribuíção; * Sob encomenda;


ESTRTÉGIAS DE DISTRIBUÍÇÃO

* Grandes lotes de produção ou lote *Pequenos lotes ou lotes unitários


econônomica;
* Economia de escala mais nas produção *PA de alto valor agragado;
Exemplos: Industrias de processos contínuos *Elevada variação de demanda;
Exemplos: Estaleiros, computadores, imóveis de alto
valor
*Baseaa em previsões de vendas; *Objetivo de garantir prazos de entregas reduzidos;
DESCENTRALIZADA

*Envio aos CDS antes da colocação dos * Baixo nº de SKUS;


pedidos;
*Produção de grandes lotes; *Baixo estoque de segurança;
*Geram economias de escalas; *Envio de produtos semi-acabados para finalização;
Exemplos: produtos de baixo custo agregado e * Aumenta a complexidade com custos de distribuíção;
alto giro Exemplo: móveis sob medida, computadores
8. Logística de Distribuição
- De uma maneira geral, as canais/ redes de distribuição são constituídas por:

1. Um conjunto de instalações que fazem a recepção, armazenagem e expedição de materiais;

2. Um conjunto de rotas e meios que ligam as diferentes instalações;

3. Um conjunto de meios que permitem o transporte das mercadorias através das rotas.
8. Logística de Distribuição
- Canal de Distribuição é conjunto de meios utilizados para fazer com que o produto ou
serviço chegue desde o produtor até ao consumidor final, ou seja, a quantidade de
intermediários que existe entre quem produz e o consumidor final;

- Precisam ter “certo” grau de flexibilidade para suprir as necessidades dos diversos tipos de
clientes;

- É uma parte importante da logística como um todo, ajuda na estratégia da empresa e tem
grande relevância econômica;

- A distribuição, hoje, também tem a função de criar valor ao cliente, auxiliar na geração de
receita e na redução de custos;
8. Logística de Distribuição
- Muitas configurações estratégicas diferentes de distribuição podem ser empregadas. Há três
formas básicas:

1- Entrega direta a partir de estoques das fábricas;


2- Entrega direta a partir de vendedores ou linha de produção;
3- Entrega feita utilizando um sistema de depósito;

- Você pode comprar grande quantidades e


ser abastecido direto pelo fabricante porém
com necessidades de compras menores os
clientes tendem a ser abastecidos por
depósitos.
8. Logística de Distribuição
- A tarefa de movimentar o produto não termina necessariamente quando os bens chegam
ao cliente – mercadoria pode ser devolvida;

- Distribuir produtos é complicado, por isso como gestor é importante estar atendo as
seguintes decisões:

a) Qual o serviço de transporte deve ser utilizado para movimentar os produtos a


partir da fábrica? E a partir do armazém?
b) Quais procedimentos de controle devem ser empregados para o inventário?
c) Onde devem localizar-se os depósitos, quais dimensões devem ter e quantos
armazéns são necessários?
d) Quais arranjos para a comunicação de pedidos devem existir? E quais comunicações
pós pedidos são necessários?
e) Qual nível de serviço deve ser providenciado para cada item de produto?
8. Logística de Distribuição
- A logística de distribuição tem que encontrar o equilíbrio entre qualidade de serviço,
custo e capital investido
8. Operações Especiais de Distribuição
- É necessário a busca pela maior integração entre os elos da cadeia e sua maior eficiência;

- Ganha quem oferece os melhores serviços, através da utilização de estoque com preços
reduzidos;

- Formas tradicionais de distribuição, serão substituídas por novas formas onde o


abastecimento será “puxado” pelas necessidades do mercado;

- Para atender essa nova realidade surgem algumas estratégias na gestão operacional da
cadeia de suprimento, podemos citar algumas delas:

A) Cross Docking;
B) Transit point;
C) Milk Run ;
D) Técnicas de Roteirização
8. Operações Especiais de Distribuição
CROSS DOCKING
É um sistema de distribuição
na qual a mercadoria recebida,
em um CD, não e estocada.

A mercadoria é imediatamente
separada para o carregamento
da entrega;

Permite que a administração


dos Centros de Distribuição
concentre-se no fluxo de
mercadoria e não na
armazenagem.
8. Operações Especiais de Distribuição
8. Operações Especiais de Distribuição
CROSS DOCKING
Ajuda a eliminar e reduzir duas das atividades mais caras (estocagem e picking);

Pode ser usada para pedidos


pequemos em sistemas de
maior frequência;
8. Operações Especiais de Distribuição
CROSS DOCKING

Vantagens:
 Redução de custos: todos os envolvidos na cadeia de suprimentos
 Redução da área física necessária no CD: não precisa mais de espaço para armazenar
 Redução da falta de estoque nas lojas: ressuprimento contínuo, em quantidades
menores e mais frequentes;
 Redução do número de estoques na cadeia de suprimentos: o produto passa a fluir pela
cadeia de suprimentos;
 Redução da complexidade das entregas nas lojas: uma única entrega formada com toda
a variedade de produtos;
8. Operações Especiais de Distribuição
CROSS
- Vantagens
DOCKING
do cross docking

Vantagens:

 Aumento da disponibilidade do produto: ressuprimento contínuo ao varejo


 Suaviza o fluxo de bens: torna-se constante devido as encomendas frequentes.
 Redução do nível de estoque: mercadoria não para em estoque
 Torna acessível os dados sobre o produto: devido ao uso de tecnologias de informação
que proporcionam a intercomunicação entre os elos da cadeia, como por exemplo o EDI
que unifica a base de dados.
8. Operações Especiais de Distribuição
CROSS DOCKING
Desavantagens

• Dificuldade de determinação dos produtos candidatos.


• Requer sincronização dos fornecedores e demanda.
• Relações imperfeitas com fornecedores; pequena ou nenhuma credibilidade nos
fornecedores; relutância dos fornecedores.
• Sindicatos temem perda de empregos.
• Dependências inadequadas ou retornos sobre investimentos insuficientes para justificar
a compra, reforma ou construção de um CD apropriado.
• Sistemas de informação inadequados.
• Gerência nem sempre possui uma visão holística e orientada da cadeia de suprimentos.
• Medo de stock-out pela ausência de estoque de segurança.
8. Operações Especiais de Distribuição
CROSS DOCKING
Estabelecer uma operação de cross docking não é tão simples de ser executada,
existem alguns pré-requisitos necessários:

Parcerias: todos os membros da cadeia dever ser capazes de suportar a operação


Confiança da qualidade: construído e não inspecionado;
Comunicação entre os membros da cadeia: devem ser compartilhadas;
Comunicação e controle da operação: informações do que será recebido , quando,
quanto, onde?
Mão de obra: equipamento, instalações, quebra de carga,
consolidação, separação é crucial que haja planejamento e
treinamento.
8. Operações Especiais de Distribuição
CROSS DOCKING

Gerenciamento tático: sistema adequado, requer certo nível de planejamento tático


8. Operações Especiais de Distribuição
CROSS DOCKING – Tipos

Movimento Contínuo Unitizado: a mercadoria flui diretamente das docas de recebimento


para as docas de embarque o mais rápido possível.
Movimento Consolidado: a mercadoria recebida é quebrada e parte dela é destinada a um
cliente enquanto outra parte é destinada a outro ou então direcionada ao estoque e
combinada com outros itens do estoque tradicional para formar um pedido completo e ser
embarcada.
Movimento de Distribuição: os produtos ao serem recebidos são quebrados e combinados
entre si para serem distribuídos em cargas completas para os respectivos clientes.
8. Operações Especiais de Distribuição

Vídeos Cross docking


8. Operações Especiais de Distribuição
MILK RUN
O milk run é um sistema de abastecimento de suprimentos adotado principalmente por
indústrias automobilísticas nacionais.

Consiste na coleta programada de peças junto aos fornecedores das montadoras,


diferentemente do sistema de abastecimento denominado convencionais;

Adota uma concepção de trabalho com enorme ênfase na filosofia just-in-time e procura
seguir alguns de seus princípios como: redução do estoque de materiais, maior frequência
de abastecimento de suprimentos e maior integração entre as partes que compõem o
sistema, montadora e fornecedor.
8. Operações Especiais de Distribuição
MILK RUN
8. Operações Especiais de Distribuição
MILK RUN
Vantagens

• embarques programados segundo a necessidade do cliente (janelas de coleta, data, hora e


quantidades);
• reduz necessidade de espaço;
• reduz obsolescência (e problemas com prazo de validade) dos produtos;
• estoques reduzidos devido ao fracionamento de embarques;
• melhora nos serviços de manuseio de materiais;
• embalagens padronizadas e reutilizáveis, com isto redução de custo;
• agilidade no carregamento e descarregamento;
• redução dos custos de manutenção de inventário.
• ferramenta para o JIT e o kanban.
8. Operações Especiais de Distribuição
MILK RUN
Desvantagens

• requer sincronização dos fornecedores e demanda;

• relações imperfeitas com fornecedores;

• perda de credibilidade nos fornecedores;

• maior custo para a montadora, devido a frete extra cobrado que ocorre quando a
montadora solicita quantidades não planejadas;

• parada da produção por conta da falta de material;

• atrasos na retirada de materiais nos fornecedores.


8. Operações Especiais de Distribuição
MERGE IN TRANSIT
• Pode ser considerado como uma variação do cross docking;

• É considerado uma combinação do cross docking com o conceito de just in time;

• Usado na distribuição de produtos de alto valor agregado, formado por multi


componentes que tem suas partes produzidas em diferentes plantas;

• Procura gerenciar os respectivos lead times de produção


8. Operações Especiais de Distribuição
MERGE IN TRANSIT
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
• Consiste no “processo para a determinação de um ou mais roteiros ou sequências de
paradas a serem cumpridos por veículos de uma frota, objetivando visitar um conjunto de
pontos geograficamente dispersos, em locais pré-determinados, que necessitam de
atendimento”;

• Uma boa roteirização pode resultar:


• Otimização dos resultados logísticos
• Encurtamento de distâncias, tempo, custo de serviço e transporte

Um modelo de roteirização adequado às necessidades da organização permite uma


melhoria na eficiência e na utilização máxima de equipamentos, agregando valor à
gestão da cadeia.
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
• Quanto maior o número de clientes, mais complexa é a roteirização e, em geral, é
necessário o uso de métodos sofisticados e de programas de computador;

• Em geral o sistema de roteirização precisa ser alimentado pelas seguintes informações:

1) Determinação do número de veículos;


2) Capacidade dos veículos;
3) Pontos de parada ou entregas;
4) Sequências de paradas;
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
• Bons roteiros geralmente podem ser conseguidos pela aplicação das seguintes regras:
1- Inicie o agrupamento pelo ponto de parada mais distante do depósito.
2 - Encontre o próximo ponto, tomando o ponto disponível que esteja mais perto do
centro dos pontos no grupo.
3- Agregue esse ponto ao grupo (veículo), caso a capacidade do veículo não tenha
sido excedida.
4. Repita o passo 2 até que a capacidade do veículo tenha sido atingida.
5. Sequencie as paradas de maneira a ter a forma de uma gota d'água.
6. Encontre o próximo ponto, que é a parada mais distante do depósito ainda
disponível, e repita os passos 2 a 4. 6.
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
6. Encontre o próximo ponto, que é a parada mais distante do depósito ainda
disponível, e repita os passos 2 a 4. 6.
7. Continue até que todos os pontos lenham sido designados
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
• Princípios para uma boa roteirização:

1. Carregar caminhões com volumes destinados a paradas que estejam próximas entre si;
2. Comece os roteiros a partir da parada mais distante do depósito;
3. Os roteiros mais eficientes são aqueles que fazem uso dos maiores veículos disponíveis;
4. A coleta deve ser combinada nas rotas de entrega em vez de reservada para o final dos
roteiros;
5. Uma parada removível de um agrupamento de rota é uma boa candidata a um meio
alternativo de entrega – paradas isoladas com baixo volume, podem ter veículos
menores para elas.
6. As pequenas paradas de tempo devem ser evitadas;
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
• Existem diversos métodos para a abordagem da roteirização, dentre eles: Método da
Varredura e Método das economias;

• Método da Varredura

• é recomendável quando a velocidade da resposta para a formação de rotas é muito


importante por causa do pouco tempo para operacionalizar o carregamento e expedição
dos veículos;

• É um método simples: 1º atribui-se as paradas a cada veículo e depois estabelece a


sequência de paradas nas estradas;

• Em função do tempo para preparo desse modelo de roteirização, questões de tempo de


entrega e duração total da viagem não são adequadamente tratas;
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
• Método da Varredura

• Pode ser resumido em: Localize todas as paradas, inclusive o depósito;


• Trace uma linha reta a partir do depósito e qualquer direção
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
• Método da Varredura
• Gire a linha no sentido horário e anti- horário até que ela faça uma intersecção de uma
parada;
• Responda a pergunta:
• Se a parada for incluída no roteiro, a capacidade do veículo poderá ser ultrapassada?
(se a resposta for negativa continue com a rotação da linha até a intersecção mais
próxima)
• O volume cumulativo ultrapassará a capacidade do veículo?

Use primeiro os maiores veículo


Se a resposta do item anterior for
positiva, exclua o último ponto defina a
rota e recomece a varredura
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO Método da Varredura (Exemplo)
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO Método da Varredura (Exemplo)
• Pergunta: Quantas rotas são
necessárias para a coletar de todo o
material?
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO Método da Varredura (Exemplo)
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
• Método da “Economias”
• O objetivo desse método é minimizar a distância percorrida por todos os veículos e
indiretamente minimizar o número de veículos necessários para servir todas as paradas;

• A lógica desse método está em começar com um número de veículo fictício servindo a
cada parada e voltando para o depósito;

• Isso fornece a distância máxima a ser abordada no problema da roteirização;

• Em seguida, combinam-se duas paradas no mesmo roteiro a fim de tornar possível a


eliminação de um dos veículos e a redução das distância percorrida;

• O processo termina quando todos os clientes tiverem sido incluídos no roteiro


8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
• Método da Varredura
• Os exemplos colocados á seguir implicam na roteirização de um único veículo;
• Na prática outro roteiro começa logo após a conclusão do primeiro, o veículo fica
disponível para ser utilizado novamente;
• Nesse formato, diminui-se a quantidade de caminhões necessários para servir todos os
roteiros

• Os clientes mais próximos do depósito tendem a


ser atendidos primeiros e dá tempo do
caminhão retornar para fazer novo roteiros;
8- Operações especiais de distribuição
8- Operações especiais de distribuição

Discussão em sala: Texto Roteirização online é o caminho para o lucro e a


produtividade
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
• PROBLEMAS DE ROTERIZAÇÃO

Os Problemas de Roteirização de Veículos têm recebido muita atenção nos últimos


anos em função de sua aplicabilidade e importância econômica na determinação de
estratégias eficientes de distribuição, com o objetivo de reduzir os custos operacionais no
sistema de distribuição.

Um PRV consiste basicamente em estabelecer e organizar rotas ou itinerários


eficientes para veículos realizarem entrega/captação de mercadorias, no entanto o
estabelecimento das melhores rotas e trajetos pode resultar em uma série de restrições
8. Operações Especiais de Distribuição
ROTEIRIZAÇÃO
• PROBLEMAS DE ROTERIZAÇÃO

• Restrições de unicidade: cada cliente só pode ser servido por um e somente por um
veículo.
• Restrições de capacidade da frota.
• Restrições temporais.

Outras características complicadoras:


• Múltiplos depósitos
• Frota não homogênea
• Demanda incerta dos clientes
• Múltiplos objetivos
Fichas de leitura
1- O que é ciclo do pedido?
2- Qual a importância do ciclo do pedido para a manutenção do nível de serviço?
3- Quais os componentes do ciclo do pedido? Descreva cada um deles.
4- O que é posicionamento logístico?
5- Quais os tipos de estratégias para o posicionamento logístico?
6- As estratégias de posicionamento precisam ser combinadas? Por que?
7- Descreva cada uma das estratégias de posicionamento logístico
8- O que é cross docking ?
9- O que é milk run ?
10- Qual a importância da roteirização para gestão do transporte?

logisticanassau@bol.com.br – enviar arquivo com a aula