Movimento “Minha Família é Cristã e não vota no PT”.

(1ª Parte)
Em 26 de março do corrente ano, antecipamos à sociedade sergipana no artigo “O Voto do Cristão no contexto ideológico das eleições de 2010” que as eleições deste ano teriam um viés ideológico jamais visto antes, isso como resultado das políticas anticristãs e dos desmandos morais e éticos da chamada Era Lula. Assim, como dissemos lá atrás: “Nunca na história deste país” – parafraseando o Presidente – os cristãos e suas igrejas foram tão atacados em seus valores e dignidade. “Nunca na história deste país”, os valores cristãos foram tão depreciados, estigmatizados e estereotipados. “Nunca na história deste país”, a liberdade religiosa, de expressão e de culto estiveram tão ameaçadas. Mais que isso, “Nunca na história deste país”, as liberdades civis fundamentais – como a liberdade de imprensa, de comunicação, de expressão intelectual – estiveram tão ameaçadas de “capitis diminutio” e os valores éticos foram tão assolapados com incomensuráveis escândalos públicos de corrupção. Para demonstrar e provar, objetivamente, essas nossas teses, publicamos uma série de artigos, também aqui neste periódico, intitulada: “O Cristianismo na Era do Estado do PT e do Governo Lula (2003-2010): Uma análise reflexiva do processo de desconstrução dos preceitos e conceitos do ‘logos’ e do ‘ethos’ Cristão empreendido pelas políticas públicas do PT e do Governo Lula”. E a síntese desses artigos foi: os valores absolutos do cristianismo não se coadunam com a grande maioria das políticas, programas e projetos da plataforma governamental do PT. Por quê? Porque como explicado nesta mesma série de artigos: em termos teórico-conceituais, a “Revolução Iluminista” do Estado do PT e do Governo Lula para o nosso país consistiu – e consiste agora com a candidatura de Dilma Rousseff – na formação de um Brasil laico, anticristão, a(i)moral, corrupto (onde os fins justificam os meios), adepto de uma democracia populista do tipo ditatorial-plebiscitária, onde a “sociedade” é menos importante que o “movimento social”, de tal modo que a maioria do ser social – suas crenças, valores e convicções cristãs – é subjugada pelas políticas ditatoriais de uma minoria, engajada e abertamente, anticristã. Neste segundo turno das eleições presidenciais, preocupados com a forte reação da sociedade brasileira – que é eminentemente cristã – o PT e sua candidata já começaram a usar uma tática recorrente em sua atuação política, especialmente, quando olhamos os vários escândalos de corrupção surgidos, desde o mensalão até as violações dos sigilos fiscais dos membros do PSDB: a dissimulação, a mentira e a tentativa de intimidação. Porque não sabem conviver, no jogo democrático, com idéias contrárias às suas. A idéia deles é destruir, ou como disse o Presidente Lula sobre o DEM, extirpar os partidos e movimentos de oposição. Com esta mesma “fúria” partidária, estão tentando calar a voz de homens de reputação ilibada como o Pe. José Augusto, da Canção Nova, e do Pr. Paschoal Piragine, da Igreja Batista, simplesmente por terem denunciado as verdades que agora os petistas querem esconder da sociedade para serem reeleitos, custe o que custar: trata-se de um partido pró-aborto, pró-homossexualismo e anticristão, como bem afirmaram o padre e o pastor.

Pensando nisso, para que a sociedade não seja enganada com mentiras e discursos convenientes e oportunistas “de última hora”, passo a reapresentar VERDADES inelutáveis sobre o PT: 1º) O PT é um partido abortista: vejam os documentos “Plano Nacional de Políticas para Mulheres” (http://200.130.7.5/spmu/docs/PNPM.pdf), “Plano Nacional de Direitos Humanos” (http://portal.mj.gob.br/sedh/pndh3/pndh3.pdf), “Resoluções do 3º Congresso do PT” (http://www.pt.org.br/) e o importante documento – chamado de Consenso de Brasília – onde o Governo Federal assume, em julho deste ano, diante da ONU (CEPAL) o compromisso de liberalização do aborto (http://www.eclac.cl/mujer/conferencia/doc/ConsensoBrasilia-portugues.pdf). Por fim, o Projeto de Lei, PL 1135/91, de autoria do PT, que prevê a descriminalização e legalização do aborto, sem restrições! 2º) O PT é um partido que promove o homossexualismo e, por assim ser, quer colocar na cadeia qualquer padre ou pastor que pregue que as práticas homossexuais são pecados contra Deus: Vejam o teor do PL 122/2006, que tramita no Senado Federal, da relatoria da senadora Fátima Cleide, do PT-RO, que, inclusive, não foi reeleita agora. 3º) O PT é um partido que promove valores contra a Família cristã, inclusive, agora, com a chamada Lei da palmada, querem impedir os pais de terem o direito de educar os seus filhos: neste sentido, por exemplo (porque não dá para publicar os inúmeros projetos petistas), vejam o PL 2285/2007 (o Estatuto das “Famílias”), o PL 2.654/03, as recentes leis que banalizam o divórcio e etc. 4º) O PT é um partido que quer controlar a vida das pessoas, das instituições, formando assim um Estado Totalitário e Anticristão: vejam o PNDH-3, D. Presidencial nº 7.037/2009, o PL para controle da internet (http://culturadigital.br/marcocivil/), o PL 213/2003 (Estatuto da “Igualdade” Racial), onde se tenta privilegiar categorias de cidadãos, como é o caso do sistema de cotas das universidades, entre outros. Por essas razões ideológicas, amplamente documentadas, proponho ao segmento cristão um engajamento eleitoral no sentido de tentar impedir que no nosso país, nos próximos quatro anos, as nossas liberdades civis fundamentais – especialmente a liberdade religiosa e de culto, e os valores da Vida e da Família – sejam cerceadas por um partido que é abertamente anticristão. Assim, independentemente de nomes de pessoas – porque, como já expliquei, a partir da Resolução 22.733/2008 do TSE, não votamos mais em candidatos, mas em partidos políticos – está lançado o Movimento suprapartidário Minha Família é Cristã e não vota no PT.

Uziel Santana dos Santos
[Professor da UFS, Advogado, Mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e Doutorando em Direito pela Universidad de Buenos Aires] http://www.uzielsantana.pro.br - e-mail: ussant@ufs.br Artigo publicado no Jornal Correio de Sergipe em 10 de outubro de 2010.

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