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2018­8­31 Construção e montagem de arquibancadas ­ Met@lica

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Construção e montagem de arquibancadas

Com a Copa do Mundo e as Olimpíadas fazendo parte do calendário de eventos do Brasil para os próximos anos, muito se tem falado da
infraestrutura que o país vai precisar para suportar tais eventos esportivos. Foi pensando nisso, que o Portal Met@lica apresenta para você
este conteúdo técnico sobre a construção e montagem de arquibancadas. Confira!

Entendendo a arquibancada
Arquibancadas são tipos de estruturas concebidas para prover assentos em degraus e estão disponíveis em
Adesivo Plástico para PVC Misturador para Bidê
vários tamanhos e configurações. O tipo e número de componentes de uma arquibancada vão depender da Incolor Frasco 175g ­ Tigre Quadratta Clássica Cromado
atividade, espaço requerido, número de espectadores e recursos financeiros disponíveis. C85 1895 ­ Deca
Preço   Preço  
Classificação das arquibancadas:
R$ 8,99 à vista R$ 2.789,90 à vista
permanentes ou estacionárias: tipicamente grandes, são unidades que permanecerão na mesma localidade
ou em até 10x de R$ 278,99
durante a vida da instalação, por isso são normalmente ancoradas ao solo;
portáteis ou móveis: são unidades menores e construídas com materiais leves. Devem possuir deslizadores ou sistema de rodas que as
tornam fáceis de serem deslocadas para qualquer lado.
telescópicas ou retráteis:  são tipicamente encontradas em ginásios onde os espaços são reduzidos. Essas arquibancadas podem estar tanto M_in_noticia
embutidas quanto abertas para acomodar espectadores. Quando fechadas, esse tipo de sistema toma relativamente pouco espaço e podem
funcionar como eventuais divisores de espaços. Notícias
Temporárias: são tipicamente armazenadas em módulos ou seções e montadas juntas para utilização durante eventos especiais (torneios de
golfe, paradas ou desfiles, circos, inaugurações). Após o evento, as arquibancadas são então desmontadas e armazenadas até quando se Arquitetura
tornarem novamente necessárias.
Construção Civil
No geral, as arquibancadas são compostas por: apoio para os pés, assentos, degraus e guarda­corpos, mais conhecidos como corrimões.
Cursos
Usados por razões de segurança, os corrimões proporcionam mais estabilidade ao entrar e sair das arquibancadas. Devem ser leves para
facilidade de montagem e desmontagem, contudo fortes o suficiente para proporcionar adequado apoio. Os corrimões ou guarda­corpos Economia e Mercado
devem se estender 1,0 metro acima da superfície mais baixa do degrau de acesso dos componentes da arquibancada (apoio para os pés,
assentos, corredor). Empresas e Produtos

Entidades de Classe
Inclinação: uma questão de visão e conforto
Entrevistas e Colunas
Mais do que comportar pessoas, a função da arquibancada é garantir uma boa visibilidade do evento para o público presente. Para alcançar
tal objetivo, cuidados com a inclinação são indispensáveis. Eventos

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No geral, é recomendável que a inclinação não ultrapasse 35 graus. Em casos extremos, em que medidas de segurança devem ser Infraestrutura
reforçadas, ela pode chegar a 45 graus. A medida pode mudar de acordo com o perfil retilíneo, mas os degraus devem ser sempre
Materiais
uniformes: a altura costuma variar de 25 cm para baixo e 45 para cima.

A cada 25 degraus, o perfil retilíneo é mantido. Para cada setor de perfil retilíneo, as dimensões em corte dos degraus estão ligadas pela Oferta de Empregos
relação: Processos
h : altura do degrau de um setor com inclinação uniforme  Siderurgia
c : elevação do raio visual 
l : profundidade do degrau Sustentabilidade
n : número de fileiras de um setor
Tecnologia e Inovação
H : altura do olho do primeiro espectador do setor
D : distância horizontal entre o olho do primeiro espectador e o ponto observado

Visibilidade
No caso de arquibancadas ao ar livre, é necessário prever maior distância entre a área de jogo e a zona da arquibancada. Além disso, admite­
se geralmente considerar como ponto a ser observado não a linha de toque (ponto de visada no solo), mas uma linha situada sobre sua
vertical e a 1 m de altura. Para estádios de futebol a FIFA recomenda por questões de segurança, principalmente visando evitar invasões ao
campo, a elevação da arquibancada em relação ao gramado ou a construção de fossos.  No caso de ginásios, a regra é outra: para manter
uma visibilidade perfeita e sem ultrapassar os limites de tamanho propostos, a primeira fileira da arquibancada não é elevada havendo
geralmente apenas um recuo relacionado à área de escape do campo de jogo.

A visibilidade é limitada pelo raio visual tangente ao topo da cabeça do espectador sentado à sua frente, conforme explica a arquiteta e
estudiosa de tecnologia e gestão de estádios esportivos Lilian de Oliveira: “essa curva de visibilidade é o traçado do olhar do torcedor até a
linha do campo. Não havendo barreiras (nem arquitetônicas nem de outros torcedores) a curva está adequada”. Para garantir essa
adequação é importante considerar alguns aspectos:

Reserva­se normalmente de 45 a 55 cm de largura por espectador;
A profundidade de cada fileira é de 70 a 80 cm (35 cm de espaço de circulação na frente do assento);
A altura de uma pessoa do olho ao piso é em torno de 1.20 m;
Considera­se c = 10 cm, a medida entre os olhos e o topo da cabeça (sem chapéu);

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A altura dos assentos é de 45 cm até o plano onde repousa os pés dos espectadores;
Se admitirmos que os espectadores veem a cabeça das pessoas da fileira inferior, c pode
ser reduzido a 7 cm.Contudo, esta norma não é geralmente adaptável ao espetáculo
esportivo porque na realidade o olhar do espectador se desloca pelo terreno
horizontalmente.;

Além das questões de inclinação, outros fatores devem respeitar os cálculos de
visibilidade, tais como telões, placares eletrônicos e placas de publicidade. Para estas, a
FIFA recomenda que, quando instaladas em estádios de futebol, as placas tenham no
máximo um metro de altura.

Estrutura
A solução da arquibancada em superestrutura é a mais frequentemente utilizada.
Torna­se mais econômica caso o terreno esteja situado numa depressão ou contra um
talude. Pode­se implantar uma parte ou a totalidade dos degraus sobre a inclinação natural do terreno, ou mesmo, em alguns casos, criar
um aterro a fim de posicionar os degraus. Esta solução exclui definitivamente qualquer utilização do espaço situado sob as arquibancadas.

O material a ser escolhido depende de alguns fatores, tais como capacidade de espectadores, uso previsto para a estrutura, disponibilidade de
fundos, condições climáticas e qualidade estética.

Para estruturas permanentes e aproveitamento do espaço para usos diversos, utiliza­se normalmente o concreto, enquanto que as
estruturas metálicas são amplamente usadas em estruturas temporárias devido à versatilidade, modulação, facilidade de
transporte, velocidade de montagem  e portabilidade (remontagem em outros locais). Se serviços  e outras facilidades  forem inclusos sob a
arquibancada, uma sólida, contínua e impermeável superfície de metal ou concreto será necessária.

“No Brasil, vemos estruturas em concreto armado, pela tradição da arquitetura brasileira. No entanto podemos ver fora do país em
estruturas metálicas, que tornam a construção mais rápida, e, a longo prazo, mais econômica”, explica a arquiteta.

Assentos
A instalação dos assentos deve proporcionar além de uma boa visibilidade, conforto. Para isso, algumas
medidas devem ser levadas em conta: a largura mínima sugerida pela FIFA é de 47 cm, sendo que os
assentos devem estar afixados à arquibancada. O encosto deve ter cerca de 30 cm de altura, e, com o
efeito de facilitar a circulação dos espectadores, é recomendável que a distância entre eles seja de no
mínimo 85 cm – a FIFA estipula uma largura de 90 cm.

Uma boa solução para ganhar espaço entre as fileiras é investir em poltronas e cadeiras que levantam.
Os assentos podem ser em alumínio ou metal revestido em vinil, em áreas fechadas, as arquibancadas
costumam ter assentos em madeira. Quanto ao design dos assentos, é comum que esses sejam
diferenciados de acordo com o setor: a área vip tem poltronas com melhor ergonomia, por exemplo, mas isso não impossibilita que o
restante dos assentos proporcione conforto aos espectadores.

Quanto à capacidade, o número é variável de acordo com a infraestrutura do estádio e o objetivo para o qual ele foi construído. Usualmente
as arquibancadas são construídas de 4 a 52 fileiras (confira as tabelas representativas do número de assentos com base no comprimento e
números de fileiras). Para jogos internacionais, a FIFA recomenda um mínimo de 30 mil assentos. Já um jogo final de Copa das
Confederações deve ter 20 mil lugares a mais. No caso de final de Copa do Mundo, o ideal é 60 mil assentos. Para todos os casos, os lugares
devem ser numerados.

Tabelas representativas do número de assentos com base no comprimento e números de fileiras
(Clique para ampliá­las)

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Acessibilidade
A acessibilidade do espaço não se diz só a entrar ou sair de um estádio; envolve todo o deslocamento por ele. Sendo assim, é indispensável
investir na sinalização de escadarias, portões, corredores, banheiros, entre outros, e essa sinalização deve ficar em lugares visíveis
(principalmente para quem vê da entrada do estádio e das arquibancadas), e livre de obstáculos. Vê­se aí também a importância em se
manter uma distância transitável entre as fileiras de assentos.

Os acessos devem ser diversificados: grande público, imprensa, autoridades e camarotes devem ser separados, principalmente por questões
de segurança.

Além disso, é preciso atentar­se ao acesso e circulação de portadores de deficiência. É indispensável construir rampas e sanitários adaptados
a cadeirantes, além de criar serviços de apoio a esse público. Portadores de deficiência também devem ter entrada exclusiva, com fácil
acesso às áreas adaptadas. Recomenda­se também que cada vaga de cadeirante tenha um assento para acompanhante e tomadas de
energia para a conexão de aparelhos eletrônicos. Todos esses cuidados são fundamentais para tornar estádios, arenas e ginásios espaços
ainda mais democráticos.

Cobertura
Ginásios esportivos costumam ser cobertos, mas arenas e estádios nem sempre recebem
cobertura. A FIFA considera a estrutura desejável em locais com alta incidência de sol e de
climas frio ou úmido. No Brasil, um país de clima predominantemente tropical, com um índice
pluviométrico e incidência solar consideráveis, o investimento em cobertura é recomendável para
melhor garantir o conforto do público presente.

A cobertura pode, então, ser total ou parcial, dependendo das condições locais. A FIFA exige que
as partidas da Copa do Mundo sejam jogadas em arenas com toda a área da torcida coberta.

Para a construção da cobertura, deve­se tomar cuidado para que nenhum pilar de sustentação
da cobertura prejudique a visão dos espectadores. É preciso também que a cobertura seja
elevada ao máximo nos estádios de grande capacidade. Soluções mais complexas são às vezes
necessárias para as grandes instalações em que se cogita construir um ou vários níveis.

Outro cuidado é a escolha do material: este deve proporcionar incidência de luz e ventilação adequada, além de uma acústica razoável. Para
a estrutura da cobertura, costuma­se utilizar madeira laminada, vigas metálicas ou concreto (em geral protendido).

A nova tendência desse tipo de estrutura é a versão retrátil, ou seja, é poder optar entre cobrir ou não o espaço, seja da arquibancada como
também do gramado. Dentre as técnicas para esse tipo de construção, a mais utilizada é o uso de cabos tensionados. Tal opção se dá
principalmente pela capacidade da estrutura em vencer grandes vão. Outras opções são painéis de aço (que se deslocam por trilhos ou

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rodas), como no estádio de beisebol do Blue Jays, em Toronto, Canadá e do time de basebol Mariners, em Seatle, Estados Unidos.
Atualmente, no Brasil, ainda não há nenhum estádio com esse tipo de tecnologia construída, mas a aplicação já está em estudo. Para a
Copa de 2014, por exemplo, o projeto da reforma do Estádio Mané Garrincha inclui a construção de cobertura retrátil.

Para a membrana que compõe a cobertura, o material pode variar: tecidos de diferentes especificações, policarbonato e até mesmo vidro. A
escolha depende do critério determinante: estética, peso, entre outros. Outro ponto que deve ser previsto no projeto construtivo da
cobertura é o cuidado o direcionamento da água da chuva. Planejar a coleta e esgotamento das águas ajuda a evitar que a torcida seja
inundada durante os eventos chuvosos.

Arquibancada retrátil
Outra novidade para a construção de espaços esportivos é a arquibancada retrátil. A ideia é ter a
opção de montar e desmontar a estrutura, conforme a necessidade: “é a solução mais moderna
e racional quando se deseja versatilidade de usos para os espaços disponíveis”, explica o
engenheiro Fernando Telles, especialista em instalações esportivas.

A aplicação é fruto do ideal de arena multiuso que vem sendo disseminado pelo mundo afora, em
que um único espaço possa abrigar mais de um esporte ou até mesmo ser adaptado para um
evento não esportivo.

Esse modelo de arquibancada pode ser construído em diversos materiais e até mesmo
combinando esses: estrutura metálica, madeira, fibra de vidro ou carbono. A arquibancada
retrátil pode ter até 20 degraus, sendo que cada um deles pode comportar de 7 a 10 pessoas.

Esse tipo de arquibancada é comum em ginásios americanos, mas podem ser usadas em espaços maiores. Apesar de poder envolver
diversos tipos de materiais, o mais tradicional nesse tipo de construção são estruturas metálicas com perfis de chapa dobrada e tubos em
sua estrutura, sendo que o piso é de madeira compensada.

Também chamada de telescópicas, esse tipo de arquibancada deve ter um sistema de rodas para prevenir danos à superfície do piso. Em
acréscimo, esse sistema será mais bem utilizado se o mesmo for automatizado. Sistemas elétricos permitem às arquibancadas telescópicas
abrirem ou fecharem por meio de uma chave. Esse tipo de sistema permite ao usuário abrir total ou parcialmente uma seção de
arquibancada sem que a seção saia do alinhamento ou se danifique. Para arquibancadas já instaladas e que não possuam sistema
automático, existem equipamentos elétricos portáteis que podem ser facilmente manejados para o conveniente deslocamento das mesmas.

O sistema automático oferece ao usuário:

a facilidade de abrir e fechar os sistemas de arquibancadas  rápida e corretamente;
dispensa ou reduz custos de manutenção;
soluciona o problema de danos devido a operação manual;
evita operação manual por pessoal não autorizado.

No Brasil esse modelo de arquibancada foi utilizado na Arena do Pan, em 2007, no Rio de Janeiro. A estrutura foi desenvolvida pela empresa
Lao Engenharia, e adicionada às arquibancadas já existentes.

Embaixo das arquibancadas
Retrátil ou não, a discussão atual sobre arquibancada é outra. O que fazer com o espaço embaixo delas? A proposta que está em pauta é a
de aproveitamento desse espaço para outras finalidades, tais como instalações de cafés, lanchonetes, lan houses, além de estruturas para
outros esportes que não exigem grandes áreas para prática. O engenheiro Fernando Telles defende a proposta: “sou totalmente a favor do
uso sob as arquibancadas, principalmente  para espaços destinados à armazenagem de materiais esportivos e de manutenção das
instalações.”

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A ideia vem ao encontro da tendência de arenas multiuso, e talvez ajude a justificar o investimento astronômico que a construção de arenas
envolve, principalmente quando envolve os estádios sede de Copas do Mundo.

Fonte:
Portal Met@lica
Material de Apoio: Planesporte
Imagens: Portal Copa 2014, globoesporte.com, schlaich bergermann und partner

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