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Aula de Revisão P1 -

Anatomia Médico Cirúrgica


Monitoras Elaini Oliveira e Vanessa Veloso
Anatomia radiológica e métodos
diagnósticos de imagem

Telerradiografia - Funcionamento https://www.youtube.com/watch?v=y8wdbZom0L0


Anatomia radiológica e métodos
diagnósticos de imagem

Telerradiografia
○ Estruturas + densas (radiopacas)     passam (–) raios     imagem formada + clara
○ Estruturas – densas (radiotransparentes)     passam (+) raios     imagem formada + escura
○ Quanto mais próxima ao filme, menor a distorção da estrutura.
Anatomia radiológica e métodos
diagnósticos de imagem

○ Incidências principais
• PA (póstero-anterior)
• AP (ântero-posterior)
• Perfil
Anatomia radiológica e métodos
diagnósticos de imagem

Derrame pleural à
Derrame pleural Pneumotórax
esquerda
Anatomia radiológica e métodos
diagnósticos de imagem

○ Silhueta cardíaca no RX de tórax

Botão aórtico

VCS

Aurícula esquerda e
tronco pulmonar
AD

VE
Anatomia radiológica e métodos
diagnósticos de imagem

Aneurisma de crossa da aorta Hipertrofia de VE


Anatomia radiológica e métodos
diagnósticos de imagem

Tomografia computadorizada
○ Princípio parecido com a telerradiografia
○ Vantagens: 
• Permite o estudo de “fatias” (secções transversais) do
corpo humano vivo. Ou seja, a imagem obtida proporciona
uma percepção espacial mais nítida.
• Possibilidade de fazer uma maior distinção das variações na
 densidade dos tecidos .
○ Desvantagens:
• Altíssima carga de radiação ionizante.
• Contraindicado para gestantes e crianças.
Anatomia radiológica e métodos
diagnósticos de imagem

Ultrassom
○ Princípio de funcionamento: utiliza o eco de ondas ultrassônicas de alta frequência produzidas
por um cristal pizoelétrico no emissor para visualizar, em tempo real, as estruturas internas do
organismo.
○ Vantagens:
• Não utiliza radiação.
• Baixo custo.
• Pode ser associado ao Efeito Doppler.
• Desvantagens:
• Não atravessa bem ar e sólidos, não sendo usado para
vísceras ocas e estruturas muito internas como as protegidas
por ossos.
• É operador-dependente.
Anatomia radiológica e métodos
diagnósticos de imagem

Ressonância magnética
○ Vantagens:
• Não utiliza radiação ionizante.
• Mostra mais detalhes e tem maior sensibilidade para
lesões.
○ Desvantagens:
• Alto custo.
• Contraindicada para pessoas com próteses metálicas, marcapasso, claustrofobia.
Exame dos Nervos cranianos

NC III (Oculomotor)
○ Inerva:
• Quase toda musculatura extrínseca dos olhos
• Músculo levantador da pálpebra superior
• Músculos constritores da pupila (ação parassimpática)
• Lesão:
• Estrabismo divergente (olho desviado lateralmente)
• Ptose palpebral
• Midríase
Exame dos Nervos cranianos 

NC IV (Troclear)
○ Inerva:
• Músculo oblíquo superior
○ Lesão:
• Leve estrabismo convergente e
Superiorizado.
Exame dos Nervos cranianos

NC VI (Abducente)
○ Inerva:
• Músculo reto lateral
○ Lesão: 
• Estrabismo divergente
Exame dos Nervos cranianos

NC V (Trigêmeo)
○ Divisões:
• V1 (oftálmico): sensitivo
• V2 (maxilar): sensitivo
• V3 (mandibular): sensitivo + motor (Músculo
masseter     mastigação)
• Herpes Zooster
Exame dos Nervos cranianos

NC VII (Facial)
○ Inerva:
• Músculos da mímica facial.
○ Quadrantes superiores de ambas hemifaces tem dupla
representação cortical .
○ Vias se cruzam acima dos núcleos do nervo.
○ Lesão:
• Supranuclear     Paralisia central    paralisia do quadrante inferior 
da hemiface contralateral à lesão.
• Periférica     Paralisia periférica      paralisia de toda a hemiface
ipsilateral à lesão
Exame dos Nervos cranianos

NC IX (Glossofaríngeo) e NC X (Vago)
○ Inervam:
• Sensitivo e motor da faringe
• Sensitivo e motor do terço posterior da língua
○ Lesão:
• Tração da úvula é feita somente pelo lado íntegro     desviada contralateralmente
à lesão
• Perda dos reflexos faríngeo (nauseoso) e palatino
Exame dos Nervos cranianos

NC XI (Acessório)
○ Inerva:
• Músculos trapézio e esternocleidomastoideo.
○ Lesão:
• Atrofia do lado paralisado, o paciente não consegue realizar abdução
do braço a partir de 90° e apresenta o ombro caído e a escápula
alada.
Exame dos Nervos cranianos

NC XII (Hipoglosso)
○ Inerva:
• Motora dos 2/3 anteriores da língua
○ Lesão:
• Ao colocar a língua pra fora, ela se desvia ipsilateralmente à lesão
Inervação de MMSS

Lesões do plexo braquial:


○ Completa: todas as raízes são acometidas, o indivíduo perde todo o movimento e a
sensibilidade do membro.
○ Proximal (Erb-Duchenne):
• Principalmente raízes de C5 e C6 são lesionadas fascículos lateral e posterior aco-
metidos disfunção nos nervos musculocutâneo, mediano, radial e axilar.
• Atrofia das lojas posteriores de braço e antebraço (nervo radial),
loja anterior do braço (nervo musculocutâneo), alguns músculos da
loja anterior do antebraço (nervo mediano) leva à postura em
“gorjeta de garçom ” membro em rotação medial, escápula alada,
Antebraço pronado e punho fletido.
• Ocorre por aumento forçado do ângulo entre pescoço e ombro
(ex: parto, quedas).
Inervação de MMSS

○ Distal (Klumpke):
• Acomete principalmente raízes de C8 e T1 fascículo medial afetado paralisia dos músculos
intrínsecos da mão (interósseos, tenares e hipotenares).
• Como sinal, percebe-se a “mão em garra” (supinação e flexão do punho e dedos).
• Causadas por estiramento do braço e são menos comuns.
Inervação de MMSS

Nervo Axilar
• Lesão: fratura de colo cirúrgico do úmero
• Áreas afetadas: M. deltoide atrofia , perda da sen-
sibilidade da porção lateral do braço (origina ramos cutâneos
laterais inferior e superior do braço) e impossibilidade de abdu-
ção do braço a partir dos 15º.
• Teste: abdução do braço contra resistência.
• Obs: aplicação de injetáveis deve ser feita em um ponto
médio entre a região anterior e posterior do quadrante inferior
(tomando como referência o colo cirúrgico).
Inervação de MMSS

Nervo Radial
○ Lesão: fratura de diáfise do úmero
○ Áreas afetadas: lojas posteriores de braço e antebraço
e perda da sensibilidade de quase toda a parte posterior
de braço e antebraço e do dorso da mão.
○ Sinal: queda do punho ou mão em gota.
Inervação de MMSS

Nervo mediano

○ Lesão: compressão ao nível do túnel do carpo.


○ Áreas afetadas: grande parte da musculatura anterior do
antebraço e região tenar da mão, flexores superficiais dos
dedos e flexor profundo de 2º e 3º dedos perda da flexão
das articulações inter-falângicas do 1º ao 3º dedos e
enfraquecimento da flexão dos 4º e 5º dedos.
○ Sinal: “mão em bênção” quando o paciente tenta cerrar o
punho.
Inervação de MMSS

Nervo ulnar

○ Lesão: Mais comumente, fratura ou compressão posterior ao


epicôndilo medial do úmero, síndrome do túnel cubital.
○ Áreas afetadas: Maioria dos músculos intrínsecos da mão mão
em garra; parestesia (formigamento) da parte mediana do dorso
da mão.
○ Sinal: Teste da capacidade da adução e abdução dos dedos
(paciente não consegue realizar os movimentos, devido à lesão
dos interósseos). No teste de Froment, pede-se para o paciente
segurar uma folha de papel fazendo da oposição do polegar,
sem flexioná-lo (testa o adutor do polegar). O paciente com o
nervo lesado não consegue cumprir a tarefa.
Polipose nasal

○ Pólipo tumoração benigna que pode causar obstrução


do fluxo de ar e da drenagem de seios da face.
○ Obstrução nasal geralmente unilateral.
○ Paciente apresenta sinusite de repetição.
○ RM é padrão ouro de diagnóstico. Mas pode ser detectado
por rinoscopia.
○ Polipectomia.
○ Diagnósticos diferenciais: rinite alérgica, desvio de septo.
Desvio de septo

○ Diagnóstico: padrão ouro é RM. Mas pode ser


percebido pela rinoscopia ou a olho nu (se o
desvio for na parte anterior do septo).
○ Septoplastia.
Epistaxe

○ Sangramento espontâneo proveniente da mucosa nasal.


Pode ser anterior ou posterior:
• Posterior: de origem na área de Woodruff, na região posterior
da fossa nasal geralmente em grande quantidade e de
controle mais difícil.
• Anterior: de origem na área de Little, na parte anterior do
septo, que contém o plexo de Kisselbach geralmente de
pequena intensidade, cede espontaneamente.
○ Diferença para as hemorragias nasais.  
○ Causas locais (trauma, tumores, corpos estranhos) ou
sistêmicas (discrasias sanguíneas, drogas, HAS).
○ Tratamento: cauterização, tamponamento nasal.
Câncer de mama

○ Fatores de risco predisposição genética, questão


hormonal (menarca precoce, reposição), ocorrência
prévia de neoplasia, etc.
○ Critérios de malignidade dos nódulos consistência
pétrea, imobilidade (adesão a planos profundos),
contorno irregular, crescimento insidioso.
○ Maior ocorrência em quadrante supero-lateral da
mama.
○ Sinais associados descarga papilar mucosa ou
sanguinolenta, retração e assimetria do mamilo
(tração dos ductos lactíferos), pele com retrações ou
vermelhidão, em aspecto de casca de laranja
(ligamentos suspensores de Cooper).
○ Cadeia de linfonodos drenantes axilares
Câncer de mama

○ Diagnóstico biópsia para exame histopatológico


• Biópsia com agulha fina
• Biópsia incisional
• Biópsia excisional
○ Mastectomia com linfadenectomia (esvaziamento
axilar, no caso de linfonodos positivos) paciente
posteriormente pode ter edema no membro superior
ipsilateral.
Coração e Grandes vasos
da base

○ Derrame pericárdico aumento da quantidade de líquido


entre os folhetos do pericárdio devido a uma pericardite
aumento da pressão intrapericárdica devido à
inextensibilidade do pericárdio fibroso se agudo e intenso,
causa tamponamento cardíaco (reduz a pré carga,
comprometendo o DC).
○ Ao RX coração em moringa
○ Pericardiocentese agulha a 45º, no ângulo de Charpy,
apontando para o ombro esquerdo (área nua do
pericárdio).
Coração e Grandes vasos

○ Anatomia interna as câmaras são definidas pela morfologia, não pelo posicionamento.
• AD tem aurícula morfologicamente direita (triangular, base de implantação larga)
• AE tem aurícula morfologicamente esquerda (digitiforme, base de implantação estreita)
• VD trabeculação intensa, valva tricúspide
• VE trabeculação mais fina, valva mitral
○ Análise sequencial das câmaras cardíacas:
1. Definição do situs
• Solitus (coração na posição correta, com ápice voltado à esquerda e a posição das câmaras coincide
com sua morfologia).
• Inversus (câmaras cardíacas em posições invertidas em relação à morfologia. O coração pode estar
com ápice voltado à direita – dextrocardia – ou à esquerda – levocardia -).
• Ambiguus (2 câmaras de mesma morfologia nos dois lados).
Coração e Grandes vasos
2. Análise da junção AV
• Concordância
• Discordância
3. Análise da junção ventrículo-arterial
• Concordância
• Discordância
4. Listagem dos defeitos associados
• CIA
• CIV
• CAV
• PCA (ou PDA)
• Atresia pulmonar (valva pulmonar imperfurada)
5. Descrição da posição do coração
• Dextrocardia/Levocardia
• Central/Lateral
Coração e grandes vasos da base

○ Valvulopatias
• Estenose
• Insuficiência
○ Defeitos do sistema de condução
• Fibrilação atrial (FA) estase em átrios risco de coagulação,
especialmente em aurícula esquerda (formato) embolização
Tórax

Linhas de divisão

○ Anteriores:
• Mediana anterior (esternal)
• Paraesternais
• Hemiclaviculares (ou medioclaviculares)
○ Laterais:
• Axilar anterior
• Axilar posterior
• Axilar média (ou medioaxilar)
Tórax

○ Posteriores:
• Mediana posterior (ou vertebral)
• Paravertebrais
• Escapulares
• Ângulo-escapular
Tórax
Regiões
○ Anteriores:
• Supraclaviculares
• Infraclaviculares
• Mamárias
• Infra-mamárias
• Supraesternal
• Esternal
○ Laterais:
• Axilar
• Infra-axilar
○ Posteriores:
• Supraescapulares
• Supraespinhosas
• Infraespinhosas
Toracocentese

○ Procedimento de emergência ou para fins diagnósticos.


○ Feixe vasculonervoso intercostal entre músculos
intercostais interno e íntimo, no sulco abaixo da costela
superior de casa espaço intercostal (EIC) organizado, de
cima pra baixo, em VAN o nervo é o mais exposto
○ Camadas a serem percorridas na Toracocentese:
• Pele
• Subcutâneo
• Músculo intercostal externo
• Músculo intercostal interno
• Músculo intercostal íntimo
• Fáscia endotorácica
• Pleura parietal
Toracocentese

○ Paciente sentado
○ Incisão no 9º EIC (recesso
costofrênico) à linha axilar média,
tangenciando a costela inferior, com
angulação de 45º para cima.
Drenagem torácica

○ Procedimento para manutenção da pressão negativa no


espaço pleural, através da remoção de ar ou líquido
(hemotórax, pneumotórax, derrame pleural, quilotórax, após
toracotomia). O dreno pode ser deixado por algum tempo.
○ Realizada no 5º ou 6º espaço intercostal na linha axilar média
(ao nível da papila mamária). É feita uma incisão de 2 a 3 cm,
paralela à costela inferior, tracionando a pele antes de incisar o
dreno. Este pode ser direcionado cranialmente (no caso da
drenagem de ar) ou caudalmente (no caso da drenagem de
líquidos).
Câncer de próstata

○ Relação direta com a parede anterior do reto,


pouco acima da linha pectínea     acessível ao
exame de toque retal.
○ Tumoração de consistência pétrea e geralmente
sem aumento da glândula.
• Na hiperplasia prostática benigna (HPB), a próstata é
aumentada e de consistência normal (fibroelástica).
Câncer de próstata

○ A neoplasia geralmente acomete a porção mais externa da próstata     não acomete


ducto prostático e não compromete a micção.
○ A HPB geralmente ocorre globalmente, estenosando o ducto prostático     compromete
a micção.
Câncer de próstata

○ Disseminação linfática    linfonodos do canal anal e


inguinais superficiais são os primeiros na cadeia    
endurecidos e aderidos à parede se houver
metástase.
Diagnóstico:
○ PSA (antígeno prostático específico)     rastreio de
possíveis casos, não serve para diagnóstico
(aumentado em diversas situações), mas é utilizado
no controle de cura pós operatório.
○ Biópsia com US transrretal (Escore de Gleason).
Câncer de próstata

○ Prostatectomia radical     para neoplasia;


ductos prostático e ejaculatório também são
ressecados
• Incontinência urinária     uretra é diretamente
ligada à bexiga.
• Possível disfunção erétil por lesão do plexo
nervoso peniano.
• Ressecção transuretral      para HPB e alguns
casos de neoplasia.
Síndrome do
túnel do carpo

○ Causada pela compressão do nervo mediano ao nível do Túnel do Carpo, causada


pelo aumento das estruturas que passam pelo túnel ou pelo seu espessamento.
É comum em pessoas que realizam trabalho manual com movimentos repetidos e tem
maior frequência em mulheres na faixa de 35 a 60 anos.
○ Sintomas mais frequentes são: dor (pior a noite, após uso exagerado das mãos durante o
dia), choque, dormência, formigamento (todas restritas à área de inervação do
mediano polegar, indicador e metade radial do anelar) e perda da destreza nas mãos,
causando dificuldade de amarrar os sapatos, abotoar uma camisa e pegar objetos.
Síndrome do túnel do carpo

○ Pode-se observar também atrofia da região tenar.


○ O tratamento conservador é feito com antiinflamatórios,
imobilização, fisioterapia e medicamentos específicos para
o nervo. Infiltrações com corticóide também podem ser
realizadas. Nos casos mais graves ou refratários ao
tratamento clínico, a cirurgia está indicada (corta o
ligamento carpal transverso palmar).
Inervação de MMII e Marcha

Nervo Glúteo Superior


o Inervação:
• Músculos glúteo médio, glúteo mínimo e tensor da fáscia lata (abdutores
responsáveis pela estabilização da articulação quadril durante a marcha).
o Lesão:
• Paciente apresenta marcha miopática, de Trendelenburg ou anserina . O
quadril do paciente, quando de pé e sustentado por somente uma perna,
cai para o lado da perna levantada (sinal de Trendelenburg presente). Isto
ocorre devido à fraqueza da musculatura abdutora do quadril, do lado da
perna em contato com o chão.
Inervação de MMII e Marcha

Nervo Glúteo Inferior


○ Inervação:
• Músculo Glúteo Máximo.
○ Lesão:
• O paciente perde a capacidade de extensão da articulação do
quadril. A tendência para essa perda é que ocorra uma flexão
aumentada da articulação do quadril e consequentemente, o
tronco projete-se para frente. Para possibilitar a marcha, o
paciente lança o tronco para trás, o que resulta na marcha do
glúteo máximo.
Inervação de MMII e Marcha

Nervo Femoral
○ Inervação:
• Toda a loja anterior da coxa.
○ Lesão:
• Marcha da astenia do quadríceps. Paciente não pode
flexionar a perna porque não consegue estendê-la
novamente, nem flexionar a coxa. Por isso anda com a mão
no joelho, segurando-o e joga a perna ao andar.
Inervação de MMII e Marcha

Nervo Tibial
○ Inervação:
• Compartimento posterior da perna e musculatura
intrínseca do pé.
○ Lesão:
• Realiza-se a flexão plantar contra a resistência
(pedir para que o paciente fique de pé), abdução
dos dedos ou flexão da perna e pode-se testar a
sensibilidade da perna ou dos pés. Na marcha, a
fase de impulsão fica comprometida.
Inervação de MMII e Marcha

Nervo Fibular Comum


○ Inervação:
• Compartimentos anterior e lateral da perna.
○ Lesão:
• Ao exame físico, pede-se para que o paciente realize a
extensão plantar (dorsiflexão) contra resistência. Na marcha,
o paciente tem o pé caído e por isso eleva a coxa mais que o
normal (marcha escarvante).
Marcha

Marcha Hemiplégica, ceifante ou helicoidal


○ Encontrada nas hemiplegias espásticas, que são causadas
após doenças neurovasculares, como AVE. Nela, o
membro inferior encontra-se em extensão e o membro
superior flexionado. Para caminhar, o paciente movimenta
a perna lateralmente em movimentos circulares.
Marcha

Marcha atáxica, cerebelar ou ébria


○ Característica de lesões cerebelares, tem padrão instável,
com a base alargada (disbasia) e cambaleante, com
passadas incertas. O tronco desloca-se em bloco com
oscilação lateral, o que impede a marcha em linha reta. Em
lesões unilaterais do cerebelo, geralmente ocorre um desvio
para o lado afetado durante a marcha (lateropulsão).
Lesão ligamentar do tornozelo

○ Na posição neutra, a anatomia óssea da articulação do


tornozelo é responsável pela estabilidade. As principais partes
moles estabilizadoras laterais do tornozelo são os ligamentos
do complexo ligamentar lateral: o ligamento talofibular
anterior (LTFA), o ligamento calcaneofibular (LCF) e o
ligamento talofibular posterior (LTFP) .
○ O LTFA e o LTFP contêm o deslocamento anterior e posterior,
respectivamente, do tálus em relação à fíbula e à tíbia. O LCF
limita a inversão do calcâneo em relação à fíbula.
○ As lesões do complexo ligamentar lateral são as mais comuns
do tornozelo. A lesão ligamentar lateral ocorre, tipicamente,
durante a flexão plantar e inversão , que é a posição de
máximo estresse no ligamento talofibular anterior (LTFA), o
mais comumente lesionado. Em lesões por inversão de maior
gravidade os ligamentos calcaneofibular (LCF), o talofibular
posterior (LTFP) e o subtalar também podem ser lesados.
Lesão ligamentar do tornozelo

○ A história mais frequentemente encontrada é de


um atleta que “rolou” sobre a face externa de
seu tornozelo. O paciente normalmente sente
dor localizada na face lateral do tornozelo. A
área de sensibilidade e edema máximos
geralmente indica qual ligamento se rompeu.
○ “Tratamento funcional” inclui a aplicação do
princípio RICE (Rest – repouso, Ice – gelo,
Compression – compressão e Elevation –
elevação) imediatamente após a lesão, um
curto período de imobilização e exercícios de
mobilização precoce.
Lesão ligamentar do tornozelo

○ Testes clínicos:
• Teste da gaveta anterior (testa o LTFA): paciente sentado com o
joelho fletido para relaxar os músculos da panturrilha. O calcanhar
é firmemente pego com uma mão e o pé é deixado para frente,
enquanto se empurra posteriormente a porção distal da tíbia com
a outra mão. Com um teste positivo o examinador pode ver um
sulco anteriormente e medialmente sobre a porção anterior da
articulação do tornozelo. Isso indica uma ruptura do LTFA.
• Teste da inclinação em inversão (examina o LTFA e o LCF):
realizado com o tornozelo em posição neutra. O calcanhar é
estabilizado enquanto se tenta realizar inversão do tálus e do
calcâneo sob a tíbia. Se o LTFA e o LCF estão rotos, o tornozelo irá
demonstrar aumento na inversão quando comparado com o
tornozelo normal.
IAM

○ Ocorre quando a circulação de sangue para uma parte


do coração é interrompida, causando isquemia e lesões
ao músculo cardíaco.
○ O sintoma mais comum é   dor  ou desconforto intenso retroesternal,
que é muitas vezes referida como aperto, opressão, peso ou
queimação, podendo irradiar-se para pescoço, mandíbula,
 membros superiores e dorso. Frequentemente esses sintomas são
acompanhados por náuseas, vômitos, sudorese, palidez e sensação
de morte iminente. A duração é caracteristicamente superior a 20
minutos.
○ Pacientes diabéticos, idosos e as mulheres têm maior probabilidade
de apresentarem uma dor ou desconforto atípico, ou seja, com
características e intensidade diferentes da descrição acima.
IAM

○ A maior parte dos IAM é causada por doença arterial coronariana


(DAC). A obstrução é causada mais frequentemente pela
formação de um trombo sobre uma placa aterosclerótica no
interior de uma das artérias coronárias. Este trombo costuma
ocorrer sobre uma placa aterosclerótica que sofreu alguma
alteração, como a formação de uma úlcera ou a ruptura parcial
da placa. 
○ Entre os fatores de risco para DAC estão: hipertensão arterial,
 tabagismo, diabetes, sedentarismo, obesidade, dislipidemia, uma
dieta pouco saudável e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
○ Ainda que de forma menos comum, o IAM pode também ser
causado por espasmos da artéria coronária, que podem dever-se
ao consumo de cocaína, estresse emocional significativo e frio
extremo, entre outros.
IAM

○ O tratamento pode ser feito através de angioplastia


coronariana, em que o bloqueio é removido com a
introdução de um pequeno catéter na artéria e, em
alguns casos, com a colocação de um stent. Pode
também ser feita trombólise, em que o bloqueio é
removido com medicamentos.
○ Um infarto do miocárdio pode causar insuficiência
cardíaca, arritmia cardíaca ou parada
cardiorrespiratória.
Manguito rotador

○ Músculos: redondo menor, subescapular, supraespinhal, infraespinhal


○ Rotação do braço
○ Manter a cabeça do úmero contra a cavidade glenoide, reforçar a cápsula articular e
resistir ativamente e deslocamentos indesejáveis da cabeça do úmero em direção
anterior, posterior e superior
○ Lesões: instabilidade da articulação do ombro
Manguito rotador

○ Músculo supraespinal: abdução – nervo


supra-escapular
○ Músculo infraespinal: rotação lateral -
nervo supra-escapular
○ Músculo redondo menor: rotação lateral e
adução – nervo axilar
○ Músculo subescapular: rotação medial e
adução do braço - nervos subescapulares
superior e inferior
Manguito rotador

○ Lesões e tendinopatias

○ O manguito rotador é lesado


frequentemente durante o uso
repetitivo do membro superior
acima do plano horizontal em
atividades como arremessos,
esportes com raquete, natação e
levantamento de peso
Manguito rotador
Exame físico

○ Dificuldades de rotação e abdução do braço


○ Exame físico: teste do arco de movimento, testando as
rotações do braço em diferentes planos e verificando a
amplitude
○ Movimentação ativa e passiva:
○ Impossibilidade da movimentação passiva, há uma
limitação articular
○ Quando o paciente sozinho (ativo) não consegue
realizar o movimento, há um problema muscular
Escápula alada

○ Lesão no nervo torácico longo e paralisia dos serráteis anteriores


○ A margem inferior da escápula afasta-se da parede torácica
○ Teste: paciente fazendo força contra uma parede. Incapacidade de abdução acima de
noventa graus
Lesões arteriais dos MMSS

Fratura de terço proximal do úmero


• A. axilar
• A. circunflexa anterior e posterior do úmero
• N. axilar

Caso clínico:
• Edema
• Hematoma
• Dor para movimentar
• Paresia
• Diminuição da temperatura no membro
• Perfusão distal diminuída
• Ausência de pulsos distais
Lesões arteriais de MMSS

○ Endarterectomia
Remover a lesão obstrutiva da artéria através de uma incisão no vaso ocluído, retirando o trombo
juntamente com o endotélio vascular. Em seguida, a artéria é suturada e o fluxo é liberado, possuindo
eventuais sangramentos controlados Este procedimento elimina da parede da artéria a placa de
aterosclerose ou ateroma, normalizando o fluxo de sangue
○ Tromboendarterectomia
Retirada do trombo
○ A angioplastia
Baseia-se na inserção de um fio-guia no interior do vaso, um stent de metal auto expansível, que é
introduzido pelo fio, sendo posicionado e implantado na área estenosada
○ TEP
Ocorre como consequência de um trombo, formado no sistema venoso profundo, que se desprende e,
atravessando as cavidades direitas do coração, obstrui a artéria pulmonar ou um de seus ramos
Punção Lombar

○ Procedimento médico
○ Introdução de uma agulha na região lombar - acesso ao espaço subaracnóide
○ Indicações em procedimentos:
○ Anestésicos: raquianestesia e peridural
○ Diagnósticos - análise do líquor:
○ Doenças infecciosas: meningite, encefalite, mielite
○ Doenças inflamatórias: esclerose múltipla, Guillain-Barré
○ Doenças oncológicas: leucemia
○ Doenças metabólicas
○ Terapêutico - administração intra-tecal de quimioterápicos ou antibióticos
Punção lombar

Contraindicações:

○ Comprometimento cardiorrespiratório - posição do paciente para exame


○ Sinais de hipertensão intracraniana - risco de herniação cerebral
○ Coagulopatia ou uso de anticoagulantes
○ Cirurgia prévia na coluna lombar
○ Sepse ou infecção no local da punção
Punção Lombar

○ Deve-se realizar o procedimento entre o termino da medula (L2) e termino do saco


dural (S2) na região da cauda equina (geralmente entre L3 e L4 ou L4 e L5 – um plano
traçado entre as cristas ilíacas marca a região de L4)
Punção Lombar

Camadas a se percorrer:
○ 1. Pele
○ 2. Subcutâneo
○ 3. Ligamento Supraespinhal
○ 4. Ligamento interespinhal
○ 5. Ligamento flavo (amarelo)
○ 6. Espaço peridural
○ 7. Dura-mater
○ 8. Aracnóide
○ 9. Espaço subaracnóide
Punção lombar
HÉRNIA DISCAL LOMBAR

○ Discos intervertebrais:
○ Camadas concêntricas com direções de
fibras opostas, formando anel fibroso
(fibrocartilagem), encerrando um núcleo
pulposo (massa central gelatinosa)
○ Absorção de choques; elevado conteúdo
de água; suporta o peso durante
movimentos; avascular; movimento entre
as vértebras adjacentes
Anatomia da vértebra
HÉRNIA DISCAL LOMBAR

Herniação
○ Herniação do núcleo pulposo: saída por solução de continuidade nas
fibras do anel fibroso ocorrendo geralmente na região póstero-lateral,
que é o local de emergência das raízes
○ Trauma ou degeneração
○ Dor – processo inflamatório com compressão de uma raiz nervosa
○ Discos mais comumente afetados
Áreas onde uma parte móvel da coluna se une a uma parte relativamente
imóvel (junção cervicotorácica e lombossacral)
Aproximadamente 95% das herniações: L4/L5 e L5/S1
HÉRNIA DISCAL LOMBAR
HÉRNIA DISCAL LOMBAR

Sinal de Lasegue :
○ Indicativo de compressão radicular. Pode detectar
comprometimento de L5 e S1
○ O paciente deve estar deitado em decúbito dorsal e relaxado
○ Consiste na elevação do membro inferior do paciente com o
joelho estendido e segurando em torno do calcanhar,
acarretando estiramento do nervo ciático
○ Dor no trajeto do nervo ciático. A dorsiflexão do pé, com
agravamento da dor, confirma esse sinal
○ É positivo quando surge dor abaixo do joelho (panturrilha) em
menos que 60º, sendo que dor, em até 30º, sugere hérnia
discal
○ O aumento da dor, na perna afetada, quando a perna oposta é
elevada, confirma a presença de dor radicular e constitui um
sinal cruzado positivo
Articulações

○ Exame físico de articulação


○ Inspeção: observar a região a ser analisada. Avaliar a forma da região examinanda, proeminências
ósseas e os respectivos acidentes ósseos que as originam. Todo órgão par deve ter exame comparativo
○ Posição das estruturas: para o exame físico, devemos lembrar que a posição anatômica não é a posição
de repouso, sendo apenas uma referência. A posição de repouso dos antebraços está a meio caminho da
pronação e supinação. Os dedos semi-extendidos e mãos encontram-se semiflexonadas.
○ Massa muscular: grande parte da estabilidade articular é dada exatamente pelos tônus musculares.
Grande parte das lesões articulares está relacionada ao desequilíbrio muscular
○ Sinais inflamatórios ou flogisticos: relacionados a artrite
Articulações

○ Joelho como ponto de referência:


○ “Pernas em tesoura”ou genovalgo: sobrecarga dos ligamentos colaterais mediais
(tensionados) e menisco lateral
○ “Pernas arqueadas” ou Genovaro: sobrecarga ligamentos colaterais laterais
(tensionados) e menisco medial
Articulações

○ Palpação:
verificar dor, calor, edema (derrame articular: aumento de liquido sinovial causando flutuação da
articulação, semelhante ao que ocorre em ascite e abcessos). Pode causar dor em virtude da
distensão da capsula articular
○ Movimentação da articulação:
própria de cada articulação. Joelho realiza apenas flexão e extensão. Movimento deve ser feito de
duas formas: paciente realiza o movimento e o avaliador, em seguida, realiza o movimento para o
paciente
○ Crepitação:
como se houvesse areia entre as articulações. A cartilagem articular juntamente com o liquido
sinovial cria uma superfície lisa. A presença desse sinal indica o desgaste da cartilagem. Muitas das
doenças articulares iniciam-se com o processo de desgaste
○ Arco de movimento:
avaliação da amplitude do movimento assim como o desenho descrito por ele
LESÃO DE LIGAMENTO DO JOELHO

○ Ligamento Colateral Tibial (Medial)


○ Ligamento Colateral Fibular (Lateral)
○ Ligamento Cruzado Anterior
○ Ligamento Cruzado Posterior
○ Menisco Lateral e Menisco Medial
LESÃO DE LIGAMENTO DO JOELHO

○ Gaveta anterior e posterior – paciente em decúbito dorsal flexão de coxa (45º) e


joelho(70-80º), fixação do pé sentando-se em cima dele, com uma das mãos na região
posterior do terço superior da perna traciona para frente ou na região anterior do terço
superior da perna traciona para trás, trazendo platô tibial anterior e posterior em relação ao
fêmur, respectivamente, testando os cruzados anterior e posterior
LESÃO DE LIGAMENTO DO JOELHO

○ Lachmann – paciente em decúbito dorsal com joelho fletido a 30º, com uma das mãos segura-se
a região supracondilar do fêmur e com a outra a região superior da tíbia, realizando movimentos
antagônicos posterior e anteriormente/tracionando a tíbia para frente ou trás mantendo o fêmur
parado/ estabilizado para testar a integridade do ligamento cruzado anterior e posterior
dependendo da direção do movimento

https://www.youtube.com/watch?v=Cp4PA2t9j-I
LESÃO DE LIGAMENTO DO JOELHO

○ Instabilidade em varo: adução (estresse em


varo) da perna ao nível da articulação do
joelho forçando a tíbia medialmente para
testar lesão do ligamento colateral lateral
→ paciente em decúbito dorsal, totalmente
relaxado, com quadril a 0º de extensão, e 30º
de flexão do joelho, coxa apoiada na mesa,
faz-se a manobra de adução palpando-se a
linha interarticular, uma das mãos no
tornozelo e a outra na face medial da coxa
acima do joelho e realiza adução, avaliando a
abertura da interlinha articular lateral
LESÃO DE LIGAMENTO DO JOELHO

○ Instabilidade em valgo: Abdução


(estresse em valgo=desvio lateral do
segmento distal da articulação/ perna)
da perna em relação ao fêmur para
testar o ligamento colateral medial
→ paciente em decúbito dorsal,
totalmente relaxado, com quadril a 0º
de extensão, e 30º de flexão do joelho,
coxa apoiada na mesa, mão em um
tornozelo e outra mão em face lateral
do joelho, faz-se a manobra de
abdução palpando-se a interlinha
articular medial, que se positiva
determinará uma deformidade em valgo
LESÃO DE LIGAMENTO DO JOELHO

○ McMurray: detecção de lesão nos cornos posteriores dos meniscos, paciente em decúbito dorsal,
com quadris a 90º e joelhos em flexão máxima rota-se interna e externamente a perna
LESÃO DE LIGAMENTO DO JOELHO

○ https://www.youtube.com/watch?v=lrmiwhlCxic
Bloqueios anestésicos

○ Lidocaína a 1% ou 2% SEM ADRENALINA


○ Bupivacaína 0,25 ou 0,5% SEM ADRENALINA
○ Respeitar doses máximas
○ Usar pequenos volumes 2 – 5 mL por nervo
○ Aguardar a latência 10 – 20 minutos
○ Repetir bloqueio, se necessário
○ Material de reanimação pronto para uso
○ Manter contato verbal e visual com o paciente para detectar sinais precoces de
toxicidade do AL
○ Aspirar antes de injetar AL
Bloqueios anestésicos

Bloqueio - punho

○ N. ulnar: mão do paciente levemente flexionada, palpar pulso da artéria ulnar. Introduz-
se uma agulha lateralmente ao tendão flexor ulnar do carpo, perpendicularmente, a
cerca de 2 cm do osso pisiforme
○ N. mediano: introduz-se a agulha entre os tendões do flexor radial do carpo e palmar
longo, logo atrás das pregas articulares do punho, na borda medial do flexor do carpo.
Bloqueios anestésicos

https://www.youtube.com/watch?v=sHfgtV9q21k
Bloqueios anestésicos
Bloqueios
anestésicos

○ Bloqueio do n. radial: Ao nível do punho: na região da tabaqueira anatômica, à altura


da cabeça do primeiro metacarpiano, os ramos sensitivos terminais do nervo radial
estão superficiais e podem ser atingidos com uma infiltração subcutânea, que deve se
estender desde o tendão do extensor curto do polegar até próximo a extremidade
inferior da ulna
○ O bloqueio de dedo (pé ou mão): com a mão em posição dorsopalmar, deve ser
aplicado solução anestésica lateral e medialmente à base falange proximal do dedo a
ser anestesiado
Abordagem das vias aéreas

○ Valécula (local de apoio da lamina do laringoscópio)


○ Epiglote (ponto de divisão entre vias aérea e
respiratória)
○ Adito da laringe (deve ser visualizado na intubação)
○ Pregas vocais
○ Cartilagem tireóidea
○ Membrana cricotireóidea (membrana perfurada na
cricotireoidectomia)
○ Cartilagem cricóidea
○ Traqueia
○ Tireoide
Intubação endotraqueal

○ Método pelo qual se introduz um tubo até a traqueia


comunicando-a com o meio externo através da boca ou
do nariz
○ Indicações:
○ Apneia
○ Incapacidade de manter a via aérea por outro método
○ Proteção contra sangue e vômito
○ Comprometimento evidente ou potencial da via aérea
○ Ferimento craniano fechado
○ Anestesia
Abordagem das vias aéreas

○ Materiais para a intubação são:


○ Máscaras faciais
○ AMBU (airway maintenance breathing
unit)
○ Cânulas orais
○ Laringoscópio
○ Tubos endotraqueais
○ Máscara laríngea
Abordagem das vias aéreas

○ Técnica de intubação orotraqueal:


○ Posição do paciente em decúbito dorsal com a cervical hiperestendida
○ Posição do paciente
○ Ventilação do paciente
○ Laringoscopia
○ Introdução do tubo
○ Verificação do posicionamento do tubo
○ Fixação do tubo
Abordagem das vias aéreas
Cricotireoidostomia

○ Cricotireoidostomia: acesso cirúrgico


das vias aéreas através da membrana
cricotireoidea
○ Indicação:
○ Acesso emergencial rápido às vias aéreas
○ Paciente politraumatizado - lesões
maxilofaciais graves
○ Quando Intubação traqueal é contra-
indicada (ex.: edema de glote, fratura
laringe, hemorragia orofaríngea)
Abordagem das vias aéreas

○ Contraindicações:
○ Eletivamente para acesso prolongado das vias aéreas (convertido para
traqueostomia em 24-72 horas
○ Grupo pediátrico (abaixo de 10 anos) - lesão das cordas vocais

○ Materiais utilizados para a cricotireoidostomia:


○ Bisturi
○ Pinça cirúrgica
○ Cânula de traqueostomia
Abordagem das vias aéreas

○ A técnica:
○ Coxim sob os ombros
○ Palpação - membrana cricotireóidea
○ Imobilizar a laringe
○ Incisão horizontal: pele > subcutâneo >
platisma > lâmina superficial da fáscia
cervical > lâmina pré-traqueal da fáscia
cervical > membrana cricotireoidea
○ Dilatar verticalmente a incisão
○ Cânula de cricotireoidostomia
○ Insuflar o balonete e confirmar intubação
Abordagem das vias aéreas

○ Complicações:
○ Lesão corda vocal
○ Estenose traqueal
○ Traqueomalácia

○ A cricoteroidostomia percutânea é feita em situação


de emergência:
○ Perfuração com jelco (12-14 com 8,5 cm)
○ Suporte oxigênio
○ Tempo menor
Traqueostomia

○ Criação de uma comunicação, relativamente permanente, da pele à


traqueia através de uma incisão no pescoço

○ Indicações:
○ Suporte ventilatório de maior tempo
○ Obstrução superior
○ Disfunção laríngea ou trauma
○ Lesão coluna cervical
Abordagem das vias aéreas

Técnica:
○ Coxim sob os ombros
○ Anestesia local
○ Incisão transversal pele
○ Incisão planos e dissecção romba
○ Afastamento músculos infrahióideos
○ Afastamento tireóide
○ Incisão horizontal entre o terceiro e quarto anéis traqueais
Complicações:
○ Hemorragia
○ Lesão de esôfago, da parede posterior da traqueia, do nervo laríngeo recorrente
○ Edema falso de glote
○ Lesão da glândula tireóide
○ Traqueomalácia
○ Fístulas traqueoesofágica e traqueocutânea
Abordagem das vias aéreas

○ Risco de hemorragias
○ a.tireoidea inferior
○ v. tireóideas inferiores - descem
na frente da traqueia
○ tireóidea íma - 10% das
pessoas -sobe para o istmo da
glândula tireóide
○ v. braquicefálica esquerda, arco
venoso, jugular e pleura - RN e
crianças
SÍNDROME COMPARTIMENTAL AGUDA

○ Aumento da pressão dentro de espaço anatômico restrito comprimindo as lojas e


espaços faciais do compartimento, em virtude da inelasticidade do tecido que envolve
os músculos e oclusão dos vasos de drenagem de modo que acumula mais líquido
aumentando ainda mais a pressão, que pode resultar em comprometimento das artérias
○ Sofrem primeiro: veias pois são estruturas com pressões baixas
○ Inicialmente o membro fica avermelhado e posteriormente há palidez; o próximo passo
é compressão dos nervos e musculatura
○ Lei dos 5p: dor, parestesia, palidez, paralisia, ausência de pulso + tensão dentro do
compartimento de fáscia
SÍNDROME COMPARTIMENTAL AGUDA

Tratamento: fasciotomia - compartimento aberto para haver descompressão


Sem tratamento: necrose
Acessos vasculares/Circulação

○ Choque: síndrome caracterizada pela redução da perfusão tecidual sistêmica, levando a


disfunção orgânica. É essencial o reconhecimento precoce para correção das disfunções e
diagnóstico e tratamento da causa de base
○ Hipovolêmico
○ Obstrutivo
○ Cardiogênico
○ Distributivo
○ Gravidez: compressão da veia cava inferior quando deitada em decúbito dorsal e lateral direito –
reduz retorno venoso, gerando taquicardia, tontura, sensação de desmaio e síncope.
Acessos vasculares/Circulação

Tamponamento cardíaco
Acessos vasculares/Circulação

○ Pulsos arteriais
○ Aorta
○ Carótida
○ Femoral
○ Subclávia
○ Temporal
○ Facial
○ Poplíteo
○ Pedioso
○ Tibial posterior
Acessos vasculares/Circulação

Acesso venoso profundo


Acessos vasculares/Circulação

○ Gasometria