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.reciclar .
. ilimitadamente
. Michael Braungart
. , William McDonough GG
cradle to cradle
Michael Braungart
William McDonough GG
Titulo urll]llldl: CI:u/le' /1) Cr:u/l,' HI'lIuk/!I(j tlll' VI/ay VI/i' .\1aJ...l' TIr/IH)',
P'.lhll(;,\(JO '-Jrlqln;lI!ll(~l1t(~ nOI VI111;lq(~, f-<,lI1(]llIll H(lIl~;('. ?OOCJ

Traduc.:;'iO: Fredmlco [3onaldo


RI)VI:;do teClllca. [ilsa Ouartllll E3él.lbo';a
Preparaçuo de texto' CllStldll C 1~ITl('llt()
Revisflo de texto' Gr(lcc MO~';Cller(1 CI(~lllUlli~
Pmparal(<1o C' r(~VI~,<10 flll<11 de tc:-xto: Th<:lls<:I 8,lrilni (' SOI;1I1~-:W MOl'(lUl
OHSlgll do ·IVlCl l) capa. TOIlI Cahrn .I Edltorla' Cu~;tavo CI·I. SL

Qualquer t'-Jrma clt; rC'prndulJlo. dlstrlhul(/I(), (:(H111ml(:d~:;:l() puhll(:;J ou tl-aIlSiorrlléH,.é'tO


dr)sta ohra so pod() ~;t~r r(),lIl!d(Ja 1:0111 d d,ltorlh11)lO CXPI(~,'-;é,a de é;"lh tlluléHi<;. salvo
()XC()l.;;l.O pr()\,'Ista pl:,1a h. C:ISO seja neU'SS,"1rIO rCprtldll/ll- ,JlqlJin tl"l:,cho d,:,,';la obra
Sf)jd por !llUIO ch~ fotocopia, dlgltallZ<II,:;'1I1 ll'd 1r:lIlSUll,;;'!O, t:ilt(dr (~111 conlato COlll d I::'dltora
A Editora r-ao :;(~ p'Of'UI1Ud ('xprcs:;a ou l'Ilpllutarrwllt(:" a r(;spcIllo d;l i1ulldarle dê1s
II'furr'laçÓ('.,-; COllt'ddS l'l:'Sll' 11'/ro c 11:\0 dSSUIlW qualqLH~r r()~;poll:;dbllld<ldc; k~gill e,",)

Cil~iCJ (k (~rrCJs ()lI ()nw:;~iÓ(~!i

C d<-l tradu(;;ju' Ftmierlcu RUllaldu


c Mlchal:,1 BrdlJl1qart I:' Wllllé\lll Md)orlOUgh, 2008
pam <:I erll(Jlo em port'.lql";o;
c EdltOflal Gustavo Gill, SL. Garcl'lolla, 2011)

POl!Ieei lI! Sf-!,J/Il - Irllpr\!!-;é;O ru Espanha - AgpoWai Impl(;"~,OI;;


ISBN' 978 85 65985 192

Dados InternaCionaiS de Catalogação na Public<lção (CIP)


(Cãmara BraSileira do livro. SP, Brasit)

Mul'Jllllll,-,ll, ',VIII""n
C',]!!I,' lo' '.lell,· 'rt;lI,' "'ll<:',H
1I''T'jyLH11, 'I, VIi' ill,l'n M: d,)l1: 'lloh IV", ".!('!
Hr.lIJ11iFLI' ,[t'ddll' :](J !-r,'d"I"" Il,;n,Mln[
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Sumário

007 PrefácIo por Alexandre Gobbo Fernandes

009 Introdução à edlçao de 2008

023 Capitulo t
Uma questão de design

049 Capitulo 2
Por que ser "menos mau" não é bom

071 Capitulo 3
Ecoefetividade

095 Capitulo 4
Resíduos são nutrientes

121 Capitulo 5
Respeitemos a diversidade

157 Capitulo 6
A ecoefetividade na prática

185 Notas

192 Biografias dos autores


Às nossas famílías e a todas as crianças de todas as
espécies de todos os tempos

Agradecemos aos amigos Alexandre Gobbo Fernandes e Ana Ester


Rossetto por sua dedicação em tornar 88t3 ediçáo brasileira uma
realidade.

o mundo nào evoluira para além de seu estado


atual de crise usando o mesmo pensamento que criou
essa Situação.
Alh('rl FIIl.sk~ 11

Olhe para sol.


Veja a lua e as estrAlas.
Contempk~ a beleza do rejuvenescimento da terra.
Agora per se.

Aquilo que seu povo chama


de recursos naturais. o nosso povo c:harna
de nossos parentes.
Prefácio por Alexandre Gobbo Fernandes

Originalmente publicado em Inglês em 2002, o livro Cradlc to Cradle


ja foi traduzido para uma dúzia de idiomas, incluindo chinês, alemão,
francês, dinamarquês, japonês, coreano, italiano e espanhol. Agora,
a edição em português é lançada no Brasil, num momento em que o
Intenso debate sobre o modelo de desenvolvimento do pais e a forma
tradicional de pensar os resíduos encontra-se no topo da pauta de
discussão. Podemos agora ter em nossa língua as idcias que são um
marco revolucionaria do pensamento contemporúnco, consideradas
leitura essencial pelos mais importantes centros de conhecimento do
mundo e adotadas como fonte de inspiração por inúmeros líderes e
personalidades de nosso tempo,

Os conceitos que os autores de Cradle to Cradlc nos trazem


inauguram uma lógica poderosa de InOVayflO para _~~~~sformar a
mentalidade de escassez na qual o mundo atualmente se encontra,
unindo área-s·-t·ã~ dist;;~-te~ quanto economia e dcslgn, negócios e
ecologia, produção de bens de consumo c concepção de centros
urbanos. Seus premiados autores tem vinculos com o Brasil desde o
lançamento de seu primeiro trabalho em conjunto, no evento da ONU
Rio - EC092, a Cúpula da Terra.

O fato é que hOJe o sistema de produção que traz conforto e facilidades


para milhões de seres humanos também está esgotando recursos,
intoxicando pessoas e contaminando ecossistemas naturais e
urbanos. O mode o de desenvolvimento adotado atualmente enfrenta
uma crise iminente c necessita de uma alternativa urgente, porque
destrói as bases da própria sobrovivêncl8.. Líderes estão em busca
de um novo modelo produtivo capaz de associar o desenvolvimento
com a prosperidade mutua das pessoas e da natureza, e o Brasil vem
elaborando maneiras de se tornar uma referência global de um novo
modelo de desenvolvimento.

Os exemplos apresentados neste livro são fundamentais para


entendermos que o dilema de "crescer ou preservar" é falso. Os
autores nos apresentam uma nova realidade. na qual é possível
para a indústria contribuir com a restauração dos ecossistemas do
planeta c para o bem-estar das pessoas, em vez de gerar passivos
socioambient8.is. Podemos, intencionalmente, projetar um sistema
mais IIltellgente, capaz de desencadear Inovações para criar Cicios
de prodc.lçào regenerativos, inaugurando um novo modelo de
desenvolvimento em que os "resíduos são nutrientes" e os produtos
geram impactos positivos para as pessoas e para a natureza.

Neste livr:J, encontramos algumas das inovações inspiradas por Cmd/e


to Cradlc para 8. relnvenção de produtos, modelos de serviço e o uso
de materiais saudáveis, que já estão sendo criadas hoje por empresas,
grandes e pequenas, em todo o mundo. Com essa leitura, podemos
vislumbrar o poder da ecoefetividade - a escolha de fazer a coisa
certa - e. assim, prosperar como sociedade, nutrindo o Cicio biológico
do planeta e "alimentando" o Cicio tecnológico das indústrias, em vez
de nos sentirmos culpados em relação ao consumo.

Este livro nos abre os olhos para o poder do criarmos produtos


Inovadores Inspirados na natureza, de optarmos pelas fontes de
energias renovavcis e de usarmos a diversidade de soluçõos como
estratégia para superar nossos desafios. Um modelo que promove
a prosperidade enquanto alimenta o futuro das próximas gerações,
que esta Criando uma onda de inovações e irá desencadear a próxima
revolução Irldustrial. Uma forma possível de desenvolvimento que nos
levara a um novo patamar de relação mutuamente benéfica entre a
humanidade e o planeta.
Introdução á edição de 2008
Já fa? vinte c poucos anos que cunhei a expressão cradlc to cradle
("do berço ao berço"), c desde então ela tem sido vista tao complica-
da como uma pc.rtitura musical. Mas agora posso explicar aos fabri-
cantes de fotocooiadoras o que essa expressão significa, com termos
que lhes são familiares. Tambórn posso dizer aos novos cri<'ldorRS de
camarão como coloca-Ia em prática. É um pouco como a hlstonél. que
OUVI recentemente sobre um menino de cinco anos que conher.:léI. app-
nas Lima pessoa chamada Fclix. Ouando foi 3presentado a ou1ro FRllx.
o garoto disse ao pai: "Você sabia que o Félix arrélnJou uma cara nova
osta semana?".

Este liVro ainda descreve a identidade subjacente do rtac/lc to c/adie


mas o conceito chegou muito mais longe do que cu previra quando o
livro fOI publicado pela primeira vez, em 2002.

No sóculo XIX, muitos escntoros usamnl R frasR "a n130 que,b<'1lanç.a


o beryo tcmdlcl~ ~ ~~º-,~L,j(: govo.r,na o"l11unqo ". Para-~-I~~ ISSO slglllflca-
va que a maneira C0l110 criamos os nossos filhos contribuiria mais para
mudar o mundo cue os construtores de impérios c as novas in:::JLlstnas,
Penso que hoje a frase téunbérn se aplica ~l.s nlaos que balançam o
uadle to cradle, pois nosso pmjCJto tanlbt~m diz wspoito ;1 descohuta
de soluções educativas muito divCI"sélS para élS iniciativa::,; quase: SCIll-
pr-u ultrajantes qu; prc:judicrlnl o nwio (1rllhl("':!ntr~; c~ IllUILIS V(~/()~; (~SSd~~
soluções vem do rnnSrllO tipo clr: Irlstlt!JI(,;{)cs que C;llJ~;;\lll ()~; pn!JIII'
ZOS. O C/adie to craci/c !c;nla ()nquadrar os snrc:s hUrll('JIH)S r1(1 I1lW;rlHJ

p8.nor;:llllf'l. dt-; "'especles" que os outl"OS seres vlvcntr;s - (;, péHéI IIÓS. o
mau uso do~; rCCLW30S materrals n,,'\o (; lima amcac,:a SOrl1(;llt(; pell'él ;-)S
futuras geraçoes humanas, mas tamhRm catastrófico para o futuro de
todo tipo de vida.
No entanto, outro principio orientador é que podemos discutir as
soluçoes do modelo r:radle to cradle com bom humor - até mesmo
de maneira espirituosa. O teor das paginas a seguir não Ó. em geral.
o mesmo usado pela maior parte do "jornalismo ambientalista" nos
ultimos seiS anos. Os primeiros agricultores aceitavam "a lei da de-
volução", que significava simplesmente que o agricultor deveria tentar
restituir à terra aquilo que tomou dela. Mas ele não se sentava ao pó
do fogo e roía as unhas, perguntando-se se tinha ficado com a melhor
parte do regócio. Não era uma "lei" que o pn":!ocupava - era apenas,
simplesmente, a coisa certa a se fazer. O cradle to cradlc é uma lei da
devolução, mas com materiais, em vez de safras de ali:nentos. Obvia-
mente. a Ciência dos materiais é mais ardua que a agricultura, mas nós
podemos conseguir. ~~~_ ha.F9r q~e adotar os tons tempestuosos
que outros amblentalistas muitas vezes usam.

Este livro descrevo como o conceito de cradlc to cradle obteve res-


paldo nos Estados UrllCios, embora sem se deter em como pudemos
observar a atenção da mídia voltar-se para o efeito estufa, para a per-
da da diversidade de espécies, para a contaminação da biosfera ou
para a polulç<'í.o do solo e do oceano, entre outros assuntos. Naquela
altura. percebíamos - e ainda percebemos - que a proteção ambien-
tai é interpretada como a melhor solução a esses problemas, mas isso
não Significa que nosso objetiVO é slmplesmontr! ser "menos maus".
-Se a hipótese ó que os seres humanos são ruins para o planeta, õ-'i
melhor que pode acontecp.r é que não estejamos mais aqui, Emissões'
zero, pegada zero, redução, evasão, miniml7ação - él linguagem da
culpa o mUito popular.

Mais controle (ser "rnenos mau") n<1o Ó o lT"te'!smo que ser bom. Ba-
ter três vezes em seu filho ern ve~ de Cinco não c protegê-lo; e prote-
ger o mOlo arnbiente'! não e slmplesrnente: usar seu carro corn menos
frcCluf:ncléL Ouando vocf: félL aluo errado. nelo tente a. melhora-to. Nao
se; tr'ata so d(: flequóncléi, corno () caso a seguir' (;xc:rnplifica. Recen-
!C:IlWlllf:, rI10SII',lrillll-mc LllIlél nova fotocopiadora, feitCl. com cornpo-
nüntes muito melhores e que funcionava duas vezes mais rápido com
menos consumo de energia, mas o papel ainda nào podia ser de-
composto. Ele não poderia retornar para cIcio biológico algurn. Sim, a
mélquina era "menos máLT, mas as melhorias estavam no lugdr errado.

Da mesma forma, se comparadas com os 3nti~los componentes de


pneu, as particulas de látex produzld3s hoje lornaram-sp muito me-
nores. De alguma maneira, essa mudança foi b03, mas o látex é um
dos principais alergenos causadores de asma. Agora podemos fazer
pneus "melhores", mas provavelmente teremos mais pessoas doentes
como resultado. Acaso ac.eltamos "solu<;ões" r~lpido demais? A Gra-
-Bretanha planejôu construir mais cem incineradores de lixo. Por quê?
Na incineração, perdem-se todos os nutrientes que deveriam retornar
para ciclos técnicos ou biológicos. Por exemplo, o cobre contido nes-
se liXO vale cerca de 80 milhóes de libras por ano - e encontrar cobre
bruto é muito mais raro que petróleo. O fosfato também é raro - fica
incorporado ao lodo -, e Igualmente se perde quando colocado em
Inclneradorcs que processam liXO muniCipal.

Penso que usar o fogo para combaler o "Iixo" ó um comportanwnto


medieval. É uma espécie de paranoia. OU3ndo as pessoas se sen-
tem inseguras, incorrem nesse comportamento._~..:~_t~c:.!:9_ªg~.rn..(!{"!-JJje
t~ C1:?g!€..º~:H!sist.c en~ __~c:!r o .Iixo .como alimenlo,.. cCH,no. nutrle~te pélr~!
aquilo que. está por v.L.r.., Trata-se de como sustentar a biosfera c de
corno sustentar a tecnosferi1.. Traia-se de sermos benéfiCOS, de n~lo
entrarmos em pállico e destrulrrnos recursos que podemos deixé.lI' de
herança para os nossos netos e para os netos deles. Se apenas agir-
rnos por culpa e vivermos aflitos, seremos gente demaiS neste mundo.
Por isso, discordo de AI Gore, que, em A Tctfél em balanço. diZ que
podemos curar c meio ambiente equilibrando a população. É corno
olhar nos olhos de urna crian<;él c dizer: "Serl3 melhor que você não
estivesse aqui".

Como você lera nestas páginas. Inicialmente, urna variedade siçJni-


ficatlva de fabncantes correspondcu ao cracllc to clnc/lc - fi1.bncél.ntes
de carpetes. cosméticos, detcrqcntcs, sapéltos e df~ nlLllté1S ou!r,lS COI

Introduçao 1'
sas. o CI(i(!le t() crad/c também foi adotado por rtrquitetos no projeto
de cdlfiClos Inteiros. É um procpsso que não envolve somente definir
fjulmlcamente os InçJredlf!ntes a serem empregados, mas também um
slstemél ~ocléll de rcaproveitarnento, quP vai muito além de varias m-
SJI·as govcmamf!ntals de r·eciclagcm. Aldeia ú que o comprador de um
revestWrlcnto de pisos da Shaw ou (13 Desso Imagine, Anquanto ainda
estiver VIVO. o que sera desse piSO após deixar de usa-lo. Isso signi-
fica fjUf! os moveis de escritório, como os fabricados pela Steelcase
c pela Orangebox. são projeta.dos para serem desmontados mais de
umé1 ve7. C que: seus materiaiS súo escolhidos por sua capacidade
quase Infinita de reutilllrlção. ~P_~.:~.P?(~t!va de long~ prrlzo é comple-
!_anicntc diferente da Idela de urna única reutilizaç~o por tré·1S da tão
popular "rcuclrlgem", em que sua Qa.rrafa plástica se t~al"!.?f.orma nUf'!Ia
..Jaqueta ... c dali a clncÇ) anos a jE!-queta vai e~atamente para o mesmo
beco sem saída, do berço à cova, onde teria Ido parar a .sua garrafa
uns anos antes.

EstanlOs aprendendo - o mais rapidamente possivcl - que todos os


materiaiS tôrn períodos de uso muito r11a1S longos do que as pessoas
pÍ"~l1sarn. Os nossos sistemas de m"ilenais '-linda não se provaram in-
finitos. mas incentivo os clientes craci/e tu cTéld/c a imaginarem-se em
um curva ascendente que mostre qUé10 longe eles e seus clientes che-
garam. E o velho ditado: se vocé caminha em direção ao horizonte, aí
sim conscgLH: ver aonde deve Ir.

o cré.l(ile to cradlc e uma "estratCglél de apoIo". O crad/e to cradlc


tem lIn13 \/alitaç]crll competitiva, porque toda empresa que adota essa
abordaçJcm rr~vela amt)l(,:üo c dlsposiç80 para a pesquisa. Mas não se
Ir·ala de compelll,;iw ou de controlar seu vizinho. O conceito cradlc to
cradlc' e ImprlSéHTlCntc bem-sucedido na Holanda, porque o holandês
- perlSO E:LJ - tc~m uma cultura dt.: ajuda. Na Holanda. se você não aju-
da Sl:lI viZinho. vocü se atoga. Um terço da população vive abaiXO do
rllVnl do r11ar. (: V()C(~ espera que o seu VIZinho tamb(~m CUide do dique.

Na Ho anoa, o Mlnlstcrlo do Meio Arnblcntn vem desenvolvendo


IJII1,1(":;·;lr·'.[(;Cjl(l d(' ilplovislOn,mWrlto p<l!'él orçJanizações gow:rnalll(;rl-
tais que usam o cradle to era d/e como o crrtel'io de suas compras.
Quaronta por cento dos lucros do gás natural foram destinados ~l
pesquisa cracllc to crad/e e ao fomento dessa inovaçã.o nas pE-:CjuP-
nas empresas do pais. que poderiam ter dificuldades em reali/a-Ia por
conta própria. E diferente das abordagens 3rnblcntalistas adotadas
~~r governo~, que qLi-~-~~~"';penas controlar e mlr·llrllI7<U.

Sempre ha pequenas sementes que viram grandc~s histórias, (~ o su-


cesso holandês 'Jeio de um filme fc~ito para a telcvlsélo, Wastc Equals
Food, feito por Rob Van Hattum, Rm 2006, A acolhld~ convenceu-me
de quo. em parte, foi o tamanho da Holanda que a tornou Ideal para o
crAd/c to cradle: ó um lugar sufiCientemente pequeno para quo aca-
dêmicos e fabricantes poss3m aprender uns dos outros: mas tambem
um lugar suficientemente grande para que. se nélo quisessem. LJ.m-
pouco precisariam trabalhar juntos. Percebi como o conceito uadle to
cracJle verá, em um futuro bl'eve, urna varledado de pessoas aceitando
a mensagem de que precisamos nos organizar de maneira diferente
agora. senão será tarde demaiS. Em 2008, foi criado ern VRnlo, na Ho-
landa, um escntério que trabalha com firmas de consultorl<.l baseadas
nos princípios cradlc to cradlc, que orientarn emprRsas, pessoas dos
sistemas educacionais holandeses e orqanlz<'l.dorcs, COnlO os que RS-
tavam por tré.'lS da conferéncla ;'Let"s Cradle", Arn Maastricht, disponível
no You Tubc.

No outono de 2008. ocupei um;:J. catedra de cinco anos na Univer-


Sidade Erasmus. em Roterdã. A Erasmus e celebre em estudos em
administração, e seu professorado est~l conjugado com o da Univer-
sidade Técnica de Delfl, uma das mais irnportantes univerSidades dR
tecnologia da Europ;:J.. Na Alemanha, cu trabalhava como cnçJCnhel-
ro químico, e t;:J.lve7 vocü pense que não é cornum que Llrll Clf~ntlst<'l.
ocupe uma c;:J.dF.lra no departamento de adrninistré.H,;ão. Mas o nlvfd
de interação flexível que vejo nessas unlver'sidades (; fantastico: gAS
tão profissional e Cientistas em busca de amplas soILl(,;cJes cCJrl1porta-
mentais para problemas ambIRn!<l,Is nunca Célnllnh;:J.ram t?in pr·óXIITlOS.
DepOIS do Cinco anos, dRvernos ter um programa df) pÓ;';-~lr{lcJlIaC;~lo
sobre o conceito craclle to cri:lCJ/e em coopfnd<.,;iíu com o Instituto

Introdução Il
DRIFT, centro rnundial para o tipo de "gestão de transição" da qual
dependemos atualmente em razao do ritmo alarmante de mudanças e
progresso. A cútcdra e os meus assistentes são financiados em parte
pelo governo holandês e em parte pela Royal Haskonlng Foundatlon e
pela IndlJstria holandesa.

No começo. o maior equivoco do cré/cf/c to cré/d/e fOI procurar ,so-


mente reddinir os "ingredientes" de um produto - o que é. obViamente.
parte, da abordagem. EXistem cerca de 55 bases de dados em todo o
mundo que podem proporcionar substitutos dos materiais em uso para
lima empr·esa. isto R. quais sao as alternativas para o material "x". Minha
base de dados lambem fornece algumas boas descrições do que se
perde com "y" e com "z". Sempre enfatizo que não estamos buscando
(~strltamcnhC! os substitutos em si, mas sim quao sinergRticos eles são
ao lado dos outros componentes. Beba sua taça de vinho tinto com
aspirina - (~sse pode ser o efeito de elementos químicos combinados.
Recentemente. algumas orqanizaçõcs na Califórnia receavam que a
falta de dados dimlnuissl) o rlllno dos desenvolvil1entos nesta área.
Falando <1 partir do lado do "slm, podemos", que sempre quer dispo-
nibilizar mais dados. Bill e eu concordamos que precisávamos saber
filaiS. mas isso não podia. ser uma desculpa para que a Implementa~;é1o
dos princípIos do craC!le lo crélc!lc ficasse estagnada.

Nos primeiros anos de créldlc to cracJlc. o protocolo era normal-


mente tratado como ul"n projeto-piloto dentro de uma empresa, e um
produto em. então. crrado de acordo com as prescrições acerca dos
substi:utos e da df~Sl1lontagenl - mas apenas um. Aqora veJo que o
cradlc to ('.fadlu devel'ia ser' conduLldo pela alta diretorra. Ele funCIO-
na rnelhor Cluando a empresa illteim quer ser diferente. A fabricante
holandesa. de; carpetes Dcsso. a Véln Gansewinkel. uma ()mpresa de
gesUi.o de r{~slduos e fornecillwnlo de nutr·ientes. e a empresa galesa
Orançjcbox, di) móveis para escritóriOS, sao umas das poucas que
fazem ISSO.

A D~;sso. por exemplo. criOU um plano prtra os proximos élllOS, que


C()ll1('(,'a com a clcscol"H:rta de altnmativa::-; par;l o belwne e a crla(;;:lo de
um suporte diferente para suas placas de carpete. Decidiram atacar
primeiro as linhas de produtos com maior concentraç50 de substâncias
de classificação X. Gradualmente. aceitarão o d(.;saflo de encontrar
uma tecnologia que lhes possibilite tomar seu produto de volta e des-
montá-Ia. Posteriormente, começarüo a criar materiais de Instalaçao e
produtos de limpeza que funcionarüo segundo os parâmetros cmdlc to
cradle. Assim. toda a vida LJtil de uma placa de carpete encontca-se na
mesma estrutura. O gerente de sustentabllidade diz que seu trabalho e
embutir o conceito crad/c to crad/c no próprio DNA da Desso.

Se você c uma empresa que está fazendo um produto que.!, em


LJltima análise, é tóxico, está um pouco na linha de Tolstoi em Ana Kafe-
nina: cada família infeliz é infeliz a seu modo. Normalmente, o fjue voc?
está fazendo em sua empresa c criar um tipo de problema ambien-
tai específico para seu negócio. Mas 8. f3mosa frase de Tolstul come-
ça dizendo que bdas as famílias fellLes sA.o semelhantes, e quando
vejo empresas trabalhando juntas com amblçôes crad/e to cmcfle. sin-
to que se tornam mais afins. Ern comparaçào com o ano de; 2002,
quando saiu a primeira edlçao de CracJle to Cracl/c. hOJe ó mUito mais
facil encontrar fornecedores que cooperarüo com c'mpresas corno a
Desso. 8111 e eu colocamos em contato empresas crad/~ to cradlc que
querem compartilhar Infomlaçüo sobre Ingredientes C! cadeias de su-
prnnentos.

Centenas de departamentos de pesquisa - tanto em pequenos


laboratórios como nas gigantescas Instalações das maiores er11pIT;-
sas - vêm ganhando uma base de operações para essa abordager11.
Pretendo que este livro Irlcentive todos eles, r11élS so tenho terrpo Péna
realizar consultoria pessoalmente para alguns. HOJf~, o uaâ/c h Cfacfle
é algo que fabricantes muito ir11portanh:~s corno a Hí~wl(;tt-Pi.lckard
e a Phillps - buscam com seus proprlos nH:;IOS t; .. b(;IIl, Iliio h;l c()mo
par·ecer modesto quanto a isso, mas estou COlltnlltp. No (;lltéllltO. pUI
mais que este livro dh é1. Inlprr:ss,'io dI; que urlglflaIIlH.:ntc nos qllISC':S-
semos criar parcerias com ÇJrd.ncJí~s Prllpn;Sé.1S, e ap(;SéH" de Sl:W_, Cien-
tistas norrnalrnnnte snrem peS~;()élS COlll é.l:3 qu<.us apIT:nd<'fllos mUito.
cracl/c to créj(/ft.~ télll1búrn (": a aqc:l1Cla com:ta para ClllpIT:~~as P(;qucllas

Introduçao
c Inspiladas. A 8mpn?sa holandesa Happy Shnmp Fann e a chinesa
Earth Buddy SEtO parceiras em pesquisa, e nós damos apoio ao traba-
lho de mUitos p,oJetos pequenos.
O exemplo da Holanda tem obtido apoio em outros lugares.
O emutor desta obra, BIII McDonough, tambem trabalhou na Europa
recentemente - no projeto ccourbano de Barcelona e, com a Hines
Italia, 110 escritório da Isola em Mija0. Taiwan, Irlanda, Israel e Nova
Zelândia estudam maneiras de empregar o modelo cradlc to eraei/e.
Em 2007, o governador da CiMornla, Arnold Schwarzencgger, disse
que esperava que o Estado um dia usasse o conceito crad/e to crad/c
corno parte da IniCiativa Química Verde da Califórnia. Mas as carrei-
ras de govrnnadorcs c legisladores 830 curtas. MUitas vezes. os reais
conduloms por Iras de; "cradle to cradlc" são organizações como o
cscnlól'lo de mcio amblentc do governo bntanico. DEFRA, seu think
tank de gestélo de rcslduos, WRAP - para os (jLJélIS espero prestar
consultori<l - c o novo Instituto para a Suslentabilldade proposto pela
CarrléHa dos Lordes. No RC:lno Unido, também h8. Interesse pelo traba-
lho com "aSSOCiações", como as IlldLJstnas do COLHO e do ouro.

A questao é qUE-; vocó pode aprc:sentar o conceito de cradle to


cré/d/e em diferentes maneiras, como fez o garoto do começo desta
introch,çélo. Mas o modelo talnbóm pode ser uma grande Inspiração
no uso da ciência dos materiais pAra. se: falar sobre "crescimento 111_
rnitado'". Certanif:ntc, a primf:lra pel'gunta (;: "O que queremos f87er
crescer'r. Se isso e hom pé1ré_l os nossos filhos, para os filhos deles
(~ para as çJcraçóes seguinh-~;3, então "ilimitado" c algo bom. O cradlc
t() Cladlr: vai alt;1ll do coro arnblentalista que diz que () crescimento é
f:ITado e que; Ó virtuoso suprrmlr os prazcrc:s que lemos com cOisas
corno CC11 lOS ou sapatos. dI(; que nào I'csl(:nl maiS prazeres.

O C/;ul/e t() (Jncllc t"; como él bOd jéllTJlnaqern: nélo se trata de '"sal-
va'" () plalld~l. mas clt-) élpl"C)ndcr d prOSptHar lle!c:. Quero converter
os dl,siosu:; dn plallt;lu l~m pessoas que; conseÇ]LH: 11 vc:r que não po
d(~Ill()s l-r~const'lIlr
11()SSO me)IO arnblcllte se; fic.:élmos aflitos, que n;--lO

COll!:")\'ÇilJllllO!:") 11- ~lCkHllt; ~;(;, Sllllplc!:")i1l(:ntt;. nós '"nos culpamos ü nos


('II\/{:J~~l()llhalll();-;" dr' r!r)s Ilw;;rnos c dos outros. pr-(:Clsamos cultlvéll"
entre nós um espirito de cooperação com a nature73 - e mais reflexão
sobre sua lógica especifica.

Ouando S8 fala de "salvar o planeta". entra-se em uma questão


ética. E penso que os problemas não serão resolvidos ~;e fcHenl VIS-
tos como "éticos". De alguma maneira. todo mundo cornporta-se mal:
não foram apenas os nazistas que se esqueceram da ctica. Ouando
estamos inseguros ou estressados - em um cngarrafarll(~nto ou com
fome -, todos cometemos erros lamentáveis. Bill e eu queremos situar
questões (como ti do efeito estufa) no nível pratico e dizer "não seJa-
mos estupidos", em vez de "sejamos óticos". É Irrelevante se você é
um cientista ou um cidadão informado: se n~lo quer ser um Idiota, seu
instinto é o de fazer o que está a Sf:-:U alcance para combater o efeito
estufa. Nào transforme o tema em uln problema étiCO; faça delf:-: LHil

problema de qualidade de Vldrl. Independentemente do que vocé faz,


veja a qualidade do que faz. Transformar as coisas em questões r:tlCrlS
né10 resolve o problema.

Procuro trabalhar especlE1.lmentc com Jovens clentlstrlS qLlf~ se or-


gulhem de desenvolver novos produtos. Mas, corno dlssf~ antes, a
maioria dos novos produtos no mf:!r"cado otimiza os mé1hnl(ll~; errados.
Tomemos como exemplo o amianto, proibido nas paslilhi.l.':; dc: freiO
pela União Europ8la. Empresas como a VolkswaCWl1 c: a FOI'd amlll-
ciam que seus produtos são livres de amlrlnlo. rnas nlnglll~m pc:rgunl;l
o quu e uSrldo no lugar dcle. Em seu lugar PSU10 usando slliff~jO de
antimôniO, Sb.S .. que e ainda mais célllCeriçWrlo que o amial,lo. Com
efeito, se vocô quer proteger o meio amhlí~lltc, compre um Porsche.
ClUf~ lem pastilhas dp freiO de c:cr~l.IIl1Cél. (e compl'c; o de cor prnta. pois
o vmde ú mUito mais toxico).

É o mesmo qU{-~ fazem os fabrlc;mU;;; ck' telnvls8.o quandu plOlb(~rn


dois nlc;tals pes<:\(1os: o chumho c' o cúdmlo. NinÇJlIE·~m p(;rÇJu!lh () q:I(\
se põe no IU~(1r do chumbo. Ouando se >;Llb~illtlll o chumbo como 111,1-

terlal de soldagcm em placas de UI'CUlto, os sllhstltut(J~~ ;:i'·IO (;;'il(!(1ho.

prata, cobre. nlqut';1 (; hlSlllutO. Todos nsst):-3 CI(;lIlcntmi ;'i;'l() 1-;lfU~.; (;/Oli
tOXICOS. A ··sLlbstlllll(,;iúJ'· (; Lima dj:.:;lr;W~I{J. 1l;\O LUili\ S()IIJ\~;l() .. ; clpl·(;-

Introduçao
"
senta novos problRrnas. Eu disse rt um comitê da União Europeia que
núo voaria em UIll aviüo que nüo tivRsse chumbo em seus Circuitos .- e
agora as aeron3ves estão IsentélS dessa proibição da Uniào Europeia.
Continuo a bélter na mesma tecla: o chumbo pode ser um bom com-
ponente se {) usamos dentro dos programas crad/c to crad/e. Afinal.
rde podo Sf7r reempregado Ilimitadamente e, ao mesmo tempo, nunca
podemos uSêHo mais qUf7 em quantidade infinitesimal no processo de
abastecimento de ~.\gua. O chumbo é um nutriente técnico perfeito. só
que clt; vem sendo demonl7ado.

Df7 flue adianta proibir um dos 4.360 elementos químicos na mon-


t3gern de sua televisào se um material tóxico é substituído por outro.
que talvez piore o desempenho dél rnontagem? Às ve7es, tambóm o
1I1el0 ambiente 3c3ba piorando. Pode-se substituir chumbo por bis-
muto. mas, na natureza, so se pode extrair uma tonelada de bismuto
el"n dez lonelad3s de minér'io de chumbo - e onlao todo o chumbo
I"ejeitado pela Unlüo Europcia é acrescentado na gasolina com chum-
bo que vai para os países afm:anos. pOIS eSSf7 é o tipo de ÇJ3solina
que tocos os países petrolíferos europeus vendem para lá. Assim. em
prol de um rnercado europeu livre de chumbo e pro-busmuto, acabam
sendo criados mc:rcados paralelos de chumbo excc:dente e barato.

TalveL devôssnnlos olhar para um retrato completo de nossos re-


cursos pspoClalrnentr: para os metais pesados - da mesma ma-
neira que olhamos para outros ativos ambientais. A ON U diz que.
em um curto Intervalo de tempo. tert;IllOs perdido nl<1IS da metadn
de: nossos 111acacos e 70:1'0 de nossos golfinhos e peixes-espada.
Se nos transpUSCSSf:rTlOS ISSO parri as perdas de recursos Illlnmais
tC' 111r.ltenaIS, scra qlJ(~ as pessoas sr~ Irnportarlam? A piada (se voee a
OUVIU antes. podn sc:r porque; (: a nossa plaeJa frtvor ta) e que qUrindo
um planeL.'l nnculltra outtO planeta, o planeta 1 diz para o platlc;ta
2: ·'FI. voc,:; (;sla hOl"rlv(:i·'. n o platlpta 2 di?" ·'SlIll. PU S(;I. estou corn
HO!llo Si:lpiCIlS" O pl<lIlcta 1 r(:pllca: "N;}o prcocupe, eu FI tiVe:.
SI:;
Loqn ch,sap;\r{;C(:ra'·. Issu CVOCél o CjLW dissp ;mtc;:) devemos del'e-
ditar que cst(; pli.lllda seria nwlhc)l' se 110S n{lO (:stlvesscnlOS nclc'~
Exi~;tc\ lilll~l "UII'''''';:>

I';
o único capltLlo dAS te livro que repensei desdc~ 2002 e o quinto,
';Respeitemos a diversidade". "Respeitar" é muito pouco. A diverSI-
dade desapareccr~l se não a apoiarmos atlv~urH;nte. Isso remonta A
minha dISCUSS~lO sobre minimizar em V(Y de trazer as soluções am-
bientais para a ordem do dia. Diante de tantas p3dronizações c; outros
tipos de conveniências. a diversidade tornou-se un13 cOisa dita da
boca para fora. Em vez disso, lima lmic3 carapuça veste a todos. Ntw
leva a pade alguma diLer que se respeita os povos indígenas, os mlllP-
rais da areia de uma determinada praia OLl ate mesmo o cabelo do ser
humano em todas 3S suas variedades quírnicas. A varil-;dade precisa
de apoio. c de apDIO clentítlco para aCluilo que e específico f.' preCIoso
- e não apenas de "respeito".

o C/adIe to créidlc não é corno correr em r1lrf)ç<:'Í,o él uma meta. mas


sim se orientar por uma bússola. Sinl. A possível fazer pmdutos ele-
tronleos bamtos sem chwnbo e utilizar o chunüx) ern outro lugar. De
que isso serve? Sera que nüo podernos 110S preocupar C cUloar per-
mrtnentemente do chumbo, da mcSnlrt formrt que sernpre CUidamos da
zigua fresca? Por favor, não romrtntlL~mos o pmblema, ntlo o associe-
mos a uma ma consciência ~ n~lO legislemos de m3n~ira. a tomar as
soluç6es mais dificcis. Não somos "t2l0 maus" e rt ciencla do Cladle to
cradlc tampouco {; muito (Míell ou Impossivcl. Sào necessarras pes-
soas que consi~am pf~nsar atrav6s dos Imprtsses.

Existe um novo projeto meu - cscnto em 2008 - rcléltivamenh~ IJe-


queno. Illas qu~ di? algo sobre: as aborclagens uéld/c to crncJlu. Hi1UIll

pântano chamrtclO RiJ!lenburçJ na provínCia de Utrcchl. Ní1 v~r(bde, os


pàntanos são melhores para absor'vcr dloxido dE; carbono do que as
florcstrts aclultas. e em Rljnenbmçj hé"t planos para lJlTl novo descnvol-
VIr1Wlllo habitacional que deve ser constrLllclo prot()gendo tarto nSSt;
r~curso natul'al como rtS espócics locélls. A é"\n)é\ esta pmjctada pam
Clue cada bairro s~ concentre em pedo IlWllO~; dUéls metas (Jari/c tn
craclle. Isso SCl'lrt facil com os critórlos élmblentals alltCrlOIT~S, irias o
modelo crad/c to craeJle aprcsenla n()vi.l~; arnblc,:ocs c, espc:no. <..:on-
dl<.,:c)cs de vld8. (;):lnnplélIT~s. Bill McDollouçjh espera que alçju ~;ir11ilar
possa ocorrer cOl"n o proJcdo "Makc it Riqht". de Nova Orl('dll.'·;.

Introduçao
Niio subestimamos CJuão difícil pode spr trabalhar corn padrões C/é/.-

cfle lo C!ncJlc. rllas tambern llél0 subestllrlarTlos o entusiasmo que exis-


te ao ve;-Ios tuncIOnéH". Em 2007, BIII McDonough C:' eu estivemos entre
os "Heróis do Meio Ambiente" f:lellos pcda revista Time. e a aprovação
popular do conceito llunc;i1 fOI um problema. O problema e explicar as
POSSIVE;IS soluções para (~sse pl'áJlico, c tOI por ISSO quo Inicialmente
publicamos C/adie to CfarJle em p~lginas plastlcas. na ediçào norte-
-Z-:l.niericana. Dovo tt-:;ntar justificar ISSO agora?

Uni norto-é'UnerIC;:1Il0 usa cerca de 400 quilos de papel por ano;


se a comunidade global usasse 8penas 200 qUilos por pessoa. nào
restariam rlI(lI~; ~lrvorcs. E claro que cabE; a nós fazer alguma cOisa.
e [l,'J,() só ppdlr aos indivíduos que redUlé'Ull seu proprlO consumo de
papel. Imprllnlr um liVro pm plastico, conlO fizemos, tOI uma ideia es-
tuplcb. l1las quis r1lOstrar aos leitorc:s que funciona. embora não seja
proVPltoso caso queira guar-dar para sernprf: o livro que comprou. No
entanto. taz sentido no caso dos jornais e revistas que vocó lê e que
pode dev:Jlv(;r ao seu jornaleiro. O Silicon Valley Technical Instltute
adotou a delél, e açjora o "pa.pel'· slntdico esta tornando-se comum.
Voc{~ pode lavar él tinta o usar a púgina dc~ novo. Estamos negociando
essa tecn:.::doçjiél COIll VilflOS jornais.

A edlc;ào nortn-amf~flC(lna de 2002 em pc:'lginas pl<'tsticas foi uma


r;xpeflmertaçao. mas tOC];)S élS outras edições de Cmdle lo Créldlc.
exceto él rLlrlqara, foram como esta. publicadas em papel. A experiên-
Cia com o plástiCO fOI UIll prototlpO Interessantt-:;. nf'.fll boa nem ma.
nias dlqo para SP pC:flsal a r(;Spf:ltO. Entre 2002 e 2008, Cradle to
Cl<lcJ/C vf~nd{~u apmximadarnentc 300 mil exemplares para leitores de
Ilrlqua IrlÇJ t"'!S;J c:m todos os nlercados. Com efeito, todas as edições
do livro venderam bnm (e111 seto trac:ltJ~;ões ate o momento). O livro
Vf~fld(;LJ U10 bem na Chin<l quo hrlrlqu(~1 que erél o segundo autor ale
mtlCJ m;w; b(;nl vendido 10. depOIS dr: K,l.rl Mélr-x

Ff(:ntc; ;:IS UIS(~S ambientais, nil.o fiCO parado como aquele r(;1 IrlÇll~s.
Canuto. qllC) pnnsélva quc~ s(; Ç)fil<_ISSC poonria reverter a mare, VeJo
d l1l;:m). vou: :1 VE';. {~ !;llv()7 (\ 11 Cl:->S,-) SOlll(,:~lO S(:FI ar'Jr{;ndc:r a surfar.

l
Outros problema~ do nosso melu ambiente ~üo maiores do qJe pen-
S8.vamos quando, anos atrás, sugenrnos o modelo uad/e to c/adie
como um princípIo particular-menh-~ il1lpOrlanlf~ para a SOIU(,;;lO. Mas
a ênfase continua a ser Importante. N~io se tr-é!tél apenas de ··sdlvar ,.
o planeta, mas de aprend(~r a Vlv(~r nEd(:;. E n~lO (: qU(; n;1.0 PWClS;-\

mos preservar tanto aSSl1ll os macacos, Illas sim que tambem prc-
CISéHllOS preSerVé]r os mlnerellS.

Ernbnra, a prtrllr do 11ivel liII1itilclU dE) nussa 111(;111(;,

Tenhamus visões curtélS C' n<-l.u VCJélrllUS (J que FI? atré·ls !al(;I-'t(;:
Mas eis que. mais avançados, com estl"élnha surpIT:,sa,
Surgem novas cenas distantes de uma Illtlfllta Ll0nCla l
,("

A CiênCia só pode averlguar- o que ü, mas n;::lo o que devPrla Sf;L


e, fora de seus dorninios, todus us tipos di; JlII7US ele valor
continuam a ser necessarius

Mlchael Braungénl, Harnhurr!0' 2008

Introducão
1. Uma questão de
design
Na primavera de 1 9 12, um dos maiores objetos movcntes ja cnarios
pelo ser humano deixou SOLlthampton, Inglaterra, o come(,;OU a vagar
em direção a Nova York. Parecia ser a epítomc de sua Rra industrial
- uma poderosa representação de tecnologií1., prosperidade. luxo e
progrRSSO. Pesava 66 mil toneladas. Se esticado, o seu casco de aço
tinha o comprimento de quatro quarteirões urbanos. Cada um de seus
motores a vapor era do tamanho de uma casa. E estava Indo par-a um
encontro desastroso com o mundo natural.

Obviamente, esse navio era o Tltém/c, um enOl"rlle transatlântico,


aparentemente indestrutivel pelas forças do mundo natural. Na mente
do capitao, da trlpulac;flO e dR rllUltoS passageiros, nada poder'ia afun-
dá-Ia.

Alguém podcria diLer qLJL: ° Tltanic, mais do que apenas ulr produ-
to da Revolução Industrial. continua a ser uma adequada metáfora da
Infraestrutura industrial Cl"lada pela revolução. COrllO o frtmoso naVIO,
essa infracstrutura é alimentada por fontes de enc:rglrt Of;stlals e artifi-
Ciais que são ambientalmentc cmpobrecedoras. Ela lança liXO Ú c."lgua
e fumaça ao ceu, tentando funcionar com as suas próprias regl·as. que
são contrárias às da natureza. E, embora possa parecer invencivel. as
falhas fundamentais na sua concepção pressagiam a traçJódla e o de-
sastre.

Uma breve história da Revolução Industrial


Imagine que você tenha sido encarregado - retrospectivamente - de:
planejar a Revolução Industrial. Na sec;[lO dc:dlcada às suas conse-
quênclas negativas, seu trabalho traria algo Illars ou menos assim:

Uma Questão de design 25


ProjeL'.'l.r um slstenla de produçao que:

• despeje toneladas de mato ria I tóxico. todos os anos. no ar,


na ~'lgua e no solo;

• produza alguns materiais tão porigosos que exigirão vigilância


constante por parte das gerações futuras;

• resulte em quantidades gigantescas de lixo;

• enterre materiais valiosos em buracos por todo o planeta.


de onde nunca poderão ser recuperados;

• exija. milhares de regulamentos complexos - não para manter


em segurança as pessoas e os sistemas naturais, mas para eVitar
que sejam envenenados rápido demais;

• meça a produtividade em funçáo da menor quantidade de


pessoas trabalhando:

• cne prosperidade POI" meio da extraçao e redução de recursos


naturais e, onlao. enterre-os ou queime-os;

• empobreça a diversidade de espéCies e as práticas culturais.

Certamente, os Industriais. engenheiros, inventores e outras men-


tes que estiveram por trás da Revolução Industrial nunca pretenderam
tais consequôncias. De fato, a Revolução Industrial como um todo
nunca fOI planejada. Tomou forma pouco a pouco, à medida que in-
dustriais. engenheiros e designer~ tentavam resolver problemas e tirar
vantagpn1 imediata daquilo que consideravam ser oportunidades em
um período sem precedentes de mudanças massivas e velozes.

CO!Tleçou com os tE'cidos. na Inglaterra, onde a agricultura fora a


prinCipal ocupaçã.o durante scculos, Os camponeses cultivavam. as
senhorias fornpclélm comida e bens, c a IndLlstrla conSistia em artes~lOS

)(-j
que trabalhavam individualmente, com a lavoura corno atlvl(bdr~ para-
lela. Em poucas dRcadas, essa indLlstné1 caseira - dependente do ofí-
cio riR trabalhadores individuais pal·a a pmduç{w dR pequenas quanti-
dades de panos de l?l - transformou-se em um sistema mecanizado de
fabricação que produzia quilômdros de !f~C1do em sórie. A péH"tlr de
então, boa parte desse tecido passou a ser algodão c:nl vez de lü

A mudança fOI ~stlmulada por umél raplda SllU~SS:1O de no'/as tc:c-


nologlas. Em meados do seculo XVIII, os tmbalhadores rurais fiavam em
rodas giratórias dentro de suas casas. movendo os plé"'!dél.IS com étS

mâos 8 com os pés para fazerem um tiO d(: cada vez. A maquina df~ fiar
spinning jcnny, patenteada em 1770, aumentou o numero de fiOS de
um para Oito, d(!pois para dezesseis e depOIS para ainda nlalS. Mode-
los posteriores fiavam at(! oitenta fios slrnultanearnenle. Outros eqUi-
pamentos mecanizados, como o W<lter fré/flle e a SfJllrlJlnq mu/c au-
mentaram os nlvelS de produça.o a um ritmo tal que deve ler s·da algo
semelhante à Lei dR Moore (mlativa a Gordon Moore, um dos funda-
dores da Intel), sogundo <1 ql.l<11 a. velocidade de process3l'nento dos
chips dos computadores dohra él. cé1da dezoito nwses.

No período prÓ-Industrial, os teCidos p<1ra exportaçao viajavam em


navIos por canais ou em veleiros. que erd.rn Vé1~FUOSOS e pouco confi~1.­
veis sob tempo rUim, sobrecan·cgados com altos dRveres e leis estri-
tas, alem de vulneráveiS 8. pirataria. De fato, era surpreendente quando
todo o carregan""lento chegava ao seu destino. A ferrovirl e o navio a
vapor possibilitararn que os produtos tossem transportados mais rapi-
damente e para mais longe. Em 1840, as fábricas que tinharn chega-
do 8. produzir mil artigos por semana possulam os meios c a motivaçào
necessáriOS para produzirem mil artigos por dia. Os trabalhadores hl-
bns tornaram-se ocuprldos d~mais para o campo e mudaram-se para
as cidades, a fim dR Rs!arem mais próximos das fábricas, onde pode-
riam trabalhar d07e ou mais horas por dia. além de empregar él própria
família. As áreas urbanas expandir<1rll-sc. os bens proliferaram r: as
populaçoes das cidades aumentaranl. Cada Vt~Z mais, empr·egos. pes-
soas, produtos, fabricas, negócIos e mRrCéldos pareciam estar na or-
dem do dia.

Uma Questão de design 27


Corno todas as mudanças dc: par-adigrna, essa tarnbom encontrou
rc:,slstôncia. Os !rabalhadores I-urals tcrnc:rarn perder trabalho e os lu-
dditas (seglJldores de Ned Ludd) - experientes tecelões furiosos com
as novas rnaqulIlas e corn os !rabalhadorcs desprcparados que as
operavam - f~straçalhararn (:quiparnen10s que f:-:conornlzavarn trabalho
n dificultaram a vida de invcn!orf:s, sendo que alguns destes morrerarn
rejeitados e paupcmnws an!es que pudessem lucra" com suas novas
maquinas. A reSistência n80 atingiu somen!e é\ tecnologia, mas tam-
bOril a vida espiritual c; imagillatlva. Os poe!as românticos exprimiram
a crescente diff~renc;a t-:;n!re a paisagem rural c na!ural e a da cidade
- mudas vezes. crn termos dc:snsperadores: .LAs cidades f... ] nüo pas-
sal'fl de pns6es gigantescas que nxcluem o mundo e todas as suas
bele7éls ·-,1 escreveu CJ poda John Clare. Crillcos de arte e artistas
como John Ruskln e William MOrrls !r~l1leram por uma civilização cuja
sensiblllc:L:1.de estr--:dlca c c~struturas fisicas estavam sendo remodela-
das por projetos materialisl as.

Houve outros problemas, mais duradouros. A Londres vitoriana era


notória por s(,;r "a grande e imunda cidade·'. corno Charles Oickens él

chanlOu. O i'lrnblc:nÍl:: Insalubr(~ e as classes baixas sofredoras tona-


ram-se sinais marcantes da florescente cidade Industnal. O ar de Lon-
dres ma !ão sujo por causa dos poluentes 3ereos, especialmente pe-
las emlssôes de carvão queimado, que as pessoas trocavam os
punhos e os colarinhos dr; ~:3uas camisas no final do dia (comporta-
mento qJf~ se repetiria t-:;111 Chattanooga durante a década de 1960 e
que ate hOje ocorre em P(~qulm e Manila). Nas primeiras fabricas e em
outras operações industriais, como a rnineração. os materiaiS eram
considel'ados caros, mas as pessoas Rram muitas veZRS consideradas
baratas. Tanto crianças como adultos trabalhavam longas jornadas em
condições dcploróvels.

Mas o espírito gpral dos primeiros Industriais - e de mUitos ou!ros


na época - era de grande otimismo e té no progresso da humanidade.
Com a explosi~() d~) IndustnaliLa(,;iio. surgiram outras instituições para
auxiliar SJé'l. asccns~lO: os bancos comerciais, as bolsas de; valores e a
II"llprenSd comercial abriram oportunidadt::;s de emprego 3diClonais a
nova classe média e fecharam as relaçoes sociais ern torno do l~n:sci­
menta econômico. Produtos mais baratos, transporte público. distri-
buição de agua e saneamento, coleta de liXO. lavanderias, moradléis
seguras e outras conveniênCias deram às pessoas. tanto ricas como
pobres, o que parncia ser um padrào de vida nléllS justo. Já nãl1 eram
somente as classes ociosas que tinham acesso a todos os confortos.

A Revolução Industrial não fOI planejada, mas nào deixa de tf-;r lima
razão de ser. No fundo, fOI urnri revolução econômica, condUZida pelo
deseja de adqUirir capital. Os IndustrlrilS qUISerrinl fazer produtos com
o maxlmo possível de efiCiênCia. de forma a obh~r () rnrilor volume de;
bens para o maior nLJmero de pessoas. Na maioria das Inch'lstrias, ISSO
ImpliCOU a mudança de um sistema de trabalho manual para LH11 dn
mecanização efiCiente.

Pensemos nos carros/ No Inicio da década de 1890. o automovd


(de origem europeia) era feito para Ir ao encontro das especificaçôes
de um cliente por parte de artesãos que normalmr;nte eram terneu>
dores independentes. Por exemplo, uma empr-esa de maquinas opera-
trizes em Paris. fabricante de carros Ilder na época, prodUZia apenas
algumas centenas por ano. Eram itr;ns de luxo. construídos manual-
mente, devagar e com cuidado. Não havia um sistema padr-ão de rllR-
dição e graduação das peças, tampouco um modo de cortar aço duro:
as peças eram criadas por diferentes fornecAdores, endurecidas sob
o fogo (o que quase sempre alterava suas dlmensoes) e lixadas indivi-
dualmente para se encaixarem nas outras centenas dR partes do car-
ro. Não havia dOIS carros içJuais, nem poderia haver.

Henry Ford'! trabalhou como engenheiro, operador de múqllinas e


construtor de carros de corrida (nos quais ele próprio correu) antes de
fundar a Ford Motor Company, em 1903. DepOIS de produZIr uma
primeira leva de veiculos, Ford per-cebeu que, para fazer carros para (J
trabalhador norte-americano moderno - não apenas para o I'ico -,
precisaria fabricar veiculas dr; modo econômico e em grandes quanti-
dades. Em 1908, sua empresa começou a prodUZir O lendáriO Modnlo
1.ü "carro para a grande multidão" com que Ford tinha sonhado.

Uma questão de deslgn 29


"construido com os Ilwlhore:s rnatc:rlal~;. pelos melhores homens que
podldm sc~r cuntralados, com basn 110S projetos mais simples qw::; a
engenhéll'la rnodc:rna pode: Inventar l... ] de preço L1.0 baixo que ne-
Ilhum homem qut-~ ganhe um bom salarlo ser~l incapaz de possuir".

Nos anos sf.'gulntes, combin3r<1m-sc: vtu-ios aspectos da fabnca<,:ão


para a.tlllgir essa f1lct:=l. f"(;voluClonando a produçüo do carro R aumen-
tando r-apidamente os nivc~is de etlci{~ncia. Ern primoiro lugar, central 1-
zél<,;ào: ern 1909, Ford élflLHlCIOU que a empresa produzina somonte
Modelos T. e, em 1910. passou para umé1. fúbnca muito maior, que
usaria onergla clr~trlca c: rRlJnlna certo nLJIllRro de processos de produ-
çél0 sob um mesmo tptn. A maiS famosa das IllovaçõRs de Ford foi a
linhél. df-: monté1.gem l1lovente. No csquArna anter-ior dR produção, os
motorRs, as c~strlltLné1.S (; as carrocerias dos carros eram montados
soparadamc:nte e dt:;pols reunidos para a montagem final por um gru-
po dt-; 0v:ré1.rlos. A Inovaçélo de Ford fOI Icvél.r "os 1ll3terials ate o ho-
IllRIn'" em vez de: '"o hOllwnl ate os nlaÍ(:l'Iills", EIc~ R seus engenhRiros
desenvolveram LlIllé-l esteira mlan1t~ baseada nas linhas dR montél.gem
ela Industl-Iél de: carne bovlllél de Chicago: ela levava m3tenais para os
trabalhadores te;, em sua rnaxinla eflclôncia. pcrnlitlél que cada um de-
les ropetlsse uma LlIlica opc:raçúo enquanto o veículo se movia pela
linha. reduzindo drastlcalllc:nte o tempo de trabalho total.

Esses () outros avanços tOrl1amm possiVlc;l a produção em massa do


carro uni\'E'nsal, o Modelo T, li partir de urn local centrél.lizado. onde
mUitos vRlculos c:r8.m monlados do inicio étO fllll. O aumenlo de eficiên-
cia barateou os custos do Modelo T (de 850 dolares. em 1908. para
290 dolares. ''111 1925) r, as vondas dispararam. Em 1911. anles da
Introdu(;;~lO da linha de montag{~rn. as vRndas do Modelo T tinham to
lalllado 39.640 dolams. Em 1927, o lotai das vendas alcançou os 15
milhóes.

A:s vantagens da produção padronizada e centralizada foram diver-


sas. Obvlanlcntt~. ISSO trouxe urna nquczé1. maior e rTlalS rápida para os
industriais. Por nutro lado. a té1.brlcação era vista corno aquilo que
Wlnston Churchill chamou "o arsc:nal da democracia". porque a capa-
cidade produtiva era tão grande que pôde (como nas duas Guerras
Mundiais) proclLmr uma resposta Inegavelmente potente para as con-
dições de guerra. A produ(,;;10 ró'rn massa tinha outro aspecto dcmo-
cratizante: como o Modelo T demonstrou. quando os preços de um
Item anteriormente inatingível ou dA um serviço despencavam. mais
pessoas tinham acesso a ele. As novas oportunidades de trabalho nas
fábricas melhoraram os padrões de vida, assim como aumentaram os
saláriOS. O próprio Ford ajudou nessa mudança. Ern 1914. quando o
saláriO normal dos trabalhadores de fábrica era de 2,34 dólares por
dia, ele o aumentou para 5 dólares. Ak;m disso. reduziu a jornada de
trabalho de nove para oito horas - afinal, dizia. "carros não podem
comprar carros". De uma so VRl, criou seu próprio mRrcado e elevou
as exigências para toda a In(1LJslria mundi81.

Do ponto de vista do dcslgn. o Modc~lo T sintetizou a meta geral dos


primeiros industriais: fa7l:r um produto que fosse desejavel, acessível
e operável por qualquer um, em qualquer lugar; ele durava certa quan-
tidade de tempo (até que chegasse a hora de comprar um novo) c
podia ser produzido de modo barato c rapldo. Nesse mesmo sentido,
os avanços tc'::cnicos centraram-se em aumRntar "a força, a precisão, a
economia,.; o Sistema, a continuidade e a velOCidade", segundo os
parâmRtros da Ford para a fabricação de produção em massa.

Por razões óbv as, as metas de dcsign dos prinleiros industriais eram
mUito específicas, limitadas ao pratico, ao lucrativo, (lO dicir:ntR e ao
linear. Muitos industriais, projetistas e engRnhelros n<10 viam suas cria--
ções como parte de um sistema maior. além de um sistema econômico.
Mas compartilhavam alguns pressuposlos gerais sobrf~ o mundo.

"As essências intocadas pelo homem"


As primeiras industnéls contaram com uma oferta aparentemente inti-
nita de "capltal" natural. Minório, madeira, úgua. cereais, gado, carvflO,
terra - essas eram as matérias-pl'imas dos sistemas de produção que
faziam bens para as massas. c ainda hOJe continuam sendo. A fabnca
da Ford. em Rlver Rouge, era o paradigma do fluxo de produção em
uma escala massiva: enormes quantidades de ferro, carvão. areia e

Uma questão de design 31


outras r"'natérlas-pnmas entravam por um lado da instalação e. uma vez
dentro. eram transformadas em novos carros. As industrias engorda-
varri <1 mc:dlda que transformavam recursos em produtos. As pradarias
foram utilizadas para a agricultura e as grandes florAstas. desmatadas
para él obtenção de madAlra e combustivel. As fabricas situaram-se
perto dos recursos naturais para ter fácil acesso a eles (hoje, uma fá-
brica de janelas proeminentes está localizad3 em um lugar que origi-
nalmente estava rodeado de pinheiros gigantes. usados para fabricar
batentes), e ao lado de corpos hídricos, usados tanto nos processos
de fabricaçào como pal'a o descarte de n::;síduos.

No seculo XIX. quando tais práticas tiveram início, as características


dclicadds do meio ambiente não eram uma preocupação generaliza-
da. Os recursos pareciam inwnsuravelmente vastos. A própria nature-
za era vista como a "mãe-Icrrd". que, por ser perpetuamente regenera-
dora. absorve na todas as cOisas e continuaria a crescer. Ate mesmo
Ralph Waldo Emerson, um filósofo e poeta presCiente, de olhar CUida-
doso para com a natureza. refletiu uma crença comum quando. no
começo dos anos de 1830, descreveu a natureza como "essências
Intocadas pelo homem; o espaço. o ar. o rio. as folhas". Muitas pes-
soas acreditavam que sempre haveria uma vastidão que permaneceria
Intocada e cand,da. A ficção popular de Rudyard Klpllng e de oulros
evocou partes selvagens do mundo que ainda cXlstlam e, aparente-
mente, sempre eXistiriam.

Ao mesmo tempo. a Visão do Ocidente viu a natureza corno uma


for-ça perigosa e bruta a ser clvilizadél e subjugada. Os seres humanos
encaravam as forças natur-ais corno hostiS, de maneira que a atacavam
a fim de controléHa. Nos Estados Unidos. domar a fronteira assumiu a
força de um mito. e "conquistar" os lugares selvagAns e naturais era
I'cconhecido corno um Imperativo cultural - até mesmo espiritual.

HOJe, .10ssa compreensão da natureza mudou drasticamente. No-


vos estudos Indicam que os oceanos, o ar, as monlarhas e as plantas
e os aninals que os habitam são mais vulneráveis do que jamais po-
deriam Imaginar os primeiros Inovadores. Mas há indústrias modernas

:32 Cracll(' to Cléldlv


que ainda opcl'am df; acordo con1 esses p~\I"é\diÇJIll;-ts dcsc'nvolvidos
quando os sr:rf:S humanos !Inham urll(l conccpi.,;f)() mUito dlfernntf; do
mundo. Nem a sallc!c; dos SIS!PllldS nd!ur,u;; rwrn (l (;On;;CI(,nCl;l de sua
delicadeza, complr:xidade e Intercorwctlvldadt' t(:fll feito p~lI'te da
agenda do projeto Industrial. Na sua base: mais PI-OfLllld<"l. (! Irlfl-<\cstr-u-
tura Industrial ClUl: lernos hOJe (~; IlI1e<-lr: concentl"él-SC cnl faLe! um pro-
duto (; em obtê-lo péll'a um cllcntr: de n1anelr-a rapldd c b;u-;-lta. st'rll
mUitas outl"as consldcraçoc:s.

E certo que a Rr:volução Industrial trouxe IllUdZlIl(;aS sociais positi-


vas. Com altos padr-of:s de Vida. a expcctéltlvd de vida crcsepu mudo.
Os CUidados n1édicos C' d cducaçào nH-:lhor''l.ram IIlUlto (; tnrnllr{lIl1-St:
acessiveis de fOlma mais ampla. A elntr IClCbdf:, ,-IS td(:COfllllnic;H;cir;s
e outros avanços elevaram o conforto c () b(:m-(;stllr a Ull1 novo pata-
mar. Os avanc;os tr:cnológlcos trouXf:r,1r11 os (;nOl"lllCS beneficios do
chamado dcscnvolvlfl"wnto das né1(,;óf:S. InclUSive lima maior produtivi-
dade das tcrras agrlcolas. (;olh<:l!as mUito nléllorCS c crcsu:ntc: arma-
zenamento de allrn{~nt()s para as popula\:ücs.

Mas houve fa.lhas fundéwTlentais no pmJ(;to dê! Revoluçélo Illdustrlal.


Elas resultaram enl algumas Olnlssões cruclém; que élcnrTt::I':-lréllll conSl:~­
quôncléls devastadoras para nos c qw; nos foram pdssac1as com os
pressupostos dominantes da era ern que':l transforrnaç{\O tomou for-ma

Do berço á cova
Imagine o que VOce encontraria hoje em um tlplCO aterlo S<illilarIO'
móveis velhos. estofamentos, carpetes, televisores. roupas. sapatos,
telefones, cornputadorcs, produtos c;mnplpxos () nl1lb(-d~I~J{~11S pl;'lstl
caso bem corno materiaiS org/mlcos COrllO frélldé\~_;. p<.lpd, r1lac1{;rrél (:
restos dp comid2. A rnalorié1 dt~ssw; produtot.; fOI feita él péll"tlr dc~ fllélte-
riais valiosos quP. eXlglré:1.rll f:sfor<;o e dinheiro pélra SCI-cm cxtl"aldos e
r.daborados: 5<10 bllh()f-~s de dol(lre~; em bens méltcl"lais. Os materiaiS
biodpgrac1;Jveis - como él matcria alimentar c o papel - téHnbcIIl t{:m
valor. Poderrdm decompor-se e assim devolvC:l' liutncntcs blOlóçJICCl5
ao solo. Infdl7lllcntc. todas essas cOisas S~lO arnontO;)Cl<1S ()1l1 um ate:r-
m sélnltúrio. onde scu valor c desperdlt;:ado. S~lo os produtos finaiS dp

Uma questão de design :..u


L1m SIStr;Ill~-l Illduslrlfll proJntado f:rl1 L11ll mode~lo Ilneal. uma via dR 111.:1.0
lIlllCrl c/() jlC\!ÇO ;'1 cova. Os rf)Cursos S[W Rxtraidos. modelados em
plodutos, Vf.;lldld()~; c flll("llmcnle clllIllnéldos em Lima espécie de "sc-
pultLJI"a" l1ormalln(;nlc um alnlTO ou um IflClnerador. Provavelmente.
VOC(; tnl1l familiaridade com () tlnal dCSSf~ pmcessQ, porque VOU? o
clH;lltn. [; rcspoflsavpl por tratar os seus df)tritos. Pense nisto: e POSSI-
v(:1 r'dl:r-II-Sf~ (l voc{; cumo cun~:;umldor. rn~lS (; muito pouco o qUR você
n:aIIlH.:ntc C()Il.':;OIlW - um pouco ue cOlYllda, alguns líqUidos. Todo o
l'c:~lo c ploJ(:lado f-XUél voct: jOCF1r tora quando tr:rrTlrlar. Mas onde c:
·'tora'·? Ct)I-L:lnlC'lllp. o "f(na" ntlo existe de: verdade. O "fora" fOI-se
embora.

Os projC:tos do modelo C/ael/c t() grave dominélm a fabrica(;üo mo-


derna. Dl' acendo Corll algumas e;stilllativas. nos Estados Unidos. mais
de 90':;,\)' dos matfnr;W3 exlrélldos para a claborac;üo de bRns dUrRveis
tl'ansf(JI"Inam-sc cnll lixo quase qUf: Imcdlatanlente. As veZRS. o proprio
produto c1lflcilmpnlc dura pOI mUito tempo. MUitas vezes e mais barato
cOI11prar Lll11d nOVél VCI'SÃO do {-!parc~lho do que procurar alguem parrl
CorlSCI't~-H () Item orrçJlni1l. De fato, mUitos produtos são projetados com
"obsole;scéncra proqramada'" para duramrn somente; por um determi-
nado pf:l"lOcJO de tempo. a fll11 de pOSSibilitar - de estimular - qUf~ o
cliente se Ilvrp da cOisa C! (;omprn um novo modelo, Alóm disso, rlqullo
que a IIlaiorla das pessoas vt; Crll SUélS latas de lixo e apenas a ponta
de um Icc:bf:rq de 1l1(ltcrl(1I~;: crn SI mC:Slno, o produto contém. em mó-
dia. apcn~-ls 5(:"-: cbs lllalcnlilS-pnrnas f~llVolvldas em seu processo de
clabcnac.;;t() (' dls1rlbuic.;tlo.

Tamanho único para todos


Corno () Illodc:lo c/dc/le to ,fjUI'IC' sllbJaC\~ntc: as premissas de dcsign
dd RnvoIW;{lO Industrial .- n;lo fOI questionado, até nlCsrno movimen-
tos formacJcy; OStU1SIVdlllf!lltc ()Ill OpoSI(;élo a essa nl-a compartilhavam
ele SUí"-l;; 'll(;SIllas blfws Um CXC:Illplo c o estimulo para que se alcan-
c()m SOIL.(,;Cll:S lJnIV(:r~~(lIS de dcslqll, ullla das mais populares estrat~­
Çjld:; d(: ci,)SIÇJI' do sl:cul(J rX1ss<ldo. No campo da arqultE:tura, a estra
1l:glil tornou ;1 fcnrlla do mOVll1lCnto Illtt~rnational Style. promovido
dur;-lIlk íl~) fJlIIIWI!(]S c!(;(;;lC.1aS riu s(;ClJlo /j por flqlJl'ils corno Ludwig
Mies van der Rohc, Walter GmpILI::-; (; I (~Cnrblls:cn, qllC 1(;cI~:I:Hl1l~l)n­
trél os (;stllos da era vitorldl"la, (/\s c;t!()c!r:w; q()tiC~l~; ,l!II(I(! (;Iam rlIOJ(;-
tadas t; c;onstruldas.) Suas Ilwt(!~; ('rdlll tantu ::-;OCldl~; COlil() (::-.;tl'tIC::JS.
OLlPrlam substltlm t()t:·l!nwn!t: a h;-lblla(,;iio Imidlll[)i"(; (; clC:-iICjl.ldl - IllrJ<l

res sofisticados c orn;lr11(;nlacJos pard CJ:-i t·IC();;: fr:lt):·i i; 111:;;·1IubIC:; P;H(l

os pobres - pcn cdiflclo:-; limpos, nlll1iniaiJ:-;ld:-; (: IOlillmi:lltl' ,1:T:-;:-;IV(~I:;


él ditcrc;lltus nIVl:IS de riqun/d c: d;-Iss(;:-; :;()(;ictIS, Cr·,-IIH.JI'::-; 1(llfl<!Ci di' \'1-
dro. aço ~ concrf~I{), al(;!Il cl(; tlélm;porl(; !);lL.ll() ai'lll(~n;;lcl() rJ()I· (;(JIIl-
bustlVCIS fosseis, pmporclonar;.Ull a:-; 1(;rr;lI11('llt:t~-.; pcn·;l qlll' (;II~JCllh(;j­
ms P ;uCjllit()tos rpaI17élSS(;!1] (:;;se (;;-;1110 ()[ll qu;!lqll(;r P,(!!(: dI) Illl.lI"',cjn

Hoje. o Intcrnatlonal Stylr: (;VOllllll par;) dlq(1 I1lCI1():; ;illlh,r.:II)~~n. VI::::()


a uma nslrulul-a SlIaVf"; c LlIlilorllj(\ 1:';()I;\d", rI;\::-; p;HIIC~II(\"ld;l(j,,,~ do lu-
gar: da clIltura locr.l. dél nallll·f;7;\. da (;IWr~.JI~\ I: do:-; jllIX()(~ (k IP(1j(~I"I:tis.
Essl:s \~(lifíc!os mflntCr11 POllC() - ~.;(: f; qlJl: Idldl:lll ;1 cll:~!lrll.:;\(J (lU ()
estilo d(; lImél rf")çJlfh), MlIi!a~; V(:7(;~';, c!nsL:W,lII1 '·i!; r.:OIl1() :\:-i bmlul'J'd;;

com Lima palsélgfc:rn ao sc;u I (;Clcn. ~·;c c: qll\~ l;;'d;-; [IC;\I11 Illldei::!:.; 1'1~1 tOI
no cl(::;S::.;cs "parT111cs dc: (;::-;ullorios·' d(: ;\;";!;llto f: ('(JI1CI-dIJ, O:; IIltr:IICI

res tambem S;1(J ;..;()m 111;;lm<.\(;~(ü), COll1 SU:\::-; ];\Il(;I;.1;'; ,.;(;Iad;\:--; :-;(;W; dl);\

r'el hos de ar-ccm d ic lonad() 711111 bll1do P( ;1111; \ ni )11 ter11( ;11 li:, ',f; u;.; :·;I'·;! ('111; 1:-;
de: aquoclm()nto. lalt;\ de IlI! do sOl (' cl(: (lI 71(;~';(;() i~ :·;lld 1!,lrllllldr.;;:IO
filH)I'csccntt: lIlll1mm(;, POdUldl11 t()r sido pl"OJ( :Lldo:.; fJdl·(l 111dqLIIII;l;)
domE:stlc8.S, fl<lO para S(;f'(:S hUIll:tn()s.

Os cnadmn:-; du Intcrnallu!1;lI Stylf; <jUI:lldlll (111(; (t( 1{'dil,\~;:-;(\lllO:-; Ild

"fraltnnidadc;'· hUITli.IIl;'}, Os qUf~ hOj() 11:-;;1111 C:':::;:;I' {;std() Ll/f;lll IE) PUI- :-;() I

fac:: (~ barato, (~ tumam a ;.U"Cluit(!tllr;\ lIlld()jI'lt'~ (:111 mLlil()~; ;iI1ll)II'IÜ('S

Os ediflcios podcmln]" (\ llWSI11d dp;JU·;Il{:id (; l.l ilW~·, no hIlH:IOll;IIllPlllu

em qualqupr IUÇJdl', nm Rcyk]clVlk ou l)1ll Yall~I()Il.

No d(;~.;lçJI"l do Pl·oduto, UIIl ()x('lllplo r:!élssico da :;()IIIC;io cJ'~ d(;:-ilÇJn


LlrllVRrSnl c o d(':lerÇJcntc: pmcll.l7ldn (;111 larq;1 i):i(:;t1;1. C11:llld(;s fdbll-
canle;;.; de sah,'1O pmwLun IJIl1 ch:l(n~J(~!11l: pdld t()(í;I~; d:-; p:lI"tr;:·; d()~·;
Eslados Unidos ou da EllrOp;), f;mhold <lS qlj(llldé\dc~.; cL"! élULld (' clS
Ilf-;CeSSldaOfY; das dllnrc;rtt()S COIlHJIlIChcJ(!;-i V;u-!('Ill. p(JI I~XCl1lpl(), ()~;
dl(;lltc's clf'; Iuqarl:s CU/li élCJlI:-l n'CJI(;. (:nllHJ () l1()m(::-;t(~ IHJI"li~-,11111:tl(.(l

Uma questão de design


no, ~-.:;() prCCiSiltn cI(~ pl;qUC;ll;I~; qUéllitlcbdes de dnte;rgl:ntc. Em lugares
('Ill qLl(~ d é-1ÇJLla c dUI'd, C()lno u sudo~st(;, prc~clsarn de qU;:J.ntidades
lrléll()I'(:S. Mas us dr~tr~r~JPnt(~s SélO projetados para c:,nsaboar, r-crnover
sLlJClré1 n Illatar ÇJc:rI1lP:-; corn a illesrna c;ficl(~nclél c:,m qualquer- lugar du
IIlundo - crn aÇJua dum. mo!c:, lnbanél ou c:h-; nascente; em aquél. que
fluI p;u-a I-iacho::-; efH:IOS de: pC;lxns ou que; ('; canalizada para estações
d(~ tr-atCllllcnto cl(; (;:-_;qoto. Os Ltbricallt(:s dpenas acrescentarél.rn mais
fon;a qUlllllca pena dillllrléU (lS caract~rístlcas da situação. Imagine a
fol'(,;~\ que Uill d(:!(;I-gcnte cll:ve ter para trrar a gordLH'd acumulada du-
I-éwtc dlí~s (~r1l uma pallela. Agora l!1la~Jln(~ o que acontece quando
esse dc:tc;r-S]ent(; c'ntra e!Tl cont:1.to com a pele cscorrf~gadla de um
pc:ixn ou com o r(-;v(~stilllcnto cnroso de Lima planta. Os cflucntes tra-
t3dos (~ 11ÚO tratados, bcm corno de escoamento, s~io lançados em
1,-lDOS, riO;, t: oc;naIIOS. ComhlrliJ<,:ües de elementos químiCOS, desde
delc;rLwnt(;~; domestlcos éill-~ ((;siduos Industr-Iais. pas::;ando por pro-
dutos ti(; lilllpr:?<i (; rT:,rm-:dlos, tC:l'Illlnam no csqoto, unde se mostram
prejUdiCiais ~\ Vida 3qu;1tIC;.l. causando, em alquns casos, mutaçõRs F.'
Ifltr:l-t Illdad(;.

Parél ,-ltlllgir suas solu(,:r)cs dn dcsiqn Llrllv(;r-sal, os fabricantes pro-


jetz-nn pac(J o plOl (;(;f1tino; projUtam um produto para a pior situaçúo
possivd. do ll1an(;lra que r;lp funcione; snlllprc com a Illesma Rflc,-'lcia
Essp objc,tivo ~Jélr;Hltt: o rnall)l' mr~rcíl.d() posslvrd par-a um produto.
T3nlbrim IT'vela él rt:!(\(;:élo POCUlléll cntre a II1dustl"l3 humana o o Inundo
natural. pcw, S('lllPI-l; fJl"oJ(;I(\I' pal3 CJ pior ccnélrio reflete.! a suposição
de que Z-l n;!lIII-l~7d (' a Irllrlllç)d.

Forca bruta
So a Prlll1CII-a R(;volut,;élO IndlJstl-lal tiv(;ssn um Ir;ma - trata-sp de uma
plélCl;J -. s(:rl(\ "Se: él fOIl';é1ll1'llta nélO fUllclona, VOCf; nélo a osta usando
~illfIU('Ilt<:Ill(~llk;" A tr:nldtlVéj dc; Impor- süllJ(/)(-~s de; dcslgn universal
\)Pl 11m IlUI1IUO Illfmito d(~ (;()IH..lIÇ()(:S c; costulIlns IOCéilS Ó umé1. rnanifcs-
t;l(,:üo desse\ pl'lllUplCJ (; d{~ Sl:U pl-nssuposto subJélcente: a natureza
c1(;V(; ~~cr dominadd, Eln ()IJtr;l~~ pé1.laVr-ds. (; a é-lpllcaçélo da for<;a quirni-
CCl hl-ut<l e da f,:llerqla de (;Omhus!I\/CI;'-; fossels nr;C(;SS8.nos para tomal
"(lcI(;C]UZlc1dS" (::-;:-;<1C3 (~()ILJI/}(;s
Toda a Industria da natun:l<-l dcp(:nde da en(:I'<]la du :-;()1. qlll: pndH
ser vista corno lHna forma de proVf~nto aludi (; COIISt;IIl!(,llj{~llt(' 'InH)\.'~1
vPl. Enl contr;-{stc, os seres hUlllélliOS pxtr :'lUIIl c q Lj(-;lfI1étrI1 (:()Illbll~;tl\/I-~IS
fósseis como o carvão r~ as substélnciíls pctmquínlIGl;-; dqJn:-;llaclas n('1:-;
profundr;zas da Terra. cornpl(;tando--as com cnPI-gia procll17lCL-1 por 1ll(;IO
de processos de Incinr;rac,:üo rlr~ liXO f: dc: reatorns que: criam
tlllCI(:dl(::;.

problemas adicionaiS. AIc:m diSSO, os ;;(:r(:s hlllllílllOS fJn::~!(llll P(lUCd (lU

nenhuma atençã.o para élpmvc;ltar c lllaXlfllIZ;lI- os fluxos di; 1;1"1(~I-çJla ll;dIJ-


l-alloCé."ils. A Instrução de oper~\(;:ão Példl"élO pareCL\ ;-;PI-- "Mudu qw:nlf) ou
muito friO. apenas acrcscc:nln rnals cOlllbustívels fo;;scl~-;"

Provavelrnnnle, (; dn seu conrWClrnnllto ;1 (l,lW;:H;a (1(, ;tqll(~cllll(;nlo


Dlobal acarretada pelo acurnulo di; gasL~s fluc: élPI-ISiolléllll caiO!" (cOIllO
() dioxldo dR carbono) 11él. ("ltl1losfe:l-a ch~vldo a í'llivlclad(;;; hUlllíllléiS.
O aumento das telllperatura:-_; ç)lobais resulta na rlwcbl"1(.:(! do clima
mundial c l'~m alterações dI': climíls f:Xiste:lltcS. A nWIDrlíl dos lllodc;lus
prevê clinlds mais rlgoroso;-;: mais calor- onde: Jíl t': quellt(:. llléllS fi lO
onde ja c fno c tcmpestrtdt~~3 méllS IntcflSí!;-3, a mr:cllcla qLl(\ U::; ~;ontras­
tos tcrmlcos do plane!;-l tomanl-SC e:xtrc:mos. Uma atrnostcl-;) 1l1éllS
quente alral mais úÇJUí'! elos OCt~éHlOS, n:sultall(j() (~1l1 j(;lllfX '::.;t<Ic1(JS
maiorr:s, mais úmidas (: lllalS frpqur:ntt:s, aumento do 11IVd do 1ll;:1I. di
tel-açõps Ilas estac,:õr:s c, ullla caucJia de: uutros CV(;lllw_; clllll<ltICO::;.

A rt-:alldade do aqlJccll1lPllto qlobal--' c 11l0cb n:!o so (~Iltr(: ();-, <1111


blplllallstas, IllaS lambem l:ntw os lidc:re:s IlluuStl'I;IIS_ M;-l~-; o ;lCjLl(:U-
mnntu n~lo é él Ufllca razao Péll;:l rnpcll:;amlos í'! Il()::;sa cj(\fWncl(\llClél él.

"fon;a bruta" qU3'ldu se Iratél dc~ C(1(;1"9Ia. A inCllH;r,:\(.:;io cl(; UililhllSk


Vl':'IS fossels dispersa partícul;-!s partícula;,; mlcro.':;COPI(;t!;-; di; IrI\JC'I~1
no liWIO élmhlnntc. ollde s<'io conhr:clcJas p(n Célu:-~;.:n prohl(\rllé.IS I'(:S
plratonos e outras doenc,:é1.s. As l'cgul<mwllla(,Jjcs aC(~I(;íl <i(\ fl(ÚJ(;IlI(;;-_:;
atmosfpr-Icos sabidrtnwntr; ~nCJlIdlClais a Sdt'Jdt: cs!;'i(J cíld;l \i()7 'll("IIS
scvr;ras. A medida que nOV;IS reÇJul;:-lnlclltd(,;Ü(;S -- bél:-;(\!(Ll:-i 11il:-; U(~;
cCllles pc:sCjulsas sobre dS a!ll(;açélS a S;\lJd(; pcn p;u Ir: (L\~i !OXIIIc\:-;
ac':r'eas rc;sultantcs da illclIH:raeJlo de combustlVt:IS 10;-,;-;(\1:; - ::-;,"10 11ll-
plenwnladas. as IIldllSlrléls que: apenas 111V(:stc~rn n;-1. (;(JI1tIIllIlCbc!(' (l()
sistema atual terào S(;rl;-IS dCSv(-1I1taq(;ll~_;.

Uma questão de deslgn


M(:;-irnCl sr: Ck,IX;:UT1W:-; eI(, l(lelo (,::.;::--;;(S Illlf)(lrtanh'~s questões, a ener-
ql<l "da Lm,;a l-lrLlL)" nú() [di sC:-llllclO como (;strategla dOllllnante no
I(Jll~l() PI-d7(). S(: V()C;(, 11:"1U çJost;lI"Iél d(, depender da poupança para
;ucLt:) ;\;.; SLI<-t::-; d(~sp(;SdS dial"ias, por que se ;-lpoiar nas rcsCI"vas para
;'illplll' tOc!dS dS n(;c(~s;')ldadcs de:, cncrÇJla de) hUlllanidadt;? É claro CjLlR
(,om os (!llO~i Vdl ;'jl" lil;m; drlíClI (c caro) obtnr as sLlbsl;'ulclas pRlroquí-
1111(:;-l~;, (; P(;l[Llldl IlIÇJ;uw; vlrqPlls para oblnr- aluuns nlllhôes de barrrs
d(, p(llro l ,-;() I];'l() VClI rf;;-iOlvf:r n pr()hlf-:rIld. Df: (;(;rto Illodo, f()ntn~; finitas
df' (-'(j('rqu. C()IllO d;-; ;-)llh;-;J;-\llClaS pnlmqllírnlcils derivadas de CU1l1-
IJ\I:-;tlVf;!;; fO;-;~;(;I:--;, POdf:lll :--;(;1- VI:--;I(I:--; COlllO lIl11 V(lIIO:-3() cotl"lllho. algo a
,'-;(:1" pr(':iC'1 v;ld() PiU-(\ (;rll(;I'q(;nr:ra:) (; u;)(\d() lllodc:réldanlCntc - em cc r-
td,:; SI1LI;Il;(H;:; 1ll(;diCdS, P()I ('x(;lllplo. Pal"a ,-I rnêlloriêl dc: nossas neces-
C~ld;ld(;:-; ('lwrçJt:lI(::_I:-; 1l1;-IIS ;:;lI"llpl(;~;. nos. os seres humanos, podel-ía-
IllOS l:sLlr ;lCUIllUI,lIlcJo ullla 11ll(~nSd cap;-lcleJarlc; d() LISO do rendimento
de (~'l('rql;l ~-;()I;tr. qUI; (~;lbLlllehnlc:;1 quanllCÜleh: de; luz solar- que atin-
Cft' Il()S~;() plalwlél I()dos ()~; dias (; mil V()7()S sllpnrlor do que: a que
Ilf:l:eS:--il!;llllUS p,nél sllpm- lHJSSilS éltlvldacl(;S

Uma cultura de monocultura


Sob o p;:U;ldiç]111él (;xi::-;t(~ntc (]r; bhncav~o c d(;scnvolvlrllc;nlo. c1 dIVRrSI-
cbck um dcrncnlo Intc:ÇJr;Hllr~ do 1I1lIndo nnlur;'ll (:~ tmlada normal-
l'l(~lllc) COIllO lIl1l;-\ !em,;;! h()~ilil () L1l1la ;\I!W;H,;;t as r1H~t;I;-; d(: plaIlc:Jélmento.

As ;-\borddÇJC:ll::-; da f01(,;(\ Inll!;! () do d(:SI~lll 1I1lIV(;rS,11 péll"a o dcscn-


\!o1Vlrnn1110 p;-ldr;'\o 1f,1lc!()1I1 (l dUl1llrl;U- por cOlllplcto (c él ignorai") él di-
\I(~I-;;Id;_ld(; n;lllll-al (; urlllll";ll. ["(;;-;ultéllldo em menus varrcdadc: (! méllS
hOllH )q(:lH ~I(bd(;.

COllsicJ('rc o PI-()(;C!S:~o de cOllslr-u(,;;''to d(~ Un1;1 tlpica casa universal.


PrlIlWlrCJ. ()~:) (;()ll~;lr-lltor(;:; l-aSrXIIlI tudo no IOU11 ate atlllqirc:m Ulllêl ca-
lll;leL! cit, Icrrd UlI lIlll solu Intadu. Entao cntranl varias lllaCjLllnas f;

illolcbm Cl \('rl-a. II-dnsforl1l(lll(lo-a em UIIl;:.\ supedlcie plana. Arvoros


::-ié-(O d(;lrllb;td<l.s. (l flota c d faLlIl;lll<llul;--l.is silo dt"'!slrllídas ou afll~lünta­
cJ:.ls. T,lcld fXlICl q:ll; Ullld "M(:Mdns~10"-(;COnOllllca ou urna casa lIlodu-
;;H" l'IÇJ<l-S(: l:()'ll pOllCO wsp(;ito pnlo nWI() ;1Illblnn!e na!ural ~l sua volta
- (l'i !O!-11Iilé; \;11' (111(' () :illl p()d(·[r;_l (;nt[~lr fX1r-a aquecer a casa durante
o Inverno, quais arvores poderiam protcÇ](~-la do Vf:lltU, do ca!m, n
como a saúop do solo c da é1glla POcl(:I"lél sei' pr(~scrvarla aÇ]CJrél c no
futuro. Um ta.petn ck~ duas pol(;~lacias de urna (;speClc nstrallçJcira cln
grama é colocado sobl'c o resto do lotn.

o gramado COIllUIll c Wl1 bicho wllt:l"csséllltc:: as pcssoa::-~ pl;1I1IiHl1-


-no. depOIS o (;mbcbC:nl com fcrtillzéllltr~s i"u·tlflciais n p(;stiCldas pel'l-
gosos para que cr'eS(,;a c ~,e m(l.I11f;nh~l LJlllfomw - tudo pdr,\ rpH.: pos-
sam corta.r c aparar o que inc(;lltlvararn él cresu:I·. E ;'11 dd fiorzlIlha
amarela que leva.ntar a cabe(,;,,1

Em vez de ser proJc:tada ao mdor de uma p;W:;él~J(:m nalLnal c cultu'-


ral, a nlaloria das r1n:i\S urballas modernas ;lIrrlpICSlllc;n\(~ uc:-~cc.
como mUitas veLes se diZ, conlO um c{mcnr. espalhando-se c;<lc!z-l VfY
mais. erradicalldu no processo °
meio arnbl(:fltc VIVO, cobrl!1do a pai
sagem natural com camadas dp asfalto e CClflUc!O '

A agricultura convencionai tende atrilbillhéll' Sl:gUlllClrJ o mesmo (;(1

minha. A meta da operaçtio comuclal de milho do Ccntro-Oesl(~ 1101'-

te-americano c pmduzlr o mÓXlnlO pu~;slvcl de~ milho com a IIllrll!1lél


quantidade de problemas, dt: tnmpo (: de custo: tr'ata-s(~ ela (~flclônci(l
móxima, a pl'imcira meta da R(;voILJ~;é)o Industrral HOJe:, a rIl;lI(lI" parte
das operac;ões convcncion;--ils concr:ntl'(l-sn nas CSPC)(;I(:;; de milho al-
tamente especializadas, hibrldi7i.ldas c talvP7 çjCmdIGUllcllt(; IIlodifica-
das. Desenvolvem uma pal~;agC'ml1lonocultural a fim cl(: favorecer apl?-
Ilas um cultiVO. que provavc:llTlCntc s(:qw:r C~ uma PSP(';ClC vC'IT1ac1PII'J.
t: sim alguns cultivares slJpel'-hlbridlzac1os. Os pl;mlrldorc;s rcmovcni
outras especlcs dI? vida veç)c!al por meio da lavOllrd, o qLl(: caUS("l uma
erosao massiva do ::;010 pelo vellto c pela ;:lg li '-1. ou atl"avr:s du plantio
dlrpto. que rt.-;qu8r aplicações enormes clt; herbiCida. An1lfJélS linhd
gens de milho foram perdidas porqLH: Slj(l produc,;élo Jl,10 atcndr;-l ;,\
demanda do cOrYll:rcio moc](:rr1o.

Apart:ntf~mentc, essas nstr~\It';ql;-ts p;m.:C(:rll r;'1/O;:IV(;I~:; pal<l (j IIlCILI~;­


tria nlOd(~rna c ate mpsmo pard os "CUflslIlllldorns", !lIas <lbIIÇJ;llT1 pro-
blc;méls VisíveiS c 18.18nt(:s. Os nl(;rncflto~:; 1(;I1l(wldos do ()C()S;;I;;tC:lllél

Uma questão de design i'i


p;_lrél que a ()pr:r-;:Wélu pro(ül7'-1 rn~tls grtlos de milrlPlra rnals rapldél (isto
(;. pdld qur' ~,C' tOIIle' m"us diClc;ntc) trariam benf;fíclOS para a agricultu-
l-a ,':;(' i"],tCi f():--;~;(~Ill removidos. Por cxelnplo. os vr:~ptals removidos pp!a
la'v'()Ulél pOc!I'li;Fii dJucbr a eVltélr a cros{to ();t 111lIndação e a establl17al'
(; U;(;()llstrUII o :-;ol(), Poderram pmporuollzlr habitat para muitos dos
,nselus c' pa:-;saros que são Inimiqos naturais das praçJéls élgrícolas.
A~Jor ;:1. qual Ido ;l~; praqéls se tornam l'(:slstcntes aos pesticidas. seu
IILIJllCro (,IC'~;Lf). porque snus Inimiqos rléllur-ais foram eliminados.

Tal corno ;;:Hl projetados nornléllnwntc. os pesticidas s?'to um custo


pelnll\:, t,11110 para os açjtic:ultorf)s como par8 o nwio ambiente, e I'()-
prnS(;fltél!11 (lO nWllOS um uso IITesponsavel de; força química bruta
[~llbor(l é,S cmpl-r-,sas qUlnlicas (ldvil,tam os agricultores para ter cuida-
do com os pesticidas, elas br;r1Cflclam-se com o aumento das vendas.
Em outra:.; pdl<lvrils. as nmprr;sas estào Involuntariamente Impllcél.das
no abuso - IIlCSIIl() no mau uso - dn seus produtos. o que pode resul-
tal' Ilél (;nnt;lInllla\;~~o do solo. dél agllél c do ar.

Esse: slstl:mél 1l1alltldo artifiCialmente -- f~rn que os inlll1lgos das pra-


qas c algull;,; Vl:ÇJE';tals () orqanlslllOS cap;:lIf~S de recrclar nutrientes selo
cilnllnack:~; -- r(~qlJ(;r-;:\ apllc8.t;{\O de mais força ClUllI1lCa bruta (pestiCi-
das, ft;rtriI2(-lnt{~s) para mélnter--se comprclalmcllte estável. O solo ficél
pobre ern rlLltl-I{;l'1tc:S e saturado dt-? Sllbst~lrlClaS qUlmlcas. As pessoas
podelll quc~r(~r l1ilO lTlorar muito perto da opel'ação por medo do cs-
CO;:Hncnto ClllI111ICO. Elll vez de Sfn uln delnite estotir:o e cultural. a
açJl'lcullurd IllOd(;rn:l toma-se um Ifnror e Ulll f~spallto para os habitan-
tes do IOI;dl. que: CjuPI-elll morar p constituir familia em um ambiente
S<llld;'lv(;I_ F nquanto éI rentahllldade cconônlica aumenta imedlatamcn-
tr~. d (/ud!f(!nrJc q/oha/ c/c tO(/os os élSj)(;c!os dcs'sc sl:::.temé/ enfia em
!t;/liCd {/(;ciidenc/n.

AqLII, o pl()bl{)ma n2lo t'; (-\ (l~Flcultura elll si. rllE:lS ü enfoque estreito
nas meLeIS eb Op(n;-I\;~lO. O cultlvu unidln-:cI0r1étl de lima unica espc-
1

CI{; ledu! cll-(j;-.;tl(;é1rncnh: él 1'I(;a IT!dp de "sr:rvl{,;os" e do fdeitos SRCUIi-


délll(JS de que todo o Sl~-;t(;lna p3rtlupav<l originalmente. AtR os dias de
11ClJf' (\ aWlulltllrél c()nv{~ncl()nal élll1da (; - como disseram hél várias
décadas os cientistas Péiul Ehrlich, Annc: Ehrllch c; John Holdrcn -- "LlPl
l
simplificador de CCosslstnnlas Cjue: subs!itUl cOrllunidaclc~; b1o'ofJICilS
naturaiS relativamente cOrllplc~xas por conlLHlld()d(;~j bl()klCiI(:CI:~ 1'('ICl!I-
varm:nte simples, feitas pelo homr~m, com base i'1ll éllç]lIrl'lil::--\ Illlh:tqc:n~)
de cultura". Tais SistCI11<'_tS sifllplc;~; nél.o conseguem ,,:-~ob~c~vlvcr :~()7i­
nhos. Ironicamente, 8. slmpliflcaç({o b? o slstfn"'lla pn:Cls;n dt: ''11<1IS for
ça bruta pélra atingir suas metas de projeto. Tirr:~ as subS!;'lIlUaS qLllrlll-
cas e os modos rnademos dE~ cCJIltrolC! agricob () os cultlv():--; ddlllk!rc'lo
(isto e. ate que diversas espeCles retomem gr-adualnlt:r1lr;, d('\j()h/(~Ild()
complexiebde ao ecossislc~flla).'

Atividade é igual a prosperidade


Um falo Interessante:: o dCITaméllllcnto de: ok'o elo 11,l\IIU f~E~trol(;II-O
Valdez, dél Exxon OCOITldo em 1991, na vCI'dad(;. élUll1(:ntUIJ () PI-O(lllto
interno bruto do AlasLéi, A enseada Princc Willlall'l fOi (l\/()II<lda U]lllU
economicamente mais próspera, porque mUitas P('~:;~-;O;-):, (:st<lv:un t(;Il-
tando limpar o dnrr~unamento. Restaurantes, holC:I~, IOJdS, pn:-;tos ch;
gasolina e depósilos !Ivc;ranl um p('que:no unscllllcnlo ('111 I!llr:I'c;\rn-
blo econônllCO

o PIB leva c~nl conta ;lpcn;-lS um;) Ill(;dida de PII)(_jl-(':--,-,\l :1 ;ltl\lldd-


de. Mas Lima pessoa scm-;;-lL\ cl1am,ula dE: proçjll's.'-)() ()~: t'tl'ltO:--; cl(' l:lll
d(~rramamE;nto (1: ol(;o? S(:qundo aIÇJlIn~; febto;-;. () (l(:ldi'r!\l: di) ',jél/-

clCL Ipvoll éi Illorh-; mais anJf'rl;IIS S(:IVdq(;11S qlle: qu,dqucl 1\lJ!rl) ch~~-,;l:-;­
tre alllhi(--:Iltal da (;rlÇJ(;flharr;l hll!l1;Uld dd fw;torl;! do:; [:--i[,ttl{l;; lJ:11C1U'
Df: acordo com .1111 rnl;l.linlO qoV(,m;P1H:nL11 d(: 1 D9'J ';()rl1('I-i!I' dL:;\:-i
das 23 (;;_;pncj(;;-_, af(;!,Hld;; pdo d(;ITrlill;U111;llto :--;1' r('Ulp(\I'U,1111 Si'll
Impacto subn_; o::; P('IX(;:i (; U:; (lf1II11í!I~; ;-;(;IV;lCJU1,'; rll11l1,I iHlll ill:
tumor(;s, danos qCIl(;tlcO~) I; ()lItm~:; (;fr'ltcl,; O d(;lldll1;l'll:' It(' II"vllll;(
p(-;rda de I"iquez:-ls natm;-1I:-;, IIldLlllldu 1:i1lr;(l p:uqu",; (;"t,UJIJ, ,.IIII,II'(J
,lrC'Z-lS estaduais I;SSC:11Cj(11~~ péua a \;Un'~cl'v(I(,::-l() d.' 'li:'
salltUé1rlO 1l;t!Lna (:é-~jadLl;d. Foré-llll (LUlill(:,lIjIY h;t!JII I' 1I""I;Ii'r,I",'"
par-é) a c!nsova n C;-I:-H:;10 de pCIXI:::;, () qUI: :li;;UI('lllll. l'l' 'j'U:l ,!,
Il:é)çjo ela::; POPIII;-H,;(W:--; d(~ ;lI'(;llqlj('~; cio r');)(:il~(;(! 11 1, ,:11,1 P'!11:

VVllli:tril (tdlvC7 fJCll C(\W;;,t di; lll11d Illf(~I;(;:i() VII-,lllll''./I(Ll;· '<111: 1'1
obJ).

Uma questão de de',i91l


odcrrarnamnnto produziu um estrago Significativo na renda dos
pesc,\dores. SC~1ll mencionar os efeitos menos mensuravcis sobre
S()uS estados de éinirno e sua saúde emocional.

o PIS. como medida do progresso, surgiu durante uma época em


que os mcurt;os naturais ainda pareciam ilimitéldos e a "qualidade dn
vida" Significava altos padrô(~s econômicos. Mas se a prosperidade é
Julgada somente pelo Incremento da atividade econômica, então os
acidentes de carro, as consultas hOspltéllares, as doenças (como o
Cél.nCer) e os derramarnentos tóxicos são sinais de prosperidade. Per-
drl. de recursos, diminuiçao cultural. [deltas sociaiS e ambientais nega-
tiVOS, mouçáo da qualidade de Vida - todos esses males podem ocor-
rer. urna região Inteira podt: estar em decllnio, e, no entanto, sao
neçJados por uma cifra econômica simplista,: I que diz que a vida eco-
nômica vai bem. Muitos pais(~s em todo o mundo tentam alavancar seu
nivel cü; atividade econômica. de modo que tambcrn possam agarrar
um Cjulnhão do "progresso" medido tal como propõe o PIB. Mas na
COrrida pnlo progresso econômico. a atividade social. o Impacto 8CO-
logico, a atividade cultural f~ os ()feitos de longo prazo podem ser ne-
gllgc~nciados.

Produtos brutos
A intc:nçao do dc:sign por trás da Infraestrutura atual da indLJstria e
fale:!' um 8roduto atré\()nh: que SUjCl acessível, de acordo r:om as rCÇ]u-

Ié\mc;ntaçõf~s. qLlf~ tenhil dC'semp(~nho suficiente: () que dure o bastan-


te par-é'l atf~ndcr As expectativas do meneado. Tal produto satisfaz os
desejOS dos f{1bric<1.l1tcs c; também algumas das expectativas dos
cllf~ntcs. rv1::1S. rt nosso ver, os produtos qun IlÜO são prOjetados espe-
cdlcarnnnt(; p;:::J.r-a a SdLIc1c; humalla e a ecologlca S3.0 desprovidos de
IIltcll~i'll( ,1(1 C dt-:st:lcgantcs - o que chamarnos produtos brutos.

Pcn (;xCIIlplo, janto Cl hélbillJéll pe<;a d(~ roupa de pol cster produzida
(;rn Illd~:;~~d CUlllO uma tlpic(j garrafa clt: agua conlL'nl antimôniO, um
IlwLd pc:séldo tnxlCO cOllhC:Cldo por GHISé\r cnncc:r sob certas circuns-
t:1I1<:1'-\;:;. Por CllqIJ;lI,jO. Ch~IX(;lllO~) de lado <l quc:str:'to de se ~;ssa subs-
1.111L1;'1 r'l\pr-(;:;(;llta um r-)(~I-!~-Jo (;sp(~cíflco pala () IJSLI::1r10_ A qu(:stão que

l'
colocaríamos cumo dcslçJnel'~:; (:: pcn qw: IS~-';O (~st;'l dll'? [1l\)C(;~-;S;-1I10')
Na vnrdadc. não ó ncccssclrlO: O antlmonlo f~ um c:al<1:1s;:-)d()r concnle
no processo de polilllcri7açélo {; nilo {; Il{;c(~SS('H"lO para (l pmdLH,:~10 d(:
poli(;stcr. O que élcontc;cc; quando nSSE~ pmduto cksuutado (' "IT:CI-
dado" (Isto f~, dowllcyclccl, rew-;;ldo c:m urll produto COlll pCITj(l cln
propriedades If;CrlIC;lS DrIÇJlnals) c: Illlstulado com oulms ~ll(ltf;rl(lls?
Que tal quando 0 qUl:llrl(ldn JlJllln <1 OLlII-OS If~SldLlOS como cmnbustlvel
para c07lnhal' - lima pré'llic("l CO!Y1um f~nl p<lISC:S f:1ll dc:scllvolvlrlwntu?
A incincrél<;élo torna o anllln(~nIO hlo(k;p(JIlivn! Isto ("'. dispOillvcI para
a rcspira<;üo. Se () P()IIC:;~;ll;r Pll(it_~S~;(; ;;(:1 lI~);-'1d() COIllO {;ombu;:;tlvcl.
preclsanamos de pollcstcl't:s que PUd(;S':-;Ull scr qUf:lrl1ddos CC)I,l se-
gurança.

Essa CéHllisé\ :Je pollf~stür ("! f;ssa g<1rrafa dr~ :-tÇJlIil Si-lO CXt;lllfJI(I~; elu
que chamamos urodutos plus: corno {;ornfJrador. vnce': adqlllr(~ () It(;l11
ou scrvi<;o que queria. plus aditivos qlle vocó n{ICJ P(;r1IU. 11:--10 ~~é\bla
que estavam incluídos c que podem s(n pl-nJudlcléllS a vorJ: c: ~)S pc~-;­
SOélS que lhe são caras. (Téllvcz as dlqLwtas das ul.rnisas c!eVCSSl:nl
<i.VIS<i.r: Este pfocluto contc'!)) CW<-llltcs tc!x/cos t' catal/s()(/o/es. (I};ln ()
use para CXClcltar-:-,'(.', s(.'f)(lo c/es jJclletr;u;j() t'f)) s(!n I)ci(~.) AII:!s. (~S­

S(;8 Irl~Fcdielllns (l mais podem n{w sc:r Ilccl:ssarios pé)l"(\ ~J PI-(lPIIO


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Desde 1987. 1
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LHil CO playcr port<-:ttil. Constélt;11l10~; que; clllr;H11(: () Wi() lodn--; c~lcs (,Ii-
Illlnavam agnntc:s Inr;lt()q(~nlcos c/ou (;Olllpustw_; (dfl(;(:r~V:llOs
substâncI8s conhf;cidél.s por cnntl'lbuíl'CIll par;\ ,I (;~llI:-';:1 clt) d(dIClt"'ll
cias de naSCl:Il<,:a (; de dlllccr. Uma h("]I(:(if~lra CIIllll~l q:l:~(;~; qUIn1IC(}~_,
que ficavam presos !l{lS mCJI(,clll(l~; nl('o::';;l:-; da 1Il~lllt(::q;) da Ill;:l"~-i'-l do
bolo e iam parar- dcntl-u do bolo. Assllll. tf:llha UllcJacJo' IIIV()ILlIlLtrlél-

1ll(;lltc. voce; pude cst:\r CUIll("!lldo ;,(\US :lp;m::h\):-;

Por qllf~ I~~~;CJ a(;()lltcC("~ O lllOtIV() (' qUi. n(Jlllldllni 11tl', ():-, 1':-()CLllr)'

d(~ {lita IccllCJloClld ~;;'1O (;()Illpn:-;I()~; de ~-ll<lICII:II~-; di' :):LI/(I q,u'll;rr!c

Uma questao de deslgn


ou ;;<:](1. pl,I;,tIUYi () curz-lIltc;s fX-H"rttos comprados do fornRccdu!
1I1;W_, h,II;i!O, Cjllt' pud() (\~;télr do outro lado do mundo. Isso slgnJfIG-l
qU() dl(\ rT]():;m() suhst;::'U1CIiIS de uso pl'Olbldo nos Estados Unidos 8 na
[urnpél PI )(jl 'Ill ch(;çpl- ia por mnlo de produtos e pec;as fabric;1das crn
cllltm Il q;lI. As~;rrl1, por (;xnmplo. o cdllCnnçjf"!llo b0n7cno, prorbldo
cornu ::;IJlv(;IiIt' llélS bbrlcas nor!c'-<t111fnlcanas. pode ser enviado aos
E'stildo:--, Unido:i cm pn(,;i\S de bOlTach;_1 manufatur-adas em países f~rn
dc;scllv()lvlril(~lllo quc Il<io o prolbl"!111. r:las pod01ll estar agregadas.
dlqnnlO:; d ,-di:! c;--.;h;lr-;J de (;omda, qU0 ClllrlO elllltlra a substúncrél
"prurt)j(h-- (:'I:qlldnlu voe(; se: PX(;i"(.:lta.

o p'chlc'lil(j p!or;-I qLl;lIldo pe:(.:élS de rllllllé:ro::;OS péllses súo agr8ga-


(LIS ;1 UIII 11H";IlHl pmdulo. COlll0 aCOIIIt'c(; treqllf;nt(;m(~ntc COlll artl-
ÇJCl,-; (ir' ilit<t !l'(;11010\Jld. COIlIO (:qlllpélm(;ntos n aparelhos elntrônlcos
üs r;]hll(;;II-lh~~; n{UJ rl<~c;(;ss;]riilm(:nt(; ()s!é-j() Informados pOIS IlélO se
l~xr~v' (h,ll'~' ~~()br{~ () que \~xat;ml(:nlr: ha \;m locL!t:; pssa::; pec,;a:--3. Urn
:tPdrdh() d(' (:X(~!'CICI() I)lunlac!o nos Estildos Unidos pode conlel' cor
1('ld:; de :)()IT;lt:!Ja cLI M;llél;;ra. subsLl.l1C1él:--; quínlJ(;as da GOl-ela. moto-
I1 ~;; ela Cfll!::!. (j(h~~iIV()S on TéllW<ln (; 1I1;ld()lra do Bl'ilS I.

[)(' que' IlH;do (;::;;-;cs pmduto:; hr-utos afctélrll vou~? Por 11m lado.
(;dU~-';dil1 d 11~d Cjll..llld'ld() d() (l! dos rl1t(~rlon's. Ouando estão lodos )un-
I(),; rw <lwhl('nt() de tr;-I[)dlh(J OL! (;1l1 Ci'l:--;él. 0':-; pr'odutos brutos - SC)i'lnl
dfxIIT,I!l(). l:q)(!ll;:-i. [JélP('IS dr~ pé_ln;dc. !Intn,:-;. niélteriél.ls de conslruçé10,
Is()ldr-I~(':) (l\1 fjll,!lqUl" ()lItrd LCW;é\ -- t()mam a rnr:di<l do ar dus IntnrlU-

Il':-; l11dl:-, ,,(l!',Ll'llllldCLl que u ,ir (;X!(:rlor-, Ulll nstuoo sobre contélllllrlé.ln-
ti~'-; (!()'III";-;!II (l'- d(;tcctuu ~-;i~I{: ;-;lIbsl;_'lncr(l;-, químicas conhecidas por
(:;Il,::;;(1 (,111\:(:1 {'lll dI1lr11;IIS (' C;lI0pl;ilé.l:~ d{) CélU;:;ar C~lnCrn (:!íl seres
hllrllclrl()~-, ('r1 11';11;; (LI 11Wt;ld(~ d~!s U111(:(;nlr;H';ÓCS dOillcslic;ls nnallsa-
cl;(,', ','111 rl:V('I: Illé!,()I(\'; qUl' ;lCjul,lc:i que "élClorlélr-i;lrli lima élvalin(;;üo ele:
rié,CI) I(""LI! 1~ll1 Lh;HI~--; cJ(, Il\:---"cJf;nCl;J~; IOc;llizadélS CIIl lugar()s (;orn
rl\;;(ll,(,' r-'" ':(jlj:-:v; 1\11'lql:l'; ;1:---:/11:\ (; ";;rrldronw cJo cdrflcro docnt(;"
,1;1') (11i I '1",(.Ii!lUi!() Ali' () 11101il(~rlt(). pr;ltlcanwllte li/H) (~Xlstf) I(;gls-

:I~, li-'i' ',LJ!)('lí'(,;l II()!,")]:!" (,nIIÇjCltmlil,< 'CI;III'Vd~; (l CllI;llldadc' du dr


Ate mesmo produtos supostcllTlefll(~ proJl~tados par;\ UI~trl\:é\S po~
dem ser rrodutos brutos. Uma analisn das bOlas dp hl';-tc;o IIlbntls,'
fabricadas a partir de clorc~t() de pollvlnlla (PVC), Illo,str()tI qll(~ PldS
emitiam substAncias poÍ(;llclalmcnte nocivas - incluslvc" sob u calur,
aerdo cloridrrcu, Outras subsl)lIlcias nocivélS. (;umo os pbslrflu]ntc~_~
ftalatos. podem sm IIlÇJnidtl::-; pc)!' meio do conlal0. Esse' L:(~narIU (:
particula.rnlclltc alarmante (;111 um;l pisCina. lInld \ll'Z qUi: (l p(dc~ cid
criança, de? vt:?cs mais fllla qlW a dr~ um adulto, ficé! (~mll~F-l.cJ(\ quando
molhada - condlC;üo ideal para a abs(Hc>\o de toxl1las Umé] vei rnalS
ao compr<1r bOlas de bl'élC;O, voc(; (;Ornprd unl "produto p/li::;'" Illéldvf~rll'
dalnente: adqlwc o diSpOSitiVO di; flull1;H,;;-lO (Iue; qucri;-I pala (J Sf:lI 11-
lho p/us toxinas IndeseJad<1s -- n;\o ('; U!ll qrélllrj(; rl{;UU(;IO C'. (;(;riallwn-
te, não era o que os fahm;antc:s llnhi.l!ll ('111 I]H;Ilj(~ Cjll<lildo (:IItP,-1Il1

esse dispositivc para (l SPçjUr:1IWa da~~ Ulélnt"ilS

Voc0 pode estai' dizendo ptlra SI 1Il(;~--;mo:' CO!ll c('rl{;7;1. 11:j() conhe-
ço Lrlanc,;él éllÇJunlél que tenha flCddo elocnh' por c(lLI~-;~l de IJlII;\ bOI;] de
pbSlico ou dE: Lima plscinél plélstlca l "'. Mas em \lr:z di; Ulllél clO(;!I(",-\ í(l

cllnwnte Idf-~nllflcavnl, alÇJUnld.S pessoas (h~snnvCJlvc!,l alCI'ÇJld. sIm1ro


me de sensibilidade pé-lia IllLdtiplas subst;'HH:laS qLlII"TlIC;-I~-;. dSllléL 011
simpleslllcnt(; núo Sf: SPlllC'lll belll. sem s;ü){~r (;x(!lalll(:llh~ pC)I' qll('

Mesmo que n~i() Slllt'-1I110S qUdlSqUU C'fclt(J~-; noClvus IlIwdldto:-;. pod('


sr:r Impl'udcntc cntréll'fll0S c;m conte-do constante (:011', sllb~-;tailUtl:~
cancerigcnél.s, COl1lO o bCI!7(:rlO (; o dCHdo clt; polivinrl;1

Pensp, ela seguinte mall{;II'a. O corp(J di; qlldlqu(;1 UIIl ('st;l ,;UJ(;I!() (lO
estresse. tanto de cJrlÇJcm 111!('rI1;\ COlllO (;Xh~rll':l. Ess(':-; CS!IC:-,SW; I)()-
dcm tomar a for-lIla de u;lulas (:~\Ilc(;mSél:;, pmdll/lelctS 1l,-!1'.lrdI111l 'Iite
devido ~l exposll,:80 cio corpo - s(;ÇJuncJo éllqllW; 1-{;!él1(J:-;, ;-de do!!: u',llI-
Iél.s por dia - () nlCtélls pUS<lc!os ou outr()~-: f)(ll()CJ{~!1{);-, {;1( O ~~:Sll"lll(-\
Il1lunoloÇJico (; capa? clt, lidar com CCI'ld qUdlltld;_l(h; cll' (;~;II(>;~)(; F(l-
lando de: modo SPllplificilclO, V(I(:(', pocle IlIldÇll11;lr ():; (;:;lJ(;:;:;C'I(~:; (.Olll()
bolas com as quais seu Slst(;ITl(l Inlllil()lo~jl(;() Ictz 1l1ill,1l),\fI:-;II:íJ:-, N())
rnainwnln. o Illdlahdll:-;!;l (; ;-;ufiu(:I1!VIlWI1!(' l1{lhl'icl()~-;() P;l):1 l\,lI',11 I (;c;

sas bolas no (Ir 011 :-;l;F!. () :-:IS!Crll<l irnllll()'()(.jlco ,IÇFlIld (' dI ',lml ilqlj{\

las de? Ol! do7t, (;(;llJl(!~;, Md:-; qu;ml0 rl1éllS b()i,y~; f)(JI,VI 'I IH);\I - qlli_ll1l()

Uma questao de design


Ill<-l:~ o UJlpO t~S!IV(:f C(:lcac!o POI- todos os tipos de !OXIl3S ambit':lllals.
por c:xnlllpl() --, IIléllor ~(n(! a prubabilidad<: de lIrlla das bolas cair. de
uma C('ILlld 1-(:pliulIltc CUllletel um nrro, Seria rnudo dlficrl dlLE-~r qllétl
IIlCJlf~(;LlI(1 DlI íatm 101 u qll(: elllpurr()u () ::,Ist(;rllél ela pessoa para o prc-
UP!UO, MélS por- qLl{~ n~lu dlllllllélr ()~; (:strcssorr'C's negativos, ainda mais
~;(~ (l~-; P(;~-;:---;()(lS iI,-IO ()~ dcsnF1Ill ou n;:lO prnClsarn deles?

Alguns prudutos quimlc();; IllclLlstnéllS pmduzcIIl um segundo efeito.


rll,lIS ll-al\;()(:IITJ que (J nstl-(;S:;(;: (;nfrélCjLH::.:cerll o SIStf:lY1él imunológico.
E COlllO ~\lll(m;:H lima (j;-l~; rll;:lOS do cquilibris13 as suas costas. o que
iaz que ~;eia lIlullo 111(11:; cllflClI açF-Hr-;:n- a:-,; cclulélS c;:lIlcerosas antes que
pias causem prOhl(~lll(\,('.

Os pIOdlll();-; qlllllllCOS 1Il~IIS r1101-télIS df-:slrc)(:1Il o slstr:ma imunologl-


co ( cI<"llllÍlCdlll ;1(" (;(;luiilS. Aqtnél voc(~ h~f1l lllll eqUilibrista lutando por
manter Ulll 11I'Jln(~ro crcscc;ntc de bolé-IS 110 ;:lI' com lIrna so m<10, Ele
contllllléll;_'l (l ~ltual com pU:ClS(10 P ÇJI-(l~;a? Por (ILJe assumir () rI!:;co de
de' niw CCllll1hl,n',) Por qlll: n~--IO proClH'ar oportunidades df~ fort;:\lccc:r
() ~il~ij(;lll(l IIl1llno!oçJI(;O, l~1ll V()/ d(-~ d(\satla-Io',)

AqUI, c{JIl(:cnll-~1Il1()-Il()~; nn C:1I1CC;I'. Illas (~ssc:s comporwntcs podenl


kr outrus ('I(êI!os que éI CIf:llCl(l ainda nst(l por clr:scobrrr. Pc:nse nos
d('srcçJulclclC)!,(:;-'; (:ncJo(;l IIIOS dc:sconrwCldos íllf-: urn~i dccada atr-ús.
Ill(l;~ ql,(' <lÇJm;l :--;~lO é-IPOIlI;1c10;-, ('!lhe: O~; compostos qUíl'llCOS rnais pre-
Judle'dl'-' Pdl-(l (J;-'; ()IÇFII11~illl();; 'J1\j()~~.

Das (lI)l'()XllllélCLlIl](~flte 80 mil ~-alhst:HlCl;-\;-; QUll11lCélS (: nllsturas tc:c-


IlIC(\;~ Ich:fl:jflt :;j(j(j;-; que ~-;;'l() ~:n()dllZldéh (~ lj~;(ldas atualrnf:ntc pnla:Ci Irl-
CÜI:-;tlld:---i (r,é\(i<! llllld ebs qll;w-; tem UI1C() Oll rllalS suhprodutos). (jt(~
dqUld. élfwlld,', (:(;I-C;I ele In);; [1111 fnldl1l (~;,tlld(lcJas qUilnto a seus cfCI-
ICh ~,(jtJl'(' ~,I~:II'm:l:-', VIVI);-;

Peide' ,,(~I II :lj:JchJl II'fil;lI VIJltdr n() tl:IllP(). Nu c:IlL-lIlto_ (l plóxll'la


II 'v'(lilH,;II) iJ'1(lu ,11-lalll.!l) \/(' ~,;1I-(l ~;(11)j'c () r-c!eJr'j1() <llJrll (~sj;ld() id(:aliLél-
dll pll' II](ill~.III:d. l'll! qlll' plJI (~X("llf-lI(J. tocJo» os tcxlCIS SilU j{,ltos dr:
11111 I~:! cI'lil,ll~ Cf'II,):II(':l!C' 11(1l1',(' l!ln:l ('pOCé'1 (~lli qU(; C~~ t \'(;1 (I 0:-; (:rélll'l

',,1
biodcgradàveis c as peças indesejadas podf;rlarn ser jog(ldas (lO c:hélo
para se decompor, ou mesmo ser queimadas COITl snguralll,;a (;onlC)
combustível. Mas os matpriais rlatUr<-l.IS quP POdf;rIé'UTl satlsfaLl":r as ne-
cessidades de nossa populac;ào atual n~~o eXistem rnais t'! rlf':!rll podnnl
existir. Se varlos bilhões dt'! pessoas qUls0rc:m calças jeans de tibra
natural tingidas com corantes natlll'cllS. a humanidade t(:riJ de dpdlUtr
milhões de hectares de terra ao cultivo de anil e dc~ algodoeiros. ape-
nas para satisfazer a dernanda - hectares que são neccssanos para
produzir comida. Além diSSO. m0smo produtos "naturais" n[10 süo rw-
ct'!ssariamente saudáveis para os ser-os hWl)anOS e para o m010 am-
biente. O anil contém agentes mutagônicos e, como normalmente:
cresce em praticas monoculturais, mduz a diversidade gen(;tlcé1. Você
quer trocar seu Jeans. não st'!us gen{':!s. As suhstàncias criadas pela
naturelé1 podem ser extremamente tOXIGlS; não forar_Tl pmjetéldas pela
evolução especificamente para que no~; as US<'ISS(~1ll0s. AIl~ mesmo
algo benigno e Ill;CeSSÚrlo como a Ú\jUrl POI;'lVr;! pode: snr lc:t;l.1 se; vocô
se submerge nela por mais de dOIS rYllr1ut()~;.

Uma estratégia de tragédia ou uma estratégia de mudança?


A Infraestrutura industnéll dos dias de: hOJe c projetada para bu~;célr o
cresCimento económlco. Ela o taz ;l custa de outras prcocupa<,:(ic;s
vitais, particularrnente da sé1ude hurnana e c:cologlGL da 1'lqUCZé\ cultu-
ral c natural e ate do prazer e do delellp,. Exceto por alç)uns Cft:ltos
secundários Çjcralmcntc conhecidos. él rnalor parte dos Illp!odos l' ma-
!t'!nais industriais e illVoluntariarncnh; cmpobrecndora.

No c~ntanto, assim como os industnals, (;nç]nnhf-:iros, dnslgncrs c'


desenvolvedores do fXlssado 1);10 pretendiam c;-1lIsar (;SS(;;; (dullos
devastadores, aqLH-:IRs qun hoW pt":!"fX)ÍU;clrll r~sscs rxtl'éldIÇJlllcl;-;; (;(;r-I<I-
mente nüo pretendem prcJudlcé.u- () nllJlldo. O liXO, a poILllc.;;--IC, us plO-
dutos brutos e outros efeitos IH:qdtIVOS qll(; d(;;iU(;V(:IllW-j n/u SdO re-
sultado ch: cürpor~l(,:(J(;S qlJC; b7(;1l1 <llqo 11H)fdll1wn!c; (:rl;,dl) S:iu
COllsc-:que:nUélS de; Ulll dcslÇJIl ob:;oldo (: PO\ICO 111I(;II~y;llh\.

N~lo obs!;'illll~. () nano (; cut() (. ~~('V(~I() Ih Illdll;;III.!'; IllllrlC'I:)d'-;


U;1l1 dpsll-uic10 éllqllnws (bs (:()llqLII:-~jê\:-; h:\~-;w L-; que' '\ IIHIII';III,)II/,I, ,Ui

Uma questao de deslÇJn


ocasionoll. Por (:x(;lllplo, us c:stoqucs do alllllentos cresceram tanto
qUf: illé""Wi cr'l(trl~:él~~ c;sttio alilllentélchls; 111as tambcln h;'l mais crianças
que v/!.o dUmlll" COIll fonw. Mas mesmo sn as CflanC;éiS bRm alimen·
L·1.da~; ;;~io expostas rC:ÇJularrll(;ntc a substânCias que: podem levar a
Illuta(/)(;~:; ÇJc:nc:ticéls. ao C,'U1C(;r. él aSnl(l, as alHDlds c a outras complr-
C(l.(/·)(;S éldvlndas da contdr1l1nac;é1o Industrial R do lixo. Rntào o que fOI
CCH1qulstarlo? Um d(;;ilqrl I"UlIll IWSSél escalrl. VéU mUito al(~rn do nosso
pr"opno \(:Il1PO de Vldd.. p(;I-pctua o que; chamamos tlfaflia intcrnerac/Q"
fiai lemo/a - a noss;-\ tirania sobre as futuras qcréH;oes por rnelo dos
df:ltos de nossas ("l(,:üc:s ;ÜU;:lIS.

Ern UIll dado 1110111C'lltO. Ulll fabrlCétrltf; ou UIIl desiqnpr dccide: "Não
pod(:fllo;j (;Orltlrwar êI fa7(:I" isto. Niio podcnlOs contlnuélr a apoiar c a
Illanter est(; sl;:;I(~ll1;)··. Em alqurll IllCHI1f~nto todos dccidlrüo que prefe-
rern deixar corno h;~pclo UIll proJ(do pOSitivo. Mas qUéJndo Sl~ra eSSl~
'i,()lllClltO?

DI/C:lllU,; qLl{' l;SS(; 1ll01ll(~llto (; hojr:. n que: a IW~Jllgê;ncla COIllRça


t-llllanhil. Urna V(;I que vou'; t:lltClld(: Cjlle a dl~strlJlc;~lO está ocormndo,
rrWSrl10 qLl'; Illlnca tenha pl"(:t(~ndldo causar ps~;a dc;strulçào, você se
(;Ilvoiv(; em UIIW (;stralf;qld da tl·(·lÇJcdla. a nH:I"lOs qun faça algo para
r111JcJ;:n ;1 Silll(\(,;{IO. Vou'; pod{; COlllll"luar C()ll1prolllc:tldo COIll pssa cs-
tl'(lt(:ÇJlél da tr;:lqc:did ou pode: Pj"()j(;tai (; (;xccutar Llrna csttatéuia da
1111 ir/iU)(,',1

lP1lél ,';erre de; nlovinwntos ··verde;.:;"·.


No próxlrno capitule. exallllnamos
2. Por que ser
ll
"menos mau não
é bom

,
,

I
o ciJllllnho pari.l turrwr (l IllC.Jw;Ir1;\ I1H~rHn; cJ(~~;lrlJtIV(! 1(~rll()rlLI (l()~_: pll-'
mciros c:sL:\gios di.l Rcvulu~;;;IO IllclW;ll"r;ll, qll;mdo ;1;; f,ümc(!;; el·;:tlll !;'IO
dcstl'utlVélS C poluldoras que tinharn d(: S(:I- COrlll'ol,ldas '-1 fln) d(~ (;VI!;1I
a doença e a morte Illv-xlla!as, Dnsdn (:ntélo. a tlplca rC'sposLl ~l dc:s-
trulçào Industrial P a de nncolltrar UIlW_ aboIT1élÇJ(;1Il 1Il(;1l0S mil_ E':.;:;(l
abor-dagenl tem seu vocabulw-io proprlo, CW'!l o qlJ:d d Ill;ll()ll:! de nos
esta familiarizadé:.L UH!UZ/I, eVlhr, rnll 1111 117;11 SU,c,!cflléll. IU!!I!,!I, palal

H~l muito tempo esses tcrmus s;io C{~ntrélls l)(l~; dçj(:llclas f'llnt">lcntéIlS. c
tornaram-se centrais paré:.l a lll~lIUI p~lI-!C d;\;-; éIÇJ(;fldilS i.lS;-;lllllldas pela
industriél nos dias de hOjl:.

Um pmnelro nwns;-iCWlro ~;ornhrl() 101 ThOIll<lS Métl!hus quc, 110 flllal


do SE>Clllo )<"-/,11, ;licrlOlI CjlH: ():; ~;(~n);i hlllll(lrlO~; :--i(: It;PIOdu/III;-1Il1 c:xpn-
nencléllmcntc. com C()llscq I j(\Il( ;1<lS d( ;V(\;; l;H j()I-; 1:--; pé li é1 ; 1 hlllllclll lebcJc.
A postura de Malthu;:; (:I"éI Ifllpupulilr durilll!c; tI (:xpl()~;iH) dE; f\lllllSldSrllO
da pnmelralndustrra. qUéllldo IllUltO s(: blé)v<l do pU!(:11CI,11 dél Illlflldlll
dadc prtra o hem, quando sua crc'su:n!(; C;lpélcidélCh: de: Illoldéll";J 1(:11-"
de acordo corn s~;us Pl"OfJl-IOS obJC'llvo:,-; ('I'é) VI:;td (\Ill ÇlI':Hld(; pénl(:
cmno COllstrU!lva - c. nc-:ss(' sc:ntldo. qU;1Ildo ;\t(: lil('S!lW () UTSCIIlH:11
to da. POPUlrlÇZlO (~r(1 VI~;jO comCl ;llqo hC)IlCIIL(). Mal!hLl:~ 11;'10 rXCV:',_1 Ulll
aVélllC;o ç]r-é.\ndc c bl-ilhanf(:. fllas C:-;Cl11'1 d;"ll). (;:';GI:';::;C'/, pohrc;;;1 (' IUIIl("
Seu EnSél/O sohll\ () IJllllcipl() (Id pu!whc;u) (AI) [SSi!y ()I! Ih:: nuw/
plc of POjJuln{iOiJ), puhllGldo (:Jll 1798. fOI ('liqU<ldlildo (;()I~'ICi lll~ld
resposta ,-lU c;n:--~;lIS!d c ulopl(;o Willléllll (;OChVI11. qLl(' 111l111;IS V(:/C::';
acü:nlu d "p(nl(~cllhlllcbrk;" do hOIl'l(;!l"I rcnlw Ilelo dlqllJllél~, (i;I;-, I-di(;
XÓ(;s sobr(-; é\ pprl(;clihlllebd(; do hOlllCI)) c dé( :--;cJ\.II:chrh' UllIl çp,uHif'
prél7(;r", CSU(:v(;I, M<lltflll:;. "E:--,IOlI l:I-IILI:;I,I:;III,ld(J C d(',C;ILlI:II"lI,t<!r) (.{}!n (I
I"Ctl'él!O C:IlCéllltéldCir :--,(}[)I'(: u qU:II rll:--;UJil('II\ IOli\1;1111f:1 1 !t' M;I',I,()I',::llld

POI que ser "menos mau" n<lO e bom


· ü pudel ri<! POf·wléH,;:)(J (.~ té-In mais super Im ao podc;r ql.lr~ hú na tmra
d{~ pruchl/II subslstr'flCla pal;'\ CJ hOllH:1l1 CjUf', df: ullla forma ou de ou-
tr~\. a IllOII{~ prc:matLna flCélbala por élCOSSélr (l rél<ya hUr'l;"lnél". Por causa
dI' S(~ll p:;~.;slllw;nlO k clt: sua suçwst;·io de que: as pl;ssoas deveriam
t(>1 Ilh'11th l'd;)~J)Ps ~:;cxllals), Méllthus IOrrlOU-SC urna cal'lC:atura cullu-
Idl. AI(~ 11H;~~1ll(l 11(1 alualldacl{; ::;(:Ll Ilonw c sinÓlllr110 de uma atitude
IdC(Jllhél l'rn rda(,:~lo Z"\O II11Jlldo.

Fl1qu:lIll() Mallhu~; fé"l/lrl suas I,X(;c1Ir;ÓCS obscuras sobr'e a popula-


{;:élo {' ;.;ohr·l; us ICCLlr~;(n.; hum:tllos. havia Cjur:rn obscrvéissc mudan(,:as
Ila lIatun:7él (: no n~;plrlto) COIlI él propaç.FH,;üo da l!ldustrra. Escritores
do rOil1<lIlk;!llo In~JI(;s como WIIII;1I11 Wcndsworth c Wllliam Blakc dcs-
(:I'CVPléllll d prnflJlHJicJé1C1f! nspir'rtudl f: 1111<lglnatIVé"l qlle él rléllurf;7iJ podc:-
I"Id IrlSr.)II"éll· l' fztl,lr,lfll c!arall1(;llt(; cuntra (j sOCiedade lnbana crCSCCIl-
tc~nWllt(~ IIlf'Cdll l Clstél qLH' dlrlql;l ~;Lla Z"lJ(:Il(;éio para. éllndCl mais obtenção
c ÇjélStuS. No N()v() Mundo. duranl(; CJ~; ~:;(':CLJlos XIX c .x,x, os norte-anle-
l'IC~1I1CI~; G(;{JI"~jC Pnkllls M,u'::-;h. H(;my David Thorcau. Juhn MUlr. Aldo
Lcupold P (llJ!I'OS UJrllllllJdram (:~;S;l tradlc;:1.o literarla. A partir dos bos-
C]Lll"'; clt' M:lIl1(;. do C'\Iléld<1. do Alé1~';Cé\, do C(;lltm,·Of::'.;\C c do Sudoes-
te d()~; E:;I(ld{)~~ Unld()s, c~;sa~; V()7CS VIIlCL:l~:; de !c;rril:; selvagens prc-
.~;(;rV'lI"éirll nil 1lllCluélÇ]Cfll d P,lIsW1(:m que éHllé1VallL lallwntaram SU<1
d(;~;lrul(,:;E) c Ic'afllrnarZ\1ll él CIUlça clt: que: - !la frtnlosa nxpn.;ssào de
Th()II~(.JLI - 'Il() f'stad() ~(;lv(lU(;1ll (-flC()lltl'a-~;t: a pr"C::;cl'v(lc;ào do mun-
d()··. M(lI~.;h f(J' um d()~; ~)I"Ilnf.;il'O~~ él (:nll:l1dcr <1 (;élfXlCld;l.de do hOlllPIll

d(·; (;,lW;;1I d(::;\r'LJi(/~l() chlrddoLlI'(j ;\0 meio :llllblnrltc, c Leopold antr:cl-


pOLI ;IID',HlS dos ~';(;1111I1H~llt{)S d(~ CUIP:l qll(~ CélfélClnrl7é\ boa p<1rte do
;lIllhICI")\a.'~;rll() dc~ h()JI::

'Ou~Uld() 1;l1lr'(':,1(j c~,;\{;:; P(~ll~,(lII){~IlI():-; (lO prr:lu, ;'lJud() él deslllala,


()~.; 1)();',liLl'"'' OllillHJ() dcrr';UllO U\;11W Il() IlWLI Glff;. ~ljLldCJ d c.iI"cnélr wn
hll'jCl ('Ill (Ild' <l.(~ \/;lC,I.'; p:lstélln (' ;1 Cxl(:ITrJIIlLlr us p("{s~;(lros !lO Br'asii
Oll,Ul(:() "v'ULI <lp;tl1'l:n p:l~<;dl(J,'; Oll C;)(,:;II UJIIl () 1ll(~lI Fend. (;stou dp~
\'él~LlIHjl) lWI (:;tll'j)() de' rwll()I()() (' r'('(~I(:q(~llCl() UlIllll1pnlélilsta que!llc
ull'I"I~lc1 hil"dLh;: iv1,w, ;1.rleLt. (jlJi1rlcln rp:lf) :lléll:'; qlH: dois filho::>. ClIO
,lllld 1',(,( ( . ~,: rdddl: Ilb(l(:I«V(~1 cJ(~ 111,,11:; 111élqllllldS Illlrr(~s:,()Ié.lS. mais va·'
(.;!'; 111;11:" \,;t!I' (~ rn;w, f)('II()II'() pílr'iI CUJ() ilHIH;UI1H:Il!O mellS p;-ts~;(Iro~;.
mais arvores (; IY<iIS floi'(;s scrzlO rmnlos (lll . j {)xpul~;()s ck ~.()1I~; éUll-
bientc!s div~rsCJs."

Alguns desses hO[1wns ~'IJudal(lrn il (;Ollstltlllr ~;oCl\~cbd(':.; Clf: CUll


sprv;.1(;r"10, como o SI(;rri.l CllIb c: (l Wlldemcss Snclr:ly. a frrn de pl'C~SCI
var as !(-;rras sdv(ju{~ns p 1l1éHlt{';-lél~.; Illt()cadé.l;; pdo U{;;;ClI1lI'1l10 Indus-
trral. Seus escritos Inspll';'lrélnl novas rWI'a(.;(w::; de ;:'lnlhlcllt:llr~~tas C
am(lntc:~s da natuiC7é\. c' ainda COnl11lU;1II1 ;\ f:tú; In

Mas isso n;'10 oc;orrnu aln (\ plIhIIC;H,;;to cln {JllIlI<lV('/d Si/clI(:!()Sa

(S/Icnt Spu/Jg). ck Rachd C~H"SOIl. (~1Il 1962. qll<lll(]CJ I'SS{' (~lllP(;11h()


rornântlco de aprcc;o pnias terras sdvaq(;lls fOI C<)lllhlllddt) d Llrll'l.
preocupdi,;{l.O cientificél.l11C;lltc l:rllbélSdCh. A\(; <l.qudc rno!llcnl(). () ,ur,·
bienlalisfllo SlfJlllflcélva pru!(;;'-;!dl cOlllld dano:; (;vidcn!(;s -- c(,::-;!Il<l.!a-
menta. dcstruic,;ao das rnlna~;. POllll(,:;'\O (l<!~i L\IJI"I(;(l~; (; ()lill'{\~; illllCl<!fl

ças VISIVC~IS n PIT)(;UI~lI COIlS(\IV<lr C~;p{~CI(\1111(~1l!(; p;W;(lçwn~i


apreciadas. corno as MOlltallh~I~; BrdI1L(l~; d(~ N(~w f 1;1Inp~·d··JP CJlI CJ
Parque Nacional de Y()s(nlll!c~. 11(\ C;d:fOII1I<I. C;lr;;CJll (lS;;lrl;IIOlI aluo
rl1ais Illsldioso. IIl1dglllCJlI lunél p;WidqC:lll c~ln quc' IlC111lLH11 p;I.';~;ilro C;lll-
l<1v<1. rassando i\ explicar qu{~ él:; ;3uk;t;'triUé.l:·; qllIIllIC;I.(; PI"O(lLl7lc1d::'
pelo hUlllClll - (;ITl c;;;pCClél.l. pl;StICIc.J:.\S (:()Ill() () DD! - d{'VilstdV~l.lll ()

mundo rléltUI'éll

Enlbol'él tenha ievado 1ll<11:; dr: ullla c!Cl:élCL!. f'litl.I,'IVf'I,'1 S//('lIU().',,1.


conduzIu ~I pmlhlcJlO do DOT !lOS ES!;lclCJS UllielOS (; 11(1 Ak~ll1(jllhd C
aC(;llcleU UIll;) P(;I'SISt{~lllt; CCJlltICJVI';I'SI;1 ;;CI!H{; {);.-; P(;IIÇJCJ~'; d()~·; rJI"CJdlllc<,;
qUlllllCOS Indus!rlals. Isso InllucnCIOu (;11:1111;.;1,1;'; l' polillco:,; d ,ISSlIiilll a
cauS8 e a COlrlpOI qrllpus cOlno () EI1VII(Jll~llC~lt,tI Dvf('·ll;';(' I) N;lll;ra:
RCSULJI"CCS DdC:IlS(; CounClI. (J WOlld \lViidlit(, h:c!r;l<ltion (' l! BUND
(8 Feck'l'éH;{\O AIC!ll;i pard ti Com;crV:H,:,'U) cI() M(;IO Arl1bll':-ltC (' eb N(l-
turcza). Os al1lhlcllt;tII~;I;t~) 1'1;"\0 C~·;L1V'1I11 I:'I(II~; rntr\IC~,~·;(lcJ():-; :-;lllIpll~~"

nwntc Ild prc;-;cl'I:t(,;;tu. Ill<l:; 11U n\(JIII!()I,U)"I('lllo (: 11(l 1I'(1!1(.',\(1 (k- tem
nas O d(;c!II'IIO deiS ;Ú{~<l~; :·;{dVdq(~Il.'; (' ;1 dllll:IIIII("i() dI);, 1()UII~'l(:':;
JUI1lalalll S(~ /1 P(JllJl(,;;"l() (; (lO lixo I ()XI(;(I (;()fll() (J~. pl"lll(:lpdl'-; ;lIl"fl,j(J,', d('
pr ('CJCll pé l(,,;"lC J.

Por que ser "menos fTlau" nao c bom


o 1(~Çlddu de M;-!ljhLJ~i continuava lllé_lIltl:ndo' S!é-; forte, Pouco depois
cJI' ('!!lIld'/crn ,'-,',Ir'IICI'O-';;1. em 19GB. P<lul Ehrlich, llrn pioneiro do am-
hlcnl~dISill() Illodc)rno (; )(:Ilolllado bróloçJo qun lr<lbalhavél em Stan-
fmd, publicolJ li 11 1 élicrta ch; propor\~õcs rrnlthuslanas, The Populat/OfI
Rr)!!!IJ, C:1ll qU(: dr:clc.Hdva qur: as dc)célcbs cl(: 1970 e de 1980 SE!rlFun

uma cra I(:ndxosa de c:scassez dc: rpClm:;os c alimentos, durante a


qua: "U:f1t(:f1élS de rndhôc;s de P(:SS();lS 1ll0lTerào de fome". Ele tam-
I1Cl"l1 dprll1taVé! para o húbito humano de "usar a atmosfera como um
dq)()~lItu d(: lixo". "OUClT:IllUS continuar élSSlm e descobrir o Cjlle élcon-
1(:(,('1-;1',)". pcrnunt;lvd "O que qdllharnos ao hrlncarmos dn 'roleta alll-
hl(;lltal"~'

E:11 198<'1 Ehrllch (:


sua CSpOSé.l, Anne, concluíram seu primeiro
d
Ilvw {~OliJunto. Tlle POjJIIléill()1I Explos/Oll, Nc:ssa S(::;gullcb advertênCia
p;Ha (l hUlrlélllicLlde, afirnl;lI'élrn: '"Antns o pavio f:st,lva queimando:
aqorn (l b~lllb~1 pOplll;ICIOIli.l1 tOI cJetcJllada" A pnnClpal dentro as "cau-
::;a~; fUllcbmcn!;w; do rnal-cstar de nosso rlnnt-:ta" - CSCI'eV8mm - "é o
U(:SClnwllto nXC(;SSIVO da populaC;,-lo humalla (; seu impacto sobre: os
f-:CfJSSlstc'mas (; as cmmmrcJadcs humanas", O primeiro capítulo do 11-
\Im (: intitul;ld() "Por que todos 1l;:-IO C'::-~!;01O é"lssustados como nós?" R a
pr()po~;trl flll;11 dos autor(:s para a humanidade começa com dUrts SlJ-
qc~;\()c:;; l,I'W:ntcs: "Dc:tr.;nhéllll o crnscIIlH~nt{) drt população humana o
fl1(\IS r-élPldo POSSIVc;! c de lIlocin hlJlnanu" c "Transforrnem o sistema
C~COll()lnIU) de dcsnl1vulvwncntlsta (:111 sw;tcntélvel, diminuindo o con-
~ilFllO !)(~t <:"IJlf(l".

N;'I ~ltu(lIICbd(: él dSSOLl<"l(;("l() (:Iltl'(: dcsnnvolvimcnto R consequõn-


era'-; !l(~(l'tllvdS tornou ~,(~ llll1 d()~--; t{;lllaS prlllClpals dos élmblcntalistas.
h~l 1~172, ('rltl\' ;t f1uhIICél(;;{!() do pllmPlw c do s(:Ullndo alertas de
lhl"dl. DUlwlla, D('11IW-i M{;;-!Ciows (; () Clube' di; Roma (um çJrupo de
Ildl:rl':, (':YIPf(;;;;lI'Idl;;, d(: Estac!os (: eb CI(;llr;la) publiCOU outro éll(;rta
~--;('r'(J Llllillc','-, c/o ClL'.'i(',llllC'fI!()(file Lf./li/t::--; to Ci/()'.vIiJ), Os autores ob-
:«'I-V,lVdlll q,l(l ():i 1(:(:li:'SC)~~ (:~~télV;\1ll
em qllt:(l<! d(~vldo ao crcscilllpnto
pOP:,II()CIUI1;d (' <l IIHJw;tnd dc;;trutivel. E COllclulélllT "Se a tendéncl,1.
,di!.l' di.' ('I«'l(;llll\~I'lt() 'l1l1'iCk\1 cLI P()f1lll;j(;;;"lCJ, dê! Industnallzaçilo, da
1:()lllli ,i,' (jel ,:lr!lrI',I{,;-(() d( ;11111"('llt(J~; (~d() CSÇJ()téll~l(:l)t() df' ['(.:cursos
continuar inalterada, os limites do cresCimento neste planda Sl:rüo
alcançados em algum momento dentro dos proxlmos cern anos.
O resultado nlalS prov/wel sera um declínio repentino c: Incontrolci.vd
da populaçào e da capaCidade Industrial". Vinte anos clepols. uma
continuação, Bcyond thc LilllitS, concluía com mais advertcnClas: "MI-
nimizem o uso~'" de recursos não renovaveis": "Evitem o esgotamento
de recursos renovaveis"; "Usem todos os rc:cursos com a mé1X1rila efi-
ciência"; "Desacelerem e. por fim, detenham o creSCimento QXpOne11
cial da populaçao e do capital Ilsico·'.

Em 1973, o livro O negócio é sei peq1leno: 11111 pslu(/o de FUJI)o-


1m3 que leva em conta as pessoas (SlIla!!!s Reaulrful" ECCJllof/uCS as
II People Mattcrcef) de E. F. Schulllachcr. abordou a qLlcstó\o do cres-
cimento a partir de um ponto de vista fllosótlco. "A idC:la do cresCimen-
to econômico Ilimitado"," escreveu. "cada vez maior até Cjue todos
estejam cheiOS de rique7a, precisa sei" seriamente questionada". AIRnl
de defender tecnologias de pequena cscala e não viole:ntas Cjue: "re-
vertessem as teldênClélS destrutivas que: agora nos ameaçanl a to-
dos", Schumachc;r asseverou CjLJO as pessoas devem fa7ür Ul"lla mu-
dança circunspecta SObIT; aqUilo que conslderarn ser nque7a e
progresso: "Maqulnas sempr'e nlalores, que ocasionam concentra-
ções crescentes de poder econômico e que exercem uma violônCld
cada vez maior contra o meio ambiente n;:-1O rc:prc:sc:ntanl proqrr~sso:
são a negação da sabedoria". Ele afirmou que; a sabe:dcm<'l real "SCJ

pode ser encon1rada dentro de SI mc:srllc< capaCitando a P{~SSO(l d


Hver o vazio e a insatisfação essenCial da Vida dt~dICadé1 prIIlClp<llrllPrl-
te à busca de fllls materiais".

Ao mesmo te:rnpo t,:,m que (~SSt~S anü)I{;ntailsté.ls cstavéHll cmlt!lldo


importantAs advnrt{~nclas. ()utros suqc:nam c()1l1inhus mediante: os
quais os r:onsurndorc:s redu71r1am seu impacto ncqatlvo sobn: o !Il(;IC)
ambiente. Um;, vcrs~io reccnte dessa IllCnSilÇJ(;nl {;ncontr:t-sc; !l() Ilvl'C)
Use Less S/uI!: FnVIWlJllrcntn! S'o/ut/()tr.''; lOI VI/lO VVe F?ca//y Al('. cl(:
Robert Llllentcld C' WIIII~'llll R.athJc. publicado (~n1 1998. Os (;(Jll;';lIl'11-
dores devem assunllr a IIC!cI'Z'HlÇcl na rc:duc;'\() cl(j Ilnpéldo ;1I1 ' l)l{;nL11
neç]éltlvO. Argumcnt;'lill os all!CH"(;S' "A :-)I.rilplr;c-j vr\r'ci;ld(~ (' q.J(' 'ilr:<1';

Por que ser "menos nlélU" néio é bom


a~~ nOSSéiS pr(,~O(;1Ip;l(J11 ~~~ ;lrnblclltals prIrlCip;-lIS S~10 CélLlS<1das pdo -
OL, cuntl-lbLlCI,l C()I11 o - COI1SLlnlO cada V('l malor- de br:rls c de s~rvl-
Amho;-; ;-;II~;t(:lltéll1l quc~ esse: rnlpulso dc;vurador ria cultura OCI-

d(;lltéll (; ,:;OlllP<HélVd ;1 clcpcnrk:rlCl'-l d(: droqas ou dn alcool' "Recicl<lr


(; Ulll;t d~,plrllla, {; illlv,:n Ullld In:';SdGl colcdlva bastante grande de [ ... 1
COIl:-;Ull1(' C:Xl_:CSSIVO", OU C11L10: "o IIlc:lhor caminho r:;ara redulir qual-
qLlPr IlllFxlctO ;-lInbl(;Il!;ll 1l;'!O (; 1-(:cid<1r mai:-~. mas produzll- e descartar
1l1C;ll os '".

A tréldll,:;lo dos a!c:rL\:--; lIl-~_j(:lllcs, qlle fllurta;-; veles (;llVléllllc;nsagens


péJra os prodlltores t; COr1:;Ulllldo r-cs, c rl(;;\ (; ar1tlqa. Mas foram ncccs-
sanélS rlecadas P;!r(l qUi: as prupnas IllCh'Jstrias rü,Jlmcnle a escutas-
:;(';11', DI: bto. nilo for ;Hltc::~ dos allos 1990 quc os prllll:ipals Indllstrrals
Ull1leça.r-dlll il !r:(;OIlh(~U;I- CjU(: hdvla rnotlvos para se prcocuparclI1. "O
qw: P(:ll::-SdvanlOs ~;(~r 1IIIlliladu !c:ill lirlllt(::--:;" - disse Rolx:rt Shaplro.

presldr:nlr' I; CEO da MOII;-;<lnto. (;111 lJlllél (:ntmvrstél ck: 1997 - "f:-; es-
tamos COIlW(;:i.1Ilc10 atlnç]I-los ".

A Cl,Plll;l eb 1(;1'1'(1 di; 199;2 (E=:CO--92). IlO RIo d(: Janclro, Iniciada
em UXIJIH1tO com () 1;I11PII;:';,ÚIO Cilfl<ld(:flSi: Maurru: S:ronq, foi o r(:J ilrl I
-,,",ICLI C()lllO I-I':->))osl;( il C:Stil r)r(:ocup;:\(,:<Ü). ApmxrnladilnlUntc 30 mil
pi:~;:;();L':; cir.: todo U 1l1L111d(), 111;'lIS clt! U:!Il Ilck:l(:s mUllcklis c; rnprf:--;SPIl-
L-lIl!i';; dc; 1 b? p;w:;(;S 1(:lII111-,1I11-S(: 110 RIO dc: J;lIl(;lro vu-a dar resposta
;'\ ~;IIl,W-; Pll"()Cllp;\lltr:s d(: (J(;c!lllIO ;:lfIlbii:nla!, Pai-a d çFZlndc d(~(;r:p~:;:)O
di' IllliltO.c;, n,!u ;;1: C!l(:q()lJ d ilc(lI'{lus vinurldflt(;s. (017-:--:;(; qUt-? Stronq
hrllll:I)U: . HdVld nILllt()~, ch('II'~-; di: Estddo. IllélS IlCilhulll Ilch:r cl(: vc:rda-
di''') M;\~-; ():" !I'1dll>;tll;II~; IllI' IJ;lItlr;rpillilll1 tl;I(';;-1.Idll1 Ullld cstrdtcSjlél prlll-
C>D;)I ,I 1!\:l_l{,h:I('11U:l /1.': rn:lq~1111;1;; trHltlc:;trlillS SC~i(-l:,l n:;_IJlIstacléls
I:OI)lIJ 111"1:;1I'1~;111()') !lI.lrc; Ilrr:[){);-; Ill;ll~; r(\plcl()~-; (' 1l~,W; !;!I(;ncrosos
A 111I!LI~-i;II(j li'rllllllll;1 Sll;l II'PlILlIi in ~-i(,1Il l11udar ~;lI;!:--; (;;,,:;trutLnas ch:
jflOrI!! ,'!;lll·r (::lll\,IJ (' :-;(:11: \:IJlllP!(JlllI'lCI :->LI:I hU:-;Cd pc)!' Illero. A ecucfi
1.1(")(::;1 ~r,'lll:--)ltll!'l,II!,'I,'1 Illdu,-,tll;! 111111 1 ;1I'il cl(~ llill !-;I~;t()111;1 qlll; tl)illd, bl
(ll'~;r~I'1 '111 1_1111 :--;1 ;t(~llI,1 Cp:í: :lltl'(jI'd (1;--; PII'OU:P;\(,:U(;'-> 1:(:IJIlOIllI
I,(j:--:. ,\-',d);['ll1;11< I,til ;)'-, Illjli IIHlu:->tl-ld~< rli' tOell) il IllLllldo (;UilSICJ;-:
1,\111 1111!' ('.;r_H r í li'lll:;j {' d {~:;t!;l!I;~JI;1 di' ".'-;.'olhd p,tl:l. fi 1))lICb~l(.;d
Mas o que c ncocdlciôncla',) O t.1Iç]nIfILZldo PI-IIII :ipéll do tl:tlll{) (~ "fél-

zer mais com mC)llo:-< UIT1 prc)(;cito que: tCIII :-;11(\;'; I,(!zes na PlllrlC'll-d 111-
dustrlallzaçél0 O pl"Orm() Hcnry For-eJ ('1'::1 1"lqlc!O qUélnt() d poiltl(;(lS OP(~­
raCionaiS de enxu~l'lr () limfXl!", fazclHj{) qLJ1: Stl;t ,crl1pn;sd
eConOfTll7aSSC milh()w~ dt: clol;-u-ns ao H:duZlr () d(;;;perdlclc c d(+11I.I
novos padról2s por- InelO de SlId linha clt: 1Il0ntélç](;fll, com t:CC'IlUnlld dc>
tempo. "Voc{: cj()V(; til ai" o rn;'lXIIllO prnvr:ilu eln. lort,:a. do lIlal(;llal (; do
tempo", 'cscrnvpu em 1926, uni credo que' a lIlélIOI"!;l dos CEOs con-
temporâneos pendWélrlatn COIll orÇjulho nas p(u-cd(:~:; dto; s()us escnto-
rios. A conex~io f~ntrC' dicr{-:nuél c ~--,1I:-ilt:11télblll(b(h: do mPlo ;-llllblC'ntc
talvez tenha Sido arlll:ulélda lnéUS notmié_lllwntc CI11 Nuss() lutu/o co-
mum (Oll! CO!llmon FutIlIC), um rdalc"lrIo publicado p(~la COfllISS;10

Mundial sobre Mf"!io Ambiente: o DcsenvolvllTl(~nt() dd;j Nnç(Jc~ UnlcLts,


em 1987. Nosso futuro COlllUfII ndVCJ1!iu qun s(~ o cOlllrnlp d;-l pUIUIC;~1O
nao se inlpnsrficassc, a sélL'lde humana, a proprICdéld(; lJ os l:CO!:1SIStC-

mas estariam scriament(; éHll(:é\~;(ld()s, c a (;XlstnllCla urtJdn;l Iria tomar-


se IllsuporLlvnl: "Deve-se fonwl1L:lI" d Ide ia de que as II1dLlstriélS e as
operações industriais sjo mais dICl(;11!CS efll t(~rlll()S de liSO dos r8-
cursos quando geram rncnos pOllJl(;ÜU (; dcsp(,r-cJicro. quando csl;lo
baseadas no uso d(~ recursos renOVÚV(;I;; n:il VC? dt:: [l,lO U;ll0V;'lvcis e
quando mlnlllllzam os 11I1pactos advol"sot-; Irrt)Vel SIV(,IS sobl"C: él ;-;,llldc
humana e o IllOIO élfllbll,ntc< declarou a CUllll;;;;;l() (;m slIa aÇJt;l1d,1 de
mudança.

o termo "ccoefICi(~nClél" fOI cunhéldo nflualnwll!t: cinco élllOS depuls


pelo Conselho Empn:;sarral Mlmdlal fXlf"a o Des(;r1volvllllCnto Sustcn-
tavel. UIll ~JI upo de 48 patm( II1<1dorcs illdustl'lélis qlj(: ifldulil a~; empre-
sas Dow, DuPont. COl1dÇJI"él e Ch(;vron, élO qual ~-;l; tlnh:t pedido Lllllél
perspectiva de; neqoclos para (l ECO-92. O conselho IcdlÇJIU SUél
convocatClI"Iél pm rlludarl(;as elll tr.;rlllOS pratico;;, cOllc<:ntr;1ndo-se no
fato de que os rwqóClos !uialll a Sjilrrh;lr COIll Ulllél 110va {;onsci{~nCl<1
ecológica, élO IrlV(':S de tl"at;:tr- do qw: o 11H;ro alllblt~11lc tl:rl(l (l pudel- Sé"

a induslrra rllélntlvesse: seus modelos hdbl1l1ais_ () re:lato!"lo d() qrupo,


Challglllg Course. proqralllaclo para s(;r Itllll,;z-tdu SllllllltcIlH:alllt'ntc
com a Cllpula c:ntéltI7011 a IlllporUltlUa dél (;{;oclICl(;IlCl,-j parei t()(L-t~) a:c:;
811lprcsas que VI:C:;é\lll ;;{~r cOlllpntlflvas, ~~w.;lt)nt(lV(:IS (~ ele SlIC(;;;;;O nu

Por que ser "menos mélu" não e bom


IOIl\jn PI-é1Z0. "Dulltro dí~ uma dlicada".' prevIu Stephéln Schmldhcl-
1l(;Y· llll1 dD:~ lundadorns du conselho. "sma quas(~ Impossível que ullla
clllpn:sa :~C'Fl comprdlllvéI SCill que téllllbólll seja ·eCO(~llclcnte'. Isto o.
~if~111 flue agl-cÇJLW f11é.lIS vale)!" ,:,\ um br:1Yl ou a um serviço usando monos
rf:(;lII"SOS c liberando menos poluiV-io",

All~ mais raplchllllclltc: do qun Sc:hmldheincy prpvlu. a PcoefiClÂnclél


é1bnu snJ G-lllllflho na Illclustrld com cxtraOl-din~-lno sucesso, O nlJrncm
dc:~ (;mprcsas qllf: () ;ldutam COrltlllua a Cl"cscrn, inclUindo grandes no-
nws como é'l Monsélll!o, a 3M (cuJo 3P - "Pollution Pays Progralll" -
(;ntmu nnl VI~Jor em 1986. éllltcs qUf:' él ccoeflU6ncl8. se tornasse um
termo cOrriqueiro) c éI JCJhl1~--,on & Johnsoll. O movimento dos famosos
trc';s R~i - redUZir. rT:,usar. reclclar - está qanhando uma poplIlaridélde
estavc;II1U~-; lares c: tambr~nl nos locais dc: lrabalho. A tendênCia denva
Cril pé!!-t(: dos benefiCiOs f;conónllCOS di-l {;coctlclência, qLH-~ podem ser
COIlSldcl"éh'CIS: d 3M. por cx(;mplo, cnl 1997. anunciou qlle a ecoefi-
u(~rlCla CCOI10l11izou mais de 750 milhocs de dólares" por meio de
j

projetos de Pll;V(:[H;;;lO da poluil;?lo. p talllbém há outras empresas


que ~)tlmlar1l (;S!;-lr pCI"ccbendo qr;--tndcs (:conOIllI<1S. Naturalmente, a
rf:c1U y ;-lO do cOllsumo de r-f;cursos, do uso de ener~~ia, das emissões e
do;..; d(;spl)rdIClos !amb(:1ll caW-iam efeitos bencticos no meio ambien-
te ~- (~ 110 rllOrdl publiCO. OUéllldo voct; ollve qUt-~ urna empresa como a
DuP(lrlt cortou f;m quase: 70(-/(1 ; suas ellllssôes de produtos qUllrllCOS
ulu~--;(\dorcs df: Célllcnr- ch:sdf: 1987. liOCÓ se; Sf:rlte melhor. As IndlJS-
tl'las cCOl:licl(;lltf:S podem fa/f:!' (lIgo de burn pfdo meiO 8.lllbienle. pcr-
Illltllldo ql.f~ as p(:ssuas sn sintam 1l1ellOS ;-mlí:drontadas cmn relação
ao futuro, Ou n;:1O podem?

Os quatro Rs: Reduzir, Reusar, Reciclar - e Regulamentar


OlH-~r S(; tlalr: de; lIlllil qUf:stao de dillllnulr a quantidade de liXO toxico
CII<ldo Ol! (:l1litido, Oll da quantidade: de malÓrtéls-pmnas utilizadas. ou
do !élllléHlflrJ do produto elll SI (conhí:Cldo nos circuleiS clllpresariais
(;(Jll1() "dc~nlélt(,liall/a\-;ü()"), (l rcdu{,;;w c': UIll prinCipiO central da ccoefl-
Uf"IlLlél. Ma,s, (;!l1 qUéllqll(:I' cll:S;--;~h ,tr{:(lS, a reduçào fl~io dclém o nsgn-
LlIlH:r:t() (; (l dC;--ill-ulf,:(lo. ap(-,nas dirlllrlUI sua vdoudadc:: pOSSibilitando
qlle ü{;()lr<llil f:lll Illnnm CSGII,I {: durante; um 1l1r1IDr pnriodo de lernpo
Por exemplo, a redu(;;;:)o elcl clu;1.nllcbcl(; {il: t()Xllld:-; PI\I-I:J{)~;;lS I; di'
emissões liher-aebs pdn Industrra (; Llrna I1wtn r:~c()(\fi(:IC~lllt; Il1lpmLwl('
Isso parRcc indlscutívr:l, ma::> (;;;tudo;; recente;; Ill();>!r-(\1l1 qll(·. dO I(lWI(l
do tempo, a.te fnesmo rninLlsculd~~ qU;!Iltl(Llcln~~ cl(' (~rnls:·;(-)(:;; ry'r- \]\l:-;;t'-.;

podem ter (;h:rlos dnsastm;;{)s nos ~~ISt(~J)1~\;; bIOl(lCjIC():-i, [SS;\ (' 1.1111,\

preocupélc,:{lO l-~spnClal 11U caso di; ch;srPÇJul;ldc)j'(':-:; (;rld(l( .1'111(;:-; - ~)j'()


dutos qUllllicus Industr-i;w; CI1(;()lltl-{lrlO~-; ('111 lima V;HI(;(J;tcll' d(·
cos modcmos c em outro;; hC;lls de CUIl:-;lIIllO, qUI: P;llf'u;nl 111 1 't<lI'
hormônios c quC' se conCC!;lI11 (;\.)111 r(;cr'p\()n;:--~ Il()~; ;,(;r-()s hUfll;ll1\ 1.';
em outros mqélrllSmOS, Em O lulu/() uw!)()(/n (Ou,' StO/I;f) f U;/ll('). lll11
relatorio Inovad()I"" sobre di:lnIllI11ado:-; plo(!td()s QUII1lI(:I);; ~;lllt(dl(,O:,

e o meio ambiF:n~C', Ttwo COIOUI11, DI;\IlIl(~ SLlI11,-1I1()~-;kl {~JOhll P(d','IS{)li


Mycrs atirmanl que "qllallticlad(;~_; dSSllllllxu:-:;,lI111: Iltc f)('qU(;11;1~-; dw;
ses CUr11postOS 'lCmnoTl<lIIlWl1tr' (lIIVO;; PUC1c i l1 (:dli;-;;)I- lO(j()(~ 0:-; Ilpu~:,

de cstr(l~los bIO!rJÇJlcos. Csp(;CI<llnlC'llt(; qU;lI,c!o ('XP();,\o:-; :-;()b~(; () 111('·


ro". Ak;llI disso, rie acordo com os dlltOI(;:;. mUlt();; (~~;tud()'~ ~;(llJl'(' ();i

riscos dos produlos qUll1llCOS IllcJU:-:;tl-I;W-; t{;Il~ '-ir; COI1ccl1l!<lr1n IH! \:;\11-
cer, <lO passo qllf; a P(;SquiSél sobre Olllros tipO;:; d(o eL-!lltls i (,;l~;I()I',;(­
dos pela exposil.:2Io apc,n;_l;; (;OIll{~C;lIal11.

Em outra fr(~nj(;, nOV;:lS pc;;;qul;j(l;; :';uhr(\ rn;t!('rnl Pdl'tIClII<tdrl -- pdl

ticulas nllcrosC()PIC;l~ lançiHl<!;; durante ();; rHOc{~SS()S cl{) IIlUI1C d{,:il{)

c combustão, COl1l0 os qU(; él(_:nnt(;U:11I (:111 11;;111;1;; (; Cll1 ;llilon1o'J('I~,'

moslrrim qur: (;hs pod(;11l :rIOJiH se 110S pU!lllÓ<;:-i () d:rnilll,;-I-I()s_ Uni


estudo feito r:1I1 Harvdrd, nm 199~, v(;r-iflcoll qll(; ;tl(~ 100 11111 pl;;-;S();)~;
podc)r1l morrel- 31l1lall1lcnt(; IlO~; F,;tddos Unidos d(;vldo:l (;:,:-;,\~; 11'lllll;-;-

cuias partículcls. Elllbol<J haja j'{;qlll;Ul1(;llta\:O(;;; VIÇJl'II!C;, p(l~(l () l'(JI1-


trolc da libcr8.ç;lo das nwsrnas, :_,(;1I Climprllll(:1 1to ;tpf:!la;, tl\,/C 11,1\_:1(1
depois de 2005 (c LI!lld vez que; a 1(;qr::-;!;H;{iCJ ~;OllH;ll\(; j'{:clUl ~;(;ll lill)11
tanl(!, as pnqLH:nas qll'-Hllldadp~..; d(::;s(; m;\t()r-Idl p;nticuldc!O allHh :--~(;­
rão um problelll:t).

Outra c:stra.leglé'l de rr:dLHJw de I-(;;;idu()s I; d 111ClI l Clill.;(lI). 11111\t;\:-;

vezes entcndlcJ;-t corno mais ;,;lu(bv(:! qll(; () at"n;-1'lH:11I(}. (; t" LI

pelos d(~fcns()j'(;s da nflut;11Cla el1(;rqc;tlc(l COlllO '"ÇJ(:I:H,;;l() d(: CI1(;I(_II<1

a prirtir clF: rC:~3\dlJos". Mas ()~; !(;sldu()~:; ::;0 qlll;II1\;lI1l (:11\ IllUI1W:lf1(J'I':i

Por que ser "menos mau" não e bom


porque h:\ 1I1;llf:lléll:; valiosos -- COlllO () p:qxd (~ o plasllco - que S:':10
Illf:élmavl-'I~:;, LJlll;l VC7 qll(~ l;S~-i(:~-; nldlf,l'ldis nLJIlC(l fOl'am fJroJctados para
SC'rl'nl qlH:lll1;HJ():-i com ~('ÇJural-I(,:(l, podc;1ll Ilb(:rar dlOXII1élS c outl-as to-
x,1!l,-lS qlldllclU InCllw!'ados, [111 HdlllbLlrqo, Alernallha, alqunw,s folhas
dc: arv()n~s cuntl':1Il cuncclltr,l(J)(:s télo altas dc: Il1pl;IIS pesados advin-
dos d(: p:II'tlculil;3 r-éldiu;11IVdS di: IllclfH;r-adorc,s CjIIC é1S proprléls tolhas
cll__,V(;lll SI.; , qll(;lrnach::-;, ddll<llldo assim lIrll CIcio viCIoso com um du-
plo deito: os '11atcrl;US vdIIO;;OS COlllO (':S:',(';S IlldéllS ,,- fIC:':UI1 bIOdCLI-

111ulado:-,; lla I!dturcZd, C;IUSilllc!() uni posslvl:1 dl:lto noCIVO, c as IndLJS-


In(l;:; os plndi:1ll P;lld ~;I;lllPI'(:.

Ar, 8ÇJUd (: ~-;CJ!() f1~iu absolvem p::siduos CO!ll scquranl,;a, a mc,nos


que ~;f~F-Hll tcsldll()~; (;()l1lpl(;1;IIIH:Il!c: S;IlICl;J'/{;]S c; biudcqrad;'lvcis. ApR-
sal' (k~ (:qLlIVOCOS p(:rslsI(:J1!r:s, ate: 1)11;,':;1110 CcosslsÍl:l1laS aquatlcos
S{U) IIlCélpa/c;s di; pUI'rlic<lr I: ch:sllldr n;srduos p(~riÇ]osos (;111 nivels se-
Durus

Tl:mo~; nllllto P()LII:(J CUnh(:C1nl{:lltu acerca dos polul;ntcs Industriais


c S{:US pf{;ltOS l'lll SISÍl:I1l:t~-; J1dlUrdlS P;UD podermos "abr<1ndú los" p
cOIl~;ldf'r()-los uma (~~;tlak:\-Jld s;ludavr;!llo lonÇJo prrl70

Ellcontlar nwrcLldos pdr<l II'I/Sdl rl:slduos léllllb(:1ll pode dar ;'ls In-
dl'ISlrlé\::':; c aos ulllsurllldor(;s a spns<u;rto d~: que alçl0 de; bom f~stél
;-;1;lI(ju f{:l1cJ p(:io 111(;10 ;lIl1l)l(:ll\(:, pcnquc as pilhas de residuos pdrc-
r;PITl "li' (:rl"lbllrél' Md~;, {:In 11Il1ltOS C(\~()S, C;SS(;~; n:slduos - c quaisquer
t()XlnéL-~ {' (;unta llrrl;1I11{;s que C(!Iltlvl'rC;!ll
r
s<io slnlpl(;srnc~nl(; Iransfe-
I'I(jus par:! outm luq;u', hll :tlqufls p<lISCS (;In d(;sc;nvul 'jimc;lllo, () lodo
de' C;SDolu I; rCLlc~;l(.J() C0rl10 cUlllich p;-Ird animaIS. mas:) piancJan10nto
alu;tI (' () tr;i\dlll(;llto clt: (~:-;~J()t() pOI rl1(;IU dl)~~ Slst!.:lllaS dí~ eSÇJoto con-
V(;rlUOn,Wi j!mdu7 lodo quv U)Il\(:Ir1 produlos qUlIIlII;ns que nã.o sào
ctllllicb ;-;,llldélV\'1 P;Uil ,1111111;11 dl\JllllI. O lodo d(~ (:sqoto t,~llllbórn l; US<l-
cio U,Jfll() II'rtrll/:lrlt(:, qLH' (' lIrll.l \(:III<ltIV<l hnrn IntcrlClI)lIada d(~ fazer
uso ele; ~;I:'.lS rhltrlf'nl!;;-;: 111<1::-; LII cOlno I) pmu:;-;sado éltllallllC'::r1tt;, porlr~
u)Illi.'r :-;uh:-;L1'lCI~lS n( IUVd::-, (c()IIIO dIUXI11dS. m(:tais p(;sados, desreÇju
!(\(I()lr;:-~ (TldoCllrl();-; (~tlI1t'hlnIIU),';) qlH: SZl.O lIlaprOpl'lélUaS pc:ua fc:rtill/CH
e:IIIIIV();-;, Ac: 11](:;-;1110 () lodo d(: I\squto rcsldl:11Cl~tI - qLJ(; contc;nl p<lpd
"

higlônico fello a partir de: papel tT~Cldad(J - pode conIn cJicJXlnas.


A menos que os materléllS Snjal11 f-!rolet~1(I{)s nspC'Clflcclllwrd{) pdr,L [Xl!
fim, tornar-se alll'Tlenlo saud;l.VcI para a natureza a COlllp()staç]t"'rll !;)Ill-
bcrn pode a.pIT:scntéll" pnJblnlllas.

Guando os chamados r(;sidllos lIluniclpais bloc](:çjr-"ld;rv(;ls. Illel,!!!1


do embalagens e papnl. sélo COIllPO;3Lld():-;, os pr-udutos qUWI1IUlS (; éY:;
toxinas dos ITlaterlais podem sc:r II[Wfado;-; !lU rlll;IU <lIl1bl(:ntc. M(;~";l1lo
qUél.ndo essas tcxlnas cst;}o pn:scnl(;s (,)Ill qll~1Iltl(-L:\d(;s 1IlIIiInlé\:~ é.l

pratica pode nào sur sn~1L1ra. Em é\lq!lrl~; CrlSOS, n;l r-célllcbcln. POcJl'rlil
ser menos p(::;riqcso lacr-ar os nlatcl'léll:~ em lIm djprro.

E qUélllto a (f;r;f(;!ancrn? COI11U pndC~1l1w:; noj;\I-, ;1 l)1dl()1 pi)!"jr; cla

reciclagem Ó. lla vmdadc;, subclcIaD(~nl (c!O\1.//JC'yT!lIln) 1~C,t() (';, li'll


I
processo que acaba rf~du!ifldo a qualidade de: um 1l1dlr;rldl (lO IOllgo
do tempo. Ouando os plél.stlcoS - (~xcrdO aqur:lc:s (:ncolllr;tdos er11 ·1
garrafas de retrigc:rantr: r~ rk: ;\quéI - silo rc~clcii-ldos. I11ls1111-;\l1I ~;C com
diferentes plasticos para produ/ir um hlbl'ldo (Ü~ IlWIlOf qU;III(hdc:, que
fmt{w é moldado em algo éllTlOr!O c; barato. COIlIO um ballco d(: j<trdlll1
OLl um quebra-molas. MUitas V(;/r~S os mdal;~ Si-lO c!OV.!j Por
exemplo, o a<.(o de alta qUéllictldc usado em ;-lutOnlr')Vl;IS - (1(,;0 céld_)()
no, aço de alta mSlstênCla - (; "n;clclado";-lO S(;I d(;rrf;lldo com outl'<l;_>
partes do CélITO, incluindo o cobre; dos (;;\[-;0::-; (; os r-CV(;S!llllCll!O:; d(:
tinta e de pl<i.stlCO. Esses lllalc:rréW; dlr11InlJ(;lll a qU<-1.lidadr: do (1(':0 r(;CI-
clado. Pod(~"sp adicionar [\(,;0 de alta qUdlldad\: pal<l IOl'lléH () hlhrrdo
suficienlernr;lllr~ :ortc pari.l SI.;Ll próximo LISO, Ill(l~; de FI Il;l(~ tini) :t:~

propriedades lllé1tcriais pé.\I'd produzI I" carros 110VO;-;. Ellqu;-tnto ISSO, o::;
metais raros corno o {;()bl'(~. o m(:lllg;lllês c o UOI11(l, (; i1S tlllj~IS. pl<l:-;II
cos (; outros cornponr::ntcs flue !inham valor pélrél ;1 IllClrl;-illl<-\ quando
se encontravarn (:1l1 IIIYl (;;-;tado de ~\Ijfl (Iuallcb.d(', S(,'I11 11WitrJld. ;-,;-\0
per-dldos. Atualmcnjp, 11;'10 ha tcclloloçJl<I para ~~(:par(ll' o POllll'C'IO (~o:-,
revestimentos de tinta do rnntal autolllotlVO ;HlI(;~c, qUi; di: :-;qd PI-OI;CS-
sado: aSSim, mesmo se; 11111 G'IrI'O fOI prujl:tado P;ll:1 ~~(:I di':--;'lloll(;ldn.
nào c tecnlcanlc~1tr: tactlvd C()ll~ic:qllll "fecha! () t:ld()" (lt: ;,(:11 (l(.:lJ di'
rtltél. qualidadr;. A procluc.;;:lo di: 11111<1 IOlldada de cobn> rc:-;ultd n;1 pr()
rluçào de ccnten8.S de tonc:ladas de; rnsiduo;-,. milS () !(:Ol' (ie cohri; ('111

Por que ser "menos mau" nao é bom


'l.lqlJl)1:l~-; 11~~FI::-; dr' ;U/J (; 111;11;; ;-lll() do que: quand() estc; med;11 se: enCOrl-
tJd (:In illIIH')ICJ hrul(). Ai(;lll dl~-;::;O. ;1 fm;~~C;II(.;(-[ do cobre c'llrraqucce ()
;)[;(1. 11ll;lqlllc C()IllO :-;('1-1([11111 ~-;(; as IIHJLlslrl:.lS 11'Jc:ss(~m LllIla nlallCira de
1('c:LIPI'I-UI ('S;;(' (;(lhlf' (;111 VCI di' P('ITJ(', lo c()ll~;lant!;nwlll(;.

() ;!lUII1If!I() (: outlO 111;11(;)-1(\1 villl(Y;O, Illas I'OIII1(;II-éHllC:11I(: r/owilcydcd


A Idl;l (.OlllUI11 clr' J(;fll~WJ('jllk !;()flSI::::;!c (;111 dois tipos de i-lILlmílllo: as
fJ:ll'i;cJr::-i :,;l(J UJIllfV):il:l:, df; tl'lll1111l10 (; Ilqd d(; lI1élllÇFlIl(;S UJI1l LlIIl POll-

LO d(; Ill,ICJIW:-;I(J. ,\Ir'!)] ele II;VI:~;tIIl1CIlI()s Cc Illllél. (lO passo qlll: seu

lopo. :IUI:-; r I(Jld(). \', 1(:110 de IIU;] d(' m:lçjrH;SIO (; ;1111111 IlIO. Na I-c,clcla-
ÇJl"11 (,()11\I(;IlC;(Jllcll. ("S:-,';::-=; 1Il(j1('II(W~ SilO IUrldldus IllfltUS, rcsultélndo en1
,1111 p':odlll() 111<11;; II-:tu) (; rn('ll()~; ulll.

V,lIor rí,clulldo (; 111;llclldl;; [}c'l-dlc!O:; Il;l() s:\o ;'\;; LIIlIr;;-ls preocupa-


i/li ';', CUIIl (d('II(). (t :-;llhi;IC:I;\ÇJI)lll poc!(; :ILlf)Wnl;lI' ,\ cunt;-ullln.l.(;8.0 (]a

do Cillll('1ll 'i\d)~;t:lIlr:i;I~; qLllnlli~;)'c-, !l()(;IV<"lS. Alllalllll:llt(;. os fornos de


dl-(;() dctl-IUI (llIl: 1()r:ri~!;lIl1 ;IU) s(;ull1d:\no fXli a Ill(ltnl'lai~j de: constrLlç;}{)
:,(\0 ~1I11~1 \"jI',lm!l; t()I]ll~ d(: ('nlJ;):--j()(,~; di: dlOXlllél. 1Ii11 dp.r!o colaler<ll cs-
II-illlho PZII;-j lI')l pWC!::,;;() c>lIpusI:1I11(;1l10 amblcllt<ll. ConlO toei os os tl-

pr()(lcr;(';,,',m(;~-;, UJlll h-I:CjlH-;jlr:ld m;lis SlIh::-il[muas qLlllTllcas S;:\O '-lcros-


U;jlttlcLr.:; P;Uél IUIIldr ();, Illél!l;Ir:W; Lrt(;IS 11CJVdfll('lltC. Por-r;x(;mplo. quan-
do alÇ]lIlh pl(lstl(~()~; :;;\() fundidos c; Illlslllrddos. seus polllllcncJ;,; - as
(,:-rd('r;-\::-, Ill(JII'U,',lli>;; (IUI; () Imll;1Il1 tlntl' (; fl(;xlvd (;flcurtam se. U:llél
V(:7 quc> ;I~; PII)PflC;d:]ck:~ lIl;d(:r-r;w~ c1(;';-,Si>, plasllco r-cclcI:1do ?)('1O altera-
cl;\~-i (~,U;I c:LIstICl(!;!(!(' '-,Ud r;1;mclad(; i; sua r(::-iI::-,I(';I1C1a Ú tla(,:éio climi-
:H;c~lll) éldIIIV():--; (111IIllWU;-, l!ll :11IIWI-:\I::-; pOC)(:1ll S(:I adiCionados par8 quP
'-;i; ohl(;nhd d qll((.l:ciddl' di; dl':~(;lllfXnlho d(~SI;la(b. Corno resullado. ()

p()) Ild!) 1('1 ;;rcJ() pr()p;I(lc!O UlII1 él 11:l;IcI~lrWIll (nll IlWlltC. o p;--\pcl

1(\qUi'l hr;lI'Iqlll~(jn)(;IlI() ('xti,IlSlvn (, ()ulms procns;;os I]UIIIlICUS para


volt;lI :i lll;;u ~)I;IIlC() pdl:l o H'U:-'(). O rr'slI!t:tdo (: Lima IllP;;cI;1 de subs-
Ll!1L1:1S qllIIlIIC:\S_ pi)lp:l de 111:-lch'II-:.t (" I;r!l ;llqUIIS CdSCJ:3. tintas toxlcas
Oll(~ 1(~,tlllll'III(~ Il:to .';;](1 ,ldl:Cjll:1Ci;[S P;H,-l ,I IlWlllpuldC,;;_lO (: rX1rd o LISO.

(;. ·1, '()(;r 1(1,


.
As fibras ficam flv.li::.; curtas f) o papel fica menus [IS() qLl(: o papel Vir-

gem. pE-;rmitlndo urna propor()~o ainda n1éllUr d{~ parlll:lllas dC'spr-endl-


das no ar. onde podem S()f 111.J.lélcJ~1:~ c' 11 nt;lr ri:; Vl(l~; f1é-l~;;W-; (' os pul-
mões. Algumas pessoas df~sC'nvolv(:rll alcrqld ;1 Jorn;w-;, que, 1l1Llltas
vezes. süu feitos dn papE:! rcciclado

o LISO criativo dn 1ll;-llnnéllS (hw/flcyclcc{ p,-Hd IlOVOS produtcy; pud{)


ser equivocado. ap();-;ílr ebs boas IlltCIl(;Ü(;S. ror- nxemplo. dS pC':.o:.)()(l;-;
podem achar qUf: fa/()1l1 LH11,'1 C'~-;colhél ccniuÇJIC<-lIllC:llt(; SélLlCbv(:1 dO
comprar c vestir roupas h;llas de: libras de' qélrlafas r1é"lsllcas IT:Ciclél-
das. Mas essas tibras conlL:rTl IClXIna;-; C()IIlO () élntlr11ÓnlO. IT:SldLlOS Cél-
taliticos. estabilizadores ultravIOI(;t;l, pld:-_;ti!IGllltc~s (; arltloxlcL:\ll1t~s, que
jamais for811l pr-ojetados para (;t:;L,lI" pn'lXIfIlo;-; (1<1 pele hlll11cHlél. () LISO
de papel cJOlvncyclccl no Isolamento d(: dll1fJl(;n!w; t) outla tC'lld{;IlCIa..
Mas substállcias qUlnllC;-lS adiuoll;-lIS (como o;; ftlll~JI(:ICb;-;. p,tr~1 c:vitar
bolor) devem ser acr-escenladas para tOrllLl-Io dprurmdd() pal'a lal. in-
tensificando ass III us problnnlé'lS F" causado:3 pClI' tllltél:; !OXILí'IS c ou-
tros contaminanlcs. O Isularnento podc:rla polull' ~1~; C(\~;(l:; com formol
e uutrClS sllhst~{r'LI;)S químic<:'ls

Em todos e~;::;(;:-_; (;;)SOS, a ~lÇjl:IlCb dél n:Clda~JCIll Íl;111 sUplc_1I1Idd()


outros aspectos do d(-~sIDn. A slmplc:-,; r(;ClClc_lqPIIl de urTl Illatf:rl(ll 11ilO

O torna CColoÇJlcafllclltc; hPlli~F)C de modo autOI));:-tlICO, (;spccralnwlltt:


se ele não fOI cspcclfrC(lI1WI1IP proWLldo fXllél (I 1-(;ClclaqCi11. Adotar
sem questionar abor(b~Jell~; é.llnblnntals :-;upediCldls, snlil compreen-
der plenanlenle seus efeitos. PC)()(; Ili\() ser Ilwlhor - 1;:1[-,/(;7 pOSSél SC:I
ate pior - do qUi.': nilo fazer nada.

A subciclaçJem 1(;111 ul11a dCSvéHlt(lSl(~rn (\ In;!!:;, Pode ser r;l~ilS C<1I-0


para as f:rnprCsé-ls. em partc; pOI' tentai' prolul1q;lr () tnmpo d(; vida dos
materrais Illai:::~ du quc; o proJetado, Ulllél conv(;rsil() (;()mpllc;lda (~con­
fusa, qU(:, cm si IllCSlIlél, dc:spc:lldc crwrÇJléI c rCCllrS()S, Nd Europa. '-l

le~llsla\;t-w eXIÇJc que os lllaterlalS de: cmbalaçlclls f(;ito;-; cl(; ,-duminio c


pollpropilpno S(:jélril Icciclados. M~IS Clll :'élZéiu de (':-;:_;;1:; (;(lIXa~; 1l~1()

SCIT:!11 proJeté\(b~; p~Ha SCrl;1ll rc:clr:bd;lS COIllO nO'Jél~~ (;rllb(lla~WI1;-;


(Isto e, Péll-él s(;rC'1lI rf:LJsacbs pd<l indllstrlél;\ 11111 d(; elabolar 110'J(\IIH-:1l

Por que ser "menos mau" n~o é bom


tl' () !Il()SlllU pmduto). él conforlllldad(~ re~ultél. ~;1Y1 novos custos opera-
(:i(Jn;·\I~;. rv1l1ltd~~ V(;7CS. os cornpollcnh)s das í1rltlgas r:mbalagens sé.lo
o'CJ\V!I(:y( 1(,(/ como produtos de qualidade: mais bél.lXi.1. ate élcabarcm
11']UIH:I'ddos ou. sirnplp~1I1H:nk, depo':-illados (:r1l atnrros. Nesse caso.
UlIllU em rl"llllto~ olllrm;, ullla élçJ(:nda ncológlCé'l tOrrl<l-se um tardo
pura ;,1 Illdustria. nl11 V(:? de: Ulllél Op~;~IO rf:compenséldora.

EI1l SJ'stems (lI SIIfV!Vd!. é\ ulh<1lllsta c: pc;nsadora f;conómica. Jane


(!é.IS CIVIIIZéH;ÕCS
hUII1'·Uié.\S. as CjllillS t;la (J"wmd dc: .c!uurdiéio e comérCio. O gllélrdiào e o
ÇJCJverllo. () aucntf: cUJo proposlto pl"lmnrcJial c prf~scrvar e proteger
o puhllLC. Essa sllldmmc f: If:nta e SC~rlél.. Reserva para si o direito de
llléÜél.1 Isto (';. LU'a gUf;I"la. Rí":prc:sc:nt<1 o interesse publico e esta. des-
tlllada <1 {~vJ\élr o comórcio (tp:-:.;tcmllnha de conflJ\os relativos él c::ontrJ-
bUI(/H;S de carnfJeHlha de: célpital advlfldas dE": Interesses escusos).

Por outro lado. Cl corlH:rClO e o cotidlé.IIHJ. a troca instélnl<'Hlcél de


valor. O nOIllP de sua fE"nré.\mcnta primorr.kil, (l rnoc:da corronte, denota
Sllé.l urqhncléL O (;Or11(:I"UO c: r·úpido. <1ltalTlc:ntc: cnativo, IllVcntivo: ele
rmJcura constantf:nwntc a vantaqcm IlO cmto R no ongo prazo e é
1I1trIIlSC:Cé:ml:ntr~ 1(;;11 voc;o nfw POdf: f(vcr m:gocios COrll qucm não ó
digno de confl;"J.ll~;él. Jacobs GHactf:rl7él toda hlbl"idélÇ{lO dessas duas
síndromcs (;01110 téio cnvada dr; problemas que chAga a ser "mons-
truosa" O dlllhf~lro. a fc:rT<H11C'llta do comerCIO, corrolllpcra o guardião.
1\ rpçJul;·1I1lCIlLW{io. a ferramcnt;-j do Ç]uardié1o. dcsé1.cclcrara o comer-
CIO. Um nxc:lllplo: ao observar é.lS dcvldas r"l:Ç]ulamc:ntaçoes. um fabrl-
(:<"1nt(' POc1lHlél ç]dstar mais dinhl;II"O pam fomc:cnr um produto melhora-
du. Illas ~;{\LlS cllunt(:s C()IlH;r-CI~IIS, quc <lumf~n1 produtos dt:; forma
lapida (: barata. podcr11 r'dlltéll' <! assimilar ()s custos cxtras. Entélo,
POCh:lll (:IlCOlitkU' o C]LH'; preCisam c~m outro lugar. talvez fora de seu
1\~ITltOI"l(). ofICie as r~;qllI<.HllCnt{\(,;õC~S S;-IO rn(:IlOS rigorosas. Em uma vi-
r([da 111tclrl. o produto nilO I"cqulanwntado (; potcnclalmentA pengoso
(]dllha Uillé"! vélnt<lq(:rl1 COIllP(~tltIVél.

Paril os r(;quldd()rc~; qUl: tent;'1I11 salv(l~lu(Hrl.J.r toda a IlldLlstna, mui-


tas Vl;Z{'~~ (j~; soluV)c~~; 1I1éllS In1()dj(.!\a~~ S~'l() élquclas que podem .ser <1rli-
cadas em uma escala muito larga. como as chamadas soluções de fim
de linha, nas quais as regulamentações sáo aplicadas aos resíduos e
aos fluxos poluentes de um processo ou de um sistema. Os regulado-
res também podem tentar atenuar ou purificar as omissõns para um
nível mais aceitável, exigindo que as empresas aumentArn a ventilação
ou bombeiem mais ar frnsco para dentro de um edificio, por causa da
má qualidade do ar intArno decorrente dos materiais ou dos proC(;SSOS
de desgaseificação. Mas essa "solução" pam a poluição - a dilulçào
- o urna resposta desatualizada e ineficaz que nào examina o design
que causou a poluição em pnmeiro lugar. A falha essencial permanece:
materiais e sistemas mal projetados inadequados para uso interno.

Jacobs vê outros problemas nos "monstros híbridos", As regula-


mentações forçam as Ampresas a concordar, sob a ameaça de puni-
ção, mas raramente recompensam o comercio que tome Iniciativas,
Uma vez que, mUitas vezes, as regularnentações exigem soluções de
fim de linha pad'onlzadas, em vez de uma resposta de deslgn mais
profunda, não incentivam diretamente a soluçào criativa de problemas,
E a regulamentação pode acabar opondo os ambicntalistas e as in-
dústrias. Em razão de as regulamentações parAcerAm um castigo, os
industriais acham-nas irritantes A opressivas, Como riS 'metas ambien-
tais, normalmente, são impostas às empresas pelo guardlao - ou Sim-
plesmente são vistas como uma dimensão a mais, fora dos métodos e
das metas de operaçao cruciaiS -, os industriais veem as iniciativas
ambientaiS como intrinsecamente antieconômicas,

Não pretendemos criticar aqueles que trabalham com boas inten-


°
ções para criar c aplicar leis dirigidas a proteger bem publiCO. Em
um mundo em que o design e pouco inteligente e destrutivo, as regu-
lamentações podem reduZIr efeitos deletériOS Imediatos. Mas, em ulll-
ma análise, uma regulamentação é um Sinal de falha de proJeto. De
fato, é aqUilo que chamamos uma licença para causar dano: uma au-
torizaçao expedida por um governo em favor de uma indústria, de
modo que esta possa então distribuir doença, destruiçao e morte em
taxas "aceitávüis", Mas corno veremos, o hom design nao requer qual-
quer regulamcntaçao,

Por que ser "menos mau" não é bom 65


A eCCJ(-dlcl{:ncla e um conceito admirável por fora, nobre até, mas
não LHila {:stratégia de sucesso no longo prazo, porque não é profun-
da o bastante. FunCiona dentro do mesmo sistema que causou o pro-
blc:ma pela pr-imr:!lra vez e apenas difere-o com proscrições morais e
medidas punitivas. Apresenta pouco mais que uma ilusã.o de mudan-
ça. Com efeito. a confiança na ecoeficiênclél. para salvar o meio am-
biellte alcançar~-l. (J contrúrio; deixará que a Indústria acabe com tudo
de manelr-a silenciosa, persistente e completa.

Lcmbra-sR do trabalho de design rRtroativo que aplicamos à Revo-


lução Industrial no primeiro capitulo? Se tivéssemos de dar uma olha-
da similar na indLJstria sob a influência do movimRnto da ecoeficlência,
os resultados poderiam ser mais ou menos os sr;guintes:

Projetr; um sistema industrial que:

• anualmente, libr;re menos quilos de resíduos tóxicos no ar.


no solü e na agua;

• Incça a prosperidade por meio de menos atiVidade;

• cumpra o estipulado por milhares dr; regulamentações


complexas direcionadas a proteger as pessoas e os sistemas
naturais da Intoxicaç{lO rápida demais;

• produza menos materiaiS que sejam perigosos a ponto de


exigire'n uma Vigilância constante por parte das futuras gerações,
ao mesmo tempo em que estas vivem sob o terror:

• produza quantidades menows de resíduos inutels;

• enterre menOtC's quantidades de materiais valiosos em buracos


por todo o planeta, de onde nunca poderão ser recuperados.

Enl termos simples. a ecoeflclência somente trabalha para tornar o


velho sistema um pouco menos destrutivo. Em alguns casos, pode ser
mais perniCiosa. por-que SPlI funcionanwnto é mais sutil e de longo

(-lG
prazo. Com efeito, um ecosslstclna poderia ter 1l)(1IS chanc(;s de voltar
a ser saudável e 'ntegro após um rápido colapso quC' dnlxa alguns nI-
chos intactos do que se fossn completarllC:nte d(;strlJldo de rnannir<'l.
lonta. deliberada" eficiente.

Eficiente... em quê?
Como vimos. antes mesmo de u termo f:coeflciência ser cunhado.
geralmente a industria via a pflCl?nCla como uma virtude. Gostariamos
de questionar a meta geral de efiCiência de urn slstenlêl que n. ern
grande parte. destrutivo.

Considere os edifícIOS cnergetlcalllente cficil~ntes. H;:'j vinte anos,


na Alemanha, él taxa padrao do uso de óleo para í1quH.:(~r c rr;Sfrlélr
uma caSél comum era de tnnta litros por m~~tro quadrado por ano.
Hoje, com a habitação de alta eficiência, essr; rHJlnero despencou
para 1,5 litros de óleo por metro quadrado. MlIdas VC7es, o aUllwnto
da efiCiência 6 alcançado por meio de um Isolamento melhor (como os
revestimentos plasticos em áreas potenclélls de tmca de éH. de modo
que menos ar externo entre no edifíCiO) e de Janelas menores, à prova
de vazamentos. Essas estratcgias es!{lO pensadas para otlml7ar o sis-
tema e para reduzir o desperdlcio de enel'gia. Mas, por meio da rcdu-
C;áo das taxas de troca d~~ ar, os eficientes proprir:d;:mos de imóveiS
estão fortalecendo a concenlrac;[1O da poluição do ar Interno causéldn.
pelos materiais c produtos da casa proJCtados deflcientcmt:nlt~. Se a
qualidade do ar interno é rU11ll em razao dos produtos brutos e dos
materiais de construção, entáo as pessoas pr'ecisam de nlalS ar fre:-3co
circulando por todo o edifício. n~lo de menos.

Edifícios excessivamente eficientes tambem podenl ser perigosos.


Ha varias décadas, o governo turco criou moraci!;.ls de baixo custo
projetando e construindo apartamentos e c:asas qlle foranl construí-
dos ';eficientemcnto", com uma quantidade mínima de élC;O C! concreto.
No entanto, durante os terremotos de 1999. essas moradias dc~sabaram
fa.cilmente, ao passo que os odificlos mais antigos, "InefiCientes",
aguentaram melhor. No curto pmzo, as pessoas cconorni7aram dinhei-
ro COIll moradia, mas, no longo prc{7o, él cstratogia dn. eflciôncia chl""!-

Por que ser "menos mau" não é bom () 'I


gou a sc~r perlgosé1. Ouais são os berlt?fícros sociais ca moradia barata
(; cficir;nte se ela nxpoe as pessoas a mais perigos que él moradia
tl"adlcional?

A açJI"I·::ultura eflcic:nte podc:! exaurir pernlclosamf~nte as paisagens e


é1 fauna bcrll;-,. O contraste entre as antigas Alcmí1.nha Orientai e OCI-
dental l~ Ulll bom exemplo. Tradicionalmente. é1 quar'tidade media de
triçJo produzido por hectare na Alcmanha Onenlnl era apenas a meta-
de da Cjue pmduzla a Alcnlí1.nha Ocidental, porque a Indústria agrícola
do oCidente e mais moderna e eficiente. Com efeito, a agricultura "ine-
flciAnte" c mais antiCjué1da do Leste é melhor para a saude ambiental:
possui éll'eas Llrnidas rnaiores, não dmnadas llP-m excp-didas por culti-
vos monoculturais. e contem rllais espRcles raras - por exemplo, três
mil parc;s de nidifi(;ay~io de cegonhas, contra 240 pares nas terras
ocidc:ntals mais desc;nvolvldas. Esses pélntanos selvagens e essas
úreas LJlilldas fornecem centros vitais para a criação e troca de nu-
trientes c; para a absorçà.o e purificação da água. Atualmente, a agri-
cultura esta se tornando mais c;ficlente c;m toda a Alwnanha. destruin-
do árcas urnidas c outms hélhitats. tendo como resultado o aumento
das taxas de extinçà.o.

As fMJrlcas 0coeficientes são apresentadas como modelos da fabri-


CaÇa0 moderna. Mas. nél verdade, muitas delas (:sto3.o somente distri-
bUindo sua pOlUIÇé10 df~ maneiras menos evidentes. As fábricas menos
eficientes, em vez de lançar emissões, através de altas chaminés, para
outras arcas. longe de onde se encontram (ou élS importam), tendem a
contamlnélr as arcas locais. Ao menos a destruição local tende a ser
mais vlslvel c compreensível: se você sabe com o que esta lidando,
pode ficar horrorl7ado o hastante para fazer algo. A destruição eficien-
te: e mais dificil de detectar e. por conseguinte, mais dificil de deter.

Do pOllto de vista fllosüfico, a eficiênCia não lem valor em si mes-


ma: depende do valor do sistema maior do qual faz parte. Por exem-
plo. um rMzlsta cticir~nte ó uma cOisa terTIvel. Se os fins são questioná-
veis. 3 eflcl(~ncia pode até rrwsmQ tornar a destruição mais insidiosa.
Por fim, mas não menos Inlportanto, a eficiência n;lo c: I1lUljn cllver-tl-
da. Em um mundo dominado pela eticiRncl~\, cada dc;~er,v() Vlml;nto
serviria somRnte a propÓSitos estreitos c utlllt;:!.rIos. Bd(;7él, cnativida-
dR. imaginação c poesia Calrlanl no Rsqueclfllento, criando Ulli ll)Undo
realmente desagradável. Imaglf18 ulll mundo totalllH~lltn efi(:ic;ntr:~' um
Jantar Italiano seria uma pilula vermelha e um copo d'açjUé\ u)nl arom<l
artificial. Mozart só compcJrlé-l pe\:as para plano em tempo blll<"lrIo. Van
Gogh usaria apenas umél. cor. O extenso pOenl(l "Song 01 Myself", d(:
Walt Whitman, caberia em uma LlIlica pagina. E o que dizer sobre o
sexo efiCiente? Um nlUndo eficiente 1l8.0 eo que nós cCJflc(;bc;mos
como deleitoso. Em contraste com a natureza, e a p~-H(;IIlH)lllél em es-
tado bruto.

Nao se trata de condenar toda cflciencl(l. Ouando Illlplc:nentada


como uma ferramenta dentro de um sislenw maior, eficaz. qUE': planeja
efeitos totalmente pOSitivos sobre uma vasta gama de qucstoes, e não
simplesmente sobre questões c~conôrnicns, a cticl(~nCla realmente
pode ser de grande valor. Tarnbem e valiosa quando concebida como
urna estratégia transicional par<l ajudar os sistemas atuais (1 dinlinul-
rem o ritmo e a mudarem. Mé1.s sendo a Industria moderna Uio destru
tiva, a mera tentativa de tOrrl<lr os sistemas menos maus c uma met<l
fatalmente limitada.

A abordagem ambiental do "mau menor" para a ind(Jstrla knl Sido


crucial para transmitir mensagens importantes relativas é'l preocupa-
ção ambiental - mensagens que continuam a captur<lr a rlt(;n(;élo pLJ-
blica e a incitar uma importante pesquisa, Ao mesrno tempo, transmi-
tem conclusões menos úteis: em vez de apn~selltar urna visão de
mudança Inspiradora e empolgante, as abordagens amblcntais con-
venCionais concentram-se sobre o que n.:io fazer, Essas proscrições
podem ser vistas como uma cspecie de gestüo de culpa d{~ nossos
pecados coletivos, um conhecido placebo da cultura ocident2J

Nas sociedades muito antigas, o arrependimento, a nxplaçé10 c o


sacrificlo eram reações tiplcas frente a sistemas complexos, como <l
natureza, sobre os quais as pessoas sabiam ter pouco controle. So

Por que ser "menos mau" não é bom


Cledade~; de: todo o lIlundo desenvolveram sistemas de crença basea-
dos no rnito. nos quais o mau tempo, a fome e a doença significavam
que alDllcm tinha desa~Fadado os deuses. e os sacrificios eram um
1110do de apazigua-los. Em algumas culturas, ate mesmo na atualida-
de, ha quonl sacrifique (lIgo valioso a firn de recuperar a bênção dos
dr~lJses (ou ele deus) p rc:cstabelecer a estabilidade c a harmonia.

A dostruiç{lO arnbiental é um sislema complexo por si so; é muito


(litundidc e pOSSUI causas mais profundas que são difíceis de ver e
entender. Como os nossos élrlCestrals. podemos reagir automatica-
mente. com terror e culpa, e podE-;mos procurar meios de purificar-nos,
que e o que o movimento da "ecoefiClência" proporciona abundante-
m(~nte, oxorlando a que se consuma e se produnl menos, miniml7an-
do, evitando. reduzindo e sacrificando. Os seres humanos são conde-
nados cmno a unica espCClf: do planeta culpada de sobrccarreg~i-Io
além do que ele pode suporlr1r; sendo assim, devemos encolher nossa
presença, nossos sistemas, nossas atividades e ate mesmo nossa po-
pulaçtci.o, de maneira a torné'l-Ios quase invlsiveis. (Aqueles (jLJe acredi~
tam que; a populaç~lO é a raiz de nossos males pensam que as pes-
soas devem, princip3lmente, parar de ter filhos). A meta e o zero:
desperdlclO 7ero. omissôcs zero, "pog3da ecológica" zero.

Uma ve? que os sc:res humanos S80 conSiderados como "maus", o


c uma meta boa. Mas sernlOS menos maus significa aceitarmos
1(-;["0

as cOisas como E~las são, acredlfrmnos que os sistemas deficiente-


mente-; planejados. Indignos c destrutivos são o rnelhor que os seres
humanos conseçJucrn fazer. Esta é a falha derradeira da abordagem de
"ser menos rnau": uma falha da Imaginação. Do nosso ponto vista,
essa ó uma VISÜO deprimolllE~ do papel do nossa espécie no mundo.

OLlE~ lal um rnodelo completamente diferente? O que significaria ser


1 OOD/í:J b011?

70
3. Ecoefetividade
Eis a história de trôs livros

A prllllelra (; conhecida. Tc~rll (;r~n.;i.l de doze umtlrnctms pm V111I(' ('


cOlllpacto c agraebvel de: s(~qlJr;:H". A tinta nscura 1(;111 lIIl1d lf1lrHi'~<~(.)O

nítida sobl"C: o papel lllaCIO. POSSUI ullla sobn:capa C()IOI',dél (; li'il;)

capa de cartolina rlqida. Em nllJltos élspnctos. c UIll obj(;I() Illt:II~JC'nh'


mente concebido, prowt;:l(jo - tal como snls prc:d(;CI:~3é~()rl:>; mud()
semelhantes. de celltp-nas de élllOS atras - para srn pl)l"Lltl! (; dlildV(\:.

Centcnél.s de lISLJ~:lrIOS podem IT:tll';i-lo da bibllotectl. L(;VilI1l-1l0 pa~·:t fi


camél.. para o tmrn, para a praia.

Embora é.ltrar:ntn, funCionai c dllt~\vr:l, () liVro flélU dur:lld par';] C;(;I)l-

pr'e: se for lido na pl·éllél.. Ill:rl1 c;spc;raill()~; que cJLII'l:. O qllf' :li:Uillr'(;("

quando (; dnsc;."irlado? O pélpnl vem das ;Í.rvor(:~3. de modo qlle ~l dl\l(;1


sidade natural e os solos Ja S~~IO c:xalllldos pélléllmncu:r-'111);; '11al<)11d1
de Ic:itura. O papel c": blod(;çF~ldav('!, Ir1<lS (1;.:; tinias l'ilf'":lIW;~);lS LI(1 1111'
darnRnte no papel e que cl'iam a no!é'lVc:lllll~lqcm s()b!(; :t c;qld (;()fll('lll
tullqRrn e metais pesados. N"l vnrlhd(;. ~l l:apa li {lo c; p;rp<'!, 111<1:, ",lI
ame'ilgal11i.l. de materiais - polpa ri(: madeira. polimcms c 1\;VI);;llll1l'll-
los. bem como tintas, nW!;llS pc;:;adCJs I; hlcII"(JCdlt)UIl('h)~i !n()UCI1;l

dus. Núo podt"'! S(:I' cumpCJslddu com S(:gur;!f1\;d. c ~;(; t; ljIH;llrl,ld()

produz dloxlnas. um dCJ~; rlldtcn~ll~; can(;(:I"lq(;110~:; 111;\1;; P(;I·lqw;()~·; qUI; li


homem Ja cr·IOU.

Varnos ao livro nl'nllcro dOIS. E:;t(; lanlb(;ll1 (', h<ls!,!Ilt,: r,uillll;lI di!S

olhos contcmpol·;1.Il(;()~3. Tem () mnSrl10 fornFllo (; t,!fniml1\) lI:-,lJ,II:; cll'

um livro, iIIélS () papel - de CC)f" [)(;çJc opaco (; fllHi I; pnIOS(), N,H) h:1ll
sobrecapa, (-; a capa esta IInpl'cssa (;111 lJlIlél LJnIC~1 (;01 di' 1111!;1, P()clt'

Ecoefctividade
parecer llfll pouco tedioso, mas tem uma aparência hUIIlilde. "respei-
tosa para com a Terra", que é instan!aneélmente reconhecível por
quem se inclina a preservação mnbien!al, E, de fato, o lIvro é o produ-
to cJt-; lima !entativé1. plancJada pam ser c~coeficien!e. Está impresso
com papc)1 r-eciclado - dai a cor bege - com tintas à base de soja.
Alem disso, aqueles que o projctaralll se esforçaram por "desmateria-
li/ar", por usar mf;1l0S dc) tudo: observe a cartolina fina, sem revesti-
mento e a ausênClél de sobrecapa. InteI17Illcn!e, a tinta aRarece atra-
v(;s do papel ra.lo, e a fal!a dr; contraste entre a tInta e a página força
os olhos. A encademaç~)o sum;:üla (~ um pouco fraca e de pouco ser-
ve. O livro nél.o (:: cxatanwntr: de hÚ:11 leitura - ainda bem que Ó amigo
do meio anü)I(_ ;ntc).

E IllCSlllO?

Arduamente seu dcsiorwr pensou muito tempo sobre que tipO de


papel usal"; cada escolha tinha seus Inconvenientes. Inicialmente, pen-
suu-se quC' o papel ilvrp de dom poderia ser um bom caminho a seguir,
porquP ~---,ablél que o cimo repr'escntrt urn S()rlO problRrna para os ecos-
sis!enli.l~; c pma a saude hurnana (por cl'iar dioxinas, por exemplo). Mas
descobnu-sp que: n papel totalmf~ntC' livre de cloro requeria cRlulose
vlru em . porque qualquer papel rPclclado na mls!ura jél te na sido bran-
qlH;éldo. Com c:h--:ilo. o papel foi! o él parttr- de qU81quer !ipo do polpa de
madclr<1 pmvavnlrnente contóm algo de clom, porque o sal clomdo sur-
De Ilatur8.lnwn!c~ Ilas arvores. Que dilema: polUir nos ou devorar flores-
tas. T(;n1linou-sp cscolhr;ndo o papel com o maIor conteudo reciclado,
eVitando aqUilo que: parecei ia lIrna agressão maior. As tintas à base de
SOFl aprl:snn!avam outm dilemél, porque l)las poderiam conter hidrocar-
hOlwto,s halorcWllados OLl OlJtras !oxinas, qlle se !ornam mais biodispo-
nlveis nn~:::;as tintas CCOI0rcJlcéllllentl; anllrcJ~lV()IS e SOlLr\i'8IS em água do
que C:1ll tintas cOllVcnUOllé.1is. a baso dn solvente. A capa era revestIda
r;lI-a tr:r Ulll(l durabilidadE' ra7o;:wel. de rllodo que não pode snr reciclrt-
da Jlllllo com o rc:sto do livro; p as fibras do papel, devido ao seu já alto
conj(:lIclO rcclclado, qU;lSC a!lIlgiranl os limites para uso posterior. MaIs
Lima V(~7. Sl;l" nwnos mau denlOlls!ra ser urna OpÇ~10 Da.stantt; pouco
I.ltraCIl!ü do pcmju d(: 'lIsta pr,:t!lco. (~s!(;tico f:; <lll1bic:ntal.

i I
Imagine se pudcsscmos repf~nsar todo o COrlCC~lto de Ilvm. consIde-
rando não somente os aspectos praticas de fabriCéH,;~~lO e de; uso, Illas
também os berwflclos que ambos podcnarn traznr consigo. Vamos ao
livro três, O livro do futuro.

E um livm eletrônico? Talve7 - essa rnodalidadc aincJrJ. esUl nll~Fltl


nhando. Ou talvez tome outra forma, ate agora InllYli.1Sjlnavel pOI' nos.
Mas mUitas pessoas consideram a forma do livro tradlclol1al télnto cô-
moda como agradável. E se nos repensaSS(~nlOS 11 ?in (l fOrrné\ do obje-
to. mas os materiais dos quais E': feito, no conlnxtu de sua rc:léH;élu com
o mundo natural') De que rnélnelra ISSO pudel'lél ser um benetlcio tanto
para as pessoéls como para o meio arnbientc?

Poderíamos come<;ar considerando se o próprio p3pel u um veiculo


adequéldo para o material de leitura. E apropriado escr-cver é1 nossa
históriél sobre f.l pele do pClxe com sangue de ursos. para fa7el' COlO ~1.
escritora Margarct Atwood? Imélgincmos uni Ilvm que: nüo sejél uma
arvore. Nem mesmo c papel. Em vez disso. e feito de pl~1.sticos dc:sen-
volvidos em torno de um PélradlfJrna complctanwntc difr;l-nntp t~rn rf~la
(,:üo aos materiais; pOlllllerOS que são rccicbvcis ilwnitadamf:ntn com ()
mesmo nlvel de C]ualidade - que S[1.O plojetados tendo (~!ll nl(~rlt(:. Clll
primeiro lugar, SL.a Vida futura. em vez de Unli1 f)slrallha Icl(:I" cl(: l-jltlll1él
hOI·a. Esse "papel" IlélO requel o cortf~ dr) ,-'lrvores ou que se de.(~pcJ(:
cloro en1 cursos de ;:'lÇJua. As lintas Ilí'w S;Úl tÓXICél~; c seu polínlClo
pode ser lavado atraves df: um proce~;so qlllllllCO simples (; sc~çllrro ou
POI- meio de um banho de; é"lÇJLJél (;xtrernéln""lcnte qU(;lltc. a pZ-utll- dos
quais podem ser recupfnadas P reusé\cL\s. A Ci.lpa c: feita de um gl'Z-1.U
mais pesado do mesmo pnllm(~m com que: c feito o f()slanlp, cio IIVI"(),
e as colas S;-lO fellas de Ingredientes compatlvcls: aSSim, uma Vf::? quc;
os IlwterlalS nüo SélO mé\is ncccssúrros (;111 sua fcnmi.\ atuill. a Industl-id
(;--:dilorr;31 pode reCUpCI'étl' o liVro Inteiro nwdlantl' um processo d(~ I'(:ci-
dagem de apenas lima etapa.

Igualmente, o praler e o bnlll-estal du I(~itol S;"lO id(~I(l;-; adIClOll<lI:--; (t()


dcsign amblcntalnwnlf: rnsponsav(;I_ A,,; p;-lÇJill(\;-; ~);'\n hldIlCc!:-; c' h"Il1
uma macipz SCllsív(~1. e, ao cUlltrariCJ do pdpf;llcLlc!,ldn, II'-Hl (l!ll,lIT!;:lll

Ecoefetividade
com o t(;I)lfXJ. A tinta nf-io mancha os dc:dos do leitor. Embora ja se
t(~nha IrnaÇJllldc10 slla prÓXlrliél VICl<-!, esse livro e sufiCientemente durá-
vnl pari! :'xl~;jlr ao longo de mudas çJerélçücs. E até mesmo à prova
CL1ÇJUd, di; modo qlJ(: VOCl: pode lê-lo na praia. Inclusivt~ dentro da

hallhell-a di: hldrCil1l;'lssagem. Você; o comprrl.ria. o carreçJarlél e o lerlél


Il~i() (;OIl'O lllll SllIlholo clt:: élusj(;ndadc - c não apenas por Crl.usa de
~;(;u t,;ontnllej() -. Illas devido dO seu finO pwu:r tact I. Ele celebré'mél
~,;(:us Illdj(;!la:s. (;Ill VC:I de desculpar ~;e por eles. Os livros transfor-
l1lanl-~:;(: (;rll Ilvl'Os. quc; se trélnsforlllarn C'1ll livros rliui1as e muitas vc-
Zl:S: (;(lC];) VCI quP c produLldo, o livro {; um veiculo novo. reluzente de
110v~lS Ilndg(;11S n Idelds. A fOrnlé.-l segue n;:lo só a funçã.o. mas tambem
d CVOIIHJ1(l do proprlo meio, dE-:ntro do espírito de propagação Infinito
da pédilVld Irn~)I'r'ssa.

o qw: ,_;;-,1;1 pm Ir-as do prowtn desse tc:rcelro livro c contar a hlstó-


riLl d{~!ilr(l ebs r_JI'OprlélS IYlol{)culas de: ::>Llas paginas, N~lo o vrdho conto
do dano c: do eü;sl'spnro. mas o conto da abundélnclél P- da renovação,
eia CllallViebdr) (; da p()sslbilld~-ld{; hwnanas_ E ernhora o livro quP. VOCE)

!{;Ill (:11] r)"(l():; éllncJ;1 IlilO st:ja í~SS(; livro. rqxcs!::nta um passo nc'ssa
dlrl:(,:é\(), uni UlIll(;CO d(;SSél hl~;I('lrIé'!.

N;)u f(WIOS !lO;'-; qll(; pmlr:!dlllos os ITlatC!I'IéllS desse livro. Após anos
dr' (if',_dl;'-;(' (; (i(: t(~;-;j(;:-; de POIIIll(;rQS qllC pud(,~s;-3C'rn sU:JstitLm o papel,
fICél:WJ;-, c'r1r::tnlCldw; qlldlldo (l dl;siÇjllf;! Jé'lninc: Janies nlnnuonOLJ nos-
~-i;1 flluCllr-a :1 Ch~lrll(; Mc;ldw!, (h Mplchc:r Mndlél. Mclcher trabalhava
CC)')] lIl)) r_np(~1 ;-]cbptaclo él partil d(: lInld Illistura de pollmeros qUC) Íi-

nh(1 ';Id() LI:-;;ldél pé_lia l-utlll;lI' clIlb:-tl<"lucns de dc/(ngCrll(;, de rnodo quC'


()S rc')tlll()~, plld r:s.c:;(;1ll ;'-;C'[ rU:Il:lad()s jLllltCJ com as çprrafas. c:rn vez de
d IlW;!Ulél :-,('1 (llH::,'lwch. Por' r-alôí::; "(;ÇJOIstdS" des qucml.fn urna altcr
rléltl"',1 ;j() l ,',ll(!! "Illorlslro hibmJo·'. Ch<ll-Irf: (;stava nrn busca dc~ um p;-t-
f-)('I oi fi'!)'.'éi d :lÇjll,_1 110 qi.léll t();-;;.-;(~ prn;slvr;! Illlpllfllll- livros qlle pud()s-
'--,(:111 c>t'l II(i(j~, cJlll-élrlh~ () hilllhr) Oll Ild plillé'!. Conhc;clé.l suas qUdlldadr:s,
illl'; 111111(\111 ~,'rll) ;1,ill'l(:11/;)ch.c-; pdrn dl(;1ll di! lr1lpnrnwabi!icJ;\dc ('\ agud.
I: ([:1(-;1:1"1;1 (;~I(' 111):-: ;IV(:I'ICJlIdS~;('1110S sua prClIllCSS;l de: ser (;coefellv().
Ullil!'clc rv1 t I,:\(", !J 1\:-;IOll, VIU qll(: c!('SCJ;IC-;c:rfIGIV;-l de; rlHJdo selllclhall-
ti' ,11111 I",!II 1,',I[I\'U11:1(I:l,1 ,
1 Mil'-, () PélPI'1 p()d()II(\ Sf)1 1()ClclaclO (:, mais
do que ISSO, linha o potenCial de ser "peye/ccl: dissolvido f' refeito
corno polímero de alta qualidade c: de alta utilidade.

Ouando come<.;amos a projetar com e::;sas Iflcurnbôllcl<JS em rnnn


te: - utilidade. coniorto c prazer 0StCtlCO de curto pra?o do produto
mas considerando o período de validade de seus matcl"iais -, o pro-
cesso de inovação comf:ça a se lorn8r- SÓr-I{J. DClxanlos de lado o
velho modelo de ··proch.J?lr-e-desperdiçar'· f: sua nglcl;) filha. a "r:fl-
ciência", para abr"8c;amlOs o desafio d(~ n"io SC:r-IllOS efiu(;lllc:-:;, Illas
t'flcélzes em relac;{to a lima rica nwscln de cOlisideraçóes n dnsf;Jos

Olhem a cerejeira
Olhem a cRreJeim: rnilharr:s dc; floms Ulanl flutos par;1 pi1SS~-lroS se-
res humanos e outros '-lnll'll'-IIS. a Iml de qU(; um C;lrC)(/l possa. flll;'1I-

mente, cair ao chél0, lançar ral7CS c crC;.Jccr-. OlH;1J) olha;;;;n p;-na o


chflü cheio de flol-cs de cerejeira, poderia qucIX(lI--;;(~: "0[1(; IfldlClnn
te, quanto despel-cllclo l ". A arvore produ7 flores e frujo;; ahunebnlf;s
sem exaurir seu meio ambiente. Urna vez que Cill dO r;h~io, seus ITld-
fr:nals decompor:rll-Sr: e clcsmernbram-sf: (;m 1l1ltriC'nt(;~:; que (111111(;11

Iam micro-organismos, Insclos, plantas, alllnldlS (; () :~olo. Embcnél (\


cirvore prOd1l7é1. llléllS do que pn.:Clsa para ler sucesso nm um rcossls-
tenla, essa abllnd[tnClél evoluIu (,10 longo ele 1I11lhôes de (1Il():~ ele su-
cessos c de fracassos - ou. (':m tCrrllllloioqla l;nlpr-c:--;arlétl cl(; P&D)
para servir a propositus valiosos c variados Dl: fato, (l fpcunclidacln
dél arvon:; éllinwntél. quasr tudo ~l seu redur

A C"JLH~ o mundo construido pelos seres hWn;trlOS podnld paf"(;C(;r


se fosse; produ71do por Ul11Cl unPjf;lra?

Sabemos com que se; pareci; UI11 (;dlfíu() ccodiu(;rl!('. É lll11 \Ii-drl
de (;conomlzadol' de cncrÇJlél. Mlnlml7~1 a V(:nllldV10 V{;délllc10 IlIq(lrt~c;
pelos qucl.ls o ar poderia passar. (As land;t~:; 11éitl ,~(; abr(;lll.) Redll,' (!

nntrada de luz solar com Vlclms C'scllrcCldo~~. clllll:llLllllCj() ;1 Cilt;ld di'


rdrlger-açào do Sl~~tellla clf~ ,"li" condlClonad() cJo (;clIfILI(), 1(::;tl-IIl~lllld(J
dSSlnl éi quanticlad(~ ele: {~n{;rgla cl(~ U)1I1hLl:·;jII/(;I~-; f('h~~(;I~-; lI'~élcL\. ~()!
sua vez. a central de c;ncr-~llélld)(~r~lUnlél qll<lnllcJ;lcJ(; nll:IlOI d(; l)oluf;ll-

Ecoefetividade
tc;s ao meio ambiente. c qUCIIl pa~la él. conta de luz gasta menos di-
nfH:ilO. A conu;~.,;sloné.lria el(~trlca local reconhece o edlflcio corno o
l1laior CCOnUllll7i.ldor de cllf:rgia de sua n:;gi[lO c o exibe como um
rnoddo de proJcto com consci{-:;ncia ambientai. Se todos os edifícios
fossem proj(~tados c construidos de:;ssa maneira - declara-se -, as
elllprc:-sas poderiam belH.:flciar o meio ambiente c~ f~conomlzar dinheiro
ao Illesmo tf:111pO.

EIS com() inWfJinarnus qLH-:; a cnrejelrél o faria: durante ü dia, a luz


t:ntra. A vista do cxtl-:;nor que se tern atr;:wcs das Janelas grandes e sem
cor e anlOl<l - cadrl pc:ssoa que: oc;up;:\ o reCinto tem cinco vistas do
lugar em qLll: resolva se snntar. Comidas c bebidas deliciosas c de
prpc;o au;sslvc! f:~;Ulo disponlye:;ls para os empregados f-:m um café que
sc: abrc: para UIll patio chC:lo de sol. No (:spa<..;o do escritório, cada um
desses ClllplT:ÇJados controla o fluxo de:; ar frpsco c a temperatura dos
lugar(;~; cm que; trabalha. As J;'Hlcda~; se: abrc;m. O sistema de refl'igera-
t.;ao IlldXWll7él os fluxos naturaiS dA ar COIllO em ullla fazc:nda: .:'t noite. o
sIstt-;rllél léllll{él;lI" fmscu noturno para dentro do (:dificio. baixando a tem-
pcrallll'él l; !Impi.lnoo o ai· y(;lho (: as toxinas das sala~3. Uma camada de
ÇJI,'lllllllC;'1S nativas cohn: o topo do edlfiClo. tornando-o 'llais atraente as
élVC~~; caliur·as l: absorvpndo o c:scoalllcnlo de élÇJuéJ, c, ao nwsmo tem-
po. protcçw o dn choquc·s tcrmlcos c ch dc:gradat.;élo L..ltravioletél.

Dc' fato. (;ss(: cc1tfíuo (': ti-lO (:llcr·gctlc.:Ullt;nte pficlente quanto o pn-
IIIC"'(). Ill~l;i t·;lI<l Ille!;! dc; d(;sIUn mais ampla c mais cmnplcxa tc:m um
r-f(:ltCJ (;o!atcl'al: Clldl- UIll (:difiuo que t·;nalteça lima ganw de préclJerCS
clilturdi;; (: Il;!lllI<lI;;: sol. lu/. ar, Ildturp7a n até rncsnlO comida él fim
de arxilh;lIi!;n d vldil ebs [JnSSOdS qU(; tl·abalham ali. Durante a cons-
trLH,:':-lCJ. ;llçIUI,~; C;!(;lllCI1!(JS elu s(;uundo ccl!fiClo CUSÍélfll um pouco mais.
POI· (;;"<'(:I11plo. <'1;; j<!!lc:las trIle Sf: abrf:m S:\O InalS Célras que as que náo
sn dhl·(;Ill. Mél;i (! (;stratr:ÇJld ch: l·dll~WI"é1r;~lo Ilotuma meJuz a nAccsslda-.
dt.; dI: ('(ll~dIClollélllwnto d(: ,u· dlmllltc: u di;!. A IUL do dia abundante
dl1l111l1JI ~1 1!!~ccs~;ldaclc clt: IlIl fluorc.sCl;ntc. O ~lI" frnsco torna os espa-
l,.o;·, Il"Itunl)~: 111<1IS élqrd(bve;Is. l.Illl pl"IVik~qlo p;:.\I'~-l os a'uais c-mpreqa-
do:-. (' UIII dldllldl;/ pdl·'! dqll<df::; (:Ill po!r:llclal - f:. pm COrlscguinlc.
11111 (,fi ',li ) (,( ),11 (.1 1Il:.:( \( lll{:I,( :1C1~, ('(:( l!i{Jlllr( :;lS (; (:sldlc.ls. (A élqUISIC.;;'ío (;
a conservação de uma forc;a de trabalho talenlosa e produ!ivêl r~ um
dos objetivos primordiais dos diretores flllancelros. porque o custo de
obtenção de pessoas - recrutanwnto. crnprC!go c retcnc;é1o - c c{;ntc-
nas de vezes m;:lIor que o custo de 111anutemçélo do edifícIo usual.) Em
cada um de seus elementos, o edificio exprime a visél.o do cliente e do
arqulleto acerca de uma cmnunidade c; de um meio éunblente centm-
dos na vida. Sabemos diSSO porque fOI ri l-;mpresé-l. de Bill que chefiou
a equipe que o projPtou.

Levamos essa mesma scnslbilldade; pEua () projPlo dE? unla fabrica


da Herman Mlller, fabricante de moveis dc; c;scrllorlo. OUf:rlarnos dêll
aos trabalhadores a sensaçao de CJLW passariam o dia ao ar liwe. dO
contrario dos trabalhadores da fabnCé1 convencional da RcvoLI(,;;\o In
dustrial, que não conseguiam ver a IU7 do dia até a chegada do fim de
semana. Os escritórios e o espaço de fabricação qU0 projetarnos pai-a
a Herman Miller foram construídos C0l11 apenas 10<")/(, dc) drnhc!lro a
mais do que se fosse erguido um edifício de fabncéH';:{\O paclr8.D, nlcda-
lico e pre-fabricado. Projetamos a f~lbricél em torno de um IIltnrior ar-
bOrl7ado. concRbido corno urnél "ruél" alc:qrc:mcntc iluminada. que se
estendia por lodo o COrnprlrl1ento do ndifício. Ha claraboias dI; tetu PIll
todos os lugares cm que os trabalhadores f~S\;l() posiciolldeJOS. (: o
espaço de fabricaçüo oferl:c(~ vlsta~; tanto da rua Illlnrlld como do
ambiente externo. de modo que éltó mesllIo quanuo (;sl:IO !rahéllhélrldo
dentro da fábrica os tuncion~mos consegU(:1l1 Pé_\I-tlclp;\r dos cIcios do
dia e déls estações. (Inclusive as docas dos cilllllnhóc:s tÜIlI all()l;-ts.)
A fábrica foi projetadR para cnaltccC!r a palsélqcm local {; t!"a7l:r dI:
volta as espécies nativas, em ve:z de: afuçJcnta-las. A (l~_JLI(l plUVial (; as
aguas residuais são canalizadas por 1I1CI0 de UII1él sei ic dl; lClrlélS 1I111l-

das conectadas, que as limpam a firn de; aliViar a ull'ga sob("(; o no da


localidade. que ja sofre graves inundações em dpC(nr{~11Cla. do (~scoa­
me;nto de telhados, estacionamentos c outras supcnfluns IlIlf1CrIlW;]-
vels.

Uma a.llálise dos nspantosos ganhos (;[Il plodLltivlcbdc da fabrica


mostrou que um dus f;lton-;;_; diSSO fOI (-\ "biofilld" o ;llllor elas P(~SS()(lS
pcio ar Ilvrc~. As taxas dc; rctl;nl,;;io !()111 Sido IIIlP,()ssiorl~lrlt(;S. UIIl ÇJfll-

Ecoefetlvidade " ~I
po de trabalhadores que deixou o local em troca de salários mais altos
c:nl Llrlla fé'lbrlcél concorrente retornou depoIs de poucas semanas.
Ouando pnrfFlntados sobrt": o porquc, disseram a diretoria que nao
POdCI'18f ll trdbalh8r "no escuro". Eram pessoas Jovens que tinham se
Incorporado Ú tor«a de trabalho IT~centc.!mcnt(; e que nunca tinham
II'élbalhado em uma fabrica "norma!" rtntes.

ESSf":s ediilcio~; mprcsc:ntanl ap(~nas ° IniCIO do projeto ecoefctlvo 8


ainda 1l<10 podcm px(:mplificar, em todos os sentidos. os prlrlcíplOS
com qUf: estamos compromc~tldos. Mas VoCE~ podR começar a vlslum-
br8.l· a dIICIT~ll(;a c~lltrC' .l. eccwflclcncla e él ccocfelivldadc como a dife~
rT~nl.;'1 nlltrc: um Cllblculo fechado. Iluminado com lúmp8.d<'l. fluorescen-
te. e uma ;~n:~l (~flsolarada, repleta de ar fresco, com vistas naturais e
lugélrns afJr-addvnl~ para Sf~ tr'éloalhar, comer c conversar.

Pl~tcr Dr'Llckt'n assinalou qLi(~ um dos tmbalhos do adnllnistrador ó


"Ia/er bem as cOisas". E tarc:fa do (~xecutivo certificar-se de que "as
cOisas certas" foram f(~ité.ls. Mesmo o paradigma ürnprpsarlal mais n-
qoroso Ilé1.0 nllfl'l~ilta praticas e mt:~todos bAslcos: um sapato, uril edlfl-
CIO. lima fAhm:a, um c,nTO ou um xampu podcm continuar sendo os-
~;(~nclalnlc;ntr.; Illal ploJptados ao ITlCSrllü If~lT1pO em que os rnalerlals e
os procc;sso:~ c:nvolvldos em sua fabl'ical,:üo se tornam mais ·'eflclen-
Ir:s·'. Nosso COilcelto de nco(;fntlvidade Significa trabalhar nas cOisas
cede.IS - IlOS produtos. snrviços c SiStCrllélS certos -, mn VCL dc fazer
élScois;t~, (;rTadas f"ll(:rlOS Ill~·ll. Se voc{; f~v as coisrts cortas. então faz
todo snrllldn faÚ": 1(1:; "corlcd;lInc:lltc" COIll a ajuda da efici?ncia. entrf.'
outra;-; f(~rrallwllt<l.S

S(: a r'atU[()/(l adc~rissc; ao modc:lo humano ele efiCl{::;ncia, havRrlél


IllCrl()~; fiem::') cjp C(;rnJclra {; IIlc:nos Illltrlentes. M(;{loS Arvoros, menos
()xlg(~nio c IllPllOS aÇJLI<l IIIllJ)(l. Mnnüs p~l::;saros. M(~n()s diversidade,
mc:rlC)S cri:.ltIVI(hd(: (; c:nc;lIlto. E absLIr"da aldeia dc CJllC a natureza
SCI r,l Ill;W.; (;flcl(;ntc por dpsmatcrialllélr-sc~ OLl por nào deixai' '·r·cslduos·'
(1IllaçJlrlC~ ~j{~spurllcio 7(:1'0 ou (~nllSSÓc;s Lt'no na. natureza l). O que é
m;naviJhos() (~!ll l'nldV1() aos sislnrnas efica/f~s (~ quo dclos se t=;spma
Ill;IIS. (: rl,J(.J IlWIlOS
o que é crescimento?
Pergunte a uma criança o que 0 o crr:sclrllpnfo. Prov~:lVc:lrll(;ntc;, ela
dirá que é algo bom, algo natural - significa torn3r-Sf) maior, In(\I~:3 sau-
dável e mais forte. Normalnl(~nt(C!, o creSCimento da natureza (e das
crianças) e visto como br:lo p saudé'lvPI. Por outro lado. o cr"(-)SUnlC;llto
industrial foi posto em dUVldél. por arnl)l(]ntalistas c outms pessoas
preocupadas com o uso prcdatonü dos recursos e C0l11 a desintcqra-
ção da cultura c do nlC~IO .--J.mblpntc. MUitas VCZC!S, () creSCllllento lIl'lJél-

no e Industrial Ó visto corno lHT1 cúnccr, algo que: cresce (;In bcndicio
próprio c não em beneficIo do organismo nl1l quP hélblta. (Corno Ed-
ward Abbey RScrf;VCU, "0 CI'C'SClrllc:nto pnlo UCS(":II1Wnto c; Uillil IOllcu
ra cancerosa".)

As VISOCS conflitantl~s sobre o crcscil1wrlto foram lJllld f()r1lc~ de: ten-


são recorrente no primeiro Consc:lho para o Dns(;f1v()lvIr1H~ntc SuStCIl-
téivel criado pelo ex-prf:sldnntc nortc-alllc:rIGlliO 8111 ClllltOll. Tratélva-
-se de um grupo de 25 r-epr-cscntanlc:s do rmmdu cmpl-csarral. do
úmbito governamental. de diversos grupos S()ClilIS (; ol-~_F\IlllaçÓCs arll-
bicntélls que se reuniram de 1993 a 1999, A crr_;Il\~él dos IlICllihl'OS
comerciais dR que o comel-cio tem ("j (;XIU{;rlCld rntnnscca clt: p(npf~
tuar-se. de que deve buscar () cresClIll(;tlto a fim d(: <1!wllC'ntar sua
existêncléI continuada. Invou ()s ;1. dcs(\cordo~; cmn os ;nnblt;lltallstas.
para os quais o crf:SCllllnntu CUlllf.;I-Clal tendia a UI"!l lIi()l(n (llac;tl-;:ulll;!I-
to. a uma mécúor pr::rda de flcm:stas nativas. cln lugar'C;s SCIVélÇJ(:IlS C de
espécies, alem dn llléllS poILlic;é\o, IlltOXIC;H;;'I.CJ e zlC1U(:UnlClitO q10Í1Z11
Naturalmpnh-:. o d(;s(;Ju que tllih.J.fll dc: qU(: houvess(; Uill (;(:I',\rl() dc;
não CmSClrllRntc contré\I"I(JU os agr:ntes COrllcr-ClélIS. para 0::-' quais (J

"não cr(~sclnlentlJ" so terra consnqunncras nC:ÇJdtiv,-l.:--;. O COllfllt() rWI-


cpbldo entre a natulT'za r; a Industrlél f()7 pareccl- qll(~ os v,llcn(;s d(; lll11
desses sistemas dC~V(;r-I<1I11 8(:1' sacnfrcados (:Ill favor d():--; do outro

Mas e Inqucstlon;:wd quc: ha cOisas que' lodo:--; IH'n; qUCr(:lllCl::i que'


crcsçarn (; outras qU(; ni'to qLH:rc;rnm; qlH; (:re~~3(,;(\ln, OUCf(;lilOS que
CIT:sça a (~ciucac;üo. não a IÇJIWldIlUd: ,I s;l.lld(;. 11ÚO a d()('ll(,~(l: Zl pros
perrdade. não a pobrezíl: íl <'lC~U<"l limpa. 11;10 (l CI1Vcn(;nad;:l.. D('~,-;qallllJ::;
melhorar a qualidade dn Vida.

Ecoefetividade
A chave n~o (; IOrrl;:I.I- as industrias e os sistemas menores. como
propücm os dctcnsore~3 Ckl cficlüncla, ma.s projE'dá-los para que se
torn(:m naiorcs c: nwlhurc:s. de maneira que reabasteçam, I-estaurem
c: r111r1lOntclll () rc:sto do mundo. Assim, riS "coisas certas" que os fabri-
cantes e industn8.ls dpvem fazRr são as que conduzem ao bom cresci-
nlento - mEUS RrnprRgos, séludc', 8.limento, divRrsldade, inteligência c
abundànuEl - par·ri a gc:raçi10 aturil de habitantes do planeta e para as
gCl'3çõc:.s vmdourris.

Olhcrr1os mais r1tc;ntanwllt(; aqucl:1 cerejeira.

A medida que crnscc), da busca SUé1. propna abuncbncla regenera-


tiva. Mas esse) processo Ilc.l.O t(;1ll um lJllico proposito. De fato, o cres-
clllwnlu da arv(nc peJe nln movimento lIm conjunto de efeitos positi-
vos. Fornece: cmnlda palé1. animaiS. insetos c micro-organismos.
Enrlqucce o f:cossistell1él, Isolando o carbono, produZindo oXigênio,
limpando o ar c a ~lÇJun (; crrando c~ estabilizando o solo. Ern suas raí-
zos, ramos r~ folhas, abriq<i divnrsidades de fiam f~ de; fauna. que de-
ppndcl1l dél. úrvol"(; c; Ulll<1 da outra p<ira rc;alizél.rclll SU<iS funções c
PO::;Slbllitarelll os fluxos Cjl.l(; su~;tcntalll a Vida. E qUélndo a úrvore rnor-
rf:, IT:-toma para o solo, liberando - (;nquanto Sf~ decornpcJc - minerais
que; pstilrularAo Urll novo (;H:SCIr11Cnto séludélvf~1 no mesmo lugar.

A arVOI"(; 11<10 (.; Ufll(l nntid;-\d(; Isolad;.l, dnstacada dos slstpmas 8. seu
redor: nsl;l ill(;xtrlc;'tved (; pmdutlv:-nncntn liqé'lda a eles. Essa e
ullla
diff~l·cnç;1 tund;'lIIwntal (;nl((; () cn:SClmmito dos sistemas IndustriaiS,
tal UJrllO hOJe se; (;ll(;Ontr<"l1l1. c o crnSClrllcn!o da natureza.

PnllS(; c'm UIIla COlllullldadf; de; forllllÇJas. Como parIr; de suas ativi-
d,Jdns dian;ls, (;Ias:

• (;olltl"Olalll :3ClIS próprios rT:,slcluOS de: nlatnl·ials (; os das outl'3S


PSpCCIVS d(; lllé'lrlClr;·j sc;qura!: c:fcdI Vél.,

• cultlVe.lrll (; colllr:1ll sua propnél comida. c:Ilquanlo alilll(;ntélrn


(1 l~COS::.I:.;t(;rn;·l (h; qlI(: fa/(;!ll pé1rtn:

H)
• constroem casas, viveiros, deposltos de lixo, ccrnitórios,
éllojrl.lnentos e !Ilstalac,;oes de cstoLilÇJnlll de alinl(;lltos a partir
de mahmais que: realmente podem ser rcuclados;

• criam desinfetantes e remédiOS séludavcls. seÇJuros


e blodcgradáveis;

• mantém a saúde do solo par<.l todo o p1allnta

IndiVidualmente, somos nHJlto nlalores qLH; as formiqéls, n1ilS. (;01(;!1-


vamente. él biomassa delas excede: a nossa. Assif"n eCHno n;1O hi.·l qUélse
nenhum canto do globo intocado pela prcsclll,;a do hO!lwlT1, qUélse n;.i.o
h~1 habitat tem~stre - do dcsc:'rto Inóspito ao In!(;rlln elr!::3 Cidades - in-
tocado por alguma espcciF: de formiga. I' Elas S,'HJ l!ln bom excl"nplo de
Lima populac;üo cJja dC:rlsldé1de c:: produtivl(bd(: Il~l(J súo um pmblt~rna
para o resto do mundo, porque tudo () ql.l(~ fé17(;m retorna pala os ci-
cios de reCiclagem Ilimitada da naturcL"I. Todos us matc;rléllS das fornll-
gas. atl~ mesmo suas armas químicas IllrllS mortais. 8;:'10 blodegrada-
velS e. quando retornam ao solo. forrwcelll nutl'lC:ntns, devolvendo ao
processo urna pa.l"Íe daquilo quc: fora !urnadu para sus!~ntal· a culónia.
As formigas tarnbc".:1ll reCldarll ();3 r(:slduos de outr·as c:spu:iC's. As for
llllgas-cortadeir·as. por nXt:l1lplo, coldarn rnéil(·~rla f:fll dccUlllfXJSIÇ{\O
da superfíCie da Tc:rl'(1- lr:vé"irTl-na ate suas (;ol(~nlas c USarn-11<'l ;)<"Ira ali·
mentar os jardins dE": f\Jll~JOS que cultlVé"i1ll debi.\lxu do ;;010 p;n<l CUlllCI'.
Durante seus rllOVIr1wntos c éÜlvldadps, tl"é\llSportalll Illlrwr;w.; pari.l Cél-
ll1a.das supcnorRs do solo. onde a vjda vc:ç]ctéll (' ()~; flJllqO;; pUdf:1ll
lisa-los como nu!m:ntcs. S.::"Io 1"C:all11(·:11t(; - COIllO d~';;·)ln;tIOlI o bioloÇJo
E. O. Wilson as pcquf:llas cOisa::.; qU(: b!(:1Il () II1LII)(]() flJl1C101lélL Mas
ainda qUf~ pOSSélll1 fazc-r () rmlnoo fllllcio!"l;·\I. c:I;\~; IlilO () rlc'viistdli!. Téll
como a CCrf..:jC:lrél. tomam () mundo um luçyu· Illdhor.

Algumas pc:ssoas usalll éI cxprcss;·\() SI,'I'/I(;:()S (In !)()l(I!('Lil


1
péU·i.1 S(:
referir aos procnssos Illf:diéllltC os CjlJ;w;. SClll a élJlI(b hU!l1dlli.l. () dÇ]ua
P o di' sé10 purificados: () CrustlO. ;\~; 1111111CÜH/)(:'S (: (\~ ~·;(,C(l~·: Si·lU n1itl;Fl·
cb.s; os nlatcr"·lIS ::;úo dcsin!nxlc;lc!();.; (: Ch:U)lllfXJ:·do: : (J Stll() (' LU!t!V;1
do c sua fertilidade. ICIlOVdCl<!. (i (~qllillhrl() (:í:(JIc):.JI(~() I: él dl\l(:I:·iICddl'

Ecocfclividade
súo mantidos: o cllrna (~: cstahiliz{)do; c. 1l;10 menos IríportantR. 8. satls-
fac;<iCl (;steticél r: esr-mltual s,'io-nos proporcionadas, Não gostamos
desse foco !lOS serViços, uma vez qu~~ a naturt:za n80 tal nenhuma
dessas (;OISí1S ap(;nas pam servir as pnssoas. Mas e Lltil pAnsar nesses
~Jr'uc(;:::;~;os conw parte de uma inlr:rcj(:pendôncla din~Hnlca, em que or-
gallism()~; f; ~)lst(:lllas nlulto difc:rr;nlp~_; apolam-se rnutuamente dR múl-
tiplas rllé"'Jil;Ir<\S, As consequt:IlCIé"lS do crr:scimento - aumento de inse-
tos, dto; nllC:m-organlsmos. cjr:· p;:'lssaros. do ciclo da flgua c dos fluxos
de liulrl(;nf!;s - Inndl:m a cCJndlc;~io posillva que enriquece a vitalidade
dc: lodo ü (;COSslstCrlla. Por outro lado, élS consequências da constru-
Ç;lO d(: um novo shoPPlrlD ccntc:r. nmbora possam gerar alguns bene-
fiCIOS !OC{)IS InlCCk-ltos - elllprnçJos. nlalS clrcula\~ão de dinheiro por
1ll(;IO cLI cconOfllla IOc(11 (: rnnsrno irnpulslonar o PI B do pais - sào
obtidas éi custa dc; UIl1 dc:cllllio na qualidi1de de vida global - aumento
de' tr<1feçJo. de; ashlto, d(: pOILJI{;rlO e dt-: rf;;3íduos - que. por fim, rnlna
ate ;)IClllll~~ de S(;U;-; (;VldClllc;s bC;lIcfIClos.

Numlalmnlll(;, élS manufaturas UJIIVf;nClonalS tüm. de: rnndu prepon-


c1(;lélll((\. n!(;llus Lolatl)rélls 11cqatlvos. Por cxe:mplo. or1' ulna fabrica têx-
til. é! açju<-l pode chcçJar- limpa. nlé"!~; ;-;':11 da!1 contaminada por tinturas de
tecido. qlj(~ q(;I'alninntc cOlltt~rn tClXIlI<JS como cohalto, zlrcôlllO, outros
nwt;w-3 p(;sadCJs c; produto;; qUlmlcos de acahalllento. Os reslduos
sollcJos em; (:nf(;lt(~S de If~cld() (\ dos rHCOI-tcs de !par apresentarn ou-
tro LH'()hl(;llla. COIllO CJ falo d(: qrélndu parte do rrli.ltcrlal usado para a
f;-lrJl'l('éll,:;'IO di: I{;x(('is sc:r d(: base: pctmqulmlG-I. Os dluC'!ntes e o lodo
tI(, prou;ssos dl: flIOdW::10 11;-10 pod(;m s(;rn ch:positados nos ecoSSIS-
t(;rn;l:~ clt, In.:mCII-;t S(;qIJl'il, sendo (;11t;10, fl-(;qucntc:mente, cnlerrados
(lll qU(;II'r1;lc1os com() r(::~3Idu()s pprlqm-ios. O pmpno tecido ó vendido
p()r !(J(Jo (J 1I11IIHlo. US;ld() (; depOIS JO~léldo "fora" - o qUE: significa,
çJ(;réllnwr-lc. qlj{~ (, In(;lIlf~l-acJo. IIl!c;r;-1I1do toxlllas. ou COIOCéldo em unl
;!lE'IIO. hdll:;IV(~ dlllant(; () t('lIlfXl cl() Vida Illllito curto do tecido. SU8.S
p,lItln,I;t~, ~)(l() l;l'H,:(lcbs a() ;11. (;hn~I(llldo (tos pulmóc:;-; cbs pCSS08.S
Tudo I~;~;() 1;'11 l1{)m(~ cid ptodUl,;;'!O diu(:l1t('

Oll<l::I' tlld(J:; (h pIOC(':-;~;(l~; li~lll t:f('lt()~-, cOi;lI('I.:J.IS. Mas clC;8 podem


';('1 C;Ili!( :e):-,ejc, (' :dl;;t('llt;IV(\I~-;. (;111 Vi? dE I11VolulltilrtnS (; perniciosos

( ~'~I, li,- Ir, CI, 1':1 ('


Podemos nos sentir dlmlnuído.':3 com a cOlllplcxldade c a Irlt(;II~lÓr1Cla
da atividade da n3tur87é'l. lIlas tambem podemos no,s Ir1Splr'~lr rwla p;\I'a
projetarmos alguns rdnltos colatnrals pm>ltlvos para IWSSOS pn'lprlos
empreendimentos em vez dc~ nos conccntrarmo~; cxcluslvarm;ntc em
um unico fim.

Aquplt---:s qUf: prowtanl d(: 1)];U)l;lra (;CU(:f(;tIVél (:Xpéltlc1(;rll :311d Vlsil(J,


partindo dé1. finalldadp IniCiai de; UI)] pmdulo (llJ d(: lJlll ~;I:;I(;nl(l (; C()ll~lI'

dprando o todo. OU,-IIS :3,-IU SlIél::3 rn(;filS c S(;W.' deltus potr;nCI(!I~;, L.lIlto
Imediatos comu flltum::3, com rclac;úo ao t(;IllPO c ao :Ll~JéH·r,l OUill c o
sistema completo - cultural. comerCiai. c;cCJloglco -, do qual taz parte;
aquilo qUE': é h?lto e o modo de fazé-Io?

Era uma vez um telhado


Ouando você começa a examinai u retrato nl~ris éunplu, a~; C~H;lctel'I;-;­
ticas mais corrtqueiras dél fabricaç~.lo hum;'Hl;·r conwc,;;'l'11 <l mudar de;
for'ma. Um bom exemplo c um telhado (;Onllllil. A~; sup(!llíucs de co-
bertura convencionais cstao Infarllemc;nll:: entre as p;ut()S IlldlS car;'r;-=;
dCl rllanutAnção rl(~ urn ndlfíuo: a~;:;;ldas sob CJ ;;01 clllr;1I11(; lodo () dia,
estão IflRxoravt--:lllwntR (!Xpost;IS ir d(;CJfad;H':;IO ulll'avl()I(~t;1. (; f:;; dr;'I~,tl

cas varrar.,;ües das tcrnp(;ratLn<.lS dlUI nas (o noturnas slIJClti.lm-llél:3 él


choques t(:;rrnlco':) constéH1\(;~;. Mél;.:;, no cont(;xto Illal;''; éllllP!O, r(:vdélIll-
-se como parte; da palsaÇJcm crescente rJ(, supcrflCles Illlp(;rlll(:;)VCI~~
(junto com as cstl'adas paVIIllCtltaC1as. os ('sbCl()II("]IllC:lllo~~. ;'IS cak,;,l-
das e os proprlos r:drflclos) qLl(: contribunlll UJI1I () ;ll;--li]zlI1H:nlo (! (;0111

o aCjLJeclrllpnto rias cldadns dUf"alltp () Vl.:I;l() (as supnflc:l(;s (:;;cur;1~-;


absorvem c r0cmitRnl ;1 clwrçJI<"I soiZlr) (! (Ill!": (!X;WI(;1I1 () habitat cJt-:
rllUltélS especles.

Se ObS(:lvaSSCIll()S O~;~;(;S ('!('llo~; P(J! ~);lI!(;~;, p()d('rl;lm()~·; !(;nl;11 ~.,()


lucionar o problcll1<1 do al<lçFlII1Cnlo I'CqU()I"lJlldo Ic;qul<llll(;!l!;l(,:CJ(':-; qU('

exijam a c011SlrUli <10 ck, \]r;'!fl(lf,s bdCl<r;; d(: 1('t(~11VI() dl~ ;IÇJll;l;; pllJVl<li;,
Nos "SOIUCIOI1<1rí<llllO;-;" () pr-ohl(~lll;l d() dqll(o(;lllll'lll(l i()(IH~l'('IHlli :ipd
rc:lho;-; de: ar concllcIOll;HI() ddIUOI1,W; P;\rd ():; (',c.lrlll:I(j;) elé! I(~ql;!(), LI
7endu qu(;sUi() (1:; l~lnol';:II' () f;:lto cl(; ClII(O ()~; Il()V()~·, dp;!I(;lrHl:; (;()Illllhli,-
1'1<.11)1 par;.l <lllnl(;n!<lr '-11mb 1l1,-W; ;l~-; t(OIl;P(':';:ltlllél~: ;llllLiI('I'Lli~" 1111;11',.'(1

Ecoefetivldade H',
IniCiai d;-). slIa llC'cesslCiacle. No tOCrllltc à dlminulc;<1o do habitat .. bem,
provavc;lrnf~nte If~variarn()s as mãos ú cabec;a. A vida selvagem não e
urna vitima rnc:vltéivnl do crescimento urbano?

Eslarros 1mbalhando com urn tipO de telhado que da resposta a


todas essas C]lIc~st{-)es. Incluídas as econômicas. Trata-se de uma leve
carnada de solo. lImél matriz de crescimento, coberta por plantas. Ela
mantóm o telhado cm uma temperatura esté'lVel, fornecendo livre res~
filamento cvaporatlvo no ternpo quente e isolamento no tempo frio.
alr~rn de pmtt-;gf>~lo dos recuos solar'os destrutivos, fazendo que dure
rnéllS. Além di;-;~;o. pmduz oXlç)ênio. isola o carbono. captura particulas
cmno a fuligf~m (~ absorve as t-J.gUélS plUViais. E ISSO não c ludo: tem
Llrllél. ap;:1I(--~nCla mUito mais atraente que a do beturne cru e, atraves da
çJcslfio das é.lguas plUViaiS. cconomi/a o dinheiro que seria gasto com
taxas requléltorias e danos célusaoos peléls Inundações. Em locais
apropriados, pode sr:r pmjetada alé para produ71r eletricidade gerada
pela lu/ ~.iolar

Se ISSU ~()a como uma Ideia nova. na vr:rdade não e. Bascia~se em


tecnlcn::--; dc~ ecJiflc!'lt,:üo cnntcn,'méls. Por eXf~rnplo, na IsI{mdI3, muit8s
félz(;ncL:!s antigas foram construídas com pedras, madeira, relva e te~
Ihados dn ~FdfI1a. E (~ amplamente lIsé1da na Europrl. onde Jc.1 existem
d(--'/(~néls de milhalT's elE: metros quadrados dessa cobertura. Abrilhan~
tndo pelas ::--;oflstlcacJas tccnulogi8 u cnqenharla atuaiS, esse modo de
cOb(~rtLlr;:'1 c C-flcil7 (;rn multlplos aspecto::;, dentre os quais nflO me- e
n()s Impmtanln u de sua cdpaClcbdc de atrair' a ima~Jinação do publi-
co. l\uxilianlOs () pl'(::fClto Richard Déllny il Instalar UIY1 jardim no topo da
pl'dcltUl"él dc: ChlcaÇJo. r: d(; vlslumhra toda. uma cidade coberta com
t(~lh(\clos 'l(~I'd(;s que nilU S() (l m,'IIl!t;I'élO fre.sea, mas produ7lr{1O ener-
ÇJld s()b, ;) é.llllilentar{IO os fr'utos (; élS fIOl'cs. hem como proporclona~
r/lO Pi·ua O:.; pd~;saros c tamb(~m p,lrél as pessoas um santu,-'lrio tranqul-
II/dc!OI t: verde llél;-.; IllOVllllentadí-ls r'lIélS udxmas.

Além do controle
Ell1pr(~q,11 Ulll(l étl)()ICb~.J("~1Il C(;o!d(:l,v,', de d(;SI~ln pocJnria r'csultar em
lWU IIH)'Y'(!(,;;"li) L-lO ('Xjl-(~Illí! (ILJl: Il{\() se (!:;s(;lIldha í1 nada do quo co-
r
nhecemos; ou então poderia simplesmente rnostral'-nos como otlfllIZé.U'
um sistema Ja existente. Nâo P- a solução em si que é necessariamente
radical, mas a mudança de perspectiva com a qual começamos - de
uma velha visào da nature73. como algo a ser controlado. a lima pos-
tura de comprometimento,

Durante milhares de anos. as pessoas lutaram para pr\~:-,(;rv<"lr ;iS


fronteiras entre as torças humanas c as naturais; rnultas veLes, tal 311-
tude foi necessária para sua sobreviv{;ncia. Particularmentl:, a Clvlllla-

ção OCidental está moldada n3 crença de que e direito c dc;v(;r dos


seres humanos adaptar a natureza para fins melhores; como FranCls
Bacon disse, L'conhecendo a natUr-8za. 1.' ela pode ser dmniml.drt, êldilll-
nistrada e usada a serviço da vida humana".

Alualmenle, poucos d[;sastn.")s naturais podem r"C~aIIT)(.;nte anH?é1çar


quem vive nas n3çoes Industrializadas. No dia a dia, estamos bastanh,:;
protegidos da malOrl3 dos ()vE~nlos epidcmicos C~ clinlé'ltlcOS: tE;rrenlO-
tos, furacões. vulc6es, enc;hf~nles. pestos e, quom sabe. mctemü5. No
entanto, ainda nos apegamos a Unl r11oc!f:,ln IlH':lllal rir: clvllizac,;élo ba-
seado nas pré'lÍlG1S dos nossos antepassados. quo abnam c éll'aVLHll
seu caminho em meio a uma selva penosiJ. Oprll"fm (; conlrol;:jf a nalu'-
reza não (j apenes a tendôncia imperante: tornOl1-S(~ IlH~srno UIlI;:l pre-
ferência estética. As cercas ou bordas do ql'élméldo r11odc;l"f1() dlff:rnll
ciam nitidarnente o que P "natural" daqUilo que c ·'c:ivili7éldo··. Em Ullla
paisagem urbana de asfalto. concrcdo. a(,;O c vidro, o excesso df; natu-
reza pode ser considerado desalinhado, Inutil ale. alçJo a sei" limitado
a uns poucos Jardins e árvores cUldadosanwntr; esculpidos. As folhél::3
do outono devem ser rapidélmcntc recolhlclas do Ch,10, colocadas enl
sacos plásticos (") aterradas OLl quclnladas. em ve7 clt; cmnpostaclas
Ao invés de tenlarnlos OIIr1liLar a abundância da naturC:7é\. élutOtn,ltlca-
mente tentamos Ilr;1··la do caminho. Para mUitos de nos. élcostunl<l.dm-;
a uma cultura de control(~. a li;-l.lunY<l. f:11l c)slado não dOrlle~;ticado n{to
c um lugar familiar, mUito ITH;110::; acolhndor.

Para enfatizai' esse; ponto, Mlchad uo~;t(l de; conl;lr a hlslOII('l da


cerejeira proibida. Em 1986. em uma kH.;;:lIl(j;lcJ(~ clt: HdllrlOV(n. Alclli;)-

Ecoefetividade
Ilha, varias pnssoi1s dc~cldirar1l plantéir unla c0rejelra em sua rua. Pcn-
savalll qlle c;ssa rnclusàu propOl·cionaria habitat pal·a pássaros e de-
leite para élS pessoas que qUlsessern comer as cnrejas, colher urna flor
ou outr:·l ou simplesrllcntn admirar a beleza da arvorc:, Parecia uma
dc:cisé'lo bastante fi.ú:ll. que so jinhé1 efeitos positiVOS, Mas a árvore não
tal Ul.O ~aCllrncntn trélnsposta da Irnaglnac;ao dc:ssas pc:ssoas para a
vida tf~al. De: acordo com élS !c:IS dt=; 10nearnf:nto daquc:la área. tal plan-
tiO não (;ra COI1;.:;ld0r·ado líCito. Aquilo quP- os 1I1omdores viam como
<1lçJo d~Faclé\vré'l. a IngislalLJI"rl via corno um riSco. As pessoa0 poderiam
escorregar !las cc:rejas r.; 11<18 flores caídas ao chã.o. Arvores frutíferas
COrll frutos p(;ndnlüc:s poderiar1l atrair as crianças ~; subir nelas, cor-
rendo o I"ISCO de cair (; se 1ll~·lchuc;Jr. Para os Ic:glsladoms, a cert;jelra
ni:í.o cra apt-:'!laS IllcflclC:,nÍ(;: ('r·(I problc:ill;.dlca. incr.:ntivadora d::t imagi-
nac,:üo, Illlpn:,vlsivd. O ~~lstt;mil né10 C!stawl montado para lidar com
al~10 oa\jLH;lc tipO. No e:ntanlo. os morador(;s prcssionaralll c. flllal-
111(:11t(;. fOI Ihcs oUÍ(nÇJ:lda Lllll;l r]("!rmi~;s~"tc) espf:,clal para plantarem a
arvor(:,

A c:'trvorc' tr·utífrn<t proibida c Lima Illc:'tMora utrl do ullla cultura de


ccmtl·u](:, das bam,il-;·l::> cnçJldas (~ Illdfltldas - tanto flslcas como ideo-
loÇJIC<lS - (:,ntrc a fl~1I11IT:,.!a (, a atiVidade: humana. R(~rr1Over. impedir e
contlol;lf a abllIldún(..:iél IlIlpcdC'lta (b naturn7él S~10 características im-
pllcita;; cio pl~llwJélllle:nto Illocúnno rarallwntr; questlolladas. Se él fo/çf!.
blUta li,!,') iUf/u()l!(l (\ !)()f(/IIC vou! n::io n es/á usanc!o bastante.

C()rnu sahelllos ('Ill I·~l?ao de: nosso pn')pno trabalho. as vezes. os


p~·ll('IdICJnl<lS !Iludanl na() S(J c:m dCCorTl'rlUi.l de; novas Idcias. mas Rm
r·<-ll;'-!U do dc:;;(,nv()lvI111(~llto ck:, ÇJostos (:, tr;ndc~nCléls. As prc:ferenc:ias
I;(Jllt(;rnpor,'irlc:'dS ja (~:;tilo !<:Ild(:ndo (:111 c1lrC(,;{lO;'I LlIll8 maior diversida-
d(~, Mlchaf"'1 r:ontél OIJtrél hlstorla: ,:'Ill 1982, o prdllll dt; sua 1l1é'íc;, que
f:,staWl dlf~IO de; vc:q(;tals, (:I·V;lS. florc:s ~.:;ilvestrc;:; c:, Il1LJltas outras plan-
1(1:3 (;str;1Ilhé!~_~ n rlFlrílVilh()s<ls. fOI dc·firlldo pelos Ir.gisladoms municl-
I");·IIS CUfllO d(;lli~I~;I;l(j() 1J~lqlll1(.;ad(), mUito ·'snlvélgCé'm". A senhora foi
('I:!<.kJ nlllltadél. Ar) IIlVf;S de: (-;(~ UIlVdr;1 (:,ssa "dc;nlaub de; IlllrlltnIZJ,-
(,:;.10··. UlnlO Mlcha(;1 apoll!oll, da cJc;udiu COl1tllluar él cultivar o tipO de
p.rdllll de; qU(; qostav~1 c' [Xl<;Fll· Llnli\ Illultl anual pnlo dirP-lto de fazê-lo.
Dez anos depois, esse mesmísslmo jardirn ganhou um prôrnio local
por criar habitat para passaros. O que mudou? O gosto do pLlblico, a
estética predominante. Agora nstá na moda culllvar um Fudln1 que
pareça "selvagem",

Imagine os frutos de uma mudanc;a desse tipo em grande escala.

Tornar-se um nativo
Na ciência e na cultura popuI3n?s. fala-se sobre colonizar outros plane-
tas, como Marte ou a Lua. Em parte, islo responde à nalur'eza humana:
somos criaturas CUriosas, exploradoras. A idela de conquistar um novo
limite tem um.a atrac;ão irresistível, romântica, como a conquista da pro-
pria Lua. Mas a idcia tambem proporciona racionalização para a des-
truic;ão, uma expressão de nossa esperança de qUF.' encontraremos um
caminho para salvar-nos se destroçarmos nosso planeta. Nossa res-
posta a tal especulação seria: se você quer fazer a experlêncl3 de Mar-
te, vá ao Chile e more F.'m urna tiplC3 mina de cobre. Não hi.1 animais, a
paisagem é hostil aos seres humanos e seria um tremendo desafiO. Ou
então, para o efeito lunar, vá às minas de níquel de Ont~lrio.

Falando sério. os seres desenvolveram-se na Terra e estamos des-


tinados a ficar aqui. Sua atmosfera, seus nutrientes, seus CIcios natu-
rais e nossos próprios sistemas biológicos desenvolveram-se Juntos e
sustentam-nos aqui e agora. Os seres humanos não foram projetados
pela evolução para estar em condições lunares. Assim, ao mesmo
tempo que reconhecemos o grande valor cientifico da exploração es-
paCial e o potencial empolgante das novas descobertas no espaço
sideral. assim como aplaudimos as inovac;ões tecnológicas que per-
mitem aos seres humanos "ir audaciosamente aonde nenhum hOlllem
foi antes", advF.'rtimos: não façamos UIll3 gr3ndR bagunç3 aqui p3r3
irlllos a algum lugar mRnos hospitalRlro, Illesrno qUR dRsc.Jbramos
como fazé-Io. Vamos usar o nosso talento para ficar aquI; nos tornar,
mais ullla vez, nativos deste planeta.

Essa afirmaçflO nüo significa que defendelllos o retorno ao estado


pré-tecnológico. Acreditamos que os seres humanos podem incorpo-

Ecoefetividade
rar o qU(~ ha de rllClhor n8 tecnologia e na cultura, ce modo que nos-
S()~_:; lugar-cs civli17ados reflitam um novo panorama. Os edlficios. os
sistemas. os bairros e ate mesmo cidades inteiras podem entrelaçar-
se COril os ecossistemas Circundantes dR maneiras mutuamente enri-
quecedoras. Concordamos que é Importante deixar que alguns luga-
res naturais se desenvolvam por conta própria, sem a Interferência ou
3 habitaç,lo humana indRvlda. Mas também acreditamos que a indús-

tna pode ser tao segur3, efetiva, enriquecedora e inteligente do modo


a nél0 precisar ser isolada dR outra atividade humana. (Isto poderia
evitar o conceito de zoneamento: quando a fabricação já não ó pengo-
sa, os locaiS comerciaiS e residenciais podem estar ao lado das fábri-
cas, em prol de seu proveito e deleite mútuos.)

A tnbo menonllrleC, de Wlsconsln (Estados Unidos), cortadora de


madeira há muitas gerações, usa um método de exploração florestal
que lhe permitR lucrar com a natureza ao mRsmo tempo que esta pros-
pera. As operações convencionais de exploração florestal concon-
tram~se na produção de certa quantidade de carbOidrato (polpa de
madeira) para o uso. Tal mentalidade possui uma finalidade única e
utilitarista: não conta quantas espécies de pássaros podem ser abri-
gadas pela floresta, de que modo suas encostas permanecem está-
veis ou quais oportunidade de recreação e descanso - bem como de
recursos - fornece e poderia continuar a fornecer às futuras gerações.
Muitas vezes, os menominees somente cortam as árvores mais fracas
e deixam Intactas as árvores-mãe fortes. bem como uma quantidade
sufiCiente de copas para a habitação contínua de esquilos e de outros
animaiS arborícolas. Tal estratégia é enormemente produtiva: permite
que () floresta prospew enquanto abastece a tribo com recursos co-
merciais. Em 1870, os menomlnees calcularam quase 37 milhões de
rllütroS cúbicos de madeira vertical - o que, na indLlstria de madeira, é
costumeiramente conhecido como ';madeira em pé" - em uma reserva
de 235 mil hectares, Ao longo dos anos, eles ceifaram 70,8 bilhões de
mc~tros. r; hOJe tóm 48 milh6es - um pequeno aumento. Poderíamos
dizer quo calcularam aqUilo que a floresta pode fornecer de forma
produtiva, em vez de levarem em conta apenas o que queriam. (É im-
portante observar aquI que essa maneira especifica de silvicultura não

r)(j
é necessariamente universal em suas potenCiaiS aplluH;ul:s, Enl ai
guns C8.S0S - incluindo o trabalho de restauração. em que: SE) pode na
remover uma floresta de monocultura e plantcu' urn slstE!ma mais dlvc'I'-
o corte raso mostr8.-se um8. bem-sucedida ferramenta de gestão.
80 -,
Como faz notar o Conselho Inlerné1.l:loné1.1 de Manejo Florestal [Forest
Stcwardship COl,ncil - FSCI. não h,1 IIllperilllvos quando se trata de
metada.)

Kai Lee. professor de ciência ambientai nu Willi<lrlls Collr:Çjc:. conta


uma história esclarc:cedora sobre o entendimento che; IU~Ftr dos povos
nativos. Em 1986, Lee partiCipou dos plé1.nos de armazenamento dE':
longo prazo de resíduos radioativos na Reserva Hanford, uma grande:
área no meio do Estado de Washington. onde o governo dos ~stados
Unidos tinha produzido plutônio para armas nudearr~s. Ele passou
uma manhã dlsl:utindo con1 cientistas o modo de slIlallzar um depOSI-
to de resíduos, de maneira que mesmo no futuro distante as pc;ssoas
não perfurassem o local acidentalmente em busca de água ou l:om
outros fins, acarretando exposições c emissões prejudiciais. Durante
um intervalo, encontrou-se com vários membros da nação indlgena de
Yakima, cujas terras tradiCionais incluié1.m boa parte da Reserva Han-
ford. Eles tinham ido I~l para falar com agentes federaiS sobre outro
assunto. Os yakimas surpreenderam-se - Iflcluslve se divertiran1 -
a preocupação de Kai com a segurança de seus descendentes.
COI11
"Não se preocupe", garantiram-lhe. "Nos lhes dlrerT10~3 onde fica"".
Como Kai assinalou-nos, "a concepção que tinham de si rTWSIllOS te; df~
seu lugar não era histórica, como a minha, mas eterna. Aquela sempre
seria sua terra. Preveniriam os outros 8. não mexel' nos resídJo~; que
nos deixassemos ali".

Também nós não vamos deixar esta terra para tr.::'l.s, e começaremos
a ser nativos dela quando reconhecermos esse fato,

o novo trabalho de design


Urna velha piada sobre a eflclôncla: um vendedor de azeite retorna do
mercado e queixa-se com um amigo: "N,-1o consigo ganhar dinheiro
vendendo azeitei Assim que alimento o burro qlW carrega o meu azci-

Ecoefetividade
'"
!t~ ate': o nH:rci1.do, a nl.l.I(H" pé_utf: do nl(-~U lucro vai embora". Seu amigo
sllÇJcrn-lhc~ qw: ;:dil1l(;nlt] seu burro um pouco menos. SRIS semanas
depois. (;nConll'éllll-se de novo no mer-cado. O vc:ndedor de azc:ite esta
cm póssinEls condl(;õcs, Sí:rYl dinheiro nem burro. Ouando seu amigo
pnrgunta o que .l.collh:cell. o vendedor I"cspondc: "Bem, fiz como
você diss\':. AIIr!lC!ntei o burTo urn pouco menos e rC!almentn começou
8. dar cpr-to. Então o alifllcntC!1 menos [linda e deu mais certo ainda.
Mas Justo qUCllldo eu começava a sair-me bern, C!IR IYlorIT~ul",

Nossa nlf:ta c nlatzu--nos de forne? Privar-nos de nossa cultura, de


nossas industnas, de nossa proprla prnsenc;a no plannta e alnleJarmos
o nada? Que IllRta inspiradora e essa? Não seria mar-avilhoso se, ao
IrlV(:-S de lamc:ntarmos i1. atividade humana, tivéssemos motivo para de-
fendô-Ia.'? E se. por exemplo, os amblentalistas c os fabricantes de
automóveis pudessc:m aplaudll" cada VC)L que alguém trocasse seu
carro velho por um novo, porque os carros novos purificariam o ar e
produzini1.nl ~'lgua potavr~l? E se os edificlos imitassem as árvores, pro-
porcion<lndo sombra. habitat para pássaros, comida. Rnergla e água
Ilrnpa? E se cad8 novo ,-H_:re:sClmo él LHila comunidade humana IntenSI-
ficasse n 1"lqLwza ecolc}glca c: cultural, bem como a econômica? E se
as sociedades modernas tossem vistas corno ampliadoras de bens C'

dR deleites em c:scala realmente Drande. Rm veL de levarem o planeta


a bf-:lra do desastre?

Gostaríamos dI': sugerir um novo trabalho de designo Em vez de fa-


ler um él.justc~ fino na eXistente estrutura dfé!slrutiva, por que a.s pes-
soas f~ as industrias não se dlspócm a criar o segulllte:

• edifíCiOS que, como i1.S .:"lrvorc:s, produ7am mais enRrgla que a que
consomem c que purlflqucm suas proprias águas reSiduaiS;

• félbrlc(\s qUR produl"am cflw-::ntes que sejam c:"lgua potavel;

• produtos quc. ao fim de sua vida LJtil, nJo se transformem em


reslduos inuteis. rnas qun posséun ser lançados ao chão para
decon'por-se R transformar--se em comida para plantas e animaiS,
além de nutrientes para o solo; ou, altematlvamente, que possam
retornar aos cIcios IlldustnalS para forn()cer Inalórl<ls fmrllaS df;
alta qualidade para novos produtos,

• bilh6cs c até llcsmo trilhôcs de doléU'C'-:s élnLJéllS de; matc;rléW;


obtidos para finalidades humanas c: Ilatumis;

• transportes que melhorem a qU8.1ldach~ dt: vida ellquallto


entregam bens e serviços;

• um mundo dE~ 8.bundânci3, nào de: limitr:s, de poluic,:ii.o (; de


desperdiclo,

Ecoefetividade q:{
·4. Resíduos são
nutrientes
A natureza opera de acendo com um ~lIS!()ll1a cl() 11lr!l-f()n!()s (' (;() nH~!a

bolismos em que o desperdiclo n~ío eXiste. Uma CClejClra produ? nlLll-


tas flores e frutos pal'a (talvez) qernlinal' c ucsccr. E pOI' ISSO CjUC a:~
arvores florescem. Mas as flores ,1 mais pS!,lO longc) de SPI' Inutpls.
Elas caem ao chão, decompõem-se, allmc~ntam varias organismos P
micro-organismos e enriquecem o solo. EIll todo o munJo, os anlllWIS
e os seres humaros exalam I1lonoxido de carbono. que as plantas as-
similam e usam para seu pr-óprio crescimcnto. O nitroçJ{;nlo elos leSI-
duas e transforlTado em proteina por micro-orÇJanisrllos, animais c
plantas. Os cavalos comem ÇJrama c produzcrll c~;terco, que ~;crvc de
ninho e sustento para as larvéls df~ nlOscas. Os prinCipaiS nutrlcnt()s da
Terra - carhono, hldro~-1{~nio. OXlgÓflIO, Illlrng()flIO S/lO aprovnllacJos (C)

reclclados. Residuos süu r1lrtrlCllt()S.

Esse sistema cícliCO. biologicamente cracJlc to cr(l(jle. tem nutrido


um planeta de crescimento c de abundúncia dlvel'sitlcada ao longo de
milhões de ano:;. Na hlstorra da Terl'i-1, ate pouco tempo atl'éls, em o
Lmico Sistema, EC! lodo SAr vlvr;nle do plan(;lél pt;r!Rncla a de. O crnsu-
mento nra bom. Slgnltlcava maiS arvores, m,lis espcClE;s. maior dlvcl'-
sldade e eCosslstenlas mais complexos e resillentf)s. Ent?to vnlO a. In-
dustrla. que alterou o equllibr-J() natural dos nwtcrléllS no planeta, ÜS
seres humanos tomaram substáncias da crosta da Terra c as condell-
saram, alteraram c sintetizaram em vélsta:--~ quantidades de 111atcI ial que
não podr; mtornar ao solo corn sngurélrl(/l. Alualnlt:lltc. os tluxos de
nlaterials podr:m ~;f)J olvidldos f~1ll dLl~'1s cah)~JorldS: rné'lS:--i;-1 hloloÇJ,cc'l ()
m<1ssa IÁcnica Islo (C), Indllstrlal.

Residuos são nutrientes ') I


Na 110SSd PcnSfH;ctlva, (:SSt)S dOIs tipOS de fluxos de rnatel'iais do
plallt.:t~( SéÚ) dpc;nél~< /JutUC'II/CS hlO/ÓnILOs c t6ctl/Cos, Os nutnc:ntcs sao
U!C:I;'; Ú bl,~);:-;lf;r;1. dO passo que os nutl'lentes tecnlcos stio uteis aquilo
qI.J(: ChélYrldll1()S /(;(:!)()S!Clil, isto p, os sistemas dE': processos Indus-
tl-laIS. N() (;rlL:H1to, d(; alqLlllld Ill;HH:lrél. desnnvolvr:mos lImél cstl-utura
Irldllsll-ral qLJ(: Iqnord (! cxisthliClil d(: nutl-lnllt(;S de ambos os Ilpos.

Do cradle to cradle ao cradle to grave: uma breve história dos


fluxos de nutrientes
MUito antt:s do slII"ÇJilll(~nlo da agrlcultLlI-a, as culturas nómades vaga-
Véllll de UII1 lado para cHltro em busca de comida. Prc:clsavam viajar com
pouca h;:l~Jélçll:m, dn Illudo quP seus pC:d(;nccs uam poucos - algumas
JOlas r; Lllllél::--; pCJLlC{\~; fc;l'l-alllr:nt(ls, bolsas ou mupas fe tas de peles de
é\llllllai~:" u:stos pdril ré1l7('S c; semente:s. Montadas (1 partir de materiais
locais. f~ssas COI;;";;. (lO tcrrl111l0 de St;U uso. podiél.nl decompor-se facil-
1,ll~l1!t~ (~ scr "C()11SUmldas" pela nalure7éL Os objetos mais dLJI'3veis.
(;01)10 drill,\S clt' p(;dra n Sllc;x, POdl<"ifll sc~r de:scartados. O saneamento
,,{lU ('I d um pmbl(:lllil, pOIS os 11(-')llléldes moviam-se: constantemente.
Podiam dnlXén [Xlra lms seus r(;~;rdLlos biológicos, quP repunham o
sulu. p(\J(\ (;;;SélS pcs~;()as, Icall1l(;l1te haVia um "joqar fora".

A~; C()lllUIlICLld(;s aqrj(;(}I,-\~; [Xlmltlvéls continu;-J.["ilf]l a de:volver os rp-


Sldll();; blulCJÇJlco;; péHél o solo. substituindo os nutl'l{;ntes. Os agricul-
tOI(;S édt(;rI"\aValll cultivos. c!(;rx(Jndo os campos Pln pOLlSIO, isto Ó. inter-
rOlllpr;.llll d:~ I(\voul-é\::-; <-11(; (jll(: él natureza tornasse os carnpos fRrlels
11 OVé\!lH:11l· :. ACI lonqn do telllpo. IlCJVéI.S tcrranlCntas e tecnicas agrrco-
I;h 1'C;Sllltdr;\I)l (~ill Lllllél prodW,;<--IO de C0l11lCb méllS rápida. As popula-
l,:Ô(;S IIlr:h,lI-éUlI, (: illlldé_\:-; cornulllcJadcs cornel,:aram a extrair ri1élIS rc-
CUI':-;OS (; nutllcntr;;-; do solo do que: a quantidade que poderia ser
1'()stélLjI(.lcb IldtllrélinH:lltn. As ::-;ocl(;dadc;s corlwt,:élr"élnl í1 f~ncolltrar ma-
IWlrélS cI(, !Ivrélr ~;(: d(' S(;\JS r(;sldLlos. Télmb{~1ll começaram él extrair
cada v(? mé-ll:; 11UtIICllt(:S cio ~:iul() (; a consumir I"í]cursos (como as al--
V()I"l.;S) sei') ;,lIhstltUI-I()~-i il 1I1lld Íé\Xd l~lLléll.

H~l UI1l :ll1tlSlu dlÍélclo rolll;HIO que; (:nUIlCl(1: "PCClJllld neJl) o/cf'. isto
(', "() rllllh(;II-(! néio fed( .... Na ROlll;-\ Imperial, o pf;ssoal de: snrviço n=;\I-
rava os residuos dos espaços plJbllCOS e! dos banhrmos dos rlCUS (:
arnontoava~os for<'i da cidade!. A agllcLllturrl c a chnrubada clr; ;lrvores
dn~navarn os solos dR nutrIC:ntcs, causanrlo a erosão. ch: nlé""H'(;lra que
a paisagem SR tornava mais seca (~ mais arida. com nWllO:-3 tc'rras agn-
colas férteis. O Irnperiallsrno romano·:· - e o wllpcriz·llisnlO em qr;ral -
surgiu em parte corno respostél. ;-1:-.; perdas de nutricnJ(;s; (:ra o centro
de expansão que sustentava as ;'l.rnplas Ilf:cpssidarie; de Illz·l.rJnird. de
comida e dR outros recursos nrn outros lugares. (SI~JnlflcatIVél.nwntc, a
medida qUR os recursos da cidade cncolhlanl e a~; cOllqulstas trmito·
rlalS creSCiam, a divindade agrícola de ROIYld, Marle:. lorllou-sP' o deus
da guerra).

Em seu livro NéJturc:"s MetmfJo/ls·, Willlall1 Crol1on dr;scrcve: lJlllél.


rRlaçélo similar entre: uma cidade c o SC:U (~lltorIlO n<'ilLrr·()I. Elp ;ls~;rrlé\lé\
flue as grandes amas rurais ao r·edor dn Chicago, () '·cr:stc cl(; piio"
dos Estados Unidos, na vCI·dade, foran1 orgalllzadé1.s élO lonqo do tem-
po para fornecer servlC;os pélrrt essa Udé"idr;; os ass8ntalllc~nlo~; ;10 re-
dor da fronteira n:10 se: constltulranl ISOléldos dr"! Chlcaqo, 1l1dS cst<1-
vam Indissoluvelmente ligados à ciebdr) r: (:I·Z·lill alilllcnj;·ido:-.; P()I' suas
necessidades. Cronon onsf--;rva: "A hlstoria cnntr·(\1 11
rio OCidente: no
seculo XIX f~ a de LH"na üCOnOIllIé"l rnctropolit.:.Hlél nl11 (,xpél.ns~lo. que,
cada vez maiS, criél ligações clé1.boradas c íntilllas r;nlr(, {l udacJt~ P ü

campo·'. ASSIIll. d históna dc; um;.l cidade, '·scrllpn: cl(,v(; ~:;(:r a hlstoria
de sua palsélgem huméllla c, do IllLlIldo natural d(,ntro do qual CSt2l0
localiz<1clOS tanto a cldéldc; como o carnpo·'.

À rnf7dlda que· Inchavarn n cr·csualll. as ql;)nclc~; cidade::.; nXl:r·cialll


urna rress~lo Inccivcl soon; o élfllblt:llte ur·Clllld;1I1tC. sugando lllalcrl;)I:-;
e rRcursos de lugares cada vez rllé'lIS ab;~t;:ldlYi, élO passo qU(: () call1po
Rra despojado e seus recursos (~xtr'aldos. Por (:x(:lIlplo. cnqU<"lllto as
florestas de Minll0sota desaparecléllll. a c:xplc.mH.:ao flc}["(;::-;Ltl (;llC;II11I-
nhava-se para a ColLúllbla Bf"ltúllica. (E~;~iél::; C'xpalls()(;S ;11(;t(II·(\I11 po-
vos nativos; os nldndél.lls do Mis.SOLH"I ;iUpCrlOI· fnréllll dI/11il;lcl()S pda
varlola, elll Llllla c<.ldeia rir; ;:lcontcUI'rll:lltos n:sLllt~lIl!(: (Li cJ{;'111l1t:.1LZ·io
de propricdi1df~;; de colollos)

Resíduos são nutrientes ("I


Com D lc\mpn, cldad(~s dc; lodo o II11Jlldo dnsenvülvürarn ullla in-
h-;wslrutLlr;-\ pf1ra Ir,-lIlsfcm IlUlnmitcs cI(~ uni lugar- para outro. As cultu-
r-(\;) (~ntl-éH"Z\l11 f?111 conflito (;ntr(~ SI por causa de r-c)cursos, de terra (; de
comida. No s(;culo \IX c no Inicio do lX, dcscnvolvcrctm-se fertilizantes
slntctlco~;. prep<.\I-(\lldo (J terrello para a intensa produç,1.o em maSSél
da aÇJrtcllltul'~-l IIlduslrr;lIILada. Os solos p<lssaram a produzir mais co-
Ihelt<1s de) quC' cC)ll~~c:glllalll naluralmc:nlr;, mas (;01"11 alguns efeitos gra-
V(:S: (~ros('w {~nl IlIV(~!S Sf)111 pmu:,~d(~nles n pxausl<.:io do hL'lnlUS riCO em
rlulrlnnl()s. POUQUISSI1110S ~H)qunfl()S ;-:1~Flcult()res dl;vülvlarn ao solo os
1-(;sídllOS rw)loglcos loc<w; como fOlllc; primaria de nutrIC;ntcs. e él agri-
cultul"a IIlclustnal17éjcld qllil~3(; flllllca o tl:Z. Alóm disso, mUitas vezes, os
f(;rtrllzanl(;s SllltcllCOS (;stilvanl fortemente; contéllllrnados com cadmlo
c com (;I(;II1(;n10:-; r~ldlo~ltivos provenientes d;l.s roChélS fosfáticas ~ um
pcnqo quC' os aqncLllte)l'l;s r~ os habltantos locais geralmente desco-
IlhcCIi1Il,

No c:nt::mto. dlçjumas cultur-as tradicionais entenderam bem o valor


dos fhlxos cI(; nutl"lpntns, No Egito, cJlnantc: scculos. 1 o rio Nilo trans-
bordava SUélS 111,-U-qCIlS anualmente, deixando lima rica c3rnada df~
l!IllO sobre; os val('s quando as aquas baixavam. Dr)sdl:) 3200 a.C., os
aqrlcLlltolcs eqlpcios construlralll L1llla st~ric:: de valas de IrrlgJ.çz10 que
caliall/aralll as aquas fórlp'ls do Nilo para SPlIS (';arnpos.

Eles larnbnm aprc)ndnr;-ul1 a ;mn;--l7PrI(lr exc(~dentes de alimentos


para ~wr:od()s dc: S(:(;<-I. Os (;ÇJIPCIOS fllaXIlTl17arélfll esses fluxos de nu-
IrIC;lll(:;,; dUrdnl{\ ;;{)t:Lllo;; :-;Prll élbll:-:;ar d{:!c;s. Aos pOUC:JS, à medida que
os {;I"lUCllh(;lroS bnt~\IllcoS (; franCCSl;S chl;qavam ao paiS, a agricultura
du Fqrto adotou o:; Ilwtodos oCldcntals, D(;sdc o terllllnO da constru-
\;;:10 da rnprnsa cJn Assu;l AlIa. em 1971, o 111110 qU(; enriqueceu o
Eq,lo ao IOIIÇjO de: scculos c:sta acurnulado atras do concreto, c as
f)c~SS()dS cJo país cOrlslr(Wn1 ~wblta\;ôes sobre ~lreas ferteis. oriqinal-
rnc!lllf: rc'snrV(lCl<l p;-na cultiVOS. Casas e (;stl'adas competem dramatl-
call1C:~lllc: pm t;SP,)(;O com d aqrlcultur<J. O Eqlto pmduz rnc:nos de
50'>, ch; ::-;lI~\ plOplld cOl1lid;-\ (; depellde dl~ Il1lporlav~)(~s da Europ;l l~
dus EsLlllos Ullidu~).
Durante: milhares de anos, os chineses ;lf:1C'lfpl~;n;lI(ulll;!ll ;;Istl~nl(l
qUR IlIlpedc; que patógPllos contamlrlPrll <l carl(,~lél ~)llnl(~llt;u- I" f(~ltili!d­
roam os ({rr07alS com rcslduos bioloqlcos. IrldWiIV(; COIl1 ()~_:~I;l~~ I-e~;:
duais, Ate": hoje, algurnas falllllias CL.17011é1 I-ural ficam na ('xp('cíall'/d d(~
CJlW as pessoas C"jue convld;ull P;\rél jéllltar "r(~torrwll1" nlltrl(lrll(;~; eJc::-;s(;
modo antes de ,rem embora, n t-~ pr~ltlca comurn dos aqrlcultm(I;--; pa
garem farnilléts que endwrn caixas C0!11 S(:LlS r-(:sldllO;~ U.HP(!I";W;. MdS
na atualidade, os chinesc:s tarnhórn se: voltaralll para SlskllldS bêlS(-;(1
dos rnodelo ocidc:ntal. E. da nwsma fomw
110 qLI\; () Eqlt(), (-](:P(II1(1CI11

cada vez mais de allrnnnto:3 Ifllportado~:;.

o se:r humano ó a unlca c:spnci(; que letlra do ;i()l() qr:lI1dr'~~ qUJ.ntl


dados de nutrlentr,:s nccessallOS pdrél os proCC:SSO::-i IlI()!r"H_JI(.o;:; (' que
rar3mentc; os devolve c~m UII)(\ forrna utili/avd. Nu::;so~~ SI:-;t(;'lldS 11;-10
são mais projetados p3ra. fa?C~r que os nutrr(~l1tcs 1(:tornUll dO solo
aSSllll, exceto em cscabs pequenas (~ IOC;W3. M(;toehh cJl~ colhl..:lÍa
corno o corte raso acelt-:r-am a erosão do solo, c: proCl:SSOS qUlnllClJS
usados télrlto na agricultura COIllO na fi1brlcé\~;~)O mUitas VC~/(),> causam
s,-,llnizaç~lo R aCldlflcaçüo, ;-ljudando él exaurir o solo ur;ldo p(~b natu-
re7é\ mais de vinte veles pc)!" 3no. O solo dcmor;l, ;-lPI-()XII)1(\-~bn1l:Iltr~,
qUInhentos anos para acmnular IJmél pol(:Çjélda dE: suas I-I(;(\~; c;nl;-lCJa:;
de micro-organismos e de: fluxo;; cl(: lluttIC;ntcs, (; auora l~l(~;.;n1() perdc:
se cinco mil vezes mais solo do que se: produ7.

As pessoas conSlIlnléllll coisas na cultUI-é1 pr(;-lncül~itil(ll. A 111'-1IClI"Ia


dos produtos b odf:gradava-sc (;0111 se~_jlmHl(,:<"! qU~lIlrJo (~I-.'\I11 JO~Jzl­
dos fora, c;ntr:rrados ou qLH:lnlados. A nxc(;ç~io r~ram O::-i 111('!;Wi; VIS-
tos como alf-10 altamente valioso, eram dcrwtlclos (~ j"('lI:;;xJu:;. (Na
vcrdadr~, Rr (-i In o que chamamos Ilutrlentes \(')CrlICOS r_lI"IlllltlvÜS). M:-IS
à rllRdlchl que a Industri8117(l~;él.o aVilnc/JU, CJ nlUdo de r:on;~Llrr() pl:rdll-
rou, ainda que, na rc:alld8.d(~, Ja n~lo se: POd()(lél conSUllllr d IlUIC)!" P;H-
tR dos itens fabricados. Em ópocas d(~ (:~;CélS,3(:7, Irrompla (11ll l-f'CO-
nhc:cllllento do valor dos matellalS t(;Cr1IC()S; por CX(~:llpll). ;L-; fW:';:--;Oé1:-j
quc: crcscor3m durante a Grand(: Dppn;ss<.lo CI-alll l:Ulcidcl()s:_IS qLl:l~l­
to ao rouso de frascos, jarras (: folhas de alul1lilllO. (; c1UI ;\I1t(' ,I Se
gunda Guerr-a Mundial. C:COI1C)(1l17é1Véll1l-Se tira:::; dc; bOllcll:ha. folha:;

Resíduos são nutrientes


ele aluflllnio, aço (; outros matcriais para supnrefll as necessidades
Industriais. Ma::; a medida que os matRrléJlS mais baratos c os novos
rnatc:-riais slflteticos Inulidaram o mRrcado do período pós-guerra.
tornou se menos caro para as in(JL'j~3trlas produzir alurnínlo, plástico e
(:Jalrafas de vidro, acondiciona-los em Uflla instalac;üo cpntral e cnvia-
-los parél fora. do quc desc:nvolvf-;r Inft"acstruturas locaiS para coletar,
transportal", Irr-npar e prou~ssnr csses objetos para seu reuso. De
II)i.HlClra simllm, nas prrrnRlrns cH:-cadas da industrlaI17ac;ào. as pes-
soas podiam passar adiante, consertar ou vcndpr para sucateiros
produtos de serviço vrdhos. COrllO fornos. refriçwradüres E-~ telefones.
HOJe:. a maior péHh:; dos chanl<1dos bens durúveis é Jogada fora.
(Quem na Terra consertaria uma tormdplra barata hOJe em dia? É
rnulto mais facrl comprai" lHna nova que: dnvolver as peças ao fabrl-
célnt(~ ou encontrar alçlucm que as consRrte no locéll). Produtos des-
carttlvci::::. S,10 <1 u:qrél.

Por (~xnrl1plo, né10 h<1l~enhllmél rll.:H~elra de você consumir seu carro;


c embora plf; sejél feito rie lllatclléllS tÓCrllCOS valiOSOS. voe? n;';o pode-
ra fél,((;r Iladél com dE': St; FI o usou do ate o flrn (a rnen~1S que voce seja
unl arllstil dt; sucélla). CO!1lO nl\~nc:ronamos, c;sses ma:RrlalS estão per-
didos ou dc:gréld;:tdos ah~ mesmo se formn "rcciclados", porque os
carros. corno nutric;ntf:s h'~crllcos. Il?l.O sé10 proJRtrldos dcsdR o inicio
P;Hf.l él rf:crcla~WIll efetlvíl., Id(;al. Na ver'dade, élS Indústrias projetalll
pl'odutos (;01"11 ob~;()Ic)sc(;rlCI<.l progrélrnada - isto~. para dUrélrenl apro-
Xlllli.lcL.llllt:n!r; ate o nlonwllto cm que. gcralrnc;n((~. os clientes querem
substilul-los. Atl~ rlH:~.;lno COISélS cmn um potencial de consumo rRal.
como os méltcrldls clP (;r1lbalaÇjl:nl, nluitas VE~n;s süo projetadas delibe-
radamente pala n;'!() cstl'agarern sob condi{,:ocs naturais. De fato, a
clllbal~'lçlcnl POcl(; durar' n1LJlto r11(""-\lS que o produto que protege. Em
lugares oncú; (:; ditlul obter' r'CClIrsos, as pessoas, criativamentc. ainda
IT:Llsanl cs .'Iléltcrrais pélr~l proclll/lr novos proclutos (C1rllO usar velhas
tlrél~ de horr';lchil PéHa fa?t.:I' séllldalids) c ate"; rnc;smo cnerÇJI<1 (queimar
matr:riais Slllt(;tIC()~~ pZH'a obt(:-r cOl11bustív(~I). Essa c:riallvldadc () natu-
rdl (; ildaptcllIVé1. (; podc; C()f1stltUlr uma p<lrtc vital dos Cicios de mate-
rl<'lls. M(\~; c:nquanlo (;~SCS LISOS forcllllgnor-ados pnlo r:leslgn Industrial
(; pc'la jdbr'IC~l{,;ii() 'lltldIS. qUf: qc::raln)r;lltc se abst{:-nl dn adotar qual-
quer vlsao sobre a vida postcnor de unl produto, (:ssc 1'(:lIS0 sela.

muitas ve7es, IIIscÇJuro e ate lel<-1l.

Monstros híbridos
As rllOntanhas de lixo que Sf: Id(:V;Hl1 nos atrnros sanllarlu;i SilO lima
preocupac,;~io cn::scente, mas a quantidade cjc:SS(\S rcslduos () (;spa-
ço que ocuparrl - n?io r'; O problclnél. principal do d(;~-':;IDIl C/del/C t()
(Jad/e. Mais preocupantf:s ;;;"lC) os nulnellt(;.':) - ·'collllch·· V<lllo;.:;a tanto
para a indLJstrla como paril a n~ltLm;Zél - conlélmlnados, d(;Spc;rTJlçacJos
ou perdidos. Nél.O sr: pRrdem sonwll\(; por falta dn SI:-.;I(;lTlélS de; l'nClI-
peraçao adequados; perdem-se tambem pOlqLl(: IlllJltuS pmdutos süo
- como J~l disserlOtl Jocosamente - ·'produtos Fr·élnk(:s!c:ln·· Oll (com o
perdão de JanR Jacobs) L'monstros hlbrldCJ~i·· rl1lsturas ch: Illi.ltcrialS
técniCOS e broluglcos quo ntio podem snr nTUp(:I'ados após sua vida
atual.

Um sapato de couro convenCionai I·: um I1l0nstl·n hlbrrdo. Em dado


momento. os sapatos for·am urdidos com produtos qUlmicos vr:çWl;w;
rel3tlv,Jmentc seguros. de modo qlj(~ os rcsiduos de sua fr.tbrlr;(l(.,;~io
nã.o reprcsentavam um problnrna n~(]I. O Sélra10 podei I;) bIOd(~UI·;:ICJ:.\I·­
-se após sua Vida util ou Sf~r· qlJclmado corn seÇJLJI'afll/,·-l.. Mas o curti-
mento vegetal requeria qU(: é.l~; arvores fossem cC'rf(t(b~i fAli" causa di'
tleu tanino. Por· consc)qulnt(;, demorava-se muito para falmC(H os sapa-
tos, o que os tor'l;Wí"i Gnus. Nos ullllllOS qUéllenta dr]()s. o CLlI'tIIlWllto
vegetal foi substituido p(~lo curtlmonto com UOIlIO. 111<.118 rapldo f: 111(\IS
barato. Mas o cromo c 1·<.IrQ c v;:-tlioso par;·1 a Inch·Jslrl<l c. em algumas
formas, cancnri~JPrlO. AtualnlC~ntn. os Sélp;·t!OS S,-\() IllUltélS V(;ZC:S cur·tl-
dos em palses nln desenvolVimento. ()Ildr~ ;;(; tOlllél pOUC(l ou IwnhufllCl
precaução para pmtcgcr as pessoas r: ()~; ecossistemas Cl<l CXpOSll,;é10
ao cromo; os re~:;lduos de fablic;ac,;{l() pOc1crn :;(:r dr;spcpdos ('m cur
sos de é'igua pró~:imos ou Incinerados. espalhando tOXI!l(lS (trcquPllt(;
mente, de fllé.l.llr~lra. clesproporciollé"lC.la. em arcas clt: bélixél rCllcL·I) (~rll
arnbotl os casos. Akn")l disso. as ~;oléJS dos sapntos dt' borracha CO!1-
venclonais normalmente conl(;1I1 chumbo c: pl<istlcos. A rllC:clICL! qU(: (J

sapato e usado, particulas ddc dCÇJréldalll·S(: Ilél éltrnosfl'r·(l () IHJ solo


Ele nfw pode snr consulnldo com SCÇJLIl·,-IIlr,:(l. !ll)1ll por V()C(, 1"1(:11'1 pc·jo

Resíduos são nutrientes ~ rI é


t)l(:IU (-lrilhl('lltC. Apos o uso. seus matC;rIéllS valiosos. tanto biológicos
('.()I1""':O l('cl·'I( .()~.; !lCHIIl,limcni<' pmdem-se em lIm aterro s<.:mdárlo.

Uma confusão de fluxos


T;\lvíY n,\o hélFl 1111(l~JCrll mais forte d(~ resíduo desagradúvel que a do
('~)ÇJ()10. t: lIl11 t·rPO de rc:s,duo do qu;-tl as pt;ssoas flCail felizes de estar
lun~Jc. Allc~; cl{)~i .''>Istmnas modernos de esgoto. as pessoas d3s cida-
d(~~; de.si)(~Jav~lf1l ~)C'.us r·cslduos fora (o que. podia Significar para fora
da jiHldd). cnl(;r!·élVdll1-nos. dc:rrall1él.varn-nos em fossas nOs fundos de
urnél CZlSc:t ou ()~; (:llmlnavam em curS()~.; de água que as vezes comam
(:rn dlrf~()\() ,I fontes de áçJua potável. 80 no final do século XIX. as pes-
soas C()lll(~(,:élranl a taZ(~r é.l conexào entre saneamento bàslco c saLJde
puhllca. () qU(: d(;u () Inlpulso para Llm tratamfnlto de esgoto mais so-
k;tlcaeJo, Os ('ngenhelros conceberam tubos que levavam águas plu-
Vldi~; [XII a mi IIOS c: pf:rcc:b()ram que isso poderlél ser· Jm modo conve-
tllpntc de I'(:fllovcr o psçJoto fluvial. Mas ISSO rlÜO msolveu ° problema.
De: tC~ll1po:·; (:I)l tc:rnpos, a climinaC;élo de (;sgoto bruto nos riOS próxi-
mos (li; (';lSaS tUIT1'W<.l-SC Insuportavd: por exemplo, cur~lntc o Gr3ndc
Ft:dor (Ic LOl1dres.' em 1858, a cxabc,:jo de esgoto bruto nas proxl-
midad(;~.; do T~lmis(l Intenornppu sf~.s.s6p~.; da Carn3ra dos Comuns.
Finrillllcntc;, construíl'am-sc~ f:staç6es dc: tratanwnlo de esgoto para
tr<1tnr c:flu()ntcs, dimensionadas para comportar psgoto fluvial combl- l
n<1do (;01'1 élS tlUtlélS pluviaiS das grandes chuvas. í
-I
1
A IdClél UI Iqlll;.ll er<1 rccolhc:r hastantf: c'sgoto de base biologica ati- I
V<l. pnllclPalnwnlc: clt:: orlÇJí:rn hwnan<1 (urln<1 e fp7es, os tipos de: resl-
duos qU(~ IC:I11 Intnragido com o mundo natural ha rnilénios), e torná-lo
illCJfcnSIVO, O tratamento de esgoto era um processo de digestão de
rnlcrobios (: de bacterla:-3. Os sólidos c~ram rRrnovldos como lodo e o
liqUido If'rlléltl(;sccntf: - que fOI n que) prirnpir;.unente Ipvou o esgoto a
Sín IraLldu - podc:rlél sr:r libor<1do c:ssencialnwnte corno água. Essa
(;1·;-1 éll:slr;J!{'çWl Uflqindl. M<1s COfllO o volumr: de esgoto sobrecarrega-
va os Cd'ldl~~ por onde fluía, acrc:scentararn-sc tratamentos qUlflllCOS
~:;l,VCr()S, C0!l10 ;J cloraçào, para gerenciar CJ pmcesso. Ao mesrno tem-
po. for;lIl1 colocados Ú v011da novos produtos para uso domestico que
Flrllé.lIS tlnnéllll Sido pl"OJctadus levando em conta as estações de trata-

101
menta de esgoto (ou I1wsmo W; (:CO~slstnlll(\S ;ICjll;lIl(;():-;). AII'll1 d('
resíduos biológicos, as P();;SOélS COIIW(,;,n,1I11 ;( joqar Lll!) :lh,l,XO tncJl)
tipO de COIS8S: tinta, prodl!\os químicos par-a dc::-;obsll-lllr lllbllldc,;(i(;;-;,
alv8Jantes, dIILWnl(':~;, r(:lllovcdcHf-)s U(: ('slll<-1II(: d() 1I11kl;; I ti L, 11 (;:-:.s,\

altLJI'8., os próprios re~;íduos conllnham antihloti(;CJ~; () dt(' IIH':-;!i1(lI'S!I-U-


genos provnnlentcs d(: Plluk-lS i.lIltlcolleq)(;I()lldIS_ J\(;n~:-;I;(;I)!f' us di-
versos rt:slduos, pmdutos de limpe/a (: pr()duto;-; qUllIlli:()C; dd :11li,-Ic-,-
trra, alpllI de: outras substúncias qll(: se jUntzHil :10:; I I;",duf J:-;
domesticos, c vocô ter;l I11lsturélS ;-dt;:'lIIwnl(; uJmpl(;xd::-; di' ;;lii,)c;!;\Ill:ldS
qUlrnicas e blológlcé1.s que: éllnch levam () Ilome di; C;:iÇJ\Jlrl_ 0,-; pllvh;
tos antlrnicrool(illOS - como nlllllos tipOS clt: ~;ahd() v(:11did()~; I;;l!(! ~;(\I
usados em banheiros - podc)nI P<\r(:c(:r (lC(;I!éwnls, mas Sd() [;:11 (!(:I(~~<­
cimo problematico em um sistema flue, P;U;-l se,r- dic;l!. rjq)(\lld(~ doe.;
microblos. Combine-os com (tntlblotlCOS c; outros Inql(\dil;11h\'_; ;1Il11-
bacterianos, C V:-JCO pode; pór em 1ll0VlllWIl!U Il1c;snlO lllll !lrrJql-;'llll;) di'
crraçào de supcrbactc:rras hlpcl'-r(;Slstnlit(:s

Estudos rccentns d(;tc:ctaram hormólllos, CJc\Slc;ÇJlrl;\(!()~I\(; l'IKiuUI


IIOS c outms con1postos rX\rlÇJosos (:111 ClIl::-;OS d() dqlJ(l que II'l.r;!)I;lll
eflucntcs dn PSflotu "tl";-ltado'·. Essas sllhstalir;rd~; POd(:111 <;(Jlit;lIi'llldl
sistemas f~ provlslollarnc:ntos UI: élÇjll<1 po(;'rvrd (:, C0ll10 (d);-,(;I-'/;J111():-,
podem caUS(lr mutaçóes na vlcb dfluatle;-r (; drlllllal_ A~~ tuhu
esgoto larnbem l1é1.0 loralll pmjr;t;-lCbs p;rFl (JS slstcn~;l~-; hrol{)~_ll(:(':;,
contem ITlatcrials (; n~vcstlllWlltos qll(: p()d(\rl~\1lI cJ(:ÇJI-<1dal i' UJ1lLlIl11
né1.r dlucntcs. Conio resultado diSSO, ;\1('; Il1csmo os C;;:;IOICU,; P,\I;l 'i:lJ
sar () ludo de: 0sgol0 como 101-1111/(\[11(: 1(:rl1 Sido dlllcul!ad():;-; [l()1 l:dlV-;d

da pre:ocupação dos élÇJricultorns C()lll d Illl()XIC(l\~(io du :;i)ll)

Se V(inlOS pmwtar Slsl(;[)I;l;,; d(\ dluc:lltc;s qli(~ rdOIr1<li'll ;\() 11]('1') dlll
blnntc, talvez de:v(~sSC;I11();_; voltar ao IniCIO (; pf:Jl,'-~ar l'lil li1CJd:; 'L; 1,lw;;r"

qllP são projetadas P;lrd c:ntl'ar Ilr:SS(~S Slsti'lll().'-; C()lIlO p;lrli' cll)'; lllJ()C';
de IlLltm:ntcs. Por (~x()lllplo, () fosfato Illllwrai i; w;;ldo C(J1110 !1\!till/dI1tl'
de cultivos nm lodo U Illundo. No nlltallto, I) li'l-llll/dI1!'\ (:1)1' Illl li ,d
fosfato cxlraido da mcha, c sua (:Xtl-é\(;;_\o (; C'XII()llldllll;11!(; cI"-:!lutIV;!
p~lI'a o I1lnlCJ ;1I11hIClllc. Por outm lado. IJ fosLrlo t;lI11hi'l11 :-i', , I 11('(11-111-;!
naturalmente no lodo dt: nsçJoto f: (:r!l oulrrn; r(::;rdllc)', ()t(I:~lli( ,j-; DI'

Resíduos são nutrientes


fato, no lodo de csqoju rb Europn. que rllurlé1S VC:ZCS ti aterrado, o
fosfato n erl(;ontrado Pll1 cUllcc~nll-;::H;ÔCS mais altas quo em algumas
ITH:h<1s fosfatic:-1.s da Crlllla, de (mele se extrai grande oarte do fosfato.
causando efeitos d(;v(\~)té\dorc:s nos ecossistemas lor:ais. E so pudes-
SCillOS proJCtat Llril ~)lst(;nla que captura, COIn scguré1nça. ü fosfato que
Fl sn vnCCJIllrí'\ c~nl urcula{.;~~(). (lO inv0s ck: descarta-lo como lodo?

Do cradle to grave ao cradle to cradle


As pessoas erlVolvldas Ild industr,,'1, no design, no arnbipnlallsmo c em
campos relilC!onados, 111Ulfas VC!f:S se IT:tnrem ao "cir.:lo de vida" de
um prO(lL.to. NaturalnlCntc. nllJllos poucos produtos S,1.0 realmente vi-
vnntcs, mas, nrl1 certo sc:ntldo. projctanlOs nossa vitalidade - e nossa
ilHJral - sobre nl(~s. Eles

d(~llté\l.
Id(:Ié.l dc:,
as pc;ssoas tôm
110S
S:iO pal'a nos como quo rllRlllbros da familia.
Ou(:;rcrnos quc: VIV<'1I11 conosco. que nos perh:nçam. Na sociedade oci-
C()V(l:3 - C' os produtos tétrnbem. AprRclamos a
considcr,-rr Indlviduos poderosos, unlcos c: gostamos de
I
i
l
comprar cOisas que: S;\O totalmc;nte novas, fciL::1S do materiais "vlr-
esp(~cic: d(~ ddloraçào metafórica:
(j(;rls" Abm um produt() !lOVO ("; UIll8.
"Este produto vilqnnl (.) mcu, r0la prilllclrisSlll1él vez. Ouando cu o con-
sumir (cu. csta pn;;;;u(\ (;spccral e LJnic<1. que) sou), todas as pRssoas
11"(10 considcr;i-Io consLln1ldo. E assim qllP funciona '. As indLlstrlas pro-
Jetam c P ,-lrlPFIITl d(; acordo com nssa Inentalidade.

Rc~conh()Cnlll();; (: cOlllpr-C(;nd(:lllos () valor de sentir-nos Rspeclélls.


lIllICUS. Mi-\;;. (:111 n:la(';<1o aos lllédnrIiW-;, faz sentido qLlr~ celebremos a

1~]lIaldad(' P d IlClrm<1lldé\dc tlll(~ no:, permite aprcc'I<'r-los - especial-


mente: os produtos, nwsmo dq!H;lcs qun S~lO Lmicos - mais de uma
vez. O qlH: h:1 la acontc'udo, <1S v(;?(:s nos per-qUlltCiIllOS, se a Revolu-
(.;.10 Industr-Ial !IVe:S;'-;C ocorrido (:rl1 sociedades que entatizassern a r:o~
Illl,11I(l:.tdc: (:111 V(;7 do IndividllO c: nas C]uais as pnssoas nào acrcditas-
S(;I11 (:nl UIIl Ciclo de VICLr C/nr//(; to f!u/ve, Illas na rC'cncélrnél<;ão?

Um mundo com dois metabolismos


(J tluaclr'u de pli-lIl\:jillll(;nto CJlobal em qLH; (;XlstlrllOS tem dois f7lemell-
to~-; ('SS(lIICléW-:i: Ill;-r:-;;;d (d T(:rTil) (: C'1l(;I'qld (o Sol), Nada c~ntra ou sal do
~I~;kllld plilll(;t;u-rO, (;xcn(o o c;llor n lIm rnctc:orlto ocasional. Forél dls-

(;';1,:111' til Clildl,'

.....
SO, para nossos propósitos pr~lllcos, o sistema c~sta fechado n s(:us
elementos h;'1sicos sélo valiosos c; finitos. Tudo aquilo que cst;~ aquI de;
modo natural é tudo o que temos. Nada elo que os seres humz-Hlo;,:;
fazem vai "embora"

Se nossos sistemas COlüamlnéH-em a rllélSSa hlOloÇllCél c.b Terl"é1 C'


continuarem a Jogar fora nlatcnais tÓCIlIC()S (COIT]O os metais) ou a
torná-los inutels, viveremos. corn efeito. (~m tini Il11Jlldo IlrTllti.ldo. onde
a produção e o consumo sao rr:pnmidos - c (l~--,Slm a Terra se tOl'llar<1
uma cova, literalmente.

Se nós. os seres humanos. realmente: qUlscnnos pr-osper-ar-. enL:10


teremos de apn::;nder a 1I1lllar o sistema natural c/adie t() clilâle, alta-
mente efica7, de fluxo de nutrientes P dt': 1l1etabolismo. no qual o pro-
prio conceito d~_; desperdício n~lO eXiste. EIII))f!l(lr o conceito de des'
pcrdício slgndlca projctéll élS cOisas - produtos, cmiH!lar;cns c
°
sistemas -, desde /lIÍCIO, (:om () entf-J!lChllleflto cle que n despefcfiC/o
não eXI::;te. Isso significa que os nutrientes valiosos contidos nos ma
terlélis moldam e dAternllnam o projeto: a fOI ma S(~qLW a (::voILH;?io. né10
apenas a funç~'l.O. Ppnsamos que essa e lima perspf:ctIV<l rnals robllsta
que o modo atual de fa7(;r as coisas.

Como Indicamos. h~l dois nwtanolisnlos dl~;tllltOS no planeta. O pn-


melro é o metabolisnlo blOlóqlco ou bi()~;fer(J - os CIcios da llatLlIT~Z;-l.
O segundo Ó o nlptabolisnln IÓCrllCO ou h:cnosh:l"a - os Cicios ela Ifl-
dLlstria, incluindo a obtenç?l.o de rnatcrlélis tCcrllC~OS provenlc:ntes dt~
lugares naturais. Por nlelO do planCjéH11Cllto corIT:-lo, todos os produ-
tos c materiaiS fabricados pda Indllstna alinlentarttO esses cais meta-
bolismos cmn segurança. fornecendo sustellto parn <.dçJo novo.

Os produtos podem ser compostos tallto de nliltC'rrai:-~ biodCÇJI';--\(h-


VAIS que se transformam pm alll1lPllto para os CIC:/O,'-,' hl()/óqIC-;os como
de materiais tc';cnlcos CJue pt:rIllélneccm cril cldos tC:'U!fCUS clt": Clrt:lIlt()
fechado, nos quais Circulam continu~Hll(;ntc COnlO rlutrlnlltc:. V;!lIOS();; l
;

para a industna. Para que esses dois mctah()iISIllC)~i Pf:rIT];II)('(;:fllll Sélll-


davcls, valiOSOS e bem-sucedidos. d(;ve :-;r; t()rnar lIrll ~Jr;Hldt: ClIlclélclO

Resíduos sâo nutrientes


P;U-é.\ Irnp(~dll- que UIlI C(mtélllllfW () outro. As cOisas que entram no
l,rctah()II;;lllO olÇjarw;o 1180 rk~v(;1ll conh~1 Illulagôfllcos, carcinogcnl-
(;U~:;. Sli!J:.;L!IH;ié\,S /("lxicas pC'r~;I;;tc:ntC's ou oulr-8s subst~lJlcias que se
dClIIIHJI;H11 fl();; .'<ISj(:lllilS nalur;w:; e C:élusanl c:feltos prcjudlcirtls. (Con-
tudo. dIUlII1:-; :Il<llínléW-i que: prqudlCéHll () Illclé--l.bolisnlO biológico pode-
I-iaill ~;('I Illdlllpulddos com sqJur<lnc;a pfdu Ilwtabollsmo tecnlco). Pela
IllCSrl1;1 Id/;\O, o~; nU!fI(:nlf-;;; bioloÇJic()~; n;lO S{lO projetados para ser
cl!lrlH:nlac!o:-; Il() 11H:lahulisnlo 1(;(;I1ICO. 110 qual não so sor-iam perdidos
pd,l bIO~)f('I-;1 COIllO nntraqU(;u;J"léHll a qualicJadf~ dos materrals tecnl-
(:os (JlI trJllldlldrll sua r-CCllp(;rw;~lO c: seu rcuso mais complicados.

o metabolismo biológico
Um lIiltli('II!e l){o/cí,C]ICO c·; uni mélt{~rlal ou ploduto pmjolado para relor-
Ilélt (lU Cld() hiOlnç]lco (: II\(n~tlnwnt(: consutnldo per nllcro-org<1nls-
'110:-; IH) ~;()I() (~ PU! (JlJtlO~~ (UlII1l<lI~)_ A mz-uOf partf; das crnbalagf:ns;'
(qW\ UJnlf){)( ·111 CUGl d(: 50 11/11 do volllnw do fluxo de rf:síduos sol idos
IlHIf 1ICI)J;II;;) p()d« ~;(;r prc)Jplz-\cJ;1 para torn;tr-sc, nulnf:lltcs biológicos, o
Cjll(' (,h;UIl;illl(I~-~ f-ll()(Ju!us (Ie' C()I).';ur/)u A 1c!(;lél n compor (~sses produ-
los cJc~ l'I:I!l:II:W; C]lH: P()cJ('f1l ~;n JOCJados ,lO ch<1o ou amontoados para
CUtl1p()';1:1Ç1 f ;lll dI': Illur!eJ d qlH: biodcqrddcm apos s(:r usados - enl
l.ll;tlíl~l p"I()v!zt:-, u)rllp(j-I()~; pdr(l que S(:j<llll consumidos, Ilteralnwnle.
Nz(() il: 1 1l('U',-;~;ldild(' (lIÇlUIIl;1 de ClllC os Ira::.;cos de xampu, os tubos
(k pd:;Ll ci(·III{~:;. dS caixa:; d(, loqurtc c :::;orvpt(:, de suco C' outras
c!1'

VI11[);d:1C!t:n: (:~II-("II c!u:zldíl;; (ou élil"' JlH;SIIlO sc;clllos) a mais que sc:u
(,OI-llcucll. ~\H CP1(\ 0:-; II1CJivlduos c d~; cOlllunldades düvcm sc:r sobre
GlIr(~q:rrJl),~) C()lll Cl :-;ubLldaq('11I ou cum o alnrmnwnlo dnsses nlZ-itf:-
! 1<1 I<~ [111! "i ri; 1C) (' Il.'; IllOf ()II:-ilva:-.; pUclc;rlillll dCCOIll poro-se; CO!ll Sf~g urarl-
(,(l ()lI ~';I I (,()'('I;ld(l~i (' Wi;l(J;j~-i como ((:rlilllélntn. dc:volvnndo nutl'ienlcs
;1" ';IJi(). A "()I;;:-. di' :-,;lp;t!O POcJ(;I-lam dcqrdd;-n (; erll"lquc:ccr () meiO
dI11~)II"-d(' S,d)()(,:; (' 1)lltl-U:-; pl()dlit()~-.; ch: Illllp(:za Ilquldo;_:; tanlbnm po-

ell '1;[ n ~.I I ,,r')II'I;ICii):; (,(JIllO Illltll(~ntl;:-; hl()kJçJICU;-;, dSSlrll. qualldo (;11-
t';I' ") ih (', 1:11\) f!d;;,;;il':illl pOI IIn1:I/0t1;1 Ulllldél (, d(:~-~f;n,b{)c(lrIal1l
1'111 ·;:I~ 1,liI,1 1'1, l'lr' 11111 I'() :-)LJ~,tl'lltdllc!() o (:quillbrro do (:cossls!r:rna
cebêssemos c criélsscrnos unl teCido de t<lPc(;;;-Hia t:mnposlavcl, FOI-
-nos pedido que nos conC(~n[ré:1SS(;1l10~; 11(1 UléH,:él.O dc~ Ulll [(:I_:lclO (:ste-
tlcamcnte slngular- que tambem foss(; am[w;lll<lIITl(:nl(; Inl('li,;jt:llk~, Ini-
cialmente, a Oc:signTc:x propôs que pcns~'lSSCIllOS ('111 alÇJod,lCl cmnbl-
nado com fibras dn PET (polltcrc:ftalato de clilerlO). pr()Vpnlf'I11c:--; de
garrafas d(~ rE:')friDf~rJ.n[f:. O que podel'la S(:I Illt:lhm pélr-~l o rnclu ilrll-
bien[t=; - p(:;nsaram clc:s - CjL!r; wn produto qLH: combina um illdtf:rl<ll
"natural" com outro "rcuclado"? Esse l11aterlall-lIbl'ido tinha a ,Clfxjrf:ntf:
vantagem adicionai de; estai faCllnwnt(: dlsponlvcl. de ter- sico ((;~iladCJ
no rnercado, de ser dur~lVcd e har-ato.

Mas quando nós observamos cuidad()~;arn(:1l1(: us l"(;sicJuus poten-


Ciais de longo prazo do projeto, descobrllllos alUlll1s f;:ll()s rwrturbado-
I"OS. Em primeiro luqar, como mnll(;IOI1;lrT)()~" '-I lélpc(;ana dc'~;qaslél-sn
durante o uso norméll, de; modo qlH: rlO;_,;_,O pl'UjCto tlllhél de adrnilll' a
possibilidade dt: as pélrticulas snrf:fll IIl;tI(!d(l~; Oll (;I1ÇJ()llda~~ pd~ls pn~-:;.
soas. O PET Ó r(:cobnrto com corante:;, SII1I(;tlco~~ (: produtos qLilnllco~-;
e conl{;rn outras subst;1nCI(l~; qll(;sllonaveis - l1é-to cxat;-lIilCI1[n aquilo

que vocô qUH r{;splr<lI' ou COIllCr. Alem diSSO, () t(;ur!o n;-jO pt~rduréHla
corno nulnenle [(';cnlco ou bloloqic:o éIP()~-; ~-;ua vicia lI!l! Ü PET (da;.-;
qarrabs pl<'tstICCIS) pod(;I'lél Il~l() I-c;tnm;u (lU solu corn S(~çllllal1\;a (: ()

al~~odtlo núo po()(;rra IIlcorpordr-se aos ClcI()~-; 11lC11Istl-léli;-; A comblll;-j-


çtw 1<unberll SC;"Ié\ outro monstro hlbndu, (ldICloll~\Ild() Ilx() ;to::-; ;-tlC'PO::;

sarll1<_trlos. o que talllhc;1ll poclfnl(\ ser p('riÇJOSo. N~ü) '1;111;1 (l fH'rld !;l/(;r
esse produto.

Deixamos cI<1ro pc-na o 110::-~S() di(;llt(, nO~;~,d 11-11(:!Il,;(l() ele Uldr- lIrn
pmduto flue se IIlCorpOI-(I:-;:-;(~ ;-jO 1ll(;t(lh()II~;InO hloloÇ];(;() Ol, 1(;cll!C().
alólll do desafio que: Sl: punhd p(;r;mt(l rlO,'_-; dcw; A equipe: d(:C'cJILI
pmwtar- Llrll tecido SUfIClUit(:IlH:llt(; ~;(\~Ilim P;II;J s('r l iJllllc!() n:j() Pil\
judicéHla élS pessoas que o n~;;f_mas:,(:1l1 I: rl~-l() (;:ILl~-;;lI'I.1 cbl10 ;lU:; :-;'~-->

tC~lllas natur:us dC:f!cw; dI; ;;(;1 USdC!(). l)1~ j;J!o. ',(;nt!c) j,'ll rl~l!rll'Ilj(; h.()-

loqico, nutrlrl<'! a rldtlm:7él

o l(;;}r (~sculhld() pal'a pruclu/II (J t(~i:lcl\J (:~;Ll\i;) h;lc,t;lrih !llllfw, cJI


acordo C()lll os pé\clr()(;~~ dlllhi('lll;II~. lilll di)'-; 1ll1'111()1f', cJd f_lll(J!l;l, ( rll

Reslduos sao nutrientes


horrl tIVC::,sc um dll(~ma intC'rc~ssantn. Embora o diretor· do tear, Albin
K,wlln. tenha tratado de redu/Ir os nivcls de (:llllssões perigosas, pou-
co tempo élrlt()S, reguladoles do govc'rno consideraram as aparas de
teCido rcsiduos periqosos. DI~;scram ao diretor qUE') ele nüo poderia
lllalS cntnrr·':u- ou quewnar ps~;as aparas em Incincradores de resíduos
perigosos Ila SUI(;a. mas qUí: devia exporta-Ias a Espanha para que ali
fosserl1 nlil1llnados. (Obsf:l·ve os paradoxos presentes aqui: as aparas
dc; um tecido nilo POdf:1ll ser enterr·adas ou ellrnlnadas sem que se
tomem prCG1LHJ)(:~; (;COnOllllcamente custOSriS: do contrano, devem
ser exportaclrls "COITl segurança" para outra localidade: contudo, o
prúpl'io Illat(~rlé"ll ainda pock: ser- vendido corno seguro, e ser usado,
por (~xnlllplo. em UIll pscrltorio ou em lima casa). Esperavamos um
destlllo cllft:I'('ntc para nossas aparas: que fornecessem hllmus para o
clubt"-) clt: jélrdlllagcm local. COIll a ajudé"l do sol, dn água o de mlcro-or-
qanlslIlos famintos.

A fúbl'icél (;ntrevlstou pessoé"-ls que Viviam em cadeiras de rodas e


descobl'iu Clun suas ncccssldach:s mais Importantes quanto a um as-
sento de t()cldo (;r·a de qlJe fosse forte e que "I'esplrasse·'. A equipe
deCidiU Clur; o tecido sc:rla f(;lto (l partir de uma mistura de planta segu-
ra. senl pesticidas. (; fibra;:; animais: la. que proporciona isolamento no j
Inverno e no ver;:lO, e r(Hlll, que é.l.bsorve a umidadE':. Juntas. c:ssas fibras "j

produ71rlam LH11 Il':udo fOI'te C~ conforU1Vc:I. Ent.:'ío cum()çamos pelo


ponto mais difíCil do pmjcto: os acabamentos. os corantes e outros
processus qlllmic()~;. Fm vez de; filtrarmos slJbst~lflcias mutagênicas.
I
1
c(lrcinoÇj(~nlcds. d(;srcçJulacl()r"(;;:; cndócrlllos, toxinas persistentes e
subst{Ulcias blocLJl1lulatlvas au final do prou;sso, nos as filtrariam os
no iniCiO. Df: filto. Iríamos alóm de prop;tar um tncldo que nao fizesse
Illal alÇJlIfl1; projetaríamos um teCido nutritiVO.
1

S(;SS(;IlLl (;lIlpl"(~sas CjUlllllCéiS dc;clinaram o convite rir: unir-se ao


PIOjpj(). 111ColllocbcJas COl1l a Id(·:lél de expol· as substanCl3S químicas
CjlH.: lItll17d\!éllll ao tipO de éln;dis(: rcquc:rido. Por fim, Lima empresa eu-
ropClil conccxdoll C'11"1 unir ·s(:. Com é"l éljllCb dela, clPIXi.H110S dA lado
(llJ(l~P Oito m!1 pmdutos CjlJllrllCOS COmUI11entc usados na IndLJstna têx-
til: aSSI!ll. Lllllb(~Jll df:IXi.tJllOS clt: lado d n()c(;s~;ldadC' de éldltivos c; de
processos corr-etlvos. Por- nXt:lllplo. ao 11;10 lIsamlO:-; um ddr~rlllillddo
coré1ntR. Rllrlliné1nlOS a n(;(;(;ssHbd(; de: pl-odufo::; qUllll1UY; tm:lcos adI-
cionais e de prol.:cssos qLH: ;1SS(;UUr-avdnr d (;sldhlll/,H,;r\o cl(; III1 11111"(1-
violeta (Islo (;, a flrrlw7<1 cLt cor). Ent<io. pmcumlllos Illql"(:dlr;lltr~s com
qualidades !x)sltivns. Tcrmirlamos S(;ICUOllélndo ap(;llas 38. (l parllr-
dos quais crramos toda a linha do tecido. Aquilo que p()ck~r-Ia p;:nccpr-
um processo de pesquisa Cél.ro r; lé1bor-ioso rnvp,lou--::;(~ um tr-;dKllho que:
resolvia mLJltlplos problc:mas (; qun cOl1II-lhuía com () l~l(\h(n;tt.,;ij() (Il; UIl1
produto de maior qualidadc;, (; Cjue. nm ulllma i"'Illdllsn. pré! i1WIS (;conó-
mico.

o tecido entrou em ploduC;ilo. Mais tarde. () dlrc!ol da Llhllt;;\ dlssn


-nos que quando os fiscaiS foram a.11 par;l lalc:l- a rn:-;p(;(':;'l() (; tl.;sLu n
c:fluc:ntc (a á~Jua quc~ saírt da fahrlca), p(:nsaranl qlH; :;(:11;-; In:-;!I-II!twn
tos RstélVélril fjut=:hr;1.dos. Para confirrn;\!- qlJ(:, 11<1 v(;r-(bdc:. ;;(:U (:qlllpLl-
nlRnto RsI;::J.Va Rrn boas condi(/)(:s d(: ItlllCIOIl<.lIlH:n!o. (:X;\!1l111;trdI11 o
afluenlR provf;nié=:llln da rf:dn d(: "Ull<J da cidade. O (:qlllfxH1H:11tO flln-
cionava corrf~jarnpntc: sllTlple:::;rlH:IltC', acolltcClél que:. com bélS(: na
maioria dos parúlTlctros. a aç]Lla que: :;aía da fabrrca c:staV<l t:jo limpa
quanto - ou élt(': mesmo méllS limpa qll(; - a élÇJua que (;lltr;-IVél. OU;l,11do
um cflucnte de fabrrcél esta rnéllS limpo que S(;LJ aflu(;Il!c:. pode: -Si: 1I1UI"
to bem prch:m usar seu efluellte como afluc:llle. Por- ser pl-oJcdado
dentro do procc;sso de fél.h rrc ar,:: i1.o , (~ss(; hnnnfl(;l() ó çjl"alllll(J ,_: n{w I-R-
qup,r qualquer él.lo é1dI1lI11IStr"z:lIlvo P;:1r<1 spr- lIs<.ldo Oll apmvf:lt;_lclo. Nos-
so projeto nào só eVitou as mações tr-aJr(;I()n~tls éI probl(:Ill;\s ambien-
tais (redu7ir. I-cusar (; r-ccicl~\I-) COl1lO t~lmbl.':1ll eliminou () Il(;(>:s~:;ldadc;
de regularnentélC;{lo, éllqo que todo (;mpf(;~;éHI() l;stim~l CDIllD ('xtlcm~\­
mente valioso.

o processo jpvn c;fPI!ClS colalln;w; "dICIOI1dIS pOSltIV();;. 0:-; \:1111)1"(:-


qados cornf:çararn a usar salas qlJ(: <1111(;;; (;r<llll I-(;:;(;rv<ld(l:; P;\I-(l o (lI
m;--!7Rn8mnnto de; produtcn; qlllllll(;()S P(:I-IS.!()SOS C()1l10 Illqdr de: d(::-;-
canso c: espac,;u adiCionai d{~ trabalho_ Fllnllnou-;:;(' :1 papc:ldd:l p~lI"é\
rcglllalllCnta(;üu. Os trabéllhador(:s cJclxar:lrn (ir; lI';::I1 ;h 11I'v';1:~ (; (l:~

múscaras que antes lhes serVléllll como UIn t(-;11U(' V(;U d(' :)!o!(;(,:;)()

contra as toxinas prcsenÍf;s 110 local d(: tr;lbalho. C}:; DI"odul()s cLt lahl'l-

Reslduos são nutrientes 111


(;(1 !Om;n;lfll-::;(; t~-\O br;rn-~~uce:dldos que tiveram de: cnca.ré1.r UI11 novo
pmb!f;lna: :;ucr;s~~u jlll~\ncelro "" nxatanwnte o tipo de problr~rna que as
(:rnpri;~~éh CjU(:rcrll ter.

Por- SC~I' UII1 llutm_;11t(: bloloçjico. o tocido Illcor-pOrou o tipO de fecun-


didade: qUf; (-~11C(llltralllos nu tr-ahalho da nallJr(;?;-l. ApÓ~3 ser usado, os
cllenlt";s poderiam ~;illlplcslll(:nt(: ;--Irranc;:n o tecido da estrutura da
cadeira c juçp-Iu dO solo ou nnlc'\() llS,_'I-lo como adubo, sem peso na
conscl(:Il(:ia - incluslvn, talv(;I, corn lima cspccic de: satisfação. Pode
sei divertido jogar fora IJlllé"l COisa, Vélmos admitir; C~ ~ lIrn prazer in-
comparavd dar ("l() IlllHldo natural um prnsr:nte que nél.O lhe causa
(lallO

o metabolismo técnico
Ulll IIlItrH;f1lc t("CllIcn (': UIll lll(-ltf~I-lal ou produto proJc:tado para retornar
(lO CIcio tf:cnICO, ;\0 nlCtaoollslI1o Industrial do qual pmvRrn. Por l;xern-
pio. a televisão Ill(;dla que analisamos era fnita de 4.360 produtos
qUllllico~. Alquns dc:lc'!s st\o tOXICOS. lllélS outros S;'H) nutrientes valiO-
sos pai';) a IncJustrla. d(;spl:rdlz,:ados flu<1ndn a tcJ(;VISÚO termina em um
:tlcrro sallltClIIO. Isola-los de nutrl(;ntns blologlcos pOSSibilita que se-
Filll upcyc,'1ecl em vez dr~ rc::cicladns. f;vnmJo que conservem sua alta
qualidade CI11 UIll crclo IllClustrlal de Circuito tcchrtdo. Assirn, um estojo
de; plastit:o resistente para computador. por exemplo, cll-culará conti-
Iluanwntc; (;o["no Ul11 nstoJo <1(; plastlco IT:,sistent0 para computador
- ou l:nL1.o (;txno dlULHll outro produto de:, alta Cjualldade, como uma
pCt.;a dc G-lIro OlJ t;OlllO llll1 Instrumento rnndlco -. em vez de spr cJo-
'.vllcyclC'(j (:111 pmdutos antilTuldo n vasos de.; flor-cs.

H('my Fntd praticou lIrlFl primeira forma rie) supracicla~Jern quando


(;rnbélIUJU C,1I11111hf)f;:-; Modclu A dentlo d(~ GI.IX;1S que;, apos a chr:ga-
da ;lO d(,·~-itln(). ~~(:rVII-;-lIn de assoalho par~-l CJ v\,;I(:ulo. Estamos comü-
(.:élndn LII'l:! pr;tlic;\ s!mibl- que ;\lllcb Ó uln IníCIO modesto: cascas de
<'lI'107 COI"',;êlllO u:-;;-lcli1s como cmbalélqelll dos componentes do apare-
lho cJf; som (; dl' (;IC:tlóllIU);--;, nllVlrldas d EIJropa (; d(:pols I-eusadas ali
C()1Il1) nlJtt:I-IClI P;U-él d tabrrG\{/1O dI: tiJolos. (Cé.lSG1S de arroz contêm
um (llto pr:ru:ntlld! df: ,;íltC;I)_ O material da üfl1bé1l(1gE~rn não ó toxico
r

(as cascas de; dlTOI são 11)(1IS s(;fjuras qLln jOlll"j r(~Cld;ld(), CjLI(; COIl-
tem tllllas foxlcas c partlCulas qLH: (;Ollt;l!llIIlLHll o dI" rnlprl(x); :'iU<i (~X­
pcdlção ostá Inclusa nos custos dn frnln ri qlle os pmdLlt()~-; c!c:-tn)111-
cos estélo sujeitos r~rn lodos os casos; (; () ( ()IlCC~ltO cJ(: cJ(;SpCrdIClo C'
eliminado.

A rnassa Inclllstrléll pode: se:I' prowtaeja (:sp(;(;ifiGIIllCI-il(~ P;Ud CCltl

servar sua alta quallcbdc; em fllultrpbs slluil(;o(;S Atuéllnwlllc, qUdlld()


urn aulomovd (~: dc:scarlado, sua partr; dt; éH;O C [(;uc!aeb (:[)) \1111 ílfll,ll

ganléi dp todas suas pCÇél~; de ;-H,;O, JlIn!;:lIl1(;11Ü, U)!ll as dlvl:r::-;(l.'-j IrÇJils


de aço de outros produtos_ O carro c csmaqadn, pn:rl:_;ac1o c pn)ccs-
sado de modo que o aço dc: alta duc!rl,dad(; (léJ (;(lrrOC(:I'Ié) (: (J,(~ a(,:os
inoxidavcls sao fUlldldos jUntanK:ntc com Vi"trlOS outro:; é)(;~(JS de sucata
e materiais, cornpromc:tnlldo sua ;li!;1 CjIJallCLldc C' rp~;tnnglllcJo drasti-
camente seu uso postr:nor. (Por (;X(:illplo. Il;io pod(;na :-;cr usado fld.l"(l
voltar a fazer carrocr:rias d("~ carro;;). O (;obn: d(' sc'us cabos c nlIS!U-

rado em um composto qr:ral (~ p(":rdido péll"él pmposltos [CCIlICOS nspp-


clficos - ja nao podc~ S(;r U;;;"lclO COl1l0 Célbo dr' cohr("~. Um dl~Slqll nl(JIS

prospero pE:-;rrnillrl<l que o carro tosse: usad() da mant;lr"a (;(llllO os Ilor-

te-amCC!ricanos lla11VOS u:;é\vam ullla carcZlc,;a dp bl'Jfdlo aproveitavam


cé1.da elc:IYlc:nto. da IIIlÇJua ao I·aho. Os nwtdls :-;(;nam fundidos dPC'I"I;1:;
com metais t.;lrnllé\l'(:s, él tlfll de consc:rvarPIll sua alta qllalld~"ldc: () i"TWS
mo acontecel"la com os Illatc:rl;lis plé1StlcoS

No entanto, para. que !,tI u:ll;'tno SCFI vlavid. t(;nlCJ:-i dI: Intlodu711" um
conceito quc~ anda de m[l(lS dadas com ;1 nC)(.:;"10 d(: 11l11rH'llt(, \(:c:nICO'
o conceito de plOâut() de ::>t:1 VIÇ(). Enl VC;I. dc, Pf(;:-illIl1lr qllC t()d()~; os
produtos devem sm compr"<J.dos, pnssllldos (; dlf11lrl;ldus p(;lo;; "um-
slll1lldores'", os produtos que: conh",11l Illltlwntcs tCCiW:OS vélIIOSO~:;

carr"os. televisões, carpc:ln:-i, computadol"c;; (, qd;Jdclr;"l~-~. P(X (:x(:!I1pln


- seriam rcconc(:hldos C0!l10 SClIV/(;:()S qUI; as pessoas aprC'ClaI11. N(,~:;­
se ccn;-:lrlO. os dl(;nl(;s (llll1 tcm10 !1léll::i dch:quado P;Ud us ll~--;lIdt IUS
d0.ssns proclutCJS) adqull"trléllll t:fctIVatllcllt(; o SCI"Vtl,:U dn d(:\(,(flllrl;\do

produto por Ulll jJt:lí()c!o ele usn (I'dllm/() pcn (:x(":lllplo. cl(;? mil h()r();-~
dt~ assIs1ônua a tclC'VI~~;--to, :lO Inv(';~;; da 1r:!{;'/IS,--IO <:,111 (;1 'iK'Srl1;-l. Ele,:::;
n;'tO paganam por fllat{'n(\i~-; (;olllpl(;xos qU(; Il,'"\(J :--;CII:1111 (:,IPd/l;:-, ch:

Reslduos são nutrientes 11 J


liSdl- apü~-~ a vieJ;-1 ~ttu;d ck: tllll produto. Ouando usassem () produto atf':
o Ilnl ou ~:;lmplr;Sill(;ntc qlw;r;s~;Cill ndqulm urnél nova versão, o fabn-
CO-Uit(:o substltulnd. I(;v;ma ch: volta o ll1oddo antigo. desmontaria e
us;ma seus Illiltc:rléllS cOlllplr;xos corno élllrYl(;nto de novos produtos.
O~; clic;ntc~s r(;cd)(~llanl ():~ s(;lvi(,;o:> do que: pn::clsassc;m contanto que
()~; nCCl":s::-"t;l;;SC:1I1. (; POdC:I-I,_lnl adquIrir" novas vr:rsõps quantas vezes
d(;sqass(:Il1: os fabricantes contllluar·lam él uescer ::: a dCSf:llvolvcr-
-~;(~. ;UJ nwsr\lO tl:rnpo (::nl qll(: COIlscrV;lI"Iéllll a prorxlndade de seus
Inatnr-'éll::-;.

A!Ç]lIriS allos ~ltl;'lS, trabalhalnos cm llln concc:i!o de: ··aluflucl de sol-


vente·· para U111;1 IlldLJ:_;tria qlllmIC<l. O ~;()IVClllt~ (: UI11 produto quimico
lIsado. por (:xcmplo, fl(lrd rCIllOVPI- qr;txa das p(:(;as de uma maquina.
Normalrncnj(;. <l.~ (:111prcsas cOlllpl-alll o solvc:rltc dnscngraxantc méllS
béllél!O quP estiver cJlspotllvc;l. Inr:smo se:: tivc:r de vir do outro lado do
Inundo. Il,pos o ,ISO. os I(~;-;iduos do solvpntc: ()Vélporam-sc ou entram
Clllllln Iluxu ch: II-atamolJ!o de: rcslduos. para (:!lt;lo sc:r processa.do em
Ullld (;slal,;é1u d(: tr;!lalllnll!O dn (~sqoto. A idnl<l por trCtS do conceito de
"<lllI~JLlcI cl(: S(JIVClllf;" t:t"éJ fornr:(;(;I- um sr~rvlço de df~SCrlgraxarncnto
usando SOIV(:11((~S de ;tI!a qua1Id;l(j(; que (~stlvnsscnl disponíveis aos
cll(;llh:s. Ill~-!':; ,"'em vend(:r CJ própl-Io solvellt(:; o fOrrlncedor- n-:captura-
I-lU as cmISS()CS c snpar~lI"Iél () ~;ulvnlltc ci<! ç]raxa, clt: nlOdo que o sol-
vcnte ficéISS(; dl~:;p()nlvd rJara o 1-(:LlSO continuo. Sob essas clrcunstân-
ClélS. a (;t)lpr(::sél S(:I"ld (::stIIlluldda a usal- solventns de alta qualidade
(qual oLilrd forln;:l ch: r(;t(:I" dH:l1t(~S?) (: para n:lIszi-los. COfll o efeito
(;olatnrnl Il1lp(nléHl!(~ d(: 111;HI!r:r os matulais luxicos tora dos fluxos de
r()sldum;. fi, Duw Chr;)11ICdl, Ilél Eurorxl. (;xp()rinwlltou c~ssn conceito c;
:1 OllPont t(;11I cnc<llllpad() ,1 IdCI;l com vigor.

[;-;;-;r: (;(:Ildll() t(~nl ImpIIC(H/){~S fOnllldavcls para a ·-Iqllcza méltc:rral


ck! 111Ciustr-lél. Pur l'x\:lllplo. qllando O~~ clICIl!(:S terminam de usar um
c;;-upd(; tl-;:ldIClO!ldl. (lc~v(:ln pdqéll pill"él que S(;j'-l rnmovldo. Nessa altu-
r-a. ::-;(;11:; lIlatLlldl;'; S(lO Ulll (JIlus. Ilé'lU UIll bÓIIU.c,; - S;lO um 3lllon!oado
clf' .'-;LIh~-;t;\llt:I;I:-; pdroCjllllllll:;IS (~d(: outras slIbsU'tllCldS potcrlClalrnen-
Il' !()Xi(;d:-; qlli' (k·V('111 :;(;1 ll-(!Il~;p(ntadas él UIll ;ltcrro :_>;:lnitarlo. Esse

" !.) (;1,1(: "i C;I"c!I(

j
r

CIcio vltalllrlcar, cré/d/c to grave. acarrota varias conscqul;IlClas nCfFl-


tivas tanto para as pessoas como para a Indll~;tl-I(!. Oll<lrldo () cllC'ntc
compra o carpetr:, o fabricante per-de; a (~ncrÇJia, o csforl,;o E? ()~; rllatf~

rlalS que ernpreÇjoLl para pronuzi--In. Anuallllnntc. dcsperdiçarn-sc mi-


lhões de libras de nulric:nIE;s po!f;llclfllill(:ntt: d(;stlnados ;:'1 Irlclustna de
carpetes. fazendo que nOV<1S lllalt':néJS-prllT1i.lS devalTl ser cxtl"élldas
conlinuamellle. Os clic:ntcs que descJam Oll prcClsarn dr: Llnl novo
carpote ficam contrariados, flnanCCII";:lnWlltc sobrccarrcqados cO!"n
urna nOV3 compra (o custo UOt:l r1léltCI"Ié.lIS Im;cupcr'avcls deve S0r em-
butido no pre<,;o). c. se súo clientes corn prcocupa(,:í1o arl1blcntal SRII-
tem-se culpados se descartam o velho e emnpr',ull o rlOVO.

As empresas d0 carpete térn estado l:ntre as primeiras IIldLlstrias


a adotar o nosso pr'aduto de scrvi~;o OLl os nossos COllU)ltoS df~
"ecoarrendamel-:to", mas ate aÇJora os aplicaram a produtos proJ\)ja-
dos da forma convencional. Os carpetes normalnwnte CC.Hllf-nCrali?H
dos consistem em fibras de nylon sustentadas por flbrél de vidro c
PVC. Após a vida Lltil do produto, CJ fabrlcallte nomwlllwlltc fel? urna
subciclaÇJem: raspa e rf)tlm partr: do rlylon p<lrr.l uso posterim e des-
carta a "sopa" de materiaiS rf~stantí;~_;. Altí:rrl<ltlvarncntc, u fabricante
pode retalhar o objeto Inteiro. voltar" a tundl-Io c lisa-lo para prodUZir"
mais revestlnlentu protetor de carpete. Esse tipo de carpete rl<'1o fOI
projetado orrglnalmente para ser r"cclclado, 0, 0, forçado a ('ntr~-:H em
outro Cicio, ao qual ndo se adapta p(~rfnrlarllPlltf·;. Por slIa Vf:7. um
carpete projetado como um autêntiCO nutrlunte snr'i(1 feito de Irlélte-
riais seguros, projPtados para ser corH:téllllent(; Il:cidéldos corno ma-
terias-prinlas para urn novo cmp0,!n; c o slstelllél de; entreçp desse
servrço custaria tanto ou menos que cOlllpr éH" UIll C<.HpctC'. Urna de
nossas Idel<1s de um novo dcsiqll combinal"-l ullla C;lIlld.da Illfr:IICJr
durável com ullla camad~'l supcrior" dnstac;i.v(d. Ouando lInl dl(~nt(;
quisesse substitUir seu carpntr:, o fahrlc;m!(; Sllllpl{~~;IlH;rlt(; rl.:lllOVcrl<l
a camada superior, cnCcllXarl<l f?nl snu luU,l!" 1111la cdnl(l(b rlOVil fld cor
dcsnjada e USél.rla a canwc!él ~Hl!igél como éllllllClltO péHa a produ~;élo
de novos c;arp(:L;~;.

Resíduos são nutrientes


Nc'ss[: CCI1"H"!O, as pC~;SCJ;IS pOdlnl~1I11 S(lc;j~-u- SU;:l fome de produtos
nov():.; ;-;c;rllprn que ClllIS(~SS(~m. SPnl CUlrXl, C' rl indLlstr'lé1 podcriéi estl-
111l11ú-las (\ fZ-lú~-lo scnl sofrn punlC;{lo ~;abcndo qUf:. npsse processo.
ilmhos us lado;:; (!stdllanr (lJUddIlUO () rnf'.tabol'rsl1lo lócnico, Os fabrr-
Cillll(-;s de alllornovci;':j u()stnu(J/l1 qlln as pessoas devolvessem seus
GHrOS vc,lh();; d(; pléUWlr-,1 a rpcuperar Ilutrientes industriais val'rosos.
Ao 1111/()S clt: diz(:f adnus a rf)ClIl'SOS mduslrlélis. como quando ü cliente
V;-lI (;l1lbo!-éj dcnlru de; lIm carro novo. qUE~ 1l1l1lCf.l maiS cntrar~l na con-
ccs:-_)lOn"nd, as l:lllpn;;-_las rh: autornovnls pOOfnléllll desenvolver rc:la-
(;cJCS (üll'éldour;ls n vallusa::.; qun alimentam ri qualidade de vida do
dlclll(~ ;10 longo dC' IlllJltas (Jc';cad;_ls e qU(~ continuamentE'; cnnquccf7m
a propl-la Illduslrl<"l com "CUr11Idél" industlldl. 1
Pl"OwtélJ" pl"()dLlt()~ como produtos de; ~;(~rVlço significa projeta-los
I
pal<! CjLH) ;-;lôjCtlll d(:~~l1lOnt:ld()s_ A preCisa projetar

I
IlldLlstn;j n{IO aquilo

que pl"OdU7 p:lrd que: dUll: al()f11 d(~ dc;tc~ITnIJlad() quantidade de tf7rnpo,
CUI1H) I<lnl[XJlICO a IlétlLlI()/~1 () Lv. A (JlJréll)llldad() de mUitos produtos
éllll()I~~ p(Jd(~rld :--;('/ VI:--;t<l COr1lU urnél C'.SP(';Clr:~ de tirania Inlt~rÇJcrac·lünal.
Tllv(:L qLH:il':tlll();-; qlll: nOS::;élS r;(W;é\S VIVéllll pma snnlprc; I--nas o quc; as
~y'ra(.;C:)(';-; !utUlélS (IU(~rcll1't OUl' se/ld do dlr-cito d(;las huscar 8 vida. a
:Ib(:rdéld(, c; d idICldad(). de SI)U dlr()ilo a UlT1él u::lcbracélo dp sua pró-
pr-lil élhulld;'lIlCld dr: Illltllr:ntl's, di; rn(lIc;r-ldi~. clt; deleite? No entanto.
()~~ téd)II(';lIlh:~-; 1(:r1;-1Il1 1-(\;~prHls;d)llld(lcJC~ perllldllclltn pdo i\rma?E.:na-
1ll~:llt() (; UISCJ sCj<1 P()~_:;slvd tél;{~ -lo com SCÇJ1Jl'éHlça - pf:lo rcuso de
tud();-; ():--, Illilt(:rlilIS P()I(~IlLl;llnlCllt() p(:nqu:--:.o;-: ('olltldos elll seus produ-

tn:-; EXiste, (;~-:1i'"111l1() Illfdhol qLl(~ rl(:scflvolvc;r um rnüJclo que funciona


!(lÍ;lllll(~lltr· ~-;(:r-n '"ll(!ldl;W~ p('rlqo:;():~'-~

A:-; 'JdllLl(]Cfj:--; d('~-;~;(~ ;-iI~-:t('lll;l. qlldnd() fo;~s(: plCrldllH:ntu efetUe_Ido.


:-;('(léil11 q.I:!:ICl. J);){) pl-c)(hl/lI:;1 rc;~-;lclllO:--: IrullelS e: POI(;IlClalnlenlf; PCri-
riu''!).': C;,l!ll () p(l~~~-);!r cI(1 11;I!lP(J. f,Uld (JlH: O~:; hbrlcdlllns econOIllIZRS-
',1"11 !Jilh(H';, cl(' doldlr's ('I)) Ill;lIcn;w-; V;!lIO;-;OS: (' uma vez que os
11lrlll('il;C:; cil' II()V(I~-; pl()chiln,c) ( II-CLlbrldln cn!ls!;Ulh;rll(;llln - dlllllnLllr-la
.1 1':dr:H,Ü\ (H' 111,111'11(1::-: rll':l'11;1~-; (I;UIl1O ;I~:; slIbs!;1I1ClélS pclloqulmlcas),
,I LdJllI ,I': (1(', (i(· 'ILIlI~ll(w'; f)()!rTII.I<IIIll('Il!r, pr·r-tlllhddol'l:s. como () PVC:
I" i :(11 I1 ;1 1 \'1:',1/110:-. frtC'qrl':;:-;JV;iI1WI1(j' IC:-;',llt;JlIc!(J ()111 Illalor- eco--
nomla para o fabricante c CIll um (;r10I'llW br~lH:fic:o PéU-é\ () ilWIO (l111
bicnte.

AI~luns produlos jé'l cslzlo s(;lldo prujCt:\d(Js c()mo IIUII-lt:lllc;s blol()~


glcos f: lécnlcos. Mas no fuluro prl'visivcl. Illlilt()~-i prudutus n;-ICJ se
encaixarão t-:ill nnnhuilEI dé""IS duas calcÇJoricts. o quc: c lIflla sIILJélrJ-to
potencialmente perlDosa. Alc:n1 dlss(). dedcrll1ln<"ldw-~ produlc);, Il~\U po~
dem ser restrlngldo~; r,Xc!lJSIVéUllf':Jllt: d lJlII Ullic() !1lclahollsmo por CélU~
Sél do modo em que: silo w;ad()s rw i1lund(). [::-;sc:"j plodutu::-; CXIÇj(:1l1
atcnçào especial.

Quando os mundos colidem


Por enquanto. se uni produto Ilvc:r de: conllllUéll é\ SC:I- UIlI "Il1(lI1~;!nJ fll
bl-ido", (; preciso que se; <:-ldqulr-a lJ!1l (;nÇJcnho ;ldlClOlldl Péll-é\ proJ(:!él-l()
c conlcrcializa-Io de lllam,lril qun tnnha conscqui:lll:IZIS poslll\J(\~; t~\llto
para o metabolismo biolóçJlco como rnr-a () 10UII(;(). V(:FI () 1("ÇJéldo 111-
dnsclado do dcsiqn de; UIll PéII- de; tr';11IS de~ corrida C()IllUIlS. a'ÇJo qL[(_~
mudos dt: nos tC:lllos. EnqLléHltu vocc'; c(l!IlInhél Oll (;01"1-\' - LlIT1i! atlvlda~

de CjlW suposlanwlll(; contllblll cum :-;U~l ~-i~llld(; (; 1)(:111 c~sl;1r cZlcJa


pi~;élCl;.1 dI? S(;US If:IlIS :lbc~la 11U r\leio ;\lllbl(,I1\(~ 1llII1lJSUrldS p,lrllculas
contendo produt()~; qllllllICO~; qw; POd(~1l1 S\:I ~:;lIfY;tZlIlCld~~ tel-<ltoÇ!f:;111-
CélS. Célllccrl~lC'll(I~_; ou ollll-él;-; sub;-;t;lIlCl(l.~; quC\ pur!(:1Il 1-(;dLl711 ;1 fullll
dadc: c inibir as ptOprl(:d(ldc::; oXlrlrtnlc;;-i rb~; cduld::-;. A PI()XIi"rld d'~I\/(j
levara essas péll·tICll:él~; péll"él (lS pl;lIl!;\;-i c; p;trd () ;,t)lo quc h(.;W1 (lO IddrJ
da plstél ele cOrrida. (Se: os SOlé:l(jOS dc: :--;()\I:; IC'lw; COlrt(\lll um;l bolhd
espf:clal chni;1 de ÇjélSCS para ZHnmlu:.:C:I- o II1lpéH:I() (; (llquw; clcss(;s
gases rc:vr:I;:-Halll~sc IT!CCllt(:Ill(Ontr: Ldt()I"(\S q\J(\ IldJIJ(:lIr:lil:YI C dqllcr;r-

mento qlobéll --o tarnnnm P()cJ(~ (::-;tZII- cOlltllbulmlo P;l!"() (j IJIIICbrH,:,! di


Illaticél). 05 t(;IlIS de; curTida pocJc;1ll ~,(;I- I ('P1'oJl'tdc!rJ:; p;n;l quc' ;-;(\l.];-i
sobdo~; sejam llutl-lr;Ilt\;s f)ICJI()~_jlr:(l;-;, A~-,~illll. Cjl,dllCI(! f 01"('111 PI(\(~(;I()'I(l
dos pdos pt~s. IlLlttil-ZÚJ () m{;l~d_)()II~;IIl(l (J1Ç]dllIUJ 1'111 V{~l Clt' (~11V(;l1r', ld

lo. ConlLldo cont;mto qll{~ SU(l:; p;III('; ~-ilJl)l~rlnr{~:; {:CJIIIIIll;,~lll d ,';(:1


fllltrlunlf:S h'~CllIUJ~i os leI11;; :-.;ClI(\lll Plllj('!;UJW; Pdld :-)(:r j(ll, '11('[11('
dc~;rllorlt;ldos. dc; m()do ;1 v()ILlI (l l:lrLlI'dl r:tJlll ::-;(;~1\11,1I1t.;(1 (':11 ;l'llh()~-i
OS Clcl()~; (Co O;i 11l(llc~rl(lI:-; tC;,:III(;(l;-; plJ(j(:lldlll ~,\'I Il'I:llf1(":ld();, pt:ll' ia
brrcantc)_ RCCllpC\rén ()~i 11I111-1(;lllc;; jCLll,(;()<' do;, 11'111' dI' ,1111',1;1:-, :(li"':1

Reslduos sao nutrientes


sos - t~ émunciéll' c:s~(: tato - podcriét dar urna vantagem cmnpetltlva a
Ulllél nmpl'csa de l11iltcrr;-lIS esportivos.

AI[JuIls nlél.tr:rli"lIS 1150 sr: encaixam nos metabolismos orgânico e


tccnico por conter rll<1terial::; perigosos. Nós os chamamos Iflvcndí-
VC'I.'), e ato que n~io se desenvolvam caminhos tecnológiCos para de-
slntC)XIC/l lus - ou para dnixar de usa-los -, tambúm exigem medidas
criativas. Podf~rn ser arnla7cnados em "estacionamentos" - reposito-
r10.'3 snguros mantidos pelo produtor do materral ou p810s quais ele
paÇJa urna taxa dt: arnlél/f:namento para usú-Ios. Os produtos invcndí-
vers <1tUéllS podenl snr destinados a um arnlazcn2mcnto seguro atú
Cjue possam ser dr:slntoxlcados c; devolvidos ao uso humano seguro
corno Illulcculas valiosas. Os r(~slduos nudcams são claramente in-
v(:lldIVC:IS: él rlÇJor, ét defllll((ÜO deverra incluir tambern materiais que
sabldétrllCntc POSSlll:1ll conlponentes pr:rrgosos, O PVC e um exem-
plo dlslo: em vez dt~ InclI18rado ou ater-rado, poderia ser "estacionado"
com st:guran((a é1!r~: Clue as Iccnologias rcntaveis de desintOXicação
evoluí:-3'3CII1. Tal como hoje é fc·ito. o PET, CJue cCJIltóm antimônio, e
outro pmduto Inv(;ndível: com wn pouco de engl:nho tecnológico.
itC:11S quc contr~J11 PET, como as gmrafé1s dR refrigerante, poderiam aIC
nwslllo ser upcyc/rc/ para r(:lllover-cm os resíduos de: antimônio R cria-
rf:m Ull~ POIIr1I(:m IWl1po. pronto paré1 o I'euso sRgum e contínuo.

As r~lllpres(ls podcflalll empreender a elinunaçfio de tosiduos. Rm


que os produtos Invc:ndíveis - msíduos e nutrientes problematicos _
seFllll n:movldos do fluxo dt: resíduos atual. Determinados pol18stRres
qLlf: Sl: f:llcontr-alll allIétlmentc no mRrcadn poderiam ser colctrldos
par;:-'! qLlr: ;,;cu antwnóI1IO pmblr:Il1i.'ltico scjrl r(:movldo. Seria preferível
d(;IX;l--I(l~; nos pfodlltos têxteiS, !lOS qUrlis. ao final, esses poliRstel'cs
Scr~lO clllllll1ados ou InclllC:rados, P talvE~7 assim terminem por entrar
nm SI:it(;lllaS nalln;llS c Crll fi liXOS dE: nulrlentes. De rnaneira similar, os
matnl'léllS dn (;(:rl().':) monstros hlbndos podr:nélm SRr reunidos e sepa-
I-ados, O <1IÇlOd:1O poderld S(':I- éldubéldo com lima r11lstura tóxtil de po-
li(;s!r:1 c nlq()cL'l(), de: modo qw: o pollf~stc;r rntorn;-mél étOS ciclos técni-
co:--;. tI'::'. {~~llpr(~.';(l~~ ele cí1I(,;ados pod(:rranl rccupcl'ar o cromo dO~j
S;_lpatos. ()lilros tipOS cJt-~ rnc1l1strias pOd(:rl~Hll rccuperdr parte dos te-
levlsores e outros produtos de serVI(;O dm; d!nrIO~; SdIlILuIC;>. Um;.!
transiçã.o bcm-sucedida PXI\)C' qun hC1jé1 !Ick~rall\;a IWSS;:lS éll"()(l:;. (l:;:;1111
como a propnEt criatividade.

Os hhrlcrln!()s dc produtos cxi~tcnt()s lla alll<1llcbcJr~ dr~\j(:rl:.ll"fl :;('11'


tir-se culpados por SlJé1 cunlf1licrdadc (;0111 essa açJ()Il(j;'l :tt{, ;lÇJOI":.l
destrutiva? Sim? N<.lu? N{w Importa. A ill.s~Hlicbdt; ClJl1Slsl(; ('!1l fa/cl"
várias vezes a Il1csrna cUlsa (: ()SpC~réu' lIrll n;slllt~ldo drlnn:lllc ..tI. Iwqll-
gêncla e tazer a n'lesma COisa rc:p(;tidas veLes (~lllb()I"(l voC{'~ S;llha qU(;
(; perigosa. Idiota e Incurrnla. ADora que s;lhcfllOS disso. (; 11m;! di;
mudar. A negligf:rlcirt cOlllcc;a amanhil.

Resíduos são nutrientes 11


5. Respeitemos a
diversidade
r

Imagine o início primordial da vida IlPstc pl,lrlcta. Ha roch;) C~ dÇJLlZ\:


matoria. A esfera solar envia calor (~ luz: cnr.!rç.]lél. FinalmPllln, ap(')s 1ll1-
Ihares dr~ milênios, por meio df! processos fluírnicos (~ fíSICOS qlJ~; os
Cientistas rl.lnda njo escl~lr(';ccri.\rn por completo. sLnqcm as rJélCt(';I'r'-ls
unicelulares. Com '-' cvolu~:;:-Io das cl'Hlobéldcrli.ls fOtOSSllltdI7élrltC;,:;,

déi-se uma mudanc;a monumental. A química c: él hSlca combinam-se


com a energia tíSica do sol, c; a massa quimlc;:t da T(~rra Iralls!orrn<1-sc;
no planeta azul c verde que conhecemos.

Então, os slsternas biologlcos 0volui?'nl p;u-a se alirnent:u da (:rlf:!'ÇJI.l.


do sol e o céu Inteiro se des8ta. A superflclP do planpta cxplocJp com
formas de vida, ,Ima tela de diversos orÇJ<.\llismos. plantas (; ~UlllnaIS.
alguns dos quais, bilhões de anos depois. Inspirar{lo poderosas reli-
giões, descobrirão a cura de: docn\~as fatais c e:scrcvcrzlo ÇJr-~UlcJCS
poemas. Mesmo quando ocorle um desastre; natural - por l;xcmp!o.
quando um período ~-1laClal COrl~WI<1 qlandns pCJr(.;ór)~; cJzt Sllp()rfi(;l(; <l

matriz nào é destruída. A 1l1(;dICJa qtH-: () qr;lo retro(;(;c](;. a ViCd volta d

alastrar-se. Nos lroplCOS, UIT1 vulcf1() (:lllr;l (;111 (nllp(,;;lO P SllfoC<l ,1 !nlTd
ao redor com SLElS (;1117(18. Mél~; urna C;lsca de coco flutud ;lIrrlv(';~; das
aguas e chega em pedac;os a ullla pl-ala: ou (;ntéio um (;spuro ou filho-
te de aranha move-se pc:lo ar. pousa sobre urna p(;dra (;Ill rUlnas. c
volta a tecer a t(;la da IlClturcza. E Ufn processo misterioso. lll;lS lilil
processo milagrosé1.nlente obstinado. Oualido conll-ontada com o va-
ZIO. a nature78 ZLlmenta para prf;Pllchnr () nspé1ço. Estn n o psqU()Ill:t

de projeto da natureza: um florc;scirm;nto da divcr:-;Icbd(;. lIlIl florr;sCl-


mento da abundélncia. E a resposta cld T(;lId a ~;1I(\ Ull1Cé\ fOIl!(; cl(~
energia entrantc, isto {;. o Sol

Respeitemos a diversidade
o pl"Ojr~l() COlll U CjU;!I os ::;(;I(;S hUII)(IIlOS atuallllc:nje; respondem a
CC;~~(; (;sqLHnll<-l P()C!(;lld ;,(:f" cllZlfll<ldo .. ~ttélqlJ(; do tamanho (mico". Ca-
lll~l(1aS de: cunudo (~ a~:;f:tlt(J dcstronlll bosqu/;s. df,'~scrtos, rnzHlsrnas
COS!(;lrZ1S, fl(m:~:)L-\.c:; tLldu () CjlJ(; S(: (;IlCOI1!r'a em S~;lI caminho, Edifí-
CIOS que' rlpr"(;Sultcllll lIlIlrt LlclléldCl brLlneh! (; lIniforme c;rguc;m-sc em
(;()lllllIlICbd(':~ Urldi;, iH) lonÇJo d(: d(~ca(hs (; ató Illt:srno de secLllos, as I
cstrutlllél;; (;!-arn [wlils ('
nam m:lIb('~r-éHltm;, com folhagens
cLlltIIIZ-IIIlJ(;nJ(: dih:rellundas. Espaços que
C' anllllalS sc:lvélgr;lls. oncolhem-se
1:!Il ILlUéll'CS rn;lrqlrl~lIs lllld(; .c;onwlltc ;18 CSpCClPS nals rP-!:llstnntes ~
I
curVO:_;. bZlr"ata;-;, r'dlos_ pOlll1HJS. esquilos -- sohn~vlv(;rn. As paisaç:jPns
::;;10 ;lchatadas (:1Yl qr<llllados de 1I1ll;l LlrllCa C~SP(:;ClO de prva. artificliJl-
I1w111r: ('Sllllllllélda (l cr(;~;(;(:t, IllClS cOflslalllclllPntf: recortada. com ccr-
l;(l~3 VIV;lS conlmladas () lIm;lS pOllcas ;-lfVOIPS podadas scv{C:;rarnenle.
A IllOIl()!Ullld pl"OpaÇJa-:--;r: l:dCla vnl filaiS. oprlllllndo os detalhes dos
luqarcs que S(' (:flc:untr;lfll em ~:iOll Gll1linlw. Ela parc,u:; buscéu SOrl1cn-
Ir) nlZllS de ~1I nl("~Sll1a

Vr~nlU:-' I~;:-:;O como !I!'/o!uc,:tio Slrllpllfic;-H,;ÜO ern escala massiva -, e


t:1é-l 11,\0 sC: 1111111;, ;"1 c:COIOqkL DLniHl/(; s(;clIlus. nossas c:spccips dcsen-
VOIVt;féUll llllla Vdll(;cbcJc clt; culturas por todo o rnundo - Illodos de
C:O!1l(:I. de féll;-n. dn vr:slll- clt: cultuar. d(~ r)xprnssar. de criar. LJma filarE':!
de: IlWSlllrCr: Pstl;Il(JC;-SI: dI: I)l'-!r <l 11l;1r. vam:ndo L:urbem ('!SSélS partl-
cularlcbd(:s (;ul!Llrdl~:;

COlltra csc3{l 1I1;!r(' ele ilWSrllICf\ PI()JllOV(!1ll0S u prinCipiO "rcspciIR-


mos (l dl'J(;I-sieJ;lclr;"' IlIclulIll()S ai niio ~;() él[)I(JCliversldadc. mas tarnbRm
a dlvel'sldadc cle IL1Ç]i1J I; d(~ clIltll!<l. d(~ dcs(;jo c dI: nI:cessidad(;s, o
clc\lllr:nto r:Xdll;\lV;Hn(~ntr; hUrll<lllO. COIllO Ullld fahrica construlda em
Lllll clllll<l d(;~i("I-tICO prJd(; ,-;('~r dÇJradé.\V(dlllClltn dltnrer-t(~ de lIrna COIlS-
Irllrda nos II-(')Plco:-:? 011(; SIÇJllilIC;1 ~;cr ballflr':s, 1I")(;XIC("lno e conseguir
exprr'ssél-!O'? COill() p()d(~IlI()s v;lIorlúir as (;spr-":Cles locais c convida-
l(j~:i a f;vc! [Xli-ir; cl(' 110~:;S(l:-; ~X1IS;lg(;11S '·cultiv(-lc:bs·'. dO invós de des-
11"111-I;)S (. dfll~_WIIL.\-I<l~;? COl110 !lOCkIlIUS til-ai' provc:ilo c ch;lnitar-nos
U)ill unja dlvcr;;ld;ld(~ cI(: flllx();; ck elH:rçJld n;l1m;---tI? Conlo no~ CQrll-
PfOI!1('!cr (;(JIIl um<l :J!Hllld{lIiCI(I dc~ matcrl'-IIS. (;scolh;l~; e rc~spostas.
L()lll Llmd élhlrnc!;'tllcl;1 clt: SOllH,;iins UldtlVélS n clr:qantns?
Os mais fortes sobrevivem, os mais adequados prosperam
A sabedoria popular sustnlllé{ qll(> s()hrc~vlv(: () 11l(l1~; dpto, () 111(1i;, Imt(:
o mais esbelto. o rnalor. !aIVCL o m<-llS rlwdlarlO. enfim. ,-ICjllc!C que' V(~Il
ce a concorrüncl~L Mas !lOS SI~3t(:l1laS f1<lturéW; sdudav(;ts. pro;;p(>rus. (,
o filaiS adequ(I(/o que PI'OSp(~I'r\. Sei' l1l~llS éld(:qurJdo IlllpllC;l lll11 C()lll-
promlsso energc';tlco c material com o luqal' (; lIllla 1'(·I;H,:~lo d(: IIltc:rdl;-
pendência COIll ole.

Pense novamente nas lorTlliqas. Podcnlo~,:; te:r- urna 110C,lC drquet,-


pica da "forllllg<1", Illas, de: 1<110, h<'1 millS de oito mil tipOS difr-:~lc~lltc::-; ele
forniigas que habltal11 o plan(~U\. DUkllltf: I1lilhü(;s de: anos. Gldil lIll1;)
delas evoluiu para adc:qu;-U-S(: a :-;U~l localidade dd(;rrninC)cb. d(;s(T!-
volvendo caractcrlstic<ls c comportamentos flLll: lhe possiblllt;ul' tllll-
char um habitat e snlPClon;u <1 c:l1nrql<1 c; o alirnE:l1to de flue n(;ccssILI.
Na flon~sta tropical. Cf~n!t:nas dc) (~Spt~Clf~S dlff:rl)nlf)s dt' lorrYII~VI~; po
dern coexistir na COP,i de; um;) mnsmd ~F<lllCh~ arvorn. EXls!(: a lorrnlqa
cortadeira. qUE' t(~ln rlldll(jlblllas prOJ()Ié1CJetS para cortar P Gtrrr~çJ,:H lo
Ihagem; éJ formlga-d(}-fO~lO, uln -rl(:CI'ólago que: tpnl ItH';!odos dV;-!fll,;'-'
dos de transpol'te de grupo pélrél Cé\lTC~](\r pl'(~:;as cl(: V(lrl(lS tdlll(lllh()~;
para seu ninho: a formigél tccelél. com seu '-\vé\ll(;ado ~-;lstl'rlla de: l;Olllll--
nlcaçao de ferOlllônlOS usado para convocar alléldas c opcr;u-réls par~l
a guerl'a: a formiga Glrnivora, clIJa feroz mandlbuléllllordc:dol'il L' Ic:ncb-
na. Em todo o mundo. hél. forllllgéls flLW C<1\;alll sozinhas. fm:illqas que
caçam em grupo e f0n11lgas que cultlvanl Illnhadas ele; . ÇjélelOS" de
pulgões. que sao ordenhados em troC<.1 df: líqUido doce:. Err um uso
surpreendente da cnC:I'çJlél :--:;Oléll'. u:ntenélS c!(; feH'mlgéls op(:ral'l<ls df~
uma unica colônia podem aglonWrélr-Sn no chclo dp um ho::-;quc; pard
absorver luz solar antes de volta! para seus !lInhos com () c;\!cn df:
seus proprros corpos.

As feH'r1llgi-!s n/ia de:slrof:m Innvlléwdnwnlr_: d:--; l)SPf:(;I(:S cOllcorrPfl


tes por ser(:;1Tl él(jcqlladél~'. Em v(? disto, cornpdf-:n1 prodllllvCl!lwnlr: ,-!

partir de seus nichos. que c o tCl'lno usado pelo:,; Clf:rltl:3t(l;; p;lI'él di;;;
crever as v~lI'ias ~lrca.s de: hilbitaçélo c d(: I'(:CLW:;OS que; él:_, (;:;P(:C!(:;;
usam dentro de um ecossistema. Em seu livro D/VC'Slty nne! ,lhe R,!lf)
rOlest. John Tcrborgh. ul'n Cientista ClLH: tc:nl estudado os ulIllpl(·xos

Respeitemos a diversidade I)',


r~cosslslf-;rn(lS das florestas tropicais. explica como dA7 espécies de
aVf~S da filllllllél dos téHllllOflllcl~OS" sc~ éldllllnistrélfn pé1ra coabitar uma
mpSlT1él an:él. da floresta enquanto devoram os mRSIllOS tipos de inse-
tos: lima C'SpCClC h;l.blla ulna é'trca próxlnla ao chiio, v~trias outras vivem
nos nlvcls int(;mlr~(ktrlos das arvor~s P outra ocupa o alto das copas.
Em cada UIllé1 dr~ssns éúeas. as ospr;ClRs ;l.llrnentalll-sc de=; Illodo dife-
rent(; ~ um tcunnofllldco de um Illvnl Intermediario recolhe as folhas
pé1ra buscar' Insetos. outra nspncl(~ recolhe ç)alhos n ramos. e assim
por diante. deixando cOllllda nos outros nichos.

A vit'::1lidade dos f;CO~;SI~,;t(:lllas depende das relaçóes: aquilo que


;-lconte=;CR AntI"(; as (:~;pC'ClCs. seus usos e trocas dn materiaiS e de
c:llnrqla f~ln d(;t(;rrnln:,ldo ILlÇFH. A tapn(;arlél c éI rncl<iforél." rnul!as vezes
C;voc;-lda P;Ud dc;scl"cvcr a cllversidade. uma teia ricampnte texlurizada
dR f;SpeCI(;s IndiViduaiS. teCida enl conjunto e com l<1rAfas Interligadas"
NASSí~ contexto. dlvc~rsld(1dc; significa força t-: mOllOcullma significa
fl"dqu(?a. Remova os I10s, um a um, c; o C;Cosslstenw torna-SR menos
(;sLJv(:I. Ill(:nos C<-lpal de; !"f:slstir a uma cé1tastrofe natural ou a uma
d()(:Il(;<-l. 1ll(;IlOS cnp;v de pcrmanc:cer s;ludúvd e de evolUir com o
tempo. Oualllo n1(lIS divcrsicbde hOlJv(;r, lTlalS funçõc;s produtivas
paré1 () (~cnSSlst(:llla. p;na o planAta ~ sc;rüo desempenhadas.

Pmtanto, cada hablté1lltc: C](; lJl)l (;cossistc:ma c; Interdependente. em


algulna m(;dida. dm; outros. Tod(Js ;:)S crraturas est;:10 Implicadas na ma-
nutcllç;:lo de todo () ~;lslí;lll(l; todas clt: man(;irn crrativa c. em última
analisl'~. dr~tlva p~-lra o ;;uC(:sso do conjunto. Por exemplo. as formigas
cOlt;\cje'lras r(;ud;un nutn(:n!l::; c Il:vanHlos para Célrllé1dé1s maiS profun-
das do ~;oICJ pdl'éI qlll; <I;; plalltas. as fl)lIlhocas C~ os micro-orgnrllSfllOS
POS:-;;lrll proC(;s.c;é\-lm-; -, tLldo d(:lltro do prou;sso dc; n~unlr e armazenar
CO~111(b p;lI";\ SI lllC'sm(l~--;. Em todos os luqarns. as forllllgas atl"Ouxam e
;U'q;:1I11 () SOlO ('m tOlno das I'alzcs das pl;1I1tas. ilJudéllldo a torná-Ias
P(;r-ITl(';lV('I~; êl ;'lÇjU;'l.. A~:::, ;lI"VOI"t;S C'xal;-lI11 (: purlfIC;lI11 () úgua. produzem
oXI~J(;nl() c rdn~scanl (l :-;lIp(;rflcie do pl<"llinla. A atiVidade; de cada t;spe-
Ci(; Ilé-"IO tem <lfwnac,; imfJ!ic;,)(/)(:~; Inc;w';. lnilS !amból'fl qlobé1ls. (De fato.
dIÇJLlmZ):~ rWSS()(\S, UH110 ()qLlda~j qlH; ;'lcl(:f(:1T1 a hlpotcso Gaia. V80 t~lO
IOll~_J(: que cntl'llCJC:11l () 11lllIHJo (;Orl1() um UIlICO organismo qiqante.)
r
Se a natur87.J Ó o nO::;:-30 1110ddu. o que slqnlficil qll(: ilS allvldddc:.';
humanas esteJarn envolvidas lia l1létnut{'nt;~l(J (; no (:Illlqucuillcntu
dessa Vibrante tapcç8.n<lr~ Ern pnrnclrCJ lugar-, SiÇjlllflGl qLlC, IICJ UH"::-;O

de nOSS3S atividades Individuais. trabalhdllloS flllllO ;-1 L1llla tlCd U)IlC'-


xão com o lugar c n{lO simplcsmcllt(~
com os C(;o:-;sl::-;I(~m;-l::-; Clrcundall-
tes; a blodivcrsidadc (~ apenas LlIll ;-lspcclo da divcrsiebdc. As Indu::=;-
trias que n-:spt:llalll a diví)l'Sld"d(; C()lllprolll{)fr)rll-S(; C()lll ();.-) fllJxo;.;
materiais c cncrqóllco::-j 10Cd1S, bC,ill cor1lo CO!11 é 1::-; (Ol"(;;éb 10(;<11:-; ::-i()

ciais. culturaiS n f';COrlÔn1ICa;.;, ao IIIV(,S dt, v(n (l ::-)1 1lI(,;;rll(lS C:CI110 (;11[1
dades autônorna;:;, clf,SC()IWX;l:-; da cultlll-;l ()ll da p;lI:;;:l~_j( 111 (l S(:ll I(;dor.

Toda sustentabilidade é local


COlllec,:;alllos él tornai" adequados os SIStCIIléJS c a;~ ;}tIVlcJacj(~~~ hmnallélS
quando rT!conhec;f"!IllOS que toda slIstnlltablllcbdc (élsslm corno toda
política) e local. Con(~ctal11o-los aos fluxos l11élterl,lIS c C!lt:;r-~F~tir:()S lo-
caiS, bem como aos COStUIIWS. rwcessldadcs (: ~J()stos 10célls. d(~sde
o nível da rnolecula at(~ o nível cb rCÇJr~io em SI Olx;C;r-Vél1ll0S C01ll0 os
produtos quírnicos que utlli7<Hnus afetalll a élÇ1Ud c () solo IllGW; - em
vez de contaminar, corno poderiam nutrir? -- de que (; ferir) um pf()du-
to. o ambiente em que lO; feito, COIllO os nossos processos wtcraqclll
com aquilo qlln acolltf~U; rio aClnla f: rio ílhílIX(). C()I11() P()d(,lllO~; criai
Crllprnqos lltr:IS. flllllH;ntar (\ s;Il:ld(; (:C()n(JllIIC;1 (; lí:--;I(;;I da I-eql,-!(). oht('1
a riquf~Li1 biolóqlcF-I (: t(:(;["1I(;(-I pdra () fuluro. S(; I[npUrldr-nlos 11[11 Ill;ll(;
ria I de IHI1 local dlstallt(;, 1-(;SpcltaI11OS () qLH; "lCOlltCC(: 1<."1 COIT10 UI11

eVf~ntu loca!. Corno C:SCJ"(;VCI110S em Tlle: f-{éJ/J/)()VC/ PI 11 w/p!c;.<.,': "I"CCO-

nhc:c,:;é\ a Illtc:rdc:pcndónciél. Os dC:llwllto~~ d() proJ<:to humano csbo


c:ntrdéH;aclos com o 1l11lndu lléltul"éll (; ch:p(;ncJcnl dcl(;. cum Implll:él-
c,:;õcs amplas C' vanacJas elll todas ;\s escalas. expéll1da a~~ cunsldcra-
c,:;õcs sobre o dc:slgn (; rC)COnfWC,;a os nfc:itos distantes".

Em 1973. quando 8111 viaJou (l JWCl{)IlI<l C(Jm S(:U pl()h:~;sol [Xlra


trabalhéll"f'::nf em um plano de lonÇ-JCJ PI-él7CJ para (J futuro cLt rll;-H-ÇjCnl
loste do vale do rio JorcElCl, o projeto ch; que (l equipe ~;c (~IlC;lfl(;qOLl
foi identificar csttatóÇJICélS P;Uz-l êt~~ fLJtura~; (;Icbdc::-; constILllcb~:; (;rll C]U(;
os bedulnos plldc:ss()1ll ~;(; nstah(:I(:c(~r, qUdlldo ;Hllld(l~; fmlltl;lrd;; pu
Ilticas tlnhélnl pw;lo UIIl IIIIl (lS SU(l;; tr;tcJl(;IrJl\dl;, Illlql-;H/)(;;; 11(')lll(\cl(:;,.

Respeitemos él diversidade 1',',


Uma (;qulpC: CUflCCHT(;nt(; propôs LJlll tipO de blocos h,--ibitaclonals pré-
-tabnLé\clo~) de (;:.;tllo sovletlco. que se tOnlélré.l orllpr(;Sente no antigo
Bloco do L(;st(; c na URSS: edifícIos "dc~ IUÇ]ar nenhum" que podem
sur ellcontrados da Sib(;na ao deserto do Mal- C~lSpIO. Os próprios
edlflClos Snt"I<lnl tmnsportmjos crn caminhõ(~s, por (~stradas aCldenta~
d<ls. a partlr- de um centro Industrial localizado nos planélltos perto da
capital A,nlé\ e montados no vale.

BIII C seus colcqas elaboraram urna proposta para adaptar e esti-


nlular r:struturil.S de rtdobe. As pessoas do local poderiam construí-Ias
COlr1 f'11él\()['I<W'; qun f:stavélm ;1 Irl,l.O - arqila e palhi1, pelo de cavi110, de
camelo ou de célbri.l e (nflo rTH:f10S Imporli.mlt_;) sol abundante. Os ma~
tcnalS (;ré\r11 éllltlgOS. bem conhecidos e especlallilente adequados ao
cllmél qLE:ntc: e seco. As proprléls estruturas foram projetadas para Otl~
mlZeH () fluxo de temperatura durante o curso do dia e do ano: Ú nOite,
sua massa absorvlél e armazenava o trescor do ar, que manteria baixa
é'I tcrnpwatura Interior durantn os diéls quentes do deserto. A equipe
procurou artes8.0S Idosos d,q rngl30 que Ihr:s poderiam mostrar como
construir as f:shuturas (espeClé'llnwntp as abóbadas). e então poderia
treinar os jovens bedulnos (que tinham creSCido dentro de tendas)
para cor-stl-uircm adube c reparei-lo no futuro.

A pr:r;]Uli!a que élJudoLl a ()[Ir:ntar o trabalho da equipe em cada


etapa fOI: "Ouril é ri cOisa Cf:-~rta parct r:stc: luqar?". Concluiram que não
(-;ram InalprliW:i prf:-~' fabricados ou aquelns qur: dommavarn a paisagem,
ao~ qLJéllS ;,;P Imprimiria um estilo modc:rno univr-nsal. A equipe espera~
V<1 que S(,LJ pl<lno Cn~Félndccess(, éKjlwla cOlTllJllldade especifica de
vanélS maneiras: as casas foram construidas a partir de maten<:us 10-
CéUS qU(: nralll rr:us,lvels bIOlogIC~-l C~ tc~crllC:amcntc. O emprego dr:sses
rl1<1!crl,lIS c; dos s(;rVlços dos artf:;s8.0S das proXimidades geraria ativi-
dadr:: f;cDnómlca local f: abarcarl<1 a maior quantidade possivel de re~
sidente~;. Envolveria as pnssoas do local na construção da cornunlda~
ele n as rnantC:rla conectadas à herança cultural da região. que o
proptlO caratcr distintivo cstctico das estruturas ajudaria a perpetuar.
O rccrLltanlento de artes2los locai~ para treinar- jovens no LISO dos ma-
lnrlé-lIS r: l(~cnIGIS locaiS p,stwilul,-lrIa lH11a coneX<lO mterqerac:ional.

Cr;I(JI(' t(, Crdd!('


Usar materiais locais
A ideia da suslent8.bllidadp local nélU se limlla ~1O::-; rnatu l~lI~;. nla;i co
mec;a por dcs. O uso de materiaiS locnls abn: é);-'; porteIS para r~m­
preendwnentos locais rc~nbvcis. Télrnbclll nvlla () pr()hl(~lll;t d(l I)l(JlrlVél-
são. Isto e. a transferóncia inadvertida de rn~\tcrldl::-; d(' llll1<1 r(;ql;io p,-\r(l
outra. que Introduz c::.;pr:up::.; irlV~\SOra;i n;:1O IW(lvas (:111 CC()SSI~.;t('mé\S
frageis. O cancro da Glstanf1(:lrél, rt:spunsdvd pf:io anlqLll1a1llclito das
castanheiras nos Estados Ullldns. nlllrou rlC::-;S(; pais C'1I1 um p(:dac;o
de madeira vlflda da Chllla. A;_; CéI;3tétrlhclrélS fcnam lima (;speClc de
arvore dmninéinll':' Ilas flof(:St(I~3 do Leste_ A~.; outras (:speClC:~-; nativas
evoluíram Junto com elas: mas élÇJorél as c;-l.stanhr:lras s(~ fcn;:1I11

Observamos não somentE: os materiais fíSIcos. mas tambem os pro-


cessos fislcos r: seu efeito no 111(;10 all1blcntc Circundante Em veL ele
destruir Lima paisagem com as praticéls c()nvcncion~l.is de cortar (: po
dar. pensamos em corno atrair mais CSpCClCS (corno fIL()nlOS na L'ttm
ca de Herman Miller). Ao enxcrqarmos ~l sustnntdhlilcJadn (.orno lln1
evento tanto local como Ç]lob;-II, podcrnos cnlendr)l" qlH: da nwsm<1
forma que nào (; viável para a vida nnvnnt~n(lr d ;\~Illd (: () (lI' IOI;éW; (;0111
reslduos, C inacr;itav0! lan(,;!i--Ios riO ab;1ixo (: Prlvl,-'l-l()s p(lr(l () (:~;tréHl~JCI-
1"0. para outras cDslas nwnos rcgul;:UTH:lltéldd;_;.

Talvez o melhor exemplo de uso eficaz de lllatcl'lalS Ineals SC'Fl pro-


cessar aquilo que conhecemos corno IT~:~lcJUOS humanos -- cL!lra apll
cac;ào fundamental do principIo "Iixo If]LWI a cOl1lldd". ESl;:lIIlCJS tr-abd-
Ihando na criac;ü:J de estações de tréllanwnto de ("!sgoto bascdc!as Ild
blorrernediac;élo (o dcsrnernbl'amcnto r: rJLlrIflc,-'H,;,-':{CJ clf: n,:,slduus pdd
natureza) pam substllLJII"rnos o convenCionai tl-atafllcnto é1çJITs;-.;ivo du
esgoto. O hlólofjO JOhl1 Todd ChéllTla esse::; ~;istcmas ch: "maqulrlns
Vivas", porque purificam a aÇJu~-1 usando orqéllllS!llOS VIVOS pl;-UiL1S.
algas, peixes. camarões. micróbios c outros (:rll vn! de: tCJXln;IS. como
o clom. Essas maquinas vivas s;w !Iludas V()j(-:::-; d::-;::-;ou;lda::-; (lUS ;nl1
bicntcs artificiais Ulél.dos nm r:slllfas. I)l{\::i t(>m t()mado todo:_" (f; tlpO:_';
de formas. Alguns dos slslt:rna::; qll(: atll(dnH:rltc illt(:~lrélmo:_~ '-lU:; IlO:,-
sos prowtos s;)() prnJelddus para 1mbéllhéll' élO ar Ilvl'c. dmalltc todo ()
él.no. em lodos o::; tipOS de clllllélS. Outr():~ ~;lst(;m;lS S~lO p~lfltanw:;

Respeitemos a diversidade l'


conslruldos e alé mesmo canaviais que fluluam sobre uma lagoa tÓXI-
ca, equipados com ppquenos niolnhos de vento para mover-se atra-
vés do lodo.

Para os palscs em desenvolvimento, essa abordagem de tratamento


de esgoto representa uma oportunidade enorme de maximizar os flu-
xos de nutrientes e Implcrlicntar uma agenda nutntiva Imediatamente.
À medida que os trópicos se desenvolvem, as populações expandem-
-se e a pressão por efluentes Iwnpos (e pelos corpos hidricos em que
costumam ser despejados) aumenta. Em vez de adotar uma solução
de deslgn padronizado altamente ineficaz no longo prazo, estimulamos
essas diversris culturas a desenvolver novos sislemas de tratamento
de esqolo que Iransfornlem o lixo em nulripnles. Em 1992, foi maugu-
rrido um slslemri de tratarnf~nlo de esgolo desenvolVido por Michael e
SPus coleqas na Cidade dp Silva Jardim, no Estado do RIo de Janeiro,
Brasil. Elt':' fOI fabrlcé.·-ldo nessa localidade, usando tubos de argila que
levavam ~'lçJlIas residuais das casas dos moradores locais até um gran-
de decallt~ldor c depois para uma scrie de pequenos tanques intrinca-
damc:ntc conectados c cheios de uma assombrosa diverSidade de
plantas, mluoblos, caramuJos, peixes e camarões. O sistema foi proje-
tado pam rc;cuperéu' nulnenles ao longo do trajeto, tendo como sub-
pr'ocluto z'Igua potável limpa e segura. Os agricultores disputavam o
acesso a essa agua purificada e competiam pelos valiosos nitrogênio,
fósforo e vestlgios de materiais presentes no lodo como nutrientes a
ser usados Ila lavoura. Em vez de ser uma deficiência, o esgoto foi
visto c tratado desde o Inicio como LH11 alivo de gri1.nde valor.

Unli1. comLHlldaon clt':! Indiana (Estados Unidos) com a qual trabalha-


nlOS drma7t':!Il<'!. slrnplpsrnnntn snu~; resíduos súpticos (os sólidos pro-
V(':lllcnte~; do c~;SJoto) em t~lIlqLles subtcrrúneos durante os invernos
friOS. Nc vCI'~io. quando o sol brilha por lonqo tempo e com fulgor, os
resíduo~. sóptlCOS s~io levados para Lima grande zona LJmlda Jardinada
e artlflCIé.l1 ao éll' IIVI'c. onde: plantas, microbios. fungos. caramujos e
outros organismos purlflcalli n usam seus nutrientes através da ener-
gia do sol. Esse sistema ó relevante de várias maneiras para a locali-
dade. FunCiona de acor'do com as estac,.:ões do rino. otimizando a

, : 1()
energia solar quando esta está disponívd. em vez de forçzH o trélta-
mento durante o inverno, Cjuando o calor do sol e escasso. Usa plan-
tas e nutrientes nativos em um processo que devolve água potavcl de
qualidade ao aquífero e mantóm um jardim encantador. A cOlYlllrlldade
acaba tendo mllhoes de "estações" de tr-atamento de nsqot() - um
exemplo VIVO de blodlvcrsldadp.

Um outro aspecto: nesse caso, apenas havia um LHlICO local em que


seria adequado proceder o tratamento do esçJoto, na periferia da co-
munidade, próximo de uma rodovia principal . que se encontrava em
um lugar alto. Por terem sofrido os efRilos de seu esgoto local, os
moradores pensam duas vezes anlRS de despejar uma subst8nclél pe-
rigosa na pia e antes de misturar materiais !(:-cnlcos corn blol6çJicos.
É palpável para eles que seus efluentes tôm Importância. né1ü de ma-
neira abstrata, mas para a.s pessoas reais c suas 18I'1"1I118.s. Mas r1lCSmO
se tivéssemos sido capazes de situal' o local do esgoto ·'lonçJc". tería-
mos feito bem sr~ agíssemos como se elc e:stlvesse exatamente: onde
se encontra. Ern terrnos planeta rios, todos nós estamos r io abaixo.

Conectar-se aos fluxos de energia natural


Na década de 1830. Ralph Waldo Ernerson viajou a ElJropa em um
barco à vela e retornou ern um navio a vapor. Se olhi1sscrnos para
esse mornento sirnbolicarnente, poderiam os dizer que a viagem de ida
de Emerson ocorreu em urna ernbarcaçao reClcl;:lvel. movida él energia
solar, operada por ar·tesãos que praticavam artes antigas él cr;u ab(~rto.
A viagem de retocno aconteceu naqUilo flUE'; se tornaria urna caçénnba
de aço enferrujaoo, que vomitava oleo rlél. éÍ.gU'-l e fumaça no c\:'u, ope-
rada por homens que lançavam pé1S de combustíveis fÓSSRIS rlas bo-
cas de caldeiras localizadél.s no escuro. Em seus dlanos de bordo re-
digidos dentro do navio a vapor, Emerson obsRrvou 8. falta daquilo que
descreveu nostalqicél.rllente como a conexão corn a '"cin{;tica eolica"
- a força do vento. Ele perguntou-se sobre as Implicac.;ôcs dr;ss<1s
conexões variantes entre os seres hUIl13nos e a natureza.

Algurnas daquelas implicaçoes poderiam muito bRm I{~ lo d()sa!L:n-


tado. Com novas tecnologias e com o fornc:cirnc~nl() de ()ncr~Jla de

Respeitemos a diversidade 1'11


fcm;él br-uta (corno 0;-; ccHnbustlvc~IS f[JSSCIS). a Rcvoluçé1o Industrial
d()LJ aos scncs hllmélrlOs UIIl poder Sl:m prccedc:ntes sobre él naturR7él.
A;_; p()ssoas J~t nzto (;fdm té~U dnpclldcnt(~s das for-(;as Ilélturais - ou n~lO
(;stavd.1ll l/lO d(:sdmparadas contr-a as vicissitudes ja terra e do mar.
Como nUllca antes. pocJ(;riarll passar por cima da natureza para real r-
7ar SCU~i ubJ(;t'lvos. M<ls. !lO Ilwio do procc;sso, slnglu uma pnorm8
dcscunexélo. As casas. os (:dlflcios (; as bbrrcils modernas - e ató
IIlPSrllO Clddd(;s Inteiras csté~O 1;'10 fechados ;:J.os fluxos de energia
Ilatural ClUP S,lO v(:r'ebdc;rro;:; Il,WIOS a vapor. FOI Le CorbUS'lcr que diS-
se que: él casa rn;:1 unJa nV'IClLJII)Z-l dr; morar (; exaltou os navios él vapor.
JLHllarllc-nle corn os avrÔ(;s. us carros c os (;Ievadorcs do gráos. Na
verdadE;. m-~ f~dltlClOS que projdou tinham vc:ntilaçElu cruzada e outros
(;I(;lllCnlos allliÇJ;Í.vcrs em rcdCl<.;;)O ~~s pessoas, rnas a rnudida CJue sua
1Il(;f1saÇJcrn fOI arlotz:!cb pnlo 1ll0Vlnwnto mocJerrlo. evoluiu para uma
uniformidade Ill.1.quin;d de: proWto. O vidro. o material hc;rolco que po-
d(~I'Ié! l.:crwctélr os dnü)I(;nlcs IlltCI"IOres aos pxtnrlorc:s. foi usado corno
lJll1 nlUdo d(: ;::,nparar-nos da Ilatureza. Enfluélnlo o sei brilhava. as pes-
soas labula'/arl1 sob l~tI11fJad(ls fluolesccnles. lrabJ.lhav.1.rn literalmente
1:0 (~scurCJ_ Nossas (;struturas p()dc~rl('jlll ser I1lÚqUlIlélS um que vlveria-
Ill()~-:; ck:lltm: porelll Ja havnrla mUllas cOisas vivas dentro dcl.1.s. (Um
adlg() IHJ Vvn/I Stfed )(jilftlil/. de 1998, sobrn a car-aclerlsticél inovado-
ra de r1OSS0S (:c1ltICIOS lt~relll jéHllé-:las Cjuc; se abrianl - o que era um
produto IlOVO pntusldSrlléllltC: -. Infldl;:J. um v(;rdadc;lro ponto baiXO nos
~1I1é\I:-; cLt ílrquit()jura COIll(;I'(;1;11 contcrllpor<'tr1ca,)

Oll:io IOIl~W (;slnv(llll dé-1S casas sa/thox da Nova Inglaterra colo-


Ill;-d, c()!lstruleL!s C;lH11 lllll ludo sul ('-:\Ito, onde: se agrupavam a maioria
ddS prr,CIOS<lS J;ul(;las d;l Célsa, d(: rnalWII'a a nklXllll17éH éI. exposição
(-lO sol eb IIlV(;rrlO. (No ve'r;io, as folhas de: um grande bordo. ao su-
d()r:~~(\.;, propnr-ClOI1<1Va!ll a (~S;';(lS C.1.S(lS um abl'rgo para protcgü-Ias
do c;ol)' lJrna lé.u('lr-d L(:lltral (; LHil cano de chélmlne propcncion;wanl
qU('r:tllIZi hcm !lO rll(:IO eb c;lsa. c. !lO ladu !lente. O tcdo baiXO afasta-
va él rnZ-I~;Sil aqll(;cl(l;! do friO. Isolada por Urlla fileira de: arvores de
t()lhe_i;"; fWr(;lIl;S pl:lIltdd;lS (; cultivadas expl-nSSé'Hllc;n:c: para esse fim.
1\ (\strutlllél t; d p;w;aq('1Il cm;UlldéirlÍ(: fUIlClOllélVéHll Juntas, como um
prujl:t{) complc;j()

..
No dcslumbramc~nto movido a g;-"s dr! lima CpOCé.l pu:;- !ndu:;tl-I(ll, I'
fáCil esquRcer que n{w so os IIl<ltc;n(\I~; (: os costllnlC'~:; lo(;,w; P(J:--;~;lii!lll
uma linhagem, rnas tambeln os fluxos d(: (:IH_nqln. No 1:llti1l1tO. C,ll

áreas do munde, nwnos Ifldut--lÍl'lédlzadas, alllda e:s!ao IlHlltO VIVO:; (;Ilf()-


qucs cria!lvos dt~ captura dO;3 fluxos de CflC'rqla local:--;. 0:-; ,d)()rlflt.:IH~:;
dé1. cosLl. austm Iélnél t{;fll uma c:stl"a!c:gi;l SIIIlplf-;S c d(:q:1I1tl; (li: dplO-
veitamento da luz solé1l': duas for-rludhils com uma lInica !1;lVC 11;\ f!,-\rh'
superior formam uma vl~Ja sobn; a qual se: colocam c :;1' :;nbrep(-JC;.'11
cascas de ~ll'vores, a modo dE': t(;lh~lS, no lado sul, dllr~1Il!1; (l-; manh(ls
mais frléls, de manc:ira qllf: os habltanh:s POSSi-ll11 SI\nLII-:-,i' :',oh () e{\11
do sol do norte. No ver-a.o. colocam as cascas no bdo 11IHII' prll-a hlo-
qURar o sol e sentar-se no outro lado, ;'1. sornbr;l. Tod() :;I\ll "UJtlIUO"
conSiste ern uns poucos paus l: em cascdS dp (ll-V{)I'(~:;. l\n~ll''1IHY;i.I­
n18nte adaptados ilS circullsL'lnclds locaiS.

Ha milharl;s dF: i1nos, 10m:;; (:ólic(l~;


k:1ll sido lI~;éld(1'-; (;11) cllllldS
quentes para cap!uri1r fluxos d(: (lr e tri.l7t,-los para il~~ !ll(!I,\(I!;L-;. No
Paquistao, Chi1nlln~S n~rn(lt(ldas com "colheres de vento" II!(;I-;llnl(:n!('
apanhi1n1 o v(::;nlo (; o célnal17am para dentro df'i ChaI11I111:. Ondl\ p()d('
hé1.VRr um peqlH:rlO tanquc~ de: aç]ua para rcsln;u o Vl)11!O (\ 'llf'dICL! qUi'
elt~ de;-3cl~ e entra na casa. As !OITOS (~oilcas If (1I11~HlélS (:( )1':~I:;t( ':11 1;lll
Ulrlél üstl'utura ventilada Clur, Çlotc:P agu<1 COIlSt~1I1tl;I1H~I't{'. (, :tr (;n!ld
desce pela chal1inc com as P:_1I'f-;des molh<ldas c Inqrr~,-,,;d 11d C(1::-,;\
que tica ITdrescada. Em FatnhplII- Slk!i, na India. bnIIClr;-\;-; p()rnSd,; d(!
arenito, <1S vezes Intrlncadarn(;nte (;sculpld(-l;-" COSIUllldVdlll :;CI (;11cll;u
cadas C0r11 água péH-a rcsfl i~lI o ;tr- quC' passava pc)!' ali. N,l'-; pldllICIl::;

de Locss, na China, as pl~ssoas \;s(:avan1 suas (;(1~;;\;-, 1)\) dldll pdrd :,(;

abrlgal'8nl do vento c do sol.

Todavia, com a InouSlrlílli/;\(,;;'\O e ~;(:us produto,'; - (Jl'11\) ,l~; ql'éHldl'


folhas de vidro (h; J<1n{;[a ,al(;\11 da ado(,:~i() ~JclI\_;r,1117él(Ll cJ(' l;()lllbw,
tlvois fOSSf;IS rara llqU(;Clrlll~rlt() (; u;frlq(;I'éH,;~i() bC1.rato~-; I' J;\I;I'IS, (~~;Sl)
c;nqr;nho local desaparec(;u 11é\S éHl;élS IlicJLls!rlall/(1ch:-;, I n,:(inlr-d-:il~
nrn dedlnio ate (:rn rcgiól:S rLHal~~. POI' Illcnvd qLlI: P;\I-(~I., I. 1)-, ;lICj:lltl'
los profiSSionais par(;Cl:1ll 11' acJlanh; sem nnl()ndl'l ()co jJIIIH;q)I(JS bilsl--
cos que InsplréUélll1 as dlf'etl-I/cs cLt conslr-uç;\u (; C1:\ dlCilll1i LII;\ ;lIltt-

Respeitemos a diversidade
qélS Ouando 6111 da péllcstras para arquitetos. pergunlél-Ihes se algum
deles sabe como encontrar o vCI'dadciro lado sul ~ rl2.0 o sul magnéti-
co ou "do mapa", rnas o verdadeiro sul solar -, e vê poucas mãos 112-
vanléldas ou mesmo nenhumél (e, nlais estranho ainda nenhum pedido
de; que lhes ensine).

A conexüu conl os fluxos naturais permite que repensemos tudo na


face da terra: os propnos conceitos de centrais elétricas. de energia.
de habltaçàü e de transporte. Isso significa mesclar tecnologias anti-
gas e novas para a real17aç3o dos projetos mais inteligentes que Ja
VlnIOS. No entanto, nélu significa tornar-nos "independentes", A ima-
çJcm popular de tlllgmr para a energia solar está ligada a ideia de L'sair
da rede" - de desprender-se da infré:8strulur8. dA energia atual. Não é
isso o que queremos dlzel'. em absoluto. Antes dA tudo. uma conexão
mnovada corn os fluxos naturais SCI'Ú necessariamentA gradativa. e
uma cstratógia de tr-anslção sensata (; fazer uso dos sistemas exislAn-
tes. Os sistemas híbridos podern ser proj()tados para se recorrer aos
fluxos locais de energia renovável como acrcscimo ús fontes artificiais,
enquanto se deserwolvenl e se implementam soluç6es mais otimiza-
das. Em alguns casos. a energia solar - e tambem a energia cólica e
a energia hidrlca pode s()r integrada ao sistema atual de fornecimen-
to de energia. redu711ldo consideravelmente a carga de energia artifi-
Cial usada e atô mesmo econonllzando dinheiro. Isso é ecoeficiêncla?
Certamente. Mas ('; ecot-~fiCl?ncla. corno urna ferramenta a serviço de
urlla VIS<:lO mais ampla, ntío corno um objetivo em si mesmo.

No longo prazo. a COlleXélcJ com os fluxos de energia natural c uma


questão de reestabr:lccermos a nossa conexão fundamAntal com a
fonte de: todo bom cresCimento no planeta: o sol, essa tremenda usina
Iluclea.r que se encontra a cerca de 150 milhões de quilômetros de
dls!<Í.rlCla (exa.tamc:ntc onde quer-errlOs que esteja). Mesmo a essa dis-
tÚr1C1a, CJ calor do sol pode ser devastador, e por ISSO exige um saudá-
vel rr.:spello pfda d\~licada orquestração de circunstâncias que torna
pOSSIVCIS os fllJXOS ni-duralS de energia. Os seres humanos só prospe-
ram na tc;rra sob as InlensClS (;manações de calor e de luz porque os
bilhões de anos de procc~ssos C;VOlll!IVOS criaram a atmosfera c a su-

Crad,' to Craclle
perficie que sustentam nossa oxisWncia ~ o saiu, a vida vegetal (; a
cobertura de nL.. vens que resfrlé1. o planeta e qUf: distribui agua em
torno dele, mantendo a atmosfera dentro de uma talxa de temperatura
em que podemos viver. Assim, por definição. o rccstabelecirm~nto de
nossa conexão com o sol Implica, em primeiro lugar. que mantenha-
mos a interdependência com todas as outras circunsL1nCléis ecoló~JI­
cas que tornam possíveis os tluxos de enc:rçJia.

Eis algumas reflexões sobre - e alguns c)xf?rnplos de - formas de


otimizar a produção c o uso de energia, nas Cluals éi dlvprsldade exerce
um papel-chave.

Uma transição para fluxos de energia diversos e renovadores


Antes, consideramos de que modo a diversidade torna urll ecossish)-
ma mais flexível e capaz de responder com sucesso a nrudanc;as. Em
tempos de transtornos inesperados - como no verão de 2001. quan-
do, na Califórnia, uma deméind~\ de energia Incomum ocasio'loU apa-
gões, alta de preços e até mesmo acusações de ganhos excessIvos
um sistema mais complexo pode adaptar-se e sobreViver. O nWSlno
vale para um sistema econômico: uma indlJstria distribuidél favenece
uma grande qUéi1tidade de pequenos agentes e um slstfmli.l Illais es-
tável e flexível favorece tanto os for-necedorcs como os cller1tes. E a
partir de uma perspectiva ecoefetlvél, as malorf~S Inov~\(';rJes em forne-
cimento de energia estão sendo feitas por cnnlré1ls d(~tricas de: peque-'
na escala em nível local. Por exemplo, no 1l0SS0 trabalho caril unla
empresa de serviços publicas de Indiana. temos observado CJlW pro-
dU71r energia na escala de uma central nlétrlcél pequena parél cacla tres
quarteirões da cidade c sensivelmente mais eficaz que pr-oduzir de
maneira cada vez mais centrali7ada. As distâncias mais curtas redu-
zem a energia perdida na transmissélo de alta voltagem para rllveis In
Significantes.

As usinas nue e~\res e outros provedores de cnerqia enl ~Falld(; es-


cala desfazem-se de uma quantidade enorme dc) erwrqld lnrnllci.I, que
fica inulili7ada e que mUitas ve78S perturbél o ecosslsterlléJ CII-clJfldan-
te, como no caso de este ser resfriado por Ufn riO V1711lho. Por meio de

RespeItemos a diversidade
(~lllr)rl~SilS de :-;C:IVI(.:O;:; pl'JbllcOS 1ll(~Í1urcs, (: posslvel aprovRilar o calor
1r:~~ldlldl pdld ;-IIIIlWrl!;lr nc(;('ssldaues IOC<"1Is. Por exemplo, a água
(jlll:nt(; ÇJt;r;-Ic1:\ p(n lima pequcnld cólula dI': c:ombustivel ou por uma
nl~c:mtlllhll-I;l IIl;_;talélda (:Ill Uln r-cstaulílnJ(; ou atc m~smo em um;) resl-
cll'I'CIí""\ pod(; ;;(;r usada Irnndlatanwnln: utnil cOlllorllcadc (o ullla eCQ-
nOIllI<l) fallt(l;;tICi\ para (:nlprT:sarios (; proprrct;-úlos de imóvnls.

[~ll V(:7 d(; Illstdldr nwis apaldhos de ÇJcraçfi.o de cnergi;) de grande


(;;;(;(11;\ pcllél fíVl;[" fn:ntc: a célrDi"!;; de pico de energia, as empresas de
SCI-VI~;()S public()s podclll parncis solarT:'s comO produtos de
Inlf:uré1r

S(:I'I:IC,;O dO ~-;I~::;tellla atllallllnlltr: em uso. Talvez se pudpsse pedir autori-


2~lÇ;to (l(J~_\ nluladoros (; (lOS cmprcsnrlos par<} qU(~ arrí:ndassem a face
;~ul ou ~IS c()berturas plrlllélS de snus ImOVCIS para essa finalidade, ou
Cllt;"lO P;II-d sz' lei au-)s;-.;o dOS pail1c~ls solares ja Instalados. (A propósi-
t(), (~SS~\~_, (,()bnllJrél;3 11ÚU precisam se parc:c\';r com os Illateriais des-
Lé'lrtildos di; UI-n pro~lr(Hlla espacial. A coberlurél plana comercializada
t:1ll tudw; ()s 11IUr_ln:S (; Licrl de ser solarl7;lda c os paineis solares mais
bar(lt();-~ p(lcJ(\lIl ;;(:r slmplesf'nelltc: dispostos sobre ela ú maneira de
tdh<ls. Nd ;l1IJ~dldadc. Crli muitos lugart:s da CíllrforTllél., sáo alE; renté"l-
V(:I:-;). Dlj,-élf1t(: o uso Clll horé\rios de: piCO. essa torma diversa de fornc-
clll1(;nl() d() ~-;istcllla esta mUllo illdlS cr1l sintonia com seus próprios
piCOS: ;1 m;)IOI' df~IT1<lnda do sl~;lprna de: cnc~rglél C criada pela busca de
CCJf1dluorli-lIll('nlo ele ar qUélndo n sol c:st<1 <1110 - prcci.samente quando
os coldul(:s cl(: ;';01 fUIlClon<1m rnelhm. El,l pode dar conta dos perlo-
d(n; di; d(:rllílllc!a rntc:~nsa dn r1li!r1(:im murlo mais flexível que as mono-
CllltUI'i-l;-; de (;!l(;r-qia cC'lllrall/Clda dc; carvau, g~lS (; riR energia nuclear.

Oul(-;r éd)(l'cl;tç_Jc~nl (1<-1;; incríveis (p caré\~;) flu!ué1~;üC!s na denianda de


('ill:r-ÇJI;l- dl::-;poslllv()s "intcll~Jellt(;S" qUE; rnu:bem Informação sobre o
pl-(-~C() ;-1IL1~11 díl ()fH:I-S)lé1 junté"lmnntc corn a própria energia e que, COrl-
fCJ!lllv \J Cél;-;("j (;:_;colh(:1ll fon!(;s altullé1livéF; de: C'nergla, tal como um
l:()fI\'I()! cJ(' ,I!ll;] b()I~-;(-l de val(H"cs 1rl::-;lnJíc!u él cOlllprar ou vc~ndm de
:\C()ld() UlI]] (l (l:-iC(;nS;--lO C\ quccb clt: 11m ddcrminado preço rir: açé1o,
POI qll(; "·(JU: d('v(' paÇJar taxas dto; h(ní_üIO nobr(-"! par-a quC' SUé"1 Sjcladcl-
1-;1 c~sfrll' :,('1.1 1(:lt(: as dU~tS da t;-udn, nu v(~r<lo, quando o uso do ar
(;()lld'(;j(JIUdo til! que: ;1 (;J(J;Jd(; fiqLH: ;:\ bnlra de um apé1ç)üo? Em vez

!'\.
você estabeleceu quando comprar P!lC'l'gld (~ QUZlI1c!() ilwd:tr P;U;l
placas de sais cutóticos ou para sacus de qdo. qUI; (J :tP:1IClho Uln-
gelou r:onveniü!1tc:lllc:nte Ila noit(; alltE~nor, prontos P;lI ~l m:lIlt('1 (;'cId
gr;lé'ideiré'i fria ali) que a demanda e o PIT~(/) b(lIX(~Il1. E UIlléi ",,'(la:l «U
passado: agora vocô tem Ulllél caixa dc; gelo, Mas vou' ('st:l :---;C· {IP'O-
vc:itando da cnc:rÇJlél mais barata t-~ ill(lI~ pmntal1lCnk dl~';P()I1IVcl P;Ud
um pmccsso simples, n?to compc-;llnc!o com é\~:; ncccsslchdc:-:; d(l sc~tCJr
de cmerg6ncia de um hospital.

Um foco semelhante sobr'c; a divc:I:---;ldadc: f; sohn: o;; ,'('(;W:;();; 1I1H'


dlatarnente disponíveis I"esultou nl11 um dV;IIl(,;U 110 ll;;O dt' (;ll{;I~]I;,l (;111
uma instalac;ã.o de fabricéH;:é'l.o aulomollvrt. Os (;!1~](~J1hC'lro,; paS~,:IIj;lrn
por um fllonwnl0 dlficll ao I!:ntar (;Ilcuntr-al" lIlllél lllallC~II;l ;'lC(:~~~-;IVd ck:
trazer conforto para os trabalhadores. Todas élS PI':ClU(:ll,IS UW-;;);') qLH~

podiarn élcarretar urn;) (:COrlOlTllél de dlflhl:lf'o llé10 él(klnt:t\/;tnl 1I1LlI!().


Elt':!s trabalhavrtm com Ulna élbol"dagclll COlllum d(:- Z'lqLj(~(:IIIH\11Il) (: 11:
frigeraç;1o, em que os termostatos localizados p(:rto de: qunlltlndc,ri"::;'
e de aparelhos ck ai" condiCionado proxlll10S du tc~l() éH,lvcrtléllll ;( IW-
cessldéldc de: refrigerar ou de aquncnr o ndifluo. N() IllV(:[llU. U dr
quente subia elll direção ao !f~!O, atr-alndo ar frto do exterior do t'dlfILln.
que tinha de ser aquncldo novamente: pelos qllcillladolcs (' homhj';(
do para baiXO. a fllll de deslocar o ar fno que tinha Sido atrald() pdrd
dentro. Todo esse movimento de ,".lI UI<lva ullla hllsa Illd\:;;t~J'(\V(>I. qll(~
requerra ainda illGlIS aquecilllento par<l. snr n!~lItralll;\d(l.

Um engenheiro chanlado Tom KISt)l", da Pro!(:ssIOlldl Supp,y Illem-


porated. propôs ullla r:strí1tc~Dr;1 racllcallTwnte Iluva, Em V(:7 (j(": (;'lIPur-'-
rar para baixo, do alto do ndiflclo, COlllllé.lS de di" rt'frIÇJClild() OLl ('(quI CI'-
do (Ial corrlO as nstac;ües du ano (:xlqiéH"n) cnl alLl VC;;u{;IcbeJr:, nd
dir!':!ça.o rios ernpn,;gado~;, a partir dos VC'lltlladof'(:s c cJn;~ dull);; . ~)I"0J("
!a.dos eficientemente". ele sUÇJcnu que CJ proprlo ncJlfrC!() f():-;~-i(: VI;;tu
como um duto gigante:. Quando o ndiliclo fossc: pl'ns::iUr-I;;lc!() U)I,1 ,]
ajuda de quatro "pezõc:s" ~ ap,uc:lhos ::;llllpl(~s clt: ÇF';,lIldl\:-'; dllll\:Il:;(l('~:;
~. os oriticlos dé1 nstrutura ~ Fl.Ilclas e portas. pm l~x\;lllplo -- P()d\'II,(:ll
sc~r construidos pa.ra que o '-u pa::;sassc por' dc:---; como peqU('I1():-: IUIOS

Respeitemos a diversidade
em uma câmera de ar, escoando o ar para fora, em vez de deixá-lo
dentro. Isso teria vClntagens significativas. No clima quente, você po-
deria simplesmente deixar que uma cClmada de ar temperado planas-
se dentro do edifício, de modo que ela desceria para o chão da fábrica
sem a necessidade de vários <1parelhos de ar condiCionado ou de
ventiladores de alta velocid<1de, cUJa operação tena sido incrivelmente
mais cara, não importa qU30 eficientemente funCionassem. Durante o
Inverno, uma camddri de ar frio agiria como um tampa, mantendo no
nível do chão o rir quente gerado pelos equipamentos da fábrica, onde
as pessoas precisavam de calor. (Sem a brisa criada pelo movimento
de ai' exceSSIVO, nada que estivesse em uma temper<1tura em torno de
20"C sentiria demasiado calor). Em outras prildvras, o talento de Klser
f~raaquecer com ar fno. Os termostatos estanarrl localizados perto
dos empregados, náo nos aparelhos próximos do teto, em consonân-
cia cmn a ideia de aquecer c rcfroscrir <1S pessoé.\s - e não o edifício
- contorme tosse necess;::úio.

ObtlvRram-se outms vant<1gens. Por exemplo: em um sistema con-


venCionai, a abertura e o h~chamento das docas de cam'lnhão tr<1zem
para dentro ai' quente:, ou friO desconfortável. Um sistema pressurizado
nlantém o ar indesej<:1do encurralado. em vez de ter de esfriá-lo ou
esquenta-lo prira restaul'ar él situação anterior. Um calor excessIvo ge-
rado por compré~sson:s de ar (que perdem 80% da energia que usam
corno "reslduo" de calor). soldadoms e outms aparelhos poderia ser
facilmr~nte caplurado c consolidado para ser usado pelos pczões.
12,50 IrrtnsforrnCl em um ganho aquilo que qoralmenle é um desperdíCIO
e U!Yla ddi(:.:iôncia krl11lcri. Se vocô combina esse sistema com um
1r;lh;."ido de qrélr11a que: isol8 a estrutura e a pmleJa do acúmulo de calor
do vcrélo, dri pr:rda de: vento do Inverno l: do desgaste da luz solar.
vocô trata o r:diflcio como um é1.ContecllIlento aerodinâmico, projetan-
do-o cornD uma r11aquina - só que:. desta vc~z, nào como uma máquina
dcnlm da qual 111 o r·é.H , mél.S urna l1laqulna viva.

Colher o vento
A enel'glé'l colica ofc:rr:(;f~ P();.;slbilldéldc~s Similares para sistt·;mél.s híbri-
dos que torllam lnalS eficaz o uso de recursos locaiS. Em lugares

1:38
como Chicago - a "cidade do vellto" (onde estamos trabalhando conl
o prefeito Rlchard Daley para ajudar a criar "3 cldaclr: mais verde do;.:;
Estados Unidos") - c o Butfalo Rldge - forrna<;~io de: rTlOrltW3 qun ao
longo da fronteira dos Estados de Mlnnesota e Dakota do Sul, c 'lue
às vezes é chamado de Arábia Saudita do v(:nto - nàn c diflul imaçJi-
nar qual fonte local de energia potencial (; nlais abundante. Ja esta-
mos vendo parques f~olicos de multi-mcqawatts em BufLlio Rldge, ('!
o Est3do de Minnesota tem oferecido programas de incentivo para o
desenvolVimento de parques f~olicos. A rC!gi;:l.o do Noroeste PacifiCO
também é vista atualmenl(~ como uma usina. qCI'adora de cnc~rgla eo-
Ilca. E novos parques eólicos estão sllrgllldo na Pnnsllv;lnia. n;) Flori-
da e no Texas. Ha anos, a Europa tem PI-O~Fi.lIll(\ dp {~rlnrÇ.Jla (:ólica
competitivo.

No entanto, a partir de uma perspectiva ccoctctlva. o pr~)J(;t() cbs


centrais de energia eólica não e sempre Ideal. Os novos pi.lrqllcs poli
cos são enormes - nada mpnos quc~ uma centena de" mUlnhos dt:
vento (turbinas de vento, na verdade) agrupados, sendo que ci.lCb lIn1
delps é um gigante capaz de produ?lr uln rneç:F1watt de eletriCidade.
dotado dp uma pa t~lO comprida corno um campo do futebol. Os dc-
senvolvedorf.'s ç:F>slam da infrar;strutura centrall?ada. n1é1S as linhas de
transrnissi.lo de alta potência exigidas por des sup6em a Instalaç;io de
mais torres gigantes -- cOrlstruldas r;nl uma paisélÇJt:m antes bucólica
-. alem dos próprios mOinhos clP vRnto. AI(~m disso. os rnürnhos d(~
vento modernos não são prowtados corno rlulm:ntes tecnicos. Isto R.
com materia.is ecoloqicamelltc Illteli\j(;nt(:s

Pense novamonte naquelas famosas plrltur;ls clt": paisagens holan-


desas. Os mOinhos do vt:!nto sempre estivcr'am locall/(\dCJ~-; nntrc~ d.S
fazendas, a uma curta distânCia das lavouras, para que o bOlllb(:;-tIlv-:rl'
to de água c a nloagern fossPI1l lllalS pratlcos. Eram distl-ihllid()~; pnld
terra em uma escala adequada a 0!la e fr;itos COIIl materiaiS loc;w; s(:
guros - e pareciam bOllltoS em fllllclon;:·unenlo. AÇJol-a Illla~_ll1l(~ Ulll
df~ssPs novos rroinhos de vento distr-ibllldos !las poucas fal(~ncbs fa-
miliares das Grélndr;s Planicics dos Esti.ldos Unidos c do CélllélCb. Ta,
como os palllnls solarr;s. as empresas de; ~;(;rVI(;OS pllbllcos pocJcllalll

Respeitemos a diversidade
~HrE'rldélr (! t(~rr;l dos élÇJllcultorns pam esse fim, distribuindo os rnol-
fl11O:-i cJ( V(:fl!O (: a t:fluqla qun qc:r;lIn dc: modo a otirnlzar as linhas
d(\III<':;i~-; (:xl::-;l(:lltc~~ (: IcqlJcn:nelo a Instal<1{,.:~lo de poucas novas linhas.
0;-; ;IÇ_JllcuIIOf"(:S ()ht(;rn a túo ncC(;ssanzt l-cnda suplementar A a. crnpre-
::-;él de ~-~(',rVIV)::' Pl'jblico:, conscÇjuP colher a ennrg'r3. que ad'lciona à
r-{:dc. Um cJe IlOSSClS proJctos para a C:llCrqi;\ autornotlva cornpn'7ende
d CIWr Ç11<l (:(')IIC;1 colhlcld cxat;-ulwntc: eless;\ forma: rós o chanlélrnos
'{'dV(l!~~Ft () v('l1lo".

AqLwlw; C!L1(: tÓIll dificuldade de Illlaqrrwr ISSO como urna fonü-; de


cllcrqlél pt'lllClpal pOdCrl;lIll p(:llsar naqUilo que a tremenda capa.clda-
de Indw)trrdl - qlj(~ pOSSibilita que o~--; EstCldos Unidos produzam mi-
Ihr'ws d(' dlJl(Jlll()V(:I:~ pOI ano - pocler'la f;-\7er SE: unIa tra<;ào dessa
PlCJdw:,lo Ict'<~(; élpll<:;lclél IW~3SC: s(:ntldo_ E com os novos moinhos de
V(~11I()}il 1(~lltaV(:r;; (; dlr-ctarJlcnt(~ corl1pctllivos, ~jI'a~;as aos combuslí-
V(:I~; [():-;:;'~I::, c!(:l'lvéld()::; (: ;1 encrUlél nuclcar elll paisagens adequadas.
n/I() h~l I])()IIV() P,Ud d(:lx~lr- de [(\7(; lo. Se cornblnados a apllca{,.:ões 111-
IdlL!('lll(::; cl,l ;ll);-;Or(,;,lCJ ~;()liH dll-('ta p ~t cOllsrnvaçélo rcntavcl, as Irnpll-
c;j(,:()('~, pdr,l ,I prospcrrdilde (~P;-1rd (1 snguralH;a nacionais (graças às
!emh ...,-; cJ( (:II('I'~_WI ~;ob(nanas) S;)O (lssOmbroséls. IIllé1glrlC os qrandos
h(~rH~fll:I()c.., CJ(~I(td()s p<H LJllld 'Indw;tml doLlda de urna turbl1l3 eólica
ql!(~ pmdll/:! h,icJl'Oq('-~I1I() casclro para Ilos;;as lubul~-!(,:ücs C para nos-
:~O~~ \-'('IUr!();-;. (:111 VCi d(: essa II:C1L'IStr-I~l snr forçada a confiar no pntl'ó-
1('0 PC)lltlCd (, k;ICélllH:flf(' fl-,lÇJII, Irélllspollado em supcr'tanqur:s vindos
d() nl!/I(J ,;H!() d() imllido

A:, (;-,j :II,,'U;;):; di) 1I';tll;)IC/!() P;U-fj o uso ela cncr-qldllOs da (] oportu
1',lddd{, cJI' (11 :--'('I-IV()lv(~1 1t:(,n(lI<Jçlla I-Cdlrll(:ntn ccodctiva - 11ÜO menos
·'(!(I!.id:Hd )1;1~; ;1I1h'~; l('é1I);_ht(~ccd()l-il, Enl L'illllna analise:, queremos
!ll()j!):,11 lillil 1':-,;;(1:-; (' plodlJtW; qW! 11;io é1pCllélS d{)volv(;IYl os nutrlen-
11";m \-)~-, (' I(:CI'I('()S qlle W;,irll. l!lét~~ qlle paçVHn com JLlms a C~rl(;r-

r J, (')!)('I (-:()III'(I{ (.(ll',(-,('!)I"lll():; (j Idc'lr! dI' Ulll edifíCio c: dn SU;-! loca"

I:, ,1'"li r'",) Il'()(J() (11' I:JlI\ "O!i;-UI1f'rl!n cJ(~ Unlil éll'von'. IIY1élqlllél-
r mos nlanf~iras dt; dE: purificar o ar. de UIiH sornr)l"(-\ (; hdblLL cü; enri-
quecer ü solo c de mudar d(: acendo com éI~_~ (;st;\(,;()(;;;, ObJ,::IH](), por
fwn. mais 811erglél qlle <1 qLJ~; el(: pr(;clsa pélr;l ()peral Suas car;lctcll;.:;ti-
cas incluem paineis 501,:-}I'(;s no telhado; UIll bosqu(; ch: arvur(;s 11<1 L.leí:
norte do edifício para protcÇJ(;-lo do vento (; p~lrél promov(;I- a dIVl;r:-)l(];)-

de: UIll interior proJet8.do para !lludar c adaptar-se as prdCr-("IlClélS (;t.;-


téticas c funcionais das pessoas, emn piSOS d(:vados c C:Hpctc a:uçJa-
do; um lago que ()rrn8,7f:na agua par;) Irn~~a(.;z-)o: unlél IlldCllilrlél VIVI'ntc
por dentro e por fora que usa uni lago rupl(\to de: orCFuw:;IIl()~~ (' plantas
especialmente selecionados péU-éI Ilrnp<:H" os f-dlu(:lltes; salas d(: aula c
grandes salas publicas voltadas péH"él o Ocsti; i; par-a () sul, de: ill;-Inf'lra
a tirar proveito rio renrilrl1r~nto solar; vidros clt; landa CSpi;':léllS. que
controlanl {1 quanllc1adr: rir: lu! ultravioleta que entra n(J cClficlU um
bosque resU_Iurildo flél facn Instn do r~drflClo c; lima abol"ebqclll de
paisagisrno c manutcnr;úo do ICrrf;nn qlH; (;llllllrld d ncu;sslcJadc
de pesticidas ou irriçJdvio. ES~;éF; cilr(lc1(ni~;llcd;-; (~Il(,()nllan-Sl; em
processo de otirnizaçélo; l;1ll seu prlllH;II-O vnil(), o (:cllfIClO (;Olll(\t,;OLl ct

gerar mais capital cncrg{;tlco do que usou Uni fH;qlH;ll() COt11Cl.:O.


nlas espemnçoso.

Imagine: um üdlflCIO C0ll10 urll;l arvorc;. L1mél Cld;ld(; LOIllU Lllll;J fl()-
resta.

Uma diversidade de necessidades e desejos


Respeilar a divr;1 sidadc no pmjcto sl~lllrflca k:var (;111 cOllld tl~-IO su
como um produto (~ fnllo. 111aS lambólll COIllO d(;v(: S(;I lIsado (; rOI
qur::;m. Enl unld (;orlC(;pr;~lO UiHI!C' to C!dâ/( . (;Ir\ poel(~ lin nllitln~~ LISOS
e mUitos usuarios <lO lon~Jo do 1()111pO c elo c,"-;p;t(,;(). Pcn r)x(,tl1plo, lIm
ediflclO comerciai OI) lIrnil lop podr:fld srn pruJCLtdo dI' Ilwd(J qLJ('
pudesse adaptar-sc; él dlf(\I"(:rll(;s 1I~;()~; rllIr,lIllc IIlllll(l~; ~-J('r()(>(JC;-;. (;rrl
vez de ser constl"uldo péU"a Ulllél fll1;dlc!ild(: (:~;p(:ClrILd c d(:p()I~-; cl(;-

l1lolldo ou readaptado d(;s~lJ(;lté\d;li1l(;rlj(; O~; h,!lrl"{);i d(l SoH() c' do


TrIBeCa.. na héllxa Manhattall. umlinlldll1 él Plo:;p(;I-:n pOlqL)(' :--;\;w;

(~dlfICIOS for-81l1 prnJ(d;lcJOS cmn \ldl"I;I~-; v;1I1t(\el(;ll~; dIJt;l(I().II(I~ qL11


hOje em dia. n<.10 Sl;t"r;'ltll {;()tlsldcraeb:-; c!1(:lf'ntr;;-:' tI !11 h,te·c) :1!!Ci::
ÇJr~Hldcs. jéllldilS éliléls qll(~ d(:tx<lrl):1 IUI d(J dr;1 1'1111:11. f!,U-(:lj(·:-; (";pr:::,

Respeitemos a diversidade
sas que equilibram o calor do dia com o frescor da nOite, Por causa
de SPlI projcdo <1tracnte í-~ util, esses edificlos passaram por muitos
Clclm; de uso, conlO éUnl<l7ÓnS, showrooms e oficinas; depois, como
dt~posltos e centros de dlstrlbul~;ào; depoIs, como lofts de artistas; e,
filaiS rc:c0nter-nente, corno escritórios, ~Fllerias e a.partamentos, Seu
alr-atlvo n sua utilidade sào eVidentes em todas as epocéls. Seguindo
essa linha. lenlOS projC:-tado alguns edlficios corporativos que podem
ser cOI1Vertidos Pn1 hablt<l.çào no futuro,

Assim corno os potos de g(:lf~ia franceses podem ser usados corno


copos de bpblda qualldo a qelf;li.l acaba. mnbalélgens e produtos po-
dem Sf?r projetados tendo f~m mente sua futura supraclclagem. As em-
balaqells cxt(;rnas - com ,'I véllltaqem que têm graças a suas superfí-
cies qrandes, planas e resistentes - são um precursor natural de uma
vida postenor na forma de materiais de construc;[lO, como Henry Ford
ja S;-ÜWl. Uma caixa usada para transportar Ulll produto proveniente da
Cidade de Savannah, nos Esta.dos Unidos, poderia ter isolamento à
prova d'jÇJua. demall{~lraqueosdestin<l.L.1rlos do pr-aduto em Soweto,
n<l. Afncé1 do Sul. a USarlétrll para construir casas. Novamente. as dife-
renças culturais farl;-'1ITl parte; do quadro. Os aldeões afncanos acostu-
rnados a beber f)lll cabaças ou (?m copos de barro e que não têm
c:,strutura de rnClclaç]Cm rara o "lixo" podnrralll precisar de urna emba-
laqc:lli de bebida que se: decolllpó(; élO sc:r Jogada 30 chào, fomeccn-
do aSSim alimento para é1 naturr~La. Na índia, onde os materiais c a
cnf)rgia s21.0 illlJltO caros. as pr:~ssoas poder-léHll recnber com agrado
embalaÇJclls que podnrn sei Cjuí-?irnadas com Sf)gurança. Nas areas
Industllals. urna soluçé1o mdhe)l" podenam sr~r polímeros projetados
C0l110 ";-1.llflwflto" paré1 outras Darr-afas. proporcionando uma adequada
Illfl';:lestrlltUtél de dCSIÇJIl slIpmclclagem.

N<I Ch na. as embalag()tls de ISOpor apn:scntam um problema es-


pf~(;ífl(;()(:'Ill sua cllnllll(l(;;fio. qLl() bl qun as P(;SSO(lS '11llltas vezes se

rcflr("-jlll a das como "P()IUI{;{lO branca". S{j() Joqaeb.s das janelas dos
jrul~;. (;Sf!lrTéU1Clo () ()sp;_llhandu detlilos por todos os cantos da palsa-
ÇJ()lll. IlllaçJI11\; pICJj()tilr (:SSél~~ t:llÜJéllélq()tlS Péu'a blodeÇJradarem-sp com
~>(;~:JLlr,III(,;d élP()~; ~i(:lI LI~~O. IssCJ pndnrlél ser feito a partir dos ta.los d~

I:"
arroz vazios que sao deixados nos campos após a colheita (; que nor-
malmente são queimados. Estao prontélmcnf(~ disponlvels e são bara-
tos. As embala<;jens poderianl ser enrlquc:udas com uma pequena
quantidade de 'lltrogênlo (potencialmente reclIpc;rados de sistemas
automotivos). Em vez de se sentirem culpadas e com ppso na cons-
ciência quando terminassem de comer. as pessoas poUerkllYl desfru-
tar ao jogar riO chão. pela janela do trenl. suas embalagens nutritivas,
seguras e saudaveis, que se decornponarn rapidamente' c forneceriam
nitrogêniO para o solo. Elas também poderiam contei' selllelltes de
plantas nativas. que lançariam raízes enquanto as cmbalagens se de-
compusessem. Ou entao as pessoas podc;rialTi esperar a chegada da
estação seguinte para se desfa7erern das embalaqc;ns, onde os fal<2n-
deiros e Jardineiros locaiS montzmarn postos par<l colc:ta-las e depois
usá-Ias na fertilização dc cultivos. Inclllslve, poderlélmos colocé'lr pla-
cas que avisassem: "Por favor. jogue lixo".

A forma segue a evolução


Em vez de promover uma estetlca de tamanho l"HlICO. as Illc.JLlstrias
podem projetar com a potenCialidade de custc.H1lI7a~:é-l() "(:tn lllaSs3".
permitindo que as embalagens e os produtos se adaptelT1 ,'IOS 90slos
e tradições locaiS sem comprometer a Integrrdélde do pmduto. As In
dústrias de luxo, corno él da moda e a de cosmctlcos. t(~1Tl ;c;ldo as
pioneiras na cuslonllLaçj.o 30 qusto IndiViduai e ao costume oCéll. Ou-
tras podem seguir a rneSnl8 linha. harmonizando o dnslgn ;"l lleceSSI-
dade de exprcss~lo indiViduai e cultural. Por exemplo, a Illdustna auto-
mobillstica poderia respeitar o coslurne filipino de decor'('\r v(:lculos.
fornecendo aos clientes a oporlunidade de pendmar frarlJé'ls n de pin-
tar desenhos Criativos e extravaganlc;s COIll tintrls i-lIllIÇjé'lV('1S ao IllCIO
ambiente, em vez de restrlllgi-Ios a umél dparRncla "ulllvcr'sal" (ou fa··
zê-Ios perder benefíCIOS ecodetlvos ao alirnlan;nl fi prpdilc'çílo cultu-
ral pE:~lo adereço), O projeto C!LOctctIVO r("~qLJcr lllll COlljUlllo (;()(;["cnte
dt=; principios baseados n8.S leiS d8 Ilatun:za e a oporllJlllchdf' cons-
tante de diversidade de expressào. E farllosa ;:1 frase de; qlH; a forma
segue a funçt':Hl, mas as possibilidades S<10 maiores qUi.\ndo (l f()rIllíl
segue a evolll<.,:ào.

Respeitemos a diversidade I·L;


Aquilc, qlle; vrll(~ para a cstctica vale para as m~(;essldades, que
val'ldlll df~ acordo com a~; Circunstâncias ecoloçw:as. econômicas o
culturaiS Sf-~lll 1l1Cl1CIOnar as prnferencias Indivldu3ls. Como salien-
tamos, () si.lbúo. tal cmno p fabricado hoje em dia, estú projetado para
funciona!" uo mesmo nlOdo 8111 qualquer luçy:n f: CCOSS·lstcm3 Imaglná-
V(:1~3. Ante os ct(:ltos quc:stionavcis de; tal df:Slgn, os defensores da
ecoeficlt";llcla poderl~H11 dizer ao fabricante que ··seJa menos mau·',
trarlspor'allClo concentrados dr~ sab<.1o em vez de sabão líquido, ou
reduzindo (.: rnClclando as embalagens. Mas por que tentar otimizar o
slstc:m<.·l errf.\do? Por que essas cmbalaqells em primeiro luqar? Por
que eSSl;S Inqrr:-dlcntF:s? Por que um liquido? Por que "tarnanho ljni-
co··?

PUI' que n{lO fabl-IGu· sabélo da nlallelré} que as formigas o fariam?


Os fabrlcan!(;~; de :3i.ÜJélO podc:narn rnanter a conlprAensüo centraliza-
da (o conu·:ito de ··sab~·lo··). Illas desenvolv~r é1 embalagem local, o
trallsportc (; ate: mesmo os efeitos molr;cuiarns. Por exemplo. trans-
por/;H aguél (na tmmé'l de: df.~tcrÇJentc liqUido) ilumenta o custo do
tr~lIlspmtc: c; r~ d(;SIl(>.CCSSc\I'I(), umCi v(>./ qun há água na máquina do
lavi.lr roupa, na Illvander·ia. rl<:\ banheira. no riO ou no lago em que se faz
a lavagem. Talvn7 o sabào plldr~sse Sfn entregue na forma de bolinhas
ou dE: pó, t: vendido a qranel n;l mercearia. A necessidade de água é
difcrC:lltn nrn luçJél.IT~S difmnnlf:s: tipOS diferentes de bolinhas e de pó
pOdnrl;irll ser usados ()11l luoa((;s em que hél água dura ou água rllOle;
outros tipOS diferentes poderiam ser usados em lugares onde as pes-
soas batem a roupa nas p(;dras, lam;ando o sabão dimtamenle no lo-
cai de abast{-;Cll1wntu de a~)ua. Um grande fabricante de sabé'io estava
COfllC'l,:Z:H'do é'l P(;11Si.lr assim qUrtndo atentoll para o fato de que as
Illulhf)t-ns lI1dic\r1i1s usavam 3f~US sabócs (prowtados para múquinas de
lavar wupas) péHa lavar a mupa com as Irliíos, polvilhando com os
d()dos o sabélo a~~pnr() sobre; as roupas E~ depOIS batendo as mesmas
11<lS pedl'él:; é\S Illargc!ns do rio. E as fllulhpres 30 podenam dar-se o
luxo de; CJll1pl;·lI' UIl1{'l. pequena quantidadp dc; sabúo de cada vez. Ante
a COlllrdl(;;;10 de LJlll produto rl"l<"IlS v(~rsútil. a (~mpresa de sabão dp·
SI~tlV()!V(;LJ urn produto mais suaVf~ P corne<;ou a prodUZI-Ia em pacotes
pequnllos v c:conomicCJs. que as mulh(;res podiam abrir in !o(;o. Esse
r pensamento podr; ir muito lll;lIS lunçJ{~'
rOderl~lIll conceber o Sa.b;:lO corno um produto
Por (;xcrnplo, os
clt:
fabm;;-lllfc;s
~crVI(;O l: PIOJ(;!;\I
maquinas c:h; lavar roupas que rC'cupcrasscrn o cJc!c!rgt:n!t: n o lISdS-

sem de novo varias vezes. Urna lllélC]Lllna de lavar roupas pl)dr:ria ser
alugada prc-carrcgadrt emn () vakn de duas mil GlIÇj'-lS de: delcrqc:llt(;
de reciclagem Interna - o que: njo c: UI11 dc;safio df? prc)jC:lo 1.'10 \Jr;lIld(:
como parece, UI11a vez que' se cOllsornn dp(;n<lS 5'1/:} cl(: lHlld Ill(;dlda
padrRo de detergente Ull um ciclo de bVíl~l()r11 UJnllJill.

o biólogo Tom LovcJoy conta lIllld hlstcJrld ~_;()hrf; () (;rlt.:Urltm de: E.


O. Wilson - o granc:k: [-)Iologo (:volullvo qlH: C:SCI'{:VC:U C'xtcl1Slvanwnte
sobre a biodlverslcladl: (c sobre as tornllgas) - COfl1 JOhll Sllllunll -
chefe de gabinete do presldt:ntc; G(:orÇJc H. W, Bush -. 11<1 ÓpOCt'l eln
Cúpula da Terra de 1992. Wilsoll c~stavê-l 1(1 par-a IIl(;nlltIV;:II- () prr:sIÔ(;Il-
te a apoiar a COllvenção sobre; Blodivnrslddd(~. Impulsiof1tlch pC'la
maioria dos países do mUlldo como sinal de sua C!xtrCl11él pr(;~)curXH>;<'~l()
com a questào. Ouando Wilson lt-~rmlllOll de dC:SCf(:Vl:! o qrandc valor
da biodiversldade. SUllunu disse: '"Entc:;ndo. O senhor qUC! um ch:uc;-
to mundial sobre a.s especlC:s cUllCé.H;adas ch: pxtinl,;;'l.U I... ) n () d!abo
está. nos detalhes". A que Wilson respondeu: "Não, snnhnr. D(-\LI~; (~Sl;l
nos detalhes",

Sendo a dlversid8.dc) () (~SqU(~n-ld de d()~;lun da 11atun;l(1. él;,:; ::;olu-


ções humanas de dcsiDIl que; n;}o ;l rt:;,;p(;ltam. dcçJl'éldalT o teCido
ecológico e cullural de nossa::.; vielas c dlllllnul IllUltO él. satlstaç:l.O c; ()
deleite. Dlz"se qU() Ch;nl(~s de Gaullc teria dito qLl(,~ C' dlfiu' gov('rnar
um pais que proc:h.u qU;ltroC()lltos tipos de queiJo. Mas que aumtcu;-
rl8. se - para favorecc!' o crescimento do mercado _. todos os proclu-
Icnes de queijO da França cOlllcçasscrn rt conc(;11lr-ar-sn na pnx!tll.,:é.-W
de quadradinhos dt: "cornida~qLleljo" nrnbrulhados (;111 embabqclls
cor de laranja. todos com o mesnlO sabor-?

De acordo com pcsqulsas de p!dcr(~nl;ias VI;-j\j,-W'j, a ilFlIC)I'Ia cJilS


pessoas vê as cmnunidadcs cLllturallllcll!l) dlfc;r(;IlCladi'-!:; CO!l1() (11)1
blentes descjc1\1cis para se vlvt:r. OUillldo Ih(~~; Illostri'lll1 1-(~st(llll';lrlt(;:;
fast-food ou edifíCiOS dc élpari';nCI<1 UH1(>ncél, elas d~HJ not;_l;'; 'lll1ltO bal-

Respeitemos a diversidade
xas para as imélfJRns fjlW veeln. PI'derem as ruas pitorescas da Nova
Inglaterl'3 aos ball"f()s modernos. embora possal11 1110'ar 0111 urbaniza-
ções que dAstrulram élS vias tradicionais de suas próprias Cidades na-
tais, Ouando tôm éI oportunidade, as pessoas escolhArn algo diferente
d<'l.fjuilo que normalmente: se lhes oferece na maior Darte do design
"de tamanho lmico': él privação, a subdivisão em categorias, o shop-
-pinÇ] center. As pessoas querem a diversidade porque ela lhes pro-
porciona llléllS satlsf3C.;:é1o e delr:ite. Ouerem um Illundo com quatro-
centos queiJos.

A dlve""sidade cnriqunc(~ a qualidade de Vida de outra maneira: o


conflito impetuoso df: diverSidade culturéll pode ampliar as perspecti-
vas e inspirar mudanças criativas. Pense de que rr13ncira Martln Luther
Kinq Jr. adaptou os Ansmarnentos de Mélhafnla Gandhi sobre a trans-
formaçilo pacífica ;, Idcla de dcsobediéncia civil.

Uma tapeçaria da informacão


Tradlclondlmc:nte. as emprf:sas apoiam-se crn feecihar:ks para os si-
nais quc; influenciam a Illudança. olhando par<1 trás para avaliar fracas-
sos c' sucessos anterrores; ou, então, olham a seu redor para desco-
brir o qUC) éI. concorrôncia está faLf--;nc:!o. Respeitar a diversidade
tambonl siglllflca alargar a ,i.rea dn absorc;ão, abrac;ar uma gama mais
ampla dE; COlltextos ccolóÇJlcos P- SOCiaiS, bem como um marco tem-
poralmaior-. Podc:mos consultar o "fpp(j{orvvard", nos perguntando não
apenas o que funcionou no pa~_;sadü e está funcionando no presente.
mas tambclll o que: funCionara no futuro. Que tipo de mundo preten-
demos ter e CCJlllO podpríarnus projetar as coisas de acordo com essa
visào? Com quI'; S(; parCC(;ré'l o comercIo global daqui a dez anos - ou
mesmo (hqlll él cem'? Como 110SS0S produtos c; sistemas podem aju-
dar (\ crlé_Ho e a sustc:nta--Io, df; modo que as futuras gerações pos-
Sal11 Prlrlqllcu;r çJI'ac,:as ;-1qullo que bzemos, e ri?io tiranizadas pelos
p\;rl~J()s \; pelo d(;~;pel'díClo? O que podemos fan;r agora para darmos
IníCIO ao pl'occsso da rc:~-nvCJlllc;é1ü industrr31?

Se o f,'lhrlc;1Il!f-; de dctC'I'Çjcntf: (;Orltlllllr_lsse a pensar desse jeito.


Irlamos alnm da qucst;-io de crldr um dctcrgcntn conveniente; para o
uso e mais suave para as m~los humanas. perguntando-nos: E suave
no riO Ganges? Nutmla Vidas ;-tquatlcas dlvnrsas'~ Açlma que sabe-
mos que tipo de sabélo os clientes qucrcnl. que tipo de sa~)élo quer o
rio? Agora que ó embalado para usos Individuais. de que modo essa
mesma embalagem poderia ser projetacLi curno um produto dI:-; consu-
mo qUE' dE'grade facilnlcnte nas marqcns do rio. conüibulndo com nu-
trientes para o solo. podrmdo ser quelmé1do como (;ornbustlve! com
segurança ou as duas cOisas? E quanto aos tecidos que não preCi-
sam de sabão para ficar IltllpOS. qur~ stw proJdados para dpsfrutar de
um "efedo lótus"? (Nada gruda em urna folh;-t clt; lotus.) Um a um, os
elementos de um produto podel'léHn ser n;ddinldos poslllVatllf:;ntn
contra um cenário cada vez mais amplo. ate que o propl'IO pr-odlJto
evolua e se transforme. e cada aspecto seu seja prujctélUO péll'él élll-
m8ntar um mundo diverso.

Trabalhando com um grande fabricant(~ de sabao dé1 Europa em Ltr11

gel para banho. propusemo-nos o desafio de df;sl~ln para responder él


f

seguinte pergunta: que tipO de sabjo o no qupr ? (O riO 0111 qU0st;-i.o


era o Reno). Ao mcsnlO tempo. tl!lhanlOs o obJetivo de satlsfaznr- o
desejo dos clientc~s de contar com um gcl para banho séluebvel f~ agra-
dável. Na. aborcb~WIll Iniciai, Mlch<1f:! disse ao félbriutntc que querlCl
c:leflnir o proc:luto da rnanelra como a nwdluna fOI ddillicb. isto (;. (:;s-
colhendo os melhores ingn;di(;ntf~s c]n forma prnaliva. Dada ;-1 nature-
za do produto, a empresa do <..:11(;nl(; (;rfl tn;W-; n-~cprllva <I essa abolcJét-
gem do que. digamos, ullla cmpresa quimic'-1 que f;ÜJrlCdssn tintas
para casas. Mlchacl c nossos colegas id(;ntlflcararn 22 produtos qUI
micos em um gcl para banho comUIll, é\1~Jlll1t.; d()~; qUéW; (;r;-,m <lUPS
centados para neutralizar os s(:;rlos efeitos ch: olltms IrlçFedIC;rltc;t.; C]lJI
miCOS baratos. (Por eXf~rnplo. acrescentaram-se aqcntcs hldl'é\llt(;~_;
para compensar os efeitos ressecador-ns d(: urn rlctelTlllnado pmduto
qlllmico). Ent{w ele c a equipe conl(;C,:ararn a st:!PClon;-tr mnallsta mUI-
to menor de ingredientes que sornf~ntl; tf:rléHil os efeitos que eles bu~~­
cavam. (;limirlé1ndo as complicadas l~hccaÇJf;ns c; balallc,:m; dél~:; formu-
las convr:rlCIOn3lS c: obt(:ndo como rcsullélu() lllll pmduto ~;(\ud(!vcl
tanto para a pf;ll~ COIllO P;-\rd () ccos~;istCllld do rio ondc; () pmdutu 'rir.!

pé'lrar.

Respeitemos a diversidade
Ouando a lista dos Illurcclle:lltes propostos estava compilada -, um
total d() IH)V(; -, a (;lllprf)Sd recusou, IrlICli:\lmnnte. sr~guir com o produ-
to, pmqlH: os nov()~: pmdutos qUlrllicos uam lllalS caros que aqueles
que ,IS,WiL Mas qU<"Illdu a empmsd analisou o processo cOlllpleto. e
Ilao ;·lpt;nas (J é\ tona o fato de que o novo
custo dos Ingredlcn!t:.'3, v()io
sahil() (~I·;t apmXlrllddalllcntt: 1 b:J,b mais barato para sc~r prodULldo, gra-
ças ~l LJrila pr(;par;H,;~lo mars simples (; <'IS n()cessldades de armazena-
rlH;nto, O çJd cor1H:C.;OU éI ser Vt;I1(Jldo (;m 1998 c ainda se: encontra no
Il1cl'uldo - mas açlma (:rn Lima {;nlbalaçjc;m dn pollpropileno puro, dE;-
pOI~~ qlW MiLhd(:1 (; m; pesquisadores dr~scobrirarn que o antimônio
das CFlrraf;.ls PE"T cH"lglndis (;::.;lava penetlando no sabão.

Uma diversidade de "ismos"


t::lli ultima ;·Hl(lII~~U, r.: ;'l ~·lqPllda com a qual abordamos d fabrrcac;ão das
LOI~;a~; CjlH: rr~alnwllt(~ rlr:v(' S(~I· dlvcl Sd, Con(;(:ntr~·lr· IIOS em um critt:~rro
~;If"1~Jul;lf U(:I'(t Illstabiliebd(: (:11"1 um contexto maior f; reprc~senta aquilo
que LIT;llll~lnlCJS um ·'i~;Ill()·', urna posl(,:~io nxtrcma desconexa da estru-
tLua qr:r(jl. E, pela hlSlorlél da hU!1lél.llidadc, cOnh(;(;f:/l"OS O 8str3~1C) que
urn ··1~3IlF)'· pode: qc;r·;:u·: P(;IlSC; Il<lS consc:qU(:11ClllS de fascisrllo, do ra-
LI~,rl1(J, do S(~X1SnlO, do nazismo OlJ do tr:rTorisrllo.

COIlSICll:l·l' dOiS manlfr,stns qw: !lloldaral1l os sistemas Industriais:


Un!/! lI!VcsfIUd(/'é/O SI)h,'c iI IJ"!lIfC7i1 C iiS CdUSéiS da flqueLd das naçóes
(1776). d,- Adlllll Smllh." O IIldlld"sl" COIIIII/lISln (1848). ele Karl Marx
() h,CclllCh [nql+;, No pllnwlI'o dr:lc~; - (;~;crltO quando a Inglaterra
([lllelel Icnt;w;1 rl1oll()pull?;-lf SlIélS COIÓlllélS (; publlcndo no mesrno ano da
[)('d;u~l(/(() de' Illdt)[Wlldól1C1il dos Estados Unidos Sllllth descarta
I) il'lllwllCJ () dr:f(~llcl(~ o vdlor do livl·p COllltnuo. Ei() vincula a riqueza e a

prC)(.Jutlvlc1Udl: dt: UIIl p(ll~; i.l nwlholl;l çWr<tl, afl1"l11élmlo que "todo honlclll
(i~j(~ II;dnlhil r!,Hd ~;(:11 propno Inltn(;ssc (;çJoi::-;ta scra conduzido por
llill;·) J"));I() IllVl~;IVI'i ;1 pror1lCJV(;1 () h()ll1 puhll(;u'". Slnith fOI um homem
l:,-IJC!:-; ( II f"l1,:dS I' Ulj() tl·;lh~dh() ~;I; C(;I1II·(1r;\II1 ndS fnr(':;ls nl()f"ais n f;cono-
1))1(:;\", A(';~}lIll. (( IlldO 1I~\jI~~IVI;1 11ll;IÇjlI1;lCia pOI 1'1(: rCÇJul;·uia as nOnllélS
(:(J;l]l'11 II'P(· ,1·1;1 ;t'IIIJW.;tl(id \)XI~~tcnh: (~Ill lJll1 Illmc~ldo rf:plcto ele
1(11'·; (,

p(:~,(;(),L, ·'('1,(:<1:';" (lill; i;1I1~lfll c~;(;olhd~~ 111CIIVicJu<lII:.:;tas - um Ideal do


<;I'(:I!I\! , ! 111;1~; l'iH! 'll'(:('~·;:~;lll:ill1l:llj(~ U11l:ll()dllcJ;ld(, do ~;r';cLlI() xx
A distribuiç~lo IIlJusta. da rlque/a E' a nxploré\{,>':)(l dus ll-ab,dhanon:s
Illspir-ou Marx e Engels él csu('vcrclIl O I/Idllifcs!() C:()IIIIIfI/~;t:'l. (:111 qw:
soaram o al8.rl1le para a IlCCf~ssid(\dc de chamai él ~llcIH,:~icJ pélr<l 0.:--;
dimitos hurnanos e rara a rlIVI~i:10 d,l rlqu(;/(I (;(;()IWI11iC;l. "M(l;';~;(l;_; de
trabalhadores. ; arnotltoado~ na hbrlc(\. orq;\l11/,ld()~, (;OllHJ :;()Iebd();-i
[... 1 escraVIl"ar10::;;-1 carla dl;l (; a cada hor<l p('b IllélqllllW, pdo C(lrJéltd7
e. snbrntudo. p(~lo pnjprio télbriCé\lltc hurçlu{;;;'· !:-Ilqllélnto o l:élpltélIIS-
mo linha Ignorad() rt1llltélS ve7es () 1111(;I-(;SS(; do tlabalhildm n~l bllSCéI
de S(;US obJetivos cconÓIllICOS, o socl()II~~m(), quando bll~~cad() n;:~olll­
lamente C0l110 um "ISIlW", téllllb(;!n fracél:-;soll. Se nac!;1 pl:rlclll;C ;ll1ln-
guem. Illas tudo ao Estarlo, o Individuo Ilc(\ dlmlllllido r)(~lo SlsIC\r'fld.
Isso ocorreu na antrgCl Unl;lo Snvlf';tlca, ond(: o q()v(nnu rH,çjOU dil(:ltos
hUl1lanos fundal~lenlrlls. corno ('\ Ilbnlch!c](, ele: (\xpr(;;-;:-;,-Iu_ O tr;(:tu (1111-

blente tarnbóm sofr-cu. Cientistas c()n~;lek:,r;-lIdlllqUI' 16"/' cll) ;-tnliÇJo

Estado sovlc";tico era ins(;ÇJlIl'O pal'a sei h;tbiLldo. deVido ,-I POllill.;;-i.O
industr-ial c ~l cont;-u11in;-ll,;;IO, qllc; fOlam L-lO :-;l'\/('r<l;-; (\ pC)111() di~ h:,r :-;Ido

denol1llnadas "c(;ocida:-;"

Nos Estados Unidos. rFI Inqldl(nrél (; ('111 oulm:; Pill;;(;:;, o cilpll;\ll:ill1CJ


proSpf:rou, Inforlnado. f;1ll alUllrlS IllUiJr(;S, por IIITI IPI(:'I-(;;-,;-;(; Il() h(:lll
-l;SÍ<tr :30CI~tI COrnbllli.ldo COlll o (;U;t-;CIIlH;llto (;Con(llllICO (P()I (;x(;lllplu.
CJ rccorlhc;clrllcnto de Hcmy Fmd de qu(' "(J;-; UII rv~ 1l~-IO POc1lillll ~:OI1l­
prar carros·') c com as rCÇJuléll1l(;lltac,;ó(;S de r(;du{,,~io d;l polll!{,;,lo. l'v1as
os problel1léls ambientais ucsu:ralll, Elll 1962. n Ilvm eri.'?ld'/,',IU ,<;1/(-/1

C/osa, de Rachei Carson. prmnovcu 11111 novo proQldrll<l () 1-;cnlrJql:-i


mo - que fFlIlheu ~ldesó(:s d(: fol'l1W qr;\dll,tI. D(:~-;(Jc (~ntfj(). (;TI r(;spo:-;
ta ;:)s crescnnt(;s PI'(;ocupaç()(:s dI11rW~nLw;. 1I1(IIVldl;()~; Uirlllllli(Ll(h~:-;
agênCias govnrnanwnl;_w; (; qrup(Js cl(' ;lIl1f)i{'lil;l'I:;t~I:-; ti'Il'! pIClpC):;I()
VClI-las estratc':çJlélS péll'd pl-(lil;q(~r- (\ natuIC;:I. t:()I1:-;I;IV:1I ll,,: I ('LUI:-;U:-; (,

limpar ;IS POILlil,:ÔC:S

Todos esscs Ir(~:-; lll;lIllfc:-;I();-; C;-;!;lVdllllll:;PII;lcJ{)', por 11111 ('it';-i\'I{J Çjl'


rlUlllO dt: Ilwlhordr ;r r:()I1c1ir,~;!() rlllll1dlld. (\ t()(I():; o.'; 11-\'\:-; tl\/(;-;if11 :';('11:,
:1r;f;rl()~i, :1S::)lI11 C()II!O ;-iIJ(l;-i Idlhél:;. M;l;-; I(;v;\dd:-, rI() (\Xh'11H) lí'cI(l/ldd:l

Respeitemos a diverSidade
a rllvf~rslcéldc da cultura. humana c a sauclp do meio ambiente, Carson
deu Ufll aviso importantE: para o mundo, nws até mesmo a preocupa-
ÇZlO (;cologlc<-1 - exagerada ate tornar-se um .Lismo" - pode negligen-
Ciar preocupações sociais, cultura.ls e econômicas em detrimento do
conjunto do sistema.

Sempre nos perquntéirl1: "Como vocés conscgul2rn trabalhar com


des?" referindo-se ,) nossa dlsposlçào de trabalha'" com todos os
setores da econornlé"l, Incluindo as grandes corporações. Às vezes,
r'espondc~mos: L'Corno vocôs /l/W conseguem trahalhar com eles?".
(Pensamos na Visita de Emerson a Thoreau, fluando este se encontra-
va prf~so POI" nélo ter pagado seus impostos - parte de sua desobe-
dléllCla CIvil. Dl7-se que) Emerson lhe perguntou: "0 que vocé esta
fazendo ai dc~ntro?"; o que provocou a famosa réplica de Thoreau:
"O que vOli; cstél fazendo ai fora?".)

MUitas vezes, nossos interlocutoms acreditam que os interesses do


comérCiO c do nlelQ ambiente são Illtrrnsccamente conflitantes, e que
os ambl81ltallstas que trrihalharn com gl'andes empresas são uns
"vcndldos". E as pessoas df; rwgócios tem SPus preconceitos em re-
lação aos arnbientrilistas r; aos ativisté.ls SOCiais, a quem muitas vezes
v8um como cxtlT!llllstas que prornovprn projetos Q politlcas desagra-
dáveis. Irlcômodos, dí~ baixa tecnologia e impassivelmente caros.
A sabcdc! ia corwPllclon.:lI parece dizer que ou vOCÂ está de um lado
da CCI'Cél, ou voU~ p:-.;lú no lado oposto.

Alçjul1las f!losoflas un(;1ll dOIS elo;.; setorr:s riprirenternente concor-


rc:ntfJS, propundo a n()~:~lo de lima "econornla de mercado social". de
"llt;qÓClOS com responsabilidadc; sOCIal" Oll de "capitalismo natural" -
o Glpllallsrnu que leva em cunsideraç,)o os valores dos sistemas e dos
recursos 'lélturals, lima iCJc~I;1 cc;lc;bn:!Tlcntc aSSOCiada a Herman Da.ly.
Sem duvida, essas dlacl(~s podem ter um deito ampliativo. Mas, com
rllLllta frcCiuóllcia, podc;nl mprnspnlal' alianc,:as desconfortaveis, uniõt'..:.3
~HtdICi(lIS. A (;coC'fc!tIVld~l(h: v(; () COnl(>I'ClO como o motor da mU(bn~;él,
(; 1(;SpCi1<1 sua n(;ccs~;idê'ld(! clt: funCionar r~lpida e pmdutivamente. Mas
t<'·[lilb(\'ll I(;c()rlh(~(;(~ qll(: S(: () cOIllr:rcio s(; esquiva c1P preocupações
ambientais, sociais o culturais, produzira uma tragédia de gr-and(~s pro
porções em relação aos bens comuns, destruindo recur~-;()s nélturéllS e
humanos valiosos para as gerat;6es vindouras, A ecoefctividade cele-
bra o comércio e o bem comum em que ele se enraí7~L

ECOLOGIA

EOUIDADE ECONOMIA

Para tornar menos abstrato o processo de juntar as diversas quC's-


tões, criamos una ferramenta de visualização que nos permite con-
ceituar e examinar de mJJlelra criativa um relacionamento d:-J d(~Slgll
proposto para uma multiplicidade de: fatores, tais como aquelps so-
bre os quais discorremos neste capítulo, Baseia-s~~ enl lHll lilOSé.lICO
fractal, ,. um8 forma sem escala aparente, composta dp parte::.; autos-
similares. Essa ferramenta pennlte-nos reconhecer as questões le-
vantadas pelas pessoas de posições que St~ IIldln<1m drasticamente
em direção a um setor ou a outro (à Economia, por exemplo) como
merecedoras de respeito quando vistas d(~ntro do contexto. O fractal
e uma ferramenta, não um símbolo. e nos o tpmos aplicado atlVal'11en-
te aos nossos próprios projetos, varl8ndo desde o projeto eb produ-
tos, edifícIOS e fábricas individuais <1té os efeitos sobre Vilas, cidades
e ató países inteiros. Enqu3nto planejamos um produto ou um sisto-
ma, movemo-nos em torno do fractal, fazendo-nos per-guntas c procu-
rando respostas

o triângulo inferior direito representa o que charllémamos o SRtor


Economia/Economia. AqUI. encontramo-nos na CSfCfél (k~ urll capitcllis-
mo extremi1mente puro, c as perguntas que susuté1nlOS c(~rt;_1I1wntc

incluem: "Consigo prodUZir ou fornecer mnu produto ou sc:rVIt;o ob-


tendo lucro?". Dizemos a nossos clientes C;OnWrCl<1IS que se él f(;SPOS-
ta é "não", entüo não devem fabricar essn produto ou ScrVIC,:U. Como
vemos, o papel do comércio c; mantm- S(~ no neGocIo cnqu<1nlo se;
transforma. E responsabilidade de; urna nmprcsa comerciai m<1xlmi7CH
o valor de suas açõ(~s e aumentar <1 riCjlJc7él - mas n~lo c1 custa dél l;S-
trutura socml e do mundo nélturnl. Poderíamos prossc~glllr- pí;rÇJunLlIl-

Respeitemos a diverSidade 1;;1


do: "Oui.lnto tr.:lllOS p;u(J IXlç]al' as pl:SSOé'lS de morio que comprem o
nos:-_;o pmdul() no Illnrc;ldo c qu\: obtc:nharnos lucro?". Se os nossos
clH;111(;s c;stiv(;[clll fllll1(;IlWlltc; a[raiÇJéldos no tn;:-lngulo - sob o poder
d(: 1Ii11 "!~;,'110" (GlpILdISIllO puro) -. 0od(;rüo pr:nsar em levar él produ-
~;~lo fXUél um luqar- ()l1(j(; Cl Irabalho C) () Irélllspor-te s~w os mais bélr-atos
pOS;-;IVl:IS. C a dlscLlss;lo J()rl1l1nar ai.

No (;Iltanl(), se; O:~ n():3SOS cllnntcs csU\o c:omprornctidos com uma


aboldaÇJc;111 mais c:slúvc;l, SCÇJLJltllOS em frellte:. Val110S para o Sf":lor
EculloI11Ié'-j/Equldéldc;, no qual (;Xéllllln,lIl10S qUE:stóc;s sobre dinheiro e
justil,:a; P()I" (:xclllplo: "Os c:lllpl'C'~V]dos cSU10 gallhando um salario dig-
no?" (AquI, llovanwlllp, ;1 sLlstc'nl.1bilidaof: e local: urn salarlo digno
Varld d(;p(;nd(:ndo de; Oll{!r; vou; Vlvt_:. Do IlOSSO ponto de vist3, (;Ie c o
nnce:-_;sario p;ua slIstc;nlilr lIllla farl1i1ia). InrJ() para o setor EquldadR!
Economia, a (~nfasc dp;;I()Cél-S(~ 111ais (:m dll-c(;élO ;l Justiça, de manolra
CllI{;. de C(~I'lo mudo. V(;rll()~; a Ecunomia pda lenlo da ECluidadc. Aqui
podcrté-ll1loS pc:rqulllitr" "Honwlls c: rnulhcl'(~s que dC:Sf;lilpcnham o
111c:smo II-abalho nsj;io IT;cc[x;ncJo a 11](-;;-3 111 a rc:nlUnc:raçtw?". No !?xtre-

mo do :_-;ctor EquldacJ(;. as pcrqul1I<ls sélo purallwIlIE--: sociais ~ por


(;xClllplu, "as P(;;-;S()i1~-; traiam-se com ["(;spollo rllutuo?" -. s(~m consi-
dorar a CCO!lOITllél ou ;1 l:coloqia; (~ aí Cill flue POdAfllOS dlscutil" qw-:s-
toes como () racislllo L' u seXISIIlO

Subindo para o vnr-tlCC EcololJla do setor ECluidade, a ônfase deslo-


ca-se de novo, com él Equl(bdc pC:rI1wflecC:lldo C 111 primeiro plano,
!lias lnlHJo él EcoloçJld como ;1 trgum a ser vlsual17ada. Aqui a pergunta
podc;r1(1 ser: "E justo (;XpCH" os trabalhaclorns ou os clientes él toxinas
prps(;l1tc'_~ no Illt;al dc: Ir;ll)aiho ou IlOS produtos'; E Justo 1l1antcr os
Irdba!hadmns em C;ScrltorlOS onde malc:rléllS IndnfinleJos St~ desgaserfl-
c:.tn1. (;xp8ndo-os a (;vcntuUls I"ISCOS par-é! sua saude?' Tambóm pode-
rlill1l0S pnrÇJLlnlar: 'Corno esse; plodutu Véll a((;I;-1r a saúde das futuras
~J(;I"él.t;()C~')?" AIIl(b dentro rid Ecologlé.l/EqLJldacle, nxaminamos per-
quntas :::;ublc os dl'lt()~~ riu l;(;OSSISIC;ll1él. 11;1.0 apenas no local de tra-
balho Ul; (:111 lIlil::; \;Ill 1(:b(,:;lU a todo o ecossistema: "E justo
(;(1:;;.1.
polull- um 110 ou (;rlV(,fWI]dr- () ar?".
E mais dcn Iro do setor EculuÇllZ!. podell<1l1l()s p< \r ÇJ llrlt;'ll : "()fwdccr~­
mos às IOls da nalurcla? Os rc:slduos SilO llutnl'lltr:s'? E~;t;\ll'();-i f;l/cn
do uso do rendimento de (:ncrqlél ~;ol(lr'? Pn):il'I'VélllIO;-i 1'''-]0 ;-i() !10;-;Sd

própria espocle, mas todas as PSP0C1(;S''=>'' (N(;ssC' sel()!'. él pu:~tlll<:l d(:


tipo "'ISI110" ser'ia a de qU(; aTura cslal:1I1 pl II"rl(:11 o ILlÇJi-ll. 1111' pl'lrlUr)l()
da "'r:coloqia profunda". "Fac,;a Islo S(!I"Tl se pr'(;(JclIp;n com a bJJnOnllél
e com a Equldade·'). Depois. em turno do s(:tor' EcolCJCjla/Ecunol:llél.
no qual o dinhPlro volta a Illqr(;Ss;n nu quadr(). [J(:lçlllnl;uilC):< "NOSS;l
Rstral(~~Wi [!col()ç]IC~a lambem (; (;(;OnOlllir:élllll:ntl: f(:clInc1a')" Sl: esti-
vermos projel;:mdo um f,difíuo que apruvcitél os fluxos sobn!s !XH:-l
gerar méllS energlél do quc aqLJc:ld qll() rr()ClSél pélld lunClonal, (1 n:;.;-
posta sera "sim'

Por fim, o setor E(;OnOlllla/f:::.col()~_lla. [);.ICl li I r)l"OV(';lll d ()L()fd.CI("\IlClél.


é neste setor r:n1 que el1Contl'éllllOS P(;~:;SOélS qll(; 1(:111;1111 ;;()I" 1)l()IlOS
mas, que telltam faLE:r mais corn mcn{):~, (;nquant() COrltllllJ;1IY1 (\ Ir';dJd.
Ihar dentro cio paradlç]ma c~conÔIllICO CXI:~tC:llh; No cn!;mto. COIIIO (1
vimos. a ccoeflcl~~nCI(1 e unia IcrT~1I11cnla valio:·;;\ pam UllrllI7;H' é.l é.lh()1
dagclll ccocfctivél Il)éllS éllnpla.

The Triple Top Line


Os crllRrlos convr:liClOtlalS de pr'ojdo fOtlll<lllllllll I!lpr:: cuslo. (;~-;ldIC;.1.
(; desempf~llho. "Podr)lllo;-; lucrar com issuT. pCI'qllllté\-;:;\~ a f;ll1pr(;~:;a.
"Pélrcccrú alraf:nh) ao cll(;llh)f;>,", 'Ir;:] fllllclon~lI?" O~; ch:f(;lls()IPS do
"desenvolvlnlenlo slI;;!r;IlI;-"IVt:!" qnstdlll de lISdl lI!lld ;lbordélq(;n1 do
tipO ·'tripe da sustclü<:lbllld;ld( .... · h;U-i()(]cb 11O trip('; Ecoloqiél. Equiebdc
c Economia. Téll élborebgcrn 1(;111 surtido um cl(;llo po::-;itivo illlpOIL:llltc
nos esforços por InCOI'poréH' élS pl'CUUlp,l(/)()~; de sll~;I(~nlahili(bdc (\
rRsponsabllldrtde cOI'puratlvél. Mas. né\ pl'éltICél, V()J11()S C]1I(). IlHiILI~; V(;-

7es. ela se centra <1pr;lIas nnl (;()nsld('r;'H,:Ó(;;:; CC()nÓllllr:(j~;' C()ll:-i!d(;I'élll


do os benefícIos SOCléllS (; (;(;oloÇjlcos CO!110 UIIl ad(;rlc1o. (':11 V(:/ d('
lhes atrrbuir urn peso igU;:'11 c!c;sch-; o 1111(;10. As cI11pn::-iél;:; (;(.1IC1J!'.1111 ;illél
rentabilidade econômica cOlw(;nUoll;:ll t: ;(C;I(;su:lllam;-t da aquilo qU(:
f)tlXerqam como beneficios SOClélIS. q\H! t;liv()/ Impliqucill ;llqllllla rr~du­
çA.o nos danos íl.mbi(;!l!;lis - nl(;nos ClllIS;;Ô(~~'; 1I)(;!i()S 111,lIcrl;IIS ellVla-
dos ('llltf~rros saTlII;'lr!os. IcdLl(.:;)o dos nli:lt('rléW'; no pr()pm) rJl"odu!o. Em

Respeitemos a dive'sidade
,.
outras palavras, avaliam sua saude como sc:mpre fazem - economica-
mente - e entáo acrescentam pontos de boniflcac;âo pela ecoeficiên-
cia, pela reduc;âo de acidentes ou pelo passIvo rclativo a produtos,
pelos empregos gerados e pela tilantropia,

Se as empresas n;Cto utilizam a 8.nállse do tripé da sustentabllidade


como urna ferranlenta cstratógica de projeto, perdem uma excelente
oportunidade. A v(;rdadeira mágica acontece quando a Industria co-
meça com todas essas perguntas, abordando-as desde o prinCipio
COlllO perguntas de "tnple top linc", em ve7 de voltar-se para elas após
o fato consumado. Se usado como uma ferramenta de dcsign, o frac-
tal permltl; que o deslgner agregue valor aos três setores. De fato,
mullé1~; veles, um pr'ojeto que come(;a com preocupações acentuadas
quanto ú Ecologia e a Equldade CComo posso criar um habitat?",
"Corno posso gerar empregos?") pode vir a ser tremendamente pro-
dutivo do ponto de vista financeiro, de um modo qw::; nunca teria Sido
Imaginado se tivesse cornec;ado por uma perspectiva puramente eco-
nônll(:a.

Esses cnt(;rios lambt>m nélo sao os únicos concebíveiS. Em um lu-


gar alto de nossas listas encontra-se o divertimento: "O produto ofe-
rece pra;u::;r ntH) apenas Cjuando usado, mas também quando descar-
tado?". CArta VP7, durante uma conversa com Michael Oell. o fundador
da. Dell Computcrs, Bill fez a observaçào de que os Itens que acres-
centamos aos cntc":rios empresariais de custo, desempenho e estética
- isto e. Intcll~](;nCla ecológica, justiça e divertimento - correspondem
a "vida. liberdade e a busca da f"l,c,dade" de Thornas Jefferson. Dell
concordcu, mas ft:7-nos notar que tínhamos deixado de Ia.do uma
consldcraçelo rnUlto If""llportante: a largura de banda.

Uma re-evolução industrial


O ck:slgn que respf;lta profundarnente a diverslc:lade em todos os ni-
veis que examinamos acarreta um processo de re-evo/uçào Ifldustrial.
Nossos produtos e processos podem SAr nlalS profundamente Aflca-
zcs se fazenl eco "1 Irlformac;8.o e ás respostas - isto é, quando mais
se ass(~lllelh(l.fn ao mundo vivente. As Illé'lquinas Inventivas que usam
r
os mecanismos da natureza. em vez de produtos quimicos perigosos,
de concreto ou de aço, estão a un1 passo da dire\:~io ct:rta, mas ainda
sào máquinrls - continuam a ser um modo de llSéir a tr)cnologia (em-
bora seja tecnologia benigna) para explorar a natureza com flllallclac1ps
humanas. O mesmo se poderia dizer de nosso uso crescente da IH>
nologia cibernética, da blotecnologia e da nanotecnologlél, de maneira
que substituam a função dos produtos qUlllllCOS e da forç3 bruta. As
novas tecnologias não criam revoluções industriais sozinhas; a núo ser
que mudemos seus contextos, são rnecémismos hipernflClcntcs que
conduzem o navio a vapor da pmnf~lrrt RcvoluC;{1O Industrla! a novos
extremos.

Mesmo na atualidade, a maior parte das abord8.~v:ns ambientais de


vanguarda ainda se baseia na Idela dr: que os seres hlHnanos são
inevitavelmente destrutivos em face da natureza. e qun, porlélnto, de-
vem ser refreados e contidos. InclUSive a Idela de "capltal Ilalural" ca-
racteriza a naturezi1. como uma ferramenta a sei" usada para nosso
benefiéio. Essa abordagem pode ter sido válida duzentos dnos éltras.
quando nossa espéCie estava desenvolvendo seus slstema;3 Indus
trials; mas agora ela clan1a por uma reVisão. Caso conll"ano. c;slarp
mos limitados a esforços para dlmlnuirrnos o ritmo da destruiçélo do
mundo natural, enquanto continuamos a sustentar' o atuéll sistema in-
dustrial de produçao e consumo por mais i1.lgumas centenas df: anos.
Através do engenho humano c dos av,mços 1E':cnologicos, podE-~riél.mos
ser capazes até mesmo de criar sistemas de mí1.nulenc;;)o para. nOSSél
espéCie que vão alem no tempo, para depOIS d(-: que o r11Lmdo natural
tenha decaido muito. Mas quão empolgante e a sustcntabilidade? Se
um homem caracteriza cmno suslentavel a l"clé.l<;úO qllP tc;m com sua
esposa, é para se ter pena dos dois.

Os sistemas naturais alimentam-se de seu 111010 ambiente. r1l;-lS tarll-


bém dão algo em troca. A cerejeira solta suas flores c folhas cnquanlo
colabora com o ciclo da ;:'lglJé1. (~ produz OXigÔllIO; a cOlllunidad(; dn
formigas redistnbui os nutrientes por todo o solo. Podcrllot:C IrllitéHas
para criarmos um comprometlrllc:nto millS Inspirador' - uma parcc~ria -
com a natureza. Podemos construir fabricas cUJos produtos e subprodu-

Respeitemos a diversidade
tos a!l'll(Tlldll1 () (;C;O::-;SISt(;lllc-l COlll 1I1;\t(;I-lal blodf;çFildavcl u recirculam
Illat(:r:dIS !(;CllICUS, em VC:L d(; d(;~_;pcp-Ios, qunllll<:\-Ios ou C:ll!prré1-los.
Podemos PIOJctéH" ~;IS!(;llld~; (IlH; se autom:qulilm, Em vez dp usarmos
a llatlnC7,-\ corno urna 1)1(;1"<1 fr,rl"éllllcnla pai-a flfléllidadc:s hunlélfléls, po-
df:mos 110S cmpcllhal- p;n-;l tomal-nos fnrTcuncntas da llêllur(;7a a scrvl-
~;o dt' seus Plopo;:;II();;. Pod(:lllos C(;lcbr-éH- a fccLlnd ebde no mundo.
em vez 6; p(;rp(,IUi.IITllO;:; LlllllllOdo cle pensar c; cJn fa7(;r que a c:l11I111l3.
Nós f, ;-l~; COIS(l;; qU(: produ/llnus podelllos snr Illllltos, pOI' termos o
Slslc,llld corrr:l0 -- UIll ~-;I~~I(,nla cr-ratlvo, pmspnrf), Intellqentc e fl";rtll -;
c, l;CJI1lCJ d:; fmllllqas, S(;rnnlOS "CfrCdZl;~;".
1 6. A ecoefetividade
t
~
na prática
~
1
I
!;,
!
r

Em maio dR 1999, Wlil'élm Clay Ford Jr.. prPsldr,ntc dél Fore! Motor
Companye bisneto df~ St-:U fundador, Hf~nry Ford, ff~Z um ;-UiLHlCIO cir'él.-
mé1tlco: a grande fúbrlcél da Ford de Rlvcr R()lI~W. CJ11 Dembc,rn, MIChl
gan, um ícone da primeira Revolu<;{lü Industrial. passaria por lima re-
forma de dois bilh6cs de dülares para transformar-se elll um icone da
próxima revolução.

Henry Ford comprara a propriedade quando aquilo CI-<1. lIrl brRJo c,


em meados da década de 1920. a fábrica começou a produzir carros
Nas décadas seguintes, a fúbrlca de Rlver- Rouge cresceu e tornou-se
um dos maiores complexos industriais do planeta, tornando realidade
a visao de Ford de uma instalélção extensa c intcqrada vCI-ticalrncnlt;.
capaz de produzir um 3utmnovr~1 do cornt:c,:o élO fim. Cê1rvao, minl':-rio
de ferro, borracha A areia Aram traLldos dos Grélndes Laqos el1l barca-
ças. Altos-fornos, ((Indu/ores e lamllladorf~s e rn/}quln:1s e:stalllpanolas
trabalhavam dia e nOite para produ?lr o~; rTlat(~rl~lIS rleU)SS/l.r"lns. Tri1.ha
Ihando com Albert Kahn. seu arquiteto. Ford superVI~}lOrlOU o projeto
de centrais elétricas. de oficinas de carToccr·ia. de eddicros d(~ monta-
gem, de oficinas de ferramentas e de fllOldes. de UIn;:\ rTli.ltrl7 de esto-
ques, de armazcns, de: fabricas e de Infraestrutura associada.

"A Rouge'· foi apr·esentada con1O uma nlaravilha da pnge:nha.na e da


escala de produção e um emblenla da industrla moderna, Duranlp a
Grande Depressão, a fábrica assumiu inclusive a tarda de oesnlOntal
carros usados. Armou-se umél "linha de desmontagem·', cum tr·aba-
Ihadores tirando de cada cano seus radiCldores, vidros. pneus c esto-
famentos 8. medida que passavarn pf:la linha. ate: que a GlI'roccria de
aço e o chassi CaiSSRnl f:-:11l urna enorrnr: r:llfardad(~lra. É vt:rd:1dr: que

A ecoefebvidade na pratica
r,,
i U pl"U(;CS~-;() Cid pllrlllliVO t' (;()IH.JU1Ido mais pela força br-uta que pelo
Pl()!(~t() sDlrsllcado, Illa;; fOI um (~xclllplo noLi.vc:1 rir') qlle "rcsiduos S;'~O
LOllild;)" c lIlll pmlH:lro pilSSO (:fll drrc:ç;:lo ao r-cuso do,"-j matc;nrllS 11l-

dustrI<W-i. Pm fln1. '-I RouçJc ocupou ccn!t:néls de hcctan~s e tC'mpregoLl


rn;"!I;-i 100 11111 pCS~:3()(\S. b"a urll dnstrno luristico popular p urna insprra-
(,:;'!() P;Héi élrtl.';télS. Em suas iolografli.ls c pinturas da Rouge. Charlcs
Sfw(:I(:1 rdréltOLl a (:ss(~n(;la de uni slstcnla norle-arn(:rlcano de fabri-
C;l(,:::i() r"d(;IOIl:tI. O pllltor Dil:Ç10 Riv(:I"a imorlall/()u a bbr"rca do ponto
de ViS!;) de; um Ir-ahdlhélc!or-, em seus Inlprn.'islCJrl'lfltcs murais Instala~
dos no Odmil Instltul(; of Arts.

Nu final do scculo, as Illstalav:)cs jé'l moslravarn os efeitos de sua


I(bd(;_ Apc:,~;al dc:, (l Mustallq dil Ford él.lnda ser fahrlcado la. as fileiras
dt; (;mp[(;ÇJ;-ldos tlnhalll dlflllrluídu p(lr~\ menos dn sete mil devido à
ali(;nzll;zlC1 COllwlclal, ;\ élll!omac;;)o c Ó Inlr:grat;80 reduzida. COlll o
pa~~;'-)(-Ir ciCJ~; ano;.-;, rI Illlrdc.sll'ulura da fahrlca tinha ficado deteriorada.
Slia lf;clloloU1<l ('slavé\ desatualizada -- a fabrica de automóveiS, por
excmplo, nd orlqlllélllllcntc COIlc1ILl-;ntn com um m(;lodo de rnontagenl
t'lIl qlH; d:-; péll'l(;s Céllaill dc; allClar eni andai c cmnpullham um carro
(;()1I1pl(;tu IH) andar Illk:,rlCH Dt:c(lebs de proc()SSOS dc; fabncac;[lO 11-
1111,1111 délnlflcadcJ o solo p a é\quél. A nlaior parir; do lucal tornou-se
tl'l'r(;nos cj(;qracJado;.; - terrenos IIlduslrr31s abandonados.

A Ford Molcn COlllpélfly pudcrlél facilnH)I1!(; dc;cldil' fazel" aquilo que


S(;LI~-; (,CJn(:mlf~lltcs fiz(;ram - ()Ilc()rrar a:-_; atlvldadc:s do local. colocar
lII11d (;('n:a '-lU r(~dur ddc:, (: (;r~llJ(;r- urna nova fabnca é:m urll lugar em
qUl: ~l hnr;1 fm-;sc IIIllP;l.. harata () pud(;ssc; ser faulnlr:nte explorada. Em
V()7 (l!:-;SCl. ét empresa ('st,"!V<l comprometida em fll3nt(n uma operação
dI: LthIIC.:H.:;(O ativa n() Ruuç]C_ Enl 1990, WIIII<lnl Clay Jr., ocupando
::--;(:LI IlOv() C,II-U() di: pl'eSlcj(:Ilf(;, dc:,u um passo a fllai::-~ no compromisso.
OlhOl: (j~) t,rlJI!l,\(,:O(;:; (;Ilh'rl'uJadas n os rnontes de c:ntulho, e assumiU
() d(':;,!llo (: () rf;spow;abillcbcJc;) cln rctlélnsfol"rllar o local f)n1 <ligo com
VICi;). [fli V(;/ d(~ ilbandoll,n a vr:lha b<lqunl,:a c COmf~(.;;'H de novo em
(JI!lIO 'uç]<1I (rnlçjl;-H "COIllO 1I111<l Iluv(;m de qafallhotos", como diSSO LHil
(;lllPI(·~_Fj(_l()l. rOlei 1(:~)()lvl;lI ajudai SlIZI CIIlpn:Srl rI tom<lf-SC nativa do
ILlÇpr onde C:-;l:lva
r
Pouco depoIs de se tornar presidente, Ford encontrou-se com 8111
para explorarem o pensamento ecoefetivo. Aquilo que seria uma breve
reunião transformou-se em uma tarde de conversa acesa, ao término
da qual Fard levou Bill a seu novo escrilorlo (~m construc;tío, ro décimo
segundo andar, f:om vista para a Rouge ao IOllge. Sf-:ra que BIII pen
sou que eles poderiam aplicar àquele lugar os princípios sobre os
quais tinham conversado - ir alem da reciclagem c da "ctlclónClél", em
direção a algo realmente novo c inspirador? Em maio. Ford pediu pu-
blicamente a Bill que liderasse o rcplancjamcnto da Rlvcr Rougc. a
partir do zero.

o primeiro passo era criar Lima "Sala Rouge" no pori:\o da sede


central da empresa, onde a equipe de planejamento - que incluia re-
presentantes de todos os setores da emprc:sa, juntamente com profis-
sionais vindos de fora, corno qUlmicos, toxicologos, bloloqos, especia-
listas em regulamentriçào rimblental e representrintt-;s de sindlcrilos
- poderia se reunir. SUri paut3 prrncipril ma cririr Uill conjunto de illt-;-
tas. de estratégias e de modos de medir o <1vanv). li18S tarnbRill pre-
cisavam de um cenáriO que tornasse vlsivel seu processo de pensr.1-
menta e que os incentivasse a susCItar perguntas difíceiS. As paredes
estavam cobertas de documentos de trabalho posiCionados sob eti-
quetas gigantes. de modo que qualquer pessoa que andasse pelo lo-
cai podia ver o que estava sendo levado em conta na forma de pa-
dr6es SOCiaiS, económlcos e ecologicos Infornlados. que aV311riVam a
qualidade do ar, a habitat, a cornunldade. o uso de el1ergl<:-l. as rela-
ções trabalhistas, a arquitetura e - nào menos importante que os que-
sitos anteriores - a produ<;ào. Durante o pmcesso. ccntenéiS de em-
pregados estiveram na Sala Rouge (á qual se referiam. brincando,
como "sala de paz". em oposição a "sala de gunrr3") p<1ra reuniões
estruturadas ou simplesmente para se enconlrrir (com outras finallcb-
des, muitas vezes) em um lugar Impregnado das v<Í.rlriS Inlen{,;()t·;s rf:-
centementc articuladas por Ford.

o comprometimento da empresa com a sCÇJurança financeira esta-


va sendo forjado no fogo. Hcnry Ford esteve à beira da falónClél duran-
te a Segunda Guerra Mundial e lutou scriamr:nte para flue: a C~mpIT!Sa

A ecoefetividade na prática 1 b1
voltasse a ficar de pé. Desde então, o ponto de partida sempre tem
sido um sol ido enfoque em tudo o que a empresa faz - toda inovação
deve sei· boa para o lucro. Mas a equipe tinha total liberdade para ex-
plorar maneiras inovadoras de criar valor para os acionistas, c o pro-
cesso convencional de tomada de declsao da empresa devia ser infor-
mado por todos os aspectos da ferramenta fractal de que tratamos no
Capitulo 5.

Desde que Bill Ford abriU as portas para a nova forma de pensar,
centenas de empregados de todos os Sf!tores da empresa - fabrica-
Ç30. ~ws'Ao da cadeia de suprimentos, compras, finanças, design,
qualidade amhlental, co/npliance e pesquisa e desenvolvimento (não
somentE": em River Rouge) começaram a apresentar Idelas. Havia uma
resistência Interna a superar: certamente, um cetiCismo arraigado.
que, no melhor dos casos, via as estrategias ambientais como alheia à
economia e, no pior deles. como intrinsf!camcnte antieconômicas. Um
engAnhelro explodiu em uma das primeiras reuniões dizendo: "Não
estou aquI para falar sobre ecoarqultetura com nenhum ecoarquiteto.
OUVI dizm que vocês querem colocar claraboias por toda a fabrica. e
aqui. na Ford, nos jogamos betume sobre as clarabolas. E também
OUVI que vocês querem colocar grama sobre o teto. Entao, que estou
fazendo aquI?" (DepOIS. ele fOI um dos heróis do proJeto). Além disso,
como disse wn pesquisador da empresa, a base científica Instituída
na empresa poderia ser ··como uma fortaleza com um grande fosso".
PorE':!rll. acrescentou: ·'Se não houvesse debate acerca disso, então.
claramente. isso nào seria tão Inlportante".

Ouanto a isso. a Ford ja se destacava entre os fabricantes de auto-


moveis, graças a seu ent?:to diretor de qualidade ambientai, Tlm
O'Bricn (alóm da InfluênCia eXE~rClda por Bill Ford, quando desempe-
nhava a funçüo de nwrnbro do cOlllltê ambiental). Todas as suas ins~
talações pOSSUlélnl certiflc(l(,:ües amhlentais da Organização Interna-
Cional pua PadroIl17~H;ÜO (ISO), que refletiam sua capacidade não
apenas de Illonltorar a qualidade do que produ71a atravAS de métri-
cas-padrào, illélS também seu desempenho ambiental. A cArtlficação
ISO dccrc:tava que a empresa nmprc.!endia uma pesquisa proativa de

I l)~)
Interesses e prcocupaçõ(;s arnblcnlals. c:nl ve/ ch~ deixar ISSO nrlS
mãos dos reguladores.

Corno o próprio Tlm O'Bl"len assinalem, a rné'.lloni.1. dos labrlci.lntc~s


que sào proprietários de locais antigos gostarléHll que; a ROUÇJF) ado-
tasse uma abordagem de tipO "ningu(~1ll pergunta. niliquc:nl f(lla", pw-
ferindo não examinar seus ar-redores com muito Cl.IICJado. porque qual-
quer problemél que descobrissem Irnpllcaria algunlél obrl~Fj(;;~i() de
atuar (e algumél. vulnerabilidade a açóes JudiclélIS). Ouando df~~;c()Lnc;ill
(ou são forçados a reconhncer) é\ c;xjstí~nCla de conti.1.nlln~HJlo. 11OfTnal-
mente removem o solo contaminéldo e () cntc:rrarn em UIll local seguro.
em conformidade C0l11 os regulamentos dél EPA (Agí')rl(;l(l de ProtC:C.:élO
Ambiental dos Estados Unidos). Essas cstrategias de Ilpo '"raspal' (~
queim;:u" podem ser' eficipnles, rnas S<lO caras e apnna~.; 1"(":1loc<1.111 us
problemas junto com a camada superror do solo.

A equipe de projeto da Ford disse: "Suponhalllos () pior.... OUrlndo


ela descobriu que realmente havia conl(1nrina(;~o t-:Ill varias de; suas
instalaçõos. a Ford negocIou com o governo para (:xpPrlmcntar' tratar
seu solo de um modo novo. Apc:nas SR removnnél r~ Si: (;nl('[ rélrlél a
camada superior do solo, c se 11l1lp;:l.I"lanl as camadas rll(lIS profundas.
A empresa tem explorado m{;todos Inovadores d(~ liIllPC)7él. tais corno
a fltorremcdiaç~o, um processo que utiliza plantas vc~rdes para rerno-
ver toxinas do solo. e a 1llIcorrernediac;a.o. que 1lf11pa o solo com cOÇJu-
melas e fungos. A concepção da Salíi. ROlJUc de implelllRI'taçé10 no
local faz quP él abordagem seja estruturada em tcmlOS positiVOS e
proativos - nao "limpar". mas "errar um solo saudúvr:!". por pxümplo. As
plantas fltorremcdiadoras são escolhidas com basc (:Ill suas proprrc"
dades al1t6ctonc.~s e de limpeza dR toxinas. A síi.udn do local rl,'to t:
medida em termos de cumpnnlAnto dos padrõps nrlnifllos Impostos
pelo governo, mas em relaçã.o ri crM:rios como o nUfllero c]c) Illlnhocas
por pé cu biCO no solo, a dlvnrsldadc de passaras (; de IflSr:tos na terl"a
e de espéCies aquaticas em um riO proXIIllO (; o atríi.tivo que () local
exerce sobre os reSidentes locais. O trabalho c n;Ç1ldo por llfll obJetiVO
convincente: criar um local para a fabnca onde os pn')prros filhos dos
C:lllpregados déi Ford pOSSéllll brincar COIll sr~qurall(,;d.

A ecoefetividadc na prática
r

À medida quo a empresa olhava sua nOV8 proposta de fabricação


sLlstentavel, encontrava cada VL? mais oporlunidadC's de melhorar o
dC'sempcnho aniblpntal sem cntl'ar C:rT1 confldo com seus objetivos fi-
Ilanceiros: c esses ÔXltos explicavam ü fato de a ernpresa assumir
outros oesCltio,s ambientais ambiCIosos. A gesU'io e a qualidade das
úgllas pluviais fOI UIll bom cmnnço, porque muitas ve7es 580 tidas
como (;(-:r!é1s c nao parecem ser caras. Mas a Fard descobriU que a
gC:St2iO d~iS dC]uas pluviais pode ser rnuito cara; as regulamentações
advindas do Clt~an Wa.ter Act ("Lc~i da úgua limpa") exigiam a inslala-
(;:ão de nc'vos tubos dn concreto c de novas cstaç6es de tratamento,
quc~ podcrlam CUStiH a prnprt?sa nlilis de 48 milhões de dólares. Em
vez diSSO, quando a nova II"lstalac,:tio estiver concluida, contará com
LHll telhado vcrd('~ cap~ll d() r(:t()r duas poleqadas de é1gua de chuva e
cmn estaclonarllcntos puru~.Jus que tamhern POd(Hào absorver e ar~
lllélZCnéH a agudo Oc:~pois. a élgUi.l di.l chuva escoará para um brejo
construído, onde sorj pUrificada pelas plantas. rllluóbloS, fungos c
outros orqanismos VIVOS qun vlvom ali. Do brejo, a úgua passara por
carnplllélS pantanosas - v<1bs roplctas de plantas nativas - até chegar
élU riO, d,·-na c limpa. As é1guas pluviais dcnlOrar[lO três dias para es~
COé.!f atf; n rio. cnl vez de: cheçj<H"eni 1<'1 ImE~dléltamente. em um desrno~
I·onéllllcrltn ahl"lrpto n sujo, o que rl.7quereria medidas rápidas e drastr-
caso Em VC;? ch; spr slmplosnwntn um enorr!lf.; ônus IIIvlsivel. a gestào
das ~lgUélS pluvr;.lls t; vista como um bônus vlslvel n élpreClavcl. A abor-
ebgclll CC(wtctIV;.l limpa d (igua c: o ar, proporciona hahltat e realça a
beleza da péllsél~.JC;rn, <lO I1lnsmo t(~mpo cm que fa7 que a empresa
()Con()lIllh~ uma qrandc qUiHllldadf; df-; dinhc:iro - aproximadamente
35 lIiilhôc.:.; de dólan:s. S(;~jllIHjO lHT1<"I ~;stlnléltlva.

o rcpl:·lIlcjamf;llto ela InstaléH,;;:io de tabrlcél~;~io Incorpora o compro-


1111SS0 da cmpr·csa com a Justiça social. com a ccoloÇJla e com a real i-
dr:tcjp (~conómica. A vdha fabm.:a tornara-se escura, frlél, lHliida e de-
;;aqracbvcl. Os tr~lbalhé\d()rps tlllham de ter UIll par de sapatos para
;;(,;r lJsadcs na L'dJrica c outro p~:lra s{-~r usados na rua. No Inverno, fica-
Véllll ~3(:rn vr:r o sol por semélnas. cxceto nos sabados e domingos. A
C'mpl·C~3(J ::r{; quc,; um luqar de trabalho aprazlvel sCJa c:lc:mcnto-chave
rXII"a atrair tort,:a clt; trélhalho crii1tivél. diversificada e produtiva. Após

1;;,:1
visitar a fabrica de Herrnan Millc:r, proJRtad;:t (?rn Michlqan rwlo (:scritó-
rio de arquitetura de Bil!. él equipo da Ford J<{ 11;lO prr;CI~;(lva sc'r con-
vencida: a nova instalaçao seria iluminada nalur<1lmnnU; -- cltr: rTlc'smu
a cafetena. de maneira qU(? os trabalhadores podc:nanl ~lprovültar a luz
do dia inclusive durante um brf;V(~ Intprvalo -. como tinham Sido as
fábricas originais de Henry Ford. em LH11a (:POC8 em flue haVia mcnos
sistem;:ts elétriCOS de energia. Tena tetos ;:tllos, v.:was VlstZl:-i SCTIl obs-
tc'l.culos. e (como medida de scguranc,;ét) os escritorlos d()s superviso-
res e as saléls dél equipe de trabalho ficariam c~m lU")l nwzanlno. c1E:
modo a reduzir o risco de aCidentes. A equipp tambem adotuu o modo
de Tom Klsor de ver o Cdlficlo COIllO um duto qiqélnl(~ (~clt: (;()I1CPll-
trar-se em aquecer e refrigerar as pessoas no f~difl(;I(). (~Ill V()7 cl(; Lv(;-
-lo com o proprlo edlflclo (cf () Capitulo 5)

A Ford vé o Rivcr Rouge COIllO UIIl l(lboré.ltorlo olld(; ::;(; pod(;1ll tes-
tar ideias que. ela eSpt~ra. sr:Jdnl trélClLJ7Idas em lIm~1 nova 1ll,111C'IIZ-l de
projetar a fabricação em lodo o I'fllHldo, ConSld(;I'éllldo-s(; CllIl; a cnl-
presa tem. sozlflh;:t. ;:tproxllnndalllcnte 18,5 milhões clt; IIlctms CllIdclra-
dos dt~ telhados f:1Il Indo o mundo, seria posslvrd Illlpll;rnCI"t,n r-ar)t(Ja-
mt:nle In()V~H,;Ó(;S bCITl-:3ucedldas p~lI'a él trallsfemn;Hi ,)() (I\-; Inda é\

Illduslrkl. No entanto, as soluçõcs ()spcciflcas dpv(;111 ()rlqlll~H--~~C (;


responder a Clrcunst~lflClas locaiS. Urn tr:lhado verei(; pude fUIlClOlldl
Ila Cidade: de Saint Petorshurq. na Flonda. mas n{\o em S;~li) Pct(;r::-J"Jul
go. na RÚSSlél. O trabétlho ja ff:llo pm RIVfn RouçJc o(;aSIOIlOll ;\ rC~VIS(ln
de; outras Instalétçoes d8. Ford. ondc: os l:élla-vcntos (: os palllnlS ~;CJI(l
rcs podcrl8.m fazer eJiferença (;conómica sr; fossern (;ollu:hidos corno
produtos de serviço dentr-o de um pacote cnc:IÇj(':II(;() COlllf~lcdo. A dt~
Cisão global da empresa c tonar-se nativa dn cadaluDrtr. A lJ<lrtlr d(;;;-
sa deCisão. seguem-se soluçócs 10(;'-IIS. ado!;lcldS (~ ;H_bp\éldas '-I ou-
tros lugares. alem d(: rr:vls<1das (; rdllladas contlllUdlll(;lltc t(;lldo
corno deito um profundo proc(':sso de rlludall(;a que, {;1Il ultlllla anali-
so. pode; ah;:trcar lodos os aspectos daqUilo flue' ullla cmpresa fzümea.
bem corno o modo corno c produzido. com(:rClallléldn, VC:llOIc!O f:~ rcu-
dado. Uma fMmca de automovels rcproJctétdét pode: rcsull;:u-. nm l'llll-
ma Insti_lncia. elll uma Ilo<,:élo complet(Hnenh~ nova ac(;rc':l do qli(~ (: um
autornovcl. Scrú demorado tl'ansformar ulna IndLlstr-ld Uio qr;-tndc. com

A ecoefetividade na pratica
uma Infril.(;struturél. L)o complexa., rnas talvez ainda vejamos uma Inst8.-
iac,;;,lO automobillstica de deslliolltagem no local da primeira fábrica de
rnontaDHnl moderna.

Cinco passos rumo á ecoefetividade


Como uma (;mprnsa como (1 Ford - com sua longa e notável história,
com sua vasta estwtum, COI11 seu qrande nLlnlerO de empregados
acosturl"lados a detcrrnlnados Inodos de f3zor as coisas - começa a
rufcver-spc,) Para um c:nçJcnhelro que sempre adotou - na verdade,
que uur'ante toda sua vida fOI treinado a El.clota.r -- uma abordagem
tradicional. linear C~ cradle to grnvc, concentrando-se em ferramentas
(e; sistemas "de tamanho unlco" e que espera usar materrais, produtos
quirnlcos CJ c;nel"gia como snmprc fez, a mudança para novos modelos
R para uma absorçjo mais diversificada pode sei" inquietante. Perante
pl"alOS e df:l1landas imediatos, tais mudanças podem oarecer compli-
cadas, ppnosas. anwac;ador'as e até opressivas. Mas, como Albert
Einstc;1n ubsprvnu, se Cjunremos r(;solver os problemas que nos afli-
qCIT1, nosso pnrlsamnnto deve evoluir alenl do nivf:1 que tinha quando
crramos C'ssc~; problnmi1s.

Para a natureza hUrllana, fRlinllentf:, <1 mudança corneça, na maio-


ria dos casos. com um produto, sistema ou problRma especifico c -
conduzida pelo compromisso de pôr f;nl prc'!.tlc<1 os principios da
ccodetlvldéldn - cresce gradativamente. Ern nosso tra.balho. temos
obser'vado en1rrc;sas de todos os tamanhos, tipOS e culturas envolvi-
da::-~ nesse processo de translç~·lo. e temos tido mUitas oportunidades
dn testemunhar os passos que (;1<1S délo à medida que começam a
n:;lri1.halhar seu pensamento e suas açóc:s de acordo com uma Visão
ccOef(:tlvd.

PélSSO 1. "Llvlf;-se"' c/o,",' culpados conhecidos.

ConlCçar a afastar-se clf; suhstAncias Clue são amplamente reconhe-


Cidas COll10 PI'CJlIdicials (; {) passo qUf: a nlé1.loria dos individuos e das
Industrras da em primcim 11IS]élr a merllda qw: se volta para a ccocfeti-
vldad(;. Estamos lé10 acostumados él ouvir falar de produtos promovidos

1í~ \.J
como "livres de fosfato", "livres de chumbo" e "sem chellO" que él abor-
dagem nos parece natural. No entanto, pense f;m como essa prática é
curiosa. Por exemplo, imagine como reagiriam seus convidados se
você -, em vez de descrever a velha receita dA família que você prepa-
rou com tanto cannho e os saborosos ingredientes que teve de Ir tão
longe para comprar -, anunCiasse orgulhosarnentc qLJE-~ o .antar seria
"Iivre de arsenlco".

É importante admitir o potencial absurdo da abordagem e os pro-


blemas menos visíveis que ela pode ocultar. O detergente pode estar
"Iivre de" fosfatos, mas e se eles foranl substituídos por algo pior? Os
solventes que permitem a colagem das tinias de Impress.so corwcn-
cionals S{lO derivados de produtos petroquimicos problenlaticos: mélS
introduzi-los em uma base de água para torná-los "livres de solvenlp"
pode fazer que os metais ppsados que ainda se encontrem nas tintas
entrem mais facilmente no ecossistema. Tenha em mente que a meta
ó selecionar positivamente os Ingredientes que comp6em um produto
e saber como estão combinados.

Há vários ar,os, uma empresa de alimentos pediu -nos que desen-


volvêssemos uma embalagem livre de cloro. Ouando pensamos sobre
o projeto senamente, ele transformou-se um pouco em uma piada de
mau gosto. porque percebemos que um produto nélo c nccr;ssaria-
mente saudável e seguro simplesmente por n<.10 conter um unlCO ele-
mento. Como já aSSinalamos, a deci.sào de fazer produtos de papel
livres de cloro significa usar celulose virgem em substituição ao papel
reclclado, e mesmo assim algo de cloro - que está presente natural-
mente - se infiltrará. Alem disso, a embalagem continha outras subs-
tâncias problel"Y'Jaticas - por exemplo, tinha uma célm<:KJa de poliurela
no e havia metais pes8dos nas tintas usadas para fazer a Impressüo
sobre a embalagem -. e essas substânCias nélo se r~nconlraV,-HTl em
nenhuma lista negra ambiental dt'! grande divulgaçAo, de lildnelra que
ainda não eram consideradas perigosas pelo pLJblico em geral. (Imagi-
namos que o fabricante poderia aumentar élS vr~ndas l: economlZélr
dinheiro e Rsforc;o se Simplesmente anunciasse que a embéllaqcrn era
"livre de plutônio"') Ironicamente. no final das contas, o fabricante

A ecoefetividade na prática 1 i'j /


j consr:gulu produzir sua embalagem livre de cloro. mas depois desco-
bnu dloxlllas r-clacionadas ao cloro no próprio produto alimentício.
"
Né10 obstante, hú algumas substâncias conhecidas por serem bioa-
cUlllulavcis c por causar um dano tão óbvio que se livrar delas e quase
sempre um passo produtivo. São o que chamamos substânCiaS X, que
incluf?nl rnatc:rials como PVC. cádmio, chumbo e mercúrio. Conside-
rando que a qU3nllcb.cü::; de rnercurio dos termômetros vendidos anual-
rnenlp aos hospitaiS e aos consumidores nos Estados Unidos c esti-
mada nrn 4,3 toneladas, e que basta apenas um grama para
contamlnélr os peixes em um lago de vinte hr:clares de extensão, é
Intcrc:ssantc projetar um tcrmômplro livre de mercurio. Está em curso
uma campanha de grande divulgação para elll"rlmar termômetros que
t{~nl o merCLIrIO como baSE":!; mas a quantidade Ja eliminada atinge so-
mt;nl(; 1 c;/l) do nlercuno usado nos Estados Unidos. De longe, a maior
quantidade t; usada por Interruptores industriais de diversos tipos.
Poucos fabricantes de automoveis têm eliminado progressivamente o
uso de Inlt.~rr·lIptorcs de mercLlrio em carros - a Volvo, que vem tratan-
do dessas questões há anos, tem também um plano de eliminação
pmgrussiva do PVC -, mas a malorlél nA.o o faz. Do nosso ponto de
vista, l~ cruciéll que hajél urnél ampla ellrllinaçào industrial progressiva
do nlfncurio para eSSf; uso.

A deCls,'iO df; cmu produtos livres de subst{mcias evidentE":!mente


prf;JudICI(lI~; constituI os rUdlrllentos daquilo que chamamos "filtro de
proJetu" L,rn filtro que se encontra na cabeça de quem projeta, ao In-
ves de encontrar-se nas extremidades dos tubos. Nesse estagio, o
filtm {; bélstélntc rude - equivalente a decisao de nao inclUir nos ingre-
dlf":nt0s do Fl.ntar que você vai oferecer algo que possa deixar seus
convidados doentes ou algo a que eles são sabidamente alérgiCOS.
Mas e UIll começo

Pa.'>so 2. S/Ua as prefcn2f7clas pessoais informadas

No ,n,CiO da dccada de 1980. quando Bill Rstava projetando o


prllnPlro dus charnados escrltorlOS verdes para a sede nacional do

1 t;B
r
i{ Environmental Defense Fund, ele envIou questionarias para fahnCé1n
tes de produtos cUJo uso estava analisando e lhes pediu qU(, (;XpIICélS-

sem o que os produtos continham cxatamenlf:!. Os quc:stionrtrios lo


ram devolvidos, c, essencialmente, dizlé.un: "Islo f; urna propI'lcdadc
privada. Estamos dentro da lei. Vã embora". Na falta de: (bdos prove-
nientes dos próprios tabrlcantes, Bill c seus colr;gas tlvel'éllll de fazer
escolhas com base na limitada quantidade; dp InforrlléH;é-\O que pos-
suiam. Por exemplo, optaram por afixar o carpete em vez de cola-lo.
de modo que as pessoas não ficass(,;1l1 sUWlta!:.; aos ViUlOS IIlgrcdlen-
tes e efeitos desconhecidos dos adc:sivos. Prefeririam w;ar ;:td(~slvOS
de emissões baixas ou que náo emitissem nada, pois ISSO permiti l-ia
que o carpete fosse reciclado; poróm, esses adeSIVOS parecl,-Hll nào
existir. Também cscolhF:rrlm tinta à base de agua. A df~CIS;'íU deles de
usar Iluminação de espectro completo tez que Impor-tasscnl lâmpadas
da Alemanha. Emborrl. preferissem a qualidade da luz (l; soubc:sspm
que ela faria qJe os trabalhadores se sentissem melhor), não sa.bia.nl
muito dos produtos químicos presentes nas lâmpadas ou das Clr
cunstâncias em que eram fabl·icadas. Para tornar essas e oulrr1S decl-
sôes de projeto, a equipe fez escolhas com base na melhor Illforma-
ção de que dispunha e r:m seu juízo (;stetico. Dr~ n;H_lcl s(nVlrla
selecionar coisas pouco atraentes apenas porqLJé: Rsta;_; tlllham mais
respeitabilidade ambiental - não foram contralados para constl·uil·
urna mstalaçào feia.

Ouando Bill começou a lidar corn essas questôcs cmno arquiteto.


nas dccadas de 1970 e de 1980, IlnhH. em mente que S8U trClbalho
consistia em encontrar as cois3s certas e reuni-Ias. c pensava que
essas coisas Ja existiam t-:m algum lugar do mundo. O pmblrnna r-CSll-
mia-se em saber quais eram essas coisas e onde se f~ncontr-élVal1l. No
entanto, ele não demorou mUito a descobnr que havlél POUC~)S COlllpO
nentes realmente eco efetivos para 3 arCjultetura e para () deslqn, e
então começou 8. ver que poderia aJuda.r a. fazê-los. Na Cfl0(;,-' t:ll1 CjU(:
nos conhecelT'os, o pensamento de Mlchael tinha evoluiej() (}ITI IJlna
direçào semelhante, de modo que o caminho futuro d(: 110SS() lrélbalho
conjunto estava claro.

A ecoefetividade na prática 1r)'-1


A verdé:de era que nos nos encontrélvamos em meio a um mercado
enorme, cheio de ingredil:ntes grandemente indefinidos: sabíamos
pouco sobre os materiais de que eram feitos, c como eram feitos. As-
Sim, com base: naquilo que sabíamos. a maioria das notícias não era
boa; a nlalor parte dos produtos que analisamos não se adequava
verdadeiramente aos crlténos de projeto da ecoefetividade. No entan-
to, as decisões tinham de ser tomadas logo, implnglndo sobm o de-
signer a difícil pergunta sobre quais materiais são suficientemente
saudavcis para ser usados. Dali a poucas horas, as pessoas iriam
jantar e esperavam - precisavam - comer. Apesar da surpreendente
escassez de ingredientes s<ludavels e nutritivos e do mistério ao redor,
digamos. culturas geneticamente modificadas (para continuarmos
com a nlptáfora). n;10 pooemos comeyar a c07inhar só quando a per-
feição for alcançada.

Corno preferência pessoal, você poderia decidir ser vegetariano


("livre de" carne) ou então nao consumir carne de animais que tives-
sem sido alimentados com hormônios (outra COisa "livre de'" estraté-
gia). Mas que dizer dos Ingredientes que você usa? Optar por ser
vegetanano não lhe diz exatamente corno o produto que você usa foi
cultivado ou manipulado. Você poderia preferir espinafre cultivado or-
ganicamelte ao espinafre cultivado convencionalmente, mas se não
sabe 1I1ais sobr-e os métodos de embalagem e de transporte do pro-
cessador. não pode ter certeza de que c mais seguro ou melhor para
o meio ambiente - a menos ljue você IIWSrl'lO o produz<l. Mas deve-
1I10S começar por algum lugar; e. como passo inicial. é mais provável
ljue se você conSiderar essas questôes e exprimir suas preferências
por n1elO (18s escolhas que f;v. o n~sultado atingirá uma maior ecoefc-
tlvidade cb que se vocô n~lo os considerar.

MUitas decisões da Vida rc:al são tomadas quando se comparam


duas cOisas que cstélo abaixo do Ideal, como no caso do papel livre de
cloro em contronto com o pap!?'1 reclclado. Você pode ter de escolher
entre UIIl tncldo <'t hasn de produtos petroquímicos C um algodão
"cmnplntamentr: natuml", produ71do com a ajuda de grandes quanti-
dades de' fc:rtilizantc:s nitroqc:nados. qerados por pror.lL,tos petroqulml-
cos e fosfatos radioativos, exlraídos por melu de um processo de rlll-
neração a ccu aberto. sem menCionar os IllseliclcJa.S (! herbicidas. E
além daquilo que você sélbc. ocultam-se outras Cjlll:stócs problcméltl-
cas de justiça social e de ramificaç6es ecoloÇJlcas mais amplas. Ouan-
do se tem de escolher entre a fr'igldeirél e o fogo. quem escolhe so
pode sentir-se desamparado e frustrado. o que explica qLle c funda-
mentai que haja uma abordaqrHi1 mais profunda do reeü-·sIÇJI1. Mas
enquanto isso, é possível fazermos o melhor con1 aquilo que tC;nlOS. e
possível fazermos escolhas nwlhorc:s.

Prcfirrl intclig6ncia (?(;o!ó!j/(;(-J. EsleJa o n1aI~; sc:guro pOS~3ívcl de


ri

que um produto ou uma subSt<:"lIlClél núo cont(~m ou nélo favmccc subs-


tàncias e práticas flagranternente prejudiciais Ú sélL'lde humana c am-
bientai. Por exemplo, ao trabalharmos c:m um edifiClo. nossos arqul!n-
tos poderiam dizer que preferem usar rnadoll'a colhidél. de form:1
sustentável. Sem procisar realizar uma Vél.stél pesCjulsa em fonles Indi-
viduais que tenham a pretensão de fornecer t"ssa madeira. podemnn
decidir usar uma madeira que tenha o selo d(~ aprovaçao do Forest
Stewardship eounci!. Não vemos em que floresta a extra({élo e feita. c
por isso n8.o sabemos quao profundo Ó o compromisso dos cxtr-atorcs
com a sustentabilidadc; mas decidimos prosscquir com esse produto
com base naquilo que sabemos aÇ]ora. c os result<ldos pro\/élvclmentc
serão melhores do que se nos nã.o tivessf:fllos pl:-:rlsado nfi. C]lwslão. E.
como Michael destaca, um produto Cjue é. dlfFtnlOS. "llvr(~ ce PVC" ou
um produto que. de modo geral, parece ter sido feito Cor)l CUidado e
com consclênCIfi. él.ponta p<1ra um fabricante qlH: (jllCélra (;S~;(lS ques-
tões corno uma mlssao.

Em nosso trabalho com um fabricante de .J.utomóvcls. idc"!ntifica-


mos materiais conhecidos por ter algunlas qUfi.llcbdt:s positlvéls Im-
portantes c por não ter alguns inconvenl01ites comuns: borrélchas.
polímeros novos, espumas metállcéls, nleté'\lS "mais seçJLIr'oS" - COlno
o magnésIo - revestimentos e tintas que n<:"lo lan(;arélo dloxlnas au ar.
Em geral. preferimos produtos que podem s(!r' devulvidos ao bbr'ican-
te e desmonLl.dos para ser rcusados na prodLlÇ{IO !c';cllica. ou. pelo
menos, que podem retornar <lO metabollsnlO illdustrlal f"!ill UIll nlvcl

A ecoefetividade na prática
!
mais h<1lxCJ I:-.;jo (::. cJuwncyc/cd. Tondemos a optar por produtos quí-
nllCOS cor11 111(;1108 aditivos, cspcualrllente estabilizadores, antioxidan-
les. subsl{1I1ClélS antibacfcriCldas e outras soluções "de limpeza" quo
s?io adiCionados em tudo. desde cosrncticos a tinias. a fim de criar a
ilus~io de qUl: SélO produtos limpos c saudáveis. Na verdade, somente
Ulll clrurçp{lo PI"CCISél de wna protcc;ão desse tipO; do contrário. esses
rnçJI"cdic:ntcs somente tr-elr'1am os micro" organismos para que se tor-
IlCnl n181S Im-Ies dO pmduzircm nfellos desconhecidos na saLlde eco-

loglca C! hurnan'-l. Em qeral, como poucas coisas parecem ter sido


projetadas para o uso interior, procuramos escolher ingredientes que
minimizem o ri;~c;o do as rf~ssoat.; ficarem doentes - aqueles que libe"
ram nwnos rF1Sf:S, por exemplo,

Plcliréi (J lCS/JCI/O. A questüo do respeito encontra-se no nucleo do


dcslÇJIl nconfdlvo {:, embora seja umA qualidade dlficil de ser quantifi-
cad;-L nlalllf(-;~;ta-sc em dltcrcntr:s níveis, alguns dos quais podem ser
pront<lllH:llt{; vlslvcis élO deslgner- que esta em bUSCél rie materiais: rcs-
pr~lto pm qlJ{:!ll faz ü produto. pE-:las comunidades próXlfnas de onde é
f{)ito. por quem o nlélnlpula e o transportA f:, em lJltlrna análisr:, pelo
cliente,

o f"(:spc;i!o pelu cliente c: uma qunsl80 complicada, porque os moti-


vos qw: 10vam as pessoas él f;lLfn escolhat.; no mercado - até mesmo
as chanlnrias vscolhas ambienté1.ls nflO sfio racionaiS e podem ser
manipulados bcilnwntc, Mich<1nl sabe diSSO em primeira mão por cau-
sa de UIll estudo quc~ 18/ péird '-1 Wclla. um félbricanle internacional de
pr-udut()s (;élPlbws f' cosmf'dlcoS. que cstavA tentando precisar como
as pe,:--;~;oa::-; pod(-:rl<un ~;{;r Incentivadas - por- meio do marketing e da
clllhéllaqclIl <l (;~c()lhc;l' uma clllbal<1gem de loção p<1ra o corpo ami-
çpvpl ~-\O Illf:l() éllllblcntc. Um numero pequeno, mas slgnlflcéltlvo, de
corl~;lJlllICJ<H(;;; (;scolh(; compr:n ~l loç{\O com uma elnhDlagcm "ccoló-
ÇJlca" rlllllto pouco atraentc. qun ó posta na pralelelra perto de um
proclllt() IcJr":llh:u aplT:scntado 8111 uma cmbalagem normal'. mas o nu-
11H'I'{) du~; qll(' c~-;{;()ih(;nl él {:mbalaqc:m "f:colc')glca" dispara qLwndo ela
{; (:oluCéH.Ja proxlI"nrl do Ill(;Slnís~;imo produto aprt;scntado em Lima ern-
halaq(\I-:l rl1Ullrl luxLlo':--i(l. As pn~iS()(l~; ~)ost(1Il1 da idolél de cornprar algo
I
,l
que as faz sentirern-SR (-?spr:ciais e IlltcllÇ]entes. c de rccuan:r11 ck.\nte
de produtos que as taz sentirem-se tolas n Iqnorílntr:s. Essas 111011va-
ções complexas dao um podpr aos félbncantcs que pode ser usado
tanto para o bem como para o mal. Somos sabios f);'U;1 tf:IT10S caule la
perante nossas proprias motivações ao l;scolrwmH)S rna!l;II(CUS: c tam-
bém podemos procurar matenalS cUJél "propagélllda" CCJrlCIZ corll seu
contcLldo. corno outro indicador de um c0r11promissü llléW; amplo C0r11

as questões que nos prcocupanl.

Prefira o fie/eite, a cclchmççjo e () dIVClllIlll}nto. Outro dCITH~nICJ qur:


podemos tentar afem -- e que talvez seja o que aparece nléllS raf)l(:la
mente - e o prazer ou delPltt~. É mUito importante que os produtos
ecologlcamcn"'c inteligentes pslf~Flrn na vanÇJlIarda da f-:xprCSSé1.0 huma-
na. Eles podem expressar o que há de rnelhor na criatividade do projc;-
to, acrescentando prazer c deleite Ú Vida. Cprtanwnte. pudf;m nlalS do
que simplesmente fazer flue o cliente SE; sinta. do alÇJllnlél Ili(lnelf"a, cul-
pado ou mal. enquanto as decisões inwdlatas ;';,10 tomadas.

Passo 3. Criar uma lista '"jJosltiva jJéISSIVa ,.

Este (; o ponto em que o projeto conlPça a tomélr-s(~ rnalnwnte ccon-


tetlvo. Se vamos além da infonlla<;ão eXistente c: prontéHnentC) disponl-
vel e do conteJdo df~ um produto determinado. r(;a11Zé\l1108 lllll inventa-
rio detalhado de toda a gama de mater'iais usados em um determinado
produto e das substúnuClS que ele pode eml!lr durante sua fabrlCdl,;,lO
e LISO. Ouais são - se; (; que (:xls!prn - suas caractl~rlstlcas probl(;rT1atl
cas ou potenclalrnente problernaticas? Sé-lO tóxlcaSr~ CaflccriUE:naS?
Corno são os produtos usados (; qu;-tI é SC!lI estado flllalr~ OUéllS s~io os
efeitos e os possíVf:is dOllas sobn; <'.lS cornunidades loc(lIs e ~llobél.ls?

Urna. vez selecionadas, a.s subsLlIlU;.IS ~;~HJ Illscricb.s 11(1 sn~JLwlt(;


lista, em urna. espccic de tl'iagem Iccrll{..:a qUf: atribUI IllZ'lIOf ou 111pnor
grau de urgênCia a. subst~lrlClas problcr1laticas:

A lista X. Como sc~ mencionou ZlI1tes. pcrtc'm:clTl ;] li~;lzl X aquelas


substância mais problnrnatlcas: aquelas que S~lO tClélt()~lh1Ica;.;. IIlllt,l-

A ecoefetividade na pratica
gônlGls. CéHlU:;rlç]CnaS OU dR a.lçJlHll<1 outm forma prcjLdlciais, de ma-
neira dllT:da (~ (;vldc~nlc Ú sélLj(Je; hUlTlé-Hlél r: f:cologlca, A lista X tambóm
IncluI subsL1.JlUélS fortenwnle suspeitas dA ser prejudiciais, alllda que
isso nélo tpllha sido C0r11provado. Certamente, a lista deverá Incluir os
materiais ~:uspc~ilos de conter cél.rclnógenos n outras substâncias pro-
blellléltlca~_. (amianto. bell7CnO, clorc~to de vlfllla, trióxido de antimônio.
cromo e assim por diante) elencadí1s pela Agóncla Internacional do
Pesqu,,;as em CilIlcer (IARC) e pela lista alem3 de CorceIltraçào Má-
I
xima no Loc.1.1 de Tra[Jéllho (MAK). As sUbSt{U1CI3S insendas na lista X
I
; são consideradas conlO nlaximanwntc prioritárias para uma elimina-
I;
I,;
ç,lo gradativa completa 0, se for necessário e possivel, parti uma subs-
tillllC;{lO CO'11plE:-~ta.
II

A lista c/lua. A lista cinza contcrn subsU'lncias problAmáticas qUA


nüo preclsarn tüo urgentr:rlwnte de eliminac;üo gradativa. A lista tam-
bem Inclui substúncias problemáticas qUA süo essenci81s para a fabri-
cação, ptin as quais ainda n~lo dispomos de substitutos viáveis. Por
exemplo, o cadmlo Ó altalnente toxico, mas. por cnCjuanto, continua a
s(!r usado na produC;{w de painéiS solares folovolt3icos. Se estes fos-
sem fedos e cornercial17ados como produtos de serviço e seu fabri-

, cante retivesse a propriedade das Illolúculas de cádmio como nutrien-


t{; tE:-?cnico, ale poderiarnos considerar esse procedimento como um
!
uso adequado e seguro do matc~rlal - ao menos até podermos repen-
sar o projeto dos palllóis SOléll'CS de um modo mais profundo. Por ou-
tro lado, o uso do ci.'ldmio no contexto de prlhas domésticas - que
podpnl terminar AfI1 um deposito de lixo ou que. pior ainda, pode ser
lanc,:ados ao ar por um Incim~rador que converte resíduos em energia
- R mais urçjCnlprnc:nto problpmatico.

1\ IIStél P. Esta o nossa "lista positiva", ú qual freCjut:ntemente nos


I'cfcrrmo.s corno nossa "lista prderida". Inclui subsLlncias ativamente
cJcflfJ/das (;.:11110 séludavPls c scgmas para ser usadas. Em geral, (;on-
sldc;r·arnos:

• i.l toxlClcladc oral ou Illalatorlél aquda;


• a toxicldade crônica:

• se a substância ó um forte sensibilizador:

• se a substância é um carc;inógt~no. urn mulagE~nlco ou uni


teratógeno conhecido ou suspeito, ou então um dlsruplor
endócrino;

• se a substância é sabida ou suspcitamente bloaclIlllul,-'lVcI:

• a toxicidade em organismos aquáticos (pelxf:s. datnlélS, algas,


bactérias) ou em organismos presentes no solo:

• a brodegradabrlrdadc;

• a capacidade de danificar a camada de ozônio:

• se todos os subprodulos SA encaixam nos mesmos crlterios.

Por enquanto, o redeslgn passIvo do produlo encontra-se dentro


de seu esquema atual de produçüo: estamos apenas analisando nos-
sos Ingredientes e tazendo substituições onde ó possível, Vls;-lIldo se-
lecionar no produto o máximo possível de ingredientes proverw-:nles
da lista. Estamos repensando os materiaiS de que o produto ó fc:lfo, e
não o que ele fundamentalmente é - ou corno de ó comercializado e
usado. Ou ando você planeja um jantar, pode decidir nél.O apenas servir
um bife de origem orgânica e livre de hormônios, mas tambl:nl - tendo
encontrado espinafre no mercado do agricultor local - SRrVlr verduras
e deixar de lado as nozes que vocô pensou em por no bolo, pOIS um
de seus conVidados f; alf;rgico a elas. Mas o cardélpio pernl8.necf!ria
essencial mentA o mesmo.

Por exemplo. um fabricante de Iccido de polléslr~r que: tUllha Ck~Sl~O­


bcrto que o corante azul que c:sL,'1 usando ('; nllJ!aqEO;IlILO c: call1;críÇJc-
no. poderia escolher um corante azul dlf(H()l1t(; (: mrlls seqlHo, Mcdho-
r-amos o prodLJto eXistente com incrClllCntus c IrlllcL_Hl1O::; ;JqlJllo qLlr~

A ecoefetividade na pratica 1 'i-;


conscçjUlnlOS, sem mconcebcrmos o produto na sua essência. Ouan-
do olhamos um carro, podcrlé1.rnos ajudar (e o ternos feito) um fabri-
cante rt lIsar estofamentos 8 carpetes livres de antimônio, mas não
estaríamos repensando o projeto essencial do carro. Poderíamos
substitUir uma tinta aman~la sem cromo por uma tinta amarela com
cromo. Poderíamos cVlt<ir substâncias problemáticas, suspeitas ou
Simplesmente desconhecidas caso pudÁssemos fabricar o produto
sem elas. Olhamos pé1ra aquilo que o produto c da forma maiS ampla
e profunda que podemos. As V87es, as substâncias questionaveis pre-
scntc;s 8rn um prodllto n~lo provêm dos ingredientes do produto, mas
de algo que se Rncontra dentro ou em volta da maquinaria usada para
fabrica-Ia, como, por (;xemplo. um lubrificante de maqLJlnClS, que pode
ser pmntamentc substltuido por um item menos problemático.

No entanto, esse passo implica esforços crescentes. Sem ter reali-


I zado Uill redc:sign global do produto. a empresa tem de equiparar a
qualidade do antigo produto enquanto começa a alterar a lista de in-
gredientes - o cliente quer um azul Igual ao antigo azul. A simples
confrontacao corn a complexidade de um determinado produto pode
ser <.'J.ssustadora - irnaginc qlW você descobre (como nós fizemos)
que um produto simples, de todos os dias, usado amplamente na fa-
bricação, :e111 138 Ingredientes perigosos, conhecidos ou suspeitos.
No entanto. esse estagio {; o início da mudança real, e o processo de
InventEmo pode Instigar a Criatividade. Pode estimular o desenvolvi-
mento de uma nova IlIlha de produtos que evitará os problemas asso-
ciados ao antigo produto. Como tal, representa uma mudança de pa-
radigma e condu7 diretamente ao ..

Passo 4. Ative ri lIsta positlvn.

Este ó o ponto em que o redesign começa a ser'lo, o ponto em que


deixamos de tentar ser menos maus e com(!çé1mos a descobrir como
ser bons, Agora. você: estú trilhando o caminho dos princípios da
pcoefctividade, de modo que o produto p prOjetado do começo ao fim
p3ra tomar-se alimento tanto para o metabolismo biológico como para
o tecnico. Em t(!rrllOS culinanos, VOCR Já não esta substitUindo ingre-

176
, dientes ~ vocé jogou a. receita pela Janela (:' (;st~l começando do zero,
com um cesto cheio de ingredientes saborosos F: nutritivoS com os
quais você gostaria de cozinhar, e isso lhe da todo tipo dn IdelZls de
dar água na boca.

Se estivermos trabrtlhando com um fabricante de automóveiS, neste

l ponto teremos aprf:ndido tudo o que podemos sobre aquilo que o


carro e. Sabemos de que ele é feito e como os materiais sào reunidos.

J Agora estamos escolhendo novos materiaiS para ele. pensando sobre


corno eles podem Ingressar nos ciclos biológico e técnlCD de modo

I seguro e próspero. Podcriarnos escolher materiais para as pastilhé1s


de freio e lambem borracha para os pneus que podom dF;sqí1slar-s~;

I com segurança e se tornar produtos de consumo. Poderléllllos f!slofar


os assentos com tecidos "comestlveis". Poderíélmos USélr 111l1as ()I(Jlje-
gradáveis que possam ser raspadas sobrn subslmlos de a<;o. ou po-
deríamos empregar poli meros que não requerf~m tingimento. Podenél-
mos projetar o carro para que seja desrnonlado, de modo que o a<;o,
o plástiCO e outros nutrientes técnicos possarn voltar él estar dlsponl-

I
veis para a industria. Poderíarnos codificar Informa<;üo sobl-e todos os
ingredientes dos próprios materiais, em urna espéCie de "passaporte
de supraciclagem", que pode ser lido por SCdnners e usado de forma
produtiva pelas futuras gRmções. (Esse conceito pode na S[:I' aplicado
a muitos setores de deslgn e fabrlca<;<:lo. Poderra haver um passapor-
te de supraciclagern ri um f-~dlfíCIO novo que identifique todas as subs-
tâncias usadas em sua construção c indique quais delas são VI3Vf!IS
para ser usadas como nutrientes c em qual CIcio.)

Traia-se de grandes melhorias no paradigma alual de "carro·'. Ele


não acabará em um montão de sucata. E, no f!ntanto, .. allldéi e uni
carro. E o atua sistema de um numero cada vez maior de carros sobre
superfícies de asfalto cada vez mais amplas não e necessariamente
ideal para o mundo de abundânCia que nós Imaginamos. (Buckrninstcr
Fuller costumava brincar que se seres extraterrestres fossem atr~rrrs­
sar na Terra, 8. Impressão deles, a tres mil metros de alturél. provavel-
mente sena a de que o planeta estaria habitado por c8.rros). Consloe-
rados individualmente, os carros podem sr~r oIVf~rtidos; 111as os tt~rríveis

A ecoefetividade na prática
~ngarrafalllRntos R um mundo coberto de asfalto não são. E assim,
tendo aperfRlço8do o carro como carro, tanto quanto podemos, pas-
I
samos par;) o ..
I
I Passo 5. RCI/Jvclltc.

Agora estamos fazendo mais que projetar para os ciclos biológico e


tecnico. Estamos remodelando r"equisitos de design: não "projetar um
carro", 1113S "projetar urn 'nutnveiculo"', Em vez de ter como objetivo
criar carros com emissões negativas mínimas ou inexistentes, imagine
carros projetados para liberar emissões positivas c gerar outros efei-
tos nutritivos no meio ambiente. O motor do carro é tratado como uma
fabm:a de produtos CjUIIllH-:OS moc:h::;lada Anl sistpmas naturais. À medi-
da que ele qU81r113 o combustivel, o vapor d'água de suas emissões
pode ser capturado. rAlransforrnado ern água e usado. (Atualmente, o
carro medo emite aproxlrnadanwntc quatro quintos de um galào de
vapor d'~tgua no ar para cada galào de gasolina quc queima). Em vez
de fabricarmos o conversor catalltico no menor tamanho posslvcl, po-
deríamos desenvolver meios de usarmos o óXido nitroso como fertili-
zante c assim configurarmos nosso carro para que produza e armaze-
ne o maxllno possivcd enquanto estiver em funcionamento. Em vez de
eliminarmos o carbono que o carro produz como dióxido de carbono,
enquanto o carro queima gasolina, por que não a armazenamos como
fuligem em latas que possam ser vendidas para fabricantes de borra-
cha? Usando a mecânica dos fluídos, os pncus poderiam ser projeta-
dos par-a atrair c capturar partículas nocivas, de nlOdo a limpar o ar, em
vez de suja-lo ainda mais. E. claro. com o fim de sua Vida util. todos os
matcri':.lis do Cé1ITO retornél.riam 30 ciclo blologico ou ao ciclo técnico.

Anlplle ainda mais o tmbalho do deslgn: "Projete uma nova infraes-


trutura de transportc··. Em outras palavras, núo se limite a reinventar a
rf;cPlta: !'(;P(;IlS(; () Cardi.·lpio.

A Illalor partc~ dJ. Illh-acstruturél. de tmnsporle alastra-se e devora o


valiOSO habitat ou a vélllOS~l terra Ilatural, Cjue podenam ser usados
P<H"d d h<1bltac;8.o (; para a agricultura. (Na Europa, a qU[cUltid3de atual
i do espaço dedicado ~IS rodovias C! igual ao espaço usado para
tação, c os dois compc;te1l1 com o espaço dedicado ,-) agr-icultwé1). O
desenvolvimento hélbllual jarnbt~m exaure él qualidade de \/1 C1<:-1 ,
él

com o
habI-

barulho do Irófego, com a crniss;1o dA gases c com a feiura. Um nutn


veiculo que n{ío emite gases dcsagradav81s (lbre o caminho para Lima
nova forma de abordar as rodOVias. Estas pudcrianl ser cobEntas, pro
porciollando novos espaços verdes para habllaç,'to, para ,I ;l~lrl(;llltllrél
e para a recreação. (Isso pOderld demandar nlC:nos nsfon,;o do qlJC
parece. Em muitos lugar-es, as rodovias tazem parlf~ do pcqll(;rlO espa-
C;O pLJblico que ainda e ladeado por célmpos verdes.)

É claro que. se daqUI rt vinte anos, em todo o planeta, houver tres


vezes rn3ls carros que na atualidade, Isto I1ÚU tera mUita Impodancla
se forem carros ultraleves. altamente diclcntE:~s. ff-~lIos de fibras de
carbono avançada e rendc:rem 40 quilômetros por litm, ou, Inclusive.
forem nutriveiculos. O planeta ficara cheio de carros e pr-ecisaremos
de alternativas. Um trabalho de pmjCto dr: malor- enverçJadura? "Oc-
sign dA transporte".

Isso soa fan:asioso? Clam que sim. Mas lembre-se quc o carro tam
bém era uma idela fantaSiosa na época dos cavalos ("~ d3s ('~HTlI(lg(~n::;.

Este passo fmal não tem um ponto final absoluto. (-; pode ter como
resultado um tipo de produto totalment("~ dlffnt~ntE: daquele com o qual
você começou a trabalhar. Mas SAr~1 Urll;-l. pvolu(;üo (:m rela(;~io ~lquclc
produto, no sentido de que abordará as linlll;I(,:CJes de que: vuu' tornou
conhecimento enquanto passava pf~los pa::;sos antel'lores. O dcslgn
baseia-se em umél lenI3tIVé.--\ de satlsbzer as ncccssld;:1dc~s hUrll8.llas
em um contexto tpcnlco e cultural evolutivo. Conwçamos ,::,plicando a
lista positiva ativa a cOisas existentes e dr:pols passarnos pi.:U'él cOisas
que estao ape'las começando a SCI' Imaç]lll8.das ali qUf; allldél n{w fo-
ram concebld<:ls. Quando OtlflllZéUllOS. abrmlos nosséllmaqllléH;jo para
possibilidades radicalmente novas. PerçJuntamo,:.:;: qual (; a Ilccnsslda
de do cliente? Como ó a cultura que estél em cvoILll,;il0? C:)1110 nssps
propósitos podom ser atlllqluos por tipos atraentes (") difl.)fPI1!\)S clP
produtos ou de serviços?

A ecoefetividade na prática 11',1


Cinco principios orientadores
A passaqenl pam Lima visao ccocfctiva não acontece de repente, e
rf~f1LJPr muita lenlétlivC1 n erro - bem como tempo. dinheiro, esforço e
ulalivldadf:-: despnlldldos f~rn rnullas ciireçoes. A fabricanlf:' de produ-
tos esportivos Nrkn () urna empresa que t,;sl<l tornando urna série de
Iniciativas ecoefetlvas, explorando novos materiais e novos cenários
de LISO c rcuso de: pr"odutos. Urna das agendas da empresa e curtir o
couro SCrT toxinas qucstlon~lVcis, de modo que esse material deixe de
sei" um monstro hibndo c possa ser cornpostado com segurança de-
pOIS dt: usado. Como o curlHnento do couro ateta tantos produtos
- IIlclulndn CArTOS, mÓV(;IS e roupas -, essa Illlciativa poderl<~ trans-
formar não apenas Ull1éL rrlélS diversas Industrlas. A Nike está testan-
do tambelll um novo componente de borracha limpo. que será um
nutriente biológico c que tambcm poderia ter um impacto revolucio-
nario em Illuitos setores industriais. Ao mcsmo tcmpo, a empresa
esj;~ explorando inovac,;6cs na fase de recuperação, te'ltando não 80-

rnentn fabm;rtr nutrientes lócnicos e biológiCOS, ["nas procurando pôr


RIIl pr;IlIGI. slslRrnas prtra recuperc'l.-Ios. O processo e necessarla-
l1lente ~Fadual - durante: e.':3se perlodo lranslclonal de apresentaçao
de seus novos Cidc,:ados. a Nlke separa e tritura as partes superiores.
a sola c a entressola de amorteCimento, c depOIS trabalha com licen-
Cléldos pam cnar supcdlCles para atividades esportivas (um uso de
nlvcl mUito alto. contudo, a medida que esses materiais oferecem
protcc,:~l.O aos elementos e tambem absorção de impacto). A meta
contlllUrt é1 SI;I' a supr'élclclagnrn. adaptada a diversos lugares e cultu-
ras. Mas nern toda linha dt-~ exploraçào tern sucesso. Como assinala
Darcy Winslow. diretor-a ger-al de calçados femininos da Nike, nas
IIlClL'lstr"ras de rnódla c alta tccnoloçJia. a Inovaçào atinge, normalmen-
te. lima tê1xa de sucesso de 1UYu a 15 l }ó. A empresa tom iniciado
varlos proqrarnas-piloto para corneçar a r:ntendm a complexidade de
um proÇJr;',lIla do cú::voluç,i.o df: produtos, na exp{,:ct<i.tivrt de que um
nu v;mos CÜ-;SS()S rroÇJrarnas possrtm funClona.r futurarnente. A Nlke
vondf) S{,US produtos F,11l 110 paisF:s, aprc)XIrllada.mentr:=:, dr:=: modo
quc O~; pru~lr;_pn(lS clCV()1l1 s()r proJcL:ldos para Incorporar rclcvúncia
r-{;SJlor1;11 () cllllI1r;ll.
Os dcslgncrs inovadorc;s (-; os líderes crnpr(;S<lI'Ié-lIS pOdel11 élJudélr" (-l
conduzir a transiç;:l.o em cada E"~slaql() (; (l mc:lhor(-1r (-1 probabilidade de
sucesso fazendo o segulnte:-"

Sinalize sua intcnç{~(). Compromc;ta-sc corn urn novo paradIDm;-l,


em vez de cmnpromclcr-sc com UIllél. nwlhona inu(:flwnlrd do p<'lI'él-
dlgma antiqo. Um ~~xernplo disso ocom':.; quando urn Ild(~r t~rnpresanaJ
diz: "Vamos faler um produto rnovldo a enerçJia soJar"; porque esse {:
um sinal suficiAnlernente torte para (Iue todos cntc~ndanl as Illtcnçües
positivas dél. ~l1lpresa, principalmente pln ser diflcll opc;lar llmél illU-

dançél. lolal e Imediata (:m uni l1lt.ncado dOllllnado pdo st~)tus quo.
Nesse caso, a intenção não l: ser Icvcrncnltr: rn;-w-; eflcll:ntc. melhoran-
do o l1lodelo antigo, mas mudar a própria estrulul-é\'

Os empregados "da base" preCisam Il:r eSSél visélo do topo, t:-sPí-:-


clalrnente quando encontram reSISlf~nCl{\ d(;ntro dél ernprnSêl. Tlrn
O'Brien, quando fOI pmlllovido a VIU~ pl-~;Sld(;lltc: de mercado Irl1Obl-
Ilário da Ford. disse: "Sei ondE"; dirélo 'slm': 110 dócwno segundo andar"
- ele se referia a localiza~;ão da nqulpc s(~llior de gnsté10 clf~ plnnt:Ja-
mAnto da Ford. "Pode havr:r dlSCllSSÚO sobre Cjuais ser80 os pmxi-
mos passos da Ford, mas nüo kl disCLlssé-lo sohr(; ({ dlr-eçúo dCSS0S
passos

Contudo, Ó Imporlnntc que os SlnéllS d(~ IIltt:-Il(;,-10 esteJéllll fundz-ldos


em principlos saudúv(;ls, de modo que a mnprcsil dt: slllais n~lo so da
tranSfOrrllél.Ç;-J.O de rnatcl'ials tISICOS, mas lambem de tlansfOllllél(,;;'io
dos véllores. Por l:xernplo, se os péllllr:is solares qUi; alw!ll:ntam lImil
empresa mOVida a cncrglél solar sã.o feitos com metais poszFlos loxl
cos e nüo se pensa nad<1 aCPI-Cêl de seu L1SU posterior ou de: slIa dllJ1l-
na<;üü. ent~lo ocorre, Simplesmente, a substitlll(/1O dp lIlll pmblc:ll1é.1 d(:
matcriélis pm um pmhlerna de elll;r-çJlél.

Rcstatlfc. Empenhe-se para que haFl "boll1 Cfl;;-;ClIll(;I1Ir,". l1;io ape-


nas crescnn(:nto econôrnico. Pense na.s IdlCl(l;-j qLl(; d~Jrw;(:nléHll();-; aqlll
- c 110 desiql~ f::11l grnal -- C0r110 SUlwnj(;s_ E;.-;s();-:; ;-~cnlClltcs POd(:111
assLnnir todas <1S formas cullur;lIs. 11Wh:r-léW:'; C~ dlt; :11C:-'irl1O (:SPII-lluélIS

A ecoefetividade na pratica 1 H!
POI' exc:nlplo, com essas sementes. um halrro degradado pode tornar-
-se unl novo sistema de trajetos, com maneiras Illovadoras de propor-
cioné1r s(nVI~OS né1.o ligados ao dc:sperdício e à desordem, de punflca-
(;<10 da agua, de aumento do espaço verde e de plantação de árvores
em pml da beleza c: de UIll ar Inais limpo, de rcstauraçào de edificios
antigos c em rui nas, de revitali7'-H.,;{HJ de fachadas e mercados. Em uma
escala m€:nor. os f)dlflc;lo~:3 podem ser restauradores: tal como urna
árvore. podem purificar a é'lgua e envlá-18 a paisagem em urna forma
nlalS pura, acull1ular o rendimento sol8r para suas próprias operações,
proporclollar habitat (por exemplo, os designers podem fazer telhados
e p,-'ltIOS que atraiam os pássaros) e restituir o meio ambiente. E, é
claro. tambhl1 podem projetar produtos que sejam restauradores
como nutncntns biológicos e técniCOS.

f.stcJn pronto para IflOvar mais. Independenternente de quão bom


scjé1 seu produto, lembre-se de que rt perfeição de um produto eXIs-
tente não ó neccssarianwnte o melhor investimento que se pode fazer.
Lembre-se do Canal de Eire, qUf~ levou quatro anos para ser construi-
do c; que, na época. fOI arlL_Hlcli.ldo corno o augc da eficiência. No en-
tanto, seus construtores E~ Investldol'es nélo esperavam que o advento
do carvão e do aço de baiXO pre~o levaria a morte Instantânea do ca-
nal. A f(~rr()Vlil exponencialmente mais rápida, mais barata e mais
Pri.\

C()llVf::nl(:;lltl~ N<I ópoca elll que o canal fOI concluído, tinham-se de-
sf~nvolvld() u nuvo nicho e a tecnologia mais adequada para o trans-
portf:.

AçJora que a célula de; cOl11bustlvcl está se tornando o mecanismo


(\utomotivo prefendo da Industria de automovcis, as empresas que se
conccntram Hm melhor-ar o dcsel1lpRnho e a eficlônciéi do motor de
(;ornbustào Illtema podem considerar, se ultmpassadas. Sera que
você (lInda deve continuai a fé1/f:;r () Cjut: esta fazendo? Ou chegou a
hena de voct; uiéU UIll novo Illcho? A InOV~l(;flO requer quc se obser-
vem SlnéllS f(Jr"é1 da propr ia clllprf:sa: na comunidade, no meio ambiente
c nu I1lL1nc10 crn qfn;-ll. Estl:ja ,_Ü.1CI-tO ao "fccdfor\lvard', r~ão apenas ao
leeclb;lCk
Entenda e prepare-se para a curva de aprendizagem. Reconheça
e
que a mudança difícil, complicada e que comporta mais materiais e
mais tempo. Uma boa analogia é a do desenvolvimento de; uma asa.
Se você quer voar, em algum momento precisara da desordern de
matenals adicionais. da redundância - A de uma elasticidade para a
pesquisa e para o desenvolvimento - de produzir uma asa. (Muitos
cientistas acreditam que as asas evoluíram como um uso secundário
das penas que se colocavam sobre os membros do corpo para a ob-
tenção de calor) O biólogo Slephen Jay Gould compreendeu bem
este conceito, de um modo flue pode ser Lltil para a industria: "Todas
as estruturas biológicas~'" (em todas as escalas, desde os genes atú
os órgãos) mantém uma capacidade para a redundância massiva -
Isto é, para gerar mais cOisas c informação do que o rlllnimo requerido
para conservar uma adaptação. Assim, o matArial 'a mais' torna-SE:!
disponlvel para a construção de novidades evolu!lvas, porque perma-
nece o tempo bastante para desempenhar a funçào originai c ainda
necessária". A forma sogue a evolução.

Você pode até não saber hoje; aquilo de que precisa para crescer
no futuro, mas se todos os seus recursos estão amarrados a opera-
ções básicas. nao haverá nada mé1.IS que permitirá a II"lovac;ão e a cx-
perimcntaçao. A capacidade de 8.daptar e inovar requer uma "folqa"
- isto C. um espaço para crPscer de um modo novo. Por (;xemplo. em
vez de o fabricante de autornovels gastar todo seu tempo c dinht-:IrC>
em melhorar um veículo já eXistente, poderia. ao rneslllo tempo. pro]n-
tar um novo carro: um VAículo inovador. baseado em "fecclfo{wauf".
O design inovador leva !empo para evolUir; daqUI a dl)z ilIlOS. certa-
mente, o veículo "perfeito" de hOJE! sera algo do pilss8.do. n ~3C; voct:
não tiver o novíSSimo produto, um de seus concorrPll!(~S tWél.

Exerça a respollsélhillclrnle If)tergcraC/o/ldl. Enl 1789. rhOlllilS


Jf.!ffArSOn escreveu uma célrta a Jamcs Madlsoll PrT1 quc; argumentava
que um título tederal deveria ser pélÇjO 118 ITwsma gcrilç;-10 nn1 que a
dívida foi contraída, porque. como afirnlOll, "a t(;na pc:!rlc:nCf; [ ... ] aos
VIVOS [ ... ] Nenhum hornem podc;, por direito natural, ohr-Ig;tr ilS tc:1 r-as
que ocupa ou ,iS pessoas C]LW o SUc(:dc:nl nessa ()ClIP;V;;;iü dO paçFl-

A ecoefetividadc na pratica 1n l
r\lento dos débitos contraídos por ele. Porque. caso pudesse fazê-lo.
devF;,ria. ao longo df~ sua própria vida. 1111pcdlr o usufruto das terras
para varias gerações vindouras, (~ então as terras pertenceriam aos
mortos, e não aos VIVOS".

o contexto i'l.tual {; diferente. mas a lógica da afirmaçào é bonita e


atemporal. Perguntem-se: como podemos apoiar e perpetuar o direito
de compartilhar que todas as coisas viventes têm em um mundo de
abundância? Como podcrnot:l élmar as crianças de todas as espéCies
- e não so as da nossa -- p de todos os tempos? Imagine como seria
um rnundo futuro próspero C' saudável, e comece a projetá-lo imedia-
tamente. O qun slgniflc<1rIél tornar-se novamentn nativo deste lugar, da
TerTa. a ca~a de toda::,' as nossas n:::I<1c;ões? Todos nós estamos envol-
vidos nisto, e o estaremos par-a sempre. E é essa a questão.

1 n·:j Crddlt.! to Clilrlle


Notas

Capitulo 1. UMA QUESTÃO DE DESIGN

"As cidades [... ] não passam de'" Clill"(, Jofm (179J-1864) _dh~' to
Messls Taylor <-lnd Hcsscy.11". In R(Jblw;rlll Em:' Puwdl L!;)Wl
The Od():d Au/flor.'; )()IIII C/;tIC. Oxforc!iN(lVd Y()lk, OxtClld UI) vPlé;lly Pn'é;s

1984. p. 457

2 Pensemos nos carros: W()llldck, JdIlH~" p, J{)IH~.c;, Ddr"1ll~I, f~()w;, [)illllCI


Tlle Mac!lIIlC' ti)nt Chd/lyc,(j /1,'(' "IVo/h! NOVd York M:tUl1111;-lIl, 1990
f). 21-25 (cdll,::1O Ctll pmlllqlJ{~s 111JJ,í(/uilln (I!i(' ll,lWj()(/ () lIWII(/U. 1 2 (~d

RIO de Jê.\llClrn. Campué" 1999)

:::3 Henry Ford: Cltaclo pOI Oatchdrll Rdy f-fl'/,I/v r~)I(/, /'A:L',,-, f!!ue/U('ir'l!l,
Mnc!rrni,c,lIl. a/J(I UC\"'ipn. M;lIl()1(~;;InI, N(1\':\ Ynrk. M:t!lc!1I':-,1l'r Urll\i(~'~; IV
Pre~;s, 1994. p. 20

4 "a força, a precisão, a economia": Ifl,'(/ .. p. 11 1

5 "essências intocadas": Enl('r~;()r1. Rdlph W;l!cil, "N:,tlll(:' 111 Wh chl.~r.

Stnphcll E. (orq.)_ Snh:!,!JI)J',,, i/rl!)) f?;jI'flh VV;I(J'(> Lnl('I,'-.,(!1l. BII,;!:!II, HOllql'tU"


Miffllll. 195'7, p_ /2

6 mais de 90%: Ayl('~; R(Jhclt; Nc('s(~, A V "rxl('rlldlll!(~:--;' b:()'l(l11l (:~-; dllCl

ThcIIllOdYI1<lnlICS" In ÂrclllbuÇJI. F. Nljkillnp P_ E ( ')!llil)iV ;tnc/ Ec()/o,u\'


TOlV(llrlS Sustdlllili.J1c Develr)/lll!!!1I1 N(~ltwr ,H1Cb, KILI\'V,~I ÂCddr 11\11: 19139
p, 93

7 mutações e infertilidade: COIli:, I'vbrla "RI\/('I- Polllil,()l1 SllIdy f-rrlCb


Hnrl1lonal De/cc\:--; In F-ICih S(;Il;I1(;(;: OhU)V('ry 1'1 BIILlIrl SlICjCjI',-;l;; S(~\Ndq(~
Piants WorlvVldc Ma)' CdW;C S111I11'-1r RqJrodllctIY(' 11<1\:1 U,Ulld(jf'" Lu"
/\!lOc!c;; T!III(',"'. 22 :,(~t, 199(3

18-.1
8 A realidade do aquecimento global: As cmrre:óils DuPonl, BP, Royal
DLltch Shcll, Furd. D(1lllller Chry~)lcr, T(~XdCO e Gcnerdl Molors retlraré'lm-se
do Globai ClllI1atc Coalltlol'. um wupo dpOlrtdo por IndustriaiS que descarta
n dquw,lllH:nto Ç-jlohal

9 Regulamentações acerca de poluentes atmosféricos: A EPA


(Aqencld de Prote~:ú() Ambientai dos Estados Unidos) tambom esUl
InclLllndrj rn~ll1ld(,JJPs em que os fablicantes que pioram rtS áwé'ls poluidas
s'-'o afetados por l(;gulé.1m(~ntac;ôes dessas áreas. Cf. Wald. Matthew. "Court
BilCks MO.c.;t EPA Actlor1 In Pollutms p, 188 In Cerltral States" The Ncw Yürk
TlIllI~S, 16 maio :7001- c CI(;(~nhouf,e. Linda "EPA's Aulhor'lty on Alr Rules
Winé~ Suprc~llle Court's Bdcking". The NCl'V Yü/k (1IIIes, 8 fe'!. 2001

10 asfalto e concreto: Em 1996. as sUpCrfiUf;S Illlperrne;-lVeIS da


rpglúo nwtropolltanil Irlc~;tadual rtO I-edor de Nova York - rodovias, edlflclOS.
cstdC!onall1Cntos r~ COISd:'; n?lO vivas do meio amblcntr, - COll1punharn 30%.
Umd qcrrH,;;-io atr3.~~, cs~;e numero era de 19 0/ó, A proJC(,:;:jo par;:l 2020 e de 45 % •

Cf. HIS:-;, Tony: Ya((J. Rohert D. A RCrJlon nl Rlsk. The Thlru Regional Plan for
lhe N0w York-N(,w Jcr~:;oy-Connectl(;Llt M(;tr-opulltan Are" Wé'lshlnqtorl,
D C" IslalH) Prp;\;;, 1996, p. 7.

11 cultivo unidirecional: Wc~; Jacksorr assinalou C]IJC a pré.ldarra, corno eré'l


antes, r ,um toda sua dlvpr~;ldildc~ r~ ÇJrarl1in(~;)s. realrl1C'ntp produzia mais
c;arholcJl-,l1os P protl:lllil por hectare qlll_~ a dgrlcultllra modcrné'l. Mas a
dgl CL,ItLlrd convcn(;~nn;.ll n[io se c;olllpromctc'LJ COrTI esse rrco ecossistema
l:fl' S(,US pruprlos lermos

12 "um simplificador de ecossistemas"; E:.hrlICh, Paul R., Ehrlich, Anne H"


Holdrr~ll. J(dlll p, Ecosucllu'_- Popu/ntloll, RcsoU!ccs, Envllunmellt
S;Ul Fr:tnclsuJ. W. H, Frr~cmiul, 1970, p. 628

1:1 devolvendo complexidade ao ecossistema: Illuitas formas de


d~JlILlllturd "or~Jilnlc;a" qll(; ct:lebl-dl1l ;\ compleXidade c a produtlvld<l.dl'. têm
Sido d(':;cnv()lvldd~--; pelu IlIllI100 com lotac;óe:; de éllllmalS c culturas. Para
111,II(Jr('S d('t;-l,hc':;, cf. () tr:rh;rlho dr; Sir Albert Howal'd, J. I. Rüdale, Masanobu
FLlklillk:r. J()d Si\lilt,n (; Mlchad Pollilll. D(~ ar:ordo (;0111 W(,S Jackson. oull'O
r~xf;mplo d(~ dÇ-jII(:Llltur;\ "hOmf;(l~ól<'lIl(:iI" (qU(; n:lo If;rn a r11üIlO( Jllurél corno
fllldll(bdr, 1I111Cd) c () Illr;t()CÚJ d~IIIr:1)1a dO.'i ;H\lISh~;.

i
J
14 uma cifra econômica simplista: Pdrd LI!lld dl:iCll~i~i(-I(j l)lijlL:IHJ;l dd~-; Idlhcl';
do PIB c um,l aprcscllt:lçil() cf!) nOV(Jé; Il1I:n,cfoll::-; di: [")1(Jqll':--;:--;(. 1;1 C(Jhh

Cllfford: H:l,'stc'!d. Teci, ROINI', Jon;dhdll "lI lhl~ C~DP 1:--; Up \/Vhy I·; AIIII'IIC,'
Down?" Ilt/nntiC Mnoth/y. OLl!. 199:), fi :)9

15 Desde 1987: BrélUIlDillt, Mlch:ú~ll~t di 'I-\JIJI LJI~~-;Iqll f)I:lI:1 1;\-' C,l:-;I~,'lh

EITlISSIOns trom COlllprcx PI(lduct~;" p/()Wcl R('fl~)lt H;lInhlIlCj'1 ,\II"IIL!!)'I:>

Hé.\lnburqcI Urnwcl!lly,tltut. 1997, p 47

16 "avaliação de risco formal": 011. \N:lyll(' R R()h(~lt:--;. J()h:, \1\/ p 1i::l~)


"Evclyday EnosUlI' tu Tox (; PuIILlt:lIlL~' S( il'n/,'/II,' /10,'(', i( ,In 11 'v 1998. fi 90

17 legislação que estabeleça: IH SUI:I,lil di, '(Iddl,:,ll) \~~;t,l dl)I'll,r:, '1111"'1, i\lldli

18 boias de braço infantis: BI-dUI)~ldrt ('1;lI "P()lil 0(':--;;(111 Prdctlt.:':--," 'IJl (li

p.49

19 Pense nos desreguladores endócrinos: CI CW-,\J11, R;)('hd


S'I!p.1l1 Sf)lIllfl (1 96:1), rl~.nlpn;ss;-ru N()vd YI)IK, P(~II~1l1111 C;r(lllp. 1~-)D i
(edll,:<lO em pOltUgll(,~;: PIIIII<l'/I,,'<l ,',]/()!!I'I().';;r S,-IO Palll(). Gdl:t L':) 1())
Cf. Colborrl, Th(~o: OLln:<H)(Ic;kl D <11-1111 ; My(~Jc;. J()lrrr f)l~h'r:~(!11 ():il,"'lr)/('.'!

Fl!ture (Nova YOlk, Plul11c 1997), [");)1';) um (11!1<l1 pl(lILdldo :-;(11)11' ()~; (,h'I!()';
de p!()dutos QUIIl1ll:0S s'ntct'L()~':;!li! Sd',I(!'~ tlL,m;-1I1d (' ('(;(lI(ICJlc I (,'clO'..;d' 1)1

portUÇ-jUl:S () futul() f(J[lhd(!() Pmto AI{~ql{~, I &PM, 7007)

Capilulo 2. POR QUE SER "MENOS MAU" NÀO E BOM

20 "Tenho lido": Millthw;. Th()lllilS, Pn,nuid/,'IJII: Til,' III,',! 1,',,',:1')/ (1 'ltJUl


Ann Albor, l)nl\/(~Islty ()I Mldllq;Hl PI(':~c; 19~)9 p J {; 40

21 "no estado selvagem": 1horc;lll, H{~n~ y [),IVlCJ, "W;dk'nq" (1863 l.


In: Howalth, Wllllilm (orÇl). VVdlclc!J dn(/ OtliC! VVut!lIns. Nlh'd Y('I-k

Ralld()1ll HOLlsl'. 1981 p, 613.

~2 "Quando entrego": r:rtddll pOI U\~I:;hd'~Ç]('r, MdX 7h() li/i',! ~)/ V1;'II'(/('/f)(',','
hOIlJ Prchls!lJ.Iy /0 lhe Ar}!' uI f:(,O/()il/' NI~w H;!'vt~11, Ydll~ lJIlIVI':'-;,t,/' Ill( :~:~,

1992. p. 217

23 "centenas de milhões": itll'lldr. P,\ul R n'l' p(j,')u/,',',1I()fi (Jr)!,,,jl i\j()','d Yo'k


Bal:an!llw Büllk~;, 19bB. p_ XI (~ :39

Notas 1;3 i
í~
!

24 "Antes o pavio": Eilrlrdr. AI'll!~ H. E:hrlll,h. P:tul R. 7he P()f-1 t1ltlf lUfI
("\/I/n,"'!,)I! N()V;1 Y()I!-;, SI'lHlll g Sdlllst(~r, 1984, p 9.11 180181

~)5 "Se a tendência atual": ut;\do pm MC<ld[)w~-;. 0011(,11;\ H : McmJows


Dt~n'w; L" SANnEf";S, Ju'q;II'1. f]1'YUIlI! tlw l/1I1I1.<-;. CU!I.!mnll".(! G/O!;dl
Cu/ia/L ;!" C
[nVIC,'lIlliillrl c! ,",'U.\!dlildh/c ruiu/c Pos! Mlllc; (Vr:rmont), Chc~lsCd
C;U;('ll. 1 ~)92. p. i',," ,I. \1'd'Cdl) '~11l p()lllIqtJ(~:; LIIl)!lr',,, (/(! c/(~sC/n)nl!!()
S;ÚI r- ,llIll),
J
r-c:r!()I,! PI'r:-TJ1'ctrv L 19/3).

:Jb "Minimizem o uso": ih,:1 fl ? 14.

')'j "A ideia do crescimento econômico ilimitado": SLillllllcld-H:r


r: F. S'I! ,1// /'-, L-J!'d/;!/Iid f C'IIIlU!I} C',',' (I,') 1/ ei'(lfl/!:' ~AdttcW(j (1973)
II"I'IPI'-:;';,-I:I. N()Vd Yrllk. H,\I-j)('1 dlld Rm'i. 1 D89, fI- 31, 34, 35 (~39 (('dll,:i\o
('Ill P()ltuLIlIi~,,_ () /il '.'/1)(','1 1 r', ',1',1 /)I'I/III.'I!I) I~I() di' J,lIll~lr() L"ahill. 19'/,1)

?H "A simples verdade": 111'1'11~ldd, r-~ RdIlW. W U.';(, L,·,'<, S'lu,!!


[,1'/1."),1 n;('I!!,1i '';'''/I/I/lJl!'; !n: l/vl /,." V1/1' N(,d//V 111(' No'):! Y()rk, Bdll:lntlll(;

:;C) "O que pensavamos ser ilimitado": Mdqli·tta, J()i111 'GII)\,vtll Thr(lll(~n
Sll~-;LI:lldhlllty Ali 11111"\;I"'N wltll MIJI1~;;1I1t()'~, Cr:O, RI)h(~lt B. ShdpllU'
[,,', Vi'

:-Hl "Você deve tirar o maximo": I: 'dell) I){,r ROllll11, J(),;'~ph J ,~;il!

h\':/1/1 lU,,, n,/i i,/-'U! \J(Nd YI 11 h.. KII(Lu),·;I'1d Arnclll:;\. 19~H, p, 21 ((~dH,: lO

t'lll f)llitUijll(':---' Ulli 11.).',.',') ,1/, lil (/iI I/ud/f(/,dl' S;il) Pdlll(), FlItLlld, 1996)

:31 "Deve-se fomentar a ideia": CIJln ',',di' Mllllc1 di "obre M('I() Ambli~lltr'
D· :-;('I"'/('V'II1I'll1i) ()I/,I (:','/.'II'!/lII! h'I!.'I", ClxiiJld N()Vd Yr:rk, Ox'()(d
I'

:-;~) "Dentro de uma década": SI'llIln!IlI'111f'Y. Stcpltdll "r,,(! Fftl(:IC,lll:j' ~lIld


Sllc-;t.!'It:lilil' Dr'..",-I('flll'I~I"", 111 N, . . ,4 4:1 (1ggfjj 7. p, 51

:n mais de 750 milhões de dólares: :3M 'Jf) PI11,llll(1Il PI(~'J('llt 1)11 P;lyc;"
O':-;j!Oll v,,1 ','111: < liltp "',I)ll.It ()II: Jlll \:I)ll1/wp:--;/pr n LiI/:3M/PII_US/3M
S~,c;l,llll.lhlilly/C;I,:)/),iI/f !'VII,1I1:1"'I-d . ":-lP/', A(:(·: ,C_;() ('I'): 20 Illdl() ::;01,]
34 quase 70%: LEE, Gdry. 'Th(~ Thlf~(~ f~':~ (lI MillllllilctllllllÇi R(~CVC f;. R(;.N'
RCdllC(~ W:lsI(~", In I,V:I.c,!J!Onr{)!I n"c,':' Fdm,wy ~), 1996 p /1.3

35 um relatório inovador: Colholn, HH'(): OUllldfloskl. [)1;lIlill': [\'''11'1' :~, J(lllI'


Pelm~;()n. OLi! SI()Ir~1I flllllle' N()Vd Y()lk. f l (;ll(JUlll CIOUp, 19~)'/, p ,':1
(Cdl\;~lO em pnrtuCjU(>é;: () futu,l() ,I()/JII:,'III!, PO'I() AII'CJi'.' U{llM. 2:)021

36 novas pesquisas sobre material particulado: f~('(Jdll ~,,1;Fy HI'III


"Thf~ LJustllp OVi;1 Dw;t" R(i,C,'IIlI\C"c.: \/"/I'I'K. 2 ck, 19(-)h. P 1 1 CJ

37 duas síndromes fundamentais: Jdt,ob:--: J;IIII' SV,',ll'!li.', :)i ,'}'u, '.,11. ,i:'

A Olil!()r!ue (}I,' thi ~Aur;iI f 'JII!,'i!dliIJl!,'; I,i ( Oi!Ii!U'.'( " ,),1)(/ P )/,','1(

Nova York, Vlnl;H]I' B(J()k~; 199'2

38 não tem valor em si mesma: pdl llll1ld dl:'(dl:,~-;:lf) 11Ir~II~:;:;<lI"l' :-:111)11'


() "valor" cla cfll:l{~nClê\. cf HllllIldll Jd:ll{'~;. Ku:./.c, 111 e, )',0" 'I /\ (11," i.'
!ts IlIlellft/c/!! U'-;I!.';, Nm'd Y()'k, Umlhll'cby, 199~. p 3344 kdl(,: lU I~')'
pol'1uqllüs' r.'fl!),'; rli' IJ{)(/"!, ,W\ ~llll.1 pdrd () II:-,() 1/111'1'0"1111' di, I) lei,,! iH);
11PD()LI()S. S;iO hiulrl, Cullui(\iAXI:-i MUllci 2001)

Capitulo 3. ECOEFETIVIDADE

39 um dos trabalhos do administrador: DHI' kl'r, P,'I"I' Ti!, rli, , ,I,',,'

[xerll!Jv(' Nuva York, Ildrll'~1 Rw; I1r'~;c; 1086 (,;dIC,\\) ('1'1 1')(:11'.1( 11"c,
() ql's!nr CI/(dZ. S;r(J P;\lll,), LTC L(11)

40 alguma espéCie de formiga: HilyL r-IIL I lIi" I ,!ll/l {k ('ii, 'I'), / , , / "'",-'" ,'",

111 Ihi'! dnu' Ii/ Ilnh. N()v;t YUlk, SII111111 &. S(,hu ;11':. 1 YCJr-j Il 1~) (':; /

41 serviços da natureza: Odlly. C;11~ldH~'\ C "!1111()d,11 !IOll 1II U.lly


Grntcl1cn C. (iH\-!) Nallilc',', Se'tl/fi" ,"'(luI'I.li [)cfl('lir!('/' 'rln ('),'/11 1,1:

Ec(),<,yst{'!I!" Wdc;hlllql<n D, C" L~ldl)(j PII':,:--; IlJq'/ :l 4

42 "conhecendo a natureza"; u(,ldo POI fl(lf',jl'lÇj, CIIV(; A (;/' I'{: H/',i()!"v (,(

Ihi' V1j()f/u'. Tf)(' En'/l/'(ll!lIl!'lIl dilrJ Cn/id/lSf' ,,( Cll'-!I (;,\,,'///,'11.'1)1,' i-.J()v'd Y'lrh.
PPIlC1UIIl Books, 1 9CJ 1, P 148 (,'dl(,:;)() {~11l p()lluqll(~;; ()ni,J /l"C,t( I, l.i H'ir li' ,/(:
mUIl(/(), RIO ele J;\I1(ôll'O, CIVIIII;lI.:;'lt) DrdSII{'I".I, 1 CJCJt'l)

Notas I/U
...
Capilulo 4. RESIDUOS SÃO NUTRIENTES

,-1:3 O imperialismo romano: SII- Allwrl Howdrd ohsprvd que dS "cau~;as

IXlll(;'Pi\!:;" do c!l;(; 111I() d(~ RlJln" Pi\l(;CClll ter ~;Id() qlldlr-o: ~. com:;tantr:
('V<"l:-,;i(l dr' h()11H'll~; du l,dl1lf!n Pdl;l dê; Icgl(l('S, que clIlmw\,Hé"l'll PIll duas
lonTl:-; ÇjlH'!ld." CC!!)l Cmt<lqo; ,):-; lJpm;l(/)(~S dw; pl()f1w;lano:-:; de terras
(;dplt:tll~-;t,l:~ rl)l:l,UH),;: () t':\Cil:';:-';(1 1"1 ()l:thUld(,;ÜU d(! Llllld ilqrlcultlH<1 equllrbr-ada
('I1!ri~ I,rVOUld:-; (: ;J('(;l,drld (; I~d CllIl:~crv;H,:;"\() di! f(~rtilldad(~ do solo: (J

clllprl'C)tl di (_'~-,crdli(J:~ ('111 \1(;/ d(~ !Ii.rulhadof(;s 11\11"(,,;" (HOWdrcl, Albr:rl.


A,i /1;"'.'1-11/11/.',1/ -r'.':!dI!U'1l1 L()ncll(;;;, ()x/urd Unlvcl:-;l1y Pr(~ss, 1940, p. 8)
(,_'dll,:d() (;111 PO!-tUqUl'·:-; Um ""',' ldn!I'lIl() afllir:!)!:l. SilO Palllo, Exprcs~';(-l()
:j()pllldl :IDO'?)

44 "A história central": Cnlrl(!ll, Wlllidl1l, Ndtllli" /n,,fdrU,{l()/I,<-; CllIcn.i!n CiliO


Illf' (11:'<1/ L1/~ ',,1 N()I.,!d Y()Ik/L()11dn!~;, VV, W. Nortrm, 1991, x'} 19

45 No Egito, durante séculos: 0:11;) '11;\1:; (h~tillhcs du uso Sll:-;t(~11lilVcI do Nilo


Pl~ I)~-; (:rtlpl,II):--;, (:f Wrw,t'.'I, OI)l1'llrl. 'lhll'lklnn I kl~ d RIV(!I" In: Bmry, Wend(~I:

CC) 11)<1(1, l:::hlU , JdLk:«lI", W("; (mçr-,.). f,iI('etIlIO /lie Cxpcctdlll){);-; nllhe ! Cind
S;UI Fldl)(:':LO, NOI!') 1..l1)1:1! PII";';, 1984, P, 58 5D.

46 os chineses aperfeiçoaram um sistema: d tambem Klrlq, F f I Idllue'!s


,:,l 1(,//)-: C,'n/'iU!!,"" O'!, r~ /illdl}Cllt /\(!l.IU/!!I/I,;/.'Ii C/IIII:1. f<,Ji1t:d, Cill(/ )npdll
L('i1dr('~-;, Jnll<lI'I:ill C;IjW 1925

4'1 Grande Fedor de Londres: POllllll\-) Cllv!:. A (;/('1'11 HI'--,'l()fY 1)/ til,' lNorlci.
,fill,' !::.n,'IIUI,'/IIi'!!! ,lId 1/11' CO!!d!),C,I' ui (7!('dt CI'/I/lzatIO!)S Nov<l Yurk,
PCI1Ç]lIlll Bookc;, 1991 p, :::l55 (\Xll(,:{lll C?111 porlllqll(!s: UI/I(J lllstolla VArele

(i'(! /liun(/(), I~I() (j(, J;1I1(~1I(), CIVII';;)(.;;'lO 81:\.' Ill!'ld. 1995),

48 A maior parte das embalagens: Rul;d Kyrd. ·P,lck:1ÇJIIlÇJ':; Bdd 'Wrap'"


f (,()/r.>iJII:n/ C>,II/I/U\, ,1/1:1 fli [)(,,<,I,(JIi. 3 (1994) 3, p 101,

49 aluguel de solvente: Mlclldd pr()p(I:--; l,:--;:-;(~ (J)l11;CI[() pela prlm(~lr;r VE'!/ com
1986 Nr) l'nLm!u (~llnpo!l,111!(' !;JZ('I rloLlI qLlf~ d(~ dlllda Il~lO foi otlmizJdo;
:tl(' dCj()I'd, IH~llhllrlld (b~-; '-'I'1PI(~S<l,; qll(' ddoldrdlll O r;CJrlr;(~lln r('PlatcrlaIIZOLl O
c;\)iVC'I'!I' (:OI1Hl li'}', l~ll!II(;nt(' t(~(:rllr;(J

1 :j(l
Capitulo 5. RESPEITEMOS A DIVERSIDADE

50 Pense novamente nas formigas: Hnyt. Errei! Til(' Id!liJ nlVc1lcrs


Nova York, Slrnon & Schuster, 1996. p. 211 213

bl dez espécies de aves da família dos tamnofilídeos: Tpl-borqh, Jollll.


DlVelslty éUlc1lhc Tropical RillJ) F"CJics! Nova York_ S(;If~ntdlc Amulcélll
Lrbr'ary, 1992. p. 70-71.

52 A tapeç.aria é a metáfora: Skvcn~,. WilII<Hn K "l osl Rlvc\s ~lnd Trm::tns.


and Ecosystcllls Pullr.d Apart" Tile NClV YO!K Ti!))!'s, 4 Jul ~ÜOO

53 "todo homem que trabalha": Snlllh. Ad~Ull 'Rc~;tr;llnts on PZl.-\rcular


Imports" In: AI! fllqUlly illlo tl)(' Na!!!II: dOei edU,S'C," of the lV(\lith ui
!Valiolls. Nova York. Ri.lIldolll Housc, 1937, p. 4?3

54 "Massas de trabalhadores": Marx, Karl; EnGels. Frlf~dllLh TIl('


Communn;/ Mnlldcsto (1848), rf:'lrl1prCSs,-lO. Nova YOI k, SllIlOn & S(:hU::O!CI-,

1964. p. 70

55 "ecocidas": Cf. Ff~shb(\(~li. Murray: rrl(;ndly JI" Alfrr-d ICouc/c {o'I tllr'
U.S.SR,: flca/th (lml Ntlture Un(/n/ S/eue, Nova YOlk, t:5aSIL BU(lks, 19q:7

56 um mosaico fractal: nosso dlaÇJrama fl-actdl (~:;td IllllddiUlO l;OI1l bdSP riO
triàngulo dA Slerplnskl, Ilome du makl1latlcn polnn(~s Cill(~ u d(~:-;cohnu em 1919

57 "tripé da sustentabilidade": f)(.\I-a ,-;abcI lllalS ,-;obrc rs:~(' C()rI('(~II(),


cf. o trabalho de John !::.lklnÇJtnrl (}1Il < www.sllst~lII1;lf)illly.cmn > (dCCS:;O em:
20 tnéllO ?O 13)

Capitulo 6. A ECOEFETIVIDADE NA PRÁTICA

58 uma "linha de desmontagem": Sor(~ll"UII, ChiUiC:-; Ivi}' FUlty Yf';),I,'-; lVIll1

Ford Nov(l York, W, W, Nortun, 1956. p. 1 '/4-17:i

59 !lTodas as estruturas biológicas": GOLlld Sk'plwll Jdy "CI('iólwq lhe


Crealor:-;". O/seul/c/. nu!. 1996, p_ 4:--l-54

Notas
Biografias dos autores

Michael Braungart (~ fUllcbdor (' CFO Cientifico da EPEA Inlernatlollale Umwclt-


torschunçj GmbH, c~m Hilrllburqu, Alcr1ldllha. Talllbhll é cofund3dcr c chefe Científico
dd MeOor1ouqh Gr;-lllngdl"l D(~~;I~Pl Ch(~rl1lStry (MBDC), (~Ill Charlottcsville, Vrrgilwl.
[stdd()~; Unld()~;, alem df~ fUl1cbdm (: chdc CientifiCO da Hamburger Umwcltlllstllut
(l1UI), r~f~(~C'b(~lI vúnos [11-(:11110;; cc prl'stlç]IO. como (J Ocó-van der C3nntcn Pn7e
pC'I(! d{:~;(:nV()!vlm('l1t() do Intcl!lqPllt ProdLlcl Sy:;tclll (IPS), l:fTl 1993, c o SaLIm
AW<lld. (:'11 1999, por ,;U;lS IlO!fJrl,-r:; rl'i.lIrzac.:óc:s clcntíflulS. Atualmente, e titular de
qUdlro c;i!pdrdS é\cld~~llll(:éJ", Ili! Rollf:rebm Sch()ol 01 Man<lgf:fw:nt da Er"3SmUS
UllIVi'ISlly. n,l L(:uphéil"lél LJrlrV(~I~';lty Uineburq, na LJnrvprsrty TWRnte de Enschede
(' rld TU l)(~ ft (vrsrtd!ltn) Em ?O 13. t3raunqart tOI condecorado como Professor
HCJllurdflO r'(~ d TlJ Mlillchcn. por IIICI() do Proçll-alllil Fcdr.ral de IniCiativa de Excc-
I{~n(:;a, (~C()rrl tlt.ilo d(~ Doutol /}OO(lIlS GIiI,'-;;) p(~liI Hassnlt Unlverslty (BrdçJlca)

William McOonough, ;uqulteto pCll' furlllilçiw (~ c()nsultor, c- Llrna autoridade


r{~c()nhcudd Ilil{~rrl~ICl(JIJ:1lm(~llt(: Ctn m;il(~rld de rk'~;(~nvolvllllcnt() sustcntave l A
r(~Vlstél Tlm!' r!rc;tmçJulu-o como "Hei OI do MeiO Amhlent,··, dcclmando que a sua
"frlo,;c!f la lJlllflcaeL-r I I r~sL\ PHlCblldo u pr()J(~tu do mundo", Alem de trabalhar
11<1 \Nrll r; 11 11 ~Jk:D()II()U~lh + Par1n(:rs (~ nil McDollough Braung<lrt Dc~slqn Chemlstry,
M(,Do!loUÇl h d,;SCSs()ra ('rllprr~Sds \, govr:m(Js elll t(}do o mundo por mp.IO da
M(;Dull()LJ\Jillrlll0V~d,()n A Starlforo LJnlv('rslty Llnr;ny c()nslderoll-o corno o cp.ntru
d(~ ,d~lI prlllWlro . drqll:vo VIVO", qlJ{~ ;';(' C(lncprltr-ara em proJpto c sustentJ.bllldéldr,
McDuI1IlliQh fUI dlrl'lor dd E~;u)1a dr' Arqulh:turd da VII-glnla Unlvcrslty p atualmente
[}(1:--,:--;(11 (;~Hqo~, d(~ dUCl:Il(;lil crll dIV(~r-;'-~dS unlvf:r-,;lcbcll;S
Atualmente, muita gente já começou a reciclar o próprio lixo. Mas e a indústria,
onde é feito o dano real? Ainda que bem intencionada, sua abordagem
limitada mantém o modelo de fabricação 'cradle to grave" (do berço à
cova) da Revolução Industrial, isto é, uma via de mão única. É o modelo
que cria as maiores quantidades de lixo e de poluentes. O que o planeta
precisa é de um grande repensar, de uma nova abordagem que combata
diretamente o problema, em vez de perpetuá-lo sem pressa. E o planeta
precisa disso imediatamente.

Cradle to Cradle. Criar e reeielar ilimitadamente oferece essa abordagem


com uma nova e empolgante visão, tão simples quanto inovadora . Com
argumentos claros, acessíveis e até mesmo bern-humorados, o célebre"tuímico
Michael Braungart e o inspirador arquiteto William McOonough desafiam a
noção de que a indústria húmana deve prejudicar o mundo. Ao contrário,
eles olham para a natureza e encontram um sistema de produção do qual
poderíamos tirar vantagens comerciais e ambientais. Imitando o modelo
natural, podemos criar um sistema em que lixo significa nutriente. As teorias
deste livro modelarão nosso futuro, e esta edição atualizada é de leitura
fundamental : um manifesto corajoso, prático e extremamente positivo para
o próspero futuro de nosso planeta .

Este livro teve um grande impacto internacional e foi traduzido para diversos
idiomas. E agora, pela primeira vez, temos a edição em português aqui no
Brasil. Muitos criadores envolvidos em processos de produção encontraram,
nas teses desta obra, soluções inovadoras que lhes possibilitam obter maiores
níveis de eficiência e de sustentabilidade·em suas realidades práticas.

Prof. Or. Miehael àraungart é fundador e CEO científico da EPEA Internationale


Umweltforschung GmbH, em Hamburgo, Alemanha. Também é cofundador
e chefe científico ~a McDon9ugh Braungart. Oesign Chemistry (MBOC),
em Charlottesville (Virgínia), EUA. além de fundador e chefe científico da
Hamburger Umweltinstitut (HUI).

William MeOonough, arquiteto por formação e consultor, é uma autoridade


reconhecida internacionalmente em matéria de desenvolvimento sustentável.
A revista Time distinguiu-o como "Herói do Planeta", declarando que a
sua "filosofià 'unificada ' [ ... ] está mudando o projeto do mundo" . Além de
trabalhar na William McOonough + Partners e nà McOonough Braungart
Oesign Chemistry, McOonough assessora empresas e governos em todo
o mundo através da McOonough Innovation.

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