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GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO Módulo I – SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA E

GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

Módulo I SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE

GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO Módulo I – SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA E
Neste módulo do curso Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho , será abordado: 1. Como

Neste módulo do curso Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho, será abordado:

  • 1. Como Estabelecer um Sistema de Gestão para SST.

  • 2. Programa de Segurança Baseado no Comportamento.

  • 3. Criando Campanhas de Segurança e Saúde no Trabalho.

  • 4. Estabelecendo Indicadores.

INTRODUÇÃO 4 O QUE É SST? 4 L EGISLAÇÃO 4 COMO ESTABELECER UM SISTEMA DE GESTÃO

INTRODUÇÃO

4

O QUE É SST?

4

LEGISLAÇÃO

4

COMO ESTABELECER UM SISTEMA DE GESTÃO PARA SST

6

POLÍTICA DE SST

7

ELEMENTOS DE GESTÃO DE SST

8

MODELO DE HEINRICH

10

PROGRAMA DE SEGURANÇA BASEADO NO COMPORTAMENTO

11

REVENDO CONCEITOS NA SST

11

CAUSA RAIZ

11

CAUSAS BASEADAS NO COMPORTAMENTO

14

FATOR HUMANO

17

MODELO DE CAUSALIDADE DAS PERDAS

20

SSO EM UM AMBIENTE CORPORATIVO

24

ESTUDO DE CASO 1

24

CRIANDO CAMPANHAS DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

26

ESTABELECENDO INDICADORES

27

Introdução

O que é SST?

Introdução O que é SST? A Segurança e Saúde no Trabalho – SST são protocolos, metodologias

A Segurança e Saúde no Trabalho SST são protocolos, metodologias e procedimentos legais, adotados por empresas e empregados, para minimizar acidentes de trabalho e criar um ambiente saudável.

Essa relação de trabalho mostra dois lados:

empregador detentor do capital com anseio de protegê-lo e aumentar a rentabilidade; trabalhador cada vez mais esclarecido, busca reconhecimento no trabalho com jornadas e remuneração adequadas, além de instalações seguras que diminuam acidentes e doenças ocupacionais.

Avanços significativos são observados, com os empregadores investindo na melhoria das condições e dos processos de trabalho e os trabalhadores mais conscientes no planejamento e organização das tarefas diárias.

Legislação

A mudança de comportamento na relação trabalhista foi muito influenciada pela cobrança realizada pelo Ministério Público MP para o cumprimento da Constituição Federal CF e da Consolidação das Leis de Trabalho CLT.

O Capítulo II Dos Direitos Sociais da CF expressa nos artigos 6º e 7º, entre outros os contidos nos incisos XXII, XXIII E XXVIII, quais são os direitos dos trabalhadores.

Já as obrigações relativas à segurança e saúde dos trabalhadores estão na CLT, que foi promulgada em 01/05/1943 e incorporada na Constituição.

Saiba mais

Saiba mais Art. 6º – São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer,

Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

( ) ...

XXII redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; XXIII adicional de remuneração para as atividades penosas (*) , insalubres ou perigosas, na forma da lei; XXVIII seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.

(*) As atividades penosas ainda não foram regulamentadas.

Além da Constituição e da CLT, uma extensa legislação pode dar origem a ações civis e penais em caso de ocorrência de acidentes ou doenças de trabalho.

A Lei nº 6.514 (22/12/1973) alterou o Capítulo V da CLT referente à Segurança e Saúde do Trabalhador, estabelecendo as Normas Regulamentadoras (NR) e definindo as obrigações que empresas e empregados devem cumprir na execução do trabalho remunerado.

A legislação previdenciária fixada pela Lei nº 8.213 (24/07/1991) complementa a legislação específica de SST, definindo e regulamentando acidentes e doenças relacionadas ao trabalho e estabelecendo critérios para aposentadorias especiais, seguro acidente de trabalho, indenizações e reparações.

Um programa de gestão de SST inicia com a empresa cumprindo a legislação, mas para se estabelecer um Sistema de Gestão de SST é preciso envolver todas as atividades da organização e não focar apenas o lado comportamental do erro humano.

Os incidentes que comprometem os negócios não são produtos do acaso e as causas que levam a perdas e acidentes podem ser determinadas e controladas preventivamente.

Um modelo híbrido deve ser criado, envolvendo a responsabilidade da administração e a vontade pessoal dos

Um modelo híbrido deve ser criado, envolvendo a responsabilidade da administração e a vontade pessoal dos empregados, com foco na prevenção dos acidentes e na melhoria contínua das condições de trabalho.

Como estabelecer um Sistema de Gestão para SST

O objetivo da segurança e saúde no trabalho, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho OIT, é “promover e manter um elevado grau de bem-estar físico, mental e social dos trabalhadores em todas as suas atividades, impedir qualquer dano causado pelas condições de trabalho e proteger contra os riscos da presença de agentes prejudiciais à

saúde”.

A criação de um Sistema de Gestão de SST deve ser uma iniciativa da empresa, que a formalizará por meio de uma definição clara de sua política com programas, procedimentos e processos integrados ao negócio e em conformidade com as exigências legais.

Saiba mais

Sistema de Gestão de SST é o conjunto de ações administrativas desenvolvidas e estruturadas para atender aos objetivos da política aplicada à segurança e saúde no trabalho.

Tudo está interligado!

Atenção!

Um Sistema de Gestão de SST cria um padrão de excelência operacional para a execução das tarefas de rotina da empresa, atendendo a legislação de segurança e saúde do trabalhador. Esse padrão será alcançado somente com o comprometimento e participação dos empregados de todos os níveis hierárquicos.

Política de SST

Política de SST A política de SST é o primeiro item que uma empresa precisa definir

A política de SST é o primeiro item que uma empresa precisa definir para iniciar um Sistema de Gestão. Deve conter os valores e princípios desejados pela empresa e ser breve, com no máximo uma página. É um compromisso fixado formalmente para que todos os empregados saibam e atendam no desempenho de suas atividades.

A política deve deixar claro os valores considerados inegociáveis pela empresa.

RESPONSABILIDADE

Agir com responsabilidade no cumprimento da legislação de segurança e saúde do trabalhador, na execução dos procedimentos operacionais e na observância das normas internas.

PREVENÇÃO DOS ACIDENTES

A prevenção dos acidentes é um valor inegociável que deve ser planejado e atendido em todas as etapas da execução de uma tarefa.

EDUCAÇÃO EM SST

Educar, qualificar e comprometer os empregados com as questões de SST.

DESEMPENHO EM SST

Considerar, nos sistemas de consequência e reconhecimento, o desempenho em SST.

MONITORAMENTO DO AMBIENTE DE TRABALHO

Monitorar o ambiente de trabalho, visando identificar todos os perigos à saúde e à segurança do trabalho e procurando minimizar os riscos das atividades.

ATUAÇÃO DE FORMA PREVENTIVA

ATUAÇÃO DE FORMA PREVENTIVA Atuar de forma preventiva, analisando os riscos e utilizando as proteções coletivas,

Atuar de forma preventiva, analisando os riscos e utilizando as proteções coletivas, administrativas e individuais necessárias para a execução segura das tarefas.

PLANOS DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA

Estabelecer planos de emergência e contingência que incluam preparação e atuação

coordenadas em situações

de

risco

fora

da

rotina,

visando

a

mitigação

das

suas

consequências. Outros itens podem ser adicionados conforme a cultura de cada empresa.

Elementos de Gestão de SST

Os elementos de gestão que compõem um Sistema de Gestão de SST devem ser desenvolvidos e implementados seguindo uma sistemática administrativa definida pela empresa, sendo adequados à organização e com os líderes executando com determinação.

“Você não pode esperar sucesso das pessoas se não for totalmente eficiente.” Peter Druck

O ideal é iniciar o Sistema de Gestão com elementos adequados que façam parte da organização da empresa.

Elemento 1 Administração e Organização

Estabelece mecanismos para alcançar a excelência operacional no atendimento das exigências de SST.

Elemento 2 Capacitação, Formação e Qualificação dos Empregados

Garantia de capacitação, formação e treinamento como instrumentos praticados de forma constante e adequados ao desempenho operacional nos padrões de SST.

Elemento 3 – Análise de Riscos Metodologia para identificar, medir, avaliar, controlar e mitigar os riscos

Elemento 3 Análise de Riscos

Metodologia para identificar, medir, avaliar, controlar e mitigar os riscos potenciais e críticos relacionados ao trabalho, seus efeitos e consequências à segurança e à saúde dos empregados.

Elemento 4 Investigação e Análise dos Acidentes e Incidentes

Sistematiza, por ações administrativas e ferramentas, a análise, a identificação e o controle dos acidentes, incidentes e quase-acidentes ou desvios, evitando sua repetição.

Elemento 5 Planejamento e Controle de Emergências

Orientações para atendimento à emergência, de imediata aplicação, na ocorrência de situações críticas de acidentes ou danos à propriedade ou ao meio ambiente.

Elemento 6 Equipamento de Proteção Individual EPI

Critérios de padronização, aquisição, uso, guarda, higienização e controle dos EPIs destinados à proteção dos riscos e a segurança e saúde dos trabalhadores. A implantação desse elemento deve seguir rigorosamente o que a legislação prevê.

Elemento 7 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPRA

Atendimento da Norma Regulamentadora NR 9, que estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação do PPRA, visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores por meio da antecipação, reconhecimento, avaliação e controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham existir no ambiente de trabalho. As ações devem ser desenvolvidas para cada empresa, sob responsabilidade dos empregados e com a participação dos trabalhadores.

Elemento 8 Programa de Controle Médico e de Saúde Ocupacional PCMSO

Obrigatoriedade de elaboração e implementação do PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação da saúde dos trabalhadores, fixar parâmetro e diretrizes gerais para a execução do Programa. Deve estar articulado com as demais NRs, principalmente com a NR 9.

Deve incluir a realização obrigatória dos exames médicos a seguir e emitir o Atestado de Saúde Ocupacional ASO:

admissional;

periódico;

de retorno ao trabalho;

de mudança de função;

demissional.

Elemento 3 – Análise de Riscos Metodologia para identificar, medir, avaliar, controlar e mitigar os riscos
Elemento 9 – Programa de SST para as Contratadas Mecanismo para implementar e acompanhar as ações

Elemento 9 Programa de SST para as Contratadas

Mecanismo para implementar e acompanhar as ações de SST nas empresas prestadoras de serviço, na qual o contratante é responsável solidário das ações desenvolvidas pelo contratado.

Elemento 10 Auditorias de SST

Verificação da eficácia das práticas de SST implementadas, identificando oportunidades de melhoria na gestão de SST, além de avaliar:

  • 1. as pessoas e o comportamento na área operacional de trabalho;

  • 2. o sistema gerencial em relação à adequação legal;

  • 3. o cumprimento dos assuntos de SST.

Modelo de Heinrich

O modelo que ficou conhecido como a Teoria dos Dominós foi apresentado em 1931 por Heinrich para tentar explicar as causas dos acidentes.

A teoria demonstra que o acidente e a lesão são causados por algum evento anterior que tem como centro de tudo o homem.

Heinrich imaginou a sequência do acidente com a disposição de cinco pedras de dominó, sendo a origem dos acidentes e dos fatores de riscos determinados pela personalidade das pessoas.

Saiba mais Atualmente, esse conceito não é mais utilizado, uma vez que não leva em consideração
Saiba mais Atualmente, esse conceito não é mais utilizado, uma vez que não leva em consideração

Saiba mais

Atualmente, esse conceito não é mais utilizado, uma vez que não leva em consideração os fatores relacionados com a organização do trabalho e concentra no trabalhador toda a responsabilidade pelo acidente.

Programa de Segurança Baseado no Comportamento

Revendo Conceitos na SST Causa Raiz

A prevenção de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais se tornou uma questão estratégica para manter um nível elevado de competitividade nas empresas. A incorporação das questões de segurança e saúde no trabalho passaram a ser tratadas como um valor para a organização.

O sucesso dessas empresas está relacionado com o envolvimento de seus trabalhadores na busca da qualidade dos produtos, dos custos baixos, com elevada produtividade e máxima rentabilidade, aliados à segurança, saúde, bem-estar e moral dos empregados e praticados pela alta administração, que fazem parte do processo de melhoria contínua.

Os acidentes representam um fator indesejável para as empresas. Todos os acidentes podem ser evitados ,

Os acidentes representam um fator indesejável para as empresas. Todos os acidentes podem ser evitados, basta haver conscientização e investimentos em PREVENÇÃO e PROTEÇÃO do trabalhador.

A prevenção envolve pensar, analisar e planejar os processos para determinar onde ocorrem as falhas e para estabelecer medidas necessárias para evitar que o acidente aconteça.

Para que a prevenção seja efetiva, é necessário criar mecanismos que possibilitem o trabalhador identificar os perigos nas suas tarefas e gerenciar os riscos na execução.

Atenção!

Os trabalhadores devem estar treinados, supervisionados e orientados para adotar as medidas de prevenção e/ou proteção.

Baixos investimentos da empresa em causas básicas, como projeto, planejamentos, treinamento de pessoal e manutenção, além da execução das tarefas que poderão levar a acidentes, como por exemplo:

análise inconsistente dos riscos inerentes;

descumprimento de normas e procedimentos padrões;

postura inadequada para o trabalho;

supervisão deficiente ou não comprometida.

Um erro permanece latente por longos períodos antes de se juntar a condições propícias para produzir uma falha considerável, induzindo o trabalhador a realizar suas tarefas fora dos padrões determinados, abrindo, assim, a janela da oportunidade para a ocorrência do acidente.

O desenvolvimento de um ambiente organizacional de trabalho adequado, com qualificação profissional e programas de conscientização dos empregados para a saúde e segurança no trabalho deve ser permanente para se obter a mudança de comportamento.

A formação da cultura de segurança é necessária, uma vez que estabelece metas e objetivos em consenso com as outras áreas da organização. Essa mudança de atitude é o maior desafio para conseguir uma cultura de segurança adequada.

“Não tenhamos ilusão que as coisas se mudem se fazemos sempre da mesma forma.” Albert Einstein

“Não tenhamos ilusão que as coisas se mudem se fazemos sempre da mesma forma.”

Albert Einstein

Na formação da cultura organizacional, a participação da liderança é fundamental, já que a mudança no comportamento das lideranças promove a mudança no comportamento de toda a empresa.

Os acidentes têm causas que, somente a administração por meio de suas lideranças teria como interferir de forma preventiva, o que não descarta a responsabilidade dos trabalhadores em auxiliar a prevenir acidentes.

As organizações devem entender e aceitar que, raramente ou nunca, o acidente tem somente uma única causa.

A integração da segurança na cultura organizacional e no comportamento dos trabalhadores está sustentada em três vértices que se entrelaçam.

“Não tenhamos ilusão que as coisas se mudem se fazemos sempre da mesma forma.” Albert Einstein

A causa raiz de uma perda é o não envolvimento da alta administração. O trabalho de prevenção de acidentes deve ser direcionado para as causas básicas.

O envolvimento e a participação da liderança nos assuntos de segurança e saúde do trabalhador estabelecem

O envolvimento e a participação da liderança nos assuntos de segurança e saúde do trabalhador estabelecem uma política com procedimentos operacionais e padrões, definindo indicadores de monitoramento para alcançar objetivos desejados e estabelecer as medidas de controle para acompanhar os resultados.

São quatro as funções essenciais nesse controle: planejamento, organização, direção/liderança e controle.

Atenção!

As principais razões para que ocorra a falta de controle administrativo são:

As questões de segurança e saúde não são tratadas como um

valor pela organização. Os padrões operacionais de trabalho são inadequados ou

insuficientes. O cumprimento dos procedimentos e padrões (quando

existentes) é feito de forma deficiente. Ausência de uma política de consequência e reconhecimento que envolva todos os empregados, inclusive a liderança.

Causas baseadas no comportamento

De acordo com a Norma API 770, as causas que levam a um erro humano podem ser classificadas em dois grandes grupos:

Relacionadas às características individuais responsáveis por 10 a 15% dos erros.

Relacionadas aos fatores de projeto da situação de trabalho responsáveis por 80 a 85% dos erros.

Algumas situações prováveis que induzem os trabalhadores aos erros:

Procedimentos deficientes (inadequados ou inexistentes).

Instrumentação inadequada, inoperante, descalibrada e sem a devida manutenção.

Conhecimento insuficiente do processo, o que leva a diagnósticos equivocados dos problemas, sem o devido conhecimento

Conhecimento insuficiente do processo, o que leva a diagnósticos equivocados dos problemas, sem o devido conhecimento das consequências de suas ações. Prioridades conflitantes, levando a erros na tomada de decisão, especialmente quando há conflito entre segurança e continuidade operacional. Sinalização de controles e equipamentos de forma inadequada, sem clareza e com ambiguidades. Feedback inadequado, especialmente quando há algum excesso ou omissão. Tolerância a descumprimento dos procedimentos, o que leva a uma prática inadequada. Sempre que necessário, os procedimentos devem ser revisados e atualizados para garantir que a prática e o procedimento estejam alinhados. Equipamentos ou instrumentos desativados, devido a atuações espúrias, que levam à desativação desses e resulta em um retardo da análise e resposta dos problemas apresentados. Comunicação durante o processo de trabalho deficiente. Layout deficiente, equipamentos inacessíveis e não visíveis. Violação de estereótipos populacionais, ou seja, padrões de comportamentos enraizados em um grupo (ex.: sinal vermelho é indicativo para parar). Controles sensíveis em excesso, ou ranges muito limitados, levando a atuações muito frequentes. Tarefas mentais excessivas, cálculos excessivos. Oportunidades para o erro, por vencimento da vida útil dos equipamentos ou atuações sucessivas que excedam o limite permitido. Ferramentas inadequadas, especialmente nas atividades de manutenção, inspeção, teste e montagem de instalações. Manutenção inadequada. Vigilância estendida, sem eventos. Falha no controle por computador, erros de configuração dos controladores, erros de programação, sets inadequados. Restrições físicas inadequadas. Privilégio da aparência da instalação, em detrimento da funcionalidade.

Para reduzir as possíveis causas dos erros humanos, o gestor poderá usar alguns elementos de abordagem.

• Controle efetivo sobre os fatores humanos, equipamentos de processos e ambiente • de trabalho. Mudanças

Controle efetivo sobre os fatores humanos, equipamentos de processos e ambiente

de trabalho. Mudanças de barreiras que eliminem oportunidades para o erro humano, tais como

incluir proteções em volta de interruptores, utilizar tomadas padronizadas, instalar acoplamentos de mangueiras padronizados, assim como sinalizar os equipamentos e instrumentos. Travamentos, especialmente em sistemas nos quais o ser humano não consegue

perceber, diagnosticar e responder a problemas antes que um acidente aconteça. Garantir clareza e precisão na elaboração dos procedimentos e instruções

operacionais. Utilizar diagramas e advertências úteis, e organizar os procedimentos de forma lógica. Relacionar equipamentos e parâmetros críticos de operação nos procedimentos;

Capacitar os empregados nos procedimentos elaborados;

Promover meios para que os empregados alcancem suas necessidades psicológicas e

sociais; Envolver os empregados na elaboração dos planos de ação para reduzir os erros

humanos; Desenvolver uma cultura de segurança dentro da empresa, que desencoraje o

comportamento inseguro; O gerente/lideranças deve garantir que a carga horária deve ser adequada.

A redução contínua da força de trabalho garante sobrecarga aos trabalhadores, que passam a atuar apressadamente e às vezes tomar atalhos ou pular tarefas para

concluir a sua tarefa.

Atenção!

Eventos indesejáveis são provocados por uma combinação de fatores ou causas ocorrendo ao mesmo tempo sob circunstâncias precisas. Os incidentes são causados, não são produtos do acaso.

As causas que levam a perdas podem ser determinas e controladas

preventivamente.

Fator humano

Fator humano Quando se aborda o fator humano em SST, ele está relacionado com a interação

Quando se aborda o fator humano em SST, ele está relacionado com a interação do homem com o ambiente de trabalho.

A definição dada pelo Helf and Safety Executive (HSE) guardião da saúde, segurança e doença no trabalho:

“Fatores humanos se referem aos fatores ambientais, organizacionais e do trabalho e as características individuais e humanas, as quais influenciam no comportamento no trabalho de forma a poder afetar a segurança e a saúde.”

Considerar a influência dos fatores humanos no ambiente de trabalho significa avaliar os aspectos trabalho, indivíduos e a organização, além de como eles impactam a saúde e a segurança dos trabalhadores.

Essas áreas de influência não são excludentes, uma vez que operam de forma interativa e complexa.

Para desenvolver uma sistemática de adoção de medidas de controle, é importante realizar a análise separada de cada aspecto, considerando:

Ambiente Regulatório É representado por todos os organismos nas esferas internacional, nacional, estadual e municipal que possuem poder de influência sobre a atividade.

Trabalho Refere-se ao que os indivíduos são solicitados a executar, onde executam e que forma, quais tarefas e suas características. Possui cinco elementos:

tarefas;

instruções de trabalho;

pressões no trabalho;

controles e mostradores;

meio ambiente do trabalho.

Indivíduos – Relaciona-se a quem está executando as tarefas, indivíduos e suas competências. Possui oito elementos:

Indivíduos Relaciona-se a quem está executando as tarefas, indivíduos e suas competências. Possui oito elementos:

competência;

capacidades;

personalidade;

atitudes;

percepção do risco;

saúde;

habilidades;

indivíduos de forma geral.

Organização Refere-se ao local que as pessoas trabalham, à organização e seus atributos. Possui onze elementos:

força de trabalho;

padrões do trabalho;

conflitos;

liderança;

estruturas organizacionais;

papéis e responsabilidades;

cultura de segurança;

recursos; sistema de gestão SMS;

comunicação;

aprendizado.

Os aspectos que compreendem os fatores humanos podem ser agrupados em domínios, que são em número de seis para a integração dos fatores aos processos.

A natureza das questões relacionadas a cada domínio varia de acordo com a dimensão da organização, tipo de processo e cultura organizacional, dentre outros fatores.

DOMÍNIO QUESTÕES SOBRE OS “FATOR ES HUMANOS” EXEMPLOS DE TÓPICOS A CONSIDERAR FORÇA DE TRABALHO Quantas

DOMÍNIO

QUESTÕES SOBRE OS “FATORES HUMANOS”

EXEMPLOS DE TÓPICOS A CONSIDERAR

FORÇA DE TRABALHO

Quantas pessoas são necessárias para operar e manter adequadamente o sistema?

  • Níveis hierárquicos.

  • Carga de trabalho.

  • Organização das equipes.

  • Especificações do trabalho.

PESSOAS

Quais são as atitudes, experiências e outras características humanas necessárias para operar e manter adequadamente o sistema?

  • Seleção, recrutamento e carreira.

  • Desenvolvimento pessoal.

  • Qualificações e experiências necessárias.

  • Características gerais (altura, força, idade etc.).

TREINAMENTO

e requisitos de conhecimento, habilidades e capacidades para operar e manter adequadamente o sistema?

os

Como

desenvolver

manter

  • Necessidade de novas habilidades.

  • Documentação.

  • Cursos de formação e aperfeiçoamento.

  • Necessidades especiais de treinamento.

  • Treinamento individual e de equipe.

  • Manutenção de habilidades (cursos de atualização).

ENGENHARIA DE FATORES HUMANOS

Como

integrar

as

características

humanas

no

 

projeto

dos sistemas,

para

otimizar

o

desempenho

na

interação homem/máquina/sistema?

  • Projeto de equipamentos.

  • Projeto do local de trabalho.

  • Layout do ambiente de trabalho.

  • Acessibilidade para operação e manutenção do sistema.

  • Projeto de interface para usuário.

  • Meio ambiente de trabalho (temperatura, umidade, ruído, iluminação etc.).

RISCOS À SAÚDE

Exposição a:

 
  • Substancias tóxicas.

Quais são os riscos à saúde, de curto e

  • Temperaturas extremas.

longo prazo, resultantes da operação

  • Ruído excessivo.

normal do sistema?

  • Radiações ionizantes.

  • Radiações eletromagnéticas.

  • Riscos óticos.

SISTEMAS DE SEGURANÇA

Como evitar riscos à segurança das pessoas, que possam ser causados pela operação ou manutenção do sistema em condições anormais?

  • Fontes de erro/falha humana.

  • Riscos ambientais ou externos.

Os domínios da integração dos fatores humanos Fonte: Health and Safety Executive - HSE (2002a). Adaptação: THEOBALD (UFF, 2005)

Modelo de causalidade das perdas

Modelo de causalidade das perdas Para conhecer as causas que levam ao acidente de trabalho, é

Para conhecer as causas que levam ao acidente de trabalho, é preciso identificar os desvios, irregularidades e anomalias e estabelecer a relação da organização, dos fatores de trabalho e dos fatores pessoais.

Os acidentes são causados por uma sequência de furos, ocorridos simultaneamente em uma relação de tempo e espaço, que, quando identificada, pode ser evitar.

“Os acidentes que deterioram nossos negócios e, muitas vezes, causam lesões aos nossos colaboradores não são

obra do acaso. Tem causas que devem ser identificadas,

analisadas e eliminadas.”

Eng. Carlos Roberto Coutinho de Souza

O ILCI Internacional Loss Control Institute (Instituto Internacional de Controle de Perdas) diz que os acidentes são ocasionados pelo contato com uma determinada fonte de energia ou substância acima da capacidade limite do corpo humano ou estrutura.

Energia Mecânica Gera lesões resultantes de impacto de objetos móveis ou que caem e do impacto do corpo em movimento contra estruturas imóveis.

Energia Térmica As lesões características são queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus. Têm como consequência a inflamação, coagulação, queimaduras e queimação em todos os níveis do corpo humano.

Energia Elétrica O contato pode levar à interferência com a função neuromuscular e de coagulação, além de queimadura em todos os níveis no corpo humano.

Radiação Ionizante Os acidentes com a radiação ionizante podem causar desorganização dos componentes e funções celulares e subcelulares.

Energia Química Ocasiona lesões por queimaduras decorrentes da reação dos produtos químicos no corpo humano.

O resultado de um acidente é a PERDA! Pode ser um dano à pessoa, à propriedade
O resultado de um acidente é a PERDA! Pode ser um dano à pessoa, à propriedade

O resultado de um acidente é a PERDA!

Pode ser um

dano à

pessoa, à propriedade ou

ao processo de trabalho, assim como a

reduções de lucro e as interrupções do trabalho devem ser consideradas como perdas

importantes.

As perdas decorrentes dos acidentes são irreversíveis, sendo importante conhecer com profundidade suas causas para estabelecer as medidas de controle necessárias para evitar a repetição.

Um conceito utilizado atualmente para se conhecer a causa dos acidentes é aplicar o Modelo do Queijo Suíço, desenvolvido pelo Prof. James Reason, que conclui que as falhas e os acidentes acontecem em função de furos ocorridos em todos os níveis da empresa.

Os níveis executivos devem determinar a política e as diretrizes que formarão o modelo de gestão da área de segurança e saúde do trabalhador. Quando esse modelo é inexistente ou cumprido de forma inadequada, deve ser classificado como causa raiz, a que inicia uma série de falhas que culminam em acidentes ou perdas.

Já as causas básicas estão relacionadas com as ausências de programas (ou programas inadequados), de treinamentos, de projetos dos equipamentos e máquinas, de planejamento e execução da manutenção e da supervisão orientando e controlando os trabalhos.

As causas imediatas dos acidentes estão relacionadas aos aspectos: • Realizar a tarefa sem a emissão

As causas imediatas dos acidentes estão relacionadas aos aspectos:

Realizar a tarefa sem a emissão e autorização do documento Ordem de Serviço OS

ou Permissão para Trabalho PT. Não seguir o que está escrito na OS/PT.

Descumprir um procedimento para a realização segura da tarefa.

Usar equipamento ou ferramenta de modo incorreto, defeituoso ou improvisado.

Remover dispositivos de segurança para realizar uma tarefa, por exemplo, retirar

uma trava de proteção, e no final da tarefa não recolocar no lugar. Instalar as cargas de forma correta ou com possibilidade de queda acidental.

Não sinalizar ou advertir adequadamente sobre o risco da operação que está sendo

realizada. Operar equipamento sem autorização.

Fazer brincadeiras durante a execução das tarefas.

Realizar manutenção de equipamento em movimento ou em operação.

Adotar uma posição inadequada para o trabalho.

Trabalhar sob a influência de álcool ou drogas.

Os atos abaixo ou fora dos padrões resultam de fatores que qualquer um na empresa poderia evitar ou bloquear o furo, com programas, treinamentos, projetos, manutenção, procedimentos e supervisão.

As causas imediatas dos acidentes estão relacionadas aos aspectos: • Realizar a tarefa sem a emissão
O importante é que, na dúvida ou diante de uma situação de trabalho fora dos padrões,

O importante é que, na dúvida ou diante de uma situação de trabalho fora dos padrões, o trabalhador PARE e procure a supervisão.

Todos esses desvios, irregularidades e anomalias que acontecem no dia a dia de trabalho, se identificados pelo comportamento individual adotado pelo trabalhador, podem evitar o acidente.

O ponto principal em SST é MUDAR O COMPORTAMENTO!

Observe os desvios mais comuns encontrados em auditorias nas áreas de trabalho:

Não uso do EPI.

Uso inadequado do EPI.

Posturas incorretas para o trabalho (ergonomia).

Cumprimento incorreto da Ordem de Serviço ou Permissão para Trabalho.

Desvios dos procedimentos operacionais padrão.

Utilização inadequada de equipamentos portáteis.

Improvisação de ferramentas.

Aspectos de ordem e limpeza fora dos padrões.

O sistema de gestão deve observar o comportamento do empregado durante a execução de suas tarefas, permanentemente, visando a educação para a mudança desejada.

O comportamento só muda com o entendimento das causas que levam ao evento indesejável, seja ele um produto fora de especificação, armazenagem fora dos padrões, perda, danos ao meio ambiente ou acidente com o trabalhador.

Os programas de SST devem prever ferramentas que desenvolvam a observação e correção de desvios de comportamento dos empregados na execução das tarefas e, a partir da identificação, estabelecer os mecanismos de controle para evitar a ocorrência.

Um padrão de excelência na rotina da área operacional não ocorre de um dia para o outro. É um trabalho diário e permanente que precisa do comprometimento e participação de todos, empregados e liderança.

SSO em um Ambiente Corporativo

SSO em um Ambiente Corporativo Adotar uma política e diretrizes SST em uma empresa tem o

Adotar uma política e diretrizes SST em uma empresa tem o objetivo de atender, não apenas os aspectos legais, mas de estruturar um modelo de gestão que englobe toda a organização, contando com o apoio de stakeholders (partes interessadas) para influenciar de forma direta e indireta.

SSO em um Ambiente Corporativo Adotar uma política e diretrizes SST em uma empresa tem o

ESTUDO DE CASO 1

Um empregado na função de lubrificador em uma empresa de óleo e gás, está na empresa há cinco anos. Durante esse período, sempre foi bastante prestativo e seu comportamento era elogiado pelos supervisores. Esse empregado tem por hábito assumir atitudes para resolução de problemas, muitas das vezes, sem a autorização ou conhecimento da supervisão. Como o resultado é sempre positivo, nunca foi interpelado por essas ações. Ao contrário, sempre fora elogiado. Também, por vezes, não usa adequadamente o uniforme ou os EPI.

Um dia, seu supervisor solicitou a ele para fazer uma inspeção na área e verificar as

Um dia, seu supervisor solicitou a ele para fazer uma inspeção na área e verificar as bombas que apresentavam possíveis problemas nas gaxetas e registrar em uma planilha. Essa tarefa fazia parte de sua rotina. Ao chegar na área operacional, o empregado estava com a camisa para fora da calça e carregava consigo o estojo de trabalho.

Ele percebe uma bomba com ruído diferente na gaxeta e, ao invés de somente registrar, decide, usando sua pistola de óleo, fazer de imediato a lubrificação. Assim, se debruça sobre a primeira bomba para executar a tarefa. Entretanto, a primeira bomba estava sem a proteção do eixo que girava em movimento. Em consequência, a fralda de sua camisa prendeu no eixo em movimento e puxou o empregado, causando-lhe sérios ferimentos.

NA SUA OPINIÃO, QUAIS CAUSAS OU AÇÕES

E EM QUE NÍVEIS CONTRIBUÍRAM PARA A

OCORRÊNCIA DESTE ACIDENTE?

QUAIS MEDIDAS DE CONTROLE VOCÊ SUGERE

PARA EVITAR OUTROS ACIDENTES COMO ESSE?

Criando Campanhas de Segurança e Saúde no Trabalho A criação de campanhas educacionais é uma importante

Criando Campanhas de Segurança e Saúde no Trabalho

A criação de campanhas educacionais é uma importante ferramenta motivacional para os programas de SST.

As campanhas auxiliam a mudança de comportamento desejada pelas empresas com informações relativas à segurança e saúde do trabalhador comunicadas de maneira habitual, com clareza, objetividade e rapidez.

Campanhas devem ser consideradas parte integrantes do Elemento de Gestão de SST Capacitação, Formação e Treinamento.

Dentre as PREMISSAS que são importantes para uma campanha, destacam-se as seguintes:

Manter canais permanentes de comunicação com os empregados próprios e de empresas terceirizadas, de modo a mantê-los informados sobre os riscos decorrentes das atividades da empresa, bem como, das ações e medidas de controle adotadas para a mitigação. Garantir que reclamações e sugestões relacionadas a SST sejam registradas, analisadas e esclarecidas. Estabelecer um plano para a gestão da comunicação dos eventos considerados fora dos padrões normais de trabalho, como por exemplo, incidentes, acidentes e emergências.

As informações de SST devem ser transmitidas nos canais de comunicação visuais, eletrônicos e verbais mais adequados a quem se destinam.

Diferentes temas devem ser abordados nas campanhas educacionais : • Assuntos para o Diálogo Diário de

Diferentes temas devem ser abordados nas campanhas educacionais:

Assuntos para o Diálogo Diário de Segurança (DDS).

Disponibilização de canais para recebimento de reclamações e sugestões que

estimulem, em todos os níveis organizacionais, a proposição de melhorias dos aspectos de SST. Divulgação regular de informações para a consolidação das melhores práticas de SST

alinhadas a operação da empresa. Informativo para alerta preventivo, no qual o funcionário ou prestador de serviço

pode documentar a situação de risco ou incidente observado em determinado local. Segurança e cuidados no manuseio com produtos químicos.

Içamento de cargas.

Prevenção e combate a incêndio.

Plano de emergência e abandono de área.

Campanha para aperfeiçoar a Análise Preliminar de Tarefa APT.

Informações de segurança para trabalho em altura.

Campanha para uso do Equipamentos de Proteção Individual EPI.

Informações de segurança para levantamento e transporte manual de peso.

Campanha para melhorar a postura ergonômica.

Informações básicas sobre higiene e saúde.

Prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis DST/AIDS.

Conscientização para a Preservação do Meio Ambiente.

Estabelecendo Indicadores

A liderança tem uma atuação muito relevante em um Programa de Gestão de SST. Um dos papéis de maior importância é a avaliação da eficácia do Programa em sua área. Para que isso ocorra, é necessário criar indicadores capazes de avaliar o desenvolvimento e a evolução dos programas estabelecidos.

Indicadores são um instrumento, ou seja, o indicador não é um fim em si, mas um meio. Indicadores são uma forma de medida, mensuração, parâmetro, que sintetiza um conjunto de informações em um “número representativo”. Indicadores têm a função de verificação, demonstração e avaliação de determinado fenômeno que esta sendo observado.

Indicadores são fáceis de serem compreendidos, apresentam validade e estabilidade com o Plano de Negócios da

Indicadores são fáceis de serem compreendidos, apresentam validade e estabilidade com o Plano de Negócios da Organização, o que permite manter a relação entre conceito e medida, além de expressar característica essenciais e mudanças esperadas.

Disponibilizar informações básicas para a construção de diagnósticos é importante, pois permite adequar-se àquilo que os gestores e as organizações desejam medir. É possível, por exemplo:

Avaliar a gestão para corrigir curvas e tendências indesejadas.

Aproveitar oportunidades para solucionar problemas, reduzir desperdício ou realizar ações para atingir compromissos.

Alguns indicadores devem ser investigados para a identificação de seus precursores, pois servem de base para intervenções e implementações de ações corretivas que evitem futuros eventos.

São indicadores:

corretivos;

reativos;

mensuram falhas.

Para a área de SST de uma empresa, um Modelo de Planilha com os indicadores mais frequentes que devem ser usados.

Indicadores são fáceis de serem compreendidos, apresentam validade e estabilidade com o Plano de Negócios da
No próximo módulo, serão abordados os seguintes temas: 1. Conceitos Básicos de Risco e Perigo. 2.

No próximo módulo, serão abordados os seguintes temas:

  • 1. Conceitos Básicos de Risco e Perigo.

  • 2. Desenvolvendo Ações para a Percepção de Risco.

  • 3. Programa de Prevenção de Riscos Ocupacionais.

  • 4. Ergonomia no Escritório e na Atividade Operacional

GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO Módulo II – PERCEPÇÃO DE RISCO PUC - CHEVRON

GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

Módulo II PERCEPÇÃO DE RISCO

GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO Módulo II – PERCEPÇÃO DE RISCO PUC - CHEVRON
Neste segundo módulo do curso Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho , serão abordados os

Neste segundo módulo do curso Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho, serão abordados os seguintes tópicos:

  • 1. Conceitos Básicos de Risco e Perigo.

  • 2. Desenvolvendo Ações para a Percepção de Risco.

  • 3. Programa de Prevenção de Riscos Ocupacionais.

  • 4. Ergonomia no Escritório e na Atividade Operacional.

CONCEITOS BÁSICOS DE RISCO E PERIGO 33 I NTRODUÇÃO 33 D EFINIÇÕES 35 A CIDENTES DE

CONCEITOS BÁSICOS DE RISCO E PERIGO

33

INTRODUÇÃO

33

DEFINIÇÕES

35

ACIDENTES DE TRABALHO E ACIDENTES DE PROCESSO

36

ACIDENTE DE TRABALHO E ACIDENTE DE PROCESSO

37

ACIDENTES DE PROCESSO NO MUNDO

39

ACIDENTES DE PROCESSO NO BRASIL

40

DESENVOLVENDO AÇÕES PARA A PERCEPÇÃO DE RISCO

42

ANÁLISE DE FATORES E TÉCNICAS DE RISCO

43

QUANDO EFETUAR UMA ANÁLISE DE RISCO?

44

QUAIS OS PASSOS DE UMA ANÁLISE DE RISCOS?

46

DESENVOLVENDO AÇÕES PARA A ANÁLISE DE RISCO DA TAREFA

46

PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS

PPRA

54

CONCEITUAÇÃO E APLICAÇÃO DO PPRA

54

PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL PCMSO

57

ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES

57

ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS

59

ERGONOMIA NO ESCRITÓRIO E NA ATIVIDADE OPERACIONAL

59

Conceitos Básicos de Risco e Perigo Introdução A análise de risco tem como objetivo minimizar a

Conceitos Básicos de Risco e Perigo

Introdução

A análise de risco tem como objetivo minimizar a ocorrência de acidentes, em atividades industriais ou não, utilizando a sugestão de medidas de prevenção e/ou proteção, principalmente nas indústrias químicas e petroquímicas, onde os potenciais de risco presentes aumentaram.

Exemplos de análise de risco são encontrados na engenharia aeroespacial, onde a gerência de riscos do projeto não é tarefa de um único engenheiro, mas sempre de uma equipe multidisciplinar.

O Programa de Psicologia da Aviação da Força Aérea Norte-Americana fez um estudo que passou a ser utilizado em outras atividades e ficou conhecido como Técnica Série Análise História ou Revisão de Segurança.

A técnica tem como objetivo a coleta e reunião sistemática de informações relativas à ocorrência de acidentes (ou quase acidentes) na instalação em análise, ou em instalações semelhantes. Com isso, permite uma estimativa preliminar da frequência e da severidade de ocorrência dos eventos.

Saiba mais

Ao utilizar uma técnica ou metodologia para análise de risco com entrevistas em uma empresa, é importante a participação dos supervisores na análise e na revisão de segurança, pois conhecem as pessoas e as condições das instalações em geral, além de obter facilmente as informações.

Entretanto, se a organização utiliza práticas fora dos padrões com punições, as entrevistas devem ser com assessores aprovados ou externos ou por consultores independentes no lugar da supervisão.

A Técnica Revisão de Segurança deve procurar responder questões como: • O corpo técnico operacional está

A Técnica Revisão de Segurança deve procurar responder questões como:

O corpo técnico operacional está qualificado para identificar e agir sob condições fora do padrão?

Existe uma sistemática de atualização permanente da documentação

técnica da planta? Os equipamentos encontram-se em bom estado de manutenção e

devidamente identificados? Os dispositivos de segurança são adequados e bem dimensionados?

Existe um sistema confiável de registro de ocorrências anormais?

São seguras as rotinas de permissão para serviços de manutenção e trabalhos perigosos?

Com o levantamento de informações técnicas relativas à operação, a técnica concentra os esforços na revisão de códigos e padrões de segurança adotados para o sistema que está sendo analisado.

Uma análise sistemática de dados de acidentes, incidentes e possíveis acidentes é muito importante, pois proporciona vasto conhecimento não explorado de causas, permitindo estabelecer medidas de prevenção eficazes.

Já a análise de grandes acidentes confirma que, muitas vezes, a empresa não agiu de forma adequada para atuar de forma sistêmica na identificação de perigos e na análise de riscos ou não teve uma gestão de SST adequada durante a operação.

Nenhum evento começa grande! Está sempre ligado à ocorrência de pequenos e frequentes incidentes e acidentes.

Definições

Definições Alguns termos e conceitos que auxiliam no alinhamento do tema: RISCO Combinação da probabilidade de

Alguns termos e conceitos que auxiliam no alinhamento do tema:

RISCO

Combinação da probabilidade de ocorrência das consequências (severidade) de um determinado evento perigoso (OHSAS 18002).

Risco = Probabilidade x Consequência

GERENCIAMENTO DE RISCOS

Ciência, arte e função que visa a proteção dos recursos humanos, dos ativos e dos investimentos financeiros de uma empresa. Desenvolvido por meio de um processo sistêmico de análise passo a passo de uma determinada tarefa, equipamento ou processo, estabelece, a partir da probabilidade e das consequências de sua ocorrência, uma série de recomendações de medidas e prevenção e/ou proteção, com o objetivo de mitigar ou minimizar riscos encontrados na análise.

PERIGO

Fonte ou situação com potencial para provocar danos como lesão, doença, prejuízos à propriedade, dano ao meio ambiente ou uma combinação dessas situações (OHSAS

18002).

RISCO TOLERÁVEL

Risco que foi reduzido a um nível que pode ser suportado pela organização, levando em consideração suas obrigações legais e sua política de segurança e saúde ocupacional.

ATIVIDADE PERIGOSA

Atividade que se desenvolve em ambiente de grave a iminente risco, apresentando RISCO ACENTUADO para ocorrência de um acidente (no Brasil é dada pelo Art. 193 da CLT).

GRAVE E IMINENTE RISCO

Toda condição do ambiente de trabalho com probabilidade acentuada de ocorrência imediata de eventos que possa causar acidente ou doença no trabalho a qualquer momento ou instante com graves consequências (Norma Regulamentadora NR 3, da Portaria nº 3.214 MTE).

Nas situações mostradas, o órgão de fiscalização SRT/RJ poderá embargar a obra, interditar o estabelecimento, setor de serviço, canteiro de obra, frente de trabalho, locais de trabalho, máquinas e equipamentos.

Acidentes de trabalho e acidentes de processo As empresas buscam diferentes formas de reduzir os riscos

Acidentes de trabalho e acidentes de processo

As empresas buscam diferentes formas de reduzir os riscos de acidentes, aumentar a produção e melhorar a imagem perante as partes interessadas e a comunidade.

Quando se fala em segurança, é importante abranger a Segurança de Processo Ativos sem perder de vista a importância da Segurança do Trabalho Ocupacional.

Acidentes de trabalho e acidentes de processo As empresas buscam diferentes formas de reduzir os riscos

Segurança do Trabalho x Segurança do Processo

Em geral, segurança é um foco para visitas “do alto escalão da empresa” e é entendida como uma questão de “escorregões, tropeções e quedas”, quando deveria ter como foco perigos

maiores que podem causar acidentes graves.

Um bom exemplo dessa visão de não ter foco no real perigo ocorreu na Plataforma Deepwater Horizon, da Transocean, mar da Louisiana EUA, que operava para British Petroleum BP (UK) e explodiu por conta de um blowout 1 no dia 20/04/2010, ocasionando

  • 1 Blowout Fluxo descontrolado de hidrocarbonetos saindo de um poço de petróleo devido a alguma falha no seu sistema de controle de pressão.

um grande incêndio que matou 11 pessoas, além de afundar dois dias depois no Golfo do

um grande incêndio que matou 11 pessoas, além de afundar dois dias depois no Golfo do México.

O interessante é que, sete horas antes do blowout do poço de petróleo, um grupo do alto escalão da empresa e da proprietária fez uma “visita de visibilidade gerencial” da auditoria

comportamental voltada para o acidente de trabalho. Eles estavam na plataforma quando o desastre iniciou.

A análise do acidente da Deepwater Horizon concluiu que os executivos foram omissos em relação aos detalhes. A finalidade principal da visita estava em enfatizar a importância da segurança, mas os visitantes não detectaram indícios críticos do possível acidente no processo.

Se tivessem atenção sobre o que estava acontecendo no poço, certamente teriam

reconhecido os sinais de alerta e pedido a parada das operações. A atenção do grupo estava

apenas no comportamento das pessoas.

A tendência foi para os aspectos condicionais do comportamento e inclinada para a segurança do trabalho. O resultado foi uma falha na avalição de segurança do processo e nos detalhes de como a plataforma estava gerindo seus riscos de acidentes graves.

Acidente de trabalho e Acidente de processo

Acidentes de processo têm uma baixa frequência de ocorrência, mas um grande número de vítimas. Já os acidentes de trabalho têm uma frequência maior e quase sempre com número de vítimas menor.

Acidente de Trabalho

Definição estabelecida pela Lei nº 8.214, de 24/07/1991:

( ) ...

Art. 19 Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do artigo 11 dessa Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

E Pelo Decreto nº 3.048, de 06/05/1999:

( ) ...

E Pelo Decreto nº 3.048, de 06/05/1999: ( ) ... Art. 337 – O acidente do

Art. 337 O acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela perícia médica do INSS, mediante a identificação do nexo entre o trabalho e o agravo. Após receber a CAT Comunicação de Acidente do Trabalho em processo enviado pela empresa. Alterado pelo Decreto nº 6.042 de 12/2/2007 DOU DE 12/2/2007

Acidente de Processo

Envolve a liberação de substâncias perigosas ou a liberação de energia de substâncias perigosas. Pode ter efeitos catastróficos e resultar em inúmeras mortes e feridos, em danos substanciais à economia, à propriedade e ao meio ambiente.

Os indicadores de segurança de processo podem ser classificados em reativos e proativos. Os reativos mensuram os impactos do acidente (já ocorreu): Número de acidentes de processo; Taxa de acidentes de processo; Taxa de gravidade dos acidentes de processo. Os proativos, o risco de acidentes ocorrerem (não ocorreu): Integridade mecânica; Acompanhamento de recomendações; Gestão de mudanças; Competências e treinamento em segurança de processo; Número de incidentes; Realização de auditorias comportamentais.

Observe, na figura, a relação entre segurança ocupacional e a segurança de processo. Enquanto a ocupacional inicia em desvios comportamentais e/ou da gestão, tendo como resultado final a fatalidade, a segurança de processo inicia com desvios das barreiras de controle de risco e no final ocorre a catástrofe.

Relação entre Segurança Ocupacional e Segurança de Processo. ( Trabalho MBA Gestão de Projetos. FDC. Metodologia
Relação entre Segurança Ocupacional e Segurança de Processo. ( Trabalho MBA Gestão de Projetos. FDC. Metodologia

Relação entre Segurança Ocupacional e Segurança de Processo.

(Trabalho MBA Gestão de Projetos. FDC.

Metodologia de Auditoria de Segurança de Processo em Plataformas de

Perfuração Marítima tipo Autoelevatória. Autores: Neto, A. e outros. Salvador 2012).

Acidentes de Processo no Mundo

Veja alguns acidentes relacionados a falhas na segurança de processo e seus principais impactos.

Flixborough Humberside

Acidente ocorrido na Inglaterra, em 01/06/1974, quando uma ruptura de tubulação e um grande vazamento de ciclhexano quente vaporizou e originou uma nuvem de vapor não confiada que explodiu. A explosão e o incêndio subsequente causaram a morte de 28 pessoas, além de lesões graves em 36 funcionários e 53 pessoas do público dos arredores.

Piper Alpha

A Piper Alpha era uma plataforma de produção de petróleo do Mar do Norte, operada pela Occidental Petroleum Ltd. e com a Texaco proprietária de 22% das ações. Localizada em Nevada, em 06/07/1988, uma explosão e o incêndio resultante destruiu a plataforma e matou 167 pessoas. Um vazamento de condensado de gás natural se formou sobre a plataforma que se incendiou, causando uma enorme explosão, que causou incêndios secundários no óleo.

O desastre foi tão repentino e extremo que uma evacuação tradicional foi impossível. O maior problema

O desastre foi tão repentino e extremo que uma evacuação tradicional foi impossível. O maior problema foi que a maioria do pessoal com autoridade para ordenar a evacuação morreu na primeira explosão que destruiu a sala de controle.

Acidentes de Processo no Brasil

A indústria do petróleo no Brasil registrou uma série de acidentes por causa de falhas de segurança do processo. Veja os de maior impacto e repercussão.

Reduc

Vazamento e incêndio em válvula de esfera de GLP com explosão e lançamento de fragmentos na Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, em 30/03/1972 causou 38 óbitos, incluindo brigadistas.

O acidente ocorreu durante uma drenagem da esfera de GLP para a atmosfera, como acontece até hoje. Naquela época, o bloqueio era simples, ou seja, existia apenas uma válvula de dreno na parte inferior da esfera. Após a drenagem da água, devido à saída de gás pelo dreno, a válvula congelou e não pôde mais ser fechada. Ao encontrar uma fonte de ignição, o gás se incendiou e transformou a esfera de GLP em uma verdadeira “panela de pressão”. Os trabalhadores estavam resfriando a esfera, mas esta ficou rubra até

explodir.

Revap

Escapamento de gás sulfídrico (H 2 S) ocorrido na Refinaria Henrique Lage São Paulo, em 26/08/1981, que matou 10 pessoas, nove instantaneamente. O acidente foi gerado por uma operação de urgência na Unidade de Craqueamento Catalítico. Todos que foram atingidos pelo gás caíram imediatamente. O acidente poderia ter sido evitado, uma vez que a Unidade de Craqueamento Catalítico já havia apresentado problemas mais de duas horas antes de sua ocorrência.

Baía de Guanabara

Baía de Guanabara A Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, sofreu um dos seus piores

A Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, sofreu um dos seus piores desastres naturais, em 18/01/2000, com o rompimento de um duto da Petrobras, que conduzia óleo bruto para a refinaria em Duque de Caxias (RJ). Foram despejados cerca de 1,3 milhões de litros de óleo, provocando grande desastre ambiental.

A mancha se espalhou por mais de 50 quilômetros quadrados, atingindo o manguezal da área de proteção (APA) de Guapimirim.

P-36

Duas explosões ocorreram em uma das colunas da plataforma na Bacia de Campos, em 15/03/2001. Segundo a Petrobras, 175 pessoas estavam no local no momento do acidente das quais 11 morreram, todas integrantes da equipe de emergência da plataforma.

O acidente com a plataforma P-36 da Petrobras foi causado por erros de projetos, manutenção e operação, segundo relatório da ANP Agência Nacional do Petróleo e da Marinha. A principal causa da explosão foi um problema no fechamento de uma válvula. Entre as deficiências do projeto, está até a classificação da área onde se localizava o tanque que explodiu que não era considerada como área de risco. De acordo com o relatório, deveriam ser utilizados dispositivos de detecção e contenção de gás e equipamentos resistentes a explosões.

Desenvolvendo Ações para a Percepção de Risco Todo trabalho tem seus riscos e o trabalhador deve

Desenvolvendo Ações para a Percepção de Risco

Todo trabalho tem seus riscos e o trabalhador deve conhecê-los, olhando a identificação do perigo, e adotar comportamentos e atitudes que permitam a mitigação para a ocorrência de acidentes.

Desenvolvendo Ações para a Percepção de Risco Todo trabalho tem seus riscos e o trabalhador deve

Origem Perigo x Risco

De acordo com o Princípio da Precaução, alguns pontos são importantes:

O trabalhador que relata tudo o que vê de anormal é muitas vezes um detector vivo de alta capacidade acusando um problema potencial e, no mínimo, um criador de oportunidades de aprimoramento do aprendizado em SST.

Assumir os erros é muito mais eficiente do que não assumir. Reconhecer erros de gestão, falhas de segurança, olhar para os erros do passado longínquo ou recente são oportunidades de aprendizado.

A análise do acidente deve ser encarada como parte da técnica de melhoria contínua, pois, em um processo de conscientização, são fontes relevantes de aprendizado. É importante destacar que esses acidentes devem propiciar oportunidades de revisão de procedimentos, projetos, posturas comportamentais e revisão do modelo de gestão adotado.

Pode-se resumir a avaliação de risco da seguinte forma: Avaliação dos Riscos Se as medidas de

Pode-se resumir a avaliação de risco da seguinte forma:

Pode-se resumir a avaliação de risco da seguinte forma: Avaliação dos Riscos Se as medidas de

Avaliação dos Riscos

Se as medidas de controle aumentam, o risco diminui. Quanto mais abrangentes forem as medidas de controle, menor será o risco!

As medidas de controle ou salvaguarda estão relacionadas com PREVENÇÃO e PROTEÇÃO!

Medidas de prevenção são as relacionadas com a proteção coletiva colocação de guarda- corpo, exaustores, ventiladores etc. e reduzem a probabilidade de risco. Já as medidas de proteção estão relacionadas com o trabalhador uso de capacete, uso de cinto de segurança etc. e reduzem as consequências.

Para a realização de qualquer trabalho, as empresas devem adotar medidas para prevenir a ocorrência de acidentes e proteger os trabalhadores. É preciso planejamento, capacitação adequada e conhecimento dos riscos envolvidos e quais são as formas de prevenção.

Análise de Fatores e Técnicas de Risco

Na análise de fatores, são determinadas as técnicas para o gerenciamento de riscos e o controle de perdas. Os fatores podem ser tecnológicos, econômicos e sociais.

Fatores tecnológicos Realizam-se pelo desenvolvimento de processos mais complexos, uso de novos materiais e substâncias em condições operacionais como pressão e temperatura mais severas.

Fatores econômicos – Relacionam-se com o aumento de escala das plantas industriais e a permanente redução

Fatores econômicos Relacionam-se com o aumento de escala das plantas industriais e a permanente redução dos custos de processo, usando técnicas de gerenciamento de riscos.

Fatores sociais Apresentam relevante importância quando há concentração demográfica próxima às áreas industriais e uma organização social preocupada com a conservação do meio ambiente e segurança da comunidade.

Algumas consequências da aplicação de técnicas modernas de gerenciamento de riscos e controle de perdas:

reformulação das práticas de gerenciamento de segurança industrial;

revisão de práticas tradicionais e de códigos, padrões e regulamentações obsoletas;

desenvolvimento de técnicas para identificação e quantificação de perigos;

formulação de critérios de aceitabilidade de riscos;

elaboração e implantação de sistemas de resposta para emergências.

Quando efetuar uma análise de risco? A prática mostra que a análise de risco deve ser realizada:

  • 1. Quando os riscos de uma atividade industrial não são conhecidos.

  • 2. Quando podem ser antecipados problemas potenciais que resultam em severas consequências em uma operação.

  • 3. Quando são detectados repetidos problemas de acidentes com vítimas, com lesões graves ou não, com danos às instalações e danos ao meio ambiente.

  • 4. Quando as regras de segurança devem ser estabelecidas antes do início de uma atividade ou quando as informações sobre os riscos devem ser obtidas com cuidado.

Existem fatores determinantes do tipo de análise, como: • qualidade e profundidade de informação desejada; •

Existem fatores determinantes do tipo de análise, como:

qualidade e profundidade de informação desejada;

disponibilidade de informações atualizadas;

custos da análise;

tempo disponível antes que as decisões e as ações devam ser tomadas;

disponibilidade de pessoal devidamente qualificado para assistir o processo.

Atenção!

A análise e avaliação de risco é um exercício orientado para a quantificação da probabilidade de ocorrência desse risco e de suas consequências e/ou gravidades. É direcionada para as áreas de maior influência:

Incêndio e/ou explosão;

Vazamentos de produtos perigosos;

Acidentes ou doenças para os trabalhadores;

Acidentes com influência para o meio ambiente;

Acidente para a comunidade;

Ativos das organizações com interrupção de negócio, afetando a imagem e reputação das empresas.

Quais os passos de uma análise de riscos? Uma análise de risco deve proceder com os

Quais os passos de uma análise de riscos? Uma análise de risco deve proceder com os seguintes passos:

  • 1 Identificação da tarefa.

  • 2 Formação da equipe de avaliação de risco se a tarefa for simples, esse passo pode ser feito por apenas uma pessoa.

  • 3 Dividir a atividade em etapas.

  • 4 Identificar possíveis perigos potencial de causar danos.

  • 5 Desenvolver soluções e medidas de controle para mitigar os perigos identificados.

Desenvolvendo ações para a Análise de Risco da Tarefa

Na realização de uma tarefa, é importante identificar os perigos para análise posterior dos riscos.

Para realizar essa análise, uma metodologia adaptada (Metodologia para Avaliação de Riscos) e um formulário (Formulário de Análise para a Tarefa APT) podem ser muito úteis nas rotinas do dia a dia.

Conheça essas ferramentas. A Metodologia para Avaliação de Riscos é calculada pela seguinte fórmula: CR =

Conheça essas ferramentas. A Metodologia para Avaliação de Riscos é calculada pela seguinte fórmula:

CR = P x C

onde

CR Categoria do Risco P Probabilidade

  • C Consequência

Conheça essas ferramentas. A Metodologia para Avaliação de Riscos é calculada pela seguinte fórmula: CR =
PROBABILIDADE CRITÉRIO PONTUAÇÃO BAIXA Em condições normais de trabalho, a exposição dos funcionários ao perigo é

PROBABILIDADE

 

CRITÉRIO

PONTUAÇÃO

BAIXA

 

Em condições normais de trabalho, a exposição dos funcionários ao perigo é de alta probabilidade, porém os controles são seguidos de forma rigorosa. A forma de exposição é diária e a área está permanentemente monitorada.

1

MÉDIA

 

Em condições normais de trabalho, a exposição dos funcionários é mediana e de forma intermitente de exposição ao perigo, com médio potencial de dano ao trabalhador ou às instalações, porém, os controles são adequados.

2

ALTA

 

Em condições normais de trabalho, a exposição dos funcionários é baixa, porém necessita de controles mais rigorosos, com perigo potencial para causar danos ao trabalhador, ao meio ambiente ou as instalações.

3

 

Classificação da Probabilidade

CONSEQUÊNCIAS

CRITÉRIO

PONTUAÇÃO

BAIXA

Implica danos superficiais. Não resulta em mais de um dia de trabalho perdido. Efeitos reversíveis e levemente prejudiciais à saúde. Danos à propriedade mínimos, que não impedem sua capacidade produtiva.

1

MÉDIA

Pode causar lesão física reversível ou doença ocupacional com incapacidade temporária para o trabalho. Afastamento do trabalho superior a um dia e menos que 15 dias. Causa danos à propriedade com paralisação parcial/temporária da produção. Perda parcial do equipamento ou instalação.

2

ALTA

Pode causar lesão física grave, perda de membro, doenças ocupacionais sérias ou morte. Afastamento superior a 15 dias ou definitivo para o trabalho. Perda total ou parcial da capacidade de produção da instalação com possíveis danos a propriedade e ao maio ambiente.

3

Classificação da Consequência

Classificação dos Riscos: a classificação dos riscos é feita por meio de uma análise da probabilidade da ocorrência do risco e a consequência do dano, avaliando cada etapa da tarefa.

CLASSIFICAÇÃO VALOR da CR AÇÕES DE MITIGAÇÃO Risco Baixo 1 ou 2 Registrar o risco e

CLASSIFICAÇÃO

VALOR da CR

AÇÕES DE MITIGAÇÃO

Risco Baixo

1

ou 2

Registrar o risco e monitorar.

Risco

   

Moderado

ou

3

ou 4

Elaborar procedimentos para prevenção e controle.

Substancial

 

Risco

 

Elaborar procedimentos para prevenção e plano para atendimento a

Intolerável

 

6 a 9

emergências, se for o caso, realizar obras de melhoria ou correção.

Nesta metodologia, durante a identificação dos riscos e dos danos para a classificação de risco (CR) não são considerados os procedimentos e as medidas de controle que serão recomendadas.

Classificação dos Riscos

Planilha de Análise de Riscos: os dados são preenchidos no documento APT Análise para a Tarefa, usado para identificação, avaliação, quantificação e indicação das medidas de controle dos riscos inerentes a determinadas atividades.

A APT está detalhada no formulário a seguir.

ANÁLISE DE RISCO PARA A TAREFA FORMULÁRIO CONSULTORIA SMS n o xxx - 000 ART Área
ANÁLISE DE RISCO PARA A TAREFA FORMULÁRIO CONSULTORIA SMS n o xxx - 000 ART Área
ANÁLISE DE RISCO PARA A TAREFA
FORMULÁRIO
CONSULTORIA SMS
n o
xxx - 000
ART
Área ou Setor:
Data:
/
/
/
Atividade Analisada:
Empregados que irão participar:
NOME
MATRICULA
ASSINATURA
:
Categoria de Risco
(*)
Medidas de
Etapa do Evento
Perigo
Consequência / Dano
Controle
P
C
CR
Medidas Coletivas mitigação dos riscos assinalados: (conforme a Planilha acima) Medidas de Caráter Administrativo ou Organizacional:
Medidas Coletivas mitigação dos riscos assinalados: (conforme a Planilha acima) Medidas de Caráter Administrativo ou Organizacional:
Medidas Coletivas mitigação dos riscos assinalados:
(conforme a Planilha acima)
Medidas de Caráter Administrativo ou Organizacional:
(conforme a Planilha acima)
Equipamentos de Segurança Individual (EPI) necessários para a execução da Tarefa:
(conforme a Planilha acima)
Outros.
Luva PRO3202f
Protetor Auditivo
Capacete
CA xxx
Indicar
os
necessários
conforme
CA: xxx
CA: xxx
Medidas de Controle da a Análise
Riscos.
de
Recomendações Permanentes de Segurança:
- A tarefa só pode ser executada se forem atendidas as medidas de proteção e neutralização dos
riscos desta APT.
- Se não for seguro, não faça e nem deixe fazer.
- Na dúvida na execução de qualquer tarefa, PARE e comunique ao Supervisor.
Exigências Legais do MTE.
Como estabelecido na NR 01 da Portaria 3.214, de 08/06/1978 do MTE, alterada pela Portaria n.º 84,
de 04/03/2009. D.O.U. de 12/03/09.
...
1.7 Cabe ao empregador:
... b) elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência aos empregados

...

  • b) elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência aos

empregados (dos riscos

e forma de prevenção) por comunicados, cartazes ou meios eletrônicos;

  • c) informar aos trabalhadores: (Alteração dada pela Portaria n.º 03, de 07/02/88) I. os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho; II. os meios para prevenir e limitar tais riscos e as medidas adotadas pela empresa;

...

1.8 Cabe ao empregado:

  • a) cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde do trabalho, inclusive as ordens de

serviço expedidas pelo empregador;

  • b) usar o EPI fornecido pelo empregador;

1.8.1 Constitui ato faltoso a recusa injustificada do empregado ao cumprimento do (Alteração dada pela Portaria n.º 06, de 09/03/83).

disposto no item anterior.

Aprovação do Supervisor

Nome: ................................................................................

Matrícula: ........................................................................... Assinatura: .........................................................................

Conhecimento do Técnico de Segurança do Trabalho.

Nome: ................................................................................

Matrícula: ........................................................................... Assinatura: .........................................................................

Aprovação do Gerente / Líder (somente nos casos de CR Intolerável). Nome: ............................................................. Matrícula: ........................................................

Assinatura: ...................................................... (*) Para calcular o CR utilizar a Metodologia para Análise de Riscos ESTUDO DE

Assinatura: ......................................................

(*)

Para calcular o CR utilizar a Metodologia para Análise de Riscos

ESTUDO DE CASO 2

Este Estudo de Caso se refere ao acidente na Refinaria Duque de Caxias, Rio de Janeiro, ocorrido em 30/03/1972.

Durante a operação de rotina de drenagem da esfera de GLP, o operador, seguindo ordens de seus superiores, abriu a válvula de fundo para drenagem da esfera de GLP. O que segue relatado tem como base fatos colhidos daquela época em que era usual manter um bloqueio simples, ou seja, existia apenas uma válvula de dreno na parte inferior da esfera.

Após a drenagem da água, devido à saída de gás pelo dreno, a válvula congela e não pôde mais ser fechada, isso porque o operador se afastara por momentos para verificar uma outra atividade.

Não se sabe a origem, porém uma fonte de ignição determinou uma explosão e lançamento de fragmentos. O incêndio transformou a esfera de GLP em uma verdadeira “panela de pressão” mesmo com o trabalho dos brigadistas que estavam resfriando a esfera. Porém, a

esfera ficou rubra até explodir. Em consequência, 38 óbitos, incluindo brigadistas que foram para o local para combater o incêndio.

Considerando os conceitos estudados, que medidas administrativas e/ou técnica de gerenciamento de riscos e controle de perdas você poderia sugerir? Considere os seguintes aspectos de análise:

as práticas operacionais para trabalho de rotina na Unidade de Operação;

as medidas e necessidade de revisão de procedimentos operacionais padrões e regulamentações;

as técnicas ou medidas administrativas adequadas para a identificação e quantificação de perigos deste nível;

os critérios de aceitabilidade de riscos para atividades semelhantes.

Programa de Prevenção de Riscos Ocupacionais – PPRA Conceituação e aplicação do PPRA A elaboração do

Programa

de

Prevenção

de

Riscos

Ocupacionais

PPRA

Conceituação e aplicação do PPRA

A elaboração do PPRA tem como meta a busca pela preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores com o desenvolvimento das etapas de antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos riscos ambientais que existem nos ambientes de trabalho.

O documento é uma atividade permanente, realizada com avaliações sistemáticas e repetitivas da exposição aos riscos, tendo integração com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PCMSO.

O PPRA tem por objetivo a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, por meio da antecipação, reconhecimento, avaliação e controle da ocorrência de riscos existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho.

As ações do PPRA devem ser desenvolvidas para cada área, com a responsabilidade da empresa e com a participação dos trabalhadores, direcionadas de acordo com as características dos agentes de riscos ocupacionais ou ambientais.

São considerados agentes de riscos ocupacionais ou ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos nos ambientes de trabalho que causam danos à saúde do trabalhador por causa de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição.

Agentes de riscos físicos

São as diversas formas de energia a que os trabalhadores possam estar expostos ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes e não ionizantes.

Agentes de riscos químicos

Substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória na forma de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores que possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo pela pele ou por ingestão.

Agentes de riscos biológicos

São bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoário, vírus entre outros.

Além desses agentes de riscos, também são considerados agravantes à saúde dos trabalhadores os agentes de

Além desses agentes de riscos, também são considerados agravantes à saúde dos trabalhadores os agentes de riscos ergonômicos e de acidente.

A nocividade de um agente é um fator de controle dos riscos. Para saber qual a nocividade de um ambiente de trabalho, é importante que a medição da concentração dos agentes de riscos seja mantida abaixo dos limites de tolerância estabelecidos pela legislação.

Saiba mais

Nocividade é quando existe uma combinação de substâncias, energia e demais fatores de riscos reconhecido que causam danos à saúde ou integridade física do trabalhador em suas atividades.

Outro fator de controle que as empresas precisam ter atenção é a permanência do trabalhador na presença de agente de risco nocivo à saúde. A permanência deve ser de forma ocasional ou intermitente, de acordo com a tarefa, e que não cause danos à saúde do trabalhador.

Em atendimento às exigências técnicas, toda empresa deve manter um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPRA, contemplando as etapas a seguir:

  • a) antecipação e reconhecimentos dos agentes de riscos;

  • b) estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle;

  • c) avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores;

  • d) implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia;

  • e) monitoramento da exposição aos agentes de riscos;

  • f) registro e divulgação dos dados.

A elaboração, implementação, acompanhamento e avaliação do PPRA devem ser feitos pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho SESMT ou por equipe capaz de desenvolver os dispositivos legais.

O reconhecimento dos agentes de riscos ambientais é de máxima importância e deve conter: a identificação;

O reconhecimento dos agentes de riscos ambientais é de máxima importância e deve conter:

a identificação; a determinação e a localização das possíveis fontes geradoras; a identificação das possíveis trajetórias e dos meios de propagação dos agentes no ambiente de trabalho; a identificação das funções e determinação do número de trabalhadores expostos; a caracterização das atividades e do tipo de exposição; a obtenção de dados existentes na empresa, indicativos de possível comprometimento da saúde decorrente do trabalho; os possíveis danos à saúde relacionada aos riscos identificados, disponíveis na literatura técnica; a descrição das medidas de controle já existentes.

O Equipamento de Proteção Individual EPI faz parte de um programa de prevenção, pois seu uso elimina ou neutraliza a nocividade do agente de risco à saúde do trabalhador. Sua seleção deve estar adequada tecnicamente ao risco que o trabalhador estará exposto e à atividade exercida.

As orientações de prevenção com o uso do EPI devem incluir um programa de treinamento dos trabalhadores para a correta utilização, com orientações sobre a proteção, normas, uso, guarda, conservação, manutenção, reposição e identificação para os agentes de riscos ambientais.

O PPRA deve estabelecer atividades e etapas, considerando os seguintes aspectos:

  • 1. Reconhecimento dos riscos no ambiente de trabalho.

  • 2. Avaliações qualitativas dos riscos.

  • 3. Medidas de controle existentes: técnicas, administrativas/organizacionais, equipamentos de proteção coletiva e individual.

  • 4. Sugestões de medidas mitigadoras complementares.

  • 5. Cronograma de ação para avaliação quantitativa dos agentes indicados.

6. Divulgação do PPRA/DA (Demonstração Ambiental) para CIPA e demais setores da unidade. 7. Acompanhamento e
  • 6. Divulgação do PPRA/DA (Demonstração Ambiental) para CIPA e demais setores da unidade.

  • 7. Acompanhamento e controle das medidas sugeridas.

Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PCMSO

O PCMSO tem a finalidade de prevenir o surgimento de doenças ocupacionais, estabelecendo os exames médicos que os candidatos a emprego e os funcionários da empresa serão submetidos. Deve estar articulado com o PPRA.

Esse Programa deve ser coordenado por um médico do trabalho, do SESMT da empresa ou não, que terá entre suas obrigações a emissão e o controle dos documentos:

ASO Atentado de Saúde Ocupacional.

CAT Comunicado de Acidente do Trabalho.

Saiba mais

É importante ressaltar que são obrigatórios os seguintes exames médicos:

  • a) Exame médico admissional;

  • b) Exame médico periódico;

  • c) Exame médico de retorno ao trabalho;

  • d) Exame médico para mudança de função;

  • e) Exame médico demissional.

Atividades e operações insalubres

As atividades ou operações insalubres são aquelas que se desenvolvem acima dos limites de tolerância previstos nos anexos nº 1, 2, 3, 5, 11 e 12 da NR 15. Também há outras atividades insalubres que são comprovadas por meio de lauda de inspeção do local de trabalho, de acordo com os anexos nº 7, 8, 9 e 10.

Limite de tolerância, de acordo com essa Norma, é a concentração ou intensidade máxima ou mínima, da natureza ou do tempo de exposição ao agente, que não provocará danos à saúde do trabalhador.

O trabalho em condições insalubre garante ao trabalhador um adicional sobre o salário mínimo da região equivalente a:

  • a) 40% para insalubridade de grau máximo;

  • b) 20% para insalubridade de grau médio;

  • c) 10% para insalubridade de grau mínimo.

a) 40% para insalubridade de grau máximo; b) 20% para insalubridade de grau médio; c) 10%

Quadro

15 que

ANEXO

ATIVIDADES OU OPERAÇÕES QUE EXPONHAM O TRABALHADOR

PERCENTUAL

Poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados neste Anexo.

40%

1

Níveis de ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro constante do Anexo 1 e no item 6 do mesmo Anexo.

20%

2

Níveis de ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 e 3 do Anexo 2.

20%

3

Exposição ao calor com valores de IBUTG, superiores aos limites de tolerância fixados nos Quadros 1 e 2.

20%

4

Níveis de iluminamento inferiores aos mínimos fixados no Quadro 1.

REVOGADO

5

Níveis de radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de tolerância fixados neste Anexo.

40%

6

Ar comprimido.

40%

7

Radiações não ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho

20%

8

Vibrações consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho.

20%

9

Frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho.

20%

10

Umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho.

20%

11

Agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro 1.

10%, 20% e 40%

12

13

Atividades ou operações, envolvendo agentes químicos, consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho.

10%, 20% e 40%

14

Agentes biológicos.

20% e 40%

da NR

fixa os

adicionais de insalubridade

Atividades e operações perigosas

São atividades e operações que constam dos anexos da NR 16 e estabelece em linhas gerais:

a) O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador um adicional de 30%
  • a) O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador um adicional de 30% sobre o salário, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa.

  • b) O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido.

  • c) É responsabilidade do empregadora a caracterização ou descaracterização da periculosidade, mediante laudo técnico elaborado por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho, de acordo com a legislação em vigor.

  • d) Para fins legais, são atividade ou operações perigosas as executadas com explosivos sujeitos a:

    • i. Degradação química ou autocatalítica.

ii.

Ação de agentes exteriores como calor, umidade, faíscas, fogo, fenômenos sísmicos, choque e atritos.

  • e) Operações de transporte de inflamáveis líquidos ou gasosos liquefeitos, em quaisquer vasilhames e a granel, são consideradas em condições de periculosidade, exceto o transporte em pequenas quantidades até o limite de 200 litros para os inflamáveis líquidos e 135 quilos para os inflamáveis gasosos liquefeitos.

Ergonomia no Escritório e na Atividade Operacional

Ergonomia é o conjunto de disciplinas que estuda a organização do trabalho onde existe interações entre seres humanos e máquinas. Seu principal objetivo é desenvolver e aplicar técnicas de adaptação do homem no trabalho e maneiras eficientes e seguras para desempenhar esse trabalho, com foco na otimização do bem-estar e com aumento da produtividade.

Trata da prevenção dos acidentes laborais no corpo, sugere a criação de locais adequados e de apoio ao trabalho, além de criar métodos laborais adequados aos trabalhadores. Usar soluções ergonômicas no trabalho pode aumentar os níveis de satisfação, eficácia e eficiência do trabalhador.

Uma análise adequada das condições ergonômicas avalia os seguintes itens básicos: • identificação do posto de

Uma análise adequada das condições ergonômicas avalia os seguintes itens básicos:

identificação do posto de trabalho avaliado;

função e atividade no posto de trabalho;

croquis, desenhos ou fotos do posto de trabalho;

dados sobre:

  • - condições ambientais (calor, ruído, iluminação, sinalização etc.);

  • - mobiliário e equipamento do posto de trabalho;

  • - atividades de levantamento, transporte e descarga individual de material;

  • - movimentação (postura, espaço, alcances físicos e visuais);

  • - organização do trabalho.

A metodologia a ser empregada, na análise ergonômica, deve conter as seguintes fases:

  • a) Coleta de dados administrativos e operacionais;

  • b) Avaliação dos postos de trabalho;

  • c) Avaliação das atividades desenvolvidas com uso de lista de verificação (checklists);

  • d) Elaboração do Grupo Similares de Exposição GSE;

  • e) Entrevista com os funcionários;

  • f) Quantificação dos agentes de riscos ambientais;

  • g) Comparação entre os dados encontrados e as experiências ergonômicas;

  • h) Análise e avalição dos resultados;

  • i) Recomendações.

Saiba mais

A formação dos Grupos Similares de Exposição GSE corresponde a um grupo de trabalhadores que experimentam exposição semelhante a um determinado agente de risco. O resultado fornecido pela avaliação da exposição é representativo para todos os trabalhadores que compõem o mesmo grupo.

Para a análise ergonômica das atividades operacionais, deve-se utilizar um questionário que permita o mapeamento do:

  • I. conforto posicional;

II.

conforto motor-operacional;

III.

conforto psico-organizacional

IV.

conforto climático (sobrecarga térmica);

V.

conforto visual e conforto auditivo.

II. conforto motor-operacional; III. conforto psico-organizacional IV. conforto climático (sobrecarga térmica); V. conforto visual e conforto

Posto de Trabalho:

 

Área administrativa no casario e área operacional do convés principal.

 

Superintendente de Manutenção

Superintendente de Manutenção

GSE 1

Superintendente da Superintendente de Produção.

Marinha

Função do GHE Analisada:

Superintendente de Produção

Jornada de Trabalho:

 

12 horas

Postura para a realização da tarefa:

Posição sentado (4 h) e em pé (8 h).

 

(Resumo) Gerencia e controla a produção para garantir o funcionamento seguro e eficiente de todas as instalações de processos e operações. Responsável pela operação, monitoramento de condição e resolução de problemas da planta de

processo da CCR Central Control Room (Sala de Controle Central), sistemas de

resolução de problemas do turret/equipamentos “giratórios”. Responsável pela

Descrição

de

Função

serviço e equipamentos relevantes. Responsável pela operação de sistemas de

Analisada:

controle de segurança. Responsável pela operação, monitoramento e resolução de

problemas de sistemas de controle de poços. Responsável pelo monitoramento e

planta de processo, Sala de Controle Central e sistemas subaquáticos de operações de start up e shut down.

No próximo módulo, serão abordados os seguintes temas: 1. Permissão para Trabalho. 2. Análise de Segurança

No próximo módulo, serão abordados os seguintes temas:

  • 1. Permissão para Trabalho.

  • 2. Análise de Segurança do Trabalho AST.

  • 3. Trabalho em Altura.

  • 4. Trabalho a Quente.

  • 5. Trabalho em Espaço Confinado.

  • 6. Trabalho com Guindaste.

  • 7. Riscos com Atividades Elétricas.

GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO Módulo III – PLANEJAMENTO E CONTROLE DAS ATIVIDADES DE

GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

Módulo III PLANEJAMENTO E CONTROLE DAS ATIVIDADES DE RISCO PARTE I

GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO Módulo III – PLANEJAMENTO E CONTROLE DAS ATIVIDADES DE
No terceiro módulo do curso Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho , serão abordados os

No terceiro módulo do curso Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho, serão abordados os seguintes tópicos:

  • 5. Permissão para Trabalho.

  • 6. Análise de Segurança do Trabalho AST.

  • 7. Trabalho em Altura.

  • 8. Trabalho a Quente.

INTRODUÇÃO 66 PERMISSÃO PARA TRABALHO 67 M UDANÇAS NAS CONDIÇÕES DE TRABALHO 69 T RABALHO CONCLUÍDO

INTRODUÇÃO

66

PERMISSÃO PARA TRABALHO

67

MUDANÇAS NAS CONDIÇÕES DE TRABALHO

69

TRABALHO CONCLUÍDO

69

VALIDADE

69

SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO

70

MONITORAMENTO E VERIFICAÇÃO

70

AUDITORIA

70

LOCAIS DE EXIBIÇÃO E GUARDA

71

REQUISITOS PARA TREINAMENTO

71

ANÁLISE DE SEGURANÇA DO TRABALHO AST

72

TRABALHO EM ALTURA

73

DEFINIÇÕES

73

RESPONSABILIDADE DA EMPRESA

75

RESPONSABILIDADE DOS TRABALHADORES

76

CAPACITAÇÃO E TREINAMENTO

76

PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO E EXECUÇÃO

77

Introdução

Introdução As organizações desenvolveram metodologias de gerenciamento de riscos , buscando controle de processos, redução de

As organizações desenvolveram metodologias de gerenciamento de riscos, buscando controle de processos, redução de incidentes de grande magnitude, melhorias contínuas nos processos, segurança da força de trabalho e preservação do meio ambiente.

O desenvolvimento dessas metodologias fez surgir diversas ferramentas que serão abordadas neste módulo.

O bom desempenho das empresas em relação à segurança ocorre por conta de sistemas de gestão estruturados, com foco na disciplina operacional, no alcance de resultados e no atendimento aos requisitos legais.

Importante!

O controle de risco é de responsabilidade da liderança e deve ser conduzido e suportado exclusivamente por ela.

São muitas as obrigações da empresa para cumprir as leis referentes à segurança e saúde, sendo uma delas informar aos trabalhadores os riscos profissionais que possa se originar nos locais de trabalho e quais os meios para prevenir e limitar tais riscos e que medidas são adotadas pela empresa.

Para atender esse requisito, é preciso planejar e controlar algumas das principais atividades que envolvem riscos para a segurança e a saúde do trabalhado em atividade offshore, que podem ser aplicadas para instalações industriais onshore.

Permissão para Trabalho

Permissão para Trabalho Uma Permissão de Trabalho (PT) é um procedimento operacional padrão (POP) que assegura,

Uma Permissão de Trabalho (PT) é um procedimento operacional padrão (POP) que assegura, por escrito, a identificação dos perigos, a avaliação dos riscos e as medidas para a mitigação de uma tarefa.

Documento legal de responsabilidade da empresa, é estabelecido para as atividades que, para serem executadas, precisam de ação de planejamento, preparação e execução do trabalho de maneira segura e controlada.

Saiba mais

A PT tem por objetivo garantir a informação que os perigos associados a um determinado trabalho sejam totalmente identificados pelo trabalhador e que os seus riscos estejam controlados antes do início do trabalho com a implementação de medidas de controle apropriadas.

Importante!

A Permissão de Trabalho deve informar a atividade que será executada, especificando o perigo qual o potencial de causar danos ao trabalhador, ao meio ambiente ou ao processo , relacionando se há impacto sobre outras atividades que possam estar ocorrendo no ambiente de trabalho.

Deve ser aplicada para todos os empregados da empresa e será elaborada quando o trabalho afetar de forma negativa a segurança, o meio ambiente, a saúde, a eficiência ou a confiabilidade dos equipamentos, empregados e/ou ativos envolvidos.

Para não sobrecarregar as rotinas de trabalho, devem ser estabelecidos limites de atuação para uma PT

Para não sobrecarregar as rotinas de trabalho, devem ser estabelecidos limites de atuação para uma PT que NÃO deve se aplicar a:

  • a) Atividades de baixo risco em locais ou condições de pouca exposição, nas quais o trabalhador deve utilizar documentos auxiliares como listas de verificação (check list) para fazer a identificação dos perigos antes de iniciar o trabalho.

  • b) Atividades executadas de acordo com os procedimentos operacionais de rotina, incluindo:

início das atividades normais de um equipamento;

desligamento normal do equipamento;

manutenção ou verificação preventiva de equipamento pelo operador de produção;

calibração ou regulagem dos equipamentos.

Geralmente são utilizadas as seguintes definições de atividades em uma PT:

Solicitante Quem solicita a PT, sendo normalmente o empregado que irá executar o trabalho definido pela Permissão.

Emitente da PT

Um

ou

mais

empregados

qualificados

competência

e

treinamentos adequados , responsáveis pelo preenchimento da PT, com conhecimento da área onde o trabalho será realizado.

Testador de Gás Funcionário treinado e competente no uso de equipamento portátil de teste de gás para verificação de atmosferas perigosas no local de trabalho. Geralmente é um Especialista ou Técnico de Segurança de Trabalho.

Análise de Segurança do Trabalho AST Ferramenta para analisar os riscos de uma tarefa. Identifica os perigos específicos do local do trabalho, baseada em uma revisão das avaliações feitas na área operacional. Análise de risco de forma qualitativa que avalia o que pode falhar ou acontecer de errado, quais as consequências de cada evento, a probabilidade e a gravidade. A partir da análise são determinadas as medidas de mitigação.

Aprovador das Permissões de Trabalho Empregado habilitado treinado e autorizado pela empresa a rever e, quando aplicável, assinar e aprovar o documento PT.

Mudanças nas condições de trabalho

Mudanças nas condições de trabalho Quando as mudanças no ambiente de trabalho forem consideradas significativas, ou

Quando as mudanças no ambiente de trabalho forem consideradas significativas, ou ocasionarem condições de trabalho fora do escopo planejado inicialmente na PT original uma emergência, problema operacional ou outras condições climáticas anormais etc. , o trabalho deve ser interrompido e a PT cancelada.

Uma nova Análise de Segurança de Trabalho AST deve ser realizada para dar prosseguimento ao trabalho.

Trabalho concluído

Ao finalizar o trabalho, o solicitante, o supervisor da área e o responsável pela PT devem assinar a permissão, informando que o trabalho foi concluído e que todos os dispositivos de isolamento de segurança estão operacionais.

Validade

A validade de um Permissão de Trabalho dura, normalmente, 12 horas, mas cada empresa adota critério específico para a validação.

O que se observa é que, na atividade offshore, se for necessário, a PT pode ser estendida ou renovada diariamente até sete dias a mesma permissão pode ser usada para cobrir um trabalho por até seis dias consecutivos, em turnos de trabalho diurnos e noturnos , seguindo o processo de aprovação e revisão da análise de risco específica para o trabalho.

Saiba mais

Cada extensão ou revalidação da PT tem validade SOMENTE um turno de trabalho. Após seis dias de extensões consecutivas, uma nova permissão deve ser emitida, seguindo os passos para sua aprovação e liberação, sendo o local de trabalho inspecionado pelo supervisor da área, pelo técnico de segurança e pelo especialista.

Suspensão da execução

Suspensão da execução A suspensão de uma Permissão de Trabalho ocorre quando: • o alarme geral

A suspensão de uma Permissão de Trabalho ocorre quando:

o alarme geral de uma unidade offshore for ativado;

qualquer problema operacional for detectado e possa prejudicar a segurança se o trabalho continuar;

uma condição ambiental afetar a condição de segurança do ambiente onde o trabalho está sendo executado.

Importante!

Uma PT suspensa deve ser exibida em um quadro de aviso e deve ser marcada com a palavra SUSPENSA. O supervisor da área e o técnico de segurança devem confirmar a suspensão. Os demais empregados envolvidos com a permissão, devem ser notificados.

Monitoramento e verificação

Durante a execução de um trabalho, o técnico de segurança ou outro empregado qualificado deve monitorar e verificar se a tarefa está sendo executada de forma segura e de acordo com as condições indicadas na PT.

Se forem identificadas condições inseguras ou fora dos padrões previamente estabelecidos, esses profissionais devem comunicar imediatamente a liderança para as ações corretivas.

Todos os locais de trabalho que tenha uma PT devem ser monitorados, no mínimo uma vez por turno, usando a lista de verificação específica para a permissão.

Auditoria

Uma auditoria de amostra das permissões em uso pode e deve ser auditada para comparar com os padrões estabelecidos pela empresa. Tudo que for constatado ou avaliado como fora dos padrões deve ser compartilhado com as lideranças operacionais para que possam ser estabelecidas medidas de controle e correção.

É importante ressaltar que as auditorias precisam ter periodicidade semanal ou quinzenal, sendo analisadas e suportadas

É importante ressaltar que as auditorias precisam ter periodicidade semanal ou quinzenal, sendo analisadas e suportadas pela liderança.

Devem ser realizadas por equipe multidisciplinar para garantir a independência e a imparcialidade, usando listas de verificação (checklist).

Locais de exibição e guarda

Locais de exibição

Para que a força de trabalho acompanhe e esteja preparada, é importante que tenha acesso à documentação da Permissão de Trabalho.

Também deve ser mantida uma cópia da permissão no local de trabalho.

Guarda

O período de guarda da PT varia de acordo com a política de cada empresa, podendo ser de três a 12 meses.

Caso ocorra acidente/incidente associado à permissão, deve ser guardada por 20 anos e uma cópia deve ser anexada ao relatório de acidentes/incidentes.

Requisitos para treinamento

Os empregados envolvidos no processo e na execução da PT devem possuir os requisitos de competência para as funções por meio de treinamento específico, que deve ser formalmente registrado e com avaliações anuais.

Análise de Segurança do Trabalho – AST A Análise de Segurança do Trabalho – AST é

Análise de Segurança do Trabalho AST

A Análise de Segurança do Trabalho AST é o estudo que determina os riscos que poderão estar presentes na fase operacional. Acontece na concepção ou desenvolvimento inicial de um sistema ou trabalho a ser desenvolvido.

Esta ferramenta tem como objetivo consolidar, na cultura organizacional, o valor de verificar, identificar e eliminar o risco antes de iniciar a tarefa.

Para cada etapa da AST, busca-se determinar:

o potencial de causar danos;

a consequência do dano;

a probabilidade de sua ocorrência;

as consequências da ocorrência dos eventos;

a categoria de risco;

os modos de prevenção das causas básicas e eventos intermediários;

os modos de proteção e controle em ocorrência das causas intermediários.

básicas e eventos

Uma estimativa qualitativa preliminar do risco associado a cada sequência de eventos é realizada a partir da estimativa da frequência e da severidade da ocorrência na planilha AST, cuja categoria de risco CR deve ser calculada como demonstrado na Metodologia para Avaliação de Riscos apresentada no Módulo II.

Trabalho em Altura

Trabalho em Altura O trabalho em altura é regulamentado pela NR 35 da Portaria nº 3.214

O trabalho em altura é regulamentado pela NR 35 da Portaria nº 3.214 do TEM, que estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para a tarefa, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, visando garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente na atividade.

É considerado trabalho em altura toda atividade executada acima de 2 m do nível inferior, onde haja risco de queda.

Definições

Absorvedor de energia

Dispositivo destinado a reduzir o impacto transmitido ao corpo do trabalhador e sistema de segurança durante a contenção da queda.

Análise de Risco AR

Avaliação dos riscos potenciais, suas causas, consequências e medidas de controle.

Atividades rotineiras

Atividades habituais, independente da frequência, que fazem parte do processo de trabalho da empresa.

Cinto de segurança tipo paraquedista

Equipamento de Proteção Individual utilizado para trabalhos em altura onde haja risco de queda, constituído de sustentação na parte inferior do peitoral, acima dos ombros e envolto nas coxas.

Condições impeditivas

Situações que impedem a realização ou continuidade do serviço que possam colocar em risco a saúde ou a integridade física do trabalhador.

Fator de queda

Razão entre a distância que o trabalhador percorreria na queda e o comprimento do equipamento que irá detê-lo.

Influências externas

Influências externas Variáveis que devem ser consideradas na definição e na seleção das medidas de proteção

Variáveis que devem ser consideradas na definição e na seleção das medidas de proteção para segurança das pessoas, cujo controle não é possível implementar de forma antecipada.

Permissão de Trabalho PT

Documento escrito contendo conjunto de medidas de controle, visando o desenvolvimento de trabalho seguro, além de medidas de emergência e resgate.

Ponto de ancoragem

Ponto destinado a suportar carga de pessoas para a conexão de dispositivos de segurança, tais como cordas, cabos de aço, trava-queda e talabartes.

Profissional legalmente habilitado

Trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe.

Riscos adicionais

Todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos existentes no trabalho em altura, específicos de cada ambiente ou atividade que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde no trabalho.

Sistemas de ancoragem

Componentes definitivos ou temporários, dimensionados para suportar impactos de queda, aos quais o trabalhador possa conectar seu Equipamento de Proteção Individual, diretamente ou usando outro dispositivo, para que permaneça conectado em caso de perda de equilíbrio, desfalecimento ou queda.

Suspensão inerte

Situação em que um trabalhador permanece suspenso pelo sistema de segurança até o momento do socorro.

Talabarte

Dispositivo de conexão de um sistema de segurança, regulável ou não, para sustentar, posicionar e/ou limitar a movimentação do trabalhador.

Trabalhador qualificado

Trabalhador qualificado Trabalhador que comprove conclusão de curso específico para sua atividade em instituição reconhecida pelo

Trabalhador que comprove conclusão de curso específico para sua atividade em instituição reconhecida pelo sistema oficial de ensino.

Trava-queda

Dispositivo de segurança para proteção do usuário contra quedas em operações com movimentação vertical ou horizontal, quando conectado com cinturão de segurança para proteção contra quedas.

Responsabilidade da empresa

A empresa tem que garantir a implementação de medidas de proteção estabelecidas na legislação específica, além de assegurar a realização da AST e, quando aplicável, a emissão da PT, atendendo aos seguintes requisitos:

  • a) desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em altura;

  • b) assegurar a realização de avaliação prévia das condições no local do trabalho em altura, pelo estudo, planejamento e implementação das ações e das medidas complementares de segurança aplicáveis;

  • c) adotar as providências necessárias para acompanhar o cumprimento das medidas de proteção estabelecidas na legislação pelas empresas contratadas;

  • d) garantir aos trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medidas de controle;

  • e) garantir que qualquer trabalho em altura só se inicie depois de adotadas as medidas de proteção definidas na legislação;

  • f) assegurar a suspensão dos trabalhos em altura quando verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível;

  • g) estabelecer uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho em altura;

h) assegurar que todo trabalho em altura seja realizado sob supervisão, cuja forma será definida pela
  • h) assegurar que todo trabalho em altura seja realizado sob supervisão, cuja forma será definida pela análise de riscos de acordo com as peculiaridades da atividade;

  • i) assegurar a organização e o arquivamento da documentação prevista na legislação.

Responsabilidade dos trabalhadores

Os empregados também possuem responsabilidades, entre as quais estão:

  • a) cumprir as disposições legais e regulamentares sobre trabalho em altura, inclusive os

procedimentos expedidos pelo empregador;

  • b) colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas na legislação;

  • c) interromper suas atividades exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem

evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que tomará as medidas cabíveis;

  • d) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas

ações ou omissões no trabalho.

Capacitação e treinamento

O empregador deve oferecer um programa de capacitação dos trabalhadores para realizar o trabalho em altura. SOMENTE será considerado capacitado o trabalhador que for submetido e aprovado em treinamento técnico, teórico e prático, com carga horária mínima de oito horas.

O conteúdo programático deve incluir, no mínimo:

  • a) normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura;

  • b) análise de risco e condições impeditivas;

  • c) riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de prevenção e controle;

  • d) sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva;

e) Equipamentos de Proteção Individual para trabalho em altura: seleção, inspeção, conservação e limitação de uso;
  • e) Equipamentos de Proteção Individual para trabalho em altura: seleção, inspeção,

conservação e limitação de uso;

  • f) acidentes típicos em trabalhos em altura;

  • g) condutas em situações de emergência, incluindo noções de técnicas de resgate e de

primeiros socorros.

O treinamento deve ser bienal e sempre que ocorrer quais quer das situações seguintes:

  • a) mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho;

  • b) evento que indique a necessidade de novo treinamento;

  • c) retorno de afastamento ao trabalho por período superior a noventa dias;

  • d) mudança de empresa.

Com carga horária mínima de oito horas, o conteúdo do treinamento bienal será definido pelo empregador.

A empresa deve garantir que o treinamento seja ministrado por instrutores com comprovado conhecimento no tema.

Também deve manter os registros e controlar a realização desses treinamentos, usando ferramentas como matriz de treinamento, onde são registrados os treinamentos corporativos, regulatórios e de capacitação técnica.

O certificado deve ser emitido ao final do treinamento com o nome do trabalhador, conteúdo programático, carga horária, data, local de realizado, nome e qualificação dos instrutores e assinatura do responsável.

A capacitação deve ser inserida no registro do trabalhador que receberá o certificado, ficando uma cópia arquivada na empresa.

Planejamento, organização e execução

Todo trabalho em altura precisa ser planejado, organizado e executado por profissional capacitado e autorizado por autorizado entende-se o trabalhador cujo estado de saúde

foi avaliado e considerado apto para executar a atividade e com autorização formal da empresa. Saiba

foi avaliado e considerado apto para executar a atividade e com autorização formal da empresa.

Saiba mais

A avaliação do estado de saúde dos trabalhadores com atividades em altura deve garantir que:

  • a) os exames e a sistemática de avaliação sejam partes integrantes do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PCMSO, devendo estar nele consignados;

  • b) a avaliação seja efetuada periodicamente, considerando os riscos envolvidos em cada situação;

  • c) seja realizado exame médico voltado às patologias que poderão originar mal súbito e queda de altura, considerando também os fatores psicossociais;

  • d) em instalações offshore, exames sistemáticos de avaliação são feitos a bordo por profissionais da área de saúde que monitoram e registram os colaboradores que desempenharam essas atividades.

Importante!

A aptidão para o trabalho em altura deve ser indicada no Atestado de Saúde Ocupacional ASO do trabalhador. A empresa deve manter o cadastro atualizado para permitir conhecer a abrangência da autorização de cada trabalhador para o trabalho em altura.

Para o trabalho em altura, devem ser adotadas as medidas de acordo com a seguinte hierarquia:

a) avaliação de medidas para evitar o trabalho em altura, sempre que existir meio alternativo de execução;

b) medidas que eliminem o risco de queda dos trabalhadores, na impossibilidade de execução do trabalho de outra forma;

c) medidas que minimizem as consequências da queda, quando o risco de queda não puder ser
  • c) medidas que minimizem as consequências da queda, quando o risco de queda não puder

ser eliminado.

A Análise de Segurança do Trabalhador AST deve preceder todo trabalho em altura para considerar, além dos riscos inerentes à tarefa:

  • a) o local em que os serviços serão executados e seu entorno;

  • b) o isolamento e a sinalização no entorno da área de trabalho;

  • c) o estabelecimento dos sistemas e pontos de ancoragem;

  • d) as condições meteorológicas adversas;

  • e) a seleção, inspeção, forma de utilização e limitação de uso dos sistemas de proteção

coletiva e individual, atendendo às normas técnicas vigentes, às orientações dos fabricantes e aos princípios da redução do impacto e dos fatores de queda;

  • f) o risco de queda de materiais e ferramentas;

  • g) os trabalhos simultâneos que apresentem riscos específicos;

  • h) o atendimento aos requisitos de segurança e saúde contidos nas demais normas

regulamentadoras;

  • i) os riscos adicionais;

  • j) as condições impeditivas;

    • k) as situações de emergência e o planejamento do resgate e primeiros socorros, de forma

a reduzir o tempo da suspensão inerte do trabalhador;

  • l) a necessidade de sistema de comunicação;

  • m) a forma de supervisão;

  • n) desmobilização das atividades e equipamentos.

Quando os Equipamentos de Proteção Individual EPI, acessórios e sistemas de ancoragem apresentarem defeitos, degradação, deformações ou sofrerem impactos de queda, devem ser inutilizados e descartados, exceto se a restauração for prevista em normas técnicas nacionais ou, na ausência, normas internacionais.

O cinto de segurança deve ser do tipo paraquedista e com o dispositivo para conexão em

O cinto de segurança deve ser do tipo paraquedista e com o dispositivo para conexão em sistema de ancoragem. Esse deve ser estabelecido pela AST, sendo obrigatório o trabalhador permanecer conectado ao sistema durante todo o período de exposição ao risco de queda.

Nos cenários de trabalho em altura, a instalação deve possuir equipe de resgate e plano de emergência.

Exercício simulados também devem ser realizados semanalmente para treinar as equipes de resgate, identificando e promovendo oportunidades de melhorias.