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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA EXECUTIVA

RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO


EXERCÍCIO 2015

Brasília-DF, abril de 2016.


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA EXECUTIVA

RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO DO EXERCÍCIO 2015

Relatório de Gestão apresentado ao Tribunal de


Contas da União como prestação de contas anual que
Secretaria Executiva do Ministério da Educação está
obrigada nos termos do Art. 70 da Constituição
Federal, elaborado de acordo com a Instrução
Normativa-TCU nº 63/2010, Instrução Normativa-
TCU nº 72/2013, Decisão Normativa-TCU nº
147/2015, Decisão Normativa-TCU nº 146/2015,
Portaria-TCU nº 321/2015, Resolução-TCU
nº234/2010, Resolução nº 244/2011 e Portaria CGU
nº 522/2015.

Brasília-DF, abril de 2016


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LISTA DE QUADROS

Item Planejamento Organizacional e Desempenho Orçamentário e Operacional


Demonstrativo de orçamento e execução do Programa 2030 (período PPA 2012-2015)

Demonstrativo de orçamento e execução do Programa 2031 (período PPA 2012-2015)

Demonstrativo de orçamento e execução do Programa 2032 (período PPA 2012-2015)


AÇÃO 8790 - Apoio à Alfabetização e à Educação de Jovens e Adultos
AÇÃO 20RU-Gestão Educacional e Articulação com os Sistemas de Ensino
AÇÃO 213M - Apoio a Iniciativas de Valorização da Diversidade, de Promoção dos Direitos Humanos e de
Inclusão
AÇÃO 20RG - Expansão e Reestruturação de Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica
AÇÃO - 6380 Fomento ao Desenvolvimento da Educação Profissional e Tecnológica
AÇÃO 152X - Ampliação e Reestruturação de Instituições Militares de Ensino Superior
AÇÃO 20GK - Fomento às Ações de Graduação, Pós-Graduação, Ensino, Pesquisa e Extensão.
AÇÃO 4002 Assistência ao Estudante de Ensino Superior
AÇÃO 6344 - Regulação e Supervisão dos Cursos de Graduação e de Instituições Públicas e Privadas de Ensino
Superior.
AÇÃO 8282 Reestruturação e Expansão de Instituições Federais de Ensino Superior
AÇÃO 20RX Reestruturação e Modernização de Instituições Hospitalares Federais
AÇÃO 00P1 Apoio à Residência em Saúde
AÇÃO 00OW Apoio à Manutenção da Educação Infantil
AÇÃO 0920 Concessão de Bolsa para Equipes de Alfabetização
AÇÃO 0A26 Concessão de Auxílio-Financeiro – ProJovem
AÇÃO 2A95 Elevação da Escolaridade e Qualificação Profissional – ProJovem
AÇÃO 8790 (FNDE) Apoio à Alfabetização e à Educação de Jovens e Adultos
AÇÃO 00O0 Concessão de Bolsas de Apoio à Educação Básica
AÇÃO 20RJ Apoio à Capacitação e Formação Inicial e Continuada para a Educação Básica
AÇÃO 213M Apoio a Iniciativas de Valorização da Diversidade, de Promoção dos Direitos Humanos e de
Inclusão
AÇÃO 20RW - Apoio à Formação Profissional, Científica e Tecnológica
AÇÃO 8652 Apoio à Rede Pública Não Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica
AÇÃO 0A12 Concessão de Bolsa-Permanência no Ensino Superior
AÇÃO 8526 Apoio a Iniciativas para Melhoria da Qualidade da Educação de Jovens e Adultos
AÇÃO 6358 Capacitação de Recursos Humanos da Educação Profissional e Tecnológica
AÇÃO 20RF Tecnologia da Informação e Comunicação para a Educação Básica
AÇÃO 20RF Concessão de Bolsas de Apoio à Educação
AÇÃO 20RO Concessão de Bolsas de Apoio à Educação Básica
AÇÃO 20RS Apoio ao Desenvolvimento da Educação Básica nas Comunidades do Campo, Indígenas,
Tradicionais, Remanescentes de Quilombo e das Temáticas de Cidadania, Direitos Humanos, Meio Ambiente e
Políticas de Inclusão
AÇÃO 20RT Certames e Tecnologias Educacionais

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015


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AÇÃO 20RV Apoio à Manutenção da Educação Infantil


AÇÃO 8252 Educação Profissional e Tecnológica a Distância
AÇÃO 4641 Publicidade de Utilidade Pública
Reconhecimento de passivos por insuficiência de créditos ou recursos

Restos a pagar inscritos em exercícios anteriores

Execução Descentralizada com Transferência de Recursos. Resumo dos instrumentos celebrados e dos montantes
transferidos nos últimos três exercícios.

Resumo da prestação de contas sobre transferências concedidas pelo MEC na modalidade de convênio, termo de
cooperação e de contratos de repasse.

Situação da análise das contas prestadas no exercício de referência do relatório de gestão

Despesas por modalidade de contratação

Despesas por grupo e elemento de despesa

Concessão de suprimento de fundos

Utilização de suprimento de fundos

Classificação dos gastos com suprimento de fundos no exercício de referência

Item: Governança
Relação dos procedimentos iniciados e/ou finalizados pelo Núcleo de Assuntos Administrativos

Item: Desempenho Financeiro e Informações Contábeis do MEC


Relação de unidades gestoras executoras integrantes da Secretaria Executiva
Resumo da Estrutura do MEC
Ocorrências Apontadas em 2015
Relação das Unidades com Saldo em Contas Patrimoniais
Relação do Quantitativo das Ocorrências Contábeis
Revisão Analítica do Ativo
Revisão Analítica do Passivo
Revisão Analítica do Patrimônio Líquido
Revisão Analítica da VPA
Revisão Analítica da VPD
Créditos por Dano ao Patrimônio Apurado em Tomada de Contas Especiais

Item: Áreas Especiais da Gestão


Indicadores de Desempenho
Força de Trabalho do MEC
Distribuição da Lotação Efetiva
Detalhamento da estrutura de cargos em comissão e funções gratificadas
Despesas de Pessoal
Contratos de Prestação de Serviços não Abrangidos pelo Plano de Cargos da Unidade
Edifícios sob a Responsabilidade do MEC
Cessão para Posto Bancário e Caixas Eletrônicos

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015


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Principais Programas e seus Respetivos Objetivos


Principais Sistemas de Informações

Item: Conformidade da Gestão e Demandas dos Órgãos de Controle


Deliberações do TCU que Permanecem Pendentes de Cumprimento
Medidas adotadas para apuração e ressarcimento de danos ao Erário
Relação das Empresas Beneficiadas pela Desoneração da Folha de Pagamento
Despesas com Publicidade

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015


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LISTA DE TABELAS

Item: Planejamento Organizacional e Desempenho Orçamentário e Operacional


Situação dos Restos a Pagar não Processados por unidade integrante da estrutura do MEC

Situação dos Restos a Pagar Processados por unidade integrante da estrutura do MEC

Perfil dos atrasos na análise das contas prestadas por recebedores de recursos

Item: Desempenho Financeiro e Informações Contábeis do MEC


Tabela do Balanço Financeiro

Tabela do Balanço Orçamentário

Tabela do Balanço Patrimonial

Tabela da Demonstração das Variações Patrimoniais

Tabela da Demonstração dos Fluxos de Caixa

Item: Áreas Especiais da Gestão


Gestão da Frota de Veículos

Média Anual de Quilômetros Rodados pela Frota do MEC

Relação dos Veículos para Doação

Demonstrativo de solicitação de papel A4 no período de 2013, 2014 e 2015

Demonstrativo dos valores gastos com papel A4 no período de 2013, 2014 e 2015

Demonstrativo dos valores gastos e das solicitações de papel A4, em 2013, 2014 e 2015

Item: Conformidade da Gestão e Demandas dos Órgãos de Controle


Quantitativos de autorizações, reconhecimentos e renovações de reconhecimento

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LISTA DE GRÁFICOS

Item: Planejamento Organizacional e Desempenho Orçamentário e Operacional


Restos a Pagar não processados por Secretaria – Montante em 01/01/2015

Restos a Pagar processados por Secretaria – Montante em 01/01/2015

Item: Relacionamento com a Sociedade


Gráfico com o quantitativo de atendimento ao público

Gráfico com a classificação de satisfação do publico atendido

Item: Áreas Especiais da Gestão


Evolução do Quadro Efetivo do MEC

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LISTA DE ANEXOS

Anexo Descrição
Item: Planejamento organizacional e desempenhos orçamentários e operacional.
Anexo 01 Relatório de Atividades da Ação 4641- Publicidade de Utilidade Pública

Anexo 02 Iniciativas adotadas pelo MEC para a execução do PNE 2014-2024

Apreciação Crítica sobre a Evolução dos Dados (indicadores e componentes) de gestão das
Anexo 03 Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), relativos aos Acórdãos nº 1.043/2006-TCU-
Plenário e nº 2.167/2006-TCU-Plenário, para o ano de 2015

Item: Conformidade da Gestão e Demandas dos Órgãos de Controle.


Atendimento às recomendações contidas no Relatório de Auditoria nº 201412979 - Nota Técnica
Anexo 04
nº 50001/2015/CGL/CGCC/SAA

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015


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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

AGU – Advocacia Geral da União


CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
CCONT – Coordenação-Geral de Contabilidade da Secretaria do Tesouro Nacional
CEA – Coordenação de Estudos de Acompanhamento Orçamentário
CEAD – Centro de Educação a Distância.
CEOF – Coordenação de Execução Orçamentária e Financeira
CEAO – Coordenação de Estudos e Acompanhamento Orçamentário
CEFET – Centro Federal de Educação Tecnológica
CGF – Coordenação-Geral de Finanças
CGO – Coordenação-Geral de Orçamento
CGP – Coordenação-Geral de Planejamento
CGSGO – Coordenação-Geral de Suporte à Gestão Orçamentária
CGU – Controladoria Geral da União
CMC – Conselho do Mercado Comum do Mercosul
CNE – Conselho Nacional de Educação
CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica
CNPq – Conselho Nacional de Pesquisa
CEAD – Coordenação de Estudos, Análises e Diagnósticos
COAV – Coordenação de Avaliação
CPMO – Coordenação de Programação e Monitoramento
CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas
CPGF – Cartão de Pagamento do Governo Federal
CPF – Cadastro de Pessoa Física
CPRO – Coordenação de Programação Orçamentária
DEST – Departamento de Empresas Estatais do Ministério da Educação.
DN – Decisão Normativa
DOU- Diário Oficial da União
DRU – Desvinculação de Recursos da União
DVE – Controle da Dívida Externa
EAD – Educação a Distância
ENAP – Escola Nacional de Administração Pública
ESAF – Escola de Administração Fazendária
FEM- Fundo Educacional do Mercosul
FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
FGV – Fundação Getúlio Vargas
FIA – Fundação Instituição de Administração
FIES – Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior
FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
FORPLAD – Fórum Nacional de Pró-Reitores de Planejamento e Orçamento
FORPLAN – Fórum de Pró-Reitores de Planejamento e Administração
FUNCAPES – Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal Superior
FUNDAJ – Fundação Joaquim Nabuco
FUNDESCOLA – Fundo de Fortalecimento da Escola
FUNDEB – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica.
GDPGPE – Gratificação de Desempenho do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo
GSISP – Gratificação Temporária do Sistema dos Recursos de Informação e Informática
GSISTE – Gratificação Temporária das Unidades dos Sistemas Estruturadores da Administração
Pública Federal
HCPA – Hospital das Clínicas de Porto Alegre
IBC – Instituto Benjamin Constant

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IF – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia


IFES –Instituição Federal de Ensino Superior
IN – Instrução Normativa
INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
INES – Instituto Nacional de Educação de Surdos
IPC – Índice de Preço ao Consumidor
LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias
LOA – Lei Orçamentária Anual
MCT – Ministério da Ciência e Tecnologia
MEC – Ministério da Educação
MERCOSUL – Mercado Comum do Sul.
MINC – Ministério da Cultura
MPAAC – Macroprocessos de Acompanhamento e Avaliação Contábil
MPEOF – Macroprocessos de Orientação sobre Execução Orçamentária e Financeira.
MP – Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
OCI – Outros Custeios de Investimento
OCC – Outros Custeios de Capital
OEI – Organização dos Estados Ibero-Americanos
PCPR – Prestação de Contas do Presidente da República
PDE - Plano de Desenvolvimento da Educação
PI – Plano Interno
PIB – Produto Interno Bruto
PIBIC – Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica
PNUD/BRA – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento/Brasil.
PPA – Plano Plurianual
REMEC – Representação do Ministério da Educação
RFB – Receita Federal do Brasil
RNP – Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
RH – Recursos Humanos
ROF – Registros de Operações Financeiras
SAA – Subsecretaria de Assuntos Administrativos
SAOC – Sistema de Acompanhamento de Operações de Crédito
SAP – Sistema de Administração de Patrimônio
SE – Secretaria Executiva
SEATA – Serviço de Apoio Técnico e Administrativo
SEB – Secretaria de Educação Básica
SECADI – Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão
SECOB – Sociedade Empresarial de Cobranças
SEDH – Secretaria de Direitos Humanos
SEGES– Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento
SEPPIR – Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
SERPRO – Serviço Federal de Processamento de Dados
SEESP – Secretaria Educação Especial
SESu – Secretaria de Educação Superior
SETEC – Secretaria Educação Profissional e Tecnológica
SIADS – Sistema Integrado de Administração de Serviços
SIAF – Sistema Integrado de Administração do Governo Federal
SIAPE – Sistema de Administração de Recursos Humanos do Governo Federal
SIAPENET – Sistema de Administração de Recursos Humanos do Governo Federal
SIASG – Sistema Integrado de Administração e Serviços Gerais
SIASS – Sistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor
SICAF – Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015


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SICAJ – Sistema de Cadastro de Ações


SICONV – Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasses e Parcerias
SIDOC – Sistema de Administração de Documentos
SIDOR – Sistema Integrado de Dados Orçamentários
SIGPLAN – Sistema de Informações Gerenciais e Planejamento do Ministério do Planejamento
SIMEC – Sistema Integrado de Planejamento Orçamento e Finanças do Ministério da Educação
SINAPI – Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil
SIOP – Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento do Governo Federal
SIORG – Sistema de Informações Organizacionais do Governo Federal
SIPCI – Sistema de Preços Custos e Índices
SIPEC – Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal
SIPES – Sistema de Pesquisa Cadastral
SIREF – Sistema de Referência de Produção Publicitária
SISAC – Sistema de Registro e Apreciação de Atos de Admissão e Concessão
SISBB – Sistema de Informações do Banco do Brasil
SISP – Sistema de Planejamento e Orçamento Federal
SOF – Secretaria de Orçamento Federal
SPE – Secretaria de Política Econômica
SPO – Subsecretaria de Planejamento e Orçamento
SPOA – Fórum que compreende as Subsecretarias de Planejamento, Orçamento e Administração
STF – Serviço Telefônico Fixo
STN – Secretaria do Tesouro Nacional
TCU – Tribunal de Contas da União
UC – Unidade Consolidadora
UFG – Universidade Federal de Goiás
UGO – Unidade Gestora Orçamentária
UJ – Unidade Jurisdicionada
UMA – Unidade de Monitoramento e Avaliação
UnB – Universidade de Brasília
UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância
UO – Unidade Orçamentária
UPAG – Unidade Pagadora

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015


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SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ............................................................................................................................ 13
VISÃO GERAL DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO .................................................................... 15
Finalidade e Competência ............................................................................................................. 15
Normas e regulamento de criação, alteração e funcionamento do MEC....................................... 16
Organograma do MEC e descrição de suas áreas e subáreas estratégicas..................................... 17
Macroprocessos Finalísticos .......................................................................................................... 20
PLANEJAMENTO ORGANIZACIONAL E DESEMPENHOS ORÇAMENTÁRIOS E
OPERACIONAL ................................................................................................................................ 22
Planejamento organizacional e estágio de implementação do planejamento estratégico .............. 22
Descrição Sintética dos Objetivos do Exercício ..................................................................... 23
Vinculação dos planos da unidade com as competências constitucionais e outros planos .... 24
Formas e instrumentos de monitoramento de execução e resultados alcançados .................. 25
Desempenho Orçamentário ........................................................................................................... 25
Objetivos estabelecidos no PPA de responsabilidade da unidade e resultados alcançados ... 25
Execução física e financeira das ações da Lei Orçamentária Anual de responsabilidade
do MEC .................................................................................................................................. 82
Fatores intervenientes no desempenho orçamentário ........................................................... 126
Obrigações assumidas sem respectivo crédito autorizado na LOA...................................... 126
Restos a Pagar em Exercícios Anteriores ............................................................................. 127
Execução Descentralizada com Transferência de Recursos ................................................. 132
Informação sobre a estrutura de pessoal para análise das prestações de contas ................... 135
Informações sobre a Execução das Despesas ....................................................................... 135
Suprimentos de fundos, contas bancárias tipo B e cartões de pagamento do governo
federal ................................................................................................................................... 137
Desempenho operacional ............................................................................................................. 138
Informações sobre as iniciativas adotadas pelo Ministério da Educação para a execução
do Plano Nacional de Educação 2014-2024 ......................................................................... 138
Apresentação e análise de indicadores de desempenho............................................................... 138
Análise consolidada dos resultados dos indicadores de desempenho da rede de
instituições federais de ensino tecnológico .......................................................................... 139
Análise consolidada dos resultados dos indicadores de desempenho da rede de
instituições federais de ensino superior ................................................................................ 139
GOVERNANÇA. ............................................................................................................................. 140
Estrutura de governança ............................................................................................................. 140
Atividades de correição e apuração de ilícitos administrativos ................................................... 141
Gestão de riscos e controles internos ........................................................................................... 142
RELACIONAMENTO COM A SOCIEDADE ............................................................................... 143
Canais de acesso do cidadão ........................................................................................................ 143
Carta de Serviços ao Cidadão ...................................................................................................... 145
Aferição do grau de satisfação dos cidadãos-usuários ................................................................ 145
Mecanismos de transparência das informações relevantes sobre a atuação da unidade ............. 147
Medidas para garantir a acessibilidade aos produtos, serviços e instalações .............................. 148
DESEMPENHO FINANCEIRO E INFORMAÇÕES CONTÁBEIS ............................................. 150
Tratamento contábil da depreciação, da amortização .................................................................. 151
Avaliação e mensuração de ativos e passivos ............................................................................. 152
Sistemática de apuração de custos no âmbito da unidade ........................................................... 154
Informações sobre a conformidade contábil dos atos e fatos de gestão orçamentária,
financeira e patrimonial ............................................................................................................... 156

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015


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Demonstrações contábeis exigidas pela Lei 4.320/64 e notas explicativas ................................. 161
ÁREAS ESPECIAIS DA GESTÃO ................................................................................................ 183
Gestão de pessoas ........................................................................................................................ 183
Estrutura de pessoal da unidade ........................................................................................... 188
Demonstrativo das despesas com pessoal ............................................................................ 190
Gestão de riscos relacionados ao pessoal ............................................................................. 190
Contratação de pessoal de apoio e de estagiários ................................................................. 192
Contratação de consultores com base em projetos de cooperação técnica com
organismos internacionais .................................................................................................... 194
Gestão do patrimônio e infraestrutura ......................................................................................... 199
Gestão da frota de veículos................................................................................................... 199
Política de destinação de veículos inservíveis ou fora de uso e informações gerenciais
sobre veículos nessas condições ........................................................................................... 200
Gestão do patrimônio imobiliário da União ......................................................................... 202
Cessão de espaços físicos e imóveis a órgãos e entidades públicas ou privadas ................. 203
Informações sobre imóveis locados de terceiros .................................................................. 204
Gestão da tecnologia da informação ............................................................................................ 204
Principais sistemas de informações ...................................................................................... 208
Gestão ambiental e sustentabilidade ............................................................................................ 221
Adoção de critérios de sustentabilidade ambiental na aquisição de bens e na contratação
de serviços ou obras.............................................................................................................. 221
Gestão de fundos e de programas ................................................................................................ 223
Identificação e informações dos fundos na gestão da unidade ............................................. 223
CONFORMIDADE DA GESTÃO E DEMANDAS DOS ÓRGÃOS DE CONTROLE. ............... 224
Tratamento de determinações e recomendações do TCU ........................................................... 224
Tratamento de recomendações do Órgão de Controle Interno .................................................... 235
Medidas administrativas para apuração de responsabilidade por dano ao Erário ....................... 237
Demonstração da conformidade do cronograma de pagamentos de obrigações com o
disposto no art. 5º da Lei 8.666/1993 .......................................................................................... 239
Informações sobre a revisão dos contratos vigentes firmados com empresas beneficiadas
pela desoneração da folha de pagamento .................................................................................... 239
Informações sobre ações de publicidade e propaganda ............................................................... 242
ANEXOS E APÊNDICES ............................................................................................................... 243

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015


APRESENTAÇÃO

O Ministério da Educação (MEC) tem como missão coordenar a política nacional de educação,
articulando os diferentes níveis e sistemas no exercício de sua função normativa e para a prestação
de assistência técnica e financeira aos estados, municípios e Distrito Federal, em benefício da
sociedade. Suas competências estão estabelecidas no Decreto nº 7.690, de 2 de março de 2012, que
aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções
Gratificadas do Ministério da Educação.
O MEC tem como áreas de competência a política nacional, educação infantil, ensino fundamental,
ensino médio, ensino superior, educação de jovens e adultos, educação profissional, educação
especial e educação a distância, exceto ensino militar; avaliação, informação e pesquisa
educacional; pesquisa e extensão universitária; e magistério.
Ao longo dos últimos anos, o MEC tem buscado aperfeiçoar o modelo de planejamento e
monitoramento de suas políticas por meio da priorização de ações de caráter estratégico, de forma a
direcionar os seus esforços para alavancar resultados específicos e relevantes para o país, além de
facilitar e aprimorar a coordenação entre as políticas educacionais e as diretrizes estabelecidas pela
legislação vigente, em atendimento às necessidades da sociedade brasileira.
Neste Relatório de Gestão, a Secretaria Executiva do MEC consolida as principais atividades do
órgão e os principais resultados consolidados de sua atuação no exercício de 2015, tanto na
execução das políticas de educação quanto na área administrativa. São unidades consolidadas o
Gabinete do Ministro, o Conselho Nacional de Educação (CNE), bem como as seguintes Secretarias
finalísticas: Secretaria de Educação Básica (SEB), Secretaria de Educação Profissional e
Tecnológica (SETEC), Secretaria de Educação Superior (SESU), Secretaria de Educação
Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI), Secretaria de Articulação com os
Sistemas de Ensino (SASE), Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (SERES).
No exercício de 2015, destacam-se as seguintes atividades que fazem parte do esforço federativo
para o cumprimento do Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024 (Lei nº 13.005, de 25 de
junho de 2014):
A instituição da Instância Permanente de Negociação Federativa no Ministério da Educação, por
meio da Portaria nº 619, de 24 de junho de 2015, tem como principais objetivos o fortalecimento
dos mecanismos de articulação entre os sistemas de ensino, por intermédio do desenvolvimento de
ações conjuntas, para o alcance das metas do PNE e a instituição do Sistema Nacional de Educação.
Houve disponibilização de Rede de Assistência Técnica para apoio in loco aos entes federativos na
elaboração dos planos estaduais e municipais de educação alinhados ao PNE, além de estruturação
o portal Planejando a Próxima Década, em que estão disponíveis materiais para orientação à
elaboração dos planos, indicadores e outras informações importantes acerca do PNE. Os 26 estados
e o Distrito Federal estão com seus planos estaduais de educação elaborados. Desse total, 22
tiveram a lei sancionada, 4 enviaram o projeto de lei para a Câmara Legislativa e 1 possui o
documento-base elaborado. Quanto aos municípios, temos 5.482 com a lei do plano municipal de
educação sancionada.
A instituição do Fórum Permanente para acompanhamento do Piso Salarial Profissional Nacional,
instituído pela Portaria Nº 618, de 24 de junho de 2015, teve como objetivo propor mecanismos
para a obtenção e organização de informações sobre o cumprimento do piso pelos entes federativos,
bem como sobre os planos de cargos, carreira e remuneração, bem como acompanhar a evolução
salarial por meio de indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD),
periodicamente divulgados pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 13


A questão da ampliação do acesso à educação, especialmente à educação básica, constitui um dos
grandes desafios a ser enfrentado no contexto da política de inclusão social que norteia as ações do
Governo Federal. Para fazer frente a esse desafio, destaca-se a elaboração da Base Nacional
Comum Curricular para a educação básica, que está prevista na Constituição Federal, na Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e nas estratégias do PNE em vigência. A Base tem
como objetivo deixar claro os conhecimentos essenciais a serem alcançados por todos os
estudantes, desde o ingresso à creche até o final do ensino médio. Em 2015, o MEC realizou a
consulta pública da Base Nacional Comum Curricular, que envolveu a participação ativa de todas as
unidades da Federação: escolas, estados e municípios, com mais de 8 milhões de entradas no portal
da internet e mais de 11 milhões de contribuições feitas a partir do documento preliminar.
Além dessas ações, estão descritas neste relatório as demais atividades desenvolvidos pelo MEC
para a educação básica, educação profissional e tecnológica e a educação superior, que visam
contribuir para a ampliação do acesso e para a melhoria da qualidade da educação brasileira.
Este documento foi elaborado de acordo com a Decisão Normativa TCU nº 146/2015, que dispõe
acerca das unidades cujos dirigentes máximos devem apresentar relatório de gestão referente ao
exercício de 2015, considerando as orientações da Portaria TCU nº 321, de 30 de novembro de
2015.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 14


VISÃO GERAL DO MINISTERIO DA EDUCAÇÃO

Neste item são apresentadas as competências administrativas do MEC e das suas unidades que
compõem o conjunto das informações da Prestação de Contas relativas ao exercício 2015. Além
disso, constam as normas legais que regulamentam o seu processo administrativo, seu organograma
com as áreas estratégicas e seus dirigentes. Por fim, são detalhados os seus macroprocessos
finalísticos.

Finalidade e Competência

O Ministério da Educação tem como missão coordenar a política nacional de educação,


articulando os diferentes níveis e sistemas no exercício de sua função normativa e a prestação de
assistência técnica e financeira aos estados, municípios e Distrito Federal, em benefício da
sociedade.
Suas competências estão estabelecidas no Decreto nº 7.690, de 2 de março de 2012, alterado
pelo Decreto nº 8.066, de 7 de agosto de 2013, que aprova a Estrutura Regimental e o Quadro
Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções Gratificadas do Ministério da Educação.
O MEC tem como áreas de competência a política nacional de educação que engloba a
educação infantil, o ensino fundamental, o ensino médio, o ensino superior, a educação de jovens e
adultos, a educação profissional, a educação especial e a educação a distância, exceto ensino militar.
Realiza a avaliação educacional e por meio de suas instituições universitárias, estimula a pesquisa e
extensão universitária e o magistério.
O Gabinete do Ministro tem por competência assessorar o Ministro de Estado em sua
representação política e social, ocupar-se das relações públicas e do preparo e despacho de seu
expediente pessoal, bem como acompanhar o andamento dos projetos de interesse do MEC em
tramitação no Congresso Nacional.
Das secretarias finalísticas, órgão colegiado e unidades estratégicas:
À Secretaria de Educação Básica compete planejar, orientar e coordenar, em âmbito nacional,
o processo de formulação de políticas para educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.
À Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica compete planejar, orientar, coordenar e
avaliar o processo de formulação e implementação da política de educação profissional e
tecnológica.
À Secretaria de Educação Superior compete planejar, orientar, coordenar e supervisionar o
processo de formulação e implementação da política nacional de educação superior.
À Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão compete
planejar, orientar e coordenar, em articulação com os sistemas de ensino, a implementação de
políticas para a alfabetização, a educação de jovens e adultos, a educação do campo, a educação
escolar indígena, a educação em áreas remanescentes de quilombos, a educação em direitos
humanos, a educação ambiental e a educação especial.
À Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior compete planejar e coordenar
o processo de formulação de políticas para a regulação e supervisão da educação superior, em
consonância com as metas do PNE; e autorizar, reconhecer e renovar o reconhecimento de cursos
de graduação e sequenciais, presenciais e a distância.
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 15
À Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino compete estimular a ampliação do
regime de cooperação entre os entes federativos, apoiando o desenvolvimento de ações para a
criação de um sistema nacional de educação; assistir e apoiar o Distrito Federal, os Estados e os
Municípios na elaboração ou adequação de seus planos de educação, e no aperfeiçoamento dos
processos de gestão na área educacional; e estabelecer, em conjunto com os sistemas de ensino dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mecanismos para o acompanhamento local da
consecução das metas do PNE – 2014/2024, e de seus planos de educação.
A Secretaria-Executiva exerce o papel de órgão setorial dos Sistemas de Pessoal Civil da
Administração Federal (SIPEC), de Serviços Gerais (SISG), de Administração dos Recursos de
Informação e Informática (SISP), de Planejamento e de Orçamento Federal, de Contabilidade
Federal, de Administração Financeira Federal e de Organização e Inovação Institucional (SIORG),
por intermédio das Subsecretarias de Assuntos Administrativos e de Planejamento e Orçamento e
da Diretoria de Tecnologia da Informação. Além disso, presta assistência ao Ministro de Estado na
supervisão e coordenação das atividades das Secretarias integrantes da estrutura do Ministério e das
entidades a ele vinculadas.
À Subsecretaria de Assuntos Administrativos compete planejar, coordenar e supervisionar a
execução das atividades relacionadas com o sistema federal de Administração de Pessoal Civil no
âmbito do MEC, inclusive as atividades de capacitação e desenvolvimento dos seus servidores e
suas entidades vinculadas, executadas pelo Centro de Formação e Aperfeiçoamento do Ministério
da Educação.
À Subsecretaria de Planejamento e Orçamento compete planejar, coordenar e supervisionar
a execução das atividades relacionadas com os sistemas federais de planejamento e de orçamento,
de administração financeira e de contabilidade, no âmbito do Ministério da Educação; e promover a
articulação com o órgão central dos Sistemas Federais de Planejamento e de Orçamento, de
Administração Financeira e de Contabilidade, informando e orientando as unidades e as entidades
vinculadas do Ministério da Educação quanto ao cumprimento das normas vigentes.
À Diretoria de Tecnologia da Informação compete coordenar e supervisionar a elaboração,
execução e avaliação das ações relativas ao Plano Diretor de Tecnologia da Informação, estabelecer
e coordenar a execução da política de segurança da informação, e definir e adotar metodologia de
desenvolvimento de sistemas e coordenar a prospecção de novas tecnologias de informação e
comunicação, no âmbito do MEC. A Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), tem, ainda,
como missão, no período de 2014 a 2017, prover serviços e soluções em Tecnologia da Informação
e Comunicação para garantir a realização de políticas públicas do MEC em benefício da sociedade.
O Conselho Nacional de Educação, enquanto órgão colegiado do MEC, é composto pelas
Câmaras de Educação Básica e de Educação Superior, tem atribuições normativas, deliberativas e
de assessoramento ao Ministro de Estado da Educação, de forma a assegurar a participação da
sociedade no aperfeiçoamento da educação nacional.

Normas e Regulamento de Criação, Alteração e Funcionamento do MEC

O organização e a estrutura administrativa do MEC estão regulamentadas pelos Decretos nº


7.690/2012 e nº 8.066/2013. Das unidades do MEC que compõem o seu Relatório de Gestão, estão
relacionadas a seguir as que possuem regimentos internos.
 Gabinete do Ministro: Portarias nº 669, de 31 de julho de 2013 e nº 1.100, de 8 de
novembro de 2013.
 Consultoria Jurídica unidade vinculada diretamente à Secretaria Executiva – Portaria nº
229 de 23 de março de 2013.
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 16
 Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior – SERES - Portaria nº 1.342,
de 14 de novembro de 2012.
 Subsecretaria de Planejamento e Orçamento – SPO - Portaria nº 1.022, de 16 de outubro de 2013.
 Diretoria de Tecnologia da Informação – DTI – Portaria n° 787, de 14 de agosto de 2009.
 Conselho Nacional de Educação – CNE - Portaria MEC nº 1.306, de 2 de setembro de 1999.
 Núcleo para Assuntos Disciplinares – NAD - Portaria MEC nº 788, de 23 de agosto de 2013.
Outras normas infra legais relacionadas à gestão e estrutura das Unidades Jurisdicionadas:
 Plano Nacional de Educação – Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014.
 Plano Plurianual 2012/2015 – Lei nº 12.593, de 18 de janeiro de 2012; Decreto nº 7.866,
de 19 de dezembro de 2012.
 Lei de Responsabilidade Fiscal – Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000; Plano
Nacional de Educação Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014; Lei de Diretrizes
Orçamentárias nº 12.919, de 24 de dezembro de 2013.
 Lei Orçamentária Anual nº 12.952, de 20 de janeiro de 2014, e Decreto de Programação
Orçamentária nº 8.197, de 20 de fevereiro de 2014.

Organograma do MEC e descrição de suas áreas e subáreas estratégicas

O organograma apresenta apenas as áreas que compõem o Relatório de Gestão da Secretaria


Executiva do Ministério da Educação.

MINISTÉRIO DA
EDUCAÇÃO
MINISTRO DE ESTADO

GABINETE DO MINISTRO Conselho Nacional de


Educação

SECRETARIA EXECUTIVA
CONSULTORIA JURÍDICA

Subsecretaria de Assuntos Subsecretaria de Planejamento Diretoria de Tecnologia


Administrativos e Orçamento da Informação

SECRETARIA DE SECRETARIA DE SECRETARIA DE EDUCAÇÃO SECRETARIA DE


SECRETARIA DE SECRETARIA DE
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL REGULAÇÃO E SUPERVISÃO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO, ARTICULAÇÃO COM OS
EDUCAÇÃO BÁSICA EDUCAÇÃO SUPERIOR
E TECNOLÓGICA DA EDUCAÇÃO SUPERIOR DIVERSIDADE E INCLUSÃO SISTEMAS DE ENSINO

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 17


Áreas/ Subunidades
Competências Titular Cargo Período de atuação
Estratégicas
A estrutura administrativa do Gabinete do Ministro tem entre suas competências prestar Cid Ferreira Gomes 1°/1/2015 a 19/3/2015
assistência ao Ministro de Estado quanto à política educacional bem como ocupar-se das
relações públicas e do preparo e despacho de seu expediente pessoal. Acompanha o Luiz Claudio Costa
19/3/2015 a 5/4/2015
andamento dos projetos de interesse do Ministério em tramitação no Congresso Nacional (interino)
Gabinete do Ministro Ministro
bem como o atendimento às consultas e aos requerimentos formulados pelo Congresso
Renato Janine Ribeiro 6/4/2015 a 5/10/2015
Nacional. Além disso, desenvolve atividades, no âmbito internacional, que auxiliem a
atuação institucional do Ministério, em articulação com o Ministério das Relações 5/10/2015 até a presente
Exteriores e outros órgãos da administração pública. Aloizio Mercadante Oliva
data
A Consultoria Jurídica junto ao Ministério da Educação (CONJUR/MEC) é órgão de
execução da Advocacia-Geral da União (AGU). Entre suas competências estão a de prestar
assistência direta e imediata ao ministro de Estado da Educação, a de interpretar a 19/06/2012 até a presente
Consultoria Jurídica Ivan Santos Nunes Consultor
Constituição Federal, as leis, os tratados e os demais atos normativos e a de assistir ao data
ministro de Estado no controle interno da legalidade administrativa dos atos do ministério e
das entidades a ele vinculadas.
A Secretaria Executiva, além de prestar assistência direta ao Ministro de Estado, tem entre
suas competências supervisionar e coordenar as atividades planejamento e de orçamento, de
administração dos recursos de informação e informática, de administração de pessoal civil,
de serviços gerais, de administração financeira, de contabilidade e de organização e
Secretário- 13/2/2014 até a presente
Secretaria-Executiva inovação institucional. Exerce tal competência em articulação em parceria com os sistemas Luiz Claudio Costa
Executivo data
e órgão responsáveis. Para tanto, conta em sua estrutura administrativa com três unidades
que desempenham as funções de execução das atividades previstas: Subsecretaria de
Planejamento e Orçamento, Subsecretaria de Assuntos Administrativos e a Diretoria de
tecnologia da Informação.
É a unidade da Secretaria Executiva que tem a competência de planejar e coordenar, no
âmbito do Ministério da Educação, as atividades de planejamento, orçamento, Wagner Vilas Boas de 15/3/2011 a 23/2/2015
administração, financeira e contabilidade, em articulação com os sistemas federais Souza
Subsecretaria de
responsáveis por tais atividades. Faz, ainda, o trabalho de articulação com as unidades da Subsecretário
Planejamento e
administração direta e as vinculadas com o fim de orientá-las sobre as determinações e (a)
Orçamento (SPO/MEC)
cumprimentos das normas emitidas sobre planejamento, orçamento, financeiro e 23/2/2015 até a presente
Iara Ferreira Pinheiro
contabilidade. Coordena, ainda, a elaboração de planos e programas anuais e plurianuais do data
Ministério da Educação, bem como as ações deles decorrentes.
Subsecretaria de É a unidade da Secretaria Executiva que coordena a execução das atividades
Assuntos administrativas, de gestão de pessoas e serviços gerais em articulação com os sistemas Antônio Leonel da Silva 16/3/2012 até a presente
Subsecretário
Administrativos federais responsáveis por tais atividades bem Orienta as unidades da administração direta do Cunha data
(SAA/MEC) MEC quanto ao cumprimento das normas administrativas.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 18


Áreas/ Subunidades
Competências Titular Cargo Período de atuação
Estratégicas
É a unidade da Secretaria Executiva que tem a competência de planejar, coordenar, gerir e
Diretoria de Tecnologia supervisionar os projetos de desenvolvimento e manutenção de sistemas, comunicação de
Merched Cheheb de 2/8/2012 até a presente
da Informação voz e dados, rede elétrica estabilizada, rede local com e sem fio, infraestrutura Diretor
Oliveira data
(DTI/MEC) computacional, serviços de atendimento de informática e demais atividades de Tecnologia
da Informação e Comunicação do Ministério.
Maria Beatriz Moreira
A SEB Tem como competência maior planejar, orientar e coordenar, em âmbito nacional, o 4/4/2014 a 3/3/2015
Secretaria de Educação Luce
processo de formulação de políticas para educação infantil, ensino fundamental e ensino Secretário(a)
Básica Manuel Fernando Palácios 3/3/2015 até a presente
médio.
da Cunha e Melo data
O cargo ficou vago de
Secretaria de Educação A SETEC tem como competência planejar, orientar, coordenar e avaliar o processo de
31/12/2014 até a
Profissional e formulação e implementação da política de educação profissional e tecnológica em Marcelo Machado Feres Secretário
nomeação, em 3/3/2015,
Tecnológica consonância com o Plano Nacional de Educação (PNE).
do atual ocupante.
O cargo ficou vago de
A SESu tem como competência planejar, orientar, coordenar e supervisionar o processo de 31/12/2014 até a
Secretaria de Educação
formulação e implementação da política nacional de educação superior em consonância Jesualdo Pereira Farias Secretário nomeação do atual
Superior
com o Plano Nacional de Educação. ocupante, nomeado em
29/4/2015
A SECADI em articulação com os sistemas de ensino tem a competência de implementar
políticas educacionais nas áreas de alfabetização e educação de jovens e adultos, educação
Secretaria de Educação ambiental, educação em direitos humanos, educação especial, do campo, escolar indígena, O cargo ficou vago de
Continuada, quilombola e educação para as relações étnico-raciais. O objetivo da Secadi é contribuir Paulo Gabriel Soledade 31/12/2014 até a
Secretário
Alfabetização, para o desenvolvimento inclusivo dos sistemas de ensino, voltado à valorização das Nacif nomeação, em 28/4/2015
Diversidade e Inclusão diferenças e da diversidade, à promoção da educação inclusiva, dos direitos humanos e da do atual ocupante.
sustentabilidade socioambiental, visando à efetivação de políticas públicas transversais e
intersetoriais.
Secretaria de Regulação A SERES tem como competência planejar e coordenar o processo de formulação de Marta Wendel Abramo 21/7/2014 a 9/10/2015
e Supervisão da políticas para a regulação e supervisão da educação superior, em consonância com as metas Secretário(a) De 9/10/2015 até a
Educação Superior do Plano Nacional de Educação. Marco Antônio de Oliveira
presente data
A SASE tem como competência maior estimular a ampliação do regime de cooperação
Secretaria de
entre os entes federativos, apoiando o desenvolvimento de ações para a criação de um Arnobio Marques de 9/3/2012 até a presente
Articulação com os Secretário
sistema nacional de educação e coordenar o trabalho de instituir o Sistema Nacional de Almeida Júnior data
Sistemas de Ensino
Educação.
É o órgão deliberativo, normativo e assessoramento ao Ministro de Estado da Educação. E
Conselho Nacional de tem a competência, em matéria de educação, de formular e avaliar a política nacional de 07/10/2014 até a presente
Gilberto Gonçalves Garcia Presidente
Educação educação, zelar pela qualidade do ensino, velar pelo cumprimento da legislação educacional data
e assegurar a participação da sociedade no aprimoramento da educação brasileira.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 19


Macroprocessos Finalísticos

Macroprocessos Descrição Produtos e Serviços (Valores Gerados) Principais Clientes Subunidades Responsáveis
Planejar e estabelecer diretrizes para a Diretrizes para a educação - cidadão em condições para ingressar no Alunos do ensino médio, Secretaria de Educação
educação mercado de trabalho fundamental e da educação Básica
Promover expansão e funcionamento Instituições de ensino básico disponíveis e infantil
adequado das instituições de ensino em boas condições - aluno em condições para ingressar no
Fomentar ingresso, permanência e Educação de qualidade para os estudantes ensino médio
formação de estudantes
Avaliar ensino e disseminar estudos e Avaliação, estudos e pesquisas sobre o - aluno em condições de ser alfabetizado
pesquisas educacionais ensino
Planejar e estabelecer diretrizes para a Diretrizes e planejamento para a educação - profissional de nível superior graduado, Alunos e Profissionais da Secretaria de Educação
educação pós-graduado ou em curso profissional educação profissional Profissional e Tecnológica
Regular e Supervisionar o ensino Garantia de qualidade das instituições de tecnológico tecnológica, de graduação e pós-
ensino para o estudante graduação, e educação técnica de
Promover expansão e funcionamento Instituições de ensino profissional e - profissional de nível técnico formado nível médio
adequado das instituições de ensino tecnológico disponíveis e em boas condições
Fomentar ingresso, permanência e Educação de qualidade para os estudantes - profissional de nível médio com
formação de estudantes qualificação profissional
Avaliar ensino e disseminar estudos e Avaliação, estudos e pesquisas sobre o
pesquisas educacionais ensino
Planejar e estabelecer diretrizes para a Diretrizes e planejamento para a educação - profissional de nível superior pós- Alunos e Profissionais do Ensino Secretaria de Educação
educação graduado Superior Superior e
Regular e supervisionar o ensino Garantia de qualidade das instituições de - profissional de nível superior qualificado Secretaria de Regulação e
ensino para o estudante por curso sequencial Supervisão da Educação
Promover expansão e funcionamento Instituições de ensino superior disponíveis e - profissional de nível superior graduado Superior
adequado das instituições de ensino em boas condições
Fomentar ingresso, permanência e Educação de qualidade para os estudantes
formação de estudantes
Avaliar ensino e disseminar estudos e Avaliação, estudos e pesquisas sobre o
pesquisas educacionais ensino
Garantir ingresso de professores e Professores e profissionais selecionados para - professores e profissionais da educação Professores e Profissionais da Educação Básica,
profissionais da educação atuar na educação formados e valorizados Educação Profissional e Tecnológica,
Garantir formação de professores e Professores e profissionais aptos para atuar Superior
profissionais da educação na educação
Valorizar professores e profissionais da Professores e profissionais da educação
educação valorizados

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 20


Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 21
PLANEJAMENTO ORGANIZACIONAL E
DESEMPENHOS ORÇAMENTÁRIO E OPERACIONAL

Neste item são tratados os aspectos relativos ao planejamento organizacional e orçamentário. Dos
itens detalhados o que se refere à situação das obras realizadas em parceria com a Caixa Econômica
Federal (CEF) não se aplica ao MEC.

Planejamento organizacional e estágio de implementação do planejamento


estratégico

O processo de revisão e elaboração do Plano Estratégico do Ministério da Educação foi


deflagrado em março de 2014, com a realização de Seminário conduzido pela Secretaria Executiva,
que contou com a participação do Ministro de Estado da Educação, Secretário-Executivo,
Secretários, Diretores e Chefes de Gabinete do MEC, Presidentes, Diretores e Chefes de Gabinete
do INEP, CAPES, FNDE, EBSERH e CNE.
O grande direcionador estratégico para elaboração do Plano Estratégico do MEC foi o Plano
Nacional de Educação, aprovado na Lei 13.005 de 25 de junho de 2014. Um aspecto basilar do atual
PNE é que suas metas definem patamares objetivos a serem atingidos pela educação brasileira, em
diversas áreas, até o ano de 2024. Por esse motivo, as metas e estratégias previstas na lei foram
amplamente analisadas para adequar e direcionar as ações estratégicas do Ministério no curto,
médio e longo prazo.
Em consonância com as diretrizes do PNE e com os direcionamentos previstos na LDB (Lei
de Diretrizes e Bases) e na Constituição Federal de 1988, foram revistas a Missão Institucional e
Visão de Futuro do Ministério da Educação.
O PNE tem como pressuposto que os avanços no campo educacional devem redundar do
fortalecimento das instituições (escolas, universidades, institutos de educação profissional, escolas
técnicas, secretarias de educação, entre outras) e de instâncias de participação e controle social. Isso
se materializa em suas estratégias, que demandam ações provenientes de estados, municípios e da
União, atuando de forma conjunta para a consolidação do Sistema Nacional de Educação. De outro
lado, a execução do Plano requer a integração de suas ações com políticas públicas externas ao
campo educacional, sobretudo as da área social e econômica, no que reafirma a intersetorialidade
como um dos requisitos de seu sucesso.
Os objetivos estratégicos e indicadores finalísticos do Plano Estratégico do MEC foram
elaborados fazendo uma paridade com as metas do PNE, no que tange à atuação do MEC em
relação a cada uma das metas, enquanto os de suporte foram construídos a partir dos Processos e
Macroprocessos da Cadeia de Valor do Ministério.
Tendo em vista que o acompanhamento do PNE deve partir de um diagnóstico sobre a
situação atual da educação brasileira e conforme previsto no Art. 5º, § 2º da referida lei, coube ao
INEP a elaboração dos indicadores para cada uma das 20 Metas do PNE. O Art. 4º da Lei do PNE
também indica que a Linha de Base para o monitoramento e avaliação deverá se constituir a partir
das informações disponibilizadas até 25 de junho de 2014, data de publicação do PNE: Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013, Censo Demográfico de 2010, Censo Escolar de
2013, Censo da Educação Superior de 2012 e informações da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (Capes) 2013 sobre a pós-graduação.
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 22
A Linha de Base estabelecida no PNE faz uma contextualização das condições educacionais
de cada uma das metas no início da vigência do PNE, considerando os dados disponíveis na data de
sua sanção presidencial. A Linha de Base é constituída a partir da apresentação e da análise
descritiva das séries históricas com as trajetórias recentes dos indicadores.
A delimitação de metas quantificáveis possibilita que se realize comparações acerca dos
desequilíbrios e desigualdades existentes em diversos níveis de desagregação, tal como regionais,
localização rural e urbana, sexo, faixa etária, grupos étnico-raciais, renda, pessoas com deficiência,
entre outros, que ainda podem ser combinados, de forma a ampliar a compreensão acerca da
necessidade de políticas específicas de acordo com as características dos diversos grupos.
Para manter o alinhamento estratégico do MEC em consonância com o PNE e para que a
mensuração de efetividade fosse assegurada, os indicadores finalísticos do Plano Estratégico foram
extraídos da Linha de Base do INEP.
Finalizada a elaboração do Plano Estratégico, sua aprovação foi realizada por meio da
Portaria Nº 812, de 30 de março de 2015, para o quadriênio 2015-2018. De acordo com Art 2º desta
Portaria, o Plano Estratégico do MEC, as iniciativas dele decorrentes e seus resultados serão
monitorados e avaliados permanentemente pela Secretaria Executiva, a quem caberá promover a
articulação contínua com as áreas envolvidas.

DESCRIÇÃO SINTÉTICA DOS OBJETIVOS DO EXERCÍCIO


Considerando que os objetivos estratégicos finalísticos do Plano Estratégico do MEC foram
elaborados fazendo uma paridade com as metas do PNE, no que tange à atuação do MEC em
relação a cada uma das metas, vale ressaltar que a priorização para 2015 se deu em função dos
prazos determinados pelo próprio PNE. Para os objetivos estratégicos de Suporte à Gestão, o MEC
vem empreendendo esforços estratégicos, táticos e operacionais para atendimento aos
delineamentos previstos no PEI e que contribuem diretamente para sanar as necessidades do órgão,
considerando todas as restrições orçamentárias.

OBJETIVO ESTRATÉGICO AÇÃO


OBJETIVO ESTRATÉGICO 1 - Contribuir com estados, Foi elaborada Nota Técnica pela Secretaria de Educação Básica
municípios e DF, a fim de universalizar a educação do MEC, contendo orientações nacionais para levantamento da
infantil na pré-escola para as crianças demanda das famílias por creches e definição dos mecanismos de
de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos e ampliar a oferta de educação consulta pública.
infantil em creches.
OBJETIVO ESTRATÉGICO 9 - Atuar em parceria com O Ministério prepara uma nova Política de EJA que deverá
estados, municípios e DF para elevar a taxa de alfabetização da atender às metas 8, 9 e 10 do PNE. Foi instituído GT para tratar
população com 15 (quinze) anos ou mais, erradicar o desse assunto. Será apresentada a nova política da Educação de
analfabetismo absoluto e reduzir a taxa de analfabetismo Jovens e Adultos na perspectiva da educação ao longo da vida no
funcional. CONFITEA + 6 (Conferência Internacional de Educação e
Adultos) a ser sediado pelo Brasil em Abril/2016.
OBJETIVO ESTRATÉGICO 15 - Garantir, em regime de Em junho de 2015 foi elaborada proposta de Decreto que
colaboração entre a União, os estados, o DF e os municípios, a instituirá a Política Nacional de Formação de Profissionais da
política nacional de formação dos profissionais da educação Educação e submetido a consulta pública. A concepção da nova
assegurando que todos os professores da educação básica política está sendo construída pelas Secretarias do MEC
possuam formação específica de nível superior, obtida em curso considerando ações voltadas ao desenvolvimento de itinerários
de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. formativos, licenciaturas mistas (química, física, biologia),
fomento à oferta de vagas no interior do Brasil, e cursos à
distância.
OBJETIVO ESTRATÉGICO 17 - Apoiar os estados Fórum Permanente para acompanhamento do Piso Salarial
municípios e DF na valorização dos profissionais instituído pela Portaria Nº 618, de 24 de junho de 2015.
do magistério das redes públicas de educação básica de forma a
equiparar seu rendimento médio ao dos(as) demais profissionais
com escolaridade equivalente.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 23


OBJETIVO ESTRATÉGICO AÇÃO
OBJETIVO ESTRATÉGICO 20 - Realizar articulações de Está em discussão no Ministério da Educação uma proposta de
modo a ampliar o investimento público, atrelado ao PIB, em substitutivo ao PL 413/2014 que regulamenta o artigo 23 da CF e
educação pública. institui o Sistema Nacional de Educação, fixando normas da
cooperação federativa entre a União e os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios, definindo as responsabilidades
educacionais.
OBJETIVO ESTRATÉGICO 22 - Otimizar a alocação de Foi iniciado em abril de 2015 um projeto de transformação nos
servidores, desenvolvê-los e valorizá-los de forma a dispor do processos de trabalho relacionados à frequência de servidores do
capital humano necessário para a execução da estratégia do Ministério da Educação que teve como objetivo o entendimento
MEC. dos processos de trabalho e a construção de uma visão de futuro
que contemplou melhorias nos processos, a definição de
indicadores, lista de funcionalidades para criação de um novo
sistema e criação de uma metodologia para apoio a gestão.
OBJETIVO ESTRATÉGICO 23 - Assegurar a qualidade dos O MEC concretizou em 17 de agosto de 2015, por meio de um
produtos e serviços contratados pelo MEC bem como a devida acordo assinado com o Ministério do Planejamento, Orçamento e
aplicação dos recursos públicos e fornecer infraestrutura Gestão o projeto Processo Eletrônico Nacional (PEN), iniciando
adequada para as necessidades do MEC. o processo de implantação do Sistema Eletrônico de Informações
(SEI). Este projeto visa a obtenção de substanciais melhorias no
desempenho dos processos da administração pública, com
ganhos em agilidade, produtividade, satisfação do usuário e
redução de custos. A iniciativa atende ainda ao Decreto da
Presidência da República de N° 8.539, de 8 de outubro de 2015,
que dispõe sobre o uso do meio eletrônico para a realização do
processo administrativo no âmbito dos órgãos e das entidades da
administração pública federal direta, autárquica e fundacional.
OBJETIVO ESTRATÉGICO 26 - Garantir serviços e soluções Foi iniciado em agosto de 2015 um projeto de transformação nos
de Tecnologia da Informação e Comunicação adequados para processos de trabalho e na metodologia de desenvolvimento e de
suportar as políticas públicas educacionais e os processos do sustentação de sistemas utilizada pela Coordenação de
MEC. Desenvolvimento de Software, pertencente à Diretoria de
Tecnologia da Informação (DTI) do MEC, que teve como
objetivo o entendimento dos processos de trabalho e a construção
de uma visão de futuro que contemplou melhorias nos processos
e a definição de indicadores e métodos para apoio a gestão. Além
disso foi implantado o Escritório de Projetos na DTI do MEC
com objetivo de estruturar de forma projetizada as demandas das
áreas finalísticas e de suporte.
OBJETIVO ESTRATÉGICO 28 - Fortalecer a atuação, em Com vistas a aperfeiçoar a sistemática de avaliação,
regime de colaboração e cooperação, com as esferas públicas, acompanhamento e execução de contratos de gestão celebrados
com a sociedade civil, com organismos internacionais e outras com organizações sociais, foi realizado o mapeamento para a
nações para o desenvolvimento da educação. identificação do macroprocesso e processos de Apoio às
Organizações Sociais, contemplando também proposta de
estruturação e cronograma de apoio à gestão. Foi desenvolvido
também um projeto de entendimento da situação atual relativo
aos processos da Assessoria Internacional do MEC a fim de
apoiar a área a entender melhor as suas atividades diárias,
organizar suas rotinas de trabalho e gerenciar o fluxo de suas
atividades internas.

Estão sendo empreendidos esforços para aplicação de metodologia e rito de monitoramento


das ações que competem ao Ministério da Educação para alcance das metas e estratégias do PNE,
que se traduzem nos objetivos e iniciativas estratégicas do Plano Estratégico e que são
complementadas pelos objetivos estratégicos de suporte. Neste sentido, conforme previsto, estão
sendo realizadas reuniões periódicas entre as áreas gestoras das ações e a Secretaria Executiva com
a participação do Escritório de Gestão de Processos e Projetos Estratégicos e Assessores da
Secretaria Executiva.

VINCULAÇÃO DOS PLANOS DA UNIDADE COM AS COMPETÊNCIAS CONSTITUCIONAIS E OUTROS PLANOS


A partir dos instrumentos direcionadores da estratégia do Ministério da Educação, a saber:
Plano Nacional de Educação 2014 -2024 (PNE), Plano Plurianual 2012-2015 (PPA) e Planejamento
Estratégico Institucional 2015-2019 (PEI), foi elaborado e disponibilizado no Sistema Integrado de
Monitoramento Execução e Controle do MEC o módulo de Alinhamento Estratégico. Este
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 24
alinhamento compreende a correlação entre as metas e estratégias do PNE, as metas e iniciativas do
PPA e os objetivos estratégicos e iniciativas do PEI, além de detalhar os programas e ações
estratégicas realizados e informações sobre o orçamento, o que propicia uma visão integrada entre a
estratégia e a execução efetiva das ações e serviços prestados pelo órgão.

FORMAS E INSTRUMENTOS DE MONITORAMENTO DE EXECUÇÃO E RESULTADOS ALCANÇADOS


Ao longo dos últimos anos o Ministério da Educação tem buscado aperfeiçoar o Modelo de
Planejamento e Monitoramento de suas políticas por meio da priorização de ações de caráter
estratégico. Tal iniciativa possibilita direcionar os seus esforços para alavancar resultados
específicos e relevantes para a sociedade, além de facilitar e aprimorar a coordenação entre as
políticas educacionais e as diretrizes estabelecidas pela legislação vigente, em atendimento às
necessidades da sociedade brasileira.
Para sistematizar o Modelo de Planejamento e Monitoramento, foi desenvolvido o Sistema
Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (SIMEC), um dos
grandes avanços que possibilitaram a consolidação das informações gerenciais e estratégicas,
permitindo um monitoramento mais efetivo e aprimorando o fornecimento de insumos para a
tomada de decisão. Outra iniciativa que fortaleceu o Modelo de Planejamento e Monitoramento
Estratégico, foi o início da implantação da Gestão por Processos, que tem possibilitado ao MEC
manter uma visão estruturada dos seus processos, identificando lacunas e oportunidades de
melhoria. A Gestão por Processos vem promovendo uma maior integração entre as secretarias e
órgãos vinculados, além de trazer métodos estruturados de melhoria e transformação dos seus
processos de gestão.
Maiores detalhes sobre as Formas e instrumentos de monitoramento da execução e
resultados dos planos serão abordados também no item “Apresentação e análise de indicadores de
desempenho”.

DESEMPENHO ORÇAMENTÁRIO

OBJETIVOSESTABELECIDOS NO PPA DE RESPONSABILIDADE DA UNIDADE E RESULTADOS


ALCANÇADOS

O Ministério da Educação é responsável por 3 Programas Temáticos no PPA 2012-2015. São eles:
 Programa 2030 – Educação Básica
 Programa 2031 – Educação Profissional e Tecnológica
 Programa 2032 – Educação Superior – Graduação, Pós-Graduação, Ensino, Pesquisa e
Extensão
Além desses três Programas, o MEC também é responsável pelo Objetivo 0996 do Programa
2044 – Autonomia e Emancipação da Juventude. A seguir, segue a análise situacional dos Objetivos
e Metas sob responsabilidade dessa UPC, contemplando, ao descrever o alcance de cada objetivo e
meta, a evolução dos indicadores constantes no PPA 2012-2015:

Programa 2030 – Educação Básica


O Ministério da Educação realiza diversas ações com o objetivo de enfrentar os principais
desafios da educação básica brasileira: conclusão de todas as etapas de ensino na idade adequada e
com qualidade na aprendizagem, propiciando a todos que percorram seus itinerários formativos.
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 25
Nesse contexto, insere-se o Programa Educação Básica (2030) do PPA 2012-2015, que
contemplou quatro Objetivos, 31 Metas e 24 Indicadores em consonância com os compromissos
enunciados na versão inicial do Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020), à época, em
discussão no Congresso Nacional. O PNE apresenta diretrizes e metas que perpassam a execução de
todos os programas do MEC, com ações desenvolvidas conjuntamente pela União, estados, Distrito
Federal e municípios, constituindo-se em um fundamental norteador das políticas públicas
educacionais.
As ações do MEC para a educação básica, explicitadas nos atributos (Objetivos, Metas e Iniciativas)
do Programa 2030, podem ser divididas em quatro eixos de atuação: i) apoio aos educandos, às
escolas e aos entes federados com ações de desenvolvimento da educação; ii) apoio à infraestrutura
física; iii) formação e valorização de professores e profissionais; e iv) gestão e avaliação. Nos
quatro eixos perpassam temáticas transversais como a educação especial na perspectiva inclusiva, a
educação em direitos humanos, a educação para as relações étnico-raciais, as políticas para a
juventude, a educação do campo, indígena e quilombola, e a alfabetização e a educação de jovens e
adultos.
Quanto ao apoio financeiro aos entes federados, para manutenção e desenvolvimento do
ensino, destaca-se o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de
Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), com vigência estabelecida para o período de
2007-2020. O Fundeb foi criado como mecanismo de redistribuição de recursos, visando garantir o
acesso à educação, promovendo, assim, a inclusão socioeducacional em toda a educação básica
pública (da creche ao ensino médio) e assegurar o valor mínimo nacional por aluno/ano (R$
2.545,31 em 2015) a unidade da Federação em que esse limite mínimo não for alcançado com
recursos próprios. Para a distribuição dos recursos do Fundeb, em 2015, foram consideradas 40,5
milhões de matrículas da educação básica, nas redes estaduais e municipais de ensino, apuradas no
Censo Escolar de 2014. A estimativa de recursos do Fundo foi na ordem de R$ 130,5 bilhões, sendo
R$ 119,7 bilhões originários da contribuição dos entes federados subnacionais e R$ 10,8 bilhões de
recursos federais. Considerando o período de 2009 (ano em que o Fundo passou a considerar todos
os alunos da educação básica) a 2015, o crescimento real verificado no total de recursos que
compõem o Fundo foi de 33%.
O investimento público total em educação evoluiu de 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em
2000 para 6,2% em 2013, enquanto o investimento público direto em educação em percentual do
PIB per capita ampliou de 14,1%, em 2000, para 25,8%, em 2013, um crescimento de 83,1% no
período, conforme revisão metodológica do cálculo do PIB ocorrida em 2015. Nesse ínterim, os
investimentos públicos diretos na educação básica e na educação superior cresceram em termos
reais, respectivamente, 164,5% e 112,4%, o que significa uma média anual de 12,6% e 8,64%,
acima da média anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o mesmo
período. Com o fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU) para a educação, os recursos
para a Manutenção e o Desenvolvimento do Ensino da União estiveram acima do mínimo
constitucional de 18% da arrecadação de impostos, sendo que, de 2012 até 2014, os valores
aplicados foram superiores a 20% ao ano.
Nos últimos anos, houve um grande crescimento dos investimentos diretos na educação
básica, ensejando um rearranjo no investimento público direto por estudante e na razão da educação
superior sobre a educação básica. O maior crescimento relativo da educação básica provocou uma
correção progressiva no valor do gasto anual por aluno desse nível de ensino, que era muito baixo,
fazendo com que a relação da educação superior sobre a educação básica por estudante se reduzisse
de 8,1, em 2002, para 3,4, em 2013, relação mais próxima dos padrões internacionais. Os gastos
diretos por estudante na educação básica cresceram, entre 2002 e 2013, de R$ 2.253 para R$ 6.203.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 26


Demonstrativo de orçamento e execução do Programa 2030 (período PPA 2012-2015)
Recurso 2012 2013 2014 2015

LOA + Créditos 32.021.517.948,00 31.397.400.259,00 32.076.924.182,00 33.032.083.502,00


Empenhado 28.690.967.047,73 28.147.633.587,43 29.131.477.795,48 26.632.397.570,59
Fonte: SIOP, em 21/03/2016.

Verifica-se que a execução orçamentária do Programa 2030 foi de 80,6% no exercício de


2015. Considera-se que os Restos a Pagar não influenciaram no resultado do programa pois, de
modo geral, decorrem das características das políticas como, por exemplo, o próprio cronograma de
execução ou o fato da execução ser realizada por entes federados municipais ou estaduais.

Análise Situacional dos Objetivos e Metas do Programa 2030 – Educação Básica

Objetivo 0596: Elevar o atendimento escolar, por meio da promoção do acesso e da


permanência, e a conclusão na educação básica, nas suas etapas e modalidades de ensino, em
colaboração com os entes federados, também por meio da ampliação e qualificação da rede
física.
Para elevar o atendimento escolar, garantindo o acesso, a permanência e a conclusão na
educação básica, o Ministério da Educação (MEC) desenvolve uma série de ações. Merecem
destaque as ações de infraestrutura escolar, que têm como objetivo ampliar e qualificar a estrutura
física de oferta em escolas da rede pública de educação básica. Nesse sentido, o Governo Federal
criou, em 2007, o Plano de Ações Articuladas (PAR), que tem a finalidade de auxiliar estados e
municípios no planejamento de suas políticas de educação, além de proporcionar um canal de
comunicação permanente desses entes com o MEC. Sendo um instrumento de planejamento
plurianual, o primeiro ciclo do PAR abrangeu o período de 2007 a 2010, e o segundo ciclo abrangeu
2011 a 2014. Em 2015, foi estruturado o novo ciclo do PAR em consonância com o Plano Nacional
de Educação (PNE), o principal ponto de convergência das políticas públicas de educação do País
para os próximos dez anos. Suas diretrizes, metas e estratégias representam a direção para onde
devem caminhar os esforços de estados e municípios para a consolidação de um sistema
educacional capaz de concretizar o direito à educação em sua totalidade. Para isso, o alinhamento
do PAR com o PNE acontece em todas as metas e estratégias relacionadas à educação básica.
Também foram implementadas diversas melhorias, inclusive de interface, na utilização do Sistema
Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (SIMEC) – Módulo PAR, visando aperfeiçoar a
interatividade com os usuários e o conteúdo, com a disponibilização de dados a partir da integração
com outros sistemas do MEC, oferecendo aos gestores elementos úteis ao diagnóstico das redes.
Em 2015, os recursos consignados às ações do PAR voltaram-se ao empenho e pagamento de
parcelas complementares dos pactos assumidos em exercícios anteriores.
Também como apoio à infraestrutura, no período 2012-2015, no âmbito do Pronacampo, foi
apoiada a construção de 131 escolas em comunidades quilombolas, em 73 municípios, com
investimento de aproximadamente R$ 88,7 milhões, totalizando 438 salas de aula. Essa ação visa
garantir o provimento da infraestrutura necessária para o bom funcionamento das escolas já
existentes nessas comunidades.
A construção de creches e pré-escolas, bem como a aquisição de equipamentos para a rede
física escolar desse nível educacional, são indispensáveis à melhoria da qualidade da educação.
Nesse contexto, destaca-se a política de construção de creches e pré-escolas além da aquisição de
equipamentos e mobiliário, por meio do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de
Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância), com recursos
oriundos do Programa Aceleração do Crescimento (PAC 2), cujos investimentos visam ampliar o
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 27
acesso, estimular a permanência e garantir o atendimento escolar adequado a crianças de zero a
cinco anos.
Já a iniciativa de construção e cobertura de quadras esportivas escolares tem como objetivo
a melhoria de infraestrutura física para a realização de atividades pedagógicas, recreativas, culturais
e esportivas em escolas públicas de ensino fundamental e médio. O apoio do MEC consiste na
assistência técnica, com aprovação dos projetos e monitoramento das obras, e no repasse de
recursos para municípios, estados e o Distrito Federal.
Assim, também com recursos do PAC 2, foi apoiada a construção de novas quadras cobertas
e de cobertura de quadras esportivas já existentes vinculadas à rede pública da educação básica.
Devido à finalização do ciclo do PAR no exercício de 2014, os recursos disponibilizados para as
ações de infraestrutura educacional nesse exercício foram investidos nos projetos que se encontram
em curso, que foram computados em metas de exercícios anteriores. Tal complementação foi
realizada de acordo com a situação e o avanço físico de cada obra.
Até o final de 2015, das ações pactuadas para a construção de quadras e coberturas
escolares, 2.440 encontram-se concluídas, 4.112 estão em execução, 490 paralisadas e 2.987 ainda
não iniciaram. Do total de creches e pré-escolas, 1.274 estão concluídas, 1.269 encontram-se em
execução, 363 paralisadas e 3.149 não iniciaram. Com relação às obras paralisadas, verifica-se que
houve uma melhora em relação a 2014. Essa redução deu-se em razão das ações que ampliam o
fornecimento de assistência técnica aos municípios. Entre os motivos que levam à paralisação das
obras, destacam-se: as reformulações das obras de Metodologia Inovadora - MI para metodologia
convencional, abandono da obra pela empresa contratada e falhas na execução de serviços. Com as
reformulações das obras de MI para convencional foram criados mais dois tipos de projetos: Projeto
tipo 1 e Projeto tipo 2. Vale ressaltar também que, a partir de 2015, o fluxo de pagamento das obras
foi alterado. Conforme disposto na Resolução/FNDE Nº 7, DE 5 DE AGOSTO DE 2015, os
recursos serão transferidos em parcelas, de acordo com a execução da obra, sendo a primeira no
montante de até 15%, após inserção da ordem de serviço de início de execução da obra no Simec.
No que se refere às escolas quilombolas, 14 obras foram concluídas, 102 estão em
execução, três encontram-se paralisadas e 12 não iniciaram. Com recursos oriundos do PAC 2, de
2011 a 2015, foi apoiada a construção de 6.187 unidades de educação infantil, beneficiando 2.736
municípios nos 26 estados, além do Distrito Federal, e cujas obras superam o valor de R$ 8,5
bilhões. Essa quantidade de ações apoiadas equivale a aproximadamente 88,3% da meta prevista
para o período, que era de apoiar a construção de 7 mil creches e pré-escolas. Desse total foram
aprovadas as construções de 3.135 até 2012, atendendo a mais de 1.600 Municípios. Em 2013,
foram apoiadas as construções de 2.092 estabelecimentos de educação infantil, em 1.004
municípios além do Distrito Federal, com valor de aproximadamente R$ 3 bilhões. No exercício de
2014, com mais de R$1,2 bilhão de investimento, foram apoiados 715 municípios com a aprovação
de 958 unidades de educação infantil. Por se tratarem de ambientes essenciais para a aprendizagem
das crianças, indispensáveis à melhoria da qualidade da educação infantil, além de ser parte
substancial do programa Proinfância, em 2015, foram atendidas com mobiliário e equipamentos
necessários ao funcionamento 232 unidades escolares, concluídas e em andamento, em mais de 113
municípios, com investimento superior a R$ 20,6 milhões.
No âmbito do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver Sem Limite,
o Programa Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais (SRMs) disponibiliza equipamentos,
mobiliários e materiais pedagógicos e de acessibilidade, para apoiar o atendimento educacional
especializado (AEE) aos estudantes público-alvo da educação especial matriculados em classes
comuns do ensino regular. De 2012 a 2014, foram implantadas 17.500 salas de recursos
multifuncionais em 4.785 municípios e atualizadas 30 mil salas já existentes, o que correspondeu ao
investimento de R$ 354,8 milhões. Em 2015, foram atendidas 20 mil escolas, com a
disponibilização do programa Virtual Vision aos estudantes com deficiência. Além disso, 42 mil
escolas com SRMs receberam o software Prancha Fácil.
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 28
Meta: Apoiar a cobertura de 5000 quadras esportivas escolares.
Meta: Apoiar a construção de 7.116 quadras esportivas escolares.
No período do PPA 2012-2015 a meta era apoiar a cobertura de 5.000 quadras esportivas
escolares. Nesse período, foram apoiadas a cobertura de 3.346 unidades em 1.914 municípios, que
resultaram no investimento de mais de R$ 684 milhões em 25 Estados e no Distrito Federal, o que
equivale a 66,92% da meta estabelecida. Até 2012, foi aprovada a cobertura de 1.667 quadras. Em
2013 foram 1.342, em 1.174 Municípios, com valor total de investimento aproximado de R$ 1,8
bilhão. No exercício de 2014, foi apoiada a cobertura de 337 quadras.
Em relação à meta de apoio a construção de quadras esportivas escolares, no período do
PPA 2012-2015, foram apoiadas as construções de 6.842 quadras esportivas escolares em todos os
estados, em 3.326 municípios e no Distrito Federal, com valor total de investimento de
aproximadamente R$ 3,3 bilhões. Foi aprovada a construção de 3.009 quadras até 2012. Em 2013,
foram mais 3.027 quadras, beneficiando mais de 2.117 municípios. No exercício de 2014, para
implantação e adequação de estruturas esportivas escolares, foram apoiadas as construções de 806
quadras escolares.

Meta: Apoiar a construção de 7.000 creches e pré-escolas.


A meta objetiva ampliar o atendimento educacional por meio de assistência técnica e
financeira aos municípios e ao Distrito Federal para construção de escolas de educação infantil,
iniciativa que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Também está prevista a
aquisição de equipamentos e mobiliário, de forma que as escolas públicas de educação infantil tenham
condições adequadas de funcionamento, além de assessoramento técnico, com foco na formulação de
propostas pedagógicas condizentes com a identidade educacional e sociocultural dos municípios.
Com recursos oriundos do PAC 2, de 2011 a 2015, foi apoiada a construção de 6.187
unidades de educação infantil, beneficiando 2.736 municípios nos 26 estados, além do Distrito
Federal, e cujas obras superam o valor de R$ 8,5 bilhões. Essa quantidade de ações apoiadas
equivale a aproximadamente 88,3% da meta prevista para o período, que era de apoiar a construção
de 7 mil creches e pré-escolas. Desse total foram aprovadas as construções de 3.135 até 2012,
atendendo a mais de 1.600 Municípios. Em 2013, foram apoiadas as construções de 2.092
estabelecimentos de educação infantil, em 1.004 municípios além do Distrito Federal, com valor de
aproximadamente R$ 3 bilhões. No exercício de 2014, com mais de R$1,2 bilhão de investimento,
foram apoiados 715 municípios com a aprovação de 958 unidades de educação infantil. Em 2015,
dois projetos foram apoiados, de dois munícipios que já possuíam ação cadastrada no exercício
anterior. Por se tratarem de ambientes essenciais para a aprendizagem das crianças, indispensáveis à
melhoria da qualidade da educação infantil, além de ser parte substancial do programa Proinfância,
em 2015, foram atendidas com mobiliário e equipamentos necessários ao funcionamento 232
unidades escolares, concluídas e em andamento, em mais de 113 municípios, com investimento
superior a R$ 20,6 milhões.

Meta: Apoiar a construção de salas de aulas em, no mínimo, 200 comunidades quilombolas e
garantir o provimento da infraestrutura necessária para o bom funcionamento das escolas já
existentes nessas comunidades.
No âmbito do Pronacampo, o MEC presta assistência financeira e técnica aos municípios e
estados por meio do Plano de Ações Articuladas (PAR), com vistas à melhoria da rede física escolar
para atendimento das comunidades quilombolas.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 29


No que concerne à construção de escolas em comunidades quilombolas, no prazo previsto
no PPA, foram apoiadas as construções de 131 escolas, em 73 municípios, com investimento de
aproximadamente R$ 88,7 milhões, totalizando 438 salas de aulas. Desse total, foram apoiadas as
construções de 29 escolas em 2012, atendendo a 12 municípios, com investimento superior a R$
21,2 milhões. Em 2013, foram 46 escolas que receberam apoio para construção com valor
aproximado de R$ 26,5 milhões, beneficiando 27 municípios. Para o exercício de 2014, com
investimento de cerca de 41 milhões, foram 56 projetos apoiados, em 41 municípios. Em 2015 não
houve assistência financeira para novas construções de escolas quilombolas. A quantidade total de
131 ações representa 65,50% da meta Prevista para o PPA, que era apoiar a construção de salas de
aulas em, no mínimo, 200 comunidades quilombolas e garantir o provimento da infraestrutura
necessária para o bom funcionamento das escolas já existentes nessas comunidades.
Meta: Elevar progressivamente a taxa de frequência à escola para população de 0 a 3 anos, de
forma a alcançar a meta do PNE 2011-2020.
Meta: Elevar progressivamente a taxa de frequência à escola para população de 4 e 5 anos, de
forma a alcançar a meta do PNE 2011-2020.
De acordo com dados da Pnad, o percentual da população de 0 a 3 anos de idade que
frequentava a escola/creche em 2009 era de 18,4%. Em 2012, esse percentual passou para 21,2%.
Em 2013 foi para 23,2%, atingindo 24,6%, em 2014.
Para a taxa de frequência à escola da população de 4 e 5 anos, em 2009, segundo os dados
da Pnad, 74,8% das crianças frequentavam a escola. Em 2012, esse percentual passou para 78,1%.
Já em 2013 foi para 81,4%, alcançando 82,7%, em 2014. Verifica-se, assim, um crescimento
significativo no atendimento dessas faixas etárias ao longo dos últimos anos.
Em 2007, foi lançado o Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos
para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância) com o objetivo de ampliar a rede
física escolar pública de atendimento a crianças de 0 a 5 anos visando possibilitar a ampliação
progressiva do acesso das crianças à educação infantil. O programa prevê recursos para a
construção de creches e pré-escolas e aquisição de equipamentos para a rede física escolar da
educação infantil.
Após a implementação do programa verificou-se que os municípios apresentavam
dificuldades no que se refere ao custeio e a manutenção de novas matrículas nestes
estabelecimentos. Para ampliar o atendimento de crianças de 0 a 5 anos por parte dos municípios e
do Distrito Federal, o Governo Federal transfere recursos para custear a manutenção de novos
estabelecimentos de educação infantil, construídos com recursos federais, e de novas turmas dessa
etapa de ensino cujas matrículas ainda não tenham sido computadas na distribuição dos recursos do
Fundeb. De 2012 a 2015, foram destinados R$ 125,4 milhões para financiar 783 novos
estabelecimentos de educação infantil além de R$ 54,1 milhões para atender a 3.429 novas turmas
de educação infantil. Em 2015, no âmbito do Programa de Apoio a Novos Estabelecimentos de
Educação Infantil, 57 municípios receberam R$ 13,5 milhões para garantir que os novos
estabelecimentos passassem a atender às crianças assim que ficassem prontos. Para a manutenção
de turmas novas, em 2015, foram transferidos cerca de R$ 25,9 milhões para 136 prefeituras
municipais, beneficiando 581 turmas e cerca de 8 mil matrículas.
Investindo na manutenção de novos estabelecimentos de educação infantil, o Ministério da
Educação visa atender as necessidades de expansão da oferta e melhoria da qualidade da educação
infantil. Com o apoio à manutenção da educação infantil as expectativas são a criação de novas
turmas, com novas matrículas, visando atender a Meta 1 do Plano Nacional de Educação,
contemplando a pluralidade social, os direitos humanos e as especificidades regionais e locais.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 30


Meta: Elevar a taxa de escolarização no ensino fundamental de 9 anos para população na
faixa etária entre 6 e 14, de forma a alcançar a meta do PNE 2011 – 2020.
Segundos dados da Pnad, a taxa de escolarização líquida no Ensino Fundamental de 9 anos
para a população na faixa etária entre 6 e 14 anos era de 52,7% em 2009. Em 2012, a taxa passou
para 81,4% e para 89,4%, em 2013. Já em 2014 foi registrado o valor de 91,7%.
Entre as principais estratégias para o atingimento da meta do Plano Nacional de Educação
(PNE), destaca-se o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), lançado em
novembro de 2012, que tem como eixos estruturantes formação continuada de professores
alfabetizadores; orientação quanto aos resultados alcançados nas avaliações externas universais
aplicadas pelo Inep; material didático; e gestão, controle social e mobilização. A formação do
Pacto, em 2013, foi voltada à Língua Portuguesa, enquanto a de 2014 para Matemática. O Pacto
contou, em 2013, com a adesão dos 26 estados, do Distrito Federal e 5.420 municípios, alcançando
317.575 professores alfabetizadores. Já em 2014, 311.916 professores alfabetizadores e 15.072
orientadores de estudo participaram do Pacto como cursistas, em 39 IES participantes. Em 2015,
participaram como cursistas 301.388 professores alfabetizadores e 14.686 orientadores de estudo,
em 39 IES participantes, atendendo aproximadamente 6,3 milhões de alunos. Foram investidos no
programa mais de R$ 350 milhões para custeio das IES e pagamento de bolsas.
Ainda em consonância com o PNE, o Programa Mais Educação faz parte de uma estratégia
que visa ampliar a jornada escolar, os tempos, espaços e oportunidades educativas, propondo a
organização curricular na perspectiva da Educação Integral em tempo integral. O programa tem
como finalidade melhorar a aprendizagem de crianças, adolescentes e jovens matriculados no
ensino fundamental em escolas públicas, mediante oferta de educação básica considerando-se a
jornada escolar de, no mínimo, sete horas diárias ou trinta e cinco horas semanais. Ressalta-se que
as diretrizes do Programa estão em revisão com o objetivo de buscar um maior envolvimento dos
professores da escola, e sua aproximação com as políticas de formação continuada. O Mais
Educação é operacionalizado por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). As escolas
recebem recursos para o ressarcimento de despesas de alimentação e transporte dos monitores
responsáveis pelo desenvolvimento de atividades; para a aquisição de materiais de consumo e/ou
permanentes; para a contratação de serviços de custeio e capital e para a aquisição de kits de
materiais para as atividades escolhidas pela escola. Em 2012, o programa contou com a adesão
32.074 escolas. Em 2013, o número de adesões saltou para 49 mil escolas, incluindo o atendimento
a 32 mil escolas com mais de 50% de alunos oriundos de famílias beneficiadas pelo Programa
Bolsa Família. Na abertura a adesão do ciclo 2014/2015 foi aprovada a adesão de 58 mil escolas.
Em 2015, as escolas que aderiram ao programa em 2014 receberam a segunda parcela do plano
aprovado em função da sua execução, tendo sido investidos R$ 1,2 bilhão.
O Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) visa à melhoria da estrutura física e
pedagógica das escolas públicas de educação básica e de instituições especializadas em educação
especial, mantidas por entidade privada sem fins lucrativos e conveniadas com o poder público. O
programa transfere recursos financeiros para as escolas, de forma suplementar (PDDE Básico), para
a aquisição de material permanente e de consumo, realização de pequenos reparos e conservação,
bem como para o desenvolvimento de diversas atividades educacionais. No período de 2012-2015,
foram destinados, no âmbito do PDDE Básico, mais de R$ 3 bilhões para atender a uma média de
131 mil escolas da educação básica e uma média de 5.078 entes federados por ano. Apenas em
2015, o PDDE Básico atendeu a 123 mil escolas referentes ao exercício de 2015, com o valor de R$
823,7 milhões. Quanto a ações vinculadas, que podem ser realizadas de forma cumulativa pela
mesma escola, foram realizados uma média 65 mil atendimentos a escolas de aproximadamente
2.500 entes federados, com o valor de R$ 6 bilhões entre 2012-2015. Em 2015, houve investimento
de mais de R$ 1,17 bilhão no âmbito das ações Educação Integral/Mais Educação, Ensino Médio
Inovador, PDE Escola, PDDE Água, Escola Sustentável, Mais Cultura e PDDE Campo. O total de

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 31


recursos destinados ao PDDE Básico e ações vinculadas no ano de 2015 foi de R$ 2 bilhões,
beneficiando cerca de 30 milhões de alunos em todo País.

Meta: Elevar a taxa de escolarização líquida no ensino médio, de forma a alcançar a meta do
PNE 2011 – 2020.
Meta: Elevar a taxa de frequência à escola para população de 15 a 17 anos, de forma a
alcançar a meta do PNE 2011-2020.
Segundos dados da Pnad, a taxa de escolarização líquida no ensino médio da população de
15 a 17 anos foi de 51,1% em 2009, passando para 54,2% em 2012 e para 55,3%, em 2013. Em
2014 a taxa foi de 56,5%. Já em relação a taxa de frequência à escola para população de 15 a 17
anos, os dados da Pnad vem apresentando melhora gradativa desde 2001, quando era de 81,1%,
atingindo 84,2% em 2012, passando para 84,3% em 2013, mantendo esse mesmo valor em 2014.
Os programas Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio (PNEM) e Ensino
Médio Inovador estão diretamente relacionados à meta do PNE, que busca elevar a taxa de
escolarização líquida no ensino médio e elevar a taxa de frequência à escola para a população de 15
a 17 anos. O PNEM consiste na oferta de curso de formação continuada a professores e
coordenadores pedagógicos do Ensino Médio na rede pública de educação básica, visando
proporcionar a esses profissionais maior compreensão das Diretrizes Curriculares Nacionais para o
Ensino Médio, bem como subsídios teóricos e metodológicos para o desenvolvimento de práticas
pedagógicas inclusivas, interdisciplinares e contextualizadas que promovam a aprendizagem dos
alunos. O PNEM tem duração de 10 meses e foi executado no período de 2014 a 2015. Participaram
como cursistas 240.978 professores do ensino médio e 7.276 coordenadores pedagógicos,
totalizando o investimento de R$ 271 milhões destinados ao pagamento de bolsas de estudos e
pesquisa. O Programa também contou com uma equipe de formação, nas 46 IES participantes,
composta por 46 coordenadores-gerais, 78 coordenadores adjuntos, 226 supervisores, 342
formadores, além de 818 formadores regionais e 15.064 orientadores de estudos. Foram atendidos
24 Estados e o Distrito Federal, totalizando mais de 14 mil escolas beneficiadas.
Já o Programa Ensino Médio Inovador, também relacionado às metas previstas no PNE, é
uma ação que apoia e fortalece o desenvolvimento de propostas curriculares inovadoras nas escolas
de ensino médio, contribuindo com as secretarias de educação dos estados e do Distrito Federal para
o desenvolvimento de ações de melhoria da qualidade do ensino, enfatizando projetos pedagógicos
que promovam a educação científica e humanística, a valorização da leitura, da cultura, o
aprimoramento da relação teoria e prática, da utilização de novas tecnologias e o desenvolvimento
de metodologias criativas e emancipadoras. Em 2012, houve adesão de 25 estados e foram
atendidas 2.002 escolas. Em 2013, 5.517 escolas receberam recursos do programa em 25 estados.
Em 2014, foram 7.291 escolas, nos 27 estados da federação. Em 2015, 5.575 escolas receberam
recursos do programa, totalizando um investimento superior a R$ 109 milhões.

Objetivo 0597: Promover, em articulação com os sistemas de ensino estaduais e municipais, a


valorização dos profissionais da educação, apoiando e estimulando a formação inicial e
continuada, a estruturação de planos de carreira e remuneração, a atenção à saúde e à
integridade e as relações democráticas de trabalho.
Promover a valorização dos profissionais da educação tem sido um dos objetivos do
Ministério da Educação (MEC) em articulação com os sistemas de ensino. Neste contexto, foi
lançado, em 2012, o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), um compromisso
formal firmado pelos governos Federal, do Distrito Federal, dos estados e dos municípios, que visa
assegurar que todas as crianças sejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do
ensino fundamental. É integrado por um conjunto de programas, materiais e referências curriculares
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 32
e pedagógicas que contribuem para a alfabetização e o letramento, possuindo como eixo principal a
formação continuada dos professores alfabetizadores. Em 2015, participaram como cursistas
301.388 professores alfabetizadores e 14.686 orientadores de estudo, em 39 IES participantes,
atendendo aproximadamente 6,3 milhões de alunos. Foram investidos no programa mais de R$350
milhões para custeio das IES e pagamento de bolsas.
Destaca-se, também, o Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, que visa
promover a valorização da formação continuada dos professores e coordenadores pedagógicos que
atuam no ensino médio. Nesse contexto, o MEC, atuando de forma articulada com estados, DF e
com Instituições de Ensino Superior, desenvolveu ações de capacitação que contemplam as escolas
como espaços privilegiados de discussão das práticas pedagógicas do Ensino Médio. Além disso,
busca uma estrutura de formação que observe as características da rede de ensino em cada UF. O
Pacto tem duração de 10 meses e foi executado no período de 2014 a 2015. Participaram como
cursistas 240.978 professores do ensino médio e 7.276 coordenadores pedagógicos, totalizando o
investimento de R$ 271 milhões destinados ao pagamento de bolsas de estudos e pesquisa. O
Programa também contou com uma equipe de formação, nas 46 IES participantes, composta por 46
coordenadores-gerais, 78 coordenadores adjuntos, 226 supervisores, 342 formadores, além de 818
formadores regionais e 15.064 orientadores de estudos. Foram atendidos 24 Estados e o Distrito
Federal, totalizando mais de 14 mil escolas beneficiadas.
O Prêmio Professores do Brasil consiste na seleção e premiação de experiências pedagógicas
desenvolvidas ou em desenvolvimento por professores de escolas públicas, com o objetivo de
reconhecer o mérito desses professores por contribuírem para a melhoria da qualidade da educação
básica. Em 2015, o MEC, o Consed e seus parceiros criaram, no âmbito do Prêmio, a iniciativa
“Educadores do Brasil”, que prevê a premiação, a valorização e a divulgação das experiências
pedagógicas dos professores premiados com o intuito de disponibilizar boas práticas pedagógicas
que possam ser replicadas por outros professores. Em 2015, nessa iniciativa, o Prêmio contou com
11.812 inscrições e foram premiados 30 professores distribuídos em 6 categorias.
O SisFor é um sistema informatizado desenvolvido em 2014 com o objetivo de dar suporte à
execução dos diversos programas de formação de profissionais da Educação Básica. Deve ser
entendido como uma inovação, uma vez que contém um conjunto de informações que até então
encontravam-se dispersas, sobre os cursos e ações de formação oferecidas pelo MEC.
O Projovem Urbano contribui para a promoção de ações voltadas à elevação da escolaridade
integrada à qualificação profissional e ao desenvolvimento da participação social e cidadã para
jovens de 18 a 29 anos por meio de apoio técnico e financeiro aos entes federados e pagamento de
auxílio a estudantes da Educação de Jovens e Adultos. De 2012 a 2014, já foram beneficiados
332.158 jovens. Destaca-se, ainda, a execução de ações do programa em mais de 300 municípios,
16 estados e o no DF destinadas à formação de professores, formadores e gestores, aquisição de
gêneros alimentos alimentícios para fornecimento de lanche ou refeição para os alunos e para as
crianças de 0 a 8 anos, nas Salas de Acolhimento, e custeio da qualificação profissional. Também
está em execução a edição 2014 do Projovem Campo, em 14 Estados, 302 Municípios e DF, com
meta de atendimento de 42.845 jovens da agricultura familiar. Foram alocados, em 2015, mais de
R$ 55,3 milhões para os entes federados que aderiram a essa modalidade. No período 2012 a 2015
foram destinados R$ 115 milhões para que entes federados executassem o programa. No âmbito das
duas modalidades é desenvolvida formação continuada para gestores, formadores e educadores,
sendo que, em 2015, foram beneficiados 826 gestores e 922 formadores.
O programa de formação continuada Escola de Gestores, forma, em nível de especialização
(Lato Sensu), diretores, vice-diretores e coordenadores pedagógicos, em efetivo exercício nas
escolas públicas da Educação Básica, incluídos aqueles de educação de jovens e adultos, de
educação especial e de educação profissional. Em 2012 foram ofertadas 4.350 vagas. Em 2013
foram pactuados 13 cursos de gestão escolar e 15 de coordenação pedagógica, totalizando 28
projetos, que ofertaram 11.640 vagas, sendo formados 2247 participantes e estando, ainda, em
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 33
processo de formação 7815 participantes. Em 2014 foram ofertadas 9.170 vagas e os participantes
encontram-se em formação. Ressalta-se que o curso tem previsão de aproximadamente 24 meses.
Os projetos pactuados em 2013 tiveram início somente no final de 2013 e em 2014. Já os projetos
de 2014, iniciaram no final desse ano e, a grande maioria em 2015. Em 2015 não houve pactuação
de novos projetos.
O Programa de Apoio à Formação Superior em Licenciatura em Educação do Campo
(Procampo), que apoia a implementação de cursos regulares de licenciatura em educação do campo
nas instituições públicas de ensino superior, voltados especificamente para a formação de
educadores para a docência nos anos finais do ensino fundamental e ensino médio nas escolas
rurais. Em 2014 foram efetivadas 3.138 vagas com investimento de R$17,8 milhões e em 2015
foram efetivadas 13.770 com investimento de R$18,4 milhões.
Destaca-se, ainda, o Programa de Licenciaturas Interculturais (Prolind), que fomenta à oferta
de cursos de formação inicial superior de professores indígenas em programas específicos voltados
para a valorização da interculturalidade e o estudo e promoção das línguas indígenas. Em 2012,
apoiou a oferta de 2.248 vagas em cursos oferecidos em 19 IES. Já em 2013, foram ofertadas 2.796
vagas, em 19 IES e em 2014, apoiou a oferta de 2.657 vagas, em 19 IES. Em 2015, foram ofertadas
2.580 vagas, em 20 IES, no valor de R$ 13,4 milhões.
Com o objetivo de subsidiar e promover a capacitação dos profissionais do magistério da
educação básica na modalidade a distância, o Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB)
contou, no ano de 2015, com 104 instituições e 645 polos ativos e 785 cursos ativos de licenciatura,
bacharelado, tecnólogo e pós-graduação lato e stricto sensu. Desde seu início, em 2006, ofertou
mais de 730 mil vagas, contando atualmente com 173 mil alunos em curso e mais de 130 mil
formados, sendo 71% em cursos de formação inicial e continuada de professores e 16% em cursos
de graduação e especialização destinados a servidores públicos, incluindo dirigentes, gestores e
trabalhadores da educação básica.
O Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) visa estimular a
formação em nível superior de professores que estão em exercício nas redes públicas de educação
básica, proporcionando-lhes oportunidades de acesso à qualificação profissional exigida pela Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Desenvolvido em regime de colaboração entre a União,
os estados, o Distrito Federal e os municípios, fomenta a implantação de turmas especiais de
primeira licenciatura – para docentes que não tenham formação superior; segunda licenciatura –
para docentes em exercício há pelo menos três anos na rede pública que atuem em área distinta da
sua formação inicial; e formação pedagógica – para docentes graduados, mas não licenciados. Entre
2009 e 2015, foram implantadas 2.463 turmas, em 497 Municípios, localizados em 24 unidades da
Federação. Nesse período, o Parfor atendeu professores oriundos de 2.611 municípios. Em 2015,
frequentaram os cursos 44.124 professores da educação básica e 18.673 professores os concluíram.
Nesse mesmo ano, foram investidos mais de R$ 114,8 milhões em bolsas no Programa.
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) destina-se a alunos de
cursos de licenciatura e alcança todas as etapas e modalidades da educação básica. A iniciação à
docência ocorre em escolas da rede pública e é feita com orientação de professores das IES e da
própria escola. Em 2013 concedeu 49.321 bolsas passando para 90.247 bolsas em 2014, mantidas em
2015, sendo beneficiados 72.840 alunos de licenciaturas e 11.716 professores da educação básica da
rede pública. Participam do Programa 283 IES, distribuídas em 854 campus e organizadas em 2.997
subprojetos em 6.055 escolas. No ano de 2015 foram investidos R$ 506 milhões em bolsas.
Com vistas a formar professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto
sensu, o MEC fomenta a oferta de Mestrados Profissionais. Foram recomendados no período de
2012-2015, programas de mestrado profissional para formação de professores nas áreas Português
(ProfLetras), Artes (ProfArtes), Educação Física (Prof Educação Física), Física (ProFísica),
Química (ProfQuímica), História (ProfHistória) e Ciências Ambientais (ProfCiamb). O programa

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 34


para formação de professores de matemática (ProfMat), foi recomendado em 2011 e ampliou suas
atividades neste período, contando, no ano de 2014, com cerca de 2,6 mil alunos matriculados. Os
programas Prof Educação Física, ProfCiamb e ProfQuímica tiveram sua autorização para
funcionamento em 2015, com início das atividades previsto para 2016. Nos Mestrados
Profissionais, já foram formados mais de mil alunos. Em 2015, foram investidos R$ 73,5 milhões
em bolsas, registrando 5.853 bolsistas nos Mestrados Profissionais.

Meta: Apoiar a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos


os sistemas de ensino, em consonância com o PNE 2011-2020.
Em 2015, o Ministério da Educação (MEC) deu continuidade à prestação de assistência
técnica aos municípios para a elaboração e adequação de planos de carreira dos profissionais de
educação. Essa assistência deu-se por meio de participação em fóruns regionais e nacional
promovidos pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME); em oficinas
regionais; e em atendimento direto a secretarias municipais de educação.
Destaca-se ainda a conclusão do Sistema de Apoio à Gestão dos Planos de Carreira
(SisPCR), que auxiliará estados e municípios no processo de elaboração, reelaboração e simulação
dos planos de carreira dos profissionais da educação. Esse sistema, acompanhado de um manual de
apoio operacional, constitui-se em um instrumento fundamental para os gestores municipais de
educação na simulação e monitoramento dos planos de carreira.
Com o objetivo de ampliar a assistência técnica aos entes federativos, o MEC, em parceria
com Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Undime, constituiu uma Rede de
Assistência Técnica, que apoiará os entes federativos na elaboração, reelaboração ou adequação dos
planos de carreira a partir de 2016, em busca do cumprimento da meta 18 do PNE. Com tais
iniciativas pretende-se estimular gestores e trabalhadores a procurarem acordos sobre planos que
valorizem os profissionais, permitam o cumprimento do piso salarial profissional nacional e sejam
sustentáveis do ponto de vista orçamentário. Em 2015, foram realizados processos formativos com
todos os técnicos e coordenadores indicados pela Undime e Consed, nas cinco regiões brasileiras.
No âmbito do Território de Cooperação Educacional do Tapajós, em 2015, foram realizadas
oficinas com foco na elaboração ou adequação dos planos de cargos e remuneração para os
profissionais da educação básica com a participação dos secretários municipais de educação e
equipes técnicas dos 7 municípios pertencentes ao Território.
Destaca-se a relevância do apoio técnico desenvolvido pelo MEC junto aos entes federativos
nesse período de vigência do PPA (2012-2015) no tocante à valorização dos profissionais da
educação. Em relação ao percentual de municípios com planos de carreira para os profissionais do
magistério implementados, hoje 87% dos municípios declaram no seu Plano de Ações Articuladas
(PAR) possuir planos de carreira. Quanto à existência de ato de criação de planos de carreira
também se evidencia uma evolução, passando de 5.487 municípios com ato legal em 2012 para
5.566 no final de 2015. Com o trabalho iniciado por meio da Rede de Assistência Técnica
constituída pelo MEC junto aos entes federativos, os planos de carreira serão qualificados de modo
a atender às exigências legais e ao cumprimento das metas do PNE.

Meta: Elevar o percentual de professores da educação básica que possuem formação


específica de nível superior obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que
atuam, de forma a alcançar a meta do PNE 2011-2020.
O atual PNE destaca entre suas dez diretrizes a valorização dos profissionais da educação.
Em sua meta 15, prevê, em regime de colaboração entre os entes federados, a instituição da política
nacional de formação dos profissionais da educação, assegurando que todos os professores da
educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 35
área de conhecimento em que atuam. A formação acadêmica do professor é condição essencial e
requisito indispensável ao exercício profissional docente com qualidade.
Com relação à formação e aperfeiçoamento de professores da educação básica, destaca-se o
Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), que é destinado a
professores em exercício na rede pública que não possuem a formação em nível superior exigida
pela LDB. Entre 2009 e 2015, foram implantadas 2.463 turmas, em 497 Municípios, localizados em
24 unidades da Federação. Nesse período, o Parfor atendeu professores oriundos de 2.611
municípios. Em 2015, frequentaram os cursos do Parfor 44.124 professores da educação básica e
18.673 professores os concluíram. Nesse mesmo ano, foram investidos mais de R$ 114,8 milhões
em bolsas no Programa.
Já o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) é uma ação de
incentivo e valorização do magistério e de aprimoramento do processo de formação de docentes que
em 2013 concedeu 49.321 bolsas passando para 90.247 bolsas em 2014, mantidas em 2015, sendo
beneficiados 72.840 alunos de licenciaturas e 11.716 professores da educação básica da rede
pública de ensino. Participam do Programa 283 IES, distribuídas em 854 campus e organizadas em
2.997 subprojetos em 6.055 escolas de educação básica. No ano de 2015 foram investidos R$ 506
milhões em bolsas, no âmbito do Pibid.
Com o objetivo de subsidiar e promover a capacitação dos profissionais do magistério da
educação básica na modalidade a distância, o Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB)
contou, no ano de 2015, com 104 instituições, 645 polos ativos e mais de 173 mil alunos
matriculados. Atualmente, o Sistema UAB conta com 785 cursos ativos de licenciatura,
bacharelado, tecnólogo e pós-graduação lato e stricto sensu. Desde seu início, em 2006, o Sistema
UAB ofertou mais de 730 mil vagas, contando atualmente com mais de 130 mil formados, sendo
71% em cursos de formação inicial e continuada de professores e 16% em cursos de graduação e
especialização destinados a servidores públicos, incluindo dirigentes, gestores e trabalhadores da
educação básica.
O Programa de Apoio à Formação Superior em Licenciatura em Educação do Campo
(Procampo), que apoia a implementação de cursos regulares de licenciatura em educação do campo
nas instituições públicas de ensino superior, voltados especificamente para a formação de
educadores para a docência nos anos finais do ensino fundamental e ensino médio nas escolas
rurais. Em 2014 foram efetivadas 3.138 vagas com investimento de R$17,8 milhões e em 2015
foram efetivadas 13.770 com investimento de R$18,4 milhões.
Destaca-se, ainda, o Programa de Licenciaturas Interculturais (Prolind), que fomenta à oferta
de cursos de formação inicial superior de professores indígenas em programas específicos voltados
para a valorização da interculturalidade e o estudo e promoção das línguas indígenas. Em 2012,
apoiou a oferta de 2.248 vagas em cursos oferecidos em 19 IES. Já em 2013, foram ofertadas 2.796
vagas, em 19 IES e em 2014, apoiou a oferta de 2.657 vagas, em 19 IES. Em 2015, foram ofertadas
2.580 vagas, em 20 IES, no valor de R$ 13,4 milhões.

Meta: Formar professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu,
de forma a alcançar a meta do PNE 2011-2020.
A quantidade de professores com pós-graduação evoluiu consideravelmente nos últimos anos.
De acordo com a Linha de Base do Plano Nacional de Educação, elaborada pelo INEP/MEC, a
porcentagem de professores da educação básica com pós-graduação lato e stricto sensu era de
24,7% em 2008, passando para 28,6% em 2012 e 30,2% em 2013.
O MEC, por meio da Capes, busca maior articulação da pós-graduação lato e stricto sensu
com a formação de professores da educação básica e com o incremento de atividades voltadas para
o desenvolvimento desse nível de ensino. Nesse contexto, o mestrado profissional tem como um de
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 36
seus principais objetivos promover o conhecimento científico por meio da prática no meio
profissional, permitindo o aprofundamento dos conhecimentos, assim como o desenvolvimento de
novas práticas pedagógicas. Com vistas a formar professores da educação básica em nível de pós-
graduação lato e stricto sensu, o MEC fomenta a oferta de Mestrados Profissionais com programas
de abrangência nacional, nas áreas do conhecimento que são componentes curriculares da Educação
Básica. Esta inciativa está em consonância com a meta 16 do PNE. Os programas também estão em
consonância ao que está sendo desenhado como componentes curriculares da Base Nacional
Comum Curricular, que está em fase de construção, a partir de ampla discussão com a comunidade.
Foram recomendados no período de 2012-2015, programas de mestrado profissional em
rede nacional para formação de professores nas áreas Português (ProfLetras), Artes (ProfArtes),
Educação Física (Prof Educação Física), Física (ProFísica), Química (ProfQuímica), História
(ProfHistória) e Ciências Ambientais (ProfCiamb). Os programas ProfEducação Física, ProfCiamb
e ProfQuímica tiveram sua autorização para funcionamento em 2015. O início de suas atividades
está previsto para março de 2016.
O ProfMat é um curso semipresencial, com oferta nacional, realizado por uma rede de
Instituições de Ensino Superior, no contexto da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e coordenado
pela Sociedade Brasileira de Matemática. Visa atender professores de Matemática em exercício no
ensino básico, em especial na escola pública, que busquem aprimoramento em sua formação
profissional, com ênfase no domínio aprofundado de conteúdo matemático relevante para sua
atuação docente. O ProfMat foi recomendado em 2011 e ampliou suas atividades neste período,
contando, no ano de 2014, com cerca de 2,6 mil alunos matriculados
O ProfLetras é coordenado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e tem como
objetivo a formação de professores do ensino fundamental no ensino de língua portuguesa em todo
o território nacional. São 42 instituições de ensino associadas e em 2014, contou com 799 discentes
matriculados.
Já o ProfArtes é coordenado pela Universidade do Estado de Santa Catarina e tem o objetivo
de proporcionar formação continuada aos docentes de Artes da educação básica pública, propondo
discussões sobre o papel do ensino da arte na escola e na comunidade. Para o desenvolvimento de
suas atividades, participam 11 instituições, sendo que em 2014 haviam 165 professores
matriculados.
O ProfFis, coordenado pela Sociedade Brasileira de Física é voltado aos professores de
ensino médio e fundamental e conta com a participação de várias instituições de ensino superior que
constituem 43 polos regionais, onde ocorrem as atividades de ensino e desenvolvimento do
programa. O principal objetivo é capacitar professores da educação básica quanto ao domínio de
conteúdos atualizados de física e de técnicas atuais de ensino para aplicação em sala de aula. Em
2014, haviam 415 professores matriculados.
Em relação ao ensino de História, o ProfHis é coordenado pela Universidade Federal do Rio
de Janeiro e tem como objetivo proporcionar formação continuada aos docentes de História da
educação básica, de modo a oferecer qualificação certificada para o exercício da profissão,
contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino. Para o desenvolvimento de suas atividades
são 31 instituições associadas e em 2014, contou com 278 professores matriculados.

Meta: Incentivar a aproximação entre o rendimento médio do profissional do magistério com


mais de onze anos de escolaridade e o rendimento médio dos demais profissionais com
escolaridade equivalente, em consonância com o PNE 2011-2020.
Em 2015, o Ministério da Educação (MEC) deu continuidade à prestação de assistência
técnica aos municípios para a elaboração e adequação de planos de carreira dos profissionais de
educação. Essa assistência deu-se por meio de participação em fóruns regionais e nacional
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 37
promovidos pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime); em oficinas
regionais; e em atendimento direto a secretarias municipais de educação.
O MEC, concluiu o Sistema de Apoio à Gestão dos Planos de Carreira (SisPCR) e, em
parceria com Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Undime, constituiu uma
Rede de Assistência Técnica, com o objetivo de ampliar a assistência técnica aos entes federativos
na elaboração, reelaboração ou adequação dos planos de carreira a partir de 2016. Com tais
iniciativas pretende-se estimular gestores e trabalhadores a procurarem acordos sobre planos que
valorizem os profissionais, permitam o cumprimento do piso salarial profissional nacional e sejam
sustentáveis do ponto de vista orçamentário. Em 2015, foram realizados processos formativos com
todos os técnicos e coordenadores indicados pela Undime e Consed, nas cinco regiões brasileiras.
Outra iniciativa com a finalidade de promover a valorização dos profissionais da educação
refere-se ao estudo sobre a situação da saúde dos professores da educação básica no Brasil, que vem
sendo realizado em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais. Os seguintes resultados
desse estudo foram apresentados em 2015: descrição da situação sociodemográfica dos professores
da educação básica no Brasil (2007-2014); descrição das condições materiais e equipamentos das
escolas; lançamento do site para divulgação de referenciais e mobilização para a realização da
pesquisa; execução de pesquisa para mapear o absenteísmo e as ocorrências de eventos de saúde e
registros das condições de trabalho de professores do Brasil.

Objetivo 0598: Apoiar o educando, a escola e os entes federados com ações direcionadas ao
desenvolvimento da educação básica, à ampliação da oferta de educação integral e à
alfabetização e educação de jovens e adultos segundo os princípios da equidade, da
valorização da pluralidade, dos direitos humanos, do enfrentamento da violência, intolerância
e discriminação, da gestão democrática do ensino público, da garantia de padrão de
qualidade, da igualdade de condições para acesso e permanência do educando na escola, da
garantia de sua integridade física, psíquica e emocional, e da acessibilidade, observado o
regime de colaboração com os entes federados.
Dentre as principais ações para o desenvolvimento da educação básica, a Base Nacional
Comum Curricular pode ser considerada a de maior destaque em 2015, quando foi constituído um
grupo de especialistas responsáveis pela elaboração do documento preliminar, que foi submetido a
uma consulta pública por meio da qual pretende-se construir uma Base Nacional Comum de forma
democrática para a implementação de política curricular nacional.
O Programa Mais Educação, visa ampliar a jornada escolar, os tempos, espaços e
oportunidades educativas, propondo a organização curricular na perspectiva da educação integral
em tempo integral, tem como finalidade melhorar a aprendizagem de alunos matriculados no ensino
fundamental em escolas públicas, considerando-se a jornada escolar de, no mínimo, sete horas
diárias ou trinta e cinco horas semanais.
O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) contribui para a garantia do direito a
materiais didáticos de qualidade, incluindo o atendimento a estudantes com deficiência. No período
de 2012-2015 foram destinados aproximadamente R$ 5,9 bilhões para a aquisição e distribuição de
mais de 616 milhões de livros, além de dicionários e obras pedagógicas complementares, atendendo
a mais de 30 milhões de estudantes ao ano, em cerca de 135 mil escolas e entidades parceiras.
Apenas em 2015 foi destinado R$ 1,4 bilhão para aquisição e distribuição de livros didáticos a
estudantes dos ensinos fundamental e médio. Dessa forma, foram atendidos mais de 32,6 milhões
de alunos de 121,5 mil escolas, totalizando cerca de 128 milhões de livros distribuídos.
Além dos livros didáticos, foram distribuídas obras literárias e de apoio à prática da
educação básica para a formação dos acervos das bibliotecas escolares por meio do Programa
Nacional Biblioteca na Escola (PNBE). Para a execução do PNBE, foram alocados R$ 562 milhões
para a aquisição e distribuição de 72 milhões de títulos. Já no âmbito do PNBE-Temático, em 2015,
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 38
foram destinados R$ 24,7 milhões para a aquisição de obras beneficiando, aproximadamente, 60
mil escolas.
Considerando a importância ao acesso à educação digital, em 2015, por meio do Programa
Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo), foram entregues 1.606 laboratórios de informática
para escolas públicas e distribuídos 17.646 notebooks para professores da educação básica de
escolas públicas estaduais e municipais. Além disso, estados e municípios adquiriram 44.645
computadores interativos com recursos federais, promovendo a diversidade nas estratégias
aplicadas ao processo de ensino-aprendizagem em sala de aula. Ainda nesse ano foram adquiridos
36.869 tablets para os professores do ensino básico de escolas públicas. Ao longo de 2015 também
foram formados 7.466 professores no uso das tecnologias educacionais. No período de 2012-2015,
foram destinados R$ 394,32 milhões para entregar mais de 9 mil laboratórios de informática;
distribuir 92.209 notebooks para professores; e adquirir 526.268 tablets. Além disso, foram
adquiridos 107.169 computadores interativos com recursos de R$ 220,9 milhões. No mesmo
período, foram alocados R$ 54,7 milhões para atender a 324.360 profissionais matriculados no
âmbito da formação continuada
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) visa atender às necessidades
nutricionais dos estudantes da educação básica durante sua permanência em sala de aula, bem como
promover a formação de hábitos alimentares saudáveis. Por meio de transferência de recursos em
caráter suplementar aos entes federados, no período de 2012-2015, foram destinados R$ 14,3
bilhões para atender, em média, 42,7 milhões de alunos da educação básica a cada ano. Em 2015,
foram transferidos R$ 3,7 bilhões para atender a 41,8 milhões de estudantes, dos quais 5 milhões
participaram do Programa Mais Educação. Destaca-se que, em 2015, foram formados 4.381 atores
sociais, entre nutricionistas, conselheiros de alimentação escolar, gestores e agricultores familiares.
O Programa Caminho da Escola objetiva renovar e padronizar a frota de veículos escolares, de
forma a garantir a segurança, a acessibilidade e a qualidade do transporte escolar. No exercício de
2015, a execução do Programa ocorreu apenas por meio de emendas, sendo destinados R$ 11,3
milhões para a aquisição de 74 veículos escolares. No período de 2012-2015, foram adquiridos 43.746
veículos com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), sendo: 18.279
ônibus, sendo 15.797 rurais e 2.482 urbanos acessíveis; 480 embarcações; e 24.987 bicicletas com
recurso total de, aproximadamente, R$ 3,2 bilhões de reais. Além disso, os entes federados
adquiriram, com recursos oriundos de financiamento do BNDES, 785 ônibus, sendo 776 rurais e nove
urbanos acessíveis. Já com recursos próprios dos entes foram adquiridos 56.663 veículos, sendo 5.505
ônibus, divididos em 4.204 rurais e 1.301 urbanos acessíveis, 13 embarcações e 51.145 bicicletas. Já o
Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) consiste na transferência automática
de recursos financeiros, sem necessidade de convênio ou outro instrumento congênere, para custear
despesas principalmente com manutenção dos veículos. No período de 2012-2015, foram destinados
R$ 2,3 bilhões para apoiar, em média, 5.218 entes federados a cada ano. Em 2015, um total de 5.256
municípios foram atendidos, com um investimento de R$ 573,9 milhões.
O Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) visa à melhoria da estrutura física e
pedagógica das escolas públicas de educação básica e de instituições especializadas em educação
especial, mantidas por entidade privada sem fins lucrativos e conveniadas com o poder público.
Transfere recursos financeiros para as escolas, de forma suplementar (PDDE Básico), para a
aquisição de material permanente e de consumo, realização de pequenos reparos e conservação,
bem como para o desenvolvimento de diversas atividades educacionais. Em 2015, atendeu a 123
mil escolas referentes ao exercício de 2015, com o valor de R$ 823,7 milhões. Houve, ainda,
investimento de mais de R$ 1,17 bilhão no âmbito das ações Educação Integral/Mais Educação,
Ensino Médio Inovador, PDE Escola, PDDE Água, Escola Sustentável, Mais Cultura e PDDE
Campo. O total de recursos destinados ao PDDE Básico e ações vinculadas no ano de 2015 foi de
R$ 2 bilhões, beneficiando cerca de 30 milhões de alunos. No período de 2012-2015, foram

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 39


destinados mais de R$ 3 bilhões para atender a uma média de 131 mil escolas da educação básica e
uma média de 5.078 entes federados por ano.
O Programa Brasil Carinhoso tem como objetivo beneficiar famílias que se encontram em
situação de pobreza ou extrema pobreza e que tenham crianças de até 6 anos em sua formação. Uma
de suas vertentes é a expansão de matrículas de crianças entre 0 e 48 meses, cujas famílias sejam
beneficiárias do Programa Bolsa Família em creches públicas ou conveniadas. Consiste na
transferência automática de recursos financeiros aos municípios e ao Distrito Federal, com base em
informações Censo Escolar do ano anterior, para custear despesas com manutenção e
desenvolvimento da educação infantil, contribuindo com as ações de cuidado integral e segurança
alimentar e nutricional, a fim de garantir o acesso e a permanência da criança na educação infantil.
Essa estratégia de apoio financeiro teve início em 2014, tendo sido destinados aos municípios
beneficiados e ao DF, entre 2012-2015, R$ 1,2 bilhão para atender a mais de 580 mil crianças.
Para ampliar o atendimento de crianças de 0 a 5 anos por parte dos municípios e do DF, o
MEC transfere recursos para custear a manutenção de novos estabelecimentos de educação infantil,
construídos com recursos federais, e de novas turmas dessa etapa de ensino cujas matrículas ainda
não tenham sido computadas na distribuição dos recursos do Fundeb. De 2012 a 2015, foram
destinados R$ 125,4 milhões para financiar 783 novos estabelecimentos de educação infantil além
de R$ 54,1 milhões para atender a 3.429 novas turmas de educação infantil. Em 2015, no âmbito do
Programa de Apoio a Novos Estabelecimentos de Educação Infantil, 57 municípios receberam R$
13,5 milhões para garantir que os novos estabelecimentos passassem a atender às crianças assim
que ficassem prontos. Para a manutenção de turmas novas, em 2015, foram transferidos cerca de R$
25,9 milhões para 136 prefeituras municipais.
Em relação ao Programa Bolsa Família, o MEC é responsável pelo acompanhamento da
frequência escolar de crianças, adolescentes e jovens de famílias beneficiadas pelo Programa.
Mobiliza uma rede que envolve, aproximadamente, 150 mil escolas em 5.569 municípios e no
Distrito Federal. De 2012 a 2015, foram acompanhados, anualmente, cerca de 17 milhões de
estudantes de 6 a 17 anos da educação básica. Em 2015, dados do Sistema Presença, contemplando
as cinco coletas realizadas no ano, indicam que mais de 14,7 milhões de alunos (87,52%) tiveram a
frequência registrada.
No que tange a alfabetização de jovens, adultos e idosos, no âmbito do Programa Brasil
Alfabetizado (PBA), em 2015, foram destinados R$ 210,4 milhões para o pagamento de bolsas a
103 mil voluntários. De 2012 a 2014, o programa atendeu 3 milhões de alfabetizandos e contou
com a adesão de 25 estados, o Distrito Federal e 1.346 Municípios. Em 2015 (referente ao Ciclo
2013, anos exercício 2014 e 2015), o Programa contou com a adesão de 25 estados, o Distrito
Federal e 1.070 municípios, tendo sido atendidos 1,2 milhão de jovens, adultos e idosos. Assim, de
2012 a 2015, o PBA teve a adesão de 1.372 entes executores, sendo 25 estados, o Distrito Federal e
1.346 municípios brasileiros, totalizando um investimento de R$ 1,1 bilhão. O PBA é desenvolvido
em todo território nacional, em parceria com os entes federados, com atendimento prioritário a
municípios que apresentam alta taxa de analfabetismo.

Meta: Ampliar progressivamente, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o


Distrito Federal e os Municípios, o investimento público em educação, em termos de
percentual do produto interno bruto do país, de forma a alcançar a meta do PNE 2011-2020.
O investimento público total em educação evoluiu de 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB)
em 2000 para 6,2% em 2013, enquanto o investimento público direto em educação em percentual
do PIB per capita ampliou de 14,1%, em 2000, para 25,8%, em 2013, um crescimento de 83,1% no
período, conforme revisão metodológica do cálculo do PIB ocorrida em 2015. Nesse ínterim, os
investimentos públicos diretos na educação básica e na educação superior cresceram em termos
reais, respectivamente, 164,5% e 112,4%, o que significa uma média anual de 12,6% e 8,64%,
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 40
acima da média anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o mesmo
período. Com o fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU) para a educação, os recursos
para a Manutenção e o Desenvolvimento do Ensino da União estiveram acima do mínimo
constitucional de 18% da arrecadação de impostos, sendo que, de 2012 até 2014, os valores
aplicados foram superiores a 20% ao ano.
O aumento no investimento total em educação, em relação ao PIB, para 10% ao final do
período de vigência do PNE (Meta 20), irá requerer a colaboração entre a União e os entes
federados no suprimento de novas fontes de recursos, tanto para a educação básica como para as
respectivas redes de ensino profissional e superior.
Nesse sentido, foi sancionada a Lei nº 12.858, de 9 de setembro de 2013, que reserva para a
educação (75%) e saúde (25%) todas as receitas dos órgãos da administração direta da União, dos
Estados, Distrito Federal e Municípios provenientes dos royalties e da participação especial sobre a
exploração de petróleo e gás natural em áreas da plataforma continental, no mar territorial ou zona
econômica exclusiva, cuja declaração de comercialidade se tenha dado a partir de dezembro de
2012; bem como as receitas da União decorrentes de acordos de individualização da produção, no
caso em que as jazidas da área do Pré-sal e das áreas estratégicas se estendam para além do bloco
contratado.
A Lei também destina a aplicação de 50% dos recursos recebidos pelo Fundo Social da
União, até que sejam cumpridas as metas estabelecidas no PNE. Prescreve, ainda, que os recursos
destinados para a educação e saúde sejam aplicados em acréscimo ao mínimo obrigatório previsto
na Constituição Federal.
Os gastos mínimos com a manutenção e desenvolvimento do ensino, prescritos
constitucionalmente, decorrem basicamente de vinculações tributárias nos entes federados. As
aplicações mínimas da União contam com 18% da arrecadação dos impostos federais, além da
contribuição social do Salário Educação, restrito à educação básica, e da Complementação da União
ao Fundeb, que deve ter um valor mínimo correspondente a 10% da soma dos recursos depositados
nas contas estaduais do Fundeb pelos Estados, Distrito Federal e Municípios. Para Estados e
Municípios, os mínimos constitucionais para aplicação em educação devem corresponder a 25% das
receitas totais de impostos, inclusive transferências recebidas de outras esferas.
Para cada ente federado, deverão ser consideradas, em acréscimo a esses valores mínimos
obrigatórios pela Constituição, as aplicações em educação oriundas da exploração do petróleo e gás
natural. Cumpre à União o papel constitucional de atender a sua rede de ensino e prestar apoio
técnico e financeiro em caráter supletivo aos Estados, Distrito Federal e Municípios. A esses, com
25% de seus impostos, mais as transferências recebidas da União, cabe a missão prioritária de
manter a rede pública da educação básica, além de suas universidades e escolas técnicas.
Os Estados e Municípios são responsáveis por 79% dos recursos públicos para a educação,
enquanto os gastos da União respondem por 21%. Ressalta-se que mais da metade dos recursos da
União é transferida para os demais entes federativos, com o propósito de garantir a equalização de
oportunidades educacionais e padrões mínimos de qualidade do ensino.
Nos últimos anos, houve um grande crescimento dos investimentos diretos na educação
básica e também da educação superior, ensejando um rearranjo no investimento público direto por
estudante e na razão da educação superior sobre a educação básica. O maior crescimento relativo da
educação básica provocou uma correção progressiva no valor do gasto anual por aluno desse nível
de ensino, que era muito baixo, fazendo com que a relação da educação superior sobre a educação
básica por estudante se reduzisse de 8,1, em 2002, para 3,4, em 2013.
Os gastos diretos por estudante no ensino superior cresceram de R$ 18.355 para R$ 21.383,
entre 2002 e 2013 e, na educação básica, de R$ 2.253 para R$ 6.203, no mesmo período. Essa
última relação de 3,4 está mais próxima dos padrões internacionais.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 41


Meta: Elevar o percentual de crianças alfabetizadas até os 8 anos de idade, de forma a
alcançar a meta do PNE 2011/2020.
Para alcançar essa meta, o MEC desenvolveu o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade
Certa, um compromisso formal assumido pelos governos federal, do Distrito Federal, dos estados e
municípios para assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao
final do 3º ano do ensino fundamental. Ao aderir ao Pacto, os entes governamentais se
comprometem a: alfabetizar todas as crianças em língua portuguesa e em matemática; realizar
avaliações anuais universais aplicadas pelo INEP junto aos concluintes do 3º ano do ensino
fundamental; e, no caso dos estados, apoiar os municípios que tenham aderido às Ações do Pacto,
para sua efetiva implementação. As Ações do Pacto são um conjunto integrado de programas,
materiais e referências curriculares e pedagógicas disponibilizados pelo Ministério da Educação e
que contribuem para a alfabetização e o letramento, tendo como eixo principal a formação
continuada dos professores alfabetizadores. A formação do Pacto em 2013 foi voltada à Língua
Portuguesa, enquanto a de 2014 para Matemática. O Pacto contou, em 2013, com a adesão dos 27
estados e 5.420 municípios, alcançando 317.572 professores alfabetizadores. Em 2014, o Pacto
contou com a participação, como cursistas, de 311.916 professores alfabetizadores e 15.072
orientadores de estudo, em 39 IES participantes. Já em 2015, participaram como cursistas 301.388
professores alfabetizadores e 14.686 orientadores de estudo, em 39 IES participantes, atendendo
aproximadamente 6,3 milhões de alunos. Foram investidos no programa mais de R$ 350 milhões
para custeio das IES e pagamento de bolsas. A implementação do Pacto como estratégia para elevar
o percentual de crianças alfabetizadas até os 8 anos de idade, tem sido uma ação positiva, uma vez
que os índices vêm crescendo desde 2001 quando era de 83,1%, alcançando 90,14% em 2011 e
89,8% em 2012. Em 2013 o índice foi de 89,6%. Além do Pacto, contribui para alcançar esta meta a
Base Nacional Comum Curricular que, após discussão com diversos atores da educação brasileira,
apresentará uma proposta curricular para os anos iniciais do ensino fundamental.
Para contribuir com as políticas de alfabetização de crianças até os oito anos de idade, bem
como com a gestão dos sistemas de ensino do País, o Inep realizou em 2014 a Avaliação Nacional
da Alfabetização (ANA), cujos resultados foram divulgados em 2015, os quais possibilitaram o
acesso e a análise pedagógica por meio de boletins eletrônicos, que apresentam os percentuais de
estudantes posicionados em cada nível das escalas de proficiência de Leitura, de Escrita e de
Matemática. A aferição dos níveis de alfabetização dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental
das escolas públicas, realizada pela ANA em 2014, indica que, atualmente, 22,2% de estudantes
possuem proficiência insuficiente em leitura, 34,4% proficiência insuficiente em escrita e 57,1%
proficiência insuficiente em matemática. A divulgação dos dados da ANA, que apresentou
informações agregadas sobre o cenário educacional, de modo a colaborar para o monitoramento do
direito à educação e possibilitar, de forma objetiva, que governantes, gestores e sociedade civil
acompanhem e monitorem o desenvolvimento da alfabetização de crianças até oito anos de idade a
partir da análise dessas dimensões, fortalecendo o controle social e a cooperação federativa.

Meta: Expandir a oferta de educação em tempo integral em escolas públicas de educação


básica, de forma a alcançar a meta do PNE 2011-2020.
O principal programa desenvolvido pelo Ministério da Educação com o objetivo de alcançar
esta meta é o Mais Educação. O Programa constitui-se em uma estratégia para induzir a ampliação
da jornada escolar, dos tempos, espaços e oportunidades educativas, propondo a organização
curricular na perspectiva da educação em tempo integral. Tem como princípios a articulação das
disciplinas curriculares com diferentes campos de conhecimento e práticas socioculturais; a
constituição de territórios educativos para o desenvolvimento de atividades de educação integral; a
integração entre as políticas educacionais e sociais e a valorização das experiências históricas das

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 42


escolas de tempo integral. O Programa visa fomentar projetos e ações de articulação de políticas
sociais e a implementação de ações sócio-educativas oferecidas gratuitamente a crianças,
adolescentes e jovens. O Mais Educação pode ser considerado um indutor da agenda da educação
integral em jornada ampliada no Brasil, contribuindo para a melhoria da aprendizagem de crianças,
adolescentes e jovens matriculados no ensino fundamental em escolas públicas, considerando-se a
jornada escolar de, no mínimo, sete horas diárias ou trinta e cinco horas semanais.
O Mais Educação é operacionalizado por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola
(PDDE). As escolas recebem recursos para o ressarcimento de despesas de alimentação e transporte
dos monitores responsáveis pelo desenvolvimento de atividades; para a aquisição de materiais de
consumo e/ou permanentes; para a contratação de serviços de custeio e capital e para a aquisição de
kits de materiais para as atividades escolhidas pela escola. Em 2012, o programa contou com a
adesão 32.074 escolas. Em 2013, o número de adesões saltou para 49 mil escolas, incluindo o
atendimento a 32 mil escolas com mais de 50% de alunos oriundos de famílias beneficiadas pelo
Programa Bolsa Família. Na abertura a adesão do ciclo 2014/2015 foi aprovada a adesão de 58 mil
escolas. Em 2015, as escolas que aderiram ao programa em 2014 receberam a segunda parcela do
plano aprovado, de acordo com a sua execução, tendo sido investidos R$ 1,26 bilhão.
Já o Programa Ensino Médio Inovador é uma ação que apoia e fortalece o desenvolvimento
de propostas curriculares inovadoras nas escolas de ensino médio, contribuindo para o
desenvolvimento de ações de melhoria da qualidade do ensino, enfatizando projetos pedagógicos
que promovam a educação científica e humanística, a valorização da leitura, da cultura, o
aprimoramento da relação teoria e prática, da utilização de novas tecnologias e o desenvolvimento
de metodologias criativas e emancipadoras. Em 2015, o Programa beneficiou 5.575 escolas com
recursos do programa, totalizando um investimento de R$ 109 milhões.

Meta: Elevar a taxa de inclusão escolar das pessoas de 4 a 17 anos com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular
de ensino, de forma a alcançar a meta do PNE 2011-2020.
A Meta 4 do Plano Nacional de Educação prioriza o atendimento na educação básica à
população de 4 a 17 anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades
ou superdotação, preferencialmente na rede regular de ensino e/ou EJA, com a garantia de sistema
educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços
especializados, públicos ou conveniados. Assim, a implementação de políticas públicas de inclusão
escolar tem resultado em importante ampliação do acesso das pessoas com deficiência tanto na
educação básica quanto na educação superior. De acordo com os dados do Censo Escolar da
Educação Básica, em 2011 foram identificadas 752.305 matrículas de estudantes público-alvo da
Educação Especial, sendo 74% em classes comuns do ensino regular. Considerando somente as
matrículas de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades/superdotação em idade escolar obrigatória, observa-se que em 2011, havia 576.309
matrículas, sendo 82% em inclusão escolar. Em 2014, este número subiu para 691.665, com 87% de
inclusão. Na Educação Superior, em 2011, foram registradas 23.250 matrículas de estudantes com
deficiência, sendo 6.531 em instituições públicas e 16.719 em instituições privadas, conforme os
dados do Censo da Educação Superior. Em 2014, foram registradas 33.475 matrículas, sendo 13.234
em instituições públicas e 20.241 em instituições privadas, significando um crescimento de 44%.
No âmbito do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver Sem Limite,
o Programa Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais (SRMs) disponibiliza equipamentos,
mobiliários e materiais pedagógicos acessiveis, para apoiar o atendimento educacional
especializado (AEE) aos estudantes público-alvo da educação especial matriculados em classes
comuns do ensino regular. De 2012 a 2014, foram implantadas 17.500 salas de recursos
multifuncionais em 4.785 municípios e atualizadas 30 mil SRMs existentes, o que correspondeu ao

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 43


investimento de R$ 354,8 milhões. Em 2015, foram atendidas 20 mil escolas, com a
disponibilização do programa Virtual Vision aos estudantes com deficiência. Além disso, 42 mil
escolas com SRMs receberam o software Prancha Fácil.
Por meio do PDDE Escola Acessível, no período de 2012 a 2014, foram beneficiadas 28.954
escolas públicas, com recursos financeiros de R$ 312 milhões para a promoção da acessibilidade
arquitetônica. Em 2015, acompanhou-se a elaboração dos Planos de Trabalho de 9.960 escolas
contempladas em 2014. O pareamento entre os dados do Censo Escolar MEC/INEP e do Cadastro
Administrativo do Ministério da Previdência Social identificou, em 2014, 319.146 matrículas de
estudantes com deficiência, entre zero e dezoito anos de idade, que recebem o Benefício de
Prestação Continuada (BPC), correspondendo a 64,11% do total de beneficiários.
Com o objetivo de eliminar barreiras à inclusão escolar, no período de 2012-2015, no
âmbito do Programa Caminho da Escola, foram adquiridos 2.482 ônibus urbanos acessíveis com
recursos do MEC. Além disso, os entes federados adquiriram, com recursos oriundos de
financiamento do BNDES, nove ônibus urbanos acessíveis. Ainda, nesse período, foram adquiridos,
com recursos próprios dos entes federados, mais1.301 ônibus urbanos acessíveis.
Tendo em vista a organização e a oferta da Educação Bilíngue na perspectiva da educação
inclusiva, conforme o disposto pelo Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005, a ação de
formação inicial de professores para o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras)/Língua
Portuguesa objetivou apoiar a instituição de 27 cursos de graduação em Letras/Libras/Língua
Portuguesa, e da criação de 12 cursos de Pedagogia na perspectiva bilíngue, além de contratar 606
intérpretes de Libras com o investimento de R$ 78 milhões no período de 2012 a 2014.

Meta: Elevar a taxa de atendimento escolar da população indígena em todas as etapas e


modalidades da educação básica.
O Programa Nacional dos Territórios Etnoeducacionais (PNTEE), conjunto articulado de
ações de apoio técnico e financeiro aos sistemas de ensino para organização, fortalecimento e
gestão da Educação Escolar Indígena, objetiva ampliar e qualificar a oferta da educação básica e
superior para os povos indígenas e apoia a execução dos Planos de Ação dos Territórios
Etnoeducacionais (TEEs), contemplando os seguintes eixos: territórios; práticas pedagógicas
diferenciadas; infraestrutura física e tecnológica; educação profissional e tecnológica; e educação
superior e pós-graduação. De 2012 a 2015 foram pactuados 25 TEEs, definidos por meio de
consulta aos povos indígenas.
Já o Saberes Indígenas na Escola realiza formação continuada de professores indígenas que
atuam nos anos iniciais do ensino fundamental, em cursos de aperfeiçoamento de 200 horas nas
áreas de letramento e numeramento indígena, Língua Portuguesa e Língua Indígena como primeiras
ou segundas línguas e concede bolsas para professores indígenas cursistas e para professores
formadores. Até 2014, a ação contemplou 2.656 professores indígenas (entre orientadores de
estudos e professores alfabetizadores), envolvendo 309 escolas indígenas, 89 povos, em 293
aldeias, falantes de 81 línguas, em 13 TEEs. Em 2015, foram constituídas sete Redes de Instituições
de Ensino Superior que congregam 23 Núcleos Adjuntos das IES. Estão em implantação mais duas
Redes com sete Núcleos Adjuntos.
Ainda no âmbito da formação de professores, o programa de Licenciaturas Interculturais
(Prolind) é um programa de apoio à formação superior de professores que atuam em escolas
indígenas de educação básica. Em 2012 apoiou a oferta de 2.248 vagas em cursos oferecidos em 19
IES, com recursos superiores a R$ 13 milhões. Já em 2013, foram ofertadas 2.796 vagas, também
em 19 IES, no valor R$ 7,1 milhões. Em 2014, o programa apoiou a oferta de 2.657 vagas, em 19
IES, no valor de, aproximadamente, R$ 12,8 milhões e, em 2015, 2.580 vagas, em 20 IES, no valor
de R$ 13,4 milhões.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 44


Meta: Reduzir a taxa de analfabetismo funcional, de forma a alcançar a meta do PNE 2011-2020.
Meta: Reduzir a taxa de analfabetismo, especialmente entre as mulheres, a população do
campo e afrodescendentes.
O conceito de analfabetismo funcional considera as pessoas que, apesar de possuir
capacidade de leitura e escrita para realizar as atividades do contexto social, não concluíram os anos
iniciais do ensino fundamental. Considerando que o ensino fundamental passou a ter nove anos, a
partir da promulgação da Lei nº 11.274/2006, o indicador de analfabetismo funcional passa a se
referir ao percentual da população de 15 anos ou mais que possuem menos de cinco anos de
estudos, atual duração dos anos iniciais do ensino fundamental. Assim, com a atualização da série
histórica do indicador, a taxa de analfabetismo funcional da população de 15 anos ou mais, que era
de 32,1% em 2009, passou para 30,6% em 2012, alcançando 29,4% em 2013, mantendo o mesmo
índice em 2014, conforme dados da Pnad.
Já o conceito de alfabetização pode ser definido como a apropriação do sistema de escrita,
que pressupõe a compreensão do princípio alfabético, indispensável ao domínio da leitura e da
escrita, tornando possível o uso da língua escrita e dos conceitos matemáticos em diferentes
contextos. O analfabetismo entre jovens e adultos (população com 15 anos ou mais) vem sendo
reduzido gradualmente, passando, segundo os índices da Pnad, de 9,7% em 2009 para 8,7% em
2012, 8,5% em 2013 e 8,3% em 2014. Em relação às mulheres, em 2009, a taxa de analfabetismo
era de 9,6%, passando para 8,4% em 2012 e em 2013 o valor apurado foi de 8,2%. Ainda conforme
os dados da Pnad, a taxa de analfabetismo da população rural apresenta os maiores percentuais, mas
vem apresentando queda: em 2009, o índice era de 22,6%, passando para 21,1% em 2012 e 20,8%
em 2013. Quanto à população negra, a taxa de analfabetismo caiu de 13,4% em 2009 para 11,8%
em 2012 e 11,5% em 2013, segundo os dados da Pnad.
O Programa Brasil Alfabetizado (PBA), voltado para a alfabetização de jovens, adultos e
idosos, é desenvolvido em todo território nacional, em parceria com os entes federados, com
atendimento prioritário a municípios que apresentam alta taxa de analfabetismo. É uma porta de
acesso à cidadania, uma vez que contribui para a promoção do interesse pela elevação da
escolaridade e pode ser considerado uma forma de acesso à educação de jovens e adultos (EJA).
Só em 2015, foram destinados R$ 210,4 milhões para o pagamento de bolsas a 103 mil voluntários.
De 2012 a 2014, o programa atendeu 3 milhões de alfabetizandos e contou com a adesão de 25
estados, do Distrito Federal e de 1.346 Municípios. Em 2015 (referente ao Ciclo 2013, anos
exercício 2014 e 2015), contou com a adesão de 25 estados, do Distrito Federal e de 1.070
municípios, tendo sido atendidos 1,2 milhão de jovens, adultos e idosos. Assim, de 2012 a 2015, o
PBA teve a adesão de 1.372 entes executores, sendo 25 estados, o Distrito Federal e 1.346
municípios brasileiros, totalizando um investimento de R$ 1,1 bilhão.
Voltado a ampliar o número de matrículas na EJA presencial, nas etapas do ensino
fundamental e médio, o Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação
de Jovens e Adultos destinou, em 2015, o total de R$ 49,9 milhões a entes federados que
solicitaram apoio. No período 2012-2015, foram destinados R$ 564 milhões para a abertura e
manutenção de novas turmas de EJA, que proporcionaram a abertura de mais de 249 mil turmas de
educação de jovens e adultos, considerando também o atendimento de 60 mil alunos em
estabelecimentos prisionais.
O Projovem Urbano, uma das ações do Plano Juventude Viva, contribui para a promoção de
ações voltadas à elevação da escolaridade integrada à qualificação profissional e ao
desenvolvimento da participação social e cidadã para jovens de 18 a 29 anos por meio de apoio
técnico e financeiro aos entes federados e pagamento de auxílio a estudantes da EJA. A edição
2013, executada até o primeiro semestre de 2015, contou com adesão de 94 municípios e nove
estados, para atendimento a 100.823 jovens. Já a edição 2014, com curso iniciado em 2015 contou
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 45
com adesão de 115 Municípios, 12 Estados e do Distrito Federal, para atendimento a 102.610
jovens. Para a execução das atividades da modalidade Projovem Urbano foram transferidos cerca de
R$ 75 milhões. De 2012 a 2014, já foram beneficiados 332.158 jovens. Destacam-se, ainda, a
execução de ações necessárias ao desenvolvimento do programa em mais de 300 municípios, 16
estados e o no DF destinadas à formação de professores, formadores e gestores, pagamento de
profissionais, aquisição de gêneros alimentos alimentícios para fornecimento de lanche ou refeição
para os alunos e para as crianças de 0 a 8 anos, nas Salas de Acolhimento, custeio da qualificação
profissional.
Também está em execução a edição 2014 do Projovem Campo em 14 Estados, 302
Municípios e no Distrito Federal, com meta de atendimento de 42.845 jovens da agricultura
familiar. Para o desenvolvimento das atividades, foram alocados, em 2015, mais de R$ 55,3
milhões para os entes federados que aderiram a essa modalidade. No período do PPA 2012-2015
foram destinados R$ 115 milhões para que entes federados executassem o programa. No âmbito das
duas modalidades é desenvolvida formação continuada para gestores, formadores e educadores,
sendo que, em 2015, foram beneficiados 826 gestores e 922 formadores.
As salas de acolhimento são uma estratégia implementada no Projovem Urbano, a partir da
Edição 2012, e no Projovem Campo - Saberes da Terra a partir da Edição 2014, para apoiar os
estudantes destes dois Programas, mães e pais, com filhos entre zero e oito anos em sua
permanência no Curso até a sua conclusão e certificação. Respondem, assim, a uma demanda desses
jovens que há muito gostariam de retomar seus estudos, mas não tinham com quem deixar seus
filhos. Com apoio técnico e financeiro do MEC as Salas de Acolhimento são implementadas pelos
entes federados que fazem adesão às duas modalidades do Programa. Entre 2012 e 2014, estas Salas
acolheram, aproximadamente, 100 mil crianças, envolvendo cerca de 2.400 educadores.

Meta: Promover ações voltadas à elevação da escolaridade integrada à qualificação


profissional e ao desenvolvimento da participação social e cidadã para jovens de 18 a 29 anos.
O Projovem Urbano, uma das ações do Plano Juventude Viva, contribui para a promoção de
ações voltadas à elevação da escolaridade integrada à qualificação profissional e ao
desenvolvimento da participação social e cidadã para jovens de 18 a 29 anos por meio de apoio
técnico e financeiro aos entes federados e pagamento de auxílio a estudantes da Educação de Jovens
e Adultos. A edição 2013, executada até o primeiro semestre de 2015, contou com adesão de 94
municípios e nove estados, para atendimento a 100.823 jovens. Já a edição 2014, com curso
iniciado em 2015 contou com adesão de 115 Municípios, 12 Estados e do Distrito Federal, para
atendimento a 102.610 jovens. Para a execução das atividades da modalidade Projovem Urbano
foram transferidos cerca de R$ 75 milhões. De 2012 a 2014, já foram beneficiados 332.158 jovens.
Destacam-se, ainda, a execução de ações necessárias ao desenvolvimento do programa em mais de
300 municípios, 16 estados e o no DF destinadas à formação de professores, formadores e
gestores, pagamento de profissionais, aquisição de gêneros alimentos alimentícios para
fornecimento de lanche ou refeição para os alunos e para as crianças de 0 a 8 anos, nas Salas de
Acolhimento, custeio da qualificação profissional.
Também está em execução a edição 2014 do Projovem Campo, normatizada pela Resolução
CD/FNDE 11/2014, em 14 Estados, 302 Municípios e no Distrito Federal, com meta de
atendimento de 42.845 jovens da agricultura familiar. Para o desenvolvimento das atividades, foram
alocados, em 2015, mais de R$ 55,3 milhões para os entes federados que aderiram a essa
modalidade. No período do PPA 2012-2015 foram destinados R$ 115 milhões para que entes
federados executassem o programa. No âmbito das duas modalidades é desenvolvida formação
continuada para gestores, formadores e educadores, sendo que, em 2015, foram beneficiados 826
gestores e 922 formadores.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 46


As salas de acolhimento são uma estratégia implementada no Projovem Urbano, a partir da
Edição 2012, e no Projovem Campo - Saberes da Terra a partir da Edição 2014, para apoiar os
estudantes destes dois Programas, mães e pais, com filhos entre zero e oito anos em sua
permanência no Curso até a sua conclusão e certificação. Respondem, assim, a uma demanda desses
jovens que há muito gostariam de retomar seus estudos, mas não tinham com quem deixar seus
filhos. Com apoio técnico e financeiro do MEC as Salas de Acolhimento são implementadas pelos
entes federados que fazem adesão às duas modalidades do Programa. Entre 2012 e 2014, estas Salas
acolheram, aproximadamente, 100 mil crianças, envolvendo cerca de 2.400 educadores.

Meta: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos do campo, da região de


menor escolaridade do país ou incluída entre os 25% mais pobres, de forma a alcançar a meta
do PNE 2011-2020.
O Programa Brasil Alfabetizado (PBA), voltado para a alfabetização de jovens, adultos e idosos
e o Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e Adultos
contribuem para o alcance da meta. O PBA é uma porta de acesso à cidadania, uma vez que contribui
para a promoção do interesse pela elevação da escolaridade e pode ser considerado uma forma de acesso
à educação de jovens e adultos (EJA). Só em 2015, foram destinados R$ 210,4 milhões para o
pagamento de bolsas a 103 mil voluntários. De 2012 a 2014, o programa atendeu 3 milhões de
alfabetizandos e contou com a adesão de 25 estados, do Distrito Federal e de 1.346 Municípios. Em
2015 (referente ao Ciclo, 2013, anos exercício 2014 e 2015), contou com a adesão de 25 estados, do
Distrito Federal e de 1.070 municípios, tendo sido atendidos 1,2 milhão de jovens, adultos e idosos.
Assim, de 2012 a 2015, o PBA teve a adesão de 1.372 entes executores, sendo 25 estados, o Distrito
Federal e 1.346 municípios brasileiros, totalizando um investimento de R$ 1,1 bilhão.
Já o Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e
Adultos destinou, em 2015, o total de R$ 49,9 milhões a entes federados que solicitaram apoio. No
período 2012-2015, foram destinados R$ 564 milhões para a abertura e manutenção de novas
turmas de EJA, que proporcionaram a abertura de mais de 249 mil turmas de educação de jovens e
adultos, considerando também o atendimento de 60 mil alunos em estabelecimentos prisionais.
O Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo) é estruturado em cinco eixos:
gestão e práticas pedagógicas; formação inicial e continuada de professores; educação de jovens e
adultos; educação profissional; e infraestrutura física e tecnológica, para acesso e qualificação da
oferta da educação básica e superior, produção e distribuição de material específico, em todas as
etapas e modalidades. Entre 2012 e 2014, foram aprovadas 3.819 construções de escolas, sendo
2.240 no campo, 169 indígenas, 131 destinadas às áreas remanescentes de quilombos e 1.279 em
áreas urbanas, com investimentos de aproximadamente R$ 4,8 bilhões. No ano de 2015, foram
aprovados 2.560 projetos para construção de escolas do campo, indígenas e quilombolas.
Em relação à ampliação e reforma de unidades escolares, no período de 2012 a 2014, foram
aprovadas a ampliação e a reforma de 55 escolas em área rural, sendo 51 do campo, três indígenas e
uma quilombola. Em 2015, o PAR não abriu para a ampliação e reforma de escolas.
O Programa Caminho da Escola objetiva renovar e padronizar a frota de veículos escolares,
de forma a garantir a segurança, a acessibilidade e a qualidade do transporte dos estudantes e,
assim, contribuir para a redução da evasão escolar. No período de 2012-2015, foram adquiridos,
com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), 15.797 ônibus rurais;
com recursos oriundos de financiamento do BNDES, 776 ônibus rurais e, com recursos próprios
dos entes, 4.204 ônibus rurais.
Em 2015, no âmbito do Mais Educação foram atendidas 22.542 escolas do campo, incluindo
escolas indígenas e quilombolas. Além disso, foram repassados recursos superiores a R$ 60,8
milhões para 13.900 escolas do campo, por meio do PDDE Campo e, por meio do PDDE Água

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 47


foram beneficiadas 4.447 escolas com um investimento de, aproximadamente, R$ 51,2 milhões.
Foram aprovados 2.560 projetos para construção de escolas do campo, indígenas e quilombolas.
O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), em 2013 adquiriu 4,5 milhões de livros,
beneficiando 2,1 milhões de estudantes, em 63.791 escolas. Em 2014, o PNLD Campo adquiriu
aproximadamente 4,4 milhões de livros, beneficiando 2,7 milhões de estudantes, em 61.675 escolas.
Em 2015, para atender a 2,6 milhões de estudantes, em 56.673 escolas, foram adquiridos 9,9
milhões de livros, quantidade suficiente para atender a demanda de 2016, 2017 e 2018.
O programa Escola da Terra tem como objetivo promover a melhoria das condições de
acesso, permanência e aprendizagem dos estudantes do campo e quilombolas em suas comunidades,
por meio do apoio à formação de professores que atuam nas turmas dos anos iniciais do ensino
fundamental compostas por estudantes de variadas idades, e em escolas de comunidades
quilombolas. Por meio do programa, o MEC oferta os seguintes recursos: a) livros do PNLD
Campo e Kit pedagógico que atendam às especificidades formativas das populações do campo e
quilombolas e b) apoio técnico e financeiro aos estados, Distrito Federal e municípios para a
ampliação e a qualificação da oferta de educação básica às populações do campo e quilombolas em
seus respectivos sistemas de ensino. O Programa teve seu início em 2014 e já formou 7,6 mil
professores e em 2015, estavam em formação 5,6 mil professores, com investimento superior a R$
6,8 milhões.

Meta: Equiparar a escolaridade média entre negros e não negros.


O Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento, tem como objetivo
propiciar a formação e a capacitação, com elevada qualificação, de estudantes autodeclarados
pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades/superdotação, em universidades, instituições de educação profissional e tecnológica e
centros de pesquisa no Brasil e no exterior. Em 2014 foi lançado o primeiro edital do Programa e
selecionadas 24 propostas de cursos de formação preparatória, que serão ofertadas em 2015-2016,
para pós-graduação de diferentes instituições de educação superior federais, estaduais, municipais e
comunitárias, contribuindo para a institucionalização e solidificação de experiências de ação
afirmativa.
No que se refere à implementação do disposto na Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que
estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de
ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e em outros marcos
legais, a política de Educação para as Relações Étnico-Raciais prevê confecção de material didático,
a formação continuada de professores, além de ações como o Prêmio Curta Histórias. De 2012 a
2014, foram abertas 9.900 vagas em cursos de aperfeiçoamento e especialização, por meio de 36
universidades federais. Em 2015, foram pactuadas 4.150 vagas, por meio de 28 Ifes. O curso de
formação “Educação Escolar Quilombola” é oferecido para lideranças quilombolas e professores
que atuam em escolas localizadas em comunidades remanescentes de quilombo ou que recebem
alunos oriundos dessas comunidades. Tem como característica a abordagem da Educação Escolar
Quilombola, a partir das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola,
considerando também as especificidades de cada região, comunidade e IES. Entre 2012 e 2014,
foram oferecidas 5.420 vagas em curso de aperfeiçoamento, por meio de 23 IFES. Em 2015, foram
pactuadas 460 vagas, por meio de cinco Ifes.
Destaca-se, ainda, a Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, conhecida como a Lei de Cotas,
que tem por finalidade promover maior equidade no acesso à educação superior, por meio da
reserva de vagas a grupos minoritários. A Lei estabelece uma reserva de 50% das vagas das
universidades federais para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em
escolas públicas e 50% dessas vagas devem ser reservadas aos estudantes oriundos de famílias com
renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo per capita. A reserva de vagas deve ainda observar a
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 48
proporção de pretos, pardos e indígenas da população da unidade da federação onde está instalada a
instituição, segundo o último Censo do IBGE. Desse modo, faz um corte social e étnico-racial,
criando quatro categorias de beneficiários da política federal de acesso ao ensino superior: (i)
pretos, pardos e indígenas com até um salário mínimo e meio de renda familiar; (ii) pretos, pardos e
indígenas, independentemente da renda; (iii) estudantes que cursaram todo o ensino médio em
escola pública, independentemente de pertencimento étnico-racial, com renda per capita familiar de
até um salário mínimo e meio; e (iv) estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola
pública, independentemente de pertencimento étnico-racial e da renda. A Lei prevê, ainda, que as
instituições federais de educação superior deverão implementar, no mínimo, 12,5% da reserva de
vagas prevista a cada ano, e terão o prazo máximo de quatro anos, a partir da sua publicação, ou
seja, até 2016 todas as Ifes deverão garantir o percentual mínimo de 50% para a reserva de vagas
prevista na lei. A Lei de Cotas uniformizou o tratamento da matéria, estabelecendo uma política
afirmativa aplicável a todas as universidades e institutos federais, resguardando, porém, a
possibilidade de manutenção ou criação de programas adicionais.

Meta: Elevar o IDEB do Ensino Médio para 4,3.


Meta: Elevar o IDEB dos anos finais do ensino fundamental para 4,7.
Meta: Elevar o IDEB dos anos iniciais do ensino fundamental para 5,2.
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é um indicador que combina os
dados de fluxo escolar, especificamente, as taxas de aprovação – obtidas a partir do Censo da
Educação Básica – com os dados de desempenho escolar – fornecidos pela Prova Brasil e pelo
Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O Ideb é calculado para cada uma das etapas de
ensino e recebe valores de 0 a 10. Com ele, ampliam-se as possibilidades de mobilização da
sociedade em favor da educação, uma vez que o índice é comparável nacionalmente, calculado por
rede de ensino e por escola, e expressa em valores facilmente compreensíveis os resultados mais
importantes da educação: aprendizagem e fluxo.
Em 2015, participaram da Prova Brasil e da Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb)
mais de 2,3 milhões de estudantes do 5º ano do ensino fundamental, mais de 2,2 milhões de estudantes
do 9º ano do ensino fundamental e aproximadamente 107 mil estudantes do 3º ano do ensino médio,
matriculados em 57.744 escolas distribuídas nas 27 unidades da Federação. Esses estudantes
responderam a testes de Língua Portuguesa e de Matemática, bem como a questionários contextuais. A
partir dos resultados dessas avaliações, o Ideb de 2015 será apurado, com previsão para divulgação em
2016. Como o cálculo do Ideb é feito bianualmente, não existem valores para 2012 e 2014.
A Base Nacional Comum Curricular para a Educação Básica, prevista na Constituição
Federal, na LDB e nas estratégias do PNE pretende elevar o atendimento escolar, garantindo o
acesso, a permanência e a conclusão da educação básica. A Base está sendo construída de forma
colaborativa, em articulação com os entes federados e universidades, associações acadêmicas e
científicas e sociedade civil organizada. Em 2015, foi constituído um grupo de 116 especialistas das
quatro áreas do conhecimento (Exatas, Humanas, Biológicas e Línguas), formado por
professores/pesquisadores das universidades, técnicos das secretarias de educação e professores da
educação básica, esses dois últimos indicados pelas secretarias de educação de todos os estados da
Federação e do Distrito Federal, responsáveis pela elaboração do documento preliminar da Base
Nacional Comum Curricular. O documento preliminar foi submetido a uma consulta pública por
meio da qual se pretende construir uma Base Nacional Comum de forma democrática, permitindo
gerar um ambiente propício à necessária colaboração entre os entes federados para a implementação
de uma política curricular nacional.
O Ideb dos anos iniciais do ensino fundamental em 2013 foi 5,2, superior à meta de 4,9. A
principal estratégia para elevação do Ideb nos anos iniciais do ensino fundamental é o Pacto
Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, lançado em novembro de 2012, que tem como eixos
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 49
estruturantes formação continuada de professores alfabetizadores; orientação quanto aos resultados
alcançados nas avaliações externas universais aplicadas pelo Inep; material didático; e gestão,
controle social e mobilização. A formação do Pacto, em 2013, foi voltada à Língua Portuguesa,
enquanto a de 2014 para Matemática. O Pacto contou, em 2013, com a adesão dos 26 estados, do
Distrito Federal e 5.420 municípios, alcançando 317.575 professores alfabetizadores. Já em 2014,
311.916 professores alfabetizadores e 15.072 orientadores de estudo participaram do Pacto como
cursistas, em 39 IES participantes. Em 2015, participaram como cursistas 301.388 professores
alfabetizadores e 14.686 orientadores de estudo, em 39 IES participantes, atendendo
aproximadamente 6,3 milhões de alunos. Foram investidos no programa mais de R$ 350 milhões
para custeio das IES e pagamento de bolsas.
Em relação ao Ideb dos anos finais do ensino fundamental, em 2013 o índice foi 4,2,
superando o de 2011, que foi 4,1, porém abaixo da meta para 2013, estabelecida em 4,4. Entre os
esforços para a melhoria da qualidade do ensino fundamental, destaca-se o Programa Mais
Educação, que tem sido o principal programa desenvolvido para atingir a meta. Nessa perspectiva,
estão em revisão as diretrizes do Programa, buscando um maior envolvimento dos professores da
escola, bem como estratégias de aproximação com as políticas de formação continuada. Em 2012, o
programa contou com a adesão 32.074 escolas. Em 2013, o número de adesões saltou para 49 mil
escolas, incluindo o atendimento a 32 mil escolas com mais de 50% de alunos oriundos de famílias
beneficiadas pelo Programa Bolsa Família. Na abertura a adesão do ciclo 2014/2015 foi aprovada a
adesão de 58 mil escolas. Em 2015, as escolas que aderiram ao programa em 2014 receberam a
segunda parcela do plano aprovado em função da sua execução. Foram investidos no programa R$
1,2 bilhão.
Em 2013, o Ideb do ensino médio foi 3,7, mesmo valor de 2011, porém foi inferior à meta
para aquele ano, estabelecida em 3,9. Para alcançar essa meta, o MEC tem desenvolvido programas
específicos para o ensino médio, tais como: o Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio
(PNEM), o Programa Ensino Médio Inovador e, ainda, a Base Nacional Comum que apresentará
uma proposta curricular para o Ensino Médio.
O PNEM é uma ação que visa promover a valorização da formação continuada dos
professores e coordenadores pedagógicos que atuam no ensino médio. O MEC, atuando de forma
articulada com estados e Distrito Federal e, também, com instituições de ensino superior,
desenvolveu ações de capacitação que contemplaram 14 mil escolas como espaços privilegiados de
discussão das práticas pedagógicas do Ensino Médio. As atividades de formação continuada
desenvolvidas na escola visam propiciar aos profissionais a compreensão das Diretrizes
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, que subsidiam a formação do professor, bem como
fornecer subsídios teóricos e metodológicos para o desenvolvimento de práticas pedagógicas
inclusivas, interdisciplinares e contextualizadas que promovam a aprendizagem dos alunos. Assim,
espera-se, como efeitos indiretos dessa ação, a redução da reprovação e do abandono escolar nessa
etapa da educação básica, haja vista que, entre os determinantes do abandono escolar se incluem,
também, fatores relacionados à própria relação aluno-escola. Além disso, buscou-se proporcionar
uma estrutura de formação que observasse as características da rede de ensino em cada UF.
O Programa Ensino Médio Inovador, também relacionado às metas previstas no PNE 2011-
2020, é uma ação que apoia e fortalece o desenvolvimento de propostas curriculares inovadoras nas
escolas de ensino médio, contribuindo com as secretarias estaduais de educação dos estados e do
Distrito Federal para o desenvolvimento de ações de melhoria da qualidade do ensino, enfatizando
projetos pedagógicos que promovam a educação científica e humanística, a valorização da leitura,
da cultura, o aprimoramento da relação teoria e prática, da utilização de novas tecnologias e o
desenvolvimento de metodologias criativas e emancipadoras.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 50


Meta: Fomentar projetos e campanhas voltados ao combate à violência e ao “bullying” na
escola e promover a educação em direitos humanos.
Uma educação de qualidade é norteada pelos princípios da equidade, da valorização da
diversidade, dos direitos humanos, do enfrentamento da violência e intolerância, da gestão
democrática do ensino público, da acessibilidade, da igualdade de condições para o acesso e
permanência do educando na escola, independentemente de seu gênero, etnia, raça/cor, local de
domicílio ou condição de deficiência.
O MEC ofertou diversas formações abordando temas caros à Educação em Direitos
Humanos. Entre 2012 a 2015, foram realizados nove cursos totalizando 54.866 vagas ofertadas,
com o envolvimento de 43 Instituições Públicas de Educação Superior, e investimento de R$ 119
milhões. Dos cursos ofertados nesse período, foram oferecidos em 2015: Educação, Pobreza e
Desigualdade Social; Educação em Direitos Humanos; Gestão de Políticas Públicas em Gênero e
Raça; Gênero e Diversidade na Escola; Escola que Protege; Docência na Socioeducação; Escolas
Sustentáveis; Educação Ambiental; e Educação Ambiental com ênfase em Espaços Educadores
Sustentáveis. Esses cursos foram ofertados nos níveis de extensão, aperfeiçoamento e
especialização, nas modalidades presencial, semipresencial e a distância. Em 2015, o valor
executado para realização dos cursos foi de R$ 39.698.993,08, sendo R$ 28.504.665,00 para
pagamento de bolsas e R$ 11.194.328,08 para o custeio dos Cursos.

Objetivo 0599: Fortalecer a gestão e o controle social, a cooperação federativa e intersetorial e


as formas de colaboração entre os sistemas de ensino e produzir informações estatísticas,
indicadores, estudos, diagnósticos, pesquisas, exames, provas e avaliações.
Em função de suas responsabilidades na instituição do Sistema Nacional de Educação
(SNE), o Ministério da Educação (MEC) mantém a secretaria executiva do Fórum Nacional
Educação (FNE), órgão de Estado demandado pela Conferência Nacional de Educação de 2010
(CONAE 2010) e instituído no âmbito do Ministério da Educação pela Portaria nº 1.407/2010 e
pelo Plano Nacional de Educação (Lei nº 13.005/2014). O FNE tem sido um estratégico espaço de
interlocução entre a sociedade civil e o Estado, de extrema relevância, sobretudo em função da sua
diversificada composição de 50 entidades representativas da sociedade civil e do poder público. É
uma arena, portanto, fundamental para o debate e construção de políticas públicas educacionais que,
em 2015, se organizou para promover debates e mobilizações, bem como produzir notas públicas
sobre os planos de educação, o Sistema Nacional de Educação, a Base Nacional Comum,
financiamento da educação, entre outros, dando grande contribuição a temas na ordem do dia.
Ao longo do ano houve uma intensificação na agenda de trabalho do Fórum como resposta
aos desafios do PNE e, nesse sentido, mais 8 reuniões ampliadas foram realizadas tratando de temas
estratégicos para o Ministério da Educação e a sociedade brasileira, com o envolvimento de
secretários e do Ministro da Educação. A participação do FNE em mais de 60 atividades como
seminários, audiências públicas, fóruns, mesas de debate contribuiu para que o FNE qualificasse o
debate que vem realizando sobre o SNE e sobre os desafios do PNE ao longo de 2015. Foram
tomadas, ainda, iniciativas de planejamento inicial para o trabalho de coordenação da próxima
Conferência Nacional de Educação, prevista para 2018.
O Fórum, ativo e fortalecido ao longo de 2015, dotado de condições de trabalho e
funcionamento, bem como as conferências de educação são indutores da participação social em
educação e se somam aos Fóruns Permanentes Estaduais, Distrital e Municipais de Educação, que
estão se constituindo em todo o território nacional. São elementos que reforçam a centralidade dos
mecanismos de participação na gestão pública e a mobilização social pela educação. Cumprindo sua
atribuição legal de monitoramento e avaliação do PNE (Artigo 5º da Lei 13.005/2014), o FNE
participou ativamente do debate sobre o aperfeiçoamento dos indicadores de cada meta, além de

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 51


contribuir com análise crítica no processo de elaboração do documento “Plano Nacional de
Educação PNE 2014-2024: Linha de Base”.
A produção de estatísticas, indicadores, estudos e pesquisas contribui para a melhoria da
qualidade da educação básica e para a universalização do acesso à escola, na medida em que
possibilitam a elaboração de subsídios concretos para a formulação, reformulação, monitoramento e
avaliação das políticas públicas educacionais. No que se refere aos instrumentos de avaliação da
qualidade da educação básica, cabe ressaltar o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb),
que procura oferecer dados e indicadores que possibilitem maior compreensão dos fatores que
influenciam o desempenho dos alunos nas áreas e anos avaliados. O Saeb é composto pela
Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc/Prova Brasil), pela Avaliação Nacional da
Educação Básica (Aneb) e pela Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA).
Em 2015, participaram da Prova Brasil e da Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb)
mais de 2,3 milhões de estudantes do 5º ano do ensino fundamental, mais de 2,2 milhões de
estudantes do 9º ano do ensino fundamental e aproximadamente 107 mil estudantes do 3º ano do
ensino médio, matriculados em 57.744 escolas distribuídas nas 27 unidades da Federação. Esses
estudantes responderam a testes de Língua Portuguesa e de Matemática, bem como a questionários
contextuais. A partir dos resultados dessas avaliações, o Ideb de 2015 será apurado, com previsão
para divulgação em 2016. Como o cálculo do Ideb é feito bianualmente, não existem valores para
2012 e 2014.
Para contribuir com as políticas de alfabetização de crianças até os oito anos de idade, bem
como com a gestão dos sistemas de ensino do País, o Inep realizou em 2014 a Avaliação Nacional
da Alfabetização (ANA), cujos resultados foram divulgados em 2015, os quais possibilitaram o
acesso e a análise pedagógica por meio de boletins eletrônicos, que apresentam os percentuais de
estudantes posicionados em cada nível das escalas de proficiência de Leitura, de Escrita e de
Matemática. A aferição dos níveis de alfabetização dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental
das escolas públicas, realizada pela ANA em 2014, indica que, atualmente, 22,2% de estudantes
possuem proficiência insuficiente em leitura, 34,4% proficiência insuficiente em escrita e 57,1%
proficiência insuficiente em matemática. A divulgação dos dados da ANA apresentou informações
agregadas sobre o cenário educacional, de modo a colaborar para o monitoramento do direito à
educação e possibilitar, de forma objetiva, que governantes, gestores e sociedade civil acompanhem
e monitorem o desenvolvimento da alfabetização de crianças até oito anos de idade a partir da
análise dessas dimensões, fortalecendo o controle social e a cooperação federativa.
Além dessas avaliações, destaca-se o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que
permite aos alunos que estão concluindo ou que já concluíram o ensino médio em anos anteriores se
candidatem a vagas em instituições públicas de ensino superior e a programas do Governo como,
por exemplo, o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento
Estudantil (Fies). Observa-se o aumento de cerca de 33% no número de inscritos no Enem no
período 2012-2015. Ao mesmo tempo, houve processo de fortalecimento da qualidade do exame,
com melhorias no processo de gestão, da qualidade pedagógica e do processo de correção de
redação. A edição 2015 do Enem, contou com 7,7 milhões de inscritos, sendo aplicado em cerca de
1,7 mil cidades brasileiras. Mais de 5 milhões de redações foram corrigidas por 10 mil avaliadores,
os quais passaram por processo de capacitação com duração de 120 horas. Atualmente, 131
instituições públicas de educação superior brasileiras utilizam o Exame em seus processos seletivos.
Destaca-se, ainda, que o edital 2015 do Enem assegurou atendimento especializado,
específico e pelo nome social aos participantes que deles comprovadamente necessitaram. A
demanda por inscrição pelo nome social triplicou (278 solicitações), o que significa avanços no
reconhecimento da identidade das pessoas, combatendo a discriminação e promovendo a igualdade
de oportunidades.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 52


Nessa edição, também foram adotadas medidas para redução dos custos com a aplicação do
Exame, como por exemplo, a divulgação, exclusivamente pela internet, do cartão de confirmação da
inscrição e o aumento do número de participantes por sala para a realização das provas. As medidas
representaram uma economia de R$ 46 milhões.

Meta: Aprimorar continuamente os instrumentos de avaliação da qualidade da educação


básica.
No que se refere aos instrumentos de avaliação da qualidade da educação básica, cabe
ressaltar o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que procura oferecer dados e
indicadores que possibilitem maior compreensão dos fatores que influenciam o desempenho dos
alunos nas áreas e anos avaliados. O Saeb é composto pela Avaliação Nacional do Rendimento
Escolar (Anresc/Prova Brasil), pela Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb) e pela
Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA). Em 2015, participaram da Prova Brasil e da Aneb
mais de 2,3 milhões de estudantes do 5º ano do ensino fundamental, mais de 2,2 milhões de
estudantes do 9º ano do ensino fundamental e aproximadamente 107 mil estudantes do 3º ano do
ensino médio, matriculados em 57.744 escolas distribuídas nas 27 unidades da Federação. Esses
estudantes responderam a testes de Língua Portuguesa e de Matemática, bem como a questionários
contextuais. A partir dos resultados dessas avaliações, o Ideb de 2015 será apurado, com previsão
para divulgação em 2016.
Para contribuir com as políticas de alfabetização de crianças até os oito anos de idade, bem
como com a gestão dos sistemas de ensino do País, o Inep realizou em 2014 a Avaliação Nacional da
Alfabetização (ANA), cujos resultados foram divulgados em 2015, os quais possibilitaram o acesso e
a análise pedagógica por meio de boletins eletrônicos, que apresentam os percentuais de estudantes
posicionados em cada nível das escalas de proficiência de Leitura, de Escrita e de Matemática. A
aferição dos níveis de alfabetização dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental das escolas
públicas, realizada pela ANA em 2014, indica que, atualmente, 22,2% de estudantes possuem
proficiência insuficiente em leitura, 34,4% proficiência insuficiente em escrita e 57,1% proficiência
insuficiente em matemática. Ainda dentro das ações relativas à ANA, foi realizado, em 2015, amplo
debate com entidades de representação da educação infantil e especialistas da área para a conclusão
da proposta de avaliação da educação infantil. A avaliação amostral será composta por indicadores
apenas contextuais (excluindo-se a avaliação de desempenho), que permitirão o monitoramento do
acesso/oferta e da qualidade da educação infantil nas redes pública e privada do País.
Já a Provinha Brasil é avaliação diagnóstica que visa investigar o desenvolvimento das
habilidades relativas à alfabetização e ao letramento em Língua Portuguesa e Matemática,
desenvolvidas pelas crianças matriculadas no 2º ano do ensino fundamental das escolas públicas. Para
a primeira edição de 2015 foram encaminhadas provas para 2.643.183 estudantes de 145.320 turmas.
Para a segunda edição foram encaminhadas provas para 2.394.200 estudantes de 101.702 turmas. A
partir de 2016, os gestores poderão monitorar o processo de alfabetização dos estudantes do 2º ano do
ensino fundamental. Dessa forma será possível a elaboração de medidas pedagógicas que possibilitem
corrigir o desempenho dos estudantes e garantir que estejam alfabetizados ao final do Ciclo.
Além dessas avaliações, destaca-se o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que
permite aos alunos que estão concluindo ou que já concluíram o ensino médio em anos anteriores se
candidatem a vagas em instituições públicas de ensino superior e a programas do Governo como,
por exemplo, o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento
Estudantil (Fies). A edição 2015 do Enem, contou com 7,7 milhões de inscritos, sendo aplicado em
cerca de 1,7 mil cidades brasileiras. Mais de 5 milhões de redações foram corrigidas por 10 mil
avaliadores, os quais passaram por processo de capacitação com duração de 120 horas. Atualmente,
131 instituições públicas de educação superior brasileiras utilizam o Exame em seus processos
seletivos.Destaca-se, ainda, que o edital 2015 do Enem assegurou atendimento especializado,

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 53


específico e pelo nome social aos participantes que deles comprovadamente necessitaram. A
demanda por inscrição pelo nome social triplicou (278 solicitações), o que significa avanços no
reconhecimento da identidade das pessoas, combatendo a discriminação e promovendo a igualdade
de oportunidades. Nessa edição, também foram adotadas medidas para redução dos custos com a
aplicação do Exame, como por exemplo, a divulgação, exclusivamente pela internet, do cartão de
confirmação da inscrição e o aumento do número de participantes por sala para a realização das
provas. As medidas representaram uma economia de R$ 46 milhões.
O Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) para
brasileiros residentes no Exterior é um exame de certificação no nível de conclusão do Ensino
Fundamental ou do Ensino Médio, ofertado aos jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de
concluir os seus estudos na idade apropriada. Em 2015, o Encceja Exterior foi aplicado a brasileiros
no Japão; em Portugal, na Bélgica, na Guiana Francesa, nos Estados Unidos, na Espanha, no Reino
Unido e na Suíça.
Meta: Elevar o percentual de diretores de escola com nomeação vinculada a critérios técnicos
de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar, em consonância com PNE
2011-2020.
O Ministério da Educação (MEC), em conjunto com a Associação Nacional de Política e
Administração Educacional (ANPAE), elaborou subsídios para o debate sobre critérios para a
escolha de diretores de escola. Os textos elaborados tratam da gestão democrática dos sistemas de
ensino e das escolas, contemplando critérios técnicos, de mérito e participação da comunidade,
como define a Meta 19 do PNE. Esses subsídios encontram-se no caderno que já está em fase final
de publicação e que deve ser amplamente divulgado por meio impresso e eletrônico.
O MEC também mantém a secretaria executiva do Fórum Nacional de Educação, por intermédio
do qual foram tomadas as providências iniciais para o trabalho de coordenação da próxima
Conferência Nacional de Educação, prevista para 2018.

Meta: Apoiar a instituição do Sistema Nacional de Educação, responsável pela articulação


entre os sistemas de ensino, em regime de colaboração, para a efetivação das diretrizes, metas
e estratégias do PNE 2011-2020.
Com a finalidade de dar cumprimento à determinação do PNE de instituir o sistema nacional
de educação (SNE) em 2016, o MEC, em continuidade aos estudos desenvolvidos em 2014,
elaborou o documento “Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o
país”.
Não há como discutir o SNE ou trabalhar na sua gestão sem falar em Custo Aluno
Qualidade (CAQ), com a ação supletiva desenhada para a sua garantia. Assim, foi constituído um
Grupo de Trabalho (GT) com a finalidade de buscar consenso em torno desse tema. O GT
apresentou, e está em fase de discussão, um ensaio de mecanismo possível de implementação
gradual do Custo Aluno Qualidade inicial (CAQi), para subsidiar e qualificar o debate com o
Conselho Nacional e conselhos estaduais e municipais de educação, com dirigentes estaduais e
municipais, com o Fórum Nacional de Educação, com as comissões de educação da Câmara e do
Senado e com a sociedade em geral, com vistas ao cumprimento das estratégias 20.6, 20.7, 20.8 e
20.10 do PNE.
O MEC envida esforços para aperfeiçoar os mecanismos e instrumentos de cooperação
federativa, estimulando as formas de colaboração, desempenhando um papel mediador, indutor e
facilitador da pactuação. Entre as iniciativas tomadas desde 2012 está a coordenação do GT que
teve a responsabilidade de discutir conceitos, elencar experiências relevantes de organização
territorial e formas de colaboração implantadas ou em implantação, caracterizando-as e
identificando êxitos e dificuldades. Também aprofundou estudos sobre constituição de consórcios
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 54
públicos como forma de consolidação dos arranjos; vulnerabilidades educacionais com foco
microrregional; possibilidades de aporte de recursos; e direcionamento de ações e programas de
apoio. O Relatório Final do GT foi apresentado e aprovado em 2015, tendo sido encaminhado para
publicação.
Ainda em 2015, o MEC deu prosseguimento às ações no Território de Cooperação
Educacional do Xingu, no bojo do Plano de Desenvolvimento Sustentável (PDRS Xingu). Essa
ação tem o objetivo de fortalecer a articulação federativa pela via da elaboração e execução de um
Plano Regional de Educação, vinculado aos planos municipais, ao plano estadual e ao PNE. O
Território reflete um esforço associativo entre os entes federativos, as experiências existentes e suas
contribuições, e envolve 11 Secretarias municipais de educação (SME) dos municípios afetados
pela obra de Belo Monte, seis SMEs de municípios da região do Tapajós, a Secretaria de Estado de
Educação do Pará e o MEC. Além de participar das reuniões ordinárias, realizou o “Seminário de
Educação Diferenciada: construindo referenciais de qualidade para todos”. Como parte dos
compromissos assumidos pelo MEC, foi iniciado, ainda, um curso voltado para a formação em
magistério de pessoas das comunidades da Reserva Extrativista Terra do Meio. Está em curso a
elaboração de estudos propositivos de procedimentos metodológicos para fortalecer a articulação
interfederativa de base regional, com vistas à execução, ao monitoramento e à avaliação dos planos
municipais de educação, incluindo proposta de melhoria nos processos de gestão pedagógica e
administrativa das redes públicas de ensino. Essas ações resultarão no aperfeiçoamento de
metodologia que poderá ser ajustada em outras realidades regionais.
O MEC aperfeiçoou o Plano de Ações Articuladas (PAR) – ciclo 2015-2018, na perspectiva de
fortalecer a cooperação entre os entes federativos e a colaboração entre os sistemas de ensino na
execução das políticas públicas educacionais. À dimensão Gestão Educacional, foram propostos
indicadores que estimulam estratégias de cooperação entre os entes federativos e de colaboração
entre os sistemas de ensino.
Também foi mantida a relação estratégica de trabalho com o Ministério Público. A
interlocução, que inclui a gestão dos compromissos firmados no IV Acordo de Cooperação Técnica,
redundou na participação em inúmeras atividades do MP e no apoio financeiro para a participação
em encontros promovidos pela Coordenação da Comissão Permanente da Educação dos Ministérios
Públicos dos Estados e do Distrito Federal, que integra o Grupo Nacional de Direitos Humanos,
órgão do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União,
signatários do acordo. No momento, está em fase de elaboração uma nova proposta de Acordo, a
vigorar a partir de 2016, que terá como eixo central o PNE.
Além disso, também foi realizado, com a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas
do Brasil e com o Instituto Rui Barbosa, um encontro com presidentes e representantes de 25
tribunais de contas para debater o acompanhamento das metas dos planos de educação em estados e
municípios, em consonância com o PNE. O cumprimento das metas dos planos de educação e os
mecanismos necessários de responsabilização são centrais na agenda instituinte do SNE e, portanto,
demandam o envolvimento contínuo e o trabalho articulado do MEC com o MP e os tribunais de
contas.

Meta: Apoiar os entes federados na elaboração ou adequação de planos de educação


alinhados ao PNE 2011-2020, bem como na implementação de iniciativas de cooperação e
colaboração entre os sistemas de ensino.
O MEC instituiu a Rede de Assistência Técnica, constituída em conjunto com as Secretarias
Estaduais de Educação e as seccionais estaduais da UNDIME. Essa Rede contou com 310 técnicos
distribuídos pelo país, que prestaram assistência a todos os estados, municípios e ao Distrito Federal
para adequação ou elaboração dos planos de educação, em consonância com o Plano Nacional de
Educação (PNE), como define o art. 8º da Lei nº 13.005/2014. O trabalho de assistência técnica foi
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 55
apoiado no conjunto de materiais reunidos no site “Planejando a Próxima Década”
(http://pne.mec.gov.br/).
O diálogo construído pelo Ministério da Educação (MEC) com as secretarias, conselhos e
fóruns de educação, aliado à capilaridade do trabalho da rede de assistência técnica, à dinâmica de
atualização diária das informações no site e à mobilização de setores estratégicos (como o
Ministério Público e os tribunais de contas), permitiu que um expressivo resultado fosse observado:
19 estados e o Distrito Federal (74% das unidades da Federação) e 5.441 municípios (98%)
elaboraram ou adequaram seus planos de educação até dezembro de 2015, num movimento inédito
e histórico para a educação nacional.
Os esforços, a partir de agora, serão dirigidos ao acompanhamento sistemático dos planos
em vigor, com material técnico adequado e formação das equipes locais para o monitoramento
contínuo e avaliações periódicas, com ampla mobilização e participação social.

Análise situacional do Programa 2031 – Educação Profissional e Tecnológica.


O Programa Temático Educação Profissional e Tecnológica (2031) do PPA 2012-2015, é
composto por dois Objetivos, nove Metas e sete Indicadores em consonância com os compromissos
enunciados na versão inicial do Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020), à época, em
discussão no Congresso Nacional. O PNE apresenta diretrizes e metas que perpassam a execução de
todos os programas do MEC, com ações desenvolvidas conjuntamente pela União, estados, Distrito
Federal e municípios, constituindo-se em um fundamental norteador das políticas públicas
educacionais.
As rápidas mudanças na base científica e tecnológica e nos processos produtivos exigem a
formação de um novo trabalhador, sintonizado com a complexidade da realidade atual e capaz de
superar os desafios que ela representa. A contextualização do conhecimento e a vinculação entre
teoria prática devem incentivar a investigação científica, a produção e o desenvolvimento de novas
tecnologias. Para além da integração com o mundo do trabalho, a educação profissional e
tecnológica deve incorporar ainda elementos inseridos no âmbito das relações sociais na perspectiva
da promoção da inclusão, da equidade e da cidadania.
É necessário, portanto, esforços conjuntos, envolvendo governos, setor produtivo e
sociedade em geral, priorizando o desenvolvimento territorial e o fortalecimento dos arranjos
produtivos locais. Assim, as instituições de ensino profissional e tecnológico devem fortalecer a sua
articulação com o setor produtivo e estabelecer itinerários formativos que possibilitem ao jovem ou
trabalhador iniciar a sua formação profissional em cursos de qualificação profissional e avançar até
a graduação tecnológica ou mestrado profissional.

Demonstrativo de orçamento e execução do Programa 2031 (período PPA 2012-2015)


Recurso 2012 2013 2014 2015
LOA + Créditos 5.905.713.230,00 7.009.932.894,00 8.132.056.277,00 8.000.756.339,00
Empenhado 4.454.920.579,96 5.940.758.738,18 6.754.457.389,04 6.401.395.249,06
Fonte: SIOP, em 21/03/2016

Verifica-se que a execução orçamentária do Programa 2031 foi de 80% no exercício de


2015. Considera-se que os Restos a Pagar não influenciaram no resultado do programa pois, de
modo geral, estão concentrados em ações que envolvem obras, em que se realiza o empenho do
orçamento para posterior liquidação, conforme o andamento da execução física.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 56


Objetivo 0582: Expandir, interiorizar, democratizar e qualificar a oferta de cursos de
educação profissional e tecnológica, considerando os arranjos produtivos, sociais, culturais,
locais e regionais, a necessidade de ampliação das oportunidades educacionais dos
trabalhadores e os interesses e necessidades das populações do campo, indígenas, quilombolas,
afrodescendentes, das mulheres de baixa renda e das pessoas com deficiência.
O Objetivo contempla iniciativas que visam, principalmente, à reestruturação e à expansão
da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica; à expansão e à qualificação
das redes estaduais de educação profissional e tecnológica; à ampliação da oferta de cursos a
distância; e à ampliação do acesso gratuito a cursos de educação profissional em instituições
públicas e privadas.
A atuação do Ministério da Educação (MEC), nesse sentido, se dá principalmente por meio
do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que criou novas
iniciativas e incorporou iniciativas bem-sucedidas anteriores à sua criação, em 2011, e integrou
diferentes ações, atores e redes de educação profissional. São ofertantes do Pronatec as instituições
da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, as instituições de educação
profissional e tecnológica das redes estaduais, distrital e municipais, as instituições dos serviços
nacionais de aprendizagem e as instituições privadas de ensino superior e de educação profissional e
tecnológica devidamente habilitadas para a oferta de cursos técnicos de nível médio, no âmbito da
iniciativa Bolsa-Formação.
De 2011 a 2015, foram realizadas 9,4 milhões de matrículas pelo Pronatec, entre cursos
técnicos e cursos de qualificação profissional. Somente em 2015, por meio das cinco iniciativas do
Programa, foram realizadas 1,3 milhão de matrículas, perfazendo um orçamento de R$ 4,7 bilhões e
atendendo cerca de 3 mil municípios. Por meio da iniciativa Bolsa-Formação, foram realizadas mais
de 300 mil matrículas de jovens e trabalhadores, sendo cerca de 200 mil em cursos de formação
inicial e continuada e cerca de 100 mil em cursos técnicos. Participaram desse esforço, como
parceiros demandantes, 15 ministérios e as 27 secretarias estaduais de educação e, como parceiros
ofertantes, todas as redes de educação profissional do País.
Para aprimoramento do Programa, em 2015, foram publicadas novas regulamentações para a
iniciativa Bolsa-Formação, com destaque para a exigência de confirmação de frequência pelo
estudante para todos os cursos e o repasse integral de recursos a partir de índice institucional de
conclusão maior que 85%. Além disso, foi regulamentado o financiamento de cursos a distância por
meio das iniciativas Bolsa-Formação e Rede e-Tec Brasil. A ampliação da oferta de cursos a
distância por meio do Pronatec contribuiu para a democratização e o fortalecimento da educação
profissional e tecnológica. Ainda foram conduzidas ações para desenvolvimento e
compartilhamento de tecnologias educacionais e objetos de aprendizagem, expansão de polos de
apoio presencial, formação de professores e utilização de plataformas abertas. Além das ações de
aprimoramento do programa citadas, foi estimulada, ainda, a estruturação de cursos em itinerários
formativos, incluídos aqueles voltados para o jovem aprendiz.
Em relação à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que conta
com um total de 562 unidades em 512 Municípios, foram realizados investimentos de,
aproximadamente, R$ 825 milhões em 2015. Somente com o orçamento próprio, destinado às
instituições na Lei Orçamentária Anual, a Rede Federal acumulou 773 mil matrículas regulares,
sendo 228 mil de estudantes ingressantes. Além disso, as instituições da Rede Federal atuaram
fortemente como ofertantes da Rede e-Tec Brasil e da Bolsa-Formação do Pronatec, com cerca de
130 mil matrículas realizadas na rede federal. A Rede Federal passou a ofertar em 2015 mais 243
cursos, alcançando 4.489 cursos, de todos os tipos e níveis, ofertados, sendo 334 cursos de
bacharelado, 370 licenciaturas, 413 cursos tecnológicos, 104 cursos de especialização, 25 de
mestrado, 27 de mestrado profissional, quatro de doutorado, 1.170 cursos de formação inicial e
continuada e 2.032 cursos técnicos.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 57


Das 208 novas unidades da Expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica
e Tecnológica, previstas para o período 2011-2014, todas já entraram em funcionamento. Em 2015
foram publicadas as últimas 45 portarias de autorização de funcionamento das unidades da
Expansão 2011-2014. Complementarmente, foram realizadas diversas ações para renovação dos
processos e instrumentos de gestão e controle da Rede Federal, com foco na missão consignada aos
institutos federais pela legislação (Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008) e pelo Plano Nacional
de Educação (PNE), tais como a elevação da relação aluno professor e oferta de pelo menos 50% de
matrículas em cursos técnicos de nível médio. De 2011 a 2015, esse percentual de matrículas ficou
em torno de 60% na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
Com a finalidade de orientar as instituições da Rede Federal na elaboração e
aperfeiçoamento dos Planos Estratégicos para a Permanência e Êxito dos Estudantes da Rede
Federal, monitorar sua execução e propor mecanismos de divulgação de ações institucionais e dos
seus resultados, o MEC publicou, em julho de 2015, portaria criando a Comissão Permanente de
Acompanhamento das Ações de Permanência e Êxito da Rede Federal. Atualmente, cada instituição
está elaborando seu planejamento de ações estratégicas para a área.
No âmbito das políticas de inovação, começaram a funcionar os primeiros cinco Polos de
Inovação dos Institutos Federais, selecionados a partir de chamada pública da Empresa Brasileira de
Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), organização social ligada ao Ministério da Ciência,
Tecnologia e Inovação (MCTI) e ao MEC. Os polos integram as estruturas organizacionais dos
institutos federais e são unidades compostas por laboratórios de pesquisa aplicada, atuando em uma
área de competência específica. Alunos e professores do próprio instituto, profissionais das
indústrias e pesquisadores do Brasil e até do exterior são responsáveis pela execução dos projetos
de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. Os Polos Embrapii de Inovação criados em 2015 foram:
IF Ceará – Fortaleza (sistemas embarcados e mobilidade digital); IF Espírito Santo – Vitória
(metalmecânica); IF Bahia – Salvador (equipamentos médicos e hospitalares); IF Fluminense –
Campos dos Goytacazes (monitoramento e instrumentação para o ambiente); e IF Minas Gerais –
Formiga (sistemas automotivos inteligentes).
No âmbito da qualificação de servidores da Rede Federal, têm destaque os programas para
qualificação de docentes em países com destacada atuação na educação profissional. O programa
Professores para o Futuro, por exemplo, enviou docentes dos institutos federais para capacitação,
por cinco meses, em universidades de ciências aplicadas da Finlândia. Nesse modelo de formação,
104 professores já foram capacitados no Canadá e na Finlândia. Além disso, 317 servidores foram
capacitados em Tecnologia da Informação e 200 gestores participaram de cursos de capacitação em
gestão, realizados em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). Foram
ofertadas ainda, para o biênio 2015/2016, mil vagas para o curso Pós-Graduação lato sensu em
Formação Pedagógica para Docência na Educação Profissional e Tecnológica, 268 vagas para
mestrado e 101 vagas no Programa de Formação Doutoral Docente (Prodoutoral) e,
aproximadamente, 6 mil vagas em cursos financiados pela Bolsa-Formação, na modalidade de
demanda Pronatec Serviços Públicos, para os servidores da Rede.
O empenho em torno do Pronatec e o fortalecimento da educação profissional brasileira
pode ser observado na evolução do Brasil na WorldSkills. O País foi o campeão da 43ª edição da
WorldSkills Competition, a maior prova prática para estudantes da educação profissional e
tecnológica do mundo, realizada em São Paulo em 2015. Após quatro dias de competição, a equipe
brasileira foi premiada com 11 medalhas de ouro, dez de prata e seis de bronze. O país ainda contou
com 18 certificados de excelência. Os números deram 99 pontos ao Brasil, o melhor resultado da
história do País. Na edição de 2011, realizada em Londres, o País ficou em oitavo lugar na
classificação geral. Em 2013, em Leipzig, Alemanha, subiu para a quinta colocação. O número de
competidores subiu de 28 em 2011 para 56 em 2015, com destaque para os estudantes dos Serviços
Nacionais de Aprendizagem Industrial e Comercial (SENAI e SENAC).

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 58


Meta 01S6: Ampliar progressivamente, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios, o investimento público em educação, em termos de percentual
do produto interno bruto do país, de forma a alcançar a meta do PNE 2011-2020.
A análise situacional dessa meta foi abordada no Programa 2030. Favor verificar a Meta de
igual teor no Objetivo 0598.

Meta 01S9 - Elevar a relação aluno/professor nos Institutos Federais de Educação Profissional
e Tecnológica, em consonância com o PNE 2011-2020.
As metas 11 e 12 do Plano Nacional de Educação (PNE) estabelecem, por meio de
estratégias, o atingimento da relação de 20 alunos por professor para a educação profissional técnica
de nível médio e 18 alunos por professor para a educação superior. O acompanhamento de tal
relação tem contribuído para o desenvolvimento das ações de consolidação das unidades, de forma
a garantir o adequado desenvolvimento das atividades inerentes à atuação do docente: pesquisa,
extensão e gestão institucional, sem sobrecarga.
A Portaria Ministerial MEC nº 818, de 13 de agosto de 2015, regulamentou o conceito de
Aluno-Equivalente e a Relação Aluno por Professor (RAP). Nessa mesma data, foi publicada a
Portaria SETEC nº 25, que definiu conceitos e estabeleceu fatores para fins de cálculo dos
indicadores de gestão das instituições da rede federal de educacao profissional, científica e
tecnologica. A partir da publicação dessas portarias, foram definidos os indicadores de gestão a
serem implementados na rede federal, suas metas, valores de referência e método de cálculo, que
estão em fase de validação. Com isso, ainda em 2016, será proposta uma nova matriz de indicadores
de gestão, elaborada a partir de discussão entre a SETEC e as instituições da rede federal.
Assim, em 2015, a RAP da Rede Federal passou por atualização na forma de cálculo,
considerando a já citada regulamentação do conceito de Aluno-Equivalente. O conceito é aplicado a
todos os cursos, desde a qualificação profissional até a pós-graduação. São considerados a carga
horária, o número de docentes e o grau de complexidade dos cursos, especialmente a exigência de
aulas práticas com divisão de turmas. A medida contribuiu para o aprimoramento dos instrumentos
de gestão, indicadores e desenvolvimento das instituições, além de promover maior transparência
dos resultados apresentados pelas instituições para a sociedade. Com a nova metodologia, que
considera Aluno-Equivalente, em 2015, a RAP da Rede Federal atingiu o valor preliminar de 18,5
estudantes por professor.

Meta 01SA - Elevar o número de escolas da Rede Federal de Educação Profissional e


Tecnológica para 562.
A expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, uma das
iniciativas do Pronatec, tem como objetivo principal expandir, interiorizar e democratizar a oferta
de cursos técnicos e de formação inicial e continuada para a população brasileira. Das 208 novas
unidades previstas para o período 2011-2014, todas já entraram em funcionamento, totalizando 562
escolas em atividade. Para dar continuidade à consolidação das unidades criadas até o final de 2014,
bem como à modernização das demais unidades da Rede Federal, em 2015, foram investidos R$
825 milhões no Plano de Expansão e Reestruturação da Rede Federal.

Meta 01SC - Elevar o número de matrículas da educação profissional e tecnológica, em


consonância com o PNE 2011-2020.
O Pronatec constitui o esforço mais representativo do Governo Federal para elevar o número
de matrículas em cursos de educação profissional e tecnológica. Foram realizadas, entre 2011 e

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 59


2015, cerca de 9,4 milhões de matrículas em cursos técnicos e cursos FIC, por meio do Pronatec,
sendo que 1,3 milhão dessas matrículas foram realizadas em 2015.
Importante ressaltar que cerca de 30% da oferta do Pronatec se deu em cursos técnicos e
essa expansão, viabilizada pelo esforço de todas as redes de educação profissional e tecnológica,
refletiu-se nos dados do Censo Escolar da Educação Básica de 2014, que registrou um aumento de
matrículas em cursos técnicos de nível médio, de 1.250.900 matrículas em 2011 para 1.741.528 em
2014, considerando apenas cursos técnicos concomitantes, subsequentes e integrados ao ensino
médio. Além disso, em 2014 foram registradas, conforme dados do Censo Escolar, 42.875
matrículas em cursos de técnicos na modalidade educação de jovens e adultos e 101.201 matrículas
em cursos normais/magistério. Considerando todas essas formas de oferta, entre 2011 e 2014 houve
um crescimento de 29,36% na oferta, passando de 1.457.623 matrículas em 2011 para 1.885.604 em
2014. Esse aumento significativo também é registrado nos cursos superiores de tecnologia, que
passaram de 870.534 matrículas em 2011 para 1.029.767 matrículas em 2014, conforme os dados
do Censo de Educação Superior.

Meta 01SE - Elevar o número de matrículas da educação profissional técnica de nível médio,
em consonância com o PNE 2011-2020.
Por meio das iniciativas que compõem o Pronatec, de 2011 a 2015, foram realizadas 2,7
milhões matrículas em cursos técnicos de nível médio, somando os cursos oferecidos por meio da
Bolsa-Formação, Brasil Profissionalizado, e-Tec, Acordo de Gratuidade e Rede Federal. Em 2015,
foram realizadas mais de 440 mil matrículas em cursos técnicos pelo Pronatec. Uma das formas de
acesso aos cursos técnicos subsequentes é o Sisutec, que utiliza notas do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) para seleção dos estudantes. Em 2015 participaram da seleção 196.855 estudantes e
foram realizadas 62.163 matrículas.
Entre os desafios para expansão da oferta, está a integração entre educação profissional e
setor produtivo, com cursos que, cada vez mais, reflitam a demanda por formação profissional e o
incentivo à progressão dos estudos na educação profissional, por meio de itinerários formativos e
reconhecimento de saberes, conhecimentos e competências. Ambas as frentes têm sido priorizadas
pelo Pronatec, seja pela articulação entre os parceiros ofertantes e demandantes, seja pela
priorização de vagas de cursos que componham itinerários, bem como pela garantia de continuidade
de matrícula para o estudante que se matriculou em cursos dessa natureza.
A Meta 11 do Plano Nacional de Educação (PNE) prevê triplicar as matrículas da educação
profissional técnica de nível médio. A Linha de Base do PNE, elaborada pelo Inep/MEC e
divulgada em 2015, considera, para acompanhamento da Meta 11, as seguintes etapas: cursos
técnicos concomitantes, cursos técnicos subsequentes, ensino médio integrado à educação
profissional e EJA articulada à educação profissional, já acompanhadas nos Monitoramentos do
PPA anteriores e, ainda, ensino médio normal/magistério. Assim, segundo os dados do Censo
Escolar da Educação Básica, em 2014, estavam matriculados em cursos de educação profissional
técnica de nível médio 1.885.604 estudantes. Considerando as mesmas etapas e modalidades, em
2011, eram 1.457.623 matrículas, o que reflete os esforços envidados nessa frente.

Meta 01SI - Oferecer 8 milhões de vagas em cursos de educação profissional técnica de nível
médio e cursos de formação inicial e continuada, contemplando a oferta de 3 milhões de vagas
por meio de bolsas, prioritariamente para estudantes da rede pública, trabalhadores,
beneficiários dos programas federais de transferência de renda, pessoas com deficiência,
populações do campo, indígenas, quilombolas e afrodescendentes.
De 2011 a 2015, foram realizadas 9,4 milhões de matrículas pelo Pronatec, entre cursos
técnicos e cursos de qualificação profissional. Somente em 2015, por meio das cinco iniciativas do
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 60
Programa, foram realizadas 1,3 milhão de matrículas, perfazendo um orçamento de R$ 4,7 bilhões e
atendendo cerca de 3 mil municípios. Participaram desse esforço, como parceiros demandantes, 15
ministérios e as 27 secretarias estaduais e distrital de educação e, como parceiros ofertantes, todas
as redes de educação profissional do País.
O atendimento prioritário a estudantes da rede pública, trabalhadores, beneficiários dos
programas federais de transferência de renda, pessoas com deficiência, populações do campo,
indígenas, quilombolas e afrodescendentes, conforme prevê a Lei Nº 12.513, de 26 de outubro de
2011, que criou o Pronatec, materializa-se através das diversas modalidades de demandas, ofertadas
através da iniciativa Bolsa Formação.
A iniciativa conta com uma rede de parceiros demandantes, composta por quinze
Ministérios, duas Secretarias vinculadas à Presidência da República, todas as Secretarias de
Educação Estaduais e Distrital, e, ainda, como parceiros ofertantes, a Rede Federal de Educação
Profissional, Científica e Tecnológica, os Serviços Nacionais de Aprendizagem, as Redes Estaduais
de EPT, fundações públicas e, desde 2013, as IES e escolas técnicas de nível médio privadas
habilitadas pelo MEC para oferta pelo Programa.
Por meio do Pronatec Brasil Sem Miséria, que atende cidadãos que compõem o Cadastro
Único para Programas Sociais do Governo Federal, no exercício de 2015, foram realizadas, em
parceria entre o MEC e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), cerca
de 50.000 matrículas entre cursos FIC e Curso Técnicos Concomitantes.
Já no âmbito do Viver sem limite, que atende aos portadores de deficiência prioritariamente,
foram atendidas, no exercício de 2014, cerca de 1.000 matrículas em cursos FIC’s. Trata-se de
modalidade de demanda articulada pelo MEC, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos
(SDH).
Outro destaque é o Pronatec Brasil Maior, que atende demandas originárias do setor
produtivo e de construção civil, a partir de articulação do MEC com Ministério do
Desenvolvimento, Industria e Comércio (MDIC). No exercício de 2015 foram atendidos cerca de
10.700 trabalhadores de tais setores, em cursos FIC.

Meta 03VD - Ampliar a oferta de cursos de educação profissional articulados com a elevação
da escolaridade para mulheres em situação de vulnerabilidade social, atendendo a 100 mil
mulheres.
Desde sua implantação, em 2011, o Programa Mulheres Mil realizou 82.358 matrículas em
todo o País, sendo 7.294 matrículas em 2015. A partir de 2014, o Programa Mulheres Mil passou a
ser atendido pela iniciativa Bolsa-Formação do Pronatec. Assim, as mulheres que se encontram em
situação de vulnerabilidade social são amplamente atendidas por outras modalidades de demanda da
Bolsa-Formação do Pronatec, com destaque para o Pronatec Brasil sem Miséria. Cabe destacar que,
por meio do Pronatec Brasil sem Miséria, registra-se o valor acumulado de mais de 1,7 milhão de
matrículas, ressaltando que cerca de dois terços das matrículas são ocupadas por mulheres.

Objetivo 0588: Ofertar vagas de educação profissional para jovens e adultos articulada com a
elevação de escolaridade e realizar processos de reconhecimento de saberes e certificação
profissional.
O contexto econômico vivenciado atualmente pelo País, aliado às rápidas mudanças na base
científica e tecnológica e nos processos produtivos, exige um forte investimento na formação dos
trabalhadores, de forma a garantir a ampliação qualitativa e quantitativa dessa oferta. O momento
traz consigo a exigência de uma educação profissional e tecnológica que incorpore elementos
inseridos no âmbito das relações sociais, na perspectiva da promoção da equidade, da igualdade
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 61
entre os sexos, do combate à violência contra os jovens e as mulheres, do acesso à educação e ao
trabalho e da preservação da vida humana e do meio ambiente. Nesse contexto, aponta-se para uma
perspectiva de formação de um trabalhador qualificado, capaz de se tornar um agente político, de
compreender a realidade que o cerca, de ultrapassar obstáculos e de pensar e agir em prol das
transformações políticas, econômicas, culturais e sociais imprescindíveis para a construção de um
país menos desigual e mais justo.
A meta 10 do Plano Nacional de Educação (PNE) prevê que 25% dos cursos de educação de
jovens e adultos (EJA) sejam integrados à educação profissional e tecnológica. Dessa forma, os
indicadores de acesso e permanência evidenciam que é preciso integrar a formação geral oferecida
na EJA com a formação profissional, nas etapas do ensino fundamental e médio. Além disso, é
preciso implantar a prática do reconhecimento de saberes e competências nas instituições de ensino,
tornando mais atrativo o acesso e a permanência dos jovens e adultos que não terão que estudar
novamente sobre conhecimentos que já possuem, evitando que o curso tenha duração mais longa
que o necessário. A EJA articulada à educação profissional e tecnológica abre novas oportunidades
de continuidade dos estudos para os jovens e adultos que, por meio dos itinerários formativos,
poderão concluir a EJA e seguir a sua formação em cursos técnicos e posteriormente cursos
tecnológicos. É preciso, ainda, que essa modalidade de educação aprimore a sua qualidade e amplie
a sua atratividade e valorização junto aos jovens. Dessa forma, será possível aumentar mais
rapidamente a produtividade do trabalho e a cultura da inovação, o que contribuirá para o
desenvolvimento econômico e social do País.
As matrículas em cursos técnicos na modalidade EJA registradas pelo Censo Escolar da
Educação Básica partiu de 35.993, em 2012, para 42.875, em 2014. Dadas as dificuldades de
implementação das políticas de ampliação da quantidade de vagas ofertas em cursos de EJA na
forma articulada à educação profissional pelas redes de educação profissional, deve haver processo
de indução para esta ação, por meio de priorização de oferta no âmbito das iniciativas do Pronatec.
Para isso, o Ministério da Educação (MEC) desenvolveu uma agenda de ações estratégicas, visando
à articulação das redes de educação profissional e tecnológica com as redes de EJA, bem como
outros agentes sociais e, especialmente, os ministérios que tratam de políticas de cunho social e
aquelas voltadas ao desenvolvimento econômico.
Nesse sentido, o MEC está construindo, junto aos ministérios do Trabalho (MT), da Pesca e
Aquicultura (MPA), da Cultura (MinC), do Turismo (MTur) e do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (MDIC), estratégias para identificação de demandas e mobilização dos
trabalhadores para os processos de certificação. A partir do trabalho realizado junto aos ministérios
citados, as ações serão estendidas para outros ministérios e agentes sociais, tendo em vista a
consolidação da Rede Certific em 2016. Considerando a atuação dos institutos federais e a
incorporação das redes estaduais de educação profissional e tecnológica e dos Serviços Nacionais e
Aprendizagem como instituições certificadoras, foram definidas estratégias para a participação
dessas instituições, sobretudo, visando à garantia de gratuidade na oferta e à utilização do processo
de certificação profissional como mecanismo de acesso a cursos técnicos e formação inicial e
continuada (FIC), inclusive com elevação de escolaridade para o público da EJA.
Com a participação desses diversos interlocutores, busca-se a ampliação da oferta em
consonância com as demandas sociais e econômicas, para que o acesso a cursos técnicos e de
qualificação profissional repercuta na elevação de escolaridade e na inserção no mundo do trabalho.
Ainda com o objetivo de realizar o alinhamento de ações, está em construção um documento
referência para a educação profissional articulada à EJA, que define diretrizes operacionais para a
atuação das redes públicas e mecanismos para fortalecimento e ampliação da oferta e mobilização
do público para acesso às vagas.
Dar continuidade à ampliação de vagas na educação profissional e tecnológica constitui um
grande desafio que tem como oportunidades a expansão das redes públicas de educação profissional
e tecnológica, viabilizada, entre outros, pela Expansão da Rede Federal de Educação Profissional,
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 62
Científica e Tecnológica e pelo Programa Brasil Profissionalizado. A expansão das redes estaduais
de EPT é uma ação importante no âmbito do Pronatec, pois amplia a estrutura permanente para a
oferta de cursos de educação profissional e tecnológica, com escolas técnicas estaduais construídas,
ampliadas, reformadas e equipadas para oferta de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Em
2015, no âmbito do Programa Brasil Profissionalizado, 49 obras foram concluídas, sendo 15
ampliações, 22 construções e 12 reformas. Com isso, desde 2012, foram concluídas 341 obras no
âmbito do Programa. Outro destaque na expansão da oferta é a alteração da lógica da oferta de
educação profissional, que foi sempre definida pelas instituições de ensino e não pela demanda do
mundo do trabalho, o que foi modificado pela relação entre ofertantes e demandantes do Pronatec.
Entre os desafios, destacam-se as limitações relativas ao financiamento, seja de vagas por
meio da Bolsa-Formação e da Rede e-Tec Brasil ou da expansão das redes públicas de educação
profissional e tecnológica. Nessa seara, o MEC tem envidado esforços para a ampliação da oferta de
cursos a distância, para o desenvolvimento e o compartilhamento de tecnologias educacionais e
objetos de aprendizagem, expansão de polos de apoio presencial, formação de professores e
utilização de plataformas abertas, estruturação de cursos em itinerários formativos, incluídos
aqueles voltados para o jovem aprendiz, além de ações voltadas para o fortalecimento das
iniciativas de reconhecimento de saberes, conhecimentos e competências profi¬ssionais
desenvolvidos em processos formais e não formais de aprendizagem, em articulação com os demais
sistemas de ensino.

Meta: Ampliar a oferta de programas de reconhecimento de saberes para fins de certificação


profissional.
Desde a implantação da Rede Certific, em 2011, foram atendidos mais de 3,5 mil
trabalhadores em processos de reconhecimento de saberes. De modo a possibilitar uma ampliação
das ações de reconhecimento de saberes, em 2014 as ações foram concentradas na reestruturação da
Rede Certific, elaborada conjuntamente entre MEC e Ministério do Trabalho e Emprego. Entre as
principais diretrizes para o plano de reestruturação da Rede Certific, destacam-se as ações de
melhoria nos processos e nos procedimentos para reconhecimento de saberes, para reforçar a
valorização social pelos empregadores e empregados; a incorporação de instituições das redes
federal e estaduais de educação profissional e tecnológica e dos Serviços Nacionais e
Aprendizagem como instituições certificadoras; a garantia de gratuidade na oferta; a utilização do
processo de certificação profissional como mecanismo de acesso a cursos técnicos e FIC (inclusive
Proeja); e a possibilidade de vinculação de certificação escolar para a educação básica. Dadas as
dificuldades de implementação das políticas de reconhecimento de saberes e competências e de
certificação profissional pelas redes de educação profissional e tecnológica, haverá processo de
indução para esta ação, por meio de priorização de oferta no âmbito das iniciativas do Pronatec.
Nesse sentido, o MEC está construindo, junto aos ministérios do Trabalho (MT), da Pesca e
Aquicultura (MPA), da Cultura (MinC), do Turismo (MTur) e do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (MDIC), estratégias para identificação de demandas e mobilização dos
trabalhadores para os processos de certificação. A partir do trabalho realizado junto aos ministérios
citados, as ações serão estendidas para outros ministérios e agentes sociais, tendo em vista a
consolidação da Rede Certific em 2016. Considerando a atuação dos institutos federais e a
incorporação das redes estaduais de educação profissional e tecnológica e dos Serviços Nacionais e
Aprendizagem como instituições certificadoras, foram definidas estratégias para a participação
dessas instituições, sobretudo, visando à garantia de gratuidade na oferta e à utilização do processo
de certificação profissional como mecanismo de acesso a cursos técnicos e formação inicial e
continuada (FIC), inclusive com elevação de escolaridade para o público da EJA.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 63


Meta: Elevar o percentual de matrículas de educação de jovens e adultos na forma articulada
à educação profissional, em consonância com o PNE 2011-2020
As matrículas em cursos técnicos na modalidade EJA registradas pelo Censo Escolar da
Educação Básica partiu de 35.993, em 2012, para 42.875, em 2014. Dadas as dificuldades de
implementação das políticas de ampliação da quantidade de vagas ofertas em cursos de EJA na
forma articulada à educação profissional pelas redes de educação profissional, deve haver processo
de indução para esta ação, por meio de priorização de oferta no âmbito das iniciativas do Pronatec.
Para isso, o Ministério da Educação (MEC) desenvolveu uma agenda de ações estratégicas, visando
à articulação das redes de educação profissional e tecnológica com as redes de EJA, bem como
outros agentes sociais e, especialmente, os ministérios que tratam de políticas de cunho social e
aquelas voltadas ao desenvolvimento econômico.
Nesse sentido, o MEC está construindo, junto aos ministérios do Trabalho (MT), da Pesca e
Aquicultura (MPA), da Cultura (MinC), do Turismo (MTur) e do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (MDIC), estratégias para identificação de demandas e mobilização dos
trabalhadores para os processos de certificação. A partir do trabalho realizado junto aos ministérios
citados, as ações serão estendidas para outros ministérios e agentes sociais, tendo em vista a
consolidação da Rede Certific, cuja implementação também passará por processo de indução, por
meio de priorização de oferta no âmbito das iniciativas do Pronatec. Considerando a atuação dos
institutos federais e a incorporação das redes estaduais de educação profissional e tecnológica e dos
Serviços Nacionais e Aprendizagem como instituições certificadoras, foram definidas estratégias
para a participação dessas instituições, sobretudo, visando à garantia de gratuidade na oferta e à
utilização do processo de certificação profissional como mecanismo de acesso a cursos técnicos e
formação inicial e continuada (FIC), inclusive com elevação de escolaridade para o público da EJA.
Com a participação desses diversos interlocutores, busca-se a ampliação da oferta em consonância
com as demandas sociais e econômicas, para que o acesso a cursos técnicos e de qualificação
profissional repercuta na elevação de escolaridade e na inserção no mundo do trabalho. Ainda com
o objetivo de realizar o alinhamento de ações, está em construção um documento referência para a
educação profissional articulada à EJA, que define diretrizes operacionais para a atuação das redes
públicas e mecanismos para fortalecimento e ampliação da oferta e mobilização do público para
acesso às vagas.

Análise situacional do Programa 2032 – Educação Superior – Graduação, Pós-Graduação,


Ensino, Pesquisa e Extensão
O Programa Temático Educação Superior: graduação, pós-graduação, ensino, pesquisa e
extensão (2032) do PPA 2012-2015 é composto por três Objetivos, 12 Metas e 11 Indicadores em
consonância com os compromissos enunciados na versão inicial do Plano Nacional de Educação
(PNE 2011-2020), à época, em discussão no Congresso Nacional. O PNE apresenta diretrizes e
metas que perpassam a execução de todos os programas do MEC, com ações desenvolvidas
conjuntamente pela União, estados, Distrito Federal e municípios, constituindo-se em um
fundamentalem fundamental norteador das políticas públicas educacionais.
São notórias as transformações vivenciadas na educação superior nos últimos anos,
refletindo o esforço do Governo Federal no empreendimento de programas e ações que
buscaramquem ampliar o direitoas oportunidades de acesso a esse nível de ensino, que
historicamente se configurou reservado a uma pequena parcela da sociedade. Na última década,
além da ampliação do número de instituições federais de ensino superior (Ifes), ocorreu um grande
investimento no processo de interiorização da oferta de vagas em universidades federais, por meio
da criação de novos câmpus e, ainda, com foco na integração regional e internacional . Tais ações
vêm contribuindo para a permanência e a diplomação dos estudantes e para a democratização do
acesso às universidades, públicas e privadas.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 64


As ações implementadas pelo MEC vêm possibilitando uma expansão significativa da
Educação Superior pública federal, com um importante aumento no número de vagas de graduação
oferecidas nos processos seletivos de ingresso. Em 2014, segundo dados do Censo da Educação
Superior, foram ofertadas, aproximadamente, 251 mil vagas de graduação presencial nos processos
seletivos de ingresso e registradas 958.796 matrículas. Destaca-se também o número de matrículas
de educação a distância nas Ifes, que, em 2014, atingiu a marca de 87,8 mil, totalizando 1.046.467
mais de 1 milhão de matrículas em graduação nas universidades federais. Para fins de comparação,
em 2009, o Censo da Educação Superior registrou 769,6 mil matrículas, já no período desse PPA,
os índices atingiram 974,2 mil em 2012 e 1 milhão em 2013.

Demonstrativo de orçamento e execução do Programa 2032 (período PPA 2012-2015)


Recurso 2012 2013 2014 2015
LOA + Créditos 13.304.414.799,00 15.158.330.902,00 16.435.492.851,00 17.872.871.782,00
Empenhado 10.249.053.489,11 12.658.747.184,51 12.968.451.428,26 14.974.261.245,37
Fonte: SIOP, em 21/03/2016

Verifica-se que a execução orçamentária do Programa 2032 foi de 83,7% no exercício de


2015. Considera-se que os Restos a Pagar não influenciaram no resultado do programa pois, de
modo geral, estão concentrados em ações que envolvem obras, em que se realiza o empenho do
orçamento para posterior liquidação, conforme o andamento da execução física.

Objetivo 0803: Apoiar a formação de pessoal qualificado em nível superior para fortalecer o
sistema nacional de educação, contribuindo para a melhoria da educação básica e para o
fortalecimento e o crescimento da ciência, da tecnologia e da inovação, visando ao
desenvolvimento sustentável do Brasil.
Para prover o País de melhores quadros de nível técnico e científico, o Governo Federal vem
expandindo suas ações de apoio e fomento à pós-graduação stricto sensu e à mobilidade
internacional, de forma a elevar o padrão de qualidade da educação superior.
O Programa Ciências sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e
internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira, por meio
do intercâmbio e da mobilidade internacional. O programa oferece bolsas para que alunos de
graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com
sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. No período de 2012 a 2015
foram concedidas, pelo MEC, 62.286 bolsas de estudos no âmbito do Programa, sendo que em
2015, foram 35.223 bolsistas beneficiados, com investimentos de R$ 3,8 bilhões. No âmbito das
ações desenvolvidas no Ciências sem Fronteiras, destacam-se, em 2015, o Mestrado Profissional,
com 559 bolsistas beneficiados que desenvolveram suas atividades acadêmicas nos Estados Unidos,
e a ação de Atração de Cientistas para o Brasil, que beneficiou 452 bolsistas nas modalidades
Pesquisador Visitante Especial e Atração de Jovens Talentos.
Ainda com relação às ações complementares ao Ciências sem Fronteiras, em 2012 foi criado
o Programa Inglês sem Fronteiras, cujas ações são a aplicação de testes de proficiência (TOEFL
ITP), o acesso ao curso de inglês online auto instrucional MyEnglish Online e a oferta de cursos
presenciais em universidades federais brasileiras. Em 2015, foram aplicados mais de 110 mil testes
de proficiência em 145 instituições públicas de ensino superior em todos os estados brasileiros. Já o
curso de inglês MyEnglish Online, componente eletrônico para ensino da língua no âmbito do
programa, registrou o acesso de 830.319 estudantes de graduação e de pós-graduação, professores e
técnicos de universidades federais e institutos federais de educação, ciência e tecnologia à
plataforma.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 65


Com o sucesso do Programa Inglês sem Fronteiras e o crescente processo de
internacionalização da comunidade acadêmica brasileira, o MEC lançou, em novembro de 2014, o
Programa Idiomas sem Fronteiras, que incorpora outras línguas e tem como objetivo a formação de
estudantes, professores e corpo técnico-administrativo de instituições de educação superior e de
professores de idiomas da rede pública de educação básica. Em 2015, foram concedidas 3 mil
senhas de acesso ao curso de francês online em parceria com o governo francês e a Aliança
Francesa para alunos das instituições parceiras do programa. Com essa ampliação, o programa irá
complementar o Ciências sem Fronteiras e as demais políticas públicas de internacionalização e
ofertará, além da língua inglesa, os idiomas francês, espanhol, italiano, japonês, mandarim, alemão
e português para estrangeiros.
No que tange à internacionalização da ciência e à mobilidade acadêmica internacional, em 2015
destacaram-se a implementação de 8.550 bolsas de graduação sanduíche para Estados Unidos,
Alemanha, França, Canadá, Itália, Suécia, Noruega, Irlanda, China, Hungria, Japão e Áustria,
concedidas em 2014, relativas à primeira etapa do Ciências sem Fronteiras, e a continuidade na
concessão de bolsas individuais e de bolsas vinculadas a projetos conjuntos de pesquisa e parcerias
universitárias no âmbito dos acordos de cooperações internacional. Além das bolsas vinculadas ao
Ciências sem Fronteiras, destaca-se, também, a concessão de 1.336 bolsas de doutorado pleno,
2.140 bolsas de doutorado-sanduíche e 1.255 bolsas de pós-doutorado nos programas regulares da
Capes, totalizando 42.772 estudantes, pesquisadores e professores com bolsas de estudo no exterior.
Também foram apoiados 1.097 projetos conjuntos de pesquisa, com recursos da ordem de R$ 21
milhões.
O Ministério da Educação (MEC) também concede bolsas de estudo no Brasil como
importante estratégia para fortalecimento da pós-graduação. Em 2015, foram concedidas 104.389
bolsas, das quais, 48.960 de mestrado, 42.113 de doutorado, 7.498 de pós-doutorado, 169 de
Professor Visitante Sênior, 258 de Supervisão, 4.891 de iniciação científica e 500 de formação em
idiomas pelo Programa Idioma sem Fronteiras. Houve, ainda, a concessão de 87,7 mil bolsas de
mestrado, doutorado, pós-doutorado e Professor Visitante Sênior, por meio do Programa de Demanda
Social, do Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares, do Programa
de Excelência Acadêmica, do Programa Nacional de Pós-Doutorado e do Programa Professor
Visitante Nacional Sênior. Além disso, nas áreas estratégicas foram concedidas mais de 11,5 mil
bolsas no País, das quais destacam-se as áreas de Defesa Nacional, Ciências do Mar, Biologia
Computacional, Toxinologia, Parasitologia, Ciências Forenses, Desastres Naturais, Pesquisa em Mar
Profundo e Ciências Agrárias. Em conjunto, os programas tradicionais e estratégicos totalizaram, em
2015, um investimento de R$ 2,1 bilhões na concessão de bolsas no País.
Ainda como parte de sua ação indutora, destaca-se o apoio a programas de mobilidade
acadêmica de estudantes e pesquisadores, tais como o Programa de Doutorado Interinstitucional
(Dinter), o Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad) e o Programa Pró-Amazônia –
Biodiversidade e Sustentabilidade (Pró-Amazônia), por meio dos quais foram concedidas mais de
1,3 mil bolsas no País, com investimentos na ordem de R$ 31,4 milhões.
Com vistas a democratizar o conhecimento, possibilitando o acesso de professores, alunos e
pesquisadores brasileiros à informação científica por meio eletrônico, o Portal de Periódicos reúne e
disponibiliza a 424 instituições de ensino e pesquisa no Brasil um dos mais completos conteúdos
científicos da produção internacional. O Portal conta com um acervo de 37.882 títulos com textos
completos, 126 bases referenciais, 11 bases dedicadas exclusivamente a patentes, além de 266.704
e-books e 182 bases de dados contendo enciclopédias, obras de referência, normas técnicas,
estatísticas e conteúdos audiovisuais. Em 2015, o Portal contou com investimentos da ordem de R$
275,9 milhões, registrando mais de 102 milhões de acessos.
Em relação ao aprimoramento dos instrumentos da avaliação, em 2015, o Sistema Nacional
de Pós-Graduação (SNPG) passou a utilizar a Plataforma Sucupira como ferramenta de
acompanhamento e avaliação dos programas de pós-graduação, com destaque, no período, para a
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 66
submissão de 778 propostas de novos cursos, das quais 210 foram aprovadas para a oferta. Além
disso, foram realizados dois ciclos de coleta de dados referentes aos anos-base de 2013 e 2014, o
que permitiu disponibilizar em tempo real e com mais transparência as informações, processos e
procedimentos, por meio da Plataforma Sucupira, junto à toda comunidade acadêmica.

Meta 02OU – Elevar o número de mestres e doutores titulados por ano, de forma a alcançar a
meta do PNE 2011-2020.
O MEC, visando apoiar a formação de pessoal qualificado na educação superior, desenvolve
diversas ações para o fortalecimento e o crescimento da ciência, da tecnologia e da inovação no
Brasil. Ao longo do período de vigência do PPA 2012-2015 os cursos de pós-graduação stricto
sensu em nível de mestrado e doutorado tiveram expansão da ordem de 22%. Em 2012 eram 1.717
cursos de doutorado e 3.289 cursos de mestrado (acadêmico e profissional), totalizando 5.006
cursos de pós-graduação Stricto Sensu. Em 2015 esse número passou para 6.100 cursos, sendo 4
mil de mestrado e 2.100 de doutorado. No período 2012-2015, o total de doutores titulados
apresentou crescimento da ordem de 24%, enquanto os mestres titulados tiveram uma expansão da
ordem de 18%. Em 2012 foram titulados 13.912 doutores e 47.138 mestres, passando, em 2014,
para 16.745 doutores e 50.229 mestres titulados.
Entre os anos de 2012 e 2015, o MEC deu continuidade à política de expansão da concessão
de bolsas aos Programas de Pós-Graduação de Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa
brasileiras, buscando atender ao crescimento do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG). Em
2015, foram concedidas 104.389 bolsas de estudo no país, sendo 48.960 de mestrado, 42.113 de
doutorado, 7.498 de pós-doutorado, 169 de Professor Visitante Sênior, 258 de Supervisão, 4.891 de
iniciação científica e 500 de formação em idiomas. Ressalta-se que no período 2012-2015 houve um
crescimento de 34% no número total de bolsas concedidas no país, passando de 77.904 em 2012 para
104.389 em 2015. Convém destacar que o crescimento do número de bolsas de doutorado foi ainda
maior neste período (52,6%), passando de 27.589 bolsas concedidas em 2012 para 42.113 em 2015.
Uma importante iniciativa de apoio ao estágio pós-doutoral foi a criação, em 2013, do
Programa Nacional de Pós-Doutorado. O formato institucional do Programa garantiu a concessão
de pelo menos uma cota de bolsa de pós-doutorado para cada PPG integrante do SNPG, tornando
mais equânime a distribuição das bolsas de pós-doutorado no país, que passou de 3.663 em 2012
para 7.498 em 2015.
O MEC também deu prosseguimento às ações indutoras que visaram ao fortalecimento e/ou
a expansão do SNPG em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional, tais como Saúde,
Defesa Nacional, Ciências do Mar, Biologia Computacional, Toxinologia, Parasitologia e
Agropecuária. Também foram criadas, em 2015, novas ações estratégicas de apoio a projetos de
pesquisa científica e tecnológica nas áreas: Desastres Naturais (Pró-Alertas), Ciências Forenses
(Pró-Forenses) e Pesquisas em Mar Profundo.
Destacam-se, ainda, os programas de mobilidade acadêmica de estudantes e pesquisadores,
como o Programa de Doutorado Interinstitucional (Dinter), o Programa Nacional de Cooperação
Acadêmica (Procad) e o Programa Pró-Amazônia – Biodiversidade e Sustentabilidade (Pró-
Amazônia), por meio dos quais foram concedidas mais de 1,3 mil bolsas no País, com
investimentos na ordem de R$ 31,4 milhões
O Procad visa apoiar projetos conjuntos que estimulem a mobilidade docente e discente
entre instituições de ensino superior com vistas a promover a formação pós-graduada e a graduada.
Por meio de Edital (nº 071/2013) foram aprovados 100 projetos de cooperação acadêmica. Em 2015
foram investidos R$ 12,3 milhões para o pagamento das bolsas de estudo e dos recursos de custeio
dos projetos.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 67


O Dinter viabiliza a formação de turmas de professores doutorandos, desenvolvendo as
atividades do projeto em suas IES de origem. O Programa concede bolsas de doutorado para o
estágio dos professores durante a sua permanência no programa promotor e recursos para o custeio
de atividades acadêmicas e despesas com os deslocamentos de docentes e orientadores. Entre os
objetivos do Dinter está também a redução das assimetrias regionais existentes na pós-graduação.
Assim, prioriza-se a formação de docentes das instituições localizadas em regiões em
desenvolvimento (Norte, Nordeste e Centro-Oeste). No período de 2012 e 2014, por meio de dois
Editais, foi aprovado o financiamento de 96 projetos. Em 2015 foram investidos R$ 11,2 milhões
para o pagamento das bolsas de estudo e dos recursos de custeio.
Já o ProAmazônia objetiva fomentar a produção de pesquisa e inovação associadas à iniciação à
pesquisa (concessão de bolsas para alunos de graduação), à formação de doutores e o apoio a realização
de estágio pós-doutoral em Programas de pós-graduação de instituições de ensino ou pesquisa sediadas
na Região Amazônica. Por meio do primeiro Edital (nº 47/2012) “Pró-Amazônia: Biodiversidade e
Sustentabilidade” foram aprovados 32 projetos de pesquisa. Em 2015 foram investidos R$ 7,9 milhões
para o pagamento das bolsas de estudo e dos recursos de custeio dos projetos.

Meta 02OW – Elevar o percentual de mestres e doutores no corpo docente em efetivo exercício
nas instituições de educação superior, de forma a alcançar a meta do PNE 2011-2020.
O percentual de mestres ou doutores no corpo docente das instituições de ensino superior
aumentou de 68,3% em 2011 para 70,7% em 2012, elevando para 72,6% em 2013 e alcançando
74% em 2014, de acordo com os dados do Censo Escolar da Educação Superior.
A evolução do percentual de mestres e doutores no corpo docente em efetivo exercício nas
instituições de ensino superior está associada ao aumento e ao fortalecimento do Sistema Nacional
de Pós-Graduação. Com intuito de contribuir para elevar esse percentual, o MEC vem apoiando a
qualificação do corpo docente de Instituições Federais de Ensino Superior – IFES. Especificamente
para o nível de doutorado, no período do PPA 2012-2015, o MEC fortaleceu o Programa de
Formação Doutoral Docente – Prodoutoral e o Programa de Doutorado Interinstitucional – Dinter.
O Prodoutoral se caracteriza por favorecer a mobilidade dos bolsistas das IFES de origem
para as IES de destino durante o tempo de duração da capacitação docente, bem como a dos
professores orientadores, como forma de integração entre as instituições participantes. Em 2013, o
Prodoutoral foi reformulado. As propostas institucionais encaminhadas pelas IFES totalizaram uma
demanda de cerca de 3 mil docentes a serem apoiados com bolsas de doutorado e auxílios moradia.
A concessão de bolsas no âmbito do novo regulamento iniciou-se em 2014, tendo sido concedidas
250 novas bolsas de doutorado, das quais foram implementadas 233 em 2014. A distribuição
percentual das bolsas concedidas norteou-se pelo combate às assimetrias regionais, pois cerca de
85% das bolsas foram destinadas a IFES sediadas nas regiões Norte (43%), Nordeste (31%) e
Centro-Oeste (11%). Em 2015 o número de bolsistas beneficiados pelo Prodoutoral elevou-se para
322, com investimentos de R$ 9,2 milhões.
O Dinter viabiliza a formação de turmas de professores doutorandos, desenvolvendo as
atividades do projeto em suas IES de origem. Nos projetos Dinter, os docentes de uma instituição
receptora integram, em caráter temporário, uma turma de doutorado de um programa de pós-
graduação já consolidado. O Programa concede bolsas de doutorado para o estágio dos professores
durante a sua permanência no programa promotor e recursos para o custeio de atividades
acadêmicas e despesas com os deslocamentos de docentes e orientadores entre as instituições
participantes. Entre os objetivos do Dinter está também a redução das assimetrias regionais
existentes na pós-graduação brasileira. Assim, prioriza-se neste Programa a formação de docentes
das instituições localizadas em regiões em desenvolvimento (Norte, Nordeste e Centro-Oeste). No
período de 2012 e 2014, por meio de dois Editais, foi aprovado o financiamento de 96 projetos

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 68


Dinter. Em 2015 foram investidos R$ 11,2 milhões para o pagamento das bolsas de estudo e dos
recursos de custeio desses projetos.

Objetivo 0593: Produzir e tornar disponíveis subsídios para orientar a formulação, a


implementação e a avaliação das políticas públicas, por meio de informações estatísticas,
indicadores, estudos, diagnósticos, pesquisas, exames, provas e avaliação da educação
superior.
O levantamento nacional de dados educacionais e a realização de avaliações sistemáticas
para a educação superior, considerando as especificidades das diferentes regiões e públicos
existentes, constitui ferramenta imprescindível para a melhoria da qualidade e a orientação da
expansão da oferta da educação superior e das políticas de financiamento e de inclusão nesta etapa
de ensino.
No que se refere a estatísticas e indicadores, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep), realizou em 2015, Censo da Educação Superior 2014 o qual
permitiu conhecer a trajetória de todos os alunos e docentes, fornecendo subsídios para a orientação,
a formulação e a avaliação de políticas públicas para este nível de ensino sobre a abrangência e a
eficiência do sistema em suas diferentes modalidades, graus acadêmicos, cursos, entre outros.
Ademais, produziu informações estatísticas sobre o número de matrículas e de estabelecimento de
ensino, funções docentes segundo a abrangência geográfica, categoria administrativa, modalidade
de ensino. Os dados censitários auxiliam gestores públicos, pesquisadores, servidores e demais
interessados em informações educacionais.
O Censo da Educação Superior 2014 contabilizou o total de 7.828.013 matrículas de
graduação, sendo que 1.341.842 destas matrículas estavam na modalidade a distância. O turno
noturno correspondeu a 63% das matrículas presenciais de graduação. Observou-se ainda o
incremento de funções docentes de tempo integral que representam 49,3% de todas as funções, em
relação ao índice de 48,8% apurado no ano anterior, observando-se um decréscimo da participação
dos horistas (22,7% em 2014 frente a 25,8% em 2013). No âmbito das Instituições federais de
ensino superior (Ifes), foram ofertadas, aproximadamente, 251 mil vagas de graduação presencial
nos processos seletivos de ingresso e registradas 958.796 matrículas. Destaca-se também o número
de matrículas de educação a distância nas Ifes, que, em 2014, atingiu a marca de 87,8 mil,
totalizando mais de 1 milhão de matrículas em graduação nas universidades federais.
Em relação ao processo nacional de avaliação das instituições de educação superior, dos
cursos de graduação e do desempenho acadêmico de seus estudantes, em 2015, o Sistema Nacional
de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) realizou 6.312 avaliações in loco. Para fins de
comparação, em 2012 foram realizadas 4.560 avaliações in loco, em 2013 foram 4.709 e, em 2014,
foram 5.647 avaliações. Os resultados das avaliações possibilitam traçar um panorama da qualidade
dos cursos e instituições de educação superior, bem como servir ao processo de regulação da
atividade da educação superior no País.
O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que integra o Sistema Nacional
de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), tem como objetivo aferir o desempenho dos
estudantes em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares do
respectivo curso de graduação e as habilidades e competências em sua formação. Na edição de
2015, foram inscritos mais de 551 mil participantes, sendo avaliado o desempenho de 449.830
concluintes de 26 áreas de conhecimento, em 753 municípios, cobrindo 8.144 cursos. Os resultados
do Enade subsidiam a construção de indicadores de qualidade de cursos e instituições, como o
Índice Geral de Cursos (IGC) e o Conceito Preliminar de Curso (CPC), e também possibilitam a
realização de estudos, diagnósticos e pesquisas, contribuindo para o acompanhamento da qualidade
da oferta do curso e do desempenho acadêmico dos estudantes.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 69


No que se refere à qualificação de recursos humanos e à definição da correspondente aptidão
para o exercício profissional da medicina no Brasil, o Inep realizou o Exame Nacional de
Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras
(Revalida), com o intuito de revalidar diplomas estrangeiros compatíveis com as exigências de
formação correspondentes aos diplomas médicos expedidos por universidades brasileiras, em
consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina. O
número de diplomados em medicina inscritos para o Revalida aumenta a cada ano. Em 2012, foram
884 inscritos e, em 2015, participaram da fase objetiva do exame, 3.988 candidatos. Aderiram ao
exame 44 instituições de educação superior públicas que, com base do resultado do exame, fazem a
revalidação dos diplomas de medicina dos candidatos aprovados.
Outra ação importante, em 2015, foi a estruturação do Serviço de Atendimento ao Pesquisador
(SAP), a fim de atender às solicitações de acesso controlado à base de dados para pesquisa das
informações levantadas por meio de censos, exames e avaliações realizadas pelo Inep. No SAP,
consultores, professores e pesquisadores podem solicitar acesso a essas informações em um
ambiente seguro para a consulta.
O MEC também realizou, em 2015, a execução das atividades no âmbito do programa
Observatório da Educação, cujo objetivo é promover a formação de mestres e doutores em
temáticas educacionais, estimulando o desenvolvimento de estudos e pesquisas que tenham como
ponto de partida a utilização de dados existentes no INEP. O Programa prevê atualmente
financiamento de despesas de custeio, capital e bolsas para formação de doutores, mestres,
graduandos e professores da educação básica. Em 2015, foram 79 IES participantes, 143 projetos,
267 grupos de pesquisa e 1.876 bolsas concedidas, com investimentos de R$ 4,3 milhões.
A Avaliação, nas últimas décadas, se consolidou como uma atividade fundamental para a
garantia e manutenção da qualidade da pós-graduação stricto sensu no Brasil e como instrumento
fundamental para indução e expansão do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG). As
atividades de Avaliação da pós-graduação referem-se à análise de propostas de cursos novos e a
certificação periódica da qualidade dos programas (Avaliação quadrienal). Em 2015, foram
realizadas um total de 408 reuniões e visitas, com a participação de cerca de 1.700 consultores ad
hoc reunidos em comissões por área de avaliação (48 áreas). Deste total, foram realizadas 265
reuniões de área, 48 Seminários de Acompanhamento e 95 visitas.
Os Seminários de Acompanhamento de Meio Termo do Sistema Nacional de Pós-Graduação
(SNPG), coordenados pelas respectivas áreas de avaliação, tiveram a finalidade de obter diagnóstico
geral da situação dos programas de pós-graduação nos anos de 2013 e 2014. A partir desta análise,
foram feitas orientações para o biênio 2015-2016, que completa o período de avaliação de quatro
anos. Estes seminários contaram com a participação das coordenações das áreas, e também com a
presença de cerca de 3.700 programas de pós-graduação. As visitas realizadas às instituições
visaram esclarecer questões relacionadas a propostas de cursos novos e ao acompanhamento de
programas, após a avaliação trienal 2013.
Nas reuniões de avaliação de propostas de cursos novos foi analisado o mérito de 778
propostas, sendo 241 relativas a mestrados profissionais e 537 a mestrados acadêmicos e
doutorados. Foram recomendadas 210 propostas, sendo 62 de mestrado profissional, 91 de mestrado
acadêmico e 57 de doutorado. Foram ainda avaliados 58 projetos de Mestrados e Doutorados
Interinstitucionais (Minter/Dinter), dos quais 45 foram aprovados. Estas análises foram realizadas
diretamente na Plataforma Sucupira e contaram com a contribuição de cerca de 720 consultores ad
hoc reunidos em comissões por área de avaliação.
No que tange aos sistemas informatizados e aos instrumentos que suportam as atividades de
avaliação, cabe destacar, em 2015, a implantação da Plataforma Sucupira, que permitiu uma
mudança conceitual e operacional da coleta de informações dos cursos de mestrado, doutorado e
mestrado profissional integrantes do SNPG; permitindo disponibilizar em tempo real e com muito

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 70


mais transparência as informações, processos e procedimentos realizados pela Capes para toda a
comunidade acadêmica. A Plataforma passou a ser a fonte de informações para estabelecimentos de
diagnósticos, estudos, ações, políticas públicas e igualmente para prestação de contas e
atendimentos aos organismos de controle. Por meio da Plataforma, em 2015, foram finalizados dois
ciclos de "coleta de dados e informações" (referentes aos anos-base de 2013 e 2014), além do
contínuo preenchimento das informações à medida que vão sendo concretizadas as atividades nos
PPGs; e dois ciclos de submissão e análise de propostas de cursos novos e de Minter-Dinter,
referentes aos anos de 2014 e 2015.
Como resultados das ações avaliativas e de indução promovidas pela CAPES, verifica-se a
tendência de redução das assimetrias regionais em quatro frentes: (a) aumento percentual, nos
últimos 5 anos (2010 a 2014), do número de programas de pós-graduação stricto sensu nas regiões
Centro-Oeste, Nordeste e Norte (44,9%; 34,6% e 39,1%, respectivamente); (b) valorização da
estratégia de formação de recursos humanos em nível de pós-graduação stricto sensu fora dos
grandes centros de ensino e pesquisa por meio da análise de mérito e aprovação de Projetos de
Mestrados e Doutorados Interinstitucionais; (c) busca de maior articulação da pós-graduação com a
formação de professores da educação básica e com o incremento de atividades voltadas para o
desenvolvimento desse nível de ensino, concretizada na avaliação e recomendação para entrada em
funcionamento de cursos de mestrado profissional; e (d) Indução de programas para o atendimento
de demandas específicas de formação, como programas de mestrado profissional em Gestão e
Avaliação de Desastres Naturais, em Saúde Coletiva e em Gestão e Regulação de Recursos
Hídricos, para profissionais que atuam com os temas.

Meta 01UQ: Aprimorar continuamente os instrumentos de avaliação da qualidade do ensino


superior, inclusive pós-graduação.
Com vistas a aprimorar os instrumentos de avaliação da qualidade do ensino superior,
ressalta-se a execução do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), o qual
assegura o processo nacional de avaliação das instituições de educação superior, dos cursos de
graduação e do desempenho acadêmico de seus estudantes, com as finalidades de subsidiar o
processo de melhoria da qualidade de cursos e instituições, orientar a expansão da oferta da
educação superior e das políticas de financiamento e de inclusão no ensino de nível superior,
possibilitar a gestão dos processos de regulação e supervisão da educação superior no país, dentre
outras. Em 2015, foram realizadas 6.312 avaliações in loco. A realização dessas avaliações possui
alto impacto, tendo em vista sua função de garantir a qualidade de cursos e instituições, servir aos
processos de regulação e de supervisão da atividade da educação superior no país e possibilitar a
manutenção de uma base de dados histórica que permite a realização de estudos e pesquisas que
subsidiarão a gestão do Plano Nacional de Educação (PNE).
O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) integra o Sinaes e tem como
objetivo aferir o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos previstos nas
diretrizes curriculares do respectivo curso de graduação e as habilidades e competências em sua
formação. Na edição de 2015 do Enade, foram inscritos 551.880 participantes, sendo avaliado o
desempenho de 449.830 concluintes de 24 áreas de conhecimento, em 753 Municípios, cobrindo
8.144 cursos. Prevê-se, para 2016, a aplicação do Exame para alunos concluintes de cursos nas
áreas da saúde, ciências agrárias e afins, bem como eixos tecnológicos de Ambiente e Saúde,
Produção Alimentícia, Recursos Naturais, Militar e Segurança, sendo avaliadas 21 áreas distintas.
Os resultados do Enade subsidiam a construção de indicadores de qualidade de cursos e
instituições, como o Índice Geral de Cursos (IGC) e o Conceito Preliminar de Curso (CPC), de
modo a subsidiar o processo de regulação, com profundo impacto social no âmbito da apresentação
dos resultados da avaliação de cursos e instituições à sociedade. Os resultados do Enade também

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 71


possibilitam a realização de estudos, diagnósticos e pesquisas contribuindo para o acompanhamento
da qualidade da oferta do curso e do desempenho acadêmico dos estudantes.
Assim, as avaliações sob a égide do Sinaes revestem-se de grande importância ao serem
insumos para as políticas públicas de democratização da educação superior, dentre as quais se
destacam o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil
(Fies), que permitem a participação de instituições e de cursos com avaliação satisfatória no Sinaes,
bem como subsidia a construção da matriz orçamentária das instituições de educação superior
públicas. Ademais, possibilitam a ampliação do acesso à educação profissional por meio da
habilitação de instituições de ensino superior privadas para oferta, por meio da iniciativa Bolsa-
Formação, do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
Para a consecução da Meta 01UQ o Inep realizou, ainda, capacitações para avaliadores e
servidores sobre os instrumentos de avaliação com vistas à melhoria da qualidade da atuação e à
uniformização de processos, procedimentos e coesão entre os membros das comissões designadas.
Em 2015, implantou o sistema de Avaliação de Escolas de Governo (Saeg), criado para avaliar a
qualidade de instituições públicas que tem como finalidade promover a formação, o
aperfeiçoamento e a profissionalização de agentes públicos, visando ao fortalecimento do Estado.
Ainda em relação ao aprimoramento dos instrumentos da avaliação, em 2015, o Sistema
Nacional de Pós-Graduação (SNPG) passou a utilizar a Plataforma Sucupira como ferramenta de
acompanhamento e avaliação dos programas de pós-graduação, com destaque, no período, para a
submissão de 778 propostas de novos cursos, das quais 210 foram aprovadas para a oferta. Além
disso, foram realizados dois ciclos de coleta de dados referentes aos anos-base de 2013 e 2014, o
que permitiu disponibilizar em tempo real e com mais transparência as informações, processos e
procedimentos, por meio da Plataforma Sucupira, junto à toda comunidade acadêmica.

Objetivo 0841: Ampliar o acesso à educação superior com condições de permanência e


equidade por meio, em especial, da expansão da rede federal de educação superior, da
concessão de bolsas de estudos em instituições privadas para alunos de baixa renda e do
financiamento estudantil, promovendo o apoio às instituições de educação superior, a elevação
da qualidade acadêmica e a qualificação de recursos humanos.
São notórias as transformações vivenciadas na educação superior nos últimos anos,
refletindo o esforço do Governo Federal no empreendimento de programas e ações que busquem
ampliar o direito de acesso a esse nível de ensino, que historicamente se configurou reservado a
uma pequena parcela da sociedade. Na última década, além da ampliação do número de instituições
federais de ensino superior (Ifes), ocorreu um grande investimento no processo de interiorização da
oferta de vagas em universidades federais, por meio da criação de novos câmpus e, ainda, foco na
integração regional e internacional. Tais ações vêm contribuindo para a permanência e a
diplomação dos estudantes e a democratização do acesso às universidades, públicas e privadas.
As ações implementadas pelo MEC vêm possibilitando uma expansão significativa da
Educação Superior pública federal, com um importante aumento no número de vagas de graduação
oferecidas nos processos seletivos de ingresso. Em 2014, segundo dados do Censo da Educação
Superior, foram ofertadas, aproximadamente, 251 mil vagas de graduação presencial nos processos
seletivos de ingresso e registradas 958.796 matrículas. Destaca-se também o número de matrículas
de educação a distância nas Ifes, que, em 2014, atingiu a marca de 87,8 mil, totalizando 1.046.467
matrículas em graduação nas universidades federais. Para fins de comparação, em 2009, o Censo da
Educação Superior registrou 769,6 mil matrículas, já no período desse PPA, os índices atingiram
974,2 mil em 2012 e 1 milhão em 2013.
O MEC é responsável pela regulação, supervisão e avaliação do sistema federal de
educação, do qual fazem parte as instituições de ensino superior públicas federais e as instituições
privadas. O sistema federal representa 91% das instituições de ensino superior, 84% dos cursos
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 72
superiores ofertados e 89% das matrículas da educação superior do País. Ressalta-se que a
supervisão e regulação tem como objetivo acompanhar constantemente a situação da oferta da
educação nos cursos e IES no Sistema Federal de Ensino a fim de zelar pela conformidade da oferta
de educação superior com a legislação aplicável; resguardar os interesses dos alunos, comunidade
acadêmica e sociedade e induzir a elevação da qualidade da educação superior ofertada pelas IES.
Diante desse universo de instituições e cursos de educação superior, o Governo Federal tem
buscado novas estratégias de regulação e supervisão, com a edição de atos normativos e a
publicação de manuais, resultando em maior capacidade logística e agilidade no tratamento dos
processos regulatórios e demandas por expansão da educação superior, conforme as metas do PNE.
Em 2015, foram editados 9.260 atos regulatórios, destacando-se 1.796 autorizações de cursos, 5.906
reconhecimentos e renovações de reconhecimento de cursos e 1.372 aditamentos. Além disso,
foram editados 590 atos de supervisão, que visam ao cumprimento da legislação educacional e à
indução de melhorias dos padrões de qualidade da educação superior.
O Governo Federal vem implementando ações e estratégias que se materializam não só por
meio de investimentos diretos e indiretos, como também por um conjunto de programas integrando
as ações de democratização do acesso ao ensino superior e a preocupação com a qualidade da
oferta. Nesse sentido, o MEC tem tomado diversas iniciativas com a finalidade de estender a uma
parcela maior da população a possibilidade de alcançar os mais altos níveis de ensino com
qualidade. Exemplo deste esforço encontra-se na instituição do Sistema de Seleção Unificada
(Sisu), do Programa Universidade para Todos (ProUni) e do Fundo de Financiamento Estudantil
(Fies).
O Sisu é um processo unificado que seleciona os estudantes para a educação superior
pública, com base nas notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por meio de um
sistema informatizado. O Sisu contou, em 2015, com a participação de 128 instituições públicas e
gratuitas de educação superior que ofertaram 205.514 vagas em 5.628 cursos na edição do primeiro
semestre. Foram 2.791.334 candidatos inscritos e 5.431.904 inscrições (considerando que cada
candidato pode escolher até dois cursos). Na edição do segundo semestre, foram ofertadas 55.571
vagas em 1.564 cursos de 72 instituições. No total, 131 instituições públicas e gratuitas distintas
ofertaram 261.085 vagas pelo Sisu no ano de 2015.
O ProUni, instituído em 2005, amplia o acesso à educação superior concedendo bolsas de
estudo a estudantes de baixa renda em instituições privadas em contrapartida à isenção de impostos.
O Programa alcançou a marca de 1,7 milhão de estudantes atendidos nos dez anos de sua
instituição, tendo, em 2015, ofertado 329.117 bolsas. Também em consonância com a política de
expansão da educação superior, o Fies possibilita a concessão de financiamento a estudantes de
instituições privadas, em cursos com avaliação positiva pelo MEC. Entre 2010 e 2015, o Fies
registrou a assinatura de 2,18 milhões de novos contratos (sendo 1,95 milhão no período do PPA
2012-2015). Em 2015, o Fies passou por reformulações para garantir melhor distribuição dos
recursos públicos disponibilizados para o financiamento de estudantes da educação superior.
O Certificado de Entidades Beneficentes de Assistência Social (CEBAS) é uma certificação
concedida pelo Governo Federal às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, que
prestam serviços nas áreas de educação, saúde ou assistência social. Essa certificação é um dos
requisitos exigidos pela Receita Federal do Brasil para que tais entidades possam usufruir de
isenção das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991,
conforme disposto no art. 29 da Lei nº 12.101, de 27 de novembro de 2009, e expresso no art. 195,
§ 7º, da Constituição Federal de 1988. No exercício de 2015, o MEC analisou e julgou um total de
384 processos de concessão de CEBAS a instituições que atuam na área da educação, conforme
demonstrado a seguir:

Quadro – Certificados deferidos, indeferidos e cancelados

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 73


2012 2013 2014 2015
Certificados deferidos e indeferidos
Deferidos 80 39 35 159
Indeferidos 54 38 48 216
Total 134 77 83 375
Certificados cancelados
Total 3 7 5 9

O Programa de Extensão Universitária (Proext) é um instrumento que abrange programas e


projetos de extensão universitária, com ênfase na formação dos alunos e na inclusão social nas suas
mais diversas dimensões, visando aprofundar ações políticas que venham fortalecer a
institucionalização da extensão no âmbito das instituições federais, estaduais e municipais de ensino
superior. O programa apoiou, em todo o território nacional, 656 propostas de extensão universitária
em 2015, com um orçamento total de R$ 85 milhões.
Já o Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), criado em 2007, visa combater as
desigualdades sociais e regionais, bem como ampliar e democratizar as condições de acesso e
permanência dos jovens no ensino superior público federal. Com o objetivo de viabilizar a
igualdade de oportunidades entre todos os estudantes e contribuir para a melhoria do desempenho
acadêmico, o Pnaes oferece assistência para moradia estudantil, alimentação, transporte, saúde,
inclusão digital, cultura, esporte, e apoio pedagógico. De 2012 a 2015 foram investidos mais de R$
2,7 bilhões, sendo que em 2015, esse valor foi de R$ 895 milhões. Destaca-se, ainda, o Programa
Bolsa Permanência, que concede auxílio financeiro a estudantes de graduação em situação de
vulnerabilidade socioeconômica, incluindo os estudantes indígenas e quilombolas, matriculados em
instituições federais, com a finalidade minimizar as desigualdades sociais e contribuir para a
permanência e a diplomação dos estudantes de graduação. No período de 2013 a 2015 foram
concedidas 336.583 bolsas com recursos de aproximadamente R$ 177 milhões. Em 2013 o
Programa beneficiou 6.581 estudantes e em 2014, foram 15.422 estudantes beneficiados. Em 2015,
o Programa Bolsa Permanência concedeu bolsas para mais de 20 mil estudantes, dentre eles 4.167
indígenas e 1.345 quilombolas, totalizando um investimento de R$ 106,6 milhões.
O Programa Incluir, que tem como objetivo fomentar a criação e a consolidação de núcleos
de acessibilidade nas universidades federais, em 2015, disponibilizou recursos na ordem de R$ 11,3
milhões para universidades federais executarem ações no âmbito do programa, de acordo com a
quantidade de alunos matriculados na graduação presencial. No período de 2012 a 2015 foram
investidos mais de R$ 36 milhões em Universidades federais distribuídas em todas as unidades
federativas do País, a fim de apoiar o desenvolvimento inclusivo das Ifes. As ações de promoção do
acesso das pessoas com deficiência à educação superior, tanto nas instituições públicas quanto nas
instituições privadas de educação superior, tem resultado no crescimento das matrículas dos
estudantes com deficiência. De acordo com os dados do Censo da Educação Superior, em 2011,
foram registradas 23.250 matrículas de estudantes com deficiência, sendo 6.531 em instituições
públicas e 16.719 em instituições privadas; já em 2014, foram registradas 33.475 matrículas, sendo
13.234 em instituições públicas e 20.241 em instituições privadas, significando um crescimento de
44%.
O Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) destina-se a ofertar acesso a
cursos de graduação em instituições de educação superior brasileiras a estudantes de países em
desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordo educacional, cultural ou científico-
tecnológico. Em 2015, 59 estudantes de 14 países concluíram seus estudos de graduação, de um
total de 1.921 alunos regulares de 49 instituições de educação superior (IES). É importante observar
que, em função das greves nas universidades, muitas IES públicas que concentram 93% dos
estudantes do programa ainda não concluíram o período letivo de 2015. Espera-se, portanto, que,
até março de 2016, outros 238 alunos concluam seus cursos. Já o Projeto Milton Santos de Acesso
ao Ensino Superior (Promisaes) é uma iniciativa para concessão de auxílio financeiro fixado em R$
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 74
622,00, que beneficia estudantes-convênio que estudam no Brasil por meio do PEC-G regularmente
matriculados em cursos de graduação em Ifes, consolidando uma política de intercâmbio que
promove maior integração entre o Brasil e outros países em desenvolvimento. Em 2015, o projeto
teve como meta o atendimento a 783 estudantes-convênio matriculados, com um orçamento
superior a R$ 5,8 milhões.
O Programa de Educação Tutorial (PET), desenvolvido por grupos de estudantes bolsistas
sob a orientação de um professor tutor, é uma importante ação para a formação acadêmica ampla do
estudante de graduação. No período de 2012 a 2015, o valor do investimento e beneficiados se
manteve invariável: R$ 78,8 milhões para 842 grupos de PET, beneficiando 10.104 estudantes e
842 professores, a cada ano. Para custear as atividades desenvolvidas pelos grupos (compra de
materiais de consumo, passagens para congressos e simpósios etc.), foram transferidos cerca de R$
3,2 milhões.
Com base nas metas estabelecidas para 2015, em relação aos Programas de Residências em
Saúde, observa-se uma ampliação quanto ao número de programas de residência e ao quantitativo
de vagas autorizadas. Em 2015, foi aprovada a abertura de 1.908 novas vagas, considerando de R1 a
R6 (1º ao 6º ano de residência médica), em Programas de Residência Médica para diversas
especialidades e áreas de atuação profissional nas Ifes, totalizando 10.960 vagas de residência
médica nessas instituições. No tocante aos Programas de Residências em Área Profissional da
Saúde, destinados aos demais profissionais da saúde, em 2015 foram aprovadas 494 novas vagas
nos programas ofertados pelas Ifes, totalizando 3.715 vagas. Ainda em relação a Residência para
outros profissionais da Saúde, foram aprovados 208 novos programas, totalizando 1.250 programas
com 7.420 vagas preenchidas. No período de 2012 a 2015, com recurso do MEC, o investimento
em bolsas para residências em área profissional da saúde totalizou R$ 1,5 bilhão. Somente em 2015,
o MEC financiou 11.680 bolsas por mês, sendo 8.053 para residência médica e 3.627 para
residência em área profissional da saúde com investimentos de R$ 483,8 milhões.
No âmbito da Expansão das Escolas Médicas das Ifes, em 2015 foram autorizados sete
novos cursos de graduação em Medicina, totalizando 456 vagas. Três desses novos cursos já
tiveram suas atividades iniciadas em 2015, e os demais iniciarão suas atividades no primeiro
semestre de 2016. Adicionalmente, em 2015, foram autorizadas 275 novas vagas em 13 cursos já
existentes. Com relação à contratação de docentes para esses cursos, foram autorizadas, em 2015,
nas 63 Ifes, 880 vagas. O Programa Mais Médicos prevê a criação de 11.500 novas vagas de
graduação em Medicina até 2017 em instituições públicas e privadas, sendo que 5.849 (51%) já
foram autorizadas em 88 municípios (2.100 vagas públicas e 3.749 vagas privadas), das quais 65%
em cursos novos. Atualmente estão em andamento editais de chamada pública para autorizar mais
4.347 novas vagas em instituições de ensino superior privadas em 63 municípios que não possuem
graduação em Medicina. Assim, no âmbito das Ifes, foram criadas 2.100 novas vagas por meio do
Programa Mais Médicos, totalizando a oferta de 6.603 vagas de graduação em Medicina em 2015
em universidades federais.
Também no escopo do Programa Mais Médicos para o Brasil, foram executadas quatro
edições do Módulo de Acolhimento e Avaliação, aprovando 979 médicos intercambistas. Vale
ressaltar que em 2015 atuaram 14.977 médicos no Programa, que tiveram o apoio de 208 tutores e
1.960 supervisores acadêmicos ativos financiados pelo MEC.
O Governo Federal, por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), atua
na gestão de hospitais universitários federais em conjunto com as universidades federais. Seu foco
de atuação são os serviços de atenção à saúde e de apoio ao ensino, à pesquisa, à inovação
tecnológica e à extensão, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde
pública. As atividades desenvolvidas pela Ebserh, vinculada ao MEC, têm uma estreita relação com
a capacidade das universidades federais para ampliação de vagas nos cursos da área da Saúde, com
especial ênfase aos cursos de Medicina de que trata o Programa Mais Médicos. Atualmente, a
Empresa administra 37 hospitais universitários de 29 instituições federais de ensino superior.
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 75
Em 2015, a atuação da Ebserh deu-se tanto na expansão e qualificação da rede de hospitais
universitários federais já existentes, como nas ações de apoio à expansão dessa rede, por meio da
incorporação ou da construção de novos hospitais para as universidades que abriram cursos sem
dispor de hospitais próprios. Foram alocados cerca de R$ 9,8 bilhões na rede de hospitais
universitários federais. Desse montante, foram alocados pelo MEC cerca de R$ 7,7 bilhões na rede
de hospitais universitários federais, dos quais R$ 6,2 bilhões destinaram-se ao cumprimento de
despesas com pessoal e benefícios, R$ 1,3 bilhão à finalidade de custeio e R$ 200 milhões aos
investimentos em capital.
A Ebserh também atua como órgão responsável pela gestão do Programa Nacional de
Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), executado em parceria com o
Ministério da Saúde, contemplando ações em 50 hospitais. No período de 2012 a 2015, no âmbito
do Rehuf, foram investidos R$ 3 bilhões no apoio ao custeio das atividades assistenciais e na
realização de obras de manutenção para reestruturação física e aquisição de equipamentos
hospitalares, sendo que só em 2015, o investimento foi de R$ 656,3 milhões.

Meta 02W8 Ampliar a participação proporcional de grupos historicamente excluídos na


educação superior, especialmente afrodescendentes.
O Ministério da Educação realiza diversas ações para reduzir a desigualdade ainda existente
no acesso à educação superior, entre as diferentes regiões brasileiras, entre os grupos populacionais
e entre os diferentes estratos socioeconômicos. Para isso, são necessárias não só ações que ampliem
o acesso de grupos historicamente excluídos à educação superior, mas também ações que
promovam a sua permanência e conclusão dos estudos.
A Lei nº 12.711/2012, conhecida como a Lei de Cotas, tem por finalidade promover maior
equidade no acesso à educação superior, por meio da reserva de vagas a grupos minoritários. A Lei
estabelece uma reserva de 50% das vagas das universidades federais para estudantes que tenham
cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas e 50% dessas vagas devem ser
reservadas aos estudantes oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo per
capita. A reserva de vagas deve ainda observar a proporção de pretos, pardos e indígenas da
população da unidade da federação onde está instalada a instituição, segundo o último Censo do
IBGE. Desse modo, cria quatro categorias de beneficiários: pretos, pardos e indígenas com até um
salário mínimo e meio de renda familiar; pretos, pardos e indígenas, independentemente da renda;
estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública, independentemente de
pertencimento étnico-racial, com renda per capita familiar de até um salário mínimo e meio; e
estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública, independentemente de
pertencimento étnico-racial e da renda. A Lei prevê, ainda, que as instituições federais de educação
superior deverão implementar, no mínimo, 12,5% da reserva de vagas prevista a cada ano, e
deverão garantir o percentual mínimo de 50% para a reserva de vagas até 2016. A experiência da
implantação de cotas apresenta resultados positivos em diversos aspectos, uma vez que a evasão
entre os estudantes que ingressam por meio de cotas é significativamente inferior à dos demais e o
desempenho acadêmico dos beneficiados mostra-se igual ou superior à média.
Também com vistas à ampliação da participação proporcional de grupos historicamente
excluídos na educação superior nas instituições privadas de ensino superior, o Programa
Universidade para Todos (ProUni) destina uma parcela de sua oferta de bolsas a estudantes pretos,
pardos e indígenas. Desde sua instituição em 2005, mais de 51% das bolsas concedidas pelo ProUni
foram ocupadas por esse público, totalizando 904.018 bolsas das 1.749.893 ocupadas no programa.
Ainda no âmbito do ProUni, há concessão do benefício da bolsa permanência aos estudantes dos
cursos que atendem seus critérios legais. Em 2015, do orçamento da União destinado ao Programa
Bolsa Permanência, R$ 30,2 milhões foram destinados ao pagamento de bolsas permanência no
ProUni, beneficiando uma média mensal de 6.302 bolsistas do programa.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 76


O Programa Bolsa Permanência concede auxílio financeiro buscando minimizar as
desigualdades sociais e contribuir para a permanência e a diplomação dos estudantes em situação de
vulnerabilidade socioeconômica matriculados em Ifes. Seu valor é de R$ 400,00. Um valor
diferenciado é garantido aos estudantes indígenas e quilombolas, que recebem R$ 900,00, devido às
suas especificidades. Os estudantes indígenas e quilombolas, quando matriculados em cursos de
licenciaturas interculturais, continuam fazendo jus à bolsa permanência durante os períodos de
atividades pedagógicas formativas na Ifes até o limite máximo de seis meses. No período de 2013-
2015, foram concedidas 336.583 bolsas com recursos de aproximadamente R$ 177 milhões. Em
2013 o Programa beneficiou 6.581 estudantes e em 2014, foram 15.422 estudantes beneficiados.
Em 2015, o Programa Bolsa Permanência concedeu bolsas para mais de 20 mil estudantes, dentre
eles 4.167 indígenas e 1.345 quilombolas, totalizando um investimento de R$ 106,6 milhões.
O Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento visa propiciar a formação
e a capacitação de estudantes autodeclarados pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, em universidades,
instituições de educação profissional e tecnológica e centros de pesquisa no Brasil e no exterior. Em
2014, foi lançado o primeiro edital do programa e selecionadas 24 propostas de cursos de formação
preparatória, que ofertadas em 2015 e a serem ofertadas em 2016, para pós-graduação de diferentes
IES federais, estaduais, municipais e comunitárias, contribuindo para a institucionalização e
solidificação de experiências de ação afirmativa.

Meta 02WA Ampliar o número de vagas em graduação presencial em universidades federais,


com foco em cursos noturnos, em consonância com o PNE 2011-2020.
O Plano Nacional de Educação (PNE) prevê, como uma das estratégias da Meta 12
(ampliação das taxas bruta e líquida na educação superior), a oferta de, no mínimo, um terço das
vagas em cursos noturnos em instituições federais de educação superior (Ifes). Com as ações do
Governo Federal voltadas para a expansão da Rede Federal de Educação Superior, o número de
vagas ofertadas em cursos noturnos vem aumentando. Conforme Censo da Educação Superior, em
2009 foram registradas 54.960 vagas em cursos noturnos, elevando para 74.342 em 2012 e 74.518
em 2013. Já em 2014, foram ofertadas 75.563 vagas em cursos noturnos, do total de 251 mil vagas
de graduação presencial nos processos seletivos de ingresso, correspondendo a uma oferta de 30,1%
do total de vagas ofertadas no turno

Meta 02WB: Ampliar progressivamente, em regime de colaboração entre a União, os Estados,


o Distrito Federal e os Municípios, o investimento público em educação, em termos de
percentual do Produto Interno Bruto do país, de forma a alcançar a meta do PNE 2011-2020.
A análise situacional dessa meta foi abordada no Programa 2030. Favor verificar a Meta de
igual teor no Objetivo 0598.

Meta 03RZ Apoiar Entidades de Ensino Superior Não Federal.


O Ministério da Educação (MEC) possui programas de apoio a entidades de ensino não
federais, cuja execução ocorre por meio de convênios, a exemplo do Programa de Extensão
Universitária (Proext), do Programa de Educação Tutorial (PET) e do Programa Nacional de
Assistência Estudantil para Instituições de Educação Superior Públicas Estaduais.
Em relação ao Proext, em 2015, foram apoiadas 656 propostas de extensão universitária com
um orçamento que totalizou R$ 85 milhões. No período de 2012 a 2015 foram investidos mais de
R$ 320 milhões em 2.973 propostas apoiadas no Programa. Ainda em relação aos projetos especiais
de graduação, o PET consolida-se como uma importante ação desenvolvida por estudantes bolsistas
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 77
que contam com a tutoria de um docente doutor. No período de 2012 a 2015, o valor do
investimento e beneficiados se manteve invariável: R$ 78,8 milhões para 842 grupos de PET,
beneficiando 10.104 estudantes e 842 professores, a cada ano.
O Programa Nacional de Assistência Estudantil para Instituições de Educação Superior
Públicas Estaduais proporciona apoio financeiro para que as instituições estaduais públicas de
ensino superior participantes do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) possam desenvolver ações de
assistência estudantil que atendam aos estudantes matriculados em cursos de graduação presencial.
Em 2015, o programa apoiou nove instituições, totalizando um repasse para investimento em ações
de assistência estudantil no valor de R$ 16,5 milhões. O programa atende prioritariamente
estudantes matriculados em cursos de graduação presencial das instituições estaduais de ensino
superior gratuitas, atendendo prioritariamente àqueles alunos oriundos da rede pública de educação
básica ou com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio, ou ainda selecionados
considerando requisitos adicionais fixados pelas instituições estaduais de ensino superior gratuito
em ato próprio.

Meta 02WF Elevar a relação aluno/professor nas Instituições Federais de Ensino Superior,
em consonância com o PNE 2011-2020.
O PNE prevê, como uma das estratégias da Meta 12 (ampliação das taxas bruta e líquida na
educação superior), elevar gradualmente a relação de estudantes por professor para 18 (dezoito).
Conforme os dados Censo da Educação Superior 2014, Conforme os dados Censo da Educação
Superior, em 2012 o índice era 16,8, passando para 15,94 em 2013 e atingindo a marca de 14,96
alunos por professor em 2014.
Associado à expansão de vagas e cursos na Educação Superior, tem-se investido na
ampliação do quadro de recursos humanos para atender ao processo de expansão. No período de
2012-2015, o quadro de pessoal teve um acréscimo de 12.586 docentes, totalizando 79.280
professores em 2015. Esforços também são investidos para a ampliação do corpo de técnico-
administrativos das Ifes, que contava, em 2015, com um quadro autorizado de 105.936 cargos.
Destaca-se ainda o investimento na qualificação do pessoal docente das universidades federais. Em
2015, o percentual de mestres e doutores nessas instituições chegou a 73%, com 58.758 doutores e
17.168 mestres.

Meta 02WG Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior, de forma a alcançar a
meta do PNE 2011-2020 e Meta 02WH Elevar a taxa líquida de matrícula na educação
superior, de forma a alcançar a meta do PNE 2011-2020.
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a taxa bruta de
matrículas dos cursos de graduação no Brasil era de 18,6%, em 2004, passou para 28,7% em 2012 e
30,3% em 2013, alcançando a marca de 32,1% em 2014.Trata-se de um indicador da capacidade de
absorção do sistema educacional e é definido conceitualmente pelo total de matriculados na
educação superior (independentemente da idade) em relação ao total populacional em idade
considerada adequada para cursar esse nível, ou seja, entre 18 e 24 anos. Já a taxa líquida de
escolarização ajustada na educação superior, que aponta para o percentual da população brasileira
de 18 a 24 anos que frequenta ou já concluiu a educação superior, também apresentou um
crescimento constante entre 2004 e 2014, partindo do patamar de 12,3%, registrando 18,8% em
2012 e 20,2% em 2013, chegando a 21,2% em 2014.
O Governo Federal vem implementando ações e estratégias que se materializam não só por
meio de investimentos diretos e indiretos, como também por um conjunto de programas integrando
as ações de democratização do acesso ao ensino superior e a preocupação com a qualidade da
oferta. Nesse sentido, o MEC tem tomado diversas iniciativas com a finalidade de estender a uma
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 78
parcela maior da população a possibilidade de alcançar os mais altos níveis de ensino com
qualidade. As ações implementadas vêm possibilitando uma expansão significativa do Sistema
Público Federal de Educação Superior, com um importante aumento no número de vagas de
graduação oferecidas nos processos seletivos de ingresso. Em 2014, segundo dados do Censo da
Educação Superior, foram ofertadas, aproximadamente, 251 mil vagas em graduação presencial e
registradas 958.796 mil matrículas. Destaca-se também o número de matrículas de educação a
distância nas instituições federais de educação superior (Ifes), que, em 2014, atingiu a marca de
87,8 mil, totalizando mais de 1 milhão de matrículas em graduação nas universidades federais.
Assim, o Programa Universidade para Todos (ProUni) colaborou com evolução das taxas
bruta e líquida de matrícula na educação superior em consonância com a meta estabelecida no PNE,
pois promoveu, desde 2011, uma crescente disponibilização de bolsas de estudo na educação
superior privada tendo, em 2015, ofertado 329.117 bolsas e alcançado a marca de 1,7 milhão de
estudantes atendidos nos dez anos de instituição do Programa.
Também contribuindo para a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) em questão, o
Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com os aprimoramentos instituídos a partir de 2010,
dentre eles, a criação do Fundo Garantidor (FGEDUC), que dispensa a apresentação de fiador e a
possibilidade de pagamento do financiamento com trabalho, registrou a assinatura de 2,18 milhões
de novos contratos, superando a meta prevista de 1,5 milhão de contratos, dos quais mais de 283
mil foram firmados apenas em 2015, com valores que totalizam R$ 45,5 bilhões. Desde sua
criação em 1999, o Fies já atendeu a 2,74 milhões de estudantes. Em 2015, o Fies passou por
algumas reformulações para garantir melhor distribuição dos recursos públicos disponibilizados
para o financiamento de estudantes da educação superior, dentre as quais se destacam: (i) a
priorização de cursos com melhores indicadores pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior (Sinaes) das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e de áreas prioritárias (Engenharias,
Licenciaturas e Área da Saúde); (ii) realinhamento das condições de financiamento (nova taxa de
juros, redução do prazo de amortização do contrato e modificação na taxa de juros trimestrais
devida durante os prazos de utilização e de carência do financiamento); (iii) novo modelo de
coparticipação, com a limitação do público-alvo do programa para estudantes com renda familiar
per capita de até 2,5 salários mínimos; e (iv) definição plurianual de vagas, com realização de
processo seletivo de estudantes para acessarem o financiamento pelo Fies, utilizando como critério
de seleção a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) também contribuiu para a consecução dessas metas.
Contou, em 2015, com a participação de 128 instituições públicas e gratuitas de educação superior
que ofertaram 205.514 vagas em 5.628 cursos na edição do primeiro semestre. Foram 2.791.334
candidatos inscritos e 5.431.904 inscrições (considerando que cada candidato pode escolher até dois
cursos). Na edição do segundo semestre, foram ofertadas 55.571 vagas em 1.564 cursos de 72
instituições. No total, 131 instituições públicas e gratuitas distintas ofertaram 261.085 vagas pelo
Sisu no ano de 2015.

Meta 03R3 Elevar o número de universidades federais para 63 e Meta 03R2 Elevar o número
de campi da Rede Federal de Educação Superior para 324.
A educação superior passou por um processo de expansão atingindo o número de 63
universidades federais. Na região Norte, foi criada a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará
e, na região Nordeste, a Universidade Federal do Sul da Bahia, a Universidade Federal do Oeste da
Bahia e a Universidade Federal do Cariri, buscando dar continuidade a esse processo, com ênfase
no desenvolvimento regional.
Ressalta-se, ainda, a consolidação do processo de implantação de quatro instituições
voltadas à integração regional e internacional: Universidade Federal da Integração Latino-
Americana (UNILA), Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 79
(UNILAB), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e Universidade Federal do Oeste do Pará
(UFOPA).
Desta forma, o Brasil passou a contar com 63 universidades federais, presentes em todas as
regiões do país, de acordo com a seguinte distribuição regional: Norte com 10 instituições, Nordeste
com 18, Sudeste com 19, Sul com 11 e o Centro-Oeste com 5 instituições.
A expansão da Rede Federal, no período de 2011-2015, foi marcada pela criação de novos
câmpus e de quatro novas universidades federais localizadas nas regiões Norte e Nordeste. A meta
de implantação de 56 novos câmpus, prevista para o período 2011-2015, foi atingida, sendo que
todos já iniciaram suas atividades, totalizando 331 câmpus. Além desses, nove câmpus foram
pactuados, com previsão de início de suas atividades em 2016.

Programa 2044 – Autonomia e Emancipação da Juventude


O Ministério da Educação é responsável pelo Objetivo 0996 do Programa 2044. As informações
da análise situacional do Objetivo segue a seguir.

Objetivo 0996: Elevar a escolaridade de jovens na faixa etária de 18 a 29 anos visando à


conclusão do ensino fundamental, a qualificação profissional em nível de formação inicial, o
desenvolvimento da participação cidadã e a ampliação de oportunidades de inclusão
profissional e social.
O Programa Nacional de Inclusão de Jovens – ProJovem, nas modalidades ProJovem
Urbano e o ProJovem Campo – Saberes da Terra, objetiva apoiar estados e municípios para a
elevação da escolaridade de jovens de 18 a 29 anos que sabem ler e escrever, mas não terminaram o
ensino fundamental na época. É oferecido em forma de curso, organizado em 18 meses, que busca a
formação integral do jovem, sua reinserção no processo de escolarização e de novas possibilidades
de identificação de oportunidades no mundo do trabalho, contribuindo para a promoção de direitos
e aquisição de novas trajetórias de educação e emancipação ao longo da vida.
O Programa é executado por estados e municípios mediante adesão com o MEC para
atendimento aos jovens nas suas localidades. Aos entes federados que aderem ao Projovem Urbano
são repassados recursos calculados com base na meta de atendimento e na frequência dos alunos
matriculados para o desenvolvimento das ações necessárias à implementação local do programa,
tais como: pagamento de pessoal; aquisição de gêneros alimentícios para os estudantes e crianças de
0 a 8 anos, filhos dos alunos; custeio da qualificação profissional; aquisição de material escolar para
alunos e educadores, e aquisição de material para as Salas de Acolhimento. Para garantia da
adequada execução do Projeto Pedagógico do Programa, o MEC disponibiliza também os materiais
didáticos específicos para estudantes, educadores, formadores e gestores.
Nesse sentido, O Projovem Urbano, uma das ações do Plano Juventude Viva, contribui para
a promoção de ações voltadas à elevação da escolaridade integrada à qualificação profissional e ao
desenvolvimento da participação social e cidadã para jovens de 18 a 29 anos por meio de apoio
técnico e financeiro aos entes federados e pagamento de auxílio a estudantes da Educação de Jovens
e Adultos. A edição 2013, executada até o primeiro semestre de 2015, contou com adesão de 94
municípios e nove estados, para atendimento a 100.823 jovens. Já a edição 2014, com curso
iniciado em 2015 contou com adesão de 115 Municípios, 12 Estados e o Distrito Federal, para
atendimento a 102.610 jovens. Para a execução das atividades da modalidade Projovem Urbano
foram transferidos cerca de R$ 75 milhões. De 2012 a 2014, já foram beneficiados 332.158 jovens.
Destacam-se, ainda, a execução de ações necessárias ao desenvolvimento do programa em mais de
300 municípios, 16 estados e o no DF destinadas à formação de professores, formadores e gestores,
pagamento de profissionais, aquisição de gêneros alimentos alimentícios para fornecimento de

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 80


lanche ou refeição para os alunos e para as crianças de 0 a 8 anos, nas Salas de Acolhimento,
custeio da qualificação profissional.
Também está em execução a edição 2014 do Projovem Campo, normatizada pela Resolução
CD/FNDE 11/2014, em 14 Estados, 302 Municípios e Distrito Federal, com meta de atendimento
de 42.845 jovens da agricultura familiar. Para o desenvolvimento das atividades, foram alocados,
em 2015, mais de R$ 55,3 milhões para os entes federados que aderiram a essa modalidade. No
período do PPA 2012-2015 foram destinados R$ 115 milhões para que entes federados executassem
o Projovem Campo. No âmbito das duas modalidades do Projovem, é desenvolvida formação
continuada para gestores, formadores e educadores, sendo que, em 2015, foram beneficiados 826
gestores e 922 formadores.
As salas de acolhimento são uma estratégia implementada no Projovem Urbano, a partir da
Edição 2012, e no Projovem Campo - Saberes da Terra a partir da Edição 2014, para apoiar os
estudantes destes dois Programas, mães e pais, com filhos entre zero e oito anos em sua
permanência no Curso até a sua conclusão e certificação. Respondem, assim, a uma demanda desses
jovens que há muito gostariam de retomar seus estudos, mas não tinham com quem deixar seus
filhos. Com apoio técnico e financeiro do MEC as Salas de Acolhimento são implementadas pelos
entes federados que fazem adesão às duas modalidades do Programa. Entre 2012 e 2014, estas Salas
acolheram, aproximadamente, 100 mil crianças, envolvendo cerca de 2.400 educadores.

Meta 03PO: Elevar gradualmente a escolaridade média da população de 18 a 29 anos


O Projovem Urbano, uma das ações do Plano Juventude Viva, contribui para a promoção de
ações voltadas à elevação da escolaridade integrada à qualificação profissional e ao
desenvolvimento da participação social e cidadã para jovens de 18 a 29 anos por meio de apoio
técnico e financeiro aos entes federados e pagamento de auxílio a estudantes da Educação de Jovens
e Adultos. A edição 2013, executada até o primeiro semestre de 2015, contou com adesão de 94
municípios e nove estados, para atendimento a 100.823 jovens. Já a edição 2014, com curso
iniciado em 2015 contou com adesão de 115 Municípios, 12 Estados e do Distrito Federal, para
atendimento a 102.610 jovens. Para a execução das atividades da modalidade Projovem Urbano
foram transferidos cerca de R$ 75 milhões. De 2012 a 2014, já foram beneficiados 332.158 jovens.
Destacam-se, ainda, a execução de ações necessárias ao desenvolvimento do programa em mais de
300 municípios, 16 estados e o no DF destinadas à formação de professores, formadores e gestores,
pagamento de profissionais, aquisição de gêneros alimentos alimentícios para fornecimento de
lanche ou refeição para os alunos e para as crianças de 0 a 8 anos, nas Salas de Acolhimento,
custeio da qualificação profissional.
Também está em execução a edição 2014 do Projovem Campo, normatizada pela Resolução
CD/FNDE 11/2014, em 14 Estados, 302 Municípios e no Distrito Federal, com meta de
atendimento de 42.845 jovens da agricultura familiar. Para o desenvolvimento das atividades, foram
alocados, em 2015, mais de R$ 55,3 milhões para os entes federados que aderiram a essa
modalidade. No período do PPA 2012-2015 foram destinados R$ 115 milhões para que entes
federados executassem o programa. No âmbito das duas modalidades é desenvolvida formação
continuada para gestores, formadores e educadores, sendo que, em 2015, foram beneficiados 826
gestores e 922 formadores.
As salas de acolhimento são uma estratégia implementada no Projovem Urbano, a partir da
Edição 2012, e no Projovem Campo - Saberes da Terra a partir da Edição 2014, para apoiar os
estudantes destes dois Programas, mães e pais, com filhos entre zero e oito anos em sua
permanência no Curso até a sua conclusão e certificação. Respondem, assim, a uma demanda desses
jovens que há muito gostariam de retomar seus estudos, mas não tinham com quem deixar seus
filhos. Com apoio técnico e financeiro do MEC as Salas de Acolhimento são implementadas pelos

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 81


entes federados que fazem adesão às duas modalidades do Programa. Entre 2012 e 2014, estas Salas
acolheram, aproximadamente, 100 mil crianças, envolvendo cerca de 2.400 educadores.

EXECUÇÃO FÍSICA E FINANCEIRA DAS AÇÕES DA LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL DE


RESPONSABILIDADE DO MEC

A seguir são apresentados os quadros e as análises críticas das ações orçamentárias


executadas no âmbito do Ministério da Educação.

AÇÃO 8790 - Apoio à Alfabetização e à Educação de Jovens e Adultos


Identificação da Ação

Código 8790 Tipo: Atividade

Título Apoio à Alfabetização e à Educação de Jovens e Adultos

02BV - Ampliar a oferta de alfabetização e educação de jovens e adultos, garantindo apoio aos sistemas de ensino e auxílio
Iniciativa
financeiro para os profissionais que atuam na execução das ações de alfabetização

Apoiar o educando, a escola e os entes federados com ações direcionadas ao


desenvolvimento da educação básica, à ampliação da oferta de educação integral e à
alfabetização e educação de jovens e adultos segundo os princípios da equidade, da
valorização da pluralidade, dos direitos humanos, do enfrentamento da violência,
Objetivo Código: 0598
intolerância e discriminação, da gestão democrática do ensino público, da garantia
de padrão de qualidade, da igualdade de condições para acesso e permanência do
educando na escola, da garantia de sua integridade física, psíquica e emocional, e da
acessibilidade, observado o regime de colaboração com os entes federados.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26101

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Dotação Despesa Restos a Pagar do exercício 2015

Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

R$ 1.000.000,00 R$ 1.000.000,00 R$ 477.508,30 R$ 165.436,90 R$ 157.554,04 R$ 7.882,86 R$ 312.071,40

Execução Física

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 82


Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Projeto apoiado unidade 5 5 2

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 Projeto apoiado unidade 0

Fonte: SIMEC/MEC.

A ação que visa apoiar a alfabetização e a educação de jovens e adultos foi executada com a
contratação de serviços especializados para a realização do XIV Encontro Nacional da Educação de
Jovens e Adultos – ENEJA que reuniu segmentos organizados da sociedade na forma de
movimentos, coletivos, instituições e indivíduos dedicados à defesa do direito humano à educação
de pessoas jovens, adultas e idosas trabalhadoras. O encontro teve como pauta a EJA numa
perspectiva popular e ao longo de toda a vida.
Nesta ação, foi realizado, também o I Fórum Social da UFESBA (Universidade Federal do
Sul da Bahia), que é um espaço de diálogo previsto no Estatuto da Universidade, visando ampliar as
parcerias entre a UFESBA e a sociedade civil. Além de viabilizar a realização do Fórum, a
UFESBA ofereceu seus espaços de auditório para a realização do Seminário: Política Brasileira de
Educação ao Longo da Vida (ELV), que teve como objetivo socializar concepções e práticas de
Educação ao Longo da Vida e levantar subsídios para aperfeiçoamento da Política brasileira.
O fluxo dos Termos de Execução pelo SIMEC contribuiu para maior agilidade na execução
da ação. Os eventos que contribuíram para a demora na execução da ação são de cunho burocrático
no âmbito das instituições. Os valores inscritos em Restos a Pagar, deu-se em razão de
procedimentos administrativos internos da instituição favorecida, resultando na efetivação do
empenho já em meados de novembro.

AÇÃO 20RU-Gestão Educacional e Articulação com os Sistemas de Ensino


Identificação da Ação

Código 20RU Tipo: Atividade

Título Gestão Educacional e Articulação com os Sistemas de Ensino

02C2 - Articulação intersetorial da escola no seu território, considerando ações nas áreas de saúde, trabalho e emprego,
Iniciativa assistência social, direitos humanos, justiça, meio ambiente, esporte, cultura e desenvolvimento regional; formação para a
gestão escolar com controle social e integração escola e comunidade

Fortalecer a gestão e o controle social, a cooperação federativa e intersetorial


e as formas de colaboração entre os sistemas de ensino e produzir
Objetivo Código: 0599
informações estatísticas, indicadores, estudos, diagnósticos, pesquisas,
exames, provas e avaliações.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 83


Identificação da Ação

Unidade Orçamentária 26101

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

R$
R$ 1.500.000,00 R$ 1.500.000,00 R$ 1.384.560,10 R$ 1.079.936,00 R$ 501.152,87 R$ 578.783,13
304.624,10

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Ente federado apoiado unidade 222 222 5.461

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em
Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada
01/01/2015

R$
R$ 1.039.725,81 R$ 66.245,24 Ente federado apoiado unidade 1
3.944.130,91

Fonte: SIMEC/MEC

Dentre os fatores que contribuíram para a execução desta Ação de Gestão Educacional e
Articulação com os Sistemas de Ensino podemos citar as parcerias firmadas com diversas
instituições, tais como: União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME) e o
Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação (FNCE). Com o apoio técnico e financeiro
da SASE foram realizados cinco encontros regionais com a UNCME no segundo semestre de 2015.
Nestes encontros foi estimulada a participação da União Nacional dos Dirigentes Municipais de
Educação (UNDIME) e do FNCE, fundamentalmente para aprofundar a participação dos Conselhos
de Educação na agenda instituinte do SNE (Sistema Nacional de Educação). Também neste
contexto, a SASE apoiou diretamente a realização de atividades do Fórum Nacional dos Conselhos
Estaduais de Educação (FNCE), com representação oficial do Secretário, inclusive. Quando as
regras de cooperação estiverem postas com caráter vinculante e o SNE instituído, restará colocá-las
em prática, o que exigirá a manutenção da interação e do trabalho comum com os conselhos de
educação.
No que diz respeito ao apoio aos entes federativos na elaboração de políticas públicas de
valorização dos profissionais da educação, destaca-se a continuidade na prestação de assistência
técnica aos municípios na elaboração de Planos de Carreira e a implementação do Piso Salarial por
meio da participação em fóruns promovidos pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 84
Educação – UNDIME e da realização de oficinas e reuniões com gestores municipais de educação.
O Fórum Nacional de Educação (FNE) órgão de Estado criado pela Conferência Nacional de
Educação de 2010 (Conae 2010) e instituído no âmbito do Ministério da Educação pela Portaria nº
1.407/2010 e pela Lei nº 13.005/2014 (PNE 2014-2024) tem na SASE/MEC sua secretaria
executiva. Esta responsabilidade foi transferida para a SASE, no primeiro semestre de 2015, em
função das atribuições desta na instituição do Sistema Nacional de Educação (SNE). O Fórum tem
sido um estratégico espaço de interlocução entre a sociedade civil e o Estado e de extrema
relevância para a educação brasileira, pela valorosa e diversificada composição de suas 50 entidades
representativas da sociedade civil e do poder público, portanto, fundamental para o debate e
construção de políticas públicas educacionais. A agenda de trabalho do FNE foi intensificada ao
longo de 2015 em face dos desafios do PNE e, assim, 08 (oito) reuniões ampliadas foram
viabilizadas tratando de temas estratégicos para o MEC e a sociedade brasileira, com o
envolvimento de secretários do Ministério e do Ministro da Educação.
Foram apoiados 5461 entes federados dos 222 inicialmente previstos para a meta física da
Ação 20RU em 2015. Dentre os fatores que contribuíram para a superação da meta destacamos a
atuação da Rede de Assistência Técnica, visando à elaboração e/ou adequação dos planos de
educação; o apoio aos entes federativos na elaboração de políticas públicas de valorização dos
profissionais da educação, com o objetivo de dar continuidade na assistência técnica aos municípios
para elaboração de Planos de Carreira e a implementação do Piso Salarial; a atuação do Fórum
Nacional de Educação como espaço estratégico de interlocução entre a sociedade civil e o Estado,
de extrema relevância para a educação brasileira, pela valorosa e diversificada composição de suas
50 entidades representativas da sociedade civil e do poder público. Para que não mais ocorra
discrepância entre o planejado e o alcançado, é necessário que haja um estudo na próxima revisão
do PPA na definição da meta física da ação em questão.
O diálogo construído pela SASE com as Secretarias, Conselhos e Fóruns de Educação,
aliado à capilaridade do trabalho da rede de assistência técnica, à dinâmica de atualização diária das
informações no Portal e à mobilização de setores estratégicos (como por exemplo o Ministério
Público e dos Tribunais de Contas), permitiu que um expressivo resultado fosse observado: 19
estados e o Distrito Federal (74%) e 5.441 (98%) elaboraram ou adequaram seus planos de
educação até dezembro de 2015, num movimento inédito e histórico para a educação nacional. Para
que o direito à educação seja atendido, as condições objetivas e concretas das instituições
educacionais precisam ser garantidas, pois elas afetarão as demais condições da oferta. Não há
como discutir o Sistema Nacional de Educação ou trabalhar na sua gestão sem falar em Custo
Aluno Qualidade (CAQ), com a ação supletiva desenhada para a sua garantia. Assim, como o
objetivo de dar início aos acordos internos no Ministério da Educação sobre o CAQ, foi constituído
um Grupo de Trabalho (GT) com a finalidade de buscar consenso em torno deste tema estruturante
do SNE.
Do total de recursos alocados para a execução das metas da Ação 20RU para 2015, no
montante de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais), foi executado o total de R$ R$
1.384.560,10 (um milhão, trezentos e oitenta e quatro mil, quinhentos e sessenta reais e dez
centavos), o que representa uma execução de 92,30%. Cabe destacar que a implementação da Rede
de Assistência Técnica para a elaboração ou adequação dos planos de educação em consonância
com o PNE e o apoio aos entes federativos na elaboração de políticas públicas de valorização dos
profissionais da educação foram as ações que mais exigiram recursos, com resultados positivos
comprovados pelo elevado número de planos de educação em vigor no país, ou seja, 19 estados e o
Distrito Federal (74%) e 5.441 (98%) elaboraram ou adequaram seus planos de educação até
dezembro de 2015.
A Sase em 2012 firmou parceria com a Universidade Federal de Pernambuco, por meio de
Termo de Cooperação, com o objetivo de elaborar documentos baseados em pesquisa acadêmica,
para dinamizar e mediar o debate com gestores público e movimentos sociais nas três esferas de
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 85
gestão governamental, no montante de R$ 1.800.000,00, sendo que até o momento foi liquidado o
valor de R$ 1.039.725,81. Tendo em vista que a parceria encontra-se em vigência neste exercício,
não houve impacto nas metas estabelecidas para a ação com os recursos descentralizados.

AÇÃO 213M - Apoio a Iniciativas de Valorização da Diversidade, de Promoção dos Direitos


Humanos e de Inclusão

Identificação da Ação

Código 213M Tipo: Atividade

Título Apoio a Iniciativas de Valorização da Diversidade, de Promoção dos Direitos Humanos e de Inclusão

02C0 - Prestação de assistência financeira, técnica e material as escolas, aos profissionais da educação e aos
estudantes das redes públicas da educação básica, incluindo programas de transporte, alimentação (inclusive de
professores e profissionais de educação básica), assistência à saúde, manutenção escolar, ampliação do tempo e
Iniciativa espaços educativos e reforço da autogestão, material didático-escolar, paradidático, periódicos e obras de referencia,
considerando, entre outras especificidades, o atendimento educacional especializado, a acessibilidade, a
sustentabilidade socioambiental, as populações do campo, afrodescendentes, indígenas e a educação de jovens e
adultos

Apoiar o educando, a escola e os entes federados com ações


direcionadas ao desenvolvimento da educação básica, à ampliação da
oferta de educação integral e à alfabetização e educação de jovens e
adultos segundo os princípios da equidade, da valorização da
pluralidade, dos direitos humanos, do enfrentamento da violência,
Objetivo Código: 0598
intolerância e discriminação, da gestão democrática do ensino público,
da garantia de padrão de qualidade, da igualdade de condições para
acesso e permanência do educando na escola, da garantia de sua
integridade física, psíquica e emocional, e da acessibilidade, observado
o regime de colaboração com os entes federados.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26101

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Dotação Despesa Restos a Pagar do exercício 2015

Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

R$
R$ 2.000.000,00 R$ 733.746,73 R$ 595.795,32 R$ 553.029,99 R$ 42.765,33 R$ 137.951,41
2.000.000,00

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Projeto apoiado unidade 2 2 4

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 86


Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 Projeto apoiado unidade 0

Fonte: SIMEC/MEC.

A execução financeira desta ação abrangeu 4 instituições federais para apoio a políticas de
Educação etnicorraciais e educação do campo. Houve parceria com a Secretaria de Políticas de
Promoção da Igualdade Racial - SEPIR, a fim de cooperar com países africanos e parceria
institucional para o desenvolvimento de projetos de Educação Básica para o desenvolvimento das
políticas de Educação para as Relações Étnico-Raciais em nível nacional. Foi realizado evento para
promover um espaço de discussão e construção do conhecimento que possa acompanhar a
ampliação de pesquisas sobre a África e suas diásporas. Foi também concedido apoio para formação
de jovens líderes rurais com intuito de promover o intercâmbio para troca de experiências e o
desenvolvimento de capacidades da sociedade civil para a participação social na gestão, por meio
da realização de intercâmbio que permita o monitoramento e avaliação das políticas públicas no
âmbito da segurança alimentar e nutricional.
O fluxo dos Termos de Execução pelo SIMEC contribuiu para maior agilidade na execução
da ação. A ampliação do debate bem como a oportunidade de formação em áreas relacionadas à
educação do campo e etnicorracial são fatores de resultados decorrente do apoio da SECADI às
instituições em que foram descentralizados recursos.
Contribuiu para superação da meta o fato de os valores descentralizados não terem sido altos.

AÇÃO 20RG - Expansão e Reestruturação de Instituições Federais de Educação Profissional


e Tecnológica

Identificação da Ação

Código 20RG Tipo: Atividade

Título Expansão e Reestruturação de Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica

02A0 - Expansão, reestruturação e funcionamento da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica para
Iniciativa ampliação do acesso, interiorização e diversificação da oferta, promovendo a inclusão, equidade, acessibilidade e
permanência do estudante.

Expandir, interiorizar, democratizar e qualificar a oferta de cursos de


educação profissional e tecnológica, considerando os arranjos
produtivos, sociais, culturais, locais e regionais, a necessidade de
Objetivo ampliação das oportunidades educacionais dos trabalhadores e os Código: 0582
interesses e necessidades das populações do campo, indígenas,
quilombolas, afrodescendentes, das mulheres de baixa renda e das
pessoas com deficiência.

Programa Educação Profissional e Tecnológica Código: 2031 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26101

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 87


Identificação da Ação

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

R$
R$ 126.430.234,00 R$ 22.587.298,20 R$ 4.137.927,99 R$ 1.644.871,24 R$ 2.493.056,75 R$ 18.449.370,21
126.430.234,00

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Projeto viabilizado unidade 24 24 31

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 74.654.604,84 R$ 33.492.332,57 R$ 12.821.802,14 Projeto viabilizado unidade 12

Fonte: SIMEC/MEC.

Como parte da política de expansão de Rede Federal de Educação Profissional, Científica e


Tecnológica, a SETEC apoiou, via descentralização de crédito, a aquisição de mobiliário e
equipamento para o Campus Barbacena do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais e para as
25 unidades do Instituto Federal do Paraná. A SETEC apoiou ainda, as construções dos Campi
Itaquaquecetuba, Avaré e Agrícola de Barretos do IFSP e a obra do campus Santo Agostinho do
IFPE. A Universidade Federal de Santa Maria também recebeu recursos orçamentários em
contrapartida ao Colégio Agrícola de Frederico Westphalen que migrou para o IFFarroupilha,
totalizando 31 projetos apoiados.
A execução dos Restos a Pagar decorre especialmente das obras que possuem um prazo
extenso para execução, não impactando nos projetos iniciados em 2015.
O principal fator que prejudicou a execução da ação foi a dificuldade na liberação de limites
orçamentários para o atendimento de todas as demandas.

AÇÃO - 6380 Fomento ao Desenvolvimento da Educação Profissional e Tecnológica


Identificação da Ação

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 88


Identificação da Ação

Código 6380 Tipo: Atividade

Título Fomento ao Desenvolvimento da Educação Profissional e Tecnológica

02A2 - Fomento à expansão e ao desenvolvimento das redes de educação profissional e tecnológica, ao


desenvolvimento de tecnologias educacionais, à modernização do processo didático-pedagógico, à
Iniciativa elaboração e desenvolvimento de material didático, incluindo capacitação de docentes e técnicos
administrativos, concessão de bolsas e cooperação internacional, além de apoio a pesquisa, inovação e
extensão

Expandir, interiorizar, democratizar e qualificar a oferta de cursos


de educação profissional e tecnológica, considerando os arranjos
produtivos, sociais, culturais, locais e regionais, a necessidade de
Objetivo ampliação das oportunidades educacionais dos trabalhadores e os Código: 0582
interesses e necessidades das populações do campo, indígenas,
quilombolas, afrodescendentes, das mulheres de baixa renda e das
pessoas com deficiência.

Programa Educação Profissional e Tecnológica Código: 2031 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26101

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

R$ R$
R$ 124.054.693,00 R$ 49.033.775,86 R$ 29.799.605,91 R$ 11.313.403,66 R$ 18.486.202,25
124.054.693,00 19.234.169,95

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Unidade apoiada unidade 246 246 562

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 48.709.912,44 R$ 26.156.657,63 R$ 1.095.594,37 Unidade apoiada unidade 562

Fonte: SIMEC/MEC.

As ações atendidas possibilitaram uma integração entre as unidades da Rede e muitas delas
envolvem todas as 562 unidades. As principais ações apoiadas foram: Fórum Mundial de Educação
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 89
Profissional e Tecnológica, jogos estudantis; Chamada Pública 17/2014 realizada pelo MEC e
CNPq para apoio financeiro a projetos que visem contribuir significativamente para o
desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do país; Semana Nacional de Ciência e
Tecnologia em Brasília; Olimpíadas Internacionais de Ciências da Terra; X Congresso Norte-
Nordeste de Pesquisa e Inovação - CONNEPI; estruturação dos Polos de Inovação do Campus
Formiga do IFMG, Campus Fortaleza do IFCE, Campus Vitória do IFES, Campus Salvador do
IFBA e Campus Campos dos Goytacazes do IFFluminense; XXXIX Reunião dos Dirigentes dos
Instituto Federais com a participação dos Reitores e Diretores Gerais das diversas unidades da Rede
Federal de EPCT; capacitação de gestores da Rede Federal pela ENAP, entre outros.
A execução dos Restos a Pagar em 2015 decorre de ações já atendidas em exercícios
anteriores. Deste modo, as unidades que foram atendidas com o RAP coincidem com as unidades
beneficiadas neste período.
O principal fator que prejudicou a execução da ação foi a dificuldade na liberação de limites
orçamentários para o atendimento de todas as demandas.

AÇÃO 152X - Ampliação e Reestruturação de Instituições Militares de Ensino Superior


Identificação da Ação

Código 152X Tipo: Projeto

Título Ampliação e Reestruturação de Instituições Militares de Ensino Superior

Iniciativa 04DY - Ampliação e Reestruturação de Instituições Militares de Ensino Superior

Ampliar o acesso à educação superior com condições de permanência e


equidade por meio, em especial, da expansão da rede federal de
educação superior, da concessão de bolsas de estudos em instituições
Objetivo Código: 0841
privadas para alunos de baixa renda e do financiamento estudantil,
promovendo o apoio às instituições de educação superior, a elevação da
qualidade acadêmica e a qualificação de recursos humanos.

Educação Superior - Graduação, Pós-Graduação,


Programa Código: 2032 Tipo: Temático
Ensino, Pesquisa e Extensão

Unidade Orçamentária 26101

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

R$
70.000.000, R$ 70.000.000,00 R$ 14.000.000,00 R$ 6.893.439,93 R$ 3.446.221,86 R$ 3.447.218,07 R$ 7.106.560,07
00

Execução Física

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 90


Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Instituição apoiada unidade 3 3 1

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em
Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada
01/01/2015

R$ 12.440.983,00 R$ 12.440.983,00 R$ 0,00 Instituição apoiada unidade 1

Fonte: SIMEC/MEC.

Dentre os fatores que contribuíram para a execução desta ação que visa à ampliação e
reestruturação de instituições militares de ensino superior, destacamos o início da obra de
construção do prédio da Divisão de Ciências Fundamentais do ITA e o acompanhamento e
fiscalização da mesma pela equipe de engenheiros do Instituto. Em relação aos fatores que
dificultaram a execução pode-se destacar a dificuldade do IME e da Escola de Saúde do Exército
em elaborar e apresentar os projetos básicos das obras para a liberação dos recursos.
Apenas uma das três metas físicas foi concluída. O ITA conseguiu empenhar 100% da sua
dotação autorizada que era de R$ 14.000.000 (quatorze milhões de reais). Desse valor empenhado
aproximadamente 50% já se encontra liquidado e pago. O IME e a Escola de Saúde do Exército não
apresentaram seus projetos, sendo esse o motivo principal de nenhum recurso de suas dotações
autorizadas terem sido empenhadas.
A obra do ITA transcorreu com celeridade ao longo do ano de 2015, devido aos valores de
RAP de 2014. Nenhum impacto foi evidenciado para o IME e Escola de Saúde do Exército, pois
não existiam RAP de exercícios anteriores.
Um dos fatores que contribuiu para a baixa execução dos recursos destinados às instituições
militares foi a não apresentação dos projetos, fato esse que pode ser justificado tendo em vista que
as instituições até então não haviam realizado nenhum processo de descentralização com este
Ministério. Um ponto que contribuiu para a superação dos resultados, em relação ao ITA, foi a
realização de reuniões conjuntas com a SESu para correções no preenchimento do sistema SIMEC.

AÇÃO 20GK - Fomento às Ações de Graduação, Pós-Graduação, Ensino, Pesquisa e Extensão


Identificação da Ação

Código 20GK Tipo: Atividade

Título Fomento às Ações de Graduação, Pós-Graduação, Ensino, Pesquisa e Extensão

0390 - Concessão de bolsas, auxílios e outros mecanismos, no país e no exterior, para a formação, valorização e
capacitação de recursos humanos e para promover cooperação internacional no Sistema Nacional de Pós-Graduação,
Iniciativa
em áreas de interesse nacional e regional, inclusive formação de professores, garantida equidade étnico-racial e de
gênero

Apoiar a formação de pessoal qualificado em nível superior para


Objetivo fortalecer o sistema nacional de educação, contribuindo para a melhoria Código: 0803
da educação básica e para o fortalecimento e o crescimento da ciência,
da tecnologia e da inovação, visando ao desenvolvimento sustentável do

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 91


Identificação da Ação

Brasil.

Educação Superior - Graduação, Pós-Graduação,


Programa Código: 2032 Tipo: Temático
Ensino, Pesquisa e Extensão

Unidade Orçamentária 26101

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

R$
R$ 28.925.249,00 R$ 16.304.741,05 R$ 980.458,98 R$ 978.992,73 R$ 1.466,25 R$ 15.324.282,07
40.925.249,00

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Iniciativa apoiada unidade 180 180 63

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em Unidade de
Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Realizada
01/01/2015 medida

R$
R$ 2.856.783,71 R$ 177.816,19 Iniciativa apoiada unidade 63
5.741.894,09

Fonte: SIMEC/MEC.

Por meio desta ação são apoiados programas e projetos de extensão universitária, programas
de mobilidade acadêmica, grupos tutoriais e diversas iniciativas aderentes às ações de ensino
pesquisa e extensão, de cooperação internacional e de integração entre a atividade acadêmica com a
futura atividade profissional. Em 2015, seguindo a orientação de considerar a execução física com
base no orçamento liquidado, a execução informada se refere unicamente ao Programa Idiomas Sem
Fronteiras. Os recursos previstos para o Programa Mais Médicos não foram empenhados e os
previstos para o PROEXT terão a execução prevista para o ano de 2016.
O Idioma Sem Fronteiras propiciou a formação e capacitação de alunos de graduação das
instituições de educação superior para os exames linguísticos exigidos para o ingresso das
universidades estrangeiras, e promoveu, por meio da capacitação em língua estrangeira, a formação
de estudantes brasileiros, conferindo-lhes a oportunidade de novas experiências educacionais e
profissionais, no âmbito das IFES participantes do Programa IsF.
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 92
AÇÃO 4002 Assistência ao Estudante de Ensino Superior
Identificação da Ação

Código 4002 Tipo: Atividade

Título Assistência ao Estudante de Ensino Superior

03GA - Ampliação do acesso, da permanência e da taxa de sucesso dos estudantes na educação superior, em
instituições públicas e privadas, inclusive por meio de financiamento estudantil, com promoção da elevação da
Iniciativa
eficiência acadêmica, da qualidade, da equidade e da inclusão, considerando, inclusive, especificidades das populações
do campo, indígenas, quilombolas, afrodescendentes e das pessoas com deficiência

Ampliar o acesso à educação superior com condições de permanência e


equidade por meio, em especial, da expansão da rede federal de
educação superior, da concessão de bolsas de estudos em instituições
Objetivo Código: 0841
privadas para alunos de baixa renda e do financiamento estudantil,
promovendo o apoio às instituições de educação superior, a elevação da
qualidade acadêmica e a qualificação de recursos humanos.

Educação Superior - Graduação, Pós-Graduação,


Programa Código: 2032 Tipo: Temático
Ensino, Pesquisa e Extensão

Unidade Orçamentária 26101

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Inicia Não
Final Empenhada Liquidada Paga Processados
l Processados

R$
50.27
R$ 50.276.168,00 R$ 16.574.940,77 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 16.574.940,77
6.168,
00

Execução Física

Meta
Descrição da
Unidade de Medida
Meta
Prevista Reprogramada Realizada

Benefício
unidade 707 707 0
concedido

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em
Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada
01/01/2015

R$ R$ 4.697.963,52 R$ 86.770,65 Benefício concedido unidade 21.506

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 93


Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em
Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada
01/01/2015

5.548.122,07

Fonte: SIMEC/MEC.

Em 2015, esta ação que visa prestar assistência ao estudante de ensino superior apoiou, com
recursos empenhados para execução em 2016, as seguintes instituições: UDESC, UEMS, UERGS,
UESB, UESC, UESPI, UNEB, UNEMAT, UNIOESTE.
Do valor total de R$ 5.437.414,50 (cinco milhões quatrocentos e trinta e sete mil
quatrocentos e catorze reais e cinquenta centavos) inscritos em RAPNP, foram pagos, no início do
exercício de 2015, o valor de R$ 4.687.414,50 (quatro milhões seiscentos e oitenta e sete mil
quatrocentos e catorze reais e cinquenta centavos) e restou R$ 750.000,00 (setecentos e cinquenta
mil reais). Este valor foi inscrito, mas não foi pago à época, porque a instituição (UEMG) não
encaminhou o Termo de Convênio assinado no prazo correto.

AÇÃO 6344 - Regulação e Supervisão dos Cursos de Graduação e de Instituições Públicas e


Privadas de Ensino Superior
Identificação da Ação

Código 6344 Tipo: Atividade

Título Regulação e Supervisão dos Cursos de Graduação e de Instituições Públicas e Privadas de Ensino Superior

03GF - Promoção da qualidade da educação superior por meio do fortalecimento institucional do processo de
Iniciativa
regulação e dos instrumentos de supervisão e avaliação das instituições e cursos desse nível de ensino

Ampliar o acesso à educação superior com condições de permanência


e equidade por meio, em especial, da expansão da rede federal de
educação superior, da concessão de bolsas de estudos em instituições
Objetivo Código: 0841
privadas para alunos de baixa renda e do financiamento estudantil,
promovendo o apoio às instituições de educação superior, a elevação
da qualidade acadêmica e a qualificação de recursos humanos.

Educação Superior - Graduação, Pós-Graduação,


Programa Código: 2032 Tipo: Temático
Ensino, Pesquisa e Extensão

Unidade Orçamentária 26101

Caso
Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras
positivo:

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 94


Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

R$ R$
R$ 4.400.000,00 R$ 1.469.410,44 R$ 1.008.939,88 R$ 1.008.155,80 R$ 784,08
4.400.000,00 460.470,56

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Ato regulatório publicado unidade 7.500 7.500 9.589

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Unidade
Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Realizada
de medida

R$ 1.686.069,13 R$ 577.218,27 R$ 0,00 Ato regulatório publicado unidade 9.589

Fonte: SIMEC/MEC.

Buscando a expansão do acesso e da qualidade da educação superior, as políticas


governamentais tem incorporado o desafio de vencer as assimetrias regionais e da baixa cobertura
da oferta, aproximadamente 30% (trinta por cento) dos municípios apresenta alguma oferta de
educação superior, a SERES vem desenvolvendo políticas indutoras específicas para garantir a
interiorização e uniformização da oferta, valorizando a modalidade de educação à distância de
forma a superar estes desafios. Neste sentido, a implantação de cursos de medicina em diversos
municípios definidos por critérios técnicos, uma ação conjunta do Ministério da Saúde e Ministério
da Educação, no âmbito do Programa mais Médicos, é exemplo de política indutora para
atingimento das metas definidas.
No contexto das atribuições finalísticas da Secretaria de Regulação e Supervisão da
Educação Superior (SERES), intensificou visitas de supervisão aos diversos municípios visando a
apurar irregularidades na gestão administrativa e acadêmica das instituições privadas de ensino,
bem como avaliação in loco de municípios, tendo em vista a abertura e implantação de novos cursos
de medicina, no âmbito do Programa mais Médico, uma parceria do Ministério da Saúde com o
Ministério da Educação.
Foram editados 9.589 (nove mil, quinhentos e oitenta e nove) atos regulatórios dos 7.500
(sete mil e quinhentos) inicialmente previstos para a meta física da Ação 6344 em 2015. Entre os
fatores que contribuíram para a superação da meta, a autorização de novos cursos, reconhecimentos
e renovações de reconhecimentos de cursos já existentes.
Não houve impacto de valores inscritos em Restos a Pagar para execução da ação em 2015.

AÇÃO 8282 Reestruturação e Expansão de Instituições Federais de Ensino Superior


Identificação da Ação

Código 8282 Tipo: Atividade

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 95


Identificação da Ação

Título Reestruturação e Expansão de Instituições Federais de Ensino Superior

03GD - Expansão, reestruturação, interiorização e manutenção da Rede Federal de Educação Superior, com
diversificação da oferta de cursos em consonância com as necessidades do mundo do trabalho, otimização da
Iniciativa
capacidade instalada das estruturas físicas e de recursos humanos, e promoção de pesquisa, ensino e extensão visando
a qualidade e garantindo condições de acessibilidade

Ampliar o acesso à educação superior com condições de permanência e


equidade por meio, em especial, da expansão da rede federal de
educação superior, da concessão de bolsas de estudos em instituições
Objetivo Código: 0841
privadas para alunos de baixa renda e do financiamento estudantil,
promovendo o apoio às instituições de educação superior, a elevação da
qualidade acadêmica e a qualificação de recursos humanos.

Educação Superior - Graduação, Pós-Graduação,


Programa Código: 2032 Tipo: Temático
Ensino, Pesquisa e Extensão

Unidade Orçamentária 26101

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

R$ R$
R$ 12.759.201,25 R$ 10.284.847,30 R$ 10.168.472,44 R$ 116.374,86 R$ 2.474.353,95
46.040.586,00 46.040.586,00

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Projeto viabilizado unidade 1 1 0

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em
Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada
01/01/2015

R$ 43.868.507,54 R$ 28.399.044,62 R$ 2.078.485,75 Projeto viabilizado unidade 0

Fonte: SIMEC/MEC.

Para esta ação de reestruturação e expansão de Instituições Federais de Ensino Superior, em


específico, não houve uma complementação orçamentária. No localizador Nacional, do total de R$
14.040.586,00, cerca de 90,0% dos recursos foram empenhados e 73,0% liquidados. Os recursos
liquidados foram suficientes para o atendimento de 10 Instituições Federais de Ensino Superior,
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 96
abrangendo todas as regiões do país. Os recursos em sua maioria foram utilizados para a
complementação de custeio das IFES, a fim de auxiliá-las no cumprimento de compromissos
assumidos com pessoas jurídicas, bem como, para compra de equipamentos e finalização de obras
de infraestruturas em diversos campis universitários.
Para esta ação os fatores que contribuíram para a execução da ação foram: equipe da
CGPO/DIFES/SESU que realizou as análises dos Termos de Descentralização e que conseguiu dar
celeridade ao processo, bem como as equipes das IFES que conseguiram realizar o preenchimento
dos TED´s de forma correta. O fator que dificultou a execução da ação foi a demora na aprovação
da PLOA, o que acarretou na liberação fracionada dos recursos no início de 2015.
Os valores liquidados do RAP de exercícios anteriores chegaram a mais de 53,0% do total
inscrito líquido e serviu de apoio as IFES para a continuidade e conclusão de seus projetos.
Alguns dos fatores que dificultaram a execução: a greve dos servidores públicos (com a
duração de aproximadamente 4 meses), e demora na aprovação da PLOA, que acabaram
ocasionando atrasos na execução dos processos ao longo do referido ano.

AÇÃO 20RX Reestruturação e Modernização de Instituições Hospitalares Federais


Identificação da Ação

Código 20RX Tipo: Atividade

Título Reestruturação e Modernização de Instituições Hospitalares Federais

03GE - Expansão, reestruturação, manutenção e funcionamento dos hospitais universitários federais, com promoção
Iniciativa da qualificação de recursos humanos na saúde e ampliação de programas de Residência em Saúde, nas profissões,
especialidades e regiões prioritárias para o país

Ampliar o acesso à educação superior com condições de permanência


e equidade por meio, em especial, da expansão da rede federal de
educação superior, da concessão de bolsas de estudos em instituições
Objetivo Código: 0841
privadas para alunos de baixa renda e do financiamento estudantil,
promovendo o apoio às instituições de educação superior, a elevação
da qualidade acadêmica e a qualificação de recursos humanos.

Educação Superior - Graduação, Pós-Graduação,


Programa Código: 2032 Tipo: Temático
Ensino, Pesquisa e Extensão

Unidade Orçamentária 26101

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

R$
R$ 20.000.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00
20.000.000,00

Execução Física

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 97


Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Unidade apoiada unidade 1 1 0

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 Unidade apoiada unidade 0

Fonte: SIMEC/MEC.

A partir da criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), a


reestruturação dos hospitais universitários federais passou a ser gerida pela empresa. Em 2015, na
unidade 26101, não houve execução orçamentária a ação foi executada diretamente pela EBSERH.

AÇÃO 00P1 Apoio à Residência em Saúde


Identificação da Ação

Tipo: Operações
Código 00P1
Especiais

Título Apoio à Residência em Saúde

03GE - Expansão, reestruturação, manutenção e funcionamento dos hospitais universitários federais, com
Iniciativa promoção da qualificação de recursos humanos na saúde e ampliação de programas de Residência em
Saúde, nas profissões, especialidades e regiões prioritárias para o país

Ampliar o acesso à educação superior com condições de


permanência e equidade por meio, em especial, da expansão da
rede federal de educação superior, da concessão de bolsas de
Objetivo estudos em instituições privadas para alunos de baixa renda e do Código: 0841
financiamento estudantil, promovendo o apoio às instituições de
educação superior, a elevação da qualidade acadêmica e a
qualificação de recursos humanos.

Educação Superior - Graduação, Pós-Graduação,


Programa Código: 2032 Tipo: Temático
Ensino, Pesquisa e Extensão

Unidade Orçamentária 26101

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 98


Identificação da Ação

R$ 436.570.880,00 R$ 487.071.470,00 R$ 483.785.262,61 R$ 483.719.952,89 R$ 483.488.699,38 R$ 231.253,51 R$ 65.309,72

Execução Física

Meta
Descrição
Unidade de Medida
da Meta
Prevista Reprogramada Realizada

0 0 0

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em Descrição Unidade de


Valor Liquidado Valor Cancelado Realizada
01/01/2015 da Meta medida

R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 0

Fonte: SIMEC/MEC.

Nesta ação de Apoio à Residência em Saúde, a CGRS alcançou, por dois anos consecutivos,
a execução acima de 99% (em 2014 o índice foi de 99,17% e, em 2015 de 99,26%), o que
demonstra que foi estabelecida uma meta bem próxima do que realmente foi executado, mesmo
com a variação no número de residentes em saúde matriculados nas Instituições Federais de Ensino
Superior. O crédito adicional se deu em virtude de uma aprovação de crédito inicial já abaixo do
necessário. A distribuição do número de bolsas não apresentou variação de anos anteriores: Região
Sudeste 38,3%; Região Sul 23,4%; Região Nordeste 23,0%; Região Centro-Oeste 9,0% e Região
Norte 6,4%.
A alta execução orçamentária se deve ao desenvolvimento de um fluxo para tramitação dos
Termos e ao acompanhamento rigoroso da CGRS na execução mensal realizada junto as
Instituições Federais de Ensino Superior, bem como ao estabelecimento de um fluxo de
comunicação junto às COREMEs e COREMUs das IFES.
Os RAP não foram executados, pois se tratavam se empenhos que devem ser cancelados
pelas instituições.

Quadros de Ações de responsabilidade do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação -


FNDE (Unidade Orçamentária 26298)
Há casos em que a gestão das políticas educacionais é feita pelas Secretarias finalísticas do
MEC, mas para uma melhor operacionalização, os recursos estão alocados na unidade orçamentária
26298, do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Em função disto,
considerou-se mais adequado inserir neste relatório de gestão, as informações sobre a execução
orçamentária das seguintes ações, mesmo que pertencentes a outra unidade orçamentária.

AÇÃO 00OW Apoio à Manutenção da Educação Infantil

Identificação da Ação

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 99


Identificação da Ação

Código 00OW Tipo: Operações Especiais

Título Apoio à Manutenção da Educação Infantil

02BY - Manutenção das instituições federais de educação básica e apoio financeiro aos entes federados para a
Iniciativa
manutenção e desenvolvimento do ensino

Apoiar o educando, a escola e os entes federados com ações direcionadas


ao desenvolvimento da educação básica, à ampliação da oferta de
educação integral e à alfabetização e educação de jovens e adultos
segundo os princípios da equidade, da valorização da pluralidade, dos
direitos humanos, do enfrentamento da violência, intolerância e
Objetivo Código: 0598
discriminação, da gestão democrática do ensino público, da garantia de
padrão de qualidade, da igualdade de condições para acesso e
permanência do educando na escola, da garantia de sua integridade
física, psíquica e emocional, e da acessibilidade, observado o regime de
colaboração com os entes federados.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26298

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

R$ 20.000.000,00 R$ 54.000.000,00 R$ 39.503.008,17 R$ 39.503.008,17 R$ 39.503.008,16 R$ 0,00 R$ 0,01

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

0 0 0

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Fonte: SIMEC/MEC.

A ação 00OW corresponde à implementação de programas de apoio à manutenção da


Educação Infantil. O Programa consiste na transferência automática de recursos financeiros aos
municípios e ao Distrito Federal, com base em informações do Censo Escolar do ano anterior, para
custear despesas com manutenção e desenvolvimento da educação infantil, contribuindo com as
ações de cuidado integral e segurança alimentar e nutricional, a fim de garantir o acesso e a
permanência da criança na educação infantil.
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 100
Em 2015, no âmbito do Programa de Apoio a Novos Estabelecimentos de Educação Infantil,
foi distribuído, entre 57 municípios, o valor de R$ 13,5 milhões para garantir que os novos
estabelecimentos passassem a atender às crianças assim que ficassem prontos. Para a manutenção
de turmas novas, em 2015, foram transferidos cerca de R$ 25,9 milhões para 136 prefeituras
municipais.
O desenvolvimento do Programa é integrado em várias vertentes, sendo uma delas a
expansão de matrículas de crianças entre 0 e 48 meses, cujas famílias sejam beneficiárias do
Programa Bolsa Família em creches públicas ou conveniadas. A transferência automática de
recursos financeiros aos municípios e ao Distrito Federal permite o custeio de despesas com
manutenção e desenvolvimento da educação infantil, contribuindo com as ações de cuidado integral
e segurança alimentar e nutricional, garantindo, assim, o acesso e a permanência da criança na
educação infantil. Os recursos transferidos, ainda, contribuem para ampliar o atendimento de
crianças de 0 a 5 anos por parte dos municípios e do Distrito Federal, custeando a manutenção de
novos estabelecimentos de educação infantil, construídos com recursos federais, e de novas turmas
dessa etapa de ensino cujas matrículas ainda não tenham sido computadas na distribuição dos
recursos do Fundeb.

AÇÃO 0920 Concessão de Bolsa para Equipes de Alfabetização


Identificação da Ação

Código 0920 Tipo: Operações Especiais

Título Concessão de Bolsa para Equipes de Alfabetização

02BV - Ampliar a oferta de alfabetização e educação de jovens e adultos, garantindo apoio aos sistemas de ensino e
Iniciativa
auxílio financeiro para os profissionais que atuam na execução das ações de alfabetização

Apoiar o educando, a escola e os entes federados com ações direcionadas


ao desenvolvimento da educação básica, à ampliação da oferta de
educação integral e à alfabetização e educação de jovens e adultos
segundo os princípios da equidade, da valorização da pluralidade, dos
direitos humanos, do enfrentamento da violência, intolerância e
Objetivo Código: 0598
discriminação, da gestão democrática do ensino público, da garantia de
padrão de qualidade, da igualdade de condições para acesso e permanência
do educando na escola, da garantia de sua integridade física, psíquica e
emocional, e da acessibilidade, observado o regime de colaboração com os
entes federados.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26298

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 101


Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

R$ 70.000.000,00 R$ 91.000.000,00 R$ 91.000.000,00 R$ 66.565.450,00 R$ 66.565.450,00 R$ 0,00 R$ 24.434.550,00

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Bolsa concedida unidade 188.568 188.568 153.617

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 139.698.225,00 R$ 125.365.150,00 R$ 0,00 Bolsa concedida unidade 285.287

Fonte: SIMEC/MEC.

O Programa Brasil Alfabetizado (PBA), voltado para a alfabetização de jovens, adultos e


idosos, é desenvolvido em todo território nacional, em parceria com os entes federados, com
atendimento prioritário a municípios que apresentam alta taxa de analfabetismo. Esta ação tem por
objetivo custear as despesas básicas para os voluntários que atuam como alfabetizadores,
alfabetizadores-coordenadores e tradutores interpretes de LIBRAS, que atuam no Programa. A
execução é continua e refere-se ao pagamento de 438.904 bolsas para cerca de 51.000 bolsistas.
O Programa Brasil Alfabetizado é de fluxo continuo, a execução das turmas de alfabetização
pode ocorrer em diferentes momentos, até mesmo extrapolando o ano civil. Portanto, os valores
inscritos no RAP são fundamentais pra garantir a continuidade das atividades do Programa.
Dificultou a execução da ação, a demora na publicação da Resolução que normatiza o
Programa e a excessiva troca de Gestores Locais pelos Entes Executores do Programa.

AÇÃO 0A26 Concessão de Auxílio-Financeiro - ProJovem


Identificação da Ação

Código 0A26 Tipo: Operações Especiais

Título Concessão de Auxílio-Financeiro - ProJovem

02C0 - Prestação de assistência financeira, técnica e material as escolas, aos profissionais da educação e aos estudantes
das redes públicas da educação básica, incluindo programas de transporte, alimentação (inclusive de professores e
profissionais de educação básica), assistência à saúde, manutenção escolar, ampliação do tempo e espaços educativos e
Iniciativa
reforço da autogestão, material didático-escolar, paradidático, periódicos e obras de referencia, considerando, entre
outras especificidades, o atendimento educacional especializado, a acessibilidade, a sustentabilidade socioambiental, as
populações do campo, afrodescendentes, indígenas e a educação de jovens e adultos

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 102


Identificação da Ação

Apoiar o educando, a escola e os entes federados com ações direcionadas


ao desenvolvimento da educação básica, à ampliação da oferta de
educação integral e à alfabetização e educação de jovens e adultos
segundo os princípios da equidade, da valorização da pluralidade, dos
direitos humanos, do enfrentamento da violência, intolerância e
Objetivo Código: 0598
discriminação, da gestão democrática do ensino público, da garantia de
padrão de qualidade, da igualdade de condições para acesso e
permanência do educando na escola, da garantia de sua integridade física,
psíquica e emocional, e da acessibilidade, observado o regime de
colaboração com os entes federados.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26298

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

R$ 40.000.000,00 R$ 60.000.000,00 R$ 30.800.000,00 R$ 28.654.600,00 R$ 28.654.600,00 R$ 0,00 R$ 2.145.400,00

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Jovem beneficiado unidade 163.000 163.000 102.610

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 11.126.440,00 R$ 9.872.000,00 R$ 0,00 Jovem beneficiado unidade 100.823

Fonte: SIMEC/MEC.

A ação custeia o pagamento de auxílios financeiros aos estudantes que cumprem as


condicionalidades de 75% de frequência e 75% de entrega de trabalhos pedagógicos, conforme
previsto na Lei nº 11.692/2008 e no Decreto nº 6.629/2008. Como em todos os Programas
destinados ao público abrangido pelo Projovem Urbano e Campo, a evasão dos alunos é fator
relevante na execução dos recursos, bem como no pagamento de auxílio-financeiro aos estudantes.
Assim o acompanhamento dos registros dos dados dos estudantes é fundamental na execução do
programa, as dificuldades da área responsável pelo sistema no MEC fragiliza o acompanhamento,
causando impacto nas localidades parceiras.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 103


Tendo em vista que o programa é de duração continuada, parte dos recursos, algumas vezes,
é paga no exercício seguinte.
No exercício de 2015 foram pagos auxílios financeiros aos estudantes da edição 2013 e da
edição 2014, com metas de atendimento de 100.823 e 102.610 jovens, respectivamente, sendo o
programa de abrangência nacional.

AÇÃO 2A95 Elevação da Escolaridade e Qualificação Profissional - ProJovem


Identificação da Ação

Código 2A95 Tipo: Atividade

Título Elevação da Escolaridade e Qualificação Profissional - ProJovem

02C0 - Prestação de assistência financeira, técnica e material as escolas, aos profissionais da educação e aos estudantes
das redes públicas da educação básica, incluindo programas de transporte, alimentação (inclusive de professores e
profissionais de educação básica), assistência à saúde, manutenção escolar, ampliação do tempo e espaços educativos e
Iniciativa
reforço da autogestão, material didático-escolar, paradidático, periódicos e obras de referencia, considerando, entre
outras especificidades, o atendimento educacional especializado, a acessibilidade, a sustentabilidade socioambiental, as
populações do campo, afrodescendentes, indígenas e a educação de jovens e adultos

Apoiar o educando, a escola e os entes federados com ações direcionadas


ao desenvolvimento da educação básica, à ampliação da oferta de
educação integral e à alfabetização e educação de jovens e adultos
segundo os princípios da equidade, da valorização da pluralidade, dos
direitos humanos, do enfrentamento da violência, intolerância e
Objetivo Código: 0598
discriminação, da gestão democrática do ensino público, da garantia de
padrão de qualidade, da igualdade de condições para acesso e
permanência do educando na escola, da garantia de sua integridade física,
psíquica e emocional, e da acessibilidade, observado o regime de
colaboração com os entes federados.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26298

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

R$ R$
R$ 32.175.241,43 R$ 31.890.194,55 R$ 31.890.194,55 R$ 0,00 R$ 285.046,88
42.000.000,00 50.400.000,00

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Jovem beneficiado unidade 163.000 163.000 102.610

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 104


Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 41.654,25 R$ 0,00 R$ 0,00 Jovem beneficiado unidade 0

Fonte: SIMEC/MEC.

A ação possibilita recursos para a contratação de profissionais, aquisição de gêneros


alimentícios, desenvolvimento de qualificação profissional inicial, formação continuada de
educadores, distribuição de material didático para estudantes, educadores e gestores aos estudantes.
Como em todos os Programas destinados ao público abrangido pelo Projovem Urbano e Campo, a
evasão dos alunos é fator relevante na execução dos recursos, bem como no pagamento de auxílio-
financeiro aos estudantes. Assim o acompanhamento dos registros dos dados dos estudantes é
fundamental na execução do programa, as dificuldades da área responsável pelo sistema no MEC
fragiliza o acompanhamento, causando impacto nas localidades parceiras.
De acordo com os critérios estabelecidos na Resolução CD/FNDE nº 08/2014 foram
repassados recursos financeiros a 115 Municípios, 12 Estados e ao Distrito Federal para o custeio
de ações para a implementação do Projovem Urbano nas localidades.

AÇÃO 8790 (FNDE) Apoio à Alfabetização e à Educação de Jovens e Adultos


Identificação da Ação

Código 8790 Tipo: Atividade

Título Apoio à Alfabetização e à Educação de Jovens e Adultos

02BV - Ampliar a oferta de alfabetização e educação de jovens e adultos, garantindo apoio aos sistemas de ensino
Iniciativa
e auxílio financeiro para os profissionais que atuam na execução das ações de alfabetização

Apoiar o educando, a escola e os entes federados com ações


direcionadas ao desenvolvimento da educação básica, à ampliação da
oferta de educação integral e à alfabetização e educação de jovens e
adultos segundo os princípios da equidade, da valorização da
pluralidade, dos direitos humanos, do enfrentamento da violência,
Objetivo intolerância e discriminação, da gestão democrática do ensino Código: 0598
público, da garantia de padrão de qualidade, da igualdade de
condições para acesso e permanência do educando na escola, da
garantia de sua integridade física, psíquica e emocional, e da
acessibilidade, observado o regime de colaboração com os entes
federados.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26298

Caso
Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras
positivo:

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 105


Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Não Processados

R$ 313.000.000,00 R$ 283.600.000,00 R$ 167.562.250,00 R$ 10.644.492,31 R$ 10.644.492,31 R$ 0,00 R$ 156.917.757,69

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Projeto apoiado unidade 2.430 2.430 477

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor
Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada
Cancelado

R$ 150.794.603,29 R$ 136.613.144,74 R$ 0,00 Projeto apoiado unidade 1.115

Fonte: SIMEC/MEC.

A ação custeou a segunda parcela referente a 6.219 novas matrículas em EJA, em 33


municípios brasileiros. Com o objetivo de apoiar e garantir o desenvolvimento do Projeto
Pedagógico do Projovem Urbano em 128 entes federados e do Projovem Campo - Saberes da Terra
em 316 entes federados, que aderiram a estas modalidades do Projovem para edição 2014, foram
produzidos e distribuídos o total de 1.967.275 materiais didáticos pedagógicos destinados a
estudantes e educadores.
Os valores de restos a pagar referente ao Projovem Urbano foram para apoiar 87 Municípios
e oito Estados – Projovem Urbano – edição 2013. Em relação ao Projovem Campo foi para apoiar
302 Municípios e 13 Estados - Projovem Campo – edição 2013, sendo o total: 410 entes federados.
Contabilizamos, ainda, o pagamento da segunda parcela do Valor de Apoio e parcela de ajustes para
586 municípios com adesão ao Programa Brasil Alfabetizado, no ciclo de 2013 e a primeira parcela
para 119 municípios que cadastraram novas matrículas em EJA, no SIMEC em 2014.
Foram produzidos e distribuídos 1.449.440 materiais didáticos pedagógicos no âmbito do
Projovem Urbano, destinados a estudantes e educadores. Para implementação do Projovem Urbano
em unidades prisionais foram pactuadas 1.060 vagas em cinco estados. O Projovem Urbano é uma
das ações do Plano Juventude Viva e transfere um valor per capita diferenciado para as localidades
que fazem parte do Mapa da Violência e, no ano de 2015, foi implementado em 57 municípios e
quatro estados que fazem parte do referido mapa. Como em todos os Programas destinados ao
público abrangido pelo Projovem Urbano e Campo, a evasão dos alunos é fator relevante na
execução dos recursos.
A maior parte do valor empenhado foi efetivado no mês de novembro, por esse motivo,
foram inscritos os recursos em Restos a Pagar. Os programas Projovam Urbano, Brasil Alfabetizado
e EJA, são cursos de duração continuada, os valores inscritos serão pagos no exercício seguinte,
conforme o andamento dos cursos.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 106


AÇÃO 00O0 Concessão de Bolsas de Apoio à Educação Básica
Identificação da Ação

Código 00O0 Tipo: Operações Especiais

Título Concessão de Bolsas de Apoio à Educação Básica

02BQ - Consolidação da política nacional de formação, promovendo a formação inicial e continuada de profissionais e a
pesquisa, a produção e a disseminação de conhecimento na educação básica, com apoio técnico, financeiro e pedagógico,
nas modalidades presencial e à distância, considerando programas específicos, como para professores indígenas, do campo
Iniciativa e quilombolas, a formação para a docência intercultural, a educação bilíngue, o ensino da história e cultura indígena,
afrobrasileira e africana, o atendimento educacional especializado, a alfabetização e letramento, a educação em tempo
integral, a educação de jovens e adultos, a educação em direitos humanos, a sustentabilidade socioambiental, as relações
etnicorraciais, de gênero, diversidade sexual e direitos da criança e do adolescente

Promover, em articulação com os sistemas de ensino estaduais e


municipais, a valorização dos profissionais da educação, apoiando e
Objetivo estimulando a formação inicial e continuada, a estruturação de planos de Código: 0597
carreira e remuneração, a atenção à saúde e à integridade e as relações
democráticas de trabalho.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26298

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Não Processados

R$ 1.268.000.000,00 R$1.442.422.178,00 R$ 1.058.102.483,37 R$ 851.001.070,00 R$851.001.070,00 R$ 0,00 R$ 207.101.413,37

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Bolsa concedida unidade 7.200.000 2.720.000 2.718.068

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor
Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada
Cancelado

R$ 5.730.520,00 R$ 5.639.025,00 R$ 0,00 Bolsa concedida unidade 0

Fonte: SIMEC/MEC.

A ação orçamentária é utilizada para concessão de bolsas para professores e profissionais da


educação básica participantes de diversos cursos e projetos de formação e aperfeiçoamento.
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 107
Os principais programas desenvolvidos pelo MEC no âmbito da ação 00O0 são:
 O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) é um compromisso formal
firmado pelos governos federal, do Distrito Federal, dos estados e municípios que visa
assegurar que todas as crianças sejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do
3º ano do ensino fundamental. O Pacto é integrado por um conjunto de programas,
materiais e referências curriculares e pedagógicas disponibilizados pelo MEC e que
contribuem para a alfabetização e o letramento, possuindo como eixo principal a
formação continuada dos professores alfabetizadores. Em 2015, participaram como
cursistas 301.388 professores alfabetizadores e 14.686 orientadores de estudo, em 39 IES
participantes, atendendo aproximadamente 6,3 milhões de alunos. Foram investidos no
programa R$ 406.544.635,00 para pagamento de bolsas, totalizando 1.592.793 parcelas.
 O Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, instituído pela Portaria MEC nº
1.140, de 22 de novembro de 2013, consiste na oferta de curso de formação continuada a
profissionais que exerçam atividade docente em turmas do ensino médio na rede pública
de educação básica. As atividades de formação continuada desenvolvidas na escola visam
propiciar aos profissionais a compreensão das Diretrizes Curriculares Nacionais para o
Ensino Médio, que subsidiam a formação do professor, bem como subsídios teóricos e
metodológicos para o desenvolvimento de práticas pedagógicas integradoras,
interdisciplinares e contextualizadas que promovam a aprendizagem dos alunos. Em
2015, participaram como cursistas 240.978 professores do ensino médio e 7.276
coordenadores pedagógicos, em 46 IES. O Programa também contou com uma equipe de
formação, nas 46 IES participantes, composta por 46 coordenadores-gerais, 78
coordenadores adjuntos, 226 supervisores, 342 formadores, além de 818 formadores
regionais e 15.064 orientadores de estudos. Foram atendidos 24 Estados e o Distrito
Federal, totalizando mais de 14 mil escolas beneficiadas. O PNEM tem duração de 10
meses e foi executado no período de 2014/2015. Assim, os dados de 2015 referem-se à
conclusão das ações iniciadas em 2014 que se encerraram em dezembro de 2015,
concluindo-se o ciclo 2014/2015. Em 2015, foram investidos no programa R$
263.287.255,00 para pagamento de bolsas, totalizando 915.713 parcelas.
 O programa de Formação Continuada-Renafor/Sisfor, oferece bolsas para profissionais
que atuam em cursos nas áreas de alfabetização e educação de jovens e adultos; educação
do campo; educação escolar indígena; educação em áreas remanescentes de quilombos;
educação em direitos humanos; educação ambiental e educação especial. Foram
investidos no programa R$ 29,0 milhões para o pagamento de 28.327 parcelas de bolsas.
 O programa Saberes Indígenas na Escola realiza formação continuada de professores
indígenas que atuam nos anos iniciais do ensino fundamental, em cursos de
aperfeiçoamento de 200 horas nas áreas de letramento e numeramento indígena, Língua
Portuguesa e Língua Indígena como primeiras ou segundas línguas e concede bolsas para
professores indígenas cursistas e para professores formadores. Com o investimento de R$
6,3 milhões foram pagas 17.029 parcelas de bolsas.
 O Programa Escola da Terra consta do Eixo nº 1 do PRONACAMPO e busca promover o
acesso, a permanência e a melhoria das condições de aprendizagem dos estudantes do
campo e quilombolas em suas comunidades. Em 2015 foram investidos R$ 3,9 milhões
para o pagamento de 5.081 parcelas de bolsas.
 O Projovem Campo Ensino e Pesquisa visa a qualificar os educadores e coordenadores de
turma para desenvolverem propostas pedagógicas e metodologias adequadas para
promover a reintegração ao processo educacional dos jovens agricultores familiares com
idade de 18 (dezoito) a 29 (vinte e nove) anos que não concluíram o Ensino Fundamental,
bem como promover sua qualificação social e profissional e seu desenvolvimento
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 108
humano. Em 2015 foram pagas 154 parcelas de bolsas, com o investimento de R$174,3
mil.
 Os demais cursos de formação continuada ofertados pela SEB e SECADI estão reunidos
no Sistema de Gestão e Monitoramento da Formação Continuada – SisFor, sistema
informatizado desenvolvido em 2014 com o objetivo de dar suporte à execução dos
diversos programas de formação de profissionais da educação básica. O SisFor deve ser
entendido como uma inovação e, nesse sentido, o dado físico mais importante é o próprio
banco de dados contendo um conjunto de informações sobre os cursos e ações de
formação oferecidas pela Secretaria de Educação Básica (SEB) e pela Secretaria de
Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI). A maior parte
dos cursos pactuados em 2014 foi executada em 2015. Foram 419 cursos acompanhados
pelo SisFor, totalizando 151.430 vagas ofertadas.
 Em relação aos restos a pagar, ocorre que no início de cada ano, o FNDE solicita
empenho dos valores informados pelas secretarias gestoras nacionais dos programas.
Essas solicitações se baseiam em previsões desses gestores, dos valores que pretendem
utilizar com o pagamento de bolsas dos seus programas, no exercício. Logo, são
empenhos estimativos e as previsões para o exercício podem ou não se cumprir. No final
do exercício, os valores são inscritos automaticamente em restos a pagar, pois é muito
comum que no ano seguinte as bolsas de referências anteriores sejam finalmente
autorizadas e encaminhadas ao FNDE para pagamento. O pagamento de bolsas depende
da atuação coordenada de diferentes atores (gestores em âmbito local nas Instituições de
Educação Superior, responsáveis pela autorização de pagamento; gestor nacional do
Programa no Ministério da Educação que recebe as autorizações dos gestores locais, as
homologa e encaminha ao FNDE para pagamento; gestor FNDE responsável pela
emissão dos cartões benefício dos bolsistas e pelo pagamento das bolsas). Como o
processo de autorização de pagamento pode se estender por mais tempo que o previsto,
ocorre de os gestores nacionais dos Programas enviarem solicitações de pagamento que
se referem a bolsas de exercícios anteriores.

AÇÃO 20RJ Apoio à Capacitação e Formação Inicial e Continuada para a Educação Básica

Identificação da Ação

Código 20RJ Tipo: Atividade

Título Apoio à Capacitação e Formação Inicial e Continuada para a Educação Básica

02BQ - Consolidação da política nacional de formação, promovendo a formação inicial e


continuada de profissionais e a pesquisa, a produção e a disseminação de conhecimento na
educação básica, com apoio técnico, financeiro e pedagógico, nas modalidades presencial e à
distância, considerando programas específicos, como para professores indígenas, do campo e
Iniciativa quilombolas, a formação para a docência intercultural, a educação bilíngue, o ensino da história
e cultura indígena, afrobrasileira e africana, o atendimento educacional especializado, a
alfabetização e letramento, a educação em tempo integral, a educação de jovens e adultos, a
educação em direitos humanos, a sustentabilidade socioambiental, as relações etnicorraciais, de
gênero, diversidade sexual e direitos da criança e do adolescente

Promover, em articulação com os sistemas de ensino


estaduais e municipais, a valorização dos profissionais da
educação, apoiando e estimulando a formação inicial e
Objetivo Código: 0597
continuada, a estruturação de planos de carreira e
remuneração, a atenção à saúde e à integridade e as
relações democráticas de trabalho.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 109


Identificação da Ação

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26298

() Caso () ( ) Brasil sem


Ação Prioritária ( X ) Não ( ) Outras
Sim positivo: PAC Miséria

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Não Processados

R$ 2.000.000,00 R$ 2.000.000,00 R$ 385.768,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 385.768,00

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Projeto apoiado unidade 10 10 0

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em
Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada
01/01/2015

R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 Projeto apoiado unidade 0

Fonte: SIMEC/MEC.

A ação orçamentária é utilizada para apoiar financeiramente a formação inicial e continuada


de professores e profissionais da Educação Básica, o desenvolvimento de conteúdos, estudos e
projetos para este nível de ensino. Desde 2012, optou-se por orçar a ação diretamente nas unidades
orçamentárias das universidades e institutos federais mediante pactuação de planos de trabalho, de
forma a facilitar a execução. Em 2015, na unidade 26.101, não houve execução dessa ação, o valor
empenhado no valor total de R$ 385.768,00 foi destinado para o apoio à educação básica, o
município contemplado foi Coaraci (BA).

AÇÃO 213M Apoio a Iniciativas de Valorização da Diversidade, de Promoção dos Direitos


Humanos e de Inclusão
Identificação da Ação

Código 213M Tipo: Atividade

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 110


Identificação da Ação

Título Apoio a Iniciativas de Valorização da Diversidade, de Promoção dos Direitos Humanos e de Inclusão

02C0 - Prestação de assistência financeira, técnica e material as escolas, aos profissionais da educação e aos estudantes
das redes públicas da educação básica, incluindo programas de transporte, alimentação (inclusive de professores e
profissionais de educação básica), assistência à saúde, manutenção escolar, ampliação do tempo e espaços educativos e
Iniciativa
reforço da autogestão, material didático-escolar, paradidático, periódicos e obras de referencia, considerando, entre
outras especificidades, o atendimento educacional especializado, a acessibilidade, a sustentabilidade socioambiental, as
populações do campo, afrodescendentes, indígenas e a educação de jovens e adultos

Apoiar o educando, a escola e os entes federados com ações direcionadas


ao desenvolvimento da educação básica, à ampliação da oferta de
educação integral e à alfabetização e educação de jovens e adultos
segundo os princípios da equidade, da valorização da pluralidade, dos
direitos humanos, do enfrentamento da violência, intolerância e
Objetivo Código: 0598
discriminação, da gestão democrática do ensino público, da garantia de
padrão de qualidade, da igualdade de condições para acesso e
permanência do educando na escola, da garantia de sua integridade
física, psíquica e emocional, e da acessibilidade, observado o regime de
colaboração com os entes federados.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26298

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Não Processados

R$ 15.000.000,00 R$ 15.000.000,00 R$ 7.529.158,39 R$ 1.860.803,95 R$ 1.429.494,98 R$ 431.308,97 R$ 5.668.354,44

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Projeto apoiado unidade 30 30 7

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 Projeto apoiado unidade 0

Fonte: SIMEC/MEC.

A execução física em relação à execução financeira, desta ação, que apoia as iniciativas de
valorização da diversidade, de promoção dos direitos humanos e de inclusão, foi baixa em razão dos
tramites burocráticos dentro das instituições em relação ao empenho, liquidação e pagamento das
despesas. Os principais resultados alcançados foram a continuidade ao Projeto Ibaorebu de Ensino
Médio Técnico Integrado do Povo Munduruku, na área indígena homônima, estado do Pará.
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 111
Realização do III Encontro Nacional dos Estudantes Indígenas/ENEI de abrangência nacional,
proposto pela UFSC, com finalidade de promover, estimular e fomentar discussões sobre acesso e
permanência de estudantes indígenas no ensino superior. Fortalecer a capacidade técnica e política
dos profissionais da educação em doença falciforme e educação inclusiva e melhorar a qualidade da
atenção integral às pessoas com doença falciforme. Apoio a especialização em Educação do Campo
e Formação, em nível de especialização na temática da Educação, Pobreza e Desigualdade Social,
profissionais da educação básica.

AÇÃO 20RW - Apoio à Formação Profissional, Científica e Tecnológica

Identificação da Ação

Código 20RW Tipo: Atividade

Título Apoio à Formação Profissional, Científica e Tecnológica

02A5 - Ampliação do acesso em cursos de educação profissional técnica de nível médio e cursos de formação inicial e
continuada, em instituições públicas e privadas de educação profissional e tecnológica, prioritariamente para estudantes
Iniciativa da rede pública, trabalhadores, beneficiários dos programas federais de transferência de renda, pessoas com deficiência,
populações do campo, indígenas, quilombolas e afrodescendentes, e promoção de condições de permanência aos
estudantes.

Expandir, interiorizar, democratizar e qualificar a oferta de cursos de


educação profissional e tecnológica, considerando os arranjos produtivos,
sociais, culturais, locais e regionais, a necessidade de ampliação das
Objetivo oportunidades educacionais dos trabalhadores e os interesses e Código: 0582
necessidades das populações do campo, indígenas, quilombolas,
afrodescendentes, das mulheres de baixa renda e das pessoas com
deficiência.

Programa Educação Profissional e Tecnológica Código: 2031 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26298

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
Processados

R$ R$ R$
R$ 3.513.640.048,27 R$ 2.467.064.364,34 R$ 2.439.323.143,75 R$ 27.741.220,59
4.022.776.000,00 3.912.505.881,00 1.046.575.683,93

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Vaga ofertada unidade 7.205.972 400.000 387.256

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 112


Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 75.402.907,45 R$ 42.280.258,53 R$ 12.133.999,40 Vaga ofertada unidade 1

Fonte: SIMEC/MEC.

Por meio dessa ação, foram executados os recursos da Bolsa Formação, uma das cinco
iniciativas do Pronatec, estabelecida pela Lei 12.513/2011. Em 2015, por esta iniciativa do
Pronatec, foram realizadas 289.813 novas matrículas, em cursos técnicos e de qualificação
profissional, atendendo cerca de três mil municípios. Trata-se de um esforço conjunto, resultado de
parceria das instituições ofertantes para a execução de vagas em modalidades específicas atendidas
pela Bolsa Formação, demandadas por 15 ministérios e todas as secretarias de educação a partir de
políticas públicas prioritárias, como o Pronatec Brasil Sem Miséria e o Pronatec Brasil Maior, por
exemplo.
Registre-se que o orçamento definido para o exercício contempla as novas matrículas
realizadas em 2015 e, ainda, a continuidade das matrículas que perpassam os exercícios. O
pagamento é feito a partir da carga horária dos cursos, sendo que cursos técnicos possuem, pelo
menos, 800 horas/aulas e cursos de qualificação profissional, pelo menos, 160 horas/aulas.
Como fatores que prejudicaram o desenvolvimento das atividades, registramos o atraso no
repasse dos recursos orçamentários e financeiros às instituições parcerias da Bolsa Formação.
Por fim, é importante registrar que a meta estabelecida pelo MEC para esse orçamento foi de
1.205.972 vagas, conforme enviado na Proposta de Lei Orçamentária Anual para o Exercício de
20151. No entanto, constatou-se que emenda aprovada ao PLOA 2015 de autoria da Comissão de
Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal (Emenda nº 6004002) aumentou a meta em 500%,
sem o proporcional ajuste da dotação orçamentária da ação.
Os restos a pagar da Bolsa Formação cuidam de garantir o pagamento das horas executadas
em 2015 que serão pagas no inicio de 2016, após a regular liquidação.

AÇÃO 8652 Apoio à Rede Pública Não Federal de Educação Profissional, Científica e
Tecnológica
Identificação da Ação

Código 8652 Tipo: Atividade

Título Apoio à Rede Pública Não Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica

Iniciativa 02A3 - Fomento à expansão e qualificação das redes estaduais de educação profissional e tecnológica

Expandir, interiorizar, democratizar e qualificar a oferta de cursos de


educação profissional e tecnológica, considerando os arranjos
Objetivo produtivos, sociais, culturais, locais e regionais, a necessidade de Código: 0582
ampliação das oportunidades educacionais dos trabalhadores e os
interesses e necessidades das populações do campo, indígenas,
quilombolas, afrodescendentes, das mulheres de baixa renda e das

1
A ação proposta orçamentária da ação 20RW está na página 389 da PLOA 2015, disponível em
http://www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/sof/orcamentos-anuais/2015/ploa_2015_volume_v.pdf. Acessado
em 13/04/2015.
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 113
Identificação da Ação

pessoas com deficiência.

Programa Educação Profissional e Tecnológica Código: 2031 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26298

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Não Processados

R$ 5.662.500,00 R$ 5.662.500,00 R$ 1.598.040,87 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 1.598.040,87

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

Escola apoiada unidade 500.000 500.000 0

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 200.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 Escola apoiada unidade 0

Fonte: SIMEC/MEC.

Na ação Apoio à Rede Pública Não Federal de Educação Profissional, Científica e


Tecnológica não houve execução orçamentária.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 114


AÇÃO 0A12 Concessão de Bolsa-Permanência no Ensino Superior
Identificação da Ação

Código 0A12 Tipo: Operações Especiais

Título Concessão de Bolsa-Permanência no Ensino Superior

03GA - Ampliação do acesso, da permanência e da taxa de sucesso dos estudantes na educação superior, em
instituições públicas e privadas, inclusive por meio de financiamento estudantil, com promoção da elevação da
Iniciativa
eficiência acadêmica, da qualidade, da equidade e da inclusão, considerando, inclusive, especificidades das
populações do campo, indígenas, quilombolas, afrodescendentes e das pessoas com deficiência

Ampliar o acesso à educação superior com condições de permanência


e equidade por meio, em especial, da expansão da rede federal de
educação superior, da concessão de bolsas de estudos em instituições
Objetivo Código: 0841
privadas para alunos de baixa renda e do financiamento estudantil,
promovendo o apoio às instituições de educação superior, a elevação
da qualidade acadêmica e a qualificação de recursos humanos.

Educação Superior - Graduação, Pós-Graduação,


Programa Código: 2032 Tipo: Temático
Ensino, Pesquisa e Extensão

Unidade Orçamentária 26298

Caso
Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras
positivo:

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Não Processados

R$ 92.000.000,00 R$132.289.100,00 R$ 132.289.100,00 R$118.373.100,00 R$118.366.300,00 R$ 6.800,00 R$13.916.000,00

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

0 0 0

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em
Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada
01/01/2015

R$ 7.359.700,00 R$ 7.101.300,00 R$ 0,00 0

Fonte: SIMEC/MEC.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 115


O Programa de Bolsa Permanência - PBP obteve pleno êxito no âmbito das instituições
públicas federais, executando em 2015, 189.607 bolsas para 14.298 estudantes, 4.104 estudantes
indígenas e 1.440 estudantes quilombolas pertencentes a 77 instituições do país.
Como fator de superação dos resultados esperados, constata-se o crescimento contínuo do
quantitativo de bolsas pagas pelo Programa. (2013: 24.767 bolsas; 2014: 123.389 bolsas; 2015:
189.607 bolsas)
Não houve impacto de valores inscritos em RAP em exercícios anteriores para a execução
da ação em 2015. Na Bolsa permanência do Prouni, também não houve impacto em RAP em
exercícios anteriores para a execução da ação em 2015.
A ação executada em 2015 atendeu 19.842 estudantes. A Bolsa Permanência do Prouni
atendeu em média 6.302 estudantes por mês no ano de 2015. Ressalta-se que 100% dos estudantes
aptos ao recebimento da Bolsa Permanência do Prouni que poderiam solicitar o benefício foram
atendidos, considerando que o percentual dos bolsistas aptos que não receberam o benefício
decorreu do seu não enquadramento nas condições de concessão na ocasião do pagamento.

Ações não Previstas na LOA 2015 – Restos a Pagar não Processados

AÇÃO 8526 Apoio a Iniciativas para Melhoria da Qualidade da Educação de Jovens e


Adultos
Identificação da Ação

Código 8526 Tipo: Atividade

Título Apoio a Iniciativas para Melhoria da Qualidade da Educação de Jovens e Adultos

Iniciativa 02BV - Ampliar a oferta de alfabetização e educação de jovens e adultos, garantindo apoio aos sistemas de
ensino e auxílio financeiro para os profissionais que atuam na execução das ações de alfabetização

Objetivo Apoiar o educando, a escola e os entes federados com ações direcionadas ao Código: 0598
desenvolvimento da educação básica, à ampliação da oferta de educação integral
e à alfabetização e educação de jovens e adultos segundo os princípios da
equidade, da valorização da pluralidade, dos direitos humanos, do enfrentamento
da violência, intolerância e discriminação, da gestão democrática do ensino
público, da garantia de padrão de qualidade, da igualdade de condições para
acesso e permanência do educando na escola, da garantia de sua integridade
física, psíquica e emocional, e da acessibilidade, observado o regime de
colaboração com os entes federados.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26101

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 115.505,28 R$ 6.996,28 R$ 0,00 0

Fonte: SIMEC/MEC.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 116


Ação de apoio a Iniciativas para Melhoria da Qualidade da Educação de Jovens e Adultos.
Recurso de Restos a pagar referente ao apoio ao Curso de Especialização Saberes e Prática
da Educação de Jovens e Adultos realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A ação foi incorporada na ação 8790 (Ptres 086388).

AÇÃO 6358 Capacitação de Recursos Humanos da Educação Profissional e Tecnológica


Identificação da Ação

Código 6358 Tipo: Atividade

Título Capacitação de Recursos Humanos da Educação Profissional e Tecnológica

Expansão e reestruturação da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica para ampliação do acesso,
Iniciativa interiorização e diversificação da oferta, promovendo a inclusão, equidade, acessibilidade e permanência do
estudante

Expandir, interiorizar, democratizar e qualificar a oferta de cursos de


educação profissional e tecnológica, considerando os arranjos
produtivos, sociais, culturais, locais e regionais, a necessidade de
Objetivo ampliação das oportunidades educacionais dos trabalhadores e os Código: 0582
interesses e necessidades das populações do campo, indígenas,
quilombolas, afrodescendentes, das mulheres de baixa renda e das
pessoas com deficiência.

Programa Educação Profissional e Tecnológica Código: 2031 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26101

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 121.384,35 R$ 118.250,00 R$ 0,00 0

Fonte: SIMEC/MEC.

A ação 6358 - Capacitação de Recursos Humanos da Educação Profissional possuía a


finalidade de proporcionar aos docentes e profissionais de educação profissional, oportunidade de
capacitação, visando à melhoria da qualidade dos cursos e modalidades deste segmento
educacional.
Em 2014, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica optou em disponibilizar
apenas a ação 4572 - Capacitação de Servidores Públicos em Processo de Qualificação e
Requalificação para as unidades. Desta forma, os recursos de RAP executados em 2015 nesta ação
referem-se a dois projetos de capacitação apoiados pela SETEC, iniciados em anost] anteriores.
O primeiro refere-se ao projeto da Universidade Federal do Ceará (UFC) para promover o
desenvolvimento dos Núcleos de Pesquisa Aplicada em Pesca e Aquicultura (NUPAS) na Rede
Federal de EPCT através da realização do Programa de Formação Docente nos níveis de mestrado e

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 117


doutorado. O segundo refere-se a apoio a projeto da Universidade Federal do Pernambuco de Curso
de Mestrado Profissional em Computação para servidores da Rede Federal.
A ação não apresentou fatores intervenientes relevantes para o andamento dos cursos.
As atividades desenvolvidas com esta ação passaram a ser registradas nas Ações 4572 e
6380, que também contemplam ações de capacitação em EPT.

AÇÃO 20RF Tecnologia da Informação e Comunicação para a Educação Básica


Identificação da Ação

Código 20RF Tipo: Atividade

Título Tecnologia da Informação e Comunicação para a Educação Básica

Prover acesso à rede mundial de computadores em banda larga de alta velocidade, equipamentos e
recursos tecnológicos digitais e de acessibilidade para a utilização pedagógica nas escolas da rede
Iniciativa
pública de educação básica, inclusive no campo, promovendo a utilização pedagógica das
tecnologias da informação e da comunicação

Apoiar o educando, a escola e os entes federados com


ações direcionadas ao desenvolvimento da educação
básica, à ampliação da oferta de educação integral e à
alfabetização e educação de jovens e adultos segundo os
princípios da equidade, da valorização da pluralidade, dos
direitos humanos, do enfrentamento da violência,
Objetivo Código: 0598
intolerância e discriminação, da gestão democrática do
ensino público, da garantia de padrão de qualidade, da
igualdade de condições para acesso e permanência do
educando na escola, da garantia de sua integridade física,
psíquica e emocional, e da acessibilidade, observado o
regime de colaboração com os entes federados.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26101

Caso () ( ) Brasil sem


Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não ( ) Outras
positivo: PAC Miséria

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 297.199,24 R$108.885,00 R$ 0,00 Projeto Apoiado unidade 0

Fonte: SIMEC/MEC.

A ação 20RF corresponde à implementação do Programa TV Escola que oferece apoio


técnico pedagógico, material e financeiro para a infraestrutura tecnológica de conexão, transmissão
e recepção de dados, imagens, vídeos, sons e outras mídias ativas por satélites, soluções terrestres
ou novas tecnologias de conexão que venham a ser desenvolvidas para a utilização pedagógicas no
processo de ensino aprendizagem na educação básica.
A TV Escola é transmitida e produzida para todo o território nacional, 27 unidades da
federação, alcançando toda a rede pública de ensino, e atendendo aos professores, alunos e público
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 118
em geral, com conteúdos audiovisuais educativos. Em dezembro de 2015, foi liquidado o valor de
R$ 108.885,00 referente a duas notas de empenho do ano de 2013.
Cabe ressaltar que, a partir de 2015, a implementação do Programa TV Escola passou a ser
viabilizada por meio do PO Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto ACERP da ação
212H - Pesquisa e Desenvolvimento nas Organizações Sociais.

AÇÃO 20RF Concessão de Bolsas de Apoio à Educação


Identificação da Ação

Código 20RF Tipo: Atividade

Título Tecnologia da Informação e Comunicação para a Educação Básica

Prover acesso à rede mundial de computadores em banda larga de alta velocidade, equipamentos e recursos
Iniciativa tecnológicos digitais e de acessibilidade para a utilização pedagógica nas escolas da rede pública de educação
básica, inclusive no campo, promovendo a utilização pedagógica das tecnologias da informação e da comunicação

Apoiar o educando, a escola e os entes federados com ações


direcionadas ao desenvolvimento da educação básica, à ampliação da
oferta de educação integral e à alfabetização e educação de jovens e
adultos segundo os princípios da equidade, da valorização da
pluralidade, dos direitos humanos, do enfrentamento da violência,
Objetivo intolerância e discriminação, da gestão democrática do ensino Código: 0598
público, da garantia de padrão de qualidade, da igualdade de
condições para acesso e permanência do educando na escola, da
garantia de sua integridade física, psíquica e emocional, e da
acessibilidade, observado o regime de colaboração com os entes
federados.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26298

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Unidade de
Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Realizada
medida

R$ 42.259.956,28 R$ 28.256.390,36 R$ 185.983,10 Projeto Apoiado unidade 0

Fonte: SIMEC/MEC.

O ProInfo – Programa Nacional de Tecnologias Educacionais dissemina o uso pedagógico


das tecnologias digitais nas escolas públicas de educação básica, pela distribuição de equipamentos,
conteúdos digitais e formação continuada de professores. Assim, favorece a modernização das
estruturas de educação pública brasileira e propicia o conhecimento técnico e didático-pedagógico
dos professores e alunos da rede pública.
Em 2015, foram entregues no âmbito do ProInfo 1.606 laboratórios de informática para
escolas públicas, e distribuídos 17.646 mil notebooks e impressoras para professores da educação
básica de escolas públicas estaduais e municipais. Além disso, estados e municípios solicitaram
44.645 mil projetores interativos/ lousas eletrônicas, promovendo a diversidade nas estratégias
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 119
aplicadas ao processo de ensino-aprendizagem em sala de aula. Ainda neste ano, os professores do
ensino básico de escolas públicas foram contemplados com 36.869 mil tabletes, somando mais de
700 mil tabletes distribuídos ao longo do programa. Quanto à formação continuada de professores,
ao longo de 2015 foram formados 7.466 mil professores no uso das tecnologias educacionais.
Na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2015, as iniciativas da ação orçamentária 20RF foram
migradas para as ações 00O0, 0509, 20RJ e 20RP, que atualmente mantêm o Programa.

AÇÃO 20RO Concessão de Bolsas de Apoio à Educação Básica


Identificação da Ação

Código 20RO Tipo: Atividade

Título Concessão de Bolsas de Apoio à Educação Básica

Consolidação da política nacional de formação, promovendo a formação inicial e continuada de profissionais da


educação básica com apoio técnico, financeiro e pedagógico, nas modalidades presencial e a distância,
considerando programas específicos, como para professores indígenas, do campo e quilombolas, a formação para a
Iniciativa docência intercultural, a educação bilíngue, o ensino da história e cultura indígena, afrobrasileira e africana, o
atendimento educacional especializado, a educação em tempo integral, a educação de jovens e adultos, a educação
em direitos humanos, a sustentabilidade socioambiental, as relações etnicorraciais, de gênero, diversidade sexual e
direitos da criança e do adolescente.

Promover, em articulação com os sistemas de ensino estaduais e


municipais, a valorização dos profissionais da educação, apoiando e
Objetivo estimulando a formação inicial e continuada, a estruturação de planos Código: 0597
de carreira e remuneração, a atenção à saúde e à integridade e as
relações democráticas de trabalho.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26298

Caso
Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras
positivo:

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 2.160.128,00 R$ 517.475,00 R$ 0,00 Bolsa Concedida unidade 0

Fonte: SIMEC/MEC.

Em relação aos restos a pagar, ocorre que no início de cada ano, o FNDE solicita empenho
dos valores informados pelas secretarias gestoras nacionais dos programas. Essas solicitações se
baseiam em previsões desses gestores, dos valores que pretendem utilizar com o pagamento de
bolsas dos seus programas, no exercício. Logo, são empenhos estimativos e as previsões para o
exercício podem ou não se cumprir. No final do exercício, os valores são inscritos automaticamente
em restos a pagar, pois é muito comum que no ano seguinte as bolsas de referências anteriores
sejam finalmente autorizadas e encaminhadas ao FNDE para pagamento. O pagamento de bolsas
depende da atuação coordenada de diferentes atores (gestores em âmbito local nas Instituições de
Educação Superior, responsáveis pela autorização de pagamento; gestor nacional do Programa no
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 120
Ministério da Educação que recebe as autorizações dos gestores locais, as homologa e encaminha
ao FNDE para pagamento; gestor FNDE responsável pela emissão dos cartões benefício dos
bolsistas e pelo pagamento das bolsas). Como o processo de autorização de pagamento pode se
estender por mais tempo que o previsto, ocorre de os gestores nacionais dos Programas enviarem
solicitações de pagamento que se referem a bolsas de exercícios anteriores. Atualmente essas bolsas
são pagas com a ação 00O0.

AÇÃO 20RS Apoio ao Desenvolvimento da Educação Básica nas Comunidades do Campo,


Indígenas, Tradicionais, Remanescentes de Quilombo e das Temáticas de Cidadania, Direitos
Humanos, Meio Ambiente e Políticas de Inclusão
Identificação da Ação

Código 20RS Tipo: Atividade

Apoio ao Desenvolvimento da Educação Básica nas Comunidades do Campo, Indígenas, Tradicionais,


Título Remanescentes de Quilombo e das Temáticas de Cidadania, Direitos Humanos, Meio Ambiente e Políticas de
Inclusão

Prestação de assistência financeira, técnica e material as escolas, aos profissionais da educação e aos estudantes das
redes públicas da educação básica, incluindo programas de transporte, alimentação (inclusive de professores e
profissionais de educação básica), assistência à saúde, manutenção escolar, ampliação do tempo e espaços educativos
Iniciativa
e reforço da autogestão, material didático-escolar, paradidático, periódicos e obras de referencia, considerando, entre
outras especificidades, o atendimento educacional especializado, a acessibilidade, a sustentabilidade socioambiental,
as populações do campo, afrodescendentes, indígenas e a educação de jovens e adultos

Apoiar o educando, a escola e os entes federados com ações


direcionadas ao desenvolvimento da educação básica, à ampliação da
oferta de educação integral e à alfabetização e educação de jovens e
adultos segundo os princípios da equidade, da valorização da
pluralidade, dos direitos humanos, do enfrentamento da violência,
Objetivo Código: 0598
intolerância e discriminação, da gestão democrática do ensino público,
da garantia de padrão de qualidade, da igualdade de condições para
acesso e permanência do educando na escola, da garantia de sua
integridade física, psíquica e emocional, e da acessibilidade, observado
o regime de colaboração com os entes federados.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26298

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Unidade de
Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Realizada
medida

R$ 14.817.907,58 R$ 5.934.968,06 R$ 1.124.033,35 Projeto Apoiado unidade 0

Fonte: SIMEC/MEC.

Esta ação visa apoiar o desenvolvimento da educação básica, em parceria com as


universidades, em 2015 foram desenvolvidos os seguintes projetos:

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 121


Formação em nível de especialização na temática da Educação, Pobreza e Desigualdade Social,
para profissionais da educação básica e outros envolvidos com política sociais que estabelecem
relações com a educação em contextos empobrecidos, com vistas ao desenvolvimento de práticas
que possibilitem a transformação das condições de pobreza e de extrema pobreza de crianças,
adolescentes e jovens e, consequentemente, promovam condições objetivas que viabilizem um
justo e digno viver definido socialmente. Com essa ação foram realizados cursos pelas
Universidades Federais: UFRN, UFES, UFMG, FUAM, UFMA, UFMS, UFRR.
A Formação Continuada em EA e o Programa Nacional Escolas Sustentáveis, que visa
promover reflexão sobre os subsídios teórico-metodológicos produzidos no contexto dos processos
formativos em educação ambiental a serem acolhidos como referência na concepção e estruturação
do Programa Nacional Escolas Sustentáveis – PNES - Projeto realizado pela Universidade Federal
do Mato Grosso.
Ação Saberes Indígenas na Escola - formação de alfabetizadores indígenas, pesquisa e
elaboração de recursos didáticos para uso desses professores e formação em letramento em línguas
indígenas e numeramento. Formação realizada pelas Universidades Federais: UFG, FUAM, UFMS,
UFRO, UFGD, UFRR, UFMT.
A ação foi incorporada na ação 213M.

AÇÃO 20RT Certames e Tecnologias Educacionais


Identificação da Ação

Código 20RT Tipo: Atividade

Título Certames e Tecnologias Educacionais

Fomento ao uso de tecnologias educacionais e promoção de atividades de incentivo aos estudantes e de estímulo ao
Iniciativa
domínio das diversas dimensões do conhecimento, inclusive mediante certames e concursos nacionais

Apoiar o educando, a escola e os entes federados com ações


direcionadas ao desenvolvimento da educação básica, à ampliação da
oferta de educação integral e à alfabetização e educação de jovens e
adultos segundo os princípios da equidade, da valorização da
pluralidade, dos direitos humanos, do enfrentamento da violência,
Objetivo Código: 0598
intolerância e discriminação, da gestão democrática do ensino público,
da garantia de padrão de qualidade, da igualdade de condições para
acesso e permanência do educando na escola, da garantia de sua
integridade física, psíquica e emocional, e da acessibilidade, observado
o regime de colaboração com os entes federados.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26298

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 555.704,00 R$ 499.500,00 R$ 0,00 Projeto Apoiado unidade 0

Fonte: SIMEC/MEC.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 122


A ação 20 RT corresponde à implementação de programas relacionados a eventos e
certames educacionais, destacam-se as Olimpíadas Escolares de Língua Portuguesa e de
Matemática.
Em 2015 os programas estão sendo apoiados por outras ações, tais como, a ação 212H e a
ação 0509.

AÇÃO 20RV Apoio à Manutenção da Educação Infantil


Identificação da Ação

Código 20RV Tipo: Atividade

Título Apoio à Manutenção da Educação Infantil

Manutenção das instituições federais de educação básica e apoio financeiro aos entes federados para a manutenção
Iniciativa
e desenvolvimento do ensino

Apoiar o educando, a escola e os entes federados com ações


direcionadas ao desenvolvimento da educação básica, à ampliação da
oferta de educação integral e à alfabetização e educação de jovens e
adultos segundo os princípios da equidade, da valorização da
pluralidade, dos direitos humanos, do enfrentamento da violência,
Objetivo intolerância e discriminação, da gestão democrática do ensino Código: 0598
público, da garantia de padrão de qualidade, da igualdade de
condições para acesso e permanência do educando na escola, da
garantia de sua integridade física, psíquica e emocional, e da
acessibilidade, observado o regime de colaboração com os entes
federados.

Programa Educação Básica Código: 2030 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26298

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor
Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada
Cancelado

R$ 13.118.589,37 R$ 12.961.934,01 R$ 0,00 Escola Apoiada unidade 0

Fonte: SIMEC/MEC.

A ação corresponde à implementação de programas de apoio à manutenção da Educação


Infantil. O Programa consiste na transferência automática de recursos financeiros aos municípios e
ao Distrito Federal, com base em informações do Censo Escolar do ano anterior, para custear
despesas com manutenção e desenvolvimento da educação infantil, contribuindo com as ações de
cuidado integral e segurança alimentar e nutricional, a fim de garantir o acesso e a permanência da
criança na educação infantil. A partir de 2015 esses programas estão sendo custeados com a ação
00OW.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 123


AÇÃO 8252 Educação Profissional e Tecnológica a Distância

Identificação da Ação

Código 8252 Tipo: Atividade

Título Educação Profissional e Tecnológica a Distância

Ampliação da oferta de vagas em cursos de formação profissional a distância nas redes de educação profissional
Iniciativa
e tecnológica.

Expandir, interiorizar, democratizar e qualificar a oferta de cursos de


educação profissional e tecnológica, considerando os arranjos
produtivos, sociais, culturais, locais e regionais, a necessidade de
Objetivo ampliação das oportunidades educacionais dos trabalhadores e os Código: 0582
interesses e necessidades das populações do campo, indígenas,
quilombolas, afrodescendentes, das mulheres de baixa renda e das
pessoas com deficiência.

Programa Educação Profissional e Tecnológica Código: 2031 Tipo: Temático

Unidade Orçamentária 26298

Caso
Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras
positivo:

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 46.674.214,65 R$ 20.356.878,27 R$ 2.220.028,88 Vaga ofertada unidade 0

Fonte: SIMEC/MEC.

A ação findou no ano de 2014, não sendo possível analisar fatores intervenientes no
desenvolvimento.
A ação possuía a finalidade de fomentar, fortalecer e expandir a educação profissional e
tecnológica na modalidade a distância, com o custeio da oferta de vagas, garantia de continuidade
de matrículas de anos anteriores, além da modernização e instalação de polos de educação a
distância e insumos necessários à garantia da expansão da oferta. Além disso, a ação fomentava a
produção de material didático, a elaboração e realização de pesquisas, desenvolvimento de sistemas
de avaliação, capacitação de profissionais vinculados à educação profissional e tecnológica a
distância dos parceiros e outras ações que subsidiavam uma oferta a distância de qualidade.
O RAP da ação visava apenas o atendimento da continuidade de ações contratadas em 2013
e 2014, com o ingresso de 112.450 beneficiários, em 2013, e 66.678 beneficiários, em 2014.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 124


AÇÃO 4641 Publicidade de Utilidade Pública
Identificação da Ação

Código 4641 Tipo: Atividade

Título Publicidade de Utilidade Pública

Iniciativa

Objetivo Código:

Programa de Gestão e Manutenção do Ministério da Tipo: Gestão e


Programa Código: 2109
Educação Manutenção

Unidade Orçamentária 26101

Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Lei Orçamentária 2015

Execução Orçamentária e Financeira

Restos a Pagar
Dotação Despesa
do exercício 2015

Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Não Processados

R$ 16.500.000,00 R$ 16.500.000,00 R$ 10.687.622,53 R$ 5.861.583,74 R$ 5.861.583,74 R$ 0,00 R$ 4.826.038,79

Execução Física

Meta
Descrição da Meta Unidade de Medida
Prevista Reprogramada Realizada

0 0 0

Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores

Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas

Valor em 01/01/2015 Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Unidade de medida Realizada

R$ 1.160.418,28 R$ 45.641,04 R$ 0,00 - - 0

Fonte: SIMEC/MEC.

O detalhamento da ação 4641- Publicidade e Propaganda, do Programa 2109 - Programa de


Gestão e Manutenção do Ministério da Educação, encontra-se na aba de Relatórios e Pareceres
(Anexo 1)

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 125


FATORES INTERVENIENTES NO DESEMPENHO ORÇAMENTÁRIO

A aprovação tardia da Lei Orçamentária Anual (LOA), Lei 13.115, de 20 de abril de 2015,
prejudicou a normal execução do orçamento, pois a Lei de Diretrizes Orçamentárias (Lei 13.080, de
2 de janeiro de 2015), permitia apenas a execução de despesas de custeio em duodécimos mensais
até que fosse publicada a peça orçamentária.
Em relação aos ajustes necessários em decorrência do contingenciamento orçamentário, o
MEC buscou preservar seus programas prioritários e ações estruturantes, como os relacionados à
educação básica e ao funcionamento de institutos federais, universidades federais, e hospitais
universitários federais, utilizando como critério a manutenção das condições de qualidade do
ensino, de acesso e da permanência dos estudantes. Em relação às despesas de capital, foi priorizada
a continuidade das obras em estágio avançado de execução.

OBRIGAÇÕES ASSUMIDAS SEM RESPECTIVO CRÉDITO AUTORIZADO NA LOA


A seguir, são apresentados os quadros que informam os passivos por insuficiência de
créditos.

Reconhecimento de passivos por insuficiência de créditos ou recursos


Valores em R$ 1,00
Identificação da Conta Contábil
Código SIAFI Denominação
62.2.9.2.01.01 EMPENHOS A LIQUIDAR
Linha Detalhe
Saldo final do Movimento Movimento
UG Credor (CNPJ/CPF) Saldo final do exercício
exercício anterior Devedor Credor

150002 46.392.130/0005-41 0 13.476,68 13.476,68 0

150002 10.947243/0001-95 0 1.987,32 0 1.987,32

150002 04.694.312/0001-01 0 148.041,67 148.041,67 0

150002 13.099.243/0001-70 0 631,21 631,21 0

Fonte: SIAFI e Tesouro Gerencial – Relatório de Gestão da Coordenação-Geral de Gestão Administrativa – 2015

Análise Crítica
Todas as despesas de reconhecimento de passivos por insuficiência de créditos foram
efetuadas considerando o orçamento de 2015, visto que não havia saldo orçamentário nos
orçamentos dos exercícios respectivos, porém, foram atestadas, liquidadas e pagas, de acordo com o
artigo 37 da Lei 4.320/64 e com o artigo 22 do Decreto 93.872/86.
Sobre a situação relativa à Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico
do Município de São Paulo, o passivo visa atender ao pagamento do boleto sem número, referente a
taxas de resíduos sólidos da Representação do Ministério da Educação de São Paulo – REMEC/SP,
relativas aos exercícios de 2003, 2004 e 2005, e, tendo em vista a indisponibilidade de orçamento
naqueles exercícios, na Unidade Gestora da REMEC/SP, os valores foram repassados ao MEC para
liquidação da despesa como de exercícios anteriores, no valor de R$ 13.476,68 (treze mil,
quatrocentos e setenta e seis reais e sessenta e oito centavos).

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 126


Em relação à empresa Linear Comunicação Ltda. – EPP, houve reajuste do contrato n°
68/2012, cujo objeto é a prestação de serviços de clipping impresso e eletrônico sobre questões
relacionadas à educação. O valor para atender ao referido reajuste foi orçado em R$ 13.552,87
(treze mil, quinhentos e cinquenta e dois reais e oitenta e sete centavos), sendo que, como havia
saldo suficiente inscritos em Restos a Pagar referente a 2014, foi solicitada a complementação de
R$ 1.987,32 (Hum mil, novecentos e oitenta e sete reais e trinta e dois centavos), na Natureza de
Despesa 33.90.92 do orçamento do exercício de 2015.
No tocante à situação credora da União Brasil Informática, Projetos e Construções EIRELI
EPP, o pagamento da DANFE nº 035 é referente aos serviços prestados de elaboração de projetos
executivos para reforma geral das instalações do Edifício-Garagem do Ministério da Educação,
relativos ao Contrato nº 72/2012, que sofreram atrasos devido à demora na aprovação dos serviços a
serem executados, por parte dos órgãos do GDF na autorização da obra, e, tendo em vista a
indisponibilidade de orçamento do exercício de 2012, na Nota de Empenho 2012NE801179, foi
necessária a emissão de novo empenho no valor de R$ 148.041,67 (cento e quarenta e oito mil,
quarenta e um reais e sessenta e sete centavos) com orçamento de 2015, motivo pelo qual a despesa
foi liquidada como de exercícios anteriores.
Sobre a solicitação de reconhecimento de passivo referente ao Contrato nº 77/2011, firmado
com a empresa Smiths Detection Brasil Comércio de Equipamentos Ltda., cujo objeto é a prestação
de serviços de manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos de inspeção de Raio X,
localizados na portaria de entrada dos Edifícios-Sede e Anexo I do Ministério da Educação, deveu-
se a não inclusão no cálculo de repactuação, cujo valor utilizado do orçamento de 2015 foi de R$
631,21 (seiscentos e trinta e um reais e vinte e um centavos), referente ao exercício de 2014,
considerando saldo de Restos a Pagar não Processados do empenho 2014NE800188 de R$ 0,03
(três centavos de real).
Considerando que o orçamento disponível e o total de passivos reconhecidos, que soma R$
164.136,88, o impacto de 0,18% não foi significativo, pois não afetou e nem tampouco
comprometeu a execução das despesas ocorridas no exercício. No entanto, a Subsecretaria de
Assuntos Administrativos tem envidado esforços no sentido de orientar o corpo técnico das áreas
responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização dos contratos administrativos, promovendo
reuniões e utilizando o Centro de Formação e Aperfeiçoamento do Ministério para disponibilização
de capacitações na área de compras, contratos e instrumentos legais relacionados, com o intuito de
zerar essa conta.

RESTOS A PAGAR EM EXERCÍCIOS ANTERIORES


Os Restos a Pagar inscritos em exercícios anteriores, no âmbito das unidades que compõem
a Secretaria Executiva do Ministério da Educação, tiveram a seguinte composição, conforme quadro
abaixo:

Quadro – Restos a pagar inscritos em exercícios anteriores


Restos a Pagar não Processados
Ano de Saldo a pagar em
Inscrição Montante em 01/01/2015 Pagamento Cancelamento 31/12/2015
2014 157.063.573 125.339.227 134.350 31.589.996
2013 44.405.932 1.842.481 902.549 41.660.902
2012 33.512.963 67.054 362.636 33.083.273
2011 21.901.419 464.040 21.437.379
2010 19.290.045 19.290.045

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 127


2009 2.297.538 2.297.538
2008 31.719 31.719
TOTAL 278.503.189 127.712.802 1.399.535 149.390.852
Restos a Pagar Processados
Ano de Saldo a pagar em
Inscrição Montante em 01/01/2015 Pagamento Cancelamento 31/12/2015
2014 2.537.455 2.513.612 6.779 17.065
2013 72.686 119 72.567
2012 279.741 279.741
2011 6.000 6.000
2010 7.994 7.994
2009 86 86
2008 1.215 1.215
2007 1.280.694 1.280.694
2006 56.101 56.101
TOTAL 4.241.973 2.513.731 7.994 1.720.248
Fonte: Tesouro Gerencial.

Com base no quadro acima, pode-se elaborar a seguinte tabela:


Restos a pagar Não processados (% em relação ao Restos a pagar processados (% em relação ao montante em
montante em 01/01/2015) 01/01/2015)

Ano de % de % de
% de pagamento % a pagar % de pagamento % a pagar
inscrição cancelamento cancelamento

2014 80% 0% 20% 99% 0% 1%


2013 4% 2% 94% 0% 0% 100%
2012 0% 1% 99% 0% 0% 100%
2011 2% 0% 98% 0% 0% 100%
2010 0% 0% 100% 0% 0% 100%
2009 0% 0% 100% 0% 0% 100%
2008 0% 0% 100% 0% 100% 0%
2007 0% 0% 0% 0% 0% 100%
2006 0% 0% 0% 0% 0% 100%
Total 46% 1% 54% 59% 0% 41%
Fonte: elaboração CGF/SPO a partir de dados extraídos do Tesouro Gerencial.

Da tabela acima, pode-se depreender que houve, em 2015, uma maior concentração de
pagamentos de empenhos inscritos em 2014. Os gráficos abaixo demonstram que, do montante
inscrito em restos a pagar da Secretaria Executiva do MEC, a maior parcela está concentrada na
Subsecretaria de Assuntos Administrativos (SAA), que responde por 96,69% do montante de
Restos a Pagar não Processados em 01/01/2015 e 67,87% do montante de Restos a Pagar
Processados em 01/01/2015. Consequentemente, a maior parte dos pagamentos (94% dos Restos a
Pagar Não Processados e 100% dos Restos a Pagar Processados) foi consignada nesta unidade.
A presença de valores de restos a pagar não processados de exercícios de 2006 a 2013, que
ultrapassaram a vigência do artigo 68 do Decreto 93.872/1986, pode ser explicada pelo fato de 95%

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 128


de seu saldo se referir a despesas do Ministério da Educação financiadas com recursos da
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (Indicador de Lei Calmon “SIM”).
Cabe destacar que, aproximadamente 15% do montante de Restos a Pagar não processados e
20% do total de Restos a Pagar não processados constantes em 01/01/2015, na Secretaria Executiva
do MEC, era proveniente do orçamento de outras unidades orçamentárias que não correspondem à
UO 26101 (Ministério da Educação), tais como 26290 (INEP), 26298 (FNDE) e 71102 (Recursos
sob supervisão do MPOG).

RP Não Processados - Montante 01/01/2015


Por Secretaria
300.000.000,00 120,00%
250.000.000,00 96,69% 100,00%
200.000.000,00 80,00%
150.000.000,00 60,00%
100.000.000,00 40,00%
50.000.000,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,03% 20,00%
3,28% 0,00%
0,00 0,00%
SAA CNE SESu SETEC SEB SECADI SERES

RP Não Processados - Montante 01/01/2015 % Por Secretaria

Fonte: elaboração da CGF/SPO a partir de dados extraídos do Tesouro Gerencial.

Restos a Pagar Processados - Montante em 01/01/2015


Por Secretaria
3.500.000,00 80,00%
3.000.000,00 67,87%
2.500.000,00 60,00%
2.000.000,00
31,92% 40,00%
1.500.000,00
0,05% 0,04%
1.000.000,00 20,00%
500.000,00 0,03% 0,09%
0,00%
0,00 0,00%
SAA CNE SESu SETEC SEB SECADI SERES

RP Processados - Montante em 01/01/2015 % Por Secretaria

Fonte: elaboração própria a partir de dados extraídos do Tesouro Gerencial.

Diante do panorama acima exposto, cada Secretaria integrante da estrutura da Secretaria


Executiva do MEC elaborou uma análise crítica acerca da parcela dos Restos Pagar inscritos em
exercícios anteriores de sua competência.
As tabelas abaixo congregam os valores de restos a pagar respectivo a cada unidade
integrante da estrutura do MEC:

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 129


Tabela: Situação dos Restos a Pagar não Processados por unidade integrante da estrutura do
MEC
Restos a Pagar Não Processados

Saldo a Pagar em
Secretaria Montante 01/01/2015 Pagamento Cancelamento
31/12/2015

SAA 269.285.623 120.525.387 1.399.535 147.360.700


CNE
SESU 9.124.252 7.187.415 1.936.838
SETEC
SEB 216 216
SECADI
SERES 93.098 93.098
Total 278.503.189 127.712.802 1.399.535 149.390.852

Tabela: Situação dos Restos a Pagar Processados por unidade integrante da estrutura do
MEC
Restos a Pagar Processados
Montante em Saldo a Pagar em
Secretaria Pagamento Cancelamento
01/01/2015 31/12/2015
SAA 2.879.028 2.513.612 1.233 364.184
CNE 2.102 119 1.983
SESU 1.353.882 1.353.882
SETEC 1.215 1.215
SEB 200 200
SECADI 3.733 3.733
SERES 1.813 1.813
Total 4.241.973 2.513.731 7.994 1.720.248
Fonte: SPO/SE/MEC.

Secretaria de Assuntos Administrativos (SAA)


Em 2015, após intenso trabalho de orientação da área de orçamento da Coordenação Geral
de Gestão Administrativa aos setores gestores dos diversos contratos envolvidos, houve maior
segurança na indicação e registro dos Restos a Pagar Não Processados, tendo sido inscritos aqueles
compromissos comprovadamente justificados pelas respectivas áreas demandantes. Alguns Restos a
Pagar não Processados se justificavam pelo fato de haver frequentes apurações de valores de
serviços a serem cobrados, e, devido a essas negociações permanecerem inconclusivas por mais de
um exercício financeiro e seus valores representarem somas consideráveis, não se podia abdicar
deste montante, sem os quais, o prejuízo para o orçamento do exercício de 2015 seria evidente,
exigindo-se reconhecimento de despesas de exercícios anteriores.
Assim, os empenhos relativos a Restos a Pagar dos exercícios de 2008, 2009, 2010, 2011,
2012, 2013 e 2014, foram mantidos, conforme solicitação das respectivas áreas gestoras dos
contratos.

Secretaria de Educação Superior (SESu)


Analisando a evolução dos restos a pagar não processados da unidade, em 2014 o valor
inscrito atingiu o montante de R$ 4.558.592,67. Já em 2015, o montante inscrito chegou a R$
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 130
9.124.252,02. Tal montante encontra-se alocado no fomento às ações de graduação, pós-graduação,
pesquisa e extensão, no gerenciamento das políticas de educação, na Assistência Estudantil e, ainda,
na Concessão de Bolsa Permanência do Prouni. Com relação ao volume do saldo de restos a pagar
não processados, ressaltamos que estes estão amparados pelo artigo 36 da Lei nº 4.320/1964,
combinado com os artigos 67 e 68 do Decreto nº 93.872/1986.

Secretaria de Educação Básica (SEB)


O saldo de restos a pagar não processados, de 2011, refere-se a três solicitações de
pagamento de despesas com ISBN, duas no valor de R$ 12,00 e uma no valor de R$ 192,00,
totalizando R$ 216,00. Foi feita a solicitação da área, porém os processos não retornaram para que
se efetuasse o pagamento. Em virtude disso, foi solicitado à Subsecretaria de Planejamento e
Orçamento (SPO/MEC) a realização do cancelamento dos empenhos, em 2016.
Consta também um saldo de restos a pagar processados no valor de R$ 200,00, referente ao
ano de 2006. Trata-se de ajuste de saldo referente à celebração de convênio para implantação de
atividades de melhoria nas escolas de ensino médio do estado de Tocantins (empenho
2006NE900051, no valor de R$ 50.787,82). O valor foi pago, ainda em 2006, porém a menor, em
R$ 200,00, pois se refere a uma parcela de convênio com a Secretaria de Educação de Tocantins
(convênio 19004/2006), sobre a qual não foi realizada a correção. Cabe ressaltar que o referido
convênio já foi finalizado e teve, inclusive, sua prestação de contas aprovada. Diante disso, foi
solicitado à SPO a realização do cancelamento destes empenhos, em 2016.

Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI)


A unidade relata que o saldo constante em restos a pagar processados no início de 2015, no
valor de R$ 3.733,15 não teve impacto na sua gestão financeira, tendo em vista que o mesmo foi
cancelado pois considerou-se ser desnecessário, por se tratar de um saldo remanescente sem
previsão de utilização.

Conselho Nacional de Educação (CNE)


O valor de R$ 119,25, constante em restos a pagar processados, refere-se ao empenho
2013NE800003, que teve seu valor inscrito de forma incorreta, sendo corrigido no ano de 2015, não
havendo prejuízo, nem qualquer comprometimento ou impacto na gestão financeira da unidade. Já o
valor de R$ 1.982,55 do empenho 2012NE800001, refere-se à administração e compra de passagens
aéreas, gerenciada pela Subsecretaria de Assuntos Administrativos (SAA).

Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (SERES)


Ressalte-se que a inscrição de valores como restos a pagar não processados, no valor de R$
93.097,99, refere-se a despesas com a emissão de passagens aéreas que não foram liquidadas, sendo
passíveis de cancelamento no exercício de 2016.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 131


EXECUÇÃO DESCENTRALIZADA COM TRANSFERÊNCIA DE RECURSOS

Execução Descentralizada com Transferência de Recursos. Resumo dos instrumentos


celebrados e dos montantes transferidos nos últimos três exercícios.
Unidade concedente ou contratante
Nome: Coordenação Geral de Suporte à Gestão Orçamentária

UG/GESTÃO: 152734/00001
Quantidade de instrumentos celebrados Montantes repassados no exercício (em R$ 1,00)
Modalidade
2015 2014 2013 2015 2014 2013
Convênio 39 11 28 0 23.559.554,62 12.507.815,01
Contrato de repasse 0 0 0 0 0 0
Termo de Execução
203 238 253 602.799.956,26 771.281.639,72 757.985.299,11
Descentralizada
Totais 203 238 253 602.799.956,26 771.281.639,72 757.985.299,11
Fonte:SIAFI.

Resumo da prestação de contas sobre transferências concedidas pelo MEC na modalidade de


convênio, termo de cooperação e de contratos de repasse.

Valores em R$ 1,00
Unidade Concedente
Nome: Coordenação Geral de Suporte à Gestão Orçamentária
UG/GESTÃO: 152734/00001
Instrumentos
Exercício da
(Quantidade e Montante Repassado)
Prestação das Quantitativos e montante repassados
Contas Termo de Execução
Convênios Contratos de repasse
Descentralizada
Quantidade 26 0
Exercício do Contas Prestadas
Montante Repassado 9.366.745,72 0
relatório de
Contas NÃO Quantidade 0 11
gestão
Prestadas Montante Repassado 0 6.687.972,92
Exercícios Contas NÃO Quantidade 03 482
anteriores Prestadas Montante Repassado 590.658,33 1.523.744,80
Fonte:SIAFI

Situação da análise das contas prestadas no exercício de referência do relatório de gestão

Valores em R$ 1,00
Unidade Concedente ou Contratante
Nome: Coordenação Geral de Suporte à Gestão Orçamentária
UG/GESTÃO: 152734/00001
Instrumentos
Contas apresentadas ao repassador no exercício de referência do Termo de Execução
relatório de gestão Convênios Contratos de repasse Descentralizada

Quantidade aprovada 07 1
Quantidade reprovada 0 0
Contas analisadas
Quantidade de TCE instauradas 0 0
Montante repassado (R$) 3.017.751,11 6.400,00
Quantidade 58 493
Contas NÃO analisadas
Montante repassado (R$) 35.603.337,82 1.530.432.052,92
Fonte:SIAFI

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 132


Perfil dos atrasos na análise das contas prestadas por recebedores de recursos
Unidade Concedente ou Contratante
Nome: Coordenação Geral de Suporte à Gestão Orçamentária
UG/GESTÃO: 152734/00001
Quantidade de dias de atraso na análise das contas
Instrumentos da transferência
Até 30 dias De 31 a 60 dias De 61 a 90 dias De 91 a 120 dias Mais de 120 dias
Convênios 01 01 03 01 55
Contratos de repasse
Termo de Execução Descentralizada 0 1 0 0 492
...
Fonte:SIAFI.

Análise Crítica
Os quadros referentes ao item Transferência de Recursos foram elaborados de forma
consolidada, levando em consideração as unidades da Administração Direta do MEC. No que tange
à análise crítica, foi dado um tratamento consolidado, observando-se as particularidades de cada
unidade.
A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão - SECADI
disponibilizou recursos por meio de Termos de Execução Descentralizada para dar apoio às
instituições federais a fim de desenvolver políticas voltadas para diversidade e inclusão. Com as
instituições federais foi estabelecida uma parceria com o fim de cooperar com países africanos
e para o desenvolvimento de projetos de Educação Básica destinada ao desenvolvimento das
políticas de Educação para as Relações Étnico-Raciais, em nível nacional. Destaca-se ainda a
realização de evento a fim de promover um espaço de discussão e construção do conhecimento que
possa acompanhar a ampliação de pesquisas sobre a África e suas diásporas. Foi também concedido
apoio para formação de jovens líderes rurais com intuito de promover o intercâmbio para troca de
experiências e o desenvolvimento de capacidades da sociedade civil para a participação social na
gestão, por meio da realização de intercambio que permita o monitoramento e avaliação das
políticas públicas no âmbito da segurança alimentar e nutricional.
No âmbito da SECADI, a realização de descentralização teve também a finalidade
de contratação de serviços especializados para a realização do XIV Encontro Nacional da Educação
de Jovens e Adultos – ENEJA que reuniu segmentos organizados da sociedade na forma de
movimentos, coletivos, instituições e indivíduos dedicados à defesa do direito humano à educação
de pessoas jovens, adultas e idosas trabalhadoras. O encontro teve como pauta a Educação de
Jovens e Adultos (EJA) numa perspectiva popular e ao longo de toda a vida. Um outro evento o I
Fórum Social da UFESBA, que é um espaço de diálogo previsto no Estatuto da Universidade, foi
realizado visando ampliar as parcerias entre a UFESBA e a sociedade civil.
A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica - SETEC realiza suas
descentralizações com recursos orçamentários das ações 6380 e 20RG, por meio de Termos de
Execução Descentralizados (TED), devidamente registrados no módulo SPO – TED do SIMEC.
Os TEDs associados à ação 6380 são utilizados para desenvolver iniciativas como:
 chamadas públicas para financiamento de projetos de pesquisa, no âmbito Rede Federal
de Educação Profissional, que contribuam com o desenvolvimento científico, tecnológico
e de inovação, em parceria com CNPq;
 apoio Financeiro a Polos de Inovação aprovados pela EMBRAPII;

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 133


 apoio ao Plano de Capacitação da SETEC no âmbito da Rede Federal de Educação
Profissional;
 apoio aos Institutos Federais na implementação jogos estudantis nacionais, encontros
nacionais de Diretores Gerais – REDITEC, repasses de custeios adicionais em virtude de
desastres ambientais;
Os TED associados à ação 20RG são utilizados para financiar demandas adicionais de obras e
aquisição de material permanente para os Institutos Federais, nos quais o orçamento da LOA não é
suficiente para financiar.
Em 2015, 5 (cinco) convênios da Secretaria de Educação Superior (SESu) realizados com as
universidades estaduais foram objeto de visita técnica de servidores da citada secretaria, cujo
propósito foi verificar a execução física do objeto e os aspectos contábeis e financeiros dos projetos
vigentes.
A atividade de Análise de Prestação de Contas dos convênios consiste na verificação dos
processos de execução, da aplicação dos recursos repassados e do atingimento dos objetivos
conveniados com visitas in loco e pelo Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse do
Governo Federal - SICONV conforme o Decreto nº 6.170/2007 e Portaria Interministerial
MP/MF/CGU nº 507/2011.
O acompanhamento das descentralizações firmadas, no decorrer da vigência dos
instrumentos, é efetuado solicitando às instituições recebedoras dos recursos relatórios parciais de
cumprimento do objeto e, caso sejam detectadas impropriedades na execução dos recursos, é
solicitado à entidade executora que proceda à devida regularização, para que na apresentação da
prestação de contas final a situação já esteja normalizada.
As áreas técnicas fazem o acompanhamento do desenvolvimento das ações bem como dão o
parecer aprovando as contas ou colocando-as em diligência quando assim verificam necessidade de
mais informações por parte das proponentes.
Os Termos de Execução Descentralizados são avaliados pelos Relatórios de Cumprimento
do Objeto pelo Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle do Ministério da
Educação – SIMEC, conforme a Portaria MEC nº 1.529/2014, a Portaria Conjunta MP/MF/CGU nº
08/2012, Decreto nº 6.170/2007 e a Portaria Interministerial MP/MF/CGU nº 507/2011.
O acesso ao SIMEC é efetuado por meio de perfis e vinculações às respectivas unidades
orçamentárias, ficando registro em histórico as tramitações e os responsáveis por cada ação.
Também são controladas as datas de inclusão do TED, de vigência, de execução, de prestação de
contas e de análise do cumprimento do objeto. O SIMEC permite a anexação de documentos e
pareceres para comprovação e ateste da execução do plano de trabalho do TED.
Como medida para sanear os termos em situação de prestação de contas vencidas, foi
implementado, no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC - SIMEC, o
impedimento de novas descentralizações para o mesmo proponente até a devida prestação de
contas.
Os relatórios de Cumprimento de Objeto são analisados por técnicos das áreas pertinentes ao
projeto, que emitem um parecer conclusivo de aprovação ou não do atingimento do objeto. Esse
parecer, para os TED, são encaminhados aos Reitores das Instituições para conhecimento e
possíveis providências.
O MEC está publicando em endereço eletrônico os Termos de Execução Descentralizada
(TED), conforme link http://simec.mec.gov.br/ted/termo-de-execucao-descentralizada.php

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 134


INFORMAÇÃO SOBRE A ESTRUTURA DE PESSOAL PARA ANÁLISE DAS PRESTAÇÕES DE CONTAS
O Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC (SIMEC) contém os
TED do MEC a partir de 2013, possibilitando consultas rápidas e identificação das
descentralizações. Para sanear os termos em situação de prestação de contas vencidas, existe um
impedimento de novas descentralizações para o mesmo proponente se houver prestação de contas
pendente.
O registro contábil no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal –
SIAFI também auxilia no controle dos valores transferidos, pois não permite a transferência
financeira de valores superiores ao movimento orçamentário.
A atividade de Análise de Prestação de Contas dos convênios consiste na verificação dos
processos de execução, da aplicação dos recursos repassados e do atingimento dos objetivos
conveniados com visitas in loco e pelo Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse do
Governo Federal - SICONV conforme o Decreto nº 6.170/2007 e Portaria Interministerial
MP/MF/CGU nº 507/2011.
Em razão da reestruturação do Ministério da Educação desde o ano de 2012, Decreto nº
7.690/2012, a quantidades de visitas in loco e análises de prestação de contas não foram maiores
considerando o número reduzido de servidores na área meio e finalística para acompanhar tanto a
execução como a fiscalização dos convênios.

INFORMAÇÕES SOBRE A EXECUÇÃO DAS DESPESAS

Despesas por modalidade de contratação


Unidade orçamentária: Ministério da Educação Código UO: 26101 UGO:150002
Despesa liquidada (R$) Despesa paga (R$)
Modalidade de Contratação
2015 2014 2015 2014
1. Modalidade de Licitação (a+b+c+d+e+f+g) 186.857.824 190.735.526 186.826.835 184.047.996
a) Convite 0 29.000 0 29.000
b) Tomada de Preços 0 30.529 0 30.529
c) Concorrência 20.312.004 12.798.805 20.312.004 12.597.187
d) Pregão 166.545.820 176.124.124 166.514.831 169.638.212
e) Concurso 0 0 0 0
f) Consulta 0 0 0 0
g) Regime Diferenciado de Contratações Públicas 0 1.753.069 0 1.753.069
2. Contratações Diretas (h+i) 15.482.000 37.434.567 15.420.315 36.309.089
h) Dispensa 11.612.915 31.533.090 11.612.915 30.643.632
i) Inexigibilidade 3.869.085 5.901.477 3.807.400 5.665.457
3. Regime de Execução Especial 0 539 0 539
j) Suprimento de Fundos 0 539 0 539
4. Pagamento de Pessoal (k+l) 361.209.657 369.736.351 361.209.657 369.723.341
k) Pagamento em Folha 360.127.749 361.770.040 360.127.749 361.770.040

l) Diárias 1.081.908 7.966.311 1.081.908 7.953.301


5. Outros 468.807.295 431.134.492 468.790.762 427.920.300
6. Total (1+2+3+4+5) 1.032.356.766 1.029.041.475 1.032.247.569 1.018.001.265
Fonte: Relatório de Gestão da Coordenação-Geral de Gestão Administrativa – 2015.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 135


Os valores representam a realidade dos gastos com despesa de pessoal, ressaltando-se ainda
que houve uma variação vegetativa de valores entre o ano de 2014 e 2015, reflexo de não ter havido
mudanças significativas no quadro de pessoal do MEC.
Principais razões de alterações observadas na realização de despesa, tanto em relação aos
montantes realizados por modalidade de licitação, quanto por grupo e elemento de despesa:
 Em todas as modalidades de licitação (a, b, c, d e g), para as quais houve execução, os
valores para o ano de 2015 foram substancialmente menores quando comparados ao do
exercício anterior, chegando, em alguns casos, a serem reduzidos em 100%, como é o
caso de Convite, Tomada de Preços e Regime Diferenciado de Contratação.
 Essa redução deveu-se às recomendações exaradas em 2015, por parte do Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), com vistas à promoção de maior
economicidade e eficiência nas contrações e aquisições.
Cumpre registrar que nos dois exercícios não foram realizados certames novos da
modalidade Concorrência.
Razões que determinaram as contratações em volumes significativos com base na dispensa e
inexigibilidade:
 As contratações e aquisições realizadas pelas modalidades de Dispensa e Inexigibilidade
de licitação, também foram consideravelmente reduzidas, em média acima dos 50%
(cinquenta por cento), quando comparados os dados entre os exercícios relacionados na
planilha.
 A redução deveu-se, incialmente, ao efetivo planejamento de aquisições realizadas no
exercício, bem como cautela e atendimento do Gestor às recomendações exaradas em
2015, por parte do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), com
vistas à promoção de maior economicidade e eficiência nas contrações e aquisições.
Saliente-se que todas as despesas seguiram rigorosamente as previsões contidas no
arcabouço jurídico para o tema, mormente a Lei n° 8.666/93.

Despesas por grupo e elemento de despesa


Unidade Orçamentária: Ministério da Educação Código UO: 26101 UGO: 150002
DESPESAS CORRENTES
Grupos de Despesa Empenhada Liquidada RP não processados Valores Pagos
1. Despesas de Pessoal 2015 2014 2015 2014 2015 2014 2015 2014
01 – Aposent. RPPS,
Reser. Remuner. E 132.732.556 137.358.365 132.043.771 135.195.387 2.162.977 2.162.977 132.043.771 134.880.514
Refor. Militar
03 – Pensões do RPPS e
80.778.444 77.913.703 80.230.569 118.501.127 237.618 727.583 80.230.59 118.501.127
do Militar
11 – Vencimentos e
Vantagens Fixas – 113.693.869 119.228.710 110.820.317 77.676.084 727.583 237.619 110.820.317 77.676..084
Pessoal Civil
Demais elementos do
27.410.000 37.128.742 25.229.332 34.586.651 2.541.134 2.542.092 25.229.332 33.224.285
grupo
3. Outras Despesas
2015 2014 2015 2014 2015 2014 2015 2014
Correntes
39 – Outros Serviços de
Terceiros PJ – Op. Int. 419.212.551 477.543.387 197.066.356 354.287.779 122.602.765 123.258.243 197.037.617 351.760.433
Orç.
47 – Obrigações 40.683 72.992.580 31.998 71.895.549 7.7078 1.097.031 31.868 71.275.509
Tributárias e

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 136


Contributivas
Demais elementos do
119.971.993 498.675.392 104.987.039 436.608.406 12.250.595 62.070.556 104.906.701 430.162.030
grupo
DESPESAS DE CAPITAL
Grupos de Despesa Empenhada Liquidada RP não Processados Valores Pagos
4. Investimentos 2014 2013 2014 2013 2014 2013 2014 2013
39 – Outros Serviços de
10.739.887 16.718.112 8.181.662 14.448.185 2.268.226 2.269.927 8.181.662 14.448.185
Terceiros PJ – Op. Int. Orç.
52 – Equipamentos e Material
16.797.265 41.186.675 4.506.548 15.692.734 5.592.383 25.493.941 4.506.548 12.644.486
Permanente
Demais elementos do grupo 0 36.765.271 0 10.015.779 0 26.749.493 0 9.814.162
5. Inversões Financeiras 2015 2014 2015 2014 2015 2014 2015 2014
Aquisições de Imóveis 0 908.908 0 0 908.908 0 0 0
Fonte: Relatório de Gestão da Coordenação-Geral de Gestão Administrativa – 2015.

SUPRIMENTO DE FUNDOS, CONTAS BANCÁRIAS TIPO B E CARTÕES DE PAGAMENTO DO GOVERNO


FEDERAL
No exercício de 2015, atuaram como portadores dos Cartões de Pagamentos do Governo
Federal, na Subsecretaria de Assuntos Administrativos uma servidora da Coordenação-Geral de
Compras e Contratos, Maria Soledade Morais Lima, para atender às demandas do Gabinete do Ministro,
da Secretaria Executiva e da Subsecretaria de Assuntos Administrativos, uma servidora da Diretoria de
Tecnologia da Informação, Sierra Jane de Moura Rocha Gonçalves, para atender a compras e serviços
relacionados à área de informática, e outro servidor da Coordenação-Geral de Recursos Logísticos, José
Osvaldo de Araújo, para atender às compras e serviços demandados a sua área.
Uma orientação para os setores interessados (demandantes e atendentes) foi estabelecida
para que se buscasse cada vez menos a utilização desta modalidade de gastos, e que fosse utilizado
exceto quando não houvesse tempo hábil para a formalização do processo licitatório próprio.
Portanto, nessa linha de procedimento, constata-se a não utilização do Cartão de Pagamentos,
conforme quadros apresentados.

Concessão de suprimento de fundos


Meio de Concessão
Unidade Gestora (UG) do Valor do maior
Exercício Cartão de Pagamento do Governo
SIAFI Conta Tipo B limite individual
Financeiro Federal
concedido
Código Nome ou Sigla Quantidade Valor Total Quantidade Valor Total
150002 SAA 2 0 15.000
2015
2014 150002 SAA 2 5480 500
Fonte: Relatório de Gestão da Coordenação-Geral de Gestão Administrativa – 2015

Utilização de suprimento de fundos


Unidade Gestora (UG) do Cartão de Pagamento do Governo Federal
Conta Tipo B
SIAFI Saque Fatura
Exercício Total
Valor dos Valor das (a+b)
Código Nome ou Sigla Quantidade Valor Total Quantidade
Saques (a) Faturas (b)
150002 SAA
2015
0 0 0 0
2014 150002 SAA 2 2 539,80 539,80
Fonte: Relatório de Gestão da Coordenação-Geral de Gestão Administrativa – 2015

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 137


Classificação dos gastos com suprimento de fundos no exercício de referência
Unidade Gestora (UG) do SIAFI Classificação do Objeto Gasto
Código Nome ou Sigla Elemento de Despesa Subitem da Despesa Total

150002 SAA 0

33.90.30 0

33.90.39 0
Fonte: Relatório de Gestão da Coordenação-Geral de Gestão Administrativa – 2015

Desempenho Operacional

INFORMAÇÕES SOBRE AS INICIATIVAS ADOTADAS PELO MEC PARA A EXECUÇÃO DO PNE 2014-
2024
A planilha contendo o estágio atual de execução das metas e estratégias do PNE 2014-2024
encontra-se nos anexos.
Cabe ressaltar que a consecução das metas e estratégias do PNE envolve esforço conjunto de
todos os entes federados. Considerando que o PNE tem vigência até 2014, o MEC tem priorizado
as metas e estratégicas que apresentam compromissos intermediários, de curto e médio prazos.
Para possibilitar a obtenção da informação de recursos orçamentários executados para cada
Meta do PNE, o MEC publicou a Portaria SE/MEC nº 04, de 04 de novembro de 2014, que
estabeleceu nova codificação dos Planos Internos a serem utilizados quando da execução da despesa
no âmbito do SIAFI, tanto pela administração direta quanto pela administração indireta vinculadas
ao órgão 26.000, objetivando maior transparência e controle. Desta forma, conforme estabelecido
na portaria citada, cada despesa executada terá indicada a meta do PNE à qual se relaciona mais
diretamente. Entretanto, a diversidade e as características das despesas executadas nas mais de 140
unidades orçamentárias que utilizam a codificação dos Planos Internos estabelecidos na referida
portaria trouxe certo grau de complexidade ao processo, que está sendo aperfeiçoado para que se
possa chegar no resultado desejado.”

Apresentação e análise de indicadores de desempenho

No Módulo Painel do SIMEC constam, atualmente, mais de 600 indicadores das ações
estratégicas do MEC. As informações disponíveis são as mais diversas e vão desde matrículas e
taxas de frequência à escola até quantidade de bens adquiridos, recursos investidos e adesão a
programas, dentre outras. Os indicadores trazem informações sobre a situação da ação no Brasil,
por estado, município e, em muitos casos, por universidade ou escola. Tais indicadores são
alimentados por representantes das ações estratégicas das áreas do ministério e de suas autarquias,
de forma manual ou automática, através de outros sistemas.
As consultas aos dados coletados podem ser visualizadas por meio de gráficos, mapas e
tabelas diversas, organizados de acordo com as demandas dos usuários do sistema. O módulo
permite a geração de múltiplos relatórios, customizados para atender às necessidades dos gestores
do ministério. A pesquisa às informações pode ocorrer por ação estratégica, por instituição, por
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 138
estado e município, além de outras opções. Assim, ao receber governadores, prefeitos, secretários
de educação, deputados, senadores, reitores e outros atores importantes, os gestores do MEC têm
um panorama da execução das políticas do MEC em suas instâncias, de modo que o diálogo possa
ocorrer de forma mais qualificada.
O módulo inicial de monitoramento evoluiu e deu origem ao Módulo Planejamento e
Monitoramento Estratégico, que acompanha a execução das principais ações do MEC. Nesse
módulo encontra-se um planejamento das ações objeto do monitoramento, com metas a serem
alcançadas nas datas estabelecidas. Uma parte relevante deste módulo diz respeito aos chamados
cockpits (dashboards), que são painéis com informações gerenciais advindos, em grande parte, dos
indicadores do Módulo Painel, mas também de outros módulos do SIMEC, tais como o Módulo
Monitoramento de Obras. Esses painéis são organizados por ação estratégica ou por agenda de
governo e trazem os dados mais importantes para o monitoramento dessas iniciativas, subsidiando
as demandas por informação dos gestores do MEC, bem como a tomada de decisões.
No Módulo Planejamento e Monitoramento Estratégico consta, ainda, importante tarefa
desenvolvida pelo MEC nos últimos anos, o chamado alinhamento estratégico. O ministério passou
por um processo de planejamento tendo em vista estar preparado para atender aos desafios do novo
Plano Nacional de Educação – PNE (Lei 13.005, de 25 de junho de 2014). Nesse processo foram
definidas ações estratégicas a serem acompanhadas. O alinhamento estratégico consiste na
articulação das metas do PNE e do PPA às ações estratégicas, e dessas ações ao orçamento.

ANÁLISE CONSOLIDADA DOS RESULTADOS DOS INDICADORES DE DESEMPENHO DA REDE DE


INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO TECNOLÓGICO

O Acórdão nº 104/2011 – TCU – Plenário 9.1 estipulou o prazo de até 30 de junho, de cada
exercício, para que a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação
apresente a apreciação crítica sobre a evolução dos dados (indicadores e componentes) da rede
federal de educação profissional, científica e tecnológica, conforme recomendado no item 9.3.2 do
Acórdão nº 2267/2005 – Plenário. Desta forma, conforme afirma o relator daquele acórdão, a
apresentação ficou desvinculada do Relatório de Gestão e deverá ser realizada pela SETEC/MEC
até 30 de junho de cada exercício.

ANÁLISE CONSOLIDADA DOS RESULTADOS DOS INDICADORES DE DESEMPENHO DA REDE DE


INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO SUPERIOR

As informações referentes a este item encontram-se no Anexo 3, do item Anexos e


Apêndices.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 139


GOVERNANÇA

Estrutura de Governança

O MEC possui órgãos de assistência direta e imediata ao Ministro de Estado, órgãos


específicos singulares, órgão colegiado e entidades vinculadas. A estrutura organizacional do MEC
é definida no Art. 2º do Decreto nº 7.690, de 2 de março de 2012, alterado pelo Decreto nº 8.066, de
7 de agosto de 2013. Os órgãos, entidades vinculadas e empresas públicas integrantes da sua
estrutura, conforme os referidos Decreto, são classificados em quatro grupos:
 I - órgãos de assistência direta e imediata ao Ministro de Estado: a) Gabinete; b)
Secretaria Executiva e suas subsecretarias e diretorias; c) Consultoria Jurídica.
 II - órgãos específicos singulares: a) Secretaria de Educação Básica e suas diretorias; b)
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica e suas diretorias; c) Secretaria de
Educação Superior e suas diretorias; d) Secretaria de Educação Continuada,
Alfabetização, Diversidade e Inclusão, bem como suas diretorias; e) Secretaria de
Regulação e Supervisão da Educação Superior e suas diretorias; f) Secretaria de
Articulação com os Sistemas de Ensino e suas diretorias; g) Instituto Benjamin Constant;
e h) Instituto Nacional de Educação de Surdos.
 III - órgão colegiado: Conselho Nacional de Educação;
 IV - entidades vinculadas: a) autarquias (incluindo o Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação; o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira; universidades federais; o Colégio Pedro II; institutos
federais; e centros federais de educação profissional e tecnológica); b) fundações
públicas (incluindo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior; a
Fundação Joaquim Nabuco; e fundações universidades federais); e c) empresas públicas
(contemplando o Hospital de Clínicas de Porto Alegre; e a Empresa Brasileira de
Serviços Hospitalares).
A atuação de cada um dos órgãos descritos, entidades vinculadas e empresas públicas
contribui para o alcance das responsabilidades e objetivos do Ministério da Educação. Com relação
à gestão, foram criados, por portarias, no âmbito do MEC, comitês que contribuem para o melhor
desempenho de suas atividades, tais como:
 Comitê de Compras e Contratos – Instituído por meio da Portaria MEC nº 433, de
09/05/2007, com o objetivo de assegurar a uniformidade de procedimentos, a
padronização de produtos, a racionalidade burocrática, a qualidade e melhores custos
para as compras, no âmbito do Ministério da Educação e dos demais órgãos integrantes
do Comitê. Esses comitês são regulamentados pelas normas: Resolução nº 01 de 10 de
julho de 2009, Resolução nº 02 de 23 de dezembro de 2008, Portaria nº 1.215 de 29 de
outubro de 2009, Portaria nº 387 de 20 de abril de 2009, Portaria nº 1283 de 20 de
Setembro de 2011.
 Comitê Gestor de Tecnologia da Informação (CGTI), criado pela Portaria n° 2336, de 02
de setembro de 2015, é composto por representantes de todas as áreas de negócio do
MEC, o que propicia à alta gestão mais confiabilidade quanto à tomada de decisões que
envolvam assuntos atinentes a esse Comitê. Dentre suas competências estão: propor
políticas de articulação e implantação de projetos de racionalização da aquisição e da
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 140
utilização da infraestrutura, dos serviços e das aplicações de TI no âmbito do MEC e
autarquias; estabelecer ações visando à integração de sistemas de informação; definir
padrões de integração, qualidade e segurança de informações.
 Comitê de Publicações – Instituído pela Portaria n° 434, de 9/05/2007, objetiva
assegurar a uniformidade dos procedimentos e a qualidade das publicações a serem
impressas no âmbito do MEC, do CNE, do FNDE, do INEP, da CAPES, da FUNDAJ e
das representações do MEC.
 Comitê de Eventos – Instituído pela Portaria n° 863, de 15/07/2008, objetiva assegurar a
uniformidade, padronização de produtos e serviços, racionalidade burocrática e de
procedimentos, qualidade e melhores custos na realização de eventos no âmbito do
MEC, do CNE, do FNDE, do INEP, da CAPES e das representações do MEC.
 Comitê de Segurança da Informação e Comunicação, criado pela Portaria n° 942, de
22/06/2012, esta alterada pelas Portarias nº 1054/2011 e nº 996/2012, tem por finalidade
analisar e aprovar normas de segurança da informação e comunicação, fornecer
direcionamento estratégico para orientar as ações de segurança da informação e
comunicação, prover a divulgação da Política de Segurança da informação e
Comunicações (POSIC), dentre outras. O Comitê é composto por representantes de áreas
finalísticas do órgão e coordenado pela Secretaria Executiva.

 Comissão Nacional de Supervisão (CNS) do PCCTAE – Instituída pela Portaria nº 814, de


26 de junho de 2012, é composta por representantes do Ministério da Educação (MEC),
da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (ANDIFES),
do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional,
Científica e Tecnológica (CONIF), da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das
Universidades Brasileiras FASUBRA) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da
Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), com a finalidade de
acompanhar, assessorar e avaliar a implementação do Plano de Capacitação e
Aperfeiçoamento dos Servidores do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-
Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior. Resolução nº
01 de 20 de setembro de 2012.

Atividades de correição e apuração de ilícitos administrativos

As atividades de correição e de apuração de ilícitos administrativos no Ministério da


Educação são conduzidas pelo Núcleo para Assuntos Disciplinares (NAD). Trata-se de uma
unidade integrante do Gabinete do Ministro com competência de produzir e fornecer informações
referentes às atividades correcionais desenvolvidas no âmbito do MEC, para composição do
Relatório Anual de Contas. Precipuamente compete ao NAD instaurar e coordenar as atividades
correicionais do próprio Ministério, ficando a cargo do Subsecretário de Assuntos
Administrativos a aplicação das sanções sugeridas pelas Comissões, consoante delegação de
competência de que trata a Portaria MEC no 694, de 26 de maio de 2000. Compete ainda ao NAD
coordenar as atividades de correição de competência do Ministro de Estado da Educação,
atinentes à apuração de responsabilidade de dirigentes máximos das autarquias e fundações
vinculadas ao MEC e correspondente aplicação de sanções, conforme delegação de competência
de que trata o Decreto no 3.669, de 23 de novembro de 2000.
No que tange à efetividade da execução das ações de correição, no exercício de 2015,
especificamente em relação a procedimentos iniciados e/ou finalizados, tem-se o que segue:
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 141
Tipo de Procedimento Instaurações pelo Instaurações pelo Chefe NAD Total
Ministro
Processo Administrativo Disciplinar 2 4 6
Sindicância Investigativa 2 0 2
Total 4 4 8

No exercício foram proferidas decisão/julgamento relativo a 8 (oito) processos


administrativos disciplinares, e decisão em relação a 3 (três) processos de sindicância
investigativa, pelo Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação.
Por fim, cumpre registrar que todos os procedimentos (meramente investigativos ou
punitivos) encontram-se devidamente registrados no Sistema de Gestão de Processos
Disciplinares (CGU-PAD), com as devidas atualizações.
O Relatório de Atividades do Núcleo para Assuntos Disciplinares encontra-se no Item
“Relatório de Instancia ou Área de Correição”. Trata-se de uma tabela com os procedimentos
disciplinares sob a coordenação do Núcleo para Assuntos Disciplinares no exercício de 2015.

Gestão de riscos e controles internos

Os referenciais estratégicos do Ministério da Educação para o gerenciamento de riscos do


desenvolvimento das ações de coordenação da política nacional de educação são: a Constituição
Federal, o Plano Nacional de Educação – PNE 2014-2024, o Plano Plurianual – PPA 2012-2015 e
Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, com seus
objetivos, metas e estratégias. Nesse sentido, ao longo dos últimos anos o Ministério da Educação
tem buscado aperfeiçoar o Modelo de Planejamento e Monitoramento de suas políticas por meio da
priorização de ações de caráter estratégico, de forma a direcionar os seus esforços para alavancar
resultados específicos e relevantes para a sociedade, além de facilitar e aprimorar a coordenação
entre as políticas educacionais e as diretrizes estabelecidas pela legislação vigente, em atendimento
às necessidades da sociedade brasileira.
O atingimento dos objetivos institucionais do MEC está diretamente relacionado a dois
fatores de risco relevantes: a capacidade dos sistemas de ensino federal, estaduais e municipais
desenvolverem as ações pactuadas mediante assistência técnica e financeira e disponibilidade de
recursos para atendimento à demanda social pelo incremento das ações governamentais na área de
Educação, notadamente em face dos alvos de investimento em educação estabelecidos no PNE
2014-2024.
Quanto aos controles internos, além dos mecanismos de controle orgânicos dos sistemas
estruturadores do Poder Executivo Federal, o MEC realiza o planejamento e monitoramento
estratégico das políticas públicas sob sua responsabilidade por intermédio do Sistema Integrado de
Monitoramento Execução e Controle (SIMEC), o que se encontra em constante aperfeiçoamento
para fazer face à crescente complexidade das ações desenvolvidas e às requisições dos Órgãos de
Controle. Como resultado do empenho do MEC no aperfeiçoamento de seus controles internos
registra-se a premiação, em 2015, da iniciativa Monitoramento de Obras da Educação Básica
(SIMEC) na Categoria “Aprimoramento dos Controles Internos” no III Concurso de Boas Práticas
da Controladoria-Geral da União.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 142


RELACIONAMENTO COM A SOCIEDADE

Esta seção contempla informações sobre os canais de acesso do cidadão ao Ministério da Educação,
bem como sobre a avaliação sobre a satisfação dos usuários com estes canais. Traz ainda
informações sobre carta de serviços ao cidadão e medidas relativas à acessibilidade.

Canais de acesso do cidadão

O MEC disponibiliza dois grandes canais de serviço de atendimento ao cidadão para fins de
prestar informações e orientações, atender solicitações, reclamações, denúncias, sugestões,
demandas, que são o serviço de contact center (0800 e atendimento pessoal) e Serviço de
Informação ao Cidadão.
No âmbito do serviço de contact center, a empresa que prestou serviços de atendimento ao
cidadão durante o ano de 2015 foi a Call Tecnologia e Serviços Ltda.
As empresas contratadas Call e Embratel têm por finalidade prestar o atendimento eletrônico
ou pessoal ao público em geral mediante informações fornecidas pelo MEC de forma
complementar.
À empresa Call cabe a prestação de serviços de contact center com funções de Ativo e
Receptivo, englobando os equipamentos e sistemas de atendimento multimeios, os recursos
humanos para atendimento, supervisão, monitoramento e gestão da qualidade, em apoio ao
Atendimento Institucional do MEC, FNDE, INEP e Capes.
A prestação de serviço de telecomunicações, feito pela Embratel, na modalidade de
Discagem Direta Gratuita – DDG 0800 é operado pela Central de Atendimento do MEC, atendendo
suas secretarias e autarquias. A manutenção do serviço visa facilitar o acesso às informações sobre
as ações do MEC para a Educação.
A Central de Atendimento tem como objetivo viabilizar o atendimento institucional,
disponibilizando um serviço de qualidade aos usuários que buscam esclarecimentos e informações
sobre os programas de governo e assuntos pertinentes a educação. Para isso, disponibiliza uma
equipe de colaboradores que atende pelo número 0800 616161 ou por canal virtual disponibilizado
no sítio. Durante 2015, foram realizados 3.723.808 atendimentos por telefone e outra 1.318.604 via
sistema Fale Conosco, totalizando 5.042.412 atendimentos.
São demandantes dos serviços de atendimento ao cidadão as Autarquias e Secretarias do
MEC: SAA, CAPES, FNDE, INEP, SASE, SEB, SECADI, SERES, SESu e SETEC.
As principais informações prestadas são referentes a:
 Programa Ciências Sem Fronteiras;
 ENEM, ENADE, CENSO e demais avaliações;
 FIES e demais programas do FNDE;
 SISU, PROUNI e demais assuntos de Educação Superior;
 Regulação e supervisão da Educação Superior;
 Pró-Jovem e demais programas da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização,
Diversidade e Inclusão;

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 143


 Programas da Secretaria de Educação Básica;
 CAPES mestrado, doutorado e Plataforma Freire; e
 PRONATEC e demais programas da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica.
Ressalte-se que, em 2015, o MEC realizou processo licitatório para contratação de empresa
de telecomunicações especializada em serviços de transmissão de voz para prestação do Serviço
Telefônico Fixo Comutado (STFC), para Serviços de Recepção de Ligações na Modalidade
Discagem Direta Gratuita (DDG), utilizando o prefixo 0800, no sistema de tarifação reversa
(tarifação no destino), originada de telefones fixos de todo o território nacional, e de Serviços de
Discagem de Ligações, no sistema de tarifação na origem, no que tange às chamadas ativas, de
ligações telefônicas locais e de Longa Distância Nacional (LDN) para telefones fixos ou móveis, de
todo o território nacional, destinadas à Central de Atendimento (Contact Center) ao cidadão do
Ministério da Educação e de suas autarquias em Brasília, Distrito Federal, e por meio desta nova
contratação haverá uma redução nos gastos com este serviço. Dessa forma, a Embratel encerrou seu
contrato no dia 31/12/2015.
O Serviço de Informação ao Cidadão/SIC no MEC cumpre o estabelecido na Lei nº 12.527,
de 18 de novembro de 2001, que dispõe sobre os procedimentos a serem observados pela União,
Estados, Distrito Federal e Municípios, com o fim de garantir o acesso a informações previsto
no inciso XXXIII do art. 5º, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição
Federal. O SIC/MEC é responsável pelo recebimento, processamento e gerenciamento dos pedidos
de informação feitos com base na Lei de Acesso à Informação e a gestão compete da Subsecretaria
de Assuntos Administrativos.
O SIC/MEC atende as demandas direcionadas ao MEC, sobre os assuntos de competência
dos órgãos da Administração Direta. As autarquias e outros órgãos da Administração Indireta tem
suas próprias unidades de SIC.
O MEC divulga o SIC por intermédio no seu Portal, www.mec.gov.br.
O atendimento ao cidadão se concretiza pelos seguintes canais:
 Meio eletrônico: o acesso ao sistema é via web, centralizado no portal de acesso à
informação do Poder Executivo Federal (www.acessoainformacao.gov.br) ou por meio
do portal do MEC, www.mec.gov.br. O Portal do MEC reúne e divulga, de forma
espontânea, dados do Ministério da Educação que são de interesse coletivo ou geral com
o objetivo de facilitar o acesso à informação pública, conforme determina a Lei de
Acesso à Informação (Lei n° 12.527, de 18/11/2011).
 Posto de Atendimento - o cidadão pode dirigir-se ao quiosque de atendimento instalado
no Térreo do Edifício Sede do MEC, situado na Esplanada dos Ministérios, Bloco L, em
Brasília.
 No posto, o cidadão é atendido por pessoal capacitado para registrar sua demanda, ou
ainda pode fazer uso de terminal disponibilizado no mesmo ambiente para,
pessoalmente, formalizar seu pedido de informação em formulário eletrônico.
 Central de Atendimento ao Cidadão – 0800 616161, o cidadão recebe as informações de
como proceder para registrar sua demanda no SIC e onde poderá conseguir os
esclarecimentos necessários.
 Endereço eletrônico: sic@mec.gov.br reservado para esclarecimentos sobre a Lei de
Acesso à Informação e a utilização do sistema e-SIC.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 144


Em 2015, foram atendidos 3.124 pedidos de acesso à informação. A média mensal de
solicitações foi de 260,33. O maior número de pedidos foi registrado no mês de janeiro com 359
solicitações.
O tempo médio de resposta foi de 22,06 dias. E 662 pedidos foram prorrogados, o que
representa 21,19% do total de solicitações.
Verifica-se que, das 3.124 demandas registradas, foram geradas 4.119 perguntas, sendo que
2.669 requerentes apresentaram um único pedido.
O maior número de pedidos apresentados por um solicitante foi de 21 perguntas. Destaca-se
que a maioria das solicitações foi registrada por meio eletrônico, sendo muito baixo o atendimento
pessoal no quiosque do cidadão instalado no órgão.
Para a implementação do SIC/MEC foram utilizadas as estruturas e processos existentes no
ministério. Não houve destinação de orçamento específico para este fim.

Carta de Serviços ao Cidadão

O Ministério da Educação conta com Carta de Serviços ao Cidadão publicada no Portal do


MEC (http://www.mec.gov.br/institucional/historia), na qual constam os canais de atendimento para
formalização de pedidos de acesso a informação, consultas, denúncias, reclamações, elogios e
outras manifestações de interesse dos cidadãos. A Carta confere ao cidadão uma melhor
compreensão do funcionamento da Educação Brasileira, detalhando as atribuições da União, dos
Estados e Municípios, das Instituições de Ensino e demais Órgãos vinculados ao MEC.

Aferição do grau de satisfação dos cidadãos-usuários

No que se refere ao serviço de contact center, a preocupação do órgão com a qualidade


reflete-se no monitoramento da satisfação dos usuários do serviço. A cada atendimento, os usuários
têm a oportunidade de expressar sua satisfação tanto quanto à qualidade do serviço como um todo e
também quanto ao atendente.
No ano de 2015, o índice de satisfação com os serviços atingiu a marca de 77,53% e, no que
tange apenas ao próprio atendimento pelo operador, a satisfação foi maior, alcançando 83,61%. Os
gráficos a seguir demonstram em mais detalhes os indicadores de satisfação do serviço.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 145


01) Como classifica a qualidade do atendimento prestado
através do contato telefônico?

7,53%
4,37%
31,99% 4,49%

51,62%

Muito Satisfeito Satisfeito Indiferente Insatisfeito Muito Insatisfeito

Fonte: Relatório de Gestão da Coordenação-Geral de Gestão Administrativa – 2015

02) Como classifica sua satisfação em relação à execução


geral dos serviços?

9,57%
6,83%
6,07%

34,31%

43,22%

Muito Satisfeito Satisfeito Indiferente Insatisfeito Muito Insatisfeito

Fonte: Relatório de Gestão da Coordenação-Geral de Gestão Administrativa – 2015

Para aferição de satisfação dos cidadãos usuários do SIC, utiliza-se a análise dos dados
estatísticos gerados no e-SIC. Em 2015, foram feitos 3.124 pedidos e não houve registro de
Reclamação. Dos 3.124 pedidos foram gerados 166 recursos de 1ª Instância e 34 de 2ª Instância dos
quais 10 recorreram à CGU e um pedido foi registrado para a instância recursal da Comissão Mista
de Reavaliação de Informações CRMI.
A média de atendimento registrada é de 22,06 dias. O atendimento pelo Sistema e-SIC
corresponde a 98,66 % dos pedidos de Informações.
Foram realizadas 662 prorrogações o que representa 21,19 % do quantitativo de pedidos
recebidos.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 146


Mecanismos de transparência das informações relevantes sobre a atuação da
unidade

O Portal do MEC reúne e divulga, de forma clara, dados do Ministério da Educação que são
de interesse coletivo ou geral com o objetivo de facilitar o acesso à informação pública, conforme
determina a Lei de Acesso à Informação. O Portal conta com um espaço para apresentação da
estrutura organizacional do Ministério, com endereços e contatos de todas as Secretarias, diretorias
e coordenações, bem como as agendas de seus dirigentes. No âmbito de cada Secretaria, há uma
ampla divulgação dos programas e ações desenvolvidos, publicações e legislação pertinentes. Além
disso, o sítio do MEC apresenta informações sobre: os processos de contas anuais (Auditorias);
gasto com publicidade; seleção de consultores; licitações e contratos; convênios; despesas; entre
outras.
Ressalta-se que todas as Secretarias do MEC, oferecem canais de comunicação ao cidadão,
com atendimentos por telefone e via e-mails institucionais. Nesse sentido, são disponibilizados os
seguintes canais de relacionamento com a sociedade:
 Fale Conosco: Disponível no endereço eletrônico www.mec.gov.br;
 Atendimento Telefônico, por meio do 0800 616161;
 E-mail institucional;
 Serviços de Informação ao Cidadão – SIC. Por meio do sistema o cidadão protocola seu
pedido, recebe a resposta no tempo estipulado por lei, e pode acompanhar o processo
online.
Esses canais de comunicação, se apresentam como instrumento relevante tanto para o
controle social dos Programas e ações desenvolvidos pelo Ministério, bem como para
esclarecimentos relacionados às dúvidas, reclamações, denúncias e solicitações.
No que se refere à transparência ativa, os portais da Setec e do Pronatec foram atualizados,
com a inclusão de toda a legislação vigente relacionada à EPT, atualização dos menus de perguntas
e respostas, dos materiais disponíveis e a inclusão de apresentações e publicações de estudos
desenvolvidos sobre o Programa. Entre eles, tem destaque a publicação do Caderno de Estudos n.
24, elaborado pelo MEC em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à
Fome, que possui diversos artigos sobre a implementação da Bolsa-Formação do Pronatec, com
foco no público do Plano Brasil Sem Miséria. O Material está disponível em:
 http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21462:obra-
reune-avaliacoes-sobre-o-pronatec-e-seus-resultados&catid=209
 http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=17796
-caderno-de-estudos-24-inclusao-produtiva-urbana&category_slug=julho-2015-
pdf&Itemid=30192>
O sítio do Ministério da Educação disponibiliza uma série de documentos – notas técnicas,
atos normativos, apresentações – para dar transparência à sociedade sobre parâmetros utilizados nas
suas atividades de regulação e supervisão da educação superior. Essas informações podem ser
acessadas em: http://portal.mec.gov.br/secretaria-de-regulacao-e-supervisao-da-educacao-superior-
seres/apresentacao.
O MEC também divulga, mensalmente, a lista de atos de regulação, supervisão e de
certificados publicados, além de relatório anual consolidado. As informações estão disponíveis em:
http://portal.mec.gov.br/secretaria-de-regulacao-e-supervisao-da-educacao-superior-seres/transpare
ncia?id=20308.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 147


Há também o Núcleo de Atendimento ao Procurador Institucional (NAPI) e a Central de
Atendimento ao Estudante (CAPE) são os canais institucionais de comunicação (presencial, por
telefone, videoconferência ou e-mail) com os representantes das instituições de educação superior e
com os estudantes, para orientações e solução de problemas.
O portal “Planejando a Próxima Década” (pne.mec.gov.br) reúne os instrumentos e
informações necessários ao acompanhamento dos processos de elaboração, adequação,
monitoramento e avaliação das ações realizadas em cumprimento aos dispositivos do Plano
Nacional de Educação (Lei nº 13.005/2014), instrumento articulador do Sistema Nacional de
Educação (SNE) a ser instituído, em especial aquelas de responsabilidade da Secretaria. Esse portal
foi utilizado pelas instituições, entidades educacionais e a sociedade em geral, se consolidando
como importante ferramenta de transparência e de participação, tendo sido acessado por elevado
número de usuários desde a sua implantação em agosto de 2014.

Medidas para garantir a acessibilidade aos produtos, serviços e instalações

O MEC implementou as seguintes medidas visando garantir o acesso fácil e seguro aos seus
produtos, serviços e instalações, por cidadãos portadores de alguma deficiência, em atendimento à
Lei nº 10.098/2000, ao Decreto n° 5.296/2004 e às normas técnicas da ABNT aplicáveis:
 Instalação de corrimão na escada central do Edifício-Anexo;
 Destinação de assentos especiais para obesos no auditório do Edifício-Anexo;
 Destinação de locais para Pessoa com Necessidades Especiais – PNEs no auditório do
Edifício-Anexo;
 Acionamento do DETRAN para que executasse a instalação de placas que delimitam
vagas próprias para PNEs, com rampa próxima, para vencer a diferença entre os níveis
da rua e a calçada no Edifício-Anexo;
 Acionamento do DETRAN para que executasse a instalação de placas que delimitam
vagas próprias para idosos no Edifício-Anexo;
 Acionamento do DETRAN para que executasse a instalação de faixas para pedestre no
estacionamento do Edifício-Anexo; e
 Construção de saída de emergência no térreo do Edifício-Sede.
No âmbito da Tecnologia da Informação houve a continuidade das ações para aplicação de
acessibilidade. As principais ações técnicas para aplicação de acessibilidade nos portais do MEC
foram as seguintes, considerando o exercício 2015 e em consonância com a Legislação relacionada:
1. Aplicação do layout do portal padrão institucional do Governo Federal, considerando melhores
práticas de acessibilidade como:
a. Criação de menu de atalhos no topo do site, permitindo navegação por teclado direto
para o conteúdo, menu principal, busca ou rodapé do site;
b. Menu de opções logo ao topo do site permitindo saber as ações de acessibilidade
aplicadas
c. Possibilitar aplicação de alto contraste ao layout da página. O objetivo é aumentar a
legibilidade para cidadãos com perda parcial da visão;
d. Utilização de montagem css que ajusta a página a diferentes resoluções de tela;
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 148
e. Possibilitar a personalização do tamanho das fontes do site, de acordo com as
configurações locais do usuário.
2. Observância de princípios determinados na Cartilha de Acessibilidade do Governo Eletrônico e
iniciada revisão de código para atendimento de recomendações e-MAG versão 3.1.
3. Validação no ASES: Avaliador e Simulador de Acessibilidade de Sítios (considerando os erros
de acessibilidade).
Quanto aos demais sítios e portais do MEC:
1. Observância de princípios determinados na Cartilha de Acessibilidade do Governo Eletrônico;
2. Validação no ASES: Avaliador e Simulador de Acessibilidade de Sítios (considerando os erros
de acessibilidade).
A garantia ao acesso à informação é realizada de acordo com o disposto na Lei de Acesso à
Informação. A equipe do SIC/MEC monitora o atendimento no que tange às providências para que
o cidadão receba no prazo legal a sua resposta, bem como com relação ao conteúdo solicitado.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 149


DESEMPENHO FINANCEIRO E INFORMAÇÕES CONTÁBEIS do MEC

Neste item são apresentadas as ações adotadas na Secretaria Executiva do Ministério da


Educação (SE/MEC), responsável pela consolidação das informações sobre a gestão das unidades
integrantes da estrutura do MEC e pertencentes à Administração Direta, relativas ao desempenho
financeiro e contábil.
Cabe destacar que não houve registro de Deferido e não se aplicam à Unidade Prestadora de
Contas Secretaria Executiva/MEC a Metodologia de Cálculo da Exaustão, Evidenciação do del-
credere das demonstrações contábeis, Notas Explicativas de conciliações dos regimes contábeis
adotados (Lei 4.320/1964 e 6.404/1976) e Demonstrações contábeis exigidas pela Lei 6.404/1976 e
notas explicativas.
A declaração da contadora do MEC, senhora Núcia Ferreira da Silva, que trata sobre a
fidedignidade dos registros contábeis no Sistema Integrado de Administração Financeira do
Governo Federal encontra-se na Seção “Declaração de Integridade” do e-Contas.
No item Tratamento Contábil da depreciação, da amortização e da exaustão de itens do
patrimônio e avaliação e mensuração de ativos e passivos estão apresentadas as informações das
unidades da Administração Direta do MEC que não estão relacionadas para apresentação de
relatórios individuais. Tais informações são em cumprimento aos critérios estabelecidos pelas
Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público – NBC T 16.1 a 16.11, tratadas no
Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público – MCASP, elaborado e publicado pela
Subsecretaria de Contabilidade Pública da Secretaria do Tesouro Nacional – SUCON/STN; pelas
orientações técnicas do Manual SIAFI, tratadas por assunto em Macrofunções publicadas pela
Coordenação-Geral de Contabilidade e Custos da União – CCONT/SUCON/STN; pelas normas
editadas pela Secretaria do Tesouro Nacional, órgão central do Sistema de Contabilidade Federal
corroboradas pela Lei nº 4.320/64; pelo Decreto nº 93.872/86; pelo Decreto-Lei nº 200/67; pela Lei
Complementar nº 101/2000 (LRF); pela Lei nº 10.180/2001; pelo Decreto nº 6.976/2009; pela
Instrução Normativa nº 205/88, da Secretaria de Administração Pública da Presidência da
República - SEDAP, entre outras normas.

Relação de unidades gestoras executoras integrantes da Secretaria Executiva.


N. UG DESCRIÇÃO SIGLA
1 150002 Subsecretaria de Assuntos Administrativos SAA
2 150007 Conselho Nacional de Educação CNE
3 150011 Secretaria de Educação Superior SESu
4 150014 Subsecretaria de Planejamento de Orçamento SPO
5 150016 Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica SETEC
6 150019 Secretaria de Educação Básica SEB
7 150028 Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão SECADI
8 152389 Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino SASE
9 152390 Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior SERES
10 152734 Coordenação-Geral de Suporte a Gestão Orçamentária CGSO

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 150


Tratamento contábil da depreciação e da amortização

Os aspectos teóricos, os procedimentos técnicos e operacionais como a estimativa da vida


útil econômica dos ativos, a metodologia de cálculo da depreciação dos bens móveis e imóveis, a
amortização do ativo intangível, as taxas utilizadas para o respectivo cálculo, a metodologia adotada
para realização da avaliação, da mensuração e da redução ao valor recuperável de ativos, assim
como o estabelecimento do método das cotas constantes, como forma de padronização de
procedimentos nos órgãos da Administração Pública Federal direta e indireta, estão especificados
na macrofunção 02.03.30, que trata da Depreciação, Amortização e Exaustão na Administração
Direta da União, Autarquias e Fundações. Esta macrofunção, reformulada em 2015, retirou o
capítulo que tratava da Reavaliação e Redução ao Valor Recuperável e transformou-o em uma nova
macrofunção para tratar exclusivamente desse assunto, a de número 02.03.35.
Na Unidade Prestadora de Contas - UPC (SE/MEC), a unidade responsável pelo cálculo da
depreciação dos bens móveis das unidades da administração direta sediadas em Brasília e que
integram a UPC, é o Serviço de Patrimônio e o registro no SIAFI é efetuado pela Subsecretaria de
Assuntos Administrativos - SAA, UG 150002/1.
Para o reconhecimento, mensuração e evidenciação da amortização relativa aos ativos
intangíveis, assim como a reavaliação e a redução ao valor recuperável 1, foram estabelecidos novos
prazos pela Portaria-STN nº 548, de 24 de setembro de 2015, que dispõe sobre os prazos-limite de
adoção dos procedimentos contábeis patrimoniais aplicáveis aos entes da Federação, com vistas à
consolidação das contas públicas da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, sob
a mesma base conceitual.

Metodologia de cálculo da depreciação de bens móveis


O Serviço de Patrimônio da Secretaria Executiva/MEC, que engloba as unidades da
administração direta do MEC, sediadas em Brasília, está vinculado à estrutura administrativa da
SAA. Logo, os bens móveis estão todos registrados no Balancete dessa Subsecretaria. O cálculo da
depreciação dos bens móveis das unidades que compõem a Unidade prestadora de Contas em
questão é efetuado com base nos procedimentos estabelecidos pela macrofunção 02.03.30. As
contas contabilizadas são a 33311.01.00 - Depreciação de Bens Móveis, a débito, em contrapartida
da conta 12381.01.00 - Depreciação Acumulada - Bens Móveis, a crédito, tendo como conta
corrente cada conta de bem móvel. No exercício de 2015, a despesa com depreciação gerou um
impacto diminutivo no patrimônio da Secretaria Executiva, da ordem de R$ 11.581.351,91, de um
Patrimônio Líquido no total de R$ 1.858.091.129,262, representando 0,6%.

Metodologia de cálculo da depreciação de bens imóveis


O cálculo da depreciação dos bens imóveis está sob a responsabilidade da Secretaria de
Patrimônio da União - SPU do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e é efetuado
automaticamente pelo Sistema de Gerenciamento de Imóveis de Uso Especial da União - SPIUNet,
com base na relação de bens nele cadastrados. Os procedimentos adotados têm por referência os
dispositivos das macrofunções 02.03.30 e 02.03.35, combinadas com a Portaria Conjunta STN/SPU
nº 703/2014, que, por sua vez, dispõe sobre procedimentos e requisitos gerais para mensuração,
atualização, reavaliação e depreciação dos bens imóveis da União, autarquias, e fundações públicas
federais e a Instrução Normativa-SPU nº 1/2014. Esta dispõe sobre as diretrizes de avaliação dos
1O prazo estabelecido pela Portaria da STN nº 548/2015 para as providências referentes aos intangíveis é até 2018.
2 No total do PL, não estão incluídos os valores referentes ao IBC (UG 152004/1) e Ines (UG 152005/1), que totalizaram R$
247.735.755,2; à extinta Delegacia do MEC em Rondônia – DEMEC-RO (UG 150061/1), no valor de R$ 38.400,00; à Coordenação-
Geral de Recursos Logísticos – CGRL (150005/1), no valor de R$ 238.558,32.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 151


imóveis da União ou de seu interesse, bem como define os parâmetros técnicos de avaliação para
cobrança em razão de sua utilização.
O registro/lançamento da depreciação dos bens imóveis de uso especial no SIAFI é feito
pela CCONT/STN, de acordo com o relatório enviado pela SPU/MPOG. As contas contabilizadas
são a 33311.02.00 – Depreciação de Bens Imóveis, a débito, em contrapartida da conta de
12381.02.00 - Depreciação Acumulada – Bens Imóveis, a crédito, tendo como conta-corrente cada
conta de bem imóvel de uso especial. Na Secretaria Executiva, os bens cadastrados no SPIUNet e
que tiveram a depreciação calculada foram apenas os edifícios, conta 12321.01.02 e os
armazéns/galpões, conta 12321.01.04. No exercício de 2015, a despesa com depreciação gerou um
impacto diminutivo no patrimônio da UPC, da ordem de apenas R$ 9.424,10, de um Patrimônio
Líquido no total de R$ 1.858.091.129,26, em função da desatualização do cadastro dos bens no
SPIUNet. Informações mais detalhadas sobre o cadastro dos bens imóveis e sobre a reavaliação
estão descritas no item 7.3.3, tópico 5.
O cálculo automático e o registro da depreciação para os órgãos da administração pública
federal direta e indireta, exceto para as empresas públicas, iniciou-se em dezembro de 2014 pela
SPU/MP, de acordo com a base de dados do SPIUNet.

Metodologia de cálculo da amortização de bens intangíveis


O cálculo da amortização referente aos ativos intangíveis ainda não foi iniciado na
Secretaria Executiva. A maioria dos bens intangíveis, registrados no Balancete da UG 150002/1
(SAA), pertence à UG 150004/1 (Diretoria de Tecnologia da Informação) que passará a ser
“unidade gestora executora” a partir do exercício de 2016. Com essa reestruturação, o controle dos
bens intangíveis passará a ser de sua responsabilidade e, consequentemente, serão também a
avaliação, evidenciação, registro e cálculo da amortização.

Avaliação e mensuração de ativos e passivos

Disponibilidades Financeiras
As Disponibilidades Financeiras da UPC estão registradas na conta 11112.20.01 – Limite de
Saque com Vinculação de Pagamento3, que registra o valor do limite estabelecido pelo Órgão
Central de Programação Financeira - COFIN/STN, que as unidades têm direito a sacar da conta
única do Tesouro Nacional junto ao Banco Central, para atender a despesas com vinculação de
pagamento. Esta conta compõe o grupo de “Caixa e Equivalentes de Caixa - Moeda Nacional” e são
avaliadas e mensuradas pelo valor original, conforme estabelecido no item 4.3.1 do MCASP4.
O montante registrado na conta de Limite de Saque, em 31 de dezembro de 2015, foi de R$
539.947.780,60. Excluindo-se o total registrado no INES e no IBC, que foi de R$ 2.120.939,19, o
total na UPC (Secretaria Executiva) foi de R$ 537.826.841,41.

3
A Vinculação de Pagamento é o processo pelo qual o órgão central de programação financeira controla os pagamentos dentro de
cada Fonte de Recurso, vinculando a liberação do recurso financeiro com a respectiva despesa, portanto o recurso financeiro liberado
por vinculação estabelecida pelo Órgão Central somente pode ser utilizado para pagamento de despesas relacionadas à vinculação de
pagamento correspondente. Tal procedimento aplica-se ao pagamento de despesas com fontes do Tesouro Nacional, de acordo com
as Categorias de Gastos previamente especificadas. Informação disponível em: http://www.tesouro.gov.br/-/glossario
4
Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP) – 6ª Edição
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 152
Créditos a Receber
A demonstração da gestão e registro contábil dos créditos a receber será tratada no item 7.9
adiante, em cumprimento à sequência dos tópicos do item 7 do Anexo Único da Portaria-TCU nº
321/2015.

Estoques
De acordo com o MCASP os estoques são mensurados ou avaliados com base no valor de
aquisição / produção / construção ou valor realizável líquido, dos dois, o menor. O método para
mensuração e avaliação das saídas dos estoques é o custo médio ponderado.
Os estoques estão registrados no Balancete da SAA e vêm sendo avaliados nas suas saídas pelo
valor de aquisição, ou seja, pelo valor histórico. Tendo em vista que a Portaria da STN nº 548/2015
estabelece o prazo até 31.12.2018 para a preparação de sistemas e outras providências de
implantação, o reconhecimento, a mensuração e a evidenciação/registro dos estoques, na União,
passarão a ser obrigatório a partir de 1º de janeiro de 2019. Nesse sentido, o setor de patrimônio da
Secretaria Executiva adotará providências para que sejam feitas a avaliação ao custo médio
ponderado e a atualização dos respectivos valores no sistema, em atendimento aos procedimentos e
prazos estabelecidos nas normas acima.
Destaca-se que o valor mais significativo referente aos Estoques na Secretaria Executiva está
concentrado na conta de Almoxarifado, a 11560.00.00, no total de R$ 2.373.751,07, relativa a
Material de Consumo.

Investimentos
A Secretaria Executiva possui registro na conta de Investimentos (12200.00.00), no total de R$
31.075,86, no Balancete da UG 150002/1. Tais valores referem-se a aquisições de títulos/ações da
antiga BRASIL TELECOM S/A, adquiridos pela Diretoria de Tecnologia da Informação
(DTI/MEC). O valor mais significativo foi registrado no ano de 1996. Caso ainda possam gerar
algum benefício econômico no futuro, deverão ser reavaliados de acordo com os procedimentos
estabelecidos nas macrofunções 02.03.35 (Reavaliação e Redução ao Valor Recuperável); 02.03.30
(Depreciação, Amortização e Exaustão na Administração Direta, Autarquias e Fundações da
Administração Pública Federal) e 02.11.22 (Participação da União no Capital de Empresas). Essas
informações foram enviadas à SAA para análise e providências quanto à reavaliação ou à baixa,
caso haja evidências de que os mesmos não trarão mais benefícios econômicos no futuro.

Imobilizado
Os bens móveis das unidades integrantes da Secretaria Executiva foram reavaliados em
exercícios anteriores em observância aos procedimentos definidos pela macrofunção 02.03.30, para
se iniciar o cálculo da depreciação, o qual vem sendo efetuado regularmente pelo Serviço de
Patrimônio e registrado pela SAA.
Quanto aos bens imóveis, de acordo com informações do Sistema de Patrimônio da
Secretaria Executiva, os dados físicos e financeiros referentes aos terrenos e aos Imóveis de Uso
Especial, registrados no Balancete, estão inconsistentes com os dados do SPIUNet. Com a
reestruturação do setor em 2016, providências serão tomadas para que os registros, tanto no
Balancete quanto no SPIUNet, passem a refletir a real situação patrimonial das unidades.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 153


Obrigações
No item Obrigações, cabe destacar o saldo registrado na conta de Empréstimos e
Financiamentos de curto e longo prazos5, contraídos na década de 1990, em que o montante, em
quase sua totalidade, é indevido, pois tais dívidas já foram quitadas; porém, sua baixa no Passivo
não foi efetuada. Resta ainda uma quitação a ser feita, cujos recursos orçamentários estão
consignados na LOA de 2016, na ação 0283 - Amortização e Encargos de Financiamento da Dívida
Contratual Interna, no órgão 26101 (Administração Direta), no total de R$ 5.423.591,00. Em 2016
será providenciada a regularização/baixa dos saldos que permanecem registrados indevidamente na
UG 150014/1 (SPO), antiga unidade responsável pela execução orçamentária e financeira, antes da
criação da UGE 150002/1 (SAA).
Sobre a Depreciação de Bens Móveis, no âmbito da SAA, os valores apresentados como
depreciação corrente pela área técnica foram registrados contabilmente por Notas de Sistema (NS),
no sistema SIAFI, excetuando-se os valores relativos aos meses de junho, agosto e setembro, por
não terem sido extraídos e apresentados os respectivos relatórios à Coordenação de Execução
Orçamentária e Financeira.
Em relação à amortização e à exaustão de itens do patrimônio, não há relatórios emitidos, no
exercício de 2015, pela Coordenação-Geral de Recursos Logísticos (CGRL), nem pela Diretoria de
Tecnologia da Informação (DTI), razão da não existência de registros contábeis no sistema SIAFI.

Sistemática de apuração de custos no âmbito da unidade

O Sistema de Custos do Governo Federal foi instituído pela Secretaria do Tesouro Nacional
(STN), por meio da Portaria nº 157, de 09 de março de 2011, visando evidenciar os custos dos
programas e das unidades da administração pública federal, sendo estruturado sob a forma de um
subsistema organizacional da Administração Pública Federal brasileira e vinculado ao Sistema de
Contabilidade Federal.
Integram o Sistema:

A STN, como órgão central; e

Os órgãos setoriais (unidades de gestão interna dos Ministérios e da Advocacia Geral da
União – AGU)
Como produto da implantação do Sistema de Custos do Governo Federal, foi instituído o
Sistema de Informação de Custos do Governo Federal – SIC, sistema informatizado que tem por
objetivo subsidiar decisões governamentais e organizacionais que conduzam à alocação mais
eficiente do gasto público. A implantação do SIC atende ainda ao disposto no art. 50, § 3º da Lei
Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que
determina que a Administração Pública mantenha “sistema de custos que permita a avaliação e o
acompanhamento da gestão orçamentária, financeira e patrimonial”. O SIC é um sistema do tipo
Data Warehouse, que agrega dados dos sistemas estruturantes da administração pública federal, tais
como SIAPE, SIAFI, SIGPlan e SIOP, para a geração de informações de custos. A partir de 2015 o
sistema foi incorporado à plataforma do Tesouro Gerencial.
Ainda segundo a Portaria STN nº 157/2011, os órgãos setoriais são responsáveis pelo
acompanhamento de custos no SIC. Nesse sentido, o MEC tem adotado diversas iniciativas com o
intuito viabilizar a realização deste acompanhamento. Dentre essas iniciativas, destaca-se a criação,

5 Estão incluídos no item Obrigações, a conta de Fornecedores a Longo Prazo, registrados na UG 150011/1.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 154


pela Portaria SE/MEC nº 1.749, de 28 de dezembro de 2011, do Órgão Setorial do Sistema de
Custos do MEC, tendo como competências, dentre outras, a apuração de custos dos projetos e
atividades no âmbito do Ministério, o apoio ao órgão central do Sistema de Custos do Governo
Federal, a elaboração e análise de relatórios extraídos do SIC e a promoção e disseminação das
informações de custos nas suas entidades vinculadas;
Com esse instrumento normativo a SPO/MEC passou a ser setorial de custos de órgão superior
do MEC, sendo responsável pelo acompanhamento e orientação das demais unidades vinculadas. O
quadro abaixo ilustra a estrutura de órgãos e unidades gestoras vinculadas ao MEC:

Quadro resumo da estrutura do MEC

Grupo de Unidades UG Principal UG’s Vinculadas TOTAL DE UG's TOTAL DE UO

Administração Direta 13 - 13 3
Universidades 63 422 485 63
Hospitais 51 - 51 35
Institutos Fed. Educação 40 424 464 40
Outros * 7 7 7
TOTAL 174 846 1020 148
* FNDE, CAPES, FUNDAJ, INEP, COLÉGIO PEDRO II, HCPA, EBSERH
UG: Unidade Gestora
UO: Unidade Orçamentária

Diante de sua complexa estrutura de órgãos e entidades, o MEC publicou a Portaria SE/MEC nº
135, de 23 de janeiro de 2014, que criou Grupo de Trabalho (GT) encarregado de discutir as
diretrizes de implementação do Sistema de Custos no âmbito do MEC, tendo como integrantes
representantes do próprio Ministério, do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Planejamento e
Administração das Universidades Federais - FORPLAD, do Fórum Nacional de Pró-Reitores de
Planejamento e Administração dos Institutos Federais- FORPLAN, e do Fórum Nacional dos
Diretores de Contabilidade e Finanças das Universidades Federais Brasileiras – FONDCF. As
reuniões do GT foram realizadas a partir do ano de 2014. Além dos membros do GT, as reuniões
sempre contaram com a presença de servidores do órgão central de custos/STN, da Secretaria de
Orçamento Federal (SOF/MP) e do Consultor da Fundação Getúlio Vargas/FGV, professor Dr.
Nelson Machado.
Como deliberação do GT, foi designado um grupo de cinco unidades para atuar como unidades-
piloto no estudo, criação, e implantação de uma metodologia de mensuração de custos, de forma
que seja possível harmonizá-la segundo a realidade das unidades da administração indireta
vinculadas ao MEC (universidades e institutos federais de educação, ciência e tecnologia).
Em virtude de sua ativa ação no acompanhamento de custos no âmbito de sua área de atuação,
verificada pela implementação das iniciativas de ordem formal e práticas aqui elencadas, o MEC foi
convidado a participar do IV Congresso Internacional de Informação de Custos e Qualidade do
Gasto Público, realizado em novembro de 2014, em Brasília-DF, na qual fez duas exposições: a
primeira foi mostrar a atuação da Setorial de Custos do MEC; na segunda exposição, a
Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN, uma das cinco unidades piloto, fez uma
apresentação sobre o processo de integração do Sistema de Patrimônio, Administração e Contratos-
SIPAC/UFRN com o Sistema de Custos do Governo Federal.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 155


Informações sobre a conformidade contábil dos atos e fatos de gestão
orçamentária, financeira e patrimonial

A conformidade contábil é registrada mensalmente no Sistema SIAFI, nos termos do


Decreto 6.976/2009, que dispõe sobre o Sistema de Contabilidade Federal e do Manual SIAFI,
macrofunção 02.03.15, que trata da Conformidade Contábil. De acordo com a macrofunção, o
registro da conformidade contábil abrange os seguintes níveis: a) Conformidade de UG; b)
Conformidade de Órgão e; c) Conformidade de Órgão Superior. Na Secretaria Executiva o registro
abrange os dois primeiros níveis que envolve “com ocorrência” e/ou “sem ocorrência” referente a
cada Unidade Gestora Executora (Conformidade de UG)6, e a do órgão 26000 (Conformidade de
Órgão) que compreende as mesmas unidades da administração direta, inclusive as unidades
152004/1 (IBC) e 152005/1 (INES).
O registro mensal é efetuado por contabilista devidamente registrado no Conselho Regional
de Contabilidade (CRC), em dia com suas obrigações profissionais, lotado em unidade gestora
Setorial Contábil (UG 150003/1) e credenciado no SIAFI para este fim. A segregação de funções é
observada no processo de registro, em atendimento à Instrução Normativa da Secretaria Federal de
Controle Interno nº. 01, de 06 de abril de 2001.

Descrição do processo da Conformidade Contábil


Para o registro da conformidade contábil são utilizados os seguintes instrumentos e
procedimentos para tratamento e análise dos dados:
 Levantamento, no auditor contábil CONDESAUD, de todas as equações que possuem
ocorrência/restrição vinculada e que apresentarem desequilíbrio. Com a implantação no
novo Plano de Contas, foram criadas 701 equações, tanto de contas quanto de
demonstrativos contábeis. Cerca de 509 equações (72,6%) possuem ocorrências
vinculadas (alerta ou ressalva), embora as demais equações também constituem objeto
de análise e regularização. O registro é feito de forma individualizada para as unidades
da administração direta e por Órgão, também para as unidades pertencentes à
administração direta;
 Levantamento de saldos invertidos na transação Balancete, em nível de UG
(administração direta) e em nível de Órgão (administração direta);
 Extração de consulta/relatório no Tesouro Gerencial das unidades que fizeram o cálculo
da Depreciação dos Bens Móveis, para verificação do mesmo, bem como da
compatibilidade da sua evolução ao longo do exercício, com base na média aritmética
dos valores registrados em cada mês;
 Registro da ocorrência 3027, tanto na Conformidade de Unidade Gestora quanto na
Conformidade de Órgão para as unidades8 que não tiverem enviado as informações
referentes aos relatórios sobre o RMA e o RMB, exigidos pela IN/SEDAP nº 205/88;
 Verificação da falta de registro da Conformidade de Registros de Gestão, bem como dos
registros “sem restrições” e “com restrições”, em cada unidade gestora executora, por
meio de consulta à transação >CONCONFREG;

6
Na Conformidade de UG estão abrangidas todas as unidades gestoras executoras da administração direta, inclusive o
IBC (UG 152004/1) e o INES (UG 152005/1).
7
A ocorrência 302 refere-se à FALTA E/OU ATRASO DE REMESSA DO RMA E RMB (transação
>CONRESTCON).
8Na administração direta, as unidades responsáveis pelo envio dos relatórios referentes ao RMA e ao RMB são: a SAA (150002/1), o
IBC (152004/1) e o INES (152005).

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 156



Verificação de outras inconsistências, como por exemplo: falta de regularização de
saldos alongados registrados em contas transitórias;
 Registro da ocorrência 318 por não atendimento de orientação Órgão Contabilidade
Setorial/Central (Setorial Contábil - UG 150003 / CCON/STN - UG 170999).
De periodicidade mensal, o registro foi realizado sistematicamente de janeiro a dezembro de
2015, nas seguintes Unidades Gestoras Executoras: 150002/1 - Subsecretaria de Assuntos
Administrativos (SAA); 150007/1: Conselho Nacional de Educação (CNE); 150014/1 -
Subsecretaria de Planejamento de Orçamento (SPO); 152734/1 Coordenação-Geral de Suporte à
Gestão Orçamentária (CSGO/SPO), 150011/1 - Secretaria de Educação Superior (SESu); 150016/1
- Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC); 150019/1 - Secretaria de Educação
Básica (SEB); 150028/1 - Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e
Inclusão (SECADI); 152389/1 - Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (SASE) e
152390/1 - Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (SERES).
As unidades que não apresentaram ocorrências também foram objeto de registro, do tipo
“SEM RESTRIÇÃO” e as unidades que estão “em processo de desativação” ou “extintas” também
foram objeto de registro, do tipo “SEM CONFORMIDADE”, por possuírem saldo no Balancete,
ainda não baixados integralmente.

Ocorrências apontadas em 2015


Os dados informados neste item foram obtidos por meio de consulta à transação
>CONCONFCON do SIAFI e referem-se ao registro de ocorrências/restrições relativas a
inconsistências ou desequilíbrios apresentados no Balancete e no Auditor Contábil de contas e de
itens de demonstrativos (CONDESAUD) do SIAFI Web, no caso da Conformidade Contábil.
Quanto à falta de registro ou registro com restrições referente à Conformidade de Registros de
Gestão, os dados foram extraídos da transação >CONCONFREG.
a) Alerta9 - sinaliza a existência de uma ocorrência que impede a verificação da regularidade
dos registros, como por exemplo, a falta de envio do RMA e do RMB para conciliação com
os dados contábeis.

Unidade Gestora Quantidade de Ocorrências Código da Ocorrência10


150002 - SAA 03 302, 315 e 318
150007 - CNE 01 315
150011 - SESU 02 315, 318
150014 - SPO 01 315
152734 - CSGO 01 315
150016 - SETEC 01 315
150019 - SEB 01 315
150028 - SECADI 01 315
152389 - SASE 01 315
152390 - SERES 01 315

Unidades gestoras em processo de desativação/extinção


9Descrição/definição contida na macrofunção SIAFI 02.03.15: Conformidade Contábil
10 Descrição das ocorrências
(Alerta): 302: Falta e/ou Atraso de Remessa do RMA e RMB; 315: Falta/Restrição Conformidade Registros de
Gestão; 318: Não Atendimento de Orientação do Órgão Contabilidade Setorial/Central. (Descrição: transação >CONRESTCON).

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 157


Há saldos remanescentes pendentes de regularização/transferência para o Balancete da SAA,
unidade que incorporará os respectivos saldos. Abaixo, é demonstrada a relação de unidades que
possuem saldo em contas patrimoniais, objeto de transferência, bem como a unidade que possui
saldo em contas de resultado, que são encerradas no final do exercício.

UNIDADES GESTORAS CONTAS SALDO BALANCETE 2015


1.2.3.2.1.01.01 IMOVEIS RESIDENCIAIS / COMERCIAIS 65.208,32
COORDENACAO DE SERVICOS
150005/1 1.2.3.2.1.01.07 IMOVEIS DE USO EDUCACIONAL 173.350,00
GERAIS (CGRL)
2.3.7.0.0.00.00 PATRIMONIO LÍQUIDO 238.558,32
DIVERSIDADE NA 7.0.0.0.0.00.00 CONTROLES DEVEDORES 48.721.773,32
152009/1
UNIVERSIDADE (SECAD) 8.0.0.0.0.00.00 CONTROLES CREDORES 48.721.773,32
3.5.1.2.2.01.00 TRANSFERENCIAS CONCEDIDAS PARA PGTO DE RP 56.843,71
SECRETARIA DE EDUCACAO A 4.5.1.2.2.00.00 TRANSFERENCIAS RECEBIDAS PARA PGTO DE RP 28.047,78
150010/1
DISTANCIA (SEED) 4.5.1.2.2.01.00 DEMAIS TRANSFERENCIAS RECEBIDAS 20.162,33
4.6.4.0.2.01.00 GANHOS COM DESINCORPORACAO DE PASSIVO 8.633,60
REPRESENTACAO DO MEC NO 7.1.0.0.0.00.00 ATOS POTENCIAIS 291.105,61
150045/1
RIO DE JANEIRO (REMEC-RJ) 8.1.0.0.0.00.00 EXECUCAO DOS ATOS POTENCIAIS 291.105,61
REPRESENTACAO DO MEC EM 7.0.0.0.0.00.00 CONTROLES DEVEDORES 87.268,03
150046/1
SAO PAULO (REMEC-SP) 8.0.0.0.0.00.00 CONTROLES CREDORES 87.268,03
DELEGACIA DO MINISTERIO DA 1.2.3.2.1.01.03 TERRENOS/GLEBAS 38.400,00
150061/1
EDUCACAO EM RONDONIA 2.3.7.1.1.02.01 PATRIMONIO LÍQUIDO 38.400,00
Fonte SIAFI/2015.

Providências para regularização da conta Obras em Andamento - 12321.06.01 referente aos


CAICs - Centros de Atenção Integral à Criança
Desde o exercício de 2013 a SPO tem solicitado providências à Subsecretaria de Assuntos
Administrativos - SAA/MEC, UG 150002, relativas aos CAICs com vistas à regularização da conta
no SIAFI e no SPIUnet. Foi constituído, para tanto, um Grupo de Trabalho (GT) pela SAA, em
conjunto com a Secretaria do Patrimônio da União – SPU, para se identificar a situação de 444
CAICs situados em todo o território nacional. O trabalho do GT encontra-se em andamento, pois
foram muitas as dificuldades encontradas na identificação dos registros de tais imóveis e, por isso,
demandará um prazo mais longo, sem data para terminar. Os trabalhos do GT consistem no
levantamento dos CAICs, relacionados a cada edificação/instalação, a fim de permitir a tomada de
diferentes providências de solução. De acordo com informações da unidade em 2015, não houve
avanços para a solução do problema, em função do volume expressivo de processos a serem
localizados/identificados. Em reunião realizada na SAA, com a participação de servidores da
SPO/MEC, no final de 2015, foi informado que a Comissão, constituída nesse ano, retomará os
trabalhos tão logo haja condição de consulta documental, considerando que ocorreram alguns
danos/perdas em função da transferência física dos processos de um edifício para outro. Desta
forma, a SAA informa que não é possível estimar um prazo para conclusão dos trabalhos.

b) Ressalva11 - indica uma ocorrência contábil que não reflete adequadamente as informações
dispostas nos demonstrativos contábeis, como por exemplo: saldos invertidos, uso indevido
de eventos ou situações no CPR que provoca desequilíbrio em equações do auditor
CONDESAUD, registro na conta “Outros” acima do percentual estabelecido na transação
CONAUD, entre outros.

11Descrição/definição contida na macrofunção SIAFI 02.03.15: Conformidade Contábil, com adaptações.


Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 158
Unidade Gestora Quantidade de Código da Ocorrência12
Ocorrências
150002 - SAA 10 606, 608, 642, 645, 674, 676, 737, 744, 754 e 772
150007 - CNE 04 690, 697, 707 e 754
150011 - SESU 07 608, 632, 674, 697, 707, 721 e 754
150014 - SPO 02 697 e 707
152734 - CGSO 0 -
150016 - SETEC 06 606, 608, 697, 674, 707 e 754
150019 - SEB 04 674, 697, 707 e 754
150028 - SECADI 05 608, 674, 676, 697 e 707
152389 - SASE 02 606 e 608
152390 - SERES 01 608

Ocorrências não sanadas no exercício de 2015

a) UG 150002/1 - Subsecretaria de Assuntos Administrativos - SAA:

- Ocorrência 302: Falta e/ou Atraso de Remessa do Relatório de Movimentação de


Almoxarifado (RMA) e Relatório de Movimentação de Bens Móveis (RMB).
Quanto ao RMA, de acordo com informações do setor de Patrimônio, a unidade prestou as
seguintes informações:
Justificativa: a Unidade Gestora afirma “que os saldos destes estão concordes com os saldos
contábeis constantes do SIAFI”. No entanto, vários saldos apresentados no RMB não estão em
conformidade com os saldos contábeis, pois foram observadas inconsistências no último inventário,
razão pela qual deverão ser considerados contabilmente os dados do próximo inventário, a ser
realizado no exercício de 2016, para regularização desta pendência.
- Ocorrência 645: Outros - Ativo Permanente
Esta ocorrência deve-se ao desequilíbrio apresentado na equação “372 Outros Bens
Imóveis”. Tal desequilíbrio vem sendo apresentado desde o mês de abril de 2015 em função do
registro de bens do imobilizado na conta “Outros”, com valor superior a 10% do grupo de contas. A
UG já foi notificada em relação a esta inconsistência.

12 Descrição das ocorrências


(Ressalva): 606: Saldos Alongados/ Indevidos Contas Transitórias Ativo Circulante; 606: Saldos Alongados/
Indevidos Contas Transitórias Ativo Circulante; 608:Saldo Invertido - Ativo Circulante; 632: Saldos Alongados/Indevidos Contas
Transitória Ativo Não.Circ.-Imobilizado; 642: Falta/Evolução Incompatível Depreciação Ativo Imobilizado; 645:Outros - Ativo
Permanente; 674:Saldos Alongados/Indevidos Contas Transitórias Pas. Circulante; 676:Saldo Invertido - Passivo Circulante;
697:Saldo Invertido - Passivo Compensado; 707: Saldo Invertido Classe 8; 721: Saldo Invertido - Variações Pat. Aumentativas;
737:Utilização Inadequada de Eventos/Situação CPR; 744:Desequilíbrio entre as Classes; 754: Saldos Along/Indevidos-Demonst.
Disponibilid.772:Demais Incoerências – DDR.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 159


b) UG 150011/1 - Secretaria de Educação Superior - SESu
- Ocorrência 632 - Importações em Andamento
O saldo registrado na conta 12311.07.02 - Importação de Bens em Andamento vem sendo
apresentado desde o exercício 2001, em função da realização de uma licitação internacional para
compra de equipamentos, totalizando R$ 3.094.194,59.
Justificativa: A unidade informa que apesar de realizar buscas exaustivas em diferentes
locais e arquivos (na SESu e Almoxarifado Central), foram localizadas apenas informações parciais
referentes aos processos licitatórios correspondentes aos saldos a serem regularizados na conta em
questão. A SESu declara que os processos físicos existentes na secretaria são insuficientes para
subsidiar uma análise completa que possibilite a regularização das contas.
No início de 2014 foram realizadas algumas reuniões na tentativa de buscar subsídios para
resolução deste problema por meio de uma força-tarefa; porém não foi possível concluir o
levantamento dos dados de modo a permitir a regularização. Durante o exercício de 2015 não
ocorreram avanços. Cabe ressaltar que por solicitação do Assessor Especial de Controle Interno do
MEC, foi realizada uma reunião que contou com a participação do Secretário Executivo Adjunto e
da SPO, em que foi sugerida a retomada da busca de soluções para sanar o problema. Deste modo,
cabe informar que esta setorial envidará esforços para auxiliar a Unidade Gestora a adotar as
providências necessárias para sanar o problema no decorrer do exercício de 2016.

c) Diversas unidades
- Ocorrência 315 - Falta/Restrição Conformidade Registros de Gestão
Ao longo do exercício de 2015, foi constatada a ausência de registro da Conformidade de
Registros de Gestão nas seguintes Unidades Gestoras: 150002/1 - SAA (27 dias); 150007/1- CNE
(2 dias); 152734/1 - CSGO/SPO (1 dia); 150011/1 - SESu (5 dias); 150016/1 - SETEC (1 dia);
150019/1 - SEB (9 dias); 150028/1 - SECADI (2 dias); 152389/1 - SASE (6 dias) e 152390/1 -
SERES (1 dia).
Cabe mencionar que a Setorial Contábil monitora diariamente o registro da referida
conformidade e notifica constantemente, por meio de comunica SIAFI ou por e-mail, o responsável
pelo registro. Contatos telefônicos também são feitos quanto à necessidade do registro dentro do
prazo de 7213 horas (ou três dias úteis) após os lançamentos realizados no sistema SIAFI.
A SPO encaminhou um roteiro de procedimentos contendo a compilação dos normativos e
informações úteis que dizem respeito a essa temática, ressaltando os aspectos referentes à
responsabilidade no desempenho de tal função, sua segregação em relação às funções que lhe são
vinculadas (emissão de documentos e registro da conformidade contábil), e o conhecimento
indispensável ao exercício da respectiva função, entre outras informações.
Foram enviados o Ofício-Circular nº 22/2014-GAB/SPO/SE/MEC e a mensagem circular
SIAFI nº 2014/1047384, ambos de 09.07.2014, a todos os órgãos/unidades do MEC ressaltando a
importância de realização da conformidade de registro de gestão como instrumento de controle dos
lançamentos efetuados na execução do orçamento, por recomendação da Secretaria do Tesouro
Nacional, além de mencionar que essa conformidade representa um fator de segurança para o
ordenador e gestor do órgão.
Em 2015, a CCONT/STN identificou problemas relacionados à Conformidade de Registros
de Gestão, como:
a) a não realização da conformidade dos registros de gestão, propriamente dita;

13
Este prazo está estabelecido na macrofunção 02.03.14, que trata da Conformidade de Registros de Gestão.
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 160
b) a não conferência das informações registradas nos lançamentos registrados no SIAFI; e
c) ausência de registros das desconformidades e irregularidades.
Diante dessa constatação, a SPO/MEC encaminhou mensagem-circular Siafi aos órgãos do
MEC, recomendando a solução de tais problemas, e a realização de análise mais detalhada dos
documentos previamente ao registro da respectiva conformidade, em observância ao “Tutorial”
elaborado pelo Tribunal de Contas da União intitulado Roteiro para Análise e Registro da
Conformidade dos Registros de Gestão. (MSG/SPO/MEC: 2015/1635933, de 09.10.2015,
2015/1635937, de 13.10.2015 e 2015/2086569, de 30.12.2015).
Justificativas:
Segundo a UG 150002, foi inviável realizar a conformidade do registro de gestão em tempo
hábil, diante do grande volume de informações, porém, os documentos estão disponíveis para as
consultas que se fizerem necessárias. A Unidade Gestora informou ainda que serão tomadas
medidas de controle para evitar reincidências e afirmou que há a conferência das informações e
serão adotadas medidas internas para que as inconsistências sejam sanadas.
Quanto às demais unidades citadas, a maioria não encaminhou justificativas referente à falta
do registro da conformidade em questão. As unidades que enviaram justificativas informaram que
“a falta de registro ocorre nos períodos de afastamento do titular e/ou do substituto em períodos de
férias, licenças para tratamento de saúde e ainda devido à falta de servidores para desempenhar a
função na unidade”.
Conforme item que trata da macrofunção 02.03.14: “Será admitida exceção ao registro da
conformidade dos registros de gestão quando a Unidade Gestora Executora se encontre,
justificadamente, impossibilitada de designar servidores distintos para exercer funções, sendo que,
neste caso, a conformidade será registrada pelo próprio Ordenador de Despesa”.
- Ocorrência 318 - Não Atendimento de Orientação Órgão Contabilidade Setorial/Central
A ocorrência registrada neste código refere-se ao não atendimento, pela Unidade, de
comunicas e e-mails enviados pela SPO ou pela CCON/STN, nos quais constavam orientações e
procedimentos específicos para a regularização da inconsistência apontada, bem como ao não
atendimento de memorandos, ofícios, documentos e solicitações similares. Deste modo, ao se
registrar a conformidade contábil, tanto de Unidade Gestora quanto de órgão, além da ocorrência
relacionada a cada inconsistência apresentada, é atribuída também essa ocorrência quando a
unidade deixa de atender a orientações da Setorial de contabilidade ou da CCONT/STN.
Durante o exercício de 2015 essa ocorrência foi atribuída às Unidades Gestoras: 150002/1 -
SAA e 150011/1 - SESu, considerando que as inconsistências supracitadas nas letras a e b,
respectivamente, vêm se repetindo há vários exercícios.

Demonstrações contábeis exigidas pela Lei nº 4.320/64 e notas explicativas

Demonstrativos Contábeis
Os demonstrativos contábeis apresentados neste item foram extraídos do Siafi Web 2015,
pela transação “DEMONSTRATIVOS”, do órgão 26000 (subordinado) que contempla todas as
unidades da administração direta, inclusive o IBC, UG 152004/1 e o INES, UG 152005/1. Para fins
de evidenciação dos dados da Secretaria Executiva, os valores dessas duas unidades foram
subtraídos dos demonstrativos, pois elas são responsáveis pela elaboração do seu próprio Relatório
de Gestão, nos termos da DN-TCU nº 146/2015.
Os demonstrativos serão apresentados na seguinte sequência;
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 161
1) Balanço Financeiro
2) Balanço Orçamentário
3) Balanço Patrimonial
4) Demonstração das Variações Patrimoniais
5) Demonstração dos Fluxos de Caixa

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 162


MINISTÉRIO DA FAZENDA
SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL
TITULO: BALANÇO FINANCEIRO - TODOS OS ORÇAMENTOS
SUBTITULO: 26000 - MINISTERIO DA EDUCACAO - ADMINISTRAÇÃO DIRETA
EXERCICIO: 2015

INGRESSOS DISPÊNDIOS

ESPECIFICAÇÃO 2015 2014 ESPECIFICAÇÃO 2015 2014


Receitas Orçamentárias 9.272.061,92 - Despesas Orçamentárias 1.004.621.510,97 -
Ordinárias 4.524.440,70 - Ordinárias 256.251.933,77 -
Vinculadas 6.208.925,92 - Vinculadas 748.369.577,20 -
Educação 6.049.256,15 - Educação 619.988.882,23 -
Seguridade Social (Exceto RGPS) 127.647,51 - Seguridade Social (Exceto RGPS) 119.492.444,00 -
Operação de Crédito - Operação de Crédito 2.400.000,00 -
Alienação de Bens e Direitos - Alienação de Bens e Direitos -
Transferências Constitucionais e Legais - Transferências Constitucionais e Legais -
Previdência Social (RGPS) - Previdência Social (RGPS) -
Doações - Doações -
Outros Recursos Vinculados a Órgãos e Programas 32.022,26 - Outros Recursos Vinculados a Órgãos e Programas 175.360,87 -
Outros Recursos Vinculados a Fundos - Outros Recursos Vinculados a Fundos 6.312.890,10 -
Demais Recursos - Demais Recursos -
(-) Deduções da Receita Orçamentária -1.461.304,70 -
Transferências Financeiras Recebidas 119.205.846.997,32 - Transferências Financeiras Concedidas 118.220.699.111,69 -
Resultantes da Execução Orçamentária 111.406.575.100,28 - Resultantes da Execução Orçamentária 108.975.463.773,82 -
Cota Recebida 109.983.322.372,80 - Cota Concedida -
Repasse Recebido 81.340.201,34 - Repasse Concedido 107.454.581.373,38 -
Sub-repasse Recebido 1.160.200.632,93 - Sub-repasse Concedido 1.339.068.643,80 -
Recursos Arrecadados - Recebidos - Recursos Arrecadados - Concedidos -
Valores Diferidos - Baixa 181.711.893,21 - Valores Diferidos - Baixa 181.711.893,21 -
Valores Diferidos - Inscrição - Valores Diferidos - Inscrição -
Correspondência de Débitos - Correspondências de Créditos -
Cota Devolvida - Cota Devolvida 101.863,43 -
Repasse Devolvido - Repasse Devolvido -
Sub-repasse Devolvido - Sub-repasse Devolvido -
Independentes da Execução Orçamentária 7.799.271.897,04 - Independentes da Execução Orçamentária 9.245.235.337,87 -
Transferências Recebidas para Pagamento de RP 7.782.527.154,81 - Transferências Concedidas para Pagamento de RP 9.227.125.321,08 -
Demais Transferências Recebidas 8.341.365,28 - Demais Transferências Concedidas 7.436.110,48 -
Movimentação de Saldos Patrimoniais 8.403.376,95 - Movimento de Saldos Patrimoniais 10.673.906,31 -
Movimentações para Incorporação de Saldos - Movimentações para Incorporação de Saldos -
Aporte ao RPPS - - Aporte ao RPPS - -
Aporte ao RGPS - - Aporte ao RGPS - -
Recebimentos Extraorçamentários 295.763.179,83 - Despesas Extraorçamentárias 167.536.431,97 -
Inscrição dos Restos a Pagar Processados 1.119.441,59 - Pagamento dos Restos a Pagar Processados 2.513.731,14 -
Inscrição dos Restos a Pagar Não Processados 293.619.161,75 - Pagamento dos Restos a Pagar Não Processados 127.712.801,69 -
Depósitos Restituíveis e Valores Vinculados -27.781,03 - Depósitos Restituíveis e Valores Vinculados 264.582,91 -
Outros Recebimentos Extraorçamentários 1.157.378,20 - Outros Pagamentos Extraorçamentários 37.045.316,23 -
Ordens Bancárias não Sacadas - Cartão de Pagamento - Ordens Bancárias Sacadas - Cartão de Pagamento -
Restituições a Pagar - Pagamento de Restituições de Exercícios Anteriores -
Passivos Transferidos - Pagamento de Passivos Recebidos -
Cancelamento de Obrigações do Exercício Anterior 1.262.483,60 - Cancelamento de Direitos do Exercício Anterior 34.919.098,15 -
Arrecadação de Outra Unidade 103.740,90 Transferência de Arrecadação para Outra Unidade -
Variação Cambial - Variação Cambial -
Valores para Compensação - Valores Compensados -
Valores em Trânsito - Valores em Trânsito -
DARF - SISCOMEX - Ajuste Acumulado de Conversão -
Ajuste Acumulado de Conversão - Demais Pagamentos 2.126.218,08 -
Demais Recebimentos 1.364,50
Saldo do Exercício Anterior 419.801.656,97 - Saldo para o Exercício Seguinte 537.826.841,41 -
Caixa e Equivalentes de Caixa 419.801.656,97 - Caixa e Equivalentes de Caixa 537.826.841,41 -
TOTAL 119.930.683.896,04 - TOTAL 119.930.683.896,04 -

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 163


MINISTÉRIO DA FAZENDA
SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL
TITULO: BALANÇO ORÇAMENTÁRIO - TODOS OS ORÇAMENTOS
SUBTITULO: 26000 - MINISTERIO DA EDUCACAO - ADMINISTRAÇÃO DIRETA
EXERCíCIO: 2015
RECEITA
RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS PREVISÃO INICIAL PREVISÃO ATUALIZADA RECEITAS REALIZADAS SALDO
RECEITAS CORRENTES 57.803.463.234,00 57.803.463.234,00 9.272.061,92 -57.794.191.172,08
Receitas Tributárias 49.264.436.333,00 49.264.436.333,00 - -49.264.436.333,00
Impostos 49.264.436.333,00 49.264.436.333,00 - -49.264.436.333,00
Taxas - - - -
Contribuições de Melhoria - - - -
Receitas de Contribuições - - - -
Contribuições Sociais - - - -
Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico - - - -
Contribuição de Iluminação Pública - - - -
Receita Patrimonial 6.987.614.824,00 6.987.614.824,00 272.770,36 -6.987.342.053,64
Receitas Imobiliárias 9.286,00 9.286,00 - -9.286,00
Receitas de Valores Mobiliários - - - -
Receita de Concessões e Permissões - - - -
Compensações Financeiras 6.987.605.538,00 6.987.605.538,00 - -6.987.605.538,00
Receita Decorrente do Direito de Exploração de Bens Públicos - - - -
Receita da Cessão de Direitos - - - -
Outras Receitas Patrimoniais - - 272.770,36 272.770,36
Receitas Agropecuárias - - - -
Receita da Produção Vegetal - - - -
Receita da Produção Animal e Derivados - - - -
Outras Receitas Agropecuárias - - - -
Receitas Industriais - - - -
Receita da Indústria Extrativa Mineral - - - -
Receita da Indústria de Transformação - - - -
Receita da Indústria de Construção - - - -
Outras Receitas Industriais - - - -
Receitas de Serviços 328.504,00 328.504,00 29.852,46 -298.651,54
Transferências Correntes - - - -
Transferências Intergovernamentais - - - -
Transferências de Instituições Privadas - - - -
Transferências do Exterior - - - -
Transferências de Pessoas - - - -
Transferências de Convênios - - - -
Transferências para o Combate à Fome - - - -
Outras Receitas Correntes 1.551.083.573,00 1.551.083.573,00 8.969.439,10 -1.542.114.133,90
Multas e Juros de Mora 891.311.313,00 891.311.313,00 6.683,96 -891.304.629,04
Indenizações e Restituições 23.329.911,00 23.329.911,00 8.870.238,71 -14.459.672,29
Receita da Dívida Ativa 636.442.349,00 636.442.349,00 - -636.442.349,00
Receitas Dec. Aportes Periódicos Amortização Déficit do RPPS - - - -
Rec. Decor. de Aportes Periódicos para Compensações ao RGPS - - - -
Receitas Correntes Diversas - - 92.516,43 92.516,43
RECEITAS DE CAPITAL - - - -
Operações de Crédito - - - -
Operações de Crédito Internas - - - -
Operações de Crédito Externas - - - -
Alienação de Bens - - - -
Alienação de Bens Móveis - - - -
Alienação de Bens Imóveis - - - -
Amortização de Empréstimos - - - -
Transferências de Capital - - - -
Transferências Intergovernamentais - - - -
Transferências de Instituições Privadas - - - -
Transferências do Exterior - - - -
Transferência de Pessoas - - - -
Transferências de Outras Instituições Públicas - - - -
Transferências de Convênios - - - -
Transferências para o Combate à Fome - - - -
Outras Receitas de Capital - - - -
Integralização do Capital Social - - - -
Resultado do Banco Central do Brasil - - - -
Remuneração das Disponibilidades do Tesouro Nacional - - - -
Dívida Ativa Prov. da Amortização Empréstimos e Financiam. - - - -
Receita Dívida Ativa Alienação Estoques de Café - - - -
Receita de Títulos Resgatados do Tesouro Nacional - - - -
Receitas de Capital Diversas - - - -
RECURSOS ARRECADADOS EM EXERCÍCIOS ANTERIORES - - - -
SUBTOTAL DE RECEITAS 57.803.463.234,00 57.803.463.234,00 9.272.061,92 -57.794.191.172,08
REFINANCIAMENTO - - -
Operações de Crédito Internas - - - -
Mobiliária - - - -
Contratual - - - -
Operações de Crédito Externas - - - -
Mobiliária - - - -
Contratual - - - -
SUBTOTAL COM REFINANCIAMENTO 57.803.463.234,00 57.803.463.234,00 9.272.061,92 -57.794.191.172,08
DÉFICIT 995.349.449,05 995.349.449,05
TOTAL 57.803.463.234,00 57.803.463.234,00 1.004.621.510,97 -56.414.739.966,33
DETALHAMENTO DOS AJUSTES NA PREVISÃO ATUALIZADA - - - -
Créditos Adicionais Abertos com Superávit Financeiro - - - -
Relatório de Gestão
Créditos Adicionais Consolidado
Abertos com ExcessoMEC
de Arrecadação Exercício 2015 - - - 164 -
Créditos Cancelados Líquidos - - - -
Créditos Adicionais Reabertos - - - -
MINISTÉRIO DA FAZENDA
SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL
TITULO: BALANÇO ORÇAMENTÁRIO - TODOS OS ORÇAMENTOS
SUBTITULO: 26000 - MINISTERIO DA EDUCACAO - ADMINISTRAÇÃO DIRETA
EXERCíCIO: 2015

DESPESA
DESPESAS
DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS DOTAÇÃO INICIAL DOTAÇÃO ATUALIZADA DESPESAS EMPENHADAS DESPESAS PAGAS SALDO DA DOTAÇÃO
LIQUIDADAS
DESPESAS CORRENTES 1.643.461.934,00 1.695.932.895,00 966.873.288,20 698.314.138,42 697.194.696,83 729.059.606,80
Pessoal e Encargos Sociais 353.914.869,00 366.021.044,00 354.614.869,00 348.323.990,32 348.323.990,32 11.406.175,00
Juros e Encargos da Dívida 1.408.503,00 1.408.503,00 - - - 1.408.503,00
Outras Despesas Correntes 1.288.138.562,00 1.328.503.348,00 612.258.419,20 349.990.148,10 348.870.706,51 716.244.928,80
DESPESAS DE CAPITAL 375.970.733,00 372.970.733,00 37.748.222,77 12.688.210,80 12.688.210,80 335.222.510,23
Investimentos 362.955.645,00 359.955.645,00 37.748.222,77 12.688.210,80 12.688.210,80 322.207.422,23
Inversões Financeiras 9.000.000,00 9.000.000,00 - - - 9.000.000,00
Amortização da Dívida 4.015.088,00 4.015.088,00 - - - 4.015.088,00
RESERVA DE CONTINGÊNCIA - - - - - -
RESERVA DO RPPS - - - - - -
SUBTOTAL DAS DESPESAS 2.019.432.667,00 2.068.903.628,00 1.004.621.510,97 711.002.349,22 709.882.907,63 1.064.282.117,03
AMORTIZAÇÃO DA DÍVIDA / REFINANCIAMENTO - - - - - -
Amortização da Dívida Interna - - - - - -
Dívida Mobiliária - - - - - -
Outras Dívidas - - - - - -
Amortização da Dívida Externa - - - - - -
Dívida Mobiliária - - - - - -
Outras Dívidas - - - - - -
SUBTOTAL COM REFINANCIAMENTO 2.019.432.667,00 2.092.256.796,65 1.081.644.224,21 711.002.349,22 709.882.907,63 1.064.282.117,03
TOTAL 2.019.432.667,00 2.092.256.796,65 1.081.644.224,21 711.002.349,22 709.882.907,63 1.064.282.117,03

ANEXO 1 - DEMONSTRATIVO DE EXECUÇÃO DOS RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADOS

INSCRITOS EM INSCRITOS EM 31 DE
DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS EXERCÍCIOS DEZEMBRO DO LIQUIDADOS PAGOS CANCELADOS SALDO
ANTERIORES EXERCÍCIO ANTERIOR
DESPESAS CORRENTES 120.172.910,39 147.912.975,88 118.082.075,49 118.069.216,59 1.399.535,29 148.617.134,39
Pessoal e Encargos Sociais 613.954,19 5.669.314,14 - - - 6.283.268,33
Juros e Encargos da Dívida - - - - - -
Outras Despesas Correntes 119.558.956,20 142.243.661,74 118.082.075,49 118.069.216,59 1.399.535,29 142.333.866,06
DESPESAS DE CAPITAL 1.266.705,31 9.150.596,98 9.643.585,10 9.643.585,10 - 773.717,19
Investimentos 1.266.705,31 9.150.596,98 9.643.585,10 9.643.585,10 - 773.717,19
Inversões Financeiras - - - - - -
Amortização da Dívida - - - - - -
TOTAL 121.439.615,70 157.063.572,86 127.725.660,59 127.712.801,69 1.399.535,29 149.390.851,58

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 165


MINISTÉRIO DA FAZENDA
SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL
TITULO: BALANÇO ORÇAMENTÁRIO - TODOS OS ORÇAMENTOS
SUBTITULO: 26000 - MINISTERIO DA EDUCACAO - ADMINISTRAÇÃO DIRETA
EXERCíCIO: 2015

ANEXO 2 - DEMONSTRATIVO DE EXECUÇÃO RESTOS A PAGAR PROCESSADOS E NAO PROCESSADOS LIQUIDADOS

INSCRITOS EM INSCRITOS EM 31 DE
DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS EXERCÍCIOS DEZEMBRO DO PAGOS CANCELADOS SALDO
ANTERIORES EXERCÍCIO ANTERIOR

DESPESAS CORRENTES 613.268,27 2.592.096,07 2.513.731,14 7.993,75 683.639,45


Pessoal e Encargos Sociais - 1.665.242,12 1.665.242,12 - -
Juros e Encargos da Dívida - - - - -
Outras Despesas Correntes 613.268,27 926.853,95 848.489,02 7.993,75 683.639,45
DESPESAS DE CAPITAL 1.036.608,21 - - - 1.036.608,21
Investimentos 1.036.608,21 - - - 1.036.608,21
Inversões Financeiras - - - - -
Amortização da Dívida - - - - -
TOTAL 1.649.876,48 2.592.096,07 2.513.731,14 7.993,75 1.720.247,66

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 166


MINISTÉRIO DA FAZENDA
SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL
TITULO: BALANÇO PATRIMONIAL - TODOS OS ORÇAMENTOS
SUBTITULO: 26000 - MINISTERIO DA EDUCACAO - ADMINISTRAÇÃO DIRETA
EXERCíCIO: 2015
ATIVO PASSIVO
ESPECIFICAÇÃO 2015 2014 ESPECIFICAÇÃO 2015 2014
ATIVO CIRCULANTE 1.621.398.999,17 3.461.586.486,84 PASSIVO CIRCULANTE 1.289.169.410,48 1.313.093.343,75
Caixa e Equivalentes de Caixa 537.826.841,41 419.801.656,97 Obrigações Trabalh., Previd. e Assist. a Pagar a Curto Prazo 2.312.828,07 1.350.369,09
Créditos a Curto Prazo - - Empréstimos e Financiamentos a Curto Prazo 4.449.110,14 4.449.110,14
Créditos Tributários a Receber - Fornecedores e Contas a Pagar a Curto Prazo 336.810,64 238.795,05
Clientes - Obrigações Fiscais a Curto Prazo 487,08 487,08
Créditos de Transf erências a Receber - Obrigações de Repartição a Outros Entes - -
Empréstimos e Financiamentos Concedidos - Provisões de Curto Prazo - -
Dívida Ativa Tributária - Demais Obrigações a Curto Prazo 1.282.070.174,55 1.307.054.582,39
Dívida Ativa Não Tributária -
(-) Ajustes para Perdas em Créditos de Curto Prazo -
Dem ais Créditos e Valores a Curto Prazo 1.081.198.406,69 3.038.970.541,01
Investim entos e Aplicações Tem porárias a Curto Prazo - -
Estoques 2.373.751,07 2.814.288,86
VPDs Pagas Antecipadam ente - -
ATIVO NÃO CIRCULANTE 1.083.850.551,83 1.074.432.278,04 PASSIVO NÃO CIRCULANTE 23.975.506,92 23.975.506,92
Ativo Realizável a Longo Prazo 311.293.832,17 311.293.832,17 Obrigações Trabalh., Previd. e Assist. a Pag. de Longo Prazo - -
Créditos a Longo Prazo 311.293.832,17 311.293.832,17 Empréstimos e Financiamentos a Longo Prazo 23.720.119,63 23.720.119,63
Créditos Tributários a Receber - Fornecedores e Contas a Pagar a Longo Prazo 255.387,29 255.387,29
Clientes - Obrigações Fiscais a Longo Prazo - -
Empréstimos e Financiamentos Concedidos 311.293.832,17 311.293.832,17 Provisões de Longo Prazo - -
Dívida Ativa Tributária - Demais Obrigações a Longo Prazo - -
Dívida Ativa Não Tributária - Resultado Dif erido - -
(-) Ajustes para Perdas em Créditos de Longo Prazo - TOTAL DO PASSIVO EXIGÍVEL 1.313.144.917,40 1.337.068.850,67
Demais Créditos e Valores a Longo Prazo -
Investimentos e Aplicações Temporárias a Longo Prazo - -
Estoques -
VPDs Pagas Antecipadamente -
Investim entos 31.075,86 31.075,86
ESPECIFICAÇÃO 2015 2014
Participações Perm anentes 2.783,07 2.783,07 Patrim ônio Social e Capital Social - -
Participações Avaliadas p/Método da Equivalência Patrim onial 2.783,07 2.783,07 Adiantam entos para Futuro Aum ento de Capital (AFAC) - -
Participações Avaliadas pelo Método de Custo - Reservas de Capital - -
Ajustes de Avaliação Patrim onial - -
(-) Red. ao Valor Recuperável de Participações Permanentes - Reservas de Lucros - -
Propriedades para Investim ento - - Dem ais Reservas - -
Propriedades para Investimento - - Resultados Acum ulados 1.392.104.633,60 3.198.949.914,21
(-) Depreciação Acumulada de Propriedades p/ Investimentos - - Resultado do Exercício (1.806.840.667,56) -
(-) Redução ao Valor Rec. de Propriedades para Investimentos - - Resultados de Exercícios Anteriores 3.198.949.914,21 3.198.949.914,21
Investim entos do RPSS de Longo Prazo - - Ajustes de Exercícios Anteriores (4.613,05) -
Investimentos do RPSS de Longo Prazo - - (-) Ações / Cotas em Tesouraria - -
(-) Redução ao Valor Recuperável de Investimentos do RPPS - -
Dem ais Investim entos Perm anentes 28.292,79 28.292,79
Demais Investimentos Permanentes 28.292,79 28.292,79 TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 1.392.104.633,60 3.198.949.914,21
(-) Redução ao Valor Recuperável de Demais Invest. Perm. - -
Im obilizado 711.168.549,32 714.436.555,87
Bens Móveis 28.693.221,14 31.951.803,59
Bens Móveis 104.878.995,96 96.556.226,50
(-) Depreciação/Amortização/Exaustão Acum. de Bens Móveis -76.536.099,64 -65.105.594,15
(-) Redução ao Valor Recuperável de Bens Móveis - -
Bens Im óveis 682.475.328,18 682.484.752,28
Bens Imóveis 682.539.100,37 682.539.100,37
(-) Depr./Amortização/Exaustão Acum. de Bens Imóveis -63.772,19 3.533,76
(-) Redução ao Valor Recuperável de Bens Imóveis - -
Intangível 61.357.094,48 48.670.814,14
Sof tw ares 61.261.884,81 48.575.604,47
Sof tw ares 61.261.884,81 48.575.604,47
(-) Amortização Acumulada de Sof tw ares - -
(-) Redução ao Valor Recuperável de Sof tw ares - -
Marcas, Direitos e Patentes Industriais 95.209,67 95.209,67
Marcas, Direitos e Patentes Industriais 95.209,67 95.209,67
(-) Amortização Acumulada de Marcas, Direitos e Patentes Ind - -
(-) Redução ao Valor Recuperável de Marcas, Direitos e Pat. - -
Direitos de Uso de Imóveis - -
Direitos de Uso de Imóveis - -
(-) Amortização Acumulada de Direito de Uso de Imóveis - -
(-) Redução ao Valor Recuperável Direito de Uso de Imóveis - -
Diferido - -
Dif erido -
(-) Amortização Acumulada -

TOTAL DO ATIVO 2.705.249.551,00 4.536.018.764,88 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.705.249.551,00 4.536.018.764,88

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 167


MINISTÉRIO DA FAZENDA
SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL
TITULO: BALANÇO PATRIMONIAL - TODOS OS ORÇAMENTOS
SUBTITULO: 26000 - MINISTERIO DA EDUCACAO - ADMINISTRAÇÃO DIRETA
EXERCíCIO: 2015

ATIVO PASSIVO

ESPECIFICAÇÃO 2015 2014 ESPECIFICAÇÃO 2015 2014


ATIVO FINANCEIRO 1.093.583.129,48 15.820.911.037,85 PASSIVO FINANCEIRO 1.725.404.626,70 23.738.617.467,05

ATIVO PERMANENTE 1.611.666.421,52 -11.284.892.272,97 PASSIVO PERMANENTE 30.737.445,13 -22.123.276.253,64

SALDO PATRIMONIAL - SALDO PATRIMONIAL 949.107.479,17 2.920.677.551,47

Quadro de Compensações

ATIVO PASSIVO
ESPECIFICAÇÃO ESPECIFICAÇÃO
2015 2014 2015 2014
ESPECIFICAÇÃO / Saldo dos Atos Potenciais Ativos ESPECIFICAÇÃO / Saldo dos Atos Potenciais Passivos
SALDO DOS ATOS POTENCIAIS ATIVOS 101.329.483,35 71.065.354,77 SALDO DOS ATOS POTENCIAIS PASSIVOS 901.901.450,67 544.417.207,82

Execução dos Atos Potenciais Ativos 101.329.483,35 71.065.354,77 Execução dos Atos Potenciais Passivos 901.901.450,67 544.417.207,82

Garantias e Contragarantias Recebidas a Executar 7.058.424,06 - Garantias e Contragarantias Concedidas a Executar - -


Direitos Conveniados e Outros Instrumentos Congêneres a Rec. 86.939.915,89 63.734.211,37 Obrigações Conveniadas e Outros Instrum Congêneres a Liberar 555.476.369,04 349.955.298,96
Direitos Contratuais a Executar 7.331.143,40 7.331.143,40 Obrigações Contratuais a Executar 346.425.081,63 202.867.248,63
Outros Atos Potenciais Ativos a Executar - - Outros Atos Potenciais Passivos a Executar - -
TOTAL 101.329.483,35 71.299.254,64 TOTAL 901.901.450,67 544.417.207,82

DEMONSTRATIVO DO SUPERÁVIT/DÉFICIT FINANCEIRO APURADO NO BALANÇO PATRIMONIAL

DESTINAÇÃO DE RECURSOS SUPERÁVIT/DÉFICT FINANCEIRO

Recursos Ordinários -12.321.545,28


Recursos Vinculados -619.499.951,94
Educação -1.099.686.584,34
Seguridade Social 354.225.583,67
(Exceto RGPS)
Operação de Crédito 142.332.010,38
Transferências 115.397,29
Constitucionais e
Previdência Social 12.872,56
(RGPS)
Outros Recursos -28.263.828,97
Vinculados a Órgãos e
Outros Recursos 7.352.215,72
Vinculados a Fundos
Demais Recursos -349.376,93
TOTAL -631.821.497,22

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 168


MINISTÉRIO DA FAZENDA
SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL
TITULO: DEMONSTRAÇÕES DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS - TODOS OS ORÇAMENTOS
SUBTITULO: 26000 - MINISTERIO DA EDUCACAO - ADMINISTRAÇÃO DIRETA
EXERCICIO: 2015
VARIAÇÕES PATRIMONIAIS QUANTITATIVAS
2015 2014
VARIAÇÕES PATRIMONIAIS AUMENTATIVAS 121.478.713.150,38 -
Im postos, Taxas e Contribuições de Melhoria - -
Impostos - -
Taxas - -
Contribuições de Melhoria - -
Contribuições - -
Contribuições Sociais - -
Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico - -
Contribuição de Iluminação Pública - -
Contribuições de Interesse das Categorias Profissionais - -
Exploração e Venda de Bens, Serviços e Direitos 272.770,36 -
Venda de Mercadorias - -
Vendas de Produtos - -
Exploração de Bens, Direitos e Prestação de Serviços 272.770,36 -
Variações Patrim oniais Aum entativas Financeiras 403.874,68 -
Juros e Encargos de Empréstimos e Financiamentos Concedidos - -
Juros e Encargos de Mora 725,36 -
Variações Monetárias e Cambiais - -
Descontos Financeiros Obtidos - -
Remuneração de Depósitos Bancários e Aplicações Financeiras 403.149,32 -
Aportes do Banco Central - -
Outras Variações Patr. Aumentativas Financeiras - -
Transferências e Delegações Recebidas 119.205.857.366,91 -
Transferências Intragovernamentais 119.205.857.366,90 -
Transferências Intergovernamentais - -
Transferências das Instituições Privadas - -
Transferências das Instituições Multigovernamentais - -
Transferências de Consórcios Públicos - -
Transferências do Exterior - -
Execução Orçamentária Delegada de Entes - -
Transferências de Pessoas Físicas - -
Outras Transferências e Delegações Recebidas 0,01 -
Valorização e Ganhos c/ Ativos e Desincorporação de Passivos 2.263.283.564,78 -
Reavaliação de Ativos - -
Ganhos com Alienação - -
Ganhos com Incorporação de Ativos - -
Ganhos com Desincorporação de Passivos 2.263.283.564,78 -
Reversão de Redução ao Valor Recuperável - -
Outras Variações Patrim oniais Aum entativas 8.895.573,65 -
Variação Patrimonial Aumentativa a Classificar - -
Resultado Positivo de Participações - -
Operações da Autoridade Monetária - -
VPA de Dívida Ativa -
Reversão de Provisões e Ajustes para Perdas - -
Diversas Variações Patrimoniais Aumentativas 8.895.573,65 -

VARIAÇÕES PATRIMONIAIS DIMINUTIVAS 123.285.553.817,94 -


Pessoal e Encargos 147.194.322,90 -
Remuneração a Pessoal 110.730.439,94 -
Encargos Patronais 22.185.040,11 -
Benefícios a Pessoal 12.622.533,59 -
Outras Var. Patrimoniais Diminutivas - Pessoal e Encargos 1.656.309,26 -
Benefícios Previdenciários e Assistenciais 212.933.426,94 -
Aposentadorias e Reformas 132.361.586,58 -
Pensões 80.299.941,30 -
Benefícios de Prestação Continuada - -
Benefícios Eventuais - -
Políticas Públicas de Transferência de Renda - -
Outros Benefícios Previdenciários e Assistenciais 271.899,06 -
Uso de Bens, Serviços e Consum o de Capital Fixo 250.885.979,14 -
Uso de Material de Consumo 924.620,27 -
Serviços 238.370.582,86 -
Depreciação, Amortização e Exaustão 11.590.776,01 -
Variações Patrim oniais Dim inutivas Financeiras 748,35 -
Juros e Encargos de Empréstimos e Financiamentos Obtidos - -
Juros e Encargos de Mora - -
Variações Monetárias e Cambiais - -
Descontos Financeiros Concedidos 748,35 -
Aportes ao Banco Central - -
Outras Variações Patrimoniais Diminutivas Financeiras - -
Transferências e Delegações Concedidas 118.389.274.537,75 -
Transferências Intragovernamentais 118.220.709.481,28 -
Transferências Intergovernamentais 2.336.151,11 -
Transferências a Instituições Privadas 110.333.333,32 -
Transferências a Instituições Multigovernamentais - -
Transferências a Consórcios Públicos - -
Transferências ao Exterior 55.795.902,04 -
Execução Orçamentária Delegada a Entes - -
Outras Transferências e Delegações Concedidas 99.670,00 -
Desvalorização e Perda de Ativos e Incorporação de Passivos 4.256.483.234,56 -
Reavaliação, Redução a Valor Recuperável e Ajustes p/ Perdas - -
Perdas com Alienação - -
Perdas Involuntárias - -
Incorporação de Passivos 1.718.842.940,34 -
Desincorporação de Ativos 2.537.640.294,22 -
Tributárias - -
Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria - -
Contribuições - -
Custo - Mercadorias, Produtos Vend. e dos Serviços Prestados - -
Custo das Mercadorias Vendidas - -
Custos dos Produtos Vendidos - -
Custo dos Serviços Prestados - -
Outras Variações Patrim oniais Dim inutivas 28.781.568,30 -
Premiações - -
Resultado Negativo de Participações - -
Operações da Autoridade Monetária - -
Incentivos 27.642.000,00 -
Subvenções Econômicas - -
Participações e Contribuições - -
Constituição de Provisões - -
Diversas Variações Patrimoniais Diminutivas 1.139.568,30 -

RESULTADO PATRIMONIAL DO PERÍODO -1.806.840.667,56 -

VARIAÇÕES PATRIMONIAIS QUALITATIVAS


Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 2015 2014 169
MINISTÉRIO DA FAZENDA
SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL
TITULO: DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA - TODOS OS ORÇAMENTOS
SUBTITULO: 26000 - MINISTERIO DA EDUCACAO - ADMINISTRAÇÃO DIRETA
EXERCíCIO: 2015
2015 2014
FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DAS OPERAÇÕES 139.133.365,64 -
INGRESSOS 119.216.143.635,73 -
Receitas Derivadas e Originárias 9.272.061,92 -
Receita Tributária - -
Receita de Contribuições - -
Receita Patrimonial 272.770,36 -
Receita Agropecuária - -
Receita Industrial - -
Receita de Serviços 29.852,46 -
Remuneração das Disponibilidades - -
Outras Receitas Derivadas e Originárias 8.969.439,10 -
Transferências Correntes Recebidas - -
Intergovernamentais - -
Dos Estados e/ou Distrito Federal - -
Dos Municípios - -
Intragovernamentais - -
Outras Transferências Correntes Recebidas - -
Outros Ingressos das Operações 119.206.871.573,81 -
Ingressos Extraorçamentários -132.801,71 -
Restituições a Pagar -
Passivos Transferidos -
Cancelamento de Obrigações do Exercício Anterior 1.262.483,60 -
Transferências Financeiras Recebidas 119.205.846.997,32 -
Arrecadação de Outra Unidade -
Variação Cambial -
Valores para Compensação -
Valores em Trânsito -
DARF - SISCOMEX -
Ajuste Acumulado de Conversão -
Demais Recebimentos -
DESEMBOLSOS -119.077.010.270,09 -
Pessoal e Dem ais Despesas -614.831.513,16 -
Legislativo - -
Judiciário - -
Essencial à Justiça - -
Administração - -
Defesa Nacional - -
Segurança Pública - -
Relações Exteriores - -
Assistência Social - -
Previdência Social -212.974.118,57 -
Saúde - -
Trabalho - -
Educação -401.857.394,59 -
Cultura - -
Direitos da Cidadania - -
Urbanismo - -
Habitação - -
Saneamento - -
Gestão Ambiental - -
Ciência e Tecnologia - -
Agricultura - -
Organização Agrária - -
Indústria - -
Comércio e Serviços - -
Comunicações - -
Energia - -
Transporte - -
Desporto e Lazer - -
Encargos Especiais - -
(+/-) Ordens Bancárias não Sacadas - Cartão de Pagamento - -
Juros e Encargos da Dívida - -
Juros e Correção Monetária da Dívida Interna - -
Juros e Correção Monetária da Dívida Externa - -
Outros Encargos da Dívida - -
Transferências Concedidas -204.169.746,10 -
Intergovernamentais -4.687.414,50 -
A Estados e/ou Distrito Federal -4.687.414,50 -
A Municípios - -
Intragovernamentais -24.172.323,34 -
Outras Transferências Concedidas -175.310.008,26 -
Outros Desem bolsos das Operações -118.258.009.010,83 -
Dispêndios Extraorçamentários -264.582,91 -
Pagamento de Restituições de Exercícios Anteriores -
Pagamento de Passivos Recebidos -
Transferências Financeiras Concedidas -118.220.699.111,69 -
Cancelamento de Direitos do Exercício Anterior -34.919.098,15 -
Transferência de Arrecadação para Outra Unidade -
Variação Cambial -
Valores Compensados - -
Valores em Trânsito -
Ajuste Acumulado de Conversão -
Demais Pagamentos -2.126.218,08 -

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 170


MINISTÉRIO DA FAZENDA
SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL
TITULO: DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA - TODOS OS ORÇAMENTOS
SUBTITULO: 26000 - MINISTERIO DA EDUCACAO - ADMINISTRAÇÃO DIRETA
EXERCíCIO: 2015

FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO -21.108.181,20 -

INGRESSOS - -
Alienação de Bens - -
Amortização de Empréstimos e Financiamentos Concedidos - -
Outros Ingressos de Investimentos - -
DESEMBOLSOS -21.108.181,20 -
Aquisição de Ativo Não Circulante -10.084.431,81 -
Concessão de Empréstimos e Financiamentos - -
Outros Desembolsos de Investimentos -11.023.749,39 -

FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO - -


INGRESSOS - -
Operações de Crédito - -
Integralização do Capital Social de Em presas Estatais - -
Transferências de Capital Recebidas - -
Intergovernamentais - -
Dos Estados e/ou Distrito Federal - -
Dos Municípios - -
Intragovernamentais - -
Outras Transferências de Capital Recebidas - -
Outros Ingressos de Financiam ento - -
DESEMBOLSOS - -
Am ortização / Refinanciam ento da Dívida - -
Outros Desem bolsos de Financiam ento - -
GERAÇÃO LÍQUIDA DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 118.025.184,44 -
CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA INICIAL 419.801.656,97 -
CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA FINAL 537.826.841,41 -

Revisão Analítica e Notas Explicativas


A análise dos dados foi feita com base no instrumento da “Revisão Analítica”, considerando
os valores e/ou percentuais mais relevantes em função da materialidade e/ou da importância do item
ou conta contábil das unidades da administração direta integrantes da Secretaria Executiva
vinculadas ao órgão subordinado 26000, por meio da análise horizontal e vertical.
Em função da implantação do novo Plano de Contas, a CCONT/STN considerou a revisão
analítica apenas do Balanço Patrimonial e da Demonstração das Variações Patrimoniais, cujos
quadros destes demonstrativos contendo as revisões analíticas, foram elaborados pela CCONT/STN
e extraídos do TESOURO GERENCIAL. O relatório considerou, para fins de evidenciação as dez
unidades relacionadas na tabela disposta no item Tratamento Contábil de depreciação, de
amortização e da exaustão, que integram a Secretaria Executiva/MEC.
A metodologia utilizada para elaboração das Revisões Analíticas do Ativo, Passivo, PL,
VPA e VPD baseou-se na verificação das variações percentuais e absolutas mais relevantes
apontadas pelas análises horizontal e vertical dos itens e contas mais relevantes, em contrapartida
do registro correspondente nas contas de VPA, VPD, Ativo, Passivo e patrimônio Líquido
(referências cruzadas).
A análise foi feita considerando apenas os saldos das contas contábeis da UPC, que agrega
as unidades da administração direta sediadas em Brasília, excetuando-se o INES - INSTITUTO
NACIONAL DE EDUCACAO DE SURDOS-RJ (UG 152005/1) e o IBC - INSTITUTO
BENJAMIN CONSTANT-RJ (UG 152004/1), que farão as devidas análises e enviarão seu
respectivo Relatório de Gestão diretamente para o TCU, conforme as disposições da Decisão
Normativa-TCU 146, de 30/09/2015.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 171


Revisão Analítica do Ativo
CCon - Mês Lançamento set/15 dez/15 Diferença
CCon -
Subgrupo AH%
Grupo (2) Saldo Atual - Saldo Atual - Saldo Atual -
(3) CCon - Título (4) AV% AV% AV%
EQUIVALENTES R$ R$ R$

CAIXA E
DE CAIXA
CAIXA E

EQUIVALENT ES EM 2.279.069.649 58,70% 537.826.841 19,88% -1.741.242.808 58,70% -76,40%


MOEDA NACIONAL

Total 2.279.069.649 58,70% 537.826.841 19,88% -1.741.242.808 58,70% -76,40%


DEMAIS CREDITOS E VALORES A CURTO PRAZO

ADIANT AMENT O
CONCEDIDO A
477.534.937 12,30% 485.194.756 17,94% 7.659.820 12,30% 1,60%
PESSOAL E
T ERCEIROS
ATIVO CIRCULANTE

CREDIT OS POR
DANOS AO 38.353.000 0,99% 38.353.000 1,42% 0 0,99% 0,00%
PAT RIMONIO
OUT ROS CREDIT OS A
REC E VALORES A
CURT O PRAZO 1.894.362 0,05% 557.650.650 20,62% 555.756.288 0,05% 29337,39% (1)
(CONT A
1.1.3.8.2.33.00)
T RIBUT OS A
RECUPERAR / 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% #DIV/0!
COMPENSAR
Total 517.782.299 13,34% 1.081.198.407 39,97% 563.416.108 13,34% 108,81%

ALMOXARIFADO 2.463.522 0,06% 2.373.751 0,09% -89.771 0,06% -3,64%


EST OQUES
Total 2.463.522 0,06% 2.373.751 0,09% -89.771 0,06% -3,64%

Total 2.799.315.470 72,10% 1.621.398.999 59,94% -1.177.916.471 72,10% -42,08%


REALIZAVEL A
LONGO PRAZO

CREDIT OS A LONGO
311.293.832 8,02% 311.293.832 11,51% 0 8,02% 0,00%
ATIVO

PRAZO

Total 311.293.832 8,02% 311.293.832 11,51% 0 8,02% 0,00%

BENS IMOVEIS 682.262.142 17,57% 682.262.142 25,22% 0 17,57% 0,00%


BENS MOVEIS 103.347.542 2,66% 104.878.996 3,88% 1.531.454 2,66% 1,48%
IMOBILIZADO

DEPRECIACAO,
EXAUST AO E
-73.051.370 -1,88% -76.249.547 -2,82% -3.198.177 -1,88% 4,38%
AMORT IZACAO
ACUMULADA
ATIVO NAO CIRCULANTE

Total 712.558.314 18,35% 710.891.591 26,28% -1.666.723 18,35% -0,23%

MARCAS, DIREIT OS E
INTANGIVEL

PAT ENT ES 95.210 0,00% 95.210 0,00% 0 0,00% 0,00% (2)


INDUST RIAIS

SOFT WARES 59.069.587 1,52% 61.261.885 2,26% 2.192.297 1,52% 3,71% (3)
Total 59.164.797 1,52% 61.357.094 2,27% 2.192.297 1,52% 3,71%

DEMAIS
INVESTIMENTOS

INVEST IMENT OS 28.293 0,00% 28.293 0,00% 0 0,00% 0,00% (4)


PERMANENT ES

PART ICIPACOES
2.783 0,00% 2.783 0,00% 0 0,00% 0,00%
PERMANENT ES

Total 31.076 0,00% 31.076 0,00% 0 0,00% 0,00%


Total 1.083.048.019 27,90% 1.083.573.594 40,06% 525.574 27,90% 0,05%
Total 3.882.363.489 100,00% 2.704.972.593 100,00% -1.177.390.896 100,00% -30,33%

(1) O acréscimo no item "OUTROS CRÉDITOS A RECEBER E VALORES A CURTO


PRAZO", do terceiro para o quarto trimestre de 2015, foi decorrente, principalmente, do
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 172
aumento na conta 11382.33.02 - REPASSE CONCEDIDO DIFERIDO, referente à inscrição
de recursos diferidos no encerramento do exercício pela CCONT/STN na UG 150014/1
(Subsecretaria de Planejamento e Orçamento - SPO/MEC). Esses recursos serão repassados
às entidades no exercício de 2016 como antecipação de Repasse, cujos maiores montantes
pertencem à CAPES, FNDE e Fundação Universidade de Brasília, para que essas e outras
entidades deem continuidade à execução dos Termos de Execução Descentralizada (TED)
firmados. A contrapartida destes registros ocorreu na conta 46402.00.00 - GANHOS C/
DESINCORPORACAO DE PASSIVOS - INTRA, na DVP.

(2) O valor apresentado no item de MARCAS, DIREITOS E PATENTES INDUSTRIAIS,


refere-se à conta 12421.02.00 - Concessão de Direito de Uso de Comunicação, registrada no
Balancete na UG 150002/1 (SAA), no total de R$ 95.209,67, os quais são de propriedade e
controle da Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), UG 150004/1. Tendo em vista que
em 2016 a DTI passará a ser Unidade Gestora Executora, esse valor será transferido para ela.
Nesse sentido, a SPO prestará orientações quanto a reavaliação ou baixa, caso haja
evidências de que os mesmos não trarão mais benefícios econômicos no futuro.

(3) A partir de janeiro de 2016, a conta 12411.00.00 - Softwares, pertencente ao grupo do Ativo
Intangível, será segregada em “Softwares com Vida Útil Definida” - 12411.01.00 e
“Softwares com Vida Útil Indefinida” - 12411.02.00, para fins de controle e registro da
amortização de forma mais apropriada/adequada. Apenas os softwares classificados com vida
útil definida estarão sujeitos à amortização. Assim como mencionado na observação (2)
acima, o valor de Softwares está registrado no Balancete da SAA, por ser a Unidade Gestora
Executora integrante da Secretaria Executiva, mas os mesmos são de propriedade e controle
da DTI. Em 2016, esta será orientada pela SPO quanto a reavaliação, redução ao valor
recuperável e amortização para que esses procedimentos sejam iniciados, em atendimento às
macrofunções: 02.03.35 (Reavaliação e Redução ao Valor Recuperável) e 02.03.30
(Depreciação, Amortização e Exaustão na Administração Direta, Autarquias e Fundações da
Administração Pública Federal). Cabe mencionar que esta Setorial Contábil enviou
mensagens SIAFI em complementação à mensagem da CCONT/STN nº 2015/1799873 sobre
a segregação da conta de Softwares. São eles: COMUNICAs SPO/MEC nºs 2015/1879369
de 25.11.2015; 2016/0427734 de 24.02.2016 e 2016/0433161 de 25.02.2016. Foram citadas
as regras contidas nos normativos aplicáveis à Administração Pública Federal, tais como
macrofunções 02.11.30, 02.03.30, 02.03.35, bem como MCASP 6ª Edição, de forma a
auxiliar as Unidades subordinadas ao MEC na classificação de ativos intangíveis,
especialmente os softwares, a partir de 2016. No caso da Administração Direta do MEC,
excetuando o INES e o IBC, apenas a UG 150002/1 (Subsecretaria de Assuntos
Administrativos) possui o registro dos bens intangíveis da UPC.

(4) A Secretaria Executiva possui registro na conta de Investimentos (12200.00.00), no total de


R$ 31.075,86, que se refere à soma das contas DEMAIS INVESTIMENTOS
PERMANENTES no valor de R$ 28.292,79 e PARTICIPACOES PERMANENTES no valor
R$ 2.783,07, no Balancete da UG 150002/1. Tais valores referem-se a aquisições de
títulos/ações da antiga BRASIL TELECOM S/A, pertencentes à Diretoria de Tecnologia da
Informação (DTI/MEC). O valor mais significativo foi registrado no ano de 1996. Tendo em
vista que em 2016 a DTI passará a ser UG Executora, esse valor será transferido para essa
UG. Nesse sentido, esta setorial prestará orientações quanto à reavaliação, a redução ao valor
recuperável e a amortização para que esses investimentos sejam analisados quanto à
permanência ou baixa do saldo, em atendimento às macrofunções: 02.03.35 (Reavaliação e
Redução ao Valor Recuperável); 02.03.30 (Depreciação, Amortização e Exaustão na
Administração Direta, Autarquias e Fundações da Administração Pública Federal) e 02.11.22
(Participação da União no Capital de Empresas).
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 173
Revisão Analítica do Passivo
Mês Lançamento 30/09/2015 31/12/2015 Diferença AH(%)
CCon -
CCon - S ubgrupo (3)
Grupo (2)
S aldo Atual - S aldo Atual - S aldo Atual - S aldo Atual -
CCon - Título (4) AV% AV% AV% AV%
R$ R$ R$ R$
OUTRAS

OBRIGACOES A
CURTO PRAZO
DEMAIS OBRIGACOES A 2.386.824 6,56% 1.281.545.282 97,59% 1.279.158.459 91,03% 53592,50% 1386,84% (1)
CURTO PRAZO
VALORES
1.280.991 3,52% 524.892 0,04% -756.099 -3,48% -59,02% -98,87%
RESTITUIVEIS
Total 3.667.815 10,09% 1.282.070.175 97,63% 1.278.402.360 87,55% 34854,61% 867,95%

EM PRESTIM OS A
EM PRESTIM OS E CURTO PRAZO - 4.449.110 12,24% 4.449.110 0,34% 0 -11,90% 0,00% -97,23%
FINANCIAM ENTOS INTERNO
A CURTO PRAZO
Total 4.449.110 12,24% 4.449.110 0,34% 0 -11,90% 0,00% -97,23%
CONTAS A PAGAR A

FORNECEDORES E
FORNECEDORES E
PASSIVO CIRCULANTE

CURTO PRAZO

CONTAS A PAG 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00%


ESTRANGEIROS A CP

FORNECEDORES E
CONTAS A PAGAR 4.270.280 11,74% 336.811 0,03% -3.933.470 -11,72% -92,11% -99,78% (2)
NACIONAIS A CP
Total 4.270.280 11,74% 336.811 0,03% -3.933.470 -11,72% -92,11% -99,78%
PREVID E ASSIST
TRABALHISTAS,

BENEFICIOS
A PAGAR-CP

PREVIDENCIARIOS A 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00%


OBRIG

PAGAR
ENCARGOS SOCIAIS
0 0,00% 0 0,00% 0 0,00%
A PAGAR
PESSOAL A PAGAR 0 0,00% 2.312.828 0,18% 2.312.828 0,18% (3)
Total 0 0,00% 2.312.828 0,18% 2.312.828 0,18%
OBRIGACOES

OBRIGACOES
FISCAIS A

FISCAIS A CURTO
CURTO
PRAZO

487 0,00% 487 0,00% 0 0,00% 0,00% -97,23%


PRAZO COM A
UNIAO
Total 487 0,00% 487 0,00% 0 0,00% 0,00% -97,23%
Total 12.387.692 34,07% 1.289.169.410 98,17% 1.276.781.718 64,11% 10306,86% 188,18%
EM PRESTIM OS A
EM PRESTIM OS E LONGO PRAZO - 23.720.120 65,23% 23.720.120 1,81% 0 -63,42% 0,00% -97,23% (4)
FINANCIAM ENTOS INTERNO
CIRCULANTE
PASSIVO NAO-

A LONGO PRAZO
Total 23.720.120 65,23% 23.720.120 1,81% 0 -63,42% 0,00% -97,23%
FORNECEDORES
FORNECEDORES A NACIONAIS A 255.387 0,70% 255.387 0,02% 0 -0,68% 0,00% -97,23%
LONGO PRAZO LONGO PRAZO
Total 255.387 0,70% 255.387 0,02% 0 -0,68% 0,00% -97,23%
Total 23.975.507 65,93% 23.975.507 1,83% 0 -64,11% 0,00% -97,23%
Total 36.363.199 100,00% 1.313.144.917 100,00% 1.276.781.718 0,00% 3511,19% 0,00%

(1) A variação positiva neste item refere-se, principalmente, ao aumento na conta


2.1.8.9.2.39.01 - COTA RECEBIDA DIFERIDA na UG 150014/1, no mês de
dezembro/2015, relativo à inscrição de recursos diferidos e/ou recursos a receber/liberar pela
CCONT/STN, no encerramento do exercício. Essa variação tem como contrapartida o
registro na conta de VPD 36402.02.01 - COTA DIFERIDA - INSCRICAO. Além disso, o
grupo "Outras Obrigações a Curto Prazo" sofreu redução na conta "2.1.8.9.2.39.02 -
REPASSE RECEBIDO DIFERIDO" em contrapartida ao registro de Repasse de Diferido
que foi responsável pelo aumento da conta de Ativo "OUTROS CREDITOS A REC E
VALORES A CURTO PRAZO (CONTA 1.1.3.8.2.33.00)". As informações sobre a
contrapartida desse registro estão descritas na observação (4) da revisão Analítica da VPD.

(2) A conta de Fornecedores sofreu uma redução de 92% no último trimestre de 2015 em
função, principalmente, de baixas/ cancelamentos de saldos provenientes de exercícios
anteriores que ainda permaneciam registrados indevidamente. Por recomendação da
CCONT/STN, a SPO encaminhou sistematicamente orientações detalhadas às unidades ao
longo do exercício para que efetuassem a reclassificação da fonte 0177 dos saldos
registrados nesta e em outras contas. Como grande parte dos saldos referia-se a valores
indevidos, as unidades efetuaram a reclassificação e as devidas baixas, assim como
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 174
providenciaram o pagamento para aqueles fornecedores em que o passivo era devido,
trazendo como consequência a elevada redução do saldo da conta.

(3) O aumento de 100% na conta de "Pessoal a Pagar", do terceiro para o quarto trimestre de
2015, foi devido ao registro, por competência, de "Décimo Terceiro a Pagar" e "Férias a
Pagar", no total de R$ 2.312.828,00. A contrapartida desse registro está registrada na VPD,
observação (1).

(4) O saldo registrado na conta de "Empréstimos a Longo Prazo" no Balancete da Unidade


Gestora 150014/1 (SPO/MEC), refere-se a DÍVIDAS CONTRATUAIS, relacionada às
contas 21211.03.03 - Contratos de Empréstimos Internos e 22211.02.00 - Empréstimos
Internos - Em Contratos, cuja execução era realizada pela SPO/MEC anteriormente à criação
na Subsecretaria de Assuntos Administrativos um setor que, atualmente, responde pela
execução orçamentária, financeira, patrimonial e contábil da Secretaria Executiva . Esses
contratos eram registrados como Dívida Contratual Interna, restando ainda uma quitação a
ser feita, cujos recursos orçamentários estão consignados na LOA de 2016, na ação 0283 -
Amortização e Encargos de Financiamento da Dívida Contratual Interna.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 175


Revisão Analítica do Patrimônio Líquido

AH(
Mês Lançamento 31/12/2015 30/09/2015 Diferença
CCon - %)
CCon -
Subgrupo Saldo Saldo
Grupo (2) Saldo Saldo
(3) CCon - Título (4) AV% Atual - AV% AV% Atual
Atual - R$ Atual - R$
R$ - R$
LUCROS E
PREJUIZOS 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00%
ACUMULADOS
RESULT
SUPERAVITS OU - -
ADOS 1.391.827.6 100,00 3.198.668. 100,00 (1.806.840.
DEFICITS 100,00 56,49
PATRIMO ACUMUL 75 % 343 % 668)
ACUMULADOS % %
NIO ADOS
LIQUIDO - -
1.391.827.6 100,00 3.198.668. 100,00 (1.806.840.
Total 100,00 56,49
75 % 343 % 668)
% %
- -
1.391.827.6 100,00 3.198.668. 100,00 (1.806.840.
Total 100,00 56,49
75 % 343 % 668)
% %
- -
1.391.827.6 100,00 3.198.668. 100,00 (1.806.840.
Total 100,00 56,49
75 % 343 % 668)
% %
(1)

(1) A variação apurada na conta de “Superávits ou Déficits Acumulados” foi de R$


1.806.840.667,56, devedor. Esse valor refere-se ao resultado apurado em 2015 na DVP,
obtido pela diferença entre as Variações Patrimoniais Aumentativas e as Variações
Patrimoniais Diminutivas (VPA-VPD). Esse resultado está demonstrado nos comentários da
Revisão Analítica da VPD.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 176


Revisão Analítica da VPA

Mês Lançamento 30/09/2015 30/11/2015 31/12/2015 Diferença dez-nov


CCon - Grupo CCon - Subgrupo
(2) (3) Movimento Movimento Movimento Movimento
CCon - Título (4) AV% AV% AV% AV%
Líquido - R$ Líquido - R$ Líquido - R$ Líquido - R$
VALOR BRUT O DE
EXPLORACAO

EXPLORACAO DE
E VENDA DE

SERVICOS E

BENS E DIR. E EXP. DE BENS E 0 0,00% 35.027 0,00% 0 0,00% -35.027 0,00%
DIREIT
BENS,

PREST ACAO DE DIR. E PREST SE


SERV Total 0 0,00% 35.027 0,00% 0 0,00% -35.027 0,00%
Total 0 0,00% 35.027 0,00% 0 0,00% -35.027 0,00%
VARIACOES PATRIMONIAIS

OUT ROS JUROS E


JUROS E ENCARGOS DE 725 0,00% 725 0,00%
ENCARGOS DE
AUMENTATIVAS

MORA
MORA
FINANCEIR

Total 725 0,00% 725 0,00%


REMUNERACAO REMUNERACAO DE
DE DEPOSIT OS APLICACOES 0 0,00% 23.825 0,00% 38.272 0,00% 14.447 0,00%
BANC. E APLIC. FINANCEIRAS
FINAN Total 0 0,00% 23.825 0,00% 38.272 0,00% 14.447 0,00%
Total 0 0,00% 23.825 0,00% 38.997 0,00% 15.172 0,00%
T RANSFERENCIAS
DELEGACOES RECEBIDAS

RECEBIDAS
505.986.005 5,34% 97.421.175 0,97% 385.644.362 3,11% 288.223.187 2,14%
TRANSFERENCIAS E

INDEP.EXEC.ORCA
T RANSFERENCIAS MENT .
INT RAGOVERNA T RANSFERENCIAS
MENT AIS RECEBIDAS PARA
8.967.807.125 94,61% 9.927.374.298 99,02% 11.458.833.830 92,40% 1.531.459.531 -6,62%
A EXECUCAO
ORCA
Total 9.473.793.129 99,95% 10.024.795.473 99,99% 11.844.478.191 95,51% 1.819.682.718 -4,49%
Total 9.473.793.129 99,95% 10.024.795.473 99,99% 11.844.478.191 95,51% 1.819.682.718 -4,49%
ATIVOS E DESEN

GANHOS COM
VALORIZACAO E
GANHOS COM

GANHOS COM DESINCORPORACA 0 0,00% 10.370 0,00% 557.018.772 4,49% 557.008.402 4,49% (1)
DESINCORPORAC O DE PASSIVOS
PASSI

AO DE PASSIVOS
Total 0 0,00% 10.370 0,00% 557.018.772 4,49% 557.008.402 4,49%

Total 0 0,00% 10.370 0,00% 557.018.772 4,49% 557.008.402 4,49%


PATRIMONIAIS AUMENTATIVAS

INDENIZACOES E
4.495.857 0,05% 657.708 0,01% 181.797 0,00% -475.912 -0,01%
REST IT UICOES
OUTRAS VARIACOES

MULT AS
DIVERSAS 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00%
ADMINIST RAT IVAS
VARIACOES
PAT RIMONIAIS VPA DECORRENT E
AUMENT AT IVAS DE FAT ORES
40 0,00% 0 0,00% 2.616 0,00% 2.616 0,00%
GERADORES
DIVERSOS
Total 4.495.897 0,05% 657.708 0,01% 184.413 0,00% -473.295 -0,01%
Total 4.495.897 0,05% 657.708 0,01% 184.413 0,00% -473.295 -0,01%
Total 9.478.289.026 100,00% 10.025.522.404 100,00% 12.401.720.373 100,00% 2.376.197.970 0,00%

(1) O valor de R$ 557.018.772 refere-se à variação apontada na observação (1) da Revisão


Analítica do Ativo, cuja contrapartida está registrada na conta 11382.33.02 - REPASSE
CONCEDIDO DIFERIDO, referente à inscrição de recursos diferidos no encerramento do
exercício pela CCONT/STN na UG 150014/1.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 177


Revisão Analítica da VPD
Mês
30/09/2015 30/11/2015 31/12/2015 Diferença dez-nov
Lançamento
CCon - Grupo (2)
CCon - Movimento Movimento Movimento Movimento
AV% AV% AV% AV%
Subgrupo (3) Líquido - R$ Líquido - R$ Líquido - R$ Líquido - R$

BENEFICIOS A
1.039.200 0,00% 1.069.689 0,00% 1.070.215 0,00% 525 0,00%
PESSOAL

ENCARGOS
1.676.884 0,00% 2.884.555 0,00% 2.081.712 0,00% -802.843 0,00%
PAT RONAIS
PESSOAL E
ENCARGOS OUT RAS VPD -
(3.1.0.0.0.00.00) PESSOAL E 71.030 0,00% 124.568 0,00% 192.763 0,00% 68.195 0,00%
ENCARGOS
REMUNERACA
O A PESSOAL 8.756.401 0,10% 9.228.136 0,10% 11.242.049 0,10% 2.013.914 0,00% (1)
(311000000)
Total 11.543.515 0,10% 13.306.948 0,10% 14.586.739 0,10% 1.279.791 0,00%
APOSENT ADOR
IAS E 10.016.668 0,10% 14.951.673 0,10% 9.951.153 0,10% -5.000.520 -0,10%
REFORMAS
BENEFICIOS OUT ROS
PREVIDENCIARIOS BENEFICIOS
E ASSIST ENCIAIS PREVIDENCIAR 10.660 0,00% 23.828 0,00% 3.741 0,00% -20.087 0,00%
(3.2.0.0.0.00.00) IOS E
ASSIST ENC
PENSOES 6.256.510 0,10% 9.297.283 0,10% 6.242.905 0,00% -3.054.378 0,00%
Total 16.283.837 0,20% 24.272.784 0,20% 16.197.799 0,10% -8.074.985 -0,10%

DEPRECIACAO,
AMORT IZACA 1.155.041 0,00% 1.066.316 0,00% 1.074.983 0,00% 8.666 0,00%
O E EXAUST AO
USO DE BENS,
SERVICOS E CONS.
DE CAPIT AL FIXO SERVICOS 25.603.512 0,30% 19.881.169 0,20% 18.801.798 0,10% -1.079.372 -0,10%
(3.3.0.0.0.00.00) USO DE
MAT ERIAIS DE 105.122 0,00% 42.018 0,00% 90.943 0,00% 48.925 0,00%
CONSUMO
Total 26.863.674 0,30% 20.989.503 0,20% 19.967.724 0,20% -1.021.780 -0,10%

VARIACOES DESCONT OS
PAT RIMONIAIS FINANCEIROS 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00%
DIMINUT IVAS CONCEDIDOS
FINANCEIRA
(3.4.0.0.0.00.00)
Total 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00%
OUT RAS
T RANSFERENCI
AS E 99.670 0,00% 99.670 0,00%
DELEGACOES
CONCEDIDAS
T RANSFERENCI
AS A
INST IT UICOES 0 0,00% 0 0,00% 42.000.000 0,30% 42.000.000 0,30% (2)
PRIVADAS
T RANSFERENCIAS (3.5.3.0.0.00.00)
E DELEGACOES T RANSFERENCI
CONCEDIDAS AS AO 4.000.000 0,00% 2.005.714 0,00% 8.600.000 0,10% 6.594.286 0,00% (3)
(3.5.0.0.0.00.00) EXT ERIOR
T RANSFERENCI
AS INT ER
0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00%
GOVERNAMEN
T AIS
T RANSFERENCI
AS
8.597.388.773 99,30% 10.144.487.191 99,40% 11.802.322.356 89,30% 1.657.835.165 -10,10%
INT RAGOVERN
AMENT AIS
Total 8.601.388.773 99,30% 10.146.492.906 99,40% 11.853.022.026 89,60% 1.706.529.120 -9,80%
DESINCORPOR
ACAO DE 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00%
DESVALORIZACAO AT IVOS
E PERDA DE INCORPORACA
AT IVOS O DE PASSIVOS
0 0,00% 10.370 0,00% 1.316.600.372 10,00% 1.316.590.002 10,00% (4)
Total 0 0,00% 10.370 0,00% 1.316.600.372 10,00% 1.316.590.002 10,00%

DIVERSAS
VARIACOES
OUT RAS 76.355 0,00% 17.505 0,00% 15.601 0,00% -1.904 0,00%
PAT RIMONIAIS
VARIACOES
DIMINUT IVAS
PAT RIMONIAIS
DIMINUT IVAS INCENT IVOS 2.742.800 0,00% 2.751.200 0,00% 2.750.800 0,00% -400 0,00%
Total 2.819.155 0,00% 2.768.705 0,00% 2.766.401 0,00% -2.304 0,00%

Total 8.658.898.955 100,00% 10.207.841.217 100,00% 13.223.141.061 100,00% 3.015.299.845 0,00%

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 178


(1) Essa conta tem como contrapartida um registro no Passivo, descrito na observação (3) da
Revisão Analítica do Passivo (Pessoal a Pagar).

(2) Esse valor refere-se a termos aditivos de contratos de gestão celebrados entre o MEC,
MCTI e a O.S. Rede Nacional de Ensino e Pesquisa; entre o MCTI e a EMBRAPII;
entre UFRN e o ISD; e entre MICT e o IMPA, com a interveniência do Ministério da
Educação, totalizando R$ 42.000.000,00.

(3) Os valores mais expressivos estão registrados na UG 150002 (SAA) e se referem a


transferências relativas a acordos entre o MEC e Instituições internacionais, tais como
UNESCO e a ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS IBERO-AMERICANOS PARA A
EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA (OEI) - EXERCÍCIO DE 2015 - MEC.

(4) Essa variação está relacionada, principalmente, com o aumento na conta 2.1.8.9.2.39.01
- COTA RECEBIDA DIFERIDA na UG 150014/1, no mês de dezembro de 2015,
referente à inscrição do recursos diferidos e/ou recursos a receber/liberar pela
CCONT/STN no encerramento do exercício. A contrapartida está registrada no Passivo,
observação (1) da Revisão Analítica do Passivo.

(5) O resultado do Exercício de 2015 foi deficitário conforme demonstrado abaixo:

Referência Cruzada
Total das VPAs em 2015 121.478.656.307 Soma das VPAs em 2015
Total das VPDs em 2015 123.285.496.974 Soma das VPDs em 2015
Déficit do Exercício (1.806.840.668) Revisão Analítica PL

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 179


Demonstração da gestão e registro contábil dos créditos a receber
Créditos a Receber
A Secretaria Executiva possui Créditos a Receber registrados tanto Ativo Circulante, subgrupo
Demais Créditos e Valores a Curto Prazo - 11300.00.00, quanto no Ativo Realizável a Longo Prazo,
subgrupo Créditos a Longo Prazo - 12110.00.00.
a) No curto prazo merecem destaque os créditos registrados na conta 11341.02.00 -
CREDITOS POR DANO AO PATRIMONIO APURADO EM TCE14, no total de R$
38.353.000,58, composta pelos seguintes desdobramentos:
UG com
Créditos UG com
CRÉDITOS POR DANO AO PATRIMÔNIO APURADOS EM TCE / FALTA TOTAL Créditos
Registrados
OU IRREGULARIDADE DE COMPROVACAO 2015 Registrados
TOTAL
2015 TOTAL
2014

1.1.3.4.1.02.00 1.1.2.2.9.08.00

1.1.3.4.1.02.01 CRED A REC DECORRENT DE PAGTOS INDEVIDOS


4.179.926,17
150002/1 150002/1
1.1.3.4.1.02.02 CRED A REC DE SERVIDOR NAO RECOLHIDOS NO PRAZO
22.916,42
150011/1 150011/1
1.1.3.4.1.02.03 CRED A REC DECORRENTE DESFALQUE OU DESVIO
542.580,68
150016/1 150016/1
1.1.3.4.1.02.06 CRED A REC DECOR PGTO S/RESPALDO NO ORÇAMENTO
117.014,72

1.1.3.4.1.02.08 CRED A REC DECOR FALTA/IRREG NA COMPROVAÇÃO 150019/1 150019/1


33.488.184,70

150028/1 150028/1
1.1.3.4.1.02.99 OUTROS CREDITOS A RECEBER APURADOS
2.377,59

TOTAL 38.353.000,58 33.488.184,70


Fonte: Siafi, 2015.

Providências adotadas para busca de solução para a baixa dos saldos da conta 11341.02.08 -
Créditos por Dano ao Patrimônio Apurado em Tomada de Conta especial (antiga conta
11229.00.00 - Diversos Responsáveis apurados

A conta 11341.02.08 explicita extensa relação de ocorrências relacionadas


predominantemente a responsáveis por Subvenções (1989 a 1990), e convênios firmados em data
posterior MEC, que deram causa à instauração de Tomadas de Contas Especiais que têm como
concedentes de recursos as unidades da administração direta integrantes da UPC SE/MEC, descritas
na tabela acima.
Considerando, pois, que as baixas por quitação de responsáveis foram mínimas e que
possivelmente muitas das quais foram julgadas, sem a baixa correspondente, por não haver chegado
a decisão às unidades concedentes, foi-se acumulando um volume considerável de casos pendentes.

14Todos os créditos a receber registrados na UPC são decorrentes de processos instaurados por Tomada de Contas Especiais - TCE.
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 180
Em vista disso, a SPO/MEC resolveu buscar auxílio dos órgãos superiores com o fim de
encontrar uma alternativa de solução para o impasse surgido na presente conta.
A Controladoria-Geral da União (CGU) foi contatada, mas o setor responsável pelo controle
dos processos de Tomadas de Contas Especiais não detectou os registros correspondentes às
decisões do Tribunal de Contas da União (TCU) que lhes diziam respeito. Assim, a orientação foi
que se recorresse ao TCU para uma avaliação dos dados.
Nesse sentido, realizou-se uma reunião inicial com o senhor Secretário de Controle Externo
da Secex Educação, Cultura e Desporto do TCU e, em seguida, por meio do Ofício nº 155/2013-
GAB/SPO/SE/MEC, de 23 de dezembro de 2013, foi encaminhada a relação dos dados dos
responsáveis para avaliação. Porém, foram inúteis as tentativas de pesquisas por parte dos técnicos
dessa Corte de Contas para identificar o julgamento dos processos de Tomada de Contas Especiais
(TCE), bem como a situação dos respectivos responsáveis, visando à atualização da conta contábil.
Desse modo, por meio de ofício, o Secretário da referida SECEX comunicou à SPO/MEC da
impossibilidade de atender o objeto da consulta em questão. A alegação foi que o sistema de
informações do TCU não dispõe de meios de recuperar informações mais antigas de maneira a
contemplar as pendências existentes no MEC. De qualquer modo, o TCU julgou válido que o MEC
tivesse levantado a questão a fim de dar ciência dessa limitação àquela Corte de Contas.
Sobre o tema em questão, também foram realizados contatos com a CCONT/STN, que
informou por meio de e-mail enviado à SPO, em 27.06.14, não competir à Secretaria do Tesouro
Nacional autorizar a baixa de registros de responsabilidades dos agentes pelos danos materiais
causados à Fazenda Pública, em descumprimento das normas pertinentes, assim como os danos
causados por terceiros relativos à Tomada de Contas Especiais - TCE e ainda acrescenta:

Nesse sentido, e tendo em vista a justificativa apresentada em sua demanda sobre a não
identificação dos processos correspondentes aos registros em epígrafe, sugiro contactar
novamente o Tribunal de Contas da União, uma vez que os registros dos responsáveis
aconteceram com base em fatos geradores de exercícios anteriores ao ano de 2000,
mencionados em seu e-mail.

Desta forma, a questão ainda permanece indefinida e sem solução ao alcance desta Setorial
Contábil/MEC, não atendendo plenamente ao disposto na macrofunção 02.03.38 - “Diversos
Responsáveis”, nos termos que se seguem:

2.2 – (...) a autoridade administrativa competente, sob pena de responsabilidade solidária,


deverá adotar providências com vistas à apuração dos fatos, identificação dos responsáveis,
quantificação do dano e ao imediato ressarcimento ao erário.

b) No longo prazo, merece destaque a conta 12111.03.01 – EMPRESTIMOS CONCEDIDOS


A RECEBER, no total R$ 311.293.832,17, registrado no Balancete da UG 150011/1
(SESu), provém do exercício de 2003, quando foram feitos os últimos registros no SIAFI.
Os lançamentos referem-se à transferência de recursos financeiros da SESu/MEC para a
Caixa Econômica Federal, por meio do documento “Ordem Bancária”, para financiamento
do antigo Programa de Crédito Educativo – PCE/CREDUC, institucionalizado pela Lei nº
8.436, de 25 de junho de 1992 e extinto pela Medida Provisória nº 1.827-1, de 24 de junho
de 1999, que criou o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior - FIES. A
Lei nº 10.846, de 12 de março de 200415, possibilitou a renegociação dos saldos devedores
dos contratos do CREDUC, cujos aditamentos ocorreram após 31 de maio de 1999. Os

15 A Lei nº 10.876, de 12.03.2004, deu nova redação ao art . 2º da Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001, que dispõe sobre o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 181


recursos deste programa, à época em que a Caixa Econômica Federal atuava como
executora do programa16, estão sendo objeto de apuração e levantamento pela SESu/MEC,
por determinação do TCU no seu Acórdão nº 2.790/2015- 2ª Câmara, de 26.05.2016. Após
a conciliação dos dados, esta setorial, juntamente com a SESu adotarão as providências de
acordo com o desfecho do processo.
c) 11211.01.02 - Faturas/Duplicatas a Receber - Não se Aplica à UPC.

d) 11250.00.00/12111.04.00 - Dívida Ativa Tributária e 11260.00.00 – Dívida Ativa Não


Tributária: A UPC não possui créditos registrados nessas contas, e que sejam objeto de
evidenciação em notas explicativas, de acordo com o disposto na Portaria Conjunta
STN/PGF17, nº 8 de 30 de dezembro de 2015.

16
Nos termos do art. 3º da Lei nº 8.436/92, o Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Superior – SESu, era o
órgão responsável pela supervisão das operações do Programa de Crédito Educativo.
17 Esta Portaria estabelece os procedimentos a serem observados pelas Setoriais Contábeis de órgãos das Autarquias e Fundações

Públicas Federais, pelas Setoriais Contábeis de Órgãos Superiores que supervisionem as Autarquias e Fundações Públicas Federais e
pela Procuradoria-Geral Federal em relação à evidenciação nas demonstrações contábeis e em notas explicativas das ações judiciais
ajuizadas contra as Autarquias e Fundações Federais.
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 182
ÁREAS ESPECIAIS DE GESTÃO

Gestão de Pessoas

O Ministério da Educação desenvolve uma política de pessoal que possibilita a formação de


quadros qualificados para o pleno desenvolvimento das metas e dos objetivos e execução de ações
que promovam a integração e a motivação dos servidores no exercício da função pública, apoiada
na formulação da política nacional, inserida num contexto da construção e do exercício da
cidadania.
Durante o exercício de 2015, foram desenvolvidas atividades com foco na prevenção de
doenças e promoção da saúde, ofertando assistência direta e indireta, assim compreendidas: a
assistência direta compreende o atendimento prestado nas instalações do Ministério por
profissionais integrantes do quadro de servidores nas áreas médica, odontológica, serviço social,
psicológica, enfermagem, perícia médica e odontológica, bem como a realização de exames
admissionais. São beneficiários desses serviços os servidores ativos da administração direta do
MEC, os ocupantes de cargos em comissão, função gratificada e de natureza especial, e seus
dependentes inscritos no Cadastro de Pessoal da Coordenação Geral de Gestão de Pessoas.
Acrescem-se a esse público, nos atendimentos de urgência/emergência, os prestadores de serviço no
MEC.
Importante ressaltar que o atendimento pericial (médico e odontológico) abrange os
servidores do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e do Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), órgãos partícipes da Unidade Subsistema Integrado
de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS) MEC.
Assistência Indireta destina-se à disponibilização de serviços de assistência à saúde
suplementar, mediante convênio ou concessão de auxílio indenizatório, e a realização dos exames
médicos periódicos.
Tal assistência foi ofertada, no exercício, da seguinte maneira:
 Termo de Parceria firmado com a empresa Aliança Administradora de Planos de Saúde,
que disponibiliza, atualmente, 05 (cinco) operadoras de planos de saúde para os
servidores, com garantia de todas as coberturas previstas nas normas da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e às regras do Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão;
 Concessão de auxílio indenizatório a servidores que dispõem de planos particulares de
saúde que atendam a todas as coberturas previstas nas normas da ANS e às regras do
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; e
 Convênio Único firmado entre o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e a
GEAP – Autogestão em Saúde.
Em 2015, o Programa de Qualidade de Vida do MEC, que tem como objetivo promover um
conjunto de ações sistematizadas e continuadas de cuidado com a saúde, bem-estar e qualidade de
vida no trabalho, estimulando a prevenção de doenças com a conscientização dos servidores e
adoção de hábitos saudáveis, desenvolveu as seguintes atividades:
 Projeto Exames Periódicos;
 Vacinação contra Gripe;
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 183
 Ações de promoção da saúde;
 Ginástica laboral;
 Yoga;
 Mat Pilates;
 Caminhada;
 Quick-Massage;
 Canto Coral.
O Centro de Formação e Aperfeiçoamento (CEFAP), unidade executora das atividades de
capacitação e desenvolvimento dos servidores do MEC, integra a estrutura da Coordenação-Geral
de Gestão de Pessoas (CGGP), e tem como objetivo promover a participação dos servidores do
MEC em ações que possibilitem o desenvolvimento de competências necessárias à melhoria do seu
desempenho profissional, visando alcançar os objetivos institucionais, e ainda:
 Fomentar a política de capacitação e desenvolvimento dos servidores do MEC;
 Elaborar, divulgar, implementar e acompanhar as ações constantes no Programa Anual de
Capacitação e Desenvolvimento dos Servidores do MEC;
 Gerenciar o Programa de Estágio Supervisionado;
 Gerenciar as atividades relativas à Avaliação de Desempenho dos Servidores;
 Gerenciar as atividades relativas à Avaliação de Estágio Probatório dos Servidores.
As ações de capacitação são planejadas e sistematizadas no Programa Anual de Capacitação
e Desenvolvimento dos Servidores (PAC), instrumento que, nos últimos anos, baseou suas
diretrizes na Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal, instituída pelo Decreto nº
5.707/2006, cujas finalidades são a melhoria da eficiência, eficácia e qualidade dos serviços
públicos prestados ao cidadão; o desenvolvimento permanente do servidor público; e a adequação
das competências requeridas dos servidores aos objetivos das instituições e do plano plurianual.
O Programa Anual de Capacitação e Desenvolvimento dos Servidores (PAC) 2015, resulta
do Levantamento das Necessidades de Capacitação (LNC), no qual estão descritas as competências
indicadas pelas unidades como necessárias ao aprimoramento do desempenho profissional dos
servidores e onde foram definidas as linhas de ação de capacitação, as áreas de conhecimento e suas
respectivas temáticas a serem desenvolvidas, em consonância com os objetivos organizacionais.
No que tange às ações de capacitação e desenvolvimento de competências realizadas pelo
CEFAP, em 2015, cumpre destacar:
Promoção de ações internas de capacitação
Atendimento às demandas de capacitação de curta duração por meio de ações internas que
consistem em cursos, palestras, oficinas, workshops e outras ações promovidas e realizadas sob a
responsabilidade do CEFAP. Esse ano, as ações foram realizadas por meio de instrutoria interna,
conforme os dispositivos apresentados pelo Decreto nº 6.114, de 15 de maio de 2007, e por meio de
termos de execução descentralizada celebrados com a Escola Nacional de Administração
Fazendária (ESAF) e Escola Nacional de Administração Pública (ENAP).
No termo de execução descentralizada nº 3.135, celebrado com a ESAF, houve a realização
de três cursos com turmas exclusivas para servidores do MEC, obtendo a participação de 74
servidores. Os cursos executados foram: Access Avançado, Elaboração de Pareceres e Notas
Técnicas e Introdução ao Orçamento Público.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 184


No termo de execução descentralizada nº 3146, celebrado com a ENAP, houve também a
realização de três cursos com turmas exclusivas para servidores do MEC, obtendo a participação de
60 servidores. Os cursos executados foram: Gestão da Estratégia com uso do BSC, Gestão de
Pessoas: fundamentos e tendência e Gestão e Fiscalização de Contratos Administrativos.
Apresentadas as considerações acima, foram executados 22 eventos, resultando em 841
capacitações. As ações executadas encontram-se relacionadas no quadro a seguir:

Nº CAPACITAÇÃO FORMA ÁREA CH


1 Access CURSO Informática 20
2 Capacitação SEI CURSO Sistemas informatizados 120
3 Contratações Públicas com Enfoque no Planejamento CURSO Gestão da Logística Pública 20
4 Desenvolvimento de Equipes CURSO Desenvolvimento Gerencial 20
5 Elaboração de Indicadores de Desempenho CURSO Desenvolvimento Gerencial 20
6 Elaboração de Pareceres e Notas Técnicas CURSO Comunicação e Linguagem 20
7 Elaboração de Planilha de Composição de Custos CURSO Gestão da Logística Pública 20
8 Elaboração de Termo de Referência e Projeto Básico CURSO Gestão da Logística Pública 20
9 Excel Avançado - turma 1 CURSO Informática 20
10 Excel Avançado - turma 2 CURSO Informática 20
11 Excel Básico - turma 1 CURSO Informática 20
12 Excel Básico - turma 2 CURSO Informática 20
13 Gestão da Estratégia com o uso do BSC CURSO Planejamento 20
14 Gestão de Contratos com enfoque em fiscalização de eventos CURSO Gestão da Logística Pública 20
15 Gestão de Pessoas Fundamentos e Tendências CURSO Gestão de Pessoas 20
16 Gestão e Fiscalização de Contratos CURSO Gestão da Logística Pública 20
17 Instrução de Processos Administrativos CURSO Direito 18
18 Introdução ao Orçamento Público CURSO Orçamento e Finanças 20
19 Redação Oficial - turma 1 CURSO Comunicação e Linguagem 20
20 Redação Oficial - turma 2 CURSO Comunicação e Linguagem 20
21 Workshop Modelo das Organizações Sociais - Turma 1 WORKSHOP Direito 27
22 Workshop Modelo das Organizações Sociais - Turma 2 WORKSHOP Direito 27
Fonte: Relatório de Gestão da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas – 2015.

Viabilização da participação dos servidores em eventos externos de capacitação


As ações externas consistem em cursos, feiras, fóruns, palestras, seminários nacionais e
internacionais e outras formas de capacitação, organizados e realizados por outras instituições, no
Brasil ou no exterior, que possam contribuir para o desenvolvimento e atualização profissional do
servidor e tenham correlação com suas atividades. A solicitação do servidor, acompanhada pela
anuência e indicação de sua chefia imediata, é analisada pelo CEFAP e, respeitados os dispositivos
legais correspondentes, é viabilizada por meio de pagamento dos custos da inscrição em favor da
instituição promotora do evento.
Em 2015, foram capacitados 27 servidores, que participaram de 14 eventos das mais
diversas áreas, no intuito de atender demandas específicas de capacitação das unidades do MEC.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 185


Oferta de vagas no Programa Incentivo Educacional à Graduação e Pós-Graduação
O Programa de Incentivo Educacional à Graduação e Pós-Graduação, atualmente regido
pela Portaria nº 129/SAA/SE/MEC, de 25 de fevereiro de 2013, funciona na forma de concessão de
bolsas de estudo para o custeio parcial de cursos de graduação e pós-graduação, lato sensu e stricto
sensu, que tenham correlação direta com as atividades desenvolvidas pelo servidor no MEC, bem
como com as áreas de conhecimento elencadas no Plano de Capacitação Anual.
A concessão do Incentivo Educacional se dá na modalidade de reembolso, no percentual de
90% da despesa mensal realizada com matrícula e mensalidade do curso, creditado em folha de
pagamento, observados os seguintes limites:
I – até R$ 800,00 (oitocentos reais) para a graduação;
II – até R$ 900,00 (novecentos reais) para a pós-graduação;
III – até R$ 1.400,00 (um mil e quatrocentos reais) para o mestrado; e
IV – até R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais) para o doutorado.
Durante 2015, foram beneficiados 16 servidores para o programa de graduação, 3 servidores
para o programa de mestrado e 20 servidores para o programa de pós-graduação.
Oferta de vagas no Programa Incentivo ao Estudo de Idioma Estrangeiro
O Programa Incentivo ao Estudo de Idioma Estrangeiro, atualmente regido pela Portaria nº
128/SAA/SE/MEC, de 25 de fevereiro de 2013, funciona na forma de concessão de bolsas de
estudo, para o financiamento parcial de cursos de idiomas estrangeiros.
A concessão do Incentivo ao Estudo de Idioma Estrangeiro se dá na modalidade de
reembolso, no percentual de 90% da despesa mensal realizada com matrícula e mensalidade, até o
limite mensal de R$ 350,00 (trezentos e cinquenta reais), creditado em folha de pagamento.
Durante 2015, foram beneficiados 74 servidores para o incentivo de idiomas.
Mestrado Profissional em Gestão de Políticas e Sistemas Educacionais
A oferta de cursos de mestrado profissional aos servidores tem como princípios a sua
vinculação aos objetivos e estratégias do MEC; o fomento às atividades de capacitação e educação
continuada dos servidores; o estímulo ao desenvolvimento do potencial humano no ministério e o
incremento dos níveis de qualidade e produtividade organizacional.
Ao longo de 2015, encontrava-se em andamento a segunda turma de mestrado profissional
em Gestão de Políticas e Sistemas Educacionais, celebrada por meio de acordo de cooperação com
a Universidade de Brasília (UnB) e com previsão de encerramento em dezembro de 2015.
O instrumento nº 548 celebrado com a UnB trata da execução do curso de Mestrado
Profissional em Gestão de Políticas e Sistemas Educacionais, iniciado no segundo semestre de
2013.
Dos 11 servidores participantes da turma, 9 defenderam seus trabalhos de conclusão de
curso e foram devidamente aprovados. Restam somente a defesa dos trabalhos de dois servidores
que ainda não o fizeram por razões médicas, mas que devem defende-los no primeiro trimestre de
2016.
Especialização em Políticas Públicas de Educação com Ênfase em Monitoramento e Avaliação
Iniciou-se no segundo semestre de 2014, a primeira turma do curso de Especialização em
Políticas Públicas de Educação com Ênfase em Monitoramento e Avaliação, firmada em parceria
com a UnB, visando atender uma forte demanda das secretarias finalísticas do MEC por um corpo
técnico com profundo conhecimento na temática.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 186


O termo de execução descentralizada nº 1.070 corresponde à contratação do curso
supracitado junto à UnB. O encerramento do curso dar-se-á no primeiro semestre de 2016, no qual
participam 14 servidores do MEC.
Por fim, todas as ações aqui descritas tiveram por objetivo a ampliação da formação
acadêmica dos servidores; o aprofundamento de conhecimentos e de técnicas de pesquisa científica,
aplicados a temas de interesse e relevância para o MEC, além do aprimoramento da qualificação do
quadro de pessoal e da elevação dos níveis de qualidade dos serviços prestados pelo MEC. Em
resumo, foram realizadas pelo CEFAP 971 capacitações com um total de 511 servidores
capacitados no ano de 2015.
Quanto à política de remuneração dos servidores, importa ressaltar que, em 2015, foi
executado o ciclo de avaliação de desempenho individual e institucional para fins de concessão da
Gratificação de Desempenho do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (GDPGPE), devida aos
servidores titulares dos cargos de provimento efetivo de níveis superior, intermediário e auxiliar do
quadro de pessoal do ministério, integrantes das carreiras pertencentes ao Plano Geral de Cargos do
Poder Executivo (PGPE), da Gratificação de Desempenho do Analistas de Políticas Sociais (GAPS)
e Gratificação de Desempenho de Cargos Específicos (GDACE), que culminaram no
processamento da folha de pagamentos em conformidade com os resultados das avaliações.
No que tange à gestão de pessoas, alguns indicadores específicos foram utilizados para
mensurar o impacto de ações desenvolvidas no ministério:
 Quantitativo de evolução do quadro de servidores no ano;
 Capacitações realizadas por servidor (servidor capacitado); e
 Grau de rotatividade (total de desligamentos / total da força de trabalho).

Quantitativo de evolução do quadro de servidores no ano:


Conforme demonstrado a seguir, o quadro de servidores do MEC vem sofrendo uma perda
significativa nos últimos anos. O último concurso público, realizado em 2009, contou com a oferta
de 265 vagas para o cargo de agente administrativo, porém, dessas, somente 129 continuavam
ocupadas até o final de 2015.

Evolução do Quadro Efetivo do MEC

1.240 1.419 1.346 1.269 1.217 1.148 1.073

995 803
245 270

2011 2012 2013 2014 2015


2009 2010

Servidores Ativos em exercício no MEC Servidores Cedidos TOTAL de Servidores Ativos

Fonte: Relatório de Gestão da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas – 2015.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 187


Capacitações realizadas por servidor:
Adotou-se como indicador de desempenho operacional, em 2015, o número de servidores
capacitados no referido exercício, utilizando-se como índice de referência o quantitativo de 800
servidores capacitados.
Ao final do exercício, observou-se um índice abaixo do de referência, visto a restrição
orçamentária do exercício, que impactou diretamente a participação de servidores em eventos
externos de capacitação e/ou cancelamento de eventos de capacitação contratados com as escolas de
governo. Foram cancelados 6 (seis), dos 12 (doze) cursos de capacitação contratados junto à Escola
Nacional de Administração Pública (Enap) e à Escola de Administração Fazendária (Esaf).

Indicadores de Desempenho
Índice de Índice
Denominação Índice Observado Periodicidade Fórmula de Cálculo
Referência Previsto
Servidor capacitado 800 800 511 Anual Contagem simples
Fonte: Relatório de Gestão da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas – 2015

Grau de Rotatividade:
Para apuração desse indicador, foram extraídos dados do Siape relativos aos desligamentos
ocorridos em 2015, divididos pelo total da força de trabalho no início do ano.
Desligamentos de servidores do quadro em 2015: 75 servidores; quadro de servidores no
início de 2015: 1.148 servidores; portanto, grau de rotatividade: 6,53%.
Importante registrar que, no período sob análise, foram realizados vários concursos públicos
no âmbito da Administração Pública Federal, o que motivou a saída de muitos servidores que
buscavam melhores condições de trabalho, salários e benefícios.

ESTRUTURA DE PESSOAL DA UNIDADE


Força de Trabalho do MEC
Lotação Ingressos no Egressos no
Tipologias dos Cargos
Autorizada Efetiva Exercício Exercício
1. Servidores em Cargos Efetivos (1.1 + 1.2) 0 982 68 42
1.1. Membros de poder e agentes políticos 0 1 2 3
1.2. Servidores de carreira (1.2.1+1.2.2+1.2.3+1.2.4) 0 981 67 39
1.2.1. Servidores de carreira vinculada ao órgão 0 803 2 4
1.2.2. Servidores de carreira em exercício descentralizado 0 54 19 14
1.2.3. Servidores de carreira em exercício provisório 0 1 0 0
1.2.4. Servidores requisitados de outros órgãos e esferas 0 123 46 21
2. Servidores com contratos temporários 0 87 44 13
3. Servidores sem vínculo com a Administração Pública 0 161 34 41
4. Total de Servidores (1+2+3) 0 1230 146 96
Fonte: DW SIAPENET / SIAPE – Extração base fechamento da folha em dezembro de 2015.

No que diz respeito à coluna “Lotação/Autorizada”, não houve no ano de 2015 autorização
para realização de concurso público para cargo efetivo, situação que se repete nos últimos anos.
Ocorreu, durante o exercício, a realização de Processo Seletivo Simplificado para
contratação temporária, sendo que, para o MEC, foram disponibilizadas 92 vagas. Devido ao baixo
número de candidatos aprovados no certame, apenas 44 profissionais foram contratados ainda em
dezembro de 2015.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 188


Somado a esse ingresso de profissionais temporários, o ingresso de servidores nomeados e o
de servidores de carreira que são movimentados (cessão e exercício provisório) impactam na análise
visual das informações constantes no quadro. Tendo em vista o desequilíbrio entre ingressos e
egressos, é importante ressaltar que a maioria são servidores que não fazem parte do quadro efetivo
do MEC, podendo a qualquer momento retornar a seus órgãos de origem.
Distribuição da Lotação Efetiva
Lotação Efetiva
Tipologias dos Cargos
Área Meio Área Fim
1. Servidores de Carreira (1.1+1.2+1.3+1.4) 508 473
1.1 Servidores de carreira vinculada ao órgão 427 376
1.2 Servidores de carreira em exercício descentralizado 31 23
1.3 Servidores de carreira em exercício provisório 1 0
1.4 Servidores requisitados de outros órgãos e esferas 49 74
2. Servidores com contratos temporários 28 59
3. Servidores sem vínculo com a administração pública 72 89
4. Total de Servidores (1+2+3) 608 621
Fonte: DW SIAPENET / SIAPE – Extração base fechamento da folha em dezembro de 2015.

Em relação ao Quadro acima, observa-se uma pequena diferença entre a quantidade de


servidores lotados na área-meio e na área-fim, o que se justifica pela constante rotatividade do quadro
no que tange à lotação. Pode-se observar que a maior rotatividade está nas áreas finalísticas. Registre-
se que os servidores ficam lotados, provisoriamente, na Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas no
momento de movimentação, seja para alteração de lotação seja para os períodos de afastamentos e
licenças.

Detalhamento da estrutura de cargos em comissão e funções gratificadas


Lotação Ingressos no Egressos no
Tipologias dos Cargos em Comissão e das Funções Gratificadas
Autorizada Efetiva Exercício Exercício
1. Cargos em Comissão 609 585 113 5
1.1. Cargos Natureza Especial 1 1 1 0
1.2. Grupo Direção e Assessoramento Superior 608 584 112 5
1.2.1. Servidores de Carreira Vinculada ao Órgão 0 284 35 3
1.2.2. Servidores de Carreira em Exercício Descentralizado 0 40 13 2
1.2.3. Servidores de Outros Órgãos e Esferas 0 100 21 0
1.2.4. Sem Vínculo 0 139 43 0
1.2.5. Aposentados 0 21 0 0
2. Funções Gratificadas 342 284 30 14
2.1. Servidores de Carreira Vinculada ao Órgão 0 271 26 12
2.2. Servidores de Carreira em Exercício Descentralizado 0 1 0 0
2.3. Servidores de Outros órgãos e Esferas 0 12 4 2
3. Total de Servidores em Cargo e em Função (1+2) 951 869 183 21
Fonte: DW SIAPENET / SIAPE – Extração base fechamento da folha em dezembro de 2015.

As quantidades totais da coluna “Lotação/Autorizada” para os cargos em comissão (item 1)


e para as funções gratificadas (item 2) correspondem às definidas para o MEC conforme consta no
Anexo II do Decreto nº 7.690, de 02 de março de 2012, que aprovou a Estrutura Regimental e o
Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores
(DAS) e das Funções Gratificadas. Em relação aos cargos em comissão, este órgão segue o disposto
no Decreto nº 5.497 de 2005, que trata sobre o provimento de cargos em comissão do Grupo-
Direção e Assessoramento Superiores (DAS), níveis 1 a 4, por servidores de carreira, no âmbito da
Administração Pública Federal.
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 189
No que diz respeito às providências adotadas por parte da Coordenação-Geral de Gestão de
Pessoas, ao tomar conhecimento de irregularidades de acumulação indevida de cargos, foram
abertos processos administrativos para analisar a questão e em ato contínuo oportunizado ao
servidor optar por um dos cargos ocupados, conforme disposto pela Lei nº 8.112, de 1990.
Foram detectadas três ocorrências de acumulação indevida de cargos, Processos
Administrativos nº: 23000.0002813/2015-24 (servidor optou pela exoneração do cargo no MEC); nº
012562.2015-91 (servidor optou pela exoneração do cargo no MEC); e nº 23000.006317/2015-40
(encontra-se em curso o processo administrativo disciplinar).

DEMONSTRATIVO DAS DESPESAS COM PESSOAL


Despesas de pessoal
Despesas Variáveis

Vencimentos Despesas
Tipologias/ Decisões
e Vantagens Benefícios Demais Exercícios Total
Exercícios Judiciais
Fixas Retribuições Gratificações Adicionais Indenizações Assistenciais e Despesas Anteriores
Previdenciários Variáveis

Membros de poder e agentes políticos

2015 3.499.184,10 46.696,56 792.718,72 208.941,73 650.320,03 369.654,16 2.791.601,89 - 5.465,58 8.364.582,76
Exercícios
2014 3.042.768,78 40.605,70 689.320,63 181.688,46 565.495,68 321.438,40 2.427.479,90 - 4.752,68 7.273.550,23

Servidores de carreira vinculados ao órgão da unidade

2015 11.989.124,74 1.409.166,59 2.720.277,38 872.123,42 2.367.122,57 1.327.765,22 9.229.885,57 - 86.570,45 30.002.035,92
Exercícios
2014 10.425.325,86 1.225.362,25 2.365.458,59 758.368,19 2.058.367,45 1.154.578,45 8.025.987,45 - 75.278,65 26.088.726,89

Servidores de carreira SEM VÍNCULO com o órgão da unidade

2015 2.492.119,98 1.559.426,84 794.594,65 203.869,60 506.786,06 100.404,04 2.395.455,83 - 139,77 8.052.796,77
Exercícios
2014 2.167.060,85 1.356.023,34 690.951,87 177.277,91 440.683,53 87.307,86 2.083.005,07 - 121,54 7.002.431,97

Servidores SEM VÍNCULO com a administração pública (exceto temporários)

2015 2.826.532,89 1.677.375,73 803.346,85 200,1 382.231,28 179.614,07 1.848.276,99 - 9.761,71 7.139.012,83
Exercícios
2014 2.457.854,69 1.458.587,59 698.562,48 174 332.375,03 156.186,15 1.607.197,38 - 8.488,44 6.207.837,24

Servidores cedidos com ônus

2015 14.358.653,16 32.875,57 2.858.583,38 644.980,55 1.880.812,64 1.001.181,70 7.931.075,61 - 82.325,69 28.790.488,30
Exercícios
2014 12.485.785,36 28.587,45 2.485.724,68 560.852,65 1.635.489,25 870.592,78 6.896.587,49 - 71.587,56 25.035.207,22

Servidores com contrato temporário

2015 - - 15.508,90 7.284,48 4.195,20 - 84.594,00 - - 111.582,58


Exercícios
2014 - - 13.486,00 6.334,33 3.648,00 - 73.560,00 - - 97.028,33
Fonte: DW SIAPENET / SIAPE – Extração base fechamento da folha em dezembro de 2015.

GESTÃO DE RISCOS RELACIONADOS AO PESSOAL


Nos últimos doze anos o orçamento do MEC cresceu 382,9%, ao passar de R$ 33,3 bilhões,
em 2003, para R$ 127,5 bilhões, em 2015.
São grandes os desafios a enfrentar, sendo imprescindível, para tanto, a adoção de ações de
fortalecimento institucional, dentre as quais, a composição de um corpo técnico gabaritado para a
execução de atividades que viabilizem o alcance das metas estabelecidas.
Nesse sentido, o ministério vem investindo de maneira substancial na qualificação de seus
servidores, com ações efetivas de capacitação desde treinamentos operacionais até o fomento à
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 190
elevação da formação acadêmica em nível de graduação, mestrado e doutorado, buscando manter
um quadro técnico devidamente qualificado para fazer frente às novas demandas.
Contudo, não obstante todas as ações desenvolvidas em prol da sedimentação de um quadro
composto por profissionais competentes e habilitados para a execução de atividades técnicas, o
ministério vem se ressentindo da insuficiência de servidores que, por vezes, impede maior
celeridade no trato de assuntos internos, podendo repercutir no alcance dos objetivos institucionais.
A ausência de uma política continuada de manutenção dos quadros efetivos traz prejuízos na
medida em que a grande rotatividade de pessoas, seja por aposentadorias ou por exonerações e
vacâncias, leva à redução acelerada das equipes de trabalho, podendo trazer prejuízos à
continuidade de ações relevantes para o cenário educacional.
Nos últimos dez anos, a força de trabalho efetiva do MEC sofreu alterações significativas,
passando pela realização de dois concursos públicos, sendo, contudo, impactada pelo elevado
número de desligamentos no período.
No final do ano de 2004, o quadro efetivo totalizava 1.225 servidores. Em 2005, foi
realizado concurso público para o provimento de 428 vagas, sendo 344 de nível superior e 84 de
nível intermediário, findando o ano com um acréscimo de 299 servidores (já considerados os
desligamentos no período).
No exercício de 2006, não obstante as 150 novas nomeações, em razão dos desligamentos
por exoneração/vacância e aposentadorias, o ano se encerrou com um decesso de 42 servidores,
movimento decrescente esse que se acentuou no ano de 2007 (redução de 207 servidores). Em
resumo, das 428 vagas providas no concurso de 2005, apenas 101 servidores permanecem no
quadro do MEC.
Importante registrar que no período sob análise foram realizados muitos concursos públicos
no âmbito da Administração Pública Federal, o que motivou a saída de muitos servidores. Nesse
contexto, o quadro geral de cargos do ministério continuou a sofrer redução nos anos de 2008 e
2009, finalizando esse biênio com um saldo negativo de 322 servidores em relação a 2005, quando
da realização do concurso.
Em 2009, em atendimento ao que estabelecia o Termo de Conciliação Judicial – Processo nº
00810-2006-017-10-00-7, em decorrência da Ação Civil Pública ajuizada pelo ministério Público
do Trabalho quanto à intermediação irregular de mão-de-obra praticada no âmbito da
Administração Pública Federal direta, o MEC recebeu autorização para realização de concurso
público, para provimento de 265 vagas de Agente Administrativo (nível intermediário), para a
efetiva substituição de postos terceirizados em desacordo com o Decreto nº 2.271, de 7 de junho de
1997, observado o disposto no artigo 37, inciso XXI, da Constituição Federal.
Como se observa, o concurso autorizado permitiu um acréscimo no quadro efetivo mas não
significou aumento na força de trabalho, em razão do desligamento de número correspondente de
profissionais terceirizados. Ao final, do concurso de 2009, dos 265 cargos autorizados restam
providos apenas 129 no final de 2015.
Analisando o cenário de desligamentos ocorridos no período 2004/2014, duas modalidades
chamam a atenção: de um lado, as aposentadorias; de outro, as vacâncias por posse em outro cargo
inacumulável.
O número de aposentadorias ocorridas já era previsível considerando a idade média dos
servidores do MEC, que gira em torno de 49 anos. Projetando o cenário de aposentadorias previstas
para os próximos 04 anos (2014/2017), de acordo com os dados extraídos do Sistema Integrado de
Administração de Recursos Humanos (Siape), verificamos que 306 servidores já cumpriram os
requisitos temporais e podem solicitar de imediato o benefício de aposentadoria, o que significaria
uma redução da ordem de 28% do quadro efetivo do ministério. Estendendo a análise para 2017, ao
final do período poderá ocorrer um decréscimo de 519 servidores em razão de aposentadoria, o que
Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 191
equivale a 48% do total de cargos atualmente providos, sendo esse um indicador importante na
decisão pela autorização de provimento de cargos.
Segundo fator que merece relevo é o desligamento por posse em outro cargo inacumulável.
Diante do cenário de realização sucessiva de concursos por outros órgãos públicos, aliado ao fato de
os servidores do MEC estarem submetidos ao Plano Geral de Cargos do Poder Executivo Federal
(PGPE), que não traz atrativos de carreira, como incentivos à qualificação, progressão mediante
cursos de capacitação, entre outros, é bastante significativo o número de servidores que buscam em
outras carreiras melhorias funcionais, o que gera um elevado número de vacâncias para posse em
outro cargo.
Foi realizado Processo Seletivo Simplificado para contratação de profissionais temporários
com objetivo específico de atender a demanda da área de tecnologia da informação e da área de
engenharia. Nesse processo foram disponibilizadas para o MEC 92 vagas. Com o resultado do
processo seletivo, houve apenas 45 candidatos contratados, visto que a seleção teve baixa demanda
e consequentemente baixo número de candidatos aprovados, alcançando cerca de 48% de êxito no
certame.
Vê-se que se trata de um cenário bastante preocupante levando-se em conta os desafios que
se apresentam em razão das demandas de competência do ministério, o que torna imperiosa a
necessidade de recomposição do quadro efetivo do MEC, com o escopo de alcançar a excelência no
cumprimento de sua missão institucional.
Diante do contexto e conforme o levantamento de força de trabalho realizado em 2015, o
MEC conta com uma diminuição considerável do número de servidores, o que impacta diretamente
no desempenho das ações do ministério.
Com base nisso, foi encaminhado um pedido de autorização para realização de concurso
público para o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Registre-se que essa solicitação
vem ocorrendo, anualmente, desde 2009, data do último concurso para efetivo realizado. Diante da
negativa daquele órgão em conceder a autorização, o MEC constantemente tem buscado capacitar e
motivar seus servidores para minimizar a evasão e para que o ministério continue a oferecer
serviços públicos de qualidade.
Outro ponto que necessita de atenção especial é com relação aos sistemas gerenciais,
considerando a necessidade e a importância de implementar modernas ferramentas de gestão para
que possam emitir relatórios e ampliar o controle das ações e programas de gestão de pessoas.
Atualmente há poucos sistemas gerenciais que possam ajudar a avaliar os indicadores de gestão de
pessoas.

CONTRATAÇÃO DE PESSOAL DE APOIO E DE ESTAGIÁRIOS


Cumpre salientar que, em 2015, a Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas fiscalizou a
execução de quatro contratos de mão de obra terceirizada, sendo um de serviços de secretariado,
dois de serviços de apoio jurídico e revisor de texto e um de auxiliar em saúde bucal.
Considerando o número de profissionais contratados (293 colaboradores) em relação ao
quantitativo da força de trabalho do MEC (1.073 servidores), identificou-se que somente esses
quatro contratos representam um percentual de 27,3% da força de trabalho do ministério. Cabe
esclarecer que as atribuições dos postos de trabalho contratados não coincidem com as atribuições
dos cargos disponíveis no MEC.

Relatório de Gestão Consolidado MEC Exercício 2015 192


Quadro – Contratos de prestação de serviços não abrangidos pelo plano de cargos da unidade
Unidade Contratante
Nome: Ministério da Educação
UG/Gestão: 150002
Informações sobre os Contratos

Período Contratual de Execução Nível de escolaridade


Ano do Empresa Contratada das Atividades Contratadas mínimo exigido dos
Objeto Sit.
Contrato (CNPJ) trabalhadores
Início Fim contratados
Serviços de vigilância patrimonial,
armada e desarmada e serviços de
2014 02.717.460/0001-60 2/7/2014 2/7/2016 Ensino Médio (P)
monitoramento nas instalações dos
prédios do MEC, em Brasília-DF
Serviços de prevenção e combate a
incêndio, por meio de Brigada de
Bombeiros Particular, com o
fornecimento dos respectivos Ensino Médio
Equipamentos de Proteção Individual,
2013 37.077.716/0001-05 29/1/2013 28/1/2017 (P)
Equipamento de Proteção Coletivo e de
Material de Primeiros Socorros, para
atuação nas dependências dos Edifícios
Sede, Anexos I e II, Conselho Nacional
de Educação e Garagem do MEC.
Serviços de locação de veículos, com
motoristas executivos, devidamente Ensino Médio
habilitados e disponibilização de
combustível, para atender as
2015 04.201.934/0001-42 31/8/2015 31/8/2016 (A)
necessidades do MEC, no transporte do
Senhor Ministro, secretários e servidores
a serviço, em deslocamentos no Distrito
Federal e entorno.
Serviços de carregador, para atender às (A)
2015 12.164.385/0001-01 2/9/2015 2/9/2016 Ensino Fundamental
necessidades do MEC.
Serviços de ascensorista, recepcionista e (A)
Ensino Fundamental
2015 contínuo para atender às necessidades do 07.200.004/0001-62 11/8/2015 11/8/2016
e Ensino Médio
MEC.
Serviços de lavagem de veículos da frota Ensino Fundamental (P)
2011 12.978.443/0001-30 15/8/2011 15/8/2016
oficial do MEC, em Brasília – DF.
Serviços de limpeza, conservação e
higienização, com fornecimento de mão Ensino Fundamental (P)
2011 de obra, de materiais de consumo e de 08.247.960/0001-62 11/7/2011 11/7/2016
equipamentos necessários, a serem
executados nas dependências do MEC.
Serviços de copeiragem, garçom e
cozinheiro, de forma contínua, e (P)
2013 78.533.312/0001-58 27/12/2013 27/12/2013 Ensino Médio
fornecimentos complementares para
atender às necessidades do MEC.
Nível Médio (P)
Serviços de Técnico em Secretariado e
2014 08.247.960/0001-62 29/11/2014 29/11/2016 (Técnico) e Nível
Se