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Perguntas de Biogeografia

1) Qual a definição moderna da Biogeografia?

É o estudo da distribuição das espécies e ecossistemas no espaço geográfico e através


do tempo geológico.
É a tentativa de descrição/documentação da distribuição da realidade biológica através
dos padrões espaciais da biodiversidade e também o entendimento dos mesmos. Em
grosso modo não é uma ciência experimental, mas sim uma ciência observacional.
Aproveita oportunidades que resultam da perturbação humana, das comunicações de
espécies invasoras para estudar as consequências nas outras comunidades de espécies
e na sua composição.
É vista como uma disciplina de síntese, ela sintetizar informação oriunda das diferentes
disciplinas da Biologia e da ciência da Terra.

2) Indique os vários tipos de mapas de distribuição.

 Mapas de pontos – indicam onde se encontra uma dada espécie;


 Mapas de contorno / manchas de distribuição – indicam as áreas onde é
previsível que a espécie exista;
 Mapas de pontos e contorno;
 Mapa dos locais de invernada – indicam os locais de reprodução e de
habitabilidade das espécies, bem como os locais para onde migram no Inverno
- locais de invernada - quando a temperatura é baixa e o alimento escasseia;
 Mapas de paleodistribuição – indicam a distribuição de espécies no passado
com o objectivo de perceber a sua evolução.

Qualquer um destes mapas apresenta diferentes escalas: as maiores exibem a


amplitude geográfica baseada nos locais de colecta e conhecidos; as menores exibem a
distribuição das populações.
Existem mapas que mostram a distribuição e a abundância das espécies: geralmente
cores mais escuras revelam maior abundância; as mais claras, menor abundância.

3) De que forma as espécies se distribuem numa mesma área?

 Regular / Uniforme
 Aleatória
 Agregada

4) Indique e explique os modelos de distribuição populacional.

 Modelo source-sink (fonte-sumidouro) – populações demograficamente


positivas (nascem mais indivíduos do que aqueles que o meio pode suportar)
servem de source (fonte) a populações sink (sumidouro), permitindo a sua
população, mesmo com crescimentos locais negativos. A imigração de
indivíduos das populações fonte para as populações sumidouro evita a extinção
das últimas;
 Modelo de ilhas – subpopulações vão trocando entre si os seus indivíduos;
todos os habitats fazem trocas populacionais com todos;
 Modelo linear (SSM) – trocam indivíduos com as populações adjacentes;
 2D Stepping stone model – estrutura bidimensional de trocas em habitats /
populações adjacentes
 Modelo metapopulacional – subpopulações trocam migrantes entre si. Há
locais com condições igualmente favoráveis ao estabelecimento das
populações, mas que nunca foram colonizados  áreas inabitadas separam as
subpopulações. Em anos de severidade algumas populações tendem a
desaparecer, especialmente se forem sink. Novas subpopulações surgem
igualmente por imigração para locais não habitados ou recolonizam áreas onde
a subpopulação anterior se extinguiu.

5) Defina nicho.

Nicho é o espaço multidimensional onde cada variável ambiental (factor abiótico –


temperatura, luz, pH, salinidade…) é uma dimensão. O nicho resulta da combinação dessas
variáveis que permitem a sobrevivência do indivíduo e a manutenção das espécies.

limite inferior de tolerância


Factores abióticos zona óptima
limite superior de tolerância

Os indivíduos podem existir fora da zona óptima de um dado factor abiótico, mas
tendem a manifestar algum tipo de restrição, p.e. menor número de descendentes.

6) Distinga nicho fundamental de nicho realizado.

Nicho fundamental corresponde ao conjunto de todas as condições necessárias /


ideais para a sobrevivência da espécie sem interacção / influência de outros
organismos que podem ser ou não da mesma espécie. Nicho realizado corresponde ao
nicho real (efectivamente ocupado) limitado ou expandido pelas interacções com
outros organismos.

7) Indique factores que contribuem para o nicho realizado ser apenas parte do
nicho fundamental.

A espécie nunca consegue ocupar todo o nicho fundamental porque o nicho realizado,
bem como as suas fronteiras, vai depender de vários factores abióticos tais como a
temperatura, a disponibilidade de água, a salinidade do meio, a luz, o solo, entre
outros; bem como de factores bióticos (das relações estabelecidas com outros
organismos), tais como mutualismo, competição, predação, etc.

8) Defina trade-offs.

É um género de compromisso que os organismos têm de fazer para lidar com as


condições do meio. Por vezes acontece que a resolução de um problema cria outro 
Conflito de escolha.

9) Defina HSI (Habitat Suitability Index).

Índice que avalia a adequação de uma espécie a um dado habitat. Essa adequação
pode ser modelada e mapeada. Quanto maior for o índice (numa escala entre 0 e 1)
melhor a adequação da espécie ao habitat.

10) Defina SDM (Species Distribution Model).

A partir da distribuição conhecida da espécie e dos dados acerca das condições


climáticas, topográficas, etc. podemos modelar a ecologia de uma determinada
espécie e prever locais onde essa espécie poderá aparecer.

11) Diga como se constrói um SDM (Species Distribution Model).

Em primeiro lugar reúne-se um conjunto de factores abióticos bióticos através de


observações de campo numa determinada área. Depois modela-se o nicho ecológico
da espécie em questão através das curvas de resposta da mesma em relação aos
factores do meio. Por fim a junção dos factores permitirá elaborar mapas nos quais se
mostram as áreas potenciais (maior probabilidade) de ocorrência da espécie.
Para uma certa espécie, as zonas em que esta já foi encontrada tem certas características
(temperatura, salinidade, humidade, etc.) que podem ser medidas; tomando essa informação,
é possível fazer uma predição espacial (prevês os locais em que a espécie PODERÁ ocorrer,
devido ao facto de existirem todas as condições necessárias). Mas estes modelos não são
perfeitos, pq as espécies aparecem muitas vezes em locais não previstos ou não aparecem
onde “deviam”.

12) O que são comunidades?

Comunidades compreendem o conjunto de espécies que vivem num dado local. As


espécies de uma dada região em conjunto com o ambiente físico e as interacções
abióticas e bióticas estabelecidas formam o ecossistema.
Estrutura – propriedades estáticas – diversidade, composição, biomassa.
Função – propriedades dinâmicas e actividades que afectam o fluxo de energia e
nutrientes, p.e. as cadeias alimentares.
13) Distinga escola determinística de escola estocástica.

Trata-se de duas visões antagónicas de pensamento relativas à distribuição das


comunidades no espaço, ou seja se as comunidades são ou não formadas por
conjuntos discretos que se substituem no espaço. Em seguida, passo a elencar o que as
distingue.
Segundo a escola determinística as comunidades são conjuntos discretos de espécies
que se substituem umas às outras no espaço, como se fossem um “superorganismo”,
em que cada espécie é necessária estar presente. As espécies aparecem e
desaparecem de forma concertada.
A escola estocástica defende a não existência de comunidades. Existem variações
independentes das espécies ao longo de um gradiente geográfico e ambiental, ou seja,
uma espécie que está num determinado local depende de vários factores, mas é
independente da existência ou não de uma outra espécie (o facto de uma espécie
existir num dado local não significa que a uma outra existem).

14) O que são ecótonos?

São zonas de transição em que há contacto entre comunidades diferentes, por essa
razão tendem a ser mais ricos em diversidade biológica que as próprias comunidades.

15) Defina sucessão temporal.

É um processo dinâmico e gradual em que as comunidades experienciam as alterações


ocorridas no ecossistema até alcançar um estado de equilíbrio dinâmico – clímax –
com o meio ambiente. Cada estádio da sucessão denomina-se sere.
A escola determinística defende que as espécies se sucedem temporalmente, podendo
ser previstas (previsíveis), convergindo para o clímax. Já a escola estocástica nega a
previsibilidade da sucessão temporal de espécies numa dada área.
Na mesma região, solo e clima existe um certo grau de organização e estrutura, porém
tais não são inteiramente previsíveis.

16) Distinga sucessão primária de sucessão secundária.

A sucessão primária ocorre em ambientes anteriormente desprovidos de vida (dunas


de areia, rochas varridas pela evolução, fluxo de lava…), ao passo que a sucessão
secundária ocorre em ambientes que anteriormente albergaram várias comunidades
mas que entretanto sofreram algum tipo de perturbação, seja ela natural (furacões,
vulcões, inundações, etc.) ou por acção do homem (fogo, áreas de cultivo, corte de
florestas, etc.).
17) Defina bioma.

Os biomas são áreas com semelhanças climáticas, topográficas e consequentemente


com o mesmo tipo geral de comunidades biológicas. São “arrumados” segundo um
eixo temperatura e precipitação média anuais.

Ecoregiões continentais – classificação não depende exclusivamente da estrutura da


vegetação existente.
Exemplos:
 Domínio polar – Divisão tundra
 Domínio temperado húmido – Divisão mediterrânica
 Domínio seco – Divisão deserto subtropical / tropical
 Domínio tropical húmido – Divisão floresta pluviosa

Ecoregiões oceânicas – mais ou menos com base nas temperaturas oceânicas


Exemplo:
 Domínio polar – Divisão polar interior
 Domínio temperado – Divisão subtropical
 Domínio tropical – Divisão tropical de monção

18) Enumere os principais biomas terrestres.

Floresta tropical húmida, floresta tropical decídua, floresta espinhosa (thorn


woodland), savana tropical (cerrado no Brasil), deserto, floresta esclerofila, floresta
subtropical não decídua, floresta temperada decídua, floresta temperada pluviosa,
pradarias, floresta boreal (taiga na Rússia), tundra (árctica e alpina).

19) Indique um bioma frio, temperado e tropical

Tundra, floresta esclerofila e floresta tropical decídua, respectivamente.

20) Indique dois dos principais biomas que apresentem menos de 50 cm de


precipitação.

Floresta espinhosa (thorn woodland) e deserto.

21) Indique dois dos principais biomas que apresentem mais de 150 cm de
precipitação.

Floresta tropical húmida e floresta subtropical não decídua.


22) Descreva o bioma floresta tropical húmida.

Bioma localizado próximo do Equador (10ºN – 10ºS). Apesar de comportar 50% das
espécies ocupa apenas 6% da superfície terrestre abrangendo áreas na América do Sul,
África, Sudeste asiático – Oceânia. A temperatura é elevada e constante ao logo do
ano (18 – 32ºC) e a precipitação excede os 180 cm anuais. A canópia (conjunto das
copas das árvores) é cerrada a 30 – 50 m de altura pelo que a luz solar que chega ao
solo da floresta é muito reduzida, daí este estrado ser praticamente desprovido de
vegetação.
Devido à rápida decomposição e lixiviação os solos destas florestas são pobres em
nutrientes e matéria orgânica.

23) Descreva o bioma floresta temperada pluviosa.

Florestas temperadas existem em 4 zonas do globo: América do Norte, Nova Zelândia,


Japão e Europa. São características de zonas com grande pluviosidade (> 150 mm de
média anual), onde chove cerca de 10 meses por ano e a temperatura não é muito
elevada. Estação seca moderada no Verão impede o estabelecimento da floresta
temperada caduca e as temperaturas impedem o estabelecimento de espécies
tropicais. Picea, abies e pseudotsuga presentes nas florestas no Hemisfério Norte;
Agathis, Eucalyptus, Nothofagus, Podocarpus nas florestas do Hemisfério Sul.

24) Indique três biomas temperados e explique as principais diferenças.

As florestas temperadas pluviosas apresentam maior pluviosidade anual


comparativamente às florestas temperadas decíduas e às pradarias temperadas, mas o
facto de ter um clima com estação moderadamente seca no Verão faz com que nesse
período não haja água suficiente para sustentar árvores de folha caduca.
As florestas temperadas decíduas apesar de terem menor pluviosidade anual que as
florestas temperadas pluviosas, a chuva é constante durante todo o pelo que não
existe período seco. Existe água suficiente durante o Verão para sustentar grandes
árvores.
As pradarias temperadas são as que registam a menor precipitação, e a maior
sazonalidade. Poucas árvores, dominando o estrato herbáceo. Em termos latitudinais
ocupam uma maior distribuição latitudinal (entre os 30º e os 60ºN) quando
comparadas com os dois biomas acima referidos. Têm clima continental, frio no
Inverno e calor no Verão.

25) O que é a ITCZ (Intertropical Convergence Zone) e quais os seus efeitos?

O aquecimento diferencial da superfície terrestre é o motor dos ventos que fazem


circular o calor e a humidade no planeta.
Em torno do Equador devido à maior incidência da radiação solar existe maior
evaporação. Assim sendo, o forte aquecimento do ar torna-lo mais leve e força a sua
ascensão criando-se uma área de baixa pressão. Para esta área de baixa pressão
converge ar mais denso vindo de norte e de sul o que à superfície se traduz em ventos
superficiais – alísios de nordeste (23,5ºN  Equador) e alísios de sudeste (23,5ºS 
Equador). O ar, que entretanto subiu na região equatorial, acaba por arrefecer,
condensar e formar grandes nuvens de desenvolvimento vertical. Existe portanto uma
banda de nuvens às quais se associa elevada pluviosidade ao longo de uma faixa que
circunda o Equador. Todavia esta faixa não se apresenta estática, sempre na mesma
região. Durante os Equinócios posiciona-se na zona equatorial, deslocando para norte
e para sul durante o resto do ano. Por exemplo, durante o Verão desloca-se para norte
quando é Verão no HN atingindo a latitude máxima de 25ºN na Ásia. Quando é Verão
no HS, desloca-se do Equador em direcção ao pólo sul, alcançado o máximo de latitude
no paralelo 20ºS na Austrália.
A precipitação segue a deslocação da ITCZ pelo que as variações na sua localização
afectam drasticamente o volume das chuvas, influenciado as temporadas secas e
húmidas. Mudanças duradouras podem resultar em secas severas e inundações nas
áreas próximas.
É o movimento da ITCZ responsável pela considerável sazonal do clima em África e no
Sul da Ásia.
Junto ao Equador o arrefecimento do ar ascendente, inicialmente quente, carregado
de vapor de água deixa bastante chuva nas regiões baixas onde se erguem luxuriantes
florestas tropicais. Nas pastagens tropicais, por exemplo as da Tanzânia, estão
ligeiramente mais afastadas do Equador, logo não têm precipitação constante ao longo
de todo ano, experimentando assim duas estações chuvosas a cada ano,
correspondendo aproximadamente aos Equinócios, altura em que a ITCZ passa pela
região. Existe uma maior sazonalidade climática.
Quanto maior for o afastamento em relação ao Equador, ou seja, na direcção do
Trópico de Câncer ou de Capricórnio, existe apenas uma estação húmida principal,
enquanto a estação seca exibe maior domínio temporal.

O sistema de circulação vertical do ar resulta na formação de três células – Hadley,


Ferrel e polar – em cada hemisfério, com ascensão de ar quente no Equador e
aproximadamente na latitude 60ºN/S; e descida de ar mais frio à latitude 30ºN/S e nos
pólos.
Estas massas de ar produzem ventos de superfície que sopram na direcção do Equador
entre os 0º e os 30ºN/S – alísios de nordeste (HN) e alísios de sudeste (HS); entre os
30ºN/S e os 60ºN/S sopram na direcção dos pólos – ventos de oeste (westerlies).

26) Explique por que é que os desertos se encontram à latitude 30ºN e 30ºS?

Os grandes desertos localizam-se em acima dos trópicos sensivelmente à latitude


30ºN/S, justamente onde ocorre a descida de ar proveniente da circulação da célula de
Hadley. Este ar inicialmente frio provoca uma área de alta pressão a qual é responsável
pela escassa precipitação típica das zonas desérticas. À medida que o ar vai descendo
sofre aquecimento o que lhe permite absorver mais humidade secando a superfície em
redor.
27) Defina Rain Shadow Deserts.

São áreas secas localizadas no lado oriental de grandes cadeias montanhosas, por
exemplo os desertos do sudoeste dos EUA. Os desertos da Ásia Central acabam por ser
excepção, pois se encontram a norte dos Himalaias, que barra a penetração das
massas húmidas vindas do Índico no interior do continente.

28) Como se formam os Rain Shadow Deserts?

À medida que os ventos de oeste sopram na direcção às montanhas favorecem a


subida do ar, o qual vai arrefecendo com o aumento da altitude até alcançar o ponto
de orvalho formando-se nevoeiro e/ou nuvens. A contínua ascensão faz com que o ar
perca praticamente toda a humidade sob a forma de chuva no lado ocidental da
montanha.
Uma vez ultrapassado o topo da montanha, o ar começa a descer e as poucas nuvens
que transporta desaparecem. O ar torna-se mais seco e rapidamente aquece. Por este
motivo o lado oriental das montanhas é notavelmente mais árido que o ocidental.

29) Defina produtividade primária líquida e indique dois biomas terrestes com
elevada produtividade primária.

Produtividade primária líquida é a medida de relação na qual a energia solar é


convertida em energia química (fotossíntese). Tende a ser mais elevada nas regiões
tropicais e subtropicais diminuindo na direcção dos pólos. Florestas tropicais (o mais
produtivo) e temperadas apresentam elevada produtividade primária.
Ambientes aquáticos de água doce têm níveis de produtividade primária mais elevados
 > incidência da luz solar  > taxas fotossintéticas

30) Indique três biomas terrestre com mais biomassa.

Florestas tropicais, temperadas e boreais.

31) Explique o motivo das comunidades aquáticas apresentarem menor biomassa


que as comunidades terrestres.

Comunidades aquáticas exibem menor biomassa em comparação com as comunidades


terrestres porque os seres produtores da maioria da biomassa em ambiente aquático
são o plâncton, o qual apresenta dimensões reduzidas, ao contrário das plantas
terrestres.

32) Indique os três processos fundamentais em Biogeografia.


Dispersão, especiação e extinção.

33) Explique os três tipos de dispersão.

A dispersão é a capacidade dos organismos se moverem do seu local de nascimento


para novos locais.
A competição intraespecífica (progenitores – descendentes) e alterações constantes
do meio dos locais de nascimento faz com que a selecção natural favoreça a
movimentação dos organismos desde os locais de nascimento para outros. - processo
biológico. Pode ser vista como um evento biológico histórico de movimentos a longas
distâncias no passado por evidência indirecta através da distribuição dos fósseis.
Tipos de dispersão:
 Long distance dispersal / jump dispersion – mecanismo pelo qual as espécies,
após percorrerem longas distâncias, se estabelecem em novos locais, podendo
alterar a sua distribuição de forma radical. De observação rara na natureza,
todavia existem alguns exemplos (colonização das ilhas Galápagos, Hawaii,
Krakatoa);
 Difusão – mecanismo lento e gradual da expansão do range de uma espécie ou
população, ao contrário da jump dispersion que é realizada por poucos
indivíduos dentro de um curto período de sua vida. A população coloniza um
dado habitat e expande-se gradualmente para zonas contíguas. Compreende 3
fases: inicial, expansão, estabilização;
 Migração secular – o mecanismo mais lento de todos (pode durar várias
gerações). Corresponde à migração de espécies ancestrais ao longo do tempo
sendo que estas acabam por se extinguir predominando espécies específicas
locais que divergiram das ancestrais; existe portanto uma evolução divergente
que acompanha ou é posterior à dispersão (dispersão à escala esvolutiva).

34) Distinga dispersão de migração.

Na dispersão os indivíduos deixam a sua área de distribuição colonizando outros


ambientes e ocorre especiação (estabelecimento de espécies numa região), ao passo
que a migração é um movimento sazonal regular de um lado para o outro 
distribuição sazonal de espécies (não se estabelecendo numa região).

35) Indique e explique a três fases da difusão.

 Fase inicial – ocorre a invasão (repetida ou não) de um local, mas a expansão é


muito lenta devido à necessidade dos indivíduos se adaptarem ao novo
ambiente. Essa alteração é lenta e gradual;
 Fase de expansão – uma vez que a espécie está adaptada ao local, ocorre um
repentino aumento da sua área de distribuição – fase exponencial, rápida e
simétrica – a partir do ponto de origem ocorre uma expansão uniforme por
toda a zona.
 Fase de estabilização – expansão abranda quando é atingido o limite da
distribuição, ou seja, do seu nicho realizado. A expansão abranda por limites
físicos, climáticos ou ecológicos.

36) Indique dois exemplos de migração secular.

Camelídeos (origem na América do Norte e dispersão para a América do Sul e, através


do Estreito de Bering, para África); Cavalos (origem na América do Norte, dispersão
para a Ásia onde foram domesticados, extinguindo-se na América; dispersão para a
Europa de um género mais adaptado; long distance dispersal para a América do Norte
por condição humana – colonização europeia do continente).

37) Quais os mecanismos do movimento de dispersão?

 Dispersão activa (vagility) – feita pelos próprios organismos, utilizando os


próprios meios de locomoção; elevada em aves, morcegos, grandes insectos;
pequena em peixes de água doce, anfíbios, mamíferos terrestres (sobre o mar).
 Dispersão passiva (pagility) – não ocorre pelos próprios meios, mas sim
passivamente através de vectores (vento – anemocoria; água – hidrocoria;
transporte por animais – foresia; propágulos externos de plantas – exozoocoria;
propágulos internos – endozzocoria). Diásporos (sementes, esporos, frutos e
outros propágulos de plantas) têm distribuição passiva.

Plâncton aéreo – distribuição aérea de insectos, aranhas, ácaros, bem como esporos,
sementes, pólens, etc. É feita por distribuição passiva aproveitando os ventos da alta
atmosfera (correntes de jacto), desde que sobrevivam a temperaturas e concentrações
de O2 muito baixas, logo têm elevada capacidade de dispersão  dispersão (global)
amplificada.

38) Explique a distribuição da capacidade de dispersão nos indivíduos duma


espécie.

As distribuições de organismos não adaptados à dispersão a longa distância


constituem uma boa evidência de antigas conexões continentais o que sugere que as
espécies mais costeiras tenham maior capacidade de dispersão. Por exemplo, espécies
voadoras terão maior capacidade de dispersão do que uma espécie rastejante.

39) Distinga evolução reticulada e evolução ramificada.

A evolução reticulada é referente a reprodução sexuada (dois progenitores hibridam e


originam um único descendente). A evolução ramificada é referente a reprodução
assexuada (um único ancestral dá origem a um ou mais descendentes).
40) Enumere os tipos de relação entre caracteres e estado de caracteres e defi-
na-os.

 Relação ontogenética – quando os estados de caracter se transformam noutros


durante o desenvolvimento, observa-se num único organismo;
 Relação tocogenética – relação entre as características que variam dentro de
uma espécie que se reproduz sexualmente. Não reflectem relacionamentos
acima do nível de espécie;
 Relação filogenética – relação das características que variam ao longo dos taxa
e, por consenso, são disponíveis para análise sistemática.

41) Defina micro e macroevolução.

Microevolução estuda as mudanças evolutivas em pequena escala, que ocorrem ao


nível ou abaixo do nível taxonómico de espécie, podendo ser descritas como
alterações das frequências alélicas. Os processos microevolutivos que provocam essas
alterações são as mutações, a deriva genética, selecção e gene flow (migração). Uns
reduzem e outros aumentam a variabilidade genética.
Macroevolução estuda as mudanças evolutivas ao nível taxonómico da espécie ou
acima.
O processo de especiação é a ponte entre os processos micro e macroevolutivos, ou
seja, pode ser estudado sob o ponto de vista de ambas as abordagens, dependendo
das forças propostas como causa para a especiação.

42) Indique e explique os modelos geográficos de especiação gradual.

 Alopátrico (especiação geográfica) – ocorre quando o isolamento, provocado


por uma barreira, entre populações interrompe o fluxo génico. Sem dispersão e
fluxo genético. A divergência é rápida  ambientes diferentes.
 Simpátrico – especiação dentro de populações, especialmente contíguas.
Divergência no mesmo local. Um dos mecanismos é a selecção disruptivo sob o
qual uma dada população sofre pressões selectivas adaptando-se a diferentes
regimes ambientais gerando, assim especiação.
 Paraprático – sem separação geográfica entre populações, existindo algum
fluxo génico. Indivíduos de populações diferentes a contactar ou mesmo a
atravessar a barreira de tempos a tempos.

Especiação gradual alopátrica pode ser de dois tipos (ambos conduzem ao


isolamento):
 Peripátrica – população coloniza um novo ambiente, deixando de ter contacto
com a população “source”. Acontece normalmente em ilhas e pequenas
populações. Ocorre dispersão e efeito fundador (transposição de barreiras já
existentes  colonização de uma nova área).
 Vicariante – populações relativamente grandes são isoladas devido a
mudanças ambientais que geraram uma barreira física (geográfica) nova,
originando espécies diferentes. Mais tarde, mesmo que as condições
geográficas permitam contacto, não existe fluxo génico porque as populações
são muito diferentes para os respectivos indivíduos se reproduzirem entre si.

43) Defina adaptações, diga a sua origem e o que favorecem?

Representam soluções inovadoras para um problema que limita a sobrevivência e


reprodução de certa espécie. Resulta da selecção natural e confere maior fitness à
espécie.

44) Indique os diferentes tipos de radiação evolutiva.

Radiação evolutiva implica a diversificação de espécies de forma a preencherem uma


larga variedade de nichos ecológicos/habitats/utilização de recursos.
Tipos de radiação evolutiva: radiação adaptativa, radiação exaptiva, radiação
geográfica e radiação climática.

45) Defina extinção local.

A extinção local ocorre quando a espécie se extingue num dado local e não em todo o
seu range. As populações periféricas são as mais susceptíveis à extinção local.

46) Defina colapso da distribuição.

O colapso de distribuição é um indicador de que dada população caminha para sua


extinção. Trata-se de um estádio precedente à extinção em que ocorre declínio das
populações, ou seja, as populações vão progressivamente reduzindo de tamanho e
consequentemente a sua distribuição.

47) Indique as eras do Fanerozóico e, em milhões de anos, o seu início e o seu


fim.

 Era Paleozóica (540 Ma até 240 Ma)


 Era Mesozóica (240 Ma até 65 Ma)
 Era Cenozóica (65 Ma até ao presente)
48) Indique o período e a idade aproximada em que surgiu o primeiro animal
terrestre.

Silúrico ≈ 420 Ma.

49) Indique o período e a idade aproximada em que apareceram os primeiros


anfíbios.

Carbónico ≈ 350 Ma.

50) Defina extinções em massa e indique as que existiram.

Trata-se de eventos de extinção que excedem em muito as taxas de extinção normais e


não são restritas a certos grupos taxonómicos.
Cinco destas extinções foram particularmente severas:
 Ordovícico terminal – Silúrico (443 Ma);
 Devónio superior (359 Ma);
 Pérmico terminal (248 Ma);
 Triássico terminal (200 Ma);
 Cretácico terminal (65 Ma).
Existe um consenso geral de que quatro destes cinco eventos de extinção foram
relativamente restritos em termos de duração (< 1-5 Ma).

51) Indique a maior extinção em massa, quando ocorreu e descreva as principais


consequências.

A maior extinção em massa que o planeta conheceu ocorreu no Pérmico terminal há


248 Ma. Foi apelidada de “The Great Dying”, uma vez que cerca de 96% das espécies
se extinguiram.
Toda a vida na Terra hoje é descendente de 4% das espécies que sobreviveram. O
evento acaba por ter sido complexa, já que ocorreu pelo menos duas fases distintas de
propagação da extinção ao longo de milhões de anos.
Criaturas marinhas foram particularmente afectadas e os insectos sofreram a única
extinção em massa da sua história. Muitas causas têm sido propostas para o evento:
impacto de um asteróide, erupções vulcânicas com consequente inundação de basalto,
libertação catastrófica de metano, uma queda nos níveis de oxigénio, as flutuações do
nível do mar ou alguma combinação destes factores.

52) Explique os processos das ratitas em Gondawana.

Inicialmente pensava-se que a sua diversificação seria a vicariância, mas com o estudo
da divergência genética concluiu-se que a principal causa da diversificação teria sido a
dispersão (ancestrais deviam voar). Com a fragmentação de Gondwana, as ratites
ficaram separadas em vários grupos nas actuais África, América do Sul, Nova Zelândia.
Apesar dos grupos de África e da Nova Zelândia estarem afastados do ponto de vista
geográfico estão mais próximos filogeneticamente.

53) Defina biotic interchange e indique um exemplo.

Corresponde a um intercâmbio biótico em que dois ou mais biotas distintos entram em


contacto. Tal acontece quando as barreiras são atravessadas ou desaparecem. As
espécies invasoras são um bom exemplo de intercâmbio biótico.
Existiram três intercâmbios bióticos: no mioceno superior, no plioceno e o mais
recente no pleistoceno.
Great American Interchange (3,5 a 2,5 Ma) – permitiu a migração da fauna terrestre e
de água doce desde a América do Norte até à América do Sul, através da América
Central. A migração atingiu o seu age na primeira metade do Plioceno superior. Isto só
foi possível com a emergência da América Central como ponte terrestre devido à
formação do istmo do Panamá  junção das ecozonas Neotropical e Neárctica.
O “fecho” das Américas criou uma barreira para as espécies marinhas que até então
conectavam entre os Oceanos Pacífico e Atlântico.

54) Explique o que são filtros biogeográficos.

“Barreiras” que impedem selectivamente o movimento de determinados taxa,


permitindo que outros se dispersem livremente. Podem ser bióticos (vegetação,
interacções entre espécies…) ou abióticos (temperatura, relevo…).
Formam-se quando conjuntos de fauna e flora distintos que estavam separados
entram em contacto.

55) Indique as 6 regiões biogeográficas globais.

As regiões biogeográficas compartilham histórias biogeográficas semelhantes. Ajudam


a entender os factores evolutivos e geológicos que contribuíram para os padrões
regionais de biodiversidade.
Região Neárctica, região Paleoárctica, região Neotropical, região Etíope, região
Oriental e região Australiana.

56) Enumere as principais causas das glaciações?

 Variação na radiação solar;


 Variação nas propriedades atmosféricas que reflectem / absorvem a radiação
solar (vulcões, impactos de meteoritos);
 Mudanças nas propriedades da superfície da Terra (solo, vegetação, neve,
água, etc.);
 Placas tectónicas (arranjo e localização dos continentes);
 Mudança na geometria da órbita terrestre.

57) Defina ciclos de Milankovitch?

São mudanças periódicas na excentricidade, obliquidade e precessão da órbita


terrestre. Influenciam mudanças na radiação solar.

 Excentricidade – excentricidade da translação (órbita elíptica) oscila com certa


periodicidade (96000 anos), por isso existem períodos em que a Terra está mais
perto do sol – perihélio – e outros períodos em que está mais afastada – afélio.
 Obliquidade – varia periodicamente (41000 anos) entre 22,1º e 24,5º.
 Precessão – mudança do eixo de rotação terrestre, actualmente aponta para a
estrela polar (constelação Ursa Menor) mudando para a Estrela Vega
(constelação Lyra) com uma periodicidade de aproximadamente 22000 anos.

Há 11000 anos
Actualmente
(precessão de solstícios e equinócios)
Perihélio – Solstício de Inverno (HN) Perihélio – Solstício de Verão (HN)
Afélio – Solstício de Verão (HN) Afélio – Solstício de Inverno (HN)

Actualmente o Verão é mais quente no HS, mas no passado era ao contrário.

58) Quais são os efeitos das glaciações nos ambientes físicos?

Fundamentalmente diminuição do nível do mar e da temperatura global. Novas


combinações de temperaturas, ventos, precipitação em direcção ao Equador. Regiões
tropicais tornam-se mais áridas com consequente redução das áreas de floresta e
progressão das zonas desérticas. Compressão dos biomas temperados em regiões mais
meridionais dos continentes do hemisfério norte devido à progressão dos glaciares e
dos ambientes de tundra.

59) Descreva o período Younger Dryas.

Período de súbito arrefecimento no final do último período glacial, há cerca de 12000


anos. Ocorreu diminuição do nível do mar permitindo novamente a junção das ilhas
continentais aos respectivos continentes. Foi o último período em que a ilhas
Britânicas estiveram unidas à Europa Continental permitindo o trânsito de espécies.
Neste período as ilhas Berlengas estavam ligadas a Portugal.
Época de mares pouco profundos permitindo a dispersão dos seres vivos.

60) Indique o sentido de deslocamento das espécies durante o período glaciar e


interglaciar.
Nos períodos glaciares as espécies deslocam-se de norte para sul, tomando o sentido
inverso durante os períodos interglaciares.
Esta dinâmica N ↔ S é mais vincada no Hemisfério Norte do que no Hemisfério Sul
devido à maior área de terras emersas. No Hemisfério Sul existiram calotes polares no
extremo sul da América do Sul, nos Andes e na Antárctida.
Além da dinâmica geográfica existe uma dinâmica altitudinal nas montanhas. Nos
períodos glaciares a espécies tendem a deslocar-se para zonas de menor altitude, ou
seja para o sopé das montanhas, enquanto nos períodos interglaciares sobem para
zonas de maior altitude – dinâmica up – down.

61) Defina front / leading edge.

Grupo de indivíduos que dispersam e colonizam um habitat vazio à medida que este
adquire condições essenciais à sobrevivência dos mesmos. As espécies expandem-se a
partir de zonas de front edge - linhas de frente, vanguarda da colonização.
Processos dominantes nas linhas de frente: dispersão de longa distância, efeitos
fundadores, crescimento da população, stress provocado pelo frio.

62) Defina e indique um exemplo de rear edge.

Corresponde a zonas / áreas isoladas de distribuição da espécie – fragmentos da


distribuição. Compreendem populações de retaguarda em pouca abundância.
Quando a espécie se expande para norte novamente, com o aquecimento, deixa para
trás algumas das áreas, mas poderá persistir em alguns pontos dessas áreas, estes
indivíduos tendem a ficar isolados da principal área de distribuição da espécie.
Processos dominantes nas rear edge: estabilidade populacional ou em queda, deriva
genética, adaptação local, stress provocado pela seca.
Por exemplo: manchas de Pinus sylvestris nas áreas mais elevadas do sul e sudeste de
França - o range da espécie vai desde os Alpes, abrangendo boa parte da Europa
Central, Escandinávia, expandindo-se para nordeste na direcção da Rússia.

63) Defina refugia.

Áreas onde determinadas condições mantêm a sobrevivência das espécies, apesar do


desaparecimento das mesmas nas regiões circundantes.

64) Defina refúgios glaciares.

Zonas onde existe uma espécie isolada, envolvidas por zonas onde a espécie não está
presente devido ao gelo. Foi para estes refúgios que as espécies se deslocaram para
tentar “fugir” do avanço do gelo e do frio glaciar.
65) Enumere as cinco principais áreas de contacto e hibridação mais importantes.

Áreas em que biotas diferentes entraram em contacto secundário durante os


processos de expansão pós glaciares.
Pirenéus, Alpes, Europa Central e Ocidental, Europa Central e Oriental, Escandinávia
Central.

66) Em que grupos se distinguem as espécies continentais?

Existem dois grupos distintos:


 Espécies com refúgios não mediterrânicos e centros de diferenciação glaciar na
Europa;
 Espécies com expansão pós-glacial a partir de centros de diferenciação
localizados na Ásia.

67) Em que grupos e subgrupos se dividem as espécies alpinas e árcticas?

As espécies alpinas e árcticas sobreviveram ao período glacial sem ter de migrar para
sul, para junto do Mediterrâneo.

 Alpinas - grupos amplamente distribuídos nas estepes glaciares durante os


períodos glaciares.
 Subgrupo:
I. Espécies que só recuam para norte (espécies árcticas);
II. Espécies que recuam tanto para norte como para montanhas no
sul (espécies árctico-alpinas).
 Árcticas - taxa que apresentaram padrões de distribuição disjuntos durante o
período glaciares. Subgrupo quase ausente nas latitudes elevadas.

68) Quais os três grandes refúgios mediterrânicos?

Península ibérica, península Itálica e Balcãs.

69) Defina refúgios crípticos e indique dois exemplos.

Refúgios durante o período glacial existentes mais a norte do que se poderia supor. As
espécies que sobrevivem nestes refúgios têm maior variabilidade genética do que
aqueles que chegam a esse local durante o período pós-glacial devido ao efeito
fundador.
Dois refúgios crípticos: Cárpatos, Hurd Deep.

70) Quais as etapas envolvidas na previsão de biodiversidade?


 Modulação da distribuição da biodiversidade;
 Formulação de uma hipótese baseada no modelo;
 Validação do modelo testando a hipótese.

71) Explique o conceito de nicho de conservação e as principais implicações para


a Biogeografia.

Noção de que os maiores nichos ecológicos são mais conservados do que o esperado
durante o tempo evolutivo. Esta noção é baseada na observação de estudos
filogenéticos em que as grandes mudanças têm sido relativamente raras.
O modelo de conservação de nicho afirma que devido ao facto de os climas tropicais
serem relativamente estáveis, não sazonais e previsíveis, as suas espécies tendem a
tornar-se ecologicamente especializadas e limitadas nas suas habilidades para se
dispersarem a outros locais dentro dos trópicos e aos locais com latitudes mais
elevadas.

72) Qual a tendência de movimento das espécies americanas nos períodos


glaciares e pós-glaciares.

Discrepâncias em relação ao modelo geral (movimentação para sul no período glacial;


movimentação para norte no período pós-glacial).
As espécies americanas no período glacial toma o sentido norte/noroeste, enquanto
no período pós-glacial tomam o sentido sul/sudeste.

73) Distinga espécies cosmopolitas de espécies endémicas.

As espécies cosmopolitas podem ser encontradas em qualquer parte do mundo; têm


distribuição uniforme em todo o mundo; ao passo que as espécies endémicas ocorrem
numa dada localização geográfica e em mais nenhum outro local.

74) Enumere os tipos de endemismo tendo em conta o local de origem, área e


idade.

Os endemismos são classificados segundo o local de origem em:


 Autóctones – manutenção no mesmo local de origem.
 Alóctones – origem em local diferente da distribuição actual.

Segundo a área (consideram-se fósseis vivos) em:


 Relictos taxonómicos – sobreviventes de grupos que antes eram diversificados.
 Relictos geográficos – descendentes endémicos de grupos que anteriormente
estavam amplamente distribuídos.
Segundo a idade em:
 Paleoendémicos – espécies endémicas formadas no passado.
 Neoendémicas – espécies endémicas formadas recentemente.

75) Defina disjunções e enumere as causas que as originam.

Populações de espécies intimamente relacionadas ocorrem em locais distantes e


separados, estando ausentes nas áreas intermédias entre essas regiões – distribuição
não contínua.
Causas das disjunções:
 Tectónica – ancestrais que ocorrem em partes da crosta anteriormente unidas
e que depois se separaram e as espécies derivaram de forma independente.
 Extinção – ancestrais amplamente distribuídos, em que populações das áreas
intermediárias se extinguiram, deixando relictos intermediários.
 Dispersão – pelo menos uma linhagem se dispersou a longa distância em
relação à área de ocorrência dos seus ancestrais.

76) O que é a convergência?

Espécies geograficamente isoladas e distantes umas das outras, mas que apresentam
características semelhantes  convergiram para a mesma solução

77) Explique a noção de provincialismo?

Fenómeno em que os endemismos não estão distribuídos aleatoriamente, mas


tendem a sobrepor-se com outras espécies geograficamente restritas em certas
regiões (províncias geográficas).
Estudos sobre a distribuição dos animais e plantas resultaram numa divisão da Terra
em hierarquias com padrões similares: Reinos > Regiões > Sub-regiões > Províncias >
Distritos
As fronteiras entre duas grandes regiões ou províncias denominam-se linhas
biogeográficas.

78) O que permite o provincialismo?

 Isolamento contínuo
 Resistência à invasão

79) Indique três províncias biogeográficas e o que são?

São sub-regiões que fazem parte de uma região.


Europa: Boreal, Atlântica e Mediterrânica.
80) Enumere provas que suportem as subdivisões geográficas.

 Congruência de linhagem;
 Linhas biogeográficas (zonas de transição);
 Congruência entre a história da linhagem e o local.

81) Como são definidas as regiões biogeográficas?

Através de métodos modernos que contemplam técnicas de classificação matemáticas


as quais quantificam a existência ou não de similaridade entre biotas. Recorre-se
igualmente a técnicas filogenéticas, entre outras.
Existem diversos índices que quantificam a similaridade entre biotas – índices de
semelhança (Índice de Simpson, por exemplo). Os valores de semelhança vêm
geralmente sob a forma de matriz.

82) Identifique os diferentes tipos de espécies invasoras.

 Associadas a ambientes agrícolas (pestes associadas a plantas agrícolas);


 Associadas a ambientes urbanos (p.e. ratos)
 Associadas a ambientes perturbados – estados iniciais de sucessão: ambientes
em recuperação são facilmente invadidos.

Ambientes com comunidades mais complexas, com interacções mais fortes entre as
espécies, e a presença de espécies autóctones tendem a ser mais resistentes à invasão.

Durante muito tempo acreditou-se na lógica da saturação das comunidades para


justificar a resistência à invasão. Actualmente sabe-se que não é bem assim.
Comunidades ricas podem acomodar novas espécies. Outras evidências contra a ideia
da saturação de comunidades confirmam que as comunidades ganham mais espécies
por invasão do que perdem por extinção.

83) Descreva a Lei de Buffon.

“Habitats similares mas separados têm conjuntos distintos de espécies”.


 Diferentes regiões do globo, apesar de compartilharem as mesmas condições,
são habitadas por diferentes espécies.

84) Explique o que é um cladograma geral de área.


É uma filogenia em que os nomes dos organismos nas extremidades são substituídos
pelas áreas em que eles ocorrem.

85) Indique a diferença entre cladogramas de taxa e de taxa-área.

O cladograma de taxa agrupa as espécies por características enquanto o de taxa-área


agrupa regiões de acordo com as espécies nelas presentes, ou seja, as regiões são
classificadas em função dos taxa que lhes pertencem.

86) O que integra o brooks parcimony analysis (BPA) e qual a metodologia


aplicada?

Integra:
 Dispersão pós-especiação;
 Especiação em isolados periféricos;
 Especiação simpátrica;
 Extinção.

Metodologia:
1) Teste de hipóteses num enquadramento lógico – ter ideia dos acontecimentos
geológicos ocorridos num dado local para obter algum conhecimento prévio
para no fim testar uma hipótese.
2) Filogenia robusta – aplicação de relógios biológicos, sequênciações rápidas de
DNA para perceber a filogenia das espécies (bastante análise filogenética).
3) Identificar áreas de endemismos – perceber onde está a maior quantidade de
espécies endémicas. Quanto mais endemismos essas áreas partilharem, mais
próximas e semelhantes elas são.

87) Defina regra progressiva.

Colonização inicial de ilhas mais antigas e, a partir desta, as linhagens vão colonizando
as ilhas mais recentes. Nem todas as linhagens seguiram a regra progressiva.

88) O que permite a congruência?

Permite construir as mesmas árvores a partir de caracteres diferentes. O objectivo em


Biogeografia é a congruência tipológica e temporal, os mesmos processos afectando os
taxa da mesma maneira e no mesmo período temporal.

Congruência e incongruência – clades diversificados de forma síncrona e apresentam


as mesmas ou diferentes relações de área-táxon, respectivamente
Pseudocongruência e pseudoincongruência – subtipos que podem sofrer diversificação
em momentos diferentes, mas têm as mesmas ou diferentes relações de área-táxon,
respectivamente.

89) Qual o objecto de estudo da Biogeografia Ecológica?

A Biogeografia Ecológica faz uso de regras ecogeográficas para tentar explicar as


variações geográficas nas características dos indivíduos e das populações, e justificar as
diferenças em números (diversidade) de espécies entre áreas geográficas e ao longo
de gradientes geográficos.

90) Defina a regra de Rapoport (1982).

Afirma que as áreas de distribuição das espécies são mais pequenas e mais compactas
a menores latitudes, tornando-se progressivamente maiores e mais irregulares à
medida que a latitude aumenta (maior afastamento em relação ao Equador). Isto
acontece pela riqueza das espécies no Equador e consequentemente mais interacção
entre elas. Menos riqueza a elevadas latitudes.

91) Explique a relação entre o range geográfico e latitude segundo a regra de


Rappoport.

A riqueza de espécies diminui com o aumento da latitude. As espécies que se


encontram em latitudes elevadas tendem a ter ranges geográficos que se estendem
por uma maior faixa de latitudes, ou seja, em latitudes elevadas o número de espécies
é menor, mas o range geográfico é maior.

92) Explique a relação entre o range geográfico e a altitude segundo a regra de


Rapoport.

As espécies tendem a ser distribuídas ao longo de um range mais largo de elevações


com a subida nas montanhas, ou seja, conforme a altitude aumenta o range geográfico
também aumenta. As causas variam, conforme a espécie, podendo ser devido a
factores ambientais, como a temperatura, a pressão de ar e a precipitação.

93) Explique a relação entre massa corporal e range geográfico.

Espécies de tamanho reduzido necessitam de menos energia e de menos espaço, por


isso têm menor range geográfico. Espécies de grandes dimensões têm maior range
geográfico. Espécies de grandes dimensões com um range geográfico pequeno estão
mais susceptíveis à extinção.
94) Explique a relação entre o tempo e range geográfico.

O tamanho do range geográfico da espécie aumenta relativamente rápido, em tempo


evolutivo, no início, mas vai diminuindo gradualmente. Ou seja, espécies novas têm
um grande range geográfico (excepção cegonhas) e espécies mais antigas tem um
range geográfico pequeno.

95) Explique a regra de Bergmann (1847) e as hipóteses de causa.

A regra de Bergmann afirma que animais com formas corporais maiores ocorrem a
altas altitudes, pois possuem uma pequena razão área superficial/volume. Tal confere
vantagem sobre os animais mais pequenos no que toca à conservação do calor em
climas frios. Esta variação pode ser intra ou interespecífica.

 Hipótese energética – animais de maior porte podem suportar condições


climáticas mais severas e tem maiores reservas.
 Hipótese da competição – a competição interespecífica favorece os animais
mais pequenos, mas a competição intraespecífica favorece os animais maiores.
Animais menores é uma vantagem em comunidades de alta diversidade. Em
latitudes elevadas, a diversidade e pressão competitiva são muito baixas, por
isso os animais maiores são favorecidos.
 Hipótese da dispersão – animais maiores tem mais capacidade de dispersão
pois estão mais adaptados a sobreviverem em ambientes com baixa
produtividade e elevada sazonalidade.
 Hipótese da plasticidade – as espécies conseguem ter maior ou menor
capacidade de adaptação dependendo das suas necessidades, sem alterar a sua
composição genética.

96) Defina a regra de Allen (1878).

Afirma que vertebrados endotérmicos de climas mais frios têm apêndices mais curtos
que as espécies de climas mais quentes, isto porque apêndices mais curtos conservam
o calor ao contrário dos apêndices mais longos que o dissipam.

97) Defina a regra de Gloger (1883).

Afirma que vertebrados endotérmicos têm cores mais escuras em ambientes mais
húmidos ou tropicais. É uma regra com muitas excepções.

98) Explique a regra de Jordan (1892) e as suas hipóteses em causa.


O número de vértebras dos peixes marinhos aumenta das águas quentes dos trópicos
às águas frias de maiores latitudes, ou seja, em latitudes elevadas o número de
vértebras é elevado e em latitudes baixas o número de vértebras é reduzido.

Hipótese: relacionado com um gradiente de tamanho do corpo, semelhante à regra de


Bergmann, em latitude elevadas os animais são maiores por isso o número de
vertebras é maior.

99) Explique a regra de Thorson (1936).

Invertebrados marinhos bênticos a baixas latitudes tendem a produzir grande número


de ovos que se desenvolvem em larvas pelágicas e com grande capacidade de
dispersão (menor diversidade), enquanto que a grandes latitudes tendem a produzir
menos ovos mas maiores e a ter maiores frequências e viviparidade, ovoviviparidade,
incubação dos ovos e desenvolvimento directo (maior diversidade).

100) Explique a regra de Vermeiji, a hipótese da escalada de predação


(1978).

Gradiente de predação e de defesas morfológicas.


Em latitudes elevadas há menores defesas contra os predadores. Em latitudes baixas
há maiores mecanismos de defesa contra predadores. Ex: conchas de latitudes mais
baixas tendem a ser mais espessas e mais esculpidas, com um lábio grosso e abertura
menor. Ex: em latitudes baixas o tamanho das sementes tende a ser maior. Ex: em
latitudes elevadas a profundidade de enraizamento das plantas é menor.

101) Defina a regra de Rensch (1978).

Variação geográfica nos parâmetros de life history. Por exemplo, normalmente o


tamanho das ninhadas aumenta com a latitude.

102) Explique as medidas de diversidade e a sua terminologia.

 Riqueza específica – o número de espécies numa determinada área, sem levar


em conta a abundância ou importância numérica ou importância ecológica
numa dada comunidade.
 Diversidade especifica – riqueza e abundância das espécies. O número de
diferentes espécies representadas numa comunidade.
 Densidade específica – número de espécies por área.

103) Explique os níveis de índices de diversidade (escalas de biodiversi-


dade).
 Diversidade alfa (escala local) – diversidade de um determinado local ou de
cada uma das comunidades de um determinado local. Riqueza específica de um
local.
 Diversidade beta (escala local) – refere-se ao turnover (rotação) na composição
de espécies ao longo de uma distância pequena (habitats adjacentes mas
diferentes). A pergunta respondida pela diversidade beta é: Quantas espécies
diferentes existem dum local para o outro?
Tende a ser maior a baixas latitudes (trópicos).
 Diversidade gamma (escala regional ou global) – riqueza que encontramos
numa região, sendo uma região composta por vários locais. Significando isto
que a diversidade gama tem em conta as várias diversidades alfa que existem
nessa região (maior em regiões como a Amazónia pois existe muitas espécies
dentro de comunidades locais e um grande turnover de espécies entre
habitats).
 Diversidade delta (escala regional ou global) – quando se compara as diferentes
densidades gama, ou seja, quando se comparam o turnover entre várias
regiões.

104) Explique os padrões da diversidade de espécies.

 Gradiente latitudinal – a riqueza das espécies aumenta dos pólos para o


Equador, ou seja, a riqueza de espécies é maior no Equador e menor no pólos.

 Gradiente altitudinal – a riqueza de espécies tende a aumentar com a elevação


até um certo limite, diminuindo em seguida.

 Gradiente de profundidade – é a relação entre a diversidade de espécies


marinhas e profundidade, no sentido de em áreas pequenas haver maior
diversidade em profundidades intermédias nos ambientes heterogéneos dos
taludes continentais. Em escalas espaciais mais amplas, a diversidade pode ser
alta através das planícies abissais.

105) O que pode influenciar o gradiente latitudinal.

O arrefecimento global e os padrões de circulação oceânica intensificam os gradientes


latitudinais na temperatura.

106) Explique por que é que há mais diversidade nas zonas temperadas do
que nas zonas tropicais.

Através da teoria metabólica da ecologia sabemos que nos trópicos há maior entrada
de energia solar provoca um aumento na temperatura, por conseguinte aumenta a
taxa metabólica de massa específica que vai gerar uma aumento na taxa de evolução
por população provocando assim maior taxa de especiação. O facto de haver uma
maior entrada de energia vai também provocar uma maior produção de matéria
primária, que vai fazer com que o número total de populações e a abundância de
espécies aumente, que por sua vez provoca uma diminuição da taxa de extinção. Isto
tudo vai causar uma maior diversidade nos trópicos.

107) Explique o modelo “Out-of-the-tropics”.

É uma explicação para a diversidade geográfica, baseada nos primeiros princípios e


efeitos combinados das diferenças em processos fundamentais ao longo das zonas
latitudinais, ou seja, sobre as taxas de ocorrência (O), extinção (E) e de imigração numa
região (I). Para a riqueza de espécies ser maior nas regiões tropical vs. Extratropical,
uma ou mais das seguintes condições devem ser satisfeitas: Ot > Oe; Et < Ee; It > Ie (t –
tropical, e - extratropical). Além disso, a soma total, que representa a diversificação
líquida, deve ser maior para as regiões tropicais.

108) Refira os vários tipos de ilhas e indique um exemplo.

 Ilhas continentais – formadas por fragmentação de um continente. Por


exemplo, Irlanda.
 Fragmentos continentais (caso particular de ilhas continentais) – formadas por
fragmentação de um continente por um fenómeno de riftogénese. Por
exemplo, Madagáscar.
 Ilhas oceânicas – formadas na placa oceânica devido a actividade vulcânica
associada a fenómenos de subducção, pontos quentes, etc. Nunca estiveram
ligadas ao continente. Por exemplo, Hawaii.
Ilhas da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias, Cabo Verde) fazem parte
deste grupo.

109) O que é o nanismo insular e as suas causas?

É um processo evolutivo de redução do tamanho de animais de grandes dimensões,


normalmente mamíferos, quando estão limitados a um habitat pequeno, como ilhas.
Apesar do nome, este processo não se limita a ilhas, mas a qualquer habitat que
condicione o crescimento dos animais (cavernas, oásis e vales isolados). Por exemplo,
elefante pigmeu, seres humanos das ilhas das Flores (Indonésia).
As causas do nanismo insular: porque animais de grandes dimensões necessitam de
mais alimento. Quando se encontram num habitat em que o espaço é limitado tendem
a esgotar os recursos disponíveis rapidamente. Através da selecção natural, os animais
que precisam de menos alimento são os mais aptos a sobreviverem, o que vai reduzir o
tamanho dos indivíduos das populações ao longo das gerações, isto também vai
provocar alterações no comportamento do animal isolado, o que fará variar a sua
genética.
110) O que é o gigantismo insular e as suas causas?

É um fenómeno biológico onde o tamanho dos animais isolados numa ilha aumenta
drasticamente ao longo de varias gerações. Pode ser encontrado em vertebrados e
invertebrados. Por exemplo, águia de haast, abelha de Wallace e rato de Tenerife.
Causas:
 Ausência de predadores – alguns animais são mais leves e pequenos para
puderem fugir aos predadores, se estes não se encontram na ilha e os recursos
são abundantes, a espécie evolui aumentando o seu tamanho.
 Ausência de competição
 Presença de barreiras – evoluem aumentando de tamanho de modo a
ultrapassarem as barreiras.

111) Explique a relação entre o número de espécies e a área.

A riqueza das espécies (S) aumenta com a área da ilha e é dada em função do
equilíbrio entre imigração e emigração. Todavia, a relação espécies-área não é linear. A
área influência as taxas de extinção. Quando aumenta a área, aumentam as espécies
menos abundantes.

112) Explique a teoria do equilíbrio da Biogeografia Insular de MacArthur e


Wilson.

Concluíram que as 3 características básicas de biotas insulares são:


 Relação espécie-área – o número de espécies aumenta com a área;
 Relação isolação-área – o número de espécies decresce com o isolamento;
 Existência de um contínuo turnover das espécies – as ilhas à mesma distância
do continente aumenta conforme o tamanho da ilha diminui e em ilhas do
mesmo tamanho aumenta conforme a ilha fica mais isolada)

Há um equilíbrio dinâmico relacionado com a taxa de extinção e a taxa de imigração,


que faz varia o nº de espécies
Ilha grande próxima do continente recebe muitas espécies imigrantes e possui baixa
taxa de extinção, ou seja, grande nº de espécie mas baixo turnover
Ilha pequena próxima do continente tem grande taxa de imigração mas tambem de
extinção, ou seja, nº de espécies menor mas maior turnover
Ilha grande e isolada o nº de espécies é elevado e turnover reduzido
Ilha pequena isolada o nº de espécies é reduzido e o turnover elevado

113) Explique o que é o small-island effect.

Tendência da riqueza de espécies variar independentemente da área e do isolamento


em ilhas pequenas.
114) Indique o nome do livro escrito por MacArthur e Wilson.

‘‘A Teoria da Biogeografia Insular’’.

115) Explique o turnover de espécies segundo o livro da teoria insular.

O turnover (rotação) de espécies corresponde ao balanço entre extinção e colonização,


que parece alcançar um equilíbrio que mantém a diversidade numa ilha. A composição
das espécies é constantemente alterada nas ilhas. No entanto, a riqueza de espécies é
relativamente constante.

116) Refira quatro precursores da Biogeografia anteriores ao século XX.

Charles Darwin, Alfred Russel Wallace, Joseph Dalton Hooker, Alexander von Humboldt

117) Enumere os quatro temas persistentes da Biogeografia.

 Classificar as regiões biogeográficas com base nos seus biotas;

 Reconstruir o desenvolvimento histórico de linhagens e biotas, incluindo a sua


origem, expansão e diversificação;

 Explicar as diferenças em números assim como em tipos de espécies entre


áreas geográficas, e ao longo de gradientes geográficos incluindo aqueles de
área, isolamento, latitude, elevação e profundidade;

 Explicar a variação geográfica nas características dos indivíduos e populações e


espécies próximas, incluindo tendências na morfologia, comportamento e
demografia.

118) Explique a Wallacean Shortfall.

Conhecimento sobre a biodiversidade continua a ser insuficiente, pois a maioria das


espécies que vivem na Terra ainda não foram formalmente descritas (o déficit Linnean)
e porque distribuições geográficas da maioria das espécies são mal compreendidas e
geralmente contêm muitas lacunas (o déficit Wallacean).