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A SAÚDE NO ESTADO

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18 de outubro de 2018 (Quinta-Feira)


Mensagem sobre ação de mamografia gratuita na Praça da República não é verdadeira
Quarta-Feira, 17/10/2018, 12:45:15 - Atualizado em 17/10/2018, 18:13:32 Ver 1 comentário(s)

EDIÇÃO ELETRÔNICA

Mensagem sobre ação de mamografia gratuita na Praça da República não é verdadeira (Foto: Reprodução) A mamografia é um dos mais
importantes exames que atuam na prevenção do câncer de mama. (Foto: Reprodução)
Uma mensagem que tem circulado pela internet tem chamado a atenção de muitas mulheres na capital paraense. Nela é informada uma
ação da campanha "Outubro Rosa" que, supostamente, estaria sendo realizada até a próxima sexta-feira (19), na Praça da República, em
Belém. De acordo com a mensagem, exames de mamografia gratuitos estariam sendo feitos no local, com resultados saindo na mesma
hora. Porém, é importante ressaltar que o conteúdo que está viralizando na web é referente à atividades que estão sendo feitas em São
Paulo e não em Belém, como o texto da mensagem afirma.

CONFIRA O TEXTO E A IMAGEM QUE ESTÃO SENDO USADOS PARA DIVULGAÇÃO DA AÇÃO:

"Mamografia gratuita na praça da República até sexta feira, dia 19 de outubro, das 10 às 18 hs. O resultado sai na hora. E se houver
alguma alteração, encaminhamento direto pra tratamento. Repasse para as mulheres da família, as amigas, as colegas, para todas!"
Outubro Rosa na Alepa

O 19 de outubro é instituído Dia Internacional contra o Câncer de Mama. Para marcar a campanha Outubro Rosa, o grupo filantrópico Ação
Pensando Bem, por sua diretora Gal Fernandes, procurou e obteve o apoio da Assembleia Legislativa a fim de registrar ato simbólico na
luta contra o câncer de mama. Como é rotina há anos, este mês a iluminação do Palácio Cabanagem é cor de rosa e uma placa e um
banner alusivos à campanha Outubro Rosa estão fixados na entrada principal do prédio. Funcionários da Casa foram convidados ao ato
simbólico e o 1º secretário da Mesa Diretora, deputado Cássio Andrade, participou e recebeu em agradecimento um pergaminho assinado
pela presidente do Grupo Ação Pensando Bem, Carmem Peixoto, que também recebi, na condição de secretária legislativa.

Conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil somará cerca de 560 mil novos casos de câncer em 2018. Só o câncer de mama
corresponde a 28% desse número. Mundialmente os dados também são alarmantes: o câncer de mama afeta 2,1 milhões de pessoas por
ano e é o quinto que mais mata, de acordo com o Globocan 2018, estudo da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer.

Homens também têm glândulas mamárias. Apesar da baixa incidência, o câncer de mama masculino pode se manifestar e existe alto
percentual de mortalidade. Segundo a American Cancer Society, cerca de 2.550 homens serão diagnosticados com câncer de mama
invasivo e cerca de 480 morrerão a cada ano. Na maioria das vezes o diagnóstico é tardio, já que homens não costumam realizar a
mamografia anualmente. Para detectar qualquer tipo de problema, é preciso o autoexame com frequência, principalmente depois dos 50
anos, faixa etária em que ocorrem mais casos.

Exercícios são fundamentais para a prevenção e tratamento. Estudo publicado na revista científica Cancer Epidemiology, feito pelo
Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, em parceria com as Universidades de Harvard, Cambridge e
Queensland, mostrou que cerca de dez mil novos casos de câncer poderiam ser evitados com a prática da atividade física. O movimento
regular faz com que sejam eliminadas do sangue as moléculas de gordura, chamadas lipídios, que servem de alimento para as células
tumorais. A melhora nos índices de resposta contra o tumor de mama pode ser obtida a partir de mudanças leves na rotina, cerca de 150
minutos de atividade física semanal, ou seja, 20 minutos por dia já fazem a diferença.

Histórico de câncer de mama na família aumenta a probabilidade, mas não é fato que vá desenvolver a doença. Estima-se que entre 5 e
10% dos casos têm forte componente hereditário. Os testes genéticos podem auxiliar no diagnóstico precoce, mas são indicados apenas
quando há alto risco de mutações associadas ao histórico familiar de câncer de mama em parentes próximos (mãe e/ou irmã) e que
tenham apresentado tumores com idade inferior aos 50 anos. Nada substitui a consulta médica e os exames de ultrassom e mamografia.
Cuide-se!