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GGuui ai a C u r s o B á s i c o d e

A ero gr afia
História da
aerografia
Aerógrafo
Compressor
Materiais
Contraste
Metais
Preparo de
superfície

Desenvolvido pelos professores da ESA Escola Studio de Artes


GUIA CURSOS DE ARTE
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Guia Curso Básico de
A ero gr afia
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

G971

Guia curso básico de desenho aerografia.- -1. ed. - São Paulo :


OnLine, 2016.
il.

ISBN 978-85-432-1225-8

1. Desenho - Técnica. 2. Manuais, guias etc.


16-36052 CDD: 741.2
CDU: 741.02

06/09/2016 12/09/2016
PRESIDENTE: Paulo Roberto Houch • ASSISTENTE DA PRESIDÊNCIA: Adriana Lima • VICE-PRESIDENTE EDITORIAL: Andrea Calmon (redacao@editoraonline.com.br) • JORNALISTA
RESPONSÁVEL: Andrea Calmon (MTB 47714) • EDITORA: Nome • COORDENADOR DE ARTE: Rubens Martim • GERENTE COMERCIAL: Elaine Houch (elainehouch@editoraonline.com.br) •
SUPERVISOR DE MARKETING: Marcelo Rodrigues • ASSISTENTE DE MARKETING: Nathalia Lima • DIRETORA ADMINISTRATIVA: Jacy Regina Dalle Lucca • COLABORARAM NESTA EDIÇÃO:
PRODUÇÃO: Esa Studio de Artes • DIRETOR EDITORIAL: João Costa • COLABORADORES: DESENHOS: Claudio Assis • TEXTOS: Claudio Assis • DIAGRAMAÇÃO: Claudio Assis • FOTOS: Sandra
Cristina Gomes Magalhães • REVISÃO: Rosa Vitolo • Impresso na ÍNDIA • Distribuição no Brasil por DINAP • GUIA CURSO BÁSICO DE AEROGRAFIA é uma publicação do IBC Instituto Brasileiro de
Cultura Ltda. – Caixa Postal 61085 – CEP 05001-970 – São Paulo – SP – Tel.: (0**11) 3393-7777 • A reprodução total ou parcial desta obra é proibida sem a prévia autorização do editor. Para adquirir com
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Guia Curso Básico de
A ero gr afia
ÍNDICE

+LVWÐULDGDDHURJUDƂD ..........................08

Tipos de aerógrafos ............................10

Compressor: fontes de ar ....................12

Materiais para aerografar .....................16

Como utilizar o seu aerógrafo ...............19

Exercícios de degradê .........................20

Treinando com cubos e cilindros ...........23

Exercicio com cilindro..........................33

6
ÍNDICE

Pressão ideal do aerógrafo...................35

Exercício com natureza ........................41

Exercício de alto contraste ...................47

Exercício com metais ..........................53

Complexidade e determinação..............62

&RQVHOKRVHUHSDVVHVSDUDDHURJUDƂD ....88

Preparo de superfícies .........................96

7
A HISTÓRIA

Como a história da
DHURJUDğDSRGHVHUPDLV
do que imaginamos!
Possivelmente, os primeiros dados sobre a técnica do aerográfo vem dos tempos
pré-históricos. Algumas pinturas rústicas possuem evidências supostamente feitas
através de pigmentos aplicados com cores sobre suas localizações.
Em 1893. Charles Burdick, de nacionalidade britânica, inventou o primeiro aerógra-
fo, mais rudimentar do que o atual, porém com praticamente as mesmas funções.

8
A HISTÓRIA

Burdick era aquarelista, pintor e obcecado pela perfeição da pintura de época. De-
senvolveu e inventou o primeiro aerógrafo, que proporcionava um método rápido e
eficaz para resolver as questões com degradês e sombras.
No início do século XX, a técnica do aerógrafo foi reduzida para retocar fotografias,
embora a partir dos anos trinta algumas obras importantes de nomes como Cassandre,
Bayer, Massaeau, Brodovitch revolucionaram substancialmente a comunicação gráfica.
De todos os sistemas para pintar, o aérografo é, sem dúvida, o mais versátil e o que
permite obter os melhores resultados.
Tornando-se parte da tecnologia da informação mais avançada e muitas vezes criti-
cado por um puritanismo artístico absurdo, muitos artistas e profissionais que utilizam
o método conseguem excelentes resultados através do uso do aerógrafo.

fonte da imagem - https://todoaerografia.wordpress.com/2014/04/19/historia-de-aerografia/

9
AERÓGRAFOS

Tipos de aerógrafos
Existe uma boa variedade de marcas e modelos de aerógrafos disponíveis
no mercado, e os novos modelos são cada vez mais aerodinâmicos e so-
fisticados.
Para seu funcionamento, é necessário uma fonte de ar (um compressor é o
ideal) ligado ao aerógrafo através de uma mangueira. A pistola é alimentada
com ar comprimido e tinta. A tinta é colocada no “copinho” acoplado ao
aerógrafo. Este recipiente para tinta é diferente nos vários modelos, poden-
do ser removível ou fixo, lateral ou acoplado na parte superior da pistola.
A posição dos copos de tinta determina ainda se o aerógrafo é alimentado
pela tinta através de sucção (copo abaixo do bico) ou por gravidade (copo
acima do bico).
Aerógrafo de O AERÓGRAFO PODE SER DE AÇÃO SIMPLES OU DE DUPLA AÇÃO:
dupla ação
No AERÓGRAFO DE AÇÃO SIMPLES, o gatilho quando apertado
libera um jato de tinta de espessura pré-determinada, não per-
mitindo o controle de tamanho do jato.
O único movimento possível nesse gatilho é apertá-lo para bai-
xo. Sua utilização é bem simples e por isso, também limitada.
AERÓGRAFO DE DUPLA AÇÃO - Neste modelo, quando aper-
tado o gatilho, dispara-se apenas o ar, e a medida em que o
gatilho é puxado para trás, é liberada a tinta. A pistola permite
a regulagem da quantidade de tinta que se pretende pulverizar,
podendo produzir traços muito finos ou jatos maiores. É o mo-
delo mais utilizado pelos artistas, uma vez que, sabendo pintar
com o aerógrafo de dupla ação, você está apto a usar qualquer
outro tipo de aerógrafo.
A técnica (e muita prática) permite dimensionar o jato de tinta
Aerógrafo de ação simples

10
AERÓGRAFOS

para que se faça desde traços muito


finos até fundos mais amplos.
AERÓGRAFO DE MISTURA INTER-
NA - é um tipo de pistola em que a
pintura é atomizada dentro da pon-
ta do aerógrafo. É dentro da pistola
que se misturam tinta e ar. Produ-
zem um jato muito suave, imitando
a textura de fotografias. Inicialmen-
te desenvolvidos para trabalhos no
campo de propaganda, hoje muito
usados para acabamento fino, hi-
per-realismo, e onde quer que um
pulverizador macio e delicado seja
requerido.
AEROGRAFO DE MISTURA EXTER-
NA - é um tipo de pistola onde a
pintura é atomizada fora da ponta
do aerógrafo. É fora da pistola que
se misturam tinta e ar. Aqui o re-
sultado da pintura é mais grosso,
ideal para pulverizar grandes áreas
e fundos.

11
COMPRESSOR

Compressor: fonte
GHDUQDDHURJUDğD

12
COMPRESSOR

Usaremos como fonte de ar pressurizado um compressor.


Existem modelos especialmente desenvolvidos para a aerografia que
podem ser encontrados em casas especializadas, mas qualquer com-
pressor de ar pode ser adaptado. Você precisa de um regulador de
ar ligado à saída do compressor. O regulador de ar geralmente está
acompanhado de um filtro, extremamente necessário para retirar a
umidade do ar, e só depois do regulador e do filtro é que vem a man-
gueira fina onde será encaixado o aerógrafo. Escolha um comprimento
que permita uma boa movimentação. Existem modelos de compres-
sores que são silenciosos, ideal para quem pretende trabalhar durante
muitas horas.
Ajuste o regulador da pressão do ar em 25 libras para ilustração e arte
final (essa é a pressão mais adequada para a maioria dos aerógra-
fos), e em no máximo 60 libras para camisetas e pintura automotiva
(verifique a pressão máxima tolerada pelo seu aerógrafo). A pressão
mais baixa causa um jato de tinta irregular produzindo as “gotas”. Já a
pressão muito alta pode causar danos ao aerógrafo.
A Tinta
Assim como os compressores de ar, tam-
bém existem tintas especialmente desen-
volvidas para o trabalho em aerografia,
mas praticamente todas as tintas podem
ser usadas no aerógrafo, apenas tomando-
-se os seguintes cuidados:
Cada superfície a ser pintada necessita de
uma tinta específica - tecido, madeira, me-
tal. Depois de escolhida a tinta adequada
ao trabalho é preciso prepará-la para o
aerógrafo.
Para poder passar livremente pelo aerógrafo,
a tinta deve ter uma textura similar ao leite.
Se a tinta for muito densa, deverá ser feita a
sua diluição utilizando-se o seu próprio sol-
vente até obter-se a densidade desejada.

13
COMPRESSOR

O mesmo solvente deverá ser usado na limpeza da pistola após utilização.


É preferível usar tintas solúveis em água, pois são menos tóxicas.
Escolha locais bem ventilados para pintar e fazer a limpeza do seu equipamento.
Existem dois tipos básicos de tinta para trabalhar:
1- A tinta transparente (por ex. aquarela) que quando aplicada não cobre o fundo, e
sim, se mistura a ele, fazendo com que a cor resultante seja uma mistura entre a cor
aplicada e a cor já existente no fundo. Imagine por exemplo que você vai pintar sobre
um fundo amarelo usando tinta azul. O resultado será verde, que é a mistura dessas
duas cores. A este tipo de tinta chamamos tinta transparente.
2- A tinta opaca (por ex. guache) quando aplicada, cobre o fundo. Imagine o mesmo
procedimento descrito acima agora com a tinta opaca. Se você pintar sobre um fundo
amarelo com a cor azul, o resultado será mesmo a cor azul.
Limpeza
Entre a troca de cores:
Solte ar até que não saia mais nenhuma tinta do aerógrafo.
Use um pano, ou um papel como mata borrão e pulverize
o ar sobre esta superfície para verificar se realmente o ae-
rógrafo já não está mais soltando tinta. Coloque água, ou o
solvente adequado na caneca de tinta e pulverize sobre o
seu mata borrão. Repita o processo até estar seguro de que
não restam mais resíduos de tinta no aerógrafo.
Este procedimento é fundamental quando você faz uma tro-
ca de cor do preto para o branco por exemplo, ou cores
muito mais claras do que a usada antes. Neste caso, você
deve limpar bem a cor anterior antes de continuar o seu
trabalho.
Para uma troca entre cores mais próximas, de vermelho para violeta por exemplo,
uma dica é esvaziar toda a tinta do aerógrafo pulverizando ar sobre o mata borrão e,
em seguida, colocar a nova cor pulverizando sobre um mata borrão até verificar que
a cor expelida não se misture à cor usada anteriormente.
Se você perceber algum acúmulo de tinta na ponta do aerógrafo, ou um súbito en-

14
COMPRESSOR

tupimento, retire a capa protetora do bico e limpe toda tinta com o auxílio dos dedos
(lembrando sempre que a ponta da agulha é bem afiada). Se ainda restarem resíduos
de tinta, será necessário remover a agulha, soltando a rosca da parte posterior do
aerógrafo (esta rosca pode variar nos diferentes modelos de aerógrafos). Retire a
agulha cuidadosamente e gire-a sobre a palma da mão até conseguir remover todo
o residuo de tinta. Não use pano ou papel para este fim, pois a agulha poderá reter
fibras que logo produzirão sujeira no seu trabalho. Se for preciso, molhe a agulha em
água ou solvente. Quando você estiver seguro de que a agulha está bem limpa, re-
coloque-a em seu lugar, pulverize mais alguns jatos de água ou solvente, e recomece
seu trabalho.
Final da seção de trabalho:
Ao terminar seu trabalho, nunca deixe seu aerógrafo
sujo. Limpe-o muito bem e guarde-o imediatamente.
Se você não limpá-lo imediatamente após o uso, no
dia seguinte você terá que trabalhar o dobro antes de
ter o seu equipamento em condições de trabalhar.
Pulverize água ou solvente até não restar mais resídu-
os de tinta em seu aerógrafo.
Retire a agulha, e desmonte o conjunto bico e prote-
tor. Mergulhe o bico em água ou solvente por alguns
minutos, para amolecer a tinta acumulada, em em se-
guida limpe-o até retirar todos os resíduos de tinta que
ainda possam estar acumulados em seu interior. Use
para isso, um pincel bem fino de marta, ou um alfinete, girando cuidadosamente no
interior do bico.
Limpe o corpo do aerógrafo com alfinete, palito de dente, ou uma agulha de aeró-
grafo velha. As vezes será preciso desmontar mais partes do equipamento. Em cada
fabricante, existem diferenças na hora de desmontar o equipamento. Se você acha
que realmente será necessário desmontar todo o seu aerógrafo para limpa-lo, faça-o
com muito cuidado e atenção, para depois poder remontá-lo corretamente. Existem
peças bem pequenas e delicadas, que devem ser manuseadas com extremo cuidado.
Só desmonte todo o aerógrafo, depois de repetir o procedimento de limpeza descrito
acima várias vezes, e ainda notar a presença de sujeira no aerógrafo.

15
MATERIAIS

Materiais para
aerografar
Além do aerógrafo, existe uma grande quantidade de materiais au-
xiliares especialmente indicados para fazer os acabamentos, depen-
dendo da temática selecionada. Vale lembrar que muitos materiais
utilizados em aerografia são utilizados em outras técnicas de pintura.

Tenha sempre a mão dois


01 recipientes para efetuar o seu
trabalho. Um para limpeza
do pincel e o segundo para
dissolver a tinta e aplicar
no recipiente do aerógrafo
quando necessário

O secador de cabelo é ideal


para secagem da tinta após a
aplicação das camadas.
02
Procure não utilizá-lo muito
próximo do papel/máscara
para que o trabalho não seja
agredido pelo excesso
de calor

16
MATERIAIS

Mantenha perto um
03 estilete grande e outro
de alta precisão.
Ambos serão úteis para os
cortes da máscara, sendo
que o de alta precisão será
utilizado para o recorte da
máscara e o outro para cortes
diretos do rolo de máscaras.

Outras coisas serão


indispensáveis em todo o
processo como lápis 2B
04
para rascunho, um bigode
para limpeza de resíduos no
papel e um fita adesiva para
aplicação em momentos
específicos do trabalho.

17
UTILIZAÇÃO

Nunca deixe faltar sua


05 máscara de transferência
de médio TEK.
Sem ela o seu trabalho terá
oscilações no acabamento.

Lápis 2B, uma lapiseira


com grafite azul, uma
borracha branca para
06
acabamentos, um bloco de
layout com pauta, um suporte
de papel higiênico feito com
garrafa pet de 2,5 litros para
limpeza do material

18
UTILIZAÇÃO

Como utilizar o seu


aerógrafo
está entupido ou não chega a um determinado
ponto a pintar.
2 - As tintas devem ser diluídas com o diluente
apropriado. A quantidade de diluente depende
de vários fatores, como o tipo e a marca da tinta
(esmalte ou acrílica), a temperatura, a pressão
de ar utilizada, a espessura da linha e a espes-
sura da camada de tinta a aplicar. A relação típi-
ca de diluente é de 33% (1 medida de diluente
para cada 2 medidas de tinta). Maior porção de
diluente será necessária para trabalhos de linha
mais fina.
Por desconhecimento, muitos cometem erros
3 - É muito importante que a tinta esteja bem
no momento de acionar um aerógrafo, pois o
misturada e que não tenha impurezas que pos-
utilizam com insegurança e sem movimentos
sam obstruir a fina ponteira do aerógrafo.
técnicos para se obter a perfeição que esse
mecanismo proporciona. A chave para trabalhar 4 - Deve-se pintar mantendo uma distância
bem a aerografia é dominar a técnica de pintar constante da peça, sem passagens em arco,
a mão livre. para evitar acumulações de tinta.
Confira algumas dicas para a correta utilização 5 - Uma boa norma é iniciar o movimento e o
do aerógrafo: jato de tinta antes do começo da peça e termi-
ná-los depois de a mesma acabar.
1 - O aerógrafo deve ser empunhado firme-
mente para não escorregar dos dedos durante O movimento deve ser sempre constante: ve-
a utilização. Antes de uma passagem, ensaiar locidades diferentes produzem uma maior ou
várias vezes o movimento a realizar, para evitar menor acumulação de tinta.
que no meio da pintura se descubra que o tubo

19
DEGRADÊ

Exercícios de degradê
com o aerógrafo
Exercícios com degradês requerem destreza e os bons resultados vêm com muito treino.
A pistola agora deve ficar mais longe da superfície do trabalho (cerca de 15cm).
Sobre a folha de papel faça jatos mais longos de um lado para o outro com o mesmo
movimento de “vai-vem” utilizado para o exercício das linhas.
Faça jatos com pouca tinta já que o efeito desejado é um degradê suave que tende
para o transparente.
Nunca se esqueça que com o aerógrafo você sempre poderá adicionar mais tinta,

20
DEGRADÊ

mas não poderá retirar eventuais excessos. Por isso daremos sempre preferência a
jatos suaves, que você pode sobrepor quantas vezes forem necessárias, até obter a
cor desejada.
Teste o jato de tinta, e então espirre levemente na parte superior do papel de um lado
para o outro. Quando este jato de tinta já estiver seco, repita a operação desde o alto
da página para fortalecer a cor na parte superior, e continue até o meio da página para
criar os tons intermediários. Repita esta operação até conseguir um degradê homogê-
neo. Preste atenção para evitar que partículas de tinta se sobressaiam sobre as partes
mais claras do trabalho. O efeito desejado é como o de uma névoa.
Degradê com uma cor
Verifique que na figura abaixo o exemplo do movimento da mão (figuras com a seta
rosa) é representado por uma seta contínua, mas seus movimentos serão sempre
interrompidos a cada ir e vir, como explicado anteriormente.
Repita este exercício até conseguir um degradê suave e homogêneo.
O degradê é uma transição linear entre duas ou mais cores. No primeiro exemplo,
apesar de usarmos apenas uma cor, a transição ocorre entre o azul e o branco. Agora
iremos fazer outro exercício de degradê, com mais de uma cor.
01- Degradê com duas cores

21
DEGRADÊ

Comece com o aerógrafo a cerca de 15cm de distância da folha de papel e, a partir


do canto superior, faça movimentos de um lado para o outro, trabalhando lentamente
até a metade do papel (o mesmo movimento de “vai-vem” do exercício anterior).
Deixe secar, e sobreponha a pintura para fortalecer a cor na parte superior da folha,
começando novamente os movimentos no alto e descendo até conseguir uma tran-
sição linear da cor de tons mais escuros para tons mais claros.
Troque a tinta do seu aerógrafo. No exemplo estamos trabalhando com verde e amarelo.

22
EXERCÍCIO CUBO

Treinando com
cubos e cilindros
Formas geométricas tridimensionais - introdução aos efeitos de luz e sombra
A aerografia permite tornar estas formas tridimensionais com os efeitos de luz e sombra criados através de
seus jatos de tinta. No processo de aerografia a utilização de máscaras é muito importante para o desen-
volvimento perfeito da sua arte.
O cubo e o cilindro são de dificuldade média. Realize o corte com a precisão adequada para ter maior efici-
ência na área que está trabalhando.

Faça um esboço Limpe o desenho


01 em uma folha 02 em uma mesa de luz
de papel layout utilizando a folha que
margeado com pretende fazer o seu
traços finos. exercício, neste caso
Neste passo utilizamos o papel
procure deixar o opaline 180gr
esboço o mais
perfeito possível.

Após passar o Descole a máscara


03 desenho na mesa 04 apoiando com
de luz, preenda os dedos nas
o mesmo na extremidades, por se
parte superior e tratar de uma mascara
inferior em uma de baixo TEK a mesma
posição adequada pode ser colada e
para aplicação descolada várias vezes
da máscara

23
EXERCÍCIO CUBO

Não jogue fora o papel de aderência da máscara,


05 cole com uma fita na lateral da mesa pois você
precisará do mesmo para aplicar os recortes

Com um estilete de alta precisão, tente colocar


somente força para cortar a máscara sem agredir
ou cortar o papel.
06

“DICA: A máscara para aerografia não pode ser encontrada em papelarias


de material técnico. Em São Paulo, pode ser encontrada na Galeria
24 de maio em lojas de serigrafia e é conhecida como MÁSCARA DE
TRANSFERÊNCIA DE MÉDIO TEK. Esta máscara é utilizada para aplicação
de banner de recorte em lojas de sign”

24
EXERCÍCIO CUBO

Após recortar a máscara em toda extremidade


do desenho tire a máscara da primeira parte que
07 irá fazer a primeira aplicação.

O papel de aderência que foi colado ao lado de


sua mesa servirá como apoio para aplicar os
recortes que forem tirados. Desta forma você 08
evitará que o mesmo retenha resíduos de poeira

Feito o recorte de toda a extremidade do


desenho é hora de preparar a tinta. Sempre
09 faça a tinta após fazer o recorte no desenho
isto evitará que a tinta engrosse evitando
entupimento no aerógrafo

25
EXERCÍCIO CUBO

Procure fazer uma quantidade de tinta específica


para cobrir toda a área que será pintada. Muitas
10 vezes quando falta tinta o trabalho fica com
linhas variadas de tons, isto prejudica a qualidade
final do trabalho

Quando iniciar a aplicação de cor lembre-se


das dicas que foram passadas nas páginas
anteriores. Aqueles são passos importantes para 11
maior domínio do aerógrafo

Tente manter o movimento de aplicação de tinta


12 sempre no mesmo ângulo, isto facilitará a melhor
cobertura da área de aplicação

26
EXERCÍCIO CUBO

Outro ponto importante é buscar um ângulo


adequado para segurar o aerógrafo, deve-se ter
13 o cuidado de não inclinar muito o equipamento
para que a tinta não caia sobre o trabalho
enquanto movimenta o aerógrafo

Após terminar a aplicação de cor na área


pegue o recorte da máscara no papel de
aderência e reaplique no local pintado
14

O próximo passo é tirar a máscara da segunda


15 parte do seu desenho, utilizando o mesmo
processo do primeiro movimento.

27
EXERCÍCIO CUBO

Como estamos utilizando o amarelo como


referência iremos escurecer os tons acima com
16 o vermelho proporcionando um tom
mais alaranjado

Feito a cor lave o seu aerógrafo tirando o


excesso da tinta amarela e na sequêcia coloque
a cor acima no aerógrafo. Perceba que o 17
interessante é deixar o primeiro tom guardado
caso precise de retoque

Ao iniciar a aplicação de cor tente manter o


mesmo movimento na aplicação cobrindo a
18 segunda parte com a mesma qualidade da
primeira, tente não deixar falhas nas passagens
da cor aplicada

28
EXERCÍCIO CUBO

Perceba que nesta aplicação procuramos


deixar um ponto de luz, neste exercício isto é
19 importante treinar você será benefíciado em
trabalhos mais complexos. Isto ajuda a entender
pontos de luz e sombra.

Após terminar a aplicação de cor na segunda


área utilize o mesmo procedimento, pegue o
recorte da máscara no papel de aderência e 20
reaplique no local pintado

Como feito no passo anterior suba mais um tom


de sua cor acrescentando um pouco mais de
21 vermelho com um pouco de azul da prússia para
ter um vermelho mais quente. Feito isso comece
aplicar na terceira área do desenho.

29
EXERCÍCIO CUBO

Neste passo perceba que fizemos a aplicação


na 3 parte do desenho utilizando um maior
22 contraste, e já estamos aplicando uma sombra
na base inferior seguindo o passo a passo das
dicas utilizadas anteriormente.

Feita a pintura da parte 3 do desenho e a


sombra abaixo, começamos a aplicar um tom de
azul ao redor da arte dando uma maior estrutura 23
na obra.

Por se tratar de uma área mais extensa procure


manter movimentos uniformes para que o
24 mesmo não fique com pontos sobrecarregados
de tinta.

30
EXERCÍCIO CUBO

Neste processo de pintura do fundo você


precisará ter alguns cuidados para deixar o
25 trabalho com a forma desejada sem muitas
manchas. Neste caso o azul é para passar a
sensação de leveza no cubo.

Com muita cautela tire


todas as máscaras do
trabalho. Este passo é
muito delicado porque
mesmo a máscara
sendo de médio TEK,
a aplicação de tinta
faz o papel ficar mais
sensivel, o mesmo
27 aparenta estar seco
mas as camadas abaixo
sempre ficam úmidas
podendo rasgar o papel.
Caso isto aconteça
comece outro.

31
EXERCÍCIO CUBO

Aqui mostramos a importância do papel de


aderência ao lado. O mesmo serve com parte
28 de apoio até o término do seu trabalho evitando
desperdício de máscara.

Deixamos alguns ruídos no trabalho


para que perceba a importância da
29 secagem adequada do papel.
Quando isto não acontece você
perceberá alguns locais que saem
junto com a máscara.
Nada que não possa ser
retocado mas para o seu melhor
aprendizado fizemos as marcações
para que tenha entendimento.

32
EXERCÍCIO CILINDRO

Exercício com cilindro


Embora treinar com cubos e o cilindros seja de dificuldade média, a dica mais importante é sempre buscar
simular objetos que se encaixem nos formatos. No caso do cilindro o ideal é sempre buscar exercícios que
representem aço inox ou ferros em tons azulados.

Assim como no Após mascarar


01 primeiro exercício 02 o desenho utilize
faça um esboço uma folha para
em uma folha evitar uma maior
de papel layout abrangência da
margeado com aplicação da tinta
traços finos

Perceba que Neste próximo passo


03 ficamos com 04 faça a aplicação do
duas partes bem mesmo tom com
divididas com baixa densidade de
o azul ar no aerógrafo, isto
vai ajudar a mesclar
a pintura de forma
homogênea

Perceba que Neste passo já


05 as tonalidades 06 recolocamos a
começam a máscara na parte
fundir criando exterior aplicando a
uma sensação mesma tonalidade
de brilho. Isto vai na parte interna
servir para dar do cilindro
maior contraste

33
EXERCÍCIO CILINDRO

“DICA: Quando desenvolver qualquer trabalho em formato cilíndrico


tente fazer algumas experiencias para perceber diferenças de nuances.
Lembre-se: isto é um exercício, não fique apegado a ter algo perfeito”

Perceba neste Conforme vamos


07 passo que o ideal 08 criando volume
é subir o tom procuramos criar
de forma que alguns movimentos
não escureça o leves sem utilização
trabalho de uma de máscara,
só vez isto proporciona
um acabamento
adequado

Neste passo Neste passo perceba


09 perceba 10 que estamos dando
que o artista um acabamento com
criou alguns lápis aquarelável
movimentos que branco para
trazem volumes proporcionar alguns
para diferenciar brilhos em pontos
o trabalho adequados

11 No processo final
perceba que existe
algumas nuances que
projetam brilhos que
representam pontos
de imperfeições

34
EXERCÍCIO DE PRESSÃO

Conheça a pressão
ideal do seu aerógrafo
Neste exercício iremos apresentar algo muito importante para quem pretende se profissionalizar como
aerografista. De todos os passos já apresentados, este envolve a capacidade do artista ter total controle sobre
a utilização da pressão de ar do compressor e do aerógrafo. Iremos mostrar como desenvolver um esboço
direto com o aerógrafo.

Este compressor é
01 um dos modelos mais
simples mas traz
um filtro de ar e um
medidor de pressão
que irá auxiliar muito
no tratamento
do trabalho.

Neste trabalho iremos


tratar de forma direta, 02 03 Para este exercício
sem criar nenhum escolha apenas
tipo de isolamento um tom de tinta e
de área comece marcando
de forma muito
leve o primeiro tom
deixando sempre
áreas em branco.

35
EXERCÍCIO DE PRESSÃO

Neste passo acentuamos a marcação com um


tom mais escuro, valorizando áreas de maior
04 contraste. Perceba na marcação indicada que
deixamos o ar do compressor maior do que
deveria. Veja o que acontece.

Neste processo o artista não se preocupou


em definir imediatamente os detalhes. Isto é
importante para você ter a percepção de qual 05
momento aplicar mais ou menos pressão de ar

Defina alguns pontos de profundidade do


trabalho deixando tanto o aerógrafo como o
compressor com a capacidade de ar muito
baixa. Isto ajuda a ter maior precisão na
06 marcação do pontos desejados. Lembre-se que
este é um exercício para você treinar maior
habilidade no manuseio do aerógrafo.

36
EXERCÍCIO DE PRESSÃO

Faça a sua marcação de forma muito


descontraída. Criar traços que não sejam
07 perfeitos quando se está esboçando com
o aerógrafo é super importante, pois esses
movimentos podem causar sensações de
profundidade muito interessantes.

Procure manter o formato correto daquilo


que está simulando. Perceba isto no olho do
Cristo que, embora seja apenas um simulado,
representa o que o artista quer passar 08

Perceba que neste passo o artista trabalha um


tom mais escuro deixando o nível de pressão
baixo, buscando acentuar as partes que
possuem maior contraste sem fechar bases
09 claras que irão valorizar o esboço.

37
EXERCÍCIO DE PRESSÃO

Quando perceber que as principais nuances


10 foram feitas é hora de trabalhar partes, fazendo
aparecer o trabalho utilizando o contraste ideal.

Perceba, como nos esboços das pedras, que


deixar movimentos nas tonalidades pode ajudar a
simular este trabalho, descobrindo situações para 11
outras ilustrações

Após a primeira base de marcação, a próxima


etapa é buscar acabamento mais detalhado em
12 que utilizaremos pincéis ou lápis no tom
de toda a arte.

38
EXERCÍCIO DE PRESSÃO

Com um pincel de cerdas finas procure dar


maior contraste nos locais que necessitem de
13 mais refinamento. Como estamos falando de uma
estátua, é importante manter os contrastes mais
escuros para representar cavidades.

Neste passo perceba que nas pedras o


artista buscou deixar pontos mais escuros
nas junções para criar uma mancha 14
de profundidade

Algo que pode ser utilizado quando feito


esboços com aerógrafo é brincar com algumas
técnicas de ilustração quando estiver fazendo
15 o acabamento com o pincel. Neste caso o
artista aplicou algumas hachuras, deixando um
sentimento maior de concreto ou pedra sabão.

39
EXERCÍCIO DE PRESSÃO

16 Perceba que o lápis passa ao trabalho alguns


detalhes que criam um formato de efeitos
diferenciados, deixando o trabalho a distância
muito elegante e bonito

18

Neste passo o artista cria algumas nuances


com o lápis preto, transmitindo uma sensação
de trabalho rascunhado, o que produz um efeito
muito bacana e que pode ser utilizado em vários
momentos da arte.

17

Se você chegou neste último passo, parabéns!


Com certeza você descobriu várias situações
de utilização na pressão de seu aerógrafo junto
com o compressor. Agora é com você: boa
evolução nos trabalhos!

40
EXERCÍCIO NATUREZA

Exercício com natureza


Observar os tons da natureza é complexo quando consideramos os períodos em que o sol e a luminosidade
vão se modificando.

Assim como nos


01 primeiros exercícios,
faça um esboço em
uma folha de papel
layout margeado com
traços finos

04
Inicie o trabalho de Perceber que utilizamos os
aerografia sempre 02 tons mais escuros na copa
dos tons claros para da arvore e defendemos
o escuro e procure com a máscara para
manter sempre o iniciarmos outra etapa
mesmo movimento
no preenchimento

Mesmo utilizando
03 um tom mais escuro,
deixe o ar do
aerógrafo reduzido
para que ter maior
controle na aplicação 05
de cor na O preenchimento do sol deve
área desejada ser feito com um tom bem
claro de amarelo

41
EXERCÍCIO NATUREZA

Perceba que após


06 aplicarmos um tom
de amarelo em toda a
área do sol, subimos
o tom acrescentando
o vermelho sem
deixar o tom
muito avermelhado

O procedimento
inicial de aplicar 07
e tirar a máscara
deve ser feito em
todas as etapas
com muita cautela
para não agredir a
execução do trabalho

Neste passo iniciaremos o


08 preenchimento das áreas
com detalhes que devem
receber um maior cuidado
na pressurização do ar
para que o aerógrafo não
despeje goticulas devido
a área possuir espessuras
menor de pintura

42
EXERCÍCIO NATUREZA

Procure preencher
09 toda a área em
um único tom e
depois aplicar tons
mais escuros
criando volume
nas extremidades

Neste passo
apresentamos como 10
deve-se trabalhar a
aplicação da tinta no
trabalho mantendo tons
mais escuros, criando
profundidade mantendo
sempre o ar com
baixa pressurização

Em áreas mais
11 extensas procure
sempre utilizar o
secador atento a
distancia para não
agredir a máscara
aplicada

43
EXERCÍCIO NATUREZA

Após secar é
12 interessante criar
alguns veios de
madeira antes de
reaplicar a máscara
para proteção

Reaplique a máscara para


irmos à próxima etapa
do trabalho. Vale lembrar 13
que é muito importante
reposicionar a máscara no
mesmo posicionamento
do corte para
evitar sombras

Agora comece com


um tom claro de azul
14 a cobrir toda a área
referente ao céu.
Procure deixar algumas
áreas esfumaçadas
com o branco
do papel. Isto irá
proporcionar um
efeito de nuvem sem
muito esforço

44
EXERCÍCIO NATUREZA

Aplicamos o tom azul


15 do céu resguardando
todas as áreas com
a máscara para que
a tinta não invada o
restante do trabalho

Perceba que
mantivemos a
16 máscara inteira para
ser reaplicada no
trabalho mantendo a
mesma até o final
do trabalho

45
EXERCÍCIO NATUREZA

17 No último passo efetivamos


o verde do campo que
trouxe um acabamento
para o trabalho.
Com um pincel chanfrado
demos alguns toques para
que o mesmo não
fique muito liso.

46
EXERCÍCIO ACRÍLICO

Exercício de alto
contraste Vamos apresentar um passo a passo muito importante na aero-
grafia que é o auto-contraste.

Faça um esboço em
01 uma folha de papel
layout margeado com
traços finos

04
Inicie o trabalho de Perceba que utilizamos
aerografia sempre 02 os tons mais escuros nas
dos tons claros para laterais para fazer alguns
o escuro e procure detalhes que irão dar
manter sempre o suporte ao trabalho final
mesmo movimento no
preenchimento

Deixe o ar do
03 aerógrafo reduzido
para ter maior
controle na aplicação
de cor em áreas
que precisarão de 05
maior contraste
Aqui iniciamos a primeira
parte da aplicação do tom que
fará com que a jarra mostre
líquido na parte interna

47
EXERCÍCIO ACRÍLICO

Nesta fase do
06 trabalho é importante
começar criar novas
nuances com um tom
mais claro, mesclando
efeitos de brilho
e profundidade

Com um lápis cinza


chumbo utilize a borda da
máscara para fazer um 07
trabalho de contraste e
contra luz

Veja que o ideal não


é fazer uma linha
08 continua, isto poderia
dar a sensação de um
contorno o que deixaria
o trabalho marcado

48
EXERCÍCIO ACRÍLICO

Perceba que o
09 contraste com o lápis
faz um acabamento
de volume na borda,
difícl de ser obtido
com o aerógrafo.

Procure fazer todas as


partes de contraste mais
escuros e enriquecer o 10
maior número de detalhes.

Crie nuances de
transparência. Lembre-
11 se que estamos
desenvolvendo um
trabalho de muita
transparência.

49
EXERCÍCIO ACRÍLICO

Crie alguns pontos de


12 auto brilho fazendo
com que o trabalho
mostre reflexos de
luz direta

Perceba que esses


reflexos são produzidos
com a tinta branca o 13
que irá fazer o trabalho
representar maior
transparência

Uma dica importante


é sempre colocar
14 pontos de luz direta
próximo das áreas
mais escuras.

50
EXERCÍCIO ACRÍLICO

Na parte inferior
15 da jarra tente
fazer as luzes
sem comprometer
a simulação de
transparência

Na parte superior da jarra


crie alguns toques de
contra luz já que vidros 16
são condutores de
muitos reflexos

Aqui um detalhe mais


próximo das áreas de
17 sombra e luz

51
EXERCÍCIO ACRÍLICO

Neste passo perceba que a


18 jarra parece estar um pouco
escura, quando acontece
isto o interessante é criar
um jato de tinta branca em
toda superfície de forma
que não agrida os tons
que estão prontos

52
EXERCÍCIO INOX

Exercício com metais


Auto contraste, brilhos e um tom que represente sutileza e realidade. Neste exercício você vai acompanhar um
passo-a-passo técnico que pode tornar a vida do aerografista muito mais fácil. Qualquer trabalho metalizado
requer muita percepção na aplicação dos reflexos e tonalidades.

O primeiro passo para iniciar


o exercício é limpar na mesa de luz o seu
trabalho, deixando acentuado os brilhos que irão 01
servir de contraste e brilho

Para iniciarmos o exercício perceba que após


02 limpar o desenho fizemos o recorte da máscara
de todas as áreas que possuem o tom mais claro

53
EXERCÍCIO INOX

Quando aplicar o primeiro tom procure deixar


a cor mais lisa possível. Para alcançar esta
03 precisão controle o ar no filtro do compressor e
na agulha do aerógrafo

Assim que aplicar o primeiro tom procure criar


algumas nuances mais escuras de brilho sem
comprometer a área que já foi trabalhada com o tom
mais claro. Menos é mais. Em seguida seque bem o 04
trabalho para que a máscara não agrida o papel.

Reaplique as máscaras que foram retiradas com


cuidado para não criar espaços entre um corte e
outro. Quando isto acontece as sombras deixam
05 a sensação de mal acabamento

54
EXERCÍCIO INOX

Após reaplicar as máscaras da primeira fase,


retire as máscaras da sombra para maior
06 contraste no trabalho.

Neste processo comece aplicando cinza


com um pouco de azul para trazer um tom
azulado que passará uma percepção
07
de aço inox

Crie algumas nuances nos brilhos antes de


alcançar o tom mais escuro dos reflexos.
08 Este tipo de trabalho é conhecido como auto
contraste e esta técnica pode surpreender
quando se usa a criatividade

55
EXERCÍCIO INOX

Neste passo é super importante manter


escurecer os brilhos de contraste deixando
sempre algumas áreas com tons mais claros.
09 Este movimento é conhecido como tom
sobre tom.

Perceba que as nuances causam sensação de


XPWUDEDOKRLQGHƂQLGR1DWÆFQLFDGRDHUÐJUDIR
é sempre interessante o artista treinar a visão a
frente do trabalho para entender quando parar a 10
aplicação da tinta

Comece a retirar a segunda fase das


máscaras. O importante é não descartar
nenhuma parte da máscara até o final do
11 trabalho. Pode acontecer de precisar reaplicar
algum tom.

56
EXERCÍCIO INOX

Após reaplicar as máscaras da primeira fase


retire as máscaras de contraste para começar a
12 perceber os relevos no trabalho.

Perceba que a máscara que contempla


toda a área de fundo ainda não foi mexida.
Deixe-a como proteção até o final
13
do trabalho

Com um pincel fino e comece a aplicar detalhes


ou até mesmo retocar pontos que foram
agredidos pela máscara. Este processo deve
ser feito antes de tirar a máscara do fundo
14 para delinear melhor acabamento no recorte da
imagem. Tome cuidado para não utilizar o pincel
com excesso de tinta para não borrar o trabalho.

57
EXERCÍCIO INOX

Embora este passo seja muito parecido


com o anterior, neste processo mantenha
15 a mão firme para deixar a linha o mais
reta possível. Outro recurso que pode ser
utilizado é usar uma régua como auxílio

Tire toda a máscara do fundo para iniciar os


DFDEDPHQWRVƂQDLVOHPEUDQGRTXHÆPXLWR
LQWHUHVVDQWHQÀRGHVFDUWDURVUHƂOHVGDV
máscaras até o trabalho estar
16
WRWDOPHQWHƂQDOL]DGR

Já sem a máscara do fundo inicie o trabalho


de finalização dando melhor acabamento
17 em locais onde a máscara possa ter gerado
sombras indesejáveis

58
EXERCÍCIO INOX

Com o tom de cinza mais claro comece a criar


pequenas nuances sem simetria. Entenda que
o inox é um captor de imagens, portanto fazer
18 alguns reflexos mais claros sem carregar o
trabalho irá trazer algo mais natural para
a arte final

Com um lápis cinza aquarelável retoque as


extremidades, deixando um acabamento mais
refinado na sua arte.
19

Por se tratar de uma arte feita sem


interferência do computador, ficam
acentuados os detalhes que foram

20 feitos com o pincel e com o lápis. Não


se preocupe pois, quando o mesmo for
digitalizado, essas marcas trarão detalhes
finos e interessantes.

59
EXERCÍCIO INOX

21
PARABÉNS, se chegou até aqui é porque
teve a paciência de desenvolver todo o
processo detalhado.

Perceba que depois de pronto as nuances


e o alto contraste trazem uma harmonia
em todo o trabalho, deixando detalhes
22
interessantes de reflexos.

60
EXERCÍCIO INOX

23
Para finalizar, crie um movimento de água em um recorte direto
na máscara, e utilizando apenas os tons de cinza da torneira, crie
situações de claro e escuro contínuos para obter um efeito de água.

61
COMPLEXIDADE

Complexidade e muita
determinação!

Embora seja um exercício extenso, este pode ser um momento gratificante. Você irá se deparar com dificulda-
des que farão refletir sobre a melhor forma de resolver gargalos. Diferente dos outros exercícios apresentados,
neste processo procure limpar o desenho e já deixar marcado os pontos de sombras principais.

62
COMPLEXIDADE

Selecione o tom de seu carro


01 e inicie preenchendo as partes mais
claras da ilustração

Faça o preenchimento com camadas bem


finas de tinta. Procure controlar a vazão de ar
para não sobrecarrear o papel de tinta
02

Por ser tratar de um papel telado, conforme


vai aplicando a tinta o mesmo acentua
03 suas fibras. O interessante é aplicar uma
segunda de mão sobre outras áreas

63
COMPLEXIDADE

Procure fazer um preenchimento


completo sem deixar falhas na
04 cobertura do trabalho

Perceba que é muito interessante aplicar um


sobre tom mais escuro antes de defender a área
com a máscara novamente
05

Procure dar repasses em áreas que


06 tenham falhas acentuadas. Isto fará a
diferença no final do trabalho

64
COMPLEXIDADE

Quando estiver aplicando o


sombreamento com um tom acima mais
07 escuro procure baixar a pressão do
aerógrafo para que a tinta não invada
outras partes do trabalho

Após acentuar os tons mais escuros,


reaplique os recortes das máscaras
08

Nesta etapa do trabalho busque maior


contraste nas áreas de sombra para
09 acentuar as nuances do carro. Isto vai
ajudar a identificar áreas que precisem de
maior ou menor contraste

65
COMPLEXIDADE

As máscaras, quando recortadas,


possuem uma passagem de cor rígida
10 que não traz problemas ao final. O
importante é seguir sem pensar
nos detalhes

Uma dica para você perceber o


comportamento do papel: conforme vai
aplicando outras camadas de tinta, é
importante deixar o mesmo secar o
11
máximo possível

Repare nos recortes com um tom


acima. Neste momento é importante
12 criar nuances que façam parecer
brilhos para deixar em alguns locais
um tons de profundidade

66
COMPLEXIDADE

Após o preenchimento aplique novamente a


máscara cobrindo com perfeição a área de onde
foi retirado.
14

Perceba que quando reaplicamos as máscaras


aparecem manchas como se estivessem
borrando o trabalho. Isto é normal mas
certifique-se que o trabalho está seco antes de
15
recolocá-las

O segundo momento exige paciência e


muita atenção. O artista precisa ter muita
clareza do gerenciamento do trabalho para
16 aplicar tons em outras áreas. Neste caso o
ideal é partir para os vidros antes de
outras áreas

67
COMPLEXIDADE

Faça o recorte em todas as extremidades


17 dos vidros de forma que não fiquem
com ondulações

5HWLUHDP¾VFDUDFRPFXLGDGRSDUDQÀRGDQLƂFDU
DVƂEUDVGRSDSHO&DVRLVWRDFRQWHÄDYRFÇ
pode perder o trabalho porque o mesmo pode 18
causar borrões

Após retirar a máscara procure aplicar um tom


19 que não seja muito escuro para conseguir dar
o efeito de transparência que o trabalho exige

68
COMPLEXIDADE

Perceba que o primeiro tom aplicado no vidro


20 traseiro foi um azul muito claro para não carregar
de forma direta o trabalho

Entenda neste passo que mesmo já tendo


aplicado um fundo no vidro traseiro iremos
aplicar outro tom sem defender com máscaras
21
a primeira aplicação

Deixe o tom azul um pouco mais escuro


e aplique camadas bem suaves com o
22 aerógrafo deixando a pressão do ar muito
baixa para evitar excessos

69
COMPLEXIDADE

Após aplicar um azul claro no vidro traseiro


23 é hora de jogar um cinza muito claro no
vidro dianteiro e nos laterais

Perceba no detalhe que o cinza foi aplicado


em toda a área sem carregar por completo a
cobertura do papel.
24

Feito os vidros é hora de preencher outros


25 locais com o mesmo tom de cinza aplicado
no vidro

70
COMPLEXIDADE

Neste detalhe o artista aplicou uma maior


pressão no aerógrafo para mostrar o que
acontece quando ficamos ansiosos com o
26 término no trabalho. Lembre-se controle
a pressão do compressor para ter melhor
qualidade no acabamento do trabalho

Caso isto aconteça não passe o dedo. Use o


secador e, com uma velocidade moderada,
seque devagar até perceber a secagem 27
do excesso

Agora iniciaremos a aplicação de cor em


áreas de menor aplicabilidade de tinta, tudo
porque o desenho foi feito em um formato

28 A3, alguns profissionais preferem fazer este


tipo de trabalho em formatos A1 para ter
maior nuance em detalhes. Nesses espaços
menores deixe a pressão de ar baixa e
aplique com cuidado

71
COMPLEXIDADE

Agora é hora de tirar todas as máscaras


das áreas que irão receber maior
29 contraste. Lembre-se não descarte
nenhuma parte do recorte das máscaras
até o término do trabalho

Um cuidado que você deve ter é o de tirar


as máscaras procurando não agredir o papel
entenda que pelo tempo de aplicação e contato
a mesma pode ter um maior TEK com o papel
30

Veja que foi retirado todas as partes que


terão o mesmo tom aplicado
31

72
COMPLEXIDADE

Para não ter problemas de puxar a


máscara e descolar outros locais é sempre
32 interessante utilizar o estilete de alta
precisão para separar partes que não
tenham sido cortadas

Repare a preocupação que o artista tem


para não deixar que a máscara arrebente
ou repuxe outras áreas do trabalho
33

Mantenha o apoio de uma das mãos


próximo ao que está sendo levantado.
Muitas vezes puxar de uma vez pode
34 levantar toda a máscara e, muito
possivelmente, você não conseguirá
colocá-la no local perdendo todo
o trabalho

73
COMPLEXIDADE

Veja o que acontece quando a máscara


arrebenta. Aqui houve um corte incompleto
35 que agrediu as formas do para-brisa do
carro. Veja o passo abaixo.

Perceba que mesmo com o formato não


adequado o processo deve continuar. Neste caso
tira-se as áreas mais largas ignorando qualquer
GHWDOKH2VPHVPRVGHYHPVHUIHLWRVQRƂQDO
36
do trabalho

Perceba vários pontos brancos sem


máscara. Estes são detalhes finos, muito
37 importantes, e precisam ser feitos com
muita precisão

74
COMPLEXIDADE

Após ter retirado todos os detalhes é hora


de partimos para a próxima etapa. Uma
38 dica é não deixar rebarbas nos refiles
da máscara

Procure aplicar o tom mais escuro


sem deixar ficar um preto total.
Utilize um cinza escuro 39

Não aplicar um tom 100% preto vai


proporcionar opções para detalhar
locais quando tirar todas as máscaras
40 de proteção

75
COMPLEXIDADE

Nesta etapa iniciaremos o acabamento


41 em áreas que necessitam de maior
contraste/brilhos

Tirar a máscara com cuidado para não rasgar a


primeira camada do papel. Considere que esta
área já recebeu um tom claro de tinta 42

Após tirar toda a máscara é hora de


43 analisar pontos de contraste para aplicar
um novo tom no parachoque

76
COMPLEXIDADE

Com a pressão do aerógrafo reduzida procure


aplicar o tom mais escuro para dar volume e
44 brilho em locais de importância de detalhes
do trabalho

Algo importante é saber tirar as máscaras


nos locais ideais para aplicar os tons
mais escuros
45

Lembre-se este momento é primordial para


se chegar a um trabalho satisfatório. Uma
46 dica é o artista entender que quanto menor
a área menos se consegue aplicar detalhes
com o aerógrafo.

77
COMPLEXIDADE

Tenha muito cuidado para não


desmascarar áreas que não irão receber
47 tinta. Isto pode gerar confusões. O ideal
é retirar as máscara apenas nos locais
que vão receber o mesmo tom de tinta.

Após aplicar os meios tons nos locais desejados


comece a tirar todas as máscaras de forma
delicada para aplicação de tons com passagem
de uma cor para outra.
48

Neste passo a passagem de cor deve ser


feita de forma organizada. Portanto retire as
49 máscaras da parte da frente do carro para
iniciar o acabamento de sombra e luz

78
COMPLEXIDADE

Para o processo de sombra e luz você deve


retirar a máscara de todas as regiões, diminuindo
a pressão do compressor e do aerógrafo. Isto o
50 ajudará a ter maior controle nas passagens de
cor do claro para o escuro.

Após tirar as máscaras das áreas


mais extensas, perceba que o artista
manteve os faróis máscarados evitando
51
assim uma invasão de cor

Veja que as cores possuem uma passagem

52 seca de um tom para o outro. Neste passo


iremos trabalhar as passagens de cores de
forma mais suave

79
COMPLEXIDADE

Agora é hora de retirar todas as


53 máscaras da área interna do trabalho

Inicie o acabamento utilizando um


lápis aquarelável no tom aplicado
com o aerógrafo
54

Utilizando o mesmo lápis procure


dar acabamento nos pontos que
55 tenham alguma falha para gerar um
fechamento perfeito.

80
COMPLEXIDADE

Perceba que o lápis é aplicado em pontos


onde existem falhas sobre o corte. Por
56 este motivo é muito importante buscar a
melhor perfeição na hora do corte
da máscara

Outra dica importante é iniciar uma


passagem de cor harmônica com o lápis
para, na sequência, fazer o acabamento com
57
o spray do aerógrafo

Procure trabalhar todos os pontos da


ilustração com lápis aquarelável. Lembre-
58 se que só iremos aplicar um spray de água
com o aerógrafo quando tivermos feito
todos os acabamentos

81
COMPLEXIDADE

Com o lápis preto, comece acentuar


alguns locais que precisem de maior
59 contraste. Por este motivo deixamos o
recorte em um tom cinza escuro

Deixamos na imagem ao lado uma maior


evidência de como o lápis aquarelável se
comporta em um trabalho com aerógrafo.
Saiba que as manchas irão se dissolver com
60
a aplicação do jato de spray de água

Caso queira utilizar outros tons pastéis no


acabamento para simular contra luz fique
61 a vontade. Isto costuma deixar detalhes
bem interessantes

82
COMPLEXIDADE

Perceba que na roda o artista apenas


utilizou um tom para tirar o branco do
62 papel e deixou para fazer o segundo tom
com o lápis. Isto favorece o trabalho em
áreas menores

No vidro frontal foram criados


alguns detalhes com lápis mais
escuro para simular reflexos
63

Veja um plano geral do trabalho. Perceba


que a máscara que proteje a parte externa
64 do trabalho ainda não foi retirada para o
acabamento final

83
COMPLEXIDADE

Nesta etapa pegue o aerógrafo e


coloque apenas água. Com uma
pressão baixa umidifique todo o
65 trabalho fazendo com que o lápis
aquarelável se dissolva de forma
muito sutil

Perceba que a marcações que foram feitas


levemente já começam a se mesclar com o
tom aplicado com o aerógrafo no início 66
do trabalho

Hora de tirar a máscara externa, tenha


67 muito cuidado para que a mesma não
levante parte do desenho

84
COMPLEXIDADE

Após tirar a máscara é hora de fazer


detalhes que valorizam, como o
68 contraste mais escuro na borda
do paralamas

Com um lápis metalizado


crie nuances em locais como
retrovisor e parachoque
69

Com um pincel chato faça


alguns pontos de luz direta. Na
sequência, com a tinta branca,
70 esfume o local da pincelada com
o aerógrafo, deixando assim
mais sutil

85
COMPLEXIDADE

Aqui você só merece ser


parabenizado pois o seu
71 trabalho foi terminado com
êxito. Não pare por aqui e
busque outros modelos
de carros

86
COMPLEXIDADE

87
PARA LEMBRAR

Conselhos e repasses
SDUDDHURJUDğD
Muitos profissionais dizem que trabalhar com
o aerógrafo sem máscara de proteção não traz
problemas. Esqueça. Ao longo do tempo, a tinta
sempre causará danos à saúde. Po este motivo é 01
importante sempre utilizar máscaras descartáveis

Trabalhe em espaços arejados e com boa


02 ventilação. Se tiver uma janela, mantenha
sempre aberta

88
PARA LEMBRAR

Tenha sempre à mão referências


para seus trabalhos. Confiar na
03 memória nesses momentos nem
sempre é efetivo.

Busque desenhos bem


estruturados,com correta dimensão
das formas e perspectivas
04

A falta de conhecimento e paciência na


aplicação da máscara pode produzir erros
05 simples. Mas lembre que tudo melhora
com o treino.

89
PARA LEMBRAR

Por regra, todo trabalho de


aerografia desenvolvido para
06 aplicação em impressos deve ser
feito três vezes maior que o formato
que será aplicado.

O reservatório do aerógrafo possui uma


medida para estabelecer a quantidade de
tinta. Respeite essa medida para que não
07
derrame sobre o seu trabalho

Após o término do trabalho aplique


uma camada de fixador para proteção e
08 finalização do trabalho.

90
PARA LEMBRAR

Lembre-se que através do gatilho


dispenser de ar você pode obter
09 qualquer espessura de traços, desde
que esteja controlando a saída de
tinta e a distância

Procure executar sempre de forma


correta a limpeza de seu aerógrafo
evitando deixar resíduos de tinta para
não causar entupimentos
10

Nunca esqueça de adequar a pressão


de seu compressor para aplicação de
11 tinta no trabalho. Este processo é muito
importante dependendo do tamanho da
área de aplicação

91
PARA LEMBRAR

Para o recorte da máscara tenha


sempre o estilete de alta precisão.
12 Caso utilize um estilete normal, procure
quebrar sempre a lâmina para ficar
sem corte

Para a secagem utilize um secador sem muita


potência. Caso contrário, procure utilizar
sempre a menor temperatura para não agredir 13
as fibras do papel

Não esqueça: sempre utilize para


trabalhos em papel as máscaras de
14 médio TACK. Caso contrário o papel será
rasgado quando for absorvido

92
PARA LEMBRAR

Mantenha próximo fita adesiva e um


bigode para limpar sujeiras. Passar a
15 mão pode ocasionar borrões

Tenha sempre uma vasilha com água


limpa para lavar o pincel sempre que for
misturar as cores e outro frasco dosador
16
para dissolver a tinta

Lembre-se que existem vários tipos


de tintas que podem ser utilizadas em
17 aerógrafo. O ideal é ter a percepção
sobre a necessidade do trabalho e assim
fazer a melhor escolha.

93
PARA LEMBRAR

Suporte com papel é importante


para te para tirar excessos do pincel
18 e na retirada de restos de tinta do
reservatório do aerógrafo

Pratique com frequência os exercícios de


aplicabilidade. Isto vai ajudar você a ter maior
desenvoltura para desenvolver qualquer tipo
de traço ou degradê nos trabalhos
19

Pratique exercícios sem utilização de


máscaras. Isto proporciona um olhar mais
20 atento ao artista

94
PARA LEMBRAR

Outro exercício que precisa ser praticado com


frequência é o de corte. Procure sempre ter
21 retalhos de máscara para treinar o peso da
mão. Muitas vezes o iniciante acaba cortando
o papel junto com a máscara

Nunca esqueça de utilizar pincéis para dar


acabamentos finos em seu trabalho. Vale a
pena exercitar este tipo de trabalho para ter
22
precisão na arte final

Um suporte de aerógrafo na mesa


de trabalho é muito importante. Você
não conseguirá ficar com o aerógrafo
23 na mão o tempo todo e o suporte
pode evitar que o aerógrafo caia
e danifique

95
OUTROS MATERIAIS

O que você precisa saber para


preparar superfícies
Preparar uma superfície para aerografia é tão importante quanto o acabamento final. Conhecer as
propriedades anti-corrosivas e de aderência são de grande importância para ter o resultado esperado na
peça que será pintada.
Cada material (ferroso, não ferroso ou madeira) requer um tratamento adequado para proteção dos
produtos que serão utilizados. Este tratamento é necessário para que as tintas e os vernizes tenham boa
aderência e não apresentem problemas.

Madeira
Tinta: Aquarela, acrílico, esmalte sintético, óleo
A superfície deve estar completamente seca. É necessário remover por completo manchas de óleo e
gordura com solvente.
Efetue um polimento com lixa 120 a 150 (pintura), e 150 a 200 (verniz).
Remova completamente o pó com um pano levemente umedecido com água ou, se achar necessário,
utilize detergente líquido e esponja.
Outra dica é aplicar uma demão de seladora ou primer para madeira, a fim de evitar que a madeira
absorva muita a tinta.
Para repinturas, lixe por completo a superfície a fim de remover totalmente o brilho da tinta anterior.
Caso faça alguma intervenção, use a máscara adesiva ou a máscara stencil, utilizando na sequência um
acabamento com verniz fosco ou brilhante.

Tecido de fibra natural, algodão, jeans


Tinta: Acrílica para tecido
O tecido deve estar limpo, livre de qualquer tipo de goma. A pintura t~Extil é feita com máscara solta.
Normalmente, as tintas para tecido são transparentes. Pinte a forma vazia do desenho com uma tinta
branca sobre fundo escuro para depois sobrepor com a pintura do desenho.
A desvantagem neste tipo de trabalho é que a textura do tecido fica muito alterada pela grossa camada
de tinta. Antes da primeira lavada, passe o ferro pelo avesso para que a tinta fique impregnada no tecido,
evitando que a pintura desbote. Tecidos pintados devem ser lavados a mão.

Papéis

96
OUTROS MATERIAIS

Tinta: Acrílico, guache, óleo, aquarela, nanquim, laca


Papéis adequados não necessitam de preparação. Caso queira utilizar papel fotográfico, façã a limpeza de
oleosidades ou poeiras utilizando papel toalha ligeiramente úmido.
Papéis para aquarela e outros papéis finos podem ficar ondulados quando molhados pela tinta. Neste caso,
convém prendê-los com pesos ou fitas adesivas para evitar muita rugosidade.
Alguns papéis podem ser submergidos em água e depois esticados sobre uma madeira e presos nas
pontas até que sequem completamente para então iniciar-se o trabalho de pintura.
O acabamento deve ser feito com verniz fosco ou brilhante. Geralmente ao aplicar o verniz as cores sofrem
alterações de tons.

Gesso
Tinta: Acrílico, aquarela, nanquim
O gesso deve estar totalmente seco. É aconselhavel remover, por lixamento, possíveis excessos. Na
sequência remova a poeira, aplique uma demão de fundo preparador (primer, seladora, goma laca). Não
efetue pintura sobre superfícies tratadas com brilho.
No caso de repintura, lixe por completo a superfície e remova totalmente o brilho da tinta anterior.

Masseamento:
Procure massear a superfície como um todo por razões estéticas. Isto irá corrigir pequenos defeitos e
irregularidades. A aplicação da massa deverá ser feita em camadas finas, visando um perfeito acabamento
e secagem. O acabamento pode ser feito com verniz fosco ou brilhante.

Plástico
Tinta: Acrílica, automotiva, esmalte sintético
Lavar cuidadosamente com água e sabão neutro. Desengraxar utilizando solução desengraxante, utilizar
lixa 600 para adequar a superfície.
Devido a problemas de aderência em pinturas em plásticos, é aconselhável utilizar primer para plásticos
antes de iniciar a pintura. O acabamento pode ser feito com verniz fosco ou brilhante.

Couro
Tinta: Acrílica, tinta para tecido
Limpe com um pano umedecido em álcool. Em seguida, passe um pano umedecido em água. O couro
permite que pequenos erros sejam facilmente corrigidos aplicando-se tinta preta (no caso de couro preto).
Neste material não se trabalha com máscara adesiva e a durabilidade da pintura não é muito grande se
for material de uso pessoal.
O acabamento deve ser feito com verniz fosco para dar um efeito mais natural ao trabalho.

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Claudio Assis - Mr. Colorê
Profissional na área publicitária há 28 anos, começou sua trajetória aos 15 anos de
idade como layout man.

Passou por todas as áreas ligadas ao departamento de criação até se tornar diretor de
criação. Formado em artes plásticas, nunca abandonou suas raízes artísticas.

Pelo andar da carruagem e da vida, desenvolveu diversas campanhas para clientes de


vários setores, aumentando seus conhecimentos das artes e das pessoas.

Hoje possui um espaço para produzir suas artes e técnicas, sempre antenado às
tendências sem abandonar as raízes

Contatos: 11-2809-8394 - claudio@rabiscariaestudio.com.br

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Neste guia você aprende os conceitos básicos

ISBN: 978-85-432-1225-8
Ano 01
Edição 01