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23/03/2018 Renovabio: benefício para a bioeletricidade no médio prazo | CanalEnergia

/ REPORTAGENS ESPECIAIS

23 DE MARÇO DE 2018

RENOVABIO: BENEFÍCIO PARA A


BIOELETRICIDADE NO MÉDIO PRAZO
Mercado aponta benefícios para a geração de bioenergia com a politica de incentivo aos combustíveis
renováveis, mas ainda há dúvidas quanto a atratividade do certi cado de descarbonização nesse primeiro
momento

MAURÍCIO GODOI, DA AGÊNCIA CANALENERGIA, DE SÃO PAULO

A lei no. 13.576/2017 foi promulgada no apagar das luzes de 2017, a regulamentação com o decreto
no. 9.308/2018 saiu em meados deste mês. E apesar de ser um programa dedicado aos
biocombustíveis, a geração de energia também deverá ser estimulada com o Renovabio. A meta
desse programa é ajudar o Brasil no cumprimento das metas assumidas durante a COP 21, de Paris,
mas a sua formatação, que prevê a concessão de certi cados de crédito de descarbonização, levará a
um aumento natural da produção de bioenergia. Assim, potencializará uma receita adicional às
empresas envolvidas no negócio, a dúvida é quando isso ocorrerá e em qual volume.

No próprio texto da legislação há a indicação de que a política tem a importância de agregar valor à
biomassa brasileira. E, nesse sentido, a cana-de-açúcar é a que deverá sofrer maior impacto, até por
ser aquela que possui maior volume dentre as diversas fontes. Mas, como o programa é amplo existe
a possibilidade de agentes que atuam com outros combustíveis como o biogás, biodiesel entre outros
obterem benefício. E as empresas já estão de olho nessa possibilidade, quando esta se zer presente.

De acordo com o vice-presidente de Relações Externas e Estratégia da Raízen, Pedro Mizutani, o


programa é extremamente bené co para o mercado brasileiro de etanol, pois deverá garantir ganhos
de produtividade e e ciência com foco no ciclo de vida dos biocombustíveis. “Isso nos permitirá
maior perenidade nos negócios, além de previsibilidade mais assertiva, o que deve proporcionar
maiores investimentos no setor, além de nos posicionar como players con áveis no mercado nacional
e global, expandindo nossas fronteiras para exportação de biocombustíveis, um mercado em
crescente ascensão”.

A expectativa é de que o Renovabio dinamize o segmento, oferecendo mais vantagens para


atividades como pesquisa e desenvolvimento, não apenas por parte dos produtores, mas também de
todos os demais setores impactados. No entanto, alertou, isso só cará claro quando as metas
estiverem estabelecidas, o que deve acontecer nos próximos meses.

Maior perenidade nos negócios e previsibilidade mais


assertiva, o que deve proporcionar maiores investimentos
no setor

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Pedro Mizutani, da Raízen

E qualquer passo a ser dado no Renovabio ainda depende do trabalho do Comitê Renovabio e dessas
metas compulsórias, atribuição do Conselho Nacional de Política Energética, que serão
individualizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), para cada
distribuidor de combustíveis, em proporção à sua participação no mercado de combustíveis fósseis.
Essas metas anuais devem ser de nidas até 15 de junho de 2018 para entrar em vigor no período de
24 junho de 2018 a 31 de dezembro 2028. Já as metas compulsórias individuais passarão a vigorar a
partir de dezembro de 2019, devendo ser públicas até primeiro de julho de 2019. Ou seja, são 18
meses para que o programa entre em operação realmente. Por isso, as opiniões convergem para que
aumento da geração em decorrência dessa política seja visto a partir de 2020, no mínimo.

Apesar desse prazo, a expectativa é positiva no mercado. Luciano Rodrigues, economista–chefe da


União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), disse que ainda é muito cedo para apontar qual
deverá ser o impacto na produção de energia elétrica com o Renovabio. “Este não é um programa
especi co para etanol, mas para todos biocombustíveis. Obviamente, de todos, a cana-de-açúcar é a
que tem maior volume e por isso deve contribuir de forma mais intensa para atendimento dessas
metas que serão estabelecidas e começam a valer em 2020. Para atender à necessidade crescente
deverá ser vista a ampliação da produção, mas isso não é de efeito imediato”, pontuou.

Ele comentou que a entidade possui cenários projetados, feitos para entender os efeitos da política
para um determinado nível de meta que será estabelecido. Mas, reforçou que ainda é cedo para
estimar um número sem esse dado o cial e concreto. “Obviamente temos cenários para metas,
podem ser de 40 a 50 bilhões de litros, o que representa, em comparação aos cerca de 30 bilhões de
litros dos últimos anos, um incremento de 60% na produção. Mas isso são apenas conjecturas. Ainda
temos que incorporar os números de produção de outros biocombustíveis, o tamanho que será dado
dependerá da de nição o cial”, destacou Rodrigues.

Essa necessidade de conhecer as metas o ciais vem na esteira da relação direta entre o aumento da
produção de biocombustíveis com a geração de energia. A pesquisadora Tamar Roitman, da FGV
Energia, avalia que há uma forte correlação entre esses dois fatores. Ela aponta que as premissas
colocadas no decreto indicam, porém, que os re exos poderão ser sentidos somente a partir de 2020
para frente. A lógica do Renovabio, comentou, premiará os processos mais e cientes no uso dos
recursos disponíveis. Nesse sentido, é lógico esperar que na cadeia da produção do biocombustível as
usinas deverão buscar a ampliação da cogeração de energia seja com o bagaço ou outro tipo resíduo
que acrescente mais e ciência ao processo produtivo.

“Dessa forma, essas usinas vão ter notas melhores e é isso que o programa quer captar. Vai premiar
as usinas que conseguirem utilizar ao máximo o que tiver à disposição”, de niu a pesquisadora. “A
usina com nota melhor terá o maior número de CBIOs [Crédito de Descarbonização por

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Biocombustíveis], quanto mais e ciente o processo de uma empresa esta terá mais crédito para
comercializar e isso traz incentivo para que os produtores invistam na melhoria dos processos”,
avaliou Tamar.

Nesse processo está a geração de bioeletricidade, que na verdade já faz parte do tripé que sustenta
as receitas dessas empresas ao lado da produção de açúcar e etanol. Mas com essa novidade há o
incentivo em aproveitar, outros resíduos como a vinhaça, palha e outros insumos para se tornar mais
e ciente e assim buscar otimizar seu retorno nanceiro lá na frente com a venda tanto dessa energia
e dos títulos. Inclusive, destacou, há produtores que não investem ou não renovam sua planta que
podem rever esse procedimento com o incentivo que o Renovabio trará.

Uma das grandes questões a ser respondida é se o valor do


CBIO será atrativo para investimentos em geração
Tamar Roitman, da FGV Energia

No entanto, uma das grandes incógnitas do programa – tão grande quanto as metas a serem
obedecidas – é o valor desses créditos e como será atribuído um preço a esses títulos inicialmente.
No momento seguinte está claro que é o mercado que direcionará esse valor, como ocorre
naturalmente. Mas o ponto de partida é que deverá dar o tom da procura por esses investimentos
iniciais.

“O valor do CBIO ainda é uma grande dúvida, ainda não está claro, por exemplo, como será a
comercialização na bolsa, bem como o seu preço, ainda não de nido e claro para o mercado. Então,
acredito que no primeiro momento pode ser que não se tenha uma visão mais objetiva da
atratividade dos investimentos e estes venham em um segundo momento, para a geração de energia,
até que os investidores consigam dar esse preço aos CBIOs e os produtores de energia conheçam o
valor desses créditos”, estimou a pesquisadora da FGV Energia.  Por estarem dentro das metas
compulsórias, os aportes para a expansão de biocombustíveis estarão na primeira onda de aportes.

A visão da Empresa de Pesquisa Energética é diferente quanto à questão temporal. Na avaliação do


superintendente da divisão de Gás Natural e Biocombustíveis da instituição,  Giovani Machado, a
geração de energia não cará para um segundo momento. Esse posicionamento deve-se ao fato de já
existirem exemplos de usinas a biogás viabilizadas por meio de leilões de energia nova promovidos
pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Ele lembra que há combustível disponível para ser
utilizado imediatamente. Depende mais de um fator estratégico dos empreendedores acerca desses
empreendimentos.

Geração de energia não cará para um segundo


momento
Giovani Machado, da EPE

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À margem dessa diferença de opinião, Machado concorda que o Renovabio terá seu impacto indireto
na geração de bioeletricidade. “De maneira geral, os produtores mais e cientes poderão emitir uma
quantidade maior de CBIOs  e com isso aumentar seu pool de receitas”, corroborou.  Contudo
concorda que isso depende de quão interessante será realizar esses investimentos que não são
baixos. Trabalhar a e ciência poderá requerer aportes em tecnologias mais atuais como, por exemplo,
na substituição de caldeiras por turbinas para usinas a ciclo combinado. E ainda, aponta que essas
unidades poderiam ser utilizadas, quando necessário, como plantas de partida rápida.

O volume que poderá ser acrescentado com o Renovabio ainda não é conhecido. A EPE trabalha
atualmente no processo de modelagens e estudos, fazendo uma série de simulações e avaliações
sobre as perspectivas de ampliação do uso da bioeletricidade. “O que buscamos fazer agora nas
modelagens é encontrar a relação funcional entre a meta de descarbonização obtida
majoritariamente com a expansão do biocombustível e o preço do CBIO que será de nido
efetivamente no mercado. Mas ainda é cedo para termos esses números, pois a meta será
estabelecida em junho e ainda há mais 18 meses para o mercado entrar em vigor”, comentou. E disse
ainda que não é possível determinar qual será a demanda, pois a depender do preço “o estímulo será
maior ou menor”.

Setor tem capacidade de dobrar a produtividade de


energia com a tecnologia e a biomassa que estão
disponíveis
Zilmar de Souza, da Única

Pelo lado das usinas, o que se pode colocar no curtíssimo prazo é a otimização das plantas e das áreas
que estão sendo utilizadas. O gerente de Bioeletricidade da Única, Zilmar de Souza apontou que a
produtividade média dos últimos anos tem sido de 75 toneladas de cana-de-açúcar por hectare.
Contudo, há um potencial de 85 toneladas na região centro sul, onde está concentrada 90% da
produção.

Por outro lado ainda há outro potencial adicional representado por cerca de 80 usinas que foram
desativadas e possuem condições de serem ligadas novamente. “O viés de crescimento vem da
otimização da capacidade, renovação do canavial a uma taxa adequada  e que hoje está envelhecido
para que tenhamos a produtividade mais alta. E ainda, ao longo da crise as empresas em di culdades
deixaram a frota sucatear sem a manutenção que deveria”, comentou ele.
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Em 2016, o número mais recente disponível, o setor produziu 33 kWh por tonelada, mas,
argumentou o executivo, há condições técnicas de dobrar esse índice somente com a tecnologia e a
biomassa existente associada aos estímulos do Renovabio. “No médio prazo, certamente, é possível 
aumentar a e ciência de exportação e chegar a algo entre 66 kWh a até 70 kWh”, apontou. “Para
alcançar esse nível de e ciência é necessário investimento no retro t das usinas”, acrescentou.

Em linhas gerais, avaliou o gerente de bioeletricidade da Única, o impacto dessa nova política tende a
ser positiva para o setor de etanol. Mas, ressalta que há um ponto de preocupação: a participação da
geração de energia por biomassa nos leilões de energia nova. Ele toma como exemplo a perspectiva
do próximo A-4 que está marcado para a semana que vem, no dia 4 de abril. Nesse certame, cujo
fornecimento é para 2022 há apenas 28 projetos cadastrados.

Ainda é cedo para estimar o crescimento, é necessário


conhecer as metas o ciais de redução de emissões
Luciano Rodrigues, da Única

“A porta de entrada dos empreendimentos de bioeletricidade, assim como para a eólica e a solar é o
ambiente regulado. Olhando agora para o A-4 temos cadastrados 28 projetos apenas. Acreditamos
que o sinal de expansão econômico do etanol tem que estar concatenado com o do setor elétrico isso
é importante para a matriz elétrica e para os biocombustíveis, a melhor forma é a contratação mais
previsível, e esse caminho é por meio dos leilões regulados”, justi cou.

Pelo lado da associação que representa o segmento de biogás, a Abiogás, ainda há uma demanda para
ser considerada na política. Enquanto o biometano está contemplado no arcabouço do Renovabio, o
biogás propriamente dito, que é formado por metade de metano e metade de CO2 e utilizado na
geração de energia, não é elegível ter essa certi cação do CBIO. Ou seja, gerar energia com o biogás
não gera os créditos.

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Biomassa é a terceira maior fonte em capacidade instalada quando segregada das térmicas a
combustíveis fósseis

De acordo com o vice-presidente da entidade, Gabriel Kropch,  a associação está em discussões para
tentar incluir a geração na calculadora de redução de emissões já que essa energia pode ser utilizada
em substituição a combustíveis fósseis tradicionais. “Por isso, o biogás deveria ser reconhecido
também como uma medida elegível para a emissão e geração desses créditos”, defendeu ele. “O
biogás se enquadra perfeitamente dentro de todos os critérios de geração renovável e com
características diferentes, pois é armazenável e por isso pode ser considerada energia rme e
despachável quando necessária”, acrescentou.

Essas conversas estão ocorrendo junto à Embrapa, que é uma das responsáveis pelo
desenvolvimento da metodologia, revelou Kropch. Segundo ele, a Abiogás vem fornecendo subsídios
para que o reconhecimento do biogás – e não somente do biometano – ocorra, segundo suas
palavras, o mais rápido possível.

Apesar dessa brecha ainda aberta, o executivo considera a nova política o mecanismo correto para
alcançar as metas. Em sua análise, deixar com o mercado o atendimento das metas por meio de
ferramentas de incentivo como é o CBIO é mais adequado do que a imposição de subsídios ou
taxações adicionais impostos por governos. “O mercado sabe preci car esses benefícios e o seu
preço depende da oferta e demanda”, sinalizou.

Conversas para incluir o biogás na calculadora de


emissões ao invés de gurar apenas o biometano
Gabriel Kropch, da Abiogás

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Até mesmo empresas que acompanham lateralmente o desenrolar do Renovabio já começaram a se


mexer. Uma dessas é a Brasil BioFuels, que atua em sistemas isolados na região Norte do país. De
acordo com o vice presidente Corporativo, Luiz Augusto Gomes, apesar dessa priorização da
biomassa da cana-de-açúcar, há espaço para todos os biocombustíveis com a nova política.

Atualmente, lembrou ele, o diesel utilizado para a geração de energia nos sistemas isolados, que
estão predominantemente na Amazônia, é o S-500. Ou seja, na hora de substituir este pelo
combustível mais limpo abre uma boa perspectiva para a empresa. Inclusive, a rmou ele, a
companhia já começou a fazer o levantamento da matriz de consumo de combustível e até o nal do
primeiro semestre devem ter os dados em mãos. Acontece que ainda é necessário que a calculadora
o cial esteja disponível para que as contas da BBF indiquem qual deverá ser o benefício econômico a
ser obtido com os CBIOs a serem atribuídos à companhia.

“O grande incentivo do Renovabio é que de alguma maneira valoriza a matriz mais limpa e nesse
sentido, há um ganho no nal das contas com a obtenção de recursos com os certi cados. Contudo,
isso não signi ca que um projeto ruim pode se viabilizar com os recursos do CBIO, ele apenas
valoriza projetos bons para que estes ganhem mais com esses créditos”, avaliou.

Mizutani, da Raízen, destacou que ao passo que a produção do biocombustível se eleva é possível
aumentar a produção de bioenergia, esta tornando-se ainda mais competitiva no mercado livre. E
essa geração poder ser viabilizada por meio de biomassa obtida pela utilização de materiais
orgânicos como, obviamente, o bagaço de cana, a casca de arroz, cavaco de madeira, caroço de açaí, e
ainda, de biogás gerado a partir da vinhaça e torta ltro.

Renovabio vem para incentivar projetos viáveis e não


viabilizar projetos ruins
Luiz Augusto Gomes, da BBF

Atualmente a Raízen exporta mais de 2,5 milhões de MWh, o que daria para abastecer uma cidade de
10 milhões de habitantes. Hoje ainda não produz energia por meio do biogás. Há um projeto em
andamento no interior de São Paulo que saiu vencedor em leilão do ACR que terá capacidade

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instalada de 21 MW até o nal de 2021, podendo exportar até 200 mil MWh por ano. Ele naliza ao
reforçar as externalidades da biomassa e que essas vantagens tendem a aumentar conforme as
políticas de incentivo ao biocombustível e bioenergia se estabeleçam.

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