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CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

Cálculo de Estruturas Protendidas
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................3
1.1. Tipos de armaduras ................................................................................................3
1.2. Vantagens das lajes protendidas – PROJETO .................................................5
1.3. Vantagens das lajes protendidas – CONSTRUTIVO .......................................6
2. TIPOS DE CONCRETO QUANTO À ADERÊNCIA .....................................................6
3. CONCEITOS BÁSICOS USADOS NO CÁLCULO DE ESTRUTURAS
PROTENDIDAS .........................................................................................................................9
3.1. Parâmetros do concreto ......................................................................................11
3.2. Aços de protensão ................................................................................................13
3.3. Limites de tensões nos aços de protensão de acordo com a NBR
6118:2014 (item 9.6.1.2.1) ................................................................................................19
4. APLICAÇÃO EM VIGAS E LAJES ..............................................................................22
5. PERDAS DE PROTENSÃO ..........................................................................................29
5.1. Perdas iniciais ou imediatas ...............................................................................29
5.2. Exemplos de dimensionamento.........................................................................36
6. REFERÊNCIAS: ..............................................................................................................55

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CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

1. INTRODUÇÃO

Este curso visa auxiliar com informações básicas e conceituais, no tema
estruturas protendidas, estudantes dos cursos de graduação em Engenharia Civil
e engenheiros que estão iniciando na área de projetos estruturais protendidos.
As teorias apresentadas têm como base a NBR 6118:2014 e referências de
alto nível, como os doutores BIJAN AALAMI, ROBERTO CHUST e LUIZ CHOLFE.
Serão tratados assuntos sobre perdas iniciais de protensão, devidas à
cravação das cunhas, desvios angulares e por desvios não intencionais. Não será
abordado o tema de hiperestáticos de protensão, já que este requer um estudo
mais aprofundado, isto pode ser encontrado nos softwares integrados de projetos
estruturais como o ADAPT entre outros.
Até o presente momento a NBR 6118:2014 não faz distinção entre as
estruturas de concreto armado e de concreto protendido, ambos os sistemas são
tratados como sendo do mesmo tipo, com pequenas diferenças peculiares entre
eles. A norma brasileira (NBR 6118:2014) engloba em seu conteúdo as estruturas
de concreto simples, concreto armado e concreto protendido. A razão pela qual os
dois sistemas são considerados iguais deve-se ao fato de que para confeccionar
tanto um quanto o outro se utiliza dos mesmos materiais, a saber: agregado
graúdo, agregado miúdo, água, cimento e aço. Pode-se destacar que as principais
diferenças entre os mesmos, estão no tipo de aço empregado, e a diferença na
forma construtiva.
Os aços empregados nas estruturas de concreto protendido são aços de alta
resistência, da ordem de 3 a 4 vezes mais resistentes do que os aços utilizados
nas estruturas de concreto armado. Nas estruturas de concreto armado o aço
frouxo ou passivo trabalha depois do concreto sendo assim mais difícil o controle
das deformações. Ao contrário do que acontece no concreto armado, o a ço nas
estruturas protendidas trabalha antes do concreto, ou seja, antes da retirada do
escoramento o aço já está em atividade, isto acontece porque o aço é tensionado
pelo macaco hidráulico antes da desforma por isso a armadura de protensão leva
o nome de armadura ativa.

1.1. Tipos de armaduras
Pode-se conceituar as armaduras da seguinte forma:
Passiva - Aquela cuja tensão só é mobilizada pela deformação do concreto
nela aderente. Ocorre normalmente nas estruturas de concreto armado, mas
podem ser usadas como complementares em estruturas protendidas.

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Ativas - Submetidas à tensão independentemente do concreto da estrutura
estar sob tensão. Deforma-se após a operação de protensão e passa a funcionar
independentemente da deformação do concreto da estrutura. Ocorre nas
estruturas protendidas e precisa de meios externos para ser distendida para
provocar a protensão (CHUST 2012).
De acordo com Chust 2012, o concreto protendido pode ser considerado como
um concreto armado em que parte ou quase a totalidade da armadura é ativa.
Uma peça de concreto protendido deve estar sujeita a um sistema de forças
aplicadas permanentemente, conhecidas como forças de protensão, estas devem
agir simultaneamente com as demais ações, impedindo ou limitando a fissuração
no concreto.
A NBR 6118:2014 em seu item 3.1.4 conceitua os elementos protendidos da
seguinte forma: “Considera-se que os elementos de concreto protendido são
aqueles nos quais parte das armaduras são previamente alongadas por
equipamentos especiais de protensão com a finalidade de, em condições de
serviço impedir ou limitar a fissuração e os deslocamentos da estrutura e propiciar
o melhor aproveitamento de aços de alta resistência no ELU (estado limite
último).”
É notório que o principal objetivo da protensão é diminuir a f issuração do
concreto, devido à aplicação de tensões de compressão nas regiões tracionadas.
Sabe - se que o concreto sem armadura, ou concreto simples, tem resistência
muito baixa à tração, sendo da ordem de 10 por cento da resistência à
compressão, desta forma a eficiência do mesmo em peças submetidas à flexão é
muito pequena.
O principal e fundamental elemento para as peças de concreto protendido é a
força de protensão, esta deve garantir que as seções de concreto permaneçam
sobestado de tensão por protensão em toda a vida útil da estrutura. Para que os
efeitos da protensão estejam dentro daquilo que se projeta e se espera precisa ter
em mente a necessidade de outros componentes como bainhas, macacos
hidráulicos, ancoragens ativas e ancoragens passivas. Outro fator relevante é a
qualidade do concreto e dos aços de protensão, já que estes estarão
permanentemente sob um regime de tensões, provenientes da protensão, e de
todas as outras ações atuantes na estrutura.
Atualmente no Brasil, as publicações referentes ao sistema estrutural com
lajes lisas e lajes cogumelos protendidas com cordoalhas engraxadas, ainda
carecem de maior divulgação. Este sistema que é usado nos EUA desde a década
de 50 mostrou-se como uma tecnologia eficiente que atende muito bem as

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necessidades de projeto, tanto em serviço quanto no ELU.
O projeto de lajes maciças com cordoalhas engraxadas torna-se cada dia
mais atraente aos projetistas, devido à facilidade de cálculo nos métodos
empregados para os mesmos.
No ano de 1997, este sistema chega ao Brasil, as cordoalhas engraxadas e
plastificadas começaram a ser produzidas pela Belgo Mineira, de acordo com as
especificações do PTI (Post Tensioning Institut).

1.2. Vantagens das lajes protendidas – PROJETO
As lajes protendidas com cordoalhas engraxadas tem capacidade de vencer
grandes vãos com pequenas espessuras e mesmo assim apresentam fissuração e
flechas reduzidas, isto se deve ao fato da pré-compressão introduzida pela
protensão e ao balanceamento das cargas permanentes, sabe-se que somente
uma parcela das cargas totais é que ocasiona flechas e tensões de tração no
concreto.
Normalmente nas lajes protendidas com cordoalhas engraxadas, as tensões
de tração no concreto são inferiores às tensões de tração resistente pelo mesmo,
sendo assim o cálculo das flechas pode ser feito adotando-se o momento de
inércia da seção bruta do concreto que é da ordem de duas a três vezes maior do
que o momento de inércia da seção fissurada.
A utilização de materiais de alta resistência como o aço CP190 e concretos
com Fck maior ou igual a 30 Mpa, também contribuem para um melhor
desempenho destas estruturas, tanto em serviço quanto no ELU.
As cordoalhas engraxadas proporcionam melhor desempenho quando falamos
sobre perdas por atrito, estas possuem coeficientes muito baixos, 𝜇=0,07/rd e k =
0,0035/m, isto faz com que as perdas por atrito sejam muito pequenas e dessa
forma resultam numa maior força efetiva de protensão.
O sistema individual das cordoalhas engraxadas denominado monocordoalha
reduz significativamente as tensões concentradas introduzidas no concreto pelas
ancoragens, diminui consideravelmente as armaduras de fretagem.
Outra grande vantagem oferecida pela cordoalha engraxada é que, em função
do seu pequeno diâmetro consegue-se obter maior excentricidade resultando
assim em um maior balanceamento de cargas.
Nós costumamos dizer que as lajes protendidas são estruturas testadas,
porque no momento que aplicamos a protensão a cordoalha está sob uma tensão
máxima de tração, da ordem de 80% de sua tensão de ruptura, além disso, a força

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que comprime o concreto na região das ancoragens também é máxima quando a
resistência do concreto está na casa dos 70% de sua resistência final.

1.3. Vantagens das lajes protendidas – CONSTRUTIVO
As lajes lisas protendidas permitem a redução na altura do pé direito, que faz
com que as edificações tenham menor altura com maior número de pavimentos.
Nas garagens é comum se trabalhar com pé direito de 2,50m e vãos da ordem
de 7,5m a 8,0m, a solução com lajes lisas protendidas é a alternativa que se
mostra mais viável, porque dentre outros fatores favoráveis já citados temos
também uma redução de escavação nos subsolos.
Uma das grandes vantagens oferecidas pelo sistema é a liberdade
arquitetônica nos edifícios residências, é possível uma grande flexib ilidade na
personalização dos ambientes, tudo se deve ao fato da ausência de vigas.
As lajes planas protendidas têm como maior característica construtiva a
facilidade de execução, com a eliminação das vigas consegue-se obter formas
mais simples, os materiais de protensão são de fácil manuseio, pois estamos
tratando de monocordoalhas engraxadas. A fácil fixação das ancoragens nas
formas e o tamanho reduzido das peças faz com que o processo de execução seja
simples e rápido.

2. TIPOS DE CONCRETO QUANTO À ADERÊNCIA

De acordo com Chust 2012, pode-se classificar os elementos protendidos de
acordo com o mecanismo de aderência entre o aço de protensão e o concreto.
Sendo assim têm-se os três tipos de concreto protendido descritos abaixo.
Pré-tração com aderência inicial: a armadura é tracionada antes do
lançamento do concreto, a aderência entre o concreto e o aço se inicia no
lançamento do concreto.
Pós-tração com aderência posterior: ao contrário do citado acima a
armadura é tracionada após o lançamento do concreto e a aderência entre o
concreto e o aço se dá após a aplicação da protensão. Essa aderência é garantida
através da aplicação da calda de cimento na bainha que envolve as cordoalhas.
Pós-tração sem aderência: neste sistema as cordoalhas não tem contato
nenhum com o concreto. O lançamento do concreto é feito após a colocação das
cordoalhas, depois do concreto ter atingido sua resistência mínima para protensão
as cordoalhas são tensionadas.

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A transferência de forças ao concreto é única e exclusivamente feita p elas
ancoragens fixadas nos extremos das cordoalhas.

Exemplo de pista para pré-tração:

Exemplo de pós-tração com aderência posterior:

Destaque para ancoragem passiva em laço.

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Destaque para purgador.

Exemplo de pós-tração sem aderência:

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Destaque para nichos de protensão.

3. CONCEITOS BÁSICOS USADOS NO CÁLCULO DE ESTRUTURAS
PROTENDIDAS

Quando se iniciou a aplicação da protensão, a teoria do ELU ainda não estava
sendo usada, desejava-se apenas limitar ou anular as tensões de tração e, portanto
bastava usar a teoria da resistência dos materiais para verificar os deslocamentos e
esforços solicitantes.
Mais tarde a partir dos anos 50 este conceito mudou, viu se a necessidade de
verificar não apenas os deslocamentos e fissuras, mas também a importância da
verificação da peça no ELU. Para o uso da protensão em serviço nada mudou, porém
para verificação da peça no estado limite último quando a armadura terá o papel de
garantir a segurança da peça na ruptura, pode se recorrer à teoria do concreto armado
desde que sejam consideradas na armadura de protensão as tensões provenientes da
força de protensão.
Simplificadamente a protensão é idealizada como uma carga equivalente contrária
às cargas gravitacionais. As cordoalhas são idealizadas com traçado parabólico ou
retilíneo, a este esquema adotado chamamos de cabo equivalente.
Quando calculamos com protensão admitimos que a força de protensão é
constante em todo o perímetro da cordoalha.

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Nas condições de serviço, ou seja, para análise de fissuração e deformação
excessiva, faz se necessário conhecer as ações que realmente atuarão na peça com
uma frequência maior, desta forma é comum calcular as tensões máximas em cada
seção transversal.
Em uma seção transversal que está submetida um momento fletor “M”, com uma
força de protensão “P” cuja força é considerada constante ao longo da cordoalha, e
tendo um traçado curvo com inclinação da tangente sendo "𝜶”, obtem se os esforços
internos isostáticos descritos abaixo.
Cortante em função da força de protensão: 𝑉𝑃 = 𝑷𝒔𝒆𝒏𝜶
Força normal em função da força de protensão: 𝑁𝑃 = 𝑷𝒄𝒐𝒔𝜶
Momento fletor isostático em função da força de protensão: 𝑀𝑃 = 𝑷𝒆
Onde:
P = força resultante de protensão atuante no concreto.
e = excentricidade da cordoalha de protensão, distância do centro de gravidade
da cordoalha ao centro de gravidade da seção.
𝛼 = ângulo de inclinação da tangente a cordoalha na seção.

As máximas tensões ocorrem nas linhas mais afastadas do “CG” localizados nas
bordas superior e inferior, cujas equações que as descrevem estão destacadas
abaixo.
𝑵𝒑 𝑵𝒑 𝑴
ANÁLISE BORDA SUPERIOR 𝝈𝒔 = - .e ±
𝑨 𝑾𝒔 𝑾𝒔
𝑵𝒑 𝑵𝒑 𝑴
ANÁLISE BORDA INFERIOR 𝝈𝒊 = - .e ±
𝑨 𝑾𝒊 𝑾𝒊

𝝈𝒔 = Tensão na borda superior
𝝈𝒊 = Tensão na borda inferior
A = Área da seção de concreto
𝑾𝒊 = Módulo de resistência da seção em relação à borda inferior
𝑾𝒔 = Módulo de resistência da seção em relação à borda superior
𝑰𝑶 𝑰𝑶
𝑾𝒊 = 𝑾𝒔 =
𝒀𝒊 𝒀𝒔

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Outro método que pode ser aplicado é o método das cargas balanceadas, onde as
cordoalhas são idealizadas como carregamento contrário às cargas gravitacionais,
seguindo a equação descrita abaixo.
𝟖𝑷𝒇
𝑾𝒃 = ;
𝒍𝟐

Onde:
𝑾𝒃 = representa a carga balançada
P = força efetiva de protensão
f = flecha do cabo em relação ao “CG” da peça
l = vão livre entre apoios

3.1. Parâmetros do concreto
Quando pensamos em estruturas protendidas, estamos pensando em estruturas
que tenham um bom desempenho, sendo assim é bom conhecermos um pouco das
propriedades do concreto, ou melhor, alguns parâmetros referentes à resistência. 𝜸𝒄
= 25 KN/m³ - Peso específico 𝜶𝑻
= 10−5 / °C – Coeficiente de dilatação térmica 𝒇𝒄𝒎𝒋
= Resistência à compressão média aos “j” dias 𝒇𝒄𝒌
= Resistência à compressão característica aos 28 dias 𝒇𝒄𝒌
,𝒋 = Resistência à compressão característica aos “j” dias
A NBR 6118: 2014 permite que na ausência de ensaios específicos a resistência à
compressão do concreto possa ser estimada pela fórmula descrita abaixo:
𝟏/𝟐 ] 𝒇𝒄𝒌
,𝒋 = 𝜷𝟏 . 𝒇𝒄𝒌 , sendo 𝜷𝟏 = 𝒆{𝒔.[𝟏−(𝟐𝟖/𝒕)
Sendo:
s = 0,38 para concreto com cimento CPIII e IV – lentos
s = 0,25 para concreto de cimento CPI e II – normais
s = 0,20 para concreto de cimento CPV (ARI) – rápidos
t = idade efetiva do concreto em dias, t < 28

Verificação da resistência do concreto com os três tipos de cimento citados acima:
C30; fck,j aos 4 dias
1/2 ]
CPIII e IV, s = 0,38; β1 = e{0,38.[1−(28/4) . 30= 16,05
{0,25.[1−(28/4)1/2 ]
CPI e PII, s = 0,25 β1 = e . 30= 19,88
1/2 ]
CPV, s = 0,20 β1 = e{0,20.[1−(28/4) . 30= 21,60

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(adaptado de Chust, 2012)

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(adaptado de Chust, 2012)

3.2. Aços de protensão
Os aços de protensão assim como os aços de concreto armado são facilmente
identificados pelas suas siglas, no caso CP 190 = concreto protendido com 𝒇𝒑𝒕𝒌 =
1900 MPa, além desta descrição pode-se adicionar a denominação RN ou RB que
quer dizer relaxação normal ou relaxação baixa, os aços de relaxação baixa são
confeccionados por um procedimento especial onde recebem um alongamento em
temperatura controlada, desta forma estes aços possuem menor perda em função da
relaxação.
Atualmente no Brasil tem-se as seguintes classes de aços fabricados: CP145 RB,
CP150 RB, CP170 RN, CP 175 RB, CP175 RN, CP190 RB e CP210 RB.
Pode-se adquirir estes aços de protensão nos formatos de fios, barras ou cordões
também chamados de cordoalhas.

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3.3. Limites de tensões nos aços de protensão de acordo com a NBR
6118:2014 (item 9.6.1.2.1)
Armaduras pré-tracionadas:
0,77 𝑓𝑝𝑡𝑘
AÇO TIPO RN 𝜎𝑝𝑖 ≤
0,90 𝑓𝑝𝑦𝑘

0,77 𝑓𝑝𝑡𝑘
AÇO TIPO RB 𝜎𝑝𝑖 ≤
0,85 𝑓𝑝𝑦𝑘

Armaduras pós-tracionadas:
0,74 𝑓𝑝𝑡𝑘
AÇO TIPO RN 𝜎𝑝𝑖 ≤
0,87 𝑓𝑝𝑦𝑘

0,74 fptk
AÇO TIPO RB σpi ≤
0,82 fpyk

Verificar a tensão 𝝈𝒑𝒊 para uma cordoalha ½” = 12,7 mm RB (pós-tração):
𝒇𝒑𝒕𝒌 = 1900 MPa; 𝝈𝒑𝒊 = 0,74.1900= 1406 Mpa
𝒇𝒑𝒚𝒌 = 0,9. 𝒇𝒑𝒕𝒌= ; 𝒇𝒑𝒚𝒌= 0,90.1900= 1710 Mpa
𝝈𝒑𝒊 = 0,82.1710= 1402 MPa.

Obs.: a norma brasileira permite que, no caso de cordoalhas engraxadas com
aços de classe RB, os valores de “𝝈𝒑𝒊 ” citados acima possam ser elevados para:
0,80. 𝒇𝒑𝒕𝒌 e 0,88. 𝒇𝒑𝒚𝒌 , portanto faremos um novo cálculo.
𝒇𝒑𝒕𝒌 = 1900 Mpa; 𝝈𝒑𝒊 = 0,80.1900= 1520 Mpa
𝒇𝒑𝒚𝒌 = 0,90. 𝒇𝒑𝒕𝒌= ; 𝝈𝒑𝒊 = 0,90.1900= 1710 Mpa
𝝈𝒑𝒊 = 0,88.1710= 1504,8 MPa. Por isso adotamos 1500 MPa.

Verificar a força de protensão 𝑷𝒊 para a cordoalha citada acima.
Pi = σpi . Ap
1Mpa= 1N/m²; 1500Mpa= 1500MN/m²= 1500.106 .N/m²
1500.106 150000 150
N = N = KN
10000 cm² cm² cm²

𝐀 𝐩 = 1 cm²
150
𝐏𝐢 = 𝛔𝐩𝐢 . 𝐀 𝐩 = KN. 1 cm² = 150KN= 15000Kgf = 15 tf
cm²

19 SUMÁRIO
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Aplicação numérica.
A viga abaixo será solicitada com uma carga permanente g = 15 KN/m e outra
variável q = 12 KN/m.
No primeiro caso vamos trabalhar com protensão centrada 𝒆𝑷 = 0
No segundo caso vamos trabalhar com protensão excêntrica 𝒆𝑷 = 30 (constante)

Material: Concreto C40
Primeira hipótese; não serão permitidas tensões de tração.
Segunda hipótese; compressão máxima no concreto = 0,60. . 𝒇𝒄𝒌
Características geométricas:
𝑨𝒄 = 0,16 m²; 𝑰𝒄 = 0,00551 𝑚4 ; 𝑾𝒔 = 0,02319 m³; 𝑾𝒊 = 0,01520 m³
Primeiro caso: e = 0
𝟏𝟓.𝟖𝟐 𝑴𝒈
= = 120 KN.m
𝟖
𝟏𝟐.𝟖𝟐 𝑴𝒒
= = 96 KN.m
𝟖

Tensões devido à carga permanente “g”
𝟏𝟐𝟎 𝝈𝒊
= = 7894,7 KN/m²
𝟎,𝟎𝟏𝟓𝟐
−𝟏𝟐𝟎 𝝈𝒔
= = -5194,8 KN/m²
𝟎,𝟎𝟐𝟑𝟏

Tensões devido à carga acidental “q”
𝟗𝟔 𝝈𝒊
= = 6315,8 KN/m²
𝟎,𝟎𝟏𝟓𝟐
−𝟗𝟔 𝝈𝒔
= = -4155,8 KN/m²
𝟎,𝟎𝟐𝟑𝟏

20 SUMÁRIO
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Tensões devido à carga “𝑵𝑷 ”; e = 0
𝑵𝑷 𝝈𝒄
= = em toda a extensão da viga
𝟎,𝟏𝟔

Condição de tensão nula na fibra inferior
𝑵𝑷
− + 7894,7 + 6315,80 ≤ 0 𝑵𝑷 ≥ 𝟐𝟐𝟕𝟑, 𝟕
𝟎,𝟏𝟔

Condição de tensão de compressão ≤ 0,60. . 𝒇𝒄𝒌 fibra superior;
−𝟐𝟐𝟕𝟑,𝟕
– 5194,8 – 4155,8 = -23561,2 ≤ 0,60.40000 OK!!
𝟎,𝟏𝟔

Na seção junto aos apoios só atua a força de protensão, estamos admitindo os
momentos fletores como nulos, portanto a compressão será uniforme de – 14210,6
KN/m² ≤ 0,60.40000 OK!!

Segundo caso: e = 0,30 m
Tensões devido à carga permanente “g”
𝟏𝟐𝟎 𝝈𝒊
= = 7894,7 KN/m²
𝟎,𝟎𝟏𝟓𝟐
−𝟏𝟐𝟎 𝝈𝒔
= = -5194,8 KN/m²
𝟎,𝟎𝟐𝟑𝟏

Tensões devido à carga acidental “q”
𝟗𝟔 𝝈𝒊
= = 6315,8 KN/m²
𝟎,𝟎𝟏𝟓𝟐
−𝟗𝟔 𝝈𝒔
= = -4155,8 KN/m²
𝟎,𝟎𝟐𝟑𝟏

Tensões devido à carga “𝑵𝑷 ”; e = 0,30 m
𝑵𝑷 𝟎,𝟑𝟎.𝑵𝑷 𝝈𝒊
= - -
𝟎,𝟏𝟔 𝟎,𝟎𝟏𝟓𝟐
Ao longo de toda a peça
𝑵𝑷 𝟎,𝟑𝟎.𝑵𝑷 𝝈𝒔
= +
𝟎,𝟏𝟔 𝟎,𝟎𝟐𝟑𝟏

Condição de tensão nula na fibra inferior
𝑵𝑷 𝟎,𝟑𝟎.𝑵𝑷 𝝈𝒊
= - - + 7894,7 KN/m² + 6315,8 KN/m² ≤ 0
𝟎,𝟏𝟔 𝟎,𝟎𝟏𝟓𝟐 𝑵𝑷

≥ 546,8KN Economia!!
Condição de tensão de compressão ≤ 0,60. . 𝒇𝒄𝒌 fibra superior
−𝟓𝟒𝟔,𝟖 𝟎,𝟑𝟎.𝟓𝟒𝟔,𝟖 𝝈𝒔
= + – 5194,8 – 4155,8 = - 5666,8 KN/m²
𝟎,𝟏𝟔 𝟎,𝟎𝟐𝟑

- 5666,8 KN/m² ≤ 0,60. . 40000 OK!!

21 SUMÁRIO
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4. APLICAÇÃO EM VIGAS E LAJES

Pode-se listar uma infinidade de campos onde é possível aplicar a protensão,
obviamente com o avanço da tecnologia esse espaço torna-se ainda mais vastos,
sendo assim devemos estar atentos aos novos produtos e as novas formas de
abordagem dos assuntos que podem não estar explícito neste material.
De acordo com Chust (2012), quando pensamos em infraestrutura logo sabemos
os dois campos de aplicação mais empregados que são em fundações e pavimentos
de concreto sobre solo, os chamados Radier’s que na verdade são também um tipo de
fundação direta. Podemos destacar ainda o uso da protensão em estacas, vigas de
baldrame e reforços de blocos de fundação de pontes e de estádios de futebol, e pisos
industriais.
A protensão tem se tornado cada vez mais comum nas estruturas de edifícios
comerciais e residenciais como pode-se ver a grande aplicação em lajes lisas,
cogumelo, nervuradas e vigas. Ressalta-se também o uso da protensão em torres
eólicas, estas torres podem chegar a altura de 120 m isto porque sua estabilidade é
garantida pelo efeito da protensão.

ED. SEDE AMAZON
EVEHX SAN JOSÉ-CR

22 SUMÁRIO
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ED. RESIDENCIAL
EVEHX CURITIBA-BR

ED. AR 30 0 0
EVEHX CURITIBA-BR

23 SUMÁRIO
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ED. KENNEDY TOW ERS
EVEHX FLORIANÓPOLIS-BR

ED. RYAZBEK
EVEHX SÃO PAULO-BR

24 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

CVP HOSPITAL
EVEHX PONTA GROSSA-BR

ED. ROYAL PALM PLAZA
EVEHX SÃO PAULO-BR

25 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

PISO MC CONSTRUÇÕES
EVEHX FLORIANÓPOLIS-BR

PISO HANGAR 9
EVEHX ASUNCIÓN-PY

26 SUMÁRIO
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PISO GIANNINI
EVEHX CORDOBA-A R

ED. RESIDENCIAL
EVEHX PORTO ALEGRE-BR

27 SUMÁRIO
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ED. PALHANO BUSSINESS
EVEHX LONDRINA-BR

28 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

ED. II CENTENÁRIO
EVEHX CHAPECÓ-BR

5. PERDAS DE PROTENSÃO

Quando se calcula protensão, o projetista deve prever as perdas da força de
protensão relacionadas à força inicial que é igual a área do aço multiplicada pela
tensão no aço 𝑷𝒊 = (𝑨𝒑 .𝝈𝒑𝒊 ), tal força é aplicada pelo aparelho tensor “macaco de
protensão”, as perdas ocorrem antes da transferência da protensão ao concreto
(perdas por cravação), durante a transferência (perdas imediatas por atrito) e ao longo
do tempo ou seja, durante toda a vida útil da estrutura (perdas progressivas).
Neste trabalho trataremos especificamente das perdas por atrito que são as mais
relevantes no ato da protensão.

5.1. Perdas iniciais ou imediatas
Pode se considerar as seguintes perdas no instante 0: perdas por atrito entre o aço
e a bainha, perdas por acomodação das cunhas e encurtamento imediato do concreto.
Comumente adota se o traçado das cordoalhas como sendo curvos ou poligonais,
quando inserimos a força de protensão as cordoalhas tendem a se retificar reagindo
contra as paredes das bainhas criando assim atrito entre si. De acordo com a NBR

29 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

6118:2014 em seu item 9.6.3.3.2.2 as perdas por atrito podem ser calculadas com a
expressão descrita abaixo:
𝝙P (X) = 𝑷𝒊 . [−𝒆−(𝝁.∑ 𝜶+𝒌.𝒙) ]
Onde:
𝑷𝒊 = força inicial aplicada pelo macaco na ancoragem ativa.
X = é a distância medida a partir da ancoragem no sentido do
cabo sempre em metros.
∑ 𝜶 = somatória dos ângulos de desvio, em radianos.
𝝁 = coeficiente de atrito entre cordoalha e bainha.
k = coeficiente de perda por metro, representa perdas parasitárias
construtivas que provocam desvios não intencionais.
Quando há carência de dados experimentais os coeficientes
anteriores podem ser estimados como descritos a seguir:
𝝁 = 0,50 Entre cabo e concreto sem bainha
𝝁 = 0,30 Entre barras ou fios com saliência e bainha metálica
𝝁 = 0,20 Entre fios lisos ou cordoalhas e bainha metálica
𝝁 = 0,05 Entre cordoalhas e bainha engraxada
k = 0,01

O esquema acima representa uma viga contínua, pede-se para calcular a força
final de protensão.
Dados:
a) Usar cordoalhas engraxadas de ½” CP 190 RB 𝑓𝑝𝑡𝑘
= 1900 Mpa; 𝜎𝑝𝑖 = 0,80.1900= 1520 Mpa 𝑓𝑝𝑦𝑘
= 0,90. 𝑓𝑝𝑡𝑘 = ; 𝜎𝑝𝑖 = 0,90.1900= 1710 Mpa 𝜎𝑝𝑖
= 0,88.1710= 1504,8 MPa. 1500 MPa adotado!

30 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

Adotar área da armadura = Ap = 1 cm²
150
Pi = σpi . Ap = KN. 1 cm² = 150KN= 15000Kgf = 15 tf
cm² 𝜇

= 0,05
k = 0,01
b) Perdas por atrito
trecho AB: ∑ α = 2. [(0,75 − 0,15)/8]= 0,148 rd
Px (8 m) = 150 [e−(0,05.0,148+ 0,01.0,05.8) ]= 148,3 KN

trecho ABC: ∑ α = 0,148+ 2. [(1,10 − 0,15)/10]= 0,338 rd
Px (18 m) = 150 [e−(0,05.0,338+ 0,01.0,05.18) ]= 146,2 KN

trecho ABCD: ∑ α = 0,338+ 2. [(1,20 − 1,10)/2]= 0,438 rd
Px (20 m) = 150 [e−(0,05.0,438+ 0,01.0,05.20) ]= 145,3 KN

trecho ABCDE: ∑ α = 0,438+ 2. [(1,20 − 1,10)/2]= 0,538 rd
Px (22 m) = 150 [e−(0,05.0,538+ 0,01.0,05.22) ]= 144,4 KN

trecho ABCDEF: ∑ α = 0,538+ 2. [(1,1 − 0,15)/10]= 0,728 rd
Px (32 m) = 150 [e−(0,05.0,728+ 0,01.0,05.32) ]= 142,3 KN

trecho ABCDEFG: ∑ α = 0,728+ 2. [(0,75 − 0,15)/8]= 0,878 rd
Px (40 m) = 150 [e−(0,05.0,878+ 0,01.0,05.40) ]= 140,7 KN

Diagrama das forças calculadas acima:

31 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

Cálculo do alongamento teórico
1 [á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎𝑔𝑟𝑎𝑚𝑎 ] 𝝙
l = (𝐸𝑃.𝐴𝑃 ). 𝐸𝑃

. 𝐴𝑃 = 200. 106 KPa.1.1.10−4 m²= 200 . 102 KN
Comprimento de alongamento = 40 m
150+148,3 148,3+146,2 146,2+145,3 145,3+144,4
Área = ( ) . 8𝑚 + ( ) . 10𝑚 + ( ) . 2𝑚 + ( ) . 2𝑚 +
2 2 2 2
144,4+142,3 142,3+140,7
( ) . 10𝑚 +( ) . 8𝑚 = 5812,2 KNm
2 2 𝝙

l = 5812,2/ (200 . 102 KN) = 0,29 m 𝝙
l = 290 mm; 𝝙l/l= 290/40= 7,25 mm/m

Cálculo das perdas por atrito com traçado misto usando os mesmos dados da viga
acima.

trecho AB: ∑ α = 0
Px (1 m) = 150 [e−(0,05.0+ 0,01.0,05.1) ]= 149,9 KN

trecho ABC: ∑ α = 0+ 2. [(0,75 − 0,15)/7]= 0,171 rd
Px (8 m) = 150 [e−(0,05.0,171+ 0,01.0,05.8) ]= 148,1 KN

trecho ABCD: ∑ α = 0,171+ 2. [(1,5 − 0,3)/10]= 0,41 rd
Px (18 m) = 150 [e−(0,05.0,41+ 0,01.0,05.18) ]= 145,6 KN

trecho ABCDE: ∑ α = 0,41+ 0 = 0,41 rd
Px (20 m) = 150 [e−(0,05.0,41+ 0,01.0,05.20) ]= 145,5 KN

trecho ABCDEF: ∑ α = 0,41+ 0 = 0,41 rd
Px (22 m) = 150 [e−(0,05.0,41+ 0,01.0,05.22) ]= 145,35 KN

32 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

trecho ABCDEFG: ∑ α = 0,41+ 2. [(1,5 − 0,3)/10]= 0,6488 rd
Px (32 m) = 150 [e−(0,05.0,6488+ 0,01.0,05.32) ]= 142,9 KN

trecho ABCDEFGH: ∑ α = 0,648+ 2. [(0,75 − 0,015)/7] = 0,820 rd
Px (39 m) = 150 [e−(0,05.0,820+ 0,01.0,05.39) ]= 141,2 KN

trecho ABCDEFGHI: ∑ α = 0,820+ 0 = 0,820 rd
Px (40 m) = 150 [e−(0,05.0,820+ 0,01.0,05.40) ]= 141,1 KN

Diagrama das forças calculadas:

Cálculo do alongamento teórico
1 [á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎𝑔𝑟𝑎𝑚𝑎 ] 𝝙
l = (𝐸𝑃.𝐴𝑃 ). 𝐸𝑃

. 𝐴𝑃 = 200. 106 KPa.1.1.10−4 m²= 200 . 102 KN
Comprimento de alongamento = 40 m
150+149,9 149,9+148,1 148,1+145,6 145,6+145,5
Área = ( ) . 1𝑚 + ( ) . 7𝑚 + ( ) . 10𝑚 + ( ) . 2𝑚
2 2 2 2
145,5+145,3 145,3+142,9 142,9+141,2 141,2+141,1
( ) . 2𝑚 + ( ) . 10𝑚 + ( ) . 7𝑚 + ( ) . 1𝑚 = 5819,85
2 2 2 2

KNm 𝝙
l = 5819,85/ (200 . 102 KN) = 0,291 m 𝝙
l = 291 mm; 𝝙l/l= 291/40= 7,275 mm/m

33 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

Pré-liminares por balanceamento de cargas.
Dados:
25 𝐾𝑁
h = 20 cm; bw = 700 cm; peso específico do concreto =
𝑚³

Balançar 80% do peso próprio.
No geral costuma equilibrar o peso próprio mais 10% das cargas totais.
Para carga concentrada P = QL/4f

cs

x1 x2 x3

d2
d1

a1 b1 ci b2 a2

L1 = 7 m L2 = 9 m L3 = 10 m L4 = 9 m

cs= cobrimento superior; ci= cobrimento inferior (valor adotado 4 cm)
X1, X2 e X3, distância de ancoragem dos cabos adicionais. (valores adotados 0,20.L)

Tramo L1
ℎ 20
𝑑1 = - 𝑐𝑖 = −4 = 6 cm
2 2

𝑑2 = ℎ − 𝑐𝑖 − 𝑐𝑠 = 20 cm – 4cm -4cm= 12 cm
𝑑1 1/2 𝑑1 1/2
𝑎1 = {[ ] / [1 + ( ) ]} ∗ 𝐿1
𝑑2 𝑑2

6 1/2 6 1/2
𝑎1 = {[ ] / [1 + ( ) ]} ∗ 700
12 12
𝑎1 = 290cm
𝑏1 = 𝐿1− 𝑎1
𝑏1 = 700 − 290 = 410 cm
𝑑1
𝑤𝑏/𝑐𝑜𝑟𝑑𝑜𝑎𝑙ℎ𝑎 = 2 ∗ 𝑃 ∗
𝑎1 2
0,06𝑚
𝑤𝑏/𝑐𝑜𝑟𝑑𝑜𝑎𝑙ℎ𝑎 = 2 ∗ 120𝐾𝑁 ∗ = 1,71KN/m
2,9𝑚2

Número de cordoalhas = peso próprio/ 𝑤𝑏
25𝐾𝑁
Número de cordoalhas = 0,20m. . 7m . 0,8
𝑚3

34 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

25𝐾𝑁 1,71𝐾𝑁
{0,20𝑚. . 7𝑚. 0,8} / { } = 16,4  Adotado 16 cordoalhas
𝑚³ 𝑚

Reação no apoio A= 16*1,71*2,90= 79,34 KN
Reação no apoio B = 16*1,71*4,10= 112,176 KN
Força de levantamento = 16*1,71*7= 191,52 KN

Tramo L2
𝑑2 𝑤𝑏
/𝑐𝑜𝑟𝑑𝑜𝑎𝑙ℎ𝑎 = 8 ∗ 𝑃 ∗
𝐿2 2
0,12𝑚 𝑤𝑏
/𝑐𝑜𝑟𝑑𝑜𝑎𝑙ℎ𝑎 = 8 ∗ 120𝐾𝑁 ∗ = 1,42 KN/m (L2)
9𝑚2

Número de cordoalhas = peso próprio/ 𝑤𝑏
25𝐾𝑁 1,42𝐾𝑁
{0,20𝑚. . 7𝑚. 0,8} / { } = 19,7  Adotado 20 cordoalhas
𝑚³ 𝑚

Reação no apoio B = 20*1,42*4,5= 127,80 KN
Reação no apoio C = 20*1,42*4,5= 127,80 KN
Força de levantamento = 20*1,42*9= 255,60 KN
Cordoalhas que nascem
𝑑
2∗𝑃∗ 22 𝑤𝑏
/ 𝑐𝑜𝑟𝑑𝑜𝑎𝑙ℎ𝑎 = ( ) = 29,4 KN/m
𝑥1 2

Reação em B = 41,6 KN

Tramo L3
𝑑2 𝑤𝑏
/𝑐𝑜𝑟𝑑𝑜𝑎𝑙ℎ𝑎 = 8 ∗ 𝑃 ∗
𝐿3 2
0,12𝑚 𝑤𝑏
/𝑐𝑜𝑟𝑑𝑜𝑎𝑙ℎ𝑎 = 8 ∗ 120𝐾𝑁 ∗ = 1,15KN/m
10𝑚2

Número de cordoalhas = peso próprio/ 𝑤𝑏
25𝐾𝑁 1,15𝐾𝑁
{0,20𝑚. . 7𝑚. 0,8} / { } = 24,3  Adotado 24 cordoalhas
𝑚³ 𝑚

Reação nos apoios C e D = 24*1,15*5= 138 KN
Força de levantamento = 24*1,15*10= 276 KN
Cordoalhas que nascem
𝑑
2∗𝑃∗ 22 𝑤𝑏
/ 𝑐𝑜𝑟𝑑𝑜𝑎𝑙ℎ𝑎 = ( ) = 17,80 KN/m
𝑥2 2

Reação em B = 32 KN

Tramo L4 análogo à L1
ℎ 20 𝑑
1 = - 𝑐𝑖 = −4 = 6 cm
2 2 𝑑

2 = ℎ − 𝑐𝑖 − 𝑐𝑠 = 20 cm – 4cm -4cm= 12 cm

35 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

𝑑1 1/2 𝑑1 1/2 𝑎
2 = {[ ] / [1 + ( ) ]} ∗ 𝐿4
𝑑2 𝑑2

6 1/2 6 1/2 𝑎
2 = {[ ] / [1 + ( ) ]} ∗ 900
12 12 𝑎
2 = 373cm 𝑏
2 = 𝐿4− 𝑎2 𝑏
2 = 900 − 373 = 527 cm
𝑑1 𝑤𝑏
/𝑐𝑜𝑟𝑑𝑜𝑎𝑙ℎ𝑎 = 2 ∗ 𝑃 ∗
𝑎2 2
0,06𝑚 𝑤𝑏
/𝑐𝑜𝑟𝑑𝑜𝑎𝑙ℎ𝑎 = 2 ∗ 120𝐾𝑁 ∗ = 1,03KN/m
3,73𝑚2

Número de cordoalhas = peso próprio/ 𝑤𝑏
25𝐾𝑁 1,03𝐾𝑁
{0,20𝑚. . 7𝑚. 0,8} / { } = 27,1  Adotado 27 cordoalhas
𝑚³ 𝑚

Reação no apoio D = 27*1,03*5,27= 146,56 KN
Reação no apoio E = 27*1,03*3,73= 103,73 KN
Força de levantamento = 27*1,03*9= 250,29 KN
Cordoalhas que nascem
𝑑
2∗𝑃∗ 22 𝑤𝑏
/ 𝑐𝑜𝑟𝑑𝑜𝑎𝑙ℎ𝑎 = ( ) = 10,80 KN/m
𝑥3 2

Reação em D = 21,6 KN

Verificar o somatório das reações.
-79,34 KN - 112,176 KN + 191,52 KN –(2*127,80 KN) + 255,60 KN +41,6 KN – (29,4
KN/m*1,4) – (2*138 KN) + 276 + 32 KN – (1,8*17,80KN/m) -146,56 KN-103,73
KN+250,29 KN+21,6 KN-(2*10,80 KN/m) = 0 OK!!!

5.2. Exemplos de dimensionamento
Dimensionar a viga a seguir usando cordoalha engraxada e depois usando
cordoalhas aderentes, realizar as verificações de serviço e depois a verificação na
ruptura.
Dados da seção
Área = 0,30 m²; wi= ws = 0,05 m³
Concreto C40
Aço CP 190 RB ½”
Aço CA 50

36 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

Caso 1

Pré-dimensionamento da armadura ativa

Primeiro caso: e = 40 cm 𝑀𝑔
+ 𝑀𝑞+ = 797,36 KN.m
Tensões devido ao momento das cargas “g e q”
797,36 𝜎𝑖
= = 15947,2 KN/m²
0,05
797,36 𝜎𝑠
=- = -15947,2 KN/m²
0,05

Condição de tensão nula na fibra inferior;
𝑁𝑃 0,40. 797,36
− - 𝑁 + ≤0 𝑁𝑃 ≥ 1407 𝐾𝑁
0,3 0,05 𝑃 0,05

Condição de tensão de compressão ≤ 0,60. . 𝑓𝑐𝑘 fibra superior;
−1407 0,40.1407 797,36 𝜎𝑠
= + – = - 9,4 KN/m²
0,30 0,05 0,05

- 9,4 KN/m² ≤ 0,60. . 40000 OK!!

Caso 2

37 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

Condição de tensão tração inferior ≤ 3684 KN/m²
𝑁𝑃 0,40. 961
− - 𝑁 + ≤ 3648 𝑁𝑃 ≥ 1374 𝐾𝑁
0,3 0,05 𝑃 0,05

Condição de tensão de compressão ≤ 0,70. . 𝑓𝑐𝑘 fibra superior;
−1374 0,40.1374 961 𝜎𝑠
= + – = - 12,1 KN/m²
0,30 0,05 0,05

- 12,1 KN/m² ≤ 0,70. . 40000 OK!!

Caso 3

Condição de tensão compressão borda inferior ≤ - 19600 KN/m²
𝑁𝑃 0,40. 415
− - 𝑁 + ≥ −19600 𝑁𝑃 ≤ 2462 KN/m²
0,3 0,05 𝑃 0,05

Condição de tensão de tração borda superior ≤ 3319 KN/m²
𝑁𝑃 0,40. 415
− + 𝑁 − ≤ 3319 𝑁𝑃 ≤ 2488 𝐾𝑁
0,3 0,05 𝑃 0,05

Verificação à ruptura

38 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

(adaptado de Alexandre Emerick)

(adaptado de Alexandre Emerick)

39 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

Roteiro para verificação à ruptura por flexão da viga acima com protensão aderente.
 Calcular a posição da linha neutra a partir da equação de equilíbrio
Md= 𝑹𝒄𝒄 .𝒁𝟏 = 0,8x.b.0,85fcd.(dp-0,4x)
134500= 𝑹𝒄𝒄 .𝒁𝟏 = 0,8x.30.0,85400/1,4.(90-0,4x)
X= 29,5 cm
 Valor de cálculo da protensão
Pd= γP.P∞
Pd= 1*16000*9
Pd= 144000 Kgf/m
 Calcular alpha “P”
𝞪p = Ep/EC
𝞪p = 196/30,1
𝞪p = 6,5
 Calcular tensão σcp
Pd/bh+(12.Pd.ep^2)/(bh^3)
144000/30*100+(12.144000.40^2)/((30*100)^3)
48,10 Kgf/cm²
 Calcular a força de neutralização Pn. Força fictícia que anulas as tensões no
concreto na altura do CG da armadura.
Pn= Pd+𝞪p.Ap.IσcpI
Pn= 144000 +6,5.12,6.48,10
147940 Kgf/m
 Calcular a pré-deformação ou pré-alongamento da armadura (e𝑃𝑛 )
𝑷𝒏
𝜺𝑷𝒏 = = (147940)/ (12,6*196) = 59,90/10= 5,99/1000
𝑨𝒑. 𝑬𝒑

 Deformação do aço relacionada à deformação do concreto (𝜀𝑝 )
𝟑,𝟓 𝒅𝒑−𝟑,𝟓
𝜺𝒑 = * = (3,5/29,5)*90-3,5 = 7,17/1000
𝒙 𝟏𝟎𝟎𝟎

 Deformação total do aço (𝜀𝑝𝑡 )
𝜺𝒑𝒕= 𝜺𝒑 +𝜺𝒑𝒏
𝟓, 𝟗𝟗 + 𝟕, 𝟏𝟕= 13,16/1000
 Tensão na armadura protendida (𝜎𝑝 ) valores extraídos do gráfico acima
𝝈𝒑 𝟏
= *13,16+0,760= 0,79
𝒇𝒑𝒕𝒌 𝟒𝟓𝟔

𝝈𝒑 = 0,79*(19000/0,98) = 15316 Kgf/cm²
 Calcular a tensão de cálculo no aço de protensão (σpd)
σpd = σp/γs sendo γs= 1,15
15316/1,15= 13318 Kgf/cm²

40 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

 Calcular a resultante de compressão no concreto (Rcc)
Rcc = 0,8x.b.0,85.fcd
0,8*29,5*30*0,85*400/1,4 = 171943 kgf
 Calcular a resultante de tração na armadura de protensão (Rpt)
Rpt = σpd.Ap
13318*12,6 = 167807 Kgf

Verificar se a seção está em equilíbrio, ou seja, Rpt deve ser igual a Rcc.
Caso não esteja prosseguir para o tópico seguinte.
Rpt < Rcc, portanto devemos adicionar armadura passiva.
 Impor condição de equilíbrio
Rst = Rcc – Rpt
171943-167807= 4136 Kgf
 Calcular a armadura frouxa necessária
As = 4136/4348 = 0,90 cm²
Obs.: teoricamente não haveria a necessidade de armadura frouxa.

Roteiro para verificação à ruptura por flexão da viga acima com protensão não
aderente.
 Calcular a posição da linha neutra a partir da equação de equilíbrio
Md= 𝑹𝒄𝒄 .𝒁𝟏 = 0,8x.b.0,85fcd.(dp-0,4x)
134500= 𝑹𝒄𝒄 .𝒁𝟏 = 0,8x.30.0,85400/1,4.(90-0,4x)
X= 29,5 cm
 Valor de cálculo da protensão
Pd= γP.P∞
Pd= 1*16000*9
Pd= 144000 Kgf/m
 Calcular alpha “P”
𝞪p = Ep/EC
𝞪p = 196/30,1
𝞪p = 6,5
 Calcular tensão σcp
Pd/bh+(12.Pd.ep^2)/(bh^3)
144000/30*100+(12.144000.40^2)/((30*100)^3)
48,10 Kgf/cm²

41 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

 Calcular a força de neutralização Pn. Força fictícia que anulas as tensões no
concreto na altura do CG da armadura.
Pn= Pd+𝞪p.Ap.IσcpI
Pn= 144000 +6,5.12,6.48,10
147940 Kgf/m
 Calcular a tensão de neutralização (σpn)
σpn= Pn/Ap
147940/12,6 = 11741 Kgf/cm² ou 1174,1 MPa
 Calcular a taxa geométrica de protensão ( 𝜌𝑝 )
𝝆𝒑 = Ap/bd
12,6/30*100*100= 0,42%
 Calcular a tensão no aço de protensão (σp)
σp= σpn + 700 + fck/100𝝆𝒑 ≤ σpe + 4200 ≤ fpyk, para relação L/altura ≤ 35
σp= σpn + 700 + fck/300𝝆𝒑 ≤ σpe + 2000 ≤ fpyk, para relação L/altura ≥ 35
11741+700+(400*100*0,0042)= 13393Kgf/cm² ou 1339,3 MPa
 Calcular a tensão de cálculo no aço de protensão (σpd)
σpd = σp/γs sendo γs= 1,15
13393/1,15 = 11646 Kgf/cm² ou 1164,6 Mpa
 Calcular a resultante de compressão no concreto (Rcc)
Rcc = 0,8x.b.0,85.fcd
0,8*29,5*30*0,85*400/1,4 = 171943 kgf
 Calcular a resultante de tração na armadura de protensão (Rpt)
Rpt = σpd.Ap
11646*12,6 = 146740 Kgf

Verificar se a seção está em equilíbrio, ou seja, Rpt deve ser igual a Rcc. Caso
não esteja prosseguir para o tópico seguinte.
Rcc > Rpt, portanto necessita armadura frouxa.
 Impor condição de equilíbrio
Rst = Rcc – Rpt
171943-146740= 25203 Kgf
 Calcular a armadura frouxa necessária
As = Rst/fyd
25203/4348= 5,8 cm² adotar 3Ø16m

42 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

Exemplo de dimensionamento de protensão admitindo os dados a seguir:
Laje de um edifício residencial
Localização urbana
Carga acidental de 1,5 KN/m² NBR 6120
Carga de revestimento 1,2 KN/m²
Cargas de paredes 2,18 KN/m²
CAA II
Cordoalha engraxada ½” CP 190 RB
Concreto C30 com relação a/c ≤ 0,55
Cobrimentos, inferior e superior 30 mm
Protensão limitada Nível 2 – tabela 13.4 NBR 6118:2014
Verificar ELS-F combinação frequente – tabela 13.4 NBR 6118:2014
Combinação frequente /Ψ1=0,4- tabela 11.2 NBR 6118:2014

Classe de agressividade ambiental (CAA) de acordo com a (NBR 6118:2014)

43 SUMÁRIO
CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

Requisitos para a qualidade do concreto de acordo com a classe de agressividade
ambiental (CAA) – (NBR 6118:2014)

Prefixo “a” informa que tanto para CP quanto para CA, o concreto empregado deve
cumprir os requisitos da NBR 12655.

Proteção das armaduras de acordo com a classe de agressividade ambiental (CAA)
(NBR 6118:2014)

44 SUMÁRIO
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Nível de Protensão de acordo com a classe de agressividade ambiental (CAA)
(NBR 6118:2014)

45 SUMÁRIO
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Combinações de serviço (NBR 6118:2014)

46 SUMÁRIO
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Combinações últimas (NBR 6118:2014)

47 SUMÁRIO
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Coeficientes de ponderação das ações (NBR 6118:2014)

48 SUMÁRIO
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Dados da seção
Bw= 800 cm ou 8 m
Seção transversal = 8*0,20m =1,60 m²
h=20 cm; wi=ws= 0,053 m³
Cargas atuantes
Peso próprio = 25KN/m³*0,20m*8 m = 40 KN/m
Revestimento + paredes = (2,18 KN/m²+1,2 KN/m²)*8m= 27 KN/m
Carga acidental = 1,5 KN/m²*8 m= 12 KN/m

Critério 1 – Método: Balanceamento de cargas
Balançar peso próprio + 15 % das paredes mais revestimento e 10 % da acidental.
Flecha = 0,06 m
C= (0,707/1,707)*9 = 3,73 m
Wb à equilibrar= 40KN/m + (0,15*27+0,10*12)= 45,25 KN/m
P =(45,25 KN/m*3,73² m)/(2*0,06) = 5246KN/120KN= 44 cordoalhas

Momento positivo combinação frequente

Critério 2 – Método: Resistência dos materiais
Segunda opção pela resistência dos materiais.
Para o momento positivo
(-P/1,60)- (P0,06/0,053)+(356/0,053) ≤ 3041
P ≥ 2100 KN = 18 cordoalhas

49 SUMÁRIO
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Momento negativo combinação frequente

Para o momento negativo
(-P/1,60)- (P *0,06/0,053)+(580/0,053) ≤ 3041
P ≥ 4503 KN = 38 cordoalhas
Adotaremos 44 cordoalhas pelo balanceamento de cargas.
Análise da borda inferior no vão combinação frequente
(-5280/1,6) – ((5280*0,06)/0,053))+(354/0,053)= - 2598 KN/m² = -2,6 MPa OK!
Análise da borda superior no vão combinação frequente
(-5280/1,6) +((5280*0,06)/0,053))-(354/0,053)= - 4000 KN/m² = -4 MPa OK!

Análise no ato da protensão
Momento negativo (PP)

50 SUMÁRIO
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Momento positivo (PP)

Análise da borda inferior no meio do vão somente PP
(-5280/1,6) – ((5280*0,06)/0,053))+(196,5/0,053)= -5569N/m² < -12,6 MPa OK!
Análise da borda superior no meio do vão somente PP
(-5280/1,6) + ((5280*0,06)/0,053))-(196,5/0,053)= -1030,5N/m² < -12,6 MPa OK!

Tensões limites no concreto imediatamente após a aplicação da Protensão de acordo
com o ACI

Compressão nas regiões de momentos negativos = 0,40*𝑓𝑐𝑘𝑗 = 0,40*0,70*30= 8,4
MPa = 8400KN/m²
Compressão nas regiões de momentos positivos = 0,60*𝑓𝑐𝑘𝑗 = 0,60*0,70*30= 12,6
MPa = 1260
KN/m²
Tração com armadura passiva = 0,50*√𝑓𝑐𝑡𝑘 = 0,50*√0,7 ∗ 30 = 2,3 MPa = 2300KN/m²

Verificação na ruptura
Momento último positivo

51 SUMÁRIO
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 Calcular a posição da linha neutra a partir da equação de equilíbrio
Md= 𝑹𝒄𝒄 .𝒁𝟏 = 0,8x.b.0,85fcd.(dp-0,4x)
5490000= 0,80x*800*0,85*300/1,4*(16-0,4x)= 3,20 cm

 Valor de cálculo da protensão
Pd= γP.P∞
1*(12000*44)= 528000 Kgf/m

 Calcular alpha “P”
𝞪p = Ep/EC
196/27,6= 7,10

 Calcular tensão cp
Pd/bh+(12.Pd.ep^2)/(bh^3)
528000/800*20+(12*528000*6^2)/(800*20^3)
68,64 Kgf/cm2

 Calcular a força de neutralização Pn
Pn= Pd+𝞪p.Ap.IσcpI
528000+7,10*44*68,64= 549443 Kgf/m

 Calcular a tensão de neutralização (σpn)
σpn= Pn/Ap
549443/44 = 12487 Kgf/cm²

 Calcular a taxa geométrica de protensão ( 𝜌𝑝 )
𝝆𝒑 = Ap/bd
44/(800*20)= 0,275%

 Calcular a tensão no aço de protensão (σp)
σp= σpn + 700 + fck/100𝝆𝒑 ≤ σpe + 4200 ≤ fpyk, para relação L/altura ≤ 35
σp= σpn + 700 + fck/300𝝆𝒑 ≤ σpe + 2000 ≤ fpyk, para relação L/altura ≥ 35
12487+700+((300/(300*0,00275)= 13551 kgf/cm²

52 SUMÁRIO
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 Calcular a tensão de cálculo no aço de protensão (σpd)
σpd = σp/γs sendo γs= 1,15
13551/1,15 = 11783 Kgf/cm²

 Calcular a resultante de compressão no concreto (Rcc)
Rcc = 0,8x.b.0,85.fcd
0,80*3,20*800*0,85*(300/1,4)= 373028,6 Kgf

 Calcular a resultante de tração na armadura de protensão (Rpt)
Rpt = σpd.Ap
11783*44= 518452
Rpt > Rcc Não há necessidade de armadura frouxa!

Verificar se a seção está em equilíbrio, ou seja, Rpt deve ser igual a Rcc.
Caso não esteja prosseguir para o tópico seguinte.

 Impor condição de equilíbrio
Rst = Rcc – Rpt

 Calcular a armadura frouxa necessária
As = Rst/f

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6. REFERÊNCIAS:

Gráficos E.L.U – Alexandre Emerick

Estruturas de concreto protendido – Roberto Chust Carvalho

Concreto protendido Teoria e Prática – Luiz Cholfe & Luciana Bonilha

Post-tensioned Buildings design and Construction – Bijan O. Aalami

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