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CONGRESSO INTERNACIONAL DAS

FRATERNIDADES LEIGAS DOMINICANAS
BUENOS AIRES 2007

RESOLUÇÕES
COMISSÃO Nº 1 – ORAÇÃO E PREGAÇÃO

ORAÇÃO
1º Tópico: Oração contemplativa: Como recuperar a tradição da oração
contemplativa, para uma melhor integração entre vida ativa e vida contemplativa?
Proposta:
Criar uma equipe que estude e ajude a praticar meditação e oração contemplativa
conforme a tradição dominicana. E também promover a oração comunitária para nossa
espiritualidade dominicana por meio da Liturgia das Horas, da reflexão da Palavra e a
reza do Santo Rosário.
Objetivos da proposta:
1. Precisamos aprofundar e ampliar nosso conhecimento sobre a oração cristã, para
desenvolver uma experiência enraizada nas verdade das Escrituras e nos
ensinamentos da Igreja.
2. A experiência da nossa união com Deus é condição indispensável para podermos
pregar “vida” e não simplesmente repetir conhecimentos.
3. É uma necessidade do nosso tempo.
 A oração nos ajuda a estabelecer de maneira correta uma ordem de prioridades e
facilita a leitura mais aprofundada dos sinais do nosso tempo. Muitas pessoas
procuram o sentido da vida e caminhos de realização pessoal por meio de
diferentes técnicas ou métodos de meditação que, às vezes, pouco têm a ver com
o Deus da perspectiva cristã. Precisamos poder mostrar como a meditação é parte
integrante da nossa tradição cristã e dar a conhecer o objetivo da nossa oração.

Destinatários desta proposta:
Aos Conselhos Provinciais (nacionais) das Fraternidades Leigas
Quando concretizar esta proposta:
Quando o Conselho o decida..

PREGAÇÃO
2º Tópico: Como pregamos em nosso tempo às novas gerações?

Proposta:
Desenvolver um processo sistemático de “escuta” das realidades existentes no
nosso ambiente: jovens, famílias, etc., para tomarmos conhecimento de suas
necessidades. A partir disso, elaborar um plano operativo de pregação e de ação
pastoral.

Objetivos da proposta:
1. Os nossos métodos de pregação não estão adaptados ao nosso tempo.

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2. Precisamos encontrar os jovens em seu próprio ambiente para que possamos
entender melhor como devemos lhes pregar.
3. Para entender nosso tempo precisamos escutar nosso povo e ter presentes as
grandes diferenças de condições de vida.
Destinatários da proposta:
Dirigimos esta proposta aos capítulos de Leigos Dominicanos
Quando concretizar esta proposta:
O quanto antes possível.

3º Tópico: Leigos Dominicanos Pregadores
Proposta
Vivenciar de forma criativa nosso carisma de pregadores. Para isto, é
necessário desenvolver e fortalecer a a consciência e a confiança de sermos
Leigos Dominicanos que devem pregar por meio da Palavra, do amor e do
exemplo, procurando uma melhor formação nas metodologias de pregação e
fazendo uso das novas tecnologias de informação e comunicação.
Motivos da proposta:
1. A nossa identidade como Leigos Dominicanos pregadores no passado não foi
bem reconhecida, por causa de condicionamentos históricos e culturais.
2. Atualmente a Ordem passou a nos reconhecer de forma nova, como
companheiros na pregação.
3. Como leigos dominicanos temos muitas oportunidades para nos aproximarmos
das pessoas que normalmente freqüentam a Igreja e não têm fé em Deus.

Destinatários desta proposta:
A todas as Fraternidades de Leigos Dominicanos da nossa ordem.
Quando concretizar esta proposta:
O quanto antes.
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COMISSÃO Nº 2 – ESTUDO E FORMAÇÃO

1° Tópico: Programa de formação
Proposta:
Elaborar um programa de formação para os leigos dominicanos, conforme as
indicações da “Regra das Fraternidades Leigas de São Domingos (Nº 11)
Motivos desta proposta:
Este programa poderá contribuir para o crescimento espiritual dos leigos dominicanos,
melhorando sua preparação para a pregação.
Destinatários desta proposta:
O programa deve ser elaborado pelo Conselho Provincial (nacional), conforme as
indicações da Regra (Nº 11)
Quando efetivar esta proposta:
O programa deverá ser apresentado dentro de três anos.

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2º Tópico: Conteúdos fundamentais recomendados para o Programa de
Formação
Proposta:
A. Para a Formação Inicial:
 Espiritualidade dominicana
 Os quatro pilares da Vida Dominicana: Oração, Estudo, Pregação
(sobretudo os métodos e os meios de oração), Vida Comunitária
 Vida de São Domingos e outros santos da Ordem
 Regra e Diretório das Fraternidades Leigas
 Símbolos dominicanos.
 Formação humana

B. Para a Formação Permanente:
 Fontes de Formação Dominicana (Sagrada Escritura, Reflexão
Teológica)
 História e Tradição da Ordem
 Documentos da Igreja e da Ordem
 Estudo dos “Sinais dos Tempos” e da cultura atual
 Justiça e Paz, e compromisso com a criação
Objetivos da proposta:
1. Este programa poderá ser um instrumento para a formação de formadores, e
será também proveitoso para os/ as formandos /as.
2. Poderá fortalecer a colaboração entre Fraternidades de diferentes países, que
se baseariam nos mesmos princípios para seu projeto de formação.
Destinatários desta proposta:
Cada província deverá elaborar este programa (segundo o nº 11 da Regra atual)
Quando elaborar este programa:
Dentro de um triênio.

COMISSÃO N° 3 - GOVERNO: REGRA E ESTATUTOS

REGRA
1º Tópico: Identidade
 O nome deve ser ”Fraternidade Leiga Dominicana” ou “Capítulo Leigo
Dominicano”
 O leigo dominicano que assumiu o compromisso está autorizado a usar a sigla OP
depois do nome
 e se usar esta sigla O.P., deverá colocar antes do seu nome as indicações
de seu estado civil: Sr., Sra., Srta.
2º Tópico: A expressão “profissão ou promessa”ou compromisso (Regra nº 14)
“Para serem incorporados à Ordem, os membros devem emitir profissão, quer dizer uma
promessa, na qual se comprometem formalmente a viver conforme o estilo de vida
indicado na Regra.
A profissão ou promessa pode ser temporal ou perpétua. Para emitir a profissão deve ser
usada a seguinte fórmula, ou outra parecida:
“Para a honra de Deus Todo poderoso, Pai, filho e Espírito Santo, e da Bem-
aventurada Virgem Maria e de São Domingos, eu ........... (nome), diante de
ti .......... (nome) assistente religioso ………., representante do Mestre da Ordem
dos Frades Pregadores, prometo que viverei conforme a Regra das
Fraternidades Leigas dominicanas por três anos / para toda a vida”.

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> Foi estabelecido que seja usada a expressão “promessa” em todos os casos, por estar
esta expressão mais em sintonia com a condição dos leigos.
3º Tópico: O Presidente
20.a) O Prior Provincial preside as Fraternidades / Capítulos dentro dos limites territoriais
de sua Província e, com a licença do bispo local, institui novas fraternidades / Capítulos.
> Recomendamos uma explicação da palavra ‘preside’ sobretudo para a língua
espanhola. Recomendamos que a tradução seja fiel ao texto latino aprovado pela Santa
Sé.
4º Tópico: É preciso incluir a palavra “leigo”? Seus próprios direitos
20. b): O Promotor Provincial (irmão ou irmã) representa o Prior Provincial, e é membro
do Conselho Provincial dos Leigos com plenos direitos. Ele /ela é nomeado /a pelo
Capítulo Provincial, ou pelo Prior Provincial com seu Conselho, depois de ter ouvido o
parecer dos leigos dominicanos.
> Para explicitar melhor este artigo, pedimos que as palavras entre parênteses incluam:
leigo, frade, irmão, irmã, monja. Pedimos que estejam incluídos sem direito de
voto.
5º Tópico: Assessor Religioso
21. c) O assistente religioso (irmão ou irmã) assessora os membros (da Fraternidade)
nas questões de doutrina e de vida espiritual. Ele /ela é nomeado pelo Capítulo
Provincial, depois de ter ouvido o parecer do Promotor provincial e do Conselho local.
> Como no artigo anterior, pedimos que se inclua entre parênteses que a função
de assistente religioso pode ser confiada também a uma pessoa leiga.
6º Tópico: Dispensa do compromisso e da pertença (à Fraternidade)
(cf.também as Atas do capítulo Geral de 2001 dos frades em Providence, Nº 446)
Acrescentar: Quando um leigo dominicano deseja obter dispensa de sua
promessa, deverá apresentar o pedido ao Conselho local da Fraternidade
/Capítulo. O Conselho, por sua vez, apresentará seu pedido ao Prior Provincial.
O Prior Provincial, tendo recebido o pedido da Fraternidade / Capítulo, tem
autoridade para dispensar o membro de sua promessa.
7º Tópico: Expulsão (de um membro da Fraternidade / Capítulo
O Prior Provincial, respondendo ao pedido da Fraternidade, tem autoridade para
expulsar qualquer membro, no caso de falta de comunhão com a Igreja ou de
escândalo público, reconhecendo porém que esta pessoa tem o direito de se
defender e de apelar para o Mestre da Ordem.

ESTATUTOS
DEL CONSEJO INTERNACIONAL DE FRATERNIDADES LAICAS
DOMINICANAS (ICLDF)
Preâmbulo
O Conselho Internacional das Fraternidades Leigas Dominicanas, daqui em diante
chamado ICLDF ou o “Conselho”, se sabe movido pelo amor a Cristo e a sua Igreja,
expressado no espírito apostólico de São Domingos. Foi criado, de acordo com a Regra
das Fraternidades Leigas de São Domingos n. 22 b), em maio de 2002, em Santa
Sabina, Roma, na presença do frei Carlos A. Azpiroz Costa O.P., Mestre da Ordem, e do
frei Gerald W. Stookey, O.P., Promotor Geral do Laicado Dominicano.
Ao mesmo tempo que reconhece que cada Província, Vice-Província e Vicariato gozam de
autonomia quanto aos direitos e responsabilidades que se definem na Regra, o Conselho
se inspira e se apóia no carisma que é consubstancial a todas elas.

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Daqui em diante “Província” será usado para referir-se a todas as Províncias, Vice-
Províncias e Vicariatos.

Declaração da missão:
ICLDF é uma estrutura internacional que procura promover uma maior comunicação
entre as Fraternidades Leigas Dominicanas com a finalidade de conseguir uma pregação
mais eficaz do Evangelho.

ESTATUTOS

1. O CONSELHO

A) Governo
1) O Conselho é governado :
a) pelos Estatutos
b) pelas Regulamentações
2) Os Estatutos só podem ser modificados com uma maioria de dois terços de
todos os membros com direito a voto no Congresso Internacional. O Conselho
pode modificar as Regulamentações e as Recomendações.
3) O Conselho entende a sua obrigação de defender os interesses das
Fraternidades Leigas Dominicanas e está sob a autoridade canônica do Mestre
da Ordem.
4) Tanto os Estatutos como as Regulamentações estão sujeitos, e devem ser
obedientes e não contrários, à Regra.

B) Membros
1) O Conselho está composto pelo Promotor Geral do Laicado Dominicano e cinco
Leigos Dominicanos eleitos, que tenham feito a Promessa Perpétua, um por cada
uma das Regiões.
2) As Regiões são:

ÁFRICA - Conselho Africano das Fraternidades Leigas Dominicanas (ACLDF)
ÁSIA PACÍFICO -Conselho Ásia Pacífico dos Leigos Dominicanos (APCLD)
EUROPA – Conselho Europeu das Fraternidades Leigas Dominicanas (ECLDF)
AMÉRICA DO NORTE - Conselho Interprovincial do Laicado Dominicano (DLIPC)
AMÉRICA LATINA - Conselho das Fraternidades Leigas Dominicanas da
América Latina e do Caribe. (COFALC)
Cada região elegerá um representante e seu substituto, de acordo com o
procedimento que lhe seja próprio. Em circunstâncias especiais, o Mestre da
Ordem designará o representante de uma determinada região até que se possa
realizar uma eleição ordinária.

3) Os membros do Conselho serão eleitos por um período de tempo, não
renovável de três anos, que começa no dia 01 de julho. O membro substituto
deverá ser eleito por um período regular.
4) Os períodos se distribuirão de uma maneira tal que não mais de 2 membros do
Conselho concluam seu mandato num determinado ano.
5) Cada membro do Conselho atuará por um ano como Coordenador do mesmo,
de acordo com um sistema de rotação, segundo o combinado pelo Conselho. O

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Conselho elegerá um Coordenador entre seus membros, anualmente, por
sorteio.
6) Se o Coordenador não pode estar presente, este designará um substituto
temporário entre os demais membros do Conselho, que terá o poder de
Coordenador para votar autorizadamente.
7) O Conselho elegerá um tesoureiro entre seus membros, ou cooptar,
comprometer ou buscar a ajuda de um dominicano ou uma dominicana
competente para dita tarefa. O tesoureiro cooptado não é um membro do
Conselho.
8) Requer-se um quorum de três membros para a realização de uma reunião
válida.
9) Todas as decisões do Conselho requerem uma maioria de votos. Em situações
em que haja quatro membros presentes e ocorra um empate, o Conselho, se é
possível e praticável, entrará em contacto com o membro ausente. Se não for
possível, então o Coordenador dará o voto de desempate, ainda que seja seu
substituto temporário.

C. Obrigações do Conselho.
1)
a) Os membros do Conselho manterão comunicação contínua com os Leigos
Dominicanos da respectiva Região.
b) O Conselho estabelecerá e manterá uma relação fluente com os outros
grupos da família Dominicana.
c) O Conselho se esforçará para colaborar com todos os grupos nas
atividades internacionais da Família Dominicana.
2) O Conselho apresentará às Instituições Oficiais da Ordem Dominicana, as
questões relacionadas às regiões Internacionais.

3)
a) O Conselho preparará um orçamento e um relatório financeiro.
b) O Conselho solicitará uma contribuição financeira anual a cada Região.

4) O conselho recolherá e distribuirá informação e documentos relevantes.

5) Quando necessário o Conselho nomeará seu representante para os encontros
internacionais.

6) O Conselho se preparará para o, e será responsável pelo, correto
desenvolvimento dos Congressos Internacionais das Fraternidades Leigas
Dominicanas a cada dez anos e de realizar as seguintes atividades:
a) criar as comissões que sejam necessárias.
b) elaborar um programa para o Congresso.
c) notificar todos os Promotores Provinciais e Presidentes Provinciais (ou a
pessoa delegada para o contato) da realização do congresso.
d) determinar os membros integrantes do Corpo Eleitoral do Congresso (o
Corpo Eleitoral estará formado pelos membros aptos a votarem).
e)
(i) apresentar os prováveis custos.
(ii) arrecadar fundos para efetivar a realização do Congresso.

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(iii) apresentar um relatório financeiro no Congresso.
(iv) preparar e publicar as Atas do Congresso.
7) Leigos Dominicanos, frades, monjas ou irmãs com habilidades especiais e
qualificações podem ser chamados a colaborar a pedido do conselho por um
tempo determinado. Não terão direito a voto.

D) Finanças
1. Os irmãos e irmãs das Fraternidades / Capítulos Leigos Dominicanos de todo
o mundo, seguindo o espírito da unidade no seio da Igreja de nosso pai São
Domingos, cooperam com uma quota anual que se aprovará no Congresso
Internacional para auxiliar nos gastos do secretariado das Fraternidades
Leigas Dominicanas, estabelecido em Roma, e no orçamento apresentado.
2. A quota anual se atualizará anualmente considerando a inflação na Itália.
3. As Fraternidades /Capítulos enviarão suas contribuições anuais ao seu
correspondente Conselho Provincial ou Nacional, para serem remetidas à
Tesouraria Internacional.
4. Anualmente o Tesoureiro do Conselho Internacional enviará cópias de um
balancete financeiro auditado a cada Conselho Provincial ou Nacional, que
deverá enviá-las a cada Fraternidade / Capítulo.
5. As funções dos distintos órgãos do governo das Fraternidades / Capítulos de
Leigos Dominicanos relativos à economia e finanças serão as seguintes:
Funções:
a) ICLDF
1) Aprovar a taxa anual
2) Aprovar os balancetes financeiros auditados e remetê-los aos
conselhos locais
3) Propor à Assembléia geral a contribuição anual
4) Aprovar a taxa para o Congresso e outros eventos.

b) Assembléia Geral
Aprovar a Contribuição Anual baseada nos Balancetes Financeiros
auditados dos períodos anteriores
c) Tesoureiro Internacional

1) Administrar os recursos financeiros necessários para o funcionamento
eficiente da ICLDF

2) Estabelecer estratégias com a finalidade de obter recursos financeiros

3) Estabelecer a taxa anual

4) Preparar os balancetes financeiros para o Congresso e outros eventos

5) Elaborar o Orçamento para o Congresso e outros eventos

II. O CONGRESSO

A) Composição do Congresso
1)
a) Cada Província, Vice-Província e Vicariato enviará um delegado ao
Congresso. Quando seja possível este delegado será o presidente.
b) Cada Província, Vice-Província ou Vicariato elegerá um delegado alternativo
se o presidente não pode comparecer.

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c) Todos os delegados deverão ser Leigos Dominicanos professos perpétuos.
d) Todos os membros do ICLDF estarão disponíveis para comparecerem.
e) Os membros do Comitê Executivo do Congresso estarão disponíveis para
comparecerem.
f) Os presidentes regionais estarão disponíveis para comparecerem.
2) O Promotor Geral do Laicado Dominicano também comparecerá.
3) Cada Província (ver Preâmbulo) enviará um delegado. No entanto, onde haja uma
província multinacional, as fraternidades enviarão um delegado de cada país.
4) Os nomes dos delegados serão comunicados, pelo menos, seis meses antes da
realização do Congresso.
5) Todos os delegados terão uma carta de autorização do seu Conselho Provincial de
Leigos ou do Prior Provincial testemunhando que foram eleitos para representar a
sua Província.
6. O Mestre da Ordem será convidado para o Congresso.
7. Um canonista será convidado ao Congresso.

B) Deveres e Funções
1) Estudar e discutir as questões relacionadas com as Fraternidades Leigas
Dominicanas e fazer propostas ao ICLDF.
2) Debater, propor e votar sobre as modificações da Regra.

3) Fazer petições ao Mestre da Ordem nas matérias concernentes às Fraternidades
Leigas Dominicanas.
4) Propor e promover meios de financiamento do trabalho do ICLDF.
5) Votar sobre a aceitação de qualquer proposta de mudanças dos Estatutos do
Conselho.
6)
a) Debater sobre a maneira e os meios para ajudar os membros a satisfazerem
sua missão de pregação.
b) Debater sobre o modo de promover vocações para todos os ramos da
Ordem.
c) Debater sobre a maneira de ajudar aquelas missões, onde exista uma
carência de material para a formação e o estudo.
d) Promover a colaboração entre todos os membros da Família Dominicana.

C) Corpo Eleitoral

1) O Corpo Eleitoral está composto pelos:
a) delegados representantes de suas províncias, Vice-Províncias, Vicariatos ou
países.
b) Os membros do Conselho Internacional e seus substitutos.
Se o membro do Conselho Internacional é também delegado por sua Província,
Vice-Província ou Vicariato ou país deverá emitir um único voto.

2) O Conselho preparará um censo daqueles que estão habilitados a votarem no
Corpo Eleitoral.

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3. O Conselho designará um Encarregado do Corpo Eleitoral.

REGULAMENTAÇÕES

A) Responsabilidades dos Cargos

1. O Coordenador
Os deveres do Coordenador são:
- Assegurar-se de que toda a correspondência relevante é distribuída a
todos os membros do Conselho.
- Assegurar-se de que os documentos concernentes aos Leigos
Dominicanos de caráter internacional são obtidos por todos os
mencionados.
- Assegurar-se de que as Atas de cada encontro são elaboradas e
distribuídas entre os membros do Conselho.
- Atuar como ligação entre os membros do Conselho quando se
considere necessário.
- Arquivar um processo com as datas dos mandatos de cada membro
do Conselho.
- Presidir o Conselho.

2) O Tesoureiro
Os deveres do Tesoureiro são:
- administrar os recursos financeiros para o Conselho
- Idealizar estratégias para obter recursos.
- Estabelecer uma previsão dos gastos concernentes ao Conselho.
- Submeter anualmente à revisão independente as contas do Conselho.
- Fixar um orçamento para os Congressos do Laicado Dominicano organizados
pelo ICLDF.
- As responsabilidades contraídas pelo Conselho em nome do Conselho serão
igualmente partilhadas por todos e cada um dos membros do Conselho.
- Se o Conselho for dissolvido, os fundos pendentes restantes, depois de saldar
os gastos do Conselho se destinarão à entidade, determinada pela Assembléia
Internacional.

3) O Secretário
-Preparar as Atas das reuniões do Conselho e distribuí-las entre os membros do
Conselho antes da reunião.
-Encarregar-se das tarefas rotineiras da secretaria.
-Entregar as Atas aos novos membros do Conselho.
-Supervisionar o procedimento de votação.
-Procurar e atualizar os nomes e endereços dos contatos relevantes, correios-
eletrônicos e números de fax.

B) Regras e Procedimentos
1) Financeiros

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-Todo o dinheiro recebido será depositado em uma conta em nome do
Conselho.
-Só os membros do Conselho estão autorizados a concordarem com a conta
para cobrir os gastos oriundos de suas tarefas como conselheiros.
-A aprovação dos gastos compete ao Coordenador, ao Tesoureiro e ao
Promotor geral do Laicado.
-As responsabilidades contraídas pelo Conselho em nome do Conselho serão
igualmente divididas por todos e cada um dos membros do Conselho.
b) Administrativos
- O Conselho se reunirá, pelo menos, uma vez ao ano.
- O Conselho:
a. Informar a todas as Províncias, Vicariatos sobre os assuntos tratados
no Congresso.
b. Preparará e distribuirá as Atas das reuniões.
b. Manifestar-se-á e debaterá assuntos referentes ao Congresso
Internacional.
c. Arquivará documentos apropriados das reuniões e a correspondência
e salvaguardará os relatos do conselho, testemunhas de sua história.

Recomendações

1) A fim de por em prática a sua natureza, o Conselho, que é uma comunidade
fraterna, assim como uma estrutura adequada para a organização, realizará o
seguinte em cada reunião:
a) dedicará um tempo à oração apropriado ao Conselho.
b) um tempo de confraternização.
2) O Conselho tem a intenção de publicar notícias, informação e temas de formação no
IDI.
3) O Conselho fomentará o intercâmbio de Programas de Formação.
4) O Conselho suscitará o diálogo em relação à vida de nossas fraternidades e a criação
de um espaço para a reflexão sobre os problemas atuais.
5) Quando seja convidado, o Conselho nomeará seu representante para o Capítulo
Geral da Ordem e elaborará um texto com propostas e petições para serem
apresentadas.
6) É aconselhável que os membros do Conselho Internacional falem inglês e outro
idioma.

COMISSÃO N° 4 - ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA

1º Tópico: vocabulário adequado para expressar as formas de pertença na
Ordem Dominicana.

Proposta:
Seja estabelecido um vocabulário comum que expresse o que somos, quais são
nossas diferentes funções. O uso desta terminologia, oportunamente adaptada
às diferentes línguas, seja normativo. Recomendamos:

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 “LEIGOS DOMINICANOS”, como a designação dos membros leigos da Ordem;
a palavra Dominicanos indica o que somos; Leigos mostra que tipo de
Dominicanos somos.

 “O.P.” como a designação de todos os Leigos Dominicanos que fizeram o
compromisso.

 “FRATERNIDADE / CAPÍTULO” como o nome dos nossos grupos, que expressa
o modo de vida como irmãos e irmãs e manifesta um de nossos pilares.

 “GRUPO” como a designação de um grupo cujo objetivo é formar uma
fraternidade/ capítulo.

 “CONSELHOS” como organismos de governo dos Leigos Dominicanos, em nível
de fraternidade / capítulo e província.

 “PROMOTOR PROVINCIAL” é o frade, irmã ou leigo/a, que constitui o ponto de
referência entre os leigos das Fraternidades e os outros ramos da Ordem.
 “ASSISTENTE RELIGIOSO” é o frade, irmã, leigo/a dominicano, ou outra
pessoa aprovada pelo Prior Provincial, que assiste (espiritualmente) a Fraternidade
local.
 “PRESIDENTE” é o/a coordenador/a eleito/a de uma fraternidade / capítulo;
presidente é a palavra usada na versão latina da Regra e a que melhor descreve a
tarefa.

2º Tópico: Estrutura para situações irregulares

Proposta:
Estar abertos às pessoas que queiram seguir a espiritualidade Dominicana mas
que, por razões pessoais, não têm condições de fazer o compromisso. Poderão
participar da vida das Fraternidades Leigas dominicanas em nível local, com a
aprovação dos membros da Fraternidade.

3º Tópico: Outros grupos leigos
Proposta:
As Fraternidades Leigas Dominicanas devem reconhecer e acolher os novos
grupos de leigos dominicanos e os que já existem, com suas próprias
estruturas, para partilharem juntos como irmãos e irmãs dominicanos e
produzirem mais frutos na nossa vocação de pregar aos outros.
4º Tópico: Internet
Proposta:
O uso da Internet representa um instrumento maravilhoso de mútua informação
e de troca de materiais formativos para cada ramo da Família Dominicana.
Representa também um espaço novo de pregação.
Por isso é importante constituir uma equipe internacional de Internet com a
tarefa de elaborar um inventário de todas as fontes dominicanas para que se
tornem mais conhecidas e possam ser utilizadas e partilhadas entre todos na
Família Dominicana.

COMISSÃO N° 5 - ECONOMIA E FINANÇAS
Introdução
A simplicidade, a humildade e a solidariedade manifestam as bem-aventuranças do
Sermão da Montanha.

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A unanimidade é um dos marcos que nos identifica como dominicanos no mundo todo; a
liberdade nos dá a possibilidade de apresentar nossas idéias, sempre buscando o bem
comum.
Isto é o que nos interessa quando falamos de economia e finanças.
Toda organização tem uma estrutura. Todas as estruturas têm um custo, mas são
necessárias para o bom funcionamento das organizações.
Por isso, se queremos ter uma boa organização, precisamos ter uma estrutura sólida que
nos permita sermos eficientes no cumprimento de nossa missão, que é a pregação do
Evangelho. Somos leigos que vivem inseridos no mundo e nosso espaço de pregação é o
próprio mundo. Precisamos então utilizar as ferramentas que o mundo criou, para que
possamos falar a sua mesma linguagem e sermos escutados.

1º Tópico: Suporte econômico

Propostas:
Com relação aos Estatutos do Conselho Internacional: é preciso incluir neles
uma seção específica sobre economia. Nessa seção se colocará o seguinte:

1. Os irmãos e irmãs das Fraternidades/ Capítulos Leigos Dominicanos de
todo mundo, seguindo o espírito de comunhão dentro da Igreja que foi
próprio de nosso pai São Domingos, cooperem com uma quantia anual, a
ser aprovada a partir de um orçamento de despesas apresentado ao
Congresso Internacional, para cobrir os gastos do Secretariado das
Fraternidades sediado em Roma.
2. A quota anual se atualizará anualmente considerando a inflação na
Itália.
3. A quota anual será paga adiantadamente cada ano, no mais tardar até 31
de dezembro.
4. O primeiro pagamento correspondente ao ano de 2008 será pago até o
dia 31 de março de 2008.
5. As Fraternidades/Capítulos enviarão suas contribuições anuais ao seu
correspondente Conselho Provincial ou Nacional, para serem enviadas à
Tesouraria Internacional.
6. Anualmente o Tesoureiro do Conselho Internacional enviará para cada
Conselho Provincial ou Nacional , cópias do balancete financeiro
aprovado, as quais deverão ser enviadas a cada Fraternidade / Capítulo.
7. As funções dos distintos organismos de governo das Fraternidades /
Capítulos de Leigos Dominicanos relativos à economia e finanças serão
as seguintes:

Funções:
a) ICLDF
1) Aprovar o balancete anual
2) Aprovar os relatórios financeiros auditados e enviá-los aos
conselhos locais
3) Propor à Assembléia Geral a contribuição anual
4) Aprovar o orçamento para o Congresso e outros eventos.
b) Assembléia Geral
Aprovar a Contribuição Anual baseada nos quadros financeiros
auditados dos períodos anteriores
c) Tesoureiro Internacional
1) Administrar os recursos financeiros necessários ao
funcionamento adequado do ICLDF
2) Estabelecer estratégias para obter recursos econômicos
3) Preparar o balancete anual

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4) Preparar os balancetes gerais do Congresso e outros eventos
5) Elaborar o orçamento para o Congresso e outros eventos.

Objetivos das propostas
Fazer com que todos possam contribuir na manutenção de nossa ‘casa’, que neste caso
significa sustentar o Secretariado do Laicado Dominicano das Fraternidades / Capítulos
de todo o mundo, sediado no Convento de Santa Sabina em Roma, para que funcione de
maneira adequada.

REGIÃO CONTRIBUIÇÃO ANUAL ‘PER CAPITA’
ÁFRICA € 1.00
ÁSIA PACÍFICO € 1.50
AMÉRICA LATINA E CARIBE € 1.50
EUROPA € 1.50
ESTADOS UNIDOS E CANADÁ € 1.50

COMISSÃO N° 6 - PRESENÇA DO LAICADO DOMINICANO
NA ORDEM E NA IGREJA

1º Tópico: ‘Site Web’
Proposta:
Desenvolver um site web internacional para as Fraternidades Leigas, que possa
servir de noticiário documental (nodo) internacional de esclarecimento levando
informação a todas as entidades leigas.
Objetivos da proposta:
1. Atualmente, a informação inter-cambiada entre as distintas entidades é limitada,
freqüentemente desatualizada, e não anima a colaboração e a cooperação.
2. Este “site” permitiria reagrupar num só lugar os numerosos “sites” que existem
atualmente e permitiria uma melhor utilização dos recursos da rede.
3. Ao apresentar nossa identidade e missão aos demais, a tornamos claras para nós
mesmos.
Destinatários desta proposta:
Dirigimos isto ao perito em Web, sob a direção do Conselho Internacional
Quando concretizar esta proposta:
Imediatamente se possível.

2º Tópico: Formação básica
Proposta:
Preocupar-se em desenvolver em cada província um programa de formação,
adaptado às necessidades dos jovens e daqueles que não tiveram o benefício de
uma formação inicial. Deste modo, será mais fácil acolher em nossas
Fraternidades / Capítulos aqueles que queiram ter um primeiro contato.
Motivos da proposta:

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1. Para apresentar-lhes os aspectos de compromisso do carisma Dominicano
tais como a pregação e o estudo, que não são os princípios diretores dos
movimentos juvenis
2. Manter a juventude talentosa para que sejam membros vitais do laicado
Dominicano
Destinatários desta proposta:
Dirigimos isto aos Comitês de Formação dos conselhos provinciais
Quando concretizar a proposta:
De imediato.
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